You are on page 1of 46

APOSTILA DE ESTRUTURAS DE AÇO E MADEIRA

1. Introdução às estruturas de aço
As estruturas metálicas têm sido utilizadas em escala industrial a partir de 1750, sendo que no Brasil, a fabricação de estruturas metálicas teve início no ano de 1812. A fase de grande utilização do aço na construção de edifícios se deu por volta de 1880, nos Estados Unidos, principalmente na cidade de Chicago. Acredita-se que a primeira obra a utilizar ferro fundido no Brasil foi a Ponte de Paraíba do Sul, no Estaleiro Mauá, em Niterói/RJ, com vãos de 30 metros. O primeiro edifício que utilizou aço no Brasil foi o Teatro Santa Izabel, na cidade de Recife, cujo material foi importado. Atualmente, no Brasil, o setor industrial é o grande consumidor de estruturas metálicas, absorvendo a maior parte da produção. A produção de aço em escala industrial no Brasil aconteceu iniciou em 1921 com a implantação da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, na produção de perfis leves e em 1941 foi fundada Companhia Siderúrgica Nacional, que entrou em operação em 1946, produzindo chapas, trilhos e perfis metálicos nas bitolas americanas. A consolidação do mercado ocorreu com a entrada em operação, na década de 60, da Usiminas e Cozipa. Enquanto que em outros países a estrutura metálica domina amplamente a construção de edíficios, no Brasil, o uso tem ficado praticamente restrito à construções de uso industrial e comercial, mas aos poucos vem ocupando espaços anteriormente ocupados por outros tipos de materiais. 1.1 Conceituação de estrutura A estrutura é a parte ou conjunto das partes de uma construção que se destina a resistir às cargas de solicitação. Cada parte da estrutura, também denominado de elemento estrutural, deve resistir aos esforços solicitantes e transmiti-los aos outros elementos estruturais, através dos vínculos que os unem, com a finalidade de conduzir a carga ao solo. Segundo a sua forma, dimensões e carregamentos, os elementos estruturais podem ser classificados como:
Fig. 1 - Estrutura

1.1.1 Classificação dos elementos de uma estrutura

1. Placas (A); 2. Barras (B) e (C); e 3. Blocos (D). Placas As placas, também chamadas de folhas, são elementos que possui uma das dimensões (altura) muito inferior às outras duas dimensões. Destacam-se como lajes, cascas, pisos metálicos, etc.
UEM - Universidade Estadual de Maringá - DTC/Umuarama - Apostila de Estruturas de Aço e Madeira - Prof. Olindo Savi Pág 1

Barras As barras possuem uma das dimensões muito superior às outras duas. Destacam-se as vigas, os pilares e os tirantes. As barras podem ser sólidas e com paredes delgadas, sendo que as barras de madeira normalmente pertencem à primeira e as metálicas à segunda. Vigas As vigas são barras que normalmente sofrem carregamento transversal ao seu eixo. As vigas podem ser de alma cheia, alveolar ou treliçada. Pilares São barras que sofrem carga axial de compressão. Tirantes São barras que sofrem carga axial de tração. Blocos Os blocos possuem as tres dimensões de mesma ordem de grandeza. Nestes estão incluídos os blocos de fundação, que devem transferir as cargas da superestrutura para os elementos de fundações (ou solo). 1.1.2 Classificação dos vínculos Os vínculos são classificados em função do(s) movimento(s) que impedem, podendo ser: Articulação móvel, Articulação fixa ou Engastamento. Articulação móvel A articulação móvel é aquela que permite o movimento no sentido paralelo ao eixo da peça, permitindo a rotação do nó e impedindo movimentos transversais. Esta articulação só admite reação na vertical. Articulação fixa A articulação fixa, ou conexão flexível, é aquela que permite apenas a rotação do nó, não permitindo o deslocamento paralelo ou perpendicular ao eixo da peça. Esta articulação admite reação vertical e horizontal. Engastamento O engastamento, ou conexão rígida, é aquela que não permite deslocamentos e nem rotação do nó. Esta articulação admite reação vertical, horizontal e momentos fletores. 1.1.3 Comportamento estrutural

UEM - Universidade Estadual de Maringá - DTC/Umuarama - Apostila de Estruturas de Aço e Madeira - Prof. Olindo Savi

Pág 2

Fig. 2 - Pórtico Espacial.

Toda estrutura formada por barras

vinculadas entre si é denominada pórtico espacial. Na prática é possivel isolar subconjuntos do pórtico espacial e analisá-los como estruturas independentes, ligadas umas às outras por vinculos, transformando-as em: Pórticos planos; Treliças e Grelhas. Pórtico plano O pórtico plano é uma estrutura formada por barras coplanares (no mesmo plano) e submetida a cargas também pertencentes a este plano.

Fig. 3 - Pórtico Plano.

Treliça As treliças podem ser planas ou espaciais. As treliças planas é uma estrutura formada por barras coplanares, enquanto que as treliças espaciais são formadas por barras não coplanares.

Fig. 4 - Treliça plana e treliça espacial

As cargas nas treliças são nodais, ou seja, as cargas são aplicadas nos nós que são o encontro de duas ou mais barras. Grelha As grelhas são estruturas formadas por barras coplanares e cujas cargas são pertencentes a planos ortogonais ao plano da grelha.

Fig. 5 - Grelha.

1.2

Campo de aplicação e vantagens das estruturas de aço As estruturas de aço apresentam vasto campo de aplicação na construção de estruturas e equipamentos de engenharia mecânica, na construção de obras de construção civil e de infra-estrutura. Dentre as inúmeras aplicações de estruturas de aço na construção civil, podemos citar: a) estruturas de telhados; b) edifícios comerciais e industriais; c) residências;

1.2.1 Campo de aplicação de estruturas de aço:

UEM - Universidade Estadual de Maringá - DTC/Umuarama - Apostila de Estruturas de Aço e Madeira - Prof. Olindo Savi

Pág 3

d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) p)

hangares; pontes e viadutos; reservatórios; torres (como a Eiffel - Paris); estádios de futebol; passarelas; escadas; mezaninos; torres de transmissão de energia; painéis de fachadas de edifícios; palcos de shows; torres de antenas de telecomunicações; e estruturas de apoio (industrias).

1.2.2 Vantagens das estruturas de aço: A execução de obras com estruturas de aço apresentam inúmeras vantagens em relação aos métodos tradicionais de construção, possibilitando a execução de obras esbeltas e plasticidade arquitetônica, contudo, apresentam outras vantagens, conforme a seguir: 1) rapidez na execução da estrutura (obra); 2) alta resistência estrutural, permitindo a execução de estruturas leves para vencer grandes vãos; 3) fabricação das estruturas com precisão milimétrica, possibilitando um alto controle de qualidade do produto acabado; 4) garantia das dimensões e propriedades dos materiais; 5) material resistente a vibrações e choques; 6) utilização de tecnologia limpa o que torna possível a execução de ampliações e reformas sem causar perturbações aos usuários; 7) possibilidade de montagem e desmontagem da estrutura, permitindo sua reutilização em outra obra; 8) apresenta menor peso, consequentemente com alívio das fundações; 9) maior espaço para utilização dos ambientes, por possibilitar estruturas com grandes vãos; 10) diminuição do desperdício de materiais; 11) redução da área de estocagem no canteiro de obras; 12) possibilidade de ganho de novos pavimentos, em um mesmo limite de gabarito, devido a diminuição da altura do vigamento; 1.3 Fatores que influenciam o custo de uma estrutura O custo de uma estrutura metálica tradicionalmente considerado em peso, assim, os mesmos são relacionados em kg ou toneladas, contudo, em muitas publicações (tabelas) é possível observar os preços apresentados em unidade de área (m2), neste caso, a vem acompanhados da especificação de vão livre e da altura do pé-direito. Há inúmeros fatores que influenciam significativamente na composição do custo final de uma estrutura metálica, dentre os quais podemos citar o seguinte: a) definição do sistema estrutural; b) projeto dos elementos estruturais individuais;
Pág 4

UEM - Universidade Estadual de Maringá - DTC/Umuarama - Apostila de Estruturas de Aço e Madeira - Prof. Olindo Savi

d) detalhamento. h) montagem. g) sistema de montagem. obras de baixo peso e pequenas dimensões tendem a ter custos unitários maiores do que obras de grandes dimensões e e de maior peso total. É a fase que precede a execução de uma obra. 1. ou de infra-estrutura.4. f) limpeza e proteção.Fatores componentes do custo da estrutura metálica Item Participação Projeto estrutural 1% a 3% Detalhamento da estrutura 2% a 6% Materiais e insumos 20% a 50% Fabricação 20% a 40% Pintura e limpeza 10% a 25% Transporte 1% a 3% Montagem 20% a 35% Deve-se observar que o custo unitário de fabricação e montagem de uma estrutura metálica varia com a dimensão e porte da obra. i) controle de qualidade. tolerâncias de fabricação e montagem. Para a redução do custo de fabricação e montagem é importante a utilização de sistema estrutural e de fabricação eficiente. h) sistema de proteção contra fogo.c) projeto e detalhe das conexões/ligações. d) processo de fabricação. Outros fatores determinantes na redução dos custos é a especificação do material. detalhes de iluminaUEM . tipo de conexões (soldadas ou parafusadas) e proteção contra a corrosão. f) sistema de proteção à corrosão. além da caracterização das dimensões e formas da edificação/obra.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . e j) manutençao.Universidade Estadual de Maringá . etc. Olindo Savi Pág 5 1. c) sondagem de solo.1 Arquitetura . as construções metálicas apresentam as seguintes fases principais: a) arquitetura. assim. e) especificações para fabricação e montagem. estão assim distribuídas: Tabela 1 . dimensões mínimas ou máximas. com detalhamento bem elaborado das ligações e conexões. b) projeto estrutural. Nesta fase. g) transporte. De forma geral.Prof. a participação no custo das diversas etapas de produção de uma estrutura metálica. são definidos os materiais que serão utilizados na fabricação da estrutura.4 Principais fases na construção de uma obra Como qualquer tipo de obra de um edifício. e) fabricação.DTC/Umuarama .

etc. e são obtidas as cargas atuantes na fundação da edificação/obra. proporcionar condições ao calculista para a definição do tipo de fundação adequada e mais econômica para a transferência de cargas de estrutura para a fundação. sendo também definido o tipo construtivo e de montagem (emendas soldadas ou parafusadas). parafusos. procurando.2 Projeto Estrutural É a fase de dimensionamento da estrutura. A definição de vãos e geometria da estrutura poderão proporcionar economias ou aumentos de custos da obra. e de sobrecargas. Na etapa de detalhamento deve-se conhecer o sistema de transporte e montagem das estruturas para definir as dimensões máximas das partes componentes da estrutura. como regra geral. Nela. 1. No projeto estrutural devem ser consideradas as ações solicitantes sobre a estrutura.Universidade Estadual de Maringá . observando as especificações de solda.3 Sondagem do solo A sondagem do solo tem como objetivo fazer a prospecção das condições das camadas que darão suporte à fundação da edificação/obra. e ocorre normalmente em local abrigado que permite um processo produtivo sem interrupção. treliças.4. 1. e da disponibilidade de equipamentos. e assim.Prof. é definido o tipo de aço a ser utilizado.5 Fabricação É a etapa onde são produzidas as partes componentes da estrutura. 1. quanto provocar aumento de custo para o empreendimento. deve-se buscar. Nesta fase. perfis.4. 1. evitar-se-á etapas de discussões e de solução de dúvidas durante o processo de fabricação. Olindo Savi Pág 6 . tanto quanto possível fazer o agrupamento de peças de mesmas dimensões e características. tanto quanto possível. quando não especificado no projeto arquitetônico. O processo de fabricação obedece de forma geral a seguinte sequencia: cortes dos perfis e soldagem dos elementos que constituirão os componentes de montagem. UEM . e assim. poderá tanto causar prejuízo econômico/financeiro ao fabricante e construtor. ligações.4. permanentes. favorecendo substancialmente o atendimento aos cronogramas pré-estabelecidos de fabricação e montagem. Deve-se atentar para a otimização na utilização dos materiais (seções reduzidas). O nível de detalhamento depende das condições de trabalho do fabricante. os diversos elementos e ligações que compõem a estrutura são dimensionados. acidentais. apoios. pois uma definição inadequada ou erro de cálculo. utilizando-se perfis de seções reduzidas. Trata-se de uma etapa importante do processo construtivo. e tolerâncias de folgas e medidas. furações.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . buscando obter o melhor aproveitamento da resistência dos materiais empregados. assim.DTC/Umuarama .ção/ventilação. quanto melhor nível de detalhamento. com forma e geometria adequadas. ou área preparada para este fim no canteiro de obras. mantendo as características da estrutura definidas no projeto arquitetônico. contudo. etc. concorrendo para a redução de custos despendidos no processo. do porte. A fabricação deve atender ao projeto estrutural e ao detalhamento da estrutura. perfis compostos.4 Detalhamento É uma etapa importante para a fabricação e a montagem de uma estrutura metálica. onde são definidos todos os elementos componentes da mesma. definir partes da estruturas dentro de um determinado padrão de repetição. Esta etapa é executada dentro de uma área industrial.4.

4. como os aços de alta resistência mecânica e à corrosão atmosférica. 1. é necessário se observar na fase de detalhamento e fabricação que as peças componentes da estrutura tenham tamanho compatível com os equipamentos de transporte convencionais. Quando a estrutura for fabricada com material resistente a corrosão. Devem ser previstos para esta etapa ferramental e equipamentos compatíveis com o porte da obra. como os de baixa liga ASTM A242 ou ASTM A588 podem permanecer sem pintura de proteção. a redução do tempo de montagem e de custo. 1. Um bom sistema construtivo. que deverá observar o uso da edificação/obra. deformações ou desvios de geometria das peças. em que os diversos componentes fabricados são juntados para compor a estrutura final. garantirá a segurança necessária para a montagem da estrutura. Nesta etapa. 1. local de implantação (umidade.8 Montagem É a etapa.4. até que estrutura esteja completamente montada e devidamente contraventada (o contraventamento é o sistema que dará a estabilidade aos painéis e a estrutura).Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . posição.4. dependerá de um bom detalhamento do projeto e também de um bom planejamento.6 Limpeza e proteção É a etapa que ocorre após o processo de fabricação das partes componentes da estrutura. permanecendo no estado natural. é necessário garantir as condições de estabilidade através de estruturas complementares. aliado à uma equipe bem treinada e habilitada ao trabalho. pois na montagem. É nesta fase que se observa a maior parte dos acidentes com construções de aço (desabamentos parciais e totais). pois deve ocorrer em todas as etapas. Olindo Savi Pág 7 . pois a estabilidade tridimensional da estrutura só estará garantida após a conclusão dos trabalhos de montagem. Para o bom controle de qualidade. Nesta etapa as peças deverão ser limpas com a remoção de óleos e poeiras depositadas na superfície e então deverão ser preparadas para receber proteção contra a corrosão. salinidade e condições adversas). 1.4.10 Manutenção É necessário. que poderá ser com aplicação de pintura ou galvanização.Universidade Estadual de Maringá .DTC/Umuarama .9 Controle de Qualidade O controle de qualidade não é propriamente uma fase construtiva. na entrega da obra. apresentar um plano de inspeção e manutenção da estrutura. quando não atendidas todas as condições de estabilidade da estrutura durante a montagem. e assim.1. quantidade e dimensões de parafusos (quando utilizados). Para se evitar a necessidade de um transporte especial. alinhamentos e prumadas das peças componentes da estrutura. que ocorre no local definitivo da obra. garantir o cumprimento dos cronogramas estabelecidos. geometria das emendas e ligações. No projeto e no detalhamento da estrutura é necessário que se busque soluções que evitem o acúmulo de água e poeira junto aos perfis metálicos e também que permita que seUEM .4.Prof. devem ser inspecionados os procedimentos e cordões de solda.7 Transporte O transporte é o processo de deslocamento das peças fabricadas desde o local de fabricação até o ponto de montagem da estrutura.

2. o coque. 2. b) carvão mineral.1 Aços estruturais e seus produtos Obtenção e classificação O aço é obtido basicamente de duas matérias primas encontradas puras na natureza: a) minério de ferro. conformação mecânica (laminação). o material resultante é resfriado e britado até atingir a granulometria desejada (diâmetro médio de 5mm). O produto resultante desta etapa. 2.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . preparo das matérias primas (coqueria e sinterização).1 Obtenção do aço UEM . produção da gusa (alto-forno). nas especificações físicas e químicas requeridas.Prof. Preparo das matérias primas (coqueria e sintetização) As matérias-primas necessárias para a obtenção do aço são: o minério de ferro. Com a composição correta. a preparação do minério de ferro é feita cuidando-se da granulometria. Na sinterização. com propriedades específicas de resistência e ductibilidade. é um material poroso com elevada resistência mecânica.5% a 4. Ambos não são encontrados puros na natureza.002% a 2. "Em decorrência de suas características combustíveis e de permeabilidade. visto que os grãos mais finos são indesejáveis pois diminuem a permeabilidade do ar na combustão. comprometendo a queima. O coque. principalmente a hematita.0% de carbono. 2. Para a aplicação na engenharia estrutural. Em seguida. A produção de aço apresenta quatro etapas: 1. areia de sílica ou o próprio sínter) aos grão mais finos. O coque é a matéria prima mais importante na composição do custo de um alto-forno (60%).ja feita inspeção em todos os pontos da estrutura. adicionam-se materiais fundentes (calcário. é encaminhado ao alto-forno e os finos de coque são enviados à sinterização e à aciaria.1.Universidade Estadual de Maringá . 3. Produção da gusa (alto forno) O ferro gusa é o produto da primeira fusão do minério de ferro e contém cerca de 3. produção do aço (aciaria). o aço pode ser definido como uma liga metálica composta principalmente de ferro e de pequenas quantidades de carbono (de 0. alto ponto de fusão e grande quantidade de carbono. Para solucionar o problema. e o carvão mineral. o sínter tornou-se mais importante para o processo do que o próprio minério de ferro". onde ocorre a liberação de substâncias voláteis. A coqueificação ocorre a uma temperatura de 1300 oC em ausência de ar durante um período de 18 horas. sendo necessário então um preparo nas matérias primas de modo a reduzir o consumo de energia e aumentar a eficiência do processo.DTC/Umuarama . Olindo Savi Pág 8 . O produto final deste processo é denominado de sínter e de acordo com o Arquiteto Luís Andrade de Mattos Dias. estes elementos são levados ao forno onde a mistura é fundida.00% aproximadamente). e 4.

Ao contrário do processo de laminação a quente as peças laminadas a frio são normalmente mais finas. Diz-se que uma usina é integrada quando o aço é produzido a partir do minério de ferro (transformação do gusa. Manganês. O veio metálico é continuamente extraído por rolos e após resfriado. recebe adições que lhe dão as características desejadas. Após conformação em lingotes. enxofre) e a seguir o carro torpedo transporta o ferro gusa para a aciaria. como é o caso da Usiminas. silício e enxofre (refino). a peça com aproximados 250 mm é aquecida e submetida à deformação por cilindros que a pressionarão até atingir a espessura desejada. fósforo. Uma usina produtora de aço pode ser integrada ou não integrada. Molibdênio. no qual se inicia a solidificação do aço nos moldes.2 Classificação dos aços Quando os aços são formados predominantemente por Ferro e Carbono. No processo de lingotamento contínuo o aço líquido é transferido para moldes onde se solidificará. dependendo da sua composição com outras ligas ou tratamentos podem ser classificados como: UEM . a liga recebe o nome de aço-carbono. O fero gusa é obtido com o uso de equipamentos apropriados (alto-fornos). Vanádio e Tungstênio são utilizados na preparação de aços especiais. sendo então solidificado e preparado com a forma requerida.Universidade Estadual de Maringá . onde será transformado em aço. nos processos de lingotamento e de laminação. Nos aços. Cromo. a escória. Os aços carbono. Após a reação. Também são feitas análises da composição química da liga (carbono. e não integrada. onde se transformarão em chapas através da diminuição da área da seção transversal. Cosipa e CSN). é vendida para a indústria de cimento. podendo ser a quente ou a frio. aço comum ou aço comercial. Produção do aço (aciaria) O aço se caracteriza em uma liga de Ferro com Carbono.Prof. Conformação mecânica (laminação) Depois da fase de aciaria (refino do gusa) passa-se ao processo de conformação. é transformado em placas rústicas através do corte com maçarico de lingotamento contínuo.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . estes devem passar pelo processo de laminação. o ferro gusa na forma líquida é transportado nos carros-torpedos (vagões revestidos com elemento refratário) para uma estação de dessulfuração. utilizando o coque metalúrgico e outros fundentes. com melhor acabamento e sem a presença de tensões residuais 2. sendo que composições com taxas de carbono acima de 2.Na forma líquida.008% a 2. podendo ainda conter outros elementos químicos (ligas). Olindo Savi Pág 9 .1. isento das impurezas do minério. O resíduo formado pela reação.0%.06% formam uma liga denominada de ferro fundido. pela diminuição dos teores de carbono. manganês. Os elementos químicos: Cobalto. que são os tipos de aço utilizados na fabricação de estruturas metálicas. o teor de carbono varia de 0. onde são reduzidos os teores de enxofre a níveis aceitáveis. que misturados com o minério de ferro são transformados em ferro gusa. quando o aço é produzido a partir de sucatas. silício. Na laminação a quente. Esta parte do processo de fabricação do aço consiste na redução do minério de ferro.DTC/Umuarama . Níquel.

UEM .60% a 0. ou seja. os aços são divididos em: Tabela 5 . apresenta as características de uma barra de aço submetida à uma força normal de tração. no caso. silício.40% a 0. desta forma.40% 0.DTC/Umuarama . conhecer as propriedades dos materiais. barras. b) Aço de Baixa Liga. como membros estruturais. cobre. Olindo Savi Pág 10 . do aço estrutural. caracteriza-se por permitir seu uso exposto à intempéries. Não são exclusivas dos aços.a) Aço-carbono. também conhecidos como aços patináveis.80% a 1.80% 0.Universidade Estadual de Maringá . Dependendo do teor de carbono. 2. manganês. figura abaixo. além da Alta Resistência Mecânica. mas.Classificação dos aços segundo o teor de carbono Teor de carbono Menos de 0.25% 0. pontes e estruturas pesadas. A análise da tensão x deformação é importante para conhecer as características de elasticidade. etc.15% 0. São aços de Alta Resistência Mecânica Aços de baixa liga e Alta Resistência Mecânica e à Corrosão Atmostérica Este tipo de aço. ao submeter uma barra metálica a um esforço de tração crescente. e c) Aço com Tratatamento Térmico.60% 0. necessários para avaliar sua aplicação nas construções.20% Aços de baixa liga Nome popular aço extradoce (teor muito baixo de Carbono) aço doce (baixo teor de Carbono) aço meio doce (médio teor de Carbono) aço meio duro (alto teor de Carbono) aço duro (teor muito alto de Carbono) aço extraduro (teor extra-alto de Carbono) Os aços de baixa liga são aços-carbono acrescidos de elementos de liga em pequena quantidade. Aços-carbono São aços utilizados em perfis. tais como nióbio. ela irá apresentar uma deformação progressiva de extensão. Aço com tratamento térmico Os aços-carbono e de baixa liga podem ter sua resistência aumentada através de tratamento térmico (muito utilizado para aumentar a resistência de parafusos utilizados na fixação de estruturas metálicas). O diagrama de tensão x deformação. através de modificações da microestrutura para grãos finos.15% a 0. de forma semelhante. permitindo uma boa soldabilidade. servem a todos os metais. plasticidade e fadiga de um material. Estes elementos provocam um aumento na resistência do aço. um aumento de comprimento. chapas utilizadas e tubos para a construção de edifícios.Prof. é de fundamental importância.25% a 0.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .20%. pode-se obter materiais de resistência elevada com teor de carbono da ordem de 0. Em um teste de resistência.2 Propriedades gerais de aços estruturais Para compreender o comportamento das estruturas de aço (estruturas metálicas).

fu é a tensão última.DTC/Umuarama . F a força aplicada. Olindo Savi Pág 11 . ey é a deformação específica limite quando ocorre a tensão de escoamento.Universidade Estadual de Maringá . o qual depende do material. i) dureza. j) soldabilidade.2. podemos elencar: a) elasticidade. e l) constantes físicas. Dente as principais propriedades químicas. f) resiliência. fy é a tensão de escoamento.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . que diz que. físicas e mecânicas dos aços. o alongamento experimentado por um material elástico (ao ser submetido à ação de uma força deformadora) é diretamente proporcional à força deformadora sempre que a referida força não ultrapasse determinado limite. Onde: f é a tensão do material (Força Normal / Seção transversal). h) fluencia. e desta forma. fp é a tensão de proporcionalidade. e) fragilidade. d) ductibilidade.1 Elasticidade A elasticidade é a capacidade que os materiais (metais) tem para retomar a sua forma original após ser removida a força externa atuante. l o comprimento do material elástico. b) plasticidade. F l A lei de Hooke pode ser expressa mediante a fórmula: l  . como aconteceu o alongamento. O diagrama ao lado é de um aço estrutural que possui patamar de escoamento. Através da análise do diagrama de tensão x deformação. UEM . A é a área da secção transversal e E é o módulo de elasticidade (ou módulo de Young). e é a deformação específica (Deformação unitária / Comprimento do corpo de prova).Prof. pode-se chegar a alguns conceitos e propriedades dos aços. c) fadiga. onde: l é o alongaA E mento experimentado. eu é a deformação específica quando ocorre a última tensão.O diagrama de tensão x deformação apresenta valores importantes para a determinação das propriedades mecânicas do aço estrutural. ep é a deformação específica quando ocorre a tensão de proporcionalidade. g) tenacidade. 2. designado de limite de elasticidade. A deformação sofrida pelo material obedece a Lei de Hooke. k) outras propriedades.

fmín 2) freqüência de aplicação das cargas.2. chamada de fase plástica. sendo a ruptura de um material sob esforços repetidos ou cíclicos. A deformação plástica altera a estrutura de um metal. e 3) tipo de entalhe (furos. Ela ocorre quando o material ultrapassa o limite de elasticidade. devido à formação e posterior propagação de fissuras que vão. 2.2. caracterizando este limite como o limite elástico do material. esta é sempre uma ruptura frágil.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Alguns materiais. É a característica dos materiais de se romperem bruscamente. etc) existentes na seção e que provocam concentração de tensões. 2. mesmo para materiais dúcteis.6 Resiliência A resiliência é a capacidade que o material tem para absorver energia mecânica em regime elástico. como por exemplo o ferro fundido ou aço liga tratado termicamente. A aplicabilidade da Lei de Hooke está limitada à um determinado valor de tensão.5 Fragilidade A fragilidade é o oposto da ductilidade. aumentando sua dureza. produzindo um fenomeno denominado endurecimento por deformação à frio ou encruamento.DTC/Umuarama . podendo entrar em colapso com tensões muito inferiores ao limite de escoamento. desta forma com deformação permanente.4 Ductilidade A ductibilidade é a capacidade do material de se deformar sob a ação de cargas antes de se romper.3 Fadiga A fadiga de um metal ocorre quando ele é submetido a cargas variáveis. reduzindo a seção resistente. 2. ficando.2. não se deformam plasticamente antes da ruptura.2.2.No diagrama de tensão x deformação. o que é de extrema importância para prevenir acidentes em uma construção. denominado limite de proporcionalidade (tensão de proporcionalidade no diagrama acima). sem prévio aviso. a fórmula pode ser expressa por: f = e x E. Olindo Savi Pág 12 . sendo considerados materiais frágeis. paulatinamente.Prof.2. e é um dos principais fatores responsáveis por diversos tipos de acidentes ocorridos em pontes. que o material pode UEM .Universidade Estadual de Maringá . já que estas deformações constituem um aviso prévio à ruptura final do material.2 Plasticidade A plasticidade é uma propriedade inversa à da elasticidade. É importante citar ainda que na fadiga. ocorrem deformações crescentes mesmo não havendo variações da tensão. 2. o material não retorna a sua forma original após a remoção da carga externa. recortes. São três os principais fatores que influenciam a fadiga: 1) amplitude de variação de tensões. portanto não apresentam patamar de escoamento. ou seja. daí sua grande importância. isto é: f = fmáx .7 Tenacidade A tenacidade de um material é a energia total. 2. onde: f é a tensão no material. Nesta fase. plástica ou elástica. 2. o que é chamado de patamar de escoamento. e é a deformação específica e E o módulo de elasticidade.

9 Dureza A dureza é a resistência do material à abrasão e também a resistência que a superfície do material oferece à penetração de uma peça de maior dureza. em caso de incêndios. que leva à uma redução da área do perfil transversal da peça (denominada estricção). Os aços CA-50A.30% Baixo teor de liga C < 0.2.15% < C < 0. 2. maior ela será. 2. Sua análise é de fundamental importância nas operações de estampagem de chapas de aços. Os aços 1010 e 1020 são de muito boa soldabilidade. portanto é mais tenaz.1.50% Teor de liga > 3 % C > 0. 2. a quantidade elevada de Enxofre também é prejudicial à soldabilidade de um metal.2. e sofrer a deformação elástica. A tabela abaixo apresenta característica de soldabilidade de alguns tipos de aço.Universidade Estadual de Maringá .DTC/Umuarama .absorver até a ruptura. 2. temperabilidaUEM . Em qualquer tipo de solda elétrica não se deve molhar o material para apressar o esfriamento e tampouco fazer a retirada de escória do eletrodo logo no momento de término da soldagem.30% Aço-carbono C > 0.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .50% precaução Baixo teor de liga 0. Olindo Savi Pág 13 . a fluência é significativa para temperaturas superiores a 350° C.10 Soldabilidade A soldabilidade de um material é a característica do mesmo em permitir a soldagem (fusão do material) sem que ocorra transformação considerável de sua estrutura cristalina. CA-50B e CA-60.8 Fluência A fluência acontece em função de ajustes plásticos que podem ocorrer em pontos de tensão. 3.2. térmicas. Estes pontos de tensão aparecem logo após o metal ser solicitado por uma carga constante. Assim. utilizados para concreto. ou seja. Tipo de aço Tabela 6 . exigindo preaquecimento e recozimento. Nos aços. não sendo portando indicados para estruturas metálicas. A fluencia ocorre antes da deformação continua.30% Soldável com Aconselhável precaução Soldagem difícil Soldagem difícil Necessário Necessário III Notas: 1.11 Outras propriedades Os aços apresentam outras propriedades como: eletroquímicas. teor de Soldável com Aconselhável 0. ao longo dos contornos dos grão do material. são de soldagem dificílima.Prof. 2. A fluência tem relação com a temperatura a qual o material está submetido: quanto mais alta. um material dúctil com a mesma resistência de um material frágil irá requerer maior energia para ser rompido.30% < C < 0.15 % Facilmente soldável Facilmente soldável Desnecessário Desnecessário Desnecessário Desnecessário Aconselhável Aconselhável Necessário Necessário II Aço-carbono. A experiência tem mostrado que aços com altos teores de Carbono tem a soldabilidade reduzida. Além do teor de Carbono.Soldabilidade do aço-carbono Classe do aço Soldabilidade Preaquecimento Recosimento I Aço-carbono C < 0. porque facilita o início e fim da deformação plástica.

Grau B: fy = 296 MPa. fu = 415 MPa. A500 . fu = 408 MPa. 2.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Grau B: fy = 323 MPa.3. fu = 435 MPa. fu = 485 MPa.000 MPa = 7. A570 . fu = 460 MPa. Grupo 3: fy = 315 MPa. devido a sua maleabilidade.É utilizado em qualquer estrutura que necessite de um alto grau de resistência.É utilizado na fabricação de tubos pesados (material com a mesma resistência do A36). pontes e estruturas pesadas. Perfis: Grau 42: fy = 290 MPa. Tubos quadrados ou retangulares: Grau A: fy = 274 MPa. Grau 45: fy = 310 MPa. fu = 450 MPa. A501 . para a construção de edifícios.É utilizado em qualquer estrutura que necessite de um alto grau de resistência.000 kN/cm2. Olindo Savi Pág 14 .de. Chapas e barras: (t é a espessura) UEM .85 ton/m3 = 77. fu = 320 MPa.Prof.0 kN/m3. Modulo transversal de Elasticidade (G): 77. fy = 250 MPa.700 kN/cm2. com ou sem costura. etc. Tubos redondos: Grau A: fy = 232 MPa. Chapas e barras: (t é a espessura) t ≤ 19: fy = 345 MPa. fu = 408 MPa. fu = 320 MPa. fu = 415 MPa.Universidade Estadual de Maringá . chapas. fu = 380 MPa. 100 < t ≤ 200: fy = 275 MPa. fu = 408 MPa. 19 < t ≤ 38: fy = 315 MPa. A572 .É utilizado em perfis. 2.2 x 10 -5/ºC. fy = 250 MPa. Coeficiente de Poisson no regime elástico: 0.000 MPa = 20. trabalhabilidade. Aço de baixa liga A441 . fu = 460 MPa. 38 < t ≤ 100: fy = 290 MPa. Modulo de elasticidade (E): 200. Grau 50: fy = 345 MPa. fu = 485 MPa.3 Principais tipos de aços estruturais Aços-Carbono A36 . fu = 360 MPa.É utilizado na fabricação de tubos retangulares ou redondos. Grau 40: fy = 280 MPa.DTC/Umuarama .1.12 Constantes físicas dos aços estruturais Massa específica: 7. Coeficiente de Poisson no regime plástico: 0. Perfis: Grupos 1 e 2: fy = 345 MPa. Coeficiente de dilatação térmica: 1.É utilizado principalmente para perfis de chapa dobrada.5. tubos e barras. Grau 33: fy = 230 MPa. fu = 400 a 550 MPa. fu = 410 MPa.

Perfis laminados. Chapas.3. 127 < t ≤ 200: fy = 290 MPa. 100 < t ≤ 127: fy = 315 MPa. que chega a 400% da do Aço-Carbono. Os perfis laminados usualmente utilizados para fins estruturais são: Perfil I. e são obtidos pela laminação de blocos/tarugos provenientes do lingotamento.É utilizado em qualquer estrutura que necessite de um alto grau de resistência mecânica e resistência a corrosão.É utilizado em pontes e viadutos. fy = 345 MPa. que atraves da laminação obtem o formato desejado.DTC/Umuarama . Tubos. Perfil U. Perfis. Perfis laminados Os perfis laminados são fabricados em usinas. fu = 480 MPa. 2. fy = 345 MPa. 19 < t ≤ 38: fy = 315 MPa.1 Perfis Perfil I (abas paralelas e inclinadas) UEM . Perfil T e Cantoneiras (com abas iguais ou desiguais). Grupo 3: fy = 315 MPa. 38 < t ≤ 100: fy = 290 MPa. e pela resistência a corrosão.Perfis laminados Tipo do perfil Forma 2. fu = 415 MPa. Barras. fu = 460 MPa. fu = 435 MPa. Olindo Savi Pág 15 .Prof.Grau 42 (t ≤ 150): Grau 50 (t ≤ 50): fy = 290 MPa. Quadro 1 . fu = 480 MPa. fu = 450 MPa. fu = 460 MPa. 2. por isso também chamados de perfis usinados. Chapas e barras: (t é a espessura) t ≤ 19: fy = 345 MPa. fu = 435 MPa. 3. Perfis de chapas dobradas (perfis dobrados). Podem ser: 1. fu = 485 MPa. Aços de Alta Resistência Mecânica e à Corrosão Atmostérica A242 . 2. que chega a 200% da do Aço-Carbono.4 Produtos de aço para uso estrutural Os principais produtos de aço para fins estruturais são: 1. Perfis soldados.Universidade Estadual de Maringá . A588 . É um material que se caracteriza pelo baixo peso. Chapas e barras: (t é a espessura) t ≤ 100: fy = 345 MPa. fu = 460 MPa. Perfis: Grupos 1 e 2: fy = 345 MPa. Os perfis são produzidos por meio de deformação mecância a quente. Os perfis são peças conformadas de material metálico (aço-carbono) utilizados para fins estruturais. e 4. e 3.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Perfil H. fu = 485 MPa.

U .perfil de seção transversal parecida com U. Os perfis de chapas dobradas usualmente utilizados para fins estruturais são: Perfil U. Perfil U enrijecido.9 kgf por metro linear.cantoneira de abas iguais ou desiguais.perfil de seção transversal parecida com T. são obtidos pelo dobramento de chapas de aço.9 diz tratar-se de um perfil I com 75mm de altura e 8. geralmente entre 3 e 6 metros.Quadro 1 . contudo. contudo podem ser produzidos com comprimentos maiores. Perfis de chapas dobradas Os perfis de chapas dobradas.DTC/Umuarama . Os perfis podem ser produzidos por dobradeiras ou por perfiladeiras.perfil de seção transversal parecida com H.{Código Literal Altura x Peso) Exemplos de códigos literais: L . Olindo Savi Pág 16 .perfil de seção transversal parecida com I. embora permitam a produção de perfis mais grossos. estes podem ser produzidos pelos fabricantes de acordo com a forma e tamanho solicitados. Altura (mm) e peso (kg/m) . uma especificação de perfil I 75x8. Perfil Cartola. também conhecidos como perfis dobrados. já os perfis produzidos por perfiladeiras tem a limitação na espessura dos perfis.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .Universidade Estadual de Maringá . e T . Quadro 2 . As dobradeiras.Perfis de chapas dobradas Tipo do perfil Forma Perfil U Perfil U enrijecido Perfis Cartola UEM . Assim. H . Os perfis de aço de chapas dobradas estão disponíveis no mercado com dimensões padronizadas. apresentam limitação no comprimento. Perfil Z e Cantoneiras. I .Prof.Perfis laminados Tipo do perfil Forma Perfil H Perfil U Perfil T Cantoneira de abas iguais e de abas desiguais No Brasil os perfis laminados são designados pelo Código literal. observando-se as limitações dimensionais das suas linhas e processos.

São largamente utilizados nas estruturas metálicas. existindo contudo barras com outras seções como sextavadas.3mm a 5.00 a 1. Os perfis de chapas soldadas usualmente utilizados para fins estruturais são no formato I e T. As chapas finas são fornecidas com espessuras que variam de: 0.3 Chapas As chapas finas são obtidas por laminação a frio ou a quente.Prof.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .Barras metálicas Tipo do perfil Forma Barras redondas Barras chatas Barras quadradas 2.2 Barras As barras são fabricadas pelo processo de laminação de blocos/tarugos provenientes do lingotamento. etc. Os tubos UEM . As chapas finas são normalmente fornecidas em bobinas com largura normalmente de 1. Barras chatas: 1/8" a 3/8" Quadradas: 1/4" a 2".Quadro 2 .3. Chatas e Quadradas. As barras usualmente utilizados para fins estruturais são: Redondas.Perfis de chapas dobradas Tipo do perfil Forma Perfis Z Cantoneira de abas iguais e de abas desiguais Perfis soldados Os perfis soldados são composições de chapas. principalmente porque apresentam grande versatilidade de combinações de espessuras com alturas e larguras.00 e 12.00mm. As barras são fornecidas com uma variada gama de bitolas. A união pode ser por solda ou por eletrofusão.4 Tubos Os perfis tubulares estruturais de aço podem ser fabricados com ou sem costura. A vantagem da soldagem por eletrofusão é que não há acrescimo de material nos pontos de solda.3. estrela.DTC/Umuarama . podendo serem executados com outras formas 2. sendo as mais comuns as seguintes: Barras redondas: 1/4" a 4".Universidade Estadual de Maringá .50 metros e as chapas grossas com dimensões de 1.80 de largura e de 6. Olindo Savi Pág 17 .0 mm 2. tribar.3.00 a 3. As chapas grossas são fornecidas com espessuras que variam de 6.00 metros de comprimento. Quadro 3 . e são classificadas em chapas finas e grossas.3 mm a 102.

16 1.GA Tubos ASTM A106 . assegurando entre eles a continuidade do material. Ligações com solda A soldagem é a técnica de unir dois ou mais elementos componentes de uma estrutura.0 34.0 28.75mm a 6.G50.75mm a 7.70 1.23 e de resistência de 1. A variação apresentada na tabela refere-se à indices comparativos em relação à unidade. e como consequência.0 23.38 1.0 30. SAC 350 25.00 1.G50 Perfis. Os tubos circulares são fabricados com dimensões que variam de 3/8" a 7".20 1.90 2. quadrados e retangulares. por exemplo.20 0.16 1.DTC/Umuarama .Comparação de custos/resistências fy Relação de custos Tipo de aço kN/cm2 Chapas Perfis Relação de resistências ASTM A36 ASTM A572 .12 0.0 21.00 1.0 25.11mm.38. assim.0 34.0 24.00 1.0 25.5 30.0 23.38 1.00 1. Produto Tabela 7 .G33 Chapas finas ASTM A570 . 2.5 34. UEM .Prof.G40 ASTM A500 .92 1. com espessuras que variam de 0.34 1.56 1. Olindo Savi Pág 18 .38 3. Os tubos retagulares e quadrados são fabricados com dimensões que variam de 16mm a 140mm.mais utilizados são os redondos.23 1.GB SAE 1010 Perfis de chapa dobrada SAE 1020 ASTM A36 ASTM A36 Perfis soldados (leves e pesados) COR 350.00 1.34 a 1.23 1.00 1.35mm. chapas grossas e barras ASTM A588 COS AR COR 300 USI SAC 300 ASTM A570 . as características mecânicas e químicas. o aço ASTM A572 .15 a 1.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .5 Comparação dos custos por produtos e sua resistência A tabela abaixo apresenta uma estimativa aproximada da variação dos custos de aço em relação às resistências dos mesmos.Tubos de aço estrutural Tipo do perfil Forma Tubo redondo Tubo quadrado Tubo retangular São largamente utilizados na confecção de corrimãos e peitoris. representando uma variação em relação ao aço ASTM A36 de 23% no preço e de 38% na resistência.00 1.2 29. apresenta um índice de custo de chapas de 1.26 1. tendo-se como parâmetro de comparação o aço ASTM A36. Quadro 4 .Universidade Estadual de Maringá . com espessuras que variam de 0.40 1.96 1. A tabela foi baseada em valores médios cobrados pelas usinas.5 1.

tendo o arco elétrico submerso pelo fluxo. 8 .Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . TIG ou soldagem em atmosfera gasosa (GMAW) É o processo ao arco elétrico que utiliza de controle do arco automaticamente. hélio) e varetas manuseadas pelo operador. processo manual com eletrodo revestido. processo de soldagem eletroscória. A alimentação do eletrodo ou arame nu contínuo e o arco protegido por uma atmosfera gasosa.Processo de solda com eletrodo revestido. e. Fig. entre os mais usados em estruturas metálicas estão: a. processo de arco submerso. É um processo manual que depende essencialmente da habilidade do soldador. processos MIG. UEM .Universidade Estadual de Maringá .Processo de solda com arco submerso.Existem inúmeros processos de soldagem. É um processo a arco elétrico de grande produtividade. Processos MIG. sendo: 1. d. MAG. que foram aprimorados e desenvolvidos após a 2a guerra mundial. Processo a arco submerso (SAW) É um processo que utiliza equipamentos automáticos ou semiautomáticos que alimentam o eletrodo (arame nu) continuamente. 7 . TIG . TIG ou soldagem em atmosfera gasosa. Olindo Savi Pág 19 . transformador ou gerador) que produz uma corrente necessária a formar um arco elétrico entre o eletrodo revestido e as partes a serem soldadas. b. c.utilização de gás inerte (argônio.Prof. MAG. processo de arame tubular. Processo manual com eletrodo revestido (SMAW) É um processo que utiliza a máquina de solda (retificador. Fig.DTC/Umuarama .

Processo de arame tubular (FCAW) É o processo a arco elétrico com características similares ao processo MIG/MAG.Prof. Fig. diferenciando-se pelo uso de arame tubular. 10 .DTC/Umuarama .Fig.utilização de gás ativo (CO2) e arame alimentado automaticamente.Universidade Estadual de Maringá . 9 .Processo de soldagem TIG. assim as bordas das chapas são retas.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . UEM . Processo de soldagem eletroescória É um processo de origem russa em que a solda é alimentada por um ou dois arames dentro da abertura entre duas chapas a serem unidas.Processo de soldagem com arame tubular. Fig. MIG . O processo não requer preparação como nos outros processos. Olindo Savi Pág 20 .Processo de soldagem MIG/MAG.utilização de gás inerte e arame alimentado automaticamente e MAG . 2. 11 .

A figura 11 servirá de referência para a utilização da terminologia a seguir: Soldagem A soldagem é um processo de união de materiais e a solda é o resultado deste processo. pois a solda reconstitui a seção da peça e também porque minora os efeitos de esfor- Fig.1.Solda de entalhe. Olindo Savi Pág 21 Fig. É o tipo de solda mais simples e por isso mais empregado. 10 . . Metal Base É o material da peça que passa pelo processo de soldagem. Metal de Adição É o material adicionado (no estado líquido) durante a soldagem por fusão.Solda de filete. 3. Apresenta desvantagem em relação à solda de filete porque tem pequena tolerância de ajuste das peças e apresenta custo mais elevado para a preparação das superfícies a serem conectadas. Uma característica importante do metal base é a soldabilidade.1.Universidade Estadual de Maringá .1. ressaltando alguns aspectos destes.1 Soldas de filete Fig.3. Apresenta a vantagem em relação à solda de filete por apresentar melhor acabamento.1 Classificação dos tipos de solda As soldas de filete são colocadas externamente aos elementos a serem conectados. 3.3 Terminologia de solda A seguir são apresentados alguns dos termos utilizados na soldagem bem como suas definições.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . No Brasil é comum o uso do termo solda para expressar o processo (soldagem). ços alternados que podem causar fadiga.2 Soldas de entalhe As soldas de entalhe ou de penetração o cordão de solda é colocado entre os elementos a serem conectados. com aspecto mais agradável. 3. UEM .DTC/Umuarama .Configuração de um processo de soldagem. 11 . O metal de adição deve ser escolhido de acordo com o metal base. 9 .Prof.

O chanfro é utilizado quando a espessura dos componentes da junta impede a obtenção da penetração desejada. no caso de processos que não usam fusão. Assim. A figura 13 apresenta a representação dos tipos de penetração na soldagem. também considerada a região de processamento. Junta A Junta é a região entre duas ou mais peças que serão unidas. a espessura. Olindo Savi Pág 22 .Universidade Estadual de Maringá . de canto. As soldas de penetração total apresentam melhor comportamento mecânico. o tipo de junta.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .Tipos de chanfros 1/2 V U A figura 15 apresenta alguns tipos de chanfros para juntas de topo. Soldas de penetração parcial Fig 13 . de ângulo. Penetração É a distância entre a superfície original do metal base e o ponto em que termina a fusão. I X V K Fig 14 . que são: de topo. a possibilidade de se acessar os dois lados da junta. o processo de soldagem.Representação do tipo de penetração na soldagem Chanfro O chanfro é o corte efetuado na junta para possibilitar ou facilitar a obtenção de uma solda com penetração. mas tendem a ser de execução mais difícil. Junta de topo Junta de ângulo Junta de canto Junta de aresta Fig 12 .DTC/Umuarama .Tipos de juntas de soldagem Junta sobreposta As juntas de topo e em ângulo podem ser de penetração parcial ou total. sobreposta e de aresta.Prof. a posição de soldagem e as características desejadas para a junta. Os tipos usuais de juntas estão representados na figura 12. quando não for necessário um melhor desempenho da solda. é usual se trabalhar com soldas de penetração parcial. que apresenta características similares à poça de fusão. como o material base. medida perpendicularmente à superfície. A solda de penetração total é aquela que se extende a toda a espessura dos componentes da junta. A escolha do tipo de chanfro e suas dimensões dependem de muitos fatores. UEM .Poça de Fusão É a região em fusão durante a soldagem por fusão.

Tipos de chanfros para juntas de topo A figura 16 apresenta alguns tipos de chanfros e filetes para juntas de canto. Garganta.Elementos de um chanfro dois chanfros (a).DTC/Umuarama .Tipos de chanfros para juntas de aresta Chanfros V A figura 18 apresenta tipos de solda de filete para juntas sobrepostas. Encosto ou nariz .Chanfros e filetes para juntas em ângulo. UEM . Filete Filete duplo Chanfro meio V Fig 19 .Chanfro I Chanfro I ambos os lados Chanfro duplo V ou X Chanfro K Chanfro I com fresta Chanfro V Chanfro em meio V Chanfro U Fig 15 . Chanfro K Elementos de um chanfro Um chanfro de soldagem apresenta alguns elementos. Ângulo do chanfro . Olindo Savi Pág 23 .Tipos de chanfros e filetes para juntas de canto. Filete A figura 17 apresenta tipos de chanfros para juntas de aresta. até o fundo da junta.Universidade Estadual de Maringá .é o ângulo de cada peça (b). Chanfros I Fig 17 .parte não chanfrada de um componente da junta (S). Os elementos de um chanfro devem ser escolhidos de forma a permitir fácil acesso às partes a serem soldadas.Prof. conforme figura 19.menor distância entre as peças (f).Tipos de solda de filete para juntas sobrepostas. é feita em etapas. e deve necessitar da menor quantidade possível de metal de adição.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Execução de uma solda O processo de soldagem. Chanfro V Chanfro V e filete Fig 16 . Ângulo de abertura da junta .é o ângulo formado pelos Fig 19 . Solda de filete Solda de filete duplo Fig 18 . notadamente em soldagens mais expessas. A figura 19 apresenta tipos de chanfros e solda de filete para juntas em angulo. folga ou fresta .

e mais propensa à formação de descontinuidade de soldas. a simbologia mais utilizada é a da American Welding Society.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .é a superfície oposta à raiz. Camada . Face . Symbols for Welding and Nondestrutive Testing e ABNT TB-2.Repressentação de uma solda e as fases de execução da mesma.Universidade Estadual de Maringá .Prof. a) linha de referência (sempre horizontal).4. onde é feito o acabamento da solda.chamados de passes. Reforço . As soldas podem ser feitas em vários passes ou num único passe.2 Simbologia de soldagem A simbologia de soldagem é padronizada e é usada para indicar a localização.é uma camada de material de adição excedente. É normalmente uma região de difícil execução da soldagem. Margem . figura 21.DTC/Umuarama .a camada é um conjunto de passes localizados em uma mesma altura do chanfro.é a região mais profunda do cordão de solda. onde é feito o depósito de material de forma progressiva de uma poça de fusão.representa uma camada de solda. Passe . detalhes do chanfro e outras informações de operações de soldagem em desenhos de engenharia. para filetes finos. No Brasil. 3. medida a partir da superfície do material de base. e é composto dos seguintes elementos: Fig 21 . e apresentam os seguintes elementos. conforme figura 20. norma AWS A2. Olindo Savi . Pág 24 UEM . correspondendo à região do cordão junto a fresta para uma junta chanfrada.é a linha de encontro da face da solda com a superfície do material base.Simbologia de uma soldagem. Raiz . Fig 20 .

tração ou compressão com cisalhamento. e h) especificação de procedimentos.Prof. Na figura 22 são apresentados exemplos de indicação da solda em um projeto. Fig 22 .Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . f) símbolos de acabamento. cisalhamento excêntrico.b) seta. 3. forma do entalhe (quando existente).Exemplos de detalhes de ligação com solda O detalhe deve indicar a espessura do cordão. c) símbolo básico da solda. e) simbolos suplementares.4 Detalhe de ligação com solda por filetes.Exemplos de indicação de cordão de solda (observar na soldagem em ziguezague a disposição dos cordões em ambos os lados da peça soldada) 3. com (um dos lados) solda na frente e por trás da barra horizontal Fig. processo ou outra referência. 2. com solda na frente Detalhe de ligação com solda de filetes e de entalhe. Na figura 23 são apresentados dois tipos de detalhes de solda.Universidade Estadual de Maringá . cisalhamento centrado. Detalhamento de ligações em solda O detalhe de uma ligação com solda deve ser feito de forma a garantir ao fabricante e/ou montador (soldador) que as informações presentes no detalhe sejam suficientes para o bom entendimento do projeto e garantir um bom processo de soldagem.3 Formas de solicitações em ligações soldadas 1.DTC/Umuarama . Olindo Savi Pág 25 . 23 . g) cauda. tração ou compressão. 3. comprimento das soldas e outros elementos necessários para a execução da solda. No primeiro a solda será UEM . d) dimensões e outros dados. 4.

001mm e é apropriado para ser utilizado na inspeção de peças com geometria complexa. O controle de qualidade pode ser feito. e a solda será feita nos dois lados da ligação. denominado revelador (a base de talco ou gesso) que revele a descontinuidade. No segundo detalhe a solda será em filete em meio V e também com entalhe (furo cônico).Universidade Estadual de Maringá . uso e manutenção.  Medidas de organização e controle aos níveis de dimensionamento.DTC/Umuarama . Olindo Savi Pág 26 . execução. porosidade. por:  Inspeção visual. 3. verificando se atende às tolerâncias de normas e outras atividades necessárias para garantir um produto com durabilidade. etc. O controle de qualidade de uma estrutura deverá ser realizado de forma apropriada. sendo a solda do lado oposto feita atrás da barra horizontal.Prof. Este método de inspeção é aplicado em obras de menor responsabilidade e também é usado normalmente como método preliminar de outros de melhor nível de rigor.  Inspeção por meio de líquido penetrante.5. 3. de modo que a mesma corresponda aos requisitos e hipóteses de cálculo. estabelecendo os procedimentos de solda. O método consiste na aplicação de um líquido que penetre por capilaridade dentro da descontinuidade não visível do material na superfície inspecionada. mordeluras. inspecionando peças. numa inspeção cuidadosa:  trincas superficiais grosseiras. devendo compreender:  Definição de requisitos de fiabilidade. etc.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . É um método que detecta trincas com aberturas da ordem de 0. 3.5 Inspeção e controle de qualidade O controle de qualidade deve atuar em todas as fases de execução de uma soldagem.5.  excessos de solda.  Inspeção por meio de exame radiografico. Apresenta a desvantagem de detectar somente descontinuidades superficiais. Inspeção por meio de líquido penetrante É um método destinado à revelação de defeitos superficiais como trincas. dependendo do rigor dos trabalhos.  falta de solda. que detectará.  Inspeção por meio de ultrassom. sobreposição.  Inspeção por meio de partículas magnéticas. absorvente.em filete de meio V. fissuras.1 Controle de qualidade UEM . com cordão de 5mm e a solda será feita em um dos lados da ligação. é efetuada a limpeza do líquido e aplicado um produto contrastante.2 Inspeção Inspeção visual A inspeção visual deve ser executada por profissional qualificado. Após o tempo de penetração se completar.

Tem como desvantagem a falta de registro. assim. 4. O método se baseia na interrupção do fluxo de um campo magnético induzido pelo aparelho na superfície inspecionada. porosidades. tem grande poder de penetração permitindo o exame de grandes espessuras. a periculosidade e controle de radiações. apresenta alta sensibilidade. é preciso na localização da descontinuidade e na estimativa do tamanho. custo mais elevado (do que o ultrassom) e não pode ser aplicado em qualquer lugar. que apresenta resultado duvidoso. quanto nas de fábrica.  economia no consumo de energia e possibilidade de montagem em locais sem energia elétrica disponível.Inspeção por meio de partículas magnéticas É um método destinado à revelação de defeitos superficiais como trincas. As ligações parafusadas As ligações parafusadas. Inspeção por meio de exame radiográfico É um método destinado à revelação de defeitos internos dos materiais. É um método de exame mais rápido e econômico do que o de líquido penetrante. Os parafusos vieram em substituição. mordeduras e sobreposição. é de inspeção rápidas e necessita de acesso por somente uma das superfícies do elemento ensaiado. Inspeção por meio de ultrassom É um método destinado à revelação de defeitos internos dos materiais.Prof. sendo muito utilizado na verificação de qualquer tipo de junta soldada. detecta pequenos defeitos. com vantagens. É indicada para peças com espessuras de 4mm a 70mm. e as escondidas sobre pinturas. por óxidos. Empregam-se raios X por isótopos radiotivos que produz um processamento fotográfico onde os pontos de menor intensidade (mais claros do filme) representam descontinuidades. UEM . são largamente empregadas nas ligações de partes das estruturas. aos rebites que foram usados durante muito tempo. O ultrassom utiliza técnicas de reflexão. até 1969. revelando a descontinuidade. com exceção para soldas de filete. Vantagens na utilização de ligações parafusadas  rapidez nas ligações de campo. devido à irradiação.5 mm. nas quais há a aglomeração das particulas magnéticas. Olindo Savi Pág 27 . É um método que detecta descontinuidades da ordem de 0. descontinuidades mascaradas por esmerilhamento.DTC/Umuarama . Apresenta a vantagem de produzir um documento de comprovação (filme). depende da confiança do operador e é de difícil aplicação em peças de geometria complexa.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . A desvantagem deste método é a necessidade de acesso aos dois lados da superfície inspecionada. A vantagem da aplicação de inspeção por ultrassom está no custo que é inferior ao processo radiográfico. e não requer a qualificação dos soldadores. sendo muito usado na detecção de defeitos em juntas soldadas. Este método só é aplicável em estruturas de materiais ferromagnéticos.  utilização de reduzida quantidade de pessoas (2 montadores).Universidade Estadual de Maringá . fissuras. tanto quanto as soldadas. de mais fácil detecção e pode ser aplicado em qualquer tipo de superfície. detectando qualquer descontinuidade no interior da peça. tanto nas montagens finais de campo.

que é composto de cabeça e fuste.1 Parafusos comuns ATM A307 São parafusos de mais baixo custo disponível no mercado e são feitos de aço carbono e designados como ASTM A307. melhor resposta às tensões de fadiga.1. nas estruturas com pontes rolantes de capacidade superior a 50 kN. São empregados em estruturas com grandes cargas nas ligações e em estruturas sujeitas à cargas dinâmicas. Às vezes são utilizados como parafusos temporários durante a fase de montagem. membros secundários. O fuste possui uma parte com rosca. ligações de treliças com pilares.  necessidade de previsão antecipada da quantidade de parafusos (por tipo).  em algumas situações. Na figura 24 está a representação de um parafuso padrão. ligações de mãofrancesas ou mísulas usadas para reforço de pórticos. tanto à tração quanto ao cisalhamento. em que as cargas são de pequena intensidade e de natureza estática. São parafusos que às vezes podem produzir conexões menos econômicas por apresentarem baixa resistência.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . de Alta Resistência tipo atrito e contado nas especificações ASTM A325 e A490. terças. e os torneados. emendas de pilares. Fig. 4. muitas vezes exigindo reforço nestas partes. a necessidade de pré-montagem em fábrica para verificação do casamento perfeito dos furos.DTC/Umuarama .. O AISC/05 e a NBR 8800/08 da ABNT estabelecem como premissas básicas para o uso de parafusosde alta resistência ou solda os seguintes casos:  emendas de pilares nas estruturas com mais de 40m de altura. e ligações de peças-suporte de pontes rolantes.Representação de um parafuso 4.  ligações e emendas de treliças de cobertura. com a vantagem de se utilizarem apenas dois homens para a instalação.Prof. sendo o diâmetro nominal definido pelo diâmetro do fuste no trecho sem rosca e o diâmetro efetivo é o menor diâmetro do parafuso no trecho com rosca. Desvantagens na utilização de ligações parafusadas  necessidade de maior controle para verificação das seções líquidas e esmagamentos nas peças.2 Parafusos de alta resistência Os parafusos de alta resistência substituem os rebites e tem resistência superior.1. UEM . Olindo Savi Pág 28 . pequenas treliças.Universidade Estadual de Maringá . São normalmente empregados em estruturas leves. 4.1 Tipos de parafuso Os principais tipos de parafusos empregados nas ligações são: comuns tipo ASTM A307.  qualquer outra ligação que for especificada nos desenhos da estrutura.  ligações de vigas com pilares e com quaisquer outras vigas das quais depende o sistema de contraventamento. nas estruturas com mais de 40m de altura. ligações de contraventamento de pilares. plataformas. vigas de tapamento. 24 . passadiços.  ligações de peças sujeitas a ações que produzam impactos ou tensões reversas. etc.

4. Os parafusos de alta resistência apresentam diâmetros comerciais que variam de 1/2" (12.3 Formas de ruptura das ligações parafusadas As causas de ruptura das ligações parafusadas estão ligadas à ruptura dos parafusos e dos metais que compõe a junta. 4.Prof.2. São empregados onde há exigência de um alto grau de ajustagem. A diferença entre o diâmetro do parafuso e do furo não passa de 0. 4. dentre elas. A força de resistência da conexão é resultante do produto da força de compressão (parafuso) pelo coeficiente de atrito entre os dois materiais ligados. Este tipo de ligação somente é empregado em estruturas sujeitas a cargas estáticas e nãoreversíveis.  Ruptura da chapa.Universidade Estadual de Maringá . São parafusos utilizados para juntas de conexão por atrito e por contato. pois a força de atrito depende das condições das superfícies de contato entre as chapas.  dobramento do parafuso. onde o aperto do parafuso. Neste tipo de conexão a carga que tende a cortar o parafuso é sustentada pela fricção entre as superfícies de contato.4 mm. etc.4 mm).2 Conexão tipo contato (esmagamento) Neste tipo de conexão. São empregados aços tipo SAE 1010/1020. tinta.. resultando numa força de atrito apreciável na junta. que se apóia sobre os lados dos furos do material das conexões. gera uma resistência de atrito entre as superfícies de contato. ocorre principalmente:  cisalhamento do fuste do parafuso. Na figura 25 são apresentadas algumas imagens de materiais que sofreram deformação ou Pág 29 4. Olindo Savi . a carga de cisalhamento é sustentada pela haste do parafuso de alta resistência. São conexões parafusadas. a resistência final da junta depende dos materiais que compõem a conexão.2 Conexões tipo atrito e tipo contato O AISC e a NBR 8800 preveem dois tipos de juntas parafusadas com parafusos de alta resistência.7 mm) a 1 1/2" (38 mm).  tensionamento axial do fuste do parafuso.1.2. escamas de laminação.  Rasgamento da chapa junto ao parafuso. 4.DTC/Umuarama .Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .3 Parafusos torneados São parafusos muito pouco usados devidos ao seu alto custo de produção.1 Conexão tipo atrito (fricção) UEM . 7/8" (22. sendo os mais utilizados os de diâmetro de 3/4" (19 mm).4 mm) e 1" (25.  esmagamento/estriccionamento do fuste do parafuso.  esmagamento da chapa. Os parafusos de alta resistência são apertados de tal maneira que desenvolvem uma alta tensão de tração.Os dois tipos básicos de parafusos de alta resistência são: ATSM A325 e ASTM A490. Neste tipo de ligação cuidados especiais deverão ser tomados quanto a presença de óleos. Pode-se usar parafusos com roscas dentro ou fora do plano de cisalhamento. Possuem cabeça hexagonal e são usados com porcas e arruelas. "tipo atrito" (fricção) e "tipo contato" (esmagamento). Neste tipo de ligação.

5 Fig. 26 . A563 e ANSI-B. F436 (Arruelas) ASTM A194.21 (Parafusos) ASTM A325. A394.  o tipo de parafuso a ser usado 4. 25 .Detalhe de uma ligação parafusada A figura 26 mostra um detalhe simples de uma ligação parafusada. A325. Cisalhamento do parafuso Deformação excessiva do furo Rasgamento da chapa Ruptura da chpa Fig.ruptura.4 Normas aplicáveis NBR-8800/08 ASTM A307. UEM .  diâmetro do furo e do parafuso.Universidade Estadual de Maringá .DTC/Umuarama .18.18. Olindo Savi Pág 30 . A490 e ANSI-B.Prof.Formas de ruptura de ligações parafusadas 4.22 (Porcas) Detalhamento de ligações parafusadas O detalhamento das ligações parafusadas deve indicar:  a localização dos furos.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . A325.

27 . Cabo Os cabos. (tirantes) são sistemas que resistem a esforços axiais de tração apenas. São utilizados como tirantes. Os esforços predominantes são de tração e de compressão. Edificios esportivos (estádios e ginásios de esportes). os arcos exigem maiores seções (alturas). Edifícios públicos de forma geral. o tabuleiro deve Fig. serão mais dispendiosos (com maiores custos de fabricação).2 UEM . mesmo que estes sejam articulados. São utilizados também em sistemas de contraventamentos. Postos de combustíveis. Uma treliça é considerada plana quando suas barras são coplanares. não apresentam rigidez a qualquer outros tipos de esforços esforço. Os arcos são utilizados predominantemente nas estruturas de coberturas. 5. predominantemente nas coberturas. neste caso. Os arcos mais comuns são treliçados. figura 27. serem fabricados como vigas de alma cheia. Olindo Savi Pág 31 . arco. Os arcos devem ser anti-funiculares das cargas que o solicitam. Teatros. Edifícios Garagem.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . figura 27. viga Vierendeel e pilar. viga de alma cheia.que são mais leves e menos dispendiosos. possibilitando com isso.DTC/Umuarama .Prof.Universidade Estadual de Maringá . há predominância dos esforços de compressão simples. Edifícios comerciais. Treliça A treliça é o sistema estrutural mais indicado para se vencer grandes vãos. O equilíbrio da treliça é mantido pelos nós. Edifícios industriais. Os cabos apresentam uma certa estabilidade para esforços de gravidade pois adquire a forma geométrica conforme os pontos de aplicação da carga nestes. Hangares. Sistemas estruturais em aço Os sistemas estruturais em aço se constituem principalmente em cabo. Quando as barras não 5. Quando solicitados a esforços de flexão. nestes casos. contudo tem usos em pontes. Arco Enquanto nos cabos resistem à esforços de tração.1 Edifícios em Aço Tipos de edificações em aço Edifícios residenciais. vencer vãos maiores com a estrutura. conforme figura 27. no arco. podendo no entanto.5. Os empuxos nos arcos devem ser absorvidos pelos pilares (apoios) e pelos tirantes (cabos).Representação de Arco e Cabo ser sustentado (suspenso) no arco e deve ter os pontos de sustentação distribuídos de maneira compatível com a forma do arco. treliça.

compressão e de flexão (momento fletor). Os perfis metálicos mais comumente utilizados em treliças planas são perfis U e cantoneiras duplas ( ) e em algumas situações são utilizados perfis tubulares. é menos econômica.Treliça plana. Viga Vierendeel A viga vierendel. Por serem solicitadas a esforços axiais de tração e compressão. quanto possível. Nas treliças. A escolha de uso da viga de alma cheia está ligada à necessidades de menores alturas na estrutura ou quando o aumento do consumo de material na sua fabricação é compensado com a redução da mão de obra de execução. Montante. A viga de alma cheia é um sistema estrutural que mais consome material. se aplica para vãos de até 10 metros. aplicando-se as cargas nos nós. As vigas de alma cheia podem ser utilizadas para vãos de até 25 metros.pertencem à um mesmo plano. que é o ponto de encontro das barras da treliça. e (5) Pendural. Os perfis mais utilizados para as vigas de alma cheia são I e U que são perfis adequados a resistir aos esforços de flexão. Nomenclatura: (1) Banzo Superior. As peças que compõem as treliças. minimizando o efeito da flambagem. As treliças de aço são econômicas para vãos acima de 10 metros. figura 29. Devem ter suas barras dimensionadas de forma a apresentar seção compatível com os esforços que irão suportar. ção. nos casos em que há exigência de se ter menos altura para a estrutura. culados formando triângulos. isto é. (4) Diagonal. também chamado de tirante.Representação de uma viga de alma cheia. resiste predominantemente a esforços de flexão. figura 30. (2) Banzo inferior. é recomendável que as barras mais longas trabalhem a tração e as mais curtas a compressão. será considerada treliça espacial. as barras são submetidas a esforços de tração ou compressão simples. O princípio de funcionamento da viga Vierendeel é o de uma treliça com os banzos paraleUEM .Prof. segundo sua disposição apresentam a seguinte denominação: (1) Banzo superior. momento fletor.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . e (5) Pendural. também chamado de empena e comumente chamada de perna. e evitando-se. comumente chamada de tesoura. (4) Diagonal. Viga de alma cheia Uma viga de alma cheia. é um conjunto de barras que se unem em nós artiFig. Possui a vantagem de normalmente apresentar menores alturas estruturais e são tem como característica a facilidade de fabricaFig. também chamado de pontalete. os esforços de flexão (momentos fletores). exceto nas situações onde o carregamento não é aplicado no nó. comumente chamado de linha. e neste aspecto.Universidade Estadual de Maringá . é uma viga que resiste aos esforços de tração. figura 28. (3) Montante. 28 .DTC/Umuarama . também chamada de escora. Olindo Savi Pág 32 . o que na prática. (2) Banzo Inferior. Uma treliça plana. 29 .

Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . as ações incidentes sobre as lajes e vigas são transferidas para os pilares e destes para as fundações. 31 . O perfil tubular é para a montagem da viga como uma treliça. as estruturas as estruturas dos edifícios de andares múltiplos tem a finalidade de transferir as cargas para as fundações. São submetidos preponderantemente a compressão simples. equipamentos. agindo sobre as faces expostas do edifício.2. compressão Fig. A estrutura do edifício de andares múltiplas adquire configurações típicas em função dos esforços horizontais. Tipologia Estrutural De maneira geral. 5. etc. enrijecendo os nós. pessoas. mas devidos a esforços horizontais os pilares podem estar submetidos a esforços de flexo-compressão (momentos). Nestas condições. para diversas finalidades de uso. Olindo Savi Pág 33 .1 Edifícios de andares múltiplos em aço Os edifícios em aço com andares múltiplos. provocando efeitos de pressão e sucção nas fachadas. Os perfis adequados para a fabricação da viga Vierendeel são U. revestimentos. Pilar Os pilares tem a função de transferência das cargas para as estruturas de fundação da edificação. Os edifícios em aço apresentam a vantagem de poderem ser executados com rapidez de montagem e economia de fundações. 30 . Para que a seção se torne compatível com os elementos de solicitação (tração. H ou Tubular. água no Fig. e para equilibrá-la os quadrados formados pelos banzos e montantes devem ser estabilizados. assim. ou de empuxos de terra. etc. é necessário o dimensionamento.los. de acordo com a sua forma externa e resultando numa força global de arrasto da estrutura. a treliça sem as diagonais torna-se em um mecanismo.DTC/Umuarama .Prof. vigas.Universidade Estadual de Maringá . nos seguintes tipos de sistema: UEM . o que configura a viga Vierendeel. e flexão). cada vez mais e gradativamente.) e as cargas de uso (sobrecargas) devidas ao mobiliário. A viga Vierendeel é indicada quando há necessidade de travessia de tubulações pela alma da viga e também pode ser utilizada como um sistema de fechamento. Os perfis mais indicados para a execução de pilares metálicos são do tipo H e Tubulares. onde os vãos (furos da viga) são utilizados para ventilação e iluminação e as mesas superior e inferior para suportar a cobertura e o piso. reservatório. tem sua construção utilizada no Brasil. As ações horizontais são provenientes do vento. resultantes do peso próprio (pilares. alvenarias.Representação das transmissão das ações.Representação de uma viga Vierendeel. As ações incidentes são verticais e horizontais: As ações verticais são devidas às cargas permanentes.

32 .  as ligações engastadas (vigas-colunas) são de execução mais elaborada. com ligações rígidas entre vigas e colunas. Os esforços horizontais atuantes no plano do piso são transferidos aos pórticos através da rigidez da laje de piso dos andares. Estrutura com pórticos rígidos Uma estrutura com pórticos rígidos.DTC/Umuarama .Representação de estrutura com pórticos rígidos.Universidade Estadual de Maringá .  estrutura com núcleo de concreto. com a mesma altura do edifício. em que as deformações horizontais são um fator preponderante no dimensionamento.Prof.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Olindo Savi Pág 34 . As desvantagens deste sistema são:  é menos econômico se comparados com os demais sistemas. figura 32. e lajes rígidas adquire estabilidade como um todo para as cargas horizontais em função da rigidez a flexão das vigas e colunas que compõem os pórticos. sem os inconvenientes dos contraventamentos ou paredes dos demais sistemas. consiste em se projetar pórticos planos verticais. estrutura com pórticos rígidos. Nesta configuração.  estrutura contraventada. A escolha do tipo de estrutura deve ser feita com critério.  as colunas dos pórticos rígidos são significativamente mais pesadas pois são dimensionadas a flexo-compressão. a estrutura composta por pórticos planos verticais rígidos. e  estrutura tubular. ortogonais entre Fig. si. ao longo de filas e eixos da estrutura convenientemente escolhidos. UEM .  estrutura com paredes de cisalhamento. 33 .Imagem de um edifício com estrutura com pórticos rígidos. As vigas que não fazem parte dos pórticos são rotuladas nas colunas. gem desse sistema é deixar livres para a utilização todos os vãos entre colunas. A principal vantaFig.

Universidade Estadual de Maringá .Estrutura contraventada No sistema de estrutura contraventada.DTC/Umuarama . Fig. Olindo Savi Pág 35 . proporcionando pequenos deslocamentos horizontais.Prof. 35 .  as colunas são mais leves porque são dimensionadas apenas ao efeito axial de tração e compressão. a rigidez horizontal da estrutura é conseguida através de paredes de concreto armado ou alvenaria estrutural.  as ligações viga-coluna são de execução mais fácil. como nos demais sistemas. a estrutura adquire rigidez horinontal Fig.  apresenta alta rigidez. Os contraventamentos geralmente formato "X" ou "K" são colocados ao longo de toda a altura do edifício. Este sistema construtivo apresenta vantagens em relação aos demais sistemas. em cada UEM . em planos ortogonais do edifício. entre elas:  resulta em um edifício mais leve. através dos efeitos de tração e compressão nas diagonais. A principal desvantagem deste sistema é a interferência provocada pelos vãos contraventados internamente com a circulação dentro do edifício e externamente com a colocação das esquadrias nas fachadas.Representação de estrutura contraventada.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Os esforços. além dos efeitos adicionais de tração e compressão nas colu nas adjacentes aos contraventamentos. 34 .a estabilidade estrutural é obtida através de contraventamentos verticais ao invés de ligações rígidas nas ligações vigas-colunas. Nesta configuração. construídas nos vãos entre vigas e colunas. são transferidos aos pórticos através da rigidez das lajes de pisos.Imagem da fachada de um edifício com estrutura contraventada em aço. figura 34. Estruturas com paredes de cisalhamento Neste sistema. portanto mais econômico.

creto. Estrutura com núcleo de concreto Este sistema.  necessidade destas paredes serem construídas numa rigidez compatível com a montagem da estrutura. tanto podem ser executadas em um único vão em toda a altura da edificação. que é usado para dar estabilidade horizontal à estrutura do edifício. É um sistema conveniente quando é necessário a presença do núcleo por questões de segurança (contra incêndios por exemplo). A desvantagem é a possibilidade de atraso na montagem da estrutura em decorrência da morosidade na execução do núcleo de concreto. com vigas rotuladas nas colunas. ou a utilização de contraventamentos de montagem. 36 . UEM . figura 36. devidos à presença das paredes de cisalhamento. Este sistema conduz também a uma estrutura final relativamente leve. 37 .Representação de estrutura com paredes de cisalhamento. As estruturas de cisalhamento. de cisalhamento:  perda de flexibilidade de circulação interna e de recursos arquitetônicos nas fachadas. Olindo Savi Pág 36 .andar. ele. figura 37. que normalmente estão localizados no interior destes núcleos. além dos esforços horizontais e verticais tem que absorver esforços de torFig.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .Universidade Estadual de Maringá . A principal desvantagem deste sistema são em relação às paredes Fig. Nos casos em que o núcleo esteja posicionado fora do centro de gravidade do edifício. ficam isolados do corpo do edifício através das paredes laterais do núcleo. As torres de escadas e dos poços de elevadores. é conveniente para conciliar a circulação vertical com um núcleo rígido de concreto. quanto pode ter a parede inteira da base ao topo do edifício.DTC/Umuarama . de tal forma que possa promover o enrijecimento horizontal da estrutura e absorver as cargas verticais. ao longo de toda a altura do edifício.Representação de estrutura com núcleo de conção. A vantagem do sistema resulta de que a ação de resistir aos esforços horizontais não exige elevadas espessura das paredes e portanto é uma solução econômica.Prof.

de um lado. como o número de andares.Prof. a ocorrência de estruturas mais econômicas e do outro. das estruturas mais pesadas. etc. Nos limites desta faixa estão. Considerações sobre o peso das estruturas dos edifícios em aço O gráfico da figura 39 apresenta de forma aproximada uma faixa de consumo de aço em relação ao volume do edifício em função da altura para diversos tipos estruturais. 38 . UEM . o espaçamento das colunas (em ambas as direções).Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .Universidade Estadual de Maringá . A curva inferior é válida para edifícios com pequenos vãos sujeitos a cargas usuais e a Fig. fica localizada em todo o perímetro do edifício e ao longo de toFig. configurando-se num grande tubo reticulado altamente resistente aos efeitos de flexão e torção.Estrutura tubular O sistema de estrutura tubular. o tipo de lajes empregadas. quando o consumo era superior a 100 kg/m2. da a altura. o pé-direito dos andares. Os edifícios construídos no Brasil com até quatro pavimentos.Representação de estrutura tubular de um edifício em aço e ao lado edifício executado em estrutura tubular (World Trade Center. os carregamentos. Os pórticos de contraventamento são deslocados para as faces externas dos edifícios ao longo de toda a altura. O consumo de aço depende de muitos fatores. figura 38. consumo muito menor do que o dos edifícios construídos na década de 60. a resistência do aço utilizado. apresentam um consumo que varia de 30 kg/m2 a 40 kg/m2.DTC/Umuarama . a rigidez do edifícios. NY). A estrutura de contraventamento.Consumo de aço em função dº de andares. 39 . Modernamente os edifícios altos construídos em aço apresentam consumos da ordem de 70 Kg/m2. curva superior corresponde a edifícios com grandes vãos e sujeitos a cargas maiores que as usuais. portanto. Olindo Savi Pág 37 . é o resultado recente da evolução estrutural dos edifícios de grandes alturas.

o material mais empregado na construção de edifícios industriais é o aço por ser mais versátil. Os edifícios industriais podem ter em sua estrutura vãos simples (isolados) ou múltiplos. O feFig. Olindo Savi .2 Edifícios Industriais Os edifícios industriais são construções. 41 . 40 . como fábricas. geralmente de um pavimento. em chapas de alumínio.5. em vez de tesouras. UEM . é o tipo mais antigo e possivelmente ainda é o sistema mais barato de construção para edifícios industriais (galpões). Em qualquer dos casos. figura 40. Existem basicamente dois tipos construtivos de edifícios industriais em aço. Edifícios com coluna simples e treliça Quando o vão dos edifícios é muito grande. Existem diversos sistemas construtivos para edifícios industriais em aço. essas estruturas podem ser moldadas por perfis de alma cheia ou treliçados Edifícios com vãos simples Os edifícios de vãos simples se caracterizam por formarem uma seção transversal em um único vão. com telhas translúcidas. Na fabricação desses galpões são usados perfis laminados.2. depósitos. os executados em estruturas reticuladas ou de estruturas em pórtico. etc.Sistema construtivo de edifício com coluna simples e tesoura.Prof.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . soldados ou dobrados. dentre os quais:  Edifícios com coluna simples e tesoura  Edifícios com coluna simples e treliça  Edifícios com colunas treliçadas e tesoura  Edifícios com pórtico treliçado  Edifícios em pórtico de alma cheia Os edifícios nas composições acima podem ainda ser estruturados para suportar pontes rolantes. etc. que tem por finalidade cobrir grandes áreas destinadas a diversos fins. alvenaria. chamento lateral pode ser feito com o uso de chapas de aço galvanizado ou pintadas.Universidade Estadual de Maringá .DTC/Umuarama . hangares. Edifícios com coluna simples e tesoura O edifício com coluna simples e tesoura. Embora possa ser construído com os mais diversos tipos de materiais.Sistema construtivo de edifício com coluna simples e treliça. é vantagem o uso de menores inclinações na cobertura associadas a vigas treliçadas. É um edifício cujo peso da estrutura de aço é bastante baixo. As vigas treliçadas e outros elementos da cobertura podem ser construídos com perfís estruturais Pág 38 Fig. oficinas. almoxarifados. fibrocimento. figura 41.

O sistema de edifício com pórtico treliçado é muito utilizado. com variação da geometria. o que Fig.ocos feitos de chapas dobradas. contudo. figura 43. Espaçamento longitudinal dos pórticos O projetista tem ampla liberdade de fixar o espaçamento entre os pórticos (sistema de colunas e cobertura) de um edifício industrial.Sistema construtivo de edifício com coluna treliçada e tesoura. Edifícios com pórtico treliçado Fig.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . simplifica a execução das fundações. que são de pouca vantagem para edifícios com vãos médios e grandes. Pode ser executado nas mais diversas formas.Sistema construtivo de edifício com pórtico treliçado. que são mais leves do que os perfís laminados e apresentam boa rigidez estrutural. mas basicamente o espaçamento está vinculado ao tipo de terça a ser utilizada na execução da cobertura. contudo a configuração mostrada na figura 42 é uma das formas mais econômicas de construção deste tipo de edifício. A tabela abaixo é uma orientação para espaçamentos mais convenientes dos pórticos para estruturas em relação aos vãos. Fig. UEM . Edifícios com colunas treliçadas e tesouras O sistema de edifício com colunas treliçadas e tesouras pode ser executado nas mais diversas formas de cobertura. 43 . Para pequenos e médios vãos é aconselhável a colocação de pórticos mais próximos de forma a permitir o uso de terças em cantoneiras. 43 . 42 . a configuração mostrada na figura 43 é uma das mais utilizadas por se apresentar como uma das construções mais econômicas para este sistema.Prof. que requer fundações mais onerosas. que é o sistema mais comum. já para os grandes vãos. Estes podem ser executados com pórticos de bases rotuladas. Olindo Savi Pág 39 .DTC/Umuarama . mais comuns no mercado. frequentemente é mais econômico aumentar o espaçamento e utilizar terças treliçadas ou armadas. Edifícios em pórtico de alma cheia Os edifícios em pórtico de alma cheia.Universidade Estadual de Maringá . perfis U e perfis U enrijecidos. ou com bases engastadas. tem sido utilizados em substituição aos edifícios industriais de coluna simples e tesoura.Sistema construtivo de edifício com pórtico de alma cheia.

DTC/Umuarama .  Terças. vigas de tapamento. devem ter uma junta de dilatação para permitir a movimentação do prédio devido a variação de temperatura. 2.  Contraventamentos.Universidade Estadual de Maringá . c: distância entre as juntas transversais.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . em algumas situações. quando atingem um determinado comprimento ou largura. a distância pode ser de 150 metros. fazendo-se dobrar a distância entre elas nos vãos intermediários. b: distância entre os vãos de contraventamento internos (longitudinais). 3. Pág 40 UEM . Se os edifícios não estão sujeitos a mudanças internas de temperatura. l: distância entre as juntas longitudinais. deverão ser previstas juntas longitudinais quando a largura exceder a 150 metros ou ultrapassar cinco alas.  Vigas de rolamento. Olindo Savi . Mukanov estabelece os limites indicados na tabela abaixo.Pequeno Médio Longo Vão Espaçamento entre pórticos até 15 metros de 3 a 5 metros de 16 a 25 metros de 4 a 7 metros de 26 a 35 metros de 6 a 8 metros de 36 a 45 metros de 8 a 10 metros de 46 a 60 metros de 9 a 12 metros Edifícios com vãos múltiplos Os vários sistemas construtivos para edifícios de vãos simples podem ser aplicados para os edifícios de vãos múltiplos. todavia. 5. 5. Se o edifício for formado por várias naves. na qual estão inseridos os limites da AISE nº 13/03: Tipo de construção a b c l c l Prédios com temperaturas elevadas 75 50 200 120 120 150* Prédios sem mudanças internas de temperatura 90 50 230 150 150 150* Prédios sem cobertura 50 30 130 (*) ou cinco alas Notas: a: distância entre o plano da fachada e o vão de contraventamento (longitudinal).4 Elementos que compõem a estrutura de uma edificação Os elementos que compõem a estrutura de um edifício industrial estão representados na figura 44 são:  Chapas de cobertura e tapamento. é necessário a introdução de vigas centrais longitudinais para contornar este problema. poderá ser preferível a eliminação de algumas colunas intermediárias.3 Juntas de dilatação Todos os edifícios. Edifícios com fornos e estruturas similares. tendo metal quente e sujeitos a mudanças de temperatura devem ter juntas de dilatação transversais previstas a intervalos não superiores a 120 metros. assim. cumeeiras e escora do beiral.Prof. A AISE (American Institute of Steel Construcion) nº 13/03 estabelece que: 1.

Prof.Fig.Universidade Estadual de Maringá . UEM . Olindo Savi Pág 41 . 44 .Elementos que compõem a estrutura de um edifício industrial  Vigas de cobertura.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .DTC/Umuarama .

que melhoram a rigidez e podem alcançar vãos maiores. Deve ser consultado o catálogo do fabricante para verificar a capacidade de encurvamento da telha. Chapas de aço galvanizado As telhas de aço galvanizado tem seu uso generalizado. contudo é mais leve. Calhas e tubos de descida.  PVC e fibra de vidro. A conformação ondulada. 45 .  outros tipos. UEM . ou seja. O material de fabricação das chapas (telhas) mais utilizados são:  aço galvanizado.DTC/Umuarama . sendo necessário consultar os catálogos para se determinar as características detalhadas de cada uma.  compostas tipo sanduiche. trapezoidais e trapezoidais com nervura. perfis podem variar dependendo do fabricante. Escadas. que apresentam pequenas variações de acordo com os fabricantes. Chapas de alumínio As chapas de alumínio são usadas como alternativa das chapas de aço para o tapamento do telhado.    Colunas. A altura das ondas dos Fig. Existem no mercado outros tipos de perfis.  alumínio. portanto permitem alcançar maiores vãos. 5. laterais e frontais.Prof. Ventilação natural. As chapas estão disponíveis com a mesma cor em ambas as faces ou com cores diferentes. Chapas de aço pré-pintado As chapas de aço pré-pintado são telhas que receberam pintura com as mais diversas cores para aumentar a resistência à corrosão e também atender aos apelos arquitetônicos do projeto. No mercado existem uma gama muito grande de perfis.Universidade Estadual de Maringá .4.  aço pré-pintado.Tipos comuns de perfis de telhas. principalmente para telhas autoportantes. protegendo-a exterior e interiormente das intempéries. sendo do tipo ondulada ou outra conformação. Olindo Savi Pág 42 . corrimãos e passadiços.  fibrocimento. aumentando o espaçamento das terças.1 Chapas de cobertura e tapamento São basicamente as chapas que envolvem e vestem uma estrutura. vem sendo substituídas por telhas com outras conformações. As telhas com formato trapezoidal apresentam maior inércia do que as telhas onduladas. que para resistir aos esforços das ações de grandes vãos apresentam uma geometria bastante diferenciada da apresentada na figura 45.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . É um material mais caro do que o aço. Os perfis mais comuns estão representados na figura 45 que são os perfis ondulados. Para telhados curvos como estruturas em arco é recomendado o uso de telhas onduladas que tem menor propensão ao dobramento pelo encurvamento.

pois as chapas de telhado sofrem a ação dos esforços de vento que se opõem o peso próprio e portanto diminui o peso próprio da estrutura e do telhado. pois podem ser fabricadas no canteiro de obras ou na indústria. Considerações com relação às chapas metálicas Deve-se evitar o contato direto das telhas metálicas com terças metálicas para inibir a corrosão eletroquímica.. para vencer grandes vãos. utilizando-se fitas de papelão betuminoso e materiais especiais. ou ainda. Outros tipos de chapas de tapamento Existem também chapas metálicas com perfis bastante diferenciados. Olindo Savi Pág 43 . A figura 46 apresenta um Fig. deve-se evitar o contato das chapas de alumínio com estes materiais. formas de fixação.DTC/Umuarama . com a finalidade de melhorar o isolamento térmico da área coberta. São fabricadas em aço e as características dependem do processo de fabricação.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . com grande altura. As chapas de alumínio são fáceis de se manusear. O catálogo do fabricante deve ser consultado para verificar os detalhes construtivos. inclinações mínimas necessárias e cobrimentos devem ser verificados nos catálogos dos fabricantes. pode-se trabalhar com vãos maiores. Os catálogos de fabricantes devem ser consultados para verificação do material disponível no mercado e as informações necessárias para sua utilização.00 metros.Universidade Estadual de Maringá . UEM .o que não é necessariamente um benefício. Como nos demais materiais. As chapas de fibrocimento estão disponíveis no mercado com diversas espessuras e formatos. contudo são mais suscetíveis à deformações. que são esforços resistentes à ação do vento. Chapas de PVC e de fibra de vidro As chapas de PVC e de fibra de vidro tem por finalidade melhorar o índice de iluminação interna de edifícios. forma de fixação. Como a telha sanduiche apresenta maior rigidez. no entanto podem ser encontradas chapas com a face inferior plana. Apresentam uma grande variação e podem ser compatíveis com o formato de perfis de outros tipos de telhas. como o poliuretano. etc. assim. e também para verificar os espaçamentos máximos. o espaçamento máximo. devendo ser consultados os catálogos dos fabricantes para fazer a escolha mais adequada. de até 4. com correspondente efeito sobre a estrutura que deverá ser dimensionada para suportar estes esforços.Prof. Chapas compostas tipo sanduíche São basicamente formadas por duas chapas entremeadas por uma camada de material isolante. no entanto com o peso maior. como é o caso das telhas autoportantes. dos tipos de telha disponíveis no mercado. O cimento e a cal atacam o alumínio. torna a estrutura mais resistente aos esforços de sucção do vento nos telhados. o que é obtido por pintura com base de cromato de zinco ou material betuminoso. Chapas de fibrocimento As chapas de fibrocimento apresentam peso muito maior do que as chapas de aço ou alumínio.Representação de um tipo de telha sanduíche. lã de rocha. lã de vidro. 46 . inclinações mínimas necessárias e os cobrimentos das camadas de chapas.

Normalmente é utilizado um tirante no caso de vigas com comprimentos até 6 metros e dois para vãos maiores. Vigas de tampamento São as vigas situadas entre os pórticos ou colunas com a finalidade de servir de apoio para as chapas de tapamento.utilizando-se madeira para o calçamento. é formada por duas terças localizadas no topo do pórtico (tesoura). provocadas pelas cargas que atuam sobre as telhas. terças. 47 . cumeeiras e escora do beiral A figura 47 apresenta um esquema de uma estrutura metálica típica bastante simples. figura 47. cos). Como as terças. que normalmente são de sucção para telhados de pouca inclinação. Cumeeira A cumeeira. Olindo Savi Pág 44 . As terças estão normalmente sujeitas à solicitações de flexão (simples e dupla). como: peso próprio (terça e telhas). 5. porém com cerca de metade da carga. acidentais (chuva. no sentido de maior inércia provocadas pela pressão ou sucção do vento e no sentido de menor inércia. está sujeita à solicitações de flexão simples e composta. Na armazenagem das telhas metálicas. poeira e pessoas na cobertura) e pelas cargas provocadas pelo vento. Devem ser consultados os catálogos dos fabricantes para verificação dos detalhes construtivos.4.2 Vigas.Esquema de uma estrutura metálica típica.Universidade Estadual de Maringá . ou  no terço inferior quando há predominância do esforço do vento (sucção) UEM . que podem provocar manchas nas mesmas. deve ser prevista a cobertura das mesmas para não haver penetração de água entre as chapas. provocada pelo peso próprio das chapas de fechamento e das vigas. Estão sujeitas a esforços de flexão dupla.DTC/Umuarama .Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . São peças submetidas a esforços axiais de tração. coma finalidade de suportar as cargas das chapas de cobertura e transmitir os esforços delas geradas para as tesouras (ou vigas ou ainda pórtiFig. colunas.Prof. com o objetivo de demonstrar a posição de alguns dos elementos componentes da mesma.  no terço superior quando há predominância de aços de carga vertical. Terças As terças são vigas colocadas na cobertura. Tirante das terças e das vigas de tapamento Os tirantes são barras (normalmente redondas) colocadas entre os apoios das terças e vigas de tapamento para reduzir o vão e desta forma aumentar a rigidez (pela redução do comprimento de flambagem). interligadas por meio de chapas ou outro tipo de armação. A melhor posição para os tirantes é:  a meia altura para perfis com até 152mm. vigas de tapamento.

que se encontram entre os pilares. A largura da escada deve ser definida em função da quantidade de pessoas que podem ter UEM .Prof. o contraventamento vertical (Plano das colunas da figura 48). Os contraventamentos devem ser feitos nos vãos extremos e também em intervalos de 50 a 60 metros.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . para dar ao edifício uma rigidez espacial. para estruturas com comprimentos superiores a esFig. Existem basicamente dois tipos de escadas metálicas. basicamente. Os principais materiais empregados nos contraventamentos são: barras redondas. Deve-se distinguir os contraventamentos horizontais que se encontram no plano das terças ou das cordas das tesouras ou vigas do pórtico. 5. Contraventamentos horizontais Os contraventamentos horizontais. e ainda. no plano das terças da figura 48. tes.Escora do beiral São barras simples ou compostas localizadas nos topos das colunas. com os verticais. perfis U (simples ou compostos) e perfis I. aos esforços axiais de tração e compressão. ou nó superior das treliças) e que tem por finalidade dar estabilidade às colunas no sentido longitudinal. Os contraventamentos horizontais devem ser feitos também no primeiro e último vão de terças e tem por finalidade de distribuir os esforços transversais do vento de evitar a deformação longitudinal no plano de cobertura.4 Escadas e corrimãos O acesso à partes mais altas da estrutura normalmente exige o uso de escadas. Escadas de lances As escadas de lances ou inclinadas. é responsável pela condução das cargas de vento na parte superior da estrutura (ou de ponte rolante) até as fundações.4. O pé-direito para o cálculo da escada é considerado como a distância vertical entre os pisos superior e inferior. 5.Esquema de contraventamento horizontal e vertical. além de garantir a rigidez e estabilidade. as de lance e as paralelas.3 Contraventamentos O contraventamento é um sistema de barras colocadas nas estruturas com a finalidade de garantir a estabilidade do conjunto durante a vida útil e durante a fase de montagem.DTC/Umuarama . As barras de contraventamento estão sujeitas. Contraventamentos verticais Além de garantir a estabilidade da estrutura. 48 .Universidade Estadual de Maringá . Olindo Savi Pág 45 .4. cantoneiras (simples ou compostas). são escadas cujo ângulo varia de 20º a 45º em relação ao plano do piso. sendo o ideal entre 23º e 30º. funcionam também para distribuir as cargas de vento e os impactos laterais no caso de pontes rolantes.

duas. três.25 metros.Universidade Estadual de Maringá . também conhecidas como escadas marinheiro.30 metros. são escadas cujo ângulo varia entre 75º e 90º em relação ao plano do piso. Olindo Savi Pág 46 .50 metros.DTC/Umuarama . etc. Corrimãos Os corrimãos são utilizados para proteção lateral para escadas e passadiços.10 metros.Prof.acesso a ela simultaneamente: uma. alguns acessos para manutenção. torres de resfriamento. Escadas para acesso de uma pessoa deve ter largura superior a 76cm.875 metros. um intermediário.10 metros. para o caso de corrimão de cantoneira e 1. e o espaçamento entre os montantes não deve ultrapassar 2. para os de tubo ou de barra redonda. A escolha do tipo de degrau está ligada a finalidade de uso da estrutura. A relação recomendada para espelhos e pisos é: 2e + p = 63. sendo recomendável 1.10 metros. Os tipos variam dos perfis U voltados para cima e cheios de concreto. Escadas para acesso de duas pessoas deve ter largura superior a 1. Sua aplicação se prende mais a acessos nos locais em que a área não permite a instalação de escadas de lances. tais como poços de visita. Quando o número de degraus ultrapassar a 20 é aconselhável a colocação de um patamar. A proteção padrão consiste em um corrimão superior. e escadas para três pessoas é recomendável a largura mínima de 1. Escadas paralelas As escadas paralelas.00 metro a 1. A altura total entre o piso acabado e o topo do corrimão varia de 1. UEM . montantes e chapas de rodapé. etc. Os corrimãos podem ser montados diretamento no canteiro de obras ou pré-fabricados e montados na obra. que deverá ter comprimento mínimo de 90 cm. aos formados por chapa xadrez dobrados e por grelhas padronizadas. Nos corrimãos inclinados é dispensada a chapa de rodapé. As normas de segurança recomendam o uso de proteção contra quedas dos usuárias para alturas superiores a 2.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . sendo "e" o espelho (degrau) e "p" o piso.