Recuperação de áreas degradadas_mini curso_III Semana da GA

Minicurso: Recuperação de Áreas Degradadas

Germano de Freitas Chagas Prof. Pedro H. S. Brancalion

Cronograma
• • • • • • Estado de degradação atual mundial Conceitos Biomas e suas fitofisionomias Diagnósticos de áreas degradadas Estratégias para Recuperação de Ecossistemas Importância da Agroecologia na Recuperação de Áreas Degradadas

O que são áreas degradadas?
• Área não destinada a produção , fora da área urbana com expressiva modificação da vegetação original • Alteração, impacto e degradação

Aspectos mundiais
•15% do território mundial está degradado •Taxa de degradação mundial: 0,1% •Distribuição das áreas degradadas:
5% América do Norte 12% Oceania 13% Europa 14% América do Sul 17% África 18% Ásia 21% América Central

Fatores de Degradação do Solo
• Superpastejo da vegetação (34,5%); • Desmatamento: agricultura, florestas comerciais, construção de estradas e urbanização (29,4%); • Atividades agrícolas: uso inapropriado de fertilizantes, irrigação, maquinário, falta de práticas conservacionistas (28,1%) • Exploração para fins domésticos (6,8%) • Industria (1,2%)

Recuperação Reabilitação e Restauração
• Recuperação:
– Integração de praticas ecológicas e silviculturais que promovam a reabilitação ou restauração dos ecossistemas degradados

• Reabilitação:
– Restabelecimento de funções e serviços ambientais

• Restauração:
– Retorno às condições antes das alterações – É possível?

Formações Florestais da Mata Atlântica
• • • • • Floresta Ombrófila Densa Floresta Ombrófila Mista Floresta Ombrófila Aberta Floresta Estacional Semidecidual Floresta Estacional Decidual

Ecossistemas Associados
• • • • • Restinga Mangue Campos de altitude Brejos interioranos Encraves florestais do Nordeste

Floresta de Restinga
Parque Estadual da Ilha do Cardoso- Cananéia-SP

Floresta Ombrófila Densa
Parque Estadual de Carlos Botelho – Sete Barras-SP

Cerradão
Estação Ecológica de Assis-SP

Floresta Estacional Semidecidual
Estação Ecológica dos Caetetus – Gália-SP

Floresta Paludosa

e
Campos úmidos sobre solos hidromórficos

Campos úmidos antrópicos

Variações locais de vegetação
cheias

Cerradão
Mata de Planalto

Mata Ribeirinha

Mata de Brejo

Tipos de Vegetação

Mata de Brejo Floresta Paludícula
Mata Seca Floresta Estacional Decidual

Mata de Planalto Floresta Estacional Semidecidual

Cerradão Savana Florestada

Área Degradada

Fragmentação e Conectividade
• Problemas:
– perda de hábitat, efeito de borda, fluxo gênico,

• Quando é necessário restaurar a conectividade? • Como ?

Unidades de Produção Agrícola
• APPs • Reserva Legal • Áreas de Produção

Área de Legal: “uso sustentável dos “função ambiental de Preservação Permanente: Reserva recursos naturais, à preservar os erecursos hídricos, a processos aecológicos, à estabilidade conservação reabilitação dos paisagem, geológica, a da biodiversidade efluxo gênicoproteção de e flora, conservação biodiversidade, o ao abrigo e de fauna fauna e proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações flora nativas” humanas”

Áreas de APP
• • • • • • • • Mangue, Dunas, Veredas, Restinga, Topo de morro (1/3 superior), Altitude superior a 1800m, Encostas com declividade superior a 100% Lagoas naturais ou artificiais

Reserva Legal
• Amazônia Legal: 80% • Cerrado na Amazônia Legal: 35% • Demais regiões: 20%

Estratégias destinadas à Recuperação de Áreas Degradadas

Superando barreiras que impedem a recuperação ambiental
• Fator de estresse:
– fogo, – pastoreio – enxurradas

• Baixa disponibilidade de propágulos:
– Banco de sementes – Raízes – Remanescentes

Superando barreiras que impedem a recuperação ambiental
• Falha no recrutamento de plântulas e jovens:
– Predação de sementes/herbivoria – Competição – Ambiente propício (luz, umidade) – Nutriente

• Ausência de interações:
– Simbiontes (micorrizas, rizobactérias) – Polinizadores – Dispersores

Condições do solo do local

Solo degradado

Recuperação do solo

Solo não degradado

1

Semeadura das espécies de adubo verde em área total de três a quatro meses antes do plantio das mudas de árvores nativas, a partir do início das chuvas (set./out.);

2

Roçagem das futuras linhas de plantio das mudas (dez./jan.), aplicação de glifosate na rebrota do adubo verde (cerca de 10 dias após a roçada) e abertura das linhas ou covas;

R O Ç A G E M 1m 2m

R O Ç A G E M

R O Ç A G E M

R O Ç A G E M

3

Plantio das mudas de árvores nativas nas linhas ou nas covas preparadas para isso;

entrelinhas e deposição dos resíduos vegetais 4 Roçagem dasplantio, no final da estação chuvosa (abril/maio) nas linhas de

R O Ç A G E M 2m 0,5 m 3m 0,5 m 0,5 m 3m 2m 0,5 m

R O Ç A G E M

R O Ç A G E M

Condições do solo do local

Solo degradado

Recuperação do solo

Solo não degradado

Ocupação da área

Campo úmido antrópico sobre solo hidromórfico Campo úmido antrópico originado por assoreamento

Condições do solo do local

Solo degradado

Recuperação do solo

Solo não degradado

Ocupação da área

Campo úmido antrópico sobre solo hidromórfico Campo úmido antrópico originado por assoreamento

Campo úmido nativo

Condições do solo do local

Solo degradado

Recuperação do solo

Solo não degradado

Ocupação da área

Campo úmido antrópico sobre solo hidromórfico Campo úmido antrópico originado por assoreamento

Campo úmido nativo Áreas abandonadas

Espécies exóticas invasoras
Ausência Presença

Eliminação de espécies exóticas invasoras

Florestas nativas
Estado de conservação dos fragmentos florestais

Fragmentos florestais degradados

Condução da regeneração natural

Fragmentos florestais Conservados, mas isolados

Implantação de corredores

Estado de desenvolvimento da regeneração natural

Baixa expressão da regeneração natural

Condução da regeneração natural

Perspectivas – uso de herbicidas seletivos
Pau-cigarra – Fordor 2D Mutambo – Fordor 0,5D

Sangra d’água – Basagran 2D

Estado de desenvolvimento da regeneração natural

Baixa expressão da regeneração natural

Condução da regeneração natural

Adensamento

Enriquecimento

Adensamento X Enriquecimento

.Área apresentando regeneração natural de
espécies arbóreas (situação inicial).

.Plantio de adensamento com espécies de rápido
crescimento no espaçamento 2x2 m visando garantir o rápido recobrimento do solo;

.Plantio de eriquecimento utilizando espécies
secundárias iniciais, secundárias tardias e climáceas ou de diferentes procedências das espécies já existentes, no espaçamento 6x 6m, para aumentar a diversidade florística e/ou genética na área.

Gramíneas

Pioneira + sec. inicial + frutíferas atrativas de fauna
Secundária inicial + secundárias tardias + clímax + diversidade

Indivíduos remanescentes ou germinados do banco de sementes

Estado de desenvolvimento da regeneração natural

Baixa expressão da regeneração natural

Condução da regeneração natural

Alta expressão da regeneração natural, com baixa diversidade florística

Adensamento

Enriquecimento
Alta expressão da regeneração natural, com alta diversidade florística

Condução da regeneração natural

Áreas sem regeneração natural: implantação de espécies em área total

A - 3x2 em linhas de P e D ou P e NP

Grupo de Preenchimento (P) ou de espécies Pioneiras (P)

Grupo de Diversidade (D) ou de espécies Não Pioneiras (NP)

Vantagem do modelo A: a operacionalização de plantio é mais simples

3m 2m curso d’água

B - 2x3 simples

C - 2x3 alternado

3m 2m curso d’água

3m 2m curso d’água

Integrando a Recuperação de Áreas Degradadas ao Desenvolvimento Rural

SAFs destinados à RAD SMA 44-08
• 600 indivíduos por hectare • Espécies exóticas: máximo 50% • Indivíduos de espécies exóticas: 50% ou 50% da área • Espécies nativas: 50 regionais, sendo 10 zoocóricas (50% dos indivíduos) • Prazo: 8 anos • Impedimento de replantio para plantio exótico

SMA 44/2008
APP Pequena Propriedade: - Mínimo 1000 plantas/ha; 500 árvores/ha - Mínimo 30 espécies nativas; - Maior parte zoocóricas; - Máximo 50% exóticas (não prblemas); não mais que 25% de uma espécie - Vetado uso de espécies “problema”; - Manejo de exóticas contínuo;

sucessão ecológica

Evolução de área experimental demonstrativa - Bioenergia com biodiversidade e segurança alimentar

Agricultor responsável: Sidnei Silvério Assentamento Antônio Conselheiro Mirante do Paranapanema/ SP

0,5 ha

setembro 2009

fevereiro 2010

março 2010

abril 2010

abril 2010

maio 2010

maio 2010

setembro 2010

setembro 2010

outubro 2010

outubro 2010

novembro 2010

novemb ro 2010

janeiro 2011

janeiro 2011

janeiro 2011

agosto 2011

agosto 2011

agosto 2011

agosto 2011

www.pactomataatlantica.org.br

Fases da restauração ecológica no Brasil

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