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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS Data-Base - 30/09/2010 ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Legislação Societária

EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA , SENDO OS SEUS ADMINISTRADORES RESPONSÁVEIS PELA VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS.

01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3
4 - NIRE

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

35300022807

01.02 - SEDE
1 - ENDEREÇO COMPLETO 2 - BAIRRO OU DISTRITO

Alameda Santos, 1357 - 6º andar
3 - CEP 4 - MUNICÍPIO

Cerqueira César
5 - UF

01470-908
6 - DDD

São Paulo
7 - TELEFONE 8 - TELEFONE 9 - TELEFONE 10 - TELEX

SP 2138-4014
13 - FAX

011
11 - DDD

2138-4014
12 - FAX

14 - FAX

011
15 - E-MAIL

2138-4014

-

-

IR@FIBRIA.COM.BR

01.03 - DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES (Endereço para Correspondência com a Companhia)
1 - NOME

JOÃO ADALBERTO ELEK JUNIOR
2 - ENDEREÇO COMPLETO 3 - BAIRRO OU DISTRITO

Alameda Santos, 1357 - 6º andar
4 - CEP 5 - MUNICÍPIO

Cerqueira César
6 - UF

01470-908
7 - DDD

São Paulo
8 - TELEFONE 9 - TELEFONE 10 - TELEFONE 11 - TELEX

SP 2138-4565
14 - FAX

011
12 - DDD

2138-4565
13 - FAX

15 - FAX

011
16 - E-MAIL

2138-4565

-

-

IR@FIBRIA.COM.BR

01.04 - REFERÊNCIA / AUDITOR
EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO 1 - INÍCIO 2 - TÉRMINO 3 - NÚMERO TRIMESTRE ATUAL 4 - INÍCIO 5 - TÉRMINO 6 - NÚMERO TRIMESTRE ANTERIOR 7 - INÍCIO 8 - TÉRMINO

01/01/2010

31/12/2010

3

01/07/2010

30/09/2010

2

01/04/2010 00287-9

30/06/2010

9 - NOME/RAZÃO SOCIAL DO AUDITOR

10 - CÓDIGO CVM

PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes
11 - NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO

12 - CPF DO RESP. TÉCNICO

Carlos Eduardo Guaraná Mendonça

401.371.636-49

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

01.05 - COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL
Número de Ações 1 - TRIMESTRE ATUAL 2 - TRIMESTRE ANTERIOR 3 - IGUAL TRIMESTRE EX. ANTERIOR

(Mil) Do Capital Integralizado 1 - Ordinárias 2 - Preferenciais 3 - Total Em Tesouraria 4 - Ordinárias 5 - Preferenciais 6 - Total

30/09/2010 467.935 0 467.935 343 0 343

30/06/2010 467.935 0 467.935 343 0 343

30/09/2009 390.164 0 390.164 0 0 0

01.06 - CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA
1 - TIPO DE EMPRESA

Empresa Comercial, Industrial e Outras
2 - TIPO DE SITUAÇÃO

Operacional
3 - NATUREZA DO CONTROLE ACIONÁRIO

Privada Nacional
4 - CÓDIGO ATIVIDADE

1040 - Papel e Celulose
5 - ATIVIDADE PRINCIPAL

Fabricação de papel e celulose

6 - TIPO DE CONSOLIDADO

Total
7 - TIPO DO RELATÓRIO DOS AUDITORES

Sem Ressalva

01.07 - SOCIEDADES NÃO INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
1 - ITEM 2 - CNPJ 3 - DENOMINAÇÃO SOCIAL

01.08 - PROVENTOS EM DINHEIRO DELIBERADOS E/OU PAGOS DURANTE E APÓS O TRIMESTRE
1 - ITEM 2 - EVENTO 3 - APROVAÇÃO 4 - PROVENTO 5 - INÍCIO PGTO. 6 - ESPÉCIE E CLASSE DE AÇÃO 7 - VALOR DO PROVENTO P/ AÇÃO

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Legislação Societária

01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

-

. . /

-

01.09 - CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO E ALTERAÇÕES NO EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO
1- ITEM 2 - DATA DA ALTERAÇÃO 3 - VALOR DO CAPITAL SOCIAL (Reais Mil) 4 - VALOR DA ALTERAÇÃO (Reais Mil) 5 - ORIGEM DA ALTERAÇÃO 7 - QUANTIDADE DE AÇÕES EMITIDAS (Mil) 8 - PREÇO DA AÇÃO NA EMISSÃO (Reais)

01.10 - DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES
1 - DATA 2 - ASSINATURA

11/11/2010

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

02.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 30/09/2010 4 - 30/06/2010

1 1.01 1.01.01 1.01.01.01 1.01.01.02 1.01.02 1.01.02.01 1.01.02.02 1.01.02.02.01 1.01.03 1.01.04 1.01.04.01 1.01.04.02 1.01.04.03 1.02 1.02.01 1.02.01.01 1.02.01.01.01 1.02.01.01.02 1.02.01.02 1.02.01.02.01 1.02.01.02.02 1.02.01.02.03 1.02.01.03 1.02.01.03.01 1.02.01.03.03 1.02.01.03.04 1.02.01.03.05 1.02.02 1.02.02.01 1.02.02.01.01 1.02.02.01.02 1.02.02.01.03 1.02.02.01.04 1.02.02.01.05 1.02.02.02 1.02.02.02.01 1.02.02.02.02 1.02.02.03 1.02.02.04

Ativo Total Ativo Circulante Disponibilidades Caixa e equivalentes de caixa Títulos e valores mobiliários Créditos Clientes Créditos Diversos Instrumentos financeiros derivativos Estoques Outros Impostos a recuperar Créditos com partes relacionadas Demais contas a receber e outras ativos Ativo Não Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Créditos Diversos Impostos a recuperar Títulos e valores mobiliários Créditos com Pessoas Ligadas Com Coligadas e Equiparadas Com Controladas Com Outras Pessoas Ligadas Outros Imp.de renda e contr.social diferidos Adiantamento a fornecedores Ativos mantidos para venda Demais contas a receber Ativo Permanente Investimentos Participações Coligadas/Equiparadas Participações Coligadas/Equiparadas-Ágio Participações em Controladas Participações em Controladas - Ágio Outros Investimentos Imobilizado Imobilizado Ativos biológicos Intangível Diferido

28.837.164 2.995.653 1.631.911 94.868 1.537.043 666.316 606.230 60.086 60.086 470.224 227.202 158.567 1.551 67.084 25.841.511 1.858.385 321.211 321.211 0 8.664 0 8.664 0 1.528.510 918.154 533.299 16.959 60.098 23.983.126 8.593.505 0 0 8.593.124 0 381 10.016.931 7.397.133 2.619.798 5.372.690 0

28.605.201 2.551.347 1.615.500 33.095 1.582.405 259.769 245.329 14.440 14.440 425.816 250.262 179.081 0 71.181 26.053.854 1.822.990 309.209 281.241 27.968 25.737 0 25.737 0 1.488.044 867.796 569.457 0 50.791 24.230.864 11.763.981 0 0 11.763.600 0 381 7.073.897 4.427.787 2.646.110 5.392.986 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

02.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 30/09/2010 4 - 30/06/2010

2 2.01 2.01.01 2.01.02 2.01.03 2.01.04 2.01.04.01 2.01.04.02 2.01.05 2.01.05.01 2.01.06 2.01.07 2.01.08 2.01.08.02 2.01.08.03 2.01.08.04 2.01.08.05 2.01.08.06 2.02 2.02.01 2.02.01.01 2.02.01.01.01 2.02.01.02 2.02.01.03 2.02.01.03.01 2.02.01.04 2.02.01.04.01 2.02.01.05 2.02.01.06 2.02.01.06.01 2.02.01.06.02 2.02.01.06.03 2.02.01.06.04 2.03 2.05 2.05.01 2.05.01.01 2.05.02 2.05.02.01 2.05.02.02 2.05.03

Passivo Total Passivo Circulante Empréstimos e Financiamentos Debêntures Fornecedores Impostos, Taxas e Contribuições Impostos e taxas a recolher Parcelamento Tributário Dividendos a Pagar Dividendos e juros sobre capital próprio Provisões Dívidas com Pessoas Ligadas Outros Salários e encargos sociais Obrigações com instrumentos derivativos Obrigações com partes relacionadas Contas a pagar com aquisições de ações Demais contas a pagar Passivo Não Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Empréstimos e Financiamentos Financiamentos Debêntures Provisões Provisão para contingências Dívidas com Pessoas Ligadas Mútuo com controlada no exterior Adiantamento para Futuro Aumento Capital Outros Imp.de Renda e Contr.Social Diferidos Contas a pagar com aquisições de ações Parcelamento Tributário Demais contas a pagar Resultados de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido Capital Social Realizado Capital Social Realizado Reservas de Capital Reserva de Capital Ações em tesouraria Reservas de Reavaliação

28.837.164 2.575.824 498.070 0 270.242 36.721 0 0 2.164 2.164 0 0 1.768.627 102.978 0 124.467 1.392.839 148.343 10.776.060 10.776.060 5.133.052 5.133.052 0 122.444 122.444 4.507.390 4.507.390 0 1.013.174 854.589 0 71.284 87.301 0 15.485.280 8.379.397 8.379.397 (7.658) 2.688 (10.346) 9.354

28.605.201 2.651.850 468.763 0 576.806 32.563 17.472 15.091 2.164 2.164 0 0 1.571.554 84.506 0 0 1.240.615 246.433 10.770.351 10.770.351 4.695.138 4.695.138 0 121.947 121.947 4.592.285 4.592.285 0 1.360.981 658.555 546.820 64.021 91.585 0 15.183.000 8.379.397 8.379.397 (7.658) 2.688 (10.346) 9.647

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

02.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -30/09/2010 4 -30/06/2010

2.05.03.01 2.05.03.02 2.05.04 2.05.04.01 2.05.04.02 2.05.04.03 2.05.04.04 2.05.04.05 2.05.04.06 2.05.04.07 2.05.05 2.05.05.01 2.05.05.02 2.05.05.03 2.05.06 2.05.07

Ativos Próprios Controladas/Coligadas e Equiparadas Reservas de Lucro Legal Estatutária Para Contingências De Lucros a Realizar Retenção de Lucros Especial p/ Dividendos Não Distribuídos Outras Reservas de Lucro Ajustes de Avaliação Patrimonial Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários Ajustes Acumulados de Conversão Ajustes de Combinação de Negócios Lucros/Prejuízos Acumulados Adiantamento para Futuro Aumento Capital

9.354 0 5.046.987 273.868 0 0 0 4.651.161 121.958 0 1.618.824 0 0 0 438.376 0

9.647 0 5.046.695 273.868 0 0 0 4.650.869 121.958 0 1.618.824 0 0 0 136.095 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/07/2010 a 30/09/2010 4 - 01/01/2010 a 30/09/2010 5 - 01/07/2009 a 30/09/2009 6 - 01/01/2009 a 30/09/2009

3.01 3.02 3.03 3.04 3.05 3.06 3.06.01 3.06.02 3.06.02.01 3.06.02.02 3.06.03 3.06.03.01 3.06.03.01.01 3.06.03.01.02 3.06.03.02 3.06.03.02.01 3.06.03.02.02 3.06.04 3.06.04.01 3.06.05 3.06.05.01 3.06.05.03 3.06.06 3.06.06.01 3.07 3.08 3.08.01

Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços Deduções da Receita Bruta Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos Resultado Bruto Despesas/Receitas Operacionais Com Vendas Gerais e Administrativas Gerais e Administrativas Honorários da diretoria Financeiras Receitas Financeiras Receitas Financeiras Variações monetárias e cambiais líquidas Despesas Financeiras Despesas Financeiras Variações monetárias e cambiais líquidas Outras Receitas Operacionais Outras receitas operacionais Outras Despesas Operacionais Outras despesas operacionais Valor justo da part inicial na Aracruz Resultado da Equivalência Patrimonial Equivalência patrimonial Resultado Operacional Resultado Não Operacional Receitas

1.281.265 (131.441) 1.149.824 (1.034.986) 114.838 333.289 (38.491) (74.092) (69.728) (4.364) 382.708 583.725 99.196 484.529 (201.017) (201.017) 0 32.417 32.417 0 0 0 30.747 30.747 448.127 0 0

3.620.633 (354.834) 3.265.799 (2.879.545) 386.254 42.537 (149.041) (204.776) (190.747) (14.029) (178.532) 457.731 256.086 201.645 (636.263) (636.263) 0 30.589 30.589 0 0 0 544.297 544.297 428.791 0 0

615.176 (98.476) 516.700 (536.799) (20.099) 197.752 46.393 (33.545) (32.714) (831) 119.718 246.976 25.093 221.883 (127.258) (127.258) 0 174 174 (32.099) (32.099) 0 97.111 97.111 177.653 0 0

1.862.765 (278.103) 1.584.662 (1.364.074) 220.588 1.855.070 (57.428) (100.071) (97.119) (2.952) 416.646 880.379 119.476 760.903 (463.733) (463.733) 0 0 0 1.283.336 (95.588) 1.378.924 312.587 312.587 2.075.658 0 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/07/2010 a 30/09/2010 4 - 01/01/2010 a 30/09/2010 5 - 01/07/2009 a 30/09/2009 6 - 01/01/2009 a 30/09/2009

3.08.02 3.09 3.10 3.11 3.12 3.12.01 3.12.02 3.13 3.15

Despesas Resultado Antes Tributação/Participações Provisão para IR e Contribuição Social IR Diferido Participações/Contribuições Estatutárias Participações Contribuições Reversão dos Juros sobre Capital Próprio Lucro/Prejuízo do Período NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) LUCRO POR AÇÃO (Reais) PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)

0 448.127 0 (145.846) 0 0 0 0 302.281 467.592 0,64646

0 428.791 82.922 (73.337) 0 0 0 0 438.376 467.592 0,93752

0 177.653 0 (19.041) 0 0 0 0 158.612 390.164 0,40653

0 2.075.658 0 (140.432) 0 0 0 0 1.935.226 390.164 4,96003

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

04.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - METODO INDIRETO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/07/2010 a 30/09/2010 4 - 01/01/2010 a 30/09/2010 5 - 01/07/2009 a 30/09/2009 6 - 01/01/2009 a 30/09/2009 187.485 92.429 177.653 99.746 (225.285) 9.555 (97.111) 142.756 0 0 (24.316) 0 76.548 (32.022) 0 (35.095) 24.084 (1.389) 7.615 24.069 15.753 (16.351) (3.839) 1.328 9.934 32.604 (10.658) 382.892 373.016 2.075.658 312.580 (704.464) (21.563) (312.587) 255.156 0 0 185.833 0 76.548 (82.954) (1.378.924) (32.267) 27.194 1.012 (2.833) 34.355 15.753 4.532 4.316 (358) 5.176 0 (10.658)

4.01 4.01.01 4.01.01.01 4.01.01.02 4.01.01.03 4.01.01.04 4.01.01.05 4.01.01.06 4.01.01.07 4.01.01.08 4.01.01.09 4.01.01.10 4.01.01.11 4.01.01.12 4.01.01.13 4.01.01.14 4.01.02 4.01.02.01 4.01.02.02 4.01.02.03 4.01.02.04 4.01.02.05 4.01.02.06 4.01.02.07 4.01.02.08 4.01.02.09 4.01.02.10

Caixa Líquido Atividades Operacionais Caixa Gerado nas Operações Lucro (Prejuízo) antes do IR/CSLL Depreciação, exaustão e amortização Variação cambial e monetária Valor justo de contratos derivativos Equivalência patrimonial AVP contas a pagar p/ aquisição de ações Ganho/Perda na alienação de imobilizado Aprop juros s/ tít e valores mobiliarios Aprop de juros sobre financiamento Variação no valor justo de ativos biolog Amortização de mais valia de controladas Rendimento títulos e valores mobiliários Valor justo da particip. inicial Aracruz Compl/Reversão Prov Conting, PDD e outro Variações nos Ativos e Passivos Contas a receber de clientes Estoques Impostos a recuperar Créditos intercompanhias Demais contas a receber Fornecedores Impostos e taxas a recolher Salários e encargos sociais Débitos intercompanhias Provisão conting. e depósitos judiciais

(36.603) 288.880 448.127 271.469 (484.529) (52.778) (30.747) 54.213 (1.599) (39.465) 73.154 0 (4.228) 0 0 55.263 (284.556) (379.558) (69.487) (2.054) 15.521 14.793 (91.225) 4.129 18.472 304.865 818

724.569 752.249 428.791 723.632 (201.645) (52.492) (544.297) 241.993 3.658 (105.848) 290.917 (51.070) (4.228) 0 0 22.838 141.597 288.971 (125.296) (7.687) (4.752) 188.833 57.691 3.564 6.002 (275.235) 818

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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS Data-Base - 30/09/2010 ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Legislação Societária EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

04.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - METODO INDIRETO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -01/07/2010 a 30/09/2010 4 -01/01/2010 a 30/09/2010 5 - 01/07/2009 a 30/09/200901/07/20096a- 30/09/2009 a 30/09/200901/01/2009 a 30/09/2009 01/01/2009

4.01.02.11 4.01.03 4.01.03.01 4.01.03.02 4.01.03.03 4.02 4.02.01 4.02.02 4.02.03 4.02.04 4.02.05 4.02.06 4.02.07 4.02.08 4.02.09 4.03 4.03.01 4.03.02 4.03.03 4.03.04 4.03.05 4.04 4.05 4.05.01 4.05.02

Demais contas a pagar Outros Juros recebidos s/ tít. valores mobiliár Juros pagos sobre financiamentos Juros sobre Capital proprio e dividendos Caixa Líquido Atividades de Investimento Aquisição controle acionário, liq caixa Aquisição de imobilizado Títulos e valores mobiliários Aumento de capital em controlada Receita na venda de ativo imobilizado Contratos de derivativos liquidados Dividendos Outros Aumento (diminuição) de intangível Caixa Líquido Atividades Financiamento Captações de financiamentos Pagto Financiamentos/empréstimo - Princ. Ações em tesouraria Subscrição de capital em dinheiro Outros Variação Cambial s/ Caixa e Equivalentes Aumento(Redução) de Caixa e Equivalentes Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes Saldo Final de Caixa e Equivalentes

(100.830) (40.927) 22.436 (63.363) 0 (571.615) (448.809) (224.460) 90.360 0 4.793 7.132 0 (631) 0 669.819 873.266 (200.163) 0 0 (3.284) 172 61.773 33.095 94.868

8.688 (169.277) 76.799 (246.076) 0 (1.600.258) (2.533.333) (533.949) 1.400.660 (228.819) 6.225 (11.494) 301.083 (631) 0 782.089 3.244.849 (2.449.887) (9.587) 0 (3.286) 41 (93.559) 188.427 94.868

(34.982) 70.972 17.301 (35.546) 89.217 (101.023) (487.848) (55.714) 669.578 (185.734) 0 (33.042) 0 0 (8.263) (75.587) 266.815 (342.412) 0 0 10 0 10.875 12.322 23.197

(24.101) (17.318) 36.295 (142.830) 89.217 (3.719.746) (987.848) (179.013) (1.435.398) (969.266) 0 (139.958) 0 0 (8.263) 2.992.219 912.925 (919.066) 0 2.998.390 (30) 0 (344.635) 367.832 23.197

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Data-Base - 30/09/2010

Legislação Societária

01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

05.01 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/07/2010 a 30/09/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE CAPITAL 5 - RESERVAS DE REAVALIAÇÃO 6 - RESERVAS DE LUCRO 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE ACUMULADOS AVALIAÇÃO PATRIMONIAL 136.095 0 136.095 302.281 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 438.376 1.618.824 0 1.618.824 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.618.824 9 - TOTAL PATRIMÔNIO LÍQUIDO

5.01 5.02 5.03 5.04 5.05 5.05.01 5.05.02 5.05.03 5.06 5.07 5.07.01 5.07.02 5.07.03 5.08 5.09 5.10 5.11 5.12 5.13

Saldo Inicial Ajustes de Exercícios Anteriores Saldo Ajustado Lucro / Prejuízo do Período Destinações Dividendos Juros sobre Capital Próprio Outras Destinações Realização de Reservas de Lucros Ajustes de Avaliação Patrimonial Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários Ajustes Acumulados de Conversão Ajustes de Combinação de Negócios Aumento/Redução do Capital Social Constituição/Realização Reservas Capital Ações em Tesouraria Outras Transações de Capital Outros Saldo Final

8.379.397 0 8.379.397 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8.379.397

(7.657) 0 (7.657) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 (1) 0 0 (7.658)

9.647 0 9.647 0 0 0 0 0 (294) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 9.353

5.046.694 0 5.046.694 0 0 0 0 0 294 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5.046.988

15.183.000 0 15.183.000 302.281 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 (1) 0 0 15.485.280

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Data-Base - 30/09/2010

Legislação Societária

01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

05.02 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 30/09/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE CAPITAL 5 - RESERVAS DE REAVALIAÇÃO 6 - RESERVAS DE LUCRO 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE ACUMULADOS AVALIAÇÃO PATRIMONIAL 0 0 3.448.579 (3.448.579) 0 0 438.376 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 438.376 0 1.618.824 0 0 1.618.824 1.618.824 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.618.824 9 - TOTAL PATRIMÔNIO LÍQUIDO

5.01 5.02 5.02.01 5.02.02 5.02.03 5.03 5.04 5.05 5.05.01 5.05.02 5.05.03 5.06 5.07 5.07.01 5.07.02 5.07.03 5.08 5.09 5.10 5.11 5.12 5.13

Saldo Inicial Ajustes de Exercícios Anteriores Adoção inicial dos CPC 15 a 40 Transferência para resrva de lucro Ajuste de avaliação patrimonial Saldo Ajustado Lucro / Prejuízo do Período Destinações Dividendos Juros sobre Capital Próprio Outras Destinações Realização de Reservas de Lucros Ajustes de Avaliação Patrimonial Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários Ajustes Acumulados de Conversão Ajustes de Combinação de Negócios Aumento/Redução do Capital Social Constituição/Realização Reservas Capital Ações em Tesouraria Outras Transações de Capital Outros Saldo Final

8.379.397 0 0 0 0 8.379.397 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8.379.397

1.932 0 0 0 0 1.932 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 (9.590) 0 0 (7.658)

10.274 0 0 0 0 10.274 0 0 0 0 0 0 (920) 0 0 0 0 0 0 0 0 9.354

1.597.488 3.448.579 0 3.448.579 0 5.046.067 0 0 0 0 0 0 920 0 0 0 0 0 0 0 0 5.046.987

9.989.091 5.067.403 3.448.579 0 1.618.824 15.056.494 438.376 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 (9.590) 0 0 15.485.280

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

08.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 30/09/2010 4 - 30/06/2010

1 1.01 1.01.01 1.01.01.01 1.01.01.02 1.01.02 1.01.02.01 1.01.02.02 1.01.02.02.01 1.01.03 1.01.04 1.01.04.01 1.01.04.03 1.02 1.02.01 1.02.01.01 1.02.01.01.01 1.02.01.01.02 1.02.01.02 1.02.01.02.01 1.02.01.02.02 1.02.01.02.03 1.02.01.03 1.02.01.03.01 1.02.01.03.02 1.02.01.03.03 1.02.01.03.04 1.02.02 1.02.02.01 1.02.02.01.01 1.02.02.01.02 1.02.02.01.03 1.02.02.02 1.02.02.02.01 1.02.02.02.02 1.02.02.03 1.02.02.04

Ativo Total Ativo Circulante Disponibilidades Caixa e equivalentes de caixa Títulos e valores mobiliários Créditos Clientes Créditos Diversos Instrumentos financeiros derivativos Estoques Outros Impostos a recuperar Demais contas a receber e outros Ativo Não Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Créditos Diversos Títulos e valores mobiliários Impostos a recuperar Créditos com Pessoas Ligadas Com Coligadas e Equiparadas Com Controladas Com Outras Pessoas Ligadas Outros Imp.de renda e contr.social diferidos Adiantamentos a fornecedores Ativos mantidos para a venda Demais contas a receber Ativo Permanente Investimentos Participações Coligadas/Equiparadas Participações em Controladas Outros Investimentos Imobilizado Imobilizado Ativos biológicos Intangível Diferido

29.964.647 4.619.990 2.124.169 479.839 1.644.330 1.077.697 1.017.439 60.258 60.258 1.051.132 366.992 226.594 140.398 25.344.657 2.727.568 626.556 0 626.556 0 0 0 0 2.101.012 1.337.792 660.104 26.271 76.845 22.617.089 8.485 0 8.104 381 17.230.037 13.487.565 3.742.472 5.378.567 0

30.415.486 4.884.181 2.321.210 633.870 1.687.340 1.233.606 1.219.166 14.440 14.440 931.705 397.660 262.586 135.074 25.531.305 2.525.092 372.406 27.968 344.438 0 0 0 0 2.152.686 1.381.798 679.739 0 91.149 23.006.213 15.021 0 14.640 381 17.593.169 13.808.466 3.784.703 5.398.023 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

08.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 30/09/2010 4 - 30/06/2010

2 2.01 2.01.01 2.01.02 2.01.03 2.01.04 2.01.04.01 2.01.04.03 2.01.05 2.01.05.01 2.01.06 2.01.07 2.01.08 2.01.08.01 2.01.08.02 2.01.08.03 2.01.08.04 2.02 2.02.01 2.02.01.01 2.02.01.02 2.02.01.03 2.02.01.03.01 2.02.01.04 2.02.01.05 2.02.01.06 2.02.01.06.01 2.02.01.06.04 2.02.01.06.05 2.02.01.06.06 2.03 2.04 2.05 2.05.01 2.05.01.01 2.05.02 2.05.02.01 2.05.02.02 2.05.03 2.05.03.01 2.05.03.02

Passivo Total Passivo Circulante Empréstimos e Financiamentos Debêntures Fornecedores Impostos, Taxas e Contribuições Impostos e taxas a recolher Parcelamento Trinutário Dividendos a Pagar Dividendos e juros sobre capital próprio Provisões Dívidas com Pessoas Ligadas Outros Salários e encargos sociais Instrumentos financeiros derivativos Demais contas a pagar Contas a pagar com aquisições de ações Passivo Não Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Empréstimos e Financiamentos Debêntures Provisões Provisão para contingências Dívidas com Pessoas Ligadas Adiantamento para Futuro Aumento Capital Outros Imp.de renda e contr.social diferidos Contas a pagar com aquisições de ações Parcelamento Tributário Demais contas a pagar Resultados de Exercícios Futuros Part. de Acionistas Não Controladores Patrimônio Líquido Capital Social Realizado Capital social realizado Reservas de Capital Reserva de capital Ações em tesouraria Reservas de Reavaliação Ativos Próprios Controladas/Coligadas e Equiparadas

29.964.647 2.959.209 897.559 0 377.461 69.400 0 0 2.164 2.164 0 0 1.612.625 131.780 0 88.006 1.392.839 11.498.080 11.498.080 10.005.978 0 129.652 129.652 0 0 1.362.450 1.154.222 0 71.605 136.623 0 22.078 15.485.280 8.379.397 8.379.397 (7.658) 2.688 (10.346) 9.354 0 0

30.415.486 2.842.090 899.598 0 449.724 62.749 47.658 15.091 2.164 2.164 0 0 1.427.855 106.447 0 80.793 1.240.615 12.368.844 12.368.844 10.521.854 0 130.392 130.392 0 0 1.716.598 955.442 546.820 64.021 150.315 0 21.552 15.183.000 8.379.397 8.379.397 (7.658) 2.688 (10.346) 9.647 0 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

01279-3

FIBRIA CELULOSE SA

60.643.228/0001-21

08.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -30/09/2010 4 -30/06/2010

2.05.04 2.05.04.01 2.05.04.02 2.05.04.03 2.05.04.04 2.05.04.05 2.05.04.06 2.05.04.07 2.05.05 2.05.05.01 2.05.05.02 2.05.05.03 2.05.06 2.05.07

Reservas de Lucro Legal Estatutária Para Contingências De Lucros a Realizar Retenção de Lucros Especial p/ Dividendos Não Distribuídos Outras Reservas de Lucro Ajustes de Avaliação Patrimonial Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários Ajustes Acumulados de Conversão Ajustes de Combinação de Negócios Lucros/Prejuízos Acumulados Adiantamento para Futuro Aumento Capital

5.046.987 273.868 0 0 0 4.651.161 121.958 0 1.618.824 0 0 0 438.376 0

5.046.695 273.868 0 0 0 4.650.869 121.958 0 1.618.824 0 0 0 136.095 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

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60.643.228/0001-21

09.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/07/2010 a 30/09/2010 4 - 01/01/2010 a 30/09/2010 5 - 01/07/2009 a 30/09/2009 6 - 01/01/2009 a 30/09/2009

3.01 3.02 3.03 3.04 3.05 3.06 3.06.01 3.06.02 3.06.02.01 3.06.02.02 3.06.03 3.06.03.01 3.06.03.01.01 3.06.03.01.02 3.06.03.02 3.06.03.02.01 3.06.03.02.02 3.06.04 3.06.04.01 3.06.05 3.06.05.01 3.06.05.03 3.06.06 3.06.06.01 3.07 3.08 3.08.01

Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços Deduções da Receita Bruta Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos Resultado Bruto Despesas/Receitas Operacionais Com Vendas Gerais e Administrativas Gerais e Administrativas Honorários da diretoria Financeiras Receitas Financeiras Receitas Financeiras Variações monetárias e cambiais líquidas Despesas Financeiras Despesas Financeiras Variações monetárias e cambiais líquidas Outras Receitas Operacionais Outras receitas operacionais Outras Despesas Operacionais Outras despesas operacionais Valor justo da part inicial na Aracruz Resultado da Equivalência Patrimonial Equivalência patrimonial Resultado Operacional Resultado Não Operacional Receitas

2.156.407 (359.915) 1.796.492 (1.316.386) 480.106 51.432 (80.447) (85.022) (79.787) (5.235) 248.338 548.440 118.157 430.283 (300.102) (300.102) 0 0 0 (24.900) (24.900) 0 (6.537) (6.537) 531.538 0 0

6.513.364 (1.232.591) 5.280.773 (3.875.620) 1.405.153 (919.627) (243.496) (238.242) (223.185) (15.057) (407.858) 471.607 331.909 139.698 (879.465) (879.465) 0 0 0 (22.887) (22.887) 0 (7.144) (7.144) 485.526 0 0

1.563.723 (161.463) 1.402.260 (1.202.758) 199.502 346.849 (77.858) (72.796) (68.402) (4.394) 567.772 851.866 234.995 616.871 (284.094) (284.094) 0 0 0 (74.946) (74.946) 0 4.677 4.677 546.351 0 0

4.773.726 (471.880) 4.301.846 (3.652.229) 649.617 2.562.554 (232.477) (200.030) (189.326) (10.704) 1.751.338 2.730.979 531.100 2.199.879 (979.641) (979.641) 0 0 0 1.244.701 (134.223) 1.378.924 (978) (978) 3.212.171 0 0

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09.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/07/2010 a 30/09/2010 4 - 01/01/2010 a 30/09/2010 5 - 01/07/2009 a 30/09/2009 6 - 01/01/2009 a 30/09/2009

3.08.02 3.09 3.10 3.11 3.12 3.12.01 3.12.02 3.13 3.14 3.15

Despesas Resultado Antes Tributação/Participações Provisão para IR e Contribuição Social IR Diferido Participações/Contribuições Estatutárias Participações Contribuições Reversão dos Juros sobre Capital Próprio Part. de Acionistas Não Controladores Lucro/Prejuízo do Período NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) LUCRO POR AÇÃO (Reais) PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)

0 531.538 (2.090) (226.644) 0 0 0 0 (523) 302.281 467.592 0,64646

0 485.526 73.182 (117.385) 0 0 0 0 (2.947) 438.376 467.592 0,93752

0 546.351 (17.396) (161.100) 0 0 0 0 (209.243) 158.612 390.164 0,40653

0 3.212.171 (28.191) (629.117) 0 0 0 0 (619.637) 1.935.226 390.164 4,96003

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10.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO - METODO INDIRETO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/07/2010 a 30/09/2010 4 - 01/01/2010 a 30/09/2010 5 - 01/07/2009 a 30/09/2009 (57.525) 345.886 546.353 303.544 (691.649) (16.370) (4.678) 121.201 (3.177) 0 173.447 0 (36.304) 0 (46.481) (228.220) (133.090) (127.840) 13.817 (2.441) (23.796) 43.208 (9.022) 26.405 0 (15.461) (175.191) 6 - 01/01/2009 a 30/09/2009 818.474 945.395 3.212.171 924.845 (2.381.120) (195.974) 977 360.952 (25.254) 0 567.787 0 (108.321) (1.378.924) (31.744) (110.317) (113.861) 17.567 29.276 (5.406) 11.835 12.119 (80.918) 30.381 0 (11.310) (16.604)

4.01 4.01.01 4.01.01.01 4.01.01.02 4.01.01.03 4.01.01.04 4.01.01.05 4.01.01.06 4.01.01.07 4.01.01.08 4.01.01.09 4.01.01.10 4.01.01.11 4.01.01.12 4.01.01.13 4.01.02 4.01.02.01 4.01.02.02 4.01.02.03 4.01.02.04 4.01.02.05 4.01.02.06 4.01.02.07 4.01.02.08 4.01.02.09 4.01.02.10 4.01.03

Caixa Líquido Atividades Operacionais Caixa Gerado nas Operações Lucro (prejuízo) antes do IR/CSLL Depreciação, exaustão e amortização Variação cambiel e monetária Valor justo dos contratos derivativos Equivalência patrimonial AVP contas a pagar p/ aquisição de ações Ganho/Perda na alienação de imobilizado Aprop juros s/ tít e valores mobiliarios Apropriação de juros sobre financiamento Variação valor justo de ativos biológico Rendimento títulos e valores mobiliários Valor justo da particip. inicial Aracruz Compl/Reversão Prov Conting, PDD e outro Variações nos Ativos e Passivos Contas a receber de clientes Estoques Impostos a recuperar Créditos intercompanhia Demais contas a receber Fornecedores Impostos e taxas a recolher Salários e encargos sociais Provisão para conting. e dep judiciais Demais contas a pagar Outros

598.658 786.993 531.537 456.784 (430.283) (52.950) 6.537 54.213 2.065 (42.599) 220.340 0 0 0 41.349 (93.530) 131.305 (115.700) (40.585) 0 (13.141) (77.174) 5.285 25.340 (374) (8.486) (94.805)

1.351.974 2.219.653 485.525 1.275.943 (139.698) (52.663) 7.145 241.993 12.773 (144.474) 574.224 (68.296) 0 0 27.181 (458.864) (184.430) (216.989) (80.290) 0 97.050 (21.904) 21.070 8.461 (374) (81.458) (408.815)

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

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10.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO - METODO INDIRETO (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -01/07/2010 a 30/09/2010 4 -01/01/2010 a 30/09/2010 5 - 01/07/2009 a 30/09/200901/07/20096a- 30/09/2009 a 30/09/200901/01/2009 a 30/09/2009 01/01/2009

4.01.03.01 4.01.03.02 4.01.03.03 4.02 4.02.01 4.02.02 4.02.03 4.02.04 4.02.05 4.02.06 4.03 4.03.01 4.03.02 4.03.03 4.03.04 4.03.05 4.04 4.05 4.05.01 4.05.02

Juros recebidos s/ tít. valores mobil. Juros pagos sobre financiamento Imposto de renda e contrib. social pagos Caixa Líquido Atividades de Investimento Aquisição controle acionário, líq caixa Aquisição imobilizado Títulos e valores mobiliários Receita na venda de ativo imobilizado Contratos de derivativos liquidados Outros Caixa Líquido Atividades Financiamento Captações de financiamentos Pagto financiamento/emprestimo - princip Ações em tesouraria Subscrição de capital em dinheiro Outros Variação Cambial s/ Caixa e Equivalentes Aumento(Redução) de Caixa e Equivalentes Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes Saldo Final de Caixa e Equivalentes

27.422 (119.775) (2.452) (652.914) (448.809) (302.003) 86.155 4.611 7.132 0 (56.317) 2.269.886 (2.326.205) 0 0 2 (43.458) (154.031) 633.870 479.839

102.293 (496.890) (14.218) (1.525.875) (2.533.333) (713.476) 1.715.193 8.214 (2.473) 0 25.717 5.978.140 (5.942.709) (9.587) 0 (127) (17.726) (165.910) 645.749 479.839

36.667 (196.450) (15.408) 241.904 (466.173) (257.644) 999.365 (602) (33.042) 0 432.205 774.382 (342.182) 0 0 5 (32.748) 583.836 142.977 726.813

652.805 (649.737) (19.672) (4.192.010) (1.364.329) (1.224.682) (1.486.502) 23.461 (139.958) 0 3.512.415 1.893.098 (1.379.034) 0 2.998.390 (39) (90.286) 48.593 678.220 726.813

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11.01 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/07/2010 a 30/09/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE CAPITAL 5 - RESERVAS DE REAVALIAÇÃO 6 - RESERVAS DE LUCRO 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE ACUMULADOS AVALIAÇÃO PATRIMONIAL 136.095 0 136.095 302.281 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 438.376 1.618.824 0 1.618.824 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.618.824 9 - TOTAL PATRIMÔNIO LÍQUIDO

5.01 5.02 5.03 5.04 5.05 5.05.01 5.05.02 5.05.03 5.06 5.07 5.07.01 5.07.02 5.07.03 5.08 5.09 5.10 5.11 5.12 5.13

Saldo Inicial Ajustes de Exercícios Anteriores Saldo Ajustado Lucro / Prejuízo do Período Destinações Dividendos Juros sobre Capital Próprio Outras Destinações Realização de Reservas de Lucros Ajustes de Avaliação Patrimonial Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários Ajustes Acumulados de Conversão Ajustes de Combinação de Negócios Aumento/Redução do Capital Social Constituição/Realização Reservas Capital Ações em Tesouraria Outras Transações de Capital Outros Saldo Final

8.379.397 0 8.379.397 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8.379.397

(7.657) 0 (7.657) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 (1) 0 0 (7.658)

9.647 0 9.647 0 0 0 0 0 (294) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 9.353

5.046.694 0 5.046.694 0 0 0 0 0 294 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5.046.988

15.183.000 0 15.183.000 302.281 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 (1) 0 0 15.485.280

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Data-Base - 30/09/2010

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
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11.02 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/01/2010 a 30/09/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE CAPITAL 5 - RESERVAS DE REAVALIAÇÃO 6 - RESERVAS DE LUCRO 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE ACUMULADOS AVALIAÇÃO PATRIMONIAL 0 0 3.448.579 (3.448.579) 0 0 438.376 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 438.376 0 1.618.824 0 0 1.618.824 1.618.824 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.618.824 9 - TOTAL PATRIMÔNIO LÍQUIDO

5.01 5.02 5.02.01 5.02.02 5.02.03 5.03 5.04 5.05 5.05.01 5.05.02 5.05.03 5.06 5.07 5.07.01 5.07.02 5.07.03 5.08 5.09 5.10 5.11 5.12 5.13

Saldo Inicial Ajustes de Exercícios Anteriores Adoção inicial dos CPC 15 a 40 Transferência para reserva de lucro Ajuste de avaliação patrimonial Saldo Ajustado Lucro / Prejuízo do Período Destinações Dividendos Juros sobre Capital Próprio Outras Destinações Realização de Reservas de Lucros Ajustes de Avaliação Patrimonial Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários Ajustes Acumulados de Conversão Ajustes de Combinação de Negócios Aumento/Redução do Capital Social Constituição/Realização Reservas Capital Ações em Tesouraria Outras Transações de Capital Outros Saldo Final

8.379.397 0 0 0 0 8.379.397 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8.379.397

1.932 0 0 0 0 1.932 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 (9.590) 0 0 (7.658)

10.274 0 0 0 0 10.274 0 0 0 0 0 0 (920) 0 0 0 0 0 0 0 0 9.354

1.597.488 3.448.579 0 3.448.579 0 5.046.067 0 0 0 0 0 0 920 0 0 0 0 0 0 0 0 5.046.987

9.989.091 5.067.403 3.448.579 0 1.618.824 15.056.494 438.376 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 (9.590) 0 0 15.485.280

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO
1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

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ÍNDICE
GRUPO QUADRO DESCRIÇÃO PÁGINA

01 01 01 01 01 01 01 01 01 01 02 02 03 04 05 05 08 08 09 10 11 11 06 07 12 20 21

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 02 01 01 01 02 01 02 01 01 01 02 01 01 01 01 01

IDENTIFICAÇÃO SEDE DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES (Endereço para Correspondência com a Companhia) REFERÊNCIA DO ITR COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA SOCIEDADES NÃO INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS PROVENTOS EM DINHEIRO CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO E ALTERAÇÕES NO EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 04 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA 05 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/07/2010 a 30/09/2010 05 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 30/09/2010 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CONSOLIDADO BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO 10.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO 11 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/07/2010 a 30/09/2010 11 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/01/2010 a 30/09/2010 NOTAS EXPLICATIVAS COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL

1 1 1 1 2 2 2 2 3 3 4 5 7 9 11 12 13 14 16 18 20 21 22 99 128 129 135/136

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Resultados 3T10

99
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Redução do endividamento bruto em 7% (R$0,9 bilhão) no trimestre contribuiu para queda do indicador Dívida Líquida/EBITDA para 3,9x.
Principais Indicadores 1 3T10 Produção de celulose (1000 t) 1.334 10% Vendas de celulose (1000 t) 1.195 -5% Produção de papel (1000 t) 79 Vendas de papel (1000 t) 105 20% Receita líquida (R$ milhões) 1.797 -1% EBITDA ajustado (R$ milhões) 2 717 -2% Margem EBITDA (%) 40% Resultado Financeiro (R$ milhões) 3 249 Lucro líquido (R$ milhões) 303 133% Dívida Bruta (R$ milhões) 12.296 -7% Caixa (R$ milhões) 4 2.184 -8% Dívida Líquida (R$ milhões) 10.112 -7% Dívida Líquida/EBITDA UDM* -0,8 x
*UDM: Últimos Doze Meses

2T10

3T09

3T10 vs. 2T10

3T10 vs. 3T09 -7%

9M10

9M09

9M10 vs. 9M09 2%

UDM*

1.208 1.253 -6% 79 -15% 87 -5% -11% 110 274 307 385 -16% 93 235 281 323 0% 1.276 3.770 3.788 5.230

1.428

3.856

3.794

5.251

1.809 28% 730 68% 40% (315) -56% 130 -18% -83% 368 441 2.556 476 -123% 568 (408) 1.751 (565) 30% 39% 28% 37% 10 p.p. 11 p.p. 75% 426 2.084 1.194 2.586 23%

1.402

5.281

4.302

6.979

13.209 -20% 2.364 -16% 10.846 -21% 3,9 -3,3 x -3,3 x 4,7 7,2 3,9 7,2 3,9 -21% 12.812 10.112 12.812 10.112 -16% 2.594 2.184 2.594 2.184 -20%

15.406

12.296

15.406

12.296

Destaques do trimestre
Estoques de celulose dos produtores globais ficaram em 32 dias em setembro, abaixo da média histórica. Dívida líquida de R$ 10,1 bilhões, queda em relação ao 2T10 (7%) e ao 3T09 (21%). A dívida líquida representou 3,9x o EBITDA dos últimos doze meses (2T10: 4,7x; 3T09: 7,2x). Alongamento no prazo médio da dívida para 75 meses (2T10: 70; 3T09: 52). O custo do endividamento em moeda estrangeira foi reduzido para 5,6% a.a. (2T10: 6,0% a.a.; 3T09: 6,9% a.a.). Saldo de caixa de R$ 2,2 bilhões foi equivalente a 0,9x a dívida de curto prazo no 3T10. Produção de celulose de 1,3 milhão t, 10% maior que o 2T10, devido ao menor número de unidades em manutenção, e 7% menor que o 3T09 devido à venda da unidade Guaíba. Queda nas vendas de celulose em relação ao 2T10 (5%) e ao 3T09 (6%) devido à menor demanda da Ásia no início do 3T10. Custo caixa de produção de celulose de R$ 465/t no 3T10, queda de 7% (R$34/t) sobre o 2T10. Custo caixa excluindo o efeito das paradas para manutenção ficou em R$ 435/t. EBITDA de R$ 717 milhões, queda em relação ao 2T10 (2%), devido principalmente à redução de 5% no volume de vendas de celulose e ao efeito da desvalorização do dólar. Comparado ao 3T09, o aumento de 68% foi devido em grande parte ao maior preço médio líquido de celulose. Margem EBITDA de 40%, estável em relação ao 2T10 e aumento de 10 p.p. sobre o 3T09. O EBITDA/t alcançou R$ 552/t (US$ 316/t). Lucro líquido de R$ 303 milhões (2T10: R$ 130 milhões; 3T09: R$ 368 milhões). Crescimento: continuidade das iniciativas para viabilizar o start-up de Três Lagoas II em 2014. Fibria selecionada para integrar a carteira 2010/2011 do índice Dow Jones de Sustentabilidade.

Fibria comemora 1 ano
Migração para Novo Mercado.

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07.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE Turnaround financeiro com a reestruturação da dívida. Condução do processo de integração para consolidação da fusão das ex-empresas. Curva de captura das sinergias acima do esperado. Programa de RI reconhecido pela Institutional Investor Magazine.
(1) As Demonstrações Financeiras de 2009, apresentadas para fins comparativos, foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPCs – 15 a 41 e 43 (exceto 34 – ainda não emitido), conforme requerido pelas práticas contábeis brasileiras (2) ajustado em itens não recorrentes, sem impacto caixa e CPCs (3) inclui resultado de aplicações financeiras, variações monetárias e cambiais, marcação a mercado de instrumentos derivativos e apurações de juros (4) inclui o valor justo dos derivativos.

Índice
Sumário Executivo............................................................................. 04 Mercado de Celulose ........................................................................ 06 Mercado de Papel ............................................................................. 08 Produção e Vendas – Celulose e Papel ............................................ 09 Análise do Resultado......................................................................... 10 Resultado Financeiro......................................................................... 12 Derivativos......................................................................................... 14 Resultado Líquido.............................................................................. 14 Endividamento ................................................................................... 15 Gestão do Endividamento ................................................................. 17 Investimentos de Capital ................................................................... 18 Mercado de Capitais.......................................................................... 18 Sustentabilidade ................................................................................ 19 Reconhecimento ............................................................................... 19 Anexo I .............................................................................................. 20 Anexo II ............................................................................................. 21 Anexo III ............................................................................................ 22 Anexo IV ............................................................................................ 23 Anexo V ............................................................................................. 24
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Anexo VI ............................................................................................ 25

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Sumário Executivo
Apesar dos dados do PIB dos EUA e da economia na Ásia sugerirem uma desaceleração no ritmo de crescimento econômico, os fundamentos de oferta e demanda para o mercado de celulose continuaram positivos no 3T10, suportados principalmente pelo bom desempenho da Europa. A correção do preço de celulose no mês de julho reforçou o posicionamento de mercado da Fibria, não significando mudança nos fundamentos do setor, o que pôde ser evidenciado pela manutenção do preço lista de celulose, em US$ 870/t, nos meses de agosto e setembro. O volume de produção de celulose de 1.334 mil t foi 10% superior ao 2T10, devido ao menor número de unidades em parada programada para manutenção no 3T10 (Jacareí e Conpacel) em comparação ao 2T10 (Aracruz, Veracel e Três Lagoas). Em relação ao 3T09, a queda de 7% reflete a menor disponibilidade de produção, devido à venda da Unidade Guaíba, ocorrida no 4T09. As vendas de celulose alcançaram 1.195 mil t no trimestre, redução de 5% em relação ao 2T10, devido à menor demanda da Ásia no início do 3T10, enquanto que a queda de 6% em relação ao 3T09 reflete a menor disponibilidade de produção e a menor demanda da Ásia (Mix Ásia - 3T10: 20%; 2T10: 24%; 3T09: 37%). O custo caixa de produção de celulose do 3T10 ficou em R$ 465/t, redução de R$34/t (7%) em relação ao 2T10, explicado em grande parte pelo maior número de unidades em manutenção no 2T10. Comparado ao 3T09, o aumento de 7% (R$ 32/t) foi devido principalmente a maiores gastos com transporte de madeira (maior raio médio). O EBITDA ajustado do 3T10 totalizou R$ 717 milhões (margem estável de 40%), representando uma queda de 2% em relação ao 2T10, devido principalmente ao menor volume de vendas de celulose (-5%) e à desvalorização do dólar em relação ao real, parcialmente compensados pelo maior preço médio líquido em dólares (+5,2%). Em relação ao 3T09, o aumento de R$ 291 milhões (68%) é explicado principalmente pelo maior preço médio líquido de celulose. O EBITDA por tonelada de R$ 552/t ficou estável em relação ao 2T10 e foi 80% maior que o 3T09. O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 249 milhões, comparado ao resultado negativo de R$ 315 milhões no 2T10. A desvalorização de 6% do dólar em relação ao real sobre a dívida denominada em moeda estrangeira (74% do total no 3T10) foi o

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principal motivo para este resultado. O resultado positivo de R$ 568 milhões registrado no 3T09 teve como principal origem a desvalorização do dólar em relação ao real de 9% no período. A dívida bruta ao final de setembro totalizou R$ 12.296 milhões, queda de 7% (R$ 913 milhões) em relação ao 2T10, devido em grande parte ao pagamento da parcela referente à dívida com o ex-acionista da Aracruz (família Safra), no valor de R$ 449 milhões, e ao efeito da variação cambial de R$ 549 milhões no trimestre. Quando comparamos com o 3T09, a queda de 20% (R$ 3.110 milhões) teve também o efeito da liquidação da dívida com derivativos. A posição de caixa da Companhia, incluindo o valor justo dos derivativos, totalizou R$ 2.184 milhões, dos quais 82% estavam aplicados em moeda local, compreendendo aplicações em títulos públicos e de renda fixa. A dívida líquida ficou em R$ 10.112 milhões, queda de 7% em relação ao 2T10 e de 21% comparada ao 3T09. Com o objetivo de melhoria da gestão do capital de giro, a Companhia vem implementando ações visando a antecipação de recebíveis dos seus clientes. A combinação da redução do endividamento, com a elevada geração de caixa nos últimos doze meses, contribuiu para redução da alavancagem, que alcançou 3,9x no 3T10. O gráfico abaixo apresenta a evolução do indicador dívida líquida / EBITDA nos últimos 12 meses: Dívida Líquida / EBITDA (x)
7,2 6,3 5,6 4,7 3,9

3T09

4T09

1T10

2T10

3T10

A Fibria vem trabalhando de forma contínua no aproveitamento das oportunidades de otimização da sua estrutura de capital, através de ações que buscam a melhoria do perfil da sua dívida com redução do custo e alongamento do prazo. Dessa forma, a parcela da dívida bruta no curto prazo ao final do 3T10 representava 19% do total, enquanto que no 3T09 era de 30%. O prazo médio do endividamento, por sua vez, foi alongado para 75 meses, comparado a 70 meses no 2T10 e 52 meses no 3T09. O custo da dívida em moeda estrangeira foi reduzido para 5,6% a.a. (2T10: 6,0% a.a.; 3T09: 6,9% a.a.). Estes resultados foram obtidos pelo contínuo esforço de aprimorar o perfil do endividamento da Companhia, através de diversas ações, das quais destacamos as operações de captação de novas linhas de pré-pagamento de exportação com prazos mais longos, entre 8-10

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anos, e juros reduzidos, com spread máximo entre 2,55% a.a. e 2,75% a.a. sobre a taxa Libor. A Companhia iniciou as tratativas para investir em aquisição de terras e desenvolvimento de base florestal para a expansão da Unidade Três Lagoas. O objetivo é viabilizar o início das operações de uma segunda linha de produção de celulose em Três Lagoas, com capacidade anual de produção de 1,5 milhão de t, previsto para 2014. Ao mesmo tempo, a Fibria vem conduzindo negociações com seu sócio na Joint Venture (50% de participação) que possui na Unidade Veracel, para construção de uma nova fábrica com capacidade de produção de 1,5 milhão t de celulose por ano. Estes projetos visam manter o posicionamento de liderança global da Fibria em escala e baixo custo de produção no segmento de celulose de mercado. Após um ano de sua criação, a Fibria comemora resultados importantes, com destaque para a gestão do seu passivo financeiro, através da emissão de 2 bonds, entre outras operações, que permitiram à Companhia quitar a dívida dos derivativos e equacionar o perfil do seu endividamento. Com ações em diversas frentes, especialmente na promoção das melhores práticas nas áreas florestal e industrial, na revisão de sua estrutura, e nas negociações das áreas comercial, suprimentos e de logística, os ganhos de sinergias até o momento contabilizam aproximadamente R$ 2,4 bilhões a valor presente. Soma-se a isso a excelência operacional da Fibria, com destaque para operação da Unidade Três Lagoas (MS), com capacidade produtiva de 1,3 milhão t por ano. Com relação à Governança Corporativa, a entrada da Fibria no Novo Mercado, segmento de listagem mais elevado da BM&FBovespa e a inclusão da Companhia nos índices de sustentabilidade empresarial DJSI – Índice Dow Jones de Sustentabilidade, da Bolsa de Valores de Nova York e ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBovespa merecem destaque. O programa de Relações com Investidores da Fibria foi reconhecido pela Institutional Investor Magazine através da opinião de analistas e investidores. Dentre as menções, a Companhia destacou-se no setor de papel e celulose na América Latina nas categorias “Melhor equipe de Relações com Investidores” (1º lugar de acordo com os analistas sell-side e buy-side), “Melhor profissional de Relações com Investidores” (1º lugar segundo os analistas sell-side e 2º lugar na opinião dos analistas buy-side), “Melhor CEO” (2º lugar de acordo com os analistas sell-side e buy-side) e “Melhor CFO” (2º lugar pelos analistas sell-side e 3º lugar pelos analistas buy-side).

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Este reconhecimento reforça nosso compromisso com a transparência junto ao mercado de capitais.

Mercado de Celulose
Os segmentos de Imprimir e Escrever (I&E) e Tissue, os maiores consumidores de celulose de mercado, continuaram a demonstrar melhora em 2010. Após redução de 11% em 2009, a demanda de I&E registrou crescimento de 7,6% (5,0 milhões t) até o mês de setembro de 2010. Esta recuperação se concentrou em papéis de alta qualidade, com os papéis revestidos crescendo cerca de 9,4% (1,7 milhões t), enquanto os papéis nãorevestidos cresceram 6,5% (1,8 milhões t). A expectativa é que entre 2009 e 2012 a demanda por I&E cresça em 10 milhões t. No segmento de Tissue, a produção mundial demonstrou um aumento sólido no primeiro semestre de 2010, com expectativa de crescimento de 3,4% para o ano. Do aumento de 900 mil t de produção de Tissue estimada para 2010, 60% deverá ter origem em mercados emergentes. A expectativa é que a capacidade deste segmento deva expandir cerca de 2,4 milhões t no período entre 2009 e 2012.
Capacidade mundial de Tissue
34 32,5 32 30 2009 - 2012 + 2,4 milhões de toneladas

(milhões t)
28 26 24 22 20 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010E 2011E 2012E
Fonte: PPPC

Ao final de setembro, a demanda por celulose de mercado estava praticamente no mesmo nível de todo o ano de 2009, em 36,6 milhões t. Na base mensal, os embarques no mês de setembro registraram o nível mais alto da história, totalizando 4,4 milhões t, com a indústria operando a 96% da capacidade. Os embarques de celulose de eucalipto, também em 96% da capacidade instalada, totalizaram 1,4 milhão t em setembro de 2010, representando 13% (144 mil t) acima da média móvel dos últimos 3 meses. Ásia e Europa foram os maiores responsáveis por este crescimento, aumentando em 35% (152 mil t) e 16% (92 mil t), respectivamente, em

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relação ao mês anterior. Os embarques de celulose de eucalipto para a China cresceram 34% (69 mil t), quando comparados à média móvel dos últimos 3 meses. A disponibilidade de celulose de mercado na indústria continua restrita. A expectativa é de que a produção tenha crescido 240 mil t em setembro em comparação a agosto, o que ainda não foi suficiente para evitar redução nos estoques. Os estoques globais reduziram cerca de 216 mil t, ou 2 dias de oferta, em setembro. Os estoques dos produtores brasileiros também permanecem a um nível muito baixo, fechando setembro em 31 dias. Atualmente o Brasil representa aproximadamente 37% da oferta global de celulose de fibra curta. Os estoques dos consumidores estão em 20 dias de oferta, sugerindo que este deve ser o limite mínimo a que os consumidores deixarão seus estoques reduzirem.
Estoque dos Consumidores de Celulose
35 30 25 20 15 dias de oferta

20 dias
99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 Set/10 10

Fonte: PPPC

A demanda chinesa totalizou 984 mil t em setembro, o equivalente a um crescimento de 46%, ou 309 mil t, quando comparada à média móvel dos últimos 3 meses. A última ocasião em que os embarques para a China estiveram acima de 984 mil t foi em agosto de 2009. À época, o preço lista de celulose de eucalipto para a China estava em US$540/t, US$260/t abaixo do patamar de preços atual. Assim, nossa percepção do desenvolvimento do mercado chinês permanece positiva. O país atingiu um novo nível de consumo de celulose de mercado, e a expectativa é que continue a crescer consistentemente até 2014.
Consumo de celulose de mercado na China
16 14 12 10
(milhões t)

14,6 +4 milhões de toneladas 2010 - 2014 10,6

8 6 4 2 0

2010E

2011E 2012E

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2013E

Fonte: PPPC

2014E

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A combinação destes fatores permitiu a manutenção dos preços-lista globais de celulose de eucalipto em US$ 900/t na América do Norte, US$ 870/t na Europa e US$ 800/t na Ásia em novembro. Este cenário, mesmo com o aumento de produção de celulose na China, permitirá a manutenção de um balanço favorável entre oferta e demanda por celulose de mercado no curto prazo.

Mercado de Papel
O terceiro trimestre foi bastante positivo para o mercado de papel brasileiro, seguindo a tendência sazonal, com a demanda do segmento de editores para atender ao programa de compra de livros didáticos do Governo e também o início da safra de cadernos para a “Volta às aulas de 2011”, incrementada pelas eleições. Estes efeitos contribuíram para o desempenho positivo das vendas domésticas, que cresceram 7,1% no período acumulado até setembro, apesar do efeito dos papéis importados, segundo dados da Bracelpa.

Produção e Vendas – Celulose e Papel
3T10 Volume de Vendas (mil t) Celulose Mercado Interno Celulose Mercado Externo Total Celulose Papel Mercado Interno Papel Mercado Externo Total Papel Total
*UDM: Últimos Doze Meses

2T10 151 1.045 1.195 93 12 105 1.300 138 1.115 1.253 78 9 87 1.340 146

3T09

3T10 vs. 2T10 9%

3T10 vs. 3T09 3%

9M10 436 3.334 351

9M09

9M 10 vs.9M 09 24%

UDM* 593 4.637

1.130 -6% 1.276 -5% 102 18% 8 34% 110 20% 1.386 -3% -6% -5% 45% -9% -6% -8%

3.438 -3% 3.788 0% 280 -13% 27 18% 307 -11% 4.096 -1%

3.770 243 32 274 4.044

5.230 343 42 385 5.615

A produção de celulose da Fibria alcançou 1.334 mil t no 3T10, comparada a 1.208 mil t no 2T10 e a 1.428 mil t no 3T09. O aumento de 10% em relação ao 2T10 deveu-se ao menor número de unidades em paradas programadas para manutenção no 3T10. A redução de 7% sobre o 3T09 foi explicada pela ausência dos volumes da Unidade Guaíba. Os estoques de celulose somaram 650 mil t (42 dias), 29% superiores aos do 2T10 – 504 mil t (33 dias).

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Volume de Produção Celulose (mil t)
1.428 1.208

Volume de Produção Papel (mil t)
93 79 79

1.334

3T09

2T10

3T10

3T09

2T10

3T10

As vendas de celulose totalizaram 1.195 mil t no 3T10, 5% abaixo do volume do 2T10, principalmente em função da redução da demanda na Ásia. Com relação ao 3T09, a queda de 6% reflete a menor disponibilidade de produção, decorrente principalmente da venda da Unidade Guaíba e da menor demanda da Ásia (Mix Ásia – 3T10: 20%; 2T10: 24%; 3T09: 37%). As exportações de celulose representaram 87% do volume de vendas no trimestre, sendo que a região de maior demanda foi a Europa, alcançando 41% do total. No segmento de papel, a produção do 3T10 ficou em 79 mil t, permanecendo estável em relação ao 2T10, e 15% inferior em relação ao 3T09 devido principalmente à ausência da Unidade Guaíba. As vendas de 105 mil t no trimestre foram 20% superiores ao 2T10, principalmente devido à sazonalidade em todas as linhas de produtos, com demanda dos segmentos editorial (compra de livros didáticos pelo Governo) e caderneiro, em preparação para o período de “Volta às Aulas 2011”, aliada ao período de eleições, porém 5% inferior ao 3T09 devido à ausência dos volumes da Unidade Guaíba. Este incremento no volume de vendas de papéis não-revestidos traduziu-se em uma maior participação deste segmento no mix de vendas e receita da Fibria, embora produtos de maior valor agregado ainda detenham participação mais relevante nas vendas do Negócio Papel, conforme os gráficos a seguir.

Mix de Vendas Papel (%) Mix de Receita Papel (%)

30%

37%

36%

43%

49%

46%

21% 28% 49% 35% 25%
Esp eciais/Outros Revestidos Não Revestidos

19% 24% 38%

24%

39%

27% 2T10

30%

3T09

2T10

3T10

3T09

3T10

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Análise do Resultado
3T10 Receita Líquida (R$ milhões) Celulose Mercado Interno Celulose Mercado Externo Total Celulose Papel Mercado Interno Papel Mercado Externo Total Papel Subtotal Celulose e Papel Receita ASAPIR** + Portocel Total
*UDM: Últimos Doze Meses

2T10 166 1.323 1.489 269 25 293 1.782 14 1.797 142 1.409 1.551 228 16 244 1.795 15 1.809 100

3T09

3T10 vs. 2T10 18%

3T10 vs. 3T09 67%

9M10 438 4.037 270

9M09

9M10 vs.9M09 62%

UDM* 553 5.317

986 -6% 1.086 -4% 286 18% 16 50% 302 20% 1.388 -1% 15 -8% 1.402 -1% 28% -4% 28% -3% 57% -6% 37% 34%

3.120 29% 3.390 32% 815 -14% 56 10% 871 -12% 4.261 23% 41 3% 4.302 23%

4.475 702 61 763 5.238 43 5.281

5.870 974 79 1.054 6.923 55 6.979

**Asapir foi constituída com parte do acervo líquido recebido da empresa Ripasa S.A. Celulose e Papel, ocorrido em 31 de agosto de 2008, cujo objetivo foi viabilizar a concretização do Consórcio Paulista de Papel e Celulose – Conpacel.

A receita operacional líquida da Fibria totalizou R$ 1.797 milhões no 3T10, 1% inferior ao 2T10 e 28% superior ao 3T09. A receita líquida de celulose totalizou R$ 1.489 milhões no 3T10, uma redução de 4% quando comparada a R$1.551 milhões no 2T10, devido ao menor volume de vendas no período, apesar do aumento do preço médio líquido em reais de 0,7% (+3,5% em dólares). Em relação ao 3T09 a receita líquida de celulose foi 37% superior, em função do aumento de 46% do preço médio líquido em reais, parcialmente compensado pelo menor volume de vendas (6%). A receita líquida de papel apresentou aumento de 20% em relação ao 2T10, devido ao maior volume de vendas. Em relação ao 3T09, a receita líquida de papel reduziu 3% devido à menor disponibilidade de produção. O custo do produto vendido (CPV) de R$ 1.316 milhões foi 2% (R$ 23 milhões) superior ao do 2T10. Entre os principais motivos para a variação no trimestre, destacam-se: (i) +R$ 18 milhões – maior exaustão em decorrência da reavaliação dos ativos florestais no 2T10 (CPC 29); e (ii) +R$ 3 milhões – provisão para perdas sobre créditos de ICMS. O CPV por tonelada vendida totalizou R$ 1.012/t no 3T10, 5% superior ao 2T10, por conta do efeito da venda, no 3T10, de celulose produzida no 2T10 a um custo mais elevado em função das paradas para manutenção (giro do estoque). Em relação ao 3T09, o CPV apresentou um aumento de 9% devido aos maiores efeitos da depreciação, exaustão e provisão para perdas sobre créditos de ICMS, enquanto o CPV/t aumentou 17% também devido ao maior custo caixa de produção.

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O custo caixa de produção de celulose do 3T10 ficou em R$ 465/t, R$ 34/t ou 7% menor que o 2T10, devido principalmente ao menor impacto das paradas para manutenção. Excluindo o efeito das paradas, o custo caixa da produção de celulose teria sido de R$ 435/t no 3T10. A tabela a seguir apresenta a evolução do custo caixa de produção e as explicações para as principais variações no trimestre e no ano: Custo Caixa (R$/t)
Custo Caixa de Produção 2T10 Efeito das paradas programadas para manutenção Menor consumo de matéria-prima (eficiência operacional) Menor custo fixo Custo com madeira (maior raio médio e maior participação de terceiros) Outros 3T10 R$/t 499 (20) (13) (6) 7 (2) 465

499 433

465

3T09

2T10

3T10

Custo Caixa de Produção 3T09 Custo com madeira (maior raio médio e maior participação de terceiros) Químicos e energéticos Menor custo fixo (ganhos com sinergia) Melhor resultado com utilidades Efeito câmbio Outros 3T10

R$/t 433 28 11 (3) (6) (3) 5 465

Custo Caixa ex-parada (R$/t) 449 403

435

3T09

2T10

3T10

Custo Caixa de Produção 3T09
Outros Fixos 5%

Custo Caixa de Produção 3T10
Outros Fixos Pessoal 4% 7% Manutenção 11% Outras Variáveis 3% Em balagens 1% Com bustíveis 11%

Pessoal 7% Manutenção 14% Outros Variáveis 3% Em balagens 2% Com bustíveis 10%

Madeira 41%

Madeira 38%

Quím icos 21% Custos Variáveis

Quím icos 22%

Custos Fixos

As despesas comerciais totalizaram R$ 81 milhões no 3T10, redução de R$ 12 milhões em relação ao 2T10, devido principalmente à constituição de uma provisão para créditos de liquidação duvidosa não recorrente no trimestre anterior, e permaneceram estáveis em relação ao 3T09.

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As despesas administrativas totalizaram R$ 85 milhões, R$ 4 milhões superiores às do 2T10 devido principalmente a doações. Com relação ao 3T09, o aumento de R$ 12 milhões deve-se, além do efeito das doações, ao impacto da uniformização de critérios ocorrida no 3T09. A rubrica “outras receitas (despesas) operacionais” totalizou despesa de R$ 25 milhões, em comparação à receita de R$ 46 milhões registrada no 2T10. Este resultado deveu-se em grande parte ao efeito de R$ 68 milhões da mais valia do ativo biológico e do ganho de capital não-recorrente da venda de imobilizado no valor de R$ 12 milhões, eventos estes ocorridos no trimestre anterior. Quando comparado ao 3T09, a redução da despesa em 67% deveu-se principalmente a provisões constituídas no 3T09 (R$ 30 milhões), decorrentes da uniformização de práticas contábeis ocorrida naquele período. O EBITDA ajustado do 3T10 foi de R$ 717 milhões, comparado a R$ 730 milhões no 2T10, com a margem EBITDA estável em 40%. A redução de 2% no EBITDA deveu-se, principalmente, ao aumento no preço médio líquido de celulose e papel de 5,2% em dólares que foi compensado pelo menor volume de vendas, e pela desvalorização do dólar em relação ao real. Em relação ao 3T09, o aumento de R$ 291 milhões (68%) é explicado principalmente pelo maior preço médio líquido de celulose. O EBITDA por tonelada vendida (EBITDA/t) teve estabilidade em relação ao trimestre anterior, alcançando R$ 552/t (US$ 316/t), e 80% superior ao do 3T09.
EBITDA (R$ milhões) e Margem EBITDA (%)
EBITDA (R$/t)
40% 40% 30%
552 545

730 717

426
307

3T09

2T10

3T10

3T09

2T10

3T10

EBITDA 3T10 x 2T10 R$ milhões
55 743 13 13 730 717 56 (33) (6) (4) (34) 661

(73)

EBITDA Ajustado 2T10

Desp. não recorrentes / não caixa / CPCs

EBITDA 2T10

Volume

Preço

Câmbio

CPV / Mix

Desp. Comerciais

Desp. Adm e outras

Outras desp. operacionais

EBITDA 3T10

Desp. não recorrentes / não caixa / CPCs

EBITDA Ajustado 3T10

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Resultado Financeiro
(R$ milhões) 3T09 100 Receitas Financeiras Juros sobre aplicações financeiras Ajuste de derivativos Despesas Financeiras Juros sobre empréstimos e financiamentos em moeda local Juros sobre empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira Variações Cambiais e Monetárias Variação cambial dívida Outras variações cambiais e monetárias Outras Receitas e Despesas Financeiras Resultado Financeiro Líquido 549 (118) (119) 14 (89) (77) 249 (315) 848 (170) (32) 568 (54) (55) (137) (133) 430 (104) (76) (102) 678 46 53 43 11 47 52 (178) 99 54 3T10 2T10

(191) (188)

A receita financeira decorrente de aplicações do caixa e ajuste de derivativos foi de R$ 99 milhões, sendo que R$ 46 milhões referem-se à receita de aplicações financeiras e R$ 53 milhões referem-se ao resultado de derivativos. O aumento de R$ 45 milhões em relação ao 2T10 é decorrente principalmente do ajuste positivo nas posições de derivativos, proveniente do efeito positivo da desvalorização do dólar (6%) sobre as operações de NDF (Non-deliverable Forward), conforme tabela disponível na página 14. A despesa financeira decorrente de juros sobre empréstimos e financiamentos somou R$ 191 milhões no 3T10, relativamente estável em relação ao 2T10, decorrente dos efeitos da liquidação da parcela da dívida junto aos ex-acionistas da Aracruz, por meio de captações de dívidas indexadas a Libor acrescidas de spread. Estas ações foram executadas de acordo com o plano de Gestão do Endividamento implementado no período e detalhado na página 17, que reduziu as taxas de juros do portfólio da dívida bancária. Em relação ao 3T09 observamos aumento de despesas de juros sobre empréstimos no montante de R$ 13 milhões, justificado pela captação de dívidas indexadas a taxa fixa ou Libor acrescidas de spread a fim de liquidar as parcelas da dívida junto aos ex-acionistas da Aracruz e de outras dívidas que apresentavam cláusulas restritivas. O resultado de variação cambial proveniente da dívida denominada em moeda estrangeira foi positivo em R$ 549 milhões, decorrente da valorização do real em relação ao dólar de 6% no período, comparado a despesa de R$ 118 milhões no 2T10 (valorização do dólar de 1,2% em relação ao 1T10). Em relação ao 3T09, a variação foi

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decorrente da desvalorização de 9% do dólar em relação ao real no período, que levou a uma receita de R$ 848 milhões. A rubrica “outras variações cambiais e monetárias” somou despesa de R$119 milhões no 3T10 contra receita de R$ 14 milhões no trimestre anterior, devido principalmente ao efeito da valorização de 6% do real no saldo de contas a receber e nas aplicações financeiras mantidas em dólar. Com relação ao resultado negativo em R$170 milhões no 3T09, a melhora deveu-se ao maior impacto da variação cambial de 9% no 3T09 em relação a este grupo de ativos. A rubrica “outras receitas e despesas financeiras” somou despesa de R$ 89 milhões, R$ 12 milhões superior ao 2T10. Este aumento é decorrente principalmente do efeito da liquidação de operações de financiamento (vide tabela na página 17) cujos custos haviam sido diferidos pelo prazo da operação e foram reconhecidos integralmente neste trimestre. Essa liquidação foi antecipada com recursos de prazo mais longo e custo mais competitivo.

Derivativos
A Política de Gestão de Riscos de Mercado da Fibria permite que a Companhia utilize instrumentos financeiros derivativos para a proteção das oscilações de taxas de juros sobre seu endividamento e também do fluxo de caixa em outras moedas, o que significa a geração de caixa em moeda estrangeira após o pagamento dos custos, despesas, investimentos e serviço da dívida. Os derivativos contratados pela Fibria visam exclusivamente proteção e são instrumentos convencionais, sem alavancagem e sem chamada de margem, devidamente registrados na CETIP (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos), sendo que os ajustes de caixa são observados apenas nos respectivos vencimentos. A marcação a mercado dos instrumentos financeiros derivativos em 30/09/2010 foi positiva em R$ 60 milhões, contra a marcação de R$ 14 milhões positiva em 30/06/2010. A tabela a seguir reflete a posição dos derivativos em aberto ao final do 3T10.

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Valor de referência (nocional) em milhões Contrato de Swap Prazo (até) Posição Ativa Iene Fixo (Iene para Dólar)* Dólar Libor (Libor para Fixed) Real CDI (Real para Dólar) jan/14 jul/14 set/18 4.755 335 428 4.755 353 R$ R$ R$ 3T10 2T10

Valor justo

3T10

2T10

¥ $ $

¥ $ $

112 549 599

R$ R$ R$

130 14 -

Total: Posição Ativa (a) Posição Passiva Dólar Fixo (Iene para Dólar)* Dólar Fixo (Libor para Fixed) Dólar Fixo (Real para Dólar)

R$ 1.260

R$

144

jan/14 jul/14 set/18

¥ $ $

45 335 250

¥ $ $

45 353 -

R$ R$ R$

(97) R$ (567) R$ (603) R$

(120) (29) -

Total: Posição Passiva (b) Resultado Líquido (a+b) R$ (8) R$ (5)

R$ (1.267) R$

(149)

Contrato a Termo Posição Vendida NDF (Dólar) jul/11 $ 392 $ 347 R$ 68 R$ 19

Total: Contrato a Termo (c)

R$

68

R$

19

Resultado Líquido (a+b+c) * Paridade Real / Iene 3T10: R$0,0203, 2T10: R$ 0,02037

R$

60

R$

14

Resultado Líquido
O lucro líquido do 3T10 de R$ 303 milhões foi R$ 173 milhões (133%) superior ao resultado do 2T10 (R$ 130 milhões) em virtude do melhor resultado financeiro, por sua vez determinado pela variação cambial registrada no período. Esse efeito gerou uma maior base para o cálculo do IR/Contribuição Social, resultando em uma despesa nesta rubrica. Em comparação ao 3T09, o resultado líquido foi inferior em R$ 65 milhões (18%), principalmente devido ao menor resultado financeiro, cuja queda foi de R$ 319 milhões. Essa redução significativa deveu-se ao menor resultado com variação cambial em R$ 299 milhões, já que no 3T09 verificamos uma desvalorização do dólar frente ao real de 9% contra apenas 6% no 3T10. Importante ressaltar que as Informações Financeiras do terceiro trimestre de 2009, apresentadas para fins comparativos, foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos CPCs 15 a 41 e 43 (exceto 34 – ainda não emitido), conforme requerido pelas práticas contábeis brasileiras. O gráfico a seguir apresenta os

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principais fatores que influenciaram o resultado líquido do 3T10, a partir do EBITDA do mesmo período.
Lucro Líquido
(R$ milhões)
53 549 46

661 717
(119) (191) (56) (89) 303 (229) (378)
EBITDA Ajustad o Desp. n ão reco rrentes / n ão caixa / CPCs Ebitda IR/CS Variação Cambial Dívid a Derivativos Outras variações cambiais e mon etárias Juros sobre empréstimos Rec. Fin an ceira Outras receitas e so bre ap licações desp . financeiras Outros (*) Lucro Líq uido 3T10

(*) O valor total contempla a soma da Depreciação, Amortização, Exaustão e Outros.

Endividamento Bruto por Moeda

Endividamento
Dívida Bruta (R$ milhões) Dívida Bruta Total Dívida Bruta em R$ Dívida Bruta em US$ (2) Prazo Médio (meses) % parcela de curto prazo
(3) (1)

26%

3T10 12.296 3.240 9.056 75 19% 2.184 Caixa, Títulos e Valores Mobiliários Dívida Líquida Dívida Líquida/EBITDA (x)
(1) (2) (3)

2T10 13.209 3.856 9.353 70 16% 2.364 10.112 3,9
Inclui Cesta de Moedas BNDES Não inclui dívida com ex-acionistas da Aracruz
28% 14%

3T09 15.406 5.712 9.695 52 30% 2.594 10.846 4,7 7,2 12.812
6% 5% 11% 36%

74%
Moeda Nacional Moeda Estrangeira

Endividamento Bruto por Instrumento

Inclui valor justo dos derivativos

Pré-Pagamento BNDES NCE

Bond Ex-acionistas Aracruz Outros

O saldo de dívida bruta, em 30 de setembro de 2010, era de R$ 12.296 milhões, representando uma redução de R$ 913 milhões em relação ao 2T10. Em relação ao 3T09 a redução foi de R$ 3.110 milhões. Do total da dívida bruta, 74% estavam indexados em moeda estrangeira (2T10: 71%). Do total do endividamento, aproximadamente R$ 1,4 bilhão está relacionado ao saldo remanescente da dívida junto aos ex-acionistas da Aracruz cujo vencimento encontra-se integralmente no curto prazo. A posição de caixa em 30 de setembro, incluindo o valor justo dos derivativos, era de R$ 2.184 milhões. Desse montante, 82% estavam investidos em moeda local.

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O custo médio da dívida bancária em moeda nacional no 3T10 foi de 9,1% a.a. e o custo em moeda estrangeira reduziu de 6,0% a.a. no 2T10 para 5,6% a.a. no 3T10; levando-se em consideração a curva forward da Libor. O gráfico a seguir representa as movimentações da dívida ocorridas no trimestre:
Dívida Bruta - Jun/10 x Set/10 (R$ milhões)
2.270

Endividamento Bruto por Indexador
191 (2.879) (549) 54

13.209

12.296

2% 12% 2% 37%

47%
Dívida Bruta Jun/10 Captações Amortização/ Pagto Juros Apropriação Juros Variação cambial Outros Dívida Bruta Set/10
CDI Pré UMBNDES Libor TJLP

Do total de R$ 2.270 milhões de captações no período, destacamos: - Captação de Pré-Pagamento de Exportação (PPE) no valor de US$ 800 milhões, (R$ 1.355 milhões) com vencimento em 2018, cupom inicial de 2,75% a.a (podendo ser reduzido até 2,4% a.a.) acima da Libor de 3 meses; - Captação de Pré-Pagamento de Exportação (PPE) no valor de US$ 250 milhões (R$ 424 milhões) com vencimento final em 2020, com cupom inicial de 2,55% a.a. acima da Libor de 6 meses; - Contratação de Nota de Crédito de Exportação (NCE) no montante de R$ 428 milhões com vencimento em 2018 e swap para dólar + 5,45% a.a. Todas as operações tiveram objetivo de melhoria do perfil da dívida em termos de prazo e custo. Do total de R$ 2.879 milhões de amortizações do período, destacamos: - R$ 449 milhões referente à dívida junto aos ex-acionistas da Aracruz; - US$ 1.175 milhões (R$ 1.991 milhões) referente à liquidação antecipada de PréPagamento de Exportação cujo prazo e custo apresentavam-se menos atrativos. O prazo médio da dívida bancária foi alongado para 75 meses (2T10: 70 meses) e a parcela de curto prazo representa 19% no 3T10 (16% no 2T10 e 30% no 3T09). O gráfico a seguir apresenta o cronograma de amortização da dívida total da Fibria.

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Cronograma de Amortização (R$ milhões)
5.102
52

5.050

2.009 1.251 1.081
1.673 113

1.014 829
301 338

631
284

380
1.139 295 779 676 184 197 545 335 336

4T10

2011

2012

2013

2014
Moeda Estrangeira

2015

2016

2017 a 2020

Moeda Nacional

Gestão do Endividamento
A Fibria deu continuidade na implementação do plano de Gestão do Endividamento iniciado no segundo semestre de 2009, com o objetivo de liquidar ou refinanciar dívidas de modo a obter custo menor e prazo mais longo, compatíveis com seu atual risco de crédito. Segue resumo das principais ações recentes:

Captação Pré-Pagamento de Exportação Pré-Pagamento de Exportação Nota de Crédito de Exportação com swap Outros Total Liquidação Pré-Pagamento de Exportação Parcela da dívida junto aos ex-acionistas da Aracruz NCE NCR BNDES – TJLP BNDES – Cesta Pré-Pagamento s de Exportação ACC Finnvera Outros (principal + juros)

Montante R$ 1.355 milhões R$ 424 milhões R$ 428 milhões R$ 63 milhões R$ 2.270 milhões Montante R$ 1.991 milhões R$ 449 milhões R$ 140 milhões R$ 52 milhões R$ 52 milhões R$ 10 milhões R$ 11 milhões R$ 26 milhões R$19 milhões R$ 129 milhões 2014 e 2016 Out/2010 2010 a 2013 2011 2010 a 2017 2010 a 2017 2010 a 2020 2011 2010 a 2018 Vencimento Taxa Libor 3 meses + 4,00% a.a. e 4,25% a.a. 11,37% a.a. 9,55% a.a. 8,80% a.a. 8,00% a.a. 5,04% a.a. 2,11% a.a. 4,78% a.a. 2018 2020 2018 -

Vencimento

Taxa Libor 3 meses + spread máximo de 2,75% a.a Libor 6 meses + spread máximo de 2,55% a.a 5,45% a.a + Variação Cambial -

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Total

R$ 2.879 milhões

-

-

Investimentos de Capital
(R$ milhões) Expansão Industrial Expansão Florestal Subtotal Expansão Segurança/Meio Ambiente Renovação de Florestas Manutenção, TI, P&D, Modernização Subtotal Manutenção 50% Conpacel 50% Veracel Total Fibria 3 4 7 30 146 80 256 23 13 299 7 5 12 16 100 64 181 17 16 226 111 9 120 7 75 36 118 15 16 269 3T10 2T10 3T09

O CAPEX no trimestre totalizou R$ 299 milhões. Com relação ao 2T10, houve um aumento de R$ 73 milhões (+32%). Destacam-se os investimentos em manutenção, em especial em silvicultura, com aumento de R$ 46 milhões, e Modernização, com aumento de R$ 16 milhões. No acumulado do ano, os investimentos de capital da Fibria somam R$ 710 milhões. Na comparação com o 3T09, o aumento no CAPEX foi de R$ 30 milhões (+11%), já que o aumento em manutenção foi parcialmente compensado pelo menor desembolso com expansão (-R$ 113 milhões) no 3T10, ambos referentes principalmente à Unidade Três Lagoas.

Mercado de Capitais

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Volume Financeiro Médio Diário Negociado (US$ milhões)

Volume de Negócios Médio Diário (Milhões de ações)

12

200
10 Média diária 4,1 milhões de títulos

150

Médiadiária US$ 67,0 milhões

8 6 4

100
2 -

50
jul-10 ago-10 set-10

jul-10
Bovespa NYSE

Bovespa

NYSE

ago-10

set-10

O volume médio diário negociado das ações da Fibria foi de aproximadamente 4,1 milhões de títulos, 7,9% superior ao do 2T10. O volume financeiro médio diário no 3T10 foi de US$ 67 milhões, sendo US$ 34,4 milhões na NYSE e US$ 32,6 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o volume médio diário negociado de títulos da Fibria foi 3,8 milhões, e o volume financeiro US$ 68 milhões.

Sustentabilidade
Em setembro foi anunciada a inclusão da Fibria na carteira 2010/2011 do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI World). A Fibria obteve resultado de destaque no setor de Papel e Florestas, para o qual apenas três empresas foram selecionadas, de um total de 12 empresas avaliadas. Este reconhecimento confirma nosso comprometimento com o negócio florestal sustentável, como fonte de geração de valor no longo prazo para nossos acionistas. A partir de uma avaliação integrada do triple bottom line da sustentabilidade, com avaliação das práticas e compromissos nas dimensões ambiental, social e econômica. O DJSI avalia as melhores iniciativas em sustentabilidade corporativa no mundo. Mais de 2.500 empresas de 58 setores participaram do processo.

Reconhecimento
A Fibria foi reconhecida pela Institutional Investor Magazine por seu programa de Relações com Investidores. A partir de estudo de percepção realizado com investidores e analistas sobre a atuação em RI de empresas latino-americanas, a Companhia teve destaque no setor de papel e celulose, nas categorias “Melhor equipe de Relações com Investidores” (1º lugar de acordo com os analistas sell-side e buy-side), “Melhor profissional de Relações com Investidores” (1º lugar segundo os analistas sell-side e 2º

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lugar na opinião dos analistas buy-side), “Melhor CEO” (2º lugar de acordo com os analistas sell-side e buy-side) e “Melhor CFO” (2º lugar pelos analistas sell-side e 3º lugar pelos analistas buy-side). Este reconhecimento reforça nosso compromisso com a transparência no relacionamento com o mercado de capitais.

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Anexo I – Efeitos da adoção dos pronunciamentos técnicos CPCs 15 a 41 e 43 (exceto 34 – ainda não emitido)
As informações do terceiro trimestre estão em conformidade com os pronunciamentos técnicos contábeis emitidos pelo CPC, incluindo as alterações introduzidas pelos pronunciamentos 15 a 41 e 43 (exceto 34 – ainda não emitido), obrigatórios a partir de 2010. Este conjunto de práticas contábeis e suas respectivas revisões são completamente convergentes com as normas internacionais de contabilidade. As demonstrações financeiras do ano de 2009 foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção inicial destes pronunciamentos, conforme requisitos legais de divulgação. Estas alterações têm como objetivo a harmonização das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, e os principais efeitos nas demonstrações da Fibria estão resumidos a seguir. CPC 15 – Combinação de negócios: a data da aquisição deve ser aquela em que o controle foi efetivamente transferido, levando em consideração o valor justo dos ativos adquiridos, passivos assumidos e a participação de acionistas não controladores. Quando a combinação de negócios é realizada em estágios, a parcela de participação inicial também deve ser reavaliada ao valor justo na data da aquisição, em contrapartida do resultado. CPC 29 – Ativos biológicos: Os ativos biológicos, representados pelas florestas em formação, foram mensurados ao valor justo menos a despesa de venda. Anteriormente, esses ativos eram registrados aos custos históricos de formação.

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Anexo II – Faturamento x Volume x Preço*

Análise das Variações da Receita Líquida | 3º TRI 2010 X 2º TRI 2010 LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA - BRGAAP Faturamento - R$ mil Preço Médio - R$/Tons 3T10 2T10 3T10 2T10 Tons Papel Mercado Interno Não Revestidos Revestidos Especiais/Outros Total Mercado Externo Não Revestidos Revestidos Especiais/Outros Total Total Papel Celulose Mercado Interno Mercado Externo Total Total Mercado Interno Total Mercado Externo TOTAL GERAL

PRODUTOS

Vendas - Tons 3T10 2T10

Variação % Fat. Pç Med

32.212 26.727 34.016 92.954 8.449 3.247 11.697 104.651 150.577 1.044.620 1.195.197 243.532 1.056.317 1.299.848

23.409 24.192 30.897 78.498 7.205 1.518 8.723 87.221 137.678 1.115.406 1.253.084 216.176 1.124.130 1.340.305

71.697 69.188 128.076 268.961 15.881 8.636 24.518 293.479 166.329 1.322.642 1.488.971 435.290 1.347.160 1.782.450

52.972 57.502 117.117 227.591 12.582 3.776 16.358 243.949 141.516 1.409.096 1.550.611 369.107 1.425.454 1.794.561

2.226 2.589 3.765 2.893 1.880 2.659 2.096 2.804 1.105 1.266 1.246 1.787 1.275 1.371

2.263 2.377 3.791 2.899 1.746 2.488 1.875 2.797 1.028 1.263 1.237 1.707 1.268 1.339

37,6 10,5 10,1 18,4 17,3 113,9 34,1 20,0 9,4 (6,3) (4,6) 12,7 (6,0) (3,0)

35,3 20,3 9,4 18,2 26,2 128,7 49,9 20,3 17,5 (6,1) (4,0) 17,9 (5,5) (0,7)

(1,6) 8,9 (0,7) (0,2) 7,6 6,9 11,8 0,3 7,5 0,2 0,7 4,7 0,6 2,4

Análise das Variações da Receita Líquida | 3º TRI 2010 X 3º TRI 2009 LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA - BRGAAP Faturamento - R$ mil Preço Médio - R$/Tons 3T10 3T09 3T10 3T09 Tons Papel Mercado Interno Não Revestidos Revestidos Especiais/Outros Total Mercado Externo Não Revestidos Revestidos Especiais/Outros Total Total Papel Celulose Mercado Interno Mercado Externo Total Total Mercado Interno Total Mercado Externo TOTAL GERAL

PRODUTOS

Vendas - Tons 3T10 3T09

Variação % Fat. Pç Med

32.212 26.727 34.016 92.954 8.449 3.247 11.697 104.651 150.577 1.044.620 1.195.197 243.532 1.056.317 1.299.848

46.430 23.747 31.482 101.659 7.081 981 8.062 109.720 146.312 1.129.526 1.275.837 247.970 1.137.587 1.385.558

71.697 69.188 128.076 268.961 15.881 8.636 24.518 293.479 166.329 1.322.642 1.488.971 435.290 1.347.160 1.782.450

100.933 56.954 128.151 286.038 12.907 2.693 15.600 301.638 99.628 986.364 1.085.992 385.666 1.001.964 1.387.630

2.226 2.589 3.765 2.893 1.880 2.659 2.096 2.804 1.105 1.266 1.246 1.787 1.275 1.371

2.174 2.398 4.071 2.814 1.823 2.745 1.935 2.749 681 873 851 1.555 881 1.001

(30,6) 12,5 8,0 (8,6) 19,3 231,1 45,1 (4,6) 2,9 (7,5) (6,3) (1,8) (7,1) (6,2)

(29,0) 21,5 (0,1) (6,0) 23,0 220,7 57,2 (2,7) 67,0 34,1 37,1 12,9 34,5 28,5

2,4 7,9 (7,5) 2,8 3,1 (3,1) 8,3 2,0 62,2 45,0 46,4 14,9 44,8 36,9

Análise das Variações da Receita Líquida | Acumulado em 30/09/2010 x 30/09/2009 LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA - BRGAAP PRODUTOS Vendas - Tons Faturamento - R$ mil Preço Médio - R$/Tons Jan-Set/10 Jan-Set/09 Jan-Set/10 Jan-Set/09 Jan-Set/10 Jan-Set/09 Papel Mercado Interno Não Revestidos 76.909 126.978 171.834 281.056 2.234 2.213 Revestidos 72.737 65.907 176.171 169.550 2.422 2.573 Especiais/Outros 92.993 87.380 353.863 364.376 3.805 4.170 Total 242.638 280.265 701.868 814.982 2.893 2.908 Mercado Externo Não Revestidos 25.853 25.162 45.701 50.234 1.768 1.996 Revestidos Especiais/Outros 5.949 1.824 15.559 5.707 2.616 3.129 Total 31.802 26.986 61.261 55.941 1.926 2.073 Total Papel 274.440 307.251 763.129 870.923 2.781 2.835 Celulose Mercado Interno 435.749 350.908 437.942 269.595 1.005 768 Mercado Externo 3.334.071 3.437.510 4.036.825 3.119.996 1.211 908 Total 3.769.820 3.788.418 4.474.767 3.389.591 1.187 895 Total Mercado Interno 678.387 631.173 1.139.810 1.084.577 1.680 1.718 Total Mercado Externo 3.365.873 3.464.496 4.098.085 3.175.937 1.218 917 TOTAL GERAL 4.044.260 4.095.669 5.237.896 4.260.514 1.295 1.040

Variação % Fat. Pç Med Tons

(39,4) 10,4 6,4 (13,4) 2,7 226,2 17,8 (10,7) 24,2 (3,0) (0,5) 7,5 (2,8) (1,3)

(38,9) 3,9 (2,9) (13,9) (9,0) 172,6 9,5 (12,4) 62,4 29,4 32,0 5,1 29,0 22,9

0,9 (5,9) (8,7) (0,5) (11,5) (16,4) (7,1) (1,9) 30,8 33,4 32,7 (2,2) 32,8 24,5

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Anexo III – DRE
Demonstração de Resultados Trimestrais Fibria - Consolidado R$ Milhões Variação % Operações R$ AV% R$ AV% R$ AV% 3T10/2T10 3T10/3T09 Receita Líquida 1.797 100% 1.809 100% 1.402 100% -1% 28% Mercado Interno 449 25% 385 21% 347 25% 17% 30% Mercado Externo 1.347 75% 1.425 79% 1.055 75% -5% 28% Custo Produtos Vendidos (1.316) -73% (1.293) -71% (1.203) -86% 2% 9% Custos relacionados à produção (1.283) -71% (1.261) -70% (1.187) -85% 2% 8% Provisões para perdas sobre créditos de ICMS (34) -2% (31) -2% (16) -1% 7% 109% Lucro Bruto 480 27% 516 29% 199 14% -7% 141% Desp.Vendas (81) -4% (93) -5% (78) -6% -14% 3% Desp.Administrativas (85) -5% (81) -4% (73) -5% 5% 17% Resultado Financeiro 249 14% (315) -17% 568 40% -179% -56% Equivalência Patrimonial (7) 0% (0) 0% 5 0% 0% -239% Outras Rec (Desp) Operacionais (25) -1% 46 3% (75) -5% -155% -67% LAIR 532 30% 73 4% 546 39% 630% -3% IR / Contribuição Social (229) -13% 57 3% (178) -13% -502% 28% Resultado Líquido do exercício 303 17% 130 7% 368 26% 133% -18% Resultado Líquido do exercício atribuível aos acionistas controladores 302 17% 129 7% 159 11% 135% 90% Resultado Líquido do exercício atribuível aos acionistas não-controladores 1 0% 1 0% 209 15% -49% -100% Deprec. Amort. e exaustão 371 21% 353 20% 342 24% 5% 9% EBITDA 661 37% 743 41% 315 22% -11% 110% Despesas com reestruturação societária 19 1% Realização do Ativo Intangível 21 1% 21 1% 19 1% 0% 9% Baixa de Imobilizado 2 0% (12) -1% 13 1% -117% -85% Provisões para perdas sobre créditos de ICMS 34 2% 31 2% 16 1% 7% 109% Ajuste de praticas contábeis 44 3% Valor justo de ativos biológicos (68) -4% Provisão de creditos de liquidação duvidosa 16 1% EBITDA ajustado 717 40% 730 40% 426 30% -2% 68% As Demonstrações Contábeis do ano de 2009, apresentadas para fins comparativos, foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos CPCs 15 ao 41 e 43 (exceto 34 - ainda não emitido), conforme requerido pelas práticas contábeis brasileiras. 3T10 2T10 3T09

Demonstração de Resultados Acumulados Fibria - Consolidado Jan-Set 2010 R$ AV% 5.281 100% 1.184 22% 4.096 78% (3.876) -73% (3.793) -72% (83) -2% 1.405 27% (244) -5% (238) -5% (408) -8% (7) 0% (23) 0% 485 9% (44) -1% 441 8% 438 8% 3 1.096 21% 1.996 38% 62 1% (6) 0% 83 2% (68) -1% 16 0% 2.084 39% R$ Milhões Jan-Set 2009 R$ AV% 4.302 100% 967 22% 3.335 78% (3.652) -85% (3.631) -84% (21) 0% 650 15% (232) -5% (200) -5% 1.751 41% (1) 0% 1.379 32% (134) -3% 3.213 75% (657) -15% 2.556 59% 1.936 45% 620 925 22% 1.008 23% 44 1% 80 2% (9) 0% 21 0% 44 1% 6 0% 1.194 28%

Operações Receita Líquida Mercado Interno Mercado Externo Custo Produtos Vendidos Custos relacionados à produção Provisões para perdas sobre créditos de ICMS Lucro Bruto Desp.Vendas Desp.Administrativas Resultado Financeiro Equivalência Patrimonial Ajuste a valor de mercado - Participação Aracruz (CPC 15) Outras Rec (Desp) Operacionais LAIR IR / Contribuição Social Resultado Líquido do exercício Resultado Líquido do exercício atribuível aos acionistas controladores Resultado Líquido do exercício atribuível aos acionistas não-controladores Deprec. Amort. e exaustão EBITDA Despesas com reestruturação societária Realização do Ativo Intangível Baixa de Imobilizado Provisões para perdas sobre créditos de ICMS Valor justo de ativos biológicos Ajuste de praticas contábeis Provisão de creditos de liquidação duvidosa Formação Estoques Três Lagoas EBITDA ajustado

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Anexo IV – Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial R$ Milhões ATIVO CIRCULANTE Caixa e Equivalentes de Caixa Títulos e Valores Mobiliários Derivativos Contas a receber de Clientes Estoques Impostos a Recuperar Disponível para venda Demais contas a receber e outros ativos NÃO CIRCULANTE (RLP) Títulos e Valores Mobiliários Impostos diferidos Impostos a Recuperar Demais contas a receber e outros ativos Investimentos Imobilizado Ativo Biológico Intangível TOTAL ATIVO PASSIVO CIRCULANTE Financiamentos Fornecedores Salários e Encargos Sociais Impostos e Taxas a Recolher Obrigações com instrumentos financeiros derivativos Juros s/capital / Dividendos a Pagar Contas a pagar com aquisição de ações Demais contas a pagar e outros passivos NÃO CIRCULANTE (LP) Financiamentos Provisão para Contingências Imposto de Renda e Contribuição Social Diferido Obrigações tributárias parceladas Contas a pagar com aquisição de ações Demais contas a pagar e outros passivos Acionista não controlador PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reserva de Capital Reserva de Reavaliação Reserva de Lucros Ajuste de avaliação patrimonial Ações em tesouraria TOTAL PASSIVO 2.959 898 377 132 69 2 1.392 88 11.498 10.006 130 1.154 72 137 22 15.485 8.379 3 9 5.485 1.619 (10) 29.965 2.842 899 450 106 63 2 1.241 81 12.369 10.522 130 955 64 547 150 22 15.183 8.379 3 10 5.183 1.619 (10) 30.415 5.202 2.627 382 129 19 75 1 1.816 154 12.699 9.267 320 1.309 59 1.621 123 2.290 11.639 7.057 2 11 5.052 (481) (1) 31.831 4.620 480 1.644 60 1.017 1.051 227 140 2.728 1.338 627 763 8 13.488 3.742 5.379 29.965 SET/ 10 4.884 634 1.687 14 1.219 932 263 135 2.525 28 1.382 344 771 15 13.808 3.785 5.398 30.415 JUN/ 10 6.759 727 1.739 57 684 1.060 406 1.922 164 2.073 71 956 244 801 16 14.047 3.471 5.466 31.831 SET/ 09 SET/ 10 JUN/ 10 SET/ 09

As Demonstrações Contábeis do ano de 2009, apresentadas para fins comparativos, foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos CPCs 15 ao 41 e 43 (exceto 34 - ainda não emitido), conforme requerido pelas práticas contábeis brasileiras.

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07.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE

Anexo V – Fluxo de Caixa
Demonstração do fluxo de caixa (R$ milhões)
LUCRO LÍQUIDO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

3º TRI 10

2º TRI 10

3º TRI 09

532 Ajustes para reconciliar o L.líquido ao caixa gerado pelas atividades operacionais: (+) Depreciação, exaustão, amortização (+) Variação Cambial e Monetária (+) Valor justo de contratos derivativos (+) Equivalência patrimonial (+) Variação no valor justo e ativos biológicos (+) Ganho / Perda na alienação de imobilizado (+) AVP de contas a pagar por aquisição de ações (+) Compl. Provisão para Contingências, PDD e outros (+) Apropriação de juros s/ financiamento (+) Apropriação de juros s/ títulos e valores mobiliários 457 (430) (53) 7 2 54 41 220 (43) 414 104 (11) 0 (68) 2 92 32 181 (65) 304 (692) (16) (5) (3) 121 (46) 173 (36)

73

546

Decréscimo (acréscimo) em ativos Clientes Estoques Impostos a recuperar Demais contas a receber / Adiantamentos a fornecedores/créditos partes relacionadas

131 (116) (41) (13)

(32) (109) (7) 10

(133) (128) 14 (26)

Acréscimo (Decréscimo) em passivos Fornecedores Impostos e Taxas a recolher Salários e contrib. sociais Demais contas a pagar / Adtos a empresas do grupo

(77) 5 25 (9)

(21) (2) 22 (55)

43 (9) 26 (15)

Caixa proveniente das operações Juros recebidos de títulos e valores mobiliários Juros pagos sobre financiamento Imposto de renda e contribuição social pagos

27 (120) (2)

55 (224) (5)

37 (196) (15)

CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Atividades de Investimento Aquisição de controle acionário, líquido do caixa adquirido Aquisição de imobilizado Ativos intangíveis e outros Títulos e valores mobiliários Receita na venda de imobilizado Contratos de derivativos líquidados

599 (449) (299) (3) 86 5 7 (1.042) (226) 442 3 (17) (466) (269) 12 999 (1) (33)

387

(58)

CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Atividades de Financiamento Financiamentos Captações de financiamentos Subscrição de capital em dinheiro Pagamento de financiamentos - principal Açoes de tesouraria

(653)

(840)

243

2.270 (2.326) -

2.913 (2.376) (10)

774 (342) -

CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS (56) Efeitos de variação cambial em disponibilidades (43) 10 Acréscimo (decréscimo) líquido em caixa e aplicações financeiras (154) 84 Caixa e aplicações financeiras no início do exercício 634 550 Caixa e aplicações financeiras no final do exercício 480 634 As Demonstrações Contábeis do ano de 2009, apresentadas para fins comparativos, foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos CPCs 15 ao 41 e 43 (exceto 34 - ainda não emitido), conforme requerido pelas práticas contábeis brasileiras. (33) 584 143 727 527 432

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07.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE

Anexo VI – Dados Econômicos e Operacionais
Taxa de Câmbio (R$/US$) Fechamento Médio 1,6942 1,7493 1,8015 1,7926 1,7810 1,8040 1,7412 1,7393 1,7781 1,8676 1,9516 2,0741 3T10 2T10 1T10 4T09 3T09 2T09 3T10 vs. 2T10 -6,0% -2,4% 3T10 vs.3T09 -4,7% -6,3% 2T10 vs. 1T10 1,2% -0,6% 3T09 vs. 2T09 -9% -10%

Distribuição de vendas de celulose por região Europa América do Norte Asia Brasil e Outros
*UDM: Últimos Doze Meses

3T10 41% 27% 20% 12% 38% 27% 24% 11% 30%

2T10

3T09

3T10 vs. 2T10 1 p.p.

3T10 vs. 3T09 11 p.p.

UDM* 38% 26%

22% 0 p.p. 37% -4 p.p. 11% 1 p.p. 1 p.p. -17 p.p. 5 p.p.

25% 12%

Preço lista de celulose, por região (US$/t) América do Norte Europa Asia 900 870 800 900 870 800 950 920 850 950 920 850 920 890 850 870 840 800 820 790 750 790 760 720 760 730 690 730 700 660 730 700 660 700 650 630 650 600 580

set/10

ago/10

jul/10

jun/10

mai/10

abr/10

mar/10

fev/10

jan/10

dez/09

nov/09

out/09

set/09

Indicadores Financeiros Dívida líquida / EBITDA ajustado (UDM*) Dívida total / Capital total (dívida bruta + patrimonio) Caixa + EBITDA (UDM*) / Dívida de curto prazo
*UDM: Últimos Doze Meses

3T10 3,9 0,7 2,0 4,7 0,5 2,2 5,6 0,5 1,1 6,3 0,6 1,2 7,2 0,6 0,8 7,2 0,6 0,9

2T10

1T10

4T09

3T09

2T09

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

COMENTÁRIO DO DESEMPENHO – Fibria (PRESS RELEASE) ESTÁ CONTIDO NO QUADRO 07.01 – COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE

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20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

1 - Atendendo ao Regulamento de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa (Novo Mercado) apresentamos, a seguir, planilhas demonstrando posição acionária em 30 de junho de 2010 de todo aquele que detém mais de 5% do capital votante, de forma direta ou indireta, até o nível de pessoa física.
CNPJ - nº 60.643.228/0001-21 Fibria Celulose S/A DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Ações Preferenciais Qtd % -

Acionista % 29,34 30,42 0,00 40,16 0,07 100,00

Votorantim Investºs Industriais S.A. BNDES Partic.S.A. BNDESPAR Conselho de Administração, Diretores e Conselho Fiscal Outros acionistas Ações em tesouraria Total

Ordinárias Qtd 137.269.117 142.360.457 19.377 187.942.873 342.822 467.934.646

Total Qtd 137.269.117 142.360.457 19.377 187.942.873 342.822 467.934.646

% 29,35 30,42 0,00 40,16 0,07 100,00

CNPJ - nº 03.407.049/0001-51 Votorantim Investimentos Industriais S.A. DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Ações Preferenciais Qtd % -

Acionista

Votorantim Participações S.A. José Roberto Ermírio de Moraes Fábio ermírio de Moraes Total

Ordinárias Qtd % 11.165.582.998 100,00 1 0,00 1 0,00 11.165.583.000 100,00

Total Qtd 11.165.582.998 1 1 11.165.583.000

% 100,00 0,00 0,00 100,00

CNPJ - nº 61.082.582/0001-07 Votorantim Participações S.A. DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Ações Preferenciais Qtd % % Hejoassu Administração S.A. Neyde Ugolini de Moraes Antonio Ermírio de Moraes Ermírio Pereira de Moraes Maria Helena Moraes Scripilliti Total 5.304.772.481 19.026.623 19.026.623 19.026.623 19.026.623 5.380.878.973 98,60 0,35 0,35 0,35 0,35 100,00 5.304.772.481 19.026.623 19.026.623 19.026.623 19.026.623 5.380.878.973 98,60 0,35 0,35 0,35 0,35 100,00 Qtd

Acionista

Ordinárias Qtd

Total %

CNPJ - nº 61.194.148/0001-07 Hejoassu Administração S.A. DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Ações Preferenciais Qtd % % JEMF Participações S.A. AEM Participações S.A. ERMAN Participações S.A. MRC Participações S.A. Total 400.000 400.000 400.000 400.000 1.600.000 25,00 25,00 25,00 25,00 100,00 400.000 400.000 400.000 400.000 1.600.000 25,00 25,00 25,00 25,00 100,00 Qtd

Acionista

Ordinárias Qtd

Total %

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20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES
CNPJ - nº 05.062.403/0001-89 AEM Participações S.A. DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Ações Preferenciais Qtd % % Antonio Ermírio de Moraes, detentor vitalício do direito de voto da totalidade das ações ordinárias. JEMF Participações S.A. ERMAN Participações S.A. MRC Participações S.A. Total Qtd

Acionista

Ordinárias Qtd

Total %

684.729.100 684.729.100

100,00 100,00

300 300 300 900

33,33 33,33 33,34 100,00

684.729.100 300 300 300 684.730.000

100,00 0,00 0,00 0,00 100,00

CNPJ - nº 05.062.376/0001-44 ERMAN Participações S.A. DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Ações Preferenciais Qtd % % Ermírio Pereira de Moraes, detentor vitalício do direito de voto da totalidade das ações ordinárias. JEMF Participações S.A. AEM Participações S.A. MRC Participações S.A. Total Qtd

Acionista

Ordinárias Qtd

Total %

684.729.100 684.729.100

100,00 100,00

300 300 300 900

33,33 33,33 33,34 100,00

684.729.100 300 300 300 684.730.000

100,00 0,00 0,00 0,00 100,00

CNPJ - nº 05.062.355/0001-29 MRC Participações S.A. DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Ações Preferenciais Qtd % 300 33,33 300 33,33 300 33,34 900 100,00

Acionista % Maria Helena Moraes Scripilliti, detentora vitalícia do direito de voto da totalidade das ações ordinárias. JEMF Participações S.A. AEM Participações S.A. ERMAN Participações S.A. Total

Ordinárias Qtd

Total Qtd 0 0 684.729.100 300 300 300 684.730.000 % 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 0,00 100,00

684.729.100 684.729.100

100,00 100,00

CNPJ - nº 05.062.394/0001-26 JEMF Participações S.A. DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Ações Preferenciais Qtd % % José Ermírio de Moraes Neto José Roberto Ermírio de Moraes Neide Helena de Moraes AEM Participações S.A. ERMAN Participações S.A. MRC Participações S.A. Total 228.243.033 228.243.033 228.243.034 684.729.100 33,33 33,34 33,33 100,00 300 300 300 900 33,33 33,34 33,33 100,00 228.243.033 228.243.033 228.243.034 300 300 300 684.730.000 33,33 33,34 33,33 0,00 0,00 0,00 100,00 Qtd

Acionista

Ordinárias Qtd

Total %

130
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20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES
CNPJ - nº 00.383.281/0001-09 BNDES Participações S.A. BANDESPAR DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Ações Preferenciais Qtd % % 1 Bco.Nac.Desenv.Econ.Social-BNDES 100,00 0,00 100,00 1 0 1 100,00 0,00 100,00 Qtd

Acionista

Ordinárias Qtd

Total %

Total

1

CNPJ - nº 33.657.248/0001-89 Bco.Nac.Desenv.Econ.Social-BNDES DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Ações Preferenciais Qtd % % 6.273.711.452 União Federal 100,00 0,00 100,00 6.273.711.452 0 6.273.711.452 100,00 0,00 100,00 Qtd

Acionista

Ordinárias Qtd

Total %

Total

6.273.711.452

131
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20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

2 - Atendendo ao Regulamento de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa (Novo Mercado) apresentamos, a seguir, planilhas demonstrando posição em 30 de setembro de 2010 e 2009 da quantidade e características dos valores mobiliários de emissão da Companhia que sejam de titularidade, direta ou indireta, do Acionista Controlador, Administradores e Membros do Conselho de Administração, e ações em circulação no mercado.
CNPJ - nº 60.643.228/0001-21 Fibria Celulose S/A DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Posição em 30.09.2010 Ações Preferenciais Qtd % % Controladores - Votorantim Investºs.Inds. S.A. - BNDES Partic.S.A. BNDESPAR Qtd

Acionista

Ordinárias Qtd

Total %

137.269.117 142.360.457

29,34 30,42

0,00

137.269.117 142.360.457

29,34 30,42

Ações em tesouraria 19.377 19.377 0,00 0,00 40,16 187.942.873 0,00 187.942.873 40,16 0,00 0,00 0,00 0,00 19.377 19.377 0,00 0,00 0,00 0,00

342.822

0,07

-

0,00

342.822

0,07

- Conselho de Administração - Diretores - Conselho Fiscal

-

Ações em circulação - Mercado Acionário

Total CNPJ - nº 60.643.228/0001-21 Fibria Celulose S/A DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL Posição em 30.09.2009 Ações Preferenciais Qtd % % Controladores - Votorantim Participações S.A. 137.279.280 35,18 0,00 137.279.280 35,18 Qtd

467.934.646

100,00

0

0,00

467.934.646

100,00

Acionista

Ordinárias Qtd

Total %

Ações em tesouraria 5 3.733 3.738 0,00 0,00 0,00 64,81 252.847.963 0,00 252.847.963 64,82 0,00 0,00 0,00 0,00 5 3.733 3.738 0,00 0,00 0,00 0,00

33.371

0,01

-

0,00

33.371

0,01

- Conselho de Administração - Diretores - Conselho Fiscal

-

Ações em circulação - Mercado Acionário

Total

390.164.352

100,00

0

0,00

390.164.352

100,00

132
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20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

3 - Apresentamos abaixo a demonstração das mutações do Patrimônio líquido para o semestre findo em 30/09/2009:
Reservas de lucros Capital social 3.052.211 Em 31 de dezembro de 2008 Ajuste de exercícios anteriores Adoção inicial dos CPCs 15 ao CPC 40 Transferência para reserva de lucros Reserva de capital 2.688 Reserva de reavaliação Legal 12.073 248.193 835.241 4.150.406 2.032.860 6.183.266 Para investimentos Ajuste de avaliação patrimonial Lucros acumulados Total Patrimônio Líquido

2.032.860

2.032.860 (2.032.860)

Patrimônio líquido ajustado em 1º de janeiro de 2009 Ajuste de avaliação patrimonial decorrente da aquisição da Aracruz Aumento de capital no semestre Lucro líquido do 1º semestre de 2009 Realização da reserva de reavaliação Outros

3.052.211

2.688

12.073

248.193

2.868.101

-

-

1.046.790 4.005.091 1.776.612 (949) 949 (1.249)

1.046.790 4.005.091 1.776.612 (1.249)

Patrimônio líquido em 30 de junho de 2009

7.057.302

2.688

11.124

248.193

2.867.801

1.046.790

1.776.612

13.010.510

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20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

4 - Cláusula compromissória
"A Companhia está vinculada à arbitragem na Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme Cláusula Compromissória constante do seu Estatuto Social."

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21.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - SEM RESSALVA

Relatório de revisão dos auditores independentes

Aos Administradores e Acionistas Fibria Celulose S.A.

1

Revisamos as informações contábeis contidas nas Informações Trimestrais (ITR) (individuais e consolidadas) da Fibria Celulose S.A. e de suas controladas ("Companhia"), referentes ao trimestre findo em 30 de setembro de 2010, compreendendo os balanços patrimoniais e as demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa, as notas explicativas e o relatório de desempenho, elaborados sob a responsabilidade de sua administração.

2

Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas específicas estabelecidas pelo IBRACON Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, em conjunto com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), e consistiu, principalmente, em: (a) indagação e discussão com os administradores responsáveis pelas áreas Contábil, Financeira e Operacional da Companhia, quanto aos principais critérios adotados na elaboração das informações trimestrais; e (b) revisão das informações e dos eventos subsequentes que tenham, ou possam vir a ter, efeitos relevantes sobre a posição financeira e as operações da Companhia e de suas controladas.

3

Com base em nossa revisão limitada, não temos conhecimento de qualquer modificação relevante que deva ser feita nas informações trimestrais acima referidas, para que estas estejam de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis à preparação das informações trimestrais, de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

4

Conforme mencionado na Nota 2, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou diversos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações Técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), com vigência para 2010, que alteraram as práticas contábeis adotadas no Brasil. Essas alterações foram adotadas e divulgadas pela Companhia na elaboração das informações trimestrais referentes ao trimestre findo em 30 de setembro de 2010.

5

As Informações Trimestrais (ITR) mencionadas no primeiro parágrafo incluem, também, informações contábeis comparativas referentes ao resultado do trimestre e período findo em 30 de setembro de 2009, obtidas das correspondentes Informações Trimestrais (ITR) daquele trimestre, e aos balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2009, obtidas das demonstrações financeiras em 31 de

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21.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - SEM RESSALVA

dezembro de 2009. A revisão limitada das Informações Trimestrais (ITR) do trimestre findo em 30 de setembro de 2009 e o exame das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2009 foram conduzidos sob a responsabilidade de outros auditores independentes, que emitiram relatório, com data de 12 de novembro de 2009, e parecer, com data de 25 de fevereiro de 2010, respectivamente, sem ressalvas, antes, portanto, da apuração dos ajustes e da reelaboração das informações contábeis mencionados na Nota 2, conforme previsto no CPC 23 "Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erros". Em conexão com nossa revisão, descrita no primeiro parágrafo, examinamos os ajustes apurados pela Companhia necessários para o atendimento da novas práticas contábeis adotadas no Brasil e descritos na Nota 2 e, em nossa opinião, tais ajustes são adequados e foram corretamente efetuados, considerando todos os aspectos relevantes. Fomos contratados somente para auditar os ajustes descritos nessa nota explicativa e não para auditar, revisar ou aplicar quaisquer outros procedimentos sobre as informações contábeis referentes ao exercício de 2009 e, portanto, não expressamos opinião sobre referidas informações.

São Paulo, 10 de novembro de 2010

PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

Carlos Eduardo Guaraná Mendonça Contador CRC 1SP196994/O-2

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

1

Contexto operacional e novos desenvolvimentos de negócios

Considerações gerais A Fibria Celulose S.A. (anteriormente denominada Votorantim Celulose e Papel S.A. ("VCP") e doravante também referida nesta demonstração como "Fibria", "Empresa" ou "Companhia") e suas empresas controladas (conjuntamente, o “Grupo”) tem como atividade preponderante a exploração florestal, bem como a industrialização e o comércio de celulose de fibra curta, papel para impressão e escrita e papéis especiais. Os negócios da Companhia são fortemente afetados pelos preços que vigoram no mercado mundial de papel e celulose, historicamente cíclicos e sujeitos a flutuações significativas em períodos curtos, em decorrência de vários fatores, como: (a) demanda mundial por produtos de papel e celulose; (b) capacidade de produção mundial e estratégias adotadas pelos principais produtores; e (c) disponibilidade de substitutos para esses produtos. Todos esses fatores estão fora do controle de gestão da Companhia.

(a) Em 20 de janeiro de 2009, a Companhia adquiriu de um grupo de famílias a participação de 12,35% do capital total da Aracruz Celulose S.A. ("Aracruz"), que representavam 28% do capital social votante ou 127.506.457 ações ordinárias, pelo valor de R$ 2.710.000, a serem pagos em seis parcelas semestrais, com vencimentos até julho de 2011, sem qualquer correção ou acréscimo. Adicionalmente, em 5 de março de 2009, a Companhia adquiriu da Família Safra mais 127.506.457 ações ordinárias de emissão da Aracruz, que representavam 28% do capital social votante, pelo valor de R$ 2.710.000 a serem pagos em seis parcelas semestrais, com vencimentos até julho de 2011, sem qualquer correção ou acréscimo. Em 27 de maio de 2009, o BNDES Participações S.A. - BNDESPAR, como titular de 56.880.857 ações ordinárias da Aracruz, subscreveu 43.588.699 ações preferenciais de emissão da VCP, integralizando-as com aquelas ações ordinárias de emissão da Aracruz, pelo valor unitário de R$ 14,56, totalizando R$ 828.185. Em 1o de julho de 2009, foi encerrada a Oferta Pública de Ações Tag Along para os acionistas que detinham ações ON da Aracruz "ARCZ3". O total das ações objeto da OPA era de 15.507.357 ações ordinárias, sendo que as ordens de venda totalizaram 13.828.307 ações ordinárias, adesão equivalente a 89% do total de destinatários. O valor
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Aquisição das ações da Aracruz

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

desta operação foi de R$ 236.633 e está dividido em seis parcelas semestrais, com vencimento até julho de 2011, sem qualquer correção ou acréscimo. Em 17 de julho de 2009, os acionistas da VCP e da Aracruz anunciaram as aprovações no plano de troca das ações preferenciais da Aracruz por ações ordinárias da VCP, na proporção de uma ação preferencial da Aracruz por 0,1347 de ação ordinária da VCP. Essa relação de troca foi previamente examinada e aprovada pelos Conselhos de Administração das duas companhias, após recomendação dos Comitês Especiais Independentes também de ambas as companhias. Em 26 de agosto de 2009, as Assembleias Gerais Extraordinárias da VCP e da Aracruz aprovaram a incorporação de todas as ações representativas do capital social da Aracruz pela VCP. Os efeitos da combinação de negócio estão demonstrados na Nota 24.

(b) Em 15 de dezembro de 2009, a Companhia concluiu a venda, para a subsidiária brasileira da CMPC S.A., dos elementos patrimoniais representados pelas instalações industriais, terras e florestas que formavam o conjunto conhecido como unidade de Guaíba, no município de Guaíba, Estado do Rio Grande do Sul. O valor da venda contratado e ajustado foi de R$ 2.416 milhões, e gerou um ganho de capital de R$ 33.414. Em 2009, esta unidade geradora de caixa obteve os seguintes resultados operacionais:
o o o o

Venda da Unidade de Guaíba

1 trimestre 2 trimestre 3 trimestre 4 trimestre Receitas líquidas Custo das vendas Lucro bruto Percentual do resultado bruto da Companhia 163.047 133.188 29.858 11,0 100.117 81.487 18.630 7,7 126.754 98.717 28.037 11,8 38.422 30.247 8.175 4,4 428.339 343.640 84.700 9,0

2009

(c) Em 21 de dezembro de 2009, foi aprovada na Assembleia Geral Extraordinária (“AGE”) da Fibria a incorporação das empresas Arapar S.A. e São Teófilo Representação e Participações S.A. pela Companhia. Em 22 de dezembro de 2009, foi aprovada a incorporação da empresa Aracruz pela Companhia. Considerando que a Fibria era titular da totalidade do capital das sociedades incorporadas, não houve aumento no seu capital social.

Incorporações de Empresas

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Em 30 de setembro de 2010, foi aprovada na Assembleia Geral Extraordinária da Fibria a incorporação da controlada integral Alícia Papéis S.A., pelos seus valores contábeis, conforme abaixo:
Ativo Circulante Contas a receber – partes relacionadas Impostos a recuperar 238.230 5.860 244.090 Patrimônio líquido Capital Social Não circulante Impostos a recuperar Imobilizado 4.680 2.978.754 2.983.434 Reserva de lucros 1.378.776 3.204.978 1.826.202 Passivo e patrimônio líquido Circulante Débitos com partes relacionadas 22.546

Total do ativo

3.227.524

Total do passivo

3.227.524

2

Apresentação das demonstrações financeiras e principais práticas contábeis adotadas

(a) As informações trimestrais foram aprovadas pela Diretoria em 10 de novembro de 2010, considerando os eventos subsequentes ocorridos até essa data, que tiveram efeito sobre as divulgações das referidas informações. As informações trimestrais foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, nas normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e nos Pronunciamentos e Orientações emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). No exercício iniciado em 2010, foram alteradas as práticas contábeis adotadas na elaboração das demonstrações financeiras quando comparadas com aquelas seguidas na elaboração das demonstrações financeiras divulgadas no ano anterior. Estas alterações estão sumariadas no item (b) a seguir. Adicionalmente, as informações trimestrais contemplam os requerimentos mínimos de divulgação estabelecidos pelo pronunciamento técnico CPC 21 - "Demonstração Intermediária", bem como outras informações consideradas relevantes.

Base de apresentação

(b)
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Adoção inicial dos pronunciamentos técnicos do CPC 3

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

O processo de convergência das normas brasileiras de contabilidade com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) ocorreu em duas etapas: (i) a primeira em 2008, com a emissão dos pronunciamentos contábeis CPC 01 ao CPC 14, que foram aplicados pela Companhia em suas demonstrações financeiras encerradas em 31 de dezembro de 2008; (ii) a segunda, desenvolvida em 2009, com a edição dos pronunciamentos contábeis CPC 15 ao CPC 41 e 43 (exceto o CPC 34 - ainda não emitido). As novas práticas contábeis contidas nos pronunciamentos técnicos CPC 15 ao CPC 41 e 43, foram inicialmente adotadas pela Companhia no exercício social iniciado em 1o de janeiro de 2010. Neste contexto, a data de transição adotada pela Companhia foi 1o de janeiro de 2009, data em que foram preparados os balanços patrimoniais de abertura.

(i) Conforme previsto no CPC 37, a Companhia adotou a seguinte isenção na aplicação retrospectiva: . Combinação de negócios - o CPC 15 foi aplicado a partir de 1o de janeiro de 2009. Com relação às outras isenções constantes do CPC 37, não se aplicam à Companhia: . contratos de seguros - os contratos de seguros celebrados pela Companhia não estão no escopo deste pronunciamento; custo atribuído ao ativo imobilizado - o ativo imobilizado já vinha sendo depreciado com base na vida útil estimada e a Administração entende não haver diferenças significativas entre o valor justo e os valores contábeis do ativo imobilizado; ativos e passivos de controladas, entidades controladas em conjunto e coligadas - a adoção inicial dos pronunciamentos técnicos foram aplicados concomitantemente e de forma consistentes em todas as controladas do Grupo; instrumentos financeiros compostos - não há operações envolvendo esse tipo de instrumentos financeiros; passivos decorrentes de desativação incluídos no custo do ativo imobilizado - a Companhia não possui contratos incluídos neste escopo;

Isenções da aplicação retrospectiva dos novos pronunciamentos técnicos

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ativos financeiros e ativos intangíveis contabilizados de acordo com o ICPC 01 11/11/2010 08:12:43 Pág: 4 .

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

contratos de concessão - a Companhia não possui contratos de concessão.

(ii)

Sumário das práticas contábeis modificadas e demonstração dos efeitos no resultado e no patrimônio líquido As principais alterações nas práticas contábeis promovidas nestas informações trimestrais pela aplicação inicial dos CPCs 15 ao 41 e CPC 43 foram as seguintes: CPC 15 - "Combinação de Negócios" - de acordo com as práticas contábeis anteriormente adotadas no Brasil, o ágio gerado na operação de aquisição do controle acionário da Aracruz foi contabilizado nas diversas etapas nas quais o negócio foi efetivado e representava o excesso do custo de aquisição em relação ao valor de equivalência patrimonial. De acordo com o novo pronunciamento técnico, a data da aquisição deve ser aquela em que o controle foi efetivamente transferido, levando em consideração o valor justo dos ativos identificáveis adquiridos, passivos assumidos e a participação de acionistas não controladores. Quando a combinação de negócios é realizada em estágios, ou seja, a obtenção do controle de sociedade que a Companhia já participava, o pronunciamento técnico determina também que a parcela desta participação inicial seja reavaliada ao valor justo na data da aquisição, em contrapartida do resultado. Vide Nota 24. Outrossim, na operação de troca de ativos celebrada entre a Fibria e a International Paper, realizada em 2007, foi gerado um deságio de R$ 1.781.000, que, no escopo deste pronunciamento contábil, foi considerado ganho por compra vantajosa e foi ajustado em contrapartida do patrimônio líquido na data de transição. CPC 18 - "Investimento em Coligada e em Controlada" - os resultados não realizados em operações de venda de ativos da controladora para uma controlada foram eliminados nos balanços individuais, de forma a eliminar as diferenças entre o patrimônio líquido e o resultado individual e consolidado. CPC 22 - "Informações por Segmento" - a Companhia está divulgando as informações trimestrais requeridas por segmento operacional (Celulose e Papel e por região geográfica). CPC 26 - "Apresentação das Demonstrações Financeiras" - a participação dos acionistas não controladores (também conhecida por Participação dos Minoritários) foi agregada e identificada ao patrimônio líquido, e não mais em rubrica especifica, acima do patrimônio líquido.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

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CPC 29 - "Ativos Biológicos" - os ativos biológicos, representados pelas florestas em formação, foram mensurados ao valor justo menos a despesa de venda. Anteriormente, esses ativos eram registrados ao custo histórico. CPC 32 - "Tributos sobre o Lucro" - de acordo com as práticas contábeis anteriormente adotadas no Brasil, a Companhia reconhecia ativo fiscal diferido na medida em que fossem realizáveis no prazo máximo de dez anos. De acordo com o novo pronunciamento técnico, os créditos devem ser registrados na medida em que seja provável a existência de lucros tributáveis futuros com os quais esses créditos possam ser utilizados, independentemente do prazo máximo estipulado na legislação por norma. CPC 41 – “Lucro por ação” – o objetivo desta norma é fornecer diretrizes necessárias para a determinação e a apresentação do resultado por ação, a fim de melhorar as comparações de desempenho entre diferentes companhias no mesmo período, bem como para a mesma companhia em período diferentes. O foco do pronunciamento está na determinação do denominador no cálculo do resultado por ação.

.

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A Companhia está apresentando os efeitos no resultado individual e consolidado do período de nove meses findo em 30 de setembro de 2009 e no patrimônio líquido em 1o de janeiro de 2009, 30 de setembro de 2009 e em 31 de dezembro de 2009, conforme demonstrado a seguir:
Controladora 1o de janeiro de 2009 4.150.406

31 de dezembro de 2009 Conciliação do efeito no patrimônio líquido Patrimônio líquido divulgado pelos critérios contábeis anteriores Efeitos representados por Deságio decorrente da troca de ativos com a International Paper Planta de Celulose em Três Lagoas (CPC 15) Avaliação a valor de mercado de participação de 12,35% detida anteriormente à aquisição do controle da Aracruz Celulose S.A. (CPC 15) Amortização adicional da mais-valia por mudança no critério de determinação da data de aquisição do controle (CPC 15) Demais efeitos decorrentes da combinação de negócios (CPC 15) Efeitos tributários da combinação de negócios (CPC 32) Alocação da participação dos acionistas não controladores na aquisição da Aracruz (CPC 15) Ajuste ao valor justo dos ativos biológicos (CPC 29) Realização por exaustão e consumo de ativos biológicos (CPC 29) Efeito tributário relativo aos ativos biológicos (CPC 32) Outros Patrimônio líquido ajustado pela aplicação dos CPCs 15 ao 41 11/11/2010 08:12:43 9.989.091

30 de setembro de 2009 8.827.196

1.781.000

1.781.000

1.781.000

1.378.924 (241.876) (119.342) 58.094 1.618.824 953.010 (65.558) (308.485) 12.812 15.056.494

1.378.924 (5.466) (112.265) 5.566 2.412.731 401.406 (55.258) (112.283) 12.757 14.534.308

401.406 (131.013) (18.533) 6.183.266

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

30 de setembro de 2009 Conciliação dos efeitos no lucro líquido Lucro líquido divulgado pelos critérios contábeis anteriores Efeitos representados por Avaliação a valor de mercado de participação detida anteriormente à aquisição do controle da Aracruz Celulose S.A. (CPC 15) Amortização adicional da mais-valia por mudança no critério de determinação da data de aquisição do controle (CPC 15) Demais efeitos decorrentes da combinação de negócios (CPC 15) Efeitos tributários da combinação de negócios (CPC 32) Realização por exaustão e consumo de ativos biológicos (CPC 29) Efeito tributário relativos aos ativos biológicos (CPC 32) Efeitos na aplicação inicial dos CPCs 15 ao 41 em controladas, líquido dos efeitos tributários Outros Lucro líquido ajustado pela aplicação dos CPCs 15 ao 41 673.705 708.160 Controladora Consolidado

1.378.924 (17.339) (112.265) 5.566 (16.993) 5.777 (13.439) 31.290 1.935.226

1.378.924 (5.466) (112.265) 5.566 (55.255) 18.727

(3.166) 1.935.226

(c) As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas informações trimestrais (controladora e consolidada) estão definidas abaixo. (i) O resultado das operações (receitas, custos e despesas) é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. A receita de venda de produtos é reconhecida quando seu valor puder ser mensurado de forma confiável e todos os riscos e benefícios são transferidos para o comprador. (ii) As informações trimestrais incluem estimativas e premissas, como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisões para passivos contingentes, estimativas da vida útil de determinados ativos e outras similares. Os resultados efetivos podem ser diferentes dessas estimativas e premissas. Estimativas contábeis Apuração do resultado

Descrição das principais práticas contábeis

(iii) Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de até 90 dias, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor, bem como as contas garantidas. As contas garantidas são demonstradas no balanço patrimonial como "empréstimos", no
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Caixa e equivalentes de caixa

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

passivo circulante, quando aplicável.

(iv) . A Companhia e suas controladas classificam seus ativos financeiros nas seguintes categorias: mantidos para negociação, empréstimos e recebíveis, mantidos até o vencimento e disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. Classificação e mensuração

Ativos financeiros

.. Mantidos para negociação Os ativos financeiros mantidos para negociação tem como característica a sua negociação ativa e frequente nos mercados financeiros. Esses ativos são mensurados por seu valor justo, e suas variações são reconhecidas no resultado do período, na rubrica "Resultado financeiro". As operações com instrumentos derivativos são também classificadas nesse grupo e avaliadas conforme descrito acima. Entretanto, quando esses instrumentos derivativos são designados como hedge, as variações no seu valor justo são reconhecidas na mesma linha de resultado impactada pela operação originalmente protegida.

.. Empréstimos e recebíveis Incluem-se nesta categoria os empréstimos e os recebíveis com pagamentos fixos ou determináveis não cotados em mercado ativo. Os empréstimos e os recebíveis são atualizados de acordo com a taxa efetiva da respectiva transação. Compreende-se como taxa efetiva aquela fixada nos contratos e ajustada pelos respectivos custos de cada transação. Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem “contas a receber de clientes”, demais contas a receber” e “caixa e equivalentes de caixa”.

.. Ativos mantidos até o vencimento São basicamente os ativos financeiros cotados em mercado ativo que a Companhia tem intenção e capacidade financeira de manter até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos contratuais auferidos em contrapartida ao resultado do período, com base na taxa de juros efetiva.

.. Ativos financeiros disponíveis para venda

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

São os ativos financeiros que, por suas características, não podem ser classificados nas três categorias anteriormente descritas. Esses ativos são contabilizados pelo valor justo e reconhecidos na demonstração do resultado como receitas financeiras. A diferença entre o valor justo e o valor calculado pelo método da taxa efetiva de juros é lançada no patrimônio líquido, na conta "Ajustes de avaliação patrimonial", líquida dos efeitos fiscais quando aplicável. A referida diferença é transferida para o resultado na ocasião da liquidação da transação ou por perda considerada permanente. A Companhia não possui ativos disponíveis para venda.

.. Valor justo O valor justo dos investimentos com cotação pública se baseia nos preços atuais de mercado. Para os ativos financeiros sem mercado ativo, a Companhia estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem a comparação com operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções. A Companhia avalia, periodicamente, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro esteja registrado com valor acima de seu valor recuperável. Quando aplicável, é reconhecida provisão para desvalorização desse ativo.

(v) Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, mensurados ao seu valor justo com as variações lançadas em contrapartida do resultado. Embora a Companhia faça uso de derivativos com o objetivo de proteção, não foi aplicada contabilização de hedge (hedge accounting) até o trimestre e período de nove meses findos de 30 de setembro de 2010. O divulgação desses instrumentos está na Nota 18. (vi) As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber pela venda de celulose e papel no decurso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. São inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo método da taxa de juros efetiva menos a provisão para “impairment”, se necessária. As contas a receber de clientes no mercado externo são atualizadas com base nas taxas de câmbio vigentes na data do balanço. A provisão para “impairment” é estabelecida quando existe uma evidência objetiva de que as empresas do Grupo não 11/11/2010 08:12:43 Pág: 9 Contas a receber

Instrumentos derivativos e atividades de hedge

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

serão capazes de cobrar todos os valores devidos de acordo com os prazos originais das contas a receber. O cálculo do “impairment” é baseado em estimativa suficiente para cobrir prováveis perdas na realização das contas a receber, considerando a situação de cada cliente e respectivas garantias oferecidas, consistente com a política de “impairment” de ativos financeiros ao custo amortizado. (vii) Os estoques são demonstrados pelo custo médio das compras ou da produção, inferior ao custo de reposição ou ao valor líquido de realização, que incluem a exaustão dos ativos biológicos. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreende matérias-primas, mão de obra direta, outros custos diretos e despesas gerais de produção. As importações em andamento são demonstradas ao custo acumulado de cada importação. O valor líquido de realização é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios, menos as despesas comerciais variáveis aplicáveis. (viii) São calculados com base nas alíquotas vigentes de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, para fins de determinação de exigibilidade. Portanto, as inclusões ao lucro contábil de despesas, temporariamente não dedutíveis, ou as exclusões de receitas, temporariamente não tributáveis, consideradas para apuração do lucro tributável corrente, geram créditos ou débitos tributários diferidos. As alíquotas desses impostos são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Os créditos tributários diferidos decorrentes de prejuízo fiscal ou base negativa da contribuição social e adições temporárias são reconhecidos somente na extensão em que sua realização seja provável, tendo como base o histórico de rentabilidade e as projeções de resultados futuros. As despesas fiscais do período compreendem o imposto de renda corrente e diferido. O imposto é reconhecido na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Imposto de renda e contribuição social Estoques

(ix)

Ativos intangíveis

.. Ágio O ágio é representado pela diferença positiva entre o valor pago ou a pagar e o
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

montante líquido do valor justo dos ativos e passivos da entidade adquirida. O ágio é testado anualmente para verificar prováveis perdas por “impairment” e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por “impairment”, que não são revertidas. Os ganhos e as perdas da alienação de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relacionado à entidade vendida. O ágio é alocado às Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) para fins de teste de “impairment”. A alocação é feita para as UGCs ou para o grupo de UGCs que devem se beneficiar da combinação de negócios da qual o ágio se originou, devidamente segregada, de acordo com o segmento operacional.

.. Database A Database corresponde o conhecimento técnico construído ao longo de vários anos e à base de dados de tecnologia florestal e industrial originado da aquisição da Aracruz. Estes ativos proporcionam uma melhora na produtividade dos eucaliptos por hectare e nos processos industriais de produção de celulose. A Database é reconhecida pelo valor justo na data da aquisição, uma vez que tem vida útil definida e é registrada pelo seu valor de custo menos a amortização acumulada. A amortização é calculada pelo método linear, com base nas taxas demonstradas na Nota 12 e, registrada no resultado no grupo “Outras despesas e receitas operacionais”. A base de dados de tecnologia florestal e industrial é contemplada por: CEDOC (centro de documentação), BIP (base de informação de processo e pesquisa), KDP (software utilizado na gestão de conhecimento) e Microbacia (sensores e marcadores que captam o efeito da chuva nas áreas plantadas ao longo do seu ciclo).

.. Patente A patente registrada foi reconhecida na combinação de negócio pela aquisição da Aracruz e corresponde ao desenvolvimento efetuado pela área de pesquisa e desenvolvimento, com relação ao processo de metalocationalização de polpa celulósica para uma aplicação e cliente específico. A patente é reconhecida pelo valor justo na data da aquisição, uma vez que tem vida útil definida e é registrada pelo seu valor de custo menos a amortização acumulada. A amortização é calculada pelo método linear, com base nas taxas demonstradas na Nota 12.
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

.. Relacionamento com fornecedor Este ativo intangível abrange os contratos que a Companhia possui para fornecimento de óleo diesel, álcool combustível e produtos químicos, decorrentes da aquisição da Aracruz. Esse ativo é reconhecido pelo valor justo na data da aquisição, uma vez que tem vida útil definida e é registrado pelo seu valor de custo menos a amortização acumulada. A amortização é calculada pelo método linear, com base nas taxas demonstradas na Nota 12.

.. Desenvolvimento e implantação de sistemas (softwares) Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pelo Grupo, são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: (i) sua conclusão é tecnicamente viável para que esteja disponível para uso; (ii) a administração pretende concluí-lo e usá-lo ou vendê-lo; (iii) poderá ser vendido ou usado; (iv) gerará benefícios econômicos futuros prováveis, que podem ser demonstrados; (v) estão disponíveis recursos técnicos, financeiros e outros recursos adequados para concluir seu desenvolvimento e para usá-lo ou vendê-lo; e (vi) o gasto atribuível durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. Os custos de desenvolvimento reconhecidos como ativos são amortizados durante sua vida útil estimada, com base na taxa demonstrada na Nota 12.

(x) As controladas são empresas na qual a Companhia, diretamente ou por meio de outras controladas, é titular dos direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.
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Investimentos em controladas, controladas em conjunto e coligadas

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

As coligadas são empresas na qual a Companhia tem influência significativa e que não se configuram como controladas ou controladas em conjunto (joint venture). As controladas em conjunto são empresas na qual a Companhia mantém o compartilhamento do controle, contratualmente estabelecido, sobre sua atividade econômica e que existe somente quando as decisões estratégicas, financeiras e operacionais relativas à atividade exigirem o consentimento unânime das partes que compartilham o controle. No balanço patrimonial individual, essas participações são avaliadas pelo método de equivalência patrimonial. De acordo com esse método, o investimento é inicialmente reconhecido pelo custo e posteriormente ajustado pelo reconhecimento da participação atribuída à Companhia nas alterações dos ativos líquidos da investida. Ajustes no valor contábil do investimento também são necessários pelo reconhecimento da participação proporcional da Companhia nas variações de saldo dos componentes dos outros resultados abrangentes da investida, reconhecidos diretamente em seu patrimônio líquido. Tais variações são reconhecidas de forma reflexa, ou seja, em outros resultados abrangentes diretamente no patrimônio líquido. Os resultados decorrentes de transações entre a Companhia e suas controladas, bem como os resultados decorrentes de transações diretas entre as controladas, não são reconhecidos nas demonstrações financeiras individuais enquanto os ativos transacionados estiverem no balanço destas controladas, exceto se esses resultados evidenciarem a existência de redução no valor recuperável dos ativos.

(xi) A Companhia utiliza o método de aquisição para contabilização de transação classificada como combinação de negócios. O custo de aquisição é mensurado pelo valor justo dos ativos entregues, dos instrumentos de capital emitidos e dos passivos incorridos ou assumidos na data de aquisição. Os ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos são mensurados ao valor justo na data da aquisição. A participação de não controladores na adquirida é avaliada ao valor justo dessa participação ou pela parte que lhes cabe no valor justo dos ativos identificáveis líquidos da adquirida. O excesso do custo de aquisição relativamente ao valor justo dos ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos é registrado como ágio (goodwill) e, caso seja inferior, é registrado como ganho por compra vantajosa no resultado do exercício na data de aquisição. Em transações que a Companhia adquire o controle da empresa na qual ela mantinha
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Combinação de negócios

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

uma participação de capital imediatamente antes da data da aquisição, esta participação inicial é avaliada pelo valor justo na data da aquisição e, os ganhos e perdas gerados são reconhecidos no resultado do período. Nas demonstrações financeiras individuais, o valor justo dos ativos identificáveis adquiridos e dos passivos assumidos relativos às controladas indiretas permanecem registrados na conta de investimento na rubrica mais valia de ativos de controladas. O ágio é apresentado na rubrica de intangíveis, não sofre amortização e é submetido ao teste anual de avaliação do valor recuperável (“impairment”). (xii) Os bens do imobilizado são registrados ao custo e depreciados pelo método linear, considerando-se a estimativa da vida útil-econômica dos respectivos componentes. As taxas anuais de depreciação estão mencionadas na Nota 10. Reparos e manutenção são apropriados ao resultado durante o período em que são incorridos. O custo das principais reformas é acrescido ao valor contábil do ativo quando os benefícios econômicos futuros ultrapassam o padrão de desempenho inicialmente estimado para o ativo. As reformas são depreciadas ao longo da vida útil restante do ativo relacionado. Os custos dos encargos sobre empréstimos tomados para financiar a construção do imobilizado são capitalizados durante o período necessário para executar e preparar o ativo para o uso pretendido. Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício. Os ganhos e perdas de alienações e são reconhecidos em “Outras receitas e despesas, líquidas”, na demonstração do resultado. Imobilizado

(xiii) Os ativos biológicos são mensurados ao valor justo, deduzidos dos custos estimados de venda no momento da colheita. Sua exaustão é calculada com base no corte raso das florestas. Os ativos biológicos correspondem à florestas de eucalipto provenientes exclusivamente de plantios renováveis e são destinados para produção de celulose branqueada quando exauridos. Como resultado das melhorias nas técnicas de manejo florestal, incluindo a melhoria genética das árvores, o processo de colheita e replantio tem um ciclo aproximado de sete anos.
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Ativos biológicos

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Na determinação do valor justo foi utilizado o método de fluxo de caixa descontado, considerando a quantidade cúbica de madeira existente, segregada em anos de plantio, e os respectivos valores de venda de madeira em pé até o esgotamento das florestas. Ao valor de receita prevista com a venda de madeira, foram considerados os custos de formação de florestas, impostos incidentes e ativos de contribuição para cultura, tais como implementos agrícolas e ferramentas de manutenção. Os volumes utilizados na avaliação foram calculados em função de incremento médio anual de cada região.

A Companhia possui uma política de avaliação do valor justo de seus ativos biológicos com periodicidade semestral.

(xiv) Os arrendamentos mercantis de imobilizado nos quais a Companhia fica substancialmente com todos os riscos e os benefícios de propriedade são classificados como arrendamento financeiro. Os arrendamentos financeiros são registrados como se fossem uma compra financiada, reconhecendo, no seu início, um ativo imobilizado e um passivo de financiamento (arrendamento). Os arrendamentos mercantis nos quais uma parte significativa dos riscos e benefícios de propriedade fica com o arrendador são classificados como arrendamentos operacionais. Os pagamentos feitos para os arrendamentos operacionais (líquidos de todo incentivo recebido do arrendador) são apropriados ao resultado pelo método linear ao longo do período do arrendamento.

Arrendamento mercantil

(xv)

Avaliação do valor recuperável de ativos não financeiros A administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências são identificadas e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão para deterioração ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável.

(xvi)
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Empréstimos e financiamentos 15

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Os empréstimos tomados são reconhecidos inicialmente pelo valor justo no recebimento dos recursos. São subsequentemente apresentados ao custo amortizado, ou seja, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (pro rata temporis). Quando relevantes, os custos de transação são contabilizados como redutores dos empréstimos e reconhecidos no resultado ao longo do período da dívida, utilizando o método da taxa de juros efetiva. Os custos dos empréstimos que são diretamente atribuíveis à aquisição, à construção ou à produção de ativo qualificável formam parte do custo de tal ativo. Outros custos de empréstimos são reconhecidos como despesas, de acordo com o regime contábil de competência.

(xvii) Outros ativos e passivos (circulantes e não circulantes) Um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que seus benefícios econômicos futuros serão gerados em favor da Companhia e seu custo ou valor puder ser mensurado com segurança. Um passivo é reconhecido no balanço patrimonial quando a Companhia tem uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para liquidá-lo. São acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias ou cambiais incorridos. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. Os ativos e os passivos são classificados como circulantes quando sua realização ou liquidação é provável nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes.

(xviii) Ativos e passivos contingentes e obrigações legais As práticas contábeis para registro e divulgação de ativos e passivos contingentes e obrigações legais são as seguintes: (i) ativos contingentes são reconhecidos somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, transitadas em julgado. Os ativos contingentes com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota explicativa; (ii) passivos contingentes são provisionados na medida em que a Companhia espera desembolsar fluxos de caixa. Processos tributários são provisionados quando as perdas são avaliadas como prováveis e os montantes envolvidos forem mensuráveis
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

com suficiente segurança. Processos trabalhistas e cíveis, cujas perdas são avaliadas como prováveis e possíveis, são provisionados com base no percentual histórico de desembolsos. Passivos contingentes avaliados como de perdas remotas não são provisionados nem divulgados; e (iii) obrigações legais são registradas como exigíveis.

(xix)

Benefícios a administradores e empregados

.. Obrigações de aposentadoria A Companhia e suas controladas participam de planos de pensão, administrados por entidade fechada de previdência privada, que provêm a seus empregados benefícios pós-emprego. O Grupo tem planos de contribuição definida, para o qual faz contribuições fixas a uma entidade separada, a Fundação Senador José Ermírio de Moraes – Funsejem, em bases compulsórias, contratuais ou voluntárias. As contribuições regulares compreendem os custos líquidos do período em que são devidas e, assim, são incluídas nos custos de pessoal, não existindo obrigações legais nem construtivas de fazer contribuições caso o fundo venha a não ter ativos suficientes para honrar os benefícios relacionados ao serviço do empregado no período corrente e anterior. .. Assistência médica (pós aposentadoria) Algumas empresas do Grupo oferecem benefício de assistência médica pósaposentadoria a seus empregados, em função de uma política que estabelecia a concessão vitalícia desse benefício a um grupo pré-determinado de empregados. Esse benefício está fechado para novos participantes e não existem empregados ativos elegíveis a esse benefício. O passivo relacionado ao plano de assistência médica aos aposentados é registrado pelo valor presente da obrigação, menos o valor de mercado dos ativos do plano, ajustado por ganhos e perdas atuariais e custos de serviços passados. A obrigação de benefício definido é calculada anualmente por atuários independentes, usando o método de benefício projetado pro rata. O valor presente da obrigação de benefício definido é determinado pela estimativa de saída futura de caixa, usando-se as taxas de juros de títulos públicos cujos prazos de vencimento se aproximam dos prazos do passivo relacionado. .. Remuneração com base em ações A Companhia oferece um plano de remuneração, referenciado na valorização de suas ações, a partir de um preço pré-fixado e um prazo predeterminado. O plano consiste em uma remuneração em dinheiro, não havendo, no entanto, negociação efetiva das ações, uma vez que não haverá emissão e/ou entrega de ações para
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

liquidação do plano. São elegíveis ao plano, o Diretor Presidente e os Diretores Executivos. Esses valores são registrados como uma provisão a pagar aos diretores, com sua contrapartida no resultado do período, com base no valor justo das opções outorgadas e pelo período de aquisição ao direito de exercício (vesting period). O valor justo deste passivo é revisado a cada período de divulgação. (xx) A Administração, após análise das operações e negócios, concluiu que o Real é a moeda funcional da Companhia. Esta conclusão baseia-se na análise dos seguintes indicadores: • Moeda que mais influencia os preços de bens e serviços; • Moeda do país cujas forças competitivas e regulamentos mais influenciam na determinação do preço de venda de seus produtos e serviços; • Moeda que mais influencia mão de obra, material e outros custos para fornecimento de produtos ou serviços; • Moeda na qual são normalmente acumulados os valores recebidos de atividades operacionais. As demonstrações financeiras das controladas sediadas no exterior são preparadas seguindo práticas contábeis compatíveis com aquelas adotadas pela Controladora, sendo a moeda funcional dessas controladas a mesma moeda funcional adotada pela Controladora. As operações com moedas estrangeiras são convertidas em moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do período, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado. Moeda funcional

(xxi) As demonstrações financeiras foram elaboradas em conformidade com as práticas de consolidação e dispositivos legais aplicáveis. Assim sendo, foram eliminadas as participações recíprocas, os saldos de contas, as receitas e as despesas e os lucros não realizados entre empresas. As controladas em conjunto Veracel Celulose S.A. (“Veracel”) e Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda. foram consolidadas proporcionalmente ao percentual de participação.
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Demonstrações financeiras consolidadas

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

As participações em fundos de investimentos exclusivos foram consolidadas considerando a segregação dos investimentos que compõem o patrimônio do fundo. As empresas controladas incluídas na consolidação estão demonstradas abaixo:

30 de setembro de 2010 No Brasil Normus Empreendimentos e Participações Ltda. Fibria-MS Celulose Sul Mato-Gossense Ltda. Fibria Terminais Portuários S.A. Projetos Especiais e Investimentos S.A. Alicia Papéis S.A. (1) Mucuri Agroflorestal S.A. Portocel - Terminal Especializado de Barra do Riacho S.A. Veracel Celulose S.A. Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda. No exterior VOTO - Votorantim Overseas Trading Operations IV Limited Fibria Trading Internacional KFT. Fibria Overseas Holding KFT. Newark Financial Inc. VCP North America Inc. Fibria Overseas Finance Ltd. Fibria Internacional GMBH. Fibria Celulose (USA) Inc. Ara Pulp - Com. de Importação e Exp. (Unipessoal) Ltda. Riocell Limited Riocell Trade S.A. Aracruz Trading S.A. (2) Aracruz Europe. (1) (2) Controlada incorporada em 30/09/2010 de acordo com a AGE da mesma data.

Percentual do capital total 30 de 31 de junho dezembro de 2010 de 2009

100 100 100 100 100 51 50 50

100 100 100 100 100 100 51 50 50

100 100 100 100 100 100 51 50 50

50 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100

50 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100

50 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100

Em 30 de setembro de 2010, a controlada Aracruz Trading S.A. foi liquidada, sendo o acervo líquido contábil convertido para a Companhia.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

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Controladora Consolidado

Caixa, equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários

Taxa média de remuneração das aplicações - % Caixa e bancos Equivalentes de caixa Em moeda nacional Certificado de Depósitos Bancários (CDB) Em moeda estrangeira Depósito a prazo fixo Caixa e equivalentes de caixa Títulos e valores mobiliários Títulos mantidos para negociação Títulos mantidos até o vencimento Títulos e valores mobiliários Caixa, equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários Parcela não circulante Parcela circulante

30 de setembro de 2010 6.242

30 de junho de 2010 10.461

31 de dezembro de 2009 15.801

30 de setembro de 2010 26.321

30 de junho de 2010 61.138

31 de dezembro de 2009 251.712

101,1 do CDI 0,33 a.a.

88.626

22.634

172.626

88.926 364.592

25.909 546.823 633.870 1.597.614 117.694 1.715.308

393.767

94.868 101,7 do CDI 103,4 do CDI 1.466.832 70.211 1.537.043

33.095 1.492.679 117.694 1.610.373

188.427 2.746.991 161.663 2.908.654

479.839 1.574.119 70.211 1.644.330

645.479 3.155.679 161.663 3.317.342

1.631.911

1.643.468 27.968

3.097.081 65.439 3.031.642

2.124.169

2.349.178 27.968

3.962.821 65.439 3.897.382

1.631.911

1.615.500

2.124.169

2.321.210

O saldo dos títulos e valores mobiliários está substancialmente representado por quotas em fundos de investimentos, fundos de investimentos exclusivos e em aplicações em CDBs. Os ativos dos fundos são compostos principalmente de CDBs, debêntures compromissadas, títulos do Governo Federal e títulos de crédito, com vencimentos originais até setembro de 2012.

4
Controladora Consolidado

Contas a receber de clientes

30 de setembro de 2010 Clientes no País Clientes no exterior Intercompanhia (*) Demais Adiantamentos de contratos de exportação Provisão para perdas no recebimento de créditos 288.893 397.355 17.263 (42.355) (54.926) 606.230

30 de junho de 2010 199.415 101.205 20.569 (27.023) (48.837) 245.329

31 de dezembro de 2009 258.215 885.401 32.376 (272.067) (32.550) 871.375

30 de setembro de 2010 316.209

30 de junho de 2010 256.287

31 de dezembro de 2009 285.658

806.261 (42.355) (62.676) 1.017.439

1.046.143 (27.023) (56.241) 1.219.166

921.231 (324.303) (39.738) 842.848

(*) As contas a receber de clientes no exterior intercompanhias são relativas aos embarques de celulose realizados para a controlada Fibria Trading Internacional KFT., que é responsável pela administração, comercialização, operacionalização, logística, controle e contabilização dos produtos na Europa, Ásia e América do Norte.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

No trimestre findo em 30 de setembro de 2010, houve um aumento na movimentação líquida da provisão para perdas consolidada de R$ 6.435 (R$ 15.630 em 30 de junho de 2010 e R$ 608 em 31 de dezembro de 2009), registrado na rubrica de “Despesas comerciais”.

5
Controladora 30 de setembro de 2010 Produtos acabados Na fábrica/depósitos No exterior Produtos em processo Matérias-primas Almoxarifado Importações em andamento Adiantamentos a fornecedores 180.667 4.592 197.641 70.287 9.419 7.618 470.224 30 de junho de 2010 166.328 8.263 175.268 66.467 4.275 5.215 425.816 31 de dezembro de 2009 147.679 19.807 132.605 65.932 4.097 526 370.646 30 de setembro de 2010 226.676 385.408 26.870 271.429 121.946 11.015 7.788 1.051.132 30 de junho de 2010 196.597 345.000 24.296 242.950 110.497 7.150 5.215 931.705 31 de dezembro de 2009 152.582 348.478 23.768 203.658 100.473 4.885 527 834.371 Consolidado

Estoques

6
Controladora 30 de setembro de 2010 Impostos retidos e antecipações de impostos IRPJ e CSLL ICMS sobre aquisição de imobilizado ICMS e IPI a recuperar PIS e COFINS a recuperar Provisão para perda nos créditos do ICMS Outros 196.260 24.150 478.551 169.391 (388.574) 479.778 Parcela não circulante Parcela circulante 321.211 158.567 30 de junho de 2010 199.258 21.974 464.152 143.122 (368.184) 460.322 281.241 179.081 31 de dezembro de 2009 190.712 24.534 487.071 121.567 (345.135) 478.749 262.698 216.051 30 de setembro de 2010 244.508 26.880 573.027 487.641 (478.906) 853.150 626.556 226.594 30 de junho de 2010 254.454 22.614 526.609 216.242 (449.124) 229 607.024 344.438 262.586 31 de dezembro de 2009 241.800 25.365 605.769 136.904 (406.265) 230 603.803 372.509 231.294 Consolidado

Impostos a recuperar

A Companhia vem acumulando créditos de ICMS com os Estados do Espírito Santo e de Mato Grosso do Sul pelo fato de sua atividade nesses Estados ser preponderantemente exportadora. A administração revisou a perspectiva de realização dos referidos créditos e constituiu provisão integral do montante com baixa probabilidade de realização para sua unidade no Estado do Mato Grosso do Sul. Para a unidade do Espírito Santo, foi constituída uma provisão parcial em razão da probabilidade de realização.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

No período encerrado em 30 de setembro de 2010, a Companhia apurou créditos de PIS e COFINS sobre certos bens do ativo imobilizado, substancialmente da fábrica de Três Lagoas, no montante consolidado de R$ 309.058, os quais, para fins contábeis, foram registrados ao valor presente de R$ 235.866 em contrapartida no ativo imobilizado. A realização dos créditos, relativos aos impostos a recuperar ocorrerá até o final de 2017, de acordo com a projeção orçamentária aprovada pela Diretoria. Nessa projeção consta a estimativa de realização em percentual aproximado de 6% em 2010, 19% em 2011, 32% em 2012, 18% em 2013, 12% em 2014, 9% em 2015, 3% em 2016 e 1% em 2017.

7 A Companhia e suas controladas sediadas no País utilizam a sistemática do lucro real e calcularam e registraram seus impostos com base nas alíquotas efetivas vigentes na data de elaboração das demonstrações financeiras. Os créditos tributários diferidos de imposto de renda e contribuição social são decorrentes de prejuízos fiscais e de diferenças temporárias referentes (a) ao efeito da variação cambial apurada (sistemática de apuração do imposto de renda e contribuição social pelo regime de caixa - efeitos cambiais), (b) ajuste a valor justo dos instrumentos financeiros derivativos, (c) provisões não dedutíveis até o momento da sua efetiva realização, (d) investimentos na atividade rural e (e) diferenças temporárias surgidas na aplicação dos CPCs. A realização dos créditos relativos ao prejuízo fiscal, à base negativa da contribuição social e às diferenças temporárias ocorrerá até o final de 2021 de acordo com a projeção orçamentária aprovada pela Diretoria. Nessa projeção, consta a estimativa de realização em percentual aproximado de 8% em 2010, 15% em 2011, 14% em 2012, 11% em 2013, 11% em 2014, 23% entre 2015 a 2017, 6% entre 2018 a 2020 e 12% em 2021.

Impostos diferidos

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(a)
Controladora Consolidado

Reconciliação da despesa de IR e CSLL

30 de setembro

30 de setembro

2010 Lucro antes do IR e da CSLL Imposto de renda e contribuição social à taxa nominal - 34% Demonstrativo da origem da despesa de imposto de renda efetiva Efeito da equivalência patrimonial Reversão de CSLL sobre o lucro da exportação (i) Benefício fiscal oriundo do REFIS - Lei no 11.941/09 (ii) Diferença de tributação nas subsidiárias no exterior Efeito do aproveitamento fiscal do ágio da Conpacel amortizado contabilmente Ajuste a valor presente - aquisição de ações Aracruz Ganho na avaliação inicial do investimento na Aracruz Outros Imposto de renda e contribuição social do período Taxa efetiva - % (i) 185.061 82.922 9.216 106.280 (2.429) 82.922 9.216 153.089 (23.777) (81.750) 469.072 (10.060) (140.432) 6,8 (16.395) (44.203) 9,1 469.072 (14.006) (657.308) 20,5 (333) 428.791 (145.789) 2.075.658 (705.724) 485.526 (165.079) 3.212.171 (1.092.138)

2009

2010

2009

(19.903)

(23.777) (81.750) (16.299) 9.584 (2,2)

Efeito da não incidência da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das receitas de exportação relativo ao ano de 2003. Vide Nota 15(iv).

(ii) Benefício fiscal relativo aos juros e a multa objeto do Programa de Recuperação Fiscal (REFIS). Vide Nota 15(xi).

(b)
Controladora 30 de setembro de 2010 Ativo Prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social Provisão para contingências Provisões Diferimento da perda nos contratos de derivativos Amortização fiscal do ágio Total (parcela não circulante) Passivo Depreciação acelerada e incentivada Variação cambial (MP no 1.858-10/99 artigo 30) Custos com reflorestamento já deduzido para fins fiscais Valor justo dos ativos biológicos - CPC 29 Efeito da combinação de negócios na aquisição da Aracruz - CPC 15 Diferimento de ganhos nos contratos derivativos 30 de 31 de junho dezembro de 2010 de 2009 30 de setembro de 2010 30 de junho de 2010 31 de dezembro de 2009 Consolidado

Composição dos saldos de impostos diferidos

382.229 50.367 291.359 194.199 918.154

373.691 43.044 266.658 (4.910) 189.313 867.796

342.940 62.255 198.840 1.327 197.388 802.750

740.328 89.645 313.620 194.199 1.337.792

815.008 86.786 295.601 (4.910) 189.313 1.381.798

788.399 77.697 222.288 (1.311) 196.471 1.283.544

429.234 45.826 168.502 80.808 18.498

263.852 47.134 182.284 82.283

394.679 4.819 177.206 75.952

11.489 441.700 222.752 267.254 80.808 18.498

13.400 269.662 216.551 291.385 82.283

15.360 429.538 167.225 283.642 75.952

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS
Aproveitamento fiscal do ágio não amortizado contabilmente Outras provisões Total (parcela não circulante)

109.930 1.791 854.589

81.212 1.790 658.555

917 653.573

109.930 1.791 1.154.222

81.212 949 955.442

3.703 975.420

(c) Para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido dos exercícios de 2009 e 2008, a companhia e suas controladas optaram pelo RTT, que permite à pessoa jurídica eliminar os efeitos contábeis da Lei no 11.638/07 e da MP no 449/08, convertida na Lei no 11.941/09, por meio de registros no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) ou de controles auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil. Em 2010 a Companhia também adotou as mesmas práticas tributárias adotadas em 2008 e 2009, uma vez que o RTT terá vigência até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária.

Regime Tributário de Transição (RTT)

8

Transações e saldos relevantes com partes relacionadas (a) A Companhia é controlada através do Acordo de Acionistas celebrado entre a Votorantim Industrial S.A., que detém 29,34% das ações e o BNDES Participações S.A. (BNDESPAR), que detém 30,42% das ações. As operações comerciais e financeiras da Companhia com suas subsidiárias, controladas, empresas do Grupo Votorantim e outras partes relacionadas são efetuadas a preços e condições normais de mercado, contendo valores, prazos e taxas usuais, normalmente aplicados em transações com partes não relacionadas, e seus saldos estão a seguir enumerados: Sociedades relacionadas

(i)

Nos ativos e passivos

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS
Saldos a receber (pagar)

Controladora

Consolidado

30 de setembro de 2010 Natureza Transações com acionistas controladores Votorantim Investimentos Industriais Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES Prestação de serviços Financiamentos

30 de junho de 2010

31 de dezembro de 2009

30 de setembro de 2010

30 de junho de 2010

31 de dezembro de 2009

(98)

(100)

(211) (1.368.521) (1.368.732)

(98) (1.735.409) (1.735.507)

(101) (1.794.320) (1.794.421)

(211 ) (1.768.048 ) (1.768.259 )

(1.410.434) (1.436.435) (1.410.532) (1.436.535)

Transações com empresas controladas, controladas em conjunto e coligadas Fibria-MS Celulose Sul Mato-Grossense Ltda. Fibria-MS Celulose Sul Mato-Grossense Ltda. Portocel - Porto Especializado Barra do Riacho Portocel - Porto Especializado Barra do Riacho Alícia Papéis S.A. Fibria Trading International Fibria Trading International Voto IV Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda. Mucuri Agroflorestal S.A.

Rateio de despesas Compra de recebíveis Serviços portuários Serviços portuários Locação de planta industrial Venda de celulose Pré-pagamento intercompanhia Eurobond Fornecimento de madeira Controlada

12.167 (114.086) 1.945 (1.262)

4.314 (114.086) 1.400 (1.607) (233.786) 47.483

1.307

2.443 (906) (147.479) 685.821 (5.195.964) (349.824) (14.095) (5.996) (5.024.693)

400.505

(4.507.390) (4.592.285) (348.066) (362.062) (14.095) (14.095) (5.996) (5.996) (4.576.278) (5.270.720)

Empresas pertencentes ao Grupo econômico Votorantim Voto III Votoner - Votorantim Comercializadora de Energia Banco Votorantim S.A. Banco Votorantim S.A.

Companhia Nitro Química Brasileira Anfreixo S.A. Indústria de Papel de Pedras Brancas Votorantim Cimentos

Eurobond Fornecimento de energia Aplicações financeiras Instrumentos financeiros derivativos Fornecimento produtos químicos Fornecimento de materiais Fornecimento de madeira Venda de software

96.556

98.248

91.039 591

96.556

98.248

91.039 591

195.039

190.643

204.932

198.557

197.795

204.932

2.029 295 241 477 132 305 271 5 353 299.525 457 272 669 326

2.029 539 361 5 353 299.849

356 292.487

355 289.855

356 292.680

355 297.393

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

(ii)
Receitas (despesas )

No resultado do exercício

Controladora

Consolidado

30 de setembro

Natureza Transações com acionistas controladores Votorantim Investimentos Industriais Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES Prestação de serviços Financiamentos

2010

2009

2010

2009

(7.875) (88.130) (96.005)

(17.861) (6.767) (24.628)

(7.879) (99.015) (106.894)

(17.918) 7.953 (9.965)

Transações com empresas controladas, controladas em conjunto e coligadas Fibria-MS Celulose Sul Mato-Grossense Ltda. Portocel - Porto Especializado Barra do Riacho Portocel - Porto Especializado Barra do Riacho Alícia Papéis S.A. Fibria Trading International Fibria Trading International Voto IV

Rateio de despesas

25.221

65.496

Serviços portuários Serviços portuários Locação de planta industrial Venda de celulose Pré-pagamento intercompanhia Eurobond

1.405 (16.273) (79.830) 2.057.724 (10.294) (13.553) 1.964.400

1.429 (14.609) (99.000) 1.375.894 389.380 28.750 1.747.340

Empresas pertencentes ao Grupo econômico Votorantim Voto III Votoner - Votorantim Comercializadora de Energia Banco Votorantim S.A. Banco Votorantim S.A.

Companhia Nitro Química Brasileira Anfreixo S.A. Indústria de Papel de Pedras Brancas Votorantim Cimentos

Eurobond Fornecimento de energia Aplicações financeiras Instrumentos financeiros derivativos Fornecimento produtos químicos Fornecimento de materiais Fornecimento de madeira Venda de software

(10.115) (20.942) 13.490

1.150 (20.937) 9.963

(10.115) (21.746) 13.961

1.150 (29.425) 10.024

5.453 (3.964) (3.540) (39) 11 (25.099) (3.322) (1.994) (1.967) 10 (11.644) (6.573) (5.997) (39) 11 (30.498)

5.453 (4.894) (4.134) (1.967) 10 (23.783)

(iii) A seguir, apresentamos um resumo da natureza e condições das transações realizadas com as seguintes partes relacionadas:
..

Comentários sobre as principais transações e contratos com partes relacionadas

Empresas que controlam a Companhia mediante acordo de acionistas A Companhia possui contratos celebrados com a Votorantim Industrial S.A. relativos às
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

prestações de serviços do Centro de Soluções Compartilhados (CSC), cujo objetivo é a terceirização de serviços operacionais de atividades administrativas, departamento de pessoal, “back office” e compartilhamento da infra-estrutura de tecnologia da informação entre as empresas do Grupo Votorantim, para o qual existe um acordo técnico de nível de serviços . Os contratos prevêem uma remuneração global anual de R$ 9.118 e possui prazo de um ano, com renovação anual mediante confirmação formal das partes. A Companhia possui contratos de financiamentos celebrados com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico – BNDES, acionista controlador do BNDESPAR, com a finalidade de financiamento de investimentos em infra-estrutura, aquisição de máquinas e equipamentos, bem como a ampliação e modernização de ativos fixos. O detalhamento dos saldos, condições contratuais de rescisão e garantias estão descritos na Nota 14(e). A Administração entende que estas transações foram celebradas em termos equivalentes aos que prevalecem nas transações com partes independentes baseada em levantamentos técnicos realizados quando da contratação destas operações. .. Empresas controladas, controladas em conjunto e coligadas A Companhia compartilha sua estrutura administrativa com sua controlada Fibria MS e mensalmente efetua o rateio destas despesas administrativas contra esta controlada, sobre o qual não há inclusão de qualquer margem. Estas operações possuem prazo médio de recebimento de 90 dias. As demais controladas com operação possuem corpo administrativo e não é necessário o rateio destas despesas. Houve também, em junho de 2010, uma compra pontual de certos recebíveis intercompanhia desta controlada com a finalidade de vincular embarques de exportação, cujo vencimento dar-se-á no prazo máximo de 150 dias. A companhia realiza o escoamento de sua produção da Unidade Aracruz mediante a contratação de serviços portuários com sua controlada Portocel – Porto Especializado Barra do Riacho. Este porto é de propriedade conjunta da Companhia com a Cenibra – Celulose Nipo-Brasileira, que detém participação de 49%. Os preços e condições das transações realizadas são idênticos para os dois acionistas, mediante acordo entre as partes. Como parte da estruturação societária realizada ao longo da aquisição da Aracruz, a Companhia realizou a locação mensal de ativos industriais da unidade Aracruz, registrados na controlada Alícia Papéis, mediante celebração de contrato de locação. Em 30 de setembro de 2009 esta controlada foi incorporada e o contrato de locação foi rescindido. A Companhia mantém saldo de contas a receber relativo a venda de celulose realizados para a controlada Fibria Trading International KFT., que é responsável pela administração, comercialização, operacionalização, logística, controle e contabilização dos produtos na Europa, Ásia e América do Norte. Os preços e prazos de venda de celulose para esta
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

controlada seguem um planejamento estratégico e financeiro da Companhia e respeitam os limites fiscais de preço de transferência. Adicionalmente, a Companhia contratou operações financeiras de pré-pagamento de exportação intercompanhia com esta controlada, indexado a taxa de mercado LIBOR 3 meses e spread médio de 3,8% a.a., com pagamento de principal e juros trimestralmente e vencimento final em 2017. A companhia celebrou um contrato de empréstimos com sua controlada em conjunto Voto IV, no montante de US$ 200.000 mil, remunerada a taxa de 8,5% a.a.. Em 27 de julho de 2005, a Companhia celebrou um contrato de mútuo com a controlada em conjunto Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda., tendo como objeto a compra de 571.343,37 m3 de madeira sem casca, cujo preço total acordado foi de R$ 14.000 e prazo de 7 anos e seis meses.

.. Empresas pertencentes ao Grupo econômico Votorantim A companhia celebrou um contrato de empréstimos com sua subsidiária integral da VPAR, a Voto III no montante de US$ 45.000 mil, remunerada a taxa de 4,25% a.a.. A Companhia possui contrato de compra e venda de energia elétrica Votener -Votorantim Comercializadora de Energia Ltda., para atendimento de suas unidades consumidoras de Jacareí e Piracicaba. O valor total contratado totaliza aproximadamente R$ 104.000, garantindo 787.000 megawatts/hora e possui prazo de duração de cinco anos, encerrando em 31 de dezembro de 2014. Em caso de rescisão contratual, a parte solicitante ficará obrigada a liquidar 50% do saldo remanescente do contrato. A Companhia mantém aplicações em certificados de depósitos bancários e operações compromissadas emitidos pelo Banco Votorantim S.A., cuja remuneração média é 104,5% do CDI e vencimento final em 21 de março de 2011, com liquidez total a partir de 1 de outubro de 2010. A Companhia administra as aplicações financeiras procurando garantir eficiência na rentabilidade e garantia de liquidez, com base na Política de Gestão de Caixa e de acordo com práticas de mercado. O acordo de acionistas limita aplicações financeiras com partes relacionadas em R$ 200 milhões. Adicionalmente, foram contratados instrumentos financeiros derivativos relativos a venda de dólares na modalidade NDF (“non deliverable forward”), em montante nocional de U$ 24.000 mil, os quais foram liquidadas em 04 de janeiro de 2010. Em 1 de janeiro de 2009, a Companhia celebrou contrato de compra da matéria-prima “Ácido Sulfurico 98%” com a Cia. Nitroquímica Brasileira, no valor total aproximado de R$ 19.000, garantindo o fornecimento de 72.000 toneladas do ácido, pelo prazo de 5 anos, com vencimento final em 31 de dezembro de 2013. Em caso de rescisão contratual não há previsão de multas, mas somente liquidação das faturas pendentes.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Em 22 de abril de 2008, a Companhia celebrou acordo de fornecimento de materiais elétricos, materiais de fixação e vedação, equipamentos de proteção entre outros, com a Anfreixo S.A., garantindo o fornecimento destes itens, com vigência final em dezembro de 2012. Este acordo não prevê quantidades fixas a serem adquiridas. Foram contratados também serviços de manutenção de cadastro de materiais e saneamento, por um prazo de 36 meses, com vencimento final em 2 de janeiro de 2013, no valor total de R$ 1.700. Em caso de rescisão contratual há previsão de multa fixada em 50% das parcelas vincendas do contrato à parte solicitante. Em 1 de abril de 2009, a Companhia celebrou um contrato de mútuo com a Indústria de Papel Pedras Brancas Ltda., tendo como objeto a compra de madeira sem casca, cujo preço total acordado foi de R$ 3.000 e prazo de 1 ano e oito meses, com vencimento final em 31 de dezembro de 2010. Em caso de rescisão contratual não há previsão de multas, mas somente liquidação das faturas pendentes. Em 10 de janeiro de 2009, a Companhia celebrou um contrato de venda de software com a Votorantim Cimentos Ltda., tendo como objeto a venda de software específico, cujo preço total acordado foi de R$ 562 e prazo de onze meses, com vencimento final em 31 de dezembro de 2010. Em caso de rescisão contratual não há previsão de multas, mas somente liquidação das faturas pendentes. No período findo em 30 de setembro de 2010 e 2009, não foram reconhecidas quaisquer provisão para perdas em relação aos ativos mantidos com partes relacionadas. (b) A verba global e anual autorizada pela Assembleia Geral Ordinária de 30 de abril de 2010 para remuneração dos Administradores para o exercício de 2010, foi de R$ 30.000 mil. As despesas com remuneração dos executivos e administradores da Companhia e suas controladas são resumidas conforme abaixo:
30 de setembro

Remuneração dos administradores

2010 Benefícios de curto prazo aos administradores Benefícios de rescisão de contrato de trabalho Programa de incentivo – Phantom Stock Options (Nota 21) 10.206 4.173 678 15.057 10.460 244

2009

10.704

Os benefícios de curto prazo incluem remuneração fixa (salários e honorários, férias e 13o salário), encargos sociais (contribuições para a seguridade social - INSS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)) e o programa de remunerações variáveis. Os benefícios pós-emprego estão relacionados com a previdência privada (contribuição definida - Nota 20 (a) e (b)). No terceiro trimestre de 2010, a Companhia aprovou o programa de remuneração baseado em direitos de valorização de ações (Nota 21).
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A Companhia não tem nenhuma obrigação adicional de pós-emprego, bem como não oferece outros benefícios, como licença por tempo de serviço.

9 (a)
Nossa participação 30 de junho de 2010 30 de setembro de 2010 Informações das controladas Patrimônio líquido Controladora Fibria-MS Celulose Sul Mato-Grossense Ltda. Alícia Papéis S.A. (1) Veracel Celulose S.A. Normus Empreendimentos e Participações Ltda. Fibria Trading International KFT Mucuri Agroflorestal S.A. Portocel - Terminal Especializado Barra do Riacho S.A. Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda. Fibria Celulose (USA) Inc. VOTO - Votorantim Overseas Trading Operations IV Limited Aracruz Produtos de Madeiras S.A. Riocell Limited. Aracruz Trading S.A. (3) Ara Pulp Com. de Imp. e Exp. Unipessoal Ltda. Newark Financial Inc. (2) Fibria Overseas Finance Ltd. (2) Fibria International GMBH. Projetos Especiais e Investimentos S.A. Arapar S.A. São Teófilo Repres. Participações S.A. Aracruz Celulose S.A. Outros investimentos Resultado do período % No patrimônio líquido No resultado do período No patrimônio líquido No patrimônio líquido No resultado do período 31 de dezembro de 2009 30 de setembro de 2009

Investimentos em controladas e coligadas Abertura de investimentos

4.776.569 2.867.062 991.540 1.918.163 76.175 45.056 54.170 23.340 41.378 24.313 1.002 15 (514.968) (3.625) 16.047 (3.246)

(26.693) (56.611) (16.806) 297.529 602.519

100 50 100 48,3 100 51 50 100 50

4.776.569 1.433.531 991.540 926.473 76.175 22.979 27.085 23.340 20.689 8.104 1.002 15 (514.968) (3.625) 16.047 (3.246)

(26.693) (56.611) (8.403) 297.529 291.017

4.765.990 3.261.265 1.425.422 963.658 900.039 76.175 22.435 24.314 39.121 21.698 14.640 1.066 229 17 (545.289) (6.728) 11.376 (3.242)

4.877.877 3.261.579 1.435.035 694.011 635.457 76.175 23.991 25.655 22.171 20.107 15.249 1.029 226 41 (522.928) (28.259)

(3.384)

(245.668)

6.014 2.862 1.169 1.164

3.067 1.431 1.169 582 (7.144) (28) (3) (26) 7.960 24.633 16.047 (230)

(525)

(3.932)

(21.435) 33,33 (28) 100 (3) 100 (26) 7.960 24.633 16.047 (230) 100 100 100 100 100

373.041

(2.715) 58.769 85.796 48.490

381 7.802.091 544.297

381 10.972.567

415 10.535.116 312.587

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS
Nossa participação 30 de junho de 2010 30 de setembro de 2010 Informações das controladas Patrimônio líquido Mais-valia de ativos na aquisição da Aracruz alocados às controladas Veracel Celulose, Mucuri Agroflorestal, Portocel Total do investimento da controladora Consolidado Aracruz Produtos de Madeira S.A. Outros investimentos Total do investimento
(1) (2)

31 de dezembro de 2009

30 de setembro de 2009

Resultado do período %

No patrimônio líquido

No resultado do período

No patrimônio líquido

No patrimônio líquido

No resultado do período

791.414

791.414

795.076

8.593.505

544.297

11.763.981

11.330.192

312.587

8.104 381 8.485

(7.144)

14.640 381 15.021

15.249 181 15.430

(978)

(7.144)

(978)

Em 30 de setembro de 2010, a Companhia incorporou o acervo líquido contábil da controlada Alícia Papéis S.A. As obrigações são entre controladas da Fibria. (3) Em 30 de setembro de 2010, a controlada Aracruz Trading S.A. foi liquidada, sendo o acervo líquido contábil convertido para a Companhia.

(b)

Informações financeiras resumidas das controladas

Apresentamos a seguir, um resumo das principais informações financeiras de nossas controladas em 30 de setembro de 2010:
Ativos totais Controladoras Fibria-MS Celulose Sul Mato-Grossense Veracel Celulose Normus Empreend. e Participações Fibria Trading International Mucuri Agroflorestal Portocel - Term. Esp. Barra do Riacho Asapir Produção Florestal e Comércio Fibria Celulose (USA) Inc. VOTO - Voto Overseas Trading Oper. Riocel Limited Ara Pulp. Com. de Imp. e Exp. Unip. Newark Financial Inc. Fibria Overseas Financial Fibria International GMBH Projetos Especiais Investimentos 5.682.003 3.631.007 1.015.302 6.924.364 76.191 142.027 72.565 433.658 731.129 1.018 457 3.041.640 3.057.410 31.637 Passivos totais 905.435 849.389 23.761 5.006.201 16 96.970 18.395 410.318 689.751 15 515.425 3.045.266 3.041.363 34.883 Receitas líquidas 761.469 579.240 4.007.681 60,759 655 1.158.941

39.886

(c)

Apresentamos abaixo a movimentação dos investimentos nos períodos divulgados:

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Nove meses 30 de setembro de 2010 No início do período Equivalência patrimonial Adoção inicial dos CPCs em controladas Deságio decorrente da troca de ativos com a International Paper Aporte de capital Dividendos recebidos Mais-valia de ativos de controladas na aquisição da Aracruz Celulose Amortização de mais-valia de controladas Acervo de controladas adquirido na combinação de negócios Incorporação do acervo líquido da Alícia Papéis S.A. Outros 11.330.192 544.297 30 de junho de 2010 11.330.192 513.550 31 de dezembro de 2009 2.253.484 405.221 218.907 1.781.000 674.161

Seis meses

12 meses

225.291 (304.079)

225.291 (304.079)

(3.662)

(3.662)

2.554.632 (323.822) 3.766.574

(3.204.968) 6.434 8.593.505

2.689 11.763.981

35 11.330.192

10

Imobilizado

(a)
30 de junho de 2010 30 de setembro de 2010 Taxa anual de depreciação % Custo Terrenos Imóveis Máquinas, equipamentos e instalações Móveis e utensílios Veículos Adiantamento a fornecedores Obras em andamento Outros 1.222.904 1.986.500 9.099.364 53.010 19.762 281.261 382.794 159.598 13.205.193 1.222.904 1.085.580 4.400.274 16.286 5.968 281.261 382.794 2.066 7.397.133 1.221.448 643.217 1.905.102 16.885 5.740 297.974 334.208 3.213 4.427.787 1.221.448 634.823 1.974.433 16.218 5.672 275.718 302.424 18.804 4.449.540 31 de dezembro de 2009

Controladora

Depreciação acumulada Líquido Líquido Líquido

4 5,5 10 20

900.920 4.699.090 36.724 13.794

157.532 5.808.060

(b)
30 de junho de 2010 30 de setembro de 2010 Taxa anual de depreciação % Custo 31 de dezembro de 2009

Consolidado

Depreciação acumulada Líquido Líquido Líquido

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Terrenos Imóveis Máquinas, equipamentos e instalações Móveis e utensílios Veículos Adiantamento a fornecedores Obras em andamento Outros

4 5,5 10 20

2.246.986 2.727.641 14.069.782 67.409 32.483 288.882 507.335 181.378 20.121.896

1.022.562 5.381.592 42.985 20.928

2.246.986 1.705.079 8.688.190 24.424 11.555 288.882 507.335 15.114 13.487.565

2.246.838 1.705.924 9.015.796 25.295 10.887 308.369 477.577 17.780 13.808.466

2.248.725 1.707.722 9.180.472 22.322 11.036 281.823 555.607 29.324 14.037.031

166.264 6.634.331

O saldo de obras em andamento é composto principalmente de projetos de expansão e otimização das unidades industriais e florestais da Fibria, sendo R$ 57.469 em Jacareí, R$ 4.361 em Piracicaba, R$ 15.073 em Americana (CONPACEL), R$ 10.795 por projetos de manutenção de florestas, R$ 68.247 no Mato Grosso do Sul, R$ 154.823 em Aracruz, R$ 25.796 no Sul da Bahia (Veracel) e R$ 137.397 de peças sobressalentes. As operações de arrendamento mercantil financeiro e contratos que não tenham a forma legal de arrendamento, mas transferem o direito de usar um ativo em troca de um pagamento ou de uma série de pagamentos totalizam R$ 134.100 (R$ 150.099 em 30 de junho de 2010 e R$ 160.999 em 31 de dezembro 2009).

(c)
Controladora Nove meses Seis meses 12 meses Nove meses Seis meses 12 meses Consolidado

Conciliação do valor contábil no início e no final do período

30 de setembro de 2010 No início do período Adições ao imobilizado Máquinas e equipamentos Adiantamentos a fornecedores Imobilizações em andamento Incorporação e valor justo dos ativos Aracruz Incorporação do imobilizado da Alícia Papéis S.A. Transferência de estoque de manutenção (CPC 27) Capitalização de juros em projetos (1) Outros Reduções do imobilizado Baixas e transferências de imobilizado Depreciações e amortizações Baixa da unidade de Guaíba Levantamento de créditos de PIS e COFINS 4.449.540 4.099 17.473 205.773

30 de junho de 2010 4.449.540 1.392 33.906 95.553

31 de dezembro de 2009 3.237.040 29.837 20.491 48.751 1.295.175

30 de setembro de 2010 14.037.031 4.152 30.204 267.394

30 de junho de 2010 14.037.031 1.412 49.199 121.448

31 de dezembro de 2009 7.626.578 326.792 491.918 411.764 7.373.293

2.978.752 107.332 18.007 3.800 15.840 2.633 10.673 (15.937) 18.007 80.688 (15.937) 15.840 57.760 153.335 35.691

(12.624) (260.825)

(8.693) (162.384)

(16.840) (282.919)

(26.570) (671.539)

(18.221) (440.066)

(65.620) (474.593) (1.842.127)

(6.862) 7.397.133 4.427.787 4.449.540

(235.865) 13.487.565 13.808.466 14.037.031

(1)

Os encargos financeiros sobre empréstimos capitalizados no período foram calculados com base no custo médio ponderado da dívida elegível. No primeiro semestre de 2010 a taxa utilizada foi de 6,92% a.a., e, conforme política interna, foi revisada no mês de julho, sendo alterada para 6,04% a.a.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

11 Os ativos biológicos da Companhia estão representados pelas florestas em formação, destinadas ao fornecimento de madeira para a produção de celulose. A conciliação dos saldos contábeis no início e no final do período é a seguinte:
Controladora Consolidado

Ativos biológicos

Nove meses

Seis meses

12 meses

Nove meses

Seis meses

12 meses

30 de setembro de 2010 No início do período Incorporação e valor justo dos ativos Aracruz Variações no valor justo: Cortes efetuados no período Adições Alteração no valor justo Redução pela venda da unidade de Guaíba 2.662.053

30 de junho de 2010 2.662.053

31 de dezembro de 2009 840.330 1.394.870

30 de setembro de 2010 3.831.822

30 de junho de 2010 3.831.822

31 de dezembro de 2009 1.536.768 1.849.069

(397.269) 311.439 43.575

(245.022) 185.504 43.575

(404.074) 286.357 544.570

(626.084) 468.438 68.296

(415.536) 300.121 68.296

(563.335) 390.344 1.073.175 (454.199)

2.619.798

2.646.110

2.662.053

3.742.472

3.784.703

3.831.822

Na determinação do valor justo dos ativos biológicos, as projeções estão baseadas em um único cenário projetivo, o qual foi baseado na produtividade e área de plantio (cultura de eucalipto) para um ciclo de corte de 6 a 7 anos e numa área aproximada de 578.625 hectares em 30 de setembro de 2010. O período dos fluxos de caixa foi projetado de acordo com o ciclo de produtividade das áreas objeto de avaliação. O volume de produção de "madeira em pé" de eucalipto a ser cortada foi estimado considerando a produtividade média por m3 de madeira de cada plantação por hectare na idade de corte. A produtividade média varia em função do material genético, condições edafo-climáticas (clima e solo) e dos tratamentos silviculturais. Este componente de volume projetado consiste no incremento médio anual (IMA) por região e a média utilizada foi de 43,6 m3/hectare. O preço líquido médio de venda foi projetado com base no preço estimado para eucalipto no mercado local, baseado em estudo de mercado e amostras de algumas pesquisas de transações, ajustado para refletir o preço da "madeira em pé" por região. O custo padrão médio estimado contempla gastos com as atividades de roçada, controle químico de matocompetição, combate a formigas e outras pragas, adubamento, manutenção de estradas, insumos e serviços de mão de obra. Foram também considerados os efeitos tributários com base nas alíquotas vigentes, bem como os ativos que contribuem, tais como o ativo imobilizado e terras próprias, considerando uma taxa média de remuneração de 5,5% a.a. A variação do valor justo dos ativos biológicos no segundo trimestre de 2010 é justificada pelo aumento do preço da madeira, bem como pelo incremento de volume pelo aumento
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

de áreas de efetivo plantio, quando comparados com a avaliação realizada em dezembro de 2009.

12

Intangível

(a)
30 de junho de 2010 30 de setembro de 2010 Taxa anual de depreciação % Custo Desenvolvimento e implantação de sistemas Data-base Patente Relacionamento fornecedor Óleo diesel e álcool Produtos químicos Ágio fundamentado na expectativa de rentabilidade futura (goodwill) Ripasa S.A. Aracruz Celulose S.A. 31 de dezembro de 2009

Controladora

Amortização acumulada Líquido Líquido Líquido

20 10 15,9 22,7 6,3

170.064 456.000 129.000 29.000 165.000

136.772 79.800 35.954 11.520 18.191

33.292 376.200 93.046 17.480 146.809

32.808 387.600 98.040 19.144 149.531

36.165 410.309 108.844 22.101 154.623

545.345 4.230.450 5.724.859

69.932

475.413 4.230.450 5.372.690

475.413 4.230.450 5.392.986

475.413 4.230.450 5.437.905

352.169

(b)
30 de junho de 2010 30 de setembro de 2010 Taxa anual de depreciação % Custo Desenvolvimento e implantação de sistemas Data-base Patente Relacionamento fornecedor Óleo diesel e álcool Produtos químicos Ágio fundamentado na expectativa de rentabilidade futura (goodwill) Ripasa S.A. Aracruz Celulose S.A. 31 de dezembro de 2009

Consolidado

Amortização acumulada Líquido Líquido Líquido

20 10 15,9 22,7 6,3

183.477 456.000 129.000 29.000 165.000

144.308 79.800 35.954 11.520 18.191

39.169 376.200 93.046 17.480 146.809

37.845 387.600 98.040 19.144 149.531

41.614 410.309 108.844 22.101 154.623

545.345 4.230.450 5.738.272

69.932

475.413 4.230.450 5.378.567

475.413 4.230.450 5.398.023

475.413 4.230.450 5.443.354

359.705

A Companhia avaliou em 31 de dezembro de 2009 a recuperação do valor contábil dos ágios, utilizando o modelo de fluxo de caixa descontado para cada unidade geradora de caixa. O processo de estimativa envolve a utilização de premissas e julgamentos sobre os fluxos de caixa futuros e representa a melhor estimativa da Companhia aprovada pela Administração. O teste de recuperação dos ativos da Companhia não resultou na
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

necessidade de reconhecimento de perdas por redução do valor recuperável para os ágios naquela data e a Administração entende que os fundamentos daquela avaliação estão mantidos para o trimestre e período de nove meses encerrados em 30 de setembro de 2010.

13 O Programa Produtor Florestal é uma parceria com produtores rurais, iniciada em 1990 no Estado do Espírito Santo e ampliada para outros Estados, como Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e, mais recentemente, Rio de Janeiro, destinado ao plantio de florestas de eucaliptos nas terras dos parceiros. Pelo programa, a Companhia disponibiliza tecnologia, assistência técnica, insumos e recursos financeiros, de acordo com a modalidade do contrato, garantindo, dessa forma, insumos de madeira para sua produção de celulose. Até 30 de setembro de 2010, foram adiantados recursos consolidados no montante de R$ 660.104 (R$ 679.739 em 30 de junho de 2010 e R$ 679.389 em 31 de dezembro de 2009), os quais serão reembolsados pela entrega de madeira por parte dos produtores florestais (fomentados). Os valores acima já incluem a mais valia, conforme mencionado na Nota 24.

Adiantamentos a fornecedores - Programa Produtor Florestal

14

Empréstimos e financiamentos

Controladora

Consolidado

Circulante Encargos anuais médios - % Modalidade/finalidade Em moeda estrangeira Créditos de exportação (Pré-pagto.) Bonds - "VOTO IV" Eurobonds (emitidos pela "VOTO III") Eurobonds (emitidos pela "Fibria Overseas") Créditos de exportação (ACC) FINIMP Leasing Crédito de exportação (Finnvera) EIB Eurpo Inv. Bank Em moeda nacional Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES TJLP "Cesta de moedas" Leasing indexado ao CDI Nota de crédito rural NCE em reais Fundo Centro Oeste 30 de setembro de 2010 30 de junho de 2010 31 de dezembro de 2009 30 de setembro de 2010 30 de junho de 2010 31 de dezembro de 2009

5,04 8,50 4,25 8,66 2,11 1,84 3,17 4,78 0,93

23.913 6.035 61

4.958 738 1.398

355.644 1.584 1.659

47.099 6.035 61 111.036 218.119 2.483 8.393 36.958 4.237

105.001 738 1.398 42.450 69.191 2.613 8.924 42.065 4.518

422.827 1.584 1.659 27.810 273.264 2.527 8.393 40.331 4.370

161.365 2.483 4.770

8.650 2.613 5.073

105.605 2.523 4.771

8,80 8,00 11,01 9,55 11,37 8,45

119.232 15.957 13.072 151.182

132.059 14.374 11.204 10.538 277.158

110.677 10.664 9.851 10.199 361.121

212.912 41.940 13.072 20.452 171.444 3.318 897.559

216.526 42.221 11.204 56.631 295.623 495 899.598

200.437 37.479 11.954 54.313 378.949 56 1.465.953

498.070

468.763

974.298

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Controladora

Consolidado

Não circulante Encargos anuais médios - % Modalidade/finalidade Em moeda estrangeira Créditos de exportação (Pré-pagto.) Bonds - "VOTO IV" Eurobonds (emitidos pela "VOTO III") Eurobonds (emitidos pela "Fibria Overseas") Créditos de exportação (ACC) FINIMP Leasing Crédito de exportação (Finnvera) Dívida dos derivativos EIB Eurpo Inv. Bank Em moeda nacional Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES TJLP "Cesta de moedas" Leasing indexado ao CDI NCE em reais Fundo Centro Oeste Vencimento 30 de setembro de 2010 30 de junho de 2010 31 de dezembro de 2009 30 de setembro de 2010 30 de junho de 2010 31 de dezembro de 2009

5,04 8,50 4,25 8,66 2,11 1,84 3,17 4,78 8,54 0,93

2010 a 2020 2020 2014 2020 2011 2012 2013 2010 a 2018 2012

2.977.283 338.840 96.495

2.731.314 353.096 96.850

1.906.753 348.240 89.380

4.364.705 338.840 96.495 2.919.038

4.814.021 353.096 96.850 3.097.541 180.150 3.634 20.823 265.231 3.002

4.333.530 348.420 89.380 1.741.200 76.784 4.774 24.504 280.116 890.449 5.078

3.417 10.844

180.150 3.634 11.531

52.236 4.774 13.633

3.417 19.583 231.147 706

8,80 8,00 11,01 11,37 8,45

2010 a 2017 2010 a 2017 2014 2010 a 2013 2010 a 2017

1.148.594 126.651 25.959 404.969

1.150.294 139.709 28.560

1.118.901 127.590 33.347 20.832

1.301.916 178.641 25.959 455.318 70.213 10.005.978

1.334.413 201.159 28.562 50.350 73.022 10.521.854

1.334.097 196.035 33.347 80.583 72.844 9.511.141

5.133.052

4.695.138

3.715.686

As taxas médias foram calculadas considerando a curva forward das taxas benchmarks as quais as dívidas são indexadas, ponderando-se pelo vencimento de cada parcela das mesmas e incluindo os custos de emissão/contratação das dívidas quando aplicável. A seguir, apresentamos o escalonamento dos vencimentos da parcela não circulante da dívida:
Controladora Vencimento das parcelas a longo prazo 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Consolidado

Em moeda nacional 44.220 210.215 252.232 377.563 371.316 159.389 174.501 116.737

Em moeda estrangeira Total 3.711 213.093 387.602 599.511 490.695 707.090 502.173 77.009 77.009 368.986 3.426.879 47.931 423.308 639.834 977.074 862.011 866.479 676.674 193.746 77.009 368.986 5.133.052 1 8 12 19 17 17 13 4 2 7 100 Percentual

Em moeda nacional 85.438 357.954 342.567 390.443 382.550 170.623 185.735 116.737

Em moeda estrangeira Total 12.800 272.726 486.175 624.007 698.164 1.080.591 1.116.250 246.622 66.453 3.370.143 7.973.931 98.238 630.680 828.742 1.014.450 1.080.714 1.251.214 1.301.985 363.359 66.453 3.370.143 10.005.978 1 6 8 10 11 12 13 4 1 34 100 Percentual

1.706.173

2.032.047

(a) Em 30 de setembro de 2010, a Companhia firmou um contrato de Crédito de Exportação com onze bancos no montante de US$ 800.000 mil (equivalentes naquela data a R$
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Créditos de exportação (pré-pagamentos)

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

1.355.360) com vencimentos até 2018 e taxa de juros inicial de 2,755% ao ano acima da LIBOR trimestral, podendo ser reduzida até 2,3%, conforme os níveis de alavancagem e o rating da Companhia. Os créditos estão garantidos por contratos de exportação e os vencimentos das parcelas coincidem com os embarques. Essa linha foi utilizada para pagar antecipadamente dívidas com custos mais elevados e prazos menos atrativos. Em 29 de setembro de 2010, a Companhia firmou um contrato de Crédito de Exportação bilateral no montante de U$ 250.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 423.550) com vencimentos até 2020 e taxa de juros de 2,55% ao ano acima da LIBOR semestral. Os créditos estão garantidos por contratos de exportação e os vencimentos das parcelas coincidem com os embarques. Essa linha foi utilizada paga pagar antecipadamente dívidas com custos mais elevados e prazos menos atrativos. Em 30 de junho de 2010, a Companhia firmou um Contrato de Crédito de Exportação com nove bancos no montante de US$ 600.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 1.080.900) com vencimentos até 2017 e taxa de juros inicial de 2,80% ao ano acima da LIBOR trimestral, podendo ser reduzida até 2,40%, conforme os níveis de alavancagem e o rating da Companhia. Os créditos estão garantidos por contratos de exportação e os vencimentos das parcelas coincidem com os embarques. Essa linha foi utilizada em parte para pagar antecipadamente dívidas com custos mais elevados e prazos menos atrativos. Em março de 2010, a Companhia firmou um Contrato de Crédito de Exportação bilateral no montante de US$ 535.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 956.152) com taxa de juros de 2,95% ao ano acima da LIBOR trimestral e com vencimentos até 2017. Os créditos estão garantidos por contratos de exportação e os vencimentos das parcelas coincidem com os embarques. Em 31 de março, foram liberados US$ 313.863 mil (equivalentes naquela data a R$ 558.991) e o saldo remanescente de US$ 221.136 mil (equivalentes a R$ 389.310), foi liberado em 6 de abril de 2010. Esses recursos foram integralmente utilizados para pagar antecipadamente dívidas com custos mais elevados e prazos menos atrativos. Em dezembro de 2009, a Companhia captou US$ 1.175.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 2.046.970) em uma operação sindicalizada com diversos bancos, por meio de linhas de pré-pagamentos de exportação em duas tranches, sendo US$ 750.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 1.306.580) com prazo de cinco anos e carência de três anos e US$ 425.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 740.390) com prazo de sete anos e carência de cinco anos. A taxa de juros é a LIBOR trimestral acrescida de um spread inicial de 4,00% ao ano na tranche de US$ 750.000 mil e acrescida de 4,25% ao ano na tranche de US$ 425.000 mil. Há redução do spread conforme nível de alavancagem da Companhia. Em setembro de 2010 a Companhia liquidou
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

antecipadamente o saldo remanescente destas operações, em função das condições de mercado serem mais atrativas. Em julho de 2009, a Companhia firmou contrato de crédito de exportação com o Banco Credit Suisse no montante de US$ 54.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 104.166) com taxa de juros de 100% Certificado de Depósito Interbancário (CDI) + 1% ao ano e vencimento em julho de 2012. Em junho de 2010 a Companhia consentiu na cessão desse contrato para o Banco Safra, sem alteração das condições contratuais iniciais. Em setembro de 2008, em decorrência da criação do Consórcio Paulista de Papel e Celulose (Conpacel), resultado da cisão das operações da Ripasa entre Fibria (50%) e Suzano (50%), a Companhia registrou em seu balanço os empréstimos resultantes da referida cisão e posterior incorporação pela Fibria, que representava o montante de US$ 83.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 139.596), referentes, respectivamente, aos contratos de pré-pagamento no montante de US$ 73.000 mil e financiamentos à importação no montante de US$ 10.000 mil, ambas com vencimento para 2012. Em junho de 2010, a Companhia liquidou antecipadamente o saldo remanescente destas operações, no montante de US$ 23.667 mil, uma vez que as mesmas não mais apresentavam condições atrativas. Em maio de 2008, a Companhia firmou um Contrato de Crédito de Exportação com o Banco Nordea Bank AB no montante de US$ 50.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 82.540) com taxa de juros de 0,68% ao ano acima da LIBOR e vencimento em maio de 2012. Os créditos estavam garantidos por contratos de exportação e com vencimento para 48 meses. Os recursos resultantes do contrato foram usados na antecipação de empréstimos de crédito de exportação em aberto. No segundo trimestre de 2009, a taxa spread foi renegociada e alterada para adequação ao cenário do mercado à taxa de 4,75% ao ano acima da LIBOR. No segundo trimestre de 2010 a Companhia liquidou antecipadamente o montante remanescente deste contrato com recursos de linhas de financiamentos mais atrativas. Em junho de 2007, a Companhia firmou um Contrato de Crédito de Exportação com o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria no montante de US$ 100.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 195.217) com taxa de juros de 0,38% ao ano acima da LIBOR e com vencimento em 2015. No segundo trimestre de 2009, a taxa spread foi renegociada e alterada para adequação ao cenário do mercado à taxa de 4,65% ao ano acima da LIBOR. No segundo trimestre de 2010 a Companhia liquidou antecipadamente o montante remanescente deste contrato com recursos de linhas de financiamentos mais atrativas. Em julho de 2006, a subsidiária integral Fibria Overseas Holding KFT firmou um Contrato
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

de Crédito de Exportação com um grupo de bancos no valor total de US$ 375.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 816.075) com taxa de juros de 0,57% ao ano acima da LIBOR e com vencimentos entre 2007 a 2014. Os créditos estavam garantidos por contratos de exportação e os vencimentos das parcelas são coincidentes com os embarques. Os recursos resultantes do contrato foram usados na liquidação antecipada de empréstimos relacionados a créditos de exportação em aberto. No segundo trimestre de 2009, a taxa spread foi renegociada e alterada para adequação ao cenário do mercado à taxa de 4,75% ao ano acima da LIBOR. No segundo trimestre de 2010, a Companhia liquidou antecipadamente o montante remanescente deste contrato, em função da captação de linhas de financiamentos mais atrativas. A Companhia mantém contratos de Pré-Pagamento de exportação junto ao banco Bradesco no montante de US$ 150.000 mil, à taxa de 0,78% acima da LIBOR e vencimento final em 2014. Em 30 de setembro de 2010, o montante em aberto é de R$ 254.130. A Companhia mantém contratos de Pré-Pagamento de exportação junto ao Banco Nordea no montante de US$ 50.000 mil, à taxa de 0,80% acima da LIBOR e vencimento final em 2013. Em 30 de setembro de 2010, o montante em aberto é de R$ 84.710. A Companhia mantém contratos de Pré-Pagamento de exportação junto ao Banco do Brasil no montante de US$ 200.000 mil, à taxa de 3,20% a 5.00% acima da LIBOR e vencimento final em 2018. Em 30 de setembro de 2010, o montante em aberto é de R$ 338.840. Em setembro de 2010, a Companhia efetuou uma repactuação da taxa de juros para 2,8%, podendo reduzi-la até 2,4% acima da LIBOR, conforme nível de alavancagem e rating. A data da primeira amortização foi prorrogada para 2013 e o vencimento final para 2017.

(b) Em 24 de junho de 2005, a Votorantim Overseas Trading Operations Limited IV (VOTO IV), controlada em conjunto com a Votorantim Participações (“VPAR”), captou no mercado internacional US$ 400.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 955.000) com vencimento em 24 de junho de 2020 e taxa anual de 7,75%. A Companhia recebeu 50% do total captado, ou seja, US$ 200.000 mil equivalentes naquela data a R$ 477.000.

Eurobonds - VOTO IV

(c) Em 16 de janeiro de 2004, a subsidiária integral da VPAR, a Votorantim Overseas Trading Operations III (VOTO III), captou no mercado internacional US$ 300.000 mil (equivalentes naquela data a R$ 873.000) com prazo de vencimento de dez anos e taxa anual de
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Eurobonds - VOTO III

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4,25%. A Companhia recebeu 15% do total captado, ou seja, US$ 45.000 mil equivalentes naquela data a R$ 131.000.

(d) Em maio de 2010, a Companhia, por intermédio da sua subsidiária internacional Fibria Overseas Finance Ltd., captou no mercado internacional US$ 750.000 mil ("Fibria 2020", equivalentes naquela data à R$ 1.339.650) com vencimento em dez anos e opção de recompra a partir de 2015 (103,75% e decréscimo até 100% em 2018), com pagamento de juros semestrais e taxa de 7,50% ao ano. Em outubro de 2009, a Companhia por intermédio da sua subsidiária internacional Fibria Overseas Finance Ltd. captou no mercado internacional US$ 1 bilhão ("Fibria 2019", equivalentes à R$ 1.744.000) com vencimento em dez anos com pagamento de juros semestrais e taxa de 9,25% ao ano. Em maio de 2010, a Companhia anunciou a oferta de troca do Fibria 2019 por meio da reabertura do Fibria 2020, visando adequar a curva de juros e melhorar a liquidez dos papéis, além de flexibilizar as cláusulas de covenants para a nova realidade da Companhia. A adesão à oferta de troca foi de 94%. A taxa efetiva destas operações, incluindo os custos de transação necessários para captação dos recursos é de 8,66% a.a.. (e) No primeiro semestre de 2009, um novo financiamento no valor de R$ 673.294 foi aprovado, com juros variando entre TJLP acrescidos de 0% a 4,41% e UMBNDES + 2,21% ao ano. Em 30 de setembro de 2010, 93% desse montante encontra-se liberado. A UMBNDES é um índice que contempla a variação cambial de uma cesta de moedas, predominantemente do dólar norte-americano. No segundo semestre de 2008, um novo financiamento com o BNDES de R$ 74.821 foi aprovado, indexados pela TJLP acrescida de 1,36% a 1,76% e UMBNDES acrescida de 1,76% ao ano. O vencimento final deste financiamento será em 2015. Em 30 de setembro de 2010, 57% desse montante se encontra liberado. Em outubro de 2007, foi celebrado um contrato de financiamento com o BNDES no montante total de R$ 21.701, indexados pela TJLP + 1,8% e UMBNDES + 1,3% ao ano. A liquidação de principal dar-se-á no período de 2010 a 2012. Em novembro de 2006 também foi celebrado um contrato de financiamento com o BNDES. O montante total em 30 de setembro de 2010 é de R$ 518.086 dos quais R$ 516.588 já foram liberados com prazo de amortização no período de 2009 a 2016,
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Eurobonds - Fibria 2019 e Fibria 2020

BNDES

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sujeito a juros variando entre TJLP + 0% a 2,9% ao ano e UMBNDES + 1,4% a 2,4% ao ano. Em 2005 foram assinados três contratos junto ao BNDES nos meses de dezembro, agosto e maio. No contrato assinado em dezembro a liberação total de recursos foi de R$ 139.284, com prazo de amortização no período de 2007 a 2016, sujeito a juros variando entre TJLP + 0% a 4,5% ao ano e UMBNDES + 2,0% a 3,0% ao ano. No contrato de agosto a liberação foi de R$ 55.222, parte indexada à TJLP acrescida de 3,5% a 4,5% e parte indexada à UMBNDES acrescida de 3% ao ano. O vencimento final esse contrato será em 2015. No contrato de maio, a liberação foi de R$ 99.109, sendo parte indexada a TJLP acrescida de 4,5% ao ano e parte indexada pela UMBNDES acrescida de 4,5% ao ano. O principal tem vencimento final em 2015. Em 30 de setembro de 2010 ao considerarmos apenas a parcela garantida pela Companhia, equivalente a 50% dos financiamentos obtidos pela Veracel com o BNDES, o montante total de principal é de R$ 325.970 com prazo de amortização no período de 2010 a 2014, sujeito a juros variando entre TJLP + 1,0% a 3,3% ao ano e cesta + 3,3% ao ano. Como garantia aos pagamentos deste financiamento, foi dada a planta de celulose localizada na unidade de Três Lagoas - MS.

(f) Em dezembro de 2009, a Companhia renegociou os termos e o valor em aberto da sua operação de leasing financeiro com o Banco Société Générale, originalmente contratado em 2008 para aquisição de máquinas e equipamentos florestais. O montante em aberto em 30 de setembro de 2010 era de R$ 29.976 (US$ 16.535 mil) com vencimentos até 2013. Em 30 de setembro de 2010, a Companhia mantinha registrado 50% do leasing de máquinas, de acordo com a sua participação na Conpacel, no montante de R$ 39.031 com vencimentos até 2014.

Leasing

(g)

Nota de Crédito de Exportação (NCE), Nota de Crédito Rural (NCR) e outros Em 28 de setembro de 2010, a Companhia contratou Nota de Crédito de Exportação, no montante de R$ 427.500, com vencimento final em 2018 e custo de 100% do CDI + 1,85% a.a.. Esta operação está vinculada a um derivativo com o objetivo de troca de moeda reais para dólar norte americano e alteração da taxa flutuante para fixa, sendo o
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custo final 5,45% a.a., acrescido de variação cambial. Em agosto de 2009, a Companhia contratou linha de crédito agroindustrial com o Banco do Brasil no montante de R$ 137.000 com vencimento em 488 dias e custo de 11,25% ao ano. Em maio de 2009, a Companhia contratou NCE com o Banco do Brasil no montante de R$ 50.000 com vencimento final em junho de 2011 e custo de 11,25% ao ano. Em dezembro de 2008, a Companhia contratou, através de sua controlada Portocel, NCE com o Banco HSBC no montante de R$ 94.014 (equivalente ao percentual de participação da companhia na Portocel - 51%) com vencimento final em dezembro de 2013 e custo de 100% CDI.

(h) Em 30 de setembro de 2009, a Companhia contratou empréstimo no montante de € 125 milhões com a Finnvera (agência Finlandesa de fomento destinado a empresas comprovadamente comprometidas com sustentabilidade), cujo prazo total é de 8,5 anos e o custo indexado à LIBOR seis meses + 3,325% ao ano, com possibilidade de redução conforme nível de alavancagem da Companhia.

Crédito de Exportação (Finnvera)

(i) Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia captou com o Banco do Brasil R$ 73 milhões, por meio de sua subsidiária Fibria-MS, com vencimento final em dezembro de 2017, carência de seis meses, pagamento de principal e juros mensais e taxa de 8,5% ao ano. (j) Em maio de 2010, a Companhia liquidou o saldo remanescente da dívida oriunda dos derivativos, no montante de US$ 511.400 mil (equivalentes naquela data a R$ 944.095), permitindo assim a eliminação das cláusulas restritivas remanescentes e a liberação das garantias restantes desta operação. (k) Alguns financiamentos da Companhia e suas controladas têm cláusulas que determinam níveis máximos de endividamento e alavancagem, bem como níveis mínimos de cobertura de encargos a vencer e manutenção de saldos mínimos de recebíveis em conta garantia. Em 2009, a Companhia renegociou as cláusulas restritivas (covenants) com os bancos credores para todos os empréstimos que estavam sujeitos à liquidação
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Empréstimo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO)

Acordo com bancos credores da dívida dos derivativos da Ex-Aracruz (incorporada)

Cláusulas contratuais restritivas (covenants)

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antecipada. Com relação ao BNDES, houve renegociação do pacote de garantias durante o ano de 2009 em razão do descumprimento da cláusula de nível máximo de endividamento. As principais obrigações que regulam estes financiamentos incluem: . sujeição a determinadas exceções, restrição sobre a capacidade da Companhia de fundir-se ou consolidar-se com outras entidades; sujeição a determinadas exceções, restrição sobre as alienações e permutas de ativos pela Companhia e suas subsidiárias; manutenção, no final de cada trimestre social, de um nível de: (i) Earning Before Interests, Tax, Depreciation and Amortization (EBITDA) de acordo com as práticas adotadas no Brasil e ajustado (para os quatro últimos trimestres sociais) em relação à (ii) dívida que deverá vencer durante os quatro trimestres sociais consecutivos acrescida de despesas financeiras que deverão ser pagas durante os quatro trimestres sociais consecutivos maior que 0,3 em 30 de setembro de 2010, com aumento gradual para 1,2 em 30 de junho de 2011; manutenção, no final de cada trimestre social, de um nível de dívida líquida em relação ao EBITDA ajustado (para os quatro últimos trimestres sociais) menor do que 5,3 em 30 de setembro de 2010 e redução gradual para 3,0 em 30 de junho de 2011 e após; manutenção, no final de cada trimestre social, de um nível de dívida bruta em relação ao Patrimônio Líquido de 0,7;

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Os principais eventos de inadimplemento nos termos do Contrato de Crédito de Pré-pagamento de Exportação incluem: . não pagamento, em tempo hábil, do principal ou juros devidos em conexão com o Contrato de Crédito de Pré-pagamento de Exportação; inexatidão de qualquer declaração, garantia ou certificação prestada em conexão com o Contrato de Crédito de Pré-pagamento de Exportação; inadimplemento cruzado (cross-default) e inadimplemento de julgamento cruzado (cross-judgment default), sujeito a um valor mínimo acordado de US$ 50,0 milhões; sujeita a certos períodos de resolução, violação de qualquer obrigação prevista no Contrato de Crédito de Pré-pagamento de Exportação;
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ocorrência de certos eventos de falência ou insolvência da Companhia, de suas principais subsidiárias ou da Veracel.

Os covenants acordados no contrato firmado com os bancos vêm sendo integralmente cumpridos pela Companhia até 30 de setembro de 2010.

15 A Companhia e suas controladas são partes envolvidas em processos trabalhistas, cíveis e tributários que se encontram em instâncias diversas. As provisões para contingências, constituídas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, são estabelecidas e atualizadas com base na avaliação da Administração, fundamentada na opinião de seus assessores legais. Um sumário das provisões constituídas e depósitos judiciais efetuados é apresentado como segue:
Controladora

Contingências

30 de setembro de 2010

30 de junho de 2010

31 de dezembro de 2009

Depósitos judiciais Natureza dos processos Tributários Trabalhistas Cíveis

Montante provisionado

Total Depósitos líquido judiciais

Montante provisionado

Total Depósitos líquido judiciais

Montante provisionado

Total líquido

156.111 36.717 3.180 196.008

(257.298) (52.580) (8.574) (318.452)

(101.187 ) (15.863 ) (5.394 ) (122.444 )

156.717 34.727 3.172 194.616

(256.917) (51.095) (8.551) (316.563)

(100.200 ) (16.368 ) (5.379 ) (121.947 )

324.651 32.199 238 357.088

(607.287) (77.504) (6.658) (691.449)

(282.636) (45.305) (6.420) (334.361)

Consolidado

30 de setembro de 2010

30 de junho de 2010

31 de dezembro de 2009

Depósitos judiciais Natureza dos processos Tributários Trabalhistas Cíveis

Montante provisionado

Total Depósitos líquido judiciais

Montante provisionado

Total Depósitos líquido judiciais

Montante provisionado

Total líquido

166.089 44.270 3.250 213.609

(257.690) (76.004) (9.567) (343.261)

(91.601 ) (31.734 ) (6.317 ) (129.652 )

166.017 41.760 3.173 210.950

(257.253) (75.173) (8.916) (341.342)

(91.236 ) (33.413 ) (5.743 ) (130.392 )

333.773 37.929 237 371.939

(607.585) (97.969) (7.319) (712.873)

(273.812) (60.040) (7.082) (340.934)

A Companhia está envolvida em outros processos tributários e cíveis surgidos no curso normal dos seus negócios, os quais, na opinião da Administração e de seus assessores legais, têm expectativa de perda classificada como possível. Consequentemente, nenhuma provisão foi constituída para fazer face ao possível desfecho desfavorável
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destes. Os montantes desses processos, em 30 de setembro de 2010, são: tributário R$ 1.174.612 e cíveis R$ 67.290. Os processos trabalhistas com expectativa de perda classificada como possível são provisionados na medida em que seja provável futuras saídas de recursos, com base no histórico de liquidações realizadas nos últimos anos. Um demonstrativo da movimentação da provisão para contingências segue:
Controladora Consolidado

Nove meses

Seis meses

Doze meses

Nove meses

Seis meses

Doze meses

30 de setembro de 2010 Saldo inicial Baixa de processos (1) Entrada de novos processos Incorporação de empresa Aracruz Celulose S.A. Atualização monetária Montante provisionado 691.449 (393.803) 2.747

30 de 31 de junho dezembro de 2010 de 2009 691.449 (392.563) 375.771 (21.901) 18.061 316.813 2.705 691.449

30 de setembro de 2010 712.873 (395.999) 5.756

30 de 31 de junho dezembro de 2010 de 2009 712.873 (393.401) 1.679 443.252 (212.745) 24.004 429.688 28.674 712.873

18.059 318.452

17.677 316.563

20.631 343.261

20.191 341.342

(1)

As baixas em 2010 ocorreram principalmente em função da adesão ao Programa de Recuperação Fiscal descrito no item (xi) desta nota explicativa e a reversão da provisão de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das receitas de exportação relativa ao ano de 2003, descrita no item (iv)

(a)

Uma síntese dos principais processos tributários está descrita nos próximos parágrafos:

(i) Com base em liminar obtida em mandado de segurança, a Companhia deduziu na apuração do lucro tributável a atualização monetária correspondente à variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no mês de janeiro e de fevereiro de 1989, no montante de 70,28% (Plano Verão). Em discussão judicial em curso, a Companhia obteve decisão
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Plano Verão

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favorável para o seu pleito, limitando, tod avia, o percentual de atualização monetária a 42,72% (janeiro de 1989) e 10,14% (fevereiro de 1989). Consequentemente, apoiada pela opinião de seus assessores legais, a Companhia constituiu uma provisão correspondente à diferença entre o benefício anteriormente reconhecido e aquele determinado pela decisão judicial. O valor provisionado é de R$ 7.991 em 30 de setembro de 2010.

(ii) A Companhia impetrou mandado de segurança contra a modificação da base de cálculo dos referidos tributos, bem como a majoração da alíquota da COFINS disposta na Lei no 9.718/98, por discordar da sua constitucionalidade. A sentença favorável foi proferida em novembro de 2001. Em função de, à época, haver decisões desfavoráveis a outros contribuintes em ações similares, a Companhia decidiu, em 29 de agosto de 2003, desistir parcialmente da ação, optando pelo Parcelamento Especial (PAES) no montante de R$ 60.861, instituído pela Lei no 10.684/03, cujo saldo atualizado em 30 de setembro de 2010 é de aproximadamente R$ 65.266. A Companhia mantém a ação apenas para a parcela relacionada às variações cambiais. Não obstante o pedido de desistência, em função de julgamentos proferidos pelo STF que consideraram inconstitucional a modificação da base de cálculo do PIS e da COFINS, a Companhia propôs medida cautelar para assegurar seu direito de não recolher as parcelas do PAES relativas a tal modificação, tendo sido deferida liminar. O valor relativo às parcelas do PAES que deixaram de ser recolhidas em função dessa liminar, relativo aos meses de julho de 2006 a dezembro de 2009, é de aproximadamente R$ 31.290, atualizados monetariamente pela TJLP até 30 de setembro de 2010. Em fevereiro de 2009, foi publicado acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) favorável à controladora, determinando que fosse reformada a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2a Região que homologou a desistência parcial da ação originalmente proposta. O valor em discussão, referente à variação cambial, relativo aos meses de fevereiro de 1999 a setembro de 2003, é de R$ 179.238 em 30 de setembro de 2009, atualizado pela taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC). Em setembro de 2009, a Companhia baseada no Comunicado Técnico no 05/2009 de 13 de julho de 2009 do IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil e apoiada pela opinião de seus assessores legais externos que avaliaram a questão como definitiva, efetuou a reversão total de R$ 179.238 da provisão referente à incidência desses tributos sobre as receitas de variação cambial.

PIS/COFINS

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(iii) A Companhia propôs ações judiciais questionando a legitimidade da inclusão do ICMS na base de cálculo da COFINS referente aos períodos de 1996 até 2002, bem como a manutenção do crédito de ICMS sobre as aquisições de matéria-prima para a produção de papel imune. A partir de janeiro de 2006, a manutenção desses créditos está sendo efetuada em virtude da publicação da Lei Complementar (LC) no 120 de 29 de dezembro de 2005. A Companhia provisionou e depositou o tributo em discussão, cujo saldo total em 30 de setembro de 2010 é de R$ 59.289.

ICMS

(iv)

Contribuição Social sobre a Receita de Exportação Em 31 de março de 2004, a Companhia obteve liminar que garante o direito de não recolher a CSLL incidente sobre as receitas de exportação, com efeitos retroativos a partir de janeiro de 2004. Em abril de 2007, em razão de uma decisão judicial desfavorável, foi efetuado um depósito judicial de R$ 36.859, acrescido de atualização de R$ 10.170 em decorrência da variação da SELIC. Em fevereiro de 2008, efetuou depósito complementar no valor de R$ 73, perfazendo um montante depositado de R$ 47.102. O valor total da contingência foi adequadamente provisionado. A Companhia mantém em aberto a discussão judicial desse assunto. Em setembro de 2003, a Companhia obteve sentença que lhe permitiu, a partir do ano-calendário de 2002, não recolher a CSLL incidente sobre as receitas de exportação, bem como assegurou o direito à compensação dos valores indevidamente recolhidos a esse título, corrigidos pela taxa SELIC, no montante de R$ 107 milhões em 30 de setembro de 2010, para os quais constituiu provisão. A Companhia aguarda o julgamento do recurso interposto pela União Federal. Adicionalmente, em 1o de dezembro de 2009 a Companhia foi autuada no valor de R$ 69 milhões referente à CSLL do período de 2004, atualizados em 30 de setembro de 2010. Em 2010, diante da não lavratura de auto de infração pela Receita Federal do Brasil referente ao ano de 2003 e orientada por seus advogados que entenderam ter havido a decadência do direito do Fisco de lançar os valores referentes a esse período, a Companhia reverteu, no trimestre findo em 31 de março de 2010, a provisão constituída do montante não recolhido durante o ano de 2003, no total de R$ 156.331, cujo efeito refletiu no “Resultado financeiro” (R$ 73.409) e na linha do “Imposto de renda e contribuição social” (R$ 82.922).

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(v) Em dezembro de 2007, a controlada Normus Empreendimentos e Participações Ltda. foi autuada por autoridades da Receita Federal (RF), no valor total de R$ 1.129.410 atualizados para setembro de 2010, por alegada falta de recolhimento de IR e contribuição social sobre os resultados auferidos no exterior por sua subsidiária e reconhecidos no Brasil como resultado de equivalência patrimonial, nos exercícios e 2002 a 2006. A subsidiária em questão, constituída e operando na Hungria, concentra suas atividades na venda de celulose e papel no mercado mundial.

Auto de infração

Em junho de 2008, foi proferida decisão em órgão julgador de 1a instância que manteve o lançamento. Contra referida decisão, a Companhia interpôs recurso administrativo, que atualmente aguarda julgamento.

Em nosso entendimento, e na opinião de nossos consultores jurídicos independentes, a subsidiária húngara está sujeita à tributação integral de suas operações no país em que está constituída e, consequentemente, a autuação recebida tem remotas chances de prosperar, visto contrariar diretamente determinadas normas do ordenamento jurídico pátrio, especialmente o tratado para evitar a dupla tributação firmado entre o Brasil e a Hungria. Assim, considerando que as chances de êxito da demanda são prováveis, a Companhia não constituiu nenhuma provisão para a remota contingência. (vi) Em novembro de 2008, foi interposta uma ação judicial coletiva, de natureza privada contra a Companhia e alguns de seus executivos, em nome de possíveis compradores de ADRs do período entre 7 de abril e 2 de outubro de 2008. A referida ação alega violações de regras da Securities Exchange Act, na medida em que a Companhia teria divulgado informações insuficientes sobre perdas em certas operações envolvendo instrumentos derivativos. A indenização pretendida pelos autores ainda não foi especificada e dependerá, se a ação prosseguir, de prova pericial e apuração de danos. Em virtude do fato de essa ação se encontrar em fase preliminar, é impossível avaliar sua probabilidade de êxito ou risco de um resultado desfavorável. Por esse motivo, nenhuma provisão para esse litígio foi constituída neste momento. Class Action

(vii) A Companhia possui unidades de negócios localizadas na área de abrangência da ADENE e sendo o setor de papel e celulose considerado como prioritário para o
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Incentivos fiscais - Agência de Desenvolvimento do Nordeste (ADENE)

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desenvolvimento regional (Decreto no 4.213, de 16 de abril de 2002), em dezembro de 2002, a Companhia pleiteou e teve reconhecido pela Secretaria da Receita Federal (SRF) o direito de usufruir do benefício da redução do IRPJ e adicionais não restituíveis apurados sobre o lucro da exploração para as fábricas A e B (período de 2003 a 2013) e fábrica C (período de 2003 a 2012), toda da unidade Aracruz, depois de ter aprovado com a ADENE os devidos laudos constitutivos. Em 9 de janeiro de 2004, a Companhia recebeu o Ofício no 1.406/03 do inventariante extrajudicial da extinta Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), informando que "acatando reexame da Consultoria Jurídica do Ministério da Integração no que tange à abrangência especial da concessão do referido incentivo", julgou improcedente o direito à fruição do benefício anteriormente concedido e auferido e que providenciaria a sua revogação. Ao longo dos exercícios de 2004 e de 2005, diversos atos da ADENE foram expedidos no sentido de anular os benefícios fiscais, atos esses reiteradamente contestados e/ou impugnados pela Companhia, sem que até esta data tenha sido proferida decisão judicial definitiva em relação ao mérito da discussão. Não obstante, foi lavrado auto de infração pela SRF em dezembro de 2005, por meio do qual são exigidos os valores relativos ao incentivo fiscal até então usufruído, acrescidos de juros, mas sem imposição de multa, totalizando R$ 279,2 milhões, atualizados em 30 de setembro de 2010. A Companhia impugnou o auto de infração, o qual foi julgado procedente em primeira instância administrativa. A Companhia recorreu contra essa decisão e, em setembro de 2008, o Conselho do Contribuinte do Ministério da Fazenda (CCMF) julgou parcialmente procedente o lançamento efetuado pelas autoridades fiscais, para reconhecer o direito da Companhia de usufruir do incentivo fiscal até o ano de 2003, afastando-o, porém, em relação ao ano de 2004, remanescendo, portanto, um valor autuado de R$ 44,5 milhões, atualizados em 30 de setembro de 2010. A Companhia recorreu da decisão no que se refere ao entendimento aplicado ao ano de 2004. A Administração da Companhia, assessorada por seus consultores jurídicos, acredita que a decisão de cancelamento dos referidos benefícios fiscais é equivocada e não deve prevalecer, seja com respeito aos benefícios já usufruídos, seja em relação ao prazo ainda por decorrer. Com relação aos benefícios usufruídos até 2004 (R$ 143 milhões em 31 de dezembro de 2004), entende a Administração, calcada na opinião de seus assessores jurídicos, que a exigência de recolhimento do tributo é insubsistente, posto que a Companhia se utilizou dos benefícios estritamente de acordo com os parâmetros legais e em conformidade com os atos da SRF e os laudos constitutivos da ADENE.
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Quanto aos prazos restantes de fruição, que se estendem até 2012 (fábrica C) e 2013 (fábricas A e B), entende a Administração, amparada por pareceres de seus assessores jurídicos, ser ilegal a revogação de benefícios fiscais cuja concessão foi condicionada ao cumprimento de condições preestabelecidas (implantação, expansão ou modernização de empreendimento industrial), sendo assegurado o direito adquirido ao gozo dos referidos benefícios fiscais até o final dos prazos assinalados na Lei e nos atos de concessão. Em que pese a convicção na solidez de seu direito, a Companhia, diante dos fatos ocorridos durante os exercícios de 2004 e de 2005, que revelaram o propósito da ADENE e da SRF de promoverem o cancelamento dos benefícios fiscais, decidiu adotar uma postura conservadora e interromper o registro da fruição dos benefícios fiscais a partir de 2005, até que tenha sido proferida decisão judicial definitiva. A probabilidade de perda, com relação aos benefícios fiscais usufruídos até o ano de 2003, é avaliada pelos administradores e assessores jurídicos como remota. No que se refere aos benefícios fiscais já usufruídos no ano de 2004 e àqueles ainda por usufruir a partir de 2005, a probabilidade de perda é avaliada como possível e, consequentemente, nenhuma provisão foi constituída. (viii) Em 29 de junho de 2005, a Companhia foi autuada em virtude do procedimento fiscal utilizado de dedutibilidade da CSLL na base de cálculo do IRPJ referente aos anos fiscais de 2000 e de 2001, cuja provisão existente em 29 de junho de 2005 foi complementada em R$ 3,6 milhões, totalizando R$ 38 milhões. Em julho de 2005, tendo em vista o posicionamento da jurisprudência, a Companhia decidiu recolher o valor autuado e reverter a provisão correspondente, porém recalculou nova base de cálculo, cujo montante apurado foi de R$ 24,4 milhões. A Companhia impugnou administrativamente o auto de infração em relação ao saldo de seu valor, sendo este julgado procedente em primeira instância administrativa. A Companhia recorreu dessa decisão e aguarda julgamento. Adicionalmente, a Companhia mantém ação judicial questionando a suposta indedutibilidade. Com base em parecer de seus assessores legais externos, que avaliam como remota a probabilidade de perda no referido processo, não foi constituída qualquer provisão. (ix) Em 29 de junho de 2005, a Companhia foi autuada relativamente à compensação integral de prejuízo fiscal de IRPJ e base negativa de CSL nos anos-calendários de 2000 e de 2001, bem como relativamente à compensação integral, no ano fiscal de 2000, do prejuízo fiscal gerado durante o período em que gozava do benefício BEFIEX. A
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IRPJ - dedutibilidade da contribuição social sobre o lucro líquido

IRPJ/CSL - compensação integral de prejuízo fiscal e base negativa

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Companhia impugnou administrativamente o auto de infração, o qual foi julgado procedente em primeira instância administrativa. A Companhia recorreu dessa decisão e, em junho de 2008, obteve decisão favorável no CCMF (atual CARF) que, por unanimidade, julgou improcedentes os lançamentos efetuados pela autoridade fiscal. Como consequência da decisão supracitada, a Companhia, corroborada por seus assessores jurídicos externos, avalia que a probabilidade de perda em tal processo de autuação fiscal é remota. (x) A Companhia deu entrada em três processos de homologação de créditos de IRPJ com a Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB), referentes aos anos-calendários de 1997, de 1999 e ao quarto trimestre de 2000, no total de R$ 125.233. A Secretaria da Receita Federal do Brasil homologou apenas R$ 83.470. A Companhia impugnou e apresentou manifestações de inconformidade tempestivas em todos os processos. Referente ao ano de 1997, o processo aguarda decisão de 1a instância. Para o quarto trimestre de 2000, aguarda julgamento de recurso voluntário e para o ano de 1999 aguarda julgamento de recurso especial. Por orientação dos advogados externos, a Companhia não registra provisão para esses processos de prognóstico de perda possível. (xi) Em novembro de 2009, a Companhia aderiu ao Programa de Recuperação Fiscal, instituído pela Lei no 11.941/09 cujo objetivo é regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de obrigações fiscais e previdenciárias. Os débitos incluídos são aqueles originados substancialmente de: . COFINS - majoração da alíquota da COFINS de 2% para 3% determinada pela Lei no 9.718/98; Crédito-Prêmio IPI - créditos transferidos da empresa KSR para a Celpav, relativos à fase II (1o de abril de 1981 a 30 de abril de 1985), para os quais foram lavrados autos de infração pela SRFB em função de suposto descumprimento de deveres instrumentais; IR/CSLL - autos de infração lavrados em decorrência da compensação em 100% do prejuízo fiscal e da base negativa; CIDE - questionamento judicial sobre a incidência da CIDE sobre valores pagos a residentes no exterior a título de royalties ou de remuneração de contratos, instituído pela Lei no 10.168/00 e alterado pela Lei no 10.332/01 - período: a partir de 2002;
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IRPJ/CSL - homologação parcial

Programa de Recuperação Fiscal (REFIS)

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IOF - pleito judicial para declaração de inexistência da relação jurídico-tributária, para que não seja obrigada ao recolhimento de IOF sobre contratos de câmbio celebrados com escopo de obter recursos financeiros no exterior por meio de emissão de Euronotes. O valor do IOF foi depositado em 4 de fevereiro de 1994; IR - questionamento judicial sobre a incidência de juros sobre rendimentos auferidos no exterior no período de 1985 a 1989, decorrente de crédito que a Companhia possuía com empresa concordatária situada na Argentina (CASA).

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O montante atualizado dos débitos incluídos no parcelamento atualizado é de R$ 242.217, para os quais existiam depósitos judiciais no montante de R$ 200.224. Os impactos no resultado, reconhecidos no 1o trimestre de 2010, estão relacionados ao reconhecimento de débitos não provisionados anteriormente de R$ 51.201, reconhecimento de crédito por benefício de multa e juros no montante R$ 27.105, atualização de depósitos judiciais no montante de R$ 34.770 e provisão de honorários advocatícios.

(b)

Comentários relevantes sobre os processos trabalhistas/cíveis

A Companhia tem aproximadamente 2.723 processos trabalhistas movidos por exempregados, terceiros e sindicatos, cujos pleitos consistem em sua maioria em pagamento de verbas rescisórias, adicionais por insalubridade e periculosidade, horas extras, horas in itinere, indenizações por danos materiais e morais, pagamento de diferenças de expurgos inflacionários sobre multa de 40% do FGTS, bem como 836 ações cíveis, das quais a maioria consiste em pedidos de indenização de ex-funcionários ou terceiros, por supostas doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, ações de cobrança e habilitações de crédito em falência ajuizadas pela Companhia, ressarcimento de recursos financeiros movidas contra produtores rurais inadimplentes e ações possessórias ajuizadas com o objetivo de proteger o patrimônio imobiliário da Companhia. A Companhia tem apólice de seguro - responsabilidade civil geral que cobre, nos limites fixados na apólice, eventuais condenações a título de danos materiais referentes aos pedidos de indenização na esfera cível. Os processos trabalhistas e cíveis, cujas perdas são avaliadas como prováveis e possíveis são provisionados com base no percentual histórico de desembolsos.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

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Compromissos

Contratos Take or Pay A Companhia celebrou contratos de longo prazo de Take or Pay com fornecedores de energia, transporte, óleo diesel , produtos químicos e gás natural por um período máximo de 18,8 anos. Os contratos preveem cláusulas de rescisão e suspensão de fornecimento por motivos de descumprimento de obrigações essenciais. As obrigações contratuais assumidas em 30 de setembro de 2010 representam R$ 217.848 por ano (R$ 209.498 em 30 de junho de 2010 e R$ 195.339 em 31 de dezembro de 2009). Adicionalmente, foi firmado em 2007 um contrato de longo prazo de Take or Pay com a International Paper relativo ao fornecimento de celulose pelo período de 30 anos. O compromisso definido por esse contrato em 30 de setembro de 2010 representa R$ 108.434 ao ano (R$ 111.843 em 30 de junho de 2010 e R$ 91.064 em 31 de dezembro de 2009).

Garantias em operações de compror A Companhia é garantidora de operações de compror realizadas por alguns de seus clientes no Brasil, cujo montante garantido em 30 de setembro de 2010 totalizava R$ 203.905 (R$ 191.662 em 30 de junho e R$ 158.024 em 31 de dezembro de 2009). Essas garantias possuem valor de mercado aproximado de zero em função destes não possuírem histórico de inadimplência. Aquisição da Ripasa ou Conpacel Em 10 de novembro de 2004, a VCP e a Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S.A. (a seguir denominada "Suzano") celebraram um acordo para a aquisição do controle acionário da Ripasa S.A. Celulose e Papel (a seguir denominada "Ripasa"). Após tal contrato inicial, foi firmado pela Companhia um Instrumento de Opção de Compra e Venda de 1.302.810 ações ordinárias e 4.121.773 ações preferenciais da Ripasa de propriedade de parte de seus ex-acionistas controladores. Após diversas reestruturações societárias e considerando a parte que cabe a Fibria, remanesceram até março de 2010 309.451 ações vinculadas a tal direito de venda. Em 23 de março de 2010, os acionistas notificaram a Fibria pleiteando o exercício de suas opções de venda. O valor desta operação foi de R$ 43.012, cujo pagamento ocorreu em 10 de maio de 2010. A parcela de R$ 33.423 relativa à atualização monetária foi registrada no “Resultado financeiro” e o valor de R$ 9.589, relativo ao valor de mercado das ações, foi contabilizado na conta de “Ações em tesouraria”, no patrimônio líquido, e ficarão em tesouraria até seu cancelamento. Em 2008, a Fibria e a Suzano requereram à CVM autorização prévia para proceder à
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

aquisição de ações de sua emissão e pagamento de valor a título de transação com finalidade de prevenir litígio, uma vez que a compra dar-se-ia a preços de mercado que são inferiores ao preço contratualmente ajustado. Em 5 de junho de 2008, o Colegiado da CVM autorizou a aquisição das ações objeto do exercício de opção a preços de mercado e não se manifestou contrariamente ao pagamento do valor transacionado.

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Patrimônio líquido

(a) O capital social em 30 de setembro de 2010, totalmente subscrito e integralizado, é representado por 467.934.646 ações ordinárias nominativas sem valor nominal. Em 30 de maio de 2009, foi aprovada na AGE a conversão das 244.347.953 ações preferenciais de emissão da Companhia em ações ordinárias, na proporção de uma ação preferencial para cada 0,91 de ação ordinária. Em 2 de julho de 2009, encerrou-se o prazo para exercício do direito de recesso dos acionistas da Companhia em razão da deliberação adotada na AGE realizada em 30 de maio de 2009, que aprovou a conversão de todas as 244.347.953 ações preferenciais da Companhia em ações ordinárias na proporção de uma ação preferencial para cada 0,91 ação ordinária. O direito de recesso foi exercido por 14 acionistas da Companhia, titulares de 36.670 ações preferenciais. Considerando o valor de reembolso de R$ 20,61 por ação, correspondente ao valor patrimonial por ação de emissão da Companhia em 31 de dezembro de 2008, o valor pago aos acionistas dissidentes totalizou R$ 756. O montante do recesso foi pago à conta "Reservas de capital", destinando-se à tesouraria da Companhia, para posterior cancelamento ou recolocação no mercado, as 33.371 ações ordinárias resultantes da conversão das ações de que eram titulares os acionistas dissidentes.

Capital social

(b) Em 27 de maio de 2009, foi homologado o aumento do capital social, no montante de R$ 4.005.091, nos termos do deliberado na AGE realizada em 6 de fevereiro de 2009, elevando-o de R$ 3.052.211 para R$ 7.057.302 mediante a subscrição de 210.794.252 novas ações nominativas e escriturais sem valor nominal, sendo 62.105.263 ordinárias e 148.688.989 preferenciais.
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Aumento de capital

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Em 12 de novembro de 2009, encerrou o prazo para que os titulares de ações ordinárias preferenciais classe A da emissão de Aracruz manifestassem o exercício do direito de recesso em razão da incorporação pela Fibria da totalidade das ações de emissão da Aracruz. Em decorrência da relação de troca de única, foram emitidas 77.770.294 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, aumentando o capital em R$ 529.843; dessa forma, o capital social da Companhia passou a ser R$ 7.587.145 dividido em 464.934.646 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal. Em 22 de dezembro de 2009, foi aprovado na AGE aumento do capital social, sem emissão de novas ações no valor de R$ 792.252, mediante a capitalização do total da conta "Reserva de ágio/subscrição" de ações; dessa forma, o capital social da Companhia passa a ser R$ 8.379.397.

(c) O estatuto da Companhia assegura um dividendo mínimo anual correspondente a 25% do lucro líquido, ajustado pelas movimentações patrimoniais das reservas, conforme preconizado pela legislação societária.

Dividendos e juros sobre capital próprio

(d) A reserva legal é constituída mediante apropriação de 5% do lucro líquido do exercício, sendo que não excederá 20% do capital social. A reserva para investimento, que corresponde ao lucro remanescente, após a destinação para reserva legal e da reserva especial para dividendos, visa principalmente atender aos planos de investimentos previstos em orçamento de capital, processos de modernização e manutenção das fábricas, aprovados pelos Conselhos Fiscal e de Administração.

Reserva de lucros

(e)

Cálculo do lucro por ação básico e diluído

. O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia pela quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o período, excluindo as ações ordinárias compradas pela Companhia e mantidas como ações em tesouraria. São reduzidos do lucro atribuído aos acionistas da controladora, quaisquer dividendos de ações preferencialistas e eventuais prêmios pagos na emissão de ações preferenciais durante o período.

Básico

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

30/09/2010

30/09/2009

Lucro atribuível aos acionistas da controladora antes das deduções (-) Prêmio pago na emissão de ações preferenciais (=) Lucro atribuível aos acionistas da controladora Quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas Lucro básico por ação (em reais)

438.376

1.935.226 (108.643) 1.826.583 174.402.490 10,47

438.376 467.763.741 0,94

.
A Companhia não possui dívida conversível em ações e opção de compra de ações, dessa forma, não apresenta ações ordinárias potenciais para fins de diluição.

Diluído

18 A Fibria é uma Companhia com a maior parte das suas vendas denominadas em dólares norte-americanos e com predominância dos seus custos denominados em reais. Deste modo, há um descasamento natural de moedas entre os custos e as receitas da Companhia. Adicionalmente, a Companhia possui dívidas atreladas a indexadores e moedas distintos, que podem, na sua vigência, impactar o fluxo de caixa da Companhia. Neste contexto, a utilização de derivativos é pautada pela proteção nos seguintes termos: (i) proteção do fluxo de caixa contra descasamento de moedas, (ii) proteção do fluxo de amortizações das dívidas às oscilações de taxas de juros e moedas e (iii) oscilações no preço da celulose ou outros fatores de risco. Os valores apresentados estão expressos em reais (R$), dólares (US$) ou ienes (JP¥). (a) Políticas de utilização de instrumentos financeiros derivativos O Conselho de Administração da Fibria aprovou, em 18 de dezembro de 2009, a revisão anual da Política de Gestão de Riscos de Mercado e da Política de Gestão de Caixa. O uso de instrumentos financeiros derivativos é pautado por tais Políticas. No que diz respeito à gestão de risco de mercado, a política é conservadora, sendo que, todo derivativo contratado deve estar vinculado a um ativo objeto, advindo de fluxo operacional, volume de “commodities”, caixa ou dívida e seu respectivo indexador e moeda. Deste modo, só são permitidas operações com derivativos se vinculadas a uma exposição efetiva (hedge) e não são permitidos instrumentos que resultem em alavancagem.
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Instrumentos financeiros

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A Fibria calcula a exposição líquida a cada um dos fatores de risco. Para o risco em moedas, referente à proteção do fluxo de exportação em dólar ou euro, são determinados limites máximos de hedge para até 12 meses. Prazos entre 12 e 24 meses é necessária a aprovação da Diretoria da Fibria, sob orientação do Comitê de Finanças. Para riscos oriundos de dívidas, podem ser realizadas operações que tenham prazo e montantes compatíveis com as respectivas dívidas, sendo determinado que a Companhia deve manter no mínimo 25% da sua dívida em taxas pré-fixadas. Para os demais fatores de risco (inclusive preço de celulose), toda e qualquer operação com o prazo máximo de 12 meses que, sob condições extremas de mercado (cenário de stress) não represente mais de 10% do EBITDA, deve ser aprovado pela Diretoria da Fibria sob orientação do Comitê de Finanças. Caso tais operações não atendam tais critérios, o Conselho de Administração deve ser consultado. Para as análises de exposição por fator de risco, no caso de Moeda, foi considerada a previsão da Companhia quanto ao seu fluxo de exportação, com base no orçamento, descontados os custos, investimentos, dívida e derivativos em moeda estrangeira, que resulta na exposição líquida para o período em referência. Para as demais exposições apresentadas, (Pré R$ e Fixed US$ - ambas exposições a taxas pré-fixadas) foram consideradas as posições de derivativos, dívida e caixa para a data de referência. Apresenta-se a seguir as exposições líquidas, por fatores de risco, para cada um dos 12 meses subsequentes. Os valores foram calculados a valor presente:

Exposição líquida prevista 12 meses em R$ (*) Moeda - US$ Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro 186.923 266.139 169.414 271.016 264.347 251.267 251.845 199.378 220.686 141.284 257.450 183.429 55.608 50.408 58.987 (752.877) 79.385 28.465 73.630 26.563 24.342 (549.107) (3.524) (5.716) (52.610) (49.233) (53.665) (47.416) (47.397) (37.340) (37.378) (90.188) (48.136) (131.140) (5.404) (68.246) Pré - R$ Fixed - US$

(*) Quadro não revisado pelos nossos auditores independentes.

(b) Todos os derivativos contratados pela Fibria são marcados a mercado diariamente. Análises de sensibilidade e stress da carteira são feitos periodicamente e apresentados em comitês. O “compliance” das políticas é apresentado mensalmente em reuniões de
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Derivativos contratados

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comitê, onde também são analisados e discutidos os principais riscos de mercado em que a Fibria está exposta. Inicialmente, apresentamos uma tabela detalhada de derivativos em aberto na data, organizada por vencimento, contraparte, valor nocional e valor justo.

30 de setembro Vencimento Contraparte Nocional em US$ mil Valor Justo Nocional em US$ mil Valor Justo

30 de junho

SWAP JPY x USD Janeiro-2014 Citibank Swap float (LIBOR 3M x fixed Fevereiro-2014 Fevereiro-2014 Julho-2014 Swap DI x USD Setembro-2018 Safra Non Deliverable Forward Julho-2010 Julho-2010 Julho-2010 Julho-2010 Agosto-2010 Agosto-2010 Agosto-2010 Agosto-2010 Agosto-2010 Setembro-2010 Setembro-2010 Setembro-2010 Setembro-2010 Outubro-2010 Outubro-2010 Outubro-2010 Outubro-2010 Outubro-2010 Outubro-2010
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45.000

14.525

45.000

10.247

Morgan Stanley Goldman Sachs Goldman Sachs

164.953 82.600 87.500

(8.104) (4.209) (6.111)

176.735 88.500 87.500

(6.723) (3.546) (4.623)

250.000

(3.702)

BNP Paribas HSBC Itaú Morgan Stanley BNP Paribas Citi HSBC Itaú Standard Bank BES BNP Paribas HSBC Standard Bank BNP Paribas Santander Itaú HSBC Goldman Sachs Standard Bank

18.000 8.500 5.400 5.138 5.000 5.000

2.808 859 871 873 513 1.080

4.000 24.000 5.700 5.000 16.500 5.000 5.500 8.000 1.700 2.500 1.000 11.500 11.700 18.000 2.700 5.000 5.000
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(12) 472 257 284 154 294 326 70 187 24 29 285 842 138 197 102 325

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS Outubro-2010 Outubro-2010 Novembro-2010 Novembro-2010 Novembro-2010 Novembro-2010 Novembro-2010 Novembro-2010 Dezembro-2010 Dezembro-2010 Dezembro-2010 Dezembro-2010 Dezembro-2010 Dezembro-2010 Janeiro-2011 Janeiro-2011 Janeiro-2011 Janeiro-2011 Janeiro-2011 Janeiro-2011 Fevereiro-2011 Fevereiro-2011 Fevereiro-2011 Fevereiro-2011 Fevereiro-2011 Março-2011 Março-2011 Março-2011 Março-2011 Março-2011 Março-2011 Abril-2011 Abril-2011 Abril-2011 Abril-2011 Maio-2011 B.Espirito Santo Barclays HSBC Goldman Sachs Santander BNP Paribas Standard Bank B.Espirito Santo BNP Paribas HSBC Standard Bank Bank of America B.Espirito Santo Itaú Bank of America BNP Paribas HSBC B.Espirito Santo Santander Standard Bank Santander Bank of America B.Espirito Santo BNP Paribas HSBC Bank of America HSBC B.Espirito Santo Standard Bank Itaú BNP Paribas BNP Paribas Standard Bank B.Espirito Santo Itaú Itaú 3.000 3.000 13.832 10.000 10.000 7.000 5.000 2.500 22.000 9.636 9.000 6.000 5.000 2.700 11.000 9.000 8.328 8.000 7.000 5.000 17.000 12.000 8.000 6.500 3.127 13.000 7.126 7.000 7.000 4.000 1.000 19.000 14.000 7.000 3.000 10.000 396 742 3.303 1.025 892 1.002 1.078 403 3.156 2.441 2.050 1.577 862 594 2.782 1.092 2.108 1.294 629 1.232 1.586 3.011 1.759 1.695 587 3.238 1.860 1.266 1.742 404 89 4.262 3.457 1.280 266 1.023 3.000 3.000 13.700 7.000 5.000 2.500 12.000 9.500 9.000 6.000 5.000 2.700 11.000 4.000 8.200 8.000 5.000 12.000 8.000 6.500 3.000 13.000 7.000 7.000 7.000 15.000 14.000 7.000 (43) 288 1.191 (41) 319 29 381 947 670 651 103 182 1.069 (30) 808 76 455 1.131 515 676 96 1.185 727 181 638 1.479 1.240 188 -

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS Maio-2011 Maio-2011 Junho-2011 Junho-2011 Junho-2011 Julho-2011 Julho-2011 B.Espirito Santo BNP Paribas Santander Itaú BNP Paribas Itaú Santander 5.000 4.000 10.000 6.000 4.000 16.000 4.000 440 399 1.004 521 397 1.517 394 60.258 14.440

Todas as operações são de balcão, registradas na CETIP. Todas as operações de NDF são de venda de dólares. Nas tabelas a seguir são apresentados os mesmos derivativos, segregados por tipo de derivativo, aberto por ponta ativa e passiva das operações (para contratos de swap), pela estratégia de proteção (hedge) adotado pela Companhia e por cronograma de desembolso e recebimento potencial. Descrição por tipo de derivativo:
Valor de referência (nocional) na moeda de origem Valor justo

30 de setembro de 2010 Tipo do derivativo NDF (USD) Call (USD) Swap JPY x USD (JPY) Swap LIBOR x DI (USD) Swap DI x USD (USD) Swap LIBOR x Fixed (USD) 391.787 4.754.615 250.000 335.053

30 de 31 de junho dezembro de de 2010 2009 346.900 4.754.615 272.000 (90.000) 4.754.615 50.000 37.000 388.100

30 de setembro de 2010 67.859 14.525 (3.702) (18.424) 60.258

30 de junho de 2010 19.085 10.247

31 de dezembro de 2009 13.474 (635) 7.729 (18.202) 9.022 (6.266) 5.122

352.735

(14.892) 14.440

Contratos abertos por ponta ativa e passiva e tipo de contrato:
Valor de referência (nocional) na moeda de origem Valor justo 30 de setembro de 2010 Tipo do derivativo Contratos futuros Hedge de fluxo de caixa (USD) Contratos de swap 30 de 31 de junho dezembro de 2010 de 2009 30 de setembro de 2010 30 de 31 de junho dezembro de de 2010 2009

391.787

346.900

272.000

67.859

19.085

13.474

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS
Posição ativa em dólar (USD) Posição passiva em CDI (BRL) Posição ativa em CDI (BRL) Posição passiva em dólar (USD) Posição ativa em iene (JPY) Posição em juros (USD) Total contratos de swap Contrato de opções (call) 90.000 60.258 14.440 50.000 103.000 77.300 45.000 82.000 4.754.615 4.754.615 352.735 388.100 (7.601) (4.645) (7.717) (635) 5.122

427.500 295.000 4.754.615 335.053

Valores justos e liquidados por estratégia de proteção:
Justo Valores pagos ou recebidos

30 de setembro de 2010 Tipo do derivativo Hedge cambial Hedge de fluxo Hedge de dívida Hedge de taxa de juros Hedge de dívida

30 de 31 de junho dezembro de de 2010 2009

30 de setembro de 2010

30 de junho de 2010

31 de dezembro de 2009

67.859 10.823

19.085 10.247

12.838 (1.450)

10.464 (1.170)

2.107

3.664 (12.008)

(18.424) 60.258

(14.892) 14.440

(6.266) 5.122

(2.162) 7.132

(18.202) (16.095)

(1.764) (10.108)

Valores justos por cronograma de desembolsos e recebimentos potenciais.
Hedge cambial de fluxo 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 26.527 41.332 Hedge cambial de dívida 32 (2.238) (2.579) (2.653) 19.088 (1.200) (715) (358) 1.446 10.823 Hedge de taxa de juros Total (2.030) (9.011) (5.419) (1.780) (184) 24.529 30.083 (7.998) (4.433) 18.904 (1.200) (715) (358) 1.446 60.258

67.859

(18.424)

O valor justo não representa a obrigação de desembolso imediato de caixa, uma vez que tal efeito somente ocorrerá nas datas de verificação contratual ou de vencimento de cada operação, quando será apurado o resultado, conforme o caso e as condições de mercado nas referidas datas. Ressalta-se que todos os contratos em aberto em 30 de setembro de 2010 são operações de mercado de balcão, registradas na CETIP, sem nenhum tipo de margem de garantia ou cláusula de liquidação antecipada forçada por variações provenientes de Mark to Market (MtM). 11/11/2010 08:12:43 Pág: 62

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A seguir, são descritos cada um dos derivativos vigentes e os instrumentos que são objeto de proteção.

(i) A Fibria realizou vendas de futuro de dólar convencional com o objetivo de proteger parte da receita de exportação contra a apreciação do real frente ao dólar.

Non-deliverable forward (NDF)

(ii) A Fibria possui posições de swaps convencionais de LIBOR 3M x Fixed com o intuito de proteger dívidas atreladas à LIBOR contra eventuais aumentos desta taxa. Tais swaps estão atrelados às dívidas no que diz respeito a valores, prazos e fluxo de caixa.

Swap convencional LIBOR x Fixed

(iii) A Fibria possui posições de swaps convencionais de iene versus dólar com o objetivo de eliminar a exposição em iene resultante da emissão de um Bond nesta moeda. Tais swaps estão atrelados às dívidas no que diz respeito a valores, prazos e fluxo de caixa.

Swap convencional JPY x USD

(iv) A Fibria possui posições de swaps convencionais de DI versus dólar com o objetivo de atrelar a dívida em reais, atrelada ao DI, para uma dívida fixa em dólar. Tais swaps estão atrelados às dívidas no que diz respeito a valores, prazos e fluxo de caixa.

Swap convencional DI x USD

(v) A Fibria apura o valor justo de seus contratos derivativos e reconhece que tais valores podem ser diferentes dos valores marcados a mercado (MtM), que representam o valor estimado para uma eventual liquidação antecipada. Tal divergência pode ocorrer por condições de liquidez, spreads, interesse da contraparte na liquidação antecipada, dentre outros aspectos. A despeito disso, a Administração acredita que os valores obtidos para tais contratos, de acordo com os métodos descritos a seguir, representam, da maneira mais fidedigna, seus valores justos. Os métodos de apuração do valor justo dos instrumentos financeiros derivativos utilizados pela Fibria para as operações de proteção, pautaram-se pela utilização de procedimentos
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Apuração do valor justo dos instrumentos financeiros derivativos

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

comumente utilizados no mercado e concordantes com embasamentos teóricos amplamente testados. Para cada um dos instrumentos, descreve-se a seguir um resumo do procedimento utilizado para a obtenção dos valores justos: Non-deliverable forward - é feita uma projeção da cotação futura da moeda, utilizando-se das curvas de cupom cambial e pré-fixada em reais para cada vencimento. A seguir, verifica-se qual a diferença entre esta cotação obtida e a taxa que foi contratada. Tal diferença é multiplicada pelo valor nocional de cada contrato e trazida a valor presente pela curva pré-fixada em reais. Contratos de swap - tanto o valor presente da ponta ativa quanto da ponta passiva são estimados pelo desconto dos fluxos de caixa pela taxa de juros de mercado da moeda em que o swap é denominado. O valor justo do contrato é a diferença entre essas duas pontas. Não fazemos a marcação a mercado das operações de aplicações financeiras em “Box” em virtude do entendimento que o produto final é enquadrado como uma aplicação de renda fixa, com rendimento atrelado ao CDI, não existindo risco de variação cambial à Companhia. (vi) A análise de sensibilidade seguem os métodos de cálculo descritos na Instrução 475 da CVM. Conforme determinado, em cada um dos 3 cenários, é apresentado o fluxo de caixa estimado para a data de vencimento do contrato. Da mesma forma, apresenta-se o fluxo estimado para a data de vencimento do objeto de proteção (lastro do hedge).Os dados de curvas e cotações de mercado foram coletados da Bloomberg L.P. e dados públicos da BM&F. Cenário I: provável - baseia-se nas curvas e cotações de mercado de 30 de setembro de 2010. A Administração acredita que as condições de mercado configuram um cenário de provável ocorrência. Cenário II: considera um choque de 25% na variável de risco considerado no cenário provável, impactando negativamente o valor justo das posições de derivativos. Cenário III: considera um choque de 50% na variável de risco considerado no cenário provável, impactando negativamente o valor justo das posições de derivativos. Apresentamos nas tabelas a seguir os demonstrativos de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros derivativos. A tabela apresenta o ativo ou passivo objeto de proteção, o derivativo utilizado para a proteção e o resultado líquido projetado (ajustes
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Demonstrativo da análise de sensibilidade

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

nominais - efeito caixa) da operação em três cenários distintos. O fluxo de exportação apresentado refere-se à parcela protegida pela operação de proteção (hedge) da receita líquida projetada, proveniente da venda de papel e celulose, que esteja atrelada ao dólar.
Cenários Descrição Fluxo de exportações NDF Pré-pagamento Swap LIBOR x Fixed Bond - VOTO III Swap JPY x USD USD USD LIBOR 3M LIBOR 3M x Fixed JPY JPY x USD CDI DI x USD Alta do dólar Alta do dólar Baixa LIBOR 3M Baixa LIBOR 3M Baixa do JPY Baixa do JPY Baixa do CDI Baixa do CDI 676.842 74.473 751.315 (7.880) (18.953) (26.833) (112.927) 13.231 (99.696) (951.220) 1.374.770 423.550 846.052 (94.737) 751.315 (6.007) (20.826) (26.833) (84.695) (15.001) (99.696) (802.896) 1.226.446 423.550 1.015.263 (263.948) 751.315 (4.134) (22.699) (26.833) (56.463) (43.233) (99.696) (676.394) 1.099.944 423.550 Indexador Risco Provável Possível (25%) Remoto (50%)

NCE Swap DI x USD

As tabelas a seguir mostram os fluxos de caixa futuros estimados de dívidas e aplicações da Companhia em cada um dos três cenários, para a variação do fator de risco considerado. O cenário Provável é o cenário base, que é o mesmo para todos os fatores de risco. .
Cenários Indexador BNDES BNDES BNDES Dívida Dívida Dívida Dívida TJLP UMBND UMBND LIBOR LIBOR CDI Dólar Alta TJLP Alta da ECM Alta da UMBND Alta da LIBOR Alta do dólar Alta do CDI Alta do dólar 1.933.098 318.475 318.475 8.550.412 8.550.412 220.851 8.431.179 2.253.437 365.455 398.093 8.698.818 10.688.015 228.862 10.538.974 2.360.646 379.731 477.712 8.850.031 12.825.619 236.748 12.646.769 Risco Provável Possível (25%) Remoto (50%)

Dívidas

.
Cenários Indexador Aplicação CDI Aplicação Dólar Baixa do CDI Baixa do dólar 1.934.409 355.261 1.883.857 266.446 1.808.030 177.630 Risco Provável Possível (25%) Remoto (50%)

Aplicações financeiras

Apresentamos abaixo como o resultado do período e o patrimônio líquido teriam sido afetados por mudanças na variável de risco pertinente a qual a Companhia está exposta no final do período de relatório.
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A variável de risco relevante para a Companhia no período, levando em consideração o período de 3 meses para a próxima mensuração, é sua exposição ao dólar. A Administração entende que o cenário razoavelmente possível é uma elevação na cotação do dólar, conforme expectativa de mercado divulgada no boletim Focus do Banco Central do Brasil de 1 de outubro de 2010. Os demais fatores de riscos foram considerados irrelevantes para resultados de instrumentos financeiros.
Instrumentos denominados em moeda estrangeira (US$) Cenário Empréstimos e financiamentos Caixa , equivalentes e títulos e valores mobiliários Derivativos Contas a receber Contas a pagar Elevação de 2,11% na cotação do dólar em relação à Ptax de 30/09/2010 – r$ 1,6942 versus 1,73 (173.999) 4.339 14.212 16.142 (689) Receita (despesa)

(139.995)

(vii) A Fibria está sujeita a risco de crédito com contrapartes nos seguintes instrumentos financeiros: derivativos, time deposits, CDBs, RDBs, Box de Renda Fixa e operações compromissadas. A tabela a seguir apresenta os ratings das contrapartes em tais operações, tendo como referência os últimos ratings divulgados ao mercado:
Moody's Contraparte Banco Alfa de Investimentos S.A. Banco BNP Paribas Brasil S.A. Banco Bradesco S.A. Banco Citibank S.A. Banco do Brasil S.A. Banco Safra S.A. Banco Santander (Brasil) S.A. Banco Votorantim S.A. HSBC Bank Brasil S.A. Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A. Banco Standard de Investimentos S.A. Royal Bank of Scotland (*) Banco Espirito Santo (*) Bank of America Merril Lynch (*) Barclays Bank (*) Credit Suisse (*) Goldman Sachs Group Inc (*) Lloyds Bank (*) Morgan Stanley (*) (*) Rating em escala global Fonte: Bloomberg, Moody's, S&P e Fitch. A + (bra) Aaa.br [3] Aaa.br [3] Aaa.br [3] Aaa.br [3] Aaa.br [3] Aaa.br [3] Aaa.br [3] A1 A2 A2 A1 Aa2 A1 A1 A2 brAAA brAAA brAAA AAA (bra) AA+ (bra) AA+ (bra) AAA (bra) AA+ (bra) AAA (bra) AA+ (bra) AAA A+ AAAAA+ AAA S&P Fitch

Risco de crédito

brAAA brAA+ brAAA A AA A+ A A A A

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS
(*) Quadro não revisado pelos nossos auditores independentes.

(viii) Com relação ao Risco de Liquidez, a Fibria tem como política manter em caixa e aplicações financeiras líquidas, no mínimo, o valor correspondente aos desembolsos esperados de despesas financeiras e operacionais dos próximos três meses. Todos os derivativos utilizados foram efetuados em mercado de balcão e não necessitam de margens. As aplicações financeiras possuem, predominantemente, liquidez imediata.

Risco de liquidez

(ix) Na construção das curvas utilizadas para precificação dos derivativos foram utilizados dados públicos da BM&F e dados proprietários da Bloomberg L.P. As curvas são exibidas a seguir em vértices.

Curvas de produtos

Curva de juro (Brasil) Vértice 1M 6M 1A 2A 3A 5A 10A 10,6360 10,7580 11,2937 11,8839 11,8596 11,7500 11,6500 1M 6M 1A 2A 3A 5A 10A 12,1121 3,6300 2,8657 2,7900 3,0180 3,6089 3,8895 Taxa - % a.a. Vértice Taxa - % a.a.

Cupom de dólar sujo

Curva de juro (Estados Unidos) Projeção LIBOR 3M Vértice 1M 6M 1A 2A 3A 5A 10A 0,2563 0,3287 0,3999 0,5978 0,8704 1,5326 2,0875 1M 6M 1A 2A 3A 5A 10A 0,2900 0,3941 0,5312 1,0513 1,7570 3,1101 3,8032 Taxa - % a.a. Vértice Taxa - % a.a.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

19 O resultado financeiro individual e consolidado para o período de nove meses findos em 30 de setembro de 2010 e de 2009 são os seguintes:
Controladora Consolidado

Resultado financeiro

30 de setembro

30 de setembro

2010 Despesas financeiras Juros sobre empréstimos e financiamentos Apropriação de juros - aquisição de ações Aracruz Outras despesas financeiras Receitas financeiras Receita de aplicações financeiras Ganhos com instrumentos financeiros derivativos Reversão de atualização monetária de passivo (1) contingente Reversão de atualização de PIS e COFINS – (2) 9.718/98 Reversão de atualização de processo de ICMS transitado em julgado Outras receitas financeiras Variações cambiais e monetárias Variação cambial sobre empréstimos e financiamentos Variações cambial e monetárias - outros ativos e passivos Resultado financeiro líquido

2009

2010

2009

(355.187) (241.993) (39.083)

(197.546) (255.156) (11.031)

(574.224) (241.993) (63.248)

(568.235) (361.134) (50.272)

116.012 52.778 73.409

95.388 21.563

164.335 52.663 73.409

136.328 195.974

159.918 24.401 14.479

13.887

2.525

41.502

72.067 129.578 (178.532)

858.609 (97.706) 416.646

189.250 (49.552) (407.858)

2.593.417 (393.538) 1.751.338

(1)

Variação monetária de processo contingente de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das receitas de exportação relativo ao ano de 2003 revertido em 2010 (Vide Nota 15(iv)). Variação monetária de processo contingente de PIS e COFINS revertido em 2009 (Vide Nota 15(ii)).

(2)

20

Benefícios a empregados

(a) A Companhia e suas controladas dispõem de um programa de remuneração variável para
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Programa de remuneração variável

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

seus funcionários, vinculada ao seu plano de ação e ao alcance de objetivos específicos de acordo com a geração de caixa, os quais são estabelecidos e acordados no começo de cada ano. O montante registrado como despesa no período de nove meses findo em 30 de setembro de 2010 foi de R$ 39.450 (R$ 43.223 em 30 de setembro 2009).

(b)

Plano de previdência privada de contribuição definida Em 2000, a Companhia aderiu à Fundação Senador José Ermírio de Moraes (FUNSEJEM), entidade de previdência complementar sem fins lucrativos, que atende a empregados de empresas do Grupo Votorantim. Nos termos do regulamento do plano de benefícios, as contribuições da Companhia à FUNSEJEM acompanham as contribuições dos empregados, podendo variar de 0,5% a 6% do salário nominal. As contribuições realizadas pela Companhia no período de nove meses findo em 30 de setembro de 2010 totalizaram R$ 5.037 (R$ 3.405 em 30 de setembro de 2009). As contribuições realizadas pelos empregados e dirigentes neste período totalizaram R$ 8.204 (R$ 4.250 em 30 de setembro de 2009). A Companhia incorporada Aracruz Celulose S.A., instituiu a Fundação Aracruz de Seguridade Social (ARUS), entidade fechada de previdência complementar, sem fins lucrativos, que atualmente atua sob a forma de fundo multipatrocinado. Em setembro de 1994, ocorreu a adesão da patrocinadora Portocel - Terminal Especializado de Barra do Riacho S.A. A Companhia e a Portocel são patrocinadoras do plano de aposentadoria ARUS. Em 15 de dezembro de 2009, a Companhia assinou o Termo de Rescisão do Convênio de Adesão ao Plano de Aposentadoria Arus e Retirada da Patrocinadora. Em caso de aprovação do pedido de retirada das patrocinadoras do plano de aposentadoria Arus, o compromisso das patrocinadoras calculados de acordo com a Resolução MPAS/CPC nº 06/88, encontra-se totalmente coberto pelos ativos do plano.

(c) A Companhia firmou um acordo com o Sindicato da Indústria de Papel, Celulose e Pasta de Madeira para Papel do Estado de São Paulo, assegurando o custeio de assistência médica (SEPACO) de forma permanente para os seus funcionários, para os seus dependentes, até que estes completem a maioridade, e para os seus cônjuges, de forma vitalícia. A política da Companhia define que o custo do benefício será alocado durante a carreira ativa do empregado, no período entre a data de admissão na Companhia e a data em que o empregado atinge a elegibilidade ao recebimento do benefício de assistência médica. O pronunciamento técnico CPC 33 - Benefícios a Empregados requer que a entidade 11/11/2010 08:12:43 Pág: 69

Plano de assistência médica aos aposentados

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

determine o valor presente das obrigações de benefícios definidos e o valor de mercado dos ativos dos planos ao final de cada período de reporte e encoraja que a entidade envolva profissionais atuariais qualificados na mensuração de tais obrigações. Para fins de reporte intermediário, as mensurações são obtidas pela extrapolação da última avaliação atuarial, realizada por perito independente. O montante registrado como despesa no período de nove meses findo em 30 de setembro de 2010 foi de R$ 4.733 (R$ 6.450 em 30 de setembro de 2009). Em 31 de dezembro de 2009, esses grupos contavam com 1.963 participantes, provisionando o passivo atuarial calculado por atuário independente no montante de R$ 74.181. Os métodos atuariais adotados atendem às práticas contábeis vigentes, seguindo as hipóteses econômicas e biométricas, conforme demonstrado:

Premissas atuariais Taxa de desconto real Taxa de crescimento nominal dos custos médicos Taxa de aumento de utilização da assistência médica Inflação de longo prazo Tábua biométrica de mortalidade geral 6,75 3,0 3,0 4,5 UP-94

Com base no relatório do atuário independente, a posição dos cálculos atuariais era a seguinte:

Saldo Reconciliação do passivo Valor presente das obrigações atuariais Custo do serviço corrente Juros sobre as obrigações atuariais Benefícios pagos (Ganho) e perdas Saldo das obrigações atuariais em 31 de dezembro de 2009 Complemento da provisão atuarial no período Saldo das obrigações atuariais em 30 de setembro 2010 62.257 8.000 (4.282) 8.206 74.181 4.733 78.914

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

21 Em 28 de abril de 2010, o Conselho de Administração aprovou o Programa de Incentivo de Longo Prazo, que consiste no plano para outorga de Phantom Stock Options (“PSO”) que tem por objetivo integrar executivos no processo de desenvolvimento da Companhia a médio e longo prazos, facultando participarem das valorizações das ações da Companhia. O programa é baseado no conceito de PSO, que consiste em uma premiação em dinheiro baseada na valorização da ação da Companhia, em relação a um preço pré-fixado pelo programa em um prazo predeterminado. O plano não prevê negociação efetiva (compra e venda) das ações. São elegíveis ao plano o Diretor Presidente e Diretores Executivos da Companhia. A cada outorga, o executivo elegível receberá uma quantidade de PSO a ser definido com base em uma premiação alvo e na expectativa de valorização da Companhia. A meta de valorização das ações da Companhia é estabelecida pelo Conselho de Administração e, o número de PSO outorgadas será calculado de tal forma que, se atingida a meta de valorização, a premiação resultante será igual ao valor alvo. As PSO somente poderão ser exercidas se respeitados o prazo de carência (vesting) de três anos, a partir da data de outorga estabelecida nos contratos e possuem prazo máximo de exercício de dois anos. Excepcionalmente, a primeira outorga denominada Programa 2009 possui período de carência escalonado. O preço de exercício das opções é calculado pelo preço médio das ações FIBR3, de acordo com o volume negociado nos 6 meses anteriores à data de outorga. Excepcionalmente para os Programas de 2009 e 2010 foi utilizado o preço de exercício de R$ 27,55, correspondente ao preço do primeiro dia de negociação da ação ordinária da FIBR3. Em agosto de 2010 foram outorgadas opções conforme abaixo, denominadas Programas 2009 e 2010:

Programa de remuneração baseado em ações – Phantom Stock Options (PSO)

Programa 2009 Período de vesting Não há 4 meses 14 meses Direito ao exercício 27/08/2010 26/12/2010 27/10/2011 Preço de exercício 27,55 27,55 27,55

Opções 52.215 52.215 52.214 156.644

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Programa 2010 Direito ao exercício 28/08/2013 Preço de exercício 27,55

Vesting 36 meses

Opções 223.207

Premissas e cálculo do valor justo das Opções Outorgadas A precificação das opções foi realizada com base no modelo Binomial Trinomial Trees – BTT devido à facilidade de implementação, de validação e inclusão das peculiaridades do programa. Este modelo é uma aproximação numérica da metodologia “risk-neutral ou martingales” e é muito utilizado no “valuation” de instrumentos que não podem possuir fórmulas fechadas de precificação. Para determinação desse valor foram utilizadas as seguintes premissas econômicas:
Programa 2010 Volatilidade do preço da ação (1) Taxa de retorno livre de risco - % Preço médio das ações (média 6 meses anteriores) Preço de exercício das opções Prazo médio ponderado de vida da opção (meses) Valor justo da opção resultante do modelo (média)
(1)

Programa 2009 5,72% 10,6% a 11,7% 31,33 27,55 28,94 7,17 5,72% 10,4% a 11,7% 31,33 27,55 59,43 6,68

Foi utilizada a curva da taxa de juros pré-DI (Brasil) na data da mensuração

A Companhia efetuará a liquidação desse plano de benefícios aos executivos, em dinheiro, quando do exercício das opções. As variações nas quantidades de opções de compra de ações e seus correspondentes preços médios ponderados do exercício estão apresentadas a seguir:

Quantidade de opções

Preço médio ponderado de exercício por ação em reais

Em aberto no início do período Outorgadas durante o período Em aberto no final do período Opções exercíveis no final do período

379.851 379.851 52.215

27,55 27,55 27,55

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

O prazo médio ponderado remanescente para exercício das opções em aberto em 30 de setembro de 2009 é de 23 meses. No período findo em 30 de setembro de 2010, a despesa apropriada totalizou R$ 678, contabilizada no resultado do período na rubrica “Despesas gerais e administrativas” e o passivo, registrado na rubrica “Outras contas a pagar”.

22 A Companhia e suas controladas mantém coberturas de seguros para risco operacional e responsabilidade civil geral, com limites máximos para indenização de US$ 1.800 milhões e US$ 25 milhões respectivamente, correspondentes a R$ 3.050 milhões e R$ 42 milhões em 30 de setembro de 2010. A Administração da Companhia considera esse valor suficiente para cobrir possíveis riscos de responsabilidades, sinistros com seus ativos e lucros cessantes. A Companhia não tem seguro para suas florestas. Visando minimizar o risco de incêndio, são mantidos, pela brigada interna de incêndio, um sistema de torres de observações e uma frota de caminhões. A Companhia não apresenta histórico de perdas relevantes com incêndio de florestas. A Companhia dispõe de apólice de seguro de transporte nacional e internacional (importações e exportações) com vigência até dezembro de 2010. Além das coberturas anteriores, a Companhia mantém em vigor as apólices de responsabilidade civil dos executivos e diretores em montantes considerados adequados pela Administração. As premissas de riscos adotadas e suas respectivas coberturas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo da auditoria das demonstrações financeiras, consequentemente não foram examinadas por nossos auditores independentes.

Cobertura de seguros

23 A Administração definiu os segmentos operacionais do Grupo, com base nos relatórios utilizados para a tomada de decisões estratégicas, revisados pela Diretoria, os quais estão segmentados entre os produtos de celulose e papel. As principais informações por segmento de negócio correspondentes ao período de nove meses findo em 30 de setembro são as seguintes:
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Informação por segmento

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

2010 Papel Receita líquida Resultado operacional 763.129 92.552 4.517.644 807.977 870.923 126.360 3.430.923 (43.320) Celulose Papel Celulose

2009

As áreas geográficas são determinadas baseadas na localização dos clientes. As receitas líquidas da Companhia classificadas por área geográfica podem ser demonstradas como segue:
Consolidado 30 de setembro

2010 Europa América do Norte Ásia Brasil e outros 1.874.150 1.195.510 1.032.964 1.178.149 5.280.773 1.111.171 777.367 1.298.137 1.115.171 4.301.846

2009

24 Conforme mencionado na Nota 1, a Companhia adquiriu o controle acionário da empresa Aracruz (incorporada em 31 de dezembro de 2009), em 21 de janeiro de 2009. Foi utilizado o método de aquisição para a contabilização dos ativos identificáveis adquiridos, passivos assumidos e a participação de não controladores. Conforme requerido pelo parágrafo nº 42 do pronunciamento técnico CPC 15, a Companhia reavaliou sua participação anterior de 12,35% na Aracruz pelo valor justo na data da aquisição e reconheceu no resultado do período o ganho resultante:
Ações ordinárias detidas antes da combinação de negócios - em milhares Preço cotado da ação em 21 de janeiro de 2009 Valor justo da participação inicial detida na Aracruz (-) Saldos contábeis em 21 de janeiro de 2009 Custo contábil do investimento (valor patrimonial e saldo remanescente do ágio) Resultado bruto da avaliação ao valor justo da participação inicial 127.506 12,65 1.612.956

Combinação de negócios

(234.032) 1.378.924

A tabela abaixo demonstra a contrapartida da compra da Aracruz e da alocação dos ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos que foram reconhecidos na data da aquisição, o valor justo à data de aquisição da participação de não controladores e a
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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

determinação do ágio:

Preço de compra considerado Valor presente a ser pago às famílias (Lorentzen, Moreira Salles, Braga e Safra) Valor justo da participação inicial na Aracruz Valor justo da participação de não controladores na data da aquisição

4.687.972 1.612.956 2.078.056 8.378.984

(-) Valor justo dos ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos Adiantamentos a fornecedores - Programa Produtor Florestal Imobilizado Intangível Outros ativos Empréstimos e financiamentos Outros passivos Valor justo total dos ativos adquiridos e passivos assumidos (+) IR e CS diferidos oriundos de diferenças temporárias na data da aquisição (-) Acervo líquido adquirido ao valor histórico (=) Ágio fundamentado pela expectativa de rentabilidade futura do investimento anteriormente à baixa pela venda de Guaíba (-) Baixa de ágio pela venda de Guaíba (=) Ágio fundamentado pela expectativa de rentabilidade futura do investimento

397.358 3.042.053 779.000 (19.326) 140.276 9.254 4.348.615 1.293.269 962.495 4.361.143 130.693 4.230.450

25 Em atendimento aos requerimentos normativos de divulgação intermediaria, apresentamos a seguir os balanços patrimoniais encerrados em 30 de setembro de 2010 comparados com aqueles encerrados em 31 de dezembro de 2009:

Outras informações

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Controladora 30 de setembro de 2010 Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa (Nota 3) Títulos e valores mobiliários (Nota 3) Instrumentos financeiros derivativos (Nota 18) Contas a receber de clientes (Nota 4) Estoques (Nota 5) Impostos a recuperar (Nota 6) Créditos com partes relacionadas (Nota 8) Demais contas a receber Total do ativo circulante Não circulante Títulos e valores mobiliários de longo prazo (Nota 3) Créditos com partes relacionadas (Nota 8) Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 7) Impostos a recuperar (Nota 6) Adiantamento a fornecedores e fomento (Nota 13) Demais contas a receber Investimos em controladas (Nota 9) Ativos biológicos (Nota 11) Imobilizado (Nota 10) Intangível (Nota 12) Total do ativo não circulante Total do ativo 94.868 1.537.043 60.086 606.230 470.224 158.567 1.551 67.084 2.995.653 188.427 2.843.215 871.375 370.646 216.051 210.419 4.700.133 479.839 1.644.330 60.258 1.017.439 1.051.132 226.594 140.398 4.619.990 645.479 3.251.903 5.122 842.848 834.371 231.294 254.222 6.065.239 31 de dezembro de 2009 30 de setembro de 2010 31 de dezembro de 2009

Consolidado

8.664 918.154 321.211 533.299 77.057 8.593.505 2.619.798 7.397.133 5.372.690 25.841.511 28.837.164

65.439 5.464 802.750 262.698 559.683 96.646 11.330.192 2.662.053 4.449.540 5.437.905 25.672.370 30.372.503 1.337.792 626.556 660.104 103.116 8.485 3.742.472 13.487.565 5.378.567 25.344.657 29.964.647

65.439

1.283.544 372.509 679.389 120.644 15.430 3.831.822 14.037.031 5.443.354 25.849.162 31.914.401

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Controladora

Consolidado

30 de setembro de 2010 Passivo Circulante Empréstimos e financiamentos (Nota 14) Fornecedores Impostos e taxas a recolher Salários e encargos sociais Dividendos/juros s/ capital próprio Instrumentos financeiros derivativos (Nota 18) Contas a pagar da aquisição da Aracruz Obrigações com partes relacionadas (Nota 8) Demais contas a pagar Total do passivo circulante Não circulante Empréstimos e financiamentos (Nota 14) Obrigações com partes relacionadas (Nota 8) Obrigações tributárias parceladas (Nota 15) Impostos diferidos (Nota 7) Provisão para contingências (Nota 15) Contas a pagar da aquisição da Aracruz Demais contas a pagar Total do passivo não circulante Patrimônio líquido Capital social (Nota 17) Reserva de capital Reserva de reavaliação Ações em tesouraria Reservas de lucros Ajuste de avaliação patrimonial Lucros acumulados Patrimônio líquido atribuído aos acionistas da controladora Participação dos acionistas não controladores Total do patrimônio líquido Total do passivo e do patrimônio líquido 15.485.280 28.837.164

31 de dezembro de 2009

30 de setembro de 2010

31 de dezembro de 2009

498.070 270.242 36.721 102.978 2.164 1.392.839 124.467 148.343 2.575.824

974.298 424.247 22.724 96.976 2.166 3.900 2.430.289 66.587 4.021.187

897.559 377.461 69.400 131.780 2.164 1.392.839 88.006 2.959.209

1.465.953 384.282 39.400 123.326 2.293 2.430.289 51.371 4.496.914

5.133.052 4.507.390 71.284 854.589 122.444 87.301 10.776.060

3.715.686 5.174.199 59.702 653.573 334.361 1.253.890 103.411 11.294.822

10.005.978 71.605 1.154.222 129.652 136..623 11.498.080

9.511.141 59.702 975.420 340.934 1.253.890 200.981 12.342.068

8.379.397 2.688 9.354 (10.346) 5.046.987 1.618.824 438.376

8.379.397 2.688 10.274 (756) 5.046.067 1.618.824

8.379.397 2.688 9.354 (10.346) 5.046.987 1.618.824 438.376

8.379.397 2.688 10.274 (756) 5.046.067 1.618.824

15.485.280

15.056.494

15.485.280

15.056.494

22.078 15.056.494 30.372.503 15.507.358 29.964.647

18.925 15.075.419 31.914.401

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