Funda¸˜o Universidade Estadual de ca Maring´ a Centro de Ciˆncias Exatas e Departamento de F´ ısica

Projeto de Ensino de F´ ısica:

ELETRICIDADE E MAGNETISMO

Corrente Alternada (C.A.)

Professores participantes: Ester Avila Mateus Irineu Hibler

Revisado em novembro de 2003; fevereiro de 2010

Sum´rio a
I II Corrente Alternada Circuito RC s´rie, em corrente alternada e 3 11

III Associa¸˜o de capacitores em s´rie, em circuito RC ca e de corrente alternada. 15 IV V VI Circuito RL s´rie, em corrente alternada e Associa¸˜o de indutores em s´rie, em circuito CA ca e Propriedades diel´tricas e 17 21 23 27 28

Referˆncias e ´ Indice Remissivo

2

(1) onde ω = 2 π f . de acordo com a a equa¸˜o: ca V = Vm sen (ω t). e ca A corrente alternada pode ser obtida num dispositivo do tipo representado na Fig.Parte I Corrente Alternada I. ´ percorrido por uma corrente dada por: e i = 1 (2) V Vm = sen (ω t) R R (3) O n´mero entre colchetes representa a referˆncia bibliogr´fica. sob tens˜o que varia no tempo. Um resistor conectado a uma fonte de tens˜o alternada[3. ca V = Vm sen ω t Vm x x ω x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x – + t B→ x Figura 1: Corrente el´trica alternada como fun¸˜o do tempo. sendo f a frequˆncia da fonte. 10]. a rede el´trica ´ a e e corrente alterna e com frequˆncia de 60 Hz. e Este ´ o princ´ e ıpio utilizado pelas usinas hidroel´tricas[11] ao transformar a e energia potencial da ´gua em energia cin´tica de um rotor. u e a 3 . correntes alternadas estabelecio das em circuitos RC. O movimento a e do rotor d´ origem a uma corrente alternada. e Estudaremos. em um campo magn´tico B .2 .Comportamento de um resistor em corrente alternada. RL.(1) acima[10]1 . a V = Vm sen (ω t). No Brasil. Quando uma espira gira com uma frequˆncia e − → angular ω.Gera¸˜o de Correntes alternadas.1 . e I. nas pr´ximas unidades. nela surge uma for¸a eletromotriz e c induzida que varia senoidalmente com o tempo e com a mesma frequˆncia.

(5) na Fig. Usando o m´todo a a e Vmax Imax V(t) ւ t ← i(t) Figura 3: No circuito resistivo a tens˜o e a corrente est˜o em fase. fazendo Vm = im R temos i = im sen (ω t). 2 (6) . a potˆncia m´dia dissipada no resistor e e ´ calculada integrando-se a potˆncia instantˆnea ( P = V I ).(2) ou pela varia¸˜o de V(t) Eq.y ∼ R Im Vm x Figura 2: Circuito resistivo. conforme a e e a equa¸˜o: ca P = 1 T T 0 Vm im sen 2 (ωt) dt = 4 Vm im .(3). a a dos fasores. representado na Fig. Em um per´ ıodo T. (5) (4) Observa-se que a corrente est´ em fase com a tens˜o.(2) e i(t) ca Eq.

imposta pelo campo el´trico. logo e ief = VR(ef ) . Um capacitor quando submetido a uma corrente alternada[4. R (11) Os valores eficazes da tens˜o e da corrente s˜o de fundamental importˆncia a a a em circuitos de corrente alternada. Esta reatˆncia ´ inversamente proporcional ` frequˆncia a e a e da fonte e ao valor da capacitˆncia e ´ dada pela equa¸˜o: a e ca XC = 1 ωC ou XC = 1 .Comportamento de um capacitor em corrente alternada. 2 (7) (8) (9) As rela¸˜es dadas pelas Eq.(11).(8) e Eq. a Sendo V = Vm sen (ω t). denominada reatˆncia ca a e a capacitiva ( XC ).(10) nos mostra que ela ´ equivalente.Esta pode ser escrita como Vm im P = √ √ 2 2 sendo Vm √ = Vef 2 im √ = ief . Teremos ent˜o: a P = Vef ief . ief (13) O capacitor ir´ carregar-se e descarregar-se continuamente. respectivamente. 10]. ` potˆncia a e a e dissipada em um circuito de corrente continua. (10) A an´lise da Eq. I. Como a reatˆncia e a capacitiva ´ fun¸˜o da frequˆncia. A corrente gerada pela fonte ´ a mesma que passa no resistor da Fig. 5 (14) . a corrente ief ´ determinada de modo a e indireto pela Eq. 2πf C (12) Pode-se mostrar que a unidade de XC ´ o Ohm ( Ω ). a mede-se o valor da tens˜o VC(ef ) e.3 . obtendo assim o seu valor pela rela¸˜o: ca XC = VC(ef ) . pode-se determin´-la por um processo e ca e a experimental.(2). em forma. Aplicando uma tens˜o alternada aos terminais do capacitor. oferece uma oposi¸˜o ` mesma.(9) denominam-se voltagem eficaz e co corrente eficaz.

em rela¸˜o ` tens˜o.dq d = (C V ) = (C ω Vm ) cos (ω t). pela an´lise das equa¸˜es (14) e (16). i(t) (15) (16) (17) C XC ∼ V(t) Figura 4: Circuito capacitivo. Ou seja. Pode-se visualizar isto graficaa ca a a mente atrav´s da Fig.(6). dt dt π i = im cos (ω t) = im sen (ω t + ). 2 onde o valor m´ximo da corrente ´: a e i = im = C ω Vm . ou pelo m´todo dos fasores conforme a Fig. em rela¸˜o a ca a ` tens˜o. a 6 .(5). constata-se que a corrente a co est´ adiantada de π/2. e e Vmax Imax ← V(t) i(t) → ωt π/2 π 3π/2 2π Figura 5: No circuito capacitivo a corrente est´ adiantada de π/2.

Comportamento de um indutor em corrente alternada. a resistˆncia ˆhmica do fio do enrolamento ´ e e o e respons´vel pela r´pida dissipa¸˜o da energia armazen´vel. Entretanto.4. Ele armazena energia magn´tica. quando percorrido por uma corrente el´trica alternada. a 7 . os capacitores reais apresentam uma resistˆncia pr´pria. 0 (18) No entanto.y Im Vm x Figura 6: Fasor do circuito capacitivo. assim como o capacitor armazena e energia el´trica. ser´: e e a P = 1 T T Vm Im sen (ω t) cos (ω t)dt = 0. V(t) ∼ i(t) XL L Figura 7: Circuito indutivo. imposta pelo campo magn´tico. ofee rece uma oposi¸˜o ` passagem da mesma. Em um capacitor ideal a potˆncia m´dia dissipada. em um ciclo. que dissipa uma e certa potˆncia. a a ca a Um indutor. ca a e denominada reatˆncia indutiva ( XL ). Quanto mais alta for esta resistˆncia. menor ser´ a potˆncia e e a e dissipada e melhor a qualidade do capacitor. I. que e o pode ser considerada como uma resistˆncia em paralelo. O indutor ou bobina ´ um enrolamento formado por v´rias espiras justae a postas.

e e Experimentalmente. tamb´m h´ perdas por correntes de Foucault e por histerese[10]. (20) ief Aplicando uma tens˜o alternada aos terminais de um indutor conforme a Fig.5 . e a I. ωL (22) di = Vm sen (ω t). (19) Sua unidade de medida ´ tamb´m dada em Ω.Parˆmetros inerentes a resistores. a π 3π/2 2π Esta reatˆncia ´ diretamente proporcional ` frequˆncia da corrente e ao a e a e ´ valor da indutˆncia ( L ) do indutor. capacitores e indutores. E dada pela equa¸˜o a ca XL = ω L ou XL = 2 π f L. No caso de bobinas com n´cleo e o u de ferro.(9). Temos a equa¸˜o a ca L que integrada resultar´ em: a i = − Vm cos (ω t) = im sin (ω t − 90o ). A potˆncia m´dia dissipada num ina e e dutor ideal tamb´m ´ nula. podemos obter o valor da reatˆncia indutiva. mas nos indutores reais sempre h´ perdas devido e e a a ` resistˆncia ˆhmica do fio do enrolamento. conforme as Fig. a 8 .(8) e Fig. atrav´s a e da rela¸˜o: ca VL(ef ) XL = .+ Vmax V(t) + Imax i(t) ωt π/2 – Imax – Vmax Figura 8: No circuito indutivo a corrente est´ atrasada de π/2 em rela¸˜o ` a ca a tens˜o. o mesmo ir´ energizar-se e desenergizar-se continuamente em fun¸˜o a ca da caracter´ ıstica dessa tens˜o. dt (21) Verificamos que a corrente no indutor est´ atrasada de π / 2.(7). em rela¸˜o a ca a ` tens˜o.

` medida que cresce o valor o a da resistˆncia.y Vm x Im Figura 9: Fasor do circuito indutivo. ela pode e a e a a Figura 10: Parˆmetros capacitivos de diferentes resistores sob tens˜o altera a nada. a resistˆncia n˜o ´ um parˆmetro puro. diminui a capacitˆncia conforme se observa na Fig. RESISTOR ideal tem como parˆmetro a resistˆncia e sendo ideal n˜o a e a deveria ter dimens˜es. Na pr´tica. tamb´m aumenta o da indutˆncia. De e a forma semelhante na Fig.(11) constata-se com o aumento do valor da resistˆncia.(10). 9 . Pode-se constatar que. e e a Na realidade.

uma resistˆncia e uma capacitˆncia[2. telefˆnicas ou de distribui¸˜o co a a o ca de energia. s˜o verdadeiros condensadores e tˆm uma caa e pacidade que ´ preciso levar em conta. os indutores tamb´m apresentam al´m do a e e parˆmetro espec´ a ıfico. os efeie a tos capacitivos e indutivos s˜o desprez´ a ıveis. 4]. no e qual o elemento paras´ ıtico R pode ser desprezado. e a e ıdo ´ a pois tendo dimens˜es. e a 10 . ele ter´ associado ` sua capacitˆncia ( C ) uma reo a a a sistˆncia ( R ). o capacitor pode ser considerado um parˆmetro puro para a a circuitos de corrente cont´ ınua ou corrente alternada de baixa frequˆncia . Figura 11: Parˆmetros indutivos de diferentes resistores sob tens˜o altera a nada. apresentam.ser considerada como um parˆmetro puro para circuitos de corrente cont´ a ınua ou em corrente alternada de baixa frequˆncia. empregados a em todos os usos. n˜o se deve esquecer que certos aparelhos. e a ca Na pr´tica. telegr´ficas. mesmo capacidades da ordem de 0. “Enfim. 4]. As canaa liza¸˜es subterrˆneas. a c capacidade pode atingir valores elevados. Assim. um cabo submae rino constitui um condensador cil´ ındrico cuja armadura interna ´ formada pelo cabo e cuja armadura externa se comp˜e dos fios e o de a¸o que o protegem: sendo o comprimento muito grande. CAPACITOR ideal tamb´m n˜o ´ constitu´ de um unico parˆmetro. o INDUTOR de forma an´loga.1 microfarad por quilˆmetro ”[1]. da ordem de um milhar de microfarads para um cabo transatlˆntico. Nestas circunstˆncias. devido ` imperfei¸˜o do seu isolamento[2.

conforme Fig. em corrente e alternada I . a A tens˜o no resistor estar´ em fase com a corrente como se pode observar a a pela Fig. y i φ VC VR x Vm Figura 13: Fasor do circuito RC.(12). enquanto que a tens˜o no capacitor estar´ atrasada de 900 .Introdu¸˜o te´rica ca o V = Vm sen (ω t ) VC ? ?  C ∼ V R 6  VR 6 Figura 12: Circuito RC. senoidal[3. o capacitor ir´ carregar-se e descarregar-se periodicamente. Ligando-se um circuito RC a uma fonte de f. 11 (23) .Parte II Circuito RC s´rie.(13).e. 11].m. a a a lei de Kirchhoff ) devemos ter: De acordo com a lei da malhas ( 2 V = VR + VC .

sendo a amplitude da corrente dada pela rela¸˜o: ca im = onde. e 1 fc = . (24) dt C Esta ´ uma equa¸˜o diferencial de 1a ordem. e ca a Emprega-se o m´todo de Lagrange. (28) ωCR Quando a frequˆncia da fonte ´ tal que ωc = 1/RC a reatˆncia do capacitor e e a φ = arc tg Figura 14: Varia¸˜o da tens˜o no resistor e no capacitor pela frequˆncia. A esta frequˆncia ´ dado o nome e e e e de frequˆncia de corte. (25) Vm Z (26) (27) 1 . a impedˆncia Z do circuito ´: a e Z = R2 + e 1 = ω2 C 2 2 R 2 + XC . ou m´todo de varia¸˜o das constantes e e ca para resolvˆ-la. ca a e ´ igual resistˆncia ( XC = R ) e VR = VC . (29) 2πRC 12 . com segundo membro vari´vel. A corrente resultante ter´ a forma e a R i = im sen(ω t − φ).mas VC = logo q c e i = dq dt q dq + = Vm sen(ω t).

a e II. a 2.2 . II . VR e VC . inicialmente a intere valos de aproximadamente 100 Hz.0 kHz. volt´ ımetro ou oscilosc´pio[6].: Todos os experimentos foram desenvolvidos. conforme a Fig. a frequˆncia. durante a realiza¸˜o ca a ca da experiˆncia a tens˜o ir´ variar. Por isso. V.(1). 13 . resistˆncia de e valor superior a ( 2000 Ω ). vocˆ e utilizar o oscilosc´pio para medir as tens˜es nos elementos. isto ´ (Vpp .Material utilizado Gerador de ondas eletromagn´ticas com frequenc´ e ımetro. A fonte possue uma resistˆncia interna que n˜o ´ desprez´ e a e ıvel.Varie a frequˆncia da fonte de 100 Hz a 10 kHz.Complete a Tab. conforme a Fig.1 . e depois a intervalos de 1.(14).: XC = VC / i. ( N˜o esque¸a de obter a frequˆncia e a c e de corte). Se no lugar do volt´ o ımetro. mantendo-a constante a cada medida. R (30) e a tens˜o est´ quase toda aplicada sobre o resistor.(27) verifica-se que.Objetivos • Verificar o comportamento de um circuito RC s´rie. Obs. e • Determinar experimentalmente a capacitˆncia de um capacitor. os valores obtio o dos ser˜o de pico a pico. a II. para frequˆncias muito maiores a e que a frequˆncia de corte a corrente no circuito tende para um valor e i ≃ Vm sen (ω t).3 .(1) ( Obs. onde a corrente ´ dada pela e Eq(11)).Monte o circuito da Fig. a corrente no e e circuito tende para zero e a tens˜o est´ quase toda aplicada sobre o capacia a tor. capacitor da ordem de ( ≃ 100 nF ) . o OBS.(14).(12). VRpp e VCpp ). a a Para frequˆncias muito menores que a frequˆncia de corte.Parte experimental II.Pela an´lise da Eq. supondo a utiliza¸˜o ca de um volt´ ımetro para medidas de tens˜es.Procedimento 1. devido ao efeito de carga vari´vel que o e a a a circuito solicitar´ da fonte. Anote na Tab. em rela¸˜o ao valor da impedˆncia do circuito. 3. Ajuste o gerador de ondas senoidais para 3 V. placa de bornes e fios.

(10). a f V VR VC 1/ f XC ( Hz ) ( Volt ) ( Volt ) ( Volt ) (s) (Ω) III . XC × f. 6 .Atrav´s do gr´fico Xc × 1/f. 7 . VC × f.Na frequˆncia de corte.Tabela 1: Medidas da tens˜o alternada na fonte. 5.Qual o valor da impedˆncia do circuito. na frequˆncia de corte? a e 4 .Na frequˆncia de corte (fc ). calcule a defasagem entre a tens˜o e a corrente e a e tamb´m a potˆncia dissipada Eq.Quest˜es o 1 . XC × 1/f. qual o valor para VR . o que ocorre com a tens˜o no resistor e no a a a capacitor para f ≪ fc . VC e XC ? O que e vocˆ conclui ? e 3 . determine o valor da capacitˆncia do e a a capacitor. VR × f.Pela an´lise dos gr´ficos.Compare o valor nominal dessa capacitˆncia com o calculado no item a anterior. e e 14 . 8 .Construa os gr´ficos V × f. e obtenha o desvio percentual. no resistor e no capacitor.O mesmo para f ≫ fc . a 2 .

VC .Parte III Associa¸˜o de capacitores em s´rie.Ajuste a tens˜o na fonte ( V ) para aproximadamente 3 V.Quest˜es o 15 .Objetivos • Verificar experimentalmente que na associa¸˜o em s´rie de capacitores.1 . VC1 e VC2 . ca e a tens˜o ´ igual ` soma das tens˜es nos capacitores a e a o VC = VC 1 + VC 2 . 3.Material utilizado • Gerador de ondas eletromagn´ticas senoidais com frequˆnc´ e e ımetro. capacitores.Monte o circuito abaixo (32) (31) ∼ R C1 C2 Figura 15: Associa¸˜o em s´rie de resistor com dois capacitores. e III . a cada medida. resistˆncia. o cabos e jacar´s. VR . Anote na Tabela(2) os valores V. ca e 2. ca e em circuito RC de corrente alternada. correspondentes a cada frequˆncia.Procedimento 1. C C1 C2 II . I . placa de soquetes. a intervalos de aproe ximadamente 500 Hz. mantendo-a a constante. • Verificar que a capacitˆncia equivalente (C) ´ dada pela rela¸˜o: a e ca 1 1 1 = + . e II. volt´ e ımetro ou oscilosc´pio.Varie a frequˆncia da fonte de 500 Hz a 6 KHz.

obtenha C. XC1 .Atrav´s de regress˜o linear. a 3 . com os respeca tivos valores nominais.Tabela 2: Medidas da tens˜o alternada na fonte. obtidas no item 3.Compare as capacitˆncias C1 e C2 .Calcule XC .(32). Obs. C1 e C2 . XC2 e complete a Tabela(3). XC i = VR (33) 2.: VC i R . no resistor e nos capacitoa res.Construa os gr´ficos XC × 1/f.Aplicando a defini¸˜o de reatˆncia capacitiva ao capacitor equivalente ca a e a cada um dos capacitores. XC2 × 1/f. a a 1/f XC XC1 XC2 (s) (Ω) (Ω) (Ω) 1 . obtenha a Eq. 16 . XC1 × 1/f. f V VR VC VC1 VC2 ( Hz ) ( Volt ) ( Volt ) ( Volt ) ( Volt ) ( Volt ) Tabela 3: C´lculos das reatˆncias capacitivas. 5 . e a 4 .

Parte IV Circuito RL s´rie. y VL φ i VR Vm x Figura 17: Fasor do circuito RL. conforme L R ∼ V Figura 16: Circuito RL. em corrente e alternada I .(17). senoidal. Fig. enquanto a a a tens˜o no indutor estar´ adiantada de 90o . De acordo com a lei da malhas ( 2a lei de Kirchhoff ) devemos ter: V = VR + VL onde VL = L di dt (34) e 17 VR = R i (35) . A tens˜o no resistor estar´ em fase com a corrente. em rela¸˜o ` tens˜o no resistor.m.(16).Introdu¸˜o te´rica ca o V = Vm sen (ωt) Ligando-se um circuito RL[12] a uma fonte de f. o indutor ( solen´ide ) ir´ se carregar e descarregar. periodicao a mente. a a ca a a conforme Fig.e.

(37) (38) (39) R2 + ω 2 L2 = e ωL ). a reatˆncia do indutor ´ e e a e igual ` resistˆncia ( XL = R ) e VL =VR . e A solu¸˜o para esta equa¸˜o ´ da forma: ca ca e i = im sen (ω t − φ) onde im = Z = Vm Z 2 R 2 + XL . temos a equa¸˜o diferencial ca L di + R i = Vm sen (ω t). (40) R Quando a frequˆncia da fonte ´ tal que ω = R/L. (41) 2πL Podemos notar que para frequˆncias muito menores que a frequˆncia de e e corte a corrente no circuito tende para um valor φ = arc tg ( i≃ Vm sen (ω t) R 18 (42) . A esta frequˆncia ´ dado o nome a e e e de frequˆncia de corte e R fc = . ca a e logo. dt (36) que se resolve pelo mesmo m´todo do circuito RC.Figura 18: Varia¸˜o da tens˜o no indutor e no resistor pela frequˆncia.

resistor de ( 100 Ω ). VR e VL .3 .e a tens˜o est´ quase toda aplicada sobre o resistor conforme a Fig.Atrav´s do c´lculo da reatˆncia indutiva ( XL ). e depois a intervalos de 1.Quest˜es o 19 . a II. Ajuste a tens˜o na fonte para 3V. a a Para frequˆncias muito maiores que a frequˆncia de corte. indutor.Material utilizado Gerador de ondas eletromagn´ticas senoidais com frequenc´ e ımetro.0 kHz. volt´ ımetro ou oscilosc´pio.: XL = VL R/VR ).  VL - L R 6 6 ∼ V  VR Figura 19: Circuito em s´rie RL sob tens˜o alternada. complete a Tabela(4).Varie a frequˆncia da fonte de 200 Hz a 5 kHz. a corrente no e e circuito tende para zero. e 3.2 . e a a ( Obs. a frequˆncia (f) .Objetivos • Verificar experimentalmente o comportamento de um circuito RL s´rie.Monte o circuito da figura abaixo.Procedimento 1.1 . inicialmente a intere valos de aproximadamente 200 Hz. Anote na Tabela(4). II . e • Determinar experimentalmente a indutˆncia de um indutor. o II. III . V.(18).Parte experimental II. ( N˜o esque¸a de obter a e a c frequˆncia de corte ). placa de bornes e fios. a a de acordo com a mesma figura. e a 2. a mantendo-a constante a cada medida. e a tens˜o est´ quase toda aplicada sobre o indutor.

O mesmo para f ≫ fc .Calcule a defasagem entre a tens˜o e a corrente na frequˆncia de corte a e e tamb´m a potˆncia dissipada. VL × f.Qual o valor da impedˆncia do circuito. a f V VR VL XL ( Hz ) ( Volt ) ( Volt ) ( Volt ) (Ω) 1. 5.Pela an´lise dos gr´ficos.Tabela 4: Medidas da tens˜o alternada na fonte. e e 20 . 7. XL × f. no resistor e no indutor. Compare este com o valor nominal e ache o desvio percentual.Atrav´s de regress˜o linear determine o valor da indutˆncia ( L ) do e a a indutor. qual o valor para VR e VL ? O que vocˆ e e observa ? 3.Na frequˆncia de corte. VR × f. no circuito utilizado. o que ocorre com a tens˜o no resistor e no a a a indutor para f ≪ fc .Construa os gr´ficos V× f. a 2. na frequˆncia de corte? a e 4. 6.

VL1 e VL2 .(5) os valores de f. correspondentes a cada frequˆncia. placa de soquetes. e III .Monte o circuito abaixo. ca e a tens˜o ´ igual ` soma das tens˜es nos indutores (V = VL1 + VL2 ).Ajuste a tens˜o na fonte para aproximadamente 3 V. a • Avaliar a ordem de grandeza indutiva do resistor utilizado nas medidas.Procedimento 1. II . onde L representa a indutˆncia do indutor equivalente. VL . ca e em circuito CA I . cao bos e jacar´s. 3.Objetivos • Verificar experimentalmente que. ca e 2. indutores. (43) L1 L2 R ∼ V Figura 20: Associa¸˜o em s´rie de dois indutores e um resistor. resistˆncia.Parte V Associa¸˜o de indutores em s´rie. mantendo-a a constante a cada medida. V. volt´ e ımetro ou oscilosc´pio. a intervalos de aproe ximadamente 500 Hz.Quest˜es o 21 .Varie a frequˆncia da fonte de 500 Hz a 6 KHz. a e ca L = L1 + L2 . Anote na Tab.Material utilizado • Gerador de ondas eletromagn´ticas senoidais com frequˆnc´ e e ımetro. na associa¸˜o em s´rie de indutores.1 . a e a o • Verificar que a indutˆncia ´ dada pela equa¸˜o. e II. VR .

Calcule XL . me¸a as indutˆncias nominais e c a e compare com o resultado obtido no item 4.Atrav´s de regress˜o linear obtenha L. f ( Hz ) V ( Volt ) VR ( Volt ) VL ( Volt ) VL1 ( Volt ) VL2 ( Vglt ) Tabela 6: C´lculos das reatˆncias indutivas.Se vocˆ dispuser de uma ponte LCR. a Tabela 5: Medidas das tens˜es alternadas na fonte. 2. e a 5 . a a f ( Hz ) XL (Ω) XL1 (Ω) XL2 (Ω) 22 . XL1 .(11) e o valor da resistˆncia utilizada no experimento. L1 e L2 . obtenha a Eq. 4 .Construa os gr´ficos XL × f. no resistor e nos induo tores.1 . 6 .(43).Aplicando a defini¸˜o de reatˆncia indutiva ao indutor equivalente e ca a a cada um dos indutores. e os resultados do item 4 poder˜o ter sido afetados ? Justifique.Com base na Fig. XL1 × f e XL2 × f. XL2 e complete a Tabela(6). a 3 .

h´ um deslocamento relativo entre as cargas negativas e positivas e a em consequˆncia deste campo. Nesta figura. a densidade superficial de cargas induzidas no diel´trico. denomio nadas cargas induzidas. e A Fig. mas. ´ uniforme. coeficiente diel´trico e permissividade. e e Quando o corpo introduzido em um campo el´trico ´ um isolante ou e e diel´trico. entretanto sup˜e-se e ca o que o diel´trico ocupe todo o espa¸o. e σ + ? 6 – σi ?+ + – ? + – ? + – ? + – ? + – ? + – ? + – ? + – ? d σi Diel´trico e + – ? + – ? + – ? + – ? + – ? + – ? + – ? + – ? σ – ? Figura 21: Capacitor plano e paralelo com diel´trico. por´m. condutor ou isolante. e a ca Sendo o corpo um condutor. bem como as cargas induzidas nas superf´ c ıcies de um diel´trico ( σi ).1 .Suscetibilidade. devido ` simetria.Introdu¸˜o ca Quando um corpo eletricamente neutro. e e certas regi˜es apresentam excesso de cargas positivas ou negativas. Desprezando-se o efeito da deforma¸ao e c c˜ do campo nas bordas do capacitor. a Em ambos os casos o excesso total de cargas no corpo ´ nulo. ´ introe duzido em um campo el´trico.Parte VI Propriedades diel´tricas e I . os seus el´trons livres se distribuem de modo a e formar um volume equipotencial e no seu interior o campo el´trico ´ nulo. o a a corpo n˜o possue um volume equipotencial.(21) representa o campo entre duas placas submetidas a uma diferen¸a de potencial. surgir´ nele uma redistribui¸˜o de cargas. e a e 23 . foram deixados espa¸os entre as placas e o e c diel´trico com a finalidade de uma melhor visualiza¸˜o. como essas part´ e ıculas n˜o s˜o livres. I.

e consulte[5]. um pguco impr´pria.: “Alguns autores chamam-na de coeficiente diel´trico. pois.(45). e as cargas induzidas neutralizam parcialmente as cargas livres e reduzem a densidade superficial efetiva de σ para (σ − σi ). ´ denominada suscetibilidade el´trica[3. As propriedades diel´tricas de uma substˆncia s˜o. Ke εo η ) εo (46) (47) ´ a constante diel´trica de uma substˆncia.Parte experimental II. O produto Ke εo . e e a Obs.1 .(44) e Eq. No interior do diel´trico. definidas atrav´s e a a a e das equa¸˜es co η ε Ke = 1 + = (48) εo εo ε = εo Ke = εo + η η = εo (Ke − 1) = ε − εo II . ´ denominado permissividade do diel´trico e represene e tado por ε. σi =⇒ densidade superficial de cargas induzidas no diel´trico. A designa¸˜o de “constante”diel´trica ´ realca e e mente. e a intensidade do campo resultante ´: e E = σ − σi . e C2 σi ( ) (45) η = E N m2 Resolvendo as Eq. ou de cae pacidade indutiva espec´ ıfica. obtemos E = onde Ke = (1 + σ . εo (44) A rela¸˜o entre a densidade de carga induzida (σi ) e a intensidade ca de campo resultante ( E ). como η.Objetivos 24 (49) (50) . a “constante”varia com a temo peratura e com a intensidade de campo”[7].Sendo σ =⇒ densidade superficial de cargas livres nas placas. ent˜o. 7] do e e diel´trico ( η ). Quando o diel´trico for o ar.

42 x 0. Sobre a placa superior adicione algumas massas de forma a eliminar poss´ ıveis camadas de ar entre as placas e o diel´trico.20 m. planas de raio = • Paqu´ ımetro ou micrˆmetro.42)m. me¸a a capacitˆncia e o valor da ılio c a resistˆncia utilizada. e • Avaliar a permissividade diel´trica.Monte o circuito da figura abaixo. fios e duas placas o • Resistor de ∼ 6 KΩ.• Determinar experimentalmente o coeficiente diel´trico do vidro. 2 . e Cmedida = R= 25 . escolhendo uma superf´ perfeiıcie tamente plana para suporte das placas do capacitor. Introduza o diel´trico e entre as placas.3 .Me¸a a espessura ( d ) do diel´trico. o • Diel´trico ( vidro ) de (0. ımetro ou oscilosc´pio.Material utilizado • Um gerador de ondas eletromagn´ticas senoidais com frequˆnc´ e e ımetro. e II. e • Calcular a suscetibilidade el´trica.Procedimento 1 . e VC ? ?  C ∼ V R 6  VR 6 Figura 22: Circuito RC. volt´ = ∼ 0. c e d= 3 . e II.2 .Com aux´ da “Ponte LCR ”.

o f V VR VC 1/ f XC ( Hz ) ( Volt ) ( Volt ) ( Vglt ) (s) (Ω) 4 .Quest˜es o 1 . capacitor e do resistor.: Mantenha a tens˜o na fonte constante. no resistor e no capacitor. a III . 2 . 26 .Use o resultado anterior para determinar o coeficiente diel´trico.Tabela 7: Medidas das tens˜es alternadas na fonte.(7). e o Obs. a 5 . e 4 .Complete a Tabela.Construa o gr´fico XC × 1/f e obtenha a capacitˆncia do capacitor. a a 3 . 13] e outros.Submeta o circuito a frequˆncias diferentes e anote na Tabela(7) estas e frequˆncias.Avalie o erro percentual entre as capacitˆncias medida e calculada. as tens˜es ( AC ) da fonte.Compare o resultado obtido do coeficiente diel´trico com os encone trados na literatura apropriada[7.

. cap VII. 1996... Wilson M. D. INC. p. [4] HALLIDAY. 2000...br/ hugo/apostilas/livro. P.A. ´ [13] TIPLER. n. LTC Livros Magnetismo-Eletricidade. RESNICK. 1995.FISICA: Magnetismo-Eletricidade. Parte II. [5] HIBLER.ifi.39. e S˜o Paulo/SP. fevereiro/2010. I. Editora Guanabara Koogan S. Vol. Curso de F´ ısica Geral . YOUNG. a e [2] FRAGNITO.4. D. [12] VAN VALKENBURGH. Rio de Janeiro/RJ. v. 1971. SBF/Revista Brasileira de Ensino de F´ a ısica. RESNICK.. K. a v. [10] USP. F´ ısica. F. Disc˜ o pon´ em: <http://www.. Rio de Janeiro / RJ. Rio de Janeiro /RJ. INC.. 3a ed. Unicamp ..Prof. NOOGER. ıvel ´ [7] SEARS. B. 1a ed. 2 T´cnicos e Cient´ e ıficos Editora S.Referˆncias e [1] BRUHAT. Editora Guanabara Koogan S. 4. LTC .. 1984. Hugo L.A. 1988. Eletromagnetismo.A. Escola Poa lit´cnica. 3a ed. NEVILLE. Dia fus˜o Europ´ia do Livro. 3.Livros T´cnicos e Cient´ e ıficos.W. G.Uma Rela¸ao Emp´ c˜ ırica para o Coeficiente Diel´trico do Ar. [9] TIPLER.de Mello). e [8] SEARS. Manual de Opera¸ao MO-1230 Oscilosc´pio 30MHz. 19.. 2a ed.. Programa do Curso. S˜o Paulo/SP. NOOGER. Livraria Freitas Bastos S. [6] MINIPA.IFGW.1961. NEVILLE.A. F.. .Eletricidade B´sica. H..3.. 1a ed... Rio de Janeiro/RJ. ( Anexo: Circuitos de Corrente e Alternada . Rio de Janeiro/RJ. M.. Campinas/SP. 3. v.. Livraria Freitas Bastos S.A. 4.. R.. v.Eletricidade B´sica.br/Dowload>. P. 1959. Editora Ao Livro T´cnico. F´ ısica: a ed.A.uem.W. ZEMANSKI. 27 . KRANE.. Notas de F´ ısica Experimental.pdf [3] HALLIDAY. 4a ed..Eletricidade e Magnetismo.A.. Vol. 1991. R. F´ ısica para cientistas e engenheiros . e [11] VAN VALKENBURGH. Otica e F´ ısica Moderna. 2.Eletricidade I.. Rio de Janeiro/RJ.unicamp. 1997.. Ao Livro T´cnico S. Rio de Janeiro/RJ. 389 -396. W.. a v. Cap. Dispon´ em: ıvel http://www. 1960. S˜o Paulo.. Laborat´rio de F´ o ısica 4 FEP 298..dfi. Rio de Janeiro /RJ.3.D. Circuitos de Corrente Alternada. Vol. 1960.

18 e frequenc´ ımetro. 8 impedˆncia. 12 e oscilosc´pio. 13 a indutˆncia. 7 fasores. 7 28 indutor equivalente. 19 a indutor.´ Indice Remissivo bobina. 5. 17 coeficiente diel´trico. 23 circuito RC. 19 suscetibilidade el´trica. 4. 16 do capacitor. 12 indutiva. 21 e isolante. 7 e capacidade indutiva espec´ ıfica. 24 capacitˆncia. 13 gerador de ondas senoidais. 21 capacitiva. 3 e frequˆncia de corte. 23 constante diel´trica. 9 a parˆmetros indutivos. 3 corrente eficaz. 13 voltagem eficaz. 23 e condensador. 10 a permissividade diel´trica. 24 ca el´trons livres. 3 indutiva. 17 m´todo de varia¸˜o das constantes. 14 e potˆncia m´dia dissipada. 25 potˆncia. 3 espiras. 7. 5 correntes de Foucault. 23 lei de Kirchhoff. 11. 11 circuito RL. 21 indutores em s´rie. 15 e cargas induzidas. 7. 5 e frequˆncia angular. 8 a indutˆncia de um indutor. 24 e Corrente Alternada. 3 c frequˆncia. 3 e energia potencial. 5. 13 histerese. 24 e usinas hidroel´tricas. 8 densidade superficial de cargas. 23 e campo magn´tico. 23 e Ponte LCR. 5 . 13 o parˆmetros capacitivos. 8 e e reatˆncia a reatˆncia a reatˆncia a reatˆncia a rotor. 6 for¸a eletromotriz. 7 campo el´trico. 13. 10 condutor. 5 a capacitˆncia equivalente. 23. 4 e potˆncia dissipada. 23 e energia cin´tica. e ca 12 m´todo de Lagrange. 23 e efeito da deforma¸˜o do campo. 24 diel´trico. 12. 15 a capacitores em s´rie. 3 e volt´ ımetro.

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