Mecânica Básica

AUTO-ESCOLA

VOLKSWAGEN do Brasil Ltda. Propaganda e Promoção de Vendas Via Anchieta, Km 23,5 São Bernardo do Campo - SP CEP 09823-990

Curso de Mecânica e Direção Defensiva

Índice

4 5 6 7 9 10 11 12

Introdução Conhecendo a Volkswagen e sua Rede Produtos Volkswagen Meios de comunicação/Rede/Cliente Os direitos e obrigações do Cliente Identificação do veículo Vin-Número de identificação do veículo O automóvel

38 39 40 41 42 44 45 47

Transmissão Sistema de tração Elementos da transmissão A embreagem A caixa de mudanças e o diferencial O conjunto coroa e pinhão Relação de transmissão Transmissões automáticas

76 78 80 82 84 86 87

O sistema elétrico do veículo Chicotes Conectores entre chicotes Central elétrica Teclas do painel 116 Aibags e cintos de segurança Rede CAN-bus 118 Os airbags Chips 120 136 Conceitos básicos de manutenção A oficina inteligente

66 68 70 71 72 74

Direção O sistema de freios Freio a disco Freio a tambor O sistema ABS Rodas e Pneus

50 52 55 56 58 60 62 63 64

Suspensão Órgãos de rodagem Suspensão dianteira Semi-árvore com articulação tripóide Suspensão traseira Braços oscilantes integrados Amortecedores Suspensão hidro-pneumática Geometria de direção

16 17 18 20 22 24 26 27 28 30 31 32 33 34 36 37

Motor Tipos de motor Posicionamento do motor no veículo O motor e seus componentes Os componentes e suas funções O ciclo otto do motor de 4 tempos O funcionamento sincronizado de todos os cilindros O ciclo diesel do motor de 4 tempos Mecanismos das válvulas Árvore de Comando de Válvulas/ duas ou mais por cilindro Você sabe qual é a diferença entre um motor de 8 e 16 válvulas? Alguns termos comuns Potência e torque Sistema de aspiração forçada Sistema de lubrificação do motor Sistema de aferrecimento

88 94 98 100 102 104 106 107 108 110 111 112 113 114 115

Gerenciamento eletrônico do motor Atuadores Sistema de combustível Escapamentos Tipos de injeção eletrônica Esquema elétrico Climatizador Circuito de climatização Identificação dos componentes Climatronic Climatizador convencional Unidade de comando climatronic J225 O alternador A bateria O motor de partida

é que a Volkswagen e o seu Concessionário criaram e lhe oferecem o curso “Mecânica VW para Amadores”. estradas e caminhos do país. para o trabalho. que não cresceram. com uma série de informações úteis que poderão auxiliá-lo na utilização. Desta forma. 4 . manutenção e conservação do veículo e ainda ajudá-lo numa situação de emergência. principalmente. houve um crescimento vertiginoso da quantidade de veículos circulando pelas ruas. para os compromissos do dia-a-dia. Infelizmente. as auto-escolas não estão preparadas para nada além de proporcionar ao cidadão a obtenção de sua carteira de habilitação. sua manutenção necessária e.Introdução Há muito tempo o automóvel deixou de ser um luxo de poucos para integrar-se definitivamente como uma necessidade para uma grande parte da população brasileira. Sua utilização torna-se constante e a vida de quase todos nós passou a depender dele. piorando cada vez mais as condições de utilizações e a segurança no trânsito. conhecendo um pouco melhor o automóvel. principalmente. Diante desta situação o proprietário de um veículo deve estar cada vez mais preparado para enfrentar estas adversidades. nem evoluíram para acomodar harmonicamente o grande volume. É um prazer muito grande para nós tê-lo em nossa companhia por alguns momentos do seu precioso tempo e assim contribuirmos para sua satisfação em relação aos produtos Volkswagen e. No sentido de suprir esta deficiência e ampliar os seus conhecimentos quanto ao automóvel. para aumentar sua segurança no trânsito. sua utilização dentro dos padrões de segurança. para o lazer etc.

qualidade e confiabilidade.000 profissionais.A Volkswagen está no Brasil desde 1953 . com 13. produzindo em torno de 3.000 funcionários.(Dez/2002) O pessoal das linhas de fabricação recebe constante treinamento e acompanhamento para a execução de suas funções. Somando o pessoal das fábricas e da Rede de Concessionários. 5 . Isto os mantém capacitados e atualizados para oferecer serviços de manutenção e reparos.Conhecendo a Volkswagen e sua rede ANCHIETA Conjunto Industrial TAUBAT É Conjunto Industrial SÃO CARLOS Fábrica de Motores RESENDE Caminhões e Ônibus CURITIBA Conjunto Industrial . são mais de 40. São quase 600 Concessionários Volkswagen.000 profissionais na área de Assistência Técnica. para a crescente frota de veículos em constante modernização tecnológica. com São mais de 24.000 veículos por dia.Já produziu no Brasil quase 14 mihões de veículos (03/08/2001) Recebem regularmente os treinamentos exclusivamente desenvolvidos para o pessoal das oficinas. também passa por uma atualização de seus conhecimentos e habilidades. para a introdução das novas tecnologias.

000 lt (Alta Performace) 16V EA-111 .6 Kombi Modelo Mi Cli Gli GLSi Tsi GTI Plus GLX Significado Multipoint injection Confort Luxury injection Grand Luxury injection Grand Luxury Super injection Touring Sport injection Grand Touring International Popular com luxo Grand luxury Embora hoje. de 7 a 40 toneladas 4 modelos de chassis.000 Mi (Alto Torque) 8V AP-1. minibus e microônibus Motores AT-1. é interessante sabermos seus significados 6 .2.800 Turbo 20V EA-113 . estas siglas sejam pouco utilizadas.000 lt 16V (RSH) EA-111 . 1.800 30V (Passat Importado) Motor AR 1.000 lt (Alta Performace) 8V AP-2.Produtos Volkswagen Automóveis Gol Golf Parati Santana Polo Polo Sedan Comerciais leves Saveiro Kombi Furgão Kombi Standard Caminhões e Ônibus Importados Passat Passat Variant Bora New Beetle 15 modelos de caminhões.2.000 8V EA-113 .600.1.800 e 2. para ônibus.800 e 1.600 lt 8V (Entry Level) EA-113 .1.1.

Instruções de Utilização Descrição da localização e funcionamento dos diversos elementos de comandos no painel de instrumentos. estão localizados dentro de diversos livretes específicos. e contém as orientações para sua operação. infrações e penalidades. uma correta conservação e manutenção do veículo. airbags e apoios para cabeça. os Serviços de Inspeção e as condições de garantia. conservação e cuidados com a manutenção do veículo estão descritos dentro da Literatura de Bordo. bem como a execução de todos os serviços de inspeção prescritos. É necessário apresentá-lo ao levar o veículo ao Concessionário. além de dados adicionais de consumo de combustível. 5 .Literatura de Bordo (dependendo do modelo) ou 4 livretes específicos (com as informações correspondentes à Literatura de Bordo) Dispositivos de Segurança Informações sobre os dispositivos de segurança passiva do veículo. om a de S Sistem m Premiu Dis po s os lf Goselhos Prátic Con Instr uçõ e 2 .Manual de Instruções do Rádio É fornecido para os veículos equipados com rádio ou outro sistema de som. Estes assuntos poderão ser encontrados nas literaturas abaixo: 1 .Livrete de Manutenção e Garantia Contém os dados de identificação do seu veículo. direção defensiva e cuidados básicos de primeiros socorros. tais como cintos de segurança. dimensões e capacidades. telefones. Vale a pena lembrar que a correta utilização do veículo.Livrete de Facilidades para o Cliente Informa sobre os Concessionários Volkswagen em todo o território nacional: endereços. Nele são registradas as manutenções efetuadas. da forma de se regular os bancos. dependendo do modelo.Meios de comunicação Fábrica / Rede / Cliente Literatura de bordo Os dados técnicos e as orientações para utilização. Golf s de Utili zaç ão lf nicos Gaoos Téc d D M d an no e S ual Tr egu Bá ân ra si si nç co to a s ade e ilid ent Fac a o cligen pare Vokswa Red Manutenção e Gar Golf antia Go lf itiv os de Se gu ra nç a 7 . dos procedimentos para assegurar um clima agradável dentro do veículo. ainda são pontos voltados à preservação do valor do veículo e condição indispensável para o direito à garantia. bem como tudo o que se deve saber sobre a segurança dos ocupantes. o que poderá ser importante numa reclamação de garantia.Manual Básico de Segurança no Trânsito Informações importantes sobre normas de circulação e conduta. etc. Conselhos Práticos Conselhos para uma condução ecológica. 4 . especialmente crianças. como colocar o motor em funcionamento. economia e sem poluir o meio ambiente. serviços disponíveis e horários. Dados Técnicos Números de identificação do veículo. valores homologados junto aos orgãos governamentais. Além destas informações. 3 . também estão detalhados alguns conceitos que devem ser conhecidos para se conduzir com segurança. em capítulos específicos e.

ações que venham a corrigí-los. telefone ou fax ou e-mail . você pode contatar a Fábrica através da "Central de Satisfações do Cliente Volksvagen”. aferindo sua satisfação em relação aos serviços prestados pelo Concessionário. as manutenções periódicas. Fábrica Regionais de Vendas. Apesar disto. você pode contatar a Fábrica através da "Central de Satisfações do Cliente Volksvagen”.Sistema de Informação de Qualidade É um canal de comunicação direta do Cliente com a Fábrica. ele mantém modernas e atualizadas instalações totalmente equipadas e uma equipe de profissionais constantemente treinados pela Fábrica. Portanto sua participação no Sistema de Informação de Qualidade é muito importante para garantir o atendimento de todas as suas expectativas em relação ao produto Volkswagen e aos serviços prestados pelo seu Concessionário. O Sistema de Informação de Qualidade constitui-se numa pesquisa junto ao Cliente. 10 meses e 20 meses após a compra do veículo. existe a possibilidade de você não ficar satisfeito com algo específico no seu veículo. por carta. e visa assegurar a qualidade máxima de atendimento e serviços prestados pela Rede Autorizada Volkswagen. questionários que responde em 30 dias. que estarão à sua disposição para ajudá-lo no que for necessário. dúvidas ou sugestões. Caso ainda não tenha ficado satisfeito com a solução apresentada pelo Concessionário para suas solicitações. contatados pessoalmente. e os serviços de garantia e pós-venda. Neste caso. O Cliente envia à Fábrica. ou com o serviço realizado. Os telefones e endereços destes setores encontram-se no seu Manual de Facilidades para o Cliente. Todas as informações enviadas pelos Clientes são tabuladas. para registrar suas reclamações. para atendê-lo em todas as suas expectativas. preservando desta forma a satisfação do consumidor Volkswagen.Responsável pelo Atendimento ao Cliente do Concessionário. rapidamente. Atendimento a clientes Rede O seu Concessionário Volkswagen está preparado Caso ainda não tenha ficado satisfeito com a solução apresentada pelo Concessionário para suas solicitações. As questões abordam a entrega do veículo. Para tanto.SIQ . possibilitando à Fábrica detectar pontos fracos em cada um dos Concessionários e implementar. Você pode procurar o "RAC" . 8 .

Outro ponto para o qual chamamos a sua atenção é quanto à vinculação do direito de garantia ao uso adequado do veículo. No livrete “Manutenção e Garantia Volkswagen” encontram-se todas as informações referentes aos Serviços de Inspeção e seus registros. uma pessoa de bom senso. 2. No caso do Cliente Volkswagen. Neste mesmo livrete também estão contidas. como obrigação. O seu Concessionário terá o máximo prazer em orientá-lo em caso de dúvida. as “Condições de Garantia” a que o Cliente tem seu direito adquirido.Você não verificou o nível de óleo do motor e este engripou por falta de óleo. e bateu o carter do motor em uma pedra. que entende-se como a sua utilização normal. o Cliente possui. 5. estes direitos não se restringem apenas a ter seu veículo perfeito e em ordem. Você sendo. Seria impossível relacionar aqui.Os direitos e obrigações do cliente Entendemos por “Direitos do Cliente” aqueles que o consumidor adquire na compra de um bem ou serviço. danificando a embreagem e as juntas homocinéticas. para que estes direitos possam ser atendidos. a execução correta dos “Serviços de Inspeção” e o uso adequado do veículo.Você abasteceu seu veículo a álcool com gasolina. Neste caso. A seguir. ocasionando a perda do óleo e engripamento do motor.Você entrou com seu veículo num local alagado e em função disto danificou o seu motor e o interior do veículo. ou em qualquer outro material. Vão mais além. portanto. O uso indevido do veículo e/ou modificações de suas características normais implicam em cancelamento do direito de garantia.Você instalou um turbocompressor e o motor e a transmissão se danificaram. em relação ao produto e em relação ao atendimento com qualidade. damos alguns exemplos para que fique claro o que considera-se como uso indevido e alterações do produto: 1.Você rebocou um trailer com peso além das especificações contidas na Literatura de Bordo. como é. 9 . 3. Por outro lado. em vias oficiais e em condições normais de trânsito. que certamente implicarão no cancelamento da garantia. por engano do frentista do posto. que você leia atentamente este manual e tire suas possíveis dúvidas junto ao seu Concessionário Volkswagen. 7. que devem ser seguidos rigorosamente dentro da quilometragem e periodicidade indicadas.Você rodou por um caminho não oficial. Ele tem o direito de ter suas expectativas. saberá quais são suas obrigações e cuidados para com o veículo. 4. a fim de preservar seus direitos como consumidor de um produto Volkswagen. o que veio a danificar seu motor. para que o Cliente possa usufruir dos direitos de garantia. consulte-o sempre.Você substituiu as rodas originais por outras de qualidade duvidosa e uma delas rompeu-se causando um acidente. Recomendamos. perfeitamente atendidas. todas as condições que implicam na perda dos direitos do consumidor. Claro que os casos acima apontados constituem-se apenas em alguns exemplos de uso indevido e alterações do produto. sem condições de tráfego. e dentro das limitações do próprio veículo. 6.

por meio de 17 dígitos ("VIN" — Vehicle Identification Number) 9BW Identificação internacional do fabricante ZZZ377 Tipo de veículo VT Ano de fabricação e fábrica que produziu 004251 Numeração seqüencial do veículo 10 . A Gravação principal na carroceria Etiqueta destrutível Etiquetas destrutíveis na coluna da porta dianteira direita. chassi e ano de fabricação Gravação no pára-brisa. dificultar adulterações no veículo etc.. que servem para legalizá-lo junto aos órgãos competentes e também possibilitar sua identificação em casos de roubo. nos vidros laterais e traseiro Etiqueta destrutível Há um padrão internacional para codificar o número de chassi.Identificação do veículo O veículo é identificado por números gravados.

VIN .Número de identificação do veículo Área Geográfica / Continente País Fabricante Carroceria Motor Sistema de Segurança Classe do Veículo Dígito Verificador Ano-Modelo Código da Planta Número Sequencial POSIÇÃO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Outras identificações do veículo Número da carroceria Identificação do fabricante 11 .

reduzir seus custos com manutenção. Engenheiros de desenvolvimento trabalham com dedicação para tornar nossos produtos mais confiáveis e. ao mesmo tempo. elevar os níveis de segurança ativa e passiva. emissões. cada vez mais. o qual figura entre os produtos que mais têm evoluído.O automóvel O fantástico progresso tecnológico ocorrido nos últimos anos tem sido o fator mais importante para a modernização do automóvel. consumo de combustível. nossos produtos ofereçam ao consumidor melhores itens de conforto. fazer melhor uso dos materiais e desenvolver novas opções. conveniência e benefícios práticos. Sketches desenvolvidos pelos designers da Volkswagen: criatividade associada à tecnologia 12 . o objetivo é fazer que. Naturalmente.

O departamento de Design da Volkswagen do Brasil está apto a desenvolver produtos de classe mundial. tudo tem uma utilidade. mas o fator humano ainda é fundamental no desenvolvimento dos produtos. O design dos veículos Volkswagen não envelhece. 13 . o que traz maior valor de revenda. A tecnologia é um poderoso aliado. Além de bonitos são desenhados para serem funcionais – nada é gratuito.

o automóvel. mas também para os veículos do tipo comercial leve. 14 . neste curso.Nosso intuito agora é apresentar-lhe uma série de conhecimentos e informações sobre esta máquina complexa. Contudo. Motor Suspensão Traseira Transmissão Suspensão Dianteira Freios As abordagens serão válidas não somente para o automóvel. apenas aos sistemas indicados nos desenhos esquemáticos seguintes. iremos nos ater. por razões práticas.

Iremos enfocar as configurações mais comuns: veículos com tração dianteira. Sistema Elétrico Segurança Air Bag Sistema de Direção 15 . com motor a gasolina ou a álcool. e injeção eletrônica. As variações em relação a isto poderão ser abordadas pelo instrutor do curso. na medida do interesse dos participantes.

Motor Atualmente quase todos os automóveis são equipados com motores de combustão interna. econômico e pouco poluente. Esses motores utilizam a energia química de uma mistura de ar e combustível. mais leves. 16 . comuns em veículos comerciais e industriais. os projetistas têm a missão de conciliar um excelente desempenho. com melhor desempenho. O desenvolvimento científico e tecnológico. isto para atender à regulamentação estabelecida pelos órgãos governamentais de preservação ao meio ambiente. e uma reduzida emissão de gases poluentes. um baixo consumo de combustível. energia essa que se transforma em calor. Mais do que nunca. pela combustão. de funcionamento mais suave. Os motores movidos a diesel e a gás. Os combustíveis mais comumente utilizados são a gasolina e o álcool. a aplicação de novos materiais e os avanços da eletrônica têm permitido a construção de motores mais compactos. e convertem-na finalmente em trabalho mecânico. não serão tratados neste curso.

tais como tamanho e finalidade do veículo..Tipos de motor O tipo de motor a ser aplicado depende das características do projeto geral do veículo. performance desejada.. MOTOR DE 6 CILIND ROS EM LINHA MOTOR BOXER DE 4 CILINDROS MOTOR V-6 17 . espaço disponível para o motor etc.

Posicionamento do motor no veículo Motor longitudinal 18 .

Motor transversal 19 .

16V Turbo Tampa do Cabeçote Cabeçote Coletor de Escape Bloco do Motor Turbo Junta do Cabeçote Carter Polia da Árvore de Manivelas Motor AP 2000 16V Árvore do Comando de Válvulas Coletor de Admissão Tucho Válvulas Volante Pistão Pino Biela Anéis Árvore de Manivelas Um motor de combustão interna possui duas partes principais: os componentes fixos (bloco. bielas. pistões etc.).O motor e seus componentes Motor 1.0 Hitork . cárter etc.) 20 . e os componentes móveis (árvores de manivelas. comando de válvulas. cabeçote.

Tampa do Cabeçote Coletor de Escape Árvore de comando de válvulas Cabeçote Tucho Junta do Cabeçote Válvulas Anéis Pistão Pino do Pistão Biela Volante Bloco do Motor Árvore de Manivelas Polia da Árvore de Manivelas Cárter 21 .

suas câmaras e canais. Por razões de peso e condutividade térmica.Os componentes e suas funções Bloco do Motor Cabeçote Motor 16V O bloco foi projetado para agregar os componentes externos e internos do motor. pistões e o cárter. as válvulas de admissão e escape. Juntos. O cabeçote realiza o fechamento superior dos cilindros. o cabeçote e os pistões. quase todos os motores de ciclo Otto possuem cabeçotes de liga de alumínio. O bloco do motor pode ser feito em ferro fundido cinzento ou de liga leve. suportes do motor e componentes periféricos auxiliares. O bloco do motor contém os cilindros. Um bloco de motor contém também as bombas dos sistemas de arrefecimento e lubrificação. 22 . formam a câmara de combustão. A função destes componentes é retirar o trabalho realizado na cabeça do pistão e transmiti-la ao sistema de transmissão para as rodas. É de alumínio. mecanismo da árvore de manivelas. Nele. e nele estão alocados dois eixos de comando de válvulas sendo: um para admissão e outro para escape. em geral estão instaladas uma ou duas árvores de comando de válvulas. O bloco do motor e o cabeçote estão entre os componentes principais. é feita uma distinção entre cabeçote com fluxo cruzado e de fluxo convencional. Este recurso é muitas vezes utilizado em blocos de liga leve ou em blocos cuja camisa trabalhe diretamente nas câmaras de circulação do líquido de arrefecimento. Os cilindros podem ser usinados diretamente no bloco ou formados por camisas de cilindros inseridas em alojamentos específicos do bloco. as velas de ignição e as válvulas injetoras. Dependendo da configuração dos fluxos dos gases de admissão e escape. possui galerias para refrigeração e lubrificação do motor. Construido em ferro fundido. Assim como 16 válvulas e seus respectivos tuchos hidráulicos e molas.

Bloco do Motor Cabeçote 23 .

O ciclo otto do motor de 4 tempos Nos motores de 4 tempos. 2º Tempo: compressão o pistão sobe. cada cilindro necessita de 4 movimentos do pistão. As válvulas estão fechadas. as válvulas estão fechadas e a mistura (ar + combustível) é comprimida. Este é o tempo que produz trabalho. e 2 voltas completas da árvore de manivelas. 4º Tempo: escape o pistão sobe. a válvula de admissão está aberta. empurrando o pistão para baixo e dando um forte impulso na árvore de manivelas. A admissão da mistura (ar + combustível) ocorre por sucção. e assim os ciclos se repetem sucessivamente. através do sistema de escapamento. para o motor continuar funcionando. empurrado pela árvore de manivelas. Os gases queimados são expelidos para a atmosfera. a pressão se eleva violentamente. 3º Tempo: combustão ocorre uma centelha elétrica na vela de ignição. a válvula de escape está aberta. puxado pela árvore de manivelas. 1º Tempo: admissão o pistão desce. para completar um ciclo de trabalho. empurrado pela árvore de manivelas. Fica liberado o cilindro para a realização de um novo ciclo. 24 . a mistura (ar + combustível) entra em combustão.

Admissão Compressão Combustão Escape 25 .

por exemplo. se a ordem de ignição é 1-3-4-2. mas de maneira defasada. e assim por diante. basta pensar o seguinte: num motor de 4 cilindros. segundo o que se chama de ordem de ignição. graças ao movimento ou funcionamento sincronizado dos componentes: árvore de manivelas. será o cilindro 3 que estará no tempo de combustão. na próxima meia-volta será o cilindro 4. num determinado momento o cilindro 1 estará no tempo de combustão. na meia-volta seguinte do árvore de manivelas.O funcionamento sincronizado de todos os cilindros Nas páginas anteriores vimos como funciona um cilindro. como os 4 tempos se processam de modo seqüencial. Para completar o nosso entendimento sobre um motor de vários cilindros. cada cilindro executa sua sucessão de ciclos. pistão. válvulas e vela de ignição. 26 .

apenas ar é comprimido. é idêntico ao do ciclo Otto. de escape. e entra em combustão espontânea violenta. as diferenças em relação ao ciclo Otto são: No 1º tempo. É admitido apenas ar. de admissão. em meio ao ar comprimido. o diesel é injetado na câmara de combustão. O 4º tempo. No 2º tempo. não há centelha (o motor diesel não tem velas de ignição). 27 . de combustão. No 3º tempo.O ciclo diesel do motor de 4 tempos O motor diesel de 4 tempos também funciona segundo um ciclo. de compressão.

além de tornar o funcionamento do motor mais suave. reduzindo também o peso do motor. Este recurso. e não no cabeçote. serão necessárias hastes adicionais de acionamento para a transferência do movimento da árvore de comando aos balancins. Os balancins localizados no cabeçote transferem o movimento do came indiretamente às válvulas. necessita de um grande número de partes móveis e por isto menos adequado para motores de alta performance. Benefícios ao consumidor: os tuchos hidráulicos dispensam ajustes periódicos e manual das folgas das válvulas. este princípio. estes devem ser pivotados através de um eixo situado entre a árvore de comando e a válvula. Válvulas no cabeçote (OHV Overhead Valves). exige manutenção periódica. visando manter constantemente o ajuste adequado para o acionamento das válvulas. eliminando folgas e compensando desgastes. Tuchos de compensação hidráulica correspondem a outra forma de mecanismo de válvulas que podem ser utilizados. hoje obsoleto. visando repor a regulagem ideal da folga das válvulas. Se a árvore de comando é montada no bloco do motor. têm árvores de comando no cabeçote. são os tipos de construções adotadas para o mecanismo das válvulas. Este êmbolo atuará realizando o ajuste hidráulico. Quase todos motores de alta potência dos dias atuais. ao invés de duas. o óleo lubrificante é enviado sob pressão para um êmbolo alojado no tucho. Em motores multiválvulas (mais do que duas válvulas por cilindro) utilizando balancins. Este sistema. além de ser menos silencioso. Tuchos do tipo copo convencionais são utilizados para transmitir a elevação do came de acionamento para a válvula. Entretanto. Esta construção reduz a quantidade de peças móveis. é possível o uso de apenas uma árvore de comando por cabeçote. quase sempre mostram válvulas localizadas no cabeçote e uma ou mais árvores de comando das válvulas também localizadas no cabeçote. também diminui as necessidades de manutenções periódicas. Eles podem atuar como alavancas e assim aumentar a abertura total das válvulas. Quando o motor está funcionando. 28 . árvore de comando de válvulas no cabeçote (OHC Overhead Camshaft) e duplo comando no cabeçote (DOHC Double Overhead Camshaft).Mecanismo das válvulas Os modernos projetos de motores. Quando se utiliza balancins para o acionamento das válvulas. Os tuchos de válvulas hidráulicos são usados para manter constante e adequada a abertura das válvulas.

Árvore de comando no bloco. com válvulas operadas por hastes de acionamento Válvulas por balancim com tuchos hidráulicos Válvulas operadas por tuchos do tipo copo Motor multiválvulas com uma árvore comando no cabeçote 29 .

os canais de admissão e escape estão em lados opostos. correntes ou por correia dentada. e motores de cinco válvulas por cilindro têm três válvulas de admissão e duas de escape por cilindro. Adicionalmente ao sistema convencional. 30 . Atualmente. facilitando o enchimento e a limpeza dos cilindros. Em todos os motores de quatro tempos a árvore de comando gira a metade da rotação do motor. Motores de quatro válvulas têm duas válvulas de admissão e duas de escape. a razão principal para adotar cabeçotes de cilindro com muitas válvulas são as emissões mais reduzidas no escape e consumo de combustível otimizado. onde os tempos de abertura e fechamento das válvulas são fixos . os canais de admissão e de escape.Árvore de comando de válvulas/duas ou mais por cilindro A função da árvore de comando de válvulas no momento e na ordem correta é. por engrenagens. A explicação para isto é que duas ou mais válvulas de admissão ou de escape proporcionam maior eficiência de enchimento dos cilindros. Se o motor tem duas válvulas por cilindro. Este lay-out permite percursos mais curtos para os gases quando se usa um turbocompressor. Nos cabeçotes em que o fluxo dos gases ocorre de forma convencional. esta configuração ocupa mais espaço em um dos lados do motor e dificulta o caminho ideal para os fluxos de admissão e de escape. Isto permite menor resistência aerodinâmica aos fluxos. estão do mesmo lado. desta forma. porém. permitir o fluxo adequado dos gases pelo motor. Benefícios ao consumidor : otimizações nos fluxos de mistura proporcionam mais eficiência volumétrica e de combustão. isto quer dizer uma válvula de admissão e uma de escape . Em um cabeçote no qual o fluxo dos gases ocorre de forma cruzada. Motores de três válvulas por cilindro. que podem estar dispostas em paralelo ou em “V”. novos conceitos têm sido aplicados aos motores utilizando árvores de comando com controle variável. A principal razão para se desenhar motores multiválvulas foi obter resultados de potência mais elevados. resultando em melhor rendimento do motor para uma mesma cilindrada. Essas válvulas são operadas por apenas uma árvore de comando. resultando em níveis mais reduzidos de emissões. Pode ser acionada diretamente pela árvore de manivelas. têm duas válvulas de admissão e uma de escape.

6000 rpm o tempo cai para 0. Conseqüentemente. para fora do cilindro. aspira mais mistura para o cilindro. o motor de 4 cilindros comum dispõe de 8 válvulas.Você sabe qual é a diferença entre um motor de 8 e 16 válvulas? Em geral. em rotações medianas e altas. elevando a potência e o desempenho do motor. considerando-se que o tempo de enchimento da mistura é muito pequeno. o motor 16V consegue um enchimento maior e mais rápido da mistura. Na versão 16V. essa maior área de passagem.005 s. Portanto. para preencher o cilindro nestas condições. sendo: duas de admissão e duas de escape.01 s. Vamos conhecer as características desse motor !! 31 . ao descer no tempo de admissão. cada cilindro tem 4 válvulas. Com o aumento do número de válvulas. é necessário aumentar a área de passagem da mistura através do maior número de válvulas. Portanto.3000 rpm o tempo de admissão é de 0. o pistão. Pois o tempo de admissão é suficiente para atender as necessidades de aspiração do motor. a queima será mais forte. podendo assim aumentar a potência e o desempenho do motor. a maioria dos motores têm 4 cilindros. . Portanto. e a outra que permite a saída desta mistura queimada. não contribui em nada nas baixas rotações. Cada cilindro tem duas válvulas: uma que permite a entrada da mistura ar/combustível para o cilindro. sendo: 4 cilindros x 2 válvulas por cilindro. veja o exemplo abaixo: . Já.

1416 x (raio do cilindro ) curso x número de cilindros/1000 (medidas em milímetros). um motor 1. durante o tempo de compressão. Cilindrada É o volume deslocado por todos os pistões. significa que o pistão comprime a mistura para um volume 9 vezes menor que o volume inicial. Por exemplo. se a taxa de compressão é de 9:1. corresponde à redução de volume da mistura. a posição mais avançada que o pistão atinge no seu movimento para cima. em um ciclo completo do motor. 32 . Curso dos pistões É a distância entre o PMS e o PMI. Taxa de compressão (ou Relação de Compressão) é a razão numérica entre o volume inicial e o volume final da câmara de combustão de um cilindro.6 litros ou 1600 cm3. expressa em mm. a posição mais baixa que o pistão atinge no seu movimento para baixo.Alguns termos comuns PMS PMI PMS É o "ponto morto superior". Por exemplo.6 tem aproximadamente 1. A cilindrada é expressa em cm3 ou em litros. 2 É igual p 3. PMI É o "ponto morto inferior".

Desde 1985. Isto faz com que o motor tenha uma grande elasticidade. Logo alterando-se a intensidade da força ou a dimensão da alavanca.horse power) em função do método comparativo pelo qual se obtinha seus valores. (Torque = força x distância do ponto de aplicação). energia necessária para realizar o trabalho de um Newton-metro em um segundo. ocorrem também alterações no resultado de torque. ou chegar a um pico durante um curto período.735 kW 1 kgf .8 Newton (N) 33 . devem deixar de serem Espera-se de motores modernos que tenham o mais alto torque possível. estão suas curvas de potência e torque. (1kW = 1000 watt). 1 kW = 1. 1 cavalo força era o equivalente a levantar um peso de 75 kg na altura de 1 metro em 1 segundo. Como potência entedemos o trabalho realizado (força multiplicado pela distância de deslocamento) dentro de um certo tempo.9. exigindo mínimas trocas de marchas tornando-se econômico no uso. e que sejam capazes de manter estes valores numa ampla faixa de rotação do motor. O objetivo é produzir curvas mais suaves e uniformes possível. A melhor faixa de consumo específico de um motor é a de rotação onde se apresenta seu torque Potência desenvolvida (kW) utilizados. Um Watt corresponde à quantidade de 1m 1 sec 75 Kg Potência era anteriormente especificada como "cavalo força" (cv ou hp). Potência = Trabalho / tempo A potência tem sido especificada em cavalos vapor (cv) ou em hp (inglês .36 hp 1 hp = 0. No gráfico. O torque corresponde a força atuando em relação a um ponto de apoio. a potência deve ser especificada em quiloWatts (kW) e.Potência e torque Entre os dados mais importantes de um motor. umas 20 vezes mais alto. mesmo em rotações muito baixas. a partir do final de 1999. 60 50 40 30 20 10 10 20 30 40 -1 160 140 120 100 80 50 60 Torque (Nm) Rotação do motor (min x 100) Potência e torque: ambos dependem da rotação do motor. podemos observar que a potência desenvolvida depende da rotação do motor. Um ser humano pode realizar por volta de 1/10 kW continuamente. os dados atualmente especificados em cavalos (cv ou hp).

se caracteriza por utilizar a energia dos gases de escape para pressurizar a linha de admissão do motor. Com este recurso obtêm-se uma potência mais elevada para uma mesma cilindrada do motor. Essas rotações são transmitidas ao rotor de compressão do turbo. 6 TURBOCOMPRE SSOR (ACIONADO PELO ESCAPE) 1 Ar comprimido para o motor 2 Ar aspirado do filtro de ar 3 Câmara do ar admissão 4 Rotor do compressor 5 Rotor da turbina 6 Câmara dos gases de escape 7 Gás do escape do motor 8 Escape para o silencioso SUPERCOMPRESSOR D E FORMA ESPIRAL 1 2 1 2 3 4 5 Entrada do ar aspirado Espiral externa 3 Espiral interna 4 Pinhão de acionamento 5 Saída do ar comprimido O supercompressor “G” consiste de uma espiral externa. onde ocorre a aspiração e compressão do ar. que é uma parte fixa na sua carcaça. Outro recurso de sobrealimentador que está ganhando espaço é o supercompressor. o enchimento dos cilindros. Em geral para minimizar este efeito.Sistema de aspiração forçada São sistemas que comprimem o ar aspirado antes deste entrar na câmara de combustão. maior massa de oxigênio pode ser forçada para dentro do cilindro. que gira sobre uma placa de suporte.5 bar acima da pressão atmosférica. Como resultado. Este se caracteriza por ser acionado mecanicamente pela árvore de manivelas. um resfriador de ar (intercooler) é colocado no circuito posicionado entre o turbo e a câmara de combustão. solidárias por uma pequena árvore de transmissão: a primeira tem um rotor que é girado pela energia contida nos gases de escape. destacando-se o tipo espiral ou supercompressor “G” que. por não utilizar os gases de escape para obtenção de energia. Isto é necessário porque o ar mais frio tem um volume menor. se torna mais compacto e de fácil aplicação. Para isto. O recurso tem o inconveniente de aquecer o ar. Graças ao intercooler. produzindo altíssimas rotações. Existem diversos tipos deste sistema. e uma espiral interna. conseqüentemente. 1 2 4 3 7 5 8 34 . o ar é deslocado e comprimido para o interior dos cilindros. que é o recurso mais usual de sobrealimentação de motores. visando otimizar ainda mais energia nos processos das combustões. O movimento rotativo cria cavidades entre as espirais que se abrem e fecham. O turbocompressor. possui duas turbinas. visando otimizar a eficiência volumétrica do motor e. a valores de até 1.

Variando o comprimento dos dutos de admissão. conseqüentemente. com efeito de sucção do pistão durante seu movimento de admissão. Benefícios ao consumidor: melhor eficiência volumétrica nos cilindros. varia-se. pode-se criar uma força adicional que pressuriza mais ou menos ar para o interior dos cilindros. Com isto. 35 . produzem elevado torque numa faixa mais ampla de rotações do motor e também potências mais elevadas. melhorando a eficiência volumétrica. O comprimento dos dutos de admissão são variados e controlados por válvulas que oscilam em função da rotação do motor. o volume de ar disponível para admissão. formam colunas de ar pulsantes nos dutos do coletor. As pulsações que ocorrem no coletor. e que pode ser adequado às diversas faixas de rotações do motor. Isto resulta em melhor aproveitamento na densidade de energia contida no combustível.Para se obter um efeito semelhante a aspiração forçada podemos lançar mão dos coletores de admissão variáveis. unindo ou separando seções do coletor.

o óleo que circula exerce várias funções: lubrificar. proteger as superfícies das peças contra a oxidação. Bomba de óleo Pescador O óleo lubrificante do motor sofre uma perda gradativa de suas propriedades. que serão separados pelo filtro. pois transporta partículas originadas pelo desgaste e resíduos produzidos pela combustão. em razão de oxidação e contaminação. para veículos que rodam muito pouco. pois transporta o calor e o transfere para partes mais frias. mesmo que a quilometragem de uso não tenha sido atingida. reduzir o desgaste das peças.O sistema de lubrificação do motor Na lubrificação de um motor. precisa ser trocado a intervalos regulares de quilometragem. Tornar mais silencioso o movimento. é preciso trocá-lo a intervalos regulares de tempo. Cárter 36 . para reduzir o atrito entre as peças que se movimentam. refrigerar as áreas críticas. Retorno do óleo para o cárter. Lubrificação dos cames e mancais da árvore de comando de válvulas e dos tuchos. O filtro de óleo também vai perdendo sua capacidade de filtrar. ou decantados. e precisa ser trocado conforme recomendações do Livrete de Manutenção e Garantia. limpar. e assim: facilitar o movimento. Por isto. Filtro de óleo Lubrificação da árvore de manivelas e dos injetores de óleo.

Para evitar a auto-detonação da mistura e a danificação dos componentes do motor. em função da temperatura do líquido de arrefecimento. parte do calor passa para os tubos. e a formação de resíduos que obstruiriam o sistema. 5 INTERRUP TOR TÉRMICO Controla o funcionamento do eletroventilador. onde ele perde calor para o ar. Circulando de maneira controlada. através do radiador. Deve ser utilizada uma solução de água e aditivo apropriado. em função da temperatura do motor. 1 MANGUEIRAS 1 7 2 BOMBA D'ÁGUA Força a circulação do líquido de arrefecimento. Atente para maiores informações na Literatura de Bordo do seu veículo. é gerada uma enorme quantidade de calor. completando-o se necessário. e destes para o ar ambiente. o líquido de arrefecimento do motor mantém o motor numa faixa de temperatura ideal para seu bom funcionamento. evitar a corrosão das partes metálicas em contato com o líquido. 7 RESERVATÓRIO DE EXPANSÃO Para melhorar a eficiência do resfriamento. e retorna ao motor. 37 . e o motor se aquece. da combustão da mistura de combustível. 4 ELETROVENTILADOR Provoca uma circulação forçada de ar. 6 RADIADOR DE ARREFECIMENTO Resfria o líquido proveniente do motor. principalmente. o sistema de arrefecimento faz circular o líquido de arrefecimento do motor. especialmente na região superior da câmara de combustão.O sistema de arrefecimento Em razão. não se utiliza água simplesmente. e deve-se verificar o nível de líquido semanalmente. 4 3 2 6 5 3 VÁLVULA TERMOSTÁTICA Controla o fluxo de água. que leva o calor das partes quentes para o radiador. em caso de aumento da temperatura do líquido de arrefecimento.

transmissões automáticas de quatro ou cinco marchas são facilmente encontradas e A bicicleta foi o primeiro veículo de “tração traseira”. A necessidade de várias relações de transmissão foi identificada logo nos primórdios dos veículos a motor. Mesmo na virada do século. O fabricante americano Oldsmobile anunciou seu “hidramático”. iria levar mais outros 40 anos. em 1900. que indica o exato ponto de troca de marcha. foi construído pelo francês Geogers latil. quanto a seleção das marchas. 69 38 . Nos veículos com transmissão automática moderna. em 1940. o popular Mini. principalmente nos automóveis de potências mais elevadas. foi a maneira de enfrentar as potências desenvolvidas e que chegam até três dígitos. Os modelos Tiptronic de transmissão representam uma etapa adiante do gerenciamento eletrônico. em 1926.Transmissão A eletrônica também abriu caminho para novos progressos no sistema de transmissão. O francês Louis Bonneville exibiu a primeira transmissão automática. com relações de engrenagens selecionadas em conformidade com a velocidade. Outra conclusão inicial foi a de que tração nas quatro rodas seria a melhor resposta quando se trafegava em terrenos acidentados. os engenheiros estavam perfeitamente cientes de que selecionar e engatar diferentes engrenagens poderia ser um processo complexo e tedioso. Entretanto. ainda contam com o gerenciamento eletrônico. O acionamento por árvores de transmissão (cardans). Mais oito anos se passaram. revolucionou o projeto de carro pequeno. o primeiro carro de passageiros com transmissão automática. para que a transmissão automática atingisse a produção em série. computadores controlam tanto o gerenciamento do motor. hoje. e dão ao motorista a opção de seleção manual ou automática das marchas. O primeiro sistema de tração nas quatro rodas eficiente. Sua concepção de motorização transversal resultou em um compacto trem de força. antes que os primeiros carros de tração dianteira aparecessem. utilizado para retirar a energia da caixa de mudanças e transmiti-la ao eixo traseiro. um layout que rapidamente se tornou comum nos tempos iniciais dos veículos a motor e que ainda hoje está em uso. na prática. Enquanto os carros mais antigos possuiam transmissões automáticas de três velocidades. mas foi em 1959 que o Austin Seven. otimizando o aproveitamento do espaço interno. Mesmo a transmissão por corrente foi utilizada para manusear os modestos cavalos de força das primeiras “carruagens sem cavalos”.

utilizam a tração no eixo dianteiro.Caixa de Câmbio Embreagem Motor Diferencial Semi-árvores de transmissão Sistema de tração Atualmente. 75% dos modelos em produção (veículos de portes pequeno e médio). caixa de câmbio. formam uma unidade compacta. Em um veículo de tração dianteira. diferencial e semi-árvores de transmissão às rodas. as rodas dianteiras são motrizes (recebem os esforços de tração). O motor. responsáveis pela direção e ainda recebem os intensos esforços de frenagem. 39 .

Elementos da transmissão A transmissão do automóvel tem a função de transmitir para as rodas a energia mecânica gerada pelo motor. MOTOR EMBREAGEM Sistema mecânico que permite interromper a transferência de torque entre o motor e a caixa de mudanças CAIXA DE MUDANÇAS Sistema de engrenagens que permite adequar a velocidade de rotação e o torque que chega às rodas. de acordo com as condições de uso. Permite também inverter o sentido do movimento (marcha-à-ré) DIFERENCIAL Sistema de engrenagens que permite às rodas de tração que girem em rotações diferentes (quando o veículo faz uma curva) SEMI-ÁRVORES Transmitem o torque do diferencial para as rodas JUNTAS HOMOCINÉTICAS Permitem o funcionamento das semi-árvores mesmo com os constantes movimentos da direção e da suspensão do veículo 40 .

a placa deixa de pressionar o disco.A embreagem Permite desacoplar o motor da caixa de mudanças. o rolamento nem gira. . ROLAMENTO DA EMBREAGEM .Quando acionado o pedal de embreagem. com a finalidade de: possibilitar um fácil engate e mudança das marchas possibilitar um suave início do movimento do veículo 1 3 VOLANTE DO MOTOR 2 DISCO DE EMBREAGEM . o pedal de embreagem desloca o rolamento contra a mola membrana.Faz parte do platô. 7 8 MOLA MEMBRANA 7 PLATÔ DE EMBREAGEM 41 . . pois fica afastado da mola membrana. o rolamento é deslocado e empurra o centro da mola membrana. o atrito nas faces permite a transferência de torque. pela ação da mola membrana.Enquanto o pedal de embreagem não está sendo acionado. que então deixa de pressionar a placa de pressão contra o disco de embreagem. . sem transferir torque. o disco deixa de ser pressionado. .Enquanto o pedal de embreagem não está sendo acionado. o atrito nas faces diminui. interrompendo assim a transferência de torque. e a embreagem desliza. as faces do disco ficam prensadas entre o volante do motor e a placa de pressão. 4 2 6 5 8 6 GARFO DA EMBREAGEM Quando acionado. .Estando o motor girando. .É empurrada contra o disco.Estando o pedal da embreagem acionado.Nas faces há o revestimento (material de atrito).Seu cubo central se acopla ao eixo primário da caixa de mudanças .quando acionado o pedal de embreagem. 4 1 3 EIXO PRIMÁRIO DA CAIXA DE MUDANÇAS 5 PLACA DE PRESSÃO .

A caixa de mudanças e o diferencial Transmissão transversal
Caixa de mudanças manual
CAIXA DE MUDANÇAS

ALAVANCA DE MUDANÇAS

DIFERENCIAL (integrado na caixa de mudanças)

ÁRVORE PRIMÁRIA

ÁRVORE SECUNDÁRIA LUVA DE ENGATE “CARRETEL” RÉ

PINHÃO

FLANGE

FLANGE COROA

DIFERENCIAL

EIXO DE COMUTAÇÃO

MECANISMO SELETOR DE MARCHAS

GARFO LUVA DE ENGATE

42

Transmissão longitudinal
Caixa de mudanças manual

CAIXA DE MUDANÇAS E DIFERENCIAL

FLANGE

ÁRVORE PRIMÁRIA 3ª 4ª

ÁRVORE SECUNDÁRIA

Ré 5ª

PINHÃO

LUVA DE ENGATE “CARRETEL”

43

O conjunto coroa e pinhão

DIFERENCIAL D E ENGRENAGEM CÔNICA:
1 9
4 5

2 3 5

1 Carcaça do diferencial 2 Coroa 3 Rolamento da semi-árvore 4 Engrenagem planetária 5 Semi-árvore 6 Carcaça diferencial 7 Pinhão 8 Árvore de transmissão 9 Satélite

6

7

8

O conjunto coroa e pinhão é o último par de engrenagens que realiza a multiplicação de torque para as rodas. Este conjunto pode ser de engrenamento cônico, utilizado nos veículos onde o motor e o câmbio estão dispostos longitudinalmente. Sua função é receber o fluxo de força, que se desloca no sentido longitudinal do veículo, e transformá-lo em transversal para chegar até as rodas. Nos veículos em que o conjunto motopropulsor está disposto transversalmente, o fluxo de força já possui a direção transversal, sendo, portanto, dispensável a inversão no sentido do fluxo de torque. Neste caso, o conjunto coroa e pinhão tem engrenamento paralelo. A outra função do diferencial é compensar diferenças de rotação entre as rodas de tração. Este efeito é obtido através de um diferencial também de engrenagens cônicas. O torque de saída da caixa de mudanças chega ao pinhão que está engrenado com a coroa. Esta, encontra-se firmamente aparafusada com a carcaça da caixa de satélites. Isto significa que a caixa de satélites tem sempre a mesma rotação da coroa. Enquanto o veículo se encontra em linha reta, as semiárvores são tracionadas igualmente. Ao descrever uma curva, a roda interna tem menor rotação que a externa. Esta diferença de rotação é obtida através da engrenagem planetária, que gira menos, fazendo com que os satélites girem sobre seu eixo e transmitam à outra planetária a rotação que deixou de ir para o lado interno da curva. Este efeito cria a “diferença” de rotação entre as rodas. Existe a possibilidade indesejável, quando o veículo está encalhado e uma roda gira livre. Se esta condição for em alta rotação e por muito tempo, poderá danificar o diferencial.

O funcionamento do diferencial pode provocar, em situações onde ocorram diferenças de coeficiente de atrito entre as rodas, o “deslizamento” involuntário de uma das rodas de tração. Para inibir este efeito, tem se desenvolvido diversos recursos, chamados de auto-blocantes, que atuam nessas condições. O sistema EDS (Eletronic Differential Sistem Controle Eletrônico de Tração) é um recurso que atua combinado com o sistema ABS de freios. Havendo diferença de rotação entre as rodas além de um determinado limite, o sistema EDS atua freando a roda em deslizamento e igualando o coeficiente de tração. O diferencial Torsen (sistema mecânico desenvolvido pela Audi), a embreagem de discos múltiplos ou engate viscoso (sistema com controle eletrônico) são outros dispositivos autoblocantes, que previnem diferenças na velocidade de rotação entre as rodas de tração, onde a ação de bloqueio pode ser até de 100%.

Diferencial Torsen

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movida. O número de dentes destas engrenagens. dependendo da carga ou velocidade do veículo. no qual cada dente opera como uma alavanca. Este efeito.Relação de transmissão O torque e a rotação que são retirados do motor para movimentar o veículo. O cálculo dessa relação é feito da seguinte forma: Rt = nº de dentes da movida nº de dentes da motora Relação de redução: é aquela em que se multiplica o torque de entrada e se diminue a rotação. o torque e a rotação. solidárias entre si. altera-se a alavanca e. Trata-se de um conjunto de rodas dentadas. Este tipo de relação se caracteriza por possuir uma engrenagem motora menor e uma movida maior. Motora Movida A relação de transmissão é o fator que determina o torque e a rotação de saída em uma transmissão por engrenagens. Assim. para adequar a rotação e o torque às condições de marcha. através de engrenagens maiores ou menores. Motora 20 dentes Movida 10 dentes R= 10 20 0. ocorre uma elevação da rotação e redução do torque. Neste caso. determina a relação de transmissão entre elas. consequentemente. e a outra. são obtidos por engrenagens de transmissão. bem como os respectivos diâmetros. Motora 10 dentes Movida 20 dentes R= 20 10 2:1 Relação de desmultiplicação: é aquela que se caracteriza por possuir uma engrenagem motora maior e uma movida menor. não são adequados para a transmissão direta para as rodas. multiplicar o torque ou elevar a rotação. É necessário. A engrenagem que aciona é denominada motora.5 : 1 45 .

Então. seu poder de enfrentar subidas é o menor. para que a árvore secundária da caixa de mudanças gire 1 volta. em 1a marcha temos: 3.167 : 1 4. Elas dependem dos números de dentes das engrenagens do conjunto. Veja o exemplo abaixo. 46 .777 voltas do pinhão.630 : 1.Relação de transmissão (ou razão de transmissão) As relações de transmissão são fatores que expressam a proporção entre as velocidades de rotação dos eixos de entrada e de saída de uma transmissão. e para subir ladeiras bem fortes.118 : 1 1. Afinal de contas. Mas. mais reduzida.777 = 18. como fica o resultado final? É assim: multiplicando as 2 relações. a relação final será 0. o câmbio reduz a velocidade e amplia o torque.800 : 1 3.900 : 1 da 1a marcha significa que o motor tem de girar 3.900 : 1 2. válido para um determinado modelo de automóvel: Caixa de mudanças 1ª marcha 2ª marcha 3ª marcha 4ª marcha 5ª marcha Marcha-a-ré Diferencial Razão de transmissão 3. o valor 4. É a marcha que tem a relação mais forte. É a marcha que usamos para andar rápido. Então.286 : 1 0. para cada 4. Na 5a marcha. entre todas as marchas.800 x 4.969 : 1 0. É por isso que usamos a 1a marcha para sair com o veículo. nesta marcha. a coroa do diferencial vai girar uma volta. ela permite a maior velocidade do automóvel. teremos a proporção entre a rotação do motor e a rotação das rodas do automóvel.777 : 1 significa que.900 x 4.777 : 1 Rotação da Coroa Rotação do Pinhão Rotação da Árvore Secundária Rotação do Motor A relação de 3.630. Além do câmbio. temos de considerar o diferencial. que também reduz a velocidade e aumenta o torque.822 : 1 . o motor dará menos de 4 voltas para cada giro da roda.777 = 3.9 voltas. No exemplo. ou seja. e a relação final em 1a marcha é 18.

Estas formam conjuntos de planetárias que são unidas em várias configurações e acopladas por embreagens hidráulicas de discos múltiplos. que transmitirá o torque para a caixa de transmissão. e outra. as relações de transmissão para obtenção de torque ou velocidade. 47 . o óleo ganha energia hidráulica. como velocidade. movida. Quando o veículo está parado e o motor em marcha-lenta. são obtidas também através de engrenagens. que usa um sistema combinado hidráulico-eletrônico. ou através de uma unidade de controle. Ao ser acelerado. impedindo a transmissão de energia. acionada pelo motor. A escolha da relação de transmissão é feita em função de vários fatores. O óleo em uma transmissão automática.Transmissões automáticas 2 3 3 3 1 3 3 TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA: 4 1 Árvore primária 2 Conversor de torque 3 Embreagens de discos múltiplos 4 Árvore secundária Nas transmissões automáticas. uma motriz.rotação do motor. também transmite energia mecânica. que conduz o fluxo de torque para a transmissão. ocorre um deslizamento entre as turbinas do conversor. sendo conduzido à turbina da árvore primária. O conversor de torque é exemplo disto: com duas turbinas. utiliza o óleo como o meio de transmissão da energia mecânica. Benefício ao consumidor: dirigir sem a preocupação de realizar trocas de marchas proporciona maior concentração do motorista no fluxo de trânsito. além de lubrificar e arrefecer.

O avanço eletrônico tornou possível desenhar a transmissão automática em uma versão que oferece mais conforto e simplicidade para o motorista. Bloqueando a patinação do conversor de torque é reduzido o consumo de combustível. AG4) para VW e Audi O AG4 é uma versão mais desenvolvida da transmissão automática de 4 marchas já conhecida. Embreagens de novo desenho permitem transições mais suaves e isentas de trancos. diminuindo assim também as emissões de gases.A transmissão automática de 4 marchas (Automatik Getriebe. 48 .

A transmissão automática de 5 velocidades 01V Também utilizada nos veículos Audi A4. sistema Dynamic Shift Program (DSP) programa de troca dinâmica das marchas que permite a adequação aos diferentes estilos de dirigir beneficiando o consumo ou a potência do motor. A6 e A8 esta transmissão possui gerenciamento eletrônico para troca de marchas interligado com o gerenciamento do motor. Também faz parte desta transmissão o sistema Tiptronic de tecnologia Porsche que permite a seleção de marchas através de um leve torque na alavanca seletora que comanda a troca das marchas nas acelerações e desacelerações. 49 .

atingida por um carro de guerra. Os registros históricos indicam ter sido descoberta na região da mesopotâmia. Aparecia um outro problema. A fabricação de eixos e suportes de metal tornou-os muito mais práticos e confiáveis. os celtas criaram a roda raiada que tornava os veículos mais velozes e menos toscos . apesar de ser um elemento essencial no automóvel de Carl Benz.um novo paradigma que foi naturalmente do interesse de qualquer tribo guerreira. em buracos e elevações e nas toscas estradas da época. Esta descoberta se posiciona como um grande desafio para as mentes talentosas em mecânica. Porém. tinha alguns milhares de anos de idade. Os avanços da metalurgia também significaram progressos na área de veículos. a fixação direta dos eixos às estruturas do veículo ainda não era suficiente. As rodas inteiriças de madeira duraram pouco tempo. Assim. a roda. Uma delas. suportar alguns momentos de viagem. por exemplo. permaneceu como “recorde mundial de velocidade de veículo” pelos três e meio milênios seguintes até que surgisse a máquina a vapor. Um chassi clássico do Tatra de eixo oscilante 50 . sem a qual não teríamos nenhum meio prático de transporte terrestre. mudou a história dos equipamentos de rolagem. e até hoje. em 1660. abrindo caminho para o primeiro veículo de transporte utilizando rodas. o desenvolvimento de uma tecnologia que permitisse fabricar feixes de molas. A partir de sua descoberta. Para resolver. outro grande passo foi dado: algum pensador desconhecido combinou duas rodas com um eixo. quando surgiram os primeiros veículos puxados por cavalos e a marca histórica de 30 Km/h de velocidade. Isto aconteceu há 4000 anos. é considerada uma obra de gênio. pois seu peso elevado e a fragilidade dos eixos fixos foram uma fonte permanente de problemas na ausência dos rolamentos. Como.Suspensão Sete mil anos atrás: descoberta fundamental da mesopotâmia Poucas invenções tiveram o poder de influenciar os destinos da humanidade de forma tão profunda. Era necessário um elemento elástico entre os eixos e a estrutura do veículo.

Em 1894. mas. elevem ainda mais o conforto. estarão levando ao uso comum. apresentem menor resistência a rolagem. Com sua utilização. os irmãos Michelin usaram pneumáticos pela primeira vez. percorremos um longo trecho de experiências e surpresas. a utilização de sistemas ativos que usam o gerenciamento eletrônico. provocando saltos e solavancos que reduziam o contato das rodas com o solo. por tantos gênios. o pior inimigo dos pneumáticos eram os cavalos. foi ficando claro que as molas não foram projetadas para apenas aumentar o conforto. Mesmo fazendo os fundadores da poderosa dinastia francesa de fabricantes de pneus. Muito se tem caminhado no desenvolvimento das suspensões e dos orgãos de rodagem. absorvam ondulações. pararem 22 vezes para consertá-los. Procuram fazer com que seus produtos durem cada vez mais. A obtenção de potências cada vez maiores nos motores levou à necessidade de pneus e sistemas de suspensão ainda mais eficientes. Um feixe de molas clássico. Quanto aos pneus. protegido por uma polaina de couro. Estas áreas de pesquisa e desenvolvimento da indústria automobilística. Dos primeiros pneus de borracha maciça aos sem-câmara que podem atingir velocidades acima de 250 Km/h.trazendo um pouco mais de conforto às viagens. em um carro que foi construído para a corrida Paris-Rouen daquele ano. que espalhavam pregos de ferraduras por onde passavam. a invenção já demonstrava o seu valor. Umas delas foi o pneumático do cirurgião veterinário escocês John Boyd Dunlop. pois influenciavam também na segurança do veículo. Nas precárias estradas da era inicial da motorização. Sem um elemento elástico entre as rodas e o chassi. na neve ou no gelo. todas as irregularidades eram transmitidas diretamente ao veículo. em nome da segurança. temos que lembrar de importantes colaborações dadas no início. os fabricantes redobram seus esforços para acompanhar estas exigências. para assegurar a posição exata das rodas no solo. 51 . a segurança e o coeficiente de tração e frenagens em pistas molhadas. em futuro breve.

para posicionar as rodas e para incorporar os elementos elásticos e de amortecimento da suspensão. A suspensão McPherson é atualmente muito utilizada. Em uma suspensão McPherson o amortecedor está entre os elementos que determinam a posição das rodas. Eixo dianteiro Nos veículos de tração dianteira. São os sistemas de suspensão. em razão de sua construção compacta que garante a posição das rodas. apresentação espaço e peso reduzidos. as funções da suspensão e do sistema de direção.Orgãos de rodagem “Orgãos de rodagem” se referem a todos os elementos estruturais de um veículo. pode ser estrutural ou estar integrado ao seu suporte. Suspensão utilizando duplos braços triangulares necessitam de mais componentes móveis. direção. frenagem e direção do veículo. Braços triangulares (bandejas) são elementos posicionadores das rodas. rodas e pneus. 52 . que influenciam diretamente no seu comportamento na estrada. freios. montados transversalmente em relação ao eixo longitudinal do veículo. 2 2 COLUNA DE SUSPENSÃO MCPHERSON: 1 Braço triangular (bandeja) 2 Coluna com mola e amortecedor 3 Suporte da roda 1 3 A posição da roda é determinada pelos componentes onde está fixada e que exercem controle sobre seus movimentos. pois. neste tipo de suspensão. as rodas são responsáveis por transmitir as forças de tração.

Uma versão alternativa desta construção usa o amortecedor integrado com o suporte das rodas e uma mola de suspensão separada. A suspensão utilizando duplos braços na suspensão dianteira também pode ser adotada em carros em que a tração seja nas rodas traseiras. 2 4 3 1 2 3 4 COLUNA DE SUSPENSÃO MCPHERSON: Braço triangular (bandeja) Coluna do amortecedor Mola Suporte da roda 1 53 .A coluna de suspensão McPherson é tão versátil que também pode ser utilizada em veículos de tração traseira.

Porém. Por trabalharem submetidas a esforços de torção. a barra estabilizadora não tem efeito. com suas extremidades em forma de alavancas fixadas a cada lado da suspensão. As molas do tipo feixe de lâminas (semielípticas) são pouco usadas nos carros de passeio. diminuir sua altura. dando-lhe uma ação elástica progressiva. 54 . devem possuir excelente acabamento superficial e de proteção contra corrosão. Molas em espiral podem variar no passo e no diâmetro do arame. O feixe de molas longitudinal é apenas conveniente para um eixo rígido e adiciona partes da sua à massa sem amortecimento do veículo. quando utilizado nos veículos de passeio. Normalmente é montada integrada à carroçaria. Sua elevada capacidade de carga torna sua utilização mais víavel nos veículos de transporte pesado.Suspensão A suspensão tem a função de absorver as vibrações e choques das rodas. Apresentam entre outras vantagens. A barra estabilizadora é utilizada para reduzir a rolagem da carroçaria ao se realizar curvas. Já o feixe transversal pode ser aplicado fixo a estrutura do veículo. Molas do tipo de barras de torção também são compactas e pesam pouco. Atualmente. este tipo de molas é instalado transversalmente ao veículo. atrito entre as espirais e efeito progressivo. peso reduzido. diminuindo o peso não suspenso. Suspensão com molas semi-elípticas (feixe de lâminas) longitudinal Suspensão com barras de torção. se a suspensão é comprimida apenas de um lado. Existem molas em espiral com diversas configurações que objetivam Suspensão com mola espiral apresenta reduzidos peso e espaço para aplicação. Quando as duas rodas no eixo se movem para cima. visando inibir possibilidades de rupturas. proporcionando conforto aos ocupantes do veículo e garantindo a manutenção do contato das rodas com o solo. mínima necessidade de espaço e facilidade de manutenção. a transferência de carga a faz atuar como uma mola tipo barra de torção e resistir à rolagem da carroçaria.

Suporte (Braço Superior) Braço Oscilante (Caixa do Rolamento lado esquerdo) Articulação tripóide Braço Inferior Barra Estabilizadora 55 .Suspensão dianteira O Passat utiliza no eixo dianteiro a suspensão four link ( de quatro braços oscilantes ) e coxins hidráulicos no braço inferior. Para transmissão as rodas. independente das condições de tráfego. grande estabilidade direcional e a manutenção de geometria das rodas. Esta construção garante reduzido peso não suspenso. o Passat utiliza uma semi-árvore com articulação tripóide do lado diferencial e articulação homocinética de esferas do lado da suspensão. Esta construção permite grande variação no comprimento da semi-árvore em função do elevado curso da suspensão four link.

possui um rolamento de agulhas que permite o deslizamento da semi-árvore para dentro e para fora. graças a sua versatilidade em se adaptar aos elevados ângulos de trabalho da suspensão four link. montado dentro de rolamentos de agulhas que trabalham em guias deslizantes. corrigindo constantemente sua dimensão transversal e pivots. Guias deslizantes Pivot esférico Rolamento de agulhas Carcaça Semi-árvore 56 . a articulação tripóide. não permitindo que ocorra o tensionamento nas extremidades das articulações. Isto ocorre porque. Observe: Articulação homocinética de esferas Articulação tripóide Construída de uma estrela (conhecida como trizeta) de três pivots. a articulação tripóide possui um formato esférico em cada pivot. que garantem a grande articulação angular.Semi-árvore com articulação tripóide A vantagem deste sistema de transmissão para as rodas é de diminuir a transferência de vibrações e ruídos do conjunto motopropulsor para a carroceria.

Outra função importante das semi-árvores é a compensação constante das variações dimensionais estabelecidas pelo elevado curso de suspensão principalmente num sistema que utiliza a construção four link. 57 . Ao se distender a suspensão. Estas características garantem reduzido atrito e suavidade de funcionamento com baixo nível de emissão de ruídos. Carcaça Ao se comprimir a suspensão. a articulação deve compensar esta variação. a articulação permite o deslocamento da semi-árvore para fora. que permite um elevado curso vertical das rodas. independente da movimentação da transmissão. permitindo seu deslizamento para dentro da própria carcaça.

Molas de reduzida altura apoiadas em grande volume de borracha e montada em separado da coluna do amortecedor.Suspensão traseira A suspensão traseira possui as seguintes características construtivas: Eixo traseiro interdependente com perfil “V” invertido. Barra estabilizadora instalada à frente do corpo do eixo. Amortecedor monotubo Mola helicoidal 58 . Estas característica da suspensão traseira do Passat atribuem ao produto: Maior capacidade de carga útil graças a separação geométrica das molas. Braços oscilantes longitudinais integrados ao corpo de eixo. Estabilidade e segurança nas mais diversas condições de tráfego. Reduzido nível de ruídos e suavidade de trabalho. Rolamentos das rodas de dupla carreira de esferas montado próximo ao centro das rodas. Maior vida útil dos rolamentos das rodas com reduzido custo de manutenção.

Ainda mais quando se utiliza duplo braços de articulação. asseguram mais conforto e estabilidade. aplicando muitas inovações neste conceito. incorporados ao eixo traseiro. a 3 2 1 SUSPENSÃO TRASEIRA INDEPEN DENTE COM BRAÇOS ARTICULADOS OSCIL ANTES 1 Braço oscilante 2 Corpo do eixo traseiro 3 Suspensão com mola e amortecedor adoção de um eixo traseiro com o corpo auto-estabilizante é largamente utilizada nos projetos mais modernos. foi o do eixo rígido de tração traseira. ainda existem muitos veículos utilizando esta construção. acionado por uma árvore de transmissão (cardan). incorporando um braço oscilante de articulação em cada lado. unidos por uma barra de torção transversal (corpo do eixo). de braços articulados oscilantes. Entre elas está a utilização de suspensões traseiras independentes. 1 2 3 4 5 SUSPENSÃO TRASEIRA INDEPEN DENTE COM BRAÇOS ARTICULADOS OSCIL ANTES Diferencial Braço articulado Barra de Panhard Mola Amortecedor 5 4 1 3 2 Nos veículos de tração dianteira. A utilização deste tipo de suspensão traseira. envolver um grande número de componentes fixos e móveis.Eixo traseiro O conceito usual de eixo traseiro utilizado inicialmente nos automóveis. porém. que são mais leves e ocupam menos espaço. com braços articulados oscilantes. Suas vantagens são a utilização de mínimos espaços e pouco peso. tem a desvantagem de ser complexa na sua construção. com excelente relação entre estabilidade e o conforto. 59 . Embora atualmente esta concepção esteja se tornando restrita a veículos comerciais ou fora de estrada.

Esta construção permite redução nas forças atuantes na suspensão graças a redução dos braços de alavanca beneficiando o conforto e a redução do nível de ruído. os braços de alavancas que se formam são mais curtos diminuindo as forças atuantes no eixo traseiro. Braço de alavanca curto 60 . Seu mancal de borracha-metal está montada numa carcaça de alumínio posicionada muito próximo a linha de centro longitudinal do mancal de rolamento das rodas traseiras. Barra estabilizadora Mancal do eixo traseiro Eixo de giro Braço oscilante Apoio de borracha das molas No eixo traseiro cujos mancais de borrachametal são montados mais internamente ao veículo. é necessário que os mancais absorvam forças intensas quando o veículo faz curvas.Braços oscilantes integrados O eixo traseiro com braços oscilantes integrados. trabalha com a barra estabilizadora posicionada à frente do eixo de giro de articulação dos braços. Braço de alavanca longo Mancal do eixo traseiro Se esses mancais são montados mais próximos à linha de centro longitudinal dos rolamentos traseiros das rodas. permitindo-lhe atribuir características mais suaves de trabalho.

Este efeito de compressão e distenção da suspensão traseira produz. 61 . Com esta configuração. em função do eixo de giro estar posicionado acima do corpo de eixo. se posicione fora da linha de centro do braço oscilante. a roda externa produz uma Divergência + compressão na suspensão devido a inclinação da carroceria. os mancais de borrachametal devem ser montados na mesma Centro de torção de eixo traseiro linha de centro dos braços exigindo grande resistência do mancal. Para contrapor este esforço. Observe: Centro de giro posicionamento acima do corpo do eixo Convergência + Ao fazer uma curva. Este centro de torção é o ponto imaginário em torno do qual o eixo produz o semi-giro durante a compressão e distensão da suspensão. o centro geométrico de torção se posiciona atrás do perfil. O perfil em "V" posicionado para baixo torce ao fazer uma curva proporcionando efeito direcional ao eixo traseiro. O eixo traseiro de braços oscilantes integrados possuem o perfil “V” aberto voltado para baixo fazendo com que.Perfil em "V" invertido do corpo de eixo traseiro Em geral o perfil em “V” do corpo do eixo traseiro é posicionado com a abertura para a frente do veículo. uma pequena convergência na roda externa à curva e uma divergência na roda interna à curva favorecendo a tomada e dirigibilidade nesta condição. o centro de giro torcional. a roda interna a esta produz uma distensão na suspensão enquanto que. aliviando a carga no eixo e no mancal e proporcionando melhor efeito direcional para o eixo traseiro ao fazer curvas.

através da utilização das pressões hidráulicas em fluidos contidos num cilindro. Estes impulsos são perigosos porque variam o contato do pneu com o solo. permitindo a compressão das molas sem oferecer resistência e atenuar sua distensão.como vimos. Para controlar este efeito das molas. comprimindo-se ou distendendo-se conforme as irregularidades do solo. Funcionamento . a carga produz vários movimentos de extensão e compressão que alteram a estabilidade do veículo. acumula energia proporcional à compressão aplicada. as molas são responsáveis por suportar o peso do veículo. quando comprimida. Ao reagir. 1 2 2 3 1 4 1 2 3 4 1 3 AMORTECEDOR HI DRÁULICO PRESSURIZADO Câmaras de tração e compressão Pistão Pistão de separação Câmara de gás 4 AMORTECEDOR HI DRÁULICO DE DUPLA AÇÃO Câmara de compressão Câmara de tração Pistão Válvula de base 1 2 3 4 62 . os amortecedores devem ter dupla ação. podendo provocar derrapagens e desvios na trajetória do veículo. Toda mola.Amortecedores Os amortecedores realizam os controles das ações e reações das molas. fazendo-o oscilar para cima e para baixo.

A outra câmara. No movimento de tração. a haste é introduzida no tubo de pressão. Estas válvulas fazem a comunicação das câmaras de tração e compressão e são chamadas de válvulas do pistão e da base. Uma câmara de pressão variável. ela desloca uma quantidade de fluido para o tubo reservatório. 63 . No movimento de compressão.Estes efeitos dependem da facilidade de passagem do fluido através de oríficios. controlado pelas válvulas do próprio pistão. passando pela válvula da base. substitui as molas. o fluido deve voltar ao tubo de pressão. O fluido que está na parte superior do pistão é forçado para a parte de baixo. contendo óleo. atuando também como amortecedor hidráulico. recebe os movimentos da roda e transfere para as câmaras de gás. contendo nitrogênio. Com isto. 1 2 3 Suspensão hidro-penumática 1 Câmara pneumática 2 Câmara hidráulica 3 Pistão Suspensão hidropneumática usa uma combinação de componentes hidráulicos e pneumáticos em câmaras distintas. através da válvula da base. controlados por válvulas existentes no próprio pistão e na base do amortecedor.

O raio de rolagem negativo é aquele em que a projeção do centro do pinomestre da direção até o solo encontra-se do centro do pneu para “fora” do veículo.Geometria de direção A geometria de direção consiste na combinação de ângulos obtidos nas rodas que influem diretamente na dirigibilidade do veículo. Com isso. Dependendo das características construtivas do veículo. Inclinação do pino mestre Raio negativo de rodagem _ 64 . l1 Convergência das rodas é representada Frente do veículo pelo paralelismo existente entre as rodas de um mesmo eixo. quando o veículo se encontra em marcha. estabilidade em retas e curvas e a maior área de contato possível dos pneus com o solo. O raio de rolagem positivo é aquele em que a projeção do centro do pino-mestre da direção até o solo encontra-se do centro do pneu para “dentro” do veículo. quando as rodas apresentam menor abertura na sua parte posterior. Sua principal finalidade é manter as rodas perfeitamente paralelas entre si. Inclinação do pino mestre Observe que. proporcionando suavidade de tráfego. Raio positivo de rodagem + Com o raio de rolagem negativo. mantendo o veículo em linha reta. Convergência positiva é aquela em que a parte dianteira das rodas encontra-se mais próxima em relação a traseira. teremos maior esforço de alavanca da roda contra o sistema de direção. ou negativa. quando as rodas apresentam maior abertura na parte posterior. os efeitos das forças criadas por impactos nos pneus são multiplicados pela alavanca do raio de rolagem e transmitidos ao sistema de direção. forçando a roda para o sentido contrário à derrapagem. a convergência pode ser positiva. quanto maior for o raio de rolagem direcional positivo. os esforços de alavanca da roda contra o sistema de direção ocorrem de forma inversa. manutenção da trajetória. distribuindo igualmente as cargas aplicadas. determina o raio de rolagem. l2 A inclinação do pino-mestre no sentido transversal do veículo em relação a linha de centro vertical da roda.

as solicitadas pelo sistema de direção ou pela própria força centrífuga gerada pela rotação das rodas. facilita o retorno do volante à linha reta. O ângulo de cáster assegura estabilidade direcional quando o veículo está sendo conduzido em linha reta e o retorno da posição do volante ao se descrever uma curva. formando o ângulo de camber de valor negativo. A cambagem será positiva quando a parte superior da roda estiver inclinada para o lado de fora do veículo. conforme as especificações dos fabricantes.Camber ou cambagem corresponde à inclinação lateral das rodas em relação a uma linha reta vertical com o solo. Observe que quando um automóvel está sendo conduzido em linha reta. bem como a distribuição da carga uniformemente pela banda de rodagem do pneu. o ângulo de cáster assegura estabilidade direcional e. 65 . podemos visualizar e perceber facilmente o ângulo de cáster e seu efeito. e negativa quando a parte superior da roda estiver inclinada para o lado de dentro do veículo. A sua principal finalidade é compensar a flexibilidade da suspensão. assegura o perfeito contato dos pneus com o solo. ao descrever uma curva. realizando um efeito de autocentralização. Frente do veículo Eixo Longitudinal Forças Laterais As forças laterais que atuam na transferência da tração. Cáster corresponde a inclinação longitudinal do pino mestre da direção. O alinhamento das rodas. mantendo as rodas em melhor posição de rolamento. Em uma bicicleta ou num carrinho de supermercado. evitando desgaste anormal dos pneus. podem Cáster provocar desgastes irregulares nos pneus. ESQUERDA: Camber positivo (a roda inclina para fora). DIREITA: A roda inclina para dentro. dos componentes da suspensão e da direção.

No novo sistema de direção a bomba hidráulica é acionada por um motor elétrico independente do motor do veículo.Direção Servo direção eletrohidráulica Sensor de ângulo de direção Unidade de bomba motor Mecanismo de servodireção Na direção hidráulica convencional. a pressão do sistema é gerada por uma bomba hidráulica acionada constantemente pelo motor. 1 2 CAIXA DE CORREÇÃO COM PINHÃO E CREMALHEIRA 1 Pinhão 2 Cremalheira 66 .

à medida que o atrito dos pneus com o solo diminuem.Este sistema é responsável por variar. eliminando a sensibilidade do sistema. 1 2 3 4 4 3 1 2 CAIXA DE DIREÇÃO COM ESFERAS CIRCULAN TES Rosca sem fim Porta esferas Cremalheiras Setor de direção 3 1 2 3 DIREÇÃO HIDRÁULICA 1 Bomba 2 Caixa de direção 3 Circuitos de alta e baixa pressão 67 . que é recebido por um pinhão. mais leve se apresenta o Benefício ao consumidor: um sistema de direção hidráulica progressivo agrega ainda mais conforto e segurança ao motorista. otimizando a sensibilidade do volante. Este sistema é muito utilizado por ser precioso. a direção do veículo. de acordo com os comandos do motorista. O volante de direção é o elemento que recebe os comandos rotativos direcionais do motorista e o transmite. As caixas de direção do tipo pinhão e cremalheira transformam o movimento rotativo do volante. à caixa de direção. volante de direção. diminuindo o auxílio hidráulico e permitindo maior sensibilidade ao sistema. na cremalheira. utilizando como força complementar a pressão hidráulica gerada por uma bomba que é acionada pelo motor do veículo.assistida hidraulicamente tem o objetivo de reduzir o esforço do motorista. em linear. Esse tipo de caixa de direção é muito utilizado por veículos de transporte de carga. Nos sistemas hidráulicos convencionais. em qualquer velocidade. suave e apresentar reduzida necessidade de manutenção. já que mesmo em altas velocidades garante a sensibilidade ao volante. O sistema de direção servo . um conjunto de válvulas permitem menor circulação do óleo. quanto maior a rotação do motor. O sistema de direção hidráulica progressiva proporciona maior segurança na condução. Nos sistemas progressivos. através de uma árvore de transmissão. Os sistemas mais atuais de direção hidráulica são chamados de progressivos porque proporcionam o auxílio hidráulico em função do atrito do pneu com a estrada. por ser capaz de operar forças maiores e também é menos sensível a choques. Caixas de direção com esferas circulantes utilizam uma corrente de esferas para transmitir o movimento do volante de direção.

outro circuito para as demais rodas . que irá acionar os freios das rodas. Exemplo: Linha Kombi SERVO-FREIO Aplica o vácuo do motor para auxiliar no acionamento do cilindro mestre. 21:00 3 0 Obs: Esta configuração de circuitos cruzados é utilizada quando a suspensão dianteira é dotada de “Raio Negativo de Rolagem”. melhora a eficiência da frenagem. e poupa o esforço do motorista. que fará no pedal do freio apenas 1/3 da força necessária.caso haja vazamento de fluido em um dos circuitos. assim.é um componente hidráulico que pressuriza o fluido de freio. garantindo 50% da força de frenagem. Caso contrário usa-se um circuito para as rodas dianteiras e outro para as rodas traseiras. . o outro ainda opera.um circuito para as rodas dianteira esquerda e traseira direita . 68 .O Sistema de freios FREIO DIANTEI RO A disco 90 130ºC 1/2 1/1 30 FLUIDO DE FRE IO 40 80 50 60 60 40 20 Km/h 100 120 1 RESERVATÓRIO DO 20 10 1/min x100 CILINDRO MESTRE De duplo circuito 0 70 0 .

PEDAL DO FREIO Aciona o cilindro mestre e controla a ação do servo-freio. 69 . proporcionalmente à carga transportada pelo veículo.INDICADOR DE BAIXO NÍVEL DE FLUIDO DE FR EIO FREIO TRASEIRO A tambor ou a disco 140 160 180 200 220 240 ALAVANCA DO FREIO DE ESTACIONAMENTO ("Freio de mão") 35 00 REGULADOR DA FORÇA DE FRE NAGEM Aumenta a capacidade de frenagem do freio traseiro.

neste caso. são pressionadas contra o disco pela pinça de freio. precisam ser substituídos também. Quando as pastilhas de freio atingem o limite de desgaste. se necessário. PASTILHAS DE FREIO Elementos de atrito que. pressiona as pastilhas de freio contra as 2 faces do disco. a menos que atinjam o valor limite de espessura. os discos de freio podem ser retificados. quando acionado o freio. requerem uma verificação periódica. A frenagem ocorre graças ao atrito entre o disco e as pastilhas de freio. Nesta ocasião. por isso. PINÇA DO FREIO Dispositivo hidráulico que. 70 . quando acionado.Freio a disco DISCO DE FREIO Gira preso ao cubo da roda. Tanto as pastilhas de freio quanto os discos sofrem desgaste e. o jogo de pastilhas é substituído.

a frenagem ocorre graças ao atrito entre o tambor e as lonas de freio Tanto as guarnições (lonas) quanto os tambores sofrem desgaste. pressiona as sapatas e as lonas de freio contra a superfície do tambor. TAMBOR DE FREIO Gira preso ao cubo da roda. é pressionada contra o tambor. SAPATA DE FREIO Armação acionada pelo cilindro do freio. retificados ou substituídos. GUARNIÇÃO (lona de freio) Elemento de atrito que reveste a sapata e que. o jogo de lonas é substituído. quando acionado o freio. Quando as lonas de freio atingem o limite de desgaste. se necessário. Nesta ocasião. 71 . e por isto requerem uma verificação periódica. os tambores de freio são inspecionados e. de acordo com o seu desgaste. quando acionado. à qual é fixada a guarnição.Freio a tambor CILINDRO DE FR EIO DA RODA Dispositivo hidráulico que.

até o limite de travamento. pois evita a ocorrência de travamento nas rodas. através de sensores. significa que está prestes a travar. até que esta saia da situação de bloqueio. eleva a pressão novamente. reduz a distância de parada. Isto é feito em questão de milissegundos. Diante disto. a unidade de gerenciamento comanda as válvulas solenóides para reduzir a pressão de frenagem naquela roda. assim. Uma unidade de gerenciamento eletrônico (unidade de comando ABS) monitora.O sistema ABS Anti-lock Brake System SISTEMA ANTIBLOQUEIO DE FREIOS O sistema ABS tem estas características: melhora a eficiência dos freios. sucessivamente. mantém a dirigibilidade durante a frenagem. Se qualquer uma delas diminui sua rotação repentinamente. não deixa ocorrer deslizamento e derrapagem ao se realizar uma frenagem de emergência. a rotação das rodas. 4 Lâmpada indicadora do sistema ABS ABS 3 Unidade de comando e Unidade hidráulica incorporados 4 1 3 2 2 Sensores de Rotação das rodas traseiras 1 Sensores de rotação das rodas dianteiras 72 . mesmo nas situações nas quais ocorram diferenças nos coeficientes de atrito nas rodas. Passada esta fase. tantas vezes quantas forem necessárias.

1 para cada roda. comanda o funcionamento das bobinas eletromagnéticas. .emitem sinal conforme a rotação da junta homocinética ou da roda.SENSORES DE ROTAÇÃO DIANTEIROS . .mediante a ação das bobinas eletromagnéticas. evitando o bloqueio.ao ser acionado o freio. de acordo com a rotação de cada roda. 1 para cada roda.fixos na suspensão.assim.fixos na suspensão. INTERRUP TOR DA LUZ DE FREIO UNIDADE DE COMANDO ABS .recebe os sinais dos 4 sensores e calcula a velocidade de rotação de cada uma das rodas. abre ou fecha as válvulas hidráulicas de entrada e saída de fluido para os cilindros de cada roda.aciona a eletrobomba hidráulica quando necessário. regula a pressão de frenagem em cada roda. ELETROBOMBA HIDRÁU LICA e ACUMULADOR DE BAIXA PRESSÃO . do acumulador para o cilindro-mestre do freio (neste momento.emitem sinal conforme a rotação da roda. . SENSORES DE ROTAÇÃO TRASEIROS .a bomba impele o fluido. . . o pedal do freio trepida sensivelmente). UNIDADE HIDRÁU LICA . 73 . .o acumulador recebe o fluido que retorna dos circuitos.

Rodas e Pneus Tamanho (exemplo ilustrado 185/65 R14) .Número teste DOT ?? ?M 2 5 13 ad e 3 6 7 8 In XX X XX XXX XX XX XXXX XXX XX XX XX XX XXX XXXX XXX XX XXX XXX XX XXX l 91H M+S Tubel Radia ess 15 E4 ?? ? XXXXX XXXXXX XXXXXXX XXXXXX XXX XXXXXX 9 4 14 ?? ?? XXXXXXXXXXX XXXXXXXXX X XXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXX XXXX XXXXXXXXXXXXXXX X XXX XXX XXXXX XXX XXXXX XX XXX XXXXX XX XXXX XX XXX XXXXX XXXX XX XXX XX XX XXXX XXXX X XX X X XX X 5/6 19 5R XX XX XXX XX X XX XX XX XX XX XX XX X X XX XX 1 DO T XX XX X XX XX 12 11 10 As rodas são órgãos de forma circular. maciez e estabilidade de rodagem. Estes códigos fornecem informações sobre a textura. tamanho. em geral.Categorias para resistência à abrasão. em cordonéis de aço.Tamanho. Os pneus são guarnições de borracha. velocidade máxima de utilização e fabricante. 1a ter tiWin Con on85/65 R14 86T TS760tact C 1 M G TIN R A BS ) D L OA 0 0 .185 mm de largura . capacidade de carga.Fabricante 1a .Diâmetro do aro 14 polegadas (1 polegada = 25.País de fabricação 6. A banda de rodagem do pneu é a parte que entra em contato com o solo.Sem câmara de ar 5 . capacidade de carga e categoria de velocidade 4 . R = pneu radial . data de produção. drenam água e outros materiais. de acordo com padrões americanos ou europeus. Os flancos e outras camadas de suporte envolvem a carcaça e dão a ela a rigidez necessária. Indicadores de Desgaste dos Pneus O CONTRAM determina que os pneus sejam substituídos quando o desgaste da banda de rodagem atingir os indicadores exixtentes no fundo dos sulcos. Construção: O talão do pneu é feito em arame de aço. 13 . São moldadas numa série de barras e sulcos que formam as arestas de tração que se agarram firmemente à superfície da estrada.3 .relação entre a largura e altura do pneu = 65 % (Altura do pneu é 65 % da sua largura). O ar contido no pneu auxilia para que exista bom contato com o solo. 1 2 3 4 5 CAMADAS DOS PNEUS RADIAIS Talões Carcaça radial Cintas estabilizadoras Flanco Banda de rodagem tinental Con 3 2 1 74 XX XX XX XX X XX XX XX XX XX XX XX ?? XX X ? ? 5 4 . que revestem o aro da roda. Os pontos onde existem os indicadores de desgaste da banda de rodagem são identificados pela sigla TWI (Tread Wear Indicators). Código de capacidade de carga (”86” significa 530 kg) Símbolo de limite de velocidade “Q” até 160 km h “S” 180 km h “T” 190 km h “H” 210 km h “V” 240 km h “Z” acima de 240 km h “W” 270 km h Pneus sem câmara de ar são mais leves. destinados a girar em volta de um eixo.7 . trabalham com temperaturas inferiores e são mais fáceis de montar. inflados por ar.1 A X KG 0 53 1 . segurança e conforto ao rodar.Certificado de teste de acordo com diretrizes do EUA 10-12 . Os pneus são marcados com vários códigos. O desenho ou textura da banda é que possibilita a tração. O aro é o responsável por manter o pneu firmemente fixado à roda.Capacidade máxima de carga e pressão do pneu a frio (de acordo com os padrões dos EUA) 8 . que situa lateralmente. capacidade de frenagem e resistência ao calor.Estrutura dos flancos 9. 1995.4 mm). unidos por uma carcaça radial. Atualmente os automóveis modernos utilizam pneus radiais que são construídos com dois núcleos (talões) em forma de anel. L (1. a carcaça de raiom e algodão ou fibra sintética (nylon) e a cinta.Tipo / Modelo do pneu 2. Os componentes principais são o pneu e o aro. Os três últimos dígitos no número de teste da norma DOT indicam a data de fabricação: “105” significa: Semana 10. 14 .

devido a ausência de contato do pneu com o solo. leves. Benefícios ao consumidor: rodas de ligas de alumínio são mais leves proporcionando ainda mais segurança e conforto. H2 = dois ressaltos. existem cintas que asseguram a estabilidade lateral do pneu. que têm a função de reter firmemente o pneu no aro. 1 Aro da roda 2 Cubo de fixação da roda 3 Flange da roda 4 Ombros 5 "Hump" de fixação do talão do pneu no aro (pequeno ressalto) 6 Vão do aro Os aros de roda são elementos rígidos que ligam o pneu ao veículo. Geralmente produzidos em aço O aro da roda é prensado mas. já que evitam a deformação da banda de rodagem. impedindo que haja o detalonamento do pneu em curvas acentuadas. Sua função é manter o pneu firmemente fixado à roda. conforto e silêncio. magnésio. A roda é descrita da seguinte forma: 6J x 14 H2: 6 = largura do aro em polegadas. reduzem o peso não suspenso. Isto significa que encontramse em ângulos de 90º na direção de trabalho. é um pneu com flancos f lexíveis e uma forte e estável banda de rodagem. 75 . garantindo. 14 = diâmetro do aro em polegadas. facilitar o fluxo de ar para os freios. Esta construção permite à carcaça flexionar com pouca fricção entre os cordonéis. dividido. Esses pneus são chamados de direcionais. por serem mais leves. Rodas de ligas leves 5 4 3 Os pneus radiais são assim chamados porque os cordonéis que formam as lonas da carcaça estão dispostos no sentido do raio do pneu. Benefício ao consumidor: os pneus radiais asseguram elevada segurança de tráfego porque apresentam. transmitindo-os à suspensão. nas mais diversas condições de tráfego. mas as de qualidade elevada são forjadas. a área mais larga. pois. categoria “Z”. A distância de uma borda a outra é a largura do aro. em quaisquer condições. feitas de alumínio são transmitir os esforços de tração e frenagem 30% mais leves que as e receber dos pneus os esforços de atrito e irregularidades do solo. proporcionando ainda mais estabilidade e conforto. Em cima da carcaça radial. oferecidos dentro em várias com rodas de ligas de alumínio ou zonas: borda. nesta condição. elevada área de contato do pneu com o solo. ombro. Rodas de ligas leves são comumente produzidas em moldes de fundição. absolutamente balanceadas e também devem apresentar design agradável. assegura maior estabilidade. J = forma da borda. blocos da banda. em muitos casos. As rodas devem ser resistentes. Este fato é extremamente perigoso. Aquaplanagem referese ao efeito de deslizamento do pneu sob uma lâmina de água. O resultado da combinação da carcaça radial com estas cintas. Sulcos cruzados melhoram a aderência do pneu e ranhuras largas dispersam facilmente a água. hump e vão. As largas ranhuras longitudinais dispersam rapidamente a água da superfície. Um encaixe para cada talão. evitando o deslizamento (detalonamento). que. Os “humps” são ressaltos ou nervuras próximas aos ombros dos aros das rodas. total estabilidade no contato do pneu com o solo e elevada capacidade na drenagem da água. com uma textura de banda direcional. realizadas em velocidades elevadas. 2 Existem pneus nos quais a configuração da banda de rodagem determina o seu sentido de giro. perpendiculares ao seu centro. e abaixo da banda de rodagem.1 6 Um pneu de alta velocidade. Tração é a capacidade de transmitir forças longitudinais para empurrar o veículo para frente. de fora para rodas de aço prensado. pelo reduzido peso não suspenso. ocorre a completa perda de dirigibilidade do veículo.

Isto é necessário devido ao aumento da quantidade de componentes elétricos/eletrônicos usados nos veículos. Exemplo das localizações de montagem dos componentes são mostradas no desenho abaixo: Placa de relés com suporte auxiliar de relés Estação de acoplamento. os componentes do sistema estão situados em diferentes locais de montagem dentro do veículo. coluna B Suporte de fusíveis Estação de acoplamento. na caixa d’água Estação de acoplamento. coluna A Estação de acoplamento.O sistema elétrico do veículo Possui um layout descentralizado. coluna A Suporte de relés. compartimento do motor Caixa de fusíveis principal 76 . isto é. coluna B Estação de acoplamento.

Exemplo do Gol. sem alteração do chicote e sem risco de instalações improvisadas. Parati e Saveiro Chicote de Injeção Chicote das portas Chicote da tampa Chicote dianteiro Central Elétrica Chicote do Painel Chicote traseiro Em função da oferta modular. Menor número de peças para estoque e logística Melhor controle de qualidade na produção Maior confiabilidade na montagem A principal vantagem para o concessionário: Existe maior possibilidade de instalação de acessórios em menor tempo. sem perder a garantia e nem comprometer a segurança contra curtos circuitos. A consequência disso foi a redução do número de chicotes e o aumento de combinações (SEQ) para 1500 tipos de opcionais. instalar uma grande quantidade de acessórios sem alterar as características originais do veículo. 77 . houve comunização dos chicotes considerando as variáveis de acabamento. As principais vantagens para a Volkswagen são: A principal vantagem para o cliente: É possível a partir de um veiculo básico.

78 . por meio da construção modular. Chicote do painel As variantes são: Alarme Ar-condicionado Motorização Neste caso houve uma redução de 53 para 14 tipos de chicotes. 1. párasol iluminado. desembaçador. Os chicotes do painel vêm de série preparados para receber ABS. equipamento de som. Chicote dianteiro As variantes de tipos de chicotes (nº) são : Motor Ar-condicionado ABS Farol duplo ou simples 2.Chicotes Basicamente existem 7 tipos de chicotes principais. sendo cada um com uma série de variáveis. Chicote de injeção As variantes de tipos de chicotes são: Motor Combustível 3. farol de neblina. espelhos elétricos e abertura elétrica do porta-malas. Os acabamentos de alarme e ar-condicionado fazem parte do chicote. limpador e lavador dos vidros.

4. Chicote traseiro Neste caso existem 4 tipos por modelo (Gol, Parati), sendo que as variantes de chicote são: Alarme Limpador e lavador do vidro traseiro Abertura elétrica do porta-malas Travamento central Lanterna de neblina traseira Os acabamentos comunizados são idênticos ao do chicote do painel. 5. Chicote da tampa traseira Existem 3 tipos de chicotes para cada modelo (Gol e Parati) sendo que a variante é com ou sem alarme. 6. Chicote da porta dianteira Existem 9 tipos de chicotes, sendo as variáveis: Alarme Som Espelhos elétricos Travamento central Vidro elétrico

7. Chicote da porta traseira Este chicote é o mesmo, tanto do lado esquerdo como do direito, e atende tanto o Gol como a Parati. Outros Por serem circuitos exclusivos e fechados, os seguintes sistemas possuem o seu próprio chicote: ABS Air Bag Alarme keyless (com controle remoto)

79

Conectores entre chicotes

Para simplificar as ligações entre os chicotes, existem instalados conectores entre eles nas colunas A esquerda e direita.

Para adaptador de relés Para painel de instrumento

Para caixa de roda LEE Para central elétrica Para adaptador de relés

Travar os conectores após encaixe

Para conexão “door off”

1 2
Para pnl. Trans.

Parateto

Para central elétrica Para interruptor luz de cortesia (Porta LE) Para assoalho

2 1 3

Para placa massa coluna “A”LE

3

4

1 Chicote painel de instrumentos 2 Chicote dianteiro 3 Chicote traseiro 4 Chicote ABS

80

Para painel de instrumentos

1 2

Para interruptor das válvulas de pré-aquecimento

3
Para interruptor de luz de cortesia (porta LE)

Chicote traseiro

4

Chicote ABS

Para assoalho

Chicote painel de instrumentos Chicote dianteiro 3 Chicote traseiro 4 Chicote ABS
1 2

81

Central elétrica Relés
Os relés estão instalados na posição vertical, diminuindo assim a possibilidade de falta de contato devido as vibrações. Os relés possuem a mesma cor da etiqueta na central elétrica. Quando o veículo não tem temporizador no limpador de pára-brisa, na posição 1, é instalada uma barra de ligação número 2BA937817 .

6 8 9

4 3

5 1 2

A tabela a seguir identifica os relés

Pos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Função Limpador do pára-brisa Indicador de direção/advertência Limpador do vidro traseiro Temporizador acion.elét.vidros Função “X” Buzina dupla Disjuntor térmico (ref.) Travamento central Ar-condicionado

Relé número 325 955 531.1 (B+154) 377 955 531 (B+158) ZBC 953227 ZBD 955 529 377 959 753 191 937 503 542 937 503.D

Cor Vermelho Amarelo Laranja Rosa Preto Marrom

377 959 789 377 937 503.A

Marrom Preto

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É a parte do sistema elétrico também chamada de "caixa de fusíveis". Na central elétrica também se localizam os conectores e relês.

Os fusíveis servem para proteger os circuitos, em caso de sobrecarga ou de curto-circuito. Nestes casos, como a corrente elétrica aumenta, o fusível queima, interrompendo a corrente, evitando danos à fiação e aos componentes elétricos e eletrônicos.

A literatura de bordo do veículo traz a relação das funções protegidas pelos fusíveis e os seus respectivos símbolos. Para alguns modelos, um cartão, junto à central elétrica, traz a disposição da função principal para um determinado fusível.

Se a causa da queima do fusível for esporádica, bastará trocá-la por um novo da mesma capacidade. Mas, se a queima tornar a se repetir, será necessário diagnosticar a causa.

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Vidro dianteiro direito 3 .Vidros traseiros junto com o bloqueio No lado esquerdo existe a tecla de comando dos espelhos e o interruptor das luzes. 1 . Para removê-lo basta pressioná-lo para dentro e girar para o 1º estágio. O interruptor das luzes incorpora o comando para os faróis de neblina. No lado direito temos as seguintes teclas na seqüência: Conforme ilustração abaixo: 5 .Abertura do porta-malas 6 .Pisca alerta 4 .Teclas do painel Os comandos estão centralizados abaixo dos difusores de ar.Vidro dianteiro esquerdo 2 .Desembaçador temporizado por 20 minutos 6 5 4 3 5 6 2 1 3 1 2 4 84 .

vidros. Unidade de Controle do Arcondicionado Unidade de Controle Porta do Acompanhante Unidade de Controle Porta Traseira Direita Unidade de Controle Central Sistema Conforto Unidade de Controle Porta do Motorista Unidade de Controle Porta Traseira Esquerda Unidade de Controle Rede de Bordo Unidade de Controle do Painel de Instrumentos 85 . como motor. sistemas antifurto e de informação. que funciona junto a um controlador eletrônico de rede (CAN-bus). que decretou o fim do carburador e melhorou o desempenho do motor. Para reduzir a quantidade de fiação empregada nos chicotes e aumentar a segurança de veículos como o Bora. mais segurança e conforto. por exemplo. muitas funções elétricas foram adaptadas a um sistema de transmissão em série de dados. “Os sistemas eletromecânicos ainda são mais caros”. ar-condicionado. freios. O uso da eletrônica trouxe. entre outras vantagens. Chips e sensores já monitoram várias partes dos carros. a face mais visível da evolução da indústria automobilística nos últimos anos. além de baratear o custo do veículo. Transmissão de Dados O uso da eletrônica em automóveis no Brasil aumentou significamente a partir da década de 90. com certeza. O reflexo do seu avanço está no aumento da quantidade de fios e cabos elétricos nos modelos considerados tops de linha: de 800 metros em 1992 para aproximadamente 2 mil metros em 2000. como por exemplo a introdução da injeção eletrônica.Rede CAN-bus A eletrônica foi.

permite manter uma temperatura agradável e regular dentro do veículo.Um interruptor de segurança no painel de controle no lado do motorista (dispositivo de segurança de crianças bloqueia o acionamento dos vidros traseiros). por exemplo.Piloto automático .um dedo. independentemente da carga do veículo.Também denominado Climatronic. os faróis voltam à inclinação habitual. que o vidro se feche quando houver alguma barreira . Quando a carga é retirada. Vidros elétricos com fechamento automático e antiesmagamento . Sensores nos eixos medem o peso nas molas traseiras e. 86 . Uma vez ajustada a temperatura (recomendável a 22º). Este dispositivo ainda não está disponível para o Brasil. No sistema antiesmagamento. o sistema automaticamente corrige a inclinação dos faróis. sensores evitam Ar-condicionado eletrônico .garante que os faróis. a partir desta informação. estejam sempre regulados.O motorista pode fazer uma viagem sem pisar no acelerador: basta escolher a velocidade que deseja dirigir durante todo o percurso e ela se manterá constante. O sistema é ativado dentro de uma faixa de 4 a 200 mm a partir da vedação superior das portas. Controle elétrico da altura dos faróis . o Climatronic irá trabalhar automaticamente através de sensores que alteram a velocidade e distribuição de fluxo interno de ar.

a saída de uma garagem escura para a luz do dia.Chips LED LED Fotodiodo Fotodiodo Superfície do pára-brisa Superfície do pára-brisa LED LED A invasão dos chips nos automóveis também está mudando radicalmente sua manutenção. Espelho retrovisor antiofuscante .Localizado na base do espelho retrovisor interno. mais escuro o eletrólito. 87 . A unidade de controle mede a intensidade da luz incidente pela frente e pela traseira do veículo. permitindo. por exemplo. Sensor de chuva . O sensor mede a intensidade da luz refletida na água e envia um sinal para o relê do temporizador. Quanto maior a voltagem. Agora é mais fácil diagnosticar problemas em poucos minutos. com a conexão dos carros a modernos equipamentos. diminuindo a intensidade da luz refletida sobre os olhos do motorista.Previne o ofuscamento da visão do motorista pela luz dos veículos que vêm atrás. a função antiofuscamento é desativada. sem atrapalhar a visibilidade pelo retrovisor. regulando a velocidade do limpador do pára-brisa de acordo com a necessidade. através dos fotossensores e aplica uma voltagem ao revestimento condutivo que irá alterar a cor do eletrólito. “Pode-se fazer um check-up do veículo quase sem abrir o compartimento do motor”. Espelho retrovisor antiofuscante: contra a luz alta nos olhos. aciona automaticamente os limpadores quando detecta a presença de gotículas sobre o párabrisa. Quando a marcha à ré for acionada.

em razão de précombustão.controla a posição da borboleta de aceleração em regime de marcha lenta. J365 SENSOR DA POSIÇÃO DA BORBOLETA .processa cálculos.0 . . Unidade de Comando J382 G39 SONDA LAMBDA . RELÊ PARA PLENA POTÊNCIA .ar condicionado ligado. Conector de Diagnóstico N80 G62 J16 SENSOR DE TEMPERATURA DO MOTOR .Gerenciamento eletrônico do motor (motor 1.recebe informações dos sensores. N33 VÁLVULAS INJETORAS .produz corrente para a emissão de centelha no momento correto. Atuadores N157 N152 G40 SENSOR HALL . 88 . . L30 AC SINAL DO AR CONDICIO NADO AC .mantém registro de dados e histórico de falhas do sistema.pulverizam combustível no momento e pelo tempo corretos. N32.vibração do bloco.atua na embreagem do compressor do ar condicionado. J17 G6 RELÊ DA BOMBA DE COMBUSTÍVEL .permite conexão de equipamento de diagnóstico.energiza a bomba que fornece combustível pressurizado para as válvulas injetoras. para serem queimados pelo motor.8V e 16V) Sensores (G71) (G42) SENSOR COMBINADO . CORRETOR DA ROTAÇÃO DE MARCHA LENTA . N31.emite sinais de comando para os atuadores.pressão no coletor. N30.teor de oxigênio nos gases de escape. VÁLVULA DE LIMPEZA DO FILTRO DE CARVÃO ATIVADO . V60 G88 G69 F60 CONECTOR DE DIAGNÓSTICOS . . G61 SENSOR DE DETONAÇÃO .controla o fluxo de vapores de combustível acumulados.temperatura do ar. TRANSFORMADOR DE IGNIÇÃO e ESTÁGIO DE POTÊNCIA . .posição da borboleta de aceleração.temperatura do bloco. UNIDADE DE COMANDO .rotação e posição do virabrequim.

Faltando esta informação a unidade J220.S. Marcha-lenta. Na ausência deste sinal. Ponto de ignição. mantendo a mistura enriquecida. o motor não entra em funcionamento. Sensor Combinado Sensor de pressão no coletor (G71) e da temperatura do ar (G42) integrados. Faltando esta informação a unidade J220. Com coeficiente negativo de temperatura (NTC) este sinal compõe o cálculo do: Tempo de injeção (ti). Sensor de temperatura do ar (G42) O sinal mede a temperatura do ar que está sendo admitido pelo motor. Recuperação dos vapores do filtro de carvão ativado. Sua função é identificar a rotação do motor. Ponto de ignição. determinando: Tempo de injeção (ti). Este sinal é um dos principais para o cálculo do : Tempo de injeção (ti). 89 . o sensor informa a pressão atmosférica para correção dos mapas em função da densidade do ar (altitude).Sensor hall O sensor Hall está incorporado no distribuidor de ignição.M. identificando o ciclo de ignição no cilindro 1. Estes dois sensores encontram-se montados num único componente. utilizará um valor fixo de 20ºC. Ao ligar a ignição. é a 3ª maior que as outras. de todos os cilindros e qual é o cilindro 1. fixado na lateral do coletor de admissão. através de um termistor. que varia sua resistência elétrica em função da temperatura. a correspondente ao cilindro 1. sendo acionado diretamente pela árvore do comando de válvulas. Sensor de pressão no coletor de admissão (G71) O sinal enviado para a unidade de comando (J220) a cada 1ms. esta diferença corresponde a 6ª na árvore de manivelas. O rotor do Hall possui quatro janelas. utilizará o sinal da posição da borboleta de aceleração (G88). a variação da tensão elétrica que é de 0 a 5 volts. Este sinal é utilizado pela unidade J220. Ponto de ignição. O sinal é enviado para a unidade a cada 1ms. informa a carga que o motor está submetido. o P.

É um termistor. As estratégias da unidade J220. através da variação de tensão elétrica. Regulagem do sistema ed anti-detonação. caracteriza mistura rica. alimentado pelo relé da bomba de combustível. Em plena potência a informação da sonda lambda é desconsiderada pela unidade J220. influem no: Tempo de injeção (ti). Ele informa a unidade J220 as variações de temperatura do líquido de arrefecimento. Os sinais gerados pela sonda lambda. resistor que varia sua resistência elétrica em função da temperatura. Em caso de falha a unidade J220. permitindo o aumento na relação da mistura e. conseqüentemente. Este sinal compõe o cálculo para: Sensor da temperatura do motor (G62) Este sensor está localizado na flange do sistema de arrefecimento. junto com a válvula termostática. e informa a unidade J220. Tempo de injeção (ti). um informa a unidade J220 e. caracteriza mistura pobre. utiliza um valor aproximado da temperatura de trabalho (100ºC). corrigindo a mistura para atender os níveis de emissões. a tensão é de 800mV.Sonda lambda (G39) A sonda lambda está localizada no tubo de descarga primário. A sonda entra em funcionamento em torno de 2 minutos após a partida. a variação de oxigênio residual. 90 . Recuperação dos vapores do filtro de carvão ativado. do tipo NTC. Internamente o sensor da temperatura do motor é constituído por dois termistores eletricamente independentes. Ponto de ignição. Uma informação de gás pobre em oxigênio. para realizar os cálculos. Ponto de ignição. a máxima potência. o outro o instrumento combinado. produzindo tensão de 100mV. Marcha-lenta. na utilização dos sinais do sensor possuem o principio de “close loop” e “open loop”. Na sonda lambda existe um resistor de aquecimento. Quando o gás está rico em oxigênio.

unicamente no cilindro em questão. estando fixado na lateral do bloco. o controle volta a dar avanço inicial ao citado cilindro. Regulagem de detonação seletiva por cilindros A regulagem de detonação seletiva por cilindros tem a função de evitar detonações espontâneas. a recuperação deste ângulo se realiza em pequenos passos de 0. trabalho de regulagem de detonação.2º. até que desapareça a detonação no citado cilindro.2º. em passos variáveis de 3. atrasa o ponto de ignição. Na falha deste sinal a unidade J220. abaixo do coletor de admissão. para cada cilindro até o máximo de 12º. A correção máxima de regulagem de pré- O cilindro é reconhecido mediante o sinal do sensor Hall. O atraso se realiza nas voltas de detecção do fenômeno da pré-combustão. sendo necessário este sinal para o correto detonação.4º. é de 12º. Este sinal é utilizado pela unidade J220 para eliminar eventuais detonações no motor. este processo de atraso se realiza em passos de 3. sobre o ângulo de avanço de ignição calculado. automaticamente a unidade corrige o ângulo de avanço de ignição no sentido de atrasá-lo. individualmente. Uma vez desaparecido o fenômeno de detonação. O sensor de detonação é encarregado de detectar o aparecimento de alguma pré-combustão detonante durante o trabalho do motor. mediante o atraso no ponto de ignição. Cada cilindro dispõe em um campo independente de correção de avanço para a regulagem de detonação. 91 . sendo feito. somente quando o motor estiver submetido a carga.Sensor de detonação (G61) Este sensor é constituído por um cristal piezo elétrico.

J220 17 10 41 14 28 G69 Sensor do corretor de marcha-lenta (G88) Informa à unidade de comando (J220) a posição angular do corretor de marcha-lenta (V60). está montado diretamente sobre o eixo da borboleta. elevando a marcha-lenta. o sensor pára enquanto a borboleta segue abrindo. informando a unidade de comando (J220) todas as variações angulares da borboleta.Unidade de comando da borboleta Sensor da posição da borboleta de aceleração (G69) Comandado pelo cabo do acelerador. durante a mesma. a borboleta de aceleração entra em estado de emergência mecânico. Faltando este sinal. Alternativa do sensor de pressão no coletor. No final do estágio de marcha-lenta. devido a mola de posição de emergência. J220 17 10 41 14 28 G88 92 . fornecendo: posição da borboleta.

do sensor de marcha-lenta (G88) e. Desta forma. J220 17 10 41 14 28 Corpo de borboleta evolutivo O sistema MP 9. do corretor de marcha-lenta (V60). enviando um sinal negativo ao pino 10 da unidade J220. reduzindo-se as emissões. Faltando o sinal do interruptor a unidade de comando compara os valores dos sensores da borboleta (G69). Este sinal serve para o corte de injeção no freio- motor. neste caso o interruptor está fechado. 93 . possibilita uma regulagem fina na passagem de ar na marcha-lenta. posicionar o servo motor para a função do dash pot.Interruptor de marcha-lenta (F60) Sua função é informar a posição da borboleta em marcha-lenta. a quantidade de combustível necessária é menor.0 utiliza um novo conceito no perfil interno do corpo de borboleta. F60 Forma de calota: motor AT 1000 Forma clindrica: tradicional A forma de calota no perfil interno. assim como estabilização digital da marcha-lenta. proporcionando suave progressão em qualquer carga do motor.

totalmente . é constituído por motor de corrente contínua. somente uma sincronização através da função 04 .“iniciar ajustar básico” (grupo 98) com o equipamento VAG 1551 / 1552. 94 . Para isto o cabo do acelerador deve estar regulado sem estar tensionado. A alimentação do motor. comandado pela unidade J220 e um sistema redutor. a borboleta assume a posição de emergência (5º) pré-determinada por ação de mola. O corretor permite fechar. variando desta maneira.Atuadores Corretor de marcha-lenta (V60) Está localizado na unidade de comando da borboleta. J220 2 26 M V60 Não existe nenhum ajuste mecânico na unidade de comando da borboleta. ocorre mediante a Na posição de emergência a borboleta mantém uma posição angular de. sempre que substituir esta unidade ou a unidade J220. variação da frequência e inversão da polaridade. Em caso de defeito. modificando desta maneira a posição angular da borboleta. aproximadamente 5º. a borboleta e abri-la até o valor máximo de 22º. determinada por ação de uma mola. de um regime inferior até um superior do estabelecido em repouso. atuando somente em marcha-lenta.

o qual transforma em um sinal elétrico 12V para o primário do transformador produzindo um campo magnético. Induzido com junta Mola de fechamento Transformador Transformador de ignição (N152) e estágio final de potência (N157) A unidade de comando envia um sinal eletrônico para o estágio final de potência. o qual vai liberar aproximadamente 50 mil volts no momento da centelha da vela de ignição. Estágio final de potência 95 . abre quando recebe pulso negativo da unidade J220 Este sinal de comando é alternado a cada 3 minutos e 1 minuto desligado. em direção ao coletor de admissão. depois do motor aquecido.Bobina Válvula do filtro de carvão ativado (N80) A válvula regula a recuperação dos vapores de gasolina acumulados no filtro de carvão ativado. Ela normalmente está fechada e.

Válvula de injeção Coletor Tubo de admissão Cabeçote Este sistema dispõe de quatro válvulas eletromagnéticas. simultaneamente. a ignição. No freio motor é cortado a injeção de combustível de todas as válvulas e. posição do corretor marcha-lenta. Isto acontece a cada 180º da árvore de manivelas e tem como finalidade o enriquecimento da mistura como também. são válvulas compactas que possuem quatro orifícios calibrados para pulverização de combustível. No momento da partida. N32 e N33) Para o cálculo do tempo de injeção (ti) a unidade utiliza as seguintes informações: rotação do motor. a unidade de comando emprega três estratégias de injeção: Primeiro é feito uma pré-injeção de todas as válvulas ao mesmo tempo (Full Group). A terceira estratégia passa a ser injeção seqüencial depois que a unidade realizou todos os cálculos necessários e também após ter reconhecido através do sensor Hall a posição do primeiro cilindro. em torno de 1200 RPM. A partir de 6250 RPM começa o empobrecimento da mistura. Após ser reconhecido o pós partida pela unidade de comando. posição da borboleta. A partir de 6550 RPM é cortada a injeção e. temperatura do motor. temperatura do ar.Válvulas Injetoras (N3. com a diminuição do ti e avanço do ponto de ignição. tensão da bateria. 96 . N31. pressão no coletor. Segurança e emissões O combustível é injetado no canal de admissão e ao abrir-se a válvula de admissão é aspirado junto com o ar para a câmara de combustão. lambda. com rotação elevada e interruptor de marcha-lenta (F36) fechado e dependendo da temperatura do motor a rotação de retomada da injeção pode variar. posição Hall (PMS). situadas no coletor de admissão. posteriormente. só que a cada 360º da árvore de manivelas. as válvulas continuam a injetar. retoma aproximadamente. sinal do AC. dar um tempo para a inicialização do sistema.

continuamente e lentamente. modificando o ângulo de ignição em direção ao retardo de avanço. a posição real em cada momento da mesma. neste momento o corretor da borboleta (V60) não atua sobre a mesma. utiliza No caso de detectar um rápido fechamento da borboleta. o sinal de regime de rotação do motor e o valor calculado do regime de rotação de marcha-lenta. a unidade aciona o corretor V60.mesmo que sejam mínimas. para realizar esta função. porém marcará a posição de repouso quando a borboleta deixar de ser acionada pelo cabo. avalia mediante o sinal do sensor da posição da borboleta (G69). Estabilização digital de marcha-lenta A estabilização digital de marcha-lenta corrige o regime da mesma.Mola de emergência Pinhão do motor (V60) Sensor do corretor da marcha-lenta (G88) Tampa Interruptor de marcha-lenta Sensor da borboleta Amortecimento de fechamento A borboleta de aceleração é acionada pelo pedal do acelerador através de um cabo. até conseguir o regime de marcha-lenta ótimo. atuando com pequenas variações do citado regime. fechando-se. no caso de existir divergências entre ambos. A unidade ativa este sistema ao receber o sinal do comutador de marcha-lenta. A unidade. A unidade. mediante a variação do ângulo de avanço de ignição. 97 . e a borboleta permanecerá aberta na posição máxima de abertura do corretor da mesma (22º).

até que sejam queimados pelo motor. 98 . evitando sua emissão para a atmosfera. daí. que controla o fluxo de ar filtrado. evitando obstrução das válvulas injetoras. para o coletor. FILTRO DE COMBUSTÍVEL retém eventuais impurezas. conduz a mistura ao cabeçote.O sistema de combustível BOMBA DE COMBUSTÍVEL (elétrica) fornece combustível. COLETOR DE ADMISSÃO conduz o ar filtrado aos pontos onde se localizam as válvulas injetoras e. CORPO DA BORBOLETA aloja a borboleta de aceleração. ACUMULADOR DE VAPORES DE GASOLINA (sistema de carvão ativado) filtro que retém os vapores de combustível. para as válvulas injetoras. em quantidade e momento adequados. a determinada pressão. VÁLVULAS INJETORAS atomizam o combustível. TANQUE DE COMBUSTÍVEL M TUBULAÇÃO DE COMBUSTÍVEL GALERIA DE COMBUSTÍVEL supre de combustível pressurizado as válvulas injetoras. para formar a mistura.

Sistema de combustível 99 .

100 . N2 e água. Benefícios ao consumidor: o conversor catalítico de três vias trabalhando em circuito fechado é. é através de um sistema de gerenciamento eletrônico que trabalhe com circuito fechado com conversor catalítico de três vias. Para isto. monóxido de carbono (CO) e óxidos de nitrogênio (Nox). antes do conversor catalítico. CO e HC. atualmente. por onde os gases de escape passam obrigatoriamente. Já o conversor catalítico de três vias é assim conhecido porque tem a capacidade de minimizar a emissão dos três resíduos poluentes existentes nos gases de escape. num motor de ciclo Otto. são os metais preciosos platina e ródio. Ele reduz os três poluentes principais: Nox. O sensor de oxigênio (sonda de detecção Lâmbda) é instalado no cano de escape.Escapamentos Os materiais ativos utilizados no revestimento do conversor catalítico. conversor catalítico de três vias Injetor Controle eletrônico da injeção de combustível Tubo medidor de CD Sensor de oxigênio O conversor catalítico de três vias transforma até 90% dos poluentes existentes nos gases de escape em CO2. o catalisador é composto por uma colméia com uma grande quantidade de canais. Circuito fechado. Isto significa que a qualidade da formação da mistura é analisada pela presença de oxigênio nos gases de escape por meio de um sensor chamado sonda Lâmbda. Estes canais são revestidos por um material ativo que é capaz de reagir com os poluentes e reduzir sua presença em torno de 90%. o método mais eficiente para diminuir a emissão de poluentes dos gases de escape. o sistema de controle de emissão de escape mais eficiente para motores a gasolina. Este sensor mede o teor residual de oxigênio presente nos gases do escape e transmite sinais que são utilizados para ajustar a injeção de combustível para obtenção da mistura ideal. de forma simultânea os hidrocarbonetos (HC). Revestimento de platina e ródio Revestimento de lavagem (camada intermediária) Monólito Princípio de operação de um conversor catalítico de três vias trabalhando em circuito fechado Controle de emissão do escape Atualmente.

101 . Para reduzir HC e CO. não podem utilizar um conversor catalítico convencional de três vias. comparativamente com os motores de ciclo Otto. utilizados nos motores Diesel Os motores Diesel trabalham com misturas que utilizam grande quantidade de ar. esses motores precisam ser equipados com um conversor catalítico oxidante. Esse tipo não está capacitado para reduzir os óxidos de nitrogênio (Nox) no escape. Tomada para medição do índice de poluentes nos gases de escape. Desta forma.Vista seccional do conversor catalítico. Injeção de combustível Conversor catalílico oxidante Conversor catalítico oxidante para redução do monóxido de carbono (CO) e dos hidrocarbonetos (HC).

Tipos de injeção eletrônica Ar Combustível Válvula Injetora Borboleta Coletor INJEÇÃO ELETRÔNICA MONOPONTO uma válvula injetora para 4 cilindros. Ar Borboleta Coletor Combustível Válvula Injetora INJEÇÃO ELETRÔNICA MULTIPONTO uma válvula injetora para cada cilindro. 102 .

BATERIA acumula energia elétrica produzida pelo gerador.O sistema de ignição do motor (convencional) VELAS DE IGNIÇÃO .direciona a corrente gerada pelo transformador de ignição para cada uma das velas.dependendo do tipo de sistema de ignição. 103 .a partir da corrente recebida do transformador de ignição (bobina). O Sistema de Ignição do Motor (com Gerenciamento Eletrônico) DISTRIBUID OR . BOBINA DE IGNIÇÃO A alta tensão gerada na bobina é conduzida por cabos condutores até as velas de ignição no interior dos cilindros. sendo que sua função é então eletronicamente executada pelo estágio final de potência e pelo transformador de ignição com 2 bobinas de dupla saída Sistema de gerenciamento elétrico do motor Sistema de gerenciamento elétrico do motor TRANSFORMADOR DE IGNIÇÃO e ESTÁGIO DE POTÊNCIA vide sistema de gerenciamento eletrônico do motor. produzem centelha elétrica para a combustão da mistura. na sequência ("ordem de ignição"). DISTRIBUID OR .gira na mesma rotação do comando de válvulas . não há distribuidor. através de um distribuidor acionado mecanicamente.

Esquema elétrico ( 85 + J17 86 T16 N157 N152 30 87 30 K 29 1 21 23 24 25 7 N30 N31 6 J220 8 13 2 26 10 14 41 16 17 43 37 1 V60 2 3 4 + 5 G69 8 1 2 M LL G 40 P G 42 7 - F60 V G68 Corpo de borboleta 104 .

15A (Posição 14) 30 30 M G6 85 Relé auxiliar 86 30 85 30 87 86 87 Relé de plena potência VSS T~ R G39 N80 N25 N32 28 N33 38 15 3 5 36 1 4 1 7 18 39 19 45 42 33 34 3 4 G61 U G62 AC G2 SP P 105 + G71 .

igual a uma geladeira doméstica. Este sistema. portanto. como o R134a. No verão. Controles eletrônicos permitem cada vez maior precisão na distribuição do fluxo de ar e da temperatura e até mesmo a escolha separada de saídas para o motorista e o passageiro dianteiro. no Audi A8. algumas partes do seu interior podem atingir temperaturas superiores a 70ºCelsius.Climatizador Quando um veículo está estacionado sob o sol. o ar aquecido do interior do veículo é conduzido. o resfriamento do ar que entra representa um fator de segurança. melhor o ocupante se sentirá. Estes novos fluidos refrigerantes não possuem cloro na sua composição química. Foto-sensor de irradiação G107 Os fluidos refrigerantes compostos de cloroflúor carbono (CFC) usados durante muitos anos. sendo. Com mais de 30º Celsius dentro do veículo. atuam. a concentração do motorista tende a relaxar e a fadiga aparece mais rapidamente. nos sistemas de ar condicionado de seus veículos. Os sistemas de ar condicionado mais modernos. Há alguns anos. detectam até mesmo a incidência de luz solar direta. por exemplo. e tem controles separados para as metades esquerda e direita do interior do veiculo. esfriando e desumidificando o ar. A carga de calor do ar é removida pela mudança do estado físico líquido para vapor do refrigerante. quando descarregados no meio ambiente. O sistema de controle pode registrar a intensidade do sol e o ângulo de incidência e aumentar ou restringir o suprimento de ar frio. Normalmente o ar condicionado é complementar aos sistemas normais de aquecimento e ventilação. especialmente. Atualmente mesmo os sistemas normais de ventilação do carro são controlados eletronicamente. que depois é forçado a circular no interior do veículo. para o evaporador. O ar condicionado representa o recurso mais rápido e eficiente para se obter temperaturas próximas a do ambiente. de fato. como destruidores da camada de ozônio da atmosfera. com a ajuda da ventilação forçada interna. Sensor de temperatura no habitáculo G56 Sensor de temperatura do ar de entrada G89 Sensor de temperatura do ar de saída para os pés G192 Sensor de temperatura do ar externo G17 106 . Em termos simplificados. Benefícios ao consumidor : quanto mais eficiente o controle climático dentro do carro. a Volkswagen começou a utilizar refrigerantes alternativos. não produz ar frio. inofensivos à camada de ozônio. mas opera como um agente de transferência de calor. onde circula o gás refrigerante.

Circuito de climatização Válvula de expansão Evaporador Ventilador (V2) Válvula de serviço Compressor variável Válvula de serviço Condensador Filtro secador Alta pressão Baixa pressão Ventilador do radiador O circuito de refrigeração do sistema CLIMAtronic possui os seguintes componentes básicos: Compressor variável com válvula reguladora Filtro secador Válvula de expansão ou tubo com orifício de Expansão Condensador Evaporador Trocador de calor para o aquecimento Válvulas de serviço Refrigerantes R 134a 107 .

Identificação dos componentes Difusor do bocal central Entrada do ar Difusor lateral direito Cames de comando do ar quente Evaporador Válvula de expansão Renovação do ar Termostato Servo motor Duto p/ climatizador Recirculação do ar interno 108 .

Renovação do ar Difusor frontal Difusor do pára-brisa Duto p/ ventilação forçada e aquecimento Difusor lateral esquerdo Tubos do trocador de calor Motor Cames de comando da distribuição do ar Resistor 109 .

incidência de irradiação solar. Este sistema utiliza como referência a programação de temperatura feita pelo usuário e proporcionará o resultado desejado. Trata-se de um sistema de climatização do habitáculo. conveniência e facilidade de manutenção são os principais atributos tecnológicos dos produtos Volkswagen. conforto. é a razão para a terminologia CLIMAtronic. buscam a satisfação e o atendimento das necessidades e expectativas dos clientes da marca. sua distribuição. Esta inteligente estratégia de trabalho.CLIMAtronic Segurança. controlando os “flaps” (portinholas) reguláveis da caixa de ar. otimizando a qualidade da personalização do clima no interior do veículo. obtido através de um sistema de gerenciamento eletrônico que monitora diversas temperaturas de trabalho. Assim obtém-se a mescla ideal entre ar fresco. através de uma estratégia de gerenciamento eletrônico que monitora as condições de trabalho utilizando sensores distribuídos pelo veículo. a unidade de gerenciamento processa e comanda os atuadores com o objetivo de controlar a dosagem dos fluxos aerodinâmicos pelo habitáculo. através dos seus sistemas específicos. Com estes parâmetros de trabalho. bem como. ao serem implementados ou atualizados. através de um sistema de gerenciamento eletrônico. O sistema CLIMAtronic de climatização veicular. 110 . Seu estágio avançado de aprimoramento permite. que a temperatura de conforto desejada pelos usuários no habitáculo seja obtida automaticamente de acordo com a programação realizada. ar aquecido e ar refrigerado para ser distribuído no habitáculo. São características em constante desenvolvimento que. fluxo de entrada de ar fresco. volumes. representa bem esta nossa filosofia de trabalho.

Como na ventilação forçada. também haverá a desativação mecânica do recirculador ao selecionar a função desembaçador do pára-brisa. Neste caso. Portinhola de ar fresco/recirculação de ar CLIMAtronic Portinhola da ventilação forçada Este sistema de climatização veicular se caracteriza por controlar automaticamente e manter constante. parciais ou totais.Climatizador convencional Neste sistema a climatização depende diretamente dos comandos e adequações feitas pelos usuários no interior do veículo. O sistema CLIMAtronic possui uma estratégia de autodiagnósticos através de equipamentos especiais feita pelo seu Concessionário. A nova caixa de distribuição do ar do sistema CLIMAtronic comanda as aberturas e fechamentos. Portinhola de ar fresco/recirculação de ar 111 . independente da necessidade de novas programações ao se desligar e ligar o veículo ou de mudanças climáticas. das portinholas de distribuição do ar através de servo-motores elétricos que possuem sensores de posição (potenciômetros) monitorados pelo sistema de gerenciamento eletrônico. o clima no interior do veículo mediante a programação feita pelo usuário. o comando da portinhola do recirculador e da entrada de ar fresco. também é feito através de um atuador elétrico.

Estas informações são processadas e comparadas com os valores configurados na programação da própria unidade. Este componente atua com o objetivo de impedir que as temperaturas do painel e da própria unidade J225. para determinar as ações de correção e ajustes que serão comandadas através dos atuadores (componentes elétricos para onde são enviados os sinais de saída do sistema de gerenciamento). interfiram nas informações do sensor G56. o sistema de gerenciamento CLIMAtronic adota uma estratégia de emergência que garante a operação do climatizador num modo especial de trabalho. a visualização de eventuais irregularidades através do display da unidade E87 Enquanto . Estas duas unidades de comando formam um só conjunto não podendo ser desmontadas. na sua memória de avarias. atua recebendo e monitorando as informações provenientes dos sensores elétricos e eletrônicos do sistema (sinais de entrada). a visualização gráfica das condições de trabalho inclusive com a possibilidade de alteração da unidade de medida de temperatura a ser utilizada (ºC Graus Celcius ou ºF Graus Fahrenheit). Ventilador-exaustor de ar para o G56 Sensor de temperatura do habitáculo (G56) O sensor de temperatura do habitáculo (G56) também está integrado a unidade de comando J225 que funciona juntamente com um pequeno ventilador-exaustor (V42). esta falha contínua não é corrigida. Uma estratégia de autodiagnóstico do sistema CLIMAtronic permite o monitoramento constante das condições de trabalho dos seus componentes armazenando eventuais irregularidades. Este recurso permite facilidade de diagnósticos através dos VAGs 1551 ou 1552 bem como. Display digital de operação e programação (E87) Unidade de comando CLIMAtronic J255 Incorporado a esta mesma unidade de comando. 112 . existe uma outra unidade equipada com um display digital (E87). que permite a operação e a programação do sistema bem como.Unidade de comando CLIMAtronic J225 Funcionamento A unidade de comando do sistema CLIMAtronic J225.

PLACA DE DIODOS RETIFICADORES converte a corrente alternada em corrente contínua ESTATOR ROLAMENTO POLIA DE ACIONAMENTO E VENTILADOR acionada pelo motor do veículo. para alimentar o sistema elétrico e carregar a bateria. movimenta o alternador e produz um fluxo de ar interno no alternador. movido pelo motor do veículo.O alternador É um componente que. para resfriá-lo ROLAMENTO ROTOR REGULADOR DE VOLTAGEM componente eletrônico que controla a tensão. para mantê-la em 12 Volts. produz corrente alternada. de forma a proteger a bateria e os componentes elétricos e eletrônicos do sistema ESCOVAS fazem o contato elétrico com os anéis coletores do rotor 113 .

imersas em solução ácida. Compõe-se de placas positivas e negativas intercaladas. que é convertida em energia elétrica quando um circuito elétrico é conectado a seus polos. será sempre necessário. Assim. sendo compatível com a demanda dos sistemas que irão consumir energia elétrica. substituí-la por outra com as mesmas características e dimensões. A capacidade de fornecimento de carga da bateria é medida em Ampéres-hora (Ah). 114 . na troca da bateria.A bateria É um componente que armazena energia química.

a roda livre permite que o pinhão de acionamento deixe de transferir torque. ALAVANCA puxada pelo automático. SOLENÓIDE DA PARTIDA (AUTOMÁTICO) quando o motorista liga a chave de ignição e partida. ESCOVAS fazem o contato elétrico com o coletor do induzido. .faz o pinhão de acionamento avançar e engrenar na engrenagem do volante do motor do veículo.liga o motor de partida. alimentado pela bateria. INDUZIDO RODA LIVRE ao entrar em funcionamento o motor do veículo. ENGRENAGEM DE PARTIDA permite ao pinhão de acionamento girar o volante do motor do veículo. e possa ser desengrenado. 115 . faz avançar o pinhão de acionamento. PINHÃO DE ACIONAMENTO faz o motor de partida girar o volante do motor do veículo.O motor de partida É um motor elétrico. o automático atua assim: . utilizado no momento de fazer o motor do veículo iniciar o funcionamento.

e contém um sensor de impacto para airbags dianteiros. situado na frente do console central. Airbags Cinto pré-tensionado pirotécnico Unidade de comando do airbag 116 . A unidade de comando do Airbag encontra-se no túnel central. os airbags dianteiros somente serão acionados.Airbags e cintos de segurança Os airbags dianteiros para motorista e passageiro são componentes opcionais do veículo. quando houver uma colisão frontal violenta. O sistema foi desenvolvido somente para a abertura dos airbags em caso de colisão.

detectado pelo dispositivo de comando. Air Bag não é ativado Sem Air Bag Com Air Bag ! ? Manobras extremas Colisões dianteiras leves Capotamento Coloisões laterais Colisões traseiras 117 . Deste modo se descartam as ativações errôneas como mostram as figuras abaixo.Decisivo para a ativação do sistema de airbag. ocorrido em um acidente. é o efeito de desaceleração. Se a desaceleração ocorrida e medida em um acidente permanecer abaixo dos valores de referência introduzidos nos dispositivos de comando. Colisão Descentralizada Colisão Frontal O Air Bag é ativado se for efetivamente necessário. os airbags não serão ativados. apesar do veículo poder encontrar-se muito deformado devido a colisão.

Logo após ter sido inflado.Os airbags (bolsas infláveis) O airbag funciona a partir de um impacto de determinada severidade: um sensor de colisão dispara o gerador de gás. O gerador de gás é um dispositivo pirotécnico. Luz indicadora de falha Cobertura Contato Gerador de gás Gerador de gás Cobertura Airbag 118 . com uma carga propelente ativada eletronicamente. em menos de 50 milésimos de segundo. para liberar a pessoa salva. que infla a bolsa com gás nitrogênio. o airbag esvazia.

Os airbags protegem o motorista e os passageiros contra ferimentos na cabeça e no peito. Veículo Tempo em milésimos de segundo Condutor 30 40 Acompanhante 54 66 84 98 150 119 . é fundamental o uso dos cintos de segurança. Para isso.

em função das suas características construtivas. e/ou tempo. Para cada veículo. Este tipo de manutenção tem por finalidade prevenir a ocorrência de defeitos e/ou seu agravamento. com finalidades diferentes: Manutenção preventiva Entende-se como manutenção preventiva. as pastilhas gastas poderão afetar o disco de freio e outros componentes de custos mais elevados. como o próprio nome diz. com o intuito de se verificar o estado. efetuar regulagens ou substituir componentes de desgaste normal. você encontrará os espaços onde o Concessionário fará os registros das manutenções. o fabricante estabelece um programa de verificações e substituições de componentes denominado “Serviços de Inspeção”. Ainda deve ser lembrado que a execução do Serviços de Inspeção é condição para que você possa reclamar defeitos em garantia. como também é um fator quase sempre considerado para maior valorização do veículo por ocasião da sua venda.Conceitos Básicos de Manutenção É importante que saiba distinguir os conceitos sobre a manutenção de um veículo e qual a importância disto na conservação do bom estado do mesmo. além de comprometer a segurança do veículo.000 km. Estas manutenções periódicas estão detalhadas conforme modelo e motorizações. o que poderá provocar um custo elevado. No seu livrete “Manutenção e Garantia Volkswagen”. substituindo-as caso elas tenham uma espessura menor do que 2 mm. na preservação da sua segurança e também do alto valor de revenda. com vida útil predeterminada. examina-se as pastilhas de freio. Você encontrará o “Serviços de Inspeção” a ser adotado para o seu veículo no livrete “Manutenção e Garantia Volkswagen”. Este quadro preenchido corretamente dentro das quilometragens indicadas não só lhe assegura as vantagens comentadas anteriormente. 120 . a sua segurança e menores custos por quilômetro rodado. aquela realizada dentro de um cronograma preestabelecido de quilometragem rodada. Caso esta verificação não seja rotineiramente executada. A correta execução do Seviços de Inspeção lhe assegurará a conservação do seu veículo. Por exemplo: a cada 15. comprometimento da segurança e desvalorização do veículo. Existem dois conceitos básicos sobre manutenção.

A leitura da Literatura de Bordo será de grande valia para você conhecer a manutenção do seu veículo. você não estará seguro de que tudo correrá em ordem com o veículo até a próxima manutenção. É de máxima importância que você efetue uma rápida e eficiente verificação semanal no veículo. Exemplo: Nos veículos em que se apresente problemas no sistema de injeção e demora-se algum tempo para a sua correção. A seguir. Verificação semanal Mesmo que seja um proprietário cuidadoso. assim como identificar uma série de operações que você mesmo poderá executar com as orientações ali expressas e mais as dicas que o curso “Mecânica VW para Amadores” lhe proporcionará. semanalmente. você encontra as orientações necessárias na Literatura de Bordo do seu veículo. peça de custo elevado e que não será substituída em garantia. destacamos alguns pontos importantes sobre a manutenção do seu veículo e que você mesmo pode efetuar. poderá ser afetado o catalisador do sistema de escapamento. Sua incidência no veículo está diretamente ligada à perfeita execução da manutenção preventiva. que são importantíssimos e que poderão apresentar algum problema ou falha entre uma manutenção e outra. “Quanto mais se previne. conforme relação de itens abaixo. mantendo seu veículo limpo. menos tem que se consertar.Manutenção corretiva Outro tipo de manutenção executada no veículo é a sua correção de defeitos ou reparos de qualquer natureza. se não tiver sido executado referido reparo. bem conservado e fazendo todas as manutenções no seu Concessionário Volkswagen. Nível do fluido de freio Água do lavador do pará-brisa / vidro traseiro e o jato na saída dos bicos.” A manutenção corretiva normalmente apresenta custos elevados e quase sempre é consequência de manutenção preventiva deficiente. 121 . Nível do óleo ATF da direção hidráulica Nível de gasolina no depósito de partida a frio (veículo a álcool) Existência de vazamentos de óleo no motor e transmissão Existência de vazamentos em mangueiras do sistema de arrefecimento Existência de vazamentos de combustível desde o tanque até o motor (risco de incêndio) Estado das palhetas dos limpadores de pára-brisa / vidro traseiro. você mesmo: Nível do óleo do motor Pressão dos pneus Tensão da correia do alternador Carga do extintor de incêndio Nível do líquido de arrefecimento Nível do fluido ATF (veículos com transmissão automática) Funcionamento dos faróis e demais luzes externas. inclusive os de funilaria e pintura. Todos estes itens e sua forma correta de verificação são abordados pelo seu instrutor no decorrer do curso "Mecânica VW para Amadores". Verifique. Para a verificação de todos estes itens.

Óleo da transmissão Transmissão mecânica A verificação do nível de óleo na transmissão é feita nas inspeções previstas nos “Serviços de Inspeção” do seu veículo. A verificação dos níveis dos óleos da transmissão automática.: 1) Somente o concessionário Volksvagen poderá garantir a utilização correta dos óleos para transmissões (mecânica ou automática). mas principalmente quanto às suas corretas especificações. Lubrificantes Óleo de motor O consumo de óleo pelo motor é normal e este consumo pode variar em função da forma de se conduzir o veículo. é feita nas inspeções previstas nos “Serviços de Inspeção” do seu veículo e requer a utilização de equipamento especial. Os danos produzidos por estes aditivos estarão excluídos da garantia do veículo. para utilização no seu veículo. O seu concessionário Volkswagen comercializa estes óleos e poderá informá-lo sobre os tipos de óleo. prevalecendo o que ocorrer primeiro (ver também condições adversas). VW 502 00 ou VW 205 00. lubrificantes e fluidos do seu veículo.000 km. Descarte do óleo usado O óleo do motor não deve ser jogado na rede de esgoto ou na terra. Degradação das caracteristicas do óleo A viscosidade do óleo do motor e outras características poderão ser alteradas pela contaminação indesejada de combustível. conforme as especificações aprovadas pela Fábrica. Em condições normais.Abastecimentos do veículo É da máxima importância você conhecer e controlar corretamente o abastecimento de combustível. mesmo que o veículo tenha uma baixa quilometragem. não somente quanto às quantidades e formas de abastecimentos. sob pena de causar danos aos conjuntos mecânicos que estarão excluidos da garantia do veículo. somente disponivel no concessionário Volkswagen. Este óleo dispensa troca. Viscosidade e especificação do óleo Os óleos recomendados pela Volkswagen atendem às especificações reVW 501 01. o Concessionario Volkswagen deverá ser procurado para reparar a causa do vazamento e repor o óleo até o nível recomendado. -Outro para o diferencial (óleo sintético). Estes problemas também poderão ocorrer com o óleo. 2) Nunca adicione qualquer tipo de óleo ou aditivo às transmissões. Combustíveis Os combustíveis utilizados no desenvolvimento dos veículos são estabelecidos pela Resolução 18/86 do CONAMA e somente devem ser utilizados quando estiverem dentro das especificações estabelecidas na Literatura de Bordo do seu veículo. Obs. Transmissão Automática A transmissão automática trabalha com dois tipos de óleo: -Uma para a caixa das planetárias (óleo ATF). Ambos são desenvolvidos exclusivamente pela Volkswagen e sem similar no mercado nacional. como conseqüência de um funcionamento deficiente do sistema de alimentação. aprovados pela Volkswagen. Não se deve acrescentar qualquer tipo de aditivo ao óleo do motor. a troca de óleo deve ser feita a cada 12 meses ou a cada 15. se este permanecer dentro do motor por período acima do tempo definido pelo livrete de manutenção e garantia. 122 . No reabastecimento estes óleos poderão ser misturados entre si. Caso se constate qualquer vazamento do óleo da transmissão mecânica.

Estas operações devem ser executadas somente no Concessionário Volkswagen. Se a cor do G12 tornar-se castanha. bomba d’água. desfiamentos ou soltura de pedaços. Somente deve ser utilizado o fluido original Volkswagen.. você encontra orientações sobre o fluido de freio e seu reservatório. que é um item de manutenção simples. ou G12 (Vermelho ) para veículos mais atuais. Fluido do sistema de freios O sistema de freios é abastecido com fluido específico de classificação DOT4. traz instruções para que o próprio Cliente execute a substituição ou limpeza. Todas estas correias são regularmente inspecionadas por ocasião das manutenções e substituídas quando necessário. 123 . procure imediatamente o Concessionário Volkswagen para que as anomalias sejam corrigidas. em função da complexidade da operação e necessidade de ferramentas especiais. algum ruído anormal de correia patinando ou com a presença de defeitos como trincas. detergentes etc. Substituição de filtros O elemento filtrante do filtro de ar. Para os demais filtros. com risco de danificar o motor. Correias do motor Os veículos modernos possuem mais de uma correia para acionamento do motor. alternador. O aditivo G12 não pode ser misturado com outros aditivos. em condições de emergência. com risco de provocar manchas irreversíveis na pintura do veículo. Quanto ao filtro de ar e seu elemento. o sistema pode ser abastecido com água comum. Não misture sabão líquido comum. porém. Na Literatura de Bordo. recomenda-se sua substituição no Concessionário Volkswagen. que não sejam neutros. Se você perceber. direção hidráulica etc. para os veículos com alguns anos de fabricação. Óleo da direção hidráulica O fluido utilizado na direção hidráulica é específico e está especificado na Literatura de Bordo de cada veículo. conforme o plano estabelecido para o modelo de veículo. a Literatura de Bordo. climatizador. Água para o lavador do pára-brisa / vidro traseiro O produto liberado é o aditivo G/052 131/A1. tais como: sincronismo do motor. e seus acessórios. significa que ele foi misturado e necessita ser substituído imediatamente. Este fluido deve ser substituído a cada 2 (dois) anos e nunca deve ser misturado com outro fluido diferente do acima especificado. no entanto. o filtro de combustível e o filtro do óleo do motor são substituídos por ocasião da manutenção.Líquido do sistema de arrefecimento O veículo poderá estar abastecido com o aditivo denominado G11 (Azul ou verde). a solução com o aditivo correto deve ser colocada o mais rápido possível. em função da complexidade da operação e necessidade de ferramentas especiais. adquirido no Concessionário Volkswagen.

desligando a ignição nesta posição com o limpador ligado. Encaixe e rosqueie a vela nova com a mão. A posição correta da palheta é perfeitamente perpendicular ao vidro. Limpadores e lavadores de pará-brisa e vidro traseiro Os limpadores e lavadores do pará-brisa e vidro traseiro são itens de segurança. solte e tente novamente. 90 o 90o Encaixe a chave tubular na vela e solte girando-a no sentido antihorário. girando-a no sentido horário. Verifique se a especificação das velas consta na Literatura de Bordo do veículo e adquira no mercado uma chave de velas tubular. Com o veículo em desuso. Recoloque o terminal na vela após a substituição desta. Remova restos de insetos grudados no pára-brisa. puxe o limpador pelo braço e nunca pela palheta. Para que você tenha sempre segurança ao dirigir em dias chuvosos ou com neblina. assim deformá-la. Faça a operação sempre com o motor frio e na seqüência abaixo: Solte o cabo de vela. sempre com a mão. Faça o aperto final das velas com a chave. Regule as palhetas. Caso sinta que a rosca ficou dura. evitando. Posição correta da palheta Limpe periodicamente a borracha da palheta com pano úmido e sabão neutro enxaguando com água. principalmente quando os limpadores não são muito utilizados. a substituição das velas de ignição do motor pode ser uma operação relativamente fácil de ser executada. usando água morna e sabão neutro. é necessária a observação de alguns cuidados com os limpadores e lavadores de pára-brisa / vidro traseiro: Ao levar seu veículo para o lava-rápido. até que a arruela de vedação encoste no cabeçote. dobre os braços do limpador do pára-brisa / vidro traseiro. puxando-o pelo seu terminal e nunca pelo fio. nunca force com a chave de vela. 124 . pois interferem na visibilidade do motorista.Substituição de velas de ignição Dependendo da versão do veículo. Para desencostar a borracha do vidro. posicione as palhetas na vertical.

Quando as palhetas apresentarem trepidação. encaixe-a. veja um exemplo de uma destas versões: .Para instalar a palheta. quando apresentar falhas na limpeza do vidro (borracha deformada. Porém.Levante o braço do limpador . só resta a substituição por outra original. atentando para o posicionamento da trava. caso necessário.Posicione a palheta conforme ilustrado . utilize um alfinete nos bicos de saída. danificada ou ressecada). Para alguns modelos de veículos. Um clique indicará a correta fixação.Aperte a trava e remova a palheta .Ejetor do lavador Os ejetores dos lavadores também requerem pequenos cuidados e para alguns modelos de veículos. pode-se tentar uma regulagem da sua posição vertical em relação ao vidro ou substituí-la. é possível regular a direção do jato de água com um alfinete. Ejetor do lavador do vidro traseiro Para corrigir a direção do jato d'água. a remoção e a instalação da palheta pode ser muito simples. 125 .

126 . somente o seu Concessionário deverá executá-lo. Trafegando à noite ou em condições de pouca visibilidade. mude imediatamente para luz baixa ao perceber um veículo à sua frente e principalmente em sentido contrário. Utiliza-se a luz alta em locais mais abertos como rodovias. preservando assim sua segurança e dos demais. A Legislação de Trânsito assim determina e proíbe o tráfego apenas com as lanternas acesas. devem "sempre" estar acesos os faróis baixos.Regulagem dos faróis A perfeita regulagem dos faróis do veículo é de máxima importância. mesmo na cidade. um serviço que implica na utilização de equipamentos específicos. porém. pois interfere na sua segurança e dos demais motoristas. Por ser a regulagem de faróis.

para a substituição de um fusível queimado. Por serem itens de segurança. é conveniente que você tenha. um jogo completo de lâmpadas bem acondicionadas no porta-malas do veículo. temendo uma possível explosão. As versões de lâmpadas mais complexas somente devem ser substituídas no seu Concessionário Volkswagen. Se um fusível queimar-se repetidas vezes. Use sempre um pano limpo e seco para manuseá-las. junto à central elétrica. Substituição de fusíveis Quando você notar que algum instrumento. um cartão. para utilizar com eficácia o extintor de incêndio. pois sua queima sempre é conseqüência de uma sobrecarga anormal naquele circuito. 127 . Algumas pessoas chegam a saltar do veículo em movimento. mas quase sempre é esquecido embaixo do banco pelo seu proprietário. Somente substitua um fusível queimado por outro de igual capacidade (ampère). obedecendo-se as orientações constantes na Literatura de Bordo. Leia atentamente as orientações contidas na Literatura de Bordo para a identificação do fusível queimado e para uma possível substituição. traz a disposição da função principal para um determinado fusível.Substituição de lâmpadas Dependendo do modelo de veículo. A maioria das pessoas ao notar um princípio de incêndio no veículo fica apavorada e procura fugir rapidamente. a primeira coisa a ser feita é uma inspeção nos fusíveis do veículo localizados na Central Elétrica. mantenha a calma. num princípio de incêndio. é uma possibilidade muito remota. No entanto. mas procure agir rapidamente. Mas. se a queima tornar a se repetir. abra o capô do motor. papel alumínio etc. Localize a base do fogo. será necessário diagnosticar a causa. caso o incêndio esteja localizado no seu interior.. Procure auxílio do seu Concessionário Volkswagen. De maneira alguma devem ser feitas improvisações com pedaços de fios. Estes manuais trazem a relação das funções protegidas pelos fusíveis e os seus respectivos símbolos. a substituição das lâmpadas pode ser uma operação relativamente facil de ser executada. acessório ou lâmpada do veículo deixa de funcionar. não insista em substituí-lo. Utilização do extintor de incêndio O extintor de incêndio do veículo é um acessório de extrema utilidade numa emergência. Uma observação muito importante é não tocar com os dedos no bulbo de uma lâmpada nova. o risco de explosão do tanque de combustível. Ao deparar-se com um princípio de incêndio no veículo. bastará troca-lo por um novo da mesma capacidade. para casos de emergência. Para alguns modelos. Seja também precavido e carregue sempre no portaluvas pelo menos um fusível de cada tipo utilizado no veículo. Um outro agravante: quase ninguém está técnica e psicologicamente preparado para utilizá-lo num princípio de incêndio no veículo. Se a causa da queima do fusível for esporádica.

Estando na faixa vermelha. Importante É conveniente ler antecipadamente todas as informações e instruções contidas na Literatura de Bordo e no extintor. não só visando o seu bemestar. A Literatura de Bordo traz a localização e a forma de acessar o extintor de cada veículo. Cuide do seu extintor Cheque com freqüência a carga do seu extintor de incêndio. na faixa verde. 128 . verifique na Literatura de Bordo as recomendações necessárias para minimizar as conseqüências e não comprometer a vida útil do seu veículo. Se isto for inevitável. Arejamento do veículo Proteção anticorrosiva. que requer alguns cuidados adicionais. O ponteiro deve estar Veja a seguir um exemplo para a utilização de um extintor de incêndio. dirigindo o jato para a base do fogo. Prolongado desuso O desuso do veículo por um período prolongado é uma situação anormal. quebre o lacre levantando a alavanca. você encontra todas as orientações para conservação do veículo: Lavagem do veículo Lavagem do motor Conservação da pintura Remoção das manchas Vidros Revestimentos internos Tecidos / couro Cintos de segurança Antena Com o extintor em pé. observando a escala do indicador de pressão. mas também para a preservação das qualidades. deve-se levar em conta que isto poderá não ter mais o mesmo comportamento anterior. Todavia. Com o extintor de incêndios nas mãos. O Concessionário Volkswagen poderá providenciar a recarga para você.Siga as instruções a seguir para utilizar o extintor de incêndio. Conservação do veículo A conservação do veículo é de máxima importância. Na Literatura de Bordo. aproxime-se o máximo possível do foco de incêndio e aperte o gatilho. beleza e valor do veículo. indica que está descarregado.

perca os parafusos da roda que acabou de retirar do carro (por exemplo: você sem querer chutou-os e estes rolaram e caíram num rio). Isto é suficiente para você rodar sem nenhum problema até o próximo Concessionário Volkswagen. coloque a chave de roda na horizontal force-a com o pé ou mesmo suba em cima. Dicas importantes 1) Caso você tenha dificuldades em soltar os parafusos das rodas. convém você estar preparado para resolvê-la sem maiores complicações. 129 . você mesmo pode substituir a bateria do veículo. Nunca desconecte a bateria com o mo-tor em funcionamento. Tire um parafuso de cada uma das outras 3 rodas e instale assim a sua roda sobressalente com 3 parafusos. mais ou menos de 20 cm x 20 cm por 3 a 5 cm de espessura. Logo após você ter concluído a operação. tomando alguns cuidados: Não use anéis ou relógios ao manusear a bateria. Portanto. pois você poderá estar numa situação adversa. Em primeiro lugar. por algum motivo. não se afobe. nestas circustâncias. somente girando a chave no sentido horário (sentido dos ponteiros do relógio). Convém. inclusive com orientações sobre a legislação que trata sobre o descarte de baterias. Primeiro conecte o cabo positivo (+) e depois o negativo (-). pois isto poderá exigir-lhe muita força. Na remoção da bateria. Substituição da bateria A Literatura de Bordo contém importantes informações. para o caso de você ter que parar o veículo num local irregular ou com muito barro. como no escuro ou sob chuva. esta sequência deve ser invertida. que devem ser rigorasamente obedecidas. recomenda-se praticar esta operação com o carro na garagem. Como esta emergência não tem local nem hora para acontecer. O mesmo procedimento poderá ser utilizado para apertar os parafusos. Outra providência interessante é você portar um pedaço de madeira. você ter sempre à mão uma lanterna com suporte imantado para auxiliá-lo em local escuro. Com este treinamento. portanto pare na primeira borracharia que você encontrar. sem poluir o meio ambiente. lembre-se de que o fato pode ocorrer novamente. você estará muito mais preparado para resolver esse "probleminha" rapidamente e sem dificuldades. Esta madeira. "O seguro morreu de velho". não deixe para aprender a trocar uma roda quando isto for necessário. caso você não tenha força suficiente. Na instalação. poderá ser colocada sob o "macaco". Você deve treinar a operação conforme as orientações contidas na Literatura de Bordo do veículo. auxiliando sua estabilidade. também. Não provoque curto circuito com ferramentas ou outros objetos metálicos encostados nos terminais da bateria. desconecte primeiro o cabo negativo (-) e depois o cabo positivo (+).Substituição de rodas Apesar da necessidade da substituição de uma roda (por motivo de um pneu furado) ser uma coisa relativamente comum. Caso seja realmente necessário. sempre girando-a no sentido anti-horário (contrário aos ponteiros do relógio). A substituição da bateria deve ser feita no Concessionário. para consertar o pneu furado. muitas vezes nos deparamos com pessoas em apuros diante desta situação. 2) Caso você.

que devem ser substituídos. Ruídos anormais ao frear Caso ocorra ruído de peças raspando ao aplicar-se os freios do veículo. devendo imediatamente ocorrer a estabilização dessas oscilações. 130 . se prolongarem por mais alguns balanços. em vez de serem interrompidas imediatamente. Você poderá fazer um teste simples para avaliar o estado dos amortecedores. indica deficiência dos amortecedores. Esta situação. Caso contrário. afetando assim a segurança e implicando em prejuízo considerável. mas isto. Fique sempre atento e caso isso ocorra procure o Concessionário Volkswagen para correção da anomalia. balançando o veículo com as mãos. uma vez que os discos / tambores serão inutilizados. pois dificulta a dirigibilidade e aumenta o espaço de freagem. Oscilações anormais em pisos irregulares Podemos considerar normal a ocorrência de oscilações . Assim que você deixar de balançá-lo.Diagnóstico simples no veículo Vazamento de óleo ou líquido de arrefecimento Verifique rotineiramente a existência de vazamentos de óleo ou líquido de arrefecimento no motor e transmissão. apenas. isto pode indicar o desgaste total das pastilhas e / ou lonas de freio. caso o veículo continue a rodar nessas condições. Verifique também manchas de óleo próximo às rodas. Repita este teste nas quatro rodas. põe em risco a segurança do veículo. o que pode indicar vazamentos nos amortecedores ou cilindros de freios das rodas. em direção ao solo. Veja na foto abaixo como deve ser feito o teste. pois existe o risco de ineficiência ou travamento dos freios. estes movimentos devem parar imediatamente. Estes movimentos são interrompidos pelos amortecedores do veículo e se as oscilações. com o veículo em perfeitas condições. além de desconfortável. A maneira mais simples de verificar é observar pingos destes líquidos no chão sob o veículo. não deve passar de um balanço. é sinal que os amortecedores da suspensão estão sem ação e devem ser substituídos.do veículo após passar por um buraco. Leve imediatamente o veículo ao Concessionário."balanços" .

Examinando a banda de rodagem dos pneus.Substituir pneu danificado Bolhas ou cortes nas laterais .Desbalanceamento .Pressão insuficiente .Convergência ou divergência excessivas . você poderá detectar problemas e suas causas.Ângulo de cambagem errado .Reparar freios Áreas gastas de um lado .Avarias acidentais (choques e impactos) .Alta velocidade nas curvas SOLUÇÕES . Veja o quadro abaixo: PROBLEMA Desgaste excessivo nos ombros Desgaste excessivo no centro CAUSA .Utilizar pressão correta .Roda torta ou deformada .Problema nos freios . Através desta inspeção.Avarias acidentais (choques e impactos) . Os pontos onde existem os indicadores de desgaste da banda de rodagem são identificados pela sigla TWI (Tread Wear Indicators).Utilizar pressão correta .Controlar os componentes Cortes na banda de rodagem e/ou flancos . Indicadores de desgaste dos pneus O CONTRAM determina que os pneus sejam substituídos quando o desgaste da banda de rodagem atingir os indicadores existentes no fundo dos sulcos.Evitar buracos.Efetuar rodízios Desgaste excessivo de um lado . Isto lhe proporciona segurança e economia.Substituir pneu danificado 131 .Pressão excessiva .Folgas na direção e/ou suspensão .Evitar buracos.Roda desbalanceada .Inspeção periódica dos pneus É da máxima importância você observar com alguma freqüência as condições dos pneus.Balancear o conjunto . que freqüentemente ocorrem com os pneus. você poderá diagnosticar problemas. suas causas e soluções.Ajustar o ângulo de cambagem Desgaste em forma de serra Áreas gastas em um ou vários pontos .Ajustar convergência ou divergência . obstáculos e elementos cortantes e perfurantes . obstáculos e elementos cortantes e perfurantes .Balancear o conjunto -Substituir rodas .Efetuar rodízios .Subidas no meio fio com pneu com baixa pressão .

Ocorrendo com regularidade. como último recurso. 132 . este problema é mais difícil de ocorrer. Obedecendo-se estes procedimentos preestabelecidos. Neste caso.“pegar no tranco”. o motor deverá entrar em funcionamento normalmente. existem algumas causas possíveis de serem identificadas e corrigidas pelo motorista. Dificuldades de partida no motor A Literatura de Bordo do seu veículo apresenta a maneira correta e os cuidados a serem tomados para a partida do motor. aumentando assim os prejuízos. Falta ou excesso de combustível Os sintomas para as duas situações são iguais: o motor gira normalmente durante a partida mas não entra em funcionamento. apesar deste existir no tanque em quantidade suficiente. Caso isto esteja ocorrendo com frequência. Muitas vezes o leito carroçável é inclinado para fora (para a direita). quando a causa é o excesso (motor afogado). além de ter a dirigibilidade e segurança comprometidas significa gastar muito mais com o reparo do que se providenciasse isto de imediato. Se não conseguir fazer o motor funcionar. Caso seja esta a causa. porém o procedimento para o desafogamento é o mesmo. será realmente necessária a utilização de uma bateria auxiliar para a partida. não tirando o pé até que o motor entre normalmente em funcionamento. rádio etc. o que difere uma causa da outra é a ocorrência de um forte odor de combustível. Aguarde algum tempo (10 minutos) e tente novamente a partida. Para os veículos equipados com injeção eletrônica. o afogador deverá estar na posição desacionado. o que fará o veículo tender para este lado. Este procedimento aplica-se muito mais ao veículo equipado com carburador e. principalmente quando isto ocorre apenas durante a freada. é conveniente você procurar ajuda do Concessionário Volkswagen. luzes. além do risco a que estarão expostos os empurradores na via pública. você deve procurar o Concessionário para a perfeita identificação das causas e correção do problema. desligue todos os acessórios do veículo. em função de uma série de fatores que poderão causar este defeito. em caso de emergência. como ventilador. Portanto. adiar a solução deste tipo de defeito. para a partida nestas condições. irregularidades no alinhamento de direção ou sistema de freios. Caso isto não aconteça. e não constatando-se a existência de um pneu vazio. Este procedimento deve realmente ser utilizado como último recurso face aos riscos de danificações em componentes mecânicos da transmissão e da embreagem.Veículo puxa para um lado em piso plano e regular Este efeito pode ser causado por um pneu vazio. Deve-se levar em conta que isto não deve ocorrer quando o veículo trafega em linha reta e piso plano. fazer o motor funcionar empurrando o veículo . procure o Concessionário para correção do problema. aperte totalmente o acelerador e dê a partida. Bateria fraca O motor de partida gira com dificuldade: neste caso. Mais à frente comentaremos a maneira correta de realizar esta manobra e correr menores riscos. Ou ainda. a situação fica um pouco mais complexa para o próprio motorista resolver. Quando ocorrer a falta de combustível. A ocorrência deste problema de maneira contínua poderá causar desgastes anormais nos pneus.

12) Oriente as pesoas que vão empurrar o veículo para saírem rapidamente para a direita . Em veículos com transmissão automática não é possível dar partida empurrando o veículo. Ele poderá ser útil caso você não possua outra bateria para auxiliar a partida.assim que o motor entrar em funcionamento. aperte também o pedal do acelerador até o fim e não fique bombeando. usar este recurso com o motor frio. 9) Ordene que os demais empurrem o veículo até atingir alguma velocidade por uns Você não precisa ter à mão uma outra bateria. solte a embreagem de maneira suave e nunca de uma vez. Desta forma. Para tanto. pois o esforço será inútil. 133 . 11) Caso você perceba que o motor está com excesso de combustível (afogado). achamos conveniente indicar a maneira menos perigosa e comprometedora aos componentes mecânicos ao realizar esta operação: 1) Nunca realize isto em vias de grande movimento ou de altas velocidades. convém deixar o motor do outro veículo funcionando à meia rotação. empurrando o veículo aproveitando uma descida e depois pulando rápido dentro dele. é prudente você ter no porta-malas do veículo um jogo de cabos de força conforme indicado na figura abaixo. Partida empurrando o veículo Conforme já dissemos anteriormente e está orientado na Literatura de Bordo do veículo. não saia do acostamento para a pista pavimentada. Neste caso. 5) Pelo menos 2 pessoas devem empurrar o veículo e um motorista experiente deve estar ao volante. Em rodovias. todas estas advertências é comum esta prática. leia as instruções de uso do carregador indicadas pelo seu fabricante. Basta encostar um outro veículo ao lado do seu e fazer as ligações. até que o motor entre em funcionamento normal. deixando-se a bateria carregando por algum tempo e mantendo-se o carregador ligado durante a 1a partida.Partida do motor com bateria auxiliar A utilização deste recurso quando nos deparamos com a bateria do veículo descarregada é a maneira correta de resolver o problema. temos nosso problema resolvido. 7) Ligue a ignição 8) Engate a 2a marcha e fique com o pé acionando totalmente a embreagem. Durante a partida do seu motor. isto só deverá acontecer como último recurso e em caso de emergências. 10) Já com uma velocidade capaz de girar o motor. 2) Deixe o pisca-alerta do veículo ligado 3) Nunca faça isto numa subida. Obs: É interessante você adquirir no mercado um carregador de baterias. Geralmente. 6) Verifique se o caminho à frente está livre. 4) Jamais tente realizar esta manobra sozinho. para garantir uma corrente suplementar através do funcionamento do alternador. Em veículos com catalisador. evitando desta forma um atropelamento por trás.calçada ou acostamento . Estes cabos são facilmente encontrados no mercado. Veja na Literatura de Bordo do seu veículo a maneira correta e os cuidados necessários para executar esta operação. Sabemos que apesar de 20 metros no máximo. Obs: Voltamos a enfatizar que este procedimento é o último recurso a ser utilizado numa emergência. Alertamos mais uma vez para o alto risco de acidentes e comprometimento dos componentes mecânicos.

uma lubrificação suficiente. Veículos com transmissão mecânica Podem ser erguidos tanto pelas rodas dianteiras como pelas rodas traseiras. Na traseira do veículo .Reboque do veículo O Código Nacional de Trânsito proíbe rebocar veículos através de corda ou cabo flexível. o pedal do freio deverá ser acionado com mais força que o normal. trave o volante de direção com as rodas alinhadas e somente permita o deslocamento do veículo com a transmissão abastecida. Deixe a ignição ligada para não bloquear o volante da direção e poder acionar os indicadores de direção. a bomba de óleo da transmissão não funciona. Da mesma forma que na transmissão mecânica. piscadas de faróis etc). Nestes casos. Neste caso. cuide também para que: A alavanca seletora de marchas esteja em "N". conforme indicado pela seta na figura acima.para o veículo ser rebocado. o que danificaria seriamente a transmissão. Alguns veículos possuem ganchos específicos para reboque. O reboque deve ser feito tomando-se os seguintes cuidados: Veículos com transmissão mecânica. não só na velocidade desenvolvida (que deve ser a menor possível. há a necessidade da transmissão estar devidamente abastecida de óleo. Ambos os motoristas deverão estar devidamente familiarizados com as particularidades do reboque. obedecendo à legislação) como também nas manobras efetuadas. não permitindo. o limpador do pára-brisa e os faróis. É recomendável que os motoristas combinem antes sinalizações que favoreçam a condução harmoniosa (buzinadas. Veículos com transmissão automática Além de cuidados já descritos anteriormente. Na dianteira do veículo . não ultrapasse a velocidade de 50km. portanto. deve ser utilizado uma barra de reboque (cambão).para rebocar outro veículo. Tão difícil quanto dirigir o veículo que reboca é dirigir o veículo rebocado. Os movimentos entre os veículos devem ser sincronizados. Mesmo com a alavanca de mudanças em ponto morto. Reboque por guincho. O ideal é sempre que possível transportar o veículo sobre uma plataforma (carreta). Por isso. 134 . a automática deverá estar abastecida de seus lubrificantes para o veículo ser rebocado. a maneira correta e segura É o meio mais correto e seguro para rebocar um veículo. Como o servo-freio somente atua com o motor em funcionamento. Em função do motor parado. Quando pelas rodas traseiras. a barra de reboque deve ser fixada a estes ganchos. desde que os seguintes sejam considerados. a barra de reboque deve ser fixada ao suporte de agregados. Veículos com transmissão automática Somente podem ser guinchados com as rodas dianteiras erguidas e nunca com as traseiras. Quando o veículo não possui estes ganchos. se necessário. a buzina. Nos veículos com caixa de direção hidráulica também será necessário aplicar mais força nas manobras.

) 2 chaves Philips (peq. que deve ser sempre composto por peças originais do seu veículo.) 1 chave de velas tubular 1 chave allem 7mm 1 calibrador de pneus 1 chave para válvulas de pneus 1 bomba de ar 1 carregador de bateria 1 cabo de força com garras para bateria auxiliar 1 calço de madeira 20X20X5 cm 1 tesoura 1 faca ou canivete 1 lanterna com suporte magnético (com pilhas) 1 caixa de ferramentas 135 . Kit sugestão 1 jogo de fusíveis 1 jogo de lâmpadas 1 correia do alternador 1 jogo de velas 1 jogo de magueiras do radiador 1 válvula de pneu 1 litro de óleo de motor 1 pedaço de fio (± 2m) 1 pedaço de arame (± 2m) 1 rolo de fita isolante Ferramentas e acessórios que acompanham o veículo Os acessórios básicos que acompanham o veículo são suficientes para a operacionalização normal do veículo./gd. porém se você. O Concessionário Volkswagen irá ajudá-lo na composição deste kit. conforme sugerido abaixo. com os conhecimentos que adquiriu no curso "Mecânica VW para Amadores".Kit de peças de emergência É muito importante quando você for sair numa viagem longa./méd. quiser realizar alguns reparos leves e manutenções simples. deve adquirir um kit de ferramentas e equipamentos adicionais. Ferramentas adicionais úteis 1 jogo de chaves fixas de 6mm a 19mm 1 jogo de chaves estrelas de 6mm a 19mm 1 alicate universal 1 alicate de pressão 1 martelo pequeno 3 chaves de fenda (peq. levar um kit com algumas peças de emergência e que você mesmo poderá substituir./méd.

tem a obrigação de estar sempre beminformado. “Ele tem a obrigação de explicar ao Cliente. antecipando o que vem por aí na área de prestação de serviços. “Ele tem que ser pró-ativo: estudar. melhor o atendimento”. assim. toda a tecnologia empregada no diagnóstico e reparo de seu veículo”. através deste "Curso de Mecânica para Amadores". explica.seja ele Consultor Técnico. que acaba de conhecer um pouco da tecnologia VW. é o uso inteligente da informação que faz a diferença. sem aborrecê-lo. sabe que só encontrará esta capacitação técnica na Rede de Concessionárias Volkswagen. já que os modernos equipamentos de diagnósticos. tornando coisa do passado a imagem do mecânico que abria o capô do veículo e descobria o problema pelo ronco do motor. Ele conta que. No entanto. além do conhecimento técnico fundamental para utilizar corretamente as novas tecnologias disponíveis na Assistência Técnica. observar e até mesmo visitar o concorrente para ver o que ele está fazendo e. simples ou de grande complexidade. Não adianta o profissional ter muito conhecimento se não consegue transmiti-lo ao Cliente. onde poderá levar seu VW sempre que necessitar de serviços. e qualquer um pode consertar nossos veículos”. informa. provavelmente em pouco tempo não haverá nem a necessidade de abrir o capô para reparar o veículo.A oficina inteligente Você nosso Cliente. Uso inteligente da informação Segundo Joacyr Drummond. gerente executivo de Assistência Técnica da Volkswagen. medição e informação fazem praticamente todo o trabalho. Mecânico ou Administrativo . “Estamos empenhados em mudar uma imagem que por muito tempo esteve associada à nossa marca: a de que a mecânica é fácil. dotadas de centrais eletrônicas e inúmeros sensores. os veículos transformaram-se em máquinas sofisticadas. 136 . Segundo o gerente. com a notável evolução tecnológica na indústria automobilística. Esta atitude pode justificar ao Cliente porque ele está pagando um pouco mais do que se tivesse levado seu veículo na oficina da esquina. ler muito. Aliás. declara Joacyr Drummond. estes equipamentos só trarão resultados se forem operados por profissionais altamente especializados e preparados para as novas tecnologias. não somente em sua área específica. o profissional .

A Literatura de Bordo do seu veículo é o referencial principal para sua informação sobre os produtos Volkswagen. ilustrações e descrições do presente material impresso. reprodução ou tradução total ou parcial deste material sem prévia autorização por escrito. Não é permitida a impressão. não se pode inferir qualquer direito com base nos dados. a qualquer momento. alterações quanto à forma.Em virtude de a Volkswagen perseguir um constante aperfeiçoamento dos seus modelos e tipos. equipamentos e tecnologia do produto fornecido. que se reserva expressamente todos os direitos autorais. da Volkswagen. conforme legislação em vigor. ©2002 Volkswagen do Brasil Reservado o direito a alterações Impresso no Brasil Edição 12/01 137 . Por esta razão. solicitamos sua compreensão no sentido de nos reservarmos o direito de efetuar.