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Treinamento

Curso Básico de Eletrônica Analógica e Digital
Hoje em dia um Técnico em Manutenção de Impressoras deve ter um bom conhecimento em eletrônica, para que possa localizar e corrigir defeitos em placas e fontes das mais variadas Marcas e Modelos, por este motivo a Printer Service Brasil traz a você um curso Básico de Eletrônica muito bem elaborado, onde você irá aprender um pouco mais sobre cada componente eletrônico e sua funcionalidade, podendo assim executar reparos em Impressoras com mais conhecimento e segurança. Bons Estudos! É o que deseja a Equipe Printer Service Brasil.

Oque veremos neste curso?
Noções sobre soldagem - Dessoldagem - Utilização de um multímetro digital Bateria e fonte de alimentação - Resistor - Capacitor -Bobina Transformador Diodo - LED - Display numérico - Transistor - Regulador de voltagem - Soquetes Slot - Conectores - Cabo flat - Jumpers e microchaves - Cristal Gerador de clock Componentes SMD - Voltagens e bits - Tristate ou alta impedância Diagramas de tempo - Microeletrônica - CMOS - Circuitos lógicos Operadores lógicos - Circuitos lógicos complexos Como construir uma memória com portas lógicas Projetando chips - Conversores D/A e A/D Fonte de alimentação linear - Fonte de alimentação chaveada

Noções sobre soldagem
A soldagem é uma prática bastante conhecida dos técnicos, mas não é preciso ser um técnico para saber soldar. É fácil, e você poderá ir bem mais longe nas suas atividades Técnicas. A primeira coisa a fazer é ir a uma loja de material eletrônico e adquirir o seguinte:  Ferro de soldar de 24 ou 30 watts  Sugador de solda  Rolo de solda para eletrônica (a mais fina)  Placa universal de circuito impresso  Resistores (qualquer valor) de 1/4 ou 1/8 W  Capacitores de poliéster, qualquer valor  Transistores BC548 ou similar  Alicate de corte e alicate de bico

 Garra jacaré tamanho pequeno Os valores dos transistores, capacitores e resistores acima não são importantes. Pode comprar os mais baratos que encontrar. Serão usados apenas no treinamento de soldagem e dessoldagem. A figura 1 mostra alguns dos componentes e ferramentas descritos acima. Figura 1 Material para treinamento de soldagem. a) Transistor b) Capacitores c) Resistores d) Garras jacaré e) Placa universal f) Solda g) Ferro de soldar h) Sugador de solda

Soldagem
Ligue o ferro de soldar e espere cerca de 1 minuto até que esteja na temperatura ideal. Para verificar se a temperatura está boa, encoste a ponta do fio de solda na ponta do ferro de soldar. A solda deverá derreter com facilidade. Vamos começar soldando um resistor. Coloque o resistor encaixado em dois furos da placa universal de circuito impresso. Feito isso, aqueça com a ponta do ferro de soldar o terminal do resistor e o cobre da placa de circuito impresso (figura 2). Ambos devem ser aquecidos para que a solda possa derreter facilmente. Encoste agora a ponta do fio de solda na junção aquecida entre a placa e o terminal do resistor. Mantenha o tempo todo a ponta do ferro de soldar também encostando nessa junção. A solda deverá derreter uniformemente. Afaste o fio de solda e depois o ferro de soldar. Dentro de aproximadamente dois ou três segundos a solda estará sólida. Use o alicate de corte para retirar o excesso do terminal do resistor que sobrou. Figura 2 Soldagem de um resistor.

Treine a soldagem com os resistores e com os capacitores. Não exagere na quantidade de solda. Não sopre a solda para que esfrie. Espere três segundos e a solda esfriará sozinha. Não mova o componente enquanto a solda ainda não estiver solidificada. Na soldagem de transistores você deverá tomar um pouco mais de cuidado, pois são muito sensíveis ao calor. Se o ferro de soldar ficar encostado em seus terminais por mais de cinco segundos poderá danificá-lo. Para reduzir o calor no transistor (o objetivo é esquentar apenas a parte que será soldada) prenda uma garra jacaré no terminal do transistor que estiver sendo soldado, do outro lado da placa, como indicado na figura 3. Figura 3 Soldagem de um transistor.

Quando for realizar uma soldagem "pra valer", lembre-se que a maioria dos componentes possuem polaridade, ou seja, uma posição correta para encaixe. Normalmente existe alguma indicação da posição correta na placa de circuito impresso. Se não existir tal indicação anote a posição correta antes de retirar o componente defeituoso, para que o novo componente seja posicionado com a polaridade correta. Alguns componentes simplesmente não funcionam se forem soldados de forma invertida (Ex.: diodos, LEDs). Outros podem ser permanentemente danificados pela inversão (transistores, capacitores eletrolíticos, chips).

Dessoldagem
A dessoldagem é um pouco mais fácil no caso de resistores, capacitores, diodos e transistores. No caso de chips é mais difícil devido ao grande número de terminais. O sugador de solda possui um êmbolo de pressão que remove a solda derretida dos circuitos. A figura 4 mostra como operá-lo. Primeiro pressione o seu êmbolo, depois aproxime o seu bico da solda derretida e pressione o botão para que o bico sugue a solda. O sugador puxará a solda derretida para o seu interior. Aperte novamente o êmbolo para que possa expelir a solda retirada, já no estado sólido. Figura 4 Usando o sugador de solda.

Arme o sugador de solda pressionando o êmbolo para baixo e deixando-o pronto para sugar. Encoste o ferro de solda quente no ponto de solda que você quer remover. A solda deverá derreter. Se estiver difícil de derreter, coloque um pingo de solda nova na ponta do ferro de soldar para facilitar a condução térmica,

derretendo mais facilmente a solda da junção a ser desfeita. Sem tirar a ponta do ferro de soldar, encoste o bico do sugador (figura 5) na solda derretida e dispare. Se o componente não ficar totalmente solto, encaixe uma chave de fenda e puxe-o levemente, usando a chave como alavanca. Encoste agora o ferro de soldar novamente no terminal e o componente sairá com facilidade. Figura 5 Dessoldando componentes.

É desaconselhável a dessoldagem de chips por principiantes. Além de ser uma operação muito mais difícil, os chips são extremamente sensíveis à temperatura. Sua soldagem e dessoldagem deve ser feita apenas em laboratórios especializados, equipados com uma estação de soldagem profissional.

Usando um multímetro digital
Um multímetro digital pode ajudar bastante nas atividades técnicas, principalmente em manutenção. Com ele você pode checar as tensões da fonte de alimentação e da rede elétrica, verificar cabos e várias outras aplicações. Seu custo é menor do que você pensa. Com cerca de 30 reais você compra um modelo simples, e com cerca de 100 reais é possível comprar um modelo mais sofisticado. Figura 6 Multímetro digital.

Um multímetro possui duas pontas de prova, uma vermelha e uma preta. A preta deve ser conectada no ponto do multímetro indicado com GND ou COM (este é o chamado “terra”). A ponta de prova vermelha pode ser ligada em outras entradas, mas para a maioria das medidas realizadas, a ligação é feita no ponto indicado com

V-W-mA. Uma chave rotativa é usada para selecionar o tipo de medida elétrica a ser feita: V para voltagem, W para resistência e mA para corrente. Uma chave é usada para a medição de voltagens em AC (corrente alternada) ou DC (corrente contínua). Por exemplo, para medir as tensões da fonte de alimentação, ou a tensão da bateria, usamos a chave em DC. Para medir as tensões da rede elétrica utilizamos a escala AC. Alguns multímetros possuem um único conjunto de escalas para voltagem, e uma chave adicional para escolher entre AC e DC. Outros modelos, como o da figura 6, não possuem esta chave AC/DC, e sim grupos independentes de escalas para voltagens e correntes em AC e DC. A maioria dos multímetros não mede corrente alternada (ACA), apenas corrente contínua (DCA), tensão alternada (ACV) e tensão contínua (DCV). Para cada grandeza elétrica existem várias escalas. Por exemplo, entre as várias posições da chave rotativa, podem existir algumas específicas para as seguintes faixas de voltagem: 200 mV, 2 V, 20 V, 200 V e 2000 V. Se você pretende medir uma tensão em torno de 3 volts, não use a escala de 2V, pois tensões acima de 2V serão indicadas como 1,9999 V. Escolha então a escala de 20V, pois terá condições de fazer a medida esperada. Da mesma forma, para medir a tensão de uma rede elétrica de 220 volts (use AC, pois trata-se de tensão alternada), não escolha a escala de 200 volts, pois a máxima tensão medida será de 199,99 volts. Escolha então a escala de 2.000 volts ou outra para tensões elevadas. Como regra geral, sempre que a leitura indicada tem valor máximo ou outra indicação que esteja fora da escala, devemos utilizar uma escala maior. Quando não temos idéia aproximada da tensão que vamos medir, devemos começar com a escala de maior valor possível, pois se medirmos uma tensão muito elevada usando uma escala baixa, podemos danificar o aparelho. Figura 7 Medição de voltagem.

Para medir a tensão entre dois pontos, selecione a escala e encoste as pontas de prova nos terminais nos quais a tensão deve ser medida (figura 7). Muitas vezes queremos fazer medidas de tensão relativas ao terra (o terminal “negativo” da fonte de alimentação). A medição de resistência também possui várias escalas, e você deve escolher uma escala que comporte a medida a ser realizada. Se você não tem idéia da escala a ser usada, escolha a maior delas. Por exemplo, se medir um resistor de cerca de

Se quiser maior precisão pode usar escalas menores. pois a resistência do corpo humano provocará erro na medida. será apresentado o valor 150. . Quando o cabo está partido ou o fusível está queimado. A medição de corrente é feita de forma um pouco diferente. na escala de 2000 ohms. a resistência é muito alta. O valor medido será influenciado pelos demais componentes do circuito ligados ao resistor. Podemos usar o multímetro na escala de resistência para verificar se um cabo está partido ou se um fusível está queimado. Colocamos então o multímetro na escala mais baixa de resistência e fazemos a medida.000. mas as pontas de prova devem ser colocadas em série com o fio por onde passa a corrente a ser medida. Na gíria de eletrônica isto é chamado de “bipar o circuito”. sua resistência é bem baixa. Cuidado: para resistores com valores acima de 10k oh é recomendável não tocar as mãos nas pontas de pro do multímetro. A medida correta é feita quando o resistor está desacoplado do circuito. Desta forma é possível medir as ligações sem ter que olhar para o display do multímetro. o valor medido poderá ser 150. uma escala que emite um beep através de um pequeno alto falante em caso de resistência baixa. Por exemplo. Note que não podemos medir o valor de um resistor quando ele está em um circuito.37. e soldar e isolar o corte posteriormente. Muitos multímetros possuem ao lado da escala de resistência. Figura 8 Medindo o valor de um resistor. assim como nas medidas de tensão e resistência. Note que para fazer essas medidas é preciso que o circuito esteja desligado. em geral inferior a 1 ohm. devemos fazê-la apenas em caso de necessidade. Como é uma operação trabalhosa. e quando está bom é baixa.150 ohms em uma escala de 20. como mostra a figura 8.3 e na escala de 200 poderá ser 150. Precisamos escolher a escala mais adequada. Quando um fio ou fusível está em perfeitas condições. Prestamos atenção apenas nas conexões que estão sendo medidas e no som emitido. Em muitos casos é preciso cortar e desencapar o fio para fazer a medida.

a energia elétrica é transformada em energia luminosa e calor. no qual temos uma lâmpada alimentada por uma bateria. Uma bateria é na verdade um dispositivo que empurra a corrente elétrica através dos fios ligados aos seus terminais. pois a ponta de prova vermelha poderá precisar ser colocada em outras entradas. . Depois de atravessar a lâmpada. A corrente elétrica sai do terminal positivo da bateria e trafega através do fio. a corrente retorna à bateria através do seu terminal negativo. uma o entrada para medir miliampères e outra para corrente até 10 ampères. O terminal positivo é aquele por onde “sai” a corrente. Possuem dois terminais. dependendo da grandeza a ser medida. Certos modelos possuem uma entrada independente para medição de corrente (figura 9). Não serão conhecimentos suficientes para você projetar e consertar circuitos complexos. Os geradores nada mais são que baterias. Em geral os multímetros possuem entradas adicionais para medir altas voltagens e altas correntes. A figura 11 mostra o diagrama de um circuito de uma lanterna. Alguns multímetros podem ainda me transistores para verificar se estão bons ou queimado Tome cuidado. Componentes eletrônicos Vamos agora apresentar alguns componentes eletrônicos e suas propriedades elétricas. Chegando à lâmpada. sendo um positivo e um negativo.Figura 9 Os multímetros possuem entradas adicionais para me altas tensões e altas correntes. e o negativo é aquele por onde “entra” a corrente. mas darão uma boa noção sobre o que você irá encontrar. O deste exemplo possui uma entrada para medir volts ohms e Hertz (este mede também freqüência). Bateria e fonte de alimentação Nenhum circuito elétrico ou eletrônico pode funcionar sem um gerador de corrente elétrica. Figura 10 Baterias e o seu símbolo. pilhas ou fontes de alimentação.

se o circuito consistir em uma simples lâmpada. mas atinge um valor alto. inclusive recarregáveis. No curto circuito. Usando componentes teóricos. Na prática isto não ocorre. Isto faz a corrente atingir um valor altíssimo. A fonte de alimentação é um circuito que tem a mesma função de uma bateria. têm 1. Em operação normal. por exemplo. a bateria pode esquentar até ser danificada. o funcionamento é caracterizado pelo acendimento desta lâmpada. uma bateria deve ter circuitos ligados aos seus terminais. Também são bastante populares as baterias de 9 volts. Na prática isto não ocorre. Para proteger equipamentos de curto-circuitos acidentais.5 volts. A corrente elétrica faz com que esses circuitos funcionem. É o que chamamos de circuito fechado.Figura 11 Esquema elétrico de uma lanterna. A corrente atravessa o fio. Temos um fio ligando diretamente os dois terminais da bateria. ou então quando o interruptor (ou chave) está desligado. usamos fusíveis. o curto circuito não será muito perigoso. Figura 12 Circuito aberto e curto circuito. dependendo das características da bateria. As pilhas. Na bateria em aberto. esta corrente tem enorme facilidade para trafegar. pode até provocar um incêndio. infinita. do ponto de vista matemático. Em um circuito aberto. A letra “i” é usada para designar a corrente elétrica. mas a corrente tende a apresentar um valor bastante elevado e perigoso. Hoje em dia encontramos vários tipos de bateria com diversas voltagens. e gerando muito aquecimento. Quando a bateria está em curto. É o que ocorre quando temos uma bateria isolada. Chamamos esta situação de circuito aberto. porém não existe corrente. a corrente pode ser. porém como não existe circuito para alimentar. O fio pode até mesmo derreter e pegar fogo. a corrente é sempre zero. a tensão entre os terminais é igual à tensão da bateria (vamos chamá-la de V0). a tensão entre os terminais vale 0. mas se ligar os dois terminais de uma tomada elétrica. a corrente tenderia a ser infinita. Neste caso. existe tensão entre seus terminais. e a corrente vale 0. fora do circuito. A bateria não está portanto fornecendo energia elétrica ao circuito. Ela . Por exemplo. Uma bateria pode também estar desligada. Uma situação anormal é o chamado curto-circuito. e a corrente assume um valor elevadíssimo. Se você ligar os dois terminais de uma pilha através de um fio. A figura 12 mostra as características de uma bateria em aberto e outra em curto. Toda bateria tem uma voltagem especificada. É o caso das baterias de telefones celulares.

cujo símbolo é A. A unidade usada para medir a resistência é o ohm. Resistores que irão dissipar muita potência elétrica são de maior tamanho. A voltagem gerada por uma bateria tem seu valor dado em volts. “resistência do aquecedor”. e a resistência é a sua característica elétrica. A unidade usada para medir a corrente elétrica é o ampère. De acordo com a lei de ohm. “resistência do ferro de passar”. 5W. Esta relação é a chamada lei de Ohm. Note que nas resistências desses aparelhos. sua corrente i é dada por: i = V/R é o mesmo que escrever: V = R. 1W. 1/2W. são atravessados por uma elevada corrente. Ainda assim o público leigo usa termos como “a resistência do chuveiro elétrico”. Existe uma relação direta entre a tensão aplicada sobre um resistor. cujo símbolo é . Os mostrados na figura 13 são de 1/8 W. Ela diz que se um resistor de valor R é ligado a uma tensão V. a corrente que atravessará o resistor será de: . A figura 13 mostra também o símbolo usado para representar o resistor quando desenhamos um diagrama elétrico. “resistência da torradeira”. filtragem e regulação. Seus dois parâmetros elétricos importantes são a resistência e a potência. Resistor Este é o mais básico componente eletrônico. Os resistores usados nos circuitos eletrônicos são de vários tipos e tamanhos. Existem resistores de 1/4W. semelhante à fornecida por baterias. 2W. Figura 13 Resistores e o seu símbolo. na figura 14 ligamos uma bateria de 12 V em um resistor de 6 . Mais adiante neste capítulo mostraremos como uma fonte de alimentação realiza este processo. e vice-versa. Os resistores usados nesses circuitos devem ter valores tais que possam fazer o seu trabalho com a menor geração de calor possível.i Por exemplo. suas funções são outras. Todo resistor tem um valor.recebe a tensão da rede elétrica e realiza várias operações: redução. Já nos circuitos eletrônicos. 10W e valores ainda mais elevados. resultando em grande dissipação de calor. Seu nome certo é resistor. que é a chamada resistência. O resultado é uma tensão contínua. Ao serem ligados em uma tensão elétrica. Esses dispositivos são resistores formados por fios metálicos com resistência baixa. retificação. o objetivo principal é a geração de calor. cujo símbolo é V. e não gerar calor. Muitos o chamam erradamente de resistência. a corrente que o atravessa e o valor da sua resistência.

e é medida em watts. resistores ligados uns aos outros.. Outra grandeza elétrica importante é a potência. o inverso da resistência equivalente é igual à soma dos inversos das resistências individuais.i = 12V  6 = 2A Figura 14 Relação entre corrente. Ambas são mostradas na figura 15. tensão e resistência. + Rn Quando os resistores estão associados em paralelo. a resistência total é igual à soma das resistências de cada resistor. a potência elétrica P pode ser calculada de várias formas equivalentes: P = V. cujo símbolo é W..i2 P = V2/R . As duas principais formas de associação de resistores são as do tipo série e paralela. Figura 15 Associações de resistores. Ela representa a quantidade de energia elétrica que está sendo consumida por um resistor quando é percorrido por uma corrente.i P = R. Portanto é calculada pela fórmula: Rt = R1 + R2 + R3 + . Quando um resistor R é ligado a uma tensão V e percorrido por uma corrente i.. + 1/Rn Ou seja. Dizemos que os resistores estão associados. Quando dois resistores estão em série.. a fórmula da resistência equivalente é: 1/Rt = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3 + . Eventualmente podemos encontrar em circuitos.

apenas utilizamos medidas diferentes para resistência e corrente. Quando o ligamos a uma tensão fixa. Existem vários tipos de capacitores. portanto devemos utilizar resistores com os maiores valores possíveis. e as principais diferenças estão nos valores e nas tensões elétricas suportadas. As fórmulas continuam válidas. e as correntes elétricas normalmente assumem valores da ordem de milésimos de Ampères. Por exemplo. Gerar calor não é o objetivo dos circuitos eletrônicos. um resistor de 6 k ligado em uma fonte de 12 V será percorrido por uma corrente de: i = V/R = 12 / 6 = 2 mA. pelo menos na maioria dos casos. Os resistores em usados em eletrônica apresentam em geral resistências da ordem de milhares de ohms. Esta potência é tão pequena que praticamente não percebemos que o resistor está quente. não usamos na prática resistores de valores tão baixos.Por exemplo. A potência elétrica neste caso é dada em miliwatts (milésimos de Watt). desde que em condições de manter em funcionamento correto os demais componentes. Ele é formado por duas placas paralelas. cujo símbolo é mW: P = V2/R = 122 / 6 = 24 mW. Uma fica com cargas negativas (elétrons) e outra com cargas positivas (falta de elétrons). Um capacitor sofre ruptura do dielétrico quando é ligado . até que suas placas paralelas fiquem carregadas. separadas por um material isolante. Figura 16 Capacitores e seu símbolo. Um capacitor que vai ser ligado a uma tensão de 50 volts deve ser maior que outro de mesmo valor mas que vai ser ligado a uma tensão de apenas 10 volts. Por isso usamos em eletrônica as unidades k e mA para medir resistência e corrente. momentaneamente passa por ele uma pequena corrente. Ao contrário do que ocorre na física do segundo grau. chamado dielétrico. nem operamos com correntes tão elevadas. Capacitor O capacitor é um componente eletrônico capaz de armazenar e fornecer cargas elétricas. um resistor de 6 ligado a uma fonte de 12 V dissipa uma potência de: P = 122 / 6 = 144/6 = 24 watts É quantidade de calor suficiente para causar uma boa queimadura ao tocarmos neste resistor.

Eles podem assim ser usados como filtros. É o que chamamos de eletricidade estática. Os capacitores de desacoplamento funcionam portanto como pequenas baterias auxiliares. ora no sentido inverso. por exemplo. A fonte de alimentação nem sempre tem condições de responder ao fornecimento de corrente com a rapidez necessária (em geral em bilionésimos de segundo). mas ainda assim capaz de armazenar cargas elétricas. mas permitem a passagem de tensões alternadas. Figura 17 Capacitores de desacoplamento. Quanto mais alta é a freqüência da corrente alternada. Qualquer objeto possui uma capacitância. ajudando a fonte de alimentação no fornecimento de corrente para os chips. Quando esta tensão é desligada. o capacitor é capaz de continuar fornecendo esta mesma tensão durante um pequeno período de tempo. deixando que a corrente alternada o “atravesse”. Ainda assim existem os chamados supercapacitores. ele explode! O valor de um capacitor é chamado de capacitância. Um capacitor de 1F seria imenso. um ao lado de cada chip. Em qualquer placa de circuito. um capacitor pode ora se carregar positivamente. Em outras palavras. Como a corrente alternada trafega ora no sentido direto. barrando as . mais facilmente ela atravessa o capacitor. e o resultado é uma pequena queda de tensão próxima ao chip que está solicitando este aumento de corrente.a uma tensão mais elevada que a especificada. já que seu dielétrico é um isolante. O capacitor de desacoplamento tem condições de fornecer rapidamente a corrente elevada que o chip exige. encontramos pequenos capacitores ao lado de cada chip. entretanto não são empregados em circuitos eletrônicos devido ao seu grande tamanho. Os capacitores têm várias aplicações nos circuitos eletrônicos. O corpo humano. Por isso é mais comum usar o microfaraday (mF) para medir os capacitores. Encontramos na prática capacitores medindo algo da ordem de milésimos ou milionésimos do faraday. Um capacitor não precisa necessariamente ter placas paralelas e um dielétrico. Eles não permitem a passagem da corrente contínua. Eles podem acumular uma razoável quantidade de cargas quando estão ligados a uma tensão. São chamados de capacitores de desacoplamento (figura 17). Uma das características elétricas dos chips é que de um instante para outro podem aumentar substancialmente a quantidade de corrente consumida. A grandeza usada para medi-la é o faraday. é considerado de tamanho relativamente grande para um circuito eletrônico. por exemplo. O faraday é uma unidade muito grande para medir os capacitores da vida real. funcionando portanto como uma espécie de bateria de curta duração. cujo símbolo é F. que possuem capacitâncias da ordem de alguns faradays. Um das principais é a filtragem. Capacitores também têm grandes aplicações em circuitos de rádio. pode funcionar como um capacitor de baixo valor. Um capacitor de 4700 mF. dando tempo à fonte para se adaptar ao novo patamar de corrente. ora negativamente.

Isso poderia ser aceitável. Entretanto para as placas de Impressoras é mais recomendável usar os capacitores de tântalo. temos um componente derivado. Eles são mais caros. outros com 5. portanto são mais utilizados o milihenry (mH) e o microhenry (mH). Quando são necessárias capacitâncias elevadas. em circuitos de som. São muito usados em discos rígidos e telefones celulares. Figura 18 Bobinas e seus símbolos A bobina é atravessada facilmente pela corrente contínua. associado a uma bobina. chamado transformador. Quando giramos o botão sintonizador de estações de um rádio (DIAL). Quando aplicamos uma tensão no primeiro enrolamento (chamado de primário).000 horas. podemos retirar uma outra tensão. estamos na verdade atuando sobre um capacitor variável. sendo gerada pelo segundo enrolamento (secundário). Existem capacitores eletrolíticos com duração de 10. nas placas de CPU. outros com apenas 1. se levassem em conta a vida útil do capacitor. que recebe a tensão da rede elétrica (110 ou 220 volts) e gera . Seu valor é a indutância. e a unidade de medida é o henry (H). Em uma fonte de alimentação convencional (não chaveada). e até em placas de Impressoras. associações de capacitores e bobinas são usados para formar filtros de vários tipos. como por exemplo. mas também os encontramos sendo usados como capacitores de desacoplamento do processador. mas quanto maior é a freqüência. que são mais baratos. Placas de CPU de baixo custo e baixa qualidade usam muitos componentes inadequados. Placas de CPU feitas por fabricantes comprometidos com a qualidade utilizam capacitores de tântalo ou então eletrolíticos de alumínio de longa duração. os sintonizadores. Cada uma das bobinas é chamada de enrolamento. são utilizados capacitores eletrolíticos de alumínio ou tântalo. ao invés de tântalo. Corrente alternada de baixa freqüência também tem facilidade para atravessar uma bobina.freqüências baixas e deixando passar as freqüências altas. muitos fabricantes de placas de CPU usam capacitores eletrolíticos de alumínio. Esta unidade é muito elevada para medir as bobinas da vida real. selecionado a freqüência desejada.000 horas. Isto pode ser usado para aumentar ou reduzir a tensão.000 horas. Esta característica é inversa à do capacitor. maior é a dificuldade. rádio e TV. sobretudo capacitores de baixa qualidade. Infelizmente para economizar. Bobina A bobina é um componente elétrico construído por um fio enrolado em várias voltas. Transformador Quando duas bobinas são enroladas sobre o mesmo núcleo. Os capacitores eletrolíticos de alumínio são muito usados em fontes de alimentação. porém são mais duráveis e de menor tamanho. Por isso. o primeiro circuito é um transformador.

. Temos assim trechos tipo N e tipo P. Ao silício são adicionadas substâncias chamadas genericamente de dopagem ou impurezas. mas não consegue trafegar no sentido inverso. a corrente elétrica trafega com facilidade do trecho P para o trecho N. A parte ligada ao P é chamada de anodo. Eles protegem (até certo ponto) o modem de eventuais sobretensões na linha telefônica. Sem entrar em detalhes sobre microeletrônica. Figura 20 Transformador usado em um modem. eles também atuam como filtros de ruídos. Ele é feito dos mesmos materiais que formam os transistores e chips. A diferença entre os dois tipos está na forma como os elétrons são conduzidos. mas não pode trafegar no sentido inverso. o importante aqui é saber que quando temos uma junção PN. Figura 18 Transformador Os transformadores têm muitas outras aplicações.no secundário uma outra tensão alternada. e a parte ligada ao N é chamada de catodo. A corrente elétrica trafega livremente no sentido do anodo para o catodo. Este material é baseado no silício. porém de menor valor. Diodo O diodo é um componente classificado como semicondutor. Pelo fato de terem uma indutância. O diodo possui seus dois terminais ligados às partes de uma junção PN. São usados por exemplo como isoladores da linha telefônica em modems. Figura 21 Diodos e seu símbolo.

O display digital com LEDs é um conjunto com 7 LEDs. um no sentido direto e outro no inverso. como retificadores. o LED (Light Emitting Diode) permite a passagem de corrente (quando acende) no sentido direto. Este possui 4 dígito Uma das características do display digital formado por LEDs é sua alta luminosidade. verde. inclusive retangulares. Existem LEDs que emitem luz vermelha. Existem LEDs que emitem luz infravermelha. e ligados em paralelo. Figura 23 Display digital formado por LEDs. Muitas vezes existe um oitavo LED que indica o ponto decimal. a corrente não o atravessa. diferentes números são formados.Por causa desta característica. No sentido inverso. entre outras aplicações. que é uma semi-esfera. dependendo do sentido da corrente. São na verdade dois LEDs. Cada um dos segmentos do display pode ser aceso ou apagado individualmente. cada um deles com um difusor retangular. temos a sensação de que a luz sai de todo o LED. usados em sistemas de alarmes. um vermelho e um verde. Figura 22 LEDs e seu símbolo. os diodos são usados. e dependendo da combinação. amarela e azul. e não apenas da junção PN. Como todo diodo. ambos montados sobre a mesma base. Display numérico A luz emitida por um LED parte de um pequeno ponto luminoso. LED O LED é um tipo especial de diodo que tem a capacidade de emitir luz quando é atravessado por uma corrente elétrica. Graças ao um difusor ótico. este tipo de . Em aplicações em que são usadas pilhas ou baterias. Existem ainda os que emitem luz vermelha ou verde. e a luz não é emitida. Podemos ter difusores de vários formatos. onde está a junção PN. do anodo para o catodo. Eles atuam no processo de transformação de corrente alternada em corrente contínua.

Transistor Este é sem dúvida o mais importante componente eletrônico já criado. Seria tensão suficiente para alimentar um alto falante. Teremos então a tensão igual à gerada pelo primeiro transistor. ambos mostrados na figura 24. os displays de cristal líquido passaram a ser mais comuns em calculadoras. . os transistores são classificados como NPN e PNP. e dependendo do circuito. vários milhões de microscópicos transistores. para amplificar o sinal gerado por um microfone para que seja aplicado em um alto falante. capacitores. O transistor retira a energia necessária a partir de uma bateria ou fonte de alimentação. As pilhas das calculadoras ficavam logo gastas. Esta energia não é gerada a partir do nada. Por exemplo. aumentos de energia. o sinal elétrico gerado por um microfone é tão fraco que não tem condições de gerar som quando é aplicado a um alto falante. por exemplo. As calculadoras e relógios digitais dos anos 70 usavam displays com LEDs. Os relógios ficavam apagados.display tem um problema: o consumo de corrente é relativamente elevado para a bateria. sendo que as mais importantes são como amplificadores de tensão e amplificadores de corrente. Quanto ao sentido da corrente elétrica. mas seu consumo de corrente é muito menor. Um processador. Usamos então um transistor para elevar a tensão do sinal sonoro. Usamos então um segundo transistor atuando como amplificador de corrente. Já nos anos 80. com dois transistores. Os aumentos de tensão e de corrente são no fundo. para realizar suas funções. Mais eficiente é o display de cristal líquido. Note que os transistores não trabalham sozinhos. mas ainda sem condições de fornecer a potência adequada (a tensão está correta mas a corrente é baixa). de alguns milésimos de volts até alguns volts. A figura 24 mostra alguns transistores e seu símbolo eletrônico. relógios e em outros aparelhos alimentados por baterias. mas com maior capacidade de fornecer corrente. A figura 25 mostra o diagrama do circuito simples. Ele deu origem aos chips que temos hoje nos computadores. o transistor é um substituto das velhas válvulas eletrônicas. e era preciso pressionar um botão lateral para acender o display e ver as horas. tem no seu interior. Note que existem vários tipos de transistores. que não é luminoso. Figura 24 Transistores e seus símbolos Os transistores realizam inúmeras funções. Inventado nos laboratórios Bell nos anos 40. Eles precisam ser acompanhados de resistores. outros componentes. com grandes vantagens: tamanho minúsculo e pequeno consumo de energia.

com três terminais. Por exemplo. O regulador “corta” uma parte desta tensão de modo a manter na saída uma tensão fixa. por onde é fornecida a tensão regulada. como 5. É possível criar um regulador de voltagem utilizando alguns transistores.5 V. . Por isso todas as fontes de boa qualidade utilizam circuitos reguladores de voltagem. mas provavelmente não funcionará corretamente com valores muito mais altos ou muito mais baixos. A tensão de entrada deve ser superior à tensão que vai ser gerada. MIC = Microfone AF1 = Alto falante VCC = Terminal positivo da bateria que alimenta o cir GND = Terra. para as mais variadas aplicações. que deve ser ligado ao terminal negativo da fonte. média e alta potência. não regulada. talvez possa funcionar com tensões um pouco maiores ou um pouco menores. Um dos terminais é o terra. usando uma única base de silício. se um circuito foi projetado para funcionar com 5 volts. capaz de gerar uma tensão fixa de referência a ser “imitada” pela fonte. semelhante a um chip. ou terminal negativo da bateria. Enfim. A saída fornecerá +5 V. O terceiro terminal é a saída. onde deve ser aplicada a tensão bruta. indicados para operar em circuitos digitais. Os reguladores mais simples têm um encapsulamento parecido com o de um transistor de potência. O outro terminal é a entrada. resistores e um componente especial chamado diodo Zener.5 V ou 4. Existem transistores especializados em operar com freqüências de áudio e outros especializados em altas freqüências. existem milhares de tipos de transistores. Quanto maior é a potência. Por exemplo. Existem transistores de baixa. independente de flutuações na rede elétrica e independente da quantidade de corrente que os circuitos exigem. maior é o seu tamanho. como 6 V ou 4 V. Os fabricantes construíram esses circuitos de forma integrada. para que funcionem corretamente. Uma fonte de alimentação precisa portanto gerar uma tensão constante. para alimentar um regulador de +5 Volts. Os transistores de alta potência em geral precisam ser montados sobre dissipadores de calor (coolers). Existem transistores especializados em chaveamento. que amplificam o sinal gerado pelo seu sensor ótico. podendo variar entre +6 e +10.Figura 25 Amplificador transistorizado. usados em circuitos de rádio e TV. Existem fototransistores. do fornecimento de corrente vinda de uma bateria ou fonte de alimentação com valor constante. podemos aplicar na entrada uma tensão não regulada de +8 Volts. Regulador de voltagem Todos os circuitos eletrônicos necessitam. e o restante será desprezado.

Muitos reguladores produzem tensões fixas. sendo um largo e um estreito. e assim por diante. É o caso dos processadores.3 V fornecida pela fonte de alimentação do computador.3 V. O bocal é na verdade um soquete para a lâmpada. Existem soquetes DIP de vários tamanhos. é usado o termo socket para designar o bocal de uma lâmpada. e sobre eles encaixamos os chips. 20. certos componentes eletrônicos podem precisar ser removidos. e este sim é aparafusado aos fios. tanto que em inglês.3 V para operações externas. 14. Para isso esses chips são encaixados sobre soquetes. Ela é presa através de um bocal. e em função do valor indicado pelo processador. uma lâmpada não é aparafusada ou soldada diretamente aos fios da rede elétrica.6V. Ele é apropriado para chips que também usam o encapsulamento DIP. Trata-se de um regulador de tensão variável e programável. esta tensão pode ser de +1. mas existem modelos que podem ser ligados a uma tensão de referência que pode ser programada.Figura 26 Reguladores de voltagem em uma placa de CPU. 10. Figura 27 Soquete DIP. Na própria figura 28 vemos duas versões de soquetes de 28 pinos. esses valores tendem a ser menores. trocados ou instalados. Os soquetes sim. Outros componentes precisam ser removidos periodicamente para substituição ou manutenção. Nas placas de CPU existe um circuito responsável por gerar as tensões exigidas pelo processador.7V. O circuito gerador de voltagem da placa de CPU toma como base a tensão de +3. . memórias e alguns chips. +1. Dependendo do processador. Nos processadores mais novos.1V ou praticamente qualquer valor entre 1 V e 3. 22. 12. Podemos encontrar soquetes DIP com 8. 28 pinos. 24. A maioria dos processadores modernos requer uma fonte de +3. O tipo mais simples é o chamado de soquete DIP (dual in-line package).5 V. são soldados nas placas de circuito. Em geral soquetes com mais de 32 pinos são mais largos que os com menos pinos. em geral inferiores a 2 V. com diferentes números de terminais (ou pinos). 16. Soquetes A maioria dos componentes eletrônicos são soldados nas suas placas. 18. Da mesma forma. Por exemplo. +2. +1. e uma fonte de valor menor para as operações internas. gera a tensão necessária.

e o mesmo pode ocorrer com a placa. até a outra extremidade. .Figura 28 Soquetes de vários tamanhos. temos que prestar atenção na orientação correta. Quando olhamos um soquete de tal forma que o chanfro ou marcação fique orientada para a esquerda. basta localizar a posição do pino 1. Muitas vezes esta marcação está desenhada na placa (os desenhos na placa são chamados de serigrafia). com um chanfro ou algum tipo de marcação. Para saber o número de qualquer pino. e a seqüência é a mesma do soquete (figura 30). até o último pino do soquete. mas fica implícita. Tanto os soquetes quanto os chips de encapsulamento DIP possuem uma extremidade diferente da outra. Se o encaixe for feito de forma invertida ou deslocada. No outro lado da mesma extremidade a seqüência continua. O pino 1 do chip deve corresponder ao pino 1 do soquete. que fica na mesma extremidade que o pino 1. Os demais pinos seguem a seqüência. Quando vamos encaixar um chip em um soquete. o pino 1 é o primeiro na parte inferior (veja a figura 29). Todos os pinos dos soquetes são numerados. Os chips também possuem um chanfro ou um ponto circular em baixo relevo para indicar a posição do pino 1. o chip provavelmente queimará. porém esta numeração não está indicada. Figura 29 Numeração de alguns soquetes DIP.

Figura 32 Furações diferentes no processador e no soquete ZIF impedem o encaixe invertido. Figura 31 Encaixando um processador em um soque Em todos os processadores modernos. fazendo com que o encaixe só possa ocorrer na posição certa. foram adotados para esses casos os soquetes de força de inserção zero (Zero Insertion Force. furos a menos em um ou dois cantos do soquete. ou ZIF). bem como pinos a menos em um ou dois cantos do processador. Eles possuem uma pequena alavanca lateral que ao ser aberta aumenta os furos onde os terminais (“perninhas”) do chip vão ser encaixados. Possuem mais de 300 pinos. Existem por exemplo. temos uma grande força. mas quando multiplicamos esta pequena força por 400.Figura 30 Posição do pino 1 nos chips. O número de pinos é tão grande que o encaixe se torna difícil. alguns ultrapassando os 400. . Os soquetes mais sofisticados são os dos processadores. existem mecanismos que impedem que o encaixe seja feito de forma invertida. Como seria difícil encaixar e retirar o chip do soquete. Cada pino requer uma pequena força para entrar sob pressão no furo correspondente do soquete. O chip é posicionado com facilidade e então a alavanca é travada fazendo com que cada furo diminua e segure o terminal correspondente com boa pressão.

Um dos seus cantos é diferente dos outros. e a indicação de pino 1 no chip. é aquele mais próximo da “dobradiça” da alavanca. Devemos portanto prestar atenção no chanfro existente no processador. Figura 33 Orientação correta de processadores 486 e 586.Devemos entretanto tomar cuidado com certos processadores antigos. e este deve corresponder ao pino 1 do soquete. . Esta indicação é sempre apresentada na forma de um canto diferente ou marcado com um ponto. por sua vez. Figura 34 Indicações de pino 1 em um chip e no seu soquete. A diferença é que normalmente são usados para o encaixe de placas. A figura 35 mostra alguns slots encontrados em placas de CPU. As formas erradas causarão a queima do processador. apesar de serem usados também para certos processadores. O pino 1 do soquete. Os processadores 486 e 586 não possuem diferenças entre as posições de encaixe. As setas indicam a posição do pino 1 De um modo geral. vários chips possuem pinos simétricos e por isso podem ser indevidamente encaixados de forma errada. Ao fazer o encaixe temos sempre que procurar uma indicação de pino 1 no soquete ou na serigrafia. Slot O slot é um tipo especial de soquete. sendo uma correta e 3 erradas. Preste atenção também na posição do chanfro existente no chip. causando sua queima. portanto um usuário distraído conseguirá fazer o encaixe de 4 formas diferentes.

na extremidade do cabo que parte do monitor. Pentium III e Celeron não podem ser encaixados em um slot para processador Athlon. As placas de CPU correspondentes tinham slots próprios par ao encaixe desses processadores. queimando tanto o processador como a placa. Um slot é um conector plástico com uma. Entre 1997 e 2000. mas dependendo das características de futuros processadores. duas ou três fendas alinhadas. nas quais existem internamente. É preciso saber reconhecer os processadores e também saber os modelos suportados por cada placa de CPU. Este método de encaixe caiu em desuso. não conseguiremos instalar uma placa de vídeo AGP em um slot PCI pois a chapa traseira do gabinete do computador impedirá o posicionamento da placa. Normalmente os slots possuem dispositivos que impedem que seja feito o encaixe de forma invertida. Conectores Um conector é uma peça contendo um grupo de contatos elétricos relacionados uns com os outros. O próprio processador Intel Titanium e seus sucessores serão produzidos inicialmente em versões de cartucho. Pentium III e Athlon. ou que seja encaixada uma placa não compatível com o slot. Por exemplo. existe um conector de 15 pinos que é ligado em outro conector correspondente da placa . Eram os processadores Pentium II. Figura 36 Slot para processador. A placa a ser conectada possui contatos em ambas as faces. Por exemplo. os principais processadores foram produzidos em versões para encaixe em slots.Figura 35 Slots de uma placa de CPU. Instalar processadores não é tarefa para leigos. duas seqüências de contatos elétricos. e vice-versa. Processadores Pentium II. bem como as primeiras versões dos processadores Celeron. que correspondem a contatos nessas duas fileiras do slot. nada impede que venham a ser novamente adotados. mas um usuário distraído pode conseguir posicionar o processador de trás para frente.

Em uma das extremidades deste cabo existe um conector fêmea correspondente. Os conectores internos também são diversos: da fonte de alimentação. e normalmente um é chamado “macho” e o outro “fêmea”. 2 para o verde e 2 para o azul. Observe que em qualquer caso existe a indicação da posição do pino 1 deste conector. que se encaixam sobre os orifícios metalizados do conector fêmea correspondente. Este conector é ligado a aquele existente na placa de CPU. . do mouse. outros são externos. e assim por diante. Conectores trabalham aos pares. Basta observar que um dos fios do cabo é pintado de vermelho. e temos que prestar atenção na posição do pino 1. Figura 38 Conector da interface IDE e a posição do pino 1. que deve estar alinhado com o pino 1 do conector existente na placa. da rede elétrica. do drive de CD-ROM. No conector da interface do disco rígido. Obviamente o tipo macho é aquele com pinos metálicos. encaixamos um cabo que leva os sinais até o disco rígido propriamente dito. Muitos conectores são internos. Trata-se de um conector macho de 40 pinos. A posição do fio vermelho corresponde ao pino 1 do conector do cabo. Figura 37 Conectores do monitor e da placa de vídeo. do modem. do teclado. Existem pinos para transmissão do sincronismo horizontal e sincronismo vertical. Entre os conectores externos. encontrado na placa de CPU. das caixas de som e microfones e diversos outros. Os internos são usados para conexões dentro do computador. Os externos são usados para ligar dispositivos externos. Um conector muito importante é o do cabo que liga o disco rígido à sua interface (figura 38). do joystick. Todos serão apresentados em partes oportunas deste livro.de vídeo. Realmente tem uma certa conotação sexual. mas estão relacionados entre si. do disco rígido. Existem por exemplo 2 pinos para a transmissão do vermelho. Os sinais existentes nesses 15 pinos são diferentes. do drive de disquetes. citamos os da impressora.

Todos os cabos flat possuem um dos seus fios pintado de vermelho (em alguns casos de outra cor). Figura 40 Cabo flat para discos rígidos IDE. Existem entretanto vários casos de conexões elétricas que precisam ser feitas através de cabos. Os cabos flat possuem no mínimo dois conectores. O mesmo ocorre com o drive de CD-ROM. O cabo usado para o drive de disquetes usa 34 vias. que ligam um dispositivo à sua interface. drive de disquetes e vários outros dispositivos. usando apenas conectores. 68 ou 80 vias. Quando o número de sinais elétricos do conector é muito grande. o que indica a posição do pino 1. o disco rígido não pode ser ligado diretamente na placa de CPU. Cabo flat Alguns dispositivos são ligados diretamente aos outros. que corresponde ao pino 1 de cada conector. que por sua vez têm que corresponder aos pinos 1 dos conectores onde são encaixados. a forma mais eficiente de realizar a conexão é utilizando o chamado cabo flat. Enfim. as memórias e os chips são encaixados diretamente em seus soquetes. As placas de expansão são conectadas diretamente nos seus slots. são vários padrões para diversas aplicações. Os cabos usados em discos rígidos IDE usam 40 ou 80 vias. Jumpers e microchaves . Este é o fio número 1. Os cabos usados por discos e dispositivos SCSI podem usar 50. Um cabo apropriado é então usado para esta conexão. Certas interfaces permitem ligar dois ou mais dispositivos.Figura 39 Um dos fios do cabo é pintado. Existem cabos flat com diversos números de condutores. O processador. Por exemplo. portanto os cabos flat correspondentes possuem dois ou mais conectores. geralmente de vermelho.

Nas placas de CPU. por isso são protegidos por um encapsulamento metálico. servem para habilitar e desabilitar o funcionamento da bateria. A microchave ou dip switch é um dispositivo que desempenha a mesma função que o jumper. respectivamente. Eles são muito precisos nesta tarefa. Os cristais são muito sensíveis. horas. Os jumpers e microchaves possuem várias aplicações. . Cada chave pode ser posicionada nas posições ON e OFF. a velocidade e a tensão do processador. um relógio digital precisa de um circuito capaz de gerar pulsos digitais a cada centésimo de segundo. Figura 43 Microchaves.001%. selecionar o tipo e a velocidade das memórias. o que equivale a configurações com jumper e sem jumper. Outros circuitos digitais também necessitam de geradores de base de tempo similares. Por exemplo. A diferença é que seu formato é similar ao de um chip. etc. São capazes de gerar freqüências fixas. e a partir daí são feitas contagens de minutos. Cristal Todos os circuitos digitais dependem de uma base de tempo para poderem funcionar.Figura 42 Jumpers. Nesse caso. com precisão da ordem de 0. entre varias outras funções. Além disso. A figura 44 mostra alguns cristais encontrados nas placas de um computador. as microchaves são apresentadas em grupos. em geral de 4 ou 8 chaves. O cristal é o componente responsável pela geração da base de tempo. Cristais são produzidos para entrar em ressonância em uma determinada freqüência. 100 desses pulsos correspondem a 1 segundo.

. São usados circuitos chamados osciladores. ou seja.Figura 44 Cristais. e cada uma delas pode ser programada. a partir de um cristal de referência. e o custo final era muito elevado. Eram necessárias várias horas para realizar este trabalho. fixando definitivamente os componentes. eles são colocados sobre a superfície da placa. Um circuito oscilador gera uma única freqüência. ainda sem componentes. Figura 45 Um chip gerador de clock. Hoje em dia é utilizado um processo muito mais rápido. A placa é encaminhada para um forno que derrete a pasta de solda. ou dispositivos montados na superfície). Gerador de clock Um cristal não trabalha sozinho na geração de freqüências que mantém a cadência de funcionamento dos circuitos digitais. Por exemplo. e o cristal serve apenas como a referência para esses circuitos. Existem chips que são capazes de gerar diversos valores de freqüência. Os componentes eram encaixados em furos existentes nas placas. Uma camada de pasta de solda (resina com minúsculas partículas de solda em estado sólido) é previamente aplicada sobre a placa. Já um circuito gerador de clock é capaz de gerar vários valores de freqüências. e a seguir eram soldados. A seguir uma grande máquina coloca os componentes SMD nos seus lugares. O valor escolhido é determinado através da programação do gerador de clock. 100 ou 133 MHz. Os componentes não têm mais terminais para serem encaixados em furos das placas de circuito. já que o trabalho consumia muita mão de obra. certas placas de CPU podem utilizar processadores com clocks externos de 66. Ao invés disso. seu valor pode ser escolhido entre várias opções. Componentes SMD Antigamente a montagem de uma placa de circuito era um processo extremamente demorado e precisava ser feito manualmente. graças à tecnologia SMD (Surface Mounted Devices.

com tensões de 2.13 volts corresponde a um bit 0. são do tipo SMD.2 V para representar o bit 0 e em torno de 2. o bit 1 pode ser representado por um valor superior a 8 volts. O pino que apresenta a tensão de 0. e sim. mas muitos já operam com apenas 2. no interior dos processadores modernos.0 a 1. típicos chips de memória usam cerca de 0. Figura 46 Medindo as tensões que representam os bits em um chip alimentado por 3. Voltagens e bits Uma das características mais importantes dos circuitos digitais é a representação dos bits 0 e 1 através de dois valores de tensão. o nível de tensão que representa o bit 1 será sempre um valor um pouco menor que a tensão da fonte de alimentação. A figura 46 mostra uma medida teórica das tensões em pinos de um chip. mediríamos valores como os da figura 46. em um relógio despertador digital alimentado por uma bateria de 9 volts. Em geral é usado um valor pequeno. uma faixa de valores. A maioria dos chips existentes nas placas modernas opera com alimentação de 3. apesar de muito pequeno. entre 0 e 0. é adequado a medir apenas tensões constantes. Supondo que este chip esteja fornecendo bits constantes. Um multímetro não é capaz de medir tensões variáveis em alta velocidade. Valores diferentes podem ser usados. para indicar o bit 1.3 volts. Por exemplo. Valores maiores podem ser encontrados em alguns circuitos. representando bits 0 e 1. Da mesma forma.5 volts. Eles não têm “perninhas” (ou terminais) como os componentes convencionais. São indicados para produção de peças em alta escala. Na prática são usados valores pequenos. São usados internamente valores em torno de 1.4 V para representar o bit “1”. o nível de tensão que representa o bit 0 será sempre um valor positivo. bem como os pequenos componentes ao seu redor. principalmente nos computadores. dependendo da tecnologia.3 volts. para que o consumo de energia e a dissipação do calor também sejam pequenos. Os outros dois pinos indicados.O gerador de clock mostrado na figura 45. Os valores de tensão que representam os bits podem variar sensivelmente de um chip para outro.3 volts. Quando um chip está trabalhando. e um valor um pouco maior. Teoricamente quaisquer níveis de voltagem poderiam ser usados para representar os bits 0 e 1.74V representam bits 1. e um valor sempre próximo de 0 V para representar o bit 0. Não existe um valor exato. Por exemplo. os niveis de tensão são ainda mais baixos. enquanto os componentes convencionais são indicados para montagem em pequena escala. Seja qual for o caso. para indicar o bit 0. o chip que contém a . Por exemplo. Na prática esta medida nem sempre pode ser feita com um multímetro. Há alguns anos atrás a maioria dos chips operavam com 5 volts. Em alguns casos um chip pode realmente apresentar valores constantes. ou mesmo de um pino para outro. da ordem de alguns poucos volts. e o bit 0 por um valor menor entre 0 e 1 volt. Por exemplo.83V e 2. entre 0 e 1.5 volts para representar o bit 1. seus bits estão variando rapidamente.

Quando é feita uma transferência de dados por DMA. Quando o processador acessa um endereço de memória entre 0 e 64 MB. como a apresentada na figura 46.4 V VOLmax = 0. Outro exemplo: várias placas de expansão estão conectadas no barramento PCI de uma placa de CPU.4 V Significa que a tensão de saída nos seus terminais que representa o bit 1 (Voltage Output High) é de no mínimo 2. pode manter fixo em suas saídas o código binário do último dado enviado para a impressora. um fabricante de memórias pode especificar: VOHmin = 2. Digamos que cada um desses módulos tenha 64 MB. pode gerar na sua saída. o primeiro módulo está ativo e o segundo fica em tristate. É como se o circuito estivesse desconectado. os circuitos estão energizados. o segundo módulo estará ativo e o primeiro estará em tristate. Tristate ou alta impedância Quando um circuito digital está em operação normal. gerando seus próprios endereços e sinais de controle para a memória. uma “perninha”) chamado CS. as demais placas mantém suas saídas em tristate. Existem vários exemplos de uso do terceiro estado. como no exemplo da figura 46. Eles possuem um pino (ou seja. o processador gera os endereços e os sinais de controle da memória. e até 128 MB. Pode assumir valores menores. No terceiro estado. “quando um burro fala o outro abaixa a orelha”. onde medimos 2. e assim por diante. Pode assumir valores maiores. este fabricante especifica que a tensão de saída que representa o bit 0 (Voltage Output Low) é de no máximo 0. e sim. Quando o processador está em uso normal. Imagine por exemplo dois módulos de memória. No instante em que uma placa envia dados (ou que o processador comanda uma leitura dos seus dados). como os 0. Os burros de orelhas abaixadas são os circuitos que estão no terceiro estado. Por exemplo. O uso do terceiro estado é necessário para que dois ou mais circuitos possam operar ligados ao mesmo ponto. ou chip select. O burro que está falando é o circuito ativo. Em inglês são usados também os termos high impedância ou float (flutuar). Um deles é o uso do DMA (acesso direto à memória). É como aquele velho ditado. Quando este sinal está .74 volts. É o chamado terceiro estado (tristate) ou alta impedância. e todas elas podem transmitir dados através do seu slot.4 volts. gerando seus bits. tensões máximas e mínimas.13 volts indicados na figura. mas ao terminar. Existe entretanto um terceiro estado no qual um circuito pode operar. o controlador de DMA fica em tristate.interface de impressora pode transmitir bits variáveis enquanto está sendo produzida uma listagem. cada um encaixado em seu respectivo soquete.83 e 2. ou ao mesmo barramento. valores extremos. Os projetistas de hardware sempre levam em conta faixas de valores. Observe na figura 46 mais um detalhe importante sobre os níveis de tensão que representam os bits. A maioria dos chips tem a capacidade de entrar em tristate. o processador entra em tristate e deixa que o circuito controlador de DMA (que na verdade faz parte do chipset) realize a transferência. tensões correspondentes aos bits 0 e 1. não afetando o funcionamento dos demais circuitos. Da mesma forma. Quando é acessado um endereço superior a 64 MB. Os valores especificados não são exatos. porém apenas um de cada vez deverá entregar seus bits.4 volts. Neste ponto poderíamos fazer uma medida usando o multímetro. Em condições normais. e os demais devem ficar como se estivessem desligados. mas sua resistência elétrica tornase tão elevada que consomem uma corrente desprezivelmente pequena. porém elas não podem fazer transmissões no mesmo instante.

Por exemplo. os bits podem variar mais de 100 milhões de vezes a cada segundo. mas na prática leva um certo tempo. o chip está em uso normal. cada um deles representando um sinal digital diferente. Quando este sinal é desativado. Cada sinal digital por sua vez assume valores 0 e 1 ao longo do tempo. Diagramas de tempo Como mencionamos. O diagrama da figura 47 representa dois sinais digitais. Um gráfico de tensão ao longo do tempo mostra os valores de tensão existentes em um ponto de um circuito. os bits representados pelos circuitos digitais variam bastante ao longo do tempo. Este tipo de gráfico pode ser visualizado através de um aparelho chamado osciloscópio. Um diagrama de tempo pode representar um ou vários sinais digitais simultaneamente. um chip que gera bits diferentes a cada 10 ns (10 bilionésimos de segundo) pode demorar entre 1 e 2 ns para mudar seu estado de 0 para 1 ou de 1 para 0. Neste caso é usado um único eixo Y. Observe ainda que um diagrama de tempo não é a mesma coisa que um gráfico de tensão ao longo do tempo. em um moderno chip de memória. usado em laboratórios de eletrônica. um pequeno intervalo de tempo em cada transição de 1 para 0 ou de 0 para 1.ativado. e vários eixos X independentes. além dos trechos nos quais o circuito gera bits 0 e 1. A figura 48 mostra um exemplo de gráfico de tensão ao longo do tempo. e não os bits que representam. o chip entra em tristate. Neste diagrama podemos observar. Figura 47 Diagrama de tempo. bastante pequeno. representando o tempo. como o vemos na figura 47. com todas as suas imperfeições. Esta transição deveria ser instantânea. Por exemplo. Figura 48 Gráfico de voltagem ao longo do tempo. . representados por trechos inclinados do gráfico. ora representando 1. do ponto de vista matemático. ora representando 0. Um diagrama de tempo é um gráfico simplificado que mostra os valores dos bits ao longo do tempo.

Este trecho é o undershoot. . Segue-se um trecho em que a tensão já tem o valor 0. mas ainda não estabilizou no seu valor definitivo. Quando dois circuitos estão próximos. Quando um chip faz transições rápidas entre bits 0 e 1. O leitor pode não ser um projetista de placas. Essas imperfeições são chamadas de ripple (em português. ou então limitada em uma faixa pequena. O ripple deve ser baixo. No instante T1 começa a transição para representar um bit 1. mas precisa se preocupar com o tempo gasto nas transições binárias. que é propagado para todos os demais circuitos. com o undershoot nem com o ripple da fonte de alimentação. e dura até o instante T6. O ripple não pode ser muito acentuado. A seguir reduz oscilando até se estabilizar em um valor definitivo. mas aqui pode entender como a baixa qualidade da fonte e dos capacitores. que termina em T5. em T2. Existem outras imperfeições mesmo nos trechos em que a tensão está estabilizada há “bastante tempo” em valores Low e High (0 e 1). assim como o overshoot e o undershoot. No instante T3 o overshoot terminou ou foi reduzido a um valor que não afeta os circuitos e a tensão é considerada estabilizada. mas não se estabiliza imediatamente no seu valor máximo. ruído). Essas interferências também pode chegar da própria fonte de alimentação. o overshoot e o undershoot devem assumir proporções não muito exageradas para que não impeçam o correto funcionamento dos chips. No instante T4 começa a transição de 1 para 0. o tipo e a qualidade dos capacitores de desacoplamento ligados em cada chip. Este fenômeno é chamado de overshoot. pode sofrer uma pequena variação nas suas saídas. o projetista não precisa se precisa se preocupar com o overshoot. Durante o projeto de um circuito digital. Em um circuito digital bem projetado. aliado a um traçado mal feito. caso contrário irá comprometer os valores dos bits. É o ripple da fonte de alimentação. nas mudanças de 0 para 1 e de 1 para 0. contribuem para a ocorrência de erros que se manifestam no mau funcionamento do computador. O gráfico assume um trecho crescente e rápido. a tensão começa com um valor baixo. Isto é conseguido com o uso de uma fonte de alimentação bem projetada. undershoot e ripple.No gráfico da figura 48. ao tentar suprir esta variação de corrente. onde são indicados os trechos inclinados que representam as transições. representando um bit 0. mas não são mostrados os detalhes como overshoot. Deve ser levado em conta o valor. o projetista deve inicialmente desenvolver uma fase na qual é levada em conta a qualidade das tensões dos circuitos. transições binárias em um deles pode irradiar ondas eletromagnéticas que produzem interferências captados pelo outro. Respeitadas essas condições. e a fonte de alimentação. Por isso são usados os diagramas de tempo. seu consumo de corrente pode variar na mesma velocidade. com capacitores de desacoplamento ao lado de cada chip e utilizando técnicas apropriadas para o traçado das trilhas do circuito impresso da placa. Deve ser levada em conta a qualidade da fonte de alimentação e o traçado das trilhas de circuito da placa. ou seja. A tensão atinge momentaneamente um valor máximo. São uma espécie de interferência vinda da fonte de alimentação e de circuitos adjacentes.

Depois de garantir que o circuito tem tensões estáveis. Você certamente já viu a palavra glitch no cinema mas talvez não se lembre. provoca resultados indevidos no funcionamento do circuito digital. O glitch pode ocorrer quando o overshoot ou o undershoot são muito exagerados. então metralha o infeliz (aliás. A figura 49 mostra uma outra imperfeição nas tensões de um circuito digital. com imperfeições mínimas e sem glitch. No filme Robocop 1 (versão legendada). que filme ruim. O responsável pelo robô explicase ao presidente da empresa: “foi apenas um glitch. aquele imenso robô aponta a metralhadora para um funcionário da OCP e diz “Polícia de Detroit. um evento ou mudança em outro sinal digital será ativado. voltando a Sendo indevidamente gerado.. produzindo uma variação binária indesejável. Trata-se de uma interferência na qual o valor de tensão especificado é momentaneamente alterado no sentido do bit oposto. o robô avisa: “Você tem 20 segundos. É o que chamamos de glitch. ou mesmo quando existe um erro de projeto. correspond um bit 1 indevido que surge rapidamente. largue a arma... O resultado é o mau funcionamento do circuito..Figura 49 Glitch. você tem 30 segundos. . o projetista passa a uma fase em que leva em conta apenas os valores binários e os períodos de transição. você tem 10 segundos”. mesmo depois que o sujeito joga a arma no chão. Essas são portanto as informações apresentadas nos diagramas de tempo. A seguir.”. ou quando um capacitor de desacoplamento está mal dimensionado ou defeituoso.. Figura 50 Convenções usadas em um diagrama de tempo. Um circuito digital que recebe na sua entrada uma tensão com glitch vai entendê-lo como uma transição binária que na verdade não existe.”.).. A figura 50 mostra alguns símbolos de eventos encontrados em diagramas de tempo: a) Trigger positivo Este símbolo indica que no instante em que um sinal digital sofre uma transição de 0 para 1. O surgimento de um “pico de voltagem” indevi mostrado no gráfico tensãoxtempo acima..

mas alguns componentes podem chegar a 10 ns. se um sinal RESET é ativo em 0. encontrados nos sites dos seus fabricantes. d) Indicação de barramento Para evitar que um diagrama fique muito extenso.b) Trigger negativo Similar ao positivo. dizemos que é um sinal de lógica negativa. um determinado circuito pode apresentar um tempo médio de resposta de 15 ns. f) Don’t care Significa “não importa”. se fizermos o diagrama da transmissão de dados por uma interface paralela. Por exemplo. mas os fabricantes sempre especificam valores máximos e mínimos. podemos agrupar vários sinais relacionados em um único eixo. O sinal digital poderá ter neste período. c) Retardo entre dois sinais Mostra a dependência temporal entre dois sinais relacionados. e o circuito funcionará independentemente dos valores. Por exemplo. outros a 20 ns. memórias e processadores. Poderá então entender melhor o funcionamento de vários desses chips. não importa o dado que existia antes. o barramento de dados do processador ou memória. Eles formam um grupo. 0 ou 1). É usado quando é informação relevante saber que um determinado sinal será ativado depois de um determinado tempo a partir do qual o primeiro é ativado. g) Tristate Este símbolo é usado para representar períodos de tempo nos quais um sinal digital encontra-se em tristate (terceiro estado. Ao longo deste livro usamos vários diagramas de tempo para explicar o funcionamento dos circuitos de um PC. Fazemos então a sua indicação como “don’t care”. o barramento de endereços. exceto que o evento é disparado na transição binária de 1 para 0. Microeletrônica A microeletrônica consiste em projetar e produzir circuitos utilizando componentes de tamanho microscópico. o conjunto de dados que estão trafegando através de uma interface. este diagrama deve começar indicando o dado que estava presente nas saídas da interface antes de começar a nova transmissão. Usando matérias e técnicas apropriadas. sem afetar o funcionamento do circuito. capacitores. Usamos para representar. Como exercício você poderá agora fazer o download de manuais de chips. Neste caso precisa levar em conta o primeiro instante e o último instante em que um sinal digital pode ser ativado. qualquer valor (obviamente. OBS: Quando um sinal tem valor 1 quando está em repouso e valor 0 quando está ativo. indicamos como RESET# ou nRESET. ou então com um símbolo “#” à sua direita. ou alta impedância). Em certos casos o projetista precisa compatibilizar seu circuito com componentes mais lentos e mais rápidos. resistores. cada um deles . diodos e indutores. ou um “n” à sua esquerda. Por exemplo. é possível construir transistores. e observar os diagramas de tempo mostrados. e alguns deles podem ser 1 e outros serem 0. por exemplo. Neste caso. Não existe interesse em especificar o valor individual de cada um dos sinais digitais. Sinais com esta característica são indicados com um traço horizontal sobre o seu nome. e) Mudança de estado em ponto indeterminado Todos os circuitos digitais apresentam pequenas variações.

como transistores para altas freqüências. Figura 51 Foto ampliada do corte transversal de um microscópico trecho de um chip.com tamanhos menores que 1 milésimo de milímetro. Um circuito integrado ou chip é um circuito complexo porém de tamanho reduzido. mas pelo fato de utilizar componentes integrados microscópicos. Trata-se de um processo um pouco químico. formando camadas que compõem os circuitos. etc. Para que os semicondutores possam variar sua resistividade. O germânio é utilizado em alguns componentes especiais. ora como isolantes. seu tamanho total é da ordem de 1 centímetro quadrado. Os componentes tradicionais. A maioria dos materiais são divididos em duas categorias: condutores e isolantes. e os principais deles são o silício e o germânio. Todos os metais são condutores. plásticos em geral. Eventuais ligações são feitas com camadas de alumínio ou cobre. é preciso que lhe sejam adicionados materiais especiais. A borracha é um exemplo típico de isolante. A parte mo mede alguns poucos milésimos de milímetro Um chip é formado por sucessivas camadas de materiais diferentes. Já os isolantes são materiais que dificultam a passagem da corrente elétrica. Sobre esta base são aplicadas dopagens sucessivas. Os componentes de um chip são como se fossem “pintados” na sua minúscula base. diodos e demais circuitos no interior de um chip. São os chamados semicondutores. A base na qual um chip é construído (substrato) é feita de silício puro. um pouco fotográfico. comprados em forma avulsa no comércio e usados nos circuitos de som. Em certos trechos também são usadas camadas de óxidos como isolantes. rádio e TV. Existem entretanto alguns materiais que ora se comportam como condutores. É equivalente ao circuito de uma placa com componentes discretos. A maioria dos transistores e chips utilizam o silício em sua fabricação. e a sua combinação é usada na formação dos transistores. ou mesmo menor. madeira. chamados de dopagem. O condutor é um material que tem facilidade em conduzir corrente elétrica. sem dopagem. são chamados de componentes discretos. Existem dopagens tipos N e P (negativa e positiva). ou seja. chamada substrato. uma difusão de moléculas dentro da base de silício. . assim como o vidro. O seu processo de fabricação é entretanto bem mais complexo que uma simples pintura. formando trechos tipos N e P.

Este transistor possui três terminais. drain e gate. Ao ser aplicado um bit 1 na sua entrada. os processadores modernos usavam tecnologia de . Um fator bastante importante é a medida dos microscópicos transistores que formam os chips. Figura 53 Inversor MOS. A operação lógica que realiza é a inversão de bits. óxido e semicondutor (Metal Oxide Semiconductor). A resistência entre esses dois pontos será baixa. Sendo assim. A figura 52 ilustra o funcionamento de um tipo especial de transistor usado para formar os chips. Cada mícron é equivalente a um milésimo de milímetro. Trata-se do transistor MOS. O terminal source é ligado à tensão positiva da fonte. e a tensão medida no source será próxima de 0 volt. A unidade usada para medir esses transistores é o mícron (símbolo m). Ele é a saída do circuito. Com o passar dos anos. o source terá uma tensão elevada (bit 1). Ao ser aplicado um bit 0 na entrada. Quando o gate é ligado a uma tensão alta (bit 1). No ano 2001. e é usado para controlar a corrente que passa entre source e drain. O circuito formado por este transistor e um resistor é o que chamamos de inversor. o polo negativo da bateria. O terminal de entrada é o gate. e é mostrado na figura 53. como os mostrados na figura 52.Figura 52 Funcionamento de um transistor MOS e seu símbolo. Quando o gate é ligado a uma tensão baixa (bit 0). produzirá um bit 0 na saída. através de um resistor. já que fica ligado ao polo positivo da bateria. chamados de source. O terminal drain é ligado ao terra. Teremos assim um bit 0 em sua saída. ou seja. Os chips modernos apresentam transistores medindo uma fração do mícron. que pode representar bits 0 ou 1. não passa corrente entre source e drain. Recebe este nome porque é formado por camadas de metal. passará uma corrente entre source e drain. através de um resistor. produzirá um bit 1 na saída. dimensões cada vez menores têm sido utilizadas.

Em cada waffer são construídas dezenas ou centenas de chips.18 mícron.25 m 0. Chips usados em telecomunicações utilizam no seu interior.0.13 m Voltagem 5V 5V 3.3 V 2. bobinas e capacitores. A figura 55 mostra o trecho ampliado de um chip usado em telecomunicações. memórias. com várias vantagens. Não apenas transistores podem ser construídos através de microeletrônica. .13 mícron. e já existiam modelos com a tecnologia de 0. e trilhas de metal dispostas em forma espiral formam bobinas. além dos transistores e resistores.13m. São testados e finalmente encapsulados.8 m 0.3 V Figura 54 Foto ampliada de um transistor com 0.8 V 1. Figura 55 Foto ampliada do interior de um chip contendo bobinas e capacitores. Pequenos trechos de semicondutores podem formar resistores.35 m 0. Chips usados em eletrônica digital (processadores. Placas paralelas de metal formam capacitores.5 V 1. Os chips são produzidos em grandes pastilhas circulares de 20 ou 30 cm de diâmetro chamadas waffers.18 m 0. A indústria tem trabalhado durante os últimos anos com waffers de 20 cm. onde podemos ver as espirais que formam as bobinas e as grandes áreas que formam os capacitores.5 V 1. chipsets. como vemos na figura 56. e apenas em 2001 começaram a ser adotados os waffers de 30 cm. etc) em geral apresentam apenas transistores e alguns resistores.5 m 0. Usar transistores menores significa:  Menor voltagem  Menor dissipação de calor  Menor custo de produção A tabela que se segue mostra a evolução das tecnologias de fabricação nos últimos anos: Ano 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001 Tecnologia 1m 0. Depois de prontos os chips são separados um dos outros através de corte.

CMOS Os circuitos integrados digitais devem ter o menor número possível de resistores. e gera um bit 0 quando recebe um bit 1. ocupam áreas muito maiores que os transistores. o outro não conduz. mesmo no interior dos chips. São chamados transistores complementares. e o outro é tipo PMOS. Figura 57 Circuito equivalente de uma célula CMOS.Figura 56 Vários chip waffer. Observe que . Quando um transistor conduz. porém ocupando muito menos espaço. Outras funções lógicas mais complexas são implementadas com arranjos parecidos. consumindo menos energia e com mais velocidade. Este segundo transistor possui características inversas às do primeiro. Daí surgiram os circuitos CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor). O processo de encapsulamento consiste em alojar a pastilha do chip em uma carcaça externa. O resultado é o mesmo obtido com o uso do resistor. Este circuito é o inversor. Além disso produzem maior dissipação de calor e retardos que tornam os chips mais lentos. Consiste em utilizar no circuito da figura 53. O arranjo completo é mostrado na figura 57. e vice-versa. Também é feita a ligação dos seus pontos de contato nos terminais externos (as “perninhas” do chip). o mais simples dos operadores lógicos. um segundo transistor no lugar do resistor. Ele gera um bit 1 quando recebe um bit 0. Um transistor é do tipo NMOS. que pode ser de plástico ou cerâmica. Esses componentes. Por isso os projetistas tentam na medida do possível usar os próprios transistores para substituir os resistores.

mas também podem fornecer mais corrente. um bit 0. chipsets. circuitos ainda mais complexos são construídos:  Somadores e Subtratores  Multiplicadores e divisores  Células de memória  Registradores. Muitas pessoas ouvem falar em CMOS pela primeira vez ao tomarem contato com o chamado CMOS Setup de placas de CPU. como processadores. multiplexadores. A figura 58 mostra como o par CMOS é construído em um chip. Nesses casos são usados circuitos lógicos TTL. chips gráficos. também chamadas de operações booleanas. os pares CMOS não são indicados quando é necessário fornecer correntes elevadas. etc. Parece incrível que equipamentos tão sofisticados possam ser construídos a partir de circuitos básicos tão simples. além de um relógio permanente. sem conduzir. É errado pensar que apenas o popular “chip CMOS” que armazena os dados do Setup e tem o relógio permanente utiliza esta tecnologia. Quando a entrada receber um bit 0. ou seja. Muitos chips utilizam internamente células CMOS e externamente apresentam entradas e saídas TTL.. Isto fará com que a saída fique com tensão baixa. o transator inferior conduzirá corrente. A maioria dos chips modernos utilizam a tecnologia CMOS. Quando esta entrada recebe um bit 1. Acabam conhecendo o ”chip CMOS”. um nível de tensão elevado. Aqui está um fato curioso: praticamente todos os chips do computador utilizam a tecnologia CMOS. o transistor inferior ficará cortado. e o transistor superior irá conduzir. Figura 58 Camadas que formam o par CMOS. que consomem mais energia. memórias. Da mesma forma como livros inteiros podem ser feitos a partir de . ou seja. Existem outras tecnologias que são utilizadas em aplicações nas quais o CMOS não pode ser aplicado. decodificadores  etc. para alimentar os slots de um barramento. fazendo com que sua saída fique com uma tensão quase igual à da fonte de alimentação (bit 1).. Por exemplo. como por exemplo. sem conduzir. e o superior ficará cortado. O “chip CMOS” é alimentado por uma bateria que o mantém em funcionamento mesmo quando o computador está desligado. Os três principais operadores lógicos são:  E (AND)  Ou (OR)  Não (NOT) A partir desses operadores. ou seja. Circuitos lógicos Toda a eletrônica digital é desenvolvida a partir da criação de circuitos capazes de executar operações lógicas. A reunião desses circuitos complexos forma chips bastante sofisticados.ambos os transistores possuem seus terminais gate interligados. no qual existe uma pequena área de memória para armazenar configurações do BIOS da placa de CPU.

Ao receber um bit 0. Subtração. a tensão correspondente é um valor alto (porém menor que Vcc. por exemplo: 5+2=7 na lógica temos 1 AND 1 = 1 1 OR 0 = 1 NOT 1 = 0 Inicialmente. Figura 59 Inversor RTL. Apenas quando ambas as entradas são 0. o operador OR dará saída 0. Temos então um bit 0 na saída. vejamos como funcionam os três operadores citados. nêutrons e outras partículas sub-atômicas. ou ambas são 0. e como um planeta inteiro é construído a partir de prótons. Já o operador OR produz uma saída 1 quando pelo menos uma das suas entradas tem o valor 1. a tensão da fonte de alimentação). simultaneamente. elétrons. Um operador lógico é algo que lembra um pouco um operador aritmético. Ao mesmo tempo aparecerá uma baixa tensão (da ordem de 0. Este método de construção de circuitos é chamado RTL (Resistor-Transistor Logic). a tensão na entrada do . usando transistores. o operador NOT. Ao receber um bit 1. É formado a partir de um transistor e dois resistores. resistores e outros componentes. produz um bit 1 em sua saída. Sua saída será 1 quando as duas entradas também forem 1.letras e símbolos. que é a saída Y. É relativamente fácil produzir circuitos que realizam essas funções. também chamado de inversor. A seguir temos essas tabelas: A NOT A A B A AND B A B A OR B 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 1 1 1 1 1 1 1 Como vemos na tabela. a saída do operador AND será 0. que irá conduzir uma corrente elevada entre seus outros terminais. O operador AND possui duas entradas. Eles podem ser definidos através da sua tabela verdade. produz um bit 0. quando X é um bit 0. Quando X é um bit 1. Quando uma das suas entradas. produz na sua saída o bit inverso daquele recebido na entrada. etc. Na aritmética temos operadores como Adição. Da mesma forma. Da mesma forma como na aritmética temos.3 volts. Seu funcionamento é bastante simples. Este valor alto faz com que exista uma corrente na base do transistor. O circuito mostrado na figura 59 implementa o operador lógico NOT. dependendo do transistor) no seu coletor.

o que corresponde a um bit 1. A figura 60 mostra como é implementado o operador OR usando a lógica RTL. Teremos assim uma tensão alta em Y. Ora. O primeiro transistor vai conduzir corrente quando pelo menos uma das duas entradas. Se uma ou ambas as entradas estiver com o valor 0. Figura 61 Circuito AND RTL. A ou B. Temos portanto no ponto X um outro operador lógico chamado NOR (ou NOT OR). Figura 60 Circuito OR RTL. A figura 61 mostra o circuito que implementa um operador lógico AND. A tensão na saída Y dependerá apenas do resistor ligado ao ponto Vcc. Apenas quando ambas as entradas A e B estiverem em 0. O transator ficará então “cortado”. uma das entradas (A ou B) do circuito. Para ter o valor 0 no ponto X é preciso que ambos os transistores estejam conduzindo. usando a técnica RTL. este é exatamente o inverso da função OR. Sua tabela . Esta é exatamente o função inversa do AND. estiver com tensão alta (bit 1). cuja tabela verdade é: A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 A NOR B 1 0 0 0 Para que o circuito final tenha uma saída OR. e é chamada NAND. representado pelo segundo transistor e seus dois resistores. ficando assim com um nível 0 no ponto X. o transistor correspondente estará cortado. Isto fará com que o ponto X fique com o valor 1. temos que usar mais um inversor. e não NOR. o primeiro transistor ficará cortado e teremos um bit 1 no ponto X. e não passará corrente através de ambos.transator será baixa. sendo que cada um deles tem ligada na sua base. o que é conseguido apenas quando ambas as entradas A e B estão em 1. e praticamente não passará corrente por ele. O primeiro estágio é formado por dois transistores.

desenhamos apenas os símbolos dos circuitos que implementam as funções lógicas. diodos e resistores. NOR e outros operadores. Seu significado é o seguinte: o bit de saída será ligado se um dos bits de entrada estiver ligado. NAND. OR. AND. Figura 62 Símbolos das portas lógicas. Operadores lógicos Quando projetamos ou analisamos circuitos lógicos. Levamos em conta apenas as entradas e saídas. Chamamos esses circuitos de portas lógicas. representado pelo terceiro transistor e seus resistores. para isso utilizamos mais um inversor. A função XOR tem uma tabela verdade bastante parecida com a da função OR. como: DTL: Diode-Transistor Logic ECL: Emitter Coupled Logic TTL: Transistor-Transistor Logic CMOS: Complementary Metal Oxide Semiconductor Logic As técnicas mais utilizadas são a TTL. Nesta mesma figura apresentamos também as portas lógicas XOR (eXclusive OR – “ou exclusivo”) e XNOR (eXclusive NOR).verdade é: A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 A NAND B 1 1 1 0 Para que tenhamos na saída do circuito uma função AND. como seus transistores. é preciso inverter o sinal presente no ponto X. Mostramos aqui o método RTL. A figura 62 mostra os símbolos das principais portas lógicas. porém existem outras formas de criar circuitos equivalentes. Nos diagramas de circuitos digitais. Circuitos lógicos como NOT. para chips mais simples. e CMOS para chips mais complexos. mas não ambos ao mesmo tempo. não nos preocupamos com detalhes internos. podem ser construídos utilizando várias técnicas. Portanto a única diferença entre as funções OR e XOR é que: 1 OR 1 = 1 1 XOR 1 = 0 A B A XOR B 0 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 0 A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 A XNOR B 1 0 0 1 .

mostra o circuito de um comparador binário. mas seu princípio de funcionamento é o mesmo. Por exemplo A=0110 e B=0110. que dependendo da forma como são configurados. Pode ser programado para contar no modo decimal. por exemplo. A saída Y do circuito será ativada em 1 quando tivermos iguais esses valores. e 0 quando os dois bits de entrada são diferentes. A saída do circuito será 1 quando os dois valores binários de 4 bits presentes nas entradas forem iguais. números binários na seqüência 0000. Figura 63 Comparador de 4 bits. ou então no formato hexadecimal. podem indicar bits 0 ou 1. A figura 63. passando de F (1111) para 0 (0000). Este circuito recebe um sinal de clock e gera nas suas 4 saídas. Pode ainda ser programado para fazer contagem crescente ou decrescente. Digamos que esses valores sejam representados por A 3A2A1A0 e B3B2B1B0. Seu resultado é 1 quando os dois bits de entrada são iguais. que é o inverso do operador XOR. e os valores de B são originados em um grupo de microchaves ou jumpers. formando assim contadores com qualquer número de dígitos. 0001. Este circuito faz a comparação de dois valores binários de 4 bits cada um. ou seja. Este tipo de circuito é muito utilizado como decodificador de endereços nas placas de CPU e nas placas de expansão. operando com maior número de bits. 0010. A figura 64 mostra o circuito de um contador binário de 4 bits.Mostramos também acima a tabela verdade do operador XNOR. . podemos formar circuitos mais complexos. produzindo funções mais elaboradas. Obviamente para isto é necessário um comparador maior. passando de 9 (1001) para 0 (0000). Os valores do endereço A podem ser originados no barramento de endereços do processador. Utilizando um número maior de portas lógicas. Gera ainda um bit de “vai 1” e pode ser agrupado com outros circuitos iguais. Circuitos lógicos complexos A construção de circuitos lógicos complexos é uma simples questão de agrupar essas portas básicas. etc. O circuito comparador irá ativar sua saída em 1 quando o endereço recebido for igual ao endereço definido pelas microchaves ou jumpers. Observe que a função XNOR funciona como um comparador.

Os encapsulamentos mostrados na figura são o DIP (Dual In-Line Package) e SOIC (Small Outline Integrated Circuit). NAND. que normalmente apresentam encapsulamentos como os da figura 65. registradores. comparadores. Nos manuais dos chips que contém circuitos lógicos básicos. inversores. A mais simples é utilizando chips padrões de mercado. encontramos diagramas que indicam o que existe no seu interior. OR. Um projetista de hardware pode obter circuitos digitais de várias formas. etc.Figura 64 Contado r binário. contadores. e funções mais complexas mas de uso comum. Figura 65 Chips com encapsulamento DIP plástico e SOIC. como nos exemplos da figura 66. NOR. Os chips deste exemplo têm o seguinte conteúdo: 4 3 4 2 4 1 4 4 6 portas NAND de 2 entradas portas AND de 3 entradas portas AND de 2 entradas portas NAND de 4 entradas portas XOR de 2 entradas porta NAND de 8 entradas portas NOR de 2 entradas portas OR de 2 entradas inversores (portas NOT) . como decodificadores. Existem circuitos com portas AND.

Em um microprocessador existem vários milhões de portas lógicas.Figura 66 Diagramas de alguns chips TTL. Depois contamos quantas portas de cada tipo são necessárias. uma característica fundamental dos circuitos digitais. executando entre outras. . OR. subtrai e faz várias outras operações. Células de memória podem ser facilmente construídas a partir do diagrama básico mostrado na figura 68. entre adição. e finalmente realizamos as ligações entre os pinos desses chips. É preciso também ter memória. subtração. AND. funções como as deste chip. A figura 67 mostra o diagrama interno do chip 74LS181. porém com maior número de bits. Ao projetar um circuito digital. Desta forma podemos entender como as portas lógicas podem ser interligadas para formar um computador. Como construir uma memória com portas lógicas Para construir um computador. ele realmente soma. Figura 67 Diagrama interno do chip 74LS181 – unidade lógica e aritmética de 4 bits. Este chip tem pouco mais de 60 portas lógicas. capaz de realizar 16 operações lógicas e aritméticas. não vamos analisar o funcionamento do circuito. Este circuito é chamado de FLIP FLOP. Vários chips desses podem ser ligados em cascata para formar unidades com maior número de bits. Este chip é uma unidade lógica e aritmética de 4 bits. Como este capítulo destina-se apenas a dar noções sobre eletrônica. etc. mas acredite. não basta utilizar operadores lógicos e aritméticos. Finalmente escolhemos os chips apropriados que contenham as portas desejadas. usamos inicialmente as portas necessárias para implementar a função desejada.

Este é um método indicado para a construção de . R=1 e S=1. o circuito também pode armazenar um bit 0. Como 1 NAND 1 = 0. ao entrar na porta 1. Vejamos como isto ocorre. A porta 1 está recebendo neste momento. independentemente do valor de R. Como 0 NAND (qualquer coisa) vale 1. a saída é 1). que vale 0. O que ocorre é o seguinte: a) Ao receber uma entrada 0 em R. Para armazenar um bit 0 na célula. a porta 2 produzirá uma saída X=1. d) As entradas R e S podem voltar aos seus valores de repouso (R=1 e S=1) e o circuito manterá armazenado um bit Y=0. Suas duas entradas R e S devem permanecer com valores 1. b) Aplicamos momentaneamente um bit 0 em S. Milhões dessas células são encontradas em um chip de memória. mas é realmente uma surpresa a sua capacidade de “lembrar” um bit. continuará produzindo saída Y=1. mais uma vez temos reforçado o bit 0 na saída Y. com valor 1. ou seja. Temos então um bit 1 armazenado. X=1 e S=1. e agora isto independe do valor de S. Este zero. teremos uma saída X=0 na saída da porta 2. basta aplicar momentaneamente um bit 0 na entrada S (Set). Para armazenar um bit 1 na célula. ou seja. Portanto temos Y = 1 NAND 1. c) A porta 2 está então recebendo as entradas R=1 e Y=1 (note que a saída Y do circuito funciona como entrada da porta 2). já que 0 NAND 0 = 1 e 0 NAND 1 =1. Da mesma forma. a) Suponha que as entradas estejam em repouso. basta aplicar momentaneamente um bit 0 na entrada R (Reset). bastando manter S em 1. e a saída Y continuará sendo mantida em 1. É um circuito extremamente simples. A porta NAND ligada em S. ao receber 0 nesta entrada. produzirá uma saída Y=1 (lembre-se da tabela verdade da função NAND: se pelo menos uma das entradas é 0. teremos X=1. que agora pode voltar ao seu estado de repouso. detalhadamente.Figura 68 Célula de memória. Projetando chips O método mais simples para projetar circuitos lógicos é utilizar chips básicos como os mostrados na figura 66. Circuitos como este são agrupados até formar células de memória com muitos bits. formando vários megabytes. b) O valor Y=0 chega à entrada da porta 2. c) A porta 1 está recebendo as entradas X=1 e S=1. Como 1 NAND 1 = 0. d) Agora a entrada S pode voltar ao seu valor de repouso 1. e momentaneamente levando a entrada R ao valor 0.

Conversores D/A e A/D Nem só com circuitos digitais se faz um computador. mostraremos aqui o funcionamento dos conversores D/A (DigitalAnalógicos) e A/D (Analógicos-Digitais). Todo este equipamento é muito caro. a melhor solução não é construir um circuito. com baixo custo unitário de produção. criamos o circuito com o auxílio de um PC e simulamos o seu funcionamento. em pequena escala. o circuito é “gravado” no chip programável.com). e ficam extremamente compactos. diodos. tudo através de um PC. Terminado o projeto. e passam por conversores D/A para que se transformem em sinais analógicos. Os principais circuitos analógicos são os existentes na placa de som. ou máquina de lavar. Circuitos analógicos são formados por transistores. Até mesmo a produção em série pode ser feita. Terminado o projeto. um grande número de portas lógicas. podendo assim ser amplificados e enviados para os alto falantes. que transferidos para um equipamento apropriado. uma placa lógica para controlar uma máquina de refrigerantes. é preciso utilizar métodos mais eficientes. Esses fotolitos são levadas a uma máquina de produção de chips. Uma solução para esses casos é utilizar microcontroladores. resistores. memória ROM.altera. O projeto de chips é feito através de programas especiais de CAD. Uma solução bastante viável é utilizar chips programáveis. Esta programação consiste em definir as conexões que são realizadas entre os módulos internos do chip programável. ou o painel de controle de um videocassete).xilinx. Também são necessários os circuitos analógicos. Tais chips programáveis são chamados de PLD (programmable logic devices) e EPLD (eraseable programmable logic devices). a melhor coisa a fazer é projetar chips novos. Circuitos lógicos de média complexidade tornam-se muito grandes quando utilizamos chips básicos. resistores e . indutores. Os dois principais fabricantes desses produtos são a Altera (www. que podem então ser produzidos aos milhares. Para produção profissional entretanto. fazendo a conversão de sons digitalizados para o formato analógico. Definimos os circuitos lógicos a serem utilizados e simulamos o funcionamento do circuito final. verde e azul em cada pixel da tela. Ligado convenientemente em capacitores. Esses chips possuem em seu interior. Quando a escala de produção é maior e os custos finais do produto precisam ser reduzidos. Quando o circuito a ser projetado não precisa ser extremamente veloz (por exemplo. Para exemplificar esses circuitos. Os dados existentes na memória de vídeo são digitais. Através de um programa de CAD. Esses chips são microprocessadores que possuem em seu interior. irão resultar em fotolitos. e só compensa quando os chips são produzidos aos milhares. Os conversores D/A são encontrados na placa de som. o programa de CAD irá gerar arquivos de impressão. projetos complexos podem ser criados em pouco tempo. capacitores. RAM e circuitos de apoio. Utilizando PLDs e EPLDs. e até mesmo a contratação de empresas especializadas tem custo elevado. e sim um programa que receba as entradas e gere as saídas. transformadores e outros componentes “não digitais”. transmitindo informações sobre a quantidade de vermelho.protótipos ou projetos de pequena complexidade. no modem e o trecho da placa de vídeo que envia as informações de cor para o monitor. Sua função básica é lidar com sinais analógicos. Esses circuitos também são utilizados na placa de vídeo.com) e Xilinx (www. uma unidade de processamento. A base do funcionamento dos conversores D/A e A/D é um circuito chamado amplificador operacional. Quando o circuito a ser criado precisa ser muito veloz. os microcontroladores tornam-se ineficientes.

Va (Ro/Ra) Concluímos então que a tensão de saída Vo é igual à tensão de entrada Va. ficamos com: Vo/Ro = . Os amplificadores operacionais são fabricados com encapsulamentos similares aos dos chips e transistores. e é correto. Na prática é de apenas alguns milésimos de volts.Va/Ra Vo = . da ordem de alguns milhões de ohms. este circuito é capaz de realizar várias operações matemáticas sobre sinais analógicos. Portanto podemos considerar que i=0. é correto dizer que Vx é um valor muito pequeno. e a outra entrada tem o valor de tensão Vx.diodos. Pode até mesmo ser usado para sintetizar sons similares aos dos instrumentos musicais. considerar Vx=0. A tensão de saída Vo é igual à tensão existente entre suas duas entradas. ou seja i2 = -i1 Substituindo i1 por Va/Ra e i2 por Vo/Ro. Figura 69 Circuito básico com amplificador operacional. Chamamos o ganho do amplificador de A (lembre-se que o ganho do amplificador é muito grande). . para efeito de cálculos aproximados. praticamente zero. multiplicada por um fator de amplificação. Possui duas entradas analógicas e uma saída. i = i1 + i2 = 0.Vx Vx = Vo/A Como A é um valor muito grande. em geral superior a 1000. A figura 69 mostra uma das formas mais simples de uso de um amplificador operacional. que é bastante grande. uma das entradas está ligada no terra (0 volts). Então temos: Vo = A. as correntes i1 e i2 que chegam ao ponto X são: i1 = Va/Ra i2 = Vo/Ro A corrente i que “entra” no amplificador é igual à soma de i1 e i2 i = i1 + i2 Uma outra característica dos amplificadores operacionais é que sua resistência de entrada é elevadíssima. Tomando Vx=0. Isto é o mesmo que dizer que sua corrente de entrada é muito pequena. No circuito da figura.

teremos Vo = -10. Rn: Vo = . . ou seja: Vo = . onde temos n entrada com tensões V1. Figura 70 Amplificador com duas tensões de entrada.. ser eliminado por um segundo estágio com ganho igual a –1.. Suponha que sua entrada seja formada por 4 bits. + Vn/Rn) Este circuito pode ser usado como um conversor analógico digital. se fizermos Ro = 10k e Ra= 1k. e a corrente i de entrada no amplificador operacional vale aproximadamente zero. e resistores R1.. O circuito da figura 70 é um pouco mais complexo. Tomemos para os resistores. conseguido fazendo Ro=Ra.. caso seja necessário. Um conversor D/A é formado com este circuito. Vn. Nesses resistores passam correntes ia = Va/Ra e ib = Vb/Rb. Ra e Rb..(Va. R2. Por exemplo. Este resultado pode ser generalizado no circuito da figura 71. Digamos que os valores de tensão correspondentes aos bits 0 e 1 sejam 0 volts e 1 volt. A corrente i2 é Vo/Ro. com sinal negativo. Conseguiríamos assim um circuito cuja saída é sempre 10 vezes maior que a entrada. com sinal negativo. com dois resistores correspondentes. respectivamente... Ele tem duas entradas Va e Vb.Ro/Ra + Vb. Temos então: 0 = i = Vo/Ro + Va/Ra + Vb/Rb. A corrente i1 neste caso vale ia+ib. V2.Ro/Rb) = -Ro(Va/Ra + Vb/Rb) Figura 71 Amplificador com múltiplas entradas analógicas.Va. os seguintes valores: Ro R1 R2 R3 = = = = 8k 8k 4k 2k . através da escolha apropriada dos resistores. como no exemplo anterior. Este sinal negativo pode.multiplicada por um fator de amplificação Ro/Ra...Ro(V1/R1 + V2/R2 + V3/R3 + .

V2 + 4. cada resistor é o dobro do anterior.000 conversões por segundo.R4 = 1k Ficamos então com: Vo = -8000 (V1/8000 + V2/4000 + V3/2000 + V4/1000). Encontramos esses conversores em placas de som e placas digitalizadoras de vídeo. Conversores D/A com maior número de bits são construídos de forma semelhante. ou seja: Vo = .1 + 8.0) = . exatamente como no sistema binário. ou seja. Placas de vídeo usam conversores D/A de 8 bits. ou seja.V3 + 8. Da mesma forma o valor digital 5 (0101) resulta no valor analógico de –5 volts. os valores de tensão (que correspondem aos bits do valor digital de entrada) aparecem com pesos 1. ou seja. ficamos com: Vo = . um comparador analógico e um conversor D/A. e usam taxas de amostragem de até 44 kHz.1 + 4. Conversores D/A usados em placas de vídeo operam com 8 bits e usam taxas de amostragem bem mais elevadas. chegando a ultrapassar a casa dos 100 MHz.0 + 2. e assim por diante. 2.V4) Note que com este circuito. o valor digital 11 (1011) resulta no valor analógico igual a –11 volts.(1. Um sinal digital START dá início . Conversores D/A usados em placas de som operam com 8 ou 16 bits. A figura 72 mostra o funcionamento de um conversor Analógico/Digital. com resistores formando uma progressão geométrica de razão 2. 4 e 8. Se tivermos por exemplo as entradas V4V3V2V1 representando o valor binário 0110 (6 em decimal). gerando assim 256 tonalidades para cada componente de cor. Figura 72 Conversor Analógico/Digital. É composto de um contador binário. Um conversor D/A precisa funcionar de forma tão rápida quanto os sinais analógicos que precisa representar.(V1 + 2.6 volts Portanto o valor digital 6 (0110) gerou na saída do circuito. A conversão A/D (de analógico para digital) é bem mais complexa. acima de 100 milhões de conversões por segundo. o valor analógico de –6 volts. Placas de som utilizam conversores D/A de 8 e 16 bits. Nosso circuito é um conversor digital-analógico de 4 bits. O valor analógico Vi é alimentado na entrada do conversor. fazem 44. bastando usar um maior número de entradas.

até chegar ao bit menos significativo. O valor analógico resultante desta contagem é comparado com o valor analógico Vi que está sendo convertido. o valor analógico gerado será igual ao ponto médio da escala de contagem (por exemplo. realizam o que chamamos de “busca binária”.. Por exemplo. significa que o valor binário gerado pelo contador é a versão digital do valor analógico Vi. No instante em que o comparador detecta que suas entradas são iguais. O valor binário gerado por este contador é enviado a um conversor D/A. começam a contar a partir do bit mais significativo. e assim por diante. em corrente contínua). ao invés de 65. em um contador de 8 bits. 3. A rapidez da conversão depende portanto da eficiência do método de contagem binária. fazem cerca de 10 milhões de conversões por segundo.536. Se for menor que a tensão procurada. Ao invés de contarem a partir do bit menos significativo. esta conversão poderá demorar até 65. 2. O processo de conversão A/D é bem mais lento que o de conversão D/A. e a sua rapidez depende de como é feita a contagem. 1.). se usarmos um contador de 8 bits e for feita uma contagem seqüencial (0. os contadores utilizados não fazem contagem seqüencial. e sim. A diferença é que a energia elétrica não fica armazenada em células de voltagem (como ocorre com pilhas e baterias). ele tem peso 64).à contagem realizada pelo contador binário.. Para tornar a conversão mais rápida. este bit será mantido ligado. O valor digitalizado pode então ser lido das saídas do contador digital. A voltagem da rede elétrica não é adequada para aparelhos eletrônicos. Desta forma um conversor A/D de 8 bits realiza a conversão em apenas 8 ciclos ao invés de 256. ou seja. até 44 kHz (44. A seguir é feito o mesmo teste com o segundo bit mais significativo (em um contador de 8 bits. Fonte de alimentação linear A fonte de alimentação é um dispositivo que tem a mesma função que uma bateria. Ao ligar o bit mais significativo. 128. portanto esses aparelhos possuem fontes de alimentação. . e sim. depois com o próximo (peso 32). Um conversor A/D de 16 bits fará a conversão em 16 ciclos. Muitos aparelhos são alimentados diretamente a partir da rede elétrica. Os conversores usados em placas digitalizadoras de vídeo trabalham com 8 bits e freqüências da ordem de 10 MHz. a conversão poderá demorar até 256 ciclos. Se o valor assim gerado for muito grande. como é o caso de lâmpadas e motores. é extraída da rede elétrica. este bit será desligado. São circuitos que convertem a tensão da rede elétrica (110 volts em corrente alternada) para tensões adequadas ao seu funcionamento (em geral inferiores a 20 volts. Com uma contagem seqüencial em um conversor de 16 bits.536 ciclos. ou seja.000 conversões por segundo). . Este comparador envia um sinal de parada ao contador. que conta de 0 a 256). Conversores A/D usados em placas de som operam com a mesma velocidade dos seus conversores D/A.

que consiste em fazer a corrente trafegar sempre no mesmo sentido. . O próximo passo é a filtragem. mas com um valor menor. e repete este ciclo 60 vezes a cada segundo. Uma vantagem da tensão alternada é que pode ser facilmente convertida em valores mais altos ou mais baixos. através de um transformador. Inicialmente esta tensão é reduzida para um valor menor. Na fonte de tensão contínua (CC). ora em outro sentido. ou seja. depois puxa a corrente. Em alguns países. Na fonte de corrente alternada (CA). existem dois terminais. A rede elétrica usada no Brasil opera com 60 ciclos por segundo. A seguir é feita uma retificação. O valor da tensão é constante. sobretudo na Europa.Figura 73 Tensão contínua e tensão alternada. o positivo e o negativo. Como já mostramos. A figura 74 mostra as etapas da geração de tensão contínua em uma fonte. a rede opera com 50 Hz. e finalmente a regulação. O gráfico da tensão alternada tem a forma de uma senóide porque a geração é feita por eixos rotativos. Dizemos que a tensão da rede é 60 Hz. Temos então corrente alternada. através de transformadores. a corrente também será constante. ora em um sentido. como lâmpadas e resistores. empurra a corrente. com freqüência de 60 Hz e voltagem que pode ser de 110 ou 220 volts. coisa que não pode ser feita tão facilmente com a corrente contínua. A figura 73 mostra a diferença entre uma fonte de tensão contínua e uma alternada. indefinidamente. e se ligarmos um circuito de características constantes. a corrente trafega sempre no mesmo sentido. A fonte CA empurra e puxa a corrente. a corrente trafega. existentes nos geradores das usinas de energia. Uma fonte de alimentação recebe corrente alternada a partir da rede elétrica.

Os chamados “adaptadores AC”. usados para alimentar caixas de som e dispositivos que não possuem fonte própria. ao invés de operar com apenas 60 Hz. utilizadas nos PCs e em todos os equipamentos eletrônicos modernos. Eles são na verdade fontes lineares de alimentação. Por isso foram criadas as fontes chaveadas. e por isso podem fornecer muita potência.Figura 74 . consomem pouca potência. As fontes que operam como mostramos na figura 74 são as chamadas “fontes lineares”. São adequadas quando a potência a ser fornecida (potência = tensão x corrente) é pequena. com operação similar ao mostrado na figura 74. Elas não necessitam de transformadores e capacitores grandes. . Fonte de alimentação chaveada Tanto os transformadores quanto os capacitores usados nas fontes de alimentação poderiam ser bem menores se a freqüência da rede elétrica fosse mais elevada. Sua principal desvantagem é que requerem transformadores muito pesados para fazer a redução de voltagem. e capacitores muito grandes para fazer a filtragem. porém mantendo peso e tamanho reduzidos.Operação de uma fonte linear.

em alta velocidade. Não existe dificuldade técnica na retificação de tensões elevadas. O resultado é uma tensão contínua de valor elevado. Inicialmente a tensão da rede elétrica é retificada e filtrada. A figura 75 mostra as etapas de funcionamento de uma fonte chaveada. Esta onda quadrada passa por um transformador e tem sua tensão reduzida. Quanto à filtragem. Fim do Curso! . mas com amplitude menor e freqüência maior. Este transistor opera como uma chave elétrica que abre e fecha o circuito para a passagem de corrente. apesar da tensão ser elevada. pois a corrente é mais baixa.Figura 75 Operação de uma font chaveada. e quanto maior é a freqüência. porém com valor de corrente maior. podem ser usados capacitores de menor valor. Temos então uma corrente alternada. na qual imperfeições são eliminadas. já que a filtragem também é facilitada pela freqüência elevada. resultando em um valor constante na saída. Finalmente temos a etapa de regulação. Esta corrente é retificada e filtrada. desta vez usando capacitores de menor tamanho. entre 100 e 200 kHz. Esta tensão passa por um transistor de chaveamento que a transforma em uma onda quadrada de alta freqüência. Este transformador pode ser pequeno. já que opera com freqüência muito mais elevada. maior é a facilidade que um transformador tem para fazer o seu trabalho. Uma fonte de alimentação usada em um PC possui várias seções para a geração dos diversos valores de voltagem.

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