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Produzido pelo Departamento de Comunicação do Sinpro Minas Autoria: Gilson Reis Organização: Denilson Cajazeiro (MG 09943JP) Diretores responsáveis

: Aerton Silva e Marco Eliel Santos Jornalista responsável: Débora Junqueira (MG 05150JP) Jornalistas: Cecília Alvim (MG 09287JP) Denilson Cajazeiro Design Gráfico e diagramação: Mark Florest Estagiário: Saulo Martins Revisão: Aerton Silva Charges: Lor Impressão: Tiragem: 20.000 exemplares Distribuição gratuita: Circulação dirigida E-mail da Diretoria: sinprominas@sinprominas.org.br Outubro de 2009

Contato: opresalenosso@yahoo.com.br

SINDICATO DOS PROFESSORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS Rua Jaime Gomes, 198 - Floresta - CEP: 31015.240 - Fone: (31) 3115 3000 - Belo Horizonte/MG www.sinprominas.org.br - Filiado à Fitee, Contee e CTB 2

Apresentação
Longe de querer esgotar a discussão sobre o pré-sal, pretendemos com esta cartilha apresentar alguns pontos cruciais em torno do assunto, como os embates entre as visões de Estado, a destinação das riquezas do Brasil e o modelo de gestão dos recursos públicos brasileiros. As 10 razões para defender o présal são resultado de uma construção coletiva, fomentadas durante os debates e reuniões que participamos nos últimos meses, com diversos atores sociais, representantes de entidades sindicais, estudantis e movimentos sociais organizados, além de professores, acadêmicos, especialistas do setor energético e cidadãos interessados nos rumos do nosso país. Trata-se de uma pequena contribuição, mas com enorme desejo de construir um Brasil soberano, com desenvolvimento econômico, distribuição de renda, preservação ambiental, valorização do trabalho e, principalmente, com uma melhoria substantiva da Educação. Acreditamos que essa discussão, fundamental para o destino do nosso país, não pode ficar restrita ao Congresso Nacional. O pré-sal representa uma riqueza extraordinária para o Brasil, e há uma disputa internacional em torno dele. Assim como na década de 50 o povo foi às ruas para defender a criação da Petrobras, é preciso haver muita mobilização para que os recursos sejam de fato destinados à população brasileira. Por isso, esperamos que toda a sociedade se engaje neste debate sobre o destino da exploração desse recurso natural, tão importante para o futuro do nosso país. As novas reservas representam, conforme já mencionado por autoridades do setor, o “passaporte para o futuro”, mas precisamos ficar atentos e participar das discussões, para que não entreguemos esse patrimônio a interesses estranhos ao povo brasileiro.

Gilson Reis
Presidente do Sinpro Minas e da CTB Minas
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10 razões para defender o pré-sal
Saiba por que esse patrimônio tem que ser nosso.

1 - Estado x Mercado
Nos últimos trinta anos, o mundo presenciou a mais profunda e perversa experiência histórica do capitalismo liberal. Conforme seus mentores, o deus mercado tudo podia e oferecia. Diziam que fome, guerra, desemprego e injustiças sociais seriam varridos para sempre do mundo. A paz, o progresso e o desenvolvimento social alcançariam um novo patamar. Porém, o que vimos nesses últimos meses foi o mercado financeiro internacional desabar. Para evitar a falência do sistema capitalista e do neoliberalismo, o deus mercado correu para os braços do Estado servil. Bancos centrais das principais economias do mundo distribuíram trilhões de dólares aos bancos privados e às empresas, como forma de salvá-los. Esses recursos seriam suficientes para erradicar a miséria em todo o planeta. Diante de mais uma crise cíclica do capitalismo e do desmoronamento das bases que constituiu o neoliberalismo – entre elas e principalmente a concepção de Estado mínimo – é que devemos reafirmar a função do Estado como estruturador, organizador e planejador da economia. Devemos reafirmar ainda que existem setores estratégicos da economia nacional que são inalienáveis e, portanto, devem estar sob amplo controle do povo e do país.

Por isso, é fundamental reafirmarmos: o pré-sal é estatal!
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2 - Estatização x Privatização
No Brasil, afirmaram que o Estado era ineficiente, incapaz de resolver os problemas estruturais da sociedade. Sob esse argumento, boa parte da infraestrutura construída pelo Estado brasileiro foi entregue ao setor privado nacional e internacional. Nesse embalo liberal, ao longo do governo Collor de Melo e FHC, entregaram a preços insignificantes grande parte da riqueza nacional. O símbolo desse modelo intolerável foi a privatização da Vale do Rio Doce. A empresa, uma das maiores do mundo em mineração, foi entregue por 3,5 bilhões de reais e hoje vale no mercado internacional mais de cem bilhões de dólares. Nessa mesma onda, o presidente FHC tentou privatizar a Petrobras com uma proposta de emenda constitucional, a famosa emenda nove. A resposta da sociedade brasileira foi firme, e o governo teve que recuar. Mas como não se deu por vencido, o então presidente voltou a investir contra a estatal ao propor a mudança do nome para Petrobrax (isso mesmo, com x no final!), com o objetivo de facilitar sua venda para investidores estrangeiros. Mais uma vez a reação foi contundente. Porém, com aprovação da Lei 9478/97, que instituiu no país um novo marco regulatório do petróleo, FHC promoveu a desregulamentação do setor, concedendo áreas de exploração a empresas multinacionais e vendendo 67% das ações da estatal na Bolsa de Nova Iorque. Com essa iniciativa, o Brasil perdeu uma grande parte do seu patrimônio, além do controle e lucro gerado pela exploração das reservas petrolíferas.

Por isso, é fundamental reafirmarmos: o pré-sal é brasileiro!
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3 - Governo Lula x Governo FHC
Durante os oito anos de (des) governo FHC, a Petrobras viveu seu calvário, inclusive com a tentativa de sua destruição. Os exemplos são muitos: a plataforma P36 afundou no Oceano Atlântico; a maioria dos seus trabalhadores foram terceirizados, o que colocou a empresa na lista de recordes por mortes no local de trabalho; a indústria naval brasileira foi sucateada, e o desenvolvimento das pesquisas nas áreas de expansão da empresa foi substituído pela importação de gás da Bolívia. A poderosa Petrobras atrofiava, enquanto as empresas transnacionais avançavam no controle do petróleo brasileiro. Na direção contrária, o governo atual, embora tenha mantido até pouco tempo concessões a empresas multinacionais para a exploração de áreas de grande potencial, retomou os investimentos na empresa e em pesquisas, que resultaram na descoberta do pré-sal. Injetou também recursos nos estaleiros nacionais e reconstruiu a indústria naval brasileira, que já foi uma das maiores do mundo. Retomou, ainda, o projeto nacional do setor petroquímico. Em função disso, a Petrobras expandiu seus negócios no mercado internacional e hoje é uma das maiores empresas petrolíferas do mundo. Nos últimos anos, a estatal tornou-se a maior investidora do país, responsável em grande parte pelo recente desenvolvimento nacional e superação da crise internacional, destinando bilhões de reais, em recursos próprios, para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Por isso, é fundamental reafirmarmos: o pré-sal é desenvolvimento!
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4 - Indústria nacional x Indústria estrangeira
A indústria petrolífera é responsável por uma extensa e complexa cadeia industrial e tecnológica, que envolve desde a construção de plataformas e estaleiros a pesquisas em avançados laboratórios. Da mesma maneira, a industrialização do petróleo gera dezenas de derivados, como gasolina, óleo diesel, fertilizantes, plástico, entre outros produtos petroquímicos. Desenvolver a indústria petrolífera nacional, desde a extração até as múltiplas formas de uso e consumo, agregando valores na suas fases de refino, industrialização e transfor mação, resultará em ganhos extraordinários para a nação. A exploração planejada do pré-sal desencadeará um desenvolvimento industrial, econômico e social jamais visto em toda a nossa história. Entregar esse patrimônio natural é perder o conceito de projeto estratégico para o país. É abdicar de desenvolver a indústria nacional e as áreas científica e tecnológica, concentrando renda e riqueza nas mãos de poucas empresas transnacionais, em detrimento de todo o país.

Por isso, é fundamental reafirmarmos: o petróleo é industrialização!
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5 - Emprego x Desemprego
O processo de privatização no Brasil, fortemente adotado na década de 90, resultou no desemprego formal de mais de um milhão e meio de trabalhadores. Na Petrobras, além do desemprego direto e indireto causado pela política destrutiva do governo FHC, grande parte da força de trabalho foi precarizada. Nesse período, quase cem mil postos de trabalho foram terceirizados. O pré-sal pode ajudar a inverter esse quadro. Analistas de mercado afirmam que, somente na exploração das novas reservas, o país tem capacidade de gerar, direta e indiretamente, 500 mil postos de trabalho. Engenheiros, cientistas, operários, técnicos, marítimos, portuários e uma grande quantidade de outras profissões serão de man dadas para atender às áreas de refino, indústria naval, petroquímica, pesquisa, transporte, entre outros setores não petrolíferos da economia. Nesse sentido, a questão do emprego de qualidade é uma das grandes possibilidades geradas pela exploração do pré-sal.

Por isso, é fundamental reafirmarmos: o pré-sal é emprego!
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6 - Energia fóssil x Energia renovável
O Brasil, há décadas, vem investindo em fontes renováveis de energia. O país desenvolveu uma importante indústria de álcool combustível e, no último período, desenvolve o óleo diesel a partir da mamona. Além disso, o bagaço da cana-de-açúcar é responsável por grande produção de energia elétrica. Vale ressaltar que a energia solar, se bem pesquisada e explorada, desenvolverá um grande potencial energético renovável e limpo para o Brasil, que, por ser um país tropical, conta com uma substancial capacidade de energia de biomassa. Entretanto, para desenvolver essas potencialidades, o país necessitará de grandes investimentos. Por isso, a exploração adequada do pré-sal renderá ao país um grande volume de recursos, que poderá ser canalizado no desenvolvimento de pesquisas em energias renováveis. O pré-sal servirá para o país pavimentar o caminho de transição rumo a uma era sem petróleo.

Por isso, é fundamental reafirmarmos: o pré-sal é a energia do futuro!
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7 - Soberania x Dependência
O início do século 21 é marcado pela insegurança nacional. Duas grandes ocupações imperialistas ocorrem neste período: a do Iraque e a do Afeganistão. Países da América Latina, por sua vez, recebem constantemente ameaças veladas do império estadunidense. Enquanto isso, a Colômbia abre o seu território para a instalação de bases militares dos EUA, o que aumenta a tensão na região e potencializa a possibilidade de golpes e guerras. Já a 4ª Frota Americana, a maior máquina de guerra do mundo, foi recentemente reativada e circula em nossos mares. Diante de ameaças implícitas e de guerras diretas, o governo brasileiro busca acordos internacionais para proteger o país e suas riquezas naturais. Em recente proposta de acordo com a França, o Brasil pretende firmar parcerias para comprar aviões de guerra, submarinos nucleares e helicópteros, além da transferência de tecnologia. O acordo, se firmado, possibilitará ao país acumular conhecimentos científicos para a construção de equipamentos de segurança. Atento a esse cenário, o Brasil também articula a presença permanente no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Não há dúvidas de que o momento atual é marcado por muitas incertezas, e as mudanças geopolíticas em curso transformam o mundo num espaço permanente de potenciais conflitos. Nesse sentido, reforçar os interesses do país e a soberania nacional é a decisão mais pertinente e sensata.

Por isso, é fundamental reafirmarmos: o pré-sal é soberania!

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8 - Educação x Analfabetismo
O Brasil, em pleno século 21, ainda é marcado pelo alto índice de analfabetismo. Cerca de 10% da população brasileira com 15 anos ou mais de idade não sabe ler e escrever, e a educação pública ainda é precária. A baixa aplicação de recursos, a desvalorização dos profissionais, a estrutura física debilitada e a inexistência de um projeto nacional e articulado, que transforme a Educação em um direito do cidadão e um dever do Estado, afastam o país e o povo de um projeto educacional de qualidade. Para piorar esse quadro, há uma forte mercantilização do setor privado de Educação, responsável por precarizar ainda mais as condições de trabalho dos professores. Mas não há dúvidas de que o Brasil é um país com amplas condições de superar suas fragilidades, sejam elas políticas, econômicas ou sociais, a partir da Educação. Para alcançar essas metas, será necessário investir um grande volume de recursos públicos no ensino, na pesquisa e na extensão, além de implementar uma abrangente reforma estrutural do setor educacional. A ideia é avançar na elaboração e execução de um projeto consistente, que inclua acesso, permanência e qualidade da educação em todos os níveis e contemple a diversidade social brasileira – como os setores do campo, indígena e quilombola. A proposta apresentada pelo governo federal prevê a criação de um Fundo Social, em que parte dos recursos da exploração do pré-sal será investida em educação.

Por isso, é fundamental reafirmarmos: o pré-sal é Educação!
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9 - Proteção ambiental x Degradação ambiental
O Brasil possui o mais complexo e variável ecossistema do planeta. A nossa diversidade ambiental nos coloca frente a grandes responsabilidades e desafios. A fauna, a flora, a floresta amazônica, os campos, o cerrado, as bacias hidrográficas, o Aqüífero Guarani e todo o nosso rico bioma precisam de permanentes estudos, para que possamos compreendê-los e protegê-los. O desenvolvimento sustentável, a racionalidade energética e a luta contra a degradação ambiental devem estar à frente de todas as políticas públicas e privadas no próximo período. Entre as preocupações e os desafios está o aquecimento global, derivado em grande parte da emissão de CO2 na atmosfera, em função da combustão da energia fóssil. Nessa particularidade, o petróleo extraído do pré-sal será responsável em parte pela poluição ambiental do país nas próximas décadas, o que nos coloca como co-responsáveis na luta pela preservação do meio ambiente e reversão da degradação ambiental planetária. Não podemos, em hipótese alguma, agir de forma irresponsável e incompatível com o grau de poluição que estaremos acumulando na biosfera global. Com essa preocupação, o Estado brasileiro precisa disponibilizar parte do lucro auferido pela exploração das novas reservas para estudos e pesquisas na recuperação e preservação do meio ambiente.

Por isso, é fundamental reafirmarmos: o pré-sal é meio ambiente saudável!
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10 - Petrobras e Petrosal X Multinacionais
A Petrobras, criada em outubro de 1953, depois de uma intensa luta popular, é hoje uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, consolidada no mercado interno e externo. E é neste novo cenário de descoberta realizada pela estatal na camada do pré-sal que o país volta a debater o valor estratégico do petróleo para o seu futuro. Podemos afirmar que o ouro das Minas Gerais, que em parte financiou a revolução industrial na Inglaterra, nos séculos 18 e 19, em detrimento do desenvolvimento do Brasil, volta hoje sob a forma do “ouro negro”. A nação brasileira não pode, de forma alguma, perder essa nova oportunidade oferecida pela natureza. Com esse propósito, o governo do presidente Lula enviou ao Congresso Nacional a proposta de fortalecer a Petrobras através da recompra de partes das ações que estão em mãos de empresas nacionais e internacionais, como forma de reforçar o caráter público e estatal da empresa e diminuir os repasses de dividendos aos acionistas. O governo propõe ainda a constituição de uma empresa estatal (a Petrosal) para controlar, fiscalizar, potencializar e racionalizar a exploração do petróleo a partir dos interesses do povo brasileiro. Novamente os setores traidores da pátria se colocam contra a iniciativa do governo de fortalecer as empresas nacionais e o petróleo brasileiro. Querem, em última instância, diminuir ou extinguir o controle público e estatal dessa potencial riqueza nacional e entregá-la aos interesses privados internacionais.

Por isso, é fundamental reafirmarmos: a Petrobras é do Brasil, a Petrosal é do povo e o petróleo é nosso!
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A Petrobras é hoje uma das maiores empresas petrolíferas do mundo.
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Agência Brasil

Perguntas e respostas
1 - O que é o pré-sal?
Com 800 Km de extensão e 200 km de largura, a camada pré-sal se distribui pelas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo e vai desde o litoral de Santa Catarina até o do Espírito Santo. O petróleo encontrado nestas novas reservas está a mais de 7 mil metros de profundidade, abaixo da camada de sal, o que, segundo geólogos, conserva a qualidade do óleo.

2 - Qual o potencial dessa descoberta?
O pré-sal representa um marco na indústria petrolífera mundial, sendo considerado uma das maiores descobertas nos últimos anos. As previsões de especialistas do setor apontam para a existência de 100 bilhões de barris de petróleo na camada pré-sal, podendo chegar ao dobro disso. Esses números surpreendem, uma vez que a capacidade atual é de 14 bilhões de barris/dia. É, conforme já mencionado, o início de uma nova era para o Brasil. A estimativa é de um grande retorno financeiro (calcula-se algo entre 5 e 13 trilhões de dólares. O PIB do Brasil em 2008 foi de 1,5 trilhão de dólares), caso permaneça a atual cotação desse produto no mercado internacional. Com as novas reservas, o país alcançará o seleto grupo dos dez maiores produtores de petróleo do mundo.

3 - O governo federal já enviou ao Congresso quatro projetos de lei sobre o assunto. O que eles preveem?
Os quatro projetos de lei enviados pelo governo federal ao Congresso preveem a criação de uma estatal (a Petrosal) e de um Fundo Social, com recursos para a educação, o combate à pobreza e a inovação tecnológica, o fortalecimento da Petrobras e a elaboração de uma nova lei do petróleo, que muda o atual modelo de exploração.
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4 - Qual a necessidade de um novo modelo de exploração?
O projeto do governo federal, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso, propõe alterar o atual sistema de concessão, implantado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, em 1997, para o de partilha. No sistema que vigora atualmente (o de concessão), inclusive para áreas do pré-sal já leiloadas (28% do total), a empresa vencedora das licitações fica com todo o óleo extraído, pagando tributos ao setor público, como os royalties. No modelo de partilha, que se pretende adotar, 72% das reservas serão geridas por uma nova estatal, controlada integralmente pela União. Ele costuma ser adotado por países com reservas abundantes e baixo risco exploratório – como é o caso do Brasil. Além disso, a Petrobras será a operadora única de todos os campos na região e terá a garantia de que ficará, no mínimo, com 30% dos consórcios a serem formados para explorar as novas reservas. Dessa forma, a mudança é para garantir que as gigantescas reservas sejam controladas pelo Estado e a riqueza oriunda da exploração seja de fato destinada ao povo brasileiro. Trata-se de uma escolha estratégica, que visa defender os interesses nacionais e não os estrangeiros. Além disso, rompe com o modelo privatista do governo anterior e dá um viés nacionalista, voltado para a população brasileira. É importante mencionar o fato de que essa escolha não é algo novo: as principais reservas petrolíferas do mundo estão sob controle dos Estados Nacionais. Essa é uma das propostas que mais recebe críticas das empresas privadas do setor, nacionais e multinacionais. Elas querem que o sistema de concessão seja mantido, o que, se vier a ocorrer, vai significar um prejuízo irreparável para a sociedade brasileira.

5 - O que é o Fundo Social e qual o seu objetivo?
Pelo previsto no projeto de lei, o Fundo Social será um fundo financeiro constituído por recursos oriundos da exploração do pré-sal, destinados às seguintes atividades prioritárias: combate à pobreza, educação, cultura, ciência e tecnologia e sustentabilidade ambiental. É a chance que o país tem para saldar a sua enorme dívida social.
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As novas reservas possuem 800 km de extensão e 200 km de largura.
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Agência Brasil

Recursos do pré-sal vão permitir ao país desenvolver energias renováveis.
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Mas o povo brasileiro deve ficar atento e pressionar bastante para que boa parte dos recursos (e não apenas uma parcela residual) seja destinada ao Fundo Social, como forma de garantir um substancial desenvolvimento das áreas consideradas prioritárias e alavancar o acesso à educação de qualidade em nosso país.
Fontes: Petrobras, Funp, Campanha pré-sal, Agência Câmara e Dieese

Mais informações sobre o pré-sal em: www.pre-sal.org.br www2.petrobras.com.br/presal www.agenciacamara.gov.br www.agenciasenado.gov.br www.sinprominas.org.br

Assinam esta cartilha: Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Fitee) Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar de Minas Gerais (Saae-MG) Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e Bicas Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG) Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Minas Gerais (Sinttel-MG) Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg) Fundação Maurício Grabois Associação dos Jornalistas do Serviço Público (Ajosp) Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB Minas) União Colegial de Minas Gerais (UCMG) União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG) União de Negros pela Igualdade (Unegro) União da Juventude Socialista (UJS) Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) Movimento Popular da Mulher (MPM) Grupo Cultural NUC Protógenes Queiroz (http://blogdoprotogenes.com.br/)

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