FACULDADES INTEGRADAS DE JACAREPAGUÁ

DIRETORIA ACADÊMICA NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD

METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

MÓDULO I
1. DISCIPLINA: METODOLOGIA CIENTÍFICA Etimologicamente, metodologia é uma palavra de origem grega (meta = ao longo; odos = caminho e logos = discurso, estudo). É, portanto, o estudo de normas gerais que facilitam a pesquisa de qualquer ramo de conhecimento. É grande a importância do conhecimento da metodologia científica para a realização de qualquer pesquisa. QUADRO nº 1 METODOLOGIA CIENTÍFICA
“Estudo analítico e crítico dos métodos de investigação e, portanto, condição necessária para o êxito de qualquer Pesquisa Científica.” “...entenderei por metodologia o interesse por princípios e técnicas suficientemente gerais para se tornarem comuns a todas as ciências ou a uma significativa parte delas. Alternativamente, são princípios filosóficos ou lógicos suficientemente específicos a ponto de poderem estar particularmente relacionados com a ciência, distinguida de outros afazeres humanos. Assim, os métodos incluem procedimentos como os da formação de conceitos e de hipóteses, os da observação e da medida, da realização de experimentos, construção de modelos e teorias, da elaboração e explicações e da predição.”
Fonte: Kaplan apud SALOMON, D. V. Como fazer uma monografia 9ª ed. ver. São Paulo: Martins Fontes, 1999

A METODOLOGIA CIENTÍFICA é uma disciplina que nos possibilita uma visão de mundo e de homem mais reflexiva e sistemática e nos inicia nas técnicas de produção e divulgação de trabalhos acadêmicos e científicos. Considerando a necessidade humana de sistematizar o conhecimento, o estudo que você ora inicia, tem como finalidade estimular e motivar algumas reflexões e posturas frente ao conhecimento, bem como indicar caminhos para que no percurso de seus estudos, faça descobertas que leve ao crescimento pessoal, busca incessante do ser humano. Para alcançar tais resultados, este material se propõe a fornecer-lhe meios para investigar a realidade com o apoio de métodos e técnicas de pesquisa científica. Desse modo, pode-se afirmar que esta disciplina além do caráter instrumental que servirá de apoio para a realização de trabalhos acadêmicos exigidos ao longo do curso que você está iniciando, propõe-se também a aguçar seu interesse pela busca do conhecimento, instrumento este que certamente contribuirá para sua vida pessoal profissional. Assim, a produção científica é o caminho que o Homem descobriu para se descobrir, e espero que seja o caminho que você encontrará para suas grandes descobertas.
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Nosso objetivo geral é levar os leitores à reflexão sobre alguns aspectos da pesquisa científica e sobre o resultado da mesma, os trabalhos científicos. Desejamos como afirma Luna, promover entre alunos a discussão teóricometodológico sobre a realidade que precisam aprender e analisar e não substituir o “Fazer Pesquisa” pelo “Falar sobre Pesquisa”. A disciplina é oferecida sob a forma de educação a distância, privilegiando o autoestudo e sendo mediado por material didático – impresso e apoio tutorial a distância, com encontros e avaliações presenciais. A metodologia do trabalho combina atividades teóricas e práticas com o objetivo de possibilitar aos participantes articularem momentos de reflexão com momentos de aplicação dos conhecimentos adquiridos à realidade. As técnicas adotadas obedecem a uma seqüência de atividades na qual as análises sobre fatores, que contribuem ou dificultem a integração dos programas de EAD, resultem na discussão e participação de todos. Espera-se, que a troca de informações e experiências entre os participantes seja um referencial para enriquecer e aperfeiçoar sua prática de integração no curso. No módulo I foi preocupação apresentar a disciplina com seus objetivos e uma síntese do que será abordado nos vários módulos do programa da disciplina. No módulo II e III nossa preocupação foi sintetizar o Instrumento Teórico sem o qual os estudantes não poderiam fundamentar os trabalhos acadêmicos de forma ordenada, metódica e lógica. Encontram-se indicações sobre Como estudar, tais como os passos para realizar uma leitura analítica, fazer resumos, esquemas e fichamentos. Técnicas muito necessárias e úteis ao curso que você está realizando. Por isso, recomendo que passe a adotá-las. Nos demais módulos, você iniciará o estudo da metodologia da pesquisa através de textos sobre as diferentes modalidades do conhecimento, em especial o conhecimento científico, objeto das pesquisas científicas. Discutiremos deforma agradável, orientações metodológicas para planejar, executar e comunicar os resultados de trabalhos acadêmicos. As leituras complementares, ao final de cada Unidade, são opcionais e têm três finalidades: a) aprofundar o conhecimento de determinados assuntos; b) ampliar o conhecimento, introduzindo itens que não foram abordados nos textos. c) apresentar exemplos de temas teóricos abordados na Unidade. Os exercícios de auto-avaliação permitirão verificar como se encontra a sua aprendizagem ajudando na tomada de decisões: prosseguir ou fazer recapitulações. Uma proposta que pretende favorecer a existência do leitor crítico e desenvolver a autonomia na aprendizagem não poderia estabelecer respostas rígidas aos exercícios de auto-avaliação. Desse modo, os gabaritos encaminharão você aos textos, quando as questões forem de compreensão e apreensão dos conteúdos, e aos tutores, quando os exercícios forem de aplicação de conhecimentos.

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MÓDULO II – O ESTUDO PROVEITOSO UNIDADE I – COMO ESTUDAR? Não se faz ciência sem esforço, perseverança e obstinação. Ao pósgraduando, como a qualquer pesquisador, impõem-se um empenho e um compromisso inevitáveis, sem os quais não há ciência nem resultado válido. (SEVERINO, 2002, p.112). 2 COMO ESTUDAR? Ao tratar de estudos acadêmicos e em conseqüência da produção de conhecimento é primordial para o aluno pensar na documentação a que deverá ter acesso. Isso leva à questão da formação da biblioteca pessoal. Os livros são caros, tornamse ultrapassados com alguma rapidez e o hábito de utilização de cópias dificulta a formação de acervos pessoais. Apesar do exposto, os estudantes devem conscientizar-se de que existem livros fundamentais nas diferentes áreas do conhecimento e que devem ser adquiridos. A assinatura de revistas especializadas é um hábito a ser cultivado, uma vez que os relatórios de pesquisa e as descobertas nas diferentes áreas do conhecimento, antes de aparecerem em livros, são publicados em revistas e jornais. As revistas também oferecem a oportunidade de ampliar a bibliografia sobre determinado assunto com novas referências. Além dessas fontes, a Internet, rede mundial de computadores, oferece hoje um acervo extraordinário para estudiosos das mais diferentes áreas; poderá ser bastante utilizada pelos discentes que dela dispõem. As universidades e outras instituições possuem bibliotecas, embora em algumas delas o acervo seja limitado e pouco renovado. De qualquer maneira, o estudante deve freqüentá-las, explorá-las. Lá se encontram obras de referência geral, periódicos, livros, dissertações de mestrado, teses de doutorado, dentre outras. Algumas universidades mantêm, em seus acervos, CD-ROMS, disquetes e outros recursos de multimídia disponíveis para pesquisadores. As bibliotecas são organizadas no sentido de auxiliar os leitores e pesquisadores. Assim, seu acervo apresenta-se classificado por assunto, título e autor, em fichas individuais reunidas em fichários por ordem alfabética. Nas fichas, além de dados sobre a obra e o autor, está registrada a referência da obra, através da qual ela é localizada nas prateleiras. Muitas bibliotecas estão hoje informatizadas, oferecendo uma alternativa de organização mais moderna. As técnicas especiais de leitura e fichamento para utilização desse instrumental serão abordadas nos próximos textos. Além do estudo através de fontes bibliográficas, outras fontes, outras modalidades de aprendizagem são os encontros, seminários, congressos, palestras, mesas-redondas, etc., que devem acompanhar o estudioso pela vida toda. A princípio como participante, em seguida fazendo pequenas comunicações e, no decorrer da vida profissional, integrando mesas-redondas e fazendo palestras. Outro aspecto a considerar, principalmente por todos aqueles que estudam e trabalham, é a programação das atividades de estudo e a divisão adequada do
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tempo. Não se pode fazer cursos superiores de graduação e de pós-graduação se não houver tempo disponível para estudar, para refletir. As pesquisas mostram que o sucesso da aprendizagem depende da organização do aluno, do ambiente adequado, da assiduidade e cumprimento de um cronograma estabelecido e da utilização de técnicas de estudo. Em resumo, utilizando procedimentos adequados de estudo, de posse de uma boa bibliografia e organizando o seu tempo, você estará em condições de ser um aluno e profissional estudioso e atualizado em seus conhecimentos. Quais são e como utilizar esses procedimentos adequados de estudo? É o que você verá nas próximas seções. UNIDADE I - COMO REALIZAR LEITURAS PROVEITOSAS: 2.1.1 O PRIMEIRO CONTATO DO LEITOR COM UMA OBRA DEVERÁ SER IDENTIFICÁ-LA E FAZER UMA APRECIAÇÃO GERAL. PARA PROCEDER AO RECONHECIMENTO DE UM LIVRO, POR EXEMPLO, ALGUMAS QUESTÕES DEVERÃO SER FEITAS: Qual o assunto do livro? Quem é o autor? Que informações o autor fornece sobre o livro? Quais os temas abordados? Onde e quando o livro foi publicado pela primeira vez? Em que Editora? Você responderá a estas questões verificando o título e o subtítulo; a capa, a contracapa e a quarta capa; o sumário, o prefácio, a introdução e as referências. Assim procedendo, irá constatar se o assunto tratado na obra interessa aos propósitos do seu estudo. Além disso, evitará perda de tempo com leituras injustificáveis face ao objetivo de sua pesquisa. Encerrada esta exploração inicial e constatado o interesse pelo material, você procederá a leitura do mesmo. Toda leitura técnica é feita com um propósito que pode ser a investigação, a crítica, a comparação, a ampliação ou a construção ou reconstrução de conhecimentos. Para atingir a esses propósitos, devemos identificar as idéias principais do autor. 2.1.2 Como proceder? Inicialmente é feita uma leitura integral do texto e se determina a unidade de leitura a ser analisada. Para se estabelecer esta unidade, é preciso entender que a unidade é uma parte do texto que apresenta uma totalidade de sentido. O texto fica, assim, dividido em partes que vão sendo sucessivamente estudadas. É um estudo analítico, findo o qual, o leitor refaz o sentido total do livro, sintetizando-o. Estabelecida à unidade de leitura, como procurar a idéia principal que encerra? Em algumas ocasiões, a idéia principal está explícita e é facilmente identificada. Em outras, ela confunde-se com idéias secundárias. Veja, a seguir, como identificar a idéia principal em um parágrafo.
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que a frase que expressa a idéia principal venha ao final do parágrafo. Como você deverá proceder ao encontrar as idéias principais? Como destacá-las no texto? Observe. Explica Rickards (apud BORUCHOVITCH e MERCURI. uma vez que não está investigando. desenvolve idéias dentro de uma ordem hierárquica: a mais geral para todo o trecho e as menos gerais apresentadas logo abaixo destas. 1999. Este fato levará o leitor a identificar a idéia principal e as proposições que a comprovam ou justificam. As afirmativas. 2001. entretanto. 2. O autor. Lembra Salomon (2001) que a idéia principal pode estar apenas nos elementos essenciais de uma oração.3 Como sublinhar Sublinhar é sinônimo de pôr em relevo. Quem escreve obedece a um plano. então. p. exige cuidados para que possa ser útil. Pode acontecer. (SALOMON. no sujeito e predicado.100). demonstra. Este exame inicial levará você a captar o plano da obra É comum os autores dedicarem uma parte introdutória e/ou a parte final para dar a idéia principal. num momento posterior. capítulo. Quando for feita a segunda leitura. e. A frase final do parágrafo sintetiza a idéia. as teses. acompanhada de frases que a explicam e detalham. A primeira recomendação a ser feita é não sublinhar durante a primeira leitura. bem como revisar as idéias essenciais. Procura distribuir as idéias específicas pelos parágrafos. “o sublinhar é uma estratégia que permite focalizar a atenção da pessoa no material que está lendo.” 6 .parágrafo. destacar ou salientar. p. analisa. No entanto. Faz proposições nas quais são essenciais o sujeito e o predicado .Na maioria dos casos. a seguir. Ao desenvolver o seu raciocínio. ao expor o seu trabalho. os conceito e classificações e . esquematizar e resumir. Ele informa. os detalhes significativos. Mas como você irá identificar a idéia principal em um artigo. o parágrafo inicia-se por uma frase importante que traz a idéia principal. Você deverá estabelece um primeiro contato com a unidade de leitura . os pontos de vista nos trabalhos científicos estão sempre comprovados ou justificados. utiliza o método dedutivo. procura justificá-lo para o leitor. comunicando. livro . livro ou capítulo de livro? Já foi visto que o primeiro contato com o material de leitura consiste em fazer seu reconhecimento. sim. 37). isto é. deverá buscar a idéia principal. sublinhá-los.1. É um procedimento muito usado pelos leitores. as principais técnicas para tal: sublinhar.fazendo alguns sinais à margem.

5 Como resumir O resumo é uma condensação do texto contendo as idéias essenciais do autor. sofrem a influência das crenças e atitudes do leitor. Aparece subdividido por numeração progressiva. • construir esquemas que facilitem a compreensão do conteúdo. sublinhar e esquematizar. Para elaborar o resumo. enquanto a aprendizagem fica prejudicada com marcações secundárias. Deve ser organizado segundo uma seqüência lógica onde aparecem as idéias principais. Distingue-se o esquema do resumo porque o esquema apresenta o texto em seqüência lógica e em ordem de subordinação e o resumo apresenta o texto de maneira dissertativa. Cuidados que você deve ter ao elaborar um resumo: 7 . a concisão de um esquema. É imprescindível que você se pergunte: Por que e para que estou fazendo a leitura desse texto? 2. Outro aspecto a observar é que as técnicas de estudo. como também do conhecimento que o leitor tenha das tarefas. • adotar um critério lógico. Alguns cuidados devem ser tomados para sua elaboração: • só elaborar o esquema após a compreensão profunda do texto. Os objetivos da técnica de sublinhar são específicos.4 Como esquematizar O esquema é uma representação sintética do texto através de gráficos. como já foi exposto.A compreensão do texto aumenta quando são sublinhados trechos relevantes. nem deve haver um excesso de informações. 2. devem ser usados os mesmos procedimentos indicados para sublinhar e para elaborar esquemas. dependerão não só de sua utilização adequada.1. Qual a utilidade do esquema? Ele é útil para destacar o propósito do leitor. é imprescindível a compreensão do texto lido. aquelas a elas subordinadas e o inter-relacionamento de fatos e idéias. Não devem ser sublinhados detalhes.1. é essencial para a elaboração de esquemas. ou simplesmente diferenciado por espaços. Para se fazer um resumo. Sua participação ativa na assimilação e avaliação da lógica do conteúdo. códigos e palavras. saber resumir é uma técnica essencial. facilitar a captação e compreensão da lógica do conteúdo e permitir uma rápida consulta ao texto. algarismos romanos. ordenando idéias principais e secundárias. variando de uma matéria para outra. Para quem estuda e cumpre tarefas intelectuais. Pode apresentar listagens de conteúdo ou usar chaves de separação. contudo. Além disso. para produzirem resultados. É de suma importância saber encontrar as idéias principais e secundárias. letras. O objetivo do resumo é abreviar as idéias do autor sem.

8 . aplicando as técnicas de leitura. para descobrir o sentido de um vocábulo parece constituir-se em valioso exercício para a ampliação do vocabulário. os pontos que exigem esclarecimentos para a compreensão do texto: informações sobre o autor. outros autores citados. esquematizar e resumir.2 Análise textual Como você viu no texto anterior. Selecionada a unidade de leitura. A compreensão do texto depende não só do conhecimento do significado das palavras. a primeira leitura é o contato inicial com a unidade de leitura. mas devem-se assinalar. históricos e dos muitos outros que aparecem e que podem ser verificados em obras de referência.28-29). A seguir. tais como dicionários. pode-se recomendar buscar no dicionário toda palavra desconhecida que aparece num texto. Nela se adquire uma visão de conjunto do pensamento e do estilo do autor. (MEDEIROS. consultando-se obras de referências. Quando você tiver dificuldades com os vocábulos é aconselhável tentar descobrir o sentido dos termos novos no próprio texto e só depois consultar as obras de referência. objeto da próxima seção. fatos históricos. esquematizar e resumir.. de modo a compreendê-lo. O esforço. apreender a mensagem do autor e fazer um julgamento sobre o mesmo. o significado de uma palavra desconhecida vem logo a seguir por um termo de sentido equivalente. você verá como fazer a leitura analítica. É a análise textual. atlas geográficos e históricos. destacadas as idéias principais e secundárias. enciclopédias. e utilizadas as técnicas de sublinhar. dentre outros fatos. p. Terminada a leitura. nada se sublinha. nas margens. faz-se um levantamento para buscar as informações.• só resumir após preparar o esquema ou anotações. gostaria de esclarecer que existem diferentes nomenclaturas para designar as etapas da leitura analítica e que optei pela classificação usada por Severino (2002) e outros autores. sentido das palavras desconhecidas. Eles dividem a leitura analítica em três etapas: a análise textual. Inicialmente. Outro procedimento é experimentar descobrir o sentido da palavra no contexto. As obras de referência são ferramenta essencial para o fornecimento de informações. Às vezes. isto é. um estudo de texto em profundidade. 2003.. a análise temática e a análise interpretativa. • apresentar sempre a referência completa do texto resumido. 2. portanto. Nesta leitura. • usar frases diretas e curtas. • fazer as apreciações críticas e observações pessoais em texto separado. tenho certeza de que você será capaz de fazer uma leitura analítica. UNIDADE III – A LEITURA ANALÍTICA E SUAS ETAPAS Agora que você está de posse de conhecimentos sobre delimitação da unidade de leitura e técnicas de sublinhar. Segundo Medeiros [. como também dos termos geográficos. encontra-se em condições de fazer uma leitura analítica.] em princípio.

] considere-o um desafio. diferente. através de técnicas de impressão. é mais importante esclarecer o vocabulário e as dúvidas sobre os termos do que mesmo a própria compreensão do texto. • Qual a argumentação.. pintura. mas não interfere no texto em estudo. 2.. UNIDADE IV – A DOCUMENTAÇÃO PESSOAL Toda informação apresentada sob a forma de textos. imagens ou outros meios. como bem diz Salomon (2001. procura-se apreender o pensamento do autor sem nele intervir. a tese do autor). “nunca se acomodar diante do termo desconhecido[. deverão ser procuradas informações sobre o autor da obra. Terminadas as etapas da leitura analítica. 9 . p. oferece informações. Somente quando o estudioso estabelece o esquema de pensamento do autor. 2. Nessa etapa. o raciocínio do autor para demonstrar a tese? • Existem subtemas ou temas paralelos na unidade de leitura? A análise temática. Após esclarecidas as dúvidas. amplia o conhecimento. A análise interpretativa tem papel primordial na construção do leitor crítico.4 Análise interpretativa Na análise interpretativa. portanto. sinais.3 Análise temática Esta etapa da leitura analítica é feita com o objetivo de levar você a uma compreensão da mensagem veiculada pelo autor na unidade de leitura. é a base para a obtenção de resumos que sintetizam as idéias do autor ao invés de serem apenas reduções de parágrafos.. Será capaz de elaborar uma síntese pessoal que se apóia nos pontos levantados nas etapas anteriores e culmina com a sua contribuição pessoal para o tema. Poderá ampliar os aspectos que a análise do texto suscitou e fazer novas proposições.E. fazendo-se uma série de perguntas: • De que trata o texto? • Como está problematizado? Qual a dificuldade a ser resolvida? • Qual a posição do autor sobre o problema? Que idéia defende? (a resposta a esta questão revela a idéia principal. gravação. construtor de conhecimento. deixar de esclarecer a dúvida no momento oportuno é sempre prejudicial. 70). nas quais o leitor “ouve o autor”. além de permitir a elaboração de um esquema mais coerente e rigoroso. a análise temática estará terminada. pedra ou outros recursos.” Na análise textual. etc. A análise textual permite diversificar as atividades de estudo. você se encontra em condições de se tornar um leitor-autor. você se posiciona. das análises textual e temática. torna o texto mais acessível e a leitura mais enriquecedora. assume uma posição própria. armazenada em papel. Este procedimento é facilitado. madeira. é um documento.

É preferível o uso de fichas a cadernos..] indica a supressão de partes do texto. Neste texto. museus. procure ampliar as informações. são reproduzidas frases e parágrafos inteiros ou parte deles. e a análise interpretativa levará você a se posicionar criticamente sobre o texto. hoje enriquecidos com a chegada da informática. Ao elaborar a ficha. 4. Veja o que dizem Cervo e Bervian sobre a técnica de fichamento Aquele que tiver suficiente paciência para realizar estas tarefas cansativas com esmero.2 O que você poderá documentar? Tudo que for do seu interesse e que oferecer utilidade na sua área acadêmica ou profissional pode ser documentado: leituras. devem-se tomar alguns cuidados: 10 . adotei a nomenclatura usada por Lakatos e Marconi (2001): ficha de citações. Desse modo. você vai organizando e catalogando a sua documentação.3 Como organizar seus documentos? Fazer registros em fichas e arquivá-las em fichários é a maneira mais adequada de documentar as análises realizadas. palestras e depoimentos. A utilização de fichas e sua organização em fichários é de importância excepcional para os estudiosos que nelas encontrarão os subsídios necessários à elaboração de suas tarefas e seus estudos. A informática vem introduzindo novos procedimentos que variam de pessoa a pessoa. apenas. livrarias. debates. Há diferentes tipos de fichas segundo os objetivos a que se destinam. (CERVO e BERVIAN.As bibliotecas. mapotecas. arquivos. Darei. Se for do seu interesse. dentre outras. p. Recomendamos que você forme uma pequena biblioteca e organize a sua documentação pessoal apesar de ter à sua disposição editoras.. idéias pessoais. Acompanhe a seguir a descrição das fichas mais usadas em trabalhos acadêmicos: a) Ficha de citações Neste tipo de ficha. A análise temática possibilita a elaboração de resumos e esquemas. bancos de dados. devido às facilidades que elas oferecem para manipulação e arquivamento. de resumo e analítica. dos computadores e das redes mundiais de informação são centros de documentação. 2002. terá a grande satisfação de constatar que seu esforço será compensado ante a facilidade com que poderá proceder à redação de seu trabalho: basta dispor todas as fichas referentes a um mesmo assunto sobre a mesa. A ciência que trata da organização da informação e do seu manuseio é denominada ciência da documentação. 4. arquivos de instituições e informações da rede de computadores. O sinal [. Você pode guardar com exatidão dados coletados em diferentes fontes que servirão para o seu estudo. nas leituras indicadas. algumas sugestões de ordem geral.94).

tornar-se trabalhador intelectual. pesquisador e.1. autor. na seção 1. encontrado no livro de Lakatos e Marconi (2001).3) bem como um exemplo de esquema em numeração progressiva (2. antes. p.• iniciar a ficha pela referência. leia o texto e realize o exercício solicitado: Imaginamos o iniciante no trabalho científico como aquele que.2. à linguagem. • indicar. (SALOMON . você teve oportunidade de verificar procedimentos metodológicos especialmente voltados para a produção de conhecimentos com maior racionalidade e sistematização. 11 . usando verbos ativos. o número da página. b) Ficha de resumo Neste tipo de ficha. disciplina e iniciativa. claro. se completam e se superpõem a partir de determinado momento de cada uma. o leitor realiza uma interpretação crítica. crítica ou de comentário) Nesta ficha. posicionando-se em relação à obra.] e só colocar o número da página ao final da última citação. 29). você encontra os dados completos das leituras indicadas. nos quais. Aí você encontrará exemplos das diferentes modalidades de fichas (seção 2. embora você receba orientação dos tutores. 2001). não se excluem nem cessam pela aparição ulterior. 2.. LEITURA COMPLEMENTARES • No texto “Considerações em torno do ato de estudar”. Freire faz reflexões bastante oportunas sobre o ato de estudar que ele considera um trabalho difícil por exigir disciplina intelectual que não se adquire a não ser praticando. Nesta primeira Unidade. Essas fases. • quando forem suprimidos parágrafos de uma mesma página. à forma de apresentação ou comparando-se a obra com outras da área. (FREIRE. Esta postura é particularmente necessária nos cursos a distância. finalmente. é apresentada a essência do texto numa sintaxe elaborada pelo leitor. após cada citação.. em seguida. 3. Você já se familiarizou com a técnica de resumir. a aprendizagem é um processo que exige autodidatismo. Nas Referências. • Muito oportuna também é a leitura do texto Fichas. Com o objetivo de colocar em prática as técnicas recomendadas nesta unidade.3. 2001.1). deixar uma linha em branco com o sinal [. EXERCÍCIOS DE AUTO-AVALIAÇÃO 1. vai paulatinamente se transformando: terá que ser antes estudioso para. • aspear as citações. implicado num processo de auto-desenvolvimento. ao final do material. c) Ficha analítica (interpretativa. A análise pode ser feita em relação ao conteúdo.

finalmente. Neste exemplo. Este conhecimento da realidade apresenta diferentes ângulos. sua liberdade e. com ênfase no conhecimento científico. conforma-se com a aparência. baseado na experiência da vida cotidiana. Poderíamos também investigar experimentalmente as relações entre seus órgãos e respectivas funções ou questionar a sua origem. Resulta ou de experiências repetidas. vulgar ou popular: é obtido ao acaso. Desde a mais tenra infância até a mais vetusta idade. c) conhecimento filosófico.3 4 5 6 Fazer uma 1ª leitura. (LUCKESI et al. o que dele foi dito por Deus. Elaborar um resumo Fazer um pequena ficha interpretativa MÓDULO III – CIÊNCIA E CONHECIMENTO O CONHECIMENTO Objetivo específico Identificar diferentes abordagens do conhecimento. Sublinhar as idéias principais e detalhes importantes. Quais as principais características dessas diferentes abordagens? Acompanhe: a) Conhecimento empírico. não chegando à essência das coisas.48). na busca de compreensão. b) conhecimento científico. teremos no mundo uma fonte constante de mistérios que nos desafiam a imaginação e a inteligência. d) conhecimento teológico. se não tivéssemos a capacidade de conhecer e de compreender. Apresenta as seguintes características: . sem observação metódica. Tratando do estudo do Homem eles explicam que poderíamos analisar o seu aspecto externo. como diz Luckesi. viveríamos submetidos às leis da natureza como os demais animais e não teríamos possibilidade de construir “um mundo propriamente humano”. p. ou de simples transmissão de geração em geração. na busca de entendimento. 12 . a sua aparência e dizer coisas a partir de nossa experiência cotidiana ou do bom senso. É superficial. 1. casuais. 2000. o pesquisador depara-se com quatro diferentes abordagens do conhecimento: a) conhecimento empírico ou popular (senso comum). DIFERENTES ABORDAGENS DO CONHECIMENTOS É da nossa relação com o mundo que surgem o conhecimento e a compreensão da realidade. diferentes abordagens como você verá no exemplo que nos dão Cervo e Bervian (2002).

e é sistemático. a emoções da vida cotidiana. Procura compreender a realidade no contexto mais universal e o sentido de tudo que envolve o homem. É o resultado da fé humana na existência de uma ou mais divindades. formando leis e teorias. Ciribelli. o acúmulo de informações. com sua metodologia objetiva e rigorosa. .. A filosofia questiona os conhecimentos científicos e técnicos. É sistemático. ou seja. É assistemático. “é constituído de realidades mediatas. Difere do conhecimento filosófico porque suas proposições ou hipóteses podem ser testadas concretamente. de chegar à verdade. Descartes e outros estudiosos. d) Conhecimento teológico: é um conjunto de verdades aceitas pelos homens a partir da revelação divina. Bacon.2003. o conhecimento vulgar não deve ser menosprezado. . uma vez que não é um conhecimento definitivo: novas pesquisas e proposições podem rever a teoria existente. não perceptíveis pelos sentidos e que. as hipóteses não comprovadas não constituem conhecimento científico e é falível. 13 . b) Conhecimento científico: a revolução científica propriamente dita ocorreu nos séculos XVI e XVII com Copérnico. Apóia-se em doutrinas cujas proposições são sagradas por terem sido reveladas pelo sobrenatural.” (p. é racional porque seus enunciados são logicamente relacionados. A existência do método e da técnica pressupõe um conhecimento anterior. lida com fatos. não há a preocupação de análise. isto é. . Apresenta respostas a questões não respondidas pelas outras modalidades do conhecimento. perceptíveis pelos sentidos ou por instrumentos e geralmente verificáveis pela experimentação. pois parte de hipóteses não verificáveis. os fatos e problemas que envolvem o homem concreto. abrange pesquisas em todas as áreas do mundo físico e humano. refere-se a vivências. Para ter valor é necessário que seja aplicado ou pelo menos comunicado. Daí para cá. É o senso comum. evidências nunca postas em dúvida nem verificáveis pelos que têm fé. O conhecimento filosófico é valorativo. pois suas hipóteses constituem uma representação coerente da realidade. diz-se que o mero conhecimento em si é abstrato. são consideradas verdades infalíveis. ultrapassam a experiência. é um saber ordenado logicamente. c) Conhecimento filosófico: difere do científico pelo objeto de investigação e pela metodologia. Apesar dessas restrições. É verificável. Galileu. Por isso. É um conhecimento real. constitui a base do saber e é bastante anterior ao aparecimento da ciência. Difere do conhecimento popular pelos métodos e instrumentos de apreensão do conhecimento. explica Cervo e Bervian (2002). É sensitivo. É acrítico. o desenvolvimento da ciência foi acelerando-se continuamente e hoje ela.10). por serem de ordem supra-sensíveis. não se pretende uma organização das idéias. É subjetivo. Quanto ao objeto da filosofia. o próprio sujeito organiza suas experiências. O objeto da ciência são os dados próximos.

Quando o conhecimento a respeito de fatos ou de relações entre eles é amplo. Foi o que ocorreu com a teoria de Ptolomeu e muitas outras teorias que vão se modificando ou são substituídas à medida que a ciência evolui e os instrumentos de observação se aperfeiçoam. Outro aspecto a destacar é que as ciências formais podem demonstrar ou provar. • sociais: antropologia cultural. em conseqüência. direito. 2. Quando o pesquisador chega à evidência. enquanto a verificação é provisória. muito embora os cientistas saibam . leis e teorias são os objetos de estudo dos cientistas e pesquisadores. a teoria baseia-se em fatos e leis ordenando-os. Fatos. o homem utiliza metodologia e instrumentos inadequados e chega a conclusões que não correspondem aos fatos e incide em erro. poderá fazer afirmativas sem temor de engano. tudo que existe no espaço e no tempo. 2000. educação. temos a teoria. enquanto as factuais verificam suas hipóteses. apresentam a seguinte classificação: a) Ciências formais: a lógica e a matemática b) Ciências factuais: divididas em 2 grupos: • naturais: física. ou seja. com generalizações. A realidade revela-se através dos fatos. podem usar a observação e a experimentação para testar suas hipóteses. que é múltipla e complexa. Novos conhecimentos modificam. obtidos metodicamente. que a verdade é sempre relativa.22) que “ ciência é um conjunto de conhecimentos racionais. química. p. sim. não existem verdades definitivas.” A grande diversidade de fenômenos que ocorrem no universo. economia. sociologia. política. Verifica os casos particulares para. Procura explicar os fenômenos da realidade. Em muitas ocasiões. que fazem referência a objetos de uma mesma natureza. a manifestação transparente que permite afirmar a verdade. é a evidência.1 Ciências Formais e Factuais Explica Ander-Egg (in MARCONI e LAKATOS. como as ciências matemáticas. os aspectos invariáveis comuns a diferentes fenômenos que são as leis. chegar a proposições gerais. A ciência não se preocupa com fatos individuais e. A demonstração é final. ampliam e até destroem a verdade. baseando-se em diferentes autores. 14 . independem dos fatos da realidade. as ciências formais estudam as idéias e as ciências factuais estudam os fatos. como a física.UNIDADE 2 – A VERDADE CIENTÍFICA O homem precisa saber como chegar à verdade. terá chegado à verdade sobre um determinado objeto. A diferença básica entre os dois grandes grupos reside no objeto de estudo. Existe uma inter-relação entre eles. As primeiras. etc. certos ou prováveis. Marconi e Lakatos. uma vez que as suas limitações dificultam a apreensão da realidade. comprovando ou refutando-as. a biologia estudam fatos que se supõem ocorrer na realidade e. psicologia social. biologia e outras. através deles. terá certeza sobre o que estudou. As segundas. sistematizados e verificáveis. hoje. levou o homem a dividir a ciência em vários ramos segundo sua complexidade ou conteúdo.

a revisão de teorias já existentes ou mesmo a rejeição de uma teoria. fazem-se previsões de novas relações e apontam-se necessidades de novas pesquisas. por sua vez.2 Leituras Complementares – Recomendo a leitura do capítulo I: O histórico do método científico. Identifique. Lembre-se de que a relação Tutor(a)-aluno é a garantia da realização do curso a distância numa perspectiva dialógica. recomendo: Natureza do Conhecimento. As leituras complementares e os exercícios de auto-avaliação tiveram o propósito de ajudá-lo a aprofundar seus estudos e verificar a sua compreensão da temática. que nos é dado. sintetiza-se o que se conhece sobre o objeto em estudo. O fato. 2. (LUCKESI et al.(2003). Através da teoria. 2000. 4. No próximo módulo estudaremos a importância e as modalidades da pesquisa científica. O conhecimento científico ( p.4 Exercícios de Auto-Avaliação II 1. exemplos de diferentes abordagens do conhecimento. do livro de CERVO e BERVIAN (2002) onde você poderá aprofundar os temas abordados nesta Unidade. conceituando-os. neste texto. no jornal de sua preferência. sabemos como distinguir os tipos de conhecimentos. Procure lembrar-se de outras situações semelhantes onde fatos e teorias sobressaiam. Reflita sobre o processo histórico por que passou a teoria geocêntrica de Ptolomeu e a sua substituição pela teoria heliocêntrica de Copérnico.classificando-os. pode provocar o início de nova teoria. percebemo-nos diversos dele e compreendemo-lo como “outro”. Eles poderão ser ampliados com a complementação das leituras sugeridas.34) onde você encontrará informações detalhadas sobre o conhecimento do senso comum bem como sobre o conhecimento científico. 15 . Interprete o conceito de ciência de autoria de Ander-Egg apresentado na seção 3 desta unidade. Fazemos do mundo. no sentido de que ele seja arrumado e ordenado segundo o nosso modo de ser. um mundo propriamente humano: um mundo cultural. como um contexto que nos desafia com suas resistências a que o enfrentemos e o tornemos mais nosso. Explique em que consiste a verdade científica. 2. a pesquisa científica é um dos “ lócus “ onde aplicamos nosso conhecimento. p. Procurei. E isso se dá pela prática do nosso viver e sobreviver neste mundo. – No livro de Ciribelli. Você concorda com o texto que se segue? Justifique sua posição Dentro deste mundo no qual somos dados. correlacionando-os. 2. 3. levantar alguns pontos para a sua reflexão.48).

Assim. de cunho prático. que é a pesquisa científica . A pesquisa tem diferentes finalidades. documentais ou teóricas. 2002. através da qual uma situação ou fato é investigado através de procedimentos metodológicos e técnicas rigorosas e com o apoio de conhecimentos já existentes sobre a questão. A pesquisa é requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema. cujo tema foi o conhecimento . ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema. Quando são utilizadas técnicas indiretas. o conhecimento científico é essencial para que o Homem entenda a realidade e a transforme. Espero que.. de campo. você tenha iniciado uma reflexão sobre a relação homem-mundoconhecimento bem como sobre a importância de se desenvolver o espírito científico frente à realidade que nos cerca. dialéticas etc. uma pesquisa aplicada pode ser realizada na área 16 . em pesquisas quantitativas ou qualitativas. segundo o caráter dos dados coletados. segundo a forma de raciocínio. MÓDULO IV – PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE I – PESQUISA CIENTÍFICA Pode-se definir pesquisa como o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. Além dessas duas modalidades. Elas podem ser grupadas segundo a área do conhecimento em pesquisas históricas.17) UNIDADE II – CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS Como você viu na Unidade II. existe um procedimento específico. as pesquisas são ainda classificadas pelos autores segundo diferentes critérios. em pesquisas de laboratório. ocorrem as pesquisas bibliográficas. p. Quando a classificação obedece aos objetivos imediatos ocorrem as pesquisas exploratórias. educacionais etc. dedutivas. busca soluções para problemas concretos. É importante você saber que uma mesma pesquisa pode atender a diversas classificações.Prezado(a) cursista Chegamos ao final das unidades I e II. A pesquisa pura é aquela realizada por questões de ordem intelectual. amplia o saber e estabelece princípios científicos. através do texto básico. A pesquisa aplicada é realizada por questões imediatas. descritivas e experimentais. Para a obtenção dessa modalidade de conhecimento. por exemplo. (GIL. em pesquisas indutivas. segundo o lugar em que se desenvolvem.

o método científico e a resposta ou solução. e pode apresenta diversos subtipos dentre eles: • pesquisa descritiva propriamente dita.2 A pesquisa descritiva Caracteriza-se por estudar fatos e fenômenos físicos e humanos sem que o pesquisador nele interfira. b) Pesquisa de opinião abrange uma gama muito grande de investigações. em pesquisas mais amplas. não elabora hipóteses a serem testadas. sua natureza e características. visando a descobrir tendências.social.” (CERVO e BERVIAN. (pesquisa social). • estudo de caso. Esta modalidade de pesquisa é utilizada principalmente pelas ciências humanas e sociais. São elementos essenciais à pesquisa: a dúvida ou problema. utilizar procedimentos qualitativos e dialéticos (pesquisa participante) e ser também uma pesquisa exploratória ou descritiva. 3. abordaremos nesta seção as pesquisas classificadas segundo seus objetivos em 2 exploratória 3 descritiva 4 experimental 3. desenvolver-se junto a uma comunidade (pesquisa de campo). como os estudos exploratórios. análise e correlação de fatos sem manipulá-los. interesses e procedimentos com o objetivo de tomada de decisões. a) Pesquisa descritiva ocupa-se do estudo e descrição das propriedades ou relações existentes na realidade pesquisada. Recomenda-se esta forma de pesquisa quando se precisa ampliar conhecimentos sobre o problema a ser investigado. econômica. registro. • pesquisa de opinião. social. 2002. UNIDADE III – DETALHAMENTO DAS PESQUISAS SEGUNDO SEUS OBJETIVOS Por ser a nomenclatura mais difundida entre os pesquisadores. com a precisão possível. assim. • pesquisa de motivação. O pesquisador utiliza técnicas de observação. etc. procura investigar e conhecer situações e relações que se desenvolvem na vida política. auxiliam na formulação clara de um problema e de hipóteses. “Procura descobrir. a freqüência com que um fenômeno ocorre. limitando-se a definir objetivos e buscar informações sobre o tema do estudo.1 A pesquisa exploratória Também chamada de pesquisa quase científica. sua relação e conexão com outros.66). p. 17 .

18 . Devem ser usados sempre que planos melhores se tornem impossíveis. o experimento ocorre em sentido estrito.” (p. São os dois paradigmas conflitantes da atualidade: quantitativo e qualitativo. Em conseqüência.c) Pesquisa de motivação procura as razões ocultas que determinam a preferência por determinado produto. a pesquisa experimental pretende explicar as causas e a maneira pela qual o fenômeno é produzido. 3. É oportuno destacar que Campbell (1979). o questionário e a entrevista. pesquisa sobre determinado indivíduo. No delineamento pré-experimental.3 A PESQUISA EXPERIMENTAL Manipula diretamente as variáveis relacionadas ao objeto de estudo. para tanto. UNIDADE 4 – PARADIGMAS CONFLITANTES NA ATUALIDADE Como você viu na Unidade II. grupo ou comunidade com o objetivo de investigar vários aspectos da vida cotidiana do investigado. Enquanto a pesquisa descritiva procura explicar e interpretar os fenômenos que ocorrem. Modernamente. 6 delineamentos quase-experimentais. em seguida a algum agente ou tratamento presumivelmente capaz de causar mudanças.” (p. não apresenta quase nenhum valor científico. certas atitudes. o pesquisador utiliza. Muitos cientistas defendem procedimentos uniformes para a investigação no campo natural e social enquanto outros reivindicam total especificidade para o campo social. 13). São criadas situações de controle e interfere-se na realidade. 61). a tecnologia oferece ao pesquisador aparelhos e instrumentos que permitem atingir os seus objetivos. d) Estudo de caso. considerado um clássico na área da pesquisa. Em todas essas formas. como instrumentos. o investigador manipula e controla as variáveis independentes e observa a variável dependente e o que virá a acontecer. etc. 7 delineamentos experimentais. a observação. tornando perceptíveis as relações existentes entre as variáveis. a coleta de dados de fatos da realidade é a técnica por excelência. manipulando-se a variável independente a fim de observar o que acontece com a dependente. “Um único grupo é estudado apenas uma vez. “ainda que lhe falte o pleno controle da aplicação dos estímulos experimentais que tornam possível um autêntico experimento. No delineamento experimental ou verdadeiro. o pesquisador introduz procedimentos semelhantes ao delineamento experimental. subdivide a pesquisa experimental em: 5 delineamentos pré-experimentais. No delineamento quase-experimental. as ciências fatuais estão classificadas em dois grandes grupos: as naturais e as humanas e sociais com características específicas o que hoje determina grande controvérsia no terreno da pesquisa científica.

os primeiros dão ênfase à coleta de dados quantitativos.” ( p.Kuhn. conceitua paradigma como o conjunto de crenças. explica ele. UNIDADE 5 . reconhecidos pela comunidade científica em diferentes momentos históricos e em diferentes ramos da ciência. Hoje é bastante empregada por pesquisadores da área educacional. quando qualitativo. Nas leituras complementares indicadas você encontrará exemplos que muito ajudarão a compreender as diferentes modalidades de pesquisas. citado por Marconi e Lakatos (2000) . As pesquisas do tipo etnográfico e o estudo de caso são pesquisas qualitativas que vêm tendo grande aceitação na área educacional. explicando que muito da abordagem das ciências naturais vale igualmente para as humanas como.” (p. As pesquisas experimentais são o melhor exemplo de pesquisas quantitativas. O estudo de caso. “se desenvolve numa situação natural.” (LÜDKE. Nela o investigador “exerce o papel subjetivo de participante e o papel objetivo de observador. colocando-se numa posição ímpar para compreender e explicar o comportamento humano.A PESQUISA QUALITATIVA A pesquisa qualitativa ou naturalística faz uso de dados descritivos obtidos pelo pesquisador no contato com a situação em estudo. transforma-se em qualidade a questão a ser medida. visões de mundo e de formas de trabalhar. utilizados basicamente em todas as pesquisas que são complementados por técnicas específica próprias de cada ciência. Entre a polêmica suscitada pelos que defendem uma só metodologia científica calcada nas ciências naturais e aqueles que consideram o fenômeno humano tão específico que necessita de metodologia própria.13). Nesta perspectiva. “ o fenômeno humano possui componentes irredutíveis às características da realidade exata e natural. Embora as diferenças entre esses dois posicionamentos tenham raízes epistemológicas eles são caracterizados pelas diferentes maneiras de coleta de dados. enfatiza o processo e leva em consideração a perspectiva dos participantes. 15). também chamada de antropológica. A maioria das pesquisas descritivas também utiliza técnicas quantitativas na coleta de dados. podemos afirmar que existem métodos comuns a todas as ciências. as regras lógicas do conhecimento. A pesquisa etnográfica. Vejamos a seguir algumas características das pesquisas qualitativas. Demo (1987) adota uma posição intermediária. É justamente em relação a essas técnicas específicas que se verificam as maiores divergências entre aqueles que seguem o paradigma das ciências naturais (positivistas) e os que defendem uma metodologia específica para as ciências humanas e sociais (dialéticos). para tal usa-se a entrevista e os questionários. é rico em dados descritivos. p. tem um plano aberto e flexível e focaliza a realidade de forma complexa e contextualizada. até recentemente era utilizada apenas por sociólogos e antropólogos. IMPORTANTE: Na pesquisa qualitativa. 19 . por exemplo. enquanto os segundos priorizam a coleta de informações segundo critérios qualitativos. 1986. Este fato não invalida a necessidade de que as ciências humanas tenham uma metodologia específica porque.18).

é escolher o procedimento científico que permita tratar o assunto. portanto vamos associar as idéias. 20 .] os assuntos ditos “teóricos” (sobre o pensamento de um autor ou algum debate científico ou teoria) podem ser escolhidos tanto quanto os ditos “empíricos” (sobre um problema constitucional. Abordagens qualitativas de pesquisa: a pesquisa etnográfica e o estudo de caso. Evolução da pesquisa em Educação.Apresente duas características das pesquisas qualitativas No próximo módulo construiremos um projeto de pesquisa. informações que foram discutidas na unidade anterior. um clássico na área. a fim de ampliar a visão da problemática exposta no texto. MÓDULO V UNIDADE 1 – CONCEPÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA Objetivo específico Elaborar projetos de pesquisa. é importante lembrar que para a realização de um projeto é imprescindíveis a coleta de dados.. O que é preciso . 2000. responda aos seguintes exercícios: 1. e o capítulo II. 2 Recomendo o livro de Lüdke e André (1986). p. 3. em cada caso.Cite situações onde é oportuno realizar uma pesquisa científica? 2.. (BEAUD. onde você encontrará explicações e exemplos sobre as várias modalidades de pesquisa qualitativa. especialmente a leitura do capítulo I. uma questão social ou econômica ). [.LEITURAS COMPLEMENTARES – Se você deseja conhecer mais as pesquisas experimentais e qualitativas encontrará no livro de Chizzotti (2003) informações relevantes para o planejamento e execução dessas duas modalidades de pesquisa.Você concorda com a posição de Pedro Demo sobre os atuais paradigmas? Justifique.Aponte diferenças entre a pesquisa descritiva e a experimental. Segue uma estória que muito pode contribuir para nossa construção. 5 .62). EXERCÍCIOS DE AUTO-AVALIAÇÃO III A partir do texto e das leituras complementares. e a clareza do tipo de pesquisa que se pretende realizar.Discorra sobre os dois paradigmas da ciência que atualmente se contrapõem na realização de pesquisas científicas. 4.

21 .

que o tema da pesquisa esteja relacionado à sua área profissional. muitos pesquisadores têm adotado uma postura intermediária. você necessita adotar critérios na seleção do tema. p. Na sua própria área você terá experiência e visão mais detalhada das questões. neste texto. 22 . no texto anterior. Feitas essas considerações sobre a escolha do tema. que dois grandes paradigmas se contrapõem na metodologia científica.1. Diz Castro (in ZENTGRAF. Inicialmente. 48) que uma escolha malfeita “torna a pesquisa inviável. metodologicamente insolvente. da lógica de concepção de um projeto de pesquisa com ênfase na pesquisa bibliográfica. Seguindo esta posição intermediária. passaremos a apresentar uma estrutura de projeto de pesquisa bibliográfica. Diante desta situação. 1997. considero como pré-requisito.” Desse modo. A CONCEPÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA Vimos. importante e viável. vamos tratar. A primeira etapa na concepção de uma pesquisa é a escolha do tema. eliminando o exagero que caracteriza as pesquisas positivistas sem contudo abandonar totalmente os procedimentos tradicionais para elaboração e execução de projetos de pesquisa científica. Muito interessante também é seguir o roteiro que Castro sugere para a discussão do assunto da pesquisa e que se resume no seguinte: um tema deve ser original. limitações e problemas que ocorrem no cotidiano.

A METODOLOGIA como se faz 6. A LOCALIZAÇÃO Aonde se quer 7.UM PROJETO SIMPLES TEM MAIS OU MENOS OITO PARTES 1. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO quando vai se fazer 23 . A JUSTIFICATIVA porque se quer 3. O TÍTULO quer dizer o que se QUER 2. AS METAS quanto se quer atingir 5. ORÇAMENTO Quanto se gasta 8. O OBJETIVO porque se quer 4.

desde a graduação. Esses dois grupos foram enriquecidos. etc. é uma das etapas mais importantes nas outras modalidades de pesquisa. hoje. • problematização. escolhemos a pesquisa bibliográfica para a construção de um projeto. culminando com a construção do projeto. correspondência pessoal. Isso porque você precisa tomar conhecimento do que já se investigou sobre o problema que pretende estudar. IMPORTANTE: Deve constar nas referências bibliográficas e na citação. iremos apresentar procedimentos para planejar a pesquisa bibliográfica. Necessita ir às fontes teóricas.(ZENTGRAF. devem ser iniciados nesta modalidade de pesquisa. que é constituída por material já elaborado. b) Pesquisa bibliográfica. quando se trata de material de 1ª mão. coleta de dados documentais é também eletrônica. igrejas. Por este motivo. As etapas da pesquisa bibliográfica aqui apresentadas irão facilitar o planejamento e execução de suas pesquisas. ocorre o processo de documentação indireta. As pesquisas bibliográficas. Neste texto. em geral. A pesquisa bibliográfica tem a finalidade de levantar não só as contribuições culturais e científicas já existentes sobre um determinado tema como também explorar áreas onde os problemas ainda não tenham sido suficientemente estudados. com a pesquisa eletrônica. A maioria dos autores subdivide o processo de documentação indireta em dois grupos: a) Pesquisa documental. analisado e publicado sob a forma de livros. o site e a data de acesso à consulta a esta fonte.CONCEPÇÃO E CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA UNIDADE 1 . Quais as etapas desse planejamento? Veja a seguir: • escolha e delimitação do tema. além de ser uma modalidade de pesquisa teórica. partidos políticos. Neste caso.O PROJETO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA A pesquisa bibliográfica investiga o problema a partir do referencial teórico existente em livros e outras publicações. Qualquer pesquisa exige coleta de dados de fontes variadas que se processa através de documentação direta ou indireta. A pesquisa bibliográfica. proveniente de fontes diversificadas e dispersas encontradas em arquivos. 1997). artigos e outros impressos. documentais e eletrônicas utilizam dados levantados por outras pessoas. 24 .MÓDULO V . É necessária a qualquer modalidade de trabalho técnico e é também a primeira etapa de qualquer tipo de pesquisa. os alunos. localizados em bibliotecas. Por isso. dentre os diferentes tipos de pesquisa que apontamos na Unidade III.Isso irá garantir para o autor da pesquisa a origem da fonte consultada.

A formulação do problema pode ser feita de maneira interrogativa ou afirmativa. Não importa. deve recorrer a leituras. É necessário que se redija de maneira clara e objetiva a questão a ser solucionada através da pesquisa. c) Justificativa e relevância da pesquisa Na justificativa. Ela restringe o tema não só no conteúdo a ser investigado como também em relação ao tempo e ao espaço. Você encontrará. análise de situações discrepantes. • procedimentos/metodologia. Você deve levar em consideração sua formação e experiência profissional bem como suas tendências e inclinações pessoais. Para isto. • orçamento. observações. etc. Você. seguida de reflexão. Vejamos. A delimitação torna o tema viável para a pesquisa. • elaboração final do projeto. Por que fazer tal pesquisa? É importante? Trará contribuição para solucionar os problemas levantados? É relevante do ponto de vista social e científico? 25 . cada uma delas: a) Escolha do tema A escolha do tema deve atender a alguns aspectos. pode ser submetido a métodos e técnica próprios dos estudos científicos. é recomendado que você faça uma revisão inicial da literatura . b) Problematização Problema é uma questão não resolvida e que é objeto de discussão. consultar a literatura que trata do tema bem como entrevistar especialistas no assunto. o essencial é que haja lógica e coerência entre as partes. isto é. se além das características apontadas por Castro. precisa verificar se o problema que pretende investigar se enquadra na categoria de científico. Para facilitar esta seleção.• justificativa. • cronograma de execução. Para formular o problema você deverá fazer uma reflexão sistemática sobre o objeto. esses procedimentos organizados de forma diferente. você aponta as razões de sua escolha. recursos. agora. relevância social. no entanto. • hipóteses/questões. Nunca é demais lembrar os três aspectos destacados por Castro: importância. em qualquer domínio do conhecimento. originalidade e viabilidade. • objetivos. A disponibilidade de tempo e muitas vezes de recursos financeiros são outros fatores que devem ser lembrados. em outros autores. • relevância teórica.

e os objetivos específicos relativos aos resultados de sua pesquisa. defendido ou explicitado. ela se transformará em uma tese ou ponto de vista. teríamos as seguintes indagações: – Que abordagens de ensino são mais adequadas ao ensino da Matemática de 1ª a 4ª séries? 2 Que abordagens de ensino são encontradas nos livros de Didática da Matemática adotados nas escolas de formação de professores? g) Procedimentos (Métodos e técnicas) Que tipo de pesquisa você vai escolher? Para realizar a pesquisa. terá sua veracidade ou falsidade comprovada. h) Cronograma de execução Quanto tempo você necessita para desenvolver a pesquisa? Como distribuir o tempo? 26 . Veja o exemplo: As abordagens de ensino levadas aos futuros professores nos livros de Didática da Matemática são responsáveis pelo baixo nível do ensino da Matemática de 1ª a 4ª séries. e) Objetivos Você deverá explicitar aonde quer chegar. sua importância para a sociedade. Nesse caso. teses e teorias que possam fundamentar o seu trabalho e de onde possa extrair alguns pressupostos teóricos que o direcionem. Quando abordarmos a execução da pesquisa. já sabemos tratar-se de uma pesquisa bibliográfica. f) Hipóteses/Questões A hipótese é uma tese ou ponto de vista a ser demonstrado. Qual a resposta provisória ao problema? A resposta provisória é uma afirmativa (hipótese) que se faz e que. necessita conhecer pontos de vista. Muitos pesquisadores preferem trabalhar com questões ao invés de hipóteses. Realizada a pesquisa. Os objetivos gerais que pretende atingir. após investigada. veremos os passos ou etapas a seguir. que procedimentos selecionar? Como fazer para realizar a investigação? Que passos dar? No nosso caso específico. se esta hipótese for confirmada. terá de fazer uma revisão preliminar de literatura e responder à questão: o que dizem os especialistas sobre este problema? Relevância social A relevância social diz respeito à contribuição social que pretende com sua pesquisa. Para isso. para quê fazer a pesquisa.d) Relevância teórica/ Pressupostos teóricos Para selecionar um tema e problematizá-lo. Além disso. você precisa conhecer o que já foi escrito sobre o assunto sob pena de estar simplesmente repetindo o que outros já fizeram.

materiais e financeiros. listagem com a identificação das fontes utilizadas no planejamento e elaboração do projeto. os pressupostos teóricos. sua delimitação. O que falta para ter o projeto pronto? Apenas colocar por escrito de forma “mais ou menos” definitiva as suas reflexões e seus rascunhos. 27 . como uma engrenagem onde todas as peças se encaixam. A primeira genérica. Concluímos aqui a Unidade IV. Na próxima Unidade. e a segunda. de forma dissertativa. o subtítulo. o título apresenta duas partes. o autor anuncia o tipo de pesquisa. considerando os recursos humanos. • Introdução onde. É uma estimativa que pode sofrer alterações. que delimita o assunto. a justificativa. a contribuição da pesquisa. O cronograma é um gráfico formado por linhas que indicam as atividades e por colunas que indicam o tempo previsto. Veja um exemplo de cronograma: IIMPORTAR EXEMPLO DO ARQUIVO ORIGINAL i) Orçamento. UNIDADE 3 – A ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA A seguir. a origem do problema. isto é. Por mais simples que seja a pesquisa. construindo-se um cronograma de execução. No decorrer deste texto. Quase sempre. Desenvolvemos passo a passo as etapas da construção de um projeto. • Orçamento onde se faz o detalhamento dos recursos humanos. • Anexo onde devem constar documentos elaborados por outros e que você considera importante incluir. o objetivo que pretende alcançar e as hipóteses ou questões • Métodos e técnicas onde também de forma dissertativa. materiais e financeiros. você identificou todas as etapas do projeto de pesquisa. construir o projeto. é apresentado o tema. Em geral. é necessária uma previsão dos custos.Estas indagações são respondidas. Faz-se um orçamento. onde apareça o tempo destinado às diversas atividades. veremos como executar um projeto de pesquisa. Estaremos pondo em prática todo o processo de execução. • Cronograma de execução formulário onde estão registradas as etapas e atividades da pesquisa . • Referências . sugiro uma estrutura que você poderá seguir ao realizar a atividade de elaboração de um projeto de pesquisa bibliográfica ou mesmo outros tipos de projeto: • Capa contendo dados de identificação do projeto: nome do órgão • Folha de rosto contendo dados de identificação do projeto e a natureza do trabalho. • Apêndice onde devem constar os documentos de sua autoria e que você desejar incluir. os métodos de raciocínio (facultativo) e as técnicas a serem empregadas (procedimentos mais restritos). o tema do projeto torna-se o seu título.levantamento dos custos para a execução do projeto.

LEITURAS COMPLEMENTARES .Transforme o tema em um problema. Pesquisa bibliográfica de autoria de Lakatos e Marconi (2001) As autoras apresentam de forma bastante detalhada todos os passos para o planejamento e mesmo execução da pesquisa bibliográfica. o levantamento bibliográfico que é feito de várias maneiras: através de buscas em catálogos de livros e outras publicações. Procede-se.Recomendo a leitura do capítulo II.. EXERCÍCIOS DE AUTO-AVALIAÇÃO IV 1. então. 1996.Como você irá trabalhar? Que procedimentos adotará? 7.O que você pretende com a investigação? Aonde quer chegar? Qual é seu objetivo? 5. a) Levantamento da bibliografia Ao se iniciar a pesquisa bibliográfica. à coleta de material. 2. 4. a primeira etapa é a identificação das fontes que possam fornecer respostas ou esclarecimentos ao nosso problema. iremos tratar da execução e dos relatórios de comunicação dessa modalidade de pesquisa. que hipótese ou mesmo questões você deverá investigar? 6. Nesta Unidade. você teve oportunidade de acompanhar os princípios e etapas essenciais para a elaboração de um projeto de pesquisa. em especial a pesquisa bibliográfica. ou seja. 21) 4. Na Unidade IV.1 Etapas de execução da pesquisa bibliográfica A pesquisa é o meio por excelência para conhecermos a realidade. Acompanhe. 3.Para chegar ao objetivo. etc.. Aconselho que esta coleta seja cuidadosamente registrada em fichas semelhantes às que encontramos nos fichários das bibliotecas 28 . consulta aos fichários de bibliotecas. análise de bibliografias citadas em livros e revistas técnicas. justificando a sua escolha.O seu estudo é importante? Que contribuição trará? UNIDADE 4 – EXECUÇÃO E APRESENTAÇÃO DE UMA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA [.Você conhece a posição de especialistas no assunto? Resuma o ponto de vista ou a tese de pelo menos dois deles que servirão de fundamentação inicial para seu projeto de pesquisa. consulta a especialistas na área.] o homem movido pelo espírito científico deseja saber.Selecione e delimite um tema de seu interesse para o trabalho final do curso que possa ser investigado através de pesquisa bibliográfica. mas para imediatamente questionar (BACHELARD. p.

interpretação dos dados e conclusão A ficha analítica ou interpretativa tem o objetivo de registrar a sua posição em relação ao texto lido. realize um estudo do texto em profundidade.você se encontra em condições de preparar um roteiro para a elaboração do relatório em que comunica a pesquisa.2 A Construção do Relatório Científico (Monografia) O primeiro passo para a elaboração do relatório final da pesquisa é a organização de um roteiro. É possível consultar o material em instituições. e) Análise comparativa. pode ser 29 . O relatório de uma pesquisa científica é chamado de monografia. faça um estudo de Lakatos e Marconi para que possa organizar os dados de sua pesquisa segundo as técnicas mais indicadas. É o que veremos a seguir. das reflexões e conclusões a que você chegou. conforme o grau de profundidade. Este estudo comparativo leva a novas interpretações em função do problema. dos respectivos conteúdos e tipos de fichas (com exemplos concretos dos mesmos). lembra-se? d) Fichamento Você tomou conhecimento de algumas características dos principais tipos de fichas na Unidade I. É uma ficha crítica. Concluída esta etapa. Deve ajudar a você. palavra cujo sentido etimológico é: monos = um só e graphein = escrever. 4. adquirir livros e revistas em livrarias ou em sites da internet. c) Leitura analítica De posse do material. ele vai sofrendo modificações e se reformulando até você chegar à versão final. Guiando-se pelo roteiro você elabora a primeira versão do relatório sob a forma de rascunho. Qualquer que seja o tipo de ficha você deverá estruturá-la pelo menos em duas partes: referência e texto. Elas abordam a questão do aspecto físico. O estudo de Lakatos e Marconi (2001) sobre fichas e fichários. dos dados coletados. da composição. mergulhe na leitura. isto é. Ele se estrutura a partir do projeto. Você conheceu na Unidade I. procedimentos e modelos de fichamento.(autor. ainda. ainda resta a você realizar uma análise comparativa entre os autores lidos e registrados nas fichas. Finda esta interpretação. obtê-lo por empréstimo nas bibliotecas. Para isso recomenda-se que siga as técnicas da leitura analítica. Se você ainda não fez. de modo a compreendê-lo. O relatório de pesquisa é editorado sob a forma de uma monografia que. título ou assunto) e que recebem a denominação especial de fichas bibliográficas. Acompanhe a definição de monografia na citação que se segue: Estudo minucioso que propõe esgotar um determinado tema relativamente restrito. Apresentam. dos objetivos e das questões ou hipóteses culminando com as conclusões da pesquisa. a apreender a mensagem do autor e a fazer um julgamento sobre o mesmo. b) Seleção da bibliografia Concluída a etapa do levantamento. caberá a você fazer a seleção das publicações que interessam a sua pesquisa.

A própria estrutura da monografia conduz a uma reflexão coerente e lógica. apresentados ao final da graduação ou da pós-graduação “lato sensu”. ainda. sem a qual. O que os diferencia. explícito o que está obscuro ou complexo. o autor coloca. é a síntese de toda a reflexão que se faz ao longo do trabalho. Em outras palavras.(COSTA. O seu texto divide-se em introdução. Se a organização lógica do pensamento o exigir são elaboradas subseções. Ele faz um alerta àqueles que realizam monografias científicas.179). Quando se trata de pesquisa de campo por exemplo. Os capítulos ou seções devem receber títulos temáticos. por sua vez. Diz Salomon (2001) que a tese caracteriza-se pelo tratamento exaustivo dado à parte teórica da pesquisa. é decorrência de uma investigação. hipóteses ou questões e procedimentos de abordagem. parte mais extensa do trabalho. expõe e demonstra. Para haver monografia. a justificativa e relevância . pode-se afirmar que a monografia é um relatório de uma pesquisa sobre determinado tema e que. o processo e o resultado da pesquisa. 30 . Outro aspecto a destacar é o grau de profundidade da monografia. A conclusão. os objetivos. todos os itens que constituíram o seu projeto. você irá expor o problema. quer seja de campo. o termo monografia é genérico e aplica-se aos trabalhos de conclusão de curso. – no DESENVOLVIMENTO. os objetivos. • demonstrar: aplicar argumentação própria à natureza do trabalho. uma dissertação ou uma tese. o autor será obrigado a explicar a discutir e demonstrar. no sentido de que privilegiem a reflexão. o pesquisador comunica a fundamentação teórica. desenvolvimento e conclusão. de laboratório ou bibliográfica. Esta definição permite-nos esclarecer alguns pontos confusos em relação ao termo.(não teórica) no desenvolvimento relata-se todo o processo da pesquisa de campo e respectivos resultados.um trabalho de iniciação científica. A introdução deve permitir ao leitor conhecer o problema pesquisado. a importância e contribuição do estudo e. com exceção apenas do cronograma. os procedimentos ou a metodologia empregados. deve ter havido pesquisa. as teorias que subsidiaram a pesquisa. os pressupostos teóricos. é o grau de profundidade com que o tema é abordado. É dividido em capítulos ou seções. dissertações de mestrado e teses de doutorado. das referências e dos anexos. a monografia se reduz a um simples relatório de procedimentos de pesquisa ou compilação de obras de terceiros. Embora nos meios acadêmicos seja mais usual utilizar-se o termo monografia nos trabalhos de iniciação científica. Na introdução. • partir de premissas: verdades garantidas para novas verdades. assim como as subseções. • discutir: comparar posições que se entrechocam dialeticamente. de maneira dissertativa. o desenvolvimento traz a fundamentação teórica do trabalho. 3 na INTRODUÇÃO. Para a exposição das idéias. Assim. p. isto é: • explicar: tornar evidente. 2003. por conseguinte.

aperfeiçoada no conteúdo. Esta deve ser clara.– na CONCLUSÃO. quer uma dissertação de mestrado. quer uma tese de doutorado. acompanhado de gráficos. objetiva e sóbria como convém a um trabalho acadêmico. ela deverá ser analisada. 2 .Faça um resumo da seção 2: A CONSTRUÇÃO DO RELATÓRIO CIENTÍFICO – Unidade 4. desenvolvimento e conclusão. você deverá seguir a estrutura indicada para o corpo do trabalho: introdução. in SANTOS. – Bastante oportuno é também analisar os apêndices I e II do livro de Cervo e Bervian (2002). LEITURAS COMPLEMENTARES 4 Para o aprofundamento das Unidades IV e V recomendo a leitura do livro de Salomon (2001). como é o caso da referenciação bibliográfica. especialmente o capítulo XII. onde o autor trata do tema de maneira accessível.. discutidas ou demonstradas ou. 31 . EXERCÍCIOS DE AUTO-AVALIAÇÃO 1.43). seja uma resenha. explicações e exemplos esclarecedores. 2000.. Em outras palavras. É neste momento que você toma uma posição que poderá ser uma síntese das idéias explicadas. as normas facilitam tanto a produção quanto a leitura do texto científico (CASTANHO. deve obedecer às normas que regem a montagem do seu todo ou aspecto dele. seja uma monografia. como destaca Luckesi (2000). retocada. passando-se a sua elaboração definitiva. o início de novas investigações ou propostas de solução para os problemas levantados. a conclusão resumirá os resultados que levaram à comprovação ou rejeição da hipótese ou questões de estudo. Como fazer uma monografia. p.2 .De que modo é estruturado o relatório da pesquisa? 3 .] Sendo nacionais. onde você terá oportunidade de analisar dois exemplos de pesquisas. com a ABNT [. está o fecho do trabalho. MÓDULO VI – ESTRUTURA E APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS SEGUNDO A ABNT Todo trabalho acadêmico. Após concluir a redação provisória. todo escrito ou paper produzido na Academia.Enumere as etapas ou passos para a execução de uma pesquisa bibliográfica. É preferível que essas normas sejam unificadas nacionalmente. Ao redigir a versão provisória do relatório. fará inferências que o estudo venha a permitir e recomendará pontos que devam ser reestudados ou aprofundados.

É a International Organization for Standartization (ISO). 2000). na redação de um trabalho científico.ESTRUTURA DOS TRABALHOS ACADÊMICOS A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é. decorrentes de simplificações usadas por variadas instituições brasileiras.1 PRÉ-TEXTO OU PRÉ-TEXTUAIS São os elementos apresentados antes do texto e que trazem informação necessárias à identificação do trabalho. este Módulo segue as suas diretrizes. Explica Spector (1997) que. 32 . Existe um órgão internacional responsável pela normatização. na qual o Brasil é representado pela ABNT. (SANTOS. o autor precisa se ater a dois tipos de normas: as de formato e as de estilo. a seguir. Você encontra diferentes formatações de trabalhos científicos. sediada em Genebra. A ABNT recomenda a apresentação das informações na ordem que se segue: • nome da instituição • nome do autor • título do trabalho e subtítulo.UNIDADE I . um esquema elaborado a partir da norma NBR 14724:2002 que tem como objetivo especificar a estrutura geral a ser seguida na confecção de trabalhos acadêmicos. A seguir darei algumas explicações sobre elas. o órgão regulamentador das normas e procedimentos para elaboração e apresentação de trabalhos técnicos e científicos. Veja a seguir. 1. CAPA É essencial para a proteção e identificação do trabalho por isso é obrigatória. a estrutura da monografia apresenta três grandes divisões. Veja. Elas são estabelecidas internacionalmente e têm como objetivo facilitar a troca de informações e dar objetividade às comunicações científicas. Alguns desses elementos são obrigatórios e outros são opcionais. Esse órgão é hoje uma federação mundial de organizações nacionais. Por ser a ABNT o órgão que representa o Brasil nacional e internacionalmente. QUADRO Como você verificou na tabela. se houver • número de volumes quando houver mais de um • cidade onde se localiza a instituição recebedora • ano em que foi entregue o trabalho. no Brasil.

RESUMO NA LÍNGUA VERNÁCULA Apresentação concisa e obrigatória dos elementos de maior importância do texto não devendo ultrapassar 500 palavras.LOMBADA É a parte dorsal .. isto é. Quando usada. nela aparece o nome do autor. FOLHA DE ROSTO Deve figurar logo após a capa e constitui-se na fonte principal de identificação. No verso da folha de rosto deve figurar a ficha catalográfica. dissertação de mestrado. curso etc. ERRATA Corrigenda. nome da instituição e área de concentração • nome do orientador e do co-orientador. trabalho de conclusão de curso. titulação . o título da obra e elementos alfanuméricos. as costas da obra que seguram a parte interna das folhas. Abaixo . tese de doutorado e outros. aprovação em disciplina . objetivo do trabalho isto é. tais como nome. DEDICATÓRIA(S) É opcional e aparece quando o autor presta homenagem a pessoas relevantes em sua vida particular ou profissional. instituição a que pertencem e assinatura. AGRADECIMENTO(S) Aparece quando o autor deseja demonstrar gratidão a pessoas que contribuíram direta ou indiretamente para a elaboração do trabalho. colocar as palavras-chave (NBR 6028). Além dos elementos que aparecem na capa. FOLHA DE APROVAÇÃO É obrigatória e vem logo após a folha de rosto trazendo os mesmos elementos acrescidos da data de aprovação e de dados de identificação dos componentes da banca. É facultativa. 33 . no anverso da folha de rosto deve figurar: • natureza do trabalho isto é. É opcional. Quando se fizer necessário faz-se a lista dos erros e indicamse as correções. EPÍGRAFE É opcional e pode figurar após a folha de agradecimentos e no início das seções primárias. de acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano. Consiste numa citação correlacionada com o assunto abordado e seguida da indicação do autor.

consiste em uma versão para o inglês (abstract). não deve antecipar os resultados e conclusões. Cada item deverá constar com seu nome específico seguido do número da página LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Relação alfabética de abreviaturas e siglas que aparecem no trabalho. São apresentadas teorias. para o francês (résumé) ou outro idioma . LISTA DE ILUSTRAÇÕES E LISTA DE TABELAS São opcionais. as hipóteses ou as questões do estudo e. Geralmente é feita a partir do projeto e nela constam além do tema do estudo e sua delimitação. Recomenda-se usar a mesma grafia do interior do trabalho. a abordagem metodológica utilizada e a relevância do trabalho. 1. INTRODUÇÃO É a etapa inicial do texto. ISSO GARANTE UMA MAIOR ABRANGENCIA DE PESSOAS A TEREM CONTATO COM SEU TRABALHO. subseções e demais divisões do trabalho obedecendo à ordem em que se apresentam. CONVÉM QUE FAÇA O RESUMO NA LINGUA DESTE PAIS TAMBEM. seguido do número das páginas. a justificativa . com as mesmas características do resumo em língua vernácula. o desenvolvimento e a conclusão. SUMÁRIO É obrigatório e consiste na enumeração das seções . 34 . os objetivos.RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA Elemento também obrigatório. DESENVOLVIMENTO Parte mais importante do texto deve ser dividida em tantas seções e subseções quantas forem necessárias para o detalhamento do relatório da pesquisa ou estudo realizado. A introdução não é uma repetição do resumo. ENTRETANTO SE O TEMA DE SUA PESQUISA É UM ASSUNTO DE MUITA RELEVANCIA EM UM DETERMINADO PAIS. finalmente. LISTA DE SÍMBOLOS Relação opcional de símbolos utilizados no texto com as respectivas significações.2 Texto ou textuais Consiste no estudo propriamente dito e se divide em três partes: a introdução. procedimentos e discussão de resultados dentre outras partes. IMPORTANTE: A LINGUA MAIS USADA É O INGLÊS. só deverão ser elaboradas se houver tais elementos no texto. com os respectivos significados. descrição de métodos. para o espanhol (resumen). É opcional. os pressupostos teóricos.

1. que possuam informação registrada incluindo impressos. registros audiovisuais e sonoros. as evidências e deduções tiradas dos resultados do trabalho ou levantadas ao longo da discussão do tema.As descrições apresentadas devem ser suficientes para permitir a compreensão das etapas da pesquisa. importante para o estudo. REFERÊNCIAS É um elemento obrigatório que permite a identificação individual de documentos . ANEXO É opcional e consiste em textos ou documentos não elaborados pelo pesquisador . se necessário devem constituir material anexo ou apêndices. Dados quantitativos não devem aparecer na conclusão. nem tampouco resultados comprometidos e passíveis de discussão. Minúcias ou provas matemáticas ou procedimentos experimentais. em função dos objetivos e hipóteses ou questões da pesquisa. manuscritos. Recomendações devem ser feitas para que novas pesquisas e estudos prossigam no sentido de investigar os resultados não esclarecidos.. 35 . A elaboração das referências obedece à norma NBR 6023:2002 . dentre outros. por exemplo. São identificados por letras maiúsculas. GLOSSÁRIO Lista opcional de palavras de sentido restrito acompanhadas da respectiva definição. devem figurar. seguidas dos respectivos títulos. clara e ordenadamente.3 PÓS-TEXTO OU PÓS-TEXTUAIS O trabalho é finalizado com os elementos pós-textuais a seguir apresentados. CONCLUSÃO Nesta seção. ÍNDICE É opcional e segue a NBR 6034 para a sua elaboração. APÊNDICE É opcional e consiste em textos ou documentos elaborados pelo próprio pesquisador com o objetivo de complementar sua argumentação. São também identificados por letras maiúsculas e respectivos títulos.

(não se usam mais os algarismos romanos). ficha catalográfica. formato A4.UNIDADE II . notas. SIGLAS Quando pela primeira vez no texto. a dedicatória e a epígrafe não têm título. a 2 cm da borda superior e da borda direita da folha NUMERAÇÃO PROGRESSIVA • nas seções e subseções do texto • os títulos das seções primárias( capítulos) devem iniciar-se em folha distinta • os títulos das seções e subseções são destacados através de negrito. natureza do trabalho • dois espaços duplos: separação dos títulos das subseções dos textos que os precede e os sucede NOTAS DE RODAPÉ • ficam separadas do texto por um espaço simples de entrelinhas • são digitadas dentro das margens sob um filete de 3cm a partir da margem esquerda INDICATIVOS DE SEÇÃO • o número da seção vem alinhado à esquerda e logo após vem o título da mesma • os títulos sem indicativo numérico são centralizados • a folha de aprovação. referências. PAGINAÇÃO • numeração arábica colocada a partir da primeira folha da introdução mas contada a partir da folha de rosto. paginação e legendas MARGEM • superior e esquerda: 3cm • direita e inferior: 2cm ESPAÇO • duplo • espaço simples: citações longas. legendas. notas de rodapé. digitado ou datilografado na cor preta. usa-se o nome completo seguido pela sigla entre parênteses 2.APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS 2.1 REGRAS GERAIS FORMATO • papel branco. • fonte tamanho 12 para o texto.(exceção para as ilustrações) no anverso da folha (exceção da folha de rosto).1 APRESENTAÇÃO DE CITAÇÕES 36 . • Localização do número no canto superior direito da folha. tamanho menor para citações longas. itálico ou grifo e redondo.

isto é. no caso. As citações têm o objetivo de dar maior credibilidade às idéias e pontos de vista que o pesquisador está defendendo uma vez que ele vai buscar em outros autores – especialistas no assunto tratado – argumentos favoráveis a sua proposição. 37 . A citação de Salomon não ultrapassa três linha. p.Que são citações e como e quando usá-las? Segundo a ABNT citação é a “menção de uma informação extraída de outra fonte. com a mesma fonte e entre aspas. Acompanhe a definição dada pela ABNT “ citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original. Observe que na seção 1. a seção 1. quando explico que Kuhn. 2002b.2. assim define a citação direta : “transcrição textual de parte da obra do autor consultado. entretanto. Existe um outro procedimento que é denominado de numérico. Ao longo deste Módulo você teve oportunidade de conviver com diferentes tipos de citações . seção 3 Paradigmas conflitantes na atualidade. citado por Marconi e Lakatos (2000) conceitua paradigma. de Medeiros . O que significa isso? Simplesmente que não tive acesso direto à obra de Kuhn e sim através do livro de Marconi e Lakatos. Muitas vezes consideramos relevante transcrever o pensamento de um autor que vem citado numa obra escrita por outro. Por que isso ocorre? Em primeiro lugar.2).1). item d Fichamento.1). 2002b. Se você desejar conhecê-lo consulte a Norma NBR 10 520:2002. A ABNT ( ASSOCIAÇÃO. A ABNT define esta situação como “texto baseado na obra do autor consultado.” (ASSOCIAÇÃO 2002b. está destacada do texto.2). A isso denomina-se de citação de citação. Repare que ali eu digo com as minhas palavras que Lakatos e Marconi abordam a questão das fichas em detalhes. É uma citação direta curta.” (ASSOCIAÇÃO. 2002b. p. apresenta um recuo de 4 cm em relação à margem esquerda.”(ASSOCIAÇÃO. motivo pelo qual vem inserida no próprio texto . Uma outra maneira de você se remeter ao pensamento de um autor é a citação indireta também chamada de paráfrase. entre aspas. o sobrenome do autor . Consulte na Unidade V. repetirem exatamente as palavras do autor. A primeira . Medeiros e Salomon. isto é. acompanhado da data e do número da página do livro de onde ela foi extraída Esse procedimento de indicação da fonte é chamado de autor-data. apresentam a fonte . p.”Ocorre. A citação de Medeiros tem mais de três linhas e por este motivo é apresentada em destaque. vem uma citação de Salomon escrita no próprio texto. você encontra uma citação indireta de Lakatos e Marconi (2001). deve ficar claro que ambas são denominadas de citações diretas porque utilizam as próprias palavras do autor consultado. Dois parágrafos abaixo. Você encontra um exemplo de citação de citação na Unidade III. diferentes maneiras de apresentá-las. trata-se de uma citação direta longa. Você percebeu que algumas citações vêm inseridas no próprio texto enquanto que outras vêm destacadas do texto com uma formatação específica? Retorne à Unidade I. Veja que por se tratar de citações textuais . Veja que ela não está entre aspas.1 aparecem dois tipos de citações. p. foi digitada com espaço de entrelinha simples e a fonte é menor do que a utilizada no texto.

ela adotou apenas o termo referências. deverá destacá-la e ao transcrever os dados da fonte deverá acrescentar a expressão grifo nosso. 2002. p. que permite sua identificação individual. o que a ABNT recomenda fazer nesta situação. se você não necessitar de transcrever os textos em sua totalidade ou desejar acrescentar algo ou enfatizar determinados aspectos. quando quiser enfatizar alguma expressão .. a) o sobrenome do autor ou autores poderá vir totalmente dentro de parênteses e nesse caso em letras maiúsculas..2. Há uma razão para isso.2). Os elementos a serem incluídos na referência são de dois tipos: elementos essenciais que são indispensáveis para a identificação do documento e complementares que permitem uma melhor identificação dos mesmos. mencionando-se os dados disponíveis.. entre parênteses.] que significa a supressão de um trecho e em negrito a expressão informação verbal. “Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal [. Ex. Assim. As situações mais comuns no uso de citações foram aqui expostas. junto à indicação da fonte foi feito o acréscimo explicativo “grifo nosso”. retirados de um documento.] Por outro lado. (SALOMON.” Na indicação da fonte que precede ou acompanha a citação ocorrem duas situações.. Conforme explica Salomon (2001) a monografia é um estudo aprofundado de um tema. É que atualmente com as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias.] indicar . 131. b) o sobrenome do autor ou autores devido à maneira de redigir. Acompanhe. a expressão informação verbal. 2001. Treze de Maio n. No parágrafo a seguir você verá um exemplo de destaque em citação.” (ASSOCIAÇÃO.. a expressão a ser acrescida junto à fonte seria “grifo do autor. p.2 ELABORAÇÃO DAS REFERÊNCIAS Até pouco tempo era usual a expressão referências bibliográficas mas desde o ano 2000 quando a ABNT atualizou a NBR 6023. em nota de rodapé. como proceder? Quando desejar fazer a supressão de um trecho na citação.” (ASSOCIAÇÃO. Veja na citação a seguir. 2002a. 28º andar. Em que parte do trabalho devem-se localizar as referências? 38 . Na NBR 10 520:2002 você encontrará outras ocorrências num nível de detalhamento bem expressivo. Você viu no parágrafo. 2. Ex.. atinge os meios eletrônicos.26). Você. poderá consultar esta e outras normas na própria sede da ABNT que fica situada na Av.É relevante também conhecer os sinais gráficos indicados pela ABNT em determinadas situações. O que é exatamente referência? É a seguinte a definição de referência adotada atualmente pela ABNT: “conjunto padronizado de elementos descritivos. p. a coleta de dados da pesquisa não se limita às informações provenientes das bibliotecas. Se o destaque tivesse sido do próprio autor. o símbolo [. grifo nosso). Rio de Janeiro – RJ – CEP 20 003900 – telefone (21) 3974 2300 ou se preferir adquiri-las. vem na sentença em letras maiúsculas e minúsculas. use o sinal [. Uma maneira usual de obter informações sobre um tema de pesquisa ocorre através de depoimentos e palestras.

Veja na lista a referência de GOMES. o título do jornal (em destaque). deve ser seguida em toda a lista. Se você prepara um resumo de um texto numa ficha. Quando se tratar de matéria de jornal são elementos essenciais da referência. a referência vem no início do trabalho. acrescentar as informações relacionadas à descrição física do meio. paginação da matéria e data.A localização das referências está na dependência do tipo de documento. CD-ROM. mas nesse caso deve ser repetida em lista ao final do trabalho. precedido da expressão “Disponível em” bem como a data de acesso ao documento. itálico ou grifo mas uma vez escolhida uma dessas formas. Neste texto vamos dar a você algumas orientações gerais sobre a apresentação das referências no sistema alfabético.2002. Veja na lista a referência de ZALUAR. local. os elementos essenciais são autor ou autores. Em outras ocasiões ela vem em nota de rodapé ou no fim do capítulo ou seção. caderno ou parte. No caso de haver seção. caderno ou parte e a referência finaliza com a paginação. além do autor ou autores e título da matéria. fascículo. folhetos e trabalhos acadêmicos são elementos essenciais o autor ou autores. seguida da expressão latina “In” da referência completa da obra e da paginação da parte destacada. numeração correspondente ao volume. Como deve ser feita a apresentação das referências? Na lista. a referência de GODOY.9. adotado neste Módulo. Quais os elementos essenciais de um documento e como apresentá-los? No caso de livros. edição. Brasília. a data da publicação precede o nome da seção. Seção 1. Quando se tratar de referência de matéria de revista ou boletim. título da matéria . internet etc. Veja a seguir a referência de uma resolução do Conselho Nacional de Educação. Conselho Nacional de Educação. em espaço simples e separadas umas das outras por espaço duplo. 4 mar. paginação correspondente e data da publicação. título da publicação (em destaque) . Veja na lista a referência de BORUCHOVITCH e MERCURI. data e dados da publicação. Quando se tratar de legislação são essenciais jurisdição. BRASIL. título. numeração. por exemplo. Poder Executivo. DF. Quando se tratar de documentos eletrônicos (disquetes. Como fazer a transcrição dos elementos na referência? 39 . a referência de CHIZZOTTI (um autor) e de LAKATOS e MARCONI (dois autores). negrito. Nas obras consultadas online o endereço eletrônico deve vir entre os sinais < > . Quando se tratar de parte de uma obra com autores ou títulos próprios são elementos essenciais o autor ou autores e título da parte. local. Veja na lista. Resolução CNE/CP 2. Esta lista é um elemento pós-textual obrigatório.) além dos elementos já indicados nos parágrafos anteriores. Se você tiver necessidade de aprofundar a análise deste tema deverá consultar a norma NBR 6023/2002. as referências devem estar alinhadas junto à margem esquerda. Diário Oficial da União. No caso de obra sem autoria em que o título inicia a referência ele virá em maiúsculas não se usando assim. A pontuação segue regras internacionais. p. itálico ou grifo. título. Observe na lista de referências deste Módulo. de 19 de fevereiro de 2002. editora e data de publicação. Os títulos podem ser destacados por negrito.

• até três autores: ver CERVO e BERVIAN . nas referências deste módulo.n.]. editora e data dentre outros. por exemplo. acrescenta-se o nome do estado ou do país. nesse caso não se deve repetir o nome da editora. Exemplo : [1987]. • Quando no documento não aparece a data. Em relação ao título e subtítulo : • devem ser transcritos separados por dois pontos destacando-se apenas a primeira parte. • No caso de não aparecer na obra o nome da cidade. edição. • Nas publicações periódicas os meses são indicados de forma abreviada ( três primeiras letras) com exceção do mês de maio que se escreve por extenso. deve-se usar a expressão sine loco entre colchetes: [S. • autor entidade: ver ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. abreviando-se os prenomes e eliminando-se palavras que designam a natureza jurídica e comercial. Como exemplo cito a referência de DEMO. • obra traduzida: ver BEAUD . Em relação à data: • É transcrita em algarismos arábicos .l. ocorrem as seguintes situações: • autor pessoal: ver COSTA . • Em algumas ocasiões a editora é a pessoa ou instituição responsável pela autoria. • mais de três autores : indica-se o primeiro e a expressão et al. na referência de GIL Quando se tratar de homônimos .Até aqui você identificou aspectos gerais da apresentação de referências. Em relação a notas : 40 . Observe as referências da ABNT. Quando se tratar de obra traduzida. É importante também passar-lhe algumas noções sobre as regras para transcrição dos elementos de autoria. fazer como em BEAUD. Ver LUCKESI. Em relação à edição: • a edição deve vir logo após o título e subtítulo conforme se vê em CHIZZOTTI. • um dos autores é responsável pelo conjunto: ver MINAYO. • No caso de a editora não estar identificada utilize a expressão sine nomine abreviada [s. já tendo sido mencionada na referência.]. conforme o caso. Em relação à editora: • indica-se o nome da editora. título e subtítulo. Em relação à autoria. local. Em relação ao local: • deve-se transcrever o nome da cidade como. sempre que possível. Observe a referência de SANTOS. Veja a referência de BORUCHOVITCH e MERCURI. como se pode ver em FREIRE (1999). coloca-se a data provável entre colchetes.

Termino aqui a minha contribuição para os seus estudos de metodologia da pesquisa lembrando que você poderá sempre aprofundar e ampliar os seus conhecimentos recorrendo às leituras complementares e às normas da ABNT .Isso pode ocorrer quando na mesma página aparece o nome de um autor de várias obras . algumas vezes ao invés de aparecer o sobrenome do autor. ao final da referência. as chamadas no decorrer do Módulo . Máscaras inteiriças Tukúna: possibilidades de estudo de artefatos de museu para o conhecimento do universo indígena. sem destaque tipográfico. no qual se obedece à ordem alfabética na confecção da lista e o numérico. Como já foi aqui comentado. São Paulo. Além disso.” ( ASSOCIAÇÃO. p.Informa a ABNT que “sempre que necessário à identificação da obra. U. : 41 . a lista elaborada neste Módulo segue o sistema alfabético. Procurei apresentar nesta Unidade as normas básicas da ABNT para a redação de trabalhos acadêmicos. Veja os exemplos das referências da Associação Brasileira de Normas Técnicas e de FREIRE. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais)Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. 1985. aparece um traço( seis espaços) . LEITURAS COMPLEMENTARES Recomendo – A análise da NBR 14724:2002. neste texto. Apesar de ter procurado. 2002a. devem ser incluídas notas com informações complementares. 102 f. abordar os aspectos gerais da norma . M. – A leitura da NBR 10520:2002 onde encontrará informações preciosas para a redação de citações em sua monografia.19) e apresenta o exemplo a seguir(p. especialmente as monografias. Observe também que na lista. no qual a lista é organizada de acordo com a ordem de citação no texto.se você tiver algumas dúvidas tenho a certeza de que irá solucioná-las fazendo uma consulta à mesma. 3. Ela trata em detalhes. 1986. utilização de fontes e apresentação de referências. dos princípios para a elaboração de trabalhos acadêmicos . obedecem à mesma entrada que utilizei nas referências.20): ARAUJO. – A leitura da NBR 6023:2002 que complementará o que lhe foi apresentado a respeito da elaboração de referências. De que maneira devem ser ordenadas as referências dos documentos citados em um trabalho? Os sistemas mais adotados para a ordenação das referências são o sistema alfabético. Faça uma análise da lista e verá que sigo rigorosamente a ordem alfabética. Foi também minha intenção mostrar-lhe que este Módulo foi organizado de maneira a servir de exemplo principalmente no que concerne às citações.

Corel-Ventura etc. você precisa saber que o MSWORD ou Microsoft Word é um editor ou processador de textos desenvolvido pela Microsoft Corporation cujo principal objetivo é permitir ao usuário realizar a digitação de textos em geral. também possa usufruir desses recursos. Toda a produção de trabalhos científicos (a escrita da redação) é efetivamente feita por meio de editores ou processadores de texto.MÓDULO VII RECURSOS COMPUTACIONAIS NA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS Hoje em dia é muito difícil pensar em Metodologia Científica sem que haja a agregação do uso efetivo dos recursos computacionais. Inicialmente. Nosso objetivo é dar esse suporte básico para que você. PageMaker. também podemos utilizar os recursos da WWW (Word Wide Web) para a publicação de trabalhos via internet. estudante ou pesquisador. Além da redação dos textos científicos utilizarem o computador como uma ferramenta de auxílio (processador ou editor de texto). INTRODUÇÃO AO MS-WORD Pela figura a seguir. USANDO O MS-WORD Muitos estudantes e cientistas do mundo inteiro utilizam ou recursos dos processadores de texto como um poderosíssimo suporte técnico para seus trabalhos. como é o caso do MS-WORD. podemos observar o ambiente básico processador de texto MS-Word: de trabalho do 42 .

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você conseguirá visualizar.- Barra de Título: mostra o nome do arquivo texto que você está trabalhando no momento (aquele que está aberto na memória do computador. para alguns comandos existentes no MS-Word. Linha Régua: representa a quantidade de colunas disponível para a digitação de textos no MS-Word. Observando com um pouco mais de atenção. em forma de desenhos (ícones). Área de Texto: E o local indicado para que você possa realizar a digitação de sua redação - DIGITANDO SUA REDAÇÃO Para que você possa iniciar a digitação de sua redação. Barra de Desenho: onde são disponibilizados atalhos para determinados comandos do MS-Word específicos para manipulação de desenhos. Barra de Ferramentas: apresenta atalhos. do lado esquerdo. Barra de Menu: apresenta atalhos para alguns comandos existentes no MS-Word. Observe o exemplo a seguir: 44 . a chamada linha régua vertical (que determina a quantidade máxima de linhas disponíveis para a digitação de sua redação). basta ter carregado o editor e textos na memória do computador e em seguida começar a digitar a redação que você deseja.

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Note que o texto digitado não apresenta nenhum tipo de formatação específica.FORMATANDO SEU TEXTO Vamos afirmar que o parágrafo digitado seja o início de um Artigo Científico que desejamos veicular na Internet. Vejamos então como atribuir tais formatações: 46 .

Então. Itálico ou Sublinhado. Para maiores informações a respeito desse assunto. A palavra ARPANET recebeu o efeito de enfatizado (muito conhecido como negrito). Utilizado para que o estudante ou pesquisador possa alterar o tamanho da fonte a ser utilizado na sua relação Utilizado para que sejam atribuídos os efeitos especiais de Negrito (enfatizado). Utilizar para trocar o tipo de fonte a ser utilizada. que irá receber os efeitos.Note que colocamos o título do artigo destacado em negrito e com uma fonte maior. Em ordem de apresentação. CONFIGURANDO SUA PÁGINA 47 . A frase Departamento de Defesa dos EUA apareceu em itálico e sublinhado. cor da fonte. Centralizado. visualização de zoom in/zoom out etc. os tipos de alinhamento são Esquerda. Além disso. agora já está sendo apresentado com a formatação de alinhamento justificado alinhamento justificado (alinhamento por ambas as margens). recorra a um manual de Microsoft Office (Word). esteja devidamente selecionado pelo usuário. Permite alterar o tipo de alinhamento utilizado para o texto selecionado. como por exemplo. Direita e Justificado. agora. Para atribuição de qualquer comando anterior é necessário que o texto. iremos verificar quais os comandos mais utilizados do MS-Word. linhas de borda e/ou moldura. todo o texto que estava digitado com um alinhamento à esquerda. Existem algumas outras particularidades do MS-Word que não serão consideradas neste livro. para efetuarmos alguns efeitos especiais e de formatação da redação: Utilizado para que o estudante ou pesquisador possa optar pelo estilo do texto o qual deseja trabalhar.

Para configuração da página.A configuração da página de texto requer alguns cuidados específicos. conforme o exemplo a seguir: 48 . a orientação que será assumida pelo seu texto no papel. devemos acessar o menu Arquivo. acessar a aba Margens e atribuir os valores referentes às margens padrão. as margens a serem assumidas como padrão do texto (redação) e. principalmente. como por exemplo. clicar na opção Configurar Página. estar bem atento quanto ao tipo (tamanho) de papel a ser utilizado.

Observe no exemplo seguinte: 49 . devemos escolher o tipo do papel a ser utilizado (neste caso.0cm.5 cm.Segundo as normas técnicas. Caso a disposição da folha devesse estar na horizontal. a orientação a ser escolhida deveria ser paisagem. Na aba Tamanho do papel. a orientação deverá ser retrato (folha disposta na vertical). devemos definir as margens superior. Na aba Tamanho do papel. pale A4 (210 x 297 cm). Como padrão. e a margem da esquerda com 3. inferior e da direita com 2. o estudante ou pesquisador também pode definir a orientação a ser seguida como padrão para papel utilizado.

metodologicamente.5 cm no lugar de 2. distância) de antes e depois da linha ou parágrafo a ser assumido pelo processador de texto.59 x 27. podemos ainda. Assim que definimos o espaçamento a se assumido pela nossa redação. um texto deve apresentar espaçamento duplo entre linhas e parágrafos. Observe atentamente o exemplo a seguir onde definimos o espaçamento duplo para o nosso texto: 50 . ESPAÇAMENTO ENTRE LINHAS E PARÁGRAFOS Aprendemos que.94 cm). para o Tamanho do papel é Carta (21.Geralmente. Em alguns casos excepcionais. podemos assumir 1.0 cm (medida referente ao espaçamento duplo). padrão a ser assumido pelo MS-Word. caso haja necessidade definir também os pontos (espaços.

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clique no botão Salvar. Em seguida.GUARDANDO SUA REDAÇÃO A operação de guardar a redação em mídia (dispositivo de armazenamento de dados – disquete. CD etc. 52 . Logo que selecionada a opção de salvamento. Note no exemplo a seguir que todo o arquivo gravado através do MS-Word receberá a extensão . para efetuar o salvamento propriamente dito. fita.) é realizada através do comando Salvar ou Salvar Como disponível no meu Arquivo. o estudante ou pesquisador deverá escolher qual o caminho a ser localizado para gravar o arquivo pretendido e digitar o nome do arquivo referente à redação.DOC(extensão para arquivo documento do Word).

PUBLICAÇÃO DE TRABALHOS NA WEB Na verdade. todos os resultados provenientes de um processo de pesquisa devem ser publicados em diferentes tipos de formatos. São considerados formatos de divulgação: 53 .

Textos Concisos. — — — — — — — — — — — — — — — — Workshops. Painéis. Eletronicamente em CD. Seminários. Cartazes com Fotos. Web (Internet) ou Por meio da combinação desses dispositivos. além da escolha de uma das opções de publicação anteriores. - OBS:Como estamos falando de publicação de trabalhos na Web. o estudante ou pesquisador deverá transformáIa em arquivo do tipo HiperTexto (formato IITML). Oficinas. Artigos. Relatórios. Esquemas. Papers. Mesas-redondas. específico para escrita dc páginas 54 . Transparências. Cursos. Sessões de Comunicação Científica. Quadros. Congressos. Livros Publicados. Softwares de Apresentação. Simpósios. Encontros: Reuniões Científicas.- Palestras. Teses. Dissertações. Reuniões: Jornadas. Monografias.

Internet — Home Page). 55 .

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