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ESCOLA AGRÍCOLA LUIZ DIAS LINS Curso: Logística Empresarial

COMPRAS, PROCESSAMENTO DE PEDIDOS E CONTROLE DE ESTOQUE.

Escada, março de 2009

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SUMÁRIO
1. AS EMPRESAS E SEUS RECURSOS..................................................................4 2. UMA INTRODUÇÃO HISTÓRICA À ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS....................5 3. ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: DEFINIÇÕES................................................6 4. RESPONSABILIDADE E ATRIBUIÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS.........9 5. OBJETIVOS PRINCIPAIS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS E RECURSOS PATRIMONIAIS...............................................................................................10 6. TERMINOLOGIAS UTILIZADAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS.................11 7. FLUXO DAS ATIVIDADES..............................................................................13 8. A GESTÃO DE ESTOQUE...............................................................................15 8.1 NATUREZA DOS ESTOQUES.......................................................................................16 8.2 FUNÇÕES DO ESTOQUE.............................................................................................19 8.3 CLASSIFICAÇÃO DE ESTOQUES..................................................................................19 8.3.1 Estoques de Matérias-Primas (MPs)....................................................................19 8.3.2 Estoques de Materiais em Processamento ou em Vias........................................19 8.3.3 Estoques de Materiais Semi-acabados................................................................20 8.3.4 Estoques de Materiais Acabados ou Componentes.............................................20 8.3.5 Estoques de Produtos Acabados (Pas)................................................................20 8.4 CONTROLE DE ESTOQUES.........................................................................................20 8.4.1 FUNÇÕES DO CONTROLE DE ESTOQUE...............................................................21 8.4.2 CLASSIFICAÇÃO ABC...........................................................................................21
8.4.2.1 MONTAGEM DA CURVA ABC........................................................................................ 23

8.4.3 NÍVEIS DE ESTOQUES..........................................................................................23
8.4.3.1 CURVA DENTE DE SERRA............................................................................................23 8.4.3.2 TEMPO DE REPOSIÇÃO; PONTO DE PEDIDO................................................................. 24 8.4.3.2.1 DETERMINAÇÃO DO PONTO DE PEDIDO (PP)........................................................ 25 8.4.3.2.2 ESTOQUE MÍNIMO................................................................................................. 26 8.4.3.2.2.1 ESTOQUE MÍNIMO COM VARIAÇÃO................................................................ 26 8.4.3.3 SISTEMA DE MÁXIMOS MÍNIMOS:................................................................................26 8.4.3.4 CUSTO DE PEDIDO (B)................................................................................................. 27 8.4.3.4 CUSTO DE ARMAZENAGEM (I).....................................................................................28 8.4.3.4.1 TAXA DE ARMAZENAMENTO................................................................................. 28 8.4.3.5 LOTE ECONÔMICO.......................................................................................................29 8.4.3.5 RESTRIÇÕES AO LOTE ECONÔMICO............................................................................. 30

9. NOÇÕES FUNDAMENTAIS DE COMPRAS........................................................31 9.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS..........................................................................................31 9.2 CONCEITO DE COMPRA..............................................................................................31 9.2.1 Material Certo.....................................................................................................31 9.2.2 Preço Certo.........................................................................................................32 9.2.3 Hora Certa..........................................................................................................33 9.2.4 Quantidade Certa................................................................................................33 9.2.5 Fonte Certa.........................................................................................................33 9.3 FUNÇÃO DE COMPRA.................................................................................................34 9.4 FLUXO SINTÉTICO DE COMPRAS................................................................................34 9.5 OBJETIVO DE COMPRAS.............................................................................................35 9.6 TIPOS DE COMPRAS...................................................................................................35 9.6.1 Compra para investimento..................................................................................35

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9.6.2 Compras para consumo......................................................................................35
9.6.2.1 Materiais Produtivos....................................................................................................36 9.6.2.2 Materiais improdutivos................................................................................................ 36

9.6.3 Compras Locais...................................................................................................36 9.6.3 Compras por Importação....................................................................................36 9.6.4 Compras Formais................................................................................................37 9.6.5 Compras informais..............................................................................................37 9.7 SEQÜÊNCIA LÓGICA DE COMPRAS.............................................................................37 9.8 CENTRALIZAÇÃO DAS COMPRAS................................................................................38 9.9 SELEÇÃO DE FORNECEDORES...................................................................................38 9.9.1 ETAPA 1 - Levantamento e Pesquisa de Mercado................................................39 9.9.2 ETAPA 2 - Análise e Classificação........................................................................39 9.9.3 ETAPA 3 - Avaliação de Desempenho..................................................................39 9.10 COMPRAS X CUSTOS INDUSTRIAIS...........................................................................39 9.11 ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE COMPRAS..............................................................41 9.11.1 Vantagens de Centralizar:.................................................................................41 9.11.2 O uso de comitê tem as seguintes vantagens:..................................................41 9.11.3 Pontos importantes para descentralização:......................................................42 9.12 CUIDADOS AO COMPRAR.........................................................................................42 9.13 COTAÇÃO DE PREÇOS..............................................................................................43 9.14 O PEDIDO DE COMPRA.............................................................................................44 9.15 O RECEBIMENTO DE MATERIAIS...............................................................................44 9.16 O ARMAZENAMENTO................................................................................................45 10 COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO.................................................................46 10.1 OBJETIVOS:...................................................................................................................46 10.2 CONHECIMENTO DO PRODUTO................................................................................46 10.3 POLÍTICA DE COMERCIALIZAÇÃO.............................................................................47 11 ARRANJO FÍSICO – LAYOUT.........................................................................49 12 RECURSOS HUMANOS................................................................................50 13 REFERÊNCIAS............................................................................................51

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1. AS EMPRESAS E SEUS RECURSOS Toda produção depende da existência conjunta de três fatores de produção: natureza, capital e trabalho, integrados por um quarto fator denominado empresa. Para os economistas, todo processo produtivo se fundamenta na conjunção desses quatro fatores de produção.

Os quatro fatores de produção. Cada um dos quatro fatores de produção tem uma função específica, a saber: a) Natureza: é o fator que fornece os insumos necessários à produção, como as matérias-primas, os materiais, a energia etc. É o fator de produção que proporciona as entradas de insumos para que a produção possa se realizar. Dentre os insumos, figuram os materiais e matérias-primas; b) Capital: é o fator que fornece o dinheiro necessário para adquirir os insumos e pagar o pessoal. O capital representa o fator de produção que permite meios para comprar, adquirir e utilizar os demais fatores de produção; c) Trabalho: é o fator constituído pela mão-de-obra, que processa e transforma os insumos, através de operações manuais ou de máquinas e ferramentas, em produtos acabados ou serviços prestados. O trabalho representa o fator de produção que atua sobre os demais, isto é, que aciona e agiliza os outros fatores de produção. É comumente denominado mão-de-obra, porque se refere principalmente ao operário manual ou braçal que realiza operações físicas sobre as matérias-primas, com ou sem o auxílio de máquinas e equipamentos; d) Empresa: é o fator integrador capaz de aglutinar a natureza, o capital e o trabalho em um conjunto harmonioso que permite que o resultado alcançado seja muito maior do que a soma dos fatores aplicados no negócio. A empresa constitui o sistema que aglutina e coordena todos os fatores de produção envolvidos, fazendo com que o resultado do conjunto supere o resultado que teria cada fator isoladamente. Isto significa que a

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empresa tem um efeito multiplicador, capaz de proporcionar um ganho adicional, que é o lucro. Mas adiante, ao falarmos de sistemas, teremos a oportunidade de conceituar esse efeito multiplicador, também denominado efeito sinergístico ou sinergia. Modernamente, esses fatores de produção costumam ser denominados recursos empresariais. Os principais recursos empresariais são: Recursos Materiais, Recursos Financeiros, Recursos Humanos, Recursos Mercadológicos e Recursos Administrativos. Veja Figura:

2. UMA INTRODUÇÃO HISTÓRICA À ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS A atividade de material existe desde a mais remota época, através das trocas de caças e de utensílios, passando pela Revolução Industrial até chegarmos aos dias de hoje. Produzir, estocar, trocar objetos e mercadorias é algo tão antigo quanto a existência do ser humano. A Revolução Industrial, em meados dos séc. XVIII e XIX acirrou a concorrência de mercado e sofisticou as operações de comercialização dos produtos, fazendo com que “compras” e “estoques” ganhassem maior importância. Este período foi marcado por modificações profundas nos métodos do sistema de fabricação e estocagem em maior escala. O trabalho, até então, totalmente artesanal foi em parte substituído pelas máquinas, fazendo com a produção evoluísse para um estágio tecnologicamente mais avançado e os estoques passassem a ser vistos sob um outro prisma pelas administrações. A constante evolução fabril, o consumo, as exigências dos consumidores, o mercado concorrente e novas tecnologias deram novo impulso à Administração de Materiais, fazendo com que a mesma fosse vista como uma arte e uma ciência das mais

isto quer dizer que administrar materiais é como administrar informações: “quem os têm quando necessita. no tempo oportuno. eram insuficientes para o alcance dos resultados esperados. na qualidade requerida e pelo menor custo. A oportunidade. no momento oportuno e no local certo. isso sem contar com outros desejos de conquistas como. as duas grandes guerras mundiais. Por outro lado. a providência do suprimento após esse momento poderá levar a falta do material . 3. em regra. o fornecimento dos mesmos aos órgãos requisitantes. inclusive compras. Destina-se a dotar a administração dos meios necessários ao suprimento de materiais imprescindíveis ao funcionamento da organização. influi no tamanho dos estoques. principalmente. ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: DEFINIÇÕES A Administração de Materiais é definida como sendo um conjunto de atividades desenvolvidas dentro de uma empresa. sem tornar excessivo o investimento total”. suprir antes do momento oportuno acarretará. acima das necessidades imediatas da organização. possui ampla possibilidade de ser bem sucedido”. Munições. vestuários adequados. destinadas a suprir as diversas unidades. Tais atividades abrangem desde o circuito de reaprovisionamento. organizado de modo a nunca faltar nenhum dos itens que o compõem. Em todos os embates ficou comprovado que o fator abastecimento ou suprimento se constituiu em elemento de vital importância e que determinou o sucesso ou o insucesso dos empreendimentos. de forma centralizada ou não. o empreendimento de Napoleão Bonaparte. A Administração de Materiais moderna é conceituada e estudada como um Sistema Integrado em que diversos subsistemas próprios interagem para constituir um todo organizado. víveres. Soldados e estratégias por mais eficazes que fossem. o recebimento. Um dos fatos mais marcantes e que comprovaram a necessidade de que materiais devem ser administrados cientificamente foi. com os materiais necessários ao desempenho normal das respectivas atribuições. na quantidade necessária. são e serão necessários sempre. sem dúvida. até as operações gerais de controle de estoques etc. combustíveis foram. equipamentos. Assim. estoques altos. no momento certo para o suprimento de materiais.6 importantes para o alcance dos objetivos de uma organização seja ela qualquer que fosse. a armazenagem dos materiais. Em outras palavras: “A Administração de Materiais visa à garantia de existência contínua de um estoque. no local e na quantidade necessária.

o controle e o ressuprimento de material. negociação e contratação de compras de material através do processo de licitação. Os subsistemas da Administração de Materiais. Do mesmo modo. quantidades aquém do necessário podem levar à insuficiência de estoque. O setor de controle de estoque acompanha e controla o nível de estoque e o investimento financeiro envolvido. defeitos na fabricação ou no serviço. acarretam. se mal planejados.1. além de outras mais específicas de organizações mais complexas: a.subsistema responsável pela identificação (especificação). inutilização de material. cadastramento e catalogação de material. o tamanho do Lote de Compra acarreta as mesmas conseqüências: quantidades além do necessário representam inversões em estoques ociosos.1 .Controle de Estoque . para uma boa Administração de material. tempo oportuno e quantidade necessária. os meios necessários à consecução das quatro condições básicas alinhadas acima. Da mesma forma. retenções ociosas de capital e oportunidades de lucro não realizadas. lucros cessantes. O setor de Compras preocupa-se sobremaneira com o estoque de matéria-prima. além de custos financeiros indesejáveis. fatores esses decorrentes de quaisquer das situações assinaladas. compreendendo a análise. através do planejamento e da programação de material.1. etc. a. a previsão. assim como.Classificação de Material . É da responsabilidade de Compras assegurar que as matérias-primas exigida pela Produção . O estoque é necessário para que o processo de produção-venda da empresa opere com um número mínimo de preocupações e desníveis.1.2. encontramos as seguintes subfunções típicas da Administração de Materiais.Aquisição / Compra de Material .3. portanto. Estes dois eventos. produtos em fabricação e produtos acabados. fornecem. Decompondo esta atividade através da separação e identificação dos seus elementos componentes. a obtenção de material sem os atributos da qualidade requerida para o uso a que se destina acarreta custos financeiros maiores. codificação. integrados de forma sistêmica. Isto porque materiais. compras adicionais.1.subsistema responsável pela gestão econômica dos estoques. Os estoques podem ser de: matéria-prima. nestas condições podem implicar em paradas de máquinas.Subsistemas Típicos: a. a.7 necessário ao atendimento de determinada necessidade da administração. classificação. o que é prejudicial à eficiência operacional da organização.subsistema responsável pela gestão.

É o local onde ficam armazenados os produtos. a.subsistema de apoio responsável pela verificação da aplicação das normas e dos procedimentos estabelecidos para o funcionamento da Administração de Materiais em toda a organização.7 . com exceção dos produtos em processo. quando um item de material é recebido do fornecedor. podendo ainda encarregar-se da verificação dos atributos qualitativos pelas normas de controle de qualidade. Compras não é somente responsável pela quantidade e pelo prazo. preservação.2.1. segundo determinadas normas e métodos de armazenamento.3 .subsistema encarregado do controle e normalização das transações de recebimento. É nesse setor que se executa a Administração da frota de veículos da empresa.Movimentação de Material . a.Cadastro . mas precisa também realizar a compra em preço mais favorável possível.2. A colocação do produto acabado nos clientes e as entregas das matérias-primas na fábrica é de responsabilidade do setor de Transportes e Distribuição. pesquisa de mercado e compras.subsistema de apoio que se responsabiliza pela política e pela execução do transporte.2 .6 . compreendendo as atividades de guarda. para atender a produção e os materiais entregues pelos fornecedores.1. devoluções. analisando os desvios da política de suprimento traçada pela administração e proporcionando soluções. fornecimento.Inspeção de Recebimento . movimentação e distribuição de material. embalagem.Armazenagem / Almoxarifado .Inspeção de Suprimentos . por meio de unificação e especificação dos mesmos. transferências de materiais e quaisquer outros tipos de movimentações de entrada e de saída de material. nos períodos desejados.2.5.subsistema encarregado do cadastramento de fornecedores.1. e/ou onde também são contratadas as transportadoras que prestam serviços de entrega e coleta.Transporte de Material . antes.subsistema de apoio ao qual cabe a obtenção de menor número de variedades existentes de determinado tipo de material. recepção e expedição de material. a. .4. a. Assim. a.1 .subsistema responsável pela verificação física e documental do recebimento de material.Subsistemas Específicos: a.8 estejam à disposição nas quantidades certas.1. O Almoxarifado é o responsável pela guarda física dos materiais em estoque.2 .Padronização e Normalização . já que o custo da matéria-prima é um componente fundamental no custo do produto. propondo medidas de redução de estoques. a.subsistema responsável pela gestão física dos estoques. a. A integração destas subfunções funciona como um sistema de engrenagens que aciona a Administração de Material e permite a interface com outros sistemas da organização. houve.

o subsistema de Inspeção é acionado. junto aos fornecedores. . Todos esses subsistemas não aparecem configurados na Administração de Materiais de qualquer organização. o subsistema de Cadastro também fica responsável para providenciar. iniciando o ciclo. da natureza e de sua atividade-fim. o cumprimento do prazo de entrega contratual. Neste caso. Quando o material é requisitado dos estoques. o subsistema de Cadastro é informado do evento para providenciar o encerramento do processo de compra e processar. de todos os materiais necessários ao seu funcionamento. através de Compras. A devolução é providenciada pelo subsistema de Aquisição que aciona o fornecedor para essa providência após ser informado. 4. do tipo e da complexidade da organização. que o material não foi aceito. podendo. c) supervisionar os almoxarifados da empresa. os registros pertinentes. e do número de itens do inventário. O subsistema de Cadastro também é informado. para que o material seja comprado de um dos fornecedores cadastrados e habilitados junto à organização pelo subsistema de Cadastro.9 todo um conjunto de ações inter-relacionadas para esse fim: o subsistema de Controle de Estoque aciona o subsistema de Compras que recorre ao subsistema de Cadastro. novamente. do material pelo almoxarifado. pela Inspeção. Este procede à baixa física e contábil. no cadastro de fornecedores. b) avaliar outras empresas como possíveis fornecedores. Quando do recebimento. As partes componentes desta função dependem do tamanho. uma ação de ressuprimento. por ocasião do recebimento de material. de modo que os itens aceitos pela inspeção física e documental são encaminhados ao subsistema de Armazenagem para guarda nas unidades de estocagem próprias e demais providências. ao mesmo tempo que o subsistema de Controle de Estoque é informado para proceder aos registros físicos e contábeis da movimentação de entrada. Os materiais recusados pelo subsistema de Inspeção são devolvidos ao fornecedor. Igualmente. é emitida pelo subsistema de Controle de Estoques uma ordem ao subsistema de Compras. gerar com isso. RESPONSABILIDADE E ATRIBUIÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS a) suprir. Após a concretização da compra. este evento é comunicado ao subsistema de Controle de Estoque pelo subsistema de Armazenagem. para encerrar o dossiê de compras e processar as anotações cadastrais pertinentes ao fornecimento. a empresa.

5.10 d) controlar os estoques. Reduzir o preço de compra implica em aumentar os lucros. se mantida a mesma qualidade. OBJETIVOS PRINCIPAIS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS E RECURSOS PATRIMONIAIS A Administração de Materiais tem por finalidade principal assegurar o contínuo abastecimento de artigos necessários para comercialização direta ou capaz de atender aos serviços executados pela empresa. g) estabelecer sistema de estocagem adequado. expedição e transportes são afetados diretamente por este item. As empresas objetivam diminuir os custos operacionais para que elas e seus produtos possam ser competitivos no mercado. c) Baixo Custo de Aquisição e Posse .a área de materiais é responsável apenas pela qualidade de materiais e serviços provenientes de fornecedores externos. e) aplicar um sistema de reaprovisionamento adequado.implica em melhor utilização do capital. Lotes Econômicos e outros índices necessários ao gerenciamento dos estoques. Controle de Qualidade.dependem fundamentalmente da eficácia das áreas de Controle de Estoques. Precisam estar na empresa prontos para o consumo na data desejada e com um preço de aquisição acessível. a fim de que o produto possa ser competitivo e assim. b) Alto Giro de Estoques .este é o objetivo mais óbvio e.é resultado de uma análise criteriosa quando da escolha dos fornecedores. e) Consistência de Qualidade . fixando Estoques Mínimos. f) manter contato com as Gerências de Produção. d) Continuidade de Fornecimento . Mais especificamente. h) coordenar os inventários rotativos. aumentando o retorno sobre os investimentos e reduzindo o valor do capital de giro. Engenharia de Produto. os materiais precisam ser de qualidade produtiva para assegurar a aceitação do produto final. Em algumas . certamente um dos mais importantes. segundo critérios aprovados pela direção da empresa. dar à empresa um retorno satisfatório do capital investido. Financeira etc. Os custos de produção. Segue os principais objetivos da área de Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: a) Preço Baixo . Armazenamento e Compras.

obtenção de melhores resultados com a mesma despesa ou.não sofre flutuações. vidro. d) Estoque .designa qualquer material. tipo de acondicionamento. mesmo resultado com menor despesa .. Está disponível somente para uma aplicação ou unidade funcional específica. e) Estoque Ativo ou Normal . é estático. g) Estoque Empenhado ou Reservado . i) Bons Registros .conjunto de mercadorias.. TERMINOLOGIAS UTILIZADAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS a) Artigo ou Item . matéria-prima ou produto acabado que faça parte do estoque. materiais ou artigos existentes fisicamente no almoxarifado à espera de utilização futura e que permite suprir regularmente os usuários. volume. peso e custo em conseqüência de entradas e saídas. comprometida previamente e que por alguma razão permanece temporariamente em almoxarifado. quilograma..é o estoque que sofre flutuações quanto a quantidade. f) Estoque Morto ou Inativo . g) Relações Favoráveis com Fornecedores . “Às vezes compensa investir mais em pessoal porque pode-se alcançar com isto outros objetivos. litro. sem causar interrupções às unidades funcionais da organização.a posição de uma empresa no mundo dos negócios é em alto grau determinada pela maneira como negocia com seus fornecedores.. resma. com utilização certa. propiciando maior benefício com relação aos custos “. 6. b) Unidade . sem condições de . peça.11 empresas a qualidade dos produtos e/ou serviços constituem-se no único objetivo da Gerência de Materiais.quantidade de determinado item. h) Aperfeiçoamento de Pessoal . h) Estoque de Recuperação . salvados (retirados de uso através de desmontagens) etc. . galão. de forma indireta.em ambos os casos o objetivo é obter maior lucro final.quantidades de itens constituídas por sobras de retiradas de estoque. rolo.identifica a medida. características de apresentação física (caixa.toda unidade deve estar interessada em aumentar a aptidão de seu pessoal.locais aonde os itens em estoque são armazenados e sujeitos ao controle da administração. bloco.são considerados como o objetivo primário. metro. na sobrevivência e nos lucros da empresa. c) Pontos de Estocagem . ). pois contribuem para o papel da Administração de Material. folha. f) Despesas com Pessoal .

k) Estoque Teórico . Normalmente é igual a metade do Estoque Mínimo. A continuação das solicitações e o não atendimento a caracteriza. obsoletos ou inúteis que devem ser eliminados. i) Estoque de Excedentes. n) Estoque Máximo: é a quantidade necessária de um item para suprir a organização em um período estabelecido mais o Estoque de Segurança. aguardando o fornecimento. após a obtenção de sua condições normais. o) Ponto de Pedido.é o número de vezes que um item é solicitado ou comprado em um determinado período. desde o momento em que é emitido até o momento em que a compra é formalizada. novos ou recuperados. p) Ponto de Chamada de Emergência: é a quantidade que quando atingida requer medidas especiais para que não ocorra ruptura no estoque. q) Ruptura de Estoque: ocorre quando o estoque de determinado item zera (E=0). u) Prazo de Entrega: tempo decorrido da data de formalização do contrato bilateral de compra até a data de recebimento da mercadoria. Constitui um Estoque Morto. s) Quantidade a Pedir . t) Tempo de Tramitação Interna: é o tempo que um documento leva.é a quantidade de um determinado item existente em estoque. Obsoletos ou Inservíveis . v) Tempo de Reposição. Ressuprimento: tempo decorrido desde a emissão do documento de compra ( requisição ) até o recebimento da mercadoria.é o resultado da soma do disponível com a quantidade pedida.constitui as quantidades de itens em estoque. . m) Estoque Médio. livre para uso. r) Freqüência . mas passíveis de aproveitamento após recuperação.12 uso. l) Estoque Mínimo: é a menor quantidade de um artigo ou item que deverá existir em estoque para prevenir qualquer eventualidade ou emergência (falta) provocada por consumo anormal ou atraso de entrega. Operacional: é considerado como sendo a metade da quantidade necessária para um determinado período mais o Estoque de Segurança.é a quantidade de um item que deverá ser fornecida ou comprada. j) Estoque Disponível . Limite de Chamada ou Ponto de Ressuprimento: é a quantidade de item de estoque que ao ser atingida requer a análise para ressuprimento do item. podendo vir a integrar o Estoque Normal ou Estoque de Materiais Recuperados.

Ordem ou Autorização de Fornecimento: documento formal. dd) Custo de Manutenção de Estoque. condições de pagamento etc). Varia em função do número de vezes ou da quantidade comprada. ee) Custo de Obtenção de Estoque. z) Mapa Comparativo de Preços . FLUXO DAS ATIVIDADES Análise Econômico Financeira Análise de Mercado Programaçã o e Controle de Estoque Compra Recebime nto . despesas administrativas. Posse ou Armazenagem: são os custos decorrentes da existência do item ou artigo no estoque. Varia em função do número de pedidos emitidos ou das quantidades compradas.é o custo que independe das quantidades estocadas ou compradas ( mão-de-obra. Representa o menor valor do Custo Total. ff) Custo Total: é o resultado da soma do Custo Fixo com o Custo de Posse e o Custo de Aquisição. 7. Esta Coleta deverá conter todas as especificações que identifiquem individualmente cada item. bb) Custo Fixo:. de manutenção etc. solicitando ao fornecedor Proposta de Fornecimento. do Pedido ou Aquisição: é constituído pela somatória de todas as despesas efetivamente realizadas no processamento de uma compra. que juridicamente deve garantir a ambos (fornecimento x pagamento).existe em função das variações de quantidade e de despesas operacionais.documento que serve para confrontar condições de fornecimento e decidir sobre a mais viável. aa) Contato.documento no qual o fornecedor explicita as condições nas quais se propõe a atender (preço. firmado entre comprador e fornecedor. prazo de entrega. cc) Custo Variável . ). y) Proposta de Fornecimento . gg) Custo Ideal: é aquele obtido no ponto de encontro ou interseção das curvas dos Custos de Posse e de Aquisição. x) Coleta ou Cotação de Preços: documento emitido pela unidade de Compras.documento interno que desencadeia o processo de compra.13 w) Requisição ou Pedido de Compra .

menor aplicação do capital de giro.  Análise econômica financeira: é através dela que se analisa a capacidade empresarial.14 Armazename nto Controle do Estoque Consumo ou comercializaç ão Analisando o esquema acima. que tem por finalidade suprir as necessidades de materiais ou serviços. verificar se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar armazenamento.  Compras: A função de compras é um segmento essencial do departamento de materiais ou suprimentos. possibilidades de rotatividade do estoque. etc.  Os objetivos básicos de uma seção de compras são: A) Comprar materiais e insumos aos menores preços.  Programação e controle de estoque: consiste em definir o estoque ideal para as necessidades da empresa. planejá-las quantitativamente e satisfazê-las no momento certo com as quantidades corretas. percebemos a relação de interdependência. as despesas e a lucratividade. visualizando assim as possibilidades de investimento. e o controle visa rapidez de atendimento.  Análise de mercado ou necessidade de produção: permite avaliar a capacidade de consumo. obedecendo padrões de qualidade e quantidade. .

protegendo o comprador ao possibilitar revisão de uma decisão individual. Isto estabelece uma defesa dos interesses da empresa pela garantia de um melhor julgamento. Entre estes estão as . das vendas. C) Duas ou mais aprovações: No mínimo duas pessoas estão envolvidas em cada decisão da escolha do fornecedor. analisá-los. proporciona uma verificação dupla no sistema de cotações. Outros tipos de investimentos. conseqüentemente. fazer uma seleção e procurar ter uma bom relacionamento com o mercado fornecedor. Os investimentos não são dirigidos por uma organização somente para aplicações diretas que produzam lucros. permite revisão e estará sempre disponível junto ao processo de compra para esclarecer qualquer dúvida posterior. o exame de cada fase de negociação. a empresa deve seguir certos mandamentos que incluem a verificação de prazos. mostrando-lhes que seus preços estão fora de concorrência.15 B) Procurar sempre dentro de uma negociação justa e honesta as melhores condições para a empresa. Entre as características básicas de um sistema adequado de compras. tais como os investimentos em máquinas e em equipamentos destinados ao aumento da produção e. A pré-seleção dos concorrentes qualificados evita o dispêndio de tempo com um grande número de fornecedores. podemos destacar: A) Sistema de compras a três cotações: Tem por finalidade partir de um número mínimo de cotações para encorajar novos competidores. Deve-se manter cadastros de fornecedores. Para efetuar uma boa compra. o ato de gerir recursos ociosos possuidores de valor econômico e destinado ao suprimento das necessidades futuras de material. D) Documentação escrita: Documentação anexa ao pedido possibilita no ato da Segunda assinatura. Pode ainda ajudar os fornecedores a serem competitivos. além de ajudar nas decisões do comprador. principalmente as de pagamento. A GESTÃO DE ESTOQUE A gestão de estoque é. 8. não produzem lucros. numa organização. basicamente. preços. qualidade e volume. B) Sistema de preços objetivos: O conhecimento prévio do preço justo. aparentemente.

numa primeira abordagem. que evitam que se perca dinheiro em situação potencial de risco presente. manter os recursos ociosos expressos pelo inventário. sem que. toda a aplicação de capital em inventário priva de investimentos mais rentáveis uma organização industrial ou comercial. Numa organização pública.1 NATUREZA DOS ESTOQUES Estoque é a composição de materiais . Os estoques podem ser entendidos ainda. materiais acabados . a descontinuidade das operações ou serviços etc. Representam uma necessidade real em qualquer tipo de organização e. materiais semi-acabados. o estoque constitui todo o sortimento de materiais que a empresa possui e utiliza no processo de produção de seus produtos/serviços. os investimentos em estoque aos investimentos ditos diretos.que não é utilizada em determinado momento na empresa. 8. de forma generalizada. a partir destes fatores. permanentemente. Por exemplo. sem correr o risco de não tê-los em quantidades suficientes e necessárias para manter o fluxo da produção da encomenda em equilíbrio com o fluxo de consumo. É o caso dos investimentos em estoque. por permitirem a continuidade do processo produtivo das organizações. quando muito. em contrapartida. E isto é obtido mantendo estoques mínimos. fonte permanente de problemas. São lucros provenientes das vendas e serviços.materiais em processamento. em importância estratégica e econômica. portanto. A gestão dos estoques visa. Assim. das vendas ou dos serviços. na falta de materiais ou de produtos que levam a não realização de vendas. ao mesmo tempo. igualam. . tê-los em número reduzido de itens e em quantidades mínimas. representa um ideal conflitante com a realidade do dia-a-dia e que aumenta a importância da sua gestão. da complexidade e da natureza das operações da produção. além dos custos adicionais e excessivos que. A manutenção dos estoques requer investimentos e gastos muitas vezes elevados. em constante equilíbrio em relação ao nível econômico ótimo dos investimentos. Porém. como certa quantidade de itens mantidos em disponibilidade constante e renovados. aumente o risco de não ser satisfeita a demanda dos usuários ou dos consumidores em geral. para produzir lucros e serviços. a paralisação de fabricação.16 inversões de capital destinadas a cobrir fatores de risco em circunstâncias imprevisíveis e de solução imediata.. a privação é em relação a investimentos sociais ou em serviços de utilidade pública. cuja magnitude é função do porte. mas que precisa existir em função de futuras necessidades. Evitar sua formação ou.

das oficinas e dos demais serviços existentes. A administração dos estoques apresenta alguns aspectos financeiros que exigem um estreito relacionamento com a área de finanças. . além de evitar que medidas corretas. sobretudo. da disponibilidade imediata de material nos fornecedores e do cumprimento dos prazos de entrega. e que conheçamos as suas diferentes espécies. manutenção. por exemplo. Deste ponto de vista. a área financeira está preocupada com o lucro. A incerteza de demanda futura ou de sua variação ao longo do período de planejamento. à vezes. consideráveis montantes de recursos estão vinculados a determinadas modalidades de estoque. se considerarmos que.17 A acumulação de estoques em níveis adequados é uma necessidade para o normal funcionamento do sistema produtivo. enquanto os destinados ao consumo interno da empresa são influenciados pelas necessidades contínuas da produção. Ter noção clara das diversas naturezas de inventário. em regra. Cada espécie de inventário segue comportamentos próprios e sofre influências distintas. Isto mantém a paridade entre esta necessidade e as exigências de capital de giro. a liquidez da empresa e a boa aplicação dos recursos empresariais. pois enquanto a Administração de Materiais está voltada para a facilitação do fluxo físico dos materiais e o abastecimento adequado à produção e a vendas. evita distorções no planejamento e indica à gestão a forma de tratamento que deve ser dispensado a cada um deles. os estoques representam um enorme investimento financeiro. Os estoques representam um meio de investimento de recursos e podem alcançar uma respeitável parcela dos ativos totais da empresa. levem a resultados desastrosos. embora se sujeitando. os estoques destinados à venda são sensíveis às solicitações impostas pelo mercado e decorrentes das alterações da oferta e procura e da capacidade de produção. dentro do estudo da Administração de Material. aplicadas ao estoque errado. Assim. os estoques constituem um ativo circulante necessário para que a empresa possa produzir e vender com um mínimo risco de paralisação ou de preocupação. entretanto. É essencial. são as principais causas que exigem estoques permanentemente à mão para o pronto atendimento do consumo interno e/ou das vendas. para a compreensão mais nítida dos estoques. aos mesmos princípios e às mesmas estruturas de controle. Em contrapartida. da necessidade de continuidade operacional e da remuneração do capital investido. o conhecimento das principais funções que os mesmos desempenham nos mais variados tipos de organização.

que a terra adubada. são produtos semi-acabados para o montador. não destinada ao reprocessamento ou beneficiamento e formados de refugos de fabricação ou de materiais obsoletos e inservíveis destinados à alienação e outros fins. empregados na montagem de um equipamento. Diante dos exemplos apresentados. é que elas servem de subsídios valiosos para . o melaço e a areia. Do mesmo modo. surge. para o fabricante que os vendeu. Temos assim. o melaço e outros produtos que são misturados a ela para dar maior consistência aos moldes que receberão o aço derretido para a confecção de peças constituem-se em produtos acabados para seus fabricantes. Em uma indústria. que procuram mostrar os diferentes tipos de estoque e o que eles representam para cada empresa. as arruelas. nestas classificações. integrarão os estoques de material de consumo. mesmo. o estoque de venda pode desdobrar-se em estoque de varejo e de atacado. pode trazer dúvidas a partir da definição da natureza de cada um destes estoques. os parafusos etc. por exemplo. esta divisão por si só.. mediante o processo de transformação a que foi submetido. os produtos de sua fabricação integrarão os estoques de venda e. de limpeza e conservação etc. verdadeiras fontes de receitas (extra-operacional). naturalmente. em despesas.18 Já outras naturezas de estoque podem apresentar características bem próprias que. uso ou aplicação etc. podemos dizer.se. mas. É o caso dos estoques de sucata. não estão sujeitas a influência alguma. podem constituir-se em insumos básicos de produção ou em produtos acabados. em seu estado natural. ao longo do tempo. ainda. para outra. por exemplo. diferentes maneiras de se distinguir os estoques. O importante. que os utilizará na produção de outro bem. dependendo da finalidade ou do uso destes itens para a empresa. Acabam representando. O estoque de consumo pode subdividir-se em estoque de material específico e geral. a terra. para algumas organizações. trata-se de produtos-finais. Por sua vez. enquanto os estoques destinados ao consumo interno constituem-se. dos materiais que os compõem. em estoque de artigos de escritório. considerando a natureza. todavia. finalidade. perdendo as suas características físicas originais. outra classificação: estoques de venda e de consumo interno. Para uma indústria. e em matérias-rimas para seus consumidores que os utilizarão na fabricação de outros produtos. estes estoques podem vir a formar-se aleatoriamente. As porcas. Entretanto. Este último pode desdobrar . Se entendermos por produto acabado todo material resultante de um processo qualquer de fabricação. o cimento. e por matérias-primas todo elemento bruto necessário ao fabrico de alguma coisa. tão somente. a areia de fundição preparada com a bentonita. a argila. caracterizando-se como contingências de armazenagem.

2 Estoques de Materiais em Processamento ou em Vias Os estoques de materiais em processamento .através da compra ou produção em lotes econômicos. dimensionamento das áreas de armazenagem. 8. Em qualquer ponto do processo formado por essas etapas.no processo de produção em empresas indústrias. Funcionam como amortecedores das entradas e saídas entre as duas etapas dos processos de comercialização e de produção.pela flexibilidade do processo produtivo. . transformação e venda .são constituídos de materiais que estão sendo processados ao longo das diversas . 8. b) Proporcionar economias de escala: . os estoques desempenham um papel importante na flexibilidade operacional da empresa. estruturação dos almoxarifados. 8. pois minimizam os efeitos de erros de planejamento e as oscilações inesperadas de oferta e procura.riscos de dificuldade no fornecimento.1 Estoques de Matérias-Primas (MPs) Os estoques de MPs constituem os insumos e materiais básicos que ingressam no processo produtivo da empresa.2 FUNÇÕES DO ESTOQUE As principais funções do estoque são: a) Garantir o abastecimento de materiais à empresa.19 a (o): configuração de um sistema de material.3 CLASSIFICAÇÃO DE ESTOQUES 8.e entre as etapas de compra. . .3. estabelecimento de uma classificação de material. política de centralização e descentralização dos almoxarifados.pela rapidez e eficiência no atendimento às necessidades.demora ou atraso no fornecimento de materiais.também denominados materiais em vias . estabelecimento do fluxo de informação do sistema.no processo de comercialização em empresas comerciais .sazonalidade no suprimento. . Os estoques constituem um vínculo entre as etapas do processo de compra e venda . neutralizando os efeitos de: . São os ítens iniciais para a produção dos produtos/serviços da empresa. planejamento na forma de controle físico e contábil.3. ao mesmo tempo em que isolam ou diminuem as interdependências das diversas partes da organização empresarial.

8. interrompendo. partes prontas ou montadas que.3. constituirão o PA. faltando apenas mais algumas etapas do processo produtivo para se transformarem em materiais acabados ou em PAs. 8. Por outro lado. Se fecharmos com o ralo destampado. cujo processamento foi completado inteiramente. 8.20 seções que compõem o processo produtivo da empresa. quando juntadas. em unidades volumétricas. São. impedindo a vazão. se a mantivermos aberta e fecharmos o ralo. no tanque. O controle procura manter os níveis estabelecidos em equilíbrio com as necessidades de consumo ou das vendas e os custos daí decorrentes. pois se encontram quase acabados. Não estão nem no almoxarifadopor não serem mais MPs iniciais . após algum tempo. . a zero. o nível.4 Estoques de Materiais Acabados ou Componentes Os estoques de materiais acabados . o nível subirá até o ponto de transbordar. chegará.nem no depósito .por ainda não serem Pas. Mais adiante serão transformadas em Pas. Constituem o estágio final do processo produtivo e já passaram por todas as fases. materiais semi-acabados. materiais acabados e Pás. cujo processamento está em algum estágio intermediário de acabamento e que se encontram também ao longo das diversas seções que compõem o processo produtivo.5 Estoques de Produtos Acabados (Pas) Os Estoques de Pas se referem aos produtos já prontos e acabados.também denominados componentes referem-se a peças isoladas ou componentes já acabados e prontos para serem anexados ao produto. o fornecimento de água. é preciso que a abertura ou o diâmetro do ralo permita vazão proporcional ao volume de água que sai pela torneira.3. na realidade. como MP. materiais em processamento.4 CONTROLE DE ESTOQUES O objetivo básico do controle de estoques é evitar a falta de material sem que esta diligência resulte em estoque excessivos às reais necessidades da empresa. Para mantermos este nível de água.3. Diferem dos materiais em processamento pelo seu estágio mais avançado. assim.3 Estoques de Materiais Semi-acabados Os estoques de materiais semi-acabados referem-se aos materiais parcialmente acabados. 8.

d) acionar o Depto de Compras para executar aquisição de estoque. Número de itens. e) receber. inicialmente devemos descrever suas funções principais que são: a) determinar "o que" deve permanecer em estoque. 8. em volume maior que a entrada no tanque. f) controlar os estoques em termos de quantidade e valor. teremos a situação de ruptura ou de esvaziamento do seu estoque. Se a constância da procura sobre o material for maior que o tempo de ressuprimento. se o diâmetro do raio permite a saída da água. manutenção e vendas etc. com prejuízos para a circulação de capital. De forma semelhante. a fim de evitar a interrupção do fluxo de reabastecimento. em outro caso. b) determinar "quando" se devem reabastecer os estoques. o controle de estoque. ela permite identificar aqueles itens que justificam atenção e tratamento adequados quanto à sua . os níveis dos estoques estão sujeitos à velocidade da demanda.4.1 FUNÇÕES DO CONTROLE DE ESTOQUE Para organizar um setor de controle de estoques.2 CLASSIFICAÇÃO ABC A curva ABC é um importante instrumento para o administrador. c) determinar "quanto" de estoque será necessário para um período predeterminado. O equilíbrio entre a demanda e a obtenção de material. h) identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados. ou estas providências não forem tomadas em tempo oportuno. poderemos chegar ao ponto de excesso de material ou ao transbordamento dos seus níveis em relação à demanda real. onde atua. precisaremos abrir mais a torneira. sobretudo. não dimensionarmos bem as necessidades do estoque. Se. quantidade de compra. com prejuízos visíveis para a produção. e fornecer informações sobre a posição do estoque. é um dos objetivos da gestão. 8.21 Ou. permitindo o fluxo maior para compensar o excesso de escapamento e evitar o esvaziamento do tanque. armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades. g) manter inventários periódicos para avaliação das quantidades e estados dos materiais estocados. Periodicidade.4.

Classe B: Grupo intermediário. Verifica-se. portanto. A classe "C" compreende a sozinha 50% dos itens em estoque. respondendo por apenas 5% do faturamento. (rotatividade média). Classe C: Grupo de itens menos importantes em termos de movimentação. A curva ABC tem sido usada para a administração de estoques. requerem atenção pelo fato de gerarem custo de manter estoque.22 administração. (alta rotatividade). A classe “B” responde por 30% dos itens em estoque e 15% do faturamento. conforme a importância dos itens. Obtém-se a curva ABC através da ordenação dos itens conforme a sua importância relativa. uma vez obtida a seqüência dos itens e sua classificação ABC. que. no entanto. disso resulta imediatamente a aplicação preferencial das técnicas de gestão administrativas. as classes da curva ABC podem ser definidas das seguintes maneiras: Classe A: Grupo de itens mais importantes que devem ser trabalhados com uma atenção especial pela administração. podemos perceber que apenas 20% dos itens corresponde a 80% do faturamento. . Exemplo: A classe "A" são os itens que nesse caso dão a sustentação de vendas. estabelecimento de prioridades para a programação da produção e uma série de outros problemas usuais na empresa. Após os itens terem sido ordenados pela importância relativa. para definição de políticas de vendas.

. . .4.Nome do produto. . 8.3.Some o total do faturamento. 100 . . Total x 80.Relacionar os itens analisados no período que estiver sendo analisado.Defina os itens da classe "A" = 80% do faturamento.Defina os itens da classe "C" = 5% do faturamento. .Fat. Gráfico 2: Dente de Serra O ciclo acima representado será sempre repetitivo e constante se: a) não existir alteração de consumo durante o tempo T. .Valor total do consumo.1 CURVA DENTE DE SERRA A apresentação da movimentação (entrada e saída) de uma peça dentro de um sistema de estoque pode ser feita por um gráfico. .Preços unitário atualizado. b) não existirem falhas administrativas que provoquem um esquecimento ao solicitar compra.Número ou referencia do produto. .Arrume os itens em ordem decrescente de valor.Após conhecidos esses valores define-se os itens de cada classe. .2.4. Classe "A" = Fat.3 NÍVEIS DE ESTOQUES 8.1 MONTAGEM DA CURVA ABC .23 8.Defina os itens da classe "B" = 15% do faturamento.4. .

devemos prever essas possíveis falhas na operação como representado abaixo: Gráfico 3 Dente de serra de ruptura No gráfico acima podemos notar. a) emissão do pedido .24 c) o fornecedor nunca atrasar. . d) nenhuma entrega do fornecedor for rejeitada pelo controle de qualidade. julho e agosto e setembro.2 TEMPO DE REPOSIÇÃO.4. A partir dessa análise concluímos que deveríamos então estabelecer um estoque de segurança. Gráfico 4 Dente de serra utilizando estoque mínimo 8.Tempo que se leva desde a emissão do pedido de compras até ele chegar ao fornecedor. o estoque esteve a zero e deixou de atender a uma quantidade de 80 peças. Como sabemos essa condição realmente não ocorre para isso.3. que durante os meses de junho. PONTO DE PEDIDO.

1 DETERMINAÇÃO DO PONTO DE PEDIDO (PP).min Onde: PP = Ponto de pedido C = Consumo médio mensal / dia TR = Tempo de reposição E. separar. Gráfico 5 Dente de serra com tempo de reposição x ponto de pedido Em virtude de sua grande importância.4.25 b) preparação do pedido . emitir faturamento e deixá-los em condições de serem transportados. .3. PP = C x TR + E.Tempo que leva o fornecedor para fabricar os produtos. pois as variações ocorridas durante esse tempo podem alterar toda a estrutura do sistema de estoques. este tempo deve ser determinado de modo mais realista possível.Tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento pela empresa dos materiais encomendados. 8.min = Estoque mínimo Gráfico 6 Demonstrativo do TR.2. c) Transportes .

3. Estoque mínimo é uma quantidade em estoque que.min = T1 x (C2 . O Emin é igual ao estoque de reserva (Er) mais o consumo médio do material multiplicado pelo tempo de espera médio.67 E. A partir daí. calcula-se o ponto de pedido (PP). para reposição do material. Qual deverá ser o estoque mínimo se o consumo aumentar para 60 unidades.2. ou seja.4.2 ESTOQUE MÍNIMO Emin = Er + C x TR Onde: d = consumo médio do material.2 unidades.2. considerando que o atraso de reposição seja de 20 dias e o tempo de reposição é de 30 dias.3 SISTEMA DE MÁXIMOS MÍNIMOS: É utilizado quando há muita dificuldade para determinar o consumo ou quando ocorre variação no tempo de reposição.55) + 60 x 0. em dias. Esse sistema consiste em estimar os estoques máximos (Emax) e mínimo (Emin) para cada ítem.min = 45. C1 = Consumo normal mensal C2 = Consumo mensal maior que o normal T4 = Atraso no tempo de reposição Exemplo: Um produto possui um consumo mensal de 55 unidades.4. t = tempo de espera médio. 46 unidades 8.26 8.C1) + C2 x T4 Onde: T1 = Tempo para o consumo.3. quando atingida. t = tempo de espera médio. para sua reposição. Emin = Er + dt Onde: d = consumo médio do material. E. para reposição do material. em dias.3.min = 1 x (60 . determina a necessidade de encomendar um novo lote de material. em função de uma expectativa de consumo previsto para determinado período de tempo. E.1 ESTOQUE MÍNIMO COM VARIAÇÃO.4. 8. . em dias.2.

.4. deverá provocar um novo pedido de compra. utilizamos a chamada curva dente de serra. etc). Intervalo de reposição (IR) é o período de tempo entre duas reposições de material. que provoca o custo da ruptura. Destina-se cobrir eventuais atrasos e garantir a continuidade do abastecimento da produção. em um ano. o resultado será: B x N = custo total de pedidos (CTA) O total das despesas que compõe o CTA é: a) Mão-de-obra . foi processado. é uma quantidade morta em estoque que somente é consumida em caso de extrema necessidade. etc). Gráfico 1 Sistema dos máximos-mínimos 8. Emax = Emin + lote de compra Ponto de pedido (PP) é uma quantidade de estoque que. quando atingida.27 O Er. È o intervalo de tempo entre dois PPs. luz. Para representar os sistemas máximos-mínimos. sem o risco de falta de material.para emissão e processamento.3. ou de segurança. b) Material. c) Custos indiretos .despesas ligadas indiretamente com o pedido (telefone. Para calcularmos o custo anual de todos os pedidos colocados no período de um ano é necessário multiplicar o custo de cada pedido pelo número de vezes que. isto é.utilizado na confecção do pedido (papel. Se (N) for o número de pedidos efetuados durante um ano. o custo de paralisação da produção.4 CUSTO DE PEDIDO (B) Chamaremos de B o custo de um pedido de compra.

4. expressa geralmente em termos de porcentagem do custo unitário. reprodução. etc.4 CUSTO DE ARMAZENAGEM (I) Para calcular o custo de armazenagem de determinado material. anual. envelope.Método para cálculo do custo do pedido: 1) Mão de obra : Salários e encargos + honorários do pessoal envolvido. luz.3.4. material de informática. T = Tempo considerado de armazenagem 8.28 Após apuração anual destas empresas teremos o custo total anual dos pedidos. custo de área ocupada. 3) Custos indiretos: Telefone.1 TAXA DE ARMAZENAMENTO a) Taxa de retorno de capital Ia = 100 x lucro Valor estoques b) Taxa de armazenamento físico Ib = 100 x S xA CxP Onde: S = área ocupada pelo estoque A = custo anual do m² de armazenamento C = consumo anual . etc. correios. caneta.4. anual. Para calcular o custo unitário é só dividir o CTA pelo número total anual de pedidos. anual. viagens. servidor de Internet.3. 8. 2) Material: Papel. B = CTA = Custo unitário do pedido N . podemos utilizar a seguinte expressão: Custo de armazenagem = Q/2 x T x P x I Onde: Q = Quantidade de material em estoque no tempo considerado P = Preço unitário do material I = Taxa de armazenamento.

4. através do qual a empresa adquire o material necessário às suas atividades pelo seu custo mais baixo. os estoques resultantes crescem além de certos limites e.) If = 100 x despesas anuais Valor do estoque Conclui-se então.Custo de aquisição ou de compra . que a taxa de armazenamento é: I = Ia + Ib + Ic + Id + Ie + If Obs: Esses valores acima devem ser facilmente encontrados no setor contábil da empresa.29 P = preço unitário c) Taxa de seguro Ic = 100 x custo anual do seguro Valor estoque + edifícios d) Taxa de transporte. porém.. Deve-se procurar um tamanho de lote que minimize o custo total anual. não se deve levar tal procedimento muito longe. excedem as possíveis economias em custos de transporte. não se consegue de graça: . os custos tanto de capital como de manuseio. Isso.5 LOTE ECONÔMICO O Lote Econômico (Le) é o resultado de um procedimento matemático.. Os elementos que influenciam essa determinação são: I.3. reduzir o custo unitário. Essa prática torna possível diluir os custos fixos entre muitas unidades e. luz. produção e administração.estoques são criados e custam dinheiro. 8. manuseio e distribuição Id = 100 x depreciação anual do equipamento Valor do estoque e) Taxa de obsolescência Ie = 100 x perdas anuais por obsolescência Valor do estoque f) Outras taxas (água. portanto. Portanto.Taxa de custo ou de posse A . pois se as ordens de reposição se tornam muito grandes.

90 por ano e o custo de pedido é de $ 500. sempre de precisão relativa.3. Espaço de Armazenagem .Preço unitário do item D. se encontra deduzida em vários livros: Exemplo: O consumo de determinada peça é de 20.000 = √10. 2. refazer os cálculos tantas vezes quantas fossem as alterações de preços sofridas pelo material ao longo do período. Estes são.Esta dificuldade decorre. Podemos. com base nos preços atuais para suprir o dia de amanhã. portanto.4. Natureza do Material . os lotes de compra recomendados pelo sistema não coincidem coma capacidade de armazenagem do almoxarifado.30 P. onde o preço permanece estacionário por períodos mais longos.90 8. Dificuldade de Aplicação . O material poderá tornar-se obsoleto ou deteriorar-se. obter uma quantidade pequena que inviabilize a sua utilização. . da falta de registros ou da dificuldade de levantamento dos dados de custos. 5. com distribuição uniforme. em grande parte. um tipo. nestas circunstâncias.5260315 = 3. O custo de armazenagem por peça é de $ 1.00 x 20.A aplicação do lote econômico de compra pressupõe.5 RESTRIÇÕES AO LOTE ECONÔMICO 1. é possível que não consigamos resultados satisfatórios ou esperados com os materiais cujo consumo seja de ordem aleatória e descontínua. de demanda regular e constante. implicaria.uma empresa que passa a adotar o método em seus estoques pode deparar-se com o problema de falta de espaço. com referência a este aspecto.Pode vir a se constituir em fator de dificuldade. a seguir. 4. às vezes.245 peças I 1. em regra. por maiores que sejam na apuração destes custos não afetam de forma significativa o resultado ou a solução final.Em economias inflacionarias calcular e adquirir a quantidade ideal ou econômica de compra. 3.000 unidades por ano. de certa forma. pois. nos países de economia relativamente estável. Q = √2 BC = √2 x 500.00. Variações do Preço de Material . São poucos sensíveis à alterações razoáveis nos fatores de custo considerados. erros.Demanda anual A fórmula. o que não se verifica. com constância. Como isto nem sempre ocorre com relação à boa parte dos itens. Natureza de Consumo . Entretanto.

agindo em nome das atividades requisitantes. Evidentemente. na hora certa3. a unidade organizacional que. para o funcionamento. em função do cotidiano de nossas vidas. . é 100% lucro. NOÇÕES FUNDAMENTAIS DE COMPRAS "A arte de comprar está se tornando cada vez mais uma profissão e cada vez menos um jogo de sorte". O comprador deve ter condições de reconhecer. portanto. através da mais correta tradução das necessidades em termos de fornecedor / requisitante.2 CONCEITO DE COMPRA É a função responsável pela obtenção do material no mercado fornecedor.31 9. É ainda. "Em muitos casos não é o custo que determina o preço de venda. desenvolver um “sentido técnico a fim de descobrir eventuais discrepâncias entre as cotações de um fornecedor e as especificações da Requisição de Compras. de um fornecedor está de acordo com o solicitado. na qualidade especificada e no prazo necessário. 9. ao preço certo2. a um preço justo. (HENRY FORD) 9. O preço de venda necessário determina qual deve ser o custo. O comprador deve. a manutenção ou a ampliação da empresa.2.1 Material Certo É importante que o comprador esteja em situação de certificar-se se o material comprado. uma economia do custo potencial ou a idéia de melhoria do produto. que significa procurar e providenciar a entrega de materiais. Qualquer economia. a decisão final não será do comprador mas ele deve ter habilidade para encaminhar aos setores requisitantes ou técnicos da empresa essas sugestões. 9. Os lucros das compras são líquidos". resultando em redução de custo de compra. compra o material certo1. em uma eventual alternativa de cotação.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Embora todos saibamos comprar. mas o inverso. na quantidade certa4 e da fonte certa5. é imprescindível a conceituação da atividade. que é uma parte de despesa de operação de uma indústria. em tais circunstancias. interno ou externo.

Portanto. Se o preço do fornecedor for muito mais baixo. Em resumo: cada vez mais. o comprador poderá chamar o fornecedor e solicitar esclarecimentos ou uma justificativa do preço. 9. Objetivando um melhor conhecimento do que vai comprar. deverá entrar em contato cem os setores que utilizam ou que vão utilizar o material ou serviço a ser adquirido. o melhor negócio. sem ter idéia exata do que quer comprar. subordinado a Compras. b) Preço muito mais baixo que o "preço objetivo": o menor preço não significa hoje em dia. se for o caso. na maioria das vezes. 2) O fornecedor não soube calcular os seus custos e nessas circunstâncias dois problemas podem ocorrer: ou ele não descobre os seus erros e fatalmente entrará em dificuldades financeiras com possibilidades de interromper seu fornecimento. O "preço objetivo" é que vai servir de orientação ao comprador quando de uma concorrência. pré-calculado.32 Toda vez que uma requisição não for suficientemente clara. se o preço for muito mais baixo que o preço objetivo. devolvê-la a fim de que seja preenchida corretamente e de maneira que transmita exatamente o que se deseja adquirir. eventualmente. a fim de . dois podem ser os motivos: 1) O fornecedor desenvolveu uma técnica de fabricação tal que conseguiu diminuir seus custos. de mão de obra indireta. Sua função é. O cálculo desse "preço objetivo" é feito baseando-se no tempo de execução do item. o comprador deve ser um técnico. hoje em dia. Todos estes valores podem ser obtidos através de valores médios do mercado. o comprador. a este valor deve-se acrescentar um valor. o fornecedor deve ser chamado. de que maneira e se inteirar de todos os problemas e dificuldades que poderão ocorrer ou ocorrem quando da utilização do item requisitado. na mão de obra direta. a de calcular o "preço objetivo" do item (com base em desenhos e especificações).2. e do balanço e demonstrações de lucros e perdas dos diversos fornecedores. sempre que possível. o comprador deverá solicitar esclarecimentos ou. Ao valor encontrado deve-se somar o lucro. ou descobre o erro e então solicita um reajuste de preço que. existe o Setor de Pesquisa e Análise de Compras. No julgamento da concorrência duas são as possíveis situações: a) Preço muito mais alto do que o "preço objetivo": nessas circunstâncias. Em hipótese alguma o comprador deve dar inicio a um processo de compras.2 Preço Certo Nas grandes empresas. ou possui sistemas onerosos de fabricação ou um mau sistema de apropriação de custos. O fornecedor ou está querendo ter um lucro excessivo. poderá ser maior que o segundo preço na concorrência original. no custo da matéria prima com mão de obra média no mercado. entre outras.

A avaliação dos fornecedores e o desenvolvimento de novas fontes de fornecimento são fatores fundamentais para o . As diversas flutuações de preços do mercado e o perigo de estoques excessivos fazem cem que e comprador necessite coordenar esses dois fatores da melhor maneira possível. ele deve tomar como base ou o último preço. Nessas circunstâncias. 9. entretanto outros fatores como custo de armazenagem. a fim de adquirir na hora certa o material para a empresa. o prazo certo e a quantidade certa. sem ter uma idéia do que vai receber como propostas.2.5 Fonte Certa De nada adiantará ao comprador saber exatamente o material a adquirir. Se a empresa não tiver condições de determinar esse preço objetivo.2. um dos fatores mais importantes no julgamento de uma concorrência.2. portanto. se não puder encontrar uma fonte de fornecimento que possa agrupar todas as necessidades.33 prestar esclarecimentos. deverá fazer uma pesquisa preliminar de preços.. torna o tempo de entrega. Até pouco tempo atrás aumentava-se a quantidade a ser adquirida objetivando melhorar e preço. evidentemente um lucro comedido. Para isso foram deduzidas fórmulas matemáticas objetivando facilitar a determinação da quantidade a ser adquirida. não nos interessa que qualquer fornecedor tenha prejuízos.4 Quantidade Certa A quantidade a ser adquirida é cada vez mais importante por ocasião da compra. Entretanto. 9. Em resumo: nunca o comprador deve dar início a uma concorrência. qualquer que seja a fórmula ou método a ser adotado não elimina a decisão final da Gerência de Compras com eventuais alterações destas quantidades devido às situações peculiares do mercado. se o item for um item novo. fizeram com que maiores cuidados fossem tornados na determinação da quantidade certa ou na quantidade mais econômica a ser adquirida.3 Hora Certa O desenvolvimento industrial atual e o aumente cada vez maior do numero de empresas de produção em série. pelo menos. e que. ou. capital investido em estoques etc. o preço certo. ou os prazos de entrega. 9. Deve-se sempre partir do princípio fundamental de que toda empresa deve ter lucro. o comprador deve abrir a concorrência tendo uma idéia de que vai encontrar pela frente.

devida a realização de boas compras.4 FLUXO SINTÉTICO DE COMPRAS 1 Recebimento da Requisição de Compras 2 Escolha dos Fornecedores 3 Consulta aos Fornecedores 4 Recebimento das Propostas 5 Montagem do Mapa Comparativo de Preços . é o elemento que mantém e deve manter o maior número de contatos externos na busca cada vez mais intensa de ampliar o mercado de fornecimento. quanto a vendas. e para que isto ocorra é necessário que se adquira materiais ao mais baixo custo. assim como a obtenção de lucros satisfatórios. do prazo e da qualidade do material. o não cumprimento de promessas de entregas e clientes insatisfeitos. exceto o setor de vendas da empresa. ser mantidos em um nível econômico. . produção ineficiente. A competitividade no mercado.3 FUNÇÃO DE COMPRA A Função Compras é uma das engrenagens do grande conjunto denominado Sistema Empresa ou Organização e deve ser devidamente considerado no contexto.34 funcionamento de compras.Julgamento de Propostas. desde que satisfaçam as exigências de qualidade. . produtos inferiores. . Essas considerações elementares são à base de toda a função e ciência de Compras. também. Devido a essas necessidades o comprador. Este item é tão importante que mais adiante vamos tratar com detalhes como escolher e selecionar novos fornecedores. e em grande parte. para que deficiências não venham a ocorrer. .Diligenciamento do preço.Cadastramento de Fornecedores. 9. . O custo de aquisição e o custo de manutenção dos estoques de material devem.Definição quanto ao transporte do material.Coleta de Preços. 9.Recebimento e Colocação da Compra. provocando demoras onerosas. A função Compras compreende: .

sem comprometer a segurança da produção desde que represente uma economia para a organização. procedendo a análises e.6. deterioração e obsolescência.Manter a qualidade dos materiais conforme especificações.Adquirir os materiais a baixo custo sem demérito a qualidade. . 3 .35 6 Análise das propostas e escolha 7 Emissão do documento contratual 8 Diligenciamento 9 Recebimento 9. 9. com a qualidade exigida pelo produto. no tempo requerido. dois tipos de compra: . nas quantidades necessárias.Estocar ao mínimo. deve-se buscar alcançar as seguintes metas fundamentais: 1 .Atender o cronograma de produção.Evitar multiplicidade de itens similares. 2 . podemos dizer que compras tem como objetivo "comprar os materiais certos. 5 . 9. 6 .a compra para consumo e. o desperdício. mas que a mesma possui uma maior amplitude. 9. nas melhores condições de preço e na fonte certa". envolvendo a tomada de decisões. pois.Manter atualizado o cadastro de fornecedores. 4 . Para que estes objetivos sejam atingidos. Existem.5 OBJETIVO DE COMPRAS De uma maneira bastante ampla.2 Compras para consumo . e que demonstra que a função compras não existe somente no momento da compra propriamente dita.6.1 Compra para investimento Enquadram-se as compras de bens e equipamentos que compõem o ativo da empresa (Recursos Patrimoniais). determinando ações que antecedem ao ato final. através do fornecimento contínuo de materiais. basicamente.a compra para investimento.6 TIPOS DE COMPRAS Toda e qualquer ação de compra é precedida por um desejo de consumir algo ou investir.

6. exigem total formalidade. 9. sendo consumido normal e rotineiramente. As compras para consumo. Seus procedimentos e aspectos legais serão detalhados em Compras no Serviço Público. Em função do local onde os materiais estão sendo adquiridos.3 Compras Locais As atividades de compras locais podem ser exercidas na iniciativa privada e no serviço público.compras de materiais improdutivos.6. incluindo-se a parcela de material de escritório. entre outras. segundo alguns estudiosos do assunto.em função do que é produzido.1 Materiais Produtivos São aqueles materiais que integram o produto final. independentemente dessa particularidade.3 Compras por Importação As compras por importação envolvem a participação do administrador com especialidade em comércio exterior. que envolvem as licitações no serviço público. A diferença fundamental entre tais atividades é a formalidade no serviço público e a informalidade na iniciativa privada. muito embora com procedimentos praticamente idênticos. ou de suas origens. . 9. As Leis nº 8.6. 9.compras de materiais produtivos e. motivo pelo qual não cabe aqui nos aprofundarmos a esse respeito. 9. que compreendem. a compra pode ser classificada como: Compras Locais ou Compras por Importação.2.2.6. portanto. neste caso. . Processamento de faturas pro forma. sendo que estes diferem de indústria .2 Materiais improdutivos São aqueles que. matériaprima e outros materiais que fazem parte do produto. subdividem-se em: . as seguintes etapas: a. o que quer dizer que é apenas material de consumo forçado ou de custeio. Seus procedimentos encontram-se expostos a contínuas modificações de regulamentos.666/93 e 8. Algumas empresas denominam este tipo de aquisição como compras de custeio.36 São de matérias primas e materiais destinados a produção.883/94. não integram o produto.

Pagamento de direitos alfandegários.37 b. as mesmas podem ser: 9. Reclamação à seguradora.É função direta da expectativa de consumo.DECEX – dos documentos necessários à importação.5 Compras informais São compras que. as quais irão compor a lógica de toda e qualquer compra: . f. .Onde comprar? R. Compra de câmbio. . . capacidade de armazenamento e prazo de entrega. por seu pequeno valor. Recebimento da mercadoria em aeroporto ou porto. Estas compras são determinadas em função de valores pré estabelecidos e conforme o valor a formalidade é feita em graus diferentes. Acompanhamento das ordens de compra (purchase order) no exterior. d. c.O que comprar? R. A maior parte das variáveis acima deve ser determinada pelo órgão de material ou suprimento no setor denominado gestão de estoques. A capacidade de armazenamento é limitada pela própria condição física da Empresa.7 SEQÜÊNCIA LÓGICA DE COMPRAS Para se comprar bem é preciso conhecer as respostas de cinco perguntas. 9. e. quando for o caso. A disponibilidade financeira deve ser determinada pelo orçamento financeiro da Empresa. para pagamento contra carta de crédito irrevogável.6. Solicitação de averbações de seguro de transporte marítimo e/ou aéreo. disponibilidade financeira. h.Quanto e Quando comprar? R.6. g.Especificação / Descrição do Material Esta pergunta deve ser respondida pelo requisitante.4 Compras Formais São as aquisições de materiais em que é obrigatória a emissão de um documento de formalização de compra. não justificam maior processamento burocrático..Cadastro de Fornecedores. Processamento junto ao Departamento de Comércio Exterior . que pode ou não ser apoiado por áreas técnicas ou mesmo compras para especificar o material.. Quanto a formalização das compras. 9. .

. . A empresa que atua em diversos locais distintos não necessariamente deve centralizar compras em um único local. Prazos de Pagamento. 9.Melhor controle por parte da direção. O abastecimento centralizado oferece as seguintes vantagens: 1 . 9. Qualidade.9 SELEÇÃO DE FORNECEDORES A escolha de um fornecedor é uma das atividades fundamentais e prerrogativa exclusiva de compras.Melhor aproveitamento das verbas para compras. contratação de serviços. Como suporte alimentador do cadastro de fornecedores deve figurar o usuário de material ou equipamentos e logicamente os próprios compradores. fórmulas para reajustes de preços. Estas Normas deverão retratar praticamente a política de compras na qual se fundamenta a Empresa.Melhor aproveitamento de pessoal. 2 . O bom fornecedor é quem vai garantir que todas aquelas clausulas .A concentração das verbas para compras aumenta o poder de barganha. tipos de compras. através da sua experiência e conhecimento. Os fatores de maior influência na compra são: Preço. A razão que as leve a proceder assim diz respeito a custos e padronização.. 3 . etc. e estes são aqueles de uso mais insignificante. para a empresa. formulários e rotinas de compras. 4 . a fim de que possa ponderar melhor o seu julgamento.Como comprar? R. em termos de custos.38 É de responsabilidade do órgão de compras criar e manter um cadastro confiável (qualitativamente) e numericamente adequado (quantitativa). competência para comprar. Prazo.Normas ou Manual de Compras da Empresa. assim sendo. neste caso procede-se uma analise e se a mesma for favorável deve-se regionalizar as compras visando um atendimento mais rápido e um custo menor de transporte. somente alguns materiais são dele gados a aquisição.8 CENTRALIZAÇÃO DAS COMPRAS Em quase todas as empresas mantém-se um departamento separado para compras.Outros Fatores Além das respostas as perguntas básicas o comprador deve procurar.Melhoramento das relações com fornecedores. . Originadas e definidas pela cúpula Administrativa deverão mostrar entre outras. Assistência Técnica. e que por essa razão não sofrem maiores controles. sentir em cada compra qual fator que a influencia mais.

Edital de Convocação. A atividade deve ser exercida de forma permanente e contínua. bem como. .Guias Comerciais e Industriais.Catálogos de Fornecedores.Revistas especializadas.Avaliação de Desempenho Esta etapa é efetuada pós . sejam cumpridas. . O levantamento poderá ser realizado através dos seguintes instrumentos: . Deve o comprador procurar.9. . 9.Análise e Classificação Compreende a análise dos dados cadastrais do fornecedor e a respectiva classificação quanto aos tipos de materiais a fornecer. O número limitado de fornecedores a serem consultados.2 ETAPA 2 .9.9.Associações Profissionais e Sindicatos Industriais. O processo de seleção das fontes de fornecimento não se restringe a uma única ocasião.39 solicitadas. servindo não raras vezes como elemento de eliminação das empresas fornecedoras. 9. constituem uma limitação das atividades de compras. . e necessário levantar e pesquisar fornecedores em potencial. entre as quais selecionamos as seguintes: 9. a eliminação daqueles fornecedores que não satisfizerem as exigências da empresa.Levantamento e Pesquisa de Mercado Estabelecida a necessidade da aquisição para determinado material. . de todas as maneiras.10 COMPRAS X CUSTOS INDUSTRIAIS .cadastramento e nela faz-se o acompanhamento do fornecedor quanto ao cumprimento do contratado.Cadastro de Fornecedores do órgão de Compras.3 ETAPA 3 . 9. de maneira que se tenha certeza de que o melhor negócio foi executado em benefício da empresa.1 ETAPA 1 . ou seja. através de várias etapas. quando de uma compra.Catálogos Telefônicos. . quando e necessária a aquisição de determinado material. aumentar o número de fornecedores em potencial a serem consultados.

entretanto o controle da eficiência de aquisição constitui um problema de difícil equacionamento. Muitos estudos têm mostrado que os gastos relativos a compras em empresas de manufatura podem alcançar mais de 50% da receita líquida.40 Modernamente a função de compras tem sido desenvolvida dentro de um novo sistema de maturidade com técnicas mais sofisticadas. . CUSTO INDUSTRIAL = CUSTO DE AQUISIÇÃO + CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO. Um dos aspectos que devem merecer muita atenção são os custos industriais que representam percentual considerável na composição final do preço de venda. O controle da eficiência dos custos de transformação já são perfeitamente realizados através de técnicas consagradas. principalmente em virtude de a atividade de aquisição estar voltada para fora da empresa e sujeita a um sem-número de fatores ainda não controláveis.

f) economia de escala na aquisição centralizada. h) sortimento de produtos com mais consistência. c) influência no mercado devido ao nível de relacionamento com os fornecedores. em que pessoas de todas as área da empresa participem das decisões. para suportar as promoções nacionais.11.11. d) análise do mercado. g) melhor qualidade. pela redução dos preços médios de aquisição. b) as decisões são tomadas numa atmosfera mais científica. . Uma prática muito usada é ter um comitê de compras. ser mais aconselhável à aquisição descentralizada. apesar de. De modo geral. gerando custos mais baixos. e) controle financeiro dos compromissos assumidos pelas compras associado a um controle de estoques. com eficácia. b) poder de negociação para melhoria dos níveis de preços obtidos dos fornecedores. O tipo de empreendimento é que vai definir a necessidade de centralizar.1 Vantagens de Centralizar: a) visão do todo quanto à organização do serviço.2 O uso de comitê tem as seguintes vantagens: a) larga faixa de experiência é aplicada nas decisões. a centralização apresenta aspectos realmente positivos. As vantagens da centralização dos serviços de compras são sempre postas em dúvida pelos departamentos que necessitam de materiais. 9. 9. em certos tipos de compras.11 ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE COMPRAS As compras podem ser centralizadas ou não. em virtude da especialização do pessoal no serviço de compras. por causa da maior facilidade de implantação do sistema de qualidade.41 9. i) especialização das atividades para o pessoal da produção não perder muito tempo com contatos com os vendedores.

c) coordenação.3 Pontos importantes para descentralização: a) adequação da compra devido ao conhecimento dos problemas específicos da área onde o comprador exerce sua atividade. . d) flexibilidade proporcionada pelo menor tempo de tramitação das ordens. 9. estabelecimento de uma política de estoque de produtos acabados e listagem dos itens e quantidades de produtos a serem fabricados. conflitos estes sempre agravados pelos atrasos normais e habituais do planejamento. 9.42 c) o nível de pressões sobre compras é mais baixo. d) a co-participação das áreas dentro do espírito de engenharia simultânea. portanto. como profissional. Entretanto. para se apurar as necessidades líquidas distribuídas no tempo conforme o cronograma de produção necessária para atender ao planejamento de vendas. As quantidades líquidas a comprar serão apuradas pela desagregação das fichas de produção e em especial pela listagem de materiais necessários para compor cada unidade de produto a ser produzido.12 CUIDADOS AO COMPRAR O processo de produção inicia-se com planejamento das vendas. quantidades estas distribuídas ao longo de um cronograma de produção. provocando menores faltas. b) menor estoque e com uma variedade mais adequada. a execução da compra será a primeira etapa executiva do programa de produção. variedade. como uma área com muitas facilidades de conflitos. Será necessário comparar as necessidades de materiais com as existências nos estoques de matérias-primas. cria um ambiente favorável para melhor desempenho tanto do ponto de vista político. melhorando as relações dos compradores com o pessoal interno e os vendedores. O término da programação e o início das atividades de compra caracterizamse. Um sistema de planejamento de produção fixa as quantidades a comprar somente na etapa final da elaboração do plano de produção. quantidade.11. por causa de peculiaridades regionais da qualidade. em virtude do relacionamento direto com o fornecedor. levando a unidade operacional a atuar de acordo com as necessidades regionais.

Após efetuadas as cotações o órgão competente analisa qual a proposta mais vantajosa levando em consideração os seguintes itens: a) prazo de pagamento. A posição inicial de vendedor é sempre solicitante e o comprador nesta fase poderá usar seus recursos de pressão para forçar o vendedor a chegar às condições ideais para a empresa.000. utilizamos a seguinte fórmula: VA = VF (n + i) VA = Valor atual do produto VF = Valor futuro do produto i = Taxa de juros n = prazo de pgto Exercícios: 1) Na cotação de preços de um determinado material. Para análise. procurando cuidar para que os fornecimentos sejam feitos e os prazos cumpridos. 9.00 para pgto a vista. b) valor das parcelas.100. b) A empresa Bom Negócio fornece o material ao preço de $ 86.00 para pgto 30/60 dias.43 As pressões exercidas pelos setores de produção e faturamento reforçam ainda mais a probabilidade de atritos na área de compras.13 COTAÇÃO DE PREÇOS O depto de compras com base nas solicitações de mercadorias efetua a cotação dos produtos requisitados. Uma vez emitido o pedido. a empresa recebeu as seguintes propostas de fornecimento: a) A empresa Bom Preço fornece o material ao preço de $ 81. o comprador perde sua posição de comando e passa a uma atitude de expectativa. . Procurará de agora em diante adotar uma atitude de vigilância. Neste momento todos se esquecem dos atrasos no planejamento das vendas e na programação da produção. Outro aspecto interessante do relacionamento dentro da área de compras é a inversão curiosa de atitude que se processa entre o comprador e o vendedor após a emissão do pedido.

c) Valor $ 109.290. que passará a ter força de contrato. 9. Preferencialmente o pedido deverá ser emitido em 3 vias. 2) Na cotação do produto XX.14 O PEDIDO DE COMPRA Após término da fase de cotação de preços dos materiais e analise da melhor proposta para fornecimento. para que não ocorra as freqüentes dúvidas que comumente acontecem. funcionando como um "instrumento particular de compromisso de compra e venda". b) Valor $ 100.00 para pgto com 30/45/60/75 dias.990. 2) Qualidade dos materiais: conferência física do material recebido.990. 9. o qual colocará ciente na 2ª via e a devolverá.44 Pergunta-se: Em que empresa deverá ser adquirido o material. nossa empresa recebeu as seguintes propostas: a) Valor $ 99.00 para pgto com 10 dias fora o mês. Esse pedido deverá ter com clareza a descrição do material a ser comprado.15 O RECEBIMENTO DE MATERIAIS No recebimento dos materiais solicitados. sendo a 1ª e 2ª vias enviadas ao fornecedor.00 para pgto com 15 dias. bem como as descrições técnicas. se a taxa de juros vigente no mercado é de 10% ao mês. . Pergunta-se: Qual a melhor proposta considerando que a taxa de juros é de 9% ao mês e que a compra está sendo efetuada no dia 10/3. o setor de compras emite o pedido de compras para a empresa escolhida. A 3ª via funciona como follow up do pedido. alguns principais aspectos deverão ser considerados como: 1)Especificação técnica: conferência das especificações pedidas com as recebidas.

. etc. como padrão internacional para se adequar aos diversos meios de transportes e armazenagem. incidência de sol.45 3) Quantidade: Executar contagem física dos materiais. . 4) Preço: Verificar se o preço está de acordo com as bases da negociação. Pallet é um estrado de madeira padronizado. A formação de carga unitária será através de pallets.Número de itens. 9.100mm x 1.Velocidade necessária no atendimento. .16 O ARMAZENAMENTO Na definição do local adequado para o armazenamento devemos considerar: . . As principais técnicas de estocagem são: a) Carga unitária: Dá-se o nome de carga unitária à carga constituída de embalagens de transporte que arranjam ou acondicionam uma certa quantidade de material para possibilitar o seu manuseio. de diversas dimensões. transporte e armazenamento como se fosse uma unidade. 5) Prazo de entrega: Conferir se o prazo esta dentro do estabelecido no Pedido.100mm.Temperatura. O sistema de estocagem escolhido deve seguir algumas técnicas imprescindíveis na Administração de Materiais. Suas medidas convencionais básicas são 1. como parafusos. chuva. . 6) Condições de pgto: conferência com relação ao pedido. b) Caixas ou Gavetas: É a técnica de estocagem ideal para materiais de pequenas dimensões. semi .Volume das mercadorias / espaço disponível. ou utilizar técnicas de amostragem quando for inviável a contagem um a um.Manutenção das embalagens originais / tipos de embalagens. arruelas. e alguns materiais de escritório.Resistência / tipo das mercadorias (itens de fino acabamento). Os tamanhos e materiais utilizados na sua construção serão os mais variados em função das necessidades específicas de cada atividade. materiais em processamento. umidade.acabados ou acabados. .

Container Flexível: È uma das técnicas mais recentes de estocagem é uma espécie de saco feito com tecido resistente e borracha vulcanizada. Também como as caixas poderão ser construídas de diversos materiais conforme a conveniência da atividade. 10. com um revestimento interno conforme o uso. .2 CONHECIMENTO DO PRODUTO . e) Empilhamento: Trata-se de uma variante da estocagem de caixas para aproveitamento do espaço vertical. de maneira mais rentável e prestando o melhor atendimento.Qual o volume aproximado de vendas que se pode estimar? . Com relação ao mercado é necessário saber qual a potencialidade. Poderíamos resumir que a comercialização no setor de materiais. 10 COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO 10. e os meios para vendê-los e os clientes.1 Objetivos: . etc.Obtenção de lucro. a fim de estabelecer a quantidade de volume e características do estoque e política de comercialização. Poderíamos fazer as seguintes perguntas: . . obedecendo a uma distribuição eqüitativa de cargas. o que poderá ser absorvido pelos consumidores. . barras.Garantia de reposição de itens.Existem novos projetos para a região que poderiam incrementar os negócios? Essas e muitas outras questões devem ser colocadas e analisadas pela empresa. deverá estar preparada para vender as mercadorias do estoque. os concorrentes. o produto que vende. Para tanto é imprescindível que a empresa conheça o mercado onde atua. As caixas ou pallets são empilhados uns sobre os outros.Suprir mercado.Quais as características desse mercado? Tende a crescer? .Atender satisfatoriamente o cliente.46 c) Prateleiras: É uma técnica de estocagem destinada a materiais de tamanhos diversos e para o apoio de gavetas ou caixas padronizadas. . d) Raques: Os raques são construídos para acomodar peças longas e estreitas como tubos. tiras. As prateleiras constitui o meio de estocagem mais simples e econômico.Continuidade do negócio.

.. 0 30 Preço líquido... prazo. Toda política comercial deverá ser estabelecida objetivando praticas saudáveis de comercialização para obter a realização de vendas com qualidade.. ......Nome do produto: denominação técnica e popular. definindo e detalhando. com uma margem de lucro coerente com o volume comercializado e com o produto... prazos. pois a utilização de um item pode influir no outro.............Origem: quem é o fabricante. garantia e política de preços....Inter relação: um dado precioso............ isto é.. tipos de clientes. Exemplo: Venda saudável suicida Venda Preço de venda. Devemos saber: ....... ..... Um cuidado muito grande........ utilização.. levam a realização de vendas suicidas.... desconto..... 100 70 . sendo capaz de alterar o comportamento de vendas..... todo o processo de vendas........... . tratar de categorias de vendas..... pois é necessário conquistar e manter mercado...47 O conhecimento do produto pode ser decisivo. condições de venda...Intercambialidade: o mesmo componente poderá ser utilizado em mais de um produto ou processo. o que faz....3 POLÍTICA DE COMERCIALIZAÇÃO A comercialização é uma atividade que deve respeitar normas e princípios para poder se desenvolver com sucesso. Para isso a empresa deve estabelecer uma Política de Comercialização.... tendo em vista as práticas da concorrência ou as peculiaridades daquele mercado......... qual a garantia. entregas.... as normas de vendas... ou fornecedor....... .....Função: 0nde é aplicado e para que se destina. tendo preços competitivos... na comercialização. 10..... exige uma análise bastante ampla..... O item preço x margem de lucro.. características técnicas..Preço: valor.. pois pratica de concessão de descontos e condições descabidas. A política deverá. 100 100 Desconto... ..

7...38 0.. preço de venda $ 2..... diretamente ao comprador usuário. devem levar em consideração também as modalidades e formas: . Ao estabelecer a política de vendas................... $ 1.....48 C. 18 12.. .. mas principalmente os serviços prestados na venda e no pós-venda.....00 desconto 10 e 30% C.................6 5............00 Tendo em vista que a operação de compra e venda foi realizada dentro do Estado de São Paulo..................... 2) Produto Y..32 PIS 1. 1.. 0.............. pós-venda e seguimento de venda....... margem bruta e margem líquida.000...............V........V.M........ ampliando o valor de seus produtos.06 É de fundamental importância da consciência de que não é somente preço que promove a venda do produto......6 COFINS 7. pede-se o calculo do resultado nas duas situações de desconto em valor e percentual...00 desconto 5% e 20% margem bruta 35% ICMS venda 18% ICMS compra 7% Calcule os resultados dessas vendas nas duas situações de desconto em valor e percentual.65%......... Exercícios: 1) Produto X............8 10.......300............6%................. que se dá basicamente nos serviços de venda.000..38%....M.......17 1...........8 Resultado antes do IR 23.....55 CPMF 0..65 1.... 10......... preço de venda $ 1...... agregadas ao valor da marca...27 ICMS compra...... com a agregação de valor................ 60 60 ICMS 18%..Vendas internas e diretas: são aquelas atendidas na loja....................

Em todo o planejamento de arranjo físico. podem ainda causar interrupções indesejáveis no trabalho. uma sala. nessa instalação. Público alvo: Distribuidores. no atacado ou no varejo. b) Varejo: são as vendas realizadas. entre outros fatores. dependendo da área afetada e das alterações físicas necessárias nas instalações. a) Atacado: se caracteriza por ser um importante segmento produtivo. bancadas e estações de trabalho.49 . equipamentos. com margens unitárias menores e condições diferenciadas. . grandes empresas. b) mudanças no arranjo físico podem implicar no dispêndio de consideráveis somas de dinheiro.Vendas a órgãos governamentais: são as realizadas normalmente através de concorrências públicas. etc. Podemos citar em princípio três motivos que tornam importantes as decisões sobre arranjo físico: a) elas afetam a capacidade da instalação e a produtividade das operações: uma mudança adequada no arranjo físico pode muitas vezes aumentar a produção que se processa dentro da instalação no fluxo de pessoas e/ou materiais. . que tenham grande capacidade de escoamento de produtos. irá existir sempre uma preocupação básica: tornar mais fácil e suave o movimento do trabalho através do sistema. Público alvo: consumidor final. quer esse movimento se refira ao fluxo de pessoas ou de materiais. diretamente ao consumidor final. por vendedores ou representantes. c) as mudanças podem apresentar elevados custos e dificuldades técnicas para futuras reversões. com margem de lucro unitário maior e quase sempre a vista ou financiado.Vendas internas indiretas: são aquelas realizadas através de outros setores da própria empresa. Pode-se conceituar como centro de trabalho a qualquer coisa que ocupe espaço: um departamento.Vendas externas: são as realizadas no "campo". faturamento e lucro. os centros de trabalho que aí devem permanecer. máquinas. em quantidades normalmente menores. uma pessoa ou grupo de pessoas. Todas essas formas de vendas poderão ser realizadas. no qual se procura atingir um maior volume de vendas. 11 ARRANJO FÍSICO – LAYOUT Planejar o arranjo físico de uma certa instalação significa tomar decisões sobre a forma como serão dispostos. .

Dentro do setor de materiais as funções mais usuais são: . Ex. etc.Controlador de Estoque: função responsável pelo controle de entrada e saída de mercadorias do estoque.  Arranjo físico por processo: corresponde ao sistema de produção de fluxo intermitente (como a produção por lotes ou encomendas). . costuma-se agrupar os arranjos físicos possíveis em três grandes tipos:  Arranjo físico por produto: corresponde ao sistema de produção contínua (como linha de montagem). . prazo de entrega. Isso não é verdade. é quase imutável e se aplica prioritariamente a novas instalações. 12 RECURSOS HUMANOS Na administração atual fica cada vez mais evidente a importância das relações humanas na empresa. quantidade. qualidade. etc. seja pela eficiência ou pelo lucro no caso de comercialização direta. taxas altas de acidentes.Programador: função responsável pelo planejamento e coordenação de compra de modo a obter um equilíbrio no estoque. tendo suas preocupações específicas. com relação às condições de trabalho. . No setor de materiais também não é diferente. com critérios de preço. Num esforço de sistematização. pois as preocupações são as mesmas de uma organização como um todo. de modo a mantê-las em perfeitas condições sempre. hierarquia. mudanças no volume de produção ou fluxo de clientes. uma vez estabelecido. pelo cumprimento das metas e objetivos estabelecidos. locação e proteção das mercadorias. cargos. salários. diversos fatores podem conduzir a alguma mudança em instalações já existentes: a ineficiência de operações.Comprador: função responsável pelas compras.Gerente: função responsável pela Administração do setor. poderia à primeira vista parecer que um arranjo físico. entretanto.  Arranjo físico de posição fixa: corresponde ao sistema de produção em projetos. mudanças no produto ou no serviço ao cliente. treinamento.50 Por todos esses motivos. .: Os investimentos que as empresas vem fazendo para conquista de capital humano e intelectual.Estoquista: função responsável pelas atividades de recepção. segurança. formas de pagamento. . só que com foco centrado na sua atividade como parte do todo empresarial.

O relacionamento entre as funções e sua hierarquia também deverá ser muito clara para todos empregados do setor. 1996. DIAS. Administração do Fluxos de Materiais e Produtos. 1997. McGraw-Hill. 2000. São Paulo: Pioneira. A. quando for o caso.Vendedor ou Balconista: função responsável pelas vendas ou solicitações dos clientes. Dentre essas funções.51 . São Paulo: Atlas. MOURA. Varejo no Brasil. 1986. MOREIRA. São Paulo: Saraiva. Iniciação a Administração de Materiais. PARENTE. 1997. Reinaldo A. . São Paulo: Atlas. 1998. 13 REFERÊNCIAS CHIAVENATO. Petrônio G. mas algumas delas são básicas e fundamentais. Idalberto. 2000. Armazenamento e Distribuição Física. Gerência de Materiais. _______. Marco Aurélio P. _______. 1991. Floriano C.Atendente: função responsável pelo atendimento das requisições dos diversos setores da empresa. GURGEL. São Paulo: Atlas. Introdução a Administração da Produção e Operações. MARTINS. . São Paulo: IMAM. Juracy. Daniel Augusto. Administração de Materiais e Recursos Empresariais. Administração de Materiais uma abordagem logística. 1995. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. Administração de Materiais: edição compacta. São Paulo: Makron. poderemos encontrar uma grande variação de empresa para empresa.

São Paulo: Atlas. Hamilton. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: uma abordagem logística.52 POZO. 2001 .

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