Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

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Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login).assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo.) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância.o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula. informando seu nome completo e o curso em que está inscrito. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso . o ILB passou a fornecer autenticação digital. E-mail: ilbead@senado.gov. . determinando o sucesso final. traduzidas em hábitos de estudo. Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD.Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011. Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo .br (Identifique a mensagem. são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso.

o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que.eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. pois. O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública.· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos . página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas. está dividido em quatro módulos. atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial. é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas. Em seu escopo. Gestão Estratégica com foco na Administração Pública. O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos. · sempre que acessar a plataforma. serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um. Pretende. · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria . utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo. · participe dos fóruns de debates . certamente liderados por servidores preparados. Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público. em linguagem clara e objetiva. um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem. além de integrarem a avaliação. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. O material didático. . · execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos . Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização. e Gestão de Processos. voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas.os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los. navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado. fornecer aos agentes públicos. Gestão de Pessoas e das Organizações. seguramente. cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível. elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância.

como se estivesse dentro de uma sala de aula. CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO . A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios. a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento.Visão Contigencial aula 01 . organização.Tipos de Organização aula 07 .A Administração Científica aula 03 . dimensionar recursos. é necessário instalar um software.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas. “todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 . desenvolver estratégias.Teoria Clássica aula 04 . Para ouvir o curso. O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas. estabelecimento dos líderes e das tarefas. Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais.Visão Sistêmica aula 10 .A Origem da Burocracia. ou similar. assim como o Adobe (extensão PDF). efetuar diagnósticos. seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”. que já está incorporada no curso. enfim. é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não). e. De acordo com Koontz (1989). suas Funções e Disfunções aula 06 . decisão de trabalho. acompanhem o curso sem maiores prejuízos. Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas.Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze. Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. por exemplo).A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 . Modulo I Módulo I aula 01 . da Microsoft. tudo que for ligado à organização.Eficiência e Eficácia aula 09 . controle. tipo Media Player. por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio.Departamentalização aula 08 . O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze. planejar aplicações.

Princípio da Especialização. balanços contábeis. Princípio do consenso e de coesão na organização. 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. estudo de movimentos. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. . princípio da execução. Administração de pessoal. Necessidade de Relações Humanas. controle de inventários. organizar e controlar. Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos. estabelecimento de salário mínimo. arranjo físico e manuseio de materiais. linha de montagem. princípio escalar. Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. táticas políticas. padronização. especialização. conceito de controle. contabilidade de custos e controle de qualidade. impacto de automação. amplitude administrativa. diferenciação entre gerentes e operários.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar. Conceito de organização. Teoria da fonte de autoridade. enunciado das qualidades de liderança. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas.

administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. estudo de temos e movimentos. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção. Ênfase na abordagem cientifica e na especialização. No início do século XX. surge a história da Administração. planos de casas para os operários. “administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem. decisão do trabalho. é aquilo ou aquele que chega ao resultado. seja ela lucrativa ou não”. segundo Chiavenato (2000). tendência para) e minister (subordinação ou obediência). ao mesmo tempo. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. . Praticas de pessoal. princípio de execução. afinal. Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. com qualidade e competência. isto é. auditoria. com nenhum ou com o mínimo de erros) e. métodos de trabalho. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W. Arte de Administração. tempos padrões. aquele que presta um serviço a alguém. ou seja. No entanto.1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. ênfase no planejamento e controle. Uso do organograma para a estrutura organizacional. artesãos independentes. Administração sistemática em ferrovias. contabilidade de custos. gratificações natalinas. Conceitos Básicos Como acabamos de ver. 22-23 pagina 02 No final do século XIX. prêmios de produção. estudos de tempos e métodos. efeito das cores na eficiência do operário. sem perdas ou desperdícios de tempo. Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. ciência da Administração. treinamento dos operários. 2000. que produz o seu efeito específico. dinheiro ou energia. Mas. lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. P. planejamento. especificações. incentivo salarial. cooperação entre operários e gerência. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função. Administração Cientifica. que produz o resultado pretendido).

ou é eficaz ou não é. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. posteriormente. o seu discípulo Platão. sobretudo. mas sempre agindo em prol da organização. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. metafísica. embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. surge o filósofo inglês Francis Bacon. discípulo de Platão. por exemplo. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época. Já nos próximos módulos. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época. pessoas. página 03 A seguir. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. dando o impulso inicial à filosofia. que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra. Nesse momento. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. Através da Administração Científica de Taylor. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. inexperientes à época. crítica de cada teoria da Administração. apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). tecnologia e ambiente. . pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. a Teoria Clássica de Fayol. a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. da ordem e do controle. É importante ressaltar que. estrutura. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. abordaremos mais detalhadamente cada teoria. a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. baseada na psicologia organizacional e. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. A influência de filósofos como o grego Sócrates. comparativa. ciências naturais e lógica. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. e. nosologia. já com ênfase na estrutura organizacional. e René Descartes. que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. detalharemos uma visão ampla. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. Em seguida. página 04 A seguir. cosmologia. No mesmo foco.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração. Com a filosofia moderna. A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas. Mediante a Teoria das Relações Humanas. e Aristóteles.

hpg. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração. que. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores.com. a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. a aplicação dos progressos científicos à produção. inclusive. a descoberta de novas formas de energia. impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada. a partir do início do século XIX. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais. o avanço tecnológico.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral. promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo. iniciada na Inglaterra. como Adam Smith. economistas não liberais. Tais princípios influenciaram. Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www. . provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica. como Karl Marx e Friedrich Engels.ig.br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família. Na virada do século XX. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850. política e social. surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época.geojornal2003. economistas liberais.

• Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio. as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando. porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000). Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso. sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental. é necessário administrar as pessoas. aula 02 .A Administração Científica .Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades. • Livre comércio. Em um curso a distância. com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros. esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. Gestão . • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores. Acesso pelo menu "Avaliação". tudo isso.exercícios de auto-avaliação . Não é suficiente administrar as empresas. em Avaliações.Enfim. conclusão Conclusão Nesse contexto. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. os recursos escassos e o crescimento sustentável. • Crescimento dos negócios das empresas”. • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção.

foi o precursor da Administração Científica. que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas. O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e. criada por Taylor no início do século XX. Taylor. Taylor. é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial. Dessa forma.aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. A escola da Administração Científica.etsu. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia. que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais. engenheiro. ao empregado. e a de Henry Fayol (francês).edu/cas/.jpg No primeiro estágio de sua obra. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. norte-americano. Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano). preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os . ao mesmo tempo. Mas quem foi Taylor? Frederick W. Fonte:http://www.

assim. enquanto o trabalhador executa a tarefa. buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. ainda nesta módulo). Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. selecionado e treinado. permitindo. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades. racionalizada e padronizada. em sua Administração Científica. resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. estará pronto para colaborar com a empresa. página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos. o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar.operários. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. Taylor. Uma vez analisada. ruídos. Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. apesar de considerá-los irresponsáveis. Já na segunda etapa. página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. mas pela necessidade de sobreviver. A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. vadios e negligentes. segundo a produtividade desses operários. melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. . a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas. Para Taylor. eliminar movimentos inúteis. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. distribuir uniformemente cada tarefa. ou seja. Com essa finalidade. e conseqüentemente. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. Em outras palavras. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que. mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. iluminação etc). o estabelecimento de normas de execução. prática não vigente à época. enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica.

. .princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção). – Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada. – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos. Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel. Para envolver os escalões mais elevados. época. que permitiu a produção em série e em massa.princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). nem mesmo a linha de montagem. Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência. de acordo com suas aptidões. Ford inovou na organização do trabalho. Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência. a jornada variava entre dez e doze horas. . os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes. por meio da estrutura funcional. Para tanto. estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas. através do planejamento do método de trabalho. idealizou a linha de montagem. enquanto na.princípio da produtividade.Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior.gov Através da racionalização da produção. Ford adotou três princípios básicos: .americaslibrary. Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções. – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los. Fonte: http://www.

Ele está à sua disposição. a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo.a visão microscópica do homem.a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet. dentre outros elementos citados nesta aula. pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários.a visão do operário como uma simples peça no processo de produção. omitindo o restante da vida da empresa.a abordagem prescritiva. até mesmo.a limitação do campo de aplicação à fábrica. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus). por eliminar movimentos inúteis. .a abordagem incompleta. . Porém. envolvendo apenas a organização formal. Vejamos. A partir daí.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos". as principais críticas às esses estudos: . motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina. . O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações. isolado como um apêndice da máquina industrial. . os estudos de Taylor são vistos como distorcidos. O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários. normativa e típica de sistema fechado. por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa. As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e."Mensagem") ou por e-mail. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" .a superespecialização que robotiza o operário. conclusão Conclusão A Administração Científica. . a seguir. e o surgimento da Escola de Relações Humanas. Em caso de dúvidas. . do ponto de vista do trabalhador. outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina. A partir daí. . principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos.a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios. .

até então apenas observado empiricamente. enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência. Gestão . na França.exercícios de auto-avaliação .Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide.ou. sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas. foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas. onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918). em Avaliações". aula 03 . Por isso. Entretanto. como vimos no capítulo anterior. aos 19 anos. Entretanto. formou-se em Engenharia de Minas. Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica". indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville. realizava suas pesquisas no sentido inverso.Apesar de várias críticas. Acesso pelo menu "Avaliação". Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol. pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. Fayol . Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas. Fayol. Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais. nasceu em Constantinopla e. em 1916. proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho. a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas.jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica. Fonte: http://hsci.cas.Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor.

a seguir. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos. temos as funções administrativas. como a maioria das organizações do século XX se dividem: . Atualmente. Funções básicas da empresa Para Fayol. E por fim. As funções contábeis eram relacionadas aos registros. o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade. as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas. essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. tendo as funções sido substituídas por áreas. estatísticas e custos da empresa. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”.desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. como responsável pela integração dessas funções. balanços. A partir da Primeira Guerra Mundial.

o chefe ou o supervisor. comando. o gerente. mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. Administração é um todo.Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala. Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. Para Fayol. organização. abrangendo somente o estabelecimento da estrutura. controle e coordenação. pois todos são administradores. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador. Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. e a organização uma de suas partes. . você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização. tempo ou lugar. Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância. logo todos desempenham atividades de previsão. tais princípios são universais.

um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar. 6.As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas. como foi visto na unidade anterior. a eficiência da produção e aumentando a produtividade. dessa forma.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe.Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais.A justiça deve prevalecer. substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas. evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”. A ausência de disciplina gera o caos na organização. 2. com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais.Eqüidade . página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica. Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores. 13.Unidade de comando . a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise).Remuneração . favorecendo.regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. respeitando à risca uma linha de autoridade fixa.Ordem . cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário.Divisão do trabalho .Centralização .Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização.O trabalho deve ser conjunto. .Estabilidade dos funcionários . Fayol defendia o conceito de unidade de comando. 3.Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica. Nessa época. 4. A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização.Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos. do passado. não tendo se desligado.Disciplina . 8. 7.Defesa incondicional da estrutura hierárquica. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso. segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe.Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las.Iniciativa . através de um ensino organizado.Prevalência dos interesses gerais . 11.capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo. 12. Para a Teoria Clássica. facilitado pela comunicação na equipe.Autoridade e responsabilidade .1. 14. 10.Espírito de corpo . essa idéia era vista como novidade. 5. 9. nesse aspecto.Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários.Hierarquia . justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa.

no nível gerencial. em outra unidade. ou seja. seções. absoluta e direta sobre seus subordinados.Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho. cadeia escalar: autoridade de comando. Em qualquer organização. ou seja. mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos.. as funções do administrador para Urwick e Gulick: . Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização. unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. 3. organização. Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão. quanto mais departamentalizada a organização. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. mais eficiente ela seria. os elementos da Administração. Veja. Conceitos de Linha e Staff Para Fayol. Naquela época. a seguir. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. divisões. Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. Mais adiante. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima. etc. Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração. coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. Isso é o oposto da supervisão funcional. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização. a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). comando. página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando). mas não se afastam muito da concepção Fayloriana. 2. maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. estudaremos a departamentalização. cada superior tinha autoridade única. É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. 4.

com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder. Outra crítica pode ser observada. a abordagem está incompleta. especialização. Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. Dentre elas. pois não considera o comportamento humano na organização. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho.página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. – Princípio da definição: Os deveres. – Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência. em suma. “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização. falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos. deixando de lado a organização informal. unidade de comando e amplitude de controle). conclusão Conclusão . deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios. segundo SCOTT (1967). porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações. autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos. – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida.

br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne. Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais.Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina. libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. Acesso pelo menu "Avaliação". o método de trabalho. Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais.drbrioschi. Apesar de algumas críticas. o famoso POC3 – Planejar. os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização.A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador.com. Comandar.exercícios de auto-avaliação . Gestão . desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas. Coordenar e Controlar. Organizar. recebem as funções de administrar. em Avaliações. Fonte: http://www. A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. seja diretor ou supervisor. Para essa Escola. . Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. aula 04 . principalmente a Psicologia e a Sociologia.

O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico. a seguir. a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação.rn.. página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés. Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas. e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas. Terceira fase – o programa de entrevistas. Entretanto. ao se reduzir a iluminação.Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários. e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica). as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social. as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica. que veio a se estabelecer logo em seguida. o resultado da pesquisa mostrou que. até então estranho e impertinente. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado./noticias.br/. que visava analisar a organização informal dos operários. A partir dessa fase..gov. onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa. com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho. Destacamos. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio. mas . É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade. Fonte: www. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica. Os trabalhadores não reagem isoladamente. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais.

gerando satisfação a seus participantes. Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros. não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano. a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho. portanto. surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado. Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada.visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne.descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: . Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver. Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente. Assim. todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos. Os aspectos emocionais. . porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade. Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos. página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal).a função social .a função econômica . Essas duas funções são subsistemas interdependentes. Assim.como membros de grupos informais. . É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados. que compõem a organização como um conjunto desses grupos. é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes. A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e.Roethlisberg e Dickson . As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. cujos relatores . preocupação fundamental da Teória Clássica. passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas.é responsável por proporcionar equilíbrio interno. Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social.

você já é capaz de distinguir a Administração Científica. cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica. mal focalizados. conseqüentemente. de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas. a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho.E então. a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. o senso crítico. Além disso. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e. perdendo. e. As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra. de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas. portanto. muitas vezes. Em seguida. não são diretamente .

na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos. isto é.A Origem da Burocracia. também importantes. porém. não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. E. segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. tanto da estrutura como dos participantes da organização. Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade. . suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA. porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. naquela época. principalmente. a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. Gestão . as empresas. Avaliações. as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas. na verdade. A crítica de "operários felizes. Nessa época. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos. Além disso. eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados. aula 05 . Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização. por fim. Acesso pelo menu "Avaliação". no quesito administrar. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. Max Weber. SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000). Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários. suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas. quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas.proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos).exercícios de auto-avaliação . propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração. sociólogo alemão. Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade.Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Assim.

os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas. O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele. às quais denominou ética protestante. Weber notou que o capitalismo. grupos religiosos. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade. Na verdade. . salienta Max Weber. mas de um novo conjunto de normas sociais morais. Como exemplo podemos citar as empresas. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos. o moderno sistema de produção. “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”. ou seja. trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando. como afirmava Karl Marx. Nesse sentido. concursos etc. ao arbítrio e às emoções. Como exemplo podemos destacar a família. que detém a posse e o domínio de um patrimônio. Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas. . os clãs e os feudos medievais.Sociedade Legal. é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica. para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente. .Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista. Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. eleições. As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes. Naquela época.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos.Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento. racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente. vamos ver quais são? . Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade. página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade.

por escrito. Logo. e. Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna. autoridade carismática. possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. naquela época. Gandhi. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática. Costuma ter fundamento legal.– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias.. A burocracia é a organização eficiente por excelência. causando ineficiência à organização. portanto.gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. Segundo Max Weber. a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência. por último. como as coisas deverão ser feitas. elas devem ser detalhadas. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário. registradas e comunicadas por escrito. para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. sendo. Fonte: http://assets. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e.in. você poderia ter. com meios capazes de corrigir e impor disciplina. com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas. antecipada e detalhadamente. impedindo as soluções rápidas ou eficientes. com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. para conseguir essa eficiência. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. a burocracia especifica. . as decisões e ações administrativas são formuladas. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si. Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária. para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada). instável e sem base racional. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia.. Princesa Diana. Madre Tereza de Calcutá.

outras pessoas já o ocuparam. mas. quais são seus limites de direitos e poderes. Ele obedece ao superior. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. para que a eficiência do sistema seja máxima. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. mas como ocupantes de cargos e de funções. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. isto é. definidos por meio de regras limitadas e específicas. mas um profissional especializado na sua administração. competência técnica e meritocracia: a admissão. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal. o cargo que você ocupa hoje. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente. mas ao cargo que o superior ocupa. as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. os cargos e funções permanecem.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade. uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. sim. Daí a necessidade de exames. Pense. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo. como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal. página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. não em consideração à sua pessoa. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa. estreitamente. Assim. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. concursos. sua capacidade de comando sobre os outros e. provavelmente. Assim. o que a burocracia impõe que ele faça. ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. escritas e legais. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. Assim. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados. determinando privilégios e obrigações. assim como o funcionário não pode vender. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. sobretudo.

as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. Constância. Rapidez nas decisões. Redução do atrito entre as pessoas. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática.Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação. 10. 2. Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. pelo conhecimento exato dos deveres. 8. 6. a informação é discreta. pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. redução de custos e de erros. elimina a discriminação pessoal. Confiabilidade. A eqüidade das normas burocráticas. Para ele. pois a hierarquia é formalizada. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. pois os procedimentos são definidos por escrito. preferências pessoais). 4. Precisão na definição do cargo e na operação. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. raiva. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000). página 06 5. Por outro lado. Além disso. As decisões são previsíveis e o processo decisório. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. são: “1. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais. tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . Nessas condições. 9. para Weber. Benefícios para as pessoas na organização. As vantagens da burocracia. o trabalho é profissionalizado. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. 7. Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. como o amor. 3.

Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar. onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". e menos separadas das outras. Às conseqüências imprevistas. Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem. de outro lado. advinham. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e. Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia . Assim. Assim. a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. da crescente burocratização do mundo moderno. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado. A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. que a conduzem à máxima eficiência. o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. mas que permeiam toda a vida social.número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras. deu-se o nome de disfunções da burocracia. as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem. seja na tradicional. página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. que existem não somente no contexto organizacional. cujos resultados. seja na direção carismática. Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). Weber temia que essa grande eficiência.

pois assim.exercícios de auto-avaliação .conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários.Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa. Acesso pelo menu "Avaliação". o controle das atividades se tornava mais fácil. aula 06 . Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado. Dependendo do tipo de empresa. Gestão . . quando estabelecida. introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. com seus procedimentos e regras imutáveis. Podemos ver inúmeras empresas burocráticas. poderá tender a entropia. segundo Hall (1984). As organizações. fatalmente. Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas. necessariamente. a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe. Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico. em qualquer tipo de organização. Com estas observações em mente. ou seja. e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que. Em suma. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.

1997). hierarquia. Vamos resumi-los? Divisão do trabalho. O organograma tem muitas utilidades. Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear. especialização. Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi. funcional e linha-staff. as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações. 1986.ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração. p. amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje.gc. sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa. 77). Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração. como Fayol (1841-1925). a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear. a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear .dfait-maeci. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional.Fonte: http://www.

e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! .pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem. A figura do chefe generalista. que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações). Baseada no princípio da unidade de comando.A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples. . que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. Conseqüentemente. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação.sapo. inibe a especialização. conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação. sendo indicado para pequenas empresas. .centralização de comando. assim como a sobrecarga na função de chefia.linhas formais de comunicação. Entre suas vantagens. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade. que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. não havendo intervenção em área alheia. as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma. lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás. funcionamento. página 03 Fonte: http://www.controle da organização e seu aspecto piramidal. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças. em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. Como desvantagem. pois o chefe tem. Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo. diminui o número de cargos ou órgãos. congestiona as linhas formais de comunicação. o poder de vida e morte sobre os subordinados. em uma autoridade máxima. nós não temos poder de mudar ninguém!). dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados. em primeiro lugar. tornando-as demoradas.no. . controle e disciplina.caricaturas. caracterizada da seguinte forma: .autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados. Em segundo lugar. à medida que se sobe na escala hierárquica. usualmente. destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas.

. . levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. sem intermediação. que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores. permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função. mas sobre o seu campo específico. A organização funcional apresenta as seguintes características: . se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. Assim.proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas. os subordinados recebem ordens de vários chefes. pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização. talvez seja a hora de repensar a sua carreira. Organização Linha-Staff . As vantagens residem em: .as decisões são descentralizadas.permitir a melhor supervisão técnica possível. mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão. na especialização.Nesse caso. A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando. página 04 As desvantagens consistem em: .subordinação múltipla. . .separar funções de planejamento e de controle das funções de execução. . Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional.as comunicações são diretas e mais rápidas.diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando. .confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. .a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível.desenvolver comunicações diretas. ou seja.nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados. . a relação profissional e. em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos. e. a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade. .

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

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Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

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DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

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Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

pois. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. como lucro e produtividade. é a quebra do produto em partes seqüenciais. A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. similares ou não. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. muito utilizada em indústrias. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos. A departamentalização por processo. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. suas falhas e pontos fortes. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. e costuma ser ideal para firmas de varejo. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização. favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa. bem como todo o planejamento. a execução e o controle da organização. Como fator positivo. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia. as funções e os produtos/serviços. A departamentalização geográfica. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. facilitando a avaliação dos resultados. assim. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. possibilitar o melhor conhecimento do produto. de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. também conhecida como territorial ou regional. . É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. facilitando a avaliação. Assim. com atividades física ou geograficamente dispersas.

A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. . provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. necessariamente. quando finaliza um projeto. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização. podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. muitas vezes. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos. 4. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade. requer estrutura organizacional flexível. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos. Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. Porém. Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade. Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. além de ser ideal para produtos altamente complexos. portanto. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. o mesmo valor para todas as organizações. permitem resolver o problema de departamentalização. 1. Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização. agrupando atividades diversas em um só departamento. 3. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. 2. O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível.Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. Além disso.

departamentos.exercícios de auto-avaliação . a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções. aula 08 . Gestão .conclusão Conclusão Como vimos. etc.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios. em Avaliações. setores. Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios.Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico . Acesso pelo menu "Avaliação". Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções.

Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. o público tomou conhecimento dessas idéias. Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”. o criador do movimento da Administração Científica. uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. nos Estados Unidos. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho. organização e métodos. Fonte:www. Frank B. sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. Adam Smith. uma revolução mental. essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. descrições de cargos. Para Emerson. foram recebidos com grande entusiasmo. a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. no século XVIII. sistematicamente. Estudos de tempos e movimentos. por isso. Taylor teve o mérito de elaborar. onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido.freephoto. para a realização de qualquer tarefa. . como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX. Para ele. a indústria expandiu-se aceleradamente. que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares. Sem dúvida. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor. No início de sua carreira como engenheiro. Pode ser definida pela equação: E = P/R. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas. especialmente na indústria siderúrgica. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. De 1911 em diante.

seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. sempre. ainda carece de eficiência na defesa.Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. Da mesma forma. ou seja. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1. 2. Impor honestidade nos acordos. 11. sua defesa amargou quatro gols. 4. Dessa forma. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu. ou seja. caro aluno. “fazer as coisas certas. 12. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. Oferecer orientação e supervisão competentes. eficiência é a ação. de acordo com os objetivos. 7. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. 10. Assim. temos em mente que o time do Catanduva. Mesmo perdendo a partida. 8. 5. Fixar normas padronizadas para as operações. poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. Estabelecer instruções precisas. Pense bem. A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. Em um processo. . do modo certo. Por definição. justiça social no trabalho. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. 6. maior o grau de eficiência alcançada. Estabelecer o predomínio do bom senso. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. a força de produzir um efeito adequado. Manter disciplina. imediatos e adequados. 3. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. Manter registros precisos. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva. Traçar plano bem definido. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri. Em uma organização. no tempo certo”. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. 9. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si. Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva.

é possível sacrificar. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. analfabetismo. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. “Por exemplo. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. competem unicamente com o seu próprio objetivo. a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. É preciso. O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. De certa forma. em algum momento. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. no entanto. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. a eficácia. elas concorrem entre si. a eficiência visando objetivamente o resultado final. muitas vezes. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. Genericamente. pode-se vencer uma batalha. ganhar a guerra. página 05 Normalmente. As empresas têm uma natureza competitiva.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. também. quanto mais eficientemente o processo for realizado. Neste caso. embora. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”. esclarecer a quem pertencem os objetivos. porém. pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: . Por exemplo. Assim. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. Muitas organizações. utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. Por exemplo. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. Por outro lado. porque os tempos não são estáticos. A eficácia varia com o tempo. ou seja. ou seja. a eficácia é conseqüência da eficiência. A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. maior a chance da eficácia ser alcançada. Dessa forma.

exercícios de auto-avaliação . sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo.conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia. a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo.Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. . estará no caminho certo para o sucesso. Em tese. atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço. Espera-se. Acesso pelo menu "Avaliação". pois assim. A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo. Gestão . em Avaliações. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. e a eficácia com o final vitorioso. assim.

A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. Dessa forma. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. elementos químicos. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto.aula 09 . a organização deve ser estudada como um todo. de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno. percepções elementares e assim por diante. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo. Sob a concepção de sistemas. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. Após a II Guerra Mundial. por si só. Modernamente. que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo. em resumo. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. partindo-se da visão atomística para a visão holística. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”. sendo que. as pessoas pensam em dividir o todo em partes. evento. a concepção atomística estabelece que o mundo. ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. Ou seja. Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . crescimento e sistemas abertos. mecanizada. por meio de conceitos encontrados na química-física. Histórico A teoria da forma (Gestalt). Desse modo. a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. com a introdução de novos conceitos. que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano. tais como átomos. uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos. mas poderosa. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. que é. uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências. página 02 Segundo Silva. cinemática e termodinâmica. É uma idéia simples. que considera qualquer fenômeno (objeto. De acordo com Bertalanffy. surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. Isto é. uma visão holística. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes. um biólogo alemão. instintos. No final dos anos 30. Ludwig Von Bertalanffy. ou seja. remete à visão sistêmica. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais. a partir da última metade do Século XX.

não somente do ponto de vista acadêmico. mudanças são inevitáveis.resultados. Esses sistemas não são independentes um do outro. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. interdependências e cadeias de efeitos. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback). Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. equipamentos e outros. por exemplo: recursos. Um dos sistemas é o “técnico”. senão. a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. burocracia. tais como pessoas. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. para alcançar sua meta específica. o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. página 03 Dos proponentes de sistemas. São fatores internos ao sistema. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. No entanto. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. os objetivos devem ser operacionalizados. é fundamental verificar o que ocorreu. West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. Usando a visão sistêmica. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema. o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos. muitas vezes. O outro sistema é o “sistema social”. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. administração – na administração do sistema. em 1956. Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas. As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. o departamento tende a se afastar da meta global. tecnologia. Portanto. Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. dinheiro. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral. C. Em qualquer sistema contínuo. coordenação. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. divisão do trabalho e propósitos. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. Ou seja. O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. ou seja. definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. em resumo: pessoas e comportamento. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding.

toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas. mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação. Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. as simbolizações da arte. 4. Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico. sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”. mobilidade. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas). que não tem conteúdo”. com a consideração do conteúdo e significado das mensagens. a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos.O processamento da informação . a transcrição de imagens em registros históricos. inevitáveis e irreconhecíveis.A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. 2. como a anatomia do universo.O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”. células. página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos. a natureza e dimensões dos sistemas de valores. isto é. 3. sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas. renovação e crescimento. sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas. O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. para sobreviver ou crescer. com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação. recursos humanos. porque um sistema aberto. sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos). recursos financeiros.O ciclo de eventos . também chamados de níveis de armação (estruturação). os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes.é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos. que não tem significação. música e poesia. indo do mais simples ao mais complexo. que apresentam divisão de trabalho entre as partes. sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios). Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada. Mais do que isso. etc. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo. que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”. absolutos. deve absorver. e o geral. comportamento teleológico e autoconsciência. há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança. a energia toma forma de insumos. classificados em nove níveis de sistemas. para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas. . Para uma empresa de negócios. sistemas transcendentais – aqueles últimos. sistemas animais – caracterizados pelo aumento.substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. equipamentos e produtos/serviços. materiais. e a complexa gama de emoções humanas. mais energia do que liberar. transformação e saídas de energia.

concorrente. Além do mais. fornecedores.Visão Contingencial aula gravada em áudio .enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante. é possível pela ação de duas ou mais partes.Eqüifinalidade . conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão. além de criar uma relação das metas com os métodos. se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva. em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações. mas um sistema definido. A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos. alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. Gestão . governo e outras entidades. organizações de mão-de-obra. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. em Avaliações. Isso poderia ser denominado de Sinergia. possuindo organização e totalidade. cliente. Acesso pelo menu "Avaliação". aula 10 . As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Por exemplo. A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes.exercícios de auto-avaliação . a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações. assim. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil. Portanto. Enfim. tanto na organização como dos indivíduos delas participantes. por exemplo.define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos. consumidores. normalmente. página 06 5. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta. as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas.

A Teoria Contingencial é eclética e interativa. e. mas. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. 100 empregados. Até então. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler. ao mesmo tempo.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. podendo suceder ou não. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. Por causa da necessidade de flexibilidade. pelo marketing. 3. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. isto é. É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. como greve.eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto. Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo. uma estrutura orgânica. depois. socióloga industrial. mudanças de preços ou da política governamental. no mínimo. seguida da produção. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. mas não certo. relativista e situacional. dependendo das circunstâncias. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual. Burns e Stalker. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1. ou uma combinação entre elas. é a melhor solução para o problema específico. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia. tendo somente o marketing como primeira atividade. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. a qual era a função mais importante. 2. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. Woodward.VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável. dentro da teoria das organizações. O fluxo de .processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação. A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos. avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. inglesa. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica. guerra. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas.

A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira. Stalker.Tecnologia e Estrutura Charles Perrow. A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. expandiu os estudos de Woodward. resultando ou em um sistema mecânico. Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica. Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. . um teórico de organizações. as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais. psicólogo. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos. sociólogo. a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo. como vimos na aula 5. O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura. representa interpretações posteriores à pesquisa. ou em um sistema orgânico. A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. também chamada de determinismo tecnológico. O trabalho de Perrow . a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. e George M.a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: . A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização. que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa. mas o poder do nível gerencial médio é alto. com treinamento em sociologia. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas. . bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais. as diversas responsabilidades e o poder. Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica. assim como as obrigações. ambos ingleses. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. embora importante. que. A hierarquia de comando é bem definida.a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável.produção era diretamente determinado pela situação do mercado. página 03 A teoria de Woodward. página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns.

A estratégia envolve ações em resposta . Na prática.Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações. buscando dados que permitissem generalizações. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla. pode ser adequada a situações ambientais estáveis. sendo as atribuições de obrigações. estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado. realizada em quatro empresas americanas: DuPont. “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. com sistema mecânico. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. página 05 Alfred Chandler publicou. Para Chandler. Segundo os resultados dessa pesquisa. o segundo. devem estar preparadas para se adaptar a elas. Uma organização. responsabilidades e poderes mais adaptáveis. já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. General Motors. Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. em 1962. as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos.

às demandas e fontes de suprimentos variáveis. Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. que é uma teoria eclética e bastante interativa. Segundo a pesquisa. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade. os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. portanto. o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. de fato. por meio do Menu Comunicação. professores da Harvard Business School. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. Argumentam que. que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente. na medida em que os sistemas crescem de tamanho. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. Assim. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. Para eles. Acredita-se. que. a visão contingencial mostra que. Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. apesar das críticas. não necessariamente levariam aos resultados almejados. página 06 Baseado nesses resultados. não há novidade na visão contingencial. Ao invés de teorias antagônicas. As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental. condições econômicas flutuantes. escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. ao contrário . que. por sua vez. Analisando a partir de uma visão contingencial. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração. Segundo Ferreira. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. a Teoria Contingencial é vista como eclética. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. processos essencialmente antagônicos. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. na verdade. integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores.

Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. A princípio. que possuem a estagnação como característica. Modulo II Módulo II aula 01 .Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 .Megatendências Futuras aula 08 . duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado.de muitas que vimos nas aulas anteriores. Para visualizar a correção. disponíveis ao final de cada módulo. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.exercícios de auto-avaliação . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 .Modernização da Administração Pública aula 04 .Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 . clique na atividade pretendida no painel de desempenho. é necessário procurar entender a origem do Estado. O acesso é pelo menu Avaliação. Acesso pelo menu "Avaliação".Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Gestão . que serão corrigidos pelos tutores. outra relativa aos motivos . Lembre-se de que caso seja necessário.Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado.Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 .As Reformas Administrativas aula 03 .Evolução do Estado aula 02 . botão Avaliações.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 .As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 .

desde que o homem vive sobre a terra.o núcleo social fundamental situa-se na família. no entanto. Para alguns estudiosos.sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco. ele acha-se integrado em uma organização social.há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão. nos “Diálogos”. origem em atos de força.. existem inúmeras teorias. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais. três correntes prevalecem. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. Dalmo de Abreu Dallari. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. existem também inúmeras teorias. Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado. a crença de que foi a vontade de alguns homens. em comum."Mensagem") ou por e-mail. dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor. E em seguida: “. apresentando. e. senão impossível. quando. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . escrito em 1513. nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados. ou de todos os homens. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza. “estar firme”. sem dúvida. mas todos nós precisamos de muitas coisas”. A denominação “Estado”. no Livro II de “A República”. existiu sempre. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação. Em caso de dúvidas. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades. como a soberania. A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas. o que. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar.. de violência ou de conquista . significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política. de Maquiavel. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado. disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. De qualquer forma. o que só ocorre a partir do século XVII. como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las. de maneira sintética e abrangente. como Eduardo Meyer. e também as que sustentam a formação contratual dos Estados.que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. assim como a própria sociedade. mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal . o Estado. que levou à criação do Estado. cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro. Dessa forma. não por um ato puramente voluntário. não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa. do latim. origem em causas econômicas ou patrimoniais . ninguém basta a si mesmo. o conjunto dos habitantes . ou seja. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea.

é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. Com relação ao Estado Grego. O Estado Antigo. A África é um bom exemplo da primeira situação. uma potencialidade. No entanto. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados. em todas as sociedade humanas.recebe o nome de cidade ou Estado”. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã. conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império).C. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas. as quais. Estado Romano. ou seja. firma-se a unidade da Igreja e. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. O conceito de cidade-Estado. Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano. quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”. Desse . e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo. genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. página 04 O Estado Romano. Estado Medieval e Estado Moderno. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. organização econômica e política e o próprio Estado. o Estado é um germe. da Propriedade Privada e do Estado”. as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. Estado Grego. conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. a idéia de integração de uma sociedade política. representam o que podemos chamar de governo democrático. A noção de auto-suficiência. Engels expõe claramente essa opinião. Sob essa perspectiva. mesmo que somente membros da elite. Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. todavia. portanto. “A Origem da Família. cujo principal representante é Robert Lowie. concedeu a naturalização de todos os povos do Império. Não há. Desse modo. Quando o Imperador Romano Caracala. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade. religião. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. assim. surge a idéia do Estado Universal. Assim. mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado. o motivo econômico. a “polis” como a sociedade política de maior expressão. Modernamente. é certamente uma marca do Estado Grego. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. as invasões dos bárbaros e o feudalismo. Com o Cristianismo. levando à sua constituição. Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo. Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família. Em uma de suas principais obras. Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado. a influência de fatores externos à sociedade. a autarquia.de acordo com essa teoria. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma). em 212 D. conseqüentemente. fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais).

É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos. sob a óptica do Ocidente. na busca pela soberania. As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública. Ou seja. . de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave. com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial.As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas. mediante reformas de todo o sistema ou. sistemas de pessoal e programas locais de mudança. De maneira geral. mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares. social. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1. bem como a enorme instabilidade política.organização e estrutura da máquina governamental. o território. Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania.Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação. É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir. Gestão . como estruturas administrativas. pessoais e processos. o Estado Moderno. conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou. o povo e a finalidade. aula 02 . revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado. econômica e religiosa deles decorrentes. pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais.conflito e do fortalecimento do feudalismo. não deixa de ser um reflexo do Estado Romano. um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos. em Avaliações. as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito.exercícios de autoavaliação . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa. dentro de uma precisa delimitação territorial. é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno. Evidentemente. O Estado Moderno é. na verdade. pelo menos. já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver.

Os primeiros são. . que surgiram no século XIX.ética Pública: honestidade. pois. 4. mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. Na realidade esse modelo administrativo é lento. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada.participação do público: voluntarismo. 5. garantir a propriedade e os contratos. pagamento por desempenho. isso tem acontecido bastante. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno. em sua maioria. pois isso reduz a resistência. serviços públicos voltados para o consumidor. No patrimonialismo.elaboração de orçamento público e administração financeira. dentre outras. Sendo assim. anti-corrupção. Porém. Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing.execução de programas. 3. profissionalismo. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo. Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência). resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares.2. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras. qualidade total.formulação de políticas Públicas.práticas de gestão Pública – O&M. empowerment . que era bastante precária no modelo anterior. Porém. a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”. principalmente. desburocratização. atendimento de reclamações. caro e ineficiente. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. etc. a qual predominou durante as monarquias absolutas. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração.preservação e manutenção do capital público. o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores. após as mudanças. eficiência e qualidade. 6. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas. com o passar dos tempos. o patrimônio público e o privado eram confundidos. atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas. Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. e não no de resultados (eficácia). 7. pois não garantia rapidez. Segundo alguns historiadores. Por essa razão. a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança. A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública. Essa característica. Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista. nem boa qualidade. cuja função era. 8. os servidores e os funcionários/empregados. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro.

O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava.Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial.Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. . O que Tancredo quis dizer? Bem. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal. E é justamente isso que estamos buscando. por uma série de fatores. 1. pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. mediante o Decreto – Lei 200/1967. fracassou. com um melhor controle e uma melhor qualidade. que o problema brasileiro é essencialmente gerencial. Porém. por isso. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX. infelizmente. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade. Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. o problema da eficiência tornou-se essencial. 3.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas. não de um estadista.página 03 Porém. a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e. mas de um gerente de ótima qualidade. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos. dimensão cultural e uma dimensão gestão. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública. Logo. 2. A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60.

Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. 1998. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. etc. com foco na otimização gerencial. a modernização da gestão. Como todos sabemos. que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. ao longo dos anos. a tal reforma não vingou. De início. Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade. desestatização. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. a qual será constituída de reformas administrativas. abertura e alegada modernidade. figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998. E como era de se esperar. da legislação relativa ao controle da coisa pública. Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado. como é o caso da previdência pública.87). nos resultados e no cidadão-cliente. p. A evolução do Estado e da sociedade é inevitável. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. com alterações menos amplas. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública. além da promoção da qualidade no serviço público. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. e o processo vem tendo continuidade. desregulamentação. Cláudia. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment. em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. . com foco em setores públicos específicos. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira.

em meio ao debate jurídico e político. aula 03 . Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública. de 4/6/1998). Como poderíamos resumir.exercícios de autoavaliação . que. o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu. Acesso pelo menu "Avaliação". Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos. Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19. a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional. . Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público. mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização. da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado. do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente. em essência. em Avaliações. mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo. então.Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. que também recebeu. embora expressa de uma nova maneira. Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada. com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. a alcunha de "Administração Gerencial". O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem. fala-se muito em "Nova Administração Pública". página 02 Correto. podendo estar associados a componentes sociais. No entanto. com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público.Gestão .Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que. a introdução de regulamentos externos.

enfatiza o papel dos valores. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação. Para alguns críticos. ao contrário deste. excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. • conceito de cidadania. . Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. pg. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. 1999. “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. • confiança na opinião do usuário. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato. Modelo 4: orientação para o serviço público. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais. • abordagem voltada para o valor. 33). • Redução na folha de pagamento. Modelo 2: downsizing e descentralização. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos. esbanjador. cultura. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional. o modelo é inadequado. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas. o abandono do alto grau de padronização.orientado por noções rudimentares de eficiência. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público. o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho. Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e. Ou seja. Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. • Alianças estratégicas entre organizações. Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade. página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2.

na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada. entretanto.exercícios de autoavaliação . regulamento ou lei que o instituiu. será possível identificar. bem como de cada regulamento. página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global. Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. norma ou lei aplicada à esfera governamental. portanto. e com foco na atividade fim dessa entidade. Não acumule dúvidas. aula 04 . Entretanto. É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. Desse modo. não são indicados para a Administração Pública.É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil. Gestão . com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”. seja ela da nacionalidade que for. Procure saná-las logo que apareçam. a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas. passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado. Sendo assim. conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. definido por seu estatuto. a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público. Acesso pelo menu "Avaliação". A busca de um modelo gerencial eficiente.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio . há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição. em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal. conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial. é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto.

gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente. que se move ao capricho dos ventos da concorrência. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas.de/images/porter1.ephorie. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento. pode ser uma excelente arma competitiva. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. . considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva. no corre-corre do dia-a-dia. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas. agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades. sem enxergar a causa do fogo. lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. antecipando-se aos seus concorrentes. Fonte: http://www. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional. página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais. Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição. definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática. mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição. suas funções. De fato. onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa. A estrutura. consultor e professor da Harvard Business School. a condução da liderança e o controle das atividades.

A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria.C. razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas. quando ocorreu a crise energética no governo de F. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance. indiretamente. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico. devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria.H.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade.. recursos financeiros e materiais). agindo sobre o poder de compra dos clientes. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação. que são convertidos em bens e serviços. a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações.com/pt . a empresa. colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade. ou seja. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam. Fonte: http://www. governamental ou do chamado Terceiro Setor. Por exemplo. É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos. Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações.businessinportugal. que necessita de insumos (recursos humanos. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente. ampliando a competitividade nesse setor. uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência. Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva. como. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada. que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva). página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país.

cultura. é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências.unisal. • a potencial de entrada de novos concorrentes. por exemplo. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa. câmbio.am. Para analisar o ambiente geral. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado. avanços tecnológicos e custos envolvidos. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes. que é determinada pelo número de concorrentes. tendências populacionais. • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área. estilo de vida. pois produz também água e sucos. e esta definição pode ser ou não mais ampla. • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição. inflação e índices de preços. • o poder de barganha dos fornecedores. nível de emprego. Entretanto.Assim. A Coca-Cola. renda. integração das empresas e armas competitivas utilizadas). pois ampliaria demais o seu foco competitivo. influências políticas e de demais grupos de interesse. assim como pela reação dos concorrentes existentes. • legais: leis.br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. . apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). Fonte: http://www. é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda. Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria. Para ter valor gerencial. impostos e taxas aplicáveis ao setor. nível educacional. dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar. • econômicos: juros. a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. definido pelo tamanho do fornecedor. a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente. página 05 Além de analisar o ambiente geral.

tático e operacional). se bem aproveitados. Nesses casos. ou seja. a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. O planejamento é um aprendizado contínuo. passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes. podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. ampliando o controle. buscando aprender com os erros cometidos. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. em geral. Entretanto. é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa. a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. Muitas vezes. Entretanto. No processo de top-down (de cima para baixo). é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. ou seja. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna. devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. os gestores buscam resolver este problema. É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. em outras palavras. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. no caso das ameaças. o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. ou seja. durante a análise do ambiente externo. Por outro lado. Analisados os aspectos ambientais. na dissociação entre pensar e agir. a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa. página 08 . deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas.página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. sem maiores custos. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua. Já. que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. que serão determinantes para a lucratividade do setor. quanto maior for à intensidade dessas forças.

e. a definição das diretrizes organizacionais (missão. é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos. pode tornar a gestão empresarial mais competitiva. a concepção e a implementação da estratégia foram abordados. Assim. visão e objetivos). se bem aplicado. Gestão . de acompanhamento. O diagnóstico estratégico. principalmente na promoção do aprendizado nas organizações.Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. mostrando que o planejamento. suas funções e seus limites. A globalização dos mercados. atuando como um instrumento de comunicação. O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos. este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade. para colocá-lo efetivamente em prática. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa. conclusão Conclusão Em suma. mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas. vai além de prever estratégias.exercícios de autoavaliação .Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias. É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer. é só entrar em contato. Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 . pelo qual novas estratégias podem emergir. O papel da liderança. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? . Bom estudo! Qualquer dúvida. a ampliação das exigências dos clientes.Nesse sentido. parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. a intensificação das redes e das parcerias. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. segundo essa concepção. devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia.

player: É um truque específico para enganar um concorrente. sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright. contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente. . As estratégias são claras. página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. ao contrário. da organização. em particular. . estas cinco: . Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. 1992). . Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil. já citadas acima.internationalspeakers.perspectiva: visão da empresa. para dentro e para cima. Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições. . ou seja. dos pontos fracos (Weaknesses). . a formulação se faz por etapas. das partes para o todo. simples e únicas. Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts).posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora).com Para Mintzberg. Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa.plano: direção. A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. caminho que se pretende atingir. sugere várias definições. no processo de pensamento consciente.padrão: olhar o comportamento realizado. enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas.Fonte: http://www.

O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes.Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário.Fonte: http://www. delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos. e . poder de barganha dos fornecedores da empresa. programas e planos operacionais). poder de barganha dos clientes da empresa. Foca no processo de visão executiva. diversificação.Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico. O conceito de estratégia militar de Sun Tzu.org. Escola do Posicionamento . Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute.. Escola Empreendedora . Igor Ansoff (1965). resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista. e .gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal. foco em custo e foco na diferenciação. ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes. aquisições e fusões. deriva do livro de H.matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”).sinttelrs. orçamentos. O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos. página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas.atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias.plano das operações – produtos. que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas. como: . diferenciação.curva de experiência. marketing e financeiro. onde o plano estratégico divide-se em duas partes: .br/IMAGENS/construcao. Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group). em 400 a.C. e . A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: .plano corporativo – desinvestimentos. P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Paralelo à escola do desenho.atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente. opondo-se à escola do planejamento por se basear na .

A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências. aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse). Fonte: http://www. Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental. A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida.intuição. fusões. Compreender a mente humana e o cérebro humano. O processo se baseia na visão do líder criativo. Para Joseph Shumpeter.Vários (1971/84) Um processo negocial. Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas. pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças. que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento.comunications-plus. alianças. Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: . embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil. join-ventures. empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto.Final dos anos 60 na Suécia Um processo social. É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade. e é onde encontramos barreiras.objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo. As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso. em perspectivas e senso de longo prazo.net/ Escola Cultural . Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador. estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente. . mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário. O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito.Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente. Escola do Poder . Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia. é aquele que tem a idéia do negócio. e .subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo. às vezes poder político interno ou externo (parcerias. para podermos compreender a formação da estratégia. página 04 Escola do Aprendizado . A estratégia só é obtida através do poder.

analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio .exercícios de autoavaliação . Em suma. resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas. Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado. sendo a preferida dos consultores. também. não existe uma definição única do que é estratégia.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo. conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos. . utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar. . pessoal. A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos. o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior. etc. equipamentos. Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática. ou seja. o ambiente situacional. Fala sobre as exigências do ambiente. como vimos nesta aula. Assim sendo.Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. Porém. e todos os seus recursos (financeiros. “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”.) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida. para Mintzberg. A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder. entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. estrutura.Configuração = estado da organização e todo seu contexto.página 05 Escola Ambiental .Transformação = processo de geração de estratégica. A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia. Dessa forma. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro. Escola da Configuração . Gestão . aula 06 . quando o assunto é empresa e objetivos. em Avaliações.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador.

Fonte: www. à arte de governar. cuja essência é organizar. com isso podemos analisar sua eficácia futura. para nós e para os outros. Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio. Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. e utilizamos. O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . Segundo HAX e MAJLUF (1984).com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura. assim. que observa o futuro como mera conseqüência do passado. ANSOFF e DECLERK (1987).brazilstockphotos. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional. de maneira disciplinada. muitas vezes. inimagináveis. Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos. diz respeito a um conjunto de princípios teóricos. visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador. as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las. estamos começando a debater o problema do planejamento. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos. O processo de planejamento. diz respeito à gestão de governo. alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não. procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura. página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão.

Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira. O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume. já não existe mais.com. no sentido mais original deste termo.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. de fazer política. é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. único e objetivo. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo. uma relevância destacada. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade. nem o carisma da liderança. onde tudo se decide. ao contrário. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo.revistaturismo. e vice-versa. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais. O “diagnóstico” tradicional. a negociação e o consenso. Neste modo de ver a política. o governo e o planejamento. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim. . nesse contexto. com capacidades diferenciadas de planejamento.passado. que influenciam os demais atores do processo estratégico. por sua vez. e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples. O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar. que. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro. Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão. O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

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Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

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Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

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Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

. Quando se trata de Economia. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho. mas alguns acham até estranho. É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica. A construção de um mundo solidário. Fonte: www. Nossa missão é diferente.com. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana. muitos parecem acostumados às notícias ruins. as respeitamos. A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto. solidariedade ou experiências construtivas. mas isto não ocorre do dia para a noite.centrus. em 11 de setembro de 2001. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego. que começou há décadas e não terminará em uma semana. que se possa falar de alternativas.br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. ou incompreensível.

com.” . estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções. realizada no Rio de Janeiro. A Terceira Onda. a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico. nos Três Poderes. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa. possibilitando uma melhor preservação ambiental. Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética. os valores da vida acima dos valores materiais. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. em junho de 1992. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. apesar dos discursos bonitos.ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando. em outras de suas obras. em geral. em seu livro mais famoso. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes. Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. e que.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”.velardez. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. gradualmente. nós. intelectual. Este processo. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e. com a popularização dos computadores e da Internet. Para esses pesquisadores. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior. conseqüentemente. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. entre outras coisas. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. as prioridades dos vários níveis de orçamento público. enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores. de viver com menos ou de trabalhar menos. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www. É uma conquista.” Já o cientista Toffler. Tomando Aristóteles como ponto de partida. por nossa parte. os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global. espiritual e social. visando decidir. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo. Em outro livro.

das organizações terroristas.pontogemini. resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo. mas precisam ser socialmente justas. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente. O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público . implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar. com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho. torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa. apesar de necessária. Fonte: http://www. promovendo oportunidade de ensino. possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida. do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo. unicamente. É claro que.blogger. Assim. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo. para que essas soluções sejam postas em prática. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação. visando a melhor formação dos participantes.com. a proposta sugere uma humanização do capitalismo.br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro. No plano público. página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário. O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida. A mudança de modelo. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo.

Fonte: http:/www. o caminho a ser buscado. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. mas também aberto ao público em geral. preparando-os para cumprir. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares. ao adquirirem maior grau de instrução. o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino. além do interesse do Governo Federal em seus servidores. página 06 Em termos de educação continuada. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se . metodologias e informações desatualizadas e que. Na esfera legislativa. principalmente. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional. Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber. acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”. com zelo e eficiência. mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento. não apenas governamental. os funcionários acabam esquecendo. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade. mas também na iniciativa privada. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional. De forma que. o Senado Federal. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. como as prefeituras municipais. com o passar do tempo.eurofarma. suas atribuições. autoridades e dirigentes do Legislativo. sem dúvida. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. que comumente representam gastos elevados. que. não apenas pelo governo. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). poucos resultados. apesar de inúmeras dificuldades. de modernização e integração do Poder Legislativo. os maiores interessados são os próprios funcionários. criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação. à educação continuada. na capacitação técnico-profissional dos servidores. interessado nessa forma inovadora de ensino. O ILB atua. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho. Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal.br/imagens/comunidade/img_ilustra01.com. o atual Governo.

para ser um fórum permanente de debates de idéias. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. de certa forma. Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional. sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia. é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e. Gestão . a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante. como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa. servidores e profissionais diversos. Inclui ainda a construção de um novo padrão de . pois precisamos tempo para dedicação à família. A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. isso não é qualidade de vida. aula 08 . O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. com o atual grau de desigualdade existente no nosso país. Mas o que fazer se o dinheiro. sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias. porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando. há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo. mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições. Afinal. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro. Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. lazer e entretenimentos. na maioria das vezes. à disposição da sociedade. Acesso pelo menu "Avaliação". Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. a recomposição da força de trabalho. E realmente. Avaliações. cada vez mais. as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos.em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania.exercícios de auto-avaliação . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas.

à participação e colaboração de cada cidadão. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local. permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária. assentado em valores como paz. Fonte: http://www. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático. de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos. A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas. e por que não dizer essencial. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade. gerando. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. página 03 . por parte da sociedade. mais diretamente beneficiada ou prejudicada. Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. e mais do que isso é a compreensão. tudo isso. justiça social.com/globo. eqüidade. solidariedade. democráticas e sustentáveis. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania. com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos.jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. sociais e econômicas. Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública. Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos. dessa forma. atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população. que trazem à tona as diferenças entre cada região. impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política.intercomtext. Governar para as peculiaridades de cada região. o que chamamos de regionalismos. respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”. ou seja.

ganha destaque o controle social das ações do Governo. A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente. como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão. devendo ser direta e objetiva. democrático e forte. Todos os Estados querem um governo central transparente. portanto. garantindo a transparência. ou a uma área específica do governo. A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. seguem as características e prioridades de cada região. de maneira total e descentralizada. Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade. orientadas para resolver problemas específicos da população. de acordo com as aspirações e demandas de sua população. A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo. a eficiência. Desse modo. para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público. em conjunto com os conselhos de representantes. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais. caracterizando a figura de subprefeituras. a agilidade e a eficácia das ações de governo. vividos por muitos governos municipais. com maior participação da sociedade. integralmente. Essa orientação pode mobilizar. e. capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. Além disso.Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar. Gestão . conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais. uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. especialmente dos mais pobres. .exercícios de autoavaliação . participativo e regulador. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". "cuidar do social" ou "cuidar do urbano". muitas vezes. a Administração Pública. erros e acertos. a publicação. não cabendo a apenas uma secretaria. A estratégia é operar a gestão territorial da cidade. mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros. em todos os níveis e classes que as compõem. O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão. que. com um perfil protagonista.

Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública.Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas. redução de custos e prazos. econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito. A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. para aumentar a qualidade de vida da população”. promovendo maior produtividade. . para se adaptar aos novos tempos. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços). é preciso agir. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração. ansiosa por melhores resultados em educação. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional. o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais.aula 09 .net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura. a credibilidade e a confiança da sociedade. saúde. segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal. assim. É importante ressaltar que a pressão da sociedade.crosses. Contudo. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente. Fonte: http://identidad-globalizacion. tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública.

Historicamente. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados. as sociedades demandam. mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana. metas e resultados alcançados. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados. Para Peter Drucker. . tanto em relação ao proposto e planejado. com ética e transparência. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade.mmschool. como em relação aos custos despendidos. são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos. Fonte: http://www. legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. que.” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas. chegando a causar revoluções. a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos. a eficiência e a eficácia da gestão pública. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral. De acordo com Osborne (1995). o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados. na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal. que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX.jpg De fato. cada vez mais. das políticas. estimulados a participar da vida sócio-política.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas.com/leonardo/inteligencia/imagenes/6. o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo. dos orçamentos. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo.

as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais.jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela. Gestão . para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e. Dessa forma. Fonte: http://www. Na visão de Drucker (1996). mesmo que permaneçam. Acesso pelo menu "Avaliação". cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas.emocionol. no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem.e até mesmo na sobrevivência da espécie. capazes de promover. aula 10 . as empresas têm que investir em seus recursos humanos. criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo. o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa. é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores.As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio . porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo. a base tradicional do capitalismo. e. não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. sendo que. Para Sveiby (2000). em Avaliações. há bem pouco tempo.com/cerebro33. muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa.exercícios de auto-avaliação . para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. os meios de produção.

nos primeiros anos. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada. pelos indivíduos. revestidos do mandato da representação da coletividade. São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. • Aumento da eficácia e eficiência. Em seguida. vamos analisá-las para uma melhor compreensão. O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes. . premiou vinte experiências. a inovação. é. de acordo com a doutrina de Montesquieu. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais. • Foco no cidadão – usuário. é a vez do Poder Legislativo Derivado.br/img/helio3. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies.desburocratizar. Vale ressaltar que. tem pouco a ver com o ineditismo. mediante os agentes públicos. que.org. sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade. Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. Porém. Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos. dos três Poderes. • Responsabilização e trabalho em equipe.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal. a partir de 1999. página 02 Fonte: http://www. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado. nesse caso. • Transparência dos processos decisórios.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo. o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e.

de modo estrito. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil. são incumbidas ao Congresso Nacional. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. qualquer função administrativa. portanto. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. É sobre isso. com custos menores. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas. Por essa razão.O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. Os resultados do concurso. o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. Desse modo. No caso da função legislativa. o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. Na presente unidade. servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. por meio da elaboração de leis. Entretanto. As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos. nesses últimos anos de existência. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. página 05 . é um poder delegado. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. eficiente e democrático. Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo. entendidos os conceitos iniciais. Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. Enfim. dada sua natureza constitucional. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui. busca reconhecer e valorizar as equipes. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante. faremos uma breve descrição acerca das funções que. no âmbito do Poder Legislativo. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. o Legislativo e o Judiciário. visando atender às demandas da sociedade. As funções principais do Poder Legislativo. mostram que as transformações realmente já começaram. então. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. que falaremos agora. por meio de eleições diretas e periódicas. podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. Por exemplo. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas. no modelo brasileiro. não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais.

adv. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo. quanto sua forma. os quais foram modificados pela Constituição de 1988. A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas. Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente. vedações. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira.tancredo. página 06 Entretanto. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo. estabelecendo competências.br/capa .No que diz respeito à função legislativa. Sob esse aspecto. O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal. examinando o quadro acima. conforme disposto no art. na Constituição de 1967. Fonte: http://www. Mais adiante trataremos da medida provisória. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente. quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988. E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso. competência e objetivos. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo. forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória. 58 da Carta vigente à época.

Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo. No entanto. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias. A Constituição de 1988. em um primeiro momento. por seu turno. as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. em tese. Havia. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. enfim. e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer. sem apreciação das Casas Legislativas. que tratam da edição de leis propriamente dita. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. tentou minimizar o problema. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. instituindo a medida provisória. que limitou a edição de medidas provisórias. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. deveria ser exclusivo do Legislativo. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. sobre o Prêmio Hélio Beltrão. em 2001. A forma de elaboração. o decreto deixava de atender às reais demandas da população.Com o instrumento do decreto-lei. o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. . as competências para proposição de projetos de lei. o Executivo dispunha de um poder que. desse modo. c) De uma maneira geral. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. Além disso. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. b) O Tribunal de Contas da União. O Poder Executivo. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. página 07 O processo de transformação continuou e. algo que jamais havia ocorrido na história do país. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. permitindo uma única reedição. sobre as funções legislativas. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo. o resultado não se mostrou melhor que o anterior. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão. mais amplas. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. Podemos citar ainda algumas outras. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade.

Inteligências Múltiplas aula 07 . seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas .Organização Informal aula 04 . evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória.Comunicação Institucional aula 08 .exercícios de auto-avaliação . Para visualizar a correção. Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. Acesso pelo menu "Avaliação". a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial.Estilos de Liderança aula 03 . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. que serão corrigidos pelos tutores. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.A Janela de Johari aula 01 .Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000). Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo.Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. o novo ciclo orçamentário. Lembre-se de que caso seja necessário. o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União. e uma maior transparência na coisa pública. botão Avaliações.Motivação aula 02 .sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988.Negociação Ganha X Ganha aula 05 .Inteligência Emocional aula 06 . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. O acesso é pelo menu Avaliação. Modulo III Módulo III aula 01 . disponíveis ao final de cada módulo. Gestão .Dinâmica de Grupo aula 09 .Ferramentas Gerenciais aula 10 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.

acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. porém sempre direcionado para uma finalidade. é aconselhável o estudo inicial deste tema para. Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. Sendo assim. os valores sociais e as capacidades variam. O comportamento é motivado. ou seja. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. uma necessidade. motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. Porém. O que seria motivação para você? Bem. o processo do qual eles resultam é. Quais são elas? O comportamento é um efeito. Para dificultar ainda mais. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. De modo geral. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo. . praticamente. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira."Mensagem") ou por e-mail. O comportamento é orientado para objetivos. Neste caso. Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. Algo intrínseco. somente depois. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). o mesmo para todas as pessoas. Em caso de dúvidas. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. O comportamento não é fortuito nem aleatório.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. há três premissas que justificam o comportamento humano. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. uma incitação. que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa. Ou seja. estudarmos os demais. Para um comportamento de atitude tomada. conforme a situação. Analisando as suposições acima. as necessidades. é baseado na motivação que iremos responder. advindo do ambiente. Nesse caso. acreditamos e prevemos. As pessoas são diferentes no que tange à motivação. em cada um de nós. como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. existe um impulso. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo. Apesar de os padrões de comportamento serem variados.

pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa. força. dentre outros. sentimentos de valor. de abrigo e reprodução da espécie. conforme o tempo). Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas. Agora veremos o que representa cada uma delas.O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim. Para Maslow. desenvolveu uma teoria.85). A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades. fraqueza. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. ou seja. desamparo. 2000. situam-se no topo da pirâmide hierárquica. Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas. de repouso e descanso. as necessidades mais baixas e recorrentes. pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. ou seja. a troca de amizade. São as necessidades básicas de todo indivíduo. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica. Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias. “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas. tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. como de alimentação (fome e sede). as mais sofisticadas e intelectualizadas. de afeto e amor. Caso contrário.. Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas. Com essas necessidades satisfeitas. São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas. psicólogo americano. Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. podendo levar-lhe ao desânimo. . há o desejo de segurança. você tem condições de possuir autoconfiança. poder. dentro ou fora do ambiente organizacional.. Essa necessidade é fundamental em uma empresa. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção. página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow. p. cuja base contém as necessidades primárias. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas. O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. uma auto-avaliação e auto-estima. Observe a figura abaixo. surgem sentimentos de inferioridade.

página 04 Agora. relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. em sua teoria. a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si. iremos estudar a teoria de Herzberg. três fatores são determinantes em cada indivíduo. por exemplo. Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. Por exemplo: o salário.90). segundo Chiavenato (2000): “Victor H. benefícios sociais. 2. tornando o ambiente de trabalho agradável. p. p. Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. Para Vroom. políticas da empresa. Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. vai depender daquilo que você . etc. utilizados pelas organizações. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. quando precários. Constituem os fatores que são. são eles: 1. segurança no cargo. 2000. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato. 2000. reconhecimento. Contudo. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. provocam insatisfação. “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato. mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas. Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo. Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais. A teoria dos dois fatores de Herzberg. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar. simplesmente evitam a insatisfação. Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. Porém. comumente. 2. tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados.Portanto.87). dinheiro.

3. mesmo há 2. percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. outros estão em uma eterna busca. Isso se o salário for baseado na produção. provavelmente. é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. uma empresa é tudo. que pessoas precisam ser motivadas e. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições. não motivará seu colega. Por fim. Caso contrário. Aquilo que o motiva. que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel. terá uma forte motivação para produzir mais. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção. mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações. como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu.19). se necessário. se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado. as demais também desaparecerão. Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição. é fundamental permanecer sempre atento a suas ações. haverá separação. se as recompensas forem deficientes. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada. Se a fé diminuir.. “. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais. conseqüentemente. 2002. festas.considerar como prioridade na sua vida pessoal. Caso tal área tenda à entropia. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. p. na frase de Maquiavel (2001). para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo. p. Diante disso. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo. . se assim o fizerem. uns se contentam com pouco. página 06 Pode-se verificar.. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu. Porém todos precisam ser motivados.. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. dentre outros.500 anos. 1994. trarão somente benefícios àquele que o motivou.” (Griffin. seja ela de natureza pública ou privada. Contudo.105). Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade. bonificação em função de desempenho. mesmo fazendo isso para motivar os empregados. No tratamento com os funcionários. Porém. Em uma empresa. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização. podem trazer problemas à organização. alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas. das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade. 2001. O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e. Porém. como foi visto no início. Se você tem como objetivo obter um salário maior. jantares. Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo. cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado. dependerá dos valores. 102). automaticamente irá se esforçar menos. Pois.. p.

Isto é. aparência e caráter distintos. Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. criativa.exercícios de autoavaliação . em Avaliações. que possuem personalidade. aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. indicando a direção a ser seguida. Acesso pelo menu "Avaliação". é notório o valor de um líder servindo de bússola. e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los. Logo. nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas. existem pontos em comum entre indivíduos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Todavia. o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia. A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos. dentro de uma mesma organização. Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança. Porém mesmo com todas essas diferenças. Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio. Destarte. o poder de mando existe. para a obtenção de resultados satisfatórios. de forma diferenciada. A postura atual do líder deve ser empreendedora. o que exige confiança tanto do líder para com os liderados. aula 02 .Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo.Gestão . Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas. veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho. . pela hierarquia. ‘bom’. necessariamente. garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais. página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função. liderança é uma técnica que pode ser assimilada. Sendo assim. mas é legitimado pelo grupo e não. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”. porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado.Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. como dos liderados para com o líder. não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. Ao observarmos um líder.

Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa. esperançoso e cheio de fé”. “São capazes de reconhecer seu próprio valor. (Covey. escutam os outros. porém poucos confidentes. .10). Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas. 2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira. aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos. 3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre. Vamos fazer uma analogia com Maquiavel. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas. um eterno aprendizado. dava também ao povo. assistem a aulas. pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. Os líderes vivem de maneira sensata o presente.br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes. p. no potencial subjacente de todas as pessoas. e seu espírito é entusiasta. Sua atitude é otimista. conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo. São abertas na maneira simples. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes. 4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros. procuram treinamento. p. direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se. agradável e feliz.Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www. leitura especializada.. baseadas em 8 princípios. Acreditam. 1994. positiva.indg. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses. Quanto mais sabem. realmente. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder.. se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha.com. Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. Possuem vários amigos. descobrem que nada sabem. para cima.9). ou seja. 1994.

O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra. normalmente. São considerados possuidores de fortes habilidades verbais. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança. 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. São elas: teoria de atribuição de liderança. p. a emocional e a espiritual. voltada para o serviço” (Covey. O mesmo ocorre com os líderes.12). Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel. p. p. p. confiança de que eles conseguem alcançá-las. inclusive você. p. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. “Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança. por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra. influencia seus seguidores através de processos atraentes. articulados por eles próprios. Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu. Além de estar sempre mostrando a eles que. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. 1999.105). verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes. se for necessário. São elas: confiança extremamente alta. Porém. propriamente dito. Ou seja. Porém. a seus seguidores. os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático. Estilos de liderança para Robbins (1999). pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins. uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização.7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. a mental. “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito. Quando algo acontece. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. agressivos. 1994. a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos. são elas: a física. podemos adentrar nesse assunto. A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. liderança carismática. Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito.232). deve ser atribuído a algum fator. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999). . faz auto–sacrifícios para atingir o desejado.14). cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano. 2001. Com isso. além de serem bastante produtivas e criativas. 2002. 1994. domínio e fortes convicções em suas crenças.73). é a jóia do reino” (Sun Tzu. liderança transacional versus transformacional e liderança visionária. compreensivos e dispostos para o trabalho. Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático.

e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes. A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional. 71). página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão. ver como se comportaram nas guerras. ele deve explicar a visão aos outros. “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas. a partir de acontecimentos presentes e passados.Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões. p. 1999. 5. e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel. mas têm princípios firmes e imutáveis. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado. é um exemplo de líder visionário.Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes.Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. sobretudo. haviam sido louvados e glorificados. 2. produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins.235). ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo. Os perfis são os seguintes: destruidor. eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você. 3. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta. Além de inquiridores e prestativos. 4. 2001.página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. Além disso. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais. Maquiavel. Suas negociações são bem .Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes. p. planejador e realizador. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas. antes deles. em seu livro O Príncipe. O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. paralisador. são de fácil convivência. pode ser feito um paralelo à motivação. Sendo assim. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo. Mas. além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas. procrastinador. em tempo real. 1. Por fim. a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados.

sucedidas. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços. porém a essência é praticamente a mesma. Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes. Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. Além de trazer ordem e segurança. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. veremos algumas diferenças entre eles e os chefes. Não acumule dúvidas. diversas nomenclaturas. Procure saná-las logo que apareçam. porém não necessariamente todos são líderes. Líderes carismáticos ou autoritários. eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos. Porém o chefe pode se transformar em um líder. conforme podemos visualizar no quadro abaixo. página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder. As denominações de estilos são variadas. então. dependendo do modo como agir. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. seus empreendimentos sempre são concluídos. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes. Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais. Já o líder trata com a mudança. conclusão Conclusão .

ao contrário. pois em um mercado competitivo como o nosso.exercícios de autoavaliação . vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. cargos. Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas. Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001). No entanto se a situação for de combate. talvez fosse a melhor solução. Essa postura deve ser empreendedora e criativa. Em contraposição à organização formal. Depois de termos visto sobre organização. cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. em Avaliações. agrupadas e coordenadas. estrutura organizacional e organização formal. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações. Para que a organização de uma empresa seja adequada. O importante é a postura de um líder. pode ser carismático. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. relações funcionais. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Porém. E o autoritário. Acesso pelo menu "Avaliação". níveis hierárquicos etc. Porém. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico. A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida. que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. aula 03 . não existe um estilo de liderança modelo ou desejado. pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional. também. Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal. isso se torna algo difícil de executar”. Para isso daremos um breve conceito de organização.Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. . a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. Gestão . a liderança autoritária não soaria mal. devido às próprias condições humanas e ambientais. podemos dar início às organizações informais. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos.

já vimos a importância. para os indivíduos. tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. com a Experiência de Hawthorne. desenvolvida por Elton Mayo. todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos. como amizades ou inimizades. . Em seguida discorreremos sobre cada um deles. que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas. Caso não existissem os grupos informais. precisa e didática. infelizmente. É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta. No quadro abaixo. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples. página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não. não aparecem no organograma. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. grupos que se identificam ou não.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. da presença de grupos informais em uma empresa. devido à proximidade física. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa.

Ao se comportar dessa maneira. Agora vamos dar início ao segundo. Daremos início ao terceiro componente. Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal. p. só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização. podendo acarretar problemas. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais.531). O quadro abaixo indica quais são esses papéis. que são os grupos informais. Imaginemos a seguinte situação. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização. Cada organização é um sistema complexo e humano.Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações. expectativas e valores. “Cultura organizacional significa um modo de vida. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização. por meios implícitos. com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. página 05 . 2000. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional. os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta. um sistema de crenças. uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e. pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho. com características próprias. as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. O expediente tem início às 8h.

Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva. a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve. São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes.Além das normas de conduta. os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito. Como as normas de conduta já mencionadas. Vejamos alguns exemplos de crenças. . valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia. Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações. .

O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional. logotipos. Por fim. 2000. com direito a desavenças e o chefe representa o pai. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta. Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. “Crenças. O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários. Clima organizacional Clima organizacional.A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores. daremos continuidade com cerimônias e rituais. como as pessoas se relacionam” (Maximiano. facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário. o último componente a ser analisado da organização informal. decoração das instalações etc. Esse elemento é formado por palavras. possui um importante papel dentro de uma empresa. . os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional.258). Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. objetos. Naturalmente. ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. p. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum..A empresa é uma grande família. Exemplos de símbolos: uniformes. onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa. os símbolos. reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. Entendidos crenças. ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. valores e preconceitos. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e. de forma geral. página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas. . Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue.

simplesmente. limpeza e integração com os colegas. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. Contudo. g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. conseqüentemente. Por exemplo. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. Podem ser maiores ou menores. Cada funcionário terá uma realidade percebida. conclusão Conclusão As organizações informais são. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. o que produzirá sentimentos individuais. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal. pois exprimem os interesses do grupo. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. ele fará parte de outro grupo informal. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho. podem trazer malefícios. através dos resultados obtidos. Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. a fim de verificar se a . algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. não esquecendo dos salários. infelizmente. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. Já a organização informal escapa a essas limitações. desde a localização física até os objetivos organizacionais. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos. Porém.Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. Porém é importante que participem pois. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos.

documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos. Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha.Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. geralmente. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto. quando uma relação agradável não é estabelecida. em Avaliações. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. em sua maioria. um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros. Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido. a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível. Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho. comerciantes e também no local de trabalho. Acesso pelo menu "Avaliação". este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo.Pede. Ou seja. Pois. pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal. Gestão .Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve. lados opostos com interesses.exercícios de autoavaliação . Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional. a preparação é relevante quando o assunto é negociar. um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente. Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. . conflitantes. onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente.informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. aula 04 . então. Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos. Certamente. As negociações acontecem todos os dias entre familiares. quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está. Ou seja.

quer sentir-se um perdedor. . 2. inclusive você mesmo. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas. O problema reside na filosofia ganhador-perdedor. ou seja. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. Por um razão ou por outra. À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. dentre outros benefícios. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo.planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar. o acordo é mútuo. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo. pois em um jogo. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação. esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. ninguém. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação. talvez seja assim. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo. O mesmo acontece nas negociações. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável. página 03 Você pode estar pensando que. o método ganha-ganha é composto por quatro passos. é melhor conhecer quem será seu parceiro. Afinal. Até soa mal! Em uma negociação ganha . Porém. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam.permitir que o relacionamento se desenvolva. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando. também fazem perdedores. ele não quererá mais jogar com você. São eles: 1. nenhuma das partes sai vencida no arranjo. É necessário fazer a manutenção do processo. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. 2.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos. Em suma.ganha. obtendo assim um desempenho satisfatório. antes de discutir negócios para valer. que traz. a manutenção deve ser feita. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar. uma vez conseguido um acordo satisfatório. Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. 3. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores. Na vida. jantares e conversas informais.cultivar um sentimento de confiança recíproco. Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação. Depois de consolidado um relacionamento amigável. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. com o acordo estabelecido.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando. ou seja. plenamente. a negociação está encerrada.relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação. um acordo já pode ser discutido de igual para igual.

veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa. ao contrário do que alguns pensam.manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade.3. a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos. Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar. . caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim. 4.acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas. Compreendido o que é negociação ganha-ganha.

Observe: . Ao todo. Quando uma negociação é planejada anteriormente. quando não há um planejamento prévio. teremos então três finais. o resultado poderá ter dois desdobramentos. ela segue um único caminho.página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação.

pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões. Rebata com bom humor. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha. tente ver sob todas as óticas possíveis. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2. Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período. Resista! 4. 3. Assim.tendem a introduzir de forma inesperada novos temas.induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas. no momento da negociação. o foco acaba desviando dos aspectos finais. Para que você não seja surpreendido (a). algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las. Vamos analisar.fazem ataques pessoais. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. .tentam lhe distrair. listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1. jamais com raiva.Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes. Ao negociar. juntos. Ter.

Porém. é necessário que seja feito um plano de ação. ambos saem insatisfeitos. pois a negociação não termina com o acordo firmado. Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. honestos e moderados. a manutenção. O que podemos falar é para você se prevenir. Ao contrário. Se você não estiver bem preparado. O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. imaginemos um negociador indeciso. Lembre-se. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável. você até pode chegar ao seu destino. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. com o aperto de mãos. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas. Se o taxista quiser tirar vantagem. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. Existe uma fase muito importante. Espero que você não conheça esse tipo.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. Mentirosos: esse tipo é complicado. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. tempo e poder. preparar aquilo que se deseja conseguir. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. a negociação não termina como acordo finalizado ou. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso. é capaz de ficar confuso. não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. no qual um perde e o outro ganha. ou seja. ao contrário dos que muitos pensam. Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. Contudo. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha. mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas. você é responsável pelo que acontece. No momento do fechamento de acordo. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. Assim sendo. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. como conhecemos. Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. a negociação ganha-ganha existe para provar . é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo. Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. acreditar nele. Caso conheça. e o pior. não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. uma negociação não é um jogo. e quando há o empate.

que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída.Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. ações e intenções. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". agir. é trabalhar as emoções a seu favor. Com isso. Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções. sensações. Tendo consciência. A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que. ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real. Gestão . comunicar e operar em . ou seja. por entendermos que é uma área de grande relevância.exercícios de autoavaliação . Em outras palavras. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir.Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. mas também fora dele. Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. O que é. para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples. Algumas informações valiosas são sentimentos. ou seja. Voltemos à autoconsciência. avaliações. está ao seu alcance. O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. a intrapessoal. O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal. A ajuda é um deles. então. e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional. com certeza. Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho. aula 05 . noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência. de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. por exemplo. página 02 Intrapessoal Primeiramente. Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso. Porém. esse não é o nosso foco.

Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. Até agora vimos que a autoconsciência requer prática. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. O ‘bate-boca’ continua. Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. com comércios e prédios nas proximidades. ao prestar atenção em seus sentidos. é através delas que aprendemos mais. no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. Vejamos um exemplo claro. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas.diversas situações. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. só que regado por agressões verbais. Você está discutindo com uma pessoa. Preste atenção em todos os sons. pois. sobre outras pessoas e diferentes situações. pelo qual todos já passamos. Porém. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. você necessita de um giroscópio. Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. numa rua movimentada. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis. você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. b) como controlar suas emoções . Daremos início a um passeio pela rua. um avião distante. agora. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. saber o rumo certo e como permanecer nele. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva. Agora irá aprender como controlar suas emoções. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. Para controlar a raiva. que ao desenvolver sua capacidade de comunicação. e você ainda não tem essa consciência. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. etc. confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). mas. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). exercitar sua consciência sensorial. você e um colega de trabalho. Depois conversaremos sobre isso. tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu. olfato. a maioria dos casos. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. Vamos. Por exemplo. se respondeu não. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. pois está dominado(a) pelas emoções. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. esclarecer e alterar suas avaliações. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. página 04 Por exemplo. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. um neném chorando do outro lado da rua. você será capaz de examinar. estamos no caminho certo. Provavelmente só lhe trarão malefícios. audição. Vejamos outro exercício. Seus sentidos – visão. Assim. Observamos.

Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . recebendo mais nutrientes. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos. seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva. Entre algumas frases. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. e se depara com um leão. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. dentre outros pensamentos um pouco piores. 1997. encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. foram seus pensamentos sobre seu chefe. 57). desarmado. Se você conseguir pensar assim. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. Na verdade. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante. A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível. “não vou interrompê-lo”. Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. já será meio caminho andado. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. esteja fugindo ou lutando. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. Creio que esse ponto você entenda um pouco. ele também está desarmado. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio. órgãos. Como o exemplo citado acima. Porém. p. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida. Mas um pouco depois. Pronto. você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. afinal. página 06 Como podemos observar. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão. porém lhe chama para combate. eles possam reagir melhor. caso esteja notória a sua raiva. músculos e outras partes do seu corpo. Nesse momento. Se você compreender isso. de modo que. depois atentar para os seus pensamentos.

as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas. cabeça. Tente ignorar as distrações. pense nele.seu ambiente de trabalho. você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. aprender a reconhecer as nossas atitudes. sejam boas ou ruins. Sinta suas costas. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. o contentamento. terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. em uma bela cachoeira. e a meta é reduzir toda a tensão muscular. Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado. página 07 Normalmente. Nada agradável. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) . tranqüilo e com luminosidade adequada. as reações positivas também necessitam de controle. ou então conte a seus familiares. que tal pensar em uma praia deserta. respire profundamente. ou até uma música tranqüila? Bem. e comente. página 08 Veremos.e agradeça de forma sutil. O objetivo não é lhe transformar em um robô. Se for esse o problema. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. um ser sem reação. Encontre uma posição e roupas confortáveis. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). não? Nesse caso. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. se for boa. Adote uma atitude passiva. descontroladas. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia. Ou seja. É fácil. O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. dentre outras inúmeras denominações. tais como a alegria. suas alterações fisiológicas e seu comportamento. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. Caso não tenha. Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. então. pessoas fracas. a solução é fácil. Apesar de o foco estar nas reações negativas. E no final de duas semanas. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. E . o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. Alguma dor? Bem. no máximo atos de excitação. Só que você não sabe de um detalhe. E você não deseja fazer parte dessa lista. campo verde. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. não é? A partir de hoje. os que estão à sua volta percebem? Com isso. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações. pernas. você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. provavelmente. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. de forma também sutil. agora. a euforia e a confiança. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. Vamos. Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho. não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. faça em casa. pense naquilo que achar mais agradável.

Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. Já vimos sobre isso na aula referente à motivação. estados de espírito e necessidades da outra pessoa. sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. Vamos agora aplicar. se o diplomático é alguém que trabalha com você. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador. bem como sua avaliação de diferentes situações. A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. nas relações interpessoais. a inteligência emocional deve estar presente. Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva. identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. Existem alguns passos a serem seguidos: . em direção a outras pessoas. inclusive você. O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos.para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. o caminho é esse. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. vulgarmente chamado de puxa-saco. A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento. pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia. O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. Agora. Para que isso aconteça. algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos.

é necessário entender sobre os limites do relacionamento. Ao analisarmos essa situação. É uma tarefa que exige sabedoria. pois. Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. O que você faz? Decerto você seria . elas também têm suas percepções a seu respeito. O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento. além de percebermos as suas reações. Vejamos agora. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber. Sendo assim. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda. fazendo isso. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. observar experiências ocorridas anteriormente. Agora. Às vezes. pois você terá que se abstrair de suas opiniões. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial. você tende a ficar decepcionado (a) e. descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo. se é percebido de maneira oposta. Por exemplo. pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. Que tal. porém. e. ou seja. você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. Então. Vamos a um exemplo. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e. é provável que suas idéias sejam questionadas. Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. a sua linguagem subliminar. analisar as reações que elas transmitem. de forma inconsciente. Se você é percebido como competente e inteligente. além disso. frustrado (a). como levar em conta as expectativas do relacionamento. Algumas vezes é útil conversar com as pessoas. Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito. Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. Porém. tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. quem sabe. Porém. simplesmente. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. muitas vezes.Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado. a programação prévia é válida nesses casos. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso. página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. caso contrário.

você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana. Daniel Goleman. Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais. em Avaliações. A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação. ou seja. Gestão .Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo. medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem. Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente. pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece. Já esqueceu? Então podemos iniciar. vale a pena desenvolver essas inteligências. embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior. fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar. professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade. aula 06 .simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo. chama de QE . Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum.quociente emocional. Assim. O quociente de inteligência (QI). A dica foi dada. ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo. pois infelizmente. .Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação.exercícios de autoavaliação . Em suma. pois. vocabulário e outras capacidades. as duas se completam e formam o que. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção. a sua inteligência intrapessoal.

e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras. Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. jamais terminaríamos esse estudo. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. parabéns. Mas se você é um (a) poeta (isa). nem pela Ciência. qual a finalidade dessa unidade? Bem. Você deve estar se questionando. quanto você mudou? Todos mudamos. palavras cruzadas.Vamos voltar ao passado. transmitir informações ou simplesmente agradar. Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos. neurofisiológica). Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. . pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana. convencer. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. forca. O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer. p. estimular. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. nem que seja um pouco. Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem. que não somos poetas praticantes. 61). a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora. dentre outros. “deliberadamente” e “propositadamente”. Não existe uma única mensuração. em uma escala de 0 a 10. “A competência lingüística é. de fato.

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Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

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Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

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Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

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Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

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Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer. toda idéia. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial. cenas. um exercício de comparação. 2. Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar. nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança. gráficos. 4. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. “a alegria é como uma piscina. o jogo de xadrez seria um forte candidato. Quaisquer que sejam os usos do corpo. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial. mais fácil será selecioná-las.. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas. Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador. E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida. análise de mapas. “a estatística é como biquíni. mas o que esconde é essencial”. formas geométricas. reconhecimento de locais. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral. Inteligência Corporal Cinestésica. diagramas. quanto maior o número de idéias. além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país. por mais louca que seja. Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1.. Lúcio Costa e Burle Max. . Agora é a sua vez. objetos. A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação.”.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação. será bem-vinda. 3. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. o que mostra é interessante.

É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. em uma visão externa. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio. Pelé. e não fez feio. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos. também se expressava muito bem jogando baseball. focalizada internamente. e. Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. Pode ser boa conselheira: pastoreamentos. página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. não tem dificuldade de morar sozinho. a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço. pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. não era bom apenas com os pés. Psicanálise. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. grande astro do basquete norte-americano. A dança pode refletir e validar a organização social.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais. Em geral. Para Gardner. Não menos importante. Segundo Goleman. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. considerado o atleta do século. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. diante da Inglaterra. A própria inteligência corporal. e acabam perdoando mais o erro dos outros. Índia. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. .

Se alguém entregá-lo um mapa. Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência.exercícios de autoavaliação . e continuam se abrindo no decorrer dos anos. terá uma versão mais completa na tabulação coletiva. Assim. É importante ressaltar que é apenas um treino. tais como: ecológica e espiritual. suscetível a erros sob o prisma científico. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente. e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL . mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência. a inteligência lógico-matemática. não ter a mínima noção de espaço.Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim. Pois como foi dito. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. aula 07 . Porém. não saberá o que fazer com aquilo. apesar de ter a inteligência lógico-matemática. ajudas são papéis de seu excelente desempenho. Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados. Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você. retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos. você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros. Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas.conselhos. em sete. quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva). As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. mais o homem tem a ganhar com isso. Gestão . oito ou nove tipos. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível. Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas. simplesmente. Porém. a corporal cinestésica e a pessoal. O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística. Depois disso. sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo. Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência. em Avaliações. Acesso pelo menu "Avaliação".

estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. ao final. tivemos uma breve introdução da importância da comunicação. Bem. implementável em qualquer instituição: pública ou privada. mesmo que Empresarial ou Organizacional. Vale lembrar que as normas. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão. Porém. é a comunicação. uma maior notoriedade por parte do público externo. promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. mas também provê a intermediação do discurso organizacional. Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas.Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas. assumindo. comunicação institucional. controla os participantes internos e externos. mediante a comunicação expressiva . sem dúvida. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente. pequenas/médias ou grandes empresas. então. bem como. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido. objetivando um bom funcionamento organizacional. pelo simples fato de existir. recebem tratamento ao nível do código lingüístico. A comunicação. ajusta interesses. uma maior motivação e satisfação do seu público interno. Vamos. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação. enfim. tanto interno quanto externo. os processos de recompensas. Ao analisarmos essa situação. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . gera influências. vamos ver agora sobre a comunicação institucional. não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. visando à concretização e alcance de um objetivo comum. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação.emocional.

com perdas mínimas de energia. Ele pediu para você interpretar. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: . Bem. mas é isso que deve ser evitado. Nos projetos. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. você atingiu a eficácia. todos os processos que ele solicitou. do problema. Quando seu chefe lhe passou o trabalho. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. a seu chefe. porém não alcançarmos a eficácia. pois tiveram algumas falhas no percurso. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós. entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. Ocorreu. uma falha na comunicação institucional. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto. você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa. um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. Porém. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. você não elaborou uma crítica fundamentada. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta. talvez míope. se não tiver acontecido. Porém. mas não alcançou a eficiência. Nesse caso. então. pesquisas.inputs de que necessita. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência.

Pode até soar falsa ou ingênua a generalização. seus valores. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . as empresas são compostas essencialmente de pessoas. O mal da falta de comunicação. Pedro. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. Por favor. Vamos mergulhar além das espumas das ondas. Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo. Sem exceção. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro. mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos. sua cultura. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem. com resultados claros para ambos. como todo ser humano. vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas. um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem. Cada empresa tem sua história. Vamos verificar outro exemplo. Depois de alguns dias. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. Ao finalizar a conversa. como se tivessem mensagens divergentes. com a qual o receptor concordava. Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal. sua missão. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. não façam julgamentos precipitados. Pois toda empresa é única. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido. Antes de concluir. Afinal.

“Relevância. 1986. sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato. criatividade e inovação. talento. Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. .exercícios de autoavaliação . Em suma. Gestão . Bem. espírito crítico. de um lado. de outro modo. deve ser coordenada e praticada por especialistas. Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo. Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas. de modo a fazê-los seguir suas intenções. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação. profunda e intensamente. entendimento. os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. mais a empresa/instituição será produtiva. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. adequação. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional. p. de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. insere-se. deve ser analisada como a potencialidade. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. em Avaliações. 39). Porém. no que tange a eficiência comunicativa. Ela requer planejamento. Como instrumento de inteligência empresarial. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização. Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa.falou algo que ele não disse. conclusão Conclusão Como foi dito. no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional. pesquisa.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. credibilidade. do emissor de afetar os outros.

em um clima de harmonia e de respeito. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas. o grupo deve ter um objetivo em comum. em 1930. deu início a alguns estudos sobre esses problemas. o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro.aula 08 . Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa.Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. praticamente uma interação psicológica. por exemplo. Com o fim da automação. é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo. a planificação econômica e reestruturação do ensino. porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”. página 02 Em seguida. Kurt Lewin. . É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos. As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. Depois dele. Diante disso. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo. nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. E por fim. O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso. Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros. Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia. o dinamismo inerente ao grupo.

praticamente um brainstorming). algumas etapas devem ser seguidas. Independente do tipo de grupo. Ou seja. proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos. O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. de formação e mistos. crítica das propostas e tomada de decisão. se você não concorda com o que seu colega disse. Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica.Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação. E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos. no tempo que dispõe para isso. . O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: . o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não. . alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir. página 03 . ou seja.Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos.Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais.Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada. A figura do animador é como a do mediador. São eles: grupos de trabalho.

Os animadores têm perfis distintos. A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador.página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que . via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida). No momento oportuno. Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista. como todas as pessoas. pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes. o chefe de sessão marcará uma reunião. Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos. você imprimirá e colocará em uma urna.

realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". com um clima descontraído e de total harmonia. para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno. utilizadas com o intuito de confrontar idéias. nesses casos. com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui. A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo. As dinâmicas são técnicas simples. Por exemplo. no máximo. é recomendável que os grupos tenham. em congressos. não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário.exercícios de autoavaliação . Gestão . Orientamos que. Isto. em seminários e outros.Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. seja algo bom ou ruim. No momento em que você assume algo da sua personalidade. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado. citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. É importante observarmos que. 20 participantes.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio . conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”.consta na pauta de debate. com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos. Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). analisá-las e colocá-las em prática. em Avaliações. o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese. Enfim. Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas. Procure saná-las logo que apareçam. porém. Não acumule dúvidas. aula 09 .

desde que sejam artifícios éticos. podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado. Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner.Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. então. respeito. . O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI. produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá. mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico. Devemos. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver. A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham. Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados.Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo. principalmente. Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece. criando raciocínio de processo.FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. . Action) de controle de processos. sem comunicação entre elas. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. a organização será um conjunto de ilhas. 1995. Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência. Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade.Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema. quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. p. Caso contrário. página 02 . Check. Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control). . mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. Para que essas barreiras sejam rompidas.11). confiança e. Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. Do.

a educação e o treinamento no trabalho são essenciais. Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado. que é conhecido também como . 4. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas. 2.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias. Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto.Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização. 2.Primeiramente. 1. Nesta etapa. Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento. Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente. Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos. a partir dos dados coletados na etapa de execução. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação. caso a meta tenha sido atingida. 3. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. 3. Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. 1. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida.Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais.

um item de controle que não atinge o nível desejado. o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. pessoas e informações do processo de medidas. condições ambientais.Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. Bem. devido à sua forma. ou seja. operador e tempo. insumos. . material. de modo a focalizar a ação. Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos. equipamentos. métodos ou procedimentos. que será observada logo a seguir. Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública. tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo.

Permite. o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas. Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. dois efeitos ou uma causa e um efeito.página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas. Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização . podendo ser duas causas de um processo. também.

Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas. entradas e saídas de um processo. página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades. Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta.Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. conclusão Conclusão . estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções. Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões. atividade etc. variáveis. permitindo. desta forma. de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais.

Foi criada em 1961 pelos Drs. podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação. fica a seu critério a escolha mais apropriada.exercícios de autoavaliação . agora. Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros. aula 10 . interpretar a figura abaixo. O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula. transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback. Apenas uma curiosidade! Vamos.Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa. que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações. Gestão . Joseph Luft e Carry Inghan.Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação. em seu grupo.A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais. devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos. Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. . assim.

aquilo que você sabe que tem e os outros também. E podemos verificar tais reações nas nossas palavras. Por exemplo. tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. uma habilidade. mas isso pode afetar outras pessoas. Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam. 3. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). julgar. b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. compreender. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho. uma característica. Normalmente. não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria. ou seja. Exemplo: ser uma pessoa educada. existem pessoas mais sensíveis que outras. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento. são caminhos jamais percorridos.O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. vamos dar continuidade ao assunto. O desconhecido é um nada dentro de você. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros. Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado. página 03 O “eu cego” . percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. É justamente aquilo que você é e passa para os outros. vistas nas aulas cinco e seis. Porém. porém desconhecido pelos outros. divulgando seus próprios pensamentos. o feedback precisa ser analisado de maneira racional. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. Bem. página 02 4. gestos e atos.1. retratam ou traem o teor de nossas atitudes.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. Pois como sabemos. sentir. de ser quem realmente somos. tensão nervosa. sua agressividade. ver-se como eles o vêem. Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito. Não há dissimulação. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento. Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido. 2. em termos verbais ou não.. Por exemplo.O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros. a fim de dar e receber feedback. Porém.O “eu oculto”: conhecido por você. Podemos considerá-lo o “eu transparente”. bastante interessante. Ele também é conhecido como “arena”. que na maioria dos casos..

porém “não se enxergam”. . sem esboçar muitas reações. Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado. é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus. quando você o faz. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. O exemplo dado anteriormente.Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada.juarezonline. Falam pelos cotovelos. Pessoas que possuem essa janela muito aberta. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. não dão feedback. está sendo apenas firme. Todos pensam que você é uma pessoa calma. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto.com/1/cromos/lupa. mas em geral. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência. comportamento. ele é cabeça-dura e. Quando o mesmo acontece com você. porém vive a base de tranqüilizantes. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista. Fonte: http://www. atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito. O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos. é apenas distração. mas não estão dispostos a ouvir ninguém. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante. Em geral. ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante. apenas ouvem taciturnamente os outros. normalmente dão muito feedback.

seus amigos e irmãos sociais e. O que é ser neurótico. pode magoar profundamente. Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. Porém. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”. ao invés de colaboração. ou seja. Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. eu cego. coloca-se uma porção de valores positivos nela. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos. Porém. e. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. reduz-se potencialmente.que nem ele imaginava que pudesse cometer. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário. onde todo valor negativo deve ser precedido . A técnica “sanduíche” é aquela que. antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. premia-se o triunfo a qualquer preço. O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés. com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. Esses devem ser dados em particular. exalta-se a competição. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. E mais ainda . ainda que em público. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros. eu oculto e o eu desconhecido. Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). Assim. Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. vale ressaltar que o eu desconhecido. Porém. nem você e nem ninguém conhece. ainda. Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. mas isso não autoriza confundir esses dois males. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. é dando e recebendo feedback.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”. Nem ele esperava por isso e nem os outros.

P.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I.Plan.A . clique na atividade pretendida no painel de desempenho. disponíveis ao final de cada módulo.R. botão Avaliações. em Avaliações".O. Organização.exercícios de auto-avaliação .Prêmio Nacional de Qualidade E. O acesso é pelo menu Avaliação.Balanced Socrecard aula 01 .Cadeia de Suprimentos P. . Acesso pelo menu "Avaliação. Gestão . aula gravada em áudio . Do.S. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.D. Check e Act KAISEN C. Lembre-se de que caso seja necessário.Q . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA .Q. Direção e Controle).e concluído entre valores positivos."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.T . Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.N. que serão corrigidos pelos tutores.C.P. Enterprise Resource Planning BSC .International Standartization Organization Supply Chain . Para visualizar a correção.Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.

o que planejou. Definir o que queremos. Execute com fidelidade seu plano.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo.jpa.Plan. página 02 02. mas sim sucessivas vezes. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. Tomar iniciativa. educar. implementar. Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas.ac. Shewhart. 03. As Etapas do Ciclo PDCA: 01. Fazer. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo. trabalha talentos e habilidades . Executar): Faça exatamente o que planejou. Plan (Planejar): Detectar um problema. De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo. Fonte: http://www. tal como uma linha de chegada. É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa. treinar. para atingir o próximo momento. Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar. uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta.CICLO PDCA . Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. mas foi Deming seu maior divulgador. planejar o que será feito. Bloqueie as causas do problema. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A. Compare o resultado com seu plano. Do (Fazer. contemplando o planejamento. Do. esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema. a padronização e a documentação destes. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. de forma continuada. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. No plano pessoal. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. tendo disciplina para colocar em prática. .

Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior. se há problema. preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem). esta atividade pode corresponder aos ajustes.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca. Se houver.org/programs O Programa 5 S . Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema). implementações e continuidade do sistema.sakosta. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. Fonte: http://www. se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória. página 03 Fonte: www. 04. assumir ações corretivas ou de melhoria. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. esta atividade pode corresponder aos testes.ibiweb.No caso de desenvolvimento de um sistema de informação.gif Ou seja. atuar para que não se repita.

asseio. classificação de materiais. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. Definir um lugar para as coisas. gerando o descarte de coisas não necessárias. dia após dia. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. utilização. para manter somente o que é útil. A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. em equipe. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. A . quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. conservação. guardar as coisas e obedecer as regras. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. Manter a arrumação do local de trabalho. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". utilizando o Ciclo PDCA como suporte. pois possibilita a identificação de defeitos. higiene. Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. inclusive discos de computadores. A LIMPEZA ou inspeção. Limpeza é forma de inspeção. No Programa 5S. armários. materiais que se usa no dia a dia. padrões de arrumação. O material deverá ser enviado à área de descarte. liberação de espaço. que buscam fortalecer 5 Sensos. formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova. as áreas isentas de pó. gavetas. discos de computadores. peças quebradas. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. gerando descarte dos itens sem utilidade. mantém o estado de limpeza. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. vazamentos. onde cada coisa tem que ter nome. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. etc. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). A ARRUMAÇÃO ou sistematização. mantém tudo sempre limpo. zelo. etc. ferramentas. ordenação. com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. onde cada um deve cuidar da sua área. armários. não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. a limpeza.

mudar determinado comportamento. fazer uma pós-graduação. como forma de criar bons hábitos. mas seu ciclo completo exige muita fundamentação. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização. Em caso de dúvidas.padronização inclui outras considerações. É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente. arrumação e limpeza) de forma contínua. Gestão . padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos.Kaisen aula gravada em áudio . higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. Acesso pelo menu "Avaliação". alcançar um novo posto na empresa. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas.é um modelo mental muito simples. medição para obter controle. tais como: cores. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. aula 02 . para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. que é a arte de fazer as coisas certas. A disciplina é a base de uma civilização.iluminação. Usar o PDCA de forma universal. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . análise de cenários. arrumação."Mensagem") ou por e-mail. adquirir outra habilidade. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores. formas.exercícios de autoavaliação . diagnósticos. etc). padronização. na trajetória para alcançar novos objetivos. vestuário. disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável. DESENVOLVER. num processo de repetição e prática.Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. execução de tarefas com registros de dados e fatos. análise e ações corretivas. O conjunto de práticas denominado 5S (organização. treinamento e desenvolvimento. limpeza. ventilação. calor. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. harmonia. CONTROLAR E AGIR . de forma natural e cotidiana. O PDCA – PLANEJAR. Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor. A DISCIPLINA ou auto-disciplina. educação.

bem como mudanças na estrutura gerencial. Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido. custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente. Mas.TQM.). Segundo Mondem (1999). Porém. ações e programas de Melhoria Contínua. . Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” . sempre emergindo. quando ocorrem mudanças drásticas. Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços. negócios e operações).JIT. qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: . editado em 1988 e publicado pelo IMAM. Para Ansari (1995). Em seu primeiro livro. ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados. A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja. O retorno se torna melhor. O conceito de Kaizen.transcontinental.com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero. Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras". O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura. já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo. provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos. manter os padrões atualizados sobre tecnologia. Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total. Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização. a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua". ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos.kaisen. idealizado por Masaaki Imai.promove um certo benefício para os usuários.Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor. investimentos pequenos e gradativos diariamente. custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados. etc. diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização. página 02 Fonte: http://www. “Total Quality Management” . Propõe a empresa.

é rapidamente implementada. Fonte: www.é a redução de custos dos processos. .normalmente usa-se o "bom senso".os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso. . pelos próprios usuários. na maioria das vezes. . controle gerencial e aprendizado. para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos. No custeio kaizen. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo. Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado. mas superá-lo. é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças.dificuldade em encontrar os materiais estocados. Portanto. ele tem suas limitações para custeio de produto. tornando-a cada vez melhor. . .é praticada. Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen .. mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos. não é contínua. Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra". .contrafluxo de materiais. é preciso usar a cabeça. Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. de provisórias passam a ser definitivas. O pessoal começa a dar sugestões de melhoria. transformando-os em "cabeça-de-obra".esica. carrega muito peso ou até chega a se acidentar.longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização. conforme análises de Kaplan&Cooper. Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção.exige baixo investimento. Normalmente. .não exige nova tecnologia. Não basta trabalhar com os braços duramente. embora seja uma melhoria. como de quem caminha muito pela empresa. nas empresas brasileiras.com . O grande problema é que essas "gambiarras". de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente. Com isso. .má localização dos itens. por deficiência no endereçamento. o objetivo não é alcançar o padrão. a força de trabalho é investida de poder. nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra". página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: . seguida de sucessivos aperfeiçoamentos. Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos.

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

C. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto.Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos. Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês. permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico. Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses. dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial. Segundo Maximiano (2000).php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade. aula 03 .Q.offoffoff. baseia-se na análise de valor. Por isso. Gestão .com/film/2003/moderntimes. Acesso pelo menu "Avaliação". quando utilizado no processo de custeio kaizen. O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. pois o custeio kaizen tem foco nas equipes. destacamos: . a idéia de qualidade tem uma história muito antiga.T .Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”. Fonte: www. Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês. A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo). mais do que nos indivíduos. Como reflexo e testemunho dessa importância. é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas.exercícios de autoavaliação .O tema é relativamente novo para o Brasil. em Avaliações. de função e engenharia de valor. É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen.

A expansão da produção de mas-sa. a administração da qualidade passou por diversos estágios. Fonte: www. inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial. qualidade era sinônimo de identidade.br/autosantigos/images/ . nasceu o controle estatístico da qualidade.página 02 Na Administração. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada. Desse ponto de partida.com. até chegar à administração da qualidade total da atualidade. que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas. o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade. Para os engenheiros e industriais do início do século XX.copiadorasatelite.

a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar. o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. Por causa disso. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. qualidade é uma questão sistêmica. que em . Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento. Ou seja. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A. a era da qualidade total. tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem. a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. Nos primórdios da indústria moderna. Em lugar de inspecionar todos os produtos. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. a inspeção era feita pelo próprio artesão. No estágio seguinte. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. dos Laboratórios Bell. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. Shewhart. sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. Agora. A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial.Na era da inspeção ou do controle estatístico. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total. página 03 Portanto. Garantindo-se a qualidade do sistema. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada. que se baseia na amostragem. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas.

instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto. foi criada a JUSE . marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. tornou a qualidade uma obsessão nacional. Dodge e Roming. paralelamente. suprimentos: escolhe. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são. 4. Dois colegas de Shewhart. Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. da conquista de mercados e da expansão do emprego. com poucos recursos natu-rais. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes. W. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. todos os estágios do ciclo industrial. 8. Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. que deveria sobreviver com a exportação de produtos. 6. compra e retém fornecedores de peças e materiais. no caso de produtos. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. Edwards Deming para ministrar um curso de estatística. pois com o fim da Segunda Guerra Mundial. engenharia. Em 1950. 5. da redução de custos. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo. Em 1946. fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. a JUSE convidou Dr.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). (1983) A qualidade total abrangeria assim. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação. 3. ferramentas e métodos de produção. O fato de o Japão ser um país. através do aumento da produtividade. engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações. expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). engenharia de processo: escolhe as máquinas. desenvolveram técnicas de amos-tragem. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. 2.1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. 7.

Numa nova era econômica. prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse. deve agir como equipe.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. A transformação é o trabalho de todos. 5. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística. Os japoneses ouviram. Adotar a nova filosofia. . Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. Instituir a liderança. com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. do Módulo I. Eliminar slogans. de maneira coercitiva. 12. 14. 2. que compreende 14 princípios. 11. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão. A visão é sistêmica. 3. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. de vendas e de produção. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita. Eliminar as barreiras entre os departamentos. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. de projeto. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. para melhorar a qualidade e a produtividade e. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. a administração deve despertar para o desafio. em 1951. É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. Essas exortações apenas criam relações hostis. 8. Afastar o medo. 4. deve-se procurar minimizar o custo total. Ao in-vés disso. Instituir o treinamento no serviço. reduzir constantemente os custos. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento. Os 14 Princípios do Método Deming 1. 10. Em 1982. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. 13. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. é o Método Deming. A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais. 7. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. 6. Acabar com a dependência da inspeção em massa. 9. permanecer no mercado e criar empregos. do Prêmio Deming de Qualidade. Agir no sentido de concretizar a transformação. Eliminar a ad-ministração por objetivos. Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. conforme vimos na Aula 9. o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. exortações e metas exageradas para os empregados. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. dessa ma-neira.

Ishikawa. Shewhart e Juran.página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum. . Deming.

As empresas trabalham para estar à frente da concorrência. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos. . trabalham não por objetivos individuais. desenvolva trabalho de equipe. Entretanto. faça das melhorias contínuas um assunto diário. Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. confiança e respeito mútuo. Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas.O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. escute e aprenda com seus clientes e colaboradores. conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz.

O que elas deveriam fazer. à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente. Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. Nesse texto. destrua” (Harvard Business Review. antes de tudo. O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização. De todos os novos conceitos de administração. O que elas fazem. aula 04 . Hammer não inventou a reengenharia. é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”.Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. em seguida. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. qualidade. página 02 . O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores. em processos que integram as funções departamentais. práticas e atividades existentes para. é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos. a reengenharia é um dos mais populares.Gestão . No entanto. Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as. Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”. é reprojetar os processos. Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”. seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade.exercícios de autoavaliação . as empresas precisam mais do que mudar. geralmente. 1990). Assim. por exemplo. em Avaliações. ou melhor. aperfeiçoar-se e aprender. reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. desafiando suas doutrinas. Tem o objetivo de rever e se necessário. Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas.antes que o artigo fosse publicado. a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero. July/Aug.Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios. Henry Ford. redesenhar seus recursos de maneira inovadora. de reconstrução dos mesmos. inovação e velocidade. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. reformular completamente seus principais processos de trabalho. se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios. Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia.

começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes.administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento).desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes. podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais. Um processo é. que envolve toda a organização. um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado.administração de suprimentos. passaram pela reengenharia nos últimos anos. com começo. Alguns dos processos mais comuns. Conseqüentemente. Centenas de grandes empresas. . assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado. . fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. portanto. uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo. Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente. O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional. Um processo é um conjunto de atividades. melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves. ligadas entre si. Bell Atlantic e Taco Bell. a palavra processo tem importância fundamental. a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada. incluindo Kodak. A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. são os seguintes: . Portanto. página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio. bem como muitas empresas pequenas. . que se encontram na maioria das empresas. uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço.gerenciamento de informações. A maioria das empresas. .Processo Dentro da reengenharia. . .gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). mesmo as muito grandes e complexas.serviço de vendas pelo correio.

Requer um conjunto de valores inteiramente novos. conforme descrito na tabela abaixo: .página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional.

Procure saná-las logo que apareçam . porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. quando o processo é longo. resultando em menores esperas. os processos passam a ter mais de uma versão. O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais. Às vezes. Embora os processos sejam seqüenciais. são conjugadas e combinadas numa só. os passos do processo são feitos em paralelo. antes distintas. os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades. Os trabalhadores passam a tomar decisões. De acordo com Hammer e Champy. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. reduzindo o tempo de execução.página 05 Não acumule dúvidas. A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um . sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente. Às vezes. menores custos indiretos. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores. Sempre que possível.

Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia. conforme vimos na Aula 7. Reduzem-se os controles e verificações. A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos.aos projetos de reengenharia. da Unidade 1. O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido. Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato.mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio.Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento . e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. Minimiza-se o esforço de conciliação. O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único. A reengenharia. por meio da tecnologia da informação. o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. que assumam maiores responsabilidades. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”. os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. aula 05 .exercícios de autoavaliação . A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” .Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. Característica mais marcante. São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas. conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI. Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais. “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo. em Avaliações. corram riscos. “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente. por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes. Gestão . Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado.

. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento.A gestão do conhecimento. Fonte: http://www. A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos.mayo. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual. os empresários. demanda por qualidade. utilizar sistemas de informações gerenciais.geocities. não sendo desconhecido o fato de que. menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente. portanto. então.br/centropis/cerebro.yahoo. sempre estiveram em destaque. investir em inovações tecnológicas.jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração.edu/mshs/images/tech-res. está entre os temas mais discutidos atualmente.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações. sendo necessário. principalmente pela união das telecomunicações com a informática. possuindo conhecimento. a conhecida globalização. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados. A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações. Fonte: http://www. Por que.com. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. Fatores preponderantes do processo de globalização como competição. utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global. consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações. implementar o processo de mudança organizacional. a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia.

o fim está à vista”. normas. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores. cujo principal negócio é a contínua inovação. 1991). e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. emoções. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. criar novos conhecimentos. na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. e. página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi.. A diferenciação passa a vir do conhecimento. dos relacionamentos e dos processos. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. O conhecimento explícito é aquele que pode ser. e pode ser facilmente processado. disseminá-los por toda a organização. transmitido ou armazenado. da preparação da pessoa. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”. vista como cidadão e trabalhador. etc. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual. mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. numa época de desafios cada vez maiores. manuais. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas. como as redes globais e internas. fundamentalmente. Pode-se. os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros. entre tantas outras. experiências. portanto. valores ou ideais dos indivíduos. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente. Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas. na conversão do conhecimento tácito em explícito. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado. basicamente. seu aprendizado assume papel fundamental. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. Trata-se. com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. proliferação de tecnologias. vídeo e teleconferências. por sua vez. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. portanto. com consistência. O conhecimento tácito. seja em computadores. "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. A Educação Corporativa. é aquele contido e decorrente das ações. Jack Welch Educação e Mudança . A Gestão do Conhecimento reside. visualizar as organizações migrando do velho modelo. ou está.um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. os sistemas integrados. e por isso. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. portanto. registrado. que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas.

Os antigos princípios não valem mais. a serem. aplicadas em conjunto. por meio do Relatório Delors. quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. hoje dominantes. desde que bem utilizado. página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos. A natureza instrumental das organizações permanece. no entanto. globalização. limitações de capital. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado. 1989). conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia. a riqueza é o conhecimento. que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. rever canais de distribuição. . O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. 1997). ou seja. naturalmente. O abandono de nossa transcendência. pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade). a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka. do outro. Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações. com a aplicação do raciocínio sistêmico. entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência. assim como a eliminação de empregos. aumentar a capacidade de produção. Fonte: www. atualizadas e no tempo certo.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro. com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. E. A realidade. Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver.org/unraveling/07. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir. pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem. Na Era da Informação. É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. comunicações. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. reestruturações e menor lucro operacional. principalmente em função do avanço tecnológico que permite. tudo gira em torno das expectativas dos clientes. é outra. a Unesco.alzheimers. tempo (velocidade) e custo. mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento. mas com seu efetivo auxílio.htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam. precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. por exemplo. ao lado do trabalho. O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e.

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Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

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Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

especialmente nas áreas da saúde. nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo. ou seja. Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade. a adesão às normas ISO é voluntária. nem em seu nome. Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade. ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. No entanto. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção. Além disso. mas não é uma garantia da qualidade de produtos. A família compreendia. a certificação não é conferida pela ISO. Ela é evolucionária. página 02 Devido a sua grande aceitação. até o ano 2000. evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas. da segurança e ambiental. cinco séries específicas: . que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. desenvolvida em 1963.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes.

antes de ser retirada no ano 2000. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. A numeração. 9004-2 e assim por diante). foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes. A norma ISO 9003. sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. de 9000 até 9004.página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais. . Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1. desde o projeto até o serviço. foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. não significa uma hierarquia entre as séries. testados. melhorados e aprovados. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000. antes de ser retirada no ano 2000. A norma ISO 9002.

página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária. .

formação do Comitê de Coordenação. realização das auditorias internas. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor. “avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato. conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria. seleção e designação formal de um coordenador. quando apropriado. divulgação constante do assunto qualidade. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador. formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho. estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. formação dos Auditores Internos da Qualidade.Conforme estabelecido na ISO 9000.” Internacionalmente. o do Reino Unido. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos. sobre o fornecedor. requisitos suplementares. . plano de trabalho para a implantação de cada requisito. implantação das ações corretivas para as não conformidades. treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade. seleção da Entidade Certificadora. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. palestra sobre qualidade para todos os funcionários. elaboração do Manual da Qualidade. treinamento. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias. está entre os mais respeitados e utilizados. Dentre eles. Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente. elaboração e divulgação da política da Qualidade.

aumento da participação dos funcionários. com destaque para a parceria. estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são.página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. aumento da capacitação dos funcionários. melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais. paralelamente. entre outros: foco no cliente. Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. entre outras. ações baseadas em fatos e não em opiniões. cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis. . Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000. cria uma cultura voltada para a Qualidade. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". aumento do desempenho da empresa. uniformidade e clareza de conceitos. redução do desperdício. mudança comportamental dos colaboradores. início de um processo de potencialização dos funcionários. outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. a empresa é vista pelos funcionários com um todo. podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores.

• Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas.” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos. Sistemas de Gestão da Qualidade . notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade. pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente. Além destas 3 normas.Diretrizes para melhoria de desempenho. Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário. • Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo. • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas. principalmente nas últimas duas décadas. • NBR ISO 9004:2000.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000. a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade.fiesp."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado. a ISO 9000:2000 foi modificada. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000. Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada.Requisitos. Sistemas de Gestão da Qualidade . Para cumprir esta diretiva. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000. .br/qualidade/faq. através de uma aplicação efetiva do sistema. • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade. • NBR ISO 9001:2000. dificultando seu uso nas organizações. principalmente. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994. Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente. composta pelas NBR ISO 9000.com. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência. algumas modificações foram feitas nas normas ISO. • Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais. Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado. O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”.

estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade.Supply Chain . da prevenção de deficiências na qualidade. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Gestão . e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. aula 07 . até 1994. Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e. a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000. Supply Chain Management (SCM). Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e. ela deve se organizar de forma tal que. se uma empresa deseja obter a ISO. ISO 9003 e ISO 9004. Por fim. . estejam sob controle. Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu. Kanban e Engenharia Simultânea. ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Mesmo em nível internacional. que afetem a qualidade. começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90.exercícios de autoavaliação . Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD).É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço.Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT). era composta pelas normas ISO 9000. ISO 9001. ao atendimento das exigências do cliente. acima de tudo. fatores técnicos. ISO 9001 e ISO 9004. A partir do ano 2000. sem perder sua amplitude. A versão da Família ISO 9000. administrativos e humanos. são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. Redução do Tempo de Setup (SMED). Controle Estatístico de Processos (CEP). principalmente.Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação.

tais como: o marketing para estabelecer o conceito. ou seja. pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada. Embora muito se tenha falado. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. internos e externos. e finanças para a estruturação do financiamento. instituições e agentes. fabricação e logística para executar as operações. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais.Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. e que são críticas para a implementação do SCM. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada. existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos. que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. página 02 Em contrapartida a esta visão. O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. uma simples extensão do conceito de logística integrada. página 03 . pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto. pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing. Além disso.

os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. distribuidores e varejistas. através da desverticalização e/ou terceirização. O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). não assumindo o risco da posse do produto. atacadistas. página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle. a presença de membros especializados era pouco difundida.Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. informações. o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização. armazenagem. e incluem: fabricantes. . levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. transporte. armazenagem. programação da produção e financiamento. das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos. vendas. Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. assumindo o risco pela posse do produto. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas. Até a década de 50. Qualquer unidade organizacional. basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos. A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. estoque. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. por meio de um processo de cooperação e troca de informações. Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. o surgimento de novos e variados formatos de varejo. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. Em contrapartida.

Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros. que está sendo denominado de Supply Chain Management. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos.O avanço da informática. as instituições externas ou agentes (transportadores. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas. criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista. armazenadores. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. Como exemplo. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. No entanto. É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição. combinado com a revolução nas telecomunicações. Neste caso. por esta razão. . Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto. página 05 No caso da distribuição indireta. a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal. o custo da distribuição tende a ser muito maior. atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. Em outras palavras. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes.

nos Estados Unidos. redução nos custos de transporte e armazenagem. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. compras/Suprimento 7. o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. relacionamento com os clientes 2. Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. Essa por sua vez. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. Levis. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias. Os níveis de estoque foram previamente determinados. tidos como essenciais.Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. Por fim. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa). Os mais citados são: 1. devem ser considerados processos de negócios. também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim. administração do fluxo de produção 6. por exemplo. atendimento de pedidos 5. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. Como. através do processo de coordenação e colaboração. administração da demanda 4. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears. a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. que é a Miliken. que é a Du Pont. . redução de estoque. serviço aos clientes 3.

Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. Gestão .Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE . As razões para tanto são basicamente duas. o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito.exercícios de autoavaliação . com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes. pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". mas algo consistente. como a Fortune. que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia. aula 08 .PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das .Q . Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos. A primeira deriva da relativa novidade do conceito. pelo processo de coordenação e colaboração.conclusão Conclusão No Brasil. impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país. Embora seja um conceito em evolução. de fornecedor para fornecedor. a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada. A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva. O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos. Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega. cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90. Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM. Artigos na imprensa especializada. tanto dos procedimentos internos como nos externos. ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais. surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado.Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação.P. estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas.N.

FPNQ. aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras. utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ. Prêmio Qualidade Rio. Prêmio Qualidade do Governo Federal. organizações sem fins lucrativos. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”. em todo o território nacional. para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação. Examinadores Relatores e Examinadores. fundada por 39 organizações públicas e privadas. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade. quase um terço internacionais. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas. geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. cumprindo com a sua missão institucional. De 1992 até hoje. Prêmio Gestão Qualidade Bahia. Examinadores Seniores. Foram realizados dezenas de Seminários . Prêmio ANTP da Qualidade. tais como: Prêmio ABES da Qualidade. Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. órgãos da Administração Pública ."Em Busca da Excelência" – sendo. Desde sua criação. dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes. Em outubro de 1991. Prêmio Qualidade RS. O domínio do conhecimento na área de avaliação. entidade privada e sem fins lucrativos. promotora do prêmio. bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas. a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais. Prêmio Gestão Qualidade Sergipe. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior. e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. pequenas e microempresas. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . médias empresas.

portanto. como no caso do Serpro. da Siemens. desde 1996. bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida. do Senai. Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. página 03 A FPNQ edita. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ. da Petrobrás. o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente. 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado. induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. inclusive com a criação de premiações internas. da Sadia. . a melhoria da competitividade. página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. das Delegacias Federais de Agricultura. da ECT. dentre outras. que estão se desenvolvendo no Brasil. A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros. os "Primeiros Passos para a Excelência". Portanto. abordando os Itens dos Critérios de Excelência. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão. setoriais e regionais.Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. da Gerdau.

inovação. de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência. Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações. pessoas. Os conceitos. Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1. sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados. informações e conhecimento. valorização da pessoa. aprendizado organizacional. princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito. mas. de tal forma a permitir um diagnóstico. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança.relatório da gestão. Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz. clientes. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão. agilidade. responsabilidade social e ética. estratégias e planos. abordagem por processos. entre outros. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho.inscrição para candidatura e 3. contendo: perfil da organização e descrição da gestão.elegibilidade 2.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho. os seguintes benefícios: . resultados. foco nos resultados. visão de futuro. Além disso. principalmente. decisões baseadas em fatos. seja qual for o tipo de organização. processo. sociedade.

identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias.visão sistêmica da empresa. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. liderada por um examinador sênior. promoção da cooperação interna. por até 10 membros da Banca Examinadora. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. Etapa II – análise crítica de consenso. submetidos a um rigoroso processo de qualificação. e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. por até 6 membros da Banca Examinadora. que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação. análise por 1 sênior. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho. foco na realização de resultados. Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas. . 1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior. As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora. assim como. os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão.

Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização.R. como produção.P. com informações on-line e em tempo real. manutenção de estoques.) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados. É um instrumento para a melhoria de processos de negócios.P. interação com os fornecedores. incluindo o desenvolvimento de produtos. página 02 Tipicamente. É a chave para a automação de processos empresariais. serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção. O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos. as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento. um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.exercícios de autoavaliação . em Avaliações. Acesso pelo menu "Avaliação". . que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio. ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular.Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E.E.R.Gestão . compras ou distribuição. Ela representa o núcleo da empresa de manufatura. aula 09 . compra de itens. .

é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação. as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento. melhorar os serviços e reduzir os custos. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais. ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios. Por isso. ajudar a aumentar a eficiência.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos. se possível levando à atualizações curriculares. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado. Com isso. página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil. O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial. o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. mas também na integração múltipla de canais fora da organização. A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. Porém. sincronizar e completar todo esse . onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior. Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados.

Em um sistema de ERP. dentro de uma visão logística de administração de recursos.processo dentro e fora da empresa. Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor). operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações. RH. finanças e recursos humanos. segundo T. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa. Desta forma. elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados. logística. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor. . A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização. de julho/agosto de 1998. tais como: fabricação. Davenport (Harvard Business Review. Portanto. é composto por um banco de dados único.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. etc. O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais. p. Normalmente. temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos.H. finanças. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP. como fabricação.

customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial. incorporam modelos padrão de processos. melhorar os serviços prestados aos clientes. estoques. e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. reduzir custos. possuem grande abrangência funcional. utilizam um banco de dados corporativo. Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros. melhorar a qualidade. distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais.adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos.Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva. parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa. localização . tomadas em conjunto. página 06 Componentes típicos de um ERP: . Envolve legislação e impostos. melhorar a produtividade. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que. Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais. melhorar o planejamento e alocação de recursos. integram as diversas áreas da empresa.

A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte.exercícios de autoavaliação .R. recursos humanos. Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção. em Avaliações. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E. tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas. aula 10 . Gestão . Acesso pelo menu "Avaliação". é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado.R. que.Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.planejamento e Controle da produção. sempre acompanha a adoção destes sistemas. contabilidade.P. de implementação. implicitamente. Os benefícios são evidentes. finanças. marketing. a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica. As empresas que estão planejando um sistema E. vendas. por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) . O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos. outros. de utilização e atualização dos sistemas ERP. custos.P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida.

alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico. conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC . Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes. evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial. processos internos e aprendizado e crescimento. É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. Segundo Reis (2001). é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. Durante esse período. revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação. Uma delas. médio e longo prazo.não há uma tradução precisa em português. página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa. À medida que foi sendo utilizado. melhorando assim sua situação no futuro. as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos .Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência. significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados).

Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. a administração tradicional considera favorável a situação da empresa. Quando o resultado é positivo. . da Harvard Business School. há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte. O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. já que. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. mas também os fatores que os produzem. estavam se tornando obsoletos. incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. Nessa nova forma de gerenciamento. que mostra lucro ou prejuízo. O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. os modelos de avaliação de desempenho. Robert Kaplan e David Norton. baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. medidas financeiras e não-financeiras. sobretudo. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. até então existentes. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. No entanto. na opinião dos autores.ativos e passivos financeiros. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial. de criar um novo modelo de medição de desempenho. pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho. Acadêmicos e executivos estudaram.

esse êxito é medido pela sua lucratividade. devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira. O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado. as conseqüências dos esforços do passado.implementadas e executadas. na implementação ou até mesmo na definição das estratégias. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado.Perspectivas e indicadores essenciais a. Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado. que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes. b. Em geral. satisfação e lucratividade dos clientes.Segundo Rocha (2000). BSC . retenção. pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value). de inovação. pode haver problemas na execução. Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua . e os vetores de desempenho futuro. e medidas internas dos processos críticos. as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas. aprendizado e crescimento. captação. é mais do que um sistema de medidas.

incluindo: treinamentos. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação. qualidade e tempo de resposta. devoluções e processamento de pagamentos. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. Como melhorar e criar valor agregado? . do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. página 05 c. ou com um segmento de mercado. garantias. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. d. em números absolutos ou relativos. consertos. capital investido. unidades vendidas ou instaladas. lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente.determinada em termos de número de clientes. do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais. serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente. captação de clientes: medição. Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. retenção de clientes: acompanhamento. Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. em termos absolutos ou relativos.

os objetivos traçados através do Balanced Scorecard. 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança. 1951). o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. É um novo instrumento que integra as . Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão. recursos e processos.página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. promovendo o desempenho. É necessário capacitar os funcionários. intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem. O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas. O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente. 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso. administração de pessoas. os sistemas e os procedimentos organizacionais. Para Costa (2001). Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países.

conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial. processos internos. testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários. Com isso. Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos. sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira. que consiste em reunir feedback.medidas derivadas da estratégia. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa. Gestão . É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. como os tradicionais balanços contábeis.exercícios de auto-avaliação . . o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes. funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo. As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e. a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente.Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Ele preserva os indicadores financeiros. Acesso pelo menu "Avaliação". nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização. e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. depois. expressando-a em termos que orientam a ação no nível local. utilizá-lo. além de considerar também o valor financeiro. Porém inclui valores baseados nos clientes. em Avaliações. segundo Rocha&Pinto (2000).

Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. disponíveis ao final de cada módulo. Lembre-se de que caso seja necessário. Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Para visualizar a correção. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. O acesso é pelo menu Avaliação. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques . que serão corrigidos pelos tutores.Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. botão Avaliações.

Maxlano Cardoso .

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