Ser Empreendedor… “Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo … “
A palavra “Empreendedor” (entrepreneur) surgiu na França no final do século XVII e pretendia designar os indivíduos ousados e ambiciosos que estimulavam o progresso económico, mediante novas e melhores formas de agir. Actualmente a definição mais comummente aceite é a protagonizada por, Robert Hirsch, no seu livro “Empreendedorismo”. Segundo ele, empreender é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação económica e pessoal, sendo que a satisfação económica é resultado de um objectivo alcançado e não um fim em si mesma. O empreendedor renova a sua concepção do mundo à medida que presencia a evolução. Valoriza as suas experiências, valoriza-se e toma decisões. Descobre novos caminhos, explora novos conhecimentos, define objectivos e dá o primeiro passo. Num momento em que se fala do “Capital Intelectual” que nada mais é do que conhecimento, experiência e sabedoria, a “ mão-de-obra” passa a ser “cabeça-deobra” e multiplica-se a capacidade geradora de novas ideias. O foco está nas pessoas e as pessoas empreendedoras focam-se no seu potencial criativo, na sua visão, coragem, firmeza e capacidade de decisão, não esquecendo nunca um código de valores onde o respeito pelo outro assume papel principal.

O ano de 2011 para a minha geração já foi ficção Cientifica, hoje é a realidade em que todos vivemos e que importa compreender. Compreender que toda a história da humanidade e o seu progresso tem acontecido á custa de momentos muito particulares, de mudança, que designamos como “Quebra de Paradigma”. São verdadeiros cortes epistemológicos, onde, em muitos casos, aquilo que era uma verdade incontornável, deixa de o ser, para dar lugar a uma nova realidade. Mas não basta concordar! Como em tudo é preciso estudar e fazer os “trabalhos de casa”. Revisitar a tal história da humanidade e, por exemplo, imaginar um nómada, caçador e recoletor, ser convidado para conhecer um novo negócio chamado agricultura. Ele viu o agricultor a abrir um buraco no chão, lançar umas sementes, regar e esperar pacientemente. Só passado muito tempo se pôde fazer a colheita, e o nosso nómada estranhou essa demora, tanto mais que a sua experiência lhe dizia que bastava dar uns passos e colher, era imediato! Na altura a agricultura vingou e desenvolveu, pois ela era 50 vezes mais produtiva do que o paradigma anterior. Os nómadas caçadores que resistiram estão hoje isolados em pequeníssimos grupos no mundo e mais de 99% deles perderam o emprego! Em tempos difíceis, impõe-se ser empreendedor, ultrapassar obstáculos, aprender com os fracassos, superar o momento e aproveitar o momento … Porque, como dizia o poeta, “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo … “

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