2012

será

um

ano

de

grandes oportunidades. Para a cidade de São Paulo, pois as eleições municipais darão aos paulistanos a possibilidade de discutir o seu futuro e os projetos políticos que melhor se adéquam ao interesse da população. Para a São Francisco, porque cada vez mais se percebe a necessidade de um reexame profundo do ensino jurídico na USP e no Brasil. Para o XI de Agosto, pois caberá à gestão eleita representar os alunos e suas demandas diante dessas grandes pautas, além de priorizar grandes projetos internos essenciais à comunidade franciscana, como o Clube das Arcadas. Em 2012, o Centro Acadêmico terá grandes desafios. Terá a tarefa de se inserir com força e legitimidade no debate eleitoral, fazendo ouvir a voz do corpo estudantil. Além disso, deverá trazer para as Arcadas o debate político qualificado em torno das propostas para o futuro de São Paulo. Terá ainda a responsabilidade de representar os interesses dos estudantes na busca por um ensino jurídico de melhor qualidade. Para superar esses desafios e conferir ao XI de Agosto em 2012 um papel à altura de sua história, é fundamental uma gestão próxima aos alunos, que fomente sempre a participação dos estudantes em seus projetos e comprometida com a representatividade. É esse o norte do projeto político do Movimento Resgate Arcadas. Todos os projetos constantes nesta Carta Programa são permeados por ele e

têm como pressupostos o pluralismo, a representatividade e o compromisso institucional. O corpo estudantil de nossa faculdade não é, felizmente, um bloco de pensamento homogêneo. Tampouco é um público que deve ser esclarecido e doutrinado. No Largo de São Francisco, encontramos uma grande diversidade de visões políticas e uma grande riqueza opiniões. O Centro Acadêmico, enquanto entidade representativa dos alunos, deve manter-se fiel a essa heterogeneidade em todos os momentos. Sua atuação política deve ser construída de tal maneira que todos possam dela participar e expressar suas posições; seus eventos devem refletir a complexidade da realidade, trazendo visões diversas sobre o tema; enfim, os espaços de discussão devem estar abertos ao rico matiz político existente na Faculdade e na sociedade. Por isso, nos pautamos pelo pluralismo. Dar espaço às diversas visões, no entanto, não basta. É preciso que a gestão esteja comprometida com a opinião dos estudantes. As decisões do XI de Agosto devem ser tomadas tendo sempre no horizonte o interesse dos franciscanos, os quais o Centro Acadêmico tem a função de representar. Isso significa também que não podem os interesses partidários sobrepujar os da instituição. As diretorias são transitórias; o XI de Agosto é permanente. Não podem, portanto, ser confundidos. Daí a importância de que os grupos eleitos saibam respeitar a instituição, atentando aos

seus interesses e não deixando que o XI de Agosto se confunda – e se reduza – àqueles que temporariamente o dirigem. É por isso que o Resgate tem como pressupostos a representatividade e o compromisso institucional. É sobre esses pilares que foi edificado o projeto político do Resgate para 2012. Eles estão na base da atuação que propomos para as eleições municipais, trazendo o debate qualificado e plural para nossa Faculdade e construindo com os alunos as demandas a serem apresentadas aos candidatos. São eles também que fundamentam a maneira de agir do Resgate quanto ao ensino jurídico, convidando os alunos para repensar o currículo, a Universidade, os espaços da Faculdade. São eles que nos orientam na análise da questão do centro, buscando nos alunos o motor para transformar essa realidade social. É a preocupação institucional que faz o Resgate enxergar o apoio às entidades e a concretização do Clube das Arcadas como algo prioritário. Em resumo, é sobre a participação do aluno que se funda o nosso projeto político, mas não a isso se resume. Convidamos o leitor a ler nesta carta programa – fruto de extenso trabalho – o projeto político do Movimento Resgate Arcadas para o Centro Acadêmico XI de Agosto.

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Centro
no Centro de São Paulo, a São Francisco não partilha de grande parte de seus problemas. Constantes violações de Direitos Humanos, como violência policial, precarização dos serviços públicos, preconceito, e direitos sociais e fundamentais negligenciados são a realidade da região na qual o franciscano está inserido. É, portanto, inegável que atuar perante esta demanda é uma necessidade. O XI de Agosto, por ser parte de uma Faculdade pública com um histórico de lutas e conquistas, não pode ser mero espectador de tão graves violações. A ação dos franciscanos não pode estar restrita ao estudo dos direitos humanos em sala de aula e ao debate nas Arcadas. Muito embora tais etapas sejam imprescindíveis, é preciso também produzir resultados práticos na realidade que nos circunda. Por isso, a gestão Resgate de 2009 (em parceria com o DJ e o NEI) criou a Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama, a fim
pesar de estar localizada

de realizar ações práticas com relação aos problemas da Rua. Em 2012, daremos continuidade a esta pauta – que não pode ser ignorada por aqueles que assistem aos resultados do descaso estatal diariamente – não apenas pela manutenção do apoio institucional à Clínica (ver página 15) , mas também por meio de um novo projeto. O Movimento Estudantil tem o potencial de organizar os alunos para atuarem perante esta realidade, com a qual infelizmente muitos já se acostumaram. Se uma de suas funções é trazer a pauta e aprofundar o debate, outra é congregar a força de atuação dos estudantes e dirigi-la à transformação social. É com este propósito que o Resgate se compromete não apenas com a manutenção da Comissão de Centro em 2012, mas também com a concretização de suas discussões. Embora tenha sido um importante espaço de debate em 2011, acreditamos que sua atuação deva ser ampliada e levada ao âmbito prático.

O projeto
2012 é um ano ideal para inserir a pauta do centro sob uma perspectiva de Direitos Humanos na agenda de discussões de São Paulo. A eleição municipal terá, provavelmente, candidatos que não exerceram mandatos no Executivo e, por isso, não terão gestões anteriores para defender. Desta forma, a campanha eleitoral não conta com pautas pré-definidas e é ideal para que este assunto (por tanto tempo negligenciado ou tratado sob perspectivas duvidosas) torne-se central. O XI pode – e deve – promover este movimento. Nesta discussão, é imprescindível a participação direta das pessoas mais afetadas pelas políticas públicas (ou pela falta delas) relativas à região central: a População em Situação de Rua. Ninguém melhor para relatar e discutir quais os problemas que já existem e quais as demandas ainda ignoradas. Além disso, ninguém melhor para expor os porquês dos problemas existentes e possíveis soluções para resolvê-los. É com este fim que propomos a produção de um documentário, em parceria com movimentos sociais, elaborado para expor o Centro sob a perspectiva de quem nele vive. O objetivo é expor as deficiências das políticas públicas, as violações sofridas e as demandas ignoradas. O documentário será gravado a partir da promoção de intervenções culturais de Teatro de Rua no Largo de São Francisco, visando reunir o público estudantil, pessoas em situação de rua e transeuntes. Após as apresentações, que terão temáticas próximas ao público alvo, serão promovidos debates entre franciscanos, atores e a População de Rua. Além disso, as gravações poderão ser feitas em outros locais do centro (pode-se tentar inclusive adentrar espaços de prestação de serviços públicos, como albergues), conforme a demanda dos parceiros envolvidos. O XI assumirá a responsabilidade de fazer uma ampla divulgação deste material, atingindo principalmente os candidatos à prefeitura e a mídia. Além da veiculação do material por vias virtuais, procuraremos exibi-lo em outras faculdades e centros universitários, em espaços de mobilização social, e para o público envolvido nas filmagens. Como resultado desta mobilização, o XI e parceiros farão pressão política para que os candidatos assumam um compromisso público com a promoção efetiva dos direitos humanos na região central. Isto permitirá que consigamos um bom nível de comprometimento público da parte dos candidatos com a pauta e que possamos cobrar uma atuação efetiva nos próximos quatro anos.

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Os cinco passos do projeto
Objetivo: inserir o centro sob uma perspectiva de direitos humanos como pauta das eleições municipais de 2012 visando à obtenção de um compromisso público dos candidatos para com a pauta. 1 – Formação: estudo com os alunos sobre a realidade do Centro para, posteriormente, promover o debate com os moradores de rua, por meio da continuidade da Comissão de Centro. A preparação se dará com textos, palestras e diálogo com movimentos sociais em encontros periódicos. 2 – Apresentação: promoção de espetáculos de grupos de Teatro de Rua no Largo de São Francisco (na frente da faculdade), tendo como público alvo franciscanos, moradores em Situação de Rua e transeuntes. Em diálogo com o grupo de Teatro do Largo, serão escolhidas peças de teatro que trabalhem com temáticas relacionadas à realidade dessa população. 3 – Debate: realização de discussões ao final das apresentações entre os atores, estudantes e moradores de rua. 4 – Documentação: produção de um documentário baseado nas filmagens das apresentações, dos debates e de depoimentos da População de Rua sobre as violações de Direitos Humanos no Centro. Além disso, poderiam ser realizadas filmagens em locais que são do cotidiano dessa população mas que a população média não conhece. 5 – Divulgação: organização de mostras do documentário em outras universidades e em eventos com autoridades e candidatos à prefeitura de São Paulo, com o propósito de incluir o Centro na pauta das eleições municipais de 2012.

“Nós sabemos qual é o problema”
A População em Situação de Rua não é apenas vítima, mas sim um (e talvez o mais efetivo) agente político para promover mudanças sociais relativas à Rua. Foi baseando-se nesse pressuposto que o pesquisador Daniel Kerr realizou uma pesquisa pioneira na cidade de Cleveland: utilizando recursos audiovisais para gravar e promover diálogos entre os sem-teto, Kerr pôde investigar e analisar as causas dos problemas da Rua. Desta forma, elaborou um material empírico-analítico de qualidade

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que poderia ser usado na elaboração de políticas públicas. Embasamos nosso projeto nesta experiência, pois acreditamos que o envolvimento da População em Situação de Rua é fundamental para uma análise de qualidade que possa efetivamente apresentar resultados. Quais são as causas que levam as pessoas à Rua? Quais as políticas públicas que de fato influenciam sua vida? Porque alguns serviços públicos destinados a essa população não são utilizados? Porque alguns não são efetivos? Quais as demandas não atendidas? Quais são as violações sofridas? Estas e outras perguntas, fundamentais à elaboração de políticas públicas de qualidade, somente podem ser adequadamente respondidas pela População em Situação de Rua.

Um Fórum de Entidades
Existem, na São Francisco, diversas entidades que trabalham com questões relacionadas ao Centro de São Paulo. Acreditamos que uma maior interação entre elas seria uma ótima oportunidade para trocar experiências, divulgar projetos e estabelecer parcerias. Por isto, promoveremos reuniões periódicas com o objetivo de congregar as entidades cujo trabalho se direcione a questões relacionadas ao Centro (como o SAJU, a Clínica e a Comissão de Centro). As reuniões seriam abertas a todos os interessados, o que permite também uma maior divulgação dos projetos dentro e fora da faculdade.

O Impacto Social do Teatro de Rua
Amir Haddad, fundador do grupo Tá na Rua, faz uma diferenciação entre a Arte Pública e a Arte Privada. Os critérios utilizados são o destinatário da arte, o quanto ela é acessível economicamente e seu conteúdo. A respeito do conteúdo, a forma pública da arte é a que detém uma temática universal, que seja capaz de englobar todas as classes sociais de uma mesma nação. Para que a criação de uma Arte Pública faça sentido, é necessário que ela esteja disponível à maior parcela possível da população. Nesse sentido, não há arte mais acessível e democrática que o Teatro de Rua. O fato de ser gratuita, de não requerer uma infra-estrutura custosa para a sua realização e de geralmente abarcar temas muito ligados às injustiças sociais faz com que esta forma de arte tenha um forte potencial de transformação. Isso porque transforma o transeunte desavisado em espectador, levando-o à reflexão independentemente de sua situação financeira e nível de escolaridade. Isto rompe a barreira da erudição e o distanciamento da Arte, tornando-a não somente um meio de entretenimento, mas também uma ferramenta de formação para que o indivíduo sinta-se parte atuante de um todo social.

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Eleições
centro acadêmico Xi de Agosto é, em sua essência, uma entidade política. Sua atuação ao longo da história brasileira foi de suma importância na edificação da democracia, com a formação e participação de grandes nomes, lutas e bandeiras. Essa grandeza, que tanto orgulho traz aos franciscanos, é, acima de tudo, reflexo da coragem de ser independente, de inovar e de enfrentar ideias pré-estabelecidas. Coragem, contudo, é algo que não esteve presente nas arcadas em 20XI. A promoção de eventos unilaterais, a ausência de debate e a negligência da diversidade e da opinião franciscana trouxeram a apatia e o desinteresse às arcadas. O vazio deixado em nosso pátio nada mais é que o símbolo do descrédito que recaiu, em 20XI, sobre o XI de Agosto. O Movimento Resgate Arcadas acredita no pluralismo ideológico. É elemento indispensável para que a efervescência política das Arcadas se renove a verdadeira representatividade de um Centro Acadêmico. E tal atuação política só poderá ser genuinamente forte quando lastreada na confiança e anuência dos estudantes. A coragem que faltou em 20XI não pode faltar no ano que se apresenta como oportunidade singular para discutir a cidade de São Paulo. Em 2012 o debate deve transcender as eleições municipais e o mero embate entre candidatos, para que se visualize a relação entre o indivíduo, a comunidade e o poder público. É com base nessa oportunidade que iremos orientar nossa atuação. Antes de apresentarmos nossos projetos, contudo, reafirmamos nosso compromisso com a abordagem plural e representativa de todos os temas políticos a serem trazidos, tanto aqueles previstos em carta programa, quanto aqueles que porventura surjam ao longo do ano.

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POR SÃO PAULO
2012 é ano de eleições municipais, momento de discussão dos problemas e avanços necessários à cidade de São Paulo. Considerando as finalidades de uma Universidade Pública e do Movimento Estudantil, o Movimento Resgate Arcadas acredita que os alunos de toda a USP devem se envolver na investigação dos problemas e proposição de soluções para a cidade. Nesse sentido, o projeto USP por São Paulo permitirá que estudantes das diversas unidades de nossa Universidade, de acordo com sua área de estudo, realizem uma análise profunda e apresentem, na fase final da campanha eleitoral, relatórios e diretivas para os candidatos a prefeitura. Inicialmente, o projeto será apresentado pelo XI de Agosto a Centros Acadêmicos ou entidades representativas, bem como no

Conselho de Centros Acadêmicos. Após discussões internas em cada unidade, as entidades interessadas se reunirão para definir a área de reponsabilidade de cada uma delas. Por exemplo, a São Francisco poderá ficar responsável pela área de direitos humanos, a FAU por política urbanística, a Politécnica pela infraestrutura e a Faculdade de Medicina pela saúde pública. Caberá aos alunos de cada unidade desenvolver seu trabalho de forma a diagnosticar uma demanda latente da sociedade e, a partir dela, propor soluções. Ao final do processo, elaboraremos uma publicação (que poderá, por exemplo, tomar a forma de uma revista) apresentando as pautas e propostas de cada unidade. Este material será divulgado em toda a USP e, em seguida, apresentado pelas entidades envolvidas aos candidatos à Prefeitura. A adesão de alunos de toda a Universidade ao projeto constitui forte instrumento de pressão política, que será utilizado para exigir um comprometimento mínimo dos candidatos com as pautas levantadas. Além

disso, espera-se que a publicação contribua de fato com soluções para problemas urbanos, que podem ser incorporadas tanto pelo Poder Público quanto pela sociedade civil. Desta forma, promoveremos a integração de diversos setores da USP e somaremos forças para buscar, efetivamente, uma São Paulo melhor. Especificamente com relação à participação da Faculdade de Direito, a pauta levantada será o Centro sob uma perspectiva de Direitos Humanos. Os resultados obtidos durante a elaboração de um documentário sobre o assunto (ver paginas 4 e 5), inclusive as propostas de aperfeiçoamento de políticas públicas, serão, desta forma, registrados e publicados. Sendo assim, o documentário e o projeto USP por São Paulo são complementares. Enquanto que o documentário poderá auxiliar na divulgação da publicação como um todo, o projeto USP por São Paulo congregará forças políticas para exigir a inclusão da pauta do Centro na agenda de discussões da cidade.

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I – Discutindo os problemas
Debates sobre os principais problemas urbanos atuais
- Saúde, educação, moradia, infraestrutura urbana. Temáticas sempre presentes na vida do paulistano, porém nem sempre analisadas a fundo. Em 2012, o Resgate realizará debates que tragam uma nova perspectiva sobre esses problemas, com mesas formadas por especialistas em Saúde, Transporte Público, Educação e outras áreas pertinentes ao debate eleitoral democrático. É essencial que esses debates não se restrinjam somente a especialistas, mas incluam representantes da sociedade civil e de movimentos sociais. Esses eventos não são, contudo, fins em si mesmos, mas, pelo contrário, devem iniciar a participação ativa do XI em uma discussão sobre as necessidades de São Paulo.

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modelo que acreditamos ser o mais adequado a esse tipo de evento é a Roda Viva do XI (inaugurado pelo Resgate na gestão 2009) no qual o candidato é sabatinado sobre os mais diversos temas, garantindo assim ampla autonomia para o questionamento dos alunos.

III - O Observatório Legislativo Municipal
Tradicionalmente, a abordagem adotada pela mídia sobre as eleições municipais tende a dar enfoque massivo à campanha para o executivo, e pouca importância para o pleito legislativo. Acreditamos que, como estudantes e futuros operadores do direito, a análise da composição da câmara de vereadores de São Paulo deve ser objeto de atenção profunda por parte do eleitorado, com o intuito de permitir a consolidação de um ente legislativo transparente e atuante. De modo a concretizar tal objetivo, buscaremos a associação do Centro Acadêmico a outras entidades da sociedade civil que se dediquem ao estudo dos projetos e posturas políticas daqueles que disputam uma cadeira na câmara municipal. Por meio da cooperação com organizações como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e o Movimento Voto Consciente, será criado um observatório da eleição legislativa municipal, por meio eletrônico. Assim, dentro do site do XI, será instituído um espaço dedicado à divulgação das propostas e antecedentes dos candidatos a vereador, reunindo o trabalho dessas entidades. Tal iniciativa irá transpor os limites da Faculdade, visando também a disponibilização de informações para o eleitorado paulistano em geral, e assim estimulando a análise crítica e independente das candidaturas.

II – Discutindo com os candidatos
Trazer a discussão para as Arcadas
Mais do que mero observador, o XI deve ser um agente de mudança nas discussões eleitorais em 2012. Para tal, além de trazer os temas para as Arcadas, nada mais natural que buscar a comunicação com os protagonistas do cenário eleitoral, promovendo o diálogo com os candidatos à prefeitura. É perceptível que os nomes que se consolidam para o ano que vem representam, em sua maioria, uma renovação no quadro de candidaturas, com uma consequente possibilidade de mudança das pautas eleitorais. Diante disso, é possível uma maior atuação propositiva de entidades como o XI de Agosto, em razão de uma disputa menos polarizada. Com a vinda dos candidatos à faculdade, terão os estudantes a possibilidade de questionar suas posturas e propostas livremente. O

XI Contra a Homofobia
O Movimento Resgate Arcadas sempre primou pela discussão e pela efetivação dos direitos humanos, e a pauta dos direitos sexuais é essencial a esse debate. Em um ano com tantos escândalos de agressões contra minorias sexuais, com a declaração do STF pela constitucionalidade da equiparação de direitos entre as famílias compostas por pessoas de mesmo e de diferentes sexos e com o crescimento das discussões sobre a aprovação no Legislativo da lei que criminaliza a homofobia, mostra-se essencial que os alunos do Largo de São Francisco tenham como prioridade a questão do direito ao reconhecimento de cidadãos não-heterossexuais. A campanha do XI contra a homofobia foi um projeto que, apesar de teoricamente fundamental e de enorme relevância, deixou muito a desejar. O Resgate se propõe a retomar essa pauta principalmente no que tange à aprovação do PLC 122.

Política Urbana
Para que o projeto de atuação política do Centro Acadêmico alcance resultados mais concretos e permita a proliferação da participação ativa nas discussões políticas da sociedade, propomos, além das discussões sobre eleições, uma abordagem mais contínua a respeito dos problemas que assolam o município de São Paulo e, em especial, a questão da comunicação entre o cidadão, as associações ou comunidades locais e o poder público municipal. Inicialmente, propomos que essa análise seja dirigida ao espaço urbano mais próximo ao cotidiano de nossa faculdade: o centro. Para tal, propomos uma atuação dividida em três eixos:

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que são diretamente afetados por esta realidade.

II – Grupo de Trabalho
Acreditamos que a atuação política estudantil perante as questões relativas à cidadania urbana não pode se esgotar com a exposição dos problemas. É necessária a discussão destes temas e a formulação de um cenário que relacione tais demandas, seus motivos e as maneiras de concretizar melhoras. É com esse intuito que propomos a formação de um grupo de trabalhos, composto por estudantes que se dediquem à análise dos problemas do centro no tangente à comunicação entre o indivíduo e a máquina administrativa pública, bem como a proposição de meios que permitam tornar essa comunicação mais direta e eficaz. A partir daí, será possível dedicar-se a maneiras de tornar entes municipais mais acessíveis, não somente para queixas individuais, mas também para que sejam propostas as demandas dos vários grupos que se relacionam ao centro de São Paulo.

Semana do XI
Ápice da Discussão Política Franciscana
A Semana do XI é o ápice da vida política das Arcadas e não um apanhado de eventos apagados, unilaterais e vazios como vimos em 20XI. O descaso com o momento mais importante da agenda franciscana revela a falta de comprometimento da atual gestão com a promoção do debate político na nossa Academia, e não pode ser repetida sob pena de relegar às Arcadas, em seu momento político mais efervescente, uma apatia indigna de sua história. Recuperar a Semana do XI em sua grandeza e importância, muito além de um aspecto simbólico, é uma necessidade para o fortalecimento do processo democrático no Largo de São Francisco. Pautando-se sempre nos pilares da pluralidade e da representatividade, respeitando a inteligência do aluno, trazer eventos relevantes e fortes para as comemorações do XI é um compromisso do Movimento Resgate Arcadas. Uma semana de eventos aprofundada e que atenda as demandas da faculdade e do Brasil é mais que um projeto, é o mínimo que uma gestão que se pressupõe política deve garantir. Grandes nomes da política nacional serão os principais alvos da gestão como debatedores e entrevistados, mas os estudantes serão os principais atores.

I – Feira da Cidadania e das Demandas do Centro
Por meio da organização da Feira da Cidadania e das Demandas do Centro, com palestras, exposições e mesas de discussão, pretendemos trazer diferentes enfoques sobre os problemas que atingem a população residente no centro de São Paulo, bem como sobre o funcionamento dos serviços públicos urbanos. Para tal, contaremos com a participação de movimentos sociais e de entidades que atuam na região e representam as demandas dos indivíduos relacionados a esta parte tão importante e, ao mesmo tempo, tão negligenciada da cidade de São Paulo. Trata-se de uma oportunidade de reunir os mais relevantes temas e posicionamentos no mesmo lugar e momento, e a partir desse esforço, permitir aos estudantes a discussão sobre a atual situação do centro de São Paulo, não somente do ponto de vista de especialistas técnicos, mas também daqueles

III – Propostas
A partir dos trabalhos desenvolvidos por este grupo, iremos expor os problemas levantados aos órgãos responsáveis pelo diálogo, propondo soluções eficazes e formulando de recomendações concretas para a melhora da comunicação entre a localidade e o poder público. Trata-se de unir os trabalhos de estudo, diagnóstico e proposição dos estudantes à pauta municipal, visando assim o envolvimento do processo urbano ao fortalecimento da cidadania e participação ativa dos indivíduos e grupos relacionados à vivência na região central.

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Universidade e Ensino
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centro acadêmico deve buscar permanentemente o aperfeiçoamento e melhoria da educação jurídica na São Francisco. A excelência de ensino, a concretização do tripé universitário e a efetivação da função pública de nossa faculdade são prioridades de qualquer gestão responsável. Durante 2011, defendemos por diversas vezes que, para manter sua tradição e excelência, a São Francisco deve continuamente rediscutir-se e aperfeiçoar-se. Em 2012, quando a Faculdade completerá 185 anos de história, a discussão acadêmica tem relevância ainda maior. A atual grade curricular, criada e aprovada de forma atabalhoada em 2007, tem inúmeros problemas, tais quais o inchaço do número de matérias obrigatórias, o desincentivo à pesquisa e a extensão e as “optatórias” (matérias concebidas como optativas mas que os alunos se veem obrigados a cursar). A combinação de uma atuação efetiva por parte da Representação Discente (cujos trabalhos em 2011 – como a pesquisa sobre modelos estrangeiros e o levantamento acerca do cumprimento das aulas mínimas pelos professores - foram de extrema relevância), de uma Comissão de Graduação aberta ao diálogo e do interesse dos estudantes é uma oportunidade de avanço qualitativo que não pode ser desperdiçada. Por isso, vem-se travando uma série de discussões sobre uma nova reforma da grade, principalmente por iniciativa da Representação Discente e da Subcomissão de Grade. Além disso, a OAB instaurou recentemente uma comissão para implementar mudanças em seu exame, visando avaliar não apenas “decoreba de leis”, mas também visão crítica e global acerca do direito e sociedade. Pretende-se que as alterações entrem em vigor já em 2012 e incluam conteúdos de ciência política, direitos humanos, psicologia, economia e outros. Tal mudança, que em princípio parece positiva, é mais um fator que aponta para a necessidade de se rever a forma como nosso currículo é pensado.

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Projeto Político Pedagógico
O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um instrumento de política educacional que visa a constituir escolhas a respeito da Faculdade que se quer construir e do jurista que ela se pretende a formar. Estabelece, assim, objetivos e finalidades, assim como a forma de atingi-los. Desta forma, o PPP age como instrumento para que se planeje, de forma efetiva, os meios pelo qual a Faculdade buscará atingir padrões de qualidade e, mais do que isso, a excelência. O PPP que existe hoje na São Francisco, no entanto, não cumpre em nada a sua função. Extremamente breve e com diretrizes limitadas, ele pouco contribui para delinear objetivos e estratégias acerca da formação jurídica dos Franciscanos. Isso

faz com que as discussões de uma nova grade sejam uma tarefa ainda mais árdua, afinal, não se sabe qual é o perfil do aluno que a Faculdade de Direito pretende formar. Por isso, vem-se propondo a elaboração de um novo PPP para a São Francisco, um projeto que de fato possa efetivamente delinear os objetivos políticos da Faculdade e os meios pedagógicos necessários para concretizá-los. Um elemento fundamental neste processo é a efetiva participação e envolvimento de todos os alunos, professores e funcionários. Esta medida democrática garante não apenas um avanço na forma como são tomadas as decisões no âmbito universitário, mas também maior facilidade para aplicar, na prática, as diretrizes da política educacional, já que a comunidade escolar sabe porque e para que está trabalhando. Por isso, propomos que – conjuntamente

com a Representação Discente e a Subcomissão de Grade – seja criado um Grupo de Estudos do Projeto Político Pedagógico, com o objetivo de realizar uma pesquisa entre professores, alunos e funcionários acerca de elementos básicos do PPP, tais quais a intencionalidade educativa, estrutura organizacional e pedagógica, currículo, tempo escolar, processo de decisão e relações de trabalho. O Grupo fará uma compilação dos resultados desta pesquisa que, conciliados com os princípios relacionados ao caráter público da Universidade, irão se tornar base para o novo PPP. Os resultados serão enviados para toda a comunidade franciscana e será aberto um período para o envio de críticas e sugestões. Serão realizadas, ao final deste processo, Reuniões Abertas em ambos os períodos para discussão e aperfeiçoamento do material elaborado, assim como para a incorporação das críticas e sugestões.

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Congressos
É fundamental que o Centro Acadêmico, além de discutir e transformar o modelo de ensino, pesquisa e extensão vigente em nossa Faculdade, também se preocupe em fomentar discussões acadêmicas que, no mais das vezes, não se encontram presentes nas salas de aulas. É justamente nesse contexto que reside a patente necessidade de que o XI organize seminários e congressos acadêmicos, como forma de complementar áreas e enfoques do mundo jurído que acabam sendo preteridos. Entretanto, o que se conclui, com base na experiência recente, é que chegamos a um momento em que não podemos mais adotar um modelo predominantemente passivo de atuação acadêmica, com a realização de diversos eventos expositivos. O modelo, pelo que se tem constatado, não desperta mais o interesse do aluno franciscano como nos últimos anos. Não basta, em suma, um certificado de participação. É imprescindível que os alunos participem ativamente desse processo. Por essa razão, o compromisso do Resgate para 2012 será decidir, em reuniões abertas no início do ano realizadas em ambos os períodos, quais temas poderiam ser abordados em um Congresso a ser realizado no segundo semestre. Também serão definidos critérios para participação ativa dos alunos nos Congressos, por meio de painéis e oficinas que permitam aos franciscanos expor diretamente aos demais participantes as linhas de pesquisa que tenham desenvolvido. É fundamental que haja espaços nesses eventos acadêmicos para que os alunos exponham, por exemplo, linhas de pesquisa (IC, escola de formação etc.) por eles desenvolvidas no tema a ser explorado.

universidade
Congressos e eventos acadêmicos realizados em 2010
- Congresso Direito Penal Internacional e Justiça de Transição - Seminário Direito Ambiental como campo profissional - Semana das Profissões Jurídicas - Congresso de Direito Desportivo (parceria com a A.A.A. XI de Agosto) - II Congresso de Direito Ambiental (maio) - Mesas Penais com Miguel Reale Jr., Luiz Régis Prado e Juarez Tavares - Seminário Internacional: Direito à Saúde: o papel da Universidade no acesso a medicamentos essenciais - Congresso 20 anos do Código de Defesa do Consumidor - Seminário de Propriedade Intelectual

Congressos a serem realizados em 2012
Sem prejuízo de demandas temáticas dos alunos nem de assuntos que se mostrem relevantes ao longo do ano, propomos, a princípio, três temas:

Políticas públicas de inclusão financeira
Cada vez mais, formas inovadoras de intervenção para o impulsionamento do desenvolvimento local de comunidades hipossuficientes tem se tornado experiências de sucesso. Economia solidária, microcrédito e educação financeira são apenas alguns exemplos deste movimento. No entanto, apesar de sua extrema relevancia, pouco tem se discutido sobre a forma como a questão é viabilizada juridicamente. Neste sentido, realizaremos um congresso com os mais modernos estudos sobre estas novas formas de acesso e inclusão sob a perspectiva do direito.

foi cometido, buscando aprofundar os elementos psicológicos principais que norteiam o comportamento do agente. Com isso, será possível estudar o direito penal de uma forma diferente da tradicional, baseada hoje no estudo estrito de códigos, para que possamos entender os aspectos sociais e psicológicos tão importantes para uma análise do crime mais próxima da realidade.

Terceiro Setor e Endowment
Para que não haja dependência de uma única fonte de renda, muitas entidades do Terceiro Setor têm adotado o modelo de endowments, fundo de investimentos patrimonial baseado em doações de pessoas físicas e jurídicas, gerando recursos perenes para a entidade, que pode realizar retiradas regulares para o exercício de suas atividades. A falta de uma legislação específica sobre endowments no Brasil dificulta a adoção desse modelo. A proposta do Congresso de Endowments e Terceiro Setor é discutir os benefícios de tal regulamentação e de que forma ela estimula a atuação das entidades.

Criminologia
Visa a compreender a inserção do crime dentro do contexto social no qual ele

universidade
Resgate e o fomento acadêmico
Acreditamos que o fomento a atividades acadêmicas seja uma das principais funções de um Centro Acadêmico de uma Faculdade como a nossa. Por mais que haja um grande peso na tradição da São Francisco, bem como que a seleção do vestibular traga à São Francisco as melhores cabeças, não podemos nos contentar com a limitada gama de assuntos que são tratados em sala de aula. Justamente por essa razão que o Movimento Resgate Arcadas sempre focou suas gestões nessas inicitativas de fomento. É hora de avançar, portanto, nessa incitativa, trazendo para a Sanfran os temas mais atuais e polêmicos, sejam jurídicos, sejam ligados às ciências sociais.

Simpósio de Iniciação Científica da São Francisco
Embora seja uma das principais funções da Universidade, a pesquisa ocupa ainda um espaço pequeno dentro de nossa Faculdade. Por isso, o Movimento Resgate Arcadas acredita que a pesquisa deve ser fortalecida e fomentada. Para tanto, organizaremos um Simpósio de Iniciação Científica, cujos objetivos são: i) a orientação e incentivo aos alunos que pretendem realizar um projeto de iniciação e, ii) a abertura de um espaço para a divulgação dos trabalhos daqueles que já o fazem. Etapas de realização: 1 - contato com a Comissão de Pesquisa da Faculdade visando a formar uma comissão organizadora, composta pelo XI, por bolsistas e orientadores, a fim de definir as linhas mestras do evento. 2 – contato com órgãos de financiamento e incentivo à pesquisa, como a FAPESP e o CNPQ, para contar com seu apoio institucional e palestrantes. Os órgãos poderão expor os objetivos e o método de realização dos projetos de iniciação. 3 – antes do final do primeiro semestre, o evento deverá estar com o planejamento e programação já fechados, para que se possa realizar uma divulgação ampla não apenas na Faculdade, mas também externamente. 4 – o evento acontecerá no início do segundo semestre. Haverá palestras dos órgãos de pesquisa, mesas discutindo e divulgando projetos de alunos da Faculdade, bem como com um painel especial incentivando e fomentando o desenvolvimento de projetos de Iniciação Científica.

Grupo de Estudos

XI

Direito e o Meio Ambiente
A temática ambiental é cada vez mais presente no contexto sócio-econômico brasileiro. Em nossa faculdade, contudo, esse é um assunto pouco discutido, estando em larga medida restrito a uma matéria optativa oferecida no quinto ano. Diante de tal quadro, o Movimento Resgate Arcadas criará um grupo de estudos que se dedique a analisar as diversas implicações do meio ambiente no universo jurídico, sejam elas relativas à qualidade de vida urbana, expansão de atividades econômicas que acarretem expressivo impacto ambiental ou a preservação de biomas ameaçados. Com o enfoque na análise de casos práticos e políticas públicas possíveis para a questão, o grupo de estudos visará promover o debate e o aprofundamento da análise da questão ambiental pelos alunos, atentando às posições plurais acerca do assunto – movimentos sociais, ambientalistas, produtores rurais, professores, entre outras - buscando um estudo aprofundado da relação entre Direito e meio ambiente, incluindo como este deve ser regulado e qual a melhor forma de equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. Esse projeto abre a possibilidade de comunicação entre as propostas da Faculdade e os candidatos às eleições da prefeitura municipal de São Paulo, propondo políticas públicas e projetos inovadores para a pauta ambiental da cidade. A ideia não é concorrer com os grupos já existentes na São Francisco, mas ampliar e diversificar os estudos nessa importante área.

O Direito em Diálogo
Acreditamos que, na busca pelo aperfeiçoamento da São Francisco, é essencial a troca de experiências com outras faculdades. Sendo assim, propomos a realização de uma parceria com Centros Acadêmicos de outras importantes faculdades de direito para, em conjunto, promover um ciclo de debates acerca do ensino, pesquisa e extensão no âmbito jurídico. Além de contribuições de todas as entidades envolvidas, o objetivo é trazer também convidados que tenham experiência em instituições de excelência no Brasil e no exterior. A abertura a novos modelos, ideias e práticas é fundamental para que se aperfeiçoe o ensino na própria São Francisco. Sendo assim, o projeto é concebido como ponto de partida para as discussões internas que deverão acontecer durante 2012.

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Bibliotecas
BiBliotecas precisam de uma reforma urgente para voltarem a exercer plenamente a sua função acadêmica. Atualmente, elas estão divididas entre o Prédio Histórico e o Prédio Anexo IV, não existem salas de estudo adequadas, e o acervo ainda não está em condições adequadas de preservação. A reforma é fundamental para preservar tão raro e completo acervo e para garantir aos alunos uso pleno de seu potencial. É uma oportunidade única de reformar um espaço físico da São Francisco de acordo com as reais necessidades dos alunos, professores e funcionários.
ossas

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biblioteca
Tentativa de aprovação da reforma via Lei Rouanet
Concomitantemente com a pressão política, é válido buscar outras fontes de recurso para concretizar a reforma no menor espaço de tempo possível. Na Congregação realizada no dia 29 de setembro de 20XI, o Professor Virgílio apresentou uma proposta de projeto de captação através da Lei Rouanet. Essa parece ser uma possibilidade de captação bastante interessante por ser uma alternativa ao modelo de doação que ainda divide as opiniões na Faculdade. O Resgate se compromete, enquanto gestão, a auxiliar a Diretoria da Faculdade e a Comissão de Bibliotecas a analisar a viabilidade do projeto. Além disso, caso aprovado o projeto junto ao Ministério da Cultura, é muito importante que o XI tenha um papel ativo no processo de captação dos recursos. Por fim, nos cabe pleitear o acesso livre às bibliotecas, sem a exigência da apresentação da carteirinha da USP, sendo coerente com a sua essência de biblioteca pública.

O andamento do projeto e as tratativas com a reitoria
O grande desafio envolvendo o projeto refere-se ao seu alto custo, estimado em R$ 700.000,00 para a reforma do 5º ao 9º andar e dos elevadores. Após pedido feito à reitoria em maio de 2010, a diretoria recebeu, apenas em maio de 2011, a autorização da COESF para contratar e conduzir o processo da reforma por conta própria. Entretanto, a Unidade (FD) não tem autonomia para fazer licitações para obras de valor superior a R$ 650.000,00, o que impossibilita execução da obra pela diretoria da faculdade sem a participação e o empenho da reitoria. Diante disso, a diretoria da faculdade abriu um novo processo junto à reitoria para a realização da reforma, requerendo agora o orçamento da Universidade como fonte de recurso. Atualmente, tal processo se encontra em abertura do procedimento licitatório, de acordo com o USP Destaques de setembro.

Pressão política
É inconcebível que uma deficiência estrutural da Faculdade de Direito seja negligenciada pela reitoria da Universidade de São Paulo, responsável pelo provimento de seus recursos e manutenção. Nesse caso, é papel do Centro Acadêmico, organizar o potencial de movimentação estudantil da São Francisco para criar uma frente de resistência às atitudes de descaso do reitor com a conservação de nossa Biblioteca. A pressão política consiste em usar a força institucional do XI para exigir transparência e celeridade tanto nos trâmites burocráticos da aprovação do projeto pela reitoria, quanto no início efetivo das obras.

Lei Rouanet
Em linhas gerais, a Lei Rouanet (8313-91) visa regular o incentivo do governo federal a projetos culturais pátrios. A ideia básica é simples; os produtores que buscam o incentivo apresentam seu projeto ao governo e solicitam uma autorização para captação de recursos. Após análise, o Ministério da Cultura decide sobre sua aprovação, e, com isso, os produtores passam a buscar na iniciativa privada empresas interessadas em realizar o investimento. As empresas doam os recursos e como contrapartida recebem do Governo Federal um desconto em porcentagem do Imposto de Renda. Ou seja, os recursos arrecadados são reflexos de investimentos do governo, não através do aporte direto de capitais, porém por meio de abatimento tributário concedido a possíveis doadores.

Propostas de atuação do Centro Acadêmico
Diante da evidente necessidade de uma reforma em contraste com o nítido desinteresse da reitoria em fazê-la, o Resgate propõe duas frentes de atuação: a pressão política e o auxílio à tentativa de aprovação da reforma via Lei Rouanet.

entidades

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e

studar na são Francisco é um experiência única, não apenas por sua história e tradição, mas principalmente pelo contato com

as entidades estudantis. DJ, SAJU, Dandara, Teatro, Núcleo de Direito à Cidade e Clínica são apenas algumas das atividades que permitem o enriquecimento da experiência universitária e, principalmente, a concretização de uma Universidade verdadeiramente pública. Por isso, acreditamos e trabalharemos por um XI voltado às entidades estudantis. Além de lhes conferir apoio institucional e financeiro, defendemos uma gestão do XI que respeite sua autonomia e fomente constantemente seu fortalecimento. Além disso, novas iniciativas devem ser incentivadas e apoiadas para que possam se consolidar. É fundamental que os alunos, independentemente de sua opinião partidária, vejam o Centro Acadêmico como espaço para o desenvolvimento de suas idéias e projetos – e é dever do XI apoiá-los.

Casa do Estudante
A Casa do Estudante, espaço doado ao XI para funcionar como moradia estudantil, está passando por um necessário e urgente processo de reformas. A atual diretoria, após realizar a difícil regularização dos moradores, hoje se empenha em reformas setoriais. Concretizou, assim, a instalação de sistema de segurança e a revitalização do terraço (de forma a interromper problemas de infiltração) e está em vias de começar os reparos nos elevadores. O próximo passo diz respeito à reforma dos sistemas elétrico e hidráulico, para a qual já há, inclusive, orçamento. Há, no entanto, uma série de outras reformas necessárias. A existência de moradia estudantil adequada é pressuposto da Universidade Pública, pois é necessária à democratização do ensino superior. Sendo assim, nos comprometemos a dar todo o apoio institucional necessário à Casa. Sempre respeitando a autonomia da diretoria da entidade e de seus moradores, auxiliaremos na captação de verbas para reforma, por meio de uma ampla campanha realizada junto a alunos e antigos alunos, especialmente aqueles que ali residiram. Para a captação de recursos para uma reforma completa, é fundamental reaproximar os alunos e antigos moradores da Casa. Por isso, incorporaremos na SEREC um evento realizado no Salão de Festas da Casa, seguido de um momento de integração no Terraço, sem prejuízo de outros eventos realizados ao longo do ano. Além disso, algumas entidades aproveitam o espaço da Casa para suas reuniões, o que é extremamente positivo e será incentivado. A prioridade, no entanto, será identificar e localizar antigos moradores e realizar a captação de recursos para reformas. O objetivo final é reavivar a proposta de consolidar uma Associação de Antigos Moradores perene, que poderá realizar eventos, divulgar os projetos atuais da Casa e arrecadar doações.

Para realizar estas tarefas, criaremos de uma parte do site do XI voltada exclusivamente para a Casa. Nela, um layout atrativo e dinâmico exporá a história da Casa, sua situação hoje e os projetos de reformas. Haverá um espaço dedicado aos moradores, onde estarão depoimentos e histórias de moradores atuais antigos, inclusive de personalidades que lá residiram. Nesta seção, terá destaque um anúncio divulgando a Associação de Antigos Moradores, além de um convite a que outras pessoas escrevam seus próprios depoimentos - que serão incorporados ao site, conferindo à plataforma virtual um caráter dinâmico e interativo. A campanha de divulgação deste espaço virtual será ampla e constante, seja por meio de redes sociais, de publicações do XI ou de materiais de outras instâncias da Faculdade que se firmem como parceiros do projeto, tais quais a diretoria, a Associação de Antigos Alunos, e outros. O site exporá ainda a quais os projetos de reforma em andamento e permitirá a captação de contribuições online de qualquer valor. A captação por outros meios também será fundamental, tanto pela busca de grandes doadores quanto pelo incentivo a doações pequenas realizadas por muitas pessoas (é neste sentido que propomos a Taxa Social Voluntária - ver pg 21). Além disso, no envelope de recepção dos calouros, um material exporá o projeto de reforma da Casa dos Estudantes e a importância dos programas de assistência estudantil em uma Universidade Pública, disponibilizando também um meio para que as doações sejam feitas de forma prática e rápida.

NEI
Acreditamos que a plataforma do XI pode ser mais bem utilizada para a divulgação do Núcleo de Estudos Internacionais, além de possíveis parcerias conjuntas na internacionalização do contato de nosso Centro Acadêmico, tanto para trazer oportunidades de estágios, competições e trabalhos voluntários como para o intercâmbio de iniciativas com outras organizações parecidas com a nossa.

DJ

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entidades
AAA
A Associação Atlética Acadêmica XI de Agosto vem desenvolvendo junto com o Centro Acadêmico o projeto do Clube das Arcadas (ver página X). O Clube, além de ser de extrema importância para a saúde financeira das entidades, possibilita a otimização do espaço em que hoje fica o Campo do XI, visto que a execução do projeto permitirá, além de melhores condições de treino para os atletas, a congregação de franciscanos alunos e já formados, bem como a execução de projetos de inclusão social. Após um ano de apatia e descaso do XI de Agosto com o projeto, é preciso voltar a destinar esforços para aprovar o contrato de gestão e dar início à captação para que o projeto se concretize. A parceria entre XI e Atlética também se dá nas festas. Tradicionalmente, as duas entidades se unem para fazer o F.I.C.A. e a Acalourados, que figuram entre outros eventos importantes do calendário atleticano, como as cervejadas que os antecedem, bem como o Reveillonze, o Troféu Arcadas e o Treino Inaugural, primeiro contato de muitos calouros com as modalidades esportivas. Em atuação conjunta, pretendemos inserir o treino inaugural no calendário da SEREC, de forma a consolidar o evento na agenda dos calouros. Além disso, o XI apoiará no que for necessário o processo de planejamento e realização dos Jogos Jurídicos e InterUSP, principalmente no tocante à negociação com as autoridades públicas dos municípios que podem vir a recebê-los.

Em 2011 o Departamento Jurídico XI de Agosto passou por um momento muito importante em sua história: a ampliação e a reforma de sua sede. A nova sede permite que os estagiários tenham um ambiente de trabalho mais adequado às suas necessidades e que permita maior rendimento, o que reflete diretamente na qualidade do atendimento aos assistidos e nos novos horizontes que se abrem a partir de uma nova estrutura de DJ, celebrada na sua recente inauguração. Além da reforma física, o Departamento Jurídico passa pela renegociação de seu convênio com a Defensoria Pública, cujo aditamento acarretou em cortes no orçamento da entidade. O convênio antigo pagava apenas R$ 140 para todo o trabalho realizado em cada caso enviado, que somavam oito por dia e passaram a onerar a entidade de forma excessiva, o que tornou necessário sua renegociação para que o DJ não seja mais dependente do convênio com a Defensoria. Nos comprometemos e prestar o auxílio institucional do XI nesse processo para que o convênio passe a ser uma possibilidade de financiamento e não mais uma necessidade. Para 2012, é imprescindível a parceria e o apoio do XI de Agosto junto ao poder público para auxiliar na obtenção de títulos como o de Utilidade Pública Federal e o de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, que facilitam parcerias e convênios, alé de permitir que haja um incremento na captação de patrocínio, já que os doadores passam a poder descontar o valor da doação de seu imposto de renda. O suporte na busca por patrocínio também é essencial para XI e DJ, cujas finalidades essencialemente política e social complementam-se para atrair mais captação da comunidade franciscana e de grandes escritórios, por exemplo.

Centro de Idiomas
O Centro de Idiomas, criado em 2008, é de extrema importância para o Resgate, que desde 2006 idealizava a possibilidade de oferecer à comunidade da Faculdade de Direito cursos de idiomas a preços mais acessíveis que os normalmente praticados no mercado, que já havia se mostrado bem sucedido em outras unidades da USP. Em 20XI, o Centro de Idiomas passou por profundas transformações, já que a atual gestão do XI alterou o sistema de contratação dos professores, o que implicou na saída de alguns deles, e trocou a coordenadoria pedagógica do curso. A gestão lidou de forma pouco transparente com as mudanças. Os alunos foram informados dos acontecimentos não pelo Centro Acadêmico, que deveria envolvê-los na elaboração do Projeto, mas por seus professores. Até o presente momento (início de outubro), ainda não foi divulgado aos alunos quem é a empresa que coordena o curso, não se sabe quantos professores deixaram o CI, quantas matrículas foram feitas no segundo semestre, quantas novas turmas abriram ou quantas turmas fecharam. Dessa forma, é impossível saber se o modelo implementado é viável ou será insustentável a longo prazo.

Divulgação
O primeiro compromisso, já para o início da gestão 20XI, é o de melhorar a divulgação do Centro de Idiomas, levando os cursos ao conhecimento do público externo à Faculdade e explorando o potencial do projeto ao máximo, com chances reais de aumentar significativamente o número de alunos. Isto facilita a formação de turmas e aumenta as receitas, viabilizando o crescimento dos investimentos de que o CI necessita.

entidades
Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama
A Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama foi criada pela gestão Resgate em 2009, em parceria com o NEI e o DJ. Hoje, a Clínica desenvolve um importante trabalho junto à População em Situação de Rua, por meio de uma Ouvidoria Comunitária. Sempre com o pressuposto da prática refletida e embasados pelo estudo teórico, os alunos registram depoimentos acerca de violações de direitos humanos e produzem relatórios e boletins pra divulgação na sociedade civil. Diante da importância deste trabalho, o XI de Agosto deve não apenas apoiá-lo institucional e financeiramente, mas também divulgá-lo na Faculdade. Além de a pauta dos direitos humanos na Rua dever estar mais inserida na Faculdade, a divulgação também teria o importante efeito de aumentar o número de alunos interessados em se envolver com o projeto. Por isso, propomos a manutenção de um espaço para a Clínica no Jornal do XI, onde poderão ser publicados os boletins ou outros relatos dos membros. Além disso, as atividades da Clínica demandam um espaço onde se possa manter equipamentos e arquivo. Recentemente, o XI prometeu a fornecer este espaço. Nos comprometemos a mantê-lo e equipá-lo conforme as necessidades práticas do grupo. Finalmente, a expansão o método clínico é ainda incipiente no Brasil, mas com muita abrangência internacional. As experiências clínicas na América são extremamente ricas e, por isso, criou-se uma rede internacional de clínicas legais (Clinical Legal Education Association) com os objetivos de integrar as diversas clínicas, promover a excelência do método, além de expandi-lo e consolidá-lo como forma de educação jurídica. Embora seja uma demanda da Clínica participar deste espaço, ainda não foi possível, já que o grupo não recebe repasse. Por isso, nos comprometemos a dar o apoio institucional e financeiro necessário para que a Luiz Gama se torne membro da Clinical Legal Education Association.

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Academia de Letraz
A Academia de Letraz sempre foi um dos maiores focos de cultura no Largo. A entidade vem, ao longo dos anos, inserindo a arte no quotidiano do aluno através de meios bem-sucedidos: a Semana de Artes que acontece no segundo semestre, a revista Carcará, as clássicas récitas no Túmulo, entre outros. O papel do XI de Agosto nessa relação é o de fomentar a atuação da entidade. Por isso, a coordenadoria de cultura do Resgate manterá um diálogo saudável ao longo do ano para construir conjuntamente os projetos artísticos. Na prática, isto significa que qualquer projeto que envolva a atuação da ALz será discutido com a entidade, debatido com os membros e construído em conjunto. Ficará a critério da própria Academia trabalhar junto com a coordenadoria ou não atuar na área, preferindo que o C.A. toque seus projetos. É válido lembrar que ambas as entidades procuram o mesmo objetivo, não simbolizando qualquer atrito de ideologias.. Além disso, o aluno independente que desejar montar seu projeto literário terá espaço de diálogo com a gestão para construir, em conjunto, suas ideias. Não haverá imposições na área cultural, sejam elas temáticas ou ideológicas. Assim, o franciscano pode fazer um projeto através do XI de Agosto sem ter a imagem de uma vinculação partidária.

SanFran Jr.
Em 20XI a SanFran Jr. viu concretizado um processo de reestruturação interna que começa trazer resultados e a dar visibilidade para a entidade dentro e fora Faculdade. Nesse ano, promoveram eventos de grande porte que movimentaram considerável número de alunos de dentro e fora da São Francisco, como o debate acerca da necessidade de um novo Código Comercial, entre os profs. Ulhôa e Guerreiro, e a palestra com o economista Ricardo Amorim. A entidade se reinseriu no cotidiano dos alunos, que passaram a ter mais contato com o trabalho realizado internamente, que envolve consultoria e grupos de estudo. A colaboração entre Centro Acadêmico e Sanfran Jr. deve se dar no sentido de facilitar o acesso a contatos, na inserção do grupo dentro e fora da faculdade, por meio da divulgação de seu trabalho, e na disponibilização da estrutura do XI para a organização de eventos de grande porte. Dessa forma, possibilita-se o crescimento dessa iniciativa de alunos que promove o método clínico de ensino aliado à prestação de serviços a preço de custo para pequenas organizações.

Campo do XI e o Clube Arcadas
o terreno do campo do XI foi doado ao Centro Acadêmico em meados dos anos 50, sob a condição de que no local fosse construída uma praça esportiva dentro de um prazo de 5 anos. O terreno contava, à época, com 22.000m². Assim, no prazo estipulado, foi construída uma reduzida área esportiva, que contemplava um campo de futebol e duas quadras poliesportivas. Devido à dificuldade de trabalhos contínuos em projetos longos como o do Campo, dificuldade essa típica de gestões de curto prazo como as do XI de Agosto, o espaço pouco evoluiu no decurso das décadas seguintes, tornando-se extremamente defasado. sua subutilização ensejou ameaças de desapropriação, do que se depreendeu a necessidade de revitalizar o espaço. Foi empreendido, então, um concurso entre escritórios de arquitetura para a criação de um novo Campo do XI. O projeto vencedor previa uma ousada construção, cujo financiamento, entretanto, era caro demais para ser viabilizado pelas entidades da Faculdade. Assim, um trabalho externo de captação seria necessário. Além disso, em 2009, a parca utilização do espaço e o início da construção de um complexo cultural no antigo prédio do DETRAN levaram a Secretaria Estadual de Cultura à mais relevante tentativa de desapropriação do terreno, barrada graças ao esforço político empreendido pelo Centro Acadêmico, pela Atlética e pela Associação dos Antigos Alunos. Após evitar a desapropriação, a gestão (para evitar novas investidas contra o campo) buscou transformá-lo em um espaço de qualidade que permitisse sua utilização para projetos públicos e sociais. Para lograr um empreendimento tão complexo, o Centro Acadêmico passou a procurar um escritório que o auxiliasse na consecução deste projeto, principalmente no que diz respeito ao seu débito tribu-

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clube das arcadas

tário. O escritório Pinheiro Neto Advogados foi o parceiro encontrado e quem, desse modo, apresentou a ideia de viabilizar a construção através do mecanismo da Lei de Incentivo ao Esporte. Depois de muito esforço conjunto do escritório com o C.A, o Clube das Arcadas foi, ao final de 2010, aprovado perante a Lei de Incentivo ao Esporte. Com a aprovação, foi dada ao XI a possibilidade de transferência fiscal de quase 14 milhões de reais, ou seja, o projeto pode receber doações e as empresas doadoras poderão abater integralmente o valor correspondente de seus tributos. O tempo de captação é de um ano, prorrogável por mais outro. Iniciado em março desse ano, tem como limite agosto de 2012. A captação é difícil e exige esforços de todos os envolvidos. E dada a importância de um projeto dessa magnitude para o Centro Acadêmico XI de Agosto, para as entidades e para seus associados, muito trabalho se faz necessário.20XI ao longo de 2011 o projeto não foi prioritário para a gestão. Pouco foi levado ao conhecimento dos alunos. Em janeiro foi assinado um contrato que vincula o Cen-

A partir da década de 60, passou-se a explorar o terreno comercialmente. Em 1975, ocorreu a primeira grande desapropriação parcial do terreno. Já nos anos 80, passou a ser cobrado do Centro Acadêmico XI de Agosto IPTU. Devido a sua nobre localização, os valores cobrados e nunca pagos tornaram-se rapidamente grande problema para a entidade: um passivo tributário de mais de R$18 milhões de reais. Em 2006, como tantas outras vezes, a qualidade do terreno em contraste com

clube das arcadas
manho do projeto, avaliado hoje em quase R$40 milhões. Para que tal contrato fosse assinado seria necessária a convocação de uma Assembleia Geral, possibilidade que sequer foi aventada durante esse ano.

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doações. . A obra é orçada em R$40 milhões de reais, dos quais aproximadamente R$14 milhões serão obtidos através de verba incentivada por Lei de Incentivo ao Esporte. Ainda está prevista a construção de um teatro que poderá ser financiado por Lei Rouanet. Boa parcela da construção do Clube das Arcadas será financiada por meio de parcerias comerciais e doações beneméritas, Além disso, para que o Clube seja viabilizado é necessária a consolidação do projeto de engenharia e arquitetura com as empresas responsáveis pela construção do projeto. Passada essa etapa deve-se buscar a autorização do projeto junto ao poder publico para que enfim se iniciem as obras. Para tal, é preciso uma maior aproximação junto às autoridades públicas, ressaltando a importância do projeto e respondendo a todas as dúvidas que possam ser levantadas. Isso é muito importante para evitar que ataques ao Clube, como realizado pelo reitor João Grandino Rodas durante esse ano, obtenham sucesso. São muitos os desafios que devem ser alcançados para a realização desse projeto que tanto significa para entidades e alunos. Portanto, o Movimento Resgate Arcadas se compromete a priorizar o Clube das Arcadas em sua gestão por entender que o projeto é vital para o XI de Agosto.

2012
tro Acadêmico por 25 anos com o locatário do espaço sem que nenhuma consulta aos alunos fosse realizada. Além disso, o evento de lançamento de captação doprojeto teve alto custo, mas foi muito mal divulgado, o que fez com que não contasse com a presença de potenciais doadores e de autoridades públicas que poderiam auxiliar no projeto. Também foi negligenciada pela atual a gestão a assinatura do contrato de gestão, de vital importância, pois repassa a administração do campo para a entidade Clube das Arcadas, permitindo assim que o Clube seja planejado continuamente, não sendo prejudicado pela alternância das gestões do Centro Acadêmico, e evitando o risco que uma eventual gestão irresponsável significaria para o projeto. Mais do que isso, o contrato de gestão é necessário para que o Clube tenha um caráter de gestão profissional, algo extremamente relevante dado o ta20XI representou uma oportunidade desperdiçada para a real viabilização do Clube, o que faz com que 2012 seja ainda mais importante. Este é um projeto que não pode ficar em segundo plano. Dessa maneira, é compromisso do Movimento Resgate Arcadas que isso volte a ser prioritário. Muito deve ser feito em pouco espaço de tempo. A Assembleia Geral para aprovação do contrato de gestão deve ser tratada com caráter de urgência, dependendo o futuro do Clube de sua aprovação. Neste processo, a participação dos alunos tanto na compreensão das implicações deste projeto como na contribuição para aperfeiçoar os moldes do documento é vital. Quanto à captação, apesar de ter sido contratada uma empresa para tal (Alux Consultoria), é necessário que o XI de Agosto esteja a frente do processo, pois possui uma rede de contatos e relacionamentos única com as pessoas mais propensas a

Cultura
O Largo de São Francisco foi sempre palco de grandes movimentações estudantis. Não somente na área da política, mas também na arte: grandes nomes da cultura brasileira já se sentaram nas Arcadas. Monteiro Lobato, Lygia Fagundes Telles, o busto de Álvares de Azevedo - foi poeta sonhou e amou na vida - no próprio Largo, os nomes de outros tantos no Salão Nobre, os irmãos Campos mais para a atualidade, e, no teatro, ninguém menos do que Paulo Autran, marco histórico das artes cênicas nacionais... Quem sabe quantos outros nomes ainda não estão no Largo, gestando suas futuras grandes criações, sonhando com grandes revoluções na arte? É necessário incentivar esses criadores, mostrar que as Arcadas acolhem não somente juristas famosos, mas também mentes sensíveis que desbravam outras áreas. O papel do XI de Agosto na área cultural deve ser o de aumentar o contato do aluno com a Arte, facilitar o acesso para tal contato, incentivar o espírito irreverente e criativo do aluno. A meta de atuação da coordenadoria de cultura possui três vertentes: o fomento à criação dos franciscanos através do incentivo à atuação de alunos independentes e das entidades artísticas da Faculdade; a integração da arte no quotidiano dos alunos através pequenas intervenções na realidade da São Francisco e o desenvolvimento de espaços de debate sobre o papel da Arte na realidade na qual estamos inseridos. Além disso, um dos grandes projetos da gestão que envolve a área cultural será o Teatro de Rua no Largo (ver página x).

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cultura

Ciclo de Intervenções
O aniversário de 100 anos de Jorge Amado
A obra de Jorge Amado transcende qualquer área que a pudesse classificar. Considerado um dos maiores autores brasileiros do século XX, Jorge Amado fez de sua arte também um instrumento político de luta pelas classes menos favorecidas. O melhor exemplo disso é sua obra Capitães da Areia, cuja primeira edição foi apreendida pelo Estado Novo Varguista. Exemplares do livro chegaram a ser incinerados publicamente em Salvador. Membro do Partido Comunista Brasileiro, o autor foi perseguido na ditadura por causa de suas ideias políticas. Em 2012, seria comemorado seu centésimo aniversário. Assim, o Resgate organizará um Ciclo de Intervenções em sua homenagem com Contação de História, debates sobre suas obras e sua relevância artística e a contextualização de sua importância política e social. Tudo isso feito com intervenções culturais, musicais e cênicas, tentando reconstruir as imagens propostas em seus livros.

FEMA
O Festival de Música das Arcadas consolidou-se como uma grande manifestação da arte franciscana. O diálogo democrático com as bandas é muito importante e a distribuição das datas dos shows só será firmada após discussão com as bandas. A divulgação também é importante, como cartazes na Faculdade, informes eletrônicos e outros meios de atingir os alunos. A gestão 2012 buscará jurados que estejam ligados ao próprio mercado da música. Isso ajudaria a divulgar as bandas e dá-las melhor projeção.

cultura
Semana Cultural
Comemoração de 90 anos da Semana de Arte de 1922
A Semana de Arte Moderna foi um grande marco na história da arte brasileira, com a liderança de grandes nomes paulistas, inclusive de franciscanos. Em 2012, dentro das comemorações do aniversário de 90 anos da Semana, o Resgate pretende trazer para a Faculdade uma semana de eventos voltados para a arte produzida àquela época. Entre os eventos, incluem-se debates sobre os temas propostos pelo movimento, sobre a repercussão que a Semana teve e tem até os dias atuais, e manifestações artísticas envolvendo teatro, poesia e artes visuais. É importante ressaltar que a Semana Cultural envolverá todas as entidades culturais da Faculdade, como a Academia de Letraz e o Teatro do Largo, ficando a critério das entidades o nível de envolvimento com o projeto. A meta é o fomento da criação artística e não o monopólio dele por parte do Centro Acadêmico. Além disso, é válido lembrar que a Semana Cultural não impedirá a ocorrência da Semana de Artes da Academia de Letraz que é feita anualmente de forma autônoma pela entidade sempre no segundo semestre do ano.

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Roda-viva com artistas
O conceito de Roda-viva foi trazido para as Arcadas pela gestão Resgate 2009. Revertendo essa concepção bem-sucedida também para a área de cultura, seriam convidados artistas ao longo do ano para que os alunos pudessem fazer-lhes perguntas que envolvessem os mais diversos temas. O processo criativo, a inspiração, a realidade social brasileira, o poder de impacto que a arte tem sobre nossa sociedade, a capacidade do artista em detectar tendências contemporâneas e outras tantas perguntas que envolvem o universo de um artista engajado com sua arte, com sua realidade e com seu país poderão ser trazidas pelos alunos.

Parcerias culturais
Contato com grupos de teatro, música e outras áreas artísticas com a finalidade de firmar parcerias que consistiriam em acordar descontos e facilidades para os franciscanos em troca da divulgação de suas apresentações.

Planejamento e captação
p
exercício de suas funções, sejam estas políticas, sociais, acadêmicas, culturais ou de integração, é indispensável ao XI de Agosto uma boa saúde financeira. Tal preocupação sempre norteou a ação do Resgate, e foi com essa intenção que criamos, em 2008, o Fundo do XI, atualmente o grande responsável pela estabilidade econômica da instituição. Acreditamos que é possível aperfeiçoar não somente este mecanismo, mas a maneira como a entidade arrecada e planeja o uso de seus recursos. Acreditamos ainda, que a preocupação orçamentária, mais do que um tópico meramente administrativo, é algo a ser construído politicamente com os associados. Trata-se de garantir a cada estuara garantir o pleno

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planejamento e captação

dante a possibilidade de se manifestar sobre os rumos financeiros da entidade e, para tal, nos comprometemos com uma prática orçamentária transparente, democrática e aberta aos alunos. Ainda nesse sentido, nos manteremos comunicação próxima e constante com as entidades, permanecendo atentos às suas necessidades. Finalmente, uma gestão financeiramente responsável pretende não apenas não deixar dívidas, mas também propiciar novas oportunidades de arrecadação para as entidades e seus projetos, assim como o aumento das fontes de recurso já disponíveis a elas. (Para ver nossas propostas sobre transparência orçamentária, consulte a seção Comunicação e Transparência pg X). Coordena-

Patrocínio
Acreditamos que, além de contar com os repasses mensais do Fundo do XI e aluguéis, é papel do Centro Acadêmico buscar recursos de modo a viabilizar financeiramente a realização do maior número possível de iniciativas, tais como eventos, publicações, congressos e festas. Assim, acreditamos ser essencial um XI que procure patrocínio ao longo do ano. Buscaremos tais patrocínios de maneira transparente e sempre deixando claro que a contrapartida da doação será somente a exposição do nome do doador na divulgação do evento ou publicação. Um modelo que já utilizamos em 2010 e que se traduziu em grande êxito na captação de mais de 100 mil reais é a criaçãoe apresentação aos possíveis doadores de um portfólio que congregue os principais projetos e conquistas do nosso Centro Acadêmico. Uma apresentação eficiente e organizada passa maior segurança a possíveis colaboradores e estimula adesões às iniciativas do XI.

Captação colaborativa
Além do tradicional patrocínio por entes externos à faculdade, procuraremos aumentar a captação também dentro da comunidade acadêmica. Para isso, nos estimularemos a doação colaborativa dos associados do XI a entidades ou projetos ligados ao nosso CA. Para concretizar tal objetivo, estimularemos a contribuição através da distribuição na matrícula de boletos, os quais permitirão uma doação direta a uma iniciativa determinada, tal qual a reforma da Casa do Estudante.

PPA
Um projeto que incentiva a aproximação do aluno com os gastos da gestão é o PPA, consistente na destinação de um montante de recursos, destacados do FIXI, para serem aplicados em projetos aprovados no Orçamento Participativo (OP) e no Fundo de Iniciativas Acadêmicas (FIA). Importante viabilizador de projetos de alunos e entidades de maior ou menor porte

planejamento e captação
Fundo do XI
O Fundo do XI (FIXI) é hoje a maior fonte de receitas do XI e garantidor de sua estabilidade financeira. Acreditamos, porém, que seu êxito atual não pode servir de desculpa para a acomodação do Centro Acadêmico. É preciso buscar formas de aperfeiçoar seu modelo, melhorar seus rendimentos e torná-lo cada vez mais eficaz na manutenção da saúde financeira do XI como um todo e no aumento dos recursos de cada entidade. Atualmente, o Fundo do XI é um projeto ainda subutilizado. O modelo de investimento implantado foi apenas um dos métodos possíveis que, sendo pioneiro, tinha intenção de ser frequentemente repensado. No âmbito externo, o Resgate acredita que o Fundo é uma experiência de sucesso e queo= deve ser inserida pelo XI no debate político-jurídico nacional, pressionando pela aprovação de uma lei que regularize os endowments no Brasil, prevendo incentivos fiscais e deduções tributárias de modo a estimular a contribuição de doadores a fundos no regime de endowments. Isso permitirá que entidades (desde pequenas ONGs até grandes sindicatos) investam seu dinheiro de forma inteligente e segura. Propomos, para efeitos internos, revisar o nosso modelo de investimentos ao lado dos associados do XI e da administradora do Fundo para que ele possa se tornar cada vez mais adequado às necessidades das entidades por ele beneficiadas. Traremos o debate sobre a possibilidade de arrecadar doações de antigos alunos e entidades privadas para o fundo, aproximando nosso modelo daquele que é o consagrado nas grandes universidades pelo mundo. Ainda no âmbito interno, discutiremos a permissão para que entidades associadas ao XI e projetos como a reforma da Sala dos Estudantes possam adquirir cotas minoritárias no fundo.

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O que é o Fundo do XI?
A gestão do XI em 2008 se deparou com um incrível desafio e uma enorme oportunidade. Recebeu aproximadamente 5 milhões de reais de ações da massa falida da FEPASA e teve que escolher se investiria esse dinheiro e em qual modelo. Assim foi criado o Fundo Social do XI, o qual é pioneiro no Brasil em seu modelo de endowment. Ele funciona como canal para transferir riquezas geradas na economia privada para atividades sociais. A criação do Fundo Social significou tomar diversas precauções com a preservação desse patrimônio, estabelecendo mecanismos que permitem a continuidade dos trabalhos do XI e garantem segurança para as entidades dea ele associadas. A certeza de perenidade é garantida pelo Compromisso Público de Gestão, anexo ao estatuto do XI pela inclusão do Fundo nas alíneas do patrimônio. A criação do Fundo é reflexo de responsabilidade, visão e postura isenta enquanto gestão. O Fundo do XI é regulado pela CVM, e portanto suas movimentações são públicas e registradas no site: http://cvmweb.cvm.gov.br/SWB/ defaultCPublica.asp, sob o CNPJ do XI (10.265.295/0001-81)

Taxa Social Voluntária
A Taxa Social Voluntária será uma contribuição facultativa de R$5 proposta no momento da venda de convites de festas do CA. A verba será destinada a um projeto específico apresentado previamente por alguma entidade associada ao XI. Contando com o fato de que as festas do Centro

Acadêmico contam com um público que varia de 1000 a 2000 pessoas e considerando uma adesão a Taxa Social Voluntária de apenas 10% dos alunos, há a possibilidade de financiamento de R$500,00 a R$1000,00 por evento. Dessa forma, propiciamos para os alunos e entidades a oportunidade de divulgar seus projetos e receber doações de alunos em um dos momentos de maior visibilidade interna do XI e de maior fluxo de dinheiro.

Cota de Xérox
A cota de xerox é, sem dúvida, um dos principais instrumentos de manifestação política do franciscano. Com uma simples requisição ao XI, é permitido a qualquer aluno da faculdade, individualmente ou em grupo, expressar suas ideias e fazê-las circular nas Arcadas, com a garantia de que o custo da impressão será bancado pelo Centro Acadêmico. O Resgate apoia e defende com veemência esse importante modelo de democratização da comunicação, porém acredita que tal certeza não pode traduzir-se em irresponsabilidade orçamentária e ecológica. É perfeitamente possível garantir a ampla publicização dos pensamentos franciscanos mantendo a saúde financeira da entidade. Em razão disso, o Movimento Resgate Arcadas irá garantir a continuidade do modelo de cota de xerox desburocratizado, porém para tornar previsível o impacto financeiro no XI, esta deverá ser condicionada a um valor previamente determinado e que permita um alto número de publicações, condizente com o fértil ambiente político que deve pautar nossa faculdade. Não se trata, de maneira alguma, de limitar o direito a expressão dos franciscanos, mas sim de permitir ao XI mesurar os gastos com a cota de impressão, e preparar-se orçamentariamente para seus impactos, requisito essencial para uma gestão responsável. O valor previsto para a Cota de Xerox será de R$4000,00, mais que o dobro do maior gasto mensal nos últimos 3 anos da entidade com as impressões, de acordo com as prestações publicadas até agora. Além disso, o Resgate se compromete em introduzir a pauta ambiental nesse importante mecanismo de comunicação, buscando disponibilizar folhas de papel reciclado para as impressões e evitar o desperdício, reciclando os exemplares que não forem distribuídos

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planejamento e captação
Passivo Tributário
Desde a década de 1980, vem sendo exigido do XI de Agosto vultoso montante de IPTU, decorrente do Campo do XI e Casa do Estudante, algo que não somente vem causando uma série de inconvenientes às gestões do Centro Acadêmico, mas, sobretudo, um grande risco de sofrermos uma penhora on line e termos todas nossas contas correntes bloqueadas. Entretanto, não reconhecemos o XI como entidade sujeita à tributação, já que exerce atividades de assistência social sendo, portanto, imune. Nesse sentido, ao longo das últimas gestões, o Resgate trabalhou para administrar esse passivo, mantendo-o, de alguma maneira, sob controle. Em primeiro lugar, em 2008, obtivemos as declarações de utilidade pública municipal e estadual, que há muitos anos o XI havia perdido. Já em 2009, realizamos uma auditoria judicial, a fim de organizar os processos judiciais de uma forma segura e eficiente, evitando-se, assim, que fôssemos surpreendidos por execuções e cobranças. Finalmente, em 2010, com a consolidação do Clube das Arcadas, intensificaram-se as tratativas com a Prefeitura Municipal, de modo que, pela primeira vez, desde 2005, houve uma evolução no processo de reconhecimento de imunidade do XI de Agosto. Para dar continuidade a este processo, manteremos um estreito contato com o Poder Público, bem como a tornaremos prioridade a obtenção de diversos certificados por parte do Poder Público. A utilidade pública federal é o reconhecimento, por parte do Governo Federal, de que determinada entidade desenvolve atividade, sem fim lucrativo, que é de interesse público. O XI preenche todos os requisitos para sua obtenção.A grande vantagem desse reconhecimento são os incentivos tributários que ele oferece. Uma vez obtido, o reconhecimento permite que o Centro Acadêmico se valha de doações incentivadas para quaisquer finalidades, isto é, o doador pode deduzir o valor doado do valor devido de Imposto de Renda. Na prática, significa um grande aumento no potencial de captação do XI para seus projetos e entidades. Finalmente, é preciso dar continuidade aos procedimentos para a obtenção do registro no Conselho Municipal de Assistência Social (COMAS), bem como do Cadastro Nacional de Assistência Social (CNAS), sendo que não houve notícia de qualquer trabalho nesse sentido ao longo de 20XI – ao menosa gestão não apresentou até o presente momento (início de outubro) qualquer prestação de contas quanto ao projeto, nem se houve andamento ou não.

comunicação e transparência

Comunicação
c
imprescindíveis no diálogo entre XI, associados e sociedade. Um sistema eficiente e claro de comunicação é importante não só pelo princípio democrático da transparência, mas também por permitir aos alunos integrarem-se ao XI de forma a construir a
omunicação e transparência são

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mobilização em conjunto. Essas duas vantagens permitem que, mais do que sentir-se parte do Centro Acadêmico, o franciscano seja efetivamente parte dele, saindo da plateia e entrando no palco de atuação em que o XI pode ter papel protagonista.

Conselho de Representantes de Classe
Os representantes de classe desempenham hoje papel fundamental na comunicação entre os alunos e os órgãos representativos. Exemplo disso se dá na atuação conjunta entre Representação Discente e representantes de classe na elaboração da avaliação docente. Esta avaliação permite a ponte entre alunos e professores na construção de um mecanismo de aprendizado melhor para todos os envolvidos. Nesse sentido, propomos que a figura do representante de classe ganhe força ao se tornar parte de um conselho próprio que almeja melhorar o intercâmbio de informações entre a gestão do Centro Acadêmico e o dia-a-dia de todos os alunos.

Meios digitais
O tradicional Informe Eletrônico, o Facebook e, em menor escala, o Twitter, foram três importantes meios de comunicação do Centro Acadêmico ao longo de 20XI. Nosso projeto, desse modo, envolve aumentar a utilização dessas ferramentas. Além disso, como relevante instituição que é, o XI precisa ter um site funcional, com vasto conteúdo e atualizações constantes. Esse site, que já existiu, mas foi tirado do ar, consta como principal meta de nosso projeto para a comunicação eletrônica.

O que propomos para o site é torná-lo uma referência para qualquer um interessado em acompanhar as mais diversas iniciativas dos estudantes da São Francisco. Para que isso ocorra, além da parte destinada ao CA, o site contará com espaço para que os interessados divulguem, por exemplo, grupos de estudos ou entidades das quais fazem parte. Haverá ainda uma agenda unificada disponível online, em que será possível acompanhar desde jogos dos nossos atletas até atos ou palestras organizadas por entidades.

Transparência
A transparência figura em nossa carta programa não como um projeto, mas como um pressuposto. Transparência como projeto significaria tê-la dependendo da discricionariedade das gestões ou da atuação dos partidos. Para o Resgate isso seria inconcebível: transparência é um fundamento. Não se pode almejar um XI aberto, participativo e representativo sem dar aos associados satisfação pelo que acontece. Ao defendermos uma gestão participativa, acreditamos estar implicitamente defendendo uma postura transparente em todos os momentos.

Conselho de Entidades
Criado pelo Resgate, o Conselho de Entidades tem o potencial de ser um enorme salto na comunicação entre o XI e as entidades. Já facilitou imensamente sua relação, propiciando a criação de um calendário unificado de eventos que evita a colisão de horários e faz com que o aluno não tenha que optar entre um evento ou outro. Atualmente, no entanto, o Conselho se reúne, principalmente, em situações específicas. Para maximizar o funcionamento desse importante mecanismo de diálogo entre entidades e grupos da Faculdade, o Resgate propõe que o Conselho se reuna com maior frequência, sendo desenvolvido um calendário de encontros fixos.

Prestação de Contas e Balanços Gerais
Todas as ações de relevância para o XI de Agosto – sejam políticas, financeiras ou contábeis – deverão ser informadas aos alunos. Contratos assinados, parcerias firmadas ou atos realizados serão informados por meio de Balanços Gerais a serem enviados regularmente por Informe Eletrônico e colocados no site do XI para acesso de todos. Todo e qualquer contrato assinado pelo XI será disponibilizado virtualmente.

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comunicação e transparência
É fundamental a participação do Centro Acadêmico nos espaços de construção do Movimento Estudantil. Portanto, pretendemos uma postura ativa para o XI de Agosto, participando e fomentando a participação dos estudantes em espaços promovidos pela UNE, pela ANEL e pela FENED, entre outros. Deve-se ressaltar a importância de ter um XI bem articulado com outros centros acadêmicos, com o terceiro setor, com movimentos sociais e com o poder público, entre outras esferas. É graças a esse bom relacionamento do XI que conseguimos hoje concretizar projetos como o do Clube das Arcadas e mesmo a Peruada.

Comunicação Externa
Nosso projeto de comunicação externa visa contribuir para uma maior abertura da Faculdade - tanto para trazer iniciativas interessantes de fora, como para levar para fora o que tivermos de interessante. O projeto denota mais uma postura de gestão que um projeto efetivo, perpassando todos nossos outros projetos. Exemplos disso são a inclusão de PUC, Mackenzie e GV, entre outras, no debate pela melhoria do ensino jurídico (página XI) e a aproximação de movimentos sociais para tratar dos problemas do Centro (páginas 4 e 5 ).

Jornal “O Onze de Agosto”
O jornal do XI é um mecanismo de grande importância no diálogo entre gestão, alunos, entidades, movimentos sociais e novas iniciativas. É, por essência, o grande espaço de expressão de ideias e de debate. O projeto do Resgate para 20XI era de aumentar a independência do jornal em relação à gestão do XI, de forma a incentivar a iniciativa dos estudantes interessados e reduzir a ingerência da diretoria do XI, que, no entanto, não deixaria de ter seu espaço reservado no periódico. O que ocorreu em 20XI foi justamente o contrário: a gestão aumentou sua influência sobre a linha do jornal e parte dos alunos antes envolvidos com o conselho editorial do “XI de Agosto” montaram um jornal independente, o Arcadas. Para 2012, pretendemos dar sequência ao nosso projeto de jornal com ampla participação dos alunos e menor participação da gestão. A diretoria do XI, entretanto, não perderá seu espaço reservado para opinião, que será utilizado como importante forma de comunicação com os alunos. Dessa forma, a mídia desempenha de forma mais eficiente sua função de reguladora do poder e de fomentadora do debate, pois está mais integrada ao corpo dos estudantes e não depende unicamente de vontade política do Centro Acadêmico para trazer pautas, demandas e questionamentos à tona.

Reuniões abertas de Tesouraria
Como consta no estatuto, serão feitas reuniões abertas bimestrais para possibilitar a explicação das prestações de contas do XI de Agosto aos alunos. Além disso, abriremos espaço e estimularemos que as entidades também o façam. A reunião será obviamente aberta, realizada nos dois períodos e a presença de todos os alunos é absolutamente importante. Como, no entanto, é esperada certa impossibilidade de comparecimento de alguns associados, estimularemos a participação dos representantes de sala para facilitar o contato com os alunos e legitimar a reunião.

Anuário do XI
Com o objetivo de integrar a comunidade franciscana e informá-la das iniciativas que vêm surgindo, bem como no intuito de melhorar a divulgação de trabalhos já concretizados, propomos a criação do impresso Anuário XI de Agosto. O anuário será composto por uma seção do Centro Acadêmico e por demais seções elabora-

das por grupos e entidades interessados em divulgar seus trabalhos e iniciativas realizados ao longo do ano. Essa iniciativa irá permitir a veiculação de resultados e ideias, fruto do trabalho de muitos para tornar a Faculdade um lugar agregador. A divulgação do trabalho dos grupos e entidades é de extrema importância para conseguir apoio interno e externo à faculdade, tanto político quanto financeiro.

festas e integração

Festas e integração
a
importante função: a agremiação dos estudantes. Nesse sentido, o Resgate tem três frentes de atuação: a integração, a inovação e a responsabilidade financeira. A integração visa estimular o convívio de todos os associados, entre si e também com outras faculdades. Retomando a história do Resgate de criar espaços de intercâmbio com outros ambientes universitários, tentaremos voltar à G4 e firmar parcerias com outros Centros Acadêmicos da USP e com outras faculdades de Direito para promover festas em conjunto. A inovação é a tentativa de criar maneiras diferentes de realis Festas tem uma

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inovação é pensar em novos conceitos de festas. Assim, o Resgate propõe a Festa Junina do XI e as festas temáticas do Porão. Um bom programa de integração alia eventos de qualidade à responsabilidade financeira. Assim, faremos um planejamento responsável para as festas com o intuito de diminuir eventuais prejuízos. Prejuízos em festas, além de desequilibrar as contas do XI, são extremamente danosos à tese do C.A. como entidade de finalidade social – finalidade essa relacionada à obtenção de imunidade tributária junto ao Poder Público. Assim, buscaremos também firmar parcerias, patrocínios e contratos de exclusividade que viabilizam a execução de uma festa com maior qualidade, sem que isso implique no aumento do preço do convite para o associado.

zar as tradicionais festas franciscanas, mas sem que isso implique a perda de sua essência. A ideia é manter seu formato original, porém inovar em atrações, drinks, espaços e temas. Outra prerrogativa da

G4
A G4 surge, em 2009, durante uma gestão Resgate e por iniciativa de nosso próprio Centro Acadêmico, como uma festa de integração entre as quatro maiores Faculdades da USP. A primeira, na Pachá, e a segunda, no Sambódromo do Anhembi, tiveram a participação de mais de 7 mil pessoas. Em 2012, pretendemos incluir novamente a G4 no calendário festivo franciscano. Entretanto, é necessário ressaltar que o retorno do XI à festa está a critério dos demais centros acadêmicos organizadores.

Festa Junina do XI
A Festa Junina é um marco da cultura brasileira. Por isso, o Resgate se propõe a realizar uma Festa Junina típica, com caracterização obrigatória, comes e bebes específicos e brincadeiras lúdicas e etílicas. A ideia é que a festa seja organizada em parceria com as Entidades, sendo estas responsáveis pelas barracas de brincadeiras para que possam reverter os lucros dessa participação em dinheiro extra para suas atividades. O intuito é realizá-la fora do porão, dado sua estrutura.

Taxa Social Voluntária
É o projeto que alia a captação de recursos para projetos das Entidades da Faculdade com a venda de convites das festas. Nele o aluno tem a opção de contribuir com a taxa voluntária de cinco reais, que será revertida para a execução do projeto. (Ver projeto completo em Planejamento e Captação, página 21)

Porão

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festas e integração
Peruada
A Peruada é um importante espaço de expressão política dos franciscanos. É a oportunidade de parar o centro de São Paulo para trazer reivindicações dos alunos. Dado seu caráter etílico e carnavalesco, o Poder Público tem colocado bastantes empecilhos na sua realização. Assim, o Resgate se compromete a estabeceler o diálogo com a Prefeitura desde o início da gestão para que não haja prejuízos no momento auge do calendário da São Francisco. Além disso, faremos um publicação especial da Peruada, para trazer o significado e o clima do Peru para a Faculdade.

O Porão é o local de descontrair e honrar o tão tradicional espírito etílico das Arcadas. O Movimento Resgate Arcadas propõe para 2012 uma série de festas temáticas, atrações e jogos alcóolicos, que visam atender aos mais variados nichos da faculdade. Tequilada: Festa regada a muita tequila e música latina.

Campeonatos de sinuca e pebolim

Torneio de truco

St. Patrick’s Day: Em vários lugares do mundo, pessoas se vestem de verde e enchem seus pints de cerveja Guiness para celebrar o feriado Irlandês que homenageia St. Patrick. Por que não trazer tal comemoração cultural para nossa realidade? Beerpong: Competição que envolve pontaria com uma bolinha de ping-pong e muita cerveja. Beatlemania: Uma noite com os clássicos da banda mais popular da história. Vem comeego pro Porão!: Festa ao som do melhor das Divas Pop, para todo mundo se jogar e bater cabelo. Roda de samba: O som do tantan, cavaco e tamburim não poderia ficar de fora do porão. 2012 é também ano de Olimpíadas. Seguindo o sucesso da transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2010, buscaremos tornar os momentos mais emocionantes dos jogos ótimas oportunidades de agremiação dos franciscanos.

Acalourados
É a festa que marca a entrada do calouro na vida universitária. Por isso, a Acalourados não pode ser entendida como uma mera balada. O Resgate criará uma ambientação diferenciada, inovando em locais para a festa e em atrações que marquem essa tão importante transição.

Cervejadas
Buscaremos inovar no modelo atual de cervejada, com ideias como posicionar o DJ na sacada da Faculdade ou no Parlatório, propiciando uma maior qualidade e volume de som no Largo.

Baile do XI
O Resgate retomará o padrão de excelência (que existia em suas gestões) da festa mais tradicional das Arcadas, incluindo um cardápio e uma lista de Openbar compatíveis ao preço do convite, além de temas interessantes e decoração relacionada.

PRESIDENTE: ANDRÉ TREDEZINI

SECRETÁRIA GERAL: STÉPHANIE SAMAHA

DIRETORES GERAIS: ALEXANDRE FERREIRA JULIA CRUZ

SECRETÁRIO DE ORGANIZAÇÃO: FELIPE FACCI

TESOUREIROS: AMANDA MATTA GUILHERME GERMANO

SUPLENTES: RENAN PERLATI LUCAS BRANDRÃO SÉRGIO MONTANDON

Político Social
AlexAndre FerreirA, AmAndA mAttA, AnA CArolinA CApozzi, André tredezini, dAvid tAvAres, Guilherme GermAno, henrique FiloGonio, JuliA Cruz, luCAs CorAsin, luCiAno CArvAlho Filho, oliviA AlmGren, pAulo FuCCi, renAn perlAti, sérGio montAndon, eduArdo FuCCi

Universidade
AmAndA mAttA, BeAtriz dos sAntos mAttos, CAio “Bio” mello, henrique FiloGonio, José pAulo miCheletto nAves, JuliA Cruz, mAriA isABel diAs

Cultural
AnA CArolinA CApozzi, CAio “Bio” mello, JuliAnA KeltKe, luCAs AdAm, sérGio montAndon

Comunicação e Transparência
AlexAndre FerreirA, AmAndA mAttA, André tredezini, Felipe FACCi, Guilherme GermAno, JuliAnA KeltKe, luCAs BrAndão, stéphAnie sAmAhA, eduArdo FuCCi

Bibliotecas
AnA CArolinA CApozzi, dAvid tAvAres, José pAulo miCheletto nAves, JuliA Cruz, stéphAnie sAmAhA,

Integração
FernAndo “sArGento” dA espiritu sAnto Filho, GABriel “BertioGA” vieirA, JuliAnA KeltKe líviA FiCKer, luCAs AdAm, luCAs BrAndão, pAtríCiA BonorA, rAFAel Gil Cimino, renAn perlAti, sérGio montAndon, stéphAnie sAmAhA

Planejamento e Captação
AmAndA mAttA, André tredezini, dAvid tAvAres, Felipe FACCi, FernAndo “sArGento” dA espiritu sAnto Filho, Guilherme GermAno, GustAvo “inClusp” lACerdA FrAnCo, luCAs BrAndão, renAn perlAti, stéphAnie sAmAhA

Clube Arcadas
AlexAndre FerreirA, André tredezini, dAvid tAvAres, Guilherme GermAno, luCAs BrAndão renAn perlAti

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