CARTA DO PRESIDENTE

A razão de existir da Sampling Planejamento é semear uma cultura que incentive a mudança de comportamento das pessoas com relação à Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Nesses anos de atuação, nossa empresa tem se ocupado em orientar e transmitir o conhecimento acumulado na área de SMSQ, tendo como objetivo principal a valorização da vida. Estamos aqui para oferecer a você serviços com alto padrão de qualidade e excelência técnica, garantindo sua satisfação e conforto desde a hora em que o recebemos para o café da manhã, até o momento em que lhe entregamos o certificado de conclusão do treinamento. Nosso treinamento apresenta as melhores práticas que vão ajudá-lo a executar suas tarefas com uma visão prevencionista para diminuir a possibilidade de ocorrência de acidentes no ambiente de trabalho. Na ocorrência eventual de acidentes e incidentes, os conhecimentos adquiridos na Sampling Planejamento o farão minimizar os impactos na sua segurança, diminuindo ou eliminando a possibilidade de danos pessoais, no patrimônio empresarial e no meio ambiente. Desejamos, sinceramente, que esse investimento na sua segurança redunde em mais qualidade de vida. Queremos melhorar sempre, pois assim exige a dinâmica da qualidade e para isso precisamos que você registre na avaliação de reação, ao final do curso, qual a sua impressão sobre a nossa atuação. Sucesso! Rodolfo da Silva Pereira Presidente

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B.S.O. Básico de Segurança Onshore

Revisão Técnica: Alcides de Lima Revisão Final: Mônica Barbosa Ilustração da Capa: Flavio Junior Diagramação: Flavio Junior Tiragem: 1000 exemplares 2ª edição 2006 (Revisado em: Março, 2006)

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SUMÁRIO
PARTE I – PREVENÇÃO DE ACIDENTES 1 História da Segurança 2 Legislação 3 Normas Regulamentadoras 4 Acidentes de Trabalho 5 Causas dos Acidentes 6 Prevenção de Acidentes em Escritório 7 Noções de Ergonomia 8 Comportamento Pró-ativo dentro e fora da Empresa 9 Sistema de Gestão em SMS 10 Responsabilidades Sociais 11 Segurança no Trânsito / Noções de Direção Defensiva 12 Comportamento Prevencionista PARTE II – Prevenção e Combate a Incêndio 1 Prevenção e Combate a Incêndio 2 Química do Fogo 3 Meios de Propagação 4 Classes de Incêndio 5 Agentes Extintores 6 Carga Térmica e Utilizações de Extintores Portáteis 4 5 6 7 8 11 12 14 15 16 18 20

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PARTE I – PREVENÇÃO DE ACIDENTES 1. HISTÓRIA DA SEGURANÇA
Para entendermos a importância da Prevenção de Acidentes, é necessário voltar um pouco ao passado e confrontar com o presente. Com o advento da Revolução Industrial os capitalistas decidiram adquirir máquinas e equipamentos e empregar pessoas para fazê-los funcionar, prevendo maior economia e altos níveis de produção. Nas primeiras fábricas o trabalho era executado por homens, mulheres e até crianças, sem levar em conta o estado de saúde, o desenvolvimento físico ou qualquer outro fator humano. O trabalho era executado em ambientes fechados onde a ventilação era precária, o ruído alto demais, as horas de trabalho sem limites, não havia de proteção nas máquinas e, como conseqüência, esse quadro trouxe elevados índices de acidentes e de moléstias profissionais. Engel, ao visitar em 1844 a cidade de Manchester na Inglaterra, grande comunidade industrial de então, escreveu que tanto eram os aleijados perambulando pelas ruas, desempregados e desesperados, que mais parecia um exército acabado de regressar de uma guerra. A situação era tão alarmante que despertou uma indignação geral. Iniciaram-se manifestações contra a desumanização do trabalho e o desrespeito pelo indivíduo. Estavam abertas as portas para elaboração de critérios que evitassem ou pelo menos minimizassem essa situação.

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2. LEGISLAÇÃO
O primeiro acontecimento na década da humanização do trabalho foi a emissão da lei de prevenção da saúde do moral de aprendizes e de outros empregados na indústria, em 1802, na Inglaterra. Porém, só em 1844 é que foram adicionadas a essa lei, cláusulas referentes ao uso de proteção nas máquinas e à obrigatoriedade de comunicar os acidentes ocorridos. Em 1867, surge na França, no setor privado, a primeira associação para prevenção de acidentes industriais. Foi organizada por Engel Dollfus, em Mulhouse, França. Dollfus era um homem dotado de elevados princípios sociais e humanitários, o que pode ser depreendido das suas palavras: "O empregador deve mais do que salários a seus empregados. É seu dever zelar por condições físicas e morais e esta obrigação perante moral, que não pode ser substituída por qualquer espécie de remuneração, deverá ter preferência sobre outras considerações de interesse privado". No Brasil, a primeira lei contra acidentes, Lei 3.724, de 15/01/1919, impunha regulamentos prevencionistas ao setor ferroviário, já que nessa época eram praticamente inexistentes outros empreendimentos industriais de vulto. O ano de 1934 constituiu-se num marco em nossa história, pois a nossa lei trabalhista colocou nosso país na vanguarda em matéria de legislação social avançada. O decreto 24.637, de 10/07/1934, instituiu uma regulamentação bastante ampla no que se refere à prevenção de acidentes. O ano de 1943 foi marcado pela aprovação da CLT, Consolidação das Leis Trabalhistas, através do Decreto-Lei 5452, de 1º de maio de 1943. A lei 6.514, de 22/12/1977, altera o capítulo V, do título II da CLT, relativo à Segurança e Medicina do Trabalho e o Ministério do Trabalho, pela Portaria 3.214, de 08/06/1978 e aprova as Normas Regulamentadoras NR, nas quais encontramos uma gama de instrumentos legais que servem para auxiliar e balizar todo trabalho sobre Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho nos ambientes industriais.

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3. NORMAS REGULAMENTADORAS
Legislação de Segurança e Medicina do Trabalho A Lei 6.514 de 22 de dezembro de 1977 criou através da Portaria 3.214 de 08/06/78 as Normas Regulamentadoras. Atualmente contamos com 32 NRs aprovadas. 1. Disposições Gerais 2. Inspeção Prévia 3. Embargo e Interdição 4. SESMT 5. CIPA 6. EPI 7. PCMSO 8. Edificações 9. PPRA 10. Instalações Elétricas 11. Transporte Movimentação Armazenagem e Manuseio de Materiais 12. Máquinas e Equipamentos 13. Caldeiras e Vasos de Pressão 14. Fornos 15. Atividades e Operações Insalubres 16. Atividades e Operações Perigosas 17. Ergonomia 18. Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 19. Explosivos 20. Líquidos Combustíveis e Inflamáveis 21. Trabalho a Céu Aberto 22. Trabalhos Subterrâneos 23. Proteção Contra Incêndio 24. Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho 25. Resíduos Industriais 26. Sinalização de Segurança 27. Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério de Trabalho 28. Fiscalização e Penalidade 29. Segurança e Saúde no Trabalho Portuário 30. Trabalho Aquaviário 31. Segurança e Saúde no Trabalho, na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura. 32. Segurança e Saúde no Trabalho em estabelecimento de Assistência a Saúde OBS: Trabalhos em Espaço Confinado (em aprovação)

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4. ACIDENTES DE TRABALHO
Definição Legal
Acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal, perturbação funcional ou doença que cause a morte, ou perda, ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Plano de Benefício da Previdência Social Lei 8213 de 24/07/1991

4.1 Outras definições
• Acidente – Um evento indesejável, fortuito, que efetivamente causa danos à integridade física e/ou mental das pessoas, ao meio ambiente, à propriedade ou a mais de um desses elementos simultaneamente. Pode ser medido em sua intensidade, através da quantificação de danos e perdas. Incidente – Um evento indesejável com potencial para resultar em danos materiais, ambientais e pessoais. Perigo – Propriedade de causar danos. Risco – Possibilidade de um perigo se materializar, causando dano. Risco Potencial – Condição que pode resultar em pessoas feridas ou danos à propriedade.

• • • •

4.2 Introdução à segurança
O que é segurança? Tudo o que se pode fazer para prevenir perdas. Trabalho seguro significa estar longe do perigo e riscos que estão presentes em inúmeras situações, em qualquer lugar e, é claro, ter a habilidade de estar de acordo com todos os requisitos de segurança ao invés de controlar as perdas de acidentes. O que é perda? Gasto desnecessário de recursos. Falhas na segurança resultam em alguma forma de perda, de menor dano à propriedade ou injúria, ao maior desastre que pode afetar o meio ambiente.

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5. CAUSAS DOS ACIDENTES
Poucos acidentes derivam de apenas uma causa. Historicamente as investigações têm se detido somente na causa diretamente mais óbvia, tais como atos ou condições inseguras que podem ser invocadas imediatamente. Tais investigações buscam freqüentemente distribuir a culpa. O objetivo de uma investigação efetiva é procurar ir além do óbvio e identificar todos os fatores que concorreram na cadeia de eventos que conduziu ao acidente ou perda. Essa informação tem papel importante na identificação de controles preventivos que ajudarão no incremento do programa de segurança a longo prazo.

5.1 Teoria do Acidente
Desde a década de 60 pesquisadores como Henrich, Frank Bird e outros, estudam os incidentes. Desses estudos resultou uma pirâmide relacionando-se os desvios até fatalidades que podem ocorrem em uma indústria. Após o estudo da equipe de Estatística da OSHA (Ocupational Safety and Health Administration), atualmente trabalha-se com uma pirâmide que leva em consideração 30.000 desvios.

A maioria dos programas de prevenção de acidentes trabalha com a pirâmide de Frank Bird (1966) que projeta que para cada 300 incidentes se tem 30 acidentes com lesão leve e um acidente grave. Estudo recente como o proposto pela equipe de estatística da OHSA está sendo aplicado, principalmente se levado em consideração o aumento acelerado de trabalhadores informais (sem carteira assinada, deficiência de fiscalização etc.), fazendo com que nem sempre o número de acidentes divulgado seja o real. Daí a necessidade de trabalhar um programa de prevenção que leve em consideração os desvios de comportamento, atitudes, hábitos impróprios, desconhecimento do risco, normas de segurança, etc. que quando praticados, levam à ocorrência de incidentes e que se não forem corrigidos resultam em lesões que podem ser leves, graves ou até fatais. Precisamos trabalhar na correção dos desvios através da disciplina operacional melhorando a comunicação, criando melhores procedimentos, treinamentos educativos, etc.

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5.2 Por que a Prevenção de Acidentes?
O custo de um acidente pode ser medido em termos humanos e financeiros. Aspectos Humanos - Danos para a vítima • • • • • • • • • • • Tensão Mental; Sofrimento; Baixo Moral; Redução de salário; Despesas extras; Possibilidade de continuar incapacitado; Possibilidade de perder a vida; Incapacidade para executar alguns tipos de trabalho; Perda da capacidade de praticar atividades de lazer; Reflexos na família, nas relações com amigos e colegas; Processos judiciais.

Aspectos Financeiros - Danos para a empresa • • • • • • • • • • Perda de trabalhadores habilitados e experientes; Perda de produção; Diminuição dos lucros causada pelas indenizações pagas aos trabalhadores acidentados; Despesa com a substituição do trabalhador acidentado; Perda de tempo pelos efeitos causados nos outros trabalhadores; Substituição e Reparo de maquinário; Aumento de prêmio de seguro; Perda de tempo na investigação das causas; Processos judiciais e Comprometimento da imagem da empresa perante a sociedade e o mercado.

A prevenção de acidentes e o treinamento de segurança demandam investimentos, mas muito mais caro pode custar um acidente para a empresa e para a família.

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5.3 Relatórios e Análise de Acidentes
O principal objetivo de se relatar todos os acidentes ou incidentes é analisá-los e evitar a repetição de acidente similar, através da identificação de deficiências e implementação de ações corretivas. O acompanhamento da ação deve demonstrar que as medidas foram implementadas. A maioria dos acidentes tem mais de uma causa. Estudos revelam que os acidentes podem ter de 10 a 30 fatores causais, das quais as causas ocultas requerem investigação demorada e metódica, indo além da evidência imediata, procurando as raízes profundas de condições que possam formar a base para futuros acidentes. A abordagem correta de qualquer acidente ou incidente é que ele pode ser uma indicação de deficiência ou falha no gerenciamento da operação. Acidentes não são benéficos, contudo pode-se aprender com eles. Fatos acontecidos num determinado setor devem ser disseminados por toda a companhia através de canais apropriados para que se evite repeti-los. Da mesma forma deve ser levada em consideração a comunicação de tais lições a outros grupos interessados.

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6. PREVENÇÃO DE ACIDENTES EM ESCRITÓRIO
Um dos pontos mais importantes que o empregado deve ter sempre em mente sobre o seu trabalho é a necessidade de trabalhar em condições seguras. Como evitar possíveis acidentes: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Siga as normas de segurança da empresa. Mantenha seu local de trabalho limpo e arrumado. Não obstrua as rotas de fuga e saídas de emergência. Use sempre os dispositivos de proteção que seu trabalho exige. Cuidados com os fios no piso, gavetas de mesa e arquivos abertos. Utilize recursos ergonômicos para evitar doenças como LER/DORT. Cuidados com escadas e tapetes, pois são causas constantes de acidentes. Não jogue pontas acesas de cigarro dentro de cestas de papel ou no chão. Apagueas no cinzeiro. Só fume em locais liberados. Não sobrecarregue as tomadas elétricas, desligue equipamentos nos intervalos para almoço, final de turno de trabalho ou quando for participar de reuniões. Não corra nas escadas, desça um degrau de cada vez utilizando, preferencialmente o lado direito. Não transporte objetos obstruindo a sua visão. Abra portas devagar e com cuidado. Não transporte aparelho rotativo ligado. Não improvise escadas ou utilize ferramentas manuais improvisadas. Verifique se a cadeira está na posição correta antes de sentar-se. Esteja atento ao trabalho ao trabalhar com objetos cortantes. Brincadeiras de mau gosto, violentas e agressivas geralmente resultam em acidentes. Caso necessite movimentar peso, faça-o corretamente: dobre as pernas e não as costas evitando possíveis lesões musculares e só movimente peso compatível com seu corpo. Caso sofra pequenas lesões, procure o setor médico para atendimento para a lesão não se agravar.

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7. NOÇÕES DE ERGONOMIA
A NR 17 estabelece parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalhos às características psico-fisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. O sistema de produção atual é direcionado para obtenção de produtividade em larga escala e insere o homem no esquema de automatização e especialização em algumas atividades, como serviços de processamento de dados e atividades de escritórios. Esses profissionais executam movimentos repetitivos e ou forçados, impostos pela velocidade da própria máquina, em postura inadequada e por longas e contínuas jornadas de trabalho, podendo gerar sobrecargas e freqüentemente desordem neuromuscular. As lesões por esforços repetitivos (LER) ou doenças ortomusculares relacionadas ao trabalho (DORT) ou afecções músculo-esqueléticas relacionadas ao trabalho (AMERT), são definidas como um conjunto de doenças do trabalho que acometem tendões, músculos, nervos e ligamentos, de forma isolada ou associada, com ou sem degeneração de tecidos, atingindo não somente os membros superiores, mas principalmente a região escapular e o pescoço. Segundo estudos recentes, um em cada três acidentes do trabalho acontecem com as mãos, sendo responsáveis por ¼ dos dias perdidos de trabalho e um em cada dez acidentes na mão conduz a invalidez parcial, representando 1/3 das indenizações por invalidez (FUNDACENTRO). Incidência As LER e DORT, como a maioria das doenças músculo-esqueléticas, atingem mais freqüentemente as mulheres porque estas não possuem o mesmo potencial de desenvolvimento muscular dos homens. Sintomatologia da LER/DORT Sintomas iniciais • Sensação de peso nas mãos e braços e perda de controle de movimentos • Fadiga muscular • Desconforto, com recuperação em curtos períodos de repouso • Formigamento e parestesia • Dor que pode ser: localizada; referida ou generalizada; superficial ou profunda Verifique se está desenvolvendo LER ou DORT Você já se flagrou... • Evitando usar umas das mãos ou um dos braços por sentir incômodo e desconforto? • Trocando de mão para realizar alguma atividade? • Agitando as mãos por estarem adormecidas ou formigando? • Tendo dificuldade de se vestir e abotoar roupas, pentear cabelos, escovar dentes, etc? • Sentindo os braços mais cansados quando for preciso mantê-los levantados por algum tempo? • Deixando cair copos, pratos e outros objetos com facilidade? • Tendo dificuldades em abrir portas? Caso você tenha respondido “sim” a alguma alternativa, procure orientação médica.

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Tratamento da LER/DORT O médico é o profissional capacitado para diagnosticar qual parte do corpo está afetada e prescrever o tratamento adequado, bem como orientações e modificações posturais adequadas a cada caso. As medidas abaixo relacionadas, se implementadas, podem melhorar as condições ergonômicas no local de trabalho: • • • • • • • • • • • Reduzir ruído, temperatura e melhorar condições de higiene. Promover a melhoria do relacionamento entre pessoas. Mudar arranjo físico dos móveis. Modernizar as máquinas e os equipamentos. Utilizar ferramentas adequadas. Controlar o ritmo de tarefas. Adequar os trabalhadores às funções compatíveis com suas características individuais. Promover eventos, festas, churrascos, futebol e comemorações do grupo de trabalho. Dar pausas durante a jornada de trabalho Praticar ginástica laboral para obter relaxamento e alongamento muscular. Movimentar membros inferiores e superiores, evitando ficar na mesma posição por muito tempo.

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8. COMPORTAMENTO PRÓ-ATIVO DENTRO E FORA DA EMPRESA
A política de prevenção de acidentes de uma empresa não depende somente de um conjunto de normas, padrões e atividades, mas, sobretudo das atitudes individuais e pró-ativas de seus empregados, independentemente do cargo ou função que exerçam. O comportamento pró-ativo dos empregados é de fundamental importância para que se atinjam objetivos prevencionistas no local de trabalho e fora dele, de maneira socialmente responsável, buscando sempre garantir um ambiente seguro e saudável para todos.

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9. SISTEMA DE GESTÃO EM SMS
ISO 14001: Sistema de gestão ambiental, norma editada em 1996 pelo International Organization For Standard e concebida para se tornar um padrão internacional para o desenvolvimento de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), aplicável a todos os segmentos econômicos e, em particular, aos segmentos industriais. O processo de certificação ISO 14001 é executado por organismos certificadores nacionais e internacionais, credenciados por órgão acreditador, que no Brasil é o INMETRO. OHSAS 18001/99: Esta especificação da Série de Avaliação da Segurança e Saúde Ocupacional (OHSAS) fornece os requisitos para um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional (SSO), permitindo a uma organização controlar os riscos de acidentes e doenças ocupacionais e melhorar seu desempenho. Ela não prescreve critérios específicos de desempenho da Segurança e Saúde Ocupacional, nem fornece especificações detalhadas para o projeto de um sistema de Gestão. Esta especificação OSHAS se aplica a qualquer organização que deseje: • • • • • • Estabelecer um Sistema de Gestão da SSO para eliminar ou minimizar riscos aos funcionários e outras partes interessadas que possam estar expostos aos riscos de SSO associados às suas atividades; Implementar, manter e melhorar continuamente um Sistema de gestão de SSO; Assegurar-se de sua conformidade com sua Política de SSO definida; Demonstrar tal conformidade a terceiros; Buscar certificação/registro do seu Sistema de Gestão SSO por uma organização externa; ou Realizar uma auto-avaliação e emitir auto-declaração de conformidade com esta especificação.

Todos os requisitos desta especificação OHSAS se destinam a ser incorporados em qualquer sistema de Gestão da SSO da organização, à natureza de suas atividades e aos riscos e à complexidade de suas operações. ISM CODE: Código Internacional de Gerenciamento para operação segura de navios e para prevenção da poluição. Esse código se baseia em princípios gerais e está expresso em termos amplos de modo a ter uma longa aplicação, partindo dos pressupostos de que não existem duas companhias que sejam iguais e que os navios operam sob uma ampla gama de diferentes condições.

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10. RESPONSABILIDADES SOCIAIS
Todo aglomerado humano precisa de regras para poder cumprir a sua função adequadamente. Por exemplo, dentro da família cada indivíduo tem um papel a desempenhar e funções a cumprir a fim de que a engrenagem familiar funcione. Não é diferente no ambiente de trabalho. Citamos anteriormente, a necessidade de interação social e promoção de confraternização como condição para melhoria da ergonomia na empresa. Essa interação social ocorrerá de forma plena e saudável se os elementos que compõem o grupo obedecerem a certas regras sociais, cumprindo as responsabilidades e exercendo seus direitos. Discriminação Racial Não importa a cor da pele ou o porte físico. Somos todos pertencentes à raça humana. Religião/Blasfêmias A crença e religiões devem ser respeitadas, mesmo que suas convicções não estejam de acordo com as doutrinas praticadas por outros colegas de trabalho. Discriminação Sexual Todas as pessoas têm livre arbítrio e devem estar sempre à procura da felicidade, sem se privarem de seus desejos. Brincadeiras Inadequadas Evite pregar peças e brincadeiras fora de hora. Na vida existem momentos para tudo. É preciso discernir os momentos de brincadeira dos momentos em que a seriedade faz-se necessária. Barulho Controle os níveis de ruído e barulho. Muitas vezes o excesso de barulho pode prejudicar a concentração, o andamento ou desenvolvimento de um trabalho. Em alguns casos chega a desestruturar o equilíbrio emocional de um colega, causando estresse. Vista-se adequadamente É importante estar atentos ao que vestir. Não se esqueça: em muitos casos o traje apropriado contribui para a redução de acidentes. Privacidade Respeitar a privacidade e os direitos individuais de seu colega de trabalho é fundamental para o bom relacionamento humano. Respeite os colegas Não tocar os objetos alheios é um gesto de respeito para com os seus colegas e fundamental para que haja um bom relacionamento. Higiene Pessoal A sua saúde e bem estar começam com os cuidados básicos de higiene pessoal. Álcool e Drogas O álcool e as drogas são terminantemente proibidos em todos os locais de trabalho e em especial nas unidades. É importante lembrar que para quem busca qualidade de vida estas substâncias são desaconselháveis. Intempéries Atenção! Não é preciso assustar-se com o mau tempo; basta prestar atenção nas instruções e segui-las corretamente, de modo que nada atrapalhe o andamento natural das atividades.
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Procure, sempre que possível, utilizar todas as proteções necessárias para enfrentar o mau tempo. Esforço Físico Cuidado! Todo excesso de esforço físico em uma jornada de trabalho pode resultar em mau aproveitamento em suas atividades ou até mesmo ocasionar problemas de saúde como fadiga e dores na coluna. Equilíbrio Emocional Lembre-se: você e seus colegas de trabalho encontram-se na mesma unidade sob condições de trabalho semelhantes. É preciso, sempre que possível, buscar o equilíbrio emocional para evitar o desentendimento. Imprevistos Atenção! Existem casos em que não há dois profissionais para ocupar a mesma função dentro de uma embarcação. Caso seu substituto não venha, obrigando-o a permanecer no trabalho, não fique triste. Você deve estar sempre consciente da possibilidade de imprevistos como estes acontecerem. Respeitando o espaço dos outros, você estará contribuindo para manter um bom ambiente de trabalho.

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11. NOÇÕES DE SEGURANÇA NO TRÂNSITO
Esta parte do nosso trabalho tem o objetivo de despertar uma atitude prevencionista para aperfeiçoar e tornar mais seguro o modo de dirigir, contribuindo para reduzir o número de acidentes de trânsito. O acidente no trânsito é uma das principais causas de morte no mundo e no Brasil. Sem falar nas conseqüências que traz para as vítimas de acidentes não fatais. Portanto, dirigir com segurança é sem dúvida o maior cuidado que você pode ter com a vida. Lembre-se: por trás do volante você responde não por sua vida, mas também de quem você transporta e até pela vida de pedestres e outros motoristas, que dividem a via com você. Os custos da falta de responsabilidade são muito altos e têm impacto nas famílias, na sociedade e nas empresas. Mudar este quadro não custa nada; bastam apenas pequenas mudanças de comportamento no trânsito. Pare, Olhe, e Siga com segurança. A vida agradece! O uso do cinto de segurança, aliado a vários outros dispositivos que equipam os carros modernos, como freios que não deixam as rodas travarem, barras laterais para proteção contra choques laterais, bolsas que se inflam automaticamente no momento do impacto protegendo os ocupantes, apoios para cabeça, luz traseira de advertência, alem das campanhas educativas para se dirigir corretamente, tudo isso permitiu que muitas pessoas sobrevivessem aos acidentes de trânsito e até que o número de acidentes diminuíssem. Levando em consideração o acréscimo de veículos em circulação, os dispositivos de segurança e as técnicas de direção defensiva podem ajudar a reduzir estes acidentes.

Noções de Direção Defensiva
Trânsito seguro é um direito de todos e um dever dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito. Alguns dados estatísticos alarmantes em decorrência de acidentes de trânsito (dados DENATRAN 2005): • 1,5 milhões de acidentes no trânsito • 34 mil mortes por ano • 400 mil feridos por ano • Custo social estimado em 10 bilhões Estes dados motivaram o governo a aplicar o Código Nacional de Trânsito. Através do artigo 150 para todos os motoristas, a exigência de curso teórico-técnicos e de prática de direção veicular incluindo direção defensiva, proteção ao meio ambiente e primeiros socorros inclusive aos condutores já habilitados, estimulam o comportamento seguro, tendo como meta a redução de acidentes de trânsito no Brasil. Direção defensiva ou direção segura é a melhor maneira de dirigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a preservar a vida, a saúde e o meio ambiente. Portanto, direção defensiva á a forma de dirigir que permite a você reconhecer antecipadamente as situações de perigo e prever o que pode acontecer com você, com seus acompanhantes, com o seu veículo e com os outros usuários da via. Dirigir sempre com atenção, para poder prever o que fazer com antecedência e tomar as decisões certas para evitar acidentes. A primeira coisa a aprender é que acidente não acontece por acaso, por obra do destino ou por azar. Na grande maioria dos acidentes, o fator humano está presente, ou seja, cabe aos condutores e aos pedestres uma boa dose de responsabilidade. Toda ocorrência trágica, quando previsível, é evitável.

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Os riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trânsito estão relacionados com: Dispõe de equipamentos e sistemas importantes para evitar situações de perigo que possam levar a acidentes, como freios, suspensão, sistema de direção, iluminação, pneus e outros equipamentos destinados a diminuir os impactos causados em casos de acidentes como os cintos de segurança e o airbag e carroceria. Mantenha estes equipamentos em boas condições A posição correta ao dirigir produz menos desgaste físico e aumenta a sua segurança. Não use álcool ou drogas, não atenda celular, durma bem antes de dirigir. Estas medidas evitam diminuição dos reflexos e concentração ao dirigir. Via pública é a superfície por onde transmitam veículos, pessoas e animais compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, o canteiro central. Podem ser urbanas ou rurais (estradas ou rodovias). Cada via tem suas características, que devem ser observadas para diminuir os riscos de acidentes. Não tenha pressa para ultrapassar outro veículo, aguarde uma condição permitida e segura, sinalize e faça a ultrapassagem. É proibido e perigoso trafegar pelo acostamento. Ele se destina a paradas de emergência e ao tráfego de pedestres e ciclistas. Algumas condições climáticas e naturais afetam as condições de segurança do trânsito. Sob estas condições, você deverá adotar atitudes que garantam a sua segurança e a dos demais usuários da via. Piso molhado reduz a aderência dos pneus. Velocidade reduzida e pneus em bom estado evitam acidentes. Sob neblina, reduza a velocidade e use a luz baixa do farol. Antes de colocar seu veículo em movimento, verifique as condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, como cinto de segurança, encosto de cabeça, extintor, triângulo de segurança, pneu sobressalente, limpador, buzina, sistema de iluminação, combustível. Evite colisões, mantenha distância segura. Lembre-se que o respeito à pessoa humana e a convivência solidária tornam o trânsito mais seguro Quant. 397,805 125,052 97,056 63,860 60,026 56,536 51,212 47,119 35,269 23,773

Veículo

Condutor

Vias de Trânsito

Ambiente

Comportamento das pessoas

1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0

10 Maiores incidências de infrações (Detran-RJ 2005) Velocidade superior em até 20% da permitida Condutor ou passageiro sem cinto de segurança Desobedecer a sinal vermelho ou parada obrigatória Velocidade superior em até 50% da permitida Velocidade superior em mais de 20% da permitida Estacionar sobre a calçada ou faixa de pedestre Estacionar fora condições em estacionamento regulamentado Dirigir veículo utilizando telefone celular Estacionar em local e hora em desacordo com sinalização Parar veículo em desacordo com o código

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12. COMPORTAMENTO PREVENCIONISTA
Para que possamos viver mais felizes e seguros precisamos ter:

12.1 Auto-conhecimento
A chave da inteligência emocional é conhecer um sentimento enquanto ele ocorre. A falta de habilidade em reconhecer nossos verdadeiros sentimentos deixa-nos à mercê de emoções. Pessoas com esta habilidade são melhores pilotos de suas vidas.

12.2 Auto-controle
Ter habilidade de lidar com seus próprios sentimentos adequando-os para a situação. Pessoas pobres nesta habilidade afundam constantemente em sentimentos de incerteza, enquanto aquelas com melhor controle emocional tendem a recuperar-se mais rapidamente dos reveses e contratempos da vida.

12.3 Auto-motivação
Dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca da auto-motivação, para manter-se sempre no controle e para manter a mente criativa na busca de soluções. Autocontrole emocional, sabendo praticar gratificação prorrogada e controlando impulsos, favorece aperfeiçoamento de todos os tipos. Pessoas que têm esta habilidade tendem a ser mais produtivas e eficazes, qualquer que seja seu empreendimento.

12.4 Empatia
Reconhecer emoções em outras pessoas. Outra habilidade que constrói auto-conhecimento emocional. Esta habilidade permite as pessoas reconhecerem necessidades e desejos dos outros, permitindo-lhes relacionamentos mais eficazes.

12.5 Sociabilidade
Ter habilidade em relacionamentos interpessoais. A arte do relacionamento é, em grande parte, a habilidade de gerenciar sentimentos em outros. Esta habilidade é a base de sustentação de popularidade, liderança e eficiência interpessoal. Pessoas com esta habilidade são mais eficazes em tudo que é baseado na interação entre pessoas. São estrelas sociais.
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PARTE II – PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO 1. COMO AGIR EM CASOS DE INCÊNDIOS EM EDIFÍCIOS
• • Siga as instruções de segurança para situações de emergências. Caso o princípio de incêndio não tenha sido combatido, saia imediatamente descendo escadas, fechando todas as portas que forem deixadas para trás. Não utilize elevadores; muitas pessoas morrem por não acreditarem que um incêndio pode se alastrar rapidamente. Se você ficar no meio da fumaça, procure rastejar para um dos pontos de saída, pois com o rosto junto ao chão o ar permanece respirável por mais tempo. Antes de abrir uma porta observe a fumaça no lado oposto; toque na porta com o dorso da mão: se estiver muito quente não abra, se estiver fria abra lentamente e fique atrás da mesma. Caso observe aumento do calor ou chama, torne a fechá-la. Se você ficar preso em uma sala com fumaça, além de permanecer agachado próximo ao piso, procure aproximar-se da janela para respirar e pedir socorro. Lembre-se de que gases quentes saem pela parte superior. Nunca salte pela janela! O seu descontrole pode levá-lo a morte. A equipe de socorro pode estar próxima para salvá-lo. Lembre-se: o pânico mata mais que o fogo. Conseguindo sair do local, caso encontre um extintor no caminho, traga-o consigo, pois poderá ser útil se tiver que passar sobre um foco de incêndio. Ao sair do prédio não retorne ao mesmo.

• • • • •

1.1 Combate a Princípio de Incêndio
Todo princípio de incêndio deve ser combatido imediatamente pela pessoa que esteja nas proximidades e que esteja familiarizada com o funcionamento, tipo e localização dos extintores.

Fogo combatido no início não se transforma em incêndio.

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2. QUÍMICA DO FOGO
Teoria da Combustão
Fogo é uma reação rápida de oxidação com desenvolvimento de luz e calor. Triângulo do Fogo O fogo ocorre sempre que houver a reunião entre calor, oxigênio e combustível em proporções adequadas. Convencionou-se então representar os três elementos sob a forma de um triângulo, o “Triângulo do Fogo”. Oxigênio É o elemento que sustenta e alimenta o fogo. A concentração de O 2 na atmosfera é de 21% • 21% a 13% O2 – Queima completa. (menos resíduos) • 13% a 8% O2 – Queima incompleta. (mais resíduos) • 8% a 0% O2 – Não há combustão Calor É uma forma de energia que se transfere de um corpo para outro, quando há entre eles diferença de temperatura. Combustível É todo o elemento suscetível de entrar em combustão e compreende praticamente todos os materiais que nos cercam e apresentam-se nos três estados físicos da matéria. • Sólido • Líquido • Gasoso Tetraedro do Fogo É conseqüência do triângulo do fogo. A reação em cadeia só acontece quando se inicia a combustão. Suas faces são o combustível, o oxigênio, o calor (fonte de ignição) e a reação em cadeia. Convencionou-se então representar os 4 elementos sob a forma de um tetraedro.

CALOR

OXIGÊNIO

COMBUSTÍVEL

REAÇÃO EM CADEIA

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Reação em Cadeia As moléculas originais do combustível parecem combinar-se com o oxigênio em uma série de etapas sucessivas. Por sua vez os hidrocarbonetos se dissociam em radicais livres, sujeitos à ação do oxigênio, formando compostos oxigenados altamente instáveis, reagindo com radicais oxidrila (OH) e também com o hidrogênio, formando a reação em cadeia.

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3. MEIOS DE PROPAGAÇÃO
O calor pode se propagar por: Condução O calor se propaga de um corpo para outro por contato direto, através de materiais sólidos. Ex: vigas de aço, etc.

Radiação Materiais podem entrar em ignição se colocados muito próximos de uma fonte de calor irradiado. Ex: A energia do calor é transmitida através da atmosfera em linhas retas através do espaço.

Convecção O fogo se propaga de um nível mais baixo para um mais alto por elevação de gases quentes. Ex: escadas, poços de elevador ou dutos de ventilação.

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Características dos Combustíveis
Ponto de Fulgor É a menor temperatura na qual o combustível desprende vapores inflamáveis que, em mistura com o ar, se inflamam na presença de uma fonte externa de calor, sem manter a combustão. Ponto de Combustão É a menor temperatura na qual o combustível desprende vapores inflamáveis que, em mistura com o ar, em contato com uma fonte externa de calor, inflama-se, mantendo a continuidade da combustão. Temperatura de Auto-ignição É a menor temperatura na qual os vapores emanados do combustível em presença do ar atmosférico inflamam-se, mesmo sem a presença de uma fonte externa de calor.

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4. CLASSES DE INCÊNDIO
As substâncias combustíveis são agrupadas nas classes a seguir: Classe A - Combustíveis sólidos. Material sólido que deixa resíduo (papel, tecido, madeira). Classe B - Líquidos e gases combustíveis. Classe C - Equipamento elétrico energizado. Classe D - Metais Pirofóricos puros, no estado de pó (magnésio, sódio, titânio).

Classe A Combustível sólido que deixa resíduo

Classe B Combustíveis líquidos e gasosos

Classe C Equipamento Elétrico

Classe D Metais Combustíveis

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4.1 Métodos de Extinção
A extinção do fogo é conseguida pela remoção de qualquer dos quatro componentes do fogo pelo resfriamento, abafamento, isolamento, quebra da reação em cadeia ou qualquer combinação destas. Como mostrado abaixo, o componente removido depende do tipo de agente extintor empregado. Resfriamento (Remoção do Calor) O resfriamento exige a aplicação de algo que absorva o calor. Embora existam outros meios, a água é o mais comum dos meios de resfriamento.

Isolamento (Remoção do Combustível) Geralmente a remoção do combustível de um incêndio é difícil e perigosa, mas há exceções. Os tanques de armazenagem de líquidos inflamáveis podem ser arranjados de tal forma que seu conteúdo possa ser bombeado para tanques vazios e isolados em caso de incêndio. Quando gases inflamáveis pegam fogo ao serem transportados por uma tubulação, o fogo se extinguirá se este fluxo for interrompido pelo fechamento de uma válvula. Abafamento (Remoção do oxigênio) O oxigênio pode ser removido de um fogo se este for coberto por um cobertor molhado, ou se sobre este fogo for lançada terra ou areia, ou ainda pela cobertura do fogo com espuma mecânica. Alguns gases mais pesados que o ar, tal como o dióxido de carbono, podem ser usados para cobrir o fogo, evitando que o oxigênio entre em contato com o mesmo. Quebra da Reação em Cadeia Estudos feitos em anos recentes indicam que a conhecida afirmação: "Remover o calor, remover o oxigênio ou remover o combustível para extinguir um fogo" não se aplica quando o pó químico seco é usado como agente extintor. Este agente desativa produtos intermediários da reação química, resultando daí uma redução na razão de combustão (a razão da evolução do calor) extinguindo assim o fogo.

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5. AGENTES EXTINTORES
• • • • Água (resfriamento e abafamento) CO2 (abafamento e resfriamento) Espuma (Abafamento e resfriamento) Pó Químico Seco (Quebra da reação em Cadeia e Abafamento)

5.1 Extintores Portáteis
Extintores de incêndio são equipamentos portáteis, cujo objetivo é combater princípios de incêndio, de acordo com o combustível que está sendo queimado, portanto não serve para incêndio já caracterizado.

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Vantagens dos extintores • Ação rápida; • Portáteis; • Manuseio individual; • Estão localizados perto dos locais de possíveis riscos. Desvantagem dos extintores • Curta duração; • Curto alcance; • Não serve para todas as classes de incêndio. Extintor Veicular O único equipamento de segurança adequado para combater um princípio de incêndio veicular é o extintor automotivo, sendo obrigatório por lei em todo território nacional. Segundo especialistas em combate a incêndio, fogo em veículo de passeio deve ser iniciado o combate em dois minutos, depois deste tempo o fogo já está muito intenso, sendo praticamente impossível apagar usando apenas 1PQ e 1 Kg de bicabornato de sódio. Atualmente já existe extintor com monosfato de amônia indicado para classe A, B e C, mais eficiente. Segundo especialistas em Combate a Incêndio da ONG INST (Instituto Nacional de Segurança no Transito), o motorista tem 35 segundos para perceber a fumaça, parar o carro, desligar o motor, tirar o cinto de segurança, abrir a porta, retirar o extintor que fica debaixo do banco, destravar o capô e iniciar o combate através da abertura do capô. Inicie o combate sem levantar o capô, conte 8 segundos depois abra o capô e apague o resto do fogo. Caso consiga iniciar o combate antes de 1 minuto a chance de sucesso á grande caso passe de 2 minutos é praticamente impossível apagar o fogo usando apenas 1 extintor de 1Kg, tornado-se perigoso o seu combate. OBS: O extintor tem que ser usado na vertical, caso coloque na horizontal seu rendimento é precário e não tem um funcionamento eficaz.

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6. CARGA TÉRMICA E UTILIZAÇÃO DE EXTINTORES PORTÁTEIS
Durante o combate a um princípio de incêndio, o combatente fica exposto a um aumento de temperatura, já que o extintor portátil exige uma aproximação para extinguir o fogo, não protegendo o combatente do calor irradiado. Neste caso o organismo lança mão de uma série de recursos, quando exposto a temperaturas até 60ºC (ambiente), para que sua temperatura interna não se altere significativamente, permanecendo em torno de 37ºC, podendo provocar fadiga ou outras perturbações. Daí a necessidade de usar roupas e equipamentos resistentes à chama ou calor, neutralizando a carga térmica sobre o organismo.

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BIBLIOGRAFIA
ARAÚJO, Giovanini Moraes de – Elementos do Sistema de Gestão de Segurança, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional. DUARTE, Moacyr – Riscos Industriais, etapas para investigação e Prevenção de Acidentes. FUNENSEG. FALCÃO, Roberto José Kassob – Tecnologia de Proteção Contra Incêndio. Apostila de Prevenção de Acidentes – Petrobras Direção Defensiva – DENATRAN – Ministério das Cidades Norma ISO 14001 Norma OHSAS 18001 Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego

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