UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA – RS Centro de Ciências da Saúde Departamento de Microbiologia e Parasitologia

Livro didático – 2ª edição - 2007

Dra. Sílvia Gonzalez Monteiro Professora de Parasitologia Veterinária

Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências da Saúde Departamento de Microbiologia e Parasitologia

Este livro didático tem a finalidade de auxiliar os alunos em Medicina Veterinária no estudo dos parasitas dos animais domésticos.

INDICE:

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Conteúdo Programático Conceitos em Parasitologia Tipos de Parasitos Tipos de Hospedeiros Tipos de Ciclo dos Parasitos Especificidade dos Parasitos Ação do Parasito sobre o Hospedeiro Períodos de Parasitismo Classificação dos Seres Vivos Regras Internacionais de Nomenclatura Zoológica Filo Arthropoda Classe Arachnida Ordem Acari (Acarina) Subordem Mesostigmata Família Dermanyssidae o Gênero Dermanyssus

13 17 17 18 18 18 18 19 19 20 22 23 24 24 24 24 25 26 26 26 27 27 28 28 29 29 30

Família Macronyssidae o Gênero Ornithonyssus

Família Laelapidae o Gênero Laelaps

Família Macrochelidae o Gênero Macrocheles

Família Varroidae o Gênero Varroa

Família Raillietidae o Gênero Raillietia

Subordem Metastigmata (Carrapatos)

• Família Ixodidae (carrapatos duros) o o o o Gênero Rhipicephalus Gênero Boophilus Gênero Amblyomma Gênero Anocentor 30 33 35 37 38 38 39 40 41 42 43 44 45 45 45 46 46 47 47 48 48 54 54 54 54 54 55 55 57 • Família Argasidae (carrapatos moles) o o o Gênero Argas Gênero Ornithodorus Gênero Otobius • • • • Pôster Carrapatos Subordem Astigmata (sarnas) Morfologia das Sarnas Família Sarcoptidae o o Gênero Sarcoptes Gênero Notoedres • Família Cnemidocoptidae o Gênero Cnemidocoptes • Família Psoroptidae o o o Gênero Psoroptes Gênero Otodectes Gênero Chorioptes • • Subordem Actinedida (Prostigmata) Família Cheyletidae o Gênero Cheyletiella • Família Myobiidae o Gênero Myobia • Família Demodecidae o Gênero Demodex • Família Trombiculidae .

o • • • • • • Gênero Trombicula.Sugadores) o o o o Gênero Pediculus Gênero Pthirus Gênero Haematopinus Gênero Linognathus • • Pôster Piolhos Ordem Hemiptera o Família Reduviidae (Barbeiros) • • • Gênero Panstrongylus Gênero Triatoma Gênero Rhodnius o Família Cimicidae (Percevejos) • Gênero Cimex . Eutrombicula 57 58 58 59 64 65 66 67 67 68 68 68 69 69 69 70 70 70 72 73 74 76 77 77 78 78 79 79 79 Subordem Cryptostigmata Família Oribatidae Classe Insecta Classificação dos insetos Ordem Phthiraptera (Piolhos) Subordem Amblycera (Antenas escondidas) o o o Gênero Menopon Gênero Menacanthus Gênero Heterodoxus • Subordem Ischnocera (Antenas livres) o o o o o Gênero Trichodectes Gênero Bovicola Gênero Felicola Gênero Goniodes Gênero Lipeurus • Subordem Anoplura (Picadores .

o • Gênero Ornithocoris 80 82 83 84 85 85 87 88 89 91 92 92 93 94 96 98 100 102 104 105 107 108 109 109 110 111 113 114 114 Ordem Siphonaptera (Pulgas) o o o o Gênero Tunga Gênero Ctenocephalides Gênero Pulex Gênero Xenopsylla • • • • • Pôster Pulgas Ordem Diptera Classificação dos Diptera Subordem Nematocera .Classificação Subordem Nematocera (Mosquitos) o o o o o Gênero Anopheles Gênero Aedes Gênero Culex Gênero Culicoides Gênero Lutzomyia • • Gênero Simulium Subordem Brachycera Tabanomorpha (Mutucas) o o Gênero Chrysops Gênero Tabanus • Subordem Brachycera Cyclorrapha (Moscas) o o o o o o o o Gênero Musca Gênero Fannia Gênero Stomoxys Gênero Haematobia Gênero Cochliomyia Gênero Chrysomyia Gênero Phaenicia Gênero Sarcophaga .

• • Gênero Oestrus Gênero Dermatobia o Gênero Gasterophilus 115 116 118 119 119 119 119 120 120 121 122 123 124 125 126 127 128 131 134 134 136 137 138 139 137 140 142 144 144 • • Seção Pupipara Família Hippoboscidae o o o o Gênero Hippobosca Gênero Pseudolinchia Gênero Lipoptena Gênero Melophagus • • • • Filo Protozoa – Chave de Classificação Filo Protozoa (Unicelulares) Subfilo Sarcomastigophora Classe Mastigophora – Locomoção por Flagelos o o o o o Gênero Tritrichomonas Gênero Giardia Gênero Histomonas Gênero Trypanosoma Gênero Leishmania • • Subfilo Apicomplexa Classe Sporoazida ou Coccidia o o o o o o o Gênero Eimeria Gênero Isospora Gênero Cryptosporidium Gênero Toxoplasma Gênero Cystoisospora Gênero Neospora Gênero Hepatozoon • Classe Piroplasmasida o Gênero Babesia .

• Ordem Rickettsias o o Gênero Ehrlichia Gênero Anaplasma 147 147 149 151 151 152 153 154 156 156 159 161 163 165 165 166 167 168 168 170 171 173 • • • Helmintologia (Metazoários) Filo Plathelmintos (Vermes Achatados) Classe Trematoda (Vermes em forma de folha) o o o o Gênero Fasciola Gênero Eurytrema Gênero Paramphistomum Gênero Schistosoma • Classe Cestoda (Vermes segmentados) o o o o o o o o o o Gênero Taenia Gênero Echinococcus Gênero Davainea Gênero Raillietina Gênero Dipylidium Gênero Amoebotaenia Gênero Anoplocephala Gênero Paranoplocephala Gênero Moniezia Gênero Thysanosoma • • • Filo Nemathelminto (Vermes redondos) – Chave de Classificação Classe Nematoda Ordem Rhabditida o Gênero Strongyloides 174 176 176 178 178 179 179 • Ordem Oxyurida o Gênero Oxyuris • Ordem Ascaridida o Gênero Heterakis .

o o o o o o • Gênero Ascaridia Gênero Ascaris Gênero Parascaris Gênero Neoascaris Gênero Toxocara Gênero Toxascaris 180 180 181 182 182 183 184 185 188 189 190 192 194 196 198 199 201 202 203 205 206 207 207 208 209 210 211 211 213 Ordem Strongylida o o o o o o o o o o o o o o Gênero Strongylus Gênero Triodontophorus Gênero Syngamus Gênero Stephanurus Gênero Oesophagostomum Gênero Ancylostoma Gênero Bunostomum Gênero Trichostrongylus Gênero Haemonchus Gênero Cooperia Gênero Ostertagia Gênero Hyostrongylus Gênero Dictyocaulus Gênero Nematodirus • Ordem Spirurida o o o o Gênero Habronema Gênero Draschia Gênero Dipetalonema Gênero Dirofilaria • Ordem Enoplida o o Gênero Trichuris Gênero Capillaria .

o • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Gênero Dioctophyma 213 215 215 217 220 221 222 222 223 224 225 225 227 227 228 228 230 232 238 246 251 257 261 271 TÉCNICAS Coleta e montagem de endoparasitas Pesquisa de ectoparasitas Pesquisa e coletade ácaros produtores de sarna Técnicas helmintológicas Técnica de Willis Técnica de Hoffman Técnica de Baermann Técnica de Sedimentação pelo acetato de etila Técnica de centrífugo-flutuação Técnica de Mac Master Exame direto de fezes Coprocultura Esfregaço direto de fezes Método da gota espessa Fórmulas Exame de fezes de cão e gato Exame de fezes de ruminantes Exame de fezes de suínos Exame de fezes de equinos Exame de fezes de aves Diagnóstico dos principias protozoários Principais artefatos encontrados em exame de fezes .

1.13 ______________________________________________________________________________________________ CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Os ectoparasitos devem ser entregues em álcool 70oC. A etiqueta deve ser escrita em papel de seda à lápis e imersa dentro do vidro onde está o parasito. sinonímias. -Ordem e Classes.1-CLASSE ARACHNIDA 1. EMENTA: Estudo morfológico. escritas e/ou orais) e -Classificação das Espécies. data e local da coleta. Estudo do controle e diagnóstico. Conhecimentos sobre o ciclo evolutivo.1-Ordem Acarina Subordem Mesostigmata _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Os endoparasitos devem ser fixados em RaillietHenry (ácido acético+formol+água). apresentação de coleção de parasitas. biológico e sistemático dos principais parasitas dos animais domésticos. Agulha histológica. pinça. MATERIAL PARA AULAS PRÁTICAS: Jaleco. ecológico. Aplicação das técnicas de diagnóstico dos parasitos dos animais PROGRAMA DA DISCIPLINA: UNIDADE I INTRODUÇÃO A PARASITOLOGIA Conceito Definição de Parasito Tipos de parasito Tipos de Hospedeiro Tipos de ciclos do parasito Especificidade dos Parasitos Ação do parasito sobre o hospedeiro Períodos de Parasitismo parasitológico para identificação dos parasitas dos animais domésticos. REGRAS INTERNACIONAIS DE NOMENCLATURA -Classificação dos seres vivos AVALIAÇÕES: Os alunos serão avaliados através de duas provas (práticas. identificados com nome do espécime. a epidemiologia e a importância econômica dos parasitos dos animais domésticos. data e local da coleta. fisiologia. Famílias.1. UNIDADE II FILO ARTHROPODA COLEÇÃO: A coleção é composta por seis alunos. nomenclatura. Gêneros. localização e hospedeiros domésticos. identificados com nome do Disciplina: Parasitologia Veterinária Curso: Medicina Veterinária Departamento: Microbiologia e Parasitologia Horas/aula: 90 Validade: a partir de 2002 espécime. morfologia. A etiqueta deve ser escrita em papel de seda a lápis e imersa dentro do vidro onde está o parasito. OBJETIVOS: Oferecer aos estudantes do Curso de Medicina Veterinária: Conhecimentos sobre taxonomia.

Myobiidae-CheyletidaeMyobia Cheyletiella a.Família Tabanidae _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Demodex .Família Argasidae 1.Família Oestridae .Família Simulidae . –Ordem Diptera Sub-Ordem Prostigmata Famílias: .Família Menoponidae .Família Cimicidae Sub-Ordem Metastigmata . – Ordem Phthiraptera a.2. – Ordem Hemiptera a.Sub-Ordem Fracticipta .Família Gasterophilidae b.Família Trichodectidae . Trichomonadidae .Família Sarcoptidae .3.Família Hystrichopsyllidae Sub-Ordem Astigmata .2.Sub-Ordem Anoplura .2. – Ordem Siphonaptera a.Família Philopteridae UNIDADE III Protozoários c..Família Ixodidae .Família Culicidae .Sub-Ordem Ischnocera .Sub-Ordem Brachycera Cyclorrhapha 1.Família Psoroptidae b.4.2.Família Ceratopogonidae .2.Sub-Ordem Nematocera .Família Oribatidae c.Família Hectopsyllidae .Família Boopidae .Sub-Ordem Amblycera .Família Haematopinidae Conceito.Família Cuterebridae .Família knemidocoptidae .Sub-Ordem Brachycera Tabanomorpha Sub-Ordem Cryptostigmata .Família Reduviidae .Família Hippoboscidae .Família Calliphoridae .Família Pediculidae 1.Família Sarcophagidae .Demodecidae.Sub-Ordem Gymnocerata .Trombicula b.2.14 ______________________________________________________________________________________________ -Família Dermanyssidae -Família Macronyssidae -Família Laelapidae -Família Macrochelidae -Família Varroidae -Família Raillietidae .Família Psychodidae -Trombiculidae.Sub-Ordem Integricipta .Família Muscidae .CLASSE INSECTA 1.1.Família Pulicidae 1. Morfologia Geral Endamoebidae.

Haemoproteidae.Acari. ENA/UFRRJ.Morfologia de Trematódeos . Insetos de Interesse Médico-Veterinário. Dioctophymatidae. .Protostrongylidae. Dicrocoelidae Paramphistomatidae Schistosomatidae Técnicas de exames de fezes . .Davaineidae. Cuterebridae. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Conceito.Ixodida e Acaridida . Morfologia Geral . Ed.Identificação de larvas de Trichostrongylidae .Stephanuridae. 1. Subuluridae. Hepatozoidae Babesiidae.Diagnóstico de Hemoparasitos .Morfologia de Protozoários UNIDADE VI Nematoda .Diptera . Sarcophagidae. O. Tetrameridae.Trichostrongylidae. Hymenolepidae .15 ______________________________________________________________________________________________ - Hexamitidae. CARRERA. Insetos do Brasil – vols.Coleta e conservação de Artrópodes .Acuriidae. Morfologia Geral Fasciolidae. Mastigoamoebidae Trypanosomatidae Eimeridae Sarcocystidae Plasmodidae. Morfologia Geral . Editora UFPR. Heterakidae . A 1960. . Santiago do Chile. Syngamidae. Anoplocephalidae. M. 1991.Conceito. 247 p.Dilepididae.Coleta e conservação de Helmintos . . Gasterophilidae . O. Oestridae. 2 e 4. .Morfologia de Nematódeos .Brachycera e Muscidae .Spiruridae.Dipetalonematidae. Ascaropidae.Ascaridae. 1a edição 228 p. . 1a edição.Trichuriidae AULAS PRÁTICAS . . Editorial Germinal. Thelazidae.Oxyuridae . Simulidae Psychodidae e UNIDADE IV Trematoda Conceito. Gamasida e Oribatida .Culicidae. .Taeniidae.Physalopteridae.Ancylostomatidae.Ceratopogonidae. Las Enfermedades Parasitarias de los animales domésticos em la américa latina.Mallophaga e Anoplura . COSTA LIMA. .Calliphoridae. BIBLIOGRAFIA BARRIGA. Strongyloididae .Morfologia de Cestódeos . Filariidae.Técnicas de exame de fezes .Rhabditidae. Theileridae Anaplasmataceae e Rickettsiaceae . 2002.Morfologia de ovos e oocistos UNIDADE V Cestoda .

1973.R. FORATINI. & JAMES. 1998.G. 380 p. Parasitologia. C. Bases da Parasitologia Médica. Manual de Acarologia Médica e Veterinária 6a edição UFMG. Editora Guanabara-Koogan. FORTES. Diagnóstico de Parasitismo Veterinário. J. M.. Portuguesa. T. Parasitologia Médica – 10a edição Guanabara Koogan. PINTO. 1983.. 1980. 2001. REY. M.com. 1977. ARMOUR. M.. J. REY. edição. C. L. Homepage: http://w3. URQUART. F. 1999. 208 p. Editora Sulina. 3a ed. 1975.br HARDWOOD. Rio de Janeiro. P. 375 p. 535 p. SOULSBY. 548 p HOFFMANN.M. Arthropods & Protozoa of Domestic Animals. R. DUNN. M. Parasitologia Veterinária – Editora Sulina 453 p. 1987. Veterinária. 856 p. 156 p. E. W. O. G.br NEVES. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . H. SLOSS. A. JENNINGS. Rio de Janeiro. Zooparasitos de Interesse Médico Veterinário. J. J.ufsm. 2002. Philadelphia. Parasitologia clínica veterinária. Lea & Febiger 824 p. 60edição. et al – 1982. Pimenta de Mello & Cia. 1987. Editora Manole.br/parasitologia E-mail laboratório:parasito@w3. FREITAS. Parasitologia GEORGI. Helminths. 252 p. E. Guanabara Koogan. 1248p. Parasitologia veterinária. Saunders.. Entomologia Médica. PESSOA. DUNCAN. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan. Entomology in Human and Animal Health. Rj. 1978. Segunda Editora Guanabara koogan. W. B. 1938. Volume 1-4 1a edição Universidade de São Paulo. J. L. P. 1979. 273 p. F.ufsm. 344p. L. 6aed. S. Diagnóstico e Tratamento das Doenças Infecciosas e Parasitárias. L. R. Elementos de Acarologia. E-mail: sgmonteiro@uol. W. Editora Nobel. 851 p.16 ______________________________________________________________________________________________ FLECHTMANN. Segunda edição.

17 ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO I Conceitos e Classificação ____________________________________________________________________________________ I . helmintos).Nematóides: têm uma dependência menor. A relação parasita . 1) PARASITO: Origem grega significa ser que se alimenta de outro (hospedeiro). botam ovos.TIPOS DE PARASITOS: 1) OBRIGATÓRIO: Aquele que precisa de um hospedeiro para sobreviver. carrapatos. Ex. eclodem as larvas que se alimentam do tecido necrosado. pois possuem tubo digestivo e obtêm seu O2 no próprio habitat. Normalmente essas larvas são encontradas em animais em 3) ECTOPARASITOS: São aqueles que têm contato com a pele dos hospedeiros.Termo 4) TEMPORÁRIO: Procura o hospedeiro somente para se vai a outro lugar que não o ideal e fica por acaso.Termo utilizado para ectoparasitos. Ex: helmintos e protozoários. bactérias. . seja têm fase de vida livre. alimentar.: pulgas e mosquitos. protozoários. 2) FACULTATIVO: Aquele que pode ou não viver parasitando.: Dipylidium.hospedeiro é muito importante. Ex.: Sarcophagidae (As moscas são atraídas pelo exsudato das lesões. por exemplo: Acantocéfalos e cestóides: têm uma II . putrefação. alimento. Ex: Toxoplasma. ou 2) ENDOPARASITOS: São aqueles que têm contato profundo com tecidos e órgãos dos hospedeiros. pois necessitam deles para sua nutrição. restrito à presença de parasitas externos. dependência de 100 % do hospedeiro. Ex: artrópodes (ácaros e insetos) como berne. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . 3) ACIDENTAL: Acidentalmente entra em contato com o hospedeiro porém não evolui nele. pulgas. Ex.CONCEITOS EM PARASITOLOGIA utilizado para endoparasitos (pode ocorrer infecção sem haver manifestação de doença). Indivíduo que necessita outro ser para ter abrigo. Aquele que 4) INFECÇÃO: Invasão de um hospedeiro por organismos (vírus. 5) INFESTAÇÃO: É o estado ou condição de ser infestado. para reproduzir e perpetuar a espécie.

ele se encontra na fase sexuada. Ex: 1) DEFINITIVO (HD): É aquele onde o parasito é encontrado na sua forma adulta. 3) PARATÊNICO: Hospedeiro de transporte. Aquele que parasita por tempo determinado. Ex: Heterakis (no ciclo do Histomonas). Ex: Plasmodium . bolos de vermes no intestino e o obstruem. Ex: Toxoplasma . B) Compressão: como a do cisto hidático.TIPO DE CICLO DO PARASITO 6) PERIÓDICO: Apenas em uma determinada fase de sua vida é parasito. Ex: o ácaro Macrocheles usa o besouro para se transportar. V . formam 4) VETOR: Usado para Artrópodes. IV . Plasmodium). Podem ser: . Fasciola. É quase indispensável. que conforme vai crescendo vai comprimindo os orgãos. berne ovipõe na mosca de estábulo e passa de ovo à larva. Ex: carrapato. Ex: Haemonchus. Em protozoários. Ex. berne. VI AÇÃO DO PARASITO SOBRE O Quando são muito específicos. . É aquele que alberga o parasito. 1) AÇÃO MECÂNICA: A) Obstrução: como a de Ascaris. 1) MONOXENO: Infesta ou infecta diretamente seu HD. Em protozoários. entra no ciclo por acidente. sem necessitar de HI. tendo uma variedade de hospedeiros. Ex: Haemonchus. Ex: Anopheles (HI do 2) EURIXENOS: Quando são pouco específicos.Biológico: É como um HI. Ex: a mosca do _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .TIPOS DE HOSPEDEIROS 2) HETEROXENO: Quando existe um ou mais HIs ou HDs .ESPECIFICIDADE DOS PARASITOS 1) ESTENOXENOS: 2) INTERMEDIÁRIO (HI): É aquele onde se encontra a forma imatura do parasito. só aceitam aquele hospedeiro.Mecânico: Mero transportador.: sarnas. III .18 ______________________________________________________________________________________________ 5) PERMANENTE: Permanece no hospedeiro em todas suas fases. HOSPEDEIRO desenvolvimento do parasito. Ciclo de Dipylidium. ele se encontra na fase assexuada. miíase. pois vai haver um 2) AÇÃO ESPOLIADORA: Seqüestram nutrientes e fluidos do hospedeiro.

porém podem possuir certo número de caracteres comuns com outros organismos que lhes são vizinhos. constitui uma espécie. Desta forma procura-se esclarecer a história da evolução destes seres. Em protozoários. Ex: Strongyloides papillosus. estudo da evolução das espécies). próprios. A espécie distingue-se pelos seus caracteres 2) PERÍODO PATENTE (PP): Da fase adulta até a fase de fim da vida dos parasitos ou fim da infecção. há grande CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS semelhança entre eles. e que se perpetuam na geração. VII . Descendência comum: Graus de variação quase que imperceptíveis. até em indivíduos da mesma geração. SUB-ESPÉCIE: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CLASSIFICAÇÃO NATURAL: Apoia-se em dados filogenéticos (estuda a evolução de um grupo ou espécie de plantas ou animais. Ex: Carrapato transmitindo Babesia. CLASSIFICAÇÃO ARTIFICIAL: Apoia-se em caracteres de certos órgãos estudados pelo especialista e por ele escolhidos 4) AÇÃO DE TRANSMISSÃO: Transmitem agentes patogênicos. ontogênicos (estudo desde da o origem nascimento e até VARIEDADE E RAÇA: Na mesma espécie podem ocorrer um ou mais grupos com uma ou várias pequenas diferenças da forma específica típica. Pode desaparecer ao modificar o meio em que vivem. é a fase de reprodução sexuada. tendo traços comuns a todos eles e que são denominados de caracteres específicos.PERÍODOS DE PARASITISMO ESPÉCIE .é a reunião de indivíduos que possuem características semelhantes e que ao 1) PERÍODO PRÉ-PATENTE (PPP): Do momento da infecção até a maturidade sexual. São tão semelhantes entre si como os descendentes de um só indivíduo. dando origem assim a novos indivíduos igualmente semelhantes. Este grupo ou grupos recebem o nome de variedade ou raça. Cada grupo de indivíduos representante da unidade zoológica -NECESSIDADE: Distribuição dos seres em grupos formados segundo as afinidades mais ou menos íntimas e que pareçam evidentes para o especialista. desenvolvimento adulto) e biogeografia procurando evidenciar as diferenças e as relações de parentesco entre os pontos extremos da árvore genealógica dos seres vivos e que representam as espécies atuais conhecidas. reproduzirem-se transmitem a sua descendência esses mesmos caracteres.19 ______________________________________________________________________________________________ 3) AÇÃO INFLAMATÓRIA/ IRRITANTE: Penetração ativa de larvas na pele. DIVISÕES: arbitrariamente.

em diversos casos. Ex: Felis catus domesticus. Os diversos ramos ou filos pertencem ao Reino animal ou ao Reino vegetal. pois a descoberta de grupos intermediários de Código que visa impedir confusões dos na espécies nas quais estes aspectos apresentam grande gama de variação. e a reunião desses grupos todos constituem um conjunto mais vasto que se denomina FAMÍLIA. Ordem – Conjunto de Famílias. Nematoda Strongyloidea (Classe). CLASSE – sub-classe. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro científicos aplicados aos animais vivos ou fósseis. No caso da existência de famílias também com certo número de características comuns com outras famílias. Uma só palavra (uninominal): O nome de um grupo superior à espécie. A validade dos caracteres genéricos apoiados em poucos REGRAS INTERNACIONAIS DE NOMENCLATURA ZOOLÓGICA necessidade. TERMOS INTERMEDIÁRIOS: Há GÊNERO: A reunião de espécies chama-se de GÊNERO. caracteres podem carecer de base. Muitos gêneros. Duas palavras (binominal): . Tem como ponto de partida a classificação de Linnaeus 1758. oferecendo certo número de traços comuns. Desta forma. (superfamília). As diversas ORDENS do mesmo modo podem reunir-se formando uma CLASSE. de fazermos grupamentos intermediários entre os diversos grupos. Conjunto de gêneros que mantêm entre si grandes afinidades. GÊNERO – sub-gênero – ESPÉCIE – subespécie – variedade. Nomenclatura Zoológica é o sistema de nomes GRUPOS SUPERIORES AO GÊNERO: Família – Terminam sempre em idae. Grupo de indivíduos que apresenta dentro da espécie alguma característica particular que se transmite por herança. podemos Ter: FILO – subfilo. Classe – Conjunto de Ordens. variedade. Grupos de espécies consideradas próximas entre si pela comunidade de certos caracteres denominados genéricos. designação científica animais uniformizando-a. recebendo cada grupo o nome de gênero (genus).20 ______________________________________________________________________________________________ Formas intermediárias entre espécie e Ramo ou Filo – Conjunto de Classes. Ex: Necator (gênero). Ancylostomidae (família). A nomenclatura zoológica é independente de outros sistemas. sua reunião vai se constituir numa ORDEM. levam o especialista a agrupar vários gêneros sob uma designação única. além dos caracteres que lhes são peculiares. apresentam (em comum com outros gêneros) certo número de caracteres também semelhantes. ORDEM – sub-ordem – super-família – FAMÍLIA – sub-família – Tribu. antepondo-se prefixos sub ou super conforme o grupamento situar-se respectivamente abaixo ou acima de um certo grupo.

Ex: Hymenolepis nana fraterna. Babesia caballi. Três palavras (trinominal): O nome de subespécie. Ancylostoma caninum. entre o nome genérico e o nome específico. -O nome de uma sub-família é formado acrescentando-se inae. O nome genérico (gênero) deve ser empregado como substantivo no nominativo singular e sempre escrito com a primeira letra maiúscula. Trypanosoma vivax vienes. Oesophagostomum (Bovicola) radiatum. Ex: Eimeriidae -O nome de uma superfamília deve ter a terminação oidea.21 ______________________________________________________________________________________________ O nome de espécie. Ex: Culicinae -O nome de família é formado acrescentando-se idae. Ex: Oxyuris equi. O nome específico (espécie) deve ser sempre escrito em letra minúscula. Ex: Strongyloidea -Tribo deve terminar em ini. A nomenclatura deve ser em latim ou latinizada. Ex: Necator americanus. Ex: Heterakis (Heterakis) gallinarum. se for uma combinação arbitrária de letras deve ser formado de modo a ser tratado como palavra latina. Um nome específico dedicado a uma mulher deve terminar em ae e se for para homem em i. Ex: Anophelini _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Parênteses: O nome de um subgênero é escrito dentro de parênteses. Ex: cuvieri – ruthae.

Exoesqueleto endurecido (quitina). PENTASTOMIDA mosca. tórax.Cabeça. . . . Cabeça. . geralmente tórax e segmentado abdômen (somitos. .Apêndices articulados. contém hemócitos e circula entre os órgãos).Reprodução sexuada. é transparente. Cefalotórax. abdômen Labro. abdômen Quelíceras. palpos Áceros 4 pares patas Direto.Respiração pulmões. . Corpo lanceolado mandíbulas. CARACTERÍSTICAS: . Díceros 3 pares patas indireto maxilas e lábio pulga. Dois pares de ganchos Áceros Ápodes Indireto _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Fazem mudas. carrapato e sarna.Presença de órgãos de sentido como antenas.Fecundação interna. por traquéias. . mosquito. Piolho. metâmeros) e articulado exteriormente. exceto acarinos INSECTA escorpião.Simetria bilateral.Sistema circulatório aberto (a hemolinfa não está contida em vasos. pêlos sensitivos. . . E PODOS=PÉS) .Corpo . brânquias e/ou CLASSES DE IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRI A: Classes Exemplos Regiões do corpo Peças bucais N de Antenas Pares de patas Ciclo evolutivo o ARACHNIDA Aranha.22 ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO II Artrópodes ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA (ARTHRON= ARTICULAÇÃO.Tubo digestivo completo. diferenciados (insetos) ou fusionados (ácaros). Linguatul ídeos.

Rhipicephalus Varroa Boophilus Amblyomma Trombiculidae. com 3 pares de patas) Cheyletidae .Cheyletiella Psoroptes Otodectes Chorioptes Macrochelidae .Trombicula (só a larva é parasita.Macrocheles Railletidae- Anocentor Railletia MyocoptidaeAnalgidaeAcaridae - Myocoptes Megninia Ácaros da poeira __________________________________________ ___________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Knemidocoptes Psoroptidae- Laelaps Ixodidae.Demodex Sarcoptidae Myobiidae- Notoedr es Sarcoptes Oribatuloidea Myobia Knemidocoptidae.______________________________________________________________________________________________ 23 CLASSE ARACHNIDA Ordem Acarina (Acari) MESOSTIGMATA (sem dentes no hipostômio) METASTIGMATA (Estigma entre o 3 e 4 par de patas ou atrás do 4 par de patas e hipostômio com dentes recurrentes) o o o PROSTIGMATA (estigma situado anteriormente) ASTIGMATA (sem estigma respiratório) ORIBATIDA Cryptostigmata (respiração cutânea) Dermanyssidae -Dermanyssus Macronyssidae.Ornythonissus LaelapidaeVarroidae- Argas Argasidae.Ornithodorus Otobius Demodecidae.

Ácaros de pequeno porte.Ninfas e adultos com quatro pares de patas. em frestas e gaiolas. . CARACTERÍSTICAS: . stigmata .Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ PARTE I Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA GÊNERO: Dermanyssus ESPÉCIE: Dermanyssus gallinae ORDEM ACARI (ACARINA) CARACTERÍSTICAS: . . . . aves e mamíferos.Especificidade baixa e ciclo rápido (45 dias).Escudos truncados posteriormente.Corpo coberto por placas dorsais e ventrais.Ciclo: ovo . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .protoninfa .Escudo dorsal redondo.espiráculo) hospedeiro. CICLO: FAMÍLIA DERMANYSSIDAE Figura 1.deutoninfa adultos HOSPEDEIROS: Parasita de galinhas e outras aves (principalmente canários).Respiração cutânea ou traqueal. preferem a região da cloaca.Cefalotórax e abdômen fusionados.Quelíceras modificadas e palpos curtos. . provocar reações cutâneas e alguns podem causar anemia. . . CARACTERÍSTICAS: . .Um par de estigmas respiratórios ao nível da coxa II e III abrindo-se em peritremas alongados.Podem ser de vida livre ou parasitas internos (vias respiratórias) ou externos de répteis. . .Quelíceras (bifurcação). Visão dorsal do ácaro das aves.Presença de escudo dorsal. . . .Chamado vulgarmente de piolhinho.Passa a maior parte do tempo fora do hospedeiro.Todas as patas com garras e carúnculas.Hipostômio desprovido de dentes recurrentes.mediano.Larvas com três pares de patas. . .Podem ser vetores de agentes patogênicos. . Quando no que terminam em quelas SUBORDEM MESOSTIGMATA (Gamasida) (meso . Dermanyssus sp.larva .24 Ácaros . ácaro vermelho das aves). .

. eclosão das larvas (estas não se alimentam) e em 24 a 48 horas passam a protoninfa. O hábito alimentar é noturno. perda de peso.Limpeza dos galinheiros.Provoca diminuição da postura. . . gaiolas. .Fora do hospedeiro pode sobreviver até dois meses sem alimentação. O ciclo todo pode ser completado em 7 dias. . 24 a 48 horas passam a deutoninfa (estas se alimentam) e em mais 24 a 48 horas passam a adultos. irritação.CONTROLE: . 48 a 72 horas após a postura há a CARACTERÍSTICAS: . .Especificidade baixa e ciclo rápido. . . De dia são encontrados galinheiros. .Higiene e isolamento das aves parasitadas. influencia no ESPÉCIE: Ornithonyssus bacoti Galinhas e outras aves domésticas (perus. anemia.Aquisição de aves livres de ácaros. mas em grandes infestações é encontrado em todo o corpo da ave. . . .A anemia pode levar a morte dos animais.Quelíceras finas e longas. Adultos podem sobreviver até 4 a 5 meses no ambiente sem alimentação. pardais). bactérias). As fêmeas fazem várias posturas sucessivas.Escudo dorsal pontiagudo. Dermanyssus sp.Podem ser vetores de agentes patogênicos (vírus. nos ninhos e frestas dos HOSPEDEIROS: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: . sendo cada postura precedida de uma alimentação de sangue.Pode atacar o homem causando dermatites.Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ desenvolvimento das aves jovens. . .25 Ácaros . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . montado em lâmina A fêmea desse ácaro inicia a postura 12 a 24 horas após se alimentar de sangue no FAMÍLIA MACRONYSSIDAE GÊNERO Ornithonyssus ESPÉCIES: Ornithonyssus bursa. ninhos das galinhas ou de outras aves. Figura 2.Aplicação de acaricidas nas paredes e pisos das instalações. patos) e silvestres (pombos.Hematófago.Localização preferida é na cloaca que fica com aparência de suja (escura).Remoção dos ninhos das aves. Ovos são depositados em fendas ou detritos acumulados no galinheiro. Ornithonyssus sylviarum hospedeiro.Geralmente passa todo o ciclo sobre a ave.

Echinolaelaps echidninus CICLO: As fêmeas fazem a postura sobre o hospedeiro ou nos ninhos. Figura 4. sendo grande o número de ovos nas plumas das aves .Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ animais devem ser tratados com acaricidas. . . Ciclo pode ser completado em 7 dias. .O 1o par de patas é em forma de S e projetase anteriormente. podendo parasitar ratos brancos e camundongos.Placa genito-ventral ou placa epiginial em forma de gota e escavada posteriormente.mais 1 a 2 dias à adultos.em 3 a 8 dias passa a deutoninfa .26 Ácaros . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CARACTERÍSTICAS: . CICLO: São ovovivíparos. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Mesmo do gênero Dermanyssus. pois podem entrar em laboratórios. porém os em mais 5 a 6 dias a adultos. A fêmea dá nascimento a larvas que não se alimentam após 10 a 12 horas da fecundação .As larvas eclodem em cerca de três dias (não se alimentam) .Placa dorsal não é dividida e cobre quase todo o dorso. Ácaro Laelaps sp. FAMÍLIA LAELAPIDAE GÊNERO Laelaps ESPÉCIES: Laelaps nuttalli. HOSPEDEIROS: Ratos Figura 3. Ornithonyssus adulto. Habitam os ninhos dos ratos.Presença de cerdas no corpo.em 17 horas passam a protoninfas que se alimentam mais 1 a 2 dias passam a deutoninfas .e CONTROLE: Mesmo do gênero Dermanyssus.Parasita de ratos silvestres. .em 3 a 8 dias passam a protoninfa .

. acaricidas. CONTROLE: Limpeza das gaiolas.Alimentam-se nematóides. O Echinolaelaps serve de hospedeiro definitivo de um protozoário (Hepatozoon muris) que se aloja no fígado dos ratos. de larvas de moscas e Figura 5.27 Ácaros .Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ HOSPEDEIROS: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Tem importância em animais de laboratório. Ácaro Macrocheles sp. vapor. . pois os insetos carregam agentes patogênicos (bactérias). mais longo e sem carúnculas e garras que os demais. parasitarem ratos infestados.Primeiro par de patas mais fino. O rato ao ingerir o ácaro adquire a infecção. FAMÍLIA MACROCHELIDAE GÊNERO Macrocheles ESPÉCIE Macrocheles muscaedomesticae CARACTERÍSTICAS: .Quelíceras queladas fortemente. . As larvas eclodem em 6 a 10 horas apresentam 3 pares de patas e não se alimentam.Encontra-se em fezes de ruminantes. esterilizá-las com calor. Aplicação de acaricida nos ratos.Funciona como controle biológico dos outros. Ácaro Macrocheles parasitando Musca domestica. Moscas (principalmente Musca domestica) e outros insetos.Parasita outros artrópodes. em 13 a 24 horas para deutoninfas e levam quase 24 horas da fase de deutoninfa à adultos. eqüinos e aves de postura. . .Placa dorsal única.Escudo ventral e genital separados. . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Em 6 a 11 horas mudam para protoninfas. Figura 6. Os ácaros adquirem o protozoário ao CICLO: As fêmeas deste ácaro utilizam-se das moscas e outros insetos para dispersão e efetuam a postura nos locais de criação de mosca (fezes). O Echinolaelaps pode provocar dermatite no homem. .

HOSPEDEIROS: FAMÍLIA VARROIDAE Abelhas. porém não fluído e não se alimentam de larvas de 2o e 3o ínstar.28 Ácaros . CARACTERÍSTICAS: . As fêmeas podem ficar ovipositando por até 24 dias e cada uma coloca um total de 90 ovos.Patas bem desenvolvidas com ventosas.É problemático em insetos criados em promovendo um controle laboratório. enquanto que as ninfas alimentam-se mais comumente de nematóides biológico. IMPORTÂNCIA: . recomenda-se o uso de telas nas janelas e portas para impedir o acesso de moscas. GÊNERO Varroa ESPÉCIE Varroa jacobsoni CICLO: Pouco conhecido. Figura 7. consomem em média dez presas por dia. Enquanto a mosca completa 1 geração o ácaro completa 3 gerações. Alguns estudos relatam a _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . .Pulverizar as fezes para controlar as larvas (não é ideal porque mata também os predadores e passada a ação do inseticida há uma superpopulação de larvas) e pulverizar o ambiente (instalações).A larva da abelha morre ou tem disfunção de alguma estrutura devido à alimentação do ácaro com hemolinfa.Por ser um problema em laboratórios. .Os adultos são predadores dos ovos e larvas de 1 o .Escudos quitinizados desenvolvidos (ex: escudo e bastante ou metapodal metapodossomal). Visão ventral (acima) e dorsal de Varroa jacobsoni.Corpo mais largo do que longo. . já que estas podem estar dispersando os ácaros. CONTROLE BIOLÓGICO: É complicado por requerer ambiente úmido.Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ O ciclo é completado em 2 a 3 dias. CONTROLE: . não são muito longevos (a fêmea vive em média três semanas). ínstar de moscas.

no Brasil com os cruzamentos das espécies melíferas. Raillietia auris. Os principalmente em regiões frias pelo estresse. .Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ preferência desse ácaro por zangões.búfalos e bovinos Raillietia auris . e a presença do ácaro no ouvido é comum nos animais (20-40 ácaros por ouvido). HOSPEDEIROS: Raillietia flecthmanni . GÊNERO Raillietia CARACTERÍSTICAS: .Parasita o conduto auditivo externo. o ácaro parasita principalmente larvas e pupas.bovinos Raillietia caprae .Escudo dorsal sem forma. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Tem importância apenas como porta de entrada para bactérias e conseqüentemente otites bacterianas. ESPÉCIES Raillietia flecthmanni. EUA). machos e larvas localizam-se no _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Presença de placa anal. Quando os insetos adultos são parasitados eles tem diminuição na sua zebuínos são mais sensíveis a esse ácaro do que o gado europeu. Esse ácaro provoca escarificação da pele do IMPORTÂNCIA: Ocorrem grandes prejuízos em apiários. produção e no caso de zangões há o perigo do ácaro alastrar-se para outras colméias Os prejuízos maiores são em colméias puras onde os insetos são mais sensíveis (Europa. Raillietia caprae. pois a presença do ácaro pode levar a otite. o que causa má formação dos insetos ou morte. . levando a dispersão do ácaro. As fêmeas dão nascimento as larvas (ovovivíparas) que não se alimentam.caprinos (principal) e ovinos CICLO: As fêmeas. as proto e deutoninfas no meio ambiente.29 Ácaros . estas adquirem maior resistência a esse ácaro. animal ao fixar-se (o pedicelo possui garras) o que leva a uma otite bacteriana subclínica (facilita a penetração das bactérias). pois estes têm livre acesso a outras colméias. ouvido externo do animal. CONTROLE: Limpeza e aplicação de acaricida no conduto FAMÍLIA RAILLIETIDAE auditivo.

Ciclo: ovo . . Os ovos são castanhos. O período de ovipostura é de vários dias.Podem ser vetores de agentes patogênicos.Carrapatos com escudo dorsal cobrindo toda a face dorsal no macho e somente 1/3 face dorsal da fêmea. provocarem reações cutâneas e causarem anemia.Ninfas e adultos com quatro pares de patas. esféricos e pequenos.Fêmeas com área porosa na base do capítulo.Dimorfismo sexual nítido. . . FAMÍLIA IXODIDAE . . Figura 9. . . stigmata .atrás.larva . . Escudo incompleto na fêmea e completo no macho de Ixodidae.Corpo coberto por placas dorsais e ventrais. onde Escudo põem grande quantidade de ovos. . CICLO GERAL DOS IXODÍDEOS: As fêmeas após se destacarem dos hospedeiros procuram um abrigo próximo ao solo.ninfa – adultos.Ácaros de pequeno porte. ninfa e larva.Quelíceras modificadas e palpos curtos. Figura 8. SUBORDEM METASTIGMATA (carrapatos) (meta . . Terminada a oviposição as fêmeas morrem. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro muito das condições de temperatura.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ PARTE II Carrapatos ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA ORDEM ACARI (ACARINA) CARACTERÍSTICAS: .Hipostômio com dentes recurrentes.espiráculo) .30 Carrapatos . .Larvas com três pares de patas.Respiração cutânea ou traqueal. O desenvolvimento do ovo até adulto depende CARACTERÍSTICAS: . As baixas temperaturas prolongam os estádios de desenvolvimento. .Possuem um par de estigmas respiratórios ao nível da coxa IV abrindo-se em peritremas curtos. Teleógina de carrapato.Cefalotórax e abdômen fusionados.

31 Carrapatos . a larva sofre muda da cutícula e se transforma em ninfa. Larvas eclodidas sobem pelas gramíneas e arbustos e esperam a passagem do hospedeiro para os quais se transferem. A cópula usualmente ocorre sobre o hospedeiro.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ alguns dias. Durante o desenvolvimento os ixodídeos Os machos permanecem mais tempo no hospedeiro. Esta que é octópoda espera alguns dias para o enrijecimento da cutícula. ingurgita-se de sangue e muda novamente de cutícula para se transformar em adultos (macho ou fêmea). iniciam a ovipostura. ninfa octópoda e adulto. As fêmeas repletas de sangue se desprendem do hospedeiro e no solo após um período de descanso. Postura de Ixodidae.Carrapato de um só hospedeiro – É quando todos os três estádios (larva. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . ninfa e adulto) se alimentam no mesmo hospedeiro. Figura 11.Monoxeno . Após sugar o sangue dos hospedeiros durante CLASSIFICAÇÃO DO CICLO DE ACORDO COM O NÚMERO DE HOSPEDEIROS: 1. passam pelos estádios de larva hexápoda. Figura 10. Ciclo de Boophilus microplus.

Machos e fêmeas copulam e se alimentam no animal. Ciclo de um carrapato trioxeno.Ninfa se alimenta.32 Carrapatos .Trioxeno – Carrapato de três hospedeiros – 2. A segunda ecdise se realiza no solo e o ixodídeo hospedeiro. onde também é realizada a primeira ecdise.Larvas se alimentam no animal e ingurgitam. Figura 12. 6. 2. 3. Amblyomma (Trioxeno) 1. 3. Ciclo de um carrapato monoxeno.Ninfa muda para macho ou fêmea 5.Fêmea vai ao solo fazer postura.Dioxeno – Carrapato de dois hospedeiros – Os estádios de larva e ninfa são no mesmo hospedeiro. adulto procura um segundo Para cada estádio há um hospedeiro. todas as mudas são feitas fora do hospedeiro.Larva muda para ninfa no solo. 4.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ onde também realizam as mudas. ingurgita e deixa o animal. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 13.

sulco anal posterior ao ânus. GÊNERO: Rhipicephalus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Olhos ausentes Olhos presentes 3. Coxa I com dois Boophilus espinhos curtos em ambos os sexos. escudo completo e aparelho genital.Possuem 4 pares de patas. Base do capítulo hexagonal Placas adanais Figura 14. Ninfas – Possuem 4 pares de patas e escudo incompleto. .Palpos e rostro curtos. com 4 placas adanais ventrais (2 pouco desenvolvidas) 6.Escudo sem ornamentação Escudo com ornamentação 2. Macho de Rhipicephalus sanguineus. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Festões presentes Festões ausentes 5.33 Carrapatos .Festões ausentes e sulco anal anterior ao ânus 2 4 3 4 Ixodes Festões presentes. escudo usualmente sem ornamentação.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ Chave para identificação dos gêneros da família Ixodidae encontrados no Brasil 1.Com 11 festões e olhos presentes Com 7 festões e olhos presentes 5 6 Amblyomma Anocentor Festões presentes somente nos machos. Figura 15. Fêmeas – Possuem 4 pares de patas e aparelho genital. Ninfa de Rhipicephalus sanguineus.Base do gnatossoma geralmente hexagonal. segundo artículo dos palpos angular Haemaphysalis lateralmente 4.Sulco pós-anal ausente nas fêmeas e pouco evidente nos machos. coxa I Rhipicephalus com 2 espinhos longos. com 4 placas adanais bem desenvolvidas OBS: Larvas – Possuem 3 pares de patas e escudo incompleto. Machos.

transmissão pode ser transovariana ou transestadial.postura Incubação Sucção da larva Muda da larva Sucção da ninfa Muda da ninfa Sucção da fêmea DIAS 3 17-60 2-7 5-23 4-9 11-73 6-30 SOBREVIVÊNCIA As larvas não alimentadas podem sobreviver até oito meses e meio.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ . As ninfas seis meses.Escudo sem ornamentação. Altas infestações provocam desde leves irritações até anemia por ação espoliadora. ESPÉCIE: Rhipicephalus sanguineus HOSPEDEIROS: . Adultos até 19 meses. . pode também transmitir vírus e _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . coxa I bífida. É considerado o principal transmissor da babesiose canina. Cão parasitado por Rhipicephalus sanguineus. olhos e festões presentes. a IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Este carrapato é comum em cães. CICLO: É um carrapato que exige três hospedeiros para completar o ciclo (trioxeno). pois todas as mudas são feitas fora dos hospedeiros. O carrapato pode atacar qualquer região do corpo. .Machos com um par de placas adanais desenvolvidas e um par rudimentar.Parasita de cães. mas pode parasitar também gato e carnívoros silvestres. As fêmeas põem de 2000 a 3000 ovos em toda sua vida. PARÂMETROS BIOLÓGICOS PERÍODO Pré.Peritremas em forma de vírgula acentuados no macho e pouco acentuados na fêmea. Figura 16.34 Carrapatos . porém é mais freqüente nos membros anteriores e nas orelhas.

A oviposição pode durar vários dias. As Figura 17. Terminada a ovoposição a fêmea morre.Rostro e palpos curtos. . . . ESPÉCIE microplus Rhipicephalus (Boophilus) HOSPEDEIROS: Bovídeos. após sequenciamento genético o gênero Boophilus passou a ser subgênero de Rhipicephalus. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Base do gnatossoma hexagonal.Peritremas arredondados ou ovais.Olhos presentes. achatados. GÊNERO Rhipicephalus Boophilus ou . teto e piso das instalações. Pode atacar o homem causando dermatites. passando então a se chamar Rhipicephalus (Boophilus) microplus.Escudo sem ornamentação.Machos com dois pares de placas adanais desenvolvidas e geralmente com Atualmente. rugosos lateral e dorsalmente. As teleóginas realizam a postura de 3000 a 4000 ovos que permanecem aglutinados. Gnatossoma de Rhipicephalus (Boophilus) microplus fêmeas e ingurgitadas prestes a (denominadas darem início a teleóginas) ovoposição desprendem-se naturalmente do hospedeiro e no solo procuram um lugar CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .35 Carrapatos . Figura 18. -Higiene e isolamento dos cães. -Aplicação de acaricidas nas paredes. Macho de Boophilus microplus.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ bactérias. . .) microplus é um carrapato de um só hospedeiro (monoxeno). pode ser encontrado em outros hospedeiros domésticos e silvestres. CICLO: O R.(B. repetindo-se o tratamento duas ou três vezes com intervalos de 14 dias. apropriado para a ovipostura. -Limpeza dos canis. prolongamento caudal.Festões ausentes. CONTROLE: -Aplicação de banhos carrapaticidas nos cães.

Inoculação de toxinas -Durante a sucção eles injetam substâncias tóxicas prejudiciais a saúde dos bovinos. com irritação local e perda de sangue -A picada do carrapato provoca irritação e predispõe o animal a ataques de moscas – miíases. de arbustos (abrigos naturais das larvas) contribui para diminuição da infestação dos rebanhos. -Desvio de energia: Há um enorme esforço do animal para compensar os danos causados pelo carrapato o que representa um desvio de energia que seria convertida para produção.5 ml de sangue. -A pele irritada serve de via de acesso para infecções secundárias. Utilizado para propriedades com grande número de animais. b)Rotação das pastagens Consiste na mudança dos rebanhos para novas pastagens em épocas estratégicas. d)Tratamento carrapaticida das pastagens com Não compensa. 2.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ A duração do ciclo não parasitário varia muito dependendo das condições climáticas. é uma operação difícil e onerosa. A pastagem deve permanecer em descanso por determinado tempo até que as larvas morram por falta de alimentação. Não se tem notícia disso no Brasil. sendo 27 0 *NAS PASTAGENS: a)Limpeza das pastagens Mudança de vegetação através de drenagem. com corte de pastos. consideravelmente a quantidade de larvas na pastagem. -Cada fêmea suga em toda a sua vida 1. -Pode transmitir também viroses e bactérias. -As picadas podem produzir uma paralisia que se inicia nos membros anteriores e em poucos dias atinge todos os órgãos. pois algumas larvas não morrem porque penetram no solo ou nas partes mais profundas da vegetação. calagem e gradagem do solo diminui C e 80% umidade as condições ideais para o desenvolvimento do ciclo. porém pouco eficaz. de acordo com a biologia do carrapato. -Desvalorização dos couros e diminuição na produção das vacas leiteiras. o que provoca anemia e perda na produtividade de carne e leite. 3. pois o custo das instalações e gasto com produtos químicos é alto. carrapato.Transmissão de doenças -Transmite a Babesia e o Anaplasma agentes causadores da tristeza parasitária bovina. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA: 1Dano direto causado pela picada do A limpeza. c)Queima das pastagens É um método bastante utilizado no Brasil.36 Carrapatos . b)Aspersão ou spray CONTROLE: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . *CONTROLE NO HOSPEDEIRO a)Banho de Imersão É o método preferido há vários anos.

Os resultados dependem muito da habilidade e do cuidado do operador. . .Geralmente ornamentado. . GÊNERO Amblyomma CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . utilizado em pequenas propriedades. .Homogeneizar a emulsão ou suspensão. CICLO: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . não deixar que entrem em açudes após o banho.Parasita a maioria dos animais domésticos e alguns silvestres.Pode parasitar o homem.Evitar banhar os animais em dias de chuva. revolvendo o sedimento antes de banhar o gado. .Olhos e festões presentes. É mais seguro que o de imersão para animais novos e vacas gestantes.Verificar o nível da suspensão ou emulsão no tanque carrapaticida. .Peritremas em forma de vírgula ou triangular.Placas adanais ausentes no macho.37 Carrapatos .Banhar os animais descansados e sem sede. Peritrema de Amblyomma. . .Banhar os animais nas horas mais frescas do dia. . . amostras do banho para medir concentração do medicamento.Palpos e hipostômio longos. Carrapato Amblyomma sp. O jato de deve molhar o animal no sentido oposto a implantação do pelos. Figura 19.Fazer a recarga do banheiro de acordo com as instruções do fabricante.Enviar ao laboratório se preciso.Base do gnatossoma de formas variadas. ESPÉCIE Amblyomma cajennense HOSPEDEIROS: . ajustando o volume com adição de água ou de carrapaticida. . Deve-se seguir a risca as instruções dos fabricantes dos carrapaticidas.Evitar exposição dos animais ao sol quente.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ É econômico e prático. e Figura 20. . RECOMENDAÇÕES BANHOS: NA APLICAÇÃO DOS .

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . GÊNERO Anocentor . agente da doença de Lyme e Rickettsia maculosa. . As larvas podem resistir até 71 dias sem se alimentar quando as condições são favoráveis.Sem placas adanais. .Peritremas circulares (parece um dial de telefone). .Com sete festões. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ É um carrapato que exige três hospedeiros para completar o ciclo (trioxeno). A fêmea põe de 6000 a 8000 ovos em toda sua vida. auricular. HOSPEDEIROS: Eqüídeos. como Borrelia. pois todas as mudas são feitas fora dos hospedeiros. Fêmea de A.Rostro e palpos relativamente curtos. A sua picada pode originar ferimentos na pele de cura demorada. As fêmeas põem em média 3000 ovos no solo. Favorece miíases.38 Carrapatos . rickettsi causadora da febre CICLO: Monoxeno.Não possuem escudo. IMPORTÂNCIA: Pode transmitir vários agentes patogênicos como Babesia.Escudo sem ornamentação. . Figura 22.Coxas IV muito maiores que as demais.Gnatossoma ventral nos adultos e nas ninfas e Figura 21. . LOCALIZAÇÃO: Principalmente no pavilhão IMPORTÂNCIA: Pode transmitir vários agentes patogênicos. nitens FAMÍLIA ARGASIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . ESPÉCIE Anocentor nitens CONTROLE: Mesmo do Rhipicephalus. A sua picada pode originar ferimentos na pele com até perda da orelha. Peritrema de Anocentor nitens anterior nas larvas.

. O período de incubação dos ovos é de três dependendo da temperatura e semanas umidade. . Carrapato Argas sp. Carrapato comum em galinheiros.Peritrema entre o 3 e 4 par de coxas. fixando-se CICLO: geralmente na pele do peito e sob as asas onde _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Achatado dorso-ventralmente..39 Carrapatos . . − À noite saem dos esconderijos e sobem nas aves para sucção que dura em média 30 minutos. − Após a alimentação as ninfas e adultos voltam para os esconderijos e as fêmeas se preparam para postura. − Durante o dia os adultos permanecem escondidos em buracos e frestas.Tegumento coriáceo. − Cada sucção corresponde a uma postura de 120 a 180 ovos. rugoso e granuloso. . GÊNEROS DE IMPORTÂNCIA: Argas.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ . .Aparelho bucal na face ventral. Ornithodorus e Otobius. A fêmea põe ao todo uns 600 ovos. . Figura 24.Palpos livres. sob cascas de árvores. Face dorsal e ventral de Argas sp.Face dorsal separada da ventral por um bordo lateral nítido. GÊNERO Argas CARACTERÍSTICAS MORFOLOGICAS: . peru. . pombo e outras aves. − Figura 23.Dimorfismo sexual pouco acentuado. lugares protegidos da luz.Fêmeas sem áreas porosas na base do capítulo. − HOSPEDEIROS: Galinha. − A larva hexápoda ataca as aves.Orifício genital entre as coxas I e II.

-Há desenvolvimento retardado das aves novas. Esta também procura o hospedeiro se alimenta e muda.Formato de corpo retangular. -Os carrapatos irritam as aves. -Hipostômio bem desenvolvido nos adultos. Figura 25.Larvas fixam-se na ave. em áreas sombreadas. esconderijo − − − − − onde cutícula IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: -Tem importância pela sua ação espoliadora levando à anemia e mortalidade de aves.Larvas ingurgitam.Ninfas 1 fixam-se na ave e ingurgitam. e as fêmeas só realizam postura após o repasto sangüíneo. 3. 10.Ninfas 2 sobem na ave e ingurgitam. HOSPEDEIROS: Homem e animais domésticos. transformando-se na N1 (ninfa 1 ou protoninfa). larvas a qualquer hora do dia principalmente embaixo das asas. CICLO: Vivem em solo arenoso. 7.Fêmea cai e faz postura dos ovos. macho e fêmea.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ − suga durante 5 a 10 dias. 5.Larvas caem e fazem ecdise.Ninfas 1 caem e fazem ecdise para Ninfas 2 8. 6. . − Depois de ingurgitada muda ela a volta ao Os adultos copulam fora do hospedeiro. nos esconderijos.Há lesões hemorrágicas na pele. .40 Carrapatos . DIAGNÓSTICO: Procurar os ácaros à noite.Adultos ingurgitam sobre a ave. ao redor de árvores. principalmente as jovens.Adultos sobem na ave e alimentam-se. Ciclo do carrapato de aves Argas. só mudam os hospedeiros e passam por duas ou mais fases de ninfa antes de chegarem a adultos. -Serve como transmissor de microorganismos (Borreliose). Esta procura o hospedeiro e alimenta-se por 30 a 60 min. 1. Regressa ao abrigo e muda para N2. 2. depois disso ela retorna ao esconderijo. Ciclo biológico em condições favoráveis de temperatura e umidade se completa em 2 meses. 9.No solo as N2 passam a adultos. GÊNERO Ornithodorus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Argasidae sem limitação das faces dorsal e ventral. Muito parecido com o anterior. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . 4. Após a muda aparecem os adultos. estas bicam a pele e conseqüentemente há diminuição da postura.

Argasidae com tegumento granuloso no DIAGNÓSTICO: Otoscopia para visualizar larvas e ninfas.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ HOSPEDEIROS: . . . dos esconderijos.As larvas eclodem. . estádio adulto.Ruminantes. ESPÉCIE: Otobius megnini CARACTERÍSTICAS: . ovinos e outras espécies.Hipostômio bem desenvolvido na ninfa e vestigial nos adultos. . GÊNERO Otobius CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Homem.Os parasitos sugam sangue e causam irritação que resulta em inflamações. . .As larvas e ninfas localizam-se na orelha.Olhos ausentes. -São hematófagos e provocam grande irritação. Figura 26. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . Vista dorsal e ventral de Ornithodorus sp.Os adultos vivem em esconderijos como galhos de árvores onde ocorre a cópula e a postura (adultos não se alimentam).Vive nos estádios larvais e ninfais nas orelhas de eqüídeos.Todas as mudas são realizadas no hospedeiro. .Eqüinos. bovinos.Os adultos não são parasitos. . . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: -Transmissor da Borrelia causadora da doença de Lyme.41 Carrapatos . .Caninos.Suínos. aplicação de – deixam o hospedeiro e vão para lugares altos e secos onde se transformam em adultos. vão até o hospedeiro (orelha) em 5 a 15 dias passam a ninfa1 – ninfa2 – podem ficar até seis meses na orelha CONTROLE: Destruição acaricidas. .

Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ Laboratório de Parasitologia Veterinária da UFSM Responsável: Dra Silvia Gonzalez Monteiro Principais Carrapatos de Importância Médica Veterinária Amblyomma Amblyomma (peritrema) Anocentor Anocentor (peritrema) Boophilus Boophilus (peritrema) Rhipicephalus Rhipicephalus (Peritrema) _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .42 Carrapatos .

scabiei var. CICLO COMPLETO -Psoroptidae: 8 a 20 dias / -Sarcoptidae: 10 a TRANSMISSÃO: Ocorre quando os ácaros são transferidos para 20 dias. e outros carnívoros Otodectes cynotis . Chorioptes cuniculi _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Otodectes Cão. eqüinos e coelhos Chorioptes ovis.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ PARTE III Sarnas ____________________________________________________________________________________ SUBORDEM: ASTIGMATA SARCOPTIFORMES OU um hospedeiro susceptível. Gato. suis S. -Olhos ausentes. Contato direto entre os animais e fômites. scabiei var. N. -Coxas fundidas a face ventral do corpo. duas gerações de ninfas e adultos. equi S.43 Sarnas . canis S. coelhos. scabiei var.rato Galiformes Galiformes Periquito Eqüinos Coelhos Notoedres cati. bovis S. ovis Notoedres Cnemidocoptidae (Ácaros escavadores) Cnemidocoptes (sarna podal das aves) Gatos. cuniculi. Chorioptes equi. número de ácaros transferidos e local de transferência. N. -Corpo pouco quitinizado. scabiei var. -Tarsos com empódio unciforme ou em forma de ventosa. scabiei var. susceptibilidade do hospedeiro. -Quelíceras com quelas. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: Varia com a espécie. larvas. muris Cnemidocoptes gallinae Cnemidocoptes mutans Cnemidocoptes pilae Psoroptes equi Psoroptes cuniculi Psoroptes ovis Psoroptes natalensis Psoroptes bovis Psoroptes caprae Psoroptes Psoroptidae (Ácaros superficiais) Ovinos Bovinos Chorioptes Ruminantes. Família Sarcoptidae (Ácaros escavadores) Gênero Sarcoptes Hospedeiro Vertebrado Homem Eqüinos Cães Suínos Bovinos Ovinos Caprinos Espécie Sarcoptes scabiei S. CARACTERÍSTICAS: -Ácaros sem estigmas respiratórios (trocas gasosas pela pele). Chorioptes bovis. ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO: Ovos. Varia de 2 a 6 semanas.

Figura 31. Figura 32. Figura 30. Cnemidocoptes sp. Otodectes sp. Sarcoptes sp. Psoroptes sp Figura 28. Chorioptes sp. Figura 29.44 Sarnas .Astigmata _____________________________________________________________________________________________ MORFOLOGIA DAS SARNAS: Figura 27. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Notoedres sp.

parcialmente no idiossoma (parte final do corpo). . Sarna do gênero Notoedres CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . suis. II. Ânus dorsal Figura 35.0. . .Machos sem ventosas copuladoras adanais.Corpo estriado com áreas escamosas e espinhos curtos e grossos na face dorsal.0.Fêmeas com ventosas nas patas I e II.5 mm .2 a 0.Ânus terminal. . . e IV.Escavam galerias na pele (intradérmicas) na qual penetram profundamente provocando um espessamento da pele.Ânus dorsal. . 2 e 4.Corpo globoso. .Astigmata _____________________________________________________________________________________________ 1-FAMÍLIA SARCOPTIDAE: (ESCAVADORES) .25 mm. Figura 34. tão longo quanto largo. . GÊNERO: Notoedres ESPÉCIE: Notoedres cati (gato).Gnatossoma cônico. .Pedicelo longo e simples .Patas posteriores encaixadas total ou CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Notoedres. Sarna do gênero Sarcoptes sp.Fêmeas com ventosas nas patas 1 e 2.Machos com ventosas nas patas I. var.Corpo globoso. Túneis escavados por Sarcoptes e Notoedres na epiderme.Patas curtas e grossas . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Gêneros: Sarcoptes. . . GÊNERO: Sarcoptes ESPÉCIE: Sarcoptes scabiei: var.45 Sarnas . sem formação de crostas. . equi.Rostro curto e largo.Machos com ventosas nas patas 1. . Presença de espinhos . canis.1 a 0. muris(rato) Figura 33. var. .Sarna da cabeça do gato.Corpo globoso.

Sarna podal dos galináceos. Passados alguns dias.Apresentam duas cerdas ao lado do ânus transformação da fêmea imatura em adulta ocorre após a fertilização.Ânus terminal . surgem os machos e as fêmeas imaturas. . que procura penetrar na pele recomeçando o ciclo. o primeiro procura essas últimas para a fertilização. A fêmea fertilizada escava galerias na epiderme. passa por nova ecdise resultando na fêmea adulta. a larvas hexápodes que passam para a superfície da pele onde procuram alimento. face dorsal com saliências mamelonadas.Machos com cerdas longas e ventosas em todas as patas. A . elas permanecem sedentárias e sua presença determina uma proliferação aumento da epidérmica acompanhada córnea. O trajeto das galerias pode ser reconhecido pelo aspecto irritativo e pelas excreções enegrecidas que a fêmea vai deixando.FAMÍLIA CNEMIDOCOPTIDAE GÊNERO Cnemidocoptes ESPÉCIE Cnemidocoptes mutans CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .46 Sarnas . abrigo e passam por uma ecdise.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ .Pedicelos não segmentados. vai efetuando a postura dos ovos. . fêmea imatura e fêmea adulta ou ovígera. CICLO BIOLÓGICO: GÊNERO Sarcoptes e Notoedres Em seu ciclo evolutivo passam pelas fases de ovo. . Após nova muda de pele. A fêmea gasta cerca de meia hora para atravessar a camada córnea da pele. Gnatossoma mais largo que longo Figura 36. . larva.Gnatossoma mais largo do que longo. Assim. já fertilizada.Corpo estriado. macho. Esses vão surgindo com 2 a 3 dias de intervalo e se sucedem durante dois meses.Fêmeas sem ventosas nas patas. ficando para trás os mais velhos. o ciclo se completa em 10 a 14 dias. . a fêmea imatura.Face dorsal com escamas rombas. octópodes.Não possuem espinhos na face dorsal. onde se nutre de linfa. em cerca de cinco dias. . surgindo as ninfas. Ciclo biológico do gênero Cnemidocoptes As fêmeas não praticam galerias como fazem as do gênero Sarcoptes. de Essa substância _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Os ovos dão nascimento. À medida que escava seu túnel. duas fases de ninfa. Sarna do gênero Cnemidocoptes 2.

produzem formação de crostas espessas. 40 par de patas nos machos é menor que o terceiro. .Corpo ovóide. .0. não se nota mais qualquer sinal de inflamação. Pedicelo triarticulado Figura 37. bovinos.Machos com ventosas (copuladoras) adanais.FAMÍLIA PSOROPTIDAE – ácaros não escavadores .Gêneros: Psoroptes.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ proliferação é bem marcada nas excrescências das patas. essas manifestações inflamatórias desaparecem e durante os estágios seguintes. GÊNERO Psoroptes CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Pouco a pouco a câmara vai se aprofundando na derme. . 3.Face dorsal sem espinhos.São ácaros superficiais. englobando o ácaro. penetrando no folículo plumoso ou atravessando diretamente a camada córnea epidérmica. por meio de um mecanismo semelhante ao brotamento. O ácaro invade ativamente a epiderme. . .Corpo ovóide. resultado de um tecido alveolar tomado de numerosas pequenas câmaras. Chorioptes. . No estágio seguinte as células epidérmicas entram em proliferação. Sarna do gênero Psoroptes _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . Otodectes.8 mm. Apenas na fase inicial da invasão das camadas superficiais da epiderme pelo ácaro estabelecese uma reação inflamatória. Observa-se também a presença de um exsudato inflamatório. repletas de ácaros em todos os estágios do desenvolvimento. Em certo momento a bolsa primitiva dará origem. esta consiste em uma necrose focal da parte da derme ou epiderme imediatamente subjacente ao ponto de penetração do ácaro. A repetição do mecanismo conduz finalmente à produção de um tecido esponjoso.47 Sarnas . Logo que o ácaro se instala mais profundamente na epiderme.Patas longas e espessas. Ao mesmo tempo os bordos da depressão por onde penetrou reagem produzindo uma em que se desenvolve o tecido esponjoso. ovinos.Parasitas de eqüídeos. danificando-a em direção à derme. abundante quantidade de substância córnea que vai recobrir totalmente em uma a depressão. Instala-se nas camadas superficiais da epiderme.5 a 0.e coelhos. . No interior da câmara o ácaro permanece separado do estrato por germinativo da pele por uma fina camada de queratina.Rostro longo e cônico. a uma bolsa secundária que acaba por se separar da bolsa mãe. bolsa transformando-a pequena fechada. Parece que todo o desenvolvimento do ácaro se verifica no interior dessas bolsas.

Gnatossoma em forma de cone.Machos com tubérculos abdominais. Figura 39. caprinos e eqüinos.Pedicelo curto e simples.3 a 0.Sarna auricular de cães e gatos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . Pedicelo curto par de patas das fêmeas é muito Ápódemas divergentes pequeno. . Macho de Otodectes sp. III e IV. superficiais. . II e IV.O 4 0 . II e III. da família Psoroptidae dos ácaros Astigmata parasitos.Machos apresentam duas ventosas . .Sarna de ovinos. GÊNERO Otodectes CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . .Fêmeas com ventosas nas patas I.0. . .Machos com 40 par de patas bem reduzido.Fêmeas com ventosas nas patas I. copulatórias ao lado do ânus .Patas grossas e longas terminando em longos pedicelos tri-segmentados . Otodectes e Chorioptes.Gnatossoma tão longo quanto largo.48 Sarnas .II e IV. sem segmentação. . .Ventosas com pedicelos curtos e simples. Ácaro Chorioptes sp.Corpo ovóide.0. sem segmentação. Ciclo Ápódemas convergentes biológico dos gêneros Psoroptes. . . .Gnatossoma mais longo que largo.Fêmeas com ventosas nas patas I e II.6 mm. . Otodectes e Chorioptes As sarnas psorópticas são produzidas por ácaros dos gêneros Psoroptes. II.3 a 0. Caracterizam-se por serem sarnas não penetrantes.Machos com ventosas nas patas I.Machos sem tubérculos abdominais.Machos com ventosas nas patas I. bovinos. em que o agente causal não pratica galerias dentro da Figura 38.Peças bucais arredondadas. .Astigmata _____________________________________________________________________________________________ .Machos com ventosas nas patas I. .Ânus terminal. . GÊNERO Chorioptes: CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . II. . III e IV.5 mm.

diagnóstico. axilas. Esses ácaros picam a pele causando irritação. no entanto. sendo raro no rosto. alopecia. SINTOMAS: Família Sarcoptidae: EPIDEMIOLOGIA DA SARNA SARCÓPTICA: A sarna sarcóptica humana é conhecida desde remota antigüidade. sob a camada córnea. pois não são facilmente transferidas de um hospedeiro para outro. A lesão cutânea é típica: observam-se áreas eritematosas. confirmação obtida fazendo um raspado do material cutâneo para a obtenção de exemplares do ácaro e observação microscópica. A maioria dos sintomas cutâneos é devida a infecções secundárias. peças do vestuário e quase sempre é noturno. cotovelos.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ pele do hospedeiro. pápulas foliculares e vesículas nas regiões afetadas. DIAGNÓSTICO DAS SARNAS: Detecção dos ácaros nas galerias (extração mediante agulhas) ou em raspados de pele.49 Sarnas . Após ter sido infestado uma vez. O papel patogênico não reside somente na lesão produzida pelo ácaro mas também na contaminação secundária desta ou das escoriações provocadas pelo indivíduo ao se coçar. intermamário. escroto. porém a de origem animal é muito menos grave do que a humana. Uma das características principais dessa rapidamente em grupos de pessoas como em hospitais. sulco _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . podendo.o paciente tornou-se agora sensível ao ácaro. A verificação dos túneis. com prurido que desaparece em poucas semanas. e se desenvolve nas regiões lanosas ou bem dotadas de pêlos dos animais. Ocorre apenas uma descamação e exsudação de soro. O ácaro localiza-se na epiderme. depois de cerca de um mês aparece o prurido e então se instala a coceira . regiões glúteas. O parasitose é o prurido que vem sobretudo à noite. crostas e escamas.. estabelecimentos comerciais etc. escolas. A infecção alastra-se Pus. quando o indivíduo deita para dormir. Elas apresentam as mesmas fases evolutivas em seu ciclo que Sarcoptes scabiei. predominantemente nos espaços interdigitais. O contágio é facilitado pela falta de higiene e promiscuidade. das vesículas que se formam na parte terminal desses e a distribuição zonal das lesões A sua são elementos para é o erupção papular avermelhada. vivem e se multiplicam sob a descamação provocada e a sua contínua atividade provoca o agravamento da lesão. não praticam galerias no interior da pele. Os ácaros que causam a sarna sarcóptica dos animais domésticos são estruturalmente semelhantes à espécie que causa a escabiose humana. Há indicações de que a primeira infestação pelo ácaro não determina coceira imediata. no entanto. porque os ácaros não escavam a pele e não se multiplicam. é favorecido pelo uso de roupas de cama ocupados anteriormente por pessoas infestadas. scabiei. estender-se por todo o corpo. prurido e engrossamento da pele. Ácaros das sarnas sarcópticas dos animais domésticos podem infestar o homem. causando sérios inconvenientes. Alastra-se de preferência nas regiões bem dotadas de pêlos do corpo do animal. ao se contágio se realiza quando as fêmeas do ácaro passam do indivíduo atacado para o indivíduo sadio. mas representam subespécies de S.

as primeiras . libertam o seu conteúdo que. progressivamente e com o ato de coçar há exsudação de soro que. secando. podendo também se iniciar pelo peito e pelos flancos. sobretudo no bordo posterior da orelha.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ reinfestar. determinando o ato de coçar generalizar-se e invadir o corpo e membros. ao redor dos olhos e principalmente na margem da orelha. selas e outros também podem ser responsáveis pelo contágio. mais tarde as máculas são substituídas por vesículas (pequenas bolsas cheias de líquido). Não sendo tratada. Os pêlos caem lesões visíveis ocorrem na cernelha e em torno da cabeça. que se localizam inicialmente na cabeça. A presença e a atividade dos ácaros causa intensa irritação.Na sarna sarcóptica dos cavalos. Nos cães novos as lesões se manifestam pelo desprendimento de pequenas _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . dá origem às crostas. terminando a infecção. podendo portanto. freqüentemente há infecção nos olhos que podem conduzir à perda da visão. enquanto que na pessoa não sensibilizada o parasita se desenvolve por cerca de um mês antes que o hospedeiro tome conhecimento. . . se tem uma sensação de aspereza semelhante à uma superfície secando.A sarna sarcóptica do carneiro e ovelhas se desenvolve nas partes não recobertas de lã. focinho. arreios. A parasitose pode ter curso rápido e ser até mortal. na cabeça do animal. aparecendo vesículas em torno do ponto de penetração dos ácaros. Provoca coceira intensa.avermelhada às lesões. A intensa coceira obriga o animal a se esfregar fortemente contra objetos que o rodeiam. Nas áreas afetadas os pêlos mantêm-se eretos e muitos caem. Caracteriza-se pela formação de crostas ocasionando lesões cutâneas. origina crostas salientes que se iniciam. A sarna sarcóptica eqüina é geralmente transmitida por contato direto entre os animais. acompanhada de coceira. Nessa região a sarna provoca um grande número de pequenas saliências no tamanho de grãos de areia de modo que. a pele inflama-se. a sarna sarcóptica prejudica muito a saúde dos animais que passam por um período de desnutrição progressiva terminando com a morte do animal. Do ato de coçar resulta injúria mecânica com a formação de grandes crostas firmemente aderentes aos tecidos subjacentes. Com a movimentação do animal podem romper-se e o soro e sangue conferem uma coloração amarelo . quando se aperta e se passa essa região entre os dedos. sendo rompidas. escamas semelhantes às da caspa.50 Sarnas . Quando se desconfia que um cão está atacado por sarna sempre se deve examinar a parte inferior da margem posterior das orelhas. a inflamação tem lugar em poucas horas. Uma pessoa já sensibilizada começa a se coçar imediatamente e freqüentemente remove o ácaro.Na cabra a sarna sarcóptica geralmente se inicia pela cabeça e orelhas. no entanto.No cão a sarna sarcóptica manifesta-se no início por um prurido ou coceira que coincide com o aparecimento de pequenos pontos vermelhos na pele. perda de pêlos e espessamento da pele. . As vesículas. semelhantes a picadas de pulgas. granulosa”.

dorsais do pescoço. provocando a queda dos pelos. deformando o contorno destas.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ .Em gatos localiza-se principalmente nas orelhas e na cabeça do animal. geralmente se inicia na parte interna das coxas. É acompanhada de intensa coceira e de formações crostosas.Psoroptes bovis (Gerlach. base das unhas. iniciando-se nas orelhas e depois descendo pela parte ventral do pescoço.51 Sarnas . queixo. À medida que os ácaros se multiplicam. de onde pode alastrar-se para todo o corpo. onde a sarna se instala de início na cabeça. Lesão de sarna notoédrica em gato. orelhas e planta dos pés. 1857) é a causadora da sarna psoróptica em bovinos.Em coelhos ocorre prurido nos lábios e região nasal. Sarna Cnemidocóptica: Aves andam com dificuldade. cujos sobretudo em torno dos órgãos genitais. principalmente na borda das orelhas. As lesões iniciais de pequenos ferimentos a pele. de soro e primeiros sintomas são coceira intensa da pele na cernelha. sendo mais severa em leitões. constituem-se de pequenas pápulas que vão freqüentemente mostrando também manchas de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . podendo estender-se às patas e região dos órgãos genitais. Dissemina-se facilmente nas criações e quando não tratada é mortal. podendo estender-se para outras partes do corpo. infligem uma série extravasamento Eventualmente pode se transferir para o homem. má formação das patas. Dessas regiões pode alastrar-se pelo dorso e flancos do animal. . Manifesta-se por intensa coceira e pela formação de crostas. na base da cauda ou nas partes látero . Figura 40. formação de crostas que se espessam. patas com aspecto engrossado e descamação Sarna Notoédrica: . Os sintomas incluem coceira. formação de pápulas. na face inferior do pescoço e na base da cauda. seguidos de coceira. amareladas. scabiei. endurecem e se desenvolvem à custa de exsudações de sangue. lábios.No coelho a sarna sarcóptica manifesta-se no focinho. atingindo eventualmente todo o corpo. prurido moderado.No gado bovino a sarna sarcóptica é pouco freqüente. O soro que vem a superfície mistura-se com sujeira e solidifica-se formando escamas amarelo acinzentadas. . Essa sarna é cefálica. em seguida aparecem crostas cinzentas- . inflamação e exsudação de soro. principalmente nas orelhas e ao redor dos olhos.Também o porco é um animal sujeito ao ataque por S. de onde pode alastrar-se por todo o corpo. formando cadeias. da pele. Sarna Psoróptica: .

Em virtude da intensa irritação provocada pelo ácaro. freqüentemente sacodem a cabeça e raspam com as unhas produzindo a base do pavilhão auditivo que ainda mais ferimentos intensificam as dores. a morte do animal. Inicialmente as escamas têm cerca de 0. perda de apetite e. em casos extremos. o tímpano pode mostrar-se hemorrágico. pode expandir-se infestando outras partes da cabeça. à medida que os ácaros vão passando para a pele sadia circunjacente. A irritação é severa e freqüentemente se observa os animais infestados coçarem-se e mesmo se morderem. . o canal vai acumulando produtos inflamatórios. Sarna Otodécica: Essa espécie determina irritação no conduto . O ato de coçar muitas vezes conduz ao aparecimento de hematomas na orelha. parece haver tendência a se limitar às orelhas da cabra. cera alterada e ácaros. e assume tal aspecto de gravidade que chega a determinar a morte dos animais parasitados. sendo as primeiras lesões observadas na cabeça. com o avançar da parasitose.5 cm de diâmetro. Infecções bacterianas secundárias as vezes resultam em inflamações médio e mesmo das meninges.Psoroptes cuniculi ataca coelhos. Freqüentemente afetados. A presença de ácaros no ouvido médio resulta também em distúrbios nervosos. formação de ulcerações. tendo a parasitose desenvolvimento idêntico à observada na espécie bovina. a lesão gradativamente aumenta. determinando sarna auricular que embora rara. A pele espessa-se. A complicação mais séria é a infecção piogênica do ouvido médio que pode se estender ao ouvido interno. a sarna psoróptica em cavalos é semelhante àquela descrita para bovinos. A invasão das lesões por bactérias pode levar à . em que provoca desmerecimento do couro e da lã.52 Sarnas . próximo do tímpano. mas alimenta-se de fluidos tissulares na profundidade do canal auditivo. do ouvido _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Psoroptes equi. As primeiras manifestações da sacudindo a cabeça. não pratica galerias no tegumento. infestação são indicadas por hiperemia (excesso de fluxo sangüíneo na superfície do corpo) e pela formação de crostas vermelho castanhas próximo da base do pavilhão auricular.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ sangue. ambos os ouvidos são Em casos de parasitoses intensas os animais mostram sinais de distúrbios nervosos. pode afetar toda a superfície interna da orelha.Psoroptes caprae causa a sarna psoróptica em cabras. Com o avançar da parasitose. Da porção média do conduto auditivo para o tímpano aparecem crostas. restringindose geralmente ao pavilhão da orelha (sarna auricular não penetrante). pescoço e mesmo as patas. freqüentemente se movendo em círculos ou . pode causar surdez. os animais assim atacados podendo aparecer em qualquer parte do corpo.Psoroptes ovis é a responsável pela sarna psoróptica de carneiros e ovelhas. a coceira é intensa e o animal é constantemente irritado. extensas áreas ficam desnudas e cobertas de crostas. auditivo de cães e gatos.

Chorioptes cuniculi determina em coelhos uma parasitose auricular quase não indistinguível da sarna por penetrante. As regiões parasitadas se recobrem de crostas e produzem prurido bastante intenso. . bastante porém localizada e menos séria. psoróptica. notadamente do boleto. causada Psoroptes. Separação dos animais infestados. condições de higiene do recinto Sarna Chorióptica: . localizando-se principalmente nas satisfatórias. alimentação adequada. e que não invade as partes do corpo revestidas de lã comprida. cynotis também ataca o furão. 1955).Chorioptes equi determina uma parasitose semelhante àquela causada por Psoroptes. mas. causa a sarna chorióptica em carneiros e ovelhas. PROFILAXIA: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . coleiras) com acaricida sendo melhor não utilizá-los antes de 14 à 17 dias. esterilizar o material de uso nos animais (arreios. Parece não atacar a cabeça e demais partes do corpo. Ataca também os pés e os membros.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ O. . sendo por isso também denominada sarna das patas dos cavalos. parece ser a única espécie do gênero assinalada no Brasil (Freire. as lesões estão geralmente confinadas às partes inferiores das patas. é bem menos séria. subindo até a face interna das coxas.Chorioptes ovis.Chorioptes bovis é responsável pela sarna chorióptica semelhante do a gado sarna bovino. no entanto. Geralmente restringese à cauda e aos boletos das patas anteriores e posteriores e via de regra não se alastra. rugas da bolsa escrotal dos carneiros. região escrotal dos carneiros e da mama das ovelhas. .53 Sarnas . Por esse motivo foi também designada de sarna das partes baixas.

Demodecidae e Trombiculidae.Prostigmata ____________________________________________________________________________________ PARTE IV Prostigmata ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA ESPÉCIES: -Cheyletiella yasguri – Comumente encontrada ORDEM ACARI (ACARINA) SUBORDEM ACTINEDIDA (PROSTIGMATA) CARACTERÍSTICAS: . dermatite descamante. FAMÍLIA MYOBIIDAE Figura 41. CARACTERÍSTICAS: . -Cheyletiella blakei – Comumente encontrada em gatos.Famílias: Cheyletidae. GÊNERO Cheyletiella HOSPEDEIROS: Coelhos.No homem causa irritação na pele e coceira.O ciclo desses ácaros é em média de 21 a 35 dias sobre o hospedeiro. Adulto de Cheyletiella GÊNERO Myobia _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .O grande número de ácaros brancos movendose sobre a superfície da pele é chamado de “caspa ambulante”. CICLO: . -Cheyletiella parasitovorax – Comumente encontrada em coelhos.Os ácaros são grandes (385 µm ). FAMÍLIA CHEYLETIDAE em cães. .Ovo –Larva – Protoninfa – Deutoninfa – Adultos. Myobiidae. Todas as espécies podem ser transmitidas para outros animais e ao homem. por isso a infestação pode ser adquirida do ambiente (Ex: cama) ou por contato direto. .Provoca caspa. .Estigmas respiratórios quando presentes. PATOGENIA: . . situados anteriormente. cães e gatos. mas adultos podem sobreviver fora do hospedeiro por 2-14 dias. vivem sobre a superfície da pele e seus ovos ficam presos em fios do pêlo.54 Ácaros .

.Prostigmata ____________________________________________________________________________________ CARACTERÍSTICAS: . Ácaro de roedores Myobia sp.Aparecem áreas circunscritas de alopecia na canis (cão). que vive no folículo piloso. Normalmente atinge filhotes de 3 a FAMÍLIA DEMODECIDAE 6 meses.Corpo dividido numa parte anterior curta e uma posterior alongada e com estriações.1 par de patas modificado. . ESPÉCIES: -Demodex canis (cão) -D. D. com coceira e perda de pêlo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . . GÊNERO Demodex ESPÉCIES: Demodex phylloides(suino). phylloides (suino) Figura 42. Podem viver em linfonodos e outros órgãos internos como o rim. . . D. .55 Ácaros . glândulas sebáceas e sudoríparas por isso tem o corpo alongado. manutenção adequada alimentar.Causa sarna em camundongos.O estabelecimento da doença está relacionado à imunidade. pholiculorum (homem) CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Patas curtas. fígado. tratar o animal doente e evitar contato com outros animais e fômites.Dois estádios ninfais. cabeça. . -D. pholiculorum (homem) CARACTERÍSTICAS: . Ácaro Demodex humano (acima) e de cão (abaixo). o Figura 43.Sarna profunda. CONTROLE Higiene.Cerdas na extremidade posterior. ao redor dos olhos e na parte inferior da pata (projeções ósseas nas extremidades).Alargamento na lateral do corpo.

Não há evidência de prurido. . como Sarcoptes. Macere algumas crostas com óleo pele que produz doença em imunodeprimidos. . ? Raspe as crostas soltas e guarde em pote bem fechado. quando tem pus (infecção secundária-imunodepressão). ocorre a diferenciação para machos e fêmeas. glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas (no cão principalmente no folículo piloso e glândulas sudoríparas). deve-se pesquisar a causa da imunodepressão (mudança de casa. fígado) mas não há danos.56 Ácaros . que vão para a superfície da pele a fim de copularem (fase de contaminação).Atacam mais os animais jovens e de pêlo curto. Ocorre a eclosão das larvas dentro do folículo.Tipos: Úmido.Através da coleta de material: 1)Para ácaros que penetram profundamente. pontos vermelhos. CONTROLE: Como é uma sarna de ocorrência natural na Figura 44. Notoedres e Demodex. Animais sadios podem ter mesmo sem apresentar a doença. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . sendo que a primeira nos folículos pilosos do rosto e a segunda nas glândulas sebáceas do mesmo. com prurido intenso e crosta superficial. brevi atingem humanos. queda acentuada de pêlos. mas em alguns casos pode levar até a morte (nesses casos os pêlos s tornam e esparsos sobre regiões cada vez maiores e a pele se torna áspera e seca . . macere CICLO: Ácaros dentro do folículo piloso. . 3)Sarnas superficiais (Psoroptes. na alimentação.Há formação de crostas.é a sarna vermelha). foliculorum e D. 2)Cnemidocoptes. Seco. Chorioptes e Otodectes). DIAGNÓSTICO CLÍNICO . estas passam para a fase e olhe no microscópio. Lesões de sarna demodécica. * D. pegue uma prega de pele e raspe mantendo um ângulo reto com a pele até produzir um leve sangramento. ? Amoleça as crostas com água morna e óleo mineral. Geralmente inicial e passa para o estado úmido. ? Mergulhe a lâmina de bisturi em óleo mineral.Prostigmata ____________________________________________________________________________________ ninfal chamada protoninfa e após para deutoninfa. Após a cópula as fêmeas ovígeras (já fecundadas) e os machos voltam para o folículo piloso. Pode ocorrer o rompimento do folículo e o ácaro mover -se para outros órgãos (ex.A maioria dos casos é branda e a recuperação espontânea. Remova as crostas mais soltas. stress) e evitar contato da mãe doente com a ninhada.

Conhecida como micuim. As ninfas e adultos alimentam de insetos pequenos ou outros organismos. e localização. O ciclo de vida inteiro pode _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . requerer de dois meses a um ano.Cheio de cerdas nas patas. fato esse que vai depender da temperatura. . mas podem mais tarde transmitir ao homem.Febre fluvial é transmitida pelos trombiculídeos. . Adultos normalmente vivem em lugares protegidos e ficam mais ativos na primavera.Escudo com cerdas ramificadas. FAMÍLIA TROMBICULIDAE GÊNERO Eutrombicula. No solo as fêmeas põem os ovos em áreas abrigadas.57 Ácaros . pois inoculam saliva tóxica que lesa as células . umidade. . fixam-se. Os corpos são normalmente cabeludos.Quelíceras pontiagudas CICLO BIOLÓGICO: São ácaros de vida livre.Prostigmata ____________________________________________________________________________________ mineral.Hematófaga. ninfas e adultos vivem e alimentam-se em matéria orgânica. tem oito patas. alimentam-se no animal e após vão ao solo onde mudam para ninfas e posteriormente para adultos. trombicula CARACTERÍSTICAS: . coloque em uma lâmina e olhe no microscópio com objetiva de 10X. em uma semana eclodem as larvas que possuem três pares de patas e é a fase parasitária. .Saliva tóxica – Causa prurido . -Transmitem Rickettsia a roedores silvestres que não desenvolvem a doença. Quando um animal ou homem se aproxima as larvas laranja-amarelada ou laranjaavermelhada rastejam na superfície de terra ativadas pelo CO2 da respiração. sendo que 1 a 5 gerações podem ser produzidas por ano. As larvas ficam 15 dias no hospedeiro e caus am dermatite intensa. . A ninfa. como o ácaro adulto. As larvas se alimentam-se de linfa.

deutoninfa Habitam as camadas superficiais do solo. são ácaros de vida livre. CRYPTOSTIGMATA OU cestóide que vai parasitar o bovino (eqüino). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . HOSPEDEIROS: Não possuem. sobem pelas hastes do capim onde são ingeridos pelos animais. e tritoninfa) e adultos.3 fases ninfais (protoninfa. no trato digestivo dos animais ocorre a libertação do ORDEM ACARI (ACARINA) SUBORDEM ORIBATIDA SUPER FAMÍLIA GALUMNOIDEA FAMÍLIA GALUMNIDAE CONTROLE: SUPER FAMÍLIA ORIBATULOIDEA FAMÍLIA ORIBATIDAE Não se tem medidas adequadas para o controle no pasto.58 Ácaros . onde alimentam-se de fezes (coprófagos) podendo desse modo adquirir os ovos de cestóides. tanto em número de espécies quanto em número de indivíduos. ? Respiração por tubos traqueais que se abrem em estigmas respiratórios na base das patas. Figura 45. Eles têm um papel importante na decomposição de substâncias orgânicas no solo.larva . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRI A E SAÚDE PÚBLICA: É importante por agir como transporte de cestóides para os animais. CARACTERÍSTICAS: ? Os ácaros incluídos na subordem Oribatei ou Cryptostigmata constituem um dos mais numerosos grupos de artrópodes do solo. Ácaro Cryptostigmata. CICLO: Ovo .Cryptostigmata ____________________________________________________________________________________ PARTE V Cryptostigmata ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA Vivendo no solo.

ABDÔMEN Segmentos em anéis. Essa pode ser apical e fechada ou discal. trocanter. tíbia e tarsos. • Aparelho bucal com um par de mandíbulas. • Os tarsos são divididos em três a cinco segmentos e nesses estão as garras e CLASSE INSECTA estruturas membranosas chamadas empódio que podem ou não ter dois apêndices conhecida por classe hexápoda. Nervura Anal (A) OBS: Cada área delimitada por nervuras chamase célula.As asas são estruturas membranosas com escamas. • Adultos geralmente. auxiliares na parte dorsal da cabeça. • Respiração traqueal. 1 par de maxilas (pode ter palpos maxilares). entre os olhos compostos. cerdas ou espinhos. • As antenas são divididas em escapo (parte articulada na cabeça). ASAS Os insetos podem ser ápteros (sem asas pulgas e piolhos) ou dípteros (com 1 ou 2 pares de asas). Pode ou não existir arista nos flagelos. Nervura Cubital (Cu) 6. Mesotórax e Metatórax e cada um desses é dividido em 4: um segmento dorsal (noto). fêmur. pedicelo e flagelo (1 a 10 segmentos). As nervuras costa e subcosta não se ramificam. Visão bastante ampla para o inseto. • Com três pares de pernas. • Os olhos compostos (omátides) são formados por centenas de omatídeos. • Simetria bilateral. 1. tórax e abdômen. • Com um par de antenas. É onde aparece a abertura genital. São posterior do abdome. Os três últimos anéis não desenvolvidas ou picador: estiletes perfurantes) • O tórax é dividido em 3 segmentos: Protórax. Nervura Mediana (M) . • Dois a três ocelos. MORFOLOGIA EXTERNA: • Os insetos são artrópodes com o corpo dividido em três regiões bem distintas: cabeça. Apresenta na região pleural (lateral) os estigmas respiratórios ou espiráculos. Nervura Radial (R) 4.59 ______________________________________________________________________________________________ • Cada par de patas é inserido em um segmento torácico. • Orifício genital situado na extremidade posteriores chamados de pulvilo. que varia de tamanho com o tipo de aparelho bucal (mastigador: mandíbulas compostas por nervuras ou veias e suas características identificam famílias ou gêneros. 1 labro dorsal. É também • A pata se divide em coxa. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . sem apêndices e com cerdas. Nervura Costa (C) . Essa região é menos quitinizada para permitir a distensão abdominal. dois segmentos laterais (pleura) e um segmento ventral (esterno). • Na extremidade da probóscida existe um par de labelas.completa ou incompleta 2. 1 lábio ventral e 1 hipofaringe.bifurcação da nervura Radial 5. com um ou dois pares de asas. Nervura Subcosta (SC) 3.

para formar o papo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . Proctodeu. papo e proventrículo. variável de intensidade. as espécies que se alimentam de sangue de Função do estomodeu: É armazenar os alimentos e triturá-los.chamadas papilas retais . até o ânus. sua porção posterior se dilata.Intestino delgado ou íleo. Glândulas salivares: Estomodeu: Inicia na boca ou cavidade bucal e está dividido nas seguintes porções: faringe. O íleo é tubular. freqüentemente produzem Ao nível da cavidade bucal abre-se o duto das glândulas salivares situadas no tórax ou se prolongam até o abdome. espiráculos no tórax. nos insetos sugadores. Ao papo segue-se o proventrículo que se caracteriza pela forte musculatura das suas paredes e pela presença de dentes e espinhos. vertebrados. Este tubo é diferenciado em três regiões distintas: . de quase imperceptível até severa. situada na extremidade anterior. . o colo é dilatado e o reto globular ou piriforme. 1.60 ______________________________________________________________________________________________ apresentam espiráculos. . As glândulas salivares variam nos diferentes insetos.O esôfago é um tubo simples que se prolonga até o tórax.A faringe. Há insetos com Funções: Digestão e absorção dos alimentos.Intestino médio ou mesêntero. Em alguns insetos há divertículos. A inoculação da secreção salivar por insetos hematófagos.Intestino posterior ou proctodeu. graças às enzimas de várias naturezas que variam de acordo com o tipo de alimentação do inseto. Natureza da secreção salivar Varia muito nos vários grupos de insetos. colocadas simetricamente uma de cada lado do corpo do inseto. . por onde se escoa a secreção salivar. está dividido em três partes: .Sistema Digestivo – Nos insetos o canal alimentar consiste de um tubo quase reto. MORFOLOGIA INTERNA DOS INSETOS denominados cecos gástricos. provoca nos hospedeiros uma reação cutânea Mesêntero: Varia de forma segundo o grupo dos insetos. e funciona como uma bomba de sucção. podendo ser simples ou lobadas. aí começa também a digestão. esôfago.Reto. secreção salivar que contém uma substância anticoagulante.Intestino anterior ou estomodeu. que se estende da boca. Este possui número variável de papilas .e termina pelo ânus. De cada lado sai um duto salivar que se reúnem para formar um canal coletor único. em alguns insetos. possui musculatura poderosa. . . geralmente situados na parte anterior do estômago. situado posteriormente. durante o ato de alimentação. Freqüentemente.Intestino grosso ou cólon.

que é filtrada através das células que forram internamente os túbulos. nas formas típicas há um par no mesotórax. . é a aorta dorsal. cai na luz destes túbulos e escoa para o intestino. hemocele.Os estigmas possuem estruturas destinadas a regularizar a entrada e saída do ar no corpo do inseto. 4. Regra geral existem 10 pares de estigmas. Este poder de retenção da água varia com o inseto e com seu estádio de desenvolvimento. .As traquéias se abrem para o exterior através de orifícios. O sangue penetra pelos ostíolos. principalmente. consistem de vários túbulos alongados fechados na Coração: É a porção dilatada do vaso dorsal. e que se chama vaso dorsal. chamados estigmas ou espiráculos respiratórios. Sistema Respiratório – Os insetos possuem um sistema de tubos raramente vermelho. e daí pela contração do coração é impulsionado para a aorta dorsal. O sangue ou hemolinfa sai da aorta para banhar os vários órgãos internos. um na margem anterior do metatórax e um par em cada um dos primeiros sete ou oito segmentos do abdome. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . acima do aparelho digestivo. A urina. que serve de meio de trocas químicas necessárias ao funcionamento dos tecidos e órgãos. constituída de várias câmaras. A hemolinfa contém numerosas células denominados sistema traqueal . Sistema Excretor – Ao nível da junção do mesêntero com o proctodeu abrem-se os tubos de malpighi. 2. A porção mais delgada. Há apenas um vaso que se estende dorsalmente do tórax ao abdome. uma grande quantidade de água é reabsorvida pelas glândulas retais e retida no organismo do inseto. segmentos torácicos e abdominais. que funcionam corno se fossem rins. cujo número e tamanho variam de inseto para inseto. situados na extremidade livre e que se abrem na luz intestinal pela outra extremidade. Antes de ser eliminada pelo ânus. 3. onde é misturada com as fezes. deslocando-se no sentido anteroposterior. de função excretora.61 ______________________________________________________________________________________________ Alguns insetos aquáticos possuem brânquias. Hemolinfa: É um líquido claro. situada anteriormente. situada posteriormente. Os tubos de Malpighi. localizados lateralmente nos denominadas hemócitos. pelos tubos de Malpighi. A excreção nos insetos se realiza. Sistema Circulatório – Os insetos têm circulação aberta. esverdeado ou amarelado.

da audição. especialmente ativos nos processos de mudas e metamorfoses. algumas formas . Hemócitos: Funções: mamíferos. da gustação. Nos insetos de vida social. Aparelho Genital Feminino – É constituído de dois ovários que por sua vez são formados de vários ovaríolos. Usualmente para cada segmento abdominal corresponde um par de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . intercomunicam com o cérebro por meio de conexões longitudinais. Os insetos possuem órgãos especiais dos sentidos da visão. Desse conjunto partem fibras que inervam as várias partes do corpo. organismo e são. as formigas e os cupins. possuem órgãos receptores da conhecido por "sensilia". também chamado cérebro. Em algumas espécies a ocorrência de partenogênese é normal. Nos insetos os órgãos dos sentidos são muito desenvolvidos. Pêlos do corpo dos insetos Funcionam como órgãos sensoriais que captam vários estímulos mecânicos e químicos. Do cérebro parte uma dupla cadeia de gânglios ventrais que se dirige para a extremidade posterior do corpo. a. do olfato.as operárias . 6.são incapazes de se reproduzirem. Pata de carrapato seccionada mostrando a hemolinfa. Há várias células situadas em várias partes do corpo. os hemócitos se congregam ao redor de corpos estranhos ou de larvas de filarídeos. Este conjunto constitui o sistema nervoso periférico.possuem órgãos que detém pequenas alterações na temperatura. são artrópodes de sexos separados. Alguns fagocitam células estranhas ao a mesma dos leucócitos dos Percevejos e as pulgas . Na frente do cérebro há um gânglio que constitui Hemolinfa o sistema nervoso simpático e que inerva as vísceras do inseto. Sistema Nervoso – Cérebro: Situado na região do esôfago encontra-se o gânglio supra-esofageano. onde se originam as células germinais. que estão associadas a pelos e cerdas. Às vezes. como as abelhas. Os gânglios se Há raros casos de hermafroditismo. Sistema Reprodutor – Os insetos. Piolhos umidade. regra geral. orientando-os para os seus hospedeiros.62 ______________________________________________________________________________________________ gânglios. O complexo das células sensoriais é Função da hemolinfa: Consiste no transporte do material nutritivo para os tecidos e recolher os produtos de excreção para os órgãos excretores. Figura 46 . 5. etc.

63 ______________________________________________________________________________________________ Os ovaríolos se reúnem e formam os ovidutos. Os insetos são. A cutícula nova. ovíparos. esféricos ou alongados. pela ação do ar. coloração natural dos insetos. que fornecem o material para o revestimento do ovo. o inseto muda várias vezes de cutícula. onde se alojam os espermatozóides. Este tipo de desenvolvimento é chamado de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . renovação fenômeno é conhecido por metamorfose dos insetos. forma e cor. Externamente genitália masculina relacionada com a copulação e transferência do esperma para os órgãos genitais femininos. O duto ejaculatório termina pelo edeago que a é o órgão copulador. em espessura. A casca que envolve o ovo varia muito. mas há fêmeas que põem ovos em forma de tonel ou de disco. enquanto outras põem os ovos aglomerados. As formas jovens são semelhantes às formas adultas. que é a espermateca ou receptáculo seminal onde se armazenam os oferecem adequadas desenvolvimento das formas jovens. pela ruptura da cutícula do estádio anterior. O crescimento do inseto somente se realiza na ocasião da muda. Geralmente os ovos são ovais. Aparelho Genital Masculino – O aparelho genital masculino é formado de dois testículos. Mudas: b. da cutícula. Antes de atingir a fase adulta. Cada duto eferente se dilata para formar uma vesícula seminal. há uma câmara genital. condições em lugares que ao posterior. Algumas espécies põem ovos isolados uns dos outros. Excepcionalmente existem algumas espécies vivíparas. Associadas ao aparelho genital masculino existem as glândulas acessórias que lançam no duto ejaculatório o fluido seminal destinado a acompanhar os espermatozóides. um de cada lado do canal alimentar. vai aos poucos DESENVOLVIMENTO E METAMORFOSE adquirindo consistência e assumindo a Exsúvia: A cutícula eliminada é denominada exsúvia. diferindo apenas pela dimensão. geralmente. está Estádio: É a forma dos insetos entre duas mudas. dos quais originam-se os dutos eferentes. cuja parte posterior é a vagina. em forma de saco. Ainda anexas à vagina estão as glândulas anexas. na sua extremidade Alguns ovos possuem espinhos ou outras estruturas características na casca. espermatozóides. na maioria. Postura: É realizada. um de cada ovário. Estes se reúnem para constituírem o duto ejaculatório que se abre para o exterior. Durante o desenvolvimento do ovo até o estádio adulto o inseto nas sofre suas uma série de com cujo transformações eliminação e estruturas. Ametabolia: Quando os insetos se desenvolvem sem apresentarem transformações substanciais. Associada à vagina. antes de serem injetados na fêmea. estes vão constituir o oviduto comum.

holometabolia. entretanto. Os insetos deste tipo são conhecidos por holometábolos ou holometabólicos. Metamorfose Completa . As larvas.64 ______________________________________________________________________________________________ ametabolia e os insetos são chamados de ametábolos.metamorfose incompleta ou hemimetabolia (2) . Dois tipos fundamentais de metamorfose podem ocorrer no desenvolvimento dos insetos: (1) . A pupa não se alimenta. tanto sob o ponto de vista morfológico como sob o ponto de vista de hábitos. que são ninfas. Inclui-se neste tipo de metamorfose os insetos das ordens Hemiptera e Phtiraptera. O indivíduo recém eclodido é a larva e o estádio imediatamente anterior ao adulto é a pupa. As principais diferenças observadas entre as formas imaturas e os adultos são o tamanho e proporções do corpo. são muito diferentes dos adultos. A incluem-se os insetos das ordens Diptera e Siphonaptera (Pulgas). Neste grupo Tipos fundamentais de formas imaturas: As ninfas e as larvas. As ninfas diferem dos adultos pela ausência de órgãos genitais e pelos rudimentos de asas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . desenvolvimento dos ocelos. Os insetos deste grupo são conhecidos por hemimetábolos ou hemimetabólicos. o tamanho das asas. Neste tipo os estádios jovens são muito diferentes dos adultos. (2). Neste tipo de metamorfose os estádios jovens. tanto sob o aspecto morfológico como biológico.metamorfose completa ou holometabolia interesse na patologia médica e veterinária: • • • • Ordem Diptera (moscas e mosquitos) Ordem Hemiptera (barbeiros e percevejos) Ordem Siphonaptera (pulgas) Ordem Phtiraptera (piolhos) (1) Metamorfose incompleta . das quais as seguintes incluem espécies de passagem do estádio de larva para adulto se dá através de um estádio intermediário que é a pupa. quando presentes. formas das antenas e peças bucais.hemimetabolia. CLASSIFICAÇÃO A classe Insecta compreende 26 ordens. são semelhantes aos adultos.

IMP. Os piolhos sugadores possuem a cabeça mais estreita que o tórax. com má aparência e podem aparecer _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro (antena escondida)- Piolhos Figura 48. MED. Parasita de aves e mamíferos.65 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ PARTE VI Piolhos ____________________________________________________________________________________ CLASSE INSECTA CARACTERÍSTICAS DOS PIOLHOS MASTIGADORES (MALÓFAGOS): Cerdas pelo corpo. Maior quantidade de piolhos no inverno (por causa da temperatura) pela aglomeração de indivíduos. Metamorfose (hemimetábolos). A fêmea produz nas uma suas substância glândulas cimentante Figura 47. Três Subordens: -Amblycera mastigadores. ORDEM PHTHIRAPTERA coletéricas que permite que os ovos fiquem colados ao pelo ou penas. não se alimenta bem. Passam toda a vida no hospedeiro. Os piolhos mastigadores possuem a cabeça mais larga do que o tórax. Ausência de asas. Ovo (lêndea) de piolho de aves fixado à pena. Características de um piolho anoplura (sugador).- Piolhos . mas o mesmo animal pode ser incompleta parasitado por várias espécies. -Anoplura – Piolhos sugadores. -Ischnocera mastigadores. (antena livre).VET DOS PIOLHOS: O animal se coça. Certa especificidade para cada espécie. agarrados aos pêlos ou penas. fica irritado.

SUBORDEM AMBLYCERA ALIMENTAÇÃO: CARACTERÍSTICAS: Palpos maxilares presentes. PERÍODO EMBRIONÁRIO . onde põem os seus ovos. adquire péssima que aquelas ectoparasitas de Os piolhos mastigadores se alimentam de bárbulas de penas e de células de descamação da pele. nos meses mais frios. A ocorrência de malófagos é bastante comum. CICLO BIOLÓGICO GERAL DOS Deve-se tratar com inseticidas duas vezes por semana durante três a quatro semanas.66 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ infecções secundárias. exceto pela ausência de edeago no macho e gonopódios nas fêmeas. A espécie Trichodectes canis pode servir como hospedeiro intermediário do Dipylidium caninum um cestódeo parasito do cão e ocasionalmente do homem (através da ingestão do piolho contendo a larva do cestódeo). Algumas espécies ingerem sangue que aflora à superfície da pele. o que gera perda de peso e queda na produtividade. Menacanthus stramineus (piolho de aves) irrita a pele provocando descamação epitelial e afloramento de sangue do qual se alimentam. 14 dias. mas dificilmente 1 sp. Ninfas são parecidas com os adultos. coça-se muito. CONTROLE: Tratar e manter os animais isolados e em boas condições de higiene.Dura cerca de uma semana. sempre colados ao substrato. As espécies que vivem rentes à pele das aves podem causar sérios prejuízos. Os malófagos passam toda a sua vida entre as penas e os pêlos de seus hospedeiros. De tanto se coçarem acabam arrancando as penas ou os pêlos. São mais ou menos adaptados a determinadas regiões do corpo. Tratar com inseticidas repetindo após 10 a DURAÇÃO DO CICLO: Mais ou menos 20 dias. MALÓFAGOS (PIOLHOS MASTIGADORES): Ovo – ninfa 1 – ninfa 2 – ninfa 3 – adulto. principalmente. não descansa. Quando a infestação é muito grande. o animal torna-se irritadiço. . o que resulta em ferimentos agravados por invasão bacteriana. aparência e pouco se reproduz. de malófago adapta-se a outro hospedeiro que não o seu). fora do hospedeiro morrem em três a sete dias. espoja-se na terra. DISSEMINAÇÃO: Através de contato direto. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro LONGEVIDADE SOBRE O ANIMAL: 20 a 40 dias ESPECIFICIDADE: Possuem alta especificidade. As espécies que infestam aves são mais daninhas mamíferos. em grandes massas. escarificando a pele. (Um mesmo hospedeiro pode ser parasitado por várias espécies de malófagos.

Piolhos mastigadores. Antena Palpo Abdômen com uma fileira de cerdas dorsal em cada segmento.67 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ Antenas com quatro segmentos. GÊNERO: Menacanthus ESPÉCIE Menacanthus stramineus HOSPEDEIROS: Aves. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Duas fileiras de cerdas longas e curtas nos segmentos abdominais. Ápteros. Fronte provida de processo espinhoso Tufos de cerdas Figura 50. Figura 51. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . piolho mastigador das aves. piolho mastigador de aves. Segmento abdominal de Menopon mostrando os tufos de cerdas Figura 52. Parasita de galinhas. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Possui a cabeça mais larga que o tórax. Cabeça de um Amblycera. Menores que um centímetro. perus. Fossetas antenais (depressão para guardar as antenas). Espinhos gástricos visíveis. FAMÍLIA MENOPONIDAE GÊNERO: Menopon ESPÉCIE Menopon gallinae HOSPEDEIROS: Aves. Menopon sp. Menacanthus sp. Tarso com duas garras. faisões e excepcionalmente pombos. Figura 49. Apresenta dois tufos de cerdas no quinto segmento abdominal.

Figura 54. FAMÍLIA BOOPIDAE FAMÍLIA TRICHODECTIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Três segmentos antenais. Não tem palpos. Piolhos mastigadores. Possuem palpos. piolho mastigador de cães. Pleuritos Cerdas abdominais longas. Todos segmentos abdominais com placas pleurais (pleuritos). Parte inferior da cabeça com 2 ganchos voltados para trás e implantados junto à base dos palpos maxilares Palpos maxilares com 4 artículos Protórax livre Uma fileira de cerdas longas no abdômen com tergitos e pleuritos bem quitinizados Duas garras nos tarsos Parasito de cães GENERO Trichodectes ESPÉCIE Trichodectes canis HOSPEDEIROS: Cão CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça hexagonal. GÊNERO Heterodoxus ESPÉCIE Heterodoxus spiniger HOSPEDEIROS: Cão CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Dois espinhos na região dorsal da cabeça Cabeça subtriangular Têmporas estreitas. Fronte arredondada. Estigmas respiratórios do segundo ao sétimo segmento (seis pares). Heterodoxus mastigador de cães. Edeago grande. Sem fossetas antenais (antenas livres).68 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ recurvo para trás e para baixo. não salientes. Têmporas sem lobos posteriores. piolho Placas pleurais SUBORDEM ISCHNOCERA CARACTERÍSTICAS Palpos maxilares ausentes. Trichodectes sp. Antenas com quatro segmentos.. sp. Antenas com três segmentos. Uma só garra. Antenas filiformes (três a cinco segmentos). Uma garra ligada ao hospedeiro. Vetor de Dipylidium caninum para cães. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Tergitos Figura 53.

Cerdas abdominais curtas.. Abdômen do macho com pequena saliência posterior formada pelo último segmento. GÊNERO Felicola ESPÉCIE Felicola subrostrata HOSPEDEIROS: Felinos Tarsos com duas garras. Antenas com cinco segmentos imbricados nos dois sexos. Três pares de estigmas respiratórios abdominais. mastigador de felinos. Manchas nos tergitos. Goniodes sp. o último segmento não Figura 56. Antenas sem dimorfismo sexual. olhos atrás das antenas. FAMÍLIA PHILOPTERIDAE Tergitos Cinco segmentos antenais com 2 garras ligadas ao hospedeiros. HOSPEDEIROS: Ruminantes CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça arredondada com a “bochecha” repartida. Cerdas abdominais muito curtas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Cabeça tão larga quanto longa CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça com aspecto pentagonal. piolho Figura 57. Felicola. iguais e em filas transversais.69 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ GÊNERO Bovicola ESPÉCIE Bovicola sp. Bovicola sp.. piolho CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça em forma de chapéu e com 2 cerdas longas nas extremidades laterais. GÊNERO Goniodes ESPÉCIE Goniodes sp HOSPEDEIROS: Aves Figura 55. piolho mastigador de aves. mastigador de ruminantes.

SUBORDEM ANOPLURA CARACTERÍSTICAS Piolhos picadores-sugadores (hematófagos). Placas pleurais bem quitinizadas. microorganismo que Figura 59. Transmissores de Rickettsia prowasekii Olhos causador da febre das trincheiras em situações de guerra. Cinco segmentos nas antenas. -Fronte larga. Presença de um rostelo ou dentes préestomais para cortar a pele. sp. Garras grandes. Ausência de asas. Abdômen com sete segmentos. Lipeurus mastigador de aves. Passam toda a vida agarrados aos pêlos do hospedeiro. FAMÍLIA PEDICULIDAE GÊNERO Lipeurus ESPÉCIE Lipeurus sp HOSPEDEIROS: Aves.70 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ clavado. Metamorfose incompleta (Hemimetábolos). -Mancha mediana no tórax. piolho que se prende aos pêlos durante a ovipostura para o alinhamento dos ovos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Olhos grandes. Tem apêndices recurvos em gancho na frente fica no piolho e através das fezes deste. Presença de gonopódios nas fêmeas (duas saliências côncavas internamente e situadas uma de cada lado do orifício genital) com Figura 58. arredondada no ápice. Olhos simples. Tórax sem segmentos aparentes. GÊNERO Pediculus ESPÉCIE Pediculus humanus HOSPEDEIROS: Humanos LOCAL: Cabeça CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS -Corpo e cabeça alongados. penetra nas feridas. Corpo alongado. Olhos de Pediculus sp. cabeça ovóide. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

São mais ativos à noite ou durante o descanso do paciente. As picadas provocam prurido e erupções na pele. O doente apresenta febre com dores generalizadas somente durante cinco dias. Desenvolvimento pós-embrionário: 8 a 9 dias. principalmente que não tem Placas pleurais combatiam nas trincheiras durante a primeira guerra mundial (mais de 1 milhão de casos).os piolhos se infectam ao sugarem sangue de um indivíduo doente. o (Mulheres são mais parasitadas que homens). por isso é denominada quintana. O sangue. transmitida também por inalações. nem pela via transovariana. IMPORTÂNCIA MÉDICA: São encontrados em indivíduos de baixo 2-Febre das trincheiras- Transmitida pela Rickettsia quintana. Longevidade dos adultos – 9 a 10 dias. Os CICLO TOTAL – Em média 18 dias (em condições umidade).ovo. A transmissão não se dá pela picada do inseto.). Cada fêmea põe cerca de 7 a 10 ovos diariamente (Lêndeas). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . favoráveis de temperatura e piolhos morrem da infecção em poucos dias. Hemimetabólicos.ninfa (três mudas) – adulto.Causado pela Rickettsia prowaseki . Há correlação entre o grau de infestação e o comprimento dos cabelos especiais (glândulas coletéricas).) O ato de esmagar o piolho com os polegares possivelmente ocasiona a infecção. de modo que a infecção pode ser Figura 60.O nome surgiu porque a doença apareceu entre os soldados que escalão social. R. (invade os tecidos dos piolhos destruindo as células. Não é injuriosa aos piolhos (se multiplica no lúmem intestinal) Fonte de infecção é a picada ou fezes. A fixação no pêlo ou fio se dá por uma substância secretada por glândulas muita higiene. A rickettsia pode permanecer viva e virulenta nas fezes do piolho durante 66 dias. Período de incubação dos ovos .71 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ BIOLOGIA: A fêmea põe ovos operculados nas bases dos pêlos ou nos fios das vestimentas (conforme subespécie). Pediculus humanus piolho sugador de humanos. DOENÇAS QUE TRANSMITEM: 1-Tifo exantemático . agravadas pela invasão de agentes secundários. A transmissão da infecção se dá pela contaminação de feridas da pele com as fezes dos piolhos ou pelo esmagamento do conteúdo intestinal em áreas em abrasão. Fezes secas conservam poder infectante durante muito tempo.8 a 9 dias em condições ideais de temperatura e umidade (33 a 40 C e 90% U. Picam o homem intermitentemente (picada dura 3 a 10 minutos ou mais). porém é infectante por quase dois meses.

Abdômen com os cinco primeiros segmentos fusionados. Após a cópula que se realiza no hospedeiro. Além da região pubiana pode ser encontrado em regiões densamente pilosas (cabeça. sobrancelhas.72 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ 3-Febre recorrente-Transmitida pela Borrelia recurrentis (É uma espiroqueta que se BIOLOGIA: Não é de muita atividade. Pernas robustas. Os espiráculos 3. O homem só se infecta pelo esmagamento do inseto e libertação do conteúdo da hemocele em qualquer ferimento da pele. cílios (regiões de bastante cabelo). Tórax mais largo que o abdômen. com 30 dias de vida adulta. Ciclo de ± 16 dias (de ovo a ovo ± 30 dias). axilas. CICLO TOTAL: 30 dias. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 7 a 8 dias. extremidades. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Garras enormes. quase sempre com as peças bucais presas na pele do hospedeiro. sobrancelhas. DESENVOLVIMENTO: 13 a 16 dias. 4 e 5 estão na mesma linha transversal. permanecendo preso a dois pêlos durante vários dias. a fêmea põe ovos nos pêlos da região pubiana ou de outras. Precisam da temperatura corporal para sobreviver. axilas. GÊNERO Pthirus ESPÉCIE Pthirus pubis HOSPEDEIROS: Humanos. Pthirus sp. SOBREVIVÊNCIA FORA DO HOSPEDEIRO: Adultos e ninfas vivem dois a três dias.. CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS: É chamado de “chato” porque é achatado. LOCALIZAÇÃO: Púbis. Só suportam dois dias fora do hospedeiro. Unhas do segundo e terceiro par de patas fortemente recurvadas.). Primeiro par de patas é menos Tubérculos desenvolvido. piolho sugador de humanos. Abdômen apresenta lateralmente quatro tubérculos salientes com cerdas nas Figura 61. etc. conhecido por chato. desenvolve na hemocele do inseto). LONGEVIDADE NO HOSPEDEIRO: 30 dias.

assentos de privadas.73 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ DISSEMINAÇÃO: Principalmente por via sexual. -Brasil . animais -Muito comum no Brasil. Antenas com 5 segmentos. que incomoda o indivíduo. -Verão . etc.(búfalos) -Podem parasitar bovinos. -Regiões mais freqüentes . asini. nas infestações altas a parasitose se generaliza por todo o corpo. tuberculatus. Haematopinus sp. piolho sugador de ruminantes. -Ninfas sobem para regiões da cabeça. mas sua presença causa prurido mais ou menos intenso. Todas as patas iguais. limitando-se à orelha e locais onde os pêlos são mais longos. Figura 62.os piolhos são raros. Sem olhos.Não constitui problema de grande significação. As picadas produzem manchas azuladas na pele devido a saliva das glândulas reniformes. -Haematopinus suis-(suínos) -Haematopinus eurysternus (bovino)-Ocorre adultos. base da cauda e chifres.(equídeos) -Base da crina e base da cauda. Coxim tibial entre a base da tíbia e tarso. bubalinos e eqüinos. FAMÍLIA HAEMATOPINIDAE GÊNERO Haematopinus HOSPEDEIROS: Ruminantes.Pescoço. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro -Piolho dos animais domésticos.No inverno os animais ficam confinados no interior de estábulos ocorrendo aumento considerável da população de piolhos. Também através de toalhas. provavelmente devido ao fato CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça estreita e alongada. -Clima temperado . . Tórax largo. Abdômen alargado. -Fêmeas põem ovos quase que exclusivamente nos pêlos da cauda do animal. suínos. base das orelhas e entre as pernas. -H. Placas pleurais e parapleurais. Machos possuem um pênis ou edeago. mais freqüentemente em -H. suínos e eqüinos.Dobras do pescoço.. de não resistirem aos raios solares diretos e a temperatura elevada do corpo do animal. -Haematopinus quadripertusus. roupas. Tubérculos pós-antenais. -Regiões corporais . OBS: Não se conhece transmissão de doenças.(bovino) -Ocorre no Brasil (espécie mais prevalecente nos trópicos). do pescoço e outras onde se tornam adultas.

Abdômen membranoso. cerca de 3 a 6 por dia).. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 63. a fêmea inicia postura que dura vários dias. injuriados não se permanentemente pelos alimentam direito nem descansam. FAMÍLIA LINOGNATHIDAE GÊNERO Linognathus Linognathus setosus (cães) L. Número de ovos varia com a espécie (um a quatro por dia). PERÍODO DE PRÉ-OVIPOSIÇÃO: É em média de três dias. O ato de coçar pode provocar ferida que se agrava pela invasão de germes. provoca prurido. Fêmeas põem ovos nos pêlos dos A pele pode se tornar seca com aspecto de sarna. Ciclo de 9 a 19 dias. Concentra-se em pêlos longos.MED. IMP. BIOLOGIA: Ectoparasitos de animais domésticos com ciclo biológico parecido ao descrito dos piolhos humanos. PERÍODO DE INCUBAÇÃO É de 9 a 19 dias dependendo da espécie.74 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ com evidente prejuízo para saúde dos animais. H. -A picada do piolho. Hemimetabólicos. HOSPEDEIROS: .VET: -Leva a perda de produtividade dos animais. Linognathus sp. ruminantes. Três estádios ninfais. Primeiro par de patas é menor que o segundo e o terceiro. cada estádio: três a quatro dias. suis (mais ou menos 90 ovos. o que origina queda de produção e prejuízo para os hospedeiros fixando-os com uma substância cimentante. obrigando o animal a se coçar e morder o local da picada para se livrar do inseto. Fêmea põe em média 3 a 6 ovos/dia. CICLO TOTAL-20 a 40 dias dependendo da espécie e fatores ambientais. piolhos. Cinco segmentos nas antenas. com inoculação de saliva irritante. Os animais parasitados. pedalis (ovinos) HOSPEDEIROS: Cães. vituli (bovinos) L. fazendeiros. piolho sugador de cães e ruminantes. das condições de temperatura e umidade e do meio em que são mantidos os animais (ovos não se desenvolvem em temperatura inferior a 25 ). o CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Sem placas quitinizadas. Adultos vivem 30 dias.

abrem uma porta de entrada para infecções secundárias.Cães (novos e velhos).75 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ L. períneo. TRATAMENTO DOS PIOLHOS EM GERAL: -Medidas de higiene. Encontrados no pescoço. O pêlo cresce e forma um micro-habitat. No hospedeiro (Anoplura e Mallophaga): ovo. Fêmeas depositam ovos nos pêlos do hospedeiro. vituli . desde a cabeça até a cauda. (penas que SAZONALIDADE: Mais freqüente no inverno. patogênicos. IMPORTÂNCIA DOS PIOLHOS: ESPECIFICIDADE PARASITÁRIA: Identificação das espécies. L. No RS há problemas nesta época do ano por causa do frio (animais ficam mais próximos uns dos outros ou são estabulados). então. -Produtos pour-on. H.ninfa. Três estádios ninfais. Repetir em 10 a 14 dias.mais comum em cães de pêlos longos do que de pelagem curta. -Pente fino. recomenda-se uma segunda aplicação após 10 a 14 dias. Há exceções: BIOLOGIA: Parecida com Haematopinus. Importante para o diagnóstico e medidas de controle. H. há o enfraquecimento dos animais e irritações na pele. -Alguns Inseticidas não agem sobre lêndeas. setosus . direcionar o Os anopluras são mais patogênicos do que os mastigadores. -Inseticida em pó nos ninhos. suis (nas dobras da pele atrás da orelha e região púbica= início da infestação). passam a adultos que se locomovem _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Ivermectinas para sugadores. Duração do ciclo 30 a 40 dias (depende da espécie). LOCALIZAÇÃO NO HOSPEDEIRO: Preferencialmente na parte superior do corpo. Deve-se tratar antes os animais. CICLO GERAL: BIOLÓGICO DOS PIOLHOS EM CONTROLE DOS PIOLHOS: -Produtos químicos em banhos de imersão ou aspersão com pressão. espáduas. etc. Hemimetábolos.adulto (macho e fêmea). -Limpeza e esterilização dos fômites. pois provocam perda de sangue. Completa-se em 25 a 35 dias.bovinos leiteiros e animais novos. barbelas. pelo corpo do animal (Mastigadores) ou permanecem presos ao pelo (Anoplura). quadripertusus (vassoura da cauda). Ovos (lêndeas) são colocados presos ao pêlo e em contato com a pele eclodem as ninfas. tem capacidade de transmitir agentes tratamento para a espécie afetada (hospedeiro).. -Aplicação de inseticida. Menopon/Menacanthus cobrem o corpo).

76 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ Principais Piolhos de Importância Médica Veterinária Trichodectes Heterodoxus Felicola Bovicola Haematopinus Linognathus Goniodes Lipeurus Struthiolipeurus Columbicola Pthirus Pediculus Chelopistes _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

Asa em hemiélitro. a fêmea e o macho copulam. A duração do ciclo depende da temperatura.barbeiros SUBFAMÍLIA TRIATOMINAE Parte membranosa Figura 64. FAMÍLIA REDUVIIDAE . O macho copula várias vezes. SUBORDEM CRYPTOCERATA – aquáticos.77 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos PARTE VII Hemípteras ____________________________________________________________________________________ ORDEM HEMÍPTERA CONCEITOS BÁSICOS: • Dois pares de asas. os do gênero Rhodnius são aderidos. Não precisa alimentação prévia. Figura 65. A fêmea copula apenas uma vez e faz postura parcelada (1 a 40 ovos em cada postura) num total de quase duzentos ovos em toda a sua vida. Depois escurecem e quando o embrião está formado ficam rosados. ovos e ninfas de barbeiro. • Corpo grande e achatado dorso ventralmente. • Alimentação: podem ser hematófagos (rostro curto e reto com três segmentos). asa com parte apical membranosa e parte basal coriácea (dura). que serve para proteção das asas posteriores (membranosas.ninfa (cinco fases) – adulto. CICLO BIOLÓGICO: Depois da última muda para adultos. • Hemimetabólicos (metamorfose incompleta): ovo . Os ovos do gênero Triatoma e Panstrongylus são isolados. Após a postura os ovos são brancos e operculados. ou seja. fêmeas e adultas). Conexivo Parte coriácea NUTRIÇÃO: São hematófagos em todos os estágios de evolução (ninfas. Período de incubação: 15 a 30 dias. predadores ou entomófagos (rostro curvo em forma de arco) e fitófagos (rostro (hipostômio + quelíceras) longo e com quatro segmentos). • Geralmente apresentam dois pares de asas um par anterior do tipo hemiélitro. Após a alimentação defecam. • Olhos bem grandes. destinadas ao vôo) quando em repouso. SUBORDEM GIMNOCERATA _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Adulto.

• Cabeça curta e grossa. GÊNERO Triatoma CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Conexivo (parte dorsal onde a asa não cobre) HABITAT: Habitam locais escondidos (toca de tatu. Cabeça de Panstrongylus sp. amarelado. GÊNERO Panstrongylus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tamanho grande. GÊNEROS: Temos três gêneros de importância nessa família: Rhodnius. Figura 68. Figura 66 Inserção do tubérculo antenal dos triatomíneos de importância veterinária. O Triatoma possui o tubérculo na porção medial da cabeça. • Tubérculo antenal bem próximo ao olho.78 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos O Panstrongylus possui o tubérculo inserido bem próximo aos olhos compostos (omatídeos) . umidade relativa e espécie de barbeiro. IMPORTÂNCIA: Os gêneros dessa família servem de hospedeiro intermediário para o agente causador da doença de chagas (Trypanosoma cruzi que é transmitido pelas fezes do barbeiro). Cabeça de Triatoma sp. Em média de 180 a 300 dias. Figura 67. frestas na casa) e possuem hábito noturno. copa de árvores. Triatoma e Panstrongylus. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . • Tubérculo da antena entre o olho e a extremidade da cabeça. O Rhodnius possui o tubérculo inserido próximo ao rostro (aparelho bucal). alimentação. Eles são diferenciados principalmente pela inserção do tubérculo antenífero.

• Asas atrofiadas. • Fazem seus ninhos próximo de onde a pessoa dorme e saem a noite para se alimentar. • Antenas com quatro segmentos.79 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos GÊNERO Rhodnius CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tubérculo antenal bem perto do ápice. mais longa que o tórax. • Não transmitem doenças. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 71. Cabeça de Rhodnius sp. telas nas janelas.chega perto. FAMÍLIA CIMICIDAE . Lesão em homem provocada pelo percevejo Cimex. grau de antropofilia e outros.capacidade de colonizar a habitação humana (principalmente casas mal construídas). • Cabeça muito longa e delgada. Cimex sp. conhecido como percevejo. Figura 70. CONTROLE: Uso de inseticidas. mas não consegue ovopositar. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Pronoto bem pronunciado e largo no Pronoto Figura 69. susceptibilidade ao T. Barbeiro domiciliar . **Um bom transmissor é aquele que tem capacidade de domicialização. cruzi. tamanho da colônia. • Conexivo de cor amarelada com manchas oblongas negras. OBS: Barbeiro peridomiciliar . condições decentes de moradia humana e animal. GÊNERO Cimex HOSPEDEIROS: Morcego e homem.percevejos da cama CARACTERÍSTICAS: • Corpo bem menor que o dos barbeiros. destruir ninhos dos barbeiros próximos as casas.

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Podem viver durante várias semanas sem alimentar-se se a temperatura está amena e durante vários meses se a temperatura está baixa. do sangue. • Um par de cerdas no ângulo posterior do protórax. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Pronoto com a parte anterior mais estreita que Figura 72. Ornithocoris sp. O hemíptera vive em média 10 meses com alimentação disponível.80 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos comprimento (quatro vezes mais largo que alto). • Antenas com terceiro e quarto artículo mais delgados que os dois primeiros. Em algumas Figura 73. Um adulto ingurgita-se com sangue em aproximadamente 10 a 15 minutos. Os ovos são pegajosos quando recém postos e aderem ao objeto no qual eles são colocados. condições. Todas as fases são encontradas em uma população que está reproduzindo. Faz alimentações GÊNERO Ornithocoris HOSPEDEIROS: Aves. pode viver um ano ou mais sem comida. visão ventral e dorsal. Cimex sp. Pode haver três ou mais gerações por ano. • Parasita de aves. • Dois pares de cerdas nos ângulos posteriores do protórax. e um jovem (ninfa) em três a cinco minutos. Ovos chocam de seis a 17 dias. a posterior parecendo uma figura trapezoidal. • Ápteros. Ninfas recentemente eclodidas alimentam-se imediatamente quando há comida disponível. Ele então retorna para o seu esconderijo para fazer a digestão repetidas. • Muito peludos. Elas mudam cinco vezes (trocam a pele externa ou exosqueleto para crescerem) antes de alcançarem a maturidade. Ela pode pôr um total de 200 ovos quando bem alimentada e em temperaturas superiores a 28° C. CICLO BIOLÓGICO: A fêmea põe um a cinco ovos por dia. vista dorsal e ventral. • Rostro atingindo a coxa um. alimentando-se entre cada muda. Espécie Ornithocoris toledoi HOSPEDEIROS: Galinhas.

podendo os adultos viverem até 200 dias. Em cada postura são postos em média até 50 ovos. O ciclo completo varia entre 40 a 90 dias. Entre duas posturas há um intervalo de 7 a 10 dias. após o qual.81 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos CICLO BIOLÓGICO: Após a alimentação (hematófagos) que dura 5 minutos. Há também 5 estádios ninfais. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA DOS HEMÍPTERAS: Através da picada causam irritação e incomodam o homem e os animais perturbando a sua tranqüilidade. Podem provocar anemia e os gêneros pertencentes à família Reduviidae são responsáveis pela transmissão do Trypanosoma cruzi. a fêmea copula outra vez. O período de prépostura é em média de 7 dias. Para cada postura a fêmea copula uma vez. Cada estádio ninfal realiza cerca de 3 repastos sangüíneos antes de nova ecdise. ocorre a cópula. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

seco. As fêmeas fecundadas.Holometábolos (metamorfose completa): ovo – larva – pupa – imago ou adulto. . O número total de ovos pode chegar a muitas centenas. após três a quatro dias realiza-se a segunda muda.Três segmentos torácicos e 10 abdominais. ápodas e possuem aparelho mastigador.Pernas longas.Ectoparasitos obrigatórios periódicos. número. . O alimento das larvas é sangue digerido. -Podem quitinosos) apresentar que são ctenídeos cerdas (dentes condições de temperatura e umidade. somente CARACTERÍSTICAS: . Em condições favoráveis a larva passa para pupa em 9 a 15 dias. esbranquiçadas. . quando os ovos são postos nos pêlos ou penas do hospedeiro estes não se fixam e caem ao solo. -Corpo revestido de espessa quitina BIOLOGIA: As pulgas desenvolvem-se por metamorfose completa. mas no inverno ou na falta de alimento pode prolongar-se por até 200 dias. dependendo da espécie.Nome vulgar: Pulgas. tamanho. a. eliminado com as dejeções das pulgas adultas. .ausência. dispostas como dentes de um pente. . deixando-o após o repasto. mas no verão o ciclo se completa em 21 dias. -Abdômen formado por 10 segmentos numero variável de ovos (entre três e 18) em cada postura. pteros – asas . adaptadas para o salto. . As larvas são vermiformes. pedicelo e clava) e sulco antenal que divide a cabeça em fronte (parte anterior) e occipício (atrás do sulco antenal). o que facilita o andar pelos animais. depois de um ou vários repastos sangüíneos. pulgas apresentam mesonoto _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . O nono metâmero apresenta em ambos os sexos uma placa sensorial chamada de sensila. -Algumas rachado.Antena com três segmentos (escapo. Os ovos das pulgas são brancos. grandes (0. A larva sai do ovo por uma abertura na cápsula cefálica. cuja localização. A postura ocorre quase sempre nos lugares onde habitam os hospedeiros.82 Siphonaptera . Depois das mudas espiniformes. desovam os adultos permanecem transitoriamente no corpo do hospedeiro para a sucção do sangue. forma e disposição são importantes na sistemática.Aparelho bucal picador-sugador: hematófago.5 mm) e visíveis a olho nu sobre fundo escuro. Os segmentos dois a sete possuem de cada lado um estigma. O desenvolvimento depende das (urômeros) imbricados.Não apresentam asas. .Achatadas lateralmente. principalmente as posteriores. A primeira muda ocorre entre o terceiro ao sétimo dia e. escorregadia e cerdas voltadas para trás que auxiliam a pulga a deslizar entre as penas e pêlos dos hospedeiros não permitindo que voltem (dêem ré).sifão.Pulgas _____________________________________________________________________________________________ PARTE VIII Pulgas ____________________________________________________________________________________ ORDEM SIPHONAPTERA Siphon.

FAMÍLIA HECTOPSYLLIDAE GÊNERO Tunga . são menores que 1 segmento abdominal. a larva tece um casulo pegajoso que se fixa em algum substrato e fica camuflado pela poeira. Duas mandíbulas (lacínias) retilíneas. Realiza-se então a terceira e última muda. As pulgas adultas permanecem no casulo até sentirem a presença do hospedeiro através da liberação de gás carbônico e vibrações.Quase não tem tórax (achatadas): Os três segmentos torácicos juntos. Figura 75. mas a preferência são os dedos do pé. junto ao canto das unhas) do hospedeiro.Não apresenta fratura no occipício. Ovo de pulga.Menores pulgas que existem (1 mm).Pulgas _____________________________________________________________________________________________ SUBORDEM INTEGRICIPTA . . Macho adulto de Tunga penetrans.Palpos labiais com dois segmentos pouco quitinizados. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . A fase de pupa dura de 7 a 10 dias mas pode chegar a mais de um ano se a temperatura não for favorável. cães e homem (rural) CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 74. Larva de pulga presente no ambiente.bicho de pé HOSPEDEIROS: Suínos. . deixando livre. em comunicação com o meio exterior apenas o Segmentos torácicos . dando origem a pupa. . serrilhadas e longas.Não possuem ctenídeos. BIOLOGIA: PERÍODOS DE SOBREVIVÊNCIA Sem alimento Pulga do homem – 125 dias Pulga do cão – 58 Pulga do rato – 38 dias Com alimento: 513 dias 234 dias 100 dias As fêmeas depois de fecundadas introduzem-se na pele (pode ser em qualquer lugar. Figura 76.83 Siphonaptera .

TRATAMENTO: A retirada do inseto deve ser realizada por meios mecânicos.84 Siphonaptera . Após o período de incubação os ovos são expelidos e o resto do ciclo é como o da maioria das pulgas. . O macho morre. Instalada no hospedeiro começa a sugar sangue e inicia-se o saia inteiro. que não são eliminados de imediato permanecendo no abdômen até a pulga ficar do tamanho de uma ervilha. Tunga penetrans íntegra. Depois de todos os ovos serem postos a pulga murcha e cai ao solo ou é expelida pela ulceração que se forma no local da penetração. a destruição no interior da pele pode causar infecção. Somente quando a fêmea é copulada ela penetra na pele. Machos e fêmeas não fertilizadas sugam intermitentemente seu hospedeiro. Ciclo completo: Em torno de 30 dias. As larvas produzem uma esterilizada procurando alargar a abertura da cavidade onde está o inseto a fim de que ele _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Pulgas _____________________________________________________________________________________________ ápice do abdômen. Cabeça da pulga Figura 78. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 77.Apresentam olhos. mas com o intumescimento do abdômen do inseto surge a sensação dolorosa. Fêmea de pulga penetrante pronta para postura. retirada do interior da pele do hospedeiro. FAMÍLIA PULICIDAE GÊNERO Ctenocephalides HOSPEDEIROS: cão e gato. desenvolvimento dos ovos (até 100). no qual se encontra a abertura do ovipositor.Apresentam ctenídeos pronotal e genal. . Usa-se uma agulha CICLO BIOLÓGICO: -A oviposição é feita tanto no hospedeiro como no ambiente e nesse eclodem as larvas que permanecem no ambiente se alimentando de detritos e fezes das pulgas adultas (as larvas não são hematófagas). Os ovos levam 3-4 dias para eclodirem as larvas e 2 a 3 semanas após tornam-se adultos. SINTOMAS: No início da penetração ocorre um leve prurido.

Pronotal Genal Figura 80. GÊNERO Xenopsylla Figura 79. Ctenídios de Ctenocephalides. ESPÉCIE Xenopsylla cheops HOSPEDEIROS: Ratos. Utiliza estábulos para colonização.Possuem uma cerda anterior ao olho e uma cerda occipital. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . GÊNERO Pulex HOSPEDEIROS: Homem. Estes passam a larvas.Mesopleura sem espessamento interno. distendendo o seu abdômen (fica parecendo uma ervilha) e depois libera os ovos no ambiente.Não apresentam ctenídeos genal e pronotal. mas não especificidade. durando cerca de 30 a 50 dias sem se alimentar e têm preferências.A Tunga pode propagar o tétano (Clostridium tetani).85 Siphonaptera . . -Possuem fileira de cerdas no occipício. mas também o ambiente. É hospedeiro intermediário de Dipylidium caninum. -Possuem mesonoto rachado. pode causar uma reação cutânea pela ação da saliva desse inseto. pupas e adultos (fêmeas e machos).Pulgas _____________________________________________________________________________________________ substância gosmenta que formará o pupário e essa pupa é o processo de transição de larva para adulto. acelerado é o ciclo (pode ser de 21 a 150 dias). Quanto mais quente. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Não possuem ctenídeos. Cerda anterior ao olho e occipital de Pulex. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . em forma de V. PULGAS EM GERAL: . Dela emergem os adultos machos e fêmeas que são hematófagos. Só fica no hospedeiro para se alimentar. A pupa não se alimenta.A presença de pulgas sobre o corpo do animal. mais CICLO BIOLÓGICO: A fêmea fertilizada vai procurar o hospedeiro e suga o seu sangue. . CONTROLE: Deve-se tratar não só o animal. principalmente em condições deficientes de higiene. . As pulgas têm uma grande resistência à inanição.

-A morte de ratos dissemina pulgas (Xenopsylla) contaminadas com o bacilo Yersinia pestis. As pulgas nessa condição não conseguem se alimentar direito e ficam num estado de fome permanente. então quando a pulga se alimenta regurgita para o interior do corpo do animal sangue infectado com bacilos. Quando os roedores adoecem da peste e morrem. onde se reproduzem ocasionando obstrução parcial ou total do tubo digestivo. picando vários hospedeiros e transmitindo a bactéria. *Pulga semibloqueada . Cerdas em “V” de Xenopsylla sp.é a mais importante porque a pulga consegue ingerir algum nutriente e por isso ela sobrevive mais tempo. Com o passar do tempo passa a bloqueada.Pulgas _____________________________________________________________________________________________ -Algumas pulgas são hospedeiras intermediárias de cestódeos (Dipylidium – Ctenocephalides). O proventrículo parcialmente bloqueado faz com que haja refluxo de sangue contido no estômago. as pulgas abandonam o cadáver e vão alimentar-se em outro animal ou no homem. porém está sempre com fome. que transmite a peste bubônica.86 Siphonaptera . Mesonoto rachado Figura 81. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . impelindo-as a atacar os animais vorazmente. A bactéria fica no proventrículo do estômago da pulga. que morre logo.

Pulgas _____________________________________________________________________________________________ Principais Pulgas de Importância Médica Veterinária Ctenocephalides Ctenocephalides Cabeça de Tunga Tunga Pulex Cerdas na cabeça XenopsyllaCerdas em forma de V Pulex Xenopsylla _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .87 Siphonaptera .

. Apresenta um par de mandíbulas cortantes. Cabeça de mosca. . um lábio. CABEÇA: . número nervuras longitudinais e poucas transversais. pluriarticulado ou não. . As labelas nos lambedores são muito PATAS: . pedicelo e flagelo (esse pode ter de 1 a 16 segmentos). um labro e hipofaringe.Pernas com cinco artículos tarsais. ASAS: Asas Mesotorácicas com membranosas moderado e de transparentes. Olhos Antenas última pele larval. órgãos de equilíbrio) e também uma estrutura membranosa chamada calíptera ou alúla (situada no lado posterior da base da asa). hematófagas) doméstica). exceção é que na mutuca (sugador) as labelas são grandes e têm dentículos.Pupas livres. embaixo das unhas há os púlvilos e o empódio.Mesotórax mais desenvolvido que o pró e metatórax. Essas características definem a subordem. com 1 par de antenas. 1 a 3 ocelos e aparelho bucal. (Ex. Mutucas e Mosquitos) . as duas estruturas são auxiliares das asas. dando equilíbrio ao vôo. moscas mosca . ANTENAS: . As maxilas podem apresentar palpos maxilares (não confundir com antenas que estão entre os olhos).O par de asas é inserido no mesotórax. Nematocera as antenas têm cerdas. um par de maxilas para triturar.As antenas possuem três segmentos: escapo.Cabeça articulada bem distinta do tórax.No metatórax aparece o balancim ou halter (asas metatorácicas atrofiadas e transformadas em pequenas hastes. móveis ou imóveis envolvidas pelo pupário resultante do endurecimento da desenvolvidas e apresentam canalículos (tipo esponjinha) e nos e sugadores são pouco A desenvolvidos apresentam dentículos. Aparelho bucal Figura 82.Larvas sem apêndices locomotores. 1 par de olhos compostos. . . Fêmeas TÓRAX: apresentam poucas cerdas e machos apresentam muitas cerdas.Tarsos terminam em duas garras. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . APARELHO BUCAL: Aparelho bucal ou picador lambedor (Ex.88 ______________________________________________________________________________________________ ORDEM DIPTERA (Moscas.Subordem Nematocera – Mosquitos – Antenas filiformes com no mais de seis Na artículos subordem semelhantes flagelo.

com arista. Tabanídeos ou mutucas – Antenas com três artículos sendo que o último é anelado.Nematocera – Mosquitos. os olhos das fêmeas Antenas são dicópticos (olhos separados) e dos machos são holópticos (olhos juntos). Subordem Brachycera Tabanomorpha – Figura 85. . mutucas. pectinada ventralmente. Fêmea de mosquito mostrando as antenas com poucas cerdas. dorsalmente e pectinada antenas Antenas Figura 83. Sem arista.Brachycera Cyclorrhapha – Moscas em geral. bipectinada.Brachycera Tabanomorpha – Tabanídeos ou . Na subordem Brachycera Cyclorrhapha.Subordem Brachycera Cyclorrhapha – Moscas em geral – Antenas com três artículos. HABITAT: Forma adulta é terrestre. Encontram-se com freqüência em _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . ordem díptera esta dividida em três subordens: . que é pendurado e há uma cerda. mas sim o flagelo. CLASSIFICAÇÃO: A Figura 84. Antena de brachycera l h h OLHOS: -Os olhos compostos são grandes. Antena de tabanídeo. -No caso das moscas não se vê escapo nem pedicelo.89 ______________________________________________________________________________________________ Essa pode ser simples ou nua. -Ocelos entre os olhos compostos. vivem em ambiente diferente daquele onde se desenvolveram as larvas. ocupam quase toda a cabeça e são constituídos por células denominadas omatídeos. um apêndice chamado arista.

causando as bicheiras ou miíases. seiva que escorre dos vegetais. larvas são do tipo acéfalo e os adultos emergem da pupa através de uma fenda que circunda a parte anterior do pupário. suor. decomposição. internos. cavernas. existem também muitas espécies predadoras que nutrem-se sugando os humores dos insetos que capturam. exsudatos de úlceras cutâneas. Ovo Larva . desertos. armada de mandíbulas e maxilas com dentes quitinosos. matéria orgânica em humana. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Com cabeça reduzida e peças bucais rudimentares. sangue de diversos animais. Há ainda dípteros cujas larvas se desenvolvem à custa de tecidos de vertebrados. folhagens.Pupa – Adultos. As larvas são ápodes e podem ser de dois tipos: Eucéfalas – Com cabeça distinta e móvel. pois são responsáveis pela transmissão de inúmeros agentes patogênicos por meio da picada ou contaminando alimentos com germes patogênicos que carregam em suas pernas ou aparelho bucal. Pode ser: Flores. As larvas de dípteros desenvolvem-se em água corrente ou estagnada. florestas. REPRODUÇÃO: Metamorfose completa – Holometábolos. Durante o estágio larvário os insetos sofrem 3. no interior de vegetais. matéria orgânica em decomposição . transformadas em ganchos Nas Subordens Brachycera Tabanomorpha e Nematocera as larvas são do tipo eucéfalo e o adulto que se forma no interior da pupa emerge através de uma fenda em forma de T situada no dorso da pupa. alguns se Na subordem Brachycera Cyclorrhapha as adaptaram a regiões inóspitas como mangues.90 ______________________________________________________________________________________________ descampados. cerrados. Acéfalas. IMPORTÂNCIA: Os dípteros são os mais importantes grupos de insetos de importância Médica veterinária e NUTRIÇÃO: Varia de acordo com a espécie. 4 ou mais ecdises. ou como parasitas de animais.

Ceratopogonidae Simulidae Psychodidae Culicoides (pólvora) Simulium (borrachudo) Phlebotomus Lutzomyia (Palha) _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Insecta -Díceros -3 pares de patas.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ 91 CLASSIFICAÇÃO DE NEMATOCERA FILO CLASSE ORDEM SUBORDEM FAMÍLIA SUBFAMILIA TRIBO GÊNERO Arthropoda -Tubo -Patas articuladas -Celoma repleto digestivo completo. -Corpo dividido em tórax abdômen cabeça. -Probóscida desenvolvida Anophelinae Palpo fêmea=probóscida Anophelini Anopheles Culicini Culicinae Culex Aedes bem Palpo fêmea<probóscida de hemolinfa.Nematocera . e Díptera -Um asas -Holometábolos -Aparelho bucal picadorsugador lambedor ou par de Nematocera -Um par de antenas longas e articuladas -Fêmeas parasitas -Olhos compostos -Adulto emerge da pupa através de fenda dorsal em T Culicidae (Mosquitos) -Antenas nos machos é plumosa.

Machos alimentam-se de sucos vegetais. . SUBFAMÍLIA CULICINAE TRIBO CULICINI _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . .Pernas longas. .Larvas horizontais na superfície d’água .Ovos providos de flutuadores e postos isoladamente.Coxa posterior mais curta que a largura do mesoepímero. dando aspecto de clava.Primeiro tergito abdominal sem escamas. BIOLOGIA DE ANOPHELES . .Palpos retos.Fêmeas colocam seus ovos em locais úmidos (plantas flutuantes) ou água.Fêmeas com palpos delgados e do mesmo comprimento da probóscida.Olhos grandes. Fêmea de Anopheles Palpos TRIBO ANOPHELINI GÊNERO Anopheles CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . .Conhecido como mosquito.Larvas sem sifão respiratório.Criadouros são lagoas.Sem ocelos. .Antenas com 15-16 segmentos.Pupas com trompa respiratória de forma cônica curta e de abertura larga. SUBFAMÍLIA ANOPHELINAE CARACTERÍSTICAS: . . . . .Machos com últimos segmentos do palpo dilatados e pilosos. . .92 Nematocera .Veiculador da malária (esporozoítas do Plasmodium vivax na glândula salivar) .Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ PARTE VI Mosquitos ____________________________________________________________________________________ ORDEM DIPTERA SUBORDEM NEMATOCERA FAMÍLIA CULICIDAE CARACTERÍSTICAS: .Hábito crepuscular e noturno. rios e represas. Figura 86. . . .Palpos da Fêmea de comprimento igual ao da probóscida. . .Quando em repouso esses mosquitos formam um ângulo quase reto ao substrato.Escuama com franja completa.Adultos com escamas abundantes. .Fêmeas hematófagas sugam sangue à noite. .Probóscida bem desenvolvida.Antenas nos machos plumosas. .

mas os últimos segmentos não são dilatados. . mais ou menos cilíndrica alongada e de abertura estreita. As fêmeas virgens dificilmente sugam sangue. Fêmea de Aedes _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro água ou na sua superfície) em águas limpas . via de regra. .Postura preferencialmente (vizinhança da Figura 88. não há postura. postos em intervalos de um ou mais dias.Depositam os ovos separadamente em vários lotes.Quando em repouso esses mosquitos ficam com o corpo paralelo a superfície. . . vasos. Palpos Figura 87. . Em condições normais uma fêmea pode fazer 12 ou mais repastos sangüíneos em um mês o que é de grande importância na transmissão da febre amarela.Fêmeas com palpos curtos de comprimento menor que a tromba . barro. GÊNERO Aedes: Espécie Aedes aegipty CARACTERÍSTICAS: . . .Pupa com trompa respiratória de forma tubulosa. GÊNEROS: Aedes. .A cópula se processa 12 a 24 horas após o nascimento do imago e estimula o desejo de sugar sangue. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .93 Nematocera . Macho e fêmea de Culicinae.O ciclo dura 11 a 18 dias em temperatura de 26 graus centígrados. potes de cacos de garrafa. . e são maiores que a tromba.Longevidade: Em laboratório uma fêmea viveu até 154 dias.Ovos resistem a dessecação por vários meses. Culex. açucarados. As fêmeas após sugarem sangue fazem a postura dos ovos em poucos dias.Machos com palpos longos.Dispõem-se obliquamente perpendicularmente na superfície ou líquida . se forem alimentadas com líquidos permanecendo com o corpo mergulhado.A fêmea após ter feito a postura de seus ovos morre rapidamente.Larvas com sifão respiratório.Ovos desprovidos de flutuadores e postos em jangada.Escuamas com franjas. . . .Hábito diurno gostam de temperatura elevada e picam raramente quando a temperatura fica abaixo de 23 graus.Lobo pronotal menor que o meron. .Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ existentes em barris. completa com ou sem espiraculares .

As larvas se alimentam de bactérias contidas na água e possuem sifão respiratório com um tufo de cerdas. .Esse mosquito é doméstico e nas horas de repouso (noite) se esconde atrás ou debaixo de móveis. postos verticalmente são aglutinados Palpos Figura 91. Tórax de Aedes aegipty Figura 90. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .. Sifão respiratório de larva de Aedes sp. .Doméstico de hábito noturno. GÊNERO Culex CARACTERÍSTICAS: .94 Nematocera .Os ovos. . Larva de Culex sp. Fêmea de Culex.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ . . .Fêmeas depositam seus ovos em água estagnada pura ou impura nas imediações dos domicílios. Figura 92.Cada fêmea pode pôr de 70 a 150 ovos.Transmite a febre amarela e a dengue. Figura 89.

Os machos e fêmeas saem dos criadouros e em geral copulam no ar e essa cópula ocorre de duas maneiras: No Aedes aegypti. Anopheles: Gostam de fazer a postura em grandes coleções de água parada. Os ovos de anofelinos são postos isoladamente na superfície da água. LARVAS: As larvas são encontradas na água.Após a desova a fêmea morre ou sobrevive poucos dias.As fêmeas são antropófilas.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ formando uma jangada. Elefantíase). macho e fêmea se prendem pela extremidade posterior. . não BIOLOGIA DA FAMÍLIA CULICIDAE ALIMENTAÇÃO: Quando adultos as fêmeas alimentam-se em geral de sangue pois tem necessidade para que se processe a maturação dos ovos mas não para sua subsistência pois em laboratório sobrevivem apenas com água e açúcar.Ciclo dura em média 10 a 11 dias. e o lugar da postura varia de espécie para espécie. a fêmea quando está com seus ovos amadurecidos precisa fazer a postura.95 Nematocera . latas. sendo que possuem flutuadores laterais. . Culex: Os ovos de Culex são colocados sempre em posição vertical formando jangadas capazes de flutuar. mas não possuem flutuadores. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Os ovos de Anopheles não resistem a dessecação. Há mesmo a chamada “dança nupcial” em que os mosquitos ficam voando em largos círculos.. Os ovos de Aedes são postos isoladamente. Aedes: Colocam seus ovos à beira das águas de pequenas coleções de vasos. . ficando em linha. o macho fica sob a fêmea fixando-a por meio de duas pinças laterais. água com leve correnteza ou em água coletada de bromélias. Evaporando-se a água os ovos aderem as paredes do vaso e resistem ali por vários CÓPULA: Nos mosquitos de hábitos crepusculares meses. Um macho pode copular várias fêmeas e uma fêmea pode ser copulada por vários machos. (anofelinos) a cópula se dá momentos antes de se dirigirem para as casa. . ainda que possam sobreviver algum tempo em ambiente úmido. sobre o teto. móveis e roupas. etc.. POSTURA E OVOS: Uma vez alimentada. o ato dura 4 a 5 segundos. quando cai a chuva há a eclosão das larvas. Isso explica a disseminação desses mosquitos para todos os lugares. Transmite Wuchereria bancrofti (filária. aí se efetuando a cópula. os machos alimentam-se de sucos de frutas e néctar de flores.-Larvas possuem sifão respiratório com vários tufo de cerdas. no Anopheles. agüentam três dias em lugar seco.É encontrado principalmente nos dormitórios. .

Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ O período larvário representa a fase de crescimento do inseto. Figura 94. É móvel. durante a qual a larva expulsa quatro vezes a pele. GÊNERO Culicoides. Anopheles não possui sifão respiratório. Após a saída do mosquito adulto ele fica em cima da pele da pupa que acabou de deixar para que ocorra a quitinização (quitina em contato com o ar endurece). . Os primeiros segmentos antenais parecem bolas. Figura 95. A respiração é feita por um sifão respiratório na extremidade final do abdômen. As larvas são vermiformes e desprovidas de patas e asas. porém não se alimenta O corpo das pupas de -Antenas longas com 14 segmentos com formato de contas de rosário. microorganismos. com a forma de uma vírgula.Peças bucais curtas. O corpo da larva é constituído de cabeça.Bem pequeno. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Pupa de Nematocera. são as mudas ou ecdises.Asas hialinas com manchas claras e escuras recobertas de curta pilosidade.96 Nematocera . plumosas nos machos. Larva de Culicinae. As larvas se alimentam de mosquitos é constituído de duas partes: cefalotórax e abdômen. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . pungitivas e sugadoras nas fêmeas. até 4 mm. FAMÍLIA CERATOPOGONIDAE Figura 93. Larva de Anophelinae Sifão respiratório Sinonímia: Mosquito pólvora. maruins. As pupas da família culicidae também se localizam na água. PUPAS: Após a quarta muda larvária emerge a pupa. . tórax e abdômen.

A picada produz lesões eczematosas . SUBFAMÍLIA PSYCODINAE: Psychoda - mosca dos banheiros.Vive nos mangues e terrenos pantanosos. desenvolvem-se em meio aquático ou semi-aquático. Sem importância em medicina veterinária. Podem matar se atacarem em bandos. tanto pode ser de água doce como salgada. mas podem sugar à noite ou até de dia. GÊNERO Lutzomyia _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . voam pouco. As fêmeas fixam-se ao corpo de outros insetos e sugam-lhes a hemolinfa. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: A picada é semelhante a um fósforo aceso no braço. Se o macho após a cópula não fugir.Ovos postos em água doce ou salgada. Machos e fêmeas reúnemse em grandes enxames onde ficam voando em turbilhão para a cópula. pedaços de pau. Larvas: As larvas apresentam 12 segmentos abdominais. pois se desenvolvem em certo grau de salinidade. Antenas SUBFAMÍLIA PHLEBOTOMINAE: PRINCIPAIS GÊNEROS DE IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: Gênero Phlebotomus (Encontrado na Europa) . habitat ideal é o mangue. Tem hábito crepuscular. Cabeça de Culicoides. Seis estágios larvais. CARACTERÍSTICAS DO CULICOIDES: . Transmite filarias e vírus da língua azul para bovinos e ovinos.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ BIOLOGIA Ovos: Os ovos são alongados e levemente encurvados. Causa dermatite em eqüinos. só fêmeas são hematófagas.As fêmeas fazem a postura em pedras. .97 Nematocera . não se afastam muito do lugar onde habitam.Gênero Lutzomyia (Encontrado nas Américas) – mosquito palha. As fêmeas são FAMÍLIA PSYCHODIDAE que não raro se complicam com infecção secundária pelo ato de coçar. Figura 96. com perda de pele. zonas de marés. urticarianas. o período de incubação é de 2 a 7 dias dependendo das condições do ambiente. a picada faz formações bolhosas na pele Adultos: São encontrados em mangues. isto é em terrenos lodosos ou de muita umidade. a fêmea nutre-se dele. As larvas nadam com agilidade em busca de microorganismos para se nutrirem. hematófagas e atacam vorazmente o homem.

nas frestas das rochas. Adulto de Lutzomyia sp. nos buracos de árvores e em cheios de folhas O apodrecidas excrementos. e com duas manchas escuras no lugar dos olhos. elemento essencial para maturação dos ovos. A fase de pupa transcorre entre 10 e 15 dias. mas em lugares de muita umidade. em lugares sombrios próximos à pequenas porções de água. BIOLOGIA Ovos: Os ovos dos psicodídeos são alongados.Olhos compostos ocupando grande parte da cabeça. com a cabeça não retrátil aparelho bucal das fêmeas é adaptado para sugar sangue. sugar sangue de dia. ápodas. com abundante matéria orgânica que lhes sirva de nutrição. nas florestas as larvas se criam embaixo da camada de folhas mortas que reveste o solo. eventualmente no interior de habitações humanas ou dos abrigos dos animais domésticos. depositados em ambientes Pupas: As pupas mostram cabeça distinta.Antenas tão longas quanto o comprimento da cabeça e tórax com densa pilosidade. Algumas espécies aparecem. .Palpos maiores que a probóscida com 3 a 5 artículos.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . . . aquáticos ou semi-aquáticos. . pernas e asas unidas ao corpo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Adultos: Os adultos na conformação geral do corpo parecem um pequeno mosquito.98 Nematocera . 4mm no máximo. As larvas são vermiformes. desenvolvimento larval se dá em 30 dias e depois de quatro mudas de pele passam a pupa. pardo-escuros. onde a luz raramente incide. O desenvolvimento larval ocorre na água. Os machos nutrem-se de sucos vegetais. em matéria vegetal em decomposição.Dípteros muito pequenos. A grande maioria dos psicodídeos habitam as Asa em forma de lança florestas. As larvas nunca se criam em ambiente inteiramente aquático. . Algumas espécies podem Figura 97.Ocelos ausentes. São atraídos pela luz das lâmpadas. nas tocas que servem de abrigo a animais silvestres. .Asa com formato lanceolar e com nervuras longitudinais e paralelas. O Larvas: Quatro estádios larvais. .Cerdas longas pelo corpo. do oitavo em diante os segmentos se modificam e formam as peças do aparelho genital. isoladamente ou em grupos. escondendo-se em cantos escuros durante o dia e saindo à noite em busca de alimento. Habitações próximas a matas estão sujeitas a receber a visita desses mosquitos.Abdômen com 10 segmentos.

cavalos e suínos. comprimento). Assim em uma postura podemos ter ovos que evoluem até fase adulta e outros que ficam em hipobiose por meses. Dípteros pequenos (1. ASTENOBIOSE OU DIAPAUSA: Normalmente a duração do período larval depende da temperatura e umidade. Antenas Longevidade dos adultos: 27 dias. . . a larva hiberna e sua evolução se interrompe. tendo para isso uma probóscida GÊNERO Simulium pungitiva. em baixa temperatura esse período pode prolongar-se em virtude de uma fase de hibernação que a larva sofre depois da terceira muda. sem cerdas e curtas (parece um chifre).99 Nematocera . escura nas fêmeas e colorida nos macho.Seu corpo é revestido de fina e curta pilosidade aveludada. Aparelho bucal de Simulium sp Aparelho bucal destas condições.Tórax giboso.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ Os mosquitos flebotomíneos têm pouca capacidade de vôo. de Figura 98. . IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: Os flebotomíneos são hospedeiros de agentes causadores de doenças que afetam o homem e animais domésticos. sem diminuição da temperatura e alteração do teor de umidade.Pernas curtas e fortes. porém. . ao contrário das fêmeas que são sugadoras de sangue de vertebrados. Podem veicular ainda o vírus da estomatite vesicular. lembram uma pequena mosca. Transmitem também muitos vírus entre os quais o responsável pela febre dos três dias (febre papatasi) muito conhecida na Europa. . que independente se verifique CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . doença séria em bovinos. Não procuram alimento a mais de 200 metros de distância. FAMÍLIA SIMULIDAE Mosquitos conhecidos como borrachudo ou pium BIOLOGIA Os machos vivem sugando flores. causadora da Leishmaniose Visceral e/ou cutânea.Olhos compostos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Em certas espécies.Antenas com 11 segmentos. a antena parece um chifre e possui os segmentos do flagelo achatados. robustos.O adulto apresenta asa com nervuras em apenas uma parte dela.5 a 4 mm. separados nas fêmeas e juntos nos machos. São transmissores da Leishmania.

100 Nematocera . o pupário enche-se Leucocytozoon para aves. se desfaz. pseudópodes (por isso é chamada de semifixa) e glândulas salivares que produzem um fio pegajoso do qual são tecidas as pupas. Ciclo se completa em quatro a oito semanas em condições ideais de temperatura e umidade. Após seis mudas elas tecem um casulo cônico (com a secreção das glândulas salivares) fixo na base e aberto em cima e passam a pupa. Ela nutre-se de microorganismos encontrados na água. A apreensão dos microorganismos é feita por penachos situados um em cada lado da cabeça. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: A picada. Cada fêmea pode depositar até 500 ovos. onchocercose). a fêmea já está no final do repasto sangüíneo. formando uma bolha. geralmente a postura efetuase quando a fêmea voa rente a superfície da água ou pousa sobre ela. quando isso acontece.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ A desova dos simulídeos se dá na água de rios e riachos com bastante correnteza. Larvas: Possuem o corpo liso. pois só se desenvolvem em águas correntes. Transmite também o expansões filamentosas. à medida que a bolha aumenta. atacam em mantém os ovos aglomerados. Adulto de Simulium sp. As pupas são em forma de cone com filamentos traqueais (para absorção de O2). o borrachudo adulto vai insinuando-se para o seu interior. (borrachudo). Figura 99. Depois de completo o desenvolvimento da pupa. Hábitos bandos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . No local da picada surge um pequeno ponto hemorrágico e uma leve sensação de dor que se transforma em prurido. depositada sobre a vegetação marginal ou sobre rochas pouco submersas. A larva fica vertical ao solo fixada ao substrato. Habitam áreas de cachoeiras e rios. e põem em liberdade o borrachudo. junto aos quais é eliminada uma substância gelatinosa que de ar. Adultos: Os machos costumam reunir-se em grandes enxames. Larvas e pupas ficam abaixo do nível das águas e as larvas apresentam ventosa posterior (para fixação). quando sentimos. parte posterior do corpo é dilatada e tem uma estrutura que serve para sua fixação. geralmente ao entardecer para aguardar que alguma fêmea entre na dança. Depois de 5 a 7 dias de incubação surgem as larvas. Longevidade dos adultos: 2 a 3 semanas. escova oral (para captar nutrientes rapidamente). logo um casal se afasta para a cópula. diurnos (crepuscular). Pupas: Apresentam em cada lado do tórax brânquias respiratórias constituídas de Transmitem doenças de filarídeos (elefantíase. cabeça bem diferenciada. no início é imperceptível. a bolha se desprende do pupário e sobe a tona d’água.

CONTROLE: Povoar lagos com peixes que se alimentam deles e controle biológico por Bacillus thuringiensis.101 Nematocera . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Os adultos dessa filária formam nódulos subcutâneos em várias partes do corpo humano. nesses nódulos a filária se reproduz originando as microfilárias que migram para a periferia do corpo onde o mosquito as ingere ao sugar sangue. Evitar a poluição dos rios que termina como os peixes. Quando o mosquito vai sugar outra pessoa inocula as microfilárias que migram pelo corpo e muitas vezes se instalam no globo ocular causando cegueira.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ A mais importante parasitose transmitida por esse mosquito é a Onchocerca volvulus que pode ocasionar cegueira.

Os olhos são coloridos e usados para atrair o sexo oposto.Olhos holópticos nos machos e dicópticos nas fêmeas (separados). Tabanus.O CO2 também atua como uma fonte de odor para atrair algumas espécies. .pupa e imago (adultos). Chamados vulgarmente de mutucas ou . manchados em Ovos: Os ovos dos tabanídeos são alongados com um a dois milímetros de comprimento. escombros (sobre plantas aquáticas. holometabólico. A coloração de olho varia entre espécie sendo unicoloridos ou horizontalmente coloridos em Tabanus. hospedeiros é a visão e assim os olhos grandes servem bem esta função.No momento há mais de 3. .Mandíbulas nas fêmeas para cortar a pele. FAMÍLIA TABANIDAE CARACTERÍSTICAS GERAIS . Presença ou não de ocelos afuncionais. . . Com espinhos na nervura costal da asa. Os ovos não são postos diretamente na água. O mecanismo principal para achar os CICLO BIOLÓGICO: É completo.Asa com terceira nervura longitudinal bifurcada (R4 +5).102 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ PARTE VII Mutucas ____________________________________________________________________________________ SUBORDEM BRACHYCERA TABANOMORPHA .Dípteros robustos. Ovo. sobre o musgo que recobre as pedras marginais dos rios. . . . em troncos de árvores cheios de detritos vegetais). e com faixas em zigue-zague em Haematopota. .6 a 3 cm.larva. moscas do cavalo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Antenas com três segmentos e o flagelo apresenta anelações que são projetadas para frente.Os três gêneros principais de importância são: o Chrysops. . as fêmeas põem lotes de centenas de ovos. Asa de Tabanidae.Machos desprovidos de mandíbulas e não hematófagos. A oviposição ocorre tanto em ambiente aquático como úmido (pântanos. Os ovos são de cor branca cremosa a cinzentos. troncos podres). Após o repasto. pedras e Chrysops. . Em climas quentes o ciclo dura em torno de quatro meses.Aparelho bucal lambedor e sugador (curto e grosso). são postos em Bifurcação na ponta da asa Figura 100. e Haematopota.Mesonoto desenvolvido (meio do tórax). . .Tamanho de 0.000 espécies conhecidas de Tabanídeos.Cabeça semi-esférica ou semilunar.Occipício com uma cavidade. córregos e lagoas. mas em vegetação pendente.

Aparelho bucal de Tabanidae. As pupas são parecidas com a crisálida (pupário) das borboletas. a larva de Tabanus é carnívora equipada com mandíbulas. São achadas larvas de Chrysops em substrato com maior conteúdo de água e são assim hidrobiontes. também. Isto contrasta com as densidades larvais de Chrysops no substrato que pode ser muito densa. Passam por 8 estágios larvares. desenvolve. A fase larval leva freqüentemente vários meses. As larvas carnívoras (aparelho bucal mastigador) na falta de alimento podem atacar animais e humanos. clima e quantidade de alimento. A duração de desenvolvimento varia de dez a Larvas: As larvas ao eclodirem dos ovos. O alimento da larva de Chrysops é material orgânico encontrado no substrato. O local de desenvolvimento para a larva depende do gênero e pode ser dividido em habitats distintos. passa para o segundo instar larval que é positivamente fototático fazendo com que se mova pela superfície do substrato. próximo a superfície do lodo. O terceiro instar é negativamente fototático e escava abaixo do substrato. O primeiro instar larval eclode. Quando passam a pupas. elas migram até Figura 101. As larvas alimentam-se de outras larvas de inseto. sendo crustáceos. A divisão é principalmente baseada no conteúdo de água do substrato no qual a larva onze semanas às temperaturas mais altas. O número de ovos e período de incubação é variável (Período de incubação = 10 dias a oito meses). As larvas de Tabanus são encontradas em substratos um pouco mais secos e têm uma distribuição mais ampla. A eclosão das larvas acontece quatro dias depois dos ovos serem postos. caem na água e completam o seu desenvolvimento no lodo do fundo d’água (se enterram). sendo que o desenvolvimento é bem variável. em função da espécie. porém procuram locais menos encharcados. de alguns dias ou semanas. são carnívoras (Tabanus) alimentando-se de pequenos animais ou de larvas de outros insetos. conseqüência disto é que estas larvas são achadas com baixa densidade populacional no substrato. não encontrando alimentação suficiente tornam-se canibais. caracóis canibais.103 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ grandes massas que variam de 200-1000 ovos e a oviposição varia com gênero do díptero. Pupa O período pupal é curto. embora este tempo dependa da temperatura ambiente. para 42 semanas às mais baixas temperaturas. Estas larvas são chamadas semi-hidrobiontes. A pupação se Antenas Aparelho bucal dá no mesmo lugar das larvas. Este segundo instar não se alimenta e em três a seis dias a terceira fase de instar é alcançada. e A nematódeos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

As fêmeas muitas vezes não conseguem terminar o repasto sangüíneo já que o animal ou pessoa se sente bastante incomodado e a retira do local onde estava sugando. .Suas asas apresentam faixa transversal preta mediana .Com esporão tibial na pata III. . . corpo coberto por curta pilosidade. SUBFAMÍLIA PANGONINAE _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Habitat: São silvestres e raramente encontrados nos domicílios. O corte resultante é fundo e doloroso e flui sangue. O reconhecimento de fêmeas por machos é feito através da visão embora não é no momento conhecido se um ferormônio de agregação causa os enxames matutinos de machos 2-TRIBO SCIONINI GÊNERO Fidena . probóscida estiletiforme.104 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ A fase de pupa desenvolve-se em uma a três semanas CARACTERÍSTICAS .Presença de ocelos funcionais. porém precisam de sangue para a maturação dos ovos. longas. A próxima prioridade emergido para é o tabanidae Isto recentemente acasalar.Probóscida alongada. As fêmeas também sobrevivem com néctar. superfície dos olhos recoberta de fina pubescência. .Terceiro artículo das antenas formado de anéis justapostos sempre em número superior a cinco. Figura 102. acontece durante as primeiras horas da manhã. Nutrição: Os machos nutrem-se de néctar de flores.Terceiro artículo antenal com o primeiro anel tão longo quanto os quatro seguintes reunidos.Nunca maiores que 15 mm. O labro ingere o sangue exposto. Devido à natureza cortante da picada o díptero está freqüentemente sendo espantado e ainda querendo alimentar-se. . Machos e fêmeas entram junto em enxames e a copula é iniciada no ar. As maxilas e mandíbulas são usadas para cortar o couro ou esfolar com uma ação do tipo tesoura. Quando espantado o tabanídeo voa a uma distância pequena e então retorna. São de hábito diurno e sua picada é bastante dolorida. As fêmeas localizam sua presa pela visão e suas picadas são profundas e dolorosas.Asa manchada e tamanho pequeno (tribo Chrysopsini).Raramente maiores que 10 mm . 1-TRIBO CHRYSOPSINI GÊNERO Chrysops CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Mutuca do gênero Chrysops sp. sempre maior que a altura da cabeça. Surgem nos meses quentes. o ato é terminado no solo e leva aproximadamente cinco minutos.Olhos pilosos e probóscida longa (tribo Scionini).

Probóscida raramente mais longa que altura da cabeça. GÊNERO Tabanus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . 5.Ausência de ocelos funcionais. -Presença de vestígios de ocelos. Picada dolorosa Figura 104. para outros hospedeiros. 6. -Basicostas de um modo geral sem setas. Agressividade .rasga a pele até atingir o vaso sangüíneo com extravasamento de sangue . Geralmente curta e robusta.105 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ SUBFAMÍLIA TABANINAE 2-TRIBO DIACHLORINI 1-TRIBO TABANINI Basicostas densamente revestidas de setas e labelas densamente pilosas.Basicosta (projeção próxima à base da nervura costal) com cerdas (tribo TABANINI) ou sem cerdas (tribo DIACHLORINI). Chlototabanus. -Labelas esclerosadas. etc. 7. . Alimentação interrompida . . Grande repasto – aumenta o nível de transmissão. Grande capacidade de vôo . Mutuca do gênero Tabanus sp. 3.procura vários hospedeiros para satisfazer a sua alimentação Pode voar até 20 km. Infecta-se tanto por um agente presente no sangue como na pele. GÊNEROS: Diachlorus. . Cabeça de Tabanus sp.leva eventuais patógenos Figura 103.sem repasto sangüíneo não há maturação fundamental). CARACTERÍSTICAS DAS FÊMEAS QUE SÃO BOAS TRANSMISSORAS DE PATÓGENOS: 1. Anatogenia .ataca qualquer um. PRINCIPAL FORMA DE TRANSMISSÃO DOS AGENTES PATÓGENOS: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Telmofagia .Sem esporão tibial na pata III. sem especificidade nem hospedeiro. 4. nos ovários (hematofagia 2. transmitindo a doença do primeiro.

. 2) O controle químico deve ser feito utilizando inseticida de contato com efeito residual nos estábulos e nos animais.106 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ 1. PATOGENIA DOS TABANÍDEOS .Transmissão de anemia infecciosa eqüina e peste suína. 3) Fitas escuras adesivas colocadas nos estábulos funcionam como armadilhas para capturar esses insetos. CONTROLE: 1)Deve-se eliminar o habitat de criação de larvas (como terrenos mal drenados). .Transmissão de bacterioses. suínos e cães. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Efeito da picada (dor). Mecânica (vetor mecânico) - aquele hospedeiro que leva ativamente o patógeno e inocula num outro. pois os adultos permanecem em regiões próximas ao desenvolvimento das larvas. Transmissão de protozoários como o Trypanosoma evansi para eqüinos. porém nesse tempo não há desenvolvimento do patógeno no inseto.

vermiforme e esbranquiçada.Aparelho bucal lambedor. SEÇÃO CALIPTRATAE CARACTERÍSTICAS _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . . A) SUBFAMÍLIA MUSCINAE . 2 ou 3 aberturas. .Quatro faixas negras no mesonoto. de acordo com a fase larval (L1.Com fissura ptilineal ou frontal Calíptera Figura 106. cicatriz de uma membrana que se rompe na hora de sair do pupário).Com ou sem cerdas na hipopleura (região entre a pata II e a pata III).Apresentam uma célula distal na asa. . Na sua extremidade anterior possui ganchos (para capturar 1. L3).1 SEM CERDAS NA HIPOPLEURA . L2.Presença de calíptera . DIVISÃO SCHYZOPHORA . Escutelo 2.Não têm sutura ptilineal (mancha entre os olhos.Ausência de calíptera (estrutura que auxilia no vôo). II. SEÇÃO ACALIPTRATAE CARACTERÍSTICAS . Fissura ptilineal.Sem importância em Medicina veterinária.107 Moscas ______________________________________________________________________________________________ PARTE VIII Moscas ____________________________________________________________________________________ SUBORDEM BRACHYCERA MUSCOMORPHA I. sendo que a larva é Figura 105. alimentos) e na posterior possui estigmas respiratórios com 1.Sem importância na Medicina Veterinária. DIVISÃO ASCHYSA FAMÍLIA SYRPHIDAE CARACTERÍSTICAS: . 2.Ex: Drosophila.1.1 COM APARELHO BUCAL FUNCIONAL Fissura FAMÍLIA MUSCIDAE . Calíptera da asa de muscídeo. .Três estágios larvares. 2.

30oC o tempo de ovo a adulto é de 10 dias e a 16oC é de 46 dias.A postura é feita quatro dias após a cópula e são depositados 75 a 150 ovos por vez.O período pupal é de 14 a 28 dias. .A temperatura é fator limitante para a mosca.Estigmas da larva têm abertura fora do centro. . . Adulto de Musca domestica.Tamanho: ± 9 mm. . só 10% dos ovos chegam a adulto.A Musca é atraída por comida humana.108 Moscas ______________________________________________________________________________________________ GÊNERO Musca ESPÉCIE Musca doméstica CARACTERÍSTICAS MORFOLÒGICAS: .900. pois as larvas devem penetrar logo nas fezes se não morrem pela ação dos raios solares. . pois o tempo de vida dos adultos varia de 30 dias no verão e mais do que isso no inverno. . Peritrema de Musca sp.A umidade também é limitante.Tórax é cinza com quatro listras longitudinais escuras e largas no dorso. A incubação é em média de 24 h. A Figura 107. . . sendo que em temperatura de 25 a 35oC o período de incubação é de 8 a 12 h e em 23 a 26oc .Antena com arista plumosa (cerdas dos dois lados).Durante o processo de cópula as asas dos machos promíscuos rapidamente se desgastam pela ação vigorosa das fêmeas resistindo ao galanteio. . levando em torno de uma a três semanas para passar de L1 a L3 dependendo ambiente.Aparelho bucal com palpos maxilares médios. Patógenos podem ser regurgitados na comida via gota de vômito. . A porção posterior é marrom escura e possui uma faixa longitudinal escura no meio do dorso. mas no verão leva quatro a cinco dias. do substrato e temperatura _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . . Figura 108. A postura é feita em fezes e material orgânico em decomposição. Além disso.Sob condições favoráveis as fêmeas tornam-se receptivas para cópula aproximadamente 36 horas após a emergência da pupa. BIOLOGIA: .Número de ovos por fêmea: 350 . também devido à temperatura. mas também é encontrada em excrementos e qualquer espécie de sujeira.3 a 4 dias.O abdômen possui os lados de cor amarelada na metade basal. labela com pseudotraquéias (liquefaz o alimento sólido).

orgânica.Aparelho bucal picador . Dipylidium e nematóides espirurídeos. halteres amarelos. de protozoários como Entamoeba. .. . BIOLOGIA: IMPORTÂNCIA: 1) Transporte forético: de microorganismos que levam à febre tifóide. cólera e mastite bovina. .Aparelho bucal com palpos curtos e dentes pré-estomais na labela.sugador (machos e postura.Abdômen translúcido.Ocorre mais no meio rural. Antena com arista nua de Fannia. GÊNERO Stomoxys ESPÉCIE Stomoxys calcitrans – Mosca dos estábulos.109 Moscas ______________________________________________________________________________________________ . .Pernas pretas.Larva apresenta projeções com espinhos que SUBSTRATOS: Alimentos açucarados. fêmeas hematófagas). Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Possui um abdômen mais largo Aristas _____________________________________________________________________________________________ Figura 109.Ciclo médio de vida (ovo à adulto em dias): 10 dias em temperatura excelente. Antena com arista nua. matéria orgânica em funcionam como flutuadores que permitem sobreviver em meio semi-líquido. . . GÊNERO Fannia ESPÉCIE Fannia sp. IMPORTÂNCIA: Pode ser hospedeiro intermediário de Raillietina sp. HABITAT: Lixo.O período de ovo a ovo leva 30 dias. estações de tratamento de efluentes.Lembra a mosca doméstica. . hominis. B) SUBFAMÍLIA STOMOXYDINAE . .Parece uma pequena mosca doméstica. açucaradas. Giardia e helmintos como Taenia sp.Aparelho bucal lambedor.Tamanho bem pequeno (4 à 5 mm).Desenvolve-se em fezes de aves. decomposição ou meios em fermentação. jardins resíduos que de recebem matérias adubação primas . É também veiculadora de D. disenteria. provocando perda de peso e 2) Hospedeiro intermediário: de endoparasitos como Habronema em cavalos e Raillietina em aves.transmissor de vermes espirurídeos e produz irritação nas aves. carne..Antena com arista nua. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . excrementos. .M1 paralela e acentuada. meios fermentados. porém possui uma probóscida preta que é usada para picar a pele e sugar o sangue. . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .

. BIOLOGIA: Têm preferência por eqüídeos.Larvas com dois estigmas contendo três aberturas em forma de s na L3. é transmissor de anemia infecciosa eqüina e causa irritação no animal que não se alimenta direito e tem perda de peso. Probóscida Palpos Figura 111. . A incubação é de um a quatro dias. Quando são perturbadas elas GÊNERO Haematobia ESPÉCIE Haematobia irritans (mosca do chifre).Aparelho bucal com palpos longos e labela sem dentes.Antena com arista pectinada (cerdas apenas de um lado). serve de hospedeiro intermediário do Habronema sp. mas alimenta-se numa grande variedade de animais como bovinos.Depois de ingurgitados. partes baixas do animal como pernas e abdômen. Adulto de Stomoxys sp. .110 Moscas ______________________________________________________________________________________________ que o da Musca e possui marcas xadrezes no dorso do abdômen. . evansi. três a quatro meses no inverno.O período pupal é de 13 dias no verão e de Figura 110. Aparelho bucal de Stomoxys sp. . cães e humanos. . elas preferem se alimentar nas CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . . Durante o seu estágio adulto são feitos vários repastos IMPORTÂNCIA: Causa anemia nos animais e é a principal veiculadora de ovos de Dermatobia hominis. e o tempo de L1 a L3 é de aproximadamente 20 dias. .Tamanho de ± 6 mm. faz transmissão mecânica do T. parede de casas. geralmente voam e retornam ao mesmo local. sangüíneos e uma mosca alimenta-se da vários hospedeiros em um dia. tanto macho quanto fêmea ficam lentos enquanto digerem o repasto sangüíneo.O desenvolvimento do ciclo.Possui quatro listras longitudinais no tórax similares a da Musca.Os lugares onde são mais comumente encontrados são: cercas. de estábulos.Essas moscas têm hábito diurno e localizam o hospedeiro através do gás carbônico expelido pela respiração. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .. porcos. de ovo a ovo é de 30 dias e a postura de 25 a 30 ovos por vez. .

A fêmea adulta apresenta basicosta clara. causando anemia. Os inseticidas não são muito eficientes porque além de algumas moscas serem resistentes. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . espalhar _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . . COM CERDAS NA HIPOPLEURA (em seqüência linear acima da coxa 3) BIOLOGIA: .Alimenta-se o tempo todo. . IMPORTÂNCIA: Perda de 40 kg se o animal tiver 500 moscas nele (em torno de 30 dias).A maior importância dessas moscas é a fase larvar.2. FAMILIA CALLIPHORIDAE CARACTERÍSTICAS Aparelho bucal lambedor (labelas com 2.Fica o tempo todo em cima do animal (no dorso) de cabeça para baixo e só desce para fazer postura nas fezes frescas. . .Apresentam ocelos.Chamadas vulgarmente de moscas varejeiras. mudam para pupas e após seis dias emergem os adultos (moscas) que ficam no corpo dos animais de cabeça para baixo e põem até 180 ovos cada. fazendo esterqueiras. 2. CICLO BIOLÓGICO: As larvas eclodem em 24 horas e desenvolvemse durante três dias.Palpos muito curtos. hominis. No caso dos eqüídeos.Flagelos claros (tendem a amarelo). .Ciclo curto de 16 dias (no verão completa o ciclo em oito a nove dias). matam Palpos Probóscida outros microorganismos úteis. .Três linhas negras longitudinais no tórax.Prefere animais mais escuros. .1 COM APARELHO BUCAL FUNCIONAL canalículos).111 Moscas ______________________________________________________________________________________________ as fezes em camadas finas. .Arista bipectinada. As moscas não depositam ovos em fezes fermentadas porque os gazes e ácido lático matam as larvas. Palpos longos de Haematobia sp. CONTROLE GERAL DAS MOSCAS: Deve-se ter um controle higiênico. compactação de fezes. Todo o desenvolvimento é nas fezes (L1 até adulto).2. pois as larvas não sobrevivem aos raios solares. GÊNERO Cochliomyia .Tórax verde a azul metálico.Distingui-se o sexo pelos olhos (as fêmeas são dicópticas e machos são holópticos). . pois são produtoras de miíases (bicheira). . Também é veiculadora de D. Figura 112. as camas devem ser sempre trocadas (de 10 a 15 dias) para evitar proliferação de moscas.

nariz. MIÍASES – É a infestação de vertebrados vivos com larvas de dípteros que.As larvas são vermiformes segmentadas e com parte posterior do corpo truncada. que se alimentam de tecido em decomposição. que se alimentam de tecido vivos. Etológica Figura 113. respiratórias alongados). é facultativas por ou secundárias causada moscas necrobiontófagas. . IMPORTÂNCIA: Além de serem causadoras de miíases. obrigatória ou primária é causada por moscas biontófagas. nas laterais.112 Moscas ______________________________________________________________________________________________ Podem ser: 1. Clínica (localização anatômica) a)Cutânea .No 5o tergito abdominal. L2. onde faz postura em feridas. L1. (peritrema com ESPÉCIE Cochliomyia hominivorax CICLO BIOLÓGICO: Ovo (16 a 24 h. 2. sendo que 10 no hospedeiro.Ciclo de 20 dias. Ex: Cochliomyia macellaria. Faixas negras no tórax b)Cavitária . . Aparecem muito na primavera devido à temperatura e umidade CARACTERÍSTICAS: . espinhos quitinizados em cada segmento do corpo. aparelho bucal com esqueleto cefálico. se alimentam dos tecidos vivos ou mortos do hospedeiro. pupa e adulto. Ex: Cochliomyia hominivorax.ouvido. são veiculadoras de patógenos. rasteiras e ulcerosas ou traumáticas. b)Miíase semi-específica. . Posteriormente estão as aberturas estigmas c)Miíase específica.Larva com troncos traqueais pigmentados e alongados. há uma pilosidade prateada (cerdas aveludadas) como manchas claras.A longevidade dos machos é de 25 dias e das fêmeas de 35. Adulto de Cochliomyia sp.Espinhos no final do corpo da larva com forma predominantemente em v. . em certos períodos. . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro variar com a . BIOLOGIA: .). c) Orgânica – internas.Estigma da larva em forma de dedos separados. L3. a)Pseudomiíase – acidental.podem ser furunculosas (ex: berne). Na parte anterior. mas pode temperatura. de suas substâncias corporais líquidas ou do alimento por ele ingerido.

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Moscas ______________________________________________________________________________________________

curtos que de C. hominivorax.

BIOLOGIA: Ciclo de 10 a 12 dias e a longevidade é de 45 dias, mas pode variar com a temperatura.

GÊNERO Chrysomyia
Figura 114. Peritremas de Cochliomyia hominivorax. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tórax com brilho metálico verde à azul. - Brilho acobreado em algumas espécies. CONTROLE: -Esterilização de machos de C. hominivorax. Assim a fêmea não bota ovos, mas continua veiculando patógenos, logo não é muito eficaz. -Fazer tratamento de lesões na pele, com repelente e cicatrizante. - Dimorfismo sexual pelos olhos (fêmeas dicópticas e machos holópticos). - Olhos acinzentados. - Arista bipectinada. - Palpos achatados lateralmente e parte distal mais larga, cinzenta e com cerdas bem longas. - Aparelho bucal lambedor. ESPÉCIE Cochliomyia macellaria Não apresenta listas longitudinais no

mesotórax. CARACTERÍSTICAS MORFOLÒGICAS: - Estigma da larva em forma de dedos bem juntos. - Espinhos no final do corpo da larva são mais robustos e predominantemente em W. - Troncos traqueais da larva mais claros e mais BIOLOGIA - Provoca miíase secundária e preferem fezes de aves, lixo e carcaça de animais. - Aparecem muito na primavera devido a temperatura e umidade. - Remigium (tronco da asa que origina a nervura radial. Localiza-se logo abaixo da nervura costa, já que a subcosta está colada ao tronco) com cerdas.

ESPÉCIE Chrysomyia megacephala – Ciclo biológico de 10 dias e longevidade de 60 dias (até 120 em laboratório), mas pode variar com a temperatura. Figura 115. Peritrema da larva de Cochliomyia macellaria.

ESPÉCIE Chrysomyia albiceps –

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GÊNERO Phaenicia
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: - Corpo com brilho metálico verde, azul ou cor de cobre. - Com ocelos. - Não tem listas negras no mesonoto. - Arista bipectinada. - Aparelho bucal lambedor. - Frontália e parafrontália com cerdas prateadas. - Remigium nu (sem cerdas).

Figura 116. Adulto de Chrysomyia sp. Ciclo biológico de 11 dias e longevidade de 30 a 40 dias, mas pode variar com a temperatura.

ESPÉCIE Chrysomyia putoria – Ciclo biológico de 10 dias e longevidade de 30 a 40 dias, mas pode variar com a temperatura. Figura 117. Adulto de Phaenicia sp. CONTROLE: -As larvas fazem controle natural entre elas, pois são predadoras umas das outras, mas de qualquer maneira são veiculadoras de BIOLOGIA: Provocam miíase secundária, preferem fazer a postura em fezes de aves, lixo e carcaça de animais.

patógenos, por isso não adiantaria proliferá-las. Não deixar esterqueiras abertas, evitar acúmulo de lixo. -Microhimenópteros como as vespas furam as pupas vivas das moscas e enfiam o ovipositor para depositar ovos, o que impede a

ESPÉCIE Phaenicia eximia, P. cuprina e P. sericata Ciclo biológico de 12 dias e longevidade de 40 dias para os machos e 50 para as fêmeas, podendo variar com a temperatura.

continuação do ciclo da mosca. -O ideal é um controle integrado, biológico e químico.

FAMÍLIA SARCOPHAGIDAE

GÊNERO Sarcophaga
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Provocam miíases secundárias, pseudomiíases, CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: - Moscas de médio à grande porte - Coloração escura acinzentada (sem brilho metálico) - Possuem três listas negras no tórax e cerdas na hipopleura, não confundir com muscídeo. - Aparelho bucal funcional lambedor - Probóscida não quitinizada e maleável - Abdômen com manchas negras (parece xadrez) FAMÍLIA OESTRIDAE 2.2.2 MOSCAS COM APARELHO BUCAL AFUNCIONAL - Adultos não se alimentam. - Larvas causam miíases. as larvas são predadoras e ainda são

veiculadoras de patógenos.

GÊNERO Oestrus
HOSPEDEIROS: Ovinos e caprinos. LOCAL: Fossas nasais.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: - Adulto com olhos pequenos e bem separados e fronte com crateras. Flagelo com arista nua. - Larvas grandes com uma placa peritremática em forma de “D”. Os estigmas são porosos. A larva I mede 1-3 mm., é segmentada e apresenta filas transversais de espinhos e 2 ganchos bucais quitinosos fortes e curvos que Figura 118. Adulto de Sarcophagidae. BIOLOGIA - Larvas vivem em cadáveres e têm a parte posterior truncada, esqueleto cefálico formam o cefaloesqueleto. A larva II mede 1,512 mm., apresenta poucos espinhos no segundo segmento. A larva III mede uns 20 mm., é de cor branca quando lovem e amarela-parda quando madura. Possui dorsalmente bandas quitinosas largas em todos os segmentos, os quais estão desprovidos de espinhos com exceção do segundo que possui poucos. Posteriormente todas larvas apresentam peritremas, cuja forma e tamanho é importante para identificação.

quitinizado, cerdas no segmento do corpo (não são espinhos) e aberturas respiratórias internas na parte posterior que parecem dedinhos de luva. - Fêmeas são larvíparas (até 50 larvas por vez) o que é vantagem na competição por carcaças.

BIOLOGIA IMPORTÂNCIA: As moscas adultas são muito ativas durante os meses quentes, primavera-verão e início do outono. As horas de vôo coincidem com as de
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máxima luminosidade, momento em que os animais ficam na sombra, agrupados e se protegem entre si mantendo sua cabeça baixa e narinas próximas do solo. As fêmeas

As larvas III maduras, saem para o exterior, favorecendo sua saída pelos mecanismos

defensivos do animal. A metamorfose até adulto leva entre 25-30 dias em período quente, prolongando-se até 2-3 meses na estação fria, momento que aproveitam para entrar em diapausa pupal. O adulto emergente da pupa não se alimenta, pois suas peças bucais são rudimentares. A cópula ocorre no solo e os adultos freqüentam os lugares onde o

fecundadas depositam larvas I imersas em uma mucosidade nas imediações das fossas nasais. Estas migram e invadem cavidades, seios nasais, paranasais e frontais. Seu

desenvolvimento parece depender da geração a que pertence. Será mais rápido (15 dias) para larvas depositadas na primavera-verão, e mais tardio no final de verão, início de outono, podendo entrar em um período de letargia larvária de 7-9 meses. As mudas larvais L-II e LIII ocorrem em 25-35 dias, prolongando-se até 10-11 meses no caso de gerações de outono e condições climáticas adversas. As larvas, por meio de seus espinhos e céfaloesqueleto, exercem irritação das mucosas

hospedeiro está presente. A fêmea põe 30-50 larvas em cada postura, podendo chegar a 500 em todo o período de larviposição. O CO2 e o odor do hospedeiro atraem as moscas. O número médio de larvas por animal pode oscilar entre 5 a 30 exemplares.

IMPORTÂNCIA: Inflamação dos seios frontais e infecção, devido a presença de larvas (L2 e L3) que irritam e saem pelo espirro ou por livre vontade e que podem ficar de 2 semanas até 10 meses no animal. É chamada praga de verão porque as moscas irritam os animais que ficam indóceis e tentam esconder o focinho. Raramente é mortal.

sinusais, iniciando-se nos cornetos, cavidade e tabique nasal, podendo chegar aos seios frontais. Alimentam-se de sangue, tecidos da mucosa e muco que ela segrega.

CONTROLE: é muito difícil, pois o que deve ser feito é a prevenção na época em que mais ocorre, começando no meio da primavera e não deixando a larva se desenvolver.

FAMÍLIA CUTEREBRIDAE

GÊNERO
ROEDORES).

Cuterebra

(BERNE

DE

Figura 119. Larva de Oestrus sp.

GÊNERO Dermatobia

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ESPÉCIE Dermatobia hominis (sua larva é chamada de berne).

HOSPEDEIROS: Mamíferos (mais importante bovino e cão).

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Adulto com cabeça e tórax castanhos e abdômen azul metálico. • Larva com espinhos e ganchos só na parte mais larga. Estigmas respiratórios na parte mais estreita.

BIOLOGIA: • A atividade da larva é noturna e a L3 não é piriforme. • Adultos não se alimentam e vivem em matas (florestas, ilhas de matas, fazendas ou beira de rio).

Figura 121. Abdômen metálico de Dermatobia sp. como a musca doméstica), e esses levam os ovos até os animais. Em torno de sete dias (varia com temperatura e umidade) eclodem as larvas (por estímulo térmico a larva abre o opérculo), que penetram na pele (mesmo estando íntegra). Estas possuem espinhos

CICLO BIOLÓGICO: As moscas, que são duas a três vezes maiores que a mosca doméstica tem uma reprodução constante porque só possuem três dias de vida. Elas não vão aos animais, mas depositam uma massa de ovos (um ovo por segundo) no abdômen de vetores foréticos (insetos zoofílicos,

somente em metade do seu corpo para se fixarem na pele. As larvas não chegam a atingir os tecidos, ficam logo abaixo da pele. Depois de ± 40 dias, as larvas caem no chão e viram pupas que ficam sem se alimentar por 32 dias e só aí viram adultos (moscas).

Obs: Os animais de pêlo escuro são mais afetados que os de pêlo claro. Mas a preferência é do vetor e não da Dermatobia por causa da reflexão da onda luminosa (o preto atrai mais os insetos)

CONTROLE DOS VETORES: *QUÍMICO: Figura 120. Cabeça de Dermatobia sp. Inseticidas tópicos, injetáveis.

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• Adultos com um par de asas. *BIOLÓGICO: Parasitóides (microhimenópteros). Beauveria). nasalis e 2 _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . bactérias (Bacillus thurigiensis). raças A oviposição é feita em vôos rápidos e os ovos aderem ao pêlo. De 7 a 10 dias tem-se a eclosão da L1 que penetra na mucosa bucal FAMÍLIA GASTEROPHILIDAE onde fica migrando de 2 a 6 semanas (varia com a espécie). pássaros). haemorroidalis HOSPEDEIROS: Eqüinos. nasalis. G. mas essa têm dois pares de asas).118 Moscas ______________________________________________________________________________________________ Figura 122. fungos no caso de outras spp). CARACTERÍSTICAS MORFOLOGICAS: • Adulto possui o corpo recoberto por pêlos sedosos e amarelos (lembra abelha. • Larvas grandes com ganchos orais em forma de foice. corpo segmentado coberto por Figura 124. estigmas com aberturas cheias de trabéculas. espinhos (Uma fileira no caso de G. Adulto de Gasterophilus sp. Larva L3 de Dermatobia sp. LOCAL: Duodeno e estômago (larvas). G. Ovo de Gasterophilus preso ao pêlo. predadores (formigas. CICLO BIOLÓGICO: MANEJO INTEGRADO: inseticida. vão à L2 e L3 e pelas fezes chegam resistentes (zebu) GÊNERO Gasterophilus ESPÉCIES G. ácaros. intestinalis. (Metarhizium. Figura 123. As larvas são deglutidas por eqüídeos e quando chegam ao estômago e duodeno.

já que as fezes dos eqüinos são ricas em Clostridium tetani pelo fato do cavalo cortar a gramínea bem rente ao solo. G. ao solo virando pupa e mais tarde. Depende da criação e do manejo. intestinalis prefere pêlos dos membros anteriores. nasalis e G. • As moscas são achatadas dorso- 2) Eclosão da larva: G. Em G. haemorroidalis a larva penetra na mucosa assim que eclode. nasalis antes de ser deglutido a larva para na faringe (uma a duas semanas) podendo ocorrer asfixia. Ela se forma pelo endurecimento da larva três. intestinalis saem direto nas fezes com o peristaltismo. para soltar os ovos presos ao pelo e matar as larvas. Podem causar cólicas.119 Moscas ______________________________________________________________________________________________ 5) Eliminação: G. nasalis e G. nasalis e G. PARTICULARIDADES DAS ESPÉCIES: 1) Oviposição: G. as larvas vão direto ao estômago. • As larvas se desenvolvem no pseudo-útero da fêmea. adultos. haemorroidalis antes de ser eliminado se fixa no plexo hemorroidário podendo levar a um prolapso retal e depois tétano. haemorroidalis e G. mas se deve cortar o pêlo da ganacha no verão e escovar ou passar esponja com água morna. Larva de Gasterophilus sp. já em G. Os estímulos são dados pela lambida do cavalo. FAMÍLIA HIPPOBOSCIDAE GÊNERO Hippobosca 4) No estômago e intestino: Todos preferem o piloro e o duodeno e o período parasitário é de 9 a 11 meses. intestinalis. vindo terra junto com esporos. • A fêmea origina diretamente a pupa. CONTROLE: Figura 125. ventralmente • Apresentam um envoltório coriáceo (duro) • Dípteros anômalos (por não apresentarem asas ou terem asas rudimentares) • Todos hematófagos • Os palpos guardam as peças bucais (nos outros dípteros é o lábio) 3) Migração boca-estômago: Em G. intestinalis para abandonar o ovo a larva necessita um estímulo térmico de umidade e fricção. GÊNERO Pseudolinchia Espécie Pseudolinchia canariensis _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . haemorroidalis realizam oviposição nos pêlos da região da ganacha (barba) enquanto que G. SEÇÃO PUPÍPARA • A pupa se encontra sempre no chão onde se enterra para fugir de predadores.

Melophagus.120 Moscas ______________________________________________________________________________________________ • Asa desenvolvida e caduciforme. • Ficam presos no pêlo por uma substância pegajosa na pupa. GÊNERO Melophagus protozoário HOSPEDEIROS: Ovinos IMPORTÂNCIA: transmissor do Haemoproteus columbae. Parte anterior de Melophagus Figura 127. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . parasito de ovinos. do protozoário Trypanosoma GÊNERO Lipoptena HOSPEDEIROS: Cervídeos CARACTERÍSTICAS: Figura 128. Hipoboscidae de pombos. CARACTERÍSTICAS: • Asa reduzida à pequena calosidade • Ficam presos à lã por uma substância pegajosa na pupa IMPORTÂNCIA: Transmissor mellophagium Figura 126. HOSPEDEIROS: pombos. CARACTERÍSTICAS: Asa somente com veia r-m presente.

Protozoários ______________________________________________________________________________________________ 121 SUBFILO SARCOMASTIGOPHORA CLASSE SARCODINA FILO PROTOZOA CLASSE MASTIGOPHORA SUBFILO CILIOPHORA ORDEM TRICHOSTOMORIDA ORDEM AMOEBINA ORDEM RHIZOMASTIGINA FAMÍLIA MASTIGAMOEBIDAE GÊNERO HISTOMONAS ORDEM TRICHOMONADIDA FAMÍLIA TRICHOMONADIDAE GÊNERO TRICHOMONAS ORDEM DIPLOMONADIDA FAMÍLIA HEXAMITIDAE GÊNERO GIARDIA GÊNERO TRYPANOSOMA ORDEM KINETOPLASTIDA FAMILIA BALANTIDIIDAE FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE GÊNERO LEISHMANIA GÊNERO BALANTIDIUM FAMÍLIA ENDAMOEBIDAE GÊNERO ENTAMOEBA CLASSE PIROPLASMASIDA SUBFILO APICOMPLEXA OU SPOROZOA ORDEM PIROPLASMORIDA CLASSE SPOROASIDA OU COCCIDIIA FAMILIA BABESIDAE ORDEM EUCOCCIDIORINA GÊNERO BABESIA FAMILIA EIMERIIDAE GÊNERO EIMERIA FAMILIA CRYPTOSPORIDAE FAMILIA PLASMODIIDAE GÊNERO PLASMODIUM FAMILIA HEPATOZOIDAE GÊNERO SARCOCYSTIS GÊNERO HAEMOPROTEUS GÊNERO HEPATOZOON FAMILIA SARCOCYSTIDAE GÊNERO ISOSPORA GÊNERO CRYPTOSPORIDIUM GÊNERO TOXOPLASMA GÊNERO HAMMONDIA GÊNERO BESNOITIA _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

mas Ex: Trypanosoma e Amebas 2. Pseudópodes: citoplasmáticos São encontrados prolongamentos em amebas. Locomoção por flagelos.É o caso das amebas. Cílios: Dão pouco impulso ao parasito. cílios e pseudópodes. eucariontes (com membrana nuclear). sendo que o período que precede a divisão pode ter vários núcleos.ASSEXUADA: CÉLULA MÃE ORIGINA CÉLULA FILHA 1. a qual é bem maior no Figura 129.Conjugação. cinetoplasto (extremidade anterior) e ao se dirigir para a cauda carrega uma membrana. .fusão entre célula fêmea e macho dando origem à célula filha. REPRODUÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS I . que pode ser fina ou grossa. a membrana cística. como por exemplo.Presença de organelas estáticas.Unicelulares.Com organelas adaptadas ao parasitismo como flagelo.Sexuada (Gametogonia ou Esporogonia): Ocorre troca de material genético 1. mas as células filhas são todas iguais (isogametas). início.122 Protozoários ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO III Protozoários ____________________________________________________________________________________ FILO PROTOZOA MORFOLOGIA DOS PROTOZOÁRIOS atuam beneficamente compondo a flora intestinal de ruminantes. .Cópula.União do macho com a fêmea. Geralmente emitem apenas um e o corpo acompanha. Divisão binária sucessiva ou divisão múltipla .Uninucleados. Brotação .Núcleo se divide igualmente dando origem a duas células idênticas à mãe. O macho (microgameta) geralmente é menor que a fêmea Flagelo: Organela que se origina do (macrogameta). 3.Membrana lipoprotéica para limitar as trocas (permeabilidade). formando a membrana ondulante. CARACTERÍSTICAS: . Divisão binária . 2. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . .Brotamento de novas células dentro da célula mãe. Ele precisa de muita energia e aparece na classe dos II . . Trypanosoma.

Eimeria. NUTRIÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS I-HOLOZÓICANutrem-se de matéria orgânica já elaborada. Não tem importância veterinária. Ex: Entamoeba. flagelos). Cryptosporidium. Ex. III. Ex. Leishmania.SAPROZÓICAUtilizam dissolvida a matéria em orgânica São e inorgânica Toxoplasma. Envolve a captura. líquidos. sofrerá esquizogonia) se divide sucessivamente e ocorre formação de milhões de merozoítas (núcleo que vai originar um indivíduo) II. citoplasma) e só depois se rompe a membrana citoplasmática da mãe. assimilação e eliminação das porções não digeridas. Plasmodium (utilizase de parte da hemoglobina para se nutrir). .SubFilo Ciliophora: RESPIRAÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS I. osmotróficos b)Classe Piroplasmasida . digere e joga fora. Precisa de mais de um hospedeiro para completar o ciclo. b) Classe Sarcodina (locomoção por pseudópodes) – Amebas.Babesia (absorvem substâncias digeridas da célula ou do tecido do hospedeiro) Ex. II- SubFilo Apicomplexa ou Sporozoa: 2 classes: a)Classe Sporoasida ou Coccidia-Coccídeos: III. Babesia.AnaeróbicaVivem em meio onde não há muito oxigênio. Giardia. Endodiogenia . TIPOS DE PARASITAS 5. Sarcocystis. I-Subfilo classes: a) Classe Mastigophora (locomoção por Sarcomastigophora: Possui duas DIVISÃO DO FILO PROTOZOA TRÊS SUBFILOS: Protozoário tira a substância do hospedeiro. Ocorre na maior parte dos protozoários. Histomonas.Trypanosoma. Tritrichomonas. Esquizogonia Esquizonte (célula que I .: fitoflagelados. Trypanosoma.Heteroxeno: OBS: Os protozoários podem apresentar dois tipos de reprodução juntos.AeróbicaVivem em meio rico em oxigênio .Dentro da célula mãe ocorre a formação das células filhas (núcleo e II. Tritrichomonas.Monoxeno: Só um hospedeiro.HOLOFÍTICAProtozoários sintetizam seu material nutricional usando raios solares como fonte de energia. FILO PROTOZOA _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro a)Ciliados (sem muita importância). ingestão.: Amebas.: Trypanosoma. Giardia.123 Protozoários ______________________________________________________________________________________________ 4. II. Ex: Plasmodium.

. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CARACTERÍSTICAS: .124 Protozoários ______________________________________________________________________________________________ I -SUBFILO SARCOMASTIGOPHORA Nesse Subfilo estão compreendidos os protozoários que possuem organelas para sua locomoção como: flagelos.Normalmente não intracelulares. pseudópodes ou ambos.Possuem organelas de locomoção como flagelos e pseudópodes.

Esse protozoário pode ainda LOCAL: Prepúcio dos machos e vagina das fêmeas. dar descanso sexual para as fêmeas (três a quatro meses. por isso esse protozoário não apresenta forma cística. pois não necessita de resistência no meio ambiente.Possui um citóstoma.Trofozoíta com formato piriforme.Possui um axóstilo no centro do corpo. sendo inviabilizado para reprodução (o tratamento no macho não é seguro). Pode ocorrer contaminação por fômites e inseminação artificial. . O macho uma vez infectado passa a ser o agente transmissor. CICLO BIOLÓGICO: A transmissão é puramente mecânica e se dá através do coito.Sem simetria bilateral. que é uma vesícula alongada por onde o parasito se alimenta. DIAGNÓSTICO: Lavagem do trato reprodutivo com soro fisiológico e observação do conteúdo em microscópio.Presença de quatro flagelos. pois a mudança de pH durante o cio mata o parasito) e utilizar touro negativo e sêmen de boa procedência. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva ao aborto precoce nas vacas (pouco detectado devido ao pequeno tamanho do feto) ou absorção fetal. . FAMÍLIA TRICHOMONADIDAE GÊNERO Tritrichomonas ESPÉCIE Tritrichomonas foetus. principalmente se ocorrer retenção de placenta. HOSPEDEIROS: Bovinos. . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . PROFILAXIA: Retirar o touro do plantel. O macho não apresenta sintomatologia. As vacas por I-ORDEM TRICHOMONADIDA Possuem quatro a seis flagelos (sendo um recorrente) unidos a uma membrana ondulante. sendo três curtos e um que vai à extremidade posterior oportunistas.125 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ PARTE I Flagelados ____________________________________________________________________________________ CLASSE MASTIGOPHORA – Locomoção por flagelos. Cultura do material. . sua vez adquirem resistência com o tempo. invadir o útero atacando as membranas fetais e causando a Trichomonose genital das vacas.Possui um núcleo deslocado. Permite o aparecimento de infecções CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . mas passa o parasito para outras vacas através do coito. carregando parte da membrana plasmática e formando assim a membrana ondulante. podendo dar origem a terneiros sãos por inseminação artificial (para não contaminar os touros). .

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Com simetria bilateral. ginecológicos periodicamente. bovinos.Apresenta forma cística alongada com quatro núcleos. II . pois o protozoário digere restos alimentares e bactérias. T. Fazer revisão periódica dos dentes. corados pelo lugol.Possui vários flagelos (seis a oito).Há baixa patogenicidade no homem. Ë favorecido pela baixa de pH (quando a mulher passa da puberdade). GÊNERO Giardia ESPÉCIE Giardia lamblia = intestinalis HOSPEDEIROS: Homem. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . caprinos. Fazer exames Ingestão de cistos contidos nos alimentos e água. CICLO BIOLÓGICO: A contaminação se dá através da ingestão de TRANSMISSÃO: alimentos ou água contaminados com a forma Figura 131. T. .Aparece em pessoas que têm muita cárie e tártaro. vaginalis . . Cistos de Giardia sp. Possui discos suctórios (ventosas) que mantém o parasito na mucosa para que ele se alimente. Os cistos são viáveis por até duas semanas no ambiente. Figura 130. LOCAL: Intestino. . .Trofozoíta com formato piriforme. FORMAS EVOLUTIVAS: Cisto e trofozoíto. cão. intestinalis . Aparece no esôfago de pombos. . gengivalis .ORDEM DIPLOMONADIDA FAMÍLIA HEXAMITIDAE A forma trofozoíta apresenta simetria bilateral e seis a oito flagelos.Possui dois núcleos.Possui dois axóstilos. Forma trofozoíta de Giardia sp. Aumento de 400X.Aparece nas mulheres.126 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ OBS: T.

esses já possuem no seu interior os trofozoítos de Histomonas.127 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ cística. ESPÉCIE Histomonas meleagridis. CARACTERÍSTICAS Figura 132. EM HIGIENE E SAÚDE PÚBLICA: Leva a casos de cólica e diarréia.ORDEM RHIZOMASTIGINA FAMÍLIA MASTIGAMOEBIDAE GÊNERO Histomonas. Os trofozoítos fixam-se nas células do intestino. As aves ao se alimentarem podem III.Presença de eosinófilos (rosa). Seu único flagelo nasce de um grânulo basal próximo ao núcleo.Flagelo não visível. após. -Organismos amebóides e uninucleados. O cisto no duodeno após fissão binária dá origem a dois trofozoítos.Trofozoíta arredondado com núcleo basófilo (roxo) e citoplasma negativo (branco). PROFILAXIA: Limpeza do ambiente. CORTE FÍGADO): IMP. pintos e faisão. INTERMEDIÁRIO: Heterakis LOCAL: Mucosa de ceco e no fígado de perus. Desenvolvimento da Giardia no hospedeiro. ESTÁGIOS: Trofozoíto. TRANSMISSÃO: A ave contamina-se por Ingestão de ovos de Heterakis gallinarum (parasita dos cecos das aves) contendo o Histomonas no seu interior. Pode aparecer em codornas. Quando é feita a postura de ovos de Heterakis para o meio ambiente. CICLO BIOLÓGICO: O verme Heterakis gallinarum ao se alimentar da mucosa do ceco das aves se infecta com o protozoário. os cistos são eliminados para a luz do intestino por onde vão ao meio exterior com as fezes. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: ingerir ovos embrionados desse verme (Heterakis) e quando a sua larva eclode e se _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . lavar bem os alimentos e só beber água filtrada. MORFOLÓGICAS DE CECO (EM OU HISTOLÓGICO . amadurecem e. . No intestino ocorre a liberação dos trofozoítos que se multiplicam por fissão binária. . HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Galinhas e perus. HOSPEDEIRO gallinarum. algumas formas se encistam na mucosa do intestino e evoluem até cisto que é eliminado com as fezes e que resistem às condições adversas do ambiente. se encistam.

Forma promastigota: estrutura em forma de foice que aparece em cultura de células e em hospedeiro invertebrado. longe do núcleo e este é central.Forma epimastigota: Estrutura em forma de foice onde o cinetoplasto é anterior e aparece próximo ao núcleo. Possui um núcleo central e um cinetoplasto em forma de bastão. . alongada. cinetoplasto e blefaroplasto (local exato onde o flagelo se forma). próximo ao núcleo e flagelo livre sem membrana ondulante. Forma tripomastigota do Trypanosoma cruzi. pois as galinhas são os principais reservatórios da doença já que disseminam o parasito sem adoecer. .Forma tripomastigota: Estrutura em forma de foice que aparece sempre em esfregaço de sangue e em hospedeiro vertebrado.Forma esferomastigota: Estrutura arredondada que aparece dentro de células que possui um núcleo central e um cinetoplasto e ainda um pequeno flagelo. PROFILAXIA: Os perus devem ser criados em terrenos que não tenham sido utilizados por galinhas.128 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ fixa no intestino. os parasitas (Histomonas) liberam-se e penetram na mucosa do intestino onde se reproduzem por fissão binária. membrana ondulante. Apresenta flagelo livre na extremidade anterior.Forma amastigota: Estrutura arredondada que aparece dentro das células e por isso não necessita de movimento.Forma opistomastigota: Estrutura em forma de foice que apresenta cinetoplasto posterior REPRODUÇÃO: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . onde o flagelo não forma membrana ondulante. É uma doença principalmente de aves jovens. o cinetoplasto fica na extremidade anterior. Alguns trofozoítas migram para o fígado produzindo lesões características. logo não apresenta flagelo. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Pode levar a inflamação do ceco seguida de alterações patológicas acarretando no fígado de . IV . um núcleo central. Ë uma forma (enterohepatite). Figura 133. Sempre em hospedeiro vertebrado. na queda produtividade do plantel e até morte das aves. .ORDEM KINETOPLASTIDA FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE GÊNERO Trypanosoma ESTÁGIOS DE VIDA DO TRYPANOSOMA . .

baço.Núcleo central grande (se cora em roxo). .Núcleo não tão grande. após multiplicação. (tripomastigotas) picar contaminado e no tubo digestivo o protozoário se multiplica. é a fase de CICLO BIOLÓGICO do T. cães e gatos.É a fase contaminativa para o hospedeiro. coração) onde se transformam em amastigotas constituindo os focos secundários e generalizados.Trypanosoma cruzi ferida. depois passa a epimastigota e no final do trato digestivo forma-se a forma infectante TRANSMISSÃO: Inoculativa ou contaminativa. fígado. Há calor e inchaço no local da picada e o hospedeiro ao se coçar faz com que as fezes contaminadas com tripomastigotas penetrem na I . se transforma em promastigota. os amastigotas. . . Nestes focos secundários. entretanto os que escapam vão se localizar em CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1. 2. vai à circulação.Extremidades pontiagudas. cardíaca). . Ciclo de Trypanosoma da seção Salivaria. transformando-se em tripomastigota (permanece uns cinco dias na circulação).transmissão contaminativa). Forma amastigota (tecidual): . .Cinetoplasto grande e próximo a extremidade posterior (se cora em roxo). . ao se alimentar à noite no hospedeiro ele defeca próximo a picada (Trypanosoma da secção ESPÉCIES DE TRYPANOSOMA SEÇÂO STERCORARIA – transmitido através das fezes stercoraria .Forma de C. (tripomastigota metacíclica).Presença de membrana ondulante e flagelo. com novas invasões. .129 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ Assexuada por divisão binária. Um é grande destruído número na de VETORES: Hemípteras (barbeiros).Possui forma arredondada. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . tripomastigotas circulação. diferentes órgãos e tecidos (musculaturas do cólon. No tecido retículo endotelial passa a forma amastigota onde sofre divisão binária e HOSPEDEIROS: Humanos.Encontrada nos tecidos (principalmente na musculatura multiplicação. Para infectar. esôfago. Forma tripomastigota (circulante): . evoluem para a forma flagelada e voltam ao sangue periférico para recomeçar o ciclo. O inseto é infectado ao picar o homem para se alimentar. primatas. CRUZI: O barbeiro ingere ao as formas o circulantes hospedeiro Figura 134.

esôfago. III . . contaminado.130 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ IMPORTÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA: Promove a hiperfunção de órgãos como inocula as formas promastigotas (Trypanosoma da secção salivaria .Extremidade posterior mais arredondada.Núcleo grande e central (se cora em roxo). ao longo dos anos. principalmente bovinos e bubalinos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1. PROFILAXIA: Combate aos vetores. Na África ele utiliza como vetor a mosca Tsé tsé que causa a doença do sono. . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva a doença de caráter crônico onde. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Pode causar morte por hemorragia ou isquemia.transmissão inoculativa) que penetram nas células retículo endoteliais virando amastigotas e passam à circulação sangüínea na forma tripomastigota. mas sem forma de C e bem menor que o T. lesões no sistema cardíaco e digestivo. HOSPEDEIROS: Eqüinos. . Forma tripomastigota de T. cruzi. No local onde ocorreu a picada forma-se um edema que é chamado de chagoma ou sinal de Romanã. evansi. que se multiplica por divisões binárias sucessivas e quando o inseto pica novamente outro animal Figura 135.Cinetoplasto pequeno e fraco(se cora em roxo).Forma de foice.Trypanosoma equinum= evansi VETORES: Stomoxys e tabanídeos.Trypanosoma vivax HOSPEDEIROS: Ruminantes. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1. VETORES: Stomoxys e tabanídeos. coração e cólon ocorrendo aumento no tamanho dessas estruturas e os sintomas à longo prazo são febre.Transmitido via picada II . SEÇÂO SALIVARIA. Forma tripomastigota: . Forma tripomastigota: CICLO BIOLÓGICO: O vetor pica o hospedeiro contaminado ingerindo a forma tripomastigota e na sua probóscida se transforma em promastigota. o animal pode ou não estar PROFILAXIA: Deve-se evitar habitações precárias (pois é comum a presença de ninhos do barbeiro) e deve-se combater o hemíptera destruindo seus ninhos.

Grânulos no citoplasma. na qual os sintomas mais comuns são: secreção excessiva na mucosa genital e edema dessas partes. . Transmissão de tripomastigotas através do coito. ou seja.Cinetoplasto praticamente invisível. desenvolvimento do Trypanosoma no inseto. . Promastigotas de Leishmania sp.Trypanosoma equiperdum HOSPEDEIROS: Eqüinos e asininos. .131 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ .Membrana ondulante bem visível. a transmissão é mecânica. Não ocorre IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva a uma doença venérea chamada durina. Figura 137.Núcleo bem visível. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . IV . Forma tripomastigota: . TRANSMISSÃO: Passam de hospedeiro vertebrado para outro hospedeiro vertebrado sem auxílio de insetos vetores. anemia e emaciação. doença no qual os sintomas são: Paralisia progressiva dos membros posteriores. É um Trypanosoma da secção Stercoraria e a transmissão é venérea. via sexual. Como a picada do tabanídeo é dolorosa facilita a transmissão.Cinetoplasto bem pequeno. Amastigotas de Leishmania sp.Membrana ondulante bem visível. CICLO BIOLÓGICO: CICLO BIOLÓGICO: Os vetores picam o hospedeiro contaminado e se alimentam da forma tripomastigota e essa forma é diretamente inoculada em outros animais (Trypanosoma da secção salivaria transmissão inoculativa).Número maior de grânulos no citoplasma. GÊNERO Leishmania PROFILAXIA: Combate aos vetores. . Figura 136. . . pois o animal sente logo e se coça.ORDEM KINETOPLASTIDA FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Essa espécie causa o Mal das cadeiras. IV .Núcleo bem visível. febre. Em casos severos pode ocorrer aborto.

Este. Figura 138. É uma zoonose onde os cães são excelentes reservatórios de invadem macrófagos vizinhos.Núcleo central. . Endotelial). . (agente da leishmaniose cutânea). IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Provoca uma doença chamada leishmaniose VETORES: Phlebotomum e Lutzomyia.Encontrada no inseto vetor. Leishmania para o homem. causando a liberação dos parasitos. visceral ou calazar. No citoplasma das células os parasitas multiplicam- macrófagos) e essas se transformam em _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . que acabam sendo destruídos.Corpo alongado. Forma Promastigota: . que os destroem. que ao se multiplicarem podem até obstruir o canal alimentar do inseto.Ausência de flagelo. onde as formas promastigotas se proliferam nos macrófagos e LOCALIZAÇÃO: Os protozoários se multiplicam no interior de macrófagos.Flagelo livre na extremidade anterior do corpo. . Em casos avançados pode atingir o tubo digestivo causando diarréia. donovani é um parasito exclusivo do CICLO BIOLÓGICO: Na picada o vetor (Lutzomyia) se infecta com a forma amastigota (que está dentro de Sistema Fagocitário Mononuclear (antigo Sist.Leishmania donovani HOSPEDEIROS: Homem e cães. Ret. 2. . fígado e medula óssea. abdômen distendido e mortalidade que alcança 70 a 90% nos casos não tratados. PATOGENIA: A L. promastigotas. CARACTERÍSTICAS CORTE BAÇO): MORFOLÓGICAS DE FÍGADO (EM OU HISTOLÓGICO 1.Encontrada nos vertebrados. . Forma amastigota: Estruturas arredondadas pequenas e aglomeradas.132 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ Protozoário da classe Mastigophora (flagelado) que é transmitido para o vertebrado pela picada de um inseto vetor. Ciclo biológico de Leishmania sp. principalmente das células localizadas no baço. Há duas espécies de importância: Leishmania donovani (agente da leishmaniose visceral) e Leishmania braziliensis. onde se multiplicam e ganham a corrente sangüínea indo ao baço ou fígado. ao inocular saliva no hospedeiro definitivo manda aquele “bolo” de formas promastigotas que penetram nos macrófagos e se transformam em amastigotas. I .

principalmente no focinho dos cães e na região nasal dos homens. Também é uma zoonose e os cães são ótimos II . que se multiplicam e ficam na pele do hospedeiro. Os parasitas ficam incubados (em média de duas semanas a dois meses) nas células histiocitárias da pele onde se multiplicam sob a forma de amastigotas. Ao Conseqüências: Aumento dos órgãos ricos em macrófagos (hepato e esplenomegalia).Ausência de flagelo.133 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ se. mais especialmente leucopenia e anemia por IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva a séria lesão cutânea. PROFILAXIA: Eliminação de cães infectados e combate aos vetores. para a função macrofágica. A picar o hospedeiro definitivo inocula um “bolo” de formas promastigotas que penetram nas células retículo endoteliais e se transformam em amastigotas. hemorragia devido a baixa de plaquetas. Forma amastigota: Estruturas arredondadas pequenas e b) CLASSE Sarcodina – Locomoção por pseudópodes. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . PROFILAXIA: Eliminar cães infectados e combater os vetores. . VETORES: Phlebotomum e Lutzomyia.Núcleo central. medula óssea sofre atrofia uma vez que as células reticulares aí situadas. podendo invadir as mucosas produzindo erosão nos tecidos cartilaginosos. . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS (EM Se prevenir contra insetos principalmente nos bosques úmidos. PATOGENIA: A infecção estabelece-se pela inoculação de promastigotas através da picada de flebotomíneos. CORTE HISTOLÓGICO DE PELE): 1. Quadro hematológico com pancitopenia. É a chamada leishmaniose cutânea ou úlcera de Bauru. distendendo as células até sua ruptura. São as amebas.Leishmania braziliensis HOSPEDEIROS: Homem e cães. aparecendo então a lesão inicial. aglomeradas. Os parasitas liberados são fagocitados por novas células reticulares e este ciclo continua CICLO BIOLÓGICO: Na picada o vetor se infecta com a forma amastigota e essas se transformam em indefinidamente. são desviadas pelo parasitismo. reservatórios da doença para o homem. e não possui muita importância em Medicina veterinária. promastigotas no canal alimentar do inseto.

Merozoítas de 2ª geração . com parede dupla e contendo esporocistos e esporozoítas.Complexo apical (só é visto em microscopia eletrônica) na extremidade anterior que permite que o protozoário penetre dentro da célula a ser parasitada.Estrutura com formato irregular (meio oval) com milhares de grânulos pequenos espalhados no citoplasma que são os microgametas. Merozoítas de 1ª geração . esverdeada. .Esporogonia (meiose) geralmente fora do corpo do hospedeiro.Merogonia e gametogonia nas células do hospedeiro. 5. .Microgametas com dois ou três flagelos. . merozoítas (estruturas em forma de foice) no CARACTERÍSTICAS: . FASES DE REPRODUÇÃO: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .134 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ PARTE II Coccídeos ____________________________________________________________________________________ SUBFILO APICOMPLEXA ou SPOROZOA 1. Esquizonte ou meronte que Estruturas apresentam que apresenta uma membrana forte. Macrogametócito . núcleo central que é o macrogameta. seu interior.Estrutura arredondada repleta de grânulos grandes e periféricos e um CARACTERÍSTICAS: . 2. arredondadas grandes. No caso de Eimeria são quatro esporocistos com dois esporozoítas no seu interior e no caso de Isospora são dois esporocistos com quatro esporozoítas no seu interior. translúcida.Os gêneros são diferenciados pelo número de esporocistos nos oocistos e o número de esporozoítas nos esporocistos.Coccídeo com ciclo evolutivo direto. Oocisto imaturo ou zigoto .são pequenos tanto em Eimeria quanto em Isospora. .Parasitas intracelulares . Microgametócito .Estrutura disforme a) CLASSE SPOROAZIDA OU COCCIDIA ORDEM EUCOCCIDIORINA I . Oocisto esporulado .Estrutura ovóide. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 7. . .são pequenos (microzoítas) em Eimeria e grandes (macrozoítas) em Isospora.Só os microgametas apresentam flagelos 3. GÊNEROS Eimeria e Isospora.SUBORDEM EIMERINA FAMÍLIA EIMERIIDAE 4.Oocistos contendo esporocistos que possuem no seu interior esporozoítas. 6.

CICLO EVOLUTIVO PROPAGATIVO: É o que ocorre em aves. tenella (que ocorre em aves de corte). é esse quem forma os macro e microgametócitos para chegar a oocisto. Nos suínos ocorre o mesmo. e os animais não atingem os 90 kg ideais para abate. diminuição no desenvolvimento. 2. Assexuada . Esporogonia (esporos = oocisto): ocorre no meio ambiente. sendo que tudo no intestino delgado. a mortalidade pode chegar a 3. zuerni em bovinos e E. macrogametócitos. coelheiras ou cercados e a manutenção dos comedouros e IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Nos ruminantes esses protozoários causam bebedouros limpos. arloingi e E. comedouros e bebedouros trocados diariamente e mantidos no alto (evita que os animais defequem neles) e camas secas. As criações devem ter pisos de tela de arame. São que merontes I e II. depois da fase trofozoíta é formado o primeiro meronte no intestino delgado e quando os merozoítas vão ao intestino grosso. macro e microgametócitos. bovis e E. Coccidiose em coelhos: Deve ser feita a limpeza diária das gaiolas. Em suínos. Em aves.esquizogonia ou merogonia: ocorre no interior do hospedeiro. necatrix (ambas ocorrem em poedeiras). com as espécies E. E. O galpão deve ser bem ventilado para diminuir a umidade local e manter a cama sempre seca. Sexuada ou gametogonia: ocorre no interior do hospedeiro. 100%. Nesse ciclo. causa diarréia. E. christenseni em caprinos. Coccidiose bovina: Deve ser feito um bom manejo. interfere na absorção intestinal. acervulina e E. e depois vai à bile e sai nas fezes. são formados três tipos de merozoítas: um outro e um que que formará formará os os sem OBS 2: Cada geração é mais patogênica que a outra porque produz mais oocistos. OBS 1: Em coelhos. macro e microgametócitos levando a 2ª geração. Isospora suis é limitante no caso de leitões. gametas e oocisto. pois 2.135 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ 1. manejo e o emprego de coccidiostáticos na ração e na água. doenças típicas de filhotes com diarréia. No caso de ruminantes. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . microgametócitos formados mais macrogametócitos terceiro. microgametócitos porque esse último produz milhões de microgametas diferenciação que formará os merontes e depois. stieda se encontra no TIPOS DE CICLO EVOLUTIVOS fígado. 3. PROFILAXIA DAS COCCIDIOSES: 1. com espécies como E. O esporozoíta vai ao fígado pela via porta e no endotélio do ducto biliar forma I .CICLO EVOLUTIVO PROLIFERATIVO: É o que ocorre em ruminantes. temos Isospora suis. dão origem a um segundo meronte bem pequeno. Coccidiose aviária: Deve ser feito bom II. nos suínos.

PATOGENIA Figura 141. Esses esporozoítos penetram nas células da mucosa intestinal.136 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ A patogenia depende da espécie de Eimeria. HOSPEDEIROS: Mamíferos. para isso precisa de O2. No meio ambiente ocorre a esporulação dos oocistos. O hospedeiro se contamina ao ingerir esse oocisto. Depois pela ação da tripsina e da bile ocorre a liberação dos esporozoítos no intestino delgado. presença e severidade de outras doenças. estado nutricional das aves e nível de medicação na ração. aves. Ciclo biológico de Eimeria _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . arredondam-se e originam os trofozoítos que passam a esquizontes iniciando assim a reprodução assexuada denominada de Figura 140. Oocisto não esporulado de Eimeria sp. peixes. temperatura de 25 a 30 graus e umidade de 70 a 80%. número de oocistos ingeridos. eficácia do coccidiostático. da idade da ave (quanto mais jovem mais susceptível). répteis. possui um núcleo. o oocisto é destruído. do GÊNERO Eimeria CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Eimeriidae cujos oocistos esporulados possuem quatro esporocistos e cada oocisto recém saído nas fezes e que não está esporulado. O tempo de esporulação nessas condições é de dois a três dias. liberando os esporocistos. Os oocistos esporulados são infectantes e podem permanecer viáveis por dois a três meses. anfíbios. Oocisto esporulado de Eimeria sp. CICLO: Os oocistos eliminados com as fezes do hospedeiro são imaturos (não esporulados). Na moela ou estômago Figura 139.

GÊNERO Isospora e Cystoisospora _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . arredondando-se e formando uma nova geração de esquizontes. HOSPEDEIROS INTERMEDIÁRIOS: No ciclo de Cystoisospora pode ocorrer o ciclo com ingestão de roedores parasitados. perda de peso e predispõem a infecção bacteriana secundária. Os microgametas rompem a célula e vão até o macrogameta para a fertilização. acarreta uma baixa conversão alimentar. Os oocistos rompem a célula e passam à luz intestinal saindo para o exterior com as fezes na forma não infectante. conhecida como gametogonia. diminuição da HOSPEDEIROS: Aves e carnívoros. Esses merozoítas rompem a célula hospedeira atingem a luz do intestino e invadem novas células epiteliais. Cada esquizonte (ou meronte) tem em seu interior um número variável de merozoítas (depende da espécie). Quando encontrado em aves o gênero é Isospora e quando encontrado em carnívoros é chamado de Cystoisospora. Alguns merozoítos da segunda geração penetram em novas células e dão início a terceira geração de esquizontes. resistência orgânica. outros penetram em novas células e dão início a fase sexuada do ciclo. No ambiente em um a cinco dias esporulam e tornam-se infectantes. esporulados. dando origem ao oocisto. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS • Oocistos possuem dois esporocistos contendo quatro esporozoítos cada quando esporulados. abaixo oocisto esporulado de Isospora sp. redução do peristaltismo intestinal. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: Essa parasitose destrói as células do intestino causando diarréia sanguinolenta. se A maioria em desses O gênero Isospora pertence à família Eimeriidae e o gênero Cystoisopora pertence à família Sarcocystidae. Dessa fertilização resulta o zigoto que desenvolve uma parede dupla em torno de si. pois não estão Figura 142.137 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ esquizogonia ou merogonia. Outros se transformam em microgametas ou gametócitos masculinos que vão dar origem aos microgametócitos. Acima oocisto não esporulado. merozoítos transforma gametócitos femininos ou macrogametócitos que vão formar os macrogametas.

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 144. Cystoisospora rivolta – Felinos. ESPÉCIES: Cystoisospora canis – Cão. No tubo digestivo do animal os esporozoítos saem do oocisto e penetram na célula epitelial do intestino onde se arredondam. liberando os merozoítas que seguem dois caminhos: . suíno. GÊNERO Cryptosporidium citoplasmas para formar os esquizontes (ou merontes) que contém os merozoítas. macaco. . felino. Figura 143. formando dois esporocistos. canino. Esse sai nas fezes para fazer a esporogonia. sob condições ideais de temperatura alta.138 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ Na esporogonia. rato. porém é autolimitante. capim e água contaminados com o oocisto esporulado. Sucessivas mitoses vão formando vários núcleos e HOSPEDEIROS: Homem. 400X .Continuam para a fase sexuada. eqüino. Oocisto de Cryptosporidium sp. Os microgametas que estão nos microgametócitos saem da célula parasitada e fecundam os macrogametas (e com isso perdem seus flagelos – ex-flagelação) formando o gameta ou oocisto imaturo. caprino. o oocisto sofre divisão. Cystoisospora felis – Felinos. passando a serem chamados de trofozoítas. microgametócitos. CICLO BIOLÓGICO: A contaminação se dá através de alimentos como ração. ovino.Penetram novamente nas células intestinais fazendo outra fase de reprodução assexuada que formará uma 2ª geração. Começa a reprodução assexuada. Produz diarréia em filhotes e diminuição no desenvolvimento. onde os merozoítas dão origem a macro e CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . oxigenação e umidade.Oocisto medem em torno de 5 µm e contém quatro esporozoítas e sem apresentar esporocistos. Cystoisospora ohioensis – Cão. bovino. Ciclo biológico de Cystoisospora sp. A célula não suporta a pressão e se rompe. contendo quatro esporozoítos em cada um. FAMÍLIA CRYPTOSPORIDIIDAE PATOGENIA: Pouco patogênica.

CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro intermediário ingere o oocisto ao pastorear ou ao ingerir alimentos mal lavados. hospedeiro promovendo auto-infecção. . .Ocorre predação.Cisto . Figura 145. onde o hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir restos do hospedeiro Intermediário.A reprodução assexuada ocorre no hospedeiro intermediário e a sexuada no definitivo.Zoíta . GÊNERO Toxoplasma ESPÉCIE Toxoplasma gondii HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Felídeos. . principalmente o gato. . Ciclo biológico de Cryptosporidium sp. com altura que impeça os animais nele defecarem. FAMÍLIA SARCOCYSTIDAE Ciclos evolutivos semelhantes à família Eimeriidae. No trato digestivo há liberação de esporozoítos que pela via sangüínea vai ao fígado.Higiene dos estábulos.estrutura em forma de foice com um núcleo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . sem parede definida onde se encontram os taquizoítas. Esporulação dentro do hospedeiro. Alguns oocistos rompem-se dentro do . cérebro e . Os microgametas fecundam os macrogametas originando oocistos com quatro esporozoítos de parede espessa que são eliminados já infectantes.A esporogonia pode ocorrer dentro ou fora do hospedeiro.estrutura arredondada com parede bem definida onde se encontram os bradizoítas. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Diversos mamíferos e répteis. A esquizogonia e a gametogonia ocorrem em microvilosidades intestinais. CARACTERÍSTICAS CORTE MORFOLÓGICAS DE FÍGADO (EM OU HISTOLÓGICO CÉREBRO): . .Água limpa em bebedouro adequado.139 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ CICLO: Característico de Coccídeo. É monoxeno.Educação sanitária. Ocorre esquizogonia na superfície das células intestinais com duas gerações de esquizontes e outra de multiplicação sexuada (gametogonia) com formação de macro e microgametócitos. .Pseudocisto . .Tratamento dos animais parasitados.Comedouros no alto para que não sejam infectados pela cama. PROFILAXIA: . Não aparece em corte histológico.estrutura alongada. remoção e incineração das camas.

caninos. e podem ser encontrados em diferentes células do corpo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS . remoção adequada de fezes. que formam uma parede cística como proteção aos anticorpos. ovinos. fortes dores musculares. morte cerebral. Esta fase é tão rápida que os trofozoítas são chamados de taquizoítas e é a fase aguda da doença.140 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ No hospedeiro intermediário pode ocorrer má formação fetal. cegueira e queda na produção. O hospedeiro intermediário pode contaminar-se através da ingestão de carne mal cozida contendo cistos do parasito. PROFILAXIA: Deve ser feita a limpeza diária de gatis. O hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir restos de animais contaminados com os esquizontes (cistos). caprinos. O organismo do animal reage e cria anticorpos e os taquizoítas então diminuem sua velocidade de reprodução passando a se chamar OBS: Hammondia e Frenkelia também são parasitas de cães e gatos e têm importância no diagnóstico diferencial de oocistos. hidrocefalia fetal. OBS: Pode haver transmissão pré-natal. Ciclo de Toxoplasma gondii outros órgãos passando a se chamar trofozoítos. podem ocorrer distúrbios pulmonares. não dar carne crua aos gatos. .Os cistos possuem forma oval. cobrir as rações. .Oocistos medem entre 10 à 12 µm. . podem medir até 107 µm de diâmetro e são encontrados nas IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: células do sistema nervoso. eqüinos e cervídeos. GÊNERO Neospora ESPÉCIES: Neospora caninum bradizoítas. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Bovinos. aborto em ovinos. Nestes ocorre a reprodução luvas na jardinagem. precauções higiênicas como lavar as mãos antes das refeições e uso de Figura 146. na mucosa intestinal ocorre a gametogonia e o oocisto formado vai ao meio ambiente com as fezes.Os taquizoítos e cistos são as formas encontradas intracelularmente no hospedeiro intermediário intermediário.Os taquizoítos possuem forma de lua e medem em torno de 6 X 2 µm de comprimento. bovinos e eqüinos. Ocorre a esporulação formando um conjunto de dois esporocistos contendo quatro esporozoítas e esses esporozoítas são as formas infectantes para o hospedeiro HOSPEDEIROS DEFINITIVOS: Cão. assexuada (esquizogonia).

A maioria dos bezerros com neosporose morrem nas quatro primeiras semanas de vida. O isolamento e cultura do agente também confirmam a presença de Neospora no processo patológico. DIAGNÓSTICO: Os meios utilizados são histológicos ou imunohistológicos. imunoenzimático (ELISA).as amostras devem ser colhidas até 90 dias após o abortamento (depois deste prazo. imunofluorescência indireta (IFI). posteriormente. SINAIS CLÍNICOS: . portanto. sob reprodução sexuada. MATERIAL UTILIZADO PARA EXAME: Soro bovino . .Nascimento vivo seguido de morte. que utiliza o feto inteiro. seus oocistos (medindo 10-12 µm de diâmetro) são levados ao ambiente pelas fezes. bradizoítos medindo em torno de 7 x 1.deve ser encaminhado resfriado. O teste de imunohistoquímica dos tecidos fetais. é o mais eficiente e preferencial método para confirmar o intermediário. bezerros deformados . quando ingeridos pelo cão são infecciosos. A esporulação ocorre nas fezes. não sendo.Reabsorção fetal. Estes. Feto abortado . . fetos podem morrer no útero. paralisias. contaminados. apesar de estarem em estado latente.Abortamento no hospedeiro intermediário em qualquer época da gestação. Para confirmar se o aborto foi causado por N. natimortos. como imunofluorescência indireta (IFA) e o teste imunoenzimático (Elisa) que indicam exposição dos animais a Neospora. não significando que os mesmos estejam doentes. Atualmente. PCR. caninum.5 µm de comprimento. Se uma vaca é positiva não significa que um aborto foi induzido por Neospora com base nos dados do exame sorológico. pelo hospedeiro intermediário. infecciosos em fezes frescas. parasito forma principalmente no cérebro. Nascimento de bezerros com sinais CICLO BIOLÓGICO: O parasito. esquizogonia). Os oocistos esporulados contêm dois esporocistos. o nível de anticorpos cai drasticamente). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . com quatro esporozoitos cada um. reproduzse no intestino do cão e. Os oocistos são resistentes no ambiente e permanecem viáveis por longo período até serem consumidos por pelo meio de hospedeiro alimentos neurológicos: encefalomielite. ataxia motora (incoordenação motora) exoftalmia ou olhos de aparência simétrica.141 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ - Dentro dos cistos estão presentes os - Mumificação fetal. ou pelo menos o cérebro e a medula. fetos autolisados. dentro de três dias. o parasito deve ser encontrado nos tecidos fetais. cistos chamados de bradizoítos. Após a ingestão dos oocistos esporulados. e uma os esporozoítos os tecidos sistêmica O desencistam-se desenvolvendo (reprodução invadem infecção assexuada. diagnóstico. No cão esses bradizoítos penetram nas células intestinais onde fazem a reprodução sexuada eliminando oocistos não esporulados para o meio ambiente. é possível realizar testes sorológicos.

CICLO: ZOONOSE: Não há evidência do leite ou carne de animais infectados. O ciclo se completa quando o carrapato ingere sangue contaminado com os gametócitos. Figura 147. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . após os merozoítos penetram nos leucócitos circulantes e passam a gametócitos. músculos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Ocorre destruição dos esporocistos e liberação dos esporozoítas que penetram na parede intestinal e através da corrente sanguínea passam ao baço. 2) Educar a população a castrar os cães nas fazendas e vizinhanças. linfonodos.142 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ TRATAMENTO: O tratamento para neosporose é feito com sulfas e vacinas. -Castrar cães que não são necessários à procriação.Isogametas que são estruturas alongadas no interior dos neutrófilos. Ciclo biológico do Hepatozoon sp. -Use as vantagens de depósitos fechados cubra os silos com lonas plásticas após sua abertura. CONTROLE: 1) Evitar que os cães contaminados defequem nos depósitos de alimentos e bebedouros. 3) Todo feto abortado e restos placentários deverão obrigatoriamente ser enterrados. -Orientar seus vizinhos que mantenham seus cães nas suas propriedades -Comunicar as autoridades locais (vigilância sanitária) sobre a presença de cães sem dono. transmitirem Neospora ao homem. OBS: O cão se infecta ao ingerir o carrapato. Nesses locais ocorrem várias gerações de esquizontes. LOCAL: Interior de leucócitos. Os gametócitos livres se unem em pares e formam os zigotos que ficam no interior do carrapato (hemocele) e passam a oocisto contendo 30 a 50 esporocistos com 16 esporozoítos em cada. SUBCLASSE GREGARINASINA FAMÍLIA HEPATOZOIIDAE GÊNERO Hepatozoon ESPÉCIE Hepatozoon canis HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Carrapato Rhipicephalus sanguineus. para prevenir o consumo pelos cães. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Cães. fígado e medula onde fazem a esquizogonia. pulmões. O cão infecta-se ao ingerir o carrapato que contém esporocistos na sua cavidade corporal.

encontrada geralmente com outras parasitoses como Babesia e Ehrlichia. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .143 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ É uma parasitose assintomática.

provocando trombos nos vasos. B. equi ou Nutallia equi ou mais recentemente Theileria equi . MORFOLÓGICAS E 4. -Aparece de um a dois trofozoítas dentro de cada hemácia. Babesia bigemina no interior da hemácia. Babesia bovis no interior da hemácia -Pode aparecer nos capilares do cérebro. Babesia bovis (transmissão por larvas do carrapato) – Bovinos. bigemina (transmissão por ninfas e adultos do carrapato). Babesia canis .Bovinos.Cães -Grande Babesia. -Aparece um a dois trofozoítas dentro da Figura149.Cães -Pequena Babesia. 2. Figura 150.Equinos -Pequena Babesia. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Pequena Babesia. Babesia canis no interior da hemácia.144 Babesias ______________________________________________________________________________________________ PARTE III Babesias ____________________________________________________________________________________ CLASSE PIROPLASMASIDA ORDEM PIROPLASMORIDA FAMÍLIA BABESIDAE GÊNERO Babesia CARACTERÍSTICAS HOSPEDEIROS: 1. -Grande Babesia. -Aparece um a dois trofozoítas dentro de cada hemácia Figura 148 . -Parasitemia muito alta. Babesia gibsoni. B. 3. -Parasitemia muito baixa. hemácia. 5.

Ciclo de Babesia sp. a larva infectada passa para ninfa com as formas infectantes e essa então transmite o parasita a outro animal. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Além da destruição das hemácias gerando anemia. B. móveis e alongados). são em forma de cruz de malta. Por a muda ocorrer no solo. A célula se rompe e os merozoítas são liberados penetrando em novas hemácias. TIPOS DE TRANSMISSÃO: Figura 151. Babesia caballi no interior da hemácia. a transmissão é da fêmea para seus ovos. As larvas ou ninfas originadas animais. como Boophilus microplus e Anocentor nitens. podendo chegar ou aos as ovários (transmissão salivares forma de transovariana) (transmissão glândulas na transestadial) trofozoítas. -Aparece um a dois trofozoítas dentro da hemácia. Por só CICLO BIOLÓGICO: O carrapato ao se alimentar do sangue do hospedeiro definitivo ingere os merozoítos que se diferenciam e fazem a reprodução sexuada ou gametogonia que vai dar origem a um zigoto chamado oocineto. três ou quatro trofozoítas. 6.Equinos -Grande Babesia. sendo que quando aparecem quatro. Transovariana Ocorre nas babesioses transmitidas por carrapatos monoxenos. observam-se lesões em outros órgãos irrigados pelo sangue contaminado. dois. Este penetra nas células do terem um hospedeiro na vida. parasitadas (e incha causando esplenomegalia) e acaba por não identificá-las _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . desses irão contaminar outros Transestadial - ocorre nas babesioses transmitidas por carrapatos heteroxenos. -Animal permanece portador por toda a sua vida. O carrapato ao sugar o hospedeiro inocula as formas trofozoítas que penetram nas hemácias do animal e se dividem assexuadamente por divisão binária formando merozoítas. tubo digestivo do carrapato e nelas se multiplica por divisão binária ou múltipla até as células se romperem e liberarem os vermículos (organismos claviformes. O baço filtra hemácias Figura 152 .145 Babesias ______________________________________________________________________________________________ -Aparecem um. caballi . através da hemolinfa. como Rhipicephalus sanguineus. Esses vermículos migram para os tecidos da fêmea do carrapato.

hiper excitabilidade e incoordenação. No rim as hemácias se rompem e no fígado ocorre hemoglobinúria por não ocorrer metabolização da hemoglobina. No quadro de babesiose cerebral bovina ocorre destruição dos capilares cerebrais e se observa aumento da coagulação intravascular.146 Babesias ______________________________________________________________________________________________ mais fagocitando também as hemácias sadias e com isso intensifica a anemia (anemia auto imune). PROFILAXIA: Deve ser feito o controle dos vetores. Em regiões endêmicas os animais já têm imunidade adquirida através do colostro que deve ser reforçada gradativamente com o desenvolvimento do animal. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . provocando uma estase circulatória. Ainda. a Babesia ativa a calicreína e leva ao aumento de permeabilidade dos vasos e vasodilatação.

escrito por Garrity. Uma membrana citoplasmática mais interna. Neorickettsia) Anaplasma. A divisão em tribos. uma parede celular rígida e uma externa com composição química típica de membrana e com aspecto trilaminar. As rickettsias são bactérias com parasitismo intracelular semelhantes extremamente aproximadamente obrigatório. em cadeias ou isolados. possuem um sistema transportador de ATP que utiliza ATP do hospedeiro. quimicamente similar a dos Gram negativos e possuem invaginações intracitoplasmáticas. mas aquelas causadoras da febre maculosa retirada e os gêneros pertencentes a ela (Aegyptianella. O citoplasma possui ribossomos. com diâmetro. O gênero Cowdria foi abolido e sua única espécie a Cowdria ruminantum foi reclassificada como pertencente ao gênero Ehrlichia. CLASSIFICAÇÃO: A mais recente se encontra na 10ª Edição do Bergey´s Manual of Sistematic Bacteriology. foi abandonada. Os gêneros Eperythrozoon e Haemobartonella passam a família Mycoplasmataceae. foram inclusas Ehrlichia na e Família multiplicam-se no núcleo e saem para o citoplasma. é proveniente em grande parte de ATP do hospedeiro. Com exceção da Rickettsia prowazekii. apresentarem aspectos comuns entre elas e por serem disseminadas por artrópodos que servem de vetores. causadora de tifo. a São estruturalmente gram-negativas.25 mm de formando cocobacilos normalmente corados com Giemsa e fracamente corados por Gram. A maioria das espécies é encontrada somente no citoplasma das células hospedeiras. classe das Alphaproteobacterias. que era comumente utilizada. Nesta classificação a Ordem das Rickettsiales está inclusa no Filo das Proteobacterias. O envelope típico consiste de 3 camadas. portanto. Kuo e Searles. A parede celular é Ehrlichiaceae. Winters.147 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO IV Rickettsias ____________________________________________________________________________________ ORDEM RICKETTSIALES A multiplicação ocorre por divisão binária somente dentro da célula hospedeira. A energia do parasito. Podem estar agrupados em pares. FAMÍLIA Ehrlichiaceae GÊNERO Ehrlichia _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . 0. não apresentam flagelos. Apesar de DEFINIÇÃO: As rickettsias são consideradas pertencentes a um grupo separado de bactérias por serem capazes de metabolismo próprio para seu desenvolvimento. A família Anaplasmataceae foi novamente bactérias pequenas. e foi publicado em 2002.

vômitos. epistaxis. a infecção poderá ocorrer em qualquer estado do ciclo. No carrapato. e (3) HOSPEDEIROS: Cães e gatos (muito raro) formação das mórulas. (2) multiplicação do agente. sinais pulmonares e insuficiência hepato-renal. o Rhipicephalus sanguineus . a E. anorexia. O cão é infectante apenas na fase aguda da doença. Na fase sub-clínica é geralmente assintomática. com a formação do corpo inicial. O ciclo da Ehrlichia é constituído de três fases principais: (1) penetração dos corpos hifema.41. a transmissão transovariana provavelmente não ocorre. descolamento de retina e cegueira . secreção nasal. importante de hemoparasitas no sangue. A fase crônica da erliquiose assume as características de uma doença auto imune. perda de peso e astenia. sendo estas constituídas por um conjunto de corpos elementares envoltos HOSPEDEIRO INVERTEBRADO: Carrapato por uma membrana. mais sendo que há 3 fases da doença que pode ser fatal se não tratada. observa-se uveíte. depressão. portanto. Geralmente nesta fase o animal tem os mesmos elementares nos monócitos. onde permanecem em crescimento por aproximadamente 2 dias.148 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ a 5 dias. LOCALIZAÇÃO: Organismos encontrados nos leucócitos.5 . A infecção do cão sadio se dá no momento do repasto do carrapato infectado. o agente se multiplica nos órgãos do sistema baço e complicações como depressão. fagocítico (fígado. pelo intermédio do carrapato. propiciando. hemorragia sub-retinal. Menos freqüentemente especificamente. Em contra partida. ou ainda edema de membros. por um período de 3 _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . podendo ser encontradas algumas período de incubação de 8 a 20 dias. anorexia. hematúria. quando existe uma quantidade Rhipicephalus sanguineus. a transmissão transestadial. Essa fase pode passar desapercebida pelo inoculação de sangue proveniente de um cão contaminado para um cão sadio. hemorragias. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A Ehrlichiose apresenta sinais inespecíficos CICLO BIOLÓGICO: O vetor de maior importância na transmissão da enfermidade é o carrapato.5 oC). visto que CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: São bactérias intracelulares obrigatórias dos leucócitos (monócitos e polimorfonucleares) ou trombócitos. Após um proprietário. mononuclear linfonodos). petéquias hemorrágicas. edema de membros. perda de apetite e palidez de mucosas Ocasionalmente. Na fase aguda que ocorre após um período de incubação que varia entre 8 e 20 dias e perdura por 2 a 4 semanas o animal apresenta hipertermia (39. O carrapato poderá permanecer infectante por um período de aproximadamente um ano. canis se multiplica nos hemócitos e nas células da glândula salivar. A transmissão entre animais se faz pela observam-se outros sinais inespecíficos como febre.

GÊNERO Anaplasma ESPÉCIES: Figura 153. principalmente nas fases sub-clínica e crônica. -A. que se baseia na detecção de anticorpos IgG contra Erlichia canis no soro. permitindo o diagnóstico preciso da erliquiose. mas em áreas sabidamente endêmicas. que constitui um método sensível e muito específico. A trombocitopenia presente no quadro clínico não permite que se confirme o diagnóstico da doença. canis em esfregaço sanguíneo. permite um diagnóstico rápido e com sensibilidade semelhante a outras técnicas. porém atenuados. a prevenção é realizada através do controle do vetor da doença: o carrapato. canis em esfregaços de sangue do cão infectado. imunofluorescência indireta. centrale _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . recomenda-se tratar o animal com doxiciclina por um período de 1 mês. A confirmação do diagnóstico pode ser reforçada se for encontrado PROFILAXIA: A prevenção da doença tem um caráter de suma importância nos canis e no locais de grande concentração de animais. ou em decalques dos órgãos alvo. Um outro teste bastante simples e disponível. Corpúsculo de Ehrlichia em neutrófilo segmentado. Para tanto. o Ehrlichia. deverá ser tratado antes de ingressar na criação. Todo animal que entre em uma propriedade ou canil.149 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ sinais da fase aguda apático. Este teste dos é muito de útil no encontrando-se susceptibilidade secundárias. o fluxo de cães deve ser mínimo e quando ocorrer. Devido a inexistência de vacina contra esta enfermidade. a erliquiose dever ser considerada como a primeira suspeita. Caso seja positivo para hipoalbuminemia e hiperglobulinemia associado a trombocitopenia. é o teste de Immunocomb. deve ser mantido em quarentena e tratado para carrapatos. É também útil no observação de E. onde é muito difícil o encontro da E. DIAGNÓSTICO: O diagnóstico laboratorial consiste na monitoramento níveis anticorpos. Nas áreas endêmicas. A técnica de PCR (polymerase chain reaction). Pode-se ainda realizar o diagnóstico por monitoramento dos níveis de anticorpos pós tratamento. caquético a aumentada em infecções do conseqüência comprometimento imunológico. produtos acaricidas ambientais e de uso tópico são eficazes desde que seja realizado o manejo correto. e com que o torna uma peça útil para a elaboração do diagnóstico.

Corpúsculos Anaplasma nas hemácias. aglutinação e imunofluorescência indireta. -Premunição dos animais suscetíveis com sangue de animais portadores. ou através de utilização entre os animais seringas de e/ou material material portadores. HOSPEDEIRO INVERTEBRADO: Carrapato Não há hemoglobinúria. contaminado cirúrgico. como PERÍODO DE INCUBAÇÃO: Quatro semanas DIAGNÓSTICO: Presença de organismos pequenos e redondos de cor vermelha . pois as hemácias são destruídas no baço e fígado e não na corrente sanguínea. -Combater o superparasitismo pelo emprego de banhos carrapaticidas. de IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Produz uma reação febril aguda. A doença HOSPEDEIROS: Bovinos aparece clinicamente após o dia 40 após o contato com o carrapato contaminado. o organismo penetra no eritrócito. -Esterilizar os fômites.escura no interior dos eritrócitos em esfregaço sanguíneo corado com Giemsa. marginale até 70% dos eritrócitos sanguíneos em uma semana após o período de incubação. Figura 154. forma um vacúolo e divide-se por divisão binária. por meio de seringas hipodérmicas ou instrumentos cirúrgicos contaminados. No sangue. -Evitar que os animais adquiram carrapatos antes da premunição. Saem das hemácias e penetram em outras promovendo uma intensa anemia. LOCALIZAÇÃO: Organismos encontrados nos eritrócitos. Boophilus sanguineus. formando um corpúsculo de inclusão. acompanhada por grave anemia hemolítica que pode destruir _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .150 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ -A.Os eritrócitos parasitados são ingeridos pelo carrapato e transmitidos para outros bovinos. Testes de fixação de complemento. PROFILAXIA: -Tratamento dos animais para que não fiquem CICLO BIOLÓGICO: A transmissão é feita por carrapatos ou mecânica.

São divididos em: -Classe Trematoda.Vermes achatados dorso-ventralmente. **Monogenea: Helmintos ectoparasitas de peixes. . . . são monoxenos.Tubo digestivo incompleto. ou seja. .Não possui cavidade corpórea. Fazem ciclo direto.Simetria bilateral.Hermafroditas. que dificultam a respiração. . FILO PLATHELMINTOS (Platy = achatados) . com parede do corpo chamada de tegumento. mais especificamente de brânquias.NEMATHELMINTOS: vermes redondos.PLATHELMINTOS: vermes achatados. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Metazoários .ACANTOCEPHALA: Cabeça em forma de espinho. com subclasses Digenea e Monogenea**. . com parede do corpo chamada de cutícula.Não possuem esqueleto. -Classe Cestoda.151 ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO V Helmintos ____________________________________________________________________________________ HELMINTOLOGIA . mas sim parênquima. . .

. canais eferentes. um peixe ou crustáceo. poro genital e alças uterinas.Presença de glândulas vitelínicas (produzem vitelo.Possui ventosas oral. chamados que à possuem que. canal deferente e bolsa do cirro com vesícula seminal. O primeiro HI é intermediário ou não). . Quando de 1ª geração forma-se a rédia (também no hospedeiro intermediário) a qual vai originar várias cercárias. canal de laurer.aquático ou terrestre onde penetra nas partes moles. necessário para sua sobrevivência. produzem condições excretados pela boca). . .Sistema excretor com tubos pronefridiais. que podem estar no segundo hospedeiro prostáticas. .Heteroxenos podendo apresentar até três hospedeiros intermediários. glândulas máximo 24 horas). O esporocisto divide –se inúmeras vezes no hepatopâncreas do molusco originando milhares de formas infectantes. reservatório seminal.Formato semelhante a uma folha. o órgão peniano que é chamado de cirro e um poro genital. que possuem cauda saem do molusco e se fixam na vegetação passando a serem chamadas de metacercárias . . com cílios para filtração. .Sistema reprodutor masculino com testículos. vesícula excretora e células excretoras (células flama). ventral (ou acetábulo) e genital (ou gonotil) para fixação no hospedeiro e movimentação sobre o mesmo. (possuem uma proteção cística e são as formas infectantes) cercária sem a cauda. perde os cílios e passa a ser chamado de esporocisto (o miracídio já apresenta cone cefálico e vive no BIOLOGIA: .Sistema reprodutor feminino com ovário. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .152 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ PARTE I Trematóides ____________________________________________________________________________________ CLASSE TREMATODA (trematoda = furos) sempre um molusco e o segundo.Não são segmentados. glândulas associadas substâncias ambientais. que saem pelas partes moles e infectam o ambiente. * O esporocisto pode ter uma ou duas gerações. Possui músculos sobre a lâmina basal que mantém a forma do parasito. reservatório vitelínico. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Tubo digestivo sem ânus (metabólitos CICLO EVOLUTIVO GERAL DOS TREMATÓDEOS: Os ovos que saem nas fezes (em alguns casos podem sair via ciliados oral) geram indivíduos miracídios. abrem o opérculo do ovo por onde sai o miracídio e passa para o meio aquático. Ele nada até atingir o hospedeiro intermediário. oótipo. glândulas de mehlis. que geralmente é um molusco .Revestimento externo (tegumento) resistente. .Ceco termina em fundo de saco. matéria necessária para formação do ovo). Quando de 2ª geração não há fase de rédia. (embriões) Estes.

FAMÍLIA FASCIOLIDAE parasitar eqüídeos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . GÊNERO Fasciola CARACTERÍSTICAS: .Aparelho genital masculino e feminino no mesmo indivíduo.Lymnaea viatrix (região Sul) e Lymnaea columela (região Sudeste). bubalinos e ESPÉCIE Fasciola hepatica humanos).153 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ CONTROLE: -Combater os moluscos. -Tratar os animais CLASSE TREMATODA SUBCLASSE DIGENEA . LOCAL: Ductos biliares. Adultos de Fasciola hepatica. Figura 156.Só se distingue ovário e testículos pela Figura 155. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Presença ou ausência de bolsa do cirro e acetábulo terminal. . CARACTERÍSTICAS: Adultos grandes e achatados dorso- ORDEM GASTEROSTOMATA . localização. ventralmente.Acetábulo bem desenvolvido (ventosa ventral). que é uma projeção anterior do corpo onde fica a abertura da ventosa oral.Genitália ramificada. SUBORDEM DISTOMATA SUPERFAMÍLIA FASCILOIDEA . HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Molusco aquático . . .Bolsa do cirro bem desenvolvida.Necessitam de dois hospedeiros.Corpo muito grande em relação aos outros trematódeos. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos e ovinos (pode I .Boca que se abre dentro de uma ventosa oral (anterior). com espinhos no tegumento. Ovo de Fasciola hepatica. .Cone cefálico. .

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: . o molusco se afunda na lama e só quando o meio se torna favorável é que seu metabolismo volta ao normal e a rédia se torna cercária. Dirigem-se então para o talo submerso do capim da várzea onde se fixam. o exame de fezes é negativo. Se o meio for favorável ele vira logo cercária.FAMÍLIA DICROCOELIIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS . mas se não. intestinal e caem na cavidade peritonial perfurando o peritônio visceral do fígado e neste CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes do hospedeiro definitivo e as chuvas os arrastam até os riachos onde são liberados os miracídios que migram e penetram ativamente na partes moles dos moluscos.Ceco mediano retilíneo. . Cercaria de Fasciola. se alimentam de sangue e após oito semanas da infecção já eliminam ovos.154 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ .As formas jovens migram no parênquima hepático destruindo-o. como no caso de uma estiagem prolongada. pois ainda não há eliminação de ovos. .Provoca perdas na produção animal e mortes muitas vezes pela migração das formas jovens. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .3 a 4 meses transformam em rédia I. que migram para a região pré-cordial e se IMPORTÂNCIA PÚBLICA: . saindo pelas partes moles do molusco e caindo na água. É a fase aguda da doença.Posição anterior do ovário e testículo em relação ao útero. sendo que por isso. PPP . e assim são ingeridas pelos hospedeiros definitivos ao pastorear. formando então os esporocistos.Glândulas vitelínicas medianas ao corpo do parasito. II . .Ovos com 150 µm amarelados pela bile. .Os adultos provocam espoliação nos ductos biliares e na forma crônica da doença pode haver calcificação dos ductos biliares. No tubo digestivo desses animais as metacercárias perdem as carapaças de proteção e passam a ser formas jovens que penetram na mucosa humanos (zoonose).Observar a proveniência das verduras e outros alimentos porque é passível de parasitar EM HIGIENE E SAÚDE local migram até quatro meses. perdem a cauda e passam a metacercária que possui uma substância cimentante que evita a desidratação e aí sobrevive por anos. Quando há estiagem. a lâmina dos rios desce e elas ficam expostas. GÊNERO Eurytrema ESPÉCIE Eurytrema pancreaticum Figura 157. Essas são semelhantes aos adultos e já apresentam cauda. depois vão aos ductos biliares onde ficam adultos.

Apesar da destruição dos ductos pancreáticos é questionada a sua ação tendo em vista que o animal não exterioriza a doença. onde se tornam adultos. que é ingerido acidentalmente pelo hospedeiro definitivo ao pastorear e as metacercárias passam do intestino e vão se localizar nos ductos pancreáticos. . . terrestres: Bradybaena similaris IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Cecos Testículos Ovários Útero LOCAL: Ductos pancreáticos. Eurytrema pancreaticum adultos. SUBORDEM AMPHISTOMATA SUPERFAMÍLIA PARAMPHISTOMATOIDEA CARACTERÍSTICAS .Esôfago curto. digestiva.Corpo grande.Testículos bem separados e na mesma zona (mesmo plano horizontal).155 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. Figura 158. CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes do hospedeiro definitivo e os moluscos ingerem esses ovos que liberam o miracídio no seu intestino. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: 1-Moluscos (caracol). Formam-se então as cercárias (que saem do molusco com um muco) e essas se aderem ao talo do capim. . .Ovário posterior aos testículos. Na cavidade celomática forma-se esporocisto I e na .Cecos que não vão ao terço mediano do corpo.Não são achatados e têm formato de pêra. que é ingerido pelo gafanhoto. Adulto de Eurytrema sp.Acetábulo mediano. As cercárias atravessam o tubo digestivo e passam a metacercárias na cavidade celomática do gafanhoto. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . esporocisto II.Acetábulo terminal ou subterminal. FAMÍLIA PARAMPHISTOMATIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . 2-Gafanhoto: Conocephalus sp. Figura 159.Ventosa oral grande. .

no GÊNERO Schistosoma ESPÉCIE Schistosoma mansoni Schisto. Após.corpo hepatopâncreas deste.156 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ . Paramphistomum mostrando A – acetábulo ou ventosa ventral e O .fenda / soma.Testículos na mesma zona. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Não apresenta ventosa genital. delgado e rúmem. vegetação para se encistarem (quando em forma de cisto são chamadas metacercárias). . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Figura 160. intestino delgado que no rúmem. . SUBORDEM STREGEATA SUPERFAMÍLIA SCHISTOSOMATOIDEA FAMÍLIA SCHISTOSOMATIDAE CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes e liberam no meio ambiente o miracídio que vai à água penetrar no hospedeiro intermediário (molusco). passa a esporocisto I. Os parasitos produzem diarréias fétidas e escuras e o animal fica muito debilitado.Ventosa oral. surgem as rédias que originam cercárias e essas saem pelas partes moles do hospedeiro intermediário e na água procuram uma _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem. \A O Figura 161. Adultos de Paramphistomum LOCAL: Rúmem.GÊNERO Paramphistomum ESPÉCIE Paramphistomum cervi pastorear e a membrana cística da metacercária se rompe liberando formas jovens do trematoda que se fixam na porção inicial do intestino HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos.Porte médio à grande. O hospedeiro definitivo ingere as metacercárias ao 1 . São mais patogênicos no HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Molusco aquático: Lymnaidae e Planorbidae.

157 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Molusco ambiente aquático migram ativamente até aquático Biomphalaria e Planorbis. Esse também pode se infectar LOCAL: Veias mesentéricas e hepáticas. saem do hospedeiro intermediário e no Figura 164. Estas apresentam uma cauda bífida. ginecóforo do macho. Quando isso ocorre no ambiente aquático. . Macho (maior) e fêmea de Schistosoma sp.Possui dimorfismo sexual.Macho mais grosso. Algumas espécies ocorrem em roedores e bovinos e suspeita-se que eles atuem como hospedeiros alternativos mantendo parasitos. com ventosas oral e ventral (em torno de 1 cm de comprimento). A furcocercária no tubo digestivo perde a cauda. o miracídio penetra ativamente no hospedeiro intermediário (molusco) indo ao hepatopâncreas para formar esporocisto de 1ª geração e depois de 2ª geração e ainda cercárias IMPORTÂNCIA PÚBLICA: É importante o tratamento de fontes de água EM HIGIENE e SAÚDE (furcocercárias). 100X _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . penetrarem na pele íntegra do hospedeiro definitivo. Molusco Biomphalaria sp. Ovo de Schistosoma sp. bebendo água contaminada. Figura 163. Os ovos possuem um espinho e uma substância irritante da mucosa e por isso ele consegue chegar ao tubo digestivo e assim sair nas fezes. CICLO BIOLÓGICO Após a cópula a fêmea migra para ramos menores das mesentéricas e lá fazem a postura. . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Figura 162. passa a adulto- CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .5 a 3 meses.Fêmea filariforme fica dentro do canal jovem que se diferencia em macho e fêmea e pela circulação vai às veias mesentéricas e intra-hepáticas. PERÍODO PRÉ-PATENTE: 2.

158 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ natural. pois a água é o meio de infecção tanto para hospedeiro definitivo como para hospedeiro intermediário. sede anemia. anorexia. não deixando que os bovinos fiquem expostos a extensões de água contaminada nessas ocasiões. Furcocercária de Schistosoma sp. PROFILAXIA: Identificar os meses de população máxima de caramujos pela temperatura. os sintomas são: diarréia sanguinolenta e com muco. No homem. Figura 165. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

Obrigatoriamente parasitos de animais. . Cápsula ovígera contendo ovos com embrião no seu interior. . .Hermafroditas. Colo Estróbilo Figura 166. o aparelho genital pode ser simples ou duplo e ainda pode haver três testículos ou mais no mesmo proglote. O aparelho Escólex genital é constituído de ovários FORMAS DE PROGLOTES: 1-Jovem: Não se vê estruturas de reprodução.Com rostelo e ventosas sem ganchos. Divisão do corpo de um cestóide.Tamanho de corpo varia com o gênero de cestóide (de mm a metros). CARACTERÍSTICAS GERAIS: . . . . intermediário para completar o ciclo biológico. .Globoso.Têm corpo segmentado dividido em escólex (para fixação).Afilado. .Apresentam formato de fita. testículos espalhados na proglote. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .159 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ PARTE II Cestóides ____________________________________________________________________________________ CLASSE CESTODA perfusão). colo e estróbilo (corpo que é dividido em proglotes). canal deferente e o átrio genital.As formas adultas localizam-se no trato digestivo. FORMAS DE ESCÓLEX: .Necessitam pelo menos um hospedeiro 2-Maduro: Podem ser mais largos do que longos ou o contrário.Sistema digestivo ausente (alimenta-se por lobulados com um útero em forma de saco entre eles e glândulas vitelínicas abaixo. bolsa do cirro.Com rostelo e ventosas com ganchos.Triangular. . Figura 167. . .

cardíaca e esquelética Musc. No seu envoltório há uma membrana composta de proteínas. Nesse tipo larvar o hospedeiro intermediário é vertebrado. ESPÉCIE T. SUBCLASSE EUCESTODA ORDEM CYCLOPHILIDEA CARACTERÍSTICAS -Quatro ventosas no escólex. 1. larvar hospedeiro intermediário é invertebrado. saginata T. 3-COENURUS: Vesícula que apresenta no seu interior vários escólex invaginantes. abdominal Tec. podem ter útero transversal com saculações horizontais ou útero horizontal com saculações transversais e ainda podem apresentar cápsulas ovígeras com ovos no seu interior contendo um embrião hexacantor.160 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ 3-Grávido: podem ser mais largos do que longos ou o contrário.5 cm Figura 168. hydatigena HOSPEDEIRO DEFINITIVO Homem Homem Cão HI Suíno Bovino Ruminante. ou seja. multiceps Felinos Cão Cão Carnívoros Roedores Coelho Coelho Herbívoros Estrobilocercus Cysticercus fasciolaris Coenurus Cysticercus Coenurus Coenurus serialis Cysticercus pisiformis Coenurus cerebralis Fígado e cavid. Nesse tipo larvar o hospedeiro intermediário é vertebrado. intermediário é vertebrado. serialis T. Nesse caso o hospedeiro 2-ESTROBILOCERCUS: Vesícula semitranslúcida que apresenta um escólex evaginado. Nesse tipo larvar o hospedeiro intermediário é vertebrado. 5-CISTO HIDÁTICO: Vesícula maior que o Cysticercus que apresenta no seu interior vesículas filhas com escólex ou escólex soltos e a esse conjunto se dá o nome de areia hidática. um pescoço longo e pseudo-segmentado. solium T. um epitélio germinativo e uma camada de reação do hospedeiro à presença da forma larvar. taeniformis T. que está invaginado e que pode apresentar rostelo com ganchos ou não. Suíno. pisiformis T. Vesícula Nesse rígida tipo com o -Fazem apólice (proglotes se desprendem e saem nas fezes). Cysticercus TIPOS LARVARES: 1-CYSTICERCUS: vesícula semitranslúcida que apresenta no seu interior um escólex.conjuntivo e serosas Serosas.Tamanho: 1 a 2 cm. 4-CYSTICERCÓIDE: escólex invaginado. cardíaca e esquelética Serosas T. Forma larval cysticercus no tecido. cavidade peritonial cérebro _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . TIPO LARVAR Cysticercus Cysticercus Cysticercus NOME DA LARVA Cysticercus celullosae Cysticercus bovis Cysticercus tenuicollis LOCALIZAÇÃO Musc.

se contamina ingerindo os ovos em alimentos contaminados e pela ação da bile libera o embrião hexacantor de dentro do ovo que vai pela corrente sanguínea até a musculatura esquelética ou cardíaca. HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Suínos. solium CICLO BIOLÓGICO GERAL: No intestino delgado do hospedeiro definitivo ocorre a fecundação das proglotes maduras gerando proglotes grávidas que se destacam e HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem. onde ocorre o desenvolvimento da forma larvar (cysticercus). aves.Útero com até 14 ramificações. -Proglotes maduras mais largas do que altas. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Ciclo biológico da T. -Proglotes grávidas mais altas do que largas. -Aparelho genital simples. saginata parasita do intestino delgado de humanos. No tubo digestivo do hospedeiro definitivo ocorre a evaginação do escólex e se fixa a mucosa do intestino delgado. O hospedeiro definitivo se contamina ingerindo carne crua ou mal cozida (ou vísceras) do hospedeiro intermediário. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 169 . muitos deles grávidos. No meio ambiente ocorre a degradação das proglotes e liberação dos ovos que são dispersos pelo vento. -Testículos ocupando todo o parênquima interno * As formas adultas estão sempre no hospedeiro definitivo e as formas larvares sempre no hospedeiro intermediário. saginata. chuvas.ESPÉCIE T. -Todas as espécies apresentam rostelo com ganchos exceto T.161 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ SUPERFAMÍLIA TAINOIDEA FAMÍLIA TAENIIDAE saem nas fezes para o meio ambiente. O hospedeiro intermediário GÊNERO Taenia CARACTERÍSTICAS GERAIS: -Número de proglotes variável. solium e T. 1 .

Mede em torno de 8 metros e possui mais de 1000 proglotes. . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro inaparentes.Cabeça com rostelo de ganchos. Nos suínos infectados com cisticercos os sinais clínicos são CONTROLE: -Congelamento da carne a – 5 Co por 4 dias. . .ESPÉCIE T. -Cozimento da carne.Útero com 15 a 35 ramificações. T. 3 . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: O homem pode se tornar o próprio hospedeiro intermediário se ingerir acidentalmente os ovos.162 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ Ventosa Coroa de ganchos Figura 170. HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Bovinos. saginata um parasita do intestino delgado de humanos. . HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Ruminantes e 2 .HIGIENE E SAÚDE PÚBLICA: A defecação de seres humanos fora do vaso sanitário leva a disseminação dos ovos.Cabeça sem rostelo de ganchos. cérebro e tecido subcutâneo podendo levar a alterações patológicas como cegueira. -Sistema eficiente de esgotos. suínos. Cysticercus removido do tecido e corado. encaminhar para os olhos. .Adulto mede em torno de 3 metros de comprimento com 800 a 1000 proglotes. transtornos neurológicos. hydatigena HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão. ou seja. . Figura 171.ESPÉCIE T. IMP. A forma larvar. nódulos no olho. têm importância econômica grande já que é significativo em certas regiões do Brasil. saginata HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem. Observar a coroa de ganchos e ventosas. pela circulação vai se IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A presença da forma larvar na musculatura do animal leva a liberação parcial da carcaça ou até seu descarte total.

VET: A forma larvar determina achados clínicos e patológicos no fígado de roedores. E conforme vai desenvolvendo-se vão aparecendo os sintomas clínicos no ovino como andar em IMP. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Ruminantes. Cysticercus tenuicollis. vulgarmente conhecido como “bolha d'água”. hydatigena. HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Roedores. O ovino ingere com a IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Nos hospedeiros intermediários leva ao descarte de vísceras com as formas infectantes. Figura 172. paraplegias. um grande cisto (5 cm) cheio de líquido que apresenta vários escólex na sua parede. GÊNERO Echinococcus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão e canídeos selvagens. ESPÉCIE Echinococcus granulosus IMP. é 4 . principalmente ovinos. MED. O verme adulto de quase 100 cm é encontrado no cão onde coloca seus ovos que vão ao meio ambiente com as fezes. Este.MED. pastagem os ovos contendo a oncosfera que é liberada e transportada pelo sangue ao cérebro ou medula espinhal onde desenvolve o estágio larval chamado de Coenurus cerebralis. OBS: A forma larval é o Cysticercus tenuicollis. PPP: 8 meses 5.ESPÉCIE Taenia multiceps círculos. forma larval da T. Ovos de Taeniidae. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão. taeniformis HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Felinos.ESPÉCIE T. VET: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . alterações na postura.163 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ Figura 173. defeitos visuais.

As larvas originam adultos no tubo digestivo do cão. distúrbios no fígado (cirrose). Forma adulta no intestino de cães (permanece por 5 a 6 meses). FORMA LARVAR: Cisto hidático. -Apresenta no máximo cinco proglotes. cérebro e pulmão. infecta-se ingerindo os ovos nas pastagens ou em alimentos contaminados que dão origem às LOCAL: Forma larvar no cérebro. Cisto hidático em fígado de ruminante. os ovos se disseminam e o hospedeiro intermediário ungulados e homem. As proglotes Figura 174. pois Figura 175. larvas hexacantor que pelo sistema porta vão ao fígado ou pela circulação vão ao pulmão e cérebro. Figura 176. Adulto de Echinococcus granulosus 100X. E se o cisto hidático se romper no hospedeiro CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DA intermediário esse pode morrer de choque. fígado e pulmão.164 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ FORMA ADULTA: -Escólex e rostelo com ganchos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -É quase invisível a olho nu pelo seu pequeno tamanho (5 mm). IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: VIABILIDADE DOS OVOS: 21 dias A forma larvar no hospedeiro intermediário pode levar a obstrução de canais respiratórios. Observar a parede do cisto com várias vesículas filhas. Areia hidática retirada do interior do cisto hidático. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Animais grávidas cheias de ovos se destacam e vão ao meio ambiente com as fezes. Neste. CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo infecta-se ao ingerir vísceras do hospedeiro intermediário contendo o cisto hidático (forma larval).

CICLO BIOLÓGICO: As proglotes grávidas vão ao meio ambiente com as fezes e o molusco ingere os ovos. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Moluscos MORFOLÓGICAS DA ESPÉCIE Railletina tetragona Railletina cisticillus Railletina echinobothrida terrestres. -Cápsulas ovígeras com um ovo no seu interior. No corpo desse molusco ocorre o desenvolvimento _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 178. da forma larvar e o hospedeiro definitivo se infecta ingerindo o hospedeiro intermediário. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: HOSPEDEIRO terrestres. -Ventosas com ganchos no escólex.165 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ foram liberados vesículas filhas e escólex. Figura 177. GÊNERO Raillietina CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: -Corpo com poucas proglotes. Ovo de Raillietina . nas aves levando a queda de produção (ganho de peso) gerando sérios prejuízos econômicos. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Galináceos. INTERMEDIÁRIO: Moluscos É um parasito bastante patogênico e as infecções podem levar a quadros de inflamação intestinal LOCAL: Forma adulta no duodeno. -Aparelho genital simples. formigas e moscas. GÊNERO Davainea ESPÉCIE Davainea proglotina HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Galináceos. FORMA LARVAR: Cisticercóide. Adulto de Davainea proglotina. -Poro genital alterna o lado nas proglotes. onde acabam o desenvolvimento do seu ciclo biológico. No FAMÍLIA DAVAINEIDAE tubo digestivo do hospedeiro definitivo as formas larvares se fixam no intestino delgado e desenvolvem-se até adultos. FORMA LARVAR: Cisticercóide. LOCAL: Forma adulta no duodeno.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Pulgas HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão. -Não se vê genitália. canis) e piolho (Trichodectes canis). No corpo desse molusco ocorre o desenvolvimento da forma larvar e o hospedeiro definitivo se infecta ingerindo o hospedeiro intermediário. SUBFAMÍLIA DILEPIDINAE GÊNERO Dipylidium CICLO BIOLÓGICO: As proglotes grávidas vão ao meio ambiente com as fezes e o molusco ingere os ovos. -Presença de ventosas sem ganchos.Proglotes em formato de trapézio.166 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: MORFOLÓGICAS DA -Corpo com muitas proglotes. -Pode ou não apresentar rostelo. CICLO BIOLÓGICO: O cão infecta-se ao se coçar e lamber. ESPÉCIE Dipylidium caninum (Ctenocephalides felis e C. . menor ganho de peso e FORMA LARVAR: Cisticercóide. No tubo digestivo do hospedeiro definitivo as formas larvares se fixam no intestino delgado e desenvolvem-se até adultos. MORFOLÓGICAS DA conseqüentemente perdas econômicas. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As infecções podem levar a menor produtividade do plantel. -Proglotes grávidas com cápsulas ovígeras contendo ovos. CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: -Aparelho genital duplo. Cápsula ovigera de Dipilydium contendo ovos _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Proglotes com laterais dilatadas. quando acidentalmente ingere a pulga contendo Figura 179. FAMÍLIA DILEPIDIDAE -Presença de rostelo retrátil com ganchos. LOCAL: Forma adulta no duodeno. Adulto de Dipylidium caninum Figura 180. -Cápsulas ovígeras contendo de 6 a 18 ovos.

queda no desenvolvimento das aves e da produção. -Útero no plano horizontal com saculações LOCAL: Forma adulta no duodeno. GÊNERO Amoebotaenia ESPÉCIE Amoebotaenia sphenoides FAMÍLIA ANOPLOCEPHALIDAE (Anoplo.167 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ cisticercóide delgado digerido no seu interior. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Minhoca. as proglotes grávidas que saem nas fezes. IMP. -Proglotes mais largas do que altas. Em casos de altas infecções pode ocorrer IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A importância é nas criações extensivas onde as aves ficam em contato direto com o chão e conseqüentemente com minhocas. Em infecções elevadíssimas leva a alterações como gastrenterite. No ambiente o hospedeiro intermediário ingere os ovos que originam a Figura 181. -Aparelho genital simples. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .VET: Há uma incidência grande em criações de cães.cabeça) HOSPEDEIRO domésticos. diarréia e cólica. No intestino é FORMA LARVAR: Cisticercóide. DEFINITIVO: Galináceos CARACTERÍSTICAS -Escólex globoso com ventosas bem visíveis e sem ganchos.MED. As proglotes ativas saem pelo ânus causando um prurido muito grande o que leva muitas vezes o cão a arrastar o traseiro no chão. desenvolvem as proglotes e mais tarde as proglotes grávidas saem nas fezes. O hospedeiro intermediário se infecta ingerindo as cápsulas ovígeras com os ovos ou com os ovos e na cavidade celomática a larva se desenvolve. inflamação intestinal. -Rostelo com ganchos e ventosas sem ganchos. Ciclo de Dipylidium caninum forma larvar. No tubo digestivo do hospedeiro definitivo ela se fixa no intestino delgado e desenvolve-se eliminando mais tarde. -Sem rostelo. MORFOLÓGICAS DA cisticercóide. -Cápsulas ovígeras contendo ovos. esse e há o hospedeiro liberação escólex intermediário da se forma larvar se CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: -Corpo com poucas proglotes (máximo 13). verticais. CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir o hospedeiro intermediário que contém a forma larvar. evagina.desarmado/ cephalidae.

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Cestóides ______________________________________________________________________________________________

ESPËCIE Anoplocephala magna SUBFAMÍLIA ANOPLOCEPHALINAE

GÊNERO Anoplocephala
ESPËCIE Anoplocephala perfoliata

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos (ácaros cryptostigmata).

HOSPEDEIRO

INTERMEDIÁRIO:

Ácaros

LOCAL: forma adulta no intestino delgado e grosso.

oribatídeos = ácaros cryptostigmata).

LOCAL: Forma adulta no intestino delgado e grosso.

FORMA LARVAR: cisticercóide.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Estróbilo se destaca. -Corpo maior. -Não apresenta projeções digitiformes. -Ventosas que “olham” para cima. -Não se vê estruturas internas. -Proglotes empilhadas.

Projeções digitiformes

Figura 182. Porção anterior de A. perfoliata

FORMA LARVAR: Cisticercóide. Figura 183. Anoplocephala magna.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Estróbilo não se destaca. -Ventosas olham para as laterais. -Proglotes empilhadas. -Não se vêem estruturas internas. -2 pares de projeções digitiformes.

GÊNERO Paranoplocephala
ESPËCIE Paranoplocephala mamillana

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.

GÊNERO Anoplocephala
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C A

B

Figura 184. Ciclo biológico de Anoplocephalidae de eqüinos.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos (ácaros cryptostigmata).

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Fendas nas ventosas. -Ovário de um lado e testículos do outro.

LOCAL: forma adulta no intestino delgado ou região pilórica do estômago.

-Tamanho do corpo menor que Anoplocephala.

CICLO BIOLÓGICO GERAL: FORMA LARVAR: cisticercóide. As proglotes grávidas se destacam e vão ao solo com as fezes (A) os ovos liberados são ingeridos por ácaros (B), no interior do ácaro se forma o cisticercóide. O ácaro é ingerido pelo eqüino há liberação do cisticercóide que fixa-se no intestino delgado tornando-se adulto (C). Um a dois meses após a ingestão de ácaros infectados com a forma larvar, os vermes adultos são encontrados no intestino dos eqüinos.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Figura 185. Ovo de Em infecções altas pode causar inflamação no

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ponto de fixação do parasito (intestino delgado e grosso) causando obstrução intestinal e

FORMA LARVAR: cisticercóide.

raramente perfuração intestinal. Isso ocorre com mais intensidade em Anoplocephala perfoliata e quase não ocorre em Paranoplocephala

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Glândulas interproglotidianas espalhadas nas bordas das proglotes.

mamillana. ESPÉCIE Moniezia benedeni FAMÍLIA ANOPLOCEPHALIDAE HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.

GÊNERO Moniezia
HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Escólex com ventosas bem visíveis. -Pescoço fino e longo. -Aparelho genital duplo. -Atinge 4,5 a 6 metros. FORMA LARVAR: Cisticercóide. LOCAL: Forma adulta no intestino delgado. (ácaros cryptostigmata).

ESPÉCIE Moniezia expansa HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Glândulas interproglotidianas comprimidas no terço mediano das bordas das proglotes.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos (ácaros cryptostigmata). CICLO EVOLUTIVO GERAL: As proglotes grávidas ou ovos são eliminados LOCAL: Forma adulta no intestino delgado. nas fezes e no pasto são ingeridos por ácaros e nesses se desenvolvem as formas larvares. O hospedeiro definitivo se contamina ingerindo

Escólex

Figura 186. Moniezia, anoplocephalidae de ruminantes.

Figura 187. Ovos de Moniezia.

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Figura 188. Ciclo biológico de Anoplocephalidae de ruminantes.

acidentalmente os ácaros nas pastagens. As formas adultas se fixam no intestino delgado onde ocorre maturação e fecundação das proglotes.

LOCAL:

Forma

adulta

no

ducto

biliar

e

pancreático.

FORMA LARVAR: Cisticercóide.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Embora sejam pouco patogênicos, em grandes infecções de cordeiros jovens pode levar a redução do peso corporal reduzindo assim a qualidade da lã.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Franjas na borda posterior de cada proglote. -Aparelho genital duplo.

SUBFAMÍLIA THYSANOSOMINAE

GÊNERO Thysanosoma
ESPÉCIE Thysanosoma actinioides

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Ácaros.

Figura 189. Proglotes franjados de Thysanosoma

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CICLO BIOLÓGICO: As proglotes grávidas são eliminadas nas fezes onde ocorre a liberação dos ovos. No pasto são ingeridos por ácaros e nesses se desenvolvem as formas larvares (cisticercóides). O

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA: A infecção leva a obstrução do ducto biliar levando a icterícia e até colangite.

hospedeiro definitivo contamina-se ingerindo acidentalmente os ácaros nas pastagens. As formas larvares vão via corrente sanguínea ao ducto biliar e pancreático, onde ocorre o desenvolvimento, maturação e fecundação das proglotes.

Figura 190. Thysanosoma actinioides adulto.

Figura 191. Ovos de Thysanosoma sp. Fora da cápsula ovígera.

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 173 CLASSE NEMATODA FILO NEMATHELMINTHES ORDEM STRONGYLIDA FAMILIA STRONGYLIDAE Strongylus ORDEM OXYURIDA FAMÍLIA OXYURIDAE Oxyuris Passalurus Syphacia ORDEM ASCARIDIDA FAMÍLIA ASCARIDIIDAE Ascaridia ORDEM SPIRURIDA ORDEM ENOPLIDA ORDEM RHABDITIDA FAMILIA STRONGYLOIDIDAE Strongyloides FAMÍLIA PHYSALOPTERIDAE Physaloptera FAMÍLIA DIOCTOPHYMATIDAE Dioctophyma FAMILIA SYNGAMIDAE Stephanurus Syngamus FAMÍLIA ANCYLOSTOMATIDAE Ancylostoma Bunostomum FAMÍLIA CHABERTIDAE Chabertia Oesophagostomum FAMILIA TRICHOSTRONGYLIDAE Cooperia Ostertagia Teladorsagia Trichostrongylus Haemonchus FAMILIA DICTYOCAULIDAE Dictyocaulus Nematodirus FAMILIA ANGIOSTRONGYLIDAE Aelurostrongylus Angiostrongylus FAMILIA METASTRONGYLIDAE Metastrongylus FAMÍLIA HETERAKIDAE Heterakis FAMÍLIA THELAZIIDAE Thelazia Oxyspirura FAMÍLIA SPIROCERCIDAE Ascarops Physocephalus Spirocerca FAMÍLIA TRICHURIDAE Capillaria Trichuris FAMÍLIA ASCARIDIDAE Ascaris Parascaris Toxascaris Toxocara FAMÍLIA ACUARIIDAE Cheilospirura Dispharynx FAMÍLIA HABRONEMATIDAE Habronema FAMÍLIA SUBULURIDAE Subulura FAMÍLIA ONCHOCERCIDAE Dirofilaria Dipetalonema Onchocerca Setaria FAMILIA PROTOSTRONGYLIDAE Muellerius _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

um TIPOS DE ESÔFAGO -Simples ou filariforme. cervicais ou lisos segmentados entre as caudais).Opistodelfas: útero voltado para a parte posterior do corpo. . sendo que os ovários ficam um para cada lado do corpo.Dupla camada de membranas. VESTÍBULOS ORAIS E LÁBIOS . -Rabditiforme (com istmo e bulbo). -Com abertura anal no final do corpo. . espinhos ou asas (essas podem ser cefálicas.Dimorfismo sexual (embora existam fêmeas partenogenéticas). . bilabiada ou com interlábios. 2.Simetria bilateral. . com coroa franjada ou ainda com espinhos ou dentes (para hematófagos). uma vagina e uma vulva. .Boca simples. Alguns exemplos de esôfago de nematóides. 3. faringe. útero.Prodelfas: útero voltado para a parte anterior do corpo. .Músculos membranas. . SISTEMA GENITAL FEMININO: É composto por dois ovários.Vermes de corpo cilíndrico. -Com abertura anal no meio do corpo. dois ovidutos.Pode apresentar cristas.Sistema digestivo completo (boca.Anfidelfas: útero dividido. -Com divertículo. TIPOS DE BOCAS. vestíbulo oral. com lamelas ou com dentes. Quanto ao tipo de útero podem ser: 1. TIPOS DE INTESTINO _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 192. . lábios. intestino e ânus ou abertura anal). -Oxiuriforme (com bulbo posterior). esôfago.Vestíbulo oral simples. .174 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ PARTE III Nematóides ____________________________________________________________________________________ FILO NEMATHELMINTOS CLASSE NEMATODA CARACTERÍSTICAS . -Com bulbo anterior.Trilabiada. -Com dois bulbos.

1 2 3 4 Figura 195. A casca apresenta três camadas: 1.175 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 4. 2. FORMA INFECTANTE PARA O HOSPEDEIRO A maioria dos nematóides infecta por L3. Estrutura de uma fêmea de nematóide. Tronco lateral: três troncos para trás. Larvado. dois canais deferentes. Membrana lipoídica _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Estrutura de um macho de nematóide. Operculado. (que são estruturas quitinizadas para condução do sêmen à abertura genital e que podem ser simples. 2. Essa é dividida em troncos (para abraçar a fêmea): 1. um SISTEMA GENITAL MASCULINO: É composto por dois testículos. TIPOS DE OVOS 1. 4. Tipos de ovos de nematóide. É a parte mais interna. dois espículos gubernáculo (que orienta os espículos durante a cópula) e 1 bolsa copuladora com raios bursais. Tronco ventral: dois troncos para cima. Bioperculado. Figura 194.Mesodelfas: útero faz uma volta. com ganchos ou ornamentados). 2. Membrana de fertilização: responsável pela secreção da casca. 3. 3. Figura 193. Simples. Tronco dorsal: três troncos para trás. um canal ejaculador. onde os ovários quase se tocam.

-Aparecem ovos por todo o corpo da fêmea. S. -Tamanho muito pequeno (♀ parasitas menores O desenvolvimento de L3 a adulto pode ser de várias formas: Alguns ficam no tubo digestivo e ali se desenvolvem. Membrana protéica: só aparece em alguns helmintos e esses ficam mais resistentes à condições ambientais ( ex: Ascarídeos). -Fêmeas partenogenéticas. LOCAL: Intestino delgado CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: OBS: A resistência da larva é devido a sua cutícula. westeri: Eqüinos. -Ingestão do HI. ocupando um terço do tamanho do corpo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Em cada muda ela perde a cutícula e ganha outra. papillosus: Bovinos.forma HOSPEDEIRO DEFINITIVO: S.176 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 3. que 1 cm).Ovíparas: Postura de ovos no 1° estágio (sem segmentação). e outros vão a circulação indo se desenvolver nos órgãos.Vivíparas: fêmeas fazem postura de larvas. GÊNERO Strongyloides ESPÉCIE – Strongyloides sp. S. urina e expectoração brônquica. ORDEM RHABDITIDA SUPERFAMÍLIA RHABDITOIDEA FAMÍLIA STRONGYLOIDIDAE Figura 196. -Ingestão de ovos. pois aí a L3 retém a cutícula da L2 ficando com duas e se tornando assim mais resistente às condições do meio ambiente. -Larvas com esôfago filariforme. -Ovário e útero anfidelfos (alças p/ lados diferentes) e no 2° quarto do corpo. a não ser na passagem de L2 para L3. cão e gato. 2. -Infecção cutânea (penetração). Ovo larvado de Strongyloides. -Ovo larvado com 50 a 60 micras.Ovovivíparas: Postura de ovos com embrião ou larva formada (na hora da postura). OBS: os ovos podem ser encontrados em fezes. Strongy. -Ingestão de larvas. alguns se desenvolvem fixados à mucosa. FORMAS DE INFECÇÃO -Picada de mosquito. 3. TIPOS DE FÊMEAS 1.redondo/ oides. stercoralis: Homem. com boca trilabiada. sem cápsula bucal e com esôfago claviforme. ransomi: Suínos. S.

Machos são haplóides e fêmeas de vida livre são diplóides e produzem indivíduos triplóides. inflamação local e dermatite localizada (que pode ser purulenta). A passagem pelo pulmão pode causar processos inflamatórios (pneumonia) e as formas adultas que estão nas vilosidades intestinais promovem a erosão destas CICLO BIOLÓGICO: 1 . coração. OBS: Só as fêmeas partenogenéticas são parasitas.VET: Atingem Figura 197. PPP. L4 e L5 que amadurecem.25 dias.15 à 25 dias IMP. L2. Essas são triplóides e possuem esôfago filariforme. Pode gerar também aumento do peristaltismo intestinal provocando diarréia. Esses possuem esôfago rabditiforme (ocupa ¼ do corpo). tudo depende do número de larvas e do local de penetração. traquéia. Em casos graves leva a morte do animal.15. desidratação o que acarreta diminuição do desenvolvimento dos animais jovens.Heterogômico ou indireto: Em condições ambientais ideais a L1 segue o caminho que dará origem a L3 (forma infectante) ou origina formas não infectantes.177 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ através da ingestão de alimentos contaminados aonde a L3 chega ao tubo digestivo e no intestino rompe a parede. podendo afetar fêmeas em lactação. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Também pode haver contaminação placentária. Ciclo biológico de Strongyloides sp. Outra forma de infecção é provocando infecção e levando a enterite catarral. L1. exclusivamente animais jovens (primeiros meses de idade). passa para a circulação e repete o ciclo. A penetração das larvas na pele causa irritação. Período pré-patente. L3. que apresenta muito catarro e muco. 2 . laringe. ou seja. pulmão e nos bronquíolos a L3 passa a L4 e vai aos brônquios.MED. má absorção alimentar. onde são deglutidas caem no tubo digestivo e passam a L5 (larvas jovens) desenvolvendo-se as fêmeas partenogenéticas.Homogômico ou direto: Em condições ambientais favoráveis a L1 vai a L2 e L3 dentro ou fora do ovo. vão a adultos de vida livre e copulam gerando formas parasitárias (fêmeas partenogenéticas). O hospedeiro definitivo se contamina através da penetração das larvas L3 na pele e essas ganham as arteríolas.

2 cm).Ovo com L3 é ingerido. B.Fêmea migra até o ânus onde deposita ovos na região perianal com uma substância cimentante. -Cauda terminando em forma de chicote. westeri. E D B.178 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ OBS: Utiliza-se para diagnóstico a técnica MACMASTER no caso de S. stercoralis utiliza-se a técnica de BAERMAN que procura larvas.C A Figura 200. com istmo longo. GÊNERO Oxyuris ESPÉCIE . ransomi e S. ORDEM OXYURIDA SUPERFAMÍLIA OXYUROIDEA FAMÍLIA OXYURIDAE -Boca trilabiada.4 a 15 cm. E . papillosus. CICLO BIOLÓGICO: A . S. -Macho com um espículo e asa caudal. -Esôfago oxyuriforme ou rabditiforme. Figura 198. -Ovos operculados. Figura 199. ovais e amarelados. PPP = Quatro a cinco meses. Ovo de Oxyuris equi _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . pois os ovos são postos num estágio mais avançado.9 a 1. Adulto de Oxyuris.Oxyuris equi .0. LOCAL: Intestino grosso CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ . Já para diagnosticar S. -Fêmeas com muitos ovos por toda a extensão do corpo. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. -Esôfago oxyuriforme. ♂ . Ciclo biológico de Oxyuris equi.C – Larva liberada no intestino. D – passa a L4 e L5 (adultos).

Adultos de Heterakis gallinarum _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . a L3 é liberada e vai ao ceco. as fêmeas fazem a postura de ovos (com uma célula e casca espessa) e esses saem com as fezes SUPERFAMÍLIA ASCARIDOIDEA FAMÍLIA HETERAKIDAE para o meio ambiente. mantém larvas L3 em seus tecidos. Também apresenta papilas pré-cloacais. -Tamanho pequeno – 4 a 15 mm. -Esôfago bulbiforme. No tubo digestivo da ave. -Boca trilabiada. Figura 201. CICLO BIOLÓGICO: Ciclo direto. cloacais e pós-cloacais. Ocorre o desenvolvimento de L1 dentro do ovo (passa a L2 e L3) e o HD se infecta ingerindo os ovos com a forma infectante (L3). CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As formas jovens são mais patogênicas. principalmente as L3 que penetram na mucosa levando à inflamações intestinais (enterite) seguidas de diarréia. Ovo de Heterakis sp. cloacais e póscloacais. que também pode ingerir minhocas que GÊNERO Heterakis ESPÉCIE . ORDEM ASCARIDIDA -Apresentam papilas pré-cloacais. Uma parte das larvas H. sem migração. uma ventosa pré-cloacal e asa caudal na extremidade posterior. penetra profundamente na mucosa cecal e outra fica nas criptas do epitélio cecal fazendo as mudas para L4 e L5 e depois passando a adultos. tamanhos diferentes.Heterakis gallinarum HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Aves. Figura 202.179 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ Obs: Larvas podem eclodir e voltar ao intestino grosso – retroinfecção. se machucando e podendo perder pelo. No ceco. PARATÊNICO (de transporte): Minhoca. A substância colocada com o ovo na região perianal provoca um prurido intenso e o animal se coça. -Machos apresentam dois espículos de LOCAL: Cecos.

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________

fêmea faz a postura dos ovos que são levados PPP = 4 semanas. ao meio ambiente com as fezes. No interior do ovo em condições de temperatura e umidade IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As larvas podem causar espessamento de mucosa cecal causando pequenas inflamações. As larvas ao se alimentarem da mucosa podem ingerir e depois transmitir um protozoário chamado Histomonas meleagridis (ou ele entra na formação do ovo). É patogênico para perus jovens por isso não se recomenda criar perus em terrenos já utilizados por galinhas. IMP.MED.VET: É um dos helmintos mais comuns de aves. Um grande número de parasitas pode obstruir o intestino e causar a morte da ave. Geralmente é grave em animais jovens (até três meses de idade). adequadas há a formação da L1, L2 e L3.

FAMÍLIA ASCARIDIIDAE

SUPERFAMÍLIA ASCARIDOIDEA FAMÍLIA ASCARIDIDAE SUBFAMÍLIA ASCARIDINAE

GÊNERO - Ascaridia
ESPÉCIE: Ascaridia galli

GÊNERO Ascaris
HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Aves. CARACTERÍSTICAS: LOCAL: Intestino delgado. - São parasitos de animais jovens porque interferem no crescimento e no ganho de peso. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ - 6 a 12 cm, ♂ -1 a 2 cm). -Esôfago claviforme. -Ovos semelhantes so de Heterakis. -Boca trilabiada. -Machos apresentam dois espículos de mesmo tamanho e uma ventosa pré-cloacal na - Os ovos têm casca muito espessa e isso os torna extremamente resistentes no solo. - O ovo não é atingido por desinfetantes. - A fêmea coloca até 20.000 ovos por dia.

ESPÉCIE Ascaris lumbricoides

extremidade

posterior.

Também

apresenta

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem.

papilas pré-cloacais, cloacais e pós-cloacais. -A cauda nos machos termina abruptamente.

LOCAL: Intestino delgado.

CICLO BIOLÓGICO: O ciclo evolutivo é direto (sem migração). A ave ingere o ovo com a L3 (estádio infectante). A L3 eclode no intestino delgado onde passam a L4 e adultos (Machos e fêmeas). Há a cópula e a

GÊNERO Ascaris
ESPÉCIE Ascaris suum

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos.

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________

LOCAL: intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho grande (♀ - 20 a 40 cm,♂ -15 a 25 cm). -Vagina no terço anterior. -Fêmeas terminam em cauda romba e machos possuem 2 espículos. -Boca trilabiada. Figura 204. Ciclo biológico de Ascaris suum. quando sai nas fezes não está larvado (B), mas para ser infectante precisa ocorrer a formação da L3 (Larva 3) no seu interior (C). PPP = 2 meses.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As larvas podem causar pneumonia transitória (pulmão), anemia do leitão e manchas

esbranquiçadas que condenam o fígado e que representam inflamação. Os vermes adultos Figura 203. Ovo de Ascaris suum. CICLO BIOLÓGICO: Os suínos se infectam ao ingerirem (E) o ovo com membrana dupla contendo L3, ou ao ingerir hospedeiros paratênicos (minhocas ou podem levar a obstrução intestinal e icterícia, o que também pode levar a condenação da carcaça. Há importância em suínos jovens pois leva a diminuição no ganho de peso levando a um prolongamento no período de engorda.

besouros) contendo a L3 que é liberada no tubo digestivo (intestino principalmente ceco). A L3 penetra na mucosa (F), por via linfática vai aos linfonodos e pela veia porta vai ao fígado (G), coração e pulmão (H) via circulação. A muda para L4 ocorre nos alvéolos, a larva (L4) vai à glote (I) é redeglutida e no intestino delgado elas se alojam fazendo o resto das suas mudas (L5) e se tornando adultos. As fêmeas fazem a postura e os ovos saem nas fezes (A). O ovo

GÊNERO Parascaris
ESPÉCIE Parascaris equorum

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.

LOCAL: Intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS:

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-Tamanho grande – (♀ - 20 a 50 cm,♂ -15 a 28 cm). -Machos possuem asa caudal. -Boca trilabiada com interlábios. HOSPEDEIRO DEFINITIVO – Bovídeos.

GÊNERO Neoascaris (Toxocara)
ESPÉCIE - Neoascaris vitulorum

PPP: Um a três meses.

LOCAL – Intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho grande – (♀ - 22 a 30 cm,♂ -15 a 26 cm). -Cor esbranquiçada. -Cabeça mais estreita que o corpo. -Boca trilabiada. -Ovos com 60 a 100 µm.

CICLO – Semelhante ao do Ascaris. Figura 205. Adultos de Parascaris

SUBFAMÍLIA TOXOCARINAE

GÊNERO Toxocara
CICLO: Semelhante ao do Ascaris suum. ESPÉCIE - Toxocara canis

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Pode ocasionar cólica e obstrução no intestino delgado de potros.

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães.

LOCAL: intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ - 9 a 18 cm,♂ - 4 a 10 cm). -Esôfago claviforme. -Boca trilabiada. -Asa cervical longa e estreita. -Apresentam ventrículo esofagiano. -Macho tem uma projeção digitiforme na cauda.

ESPÉCIE - Toxocara cati Figura 206. Boca trilabiada de
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HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Gatos. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Felinos e caninos. LOCAL: Intestino delgado. LOCAL: Intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS: -Tamanho médio – (♀ - 2 a 10 cm,♂ - 2 a 7 cm). -Esôfago claviforme. -Boca trilabiada. -Asa cervical. -Não apresentam ventrículo esofagiano.

Figura 207. Ovo de Toxocara

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ - 4 a 12 cm,♂ - 3 a 7 cm). -Esôfago claviforme. -Boca trilabiada. -Asa cervical larga e curta. -Apresentam ventrículo esofagiano. Figura 209. Ovo de Toxascaris sp.

CICLO

BIOLÓGICO

GERAL

DE

TOXOCARINAE: As fêmeas fazem a postura dos ovos que saem nas fezes e forma-se a L1, L2 e L3 dentro do ovo. O HD se infecta de 4 maneiras:

1) Via oral - o hospedeiro definitivo ingere o ovo com a forma infectante, que é liberada no tubo digestivo e penetra na mucosa do intestino delgado e pela circulação porta vai ao fígado, Figura 208. Adultos de Toxocara canis. depois coração e alvéolos pulmonares, onde faz a muda para L4, chega a glote sendo deglutida

GÊNERO Toxascaris
ESPÉCIE - Toxascaris leonina

e indo novamente ao intestino, onde muda para L5 e torna-se adulta. Esse é o ciclo de Loss (ou

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________

hepatotraqueal) que ocorre em cães jovens (até três meses), pois em cães adultos as larvas chegam ao pulmão como L3 e pegam a circulação de retorno para o coração e são bombeadas pela aorta para diferentes partes do corpo onde mantêm-se ativas por anos.

migração pulmonar no filhote por essa via.

4) Via hospedeiros paratênicos - Pode haver contaminação através da ingestão de roedores e aves (no caso de cães) e outros animais (no caso de gatos).

PPP = Quatro a cinco semanas.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A ingestão do ovo com a L3, no caso de

2) Via transplacentária - Em fêmeas gestantes as larvas passam pelo sangue arterial podendo contaminar o feto. Se a cadela contaminar-se antes da gestação e possuir as larvas na musculatura, hormonais em elas função podem das ser alterações e

Toxocara, pelo homem faz com que essa larva passe pelo fígado e desencadeie reações de corpo estranho, podendo causar lesões

hepáticas conhecidas como larvas migrans visceral. Em cães a infecção pode levar à pneumonia, enterite mucóide e até oclusão parcial ou completa do intestino, e nos casos mais raros, perfuração com peritonite.

reativadas

contaminar o feto. É a forma de contaminação mais importante nos cães, mas em gatos não ocorre.

3) Via transmamária - As fêmeas passam as larvas aos filhotes através do leite. Não há

Figura 211. Cão com aparência típica de infecção por ascarídeo.

ORDEM STRONGYLIDA SUPERFAMÍLIA STRONGYLOIDEA -Macho com bolsa copuladora que se

movimenta para auxiliar o movimento da cópula. -Ovos de casca dupla e fina com várias células no seu interior (ovo morulado).

FAMÍLIA STRONGYLIDAE CARACTERÍSTICAS: Figura 210. Ciclo biológico de Toxocara canis.
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equinus e S. • Machos com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho médio. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.6 cm). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . SUBFAMÍLIA STRONGYLINAE -Cápsula bucal com formato subglobular. Figura 212.5 cm. • Fêmeas terminando afiladamente. • Adultos hematófagos.185 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Presença de cápsula bucal. Da Esquerda para direita: Cápsula bucal de Strongylus edentatus. -Presença de esôfago claviforme.1 a 1. ♂ . apresentando dois dentes arredondados e um GRANDES STRONGYLÍDEOS: ducto da glândula esofagiana. equinus Figura 214. S. -Adultos hematófagos. Cápsula bucal de Strongylus vulgaris.2 a 2. Ciclo biológico de Strongylus. GÊNERO Strongylus ESPÉCIE: Strongylus vulgaris LOCAL: Intestino grosso. Figura 213. • Cápsula bucal grande. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tamanho de pequeno a médio (♀ . Figura 215. vulgaris. S. • Esôfago claviforme. com coroa franjada. Adultos de Strongylus.

Cápsula bucal de Strongylus equinus.3.5 a 5. Ovo de Strongylus sp. porque os nódulos formados na artéria Figura 218. No intestino delgado a larva perde a bainha de proteção e vai ao intestino grosso penetrar na mucosa (pode penetrar no delgado mesmo). L3 de Strongylus vulgaris obtida de coprocultura. fêmeas).5 Figura 216. mesentérica anterior (cranial) fazendo aí as mudas para L4 e L5 e formando nódulos e lesões chamadas de arterite. Vai então à íntima da artéria mesentérica e atravessa a art. ESPÉCIE: Strongylus equinus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. PPP = Seis a sete meses. Nesse local ocorre a diferenciação sexual (machos e Figura 217. o que pode até matar o animal por hemorragia interna pelo rompimento da artéria. Após a cópula as fêmeas colocam os ovos que saem nas fezes e se desenvolvem no meio ambiente. atravessa a parede do ceco/cólon caindo na luz intestinal. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho de pequeno à médio (♀ . Quando a L5 se desprende. Pode-se contar os blastômeros mesentérica anterior são responsáveis por tromboembolias que levam a cólicas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .186 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo ingere a L3 nas pastagens ou na água contaminada. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: É a espécie mais patogênica para eqüinos. LOCAL: Intestino grosso.

-Ovos medindo 98 µm de comprimento. hemorrágicos e após 3 a 5 meses já estão no lúmem para que haja cópula.3 a 4. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho de pequeno a médio (♀ . nesse local fazem mudas para L4 e L5. cólica devido a função hepática ou pancreática estar anormal. -Cápsula bucal grande. cavidade peritonial. pastagens ou na água contaminada. vai ao intestino grosso como L5 e aí amadurece virando adulto com 260 dias. ♂ .187 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ cm.4 cm. Após ± 3 meses.2.3 a 2. -Adultos hematófagos. Cápsula bucal de S.Strongylus edentatus ligamento hepático formando nódulos. Vão então à HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. ♂ . -Cápsula bucal grande. postura e liberação _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Adultos hematófagos. Atinge então a subserosa formando nódulos e após 11 dias atinge a cavidade peritonial (já como L4) e migra para o fígado onde provoca lesões. -Esôfago claviforme. um ducto da glândula esofagiana e sem apresentar dentes. com coroa franjada e apresentando três dentes pontiagudos (sendo um deles com ponta bífida) e um ducto da glândula esofagiana. PPP = 9 meses. No intestino delgado a larva perde a bainha de proteção e vai ao intestino grosso penetrar na mucosa (pode penetrar no delgado mesmo).2. dor.3. intestino delgado a larva perde a bainha de proteção e vai ao intestino grosso penetrar na mucosa (pode penetrar no delgado mesmo). com coroa franjada.8 cm). -Esôfago claviforme.6 cm). Vai assim pela circulação porta ao fígado (após 11 a 18 dias) e depois de 9 semanas migram pelo ESPÉCIE . No Figura 219.5 a 3. CICLO BIOLÓGICO: O Hospedeiro definitivo ingere a L3 nas IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Dependendo da quantidade de L3 ingerida o animal pode apresentar emagrecimento. penetram na mucosa do ceco e cólon onde aparecem nódulos LOCAL: Intestino grosso. edentatus. Após a postura os ovos saem nas fezes e se desenvolvem em meio ambiente. CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo ingere a L3 nas pastagens ou na água contaminada.

desenvolvimento desses no meio ambiente. Figura 220. -Não são hematófagos. com coroa franjada dupla. com coroa franjada. os adultos também são hematófagos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho de pequeno a médio (♀ . SUBFAMÍLIA .5 cm. anormal e pelos nódulos no ceco/cólon. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Cápsula bucal de Triodontophorus sp. ♂ 1. Cápsula bucal de um pequeno estrôngilo. PEQUENOS STRONGYLÍDEOS: GÊNERO Triodontophorus ESPÉCIE .CYATHOSTOMINAE HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. LOCAL: Intestino grosso. PPP = Três a cinco meses. CICLO BIOLÓGICO: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Dependendo da quantidade de L3 ingerida o animal pode apresentar emagrecimento.2. dor. -Adultos hematófagos. LOCAL: Intestino grosso. -Tamanho pequeno (Menores que 1. cólica ocasionados pela função hepática Não migratório. Não há muitas informações sobre o ciclo de desenvolvimento deste parasito.5 cm).188 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ dos ovos nas fezes com posterior -Cápsula bucal de tamanho médio. Figura 221. ducto da glândula esofagiana e com lâminas serrilhadas no fundo da cápsula. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.Triodontophorus sp.8 cm). -Cápsula bucal de formato retangular e com parede espessa.

cólica e ocasionalmente morte. franjada e dentículos em sua base. -Esôfago claviforme. No ambiente as larvas passam a L1. As larvas mudam para L4 dentro desses nódulos inflamatórios na segunda semana da infecção e emergem para o lúmem um a dois meses depois para amadurecerem (L5). Os ovos começam a aparecer nas fezes 6 a 14 semanas na primo infecção e 12 a 18 semanas na reinfecção. ♂ .Syngamus trachea inflamatórias ao redor das larvas.2 a 0. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ .0. LOCAL: Traquéia. Na necrópsia pode ser observada inflamação no ceco e cólon. -Formato de taça. Figura 223. -Esôfago claviforme e bem musculoso. com numerosas larvas dentro da mucosa. Em animais HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Aves HOSPEDEIRO moluscos. O hospedeiro forma um foco de células SUBFAMÍLIA SYNGAMINAE GÊNERO Syngamus ESPÉCIE . A patogenicidade é baixa.189 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ ducto da glândula esofagiana e com lâminas no fundo da cápsula. FAMÍLIA SYNGAMIDAE penetram nas glândulas do intestino grosso (ceco e cólon) e migram dentro da mucosa. PARATÊNICO: Minhocas.0. as L3 infectantes -Parasitas que vivem em permanente cópula. -Aparecem sempre em cópula.6 a 4 cm. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .L3 em quatro a cinco dias (250C e 70% umidade).6 cm). reinfectados as L4 permanecem nos nódulos por vários meses. CARACTERÍSTICAS: CICLO BIOLÓGICO: Após serem ingeridas.L2. Macho e fêmea de Syngamus trachea. o que é conhecido como hipobiose larval estimulada pela imunidade do animal. sendo que o Fêmea Macho Figura 222. -Cápsula bucal em forma de taça com coroa IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Esta infecção pode produzir diarréia. Nódulos na mucosa do intestino grosso com pequenos estrôngilos.

(C) ingerindo um hospedeiro paratênico IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Em aves jovens a infecção é mais grave. Adultos de Syngamus trachea na traquéia de uma ave. expectorados deglutidos e então eliminados com as fezes do hospedeiro.2. Ciclo biológico do Syngamus trachea. coração e pulmões (E). Há a eclosão da L3 para o meio ambiente. Há o desenvolvimento da L1. transformar em abscesso causando obstrução da traquéia. -A abertura vulvar é no meio do corpo. Nos pulmões perfuram os capilares dos alvéolos e vão aos bronquíolos. SUB FAMÍLIA STEPHANURINAE GÊNERO Stephanurus ESPÉCIE . No ponto onde os vermes se fixam há formação de um nódulo cheio de pús que pode se infectado com a L3. CICLO BIOLÓGICO: Adultos na traquéia copulam e a fêmea faz a postura dos ovos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . (B) ingerindo a L3 livre no ambiente.190 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ macho apresenta bolsa copuladora forte e quitinizada com dois espículos de tamanho curto e a fêmea termina afiladamente. . ♂ Figura 224. L2 e L3 no interior do ovo.8 a 4. As aves apresentam-se com dispnéia. As L3 ingeridas pelo hospedeiro definitivo libertam-se de sua cutícula. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno à médio (♀ .2 a 3 cm). brônquios e traquéia (F) onde mudam para L4 e L5 (adultos). para o Estes meio podem ambiente ser ou Figura 225. bico aberto e pescoço espichado como se tentassem deglutir algo. Há formação de mucosidade que pode obstruir a traquéia e brônquios e matar por asfixia.Stephanurus dentatus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos. intranqüilidade. O hospedeiro definitivo pode se infectar de três maneiras: (A) ingerindo o ovo com a L3.5 cm. e pela circulação atingem o fígado. LOCAL: Gordura peri-renal. Pode ocorrer pneumonia. atravessam a parede intestinal (D).

CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem na urina e no solo eclodem em 24 a 48 horas. contamina de 4 maneiras: 1) ORAL – O suíno ingere a L3 (A) no ambiente ou a minhoca (B) serve como hospedeiro de transporte para L3 e o suíno ao ingerir a minhoca se contamina. Na parede do estômago (D) a larva faz sua muda para L4 e vai então ao fígado(E) (em três dias) onde fica migrando por 3 a 9 meses. após passam a L5. -Esôfago claviforme e bem musculoso. 3) PRÉ-NATAL . vão à aorta. que ficam acasalados em cistos no próprio tecido Figura 227. pois os leitões são abatidos com seis meses de idade. Da cápsula de Glisson elas vão ao tecido gorduroso perirenal (F) onde se tornam adultos.Quando as larvas L5 caem na cavidade peritonial ocorre esse tipo de infecção. Figura 226.Os ovos vão ao meio ambiente com a urina (J). A L3 se desenvolve em três a cinco dias e o hospedeiro definitivo se IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA: É uma doença de animais adultos. -A abertura vulvar é no meio do corpo. no que ficam tecido acasalados próprio gorduroso ou em comunicação dos cistos com ureteres por canalículos.As larvas L3 penetram na pele escarificada (C) e fazem migração para os pulmões onde se tornam L4. Ciclo biológico de Stephanurus dentatus. fígado (E) (leva 40 dias) onde migram por três a nove meses. com coroa franjada e dentículos em sua base. 2) PERCUTÂNEA . gorduroso ou em comunicação dos cistos com ureteres por canalículos.191 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Cápsula bucal em forma retangular. Os ovos vão ao meio ambiente com a urina (J). -Os machos apresentam bolsa copuladora com raios curtos e atrofiados e dois espículos curtos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . a fêmea termina afiladamente. após passa a L4 e L5. com duas projeções cuticulares anteriores. PPP = 9 meses. Da cápsula de Glisson elas vão ao tecido gorduroso perirenal (F) onde se em tornam cistos adultos. Adultos de Stephanurus dentatus em um ureter.

4 a 1. com coroa franjada dupla e vesícula cefálica (ou colar cefálico).2 cm. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Recomenda-se abate dos animais infectados. -Presença de vesícula cefálica. radiatum. Figura 228. -Esôfago claviforme LOCAL: Intestino grosso. ♂ . -Presença de vesícula cervical bem desenvolvida e asa cervical pouco desenvolvida.1. limpos com comedouros mantidos no alto evitando dessa maneira que os animais urinem nesses locais.1. -Dilatações cuticulares. -Cápsula bucal muito pequena.7 cm). -Esôfago claviforme. Pode ainda atingir outros órgãos como medula. FAMÍLIA CHABERTIDAE SUBFAMÍLIA OESOPHAGOSTOMINAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Cápsula bucal retangular e pequena.7 cm).192 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ Além disso.4 a 1. -Cápsula bucal muito pequena.Oesophagostomum columbianum LOCAL: Intestino grosso.Vesícula cefálica BVesícula cervical e C .Asa cervical de O.Oesophagostomum radiatum HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. ocorre mais em animais criados em piquetes. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . com coroa franjada dupla e vesícula cefálica. Apresentam papilas cervicais -Machos com bolsa copuladora contendo dois espículos de tamanho médio PROFILAXIA: Deve-se manter os animais em locais -Fêmeas terminando afiladamente cimentados. A presença de cistos comprime os ureteres o que compromete o rim.8 cm. GÊNERO Oesophagostomum ESPÉCIE . ♂ . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Caprinos e ovinos.2 a 1.1.6 a 2. A.1. ESPÉCIE .

♂ . CICLO BIOLÓGICO GERAL DOS OESOPHAGOSTOMUM: O hospedeiro definitivo ingere as L3 e essas penetram na mucosa de qualquer parte do intestino delgado ou grosso e ficam envoltas em nódulos evidentes. -Fêmeas terminando afiladamente. Ovo ESPÉCIE .Cápsula bucal B. -Machos com bolsa copuladora e dois espículos de tamanho médio e fêmeas terminando desenvolvida e asa cervical bem desenvolvida. Apresentam papilas cervicais. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . vesícula cefálica e papilas cefálicas.4 cm. LOCAL: Intestino grosso.1 a 1.Coroa franjada e C – Vesícula cervical de O. -Presença de vesícula e asa cervical pouco desenvolvida. Os _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . onde se dá a muda para L4. afiladamente.Oesophagostomum dentatum HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos. -Apresentam papilas cervicais. Ciclo biológico de Oesophagostomum sp.0. Figura 229. -Machos com bolsa copuladora contendo 2 espículos de tamanho médio. A. Figura 230.193 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Presença de vesícula cervical pouco -Cápsula bucal muito pequena. As L4 emergem para a superfície da mucosa e migram para o cólon onde se desenvolvem até adultos. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Patologia mais ou menos acentuada. -Esôfago claviforme.1. com coroa franjada dupla.8 a 1 cm). columbianum PPP = 45 dias.

-Cápsula bucal subglobular grande e que apresenta três pares de dentes no seu topo. no sentido dorsal.Ancylostoma braziliense _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . desenvolvem-se. No solo o ovo se rompe e a L1 em locais de alta umidade (solo úmido e vegetação densa) cresce e troca de cutícula passando à L2. Os ovos são eliminados nas fezes e no meio ambiente (de acordo com condições de umidade e temperatura) CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (1 a 2 cm) e se apresenta curvado dorsalmente. contaminados por bactérias.194 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ nódulos na parede do intestino são -Parasitos hematófagos e vorazes. L3: o bulbo desaparece. que cresce e ao fazer a muda para L3 retém a cutícula da L2 e forma outra. -Esôfago claviforme e musculoso. pequenos estrongilideos e LOCAL: Intestino delgado. GÊNERO Ancylostoma ESPÉCIE Ancylostoma caninum Figura 231. SUBFAMÍLIA ANCYLOSTOMINAE CARACTERÍSTICAS -Cápsula bucal subglobular e com dentes. OBS: CICLO DE VIDA LIVRE (para grandes estrongilideos. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães. ESPÉCIE . possuindo assim uma cutícula dupla e mais rugosa. oesophagostominae). -Curvatura na extremidade anterior. SUPER FAMÍLIA ANCYLOSTOMATOIDEA FAMÍLIA ANCYLOSTOMIDAE Figura 232. -Esôfago claviforme e bem musculoso. Cápsula bucal de Ancylostoma caninum. L1: apresenta um bulbo posterior. CARACTERÍSTICAS -Presença de cápsula bucal na extremidade anterior. Nódulos contendo larvas de Oesophagostomum sp. Essa L3 contamina as pastagens e águas próximas.

quando chega ao lúmem passa a adulto. -Machos com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho médio e fêmeas terminando 2) PERCUTÂNEA . PPP = Duas a três semanas. intestinais (passam a L5) e quando chegam ao lúmem passam à adultos ficando fixados na mucosa do intestino delgado. Os ancilóstomos só chegam a maturidade quando o filhote nasce e após 10 a 12 dias já há ovos nas suas fezes. L2 e L3. 3) TRANSPLACENTÁRIA – As larvas em fêmeas gestantes migram através da circulação e pela placenta contaminam os filhotes. os ovos saem nas fezes e em condições ideais de desenvolvimento há liberação de L1.195 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ definitivo por quatro vias: HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . que se fixa na mucosa do intestino delgado. nesses. afiladamente. No tubo digestivo penetram em glândulas gástricas e intestinais onde fazem a muda para L4.As larvas penetram na pele do hospedeiro definitivo e migram pelos vasos sanguíneos ou linfáticos indo ao coração e depois ao pulmão. pulmão. atingem os alvéolos (passam a L4) os perfuram voltando então à glote e sendo redeglutidas. No tubo digestivo ocorre a CICLO BIOLÓGICO GERAL: Vermes Hematófagos. Quando chegam ao lúmem mudam para L5 e adultos. que ficam fixados na mucosa do intestino delgado. 1) ORAL – o hospedeiro definitivo ingere a L3 ao LOCAL: Intestino delgado. sendo um grande e um pequeno . elas vão ao coração. Ciclo biológico de Ancylostoma caninum. As fêmeas apresentam abertura vulvar no meio do corpo. -Esôfago claviforme e bem musculoso. alvéolos e são redeglutidas. Isso ocorre em 5 dias e a L3 vai ao hospedeiro PPP = Duas a três semanas. É o ciclo direto. Fêmeas fazem postura. Figura 233. lamber-se e essa penetra nas glândulas gástricas e intestinais onde faz muda para L4 e CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno e se apresenta curvado dorsalmente -Cápsula bucal subglobular grande e que apresenta 2 pares de dentes. penetração nas glândulas gástricas ou PPP = ± 2 semanas.

IMP. As larvas no tubo digestivo desses filhotes Figura 235 Larva migrans cutânea transmitida pelo Ancylostoma.196 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ SUBFAMÍLIA BUNOSTOMINAE CARACTERÍSTICAS -Cápsula bucal não tão subglobular (mais retangular). -Presença de estruturas cortantes chamadas de lancetas. penetram nas glândulas gástricas ou intestinais e mudam para L4. Quando vão ao lúmem passam a L5 e adultos que ficam fixados na mucosa do intestino delgado. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Os parasitos são hematófagos e podem causar a morte dos animais por anemia microcítica hipocrômica (hemácias menores e menos -Se apresentam curvados dorsalmente. 1. normalmente em as larvas podem penetrar pela pele íntegra e ficar migrando nesse local causando reação inflamatória. -Hematófagos. Vermes adultos de Ancylostoma no intestino de cão.O sangue ingerido não é metabolizado e sim reabsorvido no duodeno.As larvas nas fêmeas migram para os vasos sanguíneos e linfáticos e ao chegarem à irrigação das glândulas mamárias contaminam os filhotes pelo leite.HIGIENE E SAÚDE PÚBLICA: A ancilostomose é uma zoonose pois LOCAL: Intestino delgado. fazendo com que as fezes fiquem diarréicas e mais escuras. GÊNERO: Bunostomum ESPÉCIE: Bunostomum phlebotomum PPP = Duas a três semanas.2 cm).6 a 1. -Esôfago claviforme e bem musculoso. ♂ . Figura 234. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. -Cápsula bucal semi-retangular grande com dois pares de placas quitinizadas no seu topo e 2 pares de lancetas na sua base. Fonte: Daniel Roulim 4) TRANSMAMÁRIA .9 cm. É a chamada larva migrans cutânea. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ .1.1 a coradas).

197 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Machos com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho levemente alados.o hospedeiro definitivo ingere a L3 e essa penetra nas glândulas gástricas e intestinais. (passam a L4) e os perfuram voltando então à glote e sendo redeglutidas. faz muda para L4 e quando chega ao lúmem vai a adulto. atingem os alvéolos Figura 236. Isso ocorre em 5 dias e a L3 vai ao HD por 2 vias: SUPERFAMÍLIA TRICHOSTRONGYLOIDEA FAMÍLIA TRICHOSTRONGYLIDAE Manter os animais em locais limpos e separados por idade.Bunostomum trigonocephalum ocorre a penetração nas glândulas gástricas ou intestinais (passam a L5) e quando chegam ao HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Caprinos e ovinos. PROFILAXIA CICLO BIOLÓGICO GERAL: Os ovos saem nas fezes e com condições ideais de desenvolvimento há liberação de L1. 1) ORAL . que se fixam na mucosa do intestino delgado. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Como são parasitos hematófagos causam anemia principalmente em animais jovens.7 cm). Extremidade anterior de Bunostomum sp.9 a 2. delgado. L2 e L3.As larvas penetram na pele do hospedeiro definitivo e migram pelos vasos sanguíneos ou linfáticos indo ao coração e depois ao pulmão. Após.Nematódeos delgados e pequenos. ♂ .6 cm. CARACTERÍSTICAS: . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ .1. PPP = pouco menos de dois meses. O sangue ingerido não é metabolizado e sim reabsorvido no duodeno. -Esôfago claviforme e bem musculoso. 2) PERCUTÂNEA .2 a 1. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Se apresentam curvados dorsalmente.1. PPP = 2 meses. É o ciclo direto. fazendo com que as fezes fiquem diarréicas e mais escuras. No tubo digestivo ESPÉCIE . -Cápsula bucal semi-retangular grande com 2 pares de placas quitinizadas no seu topo e 1 par de lancetas na sua base. lúmem se transformam em adultos onde permanecem fixados na mucosa do intestino LOCAL: Intestino delgado. -As fêmeas apresentam abertura vulvar anterior a metade do corpo.

Adultos de Bunostomum sp.2 a 0.8 cm. -Poro excretor situado normalmente em uma fenda visível na extremidade anterior. .Ciclo monoxeno. PPP .7 cm).3 a 0. -Sem papilas cervicais. ♂ - gubernáculo. -Presença de gubernáculo.0. -Sem papilas cervicais. . -Extremidade anterior afilada sem cápsula bucal. adultos.0.Macho com bolsa copuladora bem forma e tamanhos diferentes. Trichostrongylus sp. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 238.5 a 0.Trichostrongylus axei HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.2 a 0.Trichostrongylus colubriformis GÊNERO Trichostrongylus LOCAL: Intestino delgado CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Pequenos e delgados (0.Infecção passiva por L3. .8 cm.0. com Figura 237. caprinos e bovinos. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ovinos.Espículos curtos e grossos. desenvolvida. ESPÉCIE . ♂ . -Machos com bolsa copuladora bem desenvolvida e 2 espículos desiguais.6 cm).4 a 0. . . -Sem cápsula bucal.8 cm).15 a 23 dias. Um dos espículos é grosso e o outro fino.198 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Tamanho muito pequeno – (♀ . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Poro excretor situado normalmente em uma fenda visível na extremidade anterior. LOCAL: Estômago (eqüinos). -Poro excretor situado normalmente em uma CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho muito pequeno (♀ .Cápsula bucal pequena ou ausente. -Raio dorsal no meio da bolsa. -Extremidade anterior afilada sem cápsula bucal. -Machos apresentam espículos fortes e 0. ESPÉCIE .

0.Haemonchus contortus – Ovina. PPP . Figura 240.26 a 28 dias. Extremidade anterior de Haemonchus sp. placei – Bovinos. ESPÉCIE . -Sem papilas cervicais. GÊNERO Haemonchus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Maior que os outros da família – ♂ . Adulto de Haemonchus sp. -Presença de gubernáculo.2 cm e ♀. -Cápsula bucal pequena com um fino dente ou lanceta. -Machos com lobo dorsal pequeno e -Machos com bolsa copuladora com raio dorsal em posição assimétrica e em forma de forquilha assimétrico. -Machos com e 2 bolsa copuladora de bem e Papilas cervicais desenvolvida espículos forma tamanhos iguais.199 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ fenda visível na extremidade anterior. -Com duas papilas cervicais. Bolsa copuladora de Trichostrongylus sp.8 a 3.1 a 1. Figura 241. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . H.1.0 cm. -Presença de duas papilas cervicais proeminentes e espiniformes. cápsula bucal. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes LOCAL: Abomaso CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Extremidade anterior afilada e com pequena Figura 239. -Raio dorsal no meio da bolsa.

mas pode ocorrer em animais susceptíveis expostos a infecção maciça repentina. mas há resposta eritropoiética da medula óssea. vulvar.1000). Há uma gastrite hemorrágica intensa. -As fêmeas apresentam um apêndice na região Figura 242 . que pode ser linguiforme ou em forma de de botão. A morbidade é de 100% mas a mortalidade é baixa. -Machos com bolsa copuladora com raio dorsal em posição assimétrica e em forma de taça (arqueado). CARACTERÍSTICAS: -Presença de duas papilas cervicais. ESPÉCIE . 3) Haemoncose crônica: Muito comum e de importância econômica. graves dependendo da capacidade eritropoiética _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . A anemia e hipoproteinemia podem ser Figura 243. 2) Haemoncose aguda: Ocorre principalmente em animais jovens susceptíveis com infecções intensas. -Espículos de ponta fina e presença de gubernáculo. A anemia vem acompanhada da hipoproteinemia e edema (papada) e produz a morte.Haemonchus similis HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes. -As fêmeas apresentam um apêndice na região vulvar. A enorme quantidade de parasitos provoca anemia. LOCAL: Abomaso.200 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ (y). A anemia pode ocorrer rapidamente. que pode ser linguiforme (grande e proeminente ou pequeno em forma de botão). devida a uma aguda perda de sangue. SINAIS CLÍNICOS: 1) Haemoncose hiperaguda: É pouco comum. fezes de cor escura e morte súbita. A enfermidade se produz por uma infecção crônica com um número baixo de parasitos (100 . Bolsa copuladora de Haemonchus sp. Vulva de Haemonchus sp -Espículos de ponta fina e presença gubernáculo.

Figura 245 Cooperia.8 a 1.4 a 0. com espículos apresentando capazes de fazer hipobiose. assim como D.201 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ do animal e de suas reservas metabólicas nutricionais.2 cm. -Não apresentam gubernáculo. dentes na asa.17 a 22 dias. filaria. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno – (♀ . CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno – (♀ . * OBS: Na necropsia o animal tem mucosas e pele pálidas. nutrição e também resistência.5 a 1. ESPÉCIE .0. PPP. -Ausência de gubernáculo. -Aspecto de vírgula. -Machos com bolsa copuladora bem OBS: A hipobiose é um fenômeno caracterizado pela inibição ou retenção do desenvolvimento e serve para sincronizar o desenvolvimento do parasito com as condições do hospedeiro e do ambiente. -Hematófagos. Extremidade anterior de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . ascite e caquexia. ESPÉCIE -Cooperia punctata HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.Cooperia pectinata LOCAL: Intestino delgado.0.2 cm. -Extremidade anterior afilada. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes. hidrotórax. ♂ . -Dilatações cuticulares cefálicas. Bolsa copuladora e espículos de macho de Cooperia sp. ♂ Espículos Dilatações cuticulares cefálicas Figura 244 . LOCAL: Intestino delgado. Alguns trichostrongilídeos são desenvolvida. GÊNERO Cooperia CARACTERÍSTICAS: -Dilatações cuticulares cefálicas.0. Os principais fatores que estimulam esta hipobiose são temperatura.7 cm). viviparus e D.

♂ 0. GÊNERO Ostertagia GÊNERO Teladorsagia Ostertagia semelhantes.6 a 0. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Teladorsagia – Ovinos Ostertagia .9 cm).0.2 cm.202 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 248.9 cm). -Papilas cervicais presentes. -Vulva recoberta por uma expansão cuticular chamada de processo vulvar. parasitam e as Teladorsagia espécies e as de de são muito Espículos Gubernáculo Ostertagia Teladorsagia Figura 247. bifurcados ou trifurcados. -Machos com bolsa copuladora bem desenvolvida contendo espículos iguais. OBS: Figura 246.8 a 1. bovinos parasitam ovinos e caprinos. -Extremidade anterior afilada. mas com uma escavação. -Machos com bolsa copuladora bem -Presença de gubernáculo.Bovinos LOCAL: Abomaso CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno (♀ . -Extremidade anterior afilada. curtos. .0. desenvolvida. -Dilatações cuticulares cefálicas. Adultos de Ostertagia sp. Adultos de Cooperia. com espículos sem dentes na asa.6 a 0. -A L4 invade a mucosa do abomaso fazendo hipobiose. -Ausência de gubernáculo. Bolsa copuladora de Ostertagia sp.

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Extremidade anterior afilada. Lesão por Ostertagia sp. no abomaso temperatura Em e condições umidade as favoráveis larvas L1 de se desenvolvem.6 cm).9 cm.Hyostrongylus rubidus postura). -Esôfago alongado. No rúmen (A) do animal as larvas perdem a bainha e se dirige ao HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos. 1.4 a 0.0. que é a forma infectante. -Papilas pré-bursais.203 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ LOCAL: Estômago.5 a 0. Figura 251. trifurcata os espículos terminam com uma ponta forte. CICLO BIOLÓGICO GERAL DOS TRICHOSTRONGILIDEOS: Os ovos saem nas fezes (B) e vão ao meio ambiente. O.O. 3. Ciclo biológico de Ostertagia sp. lyrata é muito semelhante à O. curtos e gubernáculo em forma de agulha.0. -Machos com bolsa copuladora bem desenvolvida com espículos iguais. local de ação (abomaso ou intestino delgado) (C) onde passam a L4 e L5 e se tornam adultos. 2. Os hospedeiros definitivos se contaminam ao ingeri-las. Figura 250. ♂ . ostertagi tem os espículos terminando em três processos em forma de gancho. A L1 liberada no conteúdo fecal se alimenta de organismos em decomposição e passa a L2 e L3 (formadas em 7 dias após a GÊNERO Hyostrongylus ESPÉCIE . O. ostertagi. As chuvas dispersam a L3. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno– (♀ . Figura 249. -Papilas cervicais. Adultos de Hyostrongylus.

CONTROLE DA VERMINOSE: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .o hábito hematófago causa Figura 252. copulam e então a fêmea faz a postura. elas ingerem 250 ml de sangue por dia. Bovinos e ovinos podem ter vários gêneros de parasitos ao mesmo tempo. promovendo diarréia e em casos mais graves a diarréia pode vir a ser negra e fétida. podendo em casos graves causar edema de barbela pela perda de albumina devido a lesões no abomaso. A L3 paralisa seu desenvolvimento OBS: Haemonchus e Ostertagia possuem uma fase histiotrófica. Os animais jovens são mais susceptíveis pois os adultos adquirem uma certa imunidade.204 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 1) Trichostrongylus . mas os raios ultravioletas e a falta de umidade podem matar as larvas e por isso nas horas mais quentes elas descem para se proteger. Ciclo biológico da maioria dos trichostrongilídeos. O animal perde peso e pode chegar à morte mesmo com exames de fezes negativos. no inverno e no verão seu metabolismo fica defeituoso.L5) e se torna adulta. ocorrerem às infecções.os parasitos causam lesões no abomaso quando as quebradiça). IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Quanto maior o número de animais por hectare de pastagem. maior a probabilidade de 4) Cooperia .quando a infecção é elevada eles podem alterar o pH do abomaso e como conseqüência aumentar o crescimento bacteriano. não absorvendo o alimento. A morte é freqüente em ovinos porque quando o número de parasitos é elevado PPP = 21 dias.o contato com as vilosidades intestinais causam irritação. 3) Ostertagia. anemia principalmente em animais jovens. condições são desfavoráveis como épocas de muito calor. aumentando o peristaltismo e prejudicando assim a absorção. que é quando a larva penetra no abomaso (A) (glândulas gástricas) após ela muda e retorna para a luz intestinal (C) fazendo a última muda (L4 . Ocorre no mínimo queda da qualidade da lã (fica OBS: As larvas migram verticalmente para a ponta do capim quando há umidade suficiente. Fixam-se no local. Se não tratados pode ocorrer desidratação e até morte. já que as larvas são formas imaturas e são elas que causam as lesões. Isso leva a diarréia e efeitos negativos na produção do animal. 2) Haemonchus . levando a impactos negativos na produção. Teladorsagia .

-Esôfago filariforme. -Ciclo direto (ausência de hospedeiro intermediário). -Esôfago filariforme. LOCAL: Brônquios e bronquíolos.Raio bursal da bolsa copuladora se bifurca no ápice (forma de y) ESPÉCIE .8 cm. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ovinos e caprinos.2. FAMÍLIA DICTYOCAULIDAE SUB FAMÍLIA DICTYOCAULINAE CARACTERÍSTICAS: -Raios bursais bem desenvolvidos com alguns raios fusionados.3 a 6.Dictyocaulus arnfield HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. tratamento animais entram nos meses de chuva com um baixíssimo índice de parasitismo. -Espículos curtos e reticulados (grossos e iguais).3 cm). -Boca trilabiada. -Raio bursal da bolsa copuladora em forma de v. Postura de um animal parasitado por Dictyocaulus viviparus. Esse período ainda coincide com o maior número de parasitos dentro do hospedeiro e sem pasto para Com ele esse se equilibrar os . CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno.205 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ As vermifugações devem ser feitas nos meses de seca porque as larvas têm decréscimo de crescimento já que o capim está mais baixo e os raios atingem as larvas matando-as e também porque não há chuva suficiente para disseminar os ovos. GÊNERO Dictyocaulus ESPÉCIE . CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno (♀ . Figura 253. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Boca trilabiada. ♂ .Dictyocaulus viviparus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos.4. LOCAL: Brônquios e bronquíolos. LOCAL: Brônquios e bronquíolos. ESPÉCIE: Dictyocaulus filaria CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno (♀ .5 a 4. -Boca trilabiada. nutricionalmente. -Extremidade anterior com papilas cefálicas. ♂ .4 cm).6 a 8 cm.

Figura 255. aumenta-se os movimentos abdominais). Fonte: Carlos Luiz de Oliveira SUBFAMÏLIA NEMATODIRINAE GÊNERO Nematodirus Figura 254. O animal fica em posição ortopnéica: membros anteriores Normalmente os ovos são deglutidos e no tubo digestivo ocorre a eclosão da L1. adultos em brônquio. Adultos de Nematodirus. que sai nas fezes (A) e se alimenta de bactérias. linfáticos ocorre a muda para L4 e essa vai para o coração e pulmão onde penetra no parênquima pulmonar passando a L5. pneumonia (a respiração se altera. -Raio bursal da bolsa copuladoraem forma de v. PPP = 2 meses. Dictyocaulus sp. O hospedeiro definitivo infecta-se ao ingerir a L3 nas pastagens. e a mesma é liberada no estômago e penetra na mucosa (M) do intestino delgado circulação ganhando linfática. preferencialmente Nos gânglios a afastados. pescoço esticado para frente e boca aberta.206 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Esôfago filariforme. Causa brônquio bronquíolos que podem ser expelidos para o ambiente pela cavidade oral ou nasal. Figura 256. Pode levar a morte. gerando produção de muco e proliferação de bactérias. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Mais patogênico para ovinos do que bovinos. que não perde a cutícula de L2. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . A L5 vai aos brônquios e bronquíolos sofrer a maturação sexual e postura. Ciclo biológico de Dictyocaulus viviparus. Passa a L2 e depois L3. a CICLO BIOLÓGICO GERAL: A postura dos é ovos feita larvados nos (fêmeas e dictiocaulose é uma infecção respiratória devida a ação irritativa do parasita no epitélio ovovivíparas) brônquios respiratório.

2 cm. -Ovos grandes e ovais. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes. ♂ . HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: moscas (principalmente Musca domestica).4 cm). ESPÉCIE .3 a 2. Figura 257.1. SUPERFAMÍLIA HABRONEMATOIDEA FAMÍLIA HABRONEMATIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Vermes finos de aproximadamente 2cm. ORDEM SPIRURIDA LOCAL: Intestino delgado. Ovo de Nematodirus sp.Habronema muscae CICLO: Típico da família Trichostrongylidae. LOCAL: Estômago. LOCAL: Estômago.Habronema microstoma HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.0. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Moscas (principalmente Stomoxys calcitrans). HOSPEDEIRO DEFINITIVO: eqüinos. asa caudal.8 a 1. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 258. papilas pedunculadas e um espículo cinco vezes maior que o outro. Ciclo biológico de Nematodirus. -Cápsula bucal bem desenvolvida e com 2 paredes curtas e retas. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Provoca uma atrofia das vilosidades intestinais (não penetra na mucosa) ocasionando diarréia e -Machos têm cauda espiralada. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Boca bilabiada -Tamanho pequeno (♀ .207 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ desidratação. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . GÊNERO: Habronema ESPÉCIE .

L4 e depois voltam à luz. Quando muito grave pode ocorrer LOCAL: Estômago (geralmente em nódulos na parede do estômago. -Boca bilabiada. onde fazem a muda para L5 e atingem a maturidade. -Boca bilabiada. megastoma é a mais patogênica por ter preferência pela região glandular do estômago e HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Moscas isso induz à formação de tumores fibrosos na região fúndica (há eliminação de ovos dentro deles). ** HABRONEMOSE CUTÂNEA: Evolução errática que ocorre muito nos trópicos (principalmente no verão . Pode ocorrer das moscas caírem nos bebedouros. -Machos têm cauda espiralada. À medida que a mosca se desenvolve. a larva pela probóscida da mosca ou o eqüino pode ingeri-la acidentalmente. com duas reentrâncias (constrição cefálica). -Cápsula bucal bem desenvolvida e afunilada. No tubo digestivo do eqüino há a digestão da mosca e a L3 é liberada no estômago e penetra nas glândulas estomacais sofrendo a muda para Figura 259. o helminto também o faz e assim a pupa tem a L2 e o adulto a L3 em suas glândulas salivares. septicemia e até morte. (principalmente Musca domestica). -Cápsula bucal bem desenvolvida e com dois dentes atrás dela promovendo um afunilamento. GÊNERO Draschia ESPÉCIE . asa caudal. D.208 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Tamanho pequeno. -Ovos embrionados de casca fina. Enquanto esta espécie está em nódulos. Ovo de Habronema sp. só provocando irritação ou no CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.por isso ferida de verão) onde a mosca pousa em feridas na pele dos eqüinos e as L3 ficam migrando pela pele máximo gastrite catarral crônica com formação de muco. papilas pedunculadas e um espículo duas vezes maior que o outro. -Machos têm cauda espiralada. raramente livres). CICLO BIOLÓGICO GERAL: Os ovos saem nas fezes já com as L1 e são ingeridos pelos hospedeiros intermediários que são as larvas das moscas. As moscas vão ao lábio do eqüino se alimentar de resíduos alimentares. as outras estão livres no estômago. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . asa caudal.Draschia megastoma PPP = 2 meses. papilas pedunculadas e um espículo duas vezes maior que o outro. o que prejudica a digestibilidade.

microfilárias na circulação. mas são bem mais raras. macho e fêmea). -Fêmeas parecidas com as de Dirofilaria immitis. CICLO: PROFILAXIA: A pulga ao se alimentar de um animal parasitado com microfilárias contamina-se. -Bem pequenos (2. perirenal do cão. ESPÉCIE Dipetalonema reconditum aspecto tumoral podendo depreciar e até inutilizar o animal. Habronemose cutânea em eqüino. Essas microfilárias atingem a hemocele das pulgas e passam a L1. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . porque os ovos e larvas eliminados não são facilmente encontrados nas fezes. Figura 261. Pode se encontrar larvas em lavado gástrico com sonda. Após a cópula há a liberação de microfilárias na circulação. pois o tratamento é cirúrgico. DIAGNÓSTICO: Não é fácil. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Esôfago fácil de distinguir regiões.209 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ É importante o uso de esterqueiras para diminuição da população de moscas. a ocorrência de formação de tecido conjuntivo causando prurido. INTERMEDIÁRIO: Pulgas e HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães. L2 e L3. Quando a pulga pica o cão para sugar sangue há a inoculação das L3 que migram para o tecido subcutâneo onde passam a L4 e L5 (adultos. Tratar sempre as feridas dos animais.5 cm). Tem HOSPEDEIRO carrapatos. As L3 alojam-se nas peças bucais do artrópode . Ciclo biológico de Habronema sp. FAMÍLIA ONCHOCERCIDAE SUBFAMÍLIA ONCHOCERCINAE GÊNERO Dipetalonema Figura 260. causando hipersensibilização e com a resposta do hospedeiro. OBS: Pode ocorrer ainda habronemose LOCAL: Adultos no tecido subcutâneo e pulmonar e até ocular.

Dirofilaria immitis IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães HOSPEDEIRO Culicidae. -Macho com extremidade posterior espiralada. -Machos menores que as fêmeas. -Extremidade posterior da fêmea simples. -Machos menores que as fêmeas. INTERMEDIÁRIO: Mosquitos LOCAL: Coração direito e artéria pulmonar CARACTERÍSTICAS: -Tamanho médio (macho – 12 a 16 cm e fêmea25 a 30 cm).adultos no coração de cão. sofre muda para L4 e L5 e depois migra pela circulação periférica até o coração. onde o mosquito a ingere ao fazer o repasto sanguíneo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . um espículo grande e outro pequeno e papilas pré e pós-cloacais. Essa vai à cabeça do mosquito e se instala no aparelho bucal. intermediário). -Espículos desiguais e de tamanhos diferentes. mas é menos patogênico e na clínica os sintomas são diferentes. -Ciclo indireto (necessitam de hospedeiro periférica. -Fêmeas larvíparas (microfilárias no sangue). GÊNERO Dirofilaria OBS: É possível infecção transplacentária. No estômago do mosquito a larva penetra na mucosa estomacal e depois de 24hs vai aos túbulos de Malpighi. para L3. aproveitando o repasto sanguíneo do mosquito para infectar o cão. A larva vai então ao tecido subcutâneo. Depois de 5 dias ocorre a muda para L2 e depois de mais 10 dias. -Extremidade anterior simples.210 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: É importante no diagnóstico diferencial de Dirofilaria immitis. -Corpo alongado. Dirofilaria immitis . A L1 vai à circulação CARACTERÍSTICAS: -Importante para pequenos animais. -Esôfago com duas regiões: uma muscular e outra glandular. Figura 262. CICLO BIOLÓGICO: SUPERFAMÍLIA FILARIOIDEA As fêmeas fazem a postura das microfilárias (L1) na circulação. ESPÉCIE . onde fica FAMÍLIA FILARIIDAE SUBFAMÍLIA DIROFILARINAE adulta (no ventrículo direito ou na artéria pulmonar).

cão Figura 264. OBS: Poucos casos em gatos. ORDEM ENOPLIDA SUPERFAMÍLIA DIOCTOPHYMATOIDEA -Extremidade anterior simples e mais afilada que a posterior. -Esôfago com duas porções (a primeira simples e a segunda formada por várias células). Pode atingir ainda o pulmão causando deficiência respiratória e até de Figura 265.suíno -T. Pode ocasionar ascite. em altas infecções pode ocorrer obstrução do ventrículo direito e da artéria pulmonar levando a trombos sanguíneos nos vasos o que gera falta de oxigenação nos órgãos vitais. Microfilária em esfregaço sanguíneo. suis.bovino e bubalino _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Ciclo biológico de Dirofilaria immitis. pneumonia. discolor. -T. Pesquisa de microfilárias na circulação através esfregaço sanguíneo. -Ciclo direto. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: -T. vulpis. Ocorre perda gradativa de condição e intolerância a exercícios e o animal apresenta uma tosse crônica branda no final da doença. DIAGNOSTICO: ORDEM ENOPLIDA FAMÍLIA TRICHURIDAE SUBFAMÍLIA TRICHURIÍNAE GÊNERO Trichuris ESPÉCIE -Trichuris sp. A patogenia é grande. técnica da gota espessa. Cão com ascite.211 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ Figura 263. técnica de Knott e exames de imunodiagnóstico.

Figura 267. CICLO BIOLÓGICO GERAL: Figura 266.ovino -T. -Extremidade anterior simples e mais afilada que a posterior. Ciclo biológico de Trichuris sp.2 a 4 cm). -Esôfago com 2 porções: a primeira simples e outra formando várias células. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 268.homem prepúcio. Ovo de Trichuris sp. Adultos de Trichuris (verme chicote).(ou pode penetrar nas vilosidades do intestino delgado) Quando adultos saem da Figura 269. O ovo é ingerido diretamente pelo hospedeiro definitivo e a L1 é liberada no intestino delgado onde penetra na mucosa cecal.3 a 7 cm. ovis.212 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ T. ♂ . -Fêmeas têm extremidade posterior simples e são ovíparas (ovos bioperculados e espalhados no ovário). Espículo de Trichuris sp. -Machos têm apenas 1 espículo e este é envolvido por uma bainha dando aspecto de Os ovos saem nas fezes e no meio ambiente passam a ovos larvados (L1). trichuria. LOCAL: Ceco. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno à médio (♀ .

plica.213 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ mucosa e permanecem na luz intestinal indo se instalar no ceco. L3. -C. com parede reta e arrumados certinhos no ovário) -Machos têm apenas 1 espículo e é envolvido por uma bainha dando aspecto de prepúcio. Os ovos são HOSPEDEIROS INTERMEDIÁRIOS: Anelídeos e peixes dulcícolas. pois eles ficam retidos no fígado e a conjugado problema infeccioso e parasitário.Inglúvio de galinhas e perus. hepática . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Só em alto grau de infestação é que ocorrem reações inflamatórias por penetração da mucosa. L4 e IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Em grandes infestações leva à lesão da mucosa cecal gerando gastroenterite nos cães.Rim e bexiga de cão e gato.pode ocorrer hospedeiros paratênicos (anelídeos).Fígado de cão. humanos e roedores.Capillaria sp. SUPERFAMÍLIA DIOCTOPHYMOIDEA FAMÍLIA DIOCTOPHYMATIDAE SUBFAMÍLIA DIOCTOPHYMATINAE hepática. OBS: C. bovis .Intestino delgado de bovinos -C. GÊNERO Dioctophyma ESPÉCIE: Dioctophyma renale HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Carnívoros (preferencialmente cães).os ovos não saem nas fezes. ingeridos pelo HD em alimentos contaminados e a L1 é liberada no tubo digestivo e penetra na mucosa fazendo as mudas para L2. OBS2: C. -Extremidade anterior simples e mais afilada que a posterior nesse caso é bem visível. gato. OBS3: Para diagnóstico usa-se as técnicas de Willis e Hoffman. annulata . hepatica pode ocorrer cirrose CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno (1 a 1. A lesão abre portas para infecção secundária (gastrenterite infecciosa) podendo ficar adulto e vai ao órgão alvo ou fica no intestino delgado. Em C. -C. A maioria das infecções é leve e assintomática. HOSPEDEIRO DEFINITIVO e LOCAL: -C. -Fêmeas têm extremidade posterior simples e são ovíparas (ovos bioperculados. SUBFAMÍLIA CAPILLARINAE GÊNERO Capillaria ESPÉCIE .5 cm). contaminação se dá através do carnivorismo ou da morte do animal (que libera os ovos no ambiente). annulata. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Esôfago com duas porções: a primeira simples e outra formando várias células. CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes morulados e no ambiente se tornam larvados (L1). hepatica.

CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem na urina morulados e no ambiente a L1 se desenvolve dentro do ovo. cavidade abdominal são os mais comuns. o outro sofre hipertrofia para compensar a falta do destruído. bexiga. abdominal ou na cápsula renal (já foi encontrado na pleura. OBS: Material para diagnóstico: urina. -Fêmeas podem atingir até um metro. tecido subcutâneo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . ureter. O peixe ingere o anelídeo com a L2 e em sua cavidade digestiva faz mudas até L4. Figura 271. Ciclo biológico de Dioctophyma renale. Em casos de localização CARACTERÍSTICAS: -Pode ser encontrado solto na cavidade na cavidade abdominal provoca peritonite. Causa insuficiência renal quando localizado no rim podendo levar a óbito. próstata. Geralmente somente um rim é parasitado. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: O parasito destrói o parênquima renal. peritônio. fígado e estômago). -Machos apresentam uma pequena bolsa copuladora. O homem ou hospedeiro definitivo também pode contaminar-se por ingestão do anelídeo.214 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ LOCALIZAÇÂO DO VERME ADULTO: Rim e anelídeo aquático ingere o ovo e a L1 cai em sua cavidade celomática indo a L2. uretra. O Figura 272. Ovos de Dioctophyma renale. Dioctophyma renale em rim de cão. Figura 270. -Maior incidência: rim direito. O cão ingere o peixe com a L4 e no tubo digestivo ela penetra e migra para o rim.

Em vegetais ocorrem principalmente na raiz. -Com um pincel ou estilete são transferidos para solução salina fisiológica na concentração correta. -Ainda na solução fisiológica. a 65 C e derramar rapidamente sobre os nematóides. animais domésticos. crustáceos. 2-COMO COLETAR: -Os endoparasitos são. o -Aquecer o fixador A.A: .A. -Os nematóides mortos devem ser coletados diretamente para o fixador frio. moluscos. 3-COMO FIXAR: -Os nematóides vivos são transferidos da solução salina fisiológica para uma placa de Petri funda com pouco líquido. -Os nematóides pequenos. devem ser coletados e mantidos em recipientes pequenos. como as larvas. dentre outros. -Os cestóides e trematóides devem ser prensados entre lâminas e colocados em fixador (A. Fórmula do A. -Deixar o nematóide no fixador por 48 horas.F. -Deixar o fixador esfriar na própria placa de Petri. -Também podem estar na cavidade do corpo e nas serosas de vários órgãos. na musculatura e encistados nas nadadeiras. assim como da superfície da cutícula. 4-COMO CONSERVAR: -Os endoparasitos devem ser conservados em etanol 70o GL.F. assim como no peritônio. com ou sem 5-10% de glicerina. preferencialmente coletados vivos.3 ml de ácido acético Misturar tudo e colocar em frasco fechado. insetos.F.5 ml de formol . agitar fortemente para a limpeza dos lábios e abertura bucal. A) frio por 48 horas. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Técnicas ____________________________________________________________________________________________ 215 PARTE IV Técnicas ____________________________________________________________________________________ COLETA E MONTAGEM DE ENDOPARASITOS 1-ONDE COLETAR: -Os endoparasitos podem estar em vários órgãos de peixes.93 ml solução fisiológica .

poucas gotas a cada vez.Para montagem em bálsamo do Canadá. Processo 2. 1-Etanol 70 o GL (para remoção da glicerina) 2-Etanol 80 o GL 3-Etanol 90 GL 4-Etanol absoluto 1 5-Etanol absoluto 2 6-Lactofenol – Clarificador 7-Creosoto – Diafanizador (clarifica. -Procurar ter certeza que a face ventral está voltada para cima e a extremidade anterior está voltada para o observado. só restar a glicerina. * Em gelatina de glicerina -Aquecer. -Colocar. 3-Montar em gelatina de glicerina. Obs: Os nematóides muito grandes devem passar por fenol a 10% após o lactofenol. com bastão de vidro. -Cuidado para que a gota não se espalhe além da lamínula. de tamanho proporcional ao tamanho do espécime e da lamínula que será usada para cobri-lo. Processo 2. -Colocar uma gota de bálsamo sobre a Lâmina (no centro). até o creosoto evaporar e ficar só o bálsamo. o Tempo: 15 minutos em cada etapa.Técnicas ____________________________________________________________________________________________ 216 5-COMO CLARIFICAR: -Existem dois processos para a clarificação de nematóides: Processo 1. 6-COMO MONTAR: * Em bálsamo do Canadá -Pingar aos poucos o bálsamo do Canadá. em média no creosoto devem ficar 24 horas. Essas etapas são para fazer a desidratação do material. uma gota de gelatina líquida sobre a Lâmina.Para montagem em gelatina de glicerina. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . 1-Adicionar glicerina pura. o recipiente que contém a gelatina de glicerina. Processo 1. diferencia e dá brilho). -Colocar lamínula com muito cuidado e devagar para evitar formação de bolhas. 2-Quando o etanol evaporar e. transferir um nematóide de cada vez para a glicerina pura. praticamente. 1 a 3 gotas por dia.Para montagem em bálsamo do Canadá. O tempo requerido para as etapas 6 e 7 dependem da espessura do material. em banho-maria.Para montagem em gelatina de glicerina. na placa de Petri onde os nematóides estão em etanol glicerinado a 5% ou 10%.

éter. COLETA • • • • • • • • Ácaros produtores de sarna. com auxílio de pincel umedecido ou pinças de pontas finas protegidas por algodão. após a sua morte. cianeto. Através dos pêlos retirados da região mandibular e labial. larvas de dípteros e ovos de helmintos). Éter. Hemípteros.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 217 PESQUISA DE ECTOPARASITOS OBJETIVO Identificação dos artrópodes ectoparasitos. Larvas de Dermatobia hominis. Outras miíases. As larvas são retiradas diretamente das lesões. Conservação de exemplares em preparações montadas (pequenos artrópodes) ♦ Montagem em lâminas de microscopia. Formol 10%. linguatulídeos. Raspagem profunda da pele ou serosidade do ouvido. Conservação de exemplares em meios líquidos • • • Álcool 70o. parafinando a tampa. MODO DE MATAR OS ARTRÓPODES ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ Água quente. Carrapatos . Larvas de Oestrus ovis em secreções nasais. CONSERVAÇÃO Conservação dos exemplares secos ♦ ♦ Alfinete entomológico (de aço inoxidável). piolhos. moscas e mosquitos. Após a morte da larva. Líquido de Faure (pequenos insetos. malófagos. Fumo de tabaco (meio rural). iscas ou em frascos com ou sem aspiradores. Clorofórmio. acetato de etila ou clorofórmio. fazer incisão no nódulo subcutâneo. Pulgas. Rede. Tubos de vidro. sendo após colocados em caixas entomológicas tratadas periodicamente com naftalina em pó. Álcool. colocando a ponta do alfinete na tampa de borracha. Coleta direta do animal. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Larvas de Gasterophilus sp. armadilhas. retirando com pinça ou compressão digital.Removidos individualmente por cuidadosa tração.

larvas e ninfas. Existem várias técnicas de montagem.Direta. Técnica 1 • • Colocar o artrópode em vidro de relógio e clarificar em potassa a 10%. . . MONTAGEM A montagem deve ser realizada antes que o artrópode comece a secar. 2. triatomídeos. Transportar com tira de papel para outro vidro de relógio. Deve ser escrito a lápis. Possui a propriedade de conservar. Utilizado para aranhas.Indireta. IDENTIFICAÇAO A identificação dos artrópodes é feita através do uso de chaves para classificação. clarear e servir de veículo de montagem de pequenos artrópodes. matar. sendo as mais usadas as três modalidades seguintes: 1.Montagem a seco Os alfinetes entomológicos empregados devem ser de níquel ou aço inoxidável e com comprimento e espessuras variáveis. Colocar o artrópode sem nenhum preparo prévio. data. Utilizada para mosquitos ou outros insetos. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . himenópteros. fixar.alguns minutos. Fixar o tórax do artrópode. nome do colecionador ou requisitante e nome vulgar e científico do artrópode. Montagem em liquido conservador 0 •Formol 10% ou álcool 70 . a quente.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 218 ETIQUETAGEM Colocar todas as informações na etiqueta como: nome do hospedeiro. larvas e ninfas. Empregado somente para demonstrações. quando colocadas dentro do vidro com o material e o líquido conservador. procedência. com água destilada . desidratar. No caso de exemplares secos é necessário passarem em câmara úmida durante dois dias. para torná-los moles. caixas ou tubos com naftalina. •Liquido de Faure. O artrópode é fixado por meio de bálsamo. A coloração é feita pela fucsina de Ziehl e a montagem entre lâmina e lamínula. escorpiões e carrapatos. 3. .Caixas de vidro. região do corpo em que foi encontrados. Montagem em bálsamo entre lamina e lamínula A montagem em lâmina e lamínula é indicada para adultos de pequenas espécies. indicação do líquido conservador. Colocar o alfinete no tórax ou escutelo. utilizando cola. cola ou esmalte na extremidade de pedaços triangulares de cartolina. Após a montagem o material deve ser guardado em gavetas. Utilizada para dípteros.

Técnica 2. que será continuada pelo óleo de cravo. • Transferir o artrópode por meio de uma tira de papel. até desprender vapores. • Observar ao estéreomicroscópio e com duas agulhas de ponta curva comprimi com cuidado.5 minutos em cada álcool. Retirar o excesso de creosoto com papel filtro. Gotejar o creosoto de Faia em uma lâmina.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 219 • • • • • • Colocar com tira de papel no ácido acético a 10% . entre lâmina e lamínula. Aquecer em banho-maria. • Fenol puro: 10 a 15 minutos. 95 . o artrópode pode ser colocado diretamente no creosoto até clarificar e. de acordo com a peça. contida em cápsula de porcelana.5 a 10 minutos. • Bálsamo. Creosoto de Faia. isso indica que o mesmo ainda se acha embebido da solução de potassa cáustica a 10%.70. Desidratar em álcool a 60. • Água oxigenada pura até a clarificação (este tempo depende do material). Tempo variável. Pingar sobre o artrópode uma gota de bálsamo e cobrir com uma lamínula. • Fenol-xilol: 10 minutos. • Para uma melhor clarificação de pulgas é aconselhável mergulhar os indivíduos em água __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Este aquecimento é dispensável. de minutos até tempo indeterminado. Observações • Do fenol puro. • Óleo de cravo: 10 minutos. • Se ao passar o exemplar pelo óleo de cravo o líquido ficar amarelado. passa-se do fenol para a fucsina fenicada de Ziehl e depois desidratase e diferencia-se pelo fenol sem prolongar a diferenciação. colocando o artrópode sobre a mesma. variando o tempo conforme a espessura do animal (10 a 15 ou mais minutos). • Corar pela fucsina de Ziehl aquecida ligeiramente. • Montar em bálsamo de Canadá. entre lamina e lamínula. 90. repetidas vezes. • Escorrer o fenol-xilol e tratar com algumas gotas de xilol-fenol. após. • Desprezar o liquido e passar. Técnica 3. Método de Costa Lima (coloração pela Fucsina) • Transferir o artrópode para a solução de potassa a 10%. • Desprezar a fucsina e colocar algumas gotas de fenol-xilol. duas a três vezes. Método de Costa Lima (com ou sem coloração peia Fucsina) • Potassa 10% quente (aquecida em banho-maria): 5 a 10 minutos. o artrópode. 80. diretamente no óleo de cravo. • No caso de corar o material. para expelir a potassa e fazer penetrar o fenol. para uma lâmina. Em seguida montar em bálsamo de Canadá. adicionando algumas gotas de fenol liquefeito. sendo conveniente voltar novamente ao fenol e depois continuar a operação. pelo xilol puro.

2. Colocar o material numa placa de Petri. Examinar o sedimento entre a lâmina e lamínula. ou coletar a serosidade do ouvido externo com auxilio de um cotonete. Técnica 4.. utilizando o bálsamo. quando ainda em movimento. Identificar ao microscópio. Neste caso há duas alternativas a seguir: 1. Goma de Berlese ou óleo mineral. cotonete.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 220 oxigenada 10 vols. Método simplificado para ácaros produtores de sarnas • Colocar o ácaro da sarna em álcool 950 • Transferir para o creosoto. durante aproximadamente 30 minutos. Técnica • • • • • Raspar profundamente a pele na região da lesão com um bisturi. Adicionar 15 ml de potassa 10% ao material coletado. • Montagem entre lamina e lamínula. Agitar a mistura com auxilio de bastão de vidro. • • • • • • Técnica da Potassa-éter Raspado das lesões com bisturi e glicerina. Examinar o material ao estereomicroscópio. Juntar 15 ml de éter sulfúrico. Retirar o sobrenadante. Lamina e lamínula. Resultado: Positivo ou Negativo. Examinar ao estereomicroscópio com aumento 40x. Coletar o parasito por meio de um estilete embebido em goma de Berlese ou óleo mineral e montar entre lâmina e lamínula. Identificar ao microscópio. Exame negativo. Acrescentar solução de potassa 10% ao material coletado. bisturi. colocando-o em placa de Petri. Deixar atuar por tempo indeterminado. Exame positivo. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Raspado cutâneo ou serosidade do ouvido. antes de executar a técnica. estilete. PESQUISA E COLETA DE ÁCAROS PRODUTORES DE SARNAS • • • • Placa de Petri.

especialmente Giardia. pássaros podem justaposição e é difícil de fazer o esfregaço. baratas. -Procedimento recupera TODOS os tipos de ovos de helmintos. fecal ou outro fazer -Única maneira para ver trofozoítos ao vivo (salina isotônica deve ser usado -Útil para como fezes de diluente). -Há pouca sujeira para obscurecer a visão do parasita. pequenos e répteis (onde ovos de trematódeos são comuns). -Pode não ver o parasita se a concentração de parasitos for muito baixa ou se há muito sedimento ou gordura presente. -Inadequado para amostras de fezes gordurosas. e a maioria dos cistos de -É mais difícil executar que outras técnicas.Amostras fixadas e para fezes com conteúdo de gordura alto ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . e alguns ovos de vermes chatos. -Areia. protozoários. larvas. material sementes. -Pode levar muito tempo para examinar tudo -Procedimento de flutuação dos ovos de helmintos mais comuns e oocistos -Soluções Sacarose saturada ou sal de são coccídios. -Neste procedimento não flutuam ovos de trematódeo e alguns ovos de vermes chatos -Distorce cisto de Giardia. Sedimentação Acetato de etila por -É a melhor técnica para materiais enviados na formalina . -ZnSO4 é caro e um densímetro deverá ser usado para fazer a solução. -Há pequenas sujeiras para obscurecer visão de parasitas. -Acetato de Etila é inflamável e caro. -Melhor Flutuação Sulfato de Zinco por método para cisto de alguns ovos de trematódeo. -Neste procedimento flutuam a -Procedimento não flutuará maioria dos ovos de helmintos.Técnicas 221 ______________________________________________________________________ TECNICAS HELMINTOLÓGICAS Técnica Vantagens Desvantagens -Rápida de preparar -Nenhuma distorção de parasitas se uma solução salina isotônica for usada Esfregaço direto como diluente. -Inadequado para amostras de fezes gordurosas. protozoário. -Há mais sujeira na lâmina de preparação que em lâminas de flutuação então levará muito mais tempo para fazer a leitura.

-Soluções são baratas. -Distorce cisto de Giardia. É uma técnica qualitativa ou seja. -Há pouca sujeira para obscurecer a visão do parasita. Objetivo: Pesquisa de ovos de trematódeos e cestódeos Material: • 2 a 5 gramas de Fezes ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . após concentração de fezes. Vantagens: -Procedimento de flutuação dos ovos de helmintos mais comuns e oocistos de coccídeos. Retirar a lâmina e inverte-la bruscamente sem deixar cair a gota de solução. Acrescentar o restante da solução. TÉCNICA DE HOFFMANN. Pesar dois gramas de fezes e colocar em um copo. aderindo-se a parte inferior de uma lamínula colocada na superfície do líquido. Usada principalmente em fezes de pequenos animais. Exame microscópico qualitativo direto. Colocar uma lâmina de vidro e deixar por 15 minutos. Homogeneizar com um bastão. coar e encher um tubo de ensaio até formar um menisco. Técnica: • • • • • • • Encher um tubo de ensaio com solução saturada (20ml).Técnicas 222 ______________________________________________________________________ SACAROSE SATURADA OU SAL TÉCNICA DE WILLIS Principio Em uma solução saturada de sal ou açúcar os ovos dos helmintos tendem a subir. Pôr uma lamínula e levar ao microscópio usando objetiva de 10x. Desvantagens: -Neste procedimento não flutuam ovos de trematódeos e alguns ovos de vermes chatos. PONS E JANER 1934 SEDIMENTAÇÃO SIMPLES Princípio: Sedimentação de ovos. serve para ver se há ou não ovos ou oocistos de protozoários. -Inadequado para amostras de fezes gordurosas. Acrescentar um pouco de solução hipersaturada nas fezes.

Deixar em repouso por mais 15 minutos Decantar o líquido sobrenadante Coletar com pipeta algumas gotas do sedimento Examinar ao microscópio entre lâmina e lamínula Se o primeiro resultado for negativo repetir o exame até três vezes TÉCNICA DE BAERMANN O método de Baermann é usado para a extração de fases larvais vivas de nematóides nas fezes. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . não aqueça acima de 37 a 40oClimite superior). Esparrame aproximadamente um grama de fezes em filtro de papel e coloque isto na peneira. Deixe na centrífuga durante 20 minutos Usando uma pipeta de Pasteur.Técnicas 223 ______________________________________________________________________ • • • • • • • Solução fisiológica ou água de torneira : 400 ml Lâmina e lamínula Bastão de vidro Coador Beaker com capacidade de 250 – 500 ml Cálice de sedimentaçãp (300-500 ml) Pipeta Técnica: • • • • • • • • • Diluir as fezes em 200 ml de solução fisiológica ou água no beaker. Primeiro. as larvas de nematóides mais parasitas são as piores nadadoras. Técnica • • • • • • • Coloque uma peneira em um Becker outro recipiente similar. Segundo. Se necessário. * Este procedimento faz uso de duas características de comportamento da larva do nematóide. para haver o amolecimento deixar em repouso por 10 a 20 minutos. Deixe descansar durante uma hora * * Retire a peneira Coloque o líquido em um tubo de centrífuga de 15 ml. Tenha cuidado para não romper as fezes. a água morna ativa a larva (porém. Colocar água morna* no Becker até cobrir as fezes. Tamisar a suspensão diretamente no cálice de sedimentação Deixar em repouso por 15 minutos Decantar o sobrenadante e adicionar ao sedimento 200 ml de solução fisiológica ou água. remova uma gota de sedimento do fundo do tubo e coloque em uma lâmina de microscópio para exame.

e tampa o tubo com uma rolha de borracha. NOTA: Quando remover da centrífuga. Sacuda vigorosamente o tubo. coe e despeje essa solução em um tubo de centrífuga de 15ml. e então centrifugue. Um anel de gordura dissolvida no meio.2 ) então esta técnica é preferida quando temos amostras de fezes fixadas em formalina. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Técnicas 224 ______________________________________________________________________ Então. Uma camada de água. As larvas que não conseguem nadar vão até o fundo do prato e acumulam-se lá. “retire” o anel de gordura que se formou entre a água e o acetato de etila (a tampa adere ao lado do tubo e deve ser separado antes do conteúdo líquido do tubo poder ser decantado). Uma camada de acetato de etila em cima. os eventos seguintes acontecem quando a peneira é colocada na água: As larvas migrarão pelo papel filtro e cairão na água. * * Quanto mais tempo você esperar. mexa com uma vareta e então transfira com uma pipeta para a lâmina. D. A formalina utilizada para fixar ovos e cistos pode fazer estes não flutuarem (eles podem ter uma gravidade específica agora maior que 1. mas com o tempo a amostra fecal começa a desmanchar e atravessa o filtro de papel o que conduz a um acúmulo de sedimento junto com as larvas. Adicione três ml de acetato de etila. Transfira algum sedimento do fundo do tubo para uma lâmina e examine. 2)Adicione uma gota de iodo ao tubo. • • Decante o sobrenadante cuidando para manter o sedimento do fundo do tubo intacto. 3) Use uma vareta para remover algum sedimento. C. mais larvas se acumularão no fundo do prato. B. TÉCNICA DE SEDIMENTAÇÃO PELO ACETATO DE ETILA Método: • • • Misture uma porção de fezes (aproximadamente 5x5 mm) em 9 ml de água. Faça um esfregaço e cubra isto com uma lamínula como você faria em um esfregaço direto. Usando uma vareta. o sedimento pode ser homogeneizado e uma gota transferida com uma pipeta para uma lâmina de microscopia. O sedimento pode ser transferido de vários modos: 1)Se algum líquido permanecer. seu tubo terá claramente camadas definidas: A. Uma porção de sedimento ao fundo.

Ir ao microscópio fazer a leitura. Examine na objetiva de 10X . ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .tem que ter o equivalente a uma gota grande na lâmina. A ZnSO4 solução deve ser armazenada em vidros bem fechados para prevenir evaporação (e conseqüente mudança na gravidade específica da solução).Pese as fezes (2 a 3 gramas . * ZnSO4 solução (1. 3-Usando um funil.18. você.misture bem.aproximadamente 1 cm em diâmetro). 5. mas a gordura permanecerá flutuante. Depois da centrifugação decante o sobrenadante e some solução de ZnSO4 .Usando uma vareta ou alça de platina remova uma amostra da superfície da solução e coloque em uma lâmina de microscopia. 6-Adicione uma gota de iodo (cora os cistos) e uma lamínula. Vantagem: Ela é rápida e como os ovos flutuam livre de sujeiras fica fácil de contar os ovos. Centrifugue como no passo 4. TÉCNICA DE MC MASTER A técnica de contagem de ovos de Mc Master é um método que determina o número de ovos de nematóides por grama de fezes para calcular a carga parasitária de lombrigas em um animal.Quando você centrifugar a mistura água (sem ZnSO4) -fezes. os ovos afundarão. TÉCNICA DE CENTRÍFUGO FLUTUAÇÃO EM SULFATO DE ZINCO Método: 1-Encha um tubo de centrífuga de 15 ml com solução de ZnSO4 (1. Você pode ter que fazer várias amostras com a vareta para adquirir bastante material para examinar .18 gravidade específica) * 2. A mistura deve ser conferida com um hidrômetro e deve ser ajustada a uma gravidade específica de 1. misture a solução e coe. e remover o material do topo do flutuador para examinar ovos. pode lavar a amostra antes de fazer a flutuação. centrifugar. 4Centrifugue durante 2 minutos a velocidade alta (1500 2000 rpm). Nota 1: Se a amostra contém uma quantia grande de gordura ou outro material que flutuam em água.Técnicas 225 ______________________________________________________________________ NOTA: Se você quiser usar esta técnica somente para remover gordura. verta a mistura de fezes + ZnSO4 para o tubo de centrífuga. você pode homogeneizar o sedimento com uma solução de flutuação (hipersaturada). Nota 2: Pode-se colocar diretamente uma lamínula no tubo de centrífuga cheio da solução e após centrifugação remover a lamínula para uma lâmina.18 gravidade específica) é feito somando 386 gramas de ZnSO4 a 1 litro de água.

15 ml fundo). Homogeneíze bem. triangular. Multiplique o número total de ovos nas 2 câmaras por 100. Se você utilizou 4 gramas multiplique por 50. .Ascarídeo: Ovos que contém 3 camadas. retire o coador e com uma pipeta transfira uma amostra da mistura para um das câmaras de Mc Master. o resultado final é o número de “ovos por grama de fezes”. fáceis de reconhecer. Significado: Ovino – 2 gramas de fezes 2 gramas 1 ovo X 100 = 100 OPG Bovino – 4 gramas de fezes 4 gramas 1 ovo X 50 = 50 OPG Ovos mais comuns: .Trichuris: Ovo bioperculado. Repita o procedimento e encha a outra câmara.3 ml.> 500 = dosificar < 500 = não dosificar Bovinos e eqüinos . . Espere 1 minuto e então conte o número total de ovos na lâmina.Família Trichostrongylidae: Difícil de classificar o gênero. pois os ovos são muito parecidos. .Eimeria: Oocisto de protozoário Contagem: Ovinos . Se você utilizou 2 gramas de fezes. então multiplique por 100 (se utilizou 4 gramas multiplique por 50).15 ml (a área marcada tem 1 cm X 1 cm e a câmara é 0.Técnicas 226 ______________________________________________________________________ Desvantagem: Você tem que usar uma câmara contadora especial. fácil de reconhecer.Moniezia: Ovo de cestóide. Técnica • • • • • • Pese 2 gramas de fezes para ovinos e 4g para bovinos Misture 60 ml de ZnSO4 ou solução saturada de sal ou açúcar. e este é os número de ovos por grama (OPG). . Estes é 1/200 de 60 ml. assim o volume examinado é 0.Strongyloides: Ovo larvado.> 300 = dosificar < 300 = não dosificar ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . formato quadrangular. fácil de reconhecer . A matemática: O volume debaixo da área marcada de cada câmara é 0. Passe as fezes por um coador.

Ex: Campo 1 – 800 ovelhas de cria fazer exame de 20 a 24 amostras. Campo 2 – 500 borregas ( 2 a 4 dentes) – coletar 15 amostras Campo 3 – 300 ovelhas de cria . água ou solução fisiológica e mexa com uma vareta. EXAME DIRETO DE FEZES Técnica • Coloque uma porção muito pequena de fezes em uma lâmina. coloque uma gota de iodo. ou solução fisiológica é separar a sujeira das fezes. • • A proposta do iodo. OBS: Para o controle do rebanho: fazer a coleta a cada 28. água. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Técnicas 227 ______________________________________________________________________ Coleta: Coletar uma amostra de 3 a 5 % do rebanho separado por idade.Coloque uma lamínula e leve para o microscópio. fezes secas e esterilizadas) -Tubo de ensaio -Placas de Petri -Pipeta -Cordão -Estufa Preparo • • • • Coletar 20 a 30 gramas de fezes frescas coletadas diretamente do reto Misturar as fezes com a serragem (2 partes de serragem para uma de fezes) Molhar até ficar na consistência de barro Encher o vidro com ¾ de sua capacidade. Para verificar a eficiência do medicamento: fazer a coleta 7 dias após a dosificação para verificar se foram eliminados ovos.coletar 9 amostras Ex: Ciclo do Haemonchus 21 = 7 dias = 28 dias Fazer a coleta a cada 28 dias.30 dias. Material: -Recipiente de vidro -Serragem lavada e esterilizada de pinho (só fezes. O material contido na lâmina deve estar fino o bastante para que você possa ler do princípio ao fim. COPROCULTURA Objetivo: Identificação de larvas (L3) de nematódeos gastrintestinais de ruminantes.

Vantagens . Desvantagens: -Pequena quantidade de fezes examinada que pode não detectar o parasitismo -Debris na lâmina que podem confundir a identificação Material • • • • Lâminas e lamínulas Pazinha Lugol (opcional) Solução fisiológica Técnica • • • • • Coloque uma gota de água na lâmina e uma quantidade igual de fezes Misture com a pazinha Faça um esfregaço com as fezes Remova o excesso de fezes.Técnica utilizada em casos de suspeita de grande infecção por parasitas. pouco equipamento requerido e facilidade de fazer. ESFREGAÇO DIRETO DE FEZES Principio Confecção de um esfregaço de fezes com uma quantidade pequena de fezes. Tampar o vidro com a placa de petri invertendo-o bruscamente para evitar que a água derrame. Coleta de larvas Encher o frasco com água até a borda.Rapidez. Colocar com a pipeta 5 a 10 ml de água na placa de petri Após 3 a 4 horas coletar o conteúdo existente na Placa de petri com uma pipeta e pôr em tubo de ensaio Fazer a identificação ou guardar na geladeira (dura 4 meses). Levar a estufa e umedecer diariamente (se necessário) a mistura por 7 dias. adicione mais água ou salina e cubra com a lamínula. Examine com objetiva de 10x para pesquisa de ovos e larvas e de 40x para pesquisa de protozoários MÉTODO DA GOTA ESPESSA ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Técnicas 228 ______________________________________________________________________ • • Limpar os bordos do vidro e tampá-lo com a placa de petri colocando um cordão (ou papel enrolado) entre a placa e o vidro para que entre ar.

Em seguida. Total.)= 2000 Coprocultura Haemonchus – 60% Trichostrongylus. fezes dia Postura/fêmea/dia Cálculo do número de machos 70% do número de fêmeas Ex: Peso vivo do rebanho – 20 kg (20. até conseguir uma camada uniforme. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .3400 Trichostrongylus adultos. Secar novamente e corar pelos métodos usuais. a) Número de fêmeas Haemonchus – 1200 X1000g = 1200 = 240 fêmeas 5000 ovos/dia 5 Número de machos de Haemonchus= 70% fêmeas= 70% de 240 fêmeas = 188 machos Total.20% Haemonchus 1200 ovos Trichostrongylus. sobre superfície reduzida. hemolisar com água destilada.1000 g. Técnica: Coloca-se em lâmina uma a duas gotas de sangue. a qual destrói os eritrócitos. os hematozoários contidos em determinado volume de sangue. CÁLCULO DA CARGA PATOGÊNICA Cálculo do número de fêmeas: No fêmeas: OPG X quant.Técnicas 229 ______________________________________________________________________ Objetivo: Este método consiste em concentrar.000g) OPG (Str. Espalha-se em forma circular com alça de platina.400 ovos Cooperia – 400 ovos Defecação diária do rebanho – 5% do peso vivo Rebanho. Deixar secar por exposição ao ar ou levar à estufa a 37oC. Examinar em objetiva de imersão. deixando intactos os leucócitos e os hematozoários.20% Cooperia.428 Haemonchus b) Número de fêmeas de Trichostrongylus – 400X 1000g = 2000 fêmeas 200 ovos/dia Número de machos de Trichostrongylus – 70% de 2000 = 1400 machos.

.........3400 Cooperia adultos Equivalência patogênica 500 Haemonchus428 Haemonchus – 4000 Trichostrongylus 3400 Trichostrongylus – 4000 Cooperia – 3400 Cooperia – 1 carga patogênica 0..... Strongyloides = 200 Bunostomum FÓRMULAS LUGOL Iodo..04 gramas H2O ...8 carga patogênica 1 carga patogênica 0..8 carga patogênica Carga patogênica total – 2.....70% de 2000 = 1400 machos Total... Nematodirus... Cooperia....... = 2000 fêmeas 200 ovos/dia Número de machos de Cooperia......100 ml SOLUÇÕES SATURADAS: ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro ....8 carga patogênica 1 carga patogênica 0.06 gramas Iodeto de Potássio .................4 Dois (2) inicia doença........ Ovopostura diária estimada HaemonchusTrichostrongylus Cooperia Strongyloides Bunostomum Oesophagostomum Nematodirus Ostertagia Chabertia 5000 200 200 3000 1200 3000 50 200 3000 Equivalência patogênica 500 Haemonchus = 100 Oesophagostomum= 3000 Ostertagia = 4000 Trichostrongylus ...Técnicas 230 ______________________________________________________________________ c) Número de fêmeas de Cooperia – 400 X 1000g....

......500 g Água destilada. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .......(preservativo) Dissolver o açúcar na água destilada morna.... Filtrar...Técnicas 231 ______________________________________________________________________ SAL Densidade em 200 C – 1...1000ml Dissolver o sal na água destilada morna.33 g Água destilada............................ SULFATO DE ZINCO Densidade em 150 C – 1....19 Cloreto de sódio. após a dissolução acrescentar o fenol ou formol.....100 ml Adicionar água destilada quente no sulfato de zinco... 10 ml ou fenol 7 g.....12 Açúcar. filtrar.......182 Sulfato de magnésio ..... AÇÚCAR Densidade em 150 C – 1....320 ml Formol comercial.................................................350 g Água destilada.

urina e ocasionalmente sangue ou esputo. > 40 µm. assim representando um constante risco de reinfecção. Infecções de cães e gatos por vermes são diagnosticadas através de exame de fezes. Espécies de vermes podem habitar vários órgãos e tecidos de seus hospedeiros. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE CÃES E GATOS 1.Com larva 2. Sem Plugues polares 2.1.1. ovos separados. são fáceis de ser observados a olho nu nas fezes e envolta da região anal. pulmões (Capillaria aerophila. Conteúdo não segmentado Casca lisa. Com opérculo > 120 µm.Não Protuberantes Casca espessa com superfície granular (na urina) 2. Espécies de Tenídeos podem ser diagnosticados por meio dos segmentos expelidos com as fezes. Dirofilaria immitis). ovos do tipo strongylidae ± 70 µm (cão) ± 65 µm (gato) (cão) Mesostephanus Apophallus Uncinaria Ancylostoma tuba Ancylostoma caninum ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Echinococcus granulosus).Não esférico. indica a presença do verme pulmonar (Aelurostrongylus abstrusus). Vermes de cães e gatos podem não ser somente patogênico para seus hospedeiros como podem também causar zoonoses. Alguns parasitam a bexiga e rins (Capillaria sp.2. Aelurostrongylus abstrusus) ou coração e vasos sangüíneos (Angiostrongylus vasorum.1. pelo íntimo contato com animais domésticos. 1 a 30 ovos em cápsulas ovígeras b. Embrião hexacanto a. Animais de estimação são infectados por vários gêneros de vermes – vários dos quais ocorrem em animais selvagens também. Na urina podemos encontrar o ovo de Capillaria plica. pois algumas vezes pode ocorrer a contaminação de urina nas fezes e então podemos encontrar esses ovos em exame de fezes. transparente Casca áspera. marrom amarelado Aprox. Esférico 2. 75 µ (cão) Aprox.2.2. b. 2. Capillaria felis cati e Dioctophyma renale. Muitos ovos de vermes encontrados nas fezes são de nematódeos gastrintestinais e poucas espécies de cestódeos.Com dois plugues polares 1. Com embrióforo. 65 µm (gato) 2. Multiceps Echinococcus Strongyloides 2. A presença de larvas de vermes em fezes de gato. e Dioctophyma renale). Sem opérculo. ovóide. fezes ou esputo) 1. quando ocorre em fezes de cães indica a presença de Angiostrongylus vasorum. Segmentos maduros ocorrem separadamente ou em cadeias.1. O alimento natural desses animais que consiste em carne. Os ovos de vermes de Trichuris.2. Crianças em particular. é a maior fonte de infecção.1.232 _____________________________________________________________________________ CÃES E GATOS INTRODUÇÃO O homem vive em contato direto com cães e gatos. A maioria ocorre no trato gastrintestinal.Protuberantes Casca lisa (nas fezes) Casca granulada (na urina. são altamente susceptíveis. Sem embrióforo. Ascarídeos e Taenia são extremamente resistentes.Sem larva a. Em exame direto ou técnicas de concentração raramente se observa a presença de ovos de Taenia. Deve-se ter o cuidado com o material utilizado na prática.1.2. Algumas espécies de vermes são transferidas para o homem (como Toxocara canis. a não ser que os segmentos maduros já tenham se desintegrado. Trichuris Capillaria Dioctophyma Toxascaris Toxocara canis Toxocara cati Dipylidium Taenia spp. peixe e especialmente vísceras.2.

44 µ de largura Ovóide com plugues polares levemente protuberantes Cor castanha amarelado Casca espessa com superfície granulosa.74 µm de comprimento por 35 . Ovos ocorrem na urina Deve ser diferenciado de ovos de Trichuris vulpis.68 µm de comprimento por 40 . e de ovos de Capillaria aerophila que ocorre somente em fezes ou esputo. com dois plugues polares.65 µm de comprimento por 29 . Plugues polares são transparentes.Nematoda Cães e gatos • • • • • Ovos de tamanho médio: 60 . ovos não segmentados. Ovos são somente encontrados na urina Deve ser diferenciado de ovos de Trichuris vulpis.Nematoda Cães e gatos • • • • • Ovos de tamanho médio: 64 .40 µ de largura Ovóide Alongado. Deve ser distinguido de ovos de Capillaria que são menores e tem casca granulosa. felis cati (gato) – C. Casca de cor marrom amarelada Conteúdo granular fino Dioctophyma renale . com dois plugues polares. plica (cão) • • • • • • • • Ovos de tamanho médio: 60 . e de ovos de Capillaria felis cati que ocorre somente em urina. ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Capillaria spp. largos e aplainados.30 µm de largura Ovóide Alongado. não segmentado.Nematoda C. Casca de cor amarelada Conteúdo não segmentado. que são maiores e tem casca lisa.233 _____________________________________________________________________________ Trichuris vulpis . que são maiores e tem casca lisa. .Nematoda Cães • • • • • • Ovos de tamanho médio: 70-90 µm de comprimento por 32 – 41 µm de largura Lados das paredes levemente em forma de barril Dois plugues polares transparentes nos pólos Parede espessa com superfície lisa Conteúdo granular. granular. Capillaria aerophila .

lisa e pálida. não segmentado e ocupando somente parte do ovo.Nematoda Cães • • • • Ovos de tamanho médio: 75 . que tem casca lisa. Quase esférico com membrana vitelina Ovo castanho a amarelado Contém embrião hexacanto no seu interior Deve ser distinguido de ovos de Toxascaris leonina. granular. que tem casca áspera e conteúdo marrom ou preto. não segmentado e normalmente ocupando todo o ovo. pálida e conteúdo marrom amarelado. Quase esféricos ou levemente ovais Casca espessa. Conteúdo granular marrom a preto. Conteúdo granular marrom à preto. Toxocara canis .85 µm.Nematoda Cães e Gatos • • • • Ovos de tamanho médio: 75 .Cestoda Gato • • • • Ovos de tamanho médio: 65 . não segmentado e normalmente ocupando todo o ovo.234 _____________________________________________________________________________ Toxascaris leonina . Conteúdo granular marrom amarelado. Deve ser distinguido de ovos de Toxascaris leonina. pálida e conteúdo marrom amarelado. Deve ser distinguido de ovos de Toxocara. áspera. ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Cães e gatos • • • • • Ovos dentro de uma cápsula ovígera (120 – 200 µm) em número de 1 a 30 Ovos pequenos 26-50 µm. que tem casca lisa.75 µm Quase esféricos ou levemente ovais Casca espessa. Quase esféricos ou levemente ovais Casca espessa.Nematoda Dipylidium caninum . Toxocara cati .90 µm. áspera. granular.

Cestoda Cães e Gatos • • Ovos semelhantes aos da Fasciola hepatica sendo amarelados e operculados.50µ de largura.34 µm de largura. Semelhante ao ovo de Spirocerca. Hydatigera taeniformis (gato) 31 .70 µ ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . lisa.36 µm de largura.235 _____________________________________________________________________________ Ovos de Taenia . Diphyllobotrium . Multiceps multiceps (cão) 31 .37 µm de largura. Echinococcus granulosus (cão e gato) 30 . com superfície lisa.Cestoda Cães e gatos • • • • • Ovo de tamanho pequeno: Taenia pisiformis (cão) 32 . é mais oval. Ovóide. Multiceps serialis (cão) 27 . Esférico a elipsóide Contém embrião hexacanto Casca espessa. 60.36 µm de largura. espessados em um ou outro pólo encontrados em fezes ou vômito. Blastômeros largos Deve ser distinguido de Ancylostoma caninum que é menor e tem a parede mais fina. Pólos diferentes Paredes tendem a ser paralelas Casca fina.Nematoda Cães e gatos • • Ovos alongados.Nematoda Cães • • • • • • Ovos de tamanho médio: 63 – 80 µm de diâmetro por 32 .36 µm de largura.38 µm de largura. porém.37 µm de largura. Echinococcus multiocularis (cão e raposa) 30 . Physaloptera . com embrióforo ( estriado radialmente) Estes ovos são observados somente após desintegração da proglótide Uncinaria stenocephala . porém menores. Taenia hydatigena (cão) 35 .

O ovo tem uma casca fina e embriona-se no pulmão. caninum 56 – 65µm de diâmetro por 37 – 43 de largura (Cães) A.Nematoda Cães e Gatos • • • • • • • • • Ovo de tamanho médio A.Cestoda Cães e gatos • Ovos semelhantes ao do Diphyllobotrium Toxoplasma . cada um com quatro esporozoítos. mede 70 a 80µm por 50 75µm Larva curta.Protozoário Gatos • • • • Oocistos: 12 µ São encontrados nas fezes de gatos e não são esporulados em fezes frescas A esporulação ocorre em no mínimo 3 dias O oocisto esporulado contém dois esporocistos. 2 a 8 blastômeros grandes Deve ser distinguido de Uncinaria stenocephala que é levemente maior Aelurostrongylus abstrusus . Tamanho médio: 360-400µ de diâmetro por 15 . .236 _____________________________________________________________________________ Ancylostoma spp. ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Nematoda Gato • • • • • • A larva L1 é encontrada nas fezes.20µ de largura. Cabeça cônica com esôfago característico de Strongyloides Com conteúdo granular Esporulado Não Esporulado Spirometra . espessa com um espinho dorsal na cauda. lisa. tubaeforme 55–76µm de diâmetro por 34– 45 de largura (Gatos) Ovóide Pólos similares e arredondados Lados das paredes com forma de barril Casca fina.

extremidade arredondada. • • Cryptosporidium . I.Protozoário Cães e Gatos • • • Oocistos minúsculos: 4 – 4. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. estes são esporulados quando eliminados nas fezes e contêm dois esporocistos cada um com quatro esporozoítos.Protozoário Isospora . 15 a 40 µ Cães e Gatos • Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. I.Protozoário Cães e Gatos • Ao contrário de Isospora. canis. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes.237 _____________________________________________________________________________ Trofozoíta Cistos Giardia. ohioensis. I. A forma trofozoíta é muito sensível. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. Sarcocystis .Protozoário (I.5 µ. felis. 14-15 µ • ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . rivolta) Cães e Gatos • • Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos.

2. A maioria dos laboratórios não consegue distinguir os ovos de Cooperia. e mórulas com grande quantidade de pequenos blastômeros Dicrocoelium Fasciola Paramphistomum Toxocara Trichuris Capillaria Strongyloides Moniezia Nematodirus Marshallagia Bunostomum Trichostrongylus Cooperia Haemonchus Oesophagostomum Chabertia Ostertagia __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Se forem achados segmentos ou cadeias inteiras de segmentos maduros nas fezes um exame ao microscópio poderá confirmar uma infecção por Moniezia com típicos ovos irregulares.Com opérculo # Pequenos ovos de cor escura elipsóides e assimétricos # Ovos grandes e elipsóides a.Sem opérculo a.Ovos triangulares ou piramidais com larva contendo seis ganchos 2.8 blastômeros > 8 blastômeros (16. Os ovos de Toxocara vitulorum são bastante similares aos ovos de T. Um diagnóstico correto pode ser feito com uma boa experiência e comparando as características com precisão. vitulorum.2.Com parede espessa e membrana albuminosa b. canis. Os ovos de vermes redondos como Trichuris (com plugues polares). CAPRINOS E BOVINOS INTRODUÇÃO Os ovos de vermes e larvas encontrados em fezes de bovinos são quase os mesmos encontrados em ovinos e caprinos. então dão o diagnóstico de: presença de Estrongilideos ou Trichostrongilideos nas fezes. Estes são os ovos de vermes mais freqüentemente encontrados e eles tem dimensões muito parecidas. em bovinos o único verme pulmonar encontrado é o Dictyocaulus viviparus.esverdeados a hialinos (160 µ) 2.2Sem plugues polares protuberantes 2.Com plugues polares 1. Trichostrongylus.238 ___________________________________________________________________________ OVINOS. os ovos contém de 4 a 32 blastômeros.1Plugues polares protuberantes 1. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE RUMINANTES 1.Sem larva 2. Os grandes e pequenos vermes pulmonares de ovinos são diferenciados pelo exame microscópico das larvas. Strongyloides (com larva no interior) ou os muito grandes como Nematodirus são facilmente reconhecidos.2. Uma infecção com trematódeos como a Fasciola hepatica é facilmente identificada pelos ovos típicos (amarelos e grandes com um opérculo). e então confirmado o diagnóstico. Há um desenvolvimento embrionário em ovos de Trichostrongylideos gastrointestinais: De acordo com a espécie de verme.Com larva . com larva de nematóide no interior . Haemonchus.1. Ostertagia e Oesophagostomum. Se for preciso podem ser identificadas as larvas dos vários gêneros após coprocultura.Sem plugues polares 2.Casca fina. canis é mais larga que a de T.amarelo ouro a marrom (140 µ) b.Com dupla parede transparente > 130 µ ♦Ovos ovóides com grandes blastômeros escuros ♦Ovos elípticos com pólos não similares < 130 µ 4. porém a camada externa da casca dos ovos de T.Ovos ovais ou elipsóides com pequenos blastômeros Largo com pólos ligeiramente aplainados Pólos não muito largos.Ovos ovais com grandes blastômeros Com pólos mais ou menos assimétricos Com pólos similares d.1. parasito de cães.32) Pólos marcadamente distintos Pólos similares ou quase similares Com paredes paralelas Com paredes esféricas c.2.

brevipes) Nematoda Ruminantes • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 45 . forma de elipse • Pólos largos. Ovos de tamanho médio: o Moniezia expansa – ovinos formato mais ou menos triangular a piramidal : 50 .90 µ Contém um embrião cercado por um aparato piriforme Parede espessa com superfície lisa. longipes – C. plugues polares aplainados). __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Strongyloides papillosus . que mais • tarde emerge do ovo. • É embrionado: contém a larva L1. cinzenta.25 µ de largura Com dois plugues polares pouco protuberantes e transparentes Lados das paredes são paralelos Conteúdo granular.239 ___________________________________________________________________________ Trichuris ovis . Parede espessa com superfície enrugada Ruminantes • • • • Ovos de tamanho médio: 75 µ (70-80) de comprimento por 35 µ (30-42) de largura Com dois plugues polares protuberantes e transparentes Parede espessa Conteúdo granular. M. Deve ser distinguido de Capillaria (< 60 µ de comprimento.Cestoda Ruminantes Ovos de tamanho médio: 47-65 µ de • comprimento por 25 . com superfície lisa. cor escura. (C. sem blastômeros. não segmentado. pálido. semelhantes e ligeiramente aplainados • Paredes laterais semelhantes • Casca fina.Nematoda Ruminantes • Moniezia .Nematoda Capillaria sp. M.26 µ de largura • Ovo largo.60 µ o Moniezia benedeni – bovinos – Formato mais ou menos quadrangular: 80 . às vezes até mesmo no mesmo dia.50 µ de comprimento por 22 .

é difícil de distinguir.90 µ de largura. de cinzento a esverdeado. nitidamente alveoladas. Quase esféricos Paredes espessas.77µ de largura. Deve ser distinguido de Fasciola (menor. • pois se observa vagamente o opérculo.Trematoda Ruminantes Ovos de tamanho grande: (> 130 µ) 130 – 145 µ de comprimento por 70. Contém conteúdo granular. de cor esverdeada) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .30 µ de largura • Marrom escuro • • Formato de elipse irregular • • Parede espessa • Contém o miracídio que preenche • completamente o ovo. • Deve ser distinguido de Paramphistomum cervi (é maior.240 ___________________________________________________________________________ Fasciol Paramphistom Paramphistomum cervi . marrom amarelado) Dicrocoelium lanceatum .Trematoda Ruminantes • Fasciola hepatica . Pólo com tampa (um opérculo) Ovos de tamanho pequeno: 38 .Trematoda Ruminantes • • • • Ovos de tamanho grande: maior que 160 µ (125 – 180) de comprimento por 75 – 103 (90) µ de largura Cor pálida. sem blastômeros.45 µ de • comprimento por 22 . Elipse quase regular Pólos quase similares Paredes simétricas com forma de barril Paredes finas Ovos marrons amarelados. não segmentado e usualmente preenchendo só uma parte do ovo. Toxocara vitulorum . Pólo com tampa (opérculo) Nos estágios de início de segmentação ele contém 4 a 8 blastômeros cercados por aproximadamente 50 células. granulares.Nematoda Ruminantes • • • • Ovos de tamanho médio: 69 – 95 µ de comprimento por 60 .

claro(N. pálido (N. helvetianus) ou marrom (N. filicollis. o Bunostomum trigonocephalum (ovino) 88-104 µ de comprimento por 47 .56µ de largura. 16032 blastômeros) Ruminantes • Ovos de tamanho médio: o Bunostomum phlebotomum (bovino) 88104 µ de comprimento por 47 .Nematoda Bunostomum .Nematodirus battus 164 µ (152 – 182) de comprimento por 72µ (67-77) de largura • Formato de elipse mais ou menos regular • Paredes similares • Pólos similares • Casca fina.Nematodirus helvetianus 212 µ (160 – 233)de comprimento por 97µ (87-121)de largura . Paredes com lados não similares. com 4 a 8 blastômeros. De formato elíptico regular largo. N. battus) • 2 a 8 grandes blastômeros Deve ser diferenciado de Marshallagia marshalli (pólos arredondados.Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho grande (>130 µ): . com um dos lados levemente aplainado. spathiger).Nematodirus spathiger 200 µ (175 – 260)de comprimento por 108µ (106-110)de largura .Nematodirus filicollis 150 µ (130 – 200) de comprimento por 75µ (70-90)de largura . • • Deve ser diferenciado de Chabertia (lados paredes similares e mais blastômeros) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .56µ de largura.241 ___________________________________________________________________________ Nematodirus .

• Muitos blastômeros.Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: . • Lados das paredes diferentes. • 16 a 32 blastômeros Cooperia . com superfície lisa.Trichostrongylus axei 70 .108 µ de comprimento por 30 .95 µ por 36-44 µ . o lado interno é coberto por uma fina membrana do ovo.101 µ de comprimento por 38-50 µ de largura . não muito largos.83 µ por 29-34 µ . um dos quais mais arredondado que o outro.Trichostrongylus colubriformis 79 .Cooperia oncophora – bovinos .Cooperia punctata – bovinos – 69 . difícil de distinguir. quase similares.60 .48 µ de largura . sendo um mais aplainado.125 µ de comprimento por 37-55 µ de largura • Elipse irregular • Pólos não semelhantes. • Lados das paredes paralelos e aplainados • Casca fina com superfície lisa.Cooperia curticei – ovinos . 85 . • Casca fina.88 µ por 3042 µ • Elipse pequena regular • Pólos pequenos.74 . Diferenciar de Ostertagia (paredes esféricas e pólos mais largos) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Trichostrongylus vitrinus>90 µ .242 ___________________________________________________________________________ Trichostrongylus .Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: .

o lado interno é coberto por uma fina membrana.Nematoda Ruminantes • • Ovos de tamanho médio: Média de 74 µ (62-95) de comprimento por 44 µ (36-50) de largura Elipse larga regular Pólos largos. Oesophagostomum . • • Casca fina com superfície lisa. • • Pólos arredondados e similares • Lados das paredes quase similares.98 µ por 46-54 µ -Oesophagostomum columbianum– ovinos– 65 • 88 µ por 40-54 µ • -Oesophagostomum venulosum – ovinos .Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: -Oesophagostomum radiatum – bovinos . Lados das paredes similares.85 • 120 µ por 45-60 µ • Formato elíptico. a parte de dentro é coberta por uma fina membrana.75 . aplainados e muito similares. Diferenciar de Oesophagostomum (blastômeros • 16 a 32 blastômeros são facilmente distinguidos) Diferenciar de Haemonchus (blastômeros são mais difíceis de distinguir) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Casca fina. Numerosos e quase não distinguíveis blastômeros. largo e regular. amarelados com superfície lisa.243 ___________________________________________________________________________ Haemonchus . parecendo um barril. parecidos com um barril.

16 a 32 blastômeros. com superfície lisa.Nematoda Ruminantes • • • • • 390-450 µ de comprimento por 25µ de largura Cabeça arredondada (não tem uma protuberância protoplasmática (botão cefálico) como Dictyocaulus filaria) Esôfago simples do tipo estrongiloide.244 ___________________________________________________________________________ Chabertia ovina .Nematoda Dictyocaulus filaria – L1 . • Grande número de blastômeros difíceis de Diferenciar de Bunostomum (um lado da parede é distinguir e que preenchem quase todo ovo aplainado) Diferenciar de Haemonchus (redondo) e Cooperia (Paredes paralelas) Dictyocaulus viviparus – L1 .98 µ por • 46-54 µ • Formato elíptico. aplainados e muito similares Lados das paredes similares. a parte de dentro é coberta por uma fina membrana . parecidos com • um barril • Casca fina com superfície lisa.98 µ por 4654 µ • -Ostertagia circumcincta – ovinos . largo e regular Pólos ligeiramente largos.75 . o lado interno • é coberto por uma fina membrana. regular • • Pólos não muito largos e simétricos • Lados das paredes simétricos. Encontrado nas fezes Cauda termina em ponto cego Ruminantes • • • • 550 – 580 µ Cabeça contém uma protuberância protoplasmática (botão cefálico) Muitos grânulos intestinais acinzentados Cauda termina em ponto cego __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .75 . Ostertagia .Nematoda Ovinos • • Ovos de tamanho médio: Média de 90 µ (77-105) de comprimento por 50 µ (45-59) de largura Formato elíptico.Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: -Ostertagia ostertagi – bovinos . parecendo um barril Casca fina.

Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. auburnensis. Presença de corpos para-uterinos nos ovos • • Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. E. granulosa. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. A forma trofozoíta é muito sensível. intricata) Ruminantes • • Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada.245 ___________________________________________________________________________ Não esporul Esporul ado Muellerius capillaris. E. E. 19 – 26 µ. E. cylindrica. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. E. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . extremidade arredondada. E. ellipsoidallis. zuernii. faurei. ahsata. bovis. ovinoidalis. E. sem aparato piriforme. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito.L1 – Larva . simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava.Cestoda Ruminantes • • Ovos muito pequenos. 18 – 30 µ Ovinos • • • • 300 – 320 µ Cabeça sem uma protuberância protoplasmática (botão cefálico) Grânulos intestinais finos Cauda termina com um espinho dorsal e ondulada Trofozoít Giardia – Protozoário Ruminantes • Cist Thysanosoma . E.Protozoário ( E. ovina.Nematoda Eimeria . E. E. crandallis. E.

parede espessa 2.246 ______________________________________________________________________ SUINOS INTRODUÇÃO Os ovos de Ascaris suum. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE SUÍNOS 1. Strongyloides sp. são bastante difíceis de diferenciar. são fáceis de reconhecer pela parede fina e lisa.Após trichinoscopia Protozoários: Giardia Eimeria Balantidium Isospora Outros: Schistosoma Gongylonema Macracantorhynchus Trichinella ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Parede lisa e fina . o diagnóstico diferencial é possível somente após cultura das fezes (coprocultura) e exame microscópico da larva. Trichuris suis. Sem larva Parede marrom. Em fezes velhas é difícil de identificar a larva de Strongyloides de outras larvas de vida livre que habitam o bolo fecal.1. essa larva emerge muito cedo do ovo. Fezes de suíno também podem conter ovos de outros parasitas principalmente de ruminantes como: Trichostrongylus vitrinus e Trichostrongylus colubriformis e ovos de trematódeos de Fasciola hepatica e Dicrocoelium lanceatum. As características destas larvas são específicas das espécies. As diferenças entre os ovos de Oesophagostomum sp.Com plugues polares 2. São fáceis de identificar. recém expelidas. Os ovos de Strongyloides sp. e também por conter no seu interior uma larva (L1). e Hyostrongylus rubidus. e Metastrongylus sp. ao contrário.2.Sem Plugues polares 2. O ovo de Metastrongylus também contém uma larva L1. então para identificação desse ovo devemos examinar fezes frescas. espessa Ovo pálido com casca lisa > 8 blastômeros < 8 blastômeros Ovo na urina Trichuris Strongyloides Metastrongylus Physocephalus Ascaris *Hyostrongilus e Oesophagostomum Globocephalus Stephanurus . Com larva .Superfície enrugada . porém a superfície do ovo é enrugada.Elíptico e alongado.

26 µ de largura Ovo elíptico e alongado Casca espessa Contém uma larva Deve ser diferenciado de ovos de Strongyloides sp. ransomi) Nematoda Suínos • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 40 .Nematoda Suínos • • • • • Ovos de tamanho médio: 51 . ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Deve ser diferenciado de ovos de Metastrongylus que são mais largos e mais redondos.55 µm de comprimento por 20 . não segmentado.247 ______________________________________________________________________ Trichuris suis -Nematoda Strongyloides (S. Physocephalus sexalatus -Nematoda Suínos • • • • Ovos de tamanho pequeno: 31 .63 µ de comprimento por 33 .35 µm de largura Forma elíptica Casca de cor verde acinzentada Parede muito fina Contém uma larva L1 Suínos • • • • • Ovos de tamanho médio: 50-68 µm de comprimento por 21 – 31 µ de largura Lados das paredes levemente em forma de barril Dois plugues polares transparentes nos pólos Parede espessa com superfície lisa Conteúdo granular. Metastrongylus elongates . papillosus (=suis) – S. mais lisos e mais elipsóides.42 µ de largura Forma elíptica ou arredondada Casca espessa com superfície enrugada Contém uma larva L1 A casca do ovo de Metastrongylus possui debris fecais aderidos.45 µ de comprimento por 12 . que são menores.

248 ______________________________________________________________________

Ascaris suum - Nematoda Suínos • • • • Ovos de tamanho médio: 50 – 70µm de comprimento por 40 - 60µm de largura Elípticos ou redondos Casca espessa, aberto pelo lado de dentro por uma membrana. Cor marrom dourado. não segmentadas,

Globocephalus urosubulatus - Nematoda Suínos • • • • Ovos de tamanho médio: 50 - 56 µm de comprimento por 26 - 35µm de largura Ovóide Casca fina, pálida com superfície lisa. Poucos blastômeros: 6 - 8

Conteúdo: células granulares.

Deve ser distinguido de ovos de Oesophagostomum e Hyostrongylus que tem mais blastômeros.

Adultos
Hyostrongylus rubidus - Nematoda Hyostrongylus rubidus L3 – Larva - Nematoda

Suínos • • • • Ovos de tamanho médio: 69 - 85 µ por 39 – 45 µ de largura Ovóides com pólos redondos similares Ovo de superfície lisa e parede fina. Em fezes frescas: mínimo de 32 blastômeros.

Suínos • • • Tamanho: Sem envoltura: 715 - 735 µ Com envoltura: 800 - 22 µ Cauda longa: 60 - 68 µ . A larva tem movimentos rápidos.

Deve ser distinguido de ovos de Oesophagostomum, para isso deve ser feita cultura das fezes e diferenciação pelas larvas.

Deve ser distinguido de larvas de Oesophagostomum, que são mais curtas e mais espessas, e se movem mais lentamente. Usar técnica de Baermann, após cultura das larvas.

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Oesophagostomum dentatum - Nematoda

Oesophagostomum dentatum L3 – Larva Nematoda Suínos • • • Tamanho: Sem envoltura: 515 - 532 µ Com envoltura: 660 - 720 µ X 30 µ Cauda curta: 45 - 53 µ . A larva tem movimentos lentos.

Suínos • • • • • • Ovos de tamanho médio: 66 - 80 µ por 38 - 47 µ Formato oval largo e regular Pólos arredondados e similares Lados das paredes quase similares, parecidos com um barril Casca fina com superfície lisa, o lado interno é coberto por uma fina membrana. Em fezes frescas: 8 a 16 blastômeros

Deve ser distinguido de larvas de Hyostrongylus, que é mais longa e mais fina, e se move rapidamente. Usar técnica de Baermann, após cultura das larvas.

Diferenciar de Hyostrongylus A diferenciação é feita por meio de cultura de fezes e exame microscópico das larvas

Stephanurus dentatus - Nematoda

Trichinella spiralis - Nematoda

Suínos • • • • •

Suínos, ratos, outros mamíferos e homem Tamanho: 30 µ - 800 - 1000 µ A larva infectante vive encapsulada no tecido muscular de vários mamíferos e são adquiridos através da alimentação. A larva encapsulada no tecido tem formato espiral

Ovos de tamanho médio: 90 - 114 µ por 53 • • - 70 µ Formato elíptico largo e irregular Casca fina e transparente • Muitos blastômeros: 32 - 64 O ovo é encontrado somente na urina

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Trofozoíta Giardia - Protozoário Suínos •

Cisto Isospora - Protozoário Suínos • • Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos. 15 a 18 µ

• •

Forma trofozoíta piriforme e elipsóide, extremidade arredondada, simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. Forma cística de forma oval possuindo dois a quatro núcleos e fibrilas. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes, pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. A forma trofozoíta é muito sensível.

Não esporulado

Esporulado

Eimeria – Protozoário (E. spinosa, E. porci, E. Macracantorhynchus - Acantocephala neodebliecki, E. debliecki, E. scabra) Suínos • • Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. 18 – 23 µ Suínos • • Ovo oval com 110 µ Casca marrom escura e contém a larva acantor no seu interior.

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EQUINOS INTRODUÇÃO Em nossas regiões quase todos os eqüinos são infectados por nematóides. A maioria da população de vermes possui grande variedade de espécies, sendo as mais patogênicas as pertencentes às famílias Ascaridae e Strongylidae. O diagnóstico das helmintíases é determinado principalmente pelo exame microscópico dos ovos dos vermes. Os ovos de Oxyuris equi e Parascaris equorum são bastante característicos e fáceis de identificar. O ovo de Dictyocaulus arnfield, Strongyloides westeri e Habronema spp. sempre contém uma larva. A larva deixa o ovo cedo – algumas vezes dentro do hospedeiro de forma que ovos e larvas podem ser encontrados nas fezes. Os ovos de Trichostrongylus axei, Triodontophorus spp., Trichonema spp. e Strongylus spp. são muito similares, a diferenciação é possível mediante apurada medida e comparação de suas propriedades morfológicas. As larvas desses nematóides obtidas após cultura das fezes, são facilmente distinguíveis com a ajuda de um microscópio. Um número de gêneros que ocorrem com menor freqüência não foi incluído aqui, como: Oesophagodonthus, Craterostomum, Gyalocephalus, Posteriostomum. Os ovos dos cestódeos Anoplocephala perfoliata, A. magna e Paranoplocephala mamillana são expelidos com as fezes. Os ovos de Trematódeos de eqüinos são principalmente parasitas de ruminantes (Dicrocoelium lanceatum, Fasciola hepatica). Por causa de sua localização em certos órgãos e tecidos, ovos de várias espécies de Spiruroidea e Filarioidea são impossíveis de achar nas fezes. Thelazia lacrymalis ocorre nos olhos. Setaria equina vive na cavidade abdominal, enquanto as microfilárias estão no sangue. A oncocerchose habita os tendões e tecido conectivo. As larvas de espécies de Filarioidea são detectadas no sangue ou fluido tissular. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE EQUINOS 1.Com larva 1.1.Com um plugue polar, assimétrico Oxyuris 1.2.Sem plugue polar 1.2.1. Uma única casca Cilíndrica Habronema Strongyloides - Elipsóide, < 50µ Dictyocaulus 1.2.2. Dupla casca do ovo, elipsóide > 80 µ 1.2.3. Tripla casca do ovo, quase esférica Anoplocephala ♦Embrião hexacanto = 16 µ perfoliata Anoploc. magna ♦Embrião hexacanto = 8 µ Paranoplocephala ♦Aparato piriforme bem desenvolvido 2.Sem larva 2.1. Com opérculo a) Pequeno, escuro e assimétrico. b) Grande, marrom amarelado à marrom. 2.2.Sem opérculo a) Esféricos > 90µ, amarelo ouro, casca espessa b) Não esféricos, ovóides ou elipsóides b.1) Pólos não similares b.2) Pólos similares Eixo menor, < ½ do eixo maior > 130 µ, lados das paredes parecem barris < 110 µ , Lados das paredes paralelos Eixo menor > ½ do eixo maior

Dicrocoelium Fasciola

Parascaris Trichostrongylus

Triodontophorus Trichonema Strongylus

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Oxyuris equi - Nematoda Equinos • • • • • • Ovos de tamanho médio: 80-95 µ de comprimento por 40–45 µ de largura Ovóide, levemente assimétrico. Lados das paredes não são similares, um é mais aplainado. Plugue polar transparente em um pólo Parede espessa com superfície lisa Sempre contém um estágio tardio de mórula ou uma larva – L1 • • • • • •

Habronema sp - Nematoda Eqüinos Ovos de tamanho pequeno: 40 - 55 µ de comprimento por 8 - 16 µ de largura Cilíndrico ou baciliforme, fortemente comprimido. Paredes laterais em forma de barril Casca espessa Contém uma larva Nas fezes, ambos estágios de ovos ou larvas podem ser detectados.

Strongyloides westeri - Nematoda Equinos • • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 40 - 50 µ de comprimento por 30–40 µ de largura Ovóides Lados das paredes são simétricos Pólos largos e similares Parede fina com superfície lisa Contém uma larva pequena e espessa • • • • •

Dictyocaulus arnfield - Nematoda Eqüinos Ovos de tamanho médio: 80 - 100 µ de comprimento por 50 - 60 µ de largura Elipsóide Lados das paredes simétricos Casca fina Contém uma larva que emerge do ovo muito cedo

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algumas vezes mais ou menos aplainados em um ou em vários lados. Com opérculo ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . sem blastômeros.Trematoda Equinos • • • • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 38 . Superfície lisa. . Opérculo não visível • • • • • • • Fasciola hepatica . esôfago claramente visível.Trematoda Eqüinos Ovos de tamanho grande (> 130 µ ): 130 – 145 µ de diâmetro por 70 . várias cascas finas Contém embrião hexacanto cercado por um aparato quitinoso piriforme (semelhante a uma pêra) Dicrocoelium lanceatum . com grânulos. Cauda termina puntiforme (forma de ponto) com projeção transparente • • • • • • • Anoplocephala sp. Elípticos quase regulares Pólos quase similares Lados das paredes com formato de barril e simétricas Casca fina Ovo marrom amarelado.480 µ Espessura: 14 – 18 µ Larva bem desenvolvida. Marrom escuro Elípticos irregulares Lados das paredes não são similares Assimétricos Casca espessa Contém um miracídio que preenche o ovo completamente sendo difícil de distinguir.Cestoda Eqüinos Ovos de tamanho médio: Anoplocephala perfoliata: 65 .45 µ de comprimento por 22 – 30 µ de largura.253 ______________________________________________________________________ Dictyocaulus arnfield – L2 – Larva Nematoda Equinos • • • • Tamanho 290 .80 µ diâmetro do embrião 16 µ Anoplocephala magna: 50 –60 µ diâmetro do embrião 8 µ Paranoplocephala magna: 50 –60 µ diâmetro Quase esféricos.90µ de largura.

coberta com pontos finos Contém uma ou duas células Trichostrongylus axei .Nematoda Equinos • • • • • • • Ovo de tamanho grande: 130 – 140µ de diâmetro por 55 .Nematoda Eqüinos O gênero Trichonema compreende uma grande variedade e espécies. E é impossível diferenciar os ovos dos vermes. Ovóide O eixo menor é < que a ½ do eixo maior Pólos quase similares ou similares Lados das paredes com forma de barril Paredes lisas Contém uma mórula com blastômeros grandes e pretos Cyathostoma (= Trichonema) . • Ovos de tamanho médio: 100-110µ de diâmetro por 40 . 16 a 32 blastômeros Deve ser distinguido de Triodontophorus. • Pólos quase similares • Lados das paredes paralelos mais ou menos aplainados.65µ de largura. Casca espessa. • Casca fina. Quase esférico Marrom.45µ de largura. com superfície lisa. (tamanho menor e lados das paredes paralelos) e Strongylus sp. Triodontophorus sp . e o eixo menor é maior que a metade do eixo maior) ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . (menor. não são similares um é mais redondo que o outro. Strongylus e Trichonema. recoberta no seu interior por uma membrana. Casca fina. pois este tem os pólos claramente diferentes e o número de blastômeros é sempre 16 ou mais. Lados das paredes não similares.48µ de largura.Nematoda Eqüinos • • • • • • • Ovos de tamanho médio: 70 – 108µ de diâmetro por 30 . • Ovóide alongado • O eixo menor é mais curto que metade do eixo maior.254 ______________________________________________________________________ Parascaris equorum . um é mais aplainado. Elipse irregular Pólos não muito largos. amarelado. • Contém uma mórula com um pequeno número de blastômeros Deve ser distinguido de Triodontophorus (maior) e Strongylus (eixo menor é maior que o eixo maior) • Deve ser distinguido de Trichonema sp.Nematoda Equinos • • • • • Ovo de tamanho médio: ± 100 µ de comprimento por ± 90 µ de largura. com superfície lisa.

Strongylus equinus: 75-92µ de diâmetro por 41 54µ de largura. Contém uma mórula com um pequeno número de grandes blastômeros Deve ser distinguido de Trichonema e Triodontophorus (eixo menor é mais curto que metade do eixo maior). Casca fina.Nematoda Strongylus spp.5/1) 8 células intestinais triangulares Deve ser distinguida de larvas de Strongylus ( 16 a 32 células intestinais) • • • • • • • • • • • Eqüinos Ovos de tamanho médio: Strongylus vulgaris: 83-93µ de diâmetro por 48 52µ de largura.Nematoda Equinos • • • • • Tamanho grande: 850µ A larva tem uma envoltura Sua cauda é longa e termina em forma de chicote (proporção entre corpo e cauda é de 1.Nematoda Strongylus edentatus. .255 ______________________________________________________________________ Cyathostoma (= Trichonema) L3 Larva.5/1 Tem 28 a 32 células intestinais retangulares ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Proporção entre corpo e cauda é de 2/1 Tem 20 células intestinais Equinos • • • Tamanho: 800 – 1000µ de diâmetro por 40µ de largura. com superfície lisa.. L3 – Larva Nematoda Eqüinos • • • Tamanho: 800 µ de diâmetro por 40µ de largura. Strongylus vulgaris . Proporção entre corpo e cauda é de 2. Strongylus edentatus: 78-88µ de diâmetro por 48 52µ de largura. Ovóide Pólos similares ou quase similares Lados das paredes em forma de barril Eixo menor é maior que a metade do eixo maior.L3 – Larva .

Proporção entre corpo e cauda é de 2.Nematoda Equinos • • • Tamanho: 1000µ de diâmetro por 40µ de • largura.L3 –Larva . A Eimeria de eqüinos é muito grande – 70-90 µ.8/1 • Tem 16 células intestinais retangulares Eimeria .256 ______________________________________________________________________ Não esporulado Esporulado Strongylus equinus . ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . oocisto ovóide.Protozoário Equinos Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. fácil de diagnosticar.

2. Para identificar todos os ovos de vermes de pássaros. perdiz. por esse motivo somente os ovos dos principais vermes de pombo.Com embrião < 40 µ. elipsóides Opérculos difíceis de distinguir. Um exato diagnóstico dos helmintos envolvidos vai. Com opérculo Opérculos aparentemente visíveis. cisne e periquito foram considerados.* Syngamus Cyathostoma Heterakis Ascaridia Trichostrongylus Amidostomum * Cestóides são determinados mais precisamente por achado nas fezes do proglote do verme adulto.1. lados paredes paralelos > 85 µ . as espécies de pássaros e esta tabela de diferenciação é consultada.Sem plugues polares a.Com plugues polares 2.1. foi feita uma tabela de diferenciação.Com dois filamentos 2. como regra. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE AVES 1. Esta lista é restrita às espécies de vermes mais importantes e é dividida em três grupos: Nematóides. faisão. Conteúdo granular.1. ± paredes em forma de barril b. ganso. não segmentado < 75 µ . Para facilitar a diferenciação e assim achar o diagnóstico certo. peru. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . ± paredes lisas > 75 µ . o diagnóstico fica simples. galinha. Sem opérculo b.* Raillietina sp. Quando a lista de vermes. ser possível somente após o isolamento e determinação da espécie de verme. com larva > 50 µ.Sem filamentos 2. ovóides b. cestóides e trematóides.2. paredes em forma de barril Notocotylus Catatropis Capillaria Echinuria Ornithobilharzia Hymenolepis sp.Conteúdo segmentado < 75 µ .257 ______________________________________________________________________ AVES INTRODUÇÃO Discutir todas as espécies de vermes que acometem um número igualmente grande de espécies de aves é um trabalho de enciclopédia.* Davainea sp. com espinho Embrião hexacanto b.Sem embrião b. uma lista de vários parasitas por espécie de pássaro foi somada à clássica “chave de ovos de vermes".2.2.2.

perdiz. perdiz. • • • • Ovos de tamanho pequeno: 25-50 µ Esféricos à elipsóides Paredes lisas e finas Contém um embrião hexacanto Os ovos são observados somente após desintegração do segmento maduro do cestóide ou da cápsula ovígera. galinha.Cestoda Pombo. contorta: 50 .Nematoda Ganso.65 µ de comprimento por 22 28 µ de largura C. pato. faisão.27 µ de largura C.62 µ de comprimento por 20 . peru.25 µ de largura Forma de limão .Nematoda Pombo.60 µ de comprimento por 20 . anatis: 47 . ganso. Conteúdo granular não segmentado Ovos de tamanho pequeno: 37µ de • • comprimento por 20 µ de largura. faisão. cisne • • • • Capillaria sp . peru. marrom e espessa. caudinflata: 43 .65 µ de comprimento por 24 35 µ de largura C. obsignata: 50 . ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . cisne. Elípticos Casca lisa e espessa • Contém uma larva • • • • • • Hymenolepis . Raillietina spp.plugues polares transparentes e protuberantes Paredes laterais em forma de barril e assimétricas Casca lisa.. pato.Cestoda Cisne • • • • Ovos de tamanho médio: 50-80 µ Esféricos à elipsóides Paredes lisas e finas Contém um embrião hexacanto.258 ______________________________________________________________________ Echinuria uncinata . periquito Ovos de tamanho médio C. galinha.

gallinarum. Elípticos Opérculos em ambos pólos Paredes laterais levemente em forma de barril Paredes lisas Mórulas contendo 8 a 16 blastômeros. ganso. • Ovos de tamanho médio: • H. pato.68-90 µ de comprimento por 4050µ de largura • Ovos elípticos. faisão. dispar) .63-75 µ de comprimento por 36 -48µ de largura. periquito.259 ______________________________________________________________________ Syngamus trachea. cisne. galinha. perdiz.Nematoda Pombo. galinha.75-80 µ de comprimento por 45. ganso. ganso.Nematoda Pombo. peru. Trichostrongylus . gallinarum . galli . pato. pato. ( H.(A. pato.isolonche .Nematoda Pombo. A camada do meio é a mais desenvolvida. longos. díspar . galinha. Ascaridia sp. H. perdiz. peru. faisão. perdiz. • • • • • Ovos de tamanho médio: 65-75 µ de comprimento por 35-42µ de largura.galli. A. • Conteúdo não segmentado • Deve ser distinguido do ovo de Heterakis que é menor e tem os lados da parede retos.Nematoda Pombo. Isolonche. • Ovos de tamanho médio: • A. cisne • • • • • • Ovos de tamanho médio: 78-100 µ de comprimento por 43-60µ de largura. com lados das paredes lisas. Ovóides. paredes laterais levemente em forma de barril • Paredes espessas. lisas com três camadas.41µ de largura • Elípticos. galinha. faisão. cisne. • Casca lisa e grossa • Conteúdo não segmentado Deve ser distinguido do ovo de Ascaridia que é maior e tem os lados em forma de barril. columbae. Paredes com lados paralelos Pólos não são similares Casca fina de paredes lisas ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . H. perdiz.46µ de largura • H.70-75 µ de comprimento por 40. ganso. peru.50µ de largura. • H. faisão. cisne. Heterakis sp. columbae) . • A.59-62 µ de comprimento por 31.

brunetti. E. E. E. praecox) Aves • • • Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. 14-41 µ. acervulina. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . pato. fácil de diagnosticar. cisne • • • • Ovos de tamanho médio: 85-110 µ de comprimento por 50-82µ de largura. necatrix. E.Nematoda Ganso. E. Elípticos. E.Nematoda Aves • • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 40 .260 ______________________________________________________________________ Amidostomum .50 µ de comprimento por 30–40 µ de largura Ovóides Lados das paredes são simétricos Pólos largos e similares Parede fina com superfície lisa Contém uma larva pequena e espessa Não esporulado Esporulado Eimeria – Protozoário (E. E. Oocisto ovóide. largos Grande numero de blastômeros Casca fina de paredes lisas Strongyloides . máxima. acervulina. mitis. tenella.

Possui em torno de 10 a 20 µm. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. ohioensis. canis. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. São esféricos. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Flagelado Cistos Isospora . Toxoplasma . Cães e Gatos Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. muito similares aos de Hammondia heydorni do cão e Hammondia hammondi e Toxoplasma gondii do gato.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 261 PRINCIPAIS PROTOZOÁRIOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS CÃES E GATOS Esporulado Não Esporulado Neospora caninum. extremidade arredondada. Trofozoíta Giardia . I.Coccideo Gatos Oocistos: 12 µm São encontrados nas fezes de gatos e não são esporulados em fezes frescas A esporulação ocorre em no mínimo 3 dias O oocisto esporulado contém dois esporocistos. A forma trofozoíta é muito sensível. felis.Coccideo Cães Oocistos não esporulados nas fezes. cada um com quatro esporozoítos. I. com 10 a 11 µm de diâmetro. rivolta) = Cystoisospora. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava.Coccideo Cães e Gatos Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos. I. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas.Coccideo (I. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. 15 a 40 µm.

Sarcocystis .5 µm. estes são esporulados quando eliminados nas fezes e contêm dois esporocistos cada um com quatro esporozoítos. porém tem importância devido à semelhança do oocisto com o de Toxoplasma. 14-15 µm. Esporulado Não Esporulado Hammondia hammondi .Coccideo Cães e Gatos Oocistos minúsculos: 4 – 4.5 a 5 µm de comprimento.Hematozoário Cães Corpos piriformes dentro da hemácia com 2.Coccideo Gatos Oocisto com 10 a 12 µm. Não é considerado um coccídeo patogênico. Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Protozoários _____________________________________________________________________________________ 262 Cryptosporidium .Coccideo Cães e Gatos Ao contrário de Isospora. Babesia canis .

Ehrlichia .Protozoários _____________________________________________________________________________________ 263 Babesia gibsoni . Pode-se diagnosticar através esfregaço sanguíneo corado. Haemobartonella.Rickettsia Cães e Gatos São encontrados nos leucócitos como inclusões intracitoplasmáticas.Hematozoário Cães Corpos piriformes dentro da hemácia com 1 a 2 µm de comprimento.Hematozoário Cães e gatos (raro) Gametócitos no interior de neutrófilos. Hepatozoon .Rickettsia Gatos Apresentam-se como cocos ou bastonetes curtos na superfície do eritrócito. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .

medula ou baço também podemos encontrar essas formas no interior de macrófagos. Em aspirados de gânglios linfáticos.Flagelado Cães e Gatos Formas amastigotas encontradas em raspado ou biopsia de pele lesionada. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Leishmania . Trypanosoma cruzi .Protozoários _____________________________________________________________________________________ 264 Trypanosoma evansi.Flagelado Cães e gatos Formas tripomastigotas encontradas em sangue periférico corado com giemsa. Há um pequeno ou quase invisível cinetoplasto. Trypanosoma cruzi . Possuem um grande cinetoplasto.Flagelado Cães e Gatos Formas tripomastigotas encontradas em sangue periférico corado com giemsa.Flagelado Cães e gatos Formas amastigotas encontradas em cortes histológicos.

zuernii.5 µm. bovis. E. E. crandallis. Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. granulosa. E. ovina. A forma trofozoíta é muito sensível. ahsata. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. E. E. cylindrica.Flagelado Esporulado Eimeria . faurei.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 265 RUMINANTES Não esporulado Tritrichomonas foetus. E. Trofozoíta Giardia – Protozoário Cistos Cryptosporidium . E. extremidade arredondada. Possui em torno de 10 a 20 µm. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . auburnensis. 18 – 30 µm Bovinos Formas trofozoítas encontradas em exame da secreção vaginal ou prepucial. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. ovinoidalis. E.Coccideo Ruminantes Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. ellipsoidallis. E. Medem cerca de 20 µm Reconhece-se pelo movimento ou cora-se com giemsa para visualizar seus flagelos e núcleo. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. E. Ruminantes Oocistos minúsculos: 4 – 4. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. intricata) -Coccideo Ruminantes Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada.Protozoário ( E. E.

5 µm de comprimento. Trypanosoma vivax e T. Não confundir com corpúsculos de Howell Jolly ou corante. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Há um pequeno ou quase invisível cinetoplasto. 0. evansi. Babesia bovis . Anaplasma – Rickettsia -Hematozoário Bovinos Em esfregaços sanguíneos após coloração são encontrados pequenos pontos no interior das hemácias.Flagelado Bovinos Formas tripomastigotas encontradas em sangue periférico corado com giemsa.Hematozoário Bovinos Corpos piriformes dentro da hemácia com 2.5 a 5 µm de comprimento.Hematozoário Bovinos Corpos piriformes dentro da hemácia com 4.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 266 Babesia bigemina .1 a 1µm de diâmetro.

flagelado Equinos Tripomastigotas encontrados em secreções vaginais ou prepuciais. Possui em torno de 10 a 20 µm. T. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . fácil de diagnosticar. Eimeria .Protozoários _____________________________________________________________________________________ 267 EQUINOS Cisto Trofozoito Não esporulado Esporulado Giardia. evansiHematozoários Equinos Tripomastigotas encontrados em esfregaço sanguíneo corado com giemsa. FlageladoTrypanosoma vivax.Coccideo Equinos Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. extremidade arredondada. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. A Eimeria de eqüinos é muito grande – 70-90 µm. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava.Flagelado Equinos Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. oocisto ovóide. Trypanosoma equiperdum.

Protozoários _____________________________________________________________________________________ 268 Babesia equi -Hematozoário Equinos Possui 1. Também chamada de pequena babesia Babesia caballi.7 µm encontrada sozinha.Hematozoário Equinos Possui 3 µm. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . em pares ou tétrades.Coccideo Equinos Oocistos minúsculos: 4 – 4.5 µm Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes. encontrada em pares. Chamada de grande babesia dos eqüinos. Cryptosporidium .

Forma cística de forma oval possuindo dois a quatro núcleos e fibrilas. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. E.Coccideo Suínos Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos. Possui em torno de 10 a 20 µm. E. 18 – 23 µm ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Flagelado Suínos Cistos Isospora . Não esporulado Esporulado Eimeria – Protozoário (E. spinosa. E.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 269 SUINOS Trofozoíta Giardia . Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. E. extremidade arredondada. scabra) -Coccideo Suínos Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. neodebliecki. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. debliecki. A forma trofozoíta é muito sensível. porci. 15 a 18 µm Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito.

Protozoários _____________________________________________________________________________________ 270 AVES Não esporulado Esporulado Eimeria – Protozoário (E. mitis. acervulina. fácil de diagnosticar. E. E.Coccideo Aves Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. Oocisto ovóide. praecox). E. E. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . brunetti. E. necatrix. máxima. 14-41 µm. acervulina. E. E. tenella.

_____________________________________________________________________________________ 271 PRINCIPAIS ARTEFATOS ENCONTRADOS EM EXAME DE FEZES Pólen Esporos de fungo Esporos de fungo Pólen Bolha de ar Esporo de planta Espinho de planta Ácaros e Ácaros e ovos de ácaro ovos de ácaro _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .

272 .