Fenícios no Brasil

Um pouco da história dos Fenícios: Os fenícios estabeleceram-se nas margens orientais do Mediterrâneo, na fina e fértil faixa situada entre o mar e os montes Líbano e Antilíbano. A pequenez de seu território, a presença de vizinhos poderosos, e a existência de muita madeira de cedro (boa para a construção naval), nas florestas das montanhas, parecem ter sido fatores adicionais que orientaram a civilização fenícia para o mar. Construiram frotas numerosas e poderosas. Visitaram as costas do norte da África e todo o sul da Europa, comerciaram na Itália, penetraram no ponto Euxino (mar Negro) e sairam pelas Colunas de Hércules (Estreito de Gibraltar), tocando o litoral atlântico da África e chegando até as ilhas do Estanho (Inglaterra). Comerciando sempre, construiram entrepostos e armazéns ao longo de suas rotas. Quando podiam saqueavam e roubavam, mas evitavam os enimigos poderosos, que preferiam enfraquecer mais pelo ouro do que pela espada. Seus agentes e diplomatas não eram estranhos a quase todas as guerras travadas na época, e delas tiravam bom proveito. Fizeram o périplo africano, seguindo em sentido inverso ao caminho que percorreria Vasco da Gama muito mais tarde. E as provas se acumulam para confirmar que atravessaram o Atlântico e visitaram o novo continente. Os fenícios navegavam utilizando a técnica de orientação pelas estrelas, pelas correntes marinhas e pela direção dos ventos, e seguindo esses indícios seus capitães cobriam vastas distâncias com precisão. Já eram influentes por volta do ano 2000 a.C., mas seu poder cresceu com Abibaal (1020 a.C.) e Hirã (aliado de Salomão). Biblos, Sidon e Tiro foram sucessivamente capitais de um império comercial de cidades unidas antes pelos interesses, costumes e religião do que por uma estrutura política mais rígida. Sobre o Brasil: O Brasil está repleto de indícios comprobatórios da passagem dos fenícios, e tudo indica que eles concentraram sua atenção no nordeste. Pouco distante da confluência do rio Longá e do rio Parnaíba, no Estado do Piauí, existe um lago onde foram encontrados estaleiros fenícios e um porto, com local para atracação dos "carpássios" (navios antigos de longo curso). Subindo o rio Mearim, no Estado do Maranhão, na confluência dos rios Pindaré e Grajaú, encontramos o lago Pensiva, que outrora foi chamado Maracu. Neste lago, em ambas as margens, existem estaleiros de madeira petrificada, com grossos pregos e cavilhas de bronze. O pesquisador maranhense Raimundo Lopes escavou ali, no fim da década de 1920, e encontrou utensílios tipicamente fenícios. No Rio Grande do Norte, por sua vez, depois de percorrer um canal de 11 quilômetros, os barcos fenícios ancoravam no lago Extremoz. O professor austríaco Ludwig Schwennhagen estudou cuidadosamente os aterros e subterrâneos do local, e outros que existem perto da vila de Touros, onde os navegadores fenícios vinham a ancorar após percorrer uns 10 quilômetros de canal. O mesmo Schwennhagen relata que encontrou na Amazônia inscrições fenícias gravadas em pedra, nas quais havia referências a diversos reis de Tiro e Sidon (887 a 856 a.C.). Schwennhagen acredita que os fenícios usaram o Brasil como base durante pelo menos oitocentos anos, deixando aqui, além das provas materiais, uma importante influência lingüística entre os nativos. Nas entradas dos rios Camocim (Ceará), Parnaíba (Piauí) e Mearim (Maranhão), existem muralhas de pedra e cal erguidas pelos antigos fenícios.

rei de Tiro. os sobreviventes da Atlântida foram para o norte da África fundar os impérios do Egito e várias nações do Oriente Médio. Badezir assumiu o trono de seu pai em Tyro. No Estado do Rio Grande do Norte. em virtude dos abalos sofridos.C. à atividade comercial que aqui vinham exercer e ao afundamento da Atlântida. Badezir primogênito de JethbaalEm 856 a. e as colônias e entrepostos distantes. sobreviveu e prosperou até herdar da antiga metrópole o comércio pelo mar. por demais afastadas para permitir a volta à metrópole. síria e assíria. Eis que finalmente chegou um elemento racialmente estranho. As inscrições reunidas são tantas que "ocupariam vários volumes se fossem publicadas". começaram a ser destruídos pelas populações locais. Cartago. de cujo comércio as demais dependiam. Explicaria também a pele clara e o grande número de vocábulos fenícios no linguajar dos índios tiriós. onde ancoravam seus barcos entre 887 e 856 a. Editora Vozes – Luiz C. Sabendo-se que os fenícios escreviam da direita para a esquerda. as populações regrediram a um estado primitivo. Também nos rios Camocim (Ceará).Apollinaire Frot. Com a guerra. Sobreviveu à hegemonia egípcia. a maior das colônias da Fenícia. onde avistamos não apenas o perfil fenício esculpido na pedra. segundo eles. primogênito de Jetbaal. Sua tradução faz referência às obras dos fenícios no Brasil. a tradução oferece a seguinte menção: LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISINEOF RUZT que traduzido para a leitura ocidental fica: TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL e que significa: Tyro Phoenicia. mas explicaria os selvagens louros e de constituição física diversa que encontramos em algumas tribos indígenas brasileiras da Amazônia. bastante conhecida: Aqui Badezir. na Mesopotâmia. fato esse que os cientistas aceitam hoje em dia. existe um canal construído pelos fenícios com 11 km. interrompeu-se o comércio. finalmente. na forma dos invasores da Europa. Naquelas regiões. não foi universal. Parnaíba (Piauí) e Mearim (Maranhão). mas apenas um cataclisma local. deu à Fenícia uma certa estabilidade que lhe permitiu existir tanto tempo sem possuir fortes exércitos. pesquisador francês. primeiro sobre a invasão dos gregos de Alexandre magno e depois debaixo do poderio das legiões romanas. abandonados à própria sorte. e a Fenícia finalmente baqueou. como também temos as inscrições alí registradas. Bibliografia: . segundo declaração do próprio Frot. e depois também ao domínio persa. coletando inscrições fenícias nas serras de Minas Gerais. Algumas inscrições revelam que. Falam ainda do dilúvio bíblico que. Andrade A presença fenícia está registrada na pedra da Gávea no Rio de Janeiro. A condição de potência econômica. existem pedras com gravuras . Lisboa e Roberto P.C. Mato Grosso e Bahia. a famosa inscrição da Pedra da Gávea. E há. percorreu longamente o interior do Brasil. É Heródoto que nos conta que "o Senado de Cartago baixou decreto proibindo sob pena de morte que se continuassem fazendo viagens para esse lado do Atlântico" (Américas) "já que a contínua vinda de homens e de recursos estava despovoando a capital"."Grandes Enigmas da Humanidade" (págs 96-100). Isto é apenas teoria. no Rio de Janeiro. Goiás. O professor austríaco Ludwig Schwennhagen encontrou inscrições fenícias no Amazonas que atribuiu aos fenícios deste período.

Como seu pai reinara em 887 a 856 . Bedezir primogênito de Jethabaal". pelo menos doi mil anos antes de Cristovam Colombo descobrir a América e Cabral chegar ao Brasil". ricardo. pode-se concluir que a inscrição teria sido gravada entre os anos 887 a 850a. conseguiu decifrá-los. numa nova praia. no Rio de Janeiro.fenícias. além da simples demarcação das entradas ao interior do Brasil. e essas inscrições teriam o intuito de imortalizar a glória do nome Fenício. a uma altitude de 840 metros. amazonense. Vejamos o que traduziu o professor Cyrus Gordon dos símbolos encontrados na Paraíba: "Somos filhos de Canaã.. em Massachustes. no pico dessa montanha. Fenícia. Indicam que os Fenícios estiveram nas terras que hoje formam nosso país. uma notícia vinda dos EUA. e viajamos com dez navios. de Sidon. nosso poderoso rei. Embarcamos em Ezion-Geber no mar vermelho. controlo.c. Permanecemos no mar juntos por dois anos. chegou a juntar cópias de 3000 letreiros e inscrições encontrados no Brasil e em outros países americanos. e mede cada uma três metros. e provaria a evidência de que os Fenícios já antes da era cristã teriam estendido suas expedições à América do Sul. Minas Gerais. acompanhada da reprodução de um quadro de símbolos. dizia o texto: "Encontrados na Paraíba e levados para Walthan. que eu. 12 homens e 3 mulheres.. e aponta semelhanças com inscrições encontradas em outros países do velho mundo. serra da Bahia e Mato Grosso. Em maio de 1968 lemos no jornal O Dia. O nosso grande historiador e arqueólogo Bernardo de Azevedo da Silva Ramos. Finalmente o professor Cyrus Gordon. estes símbolos foram estudados durante quase 100 anos. o almirante.tine@hotmail. assim como gravuras são encontradas no Estado de Goiás.. do Rio de Janeiro. afirmou ser de caracteres Fenícios e traduziu-as: "Tiro.. em volta da terra pertencente a Ham (África). Mas auspiciosamente possam os exaltados deuses e deusas intercederem em nosso favor ".. Bedezir reinou na Fenícia de 855 a 850a.c. Sacrificamos um jovem aos Deuses e Deusas exaltados no ano 19 de Hirã. a cidade do rei. estudou a inscrição ali encontrada. especialista em assuntos mediterrâneos. mas fomos separados por uma tempestade e nos afastamos de nossos companheiros e assim aportamos aqui. O comércio nos troxe a esta distante praia.. Essas inscrições foram encontradas em 1836..com .. uma terra de montanhas. Bernardo Ramos esteve na pedra da Gávea.

Nesta última hipótese. p. enviou aos jornais uma tradução dessas letras. Os membros do IHGB e do Museu Nacional tentaram localizar a fazenda onde havia sido realizada a descoberta. como o norte-americano Cyrus Gordon. A pedra de Diamantina (1970) . cidades e rios com esse nome no Brasil).A inscrição fenícia da Paraíba (1871) Em 1871. mas foi constatado que Joaquim Costa e sua fazenda não existiam. A polêmica prossegue até hoje. 80-90). em uma carta enviada à maior autoridade em feniciologia do século XIX. A notícia correu o mundo. que foram copiadas pelo filho do fazendeiro e enviadas à capital. O então diretor do Museu Nacional (RJ). o IHGB recebeu uma carta vinda de uma localidade chamada Paraíba (existem várias regiões. glorificar algum de seus membros. O próprio Ladislau Neto admitiu o seu equívoco no ano de 1885. alguns estudiosos declararam que a inscrição da Paraíba era verdadeira. a inscrição da Paraíba possivelmente foi executada pelo arqueólogo e epigrafista francês Conde de La Hure. Uma vingança pela falta de incentivo financeiro do IHGB às suas pesquisas na préhistória de Santa Catarina (Langer. Mas segundo nossos estudos. o arqueólogo Ladislau Neto. que descreveriam uma expedição saída da cidade de Sidon (na Fenícia). Foi um embuste realizado com a intenção de desmoralizar a academia imperial ou ao contrário. 2000. sendo noticiada por diversos periódicos e por grandes autoridades. a maioria dos pesquisadores sempre considerou que Ladislau Neto teria feito a fraude. A mesma descrevia o encontro de uma grande laje na fazenda de Joaquim Alves da Costa. que se perdeu e veio parar no Brasil. No século XX. 1885). o francês Ernest Renan (Neto. onde existiriam letras misteriosas. Em 1874 os epigrafistas S. Euting e Schlottmann demonstraram que a inscrição era uma fraude. durante o reinado de Hiram I.

ela teria sido vendida por Jair Ferreira para um colecionador norte-americano. Jornais locais e nacionais da década de 1970 noticiaram com grande alarde que este vestígio teria origem fenícia. Segundo nossas análises. com desenhos e letras esculpidas em sua face. a figura tenta imitar uma espécie de sacerdote fenício-semita e as letras uma mistura do alfabeto hebraico com o latim: trata-se de uma fraude muito mal realizada que não despertou maiores atenções dos acadêmicos. A pedra de Diamantina encontra-se atualmente desaparecida.Na cidade de Diamantina (Minas Gerais). Jair Emídio Ferreira mudava o assoalho de sua casa. o sr. quando subitamente encontrou um estranho objeto: uma pequena rocha do tamanho de um prato. A pedra de Gaspar (1972) . Segundo notícias veiculadas na região.

a inscrição Baal Libanon. 1996a. propriedade de Olimpio Hanemann. p. afirmando tratar-se de uma promissória fenícia. SC). mas somente estes três casos constituem (ou poderiam constituir) uma evidência arqueológica desse antigo mito. foi encontrada uma rocha com traços de alfabeto paleo-semítico. O autor da fraude teria modificado as letras de um conhecido documento semítico. defendem uma maior investigação desse misterioso objeto. Diversos pesquisadores do Brasil. 67-83.No sítio arqueológico denominado Sambaqui de Poço Grande (Gaspar. em Florianópolis (SC). 14. Mito. Segundo o professor Evaldo Pauli da UFSC. AGRADECIMENTOS: Ao historiador Luis Galdino (Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: LANGER. _____ A Esfinge atlante do Paraná: o imaginário de um mito arqueológico. O paradeiro atual da pedra de Gaspar é o Museu do Homem do Sambaqui. A hipótese da vinda de fenícios ao nosso país é conhecida desde a colônia. tese compartilhada pelo frei Simão Voigt (RJ). Uberlândia. n. história e literatura: as cidades perdidas do Brasil. . o renomado epigrafista Frank Moore Gross (Universidade de Harward) declarou que tratava-se de uma falsificação. estas inscrições poderiam constituir a prova de que navegantes semitas estiveram antes de Cabral no nosso país. porque já foi evidenciada sua origem natural. In: História. A famosa pedra da Gávea é descartada. História e Perspectivas (UFU). No dia 28 de junho de 1972 a imprensa local noticiou a descoberta do vestígio. Infelismente a pedra nunca recebeu maiores atenções dos acadêmicos. Após muitos anos de debates e especulações. Johnni. ambos em meados da década de 1970. pelas fotos e informações enviadas. como o neo-difusionista Luis Galdino.

vol. Assim. Estudos Históricos (UFRJ). Revista de História (Unesp). que a voltou a analisar. 165-185. o estudioso brasileiro Ladislau de Souza Mello Netto. Revista Brasileira de História (USP). 2000. n. 1997a. 1997c. 1. agosto 2001b. p. viemos ter aqui. viu. 1996b. 95-110. do nome do seu lugar de origem. Partimos de Eziongeber no mar Vermelho e viajámos com dez navios. n. ano III. _____ As cidades imaginárias do Brasil. Porto Alegre. Universidade de São Paulo). _____ A origem do imaginário sobre os vikings. nosso rei poderoso. Esquecida durante anos. 1999. mas a tempestade separou-nos e nunca mais nos encontramos com os nossos companheiros. Curitiba: Secretaria de Cultura do Paraná. _____ O megalitismo na pré-história brasileira.USP. n. ano 13. 1998. doze homens e três . Mantivemo-nos juntos no mar durante dois anos. O primeiro a dar a notícia da sua existência foi. junho 2001d. Clio . 1997b. a inscrição foi trazida para a ribalta. _____ Os enigmas de um continente: as origens da arqueologia americana (1750-1850). 25. Curitiba. _____ O mito do Eldorado. março 2001a. o original. p. Mimeo. em 1864. _____ A pedra da Gávea e o imaginário arqueológico do império. p. que se baseou num desenho enviado. alguma vez. n. a cidade do rei. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE . São Paulo. 12. n. ao Museu do Rio de Janeiro. vol. Espaço Plural. Locus (UFJF). São Paulo. No prelo. 7. 1. _____ Mitos arqueológicos e poder. Estudos Ibero-Americanos (PUCRS). 9. n. _____ Os vikings no Brasil: origem e significado de um mito arqueológico. pelo americano Cyrus H. dois anos antes. XXVII. _____ A cidade perdida da Bahia. Rio de Janeiro. No prelo. 148-163. Sacrificámos um jovem aos deuses e as deusas. Espaço Plural. Ninguém. 10. É este o texto da inscrição: "Nós somos filhos de Canaan de Sidon. no ano décimo nono de Hirão. Recife. _____ Origens da egiptologia. em 1968. _____ Ruínas e mito: a arqueologia no Brasil Império: 1840-1889. 8. Marechal Cândido Rondon. O comércio atirou-nos a esta praia distante. v. _____ Enigmas arqueológicos e civilizações perdidas no Brasil novecentista. Universidade Federal do Paraná. afirmando peremptoriamente a sua autenticidade.questões e debates (UFPR). nem mesmo Ladislau Netto. n. 136. 109-125. a volta da Terra de Cam (África). _____ As origens da arqueologia clássica. n. _____ O caso da pedra fenícia da Paraíba e outras polêmicas arqueológicas do Império.Série Arqueológica (UFPE). Revista de História (USP). p. No prelo. FENÍCIOS NO BRASIL É famosa a chamada "Inscrição da Paraíba". 25-40. No prelo. p. Revista de Arqueologia (SAB Sociedade Brasileira de Arqueologia). por um tal Joaquim Alves da Costa.Universidade Estadual do Oeste do Paraná). ano III. 1997d. Anos 90 (UFRGS). (Cepedal/Unioeste Universidade Estadual do Oeste do Paraná). Curitiba. 9. (Cepedal/Unioeste . Tese de doutorado em História. Gordon.

Na resposta de um deles julga ter encontrado a caligrafia do misterioso Joaquim Alves da Costa. em Pouso Alto. crê ter identificado o falsário. entretanto. Pedro II. Recentemente.mulheres. Cyrus Gordon. Netto. uma carta aberta. inclusive na imprensa mundial. caiu por completo no esquecimento. que considera capazes de fabricar a inscrição fenícia. reputado intelectual e precursor do estudo da Pré-história do Brasil. escreve a Renan. da Brandeis University. uma das maiores autoridades contemporâneas em línguas mortas. Depois de anos de acirrados debates. o almirante. tanto mais porque era precisamente um dos maiores especialistas brasileiros no assunto. esta inscrição. Em fins do século passado foi encontrada. Netto escreve a cinco pessoas: quatro estrangeiros e um brasileiro. declara. que terminou por ser considerada apócrifa. Da existência de um império colonial fenício no Nordeste brasileiro. Tais palavras e formas gramaticais. classificando-a categoricamente como falsa. Submetida a Ladislau Neto. voltou a ocupar a atenção dos estudiosos. uma pedra com uma inscrição em escrita arcaica. a uma praia que eu. mas nunca chegaria a revelar o seu verdadeiro nome. vocábulos e formas fenícias que só se tornariam conhecidos muitos anos depois. governo. Possam os deuses e as deusas favorecer-nos!" Cyrus H. em 1885. Segundo êle. a escrita foi por êle identificada como fenício e traduzida para o português. absolutamente negativo. em Boston. Gordon afirma que nenhum mistificador poderia ter forjado. as referências ao soberano tornam-no na principal suspeita. foram autenticadas por inscrições descobertas desde então em escavações fenicias feitas na área do Mediterrâneo. . Ladislau Netto divulgou a inscrição em 1874. graças às pesquisas feitas pelo prof. suspeitas naquela época. o Dr. há um século. e que teve se interessar pelo problema devido a pressões de D. Em resposta. escreve-lhe uma segunda vez e a carta de resposta não lhe deixa nenhuma dúvida. porquê? Segundo Geraldo Ireneo Joffily. Nesta revela que sempre teve dúvidas sobre o caso. O parecer de uma das maiores autoridades da época. Não tendo conseguido identificar o remetente da carta nem a propriedade de Pousio Alto onde a inscrição fora achada. Em outras palavras. os vocábulos e a construção gramatical que levantaram suspeitas sôbre a autenticidade da inscrição de Pouso Alto nos fins do século 19 são precisamente o que hoje atesta sua veracidade. admirador das culturas clássicas e pré-clássicas e estudioso das línguas semitas. assim que dela teve conhecimento. Gordon acreditava existirem neste texto particulariedades linguísticas que não podiam ser conhecidas por um falsário em 1872 uma vez que só mais tarde se tornaram do conhecimento dos estudiosos. Ernest Renan foi.

onde os piagas. Um dos maiores porém foi desviado pelos ventos e correntes marinhas para o litoral brasileiro. sob o domínio colonial dos fenícios. A fortaleza abrange uma área retangular de 25 hectares. ou seja. ruínas do grande centro nacional. numa nova praia que eu. teriam guardado as tradições e a língua dos tupis. como um parque. nosso poderoso rei. De acôrdo com Ludovico Schwenhagen. moabitas. partindo de Ezion-Geber. uma terra de montanhas. Embarcamos em EzionGeber. Primeiro vem a sucessão de rochedos de 1. além de suas muralhas. no Mar Vermelho. Ludovico Schwenhagen. com a destruição de Cartago (herdeira do poder marítimo e do comércio de Tiro e Sidon) pelos romanos. também registrou as viagens dos cartagineses a um distante país. de Sidon. Os rochedos.O texto. mas fomos separados por uma tempestade e afastamo-nos de nossos companheiros. indica um forte espírito de aventura e exploração. ou sacerdotes de Tupã. que registrou a viagem de circumnavegação da África pelos fenícios. comenta Gordon. elaborou uma planta com a indicação dos seus diversos componentes. disponibilidade de pessoal náutico treinado e um efetivo conhecimento da ciência da navegação. Segundo Ludovico Schwenhagen elas só terminaram em 146 a. E acrescenta que as viagens dos fenícios e seus aliados canaanitas (hebreus. os povos tupis. um alto nível de arquitetura naval. diz: "Somos filhos de Canaan. C. controlo. a referida expedição tentou a circunavegação da África em sentido contrário ao tentado por Cabral. O nome Piauí teria. O comércio nos trouxe a esta distante praia. (Cyrus Gordon. deixando antever. arcos e pequenas tôrres. depois de estudar extensamente Sete Cidades. para leste. Heródoto. Descrição de Sete Cidades É dentro dêste quadro histórico que devemos analisar a tese de Ludovico Schwenhagen sôbre as Sete Cidades. o Almirante.. no município de Piracuruca. cheia de casas. sua origem na palavra piagui. vindos de uma ilha das Caraíbas. um pequeno intervalo de planície dá acesso à Primeira Cidade. edomitas. político e religioso que. "The authenticy of the phoenician text of Parahyba) Como diz o texto. então. A circumnavegação da África pelos fenícios. formada por enormes blocos de pedra de 5 a l0m de altura. mais alguns contrafortes. Mas auspiciosamente possam os exaltados Deuses e Deusas interceder em nosso favor'. Permanecemos no mar juntos por dois anos em volta da terra pertencente a Ham (África). e viajamos com dez navios. por entre as quais se estende. a cidade do rei. E assim apartamos aqui. continuaram através do séculos. além dos oceanos. terra dos piagas. fixaram-se nesse local. Sacrificamos um jovem aos deuses e deusas exaltados no ano 19 de Hiram. marginando uma larga e extensa avenida. assim. cartagineses e outros) para o Nôvo Mundo. o arvoredo sombroso. teria grupado sete poderosos povos tupis numa gigantesca confederação.. na tradução de Cyrus Gordon. Transposta esta linha há um desfiladeiro que conduz às muralhas da fortaleza. . ruínas de uma linha avançada em cuja lombada se teriam abrigado outrora batalhões de guerreiros. doze homens e três mulheres. Assim começa a Segunda Cidade. ao atingir o ponto onde fenômeno identico ocorreu com a frota portuguesa.2OOm de extensão. se dividem em duas linhas comprimidas. E.

vem de Maran-lon. a grande estátua do sacerdote-chefe e uma vasta coleção de pedras lisas e finas. isto é. na costa da Ibéria. Tróia na Etrúria (depois chamada Troila). Também de origem fenícia seria Touros. E o próprio nome Maranhão. idêntico ao dos tempos dos faraós. As cidades terminam ao pé da Serra Negra. de Phoenis. por onde suas muralhas ainda se alongam em semicírculo. A maioria dos críticos e leitores receberam-no com incredulidade. em seu livro "Antiga História do Brasil'. em direção ao sul. baseada em dados etnográficos. mas um visionário. mais quatro cidades se estendem.Na terceira Cidade está o Castelo. dois fatos importantes vieram depor a favor de sua tese: a comprovação factual de que os vickings tiveram colônias na América do Norte e a viagem de Thor Heyerdahl do Egito às Antilhas. cuja sede seria em Piracuruca. que teria descrito as viagens dos fenícios ao Brasil. históricos. segundo êle. contemporâneo de Júlio César. levaram milhares de troianos e seus aliados para suas colônias e com eles fundaram diversas cidades com o nome de Tróia. fechando um trato de campo fértil.possuidores de maiores recursos náuticos que vickings e egípcios . como José Olimpio de Mello. Tróia de Lácio. Daí Tutóia. do Norte. devido a emigrantes da Iônia. No Brasil teriam fundado Tur-Troya (Tur foi uma metrópole fenícia). quando os gregos destruíram Tróia. citado por L S. de grandes muralhas que se erguem a 21 metros de altura. e em cujo conjunto grandioso ficavam compreendidos o salão do Congresso. onde L S localizou o Rochedo do Globo. cortadas simetricamente uma biblioteca. e Carutapera. apoiandose ainda em narração de Diodoro. . grande lônia. L S escreveu seu livro há quase meio século. Os fenícios chamavam seu país de Caru. os fenícios. no Maranhão. em um barco de palha de papiro. consideram que êle era um homem de grande cultura e honestidade intelectual. Intelectuais piauienses que o conheceram pessoalmente e com êle conviveram. G. em Pernambuco.terem alcançado as costas brasileiras. guia para os navegadores canaanitas. Assim surgiram Tróia. ludovico Schwenhagen apresenta. talvez. Desde a publicação de seu livro. a sede do Govêrno e o Templo. em escultura primitiva. no interior. vindo de Tur ou Touro. (O nome Fenícia. A palavra da Geologia Geólogos que visitaram Sete Cidades acham que se trata de um empolgante conjunto de formas pitorescas esculpidas em arenito pelas águas superficiais. estação marítima dos fenícios no deita do rio Parnaíba. Abaixo do Castelo. entreposto de Sete Cidades. foi dado pelos gregos). L S enumera muitos outros argumentos em defesa de sua tese. Como êstes. Aí se encontra. grande historiador grego. 180 quilômetros distante. Segundo Diodoro. com o mesmo sistema e a mesma aparência das primeiras. com tanques subterrâneos e água perene. Schwenhagen e a tese fenícia Em defesa de sua tese da existência de um império colonial fenício no setentrião e nordeste brasileiros. onde a ação corrosiva de quase três milênios apagou os últimos vestígios de uma cultura ignorada. perto de Vigo. arqueoiógicos e lingüísticas. Outra estação marítima teria sido em Pedras do Sal ( Parnaíba-PI). entretanto. uma abundante documentação. Tr'oia na costa do Marrocos. perto de Veneza. pertencente ao período devoniano. também no deita parnaibano. demonstrando assim a viabilidade de os fenícios . Daí se originariam os nomes de Caruaru. no R.

000 metros. novas e inesperadas perspectivas. juntamente com os tupis. Josué Camargo Mendes. isto é. portanto. utilizando material das rochas? Seriam. como por sua estranha beleza e sua forma . Este trabalho não tem cunho acadêmico. Esta é a descrição mais simples e mais sintética da Pedra da Gávea. graças à descensão do fundo. onde está localizada Sete Cidades. ainda. surgiu no período siluriano. uma montanha de 842 mts acima do nível do mar. Ante as recentes descobertas arqueológicas e paleontológicas. Assim vai êsse homem demonstrando uma tese que pareceu sonho ou esfôrço de imaginação dos adivinhos da História". isto é o aproveitamento de um local com formações naturais propícias. que impressiona muito. Sua elaboração se deu no primeiro período do curso de História sem que houvesse uma preocupação rigorosa com fontes e/ou documentos. uma conjugação das duas coisas. emergindo os sedimentos ora transformados em rochas que passaram a sofrer erosão. Nela se acumularam. Extraído do livro: PRÉ-HISTÓRIA BRASILEIRA. complementado pelo trabalho humano? O estudo da Pré-história vem abrindo. diariamente. “Um imenso bloco de granito que surge abruptamente no mar”. Década 70 Impresso no Brasilo – Editora Cuplo LTDA. tendo sido ocupada inicialmente por mares e mais tarde por lagos e rios. Quase no fim de era paleozóica. teses antes tidas por fantasiosas adquirem nova expressão e nôvo fundamento. Cabe ressaltar que não há evidências históricas. a propósito da citada viagem do RA II. FATOS & LENDAS QUTRO ARTES – SÉRIR BRASIL. Os sedimentos marinhos dessa época constituíram a formação Serra Grande. na bacia do Parnaíba. onde se depositaram sedimentos marinhos. as bacias de acumulação elevaram-se. A grande questão Seriam as Sete Cidades apenas o resultado dessa erosão de 300 milhões de anos? Seriam as ruínas de uma cidade construída pelos fenícios e seus aliados caananitas. tanto por sua imponência. a bacia do Parnaíba. espessuras de sedimentos superiores a 2. Após cada um dêsses ciclos de sedimentação marinha. impíricas ou documentais suficientes para comprovar esta hipótese. Como escreveu Carlos Lacerda. que recebeu este nome dos portugueses na descoberta do Brasil. trata-se de um debate e algo a ser explorado. ao aportar na ilha de Barbados "Thor Heyerdahl e seus companheiros provaram o que queriam: os povos antigos se comunicaram sôbre os oceanos.De acôrdo com o prof. no carbonifero. uma das três grandes bacias sedimentares existentes no território brasileiro. o mar retornou ao interior da grande bacia.

. depois de alguns estudos. antes mesmo de Bernardo Ramos. é difícil não acreditar que o Brasil tenha sido descoberto pelos fenícios. no mínimo. mais tarde essas inscrições chamaram a atenção também de seu filho. Eu já havia ouvido falar na possível presença dos fenícios no Brasil. inscrições que pela apreciação. A Pedra da Gávea é um dos pontos mais exuberantes e misteriosos da cidade do Rio de Janeiro. sobretudo no Rio de Janeiro e ao receber a incumbência de produzir um trabalho científico sobre algum tema. Henrique José de Souza. foi o Prof. O pesquisador alemão Ludwig Shwennhagen. especialmente do Brasil. Outro que se dedicou a elucidar os mistérios da Pedra da Gávea. Os fenícios se estabeleceram em nosso país de maneira ostensiva e deixaram marcas por todos os lugares. várias inscrições que. O livro Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica. Um sábio cientista amazonense chamado Bernardo da Silva Ramos publicou um livro que veio aclarar. Por conta disso. O que em todos os resultados me faz acreditar ter sido ela “um templo fenício”. retratando um touro alado e coroado. árabes e até chineses. publicado em dois volumes e com 1. um relatório que citava os caracteres como sendo idiomáticos e do tempo do descobrimento do Brasil. Pedro I. figura conhecida na arte antiga. Diante de tais fatos e de opiniões tão abalizadas e respaldadas. o que possibilitou a tradução de algumas inscrições da Pedra da Gávea. decorrente dos povos do Oriente Médio e Mesopotâmia. Bernardo da Silva Ramos publicou também no seu livro. no bairro de São Conrado. elegi a estada dos fenícios na cidade maravilhosa. fundador do movimento eubiótico. soube-se que se trata de inscrições fenícias. mostrando o formato da esfinge que fora esculpida pelos fenícios. e ainda desvendando toda a história que deu origem ao monumento e à própria presença dos fenícios no Brasil. a função e o simbolismo da montanha. João VI já havia recebido de um religioso. e especificamente na Pedra da Gávea como minha afirmativa.100 páginas. a correspondência entre o alfabeto fenício e o hebraico. reproduzia as inscrições encontradas em todo Brasil. em muito os arcanos pelos quais a Pedra da Gávea encontra-se envolta. se mostraram repletas de caracteres fenícios. D. Com uma localização privilegiada à beira mar. assim como a estudiosos e cientistas. encanta moradores e visitantes. ele revelou com minudência. confirmando que os fenícios estiveram lá. vem a algum tempo intrigando seus observadores mais atentos.parecida com uma grande bigorna que do lado esquerdo parece com uma face humana com barbas. Talvez não haja no Brasil uma montanha cercada de tantas lendas e mistérios. formado por dois tipos de rochas distintas: a base de gnaisse e o topo de granito. por isso de relevada importância. gregos. que lembra em muito um homem com barbas. no entanto. é o maior monolito a beira mar do planeta. algumas teorias e expedições foram organizadas na tentativa de desvendar os mistérios da montanha. o Imperador D. A Pedra da Gávea apresenta além de seu formato inusitado. diz que os fenícios estiveram no Brasil por pelo menos 800 anos. por alguns detalhes que a Pedra apresenta.

a tradução para o hebraico e a transliteração para o português. onde encontrou alguns objetos fenícios. juntamente com dois de seus filhos (gêmeos) e uma frota de sacerdotes. Essa tradução foi posteriormente revisada pelo prof. soldados. As marcas deixadas pelos fenícios também foram encontradas em outras partes do Brasil. Em sua face oeste pode-se observar uma reentrância na rocha. A pedra também era usada como mirante. Henrique de Souza para: “TYRO PHENICIA. Henrique José de Souza. com túneis. câmaras e túmulos. Henrique.C.” Segundo o Prof. iniciou uma série de mergulhos na baía de Guanabara. Abaixo. entre outras. JETHBAAL. e com uma infindável rede de comunicação. . Para o Prof. que o acompanhava. Goiás. e 222 seguidores que representavam a elite do povo fenício. foram encontrados em um lago. no Piauí por exemplo. transcritas no livro de Bernardo Ramos. em 1982. Um pesquisador francês chamado Apollinaire Frot encontrou inscrições fenícias em Minas Gerais.Há algumas inscrições fenícias na Pedra da Gávea. segundo ele. Na época dos fenícios a Pedra da Gávea teria sido um grande Templo. na entrada de Fortaleza. com as dimensões de 15 metros de altura e 7 metros de largura. foi encontrada uma única vez. raios de sol. e encontrou 3 (três) vasos de cerâmica de origem fenícia. escravos. são tantas inscrições que “ocupariam vários volumes se fossem publicados”. Uma equipe de parapsicólogos descreveu o interior da Pedra como sendo oca. um arqueólogo americano chamado Robert Frank Marx. Infelizmente a entrada para o local onde as múmias estavam. um rei fenício chamado Badezir. inscrições que eram constantes nas escritas pré-históricas. gente do povo. Nesse Templo foram encontrados os corpos mumificados dos filhos gêmeos do rei Badezir. os caracteres isolados. Em seguida. PRIMOGÊNITO DE BADEZIR. daí vem o nome “Gávea” que significa Mirante dos Navios. o pesquisador Raimundo Lopes fez algumas escavações na década de 20 no lago Pensiva. Mais uma prova da presença fenícia no Rio de Janeiro serra que. que viveu cerca de 800 a. dirigiu-se para o Brasil depois de ser expulso da Fenícia. e militares que foram expulsos por permanecerem fiéis a ele. esculpido interiormente e formado por grandes salões que se comunicavam. com a praia rochosa situada abaixo da Pedra. no topo da “cabeça” podem ser encontradas inscrições que representam serpentes. Na primeira fileira. No Nordeste ainda hoje pode-se encontrar resquícios de canais de irrigação e monumentos como “A Galinha Choca”. Foram encontradas na Pedra da Gávea inscrições que fazem menção ao nome do rei Badezir e de seu pai. O próprio nome “Brasil” seria derivado de “Badezir”. que se interessava em encontrar provas de navegação pré-colombiana dentro do Brasil. como ainda acontece. por um conluio entre as castas militar e religiosa. dos quais 2 (dois) foram entregues à Marinha e 1 (um) ficou com o mergulhador José Roberto Teixeira. o Brasil já era um local há muito conhecido pelos fenícios. estaleiros fenícios e um porto. No Maranhão. como as letras estão dispostas na Pedra. Mato Grosso e Bahia.

Para obter matérias-primas e conseguir vender sua produção. próximo à Dacar. caça e peixe. abundante em frutas. quando os cananeus vieram da Mesopotâmia (atual Iraque) para se estabelecer na atual costa libanesa. Tiro (no atual Líbano) Arvad. Assim conta Diodoro a viagem dos fenícios: “Os navios andavam para o Sul. A Fenícia não tinha um governo unificado.C. em 332 a. As cidades-Estados disputavam entre si e com outros povos. citada por Gustavo Barroso. Mas. e ultrapassaram o Mediterrâneo alcançando a costa africana do Atlântico e atravessaram o Atlântico para visitar o chamado “Novo Continente”. cada qual com seu governante. ele foi deposto do seu reino e expulso da Fenícia. um rei fenício chamado Badezir. Seu legado é notável: inventaram e difundiram o alfabeto que deu origem ao alfabeto moderno e também foram os primeiros a fabricar o vidro. mas. Sidon. a costa sententrional da África.500 anos antes do nascimento de Cristo.. segundo ele. com muitas serras no interior. a cidade de Tiro. cobertas por imensas florestas. saiu da costa da África. aportou em terras brasileiras. Ali. subitamente. formado por grandes comerciantes.A origem do povo libanês remonta a cerca de 3. Beirute. intenção que os fez tornarem-se exímios navegadores. uma frota fenícia que atravessou a costa do Oceano Atlântico no rumo do Sudoeste. militares e outros. Assim se deu “a descoberta do Brasil” Muito tempo após o que foi relatado acima.. algumas adotavam a Monarquia Hereditária. havia uma . donos de terras e armadores. nessa época foram escritos os letreiros que ainda hoje podem ser encontrados na Pedra da Gávea e em outros pontos do país. que se transformou na principal atividade econômica. da Bahia ao Rio Grande do Sul para YetBaal. perseguindo as mesmas correntezas. com dois de seus filhos. “representando a parte espiritual”. Uma lenda árabe. Foi o início da civilização Fenícia. ao longo da costa da África. perderam a vista do continente e uma violenta tempestade levou-os ao alto mar. Os fenícios não eram guerreiros e não pretendiam conquistar terras. voltaram-se para o comércio marítimo. mas quando a produção passou a não acompanhar o crescimento da população. com praias lindas. Ugarit (na Síria) e Cartago (na Tunísia). a primeira viagem dos fenícios ao Brasil. notória pela habilidade no comércio e nas grandes navegações. o controle das principais rotas comerciais. descreve nos capítulos 19 e 20 do 5° livro. com suas poderosas cidades-estados de Byblos. A florescente atividade econômica fez dos fenícios uma potência comercial no Mediterrâneo. Eles visitaram com suas numerosas frotas de navios toda a orla mediterrânea da Europa. descobriram eles uma grande ilha. entre elas o artesanato e o comércio. O rei Badezir estabeleceu seu reino aqui e dividiu o Brasil em duas partes: da região que hoje compreende do Amazonas a Bahia para Badezir “representando a parte material”. tinham apenas a intenção de abrir novos entrepostos comercias. O escritor grego chamado Diodoro (da Sicília) que publicou uma coleção de 45 livros sobre a história universal. resolveram partir para outras atividades. Viviam da pesca e da agricultura. penetraram no Mar Negro. além de escravos. Alexandre Magno destruiu a metrópole da Fenícia . e com uma população pacífica e inteligente”. com rios navegáveis. os promissores dias do Império de Badezir e Yet-Baal no Brasil tinham os dias contados. fala que na entrada de uma baía num continente no Sul. outras eram governadas por um conselho de Anciãos. era constituída por cidades-Estados. com um clima ameno. e até esta data foi constante as relações comercias entre a Fenícia (atual Síria) e o Brasil.

que fica justamente na entrada da barra da baía de Guanabara. E mais adiante.” Acrescenta o Professor Henrique: “Badezir acorreu com Baal-Zin e um mago. num santuário oculto pelas selvas . por sete anos.C. Foram realizadas algumas escavações. e intensas correntes marinhas. eles afirmaram não ter visto nada além da rocha maciça. depois de uma rampa que vai dar ao mar. e que depois o transferisse para certa região do Amazonas. levando 13 pesquisadores sob o comando do presidente da instituição. São muitas as correntes que não acreditam que as inscrições na Pedra da Gávea tenham suas origens nos fenícios. Morreu pouco tempo depois. desconhecido para o vulgo. águas escuras. O instituto de arqueologia brasileira no ano de 1961 promoveu um trabalho arqueológico considerado sério na Pedra da Gávea. Repórteres do jornal O GLOBO acompanharam uma expedição de cientistas da UFRJ e da UERJ e publicaram uma matéria que mostrava o resultado da expedição. e descartaram qualquer hipótese da presença dos fenícios. e até mesmo desacreditam que eles estiveram por aqui. (. como outrora nos túmulos faraônicos do velho Egito. sendo acionada pelo referido escravo núbio. em uma de suas travessias. O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro fez uma expedição à montanha em 23 de março de 1839 e o resultado da expedição assegurava que as inscrições na Pedra eram meramente resultado da ação da natureza e que antes de Cabral. da Uerj. o interior da Pedra da Gávea: “Duas múmias. no entanto. Para quem deseja atravessar a água entre as duas porções de terra que correspondem hoje a Rio e Niterói.) sendo que na cabeceira se encontram dois jarrões contendo flores em parafina. “As tais inscrições não passam de falhas geológicas. etc. Com um GPR (radar de penetração no solo) que tem a capacidade de “enxergar” através da rocha.afirmou o geólogo Marco André Malmann Medeiros.. em dois vasos canópicos.grande mole de pedra chamada MANO SATANAS. colocadas uma junto à outra sobre uma mesa de pedra. vindo seus ocupantes a morrer por afogamento. Claro Calazans Rodrigues. e dos lados. que eram considerados seres divinos. na Pedra da Gávea. dos dois escravos núbios. . este local é o mais próximo. sem nenhum resultado. nos pés também se acham duas outras. o Prof. movida por uma roda que ia ter à pequena hélice na popa.. chegando muitos dias depois.. Em 1931 foi organizada uma expedição em busca do túmulo de um rei fenício que teria desaparecido em 850 a... Henrique José de Souza identificou como sendo o famoso morro do Pão de Açúcar.Os corpos dos irmãos. o que “derruba” a hipótese de a Pedra da Gávea ter sido a tumba do rei Badezir. os manes das duas referidas múmias. Como entrada da baía é um local de grande profundidade. foram levados para o interior da Pedra da Gávea. a barquinha que conduzia os Gêmeos. ninguém havia passado pelas terras brasileiras. que o Prof. pedindo ao sacerdote que o mumificasse. como esfinge fenícia que é – uma barquinha de teto esmaltado de azul. juntamente com o casal de escravos núbios que os acompanhavam. deixando-o ao lado de seus filhos. pela parte traseira da mesma Pedra.. O Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA descreve num impressionante relato. os minérios mais sensíveis gastam e o resultado ficou com a aparência de inscrições” . A escrava morreu alguns anos depois. Com as intempéries. Transformava-se o Divino Templo em triste túmulo.

a tradução de algumas delas. na folha 66 do primeiro volume traz a seguinte carta: “Em uma das montanhas do litoral do Rio de Janeiro. já muito destruídos pelo tempo e que revelam antiguidade. ao vê-la. Livro Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica. Essa inscrição foi vista e observada por um conhecedor das línguas orientais que. Sua elaboração se deu no primeiro período do curso de História sem que houvesse uma preocupação rigorosa com fontes e/ou documentos. antropólogo cultural e um dos fundadores do Centro Brasileiro de Arqueologia.br site: www. levou para a Avenida no carnaval de 2001 o enredo: “No embalo dos fenícios” que contava a história do comércio. impíricas ou documentais suficientes para comprovar esta hipótese. trata-se de um debate e algo a ser explorado. as provas de que ela ocorreu são inúmeras. inclusive a América. A revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil. os vasos de cerâmica encontrados na baía de Guanabara. há uma inscrição em caracteres fenícios. ao sul da Barra. especialmente do Brasil – Bernardo Ramos.com Fragmentos da matéria publicada no jornal O GLOBO de 06 de agosto de 2000. ATENÇÃO Este trabalho não tem cunho acadêmico. concluiu que o Brasil tinha sido visitado por nações conhecedoras da navegação que aqui estiveram antes dos portugueses”. e a afirmação de abalizados pesquisadores do assunto nos fazem ao menos pensar. Partindo do princípio de que o Brasil já havia sido descoberto pelos fenícios antes de Cabral. BIBLIOGRAFIA site: www.novolibano. partindo da Fenícia até chegar na Mangueira.“Ainda não há prova científica da vinda dos fenícios ao Brasil. nem em outro estado” .com. Apesar de muitas correntes não aceitarem a presença dos fenícios por aqui. Nem no Rio. o carnavalesco Max Lopes da escola de samba carioca Estação Primeira da Mangueira. “Os dados obtidos não mostram nada além da rocha maciça” – Disse a geofísica Paula Ferrúcio. professora da UFRJ. .afirmou o professor Francisco Otávio da Silva Bezerra. portanto.vidhya-virtual. Cabe ressaltar que não há evidências históricas. Inscrições com características fenícias em rochas em todo o Brasil. Reprodução de moeda fenícia mostrando o que parece ser um mapa-múndi com todos os continentes conhecidos atualmente.

cujos membros são da mesma raça.com/educacao-artigos/os-fenicios-nobrasil-1094055.html" (Artigonal SC #1094055) Marcos Clayton Assis Sodré . Daniel R. A Plebe.com. Granito : Rocha granular caracterizada essencialmente por quartzo e um feldspato alcalino. Monólito : 1. com o corpo central quadrangular e as extremidades em ponta geralmente cônica.terra. Particularidade. Arcanos: Mistérios. etnia. Vulgo : O Povo. Carneiro site: jbonline.Perfil do Autor: .artigonal. Retrieved from "http://www. religião ou profissão. cristalina. e se casam entre si. Minudência : Pormenor.Foto do site “terrabrasil”: Eduardo Lage Santos. de composição mineralógica muito variável. Elucidar. sobre a qual se malham e amoldam metais. Gnaisse : Rocha laminada.br GLOSSÁRIO Bigorna : Peça de ferro. Aclarar : Esclarecer.Pedra de grandes dimensões 2 – Monumento feito de um só bloco de pedra. Kiarash Ertebati. Conluio : Trama. Castas : Camada social hereditária. Carlos Péres Gomar. Esfinge : Monstro mitológico.

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