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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ COLÉGIO DE APLICAÇÃO UNIVALI CAETANA CÁCERES LÓPEZ SABRINA MAURICENZ

GINÁSTICA OLÍMPICA

Balneário Camboriú 2008

Profº Orientador: Jean Balneário Camboriú 2008 .CAETANA CÁCERES LÓPEZ SABRINA MAURICENZ GINÁSTICA OLÍMPICA Trabalho apresentado à disciplina de Educação Física para obtenção de nota parcial no terceiro bimestre.

O termo “ginástica” origina-se do grego Gymnádzein. Neste trabalho iremos mostrar a história. nos quais interagem a força. INTRODUÇÃO A Ginástica Olímpica é um conjunto de exercícios corporais sistematizados.1. a evolução. entre outras curiosidades desta que é uma das modalidades mais antigas das Olimpíadas. . que significa “treinar”. aplicados com fins competitivos. a agilidade e a elasticidade. que era a forma como os gregos praticavam os exercícios. “exercitar-se nu”. e em sentido literal.

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excelentes rendimentos nas competições. manutenção .3. a preparação mental e psicológica no atleta tem vindo progressivamente a ganhar destaque e importância no processo de treino. “este atleta é muito fraco psicologicamente”. 3. mas também os aspectos mentais concentração. principalmente em situações de maior pressão competitiva. principalmente quando os resultados dos atletas ficam abaixo do esperado. “não resiste à pressão” ou. Não apenas os aspectos físicos como força. velocidade. mas continua muito abaixo do necessário. apesar de possuírem boas competências e potencialidades do ponto de vista físico e técnico falham e tem rendimentos desportivos abaixo do esperado. O estado da norma é favorecido pelos seguintes fatores: não sofrer pois o sofrimento causa o mal funcionamento de todos os sistema do organismo sendo assim deve-se criar mecanismo que substitua o sofrimento. simplesmente. O estado psicológico do atleta é o principal fator para o seu melhor desempenho. afinal. coordenação. exemplos: exercícios físicos ou atividades que dão conta da necessidade pessoais do atleta e ter sempre imagens mentais positivas. que estabelece três situações chaves: *ESTADO PSICOLÓGICO DA NORMA: o estado da norma é muito importante para a conservação da saúde do atleta.1. auto-estima. Quando esta falta de rendimento se torna “crônica”. por exemplo. Determinados atletas apresentarem. flexibilidade. ansiedade. Mas. motivação. Por isso. A tensão emocional e muitas exigências do treino e da competição levam a pessoa a ter comportamentos totalmente fora da sua condição de atleta. resistência. o atleta é “muito nervoso”. enquanto outros. quase sistematicamente. qual seria o estado psicológico ótimo do atleta de alto rendimento? Uma descrição e análise dos estados psicológicos do atleta foi realizada por Alexseev (1993). “ainda tem que amadurecer”. A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO PSICOLÓGICA ANTES DE UMA COMPETIÇÃO ESPORTIVA Os fatores psicológicos são uma das razões mais apontadas pelos diferentes agentes desportivos para justificar a obtenção de determinados resultados nas competições. “não consegue se concentrar”. é freqüente começarem a surgir justificações de ordem mental e psicológica para explicar o problema como.

do bom humor. falta de vontade de competir. Agora então se procura ensinar aos desportistas a promover as suas competências psicológicas. Para tentar compreender estas situações tem surgido nos últimos anos um grande número de estudos que procuram analisar quais as que diferenciam os atletas bem sucedidos e com bons rendimentos desportivos daqueles que apresentam piores performances competitivas. É o estresse crônico. fazendo com que os atletas compreendam a sua natureza lúdica. durante as mesmas ou após. Uma das primeiras questões que se procurou responder. É o esforço externo e inútil do atleta para superar as elevadas demandas impostas pelo excesso de treinamentos e competições. dizia respeito à personalidade dos atletas. através de programas estruturados e organizados ao longo de várias sessões. *ESTADO PSICOLÓGICO DA MOBILIZAÇÃO: o atleta de alto rendimento deve estar sempre preparado para a execução de cada tarefa. e mentais como concentração são muito importantes para obter o desempenho máximo ou da vitória. e sim em questão a reação sob pressão. abordando temas tão diversos como. desenvolvendo no atleta uma expectativa de sucesso. *ESTADO PSICOLÓGICO PATÓLOGICO: o medo. força. tratava-se de saber se estas diferenças entre desportistas se deviam às diferenças individuais em termos da sua personalidade. tornando-a um evento atraente e de grande satisfação. pois realmente não existem diferenças em questão a personalidade. e muita ansiedade afetam diretamente o desempenho do atleta. controle da ansiedade.Mas os resultados não foram animadores. emocionais ou mentais. das competições. desinteresse pela pratica são algumas manifestações da patologia atlética. dias ou semanas antes da competição. ou seja. ansiedade. descontrole. A competição deve ser encarada como uma manifestação espontânea e divertida. por exemplo. emocional. nervosismo. provocado pelo excesso de estímulos físicos. a recuperação física e mental é importante para a saúde e a qualidade de vida do atleta. Portanto os fatores físicos. restabelecimento das forças. As desarmonizações psíquicas são responsáveis pelo fracasso do atleta nas competições. resistência. velocidade. Irritação. para a adaptação a novos treinamentos e para que o atleta supere as dificuldades. equilíbrio e a reposição dos gastos energéticos provocados pelo estresse continuo do treinamento. Elas podem se manifestar algumas horas. explicar-lhes como se .

um dos aspectos primordiais para o sucesso deste tipo de programas é a necessidade do profissional de psicologia debater e discutir. Normalmente. isto significa que os objetivos deste tipo de intervenção podem estar centrados ou na promoção do crescimento e desenvolvimento pessoal dos atletas ou na melhoria e otimização do rendimento desportivo. As fases dos processos de PTCP Em termos práticos. os PTCP (Programas de Treino de Competências Psicológicas) partem do princípio de que as competências psicológicas podem ser ensinadas e de que os atletas são primeiro seres humanos e só depois atletas (Cruz & Viana. 1996). Neste sentido. por vezes. os PTCP seguem três fases distintas: a) a sensibilização e educação dos atletas e outros agentes desportivos para a importância da aprendizagem de determinadas competências mentais (ex: se pretendemos ensinar ao atleta a controlar os seus níveis de ansiedade. quando forem crianças á discutir. ou seja. etc. por parte do atleta.devem preparar mentalmente para uma competição importante. etc.2.. O treino mental pode realmente ajudar os atletas a melhorar o seu rendimento desportivo. não só junto dos atletas. tanto nos treinos como nas competições e provas desportivas. mas também dos treinadores. então ele poderá. ensinar-lhes estratégias de controle e regulação dos níveis de ansiedade no rendimento desportivo. 3. como devem lidar e reagir perante situações adversas e imprevistas nas competições. se ele sente dificuldades em controlar sintomas fisiológicos. No entanto. dos dirigentes e dos pais. nesta fase. . o “corpo tenso”. sendo esta última a solicitação mais freqüente em contextos desportivos de alto rendimento. o “coração bater fortemente”. impedem ou prejudicam a eficaz implementação de qualquer plano de trabalho. ele também deverá conhecer as causas da ansiedade e o modo como ela pode prejudicar o rendimento desportivo) b) a aquisição. em terceiro lugar. a importância deste tipo de treino e desmistificar um conjunto de crenças e mitos que aparecem freqüentemente associados às competências psicológicas e que. aprender técnicas e estratégias psicológicas para ajudar a lidar com estes problemas) e. de técnicas e estratégias que facilitem a aprendizagem das competências psicológicas (ex: no caso referido do atleta com problemas de ansiedade. bem como a encontrar os estados psicológicos ótimos para renderem no máximo das suas potencialidades.

onde possam ser reunidos os atletas.c) a fase prática. serão aqueles com maiores aptidões para poder conceber. onde o tempo se torna cada vez mais escasso para as outras áreas do treino. A implementação dos PTCP nestes moldes implica ao treinador ceder o tempo que estava definido para outras tarefas do treino. Quando estas dificuldades acontecem existe sempre a possibilidade de encontrar horários alternativos. Relativamente à primeira questão. uma ou duas sessões semanais com a duração de uma a duas horas será suficiente para aplicar e realizar eficazmente a preparação psicológica dos atletas. mas convém referir que o papel dos treinadores é fundamental. principalmente. onde o atleta automatiza o processo de aprendizagem anterior e integra o que aprendeu nas situações reais de competição. a sensibilização dos treinadores para a importância de encontrar soluções para estes problemas é fundamental.Esta última situação acarreta o risco de deixar de fora do programa atletas que não conseguem comparecer às sessões e que também não possam compensar esta ausência com sessões individuais com o responsável pelo programa. destinado um horário e local específico para a sua realização. ele vai agora procurar aplicar as técnicas de controle de ansiedade que aprendeu nas sessões anteriores às situações competitivas reais que costumam dar origem aos sinais fisiológicos referidos) (Weinberg & Gould. seja possibilitando aos atletas . por isso. quem deverá ser o responsável pela sua aplicação. o que nem sempre é fácil. pode-se afirmar que a preparação mental dos atletas deverá seguir de perto a metodologia de treino definida pelo treinador ao longo da época desportiva tendo. Por isso. 1995). principalmente quando nos aproximamos dos momentos decisivos das épocas desportivas. com formação e conhecimentos específicos sobre cada uma das competências psicológicas. A questão que se pode colocar a seguir é quanto tempo costuma demorar um PTCP e. seja ajudando no ensino das competências psicológicas (fase de aquisição) devido à sua experiência e conhecimentos sobre as exigências e dificuldades colocadas pelas competições. mas sim uma das atividades fundamentais da preparação dos atletas para as competições. embora aqui se coloquem dificuldades evidentes nas tentativas de definir momentos que sirvam a todos os atletas. Assim sendo. estruturar e implementar os PTCP. Os melhores profissionais para aplicarem este tipo de programa são: os psicólogos. o que será relativamente fácil se os técnicos não acharem que treinar mentalmente os atletas é uma perda de tempo. tentando assim tirar o máximo partido das estratégias treinadas (ex: considerando o mesmo atleta.

é importante que a entrada de um profissional de Psicologia num clube para prestar este gênero de serviços.situações específicas nos treinos onde eles possam “testar” e “pôr à prova” as aprendizagens efetuadas anteriormente (fase prática). De fato. seriam os psicólogos do desporto os profissionais mais desejados. 3. Como funciona esta nova fase da psicologia? A psicologia do esporte ainda não é tratada como deveria ser nas faculdades de psicologia que deveriam ter pelo menos uma disciplina optativa que desse uma melhor noção do que esse tipo de psicólogo faz. por isso. provavelmente. ou seja. . mas sim como mais um membro da equipa técnica. os treinadores são extremamente importantes no sentido de criar situações para os atletas poderem colocar à prova as aprendizagens adquiridas nas sessões do programa. não se assumindo que os treinos psicológico e físico são dois domínios distintos e perfeitamente separados. para implementar este tipo de intervenções em alturas decisivas das épocas desportivas ou quando os resultados desportivos não são os esperados. Um terceiro aspecto a realçar refere-se às expectativas irrealistas sobre a eficácia dos PTCP. tal como o treino físico. não seja encarada como alguém que vem “tratar a cabeça” de alguns atletas com problemas psicológicos. sendo freqüente aparecerem pedidos. que vai ajudar e apoiar todos os jogadores seja promovendo e desenvolvendo ainda mais as potencialidades dos melhores atletas da equipe. Pelo contrário. Em segundo lugar. há imensas vantagens em manter uma ligação estreita entre o profissional responsável pelo treino de competências psicológicas e os responsáveis da equipa técnica. a preparação mental. solicitados e com maior fama no seio da equipa técnica. pois se assim fosse. seja ajudando e apoiando aqueles que sentem maiores dificuldades em lidar com o stress e a pressão das competições. também é necessário calma e persistência no ensino de competências psicológicas aos atletas antes deles dominarem totalmente esses conteúdos. técnico e táctico que demora tempo a desenvolver e está sujeito às mesmas dificuldades das outras áreas. É importante esclarecer que o treino mental não constitui um remédio milagroso para este tipo de problema.3. normalmente por parte de treinadores. a preparação mental do atleta só funciona totalmente quando ela é testada e praticada nos contextos “naturais” de treino e competição e. Em primeiro lugar.

fisioterapeutas.Muitos psicólogos ainda hoje encontram dificuldade em encontrar livros e matérias informativas falando sobre o assunto. Desde então. embora tenha se firmado mais efetivamente após os anos 90. valores pessoais. a organização e orientação de cursos que visem a preparação psicológica dos atletas. através de cursos para o maior acompanhamento e conhecimento na área esportiva. Para executar esse trabalho é preciso ser psicólogo e estar atualizando-se constantemente. devido à má remuneração e inexperiência de alguns psicólogos os trabalhos não são bem desenvolvidos com os atletas. todos têm que estar envolvidos para que o atleta dê a melhor resposta possível no esporte escolhido. A psicologia do esporte começou em 1958 com a equipe que disputaria o Campeonato Mundial de Futebol. A psicologia pretende desenvolver e discutir com os atletas todas outras áreas de sua vida. pesquisava a prática e interpretação de testes de personalidade e inteligência. sabem que é uma carreira maravilhosa. Um atleta completo não é só um homem em seu perfeito estado físico. Nesse tipo de trabalho o psicológico tem influencia fundamental para o desempenho do atleta e é preciso que o psicólogo possa realizar o trabalho com vários profissionais como médicos. ou seja. João Carvalhaes estudava os estados tencionais como fato que cria condições e distensões musculares. porém. João Carvalhaes. a Psicologia do Esporte é uma área emergente de atuação. a orientação e instalação do laboratório de futuras experimentações e pesquisas com recursos para medir visão estereocópica (binocular). . Em outra frente. motivações e percepções. técnicos e pesquisadores. nova e cheia de opções. cálculo de espaços em largura e sensação sinestésica. que devem ser conquistadas através de estudos a serem feitos nesta área. Foi nesse ano que ganhamos o primeiro título mundial. foi pioneiro na introdução nesse tipo de prática Brasil. Ele olhava o atleta como uma pessoa e tinha preocupações sobre o lado sócio econômico. cálculo de velocidade relativa. Para os psicólogos apaixonados pelo esporte. reações psicomotoras a estímulos visuais e a estímulos auditivos. emocional e social dos atletas. como ser humano ele é um conjunto de corpo e mente.

Antes de os aplicar. sendo fundamental não cair na tentação de querer treinar e ensinar todas as competências psicológicas quando o tempo realmente disponível para trabalhar com eles é escasso. como pesquisador. e como clinico.O psicólogo do esporte trabalha no sentido de desenvolver no atleta maior percepção de seu corpo e mente. é preferível centrar-se apenas numa ou duas competências psicológicas. também se consegue prevenir o risco de saturação e mal estar dos atletas. Por fim. diminuição do estresse. que ficam sem perceber qual a aplicação prática de tanta informação. é necessário avaliar claramente o tempo existente para realizar as sessões com os atletas. As faculdades de Educação Física tem na sua grade aulas de Psicologia do Esporte a vinte anos e nos cursos de Psicologia não existe nem a divulgação do assunto. velocidade de raciocínio para melhores respostas durante o jogo. . para ajudar os atletas a desenvolverem estratégias psicológicas que os levem ao alto rendimento esportivo. deste modo. deixamos um conselho para os profissionais de psicologia que pretendam utilizar este tipo de programas. entre outras. pois assim consegue-se aumentar a probabilidade dos atletas aprenderem e implementarem realmente aquilo que foi ensinado e treinado e. como aumento da concentração durante os jogos. Nestes casos. com interesse nas descobertas. Os psicólogos do esporte podem assumir diversos papéis. automatização de cuidados básicos. disseminando o conhecimento. como educador. Os resultados são muitos.

Com base em tantos dados.4. conseguimos responder todas as questões colocadas no ínício. . CONSIDERAÇÕES FINAIS Com este trabalho conseguimos alcançar nosso objetivo. que era saber a importância da preparação psicológica ante qualquer competição esportiva. em tantos recursos fornecidos pela Internet e por estudos de outros maestros da Psicologia.

CÓRIA-SABINI. Estados psicológicos do atleta competitivo.htm'). 1999. e BARA FILHO. São Paulo: Casa do Psicólogo. Revista Treinamento Desportivo. São Paulo: Ática. 61 a 68." \o "http://www. Psicologia do Esporte.org/wiki/Psicologia_esportiva HYPERLINK "javascript:ol('http://www.wikipedia.org. 1990. 2ª edição. vol. R. 4. G. M. http://pt.br/a_acerv/pioneiros/carvalhaes/fr_carvalhaes_cronologi a. Pesquisa e Intervenção.crpsp. M. 3.htm" . REFERÊNCIAS 1. MIRANDA. K. 4 – no.5. 2000 2. A. Interfaces.org. Fundamentos de Psicologia Educacional. 3.br/a_acerv/pioneiros/carvalhaes/fr_carvalhaes_cronologia.crpsp. RUBIO. pg.