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Introdução O presente trabalho constitui-se em revelar como são caracterizadas as secções cônicas – Parábola, Elipse e Hipérbole.

Descreve também as suas equações e aplicações.

Parábola

A parábola é uma seção cônica gerada pela interseção de uma superfície cônica de segundo grau e um plano paralelo a uma linha geradora do cone (chamada de geratriz). É uma curva plana, cujos pontos são eqüidistantes de um ponto fixo (foco) e de uma reta fixa (diretriz). A parábola representa o gráfico da função de 2° grau. A função de 2°grau ou função quadrática é definida pela expressão: f(x)= ax²+bx+c com a, b e c pertencendo ao conjunto dos números reais e a diferente de 0. Uma parábola também pode ser caracterizada com uma secção cônica com uma excentricidade igual a 1. Como uma consequência disso, todas as parábolas são similares. Uma parábola também pode ser obtida como o limite de uma sequência de elipses onde um foco é mantido fixo e o outro pode se mover para uma distância cada vez maior do foco em uma direção. Desta forma, uma parábola pode ser considerada a seção do segmento de uma elipse que possui um foco no infinito. A parábola é a transformada inversa de uma cardióide. Uma parábola possui um eixo único de simetria reflexiva, o qual passa através de seu foco e é perpendicular à diretriz. O ponto de interseção deste eixo com a parábola é chamado de vértice. Vértice de uma parábola é o ponto em que a parábola atinge seu valor máximo ou mínimo. Se girarmos uma parábola através de seu eixo em um gráfico de três dimensões temos uma forma conhecida como o parabolóide de revolução.

Em um plano uma reta d e um ponto F, não pertencente a d. A parábola é o lugar geométrico dos pontos do plano que são eqüidistantes de F e d.

Eixo: é a reta que passa pelo foco e é perpendicular à diretriz. Na figura a. Estudo da concavidade Nos gráficos de e . a parábola se degeneraria numa reta. estão assinalados seis pontos que são eqüidistantes do ponto F e da reta d. Elementos (considerando a figura a). caso contrário. Foco: é o ponto F. respectivamente: . Diretriz: é a reta d. F é diferente de d. Vértice: é o ponto V de interseção da parábola.figura a.

Quando o a é positivo a concavidade da parábola é para cima e quando é negativo. Quando o . e como o . Estudo da intersecção da parábola com os eixos x Sabendo-se que com o eixo dos x. tem-se que: Logo. os pontos no eixo x são as . existem duas raízes reais e haverá dois pontos de intersecção. o estudo do sinal de determina a intersecção como no exemplo: Calculando-se o . o é positivo e haverá dois pontos de intersecção. Esta intersecção se dá quando o raízes da função. isto para qualquer a. que serão as raízes (1 (a é positivo) a concavidade é para cima e o gráfico é: e 4). Logo. . a concavidade é para baixo.

E finalmente com . em que a função não possui raízes: . a função tem somente uma raiz e tangencia o eixo dos x: A raiz é 2.Para . logo a parábola tangenciará neste ponto.

Parábola com vértice na origem e reta focal coincidente com o eixo – OX. Coordenadas do vértice As coordenadas do vértice são: sendo e Formas canônicas da parábola Estabelecendo as formas canônicas da parábola em relação a um sistema de coordenadas OXY no plano. O foco F está à direita da diretriz. .O . porém com a concavidade para baixo. Consideremos primeiro os casos em que o vértice da parábola é a origem e a reta focal é um dos eixos coordenados. e depois os casos em que o vértice é um ponto qualquer e a reta focal é paralela a um dos eixos coordenados. tem-se os mesmos resultados.

O foco F está à esquerda da diretriz. Parábola com vértice na origem e reta focal coincidente com o eixo – OU.Onde p é a medida do parâmetro da parábola. .

y0) e reta focal paralela ao eixo . y0) e reta focal paralela ao eixo-OX Para obter a forma canônica da parábola de vértice no ponto V = (x0. respectivamente. O foco F está abaixo da diretriz. . y0) e eixos O X e O Y paralelos e de igual sentido aos eixos OX e OY. Parábola com vértice V = (x0.OX.O foco F está acima da diretriz. consideramos um sistema de coordenadas O X Y com origem O = V =(x0.

O foco F está à direita da diretriz. O foco F está à esquerda da diretriz Parábola com vértice V = (x0. y0) e reta focal paralela ao eixo-OY .

Considerando um sistema de eixos ortogonais O X Y com origem O = V = (x0. respectivamente. y0) e eixos O X e O Y paralelos e de igual sentido aos eixos OX e OY. obtemos as equações e os elementos das parábolas com vértice V = (x0. O foco F está acima da diretriz. . y0) e reta focal paralela ao eixo-OY.

8x = 0.0)2 = 2.O foco F está abaixo da diretriz. que é a equação da parábola.0)? Solução: Como já sabemos que VF = p/2. 1 . 2 = p/2 p = 4. . Note que esta é o dobro da distância do foco ao vertex da parábola ou a distância perpendicular do foco à diretriz.0) e vértice no ponto V(2.0) e vértice na origem? Solução: Temos p/2 = 2 p = 4 Daí. uma parábola com o foco na origem e topo no eixo x negativo é dada pela equação: Onde l = 2 p é a distância do foco à parábola. (y . vem: y2 = 2.Qual a equação da parábola de foco no ponto F(2. por substituição direta.Qual a equação da parábola de foco no ponto F(4. Semi .4(x .4. Logo.x y2 = 8x ou y2 . Exercícios.reta e coordenadas polares Em coordenadas polares. medida através de uma linha perpendicular ao eixo.8x + 16 = 0.2)2 y2 = 8(x-2) y2 . vem. 2 .

3)? Solução: VF = p/2 4 = p/2 p = 8.4) e vértice no ponto V(0.1) x2 = 12y .2) y2 .12y + 12 = 0 5.0)2 = 2.3)2 = 2. y²=2(2)x y²=4x b) A equação é da forma: x²=2py p/2=-3 ou p=-6. Solução: a) A equação é da forma: y²=2px p/2=1 ou p=2.0).6(y .6y .0) e diretriz =3.Qual a equação da parábola de foco no ponto F(0.0).0) foco F(1.5) e concavidade voltada para cima. (y .12 x2 .1)? Solução: 3 = p/2 p = 6.Determinar a equação de cada uma das parábolas sabendo que: a) Vértice V(0. passa pelo ponto P(-2. (x . b) Vértice V(0.6y + 9 = 16x . 4 .32 y2 . que é a equação procurada. c) Vértice V(0.5) (-2)²=2p5 4/2=p5 2/5=p x²=2(2/5)y .3 .Qual a equação da parábola de foco no ponto F(6.3) e vértice no ponto V(2.16x + 41 = 0. x²=2(-6)y x²=-12y c) A equação é da forma: x²=2py P(-2.8(x .

pesquisas de físicos. está associada à órbita dos planetas em torno do Sol. Elipse é o conjunto dos pontos de um plano cuja soma das distâncias a dois pontos fixos desse plano é constante. não houve estudos detalhados de aplicações das cônicas no mundo físico. por curiosidade cientifica. B2 . Durante muito tempo. astrônomos.Elipse Apolônio estudou as cônicas pelo simples prazer de pesquisar. ponto médio do segmento Vértices da elipse: são os pontos A1. Elementos Na elipse seguinte. A elipse é uma secção cônica que se obtém pela intersecção de uma superfície cônica com um plano que corta todas as diretrizes dessa superfície. projetistas foram mostrando aplicações do estudo de Apolônio ao mundo que vivemos. destacamos: Focos : são os pontos F1 e F2 Distância focal: é a distância Centro da elipse: é o ponto O. por exemplo. aproximadamente 18 séculos. A2. No entanto. B1. A elipse.

retângulo em O. 0 < e < 1. 1º caso: A origem do sistema de coordenadas é o centro da elipse e o eixo maior da elipse está no eixo x.Eixo maior da elipse: Eixo menor da elipse: Semi-eixo maior: a Semi-eixo menor: b Semi-distância focal: c Relação fundamental Na figura acima. obtém-se a equação da elipse em dois casos. então c < a e. a elipse se aproxima de uma circunferência. Equação reduzida da elipse Fixando um sistema cartesiano. Quando os focos são muito próximos. . c é muito pequeno. ou seja. consequentemente. 2c < 2a. aplicando o Teorema de Pitágoras ao triangulo OF2B2 . podemos escrever a seguinte relação fundamental: a2 =b2 + c2 Excentricidade Chamamos de excentricidade o número real e tal que: Pela definição de elipse.

0).y) da elipse. F2) = 2a Elevando ambos os membros ao quadrado: Elevando novamente ao quadrado: Como a²=b²+c².0) e F2 (c. podemos escrever a²-c²=b².Neste caso os focos são F1 (-c. resulta em: . b2x2 + a2 y2 =a2b2 Dividindo os dois membros por a2b2 (b > 0. Para um ponto P(x. d(P. a > 0). F1) + d(P.

Para um ponto P(x. Resumindo: É a equação da elipse quando o eixo maior está contido no eixo x. os focos são F1 (0. D(P. F1) + d(P.2º caso: A origem do sistema de coordenadas é o centro da elipse e o eixo maior da elipse está no eixo y.-c) e F2 (0. .y) da elipse. Neste caso.c). F2) = 2ª √ √ = 2a Desenvolvendo a equação como no 1º caso: Neste caso o eixo maior da elipse está contido no eixo y e o denominador de y² é maior que o denominador de x².

Portanto. Como a2 = b2 + c2 . vem: Daí. que passa pelo ponto P(1. Portanto a distancia focal ou seja.60 Resposta: 3/5 ou 0. como a2 = b2 + c2. SOLUÇÃO: a elipse é a do problema anterior. Resposta: e = 12/13 e df = 2c = 24. = unidades de comprimento). vem: a = 5 e b = 4.1) e tem um foco F(.0). que c = 3 Portanto a excentricidade e será igual a : e = c/a = 3/5 = 0. 5 – Determinar a equação da elipse com centro na origem. 0). a distancia entre os focos da elipse será: D = 4 – (. SOLUÇÃO: Temos: 16x2 + 25y2 = 400. . Fica então: Portanto. vem substituindo e efetuando. 4 – Calcular a distancia focal e a excentricidade da elipse 25x2 + 169y2 = 4225.É a equação da elipse quando i eixo maior está contido no eixo y. Exercícios 1 – Determine a excentricidade da elipse de equação 16x2 + 25y2 – 400 = 0. Vamos dividir ambos os membro por 400. as coordenadas dos focos são: F1(4. Daí. Resposta: x2 + 2y2 = 3.6 /2. a2 = 25 e b2 = 16. 2 – CESCEA 1969 – Determine as coordenadas dos focos da elipse de equação 9x2 + 25y2 = 225. de onde deduzimos: a = 5 e b = 3. vem que: a2=25 e b2=9.c (u. Observe que a equação da elipse não está na forma reduzida. 3 – Determine a distancia focal da elipse 9x2 +25y2 – 225 =0.60.4) = 8 u. Portanto. SOLUÇÃO: dividindo ambos os membros por 225.c. vem que c = 4.0) e F2(-4.

definindo um par de pontos (x. existe. Ax2 + Bxy + Cy2 + Dx + Ey + F = 0 Tal que B2 > 4AC.Hipérbole Em matemática. Algebricamente. veja esferas de Dandelin. e b é o semi-eixo menor. uma hipérbole é um tipo de seção cônica definida como a interseção entre uma superfície cônica circular regular e um plano que passa através das duas metades do cone. a é o semi-eixo maior (metade da distância entre os dois ramos). e onde mais de uma solução. Para uma prova geométrica simples de que as duas caracterizações acima são equivalentes.k) é o centro da hipérbole.y) na hipérbole. Ela também pode ser definida como o conjunto de todos os pontos coplanares para os quais a diferença das distâncias a dois pontos fixos (chamados de focos) é constante. uma hipérbole é uma curva no plano cartesiano definido por uma equação da forma. Equações Cartesiana Hipérbole de abertura leste-oeste: Hipérbole de abertura norte-sul: Em ambas as fórmulas (h. Note que b pode ser maior que a. onde todos os coeficientes são reais. A excentricidade é dada por ou Para hipérboles retangulares com os eixos de coordenadas paralelos às suas assíntotas temos: .

hipérbole. elipse e a circunferência . e a é o semi-eixo maior e menor.Polar Hipérbole com abertura leste-oeste: Hipérbole com abertura norte-sul: Hipérbole com abertura nordestesudoeste: Em todas as fórmulas o centro está no pólo. Como c2 = a2 + b2 Portanto a excentricidade e Resposta: 1. de onde vem imediatamente: a=3 e b=5. a é o semi-eixo maior. vem que: a2=9 e b2=25.60. podemos concluir que todas as cônicas . Observe que a equação da hipérbole não está na forma reduzida. Fica então: Portanto. vem: Daí.possuem um aspecto em comum. SOLUÇÃO: Dividindo ambos os membros por 225. Exercícios 1 – Determine a excentricidade da hipérbole de equação 25x2 . Vamos dividir ambos os membros por 400. Portanto. c2 = a2 + b2 Conclusão Com os fatos mencionados no decorrer deste trabalho. a2 = 16 e b2 = 25. Paramétrica Hipérbole com abertura leste-oeste: Hipérbole com abertura norte-sul: Em ambas as fórmulas (h.16y2 = 400. 2 – Determine a distancia focal da hipérbole de equação 25x2 – 9y2 = 225 . elas podem ser obtidas através da interseção de um plano .k) é o centro da hipérbole. Daí vem: a = 4 e b = 5. parábola. e b é o semi-eixo menor.16y2 – 400 = 0. SOLUÇÃO: Temos: 25x2 .

convenientemente escolhido com uma superfície cônica. Concluímos também que. . A hipérbole é a curva que se obtém ao cortar uma superfície cônica com um plano paralelo as duas geratrizes. a parábola é a curva que se obtém ao cortar uma superfície cônica com um plano paralelo a sua geratriz. E a elipse é a curva que se obtém ao cortar uma superfície cônica com um plano que não é paralelo a nenhuma das geratrizes.

São Paulo. 1994.pt/Aluno/Matemática/GeometriaAnalítica.Bibliografia.matematica. Swokowski – Calculo com Geometria Analítica.com/matematica/parabola.html .brasilescola. São Paulo.com.tv/estudo_matematica_online/funcoes/funcao_segundo_grau/funca o_segundo_grau_09_vertice_imagem.algosobre.html www. Makron Books.ipv. Boulos – Geometria Analítica – Um Tratamento Vetorial. Alfredo Steinbruch e Paulo Winterle – Geometria Analítica. 2ª. 1978. McGrawHill.php www.html www. 2ª. www.br/matematica/geometria-analitica-elipse.estv.