MINISTÉRIO DO TRABALHO

ACIDENTES DE TRABALHO FATAIS
(Est u do so b re Ac id en t es d e T ra b a lh o Fa t ai s n o Es ta d o de S ã o Pa u lo n o An o d e 19 9 5 )

Elaboração da

DELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO NO ESTADO DE SÃO PAULO
DIVISÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR

São Paulo, dezembro de 1998

RESUMO

2

Foram estudados 540 acidentes de trabalho fatais, ocorridos no Estado de São Paulo, que geraram benefício "pensão por morte" pela Previdência Social no ano de 1995. O objetivo do estudo foi atualizar o conhecimento sobre o universo das causas de acidentes de trabalho que levam à morte e a freqüência relativa dessas causas por atividade econômica. A fonte de informações foi o cadastro de empregadores das vítimas de acidentes de trabalho fatais fornecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) à Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) do Ministério do Trabalho. O levantamento de dados foi realizado por meio de visitas (fiscalizações) às empresas constantes desse cadastro para o recolhimento da documentação obrigatória de registro e análise da acidente de trabalho fatal. Os acidentes passaram por duas classificações: uma de caráter geral, proposto pelos autores, objetivando discriminar a situação de risco que levou ao óbito. Para isto foram utilizados os conceitos de acidente típico (ocorrido dentro do ambiente de trabalho da empresa), acidente de trajeto ( ocorrido no percurso casa-trabalho, vice-versa e de refeições), acidente de trânsito ( ocorrido no ambiente externo e a serviço da empresa, envolvendo veículo a motor, enquanto motorista, passageiro ou pedestre), homicidio (dentro ou fora do ambiente de trabalho, a serviço da empresa ou em trajeto) e morte natural (quando não se deveu a causa externa). A outra classificação, mais específica quanto às causas, utilizou a "Classificação Suplementar de Causas Externas por lesões e Envenenamentos - Código E - do Código Internacional de Doenças - 9" (CID-9), para estudar os acidentes de transporte (trânsito e trajeto) e, principalmente, os acidentes típicos. Os resultados demostraram que apenas 28,7% dos acidentes estudados ocorreram dentro dos ambientes de trabalho das empresas (acidentes típicos), enquanto 53,5% ocorreram fora dele e estiveram relacionados a acidentes de transporte (envolvendo veículos a motor), sendo 29,3% acidentes de trânsito e 24,2% acidentes de trajeto. Os homicídios responderam com a alta incidência de 15,9% e as mortes naturais com 1,9% do total.

3

O atropelamento foi a causa mais freqüente de morte (66,4%) entre os acidentes de trajeto, enquanto a colisão de veículo correspondeu a 75,4% das causas de morte entre os acidentes de trânsito. O homicídio ocorreu com maior freqüência no exercício da atividade profissional (70,9%) do que no trajeto e atingiu principalmente o trabalhador das classes de atividade econômica do Transporte (transporte urbano de passageiros), Indústria de

Transformação, Serviços prestados às Empresas (vigilância e segurança) e Comércio. As profissões com maior incidência foram vigilante (29,1%) e motorista (16,3%). O acidente típico apresentou maior freqüência nas classes da Construção, Indústria da Transformação, Transporte, Comércio e Agricultura; no entanto, são mais freqüentes que os outros tipos de acidentes apenas nas classes de atividade econômica da Construção, Produção de Eletricidade, Gás e Água, Agricultura e Indústria Extrativa. A queda é a causa mais freqüente de acidente típico, respondendo por 31,8% do total. A distribuição por classe de atividade econômica mostrou que 51% desses acidentes ocorreram na Construção, 20,4% na Indústria de Transformação, 10,2% no Comércio e 8,2% em Outros Serviços Coletivos. As outras causas mais freqüentes de acidente típico são impacto acidental por queda de objeto (15,6%), acidente causado por máquina (8,4%), acidente causado pela corrente elétrica (8,4%), soterramento (7,7%) e acidente com veículo a motor dentro de estabelecimento (7,1%). O cálculo dos coeficientes de mortalidade por acidente de trabalho típico mostrou que há uma coerência no atual modelo de gradação de risco definido pelo Ministério do Trabalho. As empresas que apresentam maiores taxas de gravidade são aquelas de grau de risco III com mais de 100 funcionários e as de grau de risco IV com qualquer número de funcionários, havendo um aumento desses coeficientes naquelas que empregam entre 50 e 500 trabalhadores. As conclusões sugerem a adequação, ou o fortalecimento, da política de prevenção em segurança e saúde do trabalhador sobre estas prioridades e propõem a reformulação do atual sistema de informações sobre os acidentes de trabalho no pais. SUMÁRIO

................................3 ...2 ...A interpretação dos dados sobre acidentes de trabalho fatais ...4 1..5 ...................Distribuição dos acidentes de trabalho fatais..........................................................Morte natural ..Classificação dos acidentes ........... CONCLUSÕES 4......2 .3 ...............................8 ...Acidentes de trabalho fatais por homicídios .................50 1 ....................46 3.......5 2...........1 ...................... Grupo e Atividade econômica ..1 .......................................................2 .................49 4...............................14 3..............................................................7 2......................... de acordo com o tipo e causa por Classe............................INTRODUÇÃO ...................................................6 ....1 ........9 3...... INTRODUÇAO .....48 4....... MATERIAL E MÉTODO ..................Causas de Acidentes de trabalho fatais típicos ...................................Avaliação e propostas para a política de segurança e saúde do trabalhador..................................................................6 2.47 4.................Os dados de mortalidade por acidentes de trabalho .......................... RESULTADOS E DISCUSSÃO 3....34 3..................................7 ........................40 3.........Distribuição dos acidentes de trabalho fatais de acordo com o tipo ...41 3..Características das empresas onde ocorreram acidentes de trabalho fatais típicos .........................4 ....11 3...............................13 3.............................................Acidentes de trabalho fatais de transporte ..............................................................Composição do universo da pesquisa ..........................O sistema de informações sobre acidentes de trabalho ............

do Ministério do Trabalho. com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do mesmo ano. sobre os acidentes de trabalho (AT) liqüidados* em 1995. Desde a década de 80 a Divisão de Segurança e Saúde do Trabalhador (DSST) da Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo (DRT/SP) vem privilegiando as ações e programas priorizados pela demanda sindical e consubstanciadas no conhecimento acumulado pelas várias entidades técnicas e acadêmicas relacionadas à área. A carência de dados estatísticos e de indicadores confiáveis cria enormes dificuldades tanto na área do conhecimento técnico e científico quanto na de planejamento e avaliação dos programas de trabalho dos órgãos responsáveis pela fiscalização das condições de trabalho. em nível nacional e por estado da Federação. onde sabemos estar ocorrendo crescimento dos casos de doenças profissionais.5 Em julho de 1996 a Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) do Ministério do Trabalho (MTb) divulgou o "Relatório da Campanha Nacional de Combate aos Acidentes de Trabalho" (1) (CANCAT). Esse relatório foi elaborado por meio do cruzamento das informações fornecidas pela Previdência Social. o que tornou possível a atualização do conhecimento da freqüência e dos coeficientes de morbo-mortalidade dos acidentes graves e fatais por atividade econômica. que se constituiu no primeiro panorama estatístico mais detalhado sobre acidentes de trabalho na história do Seguro de Acidentes de Trabalho (SAT) no Brasil. . * Referente ao início do pagamento do benefício e não necessariamente ao ano do acidente. Neste sentido. Os dados brutos divulgados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não auxiliam adequadamente e muitas vezes contradizem os sistemas de informação organizados no Estado de São Paulo pelos sindicatos de trabalhadores e de empregadores nos programas tripartites para a prevenção de acidentes de trabalho e doenças profissionais. as ações mais importantes são aquelas voltadas para as classes da construção civil e da indústria de transformação. para a CANCAT. constituindo-se num guia para o planejamento das ações de fiscalitórias na área de segurança e saúde do trabalhador das Delegacias Regionais do Trabalho. não deixando de lado os ramos de serviços (processamento de dados e ramo bancário) e comércio (supermercados).

6 Com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a realidade dos acidentes de trabalho fatais. O objetivo específico foi estudar as causas dos ATs e o seu comportamento nos diferentes ambientes de trabalho (atividade econômica). orientar e aprimorar as ações de prevenção em segurança e saúde do trabalhador. como meio de avaliar. solicitamos à SSST do Ministério do Trabalho o banco de dados utilizado para o estudo da CANCAT referente aos acidentes fatais "liqüidados" no Estado de São Paulo para o ano de 1995. 2 – MATERIAL E MÉTODO .

1. constituindo um total de 895 informações sobre ATFs “liqüidados” pelo INSS no Estado de São Paulo. 2. onde. quando existente. endereço e Código Nacional de Atividade Econômica . que o maior exercício da cidadania dificulte tal prática. no segundo semestre de 1997 foram emitidas pela DSST “ordens de serviço” para que as empresas fossem visitadas por Agentes da Inspeção do Trabalho (AITs). os ATFs são um indicador importante (embora não o único) sobre as condições de trabalho e a freqüência de ATs de uma atividade e/ou grupo de empresas.da Portaria 3214/78 do MTb). O banco de dados fornecido continha informações sobre a empresa (razão social. recolhimento de cópias de Boletins de Ocorrência da Delegacia de Polícia e Declarações de Óbito. levantamento e obtenção de cópia de documentos de registro de ATs. CGC.7 O estudo foi realizado especificamente com os ATFs. em se confirmando acidente fatal. Composição do Universo da Pesquisa .CNAE) e o número de benefícios concedidos a título de pensão por morte por acidente de trabalho. e. para conhecimento das ocorrências de acidentes fatais. Tal escolha deveu-se aos seguintes pressupostos: a subnotificação desses eventos é mais difícil de se configurar no Estado de São Paulo. como as Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs). engenheiros de segurança e agente de higiene e segurança do trabalho) receberam orientação para realizar o levantamento das seguintes informações: realização de entrevistas com a gerência de recursos humanos ou de pessoal e/ou com o Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho (2) (SESMT – instituído pela Norma Regulamentadora nº4 NR-4 . A partir da definição da base da pesquisa. A base de informação da pesquisa foi uma relação de empresas onde ocorreram ATFs que geraram benefícios de pensão por morte (B-93 – segundo a codificação do INSS) no ano de 1995. para pesquisa de reuniões extraordinárias para análise de acidente grave ou fatal (obrigatório conforme a NR-5). livros de ata de reuniões da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Os AITs designados (médicos do trabalho. supõmos.

4%). Um outro problema enfrentado para a construção do universo da pesquisa. .4 25. diz respeito à organização do banco de dados. respeitando esse método de validação de informações. Tabela 2 .3 14. Portanto.4%) informações ficaram prejudicadas porque as empresas não foram localizadas (fecharam ou mudaram de endereço) e 226 (25. Tabela 1 – Composição do universo da pesquisa Informações da Previdência Social Freqüência Informações confirmadas 540 Informações perdidas* 129 Informações negadas 226 895 Total * Empresas fechadas ou com mudança de endereço % 60. Não havendo registro de acidente na empresa para aquele ano. Entretanto. pois as empresas comprovaram a inexistência de ATFs.3% dos casos em que as empresas demonstraram a inexistência ATFs. de acordo com o ano da ocorrência. é um fenômeno esperado em nosso meio.3%) informações confirmadas e documentadas sobre acidentes de trabalho fatais (tabela 1). Por isso. 129 (14. que pode estar relacionado ao crescente processo de migração. portanto estes acidentes poderiam ter ocorrido em anos anteriores.Distribuição dos acidentes de trabalho fatais confirmados de acordo com o ano de ocorrência.0 A perda de dados devida ao fechamento ou mudança da empresa (14. para o interior e outros estados. para a busca do acidente fatal. ressalta a má qualidade do banco de dados construído pela Previdência Social. e de instabilidade (abertura e fechamento) das empresas. que não é relativo ao ano de ocorrência do acidente mas ao ano de liqüidação.3%) informações foram negadas.8 Do total de 895 acidentes de trabalho fatais informados. o universo do estudo compreendeu 540 (60.3 100. os 25. A tabela 2 apresenta a distribuição dos acidentes de trabalho fatais confirmados. foram considerados os acidentes ocorridos com datas anteriores ou posteriores. inicialmente foram selecionados os acidentes do ano de 1995.

6 1. tornou-se necessário a ampliação destas categorias. Classificação dos Acidentes de Trabalho Para a classificação dos tipos de ATFs.4 1. aqueles ocorridos no percurso casa/trabalho. nestas duas categorias acabam sendo englobados vários tipos de acidentes com determinantes muito diferentes e portanto políticas de prevenção distintas. que classifica estes acidentes apenas em duas categorias: os acidentes típicos. 2.5 66. os autores consideraram insuficiente o modelo tradicionalmente utilizado. considerados genericamente os eventos súbito e traumáticos ligados ao trabalho. Consequentemente.2 0. trabalho/casa e no período das refeições. Devido a este objetivo.8 9.2.7 16.2 0. e os acidentes de trajeto.0 Por considerar que essa incongruência do banco de dados é intrínseca ao sistema ainda utilizado pela Previdência Social.1 3. Por isso.1 100. foi utilizada a seguinte classificação: . Total Freqüência 1 1 2 6 20 89 361 51 3 6 540 % 0.4 0.9 Ano 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 Ign. os autores julgaram que essa falha não prejudicaria os resultados de um estudo com as características propostas. que deve repetir-se ano após ano. um melhor conhecimento e detalhamento das características e causas dos ATFs.

encontraremos Classe. Ramo e Atividade Econômica*. passageiro ou pedestre. quando ocorrido no ambiente externo. dentro ou fora do local de trabalho. Divisão e Classe (indicados pelo CNAE-95). quando se caracteriza situação de latrocínio ou outra agressão que resulta em morte. Os acidentes de trajeto e de trânsito compreendem a categoria mais geral de acidente de transporte.Código E – do Código Internacional de Doenças – 9 (3) (CID-9). o termo "classe" designa o conjunto de uma atividade (Indústria de transformação. considerado apenas aquele ocorrido dentro do ambiente de trabalho das empresa. quando não se deveu a causa externa. ressalta-se. e no percurso das refeições). - acidentes de trânsito (Atr).. “objeto causador” e “descrição do acidente” das Comunicações de Acidentes de Trabalho (4) (CAT) e confrontados com aquelas fornecidas pelas Declarações de Óbito e Boletins de Ocorrência de cada ATF. a serviço da empresa. * Nesta classificação do IBGE o termo "setor" diz respeito à característica geral da atividade (agrícola. A existência de terminologia estranha ao contexto da saúde e segurança do trabalhador nos fez optar pelas categorias utilizadas no Relatório da CANCAT. - homicídios (Hom). enquanto motorista. o objetivo de discriminar as causas dos acidentes de trabalho fatais para fins de prevenção. o termo "ramo" indica um conjunto de atividades correlatas diferenciada dentro de uma . o que. - acidente de trajeto (Atj). em vias públicas e envolvendo veículos a motor. Para a sistematização das causas de acidentes de trabalho fatal foi utilizada a Classificação Suplementar de Causas Externas por Lesões e Envenenamentos . aqueles ocorridos no percurso casa-trabalho. também foi dificultado seja pela falta de alguns e/ou pela má qualidade do preenchimento desses formulários. que se considerou a mais adequada para o enquadramento das informações disponíveis (ANEXO 1).10 - acidente típico (Atp). que também foi utilizado. trabalho-casa. Para a distribuição dos acidentes de trabalho fatais por atividade econômica foi utilizada a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) do ano de 1995. Comércio . industrial e serviços).). As informações foram retiradas dos campos “local do acidente”. da mesma maneira. no lugar de Seção. Assim.. considerando. - morte natural (Nat).

fabricação de produtos de madeira . desdobramento da madeira . O estudo pretendeu fazer uma análise descritiva do fenômeno "acidente de trabalho fatal" no Estado de São Paulo. por acidente típico. Portanto. onde fica evidente a dificuldade de trabalhar as informações disponíveis sobre acidentes de trabalho. de 101 a 500. Se a subnotificação pode ser um classe (produtos alimentícios.) e atividade econômica a atividade propriamente dita ( fabricação de produtos do laticínio. são apresentadas as freqüências absolutas e relativas das ocorrências dentro dessas variáveis. pelo presente estudo. classificadas em função do número de trabalhadores (dezembro de 1995) e do grau de risco (NR-4). pois consideram que nessas faixas podem ser encontradas diferenças nas formas de organização da produção e de tecnologia empregada. 3 – RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.. refletindo as condições de trabalho e as políticas de segurança e saúde do trabalhador existentes.. a partir das informações da RAIS-95 e do CNAE-IBGE-95. por meio do Boletim Estatístico sobre Acidentes de Trabalho (BEAT).). O senso comum de que as estatísticas divulgadas periodicamente pelo INSS. além do dimensionamento e desempenho dos SESMTs. A classificação de acordo com o número de trabalhadores (até 50. bastante questionável.11 permitindo a localização a mais próxima possível do ambiente de trabalho que gerou o acidente.. Foram realizados os cálculos dos coeficientes de mortalidade. Para isso. . o total de acidentes de trabalho fatais típicos do universo da pesquisa foram distribuídos entre as empresas.1 – Os Dados de Mortalidade por Acidente de Trabalho O primeiro resultado do presente estudo está colocado na Metodologia (tabelas 1 e 2). de 501 a 1000 e acima de 1000) foi uma opção dos autores baseada na experiência de fiscalização dos ambientes de trabalho. segundo o tamanho e o grau de risco das empresas. em que as variáveis são as atividades econômicas onde ocorreram os acidentes e as causas destes. de 51 a 100. sobre os ATFs representaria o indicador mais confiável para estudar o fenômeno do acidente de trabalho mostra-se..

divulgados anualmente pela Previdência Social. como o fim do pecúlio devido ao beneficiário de pensão por morte em acidente de trabalho e a isonomia de benefícios entre acidente de trabalho e a doença comum.B-94) .B-93). . isto é.Formulário oficial do INSS para registro de acidentes de trabalho. Os campos de * CAT . acidentes de trajeto. passível de punição pelo Regulamento de Benefícios da Previdência Social (RBPS). de método e de fim.12 problema. aqueles cujo início do pagamento do benefício se referem ao período (ano) anterior por algum dos motivos acima relacionados. a fonte desses dados são os acidentes comunicados e os acidentes liquidados. duas outras medidas. pois a falta da emissão da Comunicação de Acidentes de Trabalho* (CAT). Os BEATS usualmente contém informações não trabalhadas sobre o total de acidentes de trabalho. discriminando os acidentes típicos (com e sem afastamento). Os acidentes ou doenças profissionais com afastamento de mais de 15 dias geram o auxílio-doença (B-91) (4). pois desde 1976 o RBPS vem sofrendo modificações que desvalorizam e desestimulam continuamente o processo de notificação e registro dos acidentes de trabalho e doenças profissionais. o sistema de informações utilizado pela Previdência Social carrega outros tipos de deformações igualmente graves. A CAT é sofrível como instrumento de informação. doenças profissionais. os casos de incapacidade parcial permanente (auxílio-acidente. não promoveu qualquer atualização no formulário da CAT desde 1976. Tradicionalmente. Mais recentemente. que comprometem gravemente seu conteúdo para os estudos epidemiológicos. Na realidade ocorre o inverso. órgão reconhecido pelo investimento em informática. principalmente daqueles que implicam em menor tempo de afastamento. incapacidade total permanente (aposentadoria por invalidez .B-92) e os acidentes fatais (pensão por morte . sociais e econômicos. não sofre qualquer fiscalização. O INSS. Outra deformação importante é de método. Uma das deformações está na própria origem da informação. O sistema de informação da Previdência Social sobre os acidentes de trabalho sofre de vícios de origem. Portanto. vêm corroborar essa tendência. as únicas informações estatísticas disponíveis sobre os infortúnios ocupacionais resumem-se aos BEATs.

necessitando de interpretações e a utilização de referências e classificações válidas. venha a aparecer multiplicado nas estatísticas. Os estudos qualitativos. se um evento gerou dois ou mais benefícios (de acordo com o número de beneficiários). como também para a realização de auditorias sobre os benefícios concedidos. dificultados tanto pela precariedade dos dados e do instrumento de informação (CAT) quanto pela inacessibilidade e/ou desorganização da Previdência Social. Assim. Para um evento existir ele deve gerar um benefício. em parte. exigem a reconstrução dos acidentes de trabalho a partir do histórico de cada um. A última e mais grave deformação. pode ocorrer que. é a que se prende à adoção de um sistema de estatística fundada na gestão contábil da Previdência Social. é estabelecida uma correlação direta entre evento/benefício.13 informação sobre o acidente ("objeto causador" e "causa do acidente") e sobre a lesão (Laudo do Exame Médico – LEM) ainda são descritivos e sem codificação. que comprometem a sua fidelidade. a dificuldade que encontramos para confirmar em algumas empresas os acidentes de trabalho fatais informados pelo banco de dados fornecido. se não gerou benefício ele não existiu. seja para o planejamento das ações de prevenção. Dessa maneira. não permitindo a construção de indicadores válidos sobre a situação real dos acidentes de trabalho no país. nem mesmo o Código Internacional de Doenças (CID) é exigido. De outra forma. no entanto. limitando os conhecimentos sobre os reflexos que as mudanças no mundo do trabalho e na sociedade operam na segurança e na saúde dos trabalhadores. consideramos que alcançar o universo de 540 acidentes de trabalho fatais para o ano de 1995 é bastante significativo e . A existência desse conflito de informações explica. Os estudos quantitativos atualmente disponíveis são realizados com informações permeadas por interferências administrativas e políticas. A falta de estudos qualitativos periódicos dificultam as interpretações sobre a evolução do fenômeno do acidente de trabalho no Brasil. segundo o nosso ponto de vista. levando à perda dessas importantes informações. desvalorizando os acidentes de trabalho e doenças profissionais que não geram benefícios.

Tipo de Acidente de trabalho Acidente Típico (Atp) Acidente de Trânsito (Atr) Acidente de Trajeto (Atj) Homicídio (Hom) Causa Natural (Nat) Total Freqüência 155 158 131 86 10 540 % 28. A tabela 3 apresenta os acidentes de trabalho fatais distribuídos de acordo com o tipo de acidente.2 15.9 100. portanto.9%).7% indica uma mudança significativa na realidade que precisa ser levada em conta e melhor estudada. Tabela 3 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais de acordo com o tipo de acidente.14 representativo da realidade que nos propusemos a estudar. desvios de resultados que possam comprometer a sua validade. não . não apresentando.3 24. enquanto nós consideramos apenas os empregados formais regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Os coeficientes de mortalidade são de difícil comparação porque os norte-americanos utilizam como denominador toda a população ativa. Ao compararmos os resultados obtidos na CANCAT (Brasil – 1995) com os padrões dos Estados Unidos da América (EUA) para a década de 80 (5).2 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais de acordo com o tipo Os 540 acidentes de trabalho fatais confirmados foram classificados de acordo com o tipo de acidente.7 29.7%) em relação ao acidente de trabalho fatal ocorridos fora do ambiente de trabalho das empresas (trajeto – 24.3%) e homicídios (15. 1995. verificamos que o Brasil tem um perfil de mortalidade por acidentes de trabalho bastante semelhante em termos de distribuição percentual por classes e ramos de atividade econômica. A revelação desse estudo de que os acidentes de trabalho fatais típicos (dentro das empresas) compreende a apenas 28. Estado de São Paulo.2% e trânsito – 29. 3.0 O resultado do estudo que mais chama a atenção é a reduzida participação proporcional do acidente de trabalho fatal típico (28.9 1.

e extraem os dados das estatísticas de mortalidade de toda a população. Pecuária. Estado de São Paulo. E Distribuição de Eletricidade. como não poderia deixar de ser. Assim. Gás e Água Atp 38 18 49 12 Atj 52 16 7 18 Atr 36 52 10 26 Hom Nat Freq.3 5. os ATs fatais de trânsito somam 33.0 13. Reparação de Veículos Automotores.4 9 6 12 0 0 0 2 5 13 6 2 3 1 2 5 4 7 13 1 4 3 4 1 0 15 3 1 3 6 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 45 28 16 10 11 6 8 10 8.3 20. de acordo com o tipo de acidente. 1995.2%. onde a mortalidade violenta cresce sob influência dos acidentes de trânsito e dos homicídios. Armazenagem e Comunicações F – Construção G – Comércio. os homicídios somam 8. a comparação de dados sobre esses tipos de acidentes mostra que enquanto o AT fatal típico nos EUA responde por 49. Silvicultura e Exploração Florestal H – Alojamento e Alimentação J – Intermediação Financeira L – Administração Pública. Na tabela 4 pode-se observar a distribuição dos ATFs.15 consideram os acidentes de trajeto como acidente de trabalho. 17 4 147 21 1 108 9 10 0 1 75 67 % 27. de acordo com o tipo e causa por Classe.9 12.2 2. Aluguéis e Serviços Prestados às Empresas O – Outros Serviços Coletivos.9 2.5%.5% nos EUA e 21.8 1. por classe de atividade econômica. nas diferentes classes de atividade econômica.6% do total. Objetos Pessoais e Domésticos K – Atividades Imobiliárias. Grupo e Atividade Econômica. do perfil da sociedade. 3.1 1. Portanto. no Brasil representa 38.1% no Brasil. Defesa e Seguridade Social N – Saúde e Serviços Sociais E – Prod.9 .0 1.4%).6% nos EUA e no Brasil 38. para efeito de reflexão. Sociais e Pessoais A – Agricultura. Tabela 4 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais segundo o tipo de acidente. Classe de Atividade Econômica D Indústria da Transformação I – Transporte. se retirarmos também de nossos resultados os ATs fatais de trajeto (24. o perfil dos ATs fatais no Brasil se aproxima.3 – Distribuiçãp dos acidentes de trabalho fatais.5 1.

Transporte F .Serviços Prestados à Empresas O . 160 D .Industria de Transformação I .Construção G .Saúde e Serviços Sociais E . Gráfico 1. Típico / Atj .morte natural O gráfico1 apresenta a distribuição dos acidentes de trabalho fatais por classe de atividade econômica. Estado de São Paulo.0 Atp .Educação C .Alojamento e Alimentação J .Distribuição dos acidentes de trabalho fatais por classe de atividade econômica. enquanto o gráfico 2 exibe a participação percentual de cada tipo de ATF por cada classe de atividade econômica.16 M – Educação C – Indústria Extrativa 0 4 1 1 1 0 0 0 1 1 3 6 0. de trajeto / Atr .acid.Intermediação Financeira L .Indústria Extrativa 147 140 120 108 100 80 75 67 60 45 40 28 20 15 10 11 10 3 E M 6 L 8 N 6 C 0 D I F G K O A H J Gráfico 2 – Distribuição percentual dos acidentes de trabalho fatais. 60 50 40 30 .Comércio K .homicídio / Nat .1 Total 155 131 158 86 10 540 100.Outros Serviços Coletivos A . 1995. de trânsito / Hom .ac.Agricultura H .acid.Administração Pública N .Eletricidade. Estado de São Paulo. de acordo com o tipo de acidente.6 1. Gás e Água M . por classe de atividade econômica. 1995.

3 L 1.8 10. Portanto.Intermediação Financeira L . 20 10 0 D 1995 1996 10.3 53.6 G 8.Industria de Transformação I . Comércio e Serviços Prestados a Empresas.1 J 4 . com a mesma metodologia*.8 0.7 M 0.Alojamento e Alimentação J .4 N 0. nos anos de 1995 e 1996.Industria de Transformação I .17 D .4 F 33.4 8.8 I 3 8 . 0 conforme as críticas apresentadas no ítem “Sobre 3os dados de mortalidade por acidente de trabalho”. 60 D .Construção G .7 1.5 16. Gráfico 3 – Distribuição dos coeficientes de mortalidade por acidente de trabalho de acordo com a classe de atividade econômica.Agricultura H . é necessário lembrar que a distribuição dos coeficientes de mortalidade (número de mortos na classe para cada 100. Construção.Construção * 50 40 Os autores consideram insuficientes os estudos quantitativos baseados nos dados atualmente disponíveis.9 . os valores apresentados são vistos como indicativos de uma realidade e úteis somente para comparações.Educação C .Comércio K .Administração Pública N . calculados pelo estudo da CANCAT-95 e pelo estudo posterior repetido para 1996 (6).8 9. seguida de Transporte.9 13.1 O 7.Outros Serviços Coletivos A .Saúde e Serviços Sociais E . Gás e Água M .1 A 16.2 H 7 . O gráfico 3 apresenta a distribuição dos coeficientes de mortalidade de cada classe de atividade econômica para o Estado de São Paulo.000 trabalhadores) apresenta outra ordem de valores.4 1 0 .2 20 C 51.Transporte F .industria Extrativa A Indústria de Transformação concentra a maior parte dos acidentes de trabalho fatais.5 E 1 4 . No entanto.2 3 2 .7 6 .3 12.Eletricidade.Serviços Prestados à Empresas O .4 4.Transporte F . 1995–1996. Estado de São Paulo.2 K 9 .

Outros Serviços Coletivos L . como o de Transporte.Alojamento e Alimentação J . os acidentes de transporte respondem por 100% e 75% respectivamente dos casos. do que na Indústria de Transformação.Agricultura E . Comércio (coleta e entrega) e Outros Serviços Coletivos (coleta de lixo). Indústria Extrativa. Gás e Água C . A freqüência de acidentes de transporte é relativamente menor na Construção. Enquanto que os acidentes de transporte têm uma freqüência relativa maior na Indústria de Transformação.Água.Intermediação Financeira O . Na Administração Pública (regidos pela CLT) e Saúde e Serviços Sociais. que englobam as empresas de Vigilância e Segurança. Eletricidade – Gás – Água. Por outro lado.Água e Indústria Extrativa. Agricultura.Eletricidade.Comércio K .Serviços Prestados à Empresas A . os acidentes de trabalho fatais de trânsito são relativamente mais freqüentes nos setores onde o trânsito representa risco específico. Saúde e Serviços Sociais e de Eletricidade .Educação N . Comércio. O homicídio apresenta uma freqüência relativamente maior nos ramos de atividade que incluem a violência como risco ocupacional.18 G . A relação entre acidentes de trabalho fatais de trajeto e de trânsito mostra que os acidentes de trajeto têm uma freqüência relativamente maior na Indústria de Transformação. e. Serviços Prestados a Empresas. Construção.Saúde e Serviços Sociais A observação do gráfico 2 mostra que os acidentes típicos têm uma freqüência relativa maior nas classes de atividade econômica da Agricultura.Gás . Extrativa H . Transporte. Outros Serviços Pessoais e Coletivos e na classe de Alojamento e Alimentação. Alojamento .Gás . Eletricidade . Serviços Prestados a Empresas. Intermediação Financeira. como no de Serviços Prestados a Empresas.Administração Pública M .Ind.

de Produtos Químicos Fab.0 6. de Máquinas e Equipamentos Fab. de Produtos de Metal Fab.0 4. por ramo de atividade econômica no setor da Indústria de Transformação.4 2. de acordo com o tipo. Papel e Produtos de Papel Edição. Tabela 5 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais. Refino de Petróleo. na Intermediação Financeira. de Produtos do Fumo Fab.4 2. Aparelhos e Materiais ATp 16 0 0 1 0 3 1 0 1 4 2 3 1 2 1 1 0 Atj 5 2 2 1 2 1 2 2 3 5 3 5 3 4 0 0 2 ATr Hom Nat 6 3 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 4 1 1 2 3 3 0 3 3 1 2 0 1 0 0 1 3 1 1 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 Total 30 2 3 2 3 9 4 3 7 15 9 9 9 9 2 4 4 % 20. Indústria de Transformação A tabela 5 apresenta a distribuição dos acidentes de trabalho fatais. Combustíveis Nucleares e Álcool Fab.7 . O gráfico 3 apresenta a participação de cada ramo na produção de acidentes de trabalho fatais. de forma significativa. de Produtos Têxteis Fab. Estado de São Paulo. de Coque. e. de Máquinas.1 6.7 2. nos ramos de atividade econômica do setor da indústria de transformação. Bares e Restaurantes.4 2. De Couro. de Artigos de Borracha e Plástico Fab.7 2. Indústria de Transformação Fab.1 1. de Produtos de Madeira Fab de Celulose. de Máquinas para Escritório Fab.0 1. de Artigos do Vestuário e Acessórios Preparação do Couro e Fab. Impressão e Reprodução de Gravações Fab.8 20. 1995.1 6. de Produtos de Minerais Não-Metálicos Metalurgia Básica Fab. onde estão Hotéis. de Art.1 6.4 1. de Produtos Alimentícios Fab.4 6.1 2. de acordo com o tipo.19 e Alimentação. Viagem e Calçados Fab.

Celulose. e Montagem de Veículos Automotores. O ramo isolado. de trabalho fatais por ramo de atividade na classe da Indústria da Gráfico 4 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais nos ramos de atividade da indústria de transformação.Edição.Artigos de couro.Produtos do fumo 17 .acid. impressão e reprodução de gravações 23 .homicídio / Nat . vemos que estas isoladamente concentram 33. viagem e calçados 20 . sendo que os ramos com maior incidência são os de Fabricação de Materiais Hospitalares e Fabricação de Produtos de Metal.0 Equipamentos de Comunicação Fab. 1995.ac. de Equipamentos de Instrumentação 0 7 1 2 0 10 6. com a maior concentração de acidentes de trabalho fatais é o de Fabricação de Produtos Alimentícios. de trânsito / Hom .Produtos de madeira 21 .4 Fab. dentro da Indústria de Transformação.Vestuário e acessórios 19 . seguido dos ramos Químico e de Borracha e Plástico.morte natural Ao considerarmos conjuntamente as atividades do Grupo Metalúrgico (CNAE 27 a 35).Produtos químicos 25 . Típico / Atj .8% do total de acidentes de trabalho fatais (50 ocorrências) da classe da Indústria de Transformação.8 Médico-Hospitalar e Outros Fab.Metalurgia básica 28 .Produtos de metal 29 . O gráfico 4 apresenta a distribuição dos acidentes Transformação. Aparelhos e 0 0 1 1 1 3 2.acid.Produtos de minerais não-metálicos 27 .Produtos alimentícios 16 . de Outros Equipamentos de Transporte 0 3 4 0 1 8 5. papel e produtos de papel 22 . 1 0 0 0 0 1 0.7 Reboques e Carrocerias Fab.7 38 52 36 17 4 147 100. de trajeto / Atr .Maquinas e equipamentos 35 30 30 25 20 15 15 10 10 9 7 9 9 9 9 8 5 3 2 2 3 4 3 2 4 4 3 1 1 0 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 .20 Elétricos Fab. de Móveis e Indústrias Diversas 1 0 0 0 0 1 0. 15 .0 Total Atp . refino de petróleo. Estado de São Paulo.Coque. de Material Eletrônico.Produtos têxteis 18 .Artigos de borracha e plástico 26 . combustíveis nucleares e álcool 24 .

aparelhos e Equipamentos de comunicação 33 . aparelhos e materiais elétricos 32 . aparelhamento e outros trabalhos em pedra Fab de outros prods. da construção Fab. Fab. Químicos Confecção de outras peças de vestuário Britamento.Fab. Tabela 6 . Tintas.. Fab. De automóveis Produtos alimentícios* Fabricação de papel Fab. De fibras. Causa CNAE Produtos alimentícios* Fab. De máquinas de escrever Fab. De outros prods. Produtos de limpeza . cementação e tratamento térmico do aço Produtos alimentícios* Fab. de acordo com a causa.Aparelhos de instrumentação médico-hospitalar e outros 34 .Maquinas. de pneumáticos Fab.Fab. Cerâmicos Produtos alimentícios* Produção de álcool Fab.. na classe da indústria da transformação. 1995. de estruturas metálicas Fab.Distribuição dos acidentes de trabalho típicos. p/ extração de minérios e ind. Minerais não metálicos Freq.Fabricação e montagem de veículos automotores. De prods.. cabos. fios artificiais Fab. Estado de São Paulo. de outras máqs. também se destaca pela maior freqüência relativa de acidentes fatais típicos.21 30 . de outros equipamentos de transporte 36 .. vernizes . além de apresentar a maior incidência de acidentes de trabalho fatais. As causas dos acidentes de trabalho fatais típicos e sua distribuição por ramos de atividade na Indústria de Transformação podem ser observadas na tabela 6.Material eletrônico. de laminados de aço Produtos alimentícios* Têmpera. reboques e carrocerias 35 . móveis e indústria diversas O ramo das indústrias alimentícias. 4 1 1 1 1 1 1 3 1 1 1 3 1 1 3 1 1 1 2 1 1 1 Total Queda 10 Acidente com corrente elétrica 6 Acidente causado por máquina Acidente causado por material explosivo 5 4 Intoxicação Impacto acidental por queda de objeto 4 3 .Maquinas para escritório 31 .

1995. cortiça Fab. O ramo de Produtos Alimentícios. reúne acidentes de trabalho fatais com a maior distribuição de causas. A tabela 7 apresenta a distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos. A .Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos. de acordo com a causa. de acordo com a causa. no ramo de Produtos Alimentícios. de embalagem de plástico Produtos alimentícios* 1 1 1 2 3 2 Fab. cervejas e chopes Fabricação de sucos de frutas Produção de óleos vegetais Freq. de artefatos diversos da madeira. Tabela 7 .22 Acidente com veículo dentro de estabelecimento Acidente causado por substância quente (caldeira) Acidente por impacto (projeção) de objeto Total Desdobramento de madeira Fab. Os acidentes com queda correspondem a 50% das causas de morte. de maltes. no ramo de produtos alimentícios. de móveis com predominância de madeira 1 1 38 * A distribuição das causas dos acidentes no ramo de produtos alimentícios será apresentada em separado. constituído por empresas de grandes plantas e altamente mecanizadas e/ou automatizadas. de outros produtos alimentícios 2 1 16 2 1 16 Construção A tabela 8 apresenta resultados compatíveis com os riscos conhecidos da Construção. 1 1 1 1 2 1 1 1 1 2 1 Total 4 Acidente com corrente elétrica Acidente causado por máquina Acidente causado por material explosivo Acidente causado por substância quente Intoxicações Total 3 3 3 Usinas de açúcar Fab. Causa Queda Atividade Preparação do leite Fabricação de produtos do laticínio Usinas de açúcar Produção de derivados do cacau Fabricação de produtos do laticínio Usinas de açúcar Produção de sucos de frutas Fabricação de rações para animais Fab. Estado de São Paulo. palha.

23 atividade de edificações é a que reúne o maior número de acidentes de trabalho fatais típicos.Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos.0 100. para-raios Outras obras de instalação Impermeabilização e pintura Outros serviços auxiliares Impacto acidental Obras de fundação pela queda de objeto Edificações Obras de outro tipo Edificações Acidente causado por Grandes estruturas e obras de arte máquina Obras de outros tipos Outros serviços auxiliares Acidente causado Edificações pela movimentação Obras viárias da superfície Montagens industriais Terrestre (soterramento) Acidente com outro Obras viárias veículo a motor. na classe da Construção. sanitárias. Estado de São Paulo.0 . 11 1 1 2 1 4 1 1 2 1 1 3 1 1 1 2 1 2 1 1 Total % 25 51.2 5 10. de acordo com a causa. Atividade Edificações Montagens industriais Obras de outros tipos Estações e redes de telefonia Recuperação meio ambiente Quedas Instalações elétricas Instalações hidráulicas.2 4 8.2 2 1 1 1 1 1 1 1 4 8.1 2 1 1 49 4. 1995. Outros serviços auxiliares exceto os de trânsito Outras obras de instalação Acidente causado Obras viárias pela corrente elétrica Grandes estruturas e obras de arte Outros serviços auxiliares Acidente causado por Obras viárias veículos a motor Outros serviços auxiliares dentro de estabelecimentos Acidente por impacto (projeção) de objeto Grandes movimentações de terra Total Causas Freq. contra incêndio.0 5 10. Tabela 8 . gás.2 3 6.1 2.

Tabela 9 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais.ac. veremos a gravidade que o risco trânsito representa para o trabalhador no Brasil de hoje. armazenagem e telecomunicações. Armazenagem e Comunicações. A tabela 10 revela como o problema assume gravidade na atividade de transporte de cargas em geral.4% do total.acid.acid.homicídio / Nat . de acordo com o tipo. nos ramos de atividade econômica da classe de transporte. de acordo com o tipo de acidente. tanto no serviço urbano (entrega e coleta) quanto na viagem de longa distância (rodoviária).morte natural O acidente de trânsito é o tipo de acidente de trabalho fatal mais freqüente na classe de Transporte e Comunicações. respondendo por 49. vemos também o peso específico que o ramo de transporte terrestre tem na produção de acidentes fatais. Estado de São Paulo. . de trajeto / Atr . Ao observarmos a tabela 9. de trânsito / Hom . Transporte. Típico / Atj . Adiante. Armazenagem e Comunicações Atp Atj ATr Hom Nat Total Transporte Terrestre 17 13 44 16 1 91 Transporte Aquaviário 0 0 1 0 0 1 Transporte Aéreo 0 0 1 0 0 1 Atividades Anexas do Transporte e Agências 1 2 2 3 0 8 de Viagem Correios e Telecomunicações 0 1 4 2 0 7 Total 18 16 52 21 1 108 Atp . ao apresentarmos os dados discriminados para os acidentes de transporte. 1995.24 Transporte e Telecomunicações A tabela 9 traz a distribuição dos acidentes de trabalho fatais. por ramo de atividade na classe de Transporte.

Causa Colisão urbana Atividade Transporte rodov.Distribuição dos acidentes de trabalho fatais de trânsito. Horário 7 às 19 horas 19 às 7 horas Ignorado Total Freqüência 6 15 4 25 O homicídio responde pela segunda causa de acidente de trabalho fatal. 1995. regular.Distribuição dos acidentes de trabalho fatais de trânsito. de passageiros. no ramo de transporte terrestre. veremos. Estado de São Paulo. 1995. Tabela 11 . Total 3 10 1 19 1 4 1 23 25 1 44 44 Colisão rodoviária Total A tabela 11 mostra que os acidentes de trabalho de trânsito rodoviário (em estrada). na apresentação dos resultados discriminados para homicídios. de acordo com o horário da ocorrência. onde sabe-se crescer o fenômeno do roubo de cargas. A presença. provavelmente deve-se às . envolvendo a atividade de transporte de cargas em geral. Adiante. Estado de São Paulo. de cargas em geral Transporte rodov. de passageiros. com 18% do total.25 Tabela 10 . não regular Atividades de correio nacional Telecomunicações Transporte rodoviário de passageiros. proporcionalmente menor. regular. ocorre principalmente no período noturno. de homicídios na atividade de transporte de cargas em geral. de acordo com a atividade econômica no ramo de transporte terrestre. regular. que a atividade da classe mais atingida por homicídio é a de transporte urbano regular de passageiro. tendo como causa colisão de veículos. urbano Transporte rodoviário de cargas em geral Transporte rodov. de passageiros. envolvendo motoristas e cobradores. urbano Transporte rodov. não urbano Freq. por colisão rodoviária.

de acordo com a causa. de cargas em geral dentro de estabelecimentos Acidente causado Transp. passageiro. regular. de cargas em geral pela corrente elétrica Acidente natural Transp. isto é. Estado de São Paulo. que as quadrilhas organizadas recorrem menos ao uso de violência contra os trabalhadores do que delinqüentes urbanos isolados. . Comércio A tabela 13 apresenta a distribuição dos acidentes de trabalho de acordo com o tipo. rodov. de passageiros. Tabela 12 . rodov. incêndio e movimentação de veículos. A tabela 12 mostra os acidentes de trabalho fatais típicos na classe de Transporte e Telecomunicações. Causas Impacto acidental por queda de objeto Acidente causado pelo fogo e chamas Queda Atividade Transp. rodov. 6 2 1 3 1 1 2 Total 9 3 2 2 Acidente com veículos a motor Transp. Reparação de Veículos Automotores e Objetos Pessoais e Domésticos. regular. e os acidentes mais comuns envolvem a queda de objeto (cargas). Na atividade de transporte rodoviário de passageiros o acidente de trabalho fatal típico mais freqüente ocorre pela queda de veículo suspenso nas atividades de manutenção. não urbano Transp. de cargas em geral (raio) Total 1 1 18 1 1 18 Os dados demonstram que os principais riscos de acidentes típicos na atividade de transporte de cargas em geral estão relacionados ao depósito e armazenamento de cargas. rodov. 1995. rodov. na classe do Comércio. rodov. de cargas em geral Transp. cargas em geral Armazenamento e depósito de cargas Telecomunicações Freq.Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos.26 características do tipo de delinqüência envolvida. na classe de transporte e telecomunicações. urbano Trans. rodov.

1995. No entanto.ac. de trânsito / Hom .acid. demonstrando mais uma vez a relevância do transporte de mercadorias e o risco do fator trânsito. Estado de São Paulo. A tabela 14 apresenta a distribuição das causas dos acidentes de trabalho fatais típicos na classe do Comércio. Comércio.homicídio / Nat . reparação de veículos automotores. Objetos Pessoais e Domésticos Comércio e Rep. objetos pessoais e domésticos. respondendo isoladamente por 38. .27 Tabela 13 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais. de acordo com a causa do acidente. Típico / Atj . deve ser observado que os acidentes de trânsito tem maior incidência que os acidentes de trajeto.acid. Os acidentes de trânsito são importantes tanto nos ramos de comércio atacadista quanto no comércio varejista. nos ramos da classe do comércio. de trajeto / Atr .8% do total de acidentes do setor. de Veículos Automotores e Motocicletas e Varejo de Combustível Comércio por Atacado e Intermediários do Comércio ATp 1 2 Atj 3 9 ATr 2 12 Hom 3 2 Nat 0 1 Total 9 26 9 6 12 5 0 32 Comércio Varejista e Reparação de Objetos Pessoais e Domésticos 12 18 26 10 1 67 Total Atp . Os acidentes de transporte respondem pela maioria dos acidentes de trabalho fatais. Reparação de Veículos Automotores.morte natural A classe do Comércio é uma das atividades econômicas que tem apresentado o maior crescimento do número absoluto e relativo de acidentes de trabalho fatais no Brasil.

Varejista de móveis Acidente com veículo a motor dentro de Comércio varejista de GLP estabelecimento Total Os acidentes de trabalho fatais típicos na classe de Comércio também têm uma relação importante com o armazenamento e movimentação de cargas (mercadorias). .28 Tabela 14 .Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos. 1 1 2 1 1 1 1 2 1 1 2 1 1 12 Total Queda 5 Impacto acidental por queda de objeto 3 Acidente causado pelo fogo e chamas Intoxicação Com. 1995. Varejista de mercadorias em geral – hipermercados Com. na classe do Comércio. Atacadista de madeira . Varejista . Atacadista de cereais Com. de acordo com a causa. Varejista de outros produtos Com. assim com os serviços de manutenção civil em grandes plantas. próximo ao setor da Construção (5/4). muito mais favorável do que outros setores com o fator de risco para homicídio. Varejista de mercadorias em geral – Supermercados Com. material de construção. Estado de São Paulo. Varejista de material de construção Com. ferragens Com. O homicídio apresenta uma freqüência relativamente pequena para uma atividade econômica de alto risco de violência. A movimentação de cargas agrega os riscos com queda de objetos e acidentes com veículos dentro do estabelecimento. O incêndio é outro fator de risco do setor. Adiante veremos que o Comércio é onde se encontra a relação menor entre ocorrência de homicídio no exercício e fora da atividade (5/3).Supermercados Freq. O trabalho em altura nos depósitos e os vãos de elevadores de carga são responsáveis pelo risco de queda. Causas Atividade Manutenção e reparação de veículos automotores Com.

de acordo com o tipo de acidente. Aluguéis e Serviços Prestados a Empresas se caracteriza por atividades diversas. vigilância e segurança.morte natural A classe de Atividades Imobiliárias. A tabela 16 mostra a distribuição das causas dos acidentes de trabalho fatais típicos por atividade na classe de atividade econômica. Com exceção da atividade de investigação. nos ramos de atividade econômica da classe de atividades Imobiliárias. Estado de São Paulo.acid. Atividades Imobiliárias.acid. nas outras atividades os riscos são difusos.29 Serviços prestados a empresas A tabela 15 apresenta a distribuição dos acidentes de trabalho fatais. de trajeto / Atr . sendo a classe onde é maior a participação relativa dos acidentes de trajeto. de trânsito / Hom . Máquinas e outros 0 0 1 0 1 2 Atividade de Informática e Conexas 2 0 0 1 0 3 Pesquisa e Desenvolvimento 0 0 0 0 0 0 Serviços Prestados às Empresas 5 10 4 14 0 33 9 13 7 15 1 45 Total Atp . 1995. de acordo com o tipo. Típico / Atj . onde o fator de risco homicídio é evidente. na classe de Serviços Prestados a Empresas Tabela 15 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais. Aluguéis e Serviços Prestados a Empresas. Aluguéis e Atp Atj Atr Hom Nat Total Serviços Prestados às Empresas Atividades Imobiliárias 2 3 2 0 0 7 Aluguel de Veículos. . realizadas em grande parte por pequenas empresas.ac.homicídio / Nat . dependendo do local de trabalho em que o serviço é prestado e das características peculiares do mesmo.

homicídio / Nat . Sociais e Atp Atj Atr Hom Nat Total Pessoais Limpeza Urbana e Esgoto 1 2 12 1 0 16 Atividades Associativas 2 2 0 0 0 4 Atividades Recreativas. Outros Serviços Coletivos. de trânsito / Hom . Causas Acidente causado por máquina Acidente causado por material explosivo Queda Acidente causado pela corrente elétrica Afogamento Acidente causado por veículo dentro de estabelecimento Impacto acidental pela queda de objeto Total Atividade Sedes de empresas e unidades administrativas locais Outras atividades de serviços prestados às empresas Processamento de dados Ensaios de materiais e produtos Incorporação de imóveis Aluguel de imóveis Agenciamento de mão de obra para terceiros Freq. 1995. nos ramos de atividade econômica da classe de Serviços Prestados a Empresas. de acordo com o tipo de acidente.ac. Desportivas e 1 2 1 0 0 4 Culturais Serviços Pessoais 2 0 0 2 0 4 6 6 13 3 0 28 Total Atp . Sociais e Pessoais A tabela 17 apresenta a distribuição dos dados para a classe de Outros Serviços Coletivos. Tabela 17 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais. vigilância e segurança 1 1 9 Outros Serviços Coletivos. Estado de São Paulo.30 Tabela 16 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos.morte natural A freqüência dos acidentes de trabalho fatais de trânsito observada nos trabalhadores do ramo de limpeza urbana e esgoto. entre coletores de lixo e por atropelamento. Típico / Atj .acid. 1 1 2 1 1 1 1 Total 2 2 1 1 1 1 Atividades de investigação. mostra como um fator de risco fora dos conceitos-padrão de risco . 1995. nos ramos de atividades econômicas da classe de outros Serviços Coletivos. de acordo com a causa. Estado de São Paulo. de trajeto / Atr . Sociais e Pessoais.acid.

1995.acid. de trânsito / Hom . Típico / Atj . Tabela 19 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais. de acordo com o tipo de acidente.ac. de acordo com a causa. Intermediação Financeira Atp ATj Atr Hom Nat Total Intermediação Financeira 0 1 1 6 1 9 Seguros e Previdência Privada 0 0 2 0 0 2 Atividades Auxiliares 0 0 0 0 0 0 0 1 3 6 1 11 Total Atp . exceto o de trânsito Impacto acidental pela queda de objeto Total Intermediação Financeira A tabela 19 mostra que a classe de Intermediação Financeira. Estado de São Paulo. nos ramos de atividade econômica da classe de intermediação financeira. A tabela 18 apresenta a distribuição das causas de acidentes de trabalho típicos por atividades da classe de Serviços Coletivos. 1995.homicídio / Nat . Tabela 18 . são aquelas onde se encontra o maior risco de acidente de trabalho fatal por homicídio. na classe de serviços coletivos. de trajeto / Atr . e atividades conexas Freq.31 profissional pode persistir desde que não seja implantada qualquer política específica de prevenção.acid. Estado de São Paulo. 1 1 1 1 1 1 Outras atividades de serviços pessoais 1 6 1 6 Total 4 Acidente com outro veículo especial a motor.Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos.morte natural . Causas Quedas Atividade Atividades de organizações religiosas Outras atividades associativas Atividades de televisão Outras atividades de serviços pessoais Limpeza urbana e esgoto. e mais especificamente as atividades que lidam com agências bancárias.

32 Eletricidade. pecuária e serviços correlatos (CNAE-01). Causas Acidentes causados pela corrente elétrica Acidentes causados pela movimentação da superfície terrestre (soterramento) Acidente com veículos a motor dentro de estabelecimento Intoxicação Total Atividade Produção e distribuição de energia elétrica Captação. De água 1 1 1 1 1 5 Saúde e Serviços Sociais Nas atividades de Saúde e Serviços Sociais. tratamento e distr. 1995. Estado de São Paulo. Pecuária. atividades de escavação. tratamento e dist. na classe de Eletricidade. como eletricidade. Gás e Água. De água Captação. Tabela 20 . sendo que os casos de soterramento referem-se todos ao . 2 Total 2 1 Captação. Silvicultura e Exploração Florestal Na classe da Agricultura.Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos. Ambos em atividade de atendimento hospitalar. tratamento e distribuição de água Freq. Gás e Água A tabela 20 mostra congruência entre os fatores de risco. Pecuária. Silvicultura e Exploração Florestal todos os acidentes de trabalho fatais (15) ocorreram no ramo de atividade de agricultura. os acidentes fatais têm relação com queda (E-880 a 888) e acidente causado pelo fogo e chamas (E-890 a 899). Agricultura. de acordo com a causa. e as causas de acidentes de trabalho fatais típicos na classe de Serviços Coletivos. movimentação de veículos e manipulação de produtos químicos.

de acordo com a causa. areia e argila Extração de outros minerais não metálicos Extração de outros minerais não metálicos Extração de pedra. 1995. Estado de São Paulo. na classe da indústria extrativa. na classe da Agricultura.Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos.33 mesmo episódio.Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos. Tabela 21 . Causas Acidente causado pela movimentação da superfície terrestre (soterramento) Acidente com veículo a motor dentro de estabelecimento Acidente natural (raio) Acidente causado por substâncias quentes (caldeira) Queda de animal Impacto acidental por queda de objeto Total Atividade Cultivo de cana de açúcar Freq 7 Total 7 Cultivo de cana de açúcar 1 1 Cultivo de cana de açúcar Cultivo de cana de açúcar 1 1 1 1 Produção mista: lavoura e pecuária Criação de aves 1 1 1 1 12 Indústria Extrativa A tabela 22 apresenta a distribuição dos acidentes de trabalho típicos na Indústria Extrativa. A tabela 21 apresenta os resultados da distribuição dos acidentes fatais típicos nessa classe. Tabela 22 . Estado de São Paulo. areia e argila Freq Total . 1995. de acordo com as causas. Causas Impacto acidental por queda de objeto Queda Acidente causado por máquina Acidente causado por material explosivo Total Atividade Extração de pedra. Podemos observar que também há coerência entre os acidentes e os fatores de risco da classe. 1 1 1 1 1 1 1 1 4 .

Um outro fenômeno que os dados demonstram é a presença de acidente .6 0. a queda está presente em outras classes por meio das atividades correlatas de manutenção civil.4 . 1995.5 3.9 1.CID-9 Queda E880 a E888 Impacto acidental por queda de objeto E916 Acidente causado por máquinas E919 Acidente causado pela corrente elétrica E925 Acidente causado pela movimentação da E909 superfície terrestre ( soterramento) Acidente com veículo a motor dentro de E846 estabelecimentos Acidente causado por material explosivo E923 Acidente causado por fogo e chamas E890 a E899 Intoxicação E860 a 869 Acidente com outro veículo especial a E821 motor. Causas dos Acidentes Fatais Código E . onde responde por 50% de todos os acidentes fatais típicos. com 31.7 7. Embora seja um acidente característico da classe da Construção.9 3.6 8.1 4.do Código Internacional de Doenças (CID-9). e esteja diretamente relacionado ao trabalho em altura. Estado de São Paulo.6 Total 155 100.9 3.4 8.6% do total.2 1.3 1.0 O acidente de trabalho fatal típico tem como causa principal a queda.34 3.Causas de acidentes de trabalho fatais típicos A tabela 23 nos apresenta a distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos. de acordo com a causa. 49 24 13 13 12 11 7 6 6 5 3 2 2 1 1 % 31. Tabela 23 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos. conforme a Classificação Suplementar de Causas Externas de Lesões e Envenenamentos – código E . de acordo com a causa.4 7. exceto os de trânsito Acidente causado por substância quentes E924 (caldeira) Acidente por impacto (projeção) de objeto E917 Acidente natural (raio) E907 Afogamento E910 Queda de animal E828 Freq.3 0.8 15.

daí a sua aceitação. A tendência ao crescimento do trabalho marginal. sob o rótulo de .4% 2. advindas após a mudança da NR-18.0% 8. 51.0% 2.0% 4. onde representa a principal causa de morte. O gráfico 5 apresenta a distribuição dos acidentes fatais por queda. corresponde a esse momento histórico.0% 2. chamado de informal. Gráfico 5 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais causados por queda de acordo com a classe de atividade econômica. O padrão técnico e organizacional do setor vem se modificando rapidamente também por exigências de custos e qualidade. fruto do esforço de entendimento entre os atores sociais envolvidos. demonstrando que há uma concentração na classe da Construção mas uma difusão por outras classes. na Indústria. dos trabalhadores. Estado de São Paulo.1% 10. seja pelo trabalho em altura ou por meio de vãos relacionados ao transporte vertical de cargas.2% 20.2% As melhorias nos ambientes de trabalho do setor da construção.35 por queda em atividades de armazenamento e movimentação de cargas. das empresas e da sociedade. são indiscutíveis. 1995. A especificidade e a natureza flagrante do risco de queda exige uma vigilância permanente dos órgãos públicos. A NR-18. no Comércio e Outros Serviços Coletivos. por exemplo.

de 15/02/1996.36 terceirização. 37. presentes nas classes de Transporte e do Comércio. tem relação com os serviços de oficina mecânica. onde a queda de veículo suspenso para a manutenção foi o acidente mais comum.8% 4.5% 12. Gráfico 6 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais causados por impacto acidental por queda de objeto de acordo com a classe de atividade econômica. cuja distribuição por classe de atividade econômica pode ser observada no gráfico 6. Portanto. há a exigência de uma política institucional para o risco de quedas. onde a queda de objetos pode ser freqüente.2% 4. e a queda de cargas. 1995.5% 4. Estado de São Paulo. Deve ser ressaltado que a "Convenção Coletiva de Trabalho sobre Saúde e Segurança no Setor de Transporte Coletivo Urbano do Município de São Paulo". O impacto acidental por queda de objeto. estabeleceu regulamentação que vem impedindo a repetição deste acidente. essa é a segunda causa de morte. é a segunda causa de morte por acidente de trabalho típico. Na classe da Construção.5% 20.2% . por meio do Artigo 7º (anexo V . Os dados mostram que também se encontra uma correlação entre a atividade de armazenamento. no qual se destaca o ramo de transporte de passageiros regular e urbano. A alta freqüência relativa na classe de Transporte."Apoio de Veículos") (7). é uma agravante do momento histórico.2% 12.2% 4.

2% 7. 46. como é de se esperar. embora com baixa incidência. Estado de são Paulo.1% 7. O gráfico 7 apresenta a distribuição dos acidentes com corrente elétrica por classe de atividade econômica. Gráfico 7 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais causados pela corrente elétrica de acordo com a classe de atividade econômica.4% Ao contrário do que se espera. encontrando-se nesta havendo uma outra causas (queda. o acidente com a corrente elétrica é a primeira causa de morte. No ramo da eletricidade.7% 23. choque elétrico) que levam ao acidente de trabalho fatal. A distribuição por classe pode ser observada no gráfico 8. . 1995. o acidente com máquina não representa a principal causa de morte por acidente de trabalho na classe da Indústria de Transformação.37 O acidente com a corrente elétrica representa a segunda causa de morte na Indústria de Transformação.7% 15.

Estado de São Paulo. quanto para terceiros (atropelamento e esmagamento). Os acidentes com transporte vertical de cargas. 38. Se podemos acreditar numa melhoria nos controles de riscos específicos. dado a participação percentual dos acidentes de trabalho fatais típicos no setor da indústria de .38 Gráfico 8 .Distribuição dos acidentes de trabalho fatais causados por máquina de acordo com a classe de atividade econômica. por queda. outro risco. As manobras com veículos estranhos à produção (automóveis e caminhões) também têm levado a atropelamentos nos pátios e esmagamentos junto a plataformas.5% 15.7% 38. 1995. teremos a terceira causa de morte por acidente de trabalho. elevadores (principalmente na Construção e Comércio) e gruas (Construção). A movimentação de cargas e materiais por empilhadeira reúne. também têm sido causa importante de acidentes fatais. esmagamento ou queda de objetos.4% Os acidentes com veículos a motor dentro de estabelecimentos industriais e comerciais também têm representado importante causa de acidente fatal típico.5% 7. segundo a nossa experiência. Ao juntarmos essa causa com o acidente causado por veículo especial a motor. tanto para o operador (tombamento).

como na terceirização. sendo que os mais comuns são: desprover as máquinas dos sistemas de segurança para ganhar tempo de produção. não previstos nas ordens de serviço (trabalho em altura sem cinto de segurança. e externo. pelos sindicatos e órgãos públicos. e. procedimentos de risco informais. Alguns fenômenos têm sido observados em nosso dia a dia de análise de acidentes fatais. . trabalhadores e órgãos públicos na vigilância sobre esses riscos específicos. e o trabalhador mais isolado na submissão às ordens de serviço ou situações de trabalho desprotegidas. ou criam novos riscos. isto certamente se deveria a dois processos simultâneos: de um lado a crescente participação dos sindicatos. A falta de uma série histórica de dados qualitativos sobre os acidentes de trabalho fatais limita a interpretação sobre as tendências de deslocamento de causas de acidentes típicos e de migração entre setores e ramos de atividade. cortar energia e calçar as máquinas ou equipamentos). relacionados à questão da produtividade. com a introdução de maquinário mais seguro e/ou com menor interferência do homem. como no setor do comércio. se torna mais difícil. SESMTs e Comissões de Fábrica.39 transformação. A exclusão equivocada das condições de trabalho dos sistemas de qualidade em implantação nas empresas. de outro. mas os dados encontrados nos levam à hipótese de que há uma tendência de dispersão de causas intra e extra-setores e de migração de acidentes fatais para classes e ramos que importam riscos. fazer manutenção desobedecendo os procedimentos de segurança (desligar. A diversificação das causas de acidentes fatais típicos aponta para situações onde o controle coletivo interno sobre as situações de risco. pelas CIPAs. ao lado da busca da produtividade e redução de custos. falta de intervalos de repouso). que muitas vezes leva ao aumento do risco de acidentes ocupacionais. e excesso de trabalho (horas extras. tentar corrigir ou regular erros de produção). tem estimulado um alto grau de improvisação nos modos de trabalho. a um processo de renovação e modernização do parque industrial. entrar em máquinas em funcionamento. isto é.

II 0.56 8.83 2. Estado de São Paulo.31 . Todos IV os G.30 G. I 2. I 4 2 1 0 0 7 G.R. Tabela 24 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais típicos de acordo com o tamanho e grau de rico das empresas.06 3. esses foram distribuídos segundo os critérios de tamanho e grau de risco do empregador. 1995. Número de trabalhadores Até 49 De 50 a 99 De 100 a 499 De 500 a 999 Acima de 1000 Todas as empresas G.12 1. III 19 7 29 16 21 92 G. Estado de São Paulo.40 3. utilizando os dados da RAIS-95.5 3. .48 0 0 0. II 4 0 7 0 3 14 G. para cada um desses grupos de empresas.s 7.11 0.58 2.69 2.67 1.58 0. que podem ser observadas na tabela 25.5 .Grau de risco G.Grau de risco G. IV 11 8 15 2 6 42 Total 38 17 52 18 30 155 Para permitir o estudo comparativo.Características das Empresas onde Ocorreram Acidentes de Trabalho Fatais Típicos Visando o conhecimento das características das empresas onde ocorreram os acidentes de trabalho fatais típicos (dentro da empresa).53 4.74 G.R.R.R. foram calculadas os coeficientes de mortalidade.99 11. Numero de trabalhadores Até 49 De 50 a 99 De 100 a 499 De 500 a 999 Acima de 1000 Total G.R.R.30 4.73 0 1.94 10.R.45 0 1.R.04 3. 1995. com os dados da RAIS – 1995 (8).45 G.53 6.46 3. III 2.41 2.R. . Tabela 25 – Distribuição dos coeficientes de mortalidade por acidente típico de acordo com o tamanho e o grau de risco das empresas. O resultado pode ser observado nas tabela 24.53 3.R.R.

para as empresas entre 50 e 499 trabalhadores. . seja para fins de taxação do seguro de acidentes de trabalho ou para fins de constituição de CIPAs e SESMTs. Por outro lado. produtos de couro. dentro dele.41 A distribuição dos coeficientes de mortalidade por acidente fatal típico de acordo com o tamanho da empresa nos mostra um resultado bastante diferente daquele difundido pela cultura institucional e empresarial sobre as prioridades para as políticas de prevenção de acidentes de trabalho. As empresas de grau de risco IV. onde está a maioria das empresas da classe da Indústria de Transformação. inclusive concessionárias de veículos. Os resultados mostram que os ambientes de trabalho das médias e grandes empresas produzem mais acidentes de trabalho fatais que os das pequenas empresas. a distribuição desses coeficientes de mortalidade mostra também que há coerência no atual modelo de uma gradação de risco.Código E do CID-9. borracha e cimento). onde figuram as classes da Construção. verificamos que os maiores coeficientes se referem às empresas acima de 100 trabalhadores. Indústria Extrativa e parte das Indústrias de Transformação (metalurgia básica. atingindo maior gravidade nas empresas entre 501 e 1000. Os coeficientes para as empresas de grau de risco II é mais alto naquelas que possuem entre 100 e 499 funcionários. os coeficientes são bem mais altos em relação aos outros graus de risco e.6 – Acidentes Trabalho Fatais de Transporte A tabela 26 apresenta a distribuição dos acidentes de trabalho fatais de transporte (trajeto e trânsito) de acordo com as causas especificadas na Classificação de Causas Externas . 3. produtos de madeira. situação típica do comércio varejista e atacadista de grandes lojas. Nas empresas de grau de risco III.

Tabela 27 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais de trajeto de acordo com as causas.8 18.3 19.8 100.2 4.6 Total do Grupo 123 % do Total Atropelamento Colisão de veículo Urbano Rodoviário Férreo Urbano Rodoviário Motocicleta Queda de trem Acidente aéreo Acidente aquaviário Outros Total 92 23 8 63 84 7 5 1 1 5 289 42. 1995.4 11.8 3.7 6. % do Grupo 72. % do Grupo 75.5 41.0 3. Causas Local Freq.0 .7 100.4 34 5 5 131 26.7 154 5 1 1 5 289 53. distribuídos de acordo com as causas.3 0. os acidentes de trabalho fatais de trajeto e de trânsito são apresentados separadamente nas tabelas 27 e 28.0 1. 1995.2 54.42 Tabela 26 – Distribuição dos acidentes de trabalho fatais de transporte de acordo com a causa.2 58. Estado de São Paulo.8 29.3 1. Estado de São Paulo. Causas Local Freq.0 Para uma melhor observação do fenômeno do acidente de transporte.7 0.8 Total do Grupo 87 % do Total Atropelamento Colisão de veículo Urbano Rodoviário Férreo Urbano Rodoviário Motocicleta Queda de trem Outros Total 62 17 8 20 10 4 5 5 131 66.5 9.

672 1. podendo ser considerado um dos temas mais importantes para a abordagem da prevenção dos Ats fatais no Brasil de hoje.502 48. O acompanhamento da série histórica dos dados de acidentes de trabalho fornecida pela Previdência Social (tabela 29).Total de Acidentes de trabalho 1970 1975 1.869.3 16. Causas Local Freq.3% do total dos acidentes de trabalho fatais é o resultado mais relevante do presente estudo. enquanto a tabela 28 indica que a colisão de veículo é mais freqüente entre os acidentes de trabalho de trânsito.4 0.394 0.0 A participação dos acidentes de transporte (trajeto + trânsito) em 53.8 75. Estado de São Paulo.6 100. o atropelamento representa a principal causa de morte no acidente de trabalho de trajeto.025 B/A . De outra forma. mesmo demonstrando um crescimento gradativo. ANO A .199.43 Conforme pode ser observado na tabela 27. Brasil.6 0.7 36. que discrimina os acidentes de trajeto do conjunto de acidentes de trabalho. não nos permitia estimar o papel que o acidente de transporte vem representando dentro da fenomenologia dos acidentes de trabalho no país. 1970 a 1995.689 B – Total de Acidentes de Trajeto 14.4 2. Tabela 28 – Distribuição dos Acidentes de Trabalho Fatais de Trânsito de acordo com as causas. talvez se deva considerar especialmente a gravidade maior dos danos que o acidente de transporte em geral acarreta para a vítima.5 22. % Total do Grupo 36 120 1 1 158 % do Grupo Atropelamento Colisão de veículo Urbano Rodoviário Urbano Rodoviário Motocicleta Acidente aéreo Acidente aquaviário Total 30 6 43 74 3 1 1 158 83. 1995.012 0.1 61. Tabela 29 – Série histórica da relação acidentes de trabalho / acidentes de trajeto.

1 e 1995 =20. entre os quais o Estado de São Paulo. a única fonte alternativa de dados sobre mortalidade por acidentes de trabalho está no Sistema de Informação sobre Mortalidade do DATASUS (11). podemos concluir que os acidentes de trabalho em questão correspondem ao tipo acidente de trânsito. diferentemente do que se conhece em relação aos dados para os acidentes de trabalho.000) por essa causa (10).340 632. conforme mostra o gráfico 9.089 0. Na literatura científica encontramos referência a um aumento.012 374. obtém a informação principalmente de policiais.9/100.967 63.040 0. Na interpretação desse quadro estatístico é necessário considerar que o médico legista.515 56.971 0. legalmente investido para o preenchimento das declarações de óbito por morte violenta.44 1980 1985 1990 1995 Fonte: INSS 1. nos últimos 18 anos. dessa forma. sobre mortalidade por acidentes de trabalho.531 1.700 55.404. nos campos "morte por causas externas". construído a partir das informações constantes nas Declarações de Óbito. o quadrante “acidente de trabalho”. representantes da empresa ou familiares. Na observação dos dados das Declaração de Óbitos referentes aos anos de 1979 a 1995. para toda a população.343 28. . encontramos dados que referem 33. Em relação aos acidentes de transporte para toda a população. de 30% no coeficiente de mortalidade (1977 =16.063 0.010. No Brasil. não considerando a metodologia de classificação previdenciária.077 A necessidade de referenciar esses resultados em algum outro paradigma nos fez buscar outras fontes e outros indicadores. Estas estatísticas ainda cobrem poucos estados da Federação.155 óbitos por essa causa no Brasil para o ano de 1995 (9). Tais declarações possuem. verifica-se nos dados para o Estado de São Paulo uma série histórica em que ocorre uma relação de inversão de valores entre os acidentes em "vias públicas" e "outro local" (a introdução de uma nova Declaração com o quadrante "local de trabalho" vem se dando progressivamente (12)).

. Dentro de um contexto mais amplo. 600 500 400 300 200 100 0 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 Ac. leva-nos à necessidade de desenvolver uma política específica para o risco “trânsito” no contexto ocupacional. mais amplamente. torna-se pertinente a integração ao esforço social de redução dos acidentes de trânsito consubstanciado no novo "Código Brasileiro de Trânsito". visando também o acidente de trajeto. particularmente para as atividades classificadas no ramo de transporte terrestre e. para as atividades anexas de transporte de todos os setores de atividade econômica.45 Gráfico 9 – Série histórica dos acidentes de trabalho fatais de acordo com o local de ocorrência. Transito Ac. Tipico 228 262 223 232 232 239 324 468 490 413 353 414 303 263 296 268 247 458 498 417 402 302 322 376 419 435 363 338 301 281 252 316 333 212 Esta outra indicação da inversão da relação entre acidente típico/acidente de transporte no Brasil. Estado de São Paulo – 1979 a 1995.

46 3. Reparação de Veículos Automotores. ramo de atividade e a profissão do trabalhador. Pecuária. Gás e Água Total % No Exercício da Atividade 10 18 5 5 Fora da Atividade 6 1 4 3 Ign 1 2 0 2 Total 17 21 9 10 14 1 0 3 4 1 61 70. Sociais e Pessoais A – Agricultura.9 1 2 1 0 2 0 20 23. E Distribuição de Eletricidade. Silvicultura e Exploração Florestal H – Alojamento e Alimentação J – Intermediação Financeira E – Prod. Para um melhor conhecimento desse tipo de causa de óbito. Objetos Pessoais e Domésticos K – Atividades Imobiliárias.0 . A tabela 30 apresenta a distribuição dos ATs por homicídio por classe de atividade econômica e a situação de ocorrência. Classe de Atividade Econômica D.Distribuição dos acidentes de trabalho fatais por homicídio.Indústria da Transformação I – Transporte.Comércio. apresenta a distribuição dos ATs por homicídio de acordo com a classe. por classe de atividade econômica. mais detalhado.8 15 3 1 3 6 1 86 100.7 – Acidentes de Trabalho Fatais por Homicídio O homicídio também representa uma importante causa de morte por acidente de trabalho. se o homicídio ocorreu no exercício da atividade profissional ou fora dela. Tabela 30 . os ATs por homicídio passaram por dois tipos de distribuição. Aluguéis e Serviços Prestados às Empresas O – Outros Serviços Coletivos. Armazenagem e Comunicações F – Construção G. enquanto a o anexo 3. isto é. de acordo com a situação da ocorrência. 1995.3 0 0 0 0 0 0 5 5. Estado de São Paulo.

3. o coeficiente de mortalidade por homicídios para toda a população é de 49. presentes em bancos e muitos estabelecimentos e residências e ausentes na maioria do comércio. As causas reveladas de morte referem 05 casos de infarto agudo do miocárdio (CID – 410) e 05 casos de morte “sem especificação” ( CID – 799). a inclusão da morte natural como tipo de acidente de trabalho fatal ocorreu apenas pelo reconhecimento prévio dos casos feito pelo INSS. A baixa mortalidade relativa na classe do Comércio.8 – Morte natural Neste estudo. bancário (4 casos) e porteiro (4 casos). mostra que há alta incidência de homicídio nas atividades e profissões sob risco de violências. nos leva a indagar se a existência de serviços de vigilância armada na proteção do patrimônio. A presença relevante do homicídio como tipo de acidente de trabalho corresponde ao reflexo de um dos principais problemas de saúde pública no país. como na Intermediação Financeira e Transporte Terrestre.000) (13). onde os coeficientes de mortalidade para adulto jovem mostram que essa é a principal causa de morte.000. aumentando significativamente quando se considera a população adulta jovem (20 a 25 anos =132. como vigilante (25 casos).3 / 100. Os dados levantados mostram que o risco de violência se introduziu na atividade profissional de alguns setores e ramos de atividade.4. .47 A observação dos resultados por atividade econômica ( anexo 3 ). não acaba por ter importância na determinação da mortalidade tanto de vigilantes quanto de trabalhadores. Para o município de São Paulo. motorista (14 casos).9/100. onde o risco da violência também está presente. por exemplo. 25 a 29 anos=110.

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4 - CONCLUSÕES

Os resultados encontrados nos levam a conclusões em três diferentes campos: a) o sistema de informações sobre acidentes de trabalho; b) interpretação dos dados sobre acidentes de trabalho no Brasil de hoje; c) avaliação e propostas para a política de prevenção em segurança e saúde do trabalhador.

4.1 - O sistema de informações sobre acidentes de trabalho

Os resultados vêm confirmar a precariedade dos dados disponíveis e do sistema de informações sobre acidentes de trabalho no Brasil mantido pela Previdência Social. A interferência de fatores políticos e administrativos resultam em quebra da confiabilidade das informações; que estão presentes nos casos de acidentes de trabalho fatais e mais ainda nos outros casos de acidentes e doenças profissionais que são obrigados a passar por mediações de validação, seja por parte das empresas e seus serviços médicos, quando existentes, ou instâncias de julgamento (pericial e/ou judicial) antes de receberem o reconhecimento para a notificação (CAT), afastamento temporário, invalidez permanente parcial ou total. A perspectiva de reformulação do instrumento de notificação de acidentes de trabalho (CAT) (14) pode resolver parte dos problemas que encontramos atualmente. A integração das instituições envolvidas na área de segurança e saúde do trabalhador (trabalho, previdência e saúde) pode ser também um passo importante, principalmente se viabilizar a articulação entre informação e os sistemas de vigilância sobre os ambientes de trabalho. O desenvolvimento do sistema de dados sobre mortalidade do DATASUS, com a valorização do campo “acidente de trabalho” pode ser um instrumento importante de cruzamento de dados.

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4.2 - A interpretação dos dados sobre acidentes de trabalho

A revelação desse estudo é que o acidente típico (dentro das empresas) compreende apenas 28,9% do total de acidentes fatais no Estado de São Paulo. A distribuição destes acidentes por classe de atividade econômica mostra que a classe da Construção apresenta a maior freqüência relativa (31,6%), seguida pela Indústria de Transformação (24,5%), Transporte, Armazenagem e Comunicações (11,6%), Comércio e Agricultura (7,8% cada). A causa mais freqüente de AT fatal típico é a queda (31,6%), que predomina na Construção, Indústria de Transformação, Comércio e Outros Serviços Coletivos. A segunda mais importante causa de AT fatal típico é o impacto acidental por queda de objeto ( 14,8%). O acidente de transporte representa a principal causa de morte por AT, respondendo por 53,5% do total. Entre estes o acidente de trânsito revela-se mais comum (29,3%) que o acidente de trajeto (24,2%). O atropelamento é a causa mais freqüente dos acidentes de trajeto (66,4%), enquanto a colisão de veículos é a principal causa dos acidentes de trânsito (75,4%). O homicídio revela-se como importante causa de morte, com 15,9% do total de acidentes fatais, sendo que a discriminação destes dados mostra que 70,9% destes casos estão relacionados à atividade profissional. Estes resultados, que provavelmente se aproximam da realidade do país, indicam uma mudança significativa na realidade que precisa ser levada em conta na interpretação atualizada da fenomenologia dos Ats e, consequentemente, na definição das políticas de prevenção em segurança e saúde do trabalhador. Esta nova realidade deveria também orientar uma reformulação substantiva nos conceitos e discursos presentes na área de segurança e saúde do trabalhador. O atraso decorrente da falta de informações deixou-nos presos aos discursos da década de 70,

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quando o Brasil recebeu o “título” de campeão mundial de acidentes de trabalho. A queda bruta do número de Ats, divulgado anualmente pelo INSS, tem tido como resposta da sociedade o desdém pela a suspeita de manipulação de dados. Em janeiro de 1997 a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou uma campanha de prevenção de acidentes ("Prevenção é Vida"). A "Revista da Indústria" da FIESP/CIESP noticiou o evento com a manchete: “Acidentes de trabalho – O nosso Vietnã” (15), demostrando a manutenção de uma leitura trágica da realidade. Outro conceito freqüentemente difundido nos discursos de entidades empresariais e governamentais, baseados em estudos realizados na década de 60 e 70, está na atribuição de responsabilidade aos ambientes de trabalho das pequenas empresas pela maioria dos acidentes de trabalho. Os resultados deste estudo contrariam essa crença, demostrando a concentração dos ATs fatais típicos em empresas de médio e grande porte.

4.3 - Avaliação e propostas para a política de prevenção em segurança e saúde do trabalhador

As políticas de prevenção em segurança e saúde do trabalhador precisam acompanhar essas tendências. As prioridades eleitas pelos programas de ação da DSSTDRT/SP vêm se revelando corretas. As classes da Construção (Programa da Construção Civil), das Indústrias de Transformação (metalúrgicas, plásticas, químicas), do Comércio (supermercados e grandes magazines), de Transporte (transporte coletivo de passageiros e transporte de cargas) são as que têm merecido maior dedicação de esforços, tanto na fiscalização rotineira, mas principalmente nos programas articulados por ramo de atividade ou risco (tripartites). A Intermediação Financeira (bancos), Serviços Prestados a Empresas (processamento de dados) e Comércio (operadores de caixa) vêm recebendo atenção em função das doenças profissionais. Entretanto, os resultados indicam a necessidade destes programas sofrerem algumas ampliações para outras atividades, como no caso revelado problemático do ramo de produtos alimentícios da classe da Indústria de Transformação, o ramo de cultivo de

Este problema. acidentes de trânsito e homicídios. Abordar essas questões. Os programas em andamento para os ramos de atividade do setor de transporte. têm nos colocado frente ao problema dos acidentes de trânsito. junto ao movimento sindical e outras instituições públicas. areia e argila da classe da Indústria Extrativa. A difusão de AT por homicídio em quase todos os setores de atividade revela uma exposição ao risco que invade os ambientes de trabalho. O início destes trabalhos e a interlocução com outras instituições públicas e técnicas sido um aprendizado e uma promessa de renovação metodológica.51 cana de açúcar da classe da Agricultura e o ramo de extração de pedra. está envolto por uma complexidade muito maior para a ação institucional. . em direção ao conjunto da sociedade. A presença relevante dos homicídios corresponde ao reflexo no mundo do trabalho de um dos principais problemas de saúde pública no país. na fase de abordagem dos problemas externos aos ambientes de trabalho das empresas. deverá ser a reprodução ampliada de um método que tem se mostrado eficaz para enfrentar com bons resultados problemas específicos e/ou localizados nos ambientes de trabalho. no entanto.

Lesões e Causas de Óbitos. In Lerner. Cidadania: Verso e Reverso. Plano de Benefícios da Previdência Social. Brasília. MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL. Brasília. Brasília. Sistema de Informações sobre Mortalidade. MINISTÉRIO DO TRABALHO.Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho. 12. CANCAT – Campanha Nacional de Combate aos Acidentes de Trabalho. MS/USP/OPAS. USA. U. Revisão 1995. coord. Sistema de Informações sobre Mortalidade. 167-177. 11. . 14.S. Legislação em Segurança e Saúde no Trabalho. Imprensa Oficial. 2. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. MINISTÉRIO DO TRABALHO. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho. MINISTÉRIO DO TRABALHO. Diário Oficial da União. 1980–1989: A decade of surveillance: 16 e 19. Benefícios Concedidos por Acidentes de Trabalho no Ano de 1996. Imprensa Oficial. Brasília. 1997. Resolução nº1001 de 16 de julho de 1998.H. 119 – 127. 1998.1996 (mimeo). SSST – MTb. Convenção Coletiva. H et al. Ministério da Saúde/Fundação Nacional de Saúde. 1998. 1997. Classificação Internacional de Doenças. DEPARTMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES. OLIVEIRA. Brasília. Transporte coletivo urbano de São Paulo: Saúde e segurança. J. 6. Manual de instruções para o preenchimento da declaração de óbito. 10. 8 .MINISTÉRIO DO TRABALHO. Ed.. Lei nº 8. 7.52 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 4. São Paulo. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acidente de trânsito: um problema de saúde pública . 1993. Mortalidade Brasil – 1995. MPAS. 1996. 1998. de 24 de julho de 1991. Fatal injuries to workers in the United States. Versão I. 1980. Brasília. 1998. MELLO JORGE.213. São Paulo. 6. coord. 1996. 13. 3. de 5 de março de 1997 (atualizados até 30/03/97). GAWRYSZEWSKI V. 5. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho.P. Brasília. Relação anual de informações Sociais 9. São Paulo. Cidadania Verso e Reverso. NIOSH. DATASUS. 1998 (mimeo). In Lerner. M.172. Violência: uma visão de saúde pública. 1998. Brasília.uma questão de cidadania. MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL. J. e Decreto nº 2. Brasília. DATASUS. Fundação Nacional de Saúde. MINISTÉRIO DA SAÚDE. FUNDACENTRO . MINISTÉRIO DA SAÚDE. 20 de julho de 1998.

Revista da Indústria. Acidentes de Trabalho: O Nosso Vietnã. 1997. Causas dos Acidentes Fatais Queda Impacto acidental por queda de objeto Acidente causado por máquinas Acidente causado pela corrente elétrica Acidente causado pela movimentação da superfície terrestre ( soterramento) Acidente com veículo a motor dentro de estabelecimentos Acidente causado por material explosivo Acidente causado por fogo e chamas Intoxicação Acidente com outro veículo especial a motor. 6 – 11. exceto os de trânsito Acidente causado por substância quentes (caldeira) Acidente por impacto (projeção) de objeto Acidente natural (raio) Afogamento Queda de animal Código Internacional de Doenças CID-9 E880 a E888 E916 E919 E925 E909 E846 E923 E890 a E899 E860 a 869 E821 E924 E917 E907 E910 E828 Quadro 2 – Classificação das causas de acidente de trabalho fatal de transporte de acordo com a Classificação Suplementar de Causas Externas de Lesões e Envenenamentos – código E .do Código Internacional de Doenças (CID-9).53 15. Causas Atropelamento Colisão de veículo Queda de trem Acidente aéreo Acidente aquaviário CID-9 E814 E810 a E819 E800 a E807 E840 E830 . FIESP/CIESP/SESI/SENAI/IRS. nº 28.do Código Internacional de Doenças (CID-9). São Paulo. ANEXO 1 Quadro 1 – Classificação das causas de acidente de trabalho fatal típico de acordo com a Classificação Suplementar de Causas Externas de Lesões e Envenenamentos – código E .

Reparação de Veículos Automotores. Gás e Água M – Educação C – Indústria Extrativa B – Pesca P – Serviços Domésticos Q – Organismos Internacionais CNAE 15 a 37 60 a 64 45 50 a 52 70 a 74 90 a 93 01 e 02 55 65 a 67 75 85 40 e 41 80 10 a 14 05 95 99 . Silvicultura e Exploração Florestal H – Alojamento e Alimentação J – Intermediação Financeira L – Administração Pública. Objetos Pessoais e Domésticos K – Atividades Imobiliárias.Indústria da Transformação I – Transporte. Sociais e Pessoais A – Agricultura. Defesa e Seguridade Social N – Saúde e Serviços Sociais E – Prod. Armazenagem e Comunicações F – Construção G.54 ANEXO 2 Quadro 3 . E Distribuição de Eletricidade. Aluguéis e Serviços Prestados às Empresas O – Outros Serviços Coletivos. Classes de Atividade Econômica D.Comércio. Pecuária.Classificação Nacional de Atividades Econômicas (IBGE) – Classes de Atividade Econômica.

Ramos de Atividade Econômica da Indústria da Transformação Ramos de Atividade da Indústria da Transformação Fab. Impressão e Reprodução de Gravações Fab. de Produtos de Minerais Não-Metálicos Metalurgia Básica Fab. de Artigos de Borracha e Plástico Fab. de Máquinas para Escritório Fab. Reboques e Carrocerias Fab. de Produtos Têxteis Fab. de Móveis e Indústrias Diversas Reciclagem CNAE 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 . de Produtos Alimentícios Fab. e Montagem de Veículos Automotores. Aparelhos e Materiais Elétricos Fab. De Couro. de Produtos do Fumo Fab. de Máquinas. de Outros Equipamentos de Transporte Fab. de Art. de Produtos de Metal Fab. de Material Eletrônico. de Artigos do Vestuário e Acessórios Preparação do Couro e Fab. de Máquinas e Equipamentos Fab. Refino de Petróleo. Combustíveis Nucleares e Álcool Fab. Papel e Produtos de Papel Edição. de Produtos de Madeira Fab de Celulose. Aparelhos e Equipamentos de Comunicação Fab. de Coque. de Equipamentos de Instrumentação Médico-Hospitalar e Outros Fab.55 Quadro 4 . de Produtos Químicos Fab. Viagem e Calçados Fab.

41-5 – Preparação do leite 15.61-0 – Usinas de açúcar 15. De automóveis 36.42-3 – Fabricação de produtos do laticínio 15. cortiça 21. cabos. P/ extração de minérios e ind..52-1 – Fab.93-8 – Fab.29-0 – Fab. cementação e tratamento térmico do aço 29. 12-0 – Fab. De fibras. De outros prods. Tintas. 10-0 – Fab. de embalagem de plástico 26.21-0 – Fabricação de papel 23. de móveis com predominância de madeira G. Produtos de limpeza .56 Quadro 5 . vernizes . de outras máqs. De máquinas de escrever 34. 24.12-0 – Confecção de outras peças de vestuário 20.11-9 – Fab. da construção 30. Químicos 25. 24.23-7 – Fabricação de sucos de frutas 15..R 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 4 3 3 3 3 3 3 3 4 3 3 4 3 4 4 4 3 3 3 3 . e seus graus de risco (Portaria 3.41-7 – Fab. de laminados de aço 28.11-8 – Fab.214/78 do MTb – NR4) Atividades Econômicas da Indústria de Transformação 15. de maltes.39-8 – têmpera. aparelhamento e outros trabalhos em pedra 26. cervejas e chopes 18.89-0 – Fab.83-0 – Produção de derivados do cacau 15. fios artificiais 24.91-3 – britamento.40-0 – Produção de álcool 24. palha.. de estruturas metálicas 28. 99-6 – Fab.81-3 – Fab. de artefatos diversos da madeira.Atividades econômicas da indústria da transformação onde ocorreram acidentes de trabalho fatais..22-4 – Fab. de outros produtos alimentícios 15.99-9 – Fab de outros prods.41-4 – Fab.72-4 –Fab.31-8 – Produção de óleos vegetais 15.11-1 – Fab. De prods. de pneumáticos 25.56-3 – Fabricação de rações para animais 15.10-9 – Desdobramento de madeira 20. Cerâmicos 26.11-0 – Fab. Minerais não metálicos 27.

21-7 – Edificações 45. Transporte. não urbano G.29-2 – Obras de outros tipos 45. contra incêndio. Atividades da Construção 45. gás. 3 3 .41-1 – Instalações elétricas 45. de passageiros.43-8 – Instalações hidráulicas.57 Quadro 6 . para-raios 45.Ramos de atividade econômica da classe do transporte.23-2 – Transporte rodov. urbano 60. regular. Armazenagem e Comunicações Transporte Terrestre Transporte Aquaviário Transporte Aéreo Atividades Anexas do Transporte e Agências de Viagem Correios e Telecomunicações CNAE 60 61 62 63 64 Quadro 8 .13-6 – Grandes movimentações de terra 45. sanitárias. 4 4 4 4 3 4 3 4 3 3 3 3 3 3 Quadro 7 .24-0 –Transporte rodov.R. armazenagem e telecomunicações onde ocorreram acidentes de trabalho fatais. de passageiros.22-5 – Obras viárias 45. armazenagem e telecomunicações. Atividades Econômicas do Transporte e Telecomunicações 60.52-7 – Impermeabilização e pintura 45. regular.Atividades econômicas da classe do transporte.R.25-0 – Montagens industriais 45.23-3 – Grandes estruturas e obras de arte 45.49-7 – Outras obras de instalação 45.59-4 – Outros serviços auxiliares G.12-8 – Obras de fundação 45.Atividades econômicas da Classe da construção onde ocorreram acidentes de trabalho fatais e seus graus de risco.33-0 – Estações e redes de telefonia 45.34-9 – Recuperação meio ambiente 45. e seus graus de risco.

de passageiros. Varejista de mercadorias em geral – hipermercados 52. aluguéis e serviços prestados às empresas. Objetos Pessoais e Domésticos Comércio e Rep.44-2 – Com. 3 3 3 2 2 2 2 3 2 Quadro 11 . reparação de veículos automotores. material de construção. Atividades Imobiliárias.32-2 – Com.43-4 – Com. Reparação de Veículos Automotores. Máquinas e outros Atividade de Informática e Conexas Pesquisa e Desenvolvimento CNAE 70 71 72 73 .Transporte rodov. ferragens 52.47-7 – Comércio varejista de GLP 52.R. objetos pessoais e domésticos.25-9 – Transporte rodov. não regular 60.Atividades econômicas da classe do comércio onde ocorreram acidentes de trabalho fatais. Varejista de outros produtos G.26-7 . Aluguéis e Serviços Prestados às Empresas Atividades Imobiliárias Aluguel de Veículos.20-2 – Manutenção e reparação de veículos automotores 51. e seus graus de risco. Varejista de móveis 52.53-5 – Com.58 60. Ramos de Atividade da Classe do Comércio. Atacadista de cereais 51. de cargas em geral 64.12-4 – Com. de Veículos Automotores e Motocicletas e Varejo de Combustível Comércio por Atacado e Intermediários do Comércio Comércio Varejista e Reparação de Objetos Pessoais e Domésticos CNAE 50 51 52 Quadro 10 . Atacadista de madeira . Varejista de mercadorias em geral – Supermercados 52.Ramos de atividade econômica da classe do comércio. Atividade 50.11-4 – Atividades de correio nacional 64. Varejista de material de construção 52.49-3 – Com.20-3 – Telecomunicações 3 3 2 2 Quadro 9 .11-6 – Com.Atividades econômica da classe de atividades imobiliárias.

Sociais e Pessoais Outros Serviços Coletivos.50-0 – Agenciamento de mão de obra para terceiros 74.30-6 – Ensaios de materiais e produtos 74.91-0 – Atividades de organizações religiosas 91.30-3 – Processamento de dados 74. Desportivas e Culturais Serviços Pessoais CNAE 90 91 92 93 Quadro 14 . sociais e pessoais onde ocorreram acidentes de trabalho fatais.22-3 – Atividades de televisão 93.59 Serviços Prestados às Empresas 74 Quadro 12 . e seus graus de risco.Atividades econômicas da classe de serviços prestados às empresas onde ocorreram acidentes de trabalho fatais.99-5 – Outras atividades associativas 92.Ramos de atividade econômica da classe da intermediação financeira.10-6 – Incorporação de imóveis 70. Atividade 90.R.00-0 – Limpeza urbana e esgoto.20-3 – Aluguel de imóveis 72. vigilância e segurança 74.Ramos de atividade econômica da classe de Outros Serviços Coletivos. e seus graus de risco. Intermediação Financeira CNAE . 1 1 3 1 2 2 3 2 Quadro 13 .R. Sociais e Pessoais Limpeza Urbana e Esgoto Atividades Associativas Atividades Recreativas.09-2 – Outras atividades de serviços pessoais G. 3 1 1 2 2 Quadro 15 . e atividades conexas 91.60-8 – Atividades de investigação.99-3 – Outras atividades de serviços prestados às empresas G.Atividades econômicas da classe de outros serviços coletivos.15-2 – Sedes de empresas e unidades administrativas locais 74. Atividade 70.

R.60 Intermediação Financeira Seguros e Previdência Privada Atividades Auxiliares 65 66 67 Quadro 16 .50-3 – Produção mista: lavoura e pecuária 01. e seus graus de risco. areia e argila 14.29-0 – Extração de outros minerais não metálicos G.R.10-9 – Extração de pedra.45-7 – Criação de aves G. Atividade 14.Atividades econômicas da classe de distribuição de eletricidade. 3 3 Quadro 17 .10-0 – Produção e distribuição de energia elétrica 41. gás e água onde ocorreram acidentes de trabalho fatais.Atividades econômicas da classe Indústria extrativa onde ocorreram acidentes de trabalho fatais.00-9 – Captação.Atividades econômicas da classe da agricultura onde ocorreram acidentes de trabalho fatais. 4 4 . Atividade 01. 3 3 3 Quadro 18 .R. Atividade 40. e seus graus de risco.13-9 – Cultivo de cana de açúcar 01. e seus graus de risco. tratamento e distribuição de água G.

De passageiros Telecomunicações 60.40-5 – Aparelho ótico e fotográfico 34.Outras atividades de ser. de madeira E – Eletricidade. de peças para veículo 50. Gás e 41. prods.49-7 – Outras obras de instalação G – Comércio 50. da 24.22-0 – Aparelhos telefônicos 33. Vigilância e Seg Empresas 74.23-3 – Grandes estruturas 45.99-3 . atividade e profissão.12-4 – Com. urbano de passageiros Profissão Operador de máquina Ajudante Vigilante Motorista Vigilante Auxiliar Mecânico/operador Gerente de produção Prensista Motorista Vigilante Auxiliar Expedidor Ignorado Vigilante/porteiro Pedreiro/Ajudante/Aj.21-6 – Transp.43-0 – Criação de ovinos 15. Roupas profissionais 21.49-2 – Prods cerâmicos não refratário 27.41-3 – Metalurgia do alumínio 28.49-3 – Com. e distr.16-0 – Assessoria empresarial 74.22-6 – Bancos múltiplos 65.89-0 – outros produtos alimentícios 18.12-7 – recondicionamento de pneus Transformação 25.29-2 – Obras de outros tipos 45. terrestre 63.23-2 – Transp.13-9 – Conf.40-1 – Agências de viagem 64.00-0 – Limpeza urbana e esgoto 93.. Classe A – Agricultura Atividade 01.20-3 – Telecomunicações 65.99-2 – Outros aparelhos elétricos 32. 1 2 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 2 4 1 1 1 2 1 1 1 1 2 1 2 1 1 1 1 1 1 6 2 2 2 2 1 1 1 1 2 4 1 1 1 10 1 1 1 1 1 2 Total 1 17 9 10 1 3 60.61 ANEXO 3 Quadro – Distribuição dos acidentes de trabalho por homicídios de acordo classe.30-3 – Processamento de dados às 74.21-5 – Ativ.01-7 – Lavanderias e tinturarias J – Intermediação Financeira 6 15 3 . com restaurante alimentação 55.12-3 – Hotel. rodov.51-1 – Produtos farmoquímicos 25.10-5 – Comércio a varejo de veículo 50. varej.50-4 – Com.21-2 – Restaurante I – Transporte 60. sem restaurante 55.29-1 – Artefatos de plástico 26.21-8 – Bancos comerciais 65.33-0 – Estações e redes de telefonia 45.23-4 – Caixas econômicas K – Serviços prestados 72.22-9 – Fabricação de papelão D – Ind.1995.99-1 – Outros produtos de metal 31. Estado de São Paulo. Auxs. de outros produtos 51. transp.21-7 – Edificações 45. atacadista de bebidas 52.11-5 – Hotel.70-5 – Limpeza em prédios e Domicílios 74.53-5 – Com. Padaria 52.10-0 – Automóveis F – Construção 45.26-7 – Transp. de cargas 21 63.30-0 – Com. a varejo de combustível 51. atac./Mestre de obra Encarregado Ajudante Servente Engenheiro/Pedreiro Vigilante Balconista Vigilante Ajudante Motorista/Padeiro Caixa Técnico/Motorista Ignorada Funcionário Público Motorista Vigilante Porteiro Vigilante Motorista Cobrador Vigilante Motorista Vigilante Ajudante Manobrista Motorista Vigilante Ignorado Bancário Bancário Bancário Digitadora Vigilante Vigilante Porteiro Vigilante Eletricista Coletor Porteiro/Operador Freq.12-8 – Contabilidade e auditoria 74. ferrov. trat. Água Água H – Alojamento e 55.21-3 – Com. – Supermercado 52.00-9 – Captação.81-4 – Produtos de padaria 15.60-8 – Investigação.36-5 – Com. prestados O – Serviços Coletivos 90.

Estado de São Paulo.853 55. Seg.763 395.Dimensionamento do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT (NR-4 .839 206. Aux.602. Enf. Tamanho da Empresa Até 50 trabalhadores 51 a 100 101 a 500 501 a 1000 Acima de 1000 Total Grau de risco I Grau de Risco II 885. Med. Trab.602 1. 1995. Trab. Medico Trab.Portaria 3. Seg. Trab.297 710.800 Grau de Risco IV 154.798 270. do Trab. Eng. Seg.872.245 126. Tec. Aux. Trab. Enf.839 ANEXO 5 Quadro 20 . Seg.359 588.) Grau de Risco Técnicos 50 a 100 101 a 250 251 a 500 501 a 1000 I II III IV Téc. Eng. Seg. Tec.718 2.035 1.729 1. Seg.786. Enf. Trab.738 1.703.970 404. Enf. Trab. RAIS – 1995.485 577.528 144.911. Trab.000 1. Trab.936 962.902. Eng.214 284.103 Total 193.214/78 do MTb. Trab. Trab. De Seg. Seg. 1 1 1 2 3 1* 1 2 1* 3 1* 1* 4 1 1 1 1* 1* 1001 a 2001 a 3501 a >5000. Med.62 Total 86 ANEXO 4 Quadro 19 . Trab. Para cada 2000 3500 5000 grupo de 4000 ou fração acima de 2000 1 1 1 2 1* 1 1* 1 1 1 1* 1* 1* 1 1* 1 2 5 1 1* 1 1 1* 1 1 1 1 1 1 1 1 1* 4 6 6 3 1 1 2 1 1 2 1 1 1 1 1 2 1 5 8 10 3 1 2 3 1 1 2 1 1 1 1 2 3 1 .746 848.415 68.837 499. Aux.003 167.445 142.545. Trab.761 43. Enf. Tec. Med. Enf.839 6.Distribuição dos trabalhadores de acordo com o tamanho e grau de risco do Empregador. Eng.645 89. Trab. Enf.334 Grau de Risco III 669. Enf. Eux.

214/78 do MTb).63 * Tempo parcial ANEXO 6 Quadro 21 . Egdo 1 1 1 1 1 1 2 2 3 3 2 2 4 4 4 4 2 2 3 3 6 6 6 6 3 3 4 4 8 8 9 9 4 4 5 5 10 10 12 12 5 5 6 6 12 12 15 15 20 a 50 51 a 100 101 a 500 501 a 1. Egdor R.000 5. Egdo II R.001 a 2.501 a 5.500 1 1 1 1 2 2 2 2 R. Egdo IV R. Egdor R. Egdor = Representande do empregador R. Egdor R.Dimensionamento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . + 1 / cada grupo de 2.000 Acima de 10.CIPA (NR-5 – Portaria 3.000.000 1.500 2. Egdor R. Egdo = Representante do empregado . Egdo III R. Grau de Membro Risco s da Cipa I R.001 a 10.

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