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O SECTARISMO METODOLÓGICO COMO FUNDAMENTAÇÃO IDEOLÓGICA DO CAPITAL

HACIA EL NUEVO PENSAMIENTO ECONÓMICO

Antonio V. B. Mota Filho1 2 “Se conseguirem que você faça as perguntas erradas, eles não têm que preocupar-se com as respostas.” Thomas Pynchon “Es un error muy común mantener que si un cuerpo de conocimientos se basa en un sistema de valores dado, ello significaría meramente que no es tan científico como las ciencias físicas. Es aún más común pretender que lo contrario haría científica una teoría.” Homa Katouzian

Resumo Desde fim dos anos 70, inicia-se uma revolução conservadora, que findou com o padrão de acumulação taylorista/fordista e inaugurou uma nova fase no capitalismo, marcada pela: acumulação flexível; globalização imperialista; financeirização da economia e a hegemonia do livre-mercado. À derrocada da social-democracia seguiu-se uma mudança de paradigmas na economia: do keynesianismo ao neoliberalismo. O ponto central do nosso trabalho será analisar três aspectos dessa revolução: seu sectarismo metodológico; suas implicações sociológicas e suas limitações epistemológicas. Pretende-se assim lançar luz sobre o papel da ciência na formulação ideológica do capital e a relação entre a atual crise econômica e a crise das ciências econômicas. Palavras-chave: Metodologia; epistemologia; economia neoclássica.

1 Aluno de graduação em Ciências Econômicas da Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade (FEAAC) da
Universidade Federal do Ceará (UFC). Email: vogaciano@gmail.com Endereço: Av. da Universidade, 2486 - Benfica - Fortaleza - CE CEP 60020-180

2 Autorizo a publicação deste trabalho em qualquer publicação do “V Encuentro Internacional de Economía Política y Derechos Humanos “

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e a paulatina utilização dos métodos quantitativos e outros instrumentos empíricos na análise econômica. (KATOUZIAN. Formava-se. 24) 2 . as ciências econômicas viveram um período de intensa revolução.1. Desde as crises de 1929-33 e o questionamento da doutrina liberal laissez-faire. Analisando a produção recente sobre teoria econômica e história econômica uma conclusão é flagrante: “soou o dobre de finados da ciência econômica burguesa”3 Com o fim do modo de acumulação taylorista-fordista encerrava-se também um ciclo de desenvolvimento da teoria econômica. o dogmatismo neoclássico de que os mercados tenderiam inexoravelmente. para o capital. 15) 3 “Não interessava mais saber se este ou aquele teorema era verdadeiro ou não. ni son enteramente concretas ni enteramente abstractas. Todas as forças conservadoras de direita unem-se numa aliança pagã tácita para reproduzi-lo: neoliberais e libertários. os radicais tupiniquins e seus policiais. no longo prazo. a partir da disputa imperialista entre o capitalismo americano e soviético. totalmente prácticas o totalmente teóricas.” (MARX. o descobrimento. da qual podemos destacar alguns pontos: a chamada revolução “keynesiana” e a posterior aceitação dessa pela economia neoclássica. Y como la vida misma. era útil ou prejudicial. Sin filosofía. sin ciencia. com a chamada “síntese neoclássica”. decidiu lançar-se à construção de uma sociedade diferente. la filosofía pierde su dirección igual que la vida misma. Introdução Um espectro ronda a ciência – o espectro do sectarismo. daí. pág. Friedman e Hayek. ao equilíbrio foi perdendo adeptos e palavras outrora malditas como planejamento. fazia frente ao pensamento capitalista. ni la ciencia ni la filosofía pueden prescindir una de otra. dirigidos com mãos de ferro por Estados totalitários. que existe um mundo em desenvolvimento e que merecia enfoque particular (vide a formulação das teorias do crescimento e desenvolvimento econômico). somando-se a isso o surgimento de um bloco de países que. um economista consciente de sua função social: compreender a sociedade para daí modificá-la. 1978. la filosofía y la ciencia que están vivas no sólo son analizables. principalmente. com o fim da II Guerra Mundial e o despontar de um mundo bipolarizado. supostamente. la ciencia pierde su dirección social. La sociedad no puede prescindir ni de la filosofía ni de la ciencia. mas importava saber o que. 2008. a ciência. sino también indivisibles. Estado e regulação perderam seu poder cacofônico e passaram a ser livremente debatidas. o que contrariava ou não a ordenação policial. conveniente ou inconveniente. exclusivamente materiales o exclusivamente intelectuales. ciencia y sociedad son todas ellas características indispensables de la vida humana. Fica portanto claro que. Os pesquisadores desinteressados foram substituídos por espada-chins mercenários. Fincada sob um terreno político. a investigação científica imparcial cedeu seu lugar à consciência deformada e às intensões perversas da apologética. talvez pela primeira vez após o Iluminismo. pág. os economistas. Filosofía.

o grande líder da inesquecível Cepal. reconhece-se a impossibilidade de uma crítica semelhante aos 'sem-razão'”. a exclusão social e precarização dos empregos. 11 – grifos nossos) 3 . político e social da miséria e do atraso seculares latino americanos. bradou-se “o fim da história”. 1987): “. a despeito de suas consequências para a sociedade. Até os anos 80 havia a clara percepção de que o economista era um cientista social que deveria compreender a realidade e propor soluções para seus problemas. neoclássica e keynesiana. O estudo de Economia Política toma um curso minguante e vai sendo sufocado e expurgado das grades curriculares dos cursos de Ciências Econômicas. Assim. os economistas da geração mainstream restringiram-se à mera contemplação de dados e a avalizar o modelo neoliberal. toda a construção teórica que vinha desde a fundação da CEPAL e que possuía forte caráter militante e comprometido em promover o desenvolvimento a partir de suas especificidades histórias e sociais sofre golpe fatal com o Consenso de Washington e adoção da cartilha macroeconômica neoliberal4. foram desautorizados e considerados desatualizados para um mundo e uma economia que se globalizavam. com a avalanche do mainstream a partir dos idos dos anos 80 e. Diante de sua incapacidade de lidar com frutos de seu próprio desenvolvimento. como a intensa financeirização da economia. a sociedade paga alto preço com graves crises financeiras.. da globalização dos mercados. o pensamento econômico único não é mais uma alternativa à situação social e econômica contemporâneas. pág. econômica e política.Mas. a repetição do drama da dívida externa outrora vivido na América Latina e agora no coração do centro capitalista e a possibilidade de destruição da vida no planeta dada a grave crise ecológica que se descortina5. Não por acaso. por exemplo. não se fez nem se deu em nome de uma postura teórica mais adequada: os conhecidos opositores da Cepal no Brasil e na América Latina tinham. 17) 5 Talvez quem melhor tenha expressado a indignação contra a atual ideologia dominante tenha sido Francisco de Oliveira em sua Crítica à razão dualista (OLIVEIRA. o capital logrou uma dupla vitória com um só golpe: jogar no ostracismo qualquer formulação teórica que não fosse alinhada a interpretações ortodoxas e desacreditar qualquer construção histórica que viesse a explicar a dinâmica social. a oposição ao 'modelo Cepal' durante o período assinalado. desvestidos apenas da paixão reformista e comprometidos com o 'status quo' econômico. obsoletas. suas contradições e desenvolvimentos histórico e social. assim como a de Raúl Prebisch. ao tentar-se uma 'crítica à razão dualista'. Sem embargo. sendo rigorosamente nulos seus aportes à teoria da sociedade latinoamericana. pois. Sendo assim. a mesma filiação teórica marginalista. Como pobres papagaios. principalmente. CARVALHO. nos anos 90. é imperativa a formulação de alternativas ao pensamento dominante nas Ciências Econômicas retomando discussões sobre os fundamentos sobre a economia capitalista. 2007. 4 “O pensamento e a obra de Celso Furtado.. (pág. teorias feitas para recortes nacionais pareciam.” (OLIVEIRA in SABOIA. Na América Latina. quase sempre. limitaram-se durante décadas a repetir os esquemas aprendidos nas universidades anglosaxônicas sem nenhuma perspectiva crítica.

o “crusoeano” homo oeconomicus: por natureza. universal e empiricamente verificável que rege os fenômenos econômicos? Forja-se. em este se repetindo e mantidas as mesmas condições. Tendo surgido.6 Tal concepção de se “naturalizar” a Economia fica clara da ideia da “mão invisível” smithiana: trata-se de um transporte da mecânica newtoniana para a economia. O 6 Uma visão que abarcasse a ideia de homem e modo de produção histórica e socialmente determinados só seria formulada por Marx. não conseguiu escapar do dogmatismo (o que nos leva a um paradoxo peculiar. porque nessa época desenvolve-se o empirismo: uma vez conseguido distinguir o ponto fundante de algum fenômeno. Pelo contrário: há que aceitá-lo. Não conseguiu perceber que tal conformação do ser humano correspondia a determinada construção histórica: nem sempre existiu e nem há de existir para sempre. em sendo o fenômeno econômico a expressão de estruturas e leis naturais não cabe à sociedade seu questionamento ou sua tentativa de mudança. exatamente ao perceber o erro dos economistas clássicos de tomarem o indivíduo e sociedades capitalistas como um dado. ambas fortemente ainda baseadas no jusnaturalismo. tem por objetivo detalhar algumas das principais linhas de pensamento. (II) crítica ao modelo neoclássico e (III) conclusão. Segundo Sobral (2008): “A investigação de Marx dirige-se a enxergar as diversas fases históricas. estando dividido em três partes: (I) o pensamento burguês e a economia neoclássica.” (pág. Ora. a economia clássica lança-se. por excelência. Marca notória deste é sua procura dos fundamentos primeiros dos fenômenos sociais e naturais. “o dogmatismo da empiria”). já desenvolvendo a sua crítica à economia política. Daí. 2. O pensamento burguês e a economia neoclássica Movimento que seguramente desempenhou papel decisivo ao longo do desenvolvimento da Economia foi o Iluminismo. a expressão 'natural' do capitalismo. Ahistórico. atomizado e utilitarista. então. Seu olhar volta-se para encontrar a raiz do indivíduo isolado e em guerra competitiva com os outros. basicamente. os resultados sejam os mesmos. assim.Nosso artigo. que tenta eternizar os seus pressupostos. à mesma busca: qual a essência imutável. individualista. Se o Iluminismo surge com a ideia de levar a cabo o movimento de racionalização da sociedade iniciado com a Grécia clássica. da Filosofia (basta ver que Adam Smith era professor de Filosofia da Moral na Universidade de Glasgow) e dos rudimentos da Ciência Política desenvolvidas até idos do século XVIII. na qual cada pessoa representa um vetor e o mercado nada mais é do que a força resultante de cada vetor. 58) 4 . parcialmente interrompido com a Idade Média e retomado com o Humanismo. há de se esperar que.

p. Ora. era de fato um verdadeiro éden dos direitos naturais do homem. Grifos nossos) Posteriormente. são determinados apenas por sua livre-vontade. deixa clara sua visão sobre a importância de ensinar aos pobres as leis naturais e imutáveis do mercado: Difundir entre as classes operárias […] alguma noção. por exemplo. aparentemente intrínseca. apesar de ser muito menos Resta ao economista. Igualdade. com o capital. no qual suas vontades se dão uma expressão 5 . útil. do que se fosse exata. quantificar os fenômenos econômicos. dentro de cujos limites se movimentam compra e venda de força de trabalho. em termos comparativos. com o surgimento da economia neoclássica. livre de juízo de valores também na economia. Contratam como pessoas livres. fica clara a intenção da economia neoclássica de dar combate ao pensamento marxista e até mesmo à economia política clássica. portanto. mas sua falta é o único obstáculo insuperável no caminho para transformar a Economia numa ciência exata. Nessa perspectiva. “economia vulgar” iniciou de tomar a economia como um fenômeno cujo primado encontra-se na circulação: “A esfera da circulação ou do intercâmbio de mercadorias. O contrato é o resultado final. aprofunda-se o esforço de se mostrar a economia como uma ciência atemporal. a chamada revolução marginalista. Como diz Jevons (1996): Não sei quando teremos um perfeito sistema de estatísticas. Liberdade! Pois comprador e vendedor de uma mercadoria. O que aqui reina é unicamente Liberdade. porque essas leis. se tivermos em mente que a revolução marginalista e a grande expansão do pensamento neoclássico ocorrem no último quartel do século XIX. 8 O próprio Marx chamou atenção para o perigo da interpretação que a. da economia política que os leve a compreender. Preocupado em estudar a economia a partir de um método que evidencie a perversidade das relações sociais até então existentes. por ele batizada. sendo de qualquer maneira direito divino. a humanidade atingiu o melhor dos mundos possíveis. são postas fora do alcance das revoluções. da força de trabalho. por exemplo. que veem que o sistema capitalista possui uma forte tensão social. de uma economia voltada para a troca em que todos são produtores e todos são consumidores8. todo o pensamento marxiano volta-se à crítica da visão panglossiana7 burguesa de que. enquanto derivam da natureza do homem e da própria estrutura da sociedade. Propriedade e Bentham. o que de permanente e necessário há nas leis econômicas que regem o nível dos salários. 1951 apud LOSURDO. com o qual o autor satiriza o otimismo leibniziano. mais precisamente com Stanley Jevons (1996) e Leon Walras (1996). marca a assunção matemática pela economia. juridicamente iguais. 7 Doutor Pangloss é um personagem do livro Cândido de Voltaire. Trata-se. por exemplo. 53) Na falta de estatísticas completas. notoriamente de purificá-la de algum resquício de parcialidade. (TOCQUEVILLE. (pág. que assume acriticamente o homus economicus e o modo de produção capitalista. portanto. entre as mais elementares e mais certas. 2006. a ciência não será menos matemática. de destruir a pretensa uniformização. 208. Faz-se sentir a influência comteana de se valorizar a razão pura.filósofo ultraconservador francês Alexis de Tocqueville.

os seus interesses privados.” (MARX. Com a intensa racionalização instrumental. determina o fetichismo da ciência. pressupostos? Em partindo o estudo da economia da propriedade privada e da produção de mercadorias. tão-somente a obra de sua vantagem mútua. 59) Que melhor visão do que a de uma ciência supostamente neutra para mascarar a ideologia do capital? Sendo a ciência e seus métodos nada mais que um microcosmo do sistema capitalista. Sob esse enfoque. 293) 6 . está acima dos outros mortais que não conseguem afastar-se de sua realidade mais próxima para identificar panoramicamente o cerne dos problemas. A identidade formal e a natureza geral permitem afirmar a eternidade do capitalismo. 2008. Sua essência é covardemente desprezada pelo economista. seus desdobramentos também não o serão? Ora. e que esconde o interesse em provar que esta mesma natureza é imutável. jurídica em comum. Marx. Marx busca superar a identidade formal. “pragmaticamente”. em sua A crítica da filosofia do direito de Hegel (MARX. que problemas sociais e políticos escapam à sua esfera de análise. Surge a ideia do cientista como um semi-deus que. que é baseada no conceito de uma natureza humana comum. em decorrência de uma harmonia preestabelecida das coisas ou sob os auspícios de uma previdência toda esperta. É esta a razão para ocultar o que é específico. em sendo este um sistema alienante. Igualdade! Pois eles se relacionam um com o outro apenas como possuidores de mercadorias e trocam equivalente por equivalente. a vantagem particular. Que outro propósito patenteia-se no uso das sofisticadas ferramentas matemáticas se não a de justificar o sistema capitalista. moral e sociedade. que brada. via de regra. Homem frio. não se consegue captar as diferenças sociais e históricas de conceitos como ética. pág.A própria história aparece sob novo olhar. chega à verdade inconteste. nada mais se faz do que divagar-se pelo reino da aparência do sistema capitalista. não se deixando iludir por ideologias. já criticava essa visão de se tomar conceitos absolutos (como a sociedade burguesa e Estado) a despeito de sua construção histórica. calculista. realizam todos. ligado à superestrutura. 2008. a ideologia mais eficiente é a que se reproduz sem se ter consciência disso. determinada pelo exame dos tipos de sociedade e das suas diferenças. o que faz o cientista pensar que. do interesse geral. O único poder que os junta e leva a um relacionamento é o proveito próprio. estanque e descolado da realidade material. a economia Cria um novo fetichismo: o fetichismo da ciência. que. Podemos fazer um paralelo entre o materialismo histórico e as formas fetichistas: o fetichismo da mercadoria. inerente ao modo de produção capitalista. (SOBRAL. do bem comum. E justamente porque cada um só cuida de si e nenhum do outro. O conceito de diferença é conduzido ao centro da investigação. já são tomadas como dadas. Toma-se a ciência como um conceito absoluto. pura e cândida. 2005). pág. Bentham! Pois cada um dos dois só cuida de si mesmo. Propriedade! Pois cada um dispõe apenas sobre o seu.

aventuro la opinión de que generalmente. então. como se fosse possível descrever a economia sem influências externas. trata-se da ideologia dominante na Economia) com a ciência conduzida sob os auspícios nazistas. no a lo “que debería ser”. o desenrolar é tudo. […] em resumen. independiente de cualquier posición ética o cualsquiera juicios normativos. en el mundo occidental. em principio. una ciencia “objetiva” precisamente en el mismo sentido que cualquiera de la ciencias físicas. … a positive science may be defined as a body systematized knowledge concercing what is. pueden ser eliminadas mediante el progreso de la Economía Positiva […]. o fim. 1891. inspirados no desejo de progresso e pureza científica. (FRIEDMAN. de las diferentes predicciones acerca de las consecuencias económicas de la actuación – diferencias que. portanto. não é nada. pág. que o tempo fundamental para o ser humano. foi um marco no aprofundamento da metodologia sectária da economia neoclássica. a ideia de economia positiva e normativa. O espetáculo não deseja chegar a nada que não seja ele mesmo. que. sem embargo. Pode-se concluir. (FRIEDMAN. a normative or regulative science as a body of systematized knowledge discussing criteria of what ought to be. Guy Debord (1997) retrata muito bem a efemeridade da ciência sob o modus operandi capitalista: A sociedade que se baseia na indústria moderna não é fortuita ou superficialmente espetacular. 34-5. aética e independente da sociedade. pág. infelizmente. demonstrando a influência do positivismo. sobre todo. Grifos originais) Novamente. and concerned therefore with the ideal as distinguished from the actual (KEYNES. a imagem da economia reinante. desprezando qualquer possibilidade de mudança nestas (ciência normativa). la Economía Positiva es. (pág. Vejamos seu argumento sobre a ciência a primazia da ciência positiva e o objetivismo: La Economía Positiva es. Como dice Keynes. y especialmente en los Estados Unidos. se refiere a “lo que es”. Ressaltamos. pág 10) Sin embargo. nos campos de concentração nazistas. 1967. en principio. o puede ser. 1967. 11) A ciência é. a proximidade do posicionamento de Friedman (e que hoje. Ela o é fundamentalmente. então. 17.Não por acaso surge junto com a economia neoclássica. segundo essa visão é o presente: o passado não se muda e o futuro não é científico. experiências 7 . É sabido que. vem o fetichismo da ciência. grifos nossos) Tal visão chega a seu ápice com Milton Friedman. las diferencias acerca de la política económica que se producen entre ciudadanos desinteresados derivan. Prima-se meramente pela descrição da economia e sociedade (ciência positiva). conduziram-se. No espetáculo.

falhos. sob a 8 . É famosa sua teoria sobre a falseabilidade das proposições. ou seja. Como se pode falsear um novo tipo de sociedade? O objetivo claro é de imobilizar o pensamento e estabelecer uma barreira que delimite o campo da discussão científica: o modo de produção capitalista e seus desdobramentos. pré-sal e onde brotam dólares. Não cabe a nada nem a ninguém intervir neste fundamento. A economia neoclássica e sua resposta à teoria do valor trabalho – teoria esta que deste Smith permitiu ver que o modo de produção capitalista é fundamentalmente um sistema de tensão social. Basta que abramos mão da ética. aos modelos de equilíbrio geral. incompletos. desatualizados e até mesmo inúteis. Tal afirmação não pode deixar de ser pelo menos respeitada pelo seu forte esforço imaginativo (ou de ilusão): construir imensos complexos teóricos baseados. O equilíbrio. como preferimos.eugênicas mais semelhantes a torturas. O seu método positivista acrítico. Outro ponto que sobressai no trecho acima. um sistema marcado pela luta de classes – representaram. para os neoclássicos não tão ousados. intrinsecamente crísica. mel. Mas seu ensino continua a ser importante dado que ainda são a melhor aproximação teórica da construção social real. de equilíbrio parcial. Daí. por analogia à física newtoniana. seria a soma dos vetores individuais pela busca de maximização de sua satisfação. ou. Popper também lançava as bases para o sectarismo metodológico. o coroamento da idéia formulada nos filósofos políticos clássicos (Hobbes. é o caráter maniqueu do pensamento neoclássico. Outro pensador neoclássico que ressaltamos é Karl Popper (1978). na realidade. por exemplo. Locke) e amplamente utilizada pelo economistas clássicos: a razão como uma característica endógena do ser humano. no fato de que o mundo é composto de dois países que produzem só dois bens. fica claro o perigo de se tentar criar uma ciência livre da ética. por trás de uma ideia tão pura. do bem-estar coletivo e do imperativo de conduzirmos conscientemente nossas vidas e deixarmos o deus Mercado agir e mostrar-nos onde jorra o leite. Para que a sociedade atinja um grau de desenvolvimento superior. basta preocupar-se com o aprofundamento da ciência positiva. no caso da economia internacional. ahistórico e dedutivo nada mais é do que a própria construção intelectual panglossiana. Algo só é científico se puder ser falseado. o. basta que todos curvem-se ao imobilismo intelectual neoclássico. Não será estranha aos alunos por diversas vezes escutarem seus mestres repetindo que os modelos ensinados são inadequados. Ora. O que fundamentalmente constitui o núcleo duro da economia neoclássica é o objetivo de justificar o modo de produção capitalista: achar a partir de intensas formalizações matemáticas e estatísticas formas de adaptar a realidade capitalista. moral.

De porte de um referencial teórico que retomava os benefícios do individualismo metodológico já trabalhado pelos clássicos e que expurgava qualquer possibilidade de transformações radicais no sistema. (GALBRAITH. utilizaremos como referência a obra de um economista crítico.. “. 1988. o de assinalar a ligação histórica do liberalismo econômico com o capitalismo. portanto. O adjetivo natural empregado aqui tem dois propósitos. Daí. A crítica resultante. Crítica ao modelo neoclássico Deteremo-nos nessa seção a análise de alguns pontos do pensamento econômico neoclássico. Qualquer coisa estranha a essa crença estabelecida é deficiente. é patente a relação entre a burguesia e o pensamento econômico neoclássico. garantindo-o como a melhor forma de organização social. e mais importante. Para tanto. uma vez que esses sempre traria os melhores resultados possíveis de forma natural. pág.pena de trazer instabilidade econômica. com a vantagem de ter sido depurada e aprimorada ao longo de duzentos anos de existência. Uma facilidade para Matemática ou mesmo para a elaboração de modelos teóricos aumenta espantosamente essa tendência. Galbraith chama atenção para a mentira metodológica da economia ortodoxa . Tratava-se. 1998. pág. quando a vida econômica deixava de ser regida pela tradição ou pela autoridade e passava a seguir regras próprias: as leis do mercado. o primeiro nasceu quando o segundo consolidava sua existência.. 6) 9 . infelizmente diz mais do crítico e da amplitude de sua base intelectual do que das falhas da obra que trata. de eliminar a parte da teoria que esboçava as tensões inerentes a esse modo de produção.. O segundo. John Kenneth Galbraith. sem as quais é impossível imaginar o surgimento da teoria e da doutrina liberais. Em sua obra prima. e que só não tinha sido aplicada mais consistentemente como agora porque a burguesia ainda não tinha a força necessária para isso. O Novo Estado Industrial. a razão fundamental da adoção do liberalismo pela burguesia é o fato de este ser a doutrina econômica natural dessa classe social. quando feudalismo chegava ao fim. ou seja. mesmo que somente em esquemas altamente abstratos. filosóficas e sociológicas. 48) 3.. há um grupo bastante grande de economistas que sem hesitar associam com a mais absoluta erudição tudo aquilo em que lhes mandaram crer quando eram jovens.” (MIGLIOLI. Primeiro. a burguesia havia encontrado sua fundamentação ideológica. Galbraith faz parte de um seleto grupo de economistas burgueses que já chamavam atenção para o absurdo da tendência atual da economia de se desligar cada vez mais de interpretações históricas. propósito é o de ressaltar o fato (insistentemente explicado pelos economistas e políticos liberais) de que o funcionamento da economia capitalista não requer sequer a existência de Estado. mas que não se insere no grupo dos economistas socialistas.

O que vai definir se determinada forma de pensamento merece a categoria de séria ou não é sua aplicabilidade nos esquemas de formalização. ostentavam erudição história e literária [hoje nem mais para isso seu cérebro involuído se mostra apto. Percebeu que o economista não pode ater-se meramente a coleta e análise da dados. impossível de suprimir de todo. de acordo com o mundo circunstante. Grifos nossos) 4. que eles interpretavam. igualmente endógeno. pressupostos que. pág. E se ela for errônea […] a metodologia consagrada protegerá e perpetuará maravilhosamente o erro. há de se perceber. por nem ele mesmo entender. portanto. ou melhor. Conclusão: sobre o papel da ciência e do intelectual 9 Notoriamente os econometristas tem desempenhado esse papel de coletores e leitores de dados. Não é difícil imaginar que dessa forma se consigam erigir poderosas formalizações matemáticas cada vez menos relevantes com os grandes problemas que hoje estão postos a reboque da evolução capitalista e os anseios da sociedade. cujo sentido deformavam. mas a si mesma. e a consciência perturbada por não dominar realmente a matéria que tinham de ensinar. Cabe ressaltar o alerta de Marx sobre as limitações intelectuais (e o ego. obviamente. deixa sua solução. Resume-se o atual pesquisador de ciências econômicas em um mero publicador de fórmulas. A expressão teórica de uma realidade estrangeira transformava-se. por mais admirável que seja. que. como já sabemos do melhor do método materialista histórico. ela jamais será neutra. a lógica social que faz com que se produzam determinados atos que são computados como dados. pág. 1988. também endógena ao modelo. A ciência não dá mais resposta à sociedade. O economista contemporâneo parece teimar insistentemente em ser a prova viva de que nem sempre a evolução biológica se faz junto com evolução intelectual] ou misturavam à economia outros assuntos tomados de empréstimo às ciências camerais. O pequeno trabalho empírico. se se atinge ao fim de determinada construção lógica. Galbraith corajosamente assumia que a empiria não pode ser um fim em si mesma. Para dissimular a sensação de de impotência científica.Galbraith toca então no dogma maior do pensamento econômico dominante: a coerência interna da elaboração teórica. (MARX. não chega a atacar a estrutura maior ou sequer a formar uma opinião sobre essa estrutura. são endógenos a ele. Em sendo esta base construída como constante tensão dialética entre forças produtivas e meios de produção e com suas formas superestruturais. seus professores alemães não passavam de discípulos. um resultado esperado. administrativas. Ela foi importada da Inglaterra e da França como produto acabado. 2008. que só se encontra no horizonte) dos professores Economia (não só) de sua época: “Faltava. 7. esta lógica é a própria base econômica sobre a qual a sociedade existe. o modelo passa a ser válido.9 E. análise e comentários (menos a autoria) a cargo de pacotes estatísticos. Dessa forma. sim. (GALBRAITH. Enxergam equações diferenciais até no movimento de bêbados se deslocando em uma rua. Revela-se outra debilidade do pensamento econômico ortodoxo: seu pensamento unidirecional. Dados os pressupostos de certo modelo. em suas mãos. produzindo uma mixórdia de conhecimentos. purgatório por que tem de passar o desesperado candidato ao serviço público alemão”. pequeno-burguês. o material vivo da economia política. Um trabalho desse tipo não é politicamente neutro: sua pedagogia serve para convencer os inocentes de que eles têm uma força que não possuem e desviar sua atenção daqueles que realmente detêm o poder. 22) 10 . num amontoado de dogmas.

assim. termos consonantes. tem que ter pressupostos e objetivos éticos e de que não há tal coisa como ciência neutra e objetiva: há que se ler a realidade social a partir de determinado posicionamento político. Cabe que destacar que. Por que os ortdoxos erram tanto? Folha de São Paulo. usar cálculo diferencial e integral e. Bresser-Pereira lançou polêmico artigo na Folha de São Paulo no qual vai ao cerne da questão sobre o embrolho entre a epistemologia do mainstream e seu conservadorismo político: “Há alguns meses. dando-se somente ao trabalho de reproduzir o que havia sido violentamente neles incutido. e mental. a falsidade da economia neoclássica e que tenha como objetivo último gerar uma geração de profissionais que possam atuar nos mais diversos setores da sociedade conscientes de que a ciência tem de cumprir uma finalidade social.Tendo assumido por dogma que o que viam nos livros-textos.” (Bresser-Pereira.. L. São Paulo. em vez de usarem o método histórico ou empírico e. a despeito de sua terríveis consequências sociais e políticas. 10 Há pouco tempo. que revelem as profundas falhas do modelo mainstream.10 É visível que a economia neoclássica trouxe às discussões sobre economia forte retardo: político. reacionarismo político e submissão intelectual se tornavam. dar-lhe uma aparência científica. generalizarem e formularem teorias pouco matemáticas. C. pois destruiu os parcos avanços conquistados pela classe trabalhadora ao longo dos anos de social-democracia e lançou violentamente a todos nos braços do livre mercado. Aos economistas heterodoxos urge as seguintes tarefas: elaborar uma bibliografia alternativa aos principais livros adotados nos cursos de ciências sociais aplicadas. social. ideológico e social se se quer compreender efetivamente os desdobramentos políticos. por estar francamente alinhada aos interesses burgueses que visam justificar seus objetivos e desmandos baseados em tal credo doutrinário. Isso lhes permitiu matematizar a teoria econômica. mas. 8 de fevereiro de 2010). Assim. esse último é o mais notório: ou se adota o discurso do mainstream e se tem uma overdose de modelos econométricos e rational expectations ou se é expurgado e ridicularizado. mas realistas. que é próprio de ciências metodológicas como a matemática. assistiam em aulas e vivenciavam no debate acadêmico era a verdade (aqui fica patente a semelhança com a Große Lüge nazista. de que qualquer descalabro – até a teoria neoclássica – via uma extenuante repetição lobotomizante poderia ser tomada como verdade) o economista filho da geração mainstream. já que fadou a sociedade ao imobilismo intelectual. em sua pobre mente incapaz de enxergar um palmo além do que seus orientadores – ou os manuais de economia – lhe permitiam ver. como acontece com a teoria keynesiana. preconceito metodológico. Paul Krugman perguntou: "Por que os economistas erraram tanto?". no meio acadêmico. 11 . a partir dele. com essa roupagem matemática. a teoria ortodoxa estava justificando o velho "laissez-faire" que sempre foi origem de crises e mais crises. gerando a atual horda de economistas sectários. gerava-se notoriamente intelectualmente atrofiado. a estatística e a teoria econômica da decisão. A razão principal foi que os economistas "mainstream" adotaram o método hipotético-dedutivo. ideológicos e sociais e agir sobre eles a fim de se criar uma sociedade melhor para a coletividade.

Mercadorias não se trocavam por mercadorias (Sraffa) num mercado capitalista. não deveríamos analisar a distribuição da população em sociedades primitivas de acordo com a teoria cinética dos gases? Isso pode levar (e entendo que realmente leva) a resultados interessantes.A Humanidade não está na razão ou na consciência e sim o contrário. a uma certa taxa de juro ou de desconto (Fischer). Para tais senhores a ciência começou e terminou no Iluminismo (não por acaso o “laissez-faire”) e iluministicamente pensam que só eles detêm a luz da razão. no tempo. Compreender esse modo de produção e lançar luz sobre como ele consegue impor fetichistamente a sua lógica às pessoas. fato esse que a economística neoclássica parece desconhecer. pode ser feito até mesmo por um macaco. Pensar que a Economia é uma ciência natural11. na Universidade de Cambridge “Por que. afirmou durante o ciclo de palestras Alfred Marshall. Capital não era apenas “estoque” nem um excedente técnico acumulado. só o ser humano pode ter a consciência disso (ou seja. por uma fenda de formato semelhante. uma lógica. aceitam passivamente o papel de criaturas e de animais irracionais a simplesmente reproduzi-la sem a percepção do por que está-lo fazendo. envolvia o custo do investimento e o de luro esperado (Keynes). mas. ou popperianemente “quasi”-exata. isso constitui ciência. os criadores e propulsores dessa lógica. Como a criatura inanimada. ou negar-se masoquistamente. no modo de produção corrente e nas estruturas dele derivadas. O lucro não podia realizar-se efetivamente sem um processo de investimento que envolvia tempo e trabalho poupado ou acumulado. Agora. 2005. não os resta fazer mais nada que se fartar de “Traités”. toma o lugar humano de consciente da consciência e como seres humanos. Dinheiro troca-se por mercadorias e estas por mais dinheiro (Marx). na formação dos preços e no conceito de mercado (Hicks). Assim. Envolvia o de renda acumulada. Raro exemplo de plena percepção da necessidade de uma abordagem multidisciplinar nas Ciências Econômicas vêm dos nomes que a história tratou de eternizar como os dois maiores economistas brasileiros: Celso Furtado e Maria da Conceição Tavares. senão que entrava intrinsecamente no financiamento da produção e na troca de mercadorias e que isso tinha representação teórica tanto nos cálculos dos consumidores como nos das empresas. não me foi ensinado que o dinheiro era um “véu monetário” ou uma simples “oferta de moeda”. abstrair-se da mera conexão dos acontecimentos). “Bürgeliche gesellschaft”. eis o papel do cientista. mas sim a compreensão da razão.” (HOBSBAWM. só revela o primitivismo intelectual do economista. Passar um cubo. Unir categorias aparentemente disjuntas é comum a todos os animais. Afirmar que. “Espíritos de leis”. Capital era um conceito complexo. por exemplo. por outro lado. Com o tipo humor inglês. Sendo assim. não necessariamente 11 Talvez um dos comentários mais precisos sobre a naturalização da economia pelos economistas partiu do historiador Eric Hobsbwam. por exemplo. quem tem dinheiro e vai à compra é um consumidor e quem produz a mercadoria e a oferta é uma firma não dista muito de nosso macaco passando o cubo pela fenda quadrilátera. 131) 12 . O que define a particularidade humana não é o raciocínio. jusnaturalismo e escárnio com os “fotofóbicos”. pág.

que a tragam de volta para o campo da ciência humana (de onde nunca deveria ter sido retirada). Fernando J. Marshall e Hicks. a ponham os pés no chão. João. pois só existe em e para o capital. Eric. São Paulo: Manole Editora. 14) Sem esta profunda mudança nos paradigmas da economia. a seu processo mental de abstração. CARVALHO. 2006. A sociedade do espetáculo. (pág. São Paulo: Companhia das Letras. as profundas diferenças ideológicas entre Marx. 13 . e continua sendo até hoje. a seu apego às reduções teóricas relevantes e historicamente significativas. John K. ou meiosprofissionais que são adestrados para ir só até onde o modo de produção os deixa ver. São Paulo. Mas há abismos de diferença entre a qualidade teórica desses livros e as obras de Ricardo. SABOIA. Madrid : Editorial Gredos c1967. permitam uma reflexão sobre as causas e consequências das atividades sociais ligadas ao fenômeno econômico. Schumpeter e Keynes não invalidam a sua proximidade teórica quanto a objeto do seu conhecimento. Böhm-Bawerk.máquinas (exemplo do vinho-Wicksell). O novo Estado Industrial. 1988. Não podemos nos permitir que a sociedade deixe de ter na Universidade o locus de estudos e discussões amplos e plurais sobre os mais diversos assuntos de seu interesse. Ensayos sobre economia positiva. HOBSBWAM. Guy. Cardim de (org. Tudo isto era para mim extremamente mais complicado que uma curva de indiferença ou uma isoquanta. gerando meramente mão de obra. Celso Furtado e o século XXI. Por que os ortdoxos erram tanto? Folha de São Paulo. mas que requeria previamente poupança ou capital para cobrir o custo do investimento. GALBARITH. 5. a Universidade vem se transformando no celeiro da alienação: produz um profissional que é alheio do ser genérico (MARX. C. 8 de fevereiro de 2010 DEBORD. 1997 FRIEDMAN.). estaremos abrindo mão de. Em compensação. Sobre história. 2003). a única conclusão possível é que não se pode continuar a aceitar uma meiaUniversidade. por fim. Bibliografia BRESSER-PEREIRA. De um possível espaço de emancipação. conhecermos mais a nós mesmos e de podermos decidir melhor os rumos da sociedade. Milton. Não há praticamente nenhuma discrepância entre os livros de texto que tratam de Teoria da Firma e do Consumidor em termos formais. Daí. São Paulo: Contraponto. 2005. que só atente aos desejos do capital. São Paulo: Nova Cultural. L.

Universidade Estadual de Campinas. 2005. Homa. São Paulo: Manole Editora. Domenico. Karl. Crítica Marxista. . 1996 14 . Jorge. 2006. London: Macmilan. A Teoria da Economia Política. São Paulo: Boitempo Editorial. CARVALHO. 1986. Para retomar a construção interrompida. São Paulo: Nova Cultural. 36-50. Acumulação de capital e industrialização no Brasil. Fernando J. MIGLIOLI. Karl. 2008. Crítica à razão dualista. Neville. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. São Paulo: Editora Vozes. Burguesia e liberalismo: política e economia anos recentes. OLIVEIRA. .JEVONS. 6. O Capital: crítica da economia política: livro I. João. Madrid. POPPER. 2008 TAVARES. William Stanley.). MARX. Cardim de (org. Manuscritos Econômico Filosóficos. 1996 KATOUZIAN. A contra-história do liberalismo. 2003. Os Grundrisse de 1857-8 como manifesto social. Francisco. São Paulo: Editora Cultrix. In: SABOIA. A lógica da pesquisa científica . Campinas. The scope and method of political economy. Leon. WALRAS. Blume Ediciones. Maria da Conceição Tavares. Celso Furtado e o século XXI. Crítica da Filosofia do Direito de Hegel. São Paulo: Martin Claret. Ideología y Método en Economía. Tese de doutorado em Filosofia. Universidade Estadual de Campinas – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. p. Elementos da Economia Política Pura. 1987 . 2000 SOBRAL. 26ª ed. São Paulo: Ideias & Letras. H. 2006. Tese de Livre-Docência. 1891 LOSURDO. Fabio. 1978 KEYNES. n. São Paulo: Nova Cultural. Editora da Unicamp.