UNISO

2º/2011
1
Responsabilidade é saber que cada um de meus atos vai me construindo, vai me definindo, vai me
inventando. Ao escolher o que quero fazer vou me transformando pouco a pouco.
(Savater, 1998, p. 111).
Ementa
1. Estudo da variação das funções
2. Funções trigonométricas, suas inversas e as derivadas destas funções.
3. Integrais indefinidas e métodos de integração.
4. Integral de Riemann.
5. Teorema Fundamental do Cálculo e integral definida.
6. Aplicações da Integral: Cálculo de área e de volume.
Objetivos
Criar habilidades matemáticas para utilização na vida profissional. Obter conceitos matemáticos e
raciocínio lógico para situações do dia a dia. Aprender a usar noções de Cálculo Diferencial como
forte ferramenta de trabalho.
Ao final do componente curricular o aluno deve ser capaz de:
-construir e interpretar gráficos de funções utilizando os conceitos de cálculo desenvolvidos.
-calcular integrais utilizando as técnicas desenvolvidas.
-aplicar os conceitos na resolução de problemas.
-calcular área de regiões planas e volumes de sólidos pelos métodos desenvolvidos.
Sistema de avaliação
3 Provas das listas valendo 20% no total.
Conteúdo: exatamente os exercícios das listas.
3 Provas individuais valendo 80% no total.
Conteúdo: exercícios da matéria dada, tendo como base as listas e exercícios dados em aula e
realizados extraclasse.
MF =
3
) 3 2 1
( * 8 , 0 )
3
3 2 1
( * 2 , 0
P P P L L L + +
+
+ +

Aprovado com
- A se obtiver MF ≥ 8,5.
- B se obtiver 6≤ MF < 8,5.
Reprovado
- R se MF < 6.
Bibliografia
1. ANTON, Howard. Cálculo: um novo horizonte. 6. ed. Porto Alegre, RS: Bookman, 2000. v.1
2. GUIDORIZZI, H. L.Um curso de cálculo. Rio de Janeiro: LTC, 2001, v.1.
3. STEWART,James Cálculo .São Paulo:Pioneira-Thomson Learning,2001 v.1.
4. ÁVILA, G. S. S.. Cálculo I: funções de uma variável. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1981.
5. BOULOS, P.. Introdução ao cálculo. São Paulo: Edgard Blücher, 1999. v.1
6. HALLETT H., et al. Cálculo e Aplicações. SãoPaulo: Edgard Blucher, 1999. v. 1.
7. HOFFMANN, L. D.; BRADLEY, Gerald L. Cálculo: um curso moderno e suas aplicações. 7.
ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002.
8. LEITHOLD, L. O Cálculo com geometria analítica. São Paulo : Harbra, 1994, v.1. São Paulo:
Harbra. 1994, v.2.
e-mail e/ou msn: roseli.paula@prof.uniso.br
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2
... Sofia lembrou-se muito bem de situações nas quais sua mãe ou o professor da escola tinha
tentado lhe ensinar alguma coisa para a qual ela não estava receptiva. Todas as vezes que ela
havia realmente aprendido alguma coisa, isto só tinha acontecido graças a uma ajuda que partira
dela mesma.
(Gaarder, 1995, p. 74).
0. REVISÃO
Operações básicas que devem ser lembradas: fração, potenciação, radiciação.
n
n
x k
x
k

· . n
m
n m
x x ·
Exercícios:
Observe os exemplos e coloque na forma de potência k.x
n
:
a)
4
4
3
3

· x
x
i)
5
1
x
p)
3 7
x
b)
2 2
2
. 1
1
− −
· · x x
x
j)
6
7
x
q)
5 6
x
c)
5 5
1
5
1
8
8
8


· ·
x
x
x
k)
3
7
2
x
r)
x
8
d)
3
2
3 2
x x ·
l)
4
4
1
x
s)
7 4
1
x
e) 2
1
x x ·
m)
3
2
9
x
t)
5 4
. 2
3
x
f)
2
5
2
5
5
. 7
7 7

· · x
x
x
n)
3
1
x
u)
3
. 5
1
x
g)
4
1
4
1
4
1
4
. 1
1 1
− −
· · · x x
x
x
o)
10
9
x
v)
5
x
1) Observe os exemplos e elimine os expoentes negativos e/ou fracionários:
Exemplos: a)
4
4
1
x
x ·

b)
5 6
5
6
x x ·
c)
4 3
4
3
4
3
8 8
. 8
x
x
x · ·

d)
5
5
1
2 2 x x ·
e)
7
7
5
5
x
x ·

Faça esses: f)
1
6

x
g) 2
3

x
h) 4x
-7
i) 2
3
5x
j) 7x
-4/5
2) Observe os exemplos e resolva as operações com frações:
a)
2
3
2
2 1
1
2
1
·
+
· +
d)
1
6
7
+
g)
1
6
1
+
b)
5
2
5
5 3
1
5
3 −
·

· −
e)
1
4
5

h)
1
2
1

c)
3
7
3
6 1
2
3
1
·
+
· +
f)
3
7
9
+
i)
4
3
5
2
+
3
Observe os exemplos e elimine os produtos e quocientes:
a) x
4
.x
5
= x
4+5
= x
9
b)
x
x x x x
x
x 1
.
1 5 4 5 4
5
4
· · · ·
− − −
c)
7
2
7
2
3
2
2
3
2 3 2
. . x x x x x x x · · · ·
+
d)
x x x x x
x
x
x
x
· · · · ·


2
1
2
3
2
2
3
2
2
3
2
3
2
.

e)
3 2
3
2
3
2
3
5
1
3
5
3
5
3 5
1 1
.
x
x
x x x x
x
x
x
x
· · · · · ·




f)
x
x x
x x x x
x
x
x
x
4
3
4
3 1
.
4
3
4
3
4
3
.
4
3
4
3
. 4
3
2
1
2
1
2
1
2
5
2
2
5
2
2
5
2
5
2
· · · · · · ·
− −

g)
4 9
7
x
x
j) x
3
.x
7
m)
x
x
h) x x. k)
5
. 2 x x n)
3
. x x
i)
5
7
x
x
l)
6 5
. x x o)
6
7
2
5
x
x
p)
7 5
. 3 x
x
DERIVAÇÃO
A derivação é uma técnica matemática de grande poder e versatilidade. É um dos
conceitos centrais do Cálculo, e tem diversas aplicações: Traçado de curvas, Otimização de
funções, Análise de taxas de variação, Cálculo de velocidade e aceleração.
Para cada tipo de função existe uma regra para encontrarmos a derivada. Precisamos
conhecer cada função para aplicar a regra correta. Devemos observar qual é a variável
(geralmente x) e quais são constantes (n, c, k, a, e que representam números fixos). Veja:
0.1 Regras de derivação
1) f(x) = k à f ’(x) = 0 função constante
2) f(x) = x
n
à f ’(x) = n.x
n-1
função potência
3) f(x) = k. g(x) à f ’(x) = k.g’(x) (k nº fixo) produto por constante
4) f(x) = u(x) + v(x) à f ’(x) = u’(x) + v’(x) derivada da soma
5) f(x) = u(x) – v(x) à f ’(x) = u’(x) – v’(x) derivada da diferença
6) f(x) = u(x).v(x)à f ’(x) = u’(x).v(x) + u(x).v’(x) derivada do produto
7) f(x) =
) (
) (
x v
x u
à f ’(x) =
2
)) ( (
) ( ' ). ( ) ( ). ( '
x v
x v x u x v x u −
derivada do
quociente
8) f(x)= u
n
à f ’(x) = u’.n.u
n-1
regra da cadeia para potência
9) f(x) = ln(u) à f ’(x)=
u
u'
derivada do log base e
10) f(x) = loga(u) à f ’(x) =
a u
u
ln .
'
derivada do log em outra base
11) f(x) = e
u
à f ’(x) = u’.e
u
derivada da exponencial base e
12) f(x) = a
u
à f ’(x) = u’. a
u
.ln(a) derivada da exponencial outra base
4
13) f(x) = sen (u)à f ’(x) = u’.cos (u) derivada do seno
14) f(x) = cos (u) à f ’(x) = - u’.sen (u) derivada do cosseno
Exemplos:
Função Derivada
1) f(x) = 9 f ’(x) = 0
2) f(x) = x
5

f ’(x) = 5x
4
3) f(x) = 3.x
5
f ’(x) = 3.5.x
4
= 15x
4
4) f(x) = 3x
2
+2x+4
f ’(x) = 3.2x+2+0= 6x+2
5) f(x) = 7x-x
3

f ’(x) = 7 – 3x
2
6) f(x) = x. x f’(x)=1. x +x.½x
– ½
= x + ½ x
½
= x +½ x = 3/2. x
7) f(x) =
2
3
2
− x
x
f ’(x) =
2 2
2
) 2 (
2 . 3 ) 2 .( 3

− −
x
x x x
=
2 2
2
) 2 (
6 3

− −
x
x
8) f(x) =(x+2)
8

f ’(x)= 8.(x+2)
7
.1= 8.(x+2)
7
.
9) f(x) = ln(3x-4)
f ’(x) =
4 3
3
− x
10) f(x) = log 2(5x+3)
f ’(x) =
) 2 ln( ) 3 5 (
5
+ x
11) f(x) =
3
x
e
f ’(x) =3x
2
.
3
x
e
12) f(x) = 2
4x
f ’(x) = 4.2
4x
.ln(2)
13) f(x) = sen (3x) f ’(x) = 3.cox(3x)
14) f(x) = cos (7x+2) f’(x) = -7 .sen(7x+2)
Agora é a sua vez! Lista de Exercícios: Calcule as derivadas das seguintes funções:
1. y = x
3
. log(x)
2.y = -0,6x
3. y = x. x
4. y = 3-x
6
+x
8
5. y = -x
3
6. y = x .x
–1
7. y = 4x+5x
2
+6x
3
+7x
4
8. y = 6x
2
+ 7-x
9. y =
x x
x x

+
4
2
5 , 0
4 3
10. y =
2
1
4
3
+
x
11. y =
2
x
12. y =
5
3 2
5 3
3 2
x
x x x
+
+ +
13. y =
x
x
− 3
2
14. y =
2
3

+
x
x
15. y =
) log(
) ln(
x
x
16. y =
3 2
5x x −
17. y=e
x
/x 18. y = x
2
.(2x-1)
4
19. y =
3 4
3
4
4
5
x x −
20. y =
5
4
x
21. y =
x
x
3
2 −
22. y = 7.e
x
+ ln(x) – ln 2 23. y = 6x
0,5
24. y = 0,2x+0,5x
2
-0,3
25. y =
5
x -3x+5 26. y =
3 5
x x +
27. y = 9 3 + x
28. y = 10
x
+ 5. ln(x) + 3x+4 29. y = 5. e
x
+ 6. ln(x) +3. 2
x
+ 6
30. y = (ln(x))
3
31. y =5.3
x
32. y = 12
x
+ x
3
33. y = x
2
.e
x
34. y = (3x
2
+5)
5
35. y = (2x-4)
3

36. y = -x.ln(x)
37. y = (x
3
–3x
2
)
4
38. y = (4 – 7x)
7
39. y = (e
5x+3
)
4
40. y =
3
2
+ x
e
41. y = 2.e
3x-1
42. y = 5x – 3x
2
+4
5
43. y = e
5-2x
44. y = 5.e
2-x
45. y = 2
x
. x
2
46. y = ln (x
2
-5x+1)
47. y = ln ( 3x-4)
48. y = x.(x+3)
3
49. y = log (4-x
2
) 50. y = log 2 ( x+x
2
) 51. y = 3x
5
.e
4x+2
52. y = 2
3x
+ 5.(3-x
2
)
6
+ e
5x+2
53. y = 10
2x-3
54. y = 3x
2
e
2-x
.
1. ESTUDO DA VARIAÇÃO DAS FUNÇÕES
Através dos conceitos de diferenciabilidade e de continuidade de uma função num intervalo
contido em seu domínio, vamos descobrir que é possível estudar sua variação e, portanto,
construir o seu gráfico. Para tanto, precisamos estabelecer alguns conceitos e alguns resultados,
como, por exemplo, determinar os intervalos de crescimento e decrescimento, a concavidade, o
ponto de inflexão. Um resultado que é muito importante e estabelece um dos resultados centrais do
Cálculo Diferencial, com conseqüências fundamentais para o estudo de uma função, a partir de
informações sobre sua derivada num determinado intervalo é o Teorema do Valor Médio.
1.1. Intervalos de crescimento e decrescimento
Seja f uma função definida em um intervalo I.
f é crescente em I se para todos pontos x1, x2 ∈ I temos x1 < x2  f ( x1 ) < f ( x2 ) .
f é decrescente em I se para todos pontos x1, x2 ∈ I temos x1 < x2  f ( x1 ) > f ( x2 ) .
Se y = f(x) é derivável no intervalo J. Então temos:
Se f ’(x) > 0 para todo x interior a J, f(x) será crescente em J.
Se f ’(x) < 0 para todo x interior a J, f(x) será decrescente em J.
Se f ’(p) = 0, então p é dito ponto crítico.
Exemplos:
1. f(x) = x
2
-3x +2
f’(x) = 2x-3 > 0 ⇔ x > -3/2  f é crescente em (-3/2, +∞).
f’(x) = 2x-3 < 0 ⇔ x < -3/2  f é decrescente em (-∞, -3/2).
2. f(x) = x
3
-2x
2
+ x + 2
f ’(x) = 3x
2
- 4x +1=0 ⇔ x = 1 ou x = 1/3
Testando um ponto em cada intervalo: 1/3 1
x=0 f’(0) =3.0
2
–4.0+1=1>0
x= 0,5f’(0,5) =3.0,5
2
–4.0,5+1=-0,25 <0
x=2 f’(x) =3.
2
–4.2+1=5>0
Portanto, f é crescente em (-∞, 1/3), ou seja, x<1/3 e em (1, +∞), ou seja, x>1; e f é decrescente
em (1/3,1), ou seja, 1/3 < x <1.
1.2.Concavidade e ponto de inflexão
Se f ’’(x) > 0 em J, então o gráfico de y = f(x) terá concavidade para cima em J.
Se f ’’(x) < 0 em J, então o gráfico de y = f(x) terá concavidade para baixo em J.
Concavidade para cimaà f ”(x) > 0
Decrescenteà f ’(x) < 0
Concavidade para baixoà f ” (x) < 0
Decrescente à f ’(x) < 0
6
Concavidade para cima à f ” (x) > 0
Crescenteà f ‘(x) >0
Concavidade para baixo à f ”(x) < 0
Crescente à f ’(x) >0
Os pontos, onde a concavidade se altera, são chamados de pontos de inflexão.
Em economia, o ponto de inflexão é conhecido como ponto de retorno decrescente.
Por exemplo, o total de vendas de um fabricante de ar condicionado em função da quantia aplicada
com propaganda é dado pelo gráfico abaixo, onde vemos que o ponto de inflexão é (50, 2700).
Pelo gráfico vemos que o total de vendas cresce vagarosamente a princípio, mas a medida que é
gasto mais com propaganda, o total de vendas cresce rapidamente. Atingindo o ponto onde
qualquer gasto adicional com propaganda resulta em crescimento de vendas, mas a uma taxa
menor. Esse é o ponto de retorno decrescente.
Exemplos:
1) Estude as funções com relação à concavidade e pontos de inflexão.
a). f(x) = x
3
–6x
2
+4x -10  f ’(x) = 3x
2
-12x + 4
f ’’(x) = 6x-12 > 0 ⇔ x > 2 f tem concavidade para cima em (2,+∞).
f ’’(x) = 6x –12 < 0 ⇔ x < 2 f tem concavidade para baixo em (-∞, 2).
Logo 2 é o ponto de inflexão.
b). f(x) = x
2
+3x f ’(x) = 2x+3
f ’’(x) = 2> 0 para todo x. Logo f tem concavidade para cima em todo seu domínio.
Não há pontos de inflexão.
1.3. Teorema do valor médio
Antes de enunciar o teorema do Valor médio, vamos analisar alguns resultados. O teorema
abaixo garante a existência de pontos extremos (máximo e mínimo) de uma função, sem a
hipótese de que a função seja derivável.
Teorema (Weierstrass): Seja f : [a, b] → R contínua. Então existem x1 e x2 em [a, b] tais que:
f(x1) ≤ f(x) ≤ f(x2), para todo x∈ [a, b].
7
FIGURA 1
Teorema (Rolle): Seja f : [a, b] → R contínua, derivável em (a, b) e tal que f(a) = f(b). Então, existe
pelo menos um c ∈(a, b) tal que f′(c) = 0.
FIGURA 2
A importância do próximo teorema deve-se ao fato dele estabelecer uma relação
importante entre a função e sua derivada.
Teorema do valor Médio: Seja f uma função contínua em [a,b] e derivável em (a,b) então existe c
pertencente a (a,b) tal que
a b
a f b f
c f


·
) ( ) (
) ( '
Em outras palavras, existe pelo menos um ponto no gráfico de f, onde a reta tangente
nesse ponto é paralela à reta secante que liga (a, f(a)) e (b, f(b)), ou seja, a reta tangente ao gráfico
de f traçada pelo ponto (c,f(c)) é paralela à reta que passa por (a,f(a)) e (b,f(b)).
(b,f(b))
(c,f(c))
8
(a, f(a)) (c,f(c))
FIGURA 3
É preciso observar que o TVM não garante a unicidade do ponto c. Na figura acima, existem dois
desses pontos.
Na figura abaixo apenas um: x0.
FIGURA 4
Corolários
1. Seja f uma função contínua em [a, b] e derivável em (a, b). Se f′(x) = 0 para todo x ∈ (a, b), então
f é constante.
2. Sejam f e g funções contínuas em [a, b] e deriváveis em (a, b). Se f′(x) =g′(x) para todo x ∈ (a, b)
então f(x) = g(x) + k, onde k é uma constante.
Exemplos:
1. Suponhamos que um carro percorre uma distância de 180 km em 2 horas. Denotando por s =
s(t) a distância percorrida pelo carro após t horas, a velocidade média durante esse período de
tempo é:
vm =
0 2
0 180
0 2
) 0 ( ) 2 (


·

−s s
= 90km/h
Portanto, pelo Teorema do Valor Médio, temos que o carro deve ter atingido a velocidade de 90
km/h pelo menos uma vez nesse período de tempo.
2. Encontre um número c que satisfaça a conclusão do Teorema do Valor Médio para a função f(x)
= x²+2x-1 no intervalo [1,5].
a b
a f b f
c f


·
) ( ) (
) ( ' = 8
4
2 34
1 5
) 1 ( ) 5 (
·

·

− f f
Mas, f ’(x) = 2x+2. Portanto f ’(c) = 2c+2 = 8. Logo, 2c=6 e, portanto c = 3.
3. Verifique que a função f satisfaz as 3 hipóteses do Teorema de Rolle no intervalo dado e
encontre todos os valores de c que satisfazem a conclusão do Teorema de Rolle.
a) f(x) = x²-4x+1, [0,4].
9
H1) f é contínua em [0,4], pois é uma polinomial.
H2) f é derivável em todos os pontos interiores de [0,4], sua derivada é f ’(x) =2x-4.
H3) f(0) = 0²-4.0+1 =1 e f(4) = 4²-4.4+1 = 1, portanto, f(0)=f(4).
Logo, existe c∈(0,4) tal que f ’(c) = 0. Mas, f´(x) = 2x-4 e assim, f´(c) = 2c-4=0 implica que c = 2.
b) f(x) =x³-3x²+2x+5, [0,2].
H1) f é contínua em [0,2], pois é uma polinomial.
H2) f é derivável em todos os pontos interiores de [0,2], sua derivada é f ’(x) =3x²-6x+2.
H3) f(0) = 0³-3.0²+2.0+5 = 5 e f(2) =2³-3.2²+2.2+ 5 = 5, portanto, f(0)=f(2).
Logo, existe c∈(0,2) tal que f ’(c) = 0. Mas, f´(c) = 3.c²-6.c+2 =0 implica que c = 3+ 3 e c = 3 -
3 . Como 3+ 3 ∉(0,2), temos que a solução é c= 3- 3 .
4) Seja f(x) = x
2
+5x, para 1 ≤ x ≤ 3, determine c e esboce os gráficos de f e das retas s e T.
Solução: Temos que a = 1 e b = 3, f(a) = f(1) = 1
2
+5.1 = 6 e f(b) = f(3) = 3
2
+5.3 =24. Também,
temos que f ’(x) = 2x+5, logo f ’(c) = 2c+5.
Usando o TVM temos ) ( '
) ( ) (
c f
b a
a f b f
·



1 3
6 24


=2c+5⇔ 9 = 2c+5⇔ c=2.
1.4 Máximos e mínimos
Sejam y = f(x) uma função e p um número real pertencente ao domínio da f. Dizemos que p é um
ponto de máximo local de f se existir um intervalo aberto J, com p em J, tal que para todo x em J
e x no domínio da f ocorrer: f(x) ≤ f(p). Neste caso, f(p) é o valor máximo local.
Dizemos que p é um ponto de mínimo local de f se existir um intervalo aberto J, com p em J, tal
que para todo x em J e x no domínio da f ocorrer: f(x) ≥ f(p). Neste caso, f(p) é o valor mínimo
local.
Se f(x) ≤ f(p) para todo x no domínio da f então p é um ponto de máximo global ou absoluto. Se
f(x) ≥ f(p) para todo x no domínio da f então p é um ponto de mínimo global ou absoluto.
Os pontos de máximo ou de mínimo são ditos extremos da função f.
Teorema: Seja f uma função contínua e sejam a, b, c números reais tais que a < b < c e tal que
[a,c] ⊂ Df. Então, se:
f(a)<f(b) e f(b) > f(c) f tem ponto de máximo p entre a e c.
f(a)>f(b) e f(b) < f(c) f tem ponto de mínimo p entre a e c.
Este teorema nos fornece um método para determinar estimativas para máximo e mínimo.
Exemplos:
f(x) =2x
3
, -5 ≤ x ≤ 5
X -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5
f(x) -138 -26 32 48 34 2 -36 -68 -82 -66 -8
Observe: no intervalo [-3,-1] devemos ter um ponto de máximo local, pois f(-3) < f(-2) e f(-2) > f(-1).
No intervalo [2,4] devemos ter um ponto de mínimo, pois f(2)>f(3) e f(3)<f(4).
Seja y = f(x) função derivável em p, p interior ao domínio. Uma condição necessária para que p
seja extremante local de f é que f ’(p) = 0, ou seja, p deve ser ponto crítico de f.
A condição f ’(p) = 0 não é suficiente, ou seja, podemos ter f ’(p) = 0, mas p não extremante. (p
pode ser extremo do intervalo).
10
Teste da Primeira Derivada
Seja f uma função contínua em um intervalo aberto (a, b) contendo xo . Se f é derivável
em todo os pontos do intervalo (a , b ) , exceto possivelmente em xo , então

i) f

(x) > 0 , x (a, x  o) e f

(x) < 0, x (x  o, b)f tem um valor MÁXIMO RELATIVO em xo .
ii) f

(x) < 0 , x (a, x  o) e f

(x) > 0, x (x  o, b)f tem um valor MÍNIMO RELATIVO em xo



Teste Da Segunda Derivada
Se f ’(p) = 0 e f ”(p) > 0, então p é ponto de mínimo local.
Se f ’(p) = 0 e f ”(p) < 0, então p é ponto de máximo local.
Exemplos:
1) Determine os pontos extremos da função f(x) = 2x
3
+3x
2
-12x-7
Solução: f ’(x) = 6x
2
+6x-12 = 0 à x =1 ou x =-2
f ”(x)=12x+6à f ”(1) = 18 >0 e f ”(-2) = -18< 0
p =1 é ponto de mínimo local e p = -2 é ponto de máximo local.
2) Seja f(x)=x³-9x²-48x+52. Ache os pontos de mínimo e máximo locais de f(x), se existirem, e os
intervalos de crescimento e decrescimento de f(x):
f(x)=x³-9x²-48x+52
f `(x)=3x²-18x-48
f `(x)=0 ⇔3x²-18x-48=0
8
2
6
3 0 1 8
9 0 0
5 7 6 3 2 4 4 8 . 3 . 4 3 2 4
2
1
·
− ·
t
·
· ∆
+ · + · ∆
x
x
x

1
x =-2 e
2
x =8 são os pontos críticos da função f.
f’’(x) = 6x-18
f’’(-2) = 6.(-2) – 18 = -30 <0  x1 = -2 é o ponto de máximo local de f(x)
f’’(8) = 6.8 – 18 = 30 > 0  x2 = 8 é o ponto de mínimo local de f(x)
Intervalos de crescimento ou decrescimento de f(x):

Logo f(x) é crescente nos intervalos: (-∞,-2) e (8,∞)
11
f(x) é decrescente no intervalo: (-2,8)
1.5. Regras de L’Hopital
As regras a seguir aplicam-se a limites que apresentam indeterminações do tipo
0
0
ou


.
Teorema: Sejam f e g deriváveis em um intervalo aberto I com p ∈I e g’(x) ≠ 0.
Se
) (
) (
lim
x g
x f
p x→
=
0
0
ou
) (
) (
lim
x g
x f
p x→
=


e se existir
) ( '
) ( '
lim
x g
x f
p x→
(finito ou infinito) então
) (
) (
lim
x g
x f
p x→
existirá e
) (
) (
lim
x g
x f
p x→
=
) ( '
) ( '
lim
x g
x f
p x→
.
Observe que a regra é válida par xà p ou x à p
-
ou xà p
+
ou xà +∞ ou xà -∞.
Exemplos:
1.
1
3 8 6
lim
4
3 5
1

− + −

x
x x x
x
=
0
0
1
3 8 6
lim
4
3 5
1

− + −

x
x x x
x
=
( )
( )
'
4
'
3 5
1
1
3 8 6
lim

− + −

x
x x x
x
=
4
5
4
8 18 5
lim
3
2 4
1

·
+ −

x
x x
x
2.


·
+∞ →
x
x
x
ln
lim  ·
+∞ →
x
x
x
ln
lim
0
1
lim
1
1
lim
'
)' (ln
lim · · ·
+∞ → +∞ → +∞ →
x
x
x
x
x x x
3.
1 3
3 2
lim
2 3
3
− +
+
+∞ →
x x
x x
x
1.6. Gráficos
Para o esboço do gráfico de uma função f devemos fazer o estudo completo da função.
1. Domínio
2. Pontos críticos
3. Intervalos de crescimento e decrescimento
4. Pontos de máximo e mínimo locais
12
5. Concavidade e pontos de inflexão
6. Calcular os limites laterais nos extremos
7. Calcular os limites nos pontos de descontinuidade
8. Assíntotas
9. Cruzamento com os eixos
Assíntotas
Dizemos que a reta y = mx+n. é uma assíntota, em +∞, do gráfico da função y = f(x)
+∞ → x
lim
[f(x)-(mx+n)]= 0
Dizemos que a reta y = mx+n. é uma assíntota, em -∞, do gráfico da função y = f(x)
−∞ → x
lim
[f(x)-(mx+n)]= 0
Intuitivamente, dizer que a reta y = mx+n é uma assíntota, em +∞, significa que, à medida que x
cresce, o gráfico de y = f(x) vai encostando cada vez mais no gráfico da reta.
y = mx+n
y = n
y = n é uma assíntota horizontal y = mx+n é assíntota oblíqua
Dizemos que a reta vertical x = k é uma assíntota vertical, à direita, para o gráfico da função y = f(x)
se
+
→k x
lim
f(x) = t ∞.
Dizemos que a reta vertical x = k é uma assíntota vertical, à esquerda, para o gráfico da função y =
f(x) se

→k x
lim
f(x) = t ∞.
k k
Observe que k é um ponto de descontinuidade.
Exemplo: f(x) =
x
x 4 3 +
+∞ → x
lim
x
x 4 3 +
= 3 à y = 3 é assíntota horizontal em +∞.
−∞ → x
lim
x
x 4 3 +
= 3 à y = 3 é assíntota horizontal em -∞.
O ponto de descontinuidade é x = 0.
13
Como + ·
+
+

x
x
x
4 3
lim
0
∞ temos que x = 0 é uma assíntota vertical à direita e como

→0
lim
x
x
x 4 3 +
= - ∞ temos que x = 0 é, também, assíntota vertical à esquerda.
10 0 10 1
3
7
11
3x 4 +
x
x
2) f(x) =
1
4
2
− x
x
+∞ → x
lim
1
4
2
− x
x
=
+∞ → x
lim
x 2
4
= 0 y = 0 é uma assíntota horizontal em +∞.
−∞ → x
lim
1
4
2
− x
x
=
−∞ → x
lim
x 2
4
= 0 y = 0 é uma assíntota horizontal em -∞.
Os pontos de descontinuidade são 1 e –1.
+
→1
lim
x
1
4
2
− x
x
= +∞ temos que x = 1 é uma assíntota vertical à direita.

→1
lim
x
1
4
2
− x
x
= -∞ temos que x = 1 é uma assíntota vertical à esquerda.
+
− → 1
lim
x
1
4
2
− x
x
= -∞ temos que x = -1 é uma assíntota vertical à direita.

− → 1
lim
x
1
4
2
− x
x
= +∞ temos que x = 1 é uma assíntota vertical à esquerda.
2 0 2
20
20
4x
x
2
1 −
x
Listas de Exercícios
1. Determine os pontos críticos e os intervalos de crescimento e decrescimento das funções:
a) f(x) = 3x-5 i) f(x) = 4 –2x
b) f(x) = x
2
+x+1 j) f(x) = x
3
-3x
2
+1
c) f(x) = x + 1/x k) f(x) = x
3
-9x
2
+6x-5
d) f(x) = 2x
2
+3x +5 l) f(x) = 2x
3
+3x
2
-12x+4
e) f(x) = 4x
3
+3x
2
-18x +5 m) f(x) = x
4
-8x
2
+2
f) f(x) = 2x³+3x²-12x-7. n) f(x) = 3x
5
-5x
3
g)f(x) = x
4
+8x
3
+18x
2
-8 o) f(x) = x
3
-3x-4
14
h)f(x) =
3
1
x
3
-9x+2 p) f(x) =
2 − x
x
2. Determine os intervalos onde a concavidade é para cima e onde é para baixo.
a) f(x) = 2x
2
+3x +5 f) f(x) = 2x
3
+3x
2
-12x+4
b) f(x) = 4x
3
+3x
2
-18x +5 g) f(x) = x
4
-8x
2
+2
c) f(x) = 4 – x
2
h) f(x) = x
3
-9x
2
+6x-5
d) f(x) = x
3
/3-2x
2
+3x+5 i) f(x) = 1/x
e) f(x) = -x
3
–8x
2
+3
3. O total de vendas S (em milhares de dólares) de um fabricante de bitorneiras se relaciona com a
quantidade de dinheiro gasta com propaganda x, por S = -0,01x³+1,5x²+200. Encontro o ponto de
retorno decrescente (ponto de inflexão).
4. Um índice de preços ao consumidor IPC é descrito por f(t) = -0,2t³+3t²+100, onde t =0
corresponde ao ano 1991. Encontre o ponto de inflexão e discuta seu significado.
5.Verifique que a função satisfaz as hipóteses do Teorema do Valor Médio no intervalo dado.
Então, encontre todos os números c que satisfazem a conclusão do Teorema.
a) f(x) = 3x²+2x+5, [-1,1]
b) f(x) = x³+x-1, [0,2]
6. Mostre que a função f(x) = x³/4+1 satisfaz as hipóteses do Teorema do Valor Médio no intervalo
[0,2]e encontre todos os valores de c do intervalo (0,2), nos quais a reta tangente ao gráfico de f é
paralela à reta secante que liga os pontos (0, f(0)) e (2, f(2)).
7. Seja f(x) = 1- x
2/3
. Mostre que f(1) = f(-1), mas não existe número c∈(-1,1) tal que f ’(c)=0.Por que
isso não contradiz o Teorema de Rolle?
8. Determine os extremos das funções abaixo:
a) f(x) = 4x
3
+24x
2
+36x
b) f(x) = x
4
+8x
3
+18x
2
-8
9. Faça o estudo da função f(x) = x
3
–x
2
-x+1 e esboce o gráfico.
10. Calcule o volume máximo de uma caixa, feita com uma folha de papelão de 40 x 40 cm,
retirando-se um quadrado de lado x de cada canto da folha.
11. Um homem deseja construir um galinheiro com formato retangular, usando como um dos lados
uma parede de sua casa. Quais as dimensões que devem ser utilizadas para que a área seja
máxima, sabendo–se que ele pretende usar 20m de cerca?
12. A receita obtida com a produção de certa mercadoria é dada por R(x) =
63
63
2
2
+

x
x x
milhões de
reais. Qual a produção que proporciona a receita máxima? Qual é esta receita?
13. Faça o estudo completo da função f(x) = 3x
4
–2x
3
-12x
2
+18x+15.
14. Um edifício de 2000 m
2
de piso deve ser construído, sendo exigido recuos de 5 m na
frente e nos fundos e de 4 m nas laterais . Ache as dimensões do lote com menor área
onde esse edifício possa ser construído
15. Uma caixa fechada com base quadrada vai ter um volume de 2000 cm
3
. O material
da tampa e da base vai custar R$ 3,00 por centímetro quadrado e o material para os
15
lados R$ 1,50 por centímetro quadrado . Encontre as dimensões da caixa de modo que o
custo seja mínimo .
16. Um fazendeiro tem 1200m de cerca e quer cercar um campo retangular que esta a margem de
um rio reto. Ele não precisa cercar ao longo do rio. Quais as dimensões do campo que tem a maior
área?
17. Seja f(x) = x³ -6x²+9x-3.
(a) Encontre os intervalos onde f é crescente e onde é decrescente .
(b) Encontre e classifique os extremos relativos .
(c) Encontre o valor máximo absoluto da f no intervalo [ –1 , 2 ) .
18. Uma companhia de software sabe que ao preço de $80 por um determinado software eles
vendem 300 unidades por mês. Sabem também que para cada redução de $5 no preço eles
venderão mais 30 unidades. Qual preço a companhia deve cobrar para maximizar a receita?
19. Determine os extremantes das funções:
a) f(x) = 4x
3
+24x
2
+36x b) f(x) = x
4
+8x
3
+18x
2
-8
c) f(x) = 4x
3
+3x
2
-18x +5 d)f(x) = x
4
-8x
2
+2
e) x 12 x 2 x
3
2
) x ( f
2 3
− − ·
20. O lucro total (em dólares) da Companhia Acrosonic pela fabricação e venda de caixas de som é
dado por P(x) = -0,02x²+300x-200. 000. Quantas unidades devem ser produzidas para
maximizar o lucro? Qual será o lucro máximo?
21. A função custo médio diário (em dólares por unidade) da companhia Elektra é dada por Cme(x)
= 0,0001x²-0,08x+40+5000/x, onde x representa o número de calculadoras que a Elektra produz.
Calcule o custo médio mínimo.
22. A direção da Trapee and Sons, fabricante de molho de pimenta Texa-pep, estima que seu lucro
(em dólares) pela produção diária de x caixas de molho picante Texa-Pep é dado por L(x) =
-0,000002x³+6x-400. Qual é o lucro máximo que a empresa pode obter em um dia?
23. A quantidade demandada por mês da gravação de Walter Serkin, produzida pela Shonatha
Record, está relacionada com o preço por CD. A equação p(x) = -0,00042x+6 onde p representa o
preço unitário em dólares e x é o número de CDs demandados. O custo em dólares para prensar e
embalar x cópias é C(x) = 600+2x-0,00002x². Quantas cópias devem ser produzidas por mês para
maximizar os lucros?
24. Calcule os seguintes limites:
a)
1
1 2
lim
+

+∞ →
x
x
x
c)
x x
x
x
+
+∞ →
3
3
2
lim e)
3x - x
9x - x
lim
2
2 4
0 x→
g)
3
12 4
lim
3



x
x
x
b)
3
3 2
lim
2
3

− −

x
x x
x
d)
1
1
lim
2
1
+

− →
x
x
x
f)
2
ln
x
x
+∞ → x
lim h)
3
9 6
lim
2
3

− + −

x
x x
x
25. Esboce os gráficos das funções:
a) f(x) = x
3
–3x
2
+3x f) f(x) =2x³/3 –2x²-12x
16
b) f(x) =
1
2
+ x
x
g) f(x) = 1 2
2
3
4
2 4
+ + − x
x x
c) f(x) = x
3
–3x
2
+3x h) f(x) = x
3
–3x-9x
d) f(x) = x
3
– 3x
2
+1 i) f(x) = 3x
5
– 5x
3
e) f(x) =
2 x
x
+

j)f(x) =
3 x
3x

2. Funções trigonométricas e sua inversas
Ângulos
Os ângulos podem ser medidos em graus ou radianos (rad). O ângulo dado por uma revolução
completa tem 360° ou 2π rad. Portanto:
π rad = 180°
Graus 0° 30° 45° 60° 90° 120° 135° 150° 180° 210° 225° 240° 270° 300° 315° 330° 360°
Rad 0 π /
6
π /
4
π /
3
π /
2
2π /
3
3π /
4
5π /
6
π 7π /
6
5π /
4
4π /
3
3π /
2
5π /
3
7π /
4
11π /
6

Em cálculo usamos o radiano como medida dos ângulos, exceto quando indicado o contrário.
γ α β
ângulo reto ângulo agudo ângulo obtuso
γ = π /2 (90°) α < π /2 β > π /2
2.1.Estudo das funções trigonométricas: seno, cosseno, tangente, cotangente, secante e
cossecante.
A trigonometria surgiu, em 300 a.C, diante da necessidade do homem de calcular medidas
com base em ângulos e está diretamente ligada aos povos egípcios e babilônicos. Eles utilizavam
as razões entre os lados de um triângulo na resolução de problemas cotidianos, como uma
ferramenta matemática para o cálculo de distâncias envolvendo triângulos retângulos. Mas foi na
Grécia que a trigonometria obteve ascensão. Hiparco é o possível mentor desta ciência, pois é
atribuído a ele o estabelecimento das bases trigonométricas. A necessidade de medir ângulos e
distância inacessíveis nos problemas relacionados à astronomia contribuiu para o uso da
trigonometria como ferramenta auxiliar. Os hindus e os árabes também tiveram participação
incisiva no seu desenvolvimento. Mas até então a trigonometria era uma parte da astronomia,
determinando a distância, quase que precisa, entre a Terra e os demais astros do sistema solar.
Foi na Europa, por volta do século XV, que a trigonometria foi separada da astronomia, surgindo
inúmeras aplicações em diversas áreas do conhecimento. O termo trigonometria é de origem grega
e está associado ao triângulo e suas medidas.
2.1.1 No triângulo retângulo:
O triângulo retângulo possui um ângulo reto (90º) formado pela intersecção dos catetos, o lado
oposto ao ângulo reto é chamado de hipotenusa. Os lados de um triângulo retângulo recebem
nomes especiais. Estes nomes são dados de acordo com a posição em relação ao ângulo reto.
Observe a figura abaixo que representa um triângulo retângulo.
17
Termo Origem da palavra
Cateto
Cathetós:
(perpendicular)
Hipotenusa
Hypoteinusa:
Hypó(por baixo) + teino(eu estendo)
Note que o maior lado é denominado de hipotenusa e os outros dois lados de catetos. A
hipotenusa é o lado que fica oposto ao ângulo reto (ângulo de 90
o
). Além do ângulo reto, há dois
ângulos agudos, α e β. A trigonometria estabelece relações entre os ângulos agudos do triângulo
retângulo e as medidas de seus lados. Vejamos quais são essas relações.
Exemplo 1. Determine os valores de seno, cosseno e tangente dos ângulos agudos do triângulo
abaixo.

18
Exemplo 2. Sabendo que sen α =1/2 , determine o valor de x no triângulo retângulo abaixo:
Solução: A hipotenusa do triângulo é x e o lado com medida conhecida é o cateto oposto ao
ângulo α. Assim, temos que:
Ângulos de 30º, 45º e 60º
Por que sen(30º) = ½ ?
Em um triângulo equilátero temos 3 lados iguais e 3 ângulos iguais (60º) . Traçando a altura, temos
a bissetriz, encontrando o ângulo de 30º. Assim, podemos determinar o seno e cosseno desses
ângulos.
Primeiro: Determine a altura de um triângulo equilátero de lado l.
Depois, aplique as fórmulas de seno e cosseno
Sen(30º) = CO/H =
2
1 1
.
2
2
· ·
l
l
l
l
e Cos(30º) = CA/H =
2
3 1
.
2
3
2
3
· ·
l
l
l
l
Sen(60º) = CO/H =
2
3 1
.
2
3
2
3
· ·
l
l
l
l
e Cos(60º) = CA/H =
2
1 1
.
2
2
· ·
l
l
l
l
19
Para determinar os valores para o ângulo de 45º, determine a diagonal de um
quadrado de lado l.

Assim, sen(45º) = Co/H = l/l 2 = 1/ 2 = 2 /2
cos(45º) = CA/H = l/l 2 = 1/ 2 = 2 /2
Exemplo:
1. Em uma pista de atletismo circular com quatro raias, a medida
do raio da circunferência até o meio da primeira raia (onde o
atleta corre) é 100 metros e a distância entre cada raia é de 2
metros. Se todos os atletas corressem até completar uma volta
inteira, quantos metros cada um dos atletas correria?
Para simplificar os resultados supomos pi=3,1415 e enumeramos as
raias de dentro para fora como C1, C2, C3, C4 e C5.
A primeira raia C1 tem raio de medida 10 m, então:
m(C1)=2 100=200 =200 x 3,1415=628,3 metros
A raia C2 tem raio de medida 12 m, então:
m(C2)=2 102=204 =204 x 3,1415=640,87 metros
A raia C3 tem raio de medida 14 m, então:
m(C3)=2 104=208 =208 x 3,1415=653,43 metros
A raia C4 tem raio de medida 16 m, então:
m(C4)=2 106=212 =212 x 3,1415=665,99 metros
2. Qual é a medida do ângulo que o ponteiro das horas de um relógio descreve em um minuto?
Calcule o ângulo em graus e em radianos.
O ponteiro das horas percorre em cada hora um ângulo de 30 graus, que corresponde a 360/12
graus. Como 1 hora possui 60 minutos, então o ângulo percorido é igual a a=0,5 graus, que é
obtido pela regra de três:
60 min ………………… 30 graus
1 min ………………… a graus
Convertemos agora a medida do ângulo para radianos, para obter a= /360 rad, através da regra
de três:
20
180graus ………………… rad
0,5 graus ………………… a rad
2.1.2 No ciclo trigonométrico
Considere um círculo de raio um como abaixo. Este círculo tem equação x
2
+ y
2
= 1 e será
chamado ciclo trigonométrico, com ele definimos as relações trigonométricas seno (sen t) e co-
seno (cos t) em função do ângulo t.

Um ângulo t, medido em radianos, corresponde ao comprimento do arco desde o
ponto (1, 0) até o ponto P(x, y), no sentido anti-horário. As funções trigonométricas co-
seno e seno são : cos t = x e sen t = y.
Se t = 0 então sen t= 0 e cos t =1; se t = π /2 então sen t = 1 e cos t = 0.
21
Devido à equação do círculo temos que sen
2
t + cos
2
t = 1.
Quando t cresce e P move em torno do círculo , os valores do seno e do co-seno de t
oscilam , e acabam se repetindo quando P retorna a pontos onde já tenha estado. Os
físicos usam bastante o termo oscilação para funções que se comportam como o seno e
o co-seno.
Abaixo os valores de seno e co-seno dos principais ângulos:
1° quadrante 2° quadrante 3° quadrante 4° quadrante
Rad 0
π /
6
π /
4
π /
3
π /
2
2π /
3
3π /
4
5π /
6
π
7π /
6
5π /
4
4π /
3
3π /
2
5π /
3
7π /
4
11π /
6
Sen 0
2
1
2
2
2
3
1
2
3
2
2
0 -
2
1
2
2

-
2
3 -1
-
2
3
2
2
− -
2
1
Cos 1
2
3
2
2
2
1
0
2
1

-
2
2
-
2
3 1
-
2
3
2
2
− -
2
1
0
2
1

2
2
2
3
A amplitude de sen t e de cos t é 1, pois como (sen t)
2
+ (cos t)
2
= 1 temos
| sen t | ≤ 1 e | cos t | ≤ 1
O período é 2π , já que este é o valor do comprimento do círculo de raio 1. Assim,
sen (t + 2π ) = sen (t) e cos (t + 2π ) = cos (t)

Este comportamento oscilatório das funções seno e co-seno faz com que as
equações sen (t) = a e cos (t) = a tenham infinitas ou nenhuma solução. Por exemplo , as
infinitas soluções de cos t = 1 são da forma t = 2 kπ , t ∈ e a equação cos t = 2
não possui nenhuma solução.
Função seno f(x) = sen x, tem o domínio Dom f = |R e a imagem Im f = [-1, 1].
0 3.14 6.28
1
1
sin x ( )
x
Função co-seno f(x) = cos x , tem o domínio Dom f = |R e a imagem Im f = [-1, 1].
0 3.14 6.28
1
1
cos x ( )
x
Observe os dois gráficos juntos com um período maior:
22
2
1
Observe que:
- As raízes da função seno ocorrem nos múltiplos inteiros de π : sen x = 0 ⇔ x = n.π .
- As raízes de co-seno ocorrem em múltiplos inteiros ímpares de π /2: cos x= 0 ⇔ x = (2k+1)
2
π
.
- Seno da soma: sen(x+y) =sen(x).cos(y)+cos(x).sen(y)
- Co-seno da soma: cos(x+y) =cos(x).cos(y)-sen(x).sen(y)
- Arco duplo: sen(2x) =2sen(x).cos(x) e cos(2x) =cos
2
(x) –sen
2
(x)
- Eliminando quadrado: sen
2
x = ½ - ½ cos 2x e cos
2
x = ½ +½ cos 2x.
- Seno é função ímpar: sen(-x) = -sen(x)
- Co-seno é função par: cos(-x) = cos(x)
- Lei dos Co-senos:

Nas tabelas abaixo vamos ver os valores de seno e co-seno para alguns ângulos .

t 0
sen t 0 1 0 – 1 0
cos t 1 0 – 1 0 1
t
sen t
cos t

( estes valores devem ser entendidos e memorizados )
23
Observe na tabela abaixo o sinal do seno e do co-seno .

1
o
Quadrante 2
o
Quadrante
sen ( t )  0 e cos ( t )  0 sen ( t )  0 e cos ( t )  0

3
o
Quadrante 4
o
Quadrante
sen ( t )  0 e cos ( t )  0 sen ( t )  0 e cos ( t )  0
O co-seno e o seno são as funções trigonométricas básicas, já que todas as outras
funções trigonométricas podem ser definidas em função do seno e do co-seno . Por
exemplo, a função tangente é o quociente do seno pelo co-seno .
Função tangente: f(x) =tg x =
x
x
cos
sen
Dom f = R – {(2k+1)
2
π
| k∈Z} e Im f = R.
24
3.14 0 3.14 6.28 9.42
10
10
tan x ( )
x
Esta função não está definida para cos x = 0, ou seja, tg x não está definida para os
múltiplos ímpares de
2
π
. As raízes da função y = tg x são as mesmas da função y = sen x, a
variação desta função é o conjunto dos números reais, e o período da tangente é π .
Função cotangente: cotg x =
x
x
sen
cos
=
tgx
1
, Dom f = R – {kπ | k∈Z} e Im f = R.
3.14 0 3.14 6.28 9.42
10
10
cos x ( )
sin x ( )
x
Função co-secante: f(x) = cossec x =
x sen
1
, Dom f = R – {kπ | k∈Z} e Im f = (-∞, -1]∪{1,∞)
6.28 3.14 0 3.14 6.28
5
5
1
sin x ( )
sin x ( )
x
Função secante: f(x) = sec x =
x cos
1
, Dom f = R – {(2k+1)
2
π
| k∈Z} e Im f = (-∞, -1]∪{1,∞)
6.28 3.14 0 3.14 6.28
5
5
1
cos x ( )
cos x ( )
x
Observe que: (1) tg
2
(x)+1=sec
2
(x) (2)1+cotg
2
(x) = cossex
2
(x)
25
Círculo Trigonométrico em Graus e radianos
26
27
Periodicidade, Simetria e translações
Estes são facilmente deduzidos do ciclo unitário:
Do Teorema de Pitágoras
Teoremas de Adição
A forma mais rápida de demonstrá-los é pela Fórmula de Euler. A fórmula da tangente segue das
outras duas.
Fórmulas de duplo ângulo
Estas podem ser mostradas substituindo x = y nos teoremas de adição, e usando o Teorema de
Pitágoras para as últimas duas. Ou usando a fórmula de Moivre com n = 2.
Fórmulas de redução de potências
Resolva a terceira e a quarta fórmula de duplo ângulo para cos²(x) e sen²(x)..
28
Fórmulas de meio ângulo
Substitua x/2 por x nas fórmulas de redução de potência, então resolva para cos(x/2) e sen(x/2).
Produtos para Somas
Estas podem ser provadas expandindo os membros direitos usando os teoremas de adição.
Somas para Produtos
Substitua x por e y por nas fórmulas de produto para soma.
2.2.Derivadas das funções trigonométricas: Demonstrações das fórmulas
Lembre-se que todas as funções trigonométricas são contínuas em seus domínios.
1) f(x) = sen (x)  f ’(x) =cos (x)
Dem.: f ’(x) =
h
x f h x f
h
) ( ) (
lim
0
− +

=
h
x h x
h
) sen( ) sen(
lim
0
− +

=
h
x h x h x
h
) sen( ) sen( ). cos( ) cos( ). sen(
lim
0
− +

=
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
+
,
_

¸
¸ −

h
h
x
h
h
x
h
) sen(
). cos(
1 ) cos(
) sen( lim
0
29
=
,
_

¸
¸ −
→ →
h
h
x
h h
1 ) cos(
lim ) sen( lim
0 0
+
) cos( lim
0
x
h→
.
,
_

¸
¸

h
h
h
) sen(
lim
0
= seDen(x).0 + cos(x).1 = cos(x).
2) f(x) = cos(x)  f ’(x) = -sen(x)
Demonstração: Exercício
3) f(x) = tg(x)  f ’(x) = sec
2
(x)
Demonstração:
f(x) = tg(x) =
) cos(
) sen(
x
x
f ’(x) =
2
)) (cos(
)) sen( ).( sen( ) cos( ). cos(
x
x x x x − −
=
) ( cos
) ( sen ) ( cos
2
2 2
x
x x +
=
) ( cos
1
2
x
= sec
2
(x)
4)(f(x) = cotg(x)  f ’(x) = -cossec
2
(x)
Demonstração: Exercício.
5) f(x) = sec(x)  f ’(x) = sec(x).tg(x)
Demonstração:
f(x) = sec(x) =
) cos(
1
x
 f ’(x) =
) ( cos
)) sen( .( 1 ) cos( . 0
2
x
x x − −
=
) ( cos
) sen(
2
x
x
=
) cos( ). cos(
) sen(
x x
x
=
) cos(
) sen(
.
) cos(
1
x
x
x
=sec(x) .tg(x).
6) f(x) = cossec(x)  f ’(x) = -cossec(x).cotg(x)
Demonstração: Exercício.
2.3.Função inversível: definição, teoremas e construção de gráficos
Se y =f(x) é uma função estritamente crescente ou estritamente decrescente no intervalo I, então
existe uma função x = f
-1
(y), chamada de função inversa, tal que f(f
-1
(y)) = y e
f
-1
(f(x)) = x. Onde o domínio da função f é a imagem da função f
-1
e a imagem de f é o domínio da f
-1
.
Para obter a expressão de f
-1
(x) devemos isolar a variável x em y = f(x) e depois trocamos as
variáveis.
Exemplos:
(1) y = f(x) = x + 4 é estritamente crescente, então
y = x + 4à -x = -y + 4 àx = y – 4 àx = f
–1
(y) = y – 4 à y = x-4 é a inversa.
(2) y = f(x) = 2x é estritamente crescente, então
y =2x à x= y/2 à x = f
–1
(y) = y/2 à y = x/2 é a inversa .
(3) y = f(x) = e
x
é estritamente crescente, então existe a inversa de f, que é dada por
f
–1
(y) = x = ln y, pois f
-1
(f(x)) = f
–1
(e
x
) = ln e
x
= x; f(f
–1
(y)) = f(ln y) = e
ln y
= y.
Ou seja, as funções exponencial e logarítmica são inversas uma da outra.
(4) y = f(x) = x
2
não é estritamente crescente (ou decrescente) em |R, por isso devemos tomar um
intervalo de crescimento ou decrescimento. Por exemplo, considerando a função y = f(x) = x
2
definida no intervalo I =(0,+∞) (estritamente crescente) temos
y =x
2
à x = f
–1
(y) = +
y
à y = + x é a função inversa da f. Se tivéssemos tomado o intervalo
decrescente I =(-∞,0) teríamos y = x
2
à x = f
–1
(y) = -
y
à y = - x como função inversa de f.
30
Funções Trigonométricas Inversas
Como as funções trigonométricas não são estritamente crescentes ou decrescentes, elas
não têm funções inversas. Mas podemos restringir o seu domínio de forma a torná-las crescentes
ou estritamente decrescentes.
Inversa da função seno
Devemos restringir o domínio da função y = sen (x) em -π /2 ≤ x ≤ π /2. A inversa da
função seno restrita é denotada por y = arcsen (x) ou y = sen
-1
(x). ( note que sen
-1
(x) ≠ 1/sen(x)).
arcsen(x) = y ⇔ sen(y) = x e -π /2 ≤ y ≤ π /2
Assim, se _1≤ x ≤ 1, arcsen(x) é o número entre -π /2 ≤ y ≤ π /2 cujo seno é x.A inversa da
função seno, y =arcsen(x) tem domínio [-1,1] e variação [-π /2, π /2].
Exemplos: 1) arcsen(1/2) = π /6. 2) arcsen( 2 /2) = π /4
31
Inversa da função co-seno
Devemos restringir o domínio da função y = cos (x) em 0 ≤ x ≤ π . A inversa da função co-seno
restrita é denotada por y = arccos (x) ou y = cos
-1
(x). ( note que cos
-1
(x) ≠ 1/cos(x)).
arccos(x) = y ⇔ cos(y) = x e 0 ≤ y ≤ π
Assim, se _1≤ x ≤ 1, arccos(x) é o número entre 0≤ y ≤ π cujo co-seno é x.


Exemplos: 1) arccos(1/2) = π /3. 2) arccos( 2 /2) = π /4
32
2.4.Derivadas das funções trigonométricas inversas
Seja f uma função inversível, com inversa g, temos que f(g(x))=x, para todo x∈Dg. Deste modo,
para todo x∈ Dg [f(g(x))]’ = x’
f ’(g(x)).g’(x) = 1
g’(x) =
)) ( ( '
1
x g f
Agora, podemos estabelecer a derivada das funções trigonométricas inversas:
g(x) = arcsen(x)  g’(x) =
2
1
1
x −
, -1< x <1
Demonstração: Lembre-se que sen (arcsen(x)) = x, pois g(x) =arcsen (x) é inversa de f(x)=sen(x).
g(x) = arcsen(x)  g ’(x) =
)) (arcsen( '
1
x f
=
)) ( cos(arcsen
1
x
=
*
2
1
1
x − .
* cos
2
(arcsen(x))+sen
2
(arcsen(x))=1 cos
2
(arcsen(x))+x
2
=1 cos
2
(arcsen(x))=1-x
2

cos(arcsen(x)) =
2
1 x −
, pois arcsen(x) ∈[-π /2, π /2].
g(x) = arccos(x)  g’(x) = -
2
1
1
x −
, -1< x <1
Demonstração: Exercício.
g(x) = arctg(x)  g’(x) =
2
1
1
x +
Demonstração: Exercício.
Lista de exercícios 2
33
1) Determine o domínio da função f(x)=sec(5x).
2) Determine o domínio da função f(x)=cotg(2x).
3) Dada a função f(x) = sec(5x) calcule f(2π/3).
4) Dada função f(x) = 2cos²(x)-3cos(x)+1.Determine:
a) f(π)-f(π/3)
b) f ’(0) e f’’(π/4).
c) x tal que f(x) = 0.
5) Dada f(x) = sec(3x)-cotg(2x) calcule f(π/3).
6) Determine o valor de x tal que 2x+arcsen(-1/2) = arccos( )-1.
7) Dada função f(x) = 2sen²(x)-12sen(x)+10.Determine:
d) f(π/2)
e) f ’(4π /3).
f) x tal que f(x) = 0.
8) Determine o valor de x tal que 3x= 2.arccos(
2
3
)-arcsen(1/2)+9.
9) Resolva as equações:
a) sen(x) = ½ d) cos(x) = - ½ g) cos(2x) = - 3 /2
b) sen(x) = -1 e) cos(4x) = ½ h) tg(x/3) = 3
c) tg(x) = 1 f) sen(3x)= 0
10) Calcule o resultado e marque o ponto final do arco e o valor no círculo trigonométrico.
a) sen(27π/4) c) cos(29π/4)
b) tg(31π/4) d)sec(23π/4)
11) Sabendo que sen(π /4) = cos(π /4)= 2 2 , calcule:
a) sen(3π /4) = e) cos(3π /4) =
b) sen(5π /4)= f) cos(5π /4)=
c) sen(7π /4)= g) cos(7π /4)=
d) sen(11π /4)= h) cos(13π /4)=
34
12) Sabendo que sen(π /3) =
2
3
e cos(π /3) =
2
1
, calcule:
a) sen(2π /3) = f) cos(2π /3) =
b) sen(4π /3) = g) cos(4π /3) =
c) sen(5π /3) = h) cos(5π /3) =
d) sen(7π /3) = i) cos(7π /3) =
e) sen(11π /3) = j)cos(13π /3) =
13) a) Determine a “família” do ângulo de 50° e calcule os valores de seno e co-seno sabendo
que sen 50°= 0,766 e cos 50° = 0,643.
b) Determine a família de 40°, marque no círculo trigonométrico e calcule os valores de
seno e co-seno da família, sabendo que sen(40°) = 0,64 e cos(40°)=0,77 .
14) Considerando α como os ângulos de 30°, 45° e 60°, calcule sen
2
α +cos
2
α .
15) Calcule:
a) sen(1500º) = e) cos(-120º) =
b) sen(540°)= f) cos(2610°)=
c) sen(480º)= g) cos(25π /4)=
d) sen(-60º)= h) cos(74π /3)=
16) Calcule:
a) arcsen(1/2) h) arcsen(- )
b) arccos(-1) i) arccos(0)
c) arctg(1) j) arccos(sen(8π /3))
d) arcsen(sen(7π /3)) k) arcsen(sen(2π/3)
e) arccos(sen(π)) l) cos(arctg(1))
f) sen(arccos(-1)) m) arcsen(cos(4π))
g) arccos(sen(5π/3)) n) cos(arcsen( ))
17) Derive:
a) F(x) = cos(ln(x)) k) f(x) = e
-cos(x)
b) F(x) = cos(x).cossec(x) l) f(x) = 7cossec(x)
c) F(x) = ln(cotg(7x)) m) f(x) = (cos(x))
5
d) F(x) = (tg(2x))
5
n) f(x) =
) sen( x
e) F(x) =arcsen(x²) o) f(x) = sec²(x)
f) f(x) = cotg(x) p) f(x) = sec(x²)
g) F(x) = cossec(3-x) q) f(x) =
h) F(x) = sen(x).tg(x) r)f(x) = (cos(2x))
4
35
i) F(x) = s) f(x) = 5.sen(x²-2)
j) F(x) = tg(x+5)
18) Uma partícula move-se sobre o eixo x de modo que no instante t a posição é dada por x =
cos(4t). Determine:
a)a posição no instante t = π/12 e t = π/4
b) a velocidade no instante t.
c)a aceleração no instante t.
Trigo
20)
21)
22)
3. Integrais indefinidas e métodos de integração
Um sociólogo que conhece a taxa na qual a população está crescendo pode querer usar esta
informação para prever a população futura; um físico que conhece a velocidade de um corpo em
movimento pode querer calcular a posição futura do corpo; um economista que conhece a taxa de
inflação pode desejar estimar os preços futuros.
O processo de obter uma função a partir de sua derivada é denominado antiderivação ou
integração.
Exemplos:
(1) Qual a função cuja derivada é f(x) = 2?
Lembrando as regras temos que derivando a função P(x) = 2x temos P’(x)=2=f(x).
Observe que derivando P(x) = 2x + 1, também obtemos P’(x) = 2.
O mesmo para P(x) = 2x-3, ou qualquer função do tipo P(x) = 2x+k, onde k é número fixo.
Assim, temos que P(x) = 2x+ k, (k constante) é uma família de soluções para esta questão.
Esta família de funções que levam a derivada f(x) = 2 é chamada de primitiva ou antiderivada de
f(x), ou seja, P(x) = 2x+k é a antiderivada de f(x) = 2.
(2) Qual a função cuja derivada é f(x) = 2x?
Lembrando as regras temos que derivando a função P(x) = x² obtemos P’(x)=2x= f(x).
Mas, derivando P(x) = x² + 10, também obtemos P’(x) = 2x.
O mesmo para P(x) = x²-13, ou qualquer função do tipo P(x) = x²+k, onde k é número fixo.
Assim, temos que P(x) = x²+ k, (k constante) é a antiderivada de f(x) = 2x
(3) Qual a função cuja derivada é f(x) = 3x²?
Lembrando as regras temos que derivando a função P(x) = x³ obtemos P’(x) =3x²= f(x).
O mesmo para qualquer função do tipo P(x) = x³+k, onde k é número fixo.
Assim, temos que P(x) = x³+ k, (k constante) é a antiderivada de f(x) = 3x².
(4) Qual a função cuja derivada é f(x) = x²?
(5) Qual a função cuja derivada é f(x) = x³?
36
3.1.Integrais imediatas
Seja f uma função definida em um intervalo I. Dizemos que uma função P, definida em I, é uma
primitiva ou antiderivada de f quando P’(x) = f(x) para todo x em I. A antiderivada de f recebe o
nome de integral indefinida de f. Denotamos a integral indefinida de f(x) por

dx x f ) ( , ou seja,

dx x f ) ( = P(x) +k, onde P’(x) = f(x), para x∈I.
O símbolo

é chamado de sinal de integral, e se assemelha a um “s” alongado. O s vem
de soma. O símbolo dx que aparece após o integrando indica que a variável de integração é x.
Exemplos:
a)

xdx
=
2
2
x
+ k, pois (
2
2
x
+ k)’ = 2x/2 +0 = x.
b)

dx 3
= 3x+k, pois (3x+k)’ = 3.
c)

dx x
3
4
= x
4
+k, pois (x
4
+k )’ = 4x
3
.
d)
dx x
n

=
1
1
+
+
n
x
n
+k, pois (
1
1
+
+
n
x
n
+k)’ = x
n
(se n ≠ -1).
Propriedades:
1)
∫ ∫ ∫
t · t dx x g dx x f dx x g x f ) ( ) ( )] ( ) ( [
2)
∫ ∫
· dx x f k dx x f k ) ( . ) ( .
, k :constante
Exemplos:
1) · + · +
+
· +
+

x
x
x
x
dx x
2
2
1
1 1
2
) 1 2 (
2 1 1
x
2
+ x+ k
2) k x
x
x x
x x
x
x x
dx x x + + + · + + · +
+
+
+
· + +
+ +

2
2
2
2 3
3
2
1 1 1 2
3
) 2 3 (
2
3
2 3 1 1 1 2
2
3) x
x x
x
x x
dx x x 3
2
2
4
3
1 1
2
1 3
) 3 2 (
2 4 1 1 1 3
3
+ + · +
+
+
+
· + +
+ +

=
4
4
x
+ x
2
+ 3x+ k
4)

dx
x
2
1
=
1
1 1 2
2
1 1 2

− + −

− ·

·
+ −
·

x
x x
dx x = k
x
+ −
1
5)

+ dx
x
x )
3
4 (
5
= k
x
x
x x x x
dx x x + − ·

+ ·
+ −
+
+
· +
− + − +

∫ 4
2
4 2 1 5 1 1
5
4
3
2
4
3
2
4
1 5
3
1 1
4
3 4
6)
k x x
x x
dx x dx x + · · ·
+
· ·
+
∫ ∫
3
2
3
2
3
1
2
1
2
1
3
2
.
3
2
2
3
1
2
1
7)

dx x
3
=
k x x
x x
dx x + · · ·
+
·
+

3 4
3
4
3
4
1
3
1
3
1
4
3
.
4
3
3
4
1
3
1
8) k
x
x x x
x
x dx x x dx
x x
+ + · + ·

− · − · −


− −
∫ ∫
3
| | ln 2 3 | | ln 2
1
3 | | ln 2 3 2 )
3 2
(
1
1
2 1
2
Obtemos então as seguintes regras:
37
Regras de integração
1)

· dx x
n
1
1
+
+
n
x
n
+k (n ≠ -1) 4)
dx a
x

=
a
a
x
ln
+k
2)


dx x
1
= dx
x

1
=ln |x|+k
5)

xdx sen
= -cos x+k
3)

dx e
x
=e
x
+k 6)

xdx cos
= sen x +k
Você deve ter notado que não existisse uma regra específica para integração de produtos e
quocientes. Apenas em alguns casos podemos reescrever a função de modo a eliminar o produto
ou quociente.
Exemplos:
1) ( )
∫ ∫

+ + ·
+ +
dx x x x dx
x
x x
2 2
2
3 4
7 5 3
7 5 3
=
1
7
2
5
3
3
1 2 3

+ +

x x x
= x
3
+ 2,5x
2
-
x
7
+ k.
2)
dx x x

3
=
dx x dx x x
∫ ∫
·
2
7
2
1
3
.
=
9
2
9
2
9
9
2
9
2
2
9
x x
x
· · +k
Mas, a maioria dos produtos e quocientes não pode ser eliminada. Nestes casos, teremos que usar
um método para chegar no resultado da integração. Para trabalhar com os métodos de integração
há a necessidade de fazer uso de bastante criatividade, percepção e muitos exercícios!
3.2 Integração por Substituição (mudança de variável)
É a “versão integral” da regra da cadeia, ou seja, é a regra para calcular integrais do tipo

dx x g x g f ) ( ' )). ( (
. Obtemos a solução dessa integral, fazendo uma substituição ou
mudança de variável. Assim,

dx x g x g f ) ( ' )). ( (
=

du u f ) (
, onde u = g(x) e du = g’(x) dx.
Exemplo:

+
3
) 1 2 ( x
dx ,
Fazemos u = 2x +1 e du =2 dx, o que nos leva a dx = ½ du. Substituindo na integral:

+
3
) 1 2 ( x
dx = du u
2
1
3

= ½

du u
3
= ½
4
4
u
+ k =
8
4
u
+ k =
8
) 1 2 (
4
+ x
+ k.
Podemos verificar nossa resposta por derivação usando a regra da cadeia:
[
8
) 1 2 (
4
+ x
+ k] ’ =4.
8
) 1 2 (
3
+ x
.2 = (2x+1)
3
.
LEMBRE-SE: regra da cadeia [f(g(x))]’ = f ’(g(x)).g’(x)
3.3.Integração por partes
O nome integração por partes provém do fato de que, ao utilizar-se tal técnica, não se completa a
integração. Integra-se apenas uma parte e transfere-se o problema original para outra integral,
supostamente mais simples.
Essa técnica vem da regra de derivação do produto, veja:
[f(x).g(x)]’= f ’(x).g(x) + f(x).g’(x)  f (x).g’(x) = [f(x).g(x)]’- f ’(x).g(x)
38
Integrando-se ambos os lados obtemos
∫ ∫
· dx ) (x).g(x) ' )]'-f ([f(x).g(x dx (x) f(x).g'

∫ ∫
· dx (x).g(x) ' f - f(x).g(x) dx (x) f(x).g'
que é a regra de integração por partes.

Fazendo u = f(x) e v = g(x) teremos du = f ’(x).dx e dv = g’(x).dx, e substituindo na equação acima,
obtemos uma forma mais elegante de apresentação dessa regra:

dv u
= u.v -

du v
O sucesso da técnica de integração por partes no cálculo de

dx x h ) (
consiste em expressar
h(x) como produto de duas funções de tal maneira que se conheça a primitiva de uma delas, e a
primitiva do produto dessa última pela derivada da outra.
Exemplo 1)
k e e x
dx e e x
vdu v u dx e x
x x
x x
dv
x
u
+ − ·
− ·
− ·

∫ ∫
.
.
. .

x x
e dx e v
dx du
dx
du
x u
· ·
· ⇒ · ⇒ ·

1
Exemplo 2)

k
x
x
x x
x
x
dx x
x
x
x
dx x x
x
vdu v u dx x x dx x x
du v v
u
dv
u
+ − · − ·
− · − ·
− · ·
∫ ∫
∫ ∫ ∫
9
) ln(
3 3
.
3
1
) ln( .
3
3
1
3
. ) ln(
3 3
. ) ln(
. . ) ln( ln .
3 3 3 3
2
3 3 3
2 2


· ·
· · ⇒ ·
3
1
) ln(
3
2
x
dx x v
x
dx
dx
x dx
du
x u
Exemplo 3)
k
e e x
e e x
dx e
e x
dx
e e
x
vdu v u dx e x
x x
x x
x
x
x x
dv
x
u
+ − ·
− ·
− ·
− ·
− ·


∫ ∫
49 7
.
7
.
7
1
7
.
7
1
7
.
7 7
.
. .
7 7
7 7
7
7
7 7
7

7
1
7
7
x
x
e
dx e v
dx du
dx
du
x u
· ·
· ⇒ · ⇒ ·

Exemplo 4)
39
k
x x x
x x x
dx x
x x
dx
x x
x
vdu v u dx x x
dv
u
+ +

·
+

·
+

·



·
− ·


∫ ∫
100
) 10 sen(
10
) 10 cos( .
10
) 10 sen(
.
10
1
10
) 10 cos( .
) 10 cos(
10
1
10
) 10 cos( .
10
) 10 cos(
10
) 10 cos(
.
. ) 10 sen(

10
) 10 cos(
) 10 (
1
x
dx x sen v
dx du
dx
du
x u

· ·
· ⇒ · ⇒ ·

3.4.Primitivas de funções racionais
Esta técnica é empregada em um caso bem particular:
à A função a ser integrada deve ser uma fração,
à O denominador da fração deve ser uma função do 2° grau que tenha 2 raízes (x1 e x2),
à O numerador deve ser um polinômio de no máximo grau 1.
Quando o polinômio do numerador tem grau maior do que 1 temos que extrair os inteiros, isto é,
dividir o numerador pelo denominador.
Assim, usaremos frações parciais, para calcular

− −
dx
b x a x
x P
) )( (
) (
, com grau de P(x) ≤ 1.
O método consiste em transformar a fração original em uma soma de duas outras frações mais
simples, através da identidade:

) )( ( b x a x
n mx
− −
+
=
) ( a x
A

+
) ( b x
B

Quando o denominador não estiver na forma fatorada (x-a).(x-b), devemos usar um dos meios da
fatoração antes de começar a resolução.
Fatoração da expressão ax
2
+bx+c:
à Quando a expressão estiver completa usamos a.(x-x1)(x-x2).
à Quando tivermos b = 0 usamos diferença de quadrados: a
2
-b
2
= (a-b)(a+b).
à Quando tivermos c = 0 colocamos x em evidência.
Divisão de polinômios
Quando queremos dividir um polinômio f(x) por um g(x), buscamos um quociente q(x) e um resto
r(x) (o grau de r tem que ser menor que o grau de g(x) ou r(x)=0) de modo que f(x) = g(x).q(x) +
r(x).
O método básico da divisão de polinômios (método das chaves) se parece bastante com a
divisão algébrica usada normalmente por todos nós. Este método consiste em :
1) dividir o termo de maior grau de f(x) pelo de maior grau de g(x): obtendo assim o primeiro
termo do quociente q(x).
2) Multiplicamos o quociente obtido, x, por g(x): O resultado é colocado com o sinal trocado, sob
os termos semelhantes de f(x).
3) Somamos os termos semelhantes, e os termos de f(x) que não tem semelhantes devem ser
copiados. Obtemos um resto parcial.
40
4) Repetimos os passos anteriores com o resto parcial obtido ate que o grau de r se torne
menor que grau de g. Veja esse exemplo:
Exemplos:
1.)

− −
+
dx
x x
x
) 2 )( 1 (
3
=


+

dx
x
B
x
A
2 1
= A. ln|x-1| + B. ln| x-2| +k
Assim, só precisamos saber os valores de A e B para que a integral em questão esteja resolvida.
Para isto vamos usar igualdade de polinômios:
) 2 )( 1 (
) 1 ( ) 2 (
2 1 ) 2 )( 1 (
3
* *
− −
− + −
·

+

·
− −
+
x x
x B x A
x
B
x
A
x x
x
**m.m.c.
Os denominadores da primeira fração e da última fração são iguais, então os numeradores devem
ser iguais: x+3 =A(x-2)+B(x-1)
Para descobrir o valor de A devemos eliminar B, assim, atribuímos o valor 1 a x, fazendo com que
x-1 seja 0:
x+3 =A(x-2)+B(x-1)
x=1 1+3 = A(1-2)+B(1-1)4 = A.(-1)+B.04= -A +04 = -AA = -4
Fazemos o mesmo para encontrar o valor de B, eliminamos A atribuindo a x o valor 2.
x+3 =A(x-2)+B(x-1)
x=2 2+3 = A(2-2)+B(2-1)5 = A.0+B.1 5 = 0 + B 5 = BB = 5
Logo,

− −
+
dx
x x
x
) 2 )( 1 (
3
= -4 ln |x-1| + 5 ln|x-2| +k.
2.)

− −
dx
x x
x
) 4 )( 3 (
= dx
x
B
x
A


+
− 4 3
= A . ln|x-3| + B. ln|x-4|+k
) 4 )( 3 (
) 3 ( ) 4 (
4 3 ) 4 )( 3 (
*
− −
− + −
·

+

·
− − x x
x B x A
x
B
x
A
x x
x
*m.m.c
x = A(x-4) + B(x-3)
x = 3 3 = A(3-4) + B(3-3)  3 = A.(-1) + B.0  3 = -A A = -3
x = 4 4 = A.(4-4) + B(4-3)  4 =A.0 + B.1  4 = B B = 4
Logo,

− −
dx
x x
x
) 4 )( 3 (
= -3 ln|x-3| +4 ln |x-4| +k.
3.)


dx
x 4
1
2
Neste exemplo, o denominador não está na forma fatorada. Então, este será
nosso primeiro passo: fatorar a expressão x
2
-4. Como b = 0, podemos usar diferença de
quadrados: x
2
-4 = x
2
– 2
2
= (x-2)(x+2).


dx
x 4
1
2
=

+ −
dx
x x ) 2 )( 2 (
1
=

+
+

dx
x
B
x
A
2 2
= A . ln|x-2|+B. ln|x+2| +k
41
) 2 )( 2 (
) 2 ( ) 2 (
2 2 ) 2 )( 2 (
1
+ −
− + +
·
+
+

·
+ − x x
x B x A
x
B
x
A
x x
1 = A(x+2)+B(x-2)
x = 21 = A(2+2)+B(2-2) 1 = A .4 +B.0  1 = 4A  4A =1 A = ¼ .
x = -21 = A(-2+2)+B(-2-2) 1 = A.0 +B.(-4)  1 = -4B  4B =-1 B = -¼ .
Logo,


dx
x 4
1
2
= ¼ . ln|x-2|- ¼ . ln|x+2| +k
4.)


dx
x
x
1
2
=

+ −
dx
x x
x
) 1 )( 1 (
=

+
+

dx
x
B
x
A
1 1
=A . ln|x-1| +B ln|x+1|+k
x = A(x+1)+B(x-1)
x =1 1 = A(1+1)+B(1-1)1 = A .2 +B.0  1 = 2A  A = ½
x =-1 -1 = A(-1+1)+B(-1-1) -1 = A.0+B.(-2) -1 = -2B 2B = 1 B = ½
Logo,


dx
x
x
1
2
= ½ ln|x-1| + ½ ln|x+1|+k
5.) dx
x x

− − 12 4
2
2

x
2
-4x-12 =0 ∆ = b
2
-4.a.c = (-4)
2
-4.1.(-12)= 16 + 48 = 64
x =
a
b
2
∆ t −
=
2
8 4
1 . 2
64 ) 4 ( t
·
t − −
 x1 = 12/2 = 6 e x2 = -4/2 = -2
x
2
– 4x-12 = a (x-x1)(x-x2) =1.(x-6).(x-(-2)) = (x-6).(x+2)
dx
x x

− − 12 4
2
2
=

+ −
dx
x x ) 2 )( 6 (
2
=

+
+

dx
x
B
x
A
2 6
=A ln|x-6|+Bln|x+2|+k
2 = A(x+2)+B(x-6)
x =6 2 = A(6+2)+B(6-6) 2 = A.8 +B.0 2 = 8A  A = 2/8 = ¼
x = -22 = A(-2+2)+B(-2-6) 2 = A.0+B(-8) 2 = -8B B = -2/8 = - ¼
Logo, dx
x x

− − 12 4
2
2
= ¼ ln|x-6|- ¼ ln|x+2|+k
Observe que nos próximos exemplos, o grau do polinômio no numerador é maior que 1, assim, o
primeiro passo é proceder a divisão do numerador pelo denominador.
6.)

− −
+ +
dx
x x
x x
8 2
1
2
3
1x
3
+ 0x
2
+ 1x + 1 |x
2
-2x –8 7 | 3 . 7/3 = 2+1/3
-1x
3
+ 2x
2
+ 8x x + 2 -6 2
2x
2
+ 9x +1 1
-2x
2
+ 4x +16
13x +17

− −
+ +
dx
x x
x x
8 2
1
2
3
=

− −
+
+ + dx
x x
x
x
8 2
17 13
2
2
=
∫ ∫
− −
+
+ + dx
x x
x
dx x
8 2
17 13
2
2
=
dx
x x
x
x
x

+ −
+
+ +
) 2 )( 4 (
17 13
2
2
2
= x
x
2
2
2
+ +

+
+

dx
x
B
x
A
2 4
= x
x
2
2
2
+ +Aln|x-4|+Bln|x-2|+k.
13x+17= A(x+2)+B(x-4)
x = 4 13.4+17 = A(4+2)+B(4-4) 69 = 6A A = 69/6 =11,5
42
x = -2  13.(-2)+17 = A(-2+2)+B(-2-4) -9 = -6B  B = 9/6 =1,5
Logo

− −
+ +
dx
x x
x x
8 2
1
2
3
= x
x
2
2
2
+ +11,5 ln|x-4|+ 1,5ln|x-2|+k.
7.)

+ −
+
dx
x x
x
2 3
2
2
2
x
2
+ 0x + 2 |x
2
-3x +2
-x
2
+ 3x -2 1
3x

+ −
+
dx
x x
x
2 3
2
2
2
=
·
− −
+ ·
+ −
+ ·
+ −
+
∫ ∫ ∫ ∫
dx
x x
x
x dx
x x
x
dx dx
x x
x
) 1 )( 2 (
3
2 3
3
1
2 3
3
1
2 2
x +


+

dx
x
B
x
A
1 2
= x + A ln|x-2|+ B.ln|x-1| +k
3x = A(x-1)+B(x-2)
x =13.1 = A(1-1)+B(1-2) 3 = A.0+B.(-1) 3 = -B B = -3
x=2 3.2 = A(2-1)+B(2-2)  6= A.1+B.0 6 = A  A = 6
Logo,

+ −
+
dx
x x
x
2 3
2
2
2
= x + 6 ln|x-2| - 3.ln|x-1| +k
8.) dx
x x
x

+ − 12 7
2
3
1x
3
+ 0x
2
+ 0x + 0 |x
2
-7x+12
-1x
3
+ 7x
2
- 12x x + 7
7x
2
-12x +0
-7x
2
+ 49x -84
37x-84
dx
x x
x

+ − 12 7
2
3
·
+ −

+ + ·

dx
x x
x
x
12 7
84 37
7
2
·
− −

+ +

dx
x x
x
x
x
) 4 )( 3 (
84 37
7
2
2


+

+ + dx
x
B
x
A
x
x
4 3
7
2
2
= k x B x A x
x
+ − + − + + ) 4 ln( ) 3 ln( 7
2
2
37x-84 = A(x-4)+B(x-3)
x =337.3-84 = A(3-4)+B(3-3)27 = A.(-1)+B.0 27 =-A A = -27
x =437.4-84 = A(4-4)+B(4-3)64= A.0+B.1 64 =B B=64
Logo dx
x x
x

+ − 12 7
2
3
= k x x x
x
+ − + − − + ) 4 ln( 64 ) 3 ln( 27 7
2
2
3.5.Integrais envolvendo funções trigonométricas
Vamos usar identidades trigonométricas (página 12) para integrar certas combinações de funções
trigonométricas, e assim, construir uma lista de integrais trigonométricas:
Já sabemos calcular a integral de duas funções trigonométricas sen x e cos x:
1.

dx x sen
= cos x + k
43
2.

dx x cos
=- sen x +k.
Vamos tentar calcular agora

dx tgx
. Temos que tg x =
x
x
cos
sen
, assim:
∫ ∫
· dx
x
x
dx tgx
cos
sen
=

dx x
x
sen
cos
1
=
*
) (
1
du
u


= -

du
u
1
=- ln |u| + k = - ln |cos x|
+ k.
3.

dx tgx
= ln |cos x| + k.
* Usamos a substituição u = cos x, e du = -sen x dx que resulta sen x dx = -du.
Uma outra função trigonométrica é a secante: sec x =
x cos
1
.
4.

dx x sec
= ln |sec x + tg x| +k
Relembrando algumas derivadas obtemos novas integrais:
(tg x)’ = sec
2
x 5.

dx x
2
sec
= tg x +k
(cotg x)’ = -cosec
2
x 6.

dx x ec
2
cos
= - cotg x +k
(sec x)’ = sec x. tg x 7.

x sec
. tg x dx =sec x + k
(cosec x)’ = -cosec x. cotg x 8.

. cos x ec
cotg x dx = -cosec x +k
Exemplos:
1.

dx x
2
sen
=

dv u
dx x x sen . sen
=
*
sen x.(-cos x)-

− dx x x cos ). cos (
=
=-sen x cos x +

dx x. cos
2
= -sen x.cosx +

− dx x) sen 1 (
2
= -sen x.cos x + x-

dx x
2
sen
Então

dx x
2
sen
=-sen x.cos x + x -

dx x
2
sen
* u = sen xà du = cos x dx


dx x
2
sen
+

dx x
2
sen
= x – sen x.cos x dv = sen x dx à v =

dx x sen
=
-cos x
2

dx x
2
sen
= x – sen x.cos x

dx x
2
sen
= ½ ( x – sen x.cos x) + k
2.

du u
dx x x cos . sen
=

du u
=
2
2
u
+ k =
2
sen
2
x
+ k
4.Integral de Riemann
Considere o tipo de região, determinada por uma função f contínua, definida em um intervalo
fechado [a, b], com valores positivos. Suponha que queremos calcular a área da região R, que está
abaixo da curva y = f(x), acima do intervalo [a, b] no eixo Ox. R é limitada pelas retas x = a e x= b.
Conforme figura 1.
y y = f(x)
R
a b x
44
figura
Subdivide-se o intervalo [a, b] em subintervalos, todos de mesma amplitude. Acima de cada
subintervalo está uma faixa vertical e a área A é a soma das áreas dessas faixas. Sobre cada um
desses subintervalos ergue-se um retângulo que aproxima a faixa vertical correspondente. Pode-se
escolher um retângulo inscrito ou circunscrito. Esses retângulos constituem um polígono que
aproxima a região R, portanto a soma das áreas desses retângulos é uma aproximação da área
desejada A.
Suponha, por exemplo, que se queira aproximar a área da região R abaixo da parábola y = x
2
e
acima do intervalo [0, 2]. Cada coleção de retângulos inscritos dá uma subestimativa de A, e cada
coleção de retângulos circunscritos dá uma superestimativa de A. Os “triângulos curvilíneos”
constituem os erros nessas estimativas. Quanto mais retângulos, mais precisa é a aproximação.
Assim, para aproximar com precisão a área de tal região R, precisa-se de uma maneira eficiente de
calcular e somar as áreas de coleções de retângulos como os da figura 2.
4
4


0 0,5 1 1,5 2
0 2
Figura 2
Considere a seguinte figura 3. A figura mostra a região abaixo do gráfico de função crescente f com
valores positivos e acima do intervalo [a, b]. Para aproximar a área A de R, escolhe-se um inteiro
fixo n e divide-se o intervalo [a, b] em n subintervalos [x0, x1], [x1, x2],..., [x n-1 ,x n] todos com o
mesmo comprimento
n
a b
x

· ∆ .

f(xi)
f(xi-1)
a xi-1 xi b
figura 3
Conforme a figura 3, o retângulo inscrito sobre o i-ésimo subintervalo [xi-1,,x] tem por altura f(xi-1),
enquanto o retângulo circunscrito tem por altura f(xi ). Como a base de cada retângulo tem
comprimento x ∆ , as áreas dos retângulos são, respectivamente, x x f
i


) (
1
e
x
i
x f ∆ ) (
.
Somando as áreas dos retângulos inscritos para i=1,2,...,n temos a estimativa de falta n
A
=
∑ ∆
·

n
i
i
x x f
1
1
) ( da área real A. Analogamente, a soma das áreas dos retângulos circunscritos é a
45
estimativa de excesso ∑ ∆ ·
·
n
i
i
x x f
n
A
1
) ( . Assim, ∑ ∆
·

n
i
i
x x f
1
1
) ( ≤ A ≤ ∑ ∆
·
n
i
i
x x f
1
) (
(*)
Pela figura vemos se o número n de subintervalos é muito grande, de modo que x ∆ é muito
pequeno, então as áreas n
A
e
n
A dos polígonos inscritos e circunscritos diferem por muito
pouco e ambas estão muitas próximas da área real da região R. Como
n
a b
x

· ∆ → 0
quando n → ∞ temos que a diferença entre as somas a direita e a esquerda em (*)
tende a zero quando n → ∞, enquanto A não muda se n → ∞. Assim:
A= lim
∞ → n


·


n
i
i
x x f
1
1
) (
= lim
∞ → n


·

n
i
i
x x f
1
) (
As somas aproximadas

·


n
i
i
x x f
1
1
) (
e

·

n
i
i
x x f
1
) (
são da forma

·

n
i
i
x x f
1
*
) (
, onde xi
*
é um ponto escolhido no i-ésimo subintervalo [xi-1, xi]. Somas dessa forma aparecem como
aproximações em um grande número de aplicações e são a base da definição de integral.
Queremos definir a integral da função f de a até b. Seja f uma função definida num intervalo [a, b].
4.1 Definições
Definição 1: Definimos uma partição P de [ a, b ] como sendo uma coleção de subintervalos [x0, x1],
[x1, x2], ...., [x n-1 ,x n] de [a, b] tal que a= x0 < x1 < x2 < ... < xn-1 =b. A norma da partição P é a maior
das amplitudes ∆xi = xx - xi-1, isto é, |P|= máx { ∆xi: i=1,2,...n}.
Definição 2: Seja f uma função definida num intervalo [a, b]. Se P é uma partição de [a, b], para
cada índice i seja xi
*
um número escolhido arbitrariamente em [xi-1, xi]. Então a soma de Riemann
para f determinada por P e xi
*
é
R=
i
n
i
i
x x f ∆

·
) (
1
*
No caso de uma função f que toma valores positivos e negativos em [a,b] é necessário considerar
os sinais indicados na figura 4 quando se interpreta geometricamente a soma de Riemann.
Se f(xi
*
) >0 o retângulo está acima do eixo x. Se f(xi
*
) <0 o retângulo está abaixo do eixo x. A soma
de Riemann R é então a soma das áreas com sinais desses retângulos, isto é , a soma das áreas
dos retângulos que acima do eixo x, menos a soma das áreas que estão abaixo do eixo x.
Se as larguras ∆xi desses retângulos são muito pequenas, ou seja, se |P| →0 então a soma
de Riemann se aproxima da área sob y = f(x) de a a b e acima do eix o x, menos a área abaixo do
referido eixo x. Isto sugere que a integral deve ser definida tomando-se o limite das somas de
Riemann quando |P| →0. Assim
Definição 3: A integral definida da função f definida de a a b é, (desde que o limite exista), o
número ∑ ∆

·
· →
n
i
i i
b
a
P
x x f dx x f
1 0 |
) (
|
lim ) (
*
.
4.2.Propriedades
46
Se

b
a
dx x f ) ( existir então f é dita integrável. Os números a e b são chamados limites inferior e
superior, respectivamente, da integral; f(x) é chamada integrando e dx indica que a variável x é a
variável independente, ou seja,
∫ ∫
·
b
a
dx x f
b
a
dt t f ) ( ) ( .
Observe que definimos a integral de Riemann quando a<b, mas podemos convencionar, (se
existirem)
0 ) ( ·

a
a
dx x f e se a>b
∫ ∫
− ·
a
b
dx x f
b
a
dx x f ) ( ) ( .
Mas como calcular a dx x
b
a
f ) (

? Já vimos que

+ · k x F dx x f ) ( ) ( , onde F’(x)=f(x), para x∈I.
5.Teorema fundamental do cálculo e integral definida
Se f for integrável em [a,b], e se F for uma primitiva de f em [a, b], então
dx x
b
a
f ) (

= F (b) - F (a) = F (x)
b
a
| .
Exemplos: Calcule,
1.
2
3
2
1
2
4
2
1
2
2
2
2 2
2
1
2 2
1
|
· − · − · ·

x
dx x
2. 8 2 5 ) 1 .( 2 3 . 2 2 2
|
3
1
3
1
· + · − − · ·



x dx
3. 9 0
3
27
3
0
3
3
3
3 3
3
0
3 3
0
2
|
· − · − · ·

x
dx x
4.
2
1
2
2 1
1
2
1
1
1
2
1 1
1
1
| |
2
1
2
1
1 2
1
2
2
1
2
·
+ −
· + − ·
,
_

¸
¸
− − − · − ·

· ·


∫ ∫
x
x
dx x dx
x
Propriedades: Sejam f e g integráveis em [a, b] e k uma constante. Então:
1. f + g é integrável em [a, b] e dx x g x
b
a
f )) ( ) ( ( +

= dx x
b
a
f ) (

+ dx x
b
a
g ) (

2. k.f é integrável em [a, b] e dx x
b
a
f k ) ( .

=k . dx x
b
a
f ) (

.
3. Se f(x) ≥ 0 em [a, b], então dx x
b
a
f ) (

≥ 0.
47
4. Se c∈(a, b) e f é integrável em [a, c] e [c, b], então dx x
b
a
f ) (

= dx x
c
a
f ) (

+
dx x
b
c
f ) (

.
6. Aplicações da Integral: Cálculo de área e de volume.
6.1.Cálculo de áreas


48
Para encontrar áreas de regiões entre os gráficos de duas funções integráveis em [a, b],
consideremos as curvas y = f(x) e y = g(x) entre as retas verticais x = a e x = b, onde f(x) e g(x) são
contínuas e f(x) ≤ g(x) para todo x em [a, b], assim a área da região A será
Área A =


b
a
dx x f x g )] ( ) ( [
.
Observe que este resultado não depende da posição do gráfico em relação ao eixo x.


49



Exemplo : ( Área entre curvas )

Escreva como soma ou diferença de integrais definidas a área da região definida pelo
gráfico abaixo .

50

Solução :

51

Exemplos:
1) Calcule a área do conjunto do plano limitado pelas retas x = 0 e x = 1 e pelo gráfico de y = 3x
2
.
Área A =

b
a
dx x f ) ( = ( ) 1 0 1 3
3 3
1
0
3
1
0
2
· − · ·

x dx x .

Encontre a área das seguintes regiões:
52









53




54



55


6.2.Cálculo de volumes e comprimento de arco
Seja f uma função contínua em [a, b], com f(x) ≥ 0 em [a,b]. Seja B o conjunto obtido pela rotação
em torno do eixo x do conjunto A do plano limitado pelas retas x =a e x = b, pelo eixo x e pelo
gráfico de y = f(x).
Definimos o volume de B pela rotação em torno do eixo x, de um conjunto A por
V = dx y
b
a

2
π
Exemplo: Consideremos o conjunto A, delimitado pelo eixo x, o gráfico de f e as retas x=a e x=b:

56
Seja f uma função contínua em [a, b] com a>0, com f(x) ≥ 0 em [a,b]. Seja B o conjunto obtido pela
rotação em torno do eixo x do conjunto A={(x,y)∈|R
2
| a≤ x ≤ b e 0 ≤ y ≤ f(x)}.Definimos o volume
de B pela rotação em torno do eixo y, de um conjunto A por
V = dx y x
b
a

. 2π

Exemplos:
1) Calcule o volume do sólido obtido pela rotação, em torno do eixo x, do conjunto de todos os
pares (x,y) tais que 0 ≤ y ≤ x e 1 ≤ x ≤ 2.
V = dx y
b
a

2
π =
3
7
3
7
.
3
1
3
2
3
.
3 3
2
1
3 2
1
2
π
π π π π · ·

,
_

¸
¸
− ·

,
_

¸
¸
·

x
dx x
2) Calcule o volume do sólido obtido pela rotação, em torno do eixo y, do conjunto de todos os
pares (x,y) tais que 0 ≤ y ≤ x e 1 ≤ x ≤ 2.
V = dx y x
b
a

. 2π =
3
14
3
7
. 2
3
1
3
2
. 2
3
. 2 2 . 2
3 3
2
1
3 2
1
2
2
1
π
π π π π π · ·

,
_

¸
¸
− ·

,
_

¸
¸
· ·
∫ ∫
x
dx x dx x x
Lista de Exercícios 3
1. Calcule as seguintes integrais:
a)

xdx
b)

dx 3
c)

+ dx x ) 1 3 (
d)

+ + dx x x ) 1 (
2
e)

dx x
3
f)

+ + dx x x ) 3 2 (
3
g)

dx
x
7
1
h)

+ dx
x
x )
1
(
3
i)

dx x
3
j)

dx x
3 4
l) dx x ) 3 3 (
5 2
+

m)

+ dx
x x
)
8 6
(
5
2. Reescreva a função, para eliminar o produto ou o quociente e calcule a integral:
a)

dx x x .
5
b)

dx x x .
2
c)

+
dx
x
x
5
2
3
d) dx
x
x

+
3
8
e) dx
x
∫ 3
5
f)
dx x x
2 4
. 3

57
3. Faça como o modelo:
Modelo: k
x u u
du u
x
du
u x dx x x
u
+
+
· · · · · +
∫ ∫ ∫
22
) 4 (
22 11
.
2
1
2
1
2
. ) 4 (
11 2 11 11
10 10 10 2
x
du
dx x
dx
du
x u
2
2 4
2
· ⇒ · ⇒ + ·
a)
dx x x
7 2
) 5 3 .( +

b)

+ dx x x
8 3 2
) 6 (
Modelo:
( )
k
x
u u
u
u
du u
x
du
u x dx x x dx x x
u
+
+
· · · ·
· · · · + · +
∫ ∫ ∫ ∫
9
1 2
9
2
9
2
2
9
2
3
.
3
1
3
1
3
. ) 1 .( 1
3
3
3
2
3
2
3
2
3
2
1
2
2
1
2
2
1
3 2 3 2
2
2 3
3
3 1
x
du
dx x
dx
du
x u · ⇒ · ⇒ + ·
c) dx x x

+
3 2
6 . d) dx x x


3 2
3 .
Modelo
k
x u
u
u
u
du u
du
u dx x dx
x
u
+
+

·

· − ·
· − ·

· · · + ·
+



− − −
∫ ∫ ∫ ∫
2 2
2
2
2
3 3 3
3
) 2 1 (
1 1
2
2
2
. 2
2
4
2
. 4 ) 2 1 .( 4
) 2 1 (
4
2
2 2 1
du
dx
dx
du
x u · ⇒ · ⇒ + ·
e)
dx
x

+
4
) 5 3 (
5
g)
dx
x
x


6 2
) 5 2 (
4
i)

+
+
dx
x x
x
5 2
) 3 (
) 3 2 (
f)
dx x

+
7
) 3 5 (
h)

+ dx x 2
j)

− dx x
3
7 4
4. Calcule as seguintes integrais por partes:
a.

dx e x
x 4
.
f.

dx x x ) 5 cos( .
k.

xdx x ln .
3

b.

dx e x
x 2
g

dx e x
x 3 2
l.

dx x.sen x
c.

dx ) ln( x x
h.
( )

dx x cos
2 2
x
m.
dx e
-x

x
d

dx sen
2
x x
i.

dx x cos e
x
n.

dx ln
4
x x
e. dx
2
3

x
e x j.

dx x
2
) (ln
o.

dx e x
x 5
5. Calcule as seguintes integrais por frações parciais:
58
a)

+ −

dx
x x
x
) 7 )( 5 (
4 2
c)
dx
x x

− − ) 3 )( 1 (
5
e)

+ −
dx
x x
x
6 5
2
2
b) dx
x
x x


+ −
25
9 3
2
2
d)

+ −
dx
x x
x
6 7
2
3
f)

− −
+ + +
dx
x x
x x x
) 2 )( 1 (
3 2
2 3
6. Calcule as integrais trigonométricas:
a.

dx x
2
cos
c.

dx x
3
sen
e.

dx
x
x
2
cos
sen
b.

dx
x
x
3
cos
sen
d.

dx x x cos . sen
2
. f.

dx
x
x
2
cos
sen
7. Desenhe o conjunto A dado e calcule a área.
a. A é o conjunto limitado pelas retas x=1, x=3, pelo eixo 0x e pelo gráfico de y = x
3
.
b. A é o conjunto limitado pelas retas x=1, x=4, y=0 e pelo gráfico de y = x .
c. A é o conjunto de todos (x,y) tais que 0
2
4 x y − ≤ ≤ .
d. A é o conjunto limitado pelas retas x=-1, x=-2, y=0 e pelo gráfico de y=x
2
+2x+5.
e. A é o conjunto limitado pela reta y =x, pelo gráfico de y =x
3
, com -1 ≤ ≤ x 1.
f. A é a região compreendida entre os gráficos de y =x e y=x
2
, com 2 0 ≤ ≤ x .
g. A é o conjunto de todos pontos tais que 1 1
2
+ ≤ ≤ + x y x .
h. A é o conjunto de todos pontos tais que 1 1
2
+ ≤ ≤ − x y x .
8. Calcule o volume do sólido obtido pela rotação, em torno do eixo x, do conjunto de todos os
pares (x,y) tais que :
a)1 ≤x ≤3 e 0 ≤y ≤x b) ½≤x ≤2 e 0 ≤y ≤1/x
2
c) 1 ≤x ≤4 e 0 ≤y ≤ x d) x
2
≤ y ≤x
9) Calcule o volume do sólido obtido pela rotação, em torno do eixo y, do conjunto de todos os
pares (x, y) tais que:
a) 1 ≤x ≤4 e 1 ≤y ≤ x b) 0 ≤x ≤8 e 0 ≤y ≤
3
x
c) 1 ≤x ≤2 e 0 ≤y ≤x
2
-1 d) 0 ≤x ≤
π e 0 ≤y ≤sen x
e) 1 ≤x ≤e e 0 ≤y ≤ ln x
10) Seja f(x) = sen(x), x∈[0,π ]. Calcule o volume do sólido gerado pela rotação do gráfico de f, ou
seja, pela rotação da região delimitada pelo eixo x, o gráfico de f e as retas x = 0 e x= π .

59
11) Considere a região do plano delimitada pelo eixo x, o gráfico de y = x , para 0 ≤ x ≤ 2,
sendo girada ao redor do eixo x. Calcule o volume.

12) Encontre o volume do sólido gerado pela rotação da região do plano delimitada pelo eixo x, o
gráfico de y = x , para 0 ≤ x ≤ 2, ao redor do eixo y.

REFERENCIAS
ANTON, Howard. Cálculo: um novo horizonte. 6. ed. Porto Alegre, RS: Bookman, 2000. v.1
ÁVILA, G. S. S.. Cálculo I: funções de uma variável. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1981.
BOULOS, P.. Introdução ao cálculo. São Paulo: Edgard Blücher, 1999. v.1
E-Cálculo<http://ecalculo.if.usp.br/palavra_chave.htm> Acesso em 02/08/2010.
GUIDORIZZI, H. L.Um curso de cálculo. Rio de Janeiro: LTC, 2001, v.1.
HALLETT H., et al. Cálculo e Aplicações. SãoPaulo: Edgard Blucher, 1999. v. 1.
HOFFMANN, L. D.; BRADLEY, Gerald L. Cálculo: um curso moderno e suas aplicações. 7. ed.
Rio de Janeiro: LTC, 2002.
LEITHOLD, L. O Cálculo com geometria analítica. São Paulo : Harbra, 1994, v.1. São Paulo:
Harbra. 1994, v.2.
LIMA, Regina Lúcia Quintanilha. WebMat-Cálculo1 – Livro Online.
<http://www.uff.br/webmat//Calc1_LivroOnLine/index.html> acesso em 29/06/2010.
60
STEWART,James Cálculo .São Paulo:Pioneira-Thomson Learning,2001 v.1.
61

Responsabilidade é saber que cada um de meus atos vai me construindo, vai me definindo, vai me inventando. Ao escolher o que quero fazer vou me transformando pouco a pouco. (Savater, 1998, p. 111). Ementa 1. Estudo da variação das funções 2. Funções trigonométricas, suas inversas e as derivadas destas funções. 3. Integrais indefinidas e métodos de integração. 4. Integral de Riemann. 5. Teorema Fundamental do Cálculo e integral definida. 6. Aplicações da Integral: Cálculo de área e de volume. Objetivos Criar habilidades matemáticas para utilização na vida profissional. Obter conceitos matemáticos e raciocínio lógico para situações do dia a dia. Aprender a usar noções de Cálculo Diferencial como forte ferramenta de trabalho. Ao final do componente curricular o aluno deve ser capaz de: -construir e interpretar gráficos de funções utilizando os conceitos de cálculo desenvolvidos. -calcular integrais utilizando as técnicas desenvolvidas. -aplicar os conceitos na resolução de problemas. -calcular área de regiões planas e volumes de sólidos pelos métodos desenvolvidos. Sistema de avaliação 3 Provas das listas valendo 20% no total. Conteúdo: exatamente os exercícios das listas. 3 Provas individuais valendo 80% no total. Conteúdo: exercícios da matéria dada, tendo como base as listas e exercícios dados em aula e realizados extraclasse. MF = 0,2 * (

L1 + L 2 + L3 P1 + P 2 + P3) ) + 0,8 * ( 3 3

Aprovado com - A se obtiver MF ≥ 8,5. - B se obtiver 6≤ MF < 8,5. Reprovado - R se MF < 6. Bibliografia 1. ANTON, Howard. Cálculo: um novo horizonte. 6. ed. Porto Alegre, RS: Bookman, 2000. v.1 2. GUIDORIZZI, H. L.Um curso de cálculo. Rio de Janeiro: LTC, 2001, v.1. 3. STEWART,James Cálculo .São Paulo:Pioneira-Thomson Learning,2001 v.1. 4. ÁVILA, G. S. S.. Cálculo I: funções de uma variável. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1981. 5. BOULOS, P.. Introdução ao cálculo. São Paulo: Edgard Blücher, 1999. v.1 6. HALLETT H., et al. Cálculo e Aplicações. SãoPaulo: Edgard Blucher, 1999. v. 1. 7. HOFFMANN, L. D.; BRADLEY, Gerald L. Cálculo: um curso moderno e suas aplicações. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002. 8. LEITHOLD, L. O Cálculo com geometria analítica. São Paulo : Harbra, 1994, v.1. São Paulo: Harbra. 1994, v.2. e-mail e/ou msn: roseli.paula@prof.uniso.br Material de apoio www.uniso.br/ead Apoio ao presencial – Graduação Inscrições Entrar Roseli – Cálculo 2 Configurar Alterar senha Ctrl C e Ctrl V

2

... Sofia lembrou-se muito bem de situações nas quais sua mãe ou o professor da escola tinha tentado lhe ensinar alguma coisa para a qual ela não estava receptiva. Todas as vezes que ela havia realmente aprendido alguma coisa, isto só tinha acontecido graças a uma ajuda que partira dela mesma. (Gaarder, 1995, p. 74). 0. REVISÃO Operações básicas que devem ser lembradas: fração, potenciação, radiciação.

k = k .x −n xn

n

xm = x

m

n

Exercícios: Observe os exemplos e coloque na forma de potência k.xn:

3 = 3 x −4 x4 1 −2 −2 b) 2 = 1.x = x x 1 1 x −8 c) = x −8 = 5 5x 8 5

a)

d) e) f)

3

x2 = x x=x
1

2

3

2

1 x5 7 j) 6 x 2 k) 7x3 1 l) 4x 4 9 m) 2x 3
i)
2

p) q)

3

x7 x6
r)

5

8 x

s) t)

1
7

x4 3

2.5 x 4

7 x5 1
4

= =

7 x 1 x
1 5 2

= 7.x = 1.x

−5

n)
−1

1 x3 9 x 10

u)

1 5. x
v)
5

3

−1

g)

4

x

4

=x

4

o)

x

1) Observe os exemplos e elimine os expoentes negativos e/ou fracionários: Exemplos: a) x
−4

=

c)

−3 8 8 8.x 4 = = 3 4 3 x x 4
Faça esses: f) 6 x −1 g)

1 x4

b)

x 5 = 5 x6
1

6

d) 2 x 5

= 25 x
h) 4x-7 i)

e) 5 x

−7

=

5 x7
j) 7x-4/5

x

−3

2

5x

3

2

2) Observe os exemplos e resolva as operações com frações:

1 1+ 2 3 +1 = = 2 2 2 3 3 −5 −2 −1 = = b) 5 5 5 1 1+ 6 7 +2 = = c) 3 3 3

a)

7 +1 6 5 −1 e) 4 9 +3 f) 7
d)

1 +1 6 1 −1 h) 2 2 3 + i) 5 4
g)

3

v ( x ) −u ( x ). k) 2 x.eu 12) f(x) = au à f ’(x) = u’. a.x −5 = x 4−5 = x −1 = 5 x x 3 2 c) x 2 . g(x) à f ’(x) = k.x −5 3 =x 1− 5 3 =x = 1 x 2 3 = 1 3 x2 f) 3x 2 4x 5 2 4.Observe os exemplos e elimine os produtos e quocientes: a) x4.7 x 5 DERIVAÇÃO A derivação é uma técnica matemática de grande poder e versatilidade.v’(x) 7) f(x) = u ' ( x ). Devemos observar qual é a variável (geralmente x) e quais são constantes (n. x 3 = x 2 .v(x)à f ’(x) = u’(x). x 5 x7 4 −5 3 3 2− 5 3 − 1 3 1 3 3 = x 2 .x 2 = x 2 = x 2 = . Precisamos conhecer cada função para aplicar a regra correta.x7 x m) n) o) x x x. 1 = 1 = 4 4 4 4 x 2 4x 2 4 x g) h) i) x 9 j) x3. e que representam números fixos).g’(x) (k nº fixo) 4) f(x) = u(x) + v(x) à f ’(x) = u’(x) + v’(x) 5) f(x) = u(x) – v(x) à f ’(x) = u’(x) – v’(x) 6) f(x) = u(x).x d) =x −3 2+ 3 2 = x 2 = x7 2− 3 2 7 x2 x3 = x2 x 3 2 = x 2 . Cálculo de velocidade e aceleração.3 x 5x 7 26 x p) x 3. É um dos conceitos centrais do Cálculo. k. v ' ( x ) u ( x) à f ’(x) = v( x) (v ( x )) 2 função constante função potência produto por constante derivada da soma derivada da diferença derivada do produto derivada do regra da cadeia para potência derivada do log base e quociente 8) f(x)= un à f ’(x) = u’.6 x x7 x5 x .n. au . x 5 l) x 5 .x5 = x4+5= x9 b) x4 1 = x 4 .xn-1 3) f(x) = k. e tem diversas aplicações: Traçado de curvas.ln(a) 4 .un-1 9) f(x) = ln(u) à f ’(x)= u' u u' u.v(x) + u(x). Veja: 0. ln a 10) f(x) = loga(u) à f ’(x) = derivada do log em outra base derivada da exponencial base e derivada da exponencial outra base 11) f(x) = eu à f ’(x) = u’.1 Regras de derivação 1) f(x) = k à f ’(x) = 0 2) f(x) = xn à f ’(x) = n.x 2 =x =x2= x −2 3 1 e) x 3 x5 3x 2 = x x = 5 3 = x. Otimização de funções. Análise de taxas de variação. Para cada tipo de função existe uma regra para encontrarmos a derivada. c.

ln(x) +3. y = 3x 1 + 4 2 x2 3 −x 3 11. log(x) 3.y = -0.2x+0.(x+2)7. y = 5 x -3x+5 28. y = 6x2+ 7-x 3x + 4 x 2 9.1= 8.e + ln(x) – ln 2 25.( x 2 − 2) − 3 x. y = 4x+5x2+6x3+7x4 8. x 7) f(x) = 3x 2 x −2 3. y = x 2 x +3 x −2 4 x 5 12. y = x .sen(7x+2) 3 13) f(x) = sen (3x) 14) f(x) = cos (7x+2) Agora é a sua vez! Lista de Exercícios: Calcule as derivadas das seguintes funções: 2.x4 = 15x4 f ’(x) = 3. y = e x +3 2 32.2 x − 3x 2 − 6 f ’(x) = = ( x 2 − 2) 2 ( x 2 − 2) 2 f ’(x)= 8. y = 15.ln(x) 31.cox(3x) f’(x) = -7 . e x f ’(x) = 4. 8) f(x) =(x+2)8 9) f(x) = ln(3x-4) 10) f(x) = log 2(5x+3) 11) f(x) = e x 12) f(x) = 24x 3 3 3x − 4 5 f ’(x) = (5 x +3) ln( 2) f ’(x) = f ’(x) =3x2 . y = 0. y = 14.cos (u) 14) f(x) = cos (u) à f ’(x) = .2x+2+0= 6x+2 f ’(x) = 7 – 3x2 f’(x)=1. y = (e5x+3)4 42. y = x2. ex+ 6.5.3 27.5 26.ex 36.(2x-1)4 21. y = 7.6x 1. y = (2x-4)3 38. x derivada do seno derivada do cosseno Derivada f ’(x) = 0 f ’(x) = 5x4 f ’(x) = 3.13) f(x) = sen (u)à f ’(x) = u’. y = (x3 –3x2)4 40. y =5.ln(2) f ’(x) = 3. y = x 4 − x 3 4 3 17.24x. y = 5x – 3x2 +4 5 . y = 2.5x2-0. y = 22. x 6 8 3 4. y = 3 x +9 30.(x+2)7. y = 12x + x3 35. y = (3x2+5)5 37. y = 5 x + 3 x 29. y=ex/x 20. y = 4 0. y = 18.5 x − x 10. y = (ln(x))3 33.sen (u) Exemplos: Função 1) f(x) = 9 2) f(x) = x5 3) f(x) = 3. 2x +6 24. ln(x) + 3x+4 x 23.x –1 7. y = 3-x +x 5.u’. y = 16.½x – ½ = x + ½ x½= x +½ x = 3/2. y = x + 2 x 2 + 3x 3 3 + 5x 5 ln( x ) log( x ) x −2 3x x 2 − 5x 5 4 19. y = (4 – 7x)7 41. y = -x. y = x. x +x. y = x2.x5 4) f(x) = 3x2 +2x+4 5) f(x) = 7x-x3 6) f(x) = x. y = 6x 0. y = 5. y = 10x + 5. y = 13.e3x-1 39. y = x3. y = -x 6.3x 34.

f é decrescente em I se para todos pontos x1. x2 ∈ I temos x1 < x2  f ( x1 ) > f ( x2 ) . 1. Para tanto. y = e5-2x 46.2. Um resultado que é muito importante e estabelece um dos resultados centrais do Cálculo Diferencial. Concavidade para cimaà f ”(x) > 0 Decrescenteà f ’(x) < 0 Concavidade para baixoà f ” (x) < 0 Decrescente à f ’(x) < 0 6 . vamos descobrir que é possível estudar sua variação e.1. Se y = f(x) é derivável no intervalo J.5+1=-0.25 <0 x=2 f’(x) =3. Intervalos de crescimento e decrescimento Seja f uma função definida em um intervalo I. a concavidade. x2 48.0+1=1>0 x= 0.Concavidade e ponto de inflexão Se f ’’(x) > 0 em J. y = log 2 ( x+x2) 53. Então temos: Se f ’(x) > 0 para todo x interior a J. Se f ’(p) = 0. f(x) será crescente em J. y = ln (x2-5x+1) 49. então o gráfico de y = f(x) terá concavidade para baixo em J. 1. f é crescente em (-∞. y = 2x . -3/2). y = log (4-x2) 52. Se f ’’(x) < 0 em J.e2-x 47.(x+3)3 51. 2. y = x. então o gráfico de y = f(x) terá concavidade para cima em J.1). f(x) será decrescente em J. f é crescente em I se para todos pontos x1. 1/3). y = ln ( 3x-4) 50.52–4. com conseqüências fundamentais para o estudo de uma função. e f é decrescente em (1/3.0. determinar os intervalos de crescimento e decrescimento.(3-x2)6 + e5x+2 44. por exemplo. +∞). ESTUDO DA VARIAÇÃO DAS FUNÇÕES Através dos conceitos de diferenciabilidade e de continuidade de uma função num intervalo contido em seu domínio. a partir de informações sobre sua derivada num determinado intervalo é o Teorema do Valor Médio. x2 ∈ I temos x1 < x2  f ( x1 ) < f ( x2 ) .43. f(x) = x2 -3x +2 f’(x) = 2x-3 > 0 ⇔ x > -3/2  f é crescente em (-3/2. o ponto de inflexão. 1.0.4x +1=0 ⇔ x = 1 ou x = 1/3 Testando um ponto em cada intervalo: 1/3 1 x=0 f’(0) =3. x<1/3 e em (1. ou seja.02–4. como. ou seja. y = 23x + 5. f(x) = x3-2x2 + x + 2 f ’(x) = 3x2. Se f ’(x) < 0 para todo x interior a J. y = 5.5) =3.2–4.2+1=5>0 Portanto. portanto. f’(x) = 2x-3 < 0 ⇔ x < -3/2  f é decrescente em (-∞. y = 3x2 e2-x. +∞). y = 102x-3 45. precisamos estabelecer alguns conceitos e alguns resultados. então p é dito ponto crítico. ou seja. 1/3 < x <1.e4x+2 54. Exemplos: 1. x>1. construir o seu gráfico.5f’(0. y = 3x5.

7 . Em economia. f(x) = x3 –6x2 +4x -10  f ’(x) = 3x2-12x + 4 f ’’(x) = 6x-12 > 0 ⇔ x > 2 f tem concavidade para cima em (2. mas a uma taxa menor. vamos analisar alguns resultados. 2). b). são chamados de pontos de inflexão.+∞). para todo x∈ [a. onde vemos que o ponto de inflexão é (50. Pelo gráfico vemos que o total de vendas cresce vagarosamente a princípio. Atingindo o ponto onde qualquer gasto adicional com propaganda resulta em crescimento de vendas.Concavidade para cima à f ” (x) > 0 Crescenteà f ‘(x) >0 Concavidade para baixo à f ”(x) < 0 Crescente à f ’(x) >0 Os pontos. b]. Não há pontos de inflexão. o total de vendas cresce rapidamente. b] → R contínua. o total de vendas de um fabricante de ar condicionado em função da quantia aplicada com propaganda é dado pelo gráfico abaixo. 2700). Logo f tem concavidade para cima em todo seu domínio.3. Esse é o ponto de retorno decrescente. o ponto de inflexão é conhecido como ponto de retorno decrescente. f ’’(x) = 6x –12 < 0 ⇔ x < 2 f tem concavidade para baixo em (-∞. b] tais que: f(x1) ≤ f(x) ≤ f(x2). sem a hipótese de que a função seja derivável. mas a medida que é gasto mais com propaganda. Teorema do valor médio Antes de enunciar o teorema do Valor médio. a). Por exemplo. onde a concavidade se altera. Então existem x1 e x2 em [a. 1. Exemplos: 1) Estude as funções com relação à concavidade e pontos de inflexão. f(x) = x2 +3x f ’(x) = 2x+3 f ’’(x) = 2> 0 para todo x. Logo 2 é o ponto de inflexão. Teorema (Weierstrass): Seja f : [a. O teorema abaixo garante a existência de pontos extremos (máximo e mínimo) de uma função.

existe pelo menos um ponto no gráfico de f.f(b)) (c. b) tal que f′(c) = 0.b] e derivável em (a.b) então existe c pertencente a (a. b) e tal que f(a) = f(b). existe pelo menos um c ∈(a. Então. (b.f(a)) e (b. f(a)) e (b. ou seja.b) tal que f ' (c ) = f (b) − f ( a ) b −a Em outras palavras.f(c)) é paralela à reta que passa por (a. a reta tangente ao gráfico de f traçada pelo ponto (c.f(b)). derivável em (a. f(b)).FIGURA 1 Teorema (Rolle): Seja f : [a. onde a reta tangente nesse ponto é paralela à reta secante que liga (a. FIGURA 2 A importância do próximo teorema deve-se ao fato dele estabelecer uma relação importante entre a função e sua derivada.f(c)) 8 . b] → R contínua. Teorema do valor Médio: Seja f uma função contínua em [a.

b). Se f′(x) =g′(x) para todo x ∈ (a. a) f(x) = x²-4x+1. existem dois desses pontos. Na figura acima.5]. temos que o carro deve ter atingido a velocidade de 90 km/h pelo menos uma vez nesse período de tempo. Na figura abaixo apenas um: x0. a velocidade média durante esse período de tempo é: vm = Portanto. Denotando por s = s(t) a distância percorrida pelo carro após t horas. [0. FIGURA 4 Corolários 1. Sejam f e g funções contínuas em [a. pelo Teorema do Valor Médio.4]. então f é constante. b). Exemplos: 1. 2c=6 e. 9 . Suponhamos que um carro percorre uma distância de 180 km em 2 horas. 2. b] e derivável em (a. b] e deriváveis em (a.f(c)) É preciso observar que o TVM não garante a unicidade do ponto c. f(a)) FIGURA 3 (c. onde k é uma constante.(a. s ( 2) − s (0) 180 − 0 = = 90km/h 2 −0 2 −0 f ' (c ) = Mas. Portanto f ’(c) = 2c+2 = 8. Logo. Verifique que a função f satisfaz as 3 hipóteses do Teorema de Rolle no intervalo dado e encontre todos os valores de c que satisfazem a conclusão do Teorema de Rolle. Encontre um número c que satisfaça a conclusão do Teorema do Valor Médio para a função f(x) = x²+2x-1 no intervalo [1. f ’(x) = 2x+2. b). 2. Seja f uma função contínua em [a. Se f′(x) = 0 para todo x ∈ (a. f (b) − f ( a ) f (5) − f (1) 34 − 2 = =8 = b −a 5 −1 4 3. b) então f(x) = g(x) + k. portanto c = 3.

0²+2. existe c∈(0. f(a)>f(b) e f(b) < f(c) f tem ponto de mínimo p entre a e c. Como 3+ 3 ∉(0. [0. pois f(2)>f(3) e f(3)<f(4). para 1 ≤ x ≤ 3.c] ⊂ Df. (p pode ser extremo do intervalo). sua derivada é f ’(x) =2x-4. 10 . Exemplos: f(x) =2x3.H1) f é contínua em [0. f(a) = f(1) = 1 2+5. Logo. portanto.2]. b) f(x) =x³-3x²+2x+5. 4) Seja f(x) = x2+5x. podemos ter f ’(p) = 0. 3 −1 a −b Sejam y = f(x) uma função e p um número real pertencente ao domínio da f. f(p) é o valor máximo local. f´(x) = 2x-4 e assim. Mas.2²+2.2). A condição f ’(p) = 0 não é suficiente. tal que para todo x em J e x no domínio da f ocorrer: f(x) ≥ f(p).c+2 =0 implica que c = 3+ 3 e c = 3 3 . ou seja.1 = 6 e f(b) = f(3) = 3 2+5. com p em J. p deve ser ponto crítico de f. ou seja.3 .3 =24. H2) f é derivável em todos os pontos interiores de [0. No intervalo [2. mas p não extremante. Neste caso. -5 ≤ x ≤ 5 X -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 f(x) -138 -26 32 48 34 2 -36 -68 -82 -66 -8 Observe: no intervalo [-3. p interior ao domínio.2+ 5 = 5. Então. Seja y = f(x) função derivável em p. H3) f(0) = 0²-4. H1) f é contínua em [0. Usando o TVM temos 1. Neste caso. Dizemos que p é um ponto de máximo local de f se existir um intervalo aberto J. Dizemos que p é um ponto de mínimo local de f se existir um intervalo aberto J. Solução: Temos que a = 1 e b = 3. com p em J. b. temos que a solução é c= 3. Teorema: Seja f uma função contínua e sejam a. temos que f ’(x) = 2x+5. f(0)=f(2). sua derivada é f ’(x) =3x²-6x+2. Também.0+5 = 5 e f(2) =2³-3.4) tal que f ’(c) = 0. pois é uma polinomial.4 Máximos e mínimos f (b) − f (a ) 24 − 6 = f ' (c ) ⇔ =2c+5⇔ 9 = 2c+5⇔ c=2. f´(c) = 2c-4=0 implica que c = 2. existe c∈(0. Este teorema nos fornece um método para determinar estimativas para máximo e mínimo. Uma condição necessária para que p seja extremante local de f é que f ’(p) = 0. tal que para todo x em J e x no domínio da f ocorrer: f(x) ≤ f(p). Os pontos de máximo ou de mínimo são ditos extremos da função f. determine c e esboce os gráficos de f e das retas s e T. se: f(a)<f(b) e f(b) > f(c) f tem ponto de máximo p entre a e c.2]. f(p) é o valor mínimo local.0+1 =1 e f(4) = 4²-4. f´(c) = 3.2]. H2) f é derivável em todos os pontos interiores de [0. f(0)=f(4). Mas. Se f(x) ≥ f(p) para todo x no domínio da f então p é um ponto de mínimo global ou absoluto.4+1 = 1. pois f(-3) < f(-2) e f(-2) > f(-1).2) tal que f ’(c) = 0. H3) f(0) = 0³-3.4]. Se f(x) ≤ f(p) para todo x no domínio da f então p é um ponto de máximo global ou absoluto.-1] devemos ter um ponto de máximo local. Logo. portanto.4]. pois é uma polinomial. logo f ’(c) = 2c+5.c²-6.4] devemos ter um ponto de mínimo. c números reais tais que a < b < c e tal que [a.

então p é ponto de máximo local. Se f ’(p) = 0 e f ”(p) < 0. e os intervalos de crescimento e decrescimento de f(x): f(x)=x³-9x²-48x+52 f `(x)=3x²-18x-48 ∆ = 3 2 +44.Teste da Primeira Derivada Seja f uma função contínua em um intervalo aberto (a. x(xo.(-2) – 18 = -30 <0  x1 = -2 é o ponto de máximo local de f(x) f’’(8) = 6. xo) e f ’(x) > 0. Ache os pontos de mínimo e máximo locais de f(x).3. b)f tem um valor MÁXIMO RELATIVO em xo . (a. x  xo) e f ’(x) < 0. b)f tem um valor MÍNIMO RELATIVO em xo Teste Da Segunda Derivada Se f ’(p) = 0 e f ”(p) > 0. então p é ponto de mínimo local. ii) f ’(x) < 0 .∞) 11 . se existirem. 2) Seja f(x)=x³-9x²-48x+52. Exemplos: 1) Determine os pontos extremos da função f(x) = 2x3 +3x2-12x-7 Solução: f ’(x) = 6x2 +6x-12 = 0 à x =1 ou x =-2 f ”(x)=12x+6à f ”(1) = 18 >0 e f ”(-2) = -18< 0 p =1 é ponto de mínimo local e p = -2 é ponto de máximo local.-2) e (8. x(xo. f’’(x) = 6x-18 f’’(-2) = 6. exceto possivelmente em xo .4 8= 3 2 +45 7 6 f `(x)=0 ⇔ 3x²-18x-48=0 ∆=900 1 8± 3 0 x1 = − 2 x= 6 x2 = 8 x1 =-2 e x 2 =8 são os pontos críticos da função f. x(a. b) contendo xo .8 – 18 = 30 > 0  x2 = 8 é o ponto de mínimo local de f(x) Intervalos de crescimento ou decrescimento de f(x): Logo f(x) é crescente nos intervalos: (-∞. b ) . então i) f ’(x) > 0 . Se f é derivável em todo os pontos do intervalo (a .

Exemplos: 1.f(x) é decrescente no intervalo: (-2.ou xà p + ou xà +∞ ou xà -∞.8) 1. lim x →1 x 5 − 6 x 3 + 8x − 3 0 = 0 x4 −1 x 5 − 6 x 3 + 8x − 3 x 5 − 6x 3 + 8x − 3 5 x 4 − 18 x 2 + 8 − 5 = lim = lim lim = ' x →1 x →1 x →1 4 x 4 −1 4x3 x4 −1 ( ( ) ) ' 2. Pontos críticos 3. Domínio 2. Pontos de máximo e mínimo locais 12 . lim 1 ln x ∞ ln x =  lim = (ln x )' 1 x →+ ∞ x→ ∞ + lim = lim x = lim =0 x ∞ x x →+ ∞ x →+ 1 ∞ x →+ x ∞ x' 2 x 3 + 3x x 3 + 3x 2 −1 3. Gráficos Para o esboço do gráfico de uma função f devemos fazer o estudo completo da função. Regras de L’Hopital As regras a seguir aplicam-se a limites que apresentam indeterminações do tipo Teorema: Sejam f e g deriváveis em um intervalo aberto I com p ∈I e g’(x) ≠ 0. Se 0 ∞ ou . 1. x →+∞ lim 1. 0 ∞ f ( x) 0 f ( x) ∞ f ' ( x) = ou lim = e se existir lim (finito ou infinito) então x→ g ( x ) p x→ g ( x ) p x→ g ' ( x ) p 0 ∞ f ( x) f ( x) f ' ( x) lim existirá e lim = lim . x→ g ( x ) p x→ g ( x ) p x→ g ' ( x ) p lim Observe que a regra é válida par xà p ou x à p.6. Intervalos de crescimento e decrescimento 4.5.

para o gráfico da função y = f(x) se x →k − lim k k Observe que k é um ponto de descontinuidade. 3x + 4 x 13 . do gráfico da função y = f(x) x →∞ − lim [f(x)-(mx+n)]= 0 Intuitivamente. em +∞. Calcular os limites laterais nos extremos 7. lim x →∞ − x O ponto de descontinuidade é x = 0. Dizemos que a reta vertical x = k é uma assíntota vertical. em +∞. é uma assíntota. f(x) = ± ∞. à esquerda. em -∞. para o gráfico da função y = f(x) se x →k + lim f(x) = ± ∞. lim 3 x + 4 = 3 à y = 3 é assíntota horizontal em +∞. y = mx+n y=n y = n é uma assíntota horizontal y = mx+n é assíntota oblíqua Dizemos que a reta vertical x = k é uma assíntota vertical.5. Calcular os limites nos pontos de descontinuidade 8. Concavidade e pontos de inflexão 6. Assíntotas 9. do gráfico da função y = f(x) x →∞ + lim [f(x)-(mx+n)]= 0 Dizemos que a reta y = mx+n. à direita. Cruzamento com os eixos Assíntotas Dizemos que a reta y = mx+n. significa que. à medida que x cresce. é uma assíntota. dizer que a reta y = mx+n é uma assíntota. Exemplo: f(x) = x→∞ + x 3 x + 4 = 3 à y = 3 é assíntota horizontal em -∞. o gráfico de y = f(x) vai encostando cada vez mais no gráfico da reta.

x→ 1 x −1 4 x = -∞ temos que x = -1 é uma assíntota vertical à direita. 3x+ 4 x 10 1 0 x 10 2) f(x) = Os pontos de descontinuidade são 1 e –1. x→ + 1 4x x −1 4 x = lim 4 = 0 y = 0 é uma assíntota horizontal em +∞. lim 2 x →∞ − − x −1 x →∞ 2 x 2 4 x = +∞ temos que x = 1 é uma assíntota vertical à direita.∞ temos que x = 0 é. também. assíntota vertical à esquerda. n) f(x) = 3x5-5x3 4 3 2 g)f(x) = x +8x +18x -8 o) f(x) = x3-3x-4 14 . lim x →−1+ x 2 −1 4 lim − 2 x = +∞ temos que x = 1 é uma assíntota vertical à esquerda.Como lim + x →0 3x + 4 3x + 4 = + ∞ temos que x = 0 é uma assíntota vertical à direita e como lim− x→ 0 x x 11 7 3 = . lim 2 x →∞ + + x −1 x → ∞ 2 x 4 x = lim 4 = 0 y = 0 é uma assíntota horizontal em -∞. x −1 4 lim− 2 x = -∞ temos que x = 1 é uma assíntota vertical à esquerda. x →−1 x −1 lim 2 20 4x x −1 2 2 0 2 20 x Listas de Exercícios 1. Determine os pontos críticos e os intervalos de crescimento e decrescimento das funções: a) f(x) = 3x-5 i) f(x) = 4 –2x b) f(x) = x2+x+1 j) f(x) = x3-3x2+1 c) f(x) = x + 1/x k) f(x) = x3-9x2+6x-5 2 d) f(x) = 2x +3x +5 l) f(x) = 2x3+3x2-12x+4 3 2 e) f(x) = 4x +3x -18x +5 m) f(x) = x4-8x2+2 f) f(x) = 2x³+3x²-12x-7.

onde t =0 corresponde ao ano 1991.5x²+200. Seja f(x) = 1. A receita obtida com a produção de certa mercadoria é dada por R(x) = x x −2 63 x − x 2 x 2 + 63 reais.01x³+1. Determine os extremos das funções abaixo: a) f(x) = 4x3+24x2+36x b) f(x) = x4+8x3 +18x2-8 9.h)f(x) = 1 3 x -9x+2 3 p) f(x) = 2. Mostre que a função f(x) = x³/4+1 satisfaz as hipóteses do Teorema do Valor Médio no intervalo [0. 11.Verifique que a função satisfaz as hipóteses do Teorema do Valor Médio no intervalo dado. Faça o estudo completo da função f(x) = 3x4 –2x3-12x2+18x+15. por S = -0. nos quais a reta tangente ao gráfico de f é paralela à reta secante que liga os pontos (0. Ache as dimensões do lote com menor área onde esse edifício possa ser construído 15. Mostre que f(1) = f(-1). milhões de 14. Faça o estudo da função f(x) = x3 –x2-x+1 e esboce o gráfico. Calcule o volume máximo de uma caixa. [-1.Por que isso não contradiz o Teorema de Rolle? 8. a) f(x) = 2x2+3x +5 f) f(x) = 2x3+3x2-12x+4 3 2 b) f(x) = 4x +3x -18x +5 g) f(x) = x4-8x2+2 c) f(x) = 4 – x2 h) f(x) = x3-9x2+6x-5 3 2 d) f(x) = x /3-2x +3x+5 i) f(x) = 1/x 3 2 e) f(x) = -x –8x +3 3. Um índice de preços ao consumidor IPC é descrito por f(t) = -0. Então. [0. Encontro o ponto de retorno decrescente (ponto de inflexão). sabendo–se que ele pretende usar 20m de cerca? 12.00 por centímetro quadrado e o material para os 15 .2] 6. Um homem deseja construir um galinheiro com formato retangular. sendo exigido recuos de 5 m na frente e nos fundos e de 4 m nas laterais . feita com uma folha de papelão de 40 x 40 cm. mas não existe número c∈(-1. 5.1] b) f(x) = x³+x-1.2]e encontre todos os valores de c do intervalo (0. a) f(x) = 3x²+2x+5. 7. Encontre o ponto de inflexão e discuta seu significado. encontre todos os números c que satisfazem a conclusão do Teorema. usando como um dos lados uma parede de sua casa.1) tal que f ’(c)=0. 10.x2/3. f(0)) e (2. retirando-se um quadrado de lado x de cada canto da folha. Uma caixa fechada com base quadrada vai ter um volume de 2000 cm3 .2t³+3t²+100.2). O total de vendas S (em milhares de dólares) de um fabricante de bitorneiras se relaciona com a quantidade de dinheiro gasta com propaganda x. Um edifício de 2000 m2 de piso deve ser construído. Quais as dimensões que devem ser utilizadas para que a área seja máxima. f(2)). Qual a produção que proporciona a receita máxima? Qual é esta receita? 13. 4. O material da tampa e da base vai custar R$ 3. Determine os intervalos onde a concavidade é para cima e onde é para baixo.

Sabem também que para cada redução de $5 no preço eles venderão mais 30 unidades.00002x². (b) Encontre e classifique os extremos relativos . A função custo médio diário (em dólares por unidade) da companhia Elektra é dada por Cme(x) = 0. Seja f(x) = x³ -6x²+9x-3. Qual é o lucro máximo que a empresa pode obter em um dia? 23.08x+40+5000/x. Quais as dimensões do campo que tem a maior área? 17. Ele não precisa cercar ao longo do rio. 000. onde x representa o número de calculadoras que a Elektra produz. A direção da Trapee and Sons. 2 ) . 18. Quantas cópias devem ser produzidas por mês para maximizar os lucros? 24.02x²+300x-200. produzida pela Shonatha Record.50 por centímetro quadrado . 16. Calcule os seguintes limites: 2 x −1 x → ∞ x +1 + 4 x −12 lim x →3 x −3 x 2 − 2x − 3 b) lim x →3 x −3 2 − x + 6x − 9 lim x →3 x −3 a) lim c) lim x →+ ∞ 2x 3 x3 + x e) lim x4 . Encontre as dimensões da caixa de modo que o custo seja mínimo . 22. fabricante de molho de pimenta Texa-pep.3x g) d) lim x 2 −1 x → 1 x +1 − f) lim x→ ∞ + ln x x2 h) 25. O lucro total (em dólares) da Companhia Acrosonic pela fabricação e venda de caixas de som é dado por P(x) = -0. (c) Encontre o valor máximo absoluto da f no intervalo [ –1 .0001x²-0. está relacionada com o preço por CD. A equação p(x) = -0. (a) Encontre os intervalos onde f é crescente e onde é decrescente . Qual preço a companhia deve cobrar para maximizar a receita? 19. Uma companhia de software sabe que ao preço de $80 por um determinado software eles vendem 300 unidades por mês.9x2 x→0 x2 .000002x³+6x-400. Esboce os gráficos das funções: a) f(x) = x3 –3x2+3x f) f(x) =2x³/3 –2x²-12x 16 . estima que seu lucro (em dólares) pela produção diária de x caixas de molho picante Texa-Pep é dado por L(x) = -0. O custo em dólares para prensar e embalar x cópias é C(x) = 600+2x-0.00042x+6 onde p representa o preço unitário em dólares e x é o número de CDs demandados. Um fazendeiro tem 1200m de cerca e quer cercar um campo retangular que esta a margem de um rio reto. Calcule o custo médio mínimo. Quantas unidades devem ser produzidas para maximizar o lucro? Qual será o lucro máximo? 21. A quantidade demandada por mês da gravação de Walter Serkin.lados R$ 1. Determine os extremantes das funções: a) f(x) = 4x3+24x2+36x c) f(x) = 4x3+3x2-18x +5 e) f ( x ) = b) f(x) = x4+8x3 +18x2-8 d)f(x) = x4-8x2+2 2 3 x − 2 x 2 −12 x 3 20.

Eles utilizavam as razões entre os lados de um triângulo na resolução de problemas cotidianos. tangente. pois é atribuído a ele o estabelecimento das bases trigonométricas. entre a Terra e os demais astros do sistema solar. γ ângulo reto γ = π /2 (90°) α ângulo agudo α < π /2 β ângulo obtuso β > π /2 2.Estudo das funções trigonométricas: seno. Mas até então a trigonometria era uma parte da astronomia. surgindo inúmeras aplicações em diversas áreas do conhecimento.1. cosseno. Funções trigonométricas e sua inversas Ângulos Os ângulos podem ser medidos em graus ou radianos (rad). 17 . Hiparco é o possível mentor desta ciência. O termo trigonometria é de origem grega e está associado ao triângulo e suas medidas. Portanto: π rad = 180° Graus 0° 30° 45° 60° 90° 120° 135° 150° 180° 210° 225° 240° 270° 300° 315° 330° 360° Rad 0 π / π / π / π / 2π / 3π / 5π / π 7π / 5π / 4π / 3π / 5π / 7π / 11π / 2π 6 4 3 2 3 4 6 6 4 3 2 3 4 6 Em cálculo usamos o radiano como medida dos ângulos. A necessidade de medir ângulos e distância inacessíveis nos problemas relacionados à astronomia contribuiu para o uso da trigonometria como ferramenta auxiliar. Estes nomes são dados de acordo com a posição em relação ao ângulo reto. secante e cossecante. o lado oposto ao ângulo reto é chamado de hipotenusa. Observe a figura abaixo que representa um triângulo retângulo. Mas foi na Grécia que a trigonometria obteve ascensão. O ângulo dado por uma revolução completa tem 360° ou 2π rad. em 300 a.1 No triângulo retângulo: O triângulo retângulo possui um ângulo reto (90º) formado pela intersecção dos catetos. por volta do século XV. A trigonometria surgiu.1. determinando a distância. 2. exceto quando indicado o contrário. quase que precisa. Os hindus e os árabes também tiveram participação incisiva no seu desenvolvimento. Os lados de um triângulo retângulo recebem nomes especiais. diante da necessidade do homem de calcular medidas com base em ângulos e está diretamente ligada aos povos egípcios e babilônicos. que a trigonometria foi separada da astronomia. Foi na Europa. como uma ferramenta matemática para o cálculo de distâncias envolvendo triângulos retângulos.b) f(x) = c) f(x) = x3 –3x2+3x d) f(x) = x 3 – 3x 2 +1 e) f(x) = x2 x +1 g) f(x) = x 4 3x 2 − + 2x +1 4 2 3x x −3 h) f(x) = x 3 –3x-9x i) f(x) = 3x5 – 5x 3 j)f(x) = x x +2 2.C. cotangente.

há dois ângulos agudos. Além do ângulo reto. Exemplo 1. 18 . A trigonometria estabelece relações entre os ângulos agudos do triângulo retângulo e as medidas de seus lados. Determine os valores de seno. cosseno e tangente dos ângulos agudos do triângulo abaixo. Vejamos quais são essas relações.Termo Cateto Hipotenusa Origem da palavra Cathetós: (perpendicular) Hypoteinusa: Hypó(por baixo) + teino(eu estendo) Note que o maior lado é denominado de hipotenusa e os outros dois lados de catetos. α e β. A hipotenusa é o lado que fica oposto ao ângulo reto (ângulo de 90 o).

= l 2 l 2 l 2 l 2 19 . podemos determinar o seno e cosseno desses ângulos. aplique as fórmulas de seno e cosseno l l 1 1 e Cos(30º) = CA/H = Sen(30º) = CO/H = 2 = . Traçando a altura. Depois. Sabendo que sen α =1/2 .1 = 3 l 2 l 2 l l 3 l 1 1 Sen(60º) = CO/H = 2 l 3 1 3 e Cos(60º) = CA/H = 2 = . = = . Assim. Assim. temos que: Ângulos de 30º. = l 2 l 2 l 3 2 = l 3 . 45º e 60º Por que sen(30º) = ½ ? Em um triângulo equilátero temos 3 lados iguais e 3 ângulos iguais (60º) . determine o valor de x no triângulo retângulo abaixo: Solução: A hipotenusa do triângulo é x e o lado com medida conhecida é o cateto oposto ao ângulo α. encontrando o ângulo de 30º. Primeiro: Determine a altura de um triângulo equilátero de lado l. temos a bissetriz.Exemplo 2.

então: m(C3)=2 104=208 =208 x 3. determine a diagonal de um quadrado de lado l. C4 e C5.3 metros A raia C2 tem raio de medida 12 m.1415=640. que corresponde a 360/12 graus. quantos metros cada um dos atletas correria? Para simplificar os resultados supomos pi=3. que é obtido pela regra de três: 60 min ………………… 30 graus 1 min ………………… a graus Convertemos agora a medida do ângulo para radianos. Se todos os atletas corressem até completar uma volta inteira.43 metros A raia C4 tem raio de medida 16 m. Qual é a medida do ângulo que o ponteiro das horas de um relógio descreve em um minuto? Calcule o ângulo em graus e em radianos.1415=665. então: m(C2)=2 102=204 =204 x 3. a medida do raio da circunferência até o meio da primeira raia (onde o atleta corre) é 100 metros e a distância entre cada raia é de 2 metros. para obter a= /360 rad. Em uma pista de atletismo circular com quatro raias.Para determinar os valores para o ângulo de 45º.99 metros 2. O ponteiro das horas percorre em cada hora um ângulo de 30 graus.1415 e enumeramos as raias de dentro para fora como C1. através da regra de três: 20 . então o ângulo percorido é igual a a=0. então: m(C1)=2 100=200 =200 x 3. então: m(C4)=2 106=212 =212 x 3. sen(45º) = Co/H = l/l cos(45º) = CA/H = l/l Exemplo: 2 = 1/ 2 = 1/ 2= 2= 2 /2 2 /2 1. Como 1 hora possui 60 minutos.87 metros A raia C3 tem raio de medida 14 m. C2.5 graus. A primeira raia C1 tem raio de medida 10 m.1415=628.1415=653. Assim. C3.

Se t = 0 então sen t= 0 e cos t =1.2 No ciclo trigonométrico Considere um círculo de raio um como abaixo. se t = π /2 então sen t = 1 e cos t = 0.180graus ………………… rad 0. com ele definimos as relações trigonométricas seno (sen t) e coseno (cos t) em função do ângulo t.1.5 graus ………………… a rad 2. 21 . Um ângulo t. 0) até o ponto P(x. medido em radianos. no sentido anti-horário. Este círculo tem equação x2 + y2 = 1 e será chamado ciclo trigonométrico. As funções trigonométricas coseno e seno são : cos t = x e sen t = y. corresponde ao comprimento do arco desde o ponto (1. y).

1 2 Devido à equação do círculo temos que sen2 t + cos2 t = 1. Função seno f(x) = sen x. Os físicos usam bastante o termo oscilação para funções que se comportam como o seno e o co-seno. e acabam se repetindo quando P retorna a pontos onde já tenha estado.28 1 x Função co-seno f(x) = cos x . 1]. 1 sin ( x) 0 3. Abaixo os valores de seno e co-seno dos principais ângulos: 1° quadrante π / π / π / Rad 0 6 4 3 Sen 0 1 2 3 2 2 2 2 2 2° quadrante π / 2π / 3π / 5π / 2 3 4 6 1 3 2 − 1 2 3 2 2 2 3° quadrante 7π / 5π / 4π / π 6 4 3 1 2 − 3 0 2 2 4° quadrante 3π / 5π / 7π / 11π / 2 3 4 6 1 2 3 − -1 2 2 2 2 Cos 1 1 2 2 2 3 2 1 3 2 − 2 2 0 - 1 2 0 1 2 2 2 3 2 A amplitude de sen t e de cos t é 1. t ∈ e a equação cos t = 2 não possui nenhuma solução. tem o domínio Dom f = |R e a imagem Im f = [-1. Assim.2 1 x Observe os dois gráficos juntos com um período maior: 22 . as infinitas soluções de cos t = 1 são da forma t = 2 kπ . tem o domínio Dom f = |R e a imagem Im f = [-1. pois como (sen t)2 + (cos t)2 = 1 temos | sen t | ≤ 1 e | cos t | ≤ 1 O período é 2π .1 6 8 . já que este é o valor do comprimento do círculo de raio 1. 1]. 1 c s ( x) o 0 3 4 . os valores do seno e do co-seno de t oscilam . sen (t + 2π ) = sen (t) e cos (t + 2π ) = cos (t) Este comportamento oscilatório das funções seno e co-seno faz com que as equações sen (t) = a e cos (t) = a tenham infinitas ou nenhuma solução. Por exemplo . Quando t cresce e P move em torno do círculo .14 6.

.Arco duplo: sen(2x) =2sen(x).½ cos 2x e cos2x = ½ +½ cos 2x.Seno é função ímpar: sen(-x) = -sen(x) .Lei dos Co-senos: π 2 . . t 1 0 0 –1 –1 0 0 1 cos t sen t t sen t cos t 0 0 1 ( estes valores devem ser entendidos e memorizados ) 23 .π . Nas tabelas abaixo vamos ver os valores de seno e co-seno para alguns ângulos .Seno da soma: sen(x+y) =sen(x).As raízes de co-seno ocorrem em múltiplos inteiros ímpares de π /2: cos x= 0 ⇔ x = (2k+1) .Observe que: .cos(y)-sen(x).Co-seno da soma: cos(x+y) =cos(x).Co-seno é função par: cos(-x) = cos(x) .cos(x) e cos(2x) =cos2(x) –sen2(x) .sen(y) .As raízes da função seno ocorrem nos múltiplos inteiros de π : sen x = 0 ⇔ x = n.cos(y)+cos(x).sen(y) .Eliminando quadrado: sen2x = ½ .

2 cos x 24 . já que todas as outras funções trigonométricas podem ser definidas em função do seno e do co-seno . Função tangente: f(x) =tg x = sen x π Dom f = R – {(2k+1) | k∈Z} e Im f = R. 1o Quadrante 2o Quadrante sen ( t )  0 e cos ( t )  0 sen ( t )  0 e cos ( t )  0 3o Quadrante 4o Quadrante sen ( t )  0 e cos ( t )  0 sen ( t )  0 e cos ( t )  0 O co-seno e o seno são as funções trigonométricas básicas.Observe na tabela abaixo o sinal do seno e do co-seno . Por exemplo. a função tangente é o quociente do seno pelo co-seno .

∞) 2 cos x 5 1 cos ( x) cos ( x) 6. tg x sen x 10 cos ( x) sin ( x) 3.14 0 3.28 3.10 tan ( x) 3.28 9.42 10 x Função co-secante: f(x) = cossec x = 1 . tg x não está definida para os múltiplos ímpares de π 2 .14 6.42 10 x Esta função não está definida para cos x = 0. 1 cos x Função cotangente: cotg x = = . a variação desta função é o conjunto dos números reais.14 0 3. Dom f = R – {kπ | k∈Z} e Im f = (-∞. -1]∪{1.14 6.14 0 3. -1]∪{1.28 5 x Função secante: f(x) = sec x = 1 π . Dom f = R – {(2k+1) | k∈Z} e Im f = (-∞.∞) sen x 5 1 sin ( x) sin ( x) 6.14 6. As raízes da função y = tg x são as mesmas da função y = sen x. e o período da tangente é π . Dom f = R – {kπ | k∈Z} e Im f = R.28 3.28 5 x Observe que: (1) tg2(x)+1=sec2(x) (2)1+cotg2(x) = cossex2(x) 25 . ou seja.28 9.14 0 3.14 6.

Círculo Trigonométrico em Graus e radianos 26 .

27 .

28 . e usando o Teorema de Pitágoras para as últimas duas. Fórmulas de duplo ângulo Estas podem ser mostradas substituindo x = y nos teoremas de adição. A fórmula da tangente segue das outras duas. Fórmulas de redução de potências Resolva a terceira e a quarta fórmula de duplo ângulo para cos²(x) e sen²(x). Ou usando a fórmula de Moivre com n = 2.Periodicidade.. Simetria e translações Estes são facilmente deduzidos do ciclo unitário: Do Teorema de Pitágoras Teoremas de Adição A forma mais rápida de demonstrá-los é pela Fórmula de Euler.

então resolva para cos(x/2) e sen(x/2).2.Derivadas das funções trigonométricas: Demonstrações das fórmulas Lembre-se que todas as funções trigonométricas são contínuas em seus domínios. cos( h) + cos( x). Somas para Produtos Substitua x por e y por nas fórmulas de produto para soma. 2. 1) f(x) = sen (x)  f ’(x) =cos (x) Dem.Fórmulas de meio ângulo Substitua x/2 por x nas fórmulas de redução de potência.  h →0 h    h   29 . sen( h) − sen( x ) lim = = h →0 h   cos( h) − 1   sen( h)  lim sen( x)  + cos( x). Produtos para Somas Estas podem ser provadas expandindo os membros direitos usando os teoremas de adição.: f ’(x) = lim f ( x + h) − f ( x ) sen( x + h) − sen( x) = lim h →0 h →0 h h sen( x).

Exemplos: (1) y = f(x) = x + 4 é estritamente crescente. pois f -1(f(x)) = f –1(ex) = ln ex = x. Se tivéssemos tomado o intervalo decrescente I =(-∞.( −sen( x)) cos 2 ( x ) + sen 2 ( x ) f ’(x) = = = = sec2(x) 2 2 (cos( x )) cos ( x) cos 2 ( x) f(x) = tg(x) = 4)(f(x) = cotg(x)  f ’(x) = -cossec2(x) Demonstração: Exercício. teoremas e construção de gráficos Se y =f(x) é uma função estritamente crescente ou estritamente decrescente no intervalo I. (3) y = f(x) = ex é estritamente crescente. por isso devemos tomar um intervalo de crescimento ou decrescimento.0 + cos(x).= lim sen( x ) lim  h →0  cos( h) −1  lim cos( x )  sen( h)  . tal que f(f -1(y)) = y e f -1(f(x)) = x. Onde o domínio da função f é a imagem da função f -1 e a imagem de f é o domínio da f -1 . 5) f(x) = sec(x)  f ’(x) = sec(x).0) teríamos y = x2 à x = f –1(y) = .Função inversível: definição. (2) y = f(x) = 2x é estritamente crescente. que é dada por f –1(y) = x = ln y.1 = cos(x). então existe uma função x = f -1 (y). 30 .( −sen( x)) sen( x ) sen( x ) 1 f(x) = sec(x) =  f ’(x) = = = = 2 2 cos( x ) cos ( x ) cos ( x ) cos( x ).y à y = . Ou seja. então existe a inversa de f. cos( x ) 1 sen( x ) . cos( x ) −1. =sec(x) . (4) y = f(x) = x2 não é estritamente crescente (ou decrescente) em |R. h →0 h →0 h    h  2) f(x) = cos(x)  f ’(x) = -sen(x) Demonstração: Exercício 3) f(x) = tg(x)  f ’(x) = sec2(x) Demonstração: sen( x ) cos( x) 1 cos( x). chamada de função inversa. considerando a função y = f(x) = x2 definida no intervalo I =(0. 2.tg(x).cotg(x) Demonstração: Exercício. as funções exponencial e logarítmica são inversas uma da outra. cos( x) cos( x ) 6) f(x) = cossec(x)  f ’(x) = -cossec(x).x como função inversa de f. então y = x + 4à -x = -y + 4 àx = y – 4 àx = f –1(y) = y – 4 à y = x-4 é a inversa. lim   + h→0  = seDen(x). cos( x ) − sen( x).+∞) (estritamente crescente) temos y =x2 à x = f –1(y) = + y à y = + x é a função inversa da f. Para obter a expressão de f -1(x) devemos isolar a variável x em y = f(x) e depois trocamos as variáveis. f(f –1(y)) = f(ln y) = eln y = y.3. então y =2x à x= y/2 à x = f –1 (y) = y/2 à y = x/2 é a inversa .tg(x) Demonstração: 0. Por exemplo.

A inversa da função seno. elas não têm funções inversas. π /2]. arcsen(x) é o número entre -π /2 ≤ y ≤ π /2 cujo seno é x. se _1≤ x ≤ 1. 2) arcsen( 2 /2) = π /4 31 . Exemplos: 1) arcsen(1/2) = π /6. Mas podemos restringir o seu domínio de forma a torná-las crescentes ou estritamente decrescentes. A inversa da função seno restrita é denotada por y = arcsen (x) ou y = sen-1(x). ( note que sen-1(x) ≠ 1/sen(x)). y =arcsen(x) tem domínio [-1.Funções Trigonométricas Inversas Como as funções trigonométricas não são estritamente crescentes ou decrescentes. Inversa da função seno Devemos restringir o domínio da função y = sen (x) em -π /2 ≤ x ≤ π /2. arcsen(x) = y ⇔ sen(y) = x e -π /2 ≤ y ≤ π /2 Assim.1] e variação [-π /2.

Inversa da função co-seno Devemos restringir o domínio da função y = cos (x) em 0 ≤ x ≤ π . 2) arccos( 2 /2) = π /4 32 . ( note que cos-1(x) ≠ 1/cos(x)). arccos(x) = y ⇔ cos(y) = x e 0 ≤ y ≤ π Assim. arccos(x) é o número entre 0≤ y ≤ π cujo co-seno é x. Exemplos: 1) arccos(1/2) = π /3. A inversa da função co-seno restrita é denotada por y = arccos (x) ou y = cos-1(x). se _1≤ x ≤ 1.

Lista de exercícios 2 33 . * cos2(arcsen(x))+sen2(arcsen(x))=1 cos2(arcsen(x))+x2=1 cos2(arcsen(x))=1-x2 cos(arcsen(x)) = 1 − x 2 . -1< x <1 1 1+ x2 Demonstração: Exercício.4. -1< x <1 Demonstração: Lembre-se que sen (arcsen(x)) = x. temos que f(g(x))=x. π /2]. pois g(x) =arcsen (x) é inversa de f(x)=sen(x). g(x) = arccos(x)  g’(x) = Demonstração: Exercício. para todo x∈Dg. g(x) = arctg(x)  g’(x) = 1 1− x2 .Derivadas das funções trigonométricas inversas Seja f uma função inversível. podemos estabelecer a derivada das funções trigonométricas inversas: g(x) = arcsen(x)  g’(x) = 1 1− x2 . Deste modo. 1 g(x) = arcsen(x)  g ’(x) = f ' (arcsen( 1 x)) = cos(arcsen 1 ( x )) =* 1 − x 2 . pois arcsen(x) ∈[-π /2.2.g’(x) = 1 1 g’(x) = f ' ( g ( x )) Agora. para todo x∈ Dg [f(g(x))]’ = x’ f ’(g(x)). com inversa g.

a) sen(27π/4) b) tg(31π/4) a) sen(3π /4) = b) sen(5π /4)= c) sen(7π /4)= d) sen(11π /4)= e) cos(3π /4) = f) cos(5π /4)= g) cos(7π /4)= h) cos(13π /4)= c) cos(29π/4) d)sec(23π/4) 2 2 .arccos( 9) Resolva as equações: 3 )-arcsen(1/2)+9. 3) Dada a função f(x) = sec(5x) calcule f(2π/3).1) Determine o domínio da função f(x)=sec(5x).Determine: a) f(π)-f(π/3) b) f ’(0) e f’’(π/4). c) x tal que f(x) = 0. 2) Determine o domínio da função f(x)=cotg(2x).Determine: d) f(π/2) e) f ’(4π /3). 4) Dada função f(x) = 2cos²(x)-3cos(x)+1. 2 a) sen(x) = ½ b) sen(x) = -1 c) tg(x) = 1 d) cos(x) = . 8) Determine o valor de x tal que 3x= 2. 5) Dada f(x) = sec(3x)-cotg(2x) calcule f(π/3).½ e) cos(4x) = ½ f) sen(3x)= 0 g) cos(2x) = . 6) Determine o valor de x tal que 2x+arcsen(-1/2) = arccos( )-1. 7) Dada função f(x) = 2sen²(x)-12sen(x)+10. calcule: 11) Sabendo que sen(π /4) = cos(π /4)= 34 .3 /2 h) tg(x/3) = 3 10) Calcule o resultado e marque o ponto final do arco e o valor no círculo trigonométrico. f) x tal que f(x) = 0.

643.cossec(x) c) F(x) = ln(cotg(7x)) d) F(x) = (tg(2x))5 e) F(x) =arcsen(x²) f) f(x) = cotg(x) g) F(x) = cossec(3-x) h) F(x) = sen(x).12) Sabendo que sen(π /3) = a) b) c) d) e) sen(2π /3) = sen(4π /3) = sen(5π /3) = sen(7π /3) = sen(11π /3) = 1 3 e cos(π /3) = . 14) Considerando α como os ângulos de 30°. calcule sen2α +cos2α .766 e cos 50° = 0. 45° e 60°.) i) arccos(0) j) arccos(sen(8π /3)) k) arcsen(sen(2π/3) l) cos(arctg(1)) m) arcsen(cos(4π)) n) cos(arcsen( )) g) arccos(sen(5π/3)) 17) Derive: a) F(x) = cos(ln(x)) b) F(x) = cos(x). calcule: 2 2 f) cos(2π /3) = g) cos(4π /3) = h) cos(5π /3) = i) cos(7π /3) = j)cos(13π /3) = 13) a) Determine a “família” do ângulo de 50° e calcule os valores de seno e co-seno sabendo que sen 50°= 0. b) Determine a família de 40°. 15) Calcule: a) sen(1500º) = b) sen(540°)= c) sen(480º)= d) sen(-60º)= 16) Calcule: e) cos(-120º) = f) cos(2610°)= g) cos(25π /4)= h) cos(74π /3)= a) arcsen(1/2) b) c) d) e) f) arccos(-1) arctg(1) arcsen(sen(7π /3)) arccos(sen(π)) sen(arccos(-1)) h) arcsen(.tg(x) k) f(x) = e-cos(x) l) f(x) = 7cossec(x) m) f(x) = (cos(x))5 n) f(x) = s n x) e( o) f(x) = sec²(x) p) f(x) = sec(x²) q) f(x) = r)f(x) = (cos(2x))4 35 . sabendo que sen(40°) = 0. marque no círculo trigonométrico e calcule os valores de seno e co-seno da família.64 e cos(40°)=0.77 .

(k constante) é a antiderivada de f(x) = 2x (3) Qual a função cuja derivada é f(x) = 3x²? Lembrando as regras temos que derivando a função P(x) = x³ obtemos P’(x) =3x²= f(x). também obtemos P’(x) = 2x. também obtemos P’(x) = 2. Assim. ou seja. temos que P(x) = x³+ k. ou qualquer função do tipo P(x) = x²+k. c)a aceleração no instante t. O mesmo para qualquer função do tipo P(x) = x³+k. O mesmo para P(x) = 2x-3. Integrais indefinidas e métodos de integração Um sociólogo que conhece a taxa na qual a população está crescendo pode querer usar esta informação para prever a população futura. temos que P(x) = x²+ k. ou qualquer função do tipo P(x) = 2x+k. (4) Qual a função cuja derivada é f(x) = x²? (5) Qual a função cuja derivada é f(x) = x³? 36 . um físico que conhece a velocidade de um corpo em movimento pode querer calcular a posição futura do corpo. derivando P(x) = x² + 10. Assim. Esta família de funções que levam a derivada f(x) = 2 é chamada de primitiva ou antiderivada de f(x). um economista que conhece a taxa de inflação pode desejar estimar os preços futuros. O processo de obter uma função a partir de sua derivada é denominado antiderivação ou integração. Assim. (k constante) é a antiderivada de f(x) = 3x². Trigo 20) 21) 22) 3. onde k é número fixo. (k constante) é uma família de soluções para esta questão. Exemplos: (1) Qual a função cuja derivada é f(x) = 2? Lembrando as regras temos que derivando a função P(x) = 2x temos P’(x)=2=f(x). onde k é número fixo.i) F(x) = j) F(x) = tg(x+5) s) f(x) = 5. P(x) = 2x+k é a antiderivada de f(x) = 2. Observe que derivando P(x) = 2x + 1. Determine: a)a posição no instante t = π/12 e t = π/4 b) a velocidade no instante t. temos que P(x) = 2x+ k. onde k é número fixo. Mas. O mesmo para P(x) = x²-13. (2) Qual a função cuja derivada é f(x) = 2x? Lembrando as regras temos que derivando a função P(x) = x² obtemos P’(x)=2x= f(x).sen(x²-2) 18) Uma partícula move-se sobre o eixo x de modo que no instante t a posição é dada por x = cos(4t).

é uma primitiva ou antiderivada de f quando P’(x) = f(x) para todo x em I. para x ∈ I. pois (x +k )’ = 4x . 2 2 4 4 3 x ∫3d = 3x+k. ∫xdx 3 = x2 x2 + k. pois ( +k)’ = xn (se n ≠ -1).∫ f ( x ) d .3. Exemplos: a) b) c) d) ∫ f ( x ) dx = P(x) +k. O símbolo dx que aparece após o integrando indica que a variável de integração é x. ∫4 x dx = x +k. ou seja.x 2 = x +k 1 3 3 3 +1 2 2 1 3 1 +1 4 4 x3 x3 3 3 3 3 4 3 x dx = = = . f ( x)dx =k . k :constante x Exemplos: 2 x 1+1 2x 2 +1x = + x = x2 + x+ k ∫ 1 +1 2 3 x 2 +1 x 1+1 3x 3 x 2 x2 2) ∫ (3 x 2 + x + 2) dx = + + 2x = + + 2x = x3 + + 2x + k 2 +1 1 +1 3 2 2 x 3+1 2 x1+1 x 4 2x 2 x4 3) ∫ ( x 3 + 2 x + 3) dx = + x2 + 3x+ k + + 3x = + + 3x = 3 +1 1 +1 4 2 4 1 1 x −2+1 x −1 4) ∫ 2 dx = ∫ x −2 dx = = = −x −1 = − + k x x − 2 + 1 −1 1) ( 2 x +1)dx = 5) ∫ (4 x + 3 4 x1+1 3x −5+1 4 x 2 3 x −4 3 ) dx = ∫ 4 x + 3 x −5 dx = + = + = 2x 2 − 4 + k 5 x 1 +1 − 5 +1 2 −4 4x 1 2 1 +1 2 3 2 3 6) ∫ x x 2 2 3 x dx = ∫ x dx = = = . n +1 n +1 Propriedades: x x 1) ∫[ f ( x) ± g ( x )] d = ∫ f ( x) d ±∫ g ( x )dx 2) ∫k .x = x +k x 7) ∫ x d = ∫ 1 4 4 4 +1 3 3 2 3 x −1 3 8) ∫ ( − 2 )dx = ∫ 2 x −1 − 3 x − 2 dx = 2 ln | x | −3 = 2 ln | x | +3x −1 = 2 ln | x | + + k x x −1 x Obtemos então as seguintes regras: 37 .Integrais imediatas Seja f uma função definida em um intervalo I. Denotamos a integral indefinida de f(x) por ∫ f ( x ) dx . O símbolo ∫ é chamado de sinal de integral. onde P’(x) = f(x). definida em I. A antiderivada de f recebe o nome de integral indefinida de f.1. pois (3x+k)’ = 3. pois ( + k)’ = 2x/2 +0 = x. e se assemelha a um “s” alongado. O s vem de soma. Dizemos que uma função P. n ∫x dx = x n +1 x n +1 +k.

5x2+ k. ou seja. g ' ( x) d = ∫ f (u ) d . Substituindo na integral: ∫(2 x +1) [ 3 dx = ∫u 3 1 du = ½ 2 ∫u 3 d =½ u u4 u4 ( 2 x +1) 4 +k= +k= + k. Essa técnica vem da regra de derivação do produto. fazendo uma substituição ou x u mudança de variável.f ’(x). ∫ f ( g ( x)). supostamente mais simples. Exemplos: 1) 7 3x 4 + 5x 3 + 7 3x 3 5 x 2 7 x −1 = x3 + 2. 4 8 8 Podemos verificar nossa resposta por derivação usando a regra da cadeia: (2 x +1) 4 (2 x +1)3 + k] ’ =4. Para trabalhar com os métodos de integração há a necessidade de fazer uso de bastante criatividade. a maioria dos produtos e quocientes não pode ser eliminada.g(x) + f(x). ao utilizar-se tal técnica.2 = (2x+1)3.g’(x) = [f(x). é a regra para calcular integrais do tipo ∫ f ( g ( x)). + + dx = ∫ 3x 2 + 5 x + 7 x −2 dx = 2 ∫ x 3 2 −1 x ( ) 2) ∫x 3 xd x x 2 2 92 2 9 3 2 2 = x = x = x .3. Apenas em alguns casos podemos reescrever a função de modo a eliminar o produto ou quociente.g’(x) 3.g’(x)  f (x). Assim. percepção e muitos exercícios! 3. teremos que usar um método para chegar no resultado da integração. g ' ( x) dx . Nestes casos. veja: [f(x).g(x)]’. 8 8 LEMBRE-SE: regra da cadeia [f(g(x))]’ = f ’(g(x)). Obtemos a solução dessa integral. . 1 3 Exemplo: ∫( 2 x + ) dx .Integração por partes O nome integração por partes provém do fato de que. onde u = g(x) e du = g’(x) dx. não se completa a integração.2 Integração por Substituição (mudança de variável) É a “versão integral” da regra da cadeia.x dx = x dx = ∫ ∫ 9 9 9 2 1 7 9 +k Mas.Regras de integração 1) 2) 3) n ∫x dx = x n +1 +k n +1 (n ≠ -1) 4) x ∫a dx = ax +k ln a ∫x ∫e − 1 d = x ∫ x dx 1 =ln |x|+k x 5) ∫sen xd = -cos x+k x d =ex+k x 6) ∫cos xd = sen x +k x Você deve ter notado que não existisse uma regra específica para integração de produtos e quocientes. Fazemos u = 2x +1 e du =2 dx. Integra-se apenas uma parte e transfere-se o problema original para outra integral. o que nos leva a dx = ½ du.g(x) 38 .g(x)]’= f ’(x).

Integrando-se ambos f(x ' (x d =∫([f(x (x ).g ) x ).g )]'-f ∫ que é a regra de integração por partes.

os ' (x (x ).g ) ) d x
(x d ) x =f(x (x ).g )

lados
-

obtemos

∫f(x).g'

∫f

' (x (x ).g )

d x

Fazendo u = f(x) e v = g(x) teremos du = f ’(x).dx e dv = g’(x).dx, e substituindo na equação acima, obtemos uma forma mais elegante de apresentação dessa regra: ∫u dv = u.v - ∫v du

x O sucesso da técnica de integração por partes no cálculo de ∫h( x ) d consiste em expressar h(x) como produto de duas funções de tal maneira que se conheça a primitiva de uma delas, e a primitiva do produto dessa última pela derivada da outra.

Exemplo 1) x ∫ x . e dx = u.v − ∫ vdu
u dv

= x.e − ∫ e dx
x x x

u =x⇒

du = 1 ⇒ du = dx dx

= x.e − e + k
x

v = ∫ e x dx = e x

Exemplo 2)

∫x

2

. ln x dx = ∫ ln( x) . x 2 dx = u.v − ∫ vdu
u dv u

= ln( x) . =
3

x3 x 3 dx x3 1 −∫ =ln( x ) . − ∫ x 2 dx 3 3 x 3 3
v v du 3

u = ln( x ) ⇒

x 1 x x3 x3 . ln( x) − . = ln( x ) − +k 3 3 3 3 9
7x

du 1 dx = dx = dx x x x3 2 v = ∫ x dx = 3

Exemplo 3)

∫ x .e
u

dv

dx = u.v − ∫ vdu e7x 7 x.e 7 x = 7 x.e 7 x = 7 x.e 7 x = 7 = x. −∫ e7x dx 7
du = 1 ⇒ du = dx dx e7x v = ∫ e 7 x dx = 7

1 − ∫ e 7 x dx 7 1 e7x − . 7 7 e7x − +k 49

u=x⇒

Exemplo 4)

39

∫ x sen(10 x)dx = u.v − ∫ vdu
u dv

− cos(10 x) − cos(10 x) −∫ dx 10 10 − x. cos(10 x) 1 = + ∫ cos(10 x)dx 10 10 − x. cos(10 x) 1 sen(10 x) = + . 10 10 10 − x. cos(10 x) sen(10 x) = + +k 10 100 = x.

du u =x ⇒ =1 ⇒du = dx dx −cos( 10 x) v = ∫ sen (10 x )dx = 10

3.4.Primitivas de funções racionais Esta técnica é empregada em um caso bem particular: à A função a ser integrada deve ser uma fração, à O denominador da fração deve ser uma função do 2° grau que tenha 2 raízes (x1 e x2), à O numerador deve ser um polinômio de no máximo grau 1. Quando o polinômio do numerador tem grau maior do que 1 temos que extrair os inteiros, isto é, dividir o numerador pelo denominador. Assim, usaremos frações parciais, para calcular

∫ ( x − a)( x −b) dx , com grau de P(x) ≤

P ( x)

1.

O método consiste em transformar a fração original em uma soma de duas outras frações mais simples, através da identidade: mx + n A B = + ( x − a )( x −b) ( x − a ) ( x −b) Quando o denominador não estiver na forma fatorada (x-a).(x-b), devemos usar um dos meios da fatoração antes de começar a resolução. Fatoração da expressão ax2+bx+c: à Quando a expressão estiver completa usamos a.(x-x1)(x-x2). à Quando tivermos b = 0 usamos diferença de quadrados: a2-b2= (a-b)(a+b). à Quando tivermos c = 0 colocamos x em evidência. Divisão de polinômios Quando queremos dividir um polinômio f(x) por um g(x), buscamos um quociente q(x) e um resto r(x) (o grau de r tem que ser menor que o grau de g(x) ou r(x)=0) de modo que f(x) = g(x).q(x) + r(x). O método básico da divisão de polinômios (método das chaves) se parece bastante com a divisão algébrica usada normalmente por todos nós. Este método consiste em : 1) dividir o termo de maior grau de f(x) pelo de maior grau de g(x): obtendo assim o primeiro termo do quociente q(x). 2) Multiplicamos o quociente obtido, x, por g(x): O resultado é colocado com o sinal trocado, sob os termos semelhantes de f(x). 3) Somamos os termos semelhantes, e os termos de f(x) que não tem semelhantes devem ser copiados. Obtemos um resto parcial.

40

4) Repetimos os passos anteriores com o resto parcial obtido ate que o grau de r se torne menor que grau de g. Veja esse exemplo:

Exemplos: x +3 A B dx = + dx = A. ln|x-1| + B. ln| x-2| +k 1.) ∫ ( x −1)( x − 2) x −1 x − 2 Assim, só precisamos saber os valores de A e B para que a integral em questão esteja resolvida. Para isto vamos usar igualdade de polinômios:

x +3 A B ** A( x − 2) + B ( x −1) = + = ( x −1)( x − 2) x −1 x − 2 ( x −1)( x − 2)

**m.m.c.

Os denominadores da primeira fração e da última fração são iguais, então os numeradores devem ser iguais: x+3 =A(x-2)+B(x-1) Para descobrir o valor de A devemos eliminar B, assim, atribuímos o valor 1 a x, fazendo com que x-1 seja 0: x+3 =A(x-2)+B(x-1) x=1 1+3 = A(1-2)+B(1-1)4 = A.(-1)+B.04= -A +04 = -AA = -4 Fazemos o mesmo para encontrar o valor de B, eliminamos A atribuindo a x o valor 2. x+3 =A(x-2)+B(x-1) x=2 2+3 = A(2-2)+B(2-1)5 = A.0+B.1 5 = 0 + B 5 = BB = 5 Logo, 2.) ∫

∫ ( x −1)( x −2) dx

x +3

= -4 ln |x-1| + 5 ln|x-2| +k.

x A B * A( x − 4) + B ( x − 3) = + = *m.m.c ( x − 3)( x − 4) x − 3 x − 4 ( x − 3)( x − 4)
x = A(x-4) + B(x-3) x = 3 3 = A(3-4) + B(3-3)  3 = A.(-1) + B.0  3 = -A A = -3 x = 4 4 = A.(4-4) + B(4-3)  4 =A.0 + B.1  4 = B B = 4 x dx = -3 ln|x-3| +4 ln |x-4| +k. Logo, ∫ ( x −3)( x − 4) 3.)

x A B dx = ∫ + dx = A . ln|x-3| + B. ln|x-4|+k ( x −3)( x − 4) x −3 x − 4

nosso primeiro passo: fatorar a expressão x2-4. Como b = 0, podemos usar diferença de quadrados: x2-4 = x2 – 22 = (x-2)(x+2).

∫x

2

1 dx Neste exemplo, o denominador não está na forma fatorada. Então, este será −4

∫x

2

1 1 A B dx = ∫ + dx = A . ln|x-2|+B. ln|x+2| +k dx = ∫ ( x − 2)( x + 2) x −2 x +2 −4

41

) 1x3 + 0x2 + 1x + 1 |x2-2x –8 3 2 -1x + 2x + 8x x+2 2x2 + 9x +1 -2x2 + 4x +16 13x +17 x 3 + x +1 ∫ x 2 − 2 x − 8 dx 7 | 3 . x = -21 = A(-2+2)+B(-2-2) 1 = A.0  1 = 2A  A = ½ x =-1 -1 = A(-1+1)+B(-1-1) -1 = A.) ∫x x = A(x+1)+B(x-1) x =1 1 = A(1+1)+B(1-1)1 = A .¼ ln|x+2|+k − 4 x −12 Observe que nos próximos exemplos.0 2 = 8A  A = 2/8 = ¼ x = -22 = A(-2+2)+B(-2-6) 2 = A.a.8 +B.(x-6). ln|x+2| +k −4 4.1.0  1 = 4A  4A =1 A = ¼ . x x A B dx = ∫ + dx =A .1 2 x2 – 4x-12 = a (x-x1)(x-x2) =1.) x2-4x-12 =0 ∆ = b2-4.(-4)  1 = -4B  4B =-1 B = -¼ .4 +B. -6 2 1 7/3 = 2+1/3 13 x + 17 13 x + 17 x 3 + x +1 ∫ x 2 − 2 x − 8 dx = ∫ x + 2 + x 2 − 2 x − 8 dx = ∫ x + 2dx + ∫ x 2 − 2 x − 8 dx = A B x2 13 x +17 x2 x2 +2x + ∫ dx = + dx = + 2x + ∫ + 2 x +Aln|x-4|+Bln|x-2|+k. ∫x 2 2 1 dx = ¼ .(-2) -1 = -2B 2B = 1 B = ½ Logo.0+B(-8) 2 = -8B B = -2/8 = .0+B.(-12)= 16 + 48 = 64 − b ± ∆ − ( −4) ± 64 4 ±8 x= =  x1 = 12/2 = 6 e x2 = -4/2 = -2 = 2a 2.1 A B A( x + 2) + B ( x − 2) = + = ( x − 2)( x + 2) x − 2 x + 2 ( x − 2)( x + 2) 1 = A(x+2)+B(x-2) x = 21 = A(2+2)+B(2-2) 1 = A .5 42 .2 +B.(x+2) 2 2 A B dx = + dx =A ln|x-6|+Bln|x+2|+k dx = ∫ 2 ( x −6)( x + 2) x −6 x + 2 x − 4 x −12 2 = A(x+2)+B(x-6) x =6 2 = A(6+2)+B(6-6) 2 = A.(x-(-2)) = (x-6).0 +B. ln|x-2|. ∫x 2 2 dx = ¼ ln|x-6|.¼ ∫x 2 2 dx − 4 x −12 ∫ ∫ Logo. o primeiro passo é proceder a divisão do numerador pelo denominador. 2 ( x − 4)( x + 2) x −4 x +2 2 2 13x+17= A(x+2)+B(x-4) x = 4 13. o grau do polinômio no numerador é maior que 1. ln|x-1| +B ln|x+1|+k dx = ∫ ( x −1)( x +1) x −1 x +1 −1 ∫x 2 x dx = ½ ln|x-1| + ½ ln|x+1|+k −1 5.4+17 = A(4+2)+B(4-4) 69 = 6A A = 69/6 =11. assim.¼ . 6. Logo.c = (-4)2-4.

(-1)+B.(-2)+17 = A(-2+2)+B(-2-4) -9 = -6B  B = 9/6 =1.2 = A(2-1)+B(2-2)  6= A.0 6 = A  A = 6 x2 + 2 ∫ x 2 − 3x + 2 dx = x + 6 ln|x-2| .1 = A(1-1)+B(1-2) 3 = A.1+B. ∫sen x d = cos x + k 43 .12x x+7 7x2 -12x +0 -7x2 + 49x -84 37x-84 37x-84 = A(x-4)+B(x-3) x =337.5 Logo x2 x + x +1 = ∫ x 2 − 2 x − 8 dx 2 + 2 x +11.ln|x-1| +k x+ ∫ x − 2 x −1 x2 + 2 ∫ x 2 − 3x + 2 dx = 2 ∫1 + x 3x = A(x-1)+B(x-2) x =13.5ln|x-2|+k.x = -2  3 13.5 ln|x-4|+ 1.1 64 =B B=64 Logo 37 x − 84 x2 37 x − 84 x3 +7x + ∫ dx = dx = dx = ∫ x + 7 + 2 ∫ x 2 − 7 x +12 2 ( x − 3)( x − 4) x − 7 x + 12 x2 A B x2 + 7 x + A ln( x − 3) + B ln( x − 4) + k + 7x + ∫ + dx = 2 2 x −3 x−4 x3 x2 + 7 x − 27 ln( x − 3) + 64 ln( x − 4) + k dx = ∫ x 2 − 7 x +12 2 3. 1x3 + 0x2 + 0x + 0 |x2-7x+12 3 2 -1x + 7x .3-84 = A(3-4)+B(3-3)27 = A.0+B. construir uma lista de integrais trigonométricas: Já sabemos calcular a integral de duas funções trigonométricas sen x e cos x: x 1.4-84 = A(4-4)+B(4-3)64= A. 7.) ∫ 2 dx x − 7 x +12 Logo.3.5.Integrais envolvendo funções trigonométricas Vamos usar identidades trigonométricas (página 12) para integrar certas combinações de funções trigonométricas. e assim.0 27 =-A A = -27 x =437.0+B.(-1) 3 = -B B = -3 x=2 3.) x2 + 2 ∫ x 2 − 3x + 2 dx x2 + 0x + 2 -x2 + 3x -2 3x |x2-3x +2 1 3x 3x 3x dx = ∫1dx + ∫ 2 dx = x + ∫ dx = ( x − 2)( x −1) − 3x + 2 x − 3x + 2 A B + dx = x + A ln|x-2|+ B.ln|x-1| +k x3 8.

cotg x dx = -cosec x +k c x dx = sen x .ln |cos x| ∫tgx d .∫ u du =.∫sen x ∫(1 −sen 2 2 x) dx = -sen x. ∫s c o 8. assim: cos x sen x 1 1 1 ∫tgx dx = ∫ cos x dx = ∫ cos x sen x dx =* ∫ u (−du ) = . cotg x Exemplos: 1.cos x ∫sen x x d = ½ ( x – sen x.Integral de Riemann Considere o tipo de região.d = -sen x.cosx + x 2 -cos x 2 ∫sen 2. b] no eixo Ox. sen x dx =*sen x. Uma outra função trigonométrica é a secante: sec x = 4. ∫c s x d =. que está abaixo da curva y = f(x). ∫tgx d = ln |cos x| + k. cos x ∫sec x d = ln |sec x + tg x| +k x Relembrando algumas derivadas obtemos novas integrais: 2 x (tg x)’ = sec2x 5.sen x +k. ∫c s 6. 1 . Temos que tg x = x + k. Vamos tentar calcular agora sen x . R é limitada pelas retas x = a e x= b.ln |u| + k = .o x 2. acima do intervalo [a. tg x (cosec x)’ = -cosec x. b]. 3. Suponha que queremos calcular a área da região R. ∫sen ∫sen 2 2 x d + ∫sen x x d =-sen x.∫sen 2 xd x xd x * u = sen xà du = cos x dx dv = sen x dx à v = x d = x – sen x. Conforme figura 1.cos x) + k x u du u2 sen 2 x u +k= +k sen x . com valores positivos.cos x x 2 ∫sen x d = x 2 x d = x – sen x.cos x + x.(-cos x). ∫sec x d = tg x +k (cotg x)’ = -cosec2x (sec x)’ = sec x.cotg x +k x . x * Usamos a substituição u = cos x. e du = -sen x dx que resulta sen x dx = -du. ∫sen Então 2 ∫cos e 7.∫( −co x). cos x dx = ∫u d = ∫ 2 2 4. tg x dx =sec x + k e x. y R a b x y = f(x) 44 . ec 2 x dx = . determinada por uma função f contínua.cos x + x . definida em um intervalo fechado [a. co x d = s s x o =-sen x cos x + ∫c s ∫ u dv 2 x.

x] tem por altura f(xi-1). b]. xi-1 xi b ∑ f ( x i −1 ) ∆x da área real A.5 2 0 Figura 2 2 Considere a seguinte figura 3. portanto a soma das áreas desses retângulos é uma aproximação da área desejada A. x2]. Cada coleção de retângulos inscritos dá uma subestimativa de A.2. Acima de cada subintervalo está uma faixa vertical e a área A é a soma das áreas dessas faixas. escolhe-se um inteiro fixo n e divide-se o intervalo [a. o retângulo inscrito sobre o i-ésimo subintervalo [xi-1.. Assim. A figura mostra a região abaixo do gráfico de função crescente f com valores positivos e acima do intervalo [a.. Suponha. b] em n subintervalos [x0. as áreas dos retângulos são. Analogamente..5 1 1. b] em subintervalos. Os “triângulos curvilíneos” constituem os erros nessas estimativas.x n] todos com o mesmo comprimento f(xi) f(xi-1) a figura 3 Conforme a figura 3.. [x1. todos de mesma amplitude. mais precisa é a aproximação. Sobre cada um desses subintervalos ergue-se um retângulo que aproxima a faixa vertical correspondente. precisa-se de uma maneira eficiente de calcular e somar as áreas de coleções de retângulos como os da figura 2. a soma das áreas dos retângulos circunscritos é a 45 n . 4 4 0 0.. f ( x i −1 ) ∆ e f ( x i ) ∆x . por exemplo.n temos a estimativa de falta An = i =1 ∆ = x b −a n .. respectivamente.. x1].. Para aproximar a área A de R. Somando as áreas dos retângulos inscritos para i=1. Quanto mais retângulos. que se queira aproximar a área da região R abaixo da parábola y = x2 e acima do intervalo [0. 2]. Pode-se escolher um retângulo inscrito ou circunscrito. [x n-1 . enquanto o retângulo circunscrito tem por altura f(xi ).figura Subdivide-se o intervalo [a. Como a base de cada retângulo tem x comprimento ∆x . e cada coleção de retângulos circunscritos dá uma superestimativa de A. para aproximar com precisão a área de tal região R.. Esses retângulos constituem um polígono que aproxima a região R.

de modo que ∆ é muito x An e An dos polígonos inscritos e circunscritos diferem por muito pequeno. Assim.estimativa de excesso A = ∑ f ( xi ) ∆x .2. xi]. Somas dessa forma aparecem como aproximações em um grande número de aplicações e são a base da definição de integral..n}. Queremos definir a integral da função f de a até b. Como ∆ = x b −a n quando n → ∞ temos que a diferença entre as somas a direita e a esquerda em (*) tende a zero quando n → . Isto sugere que a integral deve ser definida tomando-se o limite das somas de Riemann quando |P| → 0. Se f(xi*) >0 o retângulo está acima do eixo x. b].xi-1. isto é.. enquanto A não muda se n → .. n n i =1 i =1 ∑ f ( x i −1 ) ∆x ≤ A ≤ ∑ f ( x i ) ∆x i =1 n n (*) Pela figura vemos se o número n de subintervalos é muito grande. Definição 2: Seja f uma função definida num intervalo [a.b] é necessário considerar os sinais indicados na figura 4 quando se interpreta geometricamente a soma de Riemann. então as áreas pouco e ambas estão muitas próximas da área real da região R. menos a soma das áreas que estão abaixo do eixo x. A soma de Riemann R é então a soma das áreas com sinais desses retângulos. Então a soma de Riemann para f determinada por P e xi* é R= ∑ f ( x i −1 )∆x i =1 ∑ f ( x i )∆x ∑ f (x i =1 n * i )∆x ∑ f (x i =1 n * i )∆x i No caso de uma função f que toma valores positivos e negativos em [a.x n] de [a.2. Seja f uma função definida num intervalo [a. . b ] como sendo uma coleção de subintervalos [x0.. |P|= máx { ∆xi: i=1. ou seja. a soma das áreas dos retângulos que acima do eixo x. 4.. [x1. onde xi* é um ponto escolhido no i-ésimo subintervalo [xi-1.. Se as larguras ∆xi desses retângulos são muito pequenas. b] tal que a= x0 < x1 < x2 < . para cada índice i seja xi* um número escolhido arbitrariamente em [xi-1.Propriedades 46 . o número ∫ f ( x ) dx = lim ∑ f ( x i ) ∆x i . menos a área abaixo do referido eixo x.. Se f(xi*) <0 o retângulo está abaixo do eixo x. b]. se |P| → 0 então a soma de Riemann se aproxima da área sob y = f(x) de a a b e acima do eix o x. x2]. x1].1 Definições Definição 1: Definimos uma partição P de [ a. Se P é uma partição de [a. xi]. A norma da partição P é a maior das amplitudes ∆xi = xx . [x n-1 ... Assim Definição 3: A integral definida da função f definida de a a b é. Assim: → 0 ∞ n ∞ i A= lim n → ∞ n ∑ f ( x i −1 )∆x i =1 n i =1 = lim n → ∞ ∑ f (x i =1 n )∆x As somas aproximadas e são da forma . isto é . < xn-1 =b. b]. a b n * |P|→0i =1 4. (desde que o limite exista).

F (a) = F (x) | a . a ∫ f ( x ) dx existir então f é dita integrável. a a Observe que definimos a integral de Riemann quando a<b. a Exemplos: Calcule. b] e ∫ ( f ( x ) + g ( x )) dx = ∫ f ( x ) dx + ∫ g ( x ) dx a a a b b 2. f + g é integrável em [a. b]. ∫ xdx = 1 3 2 x 2 2 2 2 12 4 1 3 | = 2 − 2 =2−2 =2 2 1 3 −1 2 ∫ x dx = 0 −1 3 ∫ 2dx = 2 x | 2 = 2.f é integrável em [a. f ( x ) dx =k .Teorema fundamental do cálculo e integral definida Se f for integrável em [a. b] e k uma constante. mas podemos convencionar. para x I.b]. b]. Então: b b b 1.b Se a superior. a a b 3.3 − 2. Se f(x) ≥ 0 em [a. 3. ∫ f (t ) dt = ∫ f ( x ) dx . Os números a e b são chamados limites inferior e ∈ 5. 1. então ∫ f ( x ) dx ≥ 0. 2. b] e ∫ k . ∫ f ( x ) dx .( −1) = 5 + 2 = 8 x 3 3 33 0 3 27 | = − 3 = 3 −0 = 9 3 0 3 1 x −1 2 12 1 1 1 −1 + 2 1 dx = ∫ x −2 dx =   |1 = − x |1 = − 2 −  − 1  = − 2 + 1 = 2 = 2 ∫ x2 −1   1 1 2 Propriedades: Sejam f e g integráveis em [a. a 47 . f(x) é chamada integrando e dx indica que a variável x é a b b variável independente. onde F’(x)=f(x). respectivamente. então b b ∫ f ( x ) dx = F (b) . (se existirem) a b a ∫ f ( x ) dx = 0 e se a>b ∫ f ( x ) dx = − ∫ f ( x ) dx . ou seja. a a b b Mas como calcular a ∫ f ( x ) dx ? Já vimos que ∫ f ( x ) dx = F ( x ) + k . e se F for uma primitiva de f em [a. k. da integral. 4.

6.1. c] e [c. 6.4. Aplicações da Integral: Cálculo de área e de volume.Cálculo de áreas 48 . b b) e f é integrável em [a. Se c ∈ (a. b]. então c f ( x ) dx = ∫ f ( x ) dx + ∫ a a b c ∫ f ( x ) dx .

assim a área da região A será b Área A = a ∫[ g ( x) − f ( x)] dx . b]. b].Para encontrar áreas de regiões entre os gráficos de duas funções integráveis em [a. 49 . Observe que este resultado não depende da posição do gráfico em relação ao eixo x. consideremos as curvas y = f(x) e y = g(x) entre as retas verticais x = a e x = b. onde f(x) e g(x) são contínuas e f(x) ≤ g(x) para todo x em [a.

Exemplo : ( Área entre curvas ) Escreva como soma ou diferença de integrais definidas a área da região definida pelo gráfico abaixo . 50 .

Solução : 51 .

Encontre a área das seguintes regiões: 52 . 2 3 Área A = ∫ f ( x ) dx = ∫ 3x dx = x a 0 b 1 ( ) 1 0 = 13 − 0 3 = 1 .Exemplos: 1) Calcule a área do conjunto do plano limitado pelas retas x = 0 e x = 1 e pelo gráfico de y = 3x2.

53 .

54 .

55 .

Definimos o volume de B pela rotação em torno do eixo x.Cálculo de volumes e comprimento de arco Seja f uma função contínua em [a. delimitado pelo eixo x. com f(x) ≥ 0 em [a. Seja B o conjunto obtido pela rotação em torno do eixo x do conjunto A do plano limitado pelas retas x =a e x = b.6. b]. pelo eixo x e pelo gráfico de y = f(x). de um conjunto A por V= π∫ y 2 dx a b Exemplo: Consideremos o conjunto A. o gráfico de f e as retas x=a e x=b: 56 .b].2.

em torno do eixo y. do conjunto de todos os pares (x.x dx = 2π ∫ x 2 dx = 2π .y) tais que 0 ≤ y ≤ x e 1 ≤ x ≤ 2. ydx a b Exemplos: 1) Calcule o volume do sólido obtido pela rotação.y)∈|R2| a≤ x ≤ b e 0 ≤ y ≤ f(x)}.x d c) ∫ 8 +x dx x3 3 + x2 ∫ x 5 dx ∫x 5 3 dx 57 . Seja B o conjunto obtido pela rotação em torno do eixo x do conjunto A={(x. em torno do eixo x. =  3 3  2) Calcule o volume do sólido obtido pela rotação.b]. Calcule as seguintes integrais: d a) ∫ x x b) d) g) j) ∫( x 2 + x +1) dx e) h) l) ∫x ∫ 3 1 7 x ∫3d ∫ x dx 3 c) f) dx ∫ (x + x ∫ (3 ∫x 5 1 3 ∫(3 x +1)dx ∫ ( x +2 x +3)dx 3 ) dx i) ∫ x3 d x x4 d x x 2 +3) dx m) ∫( x 6 5 8 + ) dx x 2. Reescreva a função. do conjunto de todos os pares (x.y) tais que 0 ≤ y ≤ x e 1 ≤ x ≤ 2.  a ∫ b ∫ 1 2  x3  3   2 3 13  = π   3 − 3 1  2 2  7 7π  = π.   3 − 3 1  Lista de Exercícios 3 1. de um conjunto A por V = 2π∫ x. com f(x) ≥ 0 em [a.Seja f uma função contínua em [a. 2 2  x3 2π∫ x. b] com a>0. =  3 3   7 14π  = 2π . V=  3  a 1 1 b   2 3 13  = 2π .Definimos o volume de B pela rotação em torno do eixo y. para eliminar o produto ou o quociente e calcule a integral: a) d) ∫x 5 . xd x b) e) 2 . xd x 4 2 x f) ∫3 x . 2 V = π y dx = π x 2 dx = π . ydx = 2π ∫ x.

(1 + 2 x ) −3 dx = ∫ 4.e d f.senx m. Calcule as seguintes integrais por frações parciais: 58 . ∫x.u 2 u du 1 10 1 u 11 u 11 ( 4 + x 2 )11 = ∫ u du = . d x ∫x. Faça como o modelo: Modelo: 10 10 ∫ x(4 + x ) dx = ∫ x. ∫x. = − u −2 = ∫ (1 + 2 x) 3 u 2 2 −2 2 Modelo −1 −1 = −u −2 = 2 = +k u (1 + 2 x ) 2 u =1 + 2 x ⇒ du du = 2 ⇒dx = dx 2 e) ∫ (3x +5) 5 4 dx g) ∫ (2 x 2 4x dx − 5) 6 i) ∫ (x ( 2 x + 3) dx 2 + 3x) 5 j) 7 x f) ∫(5 x +3) d x h) ∫ x +2d 3 x k.( x + 1) dx = ∫ x . -x d x 4 ∫x ln x d x 3 x x e. ∫ x ln x ) d d ∫ x sen x dx b. ln xd ∫ 3 4 x −7 dx 4. c s( 5 x ) d ∫x e dx ( x c. ∫e cos x dx 2 j.u = u du = . ∫(ln x ) dx ∫x e n.3 x 2 +6dx d) ∫x 2 . ∫ x . d x i. Calcule as seguintes integrais por partes: 4x x o x a. = u 3 3 3x 2 3 ∫ 2 3 2 1 2 2 1 2 du du = 3x 2 ⇒ dx = dx 3x 2 c) ∫ x. 2 x 2 g ∫x 2 e3x d x 2 s h. ∫ x e dx 5. = = +k 2x 2 2 11 22 22 du du = 2 x ⇒dx = dx 2x u =4 +x2 ⇒ a) ∫ x.( 3x 2 +5) 7 dx b) ∫x 3 2 (6 + x 3 ) 8 dx 3 ∫x Modelo: 2 3 u 2 2 3 2 2 3 2 ( x + 1) = = u = u = +k 9 9 9 9 2 3 3 u = x 3 +1 ⇒ du 1 12 1 u 2 x + 1 dx = ∫ x .u −3 = ∫ u −3 du = 2. ∫ x e d 2 5x o.3. ∫x co x (x ) 2 l. 3 −x 3 d x 4 du 4 u −2 2 dx = ∫ 4.

A é o conjunto limitado pelas retas x=1. Desenhe o conjunto A dado e calcule a área. com -1 ≤ x ≤ 1. x=-2. y) tais que: a) 1 ≤ x ≤ 4 e 1 ≤ y ≤ x b) 0 ≤ x ≤ 8 e 0 ≤ y ≤ 3 x c) 1 ≤ x ≤ 2 e 0 ≤ y ≤ x2-1 d) 0 ≤ x ≤ π e 0 ≤ y ≤ sen x e) 1 ≤ x ≤e e 0 ≤y ≤ ln x 10) Seja f(x) = sen(x). c. A é o conjunto limitado pela reta y =x. A é o conjunto de todos (x. A é o conjunto de todos pontos tais que x 2 +1 ≤ y ≤ x +1 . A é o conjunto limitado pelas retas x=-1. do conjunto de todos os pares (x. em torno do eixo y. Calcule o volume do sólido obtido pela rotação. h. Calcule as integrais trigonométricas: a. o gráfico de f e as retas x = 0 e x= π . com 0 ≤ x ≤ 2 . x=3. pelo eixo 0x e pelo gráfico de y = x3. a. Calcule o volume do sólido gerado pela rotação do gráfico de f. ∫sen ∫sen 3 x dx x.y) tais que : a)1 ≤x ≤ 3 e 0 ≤ y ≤x b) ½ ≤ x ≤2 e 0 ≤y ≤ 1/x2 c) 1 ≤ x ≤ 4 e 0 ≤ y ≤ x d) x2 ≤ y ≤ x 9) Calcule o volume do sólido obtido pela rotação. b. x=4. ou seja.π ]. d. 2 x dx c. x∈[0. cos x dx . em torno do eixo x. ∫ cos 7.a) ∫ ( x −5)( x + 7) dx 2 2 x −4 c) ∫ ( x −1)( x −3)dx f) ∫ 5 e) 2x dx − 5x + 6 x 2 − 3x + 9 b) ∫ dx x 2 − 25 ∫x d) x3 ∫ x 2 − 7 x + 6 dx x3 + x 2 + 2x + 3 dx ( x −1)( x − 2) 6. y=0 e pelo gráfico de y = x . pelo gráfico de y =x3. ∫cos b. e. A é o conjunto de todos pontos tais que x 2 −1 ≤ y ≤ x +1 . 59 . f. 8. d. ∫ cos 2 x e. pela rotação da região delimitada pelo eixo x. ∫ cos sen x dx 3 x 2 sen x dx 2 x sen x dx f. y=0 e pelo gráfico de y=x2+2x+5. A é o conjunto limitado pelas retas x=1. g. do conjunto de todos os pares (x. A é a região compreendida entre os gráficos de y =x e y=x2.y) tais que 0 ≤ y ≤ 4 − x 2 .

if. Introdução ao cálculo. HOFFMANN.. v. H. 1994. Regina Lúcia Quintanilha. 4. x . São Paulo: Harbra.1. <http://www. v. ao redor do eixo y. WebMat-Cálculo1 – Livro Online. ed.. 1999.1. D. 1999.1 E-Cálculo<http://ecalculo. v. S. 7. ed. ed. O Cálculo com geometria analítica. Rio de Janeiro: LTC. 6.11) Considere a região do plano delimitada pelo eixo x. HALLETT H. v. RS: Bookman. São Paulo: Edgard Blücher.br/webmat//Calc1_LivroOnLine/index. L. Rio de Janeiro: LTC. São Paulo : Harbra. 1. BOULOS.usp. para 0 ≤ x ≤ 2. Cálculo e Aplicações. 2001. REFERENCIAS ANTON. o gráfico de y = x ..2. Rio de Janeiro: LTC. 60 . LEITHOLD. SãoPaulo: Edgard Blucher. Porto Alegre. o gráfico de y = sendo girada ao redor do eixo x. BRADLEY. 12) Encontre o volume do sólido gerado pela rotação da região do plano delimitada pelo eixo x. 1981. v. Cálculo: um curso moderno e suas aplicações.html> acesso em 29/06/2010. G.uff. Howard.. 1994. Gerald L. P. 2000. et al.htm> Acesso em 02/08/2010.br/palavra_chave. S. Cálculo I: funções de uma variável. L.1 ÁVILA. LIMA. Calcule o volume.Um curso de cálculo. para 0 ≤ x ≤ 2. GUIDORIZZI. v. 2002. L. Cálculo: um novo horizonte.

61 .James Cálculo .São Paulo:Pioneira-Thomson Learning.STEWART.1.2001 v.

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