Escola ES/3 Diogo de Macedo Olival – V.N.

de Gaia Direcção Regional de Educação do Norte

ANO LECTIVO 2010/2011

Disciplina: Língua Portuguesa

Ficha de trabalho: A Carta

8º B

CARTA AO FUTURO

Meu amigo: Escrevo-te para daqui a um século, cinco séculos, para daqui a mil anos... É quase certo que esta carta te não chegará às mãos ou que, chegando, a não lerás. Pouco importa. Escrevo pelo prazer de comunicar. Mas se sempre estimei a epistolografia, é porque é ela a forma de comunicação mais directa que suporta uma larga margem de silêncio; porque ela é a forma mais concreta de diálogo que não anula inteiramente o monólogo. Além disso, seduz-me o halo de aventura que rodeia uma carta: papel de acaso, redigido numa hora intervalar, um vento de acaso o leva pelos caminhos, o perde ou não ai, o atira ao cesto dos papeis e do olvido, ou o guarda entre os sinais da memória.
Vergílio Ferreira, Carta ao Futuro

INTERPRETAR 1. «Meu amigo» é o cabeçalho desta carta. Quem será esse «amigo», o receptor da mensagem? Justifica a tua resposta. 2. O autor revela uma grande «atracção» pela carta. 2.1. Indica dois vocábulos que melhor traduzam essa ideia. 2.2. Classifica-os morfologicamente. 3. Qual é a função da carta para o autor? E para ti? 4. Explica o sentido da frase: «...porque ela é a forma mais correcta de diálogo que não anula inteiramente o monólogo.» (l.4) 5. O autor associa a ideia de aventura a uma carta. Porquê? 6. O texto que estás a analisar foi extraído da obra «Carta ao Futuro». Explica em que medida o referido extracto está ou não de acordo com o título do livro. EXPRESSÃO ESCRITA 1. Agora é a tua vez de redigires uma carta ao futuro.

1

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful