Escola Secundária de Estarreja Tema 1 – A Geologia, os geólogos e os seus métodos

Biologia e Geologia 10ºAno Setembro 2011

Guião de Exploração de Actividades

O que provocou a extinção dos Dinossáurios do Sistema Terra?
Que características do Sistema Terra permitiram a expansão e o declínio dos Dinossáurios? Como era o Sistema Terra, na Era dos Dinossáurios? Em que rochas são encontrados os fósseis de dinossáurios? Como se formam e organizam essas rochas no Sistema Terra? Que informações podem ser obtidas através do estudo do registo fóssil dos Dinossáurios?

No sentido de encontrares resposta para estas e outras questões-problema, e compreenderes as principais teorias defendidas pela Comunidade Científica, sobre a Extinção dos Dinossáurios, serão propostas actividades desenvolvidas em torno de notícias, e artigos científicos. Algumas actividades serão complementadas com técnicas de organização e de sistematização de dados que o/a irão ajudar a compreender e a integrar a informação do Tema 1 de Geologia.

Nota importante: Este documento não se destina a substituir o manual adoptado na disciplina, nem qualquer outro suporte de aprendizagem. Seguindo as linhas orientadoras gerais, propostas no Programa de Biologia e Geologia, é um dos meios propostos pela equipa de professores como complemento na orientação e contextualização das respectivas estratégias de ensino-aprendizagem e avaliação, quer na sala de aula, quer no laboratório.

Bom trabalho!

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A - Fala-se sempre no Fim. Como foi o princípio?... (…) Há mais de 200 milhões de anos, uma intensa actividade vulcânica desencadeou uma extinção em massa e pôs ponto final ao período Triásico (entre há 245 e 208 milhões de anos). E foi a partir daí que os dinossauros floresceram e reinaram sobre a Terra nos 135 milhões de anos seguintes. É isso que confirmam os resultados de uma série de análises a sedimentos com 201,4 milhões de anos recolhidos em diferentes zonas na Europa Fig. 1 – Dinossáurio. e na América. (…) Primeiro era a Pangeia (o continente único na Terra), há mais de 200 milhões de anos. Depois iniciou-se a separação entre as placas norte-americana e africana, que abriu espaço para o surgimento do Oceano Atlântico e desencadeou uma intensa actividade vulcânica, que durou mais de 600 mil anos e alterou a atmosfera, levando a superaquecimento do planeta. Aquele vulcanismo intenso produziu um pico de dióxido de carbono e de outros gases com efeito de estufa e causou a extinção em massa que marcou o final do período Triásico. Mais de metade das espécies de plantas e de animais então existentes pereceram nessa altura e entre eles os crurotársios - antigos parentes dos modernos crocodilos que então reinavam na Terra. Acontece que estes crurotársios eram os principais competidores dos dinossauros e não se adaptaram ao novo clima. Foi isso, explicam os paleontólogos, que permitiu aos dinossauros florescerem e reinarem durante 135 milhões de anos na Terra. (…) Adaptado de Filomena Alves In : Diário de Notícias 24 Março 2010 1. 2. 3. 4. Mencione elementos do Sistema Terra enumerados na notícia. A atmosfera é um subsistema integrado na Terra. 2.1. Explique em que medida esse subsistema é aberto. Transcreva uma frase do texto que evidencie uma relação Geosfera – Atmosfera. Resolva as questões do anexo 1, relacionadas com a discussão da actividade diagnóstico.

Fig. 2 - Crurotársio.

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B – Uma “pista de Dança” de Dinossáurios… A 20 de Outubro de 2008, geólogos da Universidade do Utah (E.U.A.) identificaram uma incrível concentração de pegadas de dinossauros que eles chamam de "um salão de baile dinossauro", localizado em um deserto na fronteira com o Arizona, Utah, onde havia um oásis no deserto de areia há 190 milhões anos atrás. O sítio inclui raras marcas de caudas de dinossauros e fornece mais provas de que houve intervalos húmidos durante o início do Período Jurássico, quando a parte SO dos E.U.A. estava coberta com um campo de dunas de areia maior que o deserto do Saara. Localizado dentro do Cliffs Vermilion National Monument, a superfície (...) [da rocha] tem mais de 1.000, talvez, milhares de pegadas de dinossauros, com a média de uma dúzia por metro quadrado em alguns lugares. (…) Arenito Navajo: rochas brancas, cinzas, amarelas, beges, rosadas, de grão fino a médio, com estratificação cruzada mais evidente no topo da sequência arenítica. Representa depósitos eólicos. Formação Kayenta: argilitos, siltitos castanhoavermelhados, e arenito. Representa depósitos fluviais.

Fig. 3 - Contextualização geológica simplificada do Vermilion National Monument. Marjorie Chan visitou pela primeira vez o local em 2005 e pensou que as marcas deixadas na rocha arenítica tinham sido formadas a partir da erosão do vento. Mas na altura a investigadora suspeitou de algo mais, “eu sabia que isto não era toda a história, havia uma alta concentração de marcas e não existiam em mais local nenhum na região”. A variedade de formas e tamanhos das pistas revela que pelo menos quatro espécies de dinossauros se tenham reunido no bebedouro, com animais que vão desde os adultos a jovens. Vários argumentos deram força à teoria: o tamanho dos trilhos é o indicado para animais grandes e as pegadas estão limitadas a uma única camada rochosa; encontraram-se quatro tipos diferentes de trilhos que incluíam marcas de garras, dedos e calcanhares; as marcas tinham uma orientação, o que indica uma direcção na caminhada. (…) Adaptado de http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/descoberto-um-oasis-do-jurassico-com-mil-trilhosde-dinossauros_1346801

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1. 2. 3. 4. 5.

6.

7.

Identifique em qual das unidades geológicas destacadas na figura foram descobertas as pistas de dinossáurios descritas no texto. Mencione a estrutura comum observável nos depósitos da Formação de Kayenta e nos Arenitos Navajo. Identifique o grupo de rochas em que são incluídos os arenitos, siltitos e argilitos. Construa um mapa de conceitos, em grupo, seguindo as instruções do Anexo 2. Solicite ao professor amostras de areia de duna, arenitos e de outras rochas componentes da Geosfera. 5.1. Proceda à observação e estudo desse material de acordo com as actividades propostas no Anexo 3. Pesquise informação referente aos métodos de datação que permitem quantificar a idade das rochas em milhões de anos. (Resolva a actividade do manual que melhor lhe permita compreender esse método de datação.) 6.1. Escreva em grupo um pequeno texto ilustrado a fim de o dar a conhecer à turma, de acordo com critérios a serem fornecidos posteriormente pelo professor. 6.2. Discuta com o professor o trabalho produzido. Identifique, na escala do tempo geológico, apresentada nas páginas 42 e 43 do manual adoptado as Eras representadas nas rochas do Cliffs Vermilion National Monument. 7.1. Discuta essa escala com os seus colegas de turma, com a orientação do professor.

C - Eu corro, tu corres, eles (também) corriam… A velocidade aproximada de um animal pode ser calculada, partindo das pegadas que este deixa para trás. Em 1976, o zoólogo inglês R. McNeill Alexander usou elefantes, aves e pessoas e muitos outros animais para formular uma equação, relacionando as pegadas à velocidade, comprimento da perna e da passada. Usando a fórmula de Alexander, os cientistas podem determinar a velocidade da marcha ou da corrida de um dinossáurio. Os cientistas calcularam que o comprimento da perna é aproximadamente quatro vezes o comprimento do pé. Equações para determinar a altura do quadril e a velocidade do animal:

Velocidade (V)=0,25g0,5.SL1,67.h-1,17
g- aceleração da gravidade 9,8ms
-2

Altura do quadril (h)= 4.Comprimento do pé (FL) SL – Comprimento da passada (todas as medidas de comprimento são expressas em metro (m)) Comprimento do pé (FL) é a distância medida entre a extremidade do dedo mais longo e a extremidade posterior do “pé”.

1.

2.

Pesquise, no manual adoptado, o princípio do raciocínio geológico que possibilita estimar a velocidade dos dinossáurios, partindo de uma equação matemática estabelecida a partir do estudo da locomoção de animais contemporâneos. (Resolva a actividade do manual que melhor lhe permita compreender esse princípio geológico.) Partilhe com os seus colegas de turma e o professor as ideias e conclusões obtidas.

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D - Observando as pegadas mais de perto…

Fig. 4 - Diagrama mostrando diferentes aspectos de um trilho natural produzido por um Dinossáurio. Adaptado de Lockley (1991).

TPC
1. 2. Identifique o processo de fossilização posto em evidência. Formule uma hipótese que possa responder ao seguinte problema: “Qual foi a causa mais provável que possa explicar o diferente aspecto das pegadas produzidas pelo Dinossáurio?” 2.1. Sugira uma experiência em que pudesse testar a sua hipótese. 2.2. Partilhe com a turma e o professor as suas ideias. 2.3. Registe as principais ideias discutidas e as conclusões obtidas.

E- Complicando mais um bocadinho… Agora que sabe as ideias-chave relacionadas com a planificação do trabalho experimental na Geologia (e na Biologia), suponha que pretende: a) determinar avelocidade de locomoção dos animais do “Salão de baile” do Arenitos Navajo, no Utah; b) responder às seguintes questões : Como se formaram os estratos sedimentares? Estratos com a mesma espessura correspondem a intervalos de tempo idênticos? Qual é a relação de idade entre conjuntos de estratos horizontais? Qual é o efeito da salinidade na sedimentação? 1. 2. Identifique as variáveis que teriam de estar em jogo para efectuar o procedimento a). Planifique uma actividade experimental em que possa solucionar as questões-problema b). 2.1. Discuta com os seus colegas de turma e professor as principais ideias e procedimentos formulados. 2.2. Ponha em acção as propostas definidas na aula, através da leitura do anexo 4.

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F- Então e por cá, não há nada? Portugal é um país rico em pegadas de Dinossáurios. As pegadas da praia Grande do Rodízio, no concelho de Sintra, é um exemplo de um trilho observável na superfície de estratificação de rocha calcária do Cretácico inferior.

Fig. 5 – Estratos Cretácicos da Arriba da Praia Grande do Rodízio e foto das pegadas fósseis (algumas indicadas pelas setas).

TPC

1.

Pesquise informação sobre outros sítios com interesse geológico onde ocorram pegadas de dinossáurios em Portugal. (Para a realização esta actividade ser-lhe-á dado um prazo. Será ligada ao conceito “geomonumento” a ser abordado na Unidade 2 – A Terra, um planeta muito especial. Solicite ao professor em que molde será elaborado e avaliado o trabalho)

2. 3.

Partilhe a informação obtida com os seus colegas de turma e o professor em data a ser acordada com o professor. Explique por que razão as pistas da Praia Grande do Rodízio, ao contrário das encontradas nos Arenitos Navajo (E.U.A.) têm uma posição subvertical.

Trabalho de Verificação de Aprendizagem 1 • • Prepara-se para uma actividade de avaliação individual a ser aplicada em tempo de aula. A actividade será cotada para 100 pontos e terá a duração de 45 minutos. Palavras-chave: Conceito, Princípio, Teoria, Rocha, Fóssil, Mapa de Conceitos e Sistema Terra

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G- Geologia: uma ciência histórica de mãos dadas com a Biologia Os registos de trilhos com pegadas sugerem que a designação Idade dos Dinossáurios está bem aplicada. À medida que o estudo de trilhos em rochas mesozóicas vai sendo implementado, fica cada vez mais claro que a maioria das pegadas é inequivocamente atribuída a Dinossáurios. O número total de pegadas atribuídas a anfíbios, lagartos, crocodilos, tartarugas, pterossáurios, mamíferos e répteis semelhantes a mamíferos é consideravelmente pequeno. A distribuição destas pegadas no registo fóssil está condicionada por um elevado número de factores, nomeadamente condicionantes paleobiológicas, relacionadas com o comportamento dos animais e a sua evolução, bem como com a configuração dos ambientes antigos (paleoambientes). Por exemplo, muitas pegadas com origem em mamíferos e em outros répteis, são relativamente comuns no início da Era dos Dinossáurios, enquanto a proporção de pegadas originadas por estes é relativamente baixa. À medida que nos aproximamos do final desta Era, no período Cretácico, não se conhecem as pegadas originadas por animais semelhantes a mamíferos. As pegadas com origem em verdadeiras Aves são desconhecidas ou raras no início da Era dos Dinossáurios. Elas começam a aparecer abundantemente no Cretácico. (…) A confusão entre pegadas de Dinossáurios e Aves foi um dos maiores obstáculos ao progresso da Ciência das pegadas de Dinossáurios por muitos anos. Esta confusão só recentemente foi resolvida. Não é apenas a evolução a determinar o tipo de pegadas e trilhos documentados no registo fóssil. (…) Se a Mãe Terra não quiser cooperar os trilhos podem ser destruídos sem qualquer contemplação (…). In: MARTIN LOCKLEY (1991): Tracking Dinosaurs A new look at an ancient world

Fig. 6 - A evolução de Dinosauria.

1. 2.

Discuta com o seu par/colegas de trabalho a importância dos fósseis de Dinossáurios para a Geologia e a Biologia a nível do espaço e do tempo. Partilhe com os outros colegas e o professor as principais conclusões obtidas.

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H- Faziam travessias através de continentes imóveis ou deslocavam-se com estes?... Foi encontrado o crânio fóssil de um dinossauro carnívoro, designado “o primeiro cara enrugada” – Rugops primus, por uma equipe liderada pelo paleontólogo da Universidade de Chicago Paul Sereno. Os parentes deste carnívoro, encontrado no deserto do Saara, viviam em locais actualmente tão distantes como a América do Sul e Índia. A descoberta oferece novas informações sobre como e quando estas massas continentais se separaram. A nova espécie, tem 95 milhões de anos, e é a segunda de um carnívoro encontrado por Sereno numa expedição independente, ajuda a preencher lacunas críticas na evolução dos dinossauros carnívoros em África.

A segunda espécie nova de dinossauro, chamado Spinostropheus gautieri, foi encontrada no Níger, em rochas com 135 milhões de anos. O fóssil representa uma relação antiga com Rugops e outros Abelisaurideos. Este grupo existiu em maior número durante o período Cretácico, no antigo supercontinente austral de Gondwana, e hoje em dia os seus restos fósseis podem ser encontrados nos actuais continentes da África e América do Sul, bem como na Índia e em Madagáscar. Caracterizavam-se pelos fortes membros posteriores e pelos crânios extensivamente ornados, com sulcos e depressões. Nos abelisaurídeos mais tardios, como Carnotaurus, os membros anteriores tornaram-se vestigiais, o crânio ficou mais curto e desenvolveram-se cristas ósseas acima dos olhos. Antes da descoberta, os Abelisaurídeos desse período tinham sido encontrados na América do Sul, Madagáscar e Índia, mas nenhuma havia sido confirmado em África, apoiando a teoria de que a África se separou do primeiro super-continente meridional de Gondwana há cerca de 120 milhões de anos atrás. Ambos Rugops e Spinostropheus vieram do período Cretácico, quando esta área da África apresentava grandes rios e planícies verdejantes. Adapato de http://www.sciencedaily.com/releases/2004/06/040609071516.htm 5/09/2010 e de http://africascience.blogspot.com/2007/07/two-dinosaurs-from-africa-give-clues-to.html 5/09/2010 1. 2. Escreva a evidência relatada no texto para a mobilidade dos continentes. Pesquise outras evidências para além dos fósseis que apoiem esse Mobilismo. (Resolva as actividades do manual necessárias à compreensão da tarefa)

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3. 4. 5. 6.

Partilhe a informação encontrada e discuta-a com os seus colegas de turma e o professor. Mencione a teoria mobilista mais aceite pela Comunidade Cientifica. Escreva os princípios mais relevantes dessa teoria. Considere a frase sublinhada no último parágrafo do texto. 6.1. Explique à luz da Teoria da Tectónica de Placas a mudança climática experimentada no Níger desde o Cretácico.

I- Agora é mesmo o fim… O que sabemos? A extinção K-T ou evento K-T foi uma extinção em massa, ocorrida há mais ou menos 65 milhões de anos, que marca o fim do período Cretácico (K, abreviação tradicional) e o início do período Terciário (T). Este evento teve um enorme impacto na biodiversidade da Terra e vitimou boa parte dos seres vivos da época, incluindo os dinossauros e outros répteis gigantes. Existem na Paleontologia duas correntes principais, com diferentes pontos de vista sobre o que poderá ter causado a extinção dos Dinossáurios e de outros organismos no limite C-T (Cretácico – Terciário). As duas teorias podem ser classificadas em "gradualistas intrínsecos" e "catastrofistas extrínsecos". (…) Mas primeiro, vamos definir os aspectos gerais com os quais os cientistas em geral concordam relativamente ao limite KT. O contexto comum para o limite KT

I. II.

Ocorreu uma alteração climática global; o clima quente e ameno do Cretácico mudou para mais frio e variado no Cenozóico. Assim como ocorreu a mudança climática global permanente, há a evidência de que houve alterações menos duradouras no final do Cretácico. Estas alterações podem ter sido o resultado de uma perturbação terrestre maciça, a qual lançou poeiras para o ar, causando uma chuva ácida, emissão de gases venenosos e uma queda da temperatura (semelhante a um Inverno Nuclear). Muitos organismos, quer marinhos, quer terrestres, vertebrados e invertebrados extinguiram-se. A razão para esta extinção em massa foi provavelmente a mudança climática. No limite KT, ou próximo deste, em vários locais da Terra, acumulou-se uma fina camada de argila com teores anormalmente elevados de Irídio. (…)

III. IV.

Não houve nenhuma resolução do problema até agora (…). Ambos os lados reivindicam deter a maioria dos cientistas; parece, contudo, que muitos paleontólogos inclinam-se para o lado intrínseco, ao passo que muitos astrónomos e físicos estão a favor do lado extrínseco, e os geólogos provavelmente divididos em proporções iguais entre os dois. Extraído e adaptado de http://www.ucmp.berkeley.edu/diapsids/extinction.html (31/08/2010) 1. Elabore um diagrama de Venn que lhe permita estabelecer a comparação entre Catastrofismo e Gradualismo, de acordo com os critérios de avaliação a serem fornecidos oportunamente pelo professor. Solicite ao professor uma cópia de três artigos da Imprensa escrita onde vem descrita a polémica focada entre as duas linhas de raciocínio na explicação da extinção dos Dinossáurios (Anexo 5).

2.

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3.

Tenha em atenção dois excertos de uma das notícias em relação à polémica assumida por dois cientistas de naturalidade holandesa:

“Gerta Keller, da Universidade de Princeton, nos EUA, analisou sedimentos recolhidos na cratera Chicxulub e disse ter observado neles microfósseis, que provam que muitas formas de vida microscópicas sobreviveram centenas de milhares de anos depois da colisão do meteorito.” Gerta Keller

“O geólogo Jan Smit, da Universidade Livre de Amesterdão, na Holanda, é um dos defensores da tese do meteorito. Discorda de Gerta Keller, dizendo que aquilo a que esta chama fósseis são apenas esferas de cristal.” Jan Smit

3.1. Prepare-se para um debate a realizar em data acordada com o professor em que tenha de assumir uma posição fundamentada. 3.2. Escreva um documento escrito a ser entregue até à hora do debate, sobre a sua posição em relação à: • • polémica, fundamentando os seus argumentos para os DOIS modelos de extinção KT em causa. discussão pessoal estabelecida entre os dois cientistas na Conferência de cientistas realizada em Nice . “resolução” do conflito em que Jan Smit afirma: “O debate está terminado por agora.” e em que a sua adversária científica questiona: “Debate Chicxulub – o que vem a seguir?”

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