Interação em Processos de Decaimento e Radiação Produzida pela Interação da Radiação com a Matéria

Centro Universitário Fundação Educacional de Barretos. Física das Radiações Profª: Tathiane Alves Pianoschi

Lívia Hostalácio Mega R.A: 512954

Ela é utilizável porque sua energia é definida como a diferença da energia de ligação da camada doadora e camada de vacância. chamada de radiação característica ou raio-x característico.1.Elétrons Auger Quando ocorre o rearranjo dos elétrons das camadas internas essa transição pode produzir a emissão de um fóton de raio x característico ou a emissão de outro elétron da camada mais externa que absorveu esse fóton.2. e neste caso o elétron que preenche a vacância perde energia e fica mais ligado ao núcleo. A detecção do raio x característico é o primeiro mecanismo para detectar o processo de decaimento por captura eletrônica. Freqüentemente essa energia liberada é emitida na forma de radiação eletromagnética. ou seja. Esse elétron emitido é chamado de elétron Auger. Interação em Processos de Decaimento 1.1. . a energia dos raios x é “característica” da respectiva transição. deixa uma vacância que é rapidamente preenchida por um elétron livre ou por um elétron de uma camada mais distante do núcleo. Em algumas aplicações de Radionuclídeos a detecção dos raios x característicos é o primeiro modo para se obter a imagem ou para medir a quantidade de radioatividade.Raio-x Característico Quando um elétron orbital é removido de seu nível. 1.

Processo de conversão Interna Nenhum radionuclídeo sofre decaimento radioativo por emissão de radiação gama somente. Os elétrons Auger também são dependentes dos níveis de energia da elestrosfera e possuem um espectro discreto. Quando o estado intermediário dura mais de 10^-9 segundos usa-se o termo metaestável. por meio da interação coulombiana. A energia desses elétrons emitidos (elétrons de conversão) é igual à energia da radiação gama. O rearranjo dos elétrons das camadas resulta na radiação característica. Possuem energia de emissão igual a do raio x característico menos a energia de ligação do nível do elétron emitido. em alguns esquema há radionuclideos intermediários com meia-vida mensurável que exitem num estado metaestável. concorrente. 1. sua energia pode variar em dezenas de keV e alguns MeV. retirando-se por efeito fotoelétrico. menos a energia de ligação do elétron ao átomo.Conversão Interna Consiste na transferência de energia de excitação nuclear para elétrons das primeiras camadas K e L.O processo pode ser entendido como se o raio x característico colidisse com elétrons do próprio elemento. Estes elétrons monoenergéticos permitem identificar o elemento químico e são chamados elétrons de conversão. e a letra “m” é colocada logo após o numera da massa para indicar o fenômeno. Para nuclídeos com Z<80 a energia destes elétrons é em torno de 56 keV. Seu espectro de distribuição de energia é discreto. retirando-os dos orbitais.3. A trasição do estável metaestável para o basal é esomérica porque o numero atômico não se altera. .

A diferença de energia é emitida na forma de ondas eletromagnéticas conhecidas como raios x de freamento ou “Bremsstrahlung”.2.022 MeV necessários para a criação. 2. Elas reduzem drasticamente sua energia cinética e mudam sua direção.2. A interação do fóton é com o campo coulobiano do núcleo.02 Mev) o fóton pode ser absorvido pelo núcleo do átomo dando origem a um elétron e um pósitron. O processo depende da energia da intensidade de interação da partícula incidente com o núcleo e de seu ângulo de saída. Existe também a produção de raio x característico referente ao material com a qual a radiação está interagindo. A energia cinética das partículas criadas é igual a energia do fóton incidente menos 1. mas também pode ocorrer com o campo de outras partículas carregadas inclusive o elétron. com o campo elétrico de núcleos de alto numero atômico ou com as eletrosferas.1.Bremsstrahlung Ocorrem quando partículas carregadas interagem nos átomos.Produção de Pares Quando a energia for maior que 2m0c (1. Esse raio-x característico soma-se ao raio x de freamento e aparece como pico destacado no espectro a seguir. Nesse caso o elétron atômico que participa da interação também recebe energia cinética e . Radiação Produzida pela Interação da Radiação com a Matéria 2. 90 e 120 keV. Espectro de raio x de freamento com raio x característico para voltagem de pico de 60. possui um espectro contínuo de energia.

Referências Bibliográficas: Livros: Medicina nuclear (Jame H Thrall Harvey A.511 Mev. Possui espectro de energia discreto. A distribuição da energia entre as duas partículas não tem predominância e pode variar entre 20 a 80% da energia disponível. sendo ejetado do átomo.3. é constituida pelo elétron atômico e par elétron-pósitron. Ziessman) Fundamentos de radioproteção e dosimetria (Luiz Tauhata) Instituto de radioproteção e dosimetria – CNEN . Apesar de não ser de origem nuclear também é denominada radiação gama. 2.momento. O espectro de distribuiçao de energia das particulas formadas é contínuo.Aniquilação É o tipo de interação que ocorre quando o pósitron interage com um elétron e transforma toda a sua energia em fótons com sentidos opostos e com energia de 0. Essa interação é chamada de tripleto.

!488:0850.0307./. 5040F9743.054/0.8 .  .47706:.420307.021O9438./8.42:20F97430 97.9./4/4E9424 88.3:.7094 508.3.70F9743 5O89743  /897-:4/.4.2420394 803/4009.8 5.4F.:.381472.20%7.439J3:4     36:./.81472.7 ./0975094 F.79.0  0850.:..2.7.0.4 A4954/03907./.8F.03970.79J.2..94/.46:04.428039/4845489480.8-47E1.0 0882.:.0307.0307.748 0/.7.7/034807/047023:.7.8:.974/0/897-:.7 03970 .3/445O897433907..3907.85.79./.2-F2 F/03423. :%./45749040/482097./..0. /./0  0.4/00307.405..0.  3899:94/07.43899:/./45749040/482097.834902570/4233..92.8/:.974/00307..3   :3/./8543J.    #0107H3.203948/07.