UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

Universidade do Vale do Itajaí

Cadernos
Universidade do Vale do Itajaí

de Ensino
... 1

Pró-Reitoria de Ensino

2...

FICHA CATALOGRÁFICA

Projeto
Elisabeth Juchem Machado Leal Simone Ghisi Feuerschutte Elaboração Josiane da Silva Delvan Luciano Dalla Giacomassa Colaboração

Cássia Ferri Regina Célia Linhares Hostins Coordenação

Elisabeth Juchem Machado Leal Revisão e atualização Hildo Rocha Neto Nilton Córdova Fotografia

José Roberto Azevedo Júnior Capa Camila Morgana Lourenço Projeto Gráfico Charlles Giovany Faqueti Fábio Zella de Souza José Roberto Azevedo Júnior Isadora Molleri Editoração Eletrônica

Pedagogico

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

Universidade do Vale do Itajaí

Cadernos
Universidade do Vale do Itajaí

elaboração de trabalhos acadêmico-científicos

ITAJAÍ - SC Junho/2011 Ano 2 - nº 4

de Ensino
... 3

Pró-Reitoria de Ensino

. de abril de 2011.4. Em junho de 2011 o texto deste documento foi atualizado para incorporação das alterações referentes à apresentação de trabalhos acadêmicos contidas na terceira edição da NBR 14. bem como daquelas decorrentes do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. de1990.724. ..

...................................................................21 Conceito ...............23 Avaliação ..............................................................................................16 Procedimentos ........................................................................................................................................................................................1 6..30 Elementos pós-textuais ....................1 2...30 Elementos textuais .......................................................................22 A apresentação da resenha ...........1 3...................................3.............................................................................................................. Position PaPer OU POSICIOnAMEnTO PESSOAl .......21 Procedimentos ...........4.......27 Procedimentos quanto à elaboração ......................................................21 Propósitos ........................................13 FIChAMEnTO .......................................................................................................................................1 2.............................20 RESEnhA CRÍTICA ..........................................................................................................34 Procedimentos ......2 4............................................................................5 6 6..........27 Conceito.......2 2...........31 RElATóRIO .......................................................................................................4 3...................................................................17 Ficha de leitura .....3 4.......................4 5.......35 Avaliação ........................................................................28 Procedimentos quanto à forma de apresentação .........................4..........................................................................18 Avaliação ...2 6...............37 MEMORIAl ..........2 2......................................................................................................................4 5 5...........Elaboração de trabalhos acadêmico-científicos .....................................................................1 5..........................3 5.................................................................................11 1 2 2........................................2 5......................4 5............................ 39 .......26 ARTIgO CIEnTÍFICO ..............33 Propósitos ...............................34 Tipos de relatórios .........................................................................................................................................................33 Conceito ......................................31 Avaliação ...................................................3 6...............................................................................30 Indicativos dos tópicos (seções) do artigo científico.........................................................UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ SUMÁRIO APRESEnTAçãO ..............................................15 Conceito..............................................................................................................................3 2.........................29 Elementos pré-textuais ............................................................... ................................15 Os propósitos do fichamento.......................................................................................................................................27 Propósitos .....3 3.................................................4.....26 Avaliação ......................2 5........................25 Procedimentos ................3........2 3.............................................................1 4...................................................17 Ficha bibliográfica ..........4 3 3................................................................................................................................. 5 .................... 09 PARTE 1 ..................4...5 7 InTROdUçãO ..3 5...............................................24 PaPer.....1 5...........4 6................................................25 Propósitos ................................5 4 4...........25 Conceito....................................................................................

...... dentre outros. 67 3............................... 68 3................1........................... 57 3.............................................................2 7............................................................................................ 39 Procedimentos .......................... 70 3.3 Publicações em eventos ............ 70 3....................... 65 3............................................................3 7.............4 Artigo e/ou matéria de revista...............................................................5 Regras quanto à data ...4 Modelos de elaboração de referências ............................................... 67 3...4............... 45 1........4............................ 69 3................................1 RESUMOS dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS .....................................................2...................................................... 59 3............2 Citação indireta: paráfrase e condensação ..................... 72 3................ 7....1 7............................3............................................... 40 Avaliação ...6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico ....................................................4 Regras quanto ao local ........................1....3 Regras gerais para elaboração de referências ...........1 Monografias ..............2 Publicações periódicas ............................... 72 3....................................................... 64 3............1 Publicação periódica como um todo ....................................................................... 62 3........................................................................................1 Localização das referências .........................2 Eventos como um todo em meio eletrônico ....... 57 3... 48 1......................3 Partes de monografia ......................................1 Regras gerais para citação ..........................2 Aspectos gráficos das referências ......................................3 Regras quanto à edição e editora ...........1...........1 Citação direta.......................................................... 69 3........... 65 3................. 52 1............................................3 Citação da citação .................. 71 3.4....... textual ou literal ......................2...........................................5 Considerações finais sobre as normas de citação ...........4............. 53 2 2................................2 Regras quanto ao título e subtítulo .......4............ 65 3..1 Monografias consideradas no todo ............................3......4 Parte de monografia em meio eletrônico ................................... boletim............................................................................3.............................4...........................................................5 Artigo e/ou matéria de jornal ..................1 Regras quanto à autoria .................4 Conceito..................3.. 46 1......3..4.......... 43 1 CITAçõES .....................2 Monografias no todo em meio eletrônico .2.......................................................... 47 1......................6 Regra quanto à paginação ..............4..................................4...........................6................2............... 50 1... 71 3..............3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas ........................ 68 3.................. 55 Exemplos de resumos...............................................2 Partes de publicações périódicas ..3 Alterações na citação.....................4......3...........................................Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ..1 Eventos como um todo ... em meio eletrônico.......................................... 46 1..................................4..............2...................................2....4.............................................................1... 41 PARTE 2 ... 61 3............................4........... 72 ......... 56 3 ElAbORAçãO dE REFERênCIAS ................2....................................................................................................................2.................... 59 3...2...........3.............................. 63 3........4.....................................................................2 Tipos de citação ...............................4.....................3.......................4 Normas complementares para citação .......... 45 1.......... 64 3. 58 3............................................................... 39 Propósitos .................................

....3 5 5............13 Séries e coleções ....................... 77 3..................................4......14 Notas .............................. 85 APRESEnTAçãO gRÁFICA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS ...............4 Documentos jurídicos................................................... 103 ..........................................................4...................1 5........................... 100 Apêndice D .....................................1 Documento cartográfico em meio eletrônico......................5 Patente .... 81 Elementos pré-textuais ....................................................................4........................ 79 3.....UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3............... 77 3.............................................2 Jurisprudência ................................................4...................................................................... 87 Paginação......... 78 3....................................................... 78 3.5 5............................................4................................4..4 Documento jurídico em meio eletrônico ...... 81 Elementos textuais .....................................Modelo de página de abertura (artigo científico) ...........7 5................... 75 3.................................. 80 4 4.. 76 3.............................................................................6 5...................3............4............................... 87 Margens e espacejamento.............................................4.................... 73 3.............................................................. 74 3..................................1 4.. 88 Parágrafo .....4.......6 Documento cartográfico ..................................7...6....................................................................................................................................................... 74 3.............................................4........2 5..................................1 Legislação .................................................4.............................................4................2 4...............11 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico ....Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos ........... 89 Tabelas ........................ 92 APêndICES ............................8 ESTRUTURA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS .............4..... 7 ............................................ 80 3...............................4......1 Documento iconográfico em meio eletrônico .......................... 84 Elementos pós-textuais .............9 Documento sonoro ..........................3 Trabalho apresentado em evento ..................... 91 REFERênCIAS .......................................4..................... 73 3.........4......................................7 Documento iconográfico ..........................................................10 Documento tridimensional ................................................................................... 80 3.................................... 96 Apêndice B .....4....3 5.................. 75 3....4........Capa de trabalhos acadêmico-científicos ............. 90 Equações e fórmulas........................................................................... 79 3..........Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos............... 95 Apêndice A ............................................................................. 88 Títulos e indicativos numéricos ...............................4............................4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico ..................................................................................................... 98 Apêndice C .....8 Imagem em movimento ...................4...................................................12 Bula de remédio ................................................... 75 3..................................4 5....................... 102 Apêndice E ..4............................3 Doutrina ............................3..........4................................. 74 3..... 89 Ilustrações...............................4................................................................Exemplo de sumário ....................... 76 3..................................................................................................... 87 Formato ..................................................................

. ..8.

antes de submetê-las à avaliação de seu professor. Foi utilizado de início por formadores no Programa de Formação Docentes do Ensino Superior e distribuído aos docentes da Univali participantes das oficinas. A terceira edição desta norma.724. referências. ou seja. as quais. como é o caso dos fichamentos ou relatórios de leitura. também podem ser de utilidade para o acadêmico que tem por hábito examinar criticamente suas produções. detalhando. os passos necessários para sua elaboração. estrutura e apresentação de trabalhos acadêmico-científicos. Profª Cássia Ferri Pró-Reitora de Ensino . publicada em abril de 2011. Para os docentes. o artigo científico.500 exemplares. no link Downloads/Manuais. Em 2006. Oferece também aos acadêmicos dos demais períodos. o relatório (relacionado a diversas atividades práticas). citações. progressivamente. orientações detalhadas a respeito dos diversos tipos de trabalhos acadêmico-científicos que serão. o “caminho das pedras”. a versão digital da Elaboração de Trabalhos Acadêmico-científicos foi revisada e atualizada em decorrência da segunda edição da NBR 14. o memorial. especialmente aos acadêmicos que recém ingressam na universidade. por assim dizer. Posteriormente. solicitados por seus professores. o registro e a apropriação do conhecimento acumulado e tido como válido para seus próprios fins de produção de conhecimento. nas diversas disciplinas: a resenha crítica.. foi colocada à disposição da comunidade acadêmica. que gradativamente avança para níveis de maior complexidade. de fato. na página da Biblioteca Comunitária e na intranet. cuja atualização incorporou as orientações da então nova edição da NBR 6022 sobre a apresentação de artigos científicos. sua versão digital. possibilita ao universitário o domínio progressivo de praticas indispensáveis à atividade científica: a busca..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APRESEnTAçãO Este número 4 dos Cadernos de Ensino. 9 . com uma tiragem de 1. assim como aos acadêmicos de cursos de pós-graduação. O documento oferece. Completam o documento as normas para elaboração de resumos. são apresentadas sugestões para a avaliação desses diferentes tipos de produções acadêmicas de seus alunos. que ora colocamos à disposição da comunidade acadêmica. o paper. dedicado à elaboração de trabalhos acadêmico-científicos teve sua primeira edição impressa em 2003. publicada em dezembro de 2005. as orientações indispensáveis ao tipo de trabalho acadêmico mais básico. O exercício de leitura e produção escrita. provocou nova revisão e atualização do nº 4 dos Cadernos de Ensino.

10... .

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

Parte 1
Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos

... 11

12...

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

1 InTROdUçãO
A ênfase que vem sendo colocada nas atividades de pesquisa articuladas ao ensino e à extensão, com vistas à elevação do nível de qualidade dos cursos superiores, requer que as atividades referentes à investigação, sistematização e socialização do conhecimento deixem de ter no professor seu principal protagonista e passem a ser compartilhadas por professores e alunos. Por outro lado, um dos desafios que hoje se colocam para a universidade consiste na formação de um profissional capaz de pensar e agir num contexto de alta complexidade – decorrente da natureza dos problemas com os quais nos defrontamos – valendo-se para tanto da capacidade de analisar criticamente a realidade à luz de conhecimentos teóricos e de atuar com competência de modo autônomo e consequente. Ao lado desse fato, devese considerar que a busca, a apropriação e o uso do conhecimento técnico-científico são atividades permanentes na carreira do profissional de nível superior, dada a necessidade de atualização em face aos rápidos avanços da ciência. Para tanto parece ser indispensável que os acadêmicos se exercitem, desde os primeiros dias de sua trajetória acadêmica, no uso de um instrumental teórico-metodológico que lhes possibilite o progressivo domínio das práticas do trabalho intelectual, de modo a se tornarem não apenas consumidores como também produtores de conhecimento. Demo (1996, p.28-29) diz ser fundamental que os acadêmicos:
[...] escrevam, redijam, coloquem no papel o que querem dizer e fazer, sobretudo alcancem a capacidade de formular. Formular, elaborar são termos essenciais da formação do sujeito, porque significam propriamente a competência, à medida que se supera a recepção passiva do conhecimento, passando a participar como sujeito capaz de propor e contrapor[...] Aprende a duvidar, a perguntar, a querer saber sempre mais e melhor. A partir daí, surge o desafio da elaboração própria, pela qual o sujeito que desperta começa a ganhar forma, expressão, contorno, perfil. Deixa-se para trás a condição de objeto.

Esse processo contribui decisivamente para a formação de profissionais cujo perfil compreende as competências necessárias à busca do conhecimento, à sua adequada utilização para a solução dos problemas e à elaboração de novos conhecimentos. A formação universitária, em todas as áreas do conhecimento, se faz, portanto, mediante a progressiva iniciação do aluno às práticas do trabalho intelectual, atividade central na vida acadêmica. Essa iniciação compreende a aquisição gradativa de um conjunto de competências, de complexidade e sofisticação crescentes, assim identificadas: - competências referentes ao trato da informação: - ler e compreender textos teóricos, a competência de maior importância e suas competências subsidiárias: identificar as fontes bibliográficas mais relevantes da área; buscar e adquirir a informação necessária para a realização de trabalhos; registrar a informação e as respectivas fontes ... 13

analisar e apreciar criticamente textos teóricos. E compete ao professor – a todos os professores e não apenas aos professores responsáveis pelas disciplinas de Língua Portuguesa. optou-se pelo fichamento. . por se considerar que são os tipos de uso mais frequente nas várias disciplinas dos cursos de graduação.referentes às práticas de investigação: formular questões e hipóteses. artigos. relatório e memorial.. O texto ora apresentado pretende oferecer. artigo científico. ou mesmo o ensaio. os procedimentos para sua elaboração e organização e sugestões para sua avaliação. extrair significados. . inferir. de resumos de artigos e de referências. Esse conjunto de competências. fichamentos. interpretar criticamente. demonstrar (ou provar) por argumentação. tanto a professores como a acadêmicos. observar. dominar as praxes de citação e de referência.redigir: progredir do exercício inicial sob a forma de resumo.14. bem como normas relativas à estrutura e apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. autocorrigir-se (ou reformular o anteriormente formulado). A primeira parte do documento trata dos tipos acima mencionados de trabalhos acadêmicocientíficos: seu conceito e propósitos. . orientações básicas para a elaboração de trabalhos acadêmico-científicos. papers. definir. bem como de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos.ligadas à formação de conceitos: fazer distinções e conexões. . documentais ou outras (fazer resumos. projeto e relatório de pesquisa. referências). Na segunda parte são apresentadas orientações para elaboração e uso de citações. somente será desenvolvido pelos acadêmicos se estes tiverem oportunidades efetivas de exercitá-las de modo gradativo. bibliográficas.. .competências cognitivas: -referentes ao raciocínio: identificar proposições. paper. até chegar à elaboração de texto próprio (resenhas. embora também sejam trabalhos acadêmicocientíficos.competências necessárias à capacidade de elaboração própria: . São muitos os tipos de trabalhos acadêmicocientíficos que poderiam ser incluídos em um documento como este. No entanto. parafrasear. dissertação de mestrado e tese de doutorado. sistemático e intensivo. ou de Metodologia Científica – a criação dessas oportunidades em todas as disciplinas. . projetos de pesquisa). . subsidiariamente. no entanto. explicar. estabelecer relações. .referentes à capacidade de interpretação: perceber implicações. Dessa forma.apresentar e discutir temas. resenha crítica. não são aqui tratados.

artigos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 FIChAMEnTO 2. como também registrada e documentada. na Universidade. como o docente e o pesquisador têm de manipular uma considerável quantidade de material bibliográfico. 15 . Fichar um texto significa sintetizá-lo. seja ele aluno ou professor. . os fichamentos ou relatórios de leitura. a identificação das ideias principais e seu registro escrito de modo conciso. Assim sendo. então. é otimizar a leitura. preferem substituir esse nome pela expressão “relatório de leitura”. b) registrar o conteúdo das obras. funcionam como método de aprendizagem e memorização dos conteúdos. além de possibilitar a organização dos textos pesquisados e a seleção dos dados mais importantes desses textos. o que requer a leitura atenta do texto. filosófica. etc.100). portanto. c) registrar as reflexões proporcionadas pelo material de leitura.. monografias de conclusão de curso. cuja informação teórica ou factual mais significativa deve ser não apenas assimilada. sejam elas de iniciação à redação científica (tais como os primeiros trabalhos escritos que o estudante é solicitado a produzir). papers. Como o fichamento consiste no resultado do trabalho de leitura. A principal utilidade da técnica de fichamento. no caso do professor. literária ou mesmo de uma matéria jornalística. de textos para aulas. constituindose em instrumento básico para a redação de trabalhos científicos. um importante meio para exercitar a escrita. A prática do fichamento representa. a exemplo de Nunes (1997). essencial para a elaboração de resenhas. seja na aprendizagem dos conteúdos das diversas disciplinas que integram o currículo acadêmico. Pode-se dizer que esse registro escrito – o fichamento – é um novo texto. alguns autores. de elaboração da monografia de conclusão de curso do graduando. palestras ou conferências. coerente e objetivo. p. A importância do fichamento para a assimilação e produção do conhecimento é dada pela necessidade que tanto o estudante. De acordo com Henriques e Medeiros (1999. assim. sua compreensão. cujo autor é o “fichador”. da dissertação de mestrado ou do relatório de pesquisa do pesquisador. ou. para utilização posterior em suas produções escritas. seja na pesquisa científica – como enfatiza Pasold (1999) –.. d) organizar as informações colhidas”.1 Conceito O fichamento é uma técnica de trabalho intelectual que consiste no registro sintético e documentado das ideias s e/ou informações mais relevantes (para o leitor) de uma obra científica. o fichamento objetiva: “a) identificar as obras consultadas.

podem ser considerados dois tipos de fichamento: a) o fichamento que é solicitado ao estudante universitário como exercício acadêmico. nesse caso. diferencia-se apenas na sua apresentação. a decisão sobre o que retirar de um texto ou de uma obra e registrar sob a forma de resumo ou de citação. Ora. dos quais se falará mais adiante. No segundo tipo (b). pelo docente ou pelo pesquisador. o docente ou o pesquisador se propôs. conceitos. Dependendo dos seus propósitos. Dessa forma.. a argumentação do autor da obra ou do texto que “comanda” o trabalho de resumo do fichador. um artigo. que tanto pode ser uma resenha. ou assimilar o conteúdo ou parte do conteúdo de uma disciplina. uma monografia. no registro documentado do resumo do texto indicado pelo professor. artigos e textos teóricos. são os propósitos temáticos de quem estuda as obras consultadas que “comandam” a seleção das ideias. No primeiro caso – fichamento como exercício acadêmico –. em qualquer caso. no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. com o propósito de registrar sistematicamente e documentar as informações teóricas e factuais necessárias à elaboração do seu trabalho. o critério organizador do fichamento será dado pela própria lógica do texto. com o propósito de desenvolver as habilidades exigidas para o estudo e assimilação de textos teóricos. terá como critério selecionador os “propósitos temáticos” dados pelo próprio tema da pesquisa e suas ramificações. No segundo caso – fichamento no contexto da pesquisa ou da revisão bibliográfica –. seja como técnica auxiliar de estudo de obras. .2 Os propósitos do fichamento Seja como técnica auxiliar da pesquisa bibliográfica. o fichamento será tanto mais eficiente quanto mais claros forem para o estudante ou para o pesquisador os propósitos desse trabalho. o fichamento está “a serviço” da pesquisa que o estudante. Assim. elementos teóricos ou factuais que integrarão o resumo. b) o fichamento que é feito pelo estudante. um seminário ou um relatório de pesquisa. nesse caso o fichamento consiste. o fichamento praticamente se identifica com o resumo. no primeiro tipo de fichamento (a) é o raciocínio. que pode ser numa ficha manuscrita ou numa folha digitada. mas que. 2. como toda e qualquer pesquisa está centrada num tema. conceitos ou fatos que interessam resumir ou registrar nos fichamentos que fará das obras selecionadas.16. São esses propósitos temáticos que orientam o “fichador ” quando seleciona ideias. deve apresentar os indispensáveis elementos de identificação.. o simples propósito de resumir o texto é o propósito dominante. em geral.

como já foi dito. breve indicação do conteúdo da obra ou de sua importância para algum aspecto do trabalho que o estudante ou o pesquisador tem em andamento.3. apenas dois tipos de fichas serão a seguir apresentados. 2. por serem considerados os mais essenciais. 87-112). como. é importante ainda que conste a localização da obra (biblioteca. pode ser adotado o uso. etc. elaborada de acordo com a NBR 6023:2002 da ABNT. . 105-121) oferecem importantes orientações práticas sobre diferentes tipos de fichas e sua organização. após o título geral. 17 . sejam elas de cartolina ou de papel A-4 (que substituíram as de cartolina pelas facilidades oferecidas pelos micros).referência: o segundo elemento da ficha será a referência completa da obra ou do texto ao qual a ficha se refere.). Leite (1985. à direita.3 Procedimentos São variados os tipos de fichas que podem ser criados. Exemplo de ficha bibliográfica . Eco (1988. arquivo público. para que a ela se possa retornar caso haja necessidade. o conteúdo propriamente dito. ou seja. devem conter três elementos: .corpo da ficha. 42-55) e Pasold (1999. p.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2. p. Embora muitos tipos de fichas possam ser elaborados no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. um título que indica o assunto ao qual a ficha se refere. . por exemplo. p. de um subtítulo.. dependendo das necessidades de quem estuda ou pesquisa. que variará conforme o tipo de fichamento que o estudante ou pesquisador pretenda fazer.cabeçalho: no alto da ficha ou da folha.. p. Severino (2000. As fichas.1 Ficha bibliográfica Destina-se a documentar a bibliografia relativa a um determinado assunto. O seu corpo pode ser constituído de poucas informações. 35-45).

por exemplo. Atenção: o exemplo ilustra uma “ficha” de leitura em folha A-4).. deverão ser seguidos os passos recomendados por Severino (2000. transcrições mais significativas de trechos do conteúdo. – utilizar linguagem clara. sempre entre aspas e com indicação da respectiva página. bem como distinguir as expressões ou palavras do autor da obra – isto é. que deverão estar sempre entre aspas – das expressões ou palavras próprias do fichador. e as citações. outras formas podem ser adotadas.3. optou-se por colocar na margem esquerda da folha o número da página correspondente ao trecho resumido para identificar sua localização na obra. diretas e interligadas. A organização da ficha deve ser feita de tal modo que permita identificar posteriormente a página da obra onde se localiza esse ou aquele conceito. pode ser útil a inclusão no texto das novas ideias que foram surgindo durante a leitura. . É importante salientar que a inclusão de citações no fichamento não significa que este se confunda com um mero exercício de “recorte e colagem” de trechos da obra. um comentário sobre o texto fichado. ao seu final. juízo de valor destituído de fundamento. 47-61) para a leitura e resumo de textos teóricos que o leitor encontrará sintetizados à página 23 deste documento. Assim sendo. como sugere Huhne (1992. ou então pode apresentar o resumo. ou seja: – ser sucinto. – apresentar uma sequência corrente de frases concisas. no entanto. p. Nesse caso. a decisão de incluir. que sintetiza o conteúdo. – respeitar a ordem das ideias e fatos apresentados. Pode ficar a critério do professor. ou seja. as citações. contendo apenas resumo e citação (no exemplo. deverá apresentar as características de um resumo de qualidade. Pode conter.18. objetiva e econômica. ao solicitar dos alunos um fichamento. ideia ou argumento.2 Ficha de leitura Esse tipo de ficha destina-se ao registro sintético do conteúdo (ou de parte do conteúdo) das obras lidas. apenas o resumo das ideias do autor e nenhuma citação ou comentário pessoal do fichador. O corpo da ficha consistirá no resumo da obra ou da parte da obra que interessa ao fichador. o que tornaria a ficha mais completa. ou não. Para o estudante ou docente que faz um fichamento no contexto da pesquisa bibliográfica. que expresse a interpretação crítica do aluno sobre o conteúdo do texto. 6465). seletivo e objetivo. 2. deve o professor ter claro que. p. para fazer a crítica de um texto – ainda mais quando se trata de um texto teórico – é necessário que o aluno já disponha de um certo repertório. Para sua elaboração.. sem o que essa crítica não passará de mera opinião. O corpo da ficha de leitura pode ser organizado de diferentes maneiras. A seguir se encontra um exemplo de ficha de leitura.

.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo de ficha de leitura .. 19 .

2.2.O resumo respeita a ordem das ideias apresentadas pelo autor do texto? .A linguagem utilizada obedece a norma culta? . aquele que é solicitado como exercício acadêmico.20...As ideias principais do texto estão contidas no resumo? .A interpretação crítica (no caso de ter sido solicitada) é pertinente e fundamentada ou justificada? .A obra fichada ou resumida está corretamente referenciada? . ou seja.O conteúdo do resumo mantém fidelidade ao texto? (ou há deturpação das ideias?) .O resumo é sucinto e objetivo? .4 Avaliação As orientações para avaliação do fichamento referem-se ao primeiro tipo de fichamento mencionado no item 2.O resumo evidencia uma redação própria do aluno? (ou consiste apenas na justaposição de uma série de frases recortadas do texto?) .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? . As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação do resumo: .

para as pessoas cuja atividade profissional ou de estudo requer informações sobre a produção científica. 21 . Portanto. tem o propósito de exercitar a capacidade de compreensão e de crítica do estudante. da explosão de conhecimentos característica da sociedade contemporânea. Quando realizada como um trabalho acadêmico. principalmente. compreende o resumo e o comentário de uma obra científica ou literária. em geral.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 RESEnhA CRÍTICA 3. .1 Conceito A resenha crítica consiste na apresentação sucinta e apreciação crítica do conteúdo de uma obra. têm condições de emitir um juízo crítico. em decorrência. novas teorias. o profissional ou o estudante pode decidir sobre a conveniência ou não de ler (ou adquirir) a obra. Mediante a leitura do resumo da obra e de sua avaliação. novos conhecimentos. A resenha crítica tornou-se importante recurso para os pesquisadores e. – uma apreciação crítica das informações apresentadas e da forma como foram expostas e de sua avaliação. artística ou cultural em seu campo de interesse. – uma justificativa da apreciação realizada.. 3. além do conhecimento especializado do tema.2 Propósitos A resenha de obras científicas é. feita por cientistas que.. A resenha deve levar ao leitor informações objetivas sobre o assunto de que trata a obra. destacando a contribuição do autor: abordagem inovadora do tema ou problema. de um modo geral. a resenha deve conter: – o resumo das ideias principais da obra. ou seja. que a resenha possibilita.

títulos. desenhos. objetivo. editora e data de publicação. p.: O resenhista poderá (ou não) dar um título a sua resenha. profissional ou especializada. sistematizada? Utiliza recursos explicativos (ilustrações.3 Procedimentos A resenha crítica deve abranger um conjunto determinado de informações. no entanto.o resumo da obra.)? e) a quem se destina a obra: grande público.a referência (aqui pode ser dispensado o item sobre preço da obra). . título. Para fins de trabalhos acadêmicos. preciso? A linguagem é correta? d) quanto à forma: é lógica. econômico..a crítica do resenhista. etc. o título deverá guardar estreita relação com algum atributo ou ideia mais destacada da obra.seu quadro de referências. 3. especialistas. criativas? A abordagem dos conhecimentos é inovadora? c) quanto ao estilo: é conciso. etc. quais são elas? Onde se encontram (no final da obra ou no final dos capítulos)? – Quadro de referências do autor: a que corrente de pensamento o autor se filia? Que teoria ou modelo teórico apoia seu estudo? – Crítica do resenhista (apreciação): a) como se situa o autor da obra em relação contribuição dada? As ideias são originais. coerente. são indispensáveis os seguintes tópicos: . de modo a cumprir sua finalidade. número de páginas. pelo estudante. gráficos. – Conclusão do autor: o autor apresenta (ou não) conclusões? Caso apresente. segundo a percepção do resenhista. se optar por intitular. local. .. claro. descrição breve do conteúdo dos capítulos ou partes da obra. 245-246): – Referência: autor(es).? b) quanto ao mérito da obra: qual . político. Obs. edição. em relação ao contexto social. . às escolas ou correntes científicas ou filosóficas. estudantes? Nem sempre é possível ou necessário dar resposta a todas as perguntas ou itens relacionados acima. figuras. bem como da finalidade ou destino da resenha. (As perguntas seguintes são orientadoras: de que trata a obra? O que diz? Qual sua característica principal? Requer conhecimentos prévios para entendê-la?).as conclusões do autor. o que muitas vezes depende da obra resenhada.22. preço. . – Resumo da obra: resumo das ideias principais. histórico. cargos exercidos. exemplos. A elaboração de uma resenha crítica requer a aquisição gradativa. obras publicadas. O roteiro a seguir baseia-se no modelo apresentado por Lakatos e Marconi (1991. – Credenciais do autor: informações gerais sobre o autor e sua qualificação acadêmica.

23 . como se processa seu raciocínio e argumentação? Qual é a ideia central? Quais as ideias secundárias? 3. sistematizar a abordagem de textos teóricos. As diretrizes metodológicas que seguem. porém corrida. constitui uma etapa do trabalho de elaboração da resenha. análise e interpretação de textos científicos.. A análise crítica: o estudante formula faz uma leitura atenta. aparecem. ou seja. os autores citados. a resenha deve apresentar a seguinte estrutura: . tanto como preparo para a elaboração de resenhas. do texto para identificar seu plano geral. com vistas a obter o melhor proveito de seu estudo. Procura estabelecer uma aproximação. sobre o vocabulário (conceitos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ de competências de leitura. de um modo geral.Texto: a referência bibliográfica da obra resenhada deverá ser apresentada no início do texto. p. bem como a avaliação crítica do resenhista. no entanto. A análise temática: procura interrogar e um juízo crítico. numa sequência adequada. associação e/ ou comparação com as ideias temáticas afins e com os autores que tenham desenvolvido a mesma ou outra abordagem do tema. buscar dados sobre o autor.4 A apresentação da resenha Isso não significa que o texto deva. A redação da resenha obedecerá. pela maneira como o autor desenvolve e aprofunda o tema. marcar e esquematizar as ideias relevantes. em geral. identificar do que fala o texto e qual o tema de que se trata: como o autor problematiza o tema? Que posição assume? Como expõe passo a passo seu pensamento. o resumo do conteúdo. os aspectos teóricos. quer dizer. o qual. termos fundamentais à compreensão do texto). como de outros trabalhos acadêmicos. têm o propósito de organizar. .3 acima. validade e contribuição à discussão do problema. alcance. Avalia também sua originalidade. a sequência dos elementos relacionados no item 3. sucinto e de fácil leitura. baseadas em Severino (2000..Folha de rosto: é a folha que apresenta os elementos essenciais à identificação do trabalho. compondo um texto harmonioso. avaliando o texto pela sua coerência interna. Deve ser elaborada segundo o modelo constante do Apêndice B. . 51-57). explora sua fecundidade e mantém um diálogo com o autor. subdividir-se mediante o uso de subtítulos de acordo com aqueles elementos. Como trabalho acadêmico. A análise textual: etapa em que o estudante A análise interpretativa: o estudante procura tomar uma posição a respeito das ideias enunciadas. seu autor. os dados sobre a obra. obrigatoriamente. As análises textual e temática servem de base para a elaboração do resumo. nas resenhas de boa qualidade. trabalho acadêmico distinto da resenha.

A obra está corretamente referenciada? .a resenha apresenta as ideias principais da obra? . 3. devem ser seguidas as orientações comuns aos demais trabalhos acadêmicos. político.A crítica do resenhista é pertinente e fundamentada ou justificada? .Referências: caso o resenhista tenha se valido de outras obras para fundamentar a análise da obra resenhada.5 Avaliação As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação da resenha: .As informações sobre o autor são suficientes para sua identificação? .Aponta as características mais relevantes da obra? .24. Sendo a resenha um trabalho acadêmico geralmente pouco extenso e pouco ou nada subdividido.A linguagem utilizada na resenha respeita a norma culta? .As conclusões do autor são comentadas/ discutidas? . esse item é obrigatório. o sumário é elemento dispensável. devendo ser organizado segundo a NBR 6023:2002.O posicionamento (teórico. .. econômico. social) do autor é discutido? .A apresentação das ideias principais é sucinta e objetiva? ..As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? . Quanto à apresentação gráfica.

a elaboração do posicionamento pessoal gera outras produções acadêmicas. de resultados de estudos ou pesquisas científicas. com objetividade e clareza. como os artigos científicos. o professor pode solicitar ao aluno a elaboração de um posicionamento pessoal como forma de avaliar a aprendizagem individual. dentre outros tipos de publicações. opiniões de especialistas. estudos de caso ou participação em palestras.2 Propósitos No contexto da formação acadêmica. Sua elaboração consiste na discussão.1 Conceito O paper. promover o debate em torno de um assunto. Na elaboração de um paper. 25 .. 4. fatos ou situações relacionados a assuntos pertinentes a uma área de estudo. com base na análise de pontos e contrapontos de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos. Em alguns casos. Além disso. exercitando a linguagem científica na elaboração de um texto. pois requer que este expresse sua interpretação e compreensão do assunto apresentado. . O paper pode ser usado para consolidar conteúdos trabalhados nas unidades de uma disciplina (atividade curricular). artigos especializados ou de informação geral. júri simulado. pelo autor. o autor desenvolve análises e argumentações. o objetivo do paper é estimular o aprofundamento de um determinado assunto. position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno texto sobre tema pré-determinado.. Esse tipo de trabalho também auxilia o desenvolvimento da capacidade críticoanalítica e da criatividade do aluno. também. Position PaPer ou posicionamento pessoal 4.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 PaPer. podendo considerar. pode ser articulado a outras estratégias de ensino utilizadas na disciplina: após a realização de seminários.

Isso significa que o texto é redigido sem divisões em subtítulos. as etapas de introdução. sistematizando-se determinadas etapas. de forma articulada. a análise do assunto e as conclusões do seu autor. a partir dos quais será desenvolvido o paper.A análise das ideias é coerente/ consistente? . desenvolvimento e conclusão. pode (ou mesmo deve) conter citações diretas e/ ou indiretas que sustentem os argumentos do autor em relação ao tema em discussão. b) destaque dos pontos mais relevantes. ao final do texto.. segue os padrões descritos no tópico 5 da Parte II deste documento referente às normas de apresentação de trabalhos científicos e acadêmicos.Planejamento do paper: compreende a elaboração de um roteiro ou esquema com as principais ideias referentes a: a) apresentação do assunto e propósitos do paper. 4. tais como: textos. o encadeamento entre as ideias iniciais. Além disso.As críticas e os argumentos apresentados são fundamentados ou justificados de modo consistente? .Há lógica na organização geral do texto? .26. Como todo trabalho acadêmico.A linguagem utilizada obedece a norma culta? . deixando-se claro. levantando argumentos. A apresentação gráfica do paper .3 Procedimentos Para a elaboração do paper é preciso considerar critérios relacionados ao conteúdo e à forma. exemplos ilustrativos e mencionando ideias comuns ou contrárias de outros autores. d) síntese conclusiva. . registros ou anotações de palestras.Leitura: exploração e leitura de materiais relacionados ao tema. filmes.As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos são respeitadas? . etc. remetendo aos propósitos expressos na apresentação. 4. Os aspectos a serem considerados quanto ao conteúdo abrangem: .4 Avaliação Para avaliar um trabalho do tipo paper pode-se buscar respostas para questões como: .As conclusões são apresentadas de forma clara e objetiva? .. artigos.. o paper deve apresentar em sua estrutura. entretanto.O assunto/tema em discussão é analisado com profundidade? .as principais ideias dos autores que serviram de base para o paper (quando for o caso) são apresentadas no texto? . c) discussão dos pontos relevantes. como todo trabalho acadêmico. As referências utilizadas no trabalho devem ser apresentadas separadamente.

documental. ou repitam a experiência – confirmando ou não seus resultados –.estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos. buscando a resolução satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada. a metodologia empregada por seu autor e os resultados obtidos. teorias ou mesmo hipóteses de forma a discuti-los ou pormenorizar aspectos. possibilita ao leitor avaliar a pesquisa realizada. No contexto da formação acadêmica.resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesquisa. difere de trabalhos científicos. p. Entretanto. dissertações ou teses. ou nela se baseiem. 5. de acordo com Marconi e Lakatos (2001..aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas. experimental ou de campo).discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 ARTIgO CIEnTÍFICO 5. métodos e técnicas. .1 Conceito O artigo científico consiste em um texto que apresenta. Ao produzir o artigo. o artigo é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas. Isso permite que outros pesquisadores. ampliando as discussões e o conhecimento sobre o assunto e inspirando novas pesquisas. Sua publicação em periódicos especializados é uma forma de divulgação do conhecimento produzido no meio científico e acadêmico. . 27 . ideias. 88): .2 Propósitos De um modo geral. a partir de novos enfoques ou perspectivas. os procedimentos de uma pesquisa. o artigo científico pode abordar conceitos.. o artigo científico tende a ser usado como estratégia de ensino para o desenvolvimento da capacidade de síntese das experiências de pesquisa realizadas pelo aluno. . . Por sua reduzida dimensão e conteúdo. Além desses objetivos. o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à linguagem científica que necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclusão de curso.aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados. processos e resultados de pesquisa científica (bibliográfica. ao apresentar de forma completa. os propósitos. embora sucinta. . esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos. como monografias. discute e divulga ideias. O artigo científico.

que se constitui como dedução lógica do estudo. são apresentados os dados do estudo.. ainda. formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos teóricos ou de evidências empíricas já sistematizadas. Todavia. Quando o artigo se refere à comunicação de resultados de pesquisa. aspectos metodológicos (caracterização da pesquisa e da população. destacam-se os seus resultados. fazer comparações.28. é preciso que o autor: . O texto contém a exposição e a explicação das ideias e do material pesquisado e pode ser subdividido da seguinte forma: referenciais teóricos da pesquisa (apresentação de conceitos sistematizados com base na literatura). A elaboração de artigos estimula. Já no caso do artigo constituir-se como uma produção ou comunicação escrita sobre ideias. conceitos. No desenvolvimento (corpo do artigo). comparando-se com outros estudos já realizados. resultados (apresentação e avaliação dos dados encontrados. De acordo com Leal (2001. podendose utilizar tabelas e ilustrações). No tópico das considerações finais. evitando que o autor se perca durante a elaboração. e descrição dos métodos. também auxilia como recurso pedagógico para . iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo. de fichamentos. é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado (vide item 5. destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho. . desenvolvimento e conclusão. relacionando-os aos objetivos propostos na introdução.reúna as informações e conhecimentos necessários por meio de leituras (textos e documentos). Por outro lado. seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e. deve ser estruturado da forma a seguir descrita. a justificativa do trabalho e suas limitações. técnicas e equipamentos utilizados). explicando e avaliando os resultados.. teorias. a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de ideias de diferentes autores.2).3 Procedimentos quanto à elaboração Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico. uma síntese da metodologia utilizada na pesquisa.102). se for o caso. o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: introdução. em primeiro lugar. independente de ter propósitos distintos.sistematize um roteiro básico das ideias. por fim. discussão e análise (confronto entre os resultados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos). materiais. 5. fatos ou outros estudos. a elaboração deste plano é útil. registros de observações ou evidências factuais. p. porém de forma breve e sintética. Podem ser incluídas sugestões ou recomendações para outras pesquisas. A introdução apresenta o assunto do artigo – tema da pesquisa – e seus objetivos. contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos. para sistematizar a comunicação a ser feita.

ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia. . convém observar também os critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ ou editores. de forma adequada.). para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor. o excesso de subdivisões. . Pode. além de descrever os objetivos e os fundamentos que orientam o trabalho. corre-se o risco de comprometer a aprovação do artigo. etc. . cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo. Devem ser evitadas as gírias. ainda. p. Ao final da introdução deve apresentar. conferindo “ao conjunto a indispensável unidade e homogeneidade.. 29 . o que pode prejudicar a sua compreensão. motivando para a leitura. destacando sua importância teórica ou prática. caso isso não aconteça. É preciso evitar. p. sugerindo a continuidade das discussões a respeito. precisão.103). 2001. .na conclusão. mencionar eventuais implicações ou efeitos a partir do conteúdo apresentado. pois. A definição do título do artigo deve corresponder. 2001. textuais e pós-textuais. Vale ressaltar que as divisões. é conveniente que o autor contextualize o tema. as expectativas em relação a ele. porém. 5..ao apresentar o artigo – na introdução –.no desenvolvimento do artigo. coerência e estrita observância das regras da norma culta. relacionando-as com os objetivos previamente estabelecidos. A estrutura de artigos científicos compreende elementos pré-textuais. ao conteúdo desenvolvido.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ reflexão e organização lógica das ideias a serem abordadas. seminários. expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetivos desnecessários. Caso se trate de artigo a ser apresentado em eventos (congressos. também. O artigo científico deve ser redigido com objetividade. É necessário que as referidas partes e respectivas ideias estejam articuladas de forma lógica. bem como os limites do artigo quanto à extensão e à profundidade (LEAL. a forma como o artigo está organizado. o autor apresenta uma síntese das principais ideias trabalhadas no corpo do artigo. deve o autor dividir o tema em discussão. Também é preciso evitar explicações repetitivas ou supérfluas.4 Procedimentos quanto à forma de apresentação A apresentação do artigo científico para publicação científica impressa deve seguir as orientações da NBR 6022:2003.” (LEAL.106). subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou importância.

2 Elementos textuais Os elementos textuais compreendem a introdução.1 Elementos pré-textuais . precedendo o resumo em língua estrangeira. . 5. . . podem ser dispostos em rodapé indicado por asterisco na página de abertura (vide modelo do Apêndice E). o desenvolvimento e a conclusão.Glossário (opcional): deve ser organizado em ordem alfabética.4.Título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira. elaborado de acordo com a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento).Palavras-chave na língua do texto. Segundo a NBR 6022:2003. assim como os endereços postal e eletrônico. .Referências (obrigatório): elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002 (vide seção 3 da Parte II deste documento).Nome do(s) autor(es) acompanhado(s) por breve currículo qualificando-o(s) na área de conhecimento do artigo.4.Título e subtítulo (se houver) figuram na página de abertura do artigo.Nota(s) explicativa(s) (elemento opcional): caso existam. diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos. o currículo. ..Resumo em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão do resumo na língua do texto para idioma de divulgação internacional (vide seção 2 da Parte II deste documento).3. ou. então.30. 5. já detalhados na seção 5.3 Elementos pós-textuais . . . cuja apresentação também deve observar a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento).Palavras-chave em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão das palavraschave na língua do texto para a mesma língua do resumo em língua estrangeira (vide seção 2 da Parte II deste documento). são apresentadas em relação única e consecutiva e numeradas com algarismos arábicos. após os elementos pós-textuais.. 5.Resumo na língua do texto.4. . diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos e na língua do texto. onde também são colocados os agradecimentos do(s) autor(es) (caso sejam necessários) e a data de entrega dos originais. .

FEITOSA. precedidos por numeração progressiva. . . .clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivíduo. comprova ou ilustra seu conteúdo.apresentação de suposições (hipóteses) sustentadas em teorias e crenças consideradas verdadeiras a partir do paradigma do qual se originam.identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados).4 Indicativo dos tópicos (seções) do artigo científico Os títulos das partes ou seções que dividem o texto de um artigo científico devem ser alinhados à esquerda. Para a avaliação de artigos científicos.coerência entre as informações e no encadeamento do raciocínio lógico. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. equações e fórmulas. conforme a NBR 6024:2003 (vide seção 5. .referencial teórico claramente identificado. tais como: a) Quanto ao conteúdo: .ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. . coerente e adequado aos propósitos do artigo. seguidas de travessão e respectivo título (Ex.Questionário).. . . as suposições devem ser claras e justificadas. 1999.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação. decorrentes dos objetivos propostos pelo professor. podem ser descritos vários critérios (AMR1 . muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores. siglas.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. . são identificados por letras maiúsculas consecutivas. adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos. Observação: na Parte II deste documento. justificativa e importância do artigo.ausência de saltos de raciocínio na passagem .: APÊNDICE A . .: ANEXO B Estrutura organizacional da Empresa Alfa). então.5 Avaliação O artigo científico pode ser avaliado segundo inúmeros critérios.demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto. sociedade).. 5.clareza na apresentação dos objetivos. que complementa. .4. o leitor encontrará orientações sobre elaboração/ emprego de citações (seção 1). complementar ao seu trabalho.4 da Parte II deste documento). 2000).Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. Normalmente. 5. ilustrações e tabelas (seção 5). SEVERINO. organização. 31 1 American Management Review (periódico americano que apresenta diretrizes básicas para revisão de artigos científicos). 2001.

. .unidade e articulação do texto (encadeamento lógico).uso correto de citações devidamente referenciadas. precisão e coerência na escrita do texto. . . .. .atendimento aos objetivos propostos.objetividade.coerência e padronização dos termos técnicos. .uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto. . .resumo claro e informativo.demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões.observância das regras da norma culta.uso/seleção de literatura pertinente à análise.postura ética no trato do tema e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio). .linguagem acessível. .observância das normas de apresentação de um artigo.. com a correta relação com os fatos analisados. -\articulação entre sugestões ou recomendações e as discussões apresentadas no texto.32. . . . b) Quanto à forma: .elementos de transição entre parágrafos adequados ao sentido e à lógica dos conteúdos. . de um parágrafo para outro.afirmativas unívocas.adequação do título ao conteúdo. sem duplo sentido. . .elaboração de análise e síntese diante de conceitos teóricos semelhantes e/ou divergentes. ou de um conceito para outro. .originalidade e inovação do assunto abordado. .uso fiel das fontes mencionadas no artigo.

esse tipo de trabalho acadêmico por vezes tem sua elaboração negligenciada. até mesmo de um objeto. . o qual. com vistas a um conjunto bastante variado de propósitos pedagógicos. 4 Parecer ou exposição de um voto ou apreciação. – as quais. viagens de estudo.. experimentos ou testes de laboratório.. então. acompanhado dos argumentos que militam a favor ou contra a sua adoção. descrição ou exposição de um evento qualquer (algo que ocorreu e foi observado. ordinariamente por escrito.. uma narração. geralmente relacionados a atividades práticas – visitas. seja no seu conteúdo. observação de eventos. após terem sido desenvolvidas. em diversas disciplinas. 33 .] 6 Qualquer exposição pormenorizada de circunstâncias.1 Conceito A compreensão do que é um relatório pode começar pelo exame das definições que os léxicos oferecem. [. 2 Descrição minuciosa e circunstanciada dos fatos ocorridos na gerência de administração pública ou de sociedade.. realização de uma intervenção ou procedimento especializado. O relatório de que se trata aqui é uma modalidade de trabalho escrito que não se confunde com o relatório de pesquisa – esse destinado exclusivamente à comunicação dos resultados de uma pesquisa científica –.1808) encontram-se as seguintes: 1 Exposição. relação. não é abordado neste documento. são complementadas ou concluídas pelo relato de sua realização. etc. pois os termos minuciosa e circunstanciada são usados para qualificar a descrição. fatos ou objetos [. Embora seja utilizado com frequência. Vale salientar o detalhamento como uma característica do relatório. de uma prática ou de um conjunto de práticas. 6. 3 Exposição por escrito sobre as circunstâncias em que está redigido um documento ou projeto. Em Michaelis (1998. p. na sua organização ou apresentação. sobre a sequência de um acontecimento qualquer. algo que foi realizado). embora seja um dos principais trabalhos acadêmico-científicos comumente realizados na universidade. ou mesmo por não serem muito difundidas orientações para sua elaboração.] Relatório é. de menor importância.. talvez por ser considerado um trabalho “pequeno” ou “rápido”. aplicação de uma determinada técnica. em pelo menos uma das definições..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6 RElATóRIO Incluiu-se o relatório entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos por ser uma modalidade de trabalho escrito solicitada com alguma regularidade ao aluno de graduação.

que trata de um único assunto.. que já requerem uma apresentação técnica. O objetivo é comunicar ao leitor a experiência acumulada pelo autor (ou pelo grupo) na realização do trabalho e os resultados obtidos. porque o fazemos e com que resultados”. de alguma extensão (5 a 15 páginas ou pouco mais). a elaborá-los. Quanto à estrutura (partes componentes). ou ainda descrever atividades realizadas em laboratório. sobre áreas promissoras do mercado e tecnologias emergentes. LAKATOS. O relatório é. é preciso também sermos capazes de fazer com que outras pessoas entendam o que estamos fazendo. mercados. inspeções. etc.34. por exemplo. p. têm poucas páginas (às vezes uma única) e uma apresentação breve. tais como. 6. . visitas. a preocupação maior deve estar voltada para a eficiência da comunicação. vistorias.2 Propósitos Relatórios podem ter os mais diversos propósitos: descrever ampla variedade de atividades realizadas. observações de campo. produtos ou tecnologias. durante a sua formação. podem apresentar diferentes níveis de formalidade.. é importante que o acadêmico aprenda. Considerando o largo uso de relatórios nos diversos campos de atividades profissionais.3 Tipos de relatórios Flôres.20) aconselha: “Não basta termos uma boa ideia ou executarmos um bom trabalho. p. elaborada segundo os propósitos deste documento. pois como profissional certamente será solicitado a fazêlo. na elaboração de um relatório. SEVERINO. apresenta-se a seguir. procedimentos técnicos. Dessa forma. as autoras classificam os relatórios quanto à estrutura e à função. auditorias. em campo. qualquer que seja seu tipo. avaliações. entre esses dois extremos estariam os relatórios semi-informais. expor conhecimentos aprofundados sobre uma determinada instituição. (MARCONI. cuja síntese. um documento através do qual um profissional ou acadêmico faz o relato de sua própria atividade ou do grupo ao qual pertence. etc. Olímpio e Cancelier (1992. 6. medições. 1999. A esse respeito. 2000). viagens. verificações.. por conseguinte. trata de assunto complexo e se destina a grandes audiências. informar sobre o andamento de um projeto. o relatório de uma Secretaria de Estado – até o relatório informal. desde o relatório formal – aquele que segue todas as normas de um trabalho técnico. oferecer informações e análises sobre empresas. como. de uma obra ou sobre as atividades de uma administração. Barrass (1986. tem forma de apresentação rigorosa. em diferentes situações.168193) apresentam uma útil tipologia de relatório. Inicialmente.

. . os relatórios podem ser informativos e analíticos. da Parte II deste documento. Subdividem-se em: ..Apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. ou em data previamente estabelecida (ex.relatório informativo narrativo: faz o registro de ocorrências ou eventos. portanto. Os relatórios informativos transmitem informações sem analisá-las ou fazer recomendações.relatório informativo de progresso: trata do andamento de uma atividade ou ação. nessa modalidade encontram-se os relatórios de viagem. de visita e os relatórios administrativos. para isso são úteis três perguntas: . dos semi-informais) obedecerá às orientações constantes do tópico 4 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ tratam de assunto de certa complexidade e apresentam conclusões ou recomendações fundamentadas em dados. se for o caso.o que deve ser relatado? Da resposta a esta pergunta resulta um roteiro ou esquema do conteúdo do relatório.Estrutura de trabalhos acadêmico-científicos e sua apresentação gráfica obedecerá. A elaboração de um relatório se inicia por uma reflexão sobre sua finalidade.por que deve ser relatado? Esta pergunta auxilia a decidir se o relatório será informativo ou analítico e a esclarecer aspectos relativos à abordagem e tratamento das informações e/ou conclusões e recomendações a serem apresentadas. seja qual for o tipo de relatório. . as normas contidas no tópico 5 .. . informal ou semi-informal). . são pouco extensos e. demarcado. .relatório informativo de posição ou de status: descreve ocorrências ou fatos relativos a um determinado momento. informais ou semi-informais.: relatório sobre a situação dos estoques de uma empresa). anual) ou abranger um período de tempo maior. 6. etc.para quem deve ser relatado? Esta pergunta pode ajudar a decidir quanto ao tipo de relatório (formal. por exemplo. 35 .4 Procedimentos A estrutura e a organização de um relatório serão variáveis assim como são variáveis os tipos de relatórios. pode ser periódico (mensal. Os relatórios analíticos são aqueles cujo propósito consiste em analisar fatos ou informações e apresentar conclusões e recomendações como dedução da análise realizada. semestral. estilo da redação. em decorrência de seus objetivos e destinação. pelo início e término de uma determinada ação ou projeto. A seguir apresentam-se dois roteiros possíveis para o corpo do relatório. com a ressalva de que a estrutura dos relatórios formais (e. Quanto à função. nível de complexidade e aprofundamento do conteúdo.

deve conter um sumário. Notase que. 2 Finalidade da atividade 3 Descrição da atividade 4 Conclusões/recomendações 5 Assinatura do(s) autor(es) C – Elementos pós-textuais Referências (caso existam) Apêndices / Anexos Quando se tratar de um relatório de experiências realizadas em laboratórios. marcado pelo uso de termos técnicos adequados. que pode ser caracterizado como um relatório do tipo informal ou semiinformal.quando e onde: identificam o local e a data em que a atividade relatada foi realizada.. 1º Roteiro A – Elementos pré-textuais (conforme tópico 4 da Parte II) B – Elementos textuais: 1 Dados de identificação . A melhor maneira de relatar a sequência de desenvolvimento de uma atividade é cuidar para que a exposição seja clara.. pela ausência de períodos longos. sugere-se a estrutura a seguir. aparelhos ou sistemas.36. 2° Roteiro 1 Dados de identificação 2 Descrição do problema 3 Aparelhagem ou equipamento 4 Procedimento(s) 5 Resultado dos testes 6 Análise dos resultados 7 Conclusões Referências Apêndices / Anexos É importante lembrar que o roteiro do relatório deve ser adaptado às necessidades da disciplina ou aos propósitos da atividade realizada. sendo o sumário dispensável. o estilo simples. conforme a extensão do relatório. adjetivação excessiva. . com maior número de páginas. preciso e objetivo. os elementos pré-textuais poderão ser limitados ao mínimo indispensável: se o relatório tiver 2 ou 3 páginas. a partir dessas ideias. Os roteiros aqui apresentados acima são sugestões para que o professor possa. construção/ teste ou verificação de máquinas. criar o modelo de relatório que melhor contemple as necessidades de formação do seu aluno. . basta a folha de rosto.o quê: identifica a atividade realizada. detalhes desnecessários. pela correção da linguagem. além da folha de rosto.

. Laville e Dionne (1999) sugerem a seguinte verificação. e seu sumário reflete isso? . 37 .5 Avaliação Para assegurar que nada tenha sido esquecido na versão final do relatório. se houver.. com seus títulos e legendas? .As tabelas e figuras.É escrito em um estilo simples e preciso? .) são aplicadas de forma metódica e homogênea? .O título do relatório diz explicitamente do que ele trata? . etc.As regras de apresentação (citações.O plano do relatório permite conduzir o leitor por meio de uma demonstração eficaz.O relatório se limita ao essencial. antes de entregá-lo ao professor. são apresentadas de maneira uniforme. que tanto pode ser usada pelo acadêmico para verificar se seu trabalho está bem feito. afastando o supérfluo ou não-pertinente? .O leitor encontra nele todas as informações e referências de que precisa para assegurarse da boa condução da testagem ou da atividade realizada? . como pode ser um roteiro adequado para que este avalie os relatórios elaborados por seus alunos. notas e referências..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6.

.38. ..

principalmente. precisarão. pelo desejo de oferecer orientações sobre sua elaboração aos acadêmicos. O memorial tem sido uma exigência em determinados concursos para o magistério superior de diversas instituições universitárias. para concorrer a postos no mercado de trabalho. complementarmente. ou ainda para fins de concorrer a uma premiação. o relato destaca os trabalhos de pesquisa. o que não significa dizer que de sua elaboração esteja ausente a necessária dose de objetividade. o memorial é uma autobiografia em que se articulam os dados do curriculum vitae. Parte de uma reflexão introspectiva. de caráter avaliativo – autoavaliativo – um pouco confessional. A decisão das Autoras deste documento de apresentar o memorial entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos foi motivada. Nesse sentido. configurando uma narrativa histórica e reflexiva sobre a trajetória acadêmicoprofissional do autor.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 7 MEMORIAl 7. ensino e extensão realizados – bem como de sua vida profissional como um todo e das perspectivas que percebe ou planeja para a continuidade de seu trabalho no futuro. . o memorial tem o propósito de fornecer informações para o julgamento qualitativo do candidato.. uma vez formados. 39 . Consiste. e constitui um relato crítico. 7. O memorial compreende a explicitação da intencionalidade do autor. portanto. minucioso e analítico das atividades profissionais desenvolvidas pelo autor – no caso daqueles que se dedicam à vida acadêmica. podendo esboçar. as perspectivas futuras que o autor tem planejado quanto ao seu percurso profissional – um plano de trabalho –. as motivações e as escolhas que o levaram a construir uma determinada história profissional. Apresenta. É elaborado com base numa percepção qualitativa e significativa do caminho percorrido que caracteriza a história do autor. ou se habilitar a promoções na empresa ou instituição a cujos quadros pertençam.. portanto. conforme as circunstâncias. os resultados que espera alcançar. bem como realizações pessoais dignas de permanecerem na memória da sociedade ou da instituição a que pertence.1 Conceito Para Severino (2000). pode ser definido como um texto que relata eventos notáveis da trajetória do autor. retratando a subjetividade. como também para o ingresso ou para o exame de qualificação de cursos de pósgraduação – notadamente os de doutorado – de muitas universidades. os quais.2 Propósitos Quando elaborado para fins de concurso de ingresso ou de promoção na carreira. em um relato circunstanciado. ainda. marca de todo trabalho acadêmico. elaborar e apresentar o registro analítico de sua formação e trajetória profissional.

estadual.3 Procedimentos Para a elaboração do memorial é preciso considerar as seguintes sugestões: . de forma a evidenciar sua articulação com a história pré-relatada.deve-se sintetizar a narrativa dos eventos menos marcantes e dar ênfase aos mais significativos a critério do autor e à luz das finalidades do próprio memorial. estágios de aperfeiçoamento. É com vistas a atender a esse duplo propósito que as orientações a seguir foram elaboradas.deve-se adotar a forma de um relato cronológico.atividades técnico-científicas. . prestação de consultoria especializada.finaliza-se o memorial com a indicação dos rumos que o autor pretende assumir.. analítico e autocrítico. particularmente quando este se destina a finalidades acadêmicas. as circunstâncias teóricas e sociais que predominaram no momento da execução do projeto de dissertação ou tese.recomenda-se que o memorial seja elaborado na primeira pessoa do singular. . em quais condições foram obtidos os títulos da formação acadêmica. teses e pesqui sas de iniciação científica. situando os fatos e acontecimentos no contexto sociocultural mais amplo. orientação de monografias. . é indispensável que esse relato contenha informações referentes a: . 7.formação. pelo seu caráter reflexivo. científicos ou tecnológicos no âmbito federal. além de servir a tais finalidades. especialização e atualização. . No entanto. Embora o memorial seja caracterizado como um relato reflexivo e avaliativo de um caminho percorrido pelo autor. municipal ou privado. .utilizam-se subdivisões com tópicos/títulos para marcar as etapas da trajetória percorrida. cursos e atividades de extensão. comitês executivos. É relevante na elaboração do memorial deixar claro. artísticoculturais e de prestação de serviços especializados: produção científica. ou para destacar os aspectos ou fatos mais significativos. exe rcício de funções de direção. caracterizando a história particular do autor.atividades de administração: participação em órgãos colegiados. participação em congressos. aperfeiçoamento e atualização: cursos.. tanto em sua formação como em sua profissão. dissertações. -ensino: desempenho didático. seminários e outros eventos. . coordenação e/ou assessoramento. participação em bancas examinadoras.40. estruturando dessa forma o memorial. analítico e crítico. A característica crítica do memorial conduz seu autor à avaliação dos resultados obtidos em . técnica ou artística. resultados de pesquisas. o que permite ao autor enfatizar o mérito de suas realizações. simpósios. o memorial pode constituir uma valiosa produção acadêmica como trabalho conclusivo de curso.

o autor precisa se manter atento para o tom do relato. econômicos e/ ou sociais? .O conjunto das informações sobre o autor e sua apreciação crítica oferecem elementos suficientes para a apreciação de sua trajetória? . uma impressão cuidadosa. deve-se cuidar que o memorial tenha uma apresentação esmerada. (SEVERINO. que deve se destacar por uma auto-avaliação equilibrada. 41 . quanto aos seus aspectos físicos... com fidelidade e tranquilidade. como observa França (1999. com maior segurança possível. a partir da qual elabora um relato contextualizado.. expressando as contribuições e perdas de cada momento. O autor precisa estar atento para retratar. apesar de sua crescente utilização.. A avaliação deve ser feita em cada etapa do relato. o que requer. o memorial é um relato da trajetória de uma pessoa. atraente. Além dos aspectos referentes ao conteúdo que já foram apontados. como também auxiliar o próprio autor do memorial na avaliação do seu relato. atribuindo diferentes pesos aos distintos eventos do passado. o memorial pode se destacar.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ sua trajetória profissional e acadêmica.176). encadernação sóbria. Enquanto este consiste em um conjunto de informações sobre as habilitações do autor. 2000. lembrando que tanto a falsa modéstia como o excessivo elogio comprometem a qualidade do memorial. A boa organização de um memorial é essencial para o julgamento das atividades do autor. nossa história de vida é nossa melhor referência. nota-se ainda uma certa confusão entre memorial e curriculum vitae. principalmente. Por outro lado. 7. a trajetória real que foi seguida (. p.). pelo esmero na redação do texto. Por fim. p.4 Avaliação A seguir relaciona-se uma série de perguntas que poderão orientar o professor na avaliação do memorial (caso este tenha sido solicitado aos alunos como trabalho acadêmico). pois ele é a justificativa documental do seu desempenho profissional e acadêmico. apresentado de forma sequencial e sem comentários.34): Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação das habilitações pessoais e profissionais do candidato. com textos tão ricamente elaborados que os transformam em verdadeiras obras literárias. Relatada com autenticidade e criticamente assumida.O texto evidencia o equilíbrio entre o adequado destaque aos êxitos obtidos e a menção aos eventuais insucessos? . políticos. abrangendo sua formação e atuação profissional. . No entanto. apresentado de forma crítica. convém salientar que. um projeto gráfico de bom gosto. que reflita as condições e situações em que se desenrolou sua história profissional. etc.O relato destaca os aspectos mais relevantes da trajetória do autor? A relevância atribuída a esses aspectos é justificada/ fundamentada? . contextualizando-a em relação a aspectos teóricos.O autor descreve sua trajetória de modo aprofundado.

Os elementos de transição entre parágrafos são adequados ao sentido e à lógica do conteúdo? . relacionando-as com a trajetória pregressa? .O conteúdo evidencia uma reflexão criteriosa realizada pelo autor sobre sua trajetória? ..A redação do texto é precisa e coerente? . .A narrativa é feita na primeira pessoa do singular? ..42.A organização do texto obedece tanto a sequência cronológica dos eventos como o encadeamento lógico de fatos e argumentos? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .Apresenta adequadamente as perspectivas futuras para sua atuação.A linguagem utilizada respeita a norma culta? .

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 2 Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos .. 43 ..

...44.

mesmo Umberto Eco (1988. indiretas ou citação de citação. 45 . que deixa para os outros a apresentação de ideias ou de informações. DIONNE. 1999. Quanto à quantidade de citações a serem usadas em um trabalho. Para identificação de fonte da citação apresenta-se o nome do autor. Assim. São utilizadas para sustentar. deve ser seguido em todo o trabalho.. Citações em Documentos. Importante! Qualquer que seja o sistema adotado.” (LAVILLE. Usam-se citações quando se transcrevem trechos de alguma obra ou se utilizam informações já publicadas. Pode-se afirmar que todo trabalho acadêmico ou técnico de caráter científico sempre apresenta citações. p. significado de expressões típicas. exemplos e modelos. Em trabalhos técnico-científicos exige-se rigor na aplicação das praxes de citação. da ABNT. inspirandose nelas. Recomenda-se o uso no corpo do texto (sistema autor-data). etc. que estão sendo expostas. deixando para o rodapé outras informações.. nelas encontrando ilustrações. tradução de palavras estrangeiras. teórica e empiricamente.. as citações tanto podem ser usadas com o objetivo de reforçar argumentos como para expor posições contrárias àquelas que estão sendo defendidas.] se se deve citar com profusão ou com parcimônia. As citações podem ser diretas. “De fato. 259). tais como: esclarecimentos pontuais do texto. nos quais é permitida uma apresentação mais livre. com o propósito de esclarecer ou complementar as ideias 1. Apresentação. . seguido pela data de publicação da obra e número da página..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 CITAçõES São as descrições ou menções (conteúdos ou informações) contidas em um texto extraídas de uma outra fonte.121) considera difícil determinar “[. sua elaboração deve seguir as orientações da norma NBR 10520:2002 – Informação e Documentação. é da própria natureza da pesquisa situar-se em relação a outras. p. o trabalho apresentado. nelas buscando apoio para seus pontos de vista. fazendo-se a correlação com a lista de referências (sistema autor-data) ou notas de rodapé (sistema numérico). diferentemente de textos literários. Depende do tipo de tese”.1 Regras gerais para citação As informações sobre a obra mencionada podem aparecer no corpo do texto ou em nota de rodapé (sistema numérico). observa que a citação não pode ser uma “manifestação de preguiça” de quem está elaborando uma dissertação ou uma tese. Em todo o caso.

textual ou literal É aquela em que se reproduz no texto a ideia original da obra que está sendo consultada. também. 1988. melhor e com mais segurança se trabalha.1 Citação direta. no segundo exemplo.” Obs.10): “quanto mais se restringe o campo. 2: no primeiro exemplo. a indicação da página é obrigatória para citação direta. 1.2. Obs. 1: de acordo com a NBR 10520:2002. sem emprego de aspas. p. o nome do autor faz parte da frase. fonte e espaçamento interlinear menores. são inseridas no texto. ou Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve atentar para o que diz Eco (1988.10). p. como nos exemplos seguintes: Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve ter presente que “quanto mais se restringe o campo. com recuo de 4cm da margem esquerda.46.2 Tipos de citação 1. As citações diretas longas (aquelas com mais de três linhas) devem constituir um parágrafo independente. sendo grafado com maiúscula e minúsculas (NBR 10520:2002). melhor e com mais segurança se trabalha. como nos exemplos que seguem: . o nome do autor – deve ser grafado com letras maiúsculas.” (ECO. a entrada – no caso. Vale ressaltar. que o uso do ponto final após as citações deve atender às regras gramaticais. Quando se trata de citações curtas (até três linhas)...

as ideias de um autor sem recorrer à citação direta. caracterizando-se pela substituição de algumas de suas palavras ou expressões.2 Citação indireta: paráfrase e condensação Consiste em se reproduzir o pensamento do autor (ideias alheias. (CASTRO. o domínio dos conceitos se revela no seu uso ao longo da análise e não na infindável sequência de definições de diferentes autores. p. determinados por uma entidade que se dispõe a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores. 1. 1978.. A paráfrase é a forma de citação indireta que. restaura-se total ou parcialmente o texto fonte. de modo reduzido ou abreviado. Dentre elas. de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. portanto. Todavia. Nas citações indiretas. 47 . O assunto não deve estar solto no espaço. a referência à fonte é obrigatória pois. não altera. em tamanho e conteúdo. se ‘encaixar` em temas muito amplos. Uma tese deve revelar o domínio dos conceitos utilizados e um certo conhecimento da literatura técnica.. segundo Compagnon (1996... normalmente. o que não lhe tira o caráter científico. a escrita do texto original.]”. Pode ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira. Como se trata de ideias alheias.102) apresentam algumas orientações relativas à elaboração do projeto de pesquisa. desde que não interfira no desenrolar da pesquisa.. distribuindo a verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos.] é uma produção de texto [. p. conforme a NBR 10520:2002. mas colocado no seu contexto.2. ou seja.34). caso ela não seja feita.] o assunto que se deseja provar ou desenvolver. que é reconhecido como [. o “trabalho da citação [. ‘encomendado’.. destaca-se a identificação do tema a ser estudado. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador. Nesse sentido. da sua curiosidade científica. portanto. p. portanto) utilizando-se de palavras próprias. Ao parafrasear. 319). É geralmente empregada quando se pretende apresentar.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Marconi e Lakatos (2001. processo que exige sua interpretação para reconstrução de um novo texto. . a indicação da(s) página(s) consultada(s) é opcional... tem-se um caso de plágio.

sem alterar o seu significado.. p. deverá desenvolver uma leitura significativa (compreensiva/ interpretativa). DIONNE. como uma espécie de piloto automático. . 1999). porém apresentando apenas as principais ideias do autor.85). A fase de estabelecimento e de clarificação da problemática e do próprio problema é frequentemente considerada como a fase crucial da pesquisa. pois é ela que servirá de guia para as etapas posteriores (LAVILLE. É ela que serve para definir e guiar as operações posteriores. para que consiga sintetizar as ideias do texto original. 1999). Um outro modo de escrever a citação indireta é a condensação. (LAVILLE.48. DIONNE. Citação indireta (paráfrase): Considera-se que a determinação e a explicitação do problema constituem operações decisivas no processo de pesquisa. uma vez que tenha sido bem planejada. DIONNE. (LAVILLE. Esta forma de uso de citação é interessante. Isso porque é a partir da conscientização do problema e de suas implicações que o pesquisador será capaz de planejar e desenvolver adequadamente as etapas subsequentes da pesquisa. Citação indireta (condensação): A definição do problema de pesquisa é crucial no processo de pesquisa. já que.. pois pressupõe maior Texto original: articulação de leitura por parte do autor do trabalho. em que se faz uma síntese do texto que se quer citar. 1999.

.: no exemplo acima. Para explicar que o autor da ideia original é citado por um outro autor/obra que se está consultando. pode ser expressa como citação direta ou indireta. GEWANDSZNAJDER. Esta ideia. 1994. Nota: nas referências apenas o autor da obra consultada deve ser mencionado.: no exemplo acima.” (WERNER.. 1987 apud GIL. por sua vez.2. Quando se discutem métodos para o ensino da pesquisa.” 2 Por se tratar de palavra de outra língua (latim). BOWER.. 1997. p. p. mas de fazer brotar ideias. usa-se a expressão latina apud2 .3 Citação da citação Consiste na reprodução de informação já citada por outro autor..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1. e AlvesMazzotti e Gewandsznajder são os autores da obra consultada. Werner e Bower são os autores da ideia original a que não se teve acesso e Gil é o autor da obra consultada. A indicação da fonte de uma citação de citação pode ser apresentada na forma textual ou após a descrição da ideia. 2001.31). Obs.]”. p. Para Patton (1986 apud ALVES-MAZZOTTI. usa-se o itálico.173) “a triangulação de métodos geralmente se refere à comparação de dados coletados por métodos qualitativos e quantitativos [. deve-se lembrar as palavras de Abramo (1979 apud TOMANIK. “Educar não é uma arte de introduzir ideias na cabeça das pessoas.. 49 . Patton é o autor da ideia original a que não se teve acesso.123): “a melhor maneira de se aprender a fazer pesquisa é fazê-la: nada substitui a prática da realização. Obs.

. só vale pelo lugar que ocupa.] é preciso fazer escolhas. deve ser usada de modo bastante restrito. Em qualquer desses casos.3 Alterações na citação Muitas vezes é necessário fazer alterações na citação. é obrigatório indicar a alteração feita. citações longas demais.45) faz um alerta para o mestrando levar a bom termo a formulação da questão principal da pesquisa. p. seja para torná-la mais curta pela supressão de alguma parte que não interessa ao que se está expondo. 125) aconselha: “[. muitas vezes determinados textos não estão acessíveis (o que não é o caso dos exemplos acima). Beaud (1997. somente disponível em língua que se desconhece. crucial para o bom desenvolvimento da pesquisa: E é preciso ler os livros mais importantes. 125).. igualmente. é admissível o uso da citação da citação..]” (BEAUD. seja para destacar algum de seus termos ou expressões. que correm o risco de quebrar o ritmo de sua demonstração [. p. p. Nesses casos.. 1. b) Em citação com supressão de parte intermediária. pois preferencialmente se deve consultar a obra ou documento original. como qualquer outro material.. em que materiais irá se aprofundar. por se tratar de obra rara ou.. decidir sobre os eixos em que irá concentrar sua pesquisa.. no entanto. usam-se reticências entre colchetes: Sobre o emprego de citações.] evite fazê-lo em excesso ou desorganizadamente: uma citação. a) Em citação com supressão de uma parte inicial ou final. pela dinâmica que imprime à totalidade de seu raciocínio central. ou ainda para adaptá-la às exigências da sintaxe do período ou da oração em que será inserida.. em que terrenos irá concentrar seus esforços. [.50.” “Evite. No entanto. A citação de citação. 1997. também chamada de segunda mão. usam-se também as reticências entre colchetes: Beaud (1997. tomando notas. então. . triagens.

. torna o trabalho de desenvolvimento monográfico muito mais interessante e eficiente. ou que faça parte da experiência profissional do estudante. negrito ou itálico) de termos ou expressões. 70). p. 51 . d) Quando são feitas adaptações na citação para adequá-la à sintaxe do período. grifo nosso). LINTZ.21. ou então. O que o verdadeiro pesquisador busca é o jogo criativo de aprender como pensar e olhar cientificamente.68. 1997.” (MARTINS. “A escolha de um tema que esteja ligado à área de atuação profissional. 1997.” (GOLDENBERG.” (GOLDENBERG. p. grifo dos autores).. 2000. deve-se indicar sua autoria: “O trabalho de pesquisa deve ser instigante. p. quando algo é acrescentado para esclarecer o leitor. ou quando o destaque já faz parte da obra consultada. mesmo que o objeto não pareça ser tão interessante. . os acréscimos devem ser colocados entre colchetes: “Dois passos são necessários para o início da tarefa [de realizar um pesquisa]: a formulação do problema e a elaboração do projeto de pesquisa.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Na citação com destaque (grifo.

(TELLIS. 1997. 1 b) Quando a citação for um trecho traduzido pelo autor do trabalho. após a chamada da citação deve-se incluir a expressão ‘tradução livre’. explanatório e descritivo. entre parênteses: Yin (1993) has identified some specific types of cases studies: Exploratory. No rodapé da página: Informação fornecida pelo Gerente de Desenvolvimento Organizacional da Empresa Época.1). em 25 de julho de 2002. Explanatory. coletivo – quando um grupo de casos é estudado. p. Yin (1993) identificou alguns tipos específicos de estudos de caso: exploratório. deve-se indicar a expressão ‘informação verbal’ entre parênteses.4 normas complementares para citação a) Quando os dados a serem citados são obtidos por informação verbal.. and Descriptive. 1. Stake (1995) included three others: Intrinsic – when the researcher has an interest in the case. 1997.52.1. . Instrumental – when the case is used to understand more than what is obvious to the observer. (TELLIS. tradução nossa). instrumental . Collective – when a group of cases is studied. apresentando as explicações disponíveis em nota de rodapé: No texto: A nova estrutura organizacional será implantada no próximo ano (informação verbal)1.quando o caso é usado para entender mais do que aquilo que é óbvio para o observador. Stake (1995) incluiu três outros: intrínseco – quando o pesquisador tem um interesse no caso. em palestras e debates.. p.

YIN. esses são separados por ponto-e-vírgula.. 1980) e) Quando houver citações indiretas de documentos diferentes de vários autores. como nos exemplos: De acordo com Chiavenato (1999a) (CHIAVENATO. após a data e sem espacejamento. RICHARDSON. assim como as citações devem ser fiéis ao texto. 1999b) d) Em caso de citações indiretas de vários documentos de um mesmo autor. conforme a lista de referências. em ordem alfabética. 2001) 1. 1974. p. Deve-se respeitar eventual erro do autor citado. bem como averiguável por todos. mencionados simultaneamente. 1999. Quando não for este o caso. apresentam-se as datas separadas por vírgula: Chiavenato (1997. 2001) (BUNGE. (MARCONI. 2001. 53 .5 Considerações finais sobre as normas de citação A citação pressupõe que a ideia do autor citado seja compartilhada. que se concorde com ela. a referência deve ser exata e precisa. isto é. 1976. 2000.. SEVERINO. . Por isso. assinalando-o ao leitor e usando a expressão sic entre colchetes. deve-se confrontá-la com o original para evitar erros ou omissões.1988). 1999.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Quando houver citações de diversos documentos de um mesmo autor. faz-se o acréscimo de letras minúsculas.126) diz claramente: “Citar é como testemunhar num processo”. publicados em um mesmo ano. o trecho citado deverá ser precedido ou seguido de alguma crítica ou contestação (ECO. Umberto Eco (1988. O autor e a fonte de todas as citações devem ser claramente reconhecíveis. Nesse sentido. publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente. 1972. em ordem alfabética. LAKATOS. após apresentar a citação.

.54...

:Palavras-chave: Narrativa. dissertações e outros) e relatórios técnico-científicos: de 150 a 500 palavras. fórmulas.. como uma das condições exigíveis. a menos que sejam absolutamente necessários à compreensão do conteúdo. Limita-se a um parágrafo. Quanto à redação e estilo de resumos. que o “resumo deve ressaltar o objetivo. o método. projetos de pesquisa e artigos destinados à publicação em revistas acadêmicas exigem a inclusão de um resumo de seu conteúdo. As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo. valores numéricos e conclusões. p. 2000.. p.] é a apresentação concisa e seletiva de um texto. Também não cabem num resumo citações. 55 . Ex. equações e diagramas devem ser evitados. 69). essa norma define: . antecedidas da expressão Palavraschave. descobertas. Quanto ao estilo da redação e conteúdo.para artigos de periódicos: de 100 a 250 palavras. comentários. . As palavras-chave são separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto. p. diz: O resumo deve constituir-se num texto redigido de forma cursiva.para trabalhos acadêmicos (teses.. Como a redação deve se caracterizar pela máxima concisão. ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho. 2000. O uso de abreviaturas. . (FRANÇA. afirmativas e não de uma enumeração de tópicos”. respeitando a estrutura do original e reproduzindo apenas as informações mais significativas. Produção textual. devendo incluir palavras representativas do assunto. Leitura. Sobre a extensão do resumo. dando-se preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa e evitando-se o uso de parágrafos. [. Resumo. . concisa e objetiva. símbolos. de acordo com França (2000.’ são supérfluas (FRANÇA. técnicas de abordagem. críticas e julgamento pessoal do autor. como: objetivos. ‘O autor do trabalho descreve.. 69). a NBR 6028:2003 estabelece.” Estabelece ainda que seja “composto de uma sequência corrente de frases concisas.’.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 RESUMOS dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS Trabalhos acadêmico-científicos tais como teses. expressões como: ‘O presente trabalho trata de.. seus resultados e conclusões mais importantes. os resultados e as conclusões do documento.. 69-70). dissertações.. seu valor e originalidade.para notas e comunicações breves: de 50 a 100 palavras..

v. As artes e o desenvolvimento cultural do ser humano.. enquanto que o resumo (e correspondentes palavras-chaves) em língua estrangeira deve ser colocado após o texto. Expõe a teoria da reação estética e o conceito de catarsis vigotskyanos. 2. dissertações. H. o trabalho procura analisar o papel dos principais atores – a ascensão de poderosas organizações que operam em escala transnacional e o Estado-nação cujo poder e influência estão definhando. Parole chiavi (italiano). Globalização: em direção a um mundo só? Estudos Avançados. Em trabalhos acadêmicos (teses. TCCs e TGIs de cursos de graduação. Dentre este cenário de tendências contraditórias. a realidade apresenta uma fragmentação do espaço político com novas barreiras e mercados protegidos.25. aperfeiçoamento e/ou especialização). Riassunto (italiano). os resumos (acompanhados das palavras-chave) na língua vernácula e em língua estrangeira fazem parte dos elementos pré-textuais. As palavras-chave em língua estrangeira acompanham obrigatoriamente o resumo em língua estrangeira: Keywords (inglês).V. Identifica nele as origens do pensamento psicológico de L. n. além do resumo na língua do público a que este se destina.4 . Résumé (francês). Educação e Sociedade.O.56. embora conduzido pela economia. também. Em artigos científicos.1 Exemplos de resumos O artigo situa historicamente a produção e a publicação do estudo vigotskiano sobre a psicologia das artes. Vigotsky sobre o qual se estrutura a elaboração da teoria histórico-cultural do funcionamento mental superior. 1995. Usam-se. histórico-culturais e espaciaisecológicas.20. 3 JAPIASSU. os seguintes cabeçalhos: Abstract ou Summary (inglês).3 O processo de globalização. p. Mots-clés (francês). 4 RATTNER. v.. 34-59./dez. o resumo (acompanhado das palavras-chave) na língua original faz parte dos elementos pré-textuais. deve ser apreendido. Resumen (espanhol).9. set. de acordo com a NBR 14724:2011. 1999. 65-76 . conforme o caso. R. de acordo com a NBR 6022:2003. Contrariamente à visão idealizada de uma progressão linear de mercados regionais integrados para uma sociedade una e global. Schlusselwörter (alemão). resumo em pelo menos uma outra língua. Palabras clave (espanhol). Zusammenfassung (alemão). p.69. dez. A maioria dos periódicos acadêmico-científicos exige.S. n. em suas dimensões políticas.

cit.. segue-se a ordem numérica crescente para apresentação das listas. consistem em obras como livros. publicações periódicas on-line ) ou eventos técnicocientíficos como congressos. ibidem (ou id. artigos de publicações científicas ou especializadas (periódicos). e-mail . as referências podem aparecer: em listas após o texto. As fontes das informações contidas em um texto são diversificadas.1 localização das referências Os sistemas mais utilizados para apresentação das referências são o alfabético (ordem alfabética de entrada. dentre outros. Vale destacar que a adoção do primeiro sistema (alfabético) tem a vantagem de despoluir visualmente o rodapé da página. ibid. 3. dissertações ou monografias. No primeiro caso.. .) e op. cd-rom . relatórios técnicos e legislação. ao fim do artigo. também chamado de ‘autor-data’ quando relacionado à citação) e o numérico (ordem de citação no texto). manuais. capítulo ou artigo. jornais. As notas de rodapé ficam. desta forma. teses.. conforme a natureza do trabalho. documentos oficiais. da ABNT. No sistema numérico. etc. dicionário. Independentemente do tipo de fonte ou autoria mencionada no trabalho. seminários. homepage . A ABNT estabelece que este sistema não pode ser usado concomitantemente para notas de rodapé ou explicativas. destinadas às informações adicionais e não essenciais para a compreensão do texto. as referências são apresentadas antecedendo tais textos. as listas são apresentadas em ordem alfabética única. antecedendo apêndices e anexos. os trabalhos também podem apresentar informações cuja fonte são documentos eletrônicos (disquetes. 57 . são obrigatórias nesse tipo de trabalho e sua elaboração deve seguir as orientações da NBR 6023:2002. enciclopédias. eliminando as inúmeras referências completas e as expressões idem. Além disso. ao fim de cada capítulo. é obrigatória a sua identificação na lista das referências. que também podem estar localizadas ao final do texto.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 ElAbORAçãO dE REFERênCIAS As referências de um trabalho acadêmicocientífico consistem na listagem com as informações sobre todas as fontes/autores mencionados no texto. Já em resumos e resenhas. Nestas situações. jornadas.

após a editora. antes da editora (São Paulo: Atlas).).2 Aspectos gráficos das referências A elaboração das referências deve seguir a sequência dos elementos do documento a ser referenciado. 1997). 3. . entre o número do ano/volume e o número do periódico. conforme os modelos prescritos na norma (NBR 6023:2002).o hífen é utilizado entre páginas (p. após o número do periódico e após as páginas da revista/periódico (Política e Administração. . Alfredo (Org. são alinhadas à margem esquerda do texto. seguido de espaço.os dois pontos são usados antes do subtítulo. ed. e depois do termo In:.. que caracteriza função na elaboração e/ou responsabilidade sobre a obra (BOSI.a vírgula é usada após o sobrenome do autor (ECO. Humberto).2.15-21.. este deve ser mantido em todas as referências de um mesmo documento. M. . . T. Em caso de referência de periódicos. porém são conhecidos [1991].10-15) e entre datas de fascículos sequenciais (19981999). ao final do trabalho. FISCHER.. Ao ser definido um tipo de destaque. após a cidade onde o periódico é publicado.. -o ponto-e-vírgula. digitadas em espaço simples e separadas entre si por um espaço simples em branco (NBR 14724:2011). Quanto à pontuação.). R. após o título. quando este for apresentado na referência (Pesquisa social: métodos e técnicas). edição (7. Por exemplo: ao optar pela utilização abreviada do prenome do autor.)). para o título. As referências. já destacado em letras maiúsculas na primeira palavra (com exclusão de artigos ou monossílabos). isto deve ser adotado em todas as referências daquela lista.). João. O título da obra ou do periódico é sempre grifado com destaque (itálico ou negrito). é usado para separar os autores (FLEURY. e no final da referência. Org. usa-se vírgula: após o título da revista/periódico. respeitandose os seguintes padrões: . Esta regra não se aplica às obras sem indicação de autoria ou de responsabilidade. ..as reticências são usadas para indicar supressão de parte de títulos (Anais.).os parênteses são usados para indicar série. teses e dissertações (Mestrado em Educação).)..usa-se ponto após o nome do autor/autores (AGUIAR. set. v. M. pois neste caso o elemento de entrada é o próprio título. n. de forma abreviada (Coord. L. Rio de Janeiro.o colchete é usado para indicar os elementos de referência que não aparecem na obra referenciada. Comp.3.58.. As referências de uma lista devem seguir sempre os mesmos princípios. também deve ser uniforme em todas as referências. grau nas monografias de conclusão de curso e especialização. . . p.

R. (Coord. ed. PAIVA.quando houver indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Organizador. 1986. a entrada da referência é feita pelo nome do responsável (ou dos responsáveis.. Petrópolis: Vozes. 1986.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. FISCHER. FREIRE. separados por ponto-e-vírgula. São Paulo: Atlas. 10.. no singular. Vivendo e aprendendo. 59 . de indicação de produção científica em curriculum vitae ou em relatórios para órgãos de financiamento. 1989. 1986.) em coletâneas de vários autores.3 Regras gerais para elaboração de referências 3. M.quando há dois ou três autores. Coordenador.1 Regras quanto à autoria . . etc. Rio de Janeiro: Graal.3. . L. entre parênteses. seguido da abreviação. FLEURY. seguido de espaço. .). se for o caso). São Paulo: Brasiliense. Félix. do tipo de participação. 2. Perspectivas e dilemas da educação popular.). acrescentando-se a expressão latina et al. Paulo et al. é facultado indicar todos os autores. ed. Sueli. M. ROLNIK. Em caso de projetos de pesquisa. Editor. Micropolíticas: cartografias do desejo.. (e outros).quando há mais de três autores menciona-se apenas o primeiro autor. Vanilda (Org. GUATTARI. mencionam-se todos eles na ordem em que aparecem na obra. T. Cultura e poder nas organizações.

212-213.. In: SILVA. PROCURA-SE um amigo.. empresas. 3 v. .. 1990. Ilse. . b) quando o segundo nome indica parentesco: PRADO JR. desde que seja a forma adotada pelo autor. Guia dos livros didáticos: 1ª à 4ª séries. ed. Rio de Janeiro: Record. seu nome é precedido pelo órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇãO.. Lenilson Naveira. esta deve ser indicada como autor..quando a autoria for desconhecida (por exemplo: artigos de jornal sem autoria explícita. associações.). Secretaria da Saúde. Carlos. em letras maiúsculas. estes devem ser escritos na ordem em que aparecem.quando os autores têm sobrenomes compostos. denominação genérica. 1993. Tristão de. ATHAYDE. c) quando um dos nomes é adjetivo: CASTELO BRANCO. Rio de Janeiro: Schmidt. Curitiba. Caio.60. Quando a entidade tem uma MINISTÉRIO DA EDUCAÇãO E DO DESPORTO.. SANTA CATARINA. DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. 2001. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro. 10. Anais. instituições). O termo anônimo não deve ser usado para substituir o nome do autor desconhecido. 1931. este deve constar na referência. . Florianópolis. p. 3. Curitiba: Associação Bibliotecária do Estado do Paraná. etc. Brasília: SEF. a entrada é feita pelo título. Gabriel. e) o nome é espanhol: GARCÍA MARQUES. . 1997.em caso de publicação assinada por entidade (órgãos governamentais. 1979. Relatório de atividades.quando o autor for conhecido pelo pseudônimo. d) o nome do autor é conhecido de forma composta: MACHADO DE ASSIS. Debates pedagógicos. congressos. 1979. editoriais. como segue: a) quando ligados por hífen: SCHERER-WARREN. . Gerência da vida: reflexões filosóficas.

CHIAVENATO. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar.quando não existir título. seguido de ponto. I. RODRIGUES. São Paulo: Hucitec. .. 1997a. ______. Em caso do uso do subtítulo. 1997a. . São Paulo: Saraiva.3. 1997b 3. modernidade e globalização. 61 . separados por dois pontos. SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇãO.o título e subtítulo (se for usado) devem ser apresentados tal como figuram no documento. RODRIGUES. [Trabalhos apresentados]. 2002. 1997b.quando se referenciam várias obras do mesmo autor em uma mesma página. Adyr Balastreri. apenas o título principal é grifado (negrito ou itálico).em casos de obras do mesmo autor publicadas no mesmo ano. sem chegar aos dois pontos. deve-se atribuir uma palavra ou frase que identifique o conteúdo do documento. Turismo.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . . Carreira e competência: gerenciando o seu maior capital.. acrescentam-se letras minúsculas ao ano. Salvador. 1989. 1989. 2.2 Regras quanto ao título e subtítulo . São Paulo: Hucitec. entre colchetes. na sequência alfabética ascendente. RODRIGUES.. Brasília: Ministério da Educação. substitui-se o nome do autor das referências subsequentes por um traço sublinear equivalente a seis espaços.

quando não se tem o nome da editora. ZARIFIAN. Ana Maria. .o nome da editora é indicado da forma como se apresenta no documento. Das mulheres e das flores. 2001. Robert K. os acréscimos devem ser indicados de forma abreviada.História da ciência: o mapa do conhecimento.n. I. esta deve ser identificada na referência. indica-se a primeira ou a que estiver em destaque. ed. .A.62. (Coord.3. MAIA. Porto Alegre: Bookman. indica-se a expressão sine nomine abreviada e entre colchetes [s..n. Belo Horizonte: [s.: (No livro: Editora Atlas S. São Paulo: Atlas.3 Regras quanto à edição e editora de informações complementares à edição. ed. P Objetivo competência: por uma nova lógica. abreviando-se os prenomes e suprimindo-se as designações da natureza jurídica ou comercial. Carlos A. São Paulo: EDUSP 1995. desde que sejam dispensáveis para a identificação.. São Paulo: Cortez.em caso de haver duas editoras. 3. . Em caso YIN.]. e ampl. Obs. Já se forem três ou mais. indicam-se ambas com os respectivos locais (cidades). VALENCIA.]. . .a partir da segunda edição.) . ambos na língua do documento. rev. 21. 2001. Metodologia do trabalho científico. 2000. 1974. Estudo de caso: planejamento e métodos. abreviando-se os números ordinais e a palavra edição. .). Antonio Joaquim. SEVERINO. ALFONSO-GOLDFARB. 2. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura.

: s.3. 1981. Viçosa.]. acrescenta-se a abreviatura do Estado ou do país. Viçosa. [São Paulo]: SDF Editores. OS GRANDES clássicos das poesias líricas. indica-se o primeiro ou o mais destacado..]. deve-se utilizar a expressão sine loco. . de M. . Obs. AL. utilizam-se as expressões sine loco e sine nomine. dentre outros.: No documento de que trata a referência acima. abreviada e entre colchetes [S.l. abreviadas.n. RJ . C.quando o local e a editora não puderem ser identificados no documento. LAZZARINI NETO. .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.. deve ser indicada entre colchetes. são indicados como locais: São Paulo – Rio de Janeiro – Lisboa – Bogotá – Porto – Buenos Aires – Guatemala – Madrid. A prática da pesquisa. J. 63 .4 Regras quanto ao local .l. .quando houver mais de um local para uma só editora. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. entre colchetes.o local (cidade) deve ser mencionado na referência tal como indicado no documento.quando o local é desconhecido. [S. Discursos do pregador. BELTRãO III. MG. Sylvio.l. Em caso de haver cidades com o mesmo nome. CASTRO.quando a cidade não aparece no documento. Cria e recria. 1994. 1977. 1930. mas pode ser identificada. [S. Viçosa.]: Ex Libris.

no lugar dos meses.. divisões por bimestres.. distribuição.quando a publicação não apresentar número de páginas ou se a numeração for irregular. entre colchetes. estes devem aparecer de forma abreviada. 3. primavera 2000. 3. Aug.3.5 Regras quanto à data A data é um elemento essencial à referência e. Autumm 1970. impressão ou apresentação (depósito) de um trabalho acadêmico. (publicação sem número de páginas) Paginação irregular. sempre deve ser indicada. 1950] Década certa – [196-] Década provável – [196-?] Século certo – [18-] Século provável – [18-?] . após o ponto final. Quando nenhuma dessas datas puder ser determinada. 2001. as expressões: Não paginado. por isso.quando em indicações de meses. conforme as seguintes indicações: Um ano ou outro – [1996 ou 1997] Data provável – [2001?] Data correta. estas informações devem ser transcritas da seguinte forma: os bimestres. trimestre e semestres abreviados. ao final da referência devem ser indicadas. semestres ou estações do ano. 1996. 2002. maio/dez. . seja ela de publicação. 2./Sept. bim.3. (publicação com paginação irregular) .64. sem. no idioma original da publicação. trimestres. 1995. mas não indicada no documento – [1976] Uso de intervalos menores de 20 anos – [entre 1970 e 1985] Data aproximada – [ca. registra-se uma data aproximada.quando a publicação indicar. 3. as estações do ano tal como figuram na publicação.6 Regra quanto à paginação . mar.1995.

a política e o Estado moderno. RODRIGUES. dissertações. 1988. Observações: a) os elementos essenciais são os de descrição obrigatória na elaboração da referência.1. Eva Maria. B. como livros. Título da obra em negrito ou itálico (apenas a primeira letra em maiúscula. abreviado(s) ou não). ano de publicação. define monografia como o documento constituído de uma só parte ou de um número pré-estabelecido de partes que se complementam. c) o elemento ‘tradução’ e a indicação de subtítulo da obra são opcionais. 2000. Caso seja indicado. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. b) alguns dos elementos complementares considerados na NBR 6023:2002 da ABNT são: número de páginas do documento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1997.. São Paulo: Hucitec. 3. MARCONI. manuais. b) indicação de apoio de entidade governamental à publicação referenciada. Local (nome da cidade): Editora.4 Modelos de elaboração de referências 3. ao final da referência. ISBN. 65 . Antônio. LAKATOS. quando necessário e de acordo com o documento a ser referenciado. Livros GRAMSCI.1 Monografias 3. Marina de A. informações descritivas sobre o documento (por exemplo: a) em caso de jornal. Assim. indicação de coeditores. Número da edição (a partir da segunda edição. são acrescentados elementos complementares para melhor identificálo. Tradutor: Luiz Mário Gazzaneo. o subtítulo não é grafado em negrito ou itálico. a NBR 6023:2002 da ABNT. São Paulo: Atlas.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar. A. dicionário. a não ser em casos de nomes próprios). tradutores..4. monografias). ed. . 5 Para fins de elaboração de referências. menção à edição exclusiva para assinante. se houver).1 Monografias consideradas no todo5 Elementos essenciais – regra geral SOBRENOME do autor. podendo variar conforme o tipo de documento. Metodologia científica.4. trabalhos acadêmicos (teses. ao final da referência). enciclopédias.. Maquiavel.

Instituição. 180 f. Qualidade de vida no trabalho. RODRIGUES. Normas Técnicas ASSOCIAÇãO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Dissertação (Mestrado em Administração) . dissertação.. Belo Horizonte. Bíblia Sagrada. .. M. Dissertações e Teses SOBRENOME do autor. Título: subtítulo. 1989. Chicago: Encyclopaedia Britannica. trabalho de conclusão de curso. Enciclopédia THE NEW Encyclopaedia Britannica: micropaedia. V. ed. 3. Rio de Janeiro: Delta. Dicionário contemporâneo da Língua Portuguesa. 5 v. Número de folhas ou volumes.Faculdade de Ciências Econômicas.] (o grau) – vinculação acadêmica. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica. 1986. 30 v. 1980. local. ano da defesa. Dicionário AULETE. 2002. 1980. Tipo de documento [tese. Rio de Janeiro. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. abreviados ou não). Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo. Caldas. Bíblia BÍBLIA. 1989. etc. Universidade Federal de Minas Gerais. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Edição Ecumênica. Português.66. Ano de apresentação.

3. São Paulo. Processamento de linguagens naturais através de funções recursivas de expressões regulares condicionais. Universidade Camilo Castelo Branco. 5 CD-ROM. 3. cd-rom.: Nos casos em que o autor do capítulo ou do artigo é o mesmo da obra. 1997. .L. São Paulo.. volumes. Enciclopédia e dicionário digital 98. o nome após a expressão In: é substituído por 6 traços sublineares. HOUASSIS. A. Documentos on-line6 Deve-se apresentar o endereço eletrônico entre os sinais < >.1. se houver). MORGADO. Manual de redação e estilo. seguidos de ponto. Acesso em: 19 maio 1998. São Paulo.4. 67 . Disponível em: <http://www1. on-line. NBR 6023:2002). O ESTADO DE SãO PAULO. Prenome(s) e outro(s) Sobrenome(s) do(s) autor(es) da parte. O padrão da referência é: SOBRENOME. 105 f.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAMPOS. 51 f. 1990. Título da obra: subtítulo (se for o caso).4. 1990. acrescidas de descrições físicas do meio eletrônico. seguem-se as normas dos documentos monográficos no todo. 1998. M. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Faculdade de Odontologia. Documentos em CD-ROM KOOGAN. (ABNT.1. artigos de coletâneas com autor e/ou título próprios. 6 Não se recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas redes. (Ed). etc.. Reimplante dentário.L. Para referenciá-las. sem negrito ou itálico). capítulo ou outra forma de individualizar a parte referenciada.C.estado. Tese (Livre Docência) Escola Politécnica. Local: Editora. 1990.. Prenome do autor da obra como um todo. Edição (a partir da segunda. excetuando-se nome próprio. precedido da expressão Disponível em: e a data do acesso ao documento. A.3 Partes de monografia Inclui as referências de capítulos. Universidade de São Paulo. precedida da expressão Acesso em:.com.br/redac/manual. 1990.html>. Obs. In: SOBRENOME.2 Monografias no todo em meio eletrônico São as monografias apresentadas em meio eletrônico como disquetes. São Paulo: Delta: Estadão. ano. G. Título da parte (apenas a primeira letra maiúscula.

4 Parte de monografia em meio eletrônico Seguem-se as normas anteriores para referenciar partes de monografias. MACEDO.br/ livrosonline/leitura_32>. Os primeiros agregados humanos. Rio de Janeiro: FGV.1. 5. (Org.68. geralmente há a indicação de um ou mais autores como responsáveis pela obra (Coordenador.14-16. Coletâneas são publicações compostas por artigos ou textos de vários autores em uma única obra. 1988.2 Publicações periódicas Publicações periódicas abrangem os seguintes documentos: coleções completas. G. Prestes. Curitiba.4. reportagens.com. G. 7. Cultura e poder organizacional e novas formas de gestão empresarial. 1987. São Paulo: Atlas. p.refletindo.). SOUZA. In: ______. volume ou fascículo de periódicos (artigos científicos de revistas. Acesso em: 25 jul. Rio de Janeiro: Guanabara.. BOUTHOUL. .1990. In: TOLEDO.). 7 Parte de uma obra MOSCA. 122-143. etc. p.). Coesão organizacional e ilusão coletiva. matérias jornalísticas. Vida psíquica e organização. seções. p. Capítulo de livro LAKATOS. S. editoriais. Nas coletâneas.. FREITAS. Maria Ester de (Org. bem como matérias apresentadas em um número. Reflexões para o silêncio. B.4. cap. 2000. número de jornal ou caderno de jornal completo. as publicações periódicas também são referenciadas segundo as características específicas de cada tipo. Da mesma forma que nas referências de monografias (completas ou partes). Sociologia da administração. Artigo de coletânea7 AMADO.. Editor.). In: ______. In: MOTTA. Disponível em: <http://www. ed. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. Viagem astral aos domingos. Organizador. etc. Fernando C. A. 3. Eva Maria. História das doutrinas políticas. 3. fascículo ou número de revistas. 1997.. 103-115. Gilles.

CIÊNCIA DA INFORMAÇãO. v.. 1972- Obs. numeração do fascículo..4. 15 jan. VEJA. São Paulo: Abril. datas de publicação. Campinas: PUCCAMP 1989-1997. editoras ou livreiros. n. informações de períodos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. TRANSINFORMAÇãO. apresenta-se o ano de início. Local de publicação (cidade): Editora. . O padrão de referência é: TITULO DO PERIÓDICO. 3.1 Publicação periódica como um todo Usa-se referenciar toda a coleção de um título de periódico em listas de referências e catálogos de obras preparados por bibliotecas. 1998. . numeração do ano e/ou volume. Local: Editora. 69 . Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.1. acrescido de hífen e sem ponto final. sem título próprio. A referência padrão é: TÍTULO DA PUBLICAÇãO.: quando a publicação está em vigor.4. fascículo.2 Partes de publicações periódicas Abrange volume. quando houver. datas de início e encerramento da publicação.2.2. números especiais e suplementos.31.

4. set. 1992. Marcelo. página inicial-final (quando se tratar de artigo ou matéria). v.3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas Inclui fascículos. 1997. abr.ibict. SOBRENOME. Itajaí. NUNES. Disponível em: <http://www.6. p. 3.: se necessário. conforme os tópicos anteriores.15-21. A queda do cometa. 2001. MALOFF. volumes. Acesso em: 18 maio 1998. 1 CD-ROM. A internet e o valor da “internetização”. Ciência da Informação.2. data ou intervalo de Obs. números especiais e suplementos (com título próprio).4. editoriais. acrescentando-se a descrição física do meio eletrônico. numeração correspondente ao volume e/ou ano.4. Política e Administração. Título da Publicação. n. Brasília. . História da educação brasileira: novas abordagens de velhos objetos. comunicações. em meio eletrônico As referências seguem as normas indicadas para artigos e/ou matérias de publicações periódicas./set. Rio de Janeiro. n. v.2. v. 3. além dos artigos. Turismo: visão e ação. C.2. Rio de Janeiro. LEAL. n. Clarice. 26. boletim. 2002. GURGEL. podem ser acrescentadas informações complementares que melhor identifiquem o documento.8. Elisabeth J. set. Edição especial. LOPES. Joel.99-109. Título da parte. artigo ou matéria.70. GUIA Exame 2002: as 100 melhores empresas para você trabalhar.151-182. Reforma do Estado e segurança pública.4 Artigo e/ou matéria de revista. p.br/cionline/>. Prenome do Autor. entrevistas. resenhas. Pesquisa e produção escrita. inverno 1994. VIEIRA. dentre outros. Local. Neo Interativa. Exame. Porto Alegre. p. reportagens e outros. São Paulo. M. n.2. Cássio Leite. n. Teoria & Educação.3. 1997. 3.. fascículo ou número (conforme o caso)..

htm>. Obs. Rio de Janeiro. 2002. 3 nov.4. Paulo Online. Seção.6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico A referência segue a norma indicada no item anterior. Florianópolis. caderno ou parte do jornal. Prenome do Autor (se houver). MP fiscaliza com autonomia total.4. a página da matéria ou do artigo precede a data.: quando não houver caderno. 2002. comunicações. resenhas e outros. página da matéria. Título do Jornal. . acrescentando-se as informações sobre a descrição física do meio eletrônico. Título da matéria. razão e fé. Diário Catarinense. LEAL. BEVILACQUA. HISTÓRIA. um brasileiro.br/fsp/opiniao/inde03112002.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. seção ou parte..5 Artigo e/ou matéria de jornal Inclui editoriais.uol. Página Quatro. Folha de S. 1999.. Acesso em: 3 nov.2. L. 3. A referência padrão é: SOBRENOME.4. Folha Opinião. p. entrevistas. 71 . Disponível em: <http://www. p. São Paulo. Jornal do Brasil. 3 nov. Local de publicação.2.com. Viviane. N. data de publicação. 25 abr. reportagens. diz José. 2002. 3. A fome dói.

.. CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe. CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe.4. Recife: UFPe. como atas. do documento (anais.. 3. data da publicação. 2000. O padrão de referência para esses tipos de documentos é: NOME DO EVENTO. 4.2 Eventos como um todo em meio eletrônico A referência segue a norma anterior para publicação de documento de evento como um todo.3. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing cooperation in virtual organizations and electronic business towards smart organizations.. local (cidade) de realização.4. proceedings. 2. . 1996. Proceedings… Boston: Kluwer Academic Publishers.. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. resultados. ano. 1997.3. Recife: UFPe. Disponível em: <http://www. Título.1 Eventos como um todo Constitui um tipo de publicação com o conjunto de documentos/trabalhos apresentados ou reunidos em um evento. Florianópolis... Anais eletrônicos... 2000.. Anais. Recife. 1996.. dentre outros. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing 3.72. 1996.propesq. Recife.3 Publicações em eventos 3.br/anais/anais. 4. proceedings.htm>. Acesso em: 21 jan.4. etc.ufpe. numeração (se houver).) Local de publicação: editora. atas. 1996. anais.

3. 455468..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. acrescida das informações do meio eletrônico utilizado. comunicações.propesq. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS. Anais. R.br/anais/anais/ educ/ce04. 1989. 1998. 73 .) Local de publicação: Editora. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total em educação. 1996. Resumos. 10. R. Fortaleza: Tec Treina... M. OLIVEIRA. numeração do evento (se houver).. Belo Horizonte. página inicial-página final do trabalho referenciado.3. In: CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe. Recife: UFPe.3 Trabalho apresentado em evento São os artigos.4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico Segue a norma de referência indicada no item anterior.. A educação à distância e a biblioteca universitária. p. Uma investigação na qualidade de vida no trabalho. Recife. SILVA. In: NOME DO EVENTO.. N. 1989. (Anais. 4. data de publicação. Acesso em: 21 jan. 1998.htm>. A referência deve apresentar os seguintes elementos e forma: SOBRENOME DO AUTOR. V. dentre outros trabalhos apresentados em eventos técnico-científicos. R. RODRIGUES. Anais… Belo Horizonte: ANPAD.. Proceedings. abreviados ou não). In: ENCONTRO ANUAL DA ANPAD... ano. Anais eletrônicos. 13....4. .. Prenome e outros Sobrenomes do Autor (se houver..3. 1996. 1 CD-ROM. 1997. Disponível em: <http://www. etc.ufpe. GUNCHO.4. projetos. M. Título do trabalho apresentado. local de realização do evento. Fortaleza. Título.

data. caso tratar-se de normas). n. São Paulo.4. Título do documento. v. 1943. Lex: legislação federal e marginália. 1994. dentre outros). Lex: coletânea de legislação e jurisprudência. circular.. 3. out. SãO PAULO (Estado). Constituição (1988). decretos. 1995. de 20 de janeiro de 1998.4 documentos jurídicos 3.59.1 legislação Estão incluídos nesse tipo de documento: a Constituição.822. número e páginas. Suplemento.16. resoluções do Senado Federal). São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil. Aprova a consolidação das leis do trabalho. instrução normativa. São Paulo.: quando a referência for de Constituições e suas emendas. v. Especificação do documento (ex. entre o nome da jurisdição e o título acrescenta-se a palavra Constituição. ordem de serviço. Emenda constitucional nº 9.452. entre parênteses.2 Jurisprudência BRASIL. Local (cidade). Súmula nº 14.. Código civil.4.1966. textos legais (leis ordinárias. 62. comunicado. 7. caso sejam necessários. Supremo Tribunal Federal.74. BRASIL. BRASIL. Decreto nº 42. v. ed. In: ______. 46. portarias. 1998. Lex).4. Lex: coletânea de legislação: edição federal. emendas constitucionais. São Paulo: Saraiva. Obs. BRASIL. medidas provisórias. seguida do ano de promulgação.: Diário Oficial. conforme o caso).4. Código civil. 3.4. de 9 de novembro de 1995. p. . p. numeração (volume. Súmulas. de 1 de maio de 1943. 1995.217-220. p. São Paulo. 3. normas de instituições públicas e privadas (resoluções. A referência é elaborada com base na norma padrão./dez. JURISDIÇãO (ou cabeçalho da entidade. Decreto-lei nº5. podendo ser acrescentados elementos complementares.

DF. 103. [S. 1999.636-1.1998.4. BR n. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. 19. restringir. papers.. Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos. 75 . Título. Paulo Estevão Cruvinel. mar. PI 8903105-9. In: Sislex: Sistema de Legislação. Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social. Superior Tribunal de Justiça. Supremo Tribunal Federal. Disponível em: <http:// www. Raimundo Gomes de. Número da patente. 1 CD-ROM.br/jurisnet/sumusSTF. etc.3 doutrina Refere-se a qualquer discussão técnica sobre questões legais publicadas na forma de monografias. v. BARROS.4. 3.4 documento jurídico em meio eletrônico Para este tipo de documento.l. 139. EMBRAPA.. artigos de periódicos. em razão de idade. Acesso em: 29 nov.]: DATAPREV. BRASIL. inscrição em concurso para cargo público. 26 jun. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados. Hábeas-corpus nº 181. Brasília. o padrão de referência segue a norma indicada para documentos jurídicos (itens anteriores).4. BRASIL. ago. p. 1989. 10. Regulamento dos benefícios da previdência social.4. Medidor digital multissensor de temperatura para solos.5 Patente ENTIDADE RESPONSÁVEL e/ou autor.4. 236-240.com.1998. n. 3. . por ato administrativo. 3. n. SP).html>. 6 de dezembro de 1994. p. 53-72. v. São Paulo. A doutrina é referenciada conforme o tipo de publicação. 1995. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais. 30 maio 1995. São Paulo. datas do período de registro. Não é admissível. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. Unidade de Apoio. Súmula nº 14. da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.truenetm.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ BRASIL.

IR04. 1999. Especificação do documento. 17:45Z (horário zulu). 1999. 1 atlas. SE (localização geográfica). 3.ufl. mapa. FLORIDA MUSEUM OF NATURAL HISTORY. 1999 (data da captação). 8 ABNT.edu/fish/Sharks/statistics/Gattack/map/Brazil. Título. 2002.jpg>. 1931-2000 Brazil’s confirmed unprovoked shark attacks.000.000. GOES (denominação do satélite). 1981. 13 jul. 17:45Z. [2000?]. 3 ½ pol. 1 imagem de satélite. 13 jul. Escala 1:40. 1 mapa.flmnh. National Oceanic and Atmospheric Administration. 1 atlas. SP).11. Disponível em: <http://www. 1 disquete. ESTADOS UNIDOS. . O padrão de referência é: AUTOR. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil. 3. Acesso em: 15 jan. Escala. Gainesville.4. Obs. 1999071318. p. globo e fotografia aérea.6. Local: Editora. Itajaí (local). color. Escala 1:2. 08 (número do satélite na série). Escalas variam.. porém com as devidas informações referentes ao meio eletrônico em que é apresentado. GOES-08: SE..000. Regiões de governo do Estado de São Paulo. UNIVALI (instituição geradora).GIF (título do arquivo). 557 Kb. ATLAS Mirador Internacional. 557 Kb (tamanho do arquivo). NBR 6023:2002.6 documento cartográfico Abrange: atlas. São Paulo. Itajaí: UNIVALI.1 documento cartográfico em meio eletrônico O documento cartográfico segue os padrões indicados anteriormente.76. INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo. GIF. 1994.: Nota sobre a referência/arquivo digital8 : 1999071318.4. data de publicação. IR04 (banda).

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

3.4.7 documento iconográfico Refere-se a gravuras, fotografias, pinturas, transparências, cartazes, desenho técnico, diafilme, diapositivo, dentre outros. O padrão para referenciar esses tipos de documentos é:
AUTOR. Título. Data. Especificação do documento.

Quando não existir título para o documento, deve-se atribuir uma denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes. Também podem ser acrescentados elementos complementares do documento à referência, caso seja necessário.

BRITTO, Romero. [Sem título]. 1999. 1 gravura, color., 25 cm x 25 cm. NOVAS descobertas para o terceiro milênio. São Paulo: UMIBO, 1982. 19 transparências, color., 25 cm x 20 cm. KOBAYASHI, K. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia.

3.4.7.1 documento iconográfico em meio eletrônico

GEDDES, Anne. Geddes 135.jpg. 2000. Altura: 432 pixels. Largura: 376 pixels. 51 Kb. Formato JPEG. 1 disquete, 5 ¼ pol.

... 77

78...

3.4.8 Imagem em movimento Envolvem as referências de filmes, DVD, videocassetes, dentre outros. Deve-se seguir o seguinte padrão:

TÍTULO. Diretor. Produtor (conforme as informações disponíveis). Local: Produtora, data e especificação do suporte em unidades físicas.

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. Rio de Janeiro: Riofilme, 1998. 1 bobina cinematográfica (106 min), son., color., 35 mm.

PORTADOR de necessidades especiais no trabalho: depoimentos. Produção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Departamento Nacional. Brasília: SENAI/DN, 2001. 1 video sonoro.

3.4.9 documento sonoro Compreende discos, CDs (compact disc), fitas cassete, etc. No caso de entrevistas gravadas que necessitam ser referenciadas, também deve ser seguido o seguinte padrão:
COMPOSITOR (ou intérprete, entrevistado, conforme o caso). Título. Local: Gravadora (ou equivalente), data. Especificação do documento.

VELOSO, Caetano. Circuladô vivo. São Paulo: Polygram, 1992. 1 CD.

SILVA, Luiz Inácio Lula da. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. 1991]. Entrevistadores: V. Tremel e M. Garcia. São Paulo: SENAI-SP 1991. 2 cassetes sonoros. ,

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

3.4.10 documento tridimensional Abrange as esculturas, maquetes, objetos e suas representações (fósseis, esqueletos, objetos de museu, monumentos, animais empalhados, dentre outros). A referência desses documentos deve apresentar o seguinte padrão:

AUTOR (criador artístico do objeto, quando identificado). Título (caso não exista, atribuir denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes). Data. Especificação do objeto.

DUCHAMP Marcel. Escultura para viajar. 1918. 1 escultura variável. ,

BULE de porcelana. [China: Companhia das Índias, 18-]. 1 bule.
9 As mensagens de correio eletrônico “devem 3.4.11 documento de acesso exclusivo em meio ser referenciadas quando eletrônico9 somente dispuser não se de nenhuma outra fonte para abordar o assunto em discussão. Mensagens Abrange os documentos do tipo base de dados, listas de discussão, arquivos em disco rígido, trocadas por e-mail têm programas de computador, mensagens eletrônicas, etc. O padrão para referência é: caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparecem AUTOR(es)se for o caso. Título (do serviço ou produto). Versão (se houver). Descrição física do rapidamente, não sendo meio eletrônico. recomendável seu uso como fonte científica ou técnica de pesquisa.” (ABNT, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas.doc. Curitiba, 1998. 5 NBR 6023:2002, p. 13). disquetes.

MICROSOFT Project for Windows 95. Version 4.1. [S.l.]: Microsoft Corporation, 1995. 1 CD-ROM.

... 79

Os princípios da gestão moderna. podem ser acrescentados. ÁCAROS no Estado de São Paulo. 1978. Apostila. Bula de remédio. São Paulo: Brasiliense. 3. Modelos matemáticos: exercícios didáticos. sem destaque.12 bula de remédio RESPRIN: comprimidos. Base de Dados Tropical. 1997. 1985. São Paulo: Publifolha.80. documentos mimeografados e digitados. Mensagem recebida por <simonegf@sj. Italvino. textos não publicados. 1984. Acesso em: 30 maio 2002. O que é sociologia? 7. Digitado. São José dos Campos: Johnson & Johnson. L.fat. (Primeiros Passos. Massa calcificada da naso-faringe.23. No prelo. n.. 57). LEAL. 1991. São Paulo. Radiologia Brasileira.univali. J. apostilas. RUBIROSA. E. Carlos B.org.14 notas Como notas podem ser incluídos os seguintes documentos: publicações no prelo. 1990. entre parênteses. HINDLE. se houver. 2002. 2. MARINS.13 Séries e coleções Nesses tipos de publicações.4. . 3.ed. 3. Disponível em: <http://www. ao final da referência. (Série Sucesso Profissional: seu guia de estratégia pessoal). Tim. C. Responsável técnico Delosmar R.4. Como fazer apresentações. M.4. SC.ed. Memorial [mensagem pessoal].br/acaro/sp/>. Niterói. In: FUNDAÇãO TROPICAL DE PESQUISAS E TECNOLOGIA “ANDRÉ TOSELLO”. Estas informações devem ser apresentadas ao final da referência. J. Bastos.. MARQUES.br> em 11 nov. M. 1999. MARTINS. os títulos das séries e/ou coleções e a respectiva numeração. Tubarão.bdt.

a trabalhos de graduação intra e extraclasse. trabalhos de graduação interdisciplinares . dissertações.TGI.TCC. 81 . Em caso de trabalhos relacionados às disciplinas de graduação.1 Elementos pré-textuais . se houver. deve ser especificado o respectivo volume em cada capa). onde constam: a) nome do autor. uma vez que tais trabalhos têm estrutura própria. as seguintes informações: a) nome da instituição (opcional).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 ESTRUTURA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS A estrutura de trabalhos acadêmico-científicos é orientada pela NBR 14724:2011 da ABNT que define os princípios gerais para elaboração de teses. no que couber. Por outro lado. resenhas. se for o caso. g) ano da entrega (4 dígitos).Capa (obrigatório): é a cobertura externa do trabalho com as informações indispensáveis à sua identificação (Apêndice A). sequencialmente. d) subtítulo.. papers e relatórios. tais como fichamentos. e) número de volumes (se houver mais de um. textuais e pós-textuais. . b) nome do autor. . trabalhos de conclusão de cursos de graduação . c) identificação de volume. A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende elementos pré-textuais. para elaboração de teses.Lombada (opcional): é a parte lateral da capa que reúne as folhas do trabalho. f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado. dissertações e trabalhos de conclusão de curso é obrigatório seguir a orientação da norma. Deve conter. 4. trabalhos de conclusão de curso de aperfeiçoamento e/ ou especialização e outros. c) título. esses elementos podem ser adaptados ou até mesmo desconsiderados. Suas orientações também se aplicam. b) título do trabalho..

em sequência. apresenta-se a ficha catalográfica. Essa ficha deverá ser confeccionada por profissional bibliotecário.A data de aprovação e as assinaturas são colocadas após a aprovação do trabalho. o objetivo. dissertação. d) área de concentração. b) título principal do trabalho (claro. área de concentração..Agradecimentos (opcional): menção a pessoas e/ou instituições que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do trabalho. os seguintes elementos (Apêndice B): a) nome do autor do trabalho.: “Na folha de rosto e na folha de aprovação. com as respectivas correções.82. p.Folha de aprovação (obrigatório): é apresentada logo após a folha de rosto e deve conter as seguintes informações. As informações são apresentadas em colunas como no exemplo abaixo: Folha Linha Onde se lê Leia-se . nome da instituição a que é submetido. Obs. . como as teses. No verso da folha de rosto. obtenção de determinado grau.Dedicatória (opcional): o autor dedica sua obra ou presta homenagens a pessoa(s). e) data de aprovação. com a identificação do conteúdo que permita a indexação).” (NBR 14724: 2011. f) nome do orientador e do co-orientador (se houver). . b) título do trabalho e subtítulo (se houver). objetivo e nome da instituição a que é submetido. .. titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. trabalho de conclusão de curso. . d) número do volume: se houver mais de um. e) nota contendo a natureza do trabalho (tese. (Apêndice C): a) nome do autor trabalho.Errata (opcional): consiste em lista das folhas e linhas onde há erros. g) local (cidade) da instituição. devem ser apresentados. dissertações ou trabalhos de conclusão de curso de graduação ou especialização. c) texto contendo a natureza.Folha de rosto (obrigatório): no anverso (página da frente da folha). Aparecem em folha separada. c) subtítulo (se houver. sua subordinação ao título principal é demonstrada pelos dois pontos que o precedem). etc. preciso. deve constar em cada folha de rosto a especificação do respectivo volume. a dedicatória deve ser localizada na parte inferior direita da folha.) e o seu objetivo (por exemplo: para aprovação em disciplina. etc. o nome da instituição e a área de concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita. em caso de trabalhos que devam ser depositados em biblioteca. 10). o tipo do trabalho. após a dedicatória e devem se limitar ao estritamente necessário. conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente.). f) nome. h) ano de entrega (4 dígitos). .

Epígrafes também podem ser colocadas na abertura das divisões do texto (capítulos).Lista de ilustrações (opcional): identifica as ilustrações (quadros. grafado com o mesmo tipo de fonte utilizado para os capítulos (ou divisões principais do texto. . Sua elaboração é detalhada no tópico 2 (Resumos de trabalhos acadêmico-científicos). são alinhados . Indica a página inicial em que se localiza a parte correspondente (Apêndice D). que seguem os indicativos das seções. na mesma ordem e grafia em que se sucedem no texto. devem ser alinhados à esquerda. .Resumo na língua vernácula (obrigatório): consiste na apresentação concisa do texto por meio de uma sequência de frases objetivas e seguidas de palavras-chave.” (NBR 6027:2003. Se necessário. Consiste na transcrição de uma frase.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . organogramas. também denominadas seções primárias).Lista de tabelas (opcional): identifica as tabelas.Resumos de trabalhos acadêmico-científicos. na ordem em que se apresentam no texto. (Atenção! Em artigos científicos o resumo em língua estrangeira faz parte dos elementos pós-textuais . seguidas do seu significado (expressões ou palavras correspondentes). p. com respectivos nomes e números de página. . esquemas. com o respectivo significado. na ordem em que aparecem. Na elaboração do sumário deve-se observar os seguintes aspectos: a) o sumário tem o título centralizado. da Parte II deste documento). que localiza e remete para as informações contidas no texto. . . da Parte II deste documento. seções (ou tópicos) e outras partes de uma publicação (ou trabalho).ver seção 5. . c) os elementos pré-textuais não devem aparecer no sumário.Sumário (obrigatório): é a relação enumerada das divisões. fora de parênteses. por considerar significativo e inspirador em relação ao seu trabalho. pensamento..Epígrafe (opcional): aparece após os agradecimentos. 83 . que é uma lista “de palavras ou frases. recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração. b) a subordinação dos itens do sumário é destacada usando-se os mesmos tipos de fonte utilizados no texto.Lista de abreviaturas e siglas (opcional): é a relação alfabética de abreviaturas e siglas contidas no texto.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): deve ser apresentado em folha separada do resumo anterior (ver o tópico 2 . com respectivos nomes e números de página.3 da Parte I deste documento).ordenadas segundo determinado critério. . gráficos.Lista de símbolos (opcional): apresenta o conjunto de símbolos utilizados no texto. abaixo do texto. fluxogramas.) na ordem em que aparecem no texto. 2). mapas. se houver. desenhos. e)os títulos e subtítulos (se houver).. ditado ou parte de um texto que o autor deseja destacar. d) os indicativos das seções que compõem o sumário. escrito por extenso. A autoria da mensagem deve ser apresentada do lado direito.4. etc. Atenção! O sumário não deve ser confundido com o índice. Também é recomendada a elaboração de lista própria para cada um dos tipos (abreviatura ou sigla).

resultados e interpretação do estudo quando se tratar de um relatório de pesquisa. o texto acadêmico-científico se inicia com uma introdução. teorias e principais ideias sobre o tema focalizado.. O sumário é o último dos elementos pré- textuais. apenas que esta é a sequência usual de qualquer texto acadêmico. No entanto.: 32-49). pela margem do título correspondente ao indicativo mais extenso.Desenvolvimento É a parte mais extensa e consistente do trabalho. em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem. Se o trabalho compreender mais de um volume.Introdução Consiste na apresentação geral do trabalho. destaca sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade. contextualiza-o. constituem-se com base no tipo e nos objetivos do trabalho acadêmico-científico. na(s) página(s) que antecede(m) imediatamente o texto. apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa. o sumário de toda a obra deve ser incluído em todos os volumes. 4. área de conhecimento ou metodologia adotada. com uma definição clara. de um modo geral. . de modo que a consulta a qualquer dos volumes permita o conhecimento do conteúdo todo. assim como os prétextuais. há distintos modos de organizar o texto. ou os números das páginas inicial e final. . excetuados os elementos obrigatórios. Isso não significa dizer que essas partes sejam necessariamente assim intituladas ou subdivididas. . fornece uma visão global do assunto tratado (contextualização). Nela são descritos os conceitos. finalizando com uma conclusão. está localizado. os elementos essenciais que integram esta parte do trabalho são: fundamentação teórica (revisão bibliográfica).. além de aspectos metodológicos. à qual se segue o desenvolvimento. Trata-se da parte inicial do texto em que o autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento.2 Elementos textuais Os elementos textuais. Da mesma forma que na introdução. portanto. concisa e objetiva do tema e a delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado e ao problema a ser estudado. f) para a paginação pode-se utilizar o número da primeira página (ex. os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho poderão variar nas suas divisões e subdivisões. apresentação. análise e interpretação dos resultados. Conforme o tipo de trabalho. Em caso de relatórios de pesquisa científica. ou seja. separados por hífen (ex. metodologia.: 32).84.

da Parte II deste documento. com a indicação de sua localização no texto. seguidos de suas respectivas definições. Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas. que complementa.. 4. nomes geográficos. .Índice (opcional): listagem detalhada de palavras ou expressões ordenadas a partir de critérios específicos (nomes de pessoas. comprova ou ilustra o seu conteúdo. A conclusão deve apresentar deduções lógicas correspondentes aos propósitos previamente estabelecidos do trabalho. . Pode também indicar questões dignas de novos estudos. Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido. assuntos.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. 85 . complementar ao seu trabalho. As orientações para sua elaboração.3 Elementos pós-textuais .Referências (obrigatório): constitui o conjunto padronizado de elementos descritivos. Nos trabalhos acadêmico-científicos a listagem de referências deve identificar as fontes/documentos mencionados (referidos) no texto.: APÊNDICE A – Roteiro de entrevista). Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado. . apontando-se o alcance e o significado de suas contribuições. possibilitando sua identificação individual. encontram-se no tópico 3 – Elaboração de Referências de Trabalhos AcadêmicoCientíficos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ ..Conclusão Como parte final do texto.Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. utilizados no trabalho. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. . seguidas de travessão e respectivo título (Ex. além de sugestões para outros trabalhos. -Glossário (opcional): lista em ordem alfabética de expressões ou termos técnicos específicos de uma determinada área.: ANEXO B – Estrutura organizacional da Empresa Alfa). segundo a NBR 6023:2002 da ABNT. extraídos de um documento. dentre outros).

86... .

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 APRESEnTAçãO gRÁFICA dE TRAbAlhOS ACAdêMICOCIEnTÍFICOS O projeto gráfico de um trabalho acadêmico é de responsabilidade do seu autor. sem espaço entre elas. 87 . ficha catalográfica e nota de identificação do trabalho apresentada na folha de rosto (indicando a natureza do trabalho. legendas de ilustrações e de tabelas. Recomenda-se que os elementos textuais e pós-textuais sejam digitados no anverso e verso das folhas.5. notas de rodapé. inclusive capa. a nota de identificação do trabalho e de seu objetivo.. legendas e fontes de ilustrações e tabelas. As notas de rodapé são digitadas dentro das margens. precedidos pelo respectivo indicativo numérico em algarismo arábico. a partir da margem esquerda. separadas do texto por um espaço simples e por filete de 5 cm. as margens direita e superior são de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm.5 entre linhas. para o verso das páginas.5. Os elementos pré-textuais são digitados no anverso da folha (frente). a segunda linha é alinhada abaixo da primeira letra da primeira palavra do título. Os títulos das seções devem começar em página ímpar (anverso). algumas normas gerais devem ser seguidas. de modo a destacar o número que lhes corresponde. com exceção das citações longas (com mais de três linhas). 5. As referências apresentadas ao final do trabalho devem ser separadas entre si por um espaço simples. e de tamanho menor e uniforme para citações longas (mais de três linhas). digitados na cor preta (podendo-se usar outras cores nas ilustrações). dados internacionais de catalogação-na-publicação. abaixo da primeira letra da primeira palavra. Entretanto. notas de rodapé. Quando o título ocupar mais de uma linha. no caso de dissertações e teses. 5. as margens esquerda e superior são de 3 cm e direita e inferior de 2 cm.7 cm). Para digitação recomenda-se a utilização de fonte tamanho 12 para todo o texto.1 Formato Os trabalhos acadêmico-científicos devem ser apresentados em papel branco ou reciclado. nome da instituição a que é submetido e área de concentração) que devem ser digitadas em espaço simples. na parte superior da folha. O texto deve ser digitado com espaço 1. São separados do texto que os sucede por um espaço entre as linhas de 1. como prescreve a NBR 14724:2011 da ABNT. com formato A-4 (21 cm x 29. Na folha de rosto e na folha de aprovação. o nome da instituição e a área de . paginação. referências.2 Margens e espacejamento Para o anverso das páginas.. que é impressa no verso da folha de rosto. a partir da segunda linha. Também os títulos das subseções são separados do texto que os precede e que os sucede por um espaço entre as linhas de 1. objetivo. São alinhadas. com exceção da ficha catalográfica.

Havendo apêndice(s) e anexo(s). 3 Seção secundária Seção terciária Seção quaternária 1.1 2.2 2.3 3.1. por sua vez. “O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence. é colocada no anverso da folha. quaternária. a partir da folha de rosto. embora não sejam numeradas.88.1.1. contendo a exposição ordenada do assunto. no canto superior direito e.4 Títulos e indicativos numéricos São denominadas seções as partes em que é dividido o texto de um documento.1. suas folhas são numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. Esse indicativo numérico. etc.1.1 3. no verso. sendo dele separado por um espaço.1. alinhado à margem esquerda.2 2. 5.1 2. pode se dividir em seção secundária.1 1.2..1.1 2. a qual. A principal divisão do texto de um documento é denominada seção primária. a numeração das páginas é sequencial do primeiro ao último volume. seguido do número que lhe for atribuído na sequência do assunto e separado por ponto..1 . em trabalhos digitados no anverso e no verso. 5.” (NBR 6024:2003). Exemplo: Seção primária 1 2 precede o título da seção.2.1. no canto superior esquerdo.1. Empregam-se algarismos arábicos para numerar as seções de um texto.3 Paginação As folhas preliminares (pré-texto) do trabalho são contadas sequencialmente. a 2 cm da borda superior.2 1. é colocada no canto superior direito da folha.1. A numeração (algarismos arábicos) aparece a partir da primeira folha da parte textual: em trabalhos digitados apenas no anverso. terciária. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções. No caso de haver mais de um volume.1 2.1 2. concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita (Apêndices B e C).

na seção 3 relatou-se.. d) a segunda e demais linhas do texto da alínea começam abaixo da primeira letra da primeira linha. O texto. glossário. fotos. sem que haja necessidade de intitulálos. 5.. são elementos sem título e sem indicativo numérico.. 89 .6 Ilustrações As ilustrações abrangem: desenhos. exceto a última que termina em ponto.. de abreviaturas e siglas e de símbolos. no interior de uma seção..1. apêndice(s). adotando-se. A identificação de ilustrações deve aparecer na parte superior. esquemas. hífen ou travessão não são usados após o indicativo da seção ou de seu título. O título das seções é colocado após seu indicativo numérico. terminam em ponto-e-vírgula. referências. As alíneas. listas de ilustrações. Havendo necessidade de enumerar diversos assuntos ou itens. No entanto. c) o texto de cada alínea inicia com letra minúscula e termina com ponto e vírgula. b) as letras indicativas das alíneas são reentradas em relação à margem esquerda. ver 1. deve ser mantida em todo o trabalho. grifo e redondo. Têm por objetivo possibilitar a transmissão de dados e informações de modo mais atraente. dentre outros. usam-se alíneas. Os títulos das seções são destacados gradativamente. precedida da palavra . qualquer que seja a forma adotada. gráficos. agradecimentos. quadros. . anexo(s) e índice(s) não recebem indicativos numéricos e devem ser centralizados (NBR 14724:2011). estas devem começar com um hífen...2. pois do contrário não contribuirão para a análise..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Ponto. A folha de aprovação. em 2. se inicia em outra linha.. Dispõem-se as alíneas na sequência de um texto (que termina em dois pontos) do seguinte modo: a) ordenam-se as alíneas alfabeticamente. fluxogramas. resumos. .27 cm). a dedicatória e a(s) epígrafe(s). 5. que obrigatoriamente corresponde ao título da seção. colocado sob a primeira letra do texto da alínea e dele separadas por um espaço. as demais linhas da subalínea iniciam igualmente abaixo da primeira letra. Muitos autores. sumário. A citação de indicativos de seções no texto é feita conforme os exemplos seguintes: . caixa alta ou versal. o espaçamento duplo entre os parágrafos. porém devem estar diretamente relacionadas com o conteúdo da informação.. dele separado por um espaço. usando-se de forma racional os seguintes recursos: negrito.1 Os títulos de errata. porém. nesse caso. Quando for necessário dividir a alínea em subalíneas.. mapas. preferem adotar o parágrafo tradicional e formal nos textos técnicos (com recuo de 1.5 Parágrafo Modernamente a forma de parágrafo recuado está sendo abolida... organogramas.. com exceção da última.

. o rodapé.cada página deve ter uma das seguintes indicações: continua para a primeira. no mínimo. três traços horizontais paralelos: o primeiro separa o topo. sintetizadas a seguir. outras informações necessárias a sua compreensão. preferencialmente sem abreviações. Quando não couber em uma folha. Quadro 5). A moldura compreende. A indicação da(s) fonte(s) das informações contidas em uma tabela e notas eventuais aparecem em seu rodapé. preferencialmente. . o espaço do cabeçalho e o terceiro. legenda. . 1993.90. b) ter moldura para estruturar os dados numéricos e termos necessários a sua compreensão. O cabeçalho da tabela indica o conteúdo das colunas com palavras ou notações claras e concisas.se ultrapassar o tamanho da página em número de colunas e tiver poucas linhas.7 Tabelas As tabelas servem para descrever dados e informações relevantes para o estudo ou ilustrar o conteúdo em desenvolvimento. Figura 3. na mesma página. a tabela deve ser apresentada em duas ou mais partes (IBGE.cada página deve ter colunas indicadoras e seus respectivos cabeçalhos.cada página deve ter o contéudo do topo e o cabeçalho da tabela ou o cabeçalho da parte. Na parte inferior da ilustração. conclusão para a última e continuação para as demais.o traço horizontal da moldura que separa o rodapé deve ser apresentado somente na página que contenha a última linha da tabela. . após o fio de fechamento. se for o caso. são indicadas: fonte consultada (mesmo que seja produção do próprio autor). 5. O título indica a natureza e as abrangências geográfica e temporal dos dados numéricos. com um traço vertical duplo separando as partes e repetindo-se o cabeçalho. p. 28): . também é preciso seguir alguns critérios: . As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente e seguem as orientações da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . por extenso. o segundo. travessão e do respectivo título. uma única página.o conteúdo do rodapé deve ser apresentado na página de conclusão. lado a lado. repetindo-se o cabeçalho das colunas indicadoras e os indicadores de linha. . A tabela não deve ter traços verticais delimitadores à direita e à esquerda.se tiver poucas colunas. notas e. designativa. As tabelas têm numeração independente e consecutiva e a sua identificação (título) é colocada na parte superior (topo). Quanto à disposição das informações. tais indicações devem ser feitas sem abreviações. . de forma clara e concisa. precedida da palavra Tabela e de seu número de ordem em algarismos arábicos. quanto à sua localização e apresentação gráfica. pode ser apresentada em duas partes.IBGE (1993). pode ser apresentada em duas ou mais partes. A tabela. uma abaixo da outra. seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto em algarismos arábicos (Exemplo: Gráfico 1.. deve: a) estar inserida o mais próximo possível do trecho do texto a que se refere. c) ocupar..

a partir de pesquisa de campo (com o uso de questionários. As tabelas de uma publicação devem apresentar uniformidade gráfica nos corpos e tipos de letras e números. os nomes ou siglas são separados por vírgula.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ a) não se deve deixar “casas” vazias em uma tabela. alinhandose à margem esquerda da primeira coluna. quando as tabelas são elaboradas com base em fontes que constituem documentos do próprio autor do trabalho (apresentação dos dados.. quando os dados se originarem de diversas Devem aparecer destacadas no texto para facilitar a leitura e. 5. multiplicação e divisão. numeradas com algarismos arábicos entre parênteses. por exemplo).8 Equações e fórmula internacional: b) a fonte da tabela indica a origem ou a instituição responsável pelo fornecimento ou elaboração dos dados e informações nela contidos. Quando as equações ou fórmulas ultrapassarem uma linha por falta de espaço. ‘observação direta’. ‘formulários preenchidos’. no uso de maiúsculas e nos sinais gráficos utilizados. conforme o caso. entrevistas ou observação). alinhados à direita. a palavra ‘fonte’ deve ser colocada após o traço inferior da tabela. utiliza-se como fonte o autor.. ‘questionários aplicados’. caso seja necessário. índices e outros)” (NBR 14724:2011. c) em caso da fonte tratar-se de pessoa física. “Na sequência normal do texto é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes. p. devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição. ‘entrevistas realizadas’. podem ser utilizadas como fonte as seguintes expressões: ‘pesquisa de campo’. responsável pelos dados levantados e apresentados. 91 . para tanto existem símbolos estabelecidos por convenção fontes. 11). subtração. Exemplo: x 2 + y2 = z 2 (x2 + y2)/5 = n (1) (2) .

1989. da UFMG.ed. V. Monografia no curso de Direito: trabalho de conclusão de curso: metodologia e técnicas de pesquisa. FRANÇA. Rio de Janeiro: Record. HENRIQUES. Rio de Janeiro. narração. e aum.L. Florianópolis.B. Rio de Janeiro.ed. 1997.ed. C. ______. CASTRO. U. 2003. GEWANDSZNAJDER.92. Redação: o texto técnico/científico e o texto literário.. N. de O. J. 1996. dissertação. MEDEIROS. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. CANCELIER. Rio de Janeiro. São Paulo: Perspectiva. GIL. Os cientistas precisam escrever: guia de redação para cientistas. In: NUNES. São Paulo: Atlas.A. 2002. da UFSC. 5.. 2003. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 1992. L. E. paixão. A. BARRASS. 2011.C. ASSOCIAÇãO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Metodologia do ensino superior. uma monografia ou qualquer outro trabalho universitário. descrição. Como se faz uma tese. Arte da tese: como preparar e redigir uma tese de mestrado.ed. (Org. Belo Horizonte: Editora UFMG..M.L. 2003. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. 1988.M. Autores Associados. ______.J. Memórias de um orientador de tese.. L. Rio de Janeiro. relatório. 2001. improviso e método na pesquisa social. 1978. Belo Horizonte: Ed. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação.). ______. COMPAGNON. ______. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro. 2002. ______. rev. J. Campinas: . REFERênCIAS ALVES-MAZZOTTI. BEAUD.307-326. Redação de textos científicos. Queiroz.L. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. resumo.ed. da escolha do assunto à . OLÍMPIO.C. O método nas Ciências Naturais e Sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. O trabalho da citação. 1996. 2. A. Ed. ______. FLÔRES. 2000. 2003. NBR 10719: apresentação de relatórios técnico-científicos. p. DEMO. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. 1997.. GOLDENBERG. R. São Paulo: Pioneira. 3. 1998. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. A. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. ______.1986. M. Rio de Janeiro. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 1997. M.. São Paulo: T. Rio de Janeiro: Zahar. F. Campinas: Papirus. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. FEITOSA.N. 2. A. ECO. engenheiros e estudantes. P Educar pela pesquisa. A aventura sociológica: objetividade. 4.

1993. São Paulo: Cortez. KIDDER.M. São Paulo: EPU. Normas de apresentação tabular. Metodologia do trabalho científico.ed. Metodologia científica: caderno de textos e técnicas. 21. Porto Alegre: Artmed.L. 5. C. E. LAVILLE. Maringá: EDUEM. 2000.R. de A.ed. ano 4. 2001. LAKATOS.ed. NUNES. PASOLD. 19. ed.. São Paulo: Atlas. S. n. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor. M.ed. 1997. p. ROESCH. 1999. LEITE. São Paulo: Atlas. 2001. O olhar no espelho: «conversas» sobre a pesquisa em Ciências Sociais.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ apresentação gráfica. Application of a Case Study Methodology. LAKATOS. 1999.. Métodos de pesquisa nas relações sociais.A. Escrevendo e normalizando . E. 1997. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: IBGE. 2. 3. W. 1997. E. 1985. da UFSC. 1992.99-109. A . 1999. IBGE. C. In: The Qualitative Report. L. trabalhos acadêmicos: um guia metodológico. DIONNE. abr. Turismo: visão e ação. São Paulo: Saraiva. A. Pesquisa e produção escrita. 2. HUHNE. MICHAELIS: moderno dicionário da Língua Portuguesa. J. Centro de Documentação e Disseminação de Informações. 93 .S. Florianópolis: Ed.ed. SELLTIZ. . 3. sept..ed. MARCONI. 1975.. 3. M. 3. Metodologia do trabalho científico./set. F das C. dissertações e estudos de caso.. de O.K. 1991. COOK.. Estudo de caso: planejamento e métodos. São Paulo: Cortez. e ampl. LEAL. L. p.html Acesso em 26/02/02. R. MARCONI. E. A monografia jurídica. M. 1993. Manual da monografia jurídica. YIN.. Disponível em: http://www. v. G. Metodologia do trabalho científico.8. Porto Alegre: Bookman. WRIGHTSMAN. E.ed.edu/ssss/QR/QR3-3/tellis2. . rev. Rio de Janeiro: Agir. H. trabalhos de conclusão.. SEVERINO. 5.M.W. São Paulo: Atlas.. 1998. M. L. 1994.). MARTINS. de A. n.A. 2001. Belo Horizonte: Editora UFMG. 1999. Guia para elaboração de monografias e trabalhos de conclusão de curso. 2000. J. São Paulo: Companhia Melhoramentos.ed. nova. TELLIS. Fundamentos de metodologia científica.A. São Paulo: Atlas. C. Florianópolis: OAB/ SC. 2. S. SOUZA. Projetos de estágio e de pesquisa em Administração: guia para estágios. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em Ciências Humanas. J.M. TOMANIK. 104. de A. Prática da pesquisa jurídica: ideias e ferramentas úteis para o pesquisador do Direito.L (Org. LINTZ.

.94.. .

95 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APêndICES ...

96...fonte 12] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.fonte 12] Local Ano 2 cm [Letras minúsculas. título em maiúsculas e sub-título em minúsculas . excetuando-se a 1ª letra] . Apêndice A Capa de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME DA INSTITUIÇãO NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Extremidade do papel A4] [Identificação centrada em letras maiúsculas .

.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Balneário Camboriú 2003 .. 97 .

fonte 12] Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Xxxx. Centro de Ciências zzzz. Www Yyyyyy Local Ano 2 cm [Letras minúsculas. na Universidade do Vale de Itajaí.fonte 12] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha. título em maiúsculas e subtítulo em minúsculas . Orientador: Prof(a).98. excetuando-se a 1ª letra] .. Apêndice b Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Identificação centrada em letras maiúsculas ..

Orientador: Prof.CTL... Centro de Ciências Sociais Aplicadas . Dr. Pedro Alves Balneário Camboriú 2003 . 99 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale de Itajaí.

... Membro Prof..fonte 12] [Título em maiúsculas... Orientador Profa............................ Dra ................. UNIVALI – Centro de....... Apêndice C Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) TÍTULO: subtítulo (se houver) Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de ........................... UNIVALI – Centro de .. Dr. [dia] de [mês] de [ano].................... UNIVALI – Centro de .... da Universidade do Vale do Itajaí........100..... sub-título em minúsculas fonte 12] 3 cm Área de Concentração: 2 cm [Local]. MSc.................... [Identificação centrada em letras maiúsculas . .. Membro 2 cm ..... ....... Centro de ... Prof.. e aprovada pelo Curso de .....

Pedro Alves UNIVALI – CECIESA .Turismo e Lazer Área de Concentração: Turismo e Ambiente Balneário Camboriú. Dra. Emílio Vieira UNIVALI – CECIESA .CTL Orientador Profa. Msc.CTL Membro .. Prof. Dr. 101 .CTL Membro Prof. 14 de fevereiro de 2003.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria e aprovada pelo Curso de Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale de Itajaí.. Marília Mendonça Farias UNIVALI – CECIESA . Centro de Ciências Sociais Aplicada .

............................... 40 Fontes documentais .....................2 As principais correntes teóricas da atualidade .......................................................1 Breve história das principais concepções do passado ............................... 80 .............................................................................................. aceitação e cooperação . 46 RESULTADOS ..................1 INTRODUÇãO ..................................................................................................................1 1......................................................................................................................................................................................................2 3.................................. 39 Contexto e sujeitos da pesquisa .........................................................................1..................... 64 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..............................3 5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ....................................... 16 2.. 50 Expectativas e aspirações ..................................2 2 2........................................... 18 2........1........ 77 APÊNDICES ...................................................................... 57 Resistência.......... 10 Justificativa ........................................ 71 REFERÊNCIAS ........ 13 O PROBLEMA DA PESQUISA ...............................1 3....................................................................................................................................................2 4....................1 4................................. Apêndice d Exemplo de Sumário SUMÁRIO 1 1............................................................................................................................................................................................................................................................................................3 4 4....................... 49 Percepção do problema pelos sujeitos da pesquisa .......................................................... 27 3 3.................................................................... 14 Concepções teóricas ......................................... 43 Estratégias e instrumentos ... 11 Objetivos da pesquisa ...........................102.......

) Palavras-chave: (na língua do texto) * Currículo (e endereços postal e eletrônico) ** Currículo (e endereços postal e eletrônico) . contendo de 100 a 250 palavras. elaborado segundo as orientações da NBR 6028:2003.. 103 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Apêndice E Modelo de página de abertura (artigo científico) TÍTULO subtítulo (se houver) Nome completo do autor 1* Nome completo do autor 2** Resumo (na língua do texto) (O resumo.. é digitado com espaçamento simples e alinhamento justificado.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful