Evolução e Arquitetura de Computadores

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Sumário
pág.
1. EVOLUÇÃO E ARQUITETURAS DOS COMPUTADORES ....................................................................... 9 1.1- Evolução dos computadores ............................................................................................................................................ 9 1.1.1- Computadores eletrônicos – 1ª Geração .................................................................................................................. 9 1.1.2 - Computadores transistorizados – 2ª Geração........................................................................................................ 11 1.1.3 - Computadores com circuitos integrados – 3ª Geração ...................................................................................... 12 1.1.4 - Últimas gerações .............................................................................................................................................................. 12 1.2 -Arquiteturas de computadores ....................................................................................................................................... 13 1.2.1 - Máquinas von Neumann ............................................................................................................................................... 13 2. A Unidade Central de Processamento - CPU....................................................................................... 15 2.1 - Estrutura e funcionamento da CPU............................................................................................................................... 15 2.2 - Evolução da CPU .................................................................................................................................................................. 17 2.3 - Coprocessador aritmético e memória cache ............................................................................................................. 19 2.4 - Modo Real x Modo Protegido ......................................................................................................................................... 19 2.4.1 Memória Virtual ................................................................................................................................................................... 20 2.4.2 - Multitarefa........................................................................................................................................................................... 21 2.4.3 -Memória Protegida ........................................................................................................................................................... 21 2.5 - Clock ......................................................................................................................................................................................... 21 2.6 - Pipeline de instruções ........................................................................................................................................................ 22 2.7 - Arquiteturas CISC e RISC ................................................................................................................................................... 25 3. Memórias............................................................................................................................................... 27 3.1- Memórias primárias ............................................................................................................................................................. 29 3.1.1 - Memória RAM .................................................................................................................................................................... 29 3.1.2 - Memória cache .................................................................................................................................................................. 30 3.1.3 - Memória ROM ................................................................................................................................................................... 31 3.1.4 - Memória de con guração CMOS................................................................................................................................ 32 3.1.5 - Registradores ..................................................................................................................................................................... 33 3.2 - Memórias secundárias ....................................................................................................................................................... 33 3.1.2 - Disco rígido......................................................................................................................................................................... 33 3.2.2 - Disquetes ............................................................................................................................................................................ 36 3.2.3 - Fita magnética ................................................................................................................................................................... 37 3.2.4 - Discos óticos....................................................................................................................................................................... 38 3.2.5 - Pen drives ............................................................................................................................................................................ 38 3.2.6 - Cartões de memória ........................................................................................................................................................ 39 4. Periféricos do computador .................................................................................................................. 40 4.1 - Dispositivos de entrada ..................................................................................................................................................... 40 4.1.1 - Teclado ................................................................................................................................................................................. 40 4.1.2 - Mouse ................................................................................................................................................................................... 40 4.1.3 - Scanner ............................................................................................................................................................................... 41

................................................................ 41 4....Leitor Ótico .................4 ......................2 ...............................................................3 .......................................................................................2................................................ 44 5.......................... 42 4....Plotters .............................Sistema numérico binário............................................................................1................................... 62 6...1...........Divisão em binário ......................................................................................................................Portas de comunicação ........................................................... 59 6.......................3 ............1 ..........................Decimal-binário ........2 .... 46 5...........................Impressoras .............. 64 6...........1 ........................... 45 5............................................................................................................................................................ 48 5.............................................. 61 6................ 46 5.............................. 54 6......2.Dispositivos de saída .......................................................................................................Portas PS/2 ................................................................................................5 .......................................1 ..............Slots de expansão e adaptadores.................2............Hexadecimal – Binário .... 43 5...Subtração em binário .5 ...................1......4 ...............................................................2. 50 5...................... 58 6...........2............................4.............................................................................................................4 ..1.............................................................................. 50 5...............2 ......Chipset .........................................................Speakers..........Hexadecimal ...Barramento AGP .....1..................4 ... 57 6........................................3 ............................................................................................................5 .............................................................................2 ...................6 ........................................................................................................................Monitor de Vídeo ....................Multiplicação em binário ..............2 ................................................................. 41 4........................... 47 5..................Sistema numérico hexadecimal ..................... 44 5..............5 ......1..4................................................1 .3 Cooler ..................................................................................Placa – Mãe ................................... 63 6....Fonte de Alimentação ......2.......................................1.......................3 ...............................................................................Sistema numérico decimal .................4 ..............Binário ................................4..............................................................Microfone ....................Barramento ISA ............................................................................................................ Outros componentes do computador ...... 52 6..........................Conversão de bases .......................... 42 4.. 63 6....................................4 ................................................................................................................................... 49 5......................................................................................................................................... 47 5....................................... 41 4.............................Hexadecimal................................. 64 ........................... 49 5........................................................................4 ...........................................2................. Sistemas numéricos ..........................3.............................................................Portas seriais e paralelas ..................................4..............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................Qualquer base para a decimal ..................................................... 55 6........................................................................................................................................................2.......... 48 5.................................5 ...............6 .................4...................... 46 5.................................3 ......................................................................................................................................... 54 62.......... 59 6...............................2........2 ................2.........................Representação de Números Inteiros ............................................................................................................................................................................................................................................Negação em complemento de dois .....................................................................................6 ......................Barramento USB....... 63 6....................................1.............1....2........... 43 4..............................................................................................................Barramentos ...... 63 6...................................................................................................2 ...........................................................1 .............................................Comunicação com transmissão sem o................................................................................................................................. 54 6...................1 ............Barramento PCI .......................................................Barramento Firewire ...................................Decimal ....................2 ....................................................................................................................................................................................................................4................... 50 5....Adição em binário .................................................................................................................................................................................................................2...

As válvulas transformam sinais elétricos em zeros e uns. 3 Válvula é um tubo de vidro do qual foi praticamente tirado todo o gás. 1. Essa máquina era muito mais rápida 1 Técnica de hardware na qual o ciclo de busca-decodi cação-execução de instruções é dividido em etapas processadas simultaneamente. pela diminuição do tamanho dos componentes. resolviam as equações de balísticas. 2 Computação paralela é uma forma de computação em que vários cálculos são realizados simultaneamente. O projeto foi uma resposta às necessidades dos Estados Unidos diante da guerra. de acordo com a tecnologia básica de hardware empregada. contendo eletrodos e grades metálicas. desenvolvido na Universidade da Pensilvânia entre 1943 e 1946 foi o primeiro computador eletrônico de propósito geral. isso acarreta a redução da distância entre os componentes e. pelo aumento da capacidade de memória e pelo aumento da capacidade e da velocidade dos dispositivos de entrada e saída (E/S). criando um ambiente de vácuo. Analyzer. O Laboratório empregava mais de 200 pessoas que. Essas instruções são colocadas em uma la de memória (dentro da CPU) onde aguardam o momento de serem executadas. Mauchly. até mesmo dias. consequentemente. Sem elas as novas armas de artilharia seriam inúteis. Um dos fatores responsáveis pelo grande aumento da velocidade dos processadores é a diminuição do tamanho dos componentes dos microprocessadores. Essa técnica é utilizada para acelerar a velocidade de operação da CPU. Integrator. continha mais de 18 mil válvulas3 e apresentava um consumo de 140 quilowatts de energia elétrica. que então são resolvidos concorrentemente (em paralelo). vinha encontrando di culdades em obter essas tabelas com precisão e tempo hábil. É comum classi car os computadores em geração. É um dispositivo que conduz corrente elétrica em um só sentido . normalmente muito mais lenta que a CPU. cuja nalidade é controlar o uxo de elétrons. incluindo o uso intensivo de pipeline1 e de técnicas de execução paralelas de instruções2.1. O Laboratório de Pesquisas Balísticas do Exército Americano. desenvolvido por John W. utilizando calculadoras de mesa. Esse computador. maior capacidade de memória e menor tamanho que os computadores da geração anterior. Também serão estudadas as arquiteturas que serviram de base para dá origem a maioria das arquiteturas dos computadores atuais. Nas subseções seguintes serão apresentadas as características e computadores que marcaram as principais gerações de computadores. Cada nova geração é caracterizada por computadores com maior velocidade. uma vez que a próxima instrução a ser executada está normalmente armazenada dentro da CPU e não precisa ser buscada da memória. EVOLUÇÃO E ARQUITETURAS DOS COMPUTADORES Este capítulo mostra um breve histórico da evolução dos computadores. o aumento da velocidade. principalmente. Pesava cerca de 30 toneladas. 1. a mudanças na organização do processador.Evolução dos computadores A evolução dos computadores tem sido caracterizada pelo aumento da velocidade dos processadores.1. operando sob o princípio de que grandes problemas geralmente podem ser divididos em problemas menores. J.Evolução e Arquitetura de Computadores 5 1.1.Computadores eletrônicos – 1ª Geração Essa geração é caracterizada pelo uso da tecnologia a válvula O Projeto ENIAC (Computador e integrador Numérico Eletrônico – Electronic Numerator. órgão responsável por desenvolver tabelas de trajetória e alcance para as novas armas. and Computer). Entretanto. Presper Eckert e equipe. os ganhos reais de velocidade obtidos nos últimos anos são devido. ocupava o espaço de aproximadamente 140 metros quadrados. A preparação das tabelas para uma única arma consumia várias horas de trabalho de uma pessoa.

trabalhando em projetos mais modestos. Assim. Dados podiam ser inseridos através de cartões perfurados. viessem a construir computadores com programa . Os computadores eletrônicos. ou seja. Embora o EDVAC tenha sido concluído apenas em 1952. o computador poderia obter as instruções diretamente.1) foi revelado para o público. com aulas por Eckert. algumas sugestões sobre o conceito de programa armazenado foram apresentadas durante a escola de verão do ENIAC. a representação dos números era feita na base decimal. A máquina operava a 100 quilohertzs.1 . um sucessor do ENIAC com “ampla” capacidade de memória e que utilizava aritmética binária. a qual era utilizada também para a realização das operações aritméticas. juntamente com os dados. 10000 diodos a cristal. O motivo é que von Neumann escreveu um relatório de 101 páginas sobre o projeto EDVAC. o ENIAC (Figura 1. apesar de representar grande avanço em relação a seus similares eletromecânicos. Vários novos projetos surgiram a partir desse curso. O marco para quebrar essa barreira foi a concepção do conceito de programa armazenado.6 Evolução e Arquitetura de Computadores que qualquer computador eletromecânico. A principal desvantagem do ENIAC era a programação manual através do ligamento e desligamento de chaves e conexão e desconexão de cabos. apresentavam duas grandes limitações: baixa capacidade de memória e longo tempo de programação. exclusivamente. A memória consistia em 20 acumuladores. O processo de programação poderia ser extremamente facilitado se o programa pudesse ser representado de maneira adequada. von Neumann. Stibitz. a partir da memória. sendo capaz de executar 5 mil adições por segundo. que também eram utilizados para saída. Atribui-se normalmente a autoria do conceito de programa armazenado a von Neumann. Mauchly. e um programa poderia ser carregado ou modi cado simplesmente atribuindo valores a posições de memória. A construção do EDVAC foi concluída em 1952. Isso permitiu que alguns participantes dessa escola.O ENIAC (preenchia esta sala) O ENIAC era uma máquina decimal e não uma máquina binária. Figura 1. o que exigia dias de trabalho. entre outros. e no verão daquele mesmo ano foi oferecido o curso Theory and Techniques for Design of Electronic Computers. com cerca de 4000 válvulas. Em Fevereiro de 1946. em junho de 1945. e 1024 palavras de 44 bits em memória com uma velocidade de relógio de 1 Mega Hertz. de modo que fosse armazenado na memória. e Aiken. onde o conceito é formalmente descrito pela primeira vez. cada um dos quais capazes de armazenar um número decimal de 10 dígitos. associada ao projeto EDVAC (Computador Variável Discreto Eletrônico – Eletronic Discrete Variable Automatic Computer).

também pode ser utilizado para a construção de computadores. e o conceito de sistemas de computadores. 1962). projetado como o primeiro computador para aplicações temporeal. Os computadores dessa geração tornaram-se con áveis o su ciente para serem fabricados e vendidos para clientes com a expectativa de que continuariam a funcionar por tempo su ciente para realizar algum trabalho útil.C. O Whirlwind tornou-se a base para projetos de minicomputadores. Ao contrário da válvula. uma tarefa detinha todo o controle da máquina. de junho de 1948. que requer o uso de os. IBM 701. O desenvolvimento de várias dessas máquinas contribuiu para a organização do sistema que hoje estão presentes em muitos computadores. (que incorporou a EMCC).2 . Somente grandes corporações ou importantes órgãos do governo ou universidades podiam arcar com seu preço (na casa dos milhões de dólares). Newman e F. por M. 1. voltado para aplicações cientí cas.Williams. computadores totalmente transistorizados tornaram-se comercialmente disponíveis. foi o primeiro computador eletrônico da IBM (dezembro 1952). IBM 650 Magnetic Drum Computer. da Universidade de Cambridge (Inglaterra). Essas máquinas eram guardadas em salas especiais com ar condicionado. da Remington Rand Co. o FORTRAN. UNIVAC (Universal Automatic Computer). As funções de um Sistema Operacional de primeira geração evoluíram da necessidade de liberar o programador dos aspectos físicos da máquina.Computadores transistorizados – 2ª Geração A primeira mudança nos computadores veio com a substituição da válvula pelo transistor. placas de metal. de maio de 1949. por Maurice Wilkes. . anunciado em 1953. A série IBM7000 marcou a entrada da IBM no mercado de computadores transistorizados. Whirlwind. apresentado como o modelo barato da IBM. e iniciou uma revolução na indústria eletrônica nos anos 50. cápsula de vidro e vácuo. O transistor é menor. Quando em execução. O transistor foi desenvolvido no Bell Labs em 1947. mais barato e dissipa menos calor do que a válvula e. Uma das características inovadoras nesses produtos era a utilização de processadores de entrada e saída (I/O Processors). Memória virtual foi introduzida no sistema Atlas (Inglaterra.Evolução e Arquitetura de Computadores 7 armazenado antes da conclusão do EDVAC. operacional em Setembro de 1949.1. da Eckert-Mauchly Computer Corporation (EMCC). com a primeira unidade operacional em março de 1951. EDSAC (Electronic Delay Storage Automatic Calculator). entrega no início de 1960). apenas no nal da década de 50. anúncio em outubro de 1959. da Universidade de Manchester (Inglaterra). As características genéricas destes primeiros computadores transistorizados incluíam memórias a núcleo de ferrite e tambores magnéticos. Essa máquina foi a base para o modelo IBM 1401 (transistorizado. o conceito de uma família de sistemas com periféricos compatíveis foi introduzido com o IBM System360 (1964). o transistor é um dispositivo de estado sólido feito de silício. do MIT por Jay Forrester. linguagens de programação de alto nível. Entretanto. assim como uma válvula. Sem sistema operacional muito tempo era perdido entre o término de uma tarefa e o início de outra. BINAC (Binary Automatic Computer). Tais máquinas incluem: • • • • • • • Manchester Baby Machine.

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O uso de transistores criou a segunda geração de computadores. 1.1.3 - Computadores com circuitos integrados – 3ª Geração
Durante a década de 50 e início dos anos 60, os equipamentos eletrônicos eram compostos basicamente de componentes discretos – transistores, resistores, capacitores e assim por diante. Esses componentes eram fabricados separadamente, encapsulados em seus próprios recipientes e soldados ou ligados com os, por meio de uma técnica conhecida como wire-up, às placas de circuito, que eram então instaladas nos computadores, osciloscópios e outros equipamentos eletrônicos. Quando um dispositivo eletrônico requeria um transistor, um pequeno tubo de metal com uma peça de silício tinha de ser soldado a uma placa de circuito. O processo completo de fabricação, desde o transistor até a placa de circuito era caro e incômodo. Isso começava a criar problemas na indústria de computadores. Os computadores do início da segunda geração continham cerca de 10 mil transistores. Esse número cresceu até centenas de milhares, tornando cada vez mais difícil a fabricação de máquinas novas, mais poderosas.

Em 1958, foi desenvolvida uma nova técnica que revolucionou os equipamentos eletrônicos e iniciou a era da microeletrônica: a invenção do circuito integrado. Esse circuito caracteriza a terceira geração de computadores.
Por volta de 1965, a IBM anunciou o computador IBM 360, construído nos USA, totalmente transistorizado e tinha uma capacidade de memória base de 32K bytes. O IBM 360 era uma série de máquinas compatíveis ao nível de software. Como todas as máquinas tinham a mesma arquitetura e conjunto de instruções, programas escritos para uma máquina podiam executar em todas as outras (pelo menos na teoria). A memória era construída com toros de ferrite (óxido de ferro). É o primeiro computador IBM a utilizar 8 bits para codi cação de caracteres e a palavra byte assume então o signi cado que ainda hoje tem. Com 8 bit era possível codi car 256 estados diferentes o que era su ciente para a codi cação dos 10 algarismos, 52 letras (maiúsculas e minúscula) do alfabeto, o espaço, 27 símbolos e 166 caracteres especiais. É o primeiro computador IBM que podia ser comandado a partir da digitação de caracteres numa máquina de escrever. Ao IBM 360 podiam ser acoplados leitores/perfuradores de cartões de 80 colunas, unidades de ta magnética, e uma impressora de caracteres que dispunha de uma cadeia metálica. A década de 1970 foi marcada pela utilização de circuitos integrados em larga escala; pelo minicomputador, com extenso uso de circuitos em chips; pelos dispositivos de memória dinâmica de 1 Kbit e 4 Kbit (1974) e pelos microprocessadores Intel 8086 (1978), de 16 bits e Motorola 68000 (1979), de 16/32 bits. Algumas funções especí cas, como unidades de gerência de memória (MMU) e co-processadores aritméticos, passaram também a ser implementados em hardware. Em 1971 a IBM lança o “disco exível” um disco plástico de oito polegadas recoberto com óxido de ferro. Niklaus Wirth cria, em 1971, uma linguagem simbólica, o PASCAL tendo em vista o ensino das técnicas de programação e dá origem à técnica de Programação Estruturada. Basic foi uma linguagem originalmente criada para o aprendizado e teve seu uso bastante reduzido já na década de 70.

1.1.4 - Últimas gerações
A partir da terceira geração de computadores, existe um menor consenso sobre a de nição das demais gerações de computadores. Com a introdução de integração em grande escala (Large-Scale Integration - LSI), mais de mil componentes podem ser colocados em uma única pastilha de circuito integrado. A integração em escala muito grande (Very-Large-Scale Integration - VLSI) atingiu mais de 10 mil componentes por pastilha, e as pastilhas VLSI atuais podem conter mais de 100 mil componentes. Com o rápido avanço da tecnologia, a introdução signi cativa de novos produtos e a importância do

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software e das comunicações, tanto quanto do hardware, a classi cação em gerações torna-se menos clara e menos signi cativa. Pode-se dizer que a aplicação comercial dos novos desenvolvimentos representou uma grande mudança no início dos anos 70 e que os resultados dessas mudanças ainda estão sendo sentidos.

Em 1984, a companhia Apple lançou uma máquina que introduziria novamente uma revolução: o Macintosh. Este era o sucessor de um modelo chamado “Lisa” (1º computador com interface totalmente grá ca)– mas que não teve aceitação devido seus custo e sua escassa capacidade - introduzia pela primeira vez o conceito de interface grá ca, a analogia de um escritório e um novo periférico: o mouse. 1.2 -Arquiteturas de computadores
Apesar da existência de uma grande diversidade em termos de arquiteturas de computador, é possível enumerar num ponto de vista mais genérico, os componentes básicos desta classe de equipamentos. A Figura 1.2 apresenta um esquema de um computador, destacando os elementos que o compõem. Apesar da grande evolução ocorrida na área de informática desde o aparecimento dos primeiros computadores, o esquema apresentado na gura pode ser utilizado tanto para descrever um sistema computacional atual como as máquinas de John Von Neuman.

Figura 1.2- Organização básica de um computador

No projeto de sistemas computacionais os principais componentes considerados são: processadores, memórias, dispositivos de entrada e saída, e meios de interconexão. Processadores: controlam a operação do computador e desempenham funções de processamento de dados. Memórias: armazenam dados e são divididas em memória principal e memória secundária. Dispositivos de entrada e saída (E/S): transferem dados entre o computador e o ambiente externo. Em geral, são lentos quando comparados com o processador. Meios de interconexão: mecanismos que estabelecem a comunicação entre a CPU, memória principal e dispositivos E/S. Um problema crítico na utilização dos meios de interconexão é a contenção, a disputa pelo uso simultâneo de recursos compartilhados.

1.2.1 - Máquinas von Neumann
Johann von Neumann, matemático húngaro, e seus colegas começaram um projeto de programa armazenado, conhecido como IAS. O IAS, concluído em 1952, constitui os princípios de funcionamento de todos os computadores de propósito geral subsequentes.

A característica de máquinas von Neumann é a composição do sistema a partir de três subsistemas básicos: CPU, memória principal e sistema de entrada e saída.

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A CPU (unidade central de processamento), por sua vez, tem três blocos principais: unidade de controle (UC), unidade lógico-aritmética (ALU) e registradores, incluindo-se aí um registrador contador de programa (PC) que indica a posição da instrução a executar. São características das máquinas von Neumann a utilização do conceito de programa armazenado, a execução seqüencial de instruções e a existência de um caminho único entre memória e unidade de controle (Figura 1.3).

Figura 1.3- Arquitetura de máquinas von Neumann.

Durante sua operação, a execução de um programa é uma seqüência de ciclos de máquina von Neumann, compostos 2 subciclos: 1. Busca da instrução (fetch): transfere instrução da posição de memória apontada por PC para a CPU. 2. Execução da instrução: a unidade de controle decodi ca a instrução e gerencia os passos para sua execução pela ALU. O computador IAS tinha um total de 21 instruções que podem ser agrupadas como a seguir:
• • Transferência de dados: os dados são transferidos entre a memória e os registradores da ULA ou entre dois registradores da ULA. Desvio incondicional: normalmente a unidade de controle executa as instruções na sequência em que se encontram na memória. Essa sequencia de instruções pode ser alterada por uma instrução de desvio. Isto é usado para executar sequências de instruções repetidamente. Desvio condicional: o desvio é efetuado dependendo do teste de uma condição, o que permite a introdução de pontos de decisão. Aritmética: operações executadas pela ULA. Alteração de endereço: possibilita calcular endereços, utilizando a ULA, para então inseri-los em instruções armazenadas na memória. Isto permite ao programa uma considerável exibilidade de endereçamento.

• • •

seja ele em formato vertical ou horizontal. A partir dos anos 70. A UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO CPU 2. mas nem por isso menos poderosos. em sua família. . as CPUs puderam ser implementadas completamente num chip. • As Instruções e os dados trafegam pelo mesmo barramento (barramento de Dados). utilizando milhares de válvulas ou transistores. Interpretação de instrução: a instrução é decodi cada para determinar a ação requerida. • As Instruções e os dados ocupam o mesmo endereçamento de memória. Para entender a organização da CPU. 2.Estrutura e funcionamento da CPU Um equívoco ocorre ao chamar o gabinete do microcomputador. devemos considerar as ações que ela deve executar: Busca de instrução: a CPU lê uma instrução da memória.Evolução e Arquitetura de Computadores 11 Problemas com a Arquitetura de Von Neumann: • Há apenas um barramento de dados e um de endereço. Busca de dados: a execução de uma instrução pode requerer leitura de dados da memória ou de um módulo de E/S.1 . com o aparecimento do circuito integrado. O mais correto é chamá-lo mesmo de gabinete. exemplares como o Pentium e o Power PC entre outros menos populares. denominado a partir de então de microprocessador. nome até hoje utilizado e que incorpora. de CPU. Escrita de dados: os resultados da execução podem requerer escrever dados na memória ou em um módulo de E/S. Nas máquinas de primeira e segunda geração. Processamento de dados: a execução de uma instrução pode requerer efetuar uma operação aritmética ou lógica sobre os dados. para designar o componente ou o conjunto de componentes do computador responsável pela execução das instruções dos programas. A sigla CPU vem do inglês Central Prossessing Unit – Unidade Central de Processamento. as CPUs eram implementadas em circuitos de grandes dimensões.

etc. Quando o computador roda um programa.12 Evolução e Arquitetura de Computadores Figura 2. embutido nos circuitos da UC. Na maior parte dos estudos dos microprocessadores. enquanto uma instrução está sendo executada. Em outras palavras. subtrações. Cada instrução é acompanhada de um microcódigo – instruções bem básicas que dizem à CPU como executar a instrução. sendo em geral fonte de um dos operandos. comandando todos os demais componentes de sua arquitetura. efetua o processamento de dados. negação. O acumulador é um dos principais elementos que de nem o tamanho da palavra do computador . participando da maioria das operações lógicas e aritméticas. garantindo a correta execução dos programas e a utilização dos dados corretos nas operações que as manipulam. • • . a CPU necessita armazenar alguns dados temporariamente.Estrutura interna da CPU. pela transferência de dados e instruções para dentro e para fora da CPU. que assume todas as tarefas relacionadas às operações lógicas (Ou. encontra-se uma divisão clássica de sua estrutura interna considerando três grandes unidades (como pode ser visualizado na Figura 2. Ela deve manter a posição de memória da última instrução. São exemplos de registradores especiais: Acumulador (ACC): localizado na UC. é uma lista de todas as operações que a CPU é capaz de executar. além de participar das operações de entrada e saída de dados. O conjunto de instruções.). Registradores: para executar operações. para as operações de movimentação de dados e operações lógicas e aritméticas. a CPU necessita de uma pequena área de armazenamento que é constituída de um conjunto de posições de armazenamento denominadas registradores.1. Especiais: são registradores com funções especí cas para determinados ns.1): • Unidade Lógica e Aritmética ou ALU (Aritmethic and Logic Unit).o tamanho da palavra é igual ao tamanho do acumulador.) e aritméticas (adições. é o principal registrador dentro de um processador. • • Os registradores podem ser: • De propósito geral: utilizado. etc. E. Esta unidade assume toda a tarefa de controle das ações a serem realizadas pelo computador. ele procura os comandos que deve executar no conjunto de instruções da CPU e executa-os na ordem indicada. Unidade de Controle (UC) a responsável pela interpretação das instruções de máquina a serem executadas pelo computador. ou seja. a sincronização destas instruções. para sabe aonde obter a próxima instrução e precisa também armazenar instruções e dados temporariamente. A UC contém as instruções da CPU para executar comandos. e destino dos resultados das operações. por exemplo.

frequência também chamada de clock. em um carro. o sistema operacional será obrigado a usar memória virtual. • • A Figura 2. conectados por caminhos de dados. que nem sempre um processador com uma velocidade de operação mais alta é mais rápido . Assim como vemos em outras situações. apenas um componente que apresente um baixo desempenho será su ciente para colocar tudo a perder. já que com projetos tão diferentes. medida em Megahertz (MHz) ou milhões de ciclos por segundo. já que é ele quem processa quase todas as informações. os projetistas vem sendo obrigados a desenvolver projetos cada vez mais ousados a m de produzir os processadores com o melhor desempenho. limitando a performance ao desempenho do disco rígido. Na verdade. uma vez que esta última apenas opera sobre dados localizados na memória interna da CPU.Evolução e Arquitetura de Computadores 13 • • O Registrador de instrução (IR): contém a última instrução buscada. Isso é excelente para nós. Esse elemento é necessário para transferir dados entre os vários registradores e a ULA. existe uma pequena coleção de elementos importantes (computador: CPU. CPU: unidade de controle. a primeira coisa que perguntamos é qual sua frequência de operação. simplesmente aumentar a quantidade de memória RAM. 2. por exemplo. A gura mostra ainda os elementos básicos típicos de uma ULA. E/S. Quando vamos comprar um processador. o desempenho do processador pode ser menos importante que a quantidade de memória RAM. Com o avanço cada vez mais rápido da tecnologia. Tenha em mente que o computador é um conjunto. por exemplo. o processador ainda é o componente básico de qualquer computador. registradores). que o componente de baixo desempenho é um gargalo. pois impede que o conjunto manifeste todo o seu potencial. ou até mesmo que o desempenho do disco rígido. Note a semelhança entre a estrutura interna do computador como um todo e a estrutura interna da CPU. e várias empresas disputando o mercado. Caso o micro não possua memória cache. O Contador do Programa: (“Program Counter” .PC): é um registrador que armazena o endereço de memória do início da próxima instrução a ser executada. Como estamos falando de um conjunto. Mas. Dizemos neste caso. mas muito mal em outras. Em ambos os casos. Registrador de armazenamento temporário de dados (MBR): contém uma palavra de dados a ser escrita na memória ou a palavra lida mais recentemente. Não dá para julgar o desempenho do processador apenas pela frequência de operação. apesar de tudo. onde um simples pneu furado pode deixar o carro parado na estrada. que é muito mais lenta que o processador e por aí vai. cada processador acaba saindo-se bem em algumas aplicações. O Registrador de endereçamento à memória (MAR): contém o endereço de uma posição de memória. que o desempenho da placa de vídeo 3D. Dizemos que um micro é tão rápido quanto seu componente mais lento. o desempenho cará limitado ao desempenho da memória RAM. Às vezes. Acontece. que é centenas de vezes mais lento que ela. ULA.Evolução da CPU Apesar de o processador ser o componente mais importante do micro. Se o micro tiver pouca memória RAM. como fazíamos na época do 486. operação que custa relativamente pouco.2 . dependendo da aplicação à qual o micro se destina. memória.1 ilustra os caminhos de transferência de dados e sinais de controle. ele não é necessariamente o maior responsável pelo desempenho. cada componente depende dos demais para mostrar o seu potencial. é capaz de multiplicar a velocidade do micro. o que inclui um elemento denominado barramento interno da CPU. mas também pode trazer armadilhas.

Isto acontece devido a diferenças na arquitetura dos processadores e também no coprocessador aritmético e cache. Figura 2. Pentium 4(Socket 478). . Ainda relacionada com a ULA. os primeiros processadores suportavam apenas operações de adição e subtração. Os processadores suportando um conjunto mais complexo de instruções surgiram graças à adoção da tecnologia CISC (Complex Instruction Set Computer). podendo-se encontrar grandes variações tanto no custo como no desempenho de cada um. Em particular.2 ilustra exemplos de microprocessadores. Embora não seja um aspecto visível ou perceptível internamente. As principais diferenças entre os tipos de microprocessadores estão relacionadas ao: • • • Tamanho da palavra. como por exemplo. maior é o seu potencial de cálculo e maior a precisão das operações realizadas. Na prática.14 Evolução e Arquitetura de Computadores do que outro que opera a uma frequência um pouco mais baixa. Imagine um processador 486 de 100 MHz. o qual tem como unidade básica de informação o bit. ao lado de um Pentium também de 100 MHz. A velocidade de cálculo está diretamente relacionada com a freqüência do relógio que pilota o circuito da CPU como um todo. A frequência de operação de um processador indica apenas quantos ciclos de processamentos são realizados por segundo. que pode assumir os valores 0 ou 1. enquanto hoje fala-se em microprocessadores com clocks de GHz.2 . lembrando que o sistema de numeração adotado nas arquiteturas de computadores é o binário. A Figura 2. Quantidade operações que ele suporta Um parâmetro importante é o tamanho da palavra processada pela unidade lógica e aritmética. é importante destacar que o aumento do potencial de cálculo de um computador só foi incrementado devido à evolução da microeletrônica que tem oferecido técnicas de integração capazes de encapsular uma quantidade cada vez maior de transistores por unidade de área. é possível destacar a quantidade de operações que ela suporta. Velocidade. o 486 perderia feio em desempenho. Athlon. sendo que as demais operações tinham de ser implementadas através de seqüências destas operações básicas. Os microprocessadores mais recentes são capazes de manipular palavras entre 32 bits (caso dos 486) e 64 bits (Pentium e Power PC). no que diz respeito às operações aritméticas. As primeiras CPUs integradas num único chip. Quanto maior o tamanho da palavra manipulada pelo microprocessador. o 4004 fabricado pela Intel em 1971 manipulava palavras (dados e instruções) expressas por 4 dígitos binários. o Pentium seria pelo menos 2 vezes mais rápido. Apesar da frequência de operação ser a mesma. Os primeiros processadores suportavam um conjunto relativamente modesto de operações lógicas e aritméticas. Pentium 4 (Socket 423). o que cada processador é capaz de fazer em cada ciclo já é outra história. Existem muitos tipos de microprocessadores no mercado. O microprocessador Intel 4004 era movido por um clock de freqüência igual a 108 KHz.Processadores: Pentium III.

é subdividido em dois blocos. pouco evoluiu em performance. O problema nesta estratégia é que como poucos usuários equipavam seus micros com coprocessadores aritméticos. A memória convencional corresponde aos primeiros 640 Kbytes da memória.4 . chamados de cache primário.Coprocessador aritmético e memória cache A função do coprocessador aritmético é justamente auxiliar o processador principal no cálculo de funções complexas. cada vez mais utilizadas. já que a memória RAM é muito mais rápida do que o chip de memória ROM ou Flash onde ele é originalmente armaze- . imagine o quanto este problema não atrapalharia o desempenho dos processadores que temos atualmente. e consequentemente os preços eram altíssimos. Enquanto os processadores tornaram-se quase 10 mil vezes mais rápidos desde o 8088 (o processador usado no XT). Com o aumento do número de aplicativos que necessitavam do coprocessador. justamente as aplicações onde os processadores atuais são mais exigidos. o Intel 4004 possuía 23000 transistores integrados no mesmo chip. como o 8086. que ele demoraria muito para resolver sozinho. Quando foram lançados os processadores 386.Evolução e Arquitetura de Computadores 15 Só para que se tenha um parâmetro. sempre que necessário. Veja mais detalhes sobre memória cachê na seção 3.2. e é a área de memória usada pelos programas que operam em modo real. barateando o conjunto. O desempenho do coprocessador é uma característica que varia muito entre os processadores atuais. sendo que cada modelo de processador possuía um modelo equivalente de coprocessador. É como um matemático pro ssional que ajuda o processador a resolver os problemas mais complexos. Com certeza. perdendo muito em desempenho.Modo Real x Modo Protegido Todos os processadores atuais podem alternar entre o modo real e o modo protegido livremente. e cache secundário. e são reservados para armazenar uma cópia do BIOS. sua incorporação ao processador principal a partir do 486DX foi um passo natural. 2. Se na época do 386 a velocidade das memórias já era um fator limitante. principalmente em jogos. resolveu-se também o problema do custo de produção dos coprocessadores. fazendo com que muitas vezes ele tivesse que car “esperando” os dados serem liberados pela memória RAM para poder concluir suas tarefas.3 . Para solucionar este problema. No modo real. ou cache L1 (level 1). começou a ser usada a memória cache. Este primeiro Megabyte por sua vez. alguma vez ao tentar rodar um programa antigo. ele é capaz de reconhecer apenas o primeiro Megabyte da memória RAM. enquanto no modo protegido rodamos o Windows e seus programas. podendo cair em até 95%!. evitando na maioria das vezes que ele tenha que recorrer à comparativamente lenta memória RAM. o coprocessador era apenas um acessório que podia ser comprado à parte e instalado num encaixe apropriado da placa mãe. rodamos o MS-DOS e outros aplicativos de modo real mais antigos. a memória RAM. sua principal ferramenta de trabalho. São usados dois tipos de cache. enquanto dos chips da linha Pentium abrigam cerca de 6 milhões de transistores. o desempenho do sistema cará limitado à velocidade da memória. Os 384 Kbytes restantes são chamados de memória superior. percebeu-se que as memórias não eram mais capazes de acompanhar o processador em velocidade. Até o 386. um tipo ultra-rápido de memória que serve para armazenar os dados mais frequentemente usados pelo processador. apesar dos manuais do programa dizer que ele precisa apenas de 500 ou 600 KB de memória e você ter instalado bem mais do que isso. Sem ela. Estas mensagens surgem por que estes programas rodam com o processador operando em modo real onde. que passa a ser executado mais rapidamente.1. o desempenho do coprocessador determina o desempenho do micro em jogos e aplicativos grá cos em geral. 2. chegando ao ponto de em alguns casos o coprocessador custar mais caro que o processador principal. você já se deparou com uma enigmática mensagem de falta de memória. ou cache L2 (level 2). a produção destes chips era baixa. chamados de memória convencional e memória estendida. Com isso. Atualmente.

que vai aumentando ou diminuindo de tamanho conforme a necessidade de memória. O modo protegido traz basicamente três novos recursos: memória virtual. e deixando apenas arquivos . proteção de memória. O problema é que este espaço cava indisponível.1 Memória Virtual A capacidade de trabalhar com vários aplicativos ao mesmo tempo (multitarefa) é realmente muito útil. A memória superior também é usada para armazenar sombras dos BIOS de outros dispositivos. ou sombra. 2. conseguindo assim rodar estes programas. A partir do Windows 95 este problema foi resolvido com a adoção de um arquivo de troca dinâmico. pronta para ser usada por qualquer programa que opere em modo real. ou seja. Para corrigir este problema. evitando o desperdício de espaço em disco que tínhamos no Windows 3. junto com os serviços básicos ocupa cerca de 40 MB de memória. No Windows 3. editando os arquivos de inicialização do DOS. quantidade que podia ser con gurada livremente através do Painel de Controle. um total de quase 50 MB. permitindo abrir quantos aplicativos forem necessários. dependendo da importância do arquivo). Um disco rígido razoável possui um tempo de acesso em torno de 10 milessegundos (milésimos de segundo) enquanto um módulo de memória PC-100 possui um tempo de acesso inferior a 10 nanossegundos (bilionésimos de segundo). era necessário reservar uma quantidade espaço do disco rígido para a memória virtual. este comando é dado durante o carregamento do sistema. caria com pouca memória para abrir vários programas e trabalhar com arquivos grandes. No caso do Windows. que armazenaria os dados que não couberam na memória RAM. O problema em usar memória virtual é que o disco rígido é centenas de vezes mais lento do que a memória RAM.x. Em modo protegido. Em termos de taxa de transferência.x. mas esta característica traz um pequeno problema: abrindo vários aplicativos sucessivamente. só o Windows 2000 Professional. aumentando também a velocidade de operação destes periféricos. novamente temos um contraste marcante: 800 MB para o módulo de memória e de 5 a 20 MB (dependendo do modelo) para o disco rígido. Caso o micro em questão possua apenas 32 MB de memória. Apesar de existirem 640 Kbytes de memória convencional. acessados com mais frequência para memória RAM (ou memória cache. Quando o computador é ligado. e reservasse 200 para a memória virtual. que funciona como uma extensão da memória RAM. existe também uma administração mais racional dos recursos do sistema. seria criado um arquivo temporário de 18 MB no disco rígido. Por exemplo. o processador está operando em modo real. como placas de vídeo. Quem dá o comando para que ele mude para o modo protegido é o sistema operacional. o processador é capaz de reconhecer toda a RAM instalada no sistema. até que o espaço do disco rígido se esgote. É neste modo que usamos a interface grá ca do Windows e rodamos seus aplicativos. o modo protegido traz também a Memória Virtual A memória virtual. caria com apenas 600 MB para instalar programas e guardar arquivos. Se por outro lado. e serve para aumentar o desempenho geral do sistema. já que parte dela é usada pelo MS-DOS e drivers de dispositivos de modo real. logo a memória RAM do sistema se esgota. serão necessários mais 10 Megabytes. A partir do Windows 95.16 Evolução e Arquitetura de Computadores nado. que permite criar um arquivo temporário no disco rígido. Esta cópia do BIOS é chamada de “Shadow”. movendo os arquivos mais importantes. nem toda esta memória ca disponível. chamado de Swap File. Se você possuísse um disco de 800 MB. um tempo de acesso um milhão de vezes menor. além de incorporar recursos como a multitarefa e a memória virtual em disco. Se você abrir o Word 97. ou arquivo de troca.4. você reservasse pouco espaço para a memória virtual. É possível liberar mais memória convencional. multitarefa.

4. um aplicativo poderia expandir sua área de memória. Um clock de 100 MHz signi ca que em um segundo existem 100 milhões de ciclos de clock. Para colocar ordem na casa. nós marcamos isso com uma seta. Então se há duas instruções para serem executadas e ele sabe que a primeira vai levar sete ciclos de clock para ser executada. esperando sua vez. impedindo que ele ocupe outras áreas ao seu bel prazer. precisa ocupar mais memória conforme as imagens vão sendo abertas ou criadas. Por exemplo. invadindo áreas de outros aplicativos e causando travamentos no micro. Figura 2.Multitarefa Multitarefa signi ca executar mais de uma tarefa de cada vez. Do ponto de vista de um computador este processo é relativamente simples. Esta simples medida diminui bastante a perda de desempenho causada pelo uso da memória virtual. como se os aplicativos estivessem realmente sendo executados ao mesmo tempo.Sinal de clock No computador. seja na memória RAM ou no arquivo de troca. que é o número de ciclos de clock por segundo. O sinal de clock é medido em uma unidade chamada Hertz (Hz).2 . Na Figura 2. por acaso. quase sempre teremos vários aplicativos carregados na memória. esta troca é feita de maneira transparente. Um editor de imagens. por exemplo.3 você pode ver três ciclos de clock (“pulsos”) completos. No que diz respeito ao processador. todos os demais cam paralisados. porque ele tem uma tabela que lista essas informações. 2. que consiste no processador isolar a área de memória ocupada por cada aplicativo. uma determinada instrução pode levar sete ciclos de clock para ser completamente executada.3. foi desenvolvido o recurso de proteção de memória. que poderiam tanto estar vazias. Se não houvesse nenhum controle por parte do processador. todas as instruções precisam de um certo número de ciclos de clock para serem executadas.Clock Clock é um sinal usado para sincronizar coisas dentro do computador. o programa precisar de mais memória. por exemplo. o próprio processador irá procurar uma área vazia de memória e ordenar ao aplicativo que ocupe a área reservada. uma memória RAM com latência “5” signi ca que vai levar cinco ciclos de clock completos para começar a transferência de dados. 2. Se. Sem nenhuma orientação por parte do processador.3 -Memória Protegida Usando a multitarefa. É claro que esta é uma explicação genérica .Evolução e Arquitetura de Computadores 17 usados mais raramente no arquivo de troca. 2. Dentro da CPU. Enquanto o processador dá atenção para um aplicativo.5 . o interessante é que ele sabe quantos ciclos de clock cada instrução vai demorar. Todos os aplicativos são carregados na memória e o processador passa a executar algumas instruções de cada aplicativo por vez. O início de cada ciclo é quando o sinal de clock passa de “0” a “1”. quanto estar ocupadas pelo processador de textos. Por exemplo.3 . onde mostramos um típico sinal de clock: é uma onda quadrada passando de “0” a “1” a uma taxa xa. ele vai automaticamente começar a execução da próxima instrução no 8º pulso de clock. simplesmente seriam ocupadas as áreas adjacentes. todas as medidas de tempo são feitas em termos de ciclos de clock.4. Como o processador é capaz de executar vários milhões de instruções por segundo. Observe a Figura 2.

O pipeline aumenta o número de instruções executadas simultaneamente e a taxa de instruções iniciadas e terminadas por unidade de tempo. pois sem ele seria impossível desenvolver processadores muito rápidos. A grande diferença entre o clock interno e o clock externo em processadores modernos é uma grande barreira a ser transposta visando aumentar o desempenho do computador. Depois de seca. já que não é possível aumentar a frequência das placas mãe e dos demais periféricos na mesma proporção do aumento do clock nos processadores. Outra é transferir mais de um dado por pulso de clock. Por exemplo: vamos supor uma lavanderia. isso não é necessariamente verdadeiro. Colocar a roupa na máquina de lavar 2. que é usado quando dados são transferidos de e para a memória RAM (usando o chip da ponte norte). Um deles é o uso de memória cache dentro do processador. o recurso de multiplicação de clock é indispensável atualmente. com uma taxa de clock mais alta. Os fabricantes de processadores começaram a usar um novo conceito. Diversas técnicas são usadas para minimizar o impacto dessa diferença de clock. Mas quando você compara dois processadores diferentes. Com esse esquema.Pipeline de instruções Uma pipeline (paralelismo) de instruções é técnica de implementação de processadores que permite a sobreposição temporal das diversas fases de execução das instruções. Depois de lavada. e que o processador “B” leve cinco ciclos de clock para executar essa mesma instrução. 2. o tempo entre cada ciclo de clock será menor. arrumá-la no armário Supondo-se que cada uma destas etapas leve 30 minutos para ser realizada. o processador “B” será mais rápido. Se você comparar dois processadores completamente idênticos. o que estiver rodando a uma taxa de clock mais alta será o mais rápido. não passaríamos de 100 ou 133 MHz. o processador tem um clock externo também conhecido como FSB (Front Side Bus). tivesse que trabalhar na mesma frequência da placa mãe. não reduz o tempo gasto para completar cada instrução individualmente. Digamos que o processador “A” demore sete ciclos de clock para executar uma determinada instrução. por exemplo. que começou com o processador 486DX2. Neste caso. em paralelo. porque pode processar essa instrução em menos tempo. que indica a frequência na qual o processador trabalha. em que cada etapa possa ser realizada em 30 minutos: 1. então as tarefas serão desempenhadas em menos tempo e o desempenho será mais alto. e um clock interno mais alto. Se eles estiverem rodando com a mesma taxa de clock. Mas. Apesar das limitações. chamado multiplicação de clock. Se o Pentium III.6 . a lavagem de um cesto de . que é usado em todos os processadores atualmente. cada instrução demora um certo número de ciclos de clock para ser executada. Depois de passada. colocá-la na máquina de secar roupa 3. Como dissemos.18 Evolução e Arquitetura de Computadores para um processador com apenas uma unidade de execução – processadores modernos possuem várias unidades de execução trabalhando em paralelo e podem executar a segunda instrução ao mesmo tempo em que a primeira. passar a ferro 4. A isso é chamado de arquitetura superescalar.

4(b). Quando o segundo estágio está livre. sendo buscada uma nova instrução. Se os estágios de busca e de execução tiverem a mesma duração. podemos iniciar a lavagem de um cesto de roupas a cada 30 minutos. veremos que essa duplicação da taxa de execução de instruções será pouco provável por duas razões: • O tempo de execução geralmente é maior que o tempo de busca. A Figura 2. O estágio de execução poderia. Entretanto. Nesse caso. como: . então. Existem momentos durante a execução de uma instrução em que a memória principal não está sendo usada. Note que o processo acelera a execução da instrução. o tempo perdido pode ser reduzido pela seguinte regra: quando uma instrução de desvio condicional é passada do estágio de busca para o de execução. ter que esperar enquanto a próxima instrução é buscada. pois a execução de uma instrução geralmente envolve leitura e armazenamento de operandos e execução de algumas operações. um em cada etapa do “pipeline”.4 – Pipeline de instruções de dois estágios Suponha que o processamento de uma instrução é dividido em dois estágios: busca e execução de instrução. Isso é chamado de busca antecipada de instrução ou superposição de busca. Se ocorrer desvio.4(a) representa essa abordagem. a instrução buscada deve ser descartada. o estágio de busca obtém na memória a instrução imediatamente seguinte à instrução de desvio. Figura 2. Para conseguir maior desempenho. o número de instruções executadas por unidade de tempo será dobrado. nenhum tempo será perdido. até que tenhamos 4 cestos sendo lavados simultaneamente. um pipeline deve ter maior número de estágios. Entretanto se examinarmos essa pipeline. A pipeline tem dois estágios independentes. em paralelo com a execução da instrução corrente. (a) Visão simpli cada (b) Visão expandida Figura 2. Depois das primeiras 2 horas. o primeiro passa para ele a instrução. • Para reduzir o tempo perdido com a ocorrência de instruções de desvio. O estágio busca uma instrução e armazena em uma área de armazenamento temporário. A ocorrência de instrução de desvio condicional faz com que o endereço da próxima instrução a ser buscada seja desconhecido. Então se não ocorrer desvio. o estágio de busca teria de esperar até receber o endereço da próxima instrução do estágio de execução. teremos um cesto de roupa lavada a cada 30 minutos. Esse instante pode ser usado para buscar a próxima instrução.Evolução e Arquitetura de Computadores 19 roupas continuará levando 2 horas para ser realizada. Ao nal do dia teremos lavado muito mais cestos de roupa do que sem o uso de “pipeline”.

S3: Unidade de busca de operando. podem ter o seu tempo de execução aumentado. S2: Unidade de decodi cação de instrução.5 – Pipeline de cinco estágios executando 9 instruções Um pipeline de cinco estágios. cada instrução ainda leva o mesmo tempo para ser executada. S5: Unidade de gravação. pode reduzir o tempo de execução de 9 instruções de 45 para 13 unidades de tempo. Como uma instrução demora 10 ns. Algumas instruções. Figura 2. parece máquina poderia funcionar em 100 MIPS (milhões de instruções por segundo). São características dos pipelines de instrução: • O tempo do ciclo do relógio do processador deve ser igual ou maior que o tempo de execução do estágio mais lento do “pipeline”. Suponhamos que o tempo de ciclo desta máquina é de 2 ns (nano segundos). O pipeline deve ser mantido sempre “cheio” para que o desempenho máximo seja alcançado. contudo. Problemas no uso de pipelines • • • • • . De um modo geral.20 Evolução e Arquitetura de Computadores • • • • • S1: Unidade de busca de instrução. com o uso do pipeline. S4: Unidade de execução de instrução. Deve-se procurar dividir a execução da instrução em estágios com o mesmo tempo. conforme Figura 2. temos então uma velocidade real de processamento de 500 MIPS (tempo do ciclo X quantidade de estágios que executam simultaneamente). sendo assim uma instrução levaria 10 ns para percorrer todos os 5 estágios do pipeline. pois atravessam estágios em que não realizam nenhuma operação útil. Como a cada 2 ns uma instrução é concluída.5.

aumenta-se o seu conjunto de instruções.Evolução e Arquitetura de Computadores 21 • • • • • Estágios podem ter tempos de execução diferentes O sistema de memória é incapaz de manter o uxo de instruções no pipeline Con itos estruturais: pode haver acessos simultâneos à memória feitos por 2 ou mais estágios Dependências de dados: as instruções dependem de resultados de instruções anteriores.4. pois será maior sua tabela geral onde estão listados todos os tipos de instrução que o processador pode executar (conjunto de instruções) e a procura de uma determinada instrução e a sua efetiva execução dentro do micro-código demora mais tempo para nalizar. temos: Tk =[5+(9-1)] = 13. O tempo total Tk requerido para executar as n instruções. é: Tk= [k + (n-1)] Ʈ Aplicando à Figura 2. Para compensar essa demora. novos recursos (como o cache de memória. apesar de existir um conjunto de instruções grande. mais lento ele cará. quanto mais instruções o microprocessador contém. apenas 20% delas são usadas por programas e sistemas operacionais. 2. em caso positivo.7 .Computação utilizando um conjunto Complexo de instruções. uma parte existente dentro dele – chamada decodi cador de instruções – trata de veri car se aquela é válida (conferindo conjunto de instruções) e. o processador ca sicamente maior e mais lento e novos recursos de aumento de desempenho devem ser criados para ultrapassar esta lentidão. d: tempo necessário para propagar sinais e dados de um estágio para o próximo.Arquiteturas CISC e RISC Quando um novo microprocessador é criado. O tempo de atraso d é equivalente ao pulso de um relógio e Ʈm>>d. . k: número de estágio da pipeline de instrução. Com o aumento do conjunto de instruções e do micro-código. sem desvio. para que se torne mais poderoso. integração dos circuitos de apoio dentro do microprocessador. Por outro lado. Quando uma instrução é dada ao microprocessador. Surpreendentemente. Dependências de controle: a próxima instrução não está no endereço subseqüente ao da instrução anterior. ele executa o subprograma referente a tal instrução dentro do micro-código (área do microprocessador encarregado por armazenar pequenos programas).Complex Instruction Set Computer . Tempo de ciclo Ʈ(tau) de uma pipeline Ʈm: atraso máximo de estágio (atraso por meio do estágio de maior atraso). Microprocessadores com essas características são denominadas CISC . entre outros) são utilizados para aumento de desempenho.

juntamos as duas coisas. são como uma luva. como o Pentium II. como o MIPS R10000 e o HP PA-8000. mantendo em hardware apenas as operações primitiva Por questões de Marketing. Examinando de um ponto de vista um pouco mais prático. etc. o processador processa apenas instruções simples. Seria mais ou menos como se você tivesse duas pessoas. os processadores RISC são capazes de executar apenas algumas poucas instruções simples. Estas instruções internas variam de processador para processador. que permitem aos programas executar algumas tarefas mais rapidamente do que seria possível usando as instruções x86 padrão. muitos fabricantes ainda vendem seus chips. Este conjunto é composto por um total de 187 instruções. e outra utilizando uma calculadora cientí ca. de soma. que são essencialmente processadores CISC. do micro-código. que são as utilizadas por todos os programas.22 Evolução e Arquitetura de Computadores Com isso. que já dispõem de praticamente todas as instruções que serão usadas em seus programas. o que facilita o trabalho dos programadores. que são na verdade misturas das duas arquiteturas. O conjunto básico de instruções usadas em micros PC é chamado de conjunto x86. por simples questão de desempenho. os chips baseados nesta arquitetura são mais simples e muito mais baratos. pois como disporia apenas de instruções simples. a pessoa com a calculadora cientí ca disporia de mais recursos. Sobre estas instruções internas. Enquanto estivessem sendo resolvidos apenas cálculos simples. surgiu uma nova idéia: a construção de microprocessadores com um conjunto reduzido de instruções e a sua padronização (instruções CISC não são padronizadas). porém não existe praticamente nenhum processador atualmente que siga estritamente uma das duas loso as. como sendo “Processadores RISC”. Ao contrário dos complexos CISC. a vantagem de uma arquitetura CISC é que já temos muitas das instruções guardadas no próprio processador. No caso de um chip estritamente RISC. ou mesmo o G4. que converte as instruções complexas utilizadas pelos programas em várias instruções simples que podem ser entendidas pelo processador. uma utilizando uma calculadora comum. Por isso. As instruções internas de um K6 são diferentes das de um Pentium por exemplo. Pentium III e AMD Athlon. que se adapta ao projeto do chip. Estas instruções complexas são iguais em todos os processadores usados em micros PC. atualmente vemos processadores híbridos. É indiscutível que em instruções complexas os processadores CISC saem-se melhor. teria sempre que combinar várias instruções sempre que precisasse executar alguma tarefa mais complexa. subtração. quanto processadores supostamente RISC. utilizado nos Macintoshs misturam características das duas arquiteturas. o programador já teria um pouco mais de trabalho. a completa eliminação do decodi cador de instruções e. ao invés da vitória de uma das duas tecnologias. mas ao executar cálculos mais complicados. e o SSE (suportado pelo Pentium III) . a partir do K6-2). temos um circuito decodi cador. É isso que permite que um Athlon e um Pentium III sejam compatíveis entre si. Nos chips atuais. alguns processadores trazem também instruções alternativas. Além deste conjunto principal. mas incorporam muitos recursos encontrados nos processadores RISC (ou vice-versa). quem estivesse com a calculadora simples poderia até se sair melhor. Tanto processadores da família x86. Filoso a da arquitetura RISC: transferir complexidade das operações para software. No entanto microprocessadores RISC são incompatíveis com os CISC. Internamente. Alguns exemplos de conjuntos alternativos de instruções são o MMX (usado a partir do Pentium MMX). Então para que sejam compatíveis foi utilizada uma arquitetura híbrida CISC/RISC. Microprocessadores construídos com a idéia acima mencionada são classi cados como RISC (Reduced Instruction Set Computing – Computação utilizando um conjunto Reduzido de instruções). Justamente por isso. principalmente. que consiste em adicionar um decodi cador CISC na entrada do núcleo RISC. o 3D-NOW! (usado pelos processadores da AMD.

099. setores (no caso de discos) e bits (no caso de registradores). como mostrado na Figura 3. não é possível implementar um sistema de computação com uma única memória. Os parâmetros empregados para medir o desempenho são: • Tempo de Acesso: é o período de tempo gasto decorrido desde o instante em que foi iniciada a operação de acesso até que a informação requerida (instrução ou dado) tenha sido efetivamente transferida.511. a unidade de medida mais comum é o byte.824 bytes 1TB (Terabyte) ≈ 1024GB = 1. podendo ser denominado subsistema de memória. Figura 3.073.627.776 bytes Devido a variedade de tipos de memória. embora também possam ser usadas outras unidades como células (no caso da memória RAM e cache).576 bytes 1GB (Gigabyte) ≈ 1024MB = 1. Taxa de transferência: é a taxa na qual os dados podem ser transferidos de ou para a unidade de memória. As memórias são classi cadas em dois grandes grupos: memórias primárias e memórias secundárias. as duas características mais importantes da memória são sua capacidade e seu desempenho. constituindo um sistema em si. Do ponto de vista do usuário. • • A capacidade diz respeito à quantidade de informação que pode ser armazenada em uma memória. há muitas memórias no computador.1. MEMÓRIAS Todo computador é dotado de uma quantidade (que pode variar de máquina para máquina) de memória a qual se constitui de um conjunto de circuitos capazes de armazenar (por períodos mais curtos ou mais longos de tempo) as unidades de dados e os programas a serem executados pela máquina. Pode ser chamado tempo de acesso para leitura ou simplesmente tempo de leitura.741. Na realidade.Evolução e Arquitetura de Computadores 23 3. as quais se interligam de forma bem estruturada. As Unidades de medida mais usadas para quanti car a memória e indicar a capacidade de armazenamento são os múltiplos do byte: • • • 1MB (Megabyte) ≈1024KB = 1.048. Nos computadores de uso geral. parte do sistema global de computação. é possível encontrar diferentes denominações para as diferentes categorias de memória que neles são encontradas.1 – Hierarquia de memória . Tempo de ciclo de memória: esse conceito é aplicável principalmente a memórias de acesso aleatório e compreende o tempo de acesso e o tempo adicional requerido antes que um segundo acesso possa ser iniciado.

Em toda memória que admite acesso seqüencial existe um o mecanismo de leitura (geralmente também usado para a escrita) que percorre a memória linearmente. Acesso associativo: consiste em um tipo de acesso aleatório que possibilita comparar simultaneamente certo número de bits de uma palavra com todas as palavras da memória.1. As características mais importantes estão relacionadas na Tabela 3. Assim como no aleatório. e não de acordo com o seu endereço. . Acesso direto: é feito em dois passos.1 mostra a hierarquia de memórias. À medida que descemos na hierarquia. seja ele qual for. um setor). Em qualquer um dos casos. A memória principal e alguns sistemas de memória cache utilizam esse tipo de acesso. Unidade endereçável: em muitos sistemas a unidade endereçável é a palavra. sendo endereçada e acessada diretamente. alguns sistemas permitem o endereçamento de bytes. identi cando cada um deles. podendo ser: • Acesso seqüencial: aquele em que conjuntos de dados e informações dispostos seqüencialmente na memória em unidades denominadas “registros” são acessados linearmente. um após o outro. qualquer posição pode ser selecionada de modo aleatório. O primeiro é um acesso aleatório a uma vizinhança genérica do bloco de bytes a ser lido (geralmente. até localizar o registro que se deseja consultar ou alterar. pode ser acessada diretamente. selecionada por seu endereço. O acesso seqüencial é tipicamente usado em dispositivos de armazenamento que utilizam ta magnética. O tamanho de uma palavra é tipicamente igual ao número de bits usados para representar um número inteiro e ao tamanho da instrução. da posição relativa ou de qualquer outro fator. Entretanto. Acesso aleatório: signi ca que qualquer posição de memória principal. O acesso independe da ordem. O sistema de memória de computadores pode ser mais facilmente compreendido por meio da sua classi cação.24 Evolução e Arquitetura de Computadores A Figura 3. as relações a seguir são válidas: • • • • O custo por bit diminui A capacidade aumenta O tempo de acesso aumenta A freqüência de acesso à memória pelo processador diminui Outra forma de diferenciação entre os tipos de memória é o método de acesso aos dados. • • • Os conceitos a seguir dizem respeito às características das memórias: • • Palavra: unidade natural de organização da memória. Uma palavra é buscada na memória com base em uma parte do seu conteúdo. determinando quais dessas palavras contêm o mesmo padrão de bits. passando seqüencialmente de registro em registro. As memórias cache podem empregar acesso associativo. Dessa maneira. cada posição da memória possui seu mecanismo de endereçamento próprio e o tempo de busca é constante e independente da posição ou do padrão dos acessos anteriores. ou unidade endereçável. a relação entre o tamanho em bits A de um endereço e o número de unidades endereçáveis N é: 2A = N. de acordo com suas características fundamentais. O segundo é um acesso seqüencial (em geral por contagem de blocos) até identi car aquele que deve ser lido.

A DRAM é mais simples e.Memória RAM A memória RAM (Random Access Memory) é a principal memória na qual são gravados os dados para o processamento. No caso de memórias de grande capacidade. Por outro lado.op ou multivibrador biestável é um circuito digital pulsado capaz de servir como uma memória de um bit. A presença ou ausência de carga em um capacitor é interpretada como representação do dígito binário 1 ou 0.1. Tanto a memória RAM estática quanto a dinâmica são voláteis. Como um capacitor tem tendência natural para se descarregar. mas a sua função principal é a de conter a informação necessária para o processador num determinado momento. ela requer um circuito de regeneração. ROM (não-volátil). CACHE. Entre as memórias primárias estão: RAM (volátil).1 – características fundamentais de sistemas de memória de computadores Localização Processador Interna (principal) Externa (secundária) Tamanho da palavra Capacidade Tempo de acesso Tempo de ciclo Taxa de transferência De semicondutores Magnética Ótica Magneto-ótica Desempenho Tecnologia Unidade de transferência Método de acesso Seqüencial Direto Aleatório Associativo Número de palavras Palavra Bloco Características físicas Volátil/não volátil Apagável/não apagável Organização 3. portanto. A memória RAM estática mantém seus dados enquanto houver fornecimento de energia. o custo xo do circuito de regeneração é compensado pelo custo menor das células da RAM dinâmica.Evolução e Arquitetura de Computadores 25 Tabela 3. mesmo quando o computador é desligado.Memórias primárias As memórias de armazenamento primário. Dessa maneira. A tecnologia das memórias RAM pode ser dividida em estática (SRAM) e dinâmica (DRAM). essa memória é chamada de volátil. Alguns chips de memória retêm os dados neles armazenados. Outros chips perdem seu conteúdo quando o computador é desligado. menor do que a SDRAM.1 . Portanto. . sem as quais o computador não pode funcionar. a RAM dinâmica requer uma regeneração de carga periódica para manter os dados armazenados.1.ops 4 com portas lógicas. os programas em execução. as RAMs dinâmicas tendem a ser mais 4 O ip. A RAM é uma memória volátil. Na memória RAM estática. essa memória é chamada de não-volátil. São memórias que o processador pode endereçar diretamente. memória CMOS e registradores. por exemplo. Estas fornecem geralmente uma ponte para as secundárias. Fisicamente. uma RAM dinâmica é mais densa (células menores implicam mais células por unidade de área) e mais barata do que uma RAM estática correspondente. Uma memória RAM dinâmica é feita de células que armazenam dados com carga de capacitores. os valores binários são armazenados usando congurações tradicionais de ip. 3. esta informação pode ser. também denominadas memórias internas são pequenas áreas de armazenamento que estão incorporadas ao hardware do computador. essas memórias consistem em alguns chips na placa-mãe ou em pequenas placas de circuitos ligadas à placa-mãe ou estão localizadas dentro do processador.

. É dividida em duas partes. no entanto algumas memórias RAM que podem efetuar duas transferências de dados no mesmo ciclo de relógio.1.Presente na placa-mãe ou até dentro do processador. Um circuito controlador lê os dados da memória RAM e os copia para a memória cache. Existem. Em termos de hardware são pequenos pentes que são encaixados nos slots de memória das placas-mãe. O grande desenvolvimento ocorrido na área de software. então o próximo a ser indagado será o cache L2.2 . Este valor está relacionado com a quantidade de blocos de dados que podem ser transferidos durante um segundo. mostradas da esquerda para a direita 3. Com a utilização da memória cache.2 . uma para dados outra para instruções. Ou seja. Se o processador precisar de alguns dados. Isso faz com que que subutilizado quando ele precisa enviar muitos dados consecutivamente. o seu tamanho depende do chipset presente na placa-mãe. das aplicações multimídias. o processador já perderá algum tempo. chamada de memória estática ou simplesmente SRAM (Static RAM). Uma observação nal é que as RAMs estáticas são. em geral. Quando é externo. Figura 3. chamada memória cache. pois não há espera ao receber e enviar dados do processador com a RAM e vice-versa A memória cache é encontrada em dois tipos: • Memória cache L1 .26 Evolução e Arquitetura de Computadores vantajosas quando a capacidade de memória requerida é maior. que é outro tipo de memória. A capacidade total de memória depende do pente e do número de slots na placa-mãe. • Sempre que o processador precisar ler dados.Memória DDR – OCZ e memória SDR – Value Selet. particularmente no que diz respeito ao uso de interfaces grá cas e. Caso o dado não esteja no cache L1. mas não tanto quanto perderia caso precisasse acessar diretamente a memória RAM. estes estarão no cache ou na RAM. o processador não perderá tempo. mais recentemente.2 ilustra dois modelos distintos de memória RAM.Memória cache O processador é muito mais rápido do que a memória RAM. tem forçado os fabricantes de componentes de computador a produzirem circuitos de memória cada vez mais poderosos. durante grande parte do tempo não processa nada. no caso de processadores mais novos. os procurará primeiro no cache L1. Encontrando o que procura no cache secundário. o computador ca mais rápido. A Figura 3. A velocidade de funcionamento de uma memória é medida em Hz e seus múltiplos. Para fazer com que o processador não que subutilizado quando envia muitos dados para RAM. é utilizada uma mais rápida. Caso o dado seja encontrado. mais rápidas do que as dinâmicas. duplicando a taxa de transferência de informação para a mesma freqüência de trabalho. apenas esperando que a memória que pronta para enviar novamente os dados.Presente dentro do microprocessador ou cache interno. Memória cache L2 . já que o cache primário funciona na mesma frequência que ele.

Se o papel estivesse sobre sua mesa. como o K6-2. Ou seja. caso os dados não estejam em nenhum dos dois caches. Como este tipo de memória é extremamente caro (chega a ser algumas centenas de vezes mais cara que a memória RAM convencional) usa-se apenas uma pequena quantidade dela. Antigamente.3 . Para exempli car. Sempre que um novo processador é desenvolvido. atualmente a quantidade de cache que você deseja no processador ou placa mãe deve ser decidida antes da compra. é preciso desenvolver também um tipo mais rápido de memória cache para acompanhá-lo. levando muita gente a fazer o upgrade. EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory): este tipo de memória ROM também permite a regravação de dados. já que não dá para abrir o processador e soldar mais cache. os dados gravados precisam ser apagados por completo. Os módulos adicionais. você poderia lê-lo sem perder tempo. 3. os processos para apagar e gravar dados são feitos eletricamente. Se estivesse dentro de uma gaveta da sua mesa. já seria necessário algum tempo para encontrá-lo enquanto se ele estivesse perdido em algum lugar de um enorme chário do outro lado da sala. era comum as placas mães virem com soquetes apropriados. não permitindo qualquer modi cação.1. somente acessadas. Uma memória ROM (Figura 3. São memórias cujo conteúdo é gravado permanentemente. no entanto. mas possivelmente podem ser escritas por meio de mecanismos especiais. Atualmente. EPROM (Erasable Programmable Read-Only Memory): as memórias EPROM têm como principal característica a capacidade de permitir que dados sejam regravados no dispositivo.Evolução e Arquitetura de Computadores 27 Por outro lado. Uma vez adquiridos o processador e a placa mãe não será possível fazer qualquer alteração. memórias Flash são mais duráveis e podem guardar um volume elevado de dados. que permitiam ao usuário adicionar mais memória cache caso quisesse. Sua principal característica é o fato de que os dados gravados podem ser alterados aos poucos. pois a grande maioria dos processadores já trazem o cache L2 integrado. as suas informações são gravadas pelo fabricante uma única vez e após isso não podem ser alteradas ou apagadas.3) propriamente dita tem o seu conteúdo gravado durante a fabricação. EAROM (Electrically-Alterable Programmable Read-Only Memory): as memórias EAROM podem ser vistas como um tipo de EEPROM. não existe mais o encaixe para adicionar mais cache. ao contrário do que acontece com as memórias EPROM. Mesmo no caso de processadores que ainda usam cache embutido na placa mãe. Uma vez que isso ocorre. Flash: as memórias Flash também podem ser vistas como um tipo de EEPROM. seria preciso um tempo enorme.Memória ROM A memória ROM (acrônimo para a expressão inglesa Read-Only Memory) é um tipo de memória que permite apenas a leitura. baseado nas opções disponíveis. ou seja. não restará outra saída senão perder vários ciclos de processamento esperando que eles sejam entregues pela lenta memória RAM. Entretanto. fazendo com que não seja necessário mover o dispositivo de seu lugar para um aparelho especial para que a regravação ocorra. atualmente esta possibilidade não existe mais. Além disso. o termo Memória ROM é usado informalmente para indicar uma gama de tipos de memória que são usadas apenas para a leitura na operação principal de dispositivos eletrônicos digitais. razão pela qual esse tipo é geralmente utilizado em aplicações que exigem apenas reescrita parcial de informações. Isso é feito com o auxílio de um componente que emite luz ultravioleta. Os principais tipos de memória ROM são: PROM (Programmable Read-Only Memory): esse é um dos primeiros tipos de memória ROM. . Nesse processo. A gravação de dados neste tipo é realizada por meio de aparelhos que trabalham através de uma reação física com elementos elétricos. Somente depois disso é que uma nova gravação pode ser feita. imagine que você estivesse escrevendo um e-mail e que precisasse de uma informação que você havia anotado em um papel. o processo de gravação (e regravação) é muito mais rápido. chamados de módulos COAST (cache on a stick) eram relativamente acessíveis. os dados gravados na memória PROM não podem ser apagados ou alterados. no entanto.

POST (Power On Self Test. • BIOS (Basic Input Output System.Memória de con guração CMOS A memória CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor) é como uma memória RAM. Como o setup é gravado dentro da memória ROM do micro. A Figura 3. como os CDs de músicas. pelo mesmo motivo. ou com dados próprios do usuário. respectivamente. que é responsável por “ensinar” ao processador da máquina a operar com dispositivos básicos. existe uma bateria de lítio especi camente para alimentá-la quando o computador está desligado. muita gente pensa que setup e BIOS são sinônimos.28 Evolução e Arquitetura de Computadores CD-ROM. Todo micro tem esse relógio e ele é o responsável por manter a data e a hora atualizadas. No setup nós alteramos parâmetros que são armazenados na memória de con guração. por exemplo).4 .4 .3 – Chip de memória ROM Na memória ROM do computador estão armazenados os software: BIOS. Todas as informações manipuladas e alteradas no setup são armazenadas única e exclusivamente na memória de con guração (CMOS) do micro.Chip onde a memória CMOS está embutida e bateria que alimenta a memória CMOS. Sistema Básico de Entrada e Saída). o disco rígido. Setup é o programa responsável por alterar os parâmetros armazenados na memória de con guração (CMOS).4 ilustra o chip CMOS e a bateria que alimenta essa memória Figura 3. DVD-ROM e a ns: essa é uma categoria de discos ópticos onde os dados são gravados apenas uma vez. pois permite a regravação de dados: CD-RW e DVD-RW e a ns Figura 3. Auto-teste) é o programa responsável pelo auto-teste que é executado toda a vez em que ligamos o micro (contagem de memória. como a unidade de disquete. • • 3. Como o BIOS está numa memória do tipo ROM. . Real Time Clock).1. normalmente para chamarmos esse programa pressionamos a tecla “Del” durante a contagem de memória. quando o próprio efetua a gravação. seja de fábrica. o que não é verdade. como é uma memória que pode ser apagada. Essa bateria também é responsável por alimentar o circuito de relógio de tempo real do micro (RTC. pois permite que os dados sejam lidos e gravados. ela não permite que seus dados sejam alterados. Setup e Post. Há também uma categoria que pode ser comparada ao tipo EEPROM. Outra confusão comum é achar que as con guração alteradas no setup são armazenadas no BIOS.

ou seja. Em termos leigos. Os dispositivos de armazenamento ótico focalizam um raio laser no meio de gravação. permitindo que múltiplos endereços sejam apagados ou escritos numa só operação. Os principais dispositivos que utilizam essa mídia são os CDs e DVDs. utilizada no armazenamento temporário durante o processamento. é do tipo não volátil.Registradores O registrador ou registro é um tipo de memória de pequena capacidade. e até mesmo imersão em água. óxido de ferro). os dados são movidos da memória principal para os registradores. sendo assim o meio mais rápido e caro de se armazenar um dado. Na maioria dos computadores modernos. Outra característica da memória ash é que quando embalado em um “cartão de memória” são extremamente duráveis.Memórias secundárias • • • São memórias que não podem ser endereçadas diretamente. permitindo que seja focalizada com precisão em uma área extremamente pequena. O laser usa um feixe de luz estreito e concentrado.Disco rígido Disco rígido.2 . MP3 Players.5 . Algumas áreas do meio re etem a luz pelo laser e pelo sensor. (popularmente também winchester) ou HD (do inglês Hard Disk) é a parte do . disco duro. porém muito rápida contida no processador. Estas características explicam a popularidade da memória ash em dispositivos portáteis. por exemplo. cujos chips são semelhantes ao da memória RAM. PDAs. discos rígidos e unidade de ta. os dados são movidos de volta para a memória principal. que reage a um campo magnético. essas memórias são classi cadas em: • Memórias de mídia magnética: os dispositivos de armazenamento mais comuns são o disquete. disponibilizando um local para armazenar dados. A superfície desses dispositivos é revestida de um material com sensibilidade magnética (em geral. que é um disco em constante rotação.1.2 . quando da execução das instruções de um programa. Os registradores estão no topo da hierarquia de memória. permitindo guardar os dados permanentemente As memórias secundárias podem ser classi cadas segundo material no qual os dados são armazenados. a força de um campo magnético pode ser usada para representar dados. 3. o tipo de mídia de armazenamento. armazenamento interno de câmeras digitais e celulares. variações extremas de temperatura. Esta memória é comumente usada em cartões de memória. ash drives USB (pen drives). • • 3. a luz é coerente – toda energia da luz está perfeitamente alinhada na mesma direção. Mas o ímã tem uma vantagem importante sobre o transistor: ele retém a polaridade sem uma fonte contínua de eletricidade. ao contrário de uma memória RAM convencional.1. A memória ash oferece um tempo de acesso (embora não tão rápido como a memória volátil DRAM utilizadas para a memória principal em PCs) e melhor resistência do que discos rígidos. Memórias de mídia ótica: as técnicas de armazenamento ótico fazem uso de precisão altíssima. Segundo as mídias de armazenamento. Assim como o transistor representa dados binários como “ligado” ou “desligado”. trata-se de um chip que.Evolução e Arquitetura de Computadores 29 3. e nalmente. dispositivos como os iPods com suporte a vídeo. a informação precisa ser carregada em memória primária antes de poder ser tratada pelo processador Não são estritamente necessárias para a operação do computador São geralmente não-voláteis. desenvolvida na década de 1980 pela Toshiba. então as instruções que utilizam estes dados são executadas pelo processador. Os registradores são utilizados na execução de programas de computadores. A única diferença entre a luz do laser e a luz comum é que no raio laser. o ponto que re ete o raio laser no sensor é interpretado como um e a ausência de re exão é interpretada como zero. Memórias de mídia ash: é uma memória de computador do tipo EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory). sendo capaz de resistir a uma pressão intensa. possível graças aos raios laser.

Nos sistemas operacionais mais recentes. o tempo de acesso à memória principal aumenta um pouco mais. Os pratos são os discos onde os dados são armazenados. A Figura 3. Olhando por cima. Cabeça e braço: os HDs contam com um dispositivo muito pequeno chamado cabeça (ou cabeçote) de leitura e gravação. a polaridade das cabeças muda numa freqüência muito alta: quando está positiva. tem-se a impressão de que a cabeça de leitura e gravação toca nos discos. o atuador contém em seu interior uma bobina que é “induzida” por imãs. que é aquela na qual as informações não são perdidas quando o computador é desligado. o usuário ganha em capacidade de armazenamento. Quanto mais trabalhado for o material magnético (ou seja. a distância entre ambos é extremamente pequena. De acordo com essa polaridade é que são gravados os bits (0 e 1). Note que há indicativos que descrevem os componentes mais importantes. Há uma cabeça para cada lado dos discos. Assim. não-volátil. através da gestão de memória virtual5. Para isso. Eles são feitos de alumínio (ou de um tipo de cristal) recoberto por um material magnético e por uma camada de material protetor. ou seja. Atuador: também chamado de voice coil. Na verdade. e assim gravar dados. A técnica de memória virtual realiza transferência de blocos de informação entre a memória primária e secundária automaticamente sem a intervenção do usuário comum. Trata-se de um item de tamanho reduzido que contém uma bobina que utiliza impulsos magnéticos para manipular as moléculas da superfície do disco. No processo de leitura de dados. Para que a movimentação ocorra. O cabeçote de leitura e gravação manipula as moléculas desse material através de seus pólos. óxido de ferro). quanto mais denso). Note que os HDs com grande capacidade contam com mais de um prato. é a “memória permanente” propriamente dita (não confundir com “memória RAM”). o cabeçote simplesmente “lê” o campo magnético gerado pelas moléculas e gera uma 5 O sistema operacional através de um software especializado (memória virtual) cria a ”ilusão” ao usuário que a memória principal é do tamanho da memória secundária. que tem a função de posicionar os cabeçotes sob a superfície dos pratos. Desta forma. Este sistema é necessário porque o conteúdo da memória RAM é apagado quando o computador é desligado.5 mostra a parte interna de um HD.5 . temos um meio de executar novamente programas e carregar arquivos contendo os dados da próxima vez em que o computador for ligado. mas isso não ocorre.30 Evolução e Arquitetura de Computadores computador onde são armazenadas as informações. • • Figura 3. atrai o pólo negativo das moléculas e vice-versa. Estes são detalhados logo abaixo: • Pratos e motor: esse é o componente que mais chama a atenção.Vista Interna do HD A superfície de gravação dos pratos é composta de materiais sensíveis ao magnetismo (geralmente. Esse item é localizado na ponta de um dispositivo denominado braço. É caracterizado como memória física. e assim permitir que as cabeças façam o seu trabalho. . um sobre o outro. o atuador é o responsável por mover o braço sob a superfície dos pratos. A “comunicação” ocorre por impulsos magnéticos. maior é a capacidade de armazenamento do disco. o disco rígido é também utilizado para expandir a memória RAM. Eles cam posicionados sob um motor responsável por fazê-los girar.

No processo de fabricação do HD existe uma formatação (formatação pode ser entendida como mapeamento) que de ne a forma de armazenamento. cuja variação é analisada pela controladora do HD para determinar os bits. que transmitem os dados através de cabos de quarenta ou oitenta os paralelos. Diferentemente dos discos rígidos IDE.Evolução e Arquitetura de Computadores 31 corrente elétrica correspondente.7 ilustra um conector IDE na placa-mãe) ou Integrated Drive Electronics é um padrão para interligar dispositivos de armazenamento. É o sucessor da tecnologia ATA que foi renomeada para PATA (Parallel ATA) para se diferenciar de SATA. o que permite usar . são “pedaços” do HD. um dispositivo chamado controlador (ou controladora) se utiliza de informações conhecidas por número de trilhas. Serial ATA. por sua vez. Observe na Figura 3. UDMA . SCSI.Trilha e Setores do HD Existem vários tipos de discos rígidos: IDE/ATA. o que resulta num cabo enorme. Estes. Figura 3.7 – Conector IDE em uma placa-mãe Serial ATA. um acrônimo para a expressão inglesa Advanced Technology Attachment. como discos rígidos e drives de CD-ROMs. setores e cilindros.Ultra DMA. e mais três os terra. Para armazenar e localizar dados em um HD.6 para entender melhor sua estrutura.Advanced Technology Attachment Packet Interface. SATA ou S-ATA (acrônimo para Serial Advanced Technology Attachment) é uma tecnologia de transferência de dados entre um computador e dispositivos de armazenamento em massa como unidades de disco rígido e drives ópticos.8) são formados por dois pares de os (um par para transmissão e outro par para recepção) usando transmissão diferencial. também conhecido como IDE (a Figura 3. ATAPI . O conjunto dessas informações é denominado “geometria de disco”.6 . Os cabos do tipo Serial ATA (Figura 3. ATA. os discos rígidos SATA transferem os dados em série. Os cilindros são trilhas concêntricas na superfície dos discos e estas trilhas são divididas em setores. dividindo cada disco em trilhas e setores. totalizando sete os. A evolução do padrão fez com que fossem reunidas várias tecnologias antecessoras. como: (E)IDE (Extended) Integrated Drive Electronics. no interior de computadores pessoais. Figura 3.

desde que tais periféricos sejam compatíveis com a tecnologia.66 MB/s. As vantagens do SCSI não se resumem apenas à questão da velocidade. Sendo o processador o dispositivo mais rápido do computador. DVDs regraváveis ou outro dispositivo de armazenamento com melhor relação custo-benefício. tudo depende do modelo que você escolher.2. devem ser transportados com cuidado. que dura 20 anos). como armazenamento distribuído em redes locais. tendo como diferenças o fato de serem removíveis e serem compostos de um único disco magnético. Essa interface é mais é voltada para o mercado de servidores de rede e raramente utilizada em computadores para usuários nais.2 . e o uso de cabos de conexão mais nos que permitem um resfriamento mais e ciente do gabinete. pode-se usar. Isso porque os HDs externos são mais caros e costumam ser pesados (exceto os modelos de tamanho reduzido). portas USB e até SATA externo. além de existir outras maneiras de guardar arquivos. O disquete já foi considerado um dispositivo com grande capacidade de armazenamento. 3. especialmente devido ao pequeno tamanho dos arquivos.raramente é alcançada). devido à existência de mídias de armazenamento não-voláteis de maior capacidade. sigla de Small Computer System Interface. DVDs. o disquete se tornou um utilitário obsoleto. Essa tecnologia permite ao usuário conectar uma larga gama de periféricos. 100 MB/s.Slot Serial ATA em uma placa-mãe e Cabo de alimentação para drives Serial ATA. como zip drivers. unidades CD-ROM. Existe também o HD externo que é simplesmente um HD portátil que você conecta ao computador apenas quando precisa.9 ilustra as partes que compõem um disquete.Disquetes Os disquetes possuem a mesma estrutura de um disco rígido. aumentar de forma considerável o desempenho do computador. Os disquetes possuem vida útil que varia de 5 a 6 anos (pouco. vistos da esquerda para direita As principais vantagens sobre a interface do parallel ATA é uma maior rapidez na transferência dos dados (embora a taxa de transferência anunciada pelos fabricantes .32 Evolução e Arquitetura de Computadores cabos com menor diâmetro que não interferem na ventilação do gabinete.8 . mas também da compatibilidade e estabilidade. o uso do padrão SCSI permite que essa velocidade seja aproveitada e assim. A Figura 3. impressoras e scanners. por exemplo. 133 MB/s . Para isso. trata-se de uma tecnologia criada para acelerar a taxa de transferência de dados entre dispositivos de um computador. Atualmente. tais como discos rígidos. se for comparado ao CD. cartões de memória CDs. devido ao tamanho cada vez maior dos arquivos e. SCSI (pronuncia-se “scuzi”). para evitar danos. O HD externo é útil para quando se tem grandes quantidades de dados para transportar ou para fazer backup (cópia de segurança de seus arquivos). e-mail e disco virtual. Além disso. Figura 3. Do contrário. . é preferível utilizar pen drives.

as vantagens das tas são a grande capacidade de armazenamento.Fita de dados para computador . 2 . Poucos fabricantes de CDs e DVDs garantem a manutenção de dados gravados em seus produtos por mais do que 10 anos. 3 . 4 . Qual é o meio de armazenamento digital mais duradouro? Não se assuste. 5 .Chassi (corpo) plástico.Fita magnética A ta magnética (ou banda magnética) é uma mídia de armazenamento não-volátil que consiste em uma ta plástica coberta de material magnetizável. a mídia de armazenamento mais antiga ainda amplamente utilizada em sistemas de informação. A ta pode ser utilizada para armazenar informações analógicas ou digitais.10 ilustra uma ta magnética para dados de computador. a necessidade de treinar o operador ou usuário para sua manipulação correta e o elevado custo dos dispositivos de leitura/gravação. 3. mas são as tas magnéticas.Disco magnético. A Figura 3. a longa expectativa de vida e a con abilidade na retenção dos dados ao longo de sua vida útil.Trava de proteção contra escrita.2.9 – Disquete 3 1/2” Legenda: 1 .Setor do disco. incluindo áudio. vídeo e dados de computador. cassetes ou cartuchos e sofreram diversas evoluções desde seu advento.10 .Cobertura móvel. Não é à toa que todos os dados nanceiros e empresariais continuam sendo arquivados nas con áveis tas magnéticas.Disco de papel. Quando comparadas aos discos óticos e ótico-magnéticos.Base central. Suas desvantagens são: o acesso sequencial (as tas requerem um moroso avanço e retrocesso para que sejam acessados os dados desejados).3 .Evolução e Arquitetura de Computadores 33 Figura 3. o baixo custo por unidade armazenada. 7 . As tas estão disponíveis em rolos. Figura 3. que têm uma vida útil estimada em um século. Elas são talvez. no início da década de 1950. 6 .

5 GB. O DVD (abreviação de Digital Video Disc ou Digital Versatile Disc. Contém informações digitais. enquanto que o mesmo disco na tecnologia HD-DVD permite apenas a gravação de 30 GB. um disco Blu-Ray ou HD-DVD nada mais é do que um disco de DVD com capacidade de armazenamento mais elevada. Uma tecnologia recente de discos óticos são os discos Blu-ray e HD DVD. O ponto chave das tecnologias Blu-Ray e HD-DVD é a utilização de um laser azul-violeta usado para ler e gravar dados no disco. um laser ótico é usado para focalizar o cabeçote de gravação magnética. 3.2. e nunca alterado. existindo.Pen drives Memória USB Flash Drive. também designado como pen drive (Figura 3. O disco MO não apresenta essa degradação e.11) é um dispositivo de armazenamento constituído por uma memória ash e uma ligação USB tipo A permitindo a sua conexão a uma porta .1 mm e no HD-DVD esta distância é de 0. devido a uma tecnologia ótica superior. no entanto. a mesma do DVD. enquanto que um CD armazena em média 700 MB. E “memória apenas para leitura” deve-se ao fato de o seu conteúdo poder apenas ser lido. outros formatos superiores. A gravação é feita pelo seu fabricante. A principal vantagem do disco MO para o CD puramente ótico é a sua longevidade. Os CD-ROMs com capacidade para 650 megabytes.34 Evolução e Arquitetura de Computadores 3. passando então estes a serem os mais comuns. Entretanto. tendo uma maior capacidade de armazenamento que o CD. Existem outros tipos desses discos. foram substituídos pelos de 700 megabytes. O disco magnético–ótico (MO) combina algumas das melhores características das tecnologias de gravação magnética e ótica. Na verdade.4 . A diferença principal entre essas duas tecnologias está na capacidade de armazenamento. Disco Digital de Vídeo ou Disco Digital Versátil). A tecnologia de gravação é fundamentalmente magnética. o que permite uma maior densidade de gravação. DVD-video. O termo “compacto” deve-se ao seu pequeno tamanho para os padrões vigentes. O tamanho máximo de arquivo varia conforme o tipo de gravação: UDF. permitindo a gravação de conteúdo de alta de nição. Os DVDs possuem por padrão a capacidade de armazenar 4. Repetidas regravações no disco ótico resultam em degradação gradual do meio. Os discos MO podem ser encontrados em vários tamanhos e capacidades. Este laser tem um comprimento de onda menor do que o laser vermelho usado pelos aparelhos de DVD. caso possua o hardware e software necessários. como o CD-R e o CD-RW. que no Blu-Ray é de 0. que permitem ao utilizador fazer a suas próprias gravações uma. Um disco Blu-Ray de uma única camada permite a gravação de até 25 GB. É importante salientar que a principal motivação para a criação de um sucessor para o DVD foi o surgimento da TV de alta de nição. Outra vantagem da tecnologia MO é seu custo por megabyte. etc. respectivamente. O termo foi herdado da memória ROM.2. consideravelmente mais baixo do que no caso do disco magnético. Blu-Ray e HD-DVD são parecidos. possibilitando obter maior capacidade. enquanto que o mesmo disco na tecnologia HD-DVD permite a gravação de apenas 15 GB.memória apenas para leitura. O DVD foi criado no ano de 1995.Discos óticos O CD-ROM foi desenvolvido em 1985 e traduz-se aproximadamente em língua portuguesa para Disco Compacto . portanto pode ser usado para um número muito maior de operações de regravação. devido a distância da camada de gravação em relação à camada protetora. ou várias vezes. que contrasta com tipos de memória RW.7 GB de dados. quando do seu lançamento. Já um disco Blu-Ray de dupla camada permite a gravação de até 54 GB.5 . ISO normal. além de padrões melhorados de compressão de dados.6 mm. coisa que o DVD não pode oferecer. Uma unidade de disco MO usa um laser ótico para aumentar a capacidade do sistema de disco magnético convencional. Os chamados DVDs de dual-layer (dupla camada) podem armazenar até 8. como a memória ash. em português. que exige maior espaço de armazenamento em disco. Tecnologicamente falando.

tornou-se comum computadores sem drives de disquete. Os drives ash utilizam o padrão USB.12.2. palms/PDAs. há uma grande variedade de formatos de memória ash. MultiMediaCard e Secure Digital Card. Portas USB por outro lado. rápidos. entre outros. não necessitam de eletricidade para manter os dados armazenados. xD-Picture Card. No mercado. Para ter acesso aos dados armazenados no drive ash. Adicionalmente. Em condições ideais. telefones celulares. câmeras digitais.12 . estão disponíveis em praticamente todos os computadores pessoais e notebooks.11 – Pen drive 3. são portáteis e suportam condições de uso e armazenamento mais rigorosos que outros dispositivos móveis. como pode ser visualizado na Figura 3. Figura 3. O drive ca ativo apenas quando ligado à porta USB e obtém toda a energia necessária através da corrente elétrica fornecida pela conexão. A velocidade de transferência de dados pode variar dependendo do tipo de entrada. têm maior capacidade de armazenamento. são mais resistentes devido à ausência de peças móveis.Evolução e Arquitetura de Computadores 35 USB de um computador. Linux.6 . as memórias ash podem armazenar informação durante 10 anos. Figura 3. Eles oferecem vantagens potenciais com relação a outros dispositivos de armazenamento portáteis. MP3 players. particularmente os disquetes. Podem ser regravados várias vezes. Mac OS X. São mais compactos.Modelos diversos de cartões de memória em sentido horário a partir do topo: CompactFlash.Cartões de memória Cartão de memória ou cartão de memória ash é um dispositivo de armazenamento de dados com memória ash utilizado em videogames. . este deve estar conectado ao computador. nativamente compatível com os principais sistemas operacionais modernos como Windows. computadores e outros aparelhos eletrônicos.

Os subitens seguintes irão detalhar alguns desses dispositivos. geralmente encontrado em palmtops. o track point. Existem também os dispositivos que podem ser utilizados tanto para a entrada como para a saída de dados: os dispositivos de armazenamento (HD.2 – Mouse ótico.Mouse Também conhecido como dispositivo apontador. Figura 4. 4.1. mouse. modems. executam comandos ou funções especí cas. 4. teclado numérico (semelhante à uma calculadora) e teclado de controle (formado por um grupo de teclas. vistos da esquerda para a direita O mouse é um dispositivo simples e o tipo mais comum tem uma bola sob a carcaça do mouse propria- . que isoladamente ou em conjunto com outras teclas. <Ctrl>.1) é dividido em 3 partes: teclado alfanumérico (semelhante ao de uma máquina de escrever). que é composto de um ponto no meio do teclado (geralmente em notebooks).1. e os mouses em forma de caneta que tem o mesmo formato de uma caneta. placas de rede e telas sensíveis ao toque.2 . Serve para apontar e selecionar uma das opções possíveis que aparecem na tela. entre outras). também encontramos o trackball.1 . que é uma espécie de mouse invertido. <Alt>. simplesmente.36 Evolução e Arquitetura de Computadores 4.Teclado 4.1 .1 . ao invés de rolarmos o mouse pela mesa. disquete. Como dispositivo apontador. mas o modelo mais comum tem o formato de um ratinho. canetas eletrônicas. Existem diversos tipos de mouse.Teclado É usado para entrada de dados através da digitação. movimentamos o cursor na tela.Dispositivos de entrada Os periféricos de entrada são dispositivos que servem para a entrada de dados em um computador. ou seja. trackBall e caneta eletrônica. PERIFÉRICOS DO COMPUTADOR Os dispositivos de entrada e os de saída a são também denominados periféricos do computador. entre outros. telas sensíveis ao toque. onde ao movimentarmos o dedo sobre uma “pequena placa”. Figura 4. O teclado (Figura 4. giramos sua bolinha com a mão movimentando o cursor na tela. ta magnética). como as teclas <Shift>. temos: teclado. o touch pad ou mouse de toque. por isso o nome em inglês: “mouse”. Como exemplo.

Ele é como um scanner. O leitor de código de barras (Figura 4.Microfone Também é um dispositivo de entrada.1. fotos e textos para o computador. ou seja.3 . como faz o mouse mecânico. Em vez da bola. o qual é parecido com um mouse bem grande e que devemos passar por cima do desenho/texto a ser transferido para o computador e scanner de mesa. vejam alguns deles nas subseções que seguem. . permitindo a saída de informações para meios externos e possibilitando sua visualização de uma maneira que se torne compreensível para o usuário. 4. ele tem um fotodetector que percebe o movimento do mouse sobre uma superfície. pois através dele podemos gravar sons. O mouse ótico não tem parte móvel alguma. servem para que possamos obter os resultados dos dados processados pelo computador.5 .4 – Leitor ótico 4.1.2 . 4. Figura 4. O movimento é transformado em informação que é enviada ao computador. onde devemos colocar o papel e abaixar a tampa para que o desenho seja então transferido para o computador. Figura 4. 4. Existem diversos periféricos de saída. para ler códigos de barra.Dispositivos de saída As unidades de saída convertem impulsos elétricos. utilizando um dos programas de reconhecimento de voz.Scanner Trata-se de um dispositivo que serve para transferir desenhos. muito parecido com uma fotocopiadora.4 .4) converte um padrão de barras impressas nos produtos em informações sobre o produto por meio da emissão de raio de luz – freqüentemente um raio laser – que re ete a imagem do código de barra.1.3 – Scanner . geralmente. Um detector sensível à luz identi ca a imagem do código de barra por intermédio das barras especiais em ambas as extremidades da imagem.Leitor Ótico É um dispositivo que serve para evitar os enormes tempos gastos com digitação de dados.3) pode ser de dois tipos: scanner de mão. só que é utilizado. transmitir a nossa voz pela internet ou mesmo “ditar” um texto para o computador.Evolução e Arquitetura de Computadores 37 mente dito. O scanner (Figura 4.

pois também possuem cabeça de impressão que percorre toda a extensão da página. 4.5). A maioria deles emprega LCDs (Liquid Crystal Displays – vídeos de cristal liquido) para converter as imagens. desenhos. mas o seu custo é muito maior do que o das impressoras jato de tinta. e podem ser de dois tipos: • Impressora serial ou matricial: possuem agulhas ou pinos na cabeça de impressão. melhor será o resultado impresso.2. vistos da esquerda para direita Dois tipos básicos de monitor são usados com os computadores. melhor será a de nição do caracter do documento).tubo de raios catódicos). • • . São as impressoras mais utilizadas. Possuem uma qualidade pro ssional nas cópias efetuadas.2. O primeiro é o típico monitor que você ver nos computadores de mesa.5 – Monitores CRT e LCD. Geralmente. ele se parece muito com uma tela de televisão e funciona da mesma maneira. (Obs. chamado CRT (Cathode Ray Tube. só que esta cabeça de impressão possui pequenos orifícios.têm processo semelhante ao das matriciais. pan etos e apresentações é mais importante que o custo dos consumíveis. Térmicas .: quanto maior o número de pontos impresso pelas agulhas. através dos quais a tinta do cartucho é lançada sobre o papel. Impressora de linha: que imprime os caracteres de uma linha completa de uma só vez. as impressoras térmicas praticamente só são utilizadas hoje em dia em aparelhos de fax e máquinas que imprimem cupons scais e extratos bancários.usadas em empresas onde a qualidade pro ssional dos documentos.embora sejam mais rápidas. Algumas têm uma ótima qualidade de impressão quase se igualando às de Laser. quanto mais pontos por polegada. • As impressoras sem impacto são impressoras silenciosas e são classi cadas em: • Jato de tinta .38 Evolução e Arquitetura de Computadores 4. planilhas e outros trabalhos criados no computador. conhecido como monitor de tela plana é comumente usado em notebooks. Figura 4.2 .Monitor de Vídeo Semelhante a um aparelho receptor de televisão. A impressão é feita caracter por caracter. Fusão térmica ou também conhecidas como “dye sublimation” . A resolução da impressora é medida em pontos de tinta por polegada. Cada uma delas possui características especí cas para valorizar a qualidade de imagem produzida. mais econômicas e mais silenciosas do que outros modelos de impressoras. que percorrem toda a extensão da página e que são responsáveis pela transferência da tinta da ta para o papel. textos. Existem vários tipos de impressoras. As impressoras (Figura 4.Impressoras Impressora é um equipamento que permite criar cópias em papel de grá cos. O segundo tipo. Esse tipo usa um tubo grande de vácuo. também conhecida como dpi. onde são apresentados os dados ou informações solicitadas pelo usuário (ver Figura 4. O grande problema com este método de impressão é que o papel térmico utilizado desbota com o tempo.6) podem ser classi cadas em: Impressoras com impacto: utilizam “martelos” que pressionam uma ta carbono contra o papel de impressão (geralmente os chamados “formulários contínuos”).1 .

utilizando a tecnologia do laser.são impressoras com baixíssimo nível de ruído.4 . As plotadoras destinam-se a produzir grandes desenhos ou imagens. Figura 4. porque produz imagens sobre uma folha de papel.6 – impressoras lazer. A plotadora usa um braço robótico para desenhar com canetas coloridas sobre uma folha de papel. sejam músicas ou sons de voz.Plotter 4.Speakers Os speakers ou caixas de som servem para transmitir sons através do micro.7) é um tipo especial de dispositivo de saída.2.7 .Evolução e Arquitetura de Computadores 39 • Laser . . mas o processo utilizado é diferente. jato de tinta e matricial de recibos. Figura 4. vistas da esquerda para direita 4.Plotters Plotter ou plotadora (Figura 4. possui um processo de impressão idêntico ao das fotocopiadoras. Produzem resultados de grande qualidade para quem quer desenho grá co ou texto. Parece uma impressora.2.3 . São e cazes para usuários com de ciência visual e para software especializados nesse tipo de usuário. como plantas para a construção de prédios ou anteprojetos de objetos mecânicos.

barramento de expansão (veja Figura 5. . de 50 a 100 linhas distintas. A largura do barramento de endereço determina a capacidade máxima da memória do sistema.16 ou 32 linhas. A largura do barramento de dados constitui um parâmetro fundamental para o desempenho global do sistema Barramento de endereços – linhas por onde a informação de um dado endereço é fornecida. ou seja. encontramos três tipos barramento: barramento local. tipicamente. chips da placa-mãe. periféricos. as linhas de um barramento podem ser classi cadas em três grupos funcionais (Figura 5. quando o processador deseja ler uma palavra (8. Cada linha possui uma função ou signi cado particular.1 – Esquema de interconexão de barramento Barramento de dados – linhas por onde circulam os dados. Embora existam diferentes projetos de barramentos. o número de linhas é conhecido como largura do barramento de dados. normalmente. ele coloca o endereço da palavra desejada nas linhas de endereço. OUTROS COMPONENTES DO COMPUTADOR 5. No computador.1): Figura 5.Barramentos Barramentos são basicamente um conjunto de sinais digitais com os quais o processador comunica-se com o seu exterior. Um barramento do sistema contém. Contém 8. 16 ou 32 bits) na memória. Como as linhas de dados e endereço são compartilhadas por todos os componentes.40 Evolução e Arquitetura de Computadores 5. com a memória. Barramento de controle – as linhas de controle são usadas para controlar o acesso e a utilização das linhas de dados e endereço.2). barramento do sistema. quanto maior a largura do barramento de endereço. Por exemplo.1 . deve existir uma maneira de controlar a sua utilização. maior é o número de posições de memória que podem ser endereçadas.

de som. Quando for comprar uma placa-mãe veja se ela consegue acompanhar a velocidade da placa de vídeo que você tem. Existem diferentes velocidades que uma placa AGP pode alcançar.Evolução e Arquitetura de Computadores 41 Figura 5. que será mostrado nas próximas subseções. ou vice-versa.2 – Arquitetura de barramento tradicional Barramento local: é o principal barramento do micro. som. conhecido por slot. vídeo. fax-modem e rede. para que haja o uso do mesmo. Vamos conhecer alguns barramentos de expansão: barramento ISA (Figura 5. tudo depende de qual a velocidade que a entrada AGP tem. chipsets. esteve presente na maior parte dos computadores. A entrada AGP só pode ser usada por placas de vídeo de aceleração 3D.4) e o AGP (Figura 5. como placa de som. periféricos integrados á placa-mãe. Sendo assim. que apesar de não ser mais utilizado com freqüência.3 – Slot de barramento AGP . Cada barramento possui uma forma de slot diferente. processadores. Figura 5.5). e demais placas.3). memória cache. Barramento de expansão: onde estão conectadas as placas de expansão como as placas de vídeo. tais como: memória RAM. o barramento PCI (Figura 5.1. ou seja. Estas placas são conectadas ao barramento através de conectores denominados slots. Para que os periféricos (placas em geral) possam usar esses barramentos.Barramento AGP O slot AGP (Accelerated Graphics Port) foi criado para otimizar a performance das placa de vídeo. é necessário encaixar a placa num conector presente na placa-mãe. rede. que é usado exclusivamente para vídeo. é necessário que cada placa (de vídeo. fax modem. 5.1. modem) seja compatível com um determinado tipo de barramento. e nele estão conectados os principais circuitos da placa-mãe. Barramento do sistema: barramento onde estão conectados os periféricos on board. IDE.

Barramento USB Universal Serial Bus (USB) é um tipo de conexão Plug and Play que permite a conexão de periféricos sem a necessidade de desligar o computador. Uma rápida olhada em um micro típico revela não menos que cinco encaixes diferentes. paralelas.Slot de barramento ISA 5. Figura 5.4 – Slot de barramento PCI 5. Figura 5. então antes de comprar uma boa placa-mãe é sempre bom ver esse tipo de informação. É uma pequena peça plástica que contém um metal. sem falar que na maioria das vezes era preciso con gurar jumpers 6 e interrupções IRQs 7. 6 Jumper é uma ligação móvel entre dois pontos de um circuito eletrônico.4 . Esses slots são os mais usados e uma placa mãe sempre tem mais de 5 entradas PCI.6 ilustra um conector padrão USB. 7 Uma IRQ (abreviação para Interrupt Request) é a forma pela qual os componentes de hardware requisitam tempo computacional da CPU. A Figura 5. tarefa difícil até para profissionais da área. algumas placas que são vendidas mais baratas geralmente aquelas combos com placa-mãe e processador embutido tem menos entradas PCI e às vezes nenhuma AGP.Barramento PCI O barramento PCI (Peripheral Component Interconnect) é geralmente usado para expansão. São pequenos contatos elétricos.1. no que diz respeito ao hardware. joystick e outros acessórios. Uma IRQ é a sinalização de um pedido de interrupção de hardware (o processador para de fazer o que está fazendo para atender o dispositivo que pediu a interrupção) .3 . Ela é bem mais lenta que a entrada PCI. ligações para teclado. Antigamente instalar periféricos em um computador obrigava o usuário a abrir a máquina. envolvidos por um encapsulamento plástico.1. A proposta do padrão USB é substituir a in nidade de conectores diferentes empregados nos computadores atuais. mouse. entre portas seriais. o que para a maioria das pessoas era uma tarefa quase impossível pela quantidade de conexões internas.42 Evolução e Arquitetura de Computadores 5.2 .Barramento ISA Os slots ISA (Industry Standard Architecture) são os que vieram antes dos slots PCI. que servem para programar opções de funcionamento de placas e dispositivos. responsável pela condução de eletricidade. mesmo assim ainda existem placas-mãe que são fabricadas com esses slots.1.5.

de acordo com a necessidade particular de cada usuário. tendo em mente a transferência de dados grandes. A maioria dos PCs vem com dois ou mais slots de expansão ocupados com placas de circuito que têm várias nalidades. Esses slots permitem que os componentes que não estão sicamente ligados ou soldados na placa-mãe obtenham acesso ao barramento do computador. acesso ao barramento do computador via placas controladoras. Geralmente.Slots de expansão e adaptadores Os computadores mais recentes foram projetados para serem abertos e adaptados ou con gurados. cartões ou às vezes simplesmente placas.Conector USB 5. similar ao USB.fazendo com que todas as placas-mãe do mercado possuam portas USB.5 . Já no caso do FireWire 800.Barramento Firewire O barramento Firewire (também conhecido por IEEE 1394) é um barramento externo ao micro. Enquanto que no USB os dados são transferidos a. as únicas exceções são o teclado e. O Firewire foi desenvolvido. quase nenhum chipset para placas-mãe de PCs suporta o Firewire O cabos que permitem a conexão de dispositivos em uma interface FireWire 400 podem ser compostos por até 6 vias. como lmes sendo transferidos em formato digital entre câmeras digitais e o PC. o Firewire é 33 vezes mais rápido do que o USB. ou seja. A maioria das placas-mãe dos computadores tem oito slots de expansão.6 . Enquanto que o USB é atualmente suportado por todos os chipsets (circuitos de apoio da placa-mãe) . na versão atual do Firewire os dados são transferidos a 400 Mbps. por exemplo.6 . A Figura 5. você pode instalar periféricos Firewire ao micro mesmo com ele ligado. como discos rígidos e as unidades de disquete. Figura 5.Evolução e Arquitetura de Computadores 43 Figura 5.1. o cabo pode conter até 9 vias.7 mostra os conectores e as entradas FireWire que são padrão de mercado. A grande diferença entre o Firewire e o USB é o desempenho.7 – Conectores e entradas padrão Firewire 5. as vezes o mouse. Essas placas são chamadas de adaptadores. . Ou seja. inclusive. no máximo. Os slots de expansão na placa-mãe são usados pra três nalidades: 1) Para dar aos dispositivos internos. O sistema operacional detecta que um novo periférico foi adicionado e trata de instalar os drivers necessários. o soquete do teclado está rmemente soldado na placa-mãe e alguns computadores também têm portas especiais para o mouse na própria placa-mãe.1. que servem como extensões do barramento do computador. 12 Mbps.

Figura 5. a interface paralela pode manipular um volume muito maior de dados do que a interface serial.Portas seriais e paralelas Internamente. e muitos outros dispositivos podem vir com adaptadores que precisam de slots – por exemplo. As portas paralelas têm um conector de 25 pinos do lado do computador.8). a extremidade errada do cabo na impressora. 5. No lado da impressora o cabo paralelo tem um conector especial chamado interface Centronics. que impede que os usuários liguem. scanners requerem um slot para a sua instalação. os bits de dados uem um de cada vez em um único arquivo. é aquela na qual há oito os ou mais por meio dos quais os bits que representam dados podem uir simultaneamente. Como é de se esperar. também denominada LPT (Figura 5. placas de redes externas.44 Evolução e Arquitetura de Computadores 2) Para oferecer placas de E/S. controladores para unidades de ta. A placa de acelerador de clock. Eles não apenas oferecem uma porta à qual os dispositivos podem ser conectados – servem de tradutores entre o barramento e o dispositivo em si.Portas de comunicação 5. como as impressoras. entretanto a interface paralela padrão para dispositivos externos.2. Se você preferir um modem interno em vez do tipo externo (que requer uma porta serial). Um chip chamado UART (Universal Assynchronous Receiver-Transmitter – receptor-transmissor assíncrono universal) na placa de entrada/saída do computador converte os dados paralelos do barramento em dados seriais que podem uir através de um cabo serial ou o telefônico. Essas placas adicionais con guram seu micro para aplicativos de multimídia. inadvertidamente. na parte traseira do computador.1 . Na interface serial. A Interface paralela. O que fazer com um slot de expansão vago? Talvez você queira instalar uma placa de som que produza áudio de alta qualidade. também denominada COM (Figura 5. Como a porta paralela é muito lenta todos os fabricantes migraram estes periféricos para a porta USB. Por exemplo. O barramento do computador geralmente transfere 16 ou 32 bits simultaneamente. Os dois primeiros são funções de E/S. como no barramento. que aumenta a velocidade de processamento. os componentes do computador comunicam-se em paralelo.8). impressoras e mouses (para computadores que não tenham uma porta interna própria para esse dispositivo). para dispositivos externos como monitores de vídeo. transfere 8 bits de cada vez em oito os separados. ele ocupará um slot.8 – interface paralela e serial .2 . modems. é um dispositivo independente que obtém acesso à CPU e à memória do computador por meio do barramento. 3) Para dar aos dispositivos de uso especial acesso ao computador.

impressoras (matriciais).0. esse valor passou para até 3 Mbps. Na versão 2.2. alcance de até 1 metro. como equipamento (hardware) homologado e todos os drivers escritos pela IBM e um sistema operacional próprio rodando nele. permitindo que um dispositivo detecte o outro independente de suas posições. desde que estejam dentro do limite de proximidade.9 – Portas PS/2 5. Figura 5. modems externos.5”. Para computadores que não possuem infravermelho (IRDA) é necessário um adaptador ligado a porta USB do computador.5 mW. a taxa pode alcançar. mas o OS/2 foi continuado para PCs comuns até meados de 1996.2. uma combinação de hardware e software é utilizada para permitir que essa comunicação ocorra entre os mais diferentes tipos de aparelhos. Classe 3: potência máxima de 1 mW.9) são utilizadas até hoje. impressoras (raramente).Comunicação com transmissão sem o Infrared: Infrared Data Association (IrDA) é um padrão de comunicação sem o para transmissão de dados entre dispositivos.Evolução e Arquitetura de Computadores 45 Exemplos de dispositivos seriais: mouse. alcance de até 10 metros. Para que seja possível atender aos mais variados tipos de dispositivos. Exemplos de dispositivos paralelos: unidades óticas externas. por ocuparem menos espaço e serem mais rápidas. Bluetooth: é um padrão global de comunicação sem o e de baixo consumo de energia que permite a transmissão de dados entre dispositivos compatíveis com a tecnologia. o alcance máximo do Bluetooth foi dividido em três classes: • • • Classe 1: potência máxima de 100 mW. o OS/2. Existem vários produtos ativados 8 Disco removível de capacidade 100 MB. A transmissão de dados é feita através de radiofreqüência. . plotters. no máximo. aproximadamente do tamanho de um disquete 3.2 . Para isso. 8 5.3.Portas PS/2 PS/2 (Personal System/2) foi um sistema de computador pessoal criado pela IBM em 1987 com um conjunto de interfaces próprias. O PS/2 desapareceu do mercado em poucos anos. Porém. telefones celulares. alcance de até 100 metros. Um “computador PS/2” tinha inúmeras vantagens em relação ao PC tradicional. notebooks e PDAs. desta maneira este computador poderá trocar arquivos com qualquer outro equipamento que possua infravermelho (IRDA). tais como impressoras. zip drive .2. trackball e dispositivos apontadores em geral. são su cientes para uma conexão satisfatória entre a maioria dos dispositivos. muitas das interfaces de hardware do PS/2 (Figura 5. Por exemplo. Embora essas taxas sejam curtas. mouse ou teclado “PS2” signi ca que você está usando as interfaces herdadas deste sistema ao invés das portas de comunicação COM usadas na maioria dos PCs. Esse padrão permite a conexão de dispositivos sem o ao microcomputador (ou equipamento com tecnologia apropriada). A velocidade de transmissão de dados no Bluetooth é baixa: até a versão 1. quando você compra uma placa-mãe. Classe 2: potência máxima de 2. 1 Mbps.

A Figura 5. que são os principais circuitos integrados da placa-mãe e são responsáveis pelas comunicações entre o processador e os demais componentes. Figura 5. manter sua temperatura de funcionamento sob controle e dentro de certos limites tornou-se um fator crítico. Por isso. Na placa-mãe encontramos não só o processador. os conectores de barramentos e os chipset. 5.Placa . Veja na Figura 5. A principal função do cooler é evitar um super aquecimento e um possível travamento da máquina. também denominada mainboard ou motherboard.Mãe (motherboard ) 5.4 . um modelo ilustrado de placa–mãe. como celulares. os circuitos de apoio. as placas controladoras.Cooler 5.Placa – Mãe A placa-mãe.10. Figura 5.11 . mas também a memória RAM. É responsável pelas informações necessárias ao reconhecimento de hardware (armazenadas na sua memória ROM). impressoras.46 Evolução e Arquitetura de Computadores por Bluetooth. mostra um tipo de cooler que é utilizado no processo de resfriamento interno das CPU’s. . modems e fones de ouvido sem o. controle do bu er de dados. A tecnologia é útil quando é necessária transferência de informações entre dois ou mais dispositivos que estão perto um do outro ou em outras situações onde não é necessária alta taxa de transferência. DRAM.10 .3 Cooler Com o avanço da tecnologia dos processadores.11.5 . é uma placa de circuito impresso eletrônico que tem como função permitir que o processador se comunique com todos os periféricos instalados. interface com a CPU).Chipset Chipset são circuitos de apoio ao processador que gerenciam praticamente todo o funcionamento da placa-mãe (controle de memória cache. os dissipadores de calor ou coolers tornaram-se fundamentais para o perfeito funcionamento do computador e para a maior durabilidade da CPU.

ou o barramento AGP. que agrupa portas “de legado”. o barramento utilizado para conectar a ponte norte à ponte sul era o barramento PCI. controladores de som e rede e também o controlador Super I/O. Figura 5. o barramento PCI não é mais usado para esse tipo de conexão e foi substituído por um barramento dedicado. . tornará melhor a compreensão do funcionamento do microcomputador. Nas placas atuais ele incorpora os barramentos mais lentos. que ca sicamente mais próximo do processador. quando presente. as linhas do barramento PCI Express.12 – Ponte norte de um chipset Figura 5. É importante notar que o controlador de periféricos não irá controlar periféricos integrados on board (eles têm controladores próprios). como as portas seriais e paralelas.Evolução e Arquitetura de Computadores 47 A arquitetura da placa-mãe depende do tipo de chipset presente nesta. A grande maioria dos chipsets segue o projeto tradicional. SATA e IDE. Atualmente. onde as funções são divididas em dois chips.13): Controlador de sistema (também chamada ponte norte) – é o chip mais complexo. incluindo o controlador de memória. chamados de porte norte (north bridge) e ponte sul (south bridge) (ilustrados na Figura 5. como o barramento PCI. No início. porta para o drive de disquete e portas do teclado e mouse (PS/2). Ele incorpora os barramentos “rápidos” e funções mais complexas. além do chipset de vídeo onboard. portas USB.12 e na Figura 5. Entender o seu funcionamento e a sua importância.13 – Ponte sul de um chipset A conexão entre a ponte norte e a ponte sul é feita através de um barramento. Controlador de periféricos (também chamada ponte sul) – é invariavelmente um chip menor e mais simples que o primeiro.

Uma fonte de alimentação de boa qualidade e com capacidade su ciente pode aumentar a vida útil do seu equipamento e reduzir sua conta de energia. Uma fonte de alimentação defeituosa ou mal dimensionada pode fazer com que o computador trave.3 V e +5VSB. que na maioria das vezes são de difícil resolução. +5 V. pode resultar no aparecimento da famosa “tela azul” e resets aleatórios. O dispositivo responsável por prover eletricidade ao computador é a de fonte de alimentação. a faixa de operação suportada está impressa na etiqueta da fonte de alimentação em um campo chamado “AC Input” ou “Entrada CA”. -5 V e -12 V. o modelo da placa de vídeo.48 Evolução e Arquitetura de Computadores 5. a fonte de alimentação converte os 110 V ou 220 V alternados da rede elétrica convencional para as tensões contínuas utilizadas pelos componentes eletrônicos do computador. A fonte de alimentação (Veja Figura 5. ao contrário dos “gabinetes AT” usados até então). Fontes de alimentação AT fornecem quatro tensões. Existem vários diferentes padrões de fontes de alimentação para PCs. +12 V e -12 V (tensões alternadas variam pelo mundo e mesmo no Brasil variam de cidade a cidade. Já uma fonte de alimentação de baixa qualidade pode causar uma série de problemas intermitentes. que na verdade é quem fornece o “combustível” para que as peças de um computador funcionem corretamente A maioria das fontes de alimentação tem uma chave 110 V/220 V ou então pode ser do tipo “automática”. e o cabo principal da placa-mãe usa um conector de 12 pinos. ATX: em 1996 a Intel introduziu um novo formato de placa-mãe chamado ATX para substituir o antigo formato AT. a quantidade de memória instalada. De forma bastante sucinta poderíamos dizer que a principal função da fonte de alimentação é converter a tensão alternada fornecida pela rede elétrica presente na tomada de sua casa ou escritório (também chamada CA ou AC) em tensão contínua (também chamada CC ou DC). o modelo da placa-mãe.14) talvez seja o componente mais negligenciado do computador. novos gabinete foram necessários (“gabinetes ATX”. Em outras palavras.Fonte de Alimentação Por se tratar de um dispositivo elétrico o computador precisa de eletricidade para que todos os seus componentes funcionem de forma adequada. mas também o tipo de conectores de uma fonte de alimentação. e esquecemo-nos da fonte de alimentação. Os dois principais são: AT: Este padrão foi introduzido pelo IBM PC AT em 1984 e foi usado até o padrão ATX ganhar popularidade em meados dos anos 90. uma fonte de alimentação de qualidade custa menos de 5% do preço total de um micro. Para se ter uma idéia. além de vários outros problemas.3 V. +12 V. Como a placa-mãe ATX tinha dimensões físicas completamente diferentes. também conhecida como “tensão de standby”. . tais como o uso de um conector da placa-mãe de 20 pinos e a introdução de novas tensões. Normalmente na hora de comprar um computador. o que signi ca que a fonte pode funcionar em qualquer tensão CA (normalmente entre 100 V e 240 V. pode resultar no aparecimento de setores defeituosos (“bad blocks”) no disco rígido. Esses padrões de nem não apenas o tamanho físico. que são: +3. só levamos em consideração o clock do processador. +5 V.6 . a capacidade de armazenamento do disco rígido. “bivolt” ou “auto range”. +3. Com este novo formato de placa-mãe a Intel também propôs um novo tipo de fonte de alimentação com novos recursos.

que com a instalação dos vários cabos do computador (cabo at. di cultavam a circulação de ar. que é ligado à placa-mãe. Repare que o único que muda entre um padrão e outro é o conector que alimenta a placa-mãe. acarretando. Além disso. o conector de alimentação da fonte AT. Com o padrão AT. pois seus orifícios possuem formatos distintos para impedir sua conexão de forma invertida. alimentação). Além disso. Somente assim o equipamento é desligado. que não foram projetadas para fazer uso do recurso de desligamento automático. esse conector possui 20 vias (há modelos com 24 vias). Caso esses conectores sejam invertidos e a fonte de alimentação seja ligada.14 . esse conector possui 12 os.Conector da Fonte ATX e Conector da fonte AT. danos permanentes à máquina. o encaixe do conector ATX é diferente. a placa-mãe será fatalmente queimada. Figura 5. é composto por dois plugs semelhantes (cada um com seis pinos).15. é comum haver erros. Os conectores das fontes AT e ATX são mostrados na Figura 5. em alguns casos. No caso do padrão AT. No padrão AT. é necessário desligar o computador pelo sistema operacional.15 . A seqüência correta é encaixar os conectores deixando os os pretos voltados ao centro. No padrão ATX. Isso se deve a uma limitação das fontes AT. devido ao super aquecimento. é o espaço interno reduzido. que devem ser encaixados lado a lado. pois o conector é dividido em duas partes e pode-se colocá-los em ordem errada. sendo que os os de cor preta de cada um devem car localizados no meio. respectivamente . Isso exigia grande habilidade do técnico montador para aproveitar o espaço disponível da melhor maneira. aguardar um aviso de que o computador já pode ser desligado e clicar no botão “Power” presente na parte frontal do gabinete.Evolução e Arquitetura de Computadores 49 Figura 5.Fonte Alimentação 450W Um dos fatos que contribuíram para que o padrão AT deixasse de ser usado (e o ATX fosse criado).

2. seja IX ou LXV. 4. C. Expressão 6. O computador trabalha com essa base de numeração binária. São estes quatro sistemas de numeração que serão o fundamento do estudo da computação. representa os números somente com os símbolos 0 e 1. é multiplicado por 10. sendo necessários para compreensão da organização de sua arquitetura. 8. Para compreendermos melhor a relação entre eles. 2. 7. 6. o que vem a seguir por 100. 1. 8. O computador funciona em binário. etc. o algarismo situado imediatamente à esquerda deste. 3. o algarismo mais à direita. devemos estudar a conversão de uma base para outra. que são ’1’ e ‘0’. 7.1– Sistema numérico decimal 6. ou seja.50 Evolução e Arquitetura de Computadores 6. mas no número 461 signi ca 60. cujos símbolos são: 0. 4. Para o endereçamento da memória do computador é utilizado o sistema de numeração hexadecimal. E. 2. Assim. 6. 9. 8. Existem os sistemas não-posicionais e os posicionais. A. deve ser multiplicado por 1. caminhando da direita para a esquerda. Por exemplo. Por exemplo: o símbolo 6 dentro do número 625 signi ca o valor 600. 3. Já nos posicionais.Sistema numérico binário O sistema numérico binário difere em vários aspectos do sistema decimal que é o que nós utilizamos na vida diária. o valor do símbolo muda com a posição. os numerais romanos: o símbolo X vale 10 em qualquer posição que estiver no número. 3. 3. SISTEMAS NUMÉRICOS Sistemas de numeração são formas de representação de valores. 5. 7. 6. 4. A posição de cada um destes algarismos dentro do número está associada um determinado valor. 5. 1.1 . assim chamado por ter dez símbolos: 0. 4. 1. Diariamente trabalhamos com o sistema posicional decimal. que correspondem aos sinais elétricos ligado e desligado. 5. Essa decisão de projeto deve-se à maior facilidade de representação interna no computador. de base 16. Exemplo mostrado na Expressão 6.1. 6. Este sistema numérico é de base igual a 2 e só contém dois algarismos. 9. F.2 . B. 1. D. Como tem dez símbolos. que é obtida através de dois diferentes níveis de tensão. Na eletrônica ainda é comum trabalhar-se com o sistema octal. 7. Este é um sistema de numeração com base 2 ou binário. No sistema binário os dados são representados por : – Bit (1 digito binário) ou Binary Digit: valor 0 ou 1 . 9. dizemos também que possui base 10. formado pelos símbolos: 0. Nos não-posicionais o símbolo não depende da posição. 5.Sistema numérico decimal A designação de decimal para este sistema numérico advém do uso de dez algarismos 0. que possui base 8. 6. 2.

Isto signi ca que é possível representar os números decimais de 0 a 15. Uma delas é através do sinal-magnitude.3 – Regras para adição em binário As desvantagens apresentadas pela representação de sinal-magnitude são: • Duas representações para 0: +010 = 00000000 -010 = 10000000 (sinal-magnitude) • Para efetuar operações de adição e subtração é preciso considerar tanto a magnitude quanto o sinal dos operandos.1= 15. – Caracter: conjunto de n bits que de ne 2n caracteres Exemplo: 10011011 é um número binário com 8 dígitos Para converter um número binário em decimal. .2 – conversão binário para decimal O maior valor decimal. os n-1 bits mais à direita representam a magnitude do número inteiro. também podem ser executadas no sistema binário. que pode ser representado por um determinado número de símbolos binários. 16 valores diferentes. subtraído de uma unidade: 24 -1 = 16. As operações que se executam no sistema decimal.1 . ou seja extrair um valor numérico decimal de uma série de zeros e uns. conforme a arquitetura ocupará n bytes. ou seja.Evolução e Arquitetura de Computadores 51 – Byte = 8 bits – Palavra (word).3 Expressão 6. apenas com 4 algarismos binários (incluem-se portanto os números ‘0’ e ‘15’). basta seguir o exemplo abaixo.2 Expressão 6. Um over ow acontece sempre que o resultado de uma operação não puder ser armazenado no número de bits disponíveis. coincide com 2 elevado a um expoente igual ao número de símbolos binários utilizados.Representação de Números Inteiros Existe diversas formas para representar um número inteiro no computador. Exemplo mostrado na Expressão 6. como mostrado na Expressão 6. 62. Em uma palavra de n bits.

ocorrerá over ow apenas se o resultado tiver sinal oposto Para subtrair B de A. Expressão 6. pegue o complemento de dois de B e some-o com A Expansão do número de bits Regra de over ow Regra de subtração Vejamos a aplicação do complemento de dois no inteiro positivo 4 (01002) na Expressão 6.6.1 relaciona as características-chave da representação e da aritmética em complemento de dois. Tabela 6. os demais bits são interpretados de maneira diferente.1 – Características da representação e aritmética em complemento de dois Faixa de valores representáveis -2n-1 a 2n-1 -1 Número de representações para o zero 1 Acrescente posições de bit à esquerda e preencha esses bits com o valor do bit de sinal original Se dois números com mesmo sinal (ambos positivos ou ambos negativos) forem somados.4: Expressão 6. porém. A Tabela 6.4 – Complemento de dois do número 01002 Vejamos a representação vetorial do complemento de dois na Expressão 6.5 – Conversão do valor binário 100000011 para um valor em decimal . a representação em complemento de dois usa o bit mais signi cativo como bit de sinal. o esquema mais utilizado é a representação em complemento de dois que assim como a representação sinal-magnitude.5 e na Expressão 6.52 Evolução e Arquitetura de Computadores Em conseqüência.

6 – Conversão do valor decimal -120 para seu valor binário Vejamos a conversão entre representação de um número inteiro com n bits para sua representação com m bits. o bit “vai um” (carry-in) com o valor obtido na posição mais a esquerda é ignorado. • Expressão 6.4. Como exemplo. para uma palavra de 8 bits.8.Negação em complemento de dois Na regra para a negação.2 . basta aplicar o complemento de 2 ao inteiro original. ilustrado Expressão 6. Se negarmos o padrão de bits constituído de um bit com valor 1 seguido de n-1 bits de valor 0.7 – Complemento de dois de 0 . como pode ser visualizado na Expressão 6.2. Há casos especiais para a negação em complemento de dois: • Se o número for 0.7. onde m > n: • Notação sinal-magnitude: +10 = 00001010 (8 bits) -10 = 10001010 (8 bits) • 0000000000001010 (16 bits) 1000000000001010 (16 bits) Notação complemento de dois: +10 = 00001010 (8 bits) -10 = 11110110 (8 bits) 0000000000001010 (16 bits) 1111111111110110 (16 bits) 6. obteremos esse mesmo número. como exempli cado na Tabela 6.Evolução e Arquitetura de Computadores 53 Expressão 6. para uma representação em 8 bits.

54 Evolução e Arquitetura de Computadores Expressão 6.3 . que é ignorado.8 10000 = -24 = .9: 01000 = + 8 010000 = + 16.Adição em binário As regras básicas para a adição em binário são mostradas na Expressão 6.8 – Complemento de dois de -128 Caso especial: sempre que o número com sinal tiver um 1 no bit de sinal e zero em todos os outros bits.2. Exemplo mostrado na Expressão 6.10 e na Expressão 6.11 – Soma em binário com over ow . Expressão 6. como mostrado no exemplo abaixo: 1000 = -23 = .11 Expressão 6.10 – Adição em binário Expressão 6. seu equivalente decimal será -2n sendo n número magnitude. basta somar e quando ocorrer um “vai-um” para fora do bit mais signi cativo da palavra.16 6.9 – Regras para adição em binário Para executar a adição em complemento de dois.

O resultado de subtrairmos dois zeros ou dois uns.14 – Subtração em complemento de dois com over ow 6. temos que pedir emprestado ‘1’ ao dígito binário imediatamente à esquerda no número.13 – Subtração em complemento de dois Expressão 6.12 – Subtração em binário Para subtrair S de M.5 .14. ilustrado na Expressão 6. Expressão 6. em complemento de dois. Veja os exemplos ilustrados na Expressão 6.Evolução e Arquitetura de Computadores 55 6. Se quisermos subtrair ‘1’ a ‘0’.4 . pegue o complemento de dois de M e acrescente esse valor a S.2.13 e na Expressão 6. obedece ao mesmo princípio. com apenas dois possíveis bits multiplicadores (1 ou 0).15. é zero.Multiplicação em binário A multiplicação binária de números inteiros sem sinal segue os mesmos princípios gerais da multiplicação decimal.12. tal como a adição. Entretanto. .Subtração em binário A subtração. Exemplo mostrado na Expressão 6.2. multiplicação binária é um processo muito mais simples: 0 x 0 = 0 0x1=0 1x0=0 1x1=1 Como exemplo. Expressão 6. vamos multiplicar 10012 (9d) por 11002 (12d) cujo produto resulta em 1101100 (108d).

veja nos exemplos abaixo: Existem diversas soluções possíveis para esse e outros dilemas gerados na multiplicação com sinal. o produto parcial associado com o bit 1 é deslocado a esquerda de um bit. Entretanto.15 – Multiplicação de números inteiros binário sem sinal Infelizmente.16 – Multiplicação de números binários utilizando o algoritmo de Booth Infelizmente. por exemplo.13). Adicionalmente. Se o valor do bit do multiplicador é 0. Expressão 6. Um dos algoritmos mais usados é o de Booth. gera-se um produto parcial para cada bit no multiplicador. o esquema anterior não funciona para multiplicação com sinal. cujo número de bits é a soma do número de bits dos dois valores que estão sendo multiplicados (veja Expressão 6. e assim por diante. cada produto parcial é deslocado à esquerda um número de bits que é função do bit do multiplicador com o qual está associado. seu produto parcial correspondente é uma cópia do multiplicando. Usando-se o algoritmo de Booth.56 Evolução e Arquitetura de Computadores Expressão 6. Todos os produtos parciais são então somados para gerar o resultado. seu produto parcial correspondente consiste apenas de zeros. esse problema pode ser resolvido tomando-se o complemento de dois de qualquer número negativo antes de . se o valor do bit é 1. o produto parcial associado com o bit 0 no multiplicador é deslocado a esquerda zero bits. o algoritmo de Booth funciona apenas com números binários sem bit de sinal.

a divisão binária é efetuada de modo semelhante à divisão decimal. até obter-se um valor igual ou maior que o divisor (como no item 1). é utilizado para executar a divisão em binário: 1. como o quociente somente pode ser de valor igual a 1.a partir da esquerda. porém. Se os sinais dos dois valores forem os mesmos. até que se esgotem os algarismos do dividendo (Veja exemplo os exemplos abaixo). registra-se 1 para o quociente. acrescenta-se zero(s) ao quociente. O algoritmo a seguir apresentado. . a subtração é sempre com o próprio valor do divisor). ambos positivos ou ambos negativos. repete-se o processo a partir do item 1. se os sinais são diferentes.6 . avançam-se tantos algarismos quantos necessários para obter-se um valor igual ou maior que o divisor. Dividir 11011 e 101. Dividir 11011 e 101. 3.ao resultado acrescentam-se mais algarismos do dividendo (se ainda houver algum).Evolução e Arquitetura de Computadores 57 colocá-lo no multiplicador. então não é necessário efetuar nenhuma outra ação.Divisão em binário Como nas demais operações aritméticas. encontrado esse valor.2. 2. considerando-se apenas que: 0/1=0 1/1=1 e que a divisão por zero acarreta erro. então o resultado retornado pelo multiplicador precisa ser negado efetuando-se seu complemento de dois.subtrai-se do valor obtido no dividendo o valor do divisor (na divisão. 6. Se o(s) algarismo(s) for(em) zero.

19 – Adição em hexadecimal Quando adicionamos dois algarismos hexadecimais.18 Expressão 6. Expressão 6. Exemplo mostrado na Expressão 6. transferimos o ‘1’ para o algarismo imediatamente a seguir. simplesmente. também aqui. 7. deve corresponder à posição desse algarismo.17. cujo expoente. Tal como para o caso do sistema binário. C. para realçar o sistema numérico que estamos a utilizar. Se veri carmos. vamos precisar de 16 símbolos diferentes para algarismos. E. os algarismos são: “0. C. E e F correspondem respectivamente aos decimais 10.17 – Conversão de hexadecimal para binário Se convertermos ambos os membros da identidade para o sistema numérico decimal. por uma potência de 16. Geralmente. o que comprova que não nos enganamos. 3. 2. Para traduzirmos um número hexadecimal para o sistema numérico binário. substituir cada algarismo do número pelos dígitos binários que o representam. Exemplo mostrado na Expressão 6. A soma das duas parcelas é 58348. F”. a m de tornar a escrita dos números mais fácil. Para obter o equivalente decimal a um número hexadecimal. em ambos os casos. 6. precisamos multiplicar cada algarismo do número. 4. D. o número hexadecimal A37E. No sistema hexadecimal. através da mesma fórmula. B. se a soma dos dois algarismos for. B. Em seguida. 9. os números hexadecimais são escritos com um pre xo “$” ou “0x”. deve-se adicionar todos os resultados obtidos. 13. Assim. Se a base é 16. obtemos. 0xA37E ou A37Eh. 14 e 15. 12.58 Evolução e Arquitetura de Computadores 6. Quer dizer.Sistema numérico hexadecimal O sistema numérico hexadecimal tem base igual a 16. se a respectiva soma for igual a 16. As letras A. ou com o su xo “h”. Como o valor máximo representado por um algarismo no sistema hexadecimal é 15. que coincide com o equivalente decimal do . nós podemos determinar. pode ainda ser mais corretamente escrito como $A37E.18 – conversão de hexadecimal para decimal A adição. a primeira parcela é o número 14891 e a segunda parcela da soma é 43457. no número hexadecimal. para cada algarismo hexadecimal. Exemplo mostrado na Expressão 6. 1. 5. não é necessário executar qualquer cálculo mas. por exemplo.19. Expressão 6. 8. D. qual o maior número decimal que é possível representar com um determinado número de algarismos hexadecimais. também é executada. tal como nos dois exemplos precedentes. A. Foram escolhidos esses símbolos. isso signi ca que são precisos 4 dígitos binários. 19 (19 = 16 +3) escrevemos ‘3’ nessa posição e. 11. o número decimal 228. escrevemos ‘0’ na posição respectiva e adicionamos uma unidade á soma dos dois algarismos que se seguem.3 .

A subtração. convertemos cada digito Hexadecimal separadamente em quatro dígitos.Conversão de bases 6. Expressão 6. Exemplo mostrado na Expressão 6.Conversão decimal-binário Portanto 2710 = 110112 6. Expressão 6. a diferença é 5620.4. veri camos que o subtraendo e o subtrator. até que o quociente da divisão seja menor que a base em questão.2 .2 – Conversão hexa-binário F 1111 6. a representação do número na nova base. aos decimais 11590 e 5970.4.20.4 . Se o algarismo do subtraendo for menor que o do subtrator. para o sistema numérico decimal.Subtração em hexa Analisando o resultado.3 . que é o número que obtemos se zermos a conversão de $15F4. o algarismo seguinte no subtraendo. 6. adicionamos os zeros necessários à esquerda.Hexadecimal – Binário Na conversão HEX-BIN.4. fazendo uso da tabela Hexadecimal (Tabela 6.2) .Decimal-binário A conversão consiste em dividir o número representado na base 10 sucessivamente pela nova base em que se deseja representá-lo. Em seguida toma-se o último quociente e os restos das sucessivas divisões em ordem inversa e obtém-se.21: converter 2710 para a base 2. assim.21 . respectivamente.Evolução e Arquitetura de Computadores 59 número hexadecimal $E3EC. Um exemplo de subtração em hexa é mostrado na Expressão 6. correspondem.Binário . é necessário decrementar em uma unidade.Hexadecimal 6 0110 A 1010 9 1001 Para a conversão de binário em hexadecimal faremos o processo inverso ao Hexadecimal . .Binário.20.1 . Tabela 6. também segue um processo idêntico ao dos dois outros sistemas. Se o número Binário não for divisível por 4.

para a conversão de um número em uma base qualquer para a base decimal usa-se a seguinte fórmula: N=dn-1 x bn-1 + dn-2 x bn-2 + . 2. resto 2 (o próprio divisor) A Tabela 6.60 Evolução e Arquitetura de Computadores Exemplo (Tabela 6. + d1 x b1 + d0 x b0 Onde: • • • • d: Indica cada algarismo do número n-1. n-2. octal e hexadecimal .. respectivamente.3 – Conversão binário-hexa 0001 1 Resultado: 1B53h 1011 B 0101 5 0011 3 6.4.Qualquer base para a decimal Generalizando. pois: 666 / 16 = 41. da *direita* para a *esquerda* 2) O resultado da divisão anterior você divide novamente e adiciona o dígito à *esquerda* do dígito anterior 3) Repita esse processo até a divisão for igual a zero (o dividendo é menor que a base) Lembrando que na base 16. resto 10 (A) 1.3): converter: 11011010100112 em hexa Tabela 6. Exemplo: 66610 = 29A16.Decimal .0: Indicam a posição de cada algarismo b: Indica a base de numeração n: Indica o número de dígitos inteiros 6.4 apresenta os números em decimal e sua representação correspondente em binário.4 .Hexadecimal Para converter decimal em hexadecimal : 1) Divida o número pela base. sendo os dígitos de ordem 10 a 15 representados pelas letras A a F. 1.4.5 . o resto é o primeiro dígito. os dígitos vão de 0 a 15. resto 9 2 / 16 = 0. 41 / 16 = 2..

binário.4 – Números em decimal. octal e hexadecimal .Evolução e Arquitetura de Computadores 61 Tabela 6.

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