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Hino da Umbanda

Refletiu a luz divina


Com todo seu esplendor
é do reino de Oxalá
Onde há paz e amor.
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio, de Aruanda
Para tudo (ou todos) iluminar.
A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
e a grandeza nos conduz.
Avante filhos de fé,
Como a nossa lei não há,
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !

NOTA: Nas diversas pesquisas realizadas, a única divergência verificada está na letra da
música marcada em negrito.
Muitos conhecem, cantam ou já ouviram o Hino da Umbanda, um hino que fala de Paz e de
Amor, que faz com que fiquemos arrepiados de emoção quando é executado. Mas
infelizmente e muito provavelmente, a sua origem é desconhecida por quase 99% dos
Umbandistas.
O Hino da Umbanda foi composto há cerca de 46 anos, na década de 60, por um cego, que
em busca de sua cura foi procurar ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Embora não tenha conseguido sua cura por ser sua cegueira cármica, ficou apaixonado pela
religião e fez o hino da Umbanda para mostrar que poderia ver o mundo e nossa religião de
outra maneira.
Apresentou o hino ao Caboclo das Sete Encruzilhadas que gostou tanto que resolveu
apresentá-lo como Hino da Umbanda, o qual em 1961, no 2º Congresso de Umbanda,
presidido pelo Sr. Henrique Landi, foi oficializado para todo Brasil.

SOBRE O COMPOSITOR

José Manoel Alves

J. M. Alves o compositor do Hino, nasceu em 05/08/1907 em Monção, Portugal, dos 12 aos


22 anos tocou clarineta na Banda Tangilense, em sua cidade natal. Em 1929, veio para o
Brasil, indo residir no interior do estado de São Paulo. No mesmo ano, mudou-se para a
capital paulista, ingressando na Banda da Força Pública, onde ocupou vários postos,
aposentando-se como capitão.
Ao longo de sua carreira compôs dezenas de músicas as quais foram gravadas por grandes
interpretes da música brasileira como: Irmãs Galvão, Osni Silva, Ênio Santos, Grupo
Piratininga, Carlos Antunes, Carlos Gonzaga e até a Banda da Força Pública de São Paulo
que gravou a marcha “Pela Pátria”.
Em 1955, Juanita Cavalcanti gravou a marcha “Pombinha Branca” de autoria de J.M. Alves
em parceria Reinaldo Santos; em 1956, Zaccarias e sua Orquestra gravaram o dobrado
“Quarto Centenário”, de sua parceria com Mário Zan, que se tornou um grande sucesso.
J.M. Alves compôs valsas, xotes, dobrados, baiões, maxixes e outros gêneros musicais. Em
1957, realizou sua única gravação, acompanhado de sua banda. Pela RCA Victor, de sua
autoria, foram gravados os dobrados “Craveiro Lopes” e “Domingo em Festa”
Para a Umbanda, e para vários Terreiros compôs diversos pontos gravados por diversos
intérpretes, como por exemplo, “Saravá Banda” gravado em 1961 por Otávio de Barros,
“Prece a Mamãe Oxum” gravado em 1962 pela cantora Maria do Carmo.
Alguns pontos cantados compostos por J.M. Alves: “Pombinha branca” (com Reinaldo
Santos), “Ponto de Abertura” (com Terezinha de Souza e Vera Dias), “Ponto dos Caboclos”,
“Prata da Casa”, “Prece a Mamãe Oxum”, “Xangô Rolou a Pedra”, “Xangô, Rei da Pedreira”,
“São Jorge Guerreiro”, “Saravá Oxóssi”, “Homenagem à Mãe Menininha” (c/ Ariovaldo Pires),
Saudação aos Orixás, além do Hino da Umbanda.
IMPORTANTE SABER:

Quando cantamos o Hino da Umbanda, não se deve repetir a última estrofe, como também,
NÃO SE BATE PALMA NO FIM DO HINO, essa é uma regra que deve ser cumprida quando se
entoa qualquer Hino. A confusão se dá pelo fato de que, automaticamente, ao terminarmos
o Hino sempre saudamos a Umbanda e é nesse momento que se deve aplaudir, sempre com
muito Axé.
Não esquecendo de que DEVEMOS ESTAR COM A MÃO DIREITA NO PEITO enquanto
entoamos o hino, esse é o sinal de amor e respeito que devemos ter pela religião.
Esse tema foi pesquisado pelos médiuns do Centro de Umbanda Carismática e alunos do
curso Teologia ministrado na sede desse Centro;