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TJ Fls.

-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL AGRAVANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO AGRAVADO: EXMO. SR. DR. ROBERTO TEIXEIRA SEROR Número do Protocolo: 19387/2011 Data de Julgamento: 16-8-2011 EMENTA AGRAVO DE INSTRUMENTO – EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO – REJEIÇÃO PELO PRÓPRIO EXCEPTO – IMPOSSIBILIDADE – DECISÃO CASSADA – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. É nula a decisão em que o juiz rejeita de plano a exceção de suspeição que lhe é ofertada. A suspensão do processo decorre da imposição legal (306, CPC). Fl. 1 de 14 TJ Fls.-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL AGRAVANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO AGRAVADO: EXMO. SR. DR. ROBERTO TEIXEIRA SEROR RELATÓRIO EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI Egrégia Câmara: O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO interpôs Agravo de Instrumento contra decisão proferida nos autos da Exceção de Suspeição n. 1942-78.2011.811.0041, incidente nos autos da Ação Popular n° 7197-51.2010.811.0041, que

tramita perante a Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular da Comarca de Cuiabá, alegando resumidamente, que o magistrado Agravado é suspeito para o processamento e julgamento da aludida ação em virtude de sua conduta imparcial. Em exame das cópias transladadas aos autos que compõe a referida Exceção de Suspeição, constata-se que o Agravado, Juiz de Direito que presidia em caráter de substituição, o feito da Ação Popular (fls. 577/595-TJ), rejeitou liminarmente o aludido incidente, fundamentado na inexistência de razões para o reconhecimento de sua suspeição. Inconformado, o Agravante argumenta que a decisão interlocutória proferida pelo Agravado, é nula em virtude da violação da lei processual, pois ao rejeitar liminarmente o incidente, sem qualquer amparo legal, ao invés de suspender a tramitação do feito principal e remeter o incidente ao Tribunal de Justiça para julgamento, como imposto pelo artigo 313 do CPC, preferiu dar normal prosseguimento a Ação Popular, inclusive, com a prolação de sentença. Sustentou, desta forma, que a sentença proferida pelo juízo acoimado de suspeito, ora Agravado, é totalmente nula em face de seu interesse na causa. Na oportunidade, asseverou ainda, que o Agravado é, indiscutivelmente, suspeito para o julgamento da demanda, pois se utilizou de subterfúgios processuais, como atuar na condição de juiz em substituição legal na vara em que tramita a Ação Popular para impor seu julgamento eivado de interesses. Fl. 2 de 14 TJ Fls.-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL Argumentou, ainda, que outros processos que tramitam na vara de sua titularidade, alguns com maior grau de prioridade, como os casos de processos envolvendo interesses de idosos, já conclusos há muito mais tempo para sentença, ainda não foram julgados, demonstrando tratamento visivelmente desigual, em relação à Ação Popular que tramita em outra vara, onde atua na condição de magistrado substituto, que foi sentenciada com rapidez evidenciadora da imparcialidade do julgador. Ao final, o Agravante requereu o recebimento do aludido recurso com efeito ativo para obstar o tramite da Ação Popular n° 7197-51.2010.811.0041 e os consequentes efeitos de sua sentença. Requereu, pois, o recebimento do presente recurso no seu efeito suspensivo, o que, nos termos da decisão de fls. 724/726 restou indeferido.

Contrarrazões recursais foram apresentadas às fls. 740/756, ocasião em que foi levantada a preliminar de perda do objeto recursal em razão da prolação da sentença de mérito nos autos da Ação Popular em trâmite perante o juízo de primeiro grau. Quanto à matéria recursal meritória, debate-se o Agravado pelo seu desprovimento. Informações foram prestadas pelo juízo a quo à fl. 735, ocasião em que foi consignado, de maneira limitada, apenas o efetivo cumprimento do disposto no artigo 526 do CPC. A Procuradoria-Geral de Justiça, em parecer da lavra da douta Procuradora de Justiça Silvana Correa Vianna opinou pelo provimento do presente agravo (fls. 761/768). É o breve relatório. PARECER (ORAL) O SR. DR. ASTÚRIO FERREIRA DA SILVA FILHO Ratifico o parecer escrito. Fl. 3 de 14 TJ Fls.-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL VOTO EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) Egrégia Câmara: Como já explicitado na breve resenha recursal anteriormente exposta, o Agravante almeja, na condição de custos legis, a atribuição de efeito ativo ao presente recurso, a fim de ver suspenso o andamento dos autos da Ação Popular n. 20/2010, bem como a suspensão dos efeitos da sentença proferida pelo juiz excepto, ora Agravado, naqueles mesmos autos. Pleiteia, por fim, a anulação da decisão proferida nos autos da Exceção de Suspeição interposta em desfavor do Agravado. PRELIMINAR -PERDA DO OBJETO RECURSAL. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA DE MÉRITO

Antes de adentrar a análise do mérito recursal, impende observar que nas contrarrazões de fls. 740/756-TJ, o Agravado arguiu, preliminarmente, a perda do objeto do presente Agravo ante a prolação de sentença de mérito nos autos principais. Todavia, embora a matéria preliminar venha embasada na argumentação jurídica vertida no sentido de ocorrência de prejudicialidade recursal, penso que o melhor ângulo para sua apreciação, reside na análise dos pressupostos recursais próprios do juízo de admissibilidade do agravo de instrumento. Nesse passo, tenho como necessário realizar uma breve anotação da cronologia dos atos processuais lançados na ação principal e na exceção de suspeição, onde é possível visualizar que o incidente processual oposto pelo Agravante, foi liminarmente rejeitado pelo juiz excepto, com base nos artigos 310 e 313 do CPC, através de decisão proferida na data de 04/02/201l (fls. 577/595 TJ-MT). Igualmente, vislumbra-se que a sentença que julgou improcedente a Ação Popular foi proferida em 07/02/2011 (fls. 613/652 TJ-MT), enquanto o presente Agravo de Instrumento foi interposto em 28/02/2011. Fl. 4 de 14 TJ Fls.----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL Dentro dessa ordem de acontecimentos, é fato incontroverso nos autos que, muito antes da interposição do presente Agravo de Instrumento, já havia sido proferida a sentença nos autos principais. Desta forma, a discussão acerca da suspeição do juiz condutor do processo, só poderia se dar durante o curso da ação, vez que a exceção de suspeição é uma espécie de incidente processual que tem sua existência limitada a prolação da sentença. Ocorrendo, como ocorreu no caso concreto, a prolação da sentença, mesmo que por juiz supostamente considerado suspeito, a discussão sobre a matéria relativa à exceção, só poderá se dar em sede de apelação como matéria preliminar, ou mesmo, como fundamento para o manejo da ação rescisória com base no artigo 485, II do CPC. A propósito vejam-se os seguintes entendimentos que bem se amoldam a questão fática:

PROCESSUAL CIVIL. EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO CONTRA O JUIZ QUE CONDUZIU O PROCESSO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. INTERPOSIÇÃO DEPOIS DE JÁ PROLATADA SENTENÇA, QUASE CONCOMITANTEMENTE, ALIÁS, AO MANEJO DE APELAÇÃO (QUE TAMBÉM TRATA DO TEMA). INTERESSE CARACTERIZADO PELA EXISTÊNCIA, NO RECURSO, DE PRETENSÃO ANULATÓRIA DO ATO MENCIONADO. CONCEITO JURÍDICO DE SUSPEIÇÃO. INOCORRÊNCIA. REJEIÇÃO DA TESE AVENTADA. 1. Ainda quando o CPC, em seu Art. 305, diga ser possível a interposição de exceção a “qualquer tempo”, é fato que o incidente não faz sentido quando orientado às fases ultrapassadas do processo, às quais não volverá em condições normais; neste contexto, é forçoso reconhecer que a exceção tem como marca a suspensão do feito (CPC, Art. 265, III), justo para evitar a atuação daquele sobre quem paire dúvidas acerca do alheamento subjetivo, necessário à atividade jurisdicional; daí, aparentemente, sem nexo conhecer de exceção contra magistrado que já prolatara sentença, posto o exaurimento de suas atividades, agora somente sindicáveis por meio dos recursos Fl. 5 de 14 TJ Fls.-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL de estilo; (...) 4. Rejeição da exceção de suspeição. (EXC. SUSP. TRFPE 0005093-79.2009.4.05.8300. Relator(a): Desembargador Federal Paulo Roberto de Oliveira Lima Julgamento: 08/10/2009 Órgão Julgador: Terceira Turma. Publicação: Fonte: Diário da Justiça Eletrônico -Data: 28/10/2009 -Página: 728 Ano: 2009) “Exceção. Suspeição. Oferecimento após prolação de sentença. Inadmissibilidade. Magistrado que já esgotou sua atividade jurisdicional. Exceção não conhecida.” (Exceção de Suspeição n. 39.521-0 -Câmara Especial -Rei. Des. DIRCEU DE MELLO -j. 31.7.1997); "Exceção de suspeição. Oposta após prolação da sentença. írresignação que ora só poderá ser apreciada através de apelação. Exceção não conhecida.” (Exceção de Suspeição n. 69.186-0 -Câmara Especial -Rei. Des. ÁLVARO LAZZARINI-j. 24.2.2000) Pelo acima exposto, diante da inadequação recursal do Agravo de Instrumento à espécie, como permitido pelo artigo 557 do C. P. C., nego conhecimento ao

recurso. É como voto. VOTO EXMO. SR. DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º VOGAL) Estou de acordo com Vossa Excelência. Fl. 6 de 14 TJ Fls.-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL VOTO EXMO. SR. DES. JURACY PERSIANI (2º VOGAL) Senhor Presidente: Na exceção de impedimento ou suspeição, “a petição é endereçada ao Juiz, que poderá ser instruído com documentos”. Se o Juiz despachar e conhecer, manda o processo para o seu substituto. Caso contrário, manda para o Tribunal. Somente o Tribunal pode arquivar. A suspensão do processo é automática, “Art. 306. Recebida a exceção, o processo ficará suspenso (art. 265, III), até que seja definitivamente julgada.”, CPC. Voto no sentido de que os autos da exceção de suspeição sejam encaminhados ao Tribunal. ESCLARECIMENTO EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) A exceção foi o primeiro passo, uma vez que ele ingressou com Exceção de Suspeição, é o que aconteceu. Quando ele ingressou com a exceção de suspeição, parece-me que no dia sete de fevereiro, o Juiz rejeitou liminarmente, dizendo que ele não era suspeito e que não admitia e em seguida, já proferiu a sentença.

Aliás, a exceção foi ingressada no dia quatro de fevereiro e a sentença proferida no dia sete de fevereiro, ou seja, três dias depois, ele rejeitou e já julgou e não remeteu para o Tribunal. E o Agravo somente fora interposto em vinte e oito de fevereiro, inclusive com decurso de prazo para Apelação, em quinze dias. Essa questão, a meu ver, é de correição parcial, a questão é outra para se discutir e não vou adentrá-la. Fl. 7 de 14 TJ Fls.-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL PEDIDOS DE ESCLARECIMENTOS EXMO. SR. DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º VOGAL) Vossa Excelência levantou uma questão interessante. O agravo de instrumento é contra decisão proferida na exceção de suspeição, não é no processo? EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) Sim. Mas, o pedido é com relação à apelação. EXMO. SR. DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º VOGAL) Não, mas quando eles entraram com o agravo de instrumento estava discutindo a decisão do Juiz proferida na exceção? EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) É. EXMO. SR. DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º VOGAL) Então, estamos aqui discutindo exceção. Se a exceção teria que vir para o Tribunal, de qualquer forma o que teríamos que fazer aqui é o quê? É cassar essa decisão dele e determinar que o processo seja remetido a Fl. 8 de 14

TJ Fls.----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL este Tribunal, conforme consta do artigo citado. Acho que o Desembargador Juracy tem certa razão. Porque não poderia, se o agravo discutia isso, então, tem que cassar a decisão dele na exceção e determinar o processamento dela, bem como determinando que os autos subam a este Tribunal. EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) Já entendi diferentemente. Neguei conhecimento ao agravo pela inadequação da via recursal. EXMO. SR. DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º VOGAL) Tanto é que a decisão nessa exceção precede a sentença. Porque se o Juiz for declarado suspeito aqui no Tribunal, nessa exceção, essa sentença é nula. EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) Sim. Mas nesse caso cassa-se a sentença no agravo? EXMO. SR. DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º VOGAL) Cassa a sentença no agravo. EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) No agravo? Fl. 9 de 14 TJ Fls.-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA

CAPITAL EXMO. SR. DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º VOGAL) Cassa-se a sentença no agravo de instrumento. Por exemplo, se o Juiz (...) EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) Na minha forma de pensar sentença somente pode ser cassada através de apelação. Essa é a minha forma de pensar. EXMO. SR. DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º VOGAL) A situação que se cria, vamos dar um exemplo claro, a parte requer que seja feita perícia numa possessória. O Juiz prossegue e indefere a perícia e a parte agrava. Lá na frente sentencia, e esse agravo está no Tribunal. O que é que o Tribunal fará? Julga o agravo, anula a sentença e manda fazer a prova. EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) Na minha forma de pensar, entendo que perde o objeto, mas, respeito o posicionamento de Vossa Excelência e não me oponho. Fl. 10 de 14 TJ Fls.-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL EXMO. SR. DES. JURACY PERSIANI (2º VOGAL) O Juiz utilizou a regra da exceção de incompetência na exceção de suspeição. O Juiz não pode julgar a exceção, porque isso compete ao Tribunal. EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) Poderíamos, com os acréscimos, já que Vossa Excelência foi acompanhado pelo Desembargador José Silvério, fazer o seguinte, negar conhecimento ao recurso ou inverter ao invés de desprover o recurso, porém, determinar a remessa da Exceção.

EXMO. SR. DES. JURACY PERSIANI (2º VOGAL) Qual é o pedido no Recurso de Agravo de Instrumento? EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) Confirmada, a Agravada argumenta que a decisão proferida pelo Juiz é nula, em virtude da violação da lei. Está falando de nulidade. Para dizer que a sentença é nula, tem que ser em apelação. Por que de qualquer maneira terá apelação da sentença. EXMO. SR. DES. JURACY PERSIANI (2º VOGAL) Mas, a Exceção de Suspeição não pode permanecer na Primeira Instância. O Tribunal não pode ignorar. Se a notícia chega ao Tribunal competente para apreciar a questão da suspeição ou impedimento do Juiz, ele não pode ignorar a existência da exceção. Fl. 11 de 14 TJ Fls.----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL Os autos devem ser remetidos para o Tribunal e suspende-se os efeitos da sentença até a apreciação de Exceção de Suspeição pelo Tribunal. O Tribunal poderá indeferir de plano ou poderá julgar improcedente. Mas, o Tribunal há de manifestar nessa Exceção de Suspeição. O Juiz utilizou-se de regra imprópria para a exceção. EXMO. SR. DR. GILBERTO GIRALDELLI (RELATOR) Não adentrei nessa questão, até porque prendi-me ao aspecto formal do Agravo. Mas, se Vossas Excelências entenderem assim, fica por maioria. Fico vencido nesse aspecto. É o que o Desembargador Juracy bem colocou. A única justificativa

que ele tem é de proferir se ele é suspeito e se disser que ele não é, somente poderá remeter os autos para o Tribunal. Isso na questão da tramitação normal, segundo o CPC. Mas é o que volto a dizer, não adentrei nessa questão. Estou analisando a questão preliminar. VOTO (RETIFICAÇÃO) EXMO. SR. DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º VOGAL) Egrégia Câmara: Revejo o meu voto para acompanhar o voto do Desembargador Juracy Persiani, para determinar que a Exceção de Suspeição seja remetido para o Tribunal, que é o órgão competente para apreciar, uma vez que o Juiz não reconheceu e não mandou para o Tribunal de Justiça. Teria que determinar a subida desses autos de exceção de suspeição. Fl. 12 de 14 TJ Fls.-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL Nesse caso, dou provimento ao agravo tão somente para cassar a decisão do Juiz na Exceção de Suspeição, determinando que os autos sejam remetidos para a apreciação do Tribunal, no que diz respeito à suspeição. É como voto. Fl. 13 de 14 TJ Fls.-----QUARTA CÂMARA CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 19387/2011 -CLASSE CNJ -202 -COMARCA CAPITAL

ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em epígrafe, a QUARTA CÂMARA CÍVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, sob a Presidência do DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES, por meio da Câmara Julgadora, composta pelo DR. GILBERTO GIRALDELLI (Relator convocado), DES. JOSÉ SILVÉRIO GOMES (1º Vogal) e DES. JURACY PERSIANI (2º Vogal convocado), proferiu a seguinte decisão: POR MAIORIA, DERAM PROVIMENTO PARCIAL, NOS TERMOS DO VOTO DO 2º VOGAL, VENCIDO O RELATOR. Cuiabá, 16 de agosto de 2011. DESEMBARGADOR JOSÉ SILVÉRIO GOMES -PRESIDENTE DA QUARTACÂMARA CÍVEL EM SUBSTITUIÇÃO LEGAL E RELATOR DESEMBARGADOR JURACY PERSIANI -REDATOR DESIGNADO PROCURADOR DE JUSTIÇA Fl. 14 de 14 GEACOR