Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

página 03

Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

o ILB passou a fornecer autenticação digital. Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo .o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula. E-mail: ilbead@senado.) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância. informando seu nome completo e o curso em que está inscrito. determinando o sucesso final. cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login). são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso. traduzidas em hábitos de estudo. Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD.gov.br (Identifique a mensagem.assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso . .Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011.

cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem. Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público. serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um.os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los. página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas. navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado. · sempre que acessar a plataforma. elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância. O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública. um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização. está dividido em quatro módulos.eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. e Gestão de Processos. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. fornecer aos agentes públicos. o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que. utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”. além de integrarem a avaliação. . pois. · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria . é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas. atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial. O material didático. Gestão Estratégica com foco na Administração Pública. · execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos . Em seu escopo. · participe dos fóruns de debates . O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo.· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos . voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas. em linguagem clara e objetiva. Gestão de Pessoas e das Organizações. Pretende. certamente liderados por servidores preparados. visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios. seguramente.

efetuar diagnósticos. Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais. a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento. Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas.A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 .Eficiência e Eficácia aula 09 . da Microsoft. CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO . e. De acordo com Koontz (1989). “todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento. que já está incorporada no curso. estabelecimento dos líderes e das tarefas. enfim. controle. dimensionar recursos. é necessário instalar um software. decisão de trabalho. seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”. desenvolver estratégias. A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios. assim como o Adobe (extensão PDF). por exemplo).Teoria Clássica aula 04 . Para ouvir o curso.Visão Contigencial aula 01 . O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze. tudo que for ligado à organização.Visão Sistêmica aula 10 .Departamentalização aula 08 . por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio. Modulo I Módulo I aula 01 . Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. ou similar. O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas.Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze. suas Funções e Disfunções aula 06 . planejar aplicações. organização.A Origem da Burocracia. como se estivesse dentro de uma sala de aula.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 . tipo Media Player.A Administração Científica aula 03 .Tipos de Organização aula 07 . acompanhem o curso sem maiores prejuízos. é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não).

princípio da execução. diferenciação entre gerentes e operários. . 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. padronização. arranjo físico e manuseio de materiais. Conceito de organização. Princípio da Especialização. impacto de automação. Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. enunciado das qualidades de liderança. linha de montagem. Teoria da fonte de autoridade. Necessidade de Relações Humanas. Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos. estudo de movimentos. estabelecimento de salário mínimo. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. especialização. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. balanços contábeis. táticas políticas. Princípio do consenso e de coesão na organização. amplitude administrativa. contabilidade de custos e controle de qualidade. conceito de controle. controle de inventários. Administração de pessoal. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar. organizar e controlar. princípio escalar.

ao mesmo tempo. . artesãos independentes. 22-23 pagina 02 No final do século XIX. dinheiro ou energia. com nenhum ou com o mínimo de erros) e. A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. Mas. Administração Cientifica. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. Uso do organograma para a estrutura organizacional. No entanto. estudo de temos e movimentos. administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. ou seja. sem perdas ou desperdícios de tempo. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. decisão do trabalho. Praticas de pessoal. afinal. é aquilo ou aquele que chega ao resultado. a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. P. que produz o resultado pretendido). lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. “administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. 2000. princípio de execução. Arte de Administração. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem. especificações. surge a história da Administração. auditoria. isto é. métodos de trabalho. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função. efeito das cores na eficiência do operário. gratificações natalinas. incentivo salarial. cooperação entre operários e gerência. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção. Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. tendência para) e minister (subordinação ou obediência). que produz o seu efeito específico. estudos de tempos e métodos. planejamento. aquele que presta um serviço a alguém. No início do século XX. Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. treinamento dos operários. seja ela lucrativa ou não”. contabilidade de custos. ciência da Administração. tempos padrões. com qualidade e competência. segundo Chiavenato (2000). mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. Conceitos Básicos Como acabamos de ver.1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W. prêmios de produção. Administração sistemática em ferrovias. planos de casas para os operários. ênfase no planejamento e controle. Ênfase na abordagem cientifica e na especialização.

veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração. por exemplo. Em seguida. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. página 03 A seguir. sobretudo. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. ou é eficaz ou não é. página 04 A seguir. da ordem e do controle. elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. pessoas. Mediante a Teoria das Relações Humanas. A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. nosologia. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. inexperientes à época. apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). A influência de filósofos como o grego Sócrates. comparativa. Através da Administração Científica de Taylor. É importante ressaltar que. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época. e. a Teoria Clássica de Fayol. . que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. cosmologia. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. já com ênfase na estrutura organizacional. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. o seu discípulo Platão. baseada na psicologia organizacional e. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. detalharemos uma visão ampla. mas sempre agindo em prol da organização. tecnologia e ambiente. e Aristóteles. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. dando o impulso inicial à filosofia. posteriormente. ciências naturais e lógica. metafísica. e René Descartes. embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. discípulo de Platão. estrutura. Com a filosofia moderna. surge o filósofo inglês Francis Bacon. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. crítica de cada teoria da Administração. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. Já nos próximos módulos. No mesmo foco. abordaremos mais detalhadamente cada teoria. Nesse momento. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra.

. o avanço tecnológico. economistas liberais.geojornal2003. Tais princípios influenciaram. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele.ig. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. a partir do início do século XIX.br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850. Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média.hpg. inclusive. como Karl Marx e Friedrich Engels. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais. surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época. economistas não liberais. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração. a descoberta de novas formas de energia. a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. a aplicação dos progressos científicos à produção. pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família. política e social. impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada. que. como Adam Smith. Na virada do século XX. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral.com. iniciada na Inglaterra. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores.

porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000). Em um curso a distância. tudo isso. em Avaliações. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. • Livre comércio. os recursos escassos e o crescimento sustentável. as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando. • Crescimento dos negócios das empresas”. Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso. é necessário administrar as pessoas. Não é suficiente administrar as empresas.Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. Acesso pelo menu "Avaliação".exercícios de auto-avaliação . esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores. com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros. percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades.A Administração Científica . aula 02 . • Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio.Enfim. conclusão Conclusão Nesse contexto. sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental. • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção. Gestão .

Fonte:http://www. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial. criada por Taylor no início do século XX. Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano). que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas. A escola da Administração Científica.etsu. é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais. Mas quem foi Taylor? Frederick W.aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. Taylor. ao mesmo tempo. engenheiro. Taylor.edu/cas/. norte-americano. e a de Henry Fayol (francês). Dessa forma. foi o precursor da Administração Científica.jpg No primeiro estágio de sua obra. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia. preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os . ao empregado.

e conseqüentemente.operários. voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. apesar de considerá-los irresponsáveis. o estabelecimento de normas de execução. Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. . a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades. a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. Em outras palavras. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos. Com essa finalidade. Taylor. eliminar movimentos inúteis. ou seja. página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho. o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar. distribuir uniformemente cada tarefa. prática não vigente à época. página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. selecionado e treinado. enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica. Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. ruídos. estará pronto para colaborar com a empresa. melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. em sua Administração Científica. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que. buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. Já na segunda etapa. Uma vez analisada. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. permitindo. assim. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. mas pela necessidade de sobreviver. Para Taylor. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. segundo a produtividade desses operários. ainda nesta módulo). Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. iluminação etc). vadios e negligentes. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa. resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas. racionalizada e padronizada. enquanto o trabalhador executa a tarefa.

época. Para envolver os escalões mais elevados. por meio da estrutura funcional.Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior. Ford inovou na organização do trabalho. estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas. – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los. – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos. que permitiu a produção em série e em massa. Fonte: http://www. idealizou a linha de montagem. . através do planejamento do método de trabalho.americaslibrary. Ford adotou três princípios básicos: . a jornada variava entre dez e doze horas. Para tanto.princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). nem mesmo a linha de montagem.gov Através da racionalização da produção. – Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada. . Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência. Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções. .princípio da produtividade. Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel. de acordo com suas aptidões. enquanto na. Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência. os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes.princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção).

conclusão Conclusão A Administração Científica. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus). e o surgimento da Escola de Relações Humanas. Ele está à sua disposição. a seguir. A partir daí. . . . O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações. dentre outros elementos citados nesta aula. as principais críticas às esses estudos: . até mesmo. isolado como um apêndice da máquina industrial. por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa. normativa e típica de sistema fechado.a limitação do campo de aplicação à fábrica. .a abordagem incompleta. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet. do ponto de vista do trabalhador. . principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos. pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários."Mensagem") ou por e-mail. As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e. . .a visão microscópica do homem. por eliminar movimentos inúteis.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos". Vejamos. Porém. os estudos de Taylor são vistos como distorcidos. a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo. A partir daí. Em caso de dúvidas.a abordagem prescritiva. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" .a superespecialização que robotiza o operário.a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva. envolvendo apenas a organização formal. . outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina. omitindo o restante da vida da empresa. motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina. O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários.a visão do operário como uma simples peça no processo de produção.a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios.

aula 03 . nasceu em Constantinopla e. realizava suas pesquisas no sentido inverso. pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Fonte: http://hsci. Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica".edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol. como vimos no capítulo anterior. foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas. aos 19 anos.exercícios de auto-avaliação . Gestão .jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica. Fayol . Fayol. em Avaliações". proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho. Por isso. Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais. sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas. a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas. Entretanto. indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville. seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide. onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918). até então apenas observado empiricamente.Apesar de várias críticas. em 1916.cas.Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Acesso pelo menu "Avaliação".Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor. Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas. na França. Entretanto. enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência. formou-se em Engenharia de Minas.ou.

como responsável pela integração dessas funções. o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade. Funções básicas da empresa Para Fayol. E por fim. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. A partir da Primeira Guerra Mundial.desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. Atualmente. balanços. a seguir. Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”. essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. como a maioria das organizações do século XX se dividem: . temos as funções administrativas. As funções contábeis eram relacionadas aos registros. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. estatísticas e custos da empresa. tendo as funções sido substituídas por áreas. as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas.

mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. Administração é um todo. você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização. abrangendo somente o estabelecimento da estrutura. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância.Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. organização. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador. pois todos são administradores. comando. tais princípios são universais. o chefe ou o supervisor. Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. o gerente. . e a organização uma de suas partes. Para Fayol. controle e coordenação. tempo ou lugar. logo todos desempenham atividades de previsão.

Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários. com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais.Ordem . facilitado pela comunicação na equipe.Defesa incondicional da estrutura hierárquica. a eficiência da produção e aumentando a produtividade.Unidade de comando .As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas. 6. 14. através de um ensino organizado. a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise). evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”.1. favorecendo. nesse aspecto. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso.Espírito de corpo . 3.Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais. como foi visto na unidade anterior. justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa.Prevalência dos interesses gerais .Iniciativa . 7.um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar.A justiça deve prevalecer.Autoridade e responsabilidade . 13.O trabalho deve ser conjunto.Centralização .Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica. 2. substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas. não tendo se desligado. respeitando à risca uma linha de autoridade fixa.capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe.Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos. A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização.regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica. 11.Estabilidade dos funcionários . do passado.Divisão do trabalho . Fayol defendia o conceito de unidade de comando. Para a Teoria Clássica.Hierarquia .Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las. 9. 8. essa idéia era vista como novidade.Eqüidade . 12. Nessa época. segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe. 10. 5. .Disciplina .Remuneração . A ausência de disciplina gera o caos na organização. cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário. 4.Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização. dessa forma. Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores.

coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. quanto mais departamentalizada a organização. cadeia escalar: autoridade de comando. no nível gerencial. Em qualquer organização. Naquela época. a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando). divisões. comando. Conceitos de Linha e Staff Para Fayol. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. Mais adiante. mais eficiente ela seria. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima. em outra unidade. ou seja. mas não se afastam muito da concepção Fayloriana. cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). Veja. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos. É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. 4. Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração. organização. maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização. absoluta e direta sobre seus subordinados. as funções do administrador para Urwick e Gulick: . Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão. 3. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização. os elementos da Administração. a seguir. seções. ou seja.. estudaremos a departamentalização. Isso é o oposto da supervisão funcional. etc. 2.Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho. cada superior tinha autoridade única.

e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho. deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios. – Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder. conclusão Conclusão . deixando de lado a organização informal. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência. Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos. segundo SCOTT (1967). porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. Dentre elas. pois não considera o comportamento humano na organização. “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização. – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida. falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos.página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. especialização. Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações. a abordagem está incompleta. unidade de comando e amplitude de controle). Outra crítica pode ser observada. – Princípio da definição: Os deveres. em suma.

recebem as funções de administrar. seja diretor ou supervisor.A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador. Para essa Escola.Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. principalmente a Psicologia e a Sociologia. o famoso POC3 – Planejar. Acesso pelo menu "Avaliação". Coordenar e Controlar. aula 04 . Gestão . desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Comandar. Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. Apesar de algumas críticas. os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização. Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas. A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração.exercícios de auto-avaliação .com.drbrioschi. . a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais. Fonte: http://www.A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina. Organizar. em Avaliações. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração.br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne. o método de trabalho.

a seguir. até então estranho e impertinente. Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas. mas . o resultado da pesquisa mostrou que. Fonte: www.. Entretanto. É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência. as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social.. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica. A partir dessa fase. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade./noticias.Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários. Terceira fase – o programa de entrevistas. Os trabalhadores não reagem isoladamente. O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo. e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores. que visava analisar a organização informal dos operários. onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa.gov. e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica). ao se reduzir a iluminação.br/. que veio a se estabelecer logo em seguida. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais. as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica. a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico. com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho. Destacamos.rn.

é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes. não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano.como membros de grupos informais. Assim. Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos. Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros. que compõem a organização como um conjunto desses grupos. .é responsável por proporcionar equilíbrio interno.descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: .a função social . Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver. Essas duas funções são subsistemas interdependentes. portanto. . cujos relatores . surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado.a função econômica . que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal). Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente. Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada. É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados. página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. gerando satisfação a seus participantes. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne. Os aspectos emocionais. As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas. preocupação fundamental da Teória Clássica. todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos. A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e. porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade.Roethlisberg e Dickson . Assim. a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho.visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo. Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social.

de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas. não são diretamente . a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho. Além disso. de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. portanto. conseqüentemente.E então. a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra. você já é capaz de distinguir a Administração Científica. dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas. mal focalizados. cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica. as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. perdendo. e. Em seguida. o senso crítico. muitas vezes. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e.

não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados. Gestão . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Avaliações. propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração. gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas. Além disso. Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários.Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas. na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos. Nessa época. no quesito administrar. E. por fim. Assim. Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração.A Origem da Burocracia.proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos). porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. porém. Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade. . as empresas. na verdade. a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA. A crítica de "operários felizes. SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. naquela época. aula 05 . principalmente. Acesso pelo menu "Avaliação". tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000).exercícios de auto-avaliação . quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas. Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade. tanto da estrutura como dos participantes da organização. não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. Max Weber. sociólogo alemão. Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização. também importantes. isto é.

Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento. às quais denominou ética protestante. Na verdade. é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica.Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas. Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade. grupos religiosos. Nesse sentido. o moderno sistema de produção. página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade. . concursos etc. ao arbítrio e às emoções. vamos ver quais são? . eleições. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele. Como exemplo podemos citar as empresas. trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando. que detém a posse e o domínio de um patrimônio.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade. “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”. como afirmava Karl Marx. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos. Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação. . os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes. salienta Max Weber. os clãs e os feudos medievais. Como exemplo podemos destacar a família. Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos. Weber notou que o capitalismo. porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas. ou seja. .Sociedade Legal. racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade. para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente. Naquela época. mas de um novo conjunto de normas sociais morais.

impedindo as soluções rápidas ou eficientes. Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna. Gandhi. A burocracia é a organização eficiente por excelência. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária.in.– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si.. e. portanto.gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário. causando ineficiência à organização. registradas e comunicadas por escrito. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia. antecipada e detalhadamente. Madre Tereza de Calcutá. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática. Costuma ter fundamento legal. Segundo Max Weber. por último. Fonte: http://assets. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas. elas devem ser detalhadas. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. instável e sem base racional. a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência. Logo. . Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. naquela época. com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. sendo. as decisões e ações administrativas são formuladas. para conseguir essa eficiência. autoridade carismática. para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada). com meios capazes de corrigir e impor disciplina. por escrito. para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. Princesa Diana.. como as coisas deverão ser feitas. a burocracia especifica. você poderia ter. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e. com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma.

daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. para que a eficiência do sistema seja máxima. não em consideração à sua pessoa. sobretudo. impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal. as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. o cargo que você ocupa hoje. concursos. sim. Assim. estreitamente. como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . mas um profissional especializado na sua administração. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis. Pense. especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. mas ao cargo que o superior ocupa. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. os cargos e funções permanecem. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. Ele obedece ao superior. isto é. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. mas como ocupantes de cargos e de funções. definidos por meio de regras limitadas e específicas. provavelmente. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente. as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. competência técnica e meritocracia: a admissão. Assim. o que a burocracia impõe que ele faça. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. determinando privilégios e obrigações. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade. Daí a necessidade de exames. página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. Assim. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. mas. outras pessoas já o ocuparam. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado. uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. quais são seus limites de direitos e poderes. assim como o funcionário não pode vender. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. escritas e legais. sua capacidade de comando sobre os outros e.

4. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. pois os procedimentos são definidos por escrito. 10. redução de custos e de erros. pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. são: “1. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. Por outro lado. a informação é discreta. 9. Constância. tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . preferências pessoais). 2. 8. o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. 6. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. o trabalho é profissionalizado. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. Precisão na definição do cargo e na operação. raiva. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática. Além disso. Redução do atrito entre as pessoas. quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. Rapidez nas decisões. A eqüidade das normas burocráticas. página 06 5. Para ele. como o amor. As decisões são previsíveis e o processo decisório. As vantagens da burocracia. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. elimina a discriminação pessoal. Confiabilidade. as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares. 7. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais.Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação. para Weber. pelo conhecimento exato dos deveres. Benefícios para as pessoas na organização. Nessas condições. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. pois a hierarquia é formalizada. Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000). pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. 3.

Às conseqüências imprevistas. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. cujos resultados. as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem.número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado. Assim. a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. mas que permeiam toda a vida social. deu-se o nome de disfunções da burocracia. seja na direção carismática. Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem. o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. da crescente burocratização do mundo moderno. Assim. Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). de outro lado. e menos separadas das outras. Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. que a conduzem à máxima eficiência. que existem não somente no contexto organizacional. Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia . onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. seja na tradicional. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações. Weber temia que essa grande eficiência. fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. advinham. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar.

As organizações. . as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe. ou seja. Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas. fatalmente.conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários. Podemos ver inúmeras empresas burocráticas. Com estas observações em mente. o controle das atividades se tornava mais fácil. pois assim. em qualquer tipo de organização. Em suma. segundo Hall (1984). introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados. Gestão . são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que. com seus procedimentos e regras imutáveis. Acesso pelo menu "Avaliação". quando estabelecida. a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. poderá tender a entropia. Dependendo do tipo de empresa. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.exercícios de auto-avaliação . aula 06 .Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa. necessariamente. Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado.

como Fayol (1841-1925). 1986. 1997).ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração. p. Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração.dfait-maeci. 77). especialização. Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear. amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal.Fonte: http://www. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional. a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers. O organograma tem muitas utilidades. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje. hierarquia.gc. funcional e linha-staff. as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações. sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa. Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear . Vamos resumi-los? Divisão do trabalho. a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear.

assim como a sobrecarga na função de chefia. não havendo intervenção em área alheia. Como desvantagem. Baseada no princípio da unidade de comando. que só se relaciona hierarquicamente com seu superior.linhas formais de comunicação. Conseqüentemente. em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação. caracterizada da seguinte forma: . sendo indicado para pequenas empresas. lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás. o poder de vida e morte sobre os subordinados. A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas. que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações). .sapo.pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem. nós não temos poder de mudar ninguém!).autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados.centralização de comando. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças. à medida que se sobe na escala hierárquica.caricaturas. Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação.A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples.no. . funcionamento. dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados.controle da organização e seu aspecto piramidal. as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma. que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. tornando-as demoradas. em uma autoridade máxima. . destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado. A figura do chefe generalista. e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! . congestiona as linhas formais de comunicação. usualmente. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. inibe a especialização. diminui o número de cargos ou órgãos. página 03 Fonte: http://www. em primeiro lugar. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade. Em segundo lugar. Entre suas vantagens. pois o chefe tem. controle e disciplina.

pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível. .desenvolver comunicações diretas. As vantagens residem em: .subordinação múltipla.nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados.Nesse caso. talvez seja a hora de repensar a sua carreira. e. Assim. mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão.permitir a melhor supervisão técnica possível. . se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. página 04 As desvantagens consistem em: . . Organização Linha-Staff . .separar funções de planejamento e de controle das funções de execução. .diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando. pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização. permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função. .a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores.as decisões são descentralizadas.proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos. ou seja. . mas sobre o seu campo específico. em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos. A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando. Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional. na especialização. . a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade. A organização funcional apresenta as seguintes características: .confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. a relação profissional e. os subordinados recebem ordens de vários chefes. .as comunicações são diretas e mais rápidas.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas. sem intermediação.

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

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Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

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DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

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Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. também conhecida como territorial ou regional. muito utilizada em indústrias. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo. assim. A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. a execução e o controle da organização. as funções e os produtos/serviços. como lucro e produtividade. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. . bem como todo o planejamento. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças. A departamentalização geográfica. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. Como fator positivo. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. facilitando a avaliação. Assim. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos. pois. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. possibilitar o melhor conhecimento do produto. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. A departamentalização por processo. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. suas falhas e pontos fortes. e costuma ser ideal para firmas de varejo.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. com atividades física ou geograficamente dispersas. possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais. facilitando a avaliação dos resultados. é a quebra do produto em partes seqüenciais. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos. similares ou não. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização. É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos.

quando finaliza um projeto. O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível. provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável. Porém. muitas vezes. agrupando atividades diversas em um só departamento. requer estrutura organizacional flexível. necessariamente. . Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade. 4. 2.Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. permitem resolver o problema de departamentalização. Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade. o mesmo valor para todas as organizações. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. portanto. que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização. além de ser ideal para produtos altamente complexos. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. 1. Além disso. podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos. A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. 3. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos.

em Avaliações.Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico . Acesso pelo menu "Avaliação". Gestão . Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios. setores. aula 08 . a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções.conclusão Conclusão Como vimos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções.exercícios de auto-avaliação .Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. departamentos. etc. Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios.

Adam Smith. no século XVIII. foram recebidos com grande entusiasmo. Taylor teve o mérito de elaborar. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. uma revolução mental. A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor. por isso. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. especialmente na indústria siderúrgica. Frank B. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. .freephoto. Para Emerson. sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. para a realização de qualquer tarefa. uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica. De 1911 em diante. descrições de cargos. a indústria expandiu-se aceleradamente. Fonte:www. o criador do movimento da Administração Científica. sistematicamente. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. o público tomou conhecimento dessas idéias. Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. Sem dúvida. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX. página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares. Pode ser definida pela equação: E = P/R. Estudos de tempos e movimentos. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. nos Estados Unidos. a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais. Para ele. organização e métodos. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas. No início de sua carreira como engenheiro.

ainda carece de eficiência na defesa. de acordo com os objetivos. 9. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri. eficiência é a ação. 5. “fazer as coisas certas. maior o grau de eficiência alcançada. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si. 3. no tempo certo”. Por definição. Oferecer orientação e supervisão competentes. imediatos e adequados. Pense bem. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. Dessa forma. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1. Traçar plano bem definido. ou seja. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. 7. Estabelecer instruções precisas. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva. Manter disciplina. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. Assim. temos em mente que o time do Catanduva. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu. . poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não. Manter registros precisos. A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. do modo certo. a força de produzir um efeito adequado. 8. 12. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. caro aluno. 4. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva. seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. 10.Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. Fixar normas padronizadas para as operações. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. justiça social no trabalho. sempre. 6. Impor honestidade nos acordos. ou seja. Em uma organização. 11. Mesmo perdendo a partida. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. Em um processo. 2. Da mesma forma. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. Estabelecer o predomínio do bom senso. todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. sua defesa amargou quatro gols.

a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. em algum momento. Por outro lado. De certa forma. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. Assim. muitas vezes. página 05 Normalmente. porque os tempos não são estáticos. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados. no entanto.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas. a eficácia. ganhar a guerra. A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. “Por exemplo. Por exemplo. a eficiência visando objetivamente o resultado final. a eficácia é conseqüência da eficiência. utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. analfabetismo. é possível sacrificar. É preciso. O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. Por exemplo. Muitas organizações. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”. esclarecer a quem pertencem os objetivos. ou seja. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. maior a chance da eficácia ser alcançada. Neste caso. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. embora. As empresas têm uma natureza competitiva. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. Dessa forma. quanto mais eficientemente o processo for realizado. também. competem unicamente com o seu próprio objetivo. elas concorrem entre si. Genericamente. porém. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”. ou seja. pode-se vencer uma batalha. A eficácia varia com o tempo. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: .

sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo. e a eficácia com o final vitorioso. atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço. A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo. pois assim. a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo.exercícios de auto-avaliação .conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia. Espera-se. Acesso pelo menu "Avaliação". assim. estará no caminho certo para o sucesso. Gestão .Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. . em Avaliações. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Em tese.

a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. ou seja. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. partindo-se da visão atomística para a visão holística. sendo que. Isto é. com a introdução de novos conceitos. uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos.aula 09 . que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental. De acordo com Bertalanffy. a concepção atomística estabelece que o mundo. por meio de conceitos encontrados na química-física. porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo. as pessoas pensam em dividir o todo em partes. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo. Ou seja. cinemática e termodinâmica. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes. Após a II Guerra Mundial. Modernamente. em resumo. A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais. de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências. Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. mecanizada. É uma idéia simples. Dessa forma. Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . tais como átomos. evento. ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. Ludwig Von Bertalanffy. que é. mas poderosa. instintos. página 02 Segundo Silva. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. elementos químicos. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais. Sob a concepção de sistemas. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. Desse modo. Histórico A teoria da forma (Gestalt). a organização deve ser estudada como um todo. que considera qualquer fenômeno (objeto. percepções elementares e assim por diante. No final dos anos 30. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. crescimento e sistemas abertos. um biólogo alemão. uma visão holística. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”. a partir da última metade do Século XX. remete à visão sistêmica. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. por si só.

Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. ou seja. tais como pessoas. o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos. definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. No entanto. o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. Em qualquer sistema contínuo. mudanças são inevitáveis. interdependências e cadeias de efeitos. Esses sistemas não são independentes um do outro. os objetivos devem ser operacionalizados. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback).resultados. é fundamental verificar o que ocorreu. coordenação. Portanto. pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. equipamentos e outros. o departamento tende a se afastar da meta global. São fatores internos ao sistema. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. O outro sistema é o “sistema social”. West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema. página 03 Dos proponentes de sistemas. tecnologia. C. Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas. em 1956. divisão do trabalho e propósitos. Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. Um dos sistemas é o “técnico”. a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . Usando a visão sistêmica. por exemplo: recursos. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. dinheiro. Ou seja. mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. para alcançar sua meta específica. burocracia. administração – na administração do sistema. não somente do ponto de vista acadêmico. em resumo: pessoas e comportamento. senão. muitas vezes. As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral.

para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas. Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação. Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. sistemas animais – caracterizados pelo aumento. sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas. deve absorver. a natureza e dimensões dos sistemas de valores. Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada. e a complexa gama de emoções humanas. porque um sistema aberto. Para uma empresa de negócios. renovação e crescimento. para sobreviver ou crescer.O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”. transformação e saídas de energia. mais energia do que liberar. . materiais. sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios). Mais do que isso. absolutos. e o geral. a energia toma forma de insumos. sistemas transcendentais – aqueles últimos. que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”. com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação. inevitáveis e irreconhecíveis. sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas. que não tem conteúdo”. recursos financeiros. seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico. 3. que apresentam divisão de trabalho entre as partes. música e poesia. O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”. a transcrição de imagens em registros históricos.substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. que não tem significação. etc.O processamento da informação . os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes. também chamados de níveis de armação (estruturação).toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo.A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. como a anatomia do universo. 2. indo do mais simples ao mais complexo. a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos. células. 4. página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos. comportamento teleológico e autoconsciência. sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos). recursos humanos. equipamentos e produtos/serviços. mobilidade. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas).é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema. O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. as simbolizações da arte. há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos. sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. classificados em nove níveis de sistemas.O ciclo de eventos . com a consideração do conteúdo e significado das mensagens. isto é.

tanto na organização como dos indivíduos delas participantes. além de criar uma relação das metas com os métodos. Isso poderia ser denominado de Sinergia. Por exemplo. página 06 5. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil.exercícios de auto-avaliação . conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão. as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas. Enfim.Eqüifinalidade .Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Visão Contingencial aula gravada em áudio . é possível pela ação de duas ou mais partes. organizações de mão-de-obra.define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos. A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos. possuindo organização e totalidade. Portanto. se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva. normalmente. A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes. A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. cliente.enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta. Gestão . assim. Além do mais. a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações. consumidores. em Avaliações. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz. concorrente. fornecedores. governo e outras entidades. mas um sistema definido. Acesso pelo menu "Avaliação". aula 10 . em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações. a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente. por exemplo.

podendo suceder ou não. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna.eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes. relativista e situacional. Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. ao mesmo tempo. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto. dentro da teoria das organizações. 100 empregados. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. no mínimo. isto é. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1. mas não certo. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas. Por causa da necessidade de flexibilidade. uma estrutura orgânica. página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. A Teoria Contingencial é eclética e interativa.processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica. seguida da produção. guerra. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos. É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas. tendo somente o marketing como primeira atividade.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. mas. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação. como greve. mudanças de preços ou da política governamental. inglesa. ou uma combinação entre elas. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia. a qual era a função mais importante. depois. Burns e Stalker. O fluxo de . 2. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. é a melhor solução para o problema específico. e. Woodward. dependendo das circunstâncias. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar. Até então. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler. avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes. 3.VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável. pelo marketing.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. socióloga industrial. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica.

que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa. não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica. sociólogo. página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns. embora importante. A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização. sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo. . como vimos na aula 5. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. ambos ingleses.a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. resultando ou em um sistema mecânico. A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. Stalker. expandiu os estudos de Woodward. A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas. representa interpretações posteriores à pesquisa. um teórico de organizações. chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: . A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira. psicólogo. mas o poder do nível gerencial médio é alto. O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura.a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável. a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. ou em um sistema orgânico. Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas. Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica. assim como as obrigações. e George M.Tecnologia e Estrutura Charles Perrow. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos.produção era diretamente determinado pela situação do mercado. . A hierarquia de comando é bem definida. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. O trabalho de Perrow . as diversas responsabilidades e o poder. que. bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. página 03 A teoria de Woodward. com treinamento em sociologia. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais. também chamada de determinismo tecnológico. Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais.

buscando dados que permitissem generalizações. realizada em quatro empresas americanas: DuPont. “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. com sistema mecânico. Segundo os resultados dessa pesquisa. devem estar preparadas para se adaptar a elas. Para Chandler. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. General Motors. responsabilidades e poderes mais adaptáveis. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla. Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. o segundo. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company. estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado. sendo as atribuições de obrigações. página 05 Alfred Chandler publicou.Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações. Na prática. Uma organização. as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos. A estratégia envolve ações em resposta . pode ser adequada a situações ambientais estáveis. já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. em 1962.

não há novidade na visão contingencial. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. processos essencialmente antagônicos. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. condições econômicas flutuantes. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria. professores da Harvard Business School. por sua vez. apesar das críticas. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos. Argumentam que. não necessariamente levariam aos resultados almejados. o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental. na medida em que os sistemas crescem de tamanho. ao contrário . os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. que. Acredita-se. a Teoria Contingencial é vista como eclética. Assim.às demandas e fontes de suprimentos variáveis. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. Segundo a pesquisa. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. Segundo Ferreira. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. que. que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. página 06 Baseado nesses resultados. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. a visão contingencial mostra que. Para eles. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores. que é uma teoria eclética e bastante interativa. portanto. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. por meio do Menu Comunicação. de fato. As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. na verdade. Ao invés de teorias antagônicas. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente. Analisando a partir de uma visão contingencial. integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si.

Acesso pelo menu "Avaliação". Gestão .Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 .Modernização da Administração Pública aula 04 . é necessário procurar entender a origem do Estado. outra relativa aos motivos . que possuem a estagnação como característica.As Reformas Administrativas aula 03 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 .Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 . que serão corrigidos pelos tutores.Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. O acesso é pelo menu Avaliação. A princípio.Megatendências Futuras aula 08 . Modulo II Módulo II aula 01 .As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 . disponíveis ao final de cada módulo.de muitas que vimos nas aulas anteriores. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.Evolução do Estado aula 02 . Lembre-se de que caso seja necessário.Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado.exercícios de auto-avaliação . botão Avaliações. Para visualizar a correção. Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 . duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 .

que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. apresentando. senão impossível. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar. de Maquiavel. ele acha-se integrado em uma organização social. No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. quando. dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. E em seguida: “. origem em causas econômicas ou patrimoniais . Dalmo de Abreu Dallari. existiu sempre. em comum. no entanto. de maneira sintética e abrangente. não por um ato puramente voluntário. assim como a própria sociedade. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. existem inúmeras teorias. não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa.o núcleo social fundamental situa-se na família. como a soberania. três correntes prevalecem. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. o que só ocorre a partir do século XVII. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . o Estado.há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão. e. como Eduardo Meyer. significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política. mas todos nós precisamos de muitas coisas”. de violência ou de conquista . “estar firme”. origem em atos de força. A denominação “Estado”. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea. cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro."Mensagem") ou por e-mail. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado.. existem também inúmeras teorias. disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. Em caso de dúvidas. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. do latim. quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação. a crença de que foi a vontade de alguns homens. Para alguns estudiosos. ninguém basta a si mesmo. ou seja. nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados. escrito em 1513. o que. desde que o homem vive sobre a terra. no Livro II de “A República”. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal . como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais. que levou à criação do Estado. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza. De qualquer forma. sem dúvida. o conjunto dos habitantes . ou de todos os homens. e também as que sustentam a formação contratual dos Estados. A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas. nos “Diálogos”. Dessa forma..sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco. Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado.

é certamente uma marca do Estado Grego. Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo. da Propriedade Privada e do Estado”. é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. O Estado Antigo. Estado Romano. religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma). Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado. genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. Sob essa perspectiva. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”. conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. página 04 O Estado Romano. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade. portanto. Com relação ao Estado Grego. mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado. Desse . conseqüentemente. adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. Engels expõe claramente essa opinião. o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. o motivo econômico. a autarquia. a idéia de integração de uma sociedade política. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. No entanto. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. A noção de auto-suficiência. o Estado é um germe.C. Modernamente. O conceito de cidade-Estado. firma-se a unidade da Igreja e. Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. mesmo que somente membros da elite. Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo. cujo principal representante é Robert Lowie. “A Origem da Família. Não há. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. a influência de fatores externos à sociedade. fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais). Desse modo. O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. surge a idéia do Estado Universal. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império. organização econômica e política e o próprio Estado. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. religião.de acordo com essa teoria. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados. a “polis” como a sociedade política de maior expressão. em todas as sociedade humanas. Assim. todavia. Estado Medieval e Estado Moderno. concedeu a naturalização de todos os povos do Império. Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano. e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. as invasões dos bárbaros e o feudalismo. A África é um bom exemplo da primeira situação. embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. ou seja. em 212 D. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império). Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família. Com o Cristianismo. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. Quando o Imperador Romano Caracala.recebe o nome de cidade ou Estado”. levando à sua constituição. representam o que podemos chamar de governo democrático. assim. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas. Estado Grego. as quais. Em uma de suas principais obras. uma potencialidade.

já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver. as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito. o território. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos. revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado. dentro de uma precisa delimitação territorial. um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial. Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania. na verdade. Evidentemente. como estruturas administrativas.As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas. As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública. na busca pela soberania. . o Estado Moderno. social. bem como a enorme instabilidade política.exercícios de autoavaliação . é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno.conflito e do fortalecimento do feudalismo. econômica e religiosa deles decorrentes. mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares. sob a óptica do Ocidente. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1. aula 02 . não deixa de ser um reflexo do Estado Romano. pelo menos. em Avaliações. sistemas de pessoal e programas locais de mudança. mediante reformas de todo o sistema ou. De maneira geral. Gestão . o povo e a finalidade. Ou seja. pessoais e processos. O Estado Moderno é. É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir. de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave. Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa. conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou.organização e estrutura da máquina governamental. pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos.Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação.

Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência).práticas de gestão Pública – O&M. isso tem acontecido bastante. serviços públicos voltados para o consumidor.participação do público: voluntarismo. que era bastante precária no modelo anterior. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras. etc. Por essa razão. a qual predominou durante as monarquias absolutas. após as mudanças. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada. nem boa qualidade.elaboração de orçamento público e administração financeira. e não no de resultados (eficácia). A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas. . Os primeiros são. 5. pois isso reduz a resistência. pois. 8. o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano. atendimento de reclamações. Segundo alguns historiadores. empowerment . Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing. anti-corrupção. Sendo assim. qualidade total. eficiência e qualidade. 3. cuja função era.formulação de políticas Públicas. Essa característica. atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno. mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. que surgiram no século XIX. Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. 6. pois não garantia rapidez. com o passar dos tempos.execução de programas.ética Pública: honestidade. profissionalismo. o patrimônio público e o privado eram confundidos. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. principalmente. Na realidade esse modelo administrativo é lento. pagamento por desempenho. 4. Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista. os servidores e os funcionários/empregados. Porém. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores. resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro. desburocratização. dentre outras. 7.preservação e manutenção do capital público. garantir a propriedade e os contratos. a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”. em sua maioria. No patrimonialismo.2. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração. Porém. caro e ineficiente. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo. a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança.

. dimensão cultural e uma dimensão gestão. mas de um gerente de ótima qualidade. por isso. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos. mediante o Decreto – Lei 200/1967. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática. com um melhor controle e uma melhor qualidade. E é justamente isso que estamos buscando. fracassou. que o problema brasileiro é essencialmente gerencial. infelizmente. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal. pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60. a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. O que Tancredo quis dizer? Bem. 1. por uma série de fatores. 2. o problema da eficiência tornou-se essencial.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas. O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública. não de um estadista. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar. 3.página 03 Porém. Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX. Logo. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade. Porém.Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial.Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e.

como é o caso da previdência pública. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. e o processo vem tendo continuidade. De início. com alterações menos amplas. que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. a qual será constituída de reformas administrativas. E como era de se esperar. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado. nos resultados e no cidadão-cliente. etc. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública. com foco na otimização gerencial. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment. com foco em setores públicos específicos. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. desregulamentação. Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. abertura e alegada modernidade.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. desestatização. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. Cláudia. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira. Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. da legislação relativa ao controle da coisa pública. Como todos sabemos.87). ao longo dos anos. Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida. figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998. em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. . a tal reforma não vingou. A evolução do Estado e da sociedade é inevitável. a modernização da gestão. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade. Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. 1998. p. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. além da promoção da qualidade no serviço público.

um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu. fala-se muito em "Nova Administração Pública". O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. a introdução de regulamentos externos. Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública. em meio ao debate jurídico e político. em Avaliações. Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19. página 02 Correto. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo. então. com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público. Como poderíamos resumir. mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização.Gestão . a alcunha de "Administração Gerencial". muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público. aula 03 . que. que também recebeu. embora expressa de uma nova maneira.exercícios de autoavaliação . o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem. podendo estar associados a componentes sociais. da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho. . Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada.Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado. em essência. Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos. Acesso pelo menu "Avaliação". a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional. com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. de 4/6/1998). No entanto. do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente.Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que.

o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. ao contrário deste. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial. 33). página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. o abandono do alto grau de padronização. • Redução na folha de pagamento. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. • confiança na opinião do usuário. cultura. Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2. Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e. Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. o modelo é inadequado. enfatiza o papel dos valores. Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. Modelo 2: downsizing e descentralização. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho. As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais. excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. . pg. esbanjador. Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade.orientado por noções rudimentares de eficiência. Ou seja. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação. • conceito de cidadania. Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie. Para alguns críticos. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato. Modelo 4: orientação para o serviço público. 1999. • abordagem voltada para o valor. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. • Alianças estratégicas entre organizações. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos.

Desse modo. Gestão . Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. e com foco na atividade fim dessa entidade. Acesso pelo menu "Avaliação". aula 04 . seja ela da nacionalidade que for. há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição. a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais. A busca de um modelo gerencial eficiente. regulamento ou lei que o instituiu. Sendo assim.exercícios de autoavaliação . norma ou lei aplicada à esfera governamental. página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global. é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. definido por seu estatuto. conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial. em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal. na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada. será possível identificar. portanto. a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio . Procure saná-las logo que apareçam. examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público. Não acumule dúvidas. bem como de cada regulamento. não são indicados para a Administração Pública. passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado. Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto.É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil. entretanto. Entretanto.

De fato. no corre-corre do dia-a-dia. ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. pode ser uma excelente arma competitiva. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas. definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. suas funções. mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. . agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios. página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente. a condução da liderança e o controle das atividades. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento. Fonte: http://www. Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo. A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas. sem enxergar a causa do fogo. lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva. onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição.ephorie.gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular. A estrutura. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição. que se move ao capricho dos ventos da concorrência. consultor e professor da Harvard Business School. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. antecipando-se aos seus concorrentes.de/images/porter1.

que necessita de insumos (recursos humanos. a empresa. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam.H.C. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação. mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. quando ocorreu a crise energética no governo de F. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico. indiretamente. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance..businessinportugal. que são convertidos em bens e serviços. Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada. que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva). a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações. devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos. Por exemplo. Fonte: http://www. uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência. ou seja. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente. colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade.com/pt . Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações. página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país. ampliando a competitividade nesse setor. agindo sobre o poder de compra dos clientes. razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas. como. recursos financeiros e materiais). governamental ou do chamado Terceiro Setor. A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria. Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria.

Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria. e esta definição pode ser ou não mais ampla. página 05 Além de analisar o ambiente geral. avanços tecnológicos e custos envolvidos. que é determinada pelo número de concorrentes.unisal. seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda. integração das empresas e armas competitivas utilizadas). nível educacional. apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. • legais: leis. renda. Para analisar o ambiente geral. Fonte: http://www. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes.am. é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente. • econômicos: juros. A Coca-Cola. .br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição. cultura. influências políticas e de demais grupos de interesse. a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. • o poder de barganha dos fornecedores. tendências populacionais. • a potencial de entrada de novos concorrentes. dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar. impostos e taxas aplicáveis ao setor. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas.Assim. câmbio. definido pelo tamanho do fornecedor. A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa. Para ter valor gerencial. por exemplo. inflação e índices de preços. • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área. pois produz também água e sucos. estilo de vida. assim como pela reação dos concorrentes existentes. Entretanto. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências. pois ampliaria demais o seu foco competitivo. nível de emprego.

a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa. página 08 . passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. ou seja. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. no caso das ameaças. Muitas vezes. se bem aproveitados. em outras palavras. Entretanto. Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. tático e operacional). ampliando o controle. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. Por outro lado. quanto maior for à intensidade dessas forças. é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. Já. O planejamento é um aprendizado contínuo. Analisados os aspectos ambientais. No processo de top-down (de cima para baixo). a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. Nesses casos. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua.página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). que serão determinantes para a lucratividade do setor. os gestores buscam resolver este problema. ou seja. É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. durante a análise do ambiente externo. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa. ou seja. que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. buscando aprender com os erros cometidos. sem maiores custos. na dissociação entre pensar e agir. as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes. em geral. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. Entretanto.

para colocá-lo efetivamente em prática. segundo essa concepção. Bom estudo! Qualquer dúvida. É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer. suas funções e seus limites. a ampliação das exigências dos clientes. parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. a intensificação das redes e das parcerias. O diagnóstico estratégico. mostrando que o planejamento. O papel da liderança.Nesse sentido. pode tornar a gestão empresarial mais competitiva. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? . Gestão . de acompanhamento. O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos.exercícios de autoavaliação . pelo qual novas estratégias podem emergir. Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 . é só entrar em contato. principalmente na promoção do aprendizado nas organizações.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias. mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico. e. se bem aplicado. visão e objetivos). Assim. é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. atuando como um instrumento de comunicação. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa. vai além de prever estratégias. a concepção e a implementação da estratégia foram abordados. devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas. a definição das diretrizes organizacionais (missão. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. conclusão Conclusão Em suma. é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos. A globalização dos mercados. este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade.

Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições. . página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts).player: É um truque específico para enganar um concorrente. dos pontos fracos (Weaknesses). ao contrário. caminho que se pretende atingir. Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa. . Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil.internationalspeakers.perspectiva: visão da empresa.padrão: olhar o comportamento realizado. no processo de pensamento consciente. sugere várias definições. . As estratégias são claras. já citadas acima. em particular. das partes para o todo. a formulação se faz por etapas.Fonte: http://www. . ou seja. sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. da organização.posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora). A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. . Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright. contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente.plano: direção. enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas.com Para Mintzberg. estas cinco: . simples e únicas. Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. para dentro e para cima. 1992).

org. como: . O conceito de estratégia militar de Sun Tzu. aquisições e fusões.atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente. P&D (Pesquisa e Desenvolvimento).plano das operações – produtos.atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias.plano corporativo – desinvestimentos.br/IMAGENS/construcao. Escola do Posicionamento . poder de barganha dos clientes da empresa. programas e planos operacionais). em 400 a. Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group).gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal. que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas. Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute.curva de experiência.Fonte: http://www. marketing e financeiro. resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista. Paralelo à escola do desenho. O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes. orçamentos. e . delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos.. poder de barganha dos fornecedores da empresa.Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário. e . diferenciação. Igor Ansoff (1965). Foca no processo de visão executiva. página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas. deriva do livro de H. A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: . foco em custo e foco na diferenciação. e . O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos.sinttelrs.C. ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes.Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico. onde o plano estratégico divide-se em duas partes: . opondo-se à escola do planejamento por se basear na .matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”). diversificação. Escola Empreendedora .

net/ Escola Cultural . Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas. que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento. Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: . Escola do Poder .Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente.Vários (1971/84) Um processo negocial. e . A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências. A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida. página 04 Escola do Aprendizado . alianças. As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso. Compreender a mente humana e o cérebro humano.comunications-plus. em perspectivas e senso de longo prazo. empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto. e é onde encontramos barreiras. aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse). É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade.Final dos anos 60 na Suécia Um processo social. . Para Joseph Shumpeter. embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil. O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito. Fonte: http://www. Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador. é aquele que tem a idéia do negócio.objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo. às vezes poder político interno ou externo (parcerias. join-ventures. estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente.subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo. Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia.intuição. fusões. para podermos compreender a formação da estratégia. O processo se baseia na visão do líder criativo. Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental. A estratégia só é obtida através do poder. mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário. pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças.

conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos. . Gestão .página 05 Escola Ambiental . Escola da Configuração .) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida. em Avaliações. também. etc. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio . o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior. A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos. como vimos nesta aula. Fala sobre as exigências do ambiente. Em suma.Configuração = estado da organização e todo seu contexto. Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado. Dessa forma.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo. “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”. Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática. analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais. resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas. aula 06 . quando o assunto é empresa e objetivos.Transformação = processo de geração de estratégica.exercícios de autoavaliação . A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder. utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar. entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. Porém. o ambiente situacional. ou seja. equipamentos. . não existe uma definição única do que é estratégia. A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia. Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador. pessoal. para Mintzberg. Assim sendo. e todos os seus recursos (financeiros. sendo a preferida dos consultores. estrutura.Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação.

que observa o futuro como mera conseqüência do passado. de maneira disciplinada. cuja essência é organizar. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio.brazilstockphotos. estamos começando a debater o problema do planejamento. assim. alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional. O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos. ANSOFF e DECLERK (1987). Segundo HAX e MAJLUF (1984). Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. muitas vezes. procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura. Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão. Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos. O processo de planejamento. visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador. à arte de governar. com isso podemos analisar sua eficácia futura. Fonte: www. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura. inimagináveis. diz respeito a um conjunto de princípios teóricos. e utilizamos. para nós e para os outros.com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las. diz respeito à gestão de governo. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos.

é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo. sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento. Neste modo de ver a política. O “diagnóstico” tradicional. nem o carisma da liderança. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro. O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes.revistaturismo. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política. onde tudo se decide. já não existe mais. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim. Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão.passado. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas. ao contrário. por sua vez. com capacidades diferenciadas de planejamento. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais. nesse contexto. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias.com. que. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. . e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume. O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar. o governo e o planejamento. uma relevância destacada. que influenciam os demais atores do processo estratégico. O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo. Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples. no sentido mais original deste termo. único e objetivo. e vice-versa. de fazer política. a negociação e o consenso.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

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Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

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Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

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Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

Fonte: www. A construção de um mundo solidário. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto. mas isto não ocorre do dia para a noite. mas alguns acham até estranho. muitos parecem acostumados às notícias ruins. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana. solidariedade ou experiências construtivas.com.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego. em 11 de setembro de 2001. que começou há décadas e não terminará em uma semana. que se possa falar de alternativas.centrus. A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária. ou incompreensível. as respeitamos. Nossa missão é diferente. É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica.br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. . Quando se trata de Economia.

Tomando Aristóteles como ponto de partida.velardez. possibilitando uma melhor preservação ambiental. É uma conquista. estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes. as prioridades dos vários níveis de orçamento público. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. em seu livro mais famoso. Para esses pesquisadores. inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo.com. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. gradualmente. intelectual. conseqüentemente.” . enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores. de viver com menos ou de trabalhar menos. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Este processo. espiritual e social. a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico. visando decidir. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa. Em outro livro. e que. Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior. os valores da vida acima dos valores materiais. realizada no Rio de Janeiro.ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando. nos Três Poderes. apesar dos discursos bonitos. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. A Terceira Onda.” Já o cientista Toffler. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral. em outras de suas obras. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e. em geral.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. com a popularização dos computadores e da Internet. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções. entre outras coisas. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www. nós. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. em junho de 1992. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes. os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética. por nossa parte.

do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação. promovendo oportunidade de ensino. visando a melhor formação dos participantes. O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida. Assim. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. a proposta sugere uma humanização do capitalismo. com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente. possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho.br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro. A mudança de modelo. unicamente. implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar. O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público . para que essas soluções sejam postas em prática.com. torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa. apesar de necessária. No plano público.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo. É claro que. Fonte: http://www. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo. página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo.blogger.pontogemini. das organizações terroristas. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro. mas precisam ser socialmente justas. resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras.

à educação continuada. página 06 Em termos de educação continuada. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade. mas também na iniciativa privada. o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino. Na esfera legislativa. apesar de inúmeras dificuldades. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho. não apenas pelo governo. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. preparando-os para cumprir. poucos resultados. não apenas governamental. criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação. O ILB atua. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares.Fonte: http:/www. com zelo e eficiência. o caminho a ser buscado. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional. principalmente. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. ao adquirirem maior grau de instrução. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber. os maiores interessados são os próprios funcionários. além do interesse do Governo Federal em seus servidores. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se .eurofarma. autoridades e dirigentes do Legislativo. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. o Senado Federal. com o passar do tempo. na capacitação técnico-profissional dos servidores.com. Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal. de modernização e integração do Poder Legislativo. como as prefeituras municipais. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. sem dúvida.br/imagens/comunidade/img_ilustra01. De forma que. metodologias e informações desatualizadas e que. interessado nessa forma inovadora de ensino. que comumente representam gastos elevados. mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento. os funcionários acabam esquecendo. o atual Governo. que. mas também aberto ao público em geral. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional. suas atribuições.

é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas. A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas. O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. na maioria das vezes. cada vez mais. servidores e profissionais diversos. conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante. as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro. como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa. isso não é qualidade de vida. a recomposição da força de trabalho. Mas o que fazer se o dinheiro. Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional. a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. de certa forma. Inclui ainda a construção de um novo padrão de . sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia. à disposição da sociedade.exercícios de auto-avaliação .em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania. E realmente. com o atual grau de desigualdade existente no nosso país. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento. porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando. há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo. sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias. aula 08 .Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico. Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. lazer e entretenimentos. Avaliações. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições. Afinal. para ser um fórum permanente de debates de idéias. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. pois precisamos tempo para dedicação à família. Gestão . Acesso pelo menu "Avaliação".

impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política. A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local. assentado em valores como paz. página 03 . Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas.com/globo. o que chamamos de regionalismos. Fonte: http://www. à participação e colaboração de cada cidadão. Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas. tudo isso. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas. por parte da sociedade. justiça social. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade. que trazem à tona as diferenças entre cada região.jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder. gerando. no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”. eqüidade. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado. e por que não dizer essencial. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania. com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos. atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população. solidariedade. respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos. mais diretamente beneficiada ou prejudicada. de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos.intercomtext. permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais. Governar para as peculiaridades de cada região. democráticas e sustentáveis. e mais do que isso é a compreensão. ou seja. sociais e econômicas. dessa forma.

em todos os níveis e classes que as compõem. a eficiência. ou a uma área específica do governo.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. participativo e regulador. ganha destaque o controle social das ações do Governo. não cabendo a apenas uma secretaria. tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente. garantindo a transparência. de maneira total e descentralizada. sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo. Gestão . uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. erros e acertos. "cuidar do social" ou "cuidar do urbano". caracterizando a figura de subprefeituras. a Administração Pública. buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais. democrático e forte. especialmente dos mais pobres. capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. seguem as características e prioridades de cada região. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão. A estratégia é operar a gestão territorial da cidade. Todos os Estados querem um governo central transparente. A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público.Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar. Essa orientação pode mobilizar. devendo ser direta e objetiva. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. em conjunto com os conselhos de representantes. orientadas para resolver problemas específicos da população. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais. que. mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros. A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. integralmente. Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade. com maior participação da sociedade. portanto. como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo. com um perfil protagonista. a agilidade e a eficácia das ações de governo.exercícios de autoavaliação . A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública. além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. vividos por muitos governos municipais. para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. Além disso. e. . O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. muitas vezes. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. a publicação. de acordo com as aspirações e demandas de sua população. Desse modo.

a credibilidade e a confiança da sociedade. promovendo maior produtividade. . Fonte: http://identidad-globalizacion. o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais. saúde. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional. assim. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração.Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas.aula 09 .crosses. tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública. Contudo.net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura. segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente. Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. ansiosa por melhores resultados em educação. econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços). redução de custos e prazos. é preciso agir. É importante ressaltar que a pressão da sociedade. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública. para se adaptar aos novos tempos. para aumentar a qualidade de vida da população”.

como em relação aos custos despendidos. o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos. a eficiência e a eficácia da gestão pública. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. Historicamente. na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal. que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados. com ética e transparência. chegando a causar revoluções.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas. as sociedades demandam. De acordo com Osborne (1995). que. dos orçamentos. a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos. das políticas. tanto em relação ao proposto e planejado. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados.mmschool. legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. metas e resultados alcançados. o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade. são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo. cada vez mais. Fonte: http://www. estimulados a participar da vida sócio-política.jpg De fato.com/leonardo/inteligencia/imagenes/6. Para Peter Drucker. o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático. o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral. .” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas.

exercícios de auto-avaliação . muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa. sendo que. Na visão de Drucker (1996). Para Sveiby (2000).As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio .jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela.e até mesmo na sobrevivência da espécie. a base tradicional do capitalismo. o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa. há bem pouco tempo. aula 10 . criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo. para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores. cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho. Fonte: http://www. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. os meios de produção.com/cerebro33. mesmo que permaneçam. Dessa forma. em Avaliações.emocionol. no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem. e. capazes de promover. é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. Acesso pelo menu "Avaliação". Gestão . não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo. as empresas têm que investir em seus recursos humanos. conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.

sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade. o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies. mediante os agentes públicos.br/img/helio3.desburocratizar. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso. é.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal. • Foco no cidadão – usuário. Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada. São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos. a partir de 1999. é a vez do Poder Legislativo Derivado. • Responsabilização e trabalho em equipe.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. tem pouco a ver com o ineditismo. pelos indivíduos. • Aumento da eficácia e eficiência.org. Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996. Porém. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais. vamos analisá-las para uma melhor compreensão. Vale ressaltar que. O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes. Em seguida. a inovação. que. revestidos do mandato da representação da coletividade. . nos primeiros anos. nesse caso. • Transparência dos processos decisórios. de acordo com a doutrina de Montesquieu. dos três Poderes. premiou vinte experiências. página 02 Fonte: http://www.

É sobre isso. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. Enfim. servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. eficiente e democrático. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. são incumbidas ao Congresso Nacional. no âmbito do Poder Legislativo. então. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. dada sua natureza constitucional. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. nesses últimos anos de existência. com custos menores. Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas. de modo estrito. Os resultados do concurso. As funções principais do Poder Legislativo. As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas. mostram que as transformações realmente já começaram. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos. Por essa razão. por meio de eleições diretas e periódicas. Desse modo. visando atender às demandas da sociedade. Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui. no modelo brasileiro. Na presente unidade. Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais. portanto. página 05 . podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. por meio da elaboração de leis. é um poder delegado. o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. qualquer função administrativa. Por exemplo. busca reconhecer e valorizar as equipes. entendidos os conceitos iniciais. Entretanto.O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. que falaremos agora. No caso da função legislativa. o Legislativo e o Judiciário. faremos uma breve descrição acerca das funções que.

examinando o quadro acima. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo. na Constituição de 1967.tancredo. O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal.br/capa . A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas. vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente. conforme disposto no art. competência e objetivos. estabelecendo competências.No que diz respeito à função legislativa. E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo. Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira. quanto sua forma. forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico. Fonte: http://www. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se. os quais foram modificados pela Constituição de 1988. quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo. Sob esse aspecto. página 06 Entretanto. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória. 58 da Carta vigente à época. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988.adv. vedações. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo. Mais adiante trataremos da medida provisória.

mais amplas. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. em 2001. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias. o decreto deixava de atender às reais demandas da população. órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. Havia. Podemos citar ainda algumas outras. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. que tratam da edição de leis propriamente dita. instituindo a medida provisória. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. deveria ser exclusivo do Legislativo. permitindo uma única reedição. Além disso. a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. O Poder Executivo. Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. que limitou a edição de medidas provisórias. sobre o Prêmio Hélio Beltrão.Com o instrumento do decreto-lei. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. A forma de elaboração. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. sem apreciação das Casas Legislativas. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. em tese. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo. o resultado não se mostrou melhor que o anterior. o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. desse modo. em um primeiro momento. No entanto. Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. o Executivo dispunha de um poder que. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. b) O Tribunal de Contas da União. A Constituição de 1988. . as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. as competências para proposição de projetos de lei. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão. tentou minimizar o problema. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. c) De uma maneira geral. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. por seu turno. página 07 O processo de transformação continuou e. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. sobre as funções legislativas. algo que jamais havia ocorrido na história do país. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. enfim.

seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas .Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000). Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Gestão . evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória. Modulo III Módulo III aula 01 . Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo. o novo ciclo orçamentário. Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.Organização Informal aula 04 .Comunicação Institucional aula 08 .Inteligências Múltiplas aula 07 . Acesso pelo menu "Avaliação". que serão corrigidos pelos tutores.A Janela de Johari aula 01 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Dinâmica de Grupo aula 09 .Ferramentas Gerenciais aula 10 . e uma maior transparência na coisa pública. Para visualizar a correção.Inteligência Emocional aula 06 .sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988. O acesso é pelo menu Avaliação.Estilos de Liderança aula 03 . a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial. Lembre-se de que caso seja necessário. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.exercícios de auto-avaliação .Motivação aula 02 .Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. botão Avaliações. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. disponíveis ao final de cada módulo.Negociação Ganha X Ganha aula 05 . o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União.

De modo geral. O comportamento é motivado. acreditamos e prevemos. Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. Analisando as suposições acima. Apesar de os padrões de comportamento serem variados. estudarmos os demais. o processo do qual eles resultam é. somente depois. Para dificultar ainda mais. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. conforme a situação. é baseado na motivação que iremos responder. é aconselhável o estudo inicial deste tema para. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. O que seria motivação para você? Bem. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. O comportamento não é fortuito nem aleatório. as necessidades. Ou seja. Quais são elas? O comportamento é um efeito. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. As pessoas são diferentes no que tange à motivação. Para um comportamento de atitude tomada. o mesmo para todas as pessoas. uma necessidade. praticamente. Nesse caso. como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo. Porém. . motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. existe um impulso. há três premissas que justificam o comportamento humano. acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. os valores sociais e as capacidades variam. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira. Em caso de dúvidas. Sendo assim. uma incitação. porém sempre direcionado para uma finalidade. em cada um de nós.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. ou seja. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo. O comportamento é orientado para objetivos."Mensagem") ou por e-mail. Neste caso. advindo do ambiente. Algo intrínseco.

conforme o tempo). pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção. uma auto-avaliação e auto-estima. ou seja. psicólogo americano. surgem sentimentos de inferioridade. p. podendo levar-lhe ao desânimo. dentro ou fora do ambiente organizacional. A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades. desamparo. Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas. pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. como de alimentação (fome e sede). Agora veremos o que representa cada uma delas. Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias.85). São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas. a troca de amizade. Essa necessidade é fundamental em uma empresa. São as necessidades básicas de todo indivíduo. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica. desenvolveu uma teoria. as mais sofisticadas e intelectualizadas. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas. de abrigo e reprodução da espécie. Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas. fraqueza. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas. há o desejo de segurança. poder. pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa.. Com essas necessidades satisfeitas. situam-se no topo da pirâmide hierárquica. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. cuja base contém as necessidades primárias. Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas. Caso contrário. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade. . você tem condições de possuir autoconfiança. página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow. de afeto e amor. Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. dentre outros. 2000. tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. de repouso e descanso. O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. Observe a figura abaixo. ou seja. Para Maslow. força. sentimentos de valor.. as necessidades mais baixas e recorrentes.O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim.

Por exemplo: o salário. utilizados pelas organizações. Para Vroom. três fatores são determinantes em cada indivíduo. segundo Chiavenato (2000): “Victor H. 2000. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados. Contudo. provocam insatisfação. Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo. Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. p. p. etc. Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais. a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta.90). “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. iremos estudar a teoria de Herzberg. segurança no cargo. Porém. são eles: 1.Portanto. por exemplo. Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. dinheiro. benefícios sociais. mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas. Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. reconhecimento. em sua teoria. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. simplesmente evitam a insatisfação. quando precários. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si. tornando o ambiente de trabalho agradável. relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. página 04 Agora. comumente. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano.87). vai depender daquilo que você . Constituem os fatores que são. 2000. 2. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato. 2. políticas da empresa. A teoria dos dois fatores de Herzberg.

é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. que pessoas precisam ser motivadas e. como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu. outros estão em uma eterna busca. Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas.considerar como prioridade na sua vida pessoal. Diante disso. p. Pois. haverá separação. .19).. Porém. 2002. Porém. 1994.. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais. jantares. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. Caso tal área tenda à entropia. se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado. para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção. Porém todos precisam ser motivados. podem trazer problemas à organização. Em uma empresa. na frase de Maquiavel (2001). festas. das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade.105). como foi visto no início. automaticamente irá se esforçar menos. Contudo. dentre outros. página 06 Pode-se verificar. Aquilo que o motiva. mesmo há 2. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições. 2001.. Se você tem como objetivo obter um salário maior.. uns se contentam com pouco. não motivará seu colega. que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel. seja ela de natureza pública ou privada. Caso contrário.” (Griffin. p. 3. “. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo. as demais também desaparecerão. se necessário. Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. Se a fé diminuir. No tratamento com os funcionários. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição. conseqüentemente. terá uma forte motivação para produzir mais. mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações. trarão somente benefícios àquele que o motivou. provavelmente. Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. p. Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade. O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e. bonificação em função de desempenho. se assim o fizerem. se as recompensas forem deficientes. percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. mesmo fazendo isso para motivar os empregados. Isso se o salário for baseado na produção. é fundamental permanecer sempre atento a suas ações. uma empresa é tudo. dependerá dos valores. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo.500 anos. Por fim. alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas. cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado. 102).

existem pontos em comum entre indivíduos. Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas. A postura atual do líder deve ser empreendedora. o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los. liderança é uma técnica que pode ser assimilada. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática.Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. para a obtenção de resultados satisfatórios. página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir. em Avaliações. aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança. Sendo assim. ‘bom’. que possuem personalidade. o poder de mando existe. . Destarte. é notório o valor de um líder servindo de bússola. garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais. porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado. de forma diferenciada. veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho.exercícios de autoavaliação . necessariamente. Porém mesmo com todas essas diferenças. aparência e caráter distintos. Todavia. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. aula 02 . pela hierarquia. indicando a direção a ser seguida. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia. Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. dentro de uma mesma organização. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”. nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas. Ao observarmos um líder. Acesso pelo menu "Avaliação". Logo. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. o que exige confiança tanto do líder para com os liderados. Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio. como dos liderados para com o líder. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo.Gestão .Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”. criativa. Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos. mas é legitimado pelo grupo e não. Isto é. poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função.

“São capazes de reconhecer seu próprio valor. 3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre. Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. escutam os outros. 2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira. 1994.Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www. baseadas em 8 princípios. dava também ao povo. (Covey. Sua atitude é otimista.indg. agradável e feliz. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa. positiva. Quanto mais sabem. porém poucos confidentes.com. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses.9). 4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros.. Os líderes vivem de maneira sensata o presente. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas. aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos. São abertas na maneira simples. procuram treinamento. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes. um eterno aprendizado. 1994. no potencial subjacente de todas as pessoas. Vamos fazer uma analogia com Maquiavel. assistem a aulas. para cima. pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. e seu espírito é entusiasta. Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas. Possuem vários amigos. Acreditam. ou seja.10). . esperançoso e cheio de fé”.. direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey.br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se. p. p. leitura especializada. descobrem que nada sabem. realmente. se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha. conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder. Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis.

Quando algo acontece. “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito. O mesmo ocorre com os líderes. liderança carismática. articulados por eles próprios. Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu. os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático. deve ser atribuído a algum fator. inclusive você. A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança.73). uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização. Porém. 1999. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. agressivos. verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes. a emocional e a espiritual. cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano. a mental. Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático.12). Ou seja. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. compreensivos e dispostos para o trabalho. São elas: teoria de atribuição de liderança. “Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. Com isso. Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel. p. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999). confiança de que eles conseguem alcançá-las. São elas: confiança extremamente alta. além de serem bastante produtivas e criativas. são elas: a física. podemos adentrar nesse assunto. propriamente dito. se for necessário. a seus seguidores. normalmente. p. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança. é a jóia do reino” (Sun Tzu. liderança transacional versus transformacional e liderança visionária.232). faz auto–sacrifícios para atingir o desejado. influencia seus seguidores através de processos atraentes. pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins.105). 1994. São considerados possuidores de fortes habilidades verbais. p. 2002. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança. por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra. p. 2001. Além de estar sempre mostrando a eles que. Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito. 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra. voltada para o serviço” (Covey. 1994. Porém. domínio e fortes convicções em suas crenças. .14). p. a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos.7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. Estilos de liderança para Robbins (1999).

são de fácil convivência. em seu livro O Príncipe. Além de inquiridores e prestativos. 3. pode ser feito um paralelo à motivação. Suas negociações são bem . ele deve explicar a visão aos outros. ver como se comportaram nas guerras.Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes. produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins. Maquiavel. ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo. mas têm princípios firmes e imutáveis. 2. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa. Sendo assim. sobretudo. é um exemplo de líder visionário. antes deles. a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões.Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes. p. O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos.Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes. além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas. e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras. eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você. haviam sido louvados e glorificados. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado. 71). E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores. 4. planejador e realizador. paralisador. A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções. 2001. página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta. 5. em tempo real. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais.página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. 1999.Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo. Por fim. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que. a partir de acontecimentos presentes e passados. Além disso. 1. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. Mas. p. e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel. Os perfis são os seguintes: destruidor.235). procrastinador. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas.

porém a essência é praticamente a mesma. Líderes carismáticos ou autoritários. seus empreendimentos sempre são concluídos. veremos algumas diferenças entre eles e os chefes. porém não necessariamente todos são líderes.sucedidas. Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. então. página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder. dependendo do modo como agir. conclusão Conclusão . diversas nomenclaturas. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços. conforme podemos visualizar no quadro abaixo. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. Não acumule dúvidas. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. Além de trazer ordem e segurança. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes. Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais. As denominações de estilos são variadas. Já o líder trata com a mudança. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes. Procure saná-las logo que apareçam. Porém o chefe pode se transformar em um líder.

Em contraposição à organização formal. isso se torna algo difícil de executar”. Para que a organização de uma empresa seja adequada. No entanto se a situação for de combate. a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. níveis hierárquicos etc.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. cargos. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos. que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos.Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. estrutura organizacional e organização formal. E o autoritário. O importante é a postura de um líder. Porém. em Avaliações. Depois de termos visto sobre organização.Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. também. relações funcionais. Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001). . Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas. Porém. a liderança autoritária não soaria mal. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. aula 03 .exercícios de autoavaliação . devido às próprias condições humanas e ambientais. Gestão . o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal. cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. Acesso pelo menu "Avaliação". pois em um mercado competitivo como o nosso. A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações. Para isso daremos um breve conceito de organização. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. podemos dar início às organizações informais. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. pode ser carismático. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. agrupadas e coordenadas. talvez fosse a melhor solução. vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional. não existe um estilo de liderança modelo ou desejado. pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional. Essa postura deve ser empreendedora e criativa. ao contrário.

com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam. . Caso não existissem os grupos informais. precisa e didática. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. No quadro abaixo. e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. não aparecem no organograma. tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não. para os indivíduos. grupos que se identificam ou não. Em seguida discorreremos sobre cada um deles. desenvolvida por Elton Mayo. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. da presença de grupos informais em uma empresa. devido à proximidade física. como amizades ou inimizades. já vimos a importância. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. infelizmente. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa. com a Experiência de Hawthorne. todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos.

Imaginemos a seguinte situação. os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta. Cada organização é um sistema complexo e humano. Agora vamos dar início ao segundo. as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais. podendo acarretar problemas.Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações. página 05 . 2000. por meios implícitos. só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. Daremos início ao terceiro componente. uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização.531). Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal. com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho. uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização. O quadro abaixo indica quais são esses papéis. que são os grupos informais. Ao se comportar dessa maneira. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional. expectativas e valores. “Cultura organizacional significa um modo de vida. um sistema de crenças. O expediente tem início às 8h. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização. p. com características próprias.

Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações.Além das normas de conduta. . São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes. Vejamos alguns exemplos de crenças. os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito. a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve. Como as normas de conduta já mencionadas. . valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia.Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva.

onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa. “Crenças. O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais. logotipos. Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. Por fim. de forma geral. . possui um importante papel dentro de uma empresa. os símbolos. . como as pessoas se relacionam” (Maximiano. facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário. Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. objetos. daremos continuidade com cerimônias e rituais. ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum. decoração das instalações etc. p.A empresa é uma grande família. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários. Entendidos crenças. Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue. reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e. Esse elemento é formado por palavras. valores e preconceitos. 2000.258). Clima organizacional Clima organizacional. com direito a desavenças e o chefe representa o pai. o último componente a ser analisado da organização informal. Exemplos de símbolos: uniformes. os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional. ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta. Naturalmente.A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores. página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas.. O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional.

não esquecendo dos salários. ele fará parte de outro grupo informal. Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho. a fim de verificar se a . limpeza e integração com os colegas. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos. Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. Já a organização informal escapa a essas limitações. simplesmente. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem. desde a localização física até os objetivos organizacionais. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar. Contudo. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. conseqüentemente. conclusão Conclusão As organizações informais são. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa. Podem ser maiores ou menores. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. Cada funcionário terá uma realidade percebida.Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. o que produzirá sentimentos individuais. pois exprimem os interesses do grupo. algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. Por exemplo. os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal. através dos resultados obtidos. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. podem trazer malefícios. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. Porém. infelizmente. quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. Porém é importante que participem pois. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa.

Gestão . aula 04 . este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo. Ou seja. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.exercícios de autoavaliação .Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve. Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho. Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos. um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente. Ou seja. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto. conflitantes. . documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos. a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível. um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros. em Avaliações. Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido. Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha. lados opostos com interesses. onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente. Pois. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional. geralmente.Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. comerciantes e também no local de trabalho. pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal. quando uma relação agradável não é estabelecida. quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está. a preparação é relevante quando o assunto é negociar. Acesso pelo menu "Avaliação". em sua maioria. As negociações acontecem todos os dias entre familiares. então.informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais. Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos. Certamente.Pede.

planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores. plenamente. 2. .ganha. 3. nenhuma das partes sai vencida no arranjo. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação. inclusive você mesmo. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando. Porém. página 03 Você pode estar pensando que. Na vida. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo.cultivar um sentimento de confiança recíproco. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. quer sentir-se um perdedor. pois em um jogo. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar. ou seja. o acordo é mútuo. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que. Até soa mal! Em uma negociação ganha . É necessário fazer a manutenção do processo. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida. ninguém. obtendo assim um desempenho satisfatório. talvez seja assim. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo.relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação. é melhor conhecer quem será seu parceiro. Por um razão ou por outra. a negociação está encerrada. a manutenção deve ser feita. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. um acordo já pode ser discutido de igual para igual. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança. À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. também fazem perdedores. jantares e conversas informais. Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. antes de discutir negócios para valer. esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. São eles: 1. ou seja. 2. o método ganha-ganha é composto por quatro passos. ele não quererá mais jogar com você. Afinal. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável. O mesmo acontece nas negociações. uma vez conseguido um acordo satisfatório.permitir que o relacionamento se desenvolva. dentre outros benefícios. Depois de consolidado um relacionamento amigável. Em suma. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação. O problema reside na filosofia ganhador-perdedor. com o acordo estabelecido. Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas. que traz. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo.

ao contrário do que alguns pensam. Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade. 4.manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações. . a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos. caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim.acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas.3. veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa. Compreendido o que é negociação ganha-ganha.

ela segue um único caminho. Observe: . o resultado poderá ter dois desdobramentos. Ao todo.página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação. Quando uma negociação é planejada anteriormente. teremos então três finais. quando não há um planejamento prévio.

. Vamos analisar. no momento da negociação.induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas. Ao negociar.Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha. Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2. listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1. Rebata com bom humor.tendem a introduzir de forma inesperada novos temas. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões. algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las.tentam lhe distrair. jamais com raiva.fazem ataques pessoais. o foco acaba desviando dos aspectos finais. 3. Para que você não seja surpreendido (a). Ter. Resista! 4. juntos. Assim. tente ver sob todas as óticas possíveis. Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes.

no qual um perde e o outro ganha. e o pior. Contudo. Se o taxista quiser tirar vantagem. No momento do fechamento de acordo. Porém. a negociação não termina como acordo finalizado ou. uma negociação não é um jogo. não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. é necessário que seja feito um plano de ação. Espero que você não conheça esse tipo. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha. Ao contrário. Mentirosos: esse tipo é complicado. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso. Se você não estiver bem preparado. e quando há o empate. você é responsável pelo que acontece. não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. Existe uma fase muito importante. preparar aquilo que se deseja conseguir. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. ou seja. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. como conhecemos. com o aperto de mãos. Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. a negociação ganha-ganha existe para provar . Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas. pois a negociação não termina com o acordo firmado.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores. tempo e poder. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. ambos saem insatisfeitos. a manutenção. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. imaginemos um negociador indeciso. Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. acreditar nele. Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. Lembre-se. honestos e moderados. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. O que podemos falar é para você se prevenir. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo. é capaz de ficar confuso. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas. você até pode chegar ao seu destino. Assim sendo. ao contrário dos que muitos pensam. O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. Caso conheça.

Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém. esse não é o nosso foco. Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso. por entendermos que é uma área de grande relevância. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples. aula 05 . comunicar e operar em . O que é. por exemplo. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional. Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho. A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que. está ao seu alcance. Em outras palavras. então. é trabalhar as emoções a seu favor. O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência. de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. avaliações. mas também fora dele. a intrapessoal. Algumas informações valiosas são sentimentos. agir. Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. Com isso.Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. com certeza. ou seja. Porém. Tendo consciência. sensações.Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. página 02 Intrapessoal Primeiramente. Voltemos à autoconsciência.que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída.exercícios de autoavaliação . ações e intenções. Gestão . e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. A ajuda é um deles. ou seja. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções. O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal. ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir.

mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. mas. Até agora vimos que a autoconsciência requer prática. Daremos início a um passeio pela rua. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas. olfato. Você está discutindo com uma pessoa. exercitar sua consciência sensorial. Observamos. fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. Depois conversaremos sobre isso. etc. Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício. Agora irá aprender como controlar suas emoções. página 04 Por exemplo. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. um neném chorando do outro lado da rua. Assim. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. que ao desenvolver sua capacidade de comunicação. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. saber o rumo certo e como permanecer nele. numa rua movimentada. é através delas que aprendemos mais. e você ainda não tem essa consciência. você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. estamos no caminho certo. Para controlar a raiva. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. Por exemplo. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. audição. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. Provavelmente só lhe trarão malefícios. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. você será capaz de examinar. você necessita de um giroscópio. sobre outras pessoas e diferentes situações. pois. Seus sentidos – visão. Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. b) como controlar suas emoções . esclarecer e alterar suas avaliações. tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu. devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. você e um colega de trabalho. se respondeu não. no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. Vejamos outro exercício. pelo qual todos já passamos. Vejamos um exemplo claro. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. O ‘bate-boca’ continua. um avião distante. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. Vamos. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. pois está dominado(a) pelas emoções. Porém. porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis.diversas situações. Preste atenção em todos os sons. com comércios e prédios nas proximidades. Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. a maioria dos casos. ao prestar atenção em seus sentidos. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. só que regado por agressões verbais. agora.

órgãos. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. músculos e outras partes do seu corpo. p. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem. esteja fugindo ou lutando. dentre outros pensamentos um pouco piores. Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. ele também está desarmado. encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. Porém. Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. caso esteja notória a sua raiva. Nesse momento. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva. Pronto. de modo que. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. Na verdade. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. Mas um pouco depois. acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível. “não vou interrompê-lo”. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. Se você conseguir pensar assim. 57). recebendo mais nutrientes. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo. Entre algumas frases. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. 1997. eles possam reagir melhor.Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. desarmado. foram seus pensamentos sobre seu chefe. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. página 06 Como podemos observar. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. Como o exemplo citado acima. O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. já será meio caminho andado. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. Se você compreender isso. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio. você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. Creio que esse ponto você entenda um pouco. seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva. porém lhe chama para combate. depois atentar para os seus pensamentos. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. afinal. e se depara com um leão. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão.

a euforia e a confiança. dentre outras inúmeras denominações. faça em casa. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). suas alterações fisiológicas e seu comportamento. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. um ser sem reação. sejam boas ou ruins. Se for esse o problema. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. se for boa. e a meta é reduzir toda a tensão muscular. Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. Alguma dor? Bem. e comente. as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações. a solução é fácil. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. Nada agradável. os que estão à sua volta percebem? Com isso. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. provavelmente. O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. Caso não tenha. Vamos. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. o contentamento. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. ou até uma música tranqüila? Bem. respire profundamente. pense nele. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. cabeça. pense naquilo que achar mais agradável. página 08 Veremos. agora. descontroladas. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. E . ou então conte a seus familiares. tais como a alegria. em uma bela cachoeira. de forma também sutil. página 07 Normalmente. Só que você não sabe de um detalhe.seu ambiente de trabalho. pernas. as reações positivas também necessitam de controle. não? Nesse caso. então. Tente ignorar as distrações. Apesar de o foco estar nas reações negativas. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. O objetivo não é lhe transformar em um robô. Ou seja. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. E você não deseja fazer parte dessa lista. no máximo atos de excitação. Sinta suas costas. Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. Adote uma atitude passiva. Encontre uma posição e roupas confortáveis. que tal pensar em uma praia deserta. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. campo verde. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) .e agradeça de forma sutil. Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho. e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. aprender a reconhecer as nossas atitudes. É fácil. tranqüilo e com luminosidade adequada. não é? A partir de hoje. pessoas fracas. E no final de duas semanas.

Já vimos sobre isso na aula referente à motivação. estados de espírito e necessidades da outra pessoa. inclusive você. o caminho é esse. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. nas relações interpessoais. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva. sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. Vamos agora aplicar. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas. A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação. Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. se o diplomático é alguém que trabalha com você. em direção a outras pessoas. O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. vulgarmente chamado de puxa-saco. O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia. Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. Agora. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade. algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos. Para que isso aconteça. bem como sua avaliação de diferentes situações.para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia. a inteligência emocional deve estar presente. identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador. Existem alguns passos a serem seguidos: .

É uma tarefa que exige sabedoria. Então. além de percebermos as suas reações. Ao analisarmos essa situação. pois você terá que se abstrair de suas opiniões. Porém. a programação prévia é válida nesses casos. fazendo isso. e. Que tal. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho. é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais. se é percebido de maneira oposta. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber. Vamos a um exemplo. quem sabe. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. ou seja. além disso. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. porém. caso contrário.Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. Vejamos agora. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado. Porém. a sua linguagem subliminar. muitas vezes. Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. O que você faz? Decerto você seria . descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo. frustrado (a). Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. pois. analisar as reações que elas transmitem. observar experiências ocorridas anteriormente. O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. elas também têm suas percepções a seu respeito. pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. Agora. página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. simplesmente. é provável que suas idéias sejam questionadas. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento. como levar em conta as expectativas do relacionamento. analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. Às vezes. você tende a ficar decepcionado (a) e. é necessário entender sobre os limites do relacionamento. Sendo assim. Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo. Se você é percebido como competente e inteligente. Por exemplo. de forma inconsciente. você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito. Algumas vezes é útil conversar com as pessoas.

realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". A dica foi dada. ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo.quociente emocional. as duas se completam e formam o que. pois. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade. em Avaliações. Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais. Em suma. Assim. A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação. ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção. O quociente de inteligência (QI). Daniel Goleman. vocabulário e outras capacidades. . você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece.Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo. medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. a sua inteligência intrapessoal.simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo. Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem. vale a pena desenvolver essas inteligências.exercícios de autoavaliação . pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana. ou seja. embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior. Gestão .Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum. Já esqueceu? Então podemos iniciar. fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar. aula 06 . professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. pois infelizmente. Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente. chama de QE .

. qual a finalidade dessa unidade? Bem. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. forca. Mas se você é um (a) poeta (isa). parabéns. Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. estimular. que não somos poetas praticantes. nem que seja um pouco. Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. transmitir informações ou simplesmente agradar. “deliberadamente” e “propositadamente”. neurofisiológica). há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora. Você deve estar se questionando. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. dentre outros. palavras cruzadas.Vamos voltar ao passado. Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. convencer. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. p. e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. nem pela Ciência. O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer. Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem. de fato. “A competência lingüística é. quanto você mudou? Todos mudamos. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. 61). em uma escala de 0 a 10. jamais terminaríamos esse estudo. a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras. pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana. Não existe uma única mensuração. Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos.

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Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

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Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

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Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

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Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

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Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

um exercício de comparação.”. mais fácil será selecioná-las. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação. Inteligência Corporal Cinestésica. análise de mapas. “a estatística é como biquíni. toda idéia. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial. A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores. . Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. objetos. reconhecimento de locais. nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança. Quaisquer que sejam os usos do corpo. Lúcio Costa e Burle Max. Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. cenas. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida. além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça.. diagramas. mas o que esconde é essencial”. formas geométricas. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação. o jogo de xadrez seria um forte candidato. será bem-vinda. por mais louca que seja. gráficos. Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer. Agora é a sua vez. quanto maior o número de idéias. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial. E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo. 2. 3. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1.. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador. 4. “a alegria é como uma piscina. Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país. o que mostra é interessante.

página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. Em geral. não tem dificuldade de morar sozinho. Pode ser boa conselheira: pastoreamentos. e. grande astro do basquete norte-americano. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia. também se expressava muito bem jogando baseball.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. A dança pode refletir e validar a organização social. não era bom apenas com os pés. A própria inteligência corporal. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. e não fez feio. Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país. Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. Psicanálise. considerado o atleta do século. . Pelé. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. Não menos importante. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam. diante da Inglaterra. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. e acabam perdoando mais o erro dos outros. em uma visão externa. Segundo Goleman. É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. focalizada internamente. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. Índia. Para Gardner. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos.

mais o homem tem a ganhar com isso. Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você. As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno. mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência. em Avaliações. sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. Assim. você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros.conselhos. o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas. Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência. Porém. Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados. Pois como foi dito. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. Se alguém entregá-lo um mapa. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). Acesso pelo menu "Avaliação". e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. e continuam se abrindo no decorrer dos anos. Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística. não ter a mínima noção de espaço.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL .Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva). Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”. tais como: ecológica e espiritual. Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos. Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas. Gestão . a corporal cinestésica e a pessoal. oito ou nove tipos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência.exercícios de autoavaliação . retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos. a inteligência lógico-matemática. ajudas são papéis de seu excelente desempenho. Porém. em sete. suscetível a erros sob o prisma científico. Depois disso. O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. É importante ressaltar que é apenas um treino. O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente. Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim. aula 07 . terá uma versão mais completa na tabulação coletiva. apesar de ter a inteligência lógico-matemática. simplesmente. não saberá o que fazer com aquilo.

controla os participantes internos e externos. recebem tratamento ao nível do código lingüístico. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação.Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente. vamos ver agora sobre a comunicação institucional. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas. os processos de recompensas. objetivando um bom funcionamento organizacional. assumindo. Ao analisarmos essa situação. Vamos. gera influências. pelo simples fato de existir. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação. sem dúvida. uma maior motivação e satisfação do seu público interno. tanto interno quanto externo. ajusta interesses. enfim. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. A comunicação. mediante a comunicação expressiva . implementável em qualquer instituição: pública ou privada. mas também provê a intermediação do discurso organizacional. visando à concretização e alcance de um objetivo comum. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. então. é a comunicação. tivemos uma breve introdução da importância da comunicação. uma maior notoriedade por parte do público externo. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano. a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. comunicação institucional. Vale lembrar que as normas.emocional. pequenas/médias ou grandes empresas. mesmo que Empresarial ou Organizacional. Bem. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão. Porém. não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas. bem como. ao final.

Nos projetos. pois tiveram algumas falhas no percurso. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha. Ocorreu. a seu chefe. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência. uma falha na comunicação institucional. então. se não tiver acontecido. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós. Quando seu chefe lhe passou o trabalho. todos os processos que ele solicitou. Porém. Nesse caso. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta. entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. Porém. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: . você não elaborou uma crítica fundamentada. talvez míope. mas é isso que deve ser evitado. você atingiu a eficácia. pesquisas. Bem.inputs de que necessita. do problema. com perdas mínimas de energia. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. mas não alcançou a eficiência. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto. Ele pediu para você interpretar. um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. porém não alcançarmos a eficácia.

Pedro. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. Cada empresa tem sua história. Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho. O mal da falta de comunicação. sua missão. Depois de alguns dias. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem. sua cultura. Antes de concluir. um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem. Pois toda empresa é única. com a qual o receptor concordava. seus valores. as empresas são compostas essencialmente de pessoas. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro. Por favor. sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo. não façam julgamentos precipitados. com resultados claros para ambos. mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. como todo ser humano. Afinal. Ao finalizar a conversa. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . Vamos mergulhar além das espumas das ondas.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. como se tivessem mensagens divergentes. Vamos verificar outro exemplo. Pode até soar falsa ou ingênua a generalização. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido. Sem exceção. vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas. Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal.

Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. adequação.falou algo que ele não disse. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização. insere-se. Gestão . criatividade e inovação. de modo a fazê-los seguir suas intenções. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. entendimento. Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa. deve ser coordenada e praticada por especialistas.exercícios de autoavaliação . p. profunda e intensamente. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação. “Relevância. Em suma. os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. Porém. talento.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional. mais a empresa/instituição será produtiva. de um lado. Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. conclusão Conclusão Como foi dito. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional. 39). a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". em Avaliações. de outro modo. do emissor de afetar os outros. deve ser analisada como a potencialidade. credibilidade. Bem. Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. espírito crítico. Como instrumento de inteligência empresarial. de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato. no que tange a eficiência comunicativa. pesquisa. . a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo. 1986. Ela requer planejamento.

equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”. Com o fim da automação. o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro. por exemplo. o dinamismo inerente ao grupo. em um clima de harmonia e de respeito. seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. praticamente uma interação psicológica. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia.Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo. E por fim. Kurt Lewin. deu início a alguns estudos sobre esses problemas.aula 08 . Diante disso. página 02 Em seguida. É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos. Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas. em 1930. Depois dele. o grupo deve ter um objetivo em comum. As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. a planificação econômica e reestruturação do ensino. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo. Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa. porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso. . nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros.

algumas etapas devem ser seguidas. E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos. . alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir. Ou seja. Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica.Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada. se você não concorda com o que seu colega disse. página 03 . de formação e mistos. no tempo que dispõe para isso. crítica das propostas e tomada de decisão. Independente do tipo de grupo. ou seja. proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. . O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: . São eles: grupos de trabalho. A figura do animador é como a do mediador. O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. praticamente um brainstorming). são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos. o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não.Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais.Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos.Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação.

A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador. como todas as pessoas. você imprimirá e colocará em uma urna. via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida).página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos. o chefe de sessão marcará uma reunião. No momento oportuno. pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes. Os animadores têm perfis distintos. onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que . Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista.

No momento em que você assume algo da sua personalidade.consta na pauta de debate. não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores. seja algo bom ou ruim. Isto. Não acumule dúvidas. com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui. em Avaliações. existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. com um clima descontraído e de total harmonia. o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese. Orientamos que. aula 09 . citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos.exercícios de autoavaliação . Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". em seminários e outros. Gestão . É importante observarmos que. Procure saná-las logo que apareçam. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário. Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado. conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”. As dinâmicas são técnicas simples. no máximo. com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio .Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. 20 participantes. Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas. Enfim. utilizadas com o intuito de confrontar idéias. para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno. Por exemplo. é recomendável que os grupos tenham. porém. A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo. analisá-las e colocá-las em prática. nesses casos. Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). em congressos.

Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. desde que sejam artifícios éticos. criando raciocínio de processo. quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. p. 1995. baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner. confiança e. Do. Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados. é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver. principalmente. Caso contrário. página 02 . Para que essas barreiras sejam rompidas. Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência.FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. Action) de controle de processos. mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico. Devemos.Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. Check. mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. então. sem comunicação entre elas. Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade.11). podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado. respeito.Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo. a organização será um conjunto de ilhas. A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham. Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control). Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece. O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI. . .Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema. .

Nesta etapa.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias. a educação e o treinamento no trabalho são essenciais. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. 1. 2. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa. a partir dos dados coletados na etapa de execução. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação.Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões. Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las. caso a meta tenha sido atingida. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais. Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado. que é conhecido também como . Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto. 2. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo.Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade. Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada. 4. 3. Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente. 1. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas.Primeiramente. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização. Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos. 3.

o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. Bem. ou seja. condições ambientais. página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública. material. Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo. um item de controle que não atinge o nível desejado. pessoas e informações do processo de medidas. insumos. Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos. tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. de modo a focalizar a ação. equipamentos. que será observada logo a seguir.Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. devido à sua forma. métodos ou procedimentos. operador e tempo. .

o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas.página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas. Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização . podendo ser duas causas de um processo. Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. Permite. dois efeitos ou uma causa e um efeito. também.

permitindo.Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais. variáveis. Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas. conclusão Conclusão . estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções. entradas e saídas de um processo. Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta. Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões. página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades. atividade etc. desta forma.

Foi criada em 1961 pelos Drs. . fica a seu critério a escolha mais apropriada.exercícios de autoavaliação . em seu grupo. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback. podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”.Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação. transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade. Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. Gestão . Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula. assim. agora. aula 10 .A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais. que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações. Joseph Luft e Carry Inghan. Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação.Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa. interpretar a figura abaixo. Apenas uma curiosidade! Vamos. O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos.

vistas nas aulas cinco e seis. Exemplo: ser uma pessoa educada. uma característica.O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento. bastante interessante. Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito. julgar. divulgando seus próprios pensamentos. Bem. O desconhecido é um nada dentro de você. página 03 O “eu cego” . b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. retratam ou traem o teor de nossas atitudes. uma habilidade. porém desconhecido pelos outros. 3. ver-se como eles o vêem. aquilo que você sabe que tem e os outros também. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho.O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros. Ele também é conhecido como “arena”. Não há dissimulação. Podemos considerá-lo o “eu transparente”. vamos dar continuidade ao assunto. Normalmente.O “eu oculto”: conhecido por você. É justamente aquilo que você é e passa para os outros. Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido. tensão nervosa. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria. são caminhos jamais percorridos. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível. sentir. percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. ou seja. Porém. Por exemplo. sua agressividade. Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas.. que na maioria dos casos. 2.. a fim de dar e receber feedback.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações. gestos e atos.1. em termos verbais ou não. mas isso pode afetar outras pessoas. o feedback precisa ser analisado de maneira racional. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento. de ser quem realmente somos. Por exemplo. E podemos verificar tais reações nas nossas palavras. página 02 4. Porém. existem pessoas mais sensíveis que outras. Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado. Pois como sabemos. compreender.

Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto. está sendo apenas firme. Falam pelos cotovelos. atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”. Em geral. ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante. Fonte: http://www. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras. quando você o faz. apenas ouvem taciturnamente os outros. não dão feedback. mas não estão dispostos a ouvir ninguém.com/1/cromos/lupa. mas em geral. normalmente dão muito feedback. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos.Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica. . comportamento. é apenas distração. Quando o mesmo acontece com você. Pessoas que possuem essa janela muito aberta.juarezonline. sem esboçar muitas reações. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito. porém “não se enxergam”. Todos pensam que você é uma pessoa calma. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. ele é cabeça-dura e.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista. porém vive a base de tranqüilizantes. é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus. O exemplo dado anteriormente.

O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”. exalta-se a competição. E mais ainda . nem você e nem ninguém conhece. com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. ainda que em público.que nem ele imaginava que pudesse cometer. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros. Porém. Nem ele esperava por isso e nem os outros. página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). é dando e recebendo feedback. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. pode magoar profundamente. Porém. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. eu oculto e o eu desconhecido. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos. eu cego. O que é ser neurótico. reduz-se potencialmente. Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo. ou seja. vale ressaltar que o eu desconhecido. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”. ainda. Porém. Assim. Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. coloca-se uma porção de valores positivos nela. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário. mas isso não autoriza confundir esses dois males. onde todo valor negativo deve ser precedido . Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você. e. seus amigos e irmãos sociais e. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. Esses devem ser dados em particular. Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. ao invés de colaboração. Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado. premia-se o triunfo a qualquer preço. A técnica “sanduíche” é aquela que.

International Standartization Organization Supply Chain . Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA . Organização.P.A . disponíveis ao final de cada módulo. Check e Act KAISEN C. Gestão .e concluído entre valores positivos. Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.Balanced Socrecard aula 01 .Q. Lembre-se de que caso seja necessário.Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.D. aula gravada em áudio . clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Q . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Direção e Controle). Acesso pelo menu "Avaliação. O acesso é pelo menu Avaliação. que serão corrigidos pelos tutores.T .Prêmio Nacional de Qualidade E.R.N.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I.C.Cadeia de Suprimentos P.O.Plan. Do. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. . em Avaliações". botão Avaliações. Enterprise Resource Planning BSC . Para visualizar a correção.S. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.exercícios de auto-avaliação .P."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento.

educar. página 02 02. o que planejou. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta. Plan (Planejar): Detectar um problema. Definir o que queremos. É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo. planejar o que será feito. Do (Fazer. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo.CICLO PDCA . mas foi Deming seu maior divulgador. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. Executar): Faça exatamente o que planejou. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. tal como uma linha de chegada. Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo. trabalha talentos e habilidades . Fonte: http://www. contemplando o planejamento. Bloqueie as causas do problema. As Etapas do Ciclo PDCA: 01.jpa. tendo disciplina para colocar em prática. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. implementar. No plano pessoal. Tomar iniciativa. mas sim sucessivas vezes. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A.ac. 03. De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. Do. Shewhart. a padronização e a documentação destes. Fazer. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar. Execute com fidelidade seu plano. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações. Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. . esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema. treinar.Plan. uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta. Compare o resultado com seu plano. de forma continuada. para atingir o próximo momento.

04.org/programs O Programa 5 S .gif Ou seja. se há problema. Se houver.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca.sakosta. Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema). assumir ações corretivas ou de melhoria. Fonte: http://www. esta atividade pode corresponder aos ajustes. se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. implementações e continuidade do sistema. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem). atuar para que não se repita.ibiweb. esta atividade pode corresponder aos testes.No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior. página 03 Fonte: www.

mantém tudo sempre limpo. Definir um lugar para as coisas. utilizando o Ciclo PDCA como suporte. ordenação. quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. inclusive discos de computadores. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. armários. etc. Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. pois possibilita a identificação de defeitos. ferramentas. peças quebradas. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova. mantém o estado de limpeza. utilização. não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. gerando o descarte de coisas não necessárias. etc. onde cada um deve cuidar da sua área. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. dia após dia. asseio. liberação de espaço. para manter somente o que é útil. A LIMPEZA ou inspeção.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). em equipe. que buscam fortalecer 5 Sensos. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. zelo. Manter a arrumação do local de trabalho. gerando descarte dos itens sem utilidade. discos de computadores. O material deverá ser enviado à área de descarte. classificação de materiais. com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. Limpeza é forma de inspeção. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. A . vazamentos. a limpeza. guardar as coisas e obedecer as regras. A ARRUMAÇÃO ou sistematização. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. higiene. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. gavetas. armários. onde cada coisa tem que ter nome. No Programa 5S. materiais que se usa no dia a dia. A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. as áreas isentas de pó. conservação. padrões de arrumação.

execução de tarefas com registros de dados e fatos. treinamento e desenvolvimento. A DISCIPLINA ou auto-disciplina. Usar o PDCA de forma universal.Kaisen aula gravada em áudio . CONTROLAR E AGIR . alcançar um novo posto na empresa. que é a arte de fazer as coisas certas. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores.Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável. ventilação. padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos.exercícios de autoavaliação . educação. harmonia. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas. para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma.padronização inclui outras considerações. arrumação e limpeza) de forma contínua. de forma natural e cotidiana. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. Em caso de dúvidas. como forma de criar bons hábitos.é um modelo mental muito simples. O conjunto de práticas denominado 5S (organização.iluminação. limpeza. medição para obter controle. etc). O PDCA – PLANEJAR. adquirir outra habilidade. diagnósticos. Acesso pelo menu "Avaliação". aula 02 . calor. DESENVOLVER. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . vestuário. fazer uma pós-graduação. na trajetória para alcançar novos objetivos. mudar determinado comportamento. arrumação. tais como: cores. É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente. higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. padronização. num processo de repetição e prática. mas seu ciclo completo exige muita fundamentação. formas. análise e ações corretivas. análise de cenários. A disciplina é a base de uma civilização. Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor."Mensagem") ou por e-mail. Gestão .

página 02 Fonte: http://www. quando ocorrem mudanças drásticas. Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras". Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total.transcontinental. Para Ansari (1995). Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização. bem como mudanças na estrutura gerencial.TQM. Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” .JIT. idealizado por Masaaki Imai. O conceito de Kaizen. Segundo Mondem (1999). “Total Quality Management” . ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados. Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços. diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização. qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: . ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos. a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua". já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo. Porém. etc. A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja.com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero. O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura. negócios e operações). editado em 1988 e publicado pelo IMAM. Mas. custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados. ações e programas de Melhoria Contínua.promove um certo benefício para os usuários. custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente. . Propõe a empresa. O retorno se torna melhor.). Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido.kaisen. manter os padrões atualizados sobre tecnologia. provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos. Em seu primeiro livro. sempre emergindo.Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor. investimentos pequenos e gradativos diariamente.

é praticada. o objetivo não é alcançar o padrão. Fonte: www. mas superá-lo. para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos.má localização dos itens. . de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente. página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: .esica. . mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos. não é contínua. nas empresas brasileiras. ele tem suas limitações para custeio de produto. Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção. O grande problema é que essas "gambiarras".longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização. Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. tornando-a cada vez melhor. Não basta trabalhar com os braços duramente. nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra". . Normalmente.é a redução de custos dos processos. Portanto. . Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado. carrega muito peso ou até chega a se acidentar. conforme análises de Kaplan&Cooper.. seguida de sucessivos aperfeiçoamentos. No custeio kaizen.exige baixo investimento.é rapidamente implementada.com . Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen .normalmente usa-se o "bom senso". é preciso usar a cabeça. Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra". Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos. . na maioria das vezes. . a força de trabalho é investida de poder. como de quem caminha muito pela empresa. Com isso. embora seja uma melhoria.os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso.dificuldade em encontrar os materiais estocados. é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças. por deficiência no endereçamento. de provisórias passam a ser definitivas. transformando-os em "cabeça-de-obra". pelos próprios usuários. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo. .não exige nova tecnologia. controle gerencial e aprendizado. O pessoal começa a dar sugestões de melhoria.contrafluxo de materiais. .

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação. dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial. Fonte: www. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses. aula 03 .O tema é relativamente novo para o Brasil. pois o custeio kaizen tem foco nas equipes.Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”. Como reflexo e testemunho dessa importância. Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês. destacamos: . quando utilizado no processo de custeio kaizen.exercícios de autoavaliação . Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês. a idéia de qualidade tem uma história muito antiga. Segundo Maximiano (2000).php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen. baseia-se na análise de valor. mais do que nos indivíduos. permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico.offoffoff.T . Gestão . O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos.C.Q. A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo). O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão.Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Por isso. é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas.com/film/2003/moderntimes. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto. Acesso pelo menu "Avaliação". em Avaliações. de função e engenharia de valor.

A expansão da produção de mas-sa.com. a administração da qualidade passou por diversos estágios. Desse ponto de partida. o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade. nasceu o controle estatístico da qualidade. até chegar à administração da qualidade total da atualidade. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada.br/autosantigos/images/ .página 02 Na Administração. Para os engenheiros e industriais do início do século XX. Fonte: www.copiadorasatelite. qualidade era sinônimo de identidade. inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial. que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas.

sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. Ou seja. a era da qualidade total. a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. qualidade é uma questão sistêmica. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A.Na era da inspeção ou do controle estatístico. garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar. Agora. página 03 Portanto. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total. tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes. A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial. Nos primórdios da indústria moderna. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. dos Laboratórios Bell. o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. Shewhart. Por causa disso. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas. que se baseia na amostragem. a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. Em lugar de inspecionar todos os produtos. Garantindo-se a qualidade do sistema. Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. No estágio seguinte. a inspeção era feita pelo próprio artesão. que em .

1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . tornou a qualidade uma obsessão nacional. W. Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes. Em 1946. da redução de custos. 7. entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. da conquista de mercados e da expansão do emprego. engenharia. paralelamente. expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto. Dodge e Roming.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão. O fato de o Japão ser um país. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo. com poucos recursos natu-rais. 5. foi criada a JUSE . Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. pois com o fim da Segunda Guerra Mundial. à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje. Em 1950. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. (1983) A qualidade total abrangeria assim. Dois colegas de Shewhart. engenharia de processo: escolhe as máquinas. 6. fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. 3. desenvolveram técnicas de amos-tragem. todos os estágios do ciclo industrial. a JUSE convidou Dr. 8. 4. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. compra e retém fornecedores de peças e materiais. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. suprimentos: escolhe. no caso de produtos. ferramentas e métodos de produção. Edwards Deming para ministrar um curso de estatística. que deveria sobreviver com a exportação de produtos. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações. 2. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. através do aumento da produtividade. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação. As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são.

Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento. Eliminar a ad-ministração por objetivos. Numa nova era econômica. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. Acabar com a dependência da inspeção em massa. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. Afastar o medo. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. deve agir como equipe. 9. . com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. de projeto. dessa ma-neira. Agir no sentido de concretizar a transformação. exortações e metas exageradas para os empregados. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. 8. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. Essas exortações apenas criam relações hostis. especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística. em 1951. Eliminar slogans. de vendas e de produção. conforme vimos na Aula 9. de maneira coercitiva. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. Os japoneses ouviram. Instituir a liderança. 5. 13. 12. Eliminar as barreiras entre os departamentos. 7. Ao in-vés disso. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. Os 14 Princípios do Método Deming 1. A visão é sistêmica. 11. Em 1982. 2. Instituir o treinamento no serviço. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. que compreende 14 princípios. É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. reduzir constantemente os custos. o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. Adotar a nova filosofia. A transformação é o trabalho de todos. para melhorar a qualidade e a produtividade e. 3. do Módulo I. deve-se procurar minimizar o custo total. 14. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. 10. é o Método Deming. do Prêmio Deming de Qualidade. permanecer no mercado e criar empregos. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. 6. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. 4. a administração deve despertar para o desafio. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita. prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse.

Shewhart e Juran. . Deming.página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum. Ishikawa.

escute e aprenda com seus clientes e colaboradores. Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas. faça das melhorias contínuas um assunto diário. confiança e respeito mútuo. Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. Entretanto. desenvolva trabalho de equipe. mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. As empresas trabalham para estar à frente da concorrência. trabalham não por objetivos individuais.O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos. . conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz.

antes que o artigo fosse publicado. a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero. Nesse texto. é reprojetar os processos. O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. O que elas fazem. Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas. página 02 . Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”. Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as.Gestão . antes de tudo. aperfeiçoar-se e aprender. ou melhor. a reengenharia é um dos mais populares. aula 04 . reformular completamente seus principais processos de trabalho. qualidade. Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia. as empresas precisam mais do que mudar. 1990). O que elas deveriam fazer. redesenhar seus recursos de maneira inovadora. em processos que integram as funções departamentais. inovação e velocidade.Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". por exemplo. Tem o objetivo de rever e se necessário.exercícios de autoavaliação . Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. em seguida. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho. se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios. De todos os novos conceitos de administração. Assim. Hammer não inventou a reengenharia. de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. em Avaliações. Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”. é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados.Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização. é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”. July/Aug. O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores. Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. práticas e atividades existentes para. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios. destrua” (Harvard Business Review. No entanto. de reconstrução dos mesmos. Henry Ford. seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade. à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente. geralmente. desafiando suas doutrinas.

gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). . que se encontram na maioria das empresas. Portanto. podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais. são os seguintes: .administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento). fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. passaram pela reengenharia nos últimos anos. Um processo é. uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. com começo. .gerenciamento de informações. Centenas de grandes empresas. começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes.serviço de vendas pelo correio. uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo. A maioria das empresas. O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional. Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes.Processo Dentro da reengenharia. . Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente. A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves. . incluindo Kodak. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. Bell Atlantic e Taco Bell. página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio. portanto.administração de suprimentos. assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado. bem como muitas empresas pequenas. Um processo é um conjunto de atividades. a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada. . mesmo as muito grandes e complexas.desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). Alguns dos processos mais comuns. ligadas entre si. um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado. a palavra processo tem importância fundamental. que envolve toda a organização. . Conseqüentemente.

página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional. Requer um conjunto de valores inteiramente novos. conforme descrito na tabela abaixo: .

os processos passam a ter mais de uma versão. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. quando o processo é longo. Procure saná-las logo que apareçam . porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. os passos do processo são feitos em paralelo. os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades. A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um . sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente. são conjugadas e combinadas numa só. antes distintas.página 05 Não acumule dúvidas. Às vezes. resultando em menores esperas. Às vezes. reduzindo o tempo de execução. Embora os processos sejam seqüenciais. Os trabalhadores passam a tomar decisões. menores custos indiretos. Sempre que possível. De acordo com Hammer e Champy. O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais.

exercícios de autoavaliação . Reduzem-se os controles e verificações. Minimiza-se o esforço de conciliação. o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais. Gestão . e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. corram riscos. o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo.aos projetos de reengenharia.Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes. A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos. conforme vimos na Aula 7. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”. O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único. que assumam maiores responsabilidades. da Unidade 1. São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo. A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato.Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento . aula 05 . O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI.mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. Característica mais marcante. “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente. A reengenharia. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” . O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido. Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado. em Avaliações. possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas. Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato. por meio da tecnologia da informação. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio. Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia.

consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações.A gestão do conhecimento. então. implementar o processo de mudança organizacional. principalmente pela união das telecomunicações com a informática. demanda por qualidade. a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia.edu/mshs/images/tech-res. Por que. não sendo desconhecido o fato de que. Fonte: http://www.br/centropis/cerebro.com.yahoo. sendo necessário. os empresários.jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração. utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade. sempre estiveram em destaque. Fatores preponderantes do processo de globalização como competição. . a conhecida globalização. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados. utilizar sistemas de informações gerenciais. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento. está entre os temas mais discutidos atualmente.geocities. possuindo conhecimento. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global. Fonte: http://www. A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações.mayo. menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual. portanto. investir em inovações tecnológicas. A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações.

A Gestão do Conhecimento reside. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. seja em computadores. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual. visualizar as organizações migrando do velho modelo. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. Jack Welch Educação e Mudança . manuais. o fim está à vista”. como as redes globais e internas. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas. A Educação Corporativa. página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi. Trata-se. vista como cidadão e trabalhador. registrado. e pode ser facilmente processado. os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado. seu aprendizado assume papel fundamental. numa época de desafios cada vez maiores. vídeo e teleconferências. A diferenciação passa a vir do conhecimento. os sistemas integrados. e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. valores ou ideais dos indivíduos. experiências. emoções. 1991). normas. da preparação da pessoa. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. disseminá-los por toda a organização. "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. criar novos conhecimentos. com consistência.. que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas. e. portanto. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. Pode-se. portanto. mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. proliferação de tecnologias. por sua vez. Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. cujo principal negócio é a contínua inovação. multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente. fundamentalmente. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. dos relacionamentos e dos processos. é aquele contido e decorrente das ações. na conversão do conhecimento tácito em explícito. ou está. e por isso.um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. transmitido ou armazenado. etc. portanto. na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está. O conhecimento tácito. basicamente. com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. entre tantas outras. O conhecimento explícito é aquele que pode ser.

pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. a riqueza é o conhecimento. por exemplo. pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem. ou seja. globalização. aplicadas em conjunto. coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver. é outra. . hoje dominantes. brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e. A realidade. comunicações. página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir. 1989).htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos.alzheimers. Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações. que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. tudo gira em torno das expectativas dos clientes.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado. quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. Os antigos princípios não valem mais. Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante. limitações de capital. Fonte: www. mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento. tempo (velocidade) e custo. ao lado do trabalho. a Unesco. assim como a eliminação de empregos. do outro. A natureza instrumental das organizações permanece. rever canais de distribuição.org/unraveling/07. desde que bem utilizado. principalmente em função do avanço tecnológico que permite. mas com seu efetivo auxílio. É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade). E. O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. Na Era da Informação. com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. reestruturações e menor lucro operacional. conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia. por meio do Relatório Delors. aumentar a capacidade de produção. 1997). atualizadas e no tempo certo. a serem. no entanto. O abandono de nossa transcendência. naturalmente. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka. entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência. com a aplicação do raciocínio sistêmico.

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Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

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Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas. página 02 Devido a sua grande aceitação. nem em seu nome. até o ano 2000. especialmente nas áreas da saúde.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção. a adesão às normas ISO é voluntária. A família compreendia. que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. Além disso. nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo. da segurança e ambiental. cinco séries específicas: . No entanto. Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade. ou seja. desenvolvida em 1963. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. a certificação não é conferida pela ISO. ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade. Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. Ela é evolucionária. mas não é uma garantia da qualidade de produtos.

A numeração. Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1. não significa uma hierarquia entre as séries. testados. melhorados e aprovados. A norma ISO 9002. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes. A norma ISO 9003. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. . de 9000 até 9004. 9004-2 e assim por diante).página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais. São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000. desde o projeto até o serviço. antes de ser retirada no ano 2000. antes de ser retirada no ano 2000.

.página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária.

sobre o fornecedor. conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria. formação dos Auditores Internos da Qualidade. treinamento. elaboração do Manual da Qualidade. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. requisitos suplementares. treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade.” Internacionalmente. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e. está entre os mais respeitados e utilizados. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias. estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. seleção e designação formal de um coordenador. quando apropriado. implantação das ações corretivas para as não conformidades. divulgação constante do assunto qualidade. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos. . formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho. realização das auditorias internas.Conforme estabelecido na ISO 9000. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor. plano de trabalho para a implantação de cada requisito. elaboração e divulgação da política da Qualidade. palestra sobre qualidade para todos os funcionários. o do Reino Unido. seleção da Entidade Certificadora. formação do Comitê de Coordenação. Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente. “avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato. Dentre eles.

algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000.página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram. paralelamente. entre outras. uniformidade e clareza de conceitos. Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis. outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. ações baseadas em fatos e não em opiniões. redução do desperdício. a empresa é vista pelos funcionários com um todo. aumento da participação dos funcionários. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais. mudança comportamental dos colaboradores. podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores. cria uma cultura voltada para a Qualidade. aumento da capacitação dos funcionários. com destaque para a parceria. aumento do desempenho da empresa. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. . entre outros: foco no cliente. estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. início de um processo de potencialização dos funcionários.

” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos. • Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo. O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”.br/qualidade/faq. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000.Diretrizes para melhoria de desempenho. algumas modificações foram feitas nas normas ISO. Sistemas de Gestão da Qualidade . Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada. pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente. Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente. através de uma aplicação efetiva do sistema. • NBR ISO 9004:2000.com. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps. Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado. • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade. . • NBR ISO 9001:2000.fiesp. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994. a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade. dificultando seu uso nas organizações. a ISO 9000:2000 foi modificada. notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade. principalmente. • Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000. Para cumprir esta diretiva. principalmente nas últimas duas décadas. Além destas 3 normas. Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário. composta pelas NBR ISO 9000. • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas. Sistemas de Gestão da Qualidade . • Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência.Requisitos."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000.

Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu. ao atendimento das exigências do cliente. Controle Estatístico de Processos (CEP). A partir do ano 2000. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". que afetem a qualidade.É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço. sem perder sua amplitude. estejam sob controle. Mesmo em nível internacional. Supply Chain Management (SCM).Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT). Por fim.exercícios de autoavaliação . aula 07 . ISO 9001. fatores técnicos. começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90. A versão da Família ISO 9000. . Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e. estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade. principalmente. a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000. administrativos e humanos. ISO 9003 e ISO 9004. ISO 9001 e ISO 9004.Supply Chain . Kanban e Engenharia Simultânea. são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD). e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. da prevenção de deficiências na qualidade. Redução do Tempo de Setup (SMED). Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado. até 1994. ela deve se organizar de forma tal que. era composta pelas normas ISO 9000. se uma empresa deseja obter a ISO. ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. acima de tudo. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e.Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação. Gestão .

Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. página 03 . e que são críticas para a implementação do SCM. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. fabricação e logística para executar as operações. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. tais como: o marketing para estabelecer o conceito. é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos. pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada. pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto. uma simples extensão do conceito de logística integrada. instituições e agentes. pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais. existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. internos e externos. pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. página 02 Em contrapartida a esta visão. Além disso. e finanças para a estruturação do financiamento. Embora muito se tenha falado. ou seja.

levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. e incluem: fabricantes. distribuidores e varejistas. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. estoque. armazenagem. transporte.Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. por meio de um processo de cooperação e troca de informações. Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação. vendas. o surgimento de novos e variados formatos de varejo. Em contrapartida. Qualquer unidade organizacional. os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. através da desverticalização e/ou terceirização. das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos. não assumindo o risco da posse do produto. página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle. Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos. armazenagem. Até a década de 50. informações. processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. assumindo o risco pela posse do produto. a presença de membros especializados era pouco difundida. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. programação da produção e financiamento. A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas. basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. atacadistas. . o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização.

No entanto. armazenadores. o custo da distribuição tende a ser muito maior. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista. criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação. atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. . combinado com a revolução nas telecomunicações. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz.O avanço da informática. por esta razão. o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto. página 05 No caso da distribuição indireta. as instituições externas ou agentes (transportadores. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. que está sendo denominado de Supply Chain Management. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. Em outras palavras. Como exemplo. a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final. Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros. É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição. Neste caso. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas.

o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim.Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. compras/Suprimento 7. atendimento de pedidos 5. Como. administração do fluxo de produção 6. Os níveis de estoque foram previamente determinados. a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. que é a Du Pont. relacionamento com os clientes 2. . Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears. Essa por sua vez. Por fim. a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. devem ser considerados processos de negócios. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias. por exemplo. redução de estoque. tidos como essenciais. serviço aos clientes 3. redução nos custos de transporte e armazenagem. nos Estados Unidos. através do processo de coordenação e colaboração. Levis. administração da demanda 4. promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa). que é a Miliken. Os mais citados são: 1.

N.exercícios de autoavaliação . Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia. estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas. As razões para tanto são basicamente duas. e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito. Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. Gestão . Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM. A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva. o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. pelo processo de coordenação e colaboração. que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade. tanto dos procedimentos internos como nos externos. aula 08 .P. cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas. A primeira deriva da relativa novidade do conceito. impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes. de fornecedor para fornecedor. Embora seja um conceito em evolução. como a Fortune. Artigos na imprensa especializada. mas algo consistente.Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos.conclusão Conclusão No Brasil.Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE . ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais.Q . a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada. Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90. surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado. pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas.PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das .

pequenas e microempresas. organizações sem fins lucrativos. quase um terço internacionais. Foram realizados dezenas de Seminários . Prêmio ANTP da Qualidade. médias empresas. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . Prêmio Qualidade Rio. página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. Em outubro de 1991. fundada por 39 organizações públicas e privadas. utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ. Examinadores Relatores e Examinadores. promotora do prêmio. tais como: Prêmio ABES da Qualidade. cumprindo com a sua missão institucional. bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência. Prêmio Gestão Qualidade Bahia.FPNQ. Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”. entidade privada e sem fins lucrativos. Prêmio Qualidade do Governo Federal. a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas. para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação."Em Busca da Excelência" – sendo. De 1992 até hoje. em todo o território nacional. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade. geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade. aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras. Examinadores Seniores. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. Desde sua criação. órgãos da Administração Pública . e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. Prêmio Qualidade RS. dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. Prêmio Gestão Qualidade Sergipe. Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. O domínio do conhecimento na área de avaliação.

a melhoria da competitividade. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão. . página 03 A FPNQ edita. bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida. o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente. da Siemens. da Petrobrás. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros. da Sadia. página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. das Delegacias Federais de Agricultura. inclusive com a criação de premiações internas. setoriais e regionais. desde 1996. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ.Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. que estão se desenvolvendo no Brasil. dentre outras. portanto. os "Primeiros Passos para a Excelência". Portanto. como no caso do Serpro. Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. da Gerdau. da ECT. do Senai. abordando os Itens dos Critérios de Excelência. A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado.

princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito. pessoas. Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações. Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz. aprendizado organizacional. Além disso. sociedade. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão. clientes. decisões baseadas em fatos. sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1. agilidade. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança. estratégias e planos. contendo: perfil da organização e descrição da gestão.inscrição para candidatura e 3.relatório da gestão. resultados. Os conceitos. inovação.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho. mas. Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação. os seguintes benefícios: . de tal forma a permitir um diagnóstico. entre outros. processo. seja qual for o tipo de organização. de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência. abordagem por processos.elegibilidade 2. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho. principalmente. visão de futuro. responsabilidade social e ética. informações e conhecimento. valorização da pessoa. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado. foco nos resultados.

promoção da cooperação interna. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho. liderada por um examinador sênior. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação. os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão. Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas. As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. foco na realização de resultados. por até 10 membros da Banca Examinadora. análise por 1 sênior. identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. 1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior. O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II. por até 6 membros da Banca Examinadora. Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. assim como. . Etapa II – análise crítica de consenso. que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I.visão sistêmica da empresa. submetidos a um rigoroso processo de qualificação.

Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção.P.E.R.R. como produção. Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização. Acesso pelo menu "Avaliação". interação com os fornecedores.P. ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular.Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E.) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados. . É a chave para a automação de processos empresariais. É um instrumento para a melhoria de processos de negócios.exercícios de autoavaliação . um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional. que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio. manutenção de estoques. compra de itens. O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos. . com informações on-line e em tempo real. incluindo o desenvolvimento de produtos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Ela representa o núcleo da empresa de manufatura. em Avaliações. página 02 Tipicamente.Gestão . compras ou distribuição. aula 09 . as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento.

Por isso. mas também na integração múltipla de canais fora da organização. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior. ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática. onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos. porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento. Porém. ajudar a aumentar a eficiência. página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil. se possível levando à atualizações curriculares. O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. sincronizar e completar todo esse . Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados. o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação. A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão. O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado. Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados. melhorar os serviços e reduzir os custos. Com isso.

é composto por um banco de dados único. etc.processo dentro e fora da empresa. logística. temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos. Desta forma. A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização. como fabricação. . Portanto. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural. Em um sistema de ERP. p. dentro de uma visão logística de administração de recursos. de julho/agosto de 1998. finanças. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas. tais como: fabricação. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP. segundo T. RH. finanças e recursos humanos.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor). Normalmente. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais. O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema. elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. Davenport (Harvard Business Review. operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações.H.

melhorar o planejamento e alocação de recursos. tomadas em conjunto. distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais. localização .adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos. integram as diversas áreas da empresa.Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva. customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial. e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. reduzir custos. parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa. melhorar a qualidade. Envolve legislação e impostos. melhorar os serviços prestados aos clientes. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que. utilizam um banco de dados corporativo. Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais. melhorar a produtividade. página 06 Componentes típicos de um ERP: . Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação. incorporam modelos padrão de processos. estoques. possuem grande abrangência funcional.

vendas. Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção. em Avaliações. que. marketing. implicitamente. aula 10 . A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte.R. As empresas que estão planejando um sistema E. outros. de implementação.exercícios de autoavaliação . Acesso pelo menu "Avaliação".P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E.Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) . O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica. tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas. Os benefícios são evidentes. por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas. Gestão .planejamento e Controle da produção. sempre acompanha a adoção destes sistemas. finanças.P.Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado. custos. contabilidade. de utilização e atualização dos sistemas ERP. recursos humanos.R.

À medida que foi sendo utilizado. as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos . melhorando assim sua situação no futuro. Segundo Reis (2001). conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC . Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. Uma delas. processos internos e aprendizado e crescimento.não há uma tradução precisa em português. significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados). Durante esse período. evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial. O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa. alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico. médio e longo prazo. é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes.Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência. É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação.

sobretudo. Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais. . a administração tradicional considera favorável a situação da empresa. da Harvard Business School. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. estavam se tornando obsoletos. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. Acadêmicos e executivos estudaram. indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial. medidas financeiras e não-financeiras. incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. na opinião dos autores. já que. pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho.ativos e passivos financeiros. que mostra lucro ou prejuízo. de criar um novo modelo de medição de desempenho. Robert Kaplan e David Norton. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial. até então existentes. O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros. os modelos de avaliação de desempenho. mas também os fatores que os produzem. No entanto. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. Quando o resultado é positivo. Nessa nova forma de gerenciamento.

O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado. satisfação e lucratividade dos clientes. é mais do que um sistema de medidas. pode haver problemas na execução. esse êxito é medido pela sua lucratividade. BSC . captação.Segundo Rocha (2000). e os vetores de desempenho futuro. as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas.implementadas e executadas. pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value). que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes.Perspectivas e indicadores essenciais a. devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira. de inovação. b. as conseqüências dos esforços do passado. e medidas internas dos processos críticos. aprendizado e crescimento. Em geral. Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado. Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua . na implementação ou até mesmo na definição das estratégias. retenção. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado.

em termos absolutos ou relativos. capital investido. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. captação de clientes: medição. garantias. devoluções e processamento de pagamentos. do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. página 05 c. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente. consertos. em números absolutos ou relativos.determinada em termos de número de clientes. d. lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente. incluindo: treinamentos. qualidade e tempo de resposta. Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. retenção de clientes: acompanhamento. Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. Como melhorar e criar valor agregado? . do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização. Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. unidades vendidas ou instaladas. ou com um segmento de mercado.

dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. promovendo o desempenho. 1951). 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso. o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. os objetivos traçados através do Balanced Scorecard. O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente. administração de pessoas. Para Costa (2001). Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países. acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas. os sistemas e os procedimentos organizacionais.página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. recursos e processos. página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. É necessário capacitar os funcionários. Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão. É um novo instrumento que integra as . 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem.

comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos. mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes. o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. como os tradicionais balanços contábeis. É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. Acesso pelo menu "Avaliação". processos internos. depois.medidas derivadas da estratégia. que consiste em reunir feedback. conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial. Gestão . O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro.Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização. funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo. . As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e.exercícios de auto-avaliação . expressando-a em termos que orientam a ação no nível local. Porém inclui valores baseados nos clientes. em Avaliações. utilizá-lo. além de considerar também o valor financeiro. Ele preserva os indicadores financeiros. segundo Rocha&Pinto (2000). Com isso. testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários. e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente.

Lembre-se de que caso seja necessário.Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P. botão Avaliações. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Para visualizar a correção. O acesso é pelo menu Avaliação. das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. que serão corrigidos pelos tutores. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. disponíveis ao final de cada módulo.

Maxlano Cardoso .

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