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CAPITULO VI

Caro leitor e irmão amigo, no que possa haver na terra apenas duas igrejas, a falsa e a verdadeira, a que, desobedece a palavra de Deus, e a que a obedece, guardando os seus mandamentos e dando testemunho do Senhor e Salvador Jesus Cristo; esta e a Igreja adventista do sétimo dia: ela, a que guarda a palavra de Deus, e a única original, nascida que foi de um movimento profético, ou do cumprimento de Daniel 8: 14 – como seja – o fim do período de 2.300 tardes e manhãs, ou dias/anos proféticos, segundo Números 14: 34 e Ezequiel 4: 6, e mais conforme revelação, do apocalipse, paginas 118 que diz: “O ano de 1.844 marca a terminação da profecia dos 2.300 anos”. Desde essa data, o mundo tem estado a viver de “tempo emprestado”. “Não há na Bíblia nenhuma profecia cronológica que vá além de 1.844” – conclui o autor do referida livro. XXX Sim, amigo leitor e irmão na fé, a Igreja Adventista do sétimo dia, é – como se verifica em toda esta obra – é e única que preenche as especificações de Apocalipse 12: 17, que diz “Então o dragão irou-se contra a mulher – Igreja, e foi pelejar com os restante de sua descendência – membros – os que guardam os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus”. Diz ainda Apocalipse 19: 10, ú. parte: “pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”. Ora, caro leitor, qual a Igreja que tem atualmente o dom – espiritual – da profecia, senão os adventistas do sétimo dia? Claro que sim, não é? E todos sabem – ou deveriam – saber disso, não é mesmo? Certamente que sim! XXX Mas no que pese ser ela a Igreja da verdade, e ter vindo sendo a certa, até agora – 200 – na visão deste autor, e pela luz que lhe fora concedido pelo espírito Santo, ela precise e urgentemente, passar por uma grande e profunda Reforma nos seus quadros doutrinários. E por que isso – perguntarias tu, leitor amigo? – porque se esta entrando num período – terceiro milênio da cristandade – decisivo para o futuro da humanidade na face da terra. Ademais, a Igreja tem lá

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seus defeitos – como se sabe – e um destes, talvez o maior, é não querer ver a verdade presente. Como assim? Poderias, novamente, perguntar tu. É que ela é uma Igreja rica, na medida do mundo, como diz: revelações do apocalipse, paginas 55:”... possuindo belas igrejas – templos – maravilhosos instituições – Escolas, instituto universidades – centros de culturas e instrução; falta-lhe porem o essencial que é experiência Cristã. Quando o mundanismo abre caminho em nosso coração, ele destrói nossa paixão pelas almas”. E continua caro leitor amigo, quase todos nós – os adventistas do sétimo dia – nos sentimos confortáveis e satisfeitos, e, todavia desconhecemos nossa real condição. “Fomos inoculados, apenas, com a dose necessária de cristianismo para tornar-nos imunes ao que é genuíno”. E, ainda, continua aquele autor: “poderia haver situação mais trágica?” pergunta ele: “E esta situação prevalece no tempo em que o Senhor está para voltar”, conclui. XXX A titulo de demonstração: o Livro Andando com Deus todos os dias registra na sua pagina 109, o seguinte trecho: alguém disse: “o grande problema da Igreja não é a falta de HOMENS, mas a falta do PODER do alto! “ter homens de poder e com poder, com mais poder divino do alto, é o grande necessidade. E continua: dois anciãos de uma congregação adventista conversavam sobre a sua Igreja mundial. “Nós temos escolas e até universidades, hospitais e casas editoras, bonitos templos, lanchas e avionetas. Enfim, nossa Igreja está rica e não pode dizer que não possui prata e nem ouro”. “É verdade” retrucou o outro, “mas também a Igreja não pode dizer “levanta-te e anda”. XXX Ora, leitor amigo, não é possível que os anciãos não sabiam que é justamente a prata e ouro – enfim as riquezas matérias que ela alegaram a Igreja ter – o que faz com que ela não tenha Jesus Cristo no seu meio, pois justamente é isso o que faz com tal ocorra. Não sabiam – e a Igreja não sabe – o que Jesus disserta, em São Mateus 6: 24, que “ninguém pode servir a dois Senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar o outro, ou se devotara a ume desprezara ao outro. Não podendo servir a Deus e às riquezas?”

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“Ora, caro leitor, o dinheiro se contrapõe a Jesus Cristo, pois ele, o dinheiro, é a chave que fecha e abre as portas do mundo; enquanto Jesus Cristo tem as chaves – poder divino – Apocalipse 3: 7, que diz: “... aquele que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fechara, e que fecha e ninguém abrira”. Pois sim, esta aí é a situação caótica da Igreja de Deus na terra, a Igreja Laodicéia, do mundo de hoje. E a respeito dessa situação de mornidão na Igreja presente, faz-se transcrever a seguir de um artigo publicado na revista adventista de abril de 1.995, às paginas 36 e 37, que diz o seguinte: “LAODICÉIA: A NOSSA SITUAÇÃO PRESENTE”, o pecado de Laodicéia é deixar Jesus de lado de fora”.

“o pecado de Laodicéia”.

“O maior pecado de Laodicéia era manter a porta de seu coração totalmente fechado para a obra salvivica de Jesus Cristo. Por esse motivo acalentava os outros pecados, o da mornidão espiritual e principalmente a confiança em suas obras para a Salvação. Precisamos compreender que os pecados são conseqüências de permanecemos longe de Jesus...” “Não ter a Cristo é tentar viver uma vida religiosa frustrada e infeliz. Admitir a possibilidade de “fazer” boas obras, ou viver uma vida religiosa eficaz sem Cristo, é delinear um propósito utópico e inatingível”. “O estar Jesus do lado de fora, batendo à porta do coração, constitui o maior e o principal pecado de Laodicéia, e de toda cristandade que viria, (Apocalipse 32: 20)” A Igreja de Laodicéia tinha tudo, menos Cristo. Ele permanecia do lado de fora, batendo a porta e pedindo entrada. “Se o atendesse, logo ele entraria e travaria amizade dom a Igreja”. “Precisamos compreender, aceitar e admitir que os nossos pecados vêm como fruto do grande pecado de não vivemos em comunhão com Jesus Cristo”. “o cristianismo sem moral, sem amor, indiferente, terá de fracassar fatalmente, sendo condenado por sua inerente realidade”. SOLUÇÃO

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“Cristo oferece a Igreja de Laodicéia – Adventista do Sétimo Dia – a solução para o seu problema. Como medico dos problemas espirituais, receita os remédios que lhe daria um discernimento divino. (ver Apocalipse 3: 18)”. “Utilizando-se de uma linguagem metafórica, João apresenta os remédios que apresentam a solução para nossa situação – hoje – certamente. Tais remédios, como ouro, que representa a fé e o amor (Tiago 2: 5 que diz: ouvi meus amados irmãos, não escolheram Deus os que são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam); vestiduras brancas, que representam a justiça (Apocalipse 19: 8; Isaias 61: 10), e outros, só são adquiridas por intermédios de Jesus Cristo...”. “Uma Igreja que confia nas suas obras, e esta desprovida dos principais elementos para a salvação, que se resuma na pessoa de Jesus (pois são dons que emanam dele), só poderia receber uma repreensão. Apocalipse 3: 19; “Eu repreendo e disciplino a todos quanto amo. “Sê, pois zeloso e ARREPENDE-TE”, e unjas os teus olhos para que vejas. Apocalipse 3: 18, ú. Efésios 1: 18 e São João 16: 13. CONCLUSÃO

“Precisamos despertar e nos apoderar da à solução que abatera a apatia espiritual em que vivemos. Precisamos mais do que nunca enfatizar que só Jesus salva”. E continua: “o grande problema dos nossos irmãos protestantes é ter Jesus como Salvador, e não tê-lo como Senhor – não o obedecendo. E hoje percebemos que o grande problema da Igreja adventista do sétimo dia – é ter Jesus como Senhor, pois não o experimentamos”. “Devemos seguir em frente, não fazendo prosélitos, mas cristãos... Sim, leitor amigo, na visão deste autor, a Igreja Adventista do sétimo dia – a Laodicéia, das sete da Ásia – não e estar realmente “crendo e fazendo” como deveria estar, e isto, porque tem ela como obras prioritárias o serviço de educação. E “certo que não se pode negar não ser a educação de um povo uma grande obra” obra meritória até – é sim, em todos os sentidos da palavra. Mas não se pode também negar que é ela um serviço social humanitário – o lhe dá um

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cunho por demais relevante para qualquer instituição que a promova, não se nega – mas é bom que se saiba não ser este tipo de obras que a Bíblia se refere, como sendo essencial à vida do cristão – quando do comparecimento deste ao juízo final – como as citadas em São Mateus 25: 31 a 46; que terão de ser achadas sendo praticadas pela Igreja, quando do grande julgamento, no qual o Senhor Jesus Cristo vier em gloria, acompanhado dos Seus santos anjos fazer a coleta da mesma, separando ai os bons dos maus; quando ela, se não se corrigir de sua condição atual, da mornidão espiritual, na qual se encontra – Laodicéia – será, irremediavelmente, achada injusta, e como dissera o Senhor e Salvador Jesus Cristo, em Apocalipse 3: 19; “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois zeloso e arrepende-te”. E mais, no versículo 16, diz ele: “Assim, porque és morno e nem és quente NE frio, estou a ponto de vomitar-te de minha boca. Ora, leitor amigo e irmão na fé, se a Igreja adventista do sétimo dia não se arrepender, e se não for zelosa, com mais conhecimento, executando boas obras, obras que edifiquem espiritualmente será ela – repete-se –

irremediavelmente – vomitada da boca de Cristo, pois a palavra de Deus é como um tiro é sem retorno! XXX Há ainda de ver que a Igreja tem como obras em andamento o ministério da saúde, com redes de hospitais, clinicas e lanchas, estas também com serviços médicos e odontológicos, para atendimento das populações ribeirinhas dos rios da Amazônia, no caso do Brasil, e isto é mais do que louvável, é justo – principalmente – agora, neste final de século vinte e princípios do vinte e um, onde o inimigo de Cristo esta realizando sua obra dos últimos enganos do seu ministério de enganar a todos – realizando grandes prodígios e milagres falsos – mormente mente, na área de saúde, dizendo-se curador das pessoas enfermas, hoje, quase toda a humanidade. XXX Sim, esse ramo das obras da Igreja, o ministério de saúde, não só é justo, como se disse acima, como faz ele parte do plano de Salvação de Deus para o seu povo, nesses tempos finais. Mas não basta; alem disso há certos

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sermões, que nos constrangem, como por exemplo, o que diz a revista adventista de março de 1.996, em sua pagina 32, em artigo do Dr. Helio Grellmann, sobre as características das instituições medicas adventistas, que diz: o objetivo operacional de nossas instituições medicas não é caritativo, embora estejamos sob a solene obrigação de praticar a caridade, sobretudo com os da fé. Quando a isto, recebemos parâmetro bastante claro: existem pobres preciosos e dignos, cuja influencia tem sido uma benção para a causa de Deus. Deve-se constituir um fundo para ser usado com o expresso propósito de tratar tais pobres que a igreja que freqüentam decidir que eles são merecedores do beneficio. XXX Pois bem, leitor amigo, pelo exposto ai acima, o que as ver é a maldita burocracia imperando na Igreja, e não só a odiada burocracia, mas também o não menos maldito e odioso puxa-saquismo, para não dizer o elitismo imperando nela, já que para este autor todo e qualquer pobre que aceita o Senhor Jesus Cristo como o seu Salvador, é digno, e, portanto, merecedor das mesmas atenções e cuidados de tais instituições de saúde da Igreja, sem necessidade do cunho, ou “dedo” pessoal de qualquer pastor ou dirigente outro da mesma. XXX É certo que o Dr. Grellmann tirou tal assunto dos escritos da Sra. White que por sua vez o recebeu diretamente por inspiração divina, portanto, é um assunto sagrado, mas é preciso se ver é que os tempos de hoje são outros, mudaram; ver que depois de todas as visões e revelações que lhe foram dadas; ocorreu a explosão atômica na primeira metade deste século findo, e que com tal explosão ruíram quase todos os velhos conceitos das relações humanas, inclusive os religiosos. Dogmas mudaram, romperam-se os laços afetivos da sociedade, causados pelo ruído, ou quebra da célula-mater dessa sociedade, a família. E com tal quebra, aos 15 anos depois chegou-se a uma geração secularizada, a da década de 60, que ficou na historia, como a década que mudou tudo, e realmente mudou. Daí é de se ver que os dogmas da Igreja de Deus sobre a terra teriam também de mudar, por mais conservadores que sejam eles; se quisessem adequá-los aos tempos que ai estão. E por falar em novos

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tempos, esta - se no limiar do terceiro milênio da cristandade, e certamente muitos dos pontos doutrinários da Igreja Adventista do Sétimo Dia, terão de ser revistos, inevitavelmente, se quiser ser a Igreja de Deus na terra. Assim é que este autor pela luz que lhe foi dada pelo espírito de Deus – recomenda uma urgente reformulação nos seus dogmas para que ela possa enfrentar e sai-se vencedora nesses dias que vêm ai pela frente, e ser encontrada justa perante Crist. Sim, porque os tempos que se avizinham serão decisórios para o futuro da humanidade na terra; e neles, todas as entidades humanas – políticas, empresariais e até religiosas que se não se reformularem, a fim de se adequarem com as novas exigências daí advindas – implodirão, fatalmente para ceder lugar a novas estruturas, capazes de suportar - aos novos métodos de vida advindos dessa “era de incertezas” que é o terceiro milênio. XXX Em vista disso, é que este autor prega uma urgente “Reforma” da Igreja e adverte não venham pichá-lo de reformista – termo este – até certo ponto depreciativo, feito em alusão a um grupo que se afastou dela – indevidamente – por taxá-la de babilônia, o que não é verdade, visto que babilônia na Bíblia há só uma, a do capitulo 17 do apocalipse, com suas filhotas, as meretrizes. É verdade que muitos outros grupos já saíram das fileiras da Igreja, mas o que diz a Bíblia a respeito disso? Ouçam-na em I João 2: 19; “Eles saíram de nosso meio, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco, todavia eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos”. Sim, caro leitor, dizem por ai haver uns 11 grupos diferentes de adventistas no mundo, mas este autor tem ouvido falar de apenas 3. Outrossim, quando diz a Sra. White não ser mais necessário reformas na Igreja, ela se referia a reformas reveladas já que ela teria tido todas as revelações e visões necessárias para a Igreja cristã dos últimos dias. E este autor concorda plenamente com ela. Alias, no que pese ter tido ela mais de 2000 visões e revelações, para ele uma só era o suficiente para credenciá-la como profetisa do remanescente; a do santuário celestial aberto, e nele a arca do concerto

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aberto, e sob esta as tabuas do testemunho com os 10 mandamentos de Deus escrito, como ele viu. Sim, isso ai era o bastante. Quanto a esta REFORMA aqui indicada por este autor, ela será feita não como um produto de revelação, mas de sérios estudos, pesquisas e o melhor; de discernimento divino/humano e analise de todos os fatos e dados ocorridos e situados no tempo e no espaço de sua vigência; isto é de 1.844 a 2.000. XXX Quanto aos reformistas, perecem ser eles mentirosos, pois se referem ao 4º anjo, o de Apocalipse 18: 1, que diz depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua gloria. Ora, a Bíblia diz outro anjo, e não o quarto anjo, como dizem eles, jogando com isto uma replica na Igreja que tem como pressuposto doutrinário, as três mensagens angélicas, dando ênfase e do terceiro anjo. XXX E por falar no terceiro anjo, a Igreja se gaba de ter a tríplice mensagem angélica, mas não a tem completa, senão veja-se; a Bíblia, em duas passagens de apocalipse se refere bem claramente aos adventistas do sétimo dia: primeiro, no capitulo 14, versículo 12, onde está escrito: “Aqui esta a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Ora, que mandamento são esses? Os do Decálogo, todos os 10 mandamentos da lei moral, a lei regia de Deus, muito bem! Segundo: no capitulo 19, versículo 10 que diz: “prostrei-me ante os seus pés para adorar-lo. Ele porem, me disse: vê, não faças isso, seu conservo teu e dos teus irmãos que matem o testemunho de Jesus; adora a Deus, pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”. Como se vê leitor amigo, os adventistas do sétimo dia são o único povo atualmente na terra que preenche as exigências acima; eles guardam todos os mandamentos de Deus, e tem o DOM (espiritual) da profecia; eles surgiram e se mantém por um momento espiritual profético, o de 1.844.

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Até ai tudo bem, mas, quanto ao dizer este autor não terem a terceira mensagem angélica completa, isso se deve ao fato de a fé desta Igreja no Senhor e Salvador Jesus Cristo ser incompleta, isto é ser morta. Pois como já foi vista as obras dela estão mais concentradas no seu sistema educacional e no e alimentício, e isto só é importante no plano social, mas no espiritual é quase zero, já que os mesmos só edificam plano físico e nunca no espiritual, essas suas obras não edificam espiritualmente; por isso é que se diz que ela, esta Igreja tem por obrigação, de promover uma REFORMA nos sues quadros doutrinários e de ação, para que possa vir a ser achada justa, quando do encontro com o seu Esposo, nas nuvens celestiais. XXX Sim, e que diz a Bíblia sobre fé sem obras, ou fé morta, que não edificam espiritualmente? Ouçam-na, em São Tiago 2: 14 a 26, que dizem: “Meus irmãos, qual o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso semelhante fé salva-lo? Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados de alimentos cotidiano, e qualquer dentre vós lhes: ide em paz, aquecei-vos e tratai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras (que edifiquem espiritualmente), por si está morta. Mas alguém dirá: tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé. Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem queres, pois ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem obras (espiritual) é inoperante? Não foi por obras (espirituais), que o nosso pai Abraão foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho Isaque? Vês como a fé operava juntamente com as obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, e se cumpriu a escritura, a qual diz: ora Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça, e: foi chamado amigo de Deus, verificais que uma pessoa é justificada – também – por obras e não por fé somente. De igual modo, não foi também justificada por obras a meretrizes Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho? Porque assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras (espirituais) é morta”.

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XXX Quais são as obras acima mencionadas pelo apostolo em questão – leitor amigo? E a resposta te será esta: as obras de todo o capitulo 25 de São Mateus – principalmente – as do grande julgamento, dos versículos 31 a 46, e a ultima do capitulo 24, também de São Mateus, a parábola do bom servo e do mau. Mais, especialmente, as do que reza Gálatas 6: 2, que diz: “Levai as cargas uma dos outros e assim, cumprireis a lei de Cristo”. Ora, leitor amigo, para uma Igreja tão devotada às leis, é de se esperar que ela cumpra com denodo a lei de Cristo, assim como cumpres com zelo a lei do pai, o decálogo. XXX Falou-se atrás em alimentação, e a Igreja tem uma grande obra nessa área, pregando e praticando o regime alimentar “vegetariano”, é este, não se nega – uma alimentação mais que saudável, mas não é tudo, isto e, para este autor ela, a alimentação vegetariana, serve apenas par o plano material, e nunca, ou quase nunca, para o espiritual, pois que, diz a Bíblia a este respeito? Ouçamna em Romanos 14: 17, que afirma: “porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no espírito santo”. Ora, se a Igreja apregoa a incrível afirmação de que quem tiver ao menos 5 gramas de carne animal no organismo humano, não se Salvará, como podem os pobres dessa Igreja, que às vezes tem sequer uma migalha de carne com que se alimentar, sentir paz e alegria no espírito santo? Como pode haver justiça para os humildes, neste caso? Pois bem, para este autor tal afirmação não passa de “terrorismo psicológico” e, até mesmo de “chantagem mental”; se pregar tal coisa no púlpito, para uma assembléia composta de gente pobre e humilde; como se sabe que se prega por ai afora. O que não passa de um absurdo, visto ser a Igreja, uma instituição religiosa dos pobres – essencialmente – ou não? Que disse o senhor Jesus Cristo – publicamente – quando se identificou como o messias enviado por Deus, para reconciliar o mundo com ele Deus? Que diz a Bíblia a este respeito? Ouçam-na sobre o que disse Cristo/ em São Lucas 4: 18: “O espírito do Senhor está sobre mim pelo que me ungiu para evangelizar os POBRES; enviou-me proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para por em liberdade os

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oprimidos”. E mais, em São Mateus 11: 5, diz Jesus: “Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e aos POBRES está sendo pregado o evangelho”. Ora, leitor, amigo, quais são as pessoas que aceitam mais facilmente a Jesus Cristo, senão os pobres? Claro que sim, como está na Bíblia, em São Tiago 2: 5, quer diz: “ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam? Entretanto, vos outros (a Igreja) menosprezastes o pobre. Não são os ricos que vos Oprimem e não são eles que vos arrastam para tribunais? Não são eles que blasfemam o bom nome que sobre vós foi invocado? Se vós, contudo observai a lei regia segundo a escritura; amaras o teu próximo como a ti mesmo, fazes bem, se, todavia, fazes acepção de pessoas, cometeis pecados, sendo argüidos pela lei como transgressor”... XXX Ora, caro leitor, pelo visto acima, está mais do que claro que Jesus Cristo veio ao mundo, essencialmente para os pobres, visto que são eles os mais desprovidos de todos os atributos que o dinheiro pode oferecer aos que o detém, como: comida refinada e farta, carros de pessoas e de trabalho e moradias fáceis e confortáveis; em fim, de todo tipo de bem estar de que necessita a pessoa humana para viver, ou sobreviver com o mínimo de dignidade possível, que cada caso requer. E disse mais Jesus Cristo, sobre os que são ricos, em São Mateus 19: 23 e 24: “A seus discípulos: “em verdade vos digo que um rico dificilmente entrara no reino dos céus. E “ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. “É certo que no versículo 26 Jesus fez uma concessão e isso representa uma extensão sem limites do amor de Deus por todos; disse ele, fitando neles o olhar: isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível”. Ou seja, que aos ricos também foi estendido o dom da salvação, mas isto como uma concessão especial, visto que, a principio, esta se destinado aos pobres, tão somente. CONSELHOS DE UM AMIGO...

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Se queres, ó Igreja, ser vitoriosa, Voltas-te para Cristo, o teu salvador, Pois som, ente ele salva, e é também Senhor Dos que o obedecem. Não sedes ociosas... Antes, sedes uma Igreja luminosa; Que, amando a lei do grande legislador, Também o aceita como o bom Deus de amor; Que te ama, e te quer. Sedes tu mais piedosa; Dedicando o teu afeto aos ricos, e aos pobres; Trabalhando sim, por cada: órfãos e viúva, Pra poderdes alcançar toda a eqüidade Da lei do amor, são eles: únicos, nobres Meios pelos quais nos vem à esperada CHUVA Serôdia, dando a todos, frutos de verdade!

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