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Instituto Superior Técnico

Sistemas de Telecomunicações
Gravação de Som

Realizado por:
Albano Faria, nº39773

Eduardo Ferreira, nº33834 Paulo Teixeira, nº36573

Lisboa 21 de Novembro de 1999

......................16 6 – Tecnologias futuras da Gravação de Som ......................................................3 – Tecnologias do Registo magnético Digital de som .................................................................................3 2................................................1 – História do Registo magnético ..........................................................................2 – Tecnologias de Registo ..........................................................................................................................................................8 ADAT ...........................11 4 – Meios de Registo Óptico............................................................3 – As Tecnologias de compressão de Som ................15 PCM.................................16 MPEG-1 e 2 layer 3 ..........................................................................................................................................................................................3 3 – Meios de Registo magnéticos ........................................................................................................................5 3.............................................................................................Índice 1 – Introdução .............................................................................................................2 2 – Meios de Registo mecânico .....................................................................................2 – Tecnologias do Registo Óptico ..................16 7 ....................................................................................................................................................................13 DVD.............2 – A guerra dos formatos (analógico vs digital)....................................... 17 7...........................................................................................................1 – História do Registo Óptico...............................................................................................1 – Conceito .................................................................................................................................................................................................................................................................... Novembro de 1999 1 ......................................................................................................................................Conclusão...........................................................13 CD.............5 3...9 Disco rígido (HD) ...............................................................................15 5...................................................................8 DAT ......9 DCC.........................15 5..................................................................................................12 4.................................................................................................................................................................6 3............................14 Super Audio CD .................................................................................... ........................................................................................................................1 – História do Registo Electrónico ....................................................................................................................1 – O percurso áudio...2 1..........9 MiniDisc............................15 5................................................................................................................................................14 5 – Meios de Registo Electrónico ....................... 17 7............................................................1 – História do Registo mecânico ........2 – Tecnologias do Registo magnético ..........................................................................................12 4.........................................2 1.............................................................2 – As Tecnologias do Registo Electrónico ................................................................................................2 – Tecnologias do Registo mecânico..............................................................................................................3 2............. 17 Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST.........................................

e Disco Rígido. pode sobreviver ou não por motivos não muito associados à qualidade técnica mas sim a: .LP). indica a “qualidade” (fidelidade) do sistema.Gravação quadrifónica/multi-canal (Dolby Surround/Dolby Digital) Meios de registo eléctrico. o MPEG-1 e 2. existe uma enorme variedade de assuntos.1 – Introdução Sobre o tema da gravação de som.Cooperação entre fabricantes 1. Uma tecnologia na área da gravação de som (tal como noutras). No entanto todo o percurso do sinal desde que é produzido (na forma acústica) até à fase de armazenamento. . Contudo a constante necessidade de satisfazer as exigências do consumidor. Memórias (Sampling).Gravação com/sem Dolby NR e HX PRO. Tecnologias futuras da Gravação de Som - - - - Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. Super Audio CD. . De nada serviria tudo isto se não houvesse forma de recuperar a informação invertendo o processo (reprodução). A aproximação entre o sinal reproduzido e o original. Gramofone. Meios de registo ópticos. 1. a competitividade comercial e os efeitos subjectivos ultrapassam as definições técnicas. . DAT. ADAT. Fita magnética. Filme de 35 mm com pista áudio.2 – Tecnologias de Registo Para a gravação de som foram sendo desenvolvidas várias tecnologias que neste trabalho são ordenadas segundo as seguintes classificações genéricas: Meios de registo mecânico.Padronização do suporte .Custo .Gravação monoaural/biaural (Stereo) Meios de registo magnético. MP-Man / MP3-players.Design .Versatilidade . discos (de vinyl .O PCM. layer 3. Novembro de 1999 2 . os quais contêm uma forte componente técnica. DVD. Fio magnético. o NICAM.Retro compatibilidade . CD. O som digital. Cassete compacta. DCC. Fonógrafo. MD. . passa pela transformação do domínio natural para o mecânico/eléctrico (transdutores). “Dictaphone” (Ediphone). Esta situação pode ser alvo de discussão quando se tem em conta o efeito de adaptação da informação às características do ser Humano (ouvido).Portabilidade .1 – Conceito Poder-se-á pensar na gravação de som somente na sua forma final de armazenamento da informação áudio.

sendo em alguns aparelhos utilizado para ambas as funções (como acontecia com o “dictaphone”. Thomas Edison. o fonógrafo. altifalante e captador). por iniciativa de Emile Berliner. um disco de 33 1/3 rpm de longa duração. que não tem sucesso comercial. No ano seguinte a RCA vende os primeiros LPs biaurais (estéreo). Até à II grande guerra uma das importantes aplicações dos cilindros foi o “dictaphone” pelo qual os executivos podiam gravar ofícios e memorandos que posteriormente eram dactilografados por secretárias. O mercado dos discos cresce obrigando Edison a oferecer em 1912 um fonógrafo que utiliza este meio de gravação. Este foi substituído por sistemas eléctricos com a vantagem de oferecer maior imunidade ao ruído e possibilidade de tratamento do sinal. o gramofone. o equipamento mecânico apresentava limitações na qualidade dos registos efectuados. Como sistema de gravação. o que primeiramente consistiu na utilização de amplificadores electrónicos em substituição da corneta. criado pela Columbia Records. representado na figura 2).1 – História do Registo mecânico É curioso pensar que tudo começou com o inventor da lâmpada. Paralelamente (1886) Alexander Graham Bell introduz um dispositivo semelhante. 2. Com este sistema foi possível implementar um leitor estéreo. que criou o primeiro sistema comercial de gravação de som. Somente em 1948 surge o LP. A retro compatibilidade dos sistemas estéreo com registos mono é também garantida (ambos os captadores de cada um dos canais vibram solidariamente). Em 1925 abandona-se a gravação por meios mecânicos e introduz-se a electrónica na gravação sendo generalizado o uso de amplificadores e transdutores eléctricos (microfone.Dictaphone Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. Este sistema puramente mecânico servia para a gravação ou leitura. sendo aceite como padrão pela Associação Americana da Industria de gravação. como se observa na figura 3.Fonógrafo Inevitavelmente os sistemas eléctricos foram também aplicados à leitura. Na reprodução. uma vez que mecanicamente à um efeito conjunto das duas paredes do sulco sobre a agulha.2 – Meios de Registo mecânico 2. Findo este período. Em 1878 Edison produz o seu invento que se baseia no registo mecânico sobre um cilindro revestido com uma folha de estanho. o gramofone passou a utilizar o disco de 78 rpm feito de goma-laca em lugar do cilindro. os movimentos provocados pelo sulco no estilete traduzem-se em sinais acústicos. Note que se garante a compatibilidade dos registos estéreo quando tocados num sistema mono. morre o cilindro como forma de gravação de som. até ser ultrapassado pelo CD no ano de 1988. Novembro de 1999 3 . Figura 2 . Figura 1 . O LP mantêm-se como principal suporte para som de alta fidelidade. Na gravação pretende-se que o som provoque movimentos vibratórios na agulha que originam um sulco no material de gravação (disco ou cilindro). Inicialmente era utilizada uma corneta com uma membrana associada a uma agulha na qual se concentrava a energia acústica. como se vê na figura 1. Em 1895. Cinco anos depois a companhia RCA Victor falha igualmente na apresentação do disco de longa duração. O passo tecnológico seguinte foi dado pela Decca & Westrex em 1957 com a introdução do disco de som estereofónico. Em 1926 Edison anuncia o disco de 12 polegadas (20 min). Posteriormente os cilindros foram melhorados com a utilização de cilindros de cera. correspondendo cada uma das paredes laterais do sulco a um dos canais.2 – Tecnologias do Registo mecânico As tecnologias de registo mecânico apoiam-se na vibração de uma agulha sobre uma superfície adequada. Para tal os movimentos da agulha são traduzidos em sinais eléctricos por intermédio de captadores (pick-up) electromagnéticos.

Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. em oposição aos sistemas de gravação utilizados no início do século.Figura 3 – Disco estereofónico Os sistemas actuais de gira-discos possuem uma agulha de ponta arredondada feita em safira ou diamante artificial associada a um transdutor (pickup) cujas vibrações movimentam um íman no interior de bobinas. À semelhança dos cuidados empregues actualmente no isolamento de vibrações externas. nos os quais era executada a peça musical de cada vez que se produzia um disco. O prato é em geral pesado e a tracção é feita por correia de forma a isolar as vibrações do motor eléctrico. A produção em massa de discos de vinyl é feita por prensagem de um disco matriz. os sistemas de gravação primordiais eram fixados a um bloco de betão e accionados manualmente. Novembro de 1999 4 .

a cassete compacta (cassete tradicional). teve a ideia de registar os sinais eléctricos produzidos pelo telefone num fio metálico. os primeiros aparelhos de gravação magnética profissionais. Três anos depois as empresas Ford. Em 1928 uma companhia cinematográfica Britânica (Circa) utiliza o sistema de fio metálico para gerar sonorização sincronizada de filmes. Um grande esforço na criação da fita magnética é realizado em 1930 pela Bell Telephone Laboratories sob a direcção de Clarence N. funcionando como atendedor de chamadas. em colaboração com a industria química I. Finalmente em 1935 é demonstrado o gravador de fita magnética da AEG. desenvolvem uma fita revestida com óxido de ferro. modifica o “telegraphone” de forma a usar amplificação electrónica. Finalmente em 1984 as vendas de cassetes compactas ultrapassam as dos LPs. quando Oberlin Smith visitou o laboratório de Edison.1 – História do Registo magnético Em 1878. Este formato foi um sucesso comercial sendo apenas abandonando em 1980. Mercury. bem como de várias unidades capturadas aos Alemães. Vinte anos depois um Alemão Curt Stille. o “Magnetophon”.A. Farben. A BBC em parceria com a Marconi produz vários gravadores magnéticos de fita metálica utilizados no serviço de rádio de onda curta da BBC. registando uma actuação da orquestra filarmónica de Londres. O dinamarquês Valdemar Poulsen. Hickman. Em 1932 a firma Alemã AEG compra a patente do inventor Fritz Pfleumer. Ao mesmo tempo que surgem os LPs estéreo (1958). Em 1947 são desenvolvidas nos E. G. Nesse mesmo ano são produzidos pela Ampex e Rangertone. em 1898. registando a patente de um gravador magnético de fio metálico. a RCA introduz um sistema de leitura para cartucho com fita estéreo. Novembro de 1999 5 . os Estados Unidos apoderam-se da patente do “Magnetophon”. A Philips apresenta em 1962 um sistema de gravação portátil que utiliza um cartucho pequeno. as fitas com base plástica e revestimento de óxido de ferro. cuja trabalho se baseou no registo em papel revestido por partículas metálicas. Em 1969 a DuPont e BASF comercializam fitas magnéticas de Dióxido de Cromio (CrO2).U. Motorola e RCA apresentam o cartucho de fita magnética “Stereo-8” ou “8-pistas”. que imediatamente resulta num falhanço comercial. Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. Em 1900 o “telegraphone” era considerado pela imprensa científica como superior ao fonógrafo e como um grande avanço da ciência em geral. Dez anos depois publica a sua ideia no jornal Electrical World. que se tornaram num padrão da industria. Após a II Guerra Mundial. mas nenhum destes sistemas teve sucesso no mercado. Figura 4 – “Magnetophon” Em 1949 é apresentado publicamente um gravador com dois canais (estéreo) e a Sony inicia o estudo de um gravador de fita magnética. redescobre o princípio da gravação magnética produzindo no decorrer dos anos seguintes vários dispositivos de gravação magnética em fio metálico e fita. No ano seguinte estão disponíveis catálogos comerciais com musica gravada em fita. A mesma empresa. Um destes aparelhos foi denominado “telegraphone”.3 – Meios de Registo magnéticos 3. sempre baseados na tecnologia do “Magnetophon”.

A Dolby Laboratories desenvolveu um conjunto de esquemas de filtragem e ênfase de determinadas gamas de frequência conhecidos por Dolby NR. possibilitou o aumento da relação sinal/ruído em 10dB nas cassetes compactas e mais tarde nas pistas lineares de áudio do VHS (Video Home System).2 – Tecnologias do Registo magnético A tecnologia de gravação magnética baseia-se nas propriedades coercivas dos materiais ferro magnéticos. Ao sinal a registar é adicionado um sinal de polarização em alta frequência (sinal de BIAS). adequado ao material utilizado. A solução encontrada foi a extensão do sistema anterior para abranger as média frequências (acima de 200Hz e abaixo de 10000 Hz) utilizando um filtro deslizante com características de antisaturação. permite a gravação/reprodução estéreo e assim por diante (sistemas de 4 pistas). Quanto ao sistema de leitura este baseia-se numa bobine sensível ao campo magnético induzido instantaneamente pela fita. foram progressivamente melhorados os suportes magnéticos no domínio analógico. Durante a descodificação é feito o processo inverso conseguindo-se diminuir o ruído de alta frequência e manter a mesma informação áudio. Mais que isso. que foi criado em 1968 por altura em que o suporte magnético deixava de ser somente para gravação de voz. A adição duma segunda pista numa fita. A compatibilidade dos sistemas mono/stereo é conseguida através da largura. recorrendo para tal a uma mesma bobina.3. Novembro de 1999 6 . baseiam-se na codificação durante a fase de gravação e respectiva descodificação na fase de reprodução do sinal registado magnéticamente em fita. A resposta do campo magnético destes materiais a uma indução magnética. tem a forma de um ciclo de histerese. ou seja. uma de apagamento e outra de registo do sinal eléctrico. Um sistema estéreo lê uma fita registada em mono. uma vez que o último não permite um aumento da relação sinal/ruído sem que resulte na percepção das componentes de média frequência do ruído. cuja qualidade é limitada devido à largura de banda (~15kHz). um sistema mono lê uma fita registada em estéreo. Antes de qualquer registo. Uma máquina de cassetes que possua as ultimas tecnologias empregues nas cabeças de leitura/gravação e utilize fitas de óptima qualidade pode produzir uma resposta em frequência entre 40 Hz a 18 KHz com uma margem dinâmica de 80 dB. São estes os materiais utilizados na técnica de registo magnético. interpretando-a como duas pistas de igual contribuição. Devido ás exigências do mercado de alta fidelidade. Uma fita magnética consiste num suporte plástico com revestimento de material ferromagnético. De igual forma. Os materiais ferro magnéticos duros mantêm o fluxo magnético de uma forma permanente a desde que não sujeitos à presença de campos magnéticos desmagnetizantes elevados. que num sistema estéreo com duas pistas é igual à do mono. que não se limitam ao simples processo de filtragem do ruído durante a reprodução. o Dolby B. esta apresenta enumeras partículas magnetizadas de uma forma desordenada. apresenta uma memória de magnetização anterior. margem dinâmica (~40 dB) e ruído de fundo (silvo). adicionando as duas pistas num único sinal. Figura 5 – Características de codificação do Dolby NR Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. Um deles. O principio de funcionamento é o aumento dos sinal de baixa amplitude e alta frequência na codificação. A divulgação destes sistemas de fita magnética deveu-se à possibilidade de utilização do mesmo equipamento para leitura e gravação. Para proceder à gravação existem duas bobines. Na figura 5 apresentam-se as características de codificação dos sinais de baixa amplitude para os dois sistemas Dolby B e C. Esta modulação foi descoberta acidentalmente por volta dos anos 60 e permitiu um significativo aumento de qualidade nos sistemas de gravação. de forma a tornar este mais intenso que o ruído (silvo). O Dolby C é uma melhoria do sistema Dolby B.

não resultam da mesma maneira que as de baixa frequência (efeito de atenuação). 25% dos restantes preferiram o som produzido pela cassete analógica. não distinguiram qualquer diferença. A amplitude do sinal de alta frequência de polarização (Bias) adicionado durante a gravação influi no registo dos agudos. diminui-se a amplitude do sinal de Bias resultando em melhorias substanciais na largura de banda. Se bem que semelhante ao Dolby C integra dois novos processadores de alta frequência e um de baixa frequência que permitem um aumento de 4dB nas altas frequências face ao anterior. Este sistema baseia-se na observação de que a amplitude das componentes de alta frequência gravadas em fita magnética. Este sistema é utilizado somente na gravação. sendo os resultados obtidos em qualquer leitor. Novembro de 1999 7 . possibilitando um aumento da relação sinal/ruído de 24 dB nas altas frequências e de 10 dB nas baixas frequências. As cassetes IEC IV não beneficiam muito com este sistema pois são desenhadas para elevados parâmetros de resposta em frequência. Figura 6 – Resultados do teste de audição Tabela 1 – Características dos sistemas Dolby NR Tecnologia Sistema de Codificação/Descodificação Usa banda(s) de Compressão-Expansão deslizantes Os equipamentos devem obedecer ao standard Dolby DOLBY B SIM SIM (1 banda) SIM NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO 10 dB 0 DOLBY C SIM SIM (2 bandas) SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO 20 dB 0 DOLBY S SIM SIM (2 bandas) SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM 24 dB 10 dB Duas banda(s) de Compressão-Expansão deslizantes Dois filtros de Anti-saturação Filtros de “Skew” espectral de alta frequência Filtros de “Skew” espectral de baixa frequência Substituição de acção Os equipamentos devem obedecer aos standards Dolby mais elevados Controlo de modulação Redução de ruído de baixa frequência Redução de ruído – alta frequência Redução de ruído – baixa frequência Outra técnica que permite a melhoria da qualidade de gravação é o Dolby HX PRO que ao contrário das anteriores não é um sistema de redução de ruído. Na tabela 1 resumem-se as características dos sistemas Dolby referidos.Baseado nos sistemas Dolby anteriores surge o sistema Dolby S. Pela adequada detecção da presença de agudos. mas sim de aumento da resposta dinâmica da fita em alta frequência. Este sistema foi apresentado em 1995 num certame onde 60% das pessoas confrontadas com um teste de audição entre um CD e uma cassete codificada com Dolby S. Surpreendentemente. como se pode ver na figura 6. Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. pelo que se aplica especialmente ás fitas do tipo IEC I e IEC II (Fe e CrO2).

O sistema de gravação/leitura do DAT é feito de uma forma semelhante aos vídeo gravadores. como se observa na figura 7.1 KHz Frequência de Amostragem de 48 KHz Frequência de Amostragem de 96 KHz * SP ( Single Play ) Resolução de 16 Bits Resolução de 16 Bits Resolução de 16 Bits ______ LP ( Long Play ) Resolução de 12 Bits ( mais de 6 h num DAT 120 min ) ______ ______ ______ HS ( High Speed ) ______ ______ ______ Resolução de 16 Bits ( 60 min num DAT 120 min ) * Nota – São raros os sistemas que utilizam o formato HS à frequência de amostragem de 96 KHz A frequência de amostragem de 32 KHz é a dos sistemas NICAM estéreo utilizados para transmissão de som digital em televisão de radiodifusão terrena. utilizando-se fitas magnéticas para armazenamento dos mesmos. que irá contribuir para a utilização de novos suportes e/ou novas técnicas de leitura (leitura óptica). Não sendo do âmbito deste trabalho. Os sistemas de gravação magnética de dados recorrem a codificações conhecidas do domínio das telecomunicações digitais: NRZ. em oposição à fita que necessita ser desenrolada (acesso sequencial). FM. sendo por isso utilizado profissionalmente.1 KHz (suportando 32 ou 48 KHz) e uma resolução em amplitude de 16 bits (65536 níveis). A qualidade é idêntica (ou superior) à do CD tendo uma frequência de amostragem de 44.3. no qual pode ser rapidamente localizada uma determinada informação (acesso aleatório). o que seria de esperar dado que a memória de massa utilizada na informática é um suporte deste tipo. houve várias tentativas na divulgação dos sistemas de registo magnético digital de som. Novembro de 1999 8 . Oferece o máximo de três horas de som e possui metade do tamanho de uma cassete tradicional. O disco rígido foi inventado segundo o princípio do disco de vinyl. com a intenção de substituir a cassete compacta ( analógica ). O DAT (Digital Audio Tape) foi criado em 1987 como um formato de gravação digital em cassete. ou seja. Manchester. utiliza um tambor cilíndrico responsável por uma pista obtida pela sequência de secções diagonais. Relativamente à facilidade de utilização este sistema possibilita uma rápida indexação e rebobinagem da fita (50 s para um DAT de 120 min). Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. Na tabela 2 apresentam-se os vários formatos DAT disponíveis.3 – Tecnologias do Registo magnético Digital de som Acompanhando a tendência actual de migração para os domínios digitais. Assim é possível gravar informação de alta densidade com uma taxa de erro muito baixa. Figura 7 – O DAT e a cabeça de Leitura/Gravação Tabela 2 – Formatos dos sistemas DAT Formato Frequência de Amostragem de 32 KHz Frequência de Amostragem de 44. convém aludir à memória de massa digital na forma de suporte magnético. Miller. É para alem do CD o único sistema digital que não utiliza processos de compressão de som. MFM (utilizada nos discos rígidos) e EFM (utilizada no MiniDisc). Esta surgiu devido à necessidade de registar a crescente quantidade de dados disponibilizados pelos computadores. É esta característica da fita magnética mais o facto da mesma estar sujeita a um processo de desgaste. RZ. Harvard. Os 96 KHz são utilizados na nova norma de áudio digital DVD-AUDIO (24 bits de resolução).

De qualquer forma garante-se que durante a experiência de audição o ouvinte não distingue o sinal original do sinal codificado. começou-se a aceitar este conceito. por diversos motivos. a cassete compacta ocupava o sector de mercado associado aos leitores portáteis (WalkMan).1KHz e 48 KHz).1 KHz Resolução em amplitude 16 Bit Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. Esta característica visou os interesses comerciais da industria musical. O DCC (Digital Compact Cassete) foi inventado em 1992 pela Philips conjuntamente com o gigante Japonês Matsushita (o maior fabricante de electrónica de consumo). Este sistema incorpora o melhor do DAT e da cassete compacta. Igualmente se pode atribuir o insucesso deste sistema pela má receptividade por parte dos consumidores à ideia de uma compressão com perdas. como forma de substituição da cassete compacta analógica. uma vez que possuindo o mesmo suporte que a cassete compacta. Possui uma gravação digital com 18 bit de resolução às mesmas frequências de amostragem do DAT (32 KHz. Para tornar possível a utilização deste produto nas condições suportadas pelo WalkMan o MiniDisc incorpora uma memória tampão (Buffer) que garante a continuidade da audição após falha na leitura. um domínio em que o sistema sensível de leitura óptica do CD não estava particularmente adaptado. Estas técnicas de compressão exploram a redundância e exibem perdas de informação. Em 1989 o sistema anti cópia denominado SCMS foi integrado nos DAT não profissionais. generalizando a consciência do consumidor da rapidez de acesso aleatório e facilidade de utilização (12 cm diâmetro e resistência a riscos). O sistema foi pensado de forma a poderem-se ligar até 16 ADAT em cadeia. Tabela 3 – Características do MD Comprimento de onda do Laser 780 nm Modulação Gama dinâmica 105 dB Banda de frequência 5 – 20000 Hz EFM Frequência de amostragem 44. Novembro de 1999 9 . A tecnologia que permite tanto o suporte da cassete analógica como da digital ( Thin-film Stationary Head ). O ADAT da Alesis é o sistema mais popular e utilizado actualmente nos estúdios de gravação de som. Apesar da grande divulgação do CD. limita a capacidade de armazenamento da informação digital a registar. utiliza-se o sistema de compressão ATRAC (Adaptive TRansform Acoustic Coding) para permitir o mesmo tempo útil de 74 min de música. sendo as seguintes forçosamente obtidas analogicamente. O DCC falhou a sua massificação. Possibilita a gravação de oito pistas digitais e não duas (estéreo) como acontece no DAT. o qual apenas permite cópias digitais de uma geração. para que a qualidade seja à mesma impecável o DCC utiliza uma técnica de compressão denominada PASC (Precision Adaptive Sub-Band Coding) que é uma variante do MPEG. a falta dum equipamento portátil durante os dois anos que decorreram após a sua introdução e a pouca disponibilidade de títulos gravados neste formato. Na tabela 3 resumem-se a principais características do MD.Os primeiros DAT não possibilitavam a copia digital. enquanto a cabeça readquire a informação digital. O MiniDisc regravável da Sony foi introduzido em 1992. dez anos depois do CD ter substituido com sucesso o LP (disco de vinyl). Devido à menor área disponível de registo da informação face ao CD (140 MB versus 765 MB). com um sistema de leitura óptica e gravação magneto-óptica. Somente após a grande divulgação dos métodos de compressão no domínio dos computadores pessoais. obtendo-se um total de 128 pistas. Apesar do DAT não ter tido grande aceitação no uso doméstico. o preço elevado do equipamento. que lê/grava as múltiplas bandas do DCC. responsável pela invenção do WalkMan. Para tal o ADAT utiliza cassetes S-VHS que possuem uma fita de maior largura. sendo os sinais de qualquer fonte (analógica ou digital) convertidos por um conversor ADC ( Analog to Digital Converter ). quando considerada pouco relevante. Essencialmente para este mercado a Sony. o marketing realizado (ou falta dele). desenvolveu um disco de menores dimensões (64 mm de diâmetro). possibilita a leitura do formato analógico. continua a ser um meio por excelência de masterização nos estúdios de produção profissional. que excede as especificações do CD-AUDIO. 44. Assim. como forma de evitar copias piratas de alta qualidade. A competição com o já existente DAT e o recente Mini-Disc da Sony com o seu método de compressão mais desenvolvido (o ATRAC) levaram a Philips a descontinuar este produto.

Assim a distorção nas frequências em que o ouvido é mais insensível. As dimensões da área gravada são determinadas pela linha isotérmica do ponto Curie. ATRAC. O ouvido destingue melhor as baixas frequências. sendo este mais sensível às frequências em torno dos 4kHz. O sinal de entrada do codificador é dividido em três subbandas que são seguidamente transformadas no domínio da frequência utilizando comprimentos de bloco variáveis. Com isso consegue-se aplicar compressão a sinais digitais com 44. As frequências pertencentes a uma determinada banda critica são igualmente perceptiveis ao ouvido (escala de frequência do ouvido). O sistema de gravação magneto-óptica (MO) utiliza duas cabeças. não soam com a mesma intensidade. localizadas nos lados opostos do disco. Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. De referir que em qualquer técnica de compressão áudio (PASC. Em geral dois tons de igual potência mas diferente frequência. sendo muito mais sensível a variações na potência do laser e vibrações durante a gravação. e posteriormente quantifica-se com base na sensibilidade dinâmica e características de mascaramento. utilizando um esquema simples e barato de electrónica (Hardware) conveniente para aplicações em equipamento portátil de leitura/gravação. São agrupados vários coeficientes de transformação em bandas não uniformes. Modulação por laser: aquece-se a superfície onde se pretende gravar o valor lógico “1” para além do ponto Curie (180ºC) sendo aplicado um campo magnético constante. O mascaramento ocorre quando um determinado som de maior amplitude sobrepõe-se a outro de menor amplitude. MPEG. Por exemplo. O objectivo dos sistemas de codificação áudio é controlar a distribuição tempofrequência desse ruído de forma a torna-lo inaudível ao ouvido humano. é menos notada que a distorção ás fremências em que este é sensível. sendo aplicado um campo magnético variável de acordo com o bit a gravar. existindo duas técnicas possíveis: • Modulação do campo magnético: um laser aquece a superfície a gravar para além do ponto Curie (180ºC). Os efeitos psico-acústicos são utilizados com base nas três situações seguintes: - - A sensibilidade do ouvido varia com a frequência. o préviamente gravado idêntico ao CD com zonas de alta/baixa reflectividade (lands / pits). duas pessoas em diálogo deixam de se ouvir durante a passagem de um comboio (máscara). e como tal à mais bandas criticas abaixo dos 5kHz. obtendo-se uma modulação simétrica de “0” e “1”. etc…). Novembro de 1999 10 .1kHz de frequência de amostragem e 16 bit de resolução (qualidade CD). Este sistema cria uma modulação assimétrica de “0” e “1”. há normalmente uma certa quantidade de ruído de quantificação. A banda critica resulta que o ouvido humano analiza as frequências audiveis através dum conjunto de sub-bandas.Existem três tipos de discos para o sistema MiniDisc. • Tabela 4 – Bandas criticas de audição Banda Critica 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 - Frequência de corte inferior (Hz) Frequência de corte superior (Hz) Largura de banda (Hz) 0 100 200 300 400 510 630 770 920 1080 1270 1480 1720 2000 2320 2700 3150 3700 4400 5300 6400 7700 9500 12000 15500 100 200 300 400 510 630 770 920 1080 1270 1480 1720 2000 2320 2700 3150 3700 4400 5300 6400 7700 9500 12000 15500 22050 100 100 100 100 110 120 140 150 160 190 210 240 280 320 380 450 550 700 900 1100 1300 1800 2500 3500 6550 A codificação ATRAC baseia-se em princípios psico-acústicos e a compressão conseguida é cerca de 1/5 da informação digital original sem que ocorra perda de qualidade. os discos de gravação magneto-ópticos e os discos híbridos (área magneto-óptica e área previamente gravada). por forma a adaptar ao sistema auditivo do Homem.

). Poderia-se pensar que atendendo ao teorema de Nyquist bastaria a frequência de amostragem de 40kHz (banda áudio ~ 20. As modernas placas de som possuem DSP’s de grande capacidade.20000Hz) mas. Discos com capacidade de 1Gbyte. distorção. trabalhando no domínio dos 24bit ou mesmo 32bit (capacidade de cálculo). que significam o processamento de 30 canais (mono) de som independentes à resolução de 16bit e 44. o EMU8000. Como tal determinou-se um valor de frequência de amostragem (empregue no CD) que é simultaneamente múltiplo de 50 e 60Hz e está acima dos 40kHz.Actualmente com o aumento do desempenho dos computadores pessoais (PC) e da capacidade de armazenamento em disco rígido (HD). melhor é a qualidade do sinal recuperado. conjuntamente com desenvolvimento de software sofisticado. Estes devem possuir resoluções em amplitude igual ou superior a 16bit (65536 níveis) e frequência de amostragem igual ou superior a 44. O elementos principais das placas de som são os conversores A/D e D/A. possibilita somente 30 Mips. igualização. A codificação dos bits armazenados no disco rígido segue a técnica MFM (Modified Frequency Modulation). de limitações apenas impostas pelo hardware/software. Claro que quanto mais alta for esta frequência.1kHz). em que se tornou possível o processamento do sinal (amplificação. possuindo um conjunto de discos magnéticos empilhados cujas cabeças de leitura/gravação se movimentam rapidamente sem tocar a superfície (não há atrito). integra um DSP RISC da Emulator (empresa famosa no sector da música profissional) que possibilita 1000 Mips (milhões de instruções por segundo). A frequência de amostragem resulta directamente do teorema de Nyquist que diz-nos ser possível recuperar um sinal contendo um espectro cuja máxima frequência é metade da de amostragem (ƒa = 2x ƒmáx). Novembro de 1999 11 . Para tal um sistema constituído por um PC ao qual se adicione uma placa de som de alta qualidade (não precisa ser cara). respectivamente o conversor analógico-digital e o digital-analógico. Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. é possivel recorrer a estes para gravação e processamento digital de som. No entanto devido às características não ideais dos filtros de interpolação indispensáveis para evitar o aliasing (sobreposição espectral). porque no som é também importante a resposta de fase para além da de frequência.1kHz. então um conversor de 18bit possibilita um aumento de 12dB na gama dinâmica e uma resolução com 262144 níveis ( + 196608 que o CD). etc. com capacidade de produção áudio e MIDI (Musical Instrument Digital Interface) é possível realizar o fluxo de informação digital entre a placa de som (placa de áudio) e o suporte de gravação. Com isso produzem-se os mais variados efeitos de som em tempo real. Sound Blaster live da Creative Labs. Finalmente. os conversores A/D baseados em características integradoras exibiriam ruído associado à tensão de alimentação. o disco rígido. Este é muito semelhante em funcionamento ao Figura 9 – Sistema de gravação de som no PC MiniDisc (de gravação magnética). a digitalização foi o passo fundamental para a aplicação das técnicas de tratamento (processamento) mais sofisticadas com recurso aos DSP’s (Digital Signal Processor). ou seja 44100Hz! A resolução de amplitude está intimamente relacionada com o ruído de quantificação e com a gama dinâmica do sinal (diferença entre o mais baixo e o mais alto nível de amplitude). EUA 60Hz/110V). A famosa placa de som. Se pensarmos que a adição de mais um bit à resolução resulta na duplicação tanto da resolução como da gama dinâmica ( + 6dB). conseguem armazenar cerca de 100 min de áudio em estéreo com a qualidade do CD (16bit / 44. devido ao aliasing e pensando que qualquer dispositivo electrónico é na maioria das vezes alimentado pela rede pública de energia eléctrica (Europa – 50Hz/230V . usam-se Figura 8 – Conversão A/D e D/A frequências de amostragem acima dos 48kHz (DAT). modulação de amplitude (trémulo) e frequência (vibrato). o que antes só acontecia nos estúdios munidos de equipamento caro. possibilita um autentico gravador de pistas múltiplas (n-pistas).1kHz. utilizando um software conhecido por sequenciador de som. tais como: reverberação (eco). Tal como no passo dado na substituição dos sistemas mecânicos por eléctricos. com o que já foi dito. O DSP antecessor.

sendo adoptado como standard ISO 2969 para banda sonora cinematográfica. sincronizadas a partir dum equipamento especial produzido pela RCA para uma instalação de múltiplos altifalantes (Fantasound). que permitia efeito sonoro espacial. Em 1954 o sistema Perspecta utilizava o sistema convencional de som mono (óptico) com uma codificação de tons de 30. como se vê na figura. Novembro de 1999 12 . que respectivamente aumentavam o volume na esquerda. Esse sistema era caro e durante a II Guerra Mundial foi considerado um desperdício de recursos pelo governo Norte-Americano. centro e direita da sala. que permitiu a sonorização de filmes. Em 1940 o filme Fantasia da Walt Disney. Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. Este consiste numa pista (mono) de largura variável na extremidade esquerda da película entre a imagem e os buracos de fixação. Cerca de 20 anos mais tarde (1998) é definida a norma 1. Em 1979 a Philips e a Sony desenvolveram o CD.1 – História do Registo Óptico Depois da invenção da gravação “eléctrica” (1926).0 do DVD-audio. a Western Electric em 1930 padronizou o sistema de gravação óptica em película de 35mm. possibilitou pela primeira vez a experiência espacial sonora através duma banda sonora produzida por Leopold Sokowski de 9 fontes independentes Figura 10 – Filme sonoro masterizadas em 4 pistas ópticas. Embora não fosse som estéreo adicionava efeitos direccionais durante a exibição dos filmes. o primeiro suporte de gravação digital óptico.4 – Meios de Registo Óptico 4. O filme White Christmas foi o primeiro a utilizar este sistema. Em 1971 o filme de Stanley Kubric “Laranja Mecânica” foi o primeiro a utilizar o sistema Dolby A-type Noise Reduction com uma banda sonora óptica convencional. 35 e 40 Hz. Em 1974 a Dolby apresenta o sistema Dolby Stereo SVA (Stereo Variable Area) codificado opticamente numa película de 35 mm.

Quando encontra uma superfície plana a luz é totalmente refletida passando através de um prisma e sendo desviada para um conjunto de diodos fotossensíveis.1). centro. A intensidade da luz captada por uma célula fotoeléctrica (inicialmente utilizavam-se células de selénio). como acontecia com os discos e cassetes. produz o sinal eléctrico que é amplificado. Assim garante-se que toda a informação passa à mesma velocidade linear pela cabeça de leitura. No CD. Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. Se esta for nula (em fase) o som é dirigido ao canal central (canal do diálogo) e se os canais estiverem em oposição de fase (atraso) o som é dirigido ao canal de som envolvente. aka Dolby Stereo Digital que possibilita 5 canais discretos de som mais 1 reservado às baixas frequências (5. A organização do CD é diferente da de um disco rígido.2 – Tecnologias do Registo Óptico Para o registo de som numa película cinematográfica foi utilizada uma pequena banda ao lado da imagem. 20bit e menor taxa de compressão de 3:1 (1. Também o DTS. Alem da informação de audio. Este sistema consiste na possibilidade de traduzir a informação de quatro canais sonoros independentes (esquerdo. o CD tem uma resposta em frequência até 20 kHz com 96 dB de gama dinâmica. segundo a posição radial do sector a ser lido. Como já foi referido. O AC-3. o que se justifica pelo seu tempo de reprodução (74 min). em que os dados estão em pista concentricas divididas em sentido radial. Figura 11 – Evolução dos sistemas de som envolvente digital O CD por ser um meio de leitura óptica não sofre desgaste físico. Para tal os descodificadores Dolby analizam a diferença de fase entre os canais estéreo. Esta alterna buracos ( pits ) e zonas planas ( lands ) correspondendo respectivamente a ‘1’ e ‘0’ lógicos. direito e envolvente) em apenas dois canais. o CD contem informações sobre o título da faixa (CD text) e o tempo decorrido na faixa corrente (e total). como a pista é única em espiral é necessário uma velocidade de rotação variável (200 a 550 rpm). Recentemente existem tecnologias de registo de múltiplos canais opticamente tanto em película como em CDROM’s separados. A principal inovação no domínio das tecnologias de registo óptico de som aplicado ao cinema foi a introdução do Dolby Stereo. possui 16bit de resolução com uma compressão de 16:1 (384 kbps). Um laser (Light Amplification by stimulated Emission of Radiation) de semicondutor passando através de uma lente de focagem controlada (focusing coil) atinge a superfície reflectora existente no disco. Quando encontra um buraco o feixe de luz (Laser) dispersa-se por efeito de refracção devido ao comprimento de onda da luz ( vermelho) se aproximar das dimensões dos buracos. Estas informações são Figura 12 – Relevo do CD e DVD indispensáveis para a localização das faixas em caso de falha de leitura. No entanto este dispositivo opera apenas numa face. que actualmente pode ser desfrutado em nossas casas nas modificações Dolby Surround e Pro Logic.4. os canais estéreo. Digital Theatre Sound possibilita os mesmos canais mas com melhor qualidade. Novembro de 1999 13 . No inicio desta tecnologia fez-se uma aplicação curiosa das técnicas fotográficas com utilização dos tempos de revelação do negativo como meio de alterar as propriedades do som registado.2Mbps).

Com leitores equipados com o sistema DSD. que utiliza uma nova codificação DSD (Direct Stream Digital) em lugar do PCM. 24bits. 2cn 192kHz.4kHz 16.1kHz/88. 20bits. 5cn 96kHz. 16bits. 24bits. e mais tarde aplicado para o armazenamento de grandes quantidades de informação (4.O DVD.4 GB. Como o DVD tem as mesmas dimensões físicas do CD. 24bits. 3cn + 48kHz. Nas tabelas seguintes apresentam-se as características de armazenamento áudio do DVD: Tabela 5 – Características do DVD áudio Frequências de amostragem Resolução Canais Ritmo binário 48kHz/96kHz/192kHz. oferece uma resposta em frequência até 100 kHz com 120 dB de gama dinâmica (20bit). Figura 13 – Super Audio CD Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. 6cn 96kHz. 24bits. 44. 24 bits. É possível também utilizar duas camadas para registo de informação. o que significa um comprimento de onda menor do laser.6 Mbps max Tabela 6 – Configurações do DVD áudio Combinação áudio 2 canais 2 canais 6 canais 5 canais 2cn + multi-cn Configuração 48kHz. com 17. 2cn + 96kHz.2kHz/176. A capacidade extra do DVD está associada a menores dimensões dos buracos como se vê na figura 12. 20 e 24 bits 2a6 9.1 GB no futuro). É um disco de formato híbrido. 2cn 96kHz. Novembro de 1999 14 . o último pode ser lido num aparelho de DVD´s. foi um suporte óptico desenvolvido para aplicações de vídeo.7 GB a 9. 2cn Camada única 258 min 64 min 64 min 61 min 43 mins cada Camada dupla 469 min 117 min 117 min 112 min 78 mins cada A Philips e a Sony. estão a trabalhar numa especificação alternativa chamada Super Audio CD. e como tal poderá ser lido em leitores de CD normais.

Devido à limitação de tamanho das memórias disponíveis. A partir de um conjunto de experiências subjectivas.2 – As Tecnologias do Registo Electrónico A história do registo electrónico está condicionada pela evolução da própria tecnologia da electrónica. Neste campo. Novembro de 1999 15 . estando a surgir novos produtos para automóveis. se comecem a divulgar os aparelhos de registo electrónico de som. Todavia com estes dispositivos não se regista exactamente o som. A resolução em bits de cada amostra está relacionada com a gama dinâmica do som reproduzido e a frequência de amostragem determina a largura de banda do sinal a recuperar (teorema de Nyquist). É esta modulação na qual é quantificada a amplitude numa determinada resolução e a frequência de amostragem fixa. mesmo para a tecnologia actual. sendo aplicado este resultado no desenvolvimento dos suportes digitais de som. Enquanto as memórias desenvolvidas para os computadores se mediram por alguns kbytes era impensável a sua aplicação em algo tão dispendioso em termos de memória como o som. ADSR) uma vez que durante o Sustain o som é periodicamente reproduzido enquanto durar a nota musical. mas sim um conjunto de parâmetros digitais capazes de produzir o som. Por isso o surgimento dos aparelhos de suporte electrónico de som está directamente associado às tecnologias de compressão de som. 5. uso doméstico e mesmo nos telemóveis (potabilidade). Pesando o custo em memória e a qualidade do som do exemplo dado (pouco melhor do que a disponível num telefone da rede fixa) é obvia a limitação que oferece este tipo de registo de som. A partir da divulgação do computador pessoal e pela reunião das condições adequadas tornase possível o surgimento de um novo meio de registo de som. foi apontada a frequência de 20 kHz como um limite da percepção humana do som. a primazia é reivindicada pela Eiger Labs com o seu MP Man F10. como o CD e o DAT com uma resolução inicial de 16 bit. Mas mesmo as memórias não voláteis de grande capacidade (32-64 MB actualmente). Não é de admirar que somente com o surgimento das memórias não voláteis do tipo flash. O RIO Player da Diamond é actualmente sinónimo de MP3. por exemplo: para registar o som de uma flauta basta amostrar a informação correspondente às fases Atack. Memória volátil é aquela que uma vez desligada a alimentação perde os dados registados. utilizando uma frequência de amostragem de 44. gerada directamente a partir do sinal analógico e utilizada no armazenamento de som. o registo electrónico de som limitou-se durante muito tempo ao campo dos aparelhos musicais electrónicos: samplers (amostradores musicais) e os modernos sintetizadores de som digitais. nomeadamente no VQM e na audio layer do MPEG4 em que a compressão é realizada pela codificação de um “programa” capaz de reproduzir o som. Decay e Release (envolvente de amplitude. sendo desde sempre cara e de menor capacidade. são um meio pouco eficiente de registo de som considerando a codificação PCM. somente a sua volatilidade impediu o seu uso como suporte para som. Numa modulação PCM (Pulse Code Modulation) de 8 bit. O CD. que utiliza memória flash de 32 MB e beneficia da tecnologia de compressão MP3. devido à sua grande divulgação. todavia podemos interpretar o registo de sons PCM (Pulse Code Modulation) dos instrumentos musicais electrónicos como sendo a primeira aplicação generalizada de um sistema de registo de som por meios electrónicos. A memória não volátil não evoluiu tanto como a sua congénere. tornaram-se um objectivo a atingir nos sistemas seguintes. mais a introdução da sinalização de pista tem cerca de 74 min de música. Com os semicondutores a descerem de preço e a capacidade da memória a aumentar. memórias Flash e de leitores portáteis. Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. para registar 1 min de som (mono) com uma largura de banda de 8 KHz utilizam-se 960 Kbyte.1 – História do Registo Electrónico A história do registo electrónico está a viver-se no presente. a memória flash. É difícil indicar qual foi o primeiro sistema a utilizar o registo electrónico de som.1 kHz e uma resolução de 16bit (estéreo => 2x16 = 32 bit). A qualidade e o tempo de reprodução do CD. Um novo conceito começa a ser aplicado no campo da compressão de som. O PCM (Pulse Code Modulation) é a modulação mais popular.5 – Meios de Registo Electrónico 5. capazes de registar e reproduzir o som de vários instrumentos.

que é inclusive capaz de criar novas ambiencias sonoras utilizando as caracteristicas dos “bons” espaços. no presente estudam-se novas codificações. Uma extensão multilingue permite ainda 7 canais adicionais. altifalantes e muito poder computacional. sendo cada camada N capaz de descodificar todas as N-1 camadas anteriores. exploram as características auditivas do ser humano. na medida em que reduz drásticamente a complexidade do mesmo. e atendendo à extensão multicanal para aplicações de som envolvente (surround). Todavia o grande salto quântico para a compressão de som é efectuado quando se exploram as limitações do ser humano na percepção sonora. noutro espaço. Ambos os sistemas. que deverá utilizar a aproximação de criar um programa para descrever o som. Uma tecnologia de compressão de som que está neste momento muito divulgada é a layer 3 da norma MPEG-1. como a audio layer do MPEG4. ou MP3. receptores e de registo sonoro. Ele sugere igualmente que não se registe o movimento sinosoidal provocado pelo som! Assim. Segundo as palavras do Dr. dividindo-as em 32 sub-bandas e aplica um modelo psicoacustico para estimar o grau de percepção do ruído numa determinada sub-banda. mas começa a ser aplicado ao som quando este entra no domínio do digital. flexibilizando o desenvolvimento industrial.3 – As Tecnologias de compressão de Som O DCC e o MiniDisc foram os primeiros suportes a utilizar compressão de som. previamente utilizada no fax. pretende reproduzir os efeitos acusticos de um espaço físico (quarto).05 e 24 kHz. centro. Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. No futuro os microfones decomporão o som em sinais de controlo e os altifalantes terão 20 osciladores digitais para o recompor. Vercoe. Como já referido. O standard MPEG-1 ( IS 11172-3 ) descreve sinais áudio usando sistemas de codificação perceptual. revoluciona tanto essa teoria como a concepção actual dos dispositivos emissores. utilizam-se infinitas harmónicas para reconstruir um sinal não periódico e variável no tempo (som). normalmente a transmissão de som requer ar e movimento.1 e 48 kHz. 44. Neste último domínio aplicam-se 5 canais áudio (esquerda. como por exemplo: fazer a nossa pequena sala de estar soar como uma sala de concertos. com recurso a DSP’s. A norma MPEG define os formatos e o descodificador mas não define o codificador. ou seja a sua percepção diferenciada de sons em determinadas circunstancias. Como referido antes. A quantificação é realizada de acordo com a taxa binária requerida e os dados recolhidos sobre cada sub-banda. Vercoe. Mas este sistema dirigido pelo Dr. pode ser reduzido sem ser notado. No domínio analógico qualquer tratamento realizado sobre o som requer um circuito próprio. A facilidade de tratamento da informação digital permite a utilização de técnicas de compressão sem perda de informação. tudo o que é necessário para a reconstrução do som são as informações de controlo. Já se faziam este tipo de efeitos. direita. com frequências de amostragem de 16. No processo da síntese aditiva (síntese de Fourier). o que é muito pouco flexível e caro. o DCC utilizou o sistema de compressão PASC e o MiniDisk usa ATRAC.5. Entre estes dispositivos somente circulará a informação digital de controlo. 384 kbps (Layer 2) e 320 kbps (Layer 3). Outra inovação do mesmo instituto. 22. através de algoritmos genéticos. O codificador de áudio MPEG analisa as componentes espectrais do sinal áudio. com uma taxa binária mínima de 32 kbps até um máximo de 448 kbps (Layer 1). 6 – Tecnologias futuras da Gravação de Som Encontra-se em fase de estudo no MIT (Massachusetts Institute of Technology) um esquema de codificação perceptual de som baseado em 20 sinais sinusoidais puros. Este sistema é constituido por um conjunto de microfones. O conceito da compressão já existia há muito. O MPEG2 para áudio estende a norma para taxas binárias muito baixas (até 8 kbps). Especifica-se uma família de 3 camadas com crescente complexidade e performance (qualidade de som por ritmo binário). Novembro de 1999 16 . Todas as camadas da norma MPEG1 áudio podem usar frequências de amostragem de 32. como é mais conhecido. Tudo o que não é muito perceptível. envolvente esquerda e envolvente direita) com a opção de um canal extra para baixas frequências. mas não se tomava em conta as condições físicas do local de reprodução sonora. como a codificação Huffman. Actualmente não gravamos “ar” porque se presume que o temos durante a reprodução.

etc.7 – Conclusão 7. Actualmente existem compositores de música electrónica a recorrer aos velhos sintetizadores de há 20 anos atrás (vintage) na elaboração de temas modernos. Nos estúdios de gravação de som Figura 14 – Microfone de condensador profissionais.2 – A guerra dos formatos (analógico vs digital) Muitas das vezes somos confrontados com a decisão de executar uma tarefa no domínio analógico ou digital. Há sempre ruído no bit mais baixo ou no conjunto deste com o adjacente (1 bit ~ 6dB). A resolução da maioria dos conversores A/D proporcionam relações sinal/ruído (S/N) de 85-90 dB. A sala onde se encontram os equipamentos de controle e ajuste do som.1 – O percurso áudio No inicio deste trabalho referiu-se a importância das técnicas e dos equipamentos utilizados na concepção do registo (gravação). Só assim. e qualquer coisa mais pequena que isso é perdida. Uma das situações Figura 15 – Estúdio de som mais comum é a produção de som com efeitos estereofónicos. é obtido segundo os mais diversos critérios. têm-se em conta as superfícies (paredes e tectos) e a sua influência nas reflexões do sinal. sendo dois deles o gosto (preferências dos ouvintes e técnico) e as características de reprodução dos equipamentos utilizados pelos consumidores. Novembro de 1999 17 . a “mesa” e processadores. 7. Embora seja irrefutável que a fita analógica adiciona distorção e ruído. adequados. profundidade de campo e sons naturais. é isolada acusticamente do local onde os músicos actuam. A audição nestas condições só é possível graças à monitorização (verificação não ao vivo) do som proveniente da outra sala... Também importantes são as condições físicas do espaço onde se grava e/ou reproduz. Desde logo se percebe que o equilíbrio (mistura) produzido por um técnico de som. enquanto o digital é sinonimo de limpeza. Quer-se com isto afirmar que. facilidade de uso. Sistemas de Telecomunicações – Gravação de Som – IST. num local de destino diferente (outras características acústicas). A relação sinal/ruído presente num bom preamplificador de microfone ou outro circuito pode ser 100-110 dB que são cerca de 6dB melhor que o conversor A/D! Gravadores analógicos de duas pistas em fita magnética sem qualquer recurso a redutores de ruído têm geralmente uma S/N de cerca de 75 dB. Assim de nada servirá a um tema (música) a adição de espectacularidade dos efeitos estéreo. Alguns conversores A/D soam magnificamente. assim como alguns gravadores analógicos. bastando para tal pensar da seguinte forma: um concerto gravado num grandioso Hall (sala de concerto) não poderá “nunca” ser exactamente reproduzido com as mesmas nuances de origem. se este não tiver em conta outras situações como por exemplo o equilíbrio dinâmico (som demasiado alto ou baixo) e a resposta em frequência (som não estridente). cabos. para se ter uma gravação cuidada é fundamental antes de tudo a utilização de transdutores (microfones e altifalantes). reprodução fiel. circuitos de amplificação e igualização (consola de mistura). É incorrecto que palavras como digital e analógico possam ser usadas para comercializar um dispositivo sem qualquer consideração pela conveniência de certas aplicações ou objectivos. muitas das vezes esquecemo-nos que a digitalização também o faz. O analógico possibilita calor. o suporte final de gravação (fita/disco) pode registar com qualidade a fonte sonora (voz/música). Mas com Dolby NR (redutor de ruído) isto pode aumentar até 100 dB! O ponto da situação é que têm de se comparar os equipamentos que se utilizam em vez dos processos por eles empregue. os quais muitas das vezes são reproduzidos por um “velho e barato” receptor mono.

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