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Resultados 1T10

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Resultados 1T10
Continuidade do cenário positivo para o negócio celulose elevou o EBITDA para R$ 637 milhões no 1T10, margem de 38%, 8 p.p. maior que o 4T09.
Principais Indicadores(1) Produção de celulose (1000 t) Vendas de celulose (1000 t) Produção de papel (1000 t) Vendas de papel (1000 t) Receita líquida (R$ milhões) EBITDA (R$ milhões)
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1T10 1.314 1.322 77 83 1.675 637 38% (341) 9 13.540 2.684 10.856 5,6

4T09 1.395 1.460 88 111 1.698 503 30% (157) 35 14.661 3.968 10.693 6,3

1T09 1.032 1.164 94 94 1.429 378 26% (185) 1.267 18.687 2.954 15.733 7,8

1T10 vs. 4T09 -6% -9% -13% -25% -1% 27% 8 p.p. -74% -8% -32% 2% -0,7 x

1T10 vs. 1T09 27% 14% -19% -12% 17% 69% 12 p.p. -99% -28% -9% -31% -2,2 x

UDM* 5.469 5.406 351 407 6.246 1.956 31% 1.438 675 13.540 2.684 10.856 5,6

Margem EBITDA (%) (3) Resultado Financeiro Lucro líquido (R$ milhões) Dívida Bruta (R$ milhões) Caixa (R$ milhões) Dívida Líquida (R$ milhões) Dívida Líquida/EBITDA UDM*(2)
*UDM: Últimos Doze Meses

Destaques do trimestre
Baixo nível de estoques e continuidade do crescimento da demanda permitiram a elevação do preço lista base Europa para US$ 790/t em março. Produção de celulose alcançou 1,3 milhão t, queda de 6% em relação ao 4T09 devido à venda da unidade Guaíba e ao menor número de dias de produção no 1T10, e 27% superior à do 1T09 devido à produção da Unidade de Três Lagoas. Vendas de celulose de 1,3 milhão t, 9% abaixo do 4T09 devido à menor disponibilidade de produção, e 14% acima do 1T09. Custo caixa de produção de R$ 418/t no 1T10, queda de 7% (R$33/t) sobre o 4T09. EBITDA de R$ 637 milhões, aumento de 27% em relação ao 4T09 e 69% sobre o 1T09. Margem EBITDA de 38%, aumento de 8 p.p. em um trimestre. EBITDA/t teve crescimento de 42%, para R$ 454/t, em relação ao 4T09. Lucro de R$ 9 milhões, comparado a R$ 35 milhões no 4T09 e R$ 1.267 milhões no 1T09 (vide Anexo I para os efeitos da adoção dos pronunciamentos técnicos – CPCs). Valor presente líquido das sinergias capturadas em 2009 de aproximadamente R$ 500 milhões. Contínua redução da Dívida Líquida/EBITDA: 5,6x no 1T10 (4T09: 6,3x; 1T09: 7,8x). Elevação da perspectiva do rating da Fibria de negativo para estável pela Moodys.
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Informações base 31/03/2010: Valor de Mercado R$ 17,9 bilhões US$ 10,2 bilhões Cotações FIBR3: R$ 38,44 FBR: US$ 21,88 Ações em circulação: 467.934.646 ONs Teleconferência Data: 17/05/2010 12h00 Inglês 14h00 Português Replay: 17 a 21/05/10 (11) 2188-0188 Código: Fibria Webcast: www.fibria.com.br/ri Contato RI: Carlos Aguiar Diretor Presidente, de

Eventos subsequentes
Adesão ao Novo Mercado será efetivada em 20 de maio de 2010. Bond emitido de US$ 750 milhões permitirá a liquidação da dívida remanescente dos derivativos e o refinanciamento de outras dívidas visando à melhoria do perfil do endividamento. Dois aumentos de preço, em abril e maio, elevaram o preço lista Europa para US$ 890/t.

Tesouraria e RI André Gonçalves Gerente Geral de RI Anna Laura L. Rondon Fernanda Naveiro Lívia L. Baptista (11) 2138-4565 ir@fibria.com.br

(1) As Demonstrações contábeis do ano de 2009, apresentadas para fins comparativos, foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPCs – 15 a 40, conforme requerido pelas práticas contábeis brasileiras (2) ajustado em itens não recorrentes, sem impacto caixa e CPCs (3) Inclui resultado de aplicações financeiras, variações monetárias e cambiais, marcação a mercado de instrumentos derivativos e apurações de juros. As informações operacionais e financeiras da Fibria Celulose S.A. do 1º trimestre de 2010 (1T10) são apresentadas neste documento com base em números consolidados e expressos em reais, conforme os requisitos da Legislação Societária. Os resultados da Veracel Celulose S.A. incluirão neste documento, a consolidação proporcional de 50% eliminando todos os efeitos de operação intercompanhia. As informações do ano de 2009 incluem a consolidação integral dos resultados da Aracruz Celulose S.A..

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Índice
Sumário Executivo ......................................................................................... 04 Mercado de Celulose ..................................................................................... 06 Mercado de Papel .......................................................................................... 08 Produção e Vendas – Celulose e Papel ......................................................... 08 Análise do Resultado ..................................................................................... 09 Análise do EBITDA ........................................................................................ 12 Resultado Financeiro ..................................................................................... 12 Resultado Líquido .......................................................................................... 14 Investimentos de Capital ................................................................................ 14 Endividamento ............................................................................................... 15 Derivativos ..................................................................................................... 16 Gestão do Endividamento .............................................................................. 17 Mercado de Capitais ...................................................................................... 18 Eventos Subsequentes .................................................................................. 19 Anexo I........................................................................................................... 21 Anexo II.......................................................................................................... 23 Anexo III......................................................................................................... 24 Anexo IV ........................................................................................................ 25 Anexo V ......................................................................................................... 26 Anexo VI ........................................................................................................ 27

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Sumário Executivo
O cenário econômico do 1T10 sinalizou para a continuidade da recuperação da economia global, com a retomada gradual de regiões como Estados Unidos, Europa e Japão, enquanto os países emergentes já vinham mostrando sinais consistentes de expansão econômica. Nesse contexto, o setor de celulose de mercado foi marcado por eventos que agravaram a restrição da oferta, ao mesmo tempo que a demanda manteve crescimento, a exemplo do aumento de 7% nos embarques globais de celulose, em comparação ao 1T09. Como resultado, o preço lista de celulose aumentou US$ 90/t no 1T10 em todas as regiões. Novos aumentos efetuados em abril e maio, no total de US$ 100/t, elevaram o preço lista Europa para US$ 890/t. Os aumentos de preços anunciados ao longo do 1T10 elevaram em 10% o preço médio líquido da celulose em dólares. A desvalorização média do real de 4% no 1T10 contribuiu para que o preço médio líquido em reais aumentasse 14% em relação ao 4T09. Quando comparado ao 1T09, o aumento em reais foi de 11%. A excelente performance operacional das unidades, a exemplo do recorde de produção na Unidade Aracruz, atenuou a queda na produção do 1T10, impactada pela venda da Unidade Guaíba e pelo menor número de dias de produção no período. A produção consolidada de celulose da Fibria alcançou 1.314 mil t, 6% inferior ao 4T09. Em relação ao 1T09, a produção foi 27% superior devido à operação da Unidade Três Lagoas. As vendas de celulose alcançaram 1.322 mil t, 9% inferior às do 4T09, em razão da menor disponibilidade de produção, e 14% maior que o 1T09. Nossos estoques de celulose permaneceram em níveis baixos, fechando no 1T10 em 35 dias de produção (4T09: 37 dias; 1T09: 46 dias). O custo caixa de produção do 1T10 ficou em R$418/t, redução de 7% (R$ 33/t) em relação ao 4T09. A maior estabilidade da operação nas unidades, o menor custo dos insumos e a venda da Unidade Guaíba foram os principais fatores para o resultado do trimestre. Em relação ao 1T09, a redução é explicada pelo menor custo caixa de produção da Unidade de Três Lagoas e pelo efeito da captura das sinergias, principalmente no custo dos insumos industriais. O EBITDA ajustado do 1T10 totalizou R$ 637 milhões, 27% de aumento em relação ao 4T09. A margem EBITDA ficou em 38%, aumento de 8 pontos percentuais no trimestre. Na comparação com o 1T09, o EBITDA foi maior em R$ 259 milhões, ou 69%, devido principalmente ao maior preço médio líquido de celulose e ao maior volume de vendas. O EBITDA por tonelada recuperou-se pelo

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Resultados 1T10
terceiro trimestre consecutivo, alcançando R$ 454/t (US$252/t), 42% acima do 4T09. Aproveitando a evolução positiva na percepção de risco de crédito da empresa, bem como a melhora no mercado, promovemos um alongamento e, também, capturamos oportunidades de redução do custo médio da dívida. A redução da alavancagem e melhoria do perfil do endividamento é uma das prioridades da Companhia em 2010. A dívida bruta em março ficou em R$ 13.540 milhões, queda de 8% em relação ao 4T09, com prazo médio de 62 meses. A parcela da dívida bruta no curto prazo ficou em 23% no 1T10 (4T09: 27%; 1T09: 29%). A posição de caixa da Companhia atingiu R$ 2.684 milhões, dos quais 92% estavam aplicados em moeda local. A dívida líquida ficou em R$ 10.856 milhões, aumento de 2% em relação ao 4T09 devido principalmente aos efeitos da desvalorização do real (2%) e apropriação de juros, parcialmente compensados pela geração operacional de caixa. A combinação da redução do endividamento ao longo do último ano com a elevada geração de caixa contribuiu para a continuidade da queda do indicador “dívida líquida/EBITDA”, que chegou a 5,6x no 1T10. O gráfico abaixo apresenta a evolução recente deste indicador:
Dívida Líquida / EBITDA
7,8 6,3 5,6

1T09

4T09

1T10

O resultado financeiro líquido do trimestre ficou negativo em R$ 341 milhões, comparado ao resultado negativo de R$ 157 milhões do 4T09, devido principalmente à desvalorização do real sobre a parcela do endividamento em moeda estrangeira (62%), que gerou um resultado negativo de variação cambial sobre a dívida de R$ 203 milhões. Neste trimestre a Companhia reverteu uma provisão para contingências constituída no montante de R$ 156 milhões, referente à incidência de CSSL sobre as receitas de exportação. Desse total, R$ 83 milhões impactaram positivamente a rubrica “IR/ Contribuição Social” e R$ 73 milhões foram alocados em “outras receitas e despesas financeiras”. Consequentemente, o 1T10 apresentou um lucro líquido de R$ 9 milhões. Os resultados do exercício de 2009, para fins comparativos, foram reapresentados de forma a contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs) 15 a 40, conforme

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Resultados 1T10
requerido pelas práticas contábeis brasileiras (vide Anexo I – Efeitos da adoção dos pronunciamentos técnicos CPCs 15 a 40). A captura das sinergias é uma meta incorporada ao cotidiano de todas as áreas da Fibria. Em 2009 iniciamos mais de 120 ações previstas no plano, das quais cerca de 65% já estão gerando ganhos para a empresa. Destacam-se as sinergias com atuação conjunta com nossos fornecedores de insumos industriais e florestais, que propiciaram redução de preços em função da economia de escala e otimização na cadeia de fornecimento. Outra fonte de captura de sinergias foram as ações adotadas para a otimização dos processos administrativos. Com isso, os ganhos com as sinergias no ano de 2009 superaram nossas expectativas, gerando um valor presente líquido próximo a R$ 500 milhões. No 1T10 foram implementadas mais 155 ações, ou 85% do plano para captura de sinergias estabelecido para o ano de 2010.

Mercado de Celulose
A recuperação da atividade econômica mundial iniciada no segundo semestre de 2009 proporcionou um ambiente favorável para o segmento de commodities, refletindo-se na indústria de celulose e papel. A indústria de papel continua em processo de mudanças estruturais, principalmente no segmento de papéis de imprimir e escrever, onde observamos fechamentos de capacidades não competitivas tanto na Europa como na América do Norte. Em contrapartida, o mercado asiático vem apresentando expansão de capacidade, sendo a China o principal destaque. Espera-se que, entre 2010 e 2011, haverá pelo menos 3,4 milhões de toneladas de capacidade adicional para papel e papelão na China, dependente principalmente de fibras virgens. A demanda mundial para o segmento de Papéis para Imprimir & Escrever cresceu 6% nos três primeiros meses do ano, embora a comparação reflita o período de fraca demanda durante a crise, enquanto que o segmento de Papéis Revestidos apresentou crescimento de 11% no mesmo período. O segmento de tissue (Papéis Sanitários – historicamente mais de 50% de nossas vendas) continua a crescer em escala global, sendo a China a região de maior crescimento. O consumo global de tissue atingiu um nível recorde de mais de 28 milhões de toneladas em 2009. O gráfico a seguir apresenta a demanda mundial por Papéis de Imprimir & Escrever em 2010, comparada ao mesmo período de 2009.

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Demanda Mundial por Tipo de Uso % crescimento - 1T10 vs 1T09

Resultados 1T10

11,1% 6,7% 4,5% 0,4%
Total Não revestido Mecânico Não Revestido Woodfree Revestido Woodfree Revestido Mecânico

5,8%

Fonte: PPPC

Com relação à celulose de mercado, a demanda global foi 7% maior no 1T10. Em março, a demanda foi equivalente a 89% da capacidade instalada, e a 96% para a celulose de eucalipto. É importante notar que a demanda na Europa, região de maior consumo de celulose de mercado, cresceu 13% no período, confirmando o processo de recuperação naquela região. Continuamos com uma perspectiva positiva com relação à China, onde a demanda permanece forte; a redução em 24% nos embarques de celulose no 1T10 deveu-se unicamente à limitada disponibilidade de fibras. Os estoques globais dos produtores de celulose continuam em níveis historicamente baixos, fechando março em apenas 26 dias, comparado à média de 33 dias nos últimos cinco anos.
Estoque dos Produtores
60 50 40
26

(Dias)

30 20 10

nov-07

jul-05

nov-05

jul-06

nov-06

jul-07

jul-08

nov-08

jul-09

mar-05

mar-06

mar-07

mar-08

mar-09

nov-09

Fonte: PPPC

Acreditamos que a oferta mantenha-se restrita no médio prazo, em parte devido ao impacto do terremoto no Chile, até que a cadeia de fornecimento esteja normalizada. As paradas de manutenção, programadas para o segundo e terceiro trimestres, irão reduzir ainda mais a oferta de celulose de fibra curta. A combinação de todos esses fatores tornou possível a contínua recuperação do preço de celulose. Após os aumentos anunciados no 1T10, que totalizaram US$ 90/t, foram anunciados dois aumentos para os meses de abril e maio, totalizando US$ 100/t, o que elevou os preços lista para US$ 920/t na América do Norte, US$ 890/t na Europa, e US$ 850/t na Ásia.

mar-10

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Não há sinal de mudanças nos fundamentos de mercado no médio prazo, o que nos leva a acreditar que na continuidade de um cenário positivo para a celulose, especialmente para a fibra de eucalipto.

Mercado de Papel
O primeiro trimestre é, historicamente, um período de baixa sazonalidade na demanda por papéis em todos os segmentos. Não obstante, a demanda de um modo geral, apresentou sinais de recuperação após os períodos de demanda mais fraca em 2009, especialmente nos segmentos de Distribuição Gráfica e Promocional no mercado interno. Dados da Bracelpa apontam um aumento no consumo aparente de cerca de 10% no 1T10 em comparação ao mesmo período de 2009, o que refletiu-se em um crescimento de 10% na produção brasileira de papel no 1T10 e contribuiu para a retomada de preços a partir de março. Entretanto, essa recuperação da demanda, aliada à atratividade do câmbio e os aumentos de preços, acarretaram um incremento de 55% nas importações de papel no mesmo período comparativo, especialmente no segmento Imprimir e Escrever (+97%). Para fazer face a essa concorrência, os produtores locais passaram a concentrar esforços em aumentar suas exportações, que cresceram cerca de 25% no período.

Produção e Vendas – Celulose e Papel
Volume de Vendas (mil t) Celulose Mercado Interno Celulose Mercado Externo Total Celulose Papel Mercado Interno Papel Mercado Externo Total Papel Total
*UDM: Últimos Doze Meses

1T10 147 1.174 1.322 71 11 83 1.404

4T09 157 1.303 1.460 100 10 111 1.571

1T09 86 1.077 1.164 87 7 94 1.258

1T10 vs. 4T09 -6% -10% -9% -29% 10% -26% -11%

1T10 vs. 1T09 71% 9% 14% -18% 57% -12% 12%

UDM* 569 4.837 5.406 365 42 407 5.812

A produção de celulose da Fibria alcançou 1.314 mil t no 1T10, comparada a 1.395 mil t no 4T09 e a 1.032 mil t no 1T09. A queda de 6% em relação ao 4T09 deveuse ao menor número de dias de produção e à venda da Unidade Guaíba, compensados pelo bom desempenho e a estabilidade das operações durante o 1T10, especialmente na Unidade Aracruz, que obteve recorde de produção em março. O crescimento de 27% sobre o 1T09 deveu-se à produção adicional da Unidade Três Lagoas. Os estoques de celulose somaram 543 mil t (35 dias), 4% inferiores aos do 4T09 – 568 mil t (37 dias). As vendas de celulose totalizaram 1.322 mil t no 1T10, 9% abaixo do volume do 4T09, em função da menor disponibilidade de produto. Em relação ao 1T09, houve crescimento de 14% devido à forte demanda por celulose proveniente dos

Volume de Produção Celulose (mil t)
1.395 1.032 1.314

1T09

4T09

1T10

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Resultados 1T10
mercados da Europa e América Latina. As exportações de celulose representaram 89% do volume de vendas no trimestre. A Europa voltou a ser a região de maior demanda, alcançando 39% do total, em comparação a 29% no 1T09. No segmento de papel, a produção do 1T10 ficou em 77 mil t, queda de 13% e 19% em relação ao 4T09 e 1T09 respectivamente, devido principalmente à venda da Unidade Guaíba. Como conseqüência, as vendas de 83 mil t no trimestre foram 12% inferiores ao 1T09, e 25% menores em comparação ao 4T09, quando há o efeito da sazonalidade, principalmente no segmento de papéis não revestidos. Destaca-se o aumento das exportações, oriundo do desenvolvimento de novos negócios no segmento de Papéis Especiais e do balanceamento do mercado de Papéis Cut Size. O crescimento da participação de Papéis Especiais no mix de vendas (28% no 4T09; e 36% no 1T10) e de receita (42% no 4T09; e 50% no 1T10) reflete o posicionamento estratégico da Companhia em concentrar a participação em segmentos de maior valor agregado.
Mix de Vendas Papel (%) Mix de Receita Papel (%)

Volume de Produção Papel (mil t)
94 88 77

1T09

4T09

1T10

27% 23%

28%

36%

41%

42%

50%

23% 26%
Especiais/Outros Revestidos

21%

20% 22%

50%

Não Revestidos

49%

38%

38%

38%

28% 1T10

1T09

4T09

1T10

1T09

4T09

Análise do Resultado
Receita Líquida (R$ milhões) Celulose Mercado Interno Celulose Mercado Externo Total Celulose Papel Mercado Interno Papel Mercado Externo Total Papel Subtotal Celulose e Papel Receita ASAPIR** + Portocel Total
*UDM: Últimos Doze Meses

1T10 130 1.305 1.435 205 20 226 1.661 14 1.675

4T09 115 1.280 1.395 272 18 291 1.685 12 1.698

1T09 83 1.059 1.142 256 16 273 1.414 15 1.429

1T10 vs. 4T09 13% 2% 3% -25% 11% -22% -1% 17% -1%

1T10 vs. 1T09 56% 23% 26% -20% 24% -17% 17% -7% 17%

UDM* 431 4.646 5.078 1.036 78 1.115 6.193 53 6.246

**Asapir foi constituída com parte do acervo líquido recebido da empresa Ripasa S.A. Celulose e Papel, ocorrido em 31 de agosto de 2008, cujo objetivo foi viabilizar a concretização do Consórcio Paulista de Papel e Celulose – Conpacel. Seu objeto social é a produção florestal e a comercialização de madeira e resíduos de madeira. A receita da Asapir trata-se de venda de madeira em pé para terceiros.

A receita operacional líquida da Fibria totalizou R$ 1.675 milhões no 1T10, 1% inferior à do 4T09 e 17% superior à do 1T09. A receita líquida de celulose totalizou R$1.435 milhões no 1T10, comparada a R$1.395 milhões no 4T09. Apesar da

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Resultados 1T10
queda de 9% no volume de vendas, a receita líquida de celulose cresceu 3%, resultante do aumento de 14% no preço médio líquido – decorrente de um aumento de 10% no preço médio líquido em dólares combinado com o efeito da desvalorização média de 4% do real em relação ao dólar. Em relação ao 1T09 a receita líquida de celulose foi 26% superior, em função do aumento de 14% no volume vendido e do aumento de 11% no preço médio líquido em reais – o aumento de 42% do preço médio líquido em dólares foi superior à valorização média do real em face do dólar (22%). A receita líquida de papel apresentou redução de 22% em relação ao 4T09, apesar do maior preço médio líquido em reais (+4%), devido à queda de 25% no volume vendido, que foi impactado pela venda da Unidade Guaíba. Em relação ao 1T09, a queda de 17% na receita líquida de papel é explicada pelo menor volume de vendas (-12%) associado à valorização do real no período (22%). O custo do produto vendido (CPV) de R$ 1.266 milhões foi 12% (R$ 180 milhões) inferior ao do 4T09. Entre os principais motivos para a variação no trimestre, destacam-se: (i) R$ 107 milhões – efeito volume; (ii) R$ 48 milhões – menor custo caixa de produção de celulose; (iii) R$ 13 milhões – menor provisão para perda sobre créditos de ICMS. Em relação ao 1T09, como consequência principalmente do aumento de 14% nas vendas, houve crescimento de 9% no CPV. No 1T10, o CPV por tonelada vendida totalizou R$ 902/t, 2% menor que no 4T09 e 2% menor que o 1T09. O CPV/t base caixa (excluindo os efeitos de depreciação, amortização, exaustão e provisão para perdas sobre créditos de ICMS) teve uma redução de 6% no 1T10 em comparação ao 4T09, em linha com a redução do custo caixa no período. O custo caixa de produção de celulose alcançou R$ 418/t, R$33/t menor que o do 4T09, devido principalmente à maior estabilidade da operação nas unidades e ao menor custo dos insumos. Em relação ao 1T09, a redução decorreu do menor custo caixa de produção da Unidade Três Lagoas e do menor custo com insumos.
1T09 4T09

Custo Caixa (R$/t) 473 451

418

1T10

Apresentam-se a seguir a evolução do custo caixa de produção e as explicações para as principais variações no trimestre e no ano:

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Resultados 1T10
Custo Caixa de Produção 4T09 Menor custo com manutenção, serviços e parada da Unidade Três Lagoas (4T09) Redução no custo dos insumos Provisão acordo coletivo (4T09) Venda da Unidade Guaíba Outros 1T10 R$/t 451 (12) (6) (5) (3) (7) 418

Custo Caixa de Produção 1T09 Menor custo caixa - Unidade Três Lagoas Redução no custo dos insumos Efeito Câmbio Diluição do custo fixo Outros 1T10

R$/t 473 (30) (13) (9) (4) 1 418

Custo Caixa de Produção 1T09
Outros Fixos 6% Madeira 37%

Custo Caixa de Produção 1T10
Outros Fixos 4%

Pessoal 7% Manutenção 11%

Pessoal 6% Manutenção 11% Outras Variáveis 2% Embalagens 2% Combustíveis 10%

Madeira 43%

Em balagens 2% Combustíveis 11%

Químicos 26% Custos Variáveis Custos Fixos

Químicos 22%

As despesas comerciais totalizaram R$ 70 milhões, R$ 28 milhões menores que no 4T09, em função do menor volume vendido, representando 4% da receita líquida no período (6% no 4T09). Em relação ao 1T09, as despesas foram R$ 5 milhões menores, devido principalmente ao mix de vendas. As despesas administrativas totalizaram R$ 72 milhões, R$ 37 milhões inferiores à do 4T09, devido principalmente à menor despesa com reestruturação societária. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o aumento de R$ 7 milhões decorreu principalmente da reversão de provisão para contingências trabalhistas ocorrida no 1T09. As outras despesas operacionais totalizaram R$ 45 milhões, comparadas com despesas de R$ 188 milhões no 4T09, devido aos efeitos da adoção do pronunciamento técnico CPC 15. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o

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Resultados 1T10
acréscimo de R$ 17 milhões refere-se principalmente à reversão para baixa de bens do imobilizado ocorrida no 1T09.

Análise do EBITDA
O EBITDA ajustado do 1T10 foi de R$ 637 milhões, uma margem de 38%, comparado a R$ 503 milhões (margem de 30%) no 4T09. Os principais fatores que contribuíram para esse aumento foram o maior preço médio líquido (R$119 milhões) e menor custo do produto vendido (R$ 162 milhões), ainda que o volume de vendas tenha sido menor (R$ 191 milhões). O EBITDA por tonelada vendida (EBITDA/t) recuperou-se pelo terceiro trimestre consecutivo, alcançando R$ 454/t (US$ 252/t), um aumento de 42% em relação ao 4T09. Os efeitos “não recorrentes/não caixa/CPCs” ilustrados no gráfico a seguir referemse, majoritariamente, à amortização de ativo intangível, a provisões que incluem créditos tributários de ICMS e aos efeitos da adoção dos pronunciamentos técnicos contábeis (CPCs).
EBITDA 1T10 x 4T09 (R$ milhões)
+144 503 +162 247 +119 -256 -191 EBITDA Ajustado 4oTRI09 Desp. não recorrentes / não caixa / CPC's EBITDA 4oTRI09 Volume Preço Câmbio CPV / Mix Desp. Comerciais Desp. Adm e Outras desp. outras operacionais +48 +28 +37 594

Ebitda (R$ milhões) e Margem Ebitda (%)
38% 30% 26%

637 503

378

1T09

4T09

1T10

Ebitda (R$/ t)

454

301

320

1T09

4T09

1T10

+43

637

EBITDA 1oTRI10

Desp. não recorrentes / não caixa / CPC's

EBITDA Ajustado 1oTRI10

Resultado Financeiro
Resultado Financeiro (R$ milhões) Receitas Financeiras Juros sobre aplicações financeiras Ajuste de Derivativos Despesas Financeiras Juros sobre empréstimos e financiamentos em Moeda Local Juros sobre empréstimos e financiamentos em Moeda Estrangeira Variações Cambiais e Monetárias Variação cambial Dívida Outras variações cambiais e monetárias Outras Receitas e Despesas Financeiras Efeito da adoção dos CPCs 15 e 20 Resultado Financeiro Líquido 1T10 38 50 (12) (133) (40) (93) (209) (203) (7) (29) (9) (341) 4T09 75 53 22 (193) (50) (143) 135 165 (30) (34) (140) (157) 1T09 46 34 12 (273) (165) (108) 133 169 (35) (9) (82) (185)

A receita financeira decorrente de aplicações do caixa e ajuste de derivativos foi de R$ 38 milhões, R$ 37 milhões inferior à do 4T09 principalmente em virtude da

12

Resultados 1T10
manutenção de um saldo de caixa menor (liquidação antecipada de dívidas – R$ 918 milhões – e pagamento de parcela da dívida com ex-acionistas da Aracruz – R$ 1,043 bilhões). A posição negativa de marcação a mercado dos derivativos em R$ 12 milhões (4T09: positiva em R$ 22 milhões) também contribuiu para esta redução, decorrente principalmente da valorização do dólar em relação ao real (R$ 17 milhões) e pela queda da curva futura da Libor (R$ 6 milhões). As despesas financeiras decorrentes de juros sobre empréstimos e financiamentos foram de R$ 133 milhões, apresentando uma redução de R$ 60 milhões em relação ao 4T09. Os juros sobre empréstimos e financiamentos em moeda local caíram R$ 10 milhões em função da redução da dívida denominada em reais. Os juros sobre empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira caíram R$ 50 milhões em decorrência da liquidação antecipada ou renegociação de dívidas que apresentavam custo mais elevado no 4T09. Em relação ao 1T09, a redução é explicada pela menor provisão de juros sobre empréstimos e financiamentos em moeda local, principalmente devido à conversão da dívida dos derivativos de moeda local para moeda estrangeira. A despesa financeira de variação cambial proveniente da dívida denominada em moeda estrangeira foi de R$ 203 milhões, R$ 368 milhões superior à do 4T09 (receita de R$ 165 milhões), principalmente por conta da valorização de 2% do dólar em relação ao real no período, fator também responsável pela variação em relação ao 1T09. A rubrica “outras variações cambiais e monetárias” somou despesa de R$ 7 milhões, principalmente decorrentes de variação cambial de conversão dos saldos patrimoniais das subsidiárias no exterior, conforme previsto no pronunciamento contábil CPC 02. A rubrica “outras receitas e despesas financeiras” somou despesa de R$ 29 milhões, principalmente em decorrência de provisão para o pagamento da parcela remanescente dos ex-acionistas da Ripasa no valor de R$ 44 milhões, compensada pela reversão de R$ 73 milhões da atualização monetária da provisão para contingências constituída referente à incidência de CSSL sobre as receitas de exportação. A variação na linha “Efeito da adoção dos CPCs 15 e 20” no exercício de 2009 é efeito da realização da mais valia dos ativos (para mais informação, vide Anexo I – Efeitos da adoção dos pronunciamentos técnicos CPCs 15 a 40).

13

Resultados 1T10

Resultado Líquido
No 1T10 registramos lucro líquido de R$ 9 milhões, decorrente principalmente da reversão de provisão constituída no montante de R$ 156 milhões relativa à incidência de CSSL sobre as receitas de exportação. Do total desta provisão, R$ 83 milhões impactaram positivamente a rubrica “IR/Contribuição Social” e R$ 73 milhões foram alocados em “outras receitas e despesas financeiras”. O resultado do 1T10 compara-se ao lucro líquido de R$ 35 milhões no 4T09 e de R$ 1.267 milhões no 1T09. Importante ressaltar que as Demonstrações Contábeis do ano de 2009, para fins comparativos, foram reapresentadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos CPCs 15 a 40, conforme requerido pelas práticas contábeis brasileiras (Anexo I – Efeitos da adoção dos pronunciamentos técnicos CPCs 15 a 40). O gráfico a seguir apresenta os principais fatores que influenciaram o resultado líquido do 1T10, a partir do EBITDA do mesmo período.
Lucro Líquido (R$ milhões)
637 -43 +128 594 -203 +50 -12 -7 -133 -37 9 Ebitda Ajustado Desp. não recorrentes / não caixa / CPC's Ebitda IR/CS Variação Cambial Dívida Derivativos Outras variações cambiais e monetárias Juros sobre Rec. Financeira Outras receitas empréstimos sobre e desp. aplicações financeiras Outros (*) Lucro Líquido 1º Tri 10 -371

*O valor total contempla a soma de Depreciação, Amortização e Exaustão

Investimentos de Capital
No 1T10 os investimentos da Fibria somaram R$ 185 milhões. Em 2010 a Companhia estima investir aproximadamente R$ 1,2 bilhão, dos quais cerca de R$ 900 milhões para a manutenção das operações. O Capex de manutenção previsto para 2010 reflete a retomada de algumas atividades, principalmente silvicultura, investimentos ambientais e modernização, que foram adiadas em função da crise financeira global. A tabela a seguir demonstra as alocações do Capex da Fibria no 1T10:
Investimentos de Capital (R$ milhões) Expansão Industrial Expansão Florestal Sub total Expansão Segurança/Meio Ambiente Renovação de Florestas Manutenção, TI, P&D, Modernização Subtotal Manutenção 50% Conpacel 50% Veracel Total Fibria 1T09* 380 22 403 4 77 31 111 14 25 553 4T09
*

1T10 10 6 16 9 112 24 145 12 12 185

211 5 216 7 86 36 129 15 17 377

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* Inclui investimentos de manutenção na Unidade Guaíba (R$ 45 milhões no 1T09 / R$ 13,5 milhões no 4T09)

Resultados 1T10

Endividamento
O saldo de dívida bruta em 31 de março de 2010, era de R$ 13.540 milhões, R$ 1,121 bilhão inferior ao 4T09. Do total da dívida bruta, 62% estavam indexados em moeda estrangeira (4T09: 60%) e R$ 911 milhões referiam-se ao saldo remanescente da dívida oriunda da perda com derivativos da então Aracruz. O gráfico a seguir representa as movimentações da dívida ocorridas no trimestre.
Dívida Bruta - Dez/09 x Mar/10 (R$ milhões)

Endividamento Bruto por Instrumento

4%3% 2% 7% 34% 13%

17%
756 14.661 204 13.540 (2.308)

20%

227

Pré-Pagamento Bonds Derivativos NCE

Famílias / OPA BNDES ACC/ACE Outros

Dívida Bruta Dez/09

Captações

Amortização/Pagto Juros

Apropriação Juros

Variação cambial

Dívida Bruta Mar/10

Do total de amortizações do período, R$ 1,043 bilhão referem-se ao pagamento da dívida junto com os ex-acionistas da Aracruz e R$ 918 milhões referem-se à liquidação antecipada de pré-pagamentos de exportação. Vale ressaltar que, nas operações liquidadas antecipadamente, aproximadamente R$ 260 milhões em faturas de exportação já estavam vinculadas a estas operações, que constavam como redutores do “contas a receber” no Demonstrativo de Fluxo de Caixa no 4T09. Assim, esta rubrica sofreu um aumento decorrente da ausência dessas operações no 1T10, sendo a explicação para o investimento em capital de giro no trimestre, o que não significa necessidade de caixa. O gráfico abaixo apresenta o cronograma de amortização da dívida, que inclui nos anos de 2010 e 2011, respectivamente, R$ 1,400 bilhão e R$ 1,482 bilhão referentes ao saldo da dívida com os ex-acionistas da Aracruz.
Cronograma de Amortização (R$ milhões)
3.867 160

Endividamento Bruto por Moeda

38%

62%

Moeda Nacional Moeda Estrangeira

Endividamento Bruto por Indexador
2% 2%

11%
2.285 2.061 1.750 1.380 2.028 1.633 1.008 304 257 9M10 429 2011 704 2012 1.070 310 1.392 870 358 1.189 319 3.707

42%

43%

2013

2014

2015

2016 a 2020

Pré-Fixada TJLP Cesta 15

Libor CDI

Moeda estrangeira

Moeda Nacional

Resultados 1T10

A posição de caixa em 31 de março foi de R$ 2.684 milhões. Desse montante 92% estavam investidos em moeda local. A dívida líquida ficou em R$ 10.856 milhões, aumento de 2% em relação ao 4T09 devido principalmente à desvalorização do real (2%) e aos efeitos da apropriação de juros, parcialmente compensados pela geração operacional de caixa. O custo médio da dívida bancária em moeda nacional era de 9,14% a.a. e em moeda estrangeira de 6,84% a.a., levando-se em consideração a curva forward da Libor. O prazo médio da dívida bancária total foi alongado para 62 meses (4T09: 60 meses). Apesar do aumento da curva de juros de longo prazo, a Companhia tem obtido redução no spread médio da dívida por meio do plano de gestão do endividamento. No 1T10 o spread médio foi 2,3%, frente a 2,4% no 4T09.
Dívida Bruta Dívida Bruta Total Dívida Bruta (R$ milhões) Dívida Bruta (US$ milhões) Prazo Médio (meses) % parcela de curto prazo Caixa Total Caixa, Aplicações e Investimentos Dívida Líquida 1T10 13.540 5.111 8.429 62 23% 2.684 2.684 10.856 4T09 14.661 5.848 8.813 60 27% 3.968 3.968 10.693 1T09 18.687 5.769 12.918 49 29% 2.954 2.954 15.733

Derivativos
A Política de Gestão de Riscos de Mercado da Fibria permite que a empresa utilize instrumentos financeiros derivativos para a proteção do fluxo de caixa em dólares, o que significa a geração de caixa em moeda estrangeira após o pagamento dos custos, despesas, investimentos e serviço da dívida, além da proteção do preço da celulose. Atualmente, os derivativos contratados pela Fibria são convencionais, sem alavancagem e sem chamada de margem, sendo que os ajustes de caixa só são observados nos vencimentos dos contratos. A marcação a mercado dos instrumentos financeiros derivativos em 31/03/2010 foi negativa em R$ 13 milhões, contra R$ 5 milhões positivo em 31/12/2009. A tabela a seguir reflete a posição dos derivativos em aberto ao final do 1T10. Ressaltamos que a partir deste trimestre o valor de referência (nocional) será divulgado na moeda original da contratação do hedge para refletir as melhores práticas de mercado.

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Resultados 1T10
Valor de referência (nocional) em milhões Contrato de Swap Posição Ativa CDI Iene (Iene para US$)* Juros: Libor (taxa flutuante) Total: Posição Ativa (a) Posição Passiva CDI Dólar (Iene para US$)* Dólar (CDI para US$) Juros: Libor (taxa fixa) 1T10 Prazo (até) 4T09 Valor justo 1T10 4T09

abr/10 jan/14 jul/14

R$ 0 ¥4.755 $420

R$ 77 ¥4.755 $438

R$ 0 R$ 101 R$ 111 R$ 212

R$ 77 R$ 103 R$ 31 R$ 211

abr/10 jan/14 abr/10 jul/14

R$ 103 $45 $0 $370

R$ 103 $45 $50 $388

R$ 104 R$ 95 R$ 0 R$ 32

R$ 18 R$ 95 R$ 68 R$ 37

Total: Posição Passiva (b) Resultado Líquido (a+b) Derivativos NDF Opções Total: Demais Derivativos (c) Resultado Líquido (a+b+c) * Paridade Iene x US$ 1T10: 93,46 / 4T09: 92,60

(R$ 231) (R$ 19)

(R$ 218) (R$ 7)

jan/11 mai/10

($387) ($50)

($322) ($50)

R$ 6 R$ 0 R$ 6 (R$ 13)

R$ 13 (R$ 1) R$ 12 R$ 5

Gestão do Endividamento
A empresa deu continuidade a sua estratégia de gestão da dívida durante o 1T10, o que permitirá a liquidação da dívida remanescente dos derivativos e o refinanciamento de outras dívidas visando melhorar o perfil do endividamento. Adicionalmente, beneficiada pelos fundamentos da empresa e pelo cenário de mercado, essa estratégia tem em vista a retomada do grau de investimento e a retomada do crescimento da Companhia em condições favoráveis de mercado. A tabela a seguir resume as principais ações tomadas pela empresa na gestão do endividamento desde o início do plano até o final do 1T10:

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Resultados 1T10
Ações implementadas Data da implementação Valores

-Venda da Unidade Guaíba

Dezembro de 2009

(+) USD 1,4 bilhão

- Emissão de Bond, cupom 9,25% a.a, prazo 10 anos (Fibria I) - Captação de pré-pagamento de exportação, duas tranches (i) US$ 750 milhões com prazo de 5 anos e carência de 3 anos e (ii) US$ 425 milhões com prazo de 7 anos e carência de 5 anos, ambas indexadas à Libor de 3 meses, acrescidos respectivamente de 4,00% a.a. e 4,25% a.a. - Liquidação antecipada da dívida oriunda da perda com derivativos na Aracruz, permanecendo em aberto USD 511 milhões cuja primeira parcela vence em 2015. - Eliminação das condições restritivas até então existentes no contrato da dívida com derivativos da então Aracruz. - Liquidação antecipada de pré-pagamento de exportação indexado à Libor 6 meses acrescido de spread de 5% a.a - Liquidação antecipada de pré-pagamento de exportação indexado à Libor 3 meses acrescido de spread de 4,75% a.a. - Nova captação indexada à Libor 3 meses acrescido de spread de 2,95% a.a – início de amortização em 2012.

Outubro de 2009

(+) USD 1,0 bilhão

Dezembro de 2009

(+) USD 1,2 bilhão

Dezembro de 2009

(-) USD 2,1 bilhões

Dezembro de 2009

USD 511 milhões (remanescente)

Março de 2010

(-) USD 200 milhões

Março/abril de 2010

(-) USD 536 milhões (USD 311 milhões em março)

Março/abril de 2010

(+) USD 535 milhões (USD 311 milhões em março)

Mercado de Capitais
Desempenho das ações
Performance de ação 1T10 Bovespa (base 100)
120

Performance de ação 1T10 NYSE (base 100)
120 110
+ 2,3 %

110 + 2,6 %

+ 4,1% 100 - 4,2% 90 80

100

- 1,6
90

80 jan-10 Fibria fev-10 Ibovespa Câmbio mar-10

70 jan-10 FBR fev-10 mar-10 DJI Index

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Resultados 1T10
O volume médio diário das ações da Fibria foi de aproximadamente 3,3 milhões de títulos, 38% superior ao do 4T09. O volume financeiro médio diário no 1T10 foi de US$ 67,5 milhões, sendo US$ 34,3 milhões na NYSE e US$ 33,2 milhões na Bovespa. O volume financeiro foi 62% superior ao do 4T09 (US$ 41,6 milhões).

Volume Financeiro Médio Diário Negociado (US$ milhões)
Milhões

Volume de Negócios Médio Diário (Milhões de ações)
12 10 8 6 4 2 -

250 200 150 100 50 jan-10

Média diária US$ 67,5 milhões

Média diária 3,3 milhões

fev-10

mar-10

jan-10

fev-10 Bovespa

mar-10 NYSE

Bovespa

NYSE

Participação no Ibovespa
As ações ordinárias da Fibria (FIBR3) têm participação de 2,026% na Carteira Teórica do Ibovespa de maio a agosto de 2010. A Fibria aparece na 11ª posição entre as empresas com maior participação no Índice Ibovespa.

Eventos Subsequentes
Adesão ao Novo Mercado
Em 20 de maio um evento na sede da BM&FBovespa celebrará a listagem da Fibria no Novo Mercado, nível mais elevado de Governança Corporativa da bolsa brasileira. Criado no ano 2000, este segmento especial de negociação requer o comprometimento com as melhores práticas de governança corporativa, visando criar um ambiente de negociação com equidade de direitos concedidos aos acionistas e de transparência na prestação de informações pelas companhias. Entre os compromissos voluntários assumidos com o mercado de capitais, destacam-se a emissão exclusivamente de ações ordinárias, garantindo que cada ação tenha direito a um voto; a garantia de 100% de tag along; e a adesão à Câmara de Arbitragem para resolução de conflitos.

Emissão de Bond (Fibria II)
Em abril de 2010, a Fibria concluiu a colocação de mais um título (Fibria II - 2020) no montante de US$750 milhões, pelo prazo de 10 anos de vencimento final e cupom semestral de 7,5% a.a. Essa nova captação de recursos visa liquidar o saldo remanescente da dívida oriunda da perda com derivativos da ex-Aracruz e o

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Resultados 1T10
refinanciamento de outras dívidas, visando à melhoria do perfil do endividamento e a eliminação de condições restritivas, preparando a empresa para o crescimento. A empresa iniciou uma oferta no mercado internacional de troca dos títulos de Bond emitido em outubro de 2009 (Fibria I), visando adequar a taxa de juros e o preço unitário destes papéis por meio da reabertura do Fibria II (2020). A nova captação e a oferta de troca fazem parte da contínua gestão da dívida da empresa.

Assembléias Gerais Extraordinária e Ordinária
As Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária em 30 de abril aprovaram: (a) Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social findo em 31/12/2009; (b) proposta da administração para retenção do dividendo mínimo obrigatório; (c) deliberação sobre a proposta de orçamento de capital para o exercício de 2010; (d) eleição de membros do Conselho Fiscal da Companhia; (e) fixação da remuneração global anual dos Administradores e dos membros do Conselho Fiscal. (f) alterações no Estatuto Social da Companhia.

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Resultados 1T10
Anexo I – Efeitos da adoção dos pronunciamentos técnicos CPCs 15 a 40
As informações do primeiro trimestre estão em conformidade com os pronunciamentos técnicos contábeis emitidos pelo CPC, incluindo as alterações introduzidas pelos pronunciamentos 15 a 40, obrigatórios a partir de 2010. As demonstrações contábeis do ano de 2009 foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção inicial destes pronunciamentos, conforme requisitos legais de divulgação. Estas alterações têm como objetivo a harmonização das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, e os principais efeitos nas demonstrações da Fibria estão resumidos a seguir. CPC 15 – Combinação de negócios: a data da aquisição deve ser aquela em que o controle foi efetivamente transferido, levando em consideração o valor justo dos ativos adquiridos, passivos assumidos e a participação de acionistas não controladores. Quando a combinação de negócios é realizada em estágios, a parcela de participação inicial também deve ser reavaliada ao valor justo na data da aquisição, em contrapartida do resultado. CPC 20 – Custos de empréstimos: Os custos dos empréstimos diretamente atribuíveis à construção de ativos de longa maturação foram capitalizados ao custo destes ativos. CPC 29 – Ativos biológicos: Os ativos biológicos, representados pelas florestas em formação, foram mensurados ao valor justo menos a despesa de venda. Anteriormente, esses ativos eram registrados aos custos históricos de formação. Para mais detalhes, consultar a Nota Explicativa nº 2.b das Informações Trimestrais (ITR) arquivadas na CVM.
31 de dezembro de 2009 10.015.103 31 de março de 2009 6.491.526

Conciliação dos efeitos no Patrimônio Líquido Patrimônio Líquido divulgado pelos critérios contábeis anteriores Efeitos representados por: Deságio decorrente da troca de ativos com a International Paper - Planta de Celulose em Três Lagoas Avaliação a valor de mercado de participação de 12,35% detida anteriormente à aquisição do controle da Aracruz Celulose S.A. Impactos na realização do ágio por mudança no critério de determinação da data de aquisição do controle Demais efeitos decorrentes da combinação de negócios Efeitos tributários da combinação de negócios Efeitos e avaliação patrimonial decorrentes da combinação de negócios Valor justo dos Ativos biológicos Realização por exaustão e consumo de Ativos biológicos Efeito tributário relativos aos ativos biologicos Outros Patrimônio Líquido ajustado pela aplicação dos CPCs 15 ao 40

1.781.000 1.378.924 (241.876) (119.338) 58.095 1.618.824 953.010 (65.558) (308.485) (13.205) 15.056.494

1.781.000 1.378.924 (9.341) (104.797) 5.140 401.406 (3.278) (129.834)

9.810.746

21

Resultados 1T10
Conciliação do efeitos no Lucro Líquido Lucro (Prejuízo) divulgado pelos critérios contábeis anteriores Efeitos representados por: Avaliação a valor de mercado de participação detida anteriormente à aquisição do controle da Aracruz Celulose S.A. Impactos na realização do ágio por mudança no critério de determinação da data de aquisição do controle Demais efeitos decorrentes da combinação de negócios Efeitos tributários da combinação de negócios Valor justo dos Ativos biológicos Realização por exaustão e consumo de Ativos biológicos Efeito tributário relativos aos ativos biologicos Outros Resultado Líquido atribuível aos acionistas controladores ajustado pela aplicação dos CPCs 15 ao 40 (236.410) (3.908) 52.528 551.604 (26.808) (179.693) (13.205) (6.001) (9.341) (104.799) 5.140 (3.275) 1.177 1.378.924 4T09 (150.109) 1T09 (5.866)

1.261.960

22

Resultados 1T10
Anexo II – Faturamento x Volume x Preço*
Análise das Variações da Receita Líquida | 1º TRI 2010 X 4º TRI 2009 PRODUTOS Papel Mercado Interno Não Revestidos Revestidos Especiais/Outros Total Mercado Externo Não Revestidos Revestidos Especiais/Outros Total Total Papel Celulose Mercado Interno Mercado Externo Total Total Mercado Interno Total Mercado Externo TOTAL GERAL Vendas - Tons 1T10 4T09 LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA - BRGAAP Faturamento - R$ mil Preço Médio - R$/Tons 1T10 4T09 1T10 4T09 Variação % Fat. Pç Med

Tons

21.288 21.818 28.080 71.186 10.199 1.183 11.382 82.568 147.494 1.174.044 1.321.538 218.680 1.185.426 1.404.106

44.459 25.230 30.428 100.116 9.391 1.036 10.427 110.544 156.690 1.303.030 1.459.720 256.806 1.313.457 1.570.263

47.165 49.481 108.669 205.315 17.238 3.147 20.385 225.700 130.098 1.305.087 1.435.185 335.413 1.325.472 1.660.885

94.930 57.089 120.120 272.138 15.786 2.623 18.410 290.548 114.937 1.279.902 1.394.839 387.076 1.298.312 1.685.387

2.216 2.268 3.870 2.884 1.690 2.660 1.791 2.734 882 1.112 1.086 1.534 1.118 1.183

2.135 2.263 3.948 2.718 1.681 2.532 1.765 2.628 734 982 956 1.507 988 1.073

(52,1) (13,5) (7,7) (28,9) 8,6 14,2 9,2 (25,3) (5,9) (9,9) (9,5) (14,8) (9,7) (10,6)

(50,3) (13,3) (9,5) (24,6) 9,2 20,0 10,7 (22,3) 13,2 2,0 2,9 (13,3) 2,1 (1,5)

3,8 0,2 (2,0) 6,1 0,5 5,1 1,4 4,0 20,2 13,2 13,7 1,8 13,1 10,2

Análise das Variações da Receita Líquida | 1º TRI 2010 X 1º TRI 2009 PRODUTOS Papel Mercado Interno Não Revestidos Revestidos Especiais/Outros Total Mercado Externo Não Revestidos Revestidos Especiais/Outros Total Total Papel Celulose Mercado Interno Mercado Externo Total Total Mercado Interno Total Mercado Externo TOTAL GERAL Vendas - Tons 1T10 1T09 LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA - BRGAAP Faturamento - R$ mil Preço Médio - R$/Tons 1T10 1T09 1T10 1T09 Variação % Fat. Pç Med

Tons

21.288 21.818 28.080 71.186 10.199 1.183 11.382 82.568 147.494 1.174.044 1.321.538 218.680 1.185.426 1.404.106

40.119 21.160 25.372 86.651 6.587 508 7.095 93.746 86.441 1.077.408 1.163.849 173.092 1.084.503 1.257.595

47.165 49.481 108.669 205.315 17.238 3.147 20.385 225.700 130.098 1.305.087 1.435.185 335.413 1.325.472 1.660.885

90.349 56.554 109.246 256.149 14.646 1.842 16.488 272.637 83.179 1.058.570 1.141.749 339.328 1.075.058 1.414.386

2.216 2.268 3.870 2.884 1.690 2.660 1.791 2.734 882 1.112 1.086 1.534 1.118 1.183

2.252 2.673 4.306 2.956 2.223 3.626 2.324 2.908 962 983 981 1.960 991 1.125

(46,9) 3,1 10,7 (17,8) 54,8 132,9 60,4 (11,9) 70,6 9,0 13,5 26,3 9,3 11,7

(47,8) (12,5) (0,5) (19,8) 17,7 70,8 23,6 (17,2) 56,4 23,3 25,7 (1,2) 23,3 17,4

(1,6) (15,1) (10,1) (2,4) (24,0) (26,6) (22,9) (6,0) (8,3) 13,1 10,7 (21,8) 12,8 5,2

*Não inclui Asapir e Portocel 23

Resultados 1T10
Anexo III – DRE
Demonstração de Resultados Trimestrais Fibria - Consolidado 1T10 Operações Receita Líquida Mercado Interno Mercado Externo Custo Produtos Vendidos Custos relacionados à produção Provisões para perdas sobre créditos de ICMS Lucro Bruto Desp.Vendas Desp.Administrativas Resultado Financeiro Equity Valor justo de ativos biológicos (CPC 29) Ajuste a valor de mercado - Participação Aracruz (CPC 15) Outras Rec (Desp) Operacionais LAIR IR / Contribuição Social Resultado Líquido do exercício Resultado Líquido do exercício atribuível aos acionistas controladores Resultado Líquido do exercício atribuível aos acionistas não-controladores Deprec. Amort. e exaustão EBITDA não recorrente Despesas com reestruturação societária Baixa de Imobilizado Provisões para perdas sobre créditos de ICMS Efeito da realização da mais valia (CPC 15) Efeito consolidado da venda de Guaíba EBITDA ajustado R$ 1.675 350 1.325 (1.266) (1.248) (18) 409 (70) (72) (341) (45) (119) 128 9 8 1 371 594 4 18 21 637 AV% 100% 21% 79% -76% -75% -1% 24% -4% -4% -20% 0% 0% 0% -3% -7% 8% 1% 0% 0% 22% 35% 0% 0% 1% 1% 0% 38% 4T09 R$ 1.698 400 1.298 (1.446) (1.415) (31) 252 (98) (108) (157) 552 (188) 253 (218) 35 (6) 41 388 247 23 30 31 205 (33) 503 AV% 100% 24% 76% -85% -83% -2% 15% -6% -6% -9% 0% 33% 0% -11% 15% -13% 2% 0% 2% 23% 15% 1% 2% 2% 12% 0% 30% 1T09 R$ 1.429 354 1.075 (1.157) (1.155) (2) 272 (75) (65) (185) (1) 1.379 (28) 1.297 (30) 1.267 1.262 5 253 357 (21) 2 40 378 AV% 100% 25% 75% -81% -81% 0% 19% -5% -5% -13% 0% 0% 97% -2% 91% -2% 89% 88% 0% 18% 25% 0% -1% 0% 3% 0% 26% R$ Milhões Variação % 1T10/4T09 1T10/1T09 -1% 17% -13% -1% 2% 23% -12% 9% -12% 8% -42% 800% 62% 50% -29% -7% -33% 11% 117% 84% 0% -100% -100% 0% 0% -76% -147% -159% -74% -236% -98% -4% 141% -100% -87% -42% -90% 100% 27% -100% 61% -109% -527% -99% -99% -80% 47% 66% 0% -119% 800% -48% 0% 69%

As Demonstrações Contábeis do ano de 2009, apresentadas para fins comparativos, foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos CPCs 15 ao 40, conforme requerido pelas práticas contábeis brasileiras.

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Resultados 1T10
Anexo IV – Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial R$ Milhões ATIVO CIRCULANTE Caixa e Equivalentes de Caixa Títulos e Valores Mobiliários Derivativos Contas a receber de Clientes Estoques Impostos a Recuperar Impostos diferidos Demais contas a receber e outros ativos NÃO CIRCULANTE (RLP) Títulos e Valores Mobiliários Impostos diferidos Impostos a Recuperar Demais contas a receber e outros ativos Investimentos Imobilizado Ativo Biológico Intangível TOTAL ATIVO PASSIVO CIRCULANTE Financiamentos Fornecedores Salários e Encargos Sociais Impostos e Taxas a Recolher Obrigações tributárias parceladas Provisão IRPJ/CSLL Obrigações com instrumentos financeiros derivativos Juros s/capital / Dividendos a Pagar Contas a pagar com aquisição de ações Demais contas a pagar e outros passivos NÃO CIRCULANTE (LP) Financiamentos Provisão para Contingências Imposto de Renda e Contribuição Social Diferido Obrigações tributárias parceladas Contas a pagar com aquisição de ações Obrigações com instrumentos financeiros derivativos Demais contas a pagar e outros passivos Acionista não controlador PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reserva de Capital Reserva de Reavaliação Ações em tesouraria Reserva Legal Reserva especial para dividendo obrigatório não distribuido Ajuste de avaliação patrimonial Reserva de Lucros Adiantamento para futuro aumento de capital TOTAL PASSIVO MAR/ 10 5.033 550 2.120 1.164 823 247 129 2.509 27 1.341 374 767 15 13.988 3.754 5.417 30.716 MAR/ 10 3.911 1.027 473 84 46 14 13 8 2.132 114 11.720 9.776 132 968 61 605 178 21 15.064 8.379 3 10 (1) 274 122 1.619 4.658 30.716 DEZ/ 09 6.065 645 3.253 5 843 834 231 254 2.522 65 1.284 373 800 15 14.037 3.832 5.443 31.914 DEZ/ 09 4.496 1.466 384 123 28 12 2 2.430 51 12.343 9.511 341 975 60 1.254 202 19 15.056 8.379 3 10 (1) 273 122 1.619 4.651 31.914 MAR/ 09 5.855 373 2.888 859 1.062 414 95 164 2.249 6 1.536 286 421 24 13.551 3.547 9.127 34.353 MAR/ 09 6.251 3.430 406 88 6 24 260 1 1.973 63 15.605 10.968 516 1.593 58 2.316 53 101 2.687 9.810 3.052 3 12 (1) 248 4.129 2.367 34.353

As Demonstrações Contábeis do ano de 2009, apresentadas para fins comparativos, foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos CPCs 15 ao 40, conforme requerido pelas práticas contábeis brasileiras.

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Resultados 1T10
Anexo V – Fluxo de Caixa
Demonstração do fluxo de caixa (R$ milhões)
LUCRO LÍQUIDO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

1º TRI 10 (119) 384 187 11 9 96 21 (46) 184 (37)

4º TRI 09 253 388 (245) 48 10 (552) 3 (33) 25 (3) 114 205 22 284 (31)

1º TRI 09 1.297 253 (131) (12) (1) (1.379) 2 134 40 (10) 68 (25)

Ajustes para reconciliar o L.líquido ao caixa gerado pelas atividades operacionais: (+) Depreciação, exaustão, amortização (+) Variação Cambial e Monetária (+) Valor justo de contratos derivativos (+) Equivalência patrimonial (+) Participação de não controladores (+) Ajuste a valor de mercado - Participação Aracruz (CPC 15) (+) Valor justo do ativo biológico (CPC 29) (+) Rendimento de títulos mantidos até o vencimento (+) Ganho (perda) na alienação de investimentos (+) Perda na alienação de imobilizado (+) Ganho (perda) na alienação de imobilizado (+) AVP de contas a pagar por aquisição de ações (+) Amortização por realização da mais valia de ativos (+) Compl. Provisão para Contingências, PDD e outros (+) Apropriação de juros s/ financiamento (+) Apropriação de juros s/ títulos e valores mobiliários Decréscimo (acréscimo) em ativos Clientes Estoques Impostos a recuperar Créditos com partes relacionadas Demais contas a receber / Adiantamentos a fornecedores Depósitos judiciais e outros Acréscimo (Decréscimo) em passivos Fornecedores Impostos e Taxas a recolher Salários e contrib. sociais Demais contas a pagar / Adtos a empresas do grupo Caixa proveniente das operações Juros recebidos de títulos e valores mobiliários Juros pagos sobre financiamento Imposto de renda e contribuição social pagos CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Atividades de Investimento Aquisição de controle acionário, líquido do caixa adquirido Aquisição de imobilizado Aumento (diminuição) de intangível Títulos mantidos até o vencimento Títulos e valores mobiliários Receita na venda de imobilizado Receita na venda da Unidade de Guaíba Contratos de derivativos líquidados CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Atividades de Financiamento Financiamentos Captações de financiamentos Adiantamento para futuro aumento de capital Pagamento de financiamentos - principal CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS Efeitos de variação cambial em disponibilidades Acréscimo (decréscimo) líquido em caixa e aplicações financeiras Caixa e aplicações financeiras no início do exercício Caixa e aplicações financeiras no final do exercício

(284) 7 (32) 101 -

(279) 50 18 5 (207) 9

(16) 79 30 (11) -

76 18 (39) (18)

(99) 12 (5) (88)

(5) (83) (21) (27)

20 (153) (7) 378 (1.043) (185)

53 (168) 12 (200) (438) (1) 155 (1.501) (2) 2.416 (72) 557

276 (73) (1) 383 (395) (551)

1.187 1 7 (33)

(1.649) 3 (51) (2.644)

795 (1.251) (456) 16 (95) 645 550

3.902 (4.111) (209) (34) 114 531 645

500 2.367 (388) 2.479 (3) 215 158 373

As Demonstrações Contábeis do ano de 2009, apresentadas para fins comparativos, foram ajustadas para contemplar as alterações introduzidas pela adoção dos CPCs 15 ao 40, conforme requerido pelas práticas contábeis brasileiras.

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Resultados 1T10
Anexo VI – Dados Econômicos e Operacionais
Taxa de Câmbio (R$/US$) Fechamento Médio 1T10 1,781 1,804 4T09 1,741 1,739 3T09 1,778 1,868 2T09 1,952 2,074 1T09 2,315 2,315 4T08 2,337 2,280 1T10 vs. 4T09 2,3% 3,7% 1T10 vs. 1T09 -23,1% -22,1% 4T09 vs. 3T09 -2,1% -6,9% 1T09 vs. 4T08 -1% 2%

Distribuição de vendas de celulose por região Europa América do Norte Asia Brasil e Outros
*UDM: Últimos Doze Meses

1T10 39% 27% 23% 11%

4T09 34% 22% 32% 12%

1T09 29% 26% 38% 8%

1T10 vs. 4T09 5 p.p. 5 p.p. -9 p.p. -1 p.p.

1T10 vs. 1T09 10 p.p. 1 p.p. -15 p.p. 3 p.p.

UDM* 34% 23% 33% 11%

Preço lista de celulose, por região (US$/t) América do Norte Europa Asia

mai/10 920 890 850

abr/10 870 840 800

mar/10 820 790 750

fev/10 790 760 720

jan/10 760 730 690

dez/09 730 700 660

nov/09 730 700 660

out/09 700 650 630

set/09 650 600 580

ago/09 610 560 540

jul/09 590 530 520

jun/09 505 500 490

mai/09 505 500 460

Indicadores Financeiros

1T10

4T09

3T09

2T09

1T09

4T08

3T08

2T08

Dívida líquida / EBITDA ajustado (UDM*) Dívida total / Capital total (dívida bruta + patrimonio) Caixa + EBITDA (UDM*) / Dívida de curto prazo
*UDM: Últimos Doze Meses

5,6 0,5 1,1

6,3 0,6 1,2

7,2 0,6 0,8

7,2 0,7 0,9

7,8 0,7 0,9

5,5 0,6 0,7

3,5 0,5 1,1

2,3 0,4 1,9

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