Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

página 03

Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

informando seu nome completo e o curso em que está inscrito.o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula. . Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD. Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo . determinando o sucesso final.br (Identifique a mensagem.Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011.gov. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso . o ILB passou a fornecer autenticação digital. são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso. cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login).) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância. E-mail: ilbead@senado. traduzidas em hábitos de estudo.assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo.

Gestão Estratégica com foco na Administração Pública. certamente liderados por servidores preparados. em linguagem clara e objetiva. utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”. Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público.· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos . elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância. página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo. seguramente. Em seu escopo. · execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos . pois. cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível. . voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas.eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas. · sempre que acessar a plataforma. Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização. está dividido em quatro módulos. atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial. navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. O material didático. visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios. Gestão de Pessoas e das Organizações. serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um. O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública. O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem. · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria .os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los. e Gestão de Processos. além de integrarem a avaliação. · participe dos fóruns de debates . o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que. fornecer aos agentes públicos. Pretende.

Teoria Clássica aula 04 . por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio. decisão de trabalho.A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 . Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais. tipo Media Player. acompanhem o curso sem maiores prejuízos.Departamentalização aula 08 . controle.Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze. O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas. “todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento. assim como o Adobe (extensão PDF).A Origem da Burocracia. ou similar. por exemplo). Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas. A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios. suas Funções e Disfunções aula 06 . e. dimensionar recursos.A Administração Científica aula 03 .Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas. organização.Tipos de Organização aula 07 . O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze. planejar aplicações. como se estivesse dentro de uma sala de aula.Visão Contigencial aula 01 . Para ouvir o curso. enfim. seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”. é necessário instalar um software. estabelecimento dos líderes e das tarefas.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 . a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento. da Microsoft. efetuar diagnósticos. De acordo com Koontz (1989).Visão Sistêmica aula 10 . é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não). CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO . tudo que for ligado à organização. Modulo I Módulo I aula 01 . que já está incorporada no curso. desenvolver estratégias.Eficiência e Eficácia aula 09 .

Princípio do consenso e de coesão na organização. 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. contabilidade de custos e controle de qualidade. Necessidade de Relações Humanas. arranjo físico e manuseio de materiais. . Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas. impacto de automação. diferenciação entre gerentes e operários. princípio escalar. Teoria da fonte de autoridade. balanços contábeis. princípio da execução. Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. linha de montagem. enunciado das qualidades de liderança. amplitude administrativa. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. organizar e controlar. padronização. Administração de pessoal. conceito de controle. controle de inventários. Conceito de organização. estudo de movimentos. especialização. táticas políticas.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar. estabelecimento de salário mínimo. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. Princípio da Especialização.

Praticas de pessoal. especificações. ciência da Administração. No entanto. prêmios de produção. segundo Chiavenato (2000). treinamento dos operários. sem perdas ou desperdícios de tempo. seja ela lucrativa ou não”. ao mesmo tempo. planejamento. que produz o resultado pretendido). tempos padrões. Ênfase na abordagem cientifica e na especialização. tendência para) e minister (subordinação ou obediência). P. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção. é aquilo ou aquele que chega ao resultado. estudo de temos e movimentos. métodos de trabalho. Administração sistemática em ferrovias. Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. auditoria. 22-23 pagina 02 No final do século XIX. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. aquele que presta um serviço a alguém. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem. Arte de Administração. gratificações natalinas. 2000. ou seja. No início do século XX. com nenhum ou com o mínimo de erros) e. Conceitos Básicos Como acabamos de ver. incentivo salarial. . lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. Mas. com qualidade e competência. efeito das cores na eficiência do operário. artesãos independentes. Uso do organograma para a estrutura organizacional. dinheiro ou energia. Administração Cientifica. isto é. “administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. contabilidade de custos. estudos de tempos e métodos. surge a história da Administração. ênfase no planejamento e controle. planos de casas para os operários. decisão do trabalho. princípio de execução. mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. que produz o seu efeito específico. cooperação entre operários e gerência. afinal. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função.1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W.

nosologia. já com ênfase na estrutura organizacional. Nesse momento. a Teoria Clássica de Fayol. que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. inexperientes à época. a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. surge o filósofo inglês Francis Bacon. a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. abordaremos mais detalhadamente cada teoria. . que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. e René Descartes. Através da Administração Científica de Taylor. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. sobretudo.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época. discípulo de Platão. apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração. cosmologia. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. A influência de filósofos como o grego Sócrates. máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra. baseada na psicologia organizacional e. da ordem e do controle. ou é eficaz ou não é. Já nos próximos módulos. página 03 A seguir. mas sempre agindo em prol da organização. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época. pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. o seu discípulo Platão. Em seguida. metafísica. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. Com a filosofia moderna. comparativa. No mesmo foco. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. É importante ressaltar que. crítica de cada teoria da Administração. tecnologia e ambiente. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. estrutura. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. detalharemos uma visão ampla. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. página 04 A seguir. Mediante a Teoria das Relações Humanas. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. dando o impulso inicial à filosofia. posteriormente. ciências naturais e lógica. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. e. por exemplo. e Aristóteles. pessoas. elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas.

Tais princípios influenciaram. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www. iniciada na Inglaterra. a partir do início do século XIX. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração.ig.hpg. .com. a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850. Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. a aplicação dos progressos científicos à produção. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores. economistas não liberais.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção. promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo. a descoberta de novas formas de energia. inclusive.br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. como Adam Smith. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais. como Karl Marx e Friedrich Engels. política e social. pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica. Na virada do século XX. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. que. surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele. economistas liberais. o avanço tecnológico.geojornal2003. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo. impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada.

o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. • Crescimento dos negócios das empresas”.A Administração Científica . aula 02 .Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. • Livre comércio.Enfim. conclusão Conclusão Nesse contexto. os recursos escassos e o crescimento sustentável.exercícios de auto-avaliação . sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental. • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores. Em um curso a distância. Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso. esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000). as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando. Acesso pelo menu "Avaliação". com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros. • Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio. é necessário administrar as pessoas. tudo isso. Gestão . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades. em Avaliações. Não é suficiente administrar as empresas. • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção.

Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial. ao empregado. ao mesmo tempo. que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais. e a de Henry Fayol (francês).aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano). A escola da Administração Científica. engenheiro. O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e.jpg No primeiro estágio de sua obra. criada por Taylor no início do século XX.edu/cas/. foi o precursor da Administração Científica. Mas quem foi Taylor? Frederick W. norte-americano. Taylor. preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os . Dessa forma.etsu. é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia. Taylor. Fonte:http://www. que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas.

ainda nesta módulo). página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. selecionado e treinado. Já na segunda etapa. vadios e negligentes. a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades.operários. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica. Com essa finalidade. página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho. ruídos. Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. estará pronto para colaborar com a empresa. voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. enquanto o trabalhador executa a tarefa. o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas. resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. em sua Administração Científica. Taylor. ou seja. . a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. assim. iluminação etc). Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa. permitindo. mas pela necessidade de sobreviver. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. prática não vigente à época. Em outras palavras. melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. racionalizada e padronizada. mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. eliminar movimentos inúteis. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. segundo a produtividade desses operários. e conseqüentemente. Uma vez analisada. apesar de considerá-los irresponsáveis. o estabelecimento de normas de execução. distribuir uniformemente cada tarefa. A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. Para Taylor.

os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes. . Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência.Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior. Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções. – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los. – Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada.princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção). Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência.gov Através da racionalização da produção. que permitiu a produção em série e em massa. Fonte: http://www. Para envolver os escalões mais elevados. Para tanto. Ford inovou na organização do trabalho.americaslibrary.princípio da produtividade. Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel. através do planejamento do método de trabalho. de acordo com suas aptidões. por meio da estrutura funcional. época. Ford adotou três princípios básicos: . nem mesmo a linha de montagem.princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). a jornada variava entre dez e doze horas. . enquanto na. . idealizou a linha de montagem. estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas. – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos.

Porém. . O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações. a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo. pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários. As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e. envolvendo apenas a organização formal. os estudos de Taylor são vistos como distorcidos. . dentre outros elementos citados nesta aula.a abordagem incompleta. outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina. Vejamos.a abordagem prescritiva. principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet. as principais críticas às esses estudos: . . . Ele está à sua disposição. a seguir. motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina. por eliminar movimentos inúteis. até mesmo.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos". isolado como um apêndice da máquina industrial."Mensagem") ou por e-mail.a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva.a superespecialização que robotiza o operário.a visão do operário como uma simples peça no processo de produção. do ponto de vista do trabalhador. . A partir daí. A partir daí. Em caso de dúvidas.a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios.a limitação do campo de aplicação à fábrica. O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . e o surgimento da Escola de Relações Humanas. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus). normativa e típica de sistema fechado. . . omitindo o restante da vida da empresa. . conclusão Conclusão A Administração Científica. por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa.a visão microscópica do homem.

Fonte: http://hsci. Gestão . Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. como vimos no capítulo anterior.Apesar de várias críticas.Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor. Fayol.cas. sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas. Por isso. Entretanto. aula 03 . enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência. Acesso pelo menu "Avaliação".edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol. Entretanto. indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville. onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918). nasceu em Constantinopla e. até então apenas observado empiricamente.jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica. formou-se em Engenharia de Minas. Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica". seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide. Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas. em 1916. realizava suas pesquisas no sentido inverso. foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas. em Avaliações".Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.ou. a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas. aos 19 anos. Fayol . proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho.exercícios de auto-avaliação . na França.

o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade. as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas. Funções básicas da empresa Para Fayol. Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. A partir da Primeira Guerra Mundial. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. E por fim. como responsável pela integração dessas funções. balanços. temos as funções administrativas. estatísticas e custos da empresa. As funções contábeis eram relacionadas aos registros. como a maioria das organizações do século XX se dividem: . Atualmente.desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”. tendo as funções sido substituídas por áreas. essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada. a seguir.

mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. Para Fayol. comando. logo todos desempenham atividades de previsão. pois todos são administradores. o gerente. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância. o chefe ou o supervisor.Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. e a organização uma de suas partes. tempo ou lugar. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. abrangendo somente o estabelecimento da estrutura. controle e coordenação. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala. organização. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador. Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. tais princípios são universais. Administração é um todo. . você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização.

Iniciativa . 6. nesse aspecto.Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica.Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos.Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais.Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários. essa idéia era vista como novidade. não tendo se desligado.Prevalência dos interesses gerais .Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las. dessa forma.Hierarquia .Estabilidade dos funcionários . 8. página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica. substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas. segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe. 10. 4. cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário. 2. a eficiência da produção e aumentando a produtividade.Remuneração .As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas. do passado.regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. favorecendo. facilitado pela comunicação na equipe. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso.Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização. 5. respeitando à risca uma linha de autoridade fixa. . evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”. Fayol defendia o conceito de unidade de comando.O trabalho deve ser conjunto.Ordem . através de um ensino organizado. 12.Divisão do trabalho . Nessa época. A ausência de disciplina gera o caos na organização.Centralização .A justiça deve prevalecer. a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise). 14. 9. A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização. 7. Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores.um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar. 3. 11.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe. como foi visto na unidade anterior.Autoridade e responsabilidade .Unidade de comando .Espírito de corpo . Para a Teoria Clássica.Eqüidade . justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa.Defesa incondicional da estrutura hierárquica.capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo.1. com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais.Disciplina . 13.

Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. estudaremos a departamentalização. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). no nível gerencial. mas não se afastam muito da concepção Fayloriana. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima. Veja. divisões. Conceitos de Linha e Staff Para Fayol. Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão. cada superior tinha autoridade única. unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração. 4. em outra unidade. Mais adiante. mais eficiente ela seria. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização. os elementos da Administração. ou seja.. comando. 2. seções. a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. cadeia escalar: autoridade de comando. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. etc. a seguir. Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. as funções do administrador para Urwick e Gulick: . maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. organização. Naquela época. Isso é o oposto da supervisão funcional. mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos. É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. quanto mais departamentalizada a organização. 3. cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). absoluta e direta sobre seus subordinados. coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. ou seja. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização.Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho. página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando). Em qualquer organização.

– Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. em suma. segundo SCOTT (1967). unidade de comando e amplitude de controle). Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos. Outra crítica pode ser observada. com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder. especialização. Dentre elas. “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização. – Princípio da definição: Os deveres. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. pois não considera o comportamento humano na organização. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. deixando de lado a organização informal. Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações.página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. a abordagem está incompleta. – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida. deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios. e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência. conclusão Conclusão . falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos.

exercícios de auto-avaliação . Apesar de algumas críticas. Fonte: http://www.A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina. A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração.drbrioschi. libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. o método de trabalho. os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização. o famoso POC3 – Planejar.br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne.A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador. Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas. Comandar. em Avaliações. Para essa Escola. Acesso pelo menu "Avaliação". aula 04 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração.com. principalmente a Psicologia e a Sociologia. a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais. recebem as funções de administrar. .Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Gestão . Coordenar e Controlar. seja diretor ou supervisor. Organizar. desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais.

com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho. que visava analisar a organização informal dos operários. Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas. Os trabalhadores não reagem isoladamente. onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio. O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica.gov. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado. Fonte: www. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. ao se reduzir a iluminação. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade.br/. o resultado da pesquisa mostrou que. página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais. Entretanto. as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social../noticias. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico. e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores. a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava. e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica). a seguir. as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica.Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários. até então estranho e impertinente. É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência. Terceira fase – o programa de entrevistas. mas . A partir dessa fase. Destacamos. que veio a se estabelecer logo em seguida..rn.

portanto. que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal).como membros de grupos informais. preocupação fundamental da Teória Clássica.a função social . Os aspectos emocionais. a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne. Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. cujos relatores . Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente. página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados. não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano. Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. . porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade. Assim. passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas. é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes.a função econômica . Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada. que compõem a organização como um conjunto desses grupos. Essas duas funções são subsistemas interdependentes. Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros. surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado.é responsável por proporcionar equilíbrio interno.visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo. Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver. . gerando satisfação a seus participantes. As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos.Roethlisberg e Dickson . A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e.descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: . todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos. Assim. Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos.

perdendo. as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra. não são diretamente . dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas. você já é capaz de distinguir a Administração Científica. Além disso. a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho. de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas.E então. Em seguida. o senso crítico. a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. conseqüentemente. muitas vezes. cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica. de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. mal focalizados. e. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e. portanto.

SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. também importantes. a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA. Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. Além disso. aula 05 . isto é. E.exercícios de auto-avaliação . Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade.A Origem da Burocracia. quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas. propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração. . Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários. Max Weber. não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados. Nessa época. na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos. Gestão . Assim. suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem.Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade. não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. principalmente. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000). Acesso pelo menu "Avaliação". eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. tanto da estrutura como dos participantes da organização. Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização. as empresas.proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos). Avaliações. sociólogo alemão. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos. naquela época. no quesito administrar. na verdade. A crítica de "operários felizes. por fim. porém. as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas.

mas de um novo conjunto de normas sociais morais.Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento. concursos etc. eleições. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele. salienta Max Weber. Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. . para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente. que detém a posse e o domínio de um patrimônio. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos. . Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos.Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista. como afirmava Karl Marx. Naquela época. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade. racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade. Na verdade. ou seja. Como exemplo podemos citar as empresas. grupos religiosos. Weber notou que o capitalismo. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas. página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade. ao arbítrio e às emoções. às quais denominou ética protestante. vamos ver quais são? . porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos. trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando. As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes. Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade. Nesse sentido. “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”. é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica. os clãs e os feudos medievais.Sociedade Legal. o moderno sistema de produção. os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação. Como exemplo podemos destacar a família.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente. .

por último. Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. antecipada e detalhadamente. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. a burocracia especifica. com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. causando ineficiência à organização. impedindo as soluções rápidas ou eficientes. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e.– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias. elas devem ser detalhadas. Princesa Diana. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas.in. com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. Fonte: http://assets. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma. instável e sem base racional. Logo. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. você poderia ter. a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência. Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. Costuma ter fundamento legal. portanto. . e. Madre Tereza de Calcutá. A burocracia é a organização eficiente por excelência. Segundo Max Weber. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia. por escrito. para conseguir essa eficiência. como as coisas deverão ser feitas. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade..gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada). registradas e comunicadas por escrito. naquela época. sendo. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário.. para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. Gandhi. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática. as decisões e ações administrativas são formuladas. autoridade carismática. com meios capazes de corrigir e impor disciplina.

as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal. os cargos e funções permanecem. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. Assim. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo. quais são seus limites de direitos e poderes. competência técnica e meritocracia: a admissão. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. para que a eficiência do sistema seja máxima. mas ao cargo que o superior ocupa. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. definidos por meio de regras limitadas e específicas. o cargo que você ocupa hoje. Assim. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente. Daí a necessidade de exames. escritas e legais.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados. uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. mas um profissional especializado na sua administração. especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. estreitamente. Pense. sim. sua capacidade de comando sobre os outros e. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. o que a burocracia impõe que ele faça. daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. determinando privilégios e obrigações. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa. página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. sobretudo. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal. ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. provavelmente. outras pessoas já o ocuparam. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. não em consideração à sua pessoa. isto é. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. mas como ocupantes de cargos e de funções. assim como o funcionário não pode vender. Assim. como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . concursos. mas. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado. Ele obedece ao superior.

Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. Benefícios para as pessoas na organização. As vantagens da burocracia. pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. como o amor. redução de custos e de erros. pelo conhecimento exato dos deveres. página 06 5. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000). 9. 6. o trabalho é profissionalizado. pois os procedimentos são definidos por escrito. Além disso. preferências pessoais). o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. As decisões são previsíveis e o processo decisório. sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática. Redução do atrito entre as pessoas. Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. Precisão na definição do cargo e na operação. as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. 3. quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. raiva. 7. Para ele. pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. pois a hierarquia é formalizada. 2. 8. são: “1. 4. Constância.Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. 10. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. A eqüidade das normas burocráticas. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais. a informação é discreta. Rapidez nas decisões. para Weber. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. Nessas condições. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. Por outro lado. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. Confiabilidade. elimina a discriminação pessoal.

deu-se o nome de disfunções da burocracia. seja na direção carismática. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado. Assim. mas que permeiam toda a vida social. onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". cujos resultados. Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia . Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. da crescente burocratização do mundo moderno. e menos separadas das outras. as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar. Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). Weber temia que essa grande eficiência. que a conduzem à máxima eficiência. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e. advinham. A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. de outro lado.número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras. Às conseqüências imprevistas. Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem. o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. Assim. Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações. seja na tradicional. que existem não somente no contexto organizacional.

Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico. introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. Com estas observações em mente.Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa.conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários. aula 06 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. necessariamente.exercícios de auto-avaliação . fatalmente. Podemos ver inúmeras empresas burocráticas. poderá tender a entropia. Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas. ou seja. com seus procedimentos e regras imutáveis. quando estabelecida. Em suma.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado. Gestão . as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe. Acesso pelo menu "Avaliação". Dependendo do tipo de empresa. podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados. segundo Hall (1984). . a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. o controle das atividades se tornava mais fácil. As organizações. pois assim. e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que. em qualquer tipo de organização.

as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações. funcional e linha-staff. p. Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração. O organograma tem muitas utilidades. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional. a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers. a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear. 1986. amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal. especialização. Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi. sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa. hierarquia.ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração. como Fayol (1841-1925).dfait-maeci.Fonte: http://www. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje.gc. Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear . 1997). Vamos resumi-los? Divisão do trabalho. 77).

A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples. controle e disciplina. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças. diminui o número de cargos ou órgãos. .sapo. em uma autoridade máxima. Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo. usualmente. A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas. Entre suas vantagens. em primeiro lugar.caricaturas. à medida que se sobe na escala hierárquica. Conseqüentemente. em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação. Baseada no princípio da unidade de comando. inibe a especialização. tornando-as demoradas.pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem.controle da organização e seu aspecto piramidal. sendo indicado para pequenas empresas. dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados.no. pois o chefe tem.linhas formais de comunicação. funcionamento. lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás. não havendo intervenção em área alheia. A figura do chefe generalista. Como desvantagem. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação. congestiona as linhas formais de comunicação. Em segundo lugar. assim como a sobrecarga na função de chefia. nós não temos poder de mudar ninguém!). que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações). e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! . . que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. página 03 Fonte: http://www. . caracterizada da seguinte forma: . destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado.centralização de comando.autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados. o poder de vida e morte sobre os subordinados. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade. que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma.

sem intermediação. Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional.nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados. . . permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função. que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores. e. . .as decisões são descentralizadas. . pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível.as comunicações são diretas e mais rápidas. página 04 As desvantagens consistem em: . . na especialização.Nesse caso. ou seja. . Organização Linha-Staff . a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade. se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. Assim. .desenvolver comunicações diretas.subordinação múltipla. a relação profissional e.a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos.separar funções de planejamento e de controle das funções de execução. mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão. levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. mas sobre o seu campo específico.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas. A organização funcional apresenta as seguintes características: . pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização. As vantagens residem em: .confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. .diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando. A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando. os subordinados recebem ordens de vários chefes.permitir a melhor supervisão técnica possível. talvez seja a hora de repensar a sua carreira.proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos.

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

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Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

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DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

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Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças. A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. A departamentalização geográfica. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo. similares ou não. assim. e costuma ser ideal para firmas de varejo. possibilitar o melhor conhecimento do produto. facilitando a avaliação. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. é a quebra do produto em partes seqüenciais. É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. bem como todo o planejamento. como lucro e produtividade. pois. muito utilizada em indústrias. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização. as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. A departamentalização por processo. suas falhas e pontos fortes. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa. . Como fator positivo. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. facilitando a avaliação dos resultados. as funções e os produtos/serviços. com atividades física ou geograficamente dispersas. Assim. também conhecida como territorial ou regional. a execução e o controle da organização. A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa.

Porém. necessariamente. que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização. agrupando atividades diversas em um só departamento. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos. quando finaliza um projeto. podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. Além disso. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável. além de ser ideal para produtos altamente complexos. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade. 2. Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização. 1. Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. . O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível. portanto. 4. 3. A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. muitas vezes. requer estrutura organizacional flexível. permitem resolver o problema de departamentalização. o mesmo valor para todas as organizações. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos.Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade.

exercícios de auto-avaliação . Gestão .Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico . dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções. Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios. em Avaliações. a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções. etc.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. aula 08 .conclusão Conclusão Como vimos. Acesso pelo menu "Avaliação". Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios. setores. departamentos.

A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. a indústria expandiu-se aceleradamente. uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. uma revolução mental.freephoto. Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. para a realização de qualquer tarefa. onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. Sem dúvida. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica. nos Estados Unidos. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. sistematicamente. Para ele. o público tomou conhecimento dessas idéias. Fonte:www. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas. Frank B.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). por isso. No início de sua carreira como engenheiro. Pode ser definida pela equação: E = P/R. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse. . Adam Smith. Estudos de tempos e movimentos. especialmente na indústria siderúrgica. foram recebidos com grande entusiasmo. a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). o criador do movimento da Administração Científica. Taylor teve o mérito de elaborar. no século XVIII. Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. descrições de cargos. Para Emerson. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX. Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor. De 1911 em diante. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor. essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais. organização e métodos.

Fixar normas padronizadas para as operações. 9. sua defesa amargou quatro gols. 4. Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. 10. Manter registros precisos. Traçar plano bem definido. Estabelecer o predomínio do bom senso. seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. 3. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). 2. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. Oferecer orientação e supervisão competentes. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu. Da mesma forma. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. Impor honestidade nos acordos. ainda carece de eficiência na defesa. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. 5. maior o grau de eficiência alcançada. no tempo certo”. ou seja. Estabelecer instruções precisas. temos em mente que o time do Catanduva. Assim. A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. 11. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. 12. Em uma organização. . Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. ou seja. Pense bem. Dessa forma. “fazer as coisas certas. em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si. sempre. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri.Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. Mesmo perdendo a partida. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1. imediatos e adequados. caro aluno. Manter disciplina. a força de produzir um efeito adequado. poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. de acordo com os objetivos. 6. Por definição. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. 8. Em um processo. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. do modo certo. todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. justiça social no trabalho. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. eficiência é a ação. 7.

Por exemplo. elas concorrem entre si. De certa forma. O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. em algum momento. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados. muitas vezes. a eficácia é conseqüência da eficiência. analfabetismo. competem unicamente com o seu próprio objetivo. Dessa forma. página 05 Normalmente. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. porque os tempos não são estáticos. a eficiência visando objetivamente o resultado final. Por exemplo. a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. ou seja. embora. ganhar a guerra. A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. esclarecer a quem pertencem os objetivos. É preciso. maior a chance da eficácia ser alcançada. Muitas organizações. no entanto. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: . Por outro lado. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. ou seja. é possível sacrificar. também. Assim. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. A eficácia varia com o tempo. porém. As empresas têm uma natureza competitiva. “Por exemplo. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. pode-se vencer uma batalha. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. Genericamente. quanto mais eficientemente o processo for realizado. a eficácia. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”. pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. Neste caso.

Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. assim. Acesso pelo menu "Avaliação". Gestão . estará no caminho certo para o sucesso. e a eficácia com o final vitorioso. a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo. pois assim. A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo. Em tese. Espera-se. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. em Avaliações. . atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço.conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia.exercícios de auto-avaliação . sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo.

elementos químicos. mecanizada. porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. Ludwig Von Bertalanffy. sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. partindo-se da visão atomística para a visão holística. a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. Sob a concepção de sistemas. que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano. crescimento e sistemas abertos. tais como átomos. A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”. evento. por si só. No final dos anos 30. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências.aula 09 . Dessa forma. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais. ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. com a introdução de novos conceitos. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. a concepção atomística estabelece que o mundo. sendo que. as pessoas pensam em dividir o todo em partes. Modernamente. surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. um biólogo alemão. cinemática e termodinâmica. De acordo com Bertalanffy. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto. de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo. que é. É uma idéia simples. uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos. em resumo. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. uma visão holística. mas poderosa. percepções elementares e assim por diante. página 02 Segundo Silva. Ou seja. a partir da última metade do Século XX. remete à visão sistêmica. Histórico A teoria da forma (Gestalt). que considera qualquer fenômeno (objeto. Após a II Guerra Mundial. Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. instintos. ou seja. Isto é. a organização deve ser estudada como um todo. Desse modo. por meio de conceitos encontrados na química-física.

West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. equipamentos e outros. interdependências e cadeias de efeitos. Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. página 03 Dos proponentes de sistemas. mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. Esses sistemas não são independentes um do outro. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. tais como pessoas. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema. Um dos sistemas é o “técnico”. é fundamental verificar o que ocorreu. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. administração – na administração do sistema. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. coordenação. por exemplo: recursos. O outro sistema é o “sistema social”. Em qualquer sistema contínuo. burocracia. Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. muitas vezes. dinheiro. em resumo: pessoas e comportamento. C. os objetivos devem ser operacionalizados. Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. No entanto. Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. Usando a visão sistêmica. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback). Portanto. o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. o departamento tende a se afastar da meta global. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. divisão do trabalho e propósitos. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas.resultados. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral. Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. São fatores internos ao sistema. ou seja. para alcançar sua meta específica. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding. em 1956. As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. não somente do ponto de vista acadêmico. tecnologia. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. mudanças são inevitáveis. o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. senão. Ou seja.

classificados em nove níveis de sistemas. sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo. renovação e crescimento.A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação. sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas. e o geral. música e poesia. que não tem significação. a transcrição de imagens em registros históricos.é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema. Para uma empresa de negócios. como a anatomia do universo. comportamento teleológico e autoconsciência. os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes. mais energia do que liberar. sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. sistemas transcendentais – aqueles últimos. etc. .substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. recursos financeiros. a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos. equipamentos e produtos/serviços. 2. também chamados de níveis de armação (estruturação). células. 3. as simbolizações da arte. a natureza e dimensões dos sistemas de valores.O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”. absolutos. materiais. que apresentam divisão de trabalho entre as partes. Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. sistemas animais – caracterizados pelo aumento. a energia toma forma de insumos. indo do mais simples ao mais complexo. Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada. mobilidade. página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos. isto é. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos. Mais do que isso. para sobreviver ou crescer. inevitáveis e irreconhecíveis. porque um sistema aberto.O processamento da informação . que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”. com a consideração do conteúdo e significado das mensagens.toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas. seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico. que não tem conteúdo”. O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas). recursos humanos. Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. deve absorver. sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação. transformação e saídas de energia. para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas.O ciclo de eventos . sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios). e a complexa gama de emoções humanas. há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança. 4. sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos).

a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. normalmente. A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. página 06 5. concorrente. além de criar uma relação das metas com os métodos. fornecedores. é possível pela ação de duas ou mais partes. se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva. por exemplo.define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos. possuindo organização e totalidade. organizações de mão-de-obra. Por exemplo. a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações. mas um sistema definido. governo e outras entidades. alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz. Além do mais.Eqüifinalidade . A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes. cliente. consumidores.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil. as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas. Gestão . em Avaliações. As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações. Portanto. assim.enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante. aula 10 . A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. tanto na organização como dos indivíduos delas participantes.exercícios de auto-avaliação .Visão Contingencial aula gravada em áudio . Acesso pelo menu "Avaliação". conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão. Isso poderia ser denominado de Sinergia. Enfim.

guerra. ao mesmo tempo. O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. 2. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. no mínimo. a qual era a função mais importante. É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas.VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação.eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. Até então. podendo suceder ou não. e. como greve. Woodward.processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1. A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos. inglesa. Burns e Stalker. socióloga industrial. Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna. 100 empregados. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes. dentro da teoria das organizações. é a melhor solução para o problema específico. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto. O fluxo de . depois. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar. mas. dependendo das circunstâncias. mas não certo. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente. uma estrutura orgânica. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia. isto é. 3. tendo somente o marketing como primeira atividade. Por causa da necessidade de flexibilidade. avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. mudanças de preços ou da política governamental. A Teoria Contingencial é eclética e interativa. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas. seguida da produção. pelo marketing. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. ou uma combinação entre elas. relativista e situacional. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler.

a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo. A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas. O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura. psicólogo. que.produção era diretamente determinado pela situação do mercado. chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: .a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável. página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns. sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. ou em um sistema orgânico. representa interpretações posteriores à pesquisa. também chamada de determinismo tecnológico. . resultando ou em um sistema mecânico. Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. com treinamento em sociologia. e George M. assim como as obrigações. a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. Stalker. bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas. Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização.a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. ambos ingleses. mas o poder do nível gerencial médio é alto.Tecnologia e Estrutura Charles Perrow. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos. O trabalho de Perrow . as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais. Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. página 03 A teoria de Woodward. embora importante. Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira. as diversas responsabilidades e o poder. expandiu os estudos de Woodward. A hierarquia de comando é bem definida. sociólogo. . um teórico de organizações. que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa. como vimos na aula 5. não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica.

já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. responsabilidades e poderes mais adaptáveis. buscando dados que permitissem generalizações. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações. Uma organização. sendo as atribuições de obrigações. devem estar preparadas para se adaptar a elas. Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. Segundo os resultados dessa pesquisa.Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company. A estratégia envolve ações em resposta . “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla. Para Chandler. em 1962. General Motors. com sistema mecânico. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos. página 05 Alfred Chandler publicou. realizada em quatro empresas americanas: DuPont. Na prática. estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado. o segundo. pode ser adequada a situações ambientais estáveis.

página 06 Baseado nesses resultados. por meio do Menu Comunicação. apesar das críticas. Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. processos essencialmente antagônicos. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores. que é uma teoria eclética e bastante interativa. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. não há novidade na visão contingencial. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade. que. ao contrário . As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. Acredita-se. que.às demandas e fontes de suprimentos variáveis. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. professores da Harvard Business School. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. Assim. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. Argumentam que. na verdade. os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. na medida em que os sistemas crescem de tamanho. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. portanto. por sua vez. de fato. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. não necessariamente levariam aos resultados almejados. Analisando a partir de uma visão contingencial. Ao invés de teorias antagônicas. que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental. Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. condições econômicas flutuantes. a visão contingencial mostra que. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. a Teoria Contingencial é vista como eclética. Segundo a pesquisa. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. Para eles. Segundo Ferreira.

disponíveis ao final de cada módulo.Modernização da Administração Pública aula 04 . Para visualizar a correção. que possuem a estagnação como característica.Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 . Gestão . duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado. Lembre-se de que caso seja necessário.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação".de muitas que vimos nas aulas anteriores. outra relativa aos motivos . Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.As Reformas Administrativas aula 03 .Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 .exercícios de auto-avaliação .Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado. A princípio.As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 . O acesso é pelo menu Avaliação.Megatendências Futuras aula 08 . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Modulo II Módulo II aula 01 . é necessário procurar entender a origem do Estado. que serão corrigidos pelos tutores. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. botão Avaliações.Evolução do Estado aula 02 .

que levou à criação do Estado.. o que só ocorre a partir do século XVII. ou seja. mas todos nós precisamos de muitas coisas”. senão impossível. não por um ato puramente voluntário. a crença de que foi a vontade de alguns homens. quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação. no Livro II de “A República”. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar. disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. de maneira sintética e abrangente. nos “Diálogos”. origem em atos de força. A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas."Mensagem") ou por e-mail. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. e. como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las. ou de todos os homens. sem dúvida.há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão.que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. três correntes prevalecem. ninguém basta a si mesmo.o núcleo social fundamental situa-se na família. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. de Maquiavel. Em caso de dúvidas. como a soberania. e também as que sustentam a formação contratual dos Estados. de violência ou de conquista . mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. escrito em 1513. desde que o homem vive sobre a terra. existem também inúmeras teorias. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea. do latim. “estar firme”. E em seguida: “.. o conjunto dos habitantes . cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro. em comum. quando. assim como a própria sociedade. Dalmo de Abreu Dallari. origem em causas econômicas ou patrimoniais . existiu sempre. nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" .sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco. No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais. A denominação “Estado”. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado. De qualquer forma. dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal . no entanto. o que. existem inúmeras teorias. Para alguns estudiosos. significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. Dessa forma. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. como Eduardo Meyer. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. apresentando. o Estado. Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado. não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa. ele acha-se integrado em uma organização social.

No entanto. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. firma-se a unidade da Igreja e. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã. a influência de fatores externos à sociedade. o Estado é um germe. a idéia de integração de uma sociedade política. todavia. portanto. fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais). Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo. embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. “A Origem da Família. o motivo econômico. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados. em 212 D. da Propriedade Privada e do Estado”.de acordo com essa teoria. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. concedeu a naturalização de todos os povos do Império. adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . Estado Medieval e Estado Moderno. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas.C. ou seja. levando à sua constituição. Com o Cristianismo. Sob essa perspectiva. genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade. Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano. a “polis” como a sociedade política de maior expressão. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. página 04 O Estado Romano. Estado Grego. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. representam o que podemos chamar de governo democrático. e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. cujo principal representante é Robert Lowie. Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família. quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império. em todas as sociedade humanas. Em uma de suas principais obras. surge a idéia do Estado Universal. é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. A África é um bom exemplo da primeira situação. organização econômica e política e o próprio Estado. mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado. O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma).recebe o nome de cidade ou Estado”. Assim. A noção de auto-suficiência. as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. conseqüentemente. as quais. Desse . religião. Com relação ao Estado Grego. mesmo que somente membros da elite. Quando o Imperador Romano Caracala. Desse modo. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. Engels expõe claramente essa opinião. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império). O Estado Antigo. assim. Estado Romano. Não há. conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. as invasões dos bárbaros e o feudalismo. é certamente uma marca do Estado Grego. Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado. Modernamente. a autarquia. uma potencialidade. O conceito de cidade-Estado.

realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública. na busca pela soberania. É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos. Ou seja. Evidentemente. social. Gestão . dentro de uma precisa delimitação territorial. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos. como estruturas administrativas. já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver. bem como a enorme instabilidade política.Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação. em Avaliações. . o território. aula 02 . de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave.conflito e do fortalecimento do feudalismo. Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania. econômica e religiosa deles decorrentes. é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno. mediante reformas de todo o sistema ou. com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial. o povo e a finalidade.organização e estrutura da máquina governamental. pessoais e processos. não deixa de ser um reflexo do Estado Romano. um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. o Estado Moderno.As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas.exercícios de autoavaliação . pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais. Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa. mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares. sob a óptica do Ocidente. revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado. De maneira geral. na verdade. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1. as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito. conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou. É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir. sistemas de pessoal e programas locais de mudança. pelo menos. O Estado Moderno é.

os servidores e os funcionários/empregados. atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada. pagamento por desempenho. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro. pois. pois isso reduz a resistência. profissionalismo. após as mudanças. qualidade total.elaboração de orçamento público e administração financeira. 3. desburocratização. Na realidade esse modelo administrativo é lento. etc. garantir a propriedade e os contratos. Sendo assim. A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública.formulação de políticas Públicas. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno. o patrimônio público e o privado eram confundidos. No patrimonialismo. . Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. e não no de resultados (eficácia). eficiência e qualidade. Porém. Segundo alguns historiadores. Porém. cuja função era. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras. isso tem acontecido bastante. mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. a qual predominou durante as monarquias absolutas. 7. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas. nem boa qualidade. serviços públicos voltados para o consumidor. 5. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. principalmente. empowerment . em sua maioria. 8. caro e ineficiente. pois não garantia rapidez.práticas de gestão Pública – O&M. 6. a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”. a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança. Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing. Por essa razão. anti-corrupção. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo.2. dentre outras. Os primeiros são. Essa característica. que surgiram no século XIX.execução de programas.ética Pública: honestidade. resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares. atendimento de reclamações. 4. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo.preservação e manutenção do capital público. Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores.participação do público: voluntarismo. o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano. com o passar dos tempos. Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência). que era bastante precária no modelo anterior.

Porém. mediante o Decreto – Lei 200/1967. 1. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública. por isso. A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60.Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. 3. com um melhor controle e uma melhor qualidade. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava. O que Tancredo quis dizer? Bem. o problema da eficiência tornou-se essencial. infelizmente. Logo. dimensão cultural e uma dimensão gestão. pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. mas de um gerente de ótima qualidade. que o problema brasileiro é essencialmente gerencial. E é justamente isso que estamos buscando. a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal. fracassou. O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. 2. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática.Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial. . Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar. não de um estadista. por uma série de fatores.página 03 Porém.

além da promoção da qualidade no serviço público. desestatização. nos resultados e no cidadão-cliente. Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. e o processo vem tendo continuidade. a qual será constituída de reformas administrativas. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado. Como todos sabemos. a modernização da gestão. etc. ao longo dos anos. figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998. da legislação relativa ao controle da coisa pública. Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. 1998. a tal reforma não vingou. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira. De início. como é o caso da previdência pública. .87). Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. com foco na otimização gerencial. desregulamentação. A evolução do Estado e da sociedade é inevitável. p. abertura e alegada modernidade. Cláudia. em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. E como era de se esperar. com alterações menos amplas. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública. que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. com foco em setores públicos específicos.

em meio ao debate jurídico e político. podendo estar associados a componentes sociais. no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem. do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente.exercícios de autoavaliação . Como poderíamos resumir. que. Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19. Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada. a alcunha de "Administração Gerencial". representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. Acesso pelo menu "Avaliação". em Avaliações. com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu.Gestão . a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional. . de 4/6/1998). aula 03 . muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público. O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo.Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que. No entanto. da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho. Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização. fala-se muito em "Nova Administração Pública". a introdução de regulamentos externos. A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado. página 02 Correto. Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública. Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos.Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. que também recebeu. com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público. em essência. embora expressa de uma nova maneira. então.

• Redução na folha de pagamento.orientado por noções rudimentares de eficiência. o abandono do alto grau de padronização. Modelo 2: downsizing e descentralização. Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2. enfatiza o papel dos valores. excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie. pg. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. 1999. tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. . Modelo 4: orientação para o serviço público. Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e. ao contrário deste. Para alguns críticos. • Alianças estratégicas entre organizações.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais. “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial. Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas. o modelo é inadequado. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. • confiança na opinião do usuário. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho. 33). o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. • conceito de cidadania. • abordagem voltada para o valor. cultura. esbanjador. Ou seja. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional. As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público. Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade.

Não acumule dúvidas. na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada.exercícios de autoavaliação . há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição. Entretanto. Procure saná-las logo que apareçam. a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais. norma ou lei aplicada à esfera governamental. regulamento ou lei que o instituiu. passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado. será possível identificar. Gestão . A busca de um modelo gerencial eficiente. portanto. Sendo assim.É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil. É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas. não são indicados para a Administração Pública. página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global. aula 04 . e com foco na atividade fim dessa entidade. Desse modo. com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. definido por seu estatuto. conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial. examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público. Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. Acesso pelo menu "Avaliação". é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental. entretanto. seja ela da nacionalidade que for. Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio . em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal. bem como de cada regulamento.

no corre-corre do dia-a-dia.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. suas funções. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva. definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática. antecipando-se aos seus concorrentes. ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente. . página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão. sem enxergar a causa do fogo. agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios. lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. que se move ao capricho dos ventos da concorrência.de/images/porter1. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. De fato. Fonte: http://www. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais. a condução da liderança e o controle das atividades. pode ser uma excelente arma competitiva. consultor e professor da Harvard Business School. onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades. mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas.gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular. A estrutura. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional.ephorie. Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo. A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas.

com/pt . página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país.C. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico. Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade.. agindo sobre o poder de compra dos clientes. recursos financeiros e materiais). Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva. que são convertidos em bens e serviços.H. quando ocorreu a crise energética no governo de F. a empresa. devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade. governamental ou do chamado Terceiro Setor. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam. que necessita de insumos (recursos humanos. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada. indiretamente. ampliando a competitividade nesse setor. Fonte: http://www. Por exemplo. que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva). razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente. uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência. a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações. Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações. ou seja. É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos. como. mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance.businessinportugal.

a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente. assim como pela reação dos concorrentes existentes. Entretanto. A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si. Para ter valor gerencial. Para analisar o ambiente geral. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. . pois ampliaria demais o seu foco competitivo. Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria. por exemplo. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes. definido pelo tamanho do fornecedor. nível educacional. A Coca-Cola. • o poder de barganha dos fornecedores. avanços tecnológicos e custos envolvidos. tendências populacionais.br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. estilo de vida. • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado. • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. página 05 Além de analisar o ambiente geral. dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar. câmbio. • econômicos: juros. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. nível de emprego.unisal.am. que é determinada pelo número de concorrentes. inflação e índices de preços. influências políticas e de demais grupos de interesse. • a potencial de entrada de novos concorrentes. é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa.Assim. Fonte: http://www. cultura. e esta definição pode ser ou não mais ampla. a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. • legais: leis. apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. integração das empresas e armas competitivas utilizadas). impostos e taxas aplicáveis ao setor. renda. pois produz também água e sucos. seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda.

que serão determinantes para a lucratividade do setor. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. quanto maior for à intensidade dessas forças. as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. Já. Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. na dissociação entre pensar e agir. Entretanto. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa. passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. ou seja. página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. O planejamento é um aprendizado contínuo. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes. deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas. Nesses casos. no caso das ameaças. é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. ampliando o controle.página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. sem maiores custos. página 08 . Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. tático e operacional). podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. Por outro lado. é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. Analisados os aspectos ambientais. buscando aprender com os erros cometidos. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes. se bem aproveitados. durante a análise do ambiente externo. ou seja. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. Entretanto. No processo de top-down (de cima para baixo). a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa. a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. em outras palavras. os gestores buscam resolver este problema. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. em geral. Muitas vezes. a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua. ou seja.

O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas. se bem aplicado. devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia. a ampliação das exigências dos clientes. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa.exercícios de autoavaliação . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer.Nesse sentido. e. a intensificação das redes e das parcerias.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias. Assim. principalmente na promoção do aprendizado nas organizações. mostrando que o planejamento. este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade. vai além de prever estratégias. O diagnóstico estratégico. segundo essa concepção. para colocá-lo efetivamente em prática. pelo qual novas estratégias podem emergir. A globalização dos mercados. atuando como um instrumento de comunicação. visão e objetivos). pode tornar a gestão empresarial mais competitiva. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? . mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico.Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 . é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos. a concepção e a implementação da estratégia foram abordados. parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. Bom estudo! Qualquer dúvida. é só entrar em contato. conclusão Conclusão Em suma. a definição das diretrizes organizacionais (missão. é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. Gestão . de acompanhamento. O papel da liderança. suas funções e seus limites.

sugere várias definições. dos pontos fracos (Weaknesses). Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil. .perspectiva: visão da empresa.player: É um truque específico para enganar um concorrente.com Para Mintzberg. Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições. A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. caminho que se pretende atingir. das partes para o todo. simples e únicas. 1992). no processo de pensamento consciente.Fonte: http://www. contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente. . da organização. ao contrário.posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora). Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa. . a formulação se faz por etapas. em particular. Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas. estas cinco: . já citadas acima. página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. . para dentro e para cima. ou seja.plano: direção. sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts).padrão: olhar o comportamento realizado. Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright. .internationalspeakers. As estratégias são claras.

Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group). diferenciação. e .plano das operações – produtos. O conceito de estratégia militar de Sun Tzu. e . Foca no processo de visão executiva.atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias. em 400 a. deriva do livro de H. O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos. poder de barganha dos clientes da empresa.Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário. página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas.br/IMAGENS/construcao.curva de experiência. resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista. marketing e financeiro.Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico.plano corporativo – desinvestimentos. delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos. Escola Empreendedora .org.matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”). P&D (Pesquisa e Desenvolvimento).sinttelrs.atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente.Fonte: http://www. onde o plano estratégico divide-se em duas partes: . como: . programas e planos operacionais). diversificação. Igor Ansoff (1965). Escola do Posicionamento . O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes. orçamentos. aquisições e fusões. poder de barganha dos fornecedores da empresa. ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes.C. e . Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute. que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas. opondo-se à escola do planejamento por se basear na ..gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal. A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: . Paralelo à escola do desenho. foco em custo e foco na diferenciação.

e é onde encontramos barreiras. Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: . A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências. . Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia. O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito.intuição. pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças. empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto. Compreender a mente humana e o cérebro humano.Final dos anos 60 na Suécia Um processo social. em perspectivas e senso de longo prazo. alianças. fusões. que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento. A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida. A estratégia só é obtida através do poder. aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse). página 04 Escola do Aprendizado . É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade.subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo.comunications-plus.Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente. O processo se baseia na visão do líder criativo. para podermos compreender a formação da estratégia. estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente. é aquele que tem a idéia do negócio. Para Joseph Shumpeter. às vezes poder político interno ou externo (parcerias. Escola do Poder . Fonte: http://www. mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário. Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas. Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental. e . As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso. Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador.objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo. join-ventures. embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil.net/ Escola Cultural .Vários (1971/84) Um processo negocial.

quando o assunto é empresa e objetivos. conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos. A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos. para Mintzberg. como vimos nesta aula. equipamentos. . utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo.exercícios de autoavaliação . o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior. também. . analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais. Fala sobre as exigências do ambiente. pessoal.página 05 Escola Ambiental . Gestão . não existe uma definição única do que é estratégia.) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro. Assim sendo. Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática. entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. Em suma. Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado. etc. A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder. e todos os seus recursos (financeiros. Escola da Configuração . resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas.Transformação = processo de geração de estratégica. aula 06 .Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. estrutura.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio . A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia.Configuração = estado da organização e todo seu contexto. “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”. Dessa forma. Porém. o ambiente situacional. sendo a preferida dos consultores. ou seja.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador. em Avaliações.

de maneira disciplinada. Fonte: www. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos. que observa o futuro como mera conseqüência do passado. com isso podemos analisar sua eficácia futura.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão. à arte de governar. diz respeito à gestão de governo. Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus. cuja essência é organizar. inimagináveis. visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador. as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não. muitas vezes. procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura. assim. e utilizamos. diz respeito a um conjunto de princípios teóricos. O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. estamos começando a debater o problema do planejamento. página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos.brazilstockphotos.com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam. ANSOFF e DECLERK (1987). Segundo HAX e MAJLUF (1984). Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos. para nós e para os outros. O processo de planejamento. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional.

nem o carisma da liderança. ao contrário. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim. o governo e o planejamento. é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. O “diagnóstico” tradicional. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo.passado. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade. A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política. de fazer política. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro. nesse contexto. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples. Neste modo de ver a política. Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão. . O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar. que. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias. já não existe mais. sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento.revistaturismo. onde tudo se decide. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo. O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social. uma relevância destacada. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais. Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira. que influenciam os demais atores do processo estratégico. e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. por sua vez. com capacidades diferenciadas de planejamento. a negociação e o consenso.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas. e vice-versa. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política. O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes. único e objetivo. no sentido mais original deste termo.com.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

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Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

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Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

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Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

as respeitamos. A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor. que se possa falar de alternativas. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto. É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária.centrus. ou incompreensível.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego. Quando se trata de Economia.br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. solidariedade ou experiências construtivas. mas isto não ocorre do dia para a noite. em 11 de setembro de 2001. que começou há décadas e não terminará em uma semana. A construção de um mundo solidário. Nossa missão é diferente. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana.com. . muitos parecem acostumados às notícias ruins. mas alguns acham até estranho. Fonte: www.

ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando. gradualmente. A Terceira Onda. Para esses pesquisadores. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral. em outras de suas obras. com a popularização dos computadores e da Internet. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores. possibilitando uma melhor preservação ambiental. os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo. nós. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores.com. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”. em geral. por nossa parte. conseqüentemente.velardez. espiritual e social. em seu livro mais famoso. Em outro livro. Este processo.” . a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico. as prioridades dos vários níveis de orçamento público. entre outras coisas. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. realizada no Rio de Janeiro. e que. intelectual.” Já o cientista Toffler. nos Três Poderes.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior. É uma conquista. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. em junho de 1992. os valores da vida acima dos valores materiais. visando decidir. Tomando Aristóteles como ponto de partida. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e. estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes. Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética. apesar dos discursos bonitos. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www. de viver com menos ou de trabalhar menos. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes.

A mudança de modelo.pontogemini.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo.blogger. promovendo oportunidade de ensino. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público . O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida. torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. No plano público. Fonte: http://www. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo. apesar de necessária. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo. ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. mas precisam ser socialmente justas. com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. visando a melhor formação dos participantes. possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida.br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro. unicamente. a proposta sugere uma humanização do capitalismo. das organizações terroristas. É claro que. implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo.com. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação. Assim. página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário. O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente. resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras. do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado. para que essas soluções sejam postas em prática.

além do interesse do Governo Federal em seus servidores.Fonte: http:/www. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. apesar de inúmeras dificuldades.com. o caminho a ser buscado. acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”. o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino.br/imagens/comunidade/img_ilustra01. à educação continuada. o Senado Federal. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional. metodologias e informações desatualizadas e que.eurofarma. sem dúvida. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição. o atual Governo. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância. mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento. que comumente representam gastos elevados. suas atribuições. com zelo e eficiência. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional. página 06 Em termos de educação continuada. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. como as prefeituras municipais. preparando-os para cumprir. mas também aberto ao público em geral.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade. com o passar do tempo. poucos resultados. criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares. interessado nessa forma inovadora de ensino. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se . autoridades e dirigentes do Legislativo. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber. na capacitação técnico-profissional dos servidores. ao adquirirem maior grau de instrução. não apenas governamental. não apenas pelo governo. que. Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal. mas também na iniciativa privada. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade. Na esfera legislativa. O ILB atua. os maiores interessados são os próprios funcionários. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho. de modernização e integração do Poder Legislativo. principalmente. os funcionários acabam esquecendo. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. De forma que.

isso não é qualidade de vida. conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante. Acesso pelo menu "Avaliação". A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas. Mas o que fazer se o dinheiro. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. cada vez mais. lazer e entretenimentos. Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional. a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro. com o atual grau de desigualdade existente no nosso país. servidores e profissionais diversos. O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. aula 08 . sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias. na maioria das vezes. de certa forma. à disposição da sociedade.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico.em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania. sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia. Gestão . a recomposição da força de trabalho. Afinal.exercícios de auto-avaliação . mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições. pois precisamos tempo para dedicação à família. como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas. Avaliações. para ser um fórum permanente de debates de idéias. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. E realmente. Inclui ainda a construção de um novo padrão de . as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos. porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando. é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e.

Fonte: http://www. eqüidade.intercomtext. e mais do que isso é a compreensão. que trazem à tona as diferenças entre cada região. com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos. dessa forma. no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”. e por que não dizer essencial. Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder. ou seja. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas. gerando. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania. Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas. o que chamamos de regionalismos. página 03 .jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária. democráticas e sustentáveis. Governar para as peculiaridades de cada região. Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos. mais diretamente beneficiada ou prejudicada. solidariedade. à participação e colaboração de cada cidadão. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado.com/globo. sociais e econômicas. impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política. respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. por parte da sociedade. assentado em valores como paz. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade. tudo isso. A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas. permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais. atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população. justiça social.

ou a uma área específica do governo. . Essa orientação pode mobilizar. não cabendo a apenas uma secretaria. orientadas para resolver problemas específicos da população. a publicação.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão. uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. de maneira total e descentralizada. aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. vividos por muitos governos municipais. que. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. integralmente. Todos os Estados querem um governo central transparente. a agilidade e a eficácia das ações de governo. com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público. de acordo com as aspirações e demandas de sua população. muitas vezes. Gestão . A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. a eficiência. especialmente dos mais pobres. buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. democrático e forte. como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo. ganha destaque o controle social das ações do Governo. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais. tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente. caracterizando a figura de subprefeituras. com maior participação da sociedade. erros e acertos. Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade.Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar. A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. com um perfil protagonista. mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros. a Administração Pública.exercícios de autoavaliação . conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais. capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. portanto. devendo ser direta e objetiva. garantindo a transparência. A estratégia é operar a gestão territorial da cidade. O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. "cuidar do social" ou "cuidar do urbano". A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública. sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo. participativo e regulador. em conjunto com os conselhos de representantes. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. Desse modo. seguem as características e prioridades de cada região. Além disso. além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". e. em todos os níveis e classes que as compõem.

Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública. saúde. Fonte: http://identidad-globalizacion. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente. A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. para se adaptar aos novos tempos. o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais. . econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços). a credibilidade e a confiança da sociedade.net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura.Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas. assim. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração. É importante ressaltar que a pressão da sociedade. redução de custos e prazos.crosses. segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal. é preciso agir. Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. ansiosa por melhores resultados em educação. promovendo maior produtividade. Contudo. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional.aula 09 . tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública. para aumentar a qualidade de vida da população”.

Historicamente. são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos. o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana. que. com ética e transparência. dos orçamentos. mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. chegando a causar revoluções. que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia. a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos. o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático.mmschool.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas.” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas. como em relação aos custos despendidos. . a eficiência e a eficácia da gestão pública. as sociedades demandam. o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. metas e resultados alcançados. Para Peter Drucker. tanto em relação ao proposto e planejado.com/leonardo/inteligencia/imagenes/6. na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral. das políticas. estimulados a participar da vida sócio-política. Fonte: http://www. cada vez mais. De acordo com Osborne (1995). o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados. legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados.jpg De fato.

Na visão de Drucker (1996). e.e até mesmo na sobrevivência da espécie.As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio . para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e. as empresas têm que investir em seus recursos humanos.com/cerebro33. a base tradicional do capitalismo. criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo. o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores. conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas. os meios de produção. muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa. capazes de promover. mesmo que permaneçam. não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. Gestão . Acesso pelo menu "Avaliação".jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela. em Avaliações. no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem.emocionol. há bem pouco tempo.exercícios de auto-avaliação . para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo. cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho. Fonte: http://www. aula 10 . Dessa forma.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. Para Sveiby (2000). sendo que.

página 02 Fonte: http://www. pelos indivíduos. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies. a partir de 1999. mediante os agentes públicos. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. tem pouco a ver com o ineditismo. Em seguida.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo. premiou vinte experiências. de acordo com a doutrina de Montesquieu. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso. vamos analisá-las para uma melhor compreensão. • Foco no cidadão – usuário. é. Vale ressaltar que. que. O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos. sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade. é a vez do Poder Legislativo Derivado.br/img/helio3. São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. • Aumento da eficácia e eficiência. Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996.desburocratizar. revestidos do mandato da representação da coletividade. Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. • Transparência dos processos decisórios. . o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e. a inovação. nos primeiros anos. • Responsabilização e trabalho em equipe. Porém. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado.org. dos três Poderes. nesse caso.

não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais. o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. portanto. qualquer função administrativa.O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. Por essa razão. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas. o Legislativo e o Judiciário. no modelo brasileiro. é um poder delegado. eficiente e democrático. Os resultados do concurso. que falaremos agora. Entretanto. servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. entendidos os conceitos iniciais. visando atender às demandas da sociedade. com custos menores. Desse modo. Enfim. Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. dada sua natureza constitucional. nesses últimos anos de existência. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos. Na presente unidade. As funções principais do Poder Legislativo. No caso da função legislativa. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. busca reconhecer e valorizar as equipes. então. página 05 . Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo. são incumbidas ao Congresso Nacional. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante. no âmbito do Poder Legislativo. o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. mostram que as transformações realmente já começaram. por meio da elaboração de leis. É sobre isso. por meio de eleições diretas e periódicas. As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. Por exemplo. faremos uma breve descrição acerca das funções que. Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. de modo estrito. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui.

vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988. Sob esse aspecto. O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal. estabelecendo competências. competência e objetivos. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo. E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso.tancredo. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo. Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente. página 06 Entretanto. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas. Fonte: http://www. quanto sua forma. quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo.br/capa . 58 da Carta vigente à época. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se.No que diz respeito à função legislativa. Mais adiante trataremos da medida provisória. A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988. examinando o quadro acima. conforme disposto no art. os quais foram modificados pela Constituição de 1988.adv. forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória. na Constituição de 1967. vedações.

e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. Havia. que tratam da edição de leis propriamente dita. Podemos citar ainda algumas outras. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade. o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. algo que jamais havia ocorrido na história do país. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. mais amplas. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução. em tese. sem apreciação das Casas Legislativas. sobre as funções legislativas. o decreto deixava de atender às reais demandas da população. tentou minimizar o problema. desse modo. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. . enfim. página 07 O processo de transformação continuou e. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. Além disso. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. c) De uma maneira geral. a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. instituindo a medida provisória. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. o resultado não se mostrou melhor que o anterior. O Poder Executivo. que limitou a edição de medidas provisórias. A forma de elaboração. o Executivo dispunha de um poder que. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. permitindo uma única reedição. em 2001. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. as competências para proposição de projetos de lei.Com o instrumento do decreto-lei. em um primeiro momento. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. No entanto. por seu turno. b) O Tribunal de Contas da União. deveria ser exclusivo do Legislativo. É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. sobre o Prêmio Hélio Beltrão. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. A Constituição de 1988. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias.

exercícios de auto-avaliação . Modulo III Módulo III aula 01 . seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas .Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Gestão .Comunicação Institucional aula 08 .Dinâmica de Grupo aula 09 . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.Inteligência Emocional aula 06 . Para visualizar a correção. o novo ciclo orçamentário. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Acesso pelo menu "Avaliação".Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000).Negociação Ganha X Ganha aula 05 . Lembre-se de que caso seja necessário.A Janela de Johari aula 01 . O acesso é pelo menu Avaliação. Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo. o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União.Estilos de Liderança aula 03 .Organização Informal aula 04 .Ferramentas Gerenciais aula 10 . que serão corrigidos pelos tutores. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. e uma maior transparência na coisa pública. a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial.Motivação aula 02 .Inteligências Múltiplas aula 07 . Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória. botão Avaliações. disponíveis ao final de cada módulo.sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988.

Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. os valores sociais e as capacidades variam. O comportamento é orientado para objetivos. Quais são elas? O comportamento é um efeito. O que seria motivação para você? Bem. Para dificultar ainda mais. Nesse caso. Porém. Analisando as suposições acima. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. porém sempre direcionado para uma finalidade. Neste caso. é aconselhável o estudo inicial deste tema para. em cada um de nós. praticamente. Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. Sendo assim. conforme a situação. uma incitação. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento. o mesmo para todas as pessoas. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. Em caso de dúvidas. uma necessidade. somente depois. advindo do ambiente. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). existe um impulso."Mensagem") ou por e-mail. motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. Algo intrínseco. Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. Para um comportamento de atitude tomada. nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. O comportamento é motivado. é baseado na motivação que iremos responder. Apesar de os padrões de comportamento serem variados. estudarmos os demais. Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. . concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. De modo geral. Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. o processo do qual eles resultam é. ou seja. há três premissas que justificam o comportamento humano. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo. acreditamos e prevemos. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo. as necessidades. As pessoas são diferentes no que tange à motivação. Ou seja. como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira. O comportamento não é fortuito nem aleatório.

Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. Essa necessidade é fundamental em uma empresa. Com essas necessidades satisfeitas.. desamparo.85). pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa. situam-se no topo da pirâmide hierárquica. . dentre outros. pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção. poder. você tem condições de possuir autoconfiança. podendo levar-lhe ao desânimo. de abrigo e reprodução da espécie. p. Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas. de afeto e amor. “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. dentro ou fora do ambiente organizacional. a troca de amizade. conforme o tempo). pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. uma auto-avaliação e auto-estima. cuja base contém as necessidades primárias. surgem sentimentos de inferioridade. São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas.. tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. São as necessidades básicas de todo indivíduo. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. há o desejo de segurança. as mais sofisticadas e intelectualizadas. ou seja. ou seja. Observe a figura abaixo. de repouso e descanso. desenvolveu uma teoria. Agora veremos o que representa cada uma delas. como de alimentação (fome e sede). O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow.O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim. A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade. as necessidades mais baixas e recorrentes. força. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. psicólogo americano. sentimentos de valor. fraqueza. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica. Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias. Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas. Para Maslow. 2000. Caso contrário. Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas.

vai depender daquilo que você . Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. políticas da empresa. relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. utilizados pelas organizações.Portanto. Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo.87). “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato. comumente. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. p. quando precários. Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais. tornando o ambiente de trabalho agradável. Contudo. segundo Chiavenato (2000): “Victor H. três fatores são determinantes em cada indivíduo. 2. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. A teoria dos dois fatores de Herzberg. simplesmente evitam a insatisfação. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano. reconhecimento. dinheiro. Para Vroom. 2. benefícios sociais. etc. segurança no cargo. Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. Constituem os fatores que são. iremos estudar a teoria de Herzberg. 2000. por exemplo. Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato. página 04 Agora. Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas. provocam insatisfação. Por exemplo: o salário.90). são eles: 1. em sua teoria. 2000. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si. tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados. p. Porém. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar.

Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição. 1994. se necessário.500 anos. Isso se o salário for baseado na produção. das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade. Caso tal área tenda à entropia. Se a fé diminuir. dependerá dos valores. não motivará seu colega. jantares. mesmo fazendo isso para motivar os empregados. na frase de Maquiavel (2001). Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização. festas. é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. Pois. mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações. seja ela de natureza pública ou privada. que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel. percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. provavelmente. Diante disso.considerar como prioridade na sua vida pessoal.” (Griffin. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção.19). terá uma forte motivação para produzir mais. Por fim. que pessoas precisam ser motivadas e. 2001. p. trarão somente benefícios àquele que o motivou. como foi visto no início. uma empresa é tudo. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas. Aquilo que o motiva. p. se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado. Caso contrário. mesmo há 2. Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade. as demais também desaparecerão. ... haverá separação. Se você tem como objetivo obter um salário maior. 3. O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e. Porém. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais.105). para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. página 06 Pode-se verificar. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo. Porém todos precisam ser motivados. cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado. 102). se assim o fizerem. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada. Porém.. Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo. se as recompensas forem deficientes. bonificação em função de desempenho.. é fundamental permanecer sempre atento a suas ações. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu. conseqüentemente. 2002. Em uma empresa. No tratamento com os funcionários. p. Contudo. uns se contentam com pouco. “. podem trazer problemas à organização. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições. Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas. automaticamente irá se esforçar menos. outros estão em uma eterna busca. dentre outros. como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu.

criativa. liderança é uma técnica que pode ser assimilada. Logo. para a obtenção de resultados satisfatórios. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”. Isto é. como dos liderados para com o líder. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função.Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”. Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas. pela hierarquia. não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. o que exige confiança tanto do líder para com os liderados. necessariamente. em Avaliações. nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas. aula 02 . . garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais. ‘bom’. Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio. que possuem personalidade.exercícios de autoavaliação . aparência e caráter distintos.Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Acesso pelo menu "Avaliação". A postura atual do líder deve ser empreendedora. porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado. A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos. Ao observarmos um líder. o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. dentro de uma mesma organização. página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir. é notório o valor de um líder servindo de bússola. e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los. veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho. aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. de forma diferenciada. existem pontos em comum entre indivíduos. mas é legitimado pelo grupo e não. indicando a direção a ser seguida. Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia.Gestão . o poder de mando existe. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo. Porém mesmo com todas essas diferenças. Todavia. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. Destarte. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática. Sendo assim.

Vamos fazer uma analogia com Maquiavel. procuram treinamento. e seu espírito é entusiasta. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas. ou seja. São abertas na maneira simples. leitura especializada.Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www. 2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira. Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. p. 1994. dava também ao povo. agradável e feliz.9). conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo. aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos. um eterno aprendizado. porém poucos confidentes. positiva. 1994.indg. pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes. Quanto mais sabem. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se. realmente. Sua atitude é otimista. p.br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes. escutam os outros. 3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre.com. Possuem vários amigos. 4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros. assistem a aulas. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses. no potencial subjacente de todas as pessoas. se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha. Os líderes vivem de maneira sensata o presente. baseadas em 8 princípios. Acreditam. “São capazes de reconhecer seu próprio valor. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder. (Covey.. Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis. esperançoso e cheio de fé”.. para cima. . descobrem que nada sabem. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa.10). direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey. Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas.

são elas: a física. faz auto–sacrifícios para atingir o desejado. 2002.14). O mesmo ocorre com os líderes. verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes. A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança. influencia seus seguidores através de processos atraentes. é a jóia do reino” (Sun Tzu. 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. São considerados possuidores de fortes habilidades verbais. O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra. compreensivos e dispostos para o trabalho. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. Quando algo acontece.232). pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins. liderança transacional versus transformacional e liderança visionária. Ou seja. agressivos. a mental. Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático.12). a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999).7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. São elas: confiança extremamente alta. se for necessário. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. p. Além de estar sempre mostrando a eles que. confiança de que eles conseguem alcançá-las. podemos adentrar nesse assunto.73). domínio e fortes convicções em suas crenças. normalmente. por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra. liderança carismática.105). voltada para o serviço” (Covey. Estilos de liderança para Robbins (1999). 1999. p. 1994. “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. p. deve ser atribuído a algum fator. p. propriamente dito. “Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança. a emocional e a espiritual. 2001. . os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito. Porém. Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu. além de serem bastante produtivas e criativas. a seus seguidores. Com isso. p. cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano. articulados por eles próprios. Porém. A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. inclusive você. uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização. Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel. São elas: teoria de atribuição de liderança. 1994.

Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes. 2001. ele deve explicar a visão aos outros. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo. pode ser feito um paralelo à motivação. produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins. p. Maquiavel. 1. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes. Suas negociações são bem .Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real. e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas. 5. Por fim. 2. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais. a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional. haviam sido louvados e glorificados. em tempo real. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados. paralisador. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta. a partir de acontecimentos presentes e passados.Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que. Mas. é um exemplo de líder visionário. página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas. planejador e realizador. 71). A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional. 4.235). 1999. ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo. p. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. são de fácil convivência. Além disso.página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. Os perfis são os seguintes: destruidor. Sendo assim.Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado. Além de inquiridores e prestativos. em seu livro O Príncipe. procrastinador. antes deles. eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você. além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas. “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos. sobretudo. ver como se comportaram nas guerras. 3. E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa. e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel. mas têm princípios firmes e imutáveis.

eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. então. seus empreendimentos sempre são concluídos. porém a essência é praticamente a mesma. Procure saná-las logo que apareçam. Além de trazer ordem e segurança. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. Líderes carismáticos ou autoritários. veremos algumas diferenças entre eles e os chefes. As denominações de estilos são variadas. porém não necessariamente todos são líderes. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. Porém o chefe pode se transformar em um líder. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes. Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais. conforme podemos visualizar no quadro abaixo. Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. Já o líder trata com a mudança. conclusão Conclusão . página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder. dependendo do modo como agir.sucedidas. Não acumule dúvidas. diversas nomenclaturas.

Porém. devido às próprias condições humanas e ambientais. . Gestão . vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional. a liderança autoritária não soaria mal. o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. isso se torna algo difícil de executar”. agrupadas e coordenadas. cargos. Essa postura deve ser empreendedora e criativa. que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. Porém. Acesso pelo menu "Avaliação". ao contrário. podemos dar início às organizações informais. em Avaliações. não existe um estilo de liderança modelo ou desejado. talvez fosse a melhor solução. Para isso daremos um breve conceito de organização. pois em um mercado competitivo como o nosso. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. Em contraposição à organização formal.exercícios de autoavaliação . Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos. E o autoritário. Para que a organização de uma empresa seja adequada. Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas.Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001). pode ser carismático. aula 03 . No entanto se a situação for de combate.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. O importante é a postura de um líder. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações.Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida. também. estrutura organizacional e organização formal. pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional. cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. relações funcionais. a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. Depois de termos visto sobre organização. níveis hierárquicos etc.

página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não. desenvolvida por Elton Mayo. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa. . No quadro abaixo. É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam. já vimos a importância. não aparecem no organograma. que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. devido à proximidade física. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples. grupos que se identificam ou não. todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos. da presença de grupos informais em uma empresa. Em seguida discorreremos sobre cada um deles. Caso não existissem os grupos informais. e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. para os indivíduos. precisa e didática. como amizades ou inimizades. infelizmente. tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. com a Experiência de Hawthorne.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta.

Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização. os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta. podendo acarretar problemas. uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e. expectativas e valores. Daremos início ao terceiro componente. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização. só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. O quadro abaixo indica quais são esses papéis. pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho. Cada organização é um sistema complexo e humano. uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização. que são os grupos informais.Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações. “Cultura organizacional significa um modo de vida. p. Imaginemos a seguinte situação. as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional. com características próprias. Ao se comportar dessa maneira. um sistema de crenças. O expediente tem início às 8h. com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. Agora vamos dar início ao segundo.531). página 05 . por meios implícitos. 2000. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais.

Como as normas de conduta já mencionadas. Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações. os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito. São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes. . a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve. valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia.Além das normas de conduta. . Vejamos alguns exemplos de crenças.Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva.

onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa.A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores. Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. . Exemplos de símbolos: uniformes. Clima organizacional Clima organizacional.258). página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas. O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais. daremos continuidade com cerimônias e rituais. “Crenças. objetos. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum. Esse elemento é formado por palavras. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta. O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional. p. Entendidos crenças. logotipos. como as pessoas se relacionam” (Maximiano.A empresa é uma grande família. ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e. de forma geral. os símbolos. ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. Por fim. Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue.. Naturalmente. decoração das instalações etc. valores e preconceitos. Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional. possui um importante papel dentro de uma empresa. 2000. . com direito a desavenças e o chefe representa o pai. o último componente a ser analisado da organização informal. facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário.

Contudo. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. pois exprimem os interesses do grupo. infelizmente. Porém. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem. simplesmente. os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. Porém é importante que participem pois. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. desde a localização física até os objetivos organizacionais. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. a fim de verificar se a . não esquecendo dos salários. Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho.Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. limpeza e integração com os colegas. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal. Cada funcionário terá uma realidade percebida. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. o que produzirá sentimentos individuais. Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa. podem trazer malefícios. Podem ser maiores ou menores. g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa. Por exemplo. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos. quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. ele fará parte de outro grupo informal. Já a organização informal escapa a essas limitações. conseqüentemente. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar. conclusão Conclusão As organizações informais são. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. através dos resultados obtidos.

geralmente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente. Gestão . Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional. este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo. quando uma relação agradável não é estabelecida. um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros.Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve.exercícios de autoavaliação . Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha. Certamente. em Avaliações.informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais. a preparação é relevante quando o assunto é negociar. lados opostos com interesses. documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos. Ou seja. aula 04 . quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto.Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. . Acesso pelo menu "Avaliação". Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido. Ou seja. conflitantes. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho. onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente. Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos.Pede. em sua maioria. As negociações acontecem todos os dias entre familiares. a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível. comerciantes e também no local de trabalho. então. Pois. pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos.

São eles: 1. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo. Até soa mal! Em uma negociação ganha . Depois de consolidado um relacionamento amigável. O mesmo acontece nas negociações. nenhuma das partes sai vencida no arranjo. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que. um acordo já pode ser discutido de igual para igual. É necessário fazer a manutenção do processo. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando. 2. ninguém.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas. 3. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo. que traz. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação. obtendo assim um desempenho satisfatório. antes de discutir negócios para valer. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação.relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação. também fazem perdedores. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando. Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas. ou seja. jantares e conversas informais. uma vez conseguido um acordo satisfatório. a manutenção deve ser feita. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. Afinal. dentre outros benefícios. plenamente. página 03 Você pode estar pensando que. 2.cultivar um sentimento de confiança recíproco.ganha. Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. Por um razão ou por outra. o acordo é mútuo. . talvez seja assim. pois em um jogo. é melhor conhecer quem será seu parceiro. a negociação está encerrada. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida. Porém. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar. o método ganha-ganha é composto por quatro passos. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores. esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. ou seja. ele não quererá mais jogar com você. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável. inclusive você mesmo. Em suma.planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar.permitir que o relacionamento se desenvolva. O problema reside na filosofia ganhador-perdedor. Na vida. com o acordo estabelecido. quer sentir-se um perdedor. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança.

página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos.acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas. Compreendido o que é negociação ganha-ganha. caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim.manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações. 4. ao contrário do que alguns pensam. .3. veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa. Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar.

quando não há um planejamento prévio. Observe: . teremos então três finais. o resultado poderá ter dois desdobramentos. Quando uma negociação é planejada anteriormente.página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação. ela segue um único caminho. Ao todo.

Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões.tentam lhe distrair. Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha. algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las. Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período. juntos.fazem ataques pessoais. tente ver sob todas as óticas possíveis. 3. no momento da negociação. Ao negociar. . jamais com raiva. listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1. Rebata com bom humor. Assim. Resista! 4. Ter. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2. o foco acaba desviando dos aspectos finais.induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas.tendem a introduzir de forma inesperada novos temas. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. Vamos analisar. Para que você não seja surpreendido (a).

Caso conheça. Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. Ao contrário. é capaz de ficar confuso. Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. ambos saem insatisfeitos. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. Contudo. como conhecemos. tempo e poder. você até pode chegar ao seu destino. imaginemos um negociador indeciso. Se você não estiver bem preparado. mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas. Espero que você não conheça esse tipo. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. uma negociação não é um jogo. honestos e moderados. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. a negociação ganha-ganha existe para provar . Existe uma fase muito importante. Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. Lembre-se. com o aperto de mãos. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. preparar aquilo que se deseja conseguir. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas. No momento do fechamento de acordo. você é responsável pelo que acontece. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. no qual um perde e o outro ganha. ao contrário dos que muitos pensam. acreditar nele. O que podemos falar é para você se prevenir. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. ou seja. é necessário que seja feito um plano de ação. Porém. e o pior. e quando há o empate. Assim sendo. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. pois a negociação não termina com o acordo firmado. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável. é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso. O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. a manutenção. a negociação não termina como acordo finalizado ou. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha. Se o taxista quiser tirar vantagem.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores. Mentirosos: esse tipo é complicado.

Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso. A ajuda é um deles.Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que. Algumas informações valiosas são sentimentos. por exemplo.Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. mas também fora dele. O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. Porém. O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal.exercícios de autoavaliação . ações e intenções. e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. ou seja. aula 05 . Voltemos à autoconsciência. agir. Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir. Em outras palavras. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções. ou seja. Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. com certeza. Gestão . de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. avaliações.que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída. é trabalhar as emoções a seu favor. Tendo consciência. ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real. página 02 Intrapessoal Primeiramente. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional. sensações. comunicar e operar em . então. está ao seu alcance. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém. O que é. por entendermos que é uma área de grande relevância. a intrapessoal. Com isso. esse não é o nosso foco. Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho. para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência.

Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. Para controlar a raiva. Observamos. mas. ao prestar atenção em seus sentidos. pois está dominado(a) pelas emoções. página 04 Por exemplo. Daremos início a um passeio pela rua. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. Assim. Vamos. você necessita de um giroscópio. saber o rumo certo e como permanecer nele. exercitar sua consciência sensorial. Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. é através delas que aprendemos mais. esclarecer e alterar suas avaliações. Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva. estamos no caminho certo. pelo qual todos já passamos. você será capaz de examinar. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. Provavelmente só lhe trarão malefícios. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. Você está discutindo com uma pessoa. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. etc. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. só que regado por agressões verbais. Preste atenção em todos os sons. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. Seus sentidos – visão. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício. o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis. audição. tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu.diversas situações. sobre outras pessoas e diferentes situações. você e um colega de trabalho. Por exemplo. Até agora vimos que a autoconsciência requer prática. um neném chorando do outro lado da rua. Agora irá aprender como controlar suas emoções. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. olfato. Vejamos um exemplo claro. Vejamos outro exercício. mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. Depois conversaremos sobre isso. com comércios e prédios nas proximidades. b) como controlar suas emoções . se respondeu não. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. numa rua movimentada. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. O ‘bate-boca’ continua. agora. e você ainda não tem essa consciência. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. Porém. um avião distante. pois. a maioria dos casos. você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). que ao desenvolver sua capacidade de comunicação.

já será meio caminho andado. Nesse momento. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. Pronto. A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. porém lhe chama para combate. “não vou interrompê-lo”. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida.Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. caso esteja notória a sua raiva. Se você compreender isso. Se você conseguir pensar assim. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. Mas um pouco depois. 1997. músculos e outras partes do seu corpo. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva. ele também está desarmado. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo. e se depara com um leão. e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. afinal. Na verdade. eles possam reagir melhor. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. desarmado. 57). Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio. Entre algumas frases. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. esteja fugindo ou lutando. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . Creio que esse ponto você entenda um pouco. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. dentre outros pensamentos um pouco piores. depois atentar para os seus pensamentos. encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. Como o exemplo citado acima. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. Porém. você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos. de modo que. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. recebendo mais nutrientes. p. O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante. órgãos. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. página 06 Como podemos observar. foram seus pensamentos sobre seu chefe.

O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas. não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. Só que você não sabe de um detalhe. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. a solução é fácil. Adote uma atitude passiva. um ser sem reação. Apesar de o foco estar nas reações negativas. pense naquilo que achar mais agradável. terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. Se for esse o problema. então. provavelmente. pessoas fracas. não é? A partir de hoje. Caso não tenha. os que estão à sua volta percebem? Com isso. página 07 Normalmente. em uma bela cachoeira. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. Vamos. E . página 08 Veremos. a euforia e a confiança. ou então conte a seus familiares. ou até uma música tranqüila? Bem. Encontre uma posição e roupas confortáveis. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. dentre outras inúmeras denominações. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. É fácil. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. Sinta suas costas. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. e a meta é reduzir toda a tensão muscular. o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. no máximo atos de excitação. faça em casa. e comente. que tal pensar em uma praia deserta. o contentamento. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações. Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. as reações positivas também necessitam de controle. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) . e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. pense nele. tais como a alegria. descontroladas.e agradeça de forma sutil. você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). cabeça. de forma também sutil. sejam boas ou ruins. Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado. campo verde. pernas. Alguma dor? Bem. O objetivo não é lhe transformar em um robô. Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho.seu ambiente de trabalho. tranqüilo e com luminosidade adequada. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. não? Nesse caso. agora. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia. respire profundamente. Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. suas alterações fisiológicas e seu comportamento. Tente ignorar as distrações. se for boa. E no final de duas semanas. Ou seja. Nada agradável. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. aprender a reconhecer as nossas atitudes. E você não deseja fazer parte dessa lista.

em direção a outras pessoas. nas relações interpessoais. Existem alguns passos a serem seguidos: . A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você. estados de espírito e necessidades da outra pessoa. Para que isso aconteça. vulgarmente chamado de puxa-saco. algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos. O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva. Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. bem como sua avaliação de diferentes situações. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas.para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia. identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos. pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia. a inteligência emocional deve estar presente. Vamos agora aplicar. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento. Agora. Já vimos sobre isso na aula referente à motivação. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. inclusive você. O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional. se o diplomático é alguém que trabalha com você. sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. o caminho é esse. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade.

pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. caso contrário. pois. Agora. porém. é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. Vejamos agora. O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber. Porém. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. a sua linguagem subliminar. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso. fazendo isso. elas também têm suas percepções a seu respeito. é provável que suas idéias sejam questionadas.Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial. você tende a ficar decepcionado (a) e. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. simplesmente. é necessário entender sobre os limites do relacionamento. Ao analisarmos essa situação. Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. Vamos a um exemplo. Algumas vezes é útil conversar com as pessoas. ou seja. muitas vezes. página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. observar experiências ocorridas anteriormente. Às vezes. O que você faz? Decerto você seria . você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito. de forma inconsciente. Então. Sendo assim. É uma tarefa que exige sabedoria. analisar as reações que elas transmitem. Por exemplo. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. como levar em conta as expectativas do relacionamento. além disso. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho. frustrado (a). quem sabe. pois você terá que se abstrair de suas opiniões. Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. e. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. Que tal. Porém. você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo. a programação prévia é válida nesses casos. além de percebermos as suas reações. descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo. Se você é percebido como competente e inteligente. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e. se é percebido de maneira oposta. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda.

exercícios de autoavaliação . Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem. Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum. pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. pois. professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. vocabulário e outras capacidades. O quociente de inteligência (QI). Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais. Já esqueceu? Então podemos iniciar. as duas se completam e formam o que. Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. A dica foi dada. ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo. em Avaliações. você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece. fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar. .simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo. embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior. Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Em suma. Assim. você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana. aula 06 . Gestão .Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo. Daniel Goleman. a sua inteligência intrapessoal. A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação. chama de QE . ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção.Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. pois infelizmente. vale a pena desenvolver essas inteligências.quociente emocional. ou seja. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade.

61). Mas se você é um (a) poeta (isa). “A competência lingüística é. nem pela Ciência. transmitir informações ou simplesmente agradar. e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos. p. forca. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras. palavras cruzadas. em uma escala de 0 a 10. quanto você mudou? Todos mudamos. pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana.Vamos voltar ao passado. convencer. Você deve estar se questionando. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. nem que seja um pouco. a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. . há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora. Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem. qual a finalidade dessa unidade? Bem. estimular. Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. que não somos poetas praticantes. dentre outros. Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. de fato. parabéns. neurofisiológica). Não existe uma única mensuração. “deliberadamente” e “propositadamente”. Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. jamais terminaríamos esse estudo. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer.

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Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

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Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

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Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

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Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

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Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

será bem-vinda. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança. por mais louca que seja. quanto maior o número de idéias. um exercício de comparação. análise de mapas. A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores. Lúcio Costa e Burle Max. 4. formas geométricas. Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming. reconhecimento de locais. 3. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo. Agora é a sua vez. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador. mas o que esconde é essencial”... diagramas. além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça. gráficos. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral. . Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. “a estatística é como biquíni. Quaisquer que sejam os usos do corpo.”. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial. o que mostra é interessante. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país. 2. mais fácil será selecioná-las. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. Inteligência Corporal Cinestésica. cenas. E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras. “a alegria é como uma piscina. Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação. Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1. objetos. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas. toda idéia. o jogo de xadrez seria um forte candidato.

A dança pode refletir e validar a organização social. considerado o atleta do século. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. não tem dificuldade de morar sozinho. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam. Para Gardner. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos. Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. Pelé. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio. A própria inteligência corporal. página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. Psicanálise. e não fez feio. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. focalizada internamente. diante da Inglaterra.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. não era bom apenas com os pés. e acabam perdoando mais o erro dos outros. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. e. Em geral. Pode ser boa conselheira: pastoreamentos. . Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. também se expressava muito bem jogando baseball. em uma visão externa. a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. Não menos importante. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. Índia. É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia. Segundo Goleman. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço. grande astro do basquete norte-americano.

o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo. suscetível a erros sob o prisma científico. Porém. ajudas são papéis de seu excelente desempenho. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). Pois como foi dito. não saberá o que fazer com aquilo. Gestão . Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos. É importante ressaltar que é apenas um treino. retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística. Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas. Depois disso. Assim. não ter a mínima noção de espaço. Se alguém entregá-lo um mapa. O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. em sete. Acesso pelo menu "Avaliação". Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência. aula 07 . Porém. mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência. As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno. mais o homem tem a ganhar com isso. a inteligência lógico-matemática.conselhos.exercícios de autoavaliação . em Avaliações. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível. sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”. tais como: ecológica e espiritual. Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência. você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros. Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. apesar de ter a inteligência lógico-matemática. e continuam se abrindo no decorrer dos anos. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas. simplesmente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. oito ou nove tipos.Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. a corporal cinestésica e a pessoal. Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL . O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente. e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim. terá uma versão mais completa na tabulação coletiva. quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva).

não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. sem dúvida. pequenas/médias ou grandes empresas. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano. bem como. então. comunicação institucional. ajusta interesses.emocional. Vale lembrar que as normas. mesmo que Empresarial ou Organizacional. Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. Vamos. é a comunicação. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação. assumindo. uma maior notoriedade por parte do público externo. Bem. estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. A comunicação. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão. gera influências. mediante a comunicação expressiva . mas também provê a intermediação do discurso organizacional. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas. pelo simples fato de existir. vamos ver agora sobre a comunicação institucional. a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. objetivando um bom funcionamento organizacional. tanto interno quanto externo. promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. uma maior motivação e satisfação do seu público interno. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . Porém. recebem tratamento ao nível do código lingüístico. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas. Ao analisarmos essa situação. visando à concretização e alcance de um objetivo comum. ao final. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido. os processos de recompensas. tivemos uma breve introdução da importância da comunicação. mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente.Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. controla os participantes internos e externos. enfim. implementável em qualquer instituição: pública ou privada.

Porém. Bem. Ocorreu. a seu chefe. entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. mas é isso que deve ser evitado. um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. porém não alcançarmos a eficácia. talvez míope. mas não alcançou a eficiência. você não elaborou uma crítica fundamentada. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: . Porém. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta. uma falha na comunicação institucional. pois tiveram algumas falhas no percurso. se não tiver acontecido. você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto. Ele pediu para você interpretar. do problema. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. pesquisas. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. então. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. com perdas mínimas de energia. Quando seu chefe lhe passou o trabalho. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha. todos os processos que ele solicitou. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa. Nesse caso. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência. você atingiu a eficácia.inputs de que necessita. Nos projetos.

com a qual o receptor concordava. as empresas são compostas essencialmente de pessoas. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. Vamos mergulhar além das espumas das ondas. Pedro. não façam julgamentos precipitados. Vamos verificar outro exemplo. Cada empresa tem sua história. sua missão. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem. mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos. como se tivessem mensagens divergentes. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. Pois toda empresa é única. Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho. Sem exceção.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. Pode até soar falsa ou ingênua a generalização. Por favor. E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal. um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem. seus valores. vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido. Depois de alguns dias. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro. O mal da falta de comunicação. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. Ao finalizar a conversa. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. como todo ser humano. com resultados claros para ambos. Afinal. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . Antes de concluir. sua cultura. sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo.

Porém. p. de um lado. adequação. de modo a fazê-los seguir suas intenções. em Avaliações. deve ser analisada como a potencialidade. Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa. no que tange a eficiência comunicativa. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. insere-se. profunda e intensamente. Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo. sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação. “Relevância. Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. espírito crítico. a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. entendimento. talento. de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. 1986. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional. credibilidade. mais a empresa/instituição será produtiva. de outro modo. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. Em suma. criatividade e inovação. Ela requer planejamento. no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional. Como instrumento de inteligência empresarial. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização. . Bem. deve ser coordenada e praticada por especialistas. pesquisa.exercícios de autoavaliação . conclusão Conclusão Como foi dito. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". 39).falou algo que ele não disse. do emissor de afetar os outros. Gestão . os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas.

em um clima de harmonia e de respeito. Diante disso.aula 08 .Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. Kurt Lewin. é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo. É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos. As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas. o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro. O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso. Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”. Depois dele. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia. o grupo deve ter um objetivo em comum. Com o fim da automação. Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros. a planificação econômica e reestruturação do ensino. com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. E por fim. deu início a alguns estudos sobre esses problemas. página 02 Em seguida. praticamente uma interação psicológica. porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo. por exemplo. . em 1930. o dinamismo inerente ao grupo.

Ou seja.Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos. O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir.Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação. algumas etapas devem ser seguidas.Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais. página 03 . de formação e mistos. Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica.Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada. praticamente um brainstorming). no tempo que dispõe para isso. O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: . A figura do animador é como a do mediador. crítica das propostas e tomada de decisão. ou seja. o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não. são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos. Independente do tipo de grupo. se você não concorda com o que seu colega disse. São eles: grupos de trabalho. . E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos. .

Os animadores têm perfis distintos. via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida). Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista. você imprimirá e colocará em uma urna. onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que . No momento oportuno.página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. o chefe de sessão marcará uma reunião. como todas as pessoas. Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos. A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador. pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes.

Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). utilizadas com o intuito de confrontar idéias. Não acumule dúvidas. em seminários e outros. Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. em congressos. aula 09 . 20 participantes. É importante observarmos que. As dinâmicas são técnicas simples. A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo.exercícios de autoavaliação .Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação.consta na pauta de debate. Enfim. Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas. porém. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos. seja algo bom ou ruim. analisá-las e colocá-las em prática. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário. Isto. existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado. para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio . Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. em Avaliações. Orientamos que. Procure saná-las logo que apareçam. é recomendável que os grupos tenham. Gestão . com um clima descontraído e de total harmonia. com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui. no máximo. nesses casos. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Por exemplo. com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável. o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese. conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”. citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores. No momento em que você assume algo da sua personalidade.

respeito. .FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. Para que essas barreiras sejam rompidas. confiança e. Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial. desde que sejam artifícios éticos. Check.Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo. sem comunicação entre elas. p. baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver. mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico. Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados. 1995. então. página 02 . criando raciocínio de processo.Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade.Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema. . O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI. podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado. Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. Devemos. a organização será um conjunto de ilhas. produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá. Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control). Do.11). é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. principalmente. . quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece. mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. Action) de controle de processos. A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham. Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência. Caso contrário.

Primeiramente. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada.Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade. 4. 2. Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento. a partir dos dados coletados na etapa de execução. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação. Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado. 3. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las. Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias. que é conhecido também como . 2. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais. Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo. Nesta etapa. 1. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida. 3. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa.Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões. caso a meta tenha sido atingida. 1. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização. a educação e o treinamento no trabalho são essenciais.

ou seja. tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. pessoas e informações do processo de medidas. condições ambientais. .Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. insumos. operador e tempo. Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo. de modo a focalizar a ação. um item de controle que não atinge o nível desejado. que será observada logo a seguir. Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos. página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública. devido à sua forma. Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. métodos ou procedimentos. material. Bem. equipamentos.

página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas. o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas. Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização . também. podendo ser duas causas de um processo. Permite. dois efeitos ou uma causa e um efeito. Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis.

de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais. atividade etc. Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta. entradas e saídas de um processo. Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões. desta forma.Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas. conclusão Conclusão . permitindo. estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções. variáveis. página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades.

A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais.exercícios de autoavaliação . Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação. assim. aula 10 . interpretar a figura abaixo. Foi criada em 1961 pelos Drs. . transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade. podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”. fica a seu critério a escolha mais apropriada. em seu grupo.Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação. agora. No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula. Apenas uma curiosidade! Vamos. Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback.Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa. devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros. Joseph Luft e Carry Inghan. O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. Gestão . que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações.

Pois como sabemos. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento. julgar. compreender. divulgando seus próprios pensamentos. E podemos verificar tais reações nas nossas palavras. uma habilidade. Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam. em termos verbais ou não. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria. Podemos considerá-lo o “eu transparente”.. 3. Ele também é conhecido como “arena”.O “eu oculto”: conhecido por você.O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. Bem. O desconhecido é um nada dentro de você. tensão nervosa. Exemplo: ser uma pessoa educada. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros. Porém. b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. Por exemplo. ver-se como eles o vêem. página 03 O “eu cego” . Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito. Normalmente. não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações. porém desconhecido pelos outros. vamos dar continuidade ao assunto. Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido. ou seja. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas. a fim de dar e receber feedback. Não há dissimulação. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho. mas isso pode afetar outras pessoas. são caminhos jamais percorridos. vistas nas aulas cinco e seis. sua agressividade.1. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado. bastante interessante. Por exemplo. gestos e atos. existem pessoas mais sensíveis que outras. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. que na maioria dos casos.. aquilo que você sabe que tem e os outros também. o feedback precisa ser analisado de maneira racional.O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros. É justamente aquilo que você é e passa para os outros. Porém. de ser quem realmente somos. 2. página 02 4. sentir. retratam ou traem o teor de nossas atitudes. tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. uma característica. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento.

O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica.com/1/cromos/lupa. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto. ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante.juarezonline. Falam pelos cotovelos. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante. mas em geral. Todos pensam que você é uma pessoa calma. O exemplo dado anteriormente. . quando você o faz. apenas ouvem taciturnamente os outros. sem esboçar muitas reações. comportamento. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista. mas não estão dispostos a ouvir ninguém. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência. normalmente dão muito feedback. atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. Em geral. ele é cabeça-dura e. porém “não se enxergam”. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras. é apenas distração. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos. não dão feedback.Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. Quando o mesmo acontece com você. Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado. porém vive a base de tranqüilizantes. Pessoas que possuem essa janela muito aberta. está sendo apenas firme. Fonte: http://www. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”.

eu oculto e o eu desconhecido. ou seja. ainda que em público. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos. com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. eu cego. Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado. vale ressaltar que o eu desconhecido. mas isso não autoriza confundir esses dois males. Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. seus amigos e irmãos sociais e. premia-se o triunfo a qualquer preço. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. coloca-se uma porção de valores positivos nela. página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. pode magoar profundamente. onde todo valor negativo deve ser precedido . ainda. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você. Nem ele esperava por isso e nem os outros. Porém. nem você e nem ninguém conhece. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. Assim. O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés. E mais ainda . Esses devem ser dados em particular. isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”. Porém. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”. reduz-se potencialmente. A técnica “sanduíche” é aquela que. exalta-se a competição. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros. Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. ao invés de colaboração. é dando e recebendo feedback.que nem ele imaginava que pudesse cometer. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. O que é ser neurótico. Porém. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa. Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. e.

Plan.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I.Prêmio Nacional de Qualidade E. Enterprise Resource Planning BSC . Para visualizar a correção.A . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.e concluído entre valores positivos. em Avaliações". disponíveis ao final de cada módulo.S.P.N. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. que serão corrigidos pelos tutores. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.T . Gestão ."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento. botão Avaliações. Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.O. Do.D. Lembre-se de que caso seja necessário. Check e Act KAISEN C.exercícios de auto-avaliação .Q. Acesso pelo menu "Avaliação. . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. aula gravada em áudio . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Direção e Controle). Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA .Balanced Socrecard aula 01 . Organização.P.Q . O acesso é pelo menu Avaliação.International Standartization Organization Supply Chain .Cadeia de Suprimentos P.C.R.

contemplando o planejamento. As Etapas do Ciclo PDCA: 01. Shewhart. esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema. Execute com fidelidade seu plano. Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação.ac. trabalha talentos e habilidades . Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Compare o resultado com seu plano. a padronização e a documentação destes.CICLO PDCA .jpa. Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações. . Bloqueie as causas do problema. Tomar iniciativa. Plan (Planejar): Detectar um problema. mas sim sucessivas vezes. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. Do. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa. o que planejou. tal como uma linha de chegada. mas foi Deming seu maior divulgador. Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta. Executar): Faça exatamente o que planejou. De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. 03. É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo. uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo. educar. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A. tendo disciplina para colocar em prática. Definir o que queremos. No plano pessoal. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. treinar. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo. Do (Fazer. planejar o que será feito. página 02 02. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. Fonte: http://www. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo. para atingir o próximo momento. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. implementar. de forma continuada.Plan. Fazer.

preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem).ibiweb. implementações e continuidade do sistema. Fonte: http://www. se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória. Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema). esta atividade pode corresponder aos ajustes.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca. Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior.org/programs O Programa 5 S .sakosta.gif Ou seja. Se houver. assumir ações corretivas ou de melhoria. se há problema. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação.No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. 04. esta atividade pode corresponder aos testes. atuar para que não se repita. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. página 03 Fonte: www.

ferramentas. A . formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. mantém tudo sempre limpo. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação. gerando o descarte de coisas não necessárias. em equipe. a limpeza. conservação. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. onde cada coisa tem que ter nome. com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. O material deverá ser enviado à área de descarte. A LIMPEZA ou inspeção. gavetas. Manter a arrumação do local de trabalho. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. liberação de espaço. que buscam fortalecer 5 Sensos. classificação de materiais. A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. zelo. utilização. peças quebradas. para manter somente o que é útil. ordenação. onde cada um deve cuidar da sua área. armários. Definir um lugar para as coisas. pois possibilita a identificação de defeitos. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. A ARRUMAÇÃO ou sistematização. No Programa 5S. padrões de arrumação. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. dia após dia. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". gerando descarte dos itens sem utilidade. etc. guardar as coisas e obedecer as regras. mantém o estado de limpeza. utilizando o Ciclo PDCA como suporte. quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. asseio. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. inclusive discos de computadores. materiais que se usa no dia a dia. armários. vazamentos. higiene. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. discos de computadores. não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. Limpeza é forma de inspeção. etc. as áreas isentas de pó.

limpeza. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização. adquirir outra habilidade. para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma.iluminação. análise de cenários. mas seu ciclo completo exige muita fundamentação. execução de tarefas com registros de dados e fatos.padronização inclui outras considerações. análise e ações corretivas. O conjunto de práticas denominado 5S (organização. Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor. fazer uma pós-graduação. Usar o PDCA de forma universal. que é a arte de fazer as coisas certas. O PDCA – PLANEJAR. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas. padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos. alcançar um novo posto na empresa. de forma natural e cotidiana. A DISCIPLINA ou auto-disciplina.é um modelo mental muito simples.exercícios de autoavaliação .Kaisen aula gravada em áudio . contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . treinamento e desenvolvimento. Acesso pelo menu "Avaliação". arrumação. É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente. medição para obter controle. mudar determinado comportamento. tais como: cores. na trajetória para alcançar novos objetivos. formas. DESENVOLVER. vestuário. calor.Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores. padronização. com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. harmonia."Mensagem") ou por e-mail. aula 02 . como forma de criar bons hábitos. ventilação. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Em caso de dúvidas. CONTROLAR E AGIR . Gestão . etc). diagnósticos. num processo de repetição e prática. disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável. A disciplina é a base de uma civilização. educação. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. arrumação e limpeza) de forma contínua.

ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos. Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total. Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” . Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização. Mas. editado em 1988 e publicado pelo IMAM.transcontinental. O retorno se torna melhor. Propõe a empresa. qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: . Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços. O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura.com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero.). página 02 Fonte: http://www. custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados. Para Ansari (1995). ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados. Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido.kaisen. sempre emergindo. negócios e operações).promove um certo benefício para os usuários. já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo. manter os padrões atualizados sobre tecnologia.JIT. “Total Quality Management” . provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos. A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja. bem como mudanças na estrutura gerencial. Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras". ações e programas de Melhoria Contínua. etc. Porém.TQM.Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor. investimentos pequenos e gradativos diariamente. Em seu primeiro livro. . quando ocorrem mudanças drásticas. O conceito de Kaizen. Segundo Mondem (1999). custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente. idealizado por Masaaki Imai. a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua". diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização.

. nas empresas brasileiras.exige baixo investimento. .longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização. controle gerencial e aprendizado.os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso. Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen . . não é contínua. nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra". para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos. Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos.. o objetivo não é alcançar o padrão. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo. é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças.é praticada. O pessoal começa a dar sugestões de melhoria. mas superá-lo. Fonte: www. conforme análises de Kaplan&Cooper. tornando-a cada vez melhor. . . mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos. .é a redução de custos dos processos.é rapidamente implementada. Não basta trabalhar com os braços duramente. carrega muito peso ou até chega a se acidentar. ele tem suas limitações para custeio de produto.contrafluxo de materiais.não exige nova tecnologia. é preciso usar a cabeça.esica. seguida de sucessivos aperfeiçoamentos. transformando-os em "cabeça-de-obra".má localização dos itens. Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. por deficiência no endereçamento. embora seja uma melhoria. Portanto.normalmente usa-se o "bom senso". de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente.dificuldade em encontrar os materiais estocados. na maioria das vezes. página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: . pelos próprios usuários. Com isso. Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção. Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra". Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado.com . Normalmente. como de quem caminha muito pela empresa. a força de trabalho é investida de poder. . . O grande problema é que essas "gambiarras". de provisórias passam a ser definitivas. No custeio kaizen.

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

T .Q. a idéia de qualidade tem uma história muito antiga. O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão. aula 03 .O tema é relativamente novo para o Brasil. Por isso. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo).Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Acesso pelo menu "Avaliação". Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês. Gestão . Segundo Maximiano (2000). destacamos: . Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês. é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas.com/film/2003/moderntimes. É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen. dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial. baseia-se na análise de valor. O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos.php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade.C. de função e engenharia de valor.Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”. Como reflexo e testemunho dessa importância. pois o custeio kaizen tem foco nas equipes.offoffoff.exercícios de autoavaliação . em Avaliações. permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico. Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto. mais do que nos indivíduos. quando utilizado no processo de custeio kaizen. Fonte: www.

Fonte: www. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada. inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial.com. que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas. até chegar à administração da qualidade total da atualidade.copiadorasatelite. qualidade era sinônimo de identidade. Desse ponto de partida. o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade.página 02 Na Administração. Para os engenheiros e industriais do início do século XX. A expansão da produção de mas-sa. a administração da qualidade passou por diversos estágios. nasceu o controle estatístico da qualidade.br/autosantigos/images/ .

a era da qualidade total. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento. sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A.Na era da inspeção ou do controle estatístico. a inspeção era feita pelo próprio artesão. Por causa disso. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar. qualidade é uma questão sistêmica. a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. No estágio seguinte. Shewhart. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada. tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem. que em . garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. Ou seja. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. Agora. A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial. que se baseia na amostragem. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. Em lugar de inspecionar todos os produtos. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas. Garantindo-se a qualidade do sistema. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. página 03 Portanto. dos Laboratórios Bell. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. Nos primórdios da indústria moderna. A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa.

à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são. Edwards Deming para ministrar um curso de estatística.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). O fato de o Japão ser um país. da conquista de mercados e da expansão do emprego. Dodge e Roming. instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto. Dois colegas de Shewhart. Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes. 2. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão. ferramentas e métodos de produção. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. 5. engenharia. 4. no caso de produtos. pois com o fim da Segunda Guerra Mundial. 7. 6. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. 3. engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações. suprimentos: escolhe. Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. da redução de custos. tornou a qualidade uma obsessão nacional. que deveria sobreviver com a exportação de produtos. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . foi criada a JUSE . 8. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. paralelamente. expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. com poucos recursos natu-rais. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje.1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação. fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. a JUSE convidou Dr. W. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. (1983) A qualidade total abrangeria assim. todos os estágios do ciclo industrial. compra e retém fornecedores de peças e materiais. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo. Em 1946. entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. através do aumento da produtividade. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. desenvolveram técnicas de amos-tragem. engenharia de processo: escolhe as máquinas. Em 1950.

permanecer no mercado e criar empregos. 13. com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. A transformação é o trabalho de todos. 11. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. Ao in-vés disso. Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. exortações e metas exageradas para os empregados. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. Em 1982. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. reduzir constantemente os custos. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. Afastar o medo. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. Os 14 Princípios do Método Deming 1. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa. 4. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. Essas exortações apenas criam relações hostis. 9. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão. 3. deve agir como equipe. . É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. que compreende 14 princípios. 10. deve-se procurar minimizar o custo total. Eliminar as barreiras entre os departamentos. do Prêmio Deming de Qualidade. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. em 1951. Eliminar a ad-ministração por objetivos. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. de projeto. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. de vendas e de produção. 12. para melhorar a qualidade e a produtividade e. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente. dessa ma-neira. 2. 5. do Módulo I.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. é o Método Deming. 6. especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística. Numa nova era econômica. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. Instituir a liderança. Eliminar slogans. Instituir o treinamento no serviço. a administração deve despertar para o desafio. Acabar com a dependência da inspeção em massa. A visão é sistêmica. Agir no sentido de concretizar a transformação. Adotar a nova filosofia. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento. o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. Os japoneses ouviram. de maneira coercitiva. A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. 8. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. conforme vimos na Aula 9. 14. 7.

Ishikawa. Shewhart e Juran. Deming.página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum. .

Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas. mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. confiança e respeito mútuo. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. . trabalham não por objetivos individuais. desenvolva trabalho de equipe. faça das melhorias contínuas um assunto diário. escute e aprenda com seus clientes e colaboradores. conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz. As empresas trabalham para estar à frente da concorrência.O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos. Entretanto.

as empresas precisam mais do que mudar. ou melhor. seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade. de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. De todos os novos conceitos de administração. de reconstrução dos mesmos.Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as.antes que o artigo fosse publicado. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios. qualidade. em Avaliações. Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. é reprojetar os processos. inovação e velocidade. O que elas deveriam fazer. em seguida. por exemplo. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. aperfeiçoar-se e aprender. práticas e atividades existentes para. Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas. aula 04 . Tem o objetivo de rever e se necessário. O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. reformular completamente seus principais processos de trabalho. redesenhar seus recursos de maneira inovadora. a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero. July/Aug. Assim. em processos que integram as funções departamentais.exercícios de autoavaliação . Henry Ford. antes de tudo. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho. geralmente. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos.Gestão . se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios. Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”. a reengenharia é um dos mais populares. desafiando suas doutrinas. Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização. destrua” (Harvard Business Review. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados. página 02 . Hammer não inventou a reengenharia. é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”. à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente.Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes. Nesse texto. O que elas fazem. 1990). No entanto. Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”. O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores.

administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento). Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente. a palavra processo tem importância fundamental. Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes. . começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes. . com começo. Bell Atlantic e Taco Bell.Processo Dentro da reengenharia. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves. uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. A maioria das empresas. que se encontram na maioria das empresas. Portanto. bem como muitas empresas pequenas. A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. Um processo é. podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais. assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado. uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo. mesmo as muito grandes e complexas.gerenciamento de informações.gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento).desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada. um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado. Alguns dos processos mais comuns. . que envolve toda a organização. ligadas entre si. passaram pela reengenharia nos últimos anos. Um processo é um conjunto de atividades. Centenas de grandes empresas.serviço de vendas pelo correio. Conseqüentemente. . incluindo Kodak.administração de suprimentos. . página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio. O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional. . portanto. são os seguintes: .

Requer um conjunto de valores inteiramente novos.página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional. conforme descrito na tabela abaixo: .

antes distintas. De acordo com Hammer e Champy. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. reduzindo o tempo de execução. A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um . Às vezes. resultando em menores esperas. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores.página 05 Não acumule dúvidas. os processos passam a ter mais de uma versão. O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais. Os trabalhadores passam a tomar decisões. porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. Sempre que possível. sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente. os passos do processo são feitos em paralelo. Embora os processos sejam seqüenciais. Procure saná-las logo que apareçam . são conjugadas e combinadas numa só. menores custos indiretos. quando o processo é longo. Às vezes. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades.

São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente. da Unidade 1. em Avaliações. conforme vimos na Aula 7. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Característica mais marcante. A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos. Minimiza-se o esforço de conciliação. que assumam maiores responsabilidades. o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”. Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais. o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo. A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” .Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente.Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento . possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas. corram riscos. por meio da tecnologia da informação. O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido. O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único. A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato.exercícios de autoavaliação . conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI. por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes. os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes.aos projetos de reengenharia.mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado. Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia. Gestão . A reengenharia. Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. Reduzem-se os controles e verificações. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio. aula 05 .

jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração. utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade. possuindo conhecimento. então. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações. utilizar sistemas de informações gerenciais. demanda por qualidade. Fonte: http://www. Fonte: http://www. está entre os temas mais discutidos atualmente.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. portanto.A gestão do conhecimento. A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos.geocities. implementar o processo de mudança organizacional. sendo necessário. não sendo desconhecido o fato de que. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais.br/centropis/cerebro. menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente. A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual. investir em inovações tecnológicas.mayo. Fatores preponderantes do processo de globalização como competição. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global.edu/mshs/images/tech-res.yahoo.com. sempre estiveram em destaque. Por que. . a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia. consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações. os empresários. principalmente pela união das telecomunicações com a informática. a conhecida globalização.

numa época de desafios cada vez maiores. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está. na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. experiências. como as redes globais e internas. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. cujo principal negócio é a contínua inovação. vista como cidadão e trabalhador. dos relacionamentos e dos processos. seja em computadores. com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. O conhecimento tácito. seu aprendizado assume papel fundamental. transmitido ou armazenado. por sua vez. multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente. vídeo e teleconferências. criar novos conhecimentos.um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. visualizar as organizações migrando do velho modelo. é aquele contido e decorrente das ações. normas. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado. A Gestão do Conhecimento reside. portanto. Trata-se. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. fundamentalmente. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas. O conhecimento explícito é aquele que pode ser. A Educação Corporativa.. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. 1991). os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros. Pode-se. disseminá-los por toda a organização. e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. portanto. manuais. o fim está à vista”. portanto. os sistemas integrados. e. mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. da preparação da pessoa. e pode ser facilmente processado. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. Jack Welch Educação e Mudança . página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi. ou está. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. registrado. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores. basicamente. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. com consistência. etc. na conversão do conhecimento tácito em explícito. Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”. emoções. e por isso. A diferenciação passa a vir do conhecimento. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas. proliferação de tecnologias. valores ou ideais dos indivíduos. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. entre tantas outras.

ao lado do trabalho. ou seja. principalmente em função do avanço tecnológico que permite. 1997). O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. com a aplicação do raciocínio sistêmico. É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. no entanto. que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado. globalização. página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. assim como a eliminação de empregos. quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. Fonte: www. coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro. Os antigos princípios não valem mais. O abandono de nossa transcendência. aplicadas em conjunto. brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e. com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. aumentar a capacidade de produção. 1989). entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência. A natureza instrumental das organizações permanece. Na Era da Informação. mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento. reestruturações e menor lucro operacional. é outra. pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem. mas com seu efetivo auxílio. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos. conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia. comunicações. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir.alzheimers. .org/unraveling/07. A realidade. por meio do Relatório Delors. a serem. rever canais de distribuição. do outro. hoje dominantes.htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade). limitações de capital. a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka. desde que bem utilizado. pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. a riqueza é o conhecimento. Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações. tudo gira em torno das expectativas dos clientes. tempo (velocidade) e custo. por exemplo. naturalmente. E. Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante. O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. atualizadas e no tempo certo. a Unesco.

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Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

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Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

nem em seu nome. as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade. No entanto. a adesão às normas ISO é voluntária. Ela é evolucionária. Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. página 02 Devido a sua grande aceitação. nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes. Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade. evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção. cinco séries específicas: . Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. até o ano 2000. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. A família compreendia. ou seja. desenvolvida em 1963. da segurança e ambiental. mas não é uma garantia da qualidade de produtos. especialmente nas áreas da saúde. Além disso. que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. a certificação não é conferida pela ISO.

desde o projeto até o serviço. São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000. de 9000 até 9004. melhorados e aprovados. sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. 9004-2 e assim por diante). testados.página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais. . Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. antes de ser retirada no ano 2000. foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes. antes de ser retirada no ano 2000. foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. A norma ISO 9002. não significa uma hierarquia entre as séries. A numeração. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. A norma ISO 9003.

.página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária.

conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria. plano de trabalho para a implantação de cada requisito. requisitos suplementares. formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho. seleção e designação formal de um coordenador. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos. treinamento. quando apropriado. formação dos Auditores Internos da Qualidade. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor. Dentre eles.” Internacionalmente. implantação das ações corretivas para as não conformidades. o do Reino Unido. está entre os mais respeitados e utilizados. treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade. elaboração do Manual da Qualidade. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e. “avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato. elaboração e divulgação da política da Qualidade. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente.Conforme estabelecido na ISO 9000. estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. formação do Comitê de Coordenação. palestra sobre qualidade para todos os funcionários. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador. realização das auditorias internas. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias. divulgação constante do assunto qualidade. sobre o fornecedor. seleção da Entidade Certificadora. .

início de um processo de potencialização dos funcionários. aumento da participação dos funcionários. ações baseadas em fatos e não em opiniões. aumento do desempenho da empresa.página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores. entre outras. algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000. Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram. estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são. eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. a empresa é vista pelos funcionários com um todo. uniformidade e clareza de conceitos. entre outros: foco no cliente. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". . aumento da capacitação dos funcionários. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. mudança comportamental dos colaboradores. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. redução do desperdício. paralelamente. cria uma cultura voltada para a Qualidade. Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. com destaque para a parceria. cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis. melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais.

br/qualidade/faq. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994. Sistemas de Gestão da Qualidade . Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente.” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos.fiesp.Requisitos. Para cumprir esta diretiva.com. a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade. composta pelas NBR ISO 9000. • Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo. através de uma aplicação efetiva do sistema. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência. • NBR ISO 9004:2000."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado. algumas modificações foram feitas nas normas ISO. notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000. Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário. principalmente nas últimas duas décadas. dificultando seu uso nas organizações. • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas. Sistemas de Gestão da Qualidade . • Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais. Além destas 3 normas. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps. Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado. pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000. • Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000. . • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade. • NBR ISO 9001:2000. a ISO 9000:2000 foi modificada.Diretrizes para melhoria de desempenho. principalmente. Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada. O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”.

começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90. Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD). administrativos e humanos. Redução do Tempo de Setup (SMED). a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000. ISO 9001 e ISO 9004. Supply Chain Management (SCM). acima de tudo. Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado. ISO 9001. são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu. sem perder sua amplitude.exercícios de autoavaliação . da prevenção de deficiências na qualidade. Kanban e Engenharia Simultânea. e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. ela deve se organizar de forma tal que.Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT). Mesmo em nível internacional.Supply Chain . Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e. fatores técnicos. que afetem a qualidade. ao atendimento das exigências do cliente. estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". até 1994. principalmente. A versão da Família ISO 9000. Controle Estatístico de Processos (CEP). . aula 07 . ISO 9003 e ISO 9004. Por fim. se uma empresa deseja obter a ISO. A partir do ano 2000.É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e. estejam sob controle. ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos.Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação. era composta pelas normas ISO 9000. Gestão .

pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. uma simples extensão do conceito de logística integrada. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada. página 03 . internos e externos. existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. página 02 Em contrapartida a esta visão. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. Embora muito se tenha falado. é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing. pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada. tais como: o marketing para estabelecer o conceito. ou seja. Além disso. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. fabricação e logística para executar as operações. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. e que são críticas para a implementação do SCM. instituições e agentes.Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. e finanças para a estruturação do financiamento. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais. pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto.

os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. assumindo o risco pela posse do produto. As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos. Em contrapartida. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. e incluem: fabricantes. programação da produção e financiamento. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. por meio de um processo de cooperação e troca de informações. não assumindo o risco da posse do produto. basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. transporte. quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. armazenagem. armazenagem. A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos. O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização.Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. estoque. Qualquer unidade organizacional. Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação. vendas. o surgimento de novos e variados formatos de varejo. informações. através da desverticalização e/ou terceirização. página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle. . As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas. Até a década de 50. atacadistas. a presença de membros especializados era pouco difundida. levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. distribuidores e varejistas.

página 05 No caso da distribuição indireta. No entanto. Em outras palavras. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal. as instituições externas ou agentes (transportadores. combinado com a revolução nas telecomunicações. É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição. Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas. atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. .O avanço da informática. Como exemplo. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. o custo da distribuição tende a ser muito maior. que está sendo denominado de Supply Chain Management. a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. por esta razão. Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. Neste caso. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes. Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. armazenadores. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto. criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros.

desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears. administração da demanda 4. Os níveis de estoque foram previamente determinados. a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. Como. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. redução nos custos de transporte e armazenagem. tidos como essenciais. Essa por sua vez. . a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa). nos Estados Unidos. serviço aos clientes 3. também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim. devem ser considerados processos de negócios. compras/Suprimento 7. através do processo de coordenação e colaboração. Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. Por fim. redução de estoque. que é a Miliken. o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. por exemplo. Levis. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. Os mais citados são: 1. atendimento de pedidos 5. administração do fluxo de produção 6. que é a Du Pont. relacionamento com os clientes 2.Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias.

O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos. pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas. mas algo consistente. pelo processo de coordenação e colaboração.Q . com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia. tanto dos procedimentos internos como nos externos. impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país. Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega. estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas. o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. aula 08 .Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE .conclusão Conclusão No Brasil.N. Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM. de fornecedor para fornecedor. Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos.Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação.PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das . que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade.exercícios de autoavaliação . como a Fortune. ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais. A primeira deriva da relativa novidade do conceito. Embora seja um conceito em evolução. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas. A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva. e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90. As razões para tanto são basicamente duas.P. Gestão . Artigos na imprensa especializada. surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado. a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada.

Desde sua criação. Prêmio Gestão Qualidade Sergipe."Em Busca da Excelência" – sendo. Em outubro de 1991. Prêmio Qualidade Rio. aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas. Prêmio ANTP da Qualidade. Prêmio Qualidade RS. Prêmio Gestão Qualidade Bahia. pequenas e microempresas. médias empresas. cumprindo com a sua missão institucional. página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. O domínio do conhecimento na área de avaliação. fundada por 39 organizações públicas e privadas.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. entidade privada e sem fins lucrativos. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade. Examinadores Relatores e Examinadores. a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais.FPNQ. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas. órgãos da Administração Pública . para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação. dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes. geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. tais como: Prêmio ABES da Qualidade. Prêmio Qualidade do Governo Federal. em todo o território nacional. e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ. Examinadores Seniores. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior. Foram realizados dezenas de Seminários . quase um terço internacionais. organizações sem fins lucrativos. bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência. promotora do prêmio. De 1992 até hoje. Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”.

Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. inclusive com a criação de premiações internas. setoriais e regionais. abordando os Itens dos Critérios de Excelência. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ. da Siemens. os "Primeiros Passos para a Excelência". bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida. desde 1996. a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado. o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente. dentre outras. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros. Portanto. que estão se desenvolvendo no Brasil. induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. . ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. página 03 A FPNQ edita. página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. da Sadia. a melhoria da competitividade. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. como no caso do Serpro. da ECT. das Delegacias Federais de Agricultura. 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. da Gerdau. do Senai. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. portanto. A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão. da Petrobrás.

Além disso. Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho. principalmente. visão de futuro. processo. os seguintes benefícios: . agilidade. seja qual for o tipo de organização. de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência. estratégias e planos. sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados.relatório da gestão. contendo: perfil da organização e descrição da gestão. foco nos resultados. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança. Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação. resultados. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão. clientes. decisões baseadas em fatos. abordagem por processos. pessoas. mas. entre outros. Os conceitos. responsabilidade social e ética. inovação. sociedade. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho. princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito. informações e conhecimento. Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações.inscrição para candidatura e 3. de tal forma a permitir um diagnóstico.elegibilidade 2. aprendizado organizacional. valorização da pessoa.

As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. Etapa II – análise crítica de consenso. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I. Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação. promoção da cooperação interna. O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. liderada por um examinador sênior. submetidos a um rigoroso processo de qualificação. Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II. Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas. 1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior. e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora. análise por 1 sênior. foco na realização de resultados. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. por até 10 membros da Banca Examinadora. identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias. por até 6 membros da Banca Examinadora. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho. os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão.visão sistêmica da empresa. assim como. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. .

. aula 09 .P. com informações on-line e em tempo real. interação com os fornecedores. Ela representa o núcleo da empresa de manufatura. ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular. O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos. É um instrumento para a melhoria de processos de negócios.Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento.E. um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional.) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados.Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E. . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação". página 02 Tipicamente. manutenção de estoques.P. incluindo o desenvolvimento de produtos.Gestão . É a chave para a automação de processos empresariais.exercícios de autoavaliação .R.R. compras ou distribuição. serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção. compra de itens. Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização. que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio. em Avaliações. como produção.

Por isso. as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil. O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação. sincronizar e completar todo esse . é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios. mas também na integração múltipla de canais fora da organização. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. se possível levando à atualizações curriculares. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos. Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão. Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento. Com isso. Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática. o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. ajudar a aumentar a eficiência. melhorar os serviços e reduzir os custos. Porém. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior. O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial.

etc. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. finanças e recursos humanos. Normalmente. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP. é composto por um banco de dados único. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor. temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos.processo dentro e fora da empresa. Portanto. dentro de uma visão logística de administração de recursos. A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. Davenport (Harvard Business Review. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas. Desta forma. RH. de julho/agosto de 1998. Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor). p. logística. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa. operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações. O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema. como fabricação. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural. . tais como: fabricação. segundo T. finanças. Em um sistema de ERP. elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados.H.

Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais. integram as diversas áreas da empresa. customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial. estoques. localização . melhorar o planejamento e alocação de recursos. incorporam modelos padrão de processos. tomadas em conjunto. Envolve legislação e impostos. possuem grande abrangência funcional. melhorar os serviços prestados aos clientes. reduzir custos. e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros. distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais.adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos. melhorar a qualidade. Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação.Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva. página 06 Componentes típicos de um ERP: . utilizam um banco de dados corporativo. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que. melhorar a produtividade.

P. marketing.R.P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida. aula 10 . vendas. de implementação. implicitamente. custos. de utilização e atualização dos sistemas ERP. finanças. Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção. contabilidade. por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas. a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica. sempre acompanha a adoção destes sistemas. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E. em Avaliações. que. Acesso pelo menu "Avaliação". Gestão . recursos humanos. Os benefícios são evidentes.planejamento e Controle da produção. A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte.Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) .R.Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. outros. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. As empresas que estão planejando um sistema E.exercícios de autoavaliação . tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas. é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado. O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos.

evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial. Uma delas. À medida que foi sendo utilizado. Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial.Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência. médio e longo prazo. Segundo Reis (2001). melhorando assim sua situação no futuro. alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico. O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes. é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa. revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação. página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. Durante esse período.não há uma tradução precisa em português. É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC . as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos . processos internos e aprendizado e crescimento. significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados).

de criar um novo modelo de medição de desempenho. Quando o resultado é positivo. a administração tradicional considera favorável a situação da empresa. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais. que mostra lucro ou prejuízo. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial. da Harvard Business School. pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos.ativos e passivos financeiros. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. medidas financeiras e não-financeiras. há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. até então existentes. Robert Kaplan e David Norton. na opinião dos autores. . O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. No entanto. mas também os fatores que os produzem. os modelos de avaliação de desempenho. baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. já que. destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. Acadêmicos e executivos estudaram. estavam se tornando obsoletos. Nessa nova forma de gerenciamento. incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. sobretudo. Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros.

b. Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado.Perspectivas e indicadores essenciais a. pode haver problemas na execução. pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value). Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua . satisfação e lucratividade dos clientes. Em geral. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado. captação.Segundo Rocha (2000). e medidas internas dos processos críticos. é mais do que um sistema de medidas. as conseqüências dos esforços do passado. aprendizado e crescimento. na implementação ou até mesmo na definição das estratégias. esse êxito é medido pela sua lucratividade. devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis. O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado. retenção. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira. e os vetores de desempenho futuro. BSC . de inovação.implementadas e executadas. que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes. as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas.

ou com um segmento de mercado. incluindo: treinamentos. captação de clientes: medição. lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente.determinada em termos de número de clientes. garantias. Como melhorar e criar valor agregado? . Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação. Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. qualidade e tempo de resposta. serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente. unidades vendidas ou instaladas. d. consertos. devoluções e processamento de pagamentos. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. em números absolutos ou relativos. Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. capital investido. página 05 c. do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. retenção de clientes: acompanhamento. em termos absolutos ou relativos. do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado.

O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. os sistemas e os procedimentos organizacionais. intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem. acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas. É necessário capacitar os funcionários. os objetivos traçados através do Balanced Scorecard. satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança. 1951). Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países. o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente. Para Costa (2001). 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso.página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão. recursos e processos. dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. É um novo instrumento que integra as . administração de pessoas. página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. promovendo o desempenho.

como os tradicionais balanços contábeis. a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente.medidas derivadas da estratégia. depois. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa. nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização. segundo Rocha&Pinto (2000). Com isso. Ele preserva os indicadores financeiros. O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira. É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. Acesso pelo menu "Avaliação". e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. além de considerar também o valor financeiro. mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes.Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos. Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. Porém inclui valores baseados nos clientes. em Avaliações. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. expressando-a em termos que orientam a ação no nível local. testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários. conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial. processos internos. utilizá-lo. o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. Gestão . .exercícios de auto-avaliação . As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro. sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. que consiste em reunir feedback. funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo.

que serão corrigidos pelos tutores. disponíveis ao final de cada módulo. O acesso é pelo menu Avaliação. botão Avaliações. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Lembre-se de que caso seja necessário. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques .Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. Para visualizar a correção.

Maxlano Cardoso .

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