Número 129

PERFIL DO PROFISSIONAL DE AUTOMAÇÃO IPV4 E IPV6 NA AUTOMAÇÃO NORMA IEC 61850

José Manoel Fernandes, Diretor de Publicações da ISA Distrito 4.

ENTREVISTA

Cataclismos

REPORTAGEM
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06

Número 129

27

CAPA

06 NORMA ISA 101
IHM: UMA NOVA NORMA ISA ENTRA NA FASE FINAL DE ELABORAÇÃO Roberto Werneck, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e Maurice Wilkins, Yokogawa IA.

ARTIGO

10 IEC 61850
USO DO PROTOCOLO IEC 61850 PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS INTEGRADOS DE CONTROLE DE PROCESSO E ENERGIA Carlos Fernando Albuquerque, Siemens Brasil.

48

ARTIGO

21 IEC 61850
IMPLEMENTAÇÃO E UTILIZAÇÃO DO PROTOCOLO IEC 61850 EM SISTEMAS SCADA Marcelo Barbosa Salvador e Rubem Guimarães Netto Dias, Elipse Software.

ARTIGO

27 IPV4 E IPV6 NA AUTOMAÇÃO
O FIM DO IPV4 EM FEVEREIRO E O FUTURO DO IPV6 NA AUTOMAÇÃO Leandro Pfleger de Aguiar, e Marcelo Ibrahim Soares, Chemtech – A Siemens Company.

ARTIGO

33 FOTOLUMINISCÊNCIA
SEÇÕES

MERCADO

CALENDÁRIO NEWSLETTER TECNOLOGIA EMPRESAS PRODUTOS

04 54 60 62 65

FILMES FOTOLUMINESCENTES APLICÁVEIS AO SENSORIAMENTO DE OXIGÊNIO E PRESSÃO AERODINÂMICA Keth Rousbergue Maciel de Matos, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo; Victor Fernandes Borges, Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente da Universidade de São Paulo; Mauro Sergio Braga, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo; Francisco Javier Ramirez Fernandez, Laboratório de Microeletrônica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; e Walter Jaimes Salcedo, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

47 PROGNÓSTICOS 2011
ENTREVISTA

OS PROGNÓSTICOS DE JIM PINTO PARA 2011 Jim Pinto, Revista Automation World.

REPORTAGEM

39 PROFISSIONAL DE AUTOMAÇÃO
PERFIL DO PROFISSIONAL DE AUTOMAÇÃO: SISTEMAS OU CAMPO? EIS A QUESTÃO. Sílvia Bruin Pereira, InTech América do Sul.

48 JOSÉ MANOEL FERNANDES
DIRETOR DE PUBLICAÇÕES DA ISA DISTRITO 4 Sílvia Bruin Pereira, InTech América do Sul.

REPORTAGEM

EXCLUSIVO

51 CATACLISMOS

42 ARC ADVISORY GROUP
OS FORNECEDORES DE AUTOMAÇÃO MANTIVERAM UM BOM RITMO NO TERCEIRO TRIMESTRE DE 2010 Avery Allen, ARC Advisory Group.

O FIM DOS TEMPOS? Kiyomori Mori, jornalista freelance.

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MICRO-ANALYSIS AND ONLINE ANALYSIS Lyon.isa. SISTEMAS.com. Brasil www.at.isa-es.conference. França www.honeywellusersgroup. Louis.com/niweek 31 de agosto e 1 de setembro – ISA SHOW ESPÍRITO SANTO 2011 – X SEMINÁRIO E EXPOSIÇÃO DE INSTRUMENTAÇÃO.eu 10 a 14 – 56th ISA ANALYSIS DIVISION SYMPOSIUM League City.isa. PR www.com/sensors-expo 12 a 16 – HONEYWELL USERS GROUP AMERICAS Phoenix.br Junho 5 a 10 – 54th ANNUAL POWID SYMPOSIUM Charlotte. EUA www. SISTEMAS E INSTRUMENTAÇÃO São Paulo.electricpowerexpo.isacuritiba.org Novembro 8 a 10 – BRAZIL AUTOMATION ISA 2011 – 15º CONGRESSO INTERNACIONAL E EXPOSIÇÃO DE AUTOMAÇÃO. EUA www. Suécia www.de 6 a 8 – EUROPEAN ROBOTICS FORUM 2011 Västerås.isa.ni.wbf.mesa.org 13 e 14 – 2011 ISA SAFETY & SECURITY SYMPOSIUM League City.isadistrito4. Egito www.sensorsmag. EUA www.org Outubro 17 a 20 – ISA AUTOMATION WEEK 2011: TECHNOLOGY AND SOLUTIONS EVENT Mobile. EUA www. EUA www.eurobotics-project.pmmi. Brasil www. EUA www.isa.org 22 e 23 – 6th ANNUAL WATER AND WASTEWATER SYMPOSIUM St.com 20 a 24 – 57th INTERNATIONAL INSTRUMENTATION SYMPOSIUM St.isa.br Maio 7 a 9 – AUTOMATION TECHNOLOGY EGYPT 0211 – 5th INTERNATIONAL INDUSTRIAL CONTROL & AUTOMATION TECHNOLOGY AND EXHIBITION AND CONFERENCE Cairo.com 14 e 15 – PMMI 2011 SAFETY CONFERENCE Rosemont.org 14 a 17 – IMTEC 2011 .hannovermesse. EUA www.isa. EUA www.org 4 InTech 129 .org.org.org 16º SEMINÁRIO TÉCNICO E EXPOSIÇÃO DE AUTOMAÇÃO – ISA AUTOMATION WEEK 2011 SEÇÃO CURITIBA Curitiba. EUA www. EUA www. EUA www.org 6 a 8 – SENSORS EXPO & CONFERENCE Rosemont.com 17 a 19 – 11th ANNUAL ISA FUGITIVE EMISSIONS-LDAR SYMPOSIUM New Orleans. EUA www. EUA www. Louis. EUA www.isa.org 23 a 25 – NORTH AMERICAN “SHARPENING THE TOOLS OF MANUFACTURING” CONFERENCE Newark.isa.calendário 2011 Abril 4 a 8 – FEIRA DE HANNOVER Hannover.org 19 a 21 – MESA 2011 NORTH AMERICAN CONFERENCE Orlando. Alemanha www.org Setembro 7 a 9 – 6th ANNUAL MARKETING & SALES SUMMIT St.imtec-expo.org Agosto 2 a 4 – NI WEEK 2011– WORLDWIDE GRAPHICAL SYSTEM DESIGN CONFERENCE AND EXHIBITION Austin.eg 10 a 12 – ELECTRIC POWER CONFERENCE Rosemont. EUA www.controlsys. EUA www. Louis. ELÉTRICA E AUTOMAÇÃO Vitória.org 27 a 30 – CSIA 2011 – CONTROL SYSTEM INTEGRATORS ASSOCIATION CONFERENCE Orlando.

2%).istockphoto.4%). Luiz Henrique Lamarque (Consultor).5%).org. Luiz Felipe Sinay (Construtora Queiroz Galvão). Augusto Passos Pereira (Pepperl+Fuchs). Sidney Puosso da Cunha (UTC Engenharia). Copyright 1997 pela ISA Services Inc. A principal delas foi o anúncio de que a economia brasileira é a sétima maior do mundo. Nesse contexto. Rüdiger Röpke (Consultor). principalmente depois de algumas notícias alvissareiras. fornecedores e usuários. mesmo com o carnaval em março.2tcomunicacao. (Promin Engenharia). InTech. Os setores com maiores índices foram: veículos automotores (24.br) COMERCIALIZAÇÃO Maria Helena Pires (helena@isadistrito4. João Miguel Bassa (Consultor).M. SP.br EDITORA CHEFE Sílvia Bruin Pereira (silviapereira@intechamericadosul. Mário Hermes Rezende (Gerdau Açominas).org. GERÊNCIA EXECUTIVA Maria Helena Pires (helena@isadistrito4. Esta é a nossa responsabilidade! Sílvia Bruin Pereira Editora Avenida Ibirapuera. a produção industrial encerrou 2010 com um crescimento de 10.com. Índia. presta a sua colaboração ao trazer nas páginas seguintes informação precisa e atual para seus leitores. Esse crescimento significa que. ultrapassando a França e o Reino Unido. Jim Aliperti (Honeywell do Brasil). e pela qualidade de imagens enviadas através de meio eletrônico para a publicação em páginas editoriais. Guilherme Rocha Lovisi (Bayer Material Science). a automação é ferramenta imprescindível por razões mais do que óbvias. metalurgia básica (17.4%). www. Na mesma linha otimista.S. Ronaldo Ribeiro (Celulose Nipo-Brasileira – Cenibra).2%). o que deve continuar até 2014. Constantino Seixas Filho (Accenture Automation & Industrial Solutions). o recente estudo global da Ernst & Young mostrou também crescimento no índice de globalização dos países. Maurício Kurcgant (ARC Advisory Group).com IMPRESSÃO Neoband Filiada à A Revista InTech América do Sul não se responsabiliza por conceitos emitidos em matérias e artigos assinados. Argentina e Turquia. produtos de metal (23. ao mesmo tempo em que nos causam certa temeridade. logo depois de China. Brasil – CEP 04028-001 Telefone/Fax: 55 (11) 5053-7400 e-mail: info@isadistrito4. José Jorge de Albuquerque Ramos (Parker Hannifin). e Vitor S. David InTech 129 5 .4%). 5936 CONSELHO EDITORIAL Membros – Ary de Souza Siqueira Jr. pelo grau de responsabilidade que nos impingem para manter a continuidade desse crescimento.www.3%). máquinas e equipamentos (24. formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia –. e bebidas (11. Haja vista o aquecimento do mercado desde os primeiros dias do ano. Paralelamente.com. José Roberto Costa de Lacerda (Consultor). O trabalho – denominado “Vencendo em um Mundo descentralizado – A globalização e a mudança nos negócios” – foi feito em conjunto com a Economist Intelligence Unit (EIU) e apresenta o Brasil na 46ª posição no ranking de globalização de 60 economias mundiais. do Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos.editorial 2011 RESPONSÁVEL Esta é a primeira edição da Revista InTech América do Sul em um ano revestido de muita expectativa para os brasileiros.org. A InTech América do Sul. David Jugend (Jugend Engenharia de Automação). Lourival Salles Filho (Technip Brasil).2%). borracha e plástico (12.com. Finkel (Contromation). Stéfano Angioletti (Schneider Electric).org.5%. mais uma vez. 2.065 .br) MTb 11.br FOTOS/ILUSTRAÇÕES www.br) Simone Araújo (simone@isadistrito4.4%). o Brasil é o quinto maior. entre os países do G20 – o Grupo dos 20. outros produtos químicos (10.5% em 2010. São números e posições que nos enchem de orgulho.International Society of Automation / District 4 (South America) DIRETORIA Vice-Presidente – José Jorge de Albuquerque Ramos Vice-Presidente Eleito – Nilson Rana Vice-Presidente Passado – José Otávio Mattiazzo Diretor Tesoureiro – Stéfano Angioletti Diretor Secretário – Carlos Liboni Diretor de Membros e Seções – Enio Viana Diretor de Eventos – Augusto Passos Pereira Diretor de Marketing – Roberto Magalhães Diretor de Educação.br – site: www.org ISA . indústrias extrativas (13. Treinamento e Desenvolvimento Profissional – Claudio Makarovsky Diretor para a Área de Analítica – Claudio de Almeida Diretor para Área de Celulose – José Luiz de Almeida Diretor de Relações Institucionais – Marcus Coester Diretor de Relações com ISA/RTP – Nelson Ninin Diretor de Publicações – José Manoel Fernandes Diretor de Web – Antonio Spadim Nominator – José Otávio Mattiazzo InTech América do Sul é uma publicação do Distrito 4 (América do Sul) da ISA (International Society of Automation) ISSN 2177-8906 Livingstone Vilar Rodrigues (Consultor). alimentos (4.br) PRODUÇÃO 2T Comunicação . ISA e ISA logomarca são marcas registradas de International Society of Automation. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) no País subiu 7.intechamericadosul. Marco Antonio Ribeiro (T&C Treinamento e Consultoria).isadistrito4.120 – 16º andar – sala 165 São Paulo.

Vice-presidente Global de Marketing da Yokogawa IA.br). e Maurice Wilkins.capa NORMA ISA 101 IHM: UMA NOVA NORMA ISA ENTRA NA FASE FINAL DE ELABORAÇÃO Roberto Werneck (werneckr@puc-rio. 6 InTech 129 . professor de Controle de Processos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

interface humano-máquina). Plantas industriais que conjugam várias soluções de automação. as ferramentas disponíveis para a criação de IHMs se sofisticaram.sem sombra de dúvida o assunto que gerou as mais acaloradas InTech 129 7 . A quantidade de informações tratadas por um sistema de automação torna-se um desafio para o projeto da IHM: ao mesmo tempo em que o operador precisa ter acesso a qualquer informação caso ela seja necessária. na versão PC. a IHM deve apresentar de forma destacada as situações anormais que requerem ação do operador. A necessidade de fornecer ferramentas familiares para os operadores foi reconhecida desde cedo. mas sem lei. uso e gestão de IHMs em aplicações de manufatura. Um a b o a I HM d e v e pe r mit ir q u e os o p e r a d o re s ten h am c o n d iç õ e s de monit or a r o p ro ce s s o e atu ar s em p re q u e sur ja m opor t unid a d e s d e m el h o ri a o u s i t u a ç õ e s a nor ma is que p re c i s e m d e interv en ç ão h uma n a . POR QUE UMA NORMA PARA IHM? Um dos participantes do comitê da norma ISA 101. não costumam sair de suas cidades e pensam que sua solução é a única. que tentavam exibir a informação da mesma forma que os equipamentos de painel. um conjunto de normas e práticas recomendadas facilitará o trabalho do pessoal envolvido no desenvolvimento de IHMs. Todo este arsenal de soluções. são encontradas hoje em diversas áreas de atividade tanto em produção contínua quanto em processos de manufatura. Mais do que isto. trazendo novas ideias que resultaram em experiências com graus diferentes de sucesso: algumas soluções se mostraram extremamente eficientes. Um exemplo é o uso de cores nas telas . especialmente quando um operador experiente muda de empresa ou de área. a quem cabe conduzir o processo industrial de forma segura e eficiente. enquanto modismos como telas com número excessivo de cores e elementos gráficos estáticos tridimensionais que deixavam pouco espaço para a informação dinâmica relevante mostraram-se pouco produtivos. nos apresentou uma interessante metáfora para a situação atual ao comparar o mundo atual das IHMs ao tempo da conquista do velho oeste americano: cada área. ainda na metáfora de Dave. cada vez mais abrangente. Dave Lee. A e ISA organizou o comitê da norma ao ISA-101 projeto. para estabelecer normas. permitindo a criação de bibliotecas padronizadas e resolvendo questões que hoje exigem um esforço de pesquisa que nem sempre pode ser encaixado nos cronogramas dos empreendimentos. cada qual criando sua própria IHM. precisa estar acessível aos operadores. antes vistas como exceções. Além disso. práticas recomendadas relatórios técnicos referentes implementação.NORMA ISA 101 capa A tecnologia de automação das operações de unidades industriais. muitas interfaces tentaram repetir na tela a visualização que existia nos painéis analógicos de operação. no entanto. um exemplo são os chamados faceplates nos primeiros SDCDs. desenvolveu excelentes recursos. Quando os equipamentos de automação passaram a ser controlados por meio de monitores de vídeo. a IHM deve apresentar somente a informação mais relevante para evitar que o operador seja sobrecarregado. Com a evolução dos sistemas. buscando pontos de operação que minimizem o consumo de energia e que melhorem o rendimento do processo. fornece recursos que vão desde aspectos de segurança da operação até a otimização econômica. Os habitantes. a normatização permite maior facilidade na capacitação dos operadores. Além disso. normalmente conhecidos como IHM (tradicionalmente interface homem-máquina ou. O elo crítico dos sistemas de automação é a interface entre estes equipamentos de automação e o pessoal de operação. A normatização baseada nas melhores práticas permite um intercâmbio para ordenar este caos e compartilhar as boas experiências. tal como pequenas cidades de fronteira.

métodos de segurança de acesso e atributos de assinatura eletrônica. ESTRUTURA DA NORMA ISA-101 O comitê da ISA101 é formado por representante de grupos diversos: usuários finais. Microsite da norma ISA-101: http://www. No ano de 2010 a minuta da norma foi preparada e distribuída para comentários. InTech.org/link/ISA101. Tradicionalmente. tais como: hierarquia de menus. Wilkins. convenções de cores. Um exemplo é o som. O comitê trabalha para que a norma ISA-101 se torne realidade em breve.capa NORMA ISA 101 discussões dentro do comitê da ISA-101. e podem ser associados a alarmes. interfaces com objetos configuráveis e interfaces de configuração. incluindo ergonomia. December 2009. para navegação entre telas. e bases de dados. convenções REFERÊNCIAS 1. Outros aspectos relevantes. elementos dinâmicos. telas de pop-up. A soma de experiências permite ao comitê tratar aspectos de facilidade de uso junto a aspectos de eficiência no desenvolvimento de projetos. telas de ajuda. A consolidação dos comentários foi feita em Houston em outubro. Os pontos discutidos incluíram questões tais como: • Existe a necessidade de um fundo neutro para as telas? • Como definir esquemas de cores que permitam o uso seguro mesmo por pessoas portadoras de daltonismo? • Existe (e qual seria) um número máximo de cores para uso em uma tela? Outro aspecto polêmico é o significado atribuído a algumas cores. Apesar de as telas serem percebidas como a principal “janela” para a interação entre o operador e o sistema de automação.isa. em outras. o vermelho é reservado para situações de risco (alarmes ou eventos críticos). outros aspectos devem também ser levados em conta. interfaces com programas 8 InTech 129 . fornecendo orientação e direcionamento para o projeto e uso deste elo crítico do qual depende o bom funcionamento dos sistemas de controle e automação. M. A abordagem de ciclo de vida adotada pelo comitê para a elaboração da norma ISA-101 reflete-se na organização das diversas sessões em que se divide a norma: • Geral • Escopo • Referências normativas • Definição de termos e abreviaturas • Gestão de sistemas de IHM • Fatores humanos e ergonomia • Tipos de tela (displays) • Interação com o usuário • Desempenho • Documentação e treinamento ESTÁGIO ATUAL A norma ISA-101 está em elaboração. também estão sendo tratados no contexto da norma ISA-101. A norma trata de diversos elementos das IHMs. a cor vermelha indica simplesmente um equipamento em funcionamento normal (ligado ou energizado). for necedores de soluções de software e de hardware e integradores de sistema. Em algumas indústrias. elementos gráficos. o que permitirá ter a segunda minuta já no início deste ano. convenções para geração e tratamento de alarmes. HMI Standards Writers Weigh in on Importance. 2. Uma pesquisa feita em 2009 identificou amplo interesse de usuários finais e fornecedores. sinais sonoros são utilizados para anunciar situações críticas.

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A interoperabilidade é a habilidade de dois ou mais IEDs de um mesmo fornecedor. com a implementação de estratégias de controle e intertravamento elétricos distribuídos (peer-to-peer).fernando@siemens. ou de fornecedores 10 InTech 129 . Para que o objetivo de interoperabilidade do IEC 61850 seja atingido.com). com o objetivo de garantir a interoperabilidade entre dispositivos de diversos fornecedores.artigo IEC 61850 USO DO PROTOCOLO IEC 61850 PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS INTEGRADOS DE CONTROLE DE PROCESSO E ENERGIA Carlos Fernando Albuquerque (carlos. inclusive tendo como base o protocolo MAP (Manufacturing Automation Protocol) para a definição dos seus objetos abstratos. o Profinet (Figura 1). os seguintes pré-requisitos devem ser atendidos (padronização uniforme): • Meio de comunicação. de maneira similar ao Profibus FMS. • Troca de dados de engenharia. • Protocolo. diferentes. o IEC 61850 apresenta semelhanças conceituais com os protocolos utilizados em automação. denominados IEDs (Intelligent Electronic Devices). que pode ser considerado o primeiro protocolo fieldbus para os sistemas de controle e proteção de média e alta tensão. por exemplo. Esta nova tecnologia traz novas possibilidades nos projetos de automação de subestações em plantas de processo. VISÃO GERAL DO IEC 61850 O protocolo IEC61850 foi desenvolvido orientada a para objeto possibilitar uma engenharia Em diversos aspectos. trocarem informações e utilizar estas informações para uma operação conjunta correta. Gerente de mercado vertical de Química e Biocombustíveis da Siemens Brasil. As similaridades ficam mais evidentes se comparadas às camadas do modelo OSI do IEC 61850 e de um protocolo de automação também baseado em Ethernet como. • Serviços (modelo de serviços). muitas vezes. inevitável. • Testes de conformidade. dos dispositivos de controle e proteção elétricos. como o Foundation Fieldbus e o Profinet. • Linguagem (modelo de dados). INTRODUÇÃO A concepção e o design de sistemas de automação de subestações têm sido significativamente modificados pelo uso cada vez mais crescente do protocolo IEC 61850. onde a interação entre o controle de processo e o controle da geração e distribuição de energia é.

• A menor parte de uma função que troca dados é chamada de Logical Node (LN). FTP). O LN realiza algumas operações (ex. Os serviços mais relevantes para a integração dos IEDs nos sistemas de controle de processo via IEC 61850 podem ser destacados na Figura 4. conforme pode ser visto na Figura 2. os IEDS são considerados objetos compostos.IEC 61850 artigo Figura 3 – Interação entre IEDs baseada na troca de dados peer-to-peer entre Logical Nodes. • De maneira mais precisa. Os principais serviços de comunicação oferecidos pelo IEC 61850 são: a) Comunicação cliente servidor para visualização (Serviços MMS) Figura 1 – Comparação entre as camadas do modelo OSI entre o IEC 61850 e o Profinet. Figura 4 – Principais serviços do protocolo IEC 61850 para integração com sistemas de controle de processo. • Transferência de arquivos (MMS file transfer. Em um sistema de automação de subestações temos as seguintes relações de comunicação: • A informação é trocada entre todos os dispositivos (IEDs) que formam o sistema. • Get / Set • Substituição No IEC 61850. InTech 129 11 . com perfis de dispositivos definidos em classes. os dados são trocados entre as funções e subfunções residentes nos dispositivos.: proteção contra sobrecorrente) para uma função geral (Logical Device) do IED. e com subobjetos internos para cada função de proteção e controle disponibilizada pelo dispositivo. Figura 2 – Estrutura orientada a objetos de um IED. • Relatórios (Buffered and Unbuffered reports) • Logging b) Comunicação de alta velocidade em tempo real • GOOSE – Generic Object Oriented Substation Event (para trocas de dados críticas entre dispositivos) • Sampled Value c) Outros Serviços • Sincronismo de tempo (SNTP).

e. N e s t e ca s o . alarmes. Outro cenário de aplicação para os serviços MMS é a implementação de intertravamentos entre dispositivos de processo e IEDs. • Relatórios dinâmicos (Dynamic dataset pode ser reporting): O O s I E D s co m u n i ca m . • Muito confiável.. como no caso do acionamento de motores de média tensão por condições do processo. 12 InTech 129 Um telegrama GOOSE (contendo comandos. Comunicação peer-to-peer de alta velocidade em tempo real (GOOSE). o que é o caso típico dos sistemas de visualização de um SDCD. porém é extremamente adequada para comunicações com o operador que possuam um tempo de resposta da ordem de 1s. j á qu e o t e m p o d e re s p o s t a n e ce s s á r i o é d a o rd e m d e alguns milissegundos. . n ã o h á tro c a d i re t a d e d a d o s vi a G O O S E co m o s co n t ro l ad o re s d o s i s t e m a d e co n t ro l e d e p ro ce s s o . pelo sistema de controle em tempo de execução. dinamicamente configurado Figura 6 – Redução do cabeamento entre IEDs pelo uso do serviço de comunicação peer-to-peer de alta velocidade GOOSE. permitindo assim o acesso a todas variáveis do IED sob demanda. e n t re Esta co m u n i c a ç ã o pode e e xt re m a m e n t e e l é t r i ca s .. sem a necessidade de configuração prévia do dataset no IED. na etapa de desenvolvimento da configuração do sistema. i. Outra funcionalidade importante dos serviços MMS para conectividade com sistemas de controle de processo são os serviços de relatórios (Report Control Blocks) não solicitados. • Consome um tempo de comunicação razoável. Com o GOOSE no pode dos de ser obtida uma grande para a típicos redução cabeamento necessário implementação a troca rápida entre intertravamentos dados de encontrados em uma subestação. i.artigo IEC 61850 Comunicação Cliente-servidor (serviços MMS) • Utiliza todas as sete camadas do protocolo de comunicação. Desta forma.s e e n t re s i vi a o s erv iç o de co m u n i ca çã o GOOSE. rápida d i s p o s i t i vo s s e r u s a d a p a r a e s t a b e l e ce r f u n çõ e s d e p ro te ç ã o co m o i n t e r t r a va m e n t o s re ve r s os s e l e t i vi d a d e l ó g i ca . • É uma camada com transmissão de dados com confirmação. inferiores a 20 ms (necessárias para a implementação em tempo real de intertravamentos e atuações do sistema elétrico). Figura 5 – Exemplo de intertravamento entre IEDs via serviço de comunicação peer-to-peer de alta velocidade GOOSE. além de permitir intertravamento em uma elétrico subestações diferentes mesma planta de processo. conjuntos de dados (datasets) enviados pelos IEDs de forma autônoma (o que minimiza a ocupação de largura de banda da rede IEC 61850) em caso de ocorrência de eventos ou alteração de valores analógicos além de uma banda morta pré-definida. O IEC 61850 contempla dois procedimentos distintos de relatórios: • Relatórios estáticos (Static reporting): O conjunto de dados (dataset) é pré-configurado no IED. a comunicação cliente servidor não é adequada para transmissão de dados com criticidade temporal.e. indicações e mensagens) enviado por um IED pode ser recebido e utilizado por diversos participantes da rede.

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A filosofia de engenharia no protocolo IEC61850 é CONFIGURAÇÃO DE AUTOMAÇÃO DISTRIBUÍDA DE SISTEMAS ELÉTRICOS NO IEC 61850 Para que todos os serviços de comunicação e funcionalidades dos IEDs estejam disponíveis para configuração de forma padronizada e independente do fornecedor utilizado. Em plantas de grande porte como. eletrocalhas. sem ambiguidades. i. cabeada e comissionada. os arquivos ICDs são agrupados para formar os arquivos SCDs (Substation Configuration Description). centrais termoelétricas etc.) não é nada de novo. Subestações (SCL) é: • Baseada em XML. cuja interligação necessita ser projetada. USO DO IEC 61850 EM SISTEMAS DE CONTROLE DE PROCESSO A interligação dos equipamentos de controle e proteção elétricos de média e baixa tensão com os sistemas de controle de processo de plantas industriais com uso e/ou geração intensivos de energia (ex. complexos petroquímicos. esta estrutura de interface pode tornarse bastante complexa. por exemplo.(SCD). • Especificação funcional de Sistema - (SSD). • Os relacionamentos entre os IEDs (diagrama unifilar) e os dados do sistema de automação de subestações são descritos formalmente. dos níveis inferiores para os níveis superiores do sistema elétrico.. gerando assim os seus arquivos ICDs (Intelligent Electronic Device Configuration Description). • Arquivos de Descrição de Configuração de Sistema . A Linguagem de descrição de Configuração de orientada para as estruturas usuais encontradas em sistemas de distribuição de energia. bandejamentos. • Todos os serviços de comunicação aplicáveis são descritos formalmente. plantas de celulose.: eletrodutos. o protocolo IEC 61850 utiliza uma linguagem de configuração denominada Substation Configuration description Language (SCL).artigo IEC 61850 Pode ser usado. onde as funções GOOSE são definidas.: refinarias de petróleo.e. sem ambiguidades. usinas de álcool. de maneira análoga ao uso dos arquivos GSD / EDDL (Profibus). sem ambiguidades. EDDL/CFF (Foundation Fieldbus) e GSDML (Profinet). os sistemas de controle de processo (SDCDs) destas plantas implementavam esta interligação via módulos de I/O digitais e analógicos tradicionais.). para: • Fornecer posições de chaves para intertravamentos. Inicialmente. de acordo com as suas ferramentas de configuração. Até recentemente. • Todas as capacidades dos IEDs são descritas formalmente. Em um segundo passo. • Partida para oscilografias. envolvendo entre 1000 até 5000 sinais. Estes são os arquivos de configuração utilizados pelas ferramentas de engenharia do sistema de controle para a configuração da rede IEC 61850 e seus dispositivos (IEDs). o que demandava um uso extensivo de painéis de rearranjo e consideráveis quantidades de cabos e sua infraestrutura associada (ex. dos dispositivos de campo para o SDCD. siderúrgicas. etc. ou seja. para prover interoperabilidade entre os IEDs que compõem o sistema. • Definida na parte 6 da norma (IEC 61850-6). por exemplo. uma central termoelétrica. E é utilizável para: • Arquivos de descrição de capacidades do IED - (ICD). • Intertrip para disjuntores. que atende as seguintes necessidades: • Permitir uma descrição formal do Sistema de Automação de Subestações com todos os links de comunicações necessários. • Implantação de sistemas de load shedding (rejeição/ descarte de cargas). os IEDs devem ser parametrizados. 14 InTech 129 .

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13. como intertravamentos elétricos e seletividades lógicas de sistema podem ser diretamente implementados no nível de planta. Apenas uma pequena parte da informação disponível é usualmente transferida via que é esta interface. Desta forma. Funções específicas dos dispositivos de proteção. O seu uso vai desde sistemas nacionais de distribuição em alta tensão (400 – 500 kV). uma tendo como de consequência informações na avaliação apenas quantidade Ethernet. Figura 7 . Esta situação particularmente inconveniente dos eventos de falha do sistema elétrico. o que o torna especialmente adequado à integração com os sistemas de controle de processo (SDCDs) modernos.8 kV). cobrindo todas as funções necessárias em sistemas elétricos. O IEC 61850 é baseado na comunicação via digital uma tensão desvantagem pois não as abordagem tempo dos em tradicional. integração total do sistema de proteção e controle no sistema de controle de processo principal da planta passa a ser a estratégia de design escolhida.artigo A IEC 61850 introdução para dos media equipamentos e alta adicional nesta de de proteção significou aceitação como padrão mundial para sistemas de distribuição de energia em 2004. ao as invés de serem da configurados/simulados integração nos controladores do sistema de controle. redes de distribuição (138. O número de dispositivos disponíveis em IEC 61850 tem aumentado rapidamente. a limitada estava disponível no SDCD. e a comparação das estampas de tempo é apenas possível de forma parcial. já podendo ser considerado o estado da arte desta tecnologia. Em caso de da haver sobre planta.Arquitetura convencional de sistemas separados de controle de processo e energia. Estes dispositivos são conectados via redes Ethernet com o barramento de comunicação (barramento de sistema) do sistema de controle de processo. este padrão tem sido estabelecido de forma bem sucedida em todas as áreas de distribuição de energia. Hoje o IEC 61850 é o padrão global de comunicação para os dispositivos de comando e proteção elétricos MT/AT. já que os dados para comparação estão distribuídos em dois sistemas de arquivos históricos distintos. desvantagens convencional (hardwired) e dos sistemas separados de automação de energia são eliminadas. municípios e instalações industriais. permitir a troca de dados com o sistema de controle de processo da planta via links dedicados de comunicação. ao invés da implantação de sistemas separados de automação de energia. Com isto. Dispositivos digitais com interfaces de comunicação já estão implementados em diversos sistemas de controle e proteção elétricos em plantas industriais. A introdução do protocolo IEC 61850 traz uma mudança significativa neste cenário. a os necessidade dispositivos era geralmente uma de de maiores proteção necessária para informações elétricos energia a implantação de um sistema de automação de separado como alternativa. dispositivos) estampas ser sinais adquiridos pelo SDCD (disponíveis nestes podiam transferidas conjunto com estes sinais. até a companhias de fornecimento de energia. 69. A aplicação da filosofia da IEC 61850 nos sistemas de proteção e controle elétricos de plantas industriais precisa ser orientada para os requisitos específicos das redes de geração e distribuição de energia em plantas de processo. Desde a sua 16 InTech 129 .

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artigo Isto é IEC 61850 especificamente refletido nas seguintes funcionalidades: • Solução padrão sem funcionalidades específicas especiais de um único fornecedor. 18 InTech 129 Quando o SDCD (como cliente IED) realize o logon nos IEDs durante o start-up do sistema. c o m u m a p r io r id a de igua l a o s d a dos v i n d o s do pro c es s o . O conceito de interligação da rede IEC 61850 pode ser comparado com a interligação das redes de campo (Profibus e Foundation Fieldbus) com os controladores do sistema de controle de processo. o SDCD envia um bloco de controle de registros para cada IED. solicitando que os Report Control Blocks disponíveis passem a ser enviados. • Filosofia operacional similar à do sistema de controle de processo principal da planta. . • Si n c ro n i s m o d e re lógio do sist e ma d e c on t ro l e de p ro c es s o ext e n siv o a t odos o s disp o s i t i vo s de p ro teç ão e c ont role e lé t r ic o ba se a do s n o IE C 6 1 8 5 0 . • Extensão do sistema de alarmes e diagnósticos do SDCD para a inclusão dos componentes IEC 61850. integraç ão Os d ad o s a i n t e gr a ç ã o dos t a mbé m dos signif i ca a Figura 8 – Arquitetura IEC 61850 para sistemas integrados de controle de processo e energia. Cont u d o . • Acesso otimizado aos registros e arquivos de eventos e distúrbios do sistema elétrico em um servidor central. el étr ic o s d isponív e is contro l ad o res d e p ro c e sso . • Arquivamento histórico compartilhado para os dados de processo e os dados do sistema elétrico. MECANISMOS DE COMUNICAÇÃO IEC 61850 MMS USADOS EM SISTEMAS DE CONTROLE DE PROCESSO Para a integração dos IEDs ao sistema de controle de processo são usados os seguintes serviços MMS: • Read / Write • Relatórios (Buffered and Unbuffered reports) d i reta d a dos e st ã o disp o s i t i vo s nos Figura 9 – Conectividade dos IEDS com o SDCD via serviços MMS (Read & Write e Report Control Blocks). • Interfaces claramente definidas com o sistema elétrico padrão através de da importação de de arquivos configuração dispositivos IEC61850 (arquivos SCD). n a int e r f a c e c o m o usuári o e n o s i s tema de a rq u iv a me nt o h ist ór i co d o SDCD . do si s tem a el étri co n a ba se d e da d o s do S D C D . • Controle de acesso/usuários que garanta acesso exclusivo apenas para pessoal qualificado. assim que houver qualquer alteração nas variáveis que compõem os datasets do IED.

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ferramentas e spare parts). Redução do número de protocolos de rede proprietários Figura 10 – Possibilidades de integração dos dados dos IEDs no SDCD via serviços MMS. os e sistemas energia integrados tornam-se de controle processo ferramentas estratégicas para o aumento da eficiência energética. 7.artigo IEC 61850 D e vi ce s ) l i g a çã o do d i re t a sistema co m o e l é t r i co sistema que de tenham co ntro le d e p ro ce s s o . • Menor número de sinais via hardware. ser Potenciais e melhoria podem encontrados implementados de forma mais fácil. E le c t r o n i c ( IE D s – Int e llig e nt . Redução de custos de projeto e manutenção (treinamentos. necessárias para a totalização dos consumos elétricos que tenham impacto na composição dos custos de produção. Consolidação da aquisição de dados históricos das variáveis. 2. correntes. operacional e da sustentabilidade para as indústrias de processo. Consolidar de de controle potência.) aquisição variáveis • Investimento protegido para o futuro pelo uso de um padrão inter nacional. BENEFÍCIOS ESPERADOS COM O USO DO IEC 61850 A utilização dos amplos recursos e funcionalidades do IEC 61850 nos sistemas elétricos das plantas de processo visa alcançar os seguintes objetivos: 1. Com de isto. a p a r t i r d a m e s m a e s t a çã o d e o p e r a çã o ( O S C l i e n t ) . / diferentes na planta (com impacto direto para minimização do MTTR – Tempo Médio para Reparos). processo e de controle do sistema elétrico em um único sistema de controle e visualização abrangendo toda a planta. grandezas elétricas (tensões. Consolidar dentro de um mesmo sistema de controle a aquisição dos alarmes e eventos do sistema elétrico que tenham impacto direto na disponibilidade da planta e nas suas atividades de manutenção corretiva / preventiva / preditiva. Consolidar as informações de controle de Estes objetivos trazem os seguintes benefícios para as plantas de processo: Redução de Custos de Investimento • Um único sistema para controle de processo e energia economiza custos de hardware e engenharia. dentro a de um mesmo das sistema de etc. Fac i l i tar o m an use io p a r a os ope r a dore s d o s co m p o n en tes 20 InTech 129 Economia de energia • Um único sistema para processo e energia promove de maior transparência. alarmes e eventos relacionados ao sistema elétrico em um único sistema historiador (PIMS) da planta. 5. 6. 3. 4. • Otimização do consumo de energia para redução dos custos de energia. fatores potências ativas/reativas.

reflete-se em ganhos como a diminuição do tempo de desenvolvimento e startup de aplicações. O resultado desta importação. deve permitir que o usuário escolha quais variáveis ou partes da base de dados do equipamento serão utilizadas no sistema. OPC X SUPORTE NATIVO As primeiras implementações do IEC 61850 em sistemas SCADA tradicionais foram construídas a partir de OPC Servers de mercado que mapeiam a estrutura de objetos da norma para OPC DA. ambos da Elipse Software. encontrado.br). Podemos dividir o suporte ao 61850 em um sistema SCADA de acordo com a de funcionalidade Arquivos e sua representatividade no ciclo de vida de uma aplicação: Importação/Geração ICD/SCD: Para que servem os arquivos ICD/SCD? Partindo do princípio que um usuário pode construir uma aplicação em um escritório sem a presença física dos equipamentos. na grande maioria dos novos projetos de subestações. que pode ser entendida como OFFLINE. para que eventos do tipo SOE (Sequence of Events) sejam corretamente reportados. é desejável que o sistema possa importar os arquivos descritores de bases de dados.com. mapeamento não trivial. por exemplo). conforme veremos a seguir. conformidades com a especificação OPC DA por parte do OPC Server ou a utilização de OPC A&E. quando bem “acoplado” a um sistema SCADA. e Rubem Guimarães Netto Dias (rgdias@elipse.com. o padrão mais comumente . Consultor Técnico. InTech 129 21 VANTAGENS Os benefícios trazidos com a utilização do IEC 61850 são em projetos de que envolvem de subestações amplas dos proteções muito relevantes. A utilização do protocolo IEC 61850 em IHMs ou sistemas SCADA tem se tornado um assunto bastante relevante nos últimos anos e uma grande tendência tecnológica aplicada devido ao fato de que. muitos sistemas têm adotado implementações nativas do protocolo de forma a melhor utilizar todo o potencial oferecido pela norma. este Devido é a certas particularidades requerendo no não modo de funcionamento do OPC DA e do 61850.br). Ainda de forma a proporcionar uma melhor experiência aos usuários e maior segurança. configuração padronização dados e projetos. gerados em suas respectivas ferramentas de configuração e salvos em arquivos com a extensão ICD (correspondendo a um equipamento) ou SCD (correspondendo a vários equipamentos ou a uma subestação inteira. Mas e quanto aos sistemas de supervisão e monitoramento? Podemos dizer que o protocolo. Diretor de Negócios. é necessária sua integração com sistemas de supervisão e controle novos ou legados. organização proporcionando e possibilidades distribuídas.artigo IEC 61850 IMPLEMENTAÇÃO E UTILIZAÇÃO DO PROTOCOLO IEC 61850 EM SISTEMAS SCADA Marcelo Barbosa Salvador (marcelo@elipse. padronização dos dados e maior confiabilidade das aplicações.

Outro motivo desta funcionalidade é que nem sempre temos a garantia que o arquivo ICD/SCD corresponde exatamente à base de dados atual dos equipamentos. .artigo IEC 61850 A geração de arquivos no formato ICD/SCD por parte do SCADA normalmente não é necessária. etc.Obtenção de Base de Dados Online: Quando um sistema está com sua rede física de comunicação disponível.: descarte de cargas). Caso contrário. em seguida. mas pode ser útil quando o sistema envia mensagens rápidas de GOOSE para outros nós de rede como ocorre em certas aplicações de controle (ex. Simulações de proteção em um ambiente de treinamento (OTS). ao sistema SCADA.Contadores de operações de chaves. Comandos.Utilização dos Modelos de Informação: Uma das principais vantagens do protocolo IEC 61850. gera-se o arquivo de cache e. evitando o surgimento de eventuais conflitos de bases. caso os arquivos sejam encontrados.). Figura 1 – Inicialização do sistema com o uso de arquivos de cache. realizar a importação ONLINE da base de dados dos equipamentos e também permitir que o usuário escolha quais variáveis serão utilizadas no sistema. primeiro obtém-se a base do equipamento. O sistema SCADA preferencialmente deve se valer desta organização para melhor estruturar os dados internamente e obter informações relevantes como: . uma solução para tornar a partida do sistema mais rápida é a criação de arquivos de cache locais ao sistema SCADA que contenham uma cópia dessa base. etc. entre outros. deve ser possível. É possível ainda. Função de Proteção. 22 InTech 129 . . Figura 2 – Fluxograma de Tag Browsing. Assim. verificar o número da versão dos objetos Dataset (propriedade ConfRev). é inicializada a comunicação.Se existem e quais são as proteções atuadas para um determinado equipamento ou subestação. . a sua organização de acordo com a função (Equipamento. está relacionada à nomenclatura e estrutura hierárquica existente em todas as variáveis (Dispositivo/Logical Device/ Logical Node/Data/Attribute). o sistema apenas faz a leitura dessa base e inicia a comunicação. durante o start-up. através da comunicação com o relé. Como o prévio conhecimento dessa base de dados por parte do sistema é imprescindível para o correto funcionamento da comunicação.) e ainda ao tipo de informação (Status. relativo à utilização da informação por parte dos sistemas de supervisão e controle. de forma que mudanças na mesma causem a deleção dos arquivos de cache armazenados e a consequente nova importação da base. Configurações. podendo servir como um método opcional de obtenção dessa base.

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por meio de Reports (MMS Unconfirmed). através da execução do método MMS Read. s i m u l t a n e a m e n t e . p re ve n d o a i n d a a s i t u a çã o d e q u e m a i s de u m cl i e n t e p o d e e s t a r co n e ct a d o a u m e q u i p a me n to Figura 3 – Principais trocas de dados na estrutura SCADA com IEC 61850. Cada Report tem associado um Dataset. q u a i s d e ve m se r h a b i l i t a d o s p a r a a co m u n i ca çã o n a m a i o r p a rte d a s i m p l e m e n t a çõ e s . . a estratégia mais correta é manter a variável em uma lista temporária apelidada de “Limbo” (Figura 5) até que um Report se torne disponível. é possível que o lado cliente defina os datasets em tempo de execução. desde que não tenha sido habilitado em modo exclusivo. e Unbuffered. podendo esta condição ser definida tanto pelo Servidor (equipamento) quanto pelo cliente (sistema SCADA/IHM). uma lista de variáveis da base de dados do equipamento que deve ser enviada quando ocorrer uma determinada condição especificada no Report. O sistema de polling não deve ser considerado para a utilização na maioria das aplicações SCADA por dois motivos principais: .Comunicação e Performance: A norma IEC 61850 estabelece duas formas principais para a obtenção de valores correntes que são o Polling. t o d a s a s va r i á ve i s a s e re m e n v ia d a s p a r a o s i s t e m a S C A D A d e ve m s e r co n f i g ura d a s e m D a t a s e t s e a s s o ci a d a s a u m o u m a i s R e p o rts. Já os Reports podem ser do tipo Buffered. p a r a e v ita r o p o l l i n g . N e s t e ú l t i m o ca s o . . e vi t a n d o que um d e t e r m in a d o R e p o r t cr i a d o p a r a u m s i s t e m a e s p e cí f i co se ja u t i l i za d o p o r o u t ro s . podem ocorrer determinadas situações nas quais o cliente não encontra nenhum Report disponível que contenha uma certa variável solicitada pela aplicação. se o polling não tiver sido habilitado.Perda de mensagens de eventos que podem ocorrer entre cada polling. 24 InTech 129 Figura 4 – Fluxograma para procura e habilitação de reports. E n t re t a n t o . d e n t re o s R e p o r t s e xi s t e n t e s . os quais mantém eventos na fila durante uma desconexão.artigo IEC 61850 de acordo com as necessidades da aplicação. De forma análoga.Tráfego de mensagens excessivo e contínuo. ca b e a o l a d o cl i e n t e a p e n a s e s co lh e r. . Neste caso. D e s t e m o d o . u m a o p ç ã o é d e f i n i r u m a l i s t a f i xa ( p r i va d a ) d e R e p o r t s p a ra ca d a cl i e n t e . respeitando os limites de números de pontos em cada dataset. Um Report Buffered pode servir dados a apenas um cliente. passam a enviar as informações. uma vez habilitados. os datasets são associados aos Reports que. Caso o equipamento permita. e as mensagens por exceção. Depois de criados. enquanto que um Report Unbuffered pode servir dados a mais de um cliente.

Figura 5 – Fluxograma para a definição do método de comunicação de cada tag. na maioria das vezes. visto que enquanto o 61850 trabalha com endereços textuais e estruturas de dados. .Comandos: A norma 61850 especifica quatro tipos de comando (Direct Control/SBO com segurança normal ou avançada) e seis tipos de serviços (Select. Desta forma. via . quando há uma queda de rede. do Desta o forma.2 IEC 60870-6 ou ICCP (Inter Center 25 tipo valor evento EntryID saiba enviado equipamento realmente processado. Porém.IEC 61850 artigo dos circuitos de rede. .0. os outros protocolos citados operam com endereços numéricos que. devem ser mantidos/verificados por conta e risco do usuário. as aplicações que devem se reportar a um centro externo devem convertê-lo para outro padrão mais adequado a bandas mais estreitas. mesmo que sejam enviadas algum tempo depois.Conversores de Protocolos (Gateways): Devido ao grande número de mensagens que podem ser enviadas de forma espontânea. Está em fase de elaboração. O SCADA deve traduzir estas ações da maneira mais integrada possível de forma a evitar a utilização de código repetitivo para o tratamento. Cancel. . a solução ainda passará pela concentração dos dados em um único equipamento ou proxy (mesmo que redundante). a melhor implementação por parte do SCADA é processar as mensagens simultaneamente em cada uma delas e eliminar as mensagens repetidas. Nos dois primeiros casos. entretanto.Duas portas Ethernet independentes. a norma 61850-90-2 que especifica os métodos adotados para enviar os dados aos centros remotos. a fim de permitir sua análise posterior. eventos enviados pelo equipamento podem não ter sido processados pelo sistema. leva à perda do contexto dos dados. equipamentos contendo SCADA pode COMTRADE. como o ideal para um centro de controle é evitar a comunicação individual com cada equipamento dentro de uma subestação. incluindo a correção de erros e exceções. Importação de Para o Arquivos os de Perturbações que eventos geram de a (COMTRADE): arquivos perturbações. etc. possibilidade checar o parâmetro TimeofEntry que indica o instante da geração do Report no equipamento de modo a comparar com o último TimeofEntr y processado. por exemplo. Este mapeamento. Entretanto. os equipamentos atualmente no mercado possuem implementações distintas de redundância que podem ser: . Report do campo sistema buffered qual deve com de o foi Outra mensagens MMS ou FTP. a fim de evitar a duplicação. pelo TC 57. é recomendável que o tráfego do protocolo 61850 seja restrito localmente.Apenas uma porta Ethernet. Uma alternativa ainda pouco utilizada no mercado para esta finalidade é a utilização do protocolo TASE. No caso de haver falha em um InTech 129 . principalmente durante uma avalanche de eventos. caso do IEC 60870-104 ou do DNP 3. Operate. sistema realizar transferência destes arquivos de forma automática. Já nos relés com duas portas.Redundância: A implementação de redundância de rede deve ser melhorada na segunda edição na norma com a definição formal dos padrões PRP (Parallel Redundancy Protocol) e HSR (High-Availability Seamless Redundancy). para um diretório local ou de rede. .).Duas portas Ethernet atuando como hub (não independentes). a mensagem enviada em uma das portas será única e deverá causar o descarte de mensagens similares da outra porta. ao o reinicializar parametrizar último forma último que a o o é comunicação.

SOE – Sequência de Eventos. SBO – Select Before Operate. trata-se de uma grande opção enquanto não tivermos acesso à norma 61850-90-2. MMS – Manufacturing Message Specification. além de controlar o tráfego excessivo. - É baseado no protocolo MMS. Tornar simples ou. Figura 6 – Arquitetura de Gateway 61850 / ICCP. se possível. para o sistema SCADA. 26 InTech 129 . agregando mais uniformidade às soluções de hardware e software para estes tipos de plantas. Porém. por exemplo. distribuir os dados do 61850 a um centro mantendo-se a mesma nomenclatura das variáveis. Inicialmente desenvolvido para a troca de dados de forma bidirecional entre centros de operação.artigo IEC 61850 Communication Protocol). ONS – Operador Nacional do Sistema. como acontece no Brasil em relação à comunicação com o ONS. GOOSE – Generic Object Oriented Substation Event.Permite que o cliente defina em execução seus próprios Datasets e causas de transmissão de mensagens.Possui suporte à SOE e compactação de mensagens (Blocked Data). Uma tendência para o futuro é a adoção de novas partes da norma para outros tipos de aplicação como a IEC 61400-25 para aero geradores e a IEC 61850-7-410 para plantas hidráulicas. Arquivos ICD/SCD – IED Capability Description / Substation Configuration Description. . OPC A&E – OPC Alarmes e Eventos. Desta forma é possível. devido a sua inegável utilidade para a comunicação entre centros remotos. GLOSSÁRIO OPC – OLE for Process Control. COMTRADE – COMMON FORMAT FOR TRANSIENT DATA EXCHANGE. CONCLUSÃO Uma das chaves para o sucesso da introdução do IEC 61850 foi a padronização do ciclo de desenvolvimento de projetos que abrange desde formatos de bases de dados até a forma de representação e utilização das informações pelos usuários e sistemas. conforme parametrização tanto do lado servidor quanto cliente. o protocolo ICCP apresenta as seguintes características: . . transparente o uso das diversas possibilidades desta tecnologia é uma tarefa que deve ser perseguida pelos fornecedores de modo a colaborar com os objetivos desta padronização. A principal razão para o fato do ICCP ainda ser pouco utilizado como gateway é a pouca variedade de sistemas que o implementam como cliente. IEC TC 57 – Technical Committee 57 (responsável pela elaboração de normas como o IEC 61850). OPC DA – OPC Data Access. assim como o 61850.Permite a livre definição de base de dados com endereços textuais.

publicada desde dezembro de 1998 na RFC 2460. De acordo com o RTI. que apareceu como uma solução do tipo “quick fix” para compartilhar um único endereço público entre InTech 129 27 A EXAUSTÃO DO IPV4 O problema da exaustão dos endereços de IP na versão 4 não é novo e. que já vem anunciando já há alguns anos sobre a exaustão dos endereços de IP de 32 bits para uso na Internet. o presidente do NIC-BR – Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. comumente chamado de IPv4. políticas foram introduzidas para tentar fazer uso mais eficiente do espaço de endereçamento. incluindo aí a distribuição de endereços de IP para usuários interessados em se conectarem à Internet.br). Demi Getschko anunciou que. publicado em uma parceria envolvendo grandes nomes como a APNIC – Asian Pacific Network Information Centre Projections. Mundialmente. No âmbito da Internet. treinamento e impactos no desempenho com a mudança. O NIC-BR é um órgão sem fins lucrativos cuja responsabilidade é a de implementar as decisões que são tomadas pelo comitê gestor da Internet no Brasil. o último lote de IPs na versão 4. (leandro. ambos da Chemtech – A Siemens Company. a IANA e o fabricante de equipamentos de rede CISCO. com o crescimento do sucesso e popularidade da Internet. Com o término definitivo destes endereços no início deste ano. em 2008. Até então. Engenheiro de Controle e Automação. ainda neste mês. pelo centro de pesquisa RTI International. seria entregue pelo órgão IANA para usuários da Internet. chegaria a 25 bilhões de dólares apenas nos Estados Unidos. Já em 1990. A solução IPv6 também não foi a única tentativa de mitigar o problema dos endereços na versão 4 como um recurso finito.com. serviços. e “Internet Address Space: Economic Considerations in the Management of IPv4 and in the Deployment of IPv6”. a importância dada à especificação de endereços de 128 bits do IPv6. Especialista em Soluções de TI e SI para Ambiente Industrial. quais serão os impactos imediatos e futuros nos ambientes de automação que utilizam IPv4? Será possível a convivência destes sistemas de automação com redes IPv6? Quais são os novos limites para a troca de dados e interoperabilidade com redes convergentes ao padrão Ethernet? se intensificaram a partir de 2005. a projeção de gastos para um período de transição de 25 anos (de 1997 a 2025). era vista apenas como uma questão técnica e não como um problema econômico relevante e de alto impacto.soares@chemtech. e Marcelo Ibrahim Soares (marcelo.artigo IPV4 E IPV6 NA AUTOMAÇÃO O FIM DO IPV4 EM FEVEREIRO E O FUTURO DO IPV6 NA AUTOMAÇÃO Leandro Pfleger de Aguiar. na Coréia do Sul no fórum Internacional do OECD – Organization for Economic Co-operation and Development. os endereços são administrados pela entidade de coordenação global IANA – Internet Assigned Numbers Authority. INTRODUÇÃO No último dia 20 de janeiro. do IPv4 para o IPv6. com a publicação dos relatórios “IPv6 Economic Impact Assessment Report”. dando origem ao padrão CIDR – Class Inter Domain Routing e o NAT – Network Address Translation.br). M. as discussões ao redor do tema .Sc.aguiar@chemtech. em 2005. especialmente pelos fabricantes de equipamentos e defensores do padrão Ethernet industrial.com. mesmo no contexto das redes industriais a questão já foi levantada. incluindo hardware.

como os endereços privados (aproximadamente 16 milhões). que contem os IPs de origem e destino limitados a 32 bits. Parte deste conjunto de endereços pertence às chamadas “atribuições legadas”. nem os desafios técnicos da possível transição impediram a difusão do consenso de que o conceito de IPv6 é crítico para o futuro da Internet no mundo. o que faz com que o cabeçalho possa variar seu tamanho de 20 a 60 bytes. A responsabilidade geral pela distribuição dos endereços de unicast não alocados.artigo IPV4 E IPV6 NA AUTOMAÇÃO vários hosts. o que equivale a 1. entretanto. utilizando critérios definidos em um fórum regional. Outra parte deste espaço IPv4 é reservada para propósitos especiais. em um relatório no dia 4). que podem. e corresponde a aproximadamente um terço de todos os possíveis IPs. segundo as previsões do modelo (Figura 2). o que coincide com a notícia do NIC-BR sobre o fato (oficialmente.4×1038) endereços diferentes. é o www. Nem o custo da mudança. Um dos websites mais conhecidos que trata deste acompanhamento. As mudanças. com aproximadamente 270 milhões de endereços. Entre maio e outubro de 2007. Segundo uma das últimas atualizações. regionais de alocação de endereços. conjunto que resume a maior parte das entidades de controle da distribuição dos endereços no mundo abaixo da IANA (veja a Figura 1 mostrando a hierarquia de distribuição de IPs). O acompanhamento do processo de exaustão vem sendo feito desde que o alarme foi dado. que publica e atualiza diariamente as projeções de exaustão do 28 InTech 129 . ou 4 bilhões (232) de combinações de endereços distintos. testando e implantando o novo formato. permitindo uma divisão dos endereços com granularidade variável (e agregação de rotas). Os RIRs repassam o espaço de endereços aos LIRs (Local Internet Registries) e ISPs (provedores de Internet). ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) e os NIRs (National Internet Registries). A IANA aloca o espaço de endereçamento para os RIRs (Regional Internet Registries) de acordo com um conjunto de critérios definidos no grupo. endereços de multicast (aproximadamente 270 milhões) e endereços definidos com o propósito de uso futuro. CONCEITOS BÁSICOS SOBRE IPV6 A arquitetura de endereçamento com IPv4 é composta de 12 campos. suportado pela APNIC. os RIRs ainda terão fôlego para entregar endereços até o dia 1 de outubro de 2011. todas as cinco RIRs (Regional Internet Registries). feitas antes da formalização das entidades Figura 1 – Arquitetura de Distribuição de IPs pelo Mundo e no Brasil. A partir de então os LIRs e os provedores distribuem os endereços para os clientes finais de acordo com a política de distribuição local. fizeram diversos anúncios públicos enfatizando a necessidade de se implementar IPv6 e chamando a comunidade de organizações clientes de cada região a comprometerem-se com a causa. ou não. Os campos de endereçamento. a rede mundial já contava com mais de 500 milhões de hosts em uma infraestrutura de rede fundamental para a economia mundial. a APNIC divulgou a distribuição dos últimos 5 blocos /8 com 16.net (de Geoff Huston). Nenhuma destas soluções foi capaz de resolver a questão e criar escalabilidade com crescimento sustentável e.potaroo. era esperada a entrega do último pool de endereços da IANA para os RIRs no dia 2 de fevereiro de 2011. que antes exigiam alocação de pacotes de IP com tamanhos fixos para as redes. pool de endereços. conter opções. O IPv6. e flexibilizando o conceito de classes de IP. Figura 2 – Address Consumption Model by APNIC – Asian Pacific Network Information Centre Projections (Geoff Huston). foi desenvolvido pelo IETF (Internet Engineering Task Force) entre 1993 e 1998 e provê endereços de 128 bits (2128).6 bilhões de endereços. o que possibilita a alocação de aproximadamente (3.5 milhões de endereços cada. definição de padrões e organização da distribuição é da IANA. Seguindo a arquitetura e fluxo de alocação e distribuição dos endereços. O CIDR adicionou o conceito de máscara de subrede. também chamado de IPng (Next Generation Internet Protocol). no ano de 2008.

encapsulando os pacotes IPv6 de maneira transparente para os hosts. cada host na rede possui apenas um endereço IPv4 ou IPv6 e a comunicação ocorre através de um dispositivo intermediário (normalmente um roteador na borda da rede). NAT Figura 3 – Estrutura Cabeçalho IPv6. e outras estratégias para manter o ambiente segregado da rede corporativa e Internet. firewalls. A Internet permite a comunicação entre quaisquer dois dispositivos que possuam IP. os hosts de origem e destino podem utilizar IPv6 somente para comunicar-se. é necessário criar um túnel IPv4. até que toda a transição tenha sido concluída: • Pilha Dupla (dual stack): neste mecanismo. Entretanto. Mesmo fabricantes focados no segmento de equipamentos de redes industriais falam sobre o global no fato de assunto como tema de pesquisa e teste de possíveis soluções. endereços privados. • Tradução (translation): nesta solução. o host utiliza o endereço de origem IPv4 e. considerando que no caminho entre os dois nós os dispositivos utilizam IPv4 (a exemplo do que ocorre com a maior parte da Internet). com apenas 8 campos. • Tamanho dos Dados (16 bits): volume dos dados transportado pelo pacote. • Tunelamento (IPv6 over IPv4): nesta opção. facilitando o tratamento dos dados provenientes de aplicações com requisitos de desempenho distintos. Para comunicar-se com outros dispositivos IPv4. há várias razões para crer que a conversão para o modelo IPv6 está mais próxima do que o esperado: InTech 129 29 Atualmente existe concordância que implantar IPv6 é o melhor caminho a seguir. assim como no IPv4. Assim. mas. • Identificador de Fluxo (20 bits): identifica e diferencia sequencias de pacotes que pertencem a um mesmo fluxo de dados. que faz uma tradução a exemplo do que ocorre com o NAT. portanto. por razões técnicas. A URGÊNCIA DO IPV6 PARA REDES INDUSTRIAIS A maior parte dos analistas e consultores de automação industrial vê muito pouca ou nenhuma preocupação na exaustão do pool IPv4. o IPv6 não é diretamente compatível com IPv4 e. facilitando o tratamento por parte dos roteadores. para comunicar-se com IPv6. • Endereço de Origem e Destino (128 bits): Especifica os endereços de origem e destino. Um pacote IPv6 é dividido em duas grandes partes: header (cabeçalho) e payload (dados). mas fizeram com que o cabeçalho IP se tornasse mais simples e flexível. dois endereços de IP.IPV4 E IPV6 NA AUTOMAÇÃO artigo não se limitaram as mudanças de cabeçalho. alterando o formato do cabeçalho IP sempre que um pacote entra ou sai da rede. a ser utilizado por um longo tempo. e que necessitem de tratamento semelhante. Atualmente não existem regras universais para a transição do IPv4 para o IPv6. • Limite de Encaminhamento (TTL) (8 bits): indica o número máximo de roteadores pelos quais o pacote pode passar antes de ser descartado. Entretanto. Redes de Automação modernas fazem forte uso de segmentação. utiliza como origem o endereço com 128 bits. podendo ser um pacote da camada de transporte (TCP\ UDP) ou um dos cabeçalhos de extensão. o host (dispositivo) suporta as duas pilhas de protocolos simultaneamente e possui. respectivamente. • Classe de Tráfico (Traffic class) (8 bits): Serve de base para implementação do QoS (Quality of Service) e define diferentes classes e prioridades aos pacotes. existem três mecanismos propostos para garantir a intercomunicação. mas IPs de uma versão em particular não podem comunicar-se com outro IP de versão diferente nativamente. A primeira parte é composta de 40 bytes (320 bits) e se divide nos seguintes campos (Figura 3): • Versão (4 bits): indica a versão do protocolo e contem 4 bits. consequentemente. mas também há o reconhecimento de que o IPv4 continuará . Cada país e região pode determinar o que é mais interessante e econômico para a sua migração. o processo de transição será complexo e demorado. • Próximo Cabeçalho (Next Header) (8 bits): indica o tipo de informação que segue ao cabeçalho IPv6.

Medidores inteligentes especialmente fabricados agora também para consumidores residenciais já estão no mercado. o responsável pela capacidade real que as empresas possuem de subida dos dados do nível operacional para o nível estratégico.. se encaixa perfeitamente no que o IPv6 tem a oferecer. se a TI fala com a Internet em IPv6 e a TA fala com a TI. inevitavelmente. controle e medição 30 InTech 129 inteligentes e combate ao aquecimento global. naturalmente. No longo prazo. isto significa que a continuidade desta interoperabilidade poderá exigir migração completa para o modelo IPv6. este padrão virá por tabela para a TA. planejamento de operações e controle de serviços críticos. O amplo uso do padrão no chão de fábrica é. conversores serialEthernet e. para que os dados de produção. dentro ou fora da rede de TA. pela ordem natural dos acontecimentos. subam e ordens de produção desçam. os dois ficam cada vez mais próximos seguindo o que especialistas chamam de Convergência TI-TA. • Smart Grid: as redes elétricas inteligentes já saíram da fase de projeto há muito tempo. soluções que operam em 100% sobre o padrão Ethernet. o próprio relatório do OECD. etc. É muito provável que. em grande parte. a questão é: se os sistemas corporativos de TI. ao menos as novas aplicações e serviços de TI implantados nos próximos meses já sejam configuradas com IPv6. poucos vão querer manter equipamentos modernos. com conexão com tunelamento de VPN para a segurança. qualidade. mas também a Internet. • Convergência Tecnológica TI x TA: é certo que os ambientes de TA não andam na vanguarda das tecnologias de TI com a mesma velocidade. esta solução exige o tráfego por operadoras de serviços de telecom. quando se trata de operação (especialmente quando se trata de estações de controle distribuído. Se for verdadeira a previsão de que em breve não haverá diferenças em marcas e modelos. • Telecontrole e Teleoperação: o Telecontrole é uma solução que está em alta no portfólio de projetos dos gestores de automação que estão em busca de economia em escala. em sistemas de gestão e inteligência nos negócios. Não é por acaso que grandes esforços ao redor do mundo estão sendo despendidos nas tentativas de tornar o Ethernet tão confiável e veloz quanto as redes determinísticas de campo hoje utilizadas. por exemplo. ambientes hostis e locais com recursos urbanos de difícil acesso). Tal necessidade. Em outras palavras. etc. A menos que a empresa tenha à disposição uma rede de longa distância (long haul) própria. mas também porque há diversas previsões sobre o uso maciço de sensores e atuadores como nós wireless inteligentes em redes totalmente interconectadas (a exemplo do padrão Wi-Mesh). Então. . escalabilidade e possibilidades de interação e troca de dados com quaisquer outros equipamentos ou softwares que usam o padrão. transportes. com uma solução de protocolos legados. • Novas Aplicações Industriais: nos Estados Unidos há uma série de aplicações IPv6 sendo desenvolvidas para dar suporte às atividades de infraestrutura crítica do governo 0como serviços de emergência. visando flexibilidade e simplicidade na instalação. As soluções de hardware neste segmento envolvem modems. A maior parte destas aplicações tem ligação direta ou faz uso dos mesmos sistemas de controle que hoje estão suportando a operação das indústrias de infraestrutura crítica como água. em várias marcas e modelos. Vários pilotos já foram e estão sendo patrocinados especialmente por entidades governamentais espalhadas pelo mundo como uma forma de atingir resiliência da rede. em um futuro próximo. Não apenas porque fazem parte do pacote de sistemas novos que já saem de fábrica com suporte aos protocolos e padrões mais modernos. utilizando a rede WAN específica da organização.artigo IPV4 E IPV6 NA AUTOMAÇÃO • Interoperabilidade: uma das grandes vantagens que justificam a adoção do padrão Ethernet no ambiente industrial é a grande flexibilidade. energia. mas a verdade é que a cada dia. ainda que estas redes sejam concebidas de forma totalmente isolada da Internet (o que não se pode afirmar com certeza até então). combinada com a intrínseca demanda por segurança que a criticidade desta solução exige. tal rede poderia exigir uma quantidade de endereços tão flexível quanto à oferecida pelo IPv6. Aplicações que fazem uso de banco de dados compartilhado com a TI. farão a transição para IPv6 em pouco tempo (já que há contato com a Internet) e os sistemas de TA trocam dados com estes sistemas. alguns já com suporte a protocolos de rede sem fio nativos. cita este fato como justificativa preponderante para a indústria de processo). haverá uma necessidade de escalabilidade a um número de nós inimaginável em nossa atualidade. as primeiras a implantar soluções IPv6. • Redes Wireless: o forte e recente apelo para as novas aplicações e padrões sobre redes sem fio é recorrentemente citado nas justificativas para migração para IPv6 (inclusive. que serão. já são fortes candidatos a requererem suporte a IPv6 em médio e curto prazos. Assim.

• Multicast: no IPv4. por exemplo. já suportam o protocolo há vários anos e todos oferecem algum tipo de suporte adicional para os interessados na mudança. sistemas de transporte. Em resumo. impulsionando a adoção em massa do IPv6. e desenvolvam softwares que desfrutem das melhorias. já que o tráfego é identificado através dos novos campos no cabeçalho IPv6 (chamado flow label). tratam-se de empresas com uso e contato mais intenso com a Internet e que toparam o desafio da mudança com suporte intenso dos fornecedores de equipamentos de rede. incluindo a descoberta de endereços de roteadores e outras propriedades de rede. os desenvolvedores de aplicações de automação reconheçam funcionalidades interessantes que só existem no IPv6 como multicast e segurança nativa com IPSec. incluindo dispositivos móveis. na verdade. o desafio maior será o de manter os projetos de integração do chão de fábrica aos sistemas estratégicos das organizações já vislumbrando a necessidade de comunicação simultânea com dispositivos IPv6 e IPv4. Em geral. a possibilidade de mandar um único pacote para múltiplos destinos é opcional. • Suporte Avançado a QoS: esta talvez seja uma das funções mais interessantes para sistemas de automação industrial. segurança. o IPv6 oferece outras boas vantagens sobre o IPv4: • Segurança: o IPv4 foi concebido em uma época em que as preocupações com a segurança eram muito menos intensas e. pode ser incorreto. • Autoconfiguração de Endereços: um host IPv6 pode. que define cabeçalhos estendidos e separados de forma que aplicações de camadas mais altas do modelo OSI possam fazer uso de maneira transparente. InTech 129 31 . que é a sua grande capacidade de suportar o crescimento da conectividade global oferecendo muitos IPs para dispositivos diversos. mas já possuem previsão em seus roadmaps para adoção em breve. autoconfigurar suas propriedades de rede em cada interface sem a necessidade de um serviço DHCP. OS DESAFIOS DA TRANSIÇÃO E RECOMENDAÇÕES Falar de desafios futuros. por esta razão. Mesmo utilizando criptografia com IPSec (o que é uma dificuldade comum no uso de qualidade de serviço em redes com IPv4). Os roteadores na rede podem ler este cabeçalho e tomar decisões com base nestes dados. No IPv6. dado que a transição já vem ocorrendo há bastante tempo. esta possibilidade é um requisito básico da especificação. O país já investiu cerca de 170 milhões de dólares na tentativa de liderar no mundo a chamada Next Generation Internet. com o tempo. entre outros. Estes elementos são providos através do protocolo IPSec. Juniper e 3Com. para a automação. Na China. todos os dispositivos de rede utilizados nos jogos Olímpicos de Pequim utilizaram IPv6. por padrão.IPV4 E IPV6 NA AUTOMAÇÃO artigo • Melhorias no protocolo: é esperado que. não há suporte nativo a dois elementos que no IPv6 são mandatórios: autenticação e criptografia. mas é possível aprender com algumas organizações que já iniciaram a transição e que estão publicando suas experiências. Grandes fabricantes como Cisco. No segmento dos switches industriais também já há equipamentos à venda com suporte a IPv6 e os que ainda não oferecem. VANTAGENS DO IPV6 SOBRE IPV4 Além da escalabilidade. é possível fazer uso de QoS facilmente. Não há muitas alternativas às três opções de migração já mencionadas.

Vale a pena conferir com o fabricante estratégias recomendadas para a interoperabilidade até a transição completa e estimativas de atualização de firmware. Gallaher. 4. até que exista um espaço definido no mercado para as novas funcionalidades que o IPv6 oferece. Disponível em: http://www. existem algumas recomendações saudáveis além das já mencionadas: • Dentre os aspectos chave a considerar. Disponível em: http://www.br/sobre-nic/index. Consultar as previsões de transição do provedor é adequado.8. HUSTON. 2. REFERÊNCIAS 1. por se tratar a Internet de um ambiente comercial. que o IPv4 continuará em funcionamento e que. 2009. haverá pressão de entidades do governo para a transição. Último acesso em 30/01/2011.2. Geoff. Último acesso em 30/01/2011. treinamento. Último acesso em 30/01/2011. • Ao iniciar novos projetos e comprar novos equipamentos.rti. 7. B. Último acesso em 30/01/2011. com certeza.org/rfc/rfc1519. • Criar um roadmap de transição com previsão de custos e prazo (que pode ser mais longo). IPv6 “Economic Impact Assessment: Final Report”. Assim. mas pode-se dizer. Disponível em: http://www. a primeira versão de suporte surgiu no Service Pack 1 do Windows XP. com um suporte estável compilado no kernel 2. mesmo que até agora não tenha sido possível para muitas das empresas (com exceção dos provedores de serviço).potaroo. RTI. • Muitos equipamentos de firewall de rede e de host ainda não suportam totalmente IPv6. SEGURANÇA E INTEROPERABILIDADE A verdade é que o contato com o IPv6 pela automação.P. outubro de 2005. embora tipicamente o fornecimento dos IPs seja feito através de um provedor de serviços.org/publications/abstract.ietf. quanto mais cedo forem compreendidos os seus requisitos e características. dezembro de 1998. verificar compatibilidade. com limitações.org/html/rfc2460. será inevitável.htm. No caso do Windows XP (massivamente utilizado em ambientes de TA). “IPv6 addressing: where is the urgency for industrial networks?” Industrial Ethernet Book Issue 54 / 39. APNIC Report “APNIC triggers last of IANA IPv4 free pool space allocations”. principalmente. Disponível em: http://tools. Disponível em: http://www. Último acesso em 30/01/2011.nic. até que a continuação da convergência TI-TA engula o IPv4. o primeiro código do IPv6 foi adicionado ao kernel 2. 3. IETF. seleção do mecanismo de transição e atualização de equipamentos. O MAC OS já vem com o suporte IPv6 habilitado desde a versão jaguar 10.cfm?pub=6578. • Verificar o esforço relacionado aos sistemas operacionais e aplicações na transição. Rowe. Ray. Disponível em: http://www. Último acesso em 30/01/2011. Disponível em: http://www.iebmedia. “IPv4 Address Report”. No Linux.x. menores serão os custos de adequação da infraestrutura. IETF. • Há diversos tutoriais com boas práticas para a transição que estão sendo divulgados pelos fabricantes. Outros afirmam que. ou ausência de suporte dos equipamentos e aplicações. espera que a implementação ocorra de um dia para o outro na TA. 6. dupla-pilha ou tradução. por um bom tempo haverá a necessidade de convívio com este padrão que em breve se tornará legado. Neste tempo. a convivência se dará com as limitações técnicas criadas pela necessidade de uso das alternativas de tunelamento. assim como ocorreu para todas as grandes transições tecnológicas dos sistemas de automação e controle. setembro de 1993.pdf IPV6 E O FUTURO DA AUTOMAÇÃO COM ESCALABILIDADE.BR”. suporte ou previsão de suporte a IPv6. justificar o retorno deste investimento. Version 6 (IPv6) Specification.com. NIC. Consultar uma boa fonte durante o planejamento é sugerido. M. a adoção do IPv6 tem sido muito lenta por razões como a falta de conhecimento do assunto e dos benefícios trazidos.net/publications/press/releases/2011/APNIC_ Final-Five.2. Internet Protocol. destacam-se o planejamento da arquitetura.net/tools/IPv4/.ietf. “Atividades do NIC. Classless Inter-Domain Routing (CIDR): an Address Assignment and Aggregation Strategy. pelo menos para as plantas que optarem pelos vários benefícios que ainda serão trazidos pela conectividade global. sendo aprimorada posteriormente para os versões futuras. HSU. • Blocos de IPv6 já podem ser solicitados ao NIC. APNIC – Asian Pacific Network Information Centre Projections. Muitos dizem que este continuará sendo o caso. Até agora.artigo IPV4 E IPV6 NA AUTOMAÇÃO Para os que já estão pensando em iniciar a transição em breve. Alinhamento com o time de TI é essencial.BR.apnic. Sistemas operacionais lançados recentemente já possuem suporte. 5. e a sua adoção em maior ou menor grau. e de maneira mais ou menos lenta.txt?number=1519.1.BR – Comitê Gestor da Internet no Brasil. Não é possível estabelecer uma data para a virada e tampouco se 32 InTech 129 ..

tem causado sérios problemas ao meio ambiente. Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente (Cepema) da Universidade de São Paulo. a baixa resolução espacial das medições é a principal deficiência dessa tecnologia. Professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Keth Rousbergue Maciel de Matos (keth.br). Me. As indústrias aeroespacial e automobilística têm interesse especial na evolução das técnicas de medição de pressão aerodinâmica existente na superfície de corpos em deslocamento no ar. Em geral.usp. Mauro Sergio Braga (msbraga@lme.usp. a detecção de oxigênio é obviamente um dos principais mecanismos necessários à análise da qualidade do ar. localizado em uma superfície analisada. a necessidade de dados detalhados e exatos de pressão tem se tornado cada vez mais urgente. a medição eficiente das concentrações de oxigênio permite ainda aplicações no estudo de aerodinâmica. Professor Livre-Docente da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.artigo FOTOLUMINISCÊNCIA FILMES FOTOLUMINESCENTES APLICÁVEIS AO SENSORIAMENTO DE OXIGÊNIO E PRESSÃO AERODINÂMICA Me. não permitindo que seja analisado o espaço entre sensores. e Dr. INTRODUÇÃO O avanço desordenado na elaboração. fabricação e aplicação de produtos químicos. observado nas últimas décadas.br). Neste contexto. Com o rápido aprimoramento dos métodos computacionais de análise da dinâmica dos fluídos (CFD – computational fluid dynamics). que tem o oxigênio como principal elemento reativo. Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP – Campus Cubatão). Os métodos convencionais para o estudo do comportamento de peças de aeronaves e carros em túneis de vento tradicionalmente utilizam dispositivos discretos que são distribuídos ao longo de uma superfície e fornecem informação da pressão local através de sinais elétricos.com).matos@gmail.com). Diversos órgãos de controle e proteção ambiental vêm cobrando mecanismos rápidos e eficientes de controle dos processos na busca pela redução da emissão de poluentes e do monitoramento de tais emissões. Victor Fernandes Borges (victorf_borges@hotmail. Dessa forma. Dr. Adicionalmente. Contudo. Outro uso crítico das medições de pressão superficial consiste na validação de códigos computacionais. é necessário instalar um grande número de dispositivos sobre a superfície do modelo. uma vez que cada sensor. As medições de pressão superficial também são muito valiosas especificamente no estudo e na identificação de fenômenos como a separação de camadas de borda ou o impacto de ondas de choque sobre as superfícies. para se alcançar uma resolução espacial razoável. devido à composição do ar. a emissão de poluentes nos grandes centros urbanos e polos industriais alteram as condições do ar. o que demanda tempo e é extremamente caro por requerer um InTech 129 33 .br).usp. Professor do Instituto Federal de Educação. Francisco Javier Ramirez Fernandez (jramirez@lme. Coordenador da Rede NanoSenSIM e da Divisão de Sensores Integrados e Microssistemas (SIM) do Laboratório de Microeletrônica da Escola Politécnica da USP (LME). a exatidão nesses processos de medição é bem conhecida. Walter Jaimes Salcedo (wsalcedo@lme. Atrelado a isso. a fim de que novos códigos possam ser testados adequadamente antes de serem utilizados nos processos de desenvolvimento. fornece informação da pressão apenas na posição do dispositivo. onde é Professor Titular.

TAKEUCHI. 2008). Devido ao fato de que os estado tripleto das moléculas possuem maiores tempos de vida. Dessa forma. RONDA. a transição do estado excitado tripleto (T1) ao estado fundamental singleto (S0) tem baixa probabilidade de ocorrência e a emissão tem duração longa – em torno de 10-5 segundos a horas (Figura 1) (AMAO. A supressão da emissão fotoluminescente de uma molécula por interação com o oxigênio ocorre devido à transferência de carga do estado excitado da molécula para o oxigênio em estado fundamental tripleto (FERNÁNDEZ-SÁNCHEZ et al. Como a transição do estado singleto excitado (S1) ao estado singleto fundamental (S0) é permitida por spin (ocorre sem mudança de spin). OKURA. Seguindo essa tendência. 2001).artigo FOTOLUMINISCÊNCIA arranjo de cabos para conectá-los a uma central eletrônica de aquisição das informações de medição.1 – Supressão da fotoluminescência pelo oxigênio A emissão fotoluminescente pode ser reduzida ou extinta por interações moleculares que provoquem a degeneração dos estados energéticos da molécula ou crie estados intermediários fornecendo caminhos alternativos para o decaimento não radiativo de elétrons na banda proibida. outra utiliza a interação do oxigênio presente no ar. Para tentar resolver essa problemática. AMAO. e alguns estudos têm sido dedicados especificamente à medição de pressão utilizando materiais luminescentes (ACOSTA et al. diversos estudos vêm sendo realizados com o intuito de desenvolver dispositivos capazes de informar a pressão dinâmica de superfícies com alta resolução espacial e sem a necessidade de transdução elétrica direta. ISHIKAWA. é quase impossível instrumentar bordas finas e cantos dos perfis sobre um modelo – frequentemente áreas de grande interesse. 1991). Além disso. AMAO. duas estratégias podem ser empregadas para medição da pressão dinâmica: uma delas utiliza transdução da força exercida pelo ar sobre a superfície analisada (TRIMMER. 1 – FOTOLUMINESCÊNCIA A luminescência é a emissão espontânea de luz. A primeira é uma curta emissão a partir do retorno ao estado fundamental de um estado singleto com os elétrons com spin complementar. OKURA. TAKEUCHI. os sensores ópticos vêm sendo desenvolvidos. 2005). GOUTERMAN. haverá grande probabilidade de interação. ela tem alta probabilidade de ocorrer 34 InTech 129 . TAKEUCHI. produzida em certas moléculas durante o retorno à sua condição energética original. após excitação de elétrons nos estados energéticos fundamentais.. por exemplo. com dispositivos moleculares (BELL et al. 2001. 1997 apud LEE et al. TAKEUCHI. 2008.. se a molécula fotoluminescente for inserida em um ambiente com oxigênio. da mesma ordem do tempo de vida do estado excitado singleto). Figura 1 – Diagrama Jablonsky (AMAO. Dessa forma. e for sensível a ele. 2001. 2007). 2008). provocando o efeito da supressão da fotoluminescência pelo oxigênio. Se a energia de excitação for de origem luminosa. quando a molécula excitada retorna ao seu estado fundamental. A esse efeito dá-se o nome de supressão de luminescência. dá-se o nome de fotoluminescência. levando-os a estados energéticos superiores. fazendo com que esses emitam a energia absorvida na forma de fônons. TAKEUCHI. 2005. 1997).. Para a adequada compreensão do funcionamento dos dispositivos tipo PSP. Assim. 2005. 2001. O ar é essencialmente composto por nitrogênio e oxigênio. AMAO. 2005. 1. 2005. Esta pode ser dividida em dois tipos: fluorescência e fosforescência. 2005. RONDA. como as tintas sensíveis a pressão (PSP). CARRAWAY et al. ISHIKAWA. RONDA. Já a fosforescência envolve uma mudança no spin do elétron e. cabe esclarecer alguns fundamentos: e o tempo de decaimento fluorescente é normalmente muito pequeno (10-9 a 10-7 segundos. As luminescências recebem nome de acordo com o tipo de energia de excitação. AMAO. TAKEUCHI. fenômeno observado na interação das moléculas de Octaetilporfirina de Platina (aqui estudadas) com o oxigênio molecular. então. elas estão mais suscetíveis a interações com outras moléculas (AMAO. baseados em diversas tecnologias. 2008). ela luminesce – emite luz (AMAO.

Os dispositivos do tipo PSP. 2001.. 1991. Os filmes foram depositados sobre lâminas de vidro (ativadas e não ativadas) pelo processo de revestimento por rotação (spin coating – Figura 3). MATERIAIS E MÉTODOS Figura 2 – Arranjo para medição de pressão aerodinâmica em túnel de vento utilizando as PSPs. que é dependente das moléculas define sua sensibilidade e fotoluminescentes e das características construtivas do dispositivo. CARRAWAY et al. Existe uma dependência da permeabilidade da matriz hospedeira ao oxigênio (na imensa maior parte das vezes. Pode-se também simplificar a equação (1) em (2). pode ser considerada constante. toda a superfície do modelo é revestida com o filme sensível (PSP). InTech 129 35 . O funcionamento dos dispositivos PSP está baseado na difusão do oxigênio. 2001. Onde e (1) são as intensidades de luminescência e são os tempos de vida dos estados à ausência de oxigênio e à concentração te de oxigênio. Uma quantidade de 6 mg de PtOEP foi diluída em solução contendo 1 g de Poliestireno (PS) e 5 mL de tolueno. no entanto. Assim. o princípio desses sensores ópticos de oxigênio pode ser aplicado para medir a pressão aerodinâmica. são constituídos por um substrato hospedeiro para moléculas fotoluminescentes sensíveis ao oxigênio. para caracterizar experimentalmente os dispositivos PSP em termos de sua constante de Stern-Volmer. sob condições experimentais definidas.. 2009). Para homogeneização e diluição completa do PtOEP. a solução foi gotejada sobre as lâminas e estas foram rotacionadas durante 5 segundos a uma velocidade de 4000 RPM (rotações por minuto) a fim de que o filme fosse homogeneamente espalhado na superfície. Se a supressão da luminescência for devida à difusão completa. 2007). observam-se variações nas emissões fotoluminescentes devidas às interações entre a molécula sensível e as moléculas do gás. 2005. As técnicas de medição de pressão de superfície baseadas nas PSPs utilizam revestimentos luminescentes que são depositados na superfície dos modelos analisados. TAKEUCHI.. Nesse processo. porque a concentração de oxigênio no ar é proporcional à pressão. 2005). Essa técnica já vem sendo utilizada para a medição de pressão em superfícies de aeronaves em túneis de vento em um arranjo relativamente simples (Figura 2) e de custo efetivo inferior ao que emprega centenas ou milhares de dispositivos de medição de pressão distribuídos discretamente sobre a superfície do modelo (BELL et al. o elemento supressor). é possível fazer medições dos tempos de vida ou das intensidades de luminescência e então relacionar essas medições às concentrações de oxigênio (AMAO. FERNÁNDEZ-SÁNCHEZ et al. As amostras foram rotacionadas por 5 segundos a 4000 RPM. KOSE. 2005. e é a pressão parcial de oxigênio na superfície do sensor. A constané dependente das constantes físicas do sistema e. TAKEUCHI. TAKEUCHI. Nesse arranjo. CARRAWAY et al. Através da equação (1). então as intensidades de luminescência estão relacionadas à concentração do supressor pela equação de Stern-Volmer (AMAO.. podem ser aplicados para a medição de pressão nas mais variadas situações e. de um modo geral. Quando submetidos a ambientes com variadas concentrações de oxigênio. 2005). (KOSE. a mistura foi condicionada em ultrassom durante 30 min. OKURA. ISHIKAWA. 1991) ou na intensificação de luminescência pelo oxigênio (ACOSTA. 2005) Os sensores produzidos no presente trabalho foram constituídos de um filme de poliestireno contendo moléculas sensíveis de Octaetilporfirina de Platina (PtOEP). (2) Onde é a constante de Stern-Volmer do sensor. Figura 3 – Revestimento por rotação (spin coating).FOTOLUMINISCÊNCIA artigo 2 – TINTAS SENSÍVEIS A PRESSÃO As PSP são dispositivos sensores cujo método óptico de medição de pressão superficial é baseado na supressão (AMAO. AMAO. respectivamente.

como mostram os espectros da Figura 6. 36 InTech 129 . Superfície (a) ativada e (b) não ativada. respectivamente. imagem da câmara real com os filmes sensíveis depositados no interior da câmara fixada no suporte do fluorímetro. Figura 7 – Resposta dos dispositivos (para diferentes concentrações de oxigênio e intensidades de fotoluminescência normalizadas) baseados na emissão da Pt-OEP em filmes de poliestireno. A Figura 5 mostra o diagrama do arranjo experimental e os detalhes do sistema utilizado para a obtenção da mistura gasosa. 21% (ar sintético seco – N2 ultra puro como gás de carga) e 100% (oxigênio com pureza de 99. modelo 1355 e mantida a uma vazão total de 2 L/min. os dispositivos tipo PSP desenvolvidos no presente trabalho foram expostos a ambientes com concentrações de oxigênio de 0% (99. Dessa forma. Os ensaios foram realizados com os dispositivos no interior de uma câmara construída em alumínio com uma janela de vidro polido para entrada e saída da luz. As curvas em azul são aproximações exponenciais de primeira ordem para concentrações de 0 a 100% de O2. foram obtidos os espectros de emissão fotoluminescente das amostras (Figura 6).05 nm para as amostras ativadas e não ativadas.999%). Figura 4 – À esquerda. foi utilizado um fluorímetro Varian modelo Cary Eclipse.07 e 644.artigo FOTOLUMINISCÊNCIA Para obtenção do espectro de fotoluminescência do sensor. 21 e 100% de oxigênio. vista 3D e em corte da câmara de ensaios. As curvas obtidas são plenamente compatíveis com o espectro de emissão da Pt-OEP e evidenciam a sensibilidade da Tinta Sensível a Pressão baseada nessa molécula.999% N2). à direita. a b Figura 5 – Diagrama esquemático do arranjo experimental. A mistura gasosa injetada na câmara de ensaio foi obtida através de uma associação de dois rotâmetros da Brooks Instrument Division – Emerson Process. As curvas em vermelho são aproximações lineares das respostas dos dispositivos para concentrações de 0 a 21% de O2. Na Figura 4 são mostrados os detalhes em corte da câmara de ensaio. RESULTADOS E DISCUSSÕES Inicialmente. Filmes depositados sobre lâminas de vidro (a) ativadas e (b) não ativadas. e ao lado. a imagem dos dispositivos sensores no interior da câmara real fixada ao suporte do fluorímetro. Cada amostra foi exposta a diferentes concentrações de oxigênio e as intensidades de emissão fotoluminescente foram monitoradas a 645. Esses resultados motivaram uma caracterização mais detalhada dos dispositivos com o levantamento de suas curvas de respostas (Figura 7). por serem os comprimentos de onda de maior sensibilidade. A temperatura das amostras foi mantida em 25ºC. a b Figura 6 – Espectros de emissão fotoluminescente (intensidades normalizadas) das PSP para concentrações de 0.

facilmente modelado em 1ª ordem. o que é uma vantagem interessante por não trazer maiores complicações e custos ao processo de fabricação dos sensores (ou das aplicações de medição aerodinâmica) que utilizam esse polímero como matriz de fixação das moléculas sensíveis. No eixo vertical está a intensidade relativa de emissão fotoluminescente e. Tabela 1 – Equações de aproximações linear e exponencial para as curvas de resposta das amostras ativada e não ativada. que dispensa ativação de superfície. por exemplo). tecnologia comunidade recente e de nas grande últimas interesse décadas. A As constantes de Stern-Volmer (Ksv) dos dispositivos apresentados neste trabalho puderam ser obtidas a partir das curvas de Stern-Volter apresentadas na Figura 8: Ksv = 1. Contudo. uma vez que o poliestireno possui permeabilidade ao oxigênio pouco inferior a outros polímeros fluorados. Nessa faixa. A Figura 7 mostra que os dispositivos apresentam boa sensibilidade para faixa de medição de concentração de oxigênio de 0 a 100% e segue um modelo exponencial de resposta. a pressão parcial relativa de oxigênio. não se faz necessária a ativação das superfícies dos substratos (que podem ser a superfície de asas de aeronaves em ensaios em túneis de vento. respectivamente. e essa característica atribuiu ótima qualidade ao filme Pt-OEP/PS. a intensidade relativa de emissão e. como reportado na literatura. seguindo os parâmetros de ajuste da Tabela 2. da A científica manipulação desta tecnologia no Brasil ocorre com 37 InTech 129 . Isso confirma que. operam na região de concentração de oxigênio inferior a 21%.54 e 1. uma vez que as amostras ativadas e não ativadas responderam de maneira igualmente satisfatória. entre outras. Os filmes sensíveis ao oxigênio constituem uma Figura 8 – Curvas de Stern-Volmer para as amostras ativadas e não ativadas.FOTOLUMINISCÊNCIA artigo Os sistemas de medição de pressão superficial por PSP. seguindo o modelo da equação (2). no eixo horizontal. de pressão de superfícies aerodinâmicas. com alguma vantagem das amostras não ativadas que apresentaram sensibilidade levemente superior. em relação à amostra ativada. ambos dispositivos responderam esses com apreciável não estão linearidade. recentemente reportados pela comunidade científica e com custo ainda muito superior ao PS. para deposição de filmes sensíveis a base de poliestireno. CONCLUSÕES Os resultados apresentados evidenciam o potencial dos dispositivos PSP para medições de concentrações de oxigênio em aplicações ambientais. limitados a tais aplicações. a pressão parcial relativa de oxigênio. Os gráficos da Figura 8 mostram sensibilidade ligeiramente superior da amostra não ativada. assim como sensores dedicados ao monitoramento de oxigênio do ar ambiente. sensores O gráfico de Stern-Volmer apresenta no eixo vertical. no eixo horizontal. molécula de Platina-Octaetilporfirina apresenta grande sensibilidade ao oxigênio. O ponto forte do uso do poliestireno como matriz de fixação é qualidade de deposição.85 para amostras ativada e não ativada.

analisadores e narizes ópticos. 3. 4. TRIMMER.artigo FOTOLUMINISCÊNCIA pioneirismo na Universidade de São Paulo e os autores do presente trabalho orgulham-se de apresentar estes resultados que abrem caminho para um extenso trabalho de pesquisa na área. TAKEUCHI. [Gainesville]. J. 6. Luminescence: From Theory to Applications. et al. Journal of Chemical Education. 2009. 33. E. 5. com possibilidades de aprimoramento da tecnologia de desenvolvimento de sensores. Y. 12. Frontiers in chemical sensors. C. OKURA. p. ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A. 2. Talanta. et al. Nanocomposite of porous silicon and methylene blue molecules for optical gas sensor application. v. KOSE. R. v. ECS Transactions. WILEY-IEEE Press. Materials for luminescent pressure-sensitive paint. 8. A. 1. S. 155-206. Novel oxygen sensitive complexes for optical oxygen sensing. São Paulo. p. M. 2007. K. Silício poroso funcionalizado com moléculas de azul de metileno para aplicações em sensores químicos. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem primeiramente a Deus pelas providências e capacitação fornecidas. W. 7. 2005. Tese (Doutorado) – University of Florida. e ao Prof. ao INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia). 303-322. 38 InTech 129 . Florida. Ricardo Santos (Cepema-USP) pela contribuição na fabricação dos dispositivos. v. WILEY-VCH. et al. Analytical Chemistry. 2001. FERNÁNDEZ-SÁNCHEZ. 74. et al. I. EUA. AMAO. RONDA. N. Annual Review of Fluid Mechanics. Multi-Luminophore Coatings for Pressure Sensitive Paint Applications. 10. Dissertação (Mestrado) – Escola Politécnica. Analytica Chimica Acta 445. p. p. 173p. 6. H. ISHIKAWA. 2001. REFERÊNCIAS 1. 1991. Photophysics and Photochemistry of Oxygen Sensors Based on Luminescent Transition-Metal Complexes. 9. A. v. 242-250. 63. 7.. BELL. Y. LEE. Micromechanics and MEMS: Classic and Seminal Papers to 1990. 55-62. 2008. GOUTERMAN. 1997. J. p. p. Me.. n. A. 57-62. 06. Universidade de São Paulo. 337-342. ao Laboratório de Microeletrônica da Universidade de São Paulo (LME-EPUSP) pelos recursos e suporte técnicos oferecidos. n. Surface pressure measurements using luminescent coatings. n. F. p. ACOSTA. Microsystem Technologies. n. 2005. 11. ACOSTA. 2001. Oxygen quenching of luminescence of pressure sensitive paint for wind tunnel research. A flexible encapsulated MEMS pressure sensor system for biomechanical applications. et al. Green luminescent iridium(III) complex immobilized in fluoropolymer film as optical oxygen-sensing material. 2008. p. 2005. 14. 177-182. M. 3. 2009. AMAO. 1997. CARRAWAY. n. à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Y. E. 697-702.. 71. Y.

desafiando os mais precisos planejamentos estratégicos. mas. o painel de lógicas e segurança a relés.com. o projeto do painel de controle.. Em resumo: os profissionais da nova geração. etc. com seus detalhes construtivos mecânicos. arquiteturas de sistema. Hoje. mas tornando-se crítico: qual é o perfil do profissional de automação que realmente a indústria demanda e deseja em curto prazo? O setor evoluiu de maneira tal – tanto tecnologicamente quanto na diversificação de aplicações nos mais variados segmentos industriais – que seus profissionais hoje têm a carreira direcionada para as especializações. os gargalos começam a despontar. Francisco Roberto Martins de Andrade.. ele confirma que a principal dificuldade é a complementação da formação na área de TI e no conhecimento dos sistemas/equipamentos instalados na planta. antigamente o profissional de “instrumentação” cuidava do projeto inteiro. etc. como de TI. 26 técnicos e o Gerente. A sugestão do Gerente de Automação da Usina de Cubatão da Usiminas para a contratação de profissionais com os requisitos mínimos é recrutar o pessoal em boas escolas. não têm uma formação holística sobre um projeto de. conhecem e trabalham com fluxogramas de engenharia. Um deles está à nossa frente já há algum tempo.. incluindo o dimensionamento e a especificação dos instrumentos de campo. Ele opina que o profissional de automação precisa ter conhecimentos tanto de elétrica. principalmente de controle.reportagem PROFISSIONAL DE AUTOMAÇÃO PERFIL DO PROFISSIONAL DE AUTOMAÇÃO: SISTEMAS OU CAMPO? EIS A QUESTÃO. Hoje priorizamos a contratação de engenheiros de automação e controle.. profissionais que se especializam em “instrumentação”. na sua grande maioria. mas têm pouca noção dos detalhes das redes de comunicação envolvidas. controle e segurança de processo. os diagramas de interligação. InTech 129 39 . dimensionam e especificam bem os instrumentos. ao mesmo tempo. em função de acharmos mais fácil esse apreender a parte de TI do que o inverso. quadro sinótico. Dizem os veteranos da matéria. Por Sílvia Bruin Pereira (silviapereira@intechamericadosul. diagramas lógicos. embora Andrade julgue que hoje existe uma boa oferta de cursos técnicos e de engenharia de automação e controle. Chegam ao mercado. encontram-se entre os mais jovens excelentes profissionais de “automação”. dizem os da “antiga”. sendo 24 analistas de automação. – ficou difícil até definir em poucas palavras – instrumentação. assim como acontece há tempos na prática da medicina. o projeto eletropneumático. redes. contratamos alguns engenheiros de computação e de telecomunicações”. etc. que atuam no detalhamento e configuração de hardware e software dos automação. Em tempos de economia aquecida e crescimento industrial. Justamente por conta dessa alternativa. afirma. disposição dos instrumentos no frontal. A PRÁTICA A Usina de Cubatão da USIMINAS conta com 51 profissionais na sua equipe de automação.br) controladores e supervisórios. as plantas de encaminhamento. mas têm pouquíssimo conhecimento do “campo”. “Aqui na Usina temos analistas das duas formações. para mesclarmos.

até o acompanhamento após a partida. Moura conta que a experiência é provida pela companhia justamente pelas ferramentas de treinamento. necessitamos de profissionais que tenham conhecimento e experiência em diversos tipos de soluções e tecnologias. engenheiro sênior e consultor técnico que atua nessa área. buscando a formação mais adequada para a empresa. boa expressão oral e escrita. convive com o problema diariamente. uma vez aprovada gerencialmente. dentre outras”. no caso específico do E&P. ensina. domínio das ferramentas Microsoft. Moura confirma a tendência do novo profissional em apresentar grande conhecimento nos níveis de sistemas de automação e parco conhecimento de campo. prosseguindo durante os primeiros anos da atividade do novo profissional”. O programa vai ter duração de um ano. Andrade ressalta que a experiência precisa começar a ser ganha na realização de um bom estágio durante a formação do profissional. Para os que estão chegando agora. mecânica e. alternando treinamento e desenvolvimento de trabalhos na área. “Esse programa foi divulgado em escolas de primeira linha e tivemos um número muito bom de recém-formados inscritos. E este princípio já é prática na Usiminas. desde a fase de treinamento pós-admissão. Temos ainda recursos adicionais junto às áreas de Recursos Humanos. “Quando recorremos ao mercado. “E montar um programa de treinamento interno para completar a formação”.reportagem PROFISSIONAL DE AUTOMAÇÃO tanto de nível técnico como superior. Entendendo como requisitos mínimos para o profissional de automação a formação básica em engenharia eletrônica. “E é importante no início da carreira ter um bom tutor. mais do que ninguém. anima-se o Gerente de Automação da Usina de Cubatão da companhia. Por isso. O consultor da Petrobras considera essencial que as universidades que disponibilizam cursos de formação para a área de Engenharia de Automação passem a considerar em suas grades de formação uma maior alocação de tempo e disciplinas associadas à instrumentação de campo. programação de CLP. instrumentação de campo. estágio. “Buscamos 40 InTech 129 trabalhar essas dificuldades desde os processos seletivos. Pela atividade da empresa e por sua posição. é encaminhada para a Universidade Petrobras. detalha o consultor. . que também dão tratamento às demandas identificadas e aprovadas. “Uma vez que somos uma empresa integradora de soluções. Quando não encontra. por meio da indicação de um tutor sênior para acompanhá-lo. onde o próprio interessado pode indicar a sua carência e. A dimensão vivencial é coberta por meio de estágios de campo. A PETROBRAS possui no segmento de Exploração & Produção (E&P) um contingente substancial de engenheiros e técnicos atuando na disciplina de automação industrial. domínio de uma linguagem de programação de alto nível. De acordo com Carlos Henrique Wildhagen Moura. para viabilização interna ou externa. a companhia tem uma equipe de quatro engenheiros e um técnico. complementada por conhecimento de disciplinas. enumera. considerando-se que em algumas companhias automação é uma atividade integrada com instrumentação e elétrica de controle. explica. onde colocamos esses conhecimentos como tópicos a serem cobertos pelos concursos públicos. e em outras essas áreas estão separadas. redes de comunicação. José Ricardo Monteiro Pinheiro. que acabou de contratar profissionais para a área de automação através de um programa de início de carreira chamado “Jovem Engenheiro”. Na área específica de engenharia corporativa de E&P para instalações de produção de superfície. idioma inglês. e fazer acontecer um programa de treinamento e vivência de campo acordado entre as partes”. A participação em projetos que permitam ao profissional passar por todas as fases de desenvolvimento. tais como: processo. “Temos observado uma carência expressiva nos profissionais mais novos no tocante a esse nível”. a sua equipe está capacitada a executar as tarefas que são demandadas. a empresa supre as lacunas através de treinamentos e da alocação desses profissionais em projetos com profissionais mais experientes. ajuda bastante”. “Eventuais necessidades de complementação de conhecimento são cobertas por treinamento. alerta. Damos prosseguimento ao tratamento dessa carência durante a fase de treinamento pós-admissão e acompanhamento durante os primeiros anos de atividade do novo profissional. A empresa atualmente conta com um quadro funcional composto por 70 profissionais na área de automação industrial. atesta. procuramos profissionais com experiência em programação de supervisório. tutela e acompanhamento de performance mediante métricas mutuamente acordadas. também admite que o perfil desses profissionais é amplo e difícil de ser encontrado no mercado. elétrica. de sistemas hidráulicos. Estamos bastante otimistas em relação ao resultado”. é Diretor de Projetos da AC ENGENHARIA E SISTEMAS. ou de automação e controle. que oriente e transmita conhecimentos. sendo 30% engenheiros e 70% técnicos.

d) inglês avançado. “Para que os estágios nas empresas sejam viabilizados. HART. c) conhecimento das principais redes de campos utilizadas pelo mercado. incluindo conhecimentos sobre medidores. similares aos empregados em plantas industriais. . além da formação. segundo o Professor da Poli. etc. não linear. promovendo encontros técnicos com a participação de empresas. é através da realização de estágios em laboratórios adequados na própria universidade ou nas empresas. instrumentos e sistemas de supervisão e controle. desenvolvimento. softwares de supervisão e gerenciamento (sistemas supervisórios. Por estas inumeráveis razões. teoria de controle (clássico. Aliás. posta em marcha etc. Dessa forma. o Diretor da AC Engenharia aconselha os jovens profissionais que estão ingressando na área de automação. “Ele precisa ter conhecimentos básicos sobre: processos (e aí já surge um enorme problema. é fundamental uma maior aproximação das empresas com as universidades. assim como. InTech 129 41 A TEORIA A formação de um profissional da área de Automação e Controle envolve diversas áreas do conhecimento resume o Professor-Doutor Claudio Garcia. f) grande capacidade de absorver novos conhecimentos em tempos cada vez mais reduzidos. b) trabalhar sempre buscando o crescimento profissional. g) conhecimento e experiência em instrumentação de campo. isto é. sistemas de intertravamento e controle. finaliza. DeviceNet. barramentos de campo (Foundation Fieldbus. obter a certificação CAP (Certified Automation Professional) da ISA (International Society of Automation)”. no sentido de realizar doações ou então vendas subsidiadas a esses laboratórios”. através da divulgação dos programas de estágios junto aos alunos.). para um profissional de automação industrial: a) conhecimento e experiência de programação em. single-loops. etc. conclui. c) procurar aprender o máximo com os profissionais mais experientes. etc. MES. da ESCOLA POLITÉCNICA DA USP (EPUSP) e Coordenador do Laboratório de Controle de Processos Industriais na EPUSP. gerenciamento de ativos. de modo que os alunos. explica Pinheiro. além de temas diversos como SIS. d) ao atingirem os requisitos mínimos. preditivo. envolvendo as linguagens de programação de CLPs. que pudessem conter plantas-piloto. realizando visitas às indústrias e promovendo a realização de minicursos ministrados por profissionais da indústria”. análise de desempenho de malhas de controle. a melhor forma do aluno de Automação e Controle de uma universidade sair da academia e ser imediatamente útil à indústria. instrumentação (novamente outro problema. consigam ter um ótimo desempenho tanto administrativo quanto em trabalhos de campo. pudessem complementar sua formação acadêmica convencional e ingressar no mercado de trabalho com alguma vivência prática na área de Automação e Controle. creio ser difícil que as universidades consigam formar um profissional de automação "completo"”. “Para tal. sistemas digitais de controle (SDCDs. digital. o Diretor de Projetos da AC Engenharia enumera os requisitos mínimos.). os laboratórios. multivariável. h) conhecimento de TI.). áreas classificadas. etc. uma das maiores dificuldades da empresa é encontrar profissionais que possuam um leque amplo de conhecimento em diversas tecnologias. por exemplo. instrumentação analítica. Outra forma importante de aproximação é a que temos usado desde 2003 na EPUSP. Nesse sentido. Profibus. no mínimo. pois a área é vasta. a manutenção de uma Seção Estudantil da ISA que seja ativa. no mínimo. enfim uma gama enorme de assuntos. CLPs. Garcia acredita que o que seria possível para as universidades é a disponibilização de laboratórios. b) conhecimento e experiência de configuração de. etc. instrumentação wireless. pois os processos em uma refinaria. Para Garcia. sugere. tais como estruturação de dados e principais linguagens de programação. “Vocês devem: a) procurar uma boa empresa para estagiar. dois fabricantes de sistemas supervisórios distintos. e) disponibilidade para viagens e trabalhos fora da sua cidade de origem. testes. são muito diferentes daqueles existentes em uma siderúrgica ou em uma planta de papel e celulose). Considerando a forte demanda do mercado.). atuadores. também são a única forma possível das universidades poderem se manter atualizadas quanto às novas tecnologias. dois fabricantes de controladores programáveis distintos. comissionamento.PROFISSIONAL DE AUTOMAÇÃO reportagem assim como conhecimento e experiência nas diversas fases de um projeto (conceitual. seria fundamental parcerias com fabricantes. realizando estágios ou iniciações científicas nesses laboratórios. PIMS.). Não nos contentamos de termos especialistas em somente uma tecnologia e/ou somente uma fase do projeto”. defende. Com base na sua experiência. mantendo nesses espaços os mais recentes lançamentos do mercado.).

Ásia-Pacífico. Resultados Trimestrais dos Fornecedores. Estas informações são de propriedade do ARC Advisory Group e são publicadas com direitos de Copyright. Deveremos ver um crescimento ainda maior nos próximos trimestres. Os fornecedores de automação do processo tiveram um aumento de receitas mais modesto. 42 InTech 129 .com em português. mas tiveram um forte aumento na entrada de novos pedidos. entre em contato com mkurcgant@arcweb. conforme relatos dos substanciais aumentos na atividade de recebimento de novos pedidos feitos por muitos fabricantes. Os fornecedores para as indústrias discretas tiveram o crescimento de receita mais forte na recuperação dos segmentos de semicondutores e nas indústrias automobilísticas. garantindo elevados níveis de receitas futuras. Europa. ou diretamente com o autor aavery@arcweb. América do Norte.exclusivo ARC ADVISORY GROUP Os fornecedores de automação mantiveram um bom ritmo no terceiro trimestre de 2010 Por Avery Allen. Para informações adicionais. PALAVRAS-CHAVE Automação. um sólido aumento em relação ao mesmo período de 2009. América Latina. RESUMO Parece certo que a recessão terminou para os fornecedores de automação.com. ARC Advisory Group. Nenhuma parte delas pode ser reproduzida sem permissão prévia da ARC. apresentando um crescimento de dois dígitos. ou para qualquer comentário. Os fornecedores estão colhendo bons frutos graças à recuperação do mercado industrial e os investimentos de capital que haviam sido congelados no auge da crise. em inglês. No terceiro trimestre de 2010 as receitas dos fornecedores continuaram a subir. Oriente Médio e África.

Novos pedidos foram de grande volume devido à maior demanda por parte dos clientes industriais. ABB Low Voltage Product – Viu suas receitas aumentarem em 13% em relação ao terceiro trimestre de 2009. A ARC acredita que os trimestres futuros serão mais vigorosos ainda. As taxas de câmbio utilizadas para conversão de moedas estrangeiras foram as do último dia do terceiro trimestre. ABB Automation Discrete & Motion – Relatou um aumento de 14% nas receitas do terceiro trimestre e um forte crescimento de dois dígitos na atividade de recebimento de novos pedidos em todas as regiões do mundo. sendo eles os últimos a sentir o aperto da recessão. InTech 129 43 . usamos a metade mais recente.5 bilhões no final do terceiro trimestre. a receita total combinada de todos os fornecedores aumentou 17% por ano. Os fornecedores europeus e norte-americanos de automação de processo registraram um aumento de 7% na receita. Fornecedores de automação para a indústria discreta tiveram um aumento de 29% em suas receitas. à medida que os fornecedores convertam seus pedidos em carteira em um rápido crescimento das receitas. RECEITA DOS FORNECEDORES Neste estudo a ARC incluiu os resultados trimestrais mais recentes para os fornecedores de automação que divulgam seus resultados publicamente.13 -8 22 43 79 63 ARC ADVISORY GROUP exclusivo ANÁLISE As receitas e os lucros das principais fornecedores de automação continuaram a crescer durante o terceiro trimestre de 2010. Isto é consistente com a visão da ARC que. O crescimento na China foi de mais de 30%. os fornecedores de automação discreta seriam os primeiros a entrar na recessão e os primeiros a sair dela. mas relataram forte atividade de entradas de novos pedidos. Depois de sofrer por um longo período de seca. pelo mercado de energia solar. A carteira de pedidos da divisão atingiram US$ 3. A ABB relatou que as receitas com serviços aumentaram mais de 20%. O atendimento às ordens de compras recebidas durante o trimestre anterior também contribuiu para as elevadas receitas da ABB. e por setores ligados à construção. liderada pelas Américas e pela Ásia. particularmente no setor de energia. mas também sendo os últimos a sair dela. Aqui também as Américas e a Ásia lideraram o crescimento com aumento de dois dígitos em novas compras. ou os resultados do ano fiscal cheio. Comparada ao terceiro trimestre de 2009. muitos fornecedores tradicionais para as indústrias discretas apresentaram um crescimento de dois dígitos. particularmente nos mercados emergentes. Quando os resultados trimestrais não são disponíveis. Os fornecedores para as indústrias de processo tiveram resultados mais modestos no crescimento ano-a-ano. Os fornecedores para as indústrias de processo de uso intensivo de automação tiveram o benefício de continuar trabalhando com uma recheada carteira de pedidos.

1. iniciativas de redução de custos e ações anteriores de reposicionamento da empresa. O bom desempenho no trimestre valida o novo modelo de licenciamento da AspenTech baseado em tokens. principalmente através de crescimento orgânico.6 pontos percentuais acima dos 17. um grande salto comparado aos US$ 39 milhões do ano anterior. sem descrição.1 bilhões para de US$ 5. Flowserve – A divisão de controle de vazão da Flowserve aumentou suas vendas em 7% contra o trimestre equivalente de 2009. Os resultados financeiros trimestrais da empresa. Aspentech – Reportou uma receita total de 43. impulsionada principalmente pela redução de custos.1%. mas tiveram crescimento na Europa. Danaher Industrial Technologies – Teve um cresceu para 19. Embora o primeiro trimestre da Aspen seja tradicionalmente o mais fraco. A atividade na Ásia cresceu quase 50% graças às ordens de compra de valor mais elevado dos clientes de mineração e naval. 34% a mais que em 2009. um aumento da quantidade de projetos relacionados à eficiência energética e a introdução de novos produtos. A ABB teve crescimento mais forte em pedidos do segmento de minerais. com uma forte atividade em todas as regiões do mundo. no primeiro semestre do seu ano fiscal. As encomendas do Oriente Médio e da África diminuíram ligeiramente. Fanuc – Teve um crescimento nas receitas de mais de 136% no segundo trimestre de seu ano fiscal. e a margem do segmento subiu para 14% devido a maiores volumes. As vendas aumentaram 5% e a margem do segmento 44 InTech 129 . menores gastos de reestruturação. As receitas para o segmento de identificação de produtos cresceram 20%.9 bilhões.3 milhões em receitas no trimestre. GE – A unidade Home & Business Solutions. novas ordens de compra atingiram cerca de 74 milhões de dólares durante o primeiro trimestre fiscal. e alavancagem do volume. O lucro do segmento foi de 9% no trimestre. O valor total de contratos da Aspen cresceu 2. Danaher Professional Instrumentation – Viu suas receitas crescerem 21% face ao terceiro trimestre de 2009. Os registros de novos pedidos se mantiveram similares aos de 2009. indústria naval e turbinas. a entrada de novas ordens de compra aumentou de forma significativa durante o trimestre. O lucro do segmento permaneceu estável em US$ 104 milhões. que apenas mostram números. 45 milhões de dólares. 11% através de novas aquisições.1 milhões de dólares para o primeiro trimestre do ano fiscal. o terceiro trimestre de 2009 havia incluído um pedido de grande porte.exclusivo ARC ADVISORY GROUP ABB Process Automation – As receitas caíram 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. gás e petroquímica e se mantiveram elevadas. Honeywell Automation and Control Solutions – Viu suas receitas aumentarem 9% em relação ao terceiro trimestre de 2009. aumentou em mais de 500% comparado a 2009. Entretanto. também informaram que o lucro líquido da Fanuc. o que parece estar desfrutando de ampla aceitação pelos clientes. relatou uma ligeira queda nas receitas para US $ 2. que contribuiu com US$ 12. enquanto a área de negócios de teste e medição sofreu um crescimento de 33%. crescimento de 20% nas receitas contra o terceiro trimestre de 2009. Emerson Process Management – Teve suas receitas elevadas em 5% no quarto trimestre de seu ano fiscal. Durante o trimestre. de um projeto nuclear. Grande parte do aumento das receitas deveu-se à aquisição da Valbart SRL pela Flowserve. em relação ao mesmo período de 2009. A divisão de negócios ambientais ganhou 13% na receita. comparado ao mesmo período de 2009.5% face ao trimestre anterior. A divisão de Automação de Processos registrou US$ 1. a forte adoção de suítes de produtos aspenONE elevou as receitas de licenciamento a um nível mais elevado.1 bilhões durante o trimestre. no entanto. A carteira de pedidos de Automação de Processos caiu 5% se US$ 6. A Emerson anunciou que fechou no trimestre um contrato de automação de US$ 28 milhões para modernizar 100 geradores de turbinas hidroelétricas na Ucrânia. que inclui a GE eletrodomésticos e Iluminação e os negócios da GE Intelligent Platforms. As encomendas para as áreas de petróleo. celulose e papel. incluindo a recuperação da indústria.7 bilhão de novas compras. a Honeywell iniciou a fase dois do seu acordo como contratante principal de automação integrada com a Abu Dhabi Gas Development Company. um crescimento de 8% sobre o mesmo período de 2009.5% do mesmo trimestre do ano anterior. Durante o trimestre. enquanto o segmento de movimentação registou uma subida de 22% nas vendas.

A empresa acumulou mais de US$ 1. embora não tão forte. um importante fornecedor de equipamentos de proteção individual. em comparação ao mesmo período no ano fiscal de 2009. com um grande aumento de 36%. Parker Industrial – As receitas combinadas dos negócios na América do Norte e das vendas internacionais cresceram 32% durante o trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior. as vendas foram boas tanto nas InTech 129 45 Protection. apesar de incertezas na economia. devido à crescente demanda por instalações de produção de componentes eletrônicos e de semicondutores. uma vez que a demanda por equipamentos continuou a se recuperar na indústria automotiva e também pela necessidade de mais equipamentos de controle na indústria petrolífera. No Japão.5 bilhão. para 575 milhões de dólares. alavancadas pela forte demanda dos fabricantes OEM. onde a empresa tem feito um grande esforço estratégico. que incluíram investimentos em máquinas industriais na China e investimentos na fabricação de displays de tela plana na Coréia e em Taiwan. O desempenho da Schneider com os usuários finais de automação. O lucro operacional diminuiu 28%. As vendas da Moog incluíram US$ 54 milhões em produtos de energia eólica. Omron Industrial Automation Business – Teve um crescimento de receitas de 42% no segundo trimestre do seu ano fiscal. para 781 milhões de dólares. As vendas também se mantiveram fortes no Sudeste Asiático e na Coréia. A venda de software e arquiteturas cresceu 36%. A Invensys relatou um aumento de 10% nas receitas.2 bilhão no terceiro trimestre de 2010.5% para US$ 1 bilhão. A atividade de novas ordens de compra aumentou em 15% por ter ela conseguido ganhar vários projetos de controle e de segurança em diversas novas plantas em mercados emergentes. as vendas foram robustas. chegando a 160 milhões de Dólares. um líder de mercado em medições elétricas. pois o investimento em instalações de produção continuou a crescer. A Omron também reportou fortes vendas na América do Norte. em seu quarto trimestre fiscal. Rockwell Automation – As receitas da Rockwell Automation subiram 26% no quarto trimestre fiscal do ano de 2010 da empresa. a demanda por exportação de máquinas impulsionou as fortemente as vendas. Na China. Na América do Norte as vendas aumentaram 36% para US$ 1. Mitsubishi Electric – As vendas dos negócios de automação industrial do segundo trimestre do seu ano fiscal subiram quase 32% quando comparadas ao mesmo trimestre de 2009. e E-Mon. Entretanto. devido ao aumento da demanda no mercado asiático. com a recuperação do segmento industrial. Schneider Electric Industry Division – Viu suas receitas crescerem 28% chegando a US$ 1. tanto em produtos como em soluções. Na Europa.1 bilhão. Os negócios de sistemas de automação de fábricas tiveram aumentos tanto em novos pedidos como em faturamento. A carteira de encomendas da Metso cresceu 23% para US$ 1. A venda de produtos e soluções de controle cresceu 20%. Metso Energy and Environmental Technology – Amargou uma redução de 11% das receitas em relação ao mesmo período de 2009. indústria automotiva e de semicondutores. a atividade de novos pedidos explodiu durante o trimestre. alcançando US$ 808 milhões. criando brilhante perspectiva para uma forte segunda metade do ano fiscal. Por região. Os negócio relacionados a equipamentos para as indústrias automobilísticas registaram aumentos nas encomendas e faturamento devido ao grande aumento de vendas de carros na China e na Índia. foi melhorado pela excelente dinâmica nos segmentos de mineração e de água. Invensys Operations Management – Informou os resultados do primeiro semestre de seu ano fiscal em setembro. enquanto as receitas de vendas internacionais aumentaram 28. as vendas foram fortes uma vez que a demanda de investimento de capital continuou a aumentar nas áreas de componentes eletrônicos. Moog – Teve um aumento de 16% em suas vendas industriais. em relação ao ano de 2009. .5 bilhão na carteira de pedidos e apresentou uma atividade de mais de US$ 6 bilhões de propostas em andamento.ARC ADVISORY GROUP exclusivo a Honeywell completou duas aquisições: Sperian As vendas de bens de capital subiram 32% para US$ 41 milhões comparadas ao mesmo trimestre do ano anterior.

Os lucros subiram quase 60% ao nível de US$ 1. O lucro operacional para a área de automação industrial caiu 34%. papel. Como um todo. aumento de 11% nas vendas. tanto nos negócios de curto e como os de ciclo longo de fornecimento. controladores e drives. As vendas de sistemas de engenharia da empresa caíram 24% em relação a 2009. devido à forte desaceleração nos investimentos da indústria siderúrgica. O robusto ritmo na atividade de recebimento de novas ordens de compra é um bom augúrio para os fornecedores de automação. Os negócios de robótica da empresa tiveram um aumento de 51% nas receitas. Os negócios de teste e medição da empresa ficaram 22% abaixo do mesmo período do ano anterior. impulsionado pela recuperação. devido a novos projetos na área de energia. As novas encomendas foram 21% maiores que as do ano anterior. aço e de energia. Sudeste Asiático.exclusivo ARC ADVISORY GROUP economias desenvolvidas como nas emergentes. As receitas no segmento de tecnologias analíticas da empresa aumentaram 14%.5%. Siemens Drive Technologies – Apresentou um Yaskawa – As receitas do segundo trimestre de seu ano fiscal subiram 46% face ao mesmo período do ano anterior. apesar da maior demanda por equipamentos de teste na indústria de semicondutores. O mercado japonês também começou a se recuperar com base no aumento da demanda nas indústrias química. além da valorização do iene. as receitas só contam uma parte da história. . Drive Technologies e Industry Solutions. China. devido à crescente demanda para robôs usados em soldagem.65 bilhão. com queda de cerca de 0.16 bilhão de Dólares. manuseio e outros. recuperando da acentuada queda em relação ao ano anterior. Thermo Fisher Scientific – Teve suas receitas elevadas em 6% em relação ao mesmo período de 2009. Os negócios de automação de edifícios da empresa cresceram 5% no período de um ano.5% em relação ao mesmo período de 2009. Yokogawa – Suas receitas cresceram 1% em relação ao segundo trimestre fiscal de 2009. enquanto novos pedidos cresceram 61%. para 1.1 bilhão. Nos negócios de automação e controle industrial. Os negócios de automação industrial tiveram uma queda de 2% em relação a 2009. alavancando as receitas do segmento em até 70%.6 bilhões. 46 InTech 129 UMA ÚLTIMA PALAVRA O mercado de automação voltou a crescer em alta velocidade após a recessão. Rússia e Austrália. No entanto. A empresa atribuiu o pequeno crescimento à incerteza econômica no Japão e nos mercados externos. Os negócios de controle de movimentos da empresa tiveram uma forte demanda nas áreas de servomotores em CA. as receitas do Setor Industrial permaneceram mais ou menos estáveis. a receita para o setor industrial cresceu 9% atingindo US$ 12. Siemens Industry Solutions – Teve uma pequena queda de 2% nas receitas. principalmente na indústria automobilística. Para o ano fiscal inteiro.8 milhões de Dólares. As receitas cresceram em todas as regiões. para 634. enquanto novas encomendas subiram 20%. enquanto os negócios de automação avançada aumentaram 10% no mesmo intervalo de tempo. com a Europa Ocidental e América do Norte apresentando um robusto crescimento em relação ao trimestre anterior. que tinha tido uma queda acentuada nos negócios de Tecnologia de Metais. e pelo forte crescimento econômico nos mercados emergentes. enquanto a divisão de produtos de laboratório viu suas receitas aumentarem 1% para US$ 1. a procura continuou a pequena na América do Norte. Novos pedidos para o trimestre cresceram 25%. Siemens Industry Sector – Tem três unidades de negócios representados na nossa cobertura: Industrial Automation. e uma forte indicação que os fabricantes já estão confiantes em poder tocar seus planos de investimento de capital para poder satisfazer a demanda futura. pelo aumento da demanda por energia. mas a atividade se desenvolveu bem na Europa. Yamatake – As receitas do primeiro trimestre do seu ano fiscal cresceram pouco menos de 0. Siemens Industry Automation – Viu suas vendas crescerem 22% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.

as coisas estão diferentes. o ARC Advisory Group sugere: “a migração pode ser a grande preocupação atual dos usuários finais de automação”. Espera-se que o sucesso inicial estimulará seu uso mais amplo em projetos maiores no próximo ano. mas acaba sendo puxada para baixo pela sua Divisão Rail. O crescimento da automação está ocorrendo principalmente em mercados internacionais onde novas fábricas e plantas estão sendo construídas. tais como a Ametek e a Spectris. a Rockwell e a Invensys. com o reconhecimento de que as coisas continuarão a mudar. aquisições e alienações. janeiro 2011. Tradução e publicação autorizada pelo autor. A Emerson e a Honeywell relatam que seus ganhos relacionados à tecnologia wireless chegam à casa das dezenas de milhões. a comunicação industrial sem fio está lentamente começando a despontar. No seu “Manual de Sobrevivência de Migração de Sistemas de Controle” (março/2010). Veremos isto acontecer na próxima década. o que pode ser o link. produzem um crescimento apenas incremental. as outras grandes empresas são todas diversificadas em outros mercados do que puramente no de automação. futurólogo tecnológico e conselheiro de investimentos. O ARC diz que a migração não é mais uma questão apenas dos SDCDs. Novos sistemas não estão gerando grandes aumentos de produtividade que justifiquem algo mais do que a manutenção corriqueira e a reposição em mercados domésticos. O ARC estima o valor da base instalada dos sistemas de automação. mesmo em frente à CPU. com visibilidade de áudio e vídeo em dois sentidos.com. mas esse crescimento poderá continuar? Ambas são passíveis de aquisição? Mas por quem? Como China e Índia estão avançando rapidamente nessa nova década. Você pode contatá-lo pelo e-mail: jim@jimpinto. A minha opinião é a de que as menores das maiores. Mais funcionalidades de diagnósticos e serviços serão acessíveis através de celulares. Em um ambiente global resistente. A Rockwell está crescendo de novo. funcionalidades e adições começarão a ser mostradas. Nos Estados Unidos. Hoje novos produtos e serviços produzem ganhos de produtividade relativamente pequenos por comparação. Com pouca disponibilidade em financiamentos para pesquisa e desenvolvimento. que antigamente era bastante rentável. e o crescimento por meio de aquisições é um risco. isto é. que estão chegando ao fim da sua vida útil. Essa consciência aumentou o nível de alerta sobre o que pode realmente acontecer quando a infraestrutura crítica de informática é atacada de modo deliberado com o uso criativo de elementos de produtos legítimos comuns a todos os controladores modernos. Depois de muita marcação sobre as normas. em cerca de 65 bilhões de dólares.jimpinto. A lista dos dez maiores dos fornecedores da automação certamente vai sofrer alterações. com o uso do iPAD. A maioria das empresas experimentou uma tendência de declínio. (*) Jim Pinto é analista e comentarista da indústria. com uma ampla base europeia e uma boa presença global. inovadoras e bem organizadas. Mas é um tiro no escuro. Tradução de Sérgio Pereira. página 88. mas tem crescido para englobar outros tipos de sistemas de automação. mas estão crescendo novamente. continuam avançando firmemente rumo ao seu um bilhão de dólares. ou o catalisador. continuarão a crescer por meio de aquisições criteriosas de empresas menores. para ser adquirida. a qual há cerca de quatro anos comprou a divisão de Reliance Electric da Rockwell. essa é talvez a grande chance de ganhos reais. Mini-conglomerados. mas incluem acessórios e suporte a produtos e serviços. A mitigação da segurança deve ser feita no ponto em que os controladores conectam-se à rede de controle. Um ponto de inflexão do aumento substancial da produtividade resultará no crescimento das receitas no mercado de automação. o crescimento orgânico não virá facilmente. devido às fusões. Tanto a Rockwell quanto a Invensys possuem maior presença de desenvolvimento na Índia. AVANÇOS EM SEGURANÇA A segurança dos sistemas de automação tem se tornado uma questão crítica desde o ataque do Stuxnet. portanto.mercado PROGNÓSTICOS 2011 OS PROGNÓSTICOS DE JIM PINTO PARA 2011 Publicado originalmente na Revista Automation World. são vulneráveis como empresas independentes.com ou rever seus prognósticos no site www. espera-se que um desses países (ou ambos) empreenda grandes aquisições em automação para entrar nos mercados americano e europeu. para auxiliar na resolução de problemas e procedimentos de serviços. Jogada interessante. muitas das novas características. As empresas independentes de médio porte. Por Jim Pinto (*) Na segunda década do novo século. do iPhone e de aplicações com o Android. A ABB recentemente comprou a Baldor. A Invensys tem toda uma estratégia de crescimento. Os chips de segurança estarão agora em cada porta do switch. A pergunta persiste: qual empresa é grande o suficiente para comprar outras? A Siemens continua sendo a maior fornecedora de automação. InTech 129 47 . escritor. tais como a National Instruments e a Beckhoff.

eu achava que quem era inteligente fazia Física. na realidade eu segui o que a minha mãe me ensinou. foi escolhido para dirigir a área de Publicações da nova gestão do Distrito 4. não? Qual é a sua história e como surgiu seu interesse pela área de exatas? JOSÉ MANOEL – Eu nasci em Araraquara. Suba e não pare”. Presidente da Seção Curitiba da ISA. Isso é que era bonito.br). A gente brincava com coisas irreais. eu gostava muito de exatas. Então eu fui fazer Física e passei na Universidade Federal de São Carlos. mas não pare ali. Enfim. optei por não aceitar o convite para ser professor e. Sílvia Bruin Pereira (silviapereira@intechamericadosul. deu tempo de me inscrever em outro vestibular e passei em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Uberlândia. novamente. passei e consegui a posição de professor. Aquela coisa boba de moleque. José Manoel Fernandes. Como todo engenheiro. E essa visão eu herdei da minha mãe. Logo em seguida Uberlândia me chamou. 48 InTech 129 Como vou ganhar dinheiro?!”. Ele sempre foi muito trabalhador e é um aspecto que admiro muito nele. Mas resolvi pensar um pouquinho e ainda bem que pensei: “Ops! Com uma formação acadêmica primorosa. Mas. Meu pai que hoje está com 91 anos era comerciante. na oportunidade a Federal de Uberlândia não tinha como bancar. o tipo de coisa que a molecada hoje não faz. Com 17 anos avisei meu pai que não poderia ficar em Araraquara porque eu enxergava alguma coisa a mais. Prestei concurso na Universidade Federal de Santa Catarina para conseguir a bolsa pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Eu já tinha passado e feito até a matrícula. fui de mala e cuia para Santa Catarina. Conheça a seguir como foi a construção da sua carreira e o como ele avalia a função do engenheiro na atividade docente. . onde vivi até os 17 anos de idade. você é paulista. absolutamente nunca parei! INTECH AMÉRICA DO SUL – Você saiu de Araraquara e foi estudar onde e o quê? JOSÉ MANOEL – Eu tinha a intenção de fazer Física. Como adolescente na época. E continue andando até encontrar outro muro. como eu queria fazer Mestrado e. eles vão direto para o virtual. interior de São Paulo. Mas. Enfim. DIRETOR DE PUBLICAÇÕES DA ISA DISTRITO 4 INTECH AMÉRICA DO SUL – Embora esteja em Curitiba. desde pequeno tinha um “laboratório” e adorava montar e desmontar rádios. Suba e verifique o tem lá. Nesse período só estudei e terminei o meu Mestrado em 18 meses. Nunca parei. dono de uma distribuidora de produtos alimentícios. Ela me dizia: “caminhe até o muro. na qual vim a ser o primeiro aluno a ser convidado para dar aula.com. InTech América do Sul. prestei um concurso público. que me orientava e apoiava. O problema era quando sobrava uma peça (risos). construía o dispositivo.entrevista JOSÉ MANOEL FERNANDES JOSÉ MANOEL FERNANDES .

Eles não são professores. em Electrical and Computer Engineering por meio de uma bolsa da Capes. Como engenheiro. a Universidade Federal do Paraná me chamou primeiro.. eu já tinha feito o que eu queria fazer. e ficamos lá por quatro anos. Vim para o Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná. mas precisava fazer esse tipo de contato. eu comecei montar um laboratório. por exemplo. você consegue visualizar como a academia pode contribuir para a indústria e vice-versa? JOSÉ MANOEL – Veja. fiz Pós-Doutorado/Professor Visitante no Laboratoire d´Automatique de Grenoble no Institut National Polytechnique de Grenoble. Só para você ter uma ideia. embora estivesse muito bom. com computadores de última geração. durante o trâmite burocrático e uma greve. mas eu já o era antes. onde fiz meu Ph. A trajetória da minha carreira foi contingencial. onde minha esposa também fez o Ph. o InTech 129 49 “EU ESTOU PROfESSOR. eu tinha um grupo de mais ou menos 40 pessoas trabalhando comigo nesse laboratório. Voltando ao Brasil. a minha escolha de ir para academia aconteceu porque que foi lá que eu vislumbrei a pesquisa. Nessa época. Principalmente porque o meu lema é: eu estou professor. INTECH AMÉRICA DO SUL – Mesmo com atuação integral em universidade. conseguir não clones. são engenheiros. em tudo eu faço uma equação e. Santa Catarina ou Rio Grande do Sul. decidi fazer Doutorado e fui para os Estados Unidos. eu tinha 12 alunos de Mestrado. o que eu mais gosto é juntar as pessoas. Em 2001 estive na feira da ISA nos EUA e publiquei um artigo na Revista InTech americana. mas por Uberlândia. Era a única alternativa que tinha. integrar a Diretoria. Ou seja. Isto para mim foi uma honra. Assim. MaS SOU ENGENHEIRO”. Oficialmente. isso é bem claro. fui convidado para ser membro e. o Laboratório de Automática de Uberlândia. sempre voltado para a visão de pesquisa. otimizei e cheguei à solução do que seria melhor. na Austrália. 5 de Doutorado e mais ou menos uns 20 de Iniciação Científica. Fiz o Doutorado voltado especificamente para sistemas de controle mesmo. Eu sou engenheiro e estou professor. e. acham que são professores. de poder estudar e seguir o caminho de conhecer mais. onde estou desde junho de 2002.D. depois. ter a possibilidade de trabalhar com o mercado externo. mas sou engenheiro. Inclusive. eu sou doutor e você também pode ser. Eu não estava como aluno oficial. ou seja. Voltei para novamente para Uberlândia e. mas pessoas com capacidades diferenciadas. porque eu queria passar isso para os meus pupilos. Fui aceito em Florianópolis e. coloquei o meu passe à disposição para quem quisesse do Sul do País: Paraná. que era bem equipado. eu era membro da ISA. Já tinha cumprindo com a minha obrigação. Fomos todos para a Austrália. decidi sair do País e. sendo que boa parte deles está na Smar. um colega me indicou um professor que trabalhava na The University of Newcastle. Depois de um tempo. Então. eu prefiro trabalhar na universidade e ter contato com os alunos. Na docência. Como não tínhamos Seção lá. . Como sempre fui muito curioso e gostei de pesquisa. como eu mesmo. Passei lá três meses para conhecer as universidades e decidir qual delas escolher. INTECH AMÉRICA DO SUL – Qual foi a próxima “parada” depois da Austrália? JOSÉ MANOEL – Voltamos para Uberlândia em 1990. Ou seja. novamente através de bolsa da Capes. Isso é algo importante que muitas pessoas confundem. eu já havia casado e tinha meu filho ainda bebê. em 2003. INTECH AMÉRICA DO SUL – Em qual dessas etapas da sua carreira você fez contato com a ISA? JOSÉ MANOEL – Quando eu estava em Uberlândia. com pouquíssimos recursos.JOSÉ MANOEL FERNANDES entrevista INTECH AMÉRICA DO SUL – Nessa época você já vislumbrava integrar a academia como carreira ou não? JOSÉ MANOEL – Não. e trabalhar esse pessoal justamente pensando no futuro. Os meus colegas. Voltei a ter um contato mais efetivo quando vim para Curitiba e. nesse caso. Depois disso.D. existia uma dificuldade muito grande de conversar. aparece que eu sou sócio a partir de 2003. pois o Distrito na época funcionava em Ribeirão Preto. Passei a ser coordenador da pós-graduação. até porque as universidades federais têm muito pouco dinheiro. na França. ao mesmo tempo. formei nesse laboratório diversos profissionais de primeira linha. e criei o primeiro curso de doutorado em engenharia elétrica de Minas Gerais.

A partir daí. o Ministro da Ciência e Tecnologia. tive que ir atrás de pessoas que pudessem nos ajudar com patrocínio e cheguei à CTBC. uma coisa é certa: nós – universidade e mundo real – estamos caminhando por caminhos diferentes. Eu mesmo quase fui embora para o Canadá. havia me proporcionado muitas coisas boas. um grupo muito grande. Ou seja. como a Vale. Entendo que a vantagem da criação dessa linha de pesquisa e de trabalho. do Senai. . especialmente. eu não teria que ter feito voto de pobreza. embora até aquele momento. o Congresso Brasileiro de Automática. Mas. só que esse pessoal se torna inteiramente teórico. ou seja. eu tentava abrir possibilidades de trabalho com aquilo que estava ali à nossa frente. já que hoje participo de projetos através de consultorias e dos alunos de pós-graduação. Isto permitiria levar o conhecimento da universidade para as empresas. porque esse pessoal tem mais condições de trabalhar fora do País do que aqui. O primeiro trabalho foi na Cargill em Uberlândia. Há um respeito lá fora que aqui não existe. que estava para mim realmente latente. a exemplo dos polos do Rio de Janeiro e de São Paulo. voltado para a região. em 1998. vinculado a um plano de trabalho da Universidade Federal do Paraná. Disse ainda que ele era engenheiro eletricista também. realizado em Uberlândia. Eu e meus colegas do Departamento temos a intenção de abrir diversas linhas dentro da área que nos interessa mais. Foi uma oportunidade de fazer aquilo com o que estou preocupado. INTECH AMÉRICA DO SUL – Quais são os seus planos na Universidade atualmente? JOSÉ MANOEL – Hoje no Departamento de Engenharia Mecânica estou trabalhando com objetivo de criar um curso novo. Eu acho que o professor. o meu contato com o mundo real hoje é real. Petrobras. é a de criar um polo aqui no Paraná “a UNIvERSIDaDE E O MERCaDO PERCORREM CaMINHOS DIvERGENTES . Realizamos muita coisa em automação na pecuária leiteira. por exemplo. 50 InTech 129 ” voltado para essa área. além de estar professor também? JOSÉ MANOEL – Isso me ocorreu quando eu organizei. dentro da Universidade Federal do Paraná e do Departamento de Engenharia Mecânica. de três a seis meses. Conversando com o seu dono. e trazer as novidades do mercado para dentro da universidade. eu oriento Mestrado e meus alunos são de grandes empresas. do Cefet e. Apesar de tudo. Fui coordenador pedagógico do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) aqui de 2007 a 2009. formando os professores. mas eu sou brasileiro e preferi ficar aqui. trabalhar em uma empresa específica do mercado de automação. disse recentemente que quer reaver os cérebros brasileiros que estão no exterior. e acabei levando meus alunos para lá para serem estagiários e para trabalhar. de profissionais com atuação nas empresas. o distanciamento cada vez maior entre a universidade e o mercado. Geramos duas turmas na área de engenharia elétrica/instrumentação. Nesse momento a minha mente se abriu para o mundo de verdade e não para a torre de marfim que. eu não tinha dinheiro. Dessa forma. Por exemplo. porque realmente me interessa. eu ainda prefiro o meu país. e que havia criado todas aquelas empresas. Ele interrompeu a conversa e me disse que. Está havendo uma divergência considerável aí. INTECH AMÉRICA DO SUL – Quando você decidiu estar engenheiro. e não está falando a mesma língua do mercado real. no armazenamento de grãos. Embora louvável. E está é a minha preocupação. por eu ser engenheiro. com a participação de professores da Universidade Federal do Paraná. Para que o evento acontecesse. considerando o trabalho realizado em laboratório em parceria com as empresas. do qual fui presidente. A minha casa é aqui. Torre de marfim porque a universidade e o mercado percorrem caminhos divergentes. A minha intenção em vir para Curitiba foi justamente para abrir mais o mercado. sobre engenharia de automação com foco na área de óleo e gás. a produção de combustível. pela falta de estímulo. Aloizio Mercadante.entrevista JOSÉ MANOEL FERNANDES mercado real e não a torre de marfim. porque estamos formando as pessoas. E eu estou dos dois lados. eu acho isso impossível. de outros Departamentos da Universidade. Esse é o meu objetivo maior. com várias empresas. como todo professor que faz voto de pobreza. quando esses alunos querem trabalhar com alguma coisa palpável. Fizemos trabalhos fantásticos. entre aplicações. entre outras. e ser pago com o salário da Universidade. deveria. pelo menos uma vez a cada dois anos. Hoje. eles vêm trabalhar comigo. Esta é a contribuição que eu gostaria de dar. além de ter o seu curso de Doutorado. permitindo a condição de Mestrado e Doutorado. igual a mim. disse a ele que eu era professor e. constituído um grupo que não era pequeno. especialmente financeiro.

Trabalhou na redação até 2001. em 2001. dizem os cientistas. secretário-geral InTech 129 51 . Entretanto. no MBA da FIA/USP. ações para evitar a desertificação de florestas e a destruição da camada de ozônio pareciam tão longínquas quanto a clonagem de seres vivos. onde durante o conflito no Afeganistão serviu como correspondente para a Folha de São Paulo. escondidas por séculos sob as águas caudalosas. que levou os cidadãos de Manaus a reencontrarem gravuras rupestres com mais de cinco mil anos. e levou as escolas a ensinar seus alunos a se protegerem das tempestades com a mesma preocupação com que ensinam a atravessar a rua e olhar o semáforo. à porta do país sede da Eco-92. quando seguiu em viagem para o Irã. no final do ano passado. Desde 2005. o exemplo é o recorde de 2. antecipa Michel Jarraud. fenômeno que vem causando diversas mortes. Na cidade de São Paulo.2 mil de raios em apenas um dia (16 de fevereiro deste ano). Foto: Valter Campanato – Agência Brasil. A culpa. Região serrana do Rio de Janeiro: destruição. Paulo tratando do tema “Relações com a mídia”. Várias ovelhas Dolly depois. o tema volta à pauta. desde 2007.reportagem CATACLISMOS O FIM DOS TEMPOS? Soterramentos na região serrana do Rio de Janeiro. Paquistão e Índia. por ironia. é do aquecimento global e da mudança climática anunciada há quase duas décadas. Preocupação com o desenvolvimento sustentável. Por Kiyomori Mori (*) (*) Jornalista e advogado formado pela Universidade de São Paulo. Quando o aquecimento global ocupou as manchetes dos jornais na Eco Rio-92. esse evento desastroso veio apenas se somar à série de catástrofes naturais que assola o país nos últimos anos. mesmo assunto que aborda. Recebeu o prêmio “Folha” pela melhor reportagem escrita para o jornal Folha de São Paulo em novembro/2003 e ganhou o prêmio de reportagem Abrelpe (2º. Lugar). participa como palestrante do programa de trainee da Folha de S. desta vez não como mais uma ameaçadora previsão. Kiyomori ingressou no jornalismo na Folha de São Paulo. “Os dados apurados durante 2010 confirmam que o aquecimento global e as mudanças climáticas chegaram e vão continuar por muito tempo”. seca na amazônia e raios matando pessoas em São Paulo: prepare-se. não faltaram críticos para classificar as conclusões do encontro de alarmistas. onde foi trainee do jornal. Mais recente na memória dos brasileiros estão as chuvas torrenciais que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro no início do ano. mas como uma realidade que bate. a mudança climática já chegou ao Brasil. como a seca do rio Negro. causando a morte de quase 900 pessoas em poucos dias.

não têm equipes técnicas . sem uma política clara de uso do solo e construções”. Os russos. para dar a aparência de que foi um ‘desastre’ de força maior e 52 InTech 129 AÇÃO GOVERNAMENTAL Para responder às críticas da sociedade civil. o pico de 52ºC levou as autoridades a emitirem comunicados para que seus cidadãos evitassem qualquer atividade durante o dia. A promessa é que o novo órgão coordene o conjunto de ações preventivas. Os últimos números da ONU apontam que os dez anos mais quentes do planeta aconteceram desde 1998.e vão continuar assim. tiveram o verão mais quente de sua história.reportagem CATACLISMOS da Organização Meteorológica Mundial. o mundo viu o recorde de temperatura ser batido quase que anualmente. mas diversos países enfrentaram picos de temperatura que não estavam acostumados. Ou seja. . Dois estudos publicados na revista científica Nature. também confirmaram que as mudanças climáticas chegaram para ficar. o governo federal lançou no final do ano passado o Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec). Até mesmo em países normalmente acostumados com o calor. diz o geógrafo da Universidade de São Paulo. E é nelas que vamos assistir às próximas manchetes de jornais na próxima temporada de chuvas”. que busca planejar. por exemplo. articular e coordenar as ações de defesa civil em todo o território nacional. o braço da ONU (Organização das Nações Unidas) responsável por estudar o clima do planeta desde 1873. Wagner Costa Ribeiro. por técnicos do Conselho Regional de Engenharia. Um estudo realizado na região serrana do Rio de Janeiro. confirma a previsão do geógrafo da USP. Foto: Divulgação ONU. declara Agostinho Guerreiro. Para ele. com calor de quase 40ºC em julho de 2010. Vítimas de chuvas no mundo. O aumento médio no mundo foi de 1. É esperar para ver se a medida vai sair mesmo do papel. não têm planejamento. Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ). presidente do CREA-RJ. “Não dá para culpar apenas o aquecimento do planeta. logo após o desastre. de socorro. Guerreiro: plano nacional. assistenciais e de recuperação das áreas onde ocorrerem desastres. como a Arábia Saudita. como gostam os políticos. o Brasil também terá que se preparar para esse novo cenário do clima. Por isso que eu falo que a solução só é possível com os estados e o governo federal reconhecendo que isso é um plano nacional". além de minimizar seus impactos para a população e restabelecer a normalidade social desses locais.2ºC a 1. Foto: Divulgação. em fevereiro. A pesquisa apontou a recuperação ambiental da desocupação desordenada do solo e a avaliação estrutural das construções como fundamentais para evitar novos desastres. prevê Ribeiro. AÇÕES IMEDIATAS Se no deserto os camelos terão que usar sombrinha. inevitável. muitos dos desastres que estamos assistindo hoje são apenas o resultado da longa omissão do Estado. Temos que aceitar que diversas áreas de riscos existem e já são conhecidas há anos. em geral.4ºC. “O Brasil sempre teve essa cultura de ocupação desordenada. em apenas 13 anos. “As prefeituras.

InTech 129 53 . uma espécie de “iniciação”. acredita que quem perdeu tudo tem a obrigação de aceitar sorrindo qualquer coisa. traz para as equipes da defesa civil uma série de problemas. diz Lúcia. como R$ 20 ou R$ 50. caminhões lotados de mantimentos fizeram fila nas estradas de acesso ao Rio de Janeiro. espaço para armazenar as doações e pessoal para separar as doações entre as úteis e as consideradas imprestáveis. A Cruz Vermelha.org. por exemplo. ela destaca que a doação desses itens. o brasileiro é um dos primeiros a querer mandar materiais de primeira necessidade. Para dar mais transparência ao destino dos recursos.CATACLISMOS reportagem AJUDA DE VERDADE Na pressa de ajudar seus compatriotas em situação de desastre natural. As próprias instituições estão profissionalizando seus sistemas de doações. “É muito importante sair da inércia. que deve ser valorizada ao máximo. a entidade contratou uma empresa externa de auditoria para fiscalizar o uso do dinheiro dado por pessoas físicas e empresas. Dos cafundós do Maranhão ao interior do Rio Grande do Sul. Cruz Vermelha Brasileira: transparência. representa o primeiro ato de voluntariado de um cidadão. como a doação por dinheiro e até mesmo mão-de-obra”. feito por pessoas físicas. Saiba mais: www.br. desde a logística de caminhões e gastos com combustíveis. ainda que imprestáveis. mas ele ainda Por outro lado. Segundo a entidade. E isso ele inclui de roupa suja e rasgada que estava inutilizada no fundo da garagem há anos até lata de leite em pó deteriorada”. dar o primeiro passo. para reduzir um pouco com a cultura assistencialista da “cesta básica”. coordenadora do voluntariado e de relações institucionais da Cruz Vermelha Internacional. O que a princípio parece ser muito bom. é cada vez maior a doação em dinheiro de pequenas quantidades. recebe donativos em dinheiro até mesmo por terminais eletrônicos em supermercados. Mas a cultura de ajudar o próximo deve trilhar rapidamente outros caminhos.cruzvermelha. avalia Lúcia Rodrigues. muitas vezes. Foto: Divulgação. “O brasileiro é muito solidário.

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Conheça a nova Diretoria do Distrito 4 para 2011/2012
Desde 1º de janeiro um seleto grupo de profissionais está à frente da direção do Distrito 4/América do Sul da ISA. Saiba um pouco mais sobre eles a seguir.
Jorge Ramos, DVP (District vice President) 2011/2012 – Formado em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com Pós-Graduação em Sistemas de Controle. Ocupa o cargo de Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Parker Hannifin. Minas Gerais. Atualmente é' Diretor Global para Mineração da Schneider Electric. Augusto Pereira, Diretor de Eventos – Engenheiro Elétrico (Modalidade Eletrônica) pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e licenciado em Matemática e Física pela Universidade Católica de Santos (Unisantos). É Diretor Técnico e de Marketing da Pepperl+Fuchs da América do Sul e Consultor do Projeto LEAD da Petrobras no Rio de Janeiro.

Carlos Liboni, Diretor Secretário – Engenheiro Eletrônico pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), com Extensão em Finanças e Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (S), e Administração de Vendas Internacionais pela World Trade Center, EUA, É Presidente da Techind Consultoria. Nilson Rana, DVP (District vice President) Eleito 2013/2014 – Engenheiro Mecânico formado pela Universidade de Taubaté (Unitau), com Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Atua na N C Rana como representante de várias empresas e também é Diretor Proprietário da Metrovale na área de serviços Roberto Magalhães, Diretor de Marketing – Formado em Engenharia Mecânica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com Pós-Graduação em Marketing Industrial. Trabalha na Hirsa Sistemas de Automação e Controle como Gerente de Negócios da Região Centro Sul.

Enio Viana, Diretor de Membros e Seções – Técnico em Instrumentação, formado pela escola Senai Antonio Souza Noschese, Santos, SP . É Técnico de Projetos e atua na Braskem como Especialista em Instrumentação e também como administrador da base de dados de instrumentação de todos os centros de produção da companhia. Claudio Makarovsky, Diretor de Educação, Treinamento e Desenvolvimento Profissional – Formado em Engenharia Química pela Escola Superior de Química Oswaldo Cruz, com Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Negócios pela Universidade de Sorocaba, MBA (Master in Business Administration) em Finanças Empresariais pela Fundação Getúlio Vargas e Especialização em Empreendedorismo

Stéfano Angioletti, Diretor Tesoureiro – Engenheiro Eletricista é Especialista em Finanças e Avaliação Econômica pela Fundação Dom Cabral e Mestre em Engenharia pela Universidade Federal de 54 InTech 129

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pela Babson College Babson Park, EUA. Atualmente é Gerente Geral da Dresser, Divisão da GE Energy and Services. Rio Grande do Sul, com Pós-Graduação em Administração de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e Mestrado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É Vice-Presidente do Grupo Coester. Atualmente é professor titular Universidade Federal do Paraná. da

Claudio de Almeida, Diretor para de Área Analítica – Engenheiro Eletrônico com MBA (Master in Business Administration) pela Fundação Getúlio Vargas. É Sócio Fundador da Pensalab Equipamentos Industriais S.A. (Gerente Geral) e Sócio da Metrohm Pensalab Instrumentação Analítica Ltda. (Presidente do Conselho).

Antonio Spadim, Diretor de Web – B.Sc. Engenheiro Eletricista com ênfase em Automação e Controle pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. É Diretor Técnico (CTO) da Spadim Technology Ltda. Nelson Ninin, Diretor de Relações com ISA/RTP – Engenheiro Eletrônico pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), com Pós-Graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e MBA (Master in Business Administration) pela University of Pittsburgh, EUA. Presidente da Yokogawa América do Sul e da Yokogawa Service, responsável pelas operações das empresas e da Yokogawa Electric Corporation do Japão, na América do Sul.

José Otávio Mattiazzo, Nominator – Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É Diretor da IEC Instrumentos & Soluções para Automação.

José Luiz de Almeida, Diretor para Área de Celulose – Com formação de Técnico em Mecânica e em Engenharia Petroquímica, é hoje Gerente Regional para a América do Sul da empresa Krohne América del Sur. José Manoel Fernandes, Diretor de Publicações – Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Uberlândia, Especialista em Engenharia de Segurança pela mesma instituição, Mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina, Ph.D. em Electrical And Computer Engineering pela The University of Newcastle, Austrália, e Pós-Doutorado/Professor Visitante no Laboratoire d´Automatique de Grenoble no Institut National Polytechnique de Grenoble, LAG/INPG, França.

BOAS NOTÍCIAS
Augusto Pereira acaba de ser promovido ao cargo de Diretor Técnico e de Marketing da Pepperl+Fuchs da América do Sul. Suas novas responsabilidades englobam Engenharia de Aplicações, de Soluções de Automação, de Processos e Automação de Fábrica da linha de produtos da empresa. Marcus Coester foi escolhido Presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento e Promoção de Investimento do Rio Grande do Sul, responsável pelo desenvolvimento da indústria local e atração de novos investimentos. Stéfano Angioletti é o novo Diretor Global para Mineração da Schneider Electric Brasil. Sua missão é a de ampliar a oferta de produtos e soluções para mineração, auxiliando a companhia a se tornar a principal fornecedora mundial de sistemas de gestão de energia, automação e controle para Mineração. InTech 129 55

Marcus Coester, Diretor de Relações Institucionais – Bacharel em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do

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SEÇÃO CAMPINAS

Confraternização e crescimento
A Seção Campinas promoveu em 2 de dezembro o seu Jantar Anual de Confraternização, com a presença de 130 sócios, parceiros e convidados. Na oportunidade foram apresentados a prestação de contas de 2010 e os planos e metas para 2011. Neste aspecto, vale destacar que a Seção registrou um crescimento de 19% no número de participantes por evento, 59% em número de membros e 150% no item patrocinador em 2010. Durante o encontro, foi feito o lançamento do 4º Seminário e Exposição de Novas Tecnologias em Automação Industrial – ISA Expo Campinas, previsto para acontecer em outubro deste ano.
Foto: Divulgação.

Aspecto da confraternização da Seção Campinas.

SEÇÃO COLÔMBIA

Jornada de eventos
A Seção Colômbia anuncia a realização de diversos empreendimentos durante o mês de abril, os quais serão realizados na cidade de Bogotá. São eles: III Feria de Automatización, Automatisa 2011 (6 a 8 de abril); III Congreso de Automatización ISA Sección Colombia (7 e 8 de abril); Curso SIS: Safety Instrumented Systems, Beyond the Fundamentals (4 a 6 de abril); Curso Propedéutico CAP Informações detalhadas podem ser obtidas no site www.isacolombia.org ou pelo e-mail soporte@isacolombia.org. (Certified Automation Professional) (4 a 6 de abril); Curso Cómo Desarrollar Proyectos con Foundation Profibus y Fieldbus (5 e 6 de abril); e Curso Preparatorio de Técnico Certificado en Sistemas de Control (CCST) (4 a 6 de abril).

SEÇÃO ESPÍRITO SANTO

CREA e automação industrial
A ISA Seção Espírito Santo, sempre comprometida com o aperfeiçoamento técnico do seu público alvo, promoveu uma ação diferenciada em parceria com o CREA ES (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Espírito Santo). Foi o XIV Encontro Técnico Profissional, realizado em 1 de dezembro com o tema Automação Predial, no auditório do CREA ES. Destinado a Engenheiros de Automação, Elétrica, Civil e Mecânica, Arquitetos e Empresários da Construção Civil, o encontro contou em sua programação com as palestras “Convergência da Segurança” – ministrada por Robson
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Santos, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Tyco, patrocinadora do evento – e “Automação predial da nova sede da Petrobrás em Vitória”, apresentada por Thiago Mutiz, Técnico em Automação Industrial da Petrobrás. Em mesa composta pelos palestrantes convidados e presidida pelo coordenador do evento, Fransérgio Leite da Cunha, Diretor Estudantil da Seção ES e Coordenador do Curso de Engenharia de Automação e Controle (Mecatrônica), os 68 presentes tiveram a oportunidade de debater sobre o tema, sanando dúvidas e obtendo mais informações. Segundo Cunha, a “automação predial é um mercado

Inscrições pelo e-mail contato@isarj. Kidde/Det-tronics.br. Protego-Leser. que também celebrou os 20 anos de fundação da Seção na capital fluminense. que envolve mudanças de paradigmas dos usuários. no Centro de Convenções Sul América. e Simbologia Baseada na Norma ISA 5. InTech 129 57 . Vale destacar a participação gratuita no encontro e o incentivo da Seção ES na doação de alimentos. Coester. presidente do Distrito 4/América do Sul na gestão 2009/2010 foram homenageados pela Seção Rio de Janeiro. depois da gestão de Pery Macedo Ribeiro – também foi homenageada pelos 20 anos de sua fundação. Use. presidente mundial da ISA em 2010. Foram arrecadados 75 quilos de alimentos não perecíveis entregues ao Asilo dos Velhinhos de Vitória. Foto: Divulgação. Já os minicursos abordaram os temas: Introdução a Programação de PLC. Foto: Divulgação. contou com 13 palestras. pois a exigência por sustentabilidade dos empreendimentos é cada vez maior”. Conceitos e Definições Aplicadas a Sistemas Instrumentados de Segurança. Durante o evento. para tanto. Automação ou Engenharia. Uma confraternização entre todos os participantes encerrou o evento. fortalecendo o compromisso das entidades envolvidas com a Auditório do encontro realizado no CREA ES. Auditório do ISA TEC RIO 2010: mais de mil participantes. Fluxo. O evento. responsabilidade social. Vega e Yokogawa. baixista. Incal. Esta – que acaba de passar para a presidência de Fábio Carino. Pensalab. engenheiros que atuam nesta área e uma tendência cada vez mais forte. está aceitando novos integrantes. Tyco.org. Tatsoft. construtores. Foto: Divulgação. saxofonista e seis vocalistas. composta por baterista. As palestras foram ministradas por profissionais das empresas: Altus. recebendo do Distrito 4 uma placa comemorativa. A grande atração já esperada no ISA TEC RIO 2010 foi a apresentação da ISA TEC Band – Under Control. Nelson Ninin. guitarrista. três minicursos e o prestígio de 24 expositores. promovido pela Seção Rio de Janeiro dia 9 de dezembro. O grupo avisa que pretende se apresentar mais vezes durante o ano e. Requisito básico: ser profissional da Instrumentação. e José Otávio Mattiazzo.1. SEÇÃO RIO DE JANEIRO O sucesso do ISA TEC RIO 2010 Mais de mil profissionais e estudantes marcaram presença na edição 2010 do ISA TEC RIO. que apresentaram suas últimas novidades em produtos e soluções. na cidade maravilhosa. Apresentação da ISA TEC Band – Under Control.newsletter aberto. Fluke.

. Enio José Viana (Delegado e Sócios) e Luis Antonio Braghirolli (Eventos) Na oportunidade. Vale lembrar que o Conselho Deliberativo 2011 conta com a participação de: Airton Delazeri (Marketing). Foto: Divulgação. Antes do jantar. Ao final do evento. e contou com cerca de 200 sócios. anunciando também o novo Presidente para o mandato 2011. patrocinadores e convidados. e “Donald P. Gerente de Automação da Braskem. que falou sobre o modelo de gestão da disponibilidade e desempenho dos sistemas de automação. o Presidente da Seção.newsletter SEÇÃO RIO GRANDE DO SUL Confraternização e nova diretoria A festa de confraternização da ISA Seção RS e Grinst RS gestão 2010 foi realizada também em 9 de dezembro. Airton Delazeri entregou uma placa à gerente comercial da Elipse Software. no restaurante Panorama Gastronômico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Durante a confraternização. recebido pelo presidente da Seção em Houston. Adieci Vigannico da Silva. SEÇÃO SÃO PAULO Manutenção na Braskem Em 24 de novembro a unidade da Braskem de Capuava sediou mais um evento técnico da Seção São Paulo. EUA. o encontro teve uma apresentação de Márcia Silva. da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. e foi prestigiado por mais de 70 profissionais. Jorge Luiz Pinto Mesquita e Ramão Gonçalves Campos foram sorteados e premiados com um notebook. Cláudia Messias. a companhia ofereceu um brunch de confraternização aos participantes. 58 InTech 129 Auditório do encontro paulista na Braskem. Airton Delazeri. Foto: Divulgação. houve a eleição do presidente para 2012. juntamente com os demais integrantes do Conselho. Eckman Education Award” recebido pelo Professor Jorge Trierweiler. Tulio de Carvalho Muller (Tesoureiro). Em seguida. Além das palestras sobre Lifecycle Services (Honeywell). pelo reconhecimento. Diretoria da Seção RS e Grinst RS na confraternização. Sadi Fernando Sebem (Secretário). Contratos de Manutenção de Válvulas com Visão de Longo Prazo e na Performance (Metso) e Metodologia e Benefícios da Manutenção Colaborativa (Emerson). consagrando-se Tulio Muller. apresentaram o balanço e os resultados atingidos durante o ano. que destacou o tema “Novas Metodologias de Contrato de Manutenção Envolvendo Desempenho e Disponibilidade”. Luiz Antônio Canal (Webmaster). qualidade e recorde de participantes em eventos da Seção. Destaque também foi dado às conquistas dos prêmios “Section Performance Award 2010”.

a 5ª Jornada Tecnológica de Cooperação na Indústria. Aspecto do jantar oferecido pela Seção Vale do Paraíba. Nilson Rana. da Bayer.newsletter SEÇÃO VALE DO PARAÍBA Jantar dançante Para marcar o encerramento de suas atividades em 2010. incluindo desde a cidade de Jacareí até Volta Redonda. RJ. vice-presidente da Seção Vale do Paraíba. a ISA Seção Vale do Paraíba promoveu em 8 de dezembro. o parque Lígia Módolo. O encontro reuniu mais de 100 participantes. atual presidente da Seção. disse Michel Oliveira. da Basf. SEÇÕES RIO DE JANEIRO E VALE DO PARAÍBA Ação conjunta na Bayer A unidade da Bayer de Belford Roxo. os participantes também conheceram de perto as instalações em Belford Roxo. em 24 de fevereiro. o seu primeiro Jantar de Confraternização para sócios. no Itaguará Country Clube. que. com a apresentação da evolução do número de associados e do crescimento qualitativo de todos os eventos realizados pela Seção. além do jantar. Participantes do Bayer Day acompanham palestra. modelo pioneiro na Bayer que acabou sendo adotado pela matriz alemã. InTech 129 59 . o encontro inédito realizado pelas Seções Rio de Janeiro e Vale do Paraíba. e Vantagens Competitivas Oferecidas pela Opção do Uso do DCS Delta V para Negócios da Bayer (Emerson). em Guaratinguetá. desfrutaram de momentos descontraídos com a Banda Marquinhos SAX do Barbaresco e com o show de dança da Academia Sandro Brazil. Foto: Aurélio Figueiredo. recebeu. empregando mais de duas mil pessoas. Com produção anual de 150 mil toneladas de produtos para a agricultura e matérias-primas básicas para o poliuretano. Conceito de Modelagem Combinada ISA 88 & 95 para Sistemas de Controle Integral DCS/Batch & MES para plantas de bateladas (Siemens). Na oportunidade. O complexo ainda reúne outras empresas parceiras. industrial é o maior da Bayer na América Latina. Sistema Instrumentado de Segurança – Como Estar em Conformidade com o IEC 61508 e IEC 61511 (Yokogawa). Aplicações do Uso da Termografia na Indústria (Flir). homenageia Rogério Sverberi e Antônio Sampaio. Foto: Divulgação. no sul Fluminense”. O “Bayer Day” registrou mais de 150 profissionais para as palestras: Conceitos SIL (Safety Integrity Level) aplicados de forma prática em válvulas on-off (Westlock). Durante o evento. O Uso do PI na Indústria Química (OSIsoft). também foi feita a prestação de contas. onde pudemos conhecer outros profissionais e debater assuntos diversos”. “Excelente iniciativa da Seção em promover um evento neste formato. “A nossa preocupação é a de aproximar as novas tendências de todos os profissionais da região do Vale. Foto: Aurélio Figueiredo. patrocinadores e parceiros.

farmacêuticas outras. que colhe a água de um rio ou lago. que opera como um dispositivo de perturbação. As perturbações na vazão são 60 InTech 129 A operação da planta de pH do novo laboratório. “A nova planta piloto do laboratório da Poli possibilitará verificar como seria possível prolongar a operação de um processo em uma indústria com válvulas ruins. tem que neutralizá-la com o auxílio de uma base. Garcia destacou que esse tipo de análise interessa muito à indústria. A planta piloto do laboratório fará basicamente esse trabalho de neutralização do pH da água". incluindo medidores de vazão. “A planta de vazão do possui uma estrutura com equipamentos utilizados na indústria para o estudo acadêmico detalhado. acrescentou. Foto: Divulgação. com foco na pesquisa de soluções para as necessidades da indústria de processos”. vazão de água. pH. "Essa segunda planta é formada essencialmente por duas válvulas de controle. temperatura e condutividade. O Laboratório é formado por duas plantas pilotos que serão usadas para fins de pesquisa aplicada pelos alunos de doutorado. que já estão operando há muitos anos e que não podem ser substituídas até que haja uma parada total da planta para manutenção”. A segunda planta é voltada ao controle de causadas por uma terceira válvula de controle. com diferentes níveis de atrito. Garcia. a primeira planta simula o tratamento de efluentes industriais a partir de um processo de neutralização de pH. utiliza essa água em seus processos que tornam a solução ácida e. e uma grande variedade de instrumentos. De acordo com seu Coordenador. A planta emprega softwares e sistemas de instrumentação e controle. . disse que a planta piloto pode ser utilizada para representar e uma vasta gama de processos presentes em indústrias químicas. Na verdade. detalhou. situação típica de válvulas muito antigas ou com problemas de manutenção. que buscam controlar a vazão de fluido em um circuito fechado de circulação de água. O laboratório contou com recursos da própria Escola Politécnica e de doações de fabricantes e fornecedores de instrumentos e sistemas de controle.tecnologia Laboratório de Controle de Processos Industriais é inaugurado na Poli/USP Dia 9 de dezembro a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) inaugurou o seu Laboratório de Controle de Processos Industriais. explicou o Prof. nível. O Presidente da Seção ISA Poli. mestrado e iniciação científica da Poli. “E isto é desejável para as atividades de pesquisa e desenvolvimento às quais se destina a planta piloto de neutralização de pH”. petroquímicas. a planta piloto permite o estudo de como melhorar a operação de válvulas de controle que estejam submetidas a atrito excessivo. enfatizou Juliani. vinculado ao Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle. O Prof. Rodrigo Juliani. "Ela funciona de modo semelhante a uma planta real de tratamento de efluentes. permitindo o estudo de algoritmos de controle e de modelos matemáticos relacionados ao comportamento dinâmico do processo. professor Claudio Garcia. O objetivo dessa planta é estudar e avaliar algoritmos para quantificar e compensar o atrito em válvulas de controle" detalhou o Coordenador. antes de jogá-la novamente no lago ou no rio. pressão.

sediado no Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo (Campus de São Carlos). Tendo ainda Leandro Henrique Batista Torres como Diretor Vice-Presidente Tesoureiro. no sentido de dedicar-se fortemente à qualificação de mão-de. InTech 129 61 . César Cassiolato promoveu a consolidação da organização no Brasil. No que se refere a mercados específicos. além de ampliar a própria estrutura do Centro de Competência Profibus no Brasil. ainda. supervisor das áreas de manutenção. atingindo a marca de 50 empresas associadas. Padovan divulgou alguns os números sobre o mercado brasileiro. Padovan afirmou que a proposta para 2011 é manter as realizações.tecnologia Foto: Divulgação. instrumentação e automação industrial de diversas empresas participaram diretamente dos eventos organizados pela Associação. Associação Profibus foca qualificação de mão-de-obra em 2011 “O medo do desconhecido ainda existe”. Marco Aurélio Padovan. Dessa forma. A equipe da Poli/USP que concretizou o novo laboratório.ASi. Outra ação importante foi a criação recente do Grupo de Fabricantes de Cabos Profibus . engenheiros. possibilitando o desenvolvimento de novas ações. o estabelecimento do Centro de Competência Profibus e Centro de Treinamento Profibus. Segundo ele. o presidente da Associação Profibus para 2010/2012. concluiu. nos últimos quatro anos estima-se que 40% dos novos projetos optaram por padronizar o protocolo de comunicação Profibus. notadamente treinamentos para Engenheiro e Instalador Certificado no Brasil com toda a estrutura e organização local. sobretudo para tratar da avaliação e da verificação de conformidade dos cabos produzidos e comercializados no Brasil. Ele anunciou que está em vias de ser constituído o Grupo de Verificação de Redes Profibus. No comando da Associação Profibus nos dois últimos mandatos. a entidade realizou grandes feitos desde sua criação. mais de 500 profissionais. justificou o objetivo da entidade para este ano em entrevista coletiva dia 26 de janeiro. Nesse período também conduziu a integração com a comunidade de usuários da tecnologia e. O Presidente destacou que. com especial atenção para a ênfase na qualificação de profissionais. Foto: Divulgação. analistas. Mineração em 70%. Finalizando a entrevista. consolidar os grupos de trabalho e projetos em andamento. e. “A maioria dos grandes fabricantes do segmento Automotivo está padronizando na tecnologia Profinet”. no ano passado. especialmente. criar os meios para desenvolvimento e difusão no mercado nacional e latinoamericano das variações da tecnologia Profibus e ASi. e Robert Gries Drumond na posição de Diretor Vice-Presidente Secretário. Saneamento em 60%. entre técnicos.obra para a instalação de produtos e soluções com a tecnologia Profibus. a previsão é a de que os setores de Açúcar e Álcool estejam em 80%. e Petroquímica com cerca de 20%. Química acima de 60%. Vista da planta de vazão.

por propiciar a construção de uma arquitetura totalmente distribuída. através de sua capacidade de multiprocessamento. o protocolo dispensa o uso de um concentrador de dados. Um dos pacotes criados para atender os mercados que não necessitam contar com todos os recursos oferecidos pela versão padrão do software é o E3 IHM. o qual alia funcionalidades de Controlador Programável e de Desktop PC. Além disso. 62 InTech 129 Suporte ao protocolo IEC 61850 – A empresa disponibiliza o suporte do Elipse E3 ao protocolo IEC 61850. com limite de até 2 drivers de comunicação e sem conexão com Bancos de Dados. Trata-se da nova geração de controladores da Altus. prospecção de distribuidores internacionais e atendimento a clientes. onde a inteligência para as ações se encontra integrada a todos os relés via Ethernet.com. Alemanha. se considerada continuada a estratégia de atuação internacional da empresa”. que atraiu muitos dos 52 mil visitantes da exposição. a Elipse Software acaba de lançar a nova versão 3. Foto: Divulgação. realizada em Nuremberg.com. Como opcionais. um Controlador Programável (CP) com IHM integrada. DNP 3. A empresa também demonstrou a Série Duo. porém com menor número de tags (50 ou 150). “O evento e a participação da Altus superaram as expectativas. Luiz Gerbase. além dos relacionados aos principais equipamentos de controle de mercado.br Com três novos e diferenciados pacotes. a Altus marcou presença na SPS/IPC/DRIVES 2010.300 expositores de todo o mundo.0. De acordo com a empresa. considerou a presença da empresa na feira muito importante para dar segmento a estratégia de participação no mercado internacional. Já o E3 Lite possui os principais recursos do Elipse E3. que agrega funções de SDCDs. afirmou. capaz de processar as ações de controle. com versões de 500 a 20 mil tags. provê os meios para configurar intertravamentos e ações de alta velocidade entre equipamentos. A novidade apresenta versões de 50 a 1 mil tags. O produto permite a rápida construção de aplicações de supervisão e controle de subestações de energia pela comunicação direta com os relés de proteção de diversos fabricantes. Tiago Meirelles. através do uso conveniente da rede Ethernet aliado ao desempenho e à segurança requisitados pelas subestações atuais.empresas ALTUS PARTICIPA DA SPS/IPC DRIVERS www. tornando-a indispensável nos anos vindouros. e características de Controlador Programável de Automação (PAC). com a participação de mais de 1. permite a aquisição de pacotes de drivers de Energia Clientes ou Servidores (IEC 101/103/104/61850. classificou o evento muito produtivo para evoluir relações de cooperação. em novembro passado. Modbus. Presidente da Altus. ELIPSE APRESENTA NOVA VERSÃO DO E3 www. o E3 Gateway é indicado para aplicações de tradução de protocolos. voltado para a utilização como interface homem máquina.5 do Elipse E3.br Única companhia brasileira com espaço próprio em uma das mais importantes mostras europeias de automação. O estande da Altus na SPS/IPC/DRIVES 2010.elipse. Por fim. exceto os relatórios. Assim.altus. especialista de produtos da Altus. entre outros). através de um novo driver de comunicação. . o destaque foi a Série Nexto.

fluke. Foto: Divulgação. Testador Eletrônico "Deadweight" E-DWT-H. de RF. portáteis e com uma precisão de + 0. com um crescimento da ordem de 50% em 2010. “A indústria brasileira é uma das mais exigentes em relação a qualidade e tecnologia. A Fluke atua em todo território brasileiro e conta com uma equipe de 36 distribuidores e cerca de 700 funcionários”. Super-termômetros 1594A/1595A (com de autocalibrarão proporcional). Markus Günter (á esquerda). selecionou os premiados para cada uma das categorias. agora em única marca.com A categoria inovação em produtos do prêmio MX Award – cujo modelo é o MX Award britânico.05°C).br A Fluke Corporation consolidou no final de 2010 suas seis linhas de produtos de calibração.0. específico para o mercado brasileiro. composto por membros da comunidade científica e de gestores. indicando um grande vencedor. Terminal de Vazão molbox 1+. CEO da Endress+Hauser Conducta.endress. Termômetros seguros. vazão e calibração. Um corpo de júris independentes. Crescimento no Brasil – Fernando Kozik. Outra novidade é a disponibilidade de um web site em português. Software de Gerenciamento de Calibração Manual MET/CAL. InTech 129 63 . incluindo software elétrico. a mudança representa a unificação das disciplinas de medição da Fluke Calibration.br. Foto: Divulgação. Editor Chefe da Financial Times Alemanha. Diretor de Logística e Serviços da Axel Spring Verlag.com. a empresa também apresentou uma série de novos produtos de calibração. o alemão criado em 2004 – foi conquistada pela Endress+Hauser Conducta na competição Excelência Industrial 2010. FLUKE UNIFICA LINHA DE CALIBRAÇÃO www. diretorpresidente da Fluke Brasil. Software de Gerenciamento de Calibração de Pressão COMPASS® for Pressure. Fonte de Referência 9640A-LPNX RF. na Alemanha. pressão. a Fluke Corporation investe na expansão da atuação da empresa no país. Bastão 1551A/1552A (intrinsecamente brasileira saltou da 20ª posição para a oitava em 2010 e foi a que apresentou o melhor desempenho. a Fluke Calibration. com destaque para: Calibrador Elétrico Multi-Produto 5080A (calibrador de alta sensibilidade.empresas ENDRESS+HAUSER CONDUCTA PREMIADA www. Versão 3. destacou. e Stefan Weigel (à direita). entregando o prêmio e o certificado a Manfred Jagiella. temperatura. Ao lado da nova marca. incluindo instrumentos analógicos e digitais). anunciou que a unidade Produtos da nova marca Fluke Calibration. e Calibrador de Pressão PPC4. Por isso além de trazer para o país os principais produtos e soluções do grupo. De acordo com a empresa.

a nova divisão pode proporcionar uma vasta gama de soluções.com O resultado da compra da Matrikon pela Honeywell foi a criação de uma nova divisão de negócios para Soluções Avançadas. Grant Le Sueur. Profit Suite.empresas HONEYWELL CRIA NOVA DIVISÃO www. em São Paulo. os clientes podem agora desfrutar das melhores soluções disponíveis na categoria. e Tom Kinney. experiências de mercado. Simsci-Esscor Steady-State Simulation with PRO/II and Pipephase. a sessão latino-americana do OpsManage’10. com destaque para: Triconex Safety Instrumented Systems. De acordo com a empresa. que puderam participar de 20 sessões. Aspecto da exposição que contou também com parceiros da Invensys. Vale lembrar que o portfólio de Advanced Solutions inclui soluções como UniSim. Uniformance PHD e Matrikon. Prestigiaram o OpsManage’10: Donald C. com a aquisição da Matrikon e a integração de sua ampla plataforma e seus recursos de conectividade aberta. SCADA Systems. entre apresentações de produtos e casos de sucesso de clientes. Mark Davidson. além de entrega. Simsci-Esscor Online Optimization with ROMeo. Skelta – Colaboração em Tempo Real com BPM. seja na fábrica. Estamos focados em ajudar nossos clientes a receber a informação correta. Genius. a companhia também demonstrou suas soluções. que aconteceu no hotel Ceasar Park. completou Brown. associadas ao rápido crescimento de sua unidade de soluções e aplicações. Clark. Diretor de Segurança e Controle Crítico de Negócios. Diretor de Portfólio Global Produtos Wonderware Supervisory e InFusion. Condition Monitoring. “As empresas de processo estão cada vez mais exigindo soluções que podem trabalhar com qualquer aplicação ou sistema de controle em toda a planta”.iom. Foto: Divulgação. Vice-Presidente Global de Marketing. a Invensys Operations Management realizou. Simsci-Esscor Dynamic Simulation with DYNSIM. Plataforma tecnológica de integração de sistemas – InFusion & Wonderware. na nuvem ou em aplicações móveis inteligentes”. consultoria e suporte especializado.invensys. A importância do encontro no Brasil foi traduzida pela presença de executivos globais da companhia. “Com a trajetória da Matrikon em conectividade aberta. Gerente de produto Connoisseur e Diretor de Serviço de Performance. consultores e tecnologias diferenciadas. Mobile – Gerenciamento de operação e manutenção de campo sem papel. . vice-presidente de Advanced Solutions da Honeywell. estrutura e conteúdo dos eventos promovidos no exterior.honeywell. INVENSYS CONSOLIDA OPSMANAGE NO BRASIL www. em toda a empresa. De sua parte. os quais mostraram suas metodologias e soluções com foco em excelência operacional: Pepperl+Fuchs. Atos e Limeware. no lugar correto e no momento oportuno.com Com o mesmo padrão de qualidade em organização. o evento registrou a presença de mais de 200 profissionais. dias 1 e 2 de dezembro. Foto: Divulgação. Neste primeiro ano do OpsManage’10 no Brasil. Avantis Enterprise Asset Management. Integrated Process Industry Application Foxboro I/A Series DCS Fieldbus 64 InTech 129 and Device Integration. com foco no oferecimento de serviços avançados e software aberto para indústrias de processo. comentou Ian Brown. Vice-Presidente Global de Soluções Industriais. Com o slogan “Foco na Excelência Operacional com o Sistema de Controle Empresarial da Invensys”. Foxboro Measurement & Instruments. Alejandro Fung. Aselco. agilidade e inovação e com a proteção do ciclo de vida e a reputação incomparáveis da Honeywell para a execução de projetos e produtos. a área de exposição contou com a presença de alguns parceiros da Invensys. Auditório durante a abertura da primeira edição do OpsManage’10 no Brasil.

e pode ser aprendido e utilizado em poucos minutos pelos usuários. opção de duas saídas de corrente – Nível total.produtos Medidor de interface ENDRESS+HAUSER www. eliminando a necessidade de reconfiguração em caso de falha de eletrônica. interface ou espessura do produto superior. Sua interface intuitiva está baseada em um monitor a cores LCD de 2. protocolos: 4 a 20 mA HART e. Foto: Divulgação.br Testador Wi-Fi AirCheckTM. os usuários podem verificar e diagnosticar a disponibilidade de uma rede 802. O software Air-Check Manager é fornecido juntamente com o equipamento e roda em PC. enxergar sobrecarga de redes e canais.8 cm x 4. Através de uma interface intuitiva. detectar pontos de acesso (APs) não autorizados ou intrusos. além de aprovações para áreas classificadas ATEX.fluke. Inmetro. Oferece operação simples e intuitiva.com. InTech 129 65 . em breve. segunda linha de defesa (gastight feedthrough) – proteção adicional que garante que não haja vazamento de produto para a eletrônica. sua conectividade. utilização de canais e ajustes de segurança. gerencia todos os perfis e as informações coletadas por múltiplos testadores. simultaneamente. Foto: Divulgação.com Levelflex FMP55 Multiparâmetro com SensorFusion. HistoROM armazena dados de medição e configuração.8 polegadas e em um sistema baseado em menus. Suas principais características são: atende aos mais altos padrões de segurança (SIL/IEC61508). que combina a tecnologia de radar de onda guiada com o princípio de medição capacitivo para medição de interface.8 cm e seu peso 400g. funções de diagnósticos de acordo com NAMUR NE107. Testador Wi-Fi FLUKE www.br. operação intuitiva via display de simples navegação. detectar interferências e validar ajustes de segurança. Suas dimensões são 8.11 a/b/ g/n.endress. IEC EX.9 cm x 19. sistema Multiecho tracking garante avaliação eficiente dos sinais de medição. ferramenta portátil dedicada que proporciona troubleshooting para redes locais sem fio. Profibus e Fieldbus Foundation. Permite aos usuários identificar problemas de cobertura e conectividade.

É otimizado para trabalhar com o LabVIEW. ruído.com. o software suporta inteiros e ponteiros de 64 bits.ni. Apresentando configuração simples. e possui exemplos de projetos que ajuda a fazer programação orientada a objeto. o qual habilita chamadas . que simplificam a migração para módulos de códigos de 64 bits. Foto: Divulgação.NET Adapter. 66 InTech 129 Foto: Divulgação. Foto: Divulgação. . (utilizado para comunicação entre sistemas de tempo real. principalmente em aplicações de automação industrial). ideal para uma variedade de aplicações de testes automatizados dentro da indústria de telecomunicações. O produto suporta as mais recentes tecnologias de PC.br FieldConnex® é a linha de produtos para a conexão de instrumentos fieldbus que contém diagnósticos para monitorar as características da comunicação no nível físico do fieldbus. esse instrumento apresenta maior facilidade de instalação. O LR560 pode ser aplicado nas indústrias de cimento.produtos Software de validação de testes NATIONAL INSTRUMENTS www.NET Invocation Control. Adicionalmente.com NI TestStand 2010. como os recursos do reformulado . que tira vantagem da flexibilidade do novo .NET em cascata através da notação de ponto.br Medidor de nível tipo radar de alta frequência (78 GHz) Sitrans LR560. o novo transmissor permite que o operador realize sua programação por meio do painel frontal (três botões). podendo ser selecionados alarmes. o que minimiza o tempo e custos necessários para seu comissionamento. desbalanceamento DC. ou através do protocolo HART.pepperl-fuchs. com programador de mão portátil infravermelho. software de gerenciamento e validação de testes automatizados. Foto: Divulgação. Devido às novas características (como ausência de antena e reduzido ângulo de abertura). química e petroquímica e alimentícia. mineração e metais. Sistema de instalação Fieldbus PEPPERL+FUCHS www.siemens. jitter. utilizado para a medição de materiais sólidos em processos industriais. que mede um grande número de parâmetros incluindo: voltagem/corrente. automotiva e outras indústrias. O Power Hub energiza os barramentos de fieldbus e integra essas características de diagnósticos avançados na ferramenta ADM. além da gravação e da geração automática de documentação. Com esse instrumento é possível medir o nível dentro de tanques de até 100 metros de altura.com. eletrodomésticos. defesa/aeroespacial. Transmissor de nível radar SIEMENS www.

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