Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia Faculdade de Engenharia Química Laboratório Básico I Professor: José Luiz Magalhães Lopes

LABORATÓRIO VIRTUAL: LEI DE HOOKE

Equipe: Ana Raquel Oliveira Louzeiro 09025000501 Daniel Nascimento dos Santos 09025002701 Henrique Fernandes Figueira Brasil 09025000801 Jéssica Maria Morais Costa 09025001201 Raimunda Nonata Consolação e Branco 09025002901

BELÉM/PA

Junho de 2010

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho destina-se ao estudo da Lei de Hooke, através de experimentos virtuais, utilizando-se o software desenvolvido pelos professores Antonio Silas de Oliveira Martins e José Luiz Lopes da Faculdade de Física da Universidade Federal do Pará. A lei de Hooke foi formulada em 1678 pelo cientista inglês Robert Hooke. Ela descreve a força restauradora que existe em diversos sistemas quando comprimidos ou distendidos. Qualquer material sobre o qual se exerce uma força sofrerá uma deformação, que pode ou não ser observada. Esticar ou comprimir uma mola, por exemplo, são situações onde a deformação nos materiais pode ser notada com facilidade. Mesmo ao pressionar uma parede com a mão, tanto o concreto quanto a mão sofrem deformações, apesar de não serem visíveis. A força restauradora surge sempre no sentido de recuperar o formato original do material e tem sua origem nas forças intermoleculares que mantém as moléculas e/ou átomos unidos. Assim, por exemplo, uma mola esticada ou comprimida irá retornar ao seu comprimento original devido à ação dessa força restauradora.

Figura 1 - Lei de Hooke

Enquanto a deformação for pequena diz-se que o material está no regime elástico, ou seja, retorna à sua forma original quando a força que gerou a deformação cessa. Quando as deformações são grandes, o material pode adquirir uma deformação permanente, caracterizando o regime elástico. Neste trabalho serão tratadas apenas deformações pequenas em molas, ou seja, no regime elástico.

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Na figura acima, o item (a) mostra uma mola com comprimento natural xo. Se esta for comprimida até um comprimento x<xo, a força F (também chamada de força restauradora) surge no sentido de recuperar o comprimento original, mostrado no item (b). Caso a mola seja esticada até um comprimento x>xo a força restauradora F terá o sentido mostrado no item (c). Em todas as situações descritas, a força F é proporcional à deformação Δx, definida como Δx = x − xo. No regime elástico há uma dependência linear entre F e a deformação Δx. Este é o comportamento descrito pela lei de Hooke: F = −kΔx onde k é a constante de proporcionalidade chamada de constante elástica da mola, e é uma grandeza característica da mola. O sinal negativo indica o fato de que a força F tem sentido contrário a Δx. Se k é muito grande significa que devemos realizar forças muito grandes para esticar ou comprimir a mola, portanto seria o caso de uma mola ”dura”. Se k é pequeno quer dizer que a força necessária para realizar uma deformação é pequena, o que corresponde a uma mola ”macia”. A série de medições foi realizada pelos seguintes alunos: 1. Ana Raquel Oliveira Louzeiro 2. Daniel Nascimento dos Santos 3. Henrique Fernandes Figueira Brasil 4. Jéssica Maria Morais Costa 5. Raimunda Nonata Consolação e Branco

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2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL O experimento realizado faz uso de 3 molas e uma série de blocos de diferentes massas. Primeiramente, escolheu-se uma das molas e ajustou-se a régua para a marcação nula. Em seguida, o bloco escolhido foi pesado e pendurado pela mola, esta sofrendo certa deformação. A massa (g) e a elongação (cm) foram anotadas em uma
tabela que fornece o valor da força elástica (que é, em módulo, igual ao peso).

Figura 2 - Experimento da Lei de Hooke

Foram realizadas 8 medições com diferentes blocos usando-se as três molas. As tabelas a seguir mostram os dados para cada mola utilizada: Massa (g) 50 83 100 132 150 175 250 300 F (N) 0,49 0,81 0,98 1,29 1,47 1,71 2,45 2,94 Elongação (cm) 1,0 1,7 2,0 2,5 2,9 3,5 4,9 5,8

Tabela A - Mola Média

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Massa (g) 50 83 100 132 150 175 250 300

F (N) 0,49 0,81 0,98 1,29 1,47 1,71 2,45 2,94

Elongação (cm) 0,7 1,0 1,2 1,7 2,0 2,2 3,1 3,9

Tabela B - Mola Curta

Massa (g) 50 83 100 132 150 175 250 300

F (N) 0,49 081 0,98 1,29 1,47 1,71 2,45 2,94

Elongação (cm) 2,0 3,2 4,0 5,1 6,0 7,0 9,9 11,8

Tabela C - Mola Comprida

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3. TRATAMENTO DOS DADOS RECOLHIDOS
3.1. Constante Elástica da Mola Média A disposição dos pontos encontrados lineariza em papel milimetrado:

Gráfico 1 - Mola Média

Para o cálculo da constante elástica, primeiramente, escolhem-se dois pontos quaisquer da tabela A, por exemplo, (1.7 , 0.81) e (2.9 , 1.47).

onde a é o coeficiente angular e b é coeficiente linear.

Substituindo os pontos escolhidos temos:

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Como existe um ponto na origem do sistema, b = 0. O coeficiente angular é a constante elástica da mola. Portanto:

3.2. Constante Elástica da Mola Curta A disposição dos pontos encontrados lineariza em papel milimetrado:

Gráfico 2 - Mola Curta

Analogamente ao exemplo anterior, para o cálculo da constante elástica, escolhem-se dois pontos quaisquer da tabela B, por exemplo, (1.0 , 0.81) e (2.0 , 1.47).

Substituindo os pontos escolhidos temos:

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Como existe um ponto na origem do sistema, b = 0. O coeficiente angular é a constante elástica da mola. Portanto:

3.3. Constante Elástica da Mola Comprida A disposição dos pontos encontrados lineariza em papel milimetrado:

Gráfico 3 - Mola Comprida

Analogamente aos exemplos anteriores, para o cálculo da constante elástica, escolhem-se dois pontos quaisquer da tabela B, por exemplo, (3.2 , 0.81) e (6.0 , 1.47).

Substituindo os pontos escolhidos temos:

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Como existe um ponto na origem do sistema, b = 0. O coeficiente angular é a constante elástica da mola. Portanto:

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4. CONCLUSÃO Após a análise das medidas obtidas experimentalmente e sendo realizado o cálculo da constante elástica de cada mola, tem-se que: Dimensão da Mola Mola Curta Mola Média Mola Comprida Conclui-se, portanto, que a constante elástica depende das dimensões da mola. No caso estudado, quanto maior a mola, menor sua constante elástica, logo, menor deve ser a força aplicada para causar certa deformação. Os experimentos realizados comprovam a Lei de Hooke. O gráfico das 3 molas é representado na figura seguinte. Constante elástica k

Gráfico 4 - Molas Curta, Média e Comprida

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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 

HALLIDAY, David, Resnik Robert, Krane, Denneth S. Física Volume 1, 5ª Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2004. Software Experimentos Virtuais, Laboratório Básico I, UFPA. Autores: Antonio Silas de Oliveira Martins e José Luiz Lopes.
http://www.fisica.ufjf.br. http://www.infopedia.pt.

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