UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

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Cadernos
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de Ensino
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Pró-Reitoria de Ensino

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FICHA CATALOGRÁFICA

Projeto
Elisabeth Juchem Machado Leal Simone Ghisi Feuerschutte Elaboração Josiane da Silva Delvan Luciano Dalla Giacomassa Colaboração

Cássia Ferri Regina Célia Linhares Hostins Coordenação

Elisabeth Juchem Machado Leal Revisão e atualização Hildo Rocha Neto Nilton Córdova Fotografia

José Roberto Azevedo Júnior Capa Camila Morgana Lourenço Projeto Gráfico Charlles Giovany Faqueti Fábio Zella de Souza José Roberto Azevedo Júnior Isadora Molleri Editoração Eletrônica

Pedagogico

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elaboração de trabalhos acadêmico-científicos

ITAJAÍ - SC Junho/2011 Ano 2 - nº 4

de Ensino
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Pró-Reitoria de Ensino

de abril de 2011.724. de1990. Em junho de 2011 o texto deste documento foi atualizado para incorporação das alterações referentes à apresentação de trabalhos acadêmicos contidas na terceira edição da NBR 14... .4. bem como daquelas decorrentes do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

.................................26 ARTIgO CIEnTÍFICO ...............................................................................................................................................4 5.37 MEMORIAl ..................................................................1 6...............27 Propósitos ...2 2.........................1 4.............................................30 Indicativos dos tópicos (seções) do artigo científico................................................13 FIChAMEnTO ......................5 6 6...2 5..................................................................................................................................25 Propósitos ............................30 Elementos pós-textuais .........34 Procedimentos ..................................................................................................................................................26 Avaliação ......3 2...............................................................................................................................................16 Procedimentos .............................29 Elementos pré-textuais ...UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ SUMÁRIO APRESEnTAçãO ......................2 3............................................................... Position PaPer OU POSICIOnAMEnTO PESSOAl ..........................21 Conceito ......................25 Procedimentos ..................................................................................1 2..................................4 3.............................................................................................................................................................27 Conceito..................2 2....5 7 InTROdUçãO ............20 RESEnhA CRÍTICA .....................................................................................3....................................................................................1 5...........28 Procedimentos quanto à forma de apresentação ...21 Propósitos ..........1 3..........................27 Procedimentos quanto à elaboração ........................................................................................................................................31 RElATóRIO ...................30 Elementos textuais .................................................................................................................33 Conceito ........................................11 1 2 2.........................31 Avaliação ............................... ..21 Procedimentos ...............................4 3 3...............................................................1 5.....................................3 6.................................................................................................18 Avaliação ........................4 5 5...........4...................... 09 PARTE 1 ..............................................22 A apresentação da resenha ...................................................34 Tipos de relatórios ..............35 Avaliação ..................................Elaboração de trabalhos acadêmico-científicos ........................................................................2 6........................................... 39 .................................4 5.................................................................................15 Os propósitos do fichamento........................................3 5....................................4.........................................3 3....................................15 Conceito...................3 4...................................5 4 4................................................................................................................1 2......................24 PaPer.....4................................4................................17 Ficha de leitura ................................................................................................4 6.............................................................................................25 Conceito....................2 5....3 5..................................................2 4.......................................... 5 ...17 Ficha bibliográfica ..................3............................................................................23 Avaliação .............................33 Propósitos .....

..............................................1 Citação direta...4...........4.............................4.......... 72 ..........4.............................................................3.................... 62 3..............................................3................................................................................................................. 64 3.................................................. 45 1.......1 7..3.................................. 39 Procedimentos .........................4 Artigo e/ou matéria de revista.................. dentre outros.....................................................................1 Regras quanto à autoria .........2 Tipos de citação .........1 Localização das referências ...........................1......2 Eventos como um todo em meio eletrônico ........2................3...2 Partes de publicações périódicas ............................Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ................2 Citação indireta: paráfrase e condensação ........................... 64 3.................1 Regras gerais para citação ......................... 72 3......................... 56 3 ElAbORAçãO dE REFERênCIAS ...........2......................................................1 Eventos como um todo .. 55 Exemplos de resumos..............................................3... 58 3........................1.........................................4 Normas complementares para citação ........... textual ou literal ...... 46 1....2.........................5 Considerações finais sobre as normas de citação .4.................... 68 3...3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas ......................... 52 1.......................... 67 3...6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico ............... 46 1.1 RESUMOS dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS ..............................................................3 Alterações na citação..................5 Regras quanto à data ....... 53 2 2..............4................................................4 Conceito........................... 40 Avaliação .3 7.4...................................................................2................ 57 3...3.........................................1 Monografias consideradas no todo .......... 50 1..................6 Regra quanto à paginação ..3......... 68 3...................4.........2 Aspectos gráficos das referências ................ 43 1 CITAçõES ....................................... 47 1.......2 Monografias no todo em meio eletrônico ........4.......................................................................2 7...........................4 Modelos de elaboração de referências ......... 57 3...3 Regras quanto à edição e editora ...................................1 Monografias .........................................................................4.................................3 Regras gerais para elaboração de referências .......................... 67 3.............................. 71 3.........4 Parte de monografia em meio eletrônico ........................................................................... 65 3........................................ 71 3..................................................................... 69 3.................................................1..................................... 70 3.............................................................................2.....................6..3.............. 7..................................... 39 Propósitos ......................................... 45 1................2 Regras quanto ao título e subtítulo ................. 59 3...................2.......................... 59 3..............4........................................................................................ 72 3.......4 Regras quanto ao local ...............3 Partes de monografia ... 70 3.......................................4................................................................. 61 3...............2................. 48 1................................2 Publicações periódicas ................................4.........4........................... em meio eletrônico...................... 65 3... 65 3................5 Artigo e/ou matéria de jornal .............................. 63 3........... 69 3.........................1..................................1 Publicação periódica como um todo .....3 Publicações em eventos ....................................................................................... boletim.........2.................... 41 PARTE 2 .....................3 Citação da citação ....2..........4....

...13 Séries e coleções ........4 Documento jurídico em meio eletrônico ............... 74 3........................................................... 79 3.....................................................14 Notas ................... 96 Apêndice B .............4..................................................4.......... 87 Paginação.................10 Documento tridimensional .......4............................................................................................4 Documentos jurídicos..................3 5..............7............................................................................... 80 3..............................Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos............................ 100 Apêndice D .............. 73 3.....................4..............................................................................................................4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico .........................................................4........4 5...............................UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.............................................8 ESTRUTURA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS ................................................................. 84 Elementos pós-textuais ............................ 74 3............4..5 Patente .............................7 Documento iconográfico ............1 Documento iconográfico em meio eletrônico .................. 85 APRESEnTAçãO gRÁFICA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS .....................3.......................4..........................................1 Documento cartográfico em meio eletrônico.................2 Jurisprudência ...................................11 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico ...............6 Documento cartográfico .......4...................................... 95 Apêndice A ........6.............................................................................................................4.................................. 77 3.... 91 REFERênCIAS .............Modelo de página de abertura (artigo científico) ............................... 78 3.........4................ 103 .......................3.................................................................................................. 87 Margens e espacejamento.............Exemplo de sumário .......................................4.... 90 Equações e fórmulas................... 75 3.....4......................................................................... 92 APêndICES .......Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos ............................ 77 3.........................................................9 Documento sonoro .......6 5................................................. 87 Formato ....................................2 5...........................................4..........................3 5 5.......................8 Imagem em movimento ...................................4.......... 81 Elementos pré-textuais ..Capa de trabalhos acadêmico-científicos .............. 98 Apêndice C ........................................4........... 74 3...........................1 Legislação .........................12 Bula de remédio ....................................................................................................4......... 75 3....4............ 102 Apêndice E ................................. 75 3.............................. 73 3.......3 Doutrina ................................................2 4......... 80 4 4......... 78 3..................................................................................... 79 3....................... 80 3........ 88 Parágrafo ...........................................................7 5...4..................................4.............4............................. 89 Ilustrações................................. 89 Tabelas ...........................................................................................3 Trabalho apresentado em evento .1 4............................. 7 .......................................... 88 Títulos e indicativos numéricos ......................4...................................... 76 3........5 5....................................4....... 76 3........1 5................................................................................................................. 81 Elementos textuais .4...................................

...8.

nas diversas disciplinas: a resenha crítica. O documento oferece. também podem ser de utilidade para o acadêmico que tem por hábito examinar criticamente suas produções. são apresentadas sugestões para a avaliação desses diferentes tipos de produções acadêmicas de seus alunos. progressivamente. os passos necessários para sua elaboração.724. o memorial. o artigo científico.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APRESEnTAçãO Este número 4 dos Cadernos de Ensino. de fato. citações. 9 . solicitados por seus professores. as quais. referências. ou seja. publicada em dezembro de 2005. Para os docentes. o “caminho das pedras”. Foi utilizado de início por formadores no Programa de Formação Docentes do Ensino Superior e distribuído aos docentes da Univali participantes das oficinas. Profª Cássia Ferri Pró-Reitora de Ensino .500 exemplares. Em 2006. detalhando. especialmente aos acadêmicos que recém ingressam na universidade. sua versão digital. cuja atualização incorporou as orientações da então nova edição da NBR 6022 sobre a apresentação de artigos científicos. como é o caso dos fichamentos ou relatórios de leitura. na página da Biblioteca Comunitária e na intranet. por assim dizer. foi colocada à disposição da comunidade acadêmica. estrutura e apresentação de trabalhos acadêmico-científicos. o relatório (relacionado a diversas atividades práticas). a versão digital da Elaboração de Trabalhos Acadêmico-científicos foi revisada e atualizada em decorrência da segunda edição da NBR 14. provocou nova revisão e atualização do nº 4 dos Cadernos de Ensino. com uma tiragem de 1. A terceira edição desta norma. possibilita ao universitário o domínio progressivo de praticas indispensáveis à atividade científica: a busca. o registro e a apropriação do conhecimento acumulado e tido como válido para seus próprios fins de produção de conhecimento. o paper. dedicado à elaboração de trabalhos acadêmico-científicos teve sua primeira edição impressa em 2003. no link Downloads/Manuais. publicada em abril de 2011. O exercício de leitura e produção escrita. assim como aos acadêmicos de cursos de pós-graduação.. Completam o documento as normas para elaboração de resumos.. antes de submetê-las à avaliação de seu professor. orientações detalhadas a respeito dos diversos tipos de trabalhos acadêmico-científicos que serão. Oferece também aos acadêmicos dos demais períodos. Posteriormente. que ora colocamos à disposição da comunidade acadêmica. que gradativamente avança para níveis de maior complexidade. as orientações indispensáveis ao tipo de trabalho acadêmico mais básico.

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Parte 1
Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos

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1 InTROdUçãO
A ênfase que vem sendo colocada nas atividades de pesquisa articuladas ao ensino e à extensão, com vistas à elevação do nível de qualidade dos cursos superiores, requer que as atividades referentes à investigação, sistematização e socialização do conhecimento deixem de ter no professor seu principal protagonista e passem a ser compartilhadas por professores e alunos. Por outro lado, um dos desafios que hoje se colocam para a universidade consiste na formação de um profissional capaz de pensar e agir num contexto de alta complexidade – decorrente da natureza dos problemas com os quais nos defrontamos – valendo-se para tanto da capacidade de analisar criticamente a realidade à luz de conhecimentos teóricos e de atuar com competência de modo autônomo e consequente. Ao lado desse fato, devese considerar que a busca, a apropriação e o uso do conhecimento técnico-científico são atividades permanentes na carreira do profissional de nível superior, dada a necessidade de atualização em face aos rápidos avanços da ciência. Para tanto parece ser indispensável que os acadêmicos se exercitem, desde os primeiros dias de sua trajetória acadêmica, no uso de um instrumental teórico-metodológico que lhes possibilite o progressivo domínio das práticas do trabalho intelectual, de modo a se tornarem não apenas consumidores como também produtores de conhecimento. Demo (1996, p.28-29) diz ser fundamental que os acadêmicos:
[...] escrevam, redijam, coloquem no papel o que querem dizer e fazer, sobretudo alcancem a capacidade de formular. Formular, elaborar são termos essenciais da formação do sujeito, porque significam propriamente a competência, à medida que se supera a recepção passiva do conhecimento, passando a participar como sujeito capaz de propor e contrapor[...] Aprende a duvidar, a perguntar, a querer saber sempre mais e melhor. A partir daí, surge o desafio da elaboração própria, pela qual o sujeito que desperta começa a ganhar forma, expressão, contorno, perfil. Deixa-se para trás a condição de objeto.

Esse processo contribui decisivamente para a formação de profissionais cujo perfil compreende as competências necessárias à busca do conhecimento, à sua adequada utilização para a solução dos problemas e à elaboração de novos conhecimentos. A formação universitária, em todas as áreas do conhecimento, se faz, portanto, mediante a progressiva iniciação do aluno às práticas do trabalho intelectual, atividade central na vida acadêmica. Essa iniciação compreende a aquisição gradativa de um conjunto de competências, de complexidade e sofisticação crescentes, assim identificadas: - competências referentes ao trato da informação: - ler e compreender textos teóricos, a competência de maior importância e suas competências subsidiárias: identificar as fontes bibliográficas mais relevantes da área; buscar e adquirir a informação necessária para a realização de trabalhos; registrar a informação e as respectivas fontes ... 13

redigir: progredir do exercício inicial sob a forma de resumo. observar. bem como normas relativas à estrutura e apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. papers. . inferir. . relatório e memorial. não são aqui tratados. . demonstrar (ou provar) por argumentação.competências cognitivas: -referentes ao raciocínio: identificar proposições. os procedimentos para sua elaboração e organização e sugestões para sua avaliação. parafrasear. interpretar criticamente. projeto e relatório de pesquisa. definir.ligadas à formação de conceitos: fazer distinções e conexões. Dessa forma. projetos de pesquisa). . dominar as praxes de citação e de referência. . documentais ou outras (fazer resumos. referências). tanto a professores como a acadêmicos. sistemático e intensivo. extrair significados. fichamentos. .. São muitos os tipos de trabalhos acadêmicocientíficos que poderiam ser incluídos em um documento como este. ou mesmo o ensaio. Na segunda parte são apresentadas orientações para elaboração e uso de citações. por se considerar que são os tipos de uso mais frequente nas várias disciplinas dos cursos de graduação. explicar. paper. subsidiariamente. orientações básicas para a elaboração de trabalhos acadêmico-científicos. no entanto. de resumos de artigos e de referências. bem como de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos. resenha crítica. O texto ora apresentado pretende oferecer. .referentes às práticas de investigação: formular questões e hipóteses.. No entanto.14. dissertação de mestrado e tese de doutorado.competências necessárias à capacidade de elaboração própria: . bibliográficas. embora também sejam trabalhos acadêmicocientíficos. autocorrigir-se (ou reformular o anteriormente formulado). artigos. .apresentar e discutir temas. A primeira parte do documento trata dos tipos acima mencionados de trabalhos acadêmicocientíficos: seu conceito e propósitos. artigo científico. somente será desenvolvido pelos acadêmicos se estes tiverem oportunidades efetivas de exercitá-las de modo gradativo.analisar e apreciar criticamente textos teóricos. estabelecer relações. até chegar à elaboração de texto próprio (resenhas. Esse conjunto de competências. ou de Metodologia Científica – a criação dessas oportunidades em todas as disciplinas.referentes à capacidade de interpretação: perceber implicações. E compete ao professor – a todos os professores e não apenas aos professores responsáveis pelas disciplinas de Língua Portuguesa. optou-se pelo fichamento.

é otimizar a leitura. funcionam como método de aprendizagem e memorização dos conteúdos. coerente e objetivo. De acordo com Henriques e Medeiros (1999. etc. Como o fichamento consiste no resultado do trabalho de leitura. artigos. p.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 FIChAMEnTO 2. como o docente e o pesquisador têm de manipular uma considerável quantidade de material bibliográfico. literária ou mesmo de uma matéria jornalística. ou. seja na aprendizagem dos conteúdos das diversas disciplinas que integram o currículo acadêmico. a identificação das ideias principais e seu registro escrito de modo conciso.100). Assim sendo. cujo autor é o “fichador”. preferem substituir esse nome pela expressão “relatório de leitura”. d) organizar as informações colhidas”. b) registrar o conteúdo das obras. . para utilização posterior em suas produções escritas.. filosófica. então. A prática do fichamento representa. 15 .1 Conceito O fichamento é uma técnica de trabalho intelectual que consiste no registro sintético e documentado das ideias s e/ou informações mais relevantes (para o leitor) de uma obra científica. de textos para aulas. os fichamentos ou relatórios de leitura. Fichar um texto significa sintetizá-lo. seja ele aluno ou professor. além de possibilitar a organização dos textos pesquisados e a seleção dos dados mais importantes desses textos.. palestras ou conferências. essencial para a elaboração de resenhas. Pode-se dizer que esse registro escrito – o fichamento – é um novo texto. um importante meio para exercitar a escrita. papers. sejam elas de iniciação à redação científica (tais como os primeiros trabalhos escritos que o estudante é solicitado a produzir). sua compreensão. portanto. cuja informação teórica ou factual mais significativa deve ser não apenas assimilada. como também registrada e documentada. de elaboração da monografia de conclusão de curso do graduando. monografias de conclusão de curso. A principal utilidade da técnica de fichamento. o fichamento objetiva: “a) identificar as obras consultadas. alguns autores. o que requer a leitura atenta do texto. A importância do fichamento para a assimilação e produção do conhecimento é dada pela necessidade que tanto o estudante. seja na pesquisa científica – como enfatiza Pasold (1999) –. a exemplo de Nunes (1997). assim. da dissertação de mestrado ou do relatório de pesquisa do pesquisador. c) registrar as reflexões proporcionadas pelo material de leitura. constituindose em instrumento básico para a redação de trabalhos científicos. no caso do professor. na Universidade.

artigos e textos teóricos. podem ser considerados dois tipos de fichamento: a) o fichamento que é solicitado ao estudante universitário como exercício acadêmico. no primeiro tipo de fichamento (a) é o raciocínio. No primeiro caso – fichamento como exercício acadêmico –. No segundo tipo (b). dos quais se falará mais adiante. São esses propósitos temáticos que orientam o “fichador ” quando seleciona ideias. diferencia-se apenas na sua apresentação. um artigo. com o propósito de registrar sistematicamente e documentar as informações teóricas e factuais necessárias à elaboração do seu trabalho.16. a argumentação do autor da obra ou do texto que “comanda” o trabalho de resumo do fichador. o fichamento será tanto mais eficiente quanto mais claros forem para o estudante ou para o pesquisador os propósitos desse trabalho. no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. em qualquer caso.. b) o fichamento que é feito pelo estudante. o fichamento está “a serviço” da pesquisa que o estudante. a decisão sobre o que retirar de um texto ou de uma obra e registrar sob a forma de resumo ou de citação. um seminário ou um relatório de pesquisa. o simples propósito de resumir o texto é o propósito dominante. deve apresentar os indispensáveis elementos de identificação. Ora. . terá como critério selecionador os “propósitos temáticos” dados pelo próprio tema da pesquisa e suas ramificações. que tanto pode ser uma resenha. que pode ser numa ficha manuscrita ou numa folha digitada. nesse caso o fichamento consiste. Dessa forma. No segundo caso – fichamento no contexto da pesquisa ou da revisão bibliográfica –.2 Os propósitos do fichamento Seja como técnica auxiliar da pesquisa bibliográfica. elementos teóricos ou factuais que integrarão o resumo. com o propósito de desenvolver as habilidades exigidas para o estudo e assimilação de textos teóricos. o critério organizador do fichamento será dado pela própria lógica do texto. 2. conceitos ou fatos que interessam resumir ou registrar nos fichamentos que fará das obras selecionadas. no registro documentado do resumo do texto indicado pelo professor. como toda e qualquer pesquisa está centrada num tema. em geral. o docente ou o pesquisador se propôs. conceitos. seja como técnica auxiliar de estudo de obras. são os propósitos temáticos de quem estuda as obras consultadas que “comandam” a seleção das ideias. Dependendo dos seus propósitos. Assim. pelo docente ou pelo pesquisador. uma monografia. o fichamento praticamente se identifica com o resumo. ou assimilar o conteúdo ou parte do conteúdo de uma disciplina. nesse caso.. mas que.

devem conter três elementos: . As fichas. por exemplo. Severino (2000. 35-45). Eco (1988. dependendo das necessidades de quem estuda ou pesquisa. 17 . um título que indica o assunto ao qual a ficha se refere. 87-112). . como já foi dito. apenas dois tipos de fichas serão a seguir apresentados. à direita. como. p. para que a ela se possa retornar caso haja necessidade. de um subtítulo. arquivo público.1 Ficha bibliográfica Destina-se a documentar a bibliografia relativa a um determinado assunto. Exemplo de ficha bibliográfica . p. que variará conforme o tipo de fichamento que o estudante ou pesquisador pretenda fazer.3 Procedimentos São variados os tipos de fichas que podem ser criados.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2. Leite (1985.. Embora muitos tipos de fichas possam ser elaborados no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. pode ser adotado o uso. etc. p. elaborada de acordo com a NBR 6023:2002 da ABNT. é importante ainda que conste a localização da obra (biblioteca.referência: o segundo elemento da ficha será a referência completa da obra ou do texto ao qual a ficha se refere.). 2. ou seja.corpo da ficha..cabeçalho: no alto da ficha ou da folha. o conteúdo propriamente dito. por serem considerados os mais essenciais. sejam elas de cartolina ou de papel A-4 (que substituíram as de cartolina pelas facilidades oferecidas pelos micros). p.3. 42-55) e Pasold (1999. 105-121) oferecem importantes orientações práticas sobre diferentes tipos de fichas e sua organização. breve indicação do conteúdo da obra ou de sua importância para algum aspecto do trabalho que o estudante ou o pesquisador tem em andamento. O seu corpo pode ser constituído de poucas informações. após o título geral. .

6465). no entanto. a decisão de incluir. O corpo da ficha consistirá no resumo da obra ou da parte da obra que interessa ao fichador. que deverão estar sempre entre aspas – das expressões ou palavras próprias do fichador. – utilizar linguagem clara. A seguir se encontra um exemplo de ficha de leitura. um comentário sobre o texto fichado. – apresentar uma sequência corrente de frases concisas. que sintetiza o conteúdo. deverá apresentar as características de um resumo de qualidade.18. juízo de valor destituído de fundamento. deverão ser seguidos os passos recomendados por Severino (2000. optou-se por colocar na margem esquerda da folha o número da página correspondente ao trecho resumido para identificar sua localização na obra. e as citações. p. Assim sendo. ao solicitar dos alunos um fichamento. Pode ficar a critério do professor. para fazer a crítica de um texto – ainda mais quando se trata de um texto teórico – é necessário que o aluno já disponha de um certo repertório. . 2. O corpo da ficha de leitura pode ser organizado de diferentes maneiras. Nesse caso. ao seu final.2 Ficha de leitura Esse tipo de ficha destina-se ao registro sintético do conteúdo (ou de parte do conteúdo) das obras lidas. objetiva e econômica. bem como distinguir as expressões ou palavras do autor da obra – isto é. p. sempre entre aspas e com indicação da respectiva página. Para o estudante ou docente que faz um fichamento no contexto da pesquisa bibliográfica. ou seja: – ser sucinto. ideia ou argumento.. A organização da ficha deve ser feita de tal modo que permita identificar posteriormente a página da obra onde se localiza esse ou aquele conceito. apenas o resumo das ideias do autor e nenhuma citação ou comentário pessoal do fichador. Pode conter. como sugere Huhne (1992. É importante salientar que a inclusão de citações no fichamento não significa que este se confunda com um mero exercício de “recorte e colagem” de trechos da obra. deve o professor ter claro que. ou seja. ou então pode apresentar o resumo. o que tornaria a ficha mais completa. pode ser útil a inclusão no texto das novas ideias que foram surgindo durante a leitura. 47-61) para a leitura e resumo de textos teóricos que o leitor encontrará sintetizados à página 23 deste documento. as citações. Para sua elaboração. que expresse a interpretação crítica do aluno sobre o conteúdo do texto. contendo apenas resumo e citação (no exemplo. ou não. seletivo e objetivo. transcrições mais significativas de trechos do conteúdo. Atenção: o exemplo ilustra uma “ficha” de leitura em folha A-4).. outras formas podem ser adotadas.3. por exemplo. sem o que essa crítica não passará de mera opinião. – respeitar a ordem das ideias e fatos apresentados. diretas e interligadas.

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo de ficha de leitura . 19 ...

A linguagem utilizada obedece a norma culta? .4 Avaliação As orientações para avaliação do fichamento referem-se ao primeiro tipo de fichamento mencionado no item 2..As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .A interpretação crítica (no caso de ter sido solicitada) é pertinente e fundamentada ou justificada? .As ideias principais do texto estão contidas no resumo? . As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação do resumo: . ou seja..O conteúdo do resumo mantém fidelidade ao texto? (ou há deturpação das ideias?) . 2.O resumo evidencia uma redação própria do aluno? (ou consiste apenas na justaposição de uma série de frases recortadas do texto?) . aquele que é solicitado como exercício acadêmico.20.2.A obra fichada ou resumida está corretamente referenciada? .O resumo é sucinto e objetivo? .O resumo respeita a ordem das ideias apresentadas pelo autor do texto? .

que a resenha possibilita. o profissional ou o estudante pode decidir sobre a conveniência ou não de ler (ou adquirir) a obra. além do conhecimento especializado do tema. principalmente.. 21 . Portanto. a resenha deve conter: – o resumo das ideias principais da obra. compreende o resumo e o comentário de uma obra científica ou literária. A resenha crítica tornou-se importante recurso para os pesquisadores e. A resenha deve levar ao leitor informações objetivas sobre o assunto de que trata a obra. têm condições de emitir um juízo crítico. feita por cientistas que. 3. em geral.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 RESEnhA CRÍTICA 3. novos conhecimentos. de um modo geral. Mediante a leitura do resumo da obra e de sua avaliação. ou seja. tem o propósito de exercitar a capacidade de compreensão e de crítica do estudante. . da explosão de conhecimentos característica da sociedade contemporânea.2 Propósitos A resenha de obras científicas é..1 Conceito A resenha crítica consiste na apresentação sucinta e apreciação crítica do conteúdo de uma obra. – uma justificativa da apreciação realizada. – uma apreciação crítica das informações apresentadas e da forma como foram expostas e de sua avaliação. em decorrência. Quando realizada como um trabalho acadêmico. destacando a contribuição do autor: abordagem inovadora do tema ou problema. artística ou cultural em seu campo de interesse. novas teorias. para as pessoas cuja atividade profissional ou de estudo requer informações sobre a produção científica.

no entanto. cargos exercidos. (As perguntas seguintes são orientadoras: de que trata a obra? O que diz? Qual sua característica principal? Requer conhecimentos prévios para entendê-la?). Obs. – Credenciais do autor: informações gerais sobre o autor e sua qualificação acadêmica. histórico. às escolas ou correntes científicas ou filosóficas. pelo estudante. obras publicadas. títulos. exemplos.. gráficos. o que muitas vezes depende da obra resenhada. profissional ou especializada. bem como da finalidade ou destino da resenha. etc. são indispensáveis os seguintes tópicos: . . em relação ao contexto social. título. local. estudantes? Nem sempre é possível ou necessário dar resposta a todas as perguntas ou itens relacionados acima. preciso? A linguagem é correta? d) quanto à forma: é lógica. O roteiro a seguir baseia-se no modelo apresentado por Lakatos e Marconi (1991. se optar por intitular. político. econômico. p. Para fins de trabalhos acadêmicos. – Conclusão do autor: o autor apresenta (ou não) conclusões? Caso apresente. 245-246): – Referência: autor(es). 3. descrição breve do conteúdo dos capítulos ou partes da obra. figuras.o resumo da obra.)? e) a quem se destina a obra: grande público. claro. .a referência (aqui pode ser dispensado o item sobre preço da obra).a crítica do resenhista. etc. . segundo a percepção do resenhista. criativas? A abordagem dos conhecimentos é inovadora? c) quanto ao estilo: é conciso. de modo a cumprir sua finalidade.3 Procedimentos A resenha crítica deve abranger um conjunto determinado de informações.as conclusões do autor. sistematizada? Utiliza recursos explicativos (ilustrações. o título deverá guardar estreita relação com algum atributo ou ideia mais destacada da obra. desenhos. A elaboração de uma resenha crítica requer a aquisição gradativa. edição. . coerente.? b) quanto ao mérito da obra: qual . especialistas.seu quadro de referências. – Resumo da obra: resumo das ideias principais.22. quais são elas? Onde se encontram (no final da obra ou no final dos capítulos)? – Quadro de referências do autor: a que corrente de pensamento o autor se filia? Que teoria ou modelo teórico apoia seu estudo? – Crítica do resenhista (apreciação): a) como se situa o autor da obra em relação contribuição dada? As ideias são originais.. número de páginas.: O resenhista poderá (ou não) dar um título a sua resenha. editora e data de publicação. preço. objetivo.

Texto: a referência bibliográfica da obra resenhada deverá ser apresentada no início do texto. compondo um texto harmonioso. tanto como preparo para a elaboração de resenhas. . explora sua fecundidade e mantém um diálogo com o autor. Procura estabelecer uma aproximação.3 acima. em geral. o resumo do conteúdo. marcar e esquematizar as ideias relevantes. termos fundamentais à compreensão do texto). ou seja. associação e/ ou comparação com as ideias temáticas afins e com os autores que tenham desenvolvido a mesma ou outra abordagem do tema. 23 . Como trabalho acadêmico. os dados sobre a obra. Deve ser elaborada segundo o modelo constante do Apêndice B.. numa sequência adequada. A análise temática: procura interrogar e um juízo crítico.. sucinto e de fácil leitura. do texto para identificar seu plano geral.Folha de rosto: é a folha que apresenta os elementos essenciais à identificação do trabalho. o qual. buscar dados sobre o autor. identificar do que fala o texto e qual o tema de que se trata: como o autor problematiza o tema? Que posição assume? Como expõe passo a passo seu pensamento. constitui uma etapa do trabalho de elaboração da resenha. como se processa seu raciocínio e argumentação? Qual é a ideia central? Quais as ideias secundárias? 3. Avalia também sua originalidade. no entanto. de um modo geral. quer dizer.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ de competências de leitura. sobre o vocabulário (conceitos. A análise textual: etapa em que o estudante A análise interpretativa: o estudante procura tomar uma posição a respeito das ideias enunciadas. subdividir-se mediante o uso de subtítulos de acordo com aqueles elementos. a resenha deve apresentar a seguinte estrutura: . os aspectos teóricos. seu autor. . obrigatoriamente.4 A apresentação da resenha Isso não significa que o texto deva. validade e contribuição à discussão do problema. a sequência dos elementos relacionados no item 3. alcance. baseadas em Severino (2000. As análises textual e temática servem de base para a elaboração do resumo. com vistas a obter o melhor proveito de seu estudo. trabalho acadêmico distinto da resenha. aparecem. nas resenhas de boa qualidade. análise e interpretação de textos científicos. 51-57). têm o propósito de organizar. A análise crítica: o estudante formula faz uma leitura atenta. p. porém corrida. pela maneira como o autor desenvolve e aprofunda o tema. como de outros trabalhos acadêmicos. As diretrizes metodológicas que seguem. sistematizar a abordagem de textos teóricos. bem como a avaliação crítica do resenhista. os autores citados. avaliando o texto pela sua coerência interna. A redação da resenha obedecerá.

A linguagem utilizada na resenha respeita a norma culta? .5 Avaliação As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação da resenha: .Referências: caso o resenhista tenha se valido de outras obras para fundamentar a análise da obra resenhada. o sumário é elemento dispensável. Sendo a resenha um trabalho acadêmico geralmente pouco extenso e pouco ou nada subdividido. político.A obra está corretamente referenciada? .As informações sobre o autor são suficientes para sua identificação? . social) do autor é discutido? . 3.As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? . econômico.a resenha apresenta as ideias principais da obra? .Aponta as características mais relevantes da obra? .O posicionamento (teórico.. esse item é obrigatório.24. devem ser seguidas as orientações comuns aos demais trabalhos acadêmicos.A apresentação das ideias principais é sucinta e objetiva? ..A crítica do resenhista é pertinente e fundamentada ou justificada? . Quanto à apresentação gráfica. devendo ser organizado segundo a NBR 6023:2002. .As conclusões do autor são comentadas/ discutidas? .

. fatos ou situações relacionados a assuntos pertinentes a uma área de estudo.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 PaPer. artigos especializados ou de informação geral. Position PaPer ou posicionamento pessoal 4. pelo autor. podendo considerar. Sua elaboração consiste na discussão. o objetivo do paper é estimular o aprofundamento de um determinado assunto. estudos de caso ou participação em palestras.2 Propósitos No contexto da formação acadêmica. como os artigos científicos. Esse tipo de trabalho também auxilia o desenvolvimento da capacidade críticoanalítica e da criatividade do aluno. pois requer que este expresse sua interpretação e compreensão do assunto apresentado. com base na análise de pontos e contrapontos de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos. O paper pode ser usado para consolidar conteúdos trabalhados nas unidades de uma disciplina (atividade curricular). exercitando a linguagem científica na elaboração de um texto. a elaboração do posicionamento pessoal gera outras produções acadêmicas.. opiniões de especialistas. também. Na elaboração de um paper. Além disso. o professor pode solicitar ao aluno a elaboração de um posicionamento pessoal como forma de avaliar a aprendizagem individual. dentre outros tipos de publicações. 4.1 Conceito O paper. pode ser articulado a outras estratégias de ensino utilizadas na disciplina: após a realização de seminários. o autor desenvolve análises e argumentações. com objetividade e clareza. position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno texto sobre tema pré-determinado. Em alguns casos.. 25 . júri simulado. de resultados de estudos ou pesquisas científicas. promover o debate em torno de um assunto.

As conclusões são apresentadas de forma clara e objetiva? . filmes. A apresentação gráfica do paper .As críticas e os argumentos apresentados são fundamentados ou justificados de modo consistente? . As referências utilizadas no trabalho devem ser apresentadas separadamente. .Há lógica na organização geral do texto? . Os aspectos a serem considerados quanto ao conteúdo abrangem: . b) destaque dos pontos mais relevantes...O assunto/tema em discussão é analisado com profundidade? . pode (ou mesmo deve) conter citações diretas e/ ou indiretas que sustentem os argumentos do autor em relação ao tema em discussão. artigos. as etapas de introdução. exemplos ilustrativos e mencionando ideias comuns ou contrárias de outros autores. entretanto. levantando argumentos. registros ou anotações de palestras. remetendo aos propósitos expressos na apresentação. a partir dos quais será desenvolvido o paper.as principais ideias dos autores que serviram de base para o paper (quando for o caso) são apresentadas no texto? . 4.A linguagem utilizada obedece a norma culta? . c) discussão dos pontos relevantes.26. Além disso. sistematizando-se determinadas etapas.Leitura: exploração e leitura de materiais relacionados ao tema. como todo trabalho acadêmico. Isso significa que o texto é redigido sem divisões em subtítulos.As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos são respeitadas? . Como todo trabalho acadêmico. desenvolvimento e conclusão.4 Avaliação Para avaliar um trabalho do tipo paper pode-se buscar respostas para questões como: . ao final do texto.. o paper deve apresentar em sua estrutura.Planejamento do paper: compreende a elaboração de um roteiro ou esquema com as principais ideias referentes a: a) apresentação do assunto e propósitos do paper. segue os padrões descritos no tópico 5 da Parte II deste documento referente às normas de apresentação de trabalhos científicos e acadêmicos. etc. deixando-se claro. o encadeamento entre as ideias iniciais. tais como: textos. 4. a análise do assunto e as conclusões do seu autor. d) síntese conclusiva. de forma articulada.3 Procedimentos Para a elaboração do paper é preciso considerar critérios relacionados ao conteúdo e à forma.A análise das ideias é coerente/ consistente? .

teorias ou mesmo hipóteses de forma a discuti-los ou pormenorizar aspectos. de acordo com Marconi e Lakatos (2001. . Sua publicação em periódicos especializados é uma forma de divulgação do conhecimento produzido no meio científico e acadêmico. O artigo científico.. ao apresentar de forma completa. discute e divulga ideias. Além desses objetivos. o artigo científico tende a ser usado como estratégia de ensino para o desenvolvimento da capacidade de síntese das experiências de pesquisa realizadas pelo aluno. ou repitam a experiência – confirmando ou não seus resultados –. dissertações ou teses.estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos. experimental ou de campo). embora sucinta. documental. . difere de trabalhos científicos. . No contexto da formação acadêmica. o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à linguagem científica que necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclusão de curso. 88): .. 27 . Por sua reduzida dimensão e conteúdo.resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesquisa. como monografias.discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores). esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos. .1 Conceito O artigo científico consiste em um texto que apresenta. processos e resultados de pesquisa científica (bibliográfica.2 Propósitos De um modo geral. p. buscando a resolução satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada. a partir de novos enfoques ou perspectivas. Isso permite que outros pesquisadores. os propósitos. ideias. o artigo é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 ARTIgO CIEnTÍFICO 5.aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados.aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas. ampliando as discussões e o conhecimento sobre o assunto e inspirando novas pesquisas. os procedimentos de uma pesquisa. 5. . ou nela se baseiem. Ao produzir o artigo. a metodologia empregada por seu autor e os resultados obtidos. o artigo científico pode abordar conceitos. métodos e técnicas. possibilita ao leitor avaliar a pesquisa realizada. Entretanto.

é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado (vide item 5. a elaboração deste plano é útil. em primeiro lugar. que se constitui como dedução lógica do estudo. Todavia. . Quando o artigo se refere à comunicação de resultados de pesquisa.sistematize um roteiro básico das ideias. iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo. resultados (apresentação e avaliação dos dados encontrados. fazer comparações. evitando que o autor se perca durante a elaboração. porém de forma breve e sintética. explicando e avaliando os resultados.102). se for o caso. A elaboração de artigos estimula. fatos ou outros estudos. materiais. No tópico das considerações finais. o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: introdução. de fichamentos..reúna as informações e conhecimentos necessários por meio de leituras (textos e documentos).. Podem ser incluídas sugestões ou recomendações para outras pesquisas. conceitos. No desenvolvimento (corpo do artigo). destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho. para sistematizar a comunicação a ser feita. formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos teóricos ou de evidências empíricas já sistematizadas. aspectos metodológicos (caracterização da pesquisa e da população. é preciso que o autor: . destacam-se os seus resultados.2). também auxilia como recurso pedagógico para . por fim. registros de observações ou evidências factuais. a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de ideias de diferentes autores. O texto contém a exposição e a explicação das ideias e do material pesquisado e pode ser subdividido da seguinte forma: referenciais teóricos da pesquisa (apresentação de conceitos sistematizados com base na literatura). teorias. técnicas e equipamentos utilizados). Por outro lado. contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos. discussão e análise (confronto entre os resultados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos). deve ser estruturado da forma a seguir descrita. são apresentados os dados do estudo. independente de ter propósitos distintos. 5. p. podendose utilizar tabelas e ilustrações).3 Procedimentos quanto à elaboração Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico. uma síntese da metodologia utilizada na pesquisa. Já no caso do artigo constituir-se como uma produção ou comunicação escrita sobre ideias. relacionando-os aos objetivos propostos na introdução. comparando-se com outros estudos já realizados.28. A introdução apresenta o assunto do artigo – tema da pesquisa – e seus objetivos. desenvolvimento e conclusão. ainda. e descrição dos métodos. a justificativa do trabalho e suas limitações. seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e. De acordo com Leal (2001.

além de descrever os objetivos e os fundamentos que orientam o trabalho.. É preciso evitar. A estrutura de artigos científicos compreende elementos pré-textuais. Devem ser evitadas as gírias. porém. A definição do título do artigo deve corresponder. Caso se trate de artigo a ser apresentado em eventos (congressos. 29 . 5. . mencionar eventuais implicações ou efeitos a partir do conteúdo apresentado. ao conteúdo desenvolvido. caso isso não aconteça. . deve o autor dividir o tema em discussão. ainda. coerência e estrita observância das regras da norma culta. Pode.ao apresentar o artigo – na introdução –. expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetivos desnecessários. a forma como o artigo está organizado.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ reflexão e organização lógica das ideias a serem abordadas.).no desenvolvimento do artigo. é conveniente que o autor contextualize o tema. corre-se o risco de comprometer a aprovação do artigo. cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo. convém observar também os critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ ou editores. pois. sugerindo a continuidade das discussões a respeito. . também. bem como os limites do artigo quanto à extensão e à profundidade (LEAL. ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia. p. o que pode prejudicar a sua compreensão. as expectativas em relação a ele.106).na conclusão. 2001.4 Procedimentos quanto à forma de apresentação A apresentação do artigo científico para publicação científica impressa deve seguir as orientações da NBR 6022:2003. o autor apresenta uma síntese das principais ideias trabalhadas no corpo do artigo. conferindo “ao conjunto a indispensável unidade e homogeneidade. de forma adequada. Vale ressaltar que as divisões. . seminários. É necessário que as referidas partes e respectivas ideias estejam articuladas de forma lógica. precisão. relacionando-as com os objetivos previamente estabelecidos. Também é preciso evitar explicações repetitivas ou supérfluas.. motivando para a leitura. 2001. textuais e pós-textuais.” (LEAL.103). para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor. destacando sua importância teórica ou prática. o excesso de subdivisões. etc. O artigo científico deve ser redigido com objetividade. subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou importância. p. Ao final da introdução deve apresentar.

cuja apresentação também deve observar a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento). o desenvolvimento e a conclusão. após os elementos pós-textuais.3 Elementos pós-textuais . elaborado de acordo com a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento).Palavras-chave na língua do texto.Nota(s) explicativa(s) (elemento opcional): caso existam. . .4. . 5. .Palavras-chave em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão das palavraschave na língua do texto para a mesma língua do resumo em língua estrangeira (vide seção 2 da Parte II deste documento). o currículo.Glossário (opcional): deve ser organizado em ordem alfabética. precedendo o resumo em língua estrangeira. .. podem ser dispostos em rodapé indicado por asterisco na página de abertura (vide modelo do Apêndice E).Título e subtítulo (se houver) figuram na página de abertura do artigo.Resumo na língua do texto.1 Elementos pré-textuais . . 5. assim como os endereços postal e eletrônico. então. já detalhados na seção 5. .Nome do(s) autor(es) acompanhado(s) por breve currículo qualificando-o(s) na área de conhecimento do artigo.. onde também são colocados os agradecimentos do(s) autor(es) (caso sejam necessários) e a data de entrega dos originais.30. diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos e na língua do texto. ou. Segundo a NBR 6022:2003. 5.2 Elementos textuais Os elementos textuais compreendem a introdução.4.Referências (obrigatório): elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002 (vide seção 3 da Parte II deste documento).Título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira. são apresentadas em relação única e consecutiva e numeradas com algarismos arábicos. .3.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão do resumo na língua do texto para idioma de divulgação internacional (vide seção 2 da Parte II deste documento). . diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos.4.

então. . complementar ao seu trabalho. Para a avaliação de artigos científicos.referencial teórico claramente identificado.. podem ser descritos vários critérios (AMR1 . . SEVERINO. . organização. seguidas de travessão e respectivo título (Ex.coerência entre as informações e no encadeamento do raciocínio lógico.apresentação de suposições (hipóteses) sustentadas em teorias e crenças consideradas verdadeiras a partir do paradigma do qual se originam. 2000).identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados). siglas. . ilustrações e tabelas (seção 5). muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores. justificativa e importância do artigo.4.5 Avaliação O artigo científico pode ser avaliado segundo inúmeros critérios.: APÊNDICE A . Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas.ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos.: ANEXO B Estrutura organizacional da Empresa Alfa). 31 1 American Management Review (periódico americano que apresenta diretrizes básicas para revisão de artigos científicos).clareza na apresentação dos objetivos. 1999. equações e fórmulas. conforme a NBR 6024:2003 (vide seção 5.Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação. . 5. .demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto. o leitor encontrará orientações sobre elaboração/ emprego de citações (seção 1).4 Indicativo dos tópicos (seções) do artigo científico Os títulos das partes ou seções que dividem o texto de um artigo científico devem ser alinhados à esquerda. comprova ou ilustra seu conteúdo. 2001. coerente e adequado aos propósitos do artigo. FEITOSA.clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivíduo. . decorrentes dos objetivos propostos pelo professor. precedidos por numeração progressiva.ausência de saltos de raciocínio na passagem . sociedade). Normalmente.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. as suposições devem ser claras e justificadas.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . seguidas de travessão e respectivo título (Ex.4 da Parte II deste documento). tais como: a) Quanto ao conteúdo: . . . Observação: na Parte II deste documento. que complementa. . 5..Questionário). são identificados por letras maiúsculas consecutivas. adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos.

.atendimento aos objetivos propostos. . .originalidade e inovação do assunto abordado. precisão e coerência na escrita do texto. . .resumo claro e informativo.uso/seleção de literatura pertinente à análise. -\articulação entre sugestões ou recomendações e as discussões apresentadas no texto. . . . de um parágrafo para outro. b) Quanto à forma: .elementos de transição entre parágrafos adequados ao sentido e à lógica dos conteúdos. .. .demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões.unidade e articulação do texto (encadeamento lógico). .coerência e padronização dos termos técnicos.objetividade.observância das regras da norma culta. . . .adequação do título ao conteúdo.postura ética no trato do tema e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio). . ou de um conceito para outro.uso fiel das fontes mencionadas no artigo. .elaboração de análise e síntese diante de conceitos teóricos semelhantes e/ou divergentes.. .afirmativas unívocas. sem duplo sentido. .uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto.uso correto de citações devidamente referenciadas. com a correta relação com os fatos analisados. .32.observância das normas de apresentação de um artigo.linguagem acessível.

] 6 Qualquer exposição pormenorizada de circunstâncias. realização de uma intervenção ou procedimento especializado. esse tipo de trabalho acadêmico por vezes tem sua elaboração negligenciada. 2 Descrição minuciosa e circunstanciada dos fatos ocorridos na gerência de administração pública ou de sociedade. na sua organização ou apresentação. ou mesmo por não serem muito difundidas orientações para sua elaboração... acompanhado dos argumentos que militam a favor ou contra a sua adoção. pois os termos minuciosa e circunstanciada são usados para qualificar a descrição. sobre a sequência de um acontecimento qualquer. geralmente relacionados a atividades práticas – visitas.1808) encontram-se as seguintes: 1 Exposição. o qual.1 Conceito A compreensão do que é um relatório pode começar pelo exame das definições que os léxicos oferecem. em diversas disciplinas. até mesmo de um objeto. O relatório de que se trata aqui é uma modalidade de trabalho escrito que não se confunde com o relatório de pesquisa – esse destinado exclusivamente à comunicação dos resultados de uma pesquisa científica –. relação. talvez por ser considerado um trabalho “pequeno” ou “rápido”. descrição ou exposição de um evento qualquer (algo que ocorreu e foi observado. então. ordinariamente por escrito.. após terem sido desenvolvidas.. p. são complementadas ou concluídas pelo relato de sua realização.] Relatório é.. fatos ou objetos [. 3 Exposição por escrito sobre as circunstâncias em que está redigido um documento ou projeto. com vistas a um conjunto bastante variado de propósitos pedagógicos. não é abordado neste documento. – as quais. [. seja no seu conteúdo. 33 . algo que foi realizado). embora seja um dos principais trabalhos acadêmico-científicos comumente realizados na universidade. uma narração. de menor importância. em pelo menos uma das definições. de uma prática ou de um conjunto de práticas. observação de eventos. . viagens de estudo. Embora seja utilizado com frequência. Vale salientar o detalhamento como uma característica do relatório. 6. 4 Parecer ou exposição de um voto ou apreciação.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6 RElATóRIO Incluiu-se o relatório entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos por ser uma modalidade de trabalho escrito solicitada com alguma regularidade ao aluno de graduação. Em Michaelis (1998.. etc. aplicação de uma determinada técnica. experimentos ou testes de laboratório.

34. de uma obra ou sobre as atividades de uma administração. vistorias. 2000). o relatório de uma Secretaria de Estado – até o relatório informal. procedimentos técnicos. medições. (MARCONI. desde o relatório formal – aquele que segue todas as normas de um trabalho técnico. Barrass (1986. de alguma extensão (5 a 15 páginas ou pouco mais).. informar sobre o andamento de um projeto. inspeções. trata de assunto complexo e se destina a grandes audiências. tais como. etc. qualquer que seja seu tipo. cuja síntese. elaborada segundo os propósitos deste documento. SEVERINO. O objetivo é comunicar ao leitor a experiência acumulada pelo autor (ou pelo grupo) na realização do trabalho e os resultados obtidos. que já requerem uma apresentação técnica. LAKATOS. mercados. entre esses dois extremos estariam os relatórios semi-informais. por conseguinte. a preocupação maior deve estar voltada para a eficiência da comunicação. avaliações. é importante que o acadêmico aprenda. porque o fazemos e com que resultados”. . Dessa forma. p. em campo. têm poucas páginas (às vezes uma única) e uma apresentação breve. 6.. Olímpio e Cancelier (1992. viagens. auditorias. um documento através do qual um profissional ou acadêmico faz o relato de sua própria atividade ou do grupo ao qual pertence. apresenta-se a seguir. visitas. podem apresentar diferentes níveis de formalidade. tem forma de apresentação rigorosa. na elaboração de um relatório. ou ainda descrever atividades realizadas em laboratório. oferecer informações e análises sobre empresas. p. que trata de um único assunto. 6. por exemplo. O relatório é. etc. produtos ou tecnologias. verificações. expor conhecimentos aprofundados sobre uma determinada instituição. Considerando o largo uso de relatórios nos diversos campos de atividades profissionais. Inicialmente. pois como profissional certamente será solicitado a fazêlo. A esse respeito. as autoras classificam os relatórios quanto à estrutura e à função.168193) apresentam uma útil tipologia de relatório..3 Tipos de relatórios Flôres. a elaborá-los. durante a sua formação. 1999. como.20) aconselha: “Não basta termos uma boa ideia ou executarmos um bom trabalho. é preciso também sermos capazes de fazer com que outras pessoas entendam o que estamos fazendo. Quanto à estrutura (partes componentes). sobre áreas promissoras do mercado e tecnologias emergentes. observações de campo.2 Propósitos Relatórios podem ter os mais diversos propósitos: descrever ampla variedade de atividades realizadas. em diferentes situações.

ou em data previamente estabelecida (ex. . . pode ser periódico (mensal. de visita e os relatórios administrativos. A seguir apresentam-se dois roteiros possíveis para o corpo do relatório. nessa modalidade encontram-se os relatórios de viagem. pelo início e término de uma determinada ação ou projeto. Os relatórios analíticos são aqueles cujo propósito consiste em analisar fatos ou informações e apresentar conclusões e recomendações como dedução da análise realizada. se for o caso. anual) ou abranger um período de tempo maior.para quem deve ser relatado? Esta pergunta pode ajudar a decidir quanto ao tipo de relatório (formal.relatório informativo de posição ou de status: descreve ocorrências ou fatos relativos a um determinado momento. A elaboração de um relatório se inicia por uma reflexão sobre sua finalidade. da Parte II deste documento. os relatórios podem ser informativos e analíticos. portanto. são pouco extensos e. Subdividem-se em: . em decorrência de seus objetivos e destinação. estilo da redação. as normas contidas no tópico 5 .relatório informativo narrativo: faz o registro de ocorrências ou eventos. nível de complexidade e aprofundamento do conteúdo. seja qual for o tipo de relatório. informais ou semi-informais. para isso são úteis três perguntas: .o que deve ser relatado? Da resposta a esta pergunta resulta um roteiro ou esquema do conteúdo do relatório. demarcado. Quanto à função. semestral. 6. informal ou semi-informal).4 Procedimentos A estrutura e a organização de um relatório serão variáveis assim como são variáveis os tipos de relatórios..Estrutura de trabalhos acadêmico-científicos e sua apresentação gráfica obedecerá.. dos semi-informais) obedecerá às orientações constantes do tópico 4 . etc. 35 .. por exemplo.por que deve ser relatado? Esta pergunta auxilia a decidir se o relatório será informativo ou analítico e a esclarecer aspectos relativos à abordagem e tratamento das informações e/ou conclusões e recomendações a serem apresentadas. Os relatórios informativos transmitem informações sem analisá-las ou fazer recomendações.Apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ tratam de assunto de certa complexidade e apresentam conclusões ou recomendações fundamentadas em dados.: relatório sobre a situação dos estoques de uma empresa). .relatório informativo de progresso: trata do andamento de uma atividade ou ação. com a ressalva de que a estrutura dos relatórios formais (e. . .

construção/ teste ou verificação de máquinas. A melhor maneira de relatar a sequência de desenvolvimento de uma atividade é cuidar para que a exposição seja clara. pela correção da linguagem. além da folha de rosto. 1º Roteiro A – Elementos pré-textuais (conforme tópico 4 da Parte II) B – Elementos textuais: 1 Dados de identificação . com maior número de páginas. conforme a extensão do relatório. que pode ser caracterizado como um relatório do tipo informal ou semiinformal. preciso e objetivo. a partir dessas ideias.o quê: identifica a atividade realizada. . criar o modelo de relatório que melhor contemple as necessidades de formação do seu aluno. os elementos pré-textuais poderão ser limitados ao mínimo indispensável: se o relatório tiver 2 ou 3 páginas. 2° Roteiro 1 Dados de identificação 2 Descrição do problema 3 Aparelhagem ou equipamento 4 Procedimento(s) 5 Resultado dos testes 6 Análise dos resultados 7 Conclusões Referências Apêndices / Anexos É importante lembrar que o roteiro do relatório deve ser adaptado às necessidades da disciplina ou aos propósitos da atividade realizada. marcado pelo uso de termos técnicos adequados. o estilo simples. aparelhos ou sistemas. sugere-se a estrutura a seguir. ..36. detalhes desnecessários. sendo o sumário dispensável. 2 Finalidade da atividade 3 Descrição da atividade 4 Conclusões/recomendações 5 Assinatura do(s) autor(es) C – Elementos pós-textuais Referências (caso existam) Apêndices / Anexos Quando se tratar de um relatório de experiências realizadas em laboratórios. Notase que. deve conter um sumário.quando e onde: identificam o local e a data em que a atividade relatada foi realizada.. pela ausência de períodos longos. basta a folha de rosto. adjetivação excessiva. Os roteiros aqui apresentados acima são sugestões para que o professor possa.

É escrito em um estilo simples e preciso? .As regras de apresentação (citações.O plano do relatório permite conduzir o leitor por meio de uma demonstração eficaz. se houver.As tabelas e figuras.) são aplicadas de forma metódica e homogênea? . etc. .O título do relatório diz explicitamente do que ele trata? .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6. Laville e Dionne (1999) sugerem a seguinte verificação.. e seu sumário reflete isso? . com seus títulos e legendas? .O leitor encontra nele todas as informações e referências de que precisa para assegurarse da boa condução da testagem ou da atividade realizada? . notas e referências.O relatório se limita ao essencial. como pode ser um roteiro adequado para que este avalie os relatórios elaborados por seus alunos. que tanto pode ser usada pelo acadêmico para verificar se seu trabalho está bem feito. afastando o supérfluo ou não-pertinente? .5 Avaliação Para assegurar que nada tenha sido esquecido na versão final do relatório. são apresentadas de maneira uniforme. 37 . antes de entregá-lo ao professor..

...38.

os resultados que espera alcançar.1 Conceito Para Severino (2000). complementarmente. O memorial compreende a explicitação da intencionalidade do autor. precisarão. É elaborado com base numa percepção qualitativa e significativa do caminho percorrido que caracteriza a história do autor. ensino e extensão realizados – bem como de sua vida profissional como um todo e das perspectivas que percebe ou planeja para a continuidade de seu trabalho no futuro. 7. Apresenta. pode ser definido como um texto que relata eventos notáveis da trajetória do autor. marca de todo trabalho acadêmico. portanto. para concorrer a postos no mercado de trabalho. Parte de uma reflexão introspectiva. podendo esboçar. retratando a subjetividade. ou ainda para fins de concorrer a uma premiação. o memorial tem o propósito de fornecer informações para o julgamento qualitativo do candidato. A decisão das Autoras deste documento de apresentar o memorial entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos foi motivada. o memorial é uma autobiografia em que se articulam os dados do curriculum vitae. as motivações e as escolhas que o levaram a construir uma determinada história profissional. bem como realizações pessoais dignas de permanecerem na memória da sociedade ou da instituição a que pertence. pelo desejo de oferecer orientações sobre sua elaboração aos acadêmicos. os quais. conforme as circunstâncias. ou se habilitar a promoções na empresa ou instituição a cujos quadros pertençam. O memorial tem sido uma exigência em determinados concursos para o magistério superior de diversas instituições universitárias.. uma vez formados. ..2 Propósitos Quando elaborado para fins de concurso de ingresso ou de promoção na carreira.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 7 MEMORIAl 7. Nesse sentido. e constitui um relato crítico. o relato destaca os trabalhos de pesquisa. as perspectivas futuras que o autor tem planejado quanto ao seu percurso profissional – um plano de trabalho –. principalmente. o que não significa dizer que de sua elaboração esteja ausente a necessária dose de objetividade. 39 . Consiste. elaborar e apresentar o registro analítico de sua formação e trajetória profissional. minucioso e analítico das atividades profissionais desenvolvidas pelo autor – no caso daqueles que se dedicam à vida acadêmica. configurando uma narrativa histórica e reflexiva sobre a trajetória acadêmicoprofissional do autor. de caráter avaliativo – autoavaliativo – um pouco confessional. como também para o ingresso ou para o exame de qualificação de cursos de pósgraduação – notadamente os de doutorado – de muitas universidades. portanto. em um relato circunstanciado. ainda.

.deve-se adotar a forma de um relato cronológico. participação em congressos.deve-se sintetizar a narrativa dos eventos menos marcantes e dar ênfase aos mais significativos a critério do autor e à luz das finalidades do próprio memorial.formação. comitês executivos. técnica ou artística. . além de servir a tais finalidades.atividades de administração: participação em órgãos colegiados. especialização e atualização. No entanto. -ensino: desempenho didático. prestação de consultoria especializada. resultados de pesquisas. estágios de aperfeiçoamento. é indispensável que esse relato contenha informações referentes a: . 7.40. analítico e crítico. É relevante na elaboração do memorial deixar claro. ou para destacar os aspectos ou fatos mais significativos. . teses e pesqui sas de iniciação científica. . particularmente quando este se destina a finalidades acadêmicas. analítico e autocrítico. municipal ou privado. científicos ou tecnológicos no âmbito federal. cursos e atividades de extensão. em quais condições foram obtidos os títulos da formação acadêmica. . A característica crítica do memorial conduz seu autor à avaliação dos resultados obtidos em . caracterizando a história particular do autor. exe rcício de funções de direção. situando os fatos e acontecimentos no contexto sociocultural mais amplo. . o que permite ao autor enfatizar o mérito de suas realizações. de forma a evidenciar sua articulação com a história pré-relatada. pelo seu caráter reflexivo. simpósios. aperfeiçoamento e atualização: cursos.atividades técnico-científicas. as circunstâncias teóricas e sociais que predominaram no momento da execução do projeto de dissertação ou tese. orientação de monografias. tanto em sua formação como em sua profissão. seminários e outros eventos. É com vistas a atender a esse duplo propósito que as orientações a seguir foram elaboradas. participação em bancas examinadoras. . coordenação e/ou assessoramento. Embora o memorial seja caracterizado como um relato reflexivo e avaliativo de um caminho percorrido pelo autor..recomenda-se que o memorial seja elaborado na primeira pessoa do singular. estadual. estruturando dessa forma o memorial. artísticoculturais e de prestação de serviços especializados: produção científica.finaliza-se o memorial com a indicação dos rumos que o autor pretende assumir.3 Procedimentos Para a elaboração do memorial é preciso considerar as seguintes sugestões: . o memorial pode constituir uma valiosa produção acadêmica como trabalho conclusivo de curso. dissertações.utilizam-se subdivisões com tópicos/títulos para marcar as etapas da trajetória percorrida.

176). Relatada com autenticidade e criticamente assumida. nota-se ainda uma certa confusão entre memorial e curriculum vitae. lembrando que tanto a falsa modéstia como o excessivo elogio comprometem a qualidade do memorial. com textos tão ricamente elaborados que os transformam em verdadeiras obras literárias. A avaliação deve ser feita em cada etapa do relato. contextualizando-a em relação a aspectos teóricos. econômicos e/ ou sociais? . atraente.34): Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação das habilitações pessoais e profissionais do candidato.. pois ele é a justificativa documental do seu desempenho profissional e acadêmico.. uma impressão cuidadosa. com maior segurança possível. Além dos aspectos referentes ao conteúdo que já foram apontados.O relato destaca os aspectos mais relevantes da trajetória do autor? A relevância atribuída a esses aspectos é justificada/ fundamentada? .. principalmente. Enquanto este consiste em um conjunto de informações sobre as habilitações do autor. que reflita as condições e situações em que se desenrolou sua história profissional. o memorial pode se destacar. p. p.4 Avaliação A seguir relaciona-se uma série de perguntas que poderão orientar o professor na avaliação do memorial (caso este tenha sido solicitado aos alunos como trabalho acadêmico). como também auxiliar o próprio autor do memorial na avaliação do seu relato. com fidelidade e tranquilidade. 2000. atribuindo diferentes pesos aos distintos eventos do passado. apresentado de forma sequencial e sem comentários. quanto aos seus aspectos físicos. apresentado de forma crítica.O conjunto das informações sobre o autor e sua apreciação crítica oferecem elementos suficientes para a apreciação de sua trajetória? . A boa organização de um memorial é essencial para o julgamento das atividades do autor.). que deve se destacar por uma auto-avaliação equilibrada.O texto evidencia o equilíbrio entre o adequado destaque aos êxitos obtidos e a menção aos eventuais insucessos? . Por fim. o que requer. encadernação sóbria. o memorial é um relato da trajetória de uma pessoa. expressando as contribuições e perdas de cada momento. etc. apesar de sua crescente utilização. O autor precisa estar atento para retratar. 41 . o autor precisa se manter atento para o tom do relato. a trajetória real que foi seguida (. um projeto gráfico de bom gosto. a partir da qual elabora um relato contextualizado. . 7. (SEVERINO. deve-se cuidar que o memorial tenha uma apresentação esmerada.O autor descreve sua trajetória de modo aprofundado. pelo esmero na redação do texto. convém salientar que.. como observa França (1999. abrangendo sua formação e atuação profissional. Por outro lado. nossa história de vida é nossa melhor referência. No entanto. políticos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ sua trajetória profissional e acadêmica.

O conteúdo evidencia uma reflexão criteriosa realizada pelo autor sobre sua trajetória? .A linguagem utilizada respeita a norma culta? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? ... relacionando-as com a trajetória pregressa? .A narrativa é feita na primeira pessoa do singular? .A redação do texto é precisa e coerente? . .Apresenta adequadamente as perspectivas futuras para sua atuação.Os elementos de transição entre parágrafos são adequados ao sentido e à lógica do conteúdo? .A organização do texto obedece tanto a sequência cronológica dos eventos como o encadeamento lógico de fatos e argumentos? .42.

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 2 Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos .. 43 ..

.44.. .

Quanto à quantidade de citações a serem usadas em um trabalho. sua elaboração deve seguir as orientações da norma NBR 10520:2002 – Informação e Documentação. Citações em Documentos. Importante! Qualquer que seja o sistema adotado.121) considera difícil determinar “[. 45 . indiretas ou citação de citação. exemplos e modelos. o trabalho apresentado. tais como: esclarecimentos pontuais do texto. p. 1999.. observa que a citação não pode ser uma “manifestação de preguiça” de quem está elaborando uma dissertação ou uma tese. com o propósito de esclarecer ou complementar as ideias 1. Em todo o caso. deixando para o rodapé outras informações. Recomenda-se o uso no corpo do texto (sistema autor-data). que deixa para os outros a apresentação de ideias ou de informações.. Para identificação de fonte da citação apresenta-se o nome do autor.. fazendo-se a correlação com a lista de referências (sistema autor-data) ou notas de rodapé (sistema numérico). Assim. as citações tanto podem ser usadas com o objetivo de reforçar argumentos como para expor posições contrárias àquelas que estão sendo defendidas.” (LAVILLE. inspirandose nelas. São utilizadas para sustentar. é da própria natureza da pesquisa situar-se em relação a outras.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 CITAçõES São as descrições ou menções (conteúdos ou informações) contidas em um texto extraídas de uma outra fonte. nos quais é permitida uma apresentação mais livre. etc. mesmo Umberto Eco (1988. teórica e empiricamente.] se se deve citar com profusão ou com parcimônia. da ABNT. nelas encontrando ilustrações. DIONNE. nelas buscando apoio para seus pontos de vista.1 Regras gerais para citação As informações sobre a obra mencionada podem aparecer no corpo do texto ou em nota de rodapé (sistema numérico).. Depende do tipo de tese”. tradução de palavras estrangeiras. Em trabalhos técnico-científicos exige-se rigor na aplicação das praxes de citação. diferentemente de textos literários. Apresentação. p. deve ser seguido em todo o trabalho. As citações podem ser diretas. Usam-se citações quando se transcrevem trechos de alguma obra ou se utilizam informações já publicadas. significado de expressões típicas. “De fato. 259). que estão sendo expostas. Pode-se afirmar que todo trabalho acadêmico ou técnico de caráter científico sempre apresenta citações. . seguido pela data de publicação da obra e número da página.

. As citações diretas longas (aquelas com mais de três linhas) devem constituir um parágrafo independente. Quando se trata de citações curtas (até três linhas). como nos exemplos seguintes: Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve ter presente que “quanto mais se restringe o campo. Vale ressaltar.2 Tipos de citação 1.” (ECO.46. sendo grafado com maiúscula e minúsculas (NBR 10520:2002). textual ou literal É aquela em que se reproduz no texto a ideia original da obra que está sendo consultada. o nome do autor – deve ser grafado com letras maiúsculas.1 Citação direta. p. p. fonte e espaçamento interlinear menores. ou Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve atentar para o que diz Eco (1988.” Obs.. Obs. sem emprego de aspas. são inseridas no texto. a indicação da página é obrigatória para citação direta.2. 1988. o nome do autor faz parte da frase. também. 2: no primeiro exemplo. melhor e com mais segurança se trabalha.10): “quanto mais se restringe o campo.10). com recuo de 4cm da margem esquerda. a entrada – no caso. como nos exemplos que seguem: . melhor e com mais segurança se trabalha. no segundo exemplo. 1: de acordo com a NBR 10520:2002. 1. que o uso do ponto final após as citações deve atender às regras gramaticais.

o domínio dos conceitos se revela no seu uso ao longo da análise e não na infindável sequência de definições de diferentes autores. Todavia.. mas colocado no seu contexto. portanto) utilizando-se de palavras próprias. da sua curiosidade científica.... de modo reduzido ou abreviado. 47 . em tamanho e conteúdo.. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador. portanto. o “trabalho da citação [.. a referência à fonte é obrigatória pois. 319). a indicação da(s) página(s) consultada(s) é opcional. destaca-se a identificação do tema a ser estudado. p. É geralmente empregada quando se pretende apresentar.2. Pode ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira. restaura-se total ou parcialmente o texto fonte.. normalmente. (CASTRO. 1. determinados por uma entidade que se dispõe a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores. conforme a NBR 10520:2002. ou seja. Ao parafrasear.2 Citação indireta: paráfrase e condensação Consiste em se reproduzir o pensamento do autor (ideias alheias. processo que exige sua interpretação para reconstrução de um novo texto. O assunto não deve estar solto no espaço. segundo Compagnon (1996. de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. a escrita do texto original. p. tem-se um caso de plágio.] é uma produção de texto [. Nesse sentido. caso ela não seja feita. p. 1978. .34). distribuindo a verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos.]”. se ‘encaixar` em temas muito amplos. caracterizando-se pela substituição de algumas de suas palavras ou expressões. Uma tese deve revelar o domínio dos conceitos utilizados e um certo conhecimento da literatura técnica.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Marconi e Lakatos (2001.. não altera. portanto. desde que não interfira no desenrolar da pesquisa. Como se trata de ideias alheias. ‘encomendado’.] o assunto que se deseja provar ou desenvolver. que é reconhecido como [. A paráfrase é a forma de citação indireta que. as ideias de um autor sem recorrer à citação direta. Nas citações indiretas.102) apresentam algumas orientações relativas à elaboração do projeto de pesquisa. o que não lhe tira o caráter científico. Dentre elas.

Isso porque é a partir da conscientização do problema e de suas implicações que o pesquisador será capaz de planejar e desenvolver adequadamente as etapas subsequentes da pesquisa. . É ela que serve para definir e guiar as operações posteriores. Citação indireta (paráfrase): Considera-se que a determinação e a explicitação do problema constituem operações decisivas no processo de pesquisa. 1999. (LAVILLE. deverá desenvolver uma leitura significativa (compreensiva/ interpretativa). pois é ela que servirá de guia para as etapas posteriores (LAVILLE. Citação indireta (condensação): A definição do problema de pesquisa é crucial no processo de pesquisa. DIONNE. já que. uma vez que tenha sido bem planejada. para que consiga sintetizar as ideias do texto original. como uma espécie de piloto automático. DIONNE. DIONNE. pois pressupõe maior Texto original: articulação de leitura por parte do autor do trabalho. em que se faz uma síntese do texto que se quer citar. porém apresentando apenas as principais ideias do autor. sem alterar o seu significado. 1999). Esta forma de uso de citação é interessante.85).. A fase de estabelecimento e de clarificação da problemática e do próprio problema é frequentemente considerada como a fase crucial da pesquisa. (LAVILLE. 1999)..48. p. Um outro modo de escrever a citação indireta é a condensação.

deve-se lembrar as palavras de Abramo (1979 apud TOMANIK. . 49 . pode ser expressa como citação direta ou indireta.123): “a melhor maneira de se aprender a fazer pesquisa é fazê-la: nada substitui a prática da realização. e AlvesMazzotti e Gewandsznajder são os autores da obra consultada. Nota: nas referências apenas o autor da obra consultada deve ser mencionado. A indicação da fonte de uma citação de citação pode ser apresentada na forma textual ou após a descrição da ideia.” (WERNER. Obs. Patton é o autor da ideia original a que não se teve acesso. Para explicar que o autor da ideia original é citado por um outro autor/obra que se está consultando. 2001. 1987 apud GIL.. p.]”.: no exemplo acima.” 2 Por se tratar de palavra de outra língua (latim).: no exemplo acima. p.3 Citação da citação Consiste na reprodução de informação já citada por outro autor. Para Patton (1986 apud ALVES-MAZZOTTI. 1997. usa-se a expressão latina apud2 ... Esta ideia. mas de fazer brotar ideias. por sua vez.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1.. p. Werner e Bower são os autores da ideia original a que não se teve acesso e Gil é o autor da obra consultada. 1994. “Educar não é uma arte de introduzir ideias na cabeça das pessoas. usa-se o itálico.31).173) “a triangulação de métodos geralmente se refere à comparação de dados coletados por métodos qualitativos e quantitativos [. GEWANDSZNAJDER. Obs.2. Quando se discutem métodos para o ensino da pesquisa. BOWER.

ou ainda para adaptá-la às exigências da sintaxe do período ou da oração em que será inserida. tomando notas. 1997. triagens. usam-se também as reticências entre colchetes: Beaud (1997. em que materiais irá se aprofundar. por se tratar de obra rara ou. como qualquer outro material..50. que correm o risco de quebrar o ritmo de sua demonstração [. p. citações longas demais. então.. crucial para o bom desenvolvimento da pesquisa: E é preciso ler os livros mais importantes. seja para destacar algum de seus termos ou expressões. no entanto..] evite fazê-lo em excesso ou desorganizadamente: uma citação. deve ser usada de modo bastante restrito.]” (BEAUD. é admissível o uso da citação da citação. b) Em citação com supressão de parte intermediária.. [. também chamada de segunda mão. pois preferencialmente se deve consultar a obra ou documento original. igualmente.” “Evite.45) faz um alerta para o mestrando levar a bom termo a formulação da questão principal da pesquisa. em que terrenos irá concentrar seus esforços. 125). Nesses casos. pela dinâmica que imprime à totalidade de seu raciocínio central.. .. Em qualquer desses casos. somente disponível em língua que se desconhece. p.3 Alterações na citação Muitas vezes é necessário fazer alterações na citação. a) Em citação com supressão de uma parte inicial ou final.. decidir sobre os eixos em que irá concentrar sua pesquisa.. muitas vezes determinados textos não estão acessíveis (o que não é o caso dos exemplos acima). usam-se reticências entre colchetes: Sobre o emprego de citações. seja para torná-la mais curta pela supressão de alguma parte que não interessa ao que se está expondo. 125) aconselha: “[. só vale pelo lugar que ocupa. é obrigatório indicar a alteração feita.] é preciso fazer escolhas. No entanto. A citação de citação. Beaud (1997. 1. p.

51 . 1997. p. deve-se indicar sua autoria: “O trabalho de pesquisa deve ser instigante. 70). LINTZ. . d) Quando são feitas adaptações na citação para adequá-la à sintaxe do período.. p.21. torna o trabalho de desenvolvimento monográfico muito mais interessante e eficiente.” (GOLDENBERG.68. O que o verdadeiro pesquisador busca é o jogo criativo de aprender como pensar e olhar cientificamente. p. mesmo que o objeto não pareça ser tão interessante. grifo dos autores). quando algo é acrescentado para esclarecer o leitor. ou quando o destaque já faz parte da obra consultada. 1997. “A escolha de um tema que esteja ligado à área de atuação profissional. grifo nosso).” (MARTINS. negrito ou itálico) de termos ou expressões. ou que faça parte da experiência profissional do estudante. os acréscimos devem ser colocados entre colchetes: “Dois passos são necessários para o início da tarefa [de realizar um pesquisa]: a formulação do problema e a elaboração do projeto de pesquisa.. 2000.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Na citação com destaque (grifo. ou então.” (GOLDENBERG.

(TELLIS. No rodapé da página: Informação fornecida pelo Gerente de Desenvolvimento Organizacional da Empresa Época. (TELLIS. 1. explanatório e descritivo. coletivo – quando um grupo de casos é estudado. apresentando as explicações disponíveis em nota de rodapé: No texto: A nova estrutura organizacional será implantada no próximo ano (informação verbal)1. Explanatory.1).1.52.. após a chamada da citação deve-se incluir a expressão ‘tradução livre’. . 1997. tradução nossa). Yin (1993) identificou alguns tipos específicos de estudos de caso: exploratório.. Stake (1995) included three others: Intrinsic – when the researcher has an interest in the case. instrumental .4 normas complementares para citação a) Quando os dados a serem citados são obtidos por informação verbal. Collective – when a group of cases is studied. 1997. deve-se indicar a expressão ‘informação verbal’ entre parênteses. em 25 de julho de 2002. and Descriptive. em palestras e debates. p. Stake (1995) incluiu três outros: intrínseco – quando o pesquisador tem um interesse no caso.quando o caso é usado para entender mais do que aquilo que é óbvio para o observador. entre parênteses: Yin (1993) has identified some specific types of cases studies: Exploratory. p. 1 b) Quando a citação for um trecho traduzido pelo autor do trabalho. Instrumental – when the case is used to understand more than what is obvious to the observer.

. 1999. p.. 53 . Deve-se respeitar eventual erro do autor citado.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Quando houver citações de diversos documentos de um mesmo autor. a referência deve ser exata e precisa. (MARCONI. faz-se o acréscimo de letras minúsculas. 1974. 1972. bem como averiguável por todos.5 Considerações finais sobre as normas de citação A citação pressupõe que a ideia do autor citado seja compartilhada. que se concorde com ela.1988). RICHARDSON. LAKATOS. em ordem alfabética. conforme a lista de referências. O autor e a fonte de todas as citações devem ser claramente reconhecíveis. YIN. apresentam-se as datas separadas por vírgula: Chiavenato (1997. Quando não for este o caso. como nos exemplos: De acordo com Chiavenato (1999a) (CHIAVENATO. após apresentar a citação. 2001) (BUNGE. publicados em um mesmo ano. 1980) e) Quando houver citações indiretas de documentos diferentes de vários autores. deve-se confrontá-la com o original para evitar erros ou omissões. 2001. em ordem alfabética. Umberto Eco (1988. publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente. Por isso. 2000. assinalando-o ao leitor e usando a expressão sic entre colchetes.126) diz claramente: “Citar é como testemunhar num processo”. 1999b) d) Em caso de citações indiretas de vários documentos de um mesmo autor. isto é. assim como as citações devem ser fiéis ao texto. o trecho citado deverá ser precedido ou seguido de alguma crítica ou contestação (ECO. após a data e sem espacejamento. SEVERINO. esses são separados por ponto-e-vírgula.. 1976. mencionados simultaneamente. 1999. Nesse sentido. 2001) 1.

.54.. .

69-70). projetos de pesquisa e artigos destinados à publicação em revistas acadêmicas exigem a inclusão de um resumo de seu conteúdo.para artigos de periódicos: de 100 a 250 palavras. Como a redação deve se caracterizar pela máxima concisão. devendo incluir palavras representativas do assunto. Resumo. Também não cabem num resumo citações. dissertações. 2000. a NBR 6028:2003 estabelece. a menos que sejam absolutamente necessários à compreensão do conteúdo. dando-se preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa e evitando-se o uso de parágrafos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 RESUMOS dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS Trabalhos acadêmico-científicos tais como teses. fórmulas. [. Limita-se a um parágrafo.’ são supérfluas (FRANÇA. descobertas.. o método.] é a apresentação concisa e seletiva de um texto. respeitando a estrutura do original e reproduzindo apenas as informações mais significativas. técnicas de abordagem. dissertações e outros) e relatórios técnico-científicos: de 150 a 500 palavras. . de acordo com França (2000. p. ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho. concisa e objetiva. equações e diagramas devem ser evitados. . 69). As palavras-chave são separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto.para notas e comunicações breves: de 50 a 100 palavras. seu valor e originalidade. seus resultados e conclusões mais importantes. como: objetivos. As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo. p. Produção textual. 69). Sobre a extensão do resumo. ‘O autor do trabalho descreve. Quanto ao estilo da redação e conteúdo.... Ex. expressões como: ‘O presente trabalho trata de. O uso de abreviaturas. (FRANÇA. críticas e julgamento pessoal do autor.. os resultados e as conclusões do documento.’. símbolos.. que o “resumo deve ressaltar o objetivo.:Palavras-chave: Narrativa.. antecedidas da expressão Palavraschave. p. Leitura.” Estabelece ainda que seja “composto de uma sequência corrente de frases concisas. comentários. . Quanto à redação e estilo de resumos. valores numéricos e conclusões. como uma das condições exigíveis.para trabalhos acadêmicos (teses. diz: O resumo deve constituir-se num texto redigido de forma cursiva. afirmativas e não de uma enumeração de tópicos”. 55 .. essa norma define: . 2000.

aperfeiçoamento e/ou especialização). Globalização: em direção a um mundo só? Estudos Avançados. TCCs e TGIs de cursos de graduação. em suas dimensões políticas. 3 JAPIASSU.4 . Contrariamente à visão idealizada de uma progressão linear de mercados regionais integrados para uma sociedade una e global.O. além do resumo na língua do público a que este se destina. dissertações. de acordo com a NBR 14724:2011. os resumos (acompanhados das palavras-chave) na língua vernácula e em língua estrangeira fazem parte dos elementos pré-textuais. os seguintes cabeçalhos: Abstract ou Summary (inglês).1 Exemplos de resumos O artigo situa historicamente a produção e a publicação do estudo vigotskiano sobre a psicologia das artes. 4 RATTNER. Riassunto (italiano). v. histórico-culturais e espaciaisecológicas..20. 34-59. embora conduzido pela economia.9. deve ser apreendido. dez.69. Educação e Sociedade. resumo em pelo menos uma outra língua.. o resumo (acompanhado das palavras-chave) na língua original faz parte dos elementos pré-textuais. Palabras clave (espanhol)./dez. o trabalho procura analisar o papel dos principais atores – a ascensão de poderosas organizações que operam em escala transnacional e o Estado-nação cujo poder e influência estão definhando. H. também. p. p. R. Résumé (francês). Vigotsky sobre o qual se estrutura a elaboração da teoria histórico-cultural do funcionamento mental superior. Identifica nele as origens do pensamento psicológico de L. de acordo com a NBR 6022:2003.V. conforme o caso. Mots-clés (francês). Usam-se. Em trabalhos acadêmicos (teses. 2. As palavras-chave em língua estrangeira acompanham obrigatoriamente o resumo em língua estrangeira: Keywords (inglês). As artes e o desenvolvimento cultural do ser humano. 1999. a realidade apresenta uma fragmentação do espaço político com novas barreiras e mercados protegidos. 1995. Expõe a teoria da reação estética e o conceito de catarsis vigotskyanos.S. 65-76 . n. Resumen (espanhol).25. Dentre este cenário de tendências contraditórias. n. Zusammenfassung (alemão). set.56. A maioria dos periódicos acadêmico-científicos exige.3 O processo de globalização. Parole chiavi (italiano). v. Schlusselwörter (alemão). enquanto que o resumo (e correspondentes palavras-chaves) em língua estrangeira deve ser colocado após o texto. Em artigos científicos.

Já em resumos e resenhas. No primeiro caso.. documentos oficiais. relatórios técnicos e legislação.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 ElAbORAçãO dE REFERênCIAS As referências de um trabalho acadêmicocientífico consistem na listagem com as informações sobre todas as fontes/autores mencionados no texto. artigos de publicações científicas ou especializadas (periódicos). antecedendo apêndices e anexos. jornadas. cd-rom . capítulo ou artigo. consistem em obras como livros. destinadas às informações adicionais e não essenciais para a compreensão do texto. eliminando as inúmeras referências completas e as expressões idem.) e op. Independentemente do tipo de fonte ou autoria mencionada no trabalho. jornais. as listas são apresentadas em ordem alfabética única. ibidem (ou id. homepage . as referências são apresentadas antecedendo tais textos. dicionário. enciclopédias. ao fim de cada capítulo. No sistema numérico. e-mail .cit. são obrigatórias nesse tipo de trabalho e sua elaboração deve seguir as orientações da NBR 6023:2002. da ABNT. também chamado de ‘autor-data’ quando relacionado à citação) e o numérico (ordem de citação no texto). Além disso. As fontes das informações contidas em um texto são diversificadas. 3. conforme a natureza do trabalho. desta forma. As notas de rodapé ficam. segue-se a ordem numérica crescente para apresentação das listas... ao fim do artigo. dentre outros. seminários. é obrigatória a sua identificação na lista das referências. os trabalhos também podem apresentar informações cuja fonte são documentos eletrônicos (disquetes. A ABNT estabelece que este sistema não pode ser usado concomitantemente para notas de rodapé ou explicativas. etc. ibid. Vale destacar que a adoção do primeiro sistema (alfabético) tem a vantagem de despoluir visualmente o rodapé da página. manuais. publicações periódicas on-line ) ou eventos técnicocientíficos como congressos. 57 . dissertações ou monografias. teses. Nestas situações. que também podem estar localizadas ao final do texto.1 localização das referências Os sistemas mais utilizados para apresentação das referências são o alfabético (ordem alfabética de entrada. . as referências podem aparecer: em listas após o texto.

. Comp. Ao ser definido um tipo de destaque. . para o título.o colchete é usado para indicar os elementos de referência que não aparecem na obra referenciada. v. . após o número do periódico e após as páginas da revista/periódico (Política e Administração. ao final do trabalho. M. antes da editora (São Paulo: Atlas). ..).)).as reticências são usadas para indicar supressão de parte de títulos (Anais. conforme os modelos prescritos na norma (NBR 6023:2002).15-21. set. Org.a vírgula é usada após o sobrenome do autor (ECO. As referências. também deve ser uniforme em todas as referências. ed. 1997). edição (7.. após a editora. n. teses e dissertações (Mestrado em Educação). porém são conhecidos [1991].2. . já destacado em letras maiúsculas na primeira palavra (com exclusão de artigos ou monossílabos). usa-se vírgula: após o título da revista/periódico. pois neste caso o elemento de entrada é o próprio título. após a cidade onde o periódico é publicado. João. .10-15) e entre datas de fascículos sequenciais (19981999). é usado para separar os autores (FLEURY.. L. grau nas monografias de conclusão de curso e especialização. respeitandose os seguintes padrões: . quando este for apresentado na referência (Pesquisa social: métodos e técnicas). Humberto).3. e depois do termo In:. de forma abreviada (Coord.).2 Aspectos gráficos das referências A elaboração das referências deve seguir a sequência dos elementos do documento a ser referenciado.. Rio de Janeiro. .usa-se ponto após o nome do autor/autores (AGUIAR. que caracteriza função na elaboração e/ou responsabilidade sobre a obra (BOSI. -o ponto-e-vírgula. O título da obra ou do periódico é sempre grifado com destaque (itálico ou negrito). p. Esta regra não se aplica às obras sem indicação de autoria ou de responsabilidade. são alinhadas à margem esquerda do texto..os parênteses são usados para indicar série. Por exemplo: ao optar pela utilização abreviada do prenome do autor. digitadas em espaço simples e separadas entre si por um espaço simples em branco (NBR 14724:2011). FISCHER.). e no final da referência. após o título. isto deve ser adotado em todas as referências daquela lista. Em caso de referência de periódicos.).58. R. T.o hífen é utilizado entre páginas (p. Quanto à pontuação. seguido de espaço. As referências de uma lista devem seguir sempre os mesmos princípios..os dois pontos são usados antes do subtítulo. Alfredo (Org. 3..). entre o número do ano/volume e o número do periódico. M. este deve ser mantido em todas as referências de um mesmo documento.

entre parênteses. Paulo et al. GUATTARI.3. . é facultado indicar todos os autores. FISCHER.1 Regras quanto à autoria . a entrada da referência é feita pelo nome do responsável (ou dos responsáveis. de indicação de produção científica em curriculum vitae ou em relatórios para órgãos de financiamento. (e outros).quando há mais de três autores menciona-se apenas o primeiro autor. ROLNIK. Sueli.quando há dois ou três autores.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.).. L. FREIRE. acrescentando-se a expressão latina et al. se for o caso). FLEURY. Perspectivas e dilemas da educação popular. Em caso de projetos de pesquisa. do tipo de participação. 10. Editor. São Paulo: Atlas. Petrópolis: Vozes. Félix. ed. Cultura e poder nas organizações. Vivendo e aprendendo. R. Coordenador. 59 . . T. seguido da abreviação.3 Regras gerais para elaboração de referências 3. Vanilda (Org. São Paulo: Brasiliense. ed. Micropolíticas: cartografias do desejo.. seguido de espaço. 1986.quando houver indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Organizador. no singular. M. (Coord.). Rio de Janeiro: Graal.) em coletâneas de vários autores. 2. M. etc. 1986. mencionam-se todos eles na ordem em que aparecem na obra. PAIVA. separados por ponto-e-vírgula.. 1989. . 1986.

10..quando a autoria for desconhecida (por exemplo: artigos de jornal sem autoria explícita. ATHAYDE. . etc. Curitiba. 3.60. Caio. . Tristão de. Brasília: SEF. como segue: a) quando ligados por hífen: SCHERER-WARREN. .quando o autor for conhecido pelo pseudônimo. Gerência da vida: reflexões filosóficas. Quando a entidade tem uma MINISTÉRIO DA EDUCAÇãO E DO DESPORTO. Rio de Janeiro: Record. d) o nome do autor é conhecido de forma composta: MACHADO DE ASSIS. 1993. p. Curitiba: Associação Bibliotecária do Estado do Paraná. b) quando o segundo nome indica parentesco: PRADO JR. In: SILVA. Guia dos livros didáticos: 1ª à 4ª séries.). estes devem ser escritos na ordem em que aparecem. Gabriel.. PROCURA-SE um amigo.. 212-213. DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. 2001. . ed. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇãO.. a entrada é feita pelo título. congressos. Anais. denominação genérica. Lenilson Naveira. Debates pedagógicos. Ilse. 1979. e) o nome é espanhol: GARCÍA MARQUES. Carlos. Florianópolis. SANTA CATARINA. desde que seja a forma adotada pelo autor. Secretaria da Saúde. .em caso de publicação assinada por entidade (órgãos governamentais. 1990. associações. empresas. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro. 1979. 1931.. 3 v. 1997. instituições)..quando os autores têm sobrenomes compostos. Rio de Janeiro: Schmidt. O termo anônimo não deve ser usado para substituir o nome do autor desconhecido. esta deve ser indicada como autor. em letras maiúsculas. seu nome é precedido pelo órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence. editoriais. Relatório de atividades. c) quando um dos nomes é adjetivo: CASTELO BRANCO. este deve constar na referência.

Carreira e competência: gerenciando o seu maior capital. SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇãO. Brasília: Ministério da Educação. I.o título e subtítulo (se for usado) devem ser apresentados tal como figuram no documento. separados por dois pontos.. na sequência alfabética ascendente. 2002. Adyr Balastreri. substitui-se o nome do autor das referências subsequentes por um traço sublinear equivalente a seis espaços. São Paulo: Saraiva. CHIAVENATO. .3. deve-se atribuir uma palavra ou frase que identifique o conteúdo do documento. seguido de ponto. . 1989. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar. entre colchetes. RODRIGUES. Salvador. Em caso do uso do subtítulo.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ .2 Regras quanto ao título e subtítulo .quando não existir título.quando se referenciam várias obras do mesmo autor em uma mesma página. 1997a. [Trabalhos apresentados]. ______. sem chegar aos dois pontos. 1989. acrescentam-se letras minúsculas ao ano. 1997a. 1997b 3. modernidade e globalização. apenas o título principal é grifado (negrito ou itálico). São Paulo: Hucitec. São Paulo: Hucitec. RODRIGUES.em casos de obras do mesmo autor publicadas no mesmo ano. 2. 1997b. Turismo... 61 . RODRIGUES. .

].A.. Em caso YIN. . 2. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura. São Paulo: Atlas.n. 2000.o nome da editora é indicado da forma como se apresenta no documento.História da ciência: o mapa do conhecimento.em caso de haver duas editoras. os acréscimos devem ser indicados de forma abreviada. 21. São Paulo: Cortez. .).) . I. abreviando-se os prenomes e suprimindo-se as designações da natureza jurídica ou comercial. MAIA. P Objetivo competência: por uma nova lógica. ed. Carlos A.n. Antonio Joaquim. 3.quando não se tem o nome da editora. Das mulheres e das flores. (Coord. Robert K. Ana Maria. São Paulo: EDUSP 1995.: (No livro: Editora Atlas S. ed.62. e ampl. Já se forem três ou mais. Porto Alegre: Bookman. indicam-se ambas com os respectivos locais (cidades).]. . rev.. ZARIFIAN.3. indica-se a primeira ou a que estiver em destaque. 2001. abreviando-se os números ordinais e a palavra edição. . ALFONSO-GOLDFARB.a partir da segunda edição. desde que sejam dispensáveis para a identificação. Obs.3 Regras quanto à edição e editora de informações complementares à edição. . 1974. Belo Horizonte: [s. indica-se a expressão sine nomine abreviada e entre colchetes [s. ambos na língua do documento. esta deve ser identificada na referência. VALENCIA. 2001. Metodologia do trabalho científico. . Estudo de caso: planejamento e métodos. SEVERINO.

: s. OS GRANDES clássicos das poesias líricas. [S.]. J. MG. de M.]: Ex Libris. C. indica-se o primeiro ou o mais destacado. 1994.: No documento de que trata a referência acima. Viçosa. . Cria e recria. acrescenta-se a abreviatura do Estado ou do país. Obs.o local (cidade) deve ser mencionado na referência tal como indicado no documento. [S. A prática da pesquisa. 1977. BELTRãO III.quando houver mais de um local para uma só editora.. utilizam-se as expressões sine loco e sine nomine. deve ser indicada entre colchetes. abreviada e entre colchetes [S. Em caso de haver cidades com o mesmo nome. 1930.l.3. 1981. Viçosa. entre colchetes.4 Regras quanto ao local .l. [São Paulo]: SDF Editores. RJ . LAZZARINI NETO. dentre outros. 63 . . São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. .]. Viçosa. Discursos do pregador.l.quando o local é desconhecido.quando o local e a editora não puderem ser identificados no documento. são indicados como locais: São Paulo – Rio de Janeiro – Lisboa – Bogotá – Porto – Buenos Aires – Guatemala – Madrid.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.quando a cidade não aparece no documento. mas pode ser identificada.. abreviadas.n. AL. CASTRO. . deve-se utilizar a expressão sine loco. Sylvio.

as estações do ano tal como figuram na publicação. conforme as seguintes indicações: Um ano ou outro – [1996 ou 1997] Data provável – [2001?] Data correta. primavera 2000.3. seja ela de publicação. trimestres.64. 2002. Autumm 1970. registra-se uma data aproximada..quando em indicações de meses.3.. (publicação com paginação irregular) . 1950] Década certa – [196-] Década provável – [196-?] Século certo – [18-] Século provável – [18-?] . mar. 3.quando a publicação não apresentar número de páginas ou se a numeração for irregular.1995. 1995. bim. 2. sempre deve ser indicada. Aug. divisões por bimestres./Sept. no lugar dos meses. estas informações devem ser transcritas da seguinte forma: os bimestres. ao final da referência devem ser indicadas. 2001. (publicação sem número de páginas) Paginação irregular. semestres ou estações do ano. . trimestre e semestres abreviados.5 Regras quanto à data A data é um elemento essencial à referência e. 3. as expressões: Não paginado. Quando nenhuma dessas datas puder ser determinada. 1996.quando a publicação indicar.6 Regra quanto à paginação . 3. impressão ou apresentação (depósito) de um trabalho acadêmico. maio/dez. no idioma original da publicação. estes devem aparecer de forma abreviada. distribuição. por isso. sem. entre colchetes. após o ponto final. mas não indicada no documento – [1976] Uso de intervalos menores de 20 anos – [entre 1970 e 1985] Data aproximada – [ca.

tradutores. Caso seja indicado. 1988. enciclopédias. c) o elemento ‘tradução’ e a indicação de subtítulo da obra são opcionais. são acrescentados elementos complementares para melhor identificálo. Marina de A. monografias). 1997. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar.1 Monografias consideradas no todo5 Elementos essenciais – regra geral SOBRENOME do autor. LAKATOS. 3. Observações: a) os elementos essenciais são os de descrição obrigatória na elaboração da referência.. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. define monografia como o documento constituído de uma só parte ou de um número pré-estabelecido de partes que se complementam... como livros. RODRIGUES.4. Local (nome da cidade): Editora. Livros GRAMSCI. b) alguns dos elementos complementares considerados na NBR 6023:2002 da ABNT são: número de páginas do documento. ao final da referência. ano de publicação. São Paulo: Atlas. São Paulo: Hucitec. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. Número da edição (a partir da segunda edição. Antônio. o subtítulo não é grafado em negrito ou itálico. abreviado(s) ou não). dicionário. a política e o Estado moderno. podendo variar conforme o tipo de documento. MARCONI.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. se houver). a não ser em casos de nomes próprios). a NBR 6023:2002 da ABNT. 2000. A. Assim. Eva Maria. 5 Para fins de elaboração de referências. menção à edição exclusiva para assinante. ao final da referência). informações descritivas sobre o documento (por exemplo: a) em caso de jornal. . dissertações. Título da obra em negrito ou itálico (apenas a primeira letra em maiúscula. B.1 Monografias 3. indicação de coeditores. 65 .1. manuais.4. ISBN. Maquiavel. b) indicação de apoio de entidade governamental à publicação referenciada. trabalhos acadêmicos (teses. Metodologia científica. quando necessário e de acordo com o documento a ser referenciado. Tradutor: Luiz Mário Gazzaneo. ed.4 Modelos de elaboração de referências 3.

Normas Técnicas ASSOCIAÇãO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. abreviados ou não). Rio de Janeiro: Delta. Caldas.Faculdade de Ciências Econômicas.. dissertação. Edição Ecumênica. Bíblia BÍBLIA. ano da defesa. Enciclopédia THE NEW Encyclopaedia Britannica: micropaedia. local. Universidade Federal de Minas Gerais. Chicago: Encyclopaedia Britannica. Belo Horizonte. 180 f. 1980. Português. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Dissertação (Mestrado em Administração) .66. 2002. M. Ano de apresentação. 5 v. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. V. Bíblia Sagrada. Dicionário AULETE.. Tipo de documento [tese. Dissertações e Teses SOBRENOME do autor. Rio de Janeiro. . trabalho de conclusão de curso. 1986. 1989. Título: subtítulo. etc. 30 v. 3. 1980. RODRIGUES. Número de folhas ou volumes. Qualidade de vida no trabalho. ed. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica. Instituição. 1989. Dicionário contemporâneo da Língua Portuguesa. Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo.] (o grau) – vinculação acadêmica.

Documentos on-line6 Deve-se apresentar o endereço eletrônico entre os sinais < >. ano. 3.L. cd-rom. 3. NBR 6023:2002). Reimplante dentário. Local: Editora. Prenome do autor da obra como um todo. Documentos em CD-ROM KOOGAN. MORGADO. O ESTADO DE SãO PAULO. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Faculdade de Odontologia. Obs. precedido da expressão Disponível em: e a data do acesso ao documento. G. 1997. Edição (a partir da segunda. São Paulo. A.html>. on-line. 1990.br/redac/manual.4.4. In: SOBRENOME. Prenome(s) e outro(s) Sobrenome(s) do(s) autor(es) da parte. Tese (Livre Docência) Escola Politécnica. Universidade Camilo Castelo Branco. Processamento de linguagens naturais através de funções recursivas de expressões regulares condicionais. A. acrescidas de descrições físicas do meio eletrônico.estado. 1998. Acesso em: 19 maio 1998. sem negrito ou itálico). São Paulo. 51 f. São Paulo: Delta: Estadão. seguem-se as normas dos documentos monográficos no todo.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAMPOS. O padrão da referência é: SOBRENOME. excetuando-se nome próprio. . Para referenciá-las.com.1. Enciclopédia e dicionário digital 98. Universidade de São Paulo. 105 f.1. Disponível em: <http://www1. capítulo ou outra forma de individualizar a parte referenciada. Título da parte (apenas a primeira letra maiúscula. Título da obra: subtítulo (se for o caso)...C. artigos de coletâneas com autor e/ou título próprios. 5 CD-ROM.2 Monografias no todo em meio eletrônico São as monografias apresentadas em meio eletrônico como disquetes. se houver). 6 Não se recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas redes.. (Ed). seguidos de ponto. 1990. etc. o nome após a expressão In: é substituído por 6 traços sublineares.3 Partes de monografia Inclui as referências de capítulos. 67 . M. São Paulo. (ABNT. 1990. precedida da expressão Acesso em:. volumes. Manual de redação e estilo. HOUASSIS.L.: Nos casos em que o autor do capítulo ou do artigo é o mesmo da obra. 1990.

etc. Artigo de coletânea7 AMADO. (Org. 5. MACEDO. 3. ed. Os primeiros agregados humanos. Viagem astral aos domingos. SOUZA. Eva Maria.br/ livrosonline/leitura_32>.). In: ______.1. volume ou fascículo de periódicos (artigos científicos de revistas. B. Organizador. FREITAS. as publicações periódicas também são referenciadas segundo as características específicas de cada tipo. Prestes. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. Coletâneas são publicações compostas por artigos ou textos de vários autores em uma única obra. editoriais. 3. Gilles. Sociologia da administração.14-16. Nas coletâneas.). Cultura e poder organizacional e novas formas de gestão empresarial. .). História das doutrinas políticas. Reflexões para o silêncio. G.com. Disponível em: <http://www. seções. bem como matérias apresentadas em um número.4. p.4 Parte de monografia em meio eletrônico Seguem-se as normas anteriores para referenciar partes de monografias. São Paulo: Atlas.1990.4. Vida psíquica e organização. Editor. reportagens.refletindo. In: ______. cap. p.. In: MOTTA.. BOUTHOUL. Rio de Janeiro: FGV. Rio de Janeiro: Guanabara. Da mesma forma que nas referências de monografias (completas ou partes). Maria Ester de (Org.). Acesso em: 25 jul. fascículo ou número de revistas. 7 Parte de uma obra MOSCA. Fernando C. 2000.68. p. 1997. matérias jornalísticas. 103-115. etc. geralmente há a indicação de um ou mais autores como responsáveis pela obra (Coordenador.. Coesão organizacional e ilusão coletiva. G. 1987.2 Publicações periódicas Publicações periódicas abrangem os seguintes documentos: coleções completas. Curitiba. In: TOLEDO. Capítulo de livro LAKATOS. 7. 122-143.. A. S. 1988. número de jornal ou caderno de jornal completo.

VEJA.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.2. números especiais e suplementos.31. 1998. v. fascículo. numeração do fascículo. 15 jan. . n.1 Publicação periódica como um todo Usa-se referenciar toda a coleção de um título de periódico em listas de referências e catálogos de obras preparados por bibliotecas. datas de publicação.: quando a publicação está em vigor. Local: Editora. acrescido de hífen e sem ponto final. datas de início e encerramento da publicação. apresenta-se o ano de início. numeração do ano e/ou volume. Local de publicação (cidade): Editora. Campinas: PUCCAMP 1989-1997.. 3. sem título próprio.2. TRANSINFORMAÇãO. 69 . Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.2 Partes de publicações periódicas Abrange volume.1.4. editoras ou livreiros. informações de períodos. CIÊNCIA DA INFORMAÇãO.4. 1972- Obs.. O padrão de referência é: TITULO DO PERIÓDICO. . quando houver. A referência padrão é: TÍTULO DA PUBLICAÇãO. São Paulo: Abril.

n. 3. página inicial-final (quando se tratar de artigo ou matéria).70. 2001.2. n. Título da parte. C.. Exame. Disponível em: <http://www. Teoria & Educação. GURGEL. 3. p. comunicações. resenhas. acrescentando-se a descrição física do meio eletrônico. reportagens e outros. editoriais. entrevistas.15-21. Itajaí. numeração correspondente ao volume e/ou ano. p. números especiais e suplementos (com título próprio). 1992. 1997. set. Cássio Leite. boletim. NUNES.4. Marcelo. 3. Título da Publicação. 2002. Joel. conforme os tópicos anteriores. Neo Interativa. v. Local. podem ser acrescentadas informações complementares que melhor identifiquem o documento. Pesquisa e produção escrita. volumes. Ciência da Informação. além dos artigos.2.br/cionline/>. Clarice.: se necessário. 1 CD-ROM.2.ibict.4 Artigo e/ou matéria de revista. set.2. dentre outros. 26. n.4. Edição especial. Política e Administração. em meio eletrônico As referências seguem as normas indicadas para artigos e/ou matérias de publicações periódicas. 4. SOBRENOME.6. inverno 1994. fascículo ou número (conforme o caso). A internet e o valor da “internetização”./set. Reforma do Estado e segurança pública. LOPES. artigo ou matéria. n. Prenome do Autor. data ou intervalo de Obs. abr. Porto Alegre. 1997. Acesso em: 18 maio 1998.3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas Inclui fascículos. GUIA Exame 2002: as 100 melhores empresas para você trabalhar. p. Rio de Janeiro. v. Rio de Janeiro.3. A queda do cometa. Elisabeth J.. Turismo: visão e ação.99-109. VIEIRA. Brasília. .151-182. História da educação brasileira: novas abordagens de velhos objetos. v. MALOFF.8. n. M. LEAL. São Paulo.

3 nov. N.: quando não houver caderno. 2002. 1999. data de publicação. Título da matéria. Página Quatro.. Diário Catarinense.com. caderno ou parte do jornal. comunicações. 25 abr. Florianópolis.4. HISTÓRIA. A referência padrão é: SOBRENOME.2. São Paulo. 2002.. Folha de S.4. reportagens. entrevistas. um brasileiro. 3. Viviane. Folha Opinião. Disponível em: <http://www. Jornal do Brasil.uol. Obs. Local de publicação. Paulo Online. Acesso em: 3 nov.2. Prenome do Autor (se houver). a página da matéria ou do artigo precede a data. A fome dói. acrescentando-se as informações sobre a descrição física do meio eletrônico.br/fsp/opiniao/inde03112002. resenhas e outros.5 Artigo e/ou matéria de jornal Inclui editoriais. seção ou parte. página da matéria. 3.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. Título do Jornal. 71 . Seção.4.6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico A referência segue a norma indicada no item anterior. MP fiscaliza com autonomia total. Rio de Janeiro. razão e fé. diz José. LEAL. 2002. p. p.htm>. 3 nov. . BEVILACQUA. L.

4. 1997. como atas. 1996. Proceedings… Boston: Kluwer Academic Publishers. Florianópolis. ano. 3. Recife. Recife: UFPe. proceedings. 4.. Disponível em: <http://www.propesq.1 Eventos como um todo Constitui um tipo de publicação com o conjunto de documentos/trabalhos apresentados ou reunidos em um evento. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing cooperation in virtual organizations and electronic business towards smart organizations.. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing 3.) Local de publicação: editora. CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe. proceedings.br/anais/anais.ufpe. Anais.3... do documento (anais. dentre outros. Recife. 2000... 1996.htm>. etc. local (cidade) de realização. 4.72. numeração (se houver). 1996.3.4..3 Publicações em eventos 3. Acesso em: 21 jan.2 Eventos como um todo em meio eletrônico A referência segue a norma anterior para publicação de documento de evento como um todo. Título. atas. anais.. 1996.4. O padrão de referência para esses tipos de documentos é: NOME DO EVENTO.. CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe. resultados. data da publicação. . 2. 2000. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado.. Recife: UFPe. Anais eletrônicos..

htm>. p. M. dentre outros trabalhos apresentados em eventos técnico-científicos.3. 73 . Uma investigação na qualidade de vida no trabalho. R. numeração do evento (se houver).3 Trabalho apresentado em evento São os artigos. 1996. ano.. 1989. 1 CD-ROM. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total em educação.4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico Segue a norma de referência indicada no item anterior. Fortaleza: Tec Treina. etc. Título do trabalho apresentado. Fortaleza. N. V. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPAD. Belo Horizonte.3. Proceedings. página inicial-página final do trabalho referenciado.propesq. . Disponível em: <http://www. data de publicação. R. Prenome e outros Sobrenomes do Autor (se houver... In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS. 1996. M. In: NOME DO EVENTO. projetos...) Local de publicação: Editora.ufpe. Recife. OLIVEIRA. A educação à distância e a biblioteca universitária. SILVA. RODRIGUES. R. In: CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe. Resumos.. Título. Anais… Belo Horizonte: ANPAD. abreviados ou não). local de realização do evento. A referência deve apresentar os seguintes elementos e forma: SOBRENOME DO AUTOR. Acesso em: 21 jan.. 1989.. Anais. comunicações... acrescida das informações do meio eletrônico utilizado. 1997. Recife: UFPe. 4. 10.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. 13.br/anais/anais/ educ/ce04.. 1998.. 3.. (Anais. 455468.. Anais eletrônicos. GUNCHO. 1998.4.4.

SãO PAULO (Estado). Código civil. número e páginas. Constituição (1988). 1998. Emenda constitucional nº 9. Aprova a consolidação das leis do trabalho. normas de instituições públicas e privadas (resoluções. 3. comunicado. numeração (volume. ed. p./dez. medidas provisórias. Decreto-lei nº5. Súmula nº 14.4. v.217-220. entre o nome da jurisdição e o título acrescenta-se a palavra Constituição.4. Código civil. 1995.74. circular. Supremo Tribunal Federal. São Paulo: Saraiva. São Paulo.4.4. entre parênteses. de 1 de maio de 1943. Obs. n. 1943. 62. textos legais (leis ordinárias. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência.1 legislação Estão incluídos nesse tipo de documento: a Constituição. Lex). BRASIL. de 9 de novembro de 1995. de 20 de janeiro de 1998. 7. data. .: Diário Oficial. Local (cidade). 3..2 Jurisprudência BRASIL. A referência é elaborada com base na norma padrão. p. decretos. caso sejam necessários. 1995. Especificação do documento (ex. conforme o caso).. resoluções do Senado Federal). Suplemento. emendas constitucionais.4.452. Lex: coletânea de legislação: edição federal. Lex: legislação federal e marginália. ordem de serviço. BRASIL. caso tratar-se de normas). p. Decreto nº 42.822.59. portarias.16. dentre outros). v. In: ______. 1994. São Paulo.1966. Título do documento. out. 3. Súmulas. podendo ser acrescentados elementos complementares. São Paulo.4 documentos jurídicos 3. JURISDIÇãO (ou cabeçalho da entidade. instrução normativa.: quando a referência for de Constituições e suas emendas. v. BRASIL. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil. 46. seguida do ano de promulgação.

3 doutrina Refere-se a qualquer discussão técnica sobre questões legais publicadas na forma de monografias. Não é admissível.4. da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. o padrão de referência segue a norma indicada para documentos jurídicos (itens anteriores). inscrição em concurso para cargo público.. 1989. datas do período de registro. 1999. etc.1998. Paulo Estevão Cruvinel. [S. São Paulo. Súmula nº 14. 75 .html>. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais. mar. In: Sislex: Sistema de Legislação. 1995. p. ago. 3. 53-72. BRASIL. PI 8903105-9.truenetm.com. Número da patente. Título.4. 139. em razão de idade. 236-240. 6 de dezembro de 1994. artigos de periódicos.4. SP). 1 CD-ROM. Disponível em: <http:// www. Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social. Medidor digital multissensor de temperatura para solos. por ato administrativo. Unidade de Apoio. Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos. n.]: DATAPREV. p. Acesso em: 29 nov.1998.br/jurisnet/sumusSTF.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ BRASIL. Brasília. São Paulo. 103. Superior Tribunal de Justiça. Regulamento dos benefícios da previdência social. EMBRAPA. 26 jun. 3.636-1. BRASIL. 30 maio 1995. 3. papers. restringir. A doutrina é referenciada conforme o tipo de publicação. DF. v.. BR n.4. .5 Patente ENTIDADE RESPONSÁVEL e/ou autor. v. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado.l. 19. 10.4. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados. Hábeas-corpus nº 181. n. Raimundo Gomes de. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. Supremo Tribunal Federal. BARROS.4 documento jurídico em meio eletrônico Para este tipo de documento.

GOES (denominação do satélite). INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo. Local: Editora.edu/fish/Sharks/statistics/Gattack/map/Brazil. 1 mapa. 3. Regiões de governo do Estado de São Paulo. São Paulo.000. 1999071318. 08 (número do satélite na série).: Nota sobre a referência/arquivo digital8 : 1999071318. . 1999.6 documento cartográfico Abrange: atlas..6. National Oceanic and Atmospheric Administration. 3. SP). 13 jul. mapa. 17:45Z..flmnh. Título. 8 ABNT. O padrão de referência é: AUTOR. 13 jul. IR04 (banda). p. Obs. GIF. porém com as devidas informações referentes ao meio eletrônico em que é apresentado. Gainesville. 1999 (data da captação).1 documento cartográfico em meio eletrônico O documento cartográfico segue os padrões indicados anteriormente. globo e fotografia aérea. 1931-2000 Brazil’s confirmed unprovoked shark attacks. 3 ½ pol. [2000?]. 1 imagem de satélite. NBR 6023:2002. Acesso em: 15 jan. 1 atlas.jpg>. 557 Kb. 1981. 1999.000. UNIVALI (instituição geradora). Itajaí: UNIVALI. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil. color. GOES-08: SE.GIF (título do arquivo). IR04. 1 atlas. Escala. 1994. Disponível em: <http://www. 2002.76.11.000. Escala 1:40.ufl. SE (localização geográfica). Escala 1:2. ESTADOS UNIDOS. 1 disquete. FLORIDA MUSEUM OF NATURAL HISTORY. 557 Kb (tamanho do arquivo). Itajaí (local).4. Escalas variam. ATLAS Mirador Internacional.4. data de publicação. 17:45Z (horário zulu). Especificação do documento.

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3.4.7 documento iconográfico Refere-se a gravuras, fotografias, pinturas, transparências, cartazes, desenho técnico, diafilme, diapositivo, dentre outros. O padrão para referenciar esses tipos de documentos é:
AUTOR. Título. Data. Especificação do documento.

Quando não existir título para o documento, deve-se atribuir uma denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes. Também podem ser acrescentados elementos complementares do documento à referência, caso seja necessário.

BRITTO, Romero. [Sem título]. 1999. 1 gravura, color., 25 cm x 25 cm. NOVAS descobertas para o terceiro milênio. São Paulo: UMIBO, 1982. 19 transparências, color., 25 cm x 20 cm. KOBAYASHI, K. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia.

3.4.7.1 documento iconográfico em meio eletrônico

GEDDES, Anne. Geddes 135.jpg. 2000. Altura: 432 pixels. Largura: 376 pixels. 51 Kb. Formato JPEG. 1 disquete, 5 ¼ pol.

... 77

78...

3.4.8 Imagem em movimento Envolvem as referências de filmes, DVD, videocassetes, dentre outros. Deve-se seguir o seguinte padrão:

TÍTULO. Diretor. Produtor (conforme as informações disponíveis). Local: Produtora, data e especificação do suporte em unidades físicas.

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. Rio de Janeiro: Riofilme, 1998. 1 bobina cinematográfica (106 min), son., color., 35 mm.

PORTADOR de necessidades especiais no trabalho: depoimentos. Produção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Departamento Nacional. Brasília: SENAI/DN, 2001. 1 video sonoro.

3.4.9 documento sonoro Compreende discos, CDs (compact disc), fitas cassete, etc. No caso de entrevistas gravadas que necessitam ser referenciadas, também deve ser seguido o seguinte padrão:
COMPOSITOR (ou intérprete, entrevistado, conforme o caso). Título. Local: Gravadora (ou equivalente), data. Especificação do documento.

VELOSO, Caetano. Circuladô vivo. São Paulo: Polygram, 1992. 1 CD.

SILVA, Luiz Inácio Lula da. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. 1991]. Entrevistadores: V. Tremel e M. Garcia. São Paulo: SENAI-SP 1991. 2 cassetes sonoros. ,

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3.4.10 documento tridimensional Abrange as esculturas, maquetes, objetos e suas representações (fósseis, esqueletos, objetos de museu, monumentos, animais empalhados, dentre outros). A referência desses documentos deve apresentar o seguinte padrão:

AUTOR (criador artístico do objeto, quando identificado). Título (caso não exista, atribuir denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes). Data. Especificação do objeto.

DUCHAMP Marcel. Escultura para viajar. 1918. 1 escultura variável. ,

BULE de porcelana. [China: Companhia das Índias, 18-]. 1 bule.
9 As mensagens de correio eletrônico “devem 3.4.11 documento de acesso exclusivo em meio ser referenciadas quando eletrônico9 somente dispuser não se de nenhuma outra fonte para abordar o assunto em discussão. Mensagens Abrange os documentos do tipo base de dados, listas de discussão, arquivos em disco rígido, trocadas por e-mail têm programas de computador, mensagens eletrônicas, etc. O padrão para referência é: caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparecem AUTOR(es)se for o caso. Título (do serviço ou produto). Versão (se houver). Descrição física do rapidamente, não sendo meio eletrônico. recomendável seu uso como fonte científica ou técnica de pesquisa.” (ABNT, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas.doc. Curitiba, 1998. 5 NBR 6023:2002, p. 13). disquetes.

MICROSOFT Project for Windows 95. Version 4.1. [S.l.]: Microsoft Corporation, 1995. 1 CD-ROM.

... 79

entre parênteses.4. SC. J.ed. 3. M. 3. Carlos B. Tubarão.. ÁCAROS no Estado de São Paulo. São José dos Campos: Johnson & Johnson. MARTINS. podem ser acrescentados. (Série Sucesso Profissional: seu guia de estratégia pessoal). documentos mimeografados e digitados. Modelos matemáticos: exercícios didáticos. C. RUBIROSA. (Primeiros Passos.org. Niterói. Bastos. HINDLE. E. 57). apostilas.80.br> em 11 nov. 3. Disponível em: <http://www. O que é sociologia? 7. Acesso em: 30 maio 2002. MARINS. Apostila. Mensagem recebida por <simonegf@sj.12 bula de remédio RESPRIN: comprimidos. MARQUES. São Paulo: Brasiliense. Massa calcificada da naso-faringe. Como fazer apresentações.bdt. In: FUNDAÇãO TROPICAL DE PESQUISAS E TECNOLOGIA “ANDRÉ TOSELLO”. Estas informações devem ser apresentadas ao final da referência. Digitado.13 Séries e coleções Nesses tipos de publicações..ed.univali. 1990.14 notas Como notas podem ser incluídos os seguintes documentos: publicações no prelo.br/acaro/sp/>. 1978. 1997. n. 1985.4. J. São Paulo: Publifolha. São Paulo. 1999. 2002.4. Tim. 1984. os títulos das séries e/ou coleções e a respectiva numeração. ao final da referência. 1991. Responsável técnico Delosmar R. LEAL. Italvino. Bula de remédio. Radiologia Brasileira. Memorial [mensagem pessoal]. Base de Dados Tropical. se houver. textos não publicados. M. No prelo. sem destaque.23. . Os princípios da gestão moderna.fat. L. 2.

TCC.1 Elementos pré-textuais . a trabalhos de graduação intra e extraclasse. d) subtítulo. uma vez que tais trabalhos têm estrutura própria.TGI.. 4.Capa (obrigatório): é a cobertura externa do trabalho com as informações indispensáveis à sua identificação (Apêndice A). . onde constam: a) nome do autor. b) título do trabalho. e) número de volumes (se houver mais de um. as seguintes informações: a) nome da instituição (opcional). para elaboração de teses. deve ser especificado o respectivo volume em cada capa). no que couber. se for o caso. A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende elementos pré-textuais.. trabalhos de conclusão de cursos de graduação . . resenhas. dissertações. f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado. Suas orientações também se aplicam. tais como fichamentos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 ESTRUTURA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS A estrutura de trabalhos acadêmico-científicos é orientada pela NBR 14724:2011 da ABNT que define os princípios gerais para elaboração de teses. papers e relatórios. c) título. c) identificação de volume. se houver. esses elementos podem ser adaptados ou até mesmo desconsiderados. Por outro lado. Deve conter. textuais e pós-textuais. trabalhos de conclusão de curso de aperfeiçoamento e/ ou especialização e outros. sequencialmente. g) ano da entrega (4 dígitos).Lombada (opcional): é a parte lateral da capa que reúne as folhas do trabalho. Em caso de trabalhos relacionados às disciplinas de graduação. dissertações e trabalhos de conclusão de curso é obrigatório seguir a orientação da norma. 81 . b) nome do autor. trabalhos de graduação interdisciplinares .

. titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. b) título do trabalho e subtítulo (se houver). . (Apêndice C): a) nome do autor trabalho. d) área de concentração.Dedicatória (opcional): o autor dedica sua obra ou presta homenagens a pessoa(s). etc. em sequência.: “Na folha de rosto e na folha de aprovação..Folha de rosto (obrigatório): no anverso (página da frente da folha). b) título principal do trabalho (claro. em caso de trabalhos que devam ser depositados em biblioteca. deve constar em cada folha de rosto a especificação do respectivo volume. dissertações ou trabalhos de conclusão de curso de graduação ou especialização. dissertação.). o nome da instituição e a área de concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita. apresenta-se a ficha catalográfica. a dedicatória deve ser localizada na parte inferior direita da folha.) e o seu objetivo (por exemplo: para aprovação em disciplina. . As informações são apresentadas em colunas como no exemplo abaixo: Folha Linha Onde se lê Leia-se . . área de concentração. e) nota contendo a natureza do trabalho (tese. . e) data de aprovação. trabalho de conclusão de curso.” (NBR 14724: 2011. obtenção de determinado grau. Aparecem em folha separada. Obs. como as teses. g) local (cidade) da instituição. c) subtítulo (se houver. 10). devem ser apresentados. No verso da folha de rosto. o objetivo. sua subordinação ao título principal é demonstrada pelos dois pontos que o precedem). d) número do volume: se houver mais de um.Errata (opcional): consiste em lista das folhas e linhas onde há erros. p.A data de aprovação e as assinaturas são colocadas após a aprovação do trabalho. etc. conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente.82. preciso. com as respectivas correções. com a identificação do conteúdo que permita a indexação). nome da instituição a que é submetido. f) nome do orientador e do co-orientador (se houver). os seguintes elementos (Apêndice B): a) nome do autor do trabalho. h) ano de entrega (4 dígitos). o tipo do trabalho. c) texto contendo a natureza.. f) nome. após a dedicatória e devem se limitar ao estritamente necessário.Folha de aprovação (obrigatório): é apresentada logo após a folha de rosto e deve conter as seguintes informações.Agradecimentos (opcional): menção a pessoas e/ou instituições que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do trabalho. objetivo e nome da instituição a que é submetido. Essa ficha deverá ser confeccionada por profissional bibliotecário.

(Atenção! Em artigos científicos o resumo em língua estrangeira faz parte dos elementos pós-textuais .. também denominadas seções primárias). se houver. com o respectivo significado.Resumo na língua vernácula (obrigatório): consiste na apresentação concisa do texto por meio de uma sequência de frases objetivas e seguidas de palavras-chave.Lista de símbolos (opcional): apresenta o conjunto de símbolos utilizados no texto. p. . que é uma lista “de palavras ou frases. grafado com o mesmo tipo de fonte utilizado para os capítulos (ou divisões principais do texto. da Parte II deste documento). d) os indicativos das seções que compõem o sumário. . que localiza e remete para as informações contidas no texto. Indica a página inicial em que se localiza a parte correspondente (Apêndice D).Epígrafe (opcional): aparece após os agradecimentos. Sua elaboração é detalhada no tópico 2 (Resumos de trabalhos acadêmico-científicos).Resumo em língua estrangeira (obrigatório): deve ser apresentado em folha separada do resumo anterior (ver o tópico 2 . 83 . . Se necessário. e)os títulos e subtítulos (se houver). . pensamento. por considerar significativo e inspirador em relação ao seu trabalho.4. devem ser alinhados à esquerda. gráficos. fora de parênteses. esquemas. A autoria da mensagem deve ser apresentada do lado direito.Lista de ilustrações (opcional): identifica as ilustrações (quadros.. Também é recomendada a elaboração de lista própria para cada um dos tipos (abreviatura ou sigla). seguidas do seu significado (expressões ou palavras correspondentes). ditado ou parte de um texto que o autor deseja destacar. . com respectivos nomes e números de página. Consiste na transcrição de uma frase. Epígrafes também podem ser colocadas na abertura das divisões do texto (capítulos). c) os elementos pré-textuais não devem aparecer no sumário. . na ordem em que aparecem. fluxogramas. na mesma ordem e grafia em que se sucedem no texto. . Na elaboração do sumário deve-se observar os seguintes aspectos: a) o sumário tem o título centralizado.) na ordem em que aparecem no texto. etc. recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração.ver seção 5. Atenção! O sumário não deve ser confundido com o índice.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . mapas. seções (ou tópicos) e outras partes de uma publicação (ou trabalho). b) a subordinação dos itens do sumário é destacada usando-se os mesmos tipos de fonte utilizados no texto.Resumos de trabalhos acadêmico-científicos. da Parte II deste documento.Lista de abreviaturas e siglas (opcional): é a relação alfabética de abreviaturas e siglas contidas no texto. escrito por extenso. 2). na ordem em que se apresentam no texto.Lista de tabelas (opcional): identifica as tabelas.Sumário (obrigatório): é a relação enumerada das divisões. organogramas. que seguem os indicativos das seções. desenhos. com respectivos nomes e números de página. são alinhados .” (NBR 6027:2003.ordenadas segundo determinado critério.3 da Parte I deste documento). abaixo do texto.

pela margem do título correspondente ao indicativo mais extenso. constituem-se com base no tipo e nos objetivos do trabalho acadêmico-científico. análise e interpretação dos resultados. apresentação. além de aspectos metodológicos. ou os números das páginas inicial e final. contextualiza-o. teorias e principais ideias sobre o tema focalizado. de modo que a consulta a qualquer dos volumes permita o conhecimento do conteúdo todo. portanto. No entanto. . Da mesma forma que na introdução. destaca sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade. . Se o trabalho compreender mais de um volume. apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa. finalizando com uma conclusão. os elementos essenciais que integram esta parte do trabalho são: fundamentação teórica (revisão bibliográfica).2 Elementos textuais Os elementos textuais. 4... Nela são descritos os conceitos. f) para a paginação pode-se utilizar o número da primeira página (ex. o sumário de toda a obra deve ser incluído em todos os volumes. os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho poderão variar nas suas divisões e subdivisões. Isso não significa dizer que essas partes sejam necessariamente assim intituladas ou subdivididas. o texto acadêmico-científico se inicia com uma introdução. fornece uma visão global do assunto tratado (contextualização). na(s) página(s) que antecede(m) imediatamente o texto. com uma definição clara. separados por hífen (ex.: 32-49). à qual se segue o desenvolvimento. O sumário é o último dos elementos pré- textuais. área de conhecimento ou metodologia adotada. Em caso de relatórios de pesquisa científica. ou seja. . de um modo geral.: 32). concisa e objetiva do tema e a delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado e ao problema a ser estudado. Trata-se da parte inicial do texto em que o autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento.84. apenas que esta é a sequência usual de qualquer texto acadêmico. há distintos modos de organizar o texto. Conforme o tipo de trabalho. excetuados os elementos obrigatórios. metodologia. resultados e interpretação do estudo quando se tratar de um relatório de pesquisa.Desenvolvimento É a parte mais extensa e consistente do trabalho.Introdução Consiste na apresentação geral do trabalho. está localizado. assim como os prétextuais. em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem.

Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor.. utilizados no trabalho. complementar ao seu trabalho. além de sugestões para outros trabalhos. Nos trabalhos acadêmico-científicos a listagem de referências deve identificar as fontes/documentos mencionados (referidos) no texto.. Pode também indicar questões dignas de novos estudos.Conclusão Como parte final do texto. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. que complementa. . .: ANEXO B – Estrutura organizacional da Empresa Alfa). da Parte II deste documento.: APÊNDICE A – Roteiro de entrevista).3 Elementos pós-textuais . As orientações para sua elaboração. 85 .Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. encontram-se no tópico 3 – Elaboração de Referências de Trabalhos AcadêmicoCientíficos. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. A conclusão deve apresentar deduções lógicas correspondentes aos propósitos previamente estabelecidos do trabalho. 4. apontando-se o alcance e o significado de suas contribuições. . com a indicação de sua localização no texto. consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado. Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido.Referências (obrigatório): constitui o conjunto padronizado de elementos descritivos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . dentre outros). assuntos. segundo a NBR 6023:2002 da ABNT. seguidos de suas respectivas definições. -Glossário (opcional): lista em ordem alfabética de expressões ou termos técnicos específicos de uma determinada área. extraídos de um documento. Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas. .Índice (opcional): listagem detalhada de palavras ou expressões ordenadas a partir de critérios específicos (nomes de pessoas. comprova ou ilustra o seu conteúdo. nomes geográficos. possibilitando sua identificação individual.

86.. ..

São separados do texto que os sucede por um espaço entre as linhas de 1. com formato A-4 (21 cm x 29.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 APRESEnTAçãO gRÁFICA dE TRAbAlhOS ACAdêMICOCIEnTÍFICOS O projeto gráfico de um trabalho acadêmico é de responsabilidade do seu autor. a partir da segunda linha.. que é impressa no verso da folha de rosto. para o verso das páginas.7 cm). referências. separadas do texto por um espaço simples e por filete de 5 cm. paginação. Quando o título ocupar mais de uma linha. legendas e fontes de ilustrações e tabelas. legendas de ilustrações e de tabelas. Também os títulos das subseções são separados do texto que os precede e que os sucede por um espaço entre as linhas de 1. inclusive capa. Recomenda-se que os elementos textuais e pós-textuais sejam digitados no anverso e verso das folhas. com exceção das citações longas (com mais de três linhas). 5. sem espaço entre elas. As notas de rodapé são digitadas dentro das margens. Entretanto. a partir da margem esquerda. digitados na cor preta (podendo-se usar outras cores nas ilustrações). de modo a destacar o número que lhes corresponde.. com exceção da ficha catalográfica.5 entre linhas. a segunda linha é alinhada abaixo da primeira letra da primeira palavra do título.5. 87 . a nota de identificação do trabalho e de seu objetivo. O texto deve ser digitado com espaço 1. dados internacionais de catalogação-na-publicação. algumas normas gerais devem ser seguidas. o nome da instituição e a área de . Os elementos pré-textuais são digitados no anverso da folha (frente). Os títulos das seções devem começar em página ímpar (anverso). no caso de dissertações e teses.5. como prescreve a NBR 14724:2011 da ABNT. ficha catalográfica e nota de identificação do trabalho apresentada na folha de rosto (indicando a natureza do trabalho. São alinhadas. Para digitação recomenda-se a utilização de fonte tamanho 12 para todo o texto. as margens esquerda e superior são de 3 cm e direita e inferior de 2 cm. As referências apresentadas ao final do trabalho devem ser separadas entre si por um espaço simples. precedidos pelo respectivo indicativo numérico em algarismo arábico. Na folha de rosto e na folha de aprovação.2 Margens e espacejamento Para o anverso das páginas. e de tamanho menor e uniforme para citações longas (mais de três linhas). notas de rodapé.1 Formato Os trabalhos acadêmico-científicos devem ser apresentados em papel branco ou reciclado. abaixo da primeira letra da primeira palavra. notas de rodapé. objetivo. na parte superior da folha. nome da instituição a que é submetido e área de concentração) que devem ser digitadas em espaço simples. as margens direita e superior são de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm. 5.

1 2. no verso.1.1.. A numeração (algarismos arábicos) aparece a partir da primeira folha da parte textual: em trabalhos digitados apenas no anverso..1. Empregam-se algarismos arábicos para numerar as seções de um texto.1 1.1 .2. é colocada no canto superior direito da folha.1. etc. Havendo apêndice(s) e anexo(s). No caso de haver mais de um volume. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções.1. no canto superior direito e.1 3. quaternária. no canto superior esquerdo. sendo dele separado por um espaço.” (NBR 6024:2003).2 1.1. suas folhas são numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. por sua vez. terciária. embora não sejam numeradas. concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita (Apêndices B e C). a 2 cm da borda superior. 3 Seção secundária Seção terciária Seção quaternária 1.1. alinhado à margem esquerda.1.2 2.2 2. Esse indicativo numérico. seguido do número que lhe for atribuído na sequência do assunto e separado por ponto. a numeração das páginas é sequencial do primeiro ao último volume.1. em trabalhos digitados no anverso e no verso. 5. é colocada no anverso da folha. “O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence.1 2. pode se dividir em seção secundária. contendo a exposição ordenada do assunto.1 2. 5. Exemplo: Seção primária 1 2 precede o título da seção. a partir da folha de rosto. a qual.4 Títulos e indicativos numéricos São denominadas seções as partes em que é dividido o texto de um documento.3 Paginação As folhas preliminares (pré-texto) do trabalho são contadas sequencialmente.1 2.2.88.1.1 2.3 3. A principal divisão do texto de um documento é denominada seção primária.

esquemas.. usando-se de forma racional os seguintes recursos: negrito. Têm por objetivo possibilitar a transmissão de dados e informações de modo mais atraente.2. que obrigatoriamente corresponde ao título da seção.1 Os títulos de errata. d) a segunda e demais linhas do texto da alínea começam abaixo da primeira letra da primeira linha. Muitos autores. se inicia em outra linha. são elementos sem título e sem indicativo numérico. qualquer que seja a forma adotada. pois do contrário não contribuirão para a análise. porém. deve ser mantida em todo o trabalho. 5.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Ponto. usam-se alíneas. porém devem estar diretamente relacionadas com o conteúdo da informação. 5..1. adotando-se. colocado sob a primeira letra do texto da alínea e dele separadas por um espaço... glossário. O texto. com exceção da última.. b) as letras indicativas das alíneas são reentradas em relação à margem esquerda. sem que haja necessidade de intitulálos.. No entanto. referências. sumário... gráficos. quadros. apêndice(s). terminam em ponto-e-vírgula. caixa alta ou versal. c) o texto de cada alínea inicia com letra minúscula e termina com ponto e vírgula. O título das seções é colocado após seu indicativo numérico. precedida da palavra . fluxogramas. . ..5 Parágrafo Modernamente a forma de parágrafo recuado está sendo abolida. nesse caso. Dispõem-se as alíneas na sequência de um texto (que termina em dois pontos) do seguinte modo: a) ordenam-se as alíneas alfabeticamente.. Quando for necessário dividir a alínea em subalíneas.. na seção 3 relatou-se. dele separado por um espaço. fotos. organogramas. em 2.6 Ilustrações As ilustrações abrangem: desenhos.. dentre outros. A folha de aprovação. as demais linhas da subalínea iniciam igualmente abaixo da primeira letra.. ver 1. a dedicatória e a(s) epígrafe(s). anexo(s) e índice(s) não recebem indicativos numéricos e devem ser centralizados (NBR 14724:2011). grifo e redondo. preferem adotar o parágrafo tradicional e formal nos textos técnicos (com recuo de 1. As alíneas. de abreviaturas e siglas e de símbolos. agradecimentos. estas devem começar com um hífen.27 cm). exceto a última que termina em ponto. Os títulos das seções são destacados gradativamente. resumos. listas de ilustrações. Havendo necessidade de enumerar diversos assuntos ou itens. no interior de uma seção. A identificação de ilustrações deve aparecer na parte superior. hífen ou travessão não são usados após o indicativo da seção ou de seu título.. 89 . o espaçamento duplo entre os parágrafos. A citação de indicativos de seções no texto é feita conforme os exemplos seguintes: . mapas.

também é preciso seguir alguns critérios: . . travessão e do respectivo título.o conteúdo do rodapé deve ser apresentado na página de conclusão. c) ocupar. o rodapé. O título indica a natureza e as abrangências geográfica e temporal dos dados numéricos. seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto em algarismos arábicos (Exemplo: Gráfico 1. precedida da palavra Tabela e de seu número de ordem em algarismos arábicos. quanto à sua localização e apresentação gráfica. repetindo-se o cabeçalho das colunas indicadoras e os indicadores de linha. 28): . preferencialmente.o traço horizontal da moldura que separa o rodapé deve ser apresentado somente na página que contenha a última linha da tabela. na mesma página. notas e. p. outras informações necessárias a sua compreensão. designativa.IBGE (1993). 1993. A tabela não deve ter traços verticais delimitadores à direita e à esquerda. tais indicações devem ser feitas sem abreviações. são indicadas: fonte consultada (mesmo que seja produção do próprio autor). pode ser apresentada em duas ou mais partes. preferencialmente sem abreviações. de forma clara e concisa. o espaço do cabeçalho e o terceiro. . .. se for o caso. uma única página. As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente e seguem as orientações da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . 5. após o fio de fechamento. Quando não couber em uma folha. A tabela.90. . pode ser apresentada em duas partes. Na parte inferior da ilustração. com um traço vertical duplo separando as partes e repetindo-se o cabeçalho. Quanto à disposição das informações.se tiver poucas colunas. .se ultrapassar o tamanho da página em número de colunas e tiver poucas linhas. Figura 3. no mínimo. três traços horizontais paralelos: o primeiro separa o topo.cada página deve ter colunas indicadoras e seus respectivos cabeçalhos. Quadro 5). a tabela deve ser apresentada em duas ou mais partes (IBGE. . o segundo.cada página deve ter uma das seguintes indicações: continua para a primeira. por extenso.7 Tabelas As tabelas servem para descrever dados e informações relevantes para o estudo ou ilustrar o conteúdo em desenvolvimento. conclusão para a última e continuação para as demais. A moldura compreende. sintetizadas a seguir. lado a lado. A indicação da(s) fonte(s) das informações contidas em uma tabela e notas eventuais aparecem em seu rodapé.. legenda. deve: a) estar inserida o mais próximo possível do trecho do texto a que se refere.cada página deve ter o contéudo do topo e o cabeçalho da tabela ou o cabeçalho da parte. As tabelas têm numeração independente e consecutiva e a sua identificação (título) é colocada na parte superior (topo). O cabeçalho da tabela indica o conteúdo das colunas com palavras ou notações claras e concisas. b) ter moldura para estruturar os dados numéricos e termos necessários a sua compreensão. uma abaixo da outra.

alinhandose à margem esquerda da primeira coluna.. a partir de pesquisa de campo (com o uso de questionários. no uso de maiúsculas e nos sinais gráficos utilizados. 91 .8 Equações e fórmula internacional: b) a fonte da tabela indica a origem ou a instituição responsável pelo fornecimento ou elaboração dos dados e informações nela contidos. a palavra ‘fonte’ deve ser colocada após o traço inferior da tabela. para tanto existem símbolos estabelecidos por convenção fontes. devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição. ‘observação direta’. quando as tabelas são elaboradas com base em fontes que constituem documentos do próprio autor do trabalho (apresentação dos dados. “Na sequência normal do texto é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes. caso seja necessário. 11). alinhados à direita. ‘entrevistas realizadas’. conforme o caso. c) em caso da fonte tratar-se de pessoa física.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ a) não se deve deixar “casas” vazias em uma tabela. As tabelas de uma publicação devem apresentar uniformidade gráfica nos corpos e tipos de letras e números. multiplicação e divisão. quando os dados se originarem de diversas Devem aparecer destacadas no texto para facilitar a leitura e. Exemplo: x 2 + y2 = z 2 (x2 + y2)/5 = n (1) (2) . p. índices e outros)” (NBR 14724:2011. 5. numeradas com algarismos arábicos entre parênteses. responsável pelos dados levantados e apresentados. entrevistas ou observação). ‘questionários aplicados’. utiliza-se como fonte o autor.. subtração. Quando as equações ou fórmulas ultrapassarem uma linha por falta de espaço. ‘formulários preenchidos’. podem ser utilizadas como fonte as seguintes expressões: ‘pesquisa de campo’. por exemplo). os nomes ou siglas são separados por vírgula.

ed. da escolha do assunto à . rev.1986. da UFMG. Rio de Janeiro. A aventura sociológica: objetividade. ______.M.L. 1996. São Paulo: T.L. engenheiros e estudantes. M. BEAUD.ed. descrição. CANCELIER. ASSOCIAÇãO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. uma monografia ou qualquer outro trabalho universitário. 2. Memórias de um orientador de tese. N. 2011.. 3.).ed. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. Rio de Janeiro. 2003. 2003. V. CASTRO. 2.92. NBR 10719: apresentação de relatórios técnico-científicos. A. 1997. narração. 1978. A. ECO. 1989. L. 2003. 5. Autores Associados. ______. Belo Horizonte: Ed. J. de O. Queiroz. In: NUNES.. P Educar pela pesquisa.ed. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. M. 1997. GEWANDSZNAJDER. p. Rio de Janeiro. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. OLÍMPIO.. 1997. GIL. paixão. Rio de Janeiro. Ed. Rio de Janeiro. REFERênCIAS ALVES-MAZZOTTI. O trabalho da citação. A. 1988. C. O método nas Ciências Naturais e Sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2002.L. A.C. Os cientistas precisam escrever: guia de redação para cientistas.ed. (Org.. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. Florianópolis. 1992. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. COMPAGNON. 2002. Campinas: Papirus.N. Rio de Janeiro: Zahar. Metodologia do ensino superior. São Paulo: Pioneira. 2003.307-326. Redação: o texto técnico/científico e o texto literário.. ______. MEDEIROS. Monografia no curso de Direito: trabalho de conclusão de curso: metodologia e técnicas de pesquisa. GOLDENBERG. dissertação.B. F. 4. 1996.J. Redação de textos científicos. DEMO. São Paulo: Atlas. Campinas: . da UFSC. FRANÇA. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. U. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 2001. Arte da tese: como preparar e redigir uma tese de mestrado. resumo. FLÔRES. BARRASS. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação.A. Belo Horizonte: Editora UFMG. Rio de Janeiro.M.C. 2000. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. ______. São Paulo: Perspectiva. HENRIQUES. 1998. improviso e método na pesquisa social. Como se faz uma tese. Rio de Janeiro: Record. L. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. J. ______. relatório. R. e aum. E. FEITOSA. ______. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação.. ______.

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94. ...

.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APêndICES . 95 ..

.fonte 12] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.96. título em maiúsculas e sub-título em minúsculas . excetuando-se a 1ª letra] .. Apêndice A Capa de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME DA INSTITUIÇãO NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Extremidade do papel A4] [Identificação centrada em letras maiúsculas .fonte 12] Local Ano 2 cm [Letras minúsculas.

.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Balneário Camboriú 2003 .. 97 .

Centro de Ciências zzzz. excetuando-se a 1ª letra] .98. na Universidade do Vale de Itajaí. Apêndice b Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Identificação centrada em letras maiúsculas .. título em maiúsculas e subtítulo em minúsculas .. Www Yyyyyy Local Ano 2 cm [Letras minúsculas.fonte 12] Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Xxxx. Orientador: Prof(a).fonte 12] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.

. 99 . Orientador: Prof. Centro de Ciências Sociais Aplicadas .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale de Itajaí. Pedro Alves Balneário Camboriú 2003 .CTL.. Dr.

........ Prof...........100......... UNIVALI – Centro de .. Membro Prof... MSc.... Centro de ........... [dia] de [mês] de [ano].......... e aprovada pelo Curso de .. UNIVALI – Centro de ................. Dra ........... Dr................. sub-título em minúsculas fonte 12] 3 cm Área de Concentração: 2 cm [Local]...... ...... Orientador Profa.. UNIVALI – Centro de.. [Identificação centrada em letras maiúsculas ..... da Universidade do Vale do Itajaí.... Apêndice C Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) TÍTULO: subtítulo (se houver) Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de ........... Membro 2 cm ................fonte 12] [Título em maiúsculas. ...............

CTL Membro Prof. Prof. 14 de fevereiro de 2003. Dr. Pedro Alves UNIVALI – CECIESA .CTL Orientador Profa. Dra.. Marília Mendonça Farias UNIVALI – CECIESA . Msc. Centro de Ciências Sociais Aplicada .Turismo e Lazer Área de Concentração: Turismo e Ambiente Balneário Camboriú.CTL Membro . Emílio Vieira UNIVALI – CECIESA ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria e aprovada pelo Curso de Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale de Itajaí. 101 .

.............................. 46 RESULTADOS .... aceitação e cooperação ................................ 11 Objetivos da pesquisa ...................................................................2 4.............. 16 2........ 10 Justificativa ....................1 Breve história das principais concepções do passado .................................. 80 ..............................................................................................2 As principais correntes teóricas da atualidade .......... 39 Contexto e sujeitos da pesquisa ....3 4 4...........1 4....................................................... 14 Concepções teóricas .......................................................................2 2 2....................................... 71 REFERÊNCIAS .........1............................................................................................................................................................................................................................................. 40 Fontes documentais ........................................................................................................................................................................ 77 APÊNDICES ............................3 5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ......................1..............................................1 INTRODUÇãO ...................................................... 57 Resistência..................................................................... 64 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 18 2......... 13 O PROBLEMA DA PESQUISA ................................................................................................................................................................................ 49 Percepção do problema pelos sujeitos da pesquisa ........................................2 3..... 50 Expectativas e aspirações .......................102.............................................1 3..1 1............................................................................................................................................................................................................................................. 43 Estratégias e instrumentos ..................... Apêndice d Exemplo de Sumário SUMÁRIO 1 1............ 27 3 3...........................

) Palavras-chave: (na língua do texto) * Currículo (e endereços postal e eletrônico) ** Currículo (e endereços postal e eletrônico) .. elaborado segundo as orientações da NBR 6028:2003..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Apêndice E Modelo de página de abertura (artigo científico) TÍTULO subtítulo (se houver) Nome completo do autor 1* Nome completo do autor 2** Resumo (na língua do texto) (O resumo. 103 . é digitado com espaçamento simples e alinhamento justificado. contendo de 100 a 250 palavras.

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