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INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO – DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E ARQUITECTURA ARQUITECTURA 2011/2012 PROJECTO II Docentes: Arqtº José Mateus

/ Arqtª Daniela Arnaut / Arqº Frederico Moncada
“No 2º ano - projecto de arquitectura II - o enfoque temático é dirigido para a compreensão da relação entre objecto arquitectónico, cidade e território. Os exercícios propostos promovem o estudo do objecto arquitectónico no âmbito de um contexto lato através da formalização do espaço, das componentes funcionais e da materialidade construtiva. A aproximação ao processo e procedimentos de trabalho em Arquitectura é feita pela explicitação das fases de análise, de produção e de comunicação do trabalho desenvolvido“.

1. OBJECTIVOS GERAIS São objectivos estruturantes da cadeira: Familiarizar os alunos com a metodologia de projecto, observando uma sequência clara e estruturada exercitando as suas diversas componentes: a) recolha documental; b) registo; c) análise; d) estruturação de estratégias/conceitos antagónicos e selecção; e) registo final; comunicação escrita, desenhada e oral; Conduzir os alunos ao reconhecimento fundamentado de léxicos, tendo presente o contexto em que foram produzidos. Através de uma sequência de apropriação e transformação, propondo a concepção de uma extensão – pequena peça de equipamento – pretende-se investigar dentro da temática da produção arquitectónica: usos, linguagem, natureza construtiva e avaliar as relações do projecto com o contexto em que se encontra ou que foi produzido, nas vertentes sociológica, histórica e física (geografia, geologia, topografia, vegetação, atmosfera); Iniciar o trabalho de projecto partindo de um programa específico – pequeno equipamento privado – levando os alunos à correcta manipulação crítica dos dados programáticos e ao exercício de justaposição de linguagens – pré-existente e nova; Consolidar a capacidade dos alunos no domínio de ferramentas essenciais de projecto: execução de maquetas rigorosas; execução de desenhos técnicos à escala 1/200 e 1/100; esquissos; comunicação oral e escrita dos conceitos;

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Exercitar a capacidade de gerar conceitos abstractos, estruturantes de conceitos de desenho arquitectónico específicos, derivados de leituras precisas de diferentes contextos urbanos e territoriais; Aprofundar a capacidade de diagnóstico, análise, entendimento e de proposta de transformação de espaços urbanos complexos; Desenvolver um projecto de escala superior em coerência com conceitos mais vastos de estruturação urbana gerados pelos alunos; Desenvolver e aprofundar o entendimento da relação coerente entre conceitos de desenho a diversas escalas: da escala urbana à tectónica, à natureza construtiva expressa nas opções matéricas e na maior ou menor complexidade dos detalhes.

No exercício do 1º semestre, toma-se como contexto de estudo e projecto uma casa - situada em território rural ou urbano – de modo a introduzir progressivamente os alunos em escalas/complexidades maiores. Procurando consolidar o apuro metodológico já trabalhado no decurso dos dois semestres do 1º ano, surge agora no exercício de projecto, o carácter ‘determinante’ do programa funcional como aspecto estruturante e fundamental na criação arquitectónica. Trata-se de um exercício desdobrado em 3 fases: a) registo / levantamento; b) estudo analítico; c) projecto / apresentação. No 2º semestre, uma nova sequência ‘abre’ a uma escala superior, propondo-se a execução de 2 exercícios integrados em contextos urbanos mais vastos. Adquiridas capacidades operativas e conhecimento essencial ao nível metodológico, passa-se à manipulação de programas também mais complexos – equipamentos colectivos – associados ao território polifacetado e complexo das cidades. Tal como é praticado no 1º semestre, é estimulada a colocação em prática de diferentes formas de comunicação dos projectos: discurso oral, performance, caderno/livro, multimédia, etc.

2. CARACTERIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS 2.1 - 1º SEMESTRE EXERCÍCIO PRÁTICO: ” ESPAÇO DE TRABALHO NA CASA UNIFAMILIAR”.

2.1.1 OBJECTIVOS O primeiro exercício propõe a investigação, observação, leitura, registo e análise (desenho/maqueta/texto) de uma casa singular da história da Arquitectura dos séculos XX-XXI. O processo visa a compreensão profunda do objecto estudado, como suporte do desenvolvimento de um projecto de extensão, colocando em ‘confronto’, de forma consciente e fundamentada, duas linguagens correspondentes a dois momentos da vida da casa. Através desta sequência de apropriação e transformação, procura-se investigar a temática arquitectónica usos, linguagem, natureza construtiva, e, avaliar as relações do projecto com o contexto em que se encontra ou foi produzido, nas vertentes sociológica, histórica e física (geografia, geologia, topografia, vegetação,

atmosfera). O exercício promove ainda a identificação da obra de diferentes autores e dos léxicos que marcam arquitectura nos últimos 100 anos. 2.1.2 SEQUÊNCIA Fase 1: Investigação e registo:

Recolha de documentação sobre a casa, desenho e construção da maqueta. Fase 2: Análise:

Construção de desenhos e maquetas analíticas da casa; texto de interpretação. Fase 3: Transformação:

Desenhar extensão anexa e interligada, com o seguinte programa: - Atelier de pintura/escultura (c/ zona de lavagem e arrumo de materiais); - Biblioteca; - Sala de visionamento de filmes; - Instalação sanitária; - Garagem (2 automóveis). 2.1.3 FORMALIZAÇÃO Fase 1: Peças desenhadas: - Planta de implantação no contexto urbano ou rural (esc. 1/500), plantas, 2 cortes, alçados (esc. 1/100), realizados em computador; - Maqueta em formato A2 (esc.1/100) totalmente construída em cartão reciclado cinza – inc. base - de 1 e 2 mm; - Memória Descritiva / máximo 4.000 caracteres incluindo espaços; - Edição em caderno de formato A3, devidamente editado graficamente. O caderno incluirá a recolha documental, memória descritiva, todos os desenhos, fotografias editadas da maqueta, etc.

Fase 2: - 4 Maquetas analíticas (esc. 1/200) - volumetria/espaço, funções/circulações, estrutura, conceito – realizadas em cartão reciclado cinza pintado sobre base A2 (h=2cm) em cartão reciclado cinza; - Texto de interpretação e análise: conceitos, funções, materialidade, atmosferas; - Edição e introdução no caderno A3; Fase 3: - Esquissos, esquemas, diagramas conceptuais e maquetas de esboço (esc. 1/200-1/100); - Desenhos rigorosos com interligação à casa existente (esc. 1/100); - Maquetas de trabalho e maqueta final – branca – de inserção no conjunto original (esc. 1/100); - Edição final em caderno/livro de formato A3, devidamente tratado graficamente e encadernado com capa dura forrada a tecido. O caderno incluirá a totalidade do trabalho produzido no 1º semestre. 2.1.4 METODOLOGIA Trabalho individual com atribuição de uma casa por aluno. Criação progressiva de um “Livro de semestre“ em formato A3 contendo as Fases 1, 2 e 3; 2.1.4 TEMPOS Duração total 14 semanas (ver quadro em anexo). 2.1.5 APRESENTAÇÕES - Haverá uma apresentação intermédia após a fase 2 sujeita a avaliação; - Apresentação final oral individual com recurso às maquetas e a power point. Duração máxima por aluno: 7 minutos.

2.2 - 2º SEMESTRE 2.2.2 EXERCÍCIO 1: A CIDADE EXPECTANTE - DA CIDADE RAREFEITA À CIDADE ESTRUTURADA. 2.2.2.1 OBJECTIVOS: Análise e transformação ou recomposição de um espaço urbano tendo como elementos estruturantes peças de equipamento colectivo.

Na sequência das capacidades desenvolvidas nos semestres anteriores, nomeadamente de diagnóstico, de análise, do “ passar do observar ao compreender “, pretende-se que os alunos coloquem em prática as competências adquiridas num contexto urbano. Partindo da análise efectuada, de um programado para uma peça de equipamento e do seu carácter potenciador de novas relações na cidade, pretende-se que seja desenvolvido e consolidado o tecido urbano em estudo. O programa surge como um dado consciente cujo questionamento da sua aparente rigidez é indissociável de uma prática de projecto encarada como uma reflexão crítica do contexto abordado que ultrapasse o literal e o óbvio. Entendido desta forma, o programa deve também tornar-se parte activa na formalização ou na génese dos conceitos. Local de intervenção: a seleccionar.

METODOLOGIA – trabalho de grupo + individual - 2 fases Fase 1 : reconhecimento/registo/diagnóstico ( trab. de grupo) Partilha coordenada de tarefas entre os alunos do ano de forma a proceder-se ao levantamento das características do local de intervenção. Os alunos organizam-se em grupos com um número máximo de 5 elementos de forma a recolher os seguintes dados: zoom out: relação com a cidade global; cartografia actual do existente; perfis/alçados gerais do existente; plantas de registo de épocas de construção; nº de pisos e estado de construção; plantas de registo da tectónica dos espaços públicos; plantas de registo de edifícios de interesse patrimonial; plantas de registo de espaços/estruturas verdes; estudo tipológico dos edifícios existentes; levantamento documental histórico; dados sociológicos da população; plantas de caracterização de fluxos (tráfego automóvel, pedonal, ciclovias, transportes públicos, etc.); levantamento fotográfico.

Fase 2 (projecto) ( trab. individual)

Composição, através de esbocetos bi/tridimensionais – maquetas e desenhos, de diferentes hipóteses de conceitos de recomposição urbana (escalas diversas) Registo final da solução urbana projectada, organizado sob a forma de caderno em formato A3 contendo: memória descritiva e de conceito (máx. 4.000 caracteres inc. espaços) esquissos plantas/cortes/alçados (esc. 1/500) maqueta geral diagramas conceptuais organogramas fotomontagens

APRESENTAÇÃO Apresentação oral livre recorrendo à maqueta e a dois painéis A1 ao alto concebidos para o efeito. Duração máxima por alunos: 7 minutos.

2.2.3. EXERCÍCIO 2: O CORPO TOTAL DA ARQUITECTURA. 2.2.3.1 OBJECTIVOS Através da caracterização, na globalidade das suas dimensões, de um edifício de equipamento, pretende-se desenvolver em detalhe a capacidade de composição e de desenho: A eficácia funcional – do óbvio ao crítico; A clareza conceptual; A influência do espaço urbano; A luz, a Escala, a Proporção, o Ritmo; A consciência da forma de construir; A téctónica, a matéria activadora de conceitos; A visão global e o detalhe; A ergonomia; A “atmosfera“ e os estados de espírito; O perene e o efémero; O local e o global; O datado e o intemporal; O tempo.

METODOLOGIA – trabalho individual – três fases. FASE 1 Tomando 1 dos edifícios que integravam o projecto do exercício 1, desenvolver projecto para um edifício público (equipamento) com uma dimensão máxima de 1.500m2 de área bruta. Executar: - maqueta de programa (1/500) - executar esquissos bi/tridimensionais de forma a implantar o programa e desenvolver o conceito de desenho geral do edifício

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plantas/cortes/alçados simplificadas do edifício a detalhar (1/500) reequacionamento de acordo com conceitos que surjam no decorrer do processo desenhos gerais de confirmação – plantas, cortes e alçados (1/200)

FASE 2 Investigação tectónica do edifício, através da execução de esquissos de ensaio em corte/alçado parcial: desenho rigoroso - em computador - composto por corte e alçado parcial contendo toda a informação relativa aos materiais de acabamento propostos (1/20) maqueta “ parcial de fachada “ rigorosa representativa desse mesmo desenho (1/20)

FASE 3 Registo rigoroso que produza a caracterização global e exaustiva do edifício desenhado contendo: desenhos técnicos (1/100) maqueta em pvc branco montada sobre base A2 em cartão reciclado cinza incluindo envolvente próxima (1/100) memoria descritiva

Todos estes elementos elaborados neste exercício devem ser montados como último capítulo do livro/caderno A3 do ano. Os desenhos redimensionados de forma a poderem ser integrados na estrutura gráfica e dimensão do livro. O livro será encadernado com capa dura forrada a tecido, contendo obrigatoriamente: na capa: nome da cadeira e ano lectivo e nome do aluno no interior: índice e estrutura interna por capítulos observando a sequencia dos trabalhos executados ao longo do ano.

APRESENTAÇÃO Exposição oral com recurso a Powerpoint de montagem livre contendo imagens, sons, texturas, desenhos ou textos que comuniquem o projecto de forma rápida e eficaz. Duração máxima por aluno: 7 minutos.

ACTIVIDADES COMPLEMENTARES

- Exposição de trabalhos do 1º semestre (data a definir)

Lisboa, 7 de Setembro de 2011