Álgebra Linear – Vetores em R

n
81
Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira
UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
ÁLGEBRA LINEAR

C
CCA
AAP
PPÍ
ÍÍT
TTU
UUL
LLO
OO I
III
II
V VE ET TO OR RE ES S E EM M R R
N N

esta unidade, vamos abordar a álgebra dos vetores no enfoque algébrico e
geométrico. Como afirma Winterle
1
(2000), a grande vantagem da abordagem
geométrica é possibilitar a visualização dos conceitos, o que favorece seu entendimento.
Essencialmente, toda a geometria pode ser desenvolvida em linguagem algébrica. Como
afirmam Kaplan
2
e Lewis (1975, p.57) “em vez de combinar pontos e retas na maneira
geométrica usual, nós realizamos operações algébricas em certos objetos denominados
vetores”. As leis algébricas que os orientam são similares às aplicadas aos números. Por
exemplo, se u e v são vetores então u+v = v+u. De forma similar, os teoremas da
geometria, tornam-se teoremas da álgebra dos vetores com ênfase nas equações, identidades
e desigualdades ao invés de ênfase nos conceitos geométricos como congruência, semelhança
e interseção de linhas.
Os temas abordados neste capítulo são:

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados ................................................................. 82
2 Vetores: Definições................................................................................................... 84
2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais ........................................................................... 84
2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres ................................ 86
Lista 1 de Atividades ............................................................................................. 88
3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço ......................................................................... 88
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)........................................................ 88
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre............................................................ 89
3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
) ..................................................... 90
Lista 2 de Atividades ............................................................................................. 93
4 Operações com Vetores ............................................................................................. 93
4.1 Adição e Subtração de Vetores ............................................................................. 93
4.2 Multiplicação de escalar por um vetor.................................................................... 94
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ........................ 95
4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ....................................101
4.4.1: Combinação Linear de vetores .....................................................................101
4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores ............................................102
4.4.3: Bases do Plano de do Espaço .......................................................................103
Lista 3 de Atividades ............................................................................................104
5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto..................................................106
5.1 Produto Interno (ou escalar) ...............................................................................106
5.2 Produto Vetorial ................................................................................................107
5.2.1 Propriedades...............................................................................................108
5.3 Produto Misto....................................................................................................108
5.3.1 Propriedades...............................................................................................109
5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica ..................................110
5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo.......................................................110
5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo......................................................111
5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares ...............................................................112
6 Módulo ou Norma de um Vetor ..................................................................................113
6.1 Definição de módulo do vetor:.............................................................................113
6.2 Proposições: .....................................................................................................114

1
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.
2
KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.

N
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6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115
6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116
Lista 4 de Atividades ............................................................................................118
7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119
7.1 Ângulo de dois vetores:......................................................................................119
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122
7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123
7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125
Lista 5 de Atividades ............................................................................................125
Atividade Complementar.......................................................................................126
Bibliografia ................................................................................................................127
1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta
orientada e segmentos:

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e
indicado por uma seta.
r




O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado

Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é
chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado
de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado
por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.


1.3 Medida de um Segmento

Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um
número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A
medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do
segmento AB é indicado por AB .
Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de
comprimento (u.c.):
AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

• Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os
segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

P
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• Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é
oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma, AB = BA.


1.4 Direção e Sentido do segmento orientado

Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas
suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido contrário



Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido contrário

Observações:

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando
eles têm mesma direção.
• Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes

Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o
mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja
eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é,
ABCD deve ser um paralelogramo.




Observações:
• Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes.
• A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD.

Propriedades da Eqüipolência
(1) AB ~ AB (reflexiva).
(2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica).
(3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva).
(4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que
AB~CD.



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Fig.1
2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais.
As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade.
Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um
quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm
3
estamos determinando a grandeza
escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como
temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por
números reais (grandezas escalares).
Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento
e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude”
(módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da
magnitude, da direção e do sentido.
Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido.
• A direção é dada pela reta que contém o segmento.
• O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento.
• A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas
barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...


Definição 2: Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados
eqüipolentes
3
a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e
sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas
vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento
orientado
4
. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo
comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo
sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1)

Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e
representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo
não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento,
mas não tem a mesma direção e sentido.

3
Equivalentes.
4
Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo.
E
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Fig.2
Note que:
• Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários.
• Os vetores m e n têm diferente direção.
Observe que, vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a
dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários.

Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v
1
,
v
2
,..., v
n
). O vetor v é um vetor de dimensão n, ou seja, têm n elementos (escalares).

Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha
v = (v
1
, v
2
, v
3
,.... v
n
) ou em forma de coluna (matriz):
v =
(
(
(
(
¸
(

¸

n
v
v
v
...
2
1

O termo escalar é usado com o significado de um número real. Os escalares v
1
, v
2
,
v
3
,..., v
n
são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v.
Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v), e seus
elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (v
i
). A
letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor. O
subscrito representa o índice do elemento do vetor. Por exemplo, v
2
é o segundo
elemento do vetor. A notação v
i
indica o i-ésimo elemento do vetor.

Note que: Podemos representar um vetor de duas formas:
(1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada.



(2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada
(espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional)
de números reais.
2
2 1
) , ( IR x x v ∈ =
3
3 2 1
) , , ( IR x x x v ∈ =
4
4 3 2 1
) , , , ( IR x x x x v ∈ =
.....................................
n
n
IR x x x x x v ∈ = ) ,... , , , (
4 3 2 1


• Somente os vetores em R
2
e R
3
podem ser representados geometricamente.
• Em geral, consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na
origem (0,0) ou (0,0,0), denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”.
É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados
exclusivamente pelo seu ponto final, pois o ponto inicial é fixo na origem.
B
A
Indica-se por v = AB
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Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos. Numa semana são vendidas 300
unidades do artigo A, 400 unidades do artigo B, 200 unidades do artigo C e 250 unidades do
artigo D. Os preços de venda por unidade de artigo são, respectivamente, R$ 25,00, R$ 32,00,
R$ 12,00 e R$ 41,00.
A quantidade total dos artigos, na ordem A, B, C e D, vendidos numa semana, pode ser
representada pelo vetor q = (300, 400, 200, 250) e, o vetor p = (25, 32, 12, 41) indica o
preço (em reais, R$) de venda por unidade de artigos, na ordem dada.

Exemplo 2: O vetor u = (2,3,4) tem dimensão 3, então dizemos que v ∈ R
3
; O vetor v =
(2,3,4,-3,5) tem dimensão 5, então dizemos que v ∈ R
5
; Os vetores w = ( 1, 3, 3 , -4) e z =
( -3, 5, -1, 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R
4
.

2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres

Proposição 1: Dado um vetor v= AB, o vetor BA é o
oposto de AB e indicamos por (- AB) ou (-v). Todo vetor v não nulo,
tem um vetor oposto (-v)=(-v
1
,-v
2
) com mesmo módulo e mesma
direção, porém com sentido contrário.
Exemplo: Se u=(2,-4), então –u=(-2,4)

Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas, o vetor é dito nulo
5

ou vetor zero indicado por 0 = (0,0,0,...,0).
Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados
representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo
comprimento, mesma direção e mesmo sentido, independente de ter
ou não, origens em pontos diferentes.
Por exemplo, num paralelogramo ABCD, os segmentos orientados AB e CD determinam o
mesmo vetor v, onde v CD AB = =
O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor
v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade
do vetor. Idem para os pontos C e D. Assim, cada ponto
do espaço pode ser considerado como origem de um
segmento orientado que é representante do vetor v.
O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem
colocada em qualquer ponto do plano.

Algebricamente, dois vetores são iguais (ou eqüipolentes), se todas as componentes do
vetor são iguais. Assim, u = (x
1
, y
1
) e v = (x
2
, y
2
) são iguais se, e somente se x
1
= x
2
e y
1
= y
2

e escreve-se u=v.

Exemplo 1: Os vetores u= (3,5) e v = (a, 5) são iguais se a = 3.

Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v, com u=(x+1, 4) e v=(5, 3y-8).
Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4.

5
Vetor nulo: Os segmentos nulos, por serem eqüipolentes entre si, determinam um único vetor, chamado vetor
nulo ou vetor zero, e que é indicado por 0 ou v=0 = (0,0,0,...,0). É o vetor cuja origem coincide com a
extremidade, não tem direção e sentido definidos. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a
qualquer vetor. Em IR
2
e IR
3
, o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial, respectivamente.
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A B
C
F E
H G
D
Proposição 4: Dois vetores

u e

v com a mesma direção são chamados de
vetores colineares ou paralelos. Assim,

u e

v são colineares se tiverem representantes
AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas.


Proposição 5: Dois vetores

u e

v ou mais, são vetores coplanares se
pertencerem a um mesmo plano π.







Fig.(a):

v ,

u e

w são coplanares














Fig.(b):

v ,

u e

w são coplanares Fig.(c):

v ,

u e

w não são coplanares


Exemplo
6

Observe o paralelepípedo retângulo:
Podemos afirmar que:
(a) BF DH =
(b) FG AB, e EG são coplanares
(c) AE e BF são colineares
(d) AB é ortogonal ao plano BCG
(e) DC é paralelo ao plano HEF




WINTERLE, 2000, p.6
Importante: dois vetores

v e

u quaisquer são
sempre coplanares, pois podemos sempre tomar
um ponto no espaço e, com origem nele, imaginar os
dois representantes de

v e

u pertencendo a um
plano π que passa por esse ponto.
Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c).
π
α

u

v


w

w

u

v
π
π

v

w

u
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 1 de Atividades
7


1. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).
Verifique se as igualdades são verdadeiras. Analise e justifique.

a) AB = OF
b) AM = PH
c) BC = OP
d) BL = - MC
e) DE = - ED
f) AO = MG
g) KN = FI
h) AC // HI
i) JO // LD
j) AJ // FG
k) AB ⊥ EG
l) AM ⊥ BL
m) PE ⊥ EC
n) PN ⊥ NB
o) PN ⊥ AM
p) AC = FP


2. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que:




a) AB = -HG
b) AB ⊥ CG
c) AF ⊥ BC
d) AC=HF
e) AG=DF
f) BG // ED

g) AB, BC e CG são coplanares.
h) AB, BG e CF são coplanares.
i) AB é ortogonal ao plano BCG
j) DC é paralelo ao plano HEF
k) AC, DB e FG são coplanares.

3) Encontre se possível os valores de x e y tais que:
a) (2,x,1,3) = (2,5,y,3) c) (1,x,-3) = (2,3)
b) (1,2x-12) = (1,-5) d) (x,x+y) = (y-2,6)

4) Determine os valores de x e y, de forma que os vetores sejam iguais.
(a) (4x-5, 7) = (2x – 4, y+
2
13
)
(b) (x
2
– 5x + 4, 2x – 2) = (0, 6)
(c) ( x , 7) = (2, 3y-5) (d) ( x , 2x+5) = (4, 5x-1)

Respostas:
1) São verdadeiros: a, b, d, e, f, h, j, k, l, n, o e p. São falsos, c, g, i, m; 2) As afirmações são verdadeiras, exceto (a),
(c), (g) e (h); 3a) x=5 e y=1; b) x = 7/2; c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes; d) x=2
e y=4; 4a) x = y= 0,5; b) x = 4; c) x = 4 = y; d) não existe x


3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço


estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se
caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. Mas, há outra forma
de representá-los. Assim, vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os
sistemas de eixos cartesianos do plano (R
2
) e do espaço (R
3
).
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)

O conjunto R
2
= R x R = {(x,y), ∀ x, y ∈ R} é interpretado
geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano
ortogonal. É o conjunto formado por todos os vetores com duas
coordenadas reais x e y. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos
como pares ordenados de números reais. Geometricamente, todo

7
(WINTERLE, 2000, p.6)
O
A B
C
F E
H G
D
paralelos
perpendiculares
módulo
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vetor v= AB desse plano, tem sempre um representante equivalente OP, cuja origem é a
origem do sistema cartesiano (0,0).

No estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os vetores v=OP, ditos vetores no
plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no
ponto (0,0).

Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x,y). Todo ponto P(x,y) do
plano, está associado a um único vetor v = OP com v = (x, y)
sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v,
também denominadas de coordenadas do vetor.

Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3,2) ∈
R
2
. Note que, v = (3, 2) ou v =
(
¸
(

¸

2
3
∈ R², são formas de
representação do vetor v.

OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
} , { j i = {(1,0), (0,1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano
e os pares ordenados (x, y) de números reais.

Nestas condições, a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x, y) de números reais
que são suas componentes na base dada, razão porque se define:

Vetor no plano é um par ordenado (x,y) de números reais e se representam por
) , ( y x v = que é a expressão analítica de v. A primeira componente x é chamada
abscissa e a segunda y, ordenada.

Exemplo 3: Podemos escrever v = (3,-5) ou v = 3i-5j. Veja outros exemplos:

) 0 , 0 ( 0
) 1 , 0 (
) 0 , 1 (
) 0 , 10 ( 10
) 3 , 0 ( 3
) 1 , 1 (
=
=
=
¦
¦
)
¦
¦
`
¹
− = → − =
= → =
− = → + − =
j
i
mente Particular
v i v
v j v
v j i v

Desta forma, o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de
vetores.
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre

númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da
origem do sistema. Nestes casos, temos os vetores livres.
Por exemplo, consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x
1
, y
1
) e extremidade em
B(x
2
,y
2
). O vetor AB é um vetor livre.

Como, já se afirmou anteriormente, no estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os
vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0,0).

A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente, definido por um
ponto, que parte da origem do sistema (0,0). Para isso, fazemos:
A B AB − =
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
I
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) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor definido por um ponto)

Representação Geométrica
Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com
origem em (0,0).


Exemplo 1: Para A = (-3,2) e B = (-1,4). O
segmento AB é um vetor livre.

Fazendo AB = B-A
= (-3,2)-(-1,4)
= (-3+1,2-4)
= (-1, -2) = v
O vetor v = (-1,-2) é equivalente ao vetor livre
AB e parte da origem (0,0) do sistema.


Assim, obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB, subtraindo as coordenadas do ponto B
das coordenadas do ponto A, ou seja, v = B-A. O vetor v encontrado representa o mesmo
vetor AB. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os
segmentos orientadores com mesmo comprimento, direção e sentido. Entretanto, dentre estas
infinitas representações, o que melhor caracteriza o vetor é aquele que
tem sua origem no ponto O (0,0) e extremidade em P(x,y).

Exemplo 2: Dados os pontos A=(0,1) e B=(1,2), determine o vetor v que
parte da origem e é equivalente ao vetor livre AB .
Resolução: v = AB = B – A = (1,2) – (0,1) = (1, 1)

3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
)

a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
8

} , {
→ →
j i = {(1,0), (0,1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base
canônica representada por } , , {
→ → →
k j i = {(1,0,0), (0,1,0), (0,0,1)}quando os vetores são
vetores do espaço, onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço
com o vetor (x, y,z) de números reais.

8
Você sabia que: No plano R
2
qualquer conjunto {v1, v2} de dois vetores, não colineares, é uma base. E, todo vetor v
deste plano é combinação linear dos vetores da base, isto é, sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1
v1 + a2 v2. No espaço R
3
qualquer conjunto {v1, v2, v3} de vetores não coplanares é uma base. Assim, sempre existem
números reais a1, a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1, a2 e a3 são componentes de v em relação à base
considerada. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica. Por exemplo, em R
3
a base canônica é {(1,0,0),
(0,1,0), (0,0,1)}.
N
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n
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Consideremos estes três vetores representados com
origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas
como mostra a figura abaixo.
A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x
(abscissa), a reta com direção do vetor j é o eixo do
y (ordenada) e a reta com a direção do vetor K é o
eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço). As
setas indicam o sentido positivo de cada eixo, que são
chamados eixos coordenados.

Cada dupla de eixos determina um plano coordenado. Portanto, temos três planos
coordenados: o plano xy, xz ou yz. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos.















Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões.













A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a,b,c) de números reais, chamadas
coordenadas de P. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2,4,3) no espaço.











Escrevemos v=xi+yj+zk, onde x, y, z são os componentes de v na base canônica
{i, j, k} e v = (x, y, z) é a expressão analítica de v.
Assim, se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2, 4, 3)

y

z
0
z
x
y
0
z
x
y
V
0
A B
C
D E
F
P
Com base nesta figura, temos:
A (2,0,0) → x = 2, y = 0, z = 0
B (2,4,0) → x = 2, y = 4, z = 0
C (0,4,0) → x = 0, y = 4, z = 0
D (0,4,3) → x = 0, y = 4, z = 3
E (0,0,3) → x = 0, y = 0, z = 3
F (2,0,3) → x = 2, y = 0, z = 3
P (2,4,3) → x = 2, y = 4, z = 3
XZ
z
x
y
x
YZ

y
y
z
XY
y
x
z
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Portanto:
O conjunto R
3
= R x R x R = {(x, y, z) ∀ x, y, z ∈ R} é interpretado geometricamente como
sendo o espaço tridimensional 0xyz, onde P(x,y,z) é o ponto associado ao único vetor v =
OP = (x,y,z) e as coordenadas x, y e z, de P são as componentes de v. A Fig.(a) representa
o ponto P = (x,y,z) ∈ R
3
e a Fig. (b) representa o vetor v = (x,y,z) ∈ R
3
.


Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(b): Representação
geométrica do vetor v, no plano
tri-dimensional

Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1,2,3) e P = (4,-2,3) .



















Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço, sendo:
u =

A(-1,4,3), v =

B (5,-2,3) e w =

C (-3,-5,4).

















C (-3,-5,4)


A
y
z
0
- x
z
-y
B
x
- z
yz
xz
- y
xy - x
c
C
y
x
z
v = (1,2,3 ) = OP
(0,2,0)
(0,0,3)
(1,0,0)
v
0
u=

A(-1,4,3)
v=

B (5,-2,3)
0
0
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 2 de Atividades
9


1) Dê as coordenadas dos pontos:

(a) A = _______________
(b) B = _______________
(c) C = _______________
(d) D = _______________
(e) E = _______________
(f) F = _______________
(g) O = _______________
(h) P = _______________


2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores:
(a) u = -i-2j (b) w = (5, -3) (c) s = (-2, 4)
(d) v = i+2j+5k (e) t = (1, 4, 3) (f) r = (-3, 2, 5)
(g) m = (3, -2, 6) (h) n = (1, 3,-4) (i) j = -2i+3j-4k

3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da
origem do sistema cartesiano. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1,2) e B
= (2,-3), C = (1, 3, 5) e D = (-1, 2, -4). Assim:
(a) Encontre o vetor u, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado AB;
(b) Encontre o vetor v, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado CD;
(c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u. Analise o resultado e
comente o que você observou.
Respostas parciais: (1a) A=(4,0,0); © C = (0,0,3); (e) E (4,-2,0); (g) O=(0,0,0); 3) a) u=(3,-5); b) v=(-2,-1,-9); c)
AB é equivalente ao vetor u. São eqüipolentes porque tem a mesma direção, sentido e magnitude (módulo). AB é
vetor livre e u tem origem no sistema (xOy).

4 Operações com Vetores

4.1 Adição e Subtração de Vetores

lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes
(coordenadas), um a um. Por sua vez, a diferença de dois vetores se define pela
adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor.

Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma
dimensão. Para somar dois vetores, basta somar individualmente cada elemento deles. O vetor
resultante será da mesma dimensão dos vetores originais. Simbolicamente, temos que, se v =
u+ w, então vi = ui + wi, para todo i.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com u = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
) temos:

u + v = (x
1
+ x
2
, y
1
+ y
2
) e u + (-v) = (x
1
- x
2
, y
1
- y
2
)

Se u e v são vetores de R
n
com u = (x
1
,x
2
,x
3
, ....,x
n
), v = (y
1
,y
2
,y
3
, ....,y
n
) temos:

u + v = (x
1
+ y
1
, x
2
+ y
2
, ... , x
n
+ y
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5) então:
(a) u + v = (1+2, 7+5) = (3, 12) e
(b) u – v = u + (-v) = (1,7) + (-2,-5) = (1-2, 7-5) = (-1,2).

9
(WINTERLE, 2000, p.6)
A
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Exemplo 2: Se u = (1, 7, 3), v = (-1,4,6) e w = (2, 5, 4, -1) então:
(a) u + v = (1-1, 7+4, 3+6) = (0, 11, 9)
(b) u – v = u + (-v) = (1,7,3) + (1, -4, -6) = (2, 3, -3)
(c) u + w? Não é possível computar u + w, nem v + w porque u e v são de 3ª
dimensão e w é de 4ª dimensão.

4.2 Multiplicação de escalar por um vetor

A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por
cada componente do vetor. Ou seja, um vetor pode ser multiplicado por um escalar,
multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar. Assim, para o vetor u de R
n
com u
= (x
1
,x
2
, ..., x
n
) e k ∈ R (k escalar) temos:

ku = k(x
1
,x
2
, ..., x
n
) = (kx
1
,kx
2
, ..., kx
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5), vetores de R
2
então para k = 5, temos:
(a) ku = 5(1, 7) = (5.1, 5.7) = (5, 35) e
(b) kv = 5(2, 5) = (5.2, 5.5) = (10, 25).

Exemplo 2: Se u = (1, 7, 8,-1) e v = (2, 5, 0, 0), vetores de R
4
então para k = -2, temos:
(a) ku = -2(1, 7, 8, -1) = (-2, -14, -16, 2)
(b) kv = -2(2, 5, 0, 0) = (-4, -10, 0, 0)
(c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3,12,8,-1) = (-6, -24, -16, 2)

Exemplo 3: Sejam u = (2,3,4,5) e v = (2,1,0,2) vetores de R
4
então, temos que:
(a) u + v = (4, 4, 4, 7)
(b) u – v = (0, 2, 4, 3)
(c) 3u – 2v = (6, 9, 12, 15) – (4, 2, 0, 4) = (2, 7, 12, 11)

Exemplo 4: Dados os pontos A(0,1,-1) e B(1,2,-1) e os vetores u = (-2,-1,1), v= (3,0,-1) e w
= (-2,2, 2). Verificar se existe números a
1
, a
2
e a
3
tais que w=a
1
AB+a
2
u+a
3
v.
Resolução:
AB = B – A ⇒ ⇒⇒ ⇒ (1, 2, -1) – (0, 1, -1) = (1, 1, 0)
w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v.
(-2,2,2) = a
1
(1, 1, 0) + a
2
(-2,-1,1)+ a
3
(3,0,-1)
Aplicando as operações de produto de escalar por vetor, soma de vetores e
igualdade de vetores, encontramos como resposta:
a
1
= 3; a
2
= 1; a
3
= -1
Portanto, w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v para a
1
= 3, a
2
= 1 e a
3
= -1

Propriedades dos vetores

Para qualquer vetor u, v e w vetores de R
2
(podemos generalizar para R
n
) e k, k′∈ R (k é um
escalar = número real), temos:

(i) u + v = v + u (comutativa) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u
(iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (iv) k (u + v ) = k u + k v
(v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vi) k (k′ .u) = (k k′ ) .u
(vii) u + (-u) = 0

(elemento simétrico) (viii) 1.u = u; -1.u = -u e 0.u = 0.

Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R
2
, R
2
, ..., como já vimos: Assim,
por exemplo, os vetores u = (8,b,-2) e v= (8,5,a) são iguais se a=-2 e b= 5.
Se u = ( x – y, x + y, z – 1) e v = ( 4, 2, 3 ), podemos afirmar que:
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u = v ⇔
¦
¹
¦
´
¦
=
− =
=

¦
¹
¦
´
¦
+ =
= −
= −

¦
¹
¦
´
¦
= −
= +
= −
4
1
3
1 3
2 2 0
4
3 1
2
4
z
y
x
z
y x
y x
z
y x
y x
⇔ Portanto, u = v se x = 3, y = -1 e z =4.

Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a
1
v
1
+ a
2
v
2
, dizemos
que v é combinação linear v
1
e v
2
. O par de vetores v
1
e v
2
não
colineares são chamados de base do plano. Veja mais sobre isso, nas
aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar.
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar
A adição de dois vetores

v e

u é analisada, geometricamente, a partir dos segmentos que
contém os vetores. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano.

ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v
1
e v
2
não
colineares, qualquer vetor v (coplanar com v
1
e v
2
) pode ser decomposto
segundo as direções de v
1
e v
2
. O problema consiste em determinar dois
vetores cujas direções sejam as de v
1
e v
2
e cuja soma seja v. Em outras palavras,
buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES

v e

u representados pelos segmentos
orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante

s representado pelo segmento
AC .
Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores, origem com extremidade
por deslocamento. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem, na
origem do 1º vetor e extremidade, na extremidade do último vetor.
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores

u e

v onde:
B


v

u


s

A C
Exemplo 1:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC

Exemplo 2:

s =

u +

v

Exemplo 3:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC
Na SUBTRAÇÃO DE VETORES, adicionamos um deles ao oposto do outro:

s =

u -

v .
Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v)
D
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2º caso A adição dos dois vetores

v e

u paralelos (

v ⁄ ⁄

u):

A adição de vetores representados por segmentos paralelos
10
orientados AB e BC se
define da mesma forma anterior, pelo vetor resultante

s, representado pelo segmento
AC .
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é, por definição, a soma dos vetores

u e

v onde, para

s =

u +

v .

Exemplo 1: Na figura (a), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o mesmo
sentido e na figura (b), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o sentido
contrário (equivale a s = u - v).

Vetores

u e

v Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )



Fig.(a) Fig.(b)
3º caso A adição dos dois vetores

v e

u não paralelos pode ocorrer a partir do
deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. Assim, representa-se o vetor

v
= AB e o vetor

u = AD .

Regra do paralelogramo: A partir da origem A, projetamos um vetor no extremo do
outro (mesma direção e mesmo sentido). Assim, construímos o paralelogramo ABCD.

Exemplo 1: (Figuras c, d) O segmento orientado de origem em A que equivale à
diagonal do paralelogramo, é o vetor resultante

s=

u +

v . A diagonal secundária do
paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores, ou seja,

s=

u -

v .

Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )

10
Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas
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Fig (c)
u+v é a diagonal principal do
paralelogramo ABCD.
Fig (d)
u+v →diagonal principal do paralelogramo
u-v →diagonal secundária


Exemplo 2

Vetores

u e

v Adição

s =

u +

v Subtração

s =

u -

v




4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos
anteriores. No caso particular da extremidade do representante do último vetor
coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero
ou nulo.

Exemplo de adição de três ou mais vetores livres



Exemplo 1


s =

u +

v +

w



Exemplo 2


s =

u +

v +

w


Exemplo 3


s =

u +

v +

w +

t =

0

Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de
soma com dois e com três vetores

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Exemplo 1


s =

u +

v

Exemplo 2


s =

u +

v +

w


eometricamente, o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR, é
representado por um novo vetor que se expande, contrai ou inverte o sentido,
conforme o valor de k. O produto de um número real k por um vetor v, resulta em
um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for
negativo. O módulo do vetor s é igual a k x |v|.










1º caso Se k = 0 ou v = 0, então o vetor kv = 0.
Exemplo: Para u = (1,2) e k = 0 temos ku = 0.u= (0.1,0.2) = (0,0).

2º caso Se k= -1, o vetor (-1)v é o oposto de v.
Exemplo: Para u=(1,2) e k=-1 temos ku=(-1).u=(-1.1, -1.2)
= (-1, -2)

3º caso Se k > 0, então (k.v) permanece com o mesmo sentido de v, se
k < 0, kv tem sentido contrário de v.

Exemplos:
Para u = (1,2) e k = 2 temos
ku = 2u = (2.1, 2.2) = (2, 4)
Para u = (1,2) e k = -2 temos
ku = -2u= (-2,-4).



Exemplos Complementares
Exemplo 1: Dados os vetores u=(4,1) e v = (2, 3). Determinar geometricamente e
algebricamente as resultantes de u+v e 2u.

G
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Resolvendo:
• u+v = (4,1) + (2,3) = (6, 4) e • 2 u = 2 (4,1) = (8,2).


Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u

Exemplo 2: Consideremos os vetores de R
2
definidos em u = (1,2) e v = (3,-3). Determine,
algébrica e geometricamente, as resultantes:
(a)

s =

u +

v ; (b)

s =

u -

v ; (c)

s =

v -

u

Resolução: Algebricamente
(a)

s =

u +

v
= (1,2) + (3,-3)
= (1+3, 2-3)
= (4, -1).
(b)

s =

u -

v
= (1,2) - (3,-3)
= (1-3, 2+3)
= (-2, 5)

(c)

s =

v -

u
= (3,-3) - (1,2)
= (3-1,-3-2)
= (2, -5)

Geometricamente (a)

Geometricamente (b)

Geometricamente (c)






Exemplo 3: Dados os vetores u, v e w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s = 2u - 3v+ 1/2w

Resolução: Vetores Resultante s = 2u - 3v+ 1/2w
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Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = (
5
3
,
3
1
− ) e v= (
5
2
,
3
1
).
u+v = (
5
2
5
3
,
3
1
3
1
+ − + ) = (
5
1
,
3
2
− )
15u = 15 (
5
3
,
3
1
− ) = (5, -9)

4
3
− v -
3
1
u =
4
3
− (
5
2
,
3
1
) -
3
1
(
5
3
,
3
1
− ) =(
10
3
,
4
1
− − ) + (
5
1
,
9
1
− ) =(
10
1
,
36
13
− − )


Exemplo 5: Para u = (-2,2) e v = (3,2) represente no plano u+v, 2u e u + (-v).



u + v = (-2,2) + (3,2) = (-2+3, 2+2) = (1,4) 2u = 2(-2,2) = (-4,4)






u +(-v) = (-2,2) – (3,2) = (-5,0)

Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u=
2
1
v+w, sendo u=(3,-1) e v=(-2,4).
Resolvendo: 3w+2(3,-1)=
2
1
(-2,4)+w ⇔ 3w + (6,-2) = (-1,2) + w
3w –w = (-1,2) - (6,-2) ⇔ 2w = (-7, 4) ⇔ w = ( 2 ,
2
7 −
).
Exemplo 7: Encontrar os números a
1
e a
2
tais que V a U a W
2 1
+ = sendo
) 2 , 4 ( ... ).. 2 , 1 ( ), 8 , 1 ( − = = − = V e U W
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) 2 2 , 4 ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , 1 ( ) 8 , 1 (
2 1 2 1
2 2 1 1
2 1
a a a a
a a a a
a a
− + = −
− + = −
− + = −


8 2 2
1 4
2 1
2 1
= −
− = +
a a
a a

1
3
2
1
2 1
− =
=
a
a
⇒ logo V U W − = 3

Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a
multiplicação de escalar por vetores, operamos pela decomposição de vetores.
Em outras palavras, buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
Exemplo 1: Dados dois vetores v
1
e v
2
não colineares e v (arbitrário), a figura
mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são
determinados pelos vetores
1 1
v a e
2 2
v a e, portanto, a soma deles é o vetor v, que
corresponde à diagonal desse paralelogramo:










Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v
1
e v
2
são
2 2
v a mantidos e
consideramos um outro vetor v.












4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar

4.4.1: Combinação Linear de vetores

ejam u
1
, u
2
, ...,u
n
vetores do espaço vetorial V e a
1
, a
2
, ..., a
n
escalares de IR ou C.
Qualquer vetor u de V, escrito na forma u = a
1
u
1
+ a
2
u
2
+ ... + a
n
u
n
é uma
combinação linear dos vetores u
i
.
Exemplo 1: A operação 2(3,-4,5) + 3(-1,1-2) = (6,-8,10)+(-3,3,-6) = (3,-5,4) se
caracteriza como uma combinação linear. Neste caso, o vetor resultante (3,-5,4) é uma
combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares;
Da mesma forma, o vetor u = (-1,-1,-3) é resultado da combinação linear dos vetores u
1
=
(3,2,-1) e u
2
= (4,3,2) porque u = u
1
- u
2
= (3,2,-1) - (4,3,2) = (-1,-1, -3).
Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1, 2) de IR
2
pode ser resultado da combinação linear dos
vetores u=(1,3) e v=(-1, 2).
S
v
1
-a
1
v
1
a
2
v
2
v
v
2
v = - a
1
v
1
+ a
2
v
2

2 2 1 1
v a v a v + =
v
1
v
2
1 1
v a
2 2
v a
2
v
1
v
v (arbitrário)
v
V
1

V
2

Nesta figura
a2 > 0 e a1 < 0
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n
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Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se,
existe solução para a equação matemática w = x.u + y.v ou, se existe valores reais para x e
y de modo que w = x.u + y.v
Assim, fazemos w= x.u + y.v. Substituindo w, u e v pelos seus respectivos valores, temos:
w = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = (x–y,3x+2y) ⇔
¹
´
¦
= +
= −
2 2 3
1
y x
y x

¹
´
¦
− = +
= −
1 5 0
1
y x
y x

¹
´
¦
=
=

5
1
5
4
y
x
.
Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x.u+y.v é consistente e
determinado. Assim, w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w =
5
4
u +
5
1 −
v.
Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2,-1), v = (1,3,1) e w = (0, 1, 2), vetores de IR
3

podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2,7,4).
Resolução: Os vetores u, v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t
se a equação xu + yv + zw = t, tem solução real.
xu + yv + zw = t
x(1,2,-1) + y(1,3,1) + z(0,1,2) = (2, 7, 4)
(x, 2x, -x) + (y, 3y, y) + (0z, z, 2z) = (2, 7, 4)
(x + y, 2x + 3y + z, -x + y + 2z) = (2, 7, 4)

¦
¹
¦
´
¦
= + + −
= + +
= +
4 2
7 3 2
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
6 2 2 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
0 0 0 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¹
´
¦
− =
+ − =
z y
z x
3
1
.
S={(-1+z, 3-z, z) ∀ z∈IR}

O sistema é consistente e indeterminado. Portanto, tem diversas soluções. Então, t é
combinação linear de u, v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀
z∈IR.

4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores

m conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é dito linearmente independentes (LI) se escritos
como combinação linear do vetor nulo, resultam em todos os coeficientes nulos. Caso
contrário os vetores são linearmente dependentes (LD).
Ou, um conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é independentes (LI) se e somente se, para todo a
i

real, temos:
0
1
=

=
n
i
i i
u a para todo 0 =
i
a
Onde
i
a são quantidades escalares.
Se ocorrer 0
1
=

=
n
i
i i
u a para algum 0 ≠
i
a , os vetores são ditos dependentes (LD).
Geometricamente, vetores linearmente independentes têm representação geométrica em
direção distinta (vetores colineares). Em caso contrário, se tem a mesma direção (vetores
paralelos) são linearmente dependentes.
Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI)
porque existe somente 0 =
i
a para os quais,
v = a
1
u+a
2
v = 0 ou 0u+0v = 0(1,2)+0(3,3)=(0.0)= 0.
E, os vetores u = (1,2) e v = (2,4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe
2 =
i
a e 1 − =
i
a para os quais,
v = a
1
v
1
+a
2
v
2
= 0 ou 2v
1
+(-1)v
2
= (2,4)-(2,4)=(0.0)= 0.
U
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Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI ou LD?

Resolução: Os vetores são LI se existem escalares
i
a tais que 0
3 3 2 2 1 1
= + + v a v a v a para
0 =
i
a . Do contrário, são vetores LD. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos
substituir os escalares
i
a por x, y e z. Assim,
x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x (1,2,3) + y (-1,2,4) + z (2,-1,5) = (0,0,0) ⇔
(x, 2x, 3x) + (-y, 2y, 4y) + (2z, -z, 5z) = (0,0,0) ⇔
[(x – y + 2z), (2x + 2y – z), (3x + 4y + 5z)] = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= − +
= + −
0 5 4 3
0 2 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= +
= +
= +
0 z - 7y
0 5z - 4y
0 2z y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= +
= +
0 z 31
0 5z - 4y
0 2z y - x
⇔ z = y = x = 0
Isto significa dizer que x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔ 0u
1
+ 0u
2
+ 0u
3
= 0. Portanto os
vetores u
1
, u
2
e u
3
são linearmente independentes.
Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento.
Forme uma matriz A, cujas colunas são os vetores dados. Reduza a matriz a sua
forma escalonada mais simples e analise-a. Se a quantidade de linhas não nulas for
inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes, u
1
, u
2
e u
3

são LD. Caso contrário (quantidades iguais) são LI.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 4 3
1 2 2
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




1 7 0
5 4 0
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




31 0 0
5 4 0
2 1 1

Observe que a matriz A, na sua forma escalonada, não apresenta linhas nulas. Neste
caso, podemos afirmar que os vetores correspondentes de A, que são os vetores u
1
,
u
2
e u
3
, são LI.
Exemplo 3: Mostre que o vetores de R
3
, u
1
= (1,-2,3), u
2
= (-1,0,-2) e u
3
= (-2,0,-4) são LD.
Resolução: xu
1
+ yu
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x(1,-2,3) + y(-1,0,-2) + z(-2,0,-4) = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= − −
= + + −
= − −
0 4 2 3
0 0 0 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= +
=
0 z 2 y
0 4z - -2y
0 z 2 - y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= −
= −
0 0
0 z 4 2y -
0 z 2 y - x
⇔ -2y=4z⇔y=-2z.
Logo, para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0.
A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo, resulta em escalar y não nulo.
Logo, os vetores são LD.
Temos como solução do sistema, o conjunto S = {(0,-2z,z) ∀ z∈R}. Podemos
escrever a combinação linear como: 0u
1
+ (-2z)u
2
+ zu
3
= 0.

4.4.3: Bases do Plano de do Espaço

Linhas não-nulas
Vetores LI Vetores LD
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par de vetores v
1
e v
2
de 2ª dimensão, não colineares (linearmente independentes) é
chamado de base do plano. Aliás, qualquer conjunto {v
1
, v
2
} de vetores não
colineares constitui uma base no plano. Os números a
1
e a
2
são chamados
componentes v em relação a base {v
1
, v
2
}.
O conjunto de vetores v
1
, v
2
e v
3
de 3ª dimensão, não colineares (linearmente independentes)
é chamado de base do espaço.

Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI) e,
portanto, formam uma base B = {(1,2), (3,3)} do plano ou de R
2
. Os vetores u = (1,2) e v =
(2,4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD).

Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI, portanto
formam uma base B = {(1,2,3), (-1,2,4), (2,-1,5)} do espaço ou de R
3
.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 1 2
4 2 1
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

− 2 5 0
7 4 0
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

43 0 0
7 4 0
3 2 1


A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 3 de Atividades
11


1. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). Determine os
vetores abaixo, expressando-os com origem no ponto A.


a) AC + CN
b) AB + BD
c) AC + DC
d) AC + AK
e) AC + EO
f) AM + BL


g) AK + AN
h) AO - OE
i) MO - NP
j) BC - CB
k) LP + PN
l) LP + PN + NF
m) BL + BN + PB

2. Considere dois vetores quaisquer, u e v, não paralelos. Construa num plano as resultantes,
s=u+v, w=u-v, t=v-u, m=(-u) e n=–v.
3. Determine, algébrica e geometricamente o vetor resultante w, para u = (-1,2) e v = (2,-1):
(a) u + v

(b) u – v (c) v - u (d) 3u– 3u

(e) u – 2v (f) 2u + v g) 0,5 u + 3v h) 0,5 u – 0,5 v
4. Dados os vetores

v ,

u e

w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s =
3

u - 2

v + 1/2

w




5. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores

AB e

AB , sendo M e N pontos médios
dos lados DC e AB, respectivamente. Completar convenientemente e fazer a representação
geométrica.
D M C
a)

AD +

AB =
b)

BA +

DA =

c)

AC -

BC =
d)

AN +

BC =
e)

MD+

MB =
f)

BM -
2
1

DC =

11
(WINTERLE, 2000, p.6)
O

w

v

u
Linhas não-nulas
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A N B
6 Dados os vetores

u e

v da figura, mostrar, num gráfico, um representante do vetor:


u


v
7 Dados os vetores

a ,

b e

c , como na figura, apresentar um representante de cada um dos
vetores:


a


b



c
8) Dados os vetores

u e

v determinar:
u


(a)

u +

v (b)

u -

v
v


9. Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B. Em cada caso, determine o
vetor equivalente v (não livre).
(a) A(1,3) e B(2,-1); (b) A(-1,5) e B = (-4,-2); (c) A(8,-15) e B (-2,0)
10. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w, sendo u=(1,-1) e v=(-3,2).

11) Dados u=(1,-2), v=(2,4) efetuar (a) u+v; (b) u-v; (c) 3u+2v.
12) Dados A=(-1,2), B=(1,-2) e C=(3,3) determinar: (a) A B AB − = ; (b) A C AC − = ;
(c) B C BC − = ; (d) AC AB + ; (e) AC AB − .
13) Dados ) 1 ,
3
1
( ),.. 1 ,
2
1
( − − = V U , calcular: (a) V U 3 2 + ; (b) V U 6 4 − .
14) Dados A = (1,-2), B = (-2,3) e C = (-1,-2), determinar x = (a,b), de forma que:
a) AB Cx = b) AB Cx
3
2
− = c) Ax BC =
15. Dados os vetores u = (1,3,0,-1) e v = (3,0,2,1) encontre:
a) u+v b) u-v c) 3u
d)
2
1
u - v
e) x se x+u=0 f) 2u + 2v
16. Encontre os valores de a e b para os quais, w seja uma combinação linear de u e v ou seja,
w = au + bv, sendo w = (-2,7), u = (1,3) e v = (-1,4).
17) Verifique se existem escalares x, y e z tais que (1,5,7) = x(1,0,0) + y(0,1,0) + z(0,0,1) ou
seja, verifique se o vetor (1,5,7) é combinação linear dos demais vetores e para quais
valores de x, y e z.

18) Verifique se são combinações lineares, encontrando x, y, z:
a) x ( 1,1,1) + y (1,2,0 ) + z ( 2,0,0 ) =( 1,-2,5 )
b) x (2,1,3 ) + y ( 3,-1,0 ) + z ( 6,0,0 ) =( 3,-1,4 ).

19) Considere os conjuntos A = {u,v,w} e B = {v, w, s}, com u = (1,1,-1), v = (2,-1,0), w =
(3,2,0) e s = (4, -2,0):
(a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD?
(b) O conjunto B é LD? Justifique.
(c) Os conjuntos A e B formam bases de R
3
? Justifique
20) Verifique se o conjunto S = {(0,2), (0,4)} é base de R².

a)

u -

v
b)

v -

u
c) -

v -2

u
d) 2

u - 3

v
a) 4

a - 2

b -

c
b)

a +

b +

c
c) 2

b - (

a +

c )
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Respostas: 1) NA; AD; AB; AO; AM; AH; AI; AC; AC;AC; AI; BA
2)

3) Resultado
algébrico

4)


5)


6)


7c)

9)

10) w=(-7/2,5/2); 11ª) (3,2); b) (-1,-6); c) (7,2); 12ª) (2,-4); b) (4,1); © (2,5); (d) (6,-3); (e) (-2,-5). 13) (a) (2,-
1); (b) (-4,10); 14a) (-4,3); b) (1, -16/3); c) (2,-7); 15ª) (4,3,2,0); b) (-2,3,-2,-2); c) (3,9,0,-3); d) (-5/2,3/2,-2,-
3/2); e) (-1,-3,0,1); f) (8,6,4,0); 16) w=-u/7+13v/7; 17) Sim, para x = 1, y = 5 e z = 7; 18) Sim para x = 5, y=-7/2
e z=-1/4; b) Sim para x = 4/3, y = 7/3 e z = -10/9; 19) a) LI; B) LD por os vetores de B combinados com o vetor
nulo resulta em solução indeterminada.; c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD; 20) S não é base porque
é LD.

5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto

5.1 Produto Interno (ou escalar)

efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V, a
uma aplicação de V x V em R, que a todo par de vetores (u,v) ∈ V x V, associa um
número real (u.v) ou < << <u,v> >> > (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes
axiomas:
u . v = v. u;
u . (v + w) = u . v + u . w;
(k.u) . v = k . (u . v) para todo número real k;
u . v ≥ 0 e u .u = 0 se, e somente se, u = 0.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
), denomina-se produto escalar o
número real u . v ou < u, v > definido por:

u . v = (x
1
. x
2
) + (y
1
. y
2
) = < u, v > (lê-se: u escalar v)

De forma similar podemos operar com vetores de R
n
.
Assim, para u = (u
1
, u
2
,..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) vetores de R
n
temos,
D
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u . v = (u
1
. v
1
+ u
2
. v
2
+ ... + u
n
. v
n
)

Exemplo 1: Se u=(2,3) e v=(4,-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque
fazendo <u,v> temos u . v = 2.4 + 3.(-1) = 5 portanto, o

Exemplo 2: O produto interno usual em R
2
dos vetores u = (-2,6) e v = (3,-4) é:
< u, v > = u . v = -2.(3) + 6.(-4) = -6-24 = -30.

Observe que: Se

u = x
1
+y
1
+ z
1
e

v = x
2
+ y
2
+ z
2
então o produto escalar (ou
produto interno) dos dois vetores que é representado por

u .

v é o número real obtido
multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos.
Assim,

u .

v = (x
1
.x
2
+ y
1
.y
2
+ z
1
.z
2
)
Exemplo 3: Se

u = 3x – 5y + 8z e

v = 4x - 2y – z o seu produto escalar é:

u .

v= (3,-5,8).(4,-2,-1) = (12 + 10 – 8) ⇒

u .

v = 14

Tente você! Dados os vetores

u = (4,α , -1) e

v = (α , 2, 3) e os pontos A = (4. –1, 2) e B
= (3, 2, -1), determinar o valor de α tal que

u .(

v +

BA) = 5

5.2 Produto Vetorial

produto vetorial tem como resultado um vetor, por isso é nomeado de produto vetorial.
Este produto tem aplicação, por exemplo, na Física: a força exercida sobre uma partícula
carregada, mergulhada num campo magnético, é o vetor resultante do produto vetorial
entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”, desde que a carga seja
unitária e o campo seja constante.

Definição I: Seja u = (x
1
, y
1
, z
1
) e v = (x
2
, y
2
, z
2
), vetores do espaço tridimensional.
Definimos como produto vetorial, ao vetor u x v, tal que:

u x v =
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
2 2
1 1
2 2
1 1
2 2
1 1
det , det , det
y x
y x
z x
z x
z y
z y

Definição II: Ou, dados dois vetores

u e

v , tomados nesta ordem, chama-se produto
vetorial dos vetores

u e

v e se representa por
→ →
× v u ao vetor,
= ×
→ →
v u
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
k y i
→ → →

O produto vetorial de

u por

v é também indicada por

u ^

v e se lê:

u vetorial

v .

Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores

u = 5

i + 4

j + 3

k e

v =

i +

k .
Resolução:
O
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u= ( 5,4,3 ) e

v = ( 1,0,1 ) então
→ → → → →
→ → →
→ →
− − = × = = × k j i v u
k j i
v u 4 2 4
1 0 1
3 4 5 = (4, -2,-4)

Exemplo 2: Sejam os vetores de R
3
, u = (1,-1,2) e v=(0,3,4), então,
u x v =
|
|
¹
|

\
| −


3 0
1 1
,
4 0
2 1
,
4 3
2 1
= ((-4-6), -(4-0), (3-0)) = (-10, -4, 3).
Logo, o produto vetorial de u com v é u x v = (-10, -4, 3).
Ou u x v=
4 3 0
2 1 1 −
k j i
= -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10, -4, 3) = u x v.
5.2.1 Propriedades

s propriedades do produto vetorial se definem em:

(i)
→ →
× v u =0, se um dos vetores é nulo ou se
→ →
v e u são colineares.
(ii)
→ →
× v u ≠
→ →
× u v . Se trocarmos à ordem dos vetores
→ →
× v u e
→ →
× u v verifica-se que é oposto,
o que significa que o produto vetorial não é comutativo.
(iii)
→ →
× v u = -

v

× u
(iv) =
|
¹
|

\
|
+ ×
→ → →
w v u
→ →
× v u +
→ →
× w u
(v) (m

u )

× v =m (
→ →
× v u )
(vi)
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente aos vetores
→ →
v e u .
Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores

u = 3

i +2

y - 4

k e

v = 2

i - 2

y +

k , seu
produto vetorial é k y i
k y i
v u 10 11 6
1 2 2
4 2 3 − − =

− = ×
→ →
→ → →
→ →
.
Sabemos que, se o produto escalar dos vetores

u e

v for zero, eles são ortogonais,
ou seja,

u .

v = 0
0
90 = ⇒θ . Então:
a) (
→ →
× ). v u

v ( )( ) 1 , 2 , 2 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = 12+22-10=0.
b) (

u ×

v ).

u ( )( ) 4 , 2 , 3 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = -18-22+40=0
Logo
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente as vetores

u e

v .

5.3 Produto Misto

A
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n
109
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produto misto tem como resultado um escalar, obtido a partir da utilização do produto
escalar e do produto vetorial. Pode ser utilizado, por exemplo, para encontrar o volume
de um paralelepípedo determinado por três vetores.

Definição I: Sejam

u ,

v e

w, vetores do espaço, com

u = (x
1
, y
1
, z
1
);

v = (x
2
, y
2
, z
2
) e

w
= (x
3
, y
3
, z
3
). Defini-se como produto misto de

u ,

v e

w, indica-se por

u (

v x

w) ao escalar
resultante de:

u (

v x

w) = det
|
|
|
¹
|

\
|
3 3 3
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
z y x

Definição II: Dados os vetores

u ,

v e

w, tomados nesta ordem, chama-se produto misto
dos vetores

u ,

v e

w ao número real

u (

v x

w). Indica-se produto misto por (

u ,

v ,

w).

Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u, v e w para

u =2

i +3

y +5

k ,

v =-

i +3

y +3

k e

w= 4

i - 3

y + 2

k
Resolução:

u (

v x

w) =
2 3 4
3 3 1
5 3 2

− = 27 =

u (

v x

w) .
Resposta: O produto misto dos vetores é 27.

Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
2 3 4
3 3 1


k j i
=

u .(15i+14j-9k) = (2,3,5).(15,14,-9)=30+42-45=27


Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1,2,3), v = (1,1,-1) e w = (2,4,-6) é


u (

v x

w) = det =



=
|
|
|
¹
|

\
|



6 4 2
1 1 1
3 2 1
6 4 2
1 1 1
3 2 1
(6-4+12)-(6+4-12) = 16
.
Resposta: O produto misto dos vetores é 16.


Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
6 4 2
1 1 1


k j i
=

u .(-2i+4j+2k) = (-1,2,3).(-2,4,2)=2+8+6=16

5.3.1 Propriedades

s propriedades do produto misto decorrem, em sua maioria, das propriedades dos
determinantes.

(

u ,

v ,

w) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo, se dois são
colineares, ou se três são coplanares.
(i) Se

u é nulo as suas componentes são (0,0,0 ) então (

u ,

v ,

w) = 0.
Assim, (

u ,

v ,

w) = 0
0 0 0
3 3 3
2 2 2
=
z y x
z y x .
O
A
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110
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Exemplo 1: Se

u = (0,0,0),

v = (2,3,1) e

w= (4,2,2) então,
(

u ,

v ,

w) =
2 2 4
1 3 2
0 0 0
=0+0..+0=0
(ii) Se nem

u , nem

v , nem

w são nulos, mas

u e

v são colineares (ou paralelos) então (

u ,

v ,

w) = 0. Note que, neste caso,

u = m.

v
Exemplo 1: Se

u = (1,2,3),

v = (2,4,6) e w = (-1,2,7) então,
(

u ,

v ,

w) ( ) 0 12 28 12 12 12 28
7 2 1
6 4 2
3 2 1
⇒ + + − − + − =

.
Observe que

u = 2.

v portanto, u e v são colineares.

(iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então
os vetores são coplanares se (

u ,

v ,

w) = 0.
Exemplo 1: Se

u = (-2,-2,-6),

v = (-1,0,-2) e w = (-3,-1,-7) então,
U(vxw) = 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Note que:
• Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar
(escalar é um número).
• Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor.
• Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com
produto vetorial e gera um escalar.

5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica

5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo

eometricamente, o módulo (magnitude, comprimento) do vetor resultante do produto
vetorial de dois vetores

u e

v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD
determinado pelos vetores

u =

AC e

v =

AB


C D


u
A

v B

Área =
→ →
× v u (módulo do produto vetorial)


Exemplo 1: Dados os vetores u = (1,2,4) e v = (-1,2,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores u e v.
Resolução:
(a) Encontrando o produto vetorial e u e v
G
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→ → → → → →
→ → →
→ →
+ − − + − =

= × k y i k j i
k j i
v u 2 3 8 2 4 6
3 2 1
4 2 1 =
→ → →
+ − − k j i 4 7 2 = (-2,-7,4)
(b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2,-7,4).
→ →
× v u = ) 4 , 7 , 2 ( − − =
2 2 2
) 4 ( ) 7 ( ) 2 ( + − + − = 16 49 4 + + = 69 .
Resposta: A Área =
→ →
× v u = 69 u.a. (unidade de área)

Exemplo 2: Dados os vetores u = (1,2,-1) e v = (0,-1,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores 3u e u-v.
Resolução:
Área =
|
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
v u u 3 =?
Temos que 3u = (3,6,-3 ) e u-v = ( 1,3,-4 ) ⇒
⇒ 3u x (u-v) =
→ → →
→ →
+ + − =

− k j i
k j i
3 9 15
4 3 1
3 6 3 = (-
15,9,3). Portanto,
Área = ( ) ( ) ua 35 3 315 3 9 15
2 2 2
= = + + −


5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo

eometricamente o produto misto

u (

v ×

w) é igual, em modulo, ao volume do
paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores

u =

AD,

v =

AB e

w=

AC .


Assim, a área da base do paralelepípedo é |vxw|. Seja θ o ângulo entre os vetores u

e v

x w.
Sendo v

x w

um vetor ortogonal à base, a altura será paralela a ele, e, portanto, h=|u|.|cosθ|.


u

v
w




Portanto,

v = | (u, v, w)|

v=
|
|
|
¹
|

\
|
→ → →
w v, , u
v=
|
|
|
¹
|

\
|
×
→ → →
w v u


Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u

= (3,-12, -2), v

= (1, -
1, 0) e w= (2, -1, 2)?

G
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Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 12 3


− −
=-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16.
(b) como o volume do paralelepípedo é igual ao ) (vxw u temos:
|u(vxw)| = |16| = 16.
Resposta: O volume procurado é 16 u.v. (unidade de volume)

Exemplo 2: Sejam os vetores u

= (3, m, -2), v

= (1, -1, 0) e w= (2, -1, 2). Calcular o valor
de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u, v

e w

seja igual a 16
unidades de volume.

Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores, ou seja, V = |u(vxw)| e, neste caso,
devemos ter |u(vxw)| = 16. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 3


− m
=-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8.
(b) como o volume do paralelepípedo é 16, temos:
|u(vxw)| = 16
|(-2m - 8)| = 16.
Por definição de equação modular se a x = , então x = - a ou x = a. Assim,
|(-2m - 8)| = 16 então
¹
´
¦
− = − −
= − −
16 8 2
16 8 2
m
m
.
Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema.

Exemplo 3: Dados os vetores

u = (x,5,0) ,

v = (3,-2,1) e

w= (1,1,-1), calcular o valor de x
para que o volume do paralelepípedo determinados por

u ,

v e

w seja 24 u.v. (Unidades
de Volume).
Resolução: v=

u (

v ×

w) = 24 20
1 1 1
1 2 3
0 5
+ =

− ⇒ x
x

v= (

u ,

v ,

w) Então
¦
¹
¦
´
¦
− = ⇒ − = +
= ⇒ = +
⇒ = +
44 24 20
4 24 20
24 20
x x
ou
x x
x .
Portanto, os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u.v., é
x = 4 ou x = -44.

5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares

rês vetores

u ,

v e

w são coplanares se o produto escalar

u (

v x

w) é nulo. Ou seja, se

u ,

v e

w são coplanares, o vetor

v x

w por ser ortogonal aos
T
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vetores

v e

w, é ortogonal ao vetor

u . Portanto se

u e (

v x

w) são ortogonais. É fácil
identificar que reciprocamente, se nenhum dos vetores

u ,

v ,

w é nulo e se dois quaisquer
deles não são colineares, o anulamento (

u ,

v ,

w) significa que

u ,

v e

w são coplanares.
Portanto, se (

u ,

v ,

w)= 0 os vetores

u ,

v e

w são coplanares (estão no mesmo plano).

Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores

u = (3,-1,4),

v = (1,0,-1) e

w= (2,-1,0)
Resolução:
(

u ,

v ,

w)= 0 5
0 1 2
1 0 1
4 1 3
≠ − =



.
Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero.

Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores

a = (m,2,-1),

b = (1,-1,3) e

c = (0,-2,4) sejam coplanares.
Resolução: (

a ,

b ,

c ) = 0
3
6 2
0 2 8 6 4
0
4 2 0
3 1 1
1 2
=
=
= + − + −
⇒ =




m
m
m m m


Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1,2,4 ) , B (-1,0,-2 ) , C (0,2,2 ) e D (-2,1,-3) estão no
mesmo plano.
Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores

AB ,

AC e

AD
têm produto misto nulo. (Dica:

AB =B-A =(-1,0,-2)-(1,2,4)=(-2,-2,-6). Idem para

AC e

AD).
Assim, (

AB ,

AC ,

AD) = 0 ⇔ 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2,-1,1), v=(1,0,-1) e w

= (2,-1,4).
Resolução: Como (u,v,w) =
4 1 2
1 0 1
1 1 2



=3≠ 0 os vetores não são coplanares.

6 Módulo ou Norma de um Vetor

6.1 Definição de módulo do vetor:

norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v, representado por v ou v .
O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno, onde v = v v. .
Assim, o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo, resultante da raiz
quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v".

A
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Se v é vetor do plano tal que v = (x,y) ∈ R
2
então:
O módulo do vetor v no plano é dado por v v v . = =
2 2
y x + (Teor.
12
de Pitágoras)

Se v é vetor do espaço que v = (x,y,z) ∈ R
3
então:
O módulo de um vetor v é dado por v =
2 2 2
z y x + +

Geometricamente, temos:




Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço

A demonstração é simples: Por exemplo, aplicando o Teorema de Pitágoras, se v é
vetor do plano tal que v = (x
1
,y
1
) então,
v
2
= (x
1
-0)
2
+ (y
1
-0)
2
= (x
1
)
2
+ (y
1
)
2
=
2
1
2
1
y x + = v

Note que, o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por
→ → → →
= = v v v v . ) (
2


Exemplo 1: Se v=(2,1) ∈ R
2
, então v =
2 2
) 1 ( ) 2 ( + = 1 4 + = 5 u.m.(unidade de medida)

Exemplo 2: Se v = (-3,5), vetor do plano, então v =
2 2
) 5 ( ) 3 ( + − = 25 9 + = 34 u.m.

Exemplo 3: Se v=(2,1,-2), vetor do espaço, então
v =
2 2 2
) 2 ( ) 1 ( ) 2 ( − + + = 4 1 4 + + = 9 =3 u.m.

6.2 Proposições:
Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x
1
,y
1
) e B = (x
2
,y
2
), o módulo
de v será: v = AB =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + − = A B − (mesma fórmula da distância
entre dois pontos A e B).
Se u, v são vetores de R
n
então, d(u, v) =
2
1 2 2 1 1
) ( ... ) ( ) (
n
v u v u v u − + + − + − =
v u − , sendo u= (u
1
, u
2
, ... , u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ... , v
n
).
Dados os vetores u, v, w de R
n
e k, um escalar real, tem-se:
(i) u . v = v . u
(ii) u (v+w) = uv + uw
(iii) k (u.v) = (ku).v = u.(kv)

12
Num triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.
(x
1
- 0)
(y
1
- 0)
y
1

| v |
v=(x
1
,y
1
)
x
1
0
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(iv) v.v > 0 qualquer que seja u e u.u = 0 se u = 0 = (0,0,...,0)
(v) v.v =
2
v
Conseqüência das proposições:
(1)
2
v u + =
2
u + 2uv +
2
v
(2)
2
v u − =
2
u - 2uv +
2
v
6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor:

Se v é um vetor tal que v =1 então v é
denominado vetor unitário. Por exemplo, os
vetores u = (1,0), v = (0, -1) e w = (
5
4
,
5
3 −
) são
vetores unitários.

A partir de qualquer vetor v, podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de
versor de v). Para isso usamos a fórmula matemática w=
v
v
pois w= w = | | .
1
v
v
=1.
Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo

v é
chamado de versor de

v . Por exemplo, veja figura:


v


1
u é o versor de

v


2
u não é o versor de

v

A todo vetor

v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de
v pois
→ →
− = u u = 1.

Exemplo 1: O vetor v=(0,-1) é um vetor unitário porque v =
2 2
) 1 ( ) 0 ( − + = 1 0 + = 1 = 1.

Exemplo 2: O vetor v = (1,1) não é unitário porque v ≠1.

Exemplo 3: A partir do vetor v = (1,1) não unitário encontrar um vetor unitário w.
Resolução: w=
v
v
=
2 2
) 1 ( ) 1 (
) 1 , 1 (
+
= |
¹
|

\
|
2
1
,
2
1
.
O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1.

Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário, ou determine um vetor unitário u
na direção do vetor v = (2,-2, 1).

Resolução: Observe que o vetor v = (2,-2,1) não é um vetor unitário pois o seu
comprimento é diferente de 1 ou seja, 3 9 1 (-2) (2) v
2 2 2
= = + + = ≠ 1.
Obtemos o vetor unitário u a partir de v, aplicando a fórmula,
Os vetores

1
u e

2
u da figura ao lado são vetores
unitários, pois têm módulo igual a 1. No entanto, apenas

1
u tem a mesma direção e o mesmo sentido de

v .

2
u

1
u
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u =
v
v
=
2 2 2
) 1 ( ) 2 ( 2
) 1 , 2 , 2 (
+ − +

=
9
) 1 , 2 , 2 ( −
ou
|
|
¹
|

\
|
9
1
. ( ) 1 , 2 , 2 − =
|
¹
|

\
| −
3
1
,
3
2
,
3
2
= u.
O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1.

Fazendo a verificação!
u = ( ) ( ) ( )
2 2 2
3 / 1 3 / 2 3 / 2 + − + =
9
1
9
4
9
4
+ + =
9
9
= 1 = 1
6.4 Módulo de Vetor Livre

omo já vimos, um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte
da origem do sistema. Neste caso, o vetor é representado por um segmento AB (Fig.a)
de origem no ponto A(x
1
,y
1
) e extremidade em B(x
2
,y
2
) e para determinar sua representação
algébrica fazemos:
AB = B – A
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor)
O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB
(Fig.b), definido por: Assim,
Dist
AB
=

AB = A B−
B – A = (x
2
,y
2
) – (x
1
,y
1
)
B – A = (x
2
- x
1
, y
2 -
y
1
)
Dist
AB
= A B− =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + −

De forma similar, em R
3
A distância entre dois pontos P = (x
1
, y
1
, z
1
) e Q = (x
2
, y
2
,
z
2
) é igual a norma do vetor

PQ. Observe a Fig.(c).
Como

PQ=
→ →
− OP OQ = (x
2
- x
1
, y
2
- y
1
, z
2
- z
1
), então a distância de P a Q é dada por:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2
1 2
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( ) ( z z y y x x − + − + −




Fig.(a) Fig.(b)
Fig.(c) v =
→ →
− OP OQ

Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1, - 3, 4) é |v|=
2 2 2
) 4 ( ) 3 ( ) 1 ( + − + − = 26 .

Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1, - 3, 4) e Q = (-1, 2, -2) é:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2 2 2
) 4 2 ( )) 3 ( 2 ( )) 1 ( 1 ( − − + − − + − − − = 36 25 0 + + = 61 .
C
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Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular o
valor de m.
Resolução:
A 7 B ou seja

AB = 7

AB = B – A ⇒ (1,-1,m) – (-1,2,3) = (2,-3,m-3)

AB =
2 2 2
) 3 ( ) 3 ( 2 − + − + m = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3
Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor

V = (a,
4
1
,
2
1 −
) seja unitário.
Resolução: Vetor unitário ⇒

V = 1

V =
16
1
4
1
2
+ + a = 1 ⇒ 16 = 16
2
a + 5 ⇒ a = ±
4
11

Exemplo 5: Dados os vetores u= (2,n,-1) e v= (n,5,-1) e os pontos A(1,-1,2) e B(1,2,-1),
determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5
Resolução: AB= B-A =(1,2,-1)- (1,-1,2)=(0,3,-3)
Se u(v+AB)= 5⇔ (2,n,-1).[(n,5,-1)+(0,3,-3)]=5 ⇔ (2,n,-1).(n,8,-4)=5
⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n=
10
1

Exemplo 6: Dados os pontos P(-3,4) e Q = (-4,-1), determine o vetor u = PQ, o módulo de u,
a distância entre P e Q e encontre um versor w de u.
Resolução:
• u = PQ ⇒ u = (-4,-1) – (-3,4) = (-1, -5)
• u = 26 ) 5 ( ) 1 (
2 2
= − + −
• D
PQ
= 26 25 1 ) 4 1 ( )) 3 ( 4 (
2 2
= + = − − + − − −
• w =
u
u
=
|
|
¹
|

\
|
− −
=
|
|
¹
|

\
| − −
=
− −
26
26 5
,
26
26
26
5
,
26
1
26
) 5 , 1 (
. Note que w é um vetor unitário
obtido a partir de u, portanto w é versor de u.

Exemplo 7: A partir do vetor u = (3, 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor
unitário v na direção do vetor u)
Resolução: Observe que o vetor u = (3, 4) não é um vetor unitário,
pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja,
1 5 25 4 3
2 2
≠ = = + = u

Obtemos o vetor unitário v a partir de u, aplicando a fórmula:
v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|

Assim, v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|
= ( ) ( ) |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
+
5
4
,
5
3
4 , 3 .
5
1
4 , 3 .
4 3
1
2 2
. Observe o vetor projetado no
plano. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u.m.(unidade de medida)


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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 4 de Atividades
1) Dados os vetores:

u = ( 2, -1, 1 ),

v = ( 1, -1, 0 ) e

w= ( -1, 2, 2) , calcular :
a) <

w,

v >; b)

v . (

u -

w); c) ( 2

u ).(3

v ); d) (

u +

v ).(

u -

v )
e)

w ×

v ; f)

v ×

w; g)

u x

v ; h) (

u ×

v ).(

u ×

v )
i)

w(

u ×

v ); j)

u (

wx

v ); k)

v (

wx

u ); l)

v ×(

u -

w)
2) Dados os pontos A(2,-1,2), B(1,2,-1) e C(3,2,1), determinar o vetor
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
CA BC CB 2 .
3) Considere os vetores do espaço, u = (2,-4,5), v = (1/2, -2, -1) e w = (1,1,1).Demonstre a
propriedade de produto interno (ou escalar) definida em:
(i) u.v=v.u
(ii) u(v+w)=u.v +u.w
4) Dados os vetores

u = (4, ∝,-1) e

v = (∝,2,3) e os pontos A(4,-1,2) e B(3,2,-1),
determinar o valor de ∝ tal que

u .(

v +

BA) = 5
5) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Encontre:
a) < u, v> b) <u, w> c) v.w

6) Determine o valor de x de modo que (x, 1, 3, 2).(2, x, 0, x) = 3

7) A partir do produto interno, vetorial e misto, podemos resolver alguns problemas. Por
exemplo, calcular o módulo de vetor, a área de paralelogramo e triângulos e, o volume
de paralelepípedo. Aplicando estes conceitos, determine:
7.1) Sejam os vetores

u ( 3,1,-1 ) e

v = ( a,0,2 ).Calcular o valor de a para que a área
do paralelogramo determinado por

u e

v seja igual a 6 2 .
7.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1,-2,1); B=(2,-1,4) e
C=(-1,-3,3). (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S

=
→ →
× v u
2
1
)
7.3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos
vetores

1
v ,

2
v e

3
v seja igual a 10 para:

1
v =2

i -

y ,

2
v =6

i +m

y -2

k e

3
v =4

i +k.
7.4) Os vetores

a = (2,-1,-3 ),

b = (-1,1,-4 ) e

c = (m+1, m, -1) determinam um
paralelepípedo de volume 42. Calcular m.
7.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2,4,5) e v = (-1, 3,4).
8) Verifique se os vetores u = (-1,3), v = (1,1) e w = (2,4) são unitários.
9) Encontre o versor w, dos vetores: (a) u = (1,2,3); (b) v = (-1,3,2); (c) s = (0,2,1).
10)Determinar ∝ para que o vetor

v = (∝,
2
1
,
2
1 −
) seja unitário.
11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.

12) Determinar x para que o vetor

v = (x,
2
1
,
3
1
) seja unitário.
13) Dados os vetores de lR
2
, definidos por u= (1,2,3), v=(-1,1,4) e w = (1,1,3), encontre:
(a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w)
(c) O produto misto entre w, u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v
(em m
3
).
(e) <u,v> (f) ux(v-w)
(g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w.
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α αα α
(i) u.w (j) ux(w-v)
(k) O produto misto entre v, u e w. (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w.
(m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m
2
)
(n) A área do paralelogramo formado por v e w
(o) A área do paralelogramo formado por u e w
(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores
u, v e w em m
2
(desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto).

Respostas: 1a) -3; b) 6; c) 18; d) 4; e) 2i+2j-k ou (2,2,-1); f) -2i-2j+k; g) i+j-k; h) 3; i) -1; j) 1; k) -1; l) i+j ou
(1,1,0); 2) (12,-8,-12) ou 12i-8j-8k; 3) (i) provar que u.v=4=v.u; (ii) provar que u(v+w)=7=u.v+u.w; 4) x = 7/3;
5(a) 14 + 3. 2
1/2
(b) 2+ 3. 2
1/2
(c)0; 6) x = 3/5; 7.1) a=-2 ou a = -4; 7.2) S= a u.
2
10 3
; 7.3) m=-2 ou m = -12;
7.4) m=2 ou m=-8/3; 7.5) 5 3 = u e 26 = v ; 8) Os vetores u, v e w não são unitários pois tem módulo diferente
de 1 unidade ou seja, 10 = u , 2 = v e 5 2 = w ; 9) Os versores procurados são: (a) w =
|
|
¹
|

\
|
14
3
,
14
2
,
14
1
;
(b) w =
|
|
¹
|

\
|

14
2
,
14
3
,
14
1
;(c) w =
|
|
¹
|

\
|
5
1
,
5
2
, 0 ; 10) ∝ =
2
2
±
; 11) m = -3 ou m = 9; 12) ∝ =
6
23
±
; 13)
(a) <v,w> = 12 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4,0,-1)
(c) w(uxv) = 7 (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v é 7m
3.

(e) <u,v> = 13 (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2,-7,4)
(g) u(vxw) = 7 (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w é 7m
3.

(i) u.w = 12 (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2,7,-4)
(k) v(uxw) = -7 (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w é 7m
3.

(m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= 17 m
2

(n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 6 m
2

(o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 10 m
2

(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u, v e w em m
2
é de
2( 17 +3 6 + 10 ) m
2
= 29,26m
2
considerando 17 =4,12, 6 =2,45 e 10 =3,16


7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade
7.1 Ângulo de dois vetores:

produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na
forma u.v = |u| |v| cos α αα α
onde α αα α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v
tal que 0 ≤ v ≤ 180º.
A partir desta definição de produto escalar, podemos obter o
ângulo entre dois vetores genéricos u e v, não-nulos, fazendo
cos α αα α =
v u
v u
.
.
, para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0.
Após encontrar o valor do cos α αα α , encontramos o ângulo α αα α na tabela de cossenos.
Ou: O ângulo de dois vetores

u e

v não nulos é o ângulo α αα α formado pelas semi-retas AO e
OB e tal que 0 π α ≤ ≤ .

Demonstração:
Sejam os vetores u e v abaixo e α αα α o ângulo entre eles
O
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Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem:
α cos . . 2
2 2 2
v u v u v u − + = − . Lembrando que
→ →
− + = − v u v u v u 2
2 2 2

Então comparando as duas equações temos:
α cos 2 2
2 2 2 2
v u v u uv v u − + = − +
uv 2 − = -2 α cos v u ⇔ -2 α cos v u = uv 2 − ⇔ α cos =
v u
uv
2
2


v u
v u.
=
Portanto, cos α αα α
v u
v u.
=


PROPOSIÇÕES
(a) Se α = π,

u e

v têm a mesma
direção e sentidos contrários.



(b) Se α = 0,

u e

v têm a mesma
direção e mesmo sentido.


(c) Se α =
2
π
,

u e

v são ortogonais e
indica-se:

u ⊥

v .


Neste caso o ∆ OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) = +
→ →
2
v u
2 2
→ →
+ v u

(d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor.

(e) Se

u é ortogonal a

v e m é um número real qualquer,

u é ortogonal a m

v .

(f) O ângulo formado pelos vetores

u
e (-

v ) é o suplemento do ângulo de

u e

v .



Exemplo 1: Se u = (-2,-2) e v = (0, -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°.
Verificando: cos ß =
v u
v u
.
.
=
2 2 2 2
) 2 ( ) 0 ( . ) 2 ( (-2)
,-2) (-2,-2).(0
− + − +

α αα α α αα α
α αα α = 0
α αα α = π ππ π
π ππ π-α αα α
α αα α
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cos ß =
2
2
2
1
2 4
4
32
4
4 . 8
4 0
= = = =
+

cos ß =
2
2
então ß = 45
o

Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores

u = (1,1,4) e

v = (-1,2,2)

Resolução: cosθ = →
v u
v u
.
.
2 3 18 16 1 1 = = + + = u → 3 9 4 4 1 = = + + = v
cosθ =
( )( )
2
2
2
1
2 9
9
2 9
8 2 1
3 . 2 3
2 , 2 , 1 . 4 , 1 , 1
= = =
+ + −
=


cosθ =
0
45
2
2
= →θ

Exemplo 3: Sabendo que o vetor

v = (2,1,-1) forma um ângulo de 60° com o vetor

AB
determinado pelos pontos A (3,1,-2) e B (4,0,m), calcular m.
Resolução:

AB= B – A ( 4,0,m ) – (3,1,-2 ) ( 1,-1,m+2)
6 4 4 4 1 1
2 2
____
+ + = + + + + = m m m m AB
6 1 1 4 = + + = v
... θ = 60° cos 60 ° =
2
1

cos θ =
( )( )
( ) 6 4 6
2 , 1 , 1 1 , 1 , 2
2
1
.
.
2
+ +
+ − −
= →
m m
m
v u
v u
⇒ ( ) ( ) 2 1 2 2 6 4 6
2
− − − = + + m m m
( ) 6 4 6
2
+ + m m =[2(-1-m)]
2
⇒6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒
6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m²⇒
m²+8m+16=0⇒
∆=(8)
2
-4.1.16=0⇒m= 4
2
8
2
0 8
− =

=
± −

Portanto, m = -4

Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC, sendo A(3,-3,3); B (2, -1, 2) e
C ( 1, 0, 2) e seus lados são respectivamente AC, AB e BC.
Resolução: Calcular cos
¬ ¬
B A cos , e cos
¬
C
( ) ( ) ( ) 1 , 2 , 1 3 , 3 , 3 2 , 1 , 2 − − ⇒ − − − = − =

A B AB
( ) ( ) ( ) 1 , 3 , 2 3 , 3 , 3 2 , 0 , 1 − − ⇒ − − = − =

A C AC
( ) ( ) ( ) 0 , 1 , 1 2 , 1 , 2 2 , 0 , 1 − ⇒ − − = − =

B C BC
6 1 4 1 = + + =

AB
14 1 9 4 = + + =

AC
2 1 1 = + =

BC
0
^ ^
10 , 19
9449 , 0
28
5
2 . 14
0 3 2
.
.
cos
±

=
+ +
⇒ = =
→ →
BC AC
BC AC
C C . Portanto,
0
^
19
28
5
arccos = = C
De forma similar, encontramos os

Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2,3,1 ) , B ( 2,1,-1 ) e C ( 2,2,-2 ) é um
triangulo retângulo. Obs.: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é
retângulo.
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Resolução:
( ) 2 , 2 , 0 − − ⇒ − =

A B AB
( ) 3 , 1 , 0 − − ⇒ − =

A C AC
( ) 1 , 1 , 0 − ⇒ − =

B C BC
( )( ) 0 8 6 , 2 0 3 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . ≠ = + + = − − − − ⇒
→ →
AC AB
( )( ) 0 2 2 0 1 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . = + − = − − − ⇒
→ →
BC AB
Logo o triangulo ABC é retângulo.
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y)
A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante. Observe a
seqüência de ações nas figuras (a), (b) e (c).
• (a) Consideremos o vetor v = P(x,y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo
entre F e o eixo x.
• (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy.
• (c) Agora, vamos trocar o vetor F
y
de posição para formarmos um triângulo
retângulo.
(a) (b) (c)






Note que, para determinar o valor de F
x
e F
y
basta resolvermos o triângulo retângulo

Portanto: ⇒ =
F
Fy
senα F
y
= F senα αα α
⇒ =
F
Fx
α cos F
x
= F cosα αα α
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor

eja o vetor
→ → → →
+ + = zk yj xi v .
Ângulos diretores de

v são os ângulos γ β α , , que

v forma com os vetores
→ → →
k j i , ,
respectivamente.


K


v
α
β


Observação: os vetores da base canônica
{

i = ( 1,0,0 ),

y = (0,1,0),

k = ( 0,0,1 ) }
são ortogonais entre si.
0 . . . = = =
→ → → → →
k y k i y i e são unitários
S
α αα α
α αα α
α αα α
α αα α
F
x
= vetor força no eixo x
F
y
= vetor força no eixo y
F = vetor força
α αα α = ângulo entre F e o eixo x
Lembrando da trigonometria:
hip
o c
sen
. .
= α e
hip
a c . .
cos = α
Neste caso: F
x
é o cateto adjacente (c.a.) do ângulo, F
y
é o
cateto oposto (c.o.) do ângulo e F é a hipotenusa.
α αα α
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j


I


1 1 1 = = = = =
→ → →
k y i

Cossenos diretores de

v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é,
cos γ β α cos , cos , .
Para o cálculo dos cossenos diretores, utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores.
Demonstração: seja

v = ( x, y, z ) ,

i = ( 1, 0, 0 ) ,

y = ( 0, 1, 0 ) e

k = ( 0, 0, 1 ) então:
( )( )
→ →
→ →
=
+ +
= =
v
x
z y x
z y x
i v
i v
2 2 2
0 , 0 , 1 . , ,
.
.
cosα
cos

=
v
y
γ e cos
v
z
= β
Exemplo 1:
Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor

v = ( 6,-2,3 )
cos
0
31
7
6
cos
7
6
= = = =
(
¸
(

¸

=

α α α
v
x

cos
0
107 286 , 0 cos
7
2
= − = =

= β β β
cos
0
65 428 , 0 cos 428 , 0
7
3
= = = = = γ γ γ
Exemplo 2:
Dados os pontos A ( 2,2,-3 ) e B ( 3,1,-3 ). Calcular os cossenos diretores e os ângulos
diretores do vetor

AB .

AB = B – A = ( 1,-1,0 )
cos
0
45
2
2
2
1
= = = α α
cos
0
135
2
2
2
1
=

=

= β β
cos
0
90 0 cos 0
2
0
= = = = = γ γ γ

Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes, a sua
correspondente é ortogonal (exemplo acima).

7.4 Paralelismo de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são paralelos (ou colineares)
indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja:

u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k , k real.

Os vetores paralelos têm a mesma direção,
independe do sentido. Note que u // v // w.

D
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Exemplo 1: Considere u = (2,3,-7), v = (-4,-6,14). Verifique se são vetores paralelos.

Resolução:
Por definição, u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k. Fazendo u//v =
14
7
6
3
4
2 −
=

=

obtemos
u//v =
2
1
. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k =
2
1
. Assim, u e v são vetores paralelos.

Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores
) 1 , 3 , 1 ( + = m U e ) 1 2 , 2 , 4 ( − = n V
Resolução: ⇒

= =
+
1
1 2
2
3
4
1 n m
4
5
5 4 3 2 4 1 2
2
3
5 10 2 12 2 2
2
3
4
1
= ⇒ = ⇒ = − ⇒ − =
= ⇒ = ⇒ = + = =
+
n n n n
m m m
m

Exemplo 3: Dados os pontos P(1,2,4), Q(2,3,2) e R(2,1,-1), determinar as coordenadas de
um ponto S tal que, P, Q, R e S sejam vértices de um paralelogramo.

Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S.
) 1 , 0 , 1 (
1 2 1
0 1 1
1 1 2
) 2 , 1 , 1 ( ) 1 , 1 , 2 (
) 2 , 1 , 1 ( ) 4 , 2 , 1 ( ) 2 , 3 , 2 (
) 1 , 1 , 2 ( ) , , ( ) 1 , 1 , 2 (
=
= ⇒ − = − −
= ⇒ = −
= ⇒ = −
− = − − − − ⇒ =
− ⇒ − = − =
− − − − ⇒ − − = − =
S
z z
y y
x x
z y x PQ SR
P Q PQ
z y x z y x S R SR

Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m +1,
3,1) e V = (4,2,2n – 1).
Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever:
1 2
1
2
3
4
1

= =
+
n
m
ou

¹
´
¦
= −
= +
2 ) 1 2 ( 3
12 ) 1 ( 2
n
m

¹
´
¦
= −
= +
2 3 6
12 2 2
n
m

A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6

Lembre-se que:
• Um vetor v = (x
1
, y
2
, z
3
) pode ter a sua origem em qualquer ponto. Normalmente,
situamos o ponto de origem, na origem do sistema (0,0,0). Quando não é situado a
partir da origem, o vetor é livre, ele não tem posição fixa, ao contrário do ponto.
• Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das
coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x
1,
y
1
) e
B(x
2
,y
2
).
Solução: O ponto médio M é tal que
→ →
= MB AM ou M – A = B – M.
Sendo M(x,y), vem então: (x – x
1
,y – y
1
) = (x
2
– x,y
2
– y) e dai temos
x – x
1
= x
2
– x e y – y
1
= y
2
– y, por tanto: 2x = x
2
+ x
1
e 2y = y
2
+ y
1

Álgebra Linear – Vetores em R
n
125
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Logo: x =
2 2
2 1 1 2
x x x x +
=
+
e y =
2 2
2 1 1 2
y y y y +
=
+


7.5 Ortogonalidade de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v
= (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são ortogonais
(ou perpendiculares), quando o
ângulo ß por eles formado é de 90°
(ângulo reto). Neste caso, cos ß=
cos 90° = 0, o que implica, pela fórmula do
cálculo de ângulos de vetores, que o
produto interno usual entre eles é zero ou
seja,

u . v = 0 Indica-se u ⊥ ⊥⊥ ⊥ v.
Podemos afirmar também que cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u

Exemplo 1: Considere u = (2,3), v = (-3,2) e w = (-6,4). Verifique se os vetores, dois a dois,
são ortogonais.
Resolução:
u.v= (2,3). (-3,2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais.
u.w= (2,3). (-6,4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais
v.w= (-3,2). (-6,4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais
Projete-os no plano cartesiano e verifique se, geometricamente, os vetores ortogonais
formam entre si, ângulo reto.

Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3, 2) e v = (4,3), eles são ortogonais no espaço
vetorial V = R
2
em relação ao produto interno não usual definido em:
(x
1
, y
1
) . (x
2
, y
2
) = x
1
. x
2
+ 2 y
1
. y
2
.
Resolução:
u.v= (-3,2) . (4,3) = -3.4 + 2.2.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais.

Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2) e v = (-2,1), são ortogonais no espaço vetorial
V = R
2
em relação ao produto interno usual.
Resolução:
u.v= -2+2=0. Logo u e v são ortogonais.
Ou cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u
→ →→ → cos λ λλ λ=
5 . 5
) 1 , 2 ).( 2 , 1 ( −
→ →→ → cos λ λλ λ=
25
2 2 + −
→ →→ → cos λ λλ λ=0. Se cos λ λλ λ=0, então
λ λλ λ=90º, portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais.



A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 5 de Atividades

1) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Verifique
quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique.
2) Considere os vetores u = (-1, 2, 5, 3), v = (3, -6, -15, -9) e w = (0, 1, -1, 1), vetores de
R
4
. Determine:
(a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique.
(b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique.
3) Existem valores para k, de modo que u=(2k, 6, 0, 1, 8) e v=(3, 2k, 1, 0, 2) sejam
ortogonais?
D
Álgebra Linear – Vetores em R
n
126
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4) Sabendo que o ângulo entre os vetores

u e

v é de 60
0
, determinar o ângulo formado
pelos vetores:
a)

u e -

v
b) -

u e

v
c)-

u e -

v
d)2

u e 3

v
5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2, 3).
6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1,3,2).
7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4,1,-3) e v = (6,a,b) sejam paralelos.

Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v . w = 0; 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3; u e w não são paralelos
pois não se define k para -1/0; v e w não são paralelos pois não se define k=3/0; 2b) os vetores u e w, v e w
são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127.;
3) Sim, u e v são ortogonais para k = -8/9; 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º ; 5) cos α =
13
13 2 −
então α =
....; cos β =
13
13 3
então β = ....; 6) cos α =
14
14
então α = ....; cos β =
14
14 3
então β = ....; cos λ=
14
14 2
então λ =... 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2.


Atividade Complementar
1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor V = (2,-5), sabendo
que sua origem é o ponto A(-1,3).
2) Dados os vetores U = (3,-1) e V = (-1,2), determinar o vetor W tal que:
a) 4(U - V ) + 1/3W = 2U - W
b) 3W - (2W - W ) = 2(4W - 3U )
3) Dados os pontos A(-1,3), B(2,5) e C(3,-1), calcular
→ →
− AB OA ,
→ →
− BC OC e
→ →
− CB BA 4 3 .
4) Dados os vetores U = (3,-4) e V = (-9/4,3), verificar se existem números a e b
tais que U = a V e = V = b U .
5) Dados os vetores u = (2,-4) e v = (-5,1) e v = (-12,6), determinar K
1
e K
2
tal que v =
K
1
u + K
2
v.
6) Dados os pontos A(-1,3), B(1,0), C(2,-1), determinar D tal que
→ →
= BA DC .
7) Dados os pontos A(2,-3,1) e B(4,5,-2), determinar o ponto P tal que
→ →
= PB AP .
8) Dados os pontos A(-1,2,3) e B(4,-2,0), determinar o ponto P tal que
→ →
= AB AP 3 .
9) Determinar o vetor v sabendo que (3,7,1) + 2v = (6,10,4) - v.
10) Encontrar os números a
1
e a
2
tais que w = a
1
v
1
+

a
2
v
2,
sendo v
1
= (1,-2,1), v
2
= (2,0,-
4) e w = (-4,-4,14).
11) Verificar se são colineares os pontos:
a) A(-1,5,0), B(2,1,3) e C(-2,-7,-1) b) A(2,1,-1), B(3,-1,0) e C(1,0,4)
12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3,1,-2), B(1,5,1) e C(a,b,7).
13) Mostrar que os pontos A(4,0,1), B(5,1,3), C(3,2,5) e D(2,1,3) são vértices de um
paralelogramo.
14) Verifique se o vetor u = (1,4) é unitário.
15) A partir dos vetores u = (2,1), v = (-1,3) e w = (1,1) encontre os vetores u´, v´, w´
que sejam unitários.
16) Dados os pontos A(-1,2), B(3,1) e C(-2,4), determinar D(x,y) de modo que AB CD
2
1
=
17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.
Respostas:
1) (1,-2); 16) D = (0,7/2).17)m=-3 ou m = 9.
Álgebra Linear – Vetores em R
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127
Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira


Bibliografia

KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.
KUHLJAMP, Nilo. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. Florianópolis: Ed. da UFSC,
2007.
LAY, David C. Álgebra linear e suas aplicações. 2.ed Rio de Janeiro: LTC, 1999. 504 p.
LEON, Steven J. Álgebra linear com aplicações. 4.ed Rio de janeiro: LTC, 1999. 390 p.
LINS, Romulo Campos e GIMENEZ, Joaquim. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o
século XXI. São Paulo, Papirus, 1997.
STEINBRUCH, Alfredo; WINTERLE, Paulo. Álgebra Linear. Rio de Janeiro: Makron Books,
1987. 581 p.
STEINBRUCH, Alfredo. Álgebra linear e geometria analítica. São Paulo: Ed. McGraw-Hill,
1975. 518 p.
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.

Álgebra Linear – Vetores em Rn

82

6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115 6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116 Lista 4 de Atividades ............................................................................................118 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119 7.1 Ângulo de dois vetores: ......................................................................................119 7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122 7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122 7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123 7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125 Lista 5 de Atividades ............................................................................................125 Atividade Complementar.......................................................................................126 Bibliografia ................................................................................................................127

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta orientada e segmentos:

P

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e indicado por uma seta. r

O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado
Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.

1.3 Medida de um Segmento
Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do segmento AB é indicado por AB . Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de comprimento (u.c.):

AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

83

Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma,

AB = BA .

1.4 Direção e Sentido do segmento orientado
Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido contrário

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido Observações:

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido contrário

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando eles têm mesma direção. • Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes
Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é, ABCD deve ser um paralelogramo.

Observações: • Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes. • A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD. Propriedades da Eqüipolência (1) AB ~ AB (reflexiva). (2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica). (3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva). (4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que AB~CD.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

84

2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

E

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais. As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade. Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm3 estamos determinando a grandeza escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por números reais (grandezas escalares). Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude” (módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da magnitude, da direção e do sentido. Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido. • A direção é dada pela reta que contém o segmento. • O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento. • A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...

Definição 2:

Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados

eqüipolentes3 a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento orientado4. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1) Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento, mas não tem a mesma direção e sentido. Fig.1

3 4

Equivalentes. Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo. Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira

A letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor. Os escalares v1. vn são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v. Note que: Podemos representar um vetor de duas formas: (1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada.. têm n elementos (escalares). • Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido.. x 4 ) ∈ IR 4 .... MSc..... Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v1... O vetor v é um vetor de dimensão n.Ledina Lentz Pereira . denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”. x3 . x 4 .0. consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na origem (0.. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. e seus elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (vi). x 2 ) ∈ IR 2 v = ( x1 . x3 ) ∈ IR 3 v = ( x1 .Elisa Netto Zanette. x3 .......Álgebra Linear – Vetores em Rn 85 Fig. x 2 .. x 2 . x 2 ... v3. Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha v = (v1... v2. vn) ou em forma de coluna (matriz): v1  v  2 v =  . vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários. v2 é o segundo elemento do vetor. v2... v = ( x1 . v3... Por exemplo. B Indica-se por v = AB A (2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada (espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional) de números reais.. pois o ponto inicial é fixo na origem..x n ) ∈ IR n • • Somente os vetores em R2 e R3 podem ser representados geometricamente.0) ou (0. Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v). v = ( x1 . Em geral... Observe que. O subscrito representa o índice do elemento do vetor..... Profª(s) MSc.. v2. • Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários. • Os vetores m e n têm diferente direção. ou seja.. É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados exclusivamente pelo seu ponto final.... vn).2 Note que: • Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido.....    v n  O termo escalar é usado com o significado de um número real...0)....... A notação vi indica o i-ésimo elemento do vetor..

0).. 3y-8). o vetor BA é o oposto de AB e indicamos por (. pode ser representada pelo vetor q = (300. 200 unidades do artigo C e 250 unidades do artigo D. Os vetores w = ( 1.. Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v. A quantidade total dos artigos. chamado vetor nulo ou vetor zero.5) tem dimensão 5. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a qualquer vetor.2 Proposições: Vetores opostos. tem um vetor oposto (-v)=(-v1.4) tem dimensão 3. e somente se x1 = x2 e y1 = y2 e escreve-se u=v. então dizemos que v ∈ R3.-3. Exemplo 1: Os vetores u= (3. respectivamente. R$ 12.3. Numa semana são vendidas 300 unidades do artigo A. 12. Profª(s) MSc. vendidos numa semana. o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial.. 32.. 200. o vetor p = (25... 41) indica o preço (em reais. R$ 25. Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo comprimento. Algebricamente. MSc. num paralelogramo ABCD. Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4. por serem eqüipolentes entre si.. O vetor v = (2.0). dois vetores são iguais (ou eqüipolentes). 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R4.0. Assim.Elisa Netto Zanette.-v2) com mesmo módulo e mesma direção. 3 . Por exemplo.-4). 400 unidades do artigo B. Exemplo 2: O vetor u = (2. Exemplo: Se u=(2. 400. cada ponto do espaço pode ser considerado como origem de um segmento orientado que é representante do vetor v. -1.0. Idem para os pontos C e D. Todo vetor v não nulo.00. -4) e z = 2. B. ( -3. Assim.3. os segmentos orientados AB e CD determinam o mesmo vetor v.0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 86 Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos.00. na ordem dada. Em IR2 e IR3. R$) de venda por unidade de artigos. 5) são iguais se a = 3. com u=(x+1.. na ordem A. y2) são iguais se. 5. colineares e livres Proposição 1: Dado um vetor v= AB .Ledina Lentz Pereira . independente de ter ou não.00 e R$ 41. u = (x1. então –u=(-2.4) Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas. respectivamente.00. 4) e v=(5. mesma direção e mesmo sentido.4. não tem direção e sentido definidos. Os preços de venda por unidade de artigo são. iguais. R$ 32. 3.0. e que é indicado por 0 ou v=0 = (0. 250) e. C e D.5) e v = (a. 5 Vetor nulo: Os segmentos nulos. então dizemos que v ∈ R5. origens em pontos diferentes. O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem colocada em qualquer ponto do plano. determinam um único vetor. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. nulos. porém com sentido contrário. o vetor é dito nulo5 ou vetor zero indicado por 0 = (0. É o vetor cuja origem coincide com a extremidade. y1) e v = (x2.AB ) ou (-v). se todas as componentes do vetor são iguais. onde v = AB = CD O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade do vetor.

(c): v . 2000. AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas.(b): v . MSc.Ledina Lentz Pereira . Fig. FG e (c) C AE e BF são colineares (d) AB é ortogonal ao plano BCG (e) DC é paralelo ao plano HEF WINTERLE.Elisa Netto Zanette. com origem nele. pois podemos sempre tomar um ponto no espaço e. Assim. u e v ou mais.(a): v . Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c).6 Profª(s) MSc. → → Proposição 5: Dois vetores pertencerem a um mesmo plano π. imaginar os → → w → → → dois representantes de v e u pertencendo a um plano π que passa por esse ponto. p.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 87 Proposição 4: Dois vetores u e v com a mesma direção são chamados de u e v são colineares se tiverem representantes vetores colineares ou paralelos. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. u e w são coplanares π → → v → → v α w u → π → u w → → → → → → Fig. u e w não são coplanares Exemplo6 Observe o paralelepípedo retângulo: Podemos afirmar que: (a) H E F D A B G DH = BF EG são coplanares (b) AB. u e w são coplanares Fig. são vetores coplanares se → → π → → v → u Importante: dois vetores v e u quaisquer são sempre coplanares.

h. i) AB é ortogonal ao plano BCG j) DC é paralelo ao plano HEF k) AC. m. h) AB.x+y) = (y-2. 2x+5) = (4. c) x = 4 = y. vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os sistemas de eixos cartesianos do plano (R2) e do espaço (R3). c.Ledina Lentz Pereira . Geometricamente. 3) Encontre se possível os valores de x e y tais que: a) (2. f. p.MC l) AM ⊥ BL e) DE = . 5x-1) Respostas: 1) São verdadeiros: a. São falsos.6) Profª(s) MSc. todo 7 (WINTERLE.5.y. l. y ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano ortogonal. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.5. d) x=2 e y=4.3) c) (1. 3a) x=5 e y=1. b) x = 4. d) não existe x 3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço O estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. e. (b) (x2 – 5x + 4. g. 2) As afirmações são verdadeiras. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos como pares ordenados de números reais. 3. o e p. n.6) 4) Determine os valores de x e y. k. há outra forma de representá-los. 7) = (2x – 4.3) b) (1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 88 Agora.-5) d) (x. 2x – 2) = (0. (c). a) AB = OF i) JO // LD b) AM = PH j) AJ // FG c) BC = OP k) AB ⊥ EG perpendiculares d) BL = . 2000.2x-12) = (1. 3y-5) (d) ( x . b. DB e FG são coplanares. BG e CF são coplanares.-3) = (2. ∀ x.Elisa Netto Zanette. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 1 de Atividades7 1. j. i. Analise e justifique. 7) = (2. y+ 13 ) 2 (c) ( x . 6) (a) (4x-5.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R2) O conjunto R2 = R x R = {(x. É o conjunto formado por todos os vetores com duas coordenadas reais x e y. exceto (a). (g) e (h).ED m) PE ⊥ EC f) AO = MG n) PN ⊥ NB g) KN = FI o) PN ⊥ AM módulo h) AC // HI p) AC = FP paralelos 2. 4a) x = y= 0. Mas. Verifique se as igualdades são verdadeiras. de forma que os vetores sejam iguais.x. BC e CG são coplanares.1.3) = (2. Assim. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).. b) x = 7/2.x. c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes. d. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que: H G E D A B F C a) AB = -HG b) AB ⊥ CG c) AF ⊥ BC d) AC=HF e) AG=DF f) BG // ED g) AB. MSc.y).

y) de números reais.0). Nestes casos.0). A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente. 3. razão porque se define: Vetor no plano é um par ordenado (x.0) j = (0. fazemos: AB = B − A AB = ( x2 .Elisa Netto Zanette.Ledina Lentz Pereira .0). Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3. Como.y). Exemplo 3: Podemos escrever v = (3. Note que. Por exemplo.3)  Particularmente v = −10i → v = (−10.-5) ou v = 3i-5j. utiliza-se em geral. y) sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v. MSc.1) 0 = (0. A primeira componente x é chamada abscissa e a segunda y. Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x.y) de números reais e se representam por v = ( x. cuja origem é a origem do sistema cartesiano (0. OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base 3 2 ∈ R². Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre I númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema. Todo ponto P(x.0). j} = {(1.1)    v = 3 j → v = (0. Nestas condições. está associado a um único vetor v = OP com v = (x. os vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0. y) de números reais que são suas componentes na base dada. tem sempre um representante equivalente OP .2) ∈ R2. no estudo algébrico dos vetores. ditos vetores no plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no ponto (0.1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano e os pares ordenados (x.0) Desta forma. utiliza-se em geral. a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x. O vetor AB é um vetor livre. também denominadas de coordenadas do vetor. temos os vetores livres. (0. 2) ou v = representação do vetor v. y1) e extremidade em B(x2. Para isso. os vetores v= OP . Veja outros exemplos: v = −i + j → v = (−1. são formas de   {i. consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x1.y2).0). No estudo algébrico dos vetores.y) do plano. ordenada. definido por um ponto.Álgebra Linear – Vetores em Rn 89 vetor v= AB desse plano. v = (3. que parte da origem do sistema (0. o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de vetores.0)   i = (1. y ) que é a expressão analítica de v. já se afirmou anteriormente. y2 ) − ( x1 . y1 ) Profª(s) MSc.

subtraindo as coordenadas do ponto B das coordenadas do ponto A. ou seja. Fazendo AB = B-A = (-3.0.2)-(-1. dentre estas infinitas representações.Álgebra Linear – Vetores em Rn 90 AB = ( x2 − x1 . 8 Você sabia que: No plano R2 qualquer conjunto {v1.0.1)}.0). (0.1)}quando os vetores são vetores do espaço. não colineares. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os segmentos orientadores com mesmo comprimento.y). MSc. Assim.4).3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R3) N a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base8 → → { i . Assim. isto é.2). Entretanto. Por exemplo. determine o vetor v que parte da origem e é equivalente ao vetor livre Resolução: v = AB . E.0). v2. O vetor v encontrado representa o mesmo vetor AB.z) de números reais. direção e sentido. Profª(s) MSc.1) e B=(1. -2) = v O vetor v = (-1.1) = (1. j } = {(1. (0. j .-2) é equivalente ao vetor livre AB e parte da origem (0. sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1 v1 + a2 v2. em R3 a base canônica é {(1. o que melhor caracteriza o vetor é aquele que tem sua origem no ponto O (0. onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço com o vetor (x.1.2-4) = (-1. v2} de dois vetores. y2 − y1 ) = v (vetor definido por um ponto) Representação Geométrica Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com origem em (0. v = B-A. a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1.0). é uma base.1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base → → → canônica representada por { i . Exemplo 2: Dados os pontos A=(0. y.1.2) – (0.0. v3} de vetores não coplanares é uma base. sempre existem números reais a1. 1) 3.0) e extremidade em P(x.Elisa Netto Zanette.4) = (-3+1. Exemplo 1: Para A = (-3. (0. a2 e a3 são componentes de v em relação à base considerada. (0.0) do sistema. todo vetor v deste plano é combinação linear dos vetores da base.0).2) e B = (-1.Ledina Lentz Pereira .0. No espaço R3 qualquer conjunto {v1.0). O segmento AB é um vetor livre. AB = B – A = (1. obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB.0). (0. k } = {(1.

c) de números reais.0) → x = 0. y z XY YZ z XZ y y x z y x x y Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões. k} e v = (x.b.Álgebra Linear – Vetores em Rn 91 Consideremos estes três vetores representados com origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas como mostra a figura abaixo.3) → x = 2.0) → x = 2.4. z Com base nesta figura. z = 0 D (0. y = 0.0) → x = 2. y = 4. z = 3 P (2. z = 3 E (0.3) → x = 2. A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x (abscissa). As setas indicam o sentido positivo de cada eixo. z = 3 E F V D P C y 0 0 B A x Escrevemos v=xi+yj+zk. se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2. temos: A (2. y = 4. z = 3 F (2. Cada dupla de eixos determina um plano coordenado.3) no espaço.4. 4. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0. y. temos três planos coordenados: o plano xy. y = 4.4.3) → x = 0. Portanto. z = 0 B (2. a reta com direção do vetor j é o eixo do K é o y (ordenada) e a reta com a direção do vetor eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço). z são os componentes de v na base canônica {i. que são chamados eixos coordenados.4.Ledina Lentz Pereira . onde x.0. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2.Elisa Netto Zanette. y = 4. y = 0. z) é a expressão analítica de v. z = 0 C (0. xz ou yz. y. 3) Profª(s) MSc.0.3) → x = 0. Assim. j. chamadas coordenadas de P. y = 0. z z y 0 x A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a.4. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos. MSc.

0. z) ∀ x.2.4. v = → B (5. y.3) v 0 (1. A Fig.(a): Representação geométrica do ponto P.y.4). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0.(a): Representação geométrica do ponto P. MSc.z) ∈ R3 e a Fig.(a) representa o ponto P = (x.z) é o ponto associado ao único vetor v = OP = (x.-2.0) y x Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço.y.3 ) = OP (0.3). y e z.3) .4) c Profª(s) MSc.y.-2. Fig. (b) representa o vetor v = (x.-5.(b): Representação geométrica do vetor v.2.3) e w = C (-3. z ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o espaço tridimensional 0xyz. no plano tri-dimensional Fig. de P são as componentes de v. z (0. y.2. no plano tri-dimensional Fig. no plano tri-dimensional Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1.y.-2.3) y -x -y 0 B x xy -y C yz 0 xz -z → C (-3.3) e P = (4.Ledina Lentz Pereira .z) e as coordenadas x. z A → u= A (-1.4.-5.Elisa Netto Zanette.z) ∈ R3. onde P(x. sendo: → → → u = A (-1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 92 Portanto: O conjunto R3 = R x R x R = {(x.0) v = (1.3) z → -x 0 v= B (5.

..0. 3. a diferença de dois vetores se define pela adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 2.y1). 4 Operações com Vetores 4. para todo i.xn).7) + (-2. -4).y2) Se u e v são vetores de Rn com u = (x1. Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma dimensão. 2000.0. -3) (c) s = (-2..-5) = (1-2. 5) e D = (-1. © C = (0..0).. Para somar dois vetores. p.-2. (b) Encontre o vetor v. Por sua vez. Simbolicamente.y3.. 3) a) u=(3..yn) temos: u + v = (x1 + y1. definido por um ponto. y1 .. São eqüipolentes porque tem a mesma direção. se v = u+ w. 7-5) = (-1.x2.-4) (i) j = -2i+3j-4k 3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da origem do sistema cartesiano. 9 (WINTERLE.0. C = (1. x2 + y2. (g) O=(0.0). 5) (g) m = (3.-1. sentido e magnitude (módulo).Elisa Netto Zanette. v = (y1.x2. Assim. Analise o resultado e comente o que você observou.2) e B = (2.Ledina Lentz Pereira .y2) temos: u + v = (x1 + x2. para os vetores u e v de R2 com u = (x1. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1.-9). eqüipolente ao segmento orientado CD. 5) então: (a) u + v = (1+2.. b) v=(-2.2). O vetor resultante será da mesma dimensão dos vetores originais.Álgebra Linear – Vetores em Rn 93 Agora. .6) Profª(s) MSc. temos que. 7+5) = (3.-3). 7) e v = (2. y1 + y2) e u + (-v) = (x1 . (e) E (4.-5). (c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u. eqüipolente ao segmento orientado AB.. ..y2. então vi = ui + wi.x3. -2. 4) (d) v = i+2j+5k (e) t = (1. xn + yn) Exemplo 1: Se u = (1. 3. basta somar individualmente cada elemento deles. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 2 de Atividades9 1) Dê as coordenadas dos pontos: (a) A = _______________ (b) B = _______________ (c) C = _______________ (d) D = _______________ (e) E = _______________ (f) F = _______________ (g) O = _______________ (h) P = _______________ 2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores: (a) u = -i-2j (b) w = (5. AB é vetor livre e u tem origem no sistema (xOy). Assim: (a) Encontre o vetor u. .0). definido por um ponto.1 Adição e Subtração de Vetores A lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes (coordenadas). 6) (h) n = (1. . 2. c) AB é equivalente ao vetor u. 4. 12) e (b) u – v = u + (-v) = (1. Respostas parciais: (1a) A=(4. 3) (f) r = (-3. um a um. v = (x2. MSc.3).

9) (b) u – v = u + (-v) = (1.. os vetores u = (8. (-2. .u (viii) 1.2. 5. 5).1)+ a3 (3.2.7) = (5. -16. 0..7..8. -6) = (2.0.u = -u e 0. 7. 4. Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R2.-1) Aplicando as operações de produto de escalar por vetor.-1) e B(1.-1) = (-6. para o vetor u de Rn com u = (x1. 3+6) = (0. Resolução: AB = B – A ⇒ (1. k′∈ R (k é um escalar = número real). 0) + a2 (-2. -16.x2.. 7. 4) = (2. 4.6) e w = (2. podemos afirmar que: Profª(s) MSc. vetores de R2 então para k = 5.b. 4. um vetor pode ser multiplicado por um escalar. 11. 3) (c) 3u – 2v = (6.u = 0.3.-1) e v = (2. 2.Ledina Lentz Pereira . -14.0. -3) (c) u + w? Não é possível computar u + w.-1) e os vetores u = (-2.12.. -1) então: (a) u + v = (1-1. 3. encontramos como resposta: a1= 3. 1. -1.x2.4. por exemplo. 2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. a2 = 1. -24. 0. 0. Verificar se existe números a1.. 5.. 0) (c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3. -4.0.. temos: (i) u + v = v + u (comutativa) (iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vii) u + (-u) = 0 (elemento simétrico) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u (iv) k (u + v ) = k u + k v (vi) k (k′ .5) e v = (2.3) + (1. temos: (a) ku = 5(1.-1. 2.1. xn) e k ∈ R (k escalar) temos: ku = k(x1. -1) – (0. ..2 Multiplicação de escalar por um vetor A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por cada componente do vetor. -10.a) são iguais se a=-2 e b= 5. x + y. 0. temos que: (a) u + v = (4. w = a1 AB + a2 u + a3 v para a1 = 3. v= (3. nem v + w porque u e v são de 3ª dimensão e w é de 4ª dimensão. a3 = -1 Portanto.u = u. multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar.2.. 1.-1) e w = (-2. Ou seja. 11) Exemplo 4: Dados os pontos A(0. vetores de R4 então para k = -2.1. 2) Exemplo 3: Sejam u = (2.5) = (10. Se u = ( x – y.5. 35) e (b) kv = 5(2. -1) = (-2. 1.1.u) = (k k′ ) . soma de vetores e igualdade de vetores. 12. 7+4. 5. 3 ). 7) e v = (2. 3). -1) = (1. v = (-1. 0) = (-4. 12. a2 = 1 e a3 = -1 Propriedades dos vetores Para qualquer vetor u. 8.2) vetores de R4 então. 2. 5.2) = a1 (1. 4. 9. v e w vetores de R2 (podemos generalizar para Rn) e k. 8. . 25). 15) – (4.Elisa Netto Zanette. MSc.Álgebra Linear – Vetores em Rn 94 Exemplo 2: Se u = (1. 4.-2) e v= (8. a2 e a3 tais que w=a1AB+a2u+a3 v. Exemplo 2: Se u = (1.. 7.-1. 0). 7) = (5. kxn) Exemplo 1: Se u = (1. 2). 5. 7) (b) u – v = (0. 5) = (5. z – 1) e v = ( 4. R2. 0) w = a1 AB + a2 u + a3 v.kx2. xn) = (kx1.. temos: (a) ku = -2(1. 7. Assim. . 2) (b) kv = -2(2.1).4. como já vimos: Assim.2.

geometricamente. O par de vetores v1 e v2 não colineares são chamados de base do plano. → → Assim. origem com extremidade por deslocamento. dizemos que v é combinação linear v1 e v2. na origem do 1º vetor e extremidade. Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores. ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares.Ledina Lentz Pereira . u = v se x = 3. Profª(s) MSc. MSc. na extremidade do último vetor. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano. O problema consiste em determinar dois vetores cujas direções sejam as de v1 e v2 e cuja soma seja v.Elisa Netto Zanette. a partir dos segmentos que contém os vetores. qualquer vetor v (coplanar com v1 e v2) pode ser decomposto segundo as direções de v1 e v2. z − 1 = 3 z = 3 + 1 z = 4    Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a1 v1 + a2 v2. Em outras palavras. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem. 4. Veja mais sobre isso.Álgebra Linear – Vetores em Rn 95 x − y = 4 x − y = 4 x = 3    u = v ⇔  x + y = 2 ≅ 0 x − 2 y = 2 ≅  y = −1 ⇔ Portanto. os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores B Exemplo 1: → → → u e v onde: → → → v → u s s = u + v ou → u + v = AC ou C A AB + BC = AC Exemplo 2: → → → s= u + v Exemplo 3: → → → → s = u + v ou → u + v = AC ou AB + BC = AC → → → Na SUBTRAÇÃO DE VETORES. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: D v = a1v1 + a 2 v 2 → → → 1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES v e u representados pelos segmentos orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante s representado pelo segmento AC .3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar → → A adição de dois vetores v e u é analisada. adicionamos um deles ao oposto do outro: s = u Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v) v. y = -1 e z =4. nas aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar.

ou seja.v).Álgebra Linear – Vetores em Rn 96 → → → → 2º caso A adição dos dois vetores v e u paralelos ( v ⁄ ⁄ u): → A adição de vetores representados por segmentos paralelos10 orientados AB e BC se define da mesma forma anterior.Elisa Netto Zanette. a soma dos vetores → → → → → u e v onde. temos a resultante s de vetores → u e v com o mesmo u e v com o sentido → sentido e na figura (b). pelo vetor resultante s . os pontos A e C determinam um vetor que é. é o vetor resultante s = u + v . s = u . projetamos um vetor no extremo do outro (mesma direção e mesmo sentido). Assim.(a) → → Fig. MSc. Exemplo 1: (Figuras c.Ledina Lentz Pereira . construímos o paralelogramo ABCD. temos a resultante s de vetores contrário (equivale a s = u . → → → → → → → Vetores u e v Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (. → → → → → → Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (.v . d) O segmento orientado de origem em A que equivale à → → → → diagonal do paralelogramo.v ) Fig. A diagonal secundária do → → paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores. → → → → → Exemplo 1: Na figura (a). Assim. v Regra do paralelogramo: A partir da origem A. representado pelo segmento AC .v ) 10 Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas Profª(s) MSc. Assim. para s = u + v .(b) 3º caso A adição dos dois vetores → v e u não paralelos pode ocorrer a partir do → deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. representa-se o vetor = AB e o vetor u = AD . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. por definição.

Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Álgebra Linear – Vetores em Rn 97 Fig (c) u+v é a diagonal principal do paralelogramo ABCD. MSc.Elisa Netto Zanette. Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → → → s= u + v + w Exemplo 2 → → → → s= u + v + w Exemplo 3 → → → → → → s = u + v + w + t =0 Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de soma com dois e com três vetores Profª(s) MSc.Ledina Lentz Pereira . Fig (d) u+v →diagonal principal do paralelogramo u-v →diagonal secundária Exemplo 2 → → → → → → → → Vetores u e v Adição s = u + v Subtração s = u-v 4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos anteriores. No caso particular da extremidade do representante do último vetor coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero ou nulo.

1. Exemplo: Para u = (1. Exemplos: Para u = (1. então o vetor kv = 0. 2. Determinar geometricamente e algebricamente as resultantes de u+v e 2u.0).1. Exemplos Complementares Exemplo 1: Dados os vetores u=(4. O produto de um número real k por um vetor v. -2) 3º caso Se k > 0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Elisa Netto Zanette. conforme o valor de k.Álgebra Linear – Vetores em Rn 98 Exemplo 1 → → → s= u + v Exemplo 2 → → → → s= u + v + w eometricamente. kv tem sentido contrário de v.Ledina Lentz Pereira . 2º caso Se k= -1.1.0. -1. O módulo do vetor s é igual a k x |v|.u= (0.2) = (-1. MSc.2) e k = 2 temos ku = 2u = (2.v) permanece com o mesmo sentido de v. o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR.2) = (2.-4). 3). Exemplo: Para u=(1. 4) Para u = (1.1) e v = (2. se k < 0. o vetor (-1)v é o oposto de v.2) e k = 0 temos ku = 0.2) e k = -2 temos ku = -2u= (-2. Profª(s) MSc. contrai ou inverte o sentido. G 1º caso Se k = 0 ou v = 0.2) e k=-1 temos ku=(-1). resulta em um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for negativo.u=(-1.2) = (0. é representado por um novo vetor que se expande. então (k.

Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2) + (3. Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u Exemplo 2: Consideremos os vetores de R2 definidos em u = (1. construir graficamente o vetor → s = 2u .u Resolução: Algebricamente → → → → → → → → → (a) s = u + v (b) s = u .-3).3) = (6. de acordo com a figura.(3.-3) = (1-3.1) = (8.2).u = (1.-3-2) = (2.2) = (3-1. (c) s = v.-3) . -1).Álgebra Linear – Vetores em Rn 99 Resolvendo: • u+v = (4. 2-3) = (4.Ledina Lentz Pereira .v.Elisa Netto Zanette. -5) Geometricamente (c) Exemplo 3: Dados os vetores u. v e w. 2+3) = (-2. 4) e • 2 u = 2 (4.2) .-3) = (1+3.2) e v = (3.1) + (2. Geometricamente (a) = (1. (b) s = u . 5) Geometricamente (b) = (3.(1. as resultantes: → → → → → → → → → (a) s = u + v. algébrica e geometricamente.v (c) s = v .3v+ 1/2w Profª(s) MSc. MSc.3v+ 1/2w Resolução: Vetores Resultante s = 2u . Determine.

2+2) = (1. ) =( − 4 3 4 3 5 3 3 5 4 10 9 5 36 10 Exemplo 5: Para u = (-2. 4) ⇔ w = ( . 2u e u + (-v).2) – (3. u + v = (-2.U = (1.2) e v = (3.4) 2u = 2(-2.− ) e v= ( .4)+w ⇔ 3w + (6. -9) 3 5 1 3 1 1 13 1 3 1 3 1 2 1 1 3 .2) represente no plano u+v.Ledina Lentz Pereira ..-2) ⇔ 2w = (-7.(6. ).2) = (-2+3. MSc.2) . ) .− ) − v u= − ( . sendo u=(3.4) u +(-v) = (-2.− ) + ( − .2) = (-5.2) = (-4.4).2 ).-1) e v=(-2. − + ) = ( .-2) = (-1.8). 2 1 (-2.0) Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= Resolvendo: 3w+2(3. 3 5 3 5 1 1 3 2 2 1 + .Álgebra Linear – Vetores em Rn 100 Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = ( u+v = ( 1 3 1 2 .2).2) + w 2 −7 3w –w = (-1.− ) 3 3 5 5 3 5 1 3 15u = 15 ( . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.V = (4.2) + (3.Elisa Netto Zanette.( ...-1)= 1 v+w.− ) = (5. 2 Exemplo 7: Encontrar os números a1 e a2 tais que W = a1U + a2 V sendo W = (−1.− ) =( − .−2) Profª(s) MSc.e.

-1..4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar 4.. o vetor u = (-1. Em outras palavras.1: Combinação Linear de vetores Exemplo 1: A operação 2(3.3..-6) = (3. S ejam u1.2a1 ) + (4a2 .8) = (a1 + 4a2 .-3) é resultado da combinação linear dos vetores u1 = (3.-8.Elisa Netto Zanette. que corresponde à diagonal desse paralelogramo: a1v1 v1 v2 v1 v (arbitrário) v = a1v1 + a2v2 v2 a2 v2 Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v1 e v2 são consideramos um outro vetor v. Qualquer vetor u de V.a1 v1 + a2v2 v2 V2 -a1v1 v a2v2 Nesta figura a2 > 0 e a1 < 0 4.8) = (a1 . -3).-1) e u2 = (4. Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1.−2) (−1.2) porque u = u1 .3) e v=(-1.-4. . Da mesma forma.3. buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: v = a1v1 + a 2 v 2 Exemplo 1: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares e v (arbitrário).−2a2 ) (−1.2.-5. MSc.-5.(4.5) + 3(-1. a2v2 mantidos e v1 V1 v v = . + an un é uma combinação linear dos vetores ui. . a figura mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são determinados pelos vetores a1 v1 e a2 v2 e. Neste caso. 2).un vetores do espaço vetorial V e a1. a2.2.8) = a1 (1..-1. o vetor resultante (3. portanto.2) = (-1..1-2) = (6. Profª(s) MSc.-1) .2a1 − 2a2 ) a1 + 4a2 = −1 2a1 − 2a2 = 8 a1 = 3 a 2 = −1 ⇒ logo W = 3U − V Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a multiplicação de escalar por vetores.2) + a2 (4.u2 = (3..4) se caracteriza como uma combinação linear.4.4) é uma combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares.10)+(-3. an escalares de IR ou C. u2. escrito na forma u = a1u1 + a2u2 + ..Álgebra Linear – Vetores em Rn 101 1 2 (−1. 2) de IR2 pode ser resultado da combinação linear dos vetores u=(1.3. operamos pela decomposição de vetores.. a soma deles é o vetor v.Ledina Lentz Pereira . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.

. v = a1v1+a2v2 = 0 ou 2v1+(-1)v2 = (2. Profª(s) MSc.un é independentes (LI) se e somente se.3.2) = (x–y. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.u + y. Em caso contrário.3.4). t é combinação linear de u.3)=(0. fazemos w= x.1. -x + y + 2z) = (2.4)-(2. se existe valores reais para x e y de modo que w = x.. w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w = 4 u + −1 v. 5 5 Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1. 2x. Substituindo w.2) e v = (2.2) (1. 1. vetores linearmente independentes têm representação geométrica em direção distinta (vetores colineares).4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe a i = 2 e a i = −1 para os quais.3) + y (-1. temos: w = x (1. tem diversas soluções.v ou.2..u2.1) e w = (0. Portanto. 4) x + y = 2  ⇔ 2 x + 3 y + z = 7 ≅ − x + y + 2 z = 4  x + y = 2  0 x + y + z = 3 ≅ 0 x + 2 y + 2 z = 6  x + y = 2  x = −1 + z  . 3-z. 2z) = (2. v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀ z∈IR.  −1 y = 5 Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x. v = (1.Ledina Lentz Pereira .3) são vetores linearmente independentes (LI) porque existe somente a i = 0 para os quais. v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t se a equação xu + yv + zw = t.Álgebra Linear – Vetores em Rn 102 Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se. os vetores são ditos dependentes (LD). vetores de IR3 podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2. 7.2: Dependência e Independência Linear de Vetores U Onde m conjunto de vetores u1. temos: ∑a u i i =1 n i = 0 para todo a i = 0 a i são quantidades escalares. para todo ai real.u + y. -x) + (y.. E.2..u2. Então. z. se tem a mesma direção (vetores paralelos) são linearmente dependentes. u e v pelos seus respectivos valores.7. Assim.2)+0(3. Geometricamente.. tem solução real. z) ∀ z∈IR} O sistema é consistente e indeterminado..2) e v = (3.3x+2y) ⇔ x − y = 1 x − y = 1 ⇔  ⇔  3 x + 2 y = 2 0 x + 5 y = −1 x = 4 5 . 4) (x + y.4)=(0. Caso contrário os vetores são linearmente dependentes (LD).0)= 0.v Assim. resultam em todos os coeficientes nulos.v é consistente e determinado. um conjunto de vetores u1. existe solução para a equação matemática w = x.v. 3y.. 7.0)= 0.2) = x (1. 2). os vetores u = (1. xu + yv + zw = t x(1.u+y.-1). Exemplo 1: Os vetores u = (1. 2x + 3y + z.2) (1. v = a1u+a2v = 0 ou 0u+0v = 0(1.-1) + y(1.un é dito linearmente independentes (LI) se escritos como combinação linear do vetor nulo. MSc. Se ocorrer ∑a u i i =1 n i = 0 para algum a i ≠ 0 .2) = (2.u + y. 0 x + y + z = 3 ≅  0 x + 0 y + 0 z = 0  y = 3 − z  S={(-1+z.4. 7. 4) (x. Resolução: Os vetores u. Ou.3) + y (-1.1) + z(0. y) + (0z. 4.Elisa Netto Zanette.

y e z.-2z. Caso contrário (quantidades iguais) são LI. 5z) = (0. podemos afirmar que os vetores correspondentes de A.3).0) ⇔ [(x – y + 2z).-4) = (0. na sua forma escalonada.3) + y (-1.4.-2) e u3 = (-2. u2 e u3 são LD. u1 =(1.0. Podemos escrever a combinação linear como: 0u1 + (-2z)u2 + zu3 = 0. os vetores são LD. Do contrário.0. não apresenta linhas nulas. Resolução: xu1 + yu2 + z u3 = 0 ⇔ x(1. 2y.5z = 0  + 7y . 1 − 1 2  1 − 1 2  1 − 1 2  2 2 − 1 ≅ 0 4 − 5 ≅ 0 4 − 5  A=       3 4 5  0 7 − 1 0 0 − 31       Linhas não-nulas Observe que a matriz A. 4y) + (2z.0) ⇔ (x. Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento.-2) + z(-2. 4.0.0.2.0. Portanto os vetores u1.-2.y + 2z = 0  ≅  + 4y .z = 0   x . A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo. resulta em escalar y não nulo. Reduza a matriz a sua forma escalonada mais simples e analise-a.2.0) ⇔ x − y − 2z = 0  x-y-2z=0  x -y −2z=0    + -2y . (2x + 2y – z). u2 = (-1. u1 = (1. o conjunto S = {(0.4) + z (2.3) + y(-1.2.0.-1. cujas colunas são os vetores dados.0.5) = (0.0) ⇔ x − y + 2z = 0  2 x + 2 y − z = 0 3x + 4 y + 5 z = 0   x . Temos como solução do sistema. u1.Ledina Lentz Pereira . u2 =(-1.2.3).5) são LI ou LD? Resolução: Os vetores são LI se existem escalares a i tais que a1v1 + a 2 v 2 + a3 v3 = 0 para a i = 0 . 2x. u2 e u3. -z. são vetores LD. Se a quantidade de linhas não nulas for inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes. Forme uma matriz A.y + 2z = 0  ≅  + 4y . MSc.-2. u2 e u3 são linearmente independentes. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos substituir os escalares a i por x. − 2 x + 0 y + 0 z = 0 ≅  3x − 2 y − 4 z = 0   + y+2z=0 0=0    Logo. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Assim. Neste caso.2y − 4 z = 0 ⇔ -2y=4z⇔y=-2z.-4) são LD.-1. (3x + 4y + 5z)] = (0.0. para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 103 Vetores LI Vetores LD Exemplo 2: Os vetores de R3.3: Bases do Plano de do Espaço Profª(s) MSc. que são os vetores u1.4z = 0 ≅  . Exemplo 3: Mostre que o vetores de R3. são LI.Elisa Netto Zanette. Logo.5z = 0  31 z = 0  ⇔z=y=x=0 Isto significa dizer que x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ 0u1 + 0u2 + 0u3 = 0. x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ x (1.z) ∀ z∈R}. 3x) + (-y.4) e u3 =(2.

6) Profª(s) MSc. O conjunto de vetores v1. construir graficamente o vetor s = → 3 u . Considere dois vetores quaisquer. MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.BC = d) AN + BC = e) MD + MB = f) BM - 1 → DC = 2 11 (WINTERLE. portanto. 2000.3) são vetores linearmente independentes (LI) e.3). formam uma base B = {(1. sendo M e N pontos médios dos lados DC e AB.OE i) MO . respectivamente. Os números a1 e a2 são chamados componentes v em relação a base {v1 . Determine os vetores abaixo.2) e v = (2.-1. qualquer conjunto {v1 .-1. portanto formam uma base B = {(1. u1 =(1. 3. Os vetores u = (1. não paralelos. m=(-u) e n=–v. a) AC + CN b) AB + BD c) AC + DC d) AC + AK e) AC + EO f) AM + BL g) AK + AN h) AO ..2.2) e v = (3.5 u – 0.4) e u3 =(2. (2.2.5)} do espaço ou de R3. expressando-os com origem no ponto A.2) e v = (2. algébrica e geometricamente o vetor resultante w.-1): (a) u + v (b) u – v (c) v . não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do plano.u (d) 3u– 3u (e) u – 2v → → (f) 2u + v → → → g) 0.2). w=u-v.2 v + 1/2 w u → v w → → 5.5 u + 3v h) 0. não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do espaço.5) são LI. u2 =(-1.4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD).5 v → 4. p. u e v.3)} do plano ou de R2.3). v2 e v3 de 3ª dimensão.NP j) BC . v2}.Ledina Lentz Pereira . (3.CB k) LP + PN l) LP + PN + NF m) BL + BN + PB 2.Elisa Netto Zanette. Aliás. u e w . Construa num plano as resultantes. s=u+v.2.2. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Linhas não-nulas Lista 3 de Atividades11 1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 104 O par de vetores v1 e v2 de 2ª dimensão. v2} de vetores não colineares constitui uma base no plano.  1 2 3 1 2 3 1 2 3  − 1 2 4 ≅ 0 4 7  ≅ 0 4 7  A =       2 − 1 5 0 − 5 2 0 0 43       Agora.4). (-1. de acordo com a figura. D M C → → → → → → → → → → → a) AD + AB = b) BA + DA = c) AC . Exemplo 2: Os vetores de R3. Dados os vetores → → v . para u = (-1. Completar convenientemente e fazer a representação geométrica. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores AB e AB . A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). Determine. t=v-u. Exemplo 1: Os vetores u = (1.

3 ) + y ( 3.0) + z(0.1. w = au + bv. Profª(s) MSc.5.0): (a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD? (b) O conjunto B é LD? Justifique.V ( .2. determine o vetor equivalente v (não livre).0. sendo u=(1. calcular: (a) 2U + 3V .-1) e v = (3. MSc.3) e B(2..1. y e z.0 ) + z ( 6.-1).-2).2).0.Ledina Lentz Pereira .v.0).5. u = (1.w} e B = {v. (c) 3u+2v.0.3) e v = (-1.0.0 ) =( 3.-1) e v=(-3. (d) AB + AC . sendo w = (-2.1) encontre: a) u+v b) u-v c) 3u e) x se x+u=0 1 d) u-v 2 16. v = (2.3) e C = (-1. -2. 11) Dados u=(1. y. Dados os vetores u = (1.7). z: a) x ( 1.0.-2). 17) Verifique se existem escalares x. w. como na figura. B = (-2.4 ). (b) u-v. verifique se o vetor (1.-1. (e) AB − AC .5) e B = (-4.-2). Em cada caso. 12) Dados A=(-1. s}. determinar x = (a.-1.. Encontre os valores de a e b para os quais.7) é combinação linear dos demais vetores e para quais valores de x.b). de forma que: a) Cx = AB b) 2 Cx = − AB 3 c) BC = Ax f) 2u + 2v 15.0) 10.2.0 ) =( 1.4).0) e s = (4.3 v u b) v - u v → → → 7 Dados os vetores a .v v 9. (0. w = (3.4)} é base de R².-2).0) + y(0. 18) Verifique se são combinações lineares. apresentar um representante de cada um dos vetores: → → → → → → → a) 4 a . 2 3 14) Dados A = (1. num gráfico. (c) A(8.3.( a + c ) 8) Dados os vetores u e v determinar: → → → u → (a) u + v (b) u . Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w.1) ou seja. b e c . B=(1.2.Elisa Netto Zanette. mostrar.1. (c) Os conjuntos A e B formam bases de R3? Justifique 20) Verifique se o conjunto S = {(0.1).0.−1) . com u = (1. 19) Considere os conjuntos A = {u. (a) A(1. v=(2.1) + y (1.2). (b) AC = C − A . (b) 4U − 6V . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-1). = C − B . y e z tais que (1.3) determinar: (a) AB (c) BC = B − A .-2) e C=(3.5 ) b) x (2. Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B.2). w seja uma combinação linear de u e v ou seja.-2.7) = x(1. 1 1 13) Dados U = (− .v -2 u d) 2 u .-15) e B (-2.-1.0 ) + z ( 2. (b) A(-1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 105 A N B → → → → → → → → → → → 6 Dados os vetores u e v da figura. um representante do vetor: a) u . encontrando x.v → c) .4) efetuar (a) u+v.2 b b) → c → → a → a + b + c → b c → → → → c) 2 b .1.

AH. a uma aplicação de V x V em R. b) (-2.-6). para os vetores u e v de R2 com = (x1. (e) (-2. w. u.Ledina Lentz Pereira . f) (8.2).. y = 7/3 e z = -10/9. c) (7.0).3/2.-4). 14a) (-4.6. para x = 1.1 Produto Interno (ou escalar) D efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V. v > definido por: u . u . AD.0).Elisa Netto Zanette.-2.1). 11ª) (3. AI.-3). b) (-1. un ) e v = (v1. v ou < u.u) . v ≥ 0 e u . AB.. u . u = 0. © (2..Álgebra Linear – Vetores em Rn Respostas: 1) NA. (v + w) = u . c) (2.v) ou <u.2. AO.AC. v = v. v2. u2. denomina-se produto escalar o número real u . Vetorial e Misto 5.1). Assim. AC. para u = (u1. AC. 5 Produto Interno (ou Produto Escalar). -16/3).5). vn) vetores de Rn temos.3/2). b) (1.v) ∈ V x V.-7). Profª(s) MSc. y2) = < u. 19) a) LI. MSc. e) (-1. v = (x1 .2). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 16) w=-u/7+13v/7. e somente se.0. (u .. 17) Sim. .-5).3. v = k .1). c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD.9. b) (4. x2 ) + (y1 ..y2). BA 3) Resultado algébrico 106 4) 2) 5) 6) 7c) 9) 10) w=(-7/2. que a todo par de vetores (u. associa um número real (u. 13) (a) (2. 20) S não é base porque é LD. (b) (-4.3. v = (x2.. v + u .-3..-2. b) Sim para x = 4/3. y=-7/2 e z=-1/4.4. v > (lê-se: u escalar v) De forma similar podemos operar com vetores de Rn. c) (3.y1). d) (-5/2. AM.u = 0 se. (d) (6.3).-3). Assim. y = 5 e z = 7. 15ª) (4.0.. B) LD por os vetores de B combinados com o vetor nulo resulta em solução indeterminada. AI. 18) Sim para x = 5.10). 12ª) (2. v) para todo número real k.v> (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes > axiomas: u .5/2). (k.-2).

tomados nesta ordem.(-4) = -6-24 = -30. –1.-2. chama-se produto → → vetorial dos vetores u e v e se representa por u × v ao vetor.Elisa Netto Zanette.( v + BA ) = 5 5. v é o número real obtido multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos. desde que a carga seja unitária e o campo seja constante. y1. v = (3.x2 + y1.2y – z o seu produto escalar é: → → u .(-1) = 5 portanto.(3) + 6. → → Observe que: Se u = x1 +y1 + z1 e v = x2 + y2 + z2 então o produto escalar (ou → → produto interno) dos dois vetores que é representado por u . por exemplo. 2.z2) → u = 3x – 5y + 8z e v = 4x .y2 + z1. + un . v = 2.+ det 1  x z2   2 y1    y2   Definição II: Ou. z2). 3) e os pontos A = (4. Definimos como produto vetorial. dados dois vetores → → u e v .− det 1  x z2   2 → → z1  x . Definição I: Seja u = (x1.-4) é: < u. z1) e v = (x2. 2. v = -2.4 + 3.v Exemplo 3: Se → → = (x1. Profª(s) MSc.-5.-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque fazendo <u.6) e v = (3. o Exemplo 2: O produto interno usual em R2 dos vetores u = (-2. na Física: a força exercida sobre uma partícula carregada. vn) Exemplo 1: Se u=(2. determinar o valor de α → → tal que u . y2. α . MSc. vetores do espaço tridimensional. v2 + .2 Produto Vetorial O produto vetorial tem como resultado um vetor. Assim.(4..v> temos u . mergulhada num campo magnético.-1) = (12 + 10 – 8) → ⇒ → u. v1+ u2 . -1). → → → → u × v = x1 x2 → i y y1 y2 k z1 z2 → → → → → → O produto vetorial de u por v é também indicada por u ^ v e se lê: u vetorial v .8). tal que: 1 u x v =  det   y   2  y z1  x .3) e v=(4.v = 14 Tente você! Dados os vetores u = (4. → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores Resolução: u = 5 i + 4 j + 3k e v = i +k . -1) e v = ( α .. → → → u . ao vetor u x v. 2) e B → = (3. por isso é nomeado de produto vetorial. Este produto tem aplicação.Ledina Lentz Pereira . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Álgebra Linear – Vetores em Rn 107 u . v = (u1 . é o vetor resultante do produto vetorial entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”. v > = u .

3. → u . MSc. -4. 5.4 k e v = 2 i .4.1 Propriedades A s propriedades do produto vetorial se definem em: → → → → (i) u × v =0.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 108 u= ( 5.-1. → → → Logo u × v é ortogonal simultaneamente as vetores u e v . v = 0 ⇒ θ = 90 0 . 2 −2 1 → → Sabemos que. b) ( u × → → → → → v ). eles são ortogonais. Então: v ⇒ (− 6. o que significa que o produto vetorial não é comutativo. i j k Ou u x v= 1 − 1 2 = -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10. seu → → i y k produto vetorial é u × v = 3 2 − 4 = 6 i − 11 y − 10k .v × u → → → → → → → → → → u×  v + w  = u × v + u × w   → → → → (v) (m u ) × v =m ( u × v ) → (vi) u × v é ortogonal simultaneamente aos vetores u e v .− 0 4 .Ledina Lentz Pereira .−11. 3) = u x v.2) e v=(0.3 Produto Misto Profª(s) MSc.2 y + k . -(4-0).−11.−10)(3.2.−2. 3).−4) = -18-22+40=0 . 0 3 4 5. → → a) ( u × v ). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 3).1 ) então u × v = 5 1 → → i j 4 0 k 3 = u × v = 4 i − 2 j − 4 k = (4. (3-0)) = (-10.-4) 1 → → → → → Exemplo 2: Sejam os vetores de R3. Se trocarmos à ordem dos vetores u × v e v × u verifica-se que é oposto.2. 0 3  = ((-4-6).Elisa Netto Zanette. → → → → → → → → → → → Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores → → → → → u = 3 i +2 y . -2.−10 )(2.0. → → → → → → → → (ii) u × v ≠ v × u . u ⇒ (− 6. . então. -4.1) = 12+22-10=0. se um dos vetores é nulo ou se u e v são colineares. o produto vetorial de u com v é u x v = (-10. u = (1. se o produto escalar dos vetores → u e v for zero.   Logo. -4.3 ) e v = ( 1. ou seja. uxv=   −1 2 1 2 1 −1    3 4 . → (iii) (iv) u× v = .4).

w ) = 0. z1). v = (1. por exemplo. v . v . v e w . v e w para → u =2 i +3 y +5 k . v e w .2. → → (u .(-2. Pode ser utilizado. w ) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo. Indica-se produto misto por ( u . v =.14.-9)=30+42-45=27 −3 2 Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1.3.1. Defini-se como produto misto de resultante de: → → →  x1  u ( v x w ) = det  x 2 x  3 → → → → → → y1 y2 y3 z1   z2  z3   → → → Definição II: Dados os vetores → → → u . com u = (x1. −1 3 4 3 = u . v e w ao número real u ( v x w ).4. em sua maioria. → → Assim. → v . z2) e w u . ou se três são coplanares. w ). Ou.5). 1 1 5. se dois são colineares. y2.-1) e w = (2. tomados nesta ordem.2)=2+8+6=16 2 4 −6 → A s propriedades do produto misto decorrem. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.(-2i+4j+2k) = (-1. −3 2 Resposta: O produto misto dos vetores é 27.Elisa Netto Zanette. podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: → → → → i j k u (v x w) = u . indica-se por u ( v x w ) ao escalar = (x3. das propriedades dos determinantes. y1. z3).0. vetores do espaço.i +3 y +3 k e w = 4 i .3.  2 4 − 6 2 4 − 6   → → Resposta: O produto misto dos vetores é 16.3). para encontrar o volume de um paralelepípedo determinado por três vetores.1 Propriedades − 1 = u .-6) é → −1 2 3  −1 2 3   u ( v x w ) = det  1 1 − 1  = 1 1 − 1 = (6-4+12)-(6+4-12) = 16 . v e w . y3. ( u . x3 y3 z3 → 0 0 0 Profª(s) MSc.3 y + 2 k 2 3 5 → Resolução: u ( v x w ) = −1 → → → → → 4 3 3 = 27 = u ( v x w ) . chama-se produto misto dos vetores u . podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: i j k → → → → → u ( v x w ) = u .4.Álgebra Linear – Vetores em Rn 109 O produto misto tem como resultado um escalar. → → → → (i) Se u é nulo as suas componentes são (0.(15. MSc. → → → → → → → → → → → → Definição I: Sejam u .0 ) então ( u . v .Ledina Lentz Pereira . obtido a partir da utilização do produto escalar e do produto vetorial.2.3). → → → → → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u. v = (x2. w ) = x2 y 2 z 2 = 0 . Ou.(15i+14j-9k) = (2.

w ) = 0.3).-1.2.Ledina Lentz Pereira . Logo são coplanares.4) e v = (-1.2) então. −1 − 7 Note que: • Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar (escalar é um número).2. u e v são colineares. v = (2. v . u = m. −2 −2 −6 −1 −3 0 − 2 = 0 . mas u e v são colineares (ou paralelos) então ( u . MSc.-2.4. Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores u e v.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo G eometricamente. v portanto. v .w) 2 4 6 = 28 − 12 + 12 − (− 12 + 28 + 12) ⇒ 0 . Exemplo 1: Se U(vxw) = u = (-2. v = (2.-7) então. nem v . comprimento) do vetor resultante do produto → → → → → → vetorial de dois vetores u e v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD u = AC e v = AB D → → determinado pelos vetores C → Área = u × v (módulo do produto vetorial) u A → v B Exemplo 1: Dados os vetores u = (1.. Resolução: (a) Encontrando o produto vetorial e u e v Profª(s) MSc.3.3). v = (-1. → v . • Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor. • Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com produto vetorial e gera um escalar.6) e w = (-1. → → → → (iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então os vetores são coplanares se ( u . Note que.7) então.0).0.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → 110 Exemplo 1: Se → → → u = (0. 2 3 Observe que u = 2. −1 2 7 → → 1 u = (1. o módulo (magnitude. 5. v Exemplo 1: Se → → → (u . w ) = 0. 0 0 0 ( u .4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica 5.0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2.Elisa Netto Zanette.1) e w = (4.2. nem w são nulos.-6).+0=0 4 2 2 → → → → → → → → → → (ii) Se nem → → u .2.4.-2) e w = (-3. w ) = 2 3 1 =0+0. neste caso. v .

-1. -2).2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo → G eometricamente o produto misto u ( v × w ) é igual. w)| v w → → →   v= u .Elisa Netto Zanette.3). a altura será paralela a ele. w       → → v=  →   u  v× w      Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u = (3. v = AB e w = AC .−7.-3 ) e u-v = ( 1. Resposta: A Área u× v = → 69 u. Portanto.2. 2)? Profª(s) MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v.3. 0) e w= (2.4) = = (−2) 2 + (−7) 2 + (4) 2 = → 4 + 49 + 16 = 69 .4). (unidade de área) Exemplo 2: Dados os vetores u = (1. Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores 3u e u-v.4.|cosθ|.a. Portanto.-7.9.4) 3 → → → → → → → → → (b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → → 111 i j k u× v = 1 2 −1 2 → → 4 = 6 i − 4 j + 2 k − 8 i − 3 y + 2 k = − 2 i − 7 j + 4 k = (-2. em modulo.-4 ) ⇒ → → i ⇒ 3u x (u-v) = j k 3 1 6 − 3 = −15 i + 9 j + 3 k = (3 −4 = 315 = 3 35ua → → → 15.-1. u × v = (−2. Seja θ o ângulo entre os vetores u e v x w. v = (1. ao volume do → → → → → → → → paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores u = AD . portanto. Assim.Ledina Lentz Pereira .3). v. a área da base do paralelepípedo é |vxw|. e.-1) e v = (0. 1. u v = | (u. Área = (− 15)2 + (9)2 + 32 5.-12. h=|u|. Resolução: →  → → Área = 3 u ×  u − v  =?     Temos que 3u = (3.6. MSc.-7. Sendo v x w um vetor ortogonal à base.

Ou seja. -2). v e w são coplanares se o produto escalar u ( v x w ) é nulo. v e w são coplanares. ou seja. (unidade de volume) Exemplo 2: Sejam os vetores u = (3. Assim. w ) Então x + 20 = 24 ⇒ ou . v = (1. 5. → Resolução: v= u ( v × w ) = 24 ⇒ 3 − 2 → → x 5 1 0 1 = x + 20 −1 1 → → → v=  x + 20 = 24 ⇒ x = 4  ( u . v .a ou x = a. → Exemplo 3: Dados os vetores u = (x.8)| = 16 então x = a .-2. -1.8)| = 16. (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u.  x + 20 = −24 ⇒ x = −44  Portanto.Elisa Netto Zanette.. (Unidades para que o volume do paralelepípedo determinados por de Volume). Por definição de equação modular se |(-2m . (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u. Assim. MSc.1. m. v e w ou 3 u(vxw)= m −2 1 −1 2 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8. v e w ou 3 − 12 − 2 u(vxw)= 1 2 −1 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16. calcular o valor de x u . Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u.0) .3 Produto Misto e Vetores Coplanares → → → → → → T → rês vetores → → u . 2 u (vxw) temos: (b) como o volume do paralelepípedo é igual ao |u(vxw)| = |16| = 16. neste caso. 2). 0) e w= (2. v e w seja 24 u. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Assim. Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores. é x = 4 ou x = -44. Resposta: O volume procurado é 16 u. -1. 2 (b) como o volume do paralelepípedo é 16.Ledina Lentz Pereira . devemos ter |u(vxw)| = 16.-1).v.Álgebra Linear – Vetores em Rn 112 Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores. − 2m − 8 = 16 . os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u. se → → u .  − 2m − 8 = −16 → → → → → Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema.4.1) e w = (1.v.v. V = |u(vxw)| e. v e w seja igual a 16 unidades de volume. então x = . temos: |u(vxw)| = 16 |(-2m .5. o vetor v x w por ser ortogonal aos Profª(s) MSc. v = (3.

1). w )= 0 os vetores u .Ledina Lentz Pereira . v e w são coplanares.-2. → → → Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores → AB . É fácil identificar que reciprocamente.4)=(-2.0. ( AB .Elisa Netto Zanette. Idem para AC e AD ). C (0. Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores → a = (m. → → Portanto.v. se ( u . Portanto se u e ( v x w ) são ortogonais. onde v ou v .2. w )= 1 0 − 1 = −5 ≠ 0 .-1.-3) estão no mesmo plano.4). representado por O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno.-1) e w = (2.-2. c ) = 0 ⇒ 1 0 3 =0⇒ 4 2m = 6 m=3 Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2 ) e D (-2. AC .-1. b = (1. 2 −1 4 6 Módulo ou Norma de um Vetor 6. v . (Dica: → → AB =B-A =(-1. B (-1. → Assim.1.w) = 1 1 0 − 1 =3≠ 0 os vetores não são coplanares. AD ) = 0 ⇔ − 1 → → −2 −2 −6 −3 0 − 2 = 0 .4) sejam coplanares. Profª(s) MSc.0. Logo são coplanares. MSc.-1.2. v .0) 3 −1 4 (u . v e w são coplanares (estão no mesmo plano).-2 ) . → → → v .2.-1.-6). 2 −1 0 → → Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero. é ortogonal ao vetor u . w é nulo e se dois quaisquer → → → deles não são colineares. v . w ) significa que u . b . −1 − 7 Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2.2.-1.-1).0. → → → Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores Resolução: → → → u = (3. Assim. 2 −1 Resolução: Como (u.-2)-(1.0. se nenhum dos vetores → → → → u .Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 113 → → → → → → → vetores v e w . m → → → 2 −1 −2 −1 − 4m + 6 m − 8 + 2 = 0 Resolução: ( a . o anulamento ( u . AC e AD têm produto misto nulo.3) e c = (0.4).4 ) . o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo.v . v=(1. v= v.-1) e w = (2. v = (1. resultante da raiz quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v".1 Definição de módulo do vetor: A norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v.

u2.. o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.y) ∈ R2 então: O módulo do vetor v no plano é dado por v = v.Álgebra Linear – Vetores em Rn 114 Se v é vetor do plano tal que v = (x. u (ii) u (v+w) = uv + uw (iii) k (u. .0) 0 (x1. v. o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por → v = (v)2 = v ..m.1) ∈ R2.1. vetor do espaço. então (−3) 2 + (5) 2 = 9 + 25 = Exemplo 3: Se v=(2.. sendo u= (u1. Exemplo 2: Se v = (-3.5). v = v . v) = (u1 − v1 ) + (u 2 − v 2 ) + . aplicando o Teorema de Pitágoras.y1) então.m.2 Proposições: Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x1.y1) Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço A demonstração é simples: Por exemplo.v = x 2 + y 2 (Teor.y2).(unidade de medida) 34 u. MSc. um escalar real. .z) ∈ R3 então: O módulo de um vetor v é dado por Geometricamente. 6. tem-se: (i) u . v2 = (x1-0)2 + (y1-0)2 = (x1)2 + (y1)2 = x1 + y1 = v 2 2 Note que. vetor do plano.y1) e B = (x2. v2. então v = (2) 2 + (1) 2 + (−2) 2 = 4 + 1 + 4 = 9 =3 u. Dados os vetores u. un) e v = (v1..v = u. temos: v = x2 + y2 + z2 y1 (y1. Se u.v) = (ku).(kv) 12 Num triângulo retângulo. Profª(s) MSc. d(u.. então v = (2) 2 + (1) 2 = 4 + 1 = v = 5 u. v → → → Exemplo 1: Se v=(2. o módulo de v será: v = AB = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 = B − A (mesma fórmula da distância entre dois pontos A e B).Elisa Netto Zanette.0) |v| x1 v=(x1. se v é vetor do plano tal que v = (x1. w de Rn e k..y.-2). v são vetores de Rn então. + (u1 − v n ) 2 = u − v . vn). . .m. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.12 de Pitágoras) Se v é vetor do espaço que v = (x.Ledina Lentz Pereira .

0) (v) v.Álgebra Linear – Vetores em Rn 115 (iv) v. os vetores u = (1. v = (2) 2 + (-2) 2 + 12 = 9 = 3 ≠ 1. -1) e w = ( vetores unitários. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr... MSc. ou determine um vetor unitário u na direção do vetor v = (2.1) não é um vetor unitário pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja.  2 2 O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1. u2 A todo vetor → v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de → v pois u = − u = 1.Elisa Netto Zanette.2uv + v 2 2 2 2 2 6. Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário. podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de versor de v).-2. ) são 5 5 denominado vetor unitário. A partir de qualquer vetor v.v > 0 qualquer que seja u e u. v ≠1.u = 0 se u = 0 = (0. Para isso usamos a fórmula matemática w= v pois w= w = v 1 . Obtemos o vetor unitário u a partir de v. veja figura: → v → → u1 → → → Os vetores → u1 e u2 da figura ao lado são vetores → u1 é o versor de v → unitários. Exemplo 1: O vetor v=(0.0). pois têm módulo igual a 1.0. .1) não unitário encontrar um vetor unitário w.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: Se v é um vetor tal que v =1 então v é −3 4 .-1) é um vetor unitário porque Exemplo 2: O vetor v = (1.Ledina Lentz Pereira . Por exemplo. Por exemplo. v → Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo → v é chamado de versor de → → v.1) não é unitário porque v = (0) 2 + (−1) 2 = 0 +1 = 1 = 1. | v | =1.1) (1) + (1) 2 2 =  1 1  . No entanto.. 1). aplicando a fórmula. apenas u 2 não é o versor de v → u1 tem a mesma direção e o mesmo sentido de v. Resolução: w= v = v (1. v = (0. Exemplo 3: A partir do vetor v = (1.. Profª(s) MSc.v = (1) (2) 2 v 2 Conseqüência das proposições: u + v = u + 2uv + v u − v = u .-2. Resolução: Observe que o vetor v = (2.

−2.z1). y1.y1) B – A = (x2 . Fazendo a verificação! u= (2 / 3)2 + (− 2 / 3)2 + (1 / 3)2 = 4 4 1 + + = 9 9 9 9 = 1= 1 9 6.(a) Fig. Profª(s) MSc.1) 2 2 + (−2) 2 + (1) 2 = (2.x1. Q) = | PQ | = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 + ( z 2 − z1 ) 2 Fig.1) =  .(c) v = OQ − OP → → Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1. em R3 A distância entre dois pontos P = (x1.y1) e extremidade em B(x2.b).x 1. Neste caso. y2.−2. definido por: Assim.Ledina Lentz Pereira . Como PQ = OQ − OP = (x2 . z1) e Q = (x2.y2) e para determinar sua representação algébrica fazemos: AB = B – A AB = ( x2 . z2 . z2) é igual a norma do vetor PQ . um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema. Q) = | PQ | = (−1 − (−1)) 2 + (2 − (−3)) 2 + (−2 − 4) 2 = 0 + 25 + 36 = 61 . DistAB = AB = B − A → B – A = (x2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 4) e Q = (-1.a) de origem no ponto A(x1.4 Módulo de Vetor Livre C omo já vimos. MSc.1) 9 ou    1   2 − 2 1  . -2) é: → dist (P.y2) – (x1.y1) DistAB = B − A = ( x2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 → De forma similar. . Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1. y2 . y1 ) AB = ( x2 − x1 . 2.(b) Fig. y2 − y1 ) = v (vetor) O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB (Fig.Álgebra Linear – Vetores em Rn 116 u= v = v (2.3. y2 .Elisa Netto Zanette. 4) é |v|= (−1) 2 + (−3) 2 + (4) 2 = 26 .y1.−2. y2 ) − ( x1 . . então a distância de P a Q é dada por: → → → → dist (P.  = u. Observe a Fig. (2.   3 3 3  9 O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1. . o vetor é representado por um segmento AB (Fig.3.(c).

-1).m) é 7. calcular o valor de m. Resolução: • u = PQ ⇒ u = (-4. o módulo de u.-1) e os pontos A(1.-1.   u 26  26  26 26   26   obtido a partir de u.-1. 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor unitário v na direção do vetor u) Resolução: Observe que o vetor u = (3.(3.3) = (2.-1)+(0.-1) e v= (n.8.2) e B(1.n. a distância entre P e Q e encontre um versor w de u.Álgebra Linear – Vetores em Rn 117 Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.-1). Note que w é um vetor unitário = = = .(3.(1. aplicando a fórmula: v =   1  .[(n. portanto w é versor de u.5.2)=(0.-1).-4)=5 ⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n= 1 10 Exemplo 6: Dados os pontos P(-3.4) =  . Resolução: → A → 7 B ou seja AB = 7 AB = B – A ⇒ (1. u = 3 2 + 4 2 = 25 = 5 ≠ 1 Obtemos o vetor unitário v a partir de u. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.n.5.4) = (-1.-1.3.-3. -5) • • • u = DPQ= w = (−1) 2 + (−5) 2 = 26 (−4 − (−3))2 + ( −1 − 4) 2 = 1 + 25 = 26 u (−1.3.-1) – (-3.-1). determine o vetor u = PQ.(unidade de medida) Profª(s) MSc.-3)]=5 ⇔ (2. −1 1 .m.4 ) =  . .-1.m-3) → AB = 2 2 + (−3) 2 + (m − 3) 2 = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3 → Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor Resolução: Vetor unitário → V = (a.Elisa Netto Zanette.2. 2 4 ⇒ V =1 ⇒ 16 = 16 a 2 → V = a2 + 1 1 + =1 4 16 +5 ⇒ a=± 11 4 Exemplo 5: Dados os vetores u= (2.2.  .4) e Q = (-4.u  | u |  1  . pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja.n.-1).m) – (-1. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u.Ledina Lentz Pereira .2. ) seja unitário.−5)  − 1 − 5   − 26 − 5 26   . Exemplo 7: A partir do vetor u = (3.3) e B(1.-3) Se u(v+AB)= 5⇔ (2. v =    1   2 2  3 +4  1 3 4 .u =  | u | Assim.(n. Observe o vetor projetado no      5 5 5  plano. determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5 Resolução: AB= B-A =(1. MSc.2. 4) não é um vetor unitário.

4) e C=(-1. v=(-1. Calcular m. B(1. → d) ( u + v ). → → → → determinar o valor de ∝ tal que u .v=v.1). v = (1/2.-1 ) e v = ( a. dos vetores: (a) u = (1.2 ). 2) . 1.2. vetores de R4. 7. v 2 =6 i +m y -2 k e v3 =4 i +k.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2.Calcular o valor de a para que a área do paralelogramo determinado por u e v seja igual a 2 6 .4).5). x) = 3 7) A partir do produto interno. Encontre: 5) Sejam u = ( 2. → → → g) k) u xv . 0 ) e w = ( -1.2. 2.v +u.-4 ) e c = (m+1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 118 Agora. (c) s = (0.-1. → → → → v × w.-1. -1) determinam um paralelepípedo de volume 42.( u .4) e w = (1. 10)Determinar ∝ para que o vetor −1 1 . 2 . determinar o vetor 3) Considere os vetores do espaço. definidos por u= (1.v ) h) ( u → w×v.-1). vetorial e misto.w → 4) Dados os vetores u = (4.w ) 2) Dados os pontos A(2.( v + BA ) = 5 2 .0. ∝.-3 ).2.3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos → → → → → → → → → vetores v1 .1.2. -1.3) e B(1. w> c) v.5) e v = (-1.4.-1.-1) e v = (∝.2).1) e w = (2. v >. 7.3).w ). MSc. 9) Encontre o versor w.Ledina Lentz Pereira . calcular : → a) < w .1). Por exemplo.Demonstre a propriedade de produto interno (ou escalar) definida em: (i) u. u e v (em m3). 3. v> b) <u. 4. 0.1) Sejam os vetores u ( 3. 3.3) e os pontos A(4. 1 ). -1) e w = (1. 1 1 = (x. v ( w x u ).3). 12) Determinar x para que o vetor → v Profª(s) MSc.1. e) i) b) f) j) v .u (ii) u(v+w)=u. 2 2 11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1. v = ( 1. v 2 e v3 seja igual a 10 para: v1 =2 i .3).2.2.1). b = (-1. o volume de paralelepípedo.-1.w 6) Determine o valor de x de modo que (x. -1.-2. 8) Verifique se os vetores u = (-1.v> (f) ux(v-w) (g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u.-4. v = (1. 2). Aplicando estes conceitos. encontre: (a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w) (c) O produto misto entre w. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 4 de Atividades → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → 1) Dados os vetores: → → → u = ( 2.3. l) v ×( u . (e) <u. determine: → → → → 7. ) seja unitário. m.2. u = (2.y .-1.1. c) ( 2 u ).( u × v ) → → → →  →  CB×  BC − 2 CA  .4) são unitários.(3 v ). 0). 2) e w = ( 3.-1) e C(3. (b) v = (-1. w ( u × v ). (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S = 1→ → u× v ) 2 → → → → → → 7.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1. B=(2.Elisa Netto Zanette.4) Os vetores a = (2.2.   u ( w x v ).2). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. -1). 3 2 2 13) Dados os vetores de lR . calcular o módulo de vetor. ( u .1. a) < u. a área de paralelogramo e triângulos e.3).3). x. → v = (∝. -1. 3. → × v ). v e w.1).2) e B(3.m) é 7. u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w. podemos resolver alguns problemas. -2.1. 3.(2. . v = ( 1.. calcular m. 7. ) seja unitário.-3.

7.0).v> = 13 (g) u(vxw) = 7 (i) u. b) 6. e) 2i+2j-k ou (2. u e v não nulos é o ângulo α formado pelas semi-retas AO e Demonstração: Sejam os vetores u e v abaixo e α o ângulo entre eles Profª(s) MSc. 6 =2.-1) (d) O volume do paralelepípedo formado por w.u. u = 10 . v = 2 e w = 2 5 . k) -1. 3 10 u. 9) Os versores procurados são: (a) w =  . 5(a) 14 + 3. u .2. 7.v = |u| |v| cos α onde α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v tal que 0 ≤ v ≤ 180º. 2) (12. c) 18. l) i+j ou (1. f) -2i-2j+k. 4) x = 7/3.    14 14 14   2 1   1 3 2   . 2 u = 3 5 e v = 26 .Ledina Lentz Pereira . 11) m = -3 ou m = 9. .3) m=-2 ou m = -12.4) (h) O volume do paralelepípedo formado por u.Elisa Netto Zanette.v . . v e w não são unitários pois tem módulo diferente  1 2 3  . não-nulos. 3) (i) provar que u. 8) Os vetores u. (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2. 21/2 (c)0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 119 (i) u.-1). 7.1 Ângulo de dois vetores: O produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na forma u. A partir desta definição de produto escalar. h) 3.w> = 12 (c) w(uxv) = 7 (e) <u. encontramos o ângulo α na tabela de cossenos. → Após encontrar o valor do cos → Ou: O ângulo de dois vetores OB e tal que 0 ≤ α ≤ π .v α . u e w. 7. u e v é 7m3. v e w em m2 é de 17 +3 6 + 10 ) m2= 29.-12) ou 12i-8j-8k.     2 6 14 14 14  5 5   (a) <v. podemos obter o ângulo entre dois vetores genéricos u e v.a .-7.5) de 1 unidade ou seja. Respostas: 1a) -3. (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2.2) S= 7. v e w em m2 (desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto). (l) O volume do paralelepípedo formado por v. 10) ∝ = ± 2 . 21/2 (b) 2+ 3. g) i+j-k.w. fazendo cos α α= u. i) -1.16 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade 7.-4) (l) O volume do paralelepípedo formado por v. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 6) x = 3/5.1.w (j) ux(w-v) (k) O produto misto entre v. (m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= (n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 (o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 2( 17 m2 6 m2 10 m2 (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u. 13)  . 12) ∝ = ± 23 .0.12.w = 12 (k) v(uxw) = -7 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4.(c) w =  0. u e w é 7m3. (ii) provar que u(v+w)=7=u. u e w. 7. para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0.26m2 considerando 17 =4.v=4=v. v e w é 7m3.v+u. (b) w =  − .1) a=-2 ou a = -4. d) 4.4) m=2 ou m=-8/3. MSc. j) 1. (m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m2) (n) A área do paralelogramo formado por v e w (o) A área do paralelogramo formado por u e w (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u. .-8.45 e 10 =3.

Verificando: cos ß = u.v = u . cos α . u e v têm a mesma direção e sentidos contrários. MSc.v uv PROPOSIÇÕES (a) Se α = π. → (f) O ângulo formado pelos vetores → → → u π-α e (. Exemplo 1: Se u = (-2. u e v são ortogonais e → u ⊥ v. -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°. v . → → → α=π (b) Se α = 0.(0. → → 2 → 2 → 2 Neste caso o OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) u+ v = u + v (d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor. u e v têm a mesma direção e mesmo sentido. cos − 2uv u. (c) Se α = indica-se: → α=0 π 2 → → → . Lembrando que u − v 2 = u 2 + v 2 − 2 u v 2 2 2 →→ Então comparando as duas equações temos: u + v − 2uv = u + v − 2 u v cos α 2 2 2 2 − 2uv = -2 u v cos α ⇔ -2 u v cos α = − 2uv ⇔ cos α = Portanto.v = − 2u v uv α= u.v (-2. → → → → (e) Se u é ortogonal a v e m é um número real qualquer.-2). (0) 2 + (−2) 2 Profª(s) MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Elisa Netto Zanette.v ) é o suplemento do ângulo de α u e v.-2) (-2) 2 + (−2) 2 .Ledina Lentz Pereira . u é ortogonal a m v .-2) e v = (0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 120 α α Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem: u − v = u + v − 2 u .

cos B ¬ e cos C ¬ AB = B − A = (2.3). Portanto. AB e BC.0. 2) e seus lados são respectivamente AC.−1.−1.3 θ= 2 → θ = 450 2 → → Exemplo 3: Sabendo que o vetor = (2.−1. 0. θ = (1.3.-1. BC 28 14 . encontramos os Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2.1.: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é retângulo.1.2 ) − (3.vv → u = 9 2 1 + 1 + 16 = 18 = 3 2 → v = 1 + 4 + 4 = 9 = 3 9 9 2 = 1 2 = 2 2 .10 ^ ^ De forma similar.0.Elisa Netto Zanette.2.2. 2) e C ( 1.9449 5 C = cos C = ⇒ = ..2 ) − (2.−3. MSc. m = -4 Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC. θ = 60° θ = cos 60 ° = cos u. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.4) e v = (-1.1.1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 121 cos ß = cos ß = 0+4 8. sendo A(3.v 2 1 2 (2.-3.−1) AC = C − A = (1.2.2) u θ = u . 4 = 4 32 = 4 4 2 = 1 2 = 2 2 2 então ß = 45o 2 → → Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores Resolução: cos cos cos u = (1.0. m + 2) 6 m + 4m + 6 2 6 m 2 + 4m + 6 =[2(-1-m)] 2 ⇒ 6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒ 6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m² ⇒ m²+8m+16=0⇒ ∆=(8)2-4.v 1 → = u .1.3) ⇒ (− 2.−3.0 ) → → → → AB = 1 + 4 + 1 = 6 AC = 4 + 9 + 1 = 14 BC = 1 + 1 = 2 → → → ^ AC ..2 ) ⇒ (− 1.−1) BC = C − B = (1.1.-2 ) ( 1.-1 ) e C ( 2. Resolução: → v AB AB = B – A ____ ( 4.4)(− 1.3) ⇒ (− 1.1 ) .1.-1) forma um ângulo de 60° com o vetor determinado pelos pontos A (3. Obs.m). 2 28 ± 19. C = arccos = 190 0 AC .-2 ) é um triangulo retângulo.-2) e B (4.−1)(1.1.3.0..m+2) AB = 1 + 1 + m 2 + 4m + 4 = m 2 + 4m + 6 v = 4 +1+1 = 6 .1. BC 2+3+0 5 ≅ 0.2.2 ) − (3.16=0⇒m= Portanto. Resolução: Calcular cos → ( ) ( ) ⇒ 6 m 2 + 4m + 6 = 2(2 − 1 − m − 2 ) ( ) −8± 0 −8 = = −4 2 2 A ¬ . B ( 2. -1. Profª(s) MSc. B (2.Ledina Lentz Pereira .2) = − 1 + 2 + 8 = 3 2 .m ) – (3. calcular m.

MSc.−1) = 0 − 2 + 2 = 0 Logo o triangulo ABC é retângulo.0.−2 )(0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 122 Resolução: AB = B − A ⇒ (0.−1.1 ) } → → → β são ortogonais entre si. vamos trocar o vetor Fy de posição para formarmos um triângulo retângulo.o. Fy é o cateto oposto (c. (b) e (c).a. β . BC ⇒ (0. Observe a seqüência de ações nas figuras (a). • (c) Agora.−3) = 0 + 2. y = i .o.−2. • (a) Consideremos o vetor v = P(x. k → → → → K → Observação: os vetores da base canônica → → → α v { i = ( 1.−2 ) AC = C − A ⇒ (0.−2 )(0.−2. γ que v forma com os vetores i . Fy ⇒ Fy = F senα α F Fx cos α = ⇒ Fx = F cosα α F 7. k = y . e cos α = hip hip Neste caso: Fx é o cateto adjacente (c. → → → → A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante.−1) 7.0 ).k = 0 e são unitários Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor S eja o vetor v = xi + yj + zk .1.) do ângulo.y) → → → AB . k = ( 0.−3) BC = C − B ⇒ (0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. c.0.) do ângulo e F é a hipotenusa.2 Decomposição de um vetor v = P(x. AC ⇒ (0.Ledina Lentz Pereira . j . y = (0.1. (a) (b) (c) α α α α Fx = vetor força no eixo x Fy = vetor força no eixo y F = vetor força α = ângulo entre F e o eixo x Note que. → → → → → Ângulos diretores de respectivamente.y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo entre F e o eixo x.1.a. • (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy. → → i .−2.0). → v são os ângulos α .+6 = 8 ≠ 0 AB . para determinar o valor de Fx e Fy basta resolvermos o triângulo retângulo Lembrando da trigonometria: senα = α Portanto: senα = c.−1.

. 0 ) e k = ( 0... 1. y. = n = k . 1 ) então: → → z y (x. independe do sentido. 0.2. v1 v2 vn Os vetores paralelos têm a mesma direção. Note que u // v // w. Para o cálculo dos cossenos diretores.0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0 ) 1 2 cos α = = α = 45 0 2 2 −1 − 2 cos β = = β = 135 0 2 2 0 cos γ = = 0 = cos γ = 0 γ = 90 0 2 Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes.. y. . z )(1.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 123 → ∂ → j i =1= y =1= k =1 → I → Cossenos diretores cos α .-3 ) e B ( 3. a sua correspondente é ortogonal (exemplo acima)..-1.0) = x v. 7. 0 ) .Ledina Lentz Pereira . i = ( 1. k real. u2.-2. AB = B – A = ( 1. vn) são paralelos (ou colineares) indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja: u ⁄ ⁄ v se u1 u2 u = = .. z ) .4 Paralelismo de dois vetores D ois vetores u = (u1. cos γ = e cos β = → cos α = → = v → v x2 + y2 + z2 v . v2. utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores. 0.Elisa Netto Zanette. Profª(s) MSc..1. → → → Demonstração: seja v = ( x. cos γ .428 γ = 65 0 7 x Exemplo 2: Dados os pontos A ( 2.i v → Exemplo 1: Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor v = ( 6.3 ) 6 6 = = cos α = α = 310 cos α = → 7   7 v    −2 cos β = = cos β = −0. . → de v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é.-3 ).i . y = ( 0. un ) e v = (v1. MSc.. Calcular os cossenos diretores e os ângulos → diretores do vetor → AB .286 β = 107 0 7 3 cos γ = = 0.428 = cos γ = 0. cos β .

3.−1) − ( x. Normalmente. determinar as coordenadas de um ponto S tal que. Resolução: Por definição.1.−1 − z ) PQ = Q − P = (2. Fazendo u//v = = = obtemos v1 v2 vn − 4 − 6 14 1 . por tanto: 2x = x2 + x1 e 2y = y2 + y1 Profª(s) MSc. Q. ao contrário do ponto.Álgebra Linear – Vetores em Rn 124 Exemplo 1: Considere u = (2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. ele não tem posição fixa.-6. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k = 2 1 .4) ⇒ (1. z ) ⇒ (2 − x. na origem do sistema (0.2n – 1). y. R e S sejam vértices de um paralelogramo.1) e V = (4. Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever: U = (m +1.3.0.2. vem então: (x – x1. Assim.2) − (1.−1 − z ) = (1.y2 – y) e dai temos x – x1 = x2 – x e y – y1 = y2 – y. u e v são vetores paralelos. m +1 3 1 = = 4 2 2n − 1 ou 2(m + 1) = 12  3(2n − 1) = 2 ⇒ 2m + 2 = 12  6n − 3 = 2 A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6 • • Lembre-se que: Um vetor v = (x1.2) e R(2.−2) 2 − x =1⇒ x =1 1− y = 1⇒ y = 0 − 1 − z = −2 ⇒ z = 1 S = (1. m +1 3 SR = R − S = (2. MSc.4).y – y1) = (x2 – x.1) e V = (4.y). 2 Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m + 1. Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x1.y2). Verifique se são vetores paralelos.-7).14). v = (-4.−2) SR = PQ ⇒ (2 − x. z3) pode ter a sua origem em qualquer ponto. Q(2.3.Elisa Netto Zanette. = n = k.-1).2n − 1) = = 2m + 2 = 12 ⇒ 2m = 10 ⇒ m = 5 m + 1 3 2n − 1 2 Resolução: = = ⇒ 4 4 2 1 3 5 2 = 2n − 1 ⇒ 4n − 2 = 3 ⇒ 4n = 5 ⇒ n = 4 Exemplo 3: Dados os pontos P(1.0).. Solução: → → O ponto médio M é tal que AM = MB ou M – A = B – M.0.1 − y.1.y1) e B(x2. u ⁄ ⁄ v se u//v = 2 3 −7 u1 u2 u = = .2. P. situamos o ponto de origem. Quando não é situado a partir da origem.2. Sendo M(x. y2.1.1.2.Ledina Lentz Pereira ..1 − y.1) Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores 3. o vetor é livre.3. Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S.

3). 2) sejam ortogonais? Profª(s) MSc. geometricamente.v Exemplo 1: Considere u = (2. cos ß= cos 90° = 0. Podemos afirmar também que cos λ = u. u2.3). -1. u . 0. 3). 3) Existem valores para k. vetores de R4..(−2.v 5. que o produto interno usual entre eles é zero ou seja.4). 1). (4. (-3. .4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais Projete-os no plano cartesiano e verifique se. vn) são ortogonais (ou perpendiculares). 5. ângulo reto. Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais. Verifique se os vetores. -1). (1. 2 . 8) e v=(3. pela fórmula do cálculo de ângulos de vetores. são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno usual. Determine: (a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique.3). 0. 2k.w= (2. -6. Resolução: u.. portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais. 1. dois a dois.Ledina Lentz Pereira .2). -15. Resolução: u.. (-6. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. (-6. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 5 de Atividades 1) Sejam u = ( 2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 125 Logo: x = x 2 + x1 x1 + x 2 y + y1 y1 + y 2 = = e y= 2 2 2 2 2 7. 1. Logo u e v são ortogonais. -1. y2) = x1 . (x2.2).2. 5 25 λ=90º. -9) e w = (0. .2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais. o que implica. x2 + 2 y1 . v = (-3. 6.v =0 u . 2) e w = ( 3. são ortogonais. v = ( 1. eles são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno não usual definido em: (x1. 3.1).3) = -3.5 Ortogonalidade de dois vetores D ois vetores u = (u1.4 + 2. quando o ângulo ß por eles formado é de 90° (ângulo reto).Elisa Netto Zanette. v2.2) e v = (-2. 0). u. então u . Neste caso. 3. MSc. y1) .v= (-3. vetores de R4. Se cos λ=0. un ) e v = (v1.w= (-3...1) u. 2) Considere os vetores u = (-1. 1. 2.v= (2. y2 .3).2) e w = (-6.2) . os vetores ortogonais formam entre si.. 2 . Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1. (b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique. Resolução: u. Verifique quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique.v= -2+2=0.. v = 0 Indica-se u ⊥ v.4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais v.v −2 + 2 Ou cos λ = = 0 → cos λ= → cos λ= → cos λ=0. Agora. v = (3. de modo que u=(2k. 4. 2) e v = (4.

Elisa Netto Zanette.1) + 2v = (6. Respostas: 1) (1.2.1. 5) cos α = .-3) e v = (6.1. w = 0. Profª(s) MSc.0.. MSc. sabendo U = (3.3).-3.17)m=-3 ou m = 9.v.1. 9) Determinar o vetor v sabendo que (3.2. sendo v1 = (1. 15) A partir dos vetores u = (2.3) e B(1.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 126 4) Sabendo que o ângulo entre os vetores pelos vetores: → → u e v é de 600..3). determinar D(x.Ledina Lentz Pereira . OC − BC e 3BA− 4CB .5) e C(3.0). v´. calcular m..-2. 3). v = (-1. determinar o ponto P tal que AP = 3 AB . 2) Dados os vetores a) 4( U - V = (2.-1) e V = (-1.2).. v2 = (2..-1. 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2.7/2)..3. determinar o ponto P tal que 8) Dados os pontos A(-1.3) são vértices de um paralelogramo..0. → → → → → → V ) + 1/3 W = 2 U . B(1. v e w não são paralelos pois não se define k=3/0.a. 7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4.4) 12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3.-4.u e v d)2 u e 3 v 5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2.-4) K1u + K2v. 10) Encontrar os números a1 e a2 tais que w = a1v1 + a2v2.b.3). determinar o ângulo formado → → → a) u e-v → → c)- u e . e v = (-5.5) e D(2.14).7.1). 6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1. 3) Sim. determinar K1 e K2 tal que v = DC = BA . 6) cos α = então α = .4) é unitário.-1).m) é 7. 11) Verificar se são colineares os pontos: a) A(-1.0). verificar se existem números a e b tais que U = a V e = 5) Dados os vetores u = (2. → → → → → → 6) Dados os pontos A(-1.1) e B(4. calcular 4) Dados os vetores U = (3. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.4) ..6).5. u e v são ortogonais para k = -8/9.3)..W b) 3 W .1.1). B(3. V = bU.1).3) e w = (1.3) e C(-2.-4) e V = (-9/4. 2b) os vetores u e w.v → b) .. 16) Dados os pontos A(-1. B(1.-1). B(5..1) e v = (-12.b) sejam paralelos.. Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v .-2). B(2.-1).4) e w = (-4. 13) Mostrar que os pontos A(4.-2.3) e B(4.. determinar D tal que 7) Dados os pontos A(2..10.2).1) e C(-2. B(2...1.-5).3 U ) OA− AB . 16) D = (0. C(3.3).-2). cos λ= 14 14 13 2 14 então λ =.(2 W - 3) Dados os pontos A(-1.-7. cos β = − 2 13 então α = 13 14 3 14 3 13 então β = .-2).4).y) de modo que CD = 1 AB 2 17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.7). B(3.. v e w são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127.1) e C(a..0.2). 14) Verifique se o vetor u = (1. cos β = então β = .0).-1. 14 Atividade Complementar 1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor que sua origem é o ponto A(-1.5. 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º .-1) b) A(2. 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3.1.0) e C(1.1) encontre os vetores u´. determinar o vetor W tal que: W ) = 2(4 W . AP = PB . w´ que sejam unitários.. C(2.5.2. u e w não são paralelos pois não se define k para -1/0.

São Paulo.ed Rio de Janeiro: LTC. LEON. LEWIS. Donald J.ed Rio de janeiro: LTC. Alfredo. 1987. 518 p. 504 p. Papirus. Rio de Janeiro: Makron Books. STEINBRUCH. MSc. KUHLJAMP. Álgebra linear e geometria analítica. Álgebra linear com aplicações. Cálculo e Álgebra Linear. Joaquim. RJ: LTC. Nilo. 1975. 1999. 1999. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o século XXI. da UFSC. 1997. Álgebra linear e suas aplicações. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira . SP: Makron Books. 2007. LINS. McGraw-Hill.Elisa Netto Zanette. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. Profª(s) MSc. Romulo Campos e GIMENEZ. 2000. 2. Paulo. WINTERLE. WINTERLE. Steven J. 390 p. Paulo. 4. Wilfred. 1975. Florianópolis: Ed. Álgebra Linear.Álgebra Linear – Vetores em Rn 127 Bibliografia KAPLAN. São Paulo: Ed. 581 p. STEINBRUCH. David C. Vetores e Geometria Analítica. Alfredo. LAY.

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