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ASCENSÃO DO BACHAREL E DO MULATO

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Torres Homem, Rio de Janeiro, 1856.

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impossível defrontar-se alguém com o Brasil de Dom Pedro I, de Dom Pedro 11, da Princesa Isabel, da campanha da Abolição, da propaganda da República por doutores de pince-mz. namoros de varanda de ~rimeiroandar Dara a esauina dos da &a, com a moça fazendo sinai8 de leque, de fLr ou de f e q o para o rapaz de cartola e de sobrecasaca, sem atentar nestas duas grandes forças, novas e triunfantes, A vêzes reunidas numa só: s Õ bacharel e o mulato. Desde os últimos tempos coloniais que o bacharel e o mulato vinham se constituindo em elementos de diferenciação, dentro de uma sociedade rural e patliarcal que procurava integrar-se pelo equilíbrio, e mais do que isso, pelo que os sociólogos modernos chamam acomodação, entre os dois grandes antagonismos: o senhor e o escravo. A casa-grande, completada pela senzala, representou, entre nós, verdadeira maravilha de acomodação que o antagonismo entre o sobrado e o mucambo veio quebrar ou perturbar. A urbanizacão do Im~ério.a conseauente diminuicão de tanta I ' casa-grande gorda, em sobrado magro, mais tardc at6 em ~1x116 esguio; a fragmentação de tanta senzala em mucnml)~iri;i, n5o jlí de negro fugido, no meio do mato grosso o11 no alto do inorro agreste mas de negro ou pardo livre., dcntro da cid:itlc-fcn0meno do 1830 brasileiro que se :iccntiioii roni n c~;iinlxirilin Al)oliçZoiI:i tornou quase impossível o ccliiilíl~iio:iiitiqo. tl:i &l>oc.:i nscentlc dencia quase absoliitn clos sc~iilioic*.:l t . c - ~ c . i . : i v tr;dl)i.(> r ~ todos os oiitros elementos da socic~tl:i<l($; os l,i.Opi.ios vir.('-i.(+ c s6brc a6l)ic.
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iios foi-nrii clicganclo novos estilos de vida, coiltráiios iios riirais c incsmo nos patriarcais: o chá, o gov4rno de gabinete, a cerveja inglêsa, a botina Clark, o biscoito de lata. Também roupa d e homem menos colorida e mais cinzenta; o maior gôsto pelo teatro, que foi substituindo a igreja; pela carruagem de quatro rodas que foi substituindo o cavalo ou o palanquim; pela bengala e pelo chapéu-de-sol que foram substituindo a espada de capitão ou d e sargento-mor dos antigos senhores rurais. E todos êsses novos valores foram tornando-se as insígnias d c mando de uma nova aristocracia: a dos sobrados. D e uma nova nobrczn: a dos doutôres e bacharéis talvez mais que a dos negociantes ou industriais. D e uma nova casta: a d e senhores de escravos c mesmo de terras, excessivamente sofisticados para tolerarem a vida rural na sua pureza rude. Eram tendências encarnadas principalmente pelo bacharel, filho legítimo ou não do senhor d e engenho ou do fazendeiro, que voltava com novas idéias da Europa-de Coimbra, de Montpellier, de Paris, da Inglaterra, d a Alemanha-onde fora estudar por influência ou lembrança d e algum tio-padre mais liberal ou d e algum parente maçom mais cosmopo~ita. Às vêzes eram rapazes da burguesia mais nova das cidades qiie se bacharelavam na Europa. Filhos ou netos de "mascates". V:iloiizutlos pela cducação europdia, voltavam socialmente iguais aos fillicis tl:is mais vcllias c poderosas famílias (le sciihores de tciir:is. I ) o iiii~siiioiiiotlo (11w igu:iis a C.sl(.s, miiit:ls vczcs seus siil)c~rior.c~s t ~ l ; ii i i c ~ l l i o i ;issiiiiil:i~~o v:ilorc,s <viropcus e pelo l~ tlr c*iit~;iiito ~):ii~~i(~iiI:ir, :tos IIIIIOS (10 O I I I ~ OS I - x i i , qii(: o Iiíl)ri(lo, quando ~?iigc^.iiic~o. Ixir(-tn(s ~)ossiiiii~iiiioi i ~ ~ i i l i i i i iiiitlivítliio tlc r:iça pura, i vo1t:~v:iiii os iiiclst i ~ o so i i os iiiiil:iios c.l;iios. A lgiins deles filhos ilegítimos dc grniitlris sciiliorcis 11i;incos; c: coiii :I rnfo pequena, o pé bonito, As vEzcs os 1:íbios ou o nariz, (10s pais l'i(1algos. A ascensão dos bacharéis brancos se fêz rùpid:iinclitc no meio político, em particular, como no social, em geral. O começo do reinado d e Pedro I1 é o que marca, entre outras alterações na fisionomia brasileira: o comêço do "romantismo jurídico" no Brasil, até então governado mais pelo bom senso dos velhos que pelo senso jurídico dos moços. Com Pedro I, tipo d e filho de senhor d e engenho dcstabocado, quebrara-se já quase por completo, para o brasileiro, a tradição ou a mística da idade respeitável. Mística ou tradição já comprometida, como vimos, por alguns capitães-generais de vinte e tantos anos, para cá enviados pela Metrópole, na era colonial, quase como um acinte ou uma pirraça aos velhos poderosos da terra. Mas foi com Pedro I1 que a nova
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de doutôres ou mestres em SVII e XVIII, graças aos esforços dos padres, :tos sc,iis ciirsos de latim, Salvador já reunira bacharéis formados iios pitios da Companhia, como Gregório de Matos e seu irmão Euzébio, como Rocha Pita e Botelho de Oliveira. Alguns aperfeiçoaram-se na Europa, é certo; mas na própria Bahia, e com os padres velhos, é que quase todos fizeram os estudos de Humanidades. Entretanto, é do século seguinte que data verdadeiramente a ascensão do homem formado na vida política e social da colonia. Gonzaga, Cláudio, os dois Alvarenga, Basílio da Gama'marcam êsse prestígio mais acentuado do bacharcl na socicdnclc colonial; a interven;ão mais franca do letrado ou do cl6rigo na Marcam, ao mesmo tempo, o triunfo político de outro cfolítica. emento na vida brasileira-o homem fino da cidade. E mais: a ascensão do brasileiro nato e até do mulato aos cargos públicos e A aristocracia da toca. e Nesses bachlréis de Minas s faz, com efeito, antecipar a decadência do patriarcado rural, fenômeno que se tomaria tão evidente no século XIX. Eles são da aristocracia dos sobrados: mas uma nova aristocracia de sobrado diversa d a semi-rural ou da comercial. Aristocracia de toga e de beca. Ainda que sentindo-se diferenciados da Europa ou da Metrópole, onde estudaram, e querendo um Brasil independente e re~x~I)lic;ino,formação européia Ihes tirara o gbsto pela natureza n 1)riit;i c qii(.ntc: tlo trópico substituindo-o por um naturalismo mdriio ;i1)(~11:1ditcr!irio,sorn1)i.a dc mnngriciras de sítio e entre h m:ic;icos ;iiii:iii.;;itlos ~?c.losiicbgros (1:i (.n.;;i pap;ignios que em vc'z (I(* 1):il;ivr:i.; tiipi.;. rc~pc~~i:i~ii 1:ilin:is c ;i14 francesas Fi:isvs aprcndid:is jií corn C.;sc-s novos sc~iilior~~s. Mor:iis (10 Dicionário, I)(. pelo menos, é tradiçao cluc gost;iv:i clv tlivcrtir-sc- ciisinando latim e francês a papagaios. Embora mulatos, alguns dfisscs bacharí.is, quando cscrevem verso para celebrar a paisagem dos trópicos, é sentindo dentro do peito, inflamando-o, "pastores louros", do doce lirismo rural da Europa:
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"Oh, dança uentzcrosa! Tu entravas Nas humildes choupaw, onde as negras, Aonde as vis mulatas, apertando Por baixo do Zlandttllzo, a larga cinta, Te honravam c'os inrotos c hrcjrir-os, Batendo sdhre o clizo o !I& clr~sctrl~.o. Agora jd roi,argrrrv.r!(*r crifwi(l(i Nas cti.rn,r irrciis l~oiirstnsc pnlr~rio.r!!!"~
Eiitrr.tniitci t.ssc-s cl~~:~~ii~~:iiii:itlo~t1rr:iin p:ira patriotas (iii:iiitlo oi p:ir:~ torii:ii.cbinii:iti\li.;tiis c-s;il~:i(los, sv algiinl; indo at6 ao marírio (1iii3 I ~ ( ~ I Ic~stii(l:iii~i~sroin:incc riisso. Passndo o cnjôo dos I (I(.

"O pastor buro que meu peito inflam Dará novos alentos a meu vel'so"
diz Alvarenga Peixoto no seu "Canto Genetlía~o".~ Cláudio Manuel da Costa, d e volta ao Brasil, depois de cinco anos d e Europa, não contém nem disfarça o desencanto diante da paisagem tristonha. Não eram estas na verdade "as aventurosas praias da Arcádia" onde "o som das águas inspirava a har-

;IIIO:~, osl~,;ic*Ii:iiCis rloiilGiiis Iorinnclns na Europa tcrii:ii.;iiii-sc:-nlçrins pclo incnos, porquc noutros o desencanto durou a vida inteira, havendo até os que se deixaram reabsorver pelo mcio agreste, como o Doutor José de Me10 Franco, sertanejo de Paracatu-um elemento de diferenciação criadora, dentro da inte!ração brasileira que se processava, quase por inércia, em volta das casas-grandes patriarcais. Por um lado, inimigos da aristocracia matuta, a cujos gostos e maneiras dificilmente se readaptavam, por outro lado, encontraram nela, êsses bacharéis novos, seus aliados naturais para os planos revolucionários de independência política da colônia e até para as aventuras de ação romântica. Alvarenga Peixoto, o mesmo que se sentia "pastor louro" diante dêstes "sertões feios e escuros*, seria também o cantor desta
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"bárbara terra mas abençoada"

e at6 dos seus escravos, trabalhadores de campo, homens já d e várias cores, os sangues misturados-pretos, pardos, morenos-tão diferentes dos tais pastores louros da Europa: "1. 1 homens de vários acidentes pardos, pretos, tintos e tostados [. . .] os fortes braços feitos ao f r a b a l l ~ ~ ~ . ~

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1 J 7 Tos6 Basílio da Gama caaricharia em exaltar no seu estilo I c10 1cti:itlo-c.mhorn querendo hs vezcs fazer-se de instintivo piiro-:is !iivoic*s, os l)iclios, as plnnt;is, as frutas mais picanteni(s~it(* l~r:tsiI(hir;ix. (: S;iiit;l 1iit:i lItir5o. l?l(l I>c~ii-sc.- i i i VAI ios Ii:i(~li:ii4is cl'rigos (.ssa mcia reconciliação ( c :om o riic,io ii;iii\lo. ; i i i i i l : l (iii(. "l'caio <: c~sciiro" tornado não s6 L ~bjetodc pl;iiios tli: rc~ioiiiia polític:i c clc: rcconstruçZo social, como campo dc maior aproxirrinçao do Iiornc-m com a natureza. Porque os brasileiros que-sc formaram na Europa, principalmente na França, na segunda metade do século XVIII, tinliam lido lá, e mais a cômodo do que entre nós os padres e maçons mais curiosos das novidades políticas-padres e maçons que só muito na sombra podiam entregar-se a essas libertinagens intelectuaisos livros franceses em que se exaltava o idílio do homem com a natureza: idílio sôbre o qual vinham se levantando novas teorias d e Liberdade, d e Estado, d e Direitos do Homem, de Contrato Social. Talvez já sob a influência dêsse naturismo revolucionário é que Alvarenga Peixoto vira nos homens "pardos, pretos, tintos e tostados", nos negros, indios e mestiços de "fortes braços feitos ao trabalho", os verdadeiros construtores do Brasil: os que vinham mudando as correntes aos rios e rasgando as serras "sempre arma-

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I<rii iioss:i Jitc:r:iturn cot:ilvc;r. a primeira que exalta o i i,:i l I:I l l i o (lo cbsci:ivn, :I :iváo cri:lilora, brasileiramente criadora, 11 I I)rol(it;irindonegro, ínclio c principalmente mestiço na formação 11:11~iotia1. , A Iiiconfidência Mineira foi uma revolução de bacharéis, como i.cbvoluções de bacharéis-pelo menos de clérigos que eram antes Ii:icli:iri.is de batina do que mesmo padres, alguns educados em ()linda, no seminário liberal de Azeredo Coutinho, "em todos OS principais ramos da literatura própria não s6 de um eclesiástico mas também de um cidadão que se propõe a servir ao estado"-foram as duas revoluções pernambucanas, preparadas por liomens ainda do século XVIII: a d e 1817 e a de 1824. Esses intelectuais, ansiosos de um Brasil independente e republicano, repita-se que a melhor aliança que encontraram foi a d e poderosos senhores de escravos e de terras. Aristocratas já com várias gerações na América, algiins com sangue de índio e até de negro: de Silva Alvarcnga sc sabe que era mulato como mulato ou qiiadrarao oii pclo mcnos "morcno" parece ter sido o próprio Tiraclcntc:~,clc rlocm o I.';idrc Mnrtinho Freitas diz nas suas Memórins (citadas c10 Sr. Aircs dn Mata Machado Filho h página 17 do scu TirocEntes, Herói fluinano, publicado em Belo Horizonte em 1048) que quisera desposar certa moça de São João del-Rei, "opondo-se o pai da mesma por ser o pretendente colono e de côr morena". Eram, assim, vários dos revolucionários, gente a quem convinha precisamente a República ou um Brasil independente-pelo menos independente d e Portugal. A República, aliás, segundo alguns dos nossos historiadores políticos, já fôra tentada em 1710 por senhores de engenho d e Pemambuco, diz-se que inspirada no modê10 da d e Veneza. O que parece, entretanto, é que aqueles revolucionhrios, quase todos fidalgos, embora rústicos, faltara justamente a direção intelectual d e alguma grande figura de bacharel ou d e clérigo mais esclarecido. O que não faltaria, antes sobraria, a conspiração mineira e às duas insurreições de Pernambuco, dos princípios do século XIX. Mas em qualquer uma dessas, sc porvcntura tivesse triunfado o ideal revolucionário, teria talvez se verificado, dentro da vitória, o choque entre os partidários da iidepcndEncia que visavam interêsses de rodutores de açúcar ou dc mineradores e os partidários da in ependência por motivos mcnos cconôrnicos e mais nica ou mais ideológicos, ou, pelo menos, de natureza mais psicoló,' sociolbgica do que econômica. Entre êstes estariam os bacharkis: grande número dêles. Principalmente os bacliar6is mulatos OU "morenos". E estariam também os que, sem serem bacharéis nem
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Em 1845, jQ em pleno domínio o segundo Imperador e cm pleno funcionamento as Faculdades de Direito do Recife e d e São Paulo, A frente da administracão das províncias e nas maiores responsabilidades políticas e de govêrno começaram a s6 aparecer homens formados. Os edifícios onde foram se instalando as sedes de govêmo e as repartições públicas mais importantes -uns novos, em estilo francês ou italiano, outros, antigos casarões de convento ou de patriarca rico adaptados à burocracia do Império-principiaram a avultar na paisagem brasileira. Ao mesmo tempo, já indicamos em capítulo anterior ue começaram a ir diminuindo de tamanho as casas-grandes dOs particulares: dos capitães, dos brigadeiros, dos senhores de escravos. A gente do povo não passou despercebidii a transferência de podcr de uns cdifícios para outros. Mas dc tal modo se habituara ao prestígio das casas-grandes patriarc~iisqiic, c i n algumas províncias, os palbcios dos presidentes ficnr;iin conhecidos pelas "casas-grandes do govêrno"; e em quase t6d;is paiccc: qiie o povo custou a admitir nos bacharéis, nos doiit6rcs c :it6 iios barões e nos bispos, a mesma importância que nos "capit,rics-inores" ou nos "sargentos-mores". Ainda hoje sobrevive a mística popular no Brasil em torno dos títulos militares: para a imaginaçiio da gente do povo o Messias a salvar o Brasil scrá antes um Scnhor Capitão ou um Senhor General que um Senhor Bacharel ou um Senhor Doutor. Entretanto, o prestígio do título de "bacharel" e de "doutor" veio crescendo nos meios urbanos e mesmo nos rústicos.desde os começos do Império. Nos jornais, notícias e avisos sôbre "Bacharéis formados", "Doutôres" e até "Senhores Estudantes", principiaram desde os primeiros anos do século XIX a anunciar o novo poder aristocrático que se levantava, envolvido nas suas

II:I.,; XII:IS I)IY':IY I!(-sCc1:i preta, quisiius ucichar&i~I11 )I iic\i.<~s-t losc~1n1~~1rgaciores, tornavam-se becas I I, .IIIII,I li(. I,III.(I;I(~:Ls"1%iinl)ortadas do Oriente. Vestes quase d e t t l . ~ ~ I ~ i . 'I'i.:ijosl . ; . ~ ~ ~ i clii;isc d c casta. E êsses trajos capazes d e aris14 I .IIi./:)I.<,I~I II~IIICIIS mulatos, "morenos". dc cOr, I': \.t~i.iI:itI~r qitc, AS vezes, eram avisos indiscretos os que .I1 I I I .l,i:iiii iios jornais sobre bacharéis. Alfaiates que revelavam, I, H li.. II,: ;iiios dc pachorrenta espera, que o Senhor Bacharel I,',1 III:II~O I:iil;iiio, o Scnhor Doutor Sicrano ou o Senhor Estu1 a l . ~I:c,lti.:ii-io ~ . ~ ~ ~ continuava a lhe dever uma sobrecasaca ou um i .IIII I i ~ i i o por medida no mês tal ou no ano qual. Mas os alfaiates 1111;liii~ ~ i i i l inimigos das aristocracias. Em ar uivos particulas ~rc I V * . I11- vc~l1i:iscasas-grandes d e engenho, que pu emos examinar, I S iIii.:iiiios o incsnio quanto a filhos de barões e de viscondes: i II.I~, IIIII:~~II>III (111:1s,I:~S viírins cartas dc alfaiates já de paciência I'.I~.I:II ~ I , I I ~ :III.:ISII rio p:i!::iiiic-ri~o <Ias contas. Filhos e netos d e (I IIIII 11 I 11% I-II!!I.II~III III-i11 s<~riil)i.c~> ; ~ ~ l ~ i i r & i s - q u c l ficavam a dever ,~II,;,.,~Y, I,I,~I'~II~~. I.:IIII:I~!I~IIS, (-:il~:is listri~s,atb que a conta i.1 11.u.1 1 ~ 1~ - . I O I I I ~ 1111 o ;i\.:) I):ir,'io o i i siinpicsmente major, u \ i <II1 1 0 . .I,. l l l , l l l l l . l \ ~ ~ ll; l ! ~ ; l~ i l ~~ l l l ~ l ~ l ~ ~ ~ s ~ ~ o l l ~ l o l l t - ~ ~ . ~ l. l~ \ . I L ~ . I I . . .-.iii.i.ii 1 1 1 1 I,:II~~I;II~I-~ ~ I~, ~III~)I.I~ (~IIC, abandonado aos pr6I I I I ~ ~ ,, ~ ~ . I I I ~11.111~ .Iiiiili:i I ~ I I . I I I : I ~ I .~ , soiiao crois~.r. ruços e fatos ,.i) \ .II 11 I,., I111, 1.111 .li,, :,iii~~ii:ii.-si. i iiidiscrições d e alfaites pelos ; .I 111 ,I 111 11 t II I,, ~III.II:Ii$: I 1111: ~ ~ " ~ l i s p u n lde protetores políticos ia I 1.11 I,~II-!!:II.: :;tii~:~r;i iic3m subir IL diplomacia; que estudara ou ,I i ..I. IIIIIII:II.:I, A v,n:s, graças ao esforço heróico da mãe quitans lIt,ii:i i 1 1 1 tlo pai iiiiiilciro; a ascensão do bacharel assim, se fêz, IIIII~I:I~, vCzc>s, pclo casamento com moça rica ou d e família I ,I 11 Il.l.i,'(;I. I )i/ ,;I- tl(: algiins moqos inteligentes, mas pobres ou simplesI I I I . I I ~ I - rr~iiic~rlinclos, que não foi de outro jeito que chegaram a #III , ~ i ~ : i t l o Chr[-c.s c n ministro do Impkrio. Uns, de nome bonito, A s I 1 1 1 t . ~ ~ ~ ~ ~ , r sO ~f : ~ l ~ a v : l calor da riqueza oii do poder :i (~IICIII ~ , O 1 t . 1 1 . 1 *;I' ~ - ~ i o l ) r ~ * (o11 ~(:1111i:irc~in ~ ~ ~ r c ~ i n o lxcstígin. Oiitros, de nome 1 III,~,.II., I I I (li~::iiitlo-si~ i r - l o ~ : i : : : i i ~ i ( ~ i i l o inilqns c l nome ilus~ ~, ~ ~ c'orii ~ 114.. [I,, IIIIIOX(10 c-;I:;:II :II~II~:II~:IIII IIIIIIII~ f : i i ~ i í I i :(!:I 11i5e. o 11;i ~ III*.I', N : I I ~ \ ~ ~ I I : IS;I!I~;III~I:I, IIII~I~II II:I III~ 1)11r I:II~o. i i o IJrasil o l'oi 1 1 1 u t 11,) i i i ~ . i i l i i i i i ~ ; ~ . i i IIII*; I ~ : i i ~ l i : i i ~ ' ~ i ~ : rliirS:h vi11')iia por : IIIIII:IIIV: III, III.II.III*, IIII~~I~I~I:IIII ..I.I~IIII~. ~ I I ~ . I I ~ I I I I ~ ~: ~ . .s I t ~ i i p r c :I Ici I i ~ . :i iim
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I)Iic-oii-sc-:i scsiitc~iiy;i inortc contra Clc, clcvido lis sii:is ativi(I(, cladc~sdc revolucionlírio em Pcrnambuco, comentou de Caracas a scntcnça do juiz branco, Mayer, na qual êle, Saldanha, era chamado d e mulato: "[. . . . ] êsse tal mulato Saldanha era o mesmo que adquirira prèmios quando êle Mayer tinha aprovação por empenho e quando o tal mulato recusava o lugar de auditor de guerra em Pernambuco êle o alcançava por baj~lação".~ Se no tempo d e Koster, proprietários rurais dos lugares mais afastados ou segregados, encomendavam aos correspondentes, caixeiros que fossem brancos e soubesscrn ler e contarI0-evitando, ainda, bacharéis brilhantes mas mulatos, como Saldanha-com o Império a exigência aumentou por um lado-o sociológico-e diminuiu por outro-o biológico. Já não serviam simples caixeiros brancos-aliás úteis à economia patriarcal e à pureza de raça das famílias de engenho. Os desejados agora-mesmo com risco da economia patriarcal, d e que alguns genros se tornariam puros parasitas, e da pureza d e raça das famílias matutas, que outros genros maculariam-eram bacharéis e doutòres, nem sempre fazendo-se questão fechada do sangue rigorosamente limpo. Saliente-se, entretanto que a ascensão social do bacharel, quando mulato evidente, só raramente ocorreu de modo menos dramático. E m mais de um caso d e bacharel casado em família rica ou podcrosa-sobretudo família poderosa, de engenho ou de fazenda<']c 6 que se tornou o nervo político da família. No caso de João Alfr(*(loCorreia dc Oliveira cm relação com o sogro, o Barão de C;oi;iii;i, scbril(.-sci cssii nscontlbiici~ipolíticii do gcliiro bacharel sobre o ~):tlri:irc:i s(~1111or (~11goi~111o. (111ctiiclo f;ix supor, no inteAo ri'ssc. (I;I c;ii.rc,ii.:i pol ític:~tlo gc9iii.o1):1(~1i:ir(~1 i: qiic: a prúpria sede (1;i l';iiiiili:i ti:iiisf(~riii-SI.l v (~;is:i-gr:iiitl(~ <:oi;iri:t p:ira sobrado, t taml)í:iii gr;iiitl(~, lic~cifcb,oiitli- o sogro, I)(-lo, alto, olhos azuis, (10 mas um tanto arii;itnt:itlo, sci Loriiiiria f'igiir;~ si~ciiii<lá~ia lado ao do bacharel de crois6 bcm-feito (! moilos url);iiios, qiic guardava no rosto d e mestiço traços d e linda e agreste nni<.ríndin que, na meninice, ganhara o apelido de Maria Salta Iliiiclio. Apenas o neto de índia agreste tornou-se ministro do In1pí.rio aos vinte e tantos anos. Tempos depois, já tendo experimentado descngnnos políticos, João Alfredo lamentaria ter deixado a sombra da casa-grande d e engenho pelo sobrado d e azulejo que ainda hoje brilha ao sol do Recife onde agasalha uma tristonha repartiçáo militar. Mas era tarde. Convém, entretanto, não nos esquecermos que houve bacharéis formados na Europa que, d e volta ao Brasil, preferiram a casa-grande de engenho d o pai ou do sogro à vida na Côrte ou nas grandes cidades do litoral. O caso do Dr. Antônio d e

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; I ( , iiii:smo tempo, instrumento d e poder e elemento sii:is iiiiios inquietas. São insígnias que desde os prit I l 8 I ~ , ~ , . I I I I I ~ ; tlo s4ciilo XIX passam pelos anúncios de jornal com . I I I I 1.. I 11 I I - i i 11 il:iyócs sedutoras para os olhos dos indivíduos soI ~ I I I D ~ - I I . : I I I I ~ - ~ I I iiic%iiinos mulheres a u e se tornam às vêzes os (~ ou 1 Inl* .IIU,II,; II:I I':IsI. tlc: ascensão para os postos de autoridade ou i 1 t 1 . 1 I 1 1 11 b 1.1 I I I < I ~ I . \ J ; I ( ~por brancos ou quase-brancos como priviOS I, !:I, 1 I , , I . : I , , I : I siil)(brior identificada com raça pura. ( ) i , , , I ~ I I I . 1 1 1 - \':~l:i(liires, em Minas, organizara ainda na era coI , V I I I 1 1 I ~ ~ i ~ i i i i ~ ~ i (11:o 'homens de cor com oficiais mulatos e pretos.13 i i : I 1 1 1 1 i n . . , l 11 i!:io Ixira a melhor aristocracia da terra. Aliás, nos I * 1 1 1 1 1 , . 4 . 1 1 1 1 I I I ~ : i#;, I clicgnra a haver sargento-mor e até capitão-mor 11 111 1 . 1 1 ~ I: I I I I I I ; I I O css<*iiro, como o que Koster conheoeii em Peraté, I 1 . 1 I I I I 11 11.1 R1:is CSSCS poucos mulatos que chegaram a exercer, nos I. I ~ . I I I ~ I I I .t-oloiii:iis, postos d e senhores, quando aristocratizados em ; ,. I I 1 1 I , l i " ; . r~ior(~s, tornavam-se oficialmente brancos, tendo atingido . I I N ~ ~ , i i ; , iIoI(: mando por alguma qualidade ou circunstância excep1 . 1 1 11 I : I 1. '~':IIvcz ato de heroísmo, ação brava contra rebeldes. Tal!.,-. !:i.:iiitl(: fort~inaherdada de algum padrinho vigário. Quando 1, iiil:lCs ~)(.rgiintou, em Pernambuco, se o tal capitão-mor era I I I I I 1.111 I o ~ I I ( ~ , saltava aos olhos-em vez de lhe respon:~li;ís, ,.i11 1 i i i S siiiii, ~c~rg~ii~t;ir:iin-lhc "se era possível um capitão-mor ,.o I 11111I:110"."' ( 1 i11110 (11) i ~ ; i ~ ~ i l i i c i ~ i i i :iri:iiiii:iv:i os l?rhl,rins miilatos escii , I I I , , ~ , I , I I I I I , I . III;Í!!~I,I)- I I ; I I I ~ ~ I I - ! ; ; II ~I I:LII .I150 gv:in(1<. cartas i111t ; II as 1 I, I I I ~ . ~ ~I I i; I ~I I I ~ . ~ I I I I I I : I I ~ : I.III, : I I ~ : I Y( 1 1 % l ~ ~ . : ~ ~ i ( l i i i t i : i ciicbmmesmo I.; I It~; I , o t l o . ~ ~ #, l i , ti..1,11111lt. 1 , I I : I I . I I I 11111. I. 11 ?;II:I A I : I ~ I - * ~ ~ : I O I rinperador (I > . , I , l o 1 1 1 1 . . , ~ I I I , . c , . I I I I . ~ . . I ~ .I I ~ ~ I I I I 1 1 1 , I I . I . I . ~ . I1~ ,I ~ : I * . cnbclo 11 iii;ic*io I ,, ' l l l ~ o , I I V , , ~I , , I . I I ~ : I , , I I I i;:1311s I I I ~ :ils I I ~ II I i I i l ~, I 8 * . I I I I I , ~ I . , . ~,III,;;OII-SC a I, . . . - . . ......... . \VI .II# llllll lll.1 1.; I 1 i~~t~ii1~tl:illiosI ' ,. l i i l q l . 11, I a 111 I l i , , , 6 . ~ . ~11i:is tlc it. I ,,, . 11 . t i i 1 1 1 ~ I I I , ..c ~ ~ ~ I I I ~ I I I : I I C ~ I I g d ~ o 110 I

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Iii::~. I1'oi i1111 sr.11 col(.g:i clc Coiiii1)r;i c, mais do que isso, pcsso:~ (I(* sii;i iii:iior ii1iimid:ide-Rodngues Cordeiro-que escrevendo em J.S72, deu seu depoimento: a consciência de filho d e mulher d e cor arnigada com português era o que em Gonçalves Dias "nas noites de insônia lhe cobria o coração d e nuvens", rebentando em poemas como O Tempo.18 Niío importa que noutros poemas, cm torno de assuntos mais puramente africanos como Escmua, Gonçnlvcs Dias sc conservasse a distânci:~do negro, scm f;izcr clc sii:i fala aportiigiicsada de bacharel de Coirnbr:~, n voz c1;ir;i (i Tr:iiic.:i tl:i r a p (It~gradada pcln escravidiío cln qual n:isccni tzo tr?igic;iinriit<!pclito. lloçando pelos seus horrores. Mesmo porque sua consciência não era, nem podia ser, entre nós (País onde o negro Yuase nunca foi "quem escapa de branco", como no ditado antigo- 'quem escapa d e branco, negro &'-depois substituído pelo mais brasileiro-"quem escapa de negro, branco é")lD a consciência d e negro ou a consciência de africano que, noutros países, absorve a consciência do mulato, mesmo claro. O ressentimento nêle foi, carateristicamente, o do mulato ou "moreno", sensível ao lado socialmente inferior d e sua origem, embora gozasse, pela sua qualidade de bacharel, vantagens de branco. O romantisn~oliterário no Brasil-vozes de homens gemendo e se lamuriando até parecerem às vêzes vozes d e mulher-nem sempre foi o mesmo que outros romantismos: aqiiela "rcvolta do Indivídiio" contra o Todo-sociccladc, í.poca, cspí.cic-tlc que fala o t t ~ crítico fr:iiic$s. Ein :ilgiins c:isos, ~xir<~cci sitlo iiic.nos expressão dc iiidivítliios ic~volt:itlos(IIIC: ' 1 ~Iioiriviis t l ~ riic>i:i-i.:i<:a sentindo, coiiio OS ( 1 ~ ' i~l(~io-s(~so, :I (1isf;liic-i:iso(~i:il. f;iIv(~x ) ~ í ( ~ ~entrea , I ii~ 61~sc a r:iya ~ l ~ ~ I ' i i i i t l : i i i li) ic. :~i i~i (~~ ~i ~o11 I M I ~ : I ; o11 o a x o ddeni: ~ clamentc m:isciiliiio c (Ioinin:itlor. E o que se observa tnmbLm-n rt:volt;i (?olioiiic~rii(Itr meia-raça consciente, como o de meio-sexo, da distnnciii soc:i;il cntre êle e a normalidade social do seu meio-no artista csti:ior<linário que foi o Aleijadinho. O escultor mulato das igre'ns dc hliii:is. Nesse mulato doente-distanciado socialmente dos ominatlorcs brancos não só pela cor e pela origem como pela doenqa que foi lhe comendo o corpo e lhe secando os dedos até só dcixar vivo um resto ou retalho de homem e de sexo-o ressentimento tomou a expressão de revolta social, d e vingança d e sub-raça oprimida, d e sexo insatisfeito, do donjuanismo inacabado. D e modo que na escultura do Aleijadinho, as figuras de "brancos", de "senhores", de "capitães romanos", aparecem deformados menos por devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e ódio religioso aos seus inimigos,

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I ~ I II I~ I ~I~ I ~~ I I I . I I I I I . I I I I I 1111 . I t l i ~ . l ~ ~ ~ . i t . ; .o1~i < ~ i i l : ~ li i ~ c ~ i i i i - i ~ r i c ~ i i l : ~ I ic o GI,, , .llnl X I I 1 1 1 1 1 . l . i l \ ~ ~ ~ i. ~ I, t - ~ v i ~ - ~: I~ ~i 1;. [tr b* (10 c*:~!)c!I(~ir(~iro i l : fr:li~e~s, I I I ) 1 1 4 1 0 1 1 1 1 I I I ~ I I1 1 4 . I ~ ~ I ~ I I I I ~ I III ~ I ~ ~l :i i i i l i ~icl)cltl(:s 1 estilos ciiropciis I I : 1 ,I. IIIQ .IIIII 4 % ~)II)I,III.:IIII~O Ii:iriiio~~i~;ir o cabelo com O rosto. V:i1 0 1

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I'...I.~:i ,\si;i p:Ir:t coiii.cnil)orizar com a Africa. tl: I I : I I I I oii ~ ~ , ~ : t:riit:itadn e artificializada pela arte do . I I I I I : i 1 ic.t.s, tlo sapateiro inglês, da modista parisiense, do . I . I I Y I I ~ I I M ~ I I - C crcmos que povo nenhum no mundo cheI ) I I ~ . . I ~ -iiiiito de perfumes europeus como o mulato brasi10 1 1 I , I . I I \ I./. I):II.;I combatcr a chamada inhaca ou o odor d e negro, .I i1 : I ~ I I ~ Y - ~ : I I ~ O certos brancos voluptuosos-sempre teve o seu l l ~ ~ 0;11.;1 ~ o ~ I~ranco. ~ ~ t l ~ ~ ~ I I I 11 I I ' , I I I 11 I tbvc para â mulher branca o mulato brasileiro, I I I I:I I i i r : I--:i 1rildiçZo guarda a lembrança de crimes raros ~ i\ I *i-, c - : i i l*>:itlos por siiih!is brancas que em momentos d e i l l l 1 1 , :I I I I I I I . , . I I ~ I I I.(~!::~I.;IIII :I csci;ivos mülatos-quando I aristoI 1 1 , . 1 1 l t 1 l'4.l.1 I - I ~ I I ~ ~ : I I ; . I I I zol>r(~fiitlo ocliiciiqiio na Europa, como , ;i . I I I I I : i ~ i ~ ~ ~ 1111 ~~ O I (I Il : Io I I ( ~ (I<: Aliiísio. A moda euroi ~ ~ (~ 1 " I I '1. 1 " 1 1 *.I., 1 1 - I.:III;:IWI~ 1 V vc.l;lii.-sc., :icc:nhinria no mes11. I I 1 1 1 1 1 I , . I ~ I I I I I ~ . I I II I I I I * :I Aliiísio Azc*vc-tlo l);ir<:ceu ter sua # I c l i t i . ~ ~ I I I ~ I . 1 1 1 1 1 - ~ I : I I . , I 111ii1.o:; (-,(:'I :;oI~r(~~~iclo modo d e nesse .I!,! I I I I I O .i(ls.t 1 1 1 1 i c i s . I:IO (10 iiiiila~o;tiio do "brasileiro 1111 l:11:1 11 I'i.ol~*ssor (;ill~c-r~o Amado. Tão do servo, I 1 1 1 :+, . I I . I I ~ ~ I ; I I , : . I ~ :I I O s ~ ~ i l l ~ o r , sistcii~as IIOS escravocrático~ bem I ~ I I I ~ I I I I . I I I I111'1. I :~~~oi~ioil:~y;Lo os sciis vários elementos. )~ (~ii11.c 4 1' 1 1 1 I I I ~ I ~ I I ~ ~ . ; - I I \110s sc-iilioros vozes altas e nos servos falas I I -OI\.I~ 1 8 i I I I I I I-. : I I ~ : 111:1c*i:1sI L L S C ~I scmpre acompanhadas d e sorrisos I 1 1 1 1 1 1 I~I I 11ti1-r-<.:L7 Alihs, tanto com relação ao sorriso como i fala 1 ) . I ) sisi ~%iiin piitrjarcal de escravidão, dominante longo I. 1 , 14 11" I : i : i : ; i l , 1)iir(~.(: desenvolvido no escravo e, por intertcr llt, 11, I I ~ I : Q . I I . * I I I I ~lc~st~c~iitlcnto miilnto, modos agradáveis que viI 1 1 1 I 11 I i I t - . i ~ i t , (11)s sltrvos t 1 ~ insinuarem A simpatia, quando s(: I O : I I I I ~tlri.: . sc~iil~r~rc~.;. II Assiii~topor iiOs vcrsndo noutro dos
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I ~ I I I I ' I I I I O ; i 1 1 1 (10 ;iiiirir. \ :iiit:igcXiis aiiid:, lniiis cori11- I I : I ~ I I I . I ~ ~ ~,ri,íl)ic:i:itiil)iiídas : mulata, cm com: i .I . a n I ; I I I ~ : I I I I ~ : I'iil:~, I eorisiclt:r~~cla m~llhermais fria. I, ... t . 1 i 1 1 I I I I I - I lrtllirka, cm estudo de antropologia compa1 li I 1 . I I I 11iili ii(-gro, cin geral, superioridade no tamanho dos o b i j , . . I \ i i ; ~ i ! ; , Isss.is~i~crioridade neni sempre se tem verificado, . ( 1 1 1 ..I.; I c~gioiinisempreendidas entre grupos d e indivíduos ,I . I i 1u I.I:I c~~l~ip;ir:~:ldos os d e raça branca. Ao contrário: com 1 1 I I I I ~ . I I I I ) I . I I ' ; I ~ (I(: modo diverso sobre êsse aspecto de compao ,. n 1 , . I ;II:;IS 11,. (:hou primitivas com a branca ou civili~ada.4~ I , I 1 I * I I , , , . , I 11~~)ois investigação realizada na Africa Francesa tlc: I . , 1 1 1 l i 1 1.1 1 1 4 I \ ; I . I I ii:il);ilho "Contribution à i'Étude Anthropolo' , I. 11 I ' I 11 I N I i i i I ~ I I ,i\ l'i.iqiie Equatoriale Française", em número 111, I 1 0 , I.' \ii/lri~o~)ologic (tomo XLIV), contesta as alegações 1 , 1 ' 1 I 1 1 1 1 ~1 I : I . \ ' ( i !i(iO), I>iickworth (1904) e Kopernicki (1871), I 11, .IIII( I ~ I I I ~it;iisccontribuíram para a lenda "d'une gran, I . i , , , I I , l i 1 1 ili~~rlil~i-, ~ , W L ~ Sd t Tpenis chez le ndgre". Pales III U ~~ B , 1 ) I I I I ,I I I .. I 1 1 1 11 $1I 11, iic.gros de ''peni8 volztm-ineux, Iaors des pro-,I l~ ' , I . . /i,i/l;~ rtr.1lr.s". iilas sem constituírem a média. O t í ~ i c o .O ' 111 I I I 10.. I I I I I I I I ~ I I S clc sua cor, tanto mais quanto-lembra o 1 1 1 I , : l i 11 1 1 "i1 ri (1 (1cs Ólancs qtci n'ont rien à leur envier sous i. . I ~ I , I , I O , I". I ) : ~ i ' c ~ i ~no testudo comparativo d e pretos e paror a l e I I 1 1 1 1 I I ~ ; I I I ( Y > S realizou na Jamaica, não se ocupou infelizque , 111, I 11 I 11 I ;issiiiito, talvez por piindonor anglo-saxônio; entre nós, 11I I I I I I ~ : I 1i1.o (10 tcinpo do Império voltado para estudos dêsse 1 1 , 1 1 1 I.III*;:OII, tnlvca precipitadamente, à conclusão d e ser "o 1 I I.. I 11 I :I I I ic-:liio [ . . . .] geralmente volumoso, pesado, quando , I I t l . l ~ , i ~ l t . / ; g:~~~li;iiitlo cin tlimciisõcs quando em orgasmo", 1m11cn 1 1 1 . ~ i i n ! : i r :I " I . I I I I I ~ ~ ~ I ril:i(l<bi". Daí ";i fcciinclação qiinse impro~~:I I ' I 1 1 1 1 I I I ~ I I I I I( ~ ~ : I I I ~ ~ : I I I I (I ,IOII I I ;I I ~ I I I I I I ((lcb r;lc:l 1)r;inca. . ~~ I ' I I I I ~ ~ I . I I I ! I II ) : I ~ , I - ; : I 1 . 1 1 1 11:1rl1, I I : I ( a ~ . ~ I ,I ~I s i ~ ~ ; :~ ~ r i o r i ~ l ; t t l c ~ ~ ,>~ física , I 4 I I I I I I I , : I I ~ I I * ~ . I , ~ I ~ : I 1 . 1 . 1 1 1 1 ,TC'I, 1 1 1 I ) ~ , I I , 1lil"*i'1-1111~. lir-lo I)iz:irro I I I I I ~ , I < ' . : . ~ . - . i . \ ~ ~ : ~1 l1 . 1 I I I I I I I I ~ . I . 1 1 1 I I I I . . I 1)1.10 I I I I I ~ : I I O 1 - iiic>smo 1,. I , , 1 1 , $ t ~ t t 1 : I ~ , I I ~ , I I I I I \ ~, I.I I 11,. I I I I I ~ ~ ~ ~! ~I I ~ I I ~ I I I I * ~ II * I: I ~ ~ ~ I I(I:Is O , , , I I ~ \ \ , I , I ' I I , , I ,\',I;I,v. I , . , Y I I ~ I 1 t . 1 I I ' , , I I I O , 1 , 1 1 1 '1'111. ' ~ l ~ ~ ~ ~ ~ / r ~ / i ~ r i ~ ! . Owcn I. iII I I . ' . '~Il'"llI1I 1 1 1 1 1 l l l l ~ ~ l i1 l 1 . 1 : l l l : l ~ ~ : i o sl~~ii:ll

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vigoi.os:i I'isic:irncritc que a sua. Cl mesmo papel o iicçro, scgundo Sêneca, em carta a Lucílio, na vida tlos i.omanos antigos, já muito chegados, os homens, ao culto da Vênus fusca, as mulheres, à admiração volutuosa pelos machos d e côr. De onde o grande número de negros de um e outro sexo introduzidos em Roma. Para Berkeley Hill parece evidente que tanto o homem como a mulher, mas especialmente a mulher, a branca e fina, a fêmea que êle chama "tipo racialmente superior" ("a racinlly superim type) é "suscetível de tornar-se presa d a mais forte atração sexual mais furioso p.or indivíduo de tipo racialmente e raçaprimitivo". Daí, relação , ciume ou inveja sexual do inacho d adiantacla com ao de raça primitiva, que explicaria, junto com motivos de ordem econômica, certos ódios d e raça. Principalmente da parte do macho branco com relação ao macl-io d e côr. Para contrariar o encanto do macho negro sôbre a mulher branca, o branco civilizado grotesco teria mocurado desenvolver uma aura de ridículo e de " em volta do prêto e da sua primitividade e-pode-se acrescentaruma aura de antipatia em torno do mulato, tão acusado de falso ou inconstante na afeição, d e incapaz d e igualar-se ao branco em verdadeiro cavalheirismo e na autêntica elegância masculina; para não falar na inteligência, no seu sentido mais nobre e com tôdas as suas qualidades mais sólidas de equilíbrio, d e discernimento e de poder de concentração, que seriam-para os críticos do mulatismo-raramente atingidos pelos meio-sangues, ou pelos ncgros puros. Os meio-sangues apresentariam sôbre êstcs apenas a vantngcm dc iim brilho mais ihcil na cxprcssno verbal e talvez na pláslica. Esta riso foi, rntrrst:iiito, ;I 01)sciv:i~~o 13ciicditinos, frades dos a r p tos quv, rio Ilrasil, niit1;ir:irn s(aniy,i.c: it I,iz<lr c~upcrienciasde genética com os sciis csci:ivos pni:i clicg:ii.c*in I conclusão, no sóculo XVIII, de quc os mclliorcs, os mais tloi:i<los rlc inteligência e de talento, eram os miil:itos. Sir Gcorge Stauton, que aqui passou com Lord 3lacartney a caminho da China, nos ineaclos daquele século, ouviu dos frades do Mosteiro r10 Rio de Janeiro os maiores elo~iosà inteli~ênciados mulatos Dor Cles instruídos " nas próprias artes liberais. E citavam-lhe o exLinplo d e um mulato que acabara de ser escolhido para reger importante cadeira em Lisboa.43 Os Jesuítas também estimularam o cruzamento nas senzalas de suas fazendas. Cruzamento d e caboclo com escravo. De índio com negro. Nas fazendas loyolistas-salienta o historiador Ribeiro Lamego-"deu-se o cruzamento mais intenso de etíopes e ameríndios. tão difícil. dada a r e ~ u l s adêstes Dor a a u ê l e ~ " . ~ W e s s e s cruzamentos que encheram i s senzalas dos ~ i s u í t a sde cafuzos e
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It'il7,. trnd., Londres, 1820, pAg. 31.

1:itcis o11 iiic.stiyos soli :L 1'01.111;~ Ii:lc.li;ii<:is, iiií~tlicos,c~iigcwliciros, (1,. iiiilitiircs, industriais. Novos-podciosos, iiovos-cultos ou novos-ricos que podiam dar-se ao luxo de fotografias ampliadas ou coloridas no estrangeiro d e acordo com as informações que os próprios interessados fornecessem d e suas cores: da pele, do cabelo, dos olhos, dos lábios. Um processo cômodo da intitulada "arianização", da teoria de Oliveira Viana. Os anúncios dessa arte, indústria ou comércio de arianização são numerosos nos jornais brasileiros dos últimos decênios do século XIX. Acentuaram-se nos últimos anos do mesmo século, quando o vantajoso comércio se vulgarizou em atividade de mascates. Passaram êstes a percorrer o interior do Brasil, recolhendo dos intercssados dados carnavalescamente antropológicos para o aumento e sol~rcttidon colornqáo de fotografias comuns. Um dos anúncios, já (10 fiiii do s6ciilo XIX, clicgn a scr acliniriível do ponto de vista da :ii.tc oii <1:1 ~~sicologin r4clnirzr comercial: "Qualquer tln pesson qiic tlcsc~iiiriiiii liiitlo (: pcrfcito rc~trato4 bastante mandar ;m pccjbcno rc1r:ito cin ~ : i r t n õ 1 ~ ( visit:~,i150 importa que seja antigo, basta dizcr n cor (10s ollios c (10s cabelos para chegar um retrato perfeito e muito lindo parti um presente o11 sala de visita." Anúncio de que se encontra em jornais da época a variante: "Qualquer pessoa pode ter o retrato de iim parente ou amigo em sua sala de visita, ou para fazer um presente, mandando um pcqiieno retrato em cartão d e vizita, não importa que seja antigo é bastante dizer a cor dos olhos e do cabello para chegar um retrato muito perfeito e a gosto da pessoa que enc~rnmendar."~~ A voga de "fotografias coloridas" entre nós explica o fato de, ainda hoje, encontrarem-se em salas de visitas de famílias reconhecidamente negróides nas suas origens retratos de patriarcas j.'A mortos que, tendo sido mulatos ou quadrarões evidentes, nos dão às vêzes a idéia, nas suas fotografias apologkticas quando não angélicas, daqueles "europeus degradados pelos trópicos", a que se re-

2Si1l)rc o caráter feudal ou quase-feudal da socied:itlc ~ s s c ~ r : ~ \ . ~ i i . i . i ~ i I,i.;isilcira, particularmente da pernambucaila-ponto já fcrido c111 i . : i l i i i i i l , t :iiitcrior-veja-se o Conde d e Suzannet, Souuenirs de Voyogcv, ]':[ri$, 1:; Ir;. p'fis. 409-412. Leia-se, tambkm, sôbre o assunto, a exccl(:iitc: "lli.vi~.i.i I~ctrospcctiva" publicada em O Progresso, Recife, novembro d c 1811;. 1i:ii:. 007, por E. R. e onde se lê sôbre a grande propriedade fclidnl ciii 1 ' i . i iiambiico: "O proprietario ou rendeiro occupa uma parte dcll;is [l)riil~ia.dades] e abandona, mediante pequena paga, o direito de permanccc.r ~ ~ ' ( I I I ;II I e de cultivnl-a, a cem, cluzentas e, algumas vezes, a quatrocentas f:iiiiili;is d e pardos ou prctos livres dos quaes se torna protector natural; mas ( I t * I I ~ - : exige obediencia absoluta e sobre elles exerce o mais completo dcspotis~~iii [ . . . .I. Assim, estcs novos barões feudaes, quando as suas propriedndcs SI. achain mais distantes da capital da provincia, vivem numa independciici;~ completa, fazendo justiça a si proprios, e algumas vezes a m a n d o os s,-ii.; uassallos e em guerra aberta entre si, a despeito das ordens do govcriio e das sentenças dos juizes.. ." (pág. 208). :Cláudio Manuel da Costa, citado por Sylvio Romcro, Martins Pcrtfr (Pôrto, 1901), pág. 142. Alvareaga Peixoto, "Canto Genetlíaco", Ol>rnr Poéticas de Inácio José rle Aloarenga Peixoto, Rio de Janeiro, 1865. 4Carta.s Chilmas, I , Rio de Janeiro, 1863, pfig. 183. Veja-se tainl>~'.ii~ J. Xorberto de Sousa e Silva, Hist6ria da Conju~açúoAfinoira, ccliV;ío t l i i Instituto Nacional do Livro, Rio de Janeiro, 1948, I. Embora a autoria das Cartas Chilenas continue objeto de conirii\.i:r~i:i, um ensaísta da responsabilidade do Sr. Afonso Arinos dc Me10 Fi.:~ii(-ii i l i i ; ma: "Toinás Antônio Gonzaga foi o autor ." ( Critilo-Cnrt,r.r ('liil~~ii~ir. Introdução e notas por Afonso Arinos de Me10 Franco, Rio (11% ~:iii,.ii<v.' i 111, i páç. 26). Veja-se também Caio de Melo Franco, O Itic~oti~iil~~ii~r~ ~ i 4 ~ r'lC,it8 Mnnrrcl da Costa, Rio de Janeiro, 1931. 5Na expressão do bacharel-poeta "os fortes hraco.; h.iii~.., I O I i 11 ~ i i ~ o ~ " encontra-se, talvez, a primeira apologia litergria, c~sc.iii:iI I I I I \ I i . i I I, - 1 rário ou do trabalhador manual. OCarta d e Manuel de &da Câmara no 1':111it. 1:11-, em 2 de outubro de 1810, transcrita por P(sri.ir:i i1.i ( ' o ~ . Ii , r ...i, gfdlfico de Pornambucanos Célebres, Rccifi.. I?;:i". 1 1 8 1 % i,I I I bacharel mulato e filho ilegítimo, rc~1,r~l:iiiir O I I I I I , 1 1 i I I I I 1 , ,,, , .. , ,. .. i Dr. José da Natividade Saldanli:~ foi <-.i I I I I i l l t B III . 1 1 1 I I i l i ,i,

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rnc:s~i~o "clicio dc independhcia nativa que deve forrar os organismos dos fillios do amor livre" e caraterizado por "qualidadcs Iiercdithrias que Ilie deviam gritar no sangue de fillio dum sacerdote de Cristo", por Artur Muniz em "Dr. José da Natividade Saldanha", Almanaqrie de Pemambuco, Recife, 1908, pág. 15. 7Antonio Carlos Ribeiro de Andrada parece ter pertencido ao número daqueles brasileiros que escandalizaram um aristocrata francês de sentimentos já liberais como o Conde de Suzannet pelos seus orgulhos de família (op. cit., pág. 411). SGilberto Amado, Grão de Areia, Rio de Janeiro, 1919, piigs. 244-245. Veja-se também A Chave de Salomüo e Outros Escritos, Rio de Janeiro, 1947, págs. 176-180. QGilberto Amado, GrZo de Areia, cit., pfig. 245. 10Koster ( o p . cit., pig. 196) recorda que senhores do interior encomendavam a seus correspondentes nas cidades rapazes brancos que lhes servissem de auxiliares de escrita e de genros. E possível que alguns anúncios de jornal dos primeiros decênios do século XIX visassem atrair rapazes brancos a fazendas ou engenhos do interior, onde não estivesse desenvolvido o domínio de grandes famílias não só brancas ou quase-brancas como endogâmicas. 11A expressão "fulgurante plebe intelectual" é exata e feliz para caraterizar os bacharhis, tantos dêles de origem humilde e vários, negróides, que, com a fundação dos cursos jurídicos foram aparecendo na sociedade brasileira como nova e considerásel élite, compensada pela cultura intelectual e jiirídica nas deficiências de sua posição social e na inferioridade de sua condiç5o htnicn. I%ylvio T<oincro, hlartins Pena, PGrto, 1001, phgs 163-164. snii(.iitanios, ciii nota n cnpítiilõ :iiitCrior, cliic variou n política portuguêsn no Urnsil coloiii:ií clii:ii~to no :iprovi~il:inicnto tlc nc,gos e mulatos como oficiiiis (Ic niilicins. Mrmos, pi>r6iii, no (~iicpnrccc, por preconceito em de raça ou de cor do qiic (Ir: rcgiiio: :I ri-!:i5n c~oloni:~l rclnção com a metropolitana, cujos filhos prct<:ntlinrn inoiropoliz:ir ria col&iiia os postos d e direção, deixando aos cabras que-dc modo gcrnl-crnni todos os brasileiros, os cargos secundários e, principnlmentc, os cncnrgos penosos, da administração. 1413 bem conhecida a observação de Koster no Norte do Brasil quanto a certo capitão-mor, homem evidentemente de sangue africano que era, entretanto, considerado branco, por força do cargo. Também "brancos", por fôrça dos cargos que ocuparam no Impkrio e de títulos d e nobreza que lhes concedeu o Imperador, ficaram vários brasileiros evidentemente negróides, alguns dêles filhos de mestiças cklebres como Maria-vocG-me-mata, muito malvistas pelas iaiás mais puritanas dos sobrados. Aliás, várias senhoras de sobrados do Brasil imperial tomaram-se famosas pela sua hostilidade a mulatas belas ou sedutoras. Uma dessas senho-

I I I ~ ~ , I . I ~ I I ~ I ~1 1, 0I I I\ I~~, I I , ~ I I ~ 1' 1~1 , , l':lr:i~tÍ 1: (10 (;(III~I(! (11% I'ArIo Ali-;;r~*, i111<.o111c.r.ri:i I'ig11t.n t i < * iimlatn, pcrsonagcm do (Irnina dc I'iiili~.iro(;iiiiiinrs5cs, IlislVria de r ! l r i r r Al6ça Rica-representado pcla primeira V I ~ X i10 Ilio de Janeiro em 1861-costumava explicar sua ojeriza As mulatas, I>II~ geral-ojeriza que ia ao ponto de não admiti-Ias na sua casa: "Mulatas na iiiinlia casa? Eu não quero desgraç:is" (Escragnolle Dória, "Cousas do Passndo", separata da parte I1 do tomo LSXXII da Reuista do Instituto Ilistórico e Geográfico Brasileiro, Rio d e Janeiro, 1909, pág. 143). lshfais de uma vez, no Parlamento e na imprensa da era imperial, alegou-se contra liomens eminentes sua situação de ncgróides ou de filhos ilegítimos. Basta nos recordarmos da violência com que o Baráo de Quaraim, Pedro Chaves, em pleno Senado do Império, referiu-se, na sessão de 4 de maio de 1859, A condição de filho natural do também senador 1). Manuel, filho do Marquês de S. João da Palma. E caraterística da tendência brasileira para retificar por meios suaves-títulos, leis, honras-t:iis situações a resposta do ofendido: "Mas não se sabe que, estando legjtimado, tenho a nobreza e honras que a lei me concede? Sôbre o assunto leiam-se os debates no Parlamento em torno da Resolução n.O 53 d e 1846 derrogando a Ord. liv. 4, tit. 32 na parte em que estabelece distinção entre os filhos naturais dos nobres e dos plebeus, em relação ao direito hereditário (Anais do Parlamento Brasileiro. Cdmara dos Srs. Deputados. Sessão de 1846. Coligidos por Antônio Pereira Pinto. Rio de Janeiro, 1880. Sessão de 8 de maio). 1 6 0 folclore pemmbucano guarda a tradição de negros amotinados no Recife, nos primeiros anos da Indcpendência, que se vangloriavam d e imitar o Rei Cristbvão. Veja-se, sôbre o assunto, Estudos Pernumbucanos, de Alfredo de Carvalho, Recife, 1907. 17Manifestando-se, no século XVIII, sua repulsa a capitães ou fidalgos indígenas que se casavnm com negras, o Marquês de Lavradio representava o critério daqueles homens de Estado português para os quais os mulatos, no Brasil, deviam ser conservados em "hum certo abatimento" (Carta de José Venâncio de Seixas, para Dom Rodrigo de Sousa Coutinho [. . . .] Bahin, 20 de outubro de 1798, ms., Arquivo Histórico Colonial de Lishon). IsBiografia inicial, Almanack de Lembranças Luso-Brasileiro, I,isl>on, 1873. 19James Bryce reparou que no Brasil facilitava-se no iic*;:rOitl<~ 1i;iss:ir por branco, em vez de se dificultar ao inclivírliio css:~ :ili~-r:ic.5osoci:il (South America, Londres, 1910, pág. 215). A i(li{i:i, l ~ i ~ j r!~~~~~~r:~Iix:itl:i, f(lc que influem sôbre o status do brasileiro mcnos :I r:i~:ii10 r l i i c . :I c,l:issr- c :i região, foi por nós esboçada ncstc cns:iir) viii lí)21; I * 1,111 I I ~ I < . ~ ; ~ I . ;c.iirsos (I(, Antropologia e de Sociologia na 1':ic~iilil:itlr~i . I)irc-iiti i10 I(i.c.if(. I, iin tl Univcrsidndc do Distrito J'c~<li~r:il. tlf-.;~l~1!1:15. Sôbre O assiinto, :iiii(~c.il>oii-s~. iiii(.li,:t,nti,.; rI.1~:uiv:.:11t',iii tli- I)i.l~rc,t 1.111 e Kostcr, J. M. J1ii~:i~iiiI:isrliii* c-~c.r~~vc~iitr:il~:illio:il>:iii~i~iilo I 1H:iT;: i.111 I-II "Por mais csir:inli:i qiic ~ ~ X V I , - : I :I :~liriii:iI,-.Zoi i c , \,;iiiios f:ixi*r, <.:i11(. iiir.iios rl
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