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TÉCNICA DA NATAÇÃO DESPORTIVA

Tecnicamente nadar bem significa maximizar as forças propulsivas e minimizar as forças resistivas. Movimentos de pernas Movimentos de braços Combinação destes movimentos Movimentos de tronco

Forças Propulsivas

Forças Resistivas

Resistência Frontal ou de Forma Resistência de Sucção da parte posterior ou de onda Resistência de Fricção na pele

DIFERENÇAS ENTRE TÉCNICA E ESTILO:

TÉCNICA

X

ESTILO

universal

individual

leis e princípios da hidrostática e hidrodinâmica

personalidade em ação

1

ANALISAR OS 4 NADOS

1 – Posição do corpo

cabeça tronco membros

superiores inferiores

2 – Movimentos de pernas 3 – Movimentos de braços 4 – Coordenação braços e pernas braços e respiração

NADO CRAWL
1) POSIÇÃO DO CORPO

1a) Corpo horizontal (decúbito ventral), evitando as resistências.

a) cabeça levemente extendida – nível da água entre as sobrancelhas e terço anterior da cabeça – isto é, nem afundada, nem fora d’água. Benefícios – a1) Diminuir a resistência; a2) Fazer com que se forme uma onda (toda onda tem uma crista e um cavado) quando estiver nadando). Respirar no cavado da onda é o ideal para manter uma posição mais hidrodinâmica.

b) tronco – rolamento em torno do eixo longitudinal. 10 itens importantes para a performance: 1 – O melhor aproveitamento das sinergias musculares na braçada submersa; 2 – A braçada submersa mais profunda; 3 – A braçada submersa mais diretamente a linha mediana do corpo; 4 – O término da braçada submersa com facilidade; 2

6 – A melhor descontração dos músculos envolvidos na fase aérea da braçada. a) cabeça levemente flexionada – nível da água deve estar entre os lóbulos da orelhas e terço posterior da cabeça – a cabeça é fixa. 8 – A diminuição da resistência do corpo na água. 10 – Alongar mais a braçada. haverá momentos de maior e menor equilíbrio do corpo na água: c1) os braços . 3 .quando um estiver à frente e o outro atrás na água – é o momento de maior equilíbrio. c) membros superiores e inferiores Como o nado é alternado. Benefícios – a1) Diminuir a resistência e dar melhor equilíbrio. evitando as resistências. c2) as pernas fazem movimentos ascendentes de descendentes. Quando estiverem nos extremos – maior desequilíbrio. 9 – Aproveitamento do giro (rolamento dos quadris) lançando água para trás em diagonal.5 – A recuperação da braçada mais perto do corpo. quando um estiver na puxada e outro no meio da recuperação (linha do ombro) – momento de menor equilíbrio. 7 – A execução da respiração (inspiração) com facilidade. Quando uma passar pela outro – maior equilíbrio. NADO COSTA 1) POSIÇÃO DO CORPO 1a) Corpo horizontal (decúbito dorsal).

Quando uma passar pela outro – maior equilíbrio.quando um estiver à frente e o outro atrás na água – é o momento de maior equilíbrio. 7 – Alongar mais a braçada. 4 – A diminuição da resistência do corpo na água. 2 – A braçada submersa mais profunda. 7 itens importantes para a performance: 1 – O melhor aproveitamento das sinergias musculares na braçada submersa. b) tronco – rolamento em torno do eixo longitudinal. 6 – Aproveitamento do giro (rolamento dos quadris) lançando água para trás.a2) Como a cabeça fica imóvel. c) membros superiores e inferiores Como o nado é alternado. c2) as pernas fazem movimentos ascendentes de descendentes. não havendo necessidade de girala para respirar. haverá momentos de maior e menor equilíbrio do corpo na água: c1) os braços . quando um estiver na puxada e outro no meio da recuperação (linha do ombro) – momento de menor equilíbrio. o equilíbrio do corpo é melhor. Levar em consideração os 6 itens importantes de correlação das pernas nos 4 nados: 4 . 5 – A menor resistência do braço e ombro na água durante a recuperação. 3 – A braçada submersa mais diretamente a linha mediana do corpo. Quando estiverem nos extremos – maior desequilíbrio. 2) MOVIMENTOS DE PERNA DO NADO CRAWL Movimentos ascendentes e descendentes.

5 .Perna extendida – tíbio-társica. Benefícios: 1 – posicionar a perna no melhor ângulo de resultante. 2 – permitir empurrar água para trás e para baixo até a extensão da perna. verticais e laterais. pernas e coxas) durante os movimentos (constituição anatomo-cinesiológica do corpo).Desenvolver a musculatura extensora das pernas e das coxas. 5 . 3 – conseguir impulsionar um maior volume de água com o dorso do pé. 6 .O principal fator de propulsão das pernas é a conjugação correta do seu ângulo de atuação e de sua velocidade.Saber aproveitar as maiores superfícies das pernas (pés. panturrilha e parte posterior da coxa. 4 – sentido ascendente – impulsionar água com a perna extendida para trás e para cima através da planta dos pés. dorsiflexão – inversão e eversão.Desenvolver uma grande flexibilidade da articulação tíbio-társica (flexão plantar. São 3 as articulações em ação: . 3 . além de movimentos elípticos. 1) movimento descendente – abaixamento do joelho. Trabalhar os músculos extensores da coxa (especialmente os glúteos). parte lateral da perna.Procurar sempre aumentar o raio do movimento. joelho e coxo-femural.Saber aproveitar os movimentos ascendentes e descendentes das pernas. trabalhando os músculos extensores (especialmente quadríceps). 2 .1 . Momento de maior propulsão. 4 .

pernas e coxas) durante os movimentos (constituição anatomo-cinesiológica do corpo).Desenvolver uma grande flexibilidade da articulação tíbio-társica (flexão plantar. 1. 2 . 4 . verticais e laterais. 6 . partindo os movimentos da articulação coxo-femural. Levar em consideração os 6 itens importantes de correlação das pernas nos 4 nados: 1 .Desenvolver a musculatura extensora das pernas e das coxas.Procurar sempre aumentar o raio do movimento. 5 .Perna extendida – tíbio-társica.Saber aproveitar as maiores superfícies das pernas (pés. dorsiflexão – inversão e eversão. joelho e coxo-femural. além de movimentos elípticos. sempre com o maior raio possível. 2) MOVIMENTOS DE PERNAS DO NADO COSTA Movimentos ascendentes e descendentes. São 3 as articulações em ação: .esse movimento descendente deve ser para trás e para baixo (músculos extensores da coxa e flexores da perna).movimento descendente – pequena extensão da coxa e logo flexão da perna para posicioná-la no melhor ângulo de resultante.O principal fator de propulsão das pernas é a conjugação correta do seu ângulo de atuação e de sua velocidade.Saber aproveitar os movimentos ascendentes e descendentes das pernas.5 – manter ritmo. 2. 3 . 6 .

água para trás e para cima com o dorso do pé. ulnar e proximal. 4 . Costas e Golfinho). exceto no nado peito. Detalhes mais importantes no nado crawl: 7 . 4.Aproveitamento do princípio de Bernoulli. parte lateral da perna. 8 .conseguir impulsionar.Trabalhar os movimentos das escápulas (Elevação – depressão – protação – retração). fazendo que o braço fique aduzido. 7 .procurar sempre impulsionar maior volume de água para trás nas fases descendente e ascendente. radial. 3 .O principal fator de propulsão dos braços é a conjugação correta do seu ângulo de atuação e de sua velocidade. além de movimentos elípticos. 6 . 5. Levar em consideração os 10 itens importantes da correlação dos braços nos 4 nados: 1 .Fluxos na mão.Rotação medial dos ombros nas braçadas.Desenvolvimento do corpo à frente. 10 .3. 5 . partindo os movimentos da articulação coxo-femural.Lateralidade das braçadas: especialmente nados peito e borboleta. Momento de maior propulsão.Ter a(s) mão(s) e o(s) antebraço(s) à frente do(s) cotovelo(s) durante as puxadas. antebraço e braço: distal.empurrar água para trás e para cima (Crawl.Utilização da maior superfície dos braços . verticais e horizontais. com o maior raio possível.Profundidade (Verticalidade) dos braços: especialmente nados crawl e costa. 2 .manter ritmo. 3) MOVIMENTOS DE BRAÇOS DO NADO CRAWL Existem duas fases importantes: Fase aérea e Fase aquática. no sentido ascendente. 9 .

1 – ângulo correto de atuação para que a resultante dos duas forças. 8 – a recuperação é pelo lado. para dentro e depois para fora. ante-braço e braço. 5 – rotação medial do braço para posicioná-lo no melhor ângulo para a puxada – detalhe mais importante. procurando manter o cotovelo mais alto do que a mão. entre a linha mediana do corpo e a linha do ombro. O ângulo entre ante-braço e braço deve ser entre 120o e 90o. 6 – entrada da mão deve ser a frente da cabeça. Drag R Lift 2 – os movimentos são verticais – das mãos – para trás e para baixo. depois de sair o cotovelo fora da água primeiro – é como se estivesse tirando a mão do bolso. 3 – os movimentos são laterais – para fora da linha media. com a mão. 8 . Drag (resistiva) e Lift (sustentação) o levem para frente. 4 – aproveitar maior volume de água na puxada. 7 – a retirada da mão é logo após a crista ilíaca.

Levar em consideração os 10 itens importantes da correlação dos braços nos 4 nados. para baixo 2. para fora 3. finalmente.3.2. 1 . para dentro. e.1.2. para baixo dos quadris 2.1 – ângulo correto de atuação para que a resultante dos duas forças. para dentro 3. para cima 2.4. para fora da linha mediana 3. Drag R Lift 2 – são 4 os movimentos verticais das mãos: 2. Drag (resistiva) e Lift (sustentação) o levem para frente. para cima até a retirada da água.4. passando a palma da mão pela coxa e tendo o polegar para cima. 3 – são 4 os movimentos laterais: 3. 9 .3.3) MOVIMENTOS DE BRAÇOS DO NADO COSTA Existem duas fases importantes: Fase aérea e Fase aquática.1.

ante-braço e braço. 4) COORDENAÇÃO NADO CRAWL a) braços e pernas – a ação propulsiva é basicamente ≥ 85% braços e ≥ 15% pernas. Existem basicamente 3 tipos de coordenação: crawl de 2. entrando o dedo mínimo primeiro. 10 . 7 – a retirada da mão deve ser com o braço extendido e o polegar para cima. 8 – a recuperação do braço é perpendicular a água com o braço extendido. O ângulo entre ante-braço e braço deve ser entre 120o e 90o. após passar o ombro – rotação medial. 4 e 6 tempos (movimentos) por ciclo de braço (2 movimentos). 5 – rotação medial do braço para posicioná-lo no melhor ângulo para a puxada – detalhe mais importante. com a mão.4 – aproveitar maior volume de água na puxada. 6 – a entrada da mão deve ser na linha do ombro com a palma voltada para fora.

para cada um movimento de perna um movimento de braço. O crawl de 4 tempos é intermediário e menos usado. inicia a inspiração. Vantagem: 1) maior equilíbrio do corpo. Os fundistas (maratona aquática. Não há interrupção de movimentos. a mesma perna estará no sentido máximo descendente. 2) maior rolamento. A coordenação dessa técnica é igual ao andar. 11 . e tri-atletas) utilizam muito o crawl de 2 tempos. 3) melhor momento de onda do nado e. CRAWL – 6 tempos b) braços e respiração – quando um braço estiver a frente e o outro terminando. Os nadadores velocistas respiram menos.Os velocistas são normalmente de 6 tempos. isto é. 1a 2 vezes nos 50m. é só sair da posição vertical para a horizontal – isto é. 4) não tem qualquer músculo da caixa toráxica contraído – ideal para inspirar. quando a mão direita estiver saindo da água.

4) COORDENAÇÃO NADO COSTA a) braços e pernas . Embora se tenha as vias aéreas livres. treinar a respiração bilateral – melhor equilíbrio e aproveitamento da propulsão do nado. é necessário ter um ritmo respiratório. e.a ação propulsiva é basicamente ≥ 75% braços e ≤ 25% pernas. 12 .É importante aprender a respirar para os 2 lados. Melhor momento de inspirar – quando um braço estiver a frente (início da braçada) e o outro estiver atrás (final da braçada. b) braços e respiração. Vantagem: 1) não tem água caindo no rosto. Os movimentos são contínuos. 3) maior equilíbrio do nado. No nado costa só existe um único tipo de coordenação que é o de 6 tempos de pernas por ciclo de braços. 2) não tem músculo da caixa toráxica contraído. o ar penetra mais rápido e mais facilmente. sem interrupção.

NADO PEITO Pequeno histórico É o nado que mais mudanças nas regras apresentou. O nado Peito é aquele que apresenta menor resistência na água quando está com o corpo. procuramos evitar os 3 tipos de resistência que todo corpo sofre dentro d’água. antes da mudança. braços e pernas completamente extendidos. Surgiu aí a Braçada Filipina. o peito começou a ser nadado submerso. Os japoneses. exímios mergulhadores. Como nos demais nados. visto que não era proibido tirar os braços fora d’água. foram os grandes vencedores. A brasileira Maria Lenk foi em 1939 recordista mundial de 200m e 400m nado Peito utilizando a técnica de Borboleta. denominando-a Nado Borboleta. excetuando na saída e/ou virada(s). Várias outras mudanças foram feitas nas regras. em que era permitido uma braçada e uma pernada submersa. Com a proibição de tirar os braços fora d’água. é permitido afundar a cabeça. evitando as resistências. 1) POSIÇÃO DO CORPO 1a) Corpo horizontal (decúbito ventral). executada inicialmente pelo Filipinos. 13 . mas antes de iniciar outro ciclo a cabeça tem que aflorar na superfície da água. Hoje. a FINA resolveu separar a nova técnica. Do nado Peito surgiu o nado Borboleta. em cada ciclo de braçada. pois não era proibido. Como todos começaram a utilizar essa técnica. até que foi proibido afundar a cabeça em todo o percurso. A última mudança em 2006 permitiu que na saída e na(s) virada(s) o nadador possa dar 1 pernada de golfinho submerso antes de iniciar o nado. em decúbito ventral (posição de deslize – a de menor resistência). continuando a ser nado de Peito.

c) membros superiores e inferiores Os membros superiores estão em maior equilíbrio quando extendidos a frente e em menor equilíbrio quando flexionados na posição de oração. Os membros inferiores estão em maior equilíbrio quando extendidos para trás e em menor equilíbrio quando flexionados.apresenta um movimento de uma pequena elevação e depois de ondulação em cada ciclo de braçada – como se estivesse pegando a onda. 14 . isto é. acompanha o tronco. b) tronco . tendo as pernas perpendiculares ao nível da água. a) A cabeça é neutra durantes todas as fases do nado.É o nado de maior resistência quando as pernas e os braços se encontram flexionados.

ANTES HOJE 2) MOVIMENTOS DE PERNAS 2a) A pernada inicia o movimento flexionando as pernas sobre as coxas com abdução das coxas. 2c) dorsoflexão dos pés. pés descontraídos. Os pés se mantêm em dorsoflexao e no final fazem circundução e passam para flexão plantar e inversão – movimento de hélice). 2b) Após a flexão.A diferença significativa entre o nado Peito antigo e o atual é que antes as coxas flexionavam sobre o tronco (plano) e hoje (20 anos de mudança) o tronco é que flexiona sobre as coxas. A 15 . 2d) Extensão das pernas em movimentos circulares (elípticos) para fora e depois para dentro. há rotação medial das coxas e rotação lateral das pernas – as pernas ficam mais abertas do que as coxas.

Esse fechamento é em velocidade. visto de lado.água é impulsionada pelas plantas dos pés e pelas pernas. para dentro e para cima. 3b) os braços com os ante-braços chegam a um ângulo de 110o a 120o. 3) MOVIMENTOS DE BRACOS 3a) Inicia o movimento para frente e para o lado (com as duas mãos juntas) e com rotação medial dos braços. até a extensão das pernas. ante-braço e braço é circular. iniciando uma nova pernada. até a junção das mãos e o abaixamento dos cotovelos. 16 . caindo na posição de oração. ante-braços e braços são lançados a frente com rotação medial dos ombros até a completa extensão da braçada. 3c) o movimento da mão. tendo sempre as mãos e ante-braços a frente dos braços. 3d) as mãos. fim da braçada e início da próxima.

A coordenação termina quando o corpo estiver completamente extendido. No final da braçada inicia-se a inspiração. sem que haja necessidade de se fazer qualquer movimento de cabeça. A inspiração acontece até a metade da fase do lançamento. inicie imediatamente a força propulsiva das pernas. pois sua boca está fora da água. Inicia os movimentos de braços – no final é que começa a flexão das pernas. O tronco vai abaixar e o quadril vai elevar no momento da execução da propulsão de pernas. Ao iniciar o lançamento dos braços a frente é que as pernas se encontram no melhor ângulo para iniciar a pernada.4) COORDENAÇÃO 4a) Braços e Pernas O corpo e os membros superiores e inferiores são extendidos (posição de deslise). 4b) Braços e Respiração Durante as fases da braçada – o nadador deve estar expirando pela boca e nariz. O ideal é que quando terminar a força propulsiva dos braços. Após isso . como a 17 .

Ela é neutrra. 18 . b) Tronco – o corpo descreve movimentos ondulantes devido aos movimentos de pernas para trás e para baixo e do tronco para frente e para baixo. Nesse momento . NADO BORBOLETA 1) POSIÇÃO DO CORPO 1a) O corpo fica em decúbito ventral evitando os tipos de resitência. a) Cabeça – permanece neutra (isto é. para toda braçada haverá uma respiração. o nadador deve bloquear a respiração até iniciar nova braçada. na mesma direção do tronco) e só faz uma pequena extensão pra a inspiração. isto é.cabeça começa a afundar.o quadril aflora a superfície da água. Portanto. acompanha o movimento do tronco. A cabeça não faz qualquer movimento durante todo o nado.

além de movimentos elípticos. pernas e coxas) durante os movimentos (constituição anatomo-cinesiológica do corpo).quando estiverem extendidas na superfície da água é o momento de maior equilíbrio.Procurar sempre aumentar o raio do movimento. 5 . 19 . c2) as pernas .Saber aproveitar as maiores superfícies das pernas (pés. 2) MOVIMENTOS DE PERNAS Movimentos simultâneos ascendentes e descendentes. Levar em consideração os 6 itens importantes de correlação das pernas nos 4 nados: 1 . verticais e laterais. 4 . quando estiverem em flexão máxima é o momento de menor equilíbrio. 2 .Desenvolver uma grande flexibilidade da articulação tíbio-társica (flexão plantar. dorsiflexão – inversão e eversão.c) Membros superiores e inferiores Os movimentos são simultâneos e provocam maior ou menor equilíbrio do corpo quando: c1) os braços – quando estiverem à frente é o momento de maior equilíbrio.O principal fator de propulsão das pernas é a conjugação correta do seu ângulo de atuação e de sua velocidade. 3 . quando estiverem na fase de recuperação e na linha dos ombros é o momento de menor equilíbrio.Saber aproveitar os movimentos ascendentes e descendentes das pernas.

Nessa fase. impulsionar água com o dorso dos pés e parte lateral das pernas. em trajetória elíptica.2) empurrar água para trás e para baixo até a extensão das pernas. (1) (2) (3) (4) FASE DESCENTENTE FASE ASCENDENTE 4 1. a fim de apanhar sempre água parada e maior volume.1) início do movimento descendente – abaixamento dos joelhos – as pernas ficam no melhor ângulo de resultante.Desenvolver a musculatura extensora das pernas e das coxas.2 e 3 São 3 as articulações envolvidas na ação: tíbio-társica. joelho e coxofemural. Momento de maior propulsão. 2. 20 . 2.6 . trabalhando os músculos extensores (especialmente quadríceps).

as mãos vão para dentro e depois para trás e para fora e. para cima.4) Aproveitar maior volume de água com as mãos. extendidos e relaxados logo acima da superfície da água. Isso é realizado no plano coronal. panturrilha e parte posterior das coxas. partindo os movimentos da articulação coxo-femural. 3. 3. 3) MOVIMENTOS DE BRAÇOS Existem duas fases importantes. que permite maiores superfícies de resistência dos braços. 3. Trabalhar os músculos extensores das coxas (especialmente glúteos). 3.2.2) Inicialmente os movimentos das mãos são para frente e para os lados. 2.1) Ângulo correto de atuação: igual Crawl e Costa. com rotação medial dos ombros. 21 . Fase aérea e fase aquática ou submersa.5) Na puxada. Levar em consideração os 10 itens importantes da correlação dos braços nos 4 nados.7) Os braços são recuperados.3) sentido ascendente – impulsionar água com as pernas extendidas (pois no final da fase descendente há retificação dos pés e das pernas) para trás e para cima através das plantas dos pés. ante-braços e braços devido a rotação medial dos ombros.3) Depois. na finalização. Detalhes mais importantes do nado Borboleta: 3. começa a flexão do ante-braço sobre o braço (ângulo basicamente entre 90o e 120o). 3. 3.4) manter ritmo. sempre com o maior raio possível.6) A retirada das mãos é como no crawl: as palmas das mãos passam pelas coxas e é o dedo mínimo que primeiro sai da água.

A segunda pernada. 22 . Todos os melhores nadadores executam 2 movimentos de pernas por cada ciclo de braços. quando se nada em verticalidade. embora devamos executá-las sempre forte. 4b) Braços e Respiração. é mais forte do que a primeira. A segunda pernada acontece quando as mesmas estão no sentido descendente máximo e os braços iniciando a fase de recuperação.3. A primeira pernada acontece quando as mesmas estão no sentido descendente máximo e os braços estão iniciando a braçada. 4) COORDENAÇÃO 4a) Braços e Pernas – a ação propulsora é basicamente de ≥ 65% braços e ≤ 35% pernas.8) A entrada das mãos se dá com os punhos levemente flexionados e os polegares mais para baixo.

Devemos inspirar no final da braçada até a metade da recuperação dos braços. Existem nadadores que não fazem a respiração frontal e sim lateral que. Entretanto.A maior parte dos nadadores fazem 2 ciclos de braços para uma respiração. ao iniciar a braçada. biomecanicamente. fazer um pequeno bloqueio e. depende da distância da prova. Em distâncias maiores se respira em todas as braçadas. diferente das distâncias menores. que se respira menos. não é a melhor. 23 . começar a expirar pela boca e nariz. Aí.