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Formação dos conflitos e processo Processo: meio para resolver conflitos Direito: tem função ordenadora, de coordenação dos

interesses; organiza a cooperação entre pessoas e compõe os conflitos que se verificam entre membros da sociedade. Direito = controle social 1. A CONVIVÊNCIA SOCIAL: Ser humano = sujeito social = convivência social A proteção do direito visa o bem comum e é realizada mediante a ordenação de condutas impostas garantidamente pelo Estado através de normas dotadas de sanções coercitivas. 2. A NECESSIDADE SOBRE BENS FINITOS E INFINITOS: Bens finitos → interesse → escassez → insatisfação → conflito 3. A INSATISFAÇÃO SOCIAL E O SURGIMENTO DOS CONFLITOS Nasce um conflito de interesses todas as vezes que para um mesmo bem se voltam as atenções de pelo menos dois indivíduos, havendo da parte de ambos uma tal intensidade de interesse em relação ao mesmo bem, que a exclusão do interesse contrário é a meta de ambos. 4. FORMAS DE SOLUÇÃO DOS CONFLITOS O conflito de interesse pode ser resolvido de modo amigável (reconheço que perdi) ou nenhuma das partes cede (quando há resistência mútua). No primeiro caso, quando surgir conflito de interesses, porém pacificado não há necessidade de processo judicial. O problema é quando surge o conflito e as partes resistem, surge então o conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida – uma das partes apresenta um requerimento – pretensão, pedido – e a outra resiste. Sempre duas possibilidades: alguém cede e o conflito desaparece ou alguém resiste e após o conflito há uma pretensão resistida, que no Direito Processual tem o nome de Lide. 5. DIFERENCIAÇÃO DAS TUTELAS (MATERIAL E PROCESSUAL) Lide 1. CONCEITO DE CARNELUTTI: CONFLITO DE INTERESSES QUALIFICADO PELA PRETENSÃO RESISTIDA Não tem resistênc ia Há pretensão resistid

Conflito → pretensão

Ceder e cumprir Resist

Jurisdição Voluntária

Lid e

Portanto o que irá configurar a lide é a existência de uma pretensão resistida. Na lide a ação é contenciosa, jurisdição contenciosa. Crítica: Tem caráter sociológico e não jurídico. Não enxerga o processo.

2. CONCEITO DE LIEBMAN: LIDE CORRESPONDE AO MÉRITO DA CAUSA, OU SEJA, O PEDIDO DO AUTOR Lide = pretensão ou pedido, mesmo que não haja resistência a lide está presente. A lide pode ser portanto uma pretensão amigável ou resistida. É o conflito de interesses, nos limites do pedido do autor. Vantagem com relação à Carnelutti: não se preocupa com a resistência e com o conflito; só interessa ao processo judicial o que está no processo judicial (o que não está nos autos, não está no mundo). Vê a lide com um aspecto puramente processual. 3. POSIÇÃO DO CPC: APESAR DA EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS ALUDIR AO CONCEITO DE CARNELUTTI, O CPC UTILIZA A EXPRESSÃO LIDE EM VÁRIOS SENTIDOS Artigo 460 CPC → o próprio código estabelece que o juiz gira em torno do pedido; correto está Liebman pois se importa apenas com o que é processual. As Tutelas Diferenciadas Tutelas diferenciadas são direitos ou instrumentos diferenciados, têm tutelas diferenciadas com relação aos direitos e com relação aos instrumentos. É necessário que se adéqüe o instrumento ao fim a ser atingido por ele para que o resultado seja potencializado (potencialidade da eficácia). Novas formas de conflitos exigem novas formas de tutelas. A sociedade evolui, novos direitos vão surgindo e esse direito passa a ser regulado por novas leis. Criando novos instrumentos de direito para que os direitos possam ser melhor defendidos. Conceito de tutela: Tutela representa proteção, amparo. Tutela jurídica: É diferente da tutela jurisdicional? Sim, a tutela jurídica é mais ampla do que a jurisdicional. A tutela jurídica corresponde a todo o aparato necessário a uma efetiva prestação jurisdicional. O que o Estado precisa para que possa te prestar uma tutela, uma providencia jurisdicional efetiva, útil, a tempo de ser utilizada? Precisa de juiz (com condições compatíveis, pessoas, cartório) , a estrutura faz parte desta tutela jurídica. Tutela jurisdicional: significa a proteção ofertada pelo Estado (dentro dele o judiciário, mais especificamente), no desenvolvimento das suas atividades jurídicas, quando atua em razão dos direitos, dos conflitos. Dois caminhos de interpretação na doutrina; Primeira corrente doutrinária: só há tutela jurisdicional prestada quando o autor ganhar o processo receber o que pediu em juízo. Por quê? Artigo 460 do CPC: pedido delimita o campo de atuação do magistrado, o juiz circula em torno do pedido. No processo não pode o juiz atuar sem ser provocado, artigo 2º do CPC – princípio da inércia jurisdicional. O Estado precisa ser previamente provocado e o instrumento utilizado é a petição inicial. Esta provocação é feita pelo autor, nunca pelo réu. O Estado ao final deste processo irá conceder ou negar a tutela. Só há tutela jurisdicional a quem pede. Segunda corrente doutrinária: sustentam que a tutela do Estado não é prerrogativa apenas do autor, o réu também tem direito à sua proteção. Ainda que o réu não exerça pedidos é dever do Estado impedir que o autor o agrida juridicamente falando de modo injusto, para que o réu não seja agredido. Quando o Estado nega ao autor o que ele pede, indiretamente está protegendo o réu. A tutela jurisdicional é prestada ao autor quando ele tem razão e ao réu quando o autor não tem razão.

a pretensão mais a controvérsia. conciliação. Liebman: Não exige a resistência Mesmo que o réu não se manifeste há mérito. não existia arbitragem. mediação. Carnelutti: Lide = Mérito Pretensão: Não corresponde a lide e mérito. Ponto incontroverso (p. CDC são exemplos de tutela diferenciada. Não só os instrumentos são diferenciados. Ponto controvertido = questão O autor pede e o réu combate (artigo 515 CPC) Quando o juiz é chamado para decidir. por causa da inércia do réu. o conflito de interesse qualificado pela pretensão. cada pedido feito corresponde a um ponto. Os pontos incontroversos serão homologados. a revelia. O ECA. não a ser julgado. COMO SINÔNIMOS. Quando o réu é revéu é entendido como verdade.ex. O mérito é o pedido diante da resistência.A tutela antecipada é entregue ao autor no início do processo em razão de uma aparência de direito e ao final do processo ele irá confirmar ou revogar a tutela. Em um mesmo processo pode haver pontos controvertidos e incontroversos e somente os pontos controvertidos serão julgados. ele apenas homologa. Há casos em que a tutela provisória em que a medida é irreversível (sangue para a testemunha de Jeová). Por que tutela jurisdicional diferenciada? Novas formas de conflitos exigem novas formas de tutela.) Não é possível ser controvertido.. o reconhecimento do pelo réu. Liebman é o pedido. O que o Estado tem por dever é tutelar direito e não pedido. É necessário ter o pedido. prova inequívoca do direito – é uma segurança provisória. antigamente era apenas uma tutela. Artigo 525 CPC. Quando a questão não é controvertida nada decide. os próprios direitos o são. O PEDIDO: CÂNDIDO DINAMARCO .. Lide I Ponto = pedido = pretensão. não existiam instrumentos diferenciados do processo. A tutela se tornou diferenciada ao longo do tempo. não a ser julgado. Mérito: Carnelutti: cerne do processo. há lide. ele decidirá os pontos controversos. Objeto do processo e objeto litigioso do processo 1. não a ser julgada. INDICANDO O MÉRITO DA CAUSA. O ponto encontra resistência do réu ou não. há pedido. a revelia. ou seja. a resistência. ou porque reconhece o ponto do autor.

Outro quesito que precisa ser revolvido é se o direito defendido é próprio ou alheio – legitimidade (quem está pedindo é o titular do direito). São as questões chamadas preliminares de mérito. Juiz ainda verificará se tem necessidade do Estado (interesse de agir) – só na presença do Estado é que se resolve. PEDIDO (OBJETO LITIGIOSO DO PROCESSO: ARRUDA ALVIM E SIDNEY SANCHES O processo é sempre composto por duas partes. arbitragem. ou seja. O Direito Processual é uma ciência autônoma em relação ao direito material. O processo é um instrumento de realização secundária dos conflitos. Capacidade. Artigo 267 CPC. Direito processual e Direito material 1. O coração do processo é o mérito. as regras estão na CLT e na CF) E) COM O DIREITO ADMINISTRATIVO: No Brasil não há o direito processual administrativo. AUTONOMIA DO DIREITO PROCESSUAL A necessária diferença que existe entre Direito Processual e Processo: O Direito Processual é a ciência. (Não há um código de processo do trabalho no Brasil. Antes de o juiz decidir esse mérito ele deve afastar e resolver uma série de questões: questões preliminares. Por que preliminares? O que o juiz precisa resolver antes de chegar ao mérito? Se o que está sendo pedido está nos termos da lei (pedido juridicamente impossível). caso o juiz encontre alguma irregularidade que não possa ser corrigida ele extingue sem decidir o mérito. OBJETO DO DIREITO PROCESSUAL 4.2. A resposta do réu é feita em duas partes: preliminar e mérito. COMO MÉRITO. D) PROCESSO DO TRABALHO: Tem por objeto regular as relações processuais empregatícias. CONCEITO DE DIREITO PROCESSUAL Posição do direito processual no sistema jurídico Relação do Direito Processual com outros ramos do Direito: A) COM O DIREITO CONSTITUCIONAL B) COM O DIREITO CIVIL: Regula processualmente uma relação de direitos NÃO penais. seu objeto de estudo são os meios de solução dos conflitos. Competência. A decisão administrativa no Brasil não faz coisa julgada para o judiciário. o processo é o objeto de estudo dessa ciência. UNIDADE E DIVISÃO DO DIREITO PROCESSUAL 3. O ponto principal do processo é o mérito. conciliação. Se tem um advogado/OAB. mediação. se o pedido é juridicamente legal. 2. É uma ciência autônoma composta por princípios e regras próprias destinadas ao estudo do processo. um conjunto de normas próprias e possui ainda um método próprio. COMO QUESTÕES PRÉVIAS DO PROCESSO (OBJETO DO PROCESSO). C) COM O PROCESSO PENAL: Regula processualmente uma relação jurídica envolvendo os delitos. . Uma ciência é distinta em relação a outra quando tem um objeto próprio.

PENAL 3. então ele é público. COLETIVO OBS: CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO NO BRASIL Objeto da Norma Processual Norma Processual e Norma Material a) Error in procedendo Quando o juiz comete erros processuais. quando aplica de modo inadequado as regras de direito material. E ele aplica mal. Esta discutindo o vício que o processo tem. Não é porque são duas ciências autônomas que são incomunicáveis. é o direito administrativo. não possui um código no Brasil. E esta é uma divisão didática. O direito que regula os negócios. errado aos olhos do sucumbente. logo o administrativo é espécie de direito público e o conjunto de normas utilizado pelo estado é o código tributário. Lei de ação civil pública 7347/85. b) Error in iudicando – erro de julgamento Quando o juiz pratica um erro material. seja ele civil ou penal. Como ramo de direito público → O direito processual.Processo coletivo → Por enquanto. Os instrumentos utilizados pelo Estado são públicos. isto porque mesmo o direito processual sendo de ramificação pública. mas temos algumas leis que disciplinam o processo coletivo. Então o processo está sempre a serviço do Estado e serve para resolver os conflitos e quem resolve os conflitos utilizando o processo é o Estado. Estatuto da criança e do adolescente 8069/90. dentro do direito processual tem-se aspectos de direito privado. Lei de improbidade administrativa 8429/2006. Busca erro do juiz na . Na verdade estes ramos do direito vão se fundindo. Ex: Lei de ação popular 4717/65. qualquer um. quando aplica inadequadamente as regras processuais. mas não existe mais um instituto somente público ou somente privado. E o que é a jurisdição? É a atuação do Estado na resolução dos conflitos. envolvendo o Estado. Código de defesa do consumidor 8078/90. o juiz fere regras processuais. Neste casso recorre-se ao tribunal não para discutir a condenação e sim o erro do processo. Direito difuso. Variações do Direito processual 1. e mesmo havendo a fusão continua-se enxergando o que é público e o que é privado. CIVIL 2. aos olhos de quem perdeu. quando aplica mal. que irá recorrer. Quem usa o processo é o Estado. que o juiz interpretou o direito material de maneira errada. por isso o processo está sempre a serviço da jurisdição. está sempre a serviço da jurisdição. a nossa sociedade hoje é uma sociedade massificada. O processo coletivo trata dos conflitos de massa. TRABALHO 4. O ordenamento é dividido em direito público e direito privado. não é mais útil no sentido da ciência.

regimento interno dos tribunais (TRF. buscam-se outros elementos. Somente ele é inviável pela própria finalidade do processo. Caso o advogado confunda os dois (procedimento e de julgamento) ocorre a inadequação de pedido. Exemplo: penhora. sem se ater a casos particulares. em apelação fala-se em processo. b) Normas Processuais A norma processual disciplina o instrumento processo. A interpretação que se faz no primeiro contato com a lei é gramatical. Na verdade nenhuma norma pode ser interpretada por um único método. é preciso que se procure o alcance. que é só um meio. Por exemplo: o novo código de processo civil. Na verdade estes métodos vão se entrelaçando no momento da leitura da norma. Caso ele não seja suficiente. TJ. é inviável considerando restritamente um único método. Qualificação das Normas pelo seu objeto A norma processual se divide em três espécies: a) Norma de Organização Judiciária Organiza o judiciário para judiciário são espécies destinadas a organizar o Orgânica da Magistratura. Assim. não aponta erros processuais. TER.). a) GRAMATICAL: Utiliza-se quando temos que partir principalmente do nada. Interpretação processual prevalece o Teleológico sistemático (busca o fim sistematizando suas normas). quando se fala em citação. normas que organizam o de normas processuais. busca e apreensão. sempre que se faça necessária sua aplicação a um caso concreto. .. busca-se o sentido de cada frase utilizada no conteúdo da norma. Se o erro for de julgamento pede-se a reformação da decisão. intimação. mas não é exclusivo. o que mais importa é o fim que ele funcione melhor. Esta no código de processo civil. o sentido do preceito jurídico. Lei do MP.. leis de organização judiciária Interpretação da norma processual A norma jurídica apresenta a generalidade pois ao fixar condutas lícitas ou proibidas. saber qual é a idéia da redação. por exemplo. Disciplina os institutos de processo (citação. O que se pede é uma anulação do ato viciado. Se o erro apontado for de procedimento o pedido será a anulação do processo ou apenas um ou mais atos. . Normas processuais judiciário e estão na Constituição do Estado. o processo está intocável e sim na aplicação do direito material.interpretação do erro material – é um erro de convencimento. Regulam o funcionamento deste instituto. sentença) c) Normas Procedimentais São as normas que versam sobre como os procedimentos serão realizados. o faz de forma genérica.

é livre para escolher qual é o melhor critério. Então interpretar as regras processuais só pela regra gramatical não permite atingir o fim. c) TELEOLÓGICO/SISTEMÁTICO: Busca somente a finalidade. da análise de termos. Isto não significa que ele não deve interpretar esta lei. Existe um doutrinador português que diz que se o nosso legislador fosse regular em norma todo acontecimento social. 126 do CPC. B) EXTENSIVA: O TEXTO ESTÁ AQUÉM DA SITUAÇÃO DISCIPLINADA Ocorre o doutrinador disse menos do que desejava dizer (neste aspecto o legislador foi tímido. uma vez que as normas são sistematicamente interligadas. o sistema não é. O nosso sistema é de direito. Não tem como ampliar.do processo. leitura fechada. Um dos métodos dessa interpretação é a chamada: A) JURISDIÇÃO DE DIREITO E JURISDIÇÃO DE EQUIDADE O nosso sistema jurídico é de equidade ou misto? No Brasil é civil law: o juiz está preso à lei – havendo a lei o juiz não pode abandoná-la para utilizar outro critério. A lei é lacunosa. Em regra quando a interpretação gramatical é suficiente o resultado será restritivo. É humanamente impossível. Primeiro surge a norma e depois ela força a sociedade a se enquadrar. Foi aplicada à Lei Maria da Penha no início da sua vigência. ainda que momentaneamente. b) HISTÓRICO: a interpretação deve ser feita atendendo-se às circunstâncias históricas do surgimento da lei. É papel do interprete contextualizar a lei. quais são os mecanismos para atualizar. por isto a integração: o ato de sanear esta lacuna. restritiva. aplicando ao caso concreto. O juiz irá decidir diante do caso concreto se vai aplicar a lei ou analogia ou costumes. este conflito. contextualizar esta norma? Primeira hipótese é criar uma norma que regule o fato. A interpretação é o outro método de integração. Surgindo esta lacuna o juiz não está dispensado de resolver o processo e atuará como legislador art. mas ele está preso a ela. Para que se entenda os dispositivos legais. trabalhar com o que temos. Necessário ampliar a leitura de um determinado dispositivo. Integração da norma processual A lacuna do direito – ausência de norma sobre o fato. o ordenamento não é. Aplica o gramatical e o resultado pode ser o Declarativo. gramatical. disse menos do que estava pensando). eles devem ser examinados em suas relações com as demais normas que compõe o ordenamento e à luz dos princípios gerais que o informam. teríamos um ordenamento com síndrome do elefantismo e o pior: não resolveria o problema porque a cada dia surge uma situação nova na sociedade. Resultados da interpretação A) DECLARATIVO: O SENTIDO COINCIDE COM O TERMO Resulta da busca pelo sentido de uma palavra. C) RESTRITIVA: ALCANCE LIMITADO DA NORMA Sentido oposto ao Extensivo. pois estas são elaboradas visando aspirações sociais diversas. 4º LICC e art. desatualizada com a realidade social. É a interpretação que atribui à lei o exato sentido proveniente do significado das palavras que a expressam. Mesmo havendo esta lacuna o juiz é obrigado a decidir e para fechar esta lacuna da lei ele busca outros critérios. o que também é prejudicial à interpretação. . Quando uma norma se torna descompassada.

mediante a utilização de regra jurídica relativa a hipótese semelhante. da jurisprudência. como instrumento de regulação da sociedade. Espécies de fontes formais Constituição Federal: é a norma maior que temos dentro de um ordenamento positivo. destas figuras que o direito que pré-existe se expressa. Três situações que integram normas processuais: A) normas que integram a tutela jurisdicional do processo. da própria disposição. Garantias que todos nos temos dentro de um processo que estão dentro da CF. B) normas de estruturação determinados órgãos do judiciário. No capitulo do judiciário temos a estruturação do mesmo. Dizer que a lei é fonte do direito significa dizer que ela é meio por onde o direito se expressa. A real fonte do direito não é a lei. As normas é que devem obediência à CF. A composição do STJ e do STF está na CF. Existe o inverso também. Distingui-se da interpretação extensiva da analogia. a CF. o Código de Processo Civil. como por exemplo. quando há um núcleo de sociedade. significa que o direito. São normas de estruturação do judiciário C) fixam a competência do judiciário . que ele seja justo. caso contrário há inconstitucionalidade. É por meio da lei. Só há uma razão para se falar em direito. Meios alternativos de solução de conflitos A) AUTOTUTELA B) AUTOCOMPOSIÇÃO: RECONHECIMENTO DO PEDIDO PELO RÉU RENÚNCIA TRANSAÇÃO C) MEDIAÇÃO D) CONCILIAÇÃO E) ARBITRAGEM Fontes do Direito Processual FORMAIS: CORRESPONDEM AS FORMAS DE EXPRESSÃO DO DIREITO POSITIVO A lei é expressão do direito. C) COSTUMES D) PRINCÍPIOS GERAIS DE DIREITO: compreendem não apenas os princípios decorrentes do próprio ordenamento jurídico. Na utilização dos princípios gerais do direito é de ser percorrido o caminho do crescente grau de abstração. são normas que irão garantir a segurança jurídica do processo. São normas Constitucionais processuais. da regra. judiciário. a garantia do direito de propriedade. A CF fala das três funções: legislativo. o Código Penal. emana do natural. executivo. antes dela já existe direito. como ainda aqueles que o informam e lhe são anteriores e transcendentes. formas de expressão do direito. partindo dos princípios gerais atinentes ao ramo do direito em foco. A fonte primária do direito é a sociedade. isto é.B) ANALOGIA Resolver um caso não previsto em lei. temos também normas processuais constitucionais. da norma. Dentro da CF temos tanto leis de ordem material. como também normas processuais. no sentido de que a primeira é extensiva do significado textual da norma e a última é extensiva da intenção do legislador. como a lei. Formais: correspondem as formas de expressão do Direito Positivo Meios pelos quais o direito se expressa.

OBS: não se legisla sobre processo por meio de decreto ou regulamento. convertida em lei em 30 dias. Político: MP tranca a pauta do Congresso – eles suspendem todas as atividades para resolver a MP. Ele regimenta as questões de consumo material e processual no MERCOSUL Lei: A) Em sentido abstrato: a lei não estabelecida.1978 Somos signatários desde tratado. Disciplina algumas questões de D. para a fazenda pública é de 5 anos e somente começa a correr quando ela se der por citada. Exemplos: A) Lei Orgânica da Magistratura B) Lei Orgânica do MP C) Lei Orgânica da Defensoria Pública: as leis orgânicas vêm como complementação a CF.A CF também atribui competência. Elas servem às hipóteses de urgência. não se define de que lei estamos tratando. o problema é que o advogado tenta dar caráter de urgência a tudo. qual é a lei que está sendo tratada. Tratados internacionais: A) Pacto de São José da Costa Rica. Disciplinam processo. MP 1632/97. No judiciário: as liminares. O problema jurídico é que não pode ficar reeditando. MP 1. Lei tão simplesmente. Art. A cada 30 dias ela deve ser reeditada. Processual. que para nós é de 2 anos.prazo de ação rescisória: O prazo para ação rescisória. É direito fundamental do ser humano ter seu processo desenvolvido em tempo razoável – a CF teve que absorver esta determinação (art. depositário infiel não mais segundo este pacto. ação civil pública Leis complementares: estão acima da lei ordinária. Leis federais ordinárias: São leis autônomas que tratam de processo. e muito. No Brasil ela é quase uma lei definitiva porque ela quase nunca é convertida em lei. leis complementares em cada estado. Decreto ou regulamento: O problema das Medidas Provisórias: Problema jurídico e político. 125 da CF ele dirá que compete aos estados disciplinar a competência dos seus respectivos tribunais. estatuto da criança e adolescente. B) Em sentido concreto: direcionando a norma. Todas as MP quando falam de processo é a favor da fazenda pública. O Congresso está entupido de MP. por exemplo: no Brasil era possível prender por dívida (pensão). 5º) A Convenção de Santa Maria é outro exemplo. . A lei que regimenta o juizado especial. o funcionamento. Jurídico é que em tese a MP deveria ser utilizada pelo executivo para regimentar questão de urgência e exatamente por ser provisória ela deve ser votada. a) CPC b) Leis extravagantes: Código de defesa do consumidor.570 – Lei 9494/97: Estabelece que o juiz não pode conceder liminares contra a fazenda pública sem antes ouvi-la. Temos várias leis complementares que disciplinam processo. mas não estão dentro do CPC. periféricas ao CPC.

na legislação dele. A lei processual brasileira só tem aplicabilidade no Brasil. esteja dizendo que pode. Para que uma sentença estrangeira recebe uma homologação do STJ ela não pode contrariar a legislação Brasileira. Se eu pego uma sentença brasileira. Se o caso envolver 3 países diferentes? A ação pode tramitar em qualquer país ou os três ao mesmo tempo. Artigo 105 da CF: COMPETE AO STJ HOMOLOGAR A SENTENÇA ESTRANGEIRA. Quando que posso pegar uma ação judicial estrangeira e considerá-la no Brasil? Quando o STJ homologá-la.Leis e Constituição do Estado: A) competência dos Estados B) disciplinar a criação dos juizados especiais A) Jurisprudência B) costumes C) princípios gerais do direito 2ª Parte: Lei processual no espaço Toda norma jurídica tem eficácia limitada no espaço e no tempo: aplica-se dentro de dado território e por certo período de tempo. obrigações. está no território nacional. e vai à corte francesa e pede homologação de sentença estrangeira. Posso aplicar uma norma de direito civil. Motivos da aplicação: 1º ordem prática: impossível exigir que um juiz conheça toda a legislação processual estrangeira. No Brasil. quando a lei expressamente autorizar. e levo para Inglaterra. mas a lei aplicada é a estrangeira. podendo promover uma ação no Brasil e outra igual na França. exercida nos limites do território. Artigo 10 da LICC. O processo tramita no Brasil. tanto de modo voluntário ou contencioso. e não foi aceita. a decisão continua. DE ONDE ESTIVER DOMICILIADO O HERDEIRO FOR MAIS BENÉFICA A ELE DO QUE A LEI BRASILEIRA PODE-SE APLICAR A LEI ESTRANGEIRA. . fora do Brasil? Em regra não. Não tem validade nenhuma. a decisão em um pais servirá para outro. 2º ordem política: normas processuais disciplinam atividade jurisdicional. Princípio da Territorialidade: Artigo 1º do CP estabelece que a jurisdição no Brasil. Se a suprema corte homologar. “Não ha litispendência entre ações estrangeira”. E pode ganhar nas duas. a sentença estrangeira bateu no STJ e voltou. Podemos aplicar uma lei estrangeira no Brasil? A lei deve ser específica. a exata hipótese do artigo 10 da LICC: QUANDO A LEI. seja proposta uma ação contra nacional ou contra estrangeiro domiciliado no país. que é uma função estatal = manifestação de soberania. O que a airfrance pode fazer para evitar ser punida de novo na França? A empresa pega uma cópia da sentença. Se o STJ não homologar. mas não vige no estrangeiro. a não ser que.

não é só na audiência de conciliação que se tenta o acordo. 2. COM AUXÍLIO DE TERCEIRO (CONCILIADOR) SÃO LEVADAS A ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO PACÍFICA PARA COM CONFLITO. conforme artigo 475. ausência de pedido): os sujeitos conflitantes sem a interferência de ninguém se resolvem. Quando não há defensoria pública. Quem pode ser conciliador? Depende. mas ao próprio processo. conciliador voluntario. pode ser um juiz leigo. NA MEDIAÇÃO UMA TERCEIRA PESSOA. a conciliação. Extrajudicial ocorre em qualquer lugar e qualquer um pode ser conciliador. NA SEGUNDA QUALQUER PESSOA CAPAZ PODERÁ FAZER O PAPEL DE CONCILIADOR. DEFENSOR PÚBLICO OU PELO ADVOGADOS NA CONCILIAÇÃO JUDICIAL. PODE SER MEDIADOR QUALQUER PESSOA CAPAZ. PODERÁ SER HOMOLOGADO JUDICIALMENTE (ART. SE CARACTERIZA PELO FATO DE QUE AS PARTES. A idéia da conciliação depois da sentença é evitar recursos. mediação e a arbitragem são consideradas meios alternativos de resolução e conflitos. Conciliação II NA CONCILIAÇÃO EXTRAJUDICIAL. A jurisdição no Brasil é a principal forma de resolução de conflitos. V) OU REFERENDADO PELO MP. 475 N. DUAS FORMAS: JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL –NA PRIMEIRA. No artigo 125. A CONCILIAÇÃO É FORMA ALTERNATIVA DE SOLUÇÃO DE CONFLITO. V do CPC. estudante de direito. execuções. A jurisdição (que é a atuação do Estado na administração de interesses e na pacificação de conflitos) é a principal via de resolução de conflitos. SE POSITIVA SERÁ HOMOLOGADA PELO MAGISTRADO Mediação I 1.Conciliação I 1. A conciliação se diferencia da composição (renúncia. o MP ou a OAB indica um escritório com um advogado capaz de atender quem não puder pagar. SENDO POSITIVA. O JUIZ ATUA COMO CONCILIADOR. Por isso. AUXILIA OS CONFLITANTES A ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO PARA O CONFLITO. transação. O que se busca na conciliação é o acordo. defensoria pública ou até mesmo aos advogados das partes que podem testemunhar e convalidar os atos. se o processo estiver no juizado. O que acontece quando uma das partes não cumpre o acordo? A idéia de conciliar é colocar fim não ao conflito. por exemplo. Deve ser homologado pelo juiz. desde que capaz. ou. IMPARCIAL. . Então será executada a penhora. Ao invés de buscar a conciliação homologada você pode pedir ao MP. 3. A conciliação: sempre tem presente um terceiro. IV: o juiz deve tentar a conciliação a qualquer momento. 2. o conciliador. Judicial: ocorre dentro de um processo sempre.

art. . Deve-se buscar o melhor caminho para o diálogo. Arbitragem 1. Não precisa ser do direito. A mediação surge quando as partes nem ao menos querem conversar. eu aceito a arbitragem. a mediação não. O problema é que o próprio magistrado não tem essa mentalidade. Não se restringe a evitar a ação.3. DIFERENÇA DE CONCILIAÇÃO: na mediação existe a presença de um terceiro mas a finalidade imediata não é o acordo. O mediador ainda. sem qualquer intervenção estatal. B) INFORMAL: a conciliação é formal. deve ter disposição para o diálogo. mas muitas vezes consegue evitar que a ação continue (dupla-idéia) D) JUDICIAL OU EXTRAJUDICIAL: pode ser que exista uma ação judicial já em trâmite. CARACTERÍSTICA PRINCIPAL: AUXILIO PRESTADO PELO MEDIADOR JUNTO AOS CONFLITANTES PARA ESTABELECEREM UM DIÁLOGO. a cláusula compromissória significa a eleição da arbitragem por meio de uma cláusula inserida em um contrato. Para eleger a arbitragem de maneira válida.307/96 2. Não posso desistir da arbitragem unilateralmente? Só se houver uma cláusula que o defina. Cláusula → contrato. Conceito: meio alternativo de solução de conflitos. Ocorre em qualquer lugar menos formal que um escritório (quanto menos formalidade. negócio fechado. Existem 2 formas de se eleger uma arbitragem. só é possível se houver o acordo comum. Na conciliação as partes são obrigadas a comparecer: ação judicial e multa se não comparecer. Depois de algum tempo. “Na hora de assinar o contrato. Busca-se o acordo de maneira indireta: primeiro deve-se abrir o contato para que no fim se chegue ao acordo. enquanto isso suspende a ação. Art. IDEIA GERAL DO INSTITUTO: LEI NO. C) PREVENTIVA: a idéia do diálogo é exatamente para evitar a ação judicial ou colocar fim a uma ação já existente. ou por um compromisso arbitral. 1 – direitos patrimoniais privados disponíveis CPC revogado.. Ato bilateral.. estabelecendo-lhe todos os limites de atuação. onde os sujeitos elegem terceiro para tal mister. Mediação II 1. Objeto da arbitragem Art. neurolingüística. ou ela será eleita por uma cláusula compromissória. eu assino. 9. O mediador tem que ter características que vão além das características jurídicas. OUTRAS CARACTERÍSTICAS: A) É MEDIDA INTERDISCIPLINAR:O mediador deve ter capacidade de dialogar diferenciada. não sendo obrigatório o seu uso. resolvo desistir da idéia de arbitragem. O juiz propõe um mediador. conhecer direito. só é possível sua remoção se houver o acordo comum com o outro. De direito e de equidade. 2º. A mediação trás elementos da psicologia. mais possibilidade de diálogo). 1072 “direitos sobre os quais as partes podem transigir” 4. deverá ser cercado de nuances que o conciliador não precisa: o mediador se insere no conflito já sabendo que o trabalho será árduo. Portanto. 3. mas há várias câmeras de mediação.

520. Requisitos da convenção Art. onde as partes. 7º. Autonomia da cláusula arbitral Art. Execução de cláusula arbitral específica Art. Analogia. Ou se convence o outro a desistir também. E ss 9.5. Como fica a clausula de arbitragem no contrato de adesão uma vez que ele não é bilateral “a eleição da arbitragem em um contrato de adesão. e vão para a arbitragem de uma vez ou desistem dela de uma vez. uma delas resolve desistir. ou eles não chegam a um consenso. 6. artigo 7. devese promover uma ação no judiciário e o juiz vai decidir se esta clausula vale ou não vale. 10. ou eles entra em um acordo. princípios gerais de direito. A forma de se eleger a arbitragem. Como se executa esta clausula? Duas hipóteses. resolvem adotar a arbitragem. Ele é imposto pela parte contraria. A arbitragem pode ser eleita ou por compromisso arbitral. máxima de experiência ou normas jurídicas. Eleita a via da arbitragem. . Aquele que resistir ao cumprimento da arbitragem já adotada terá a execução da cláusula.307/96 – 3o. – resistência de uma das partes quanto ao cumprimento da cláusula de eleição da arbitragem A) acordo entre as partes= compromisso arbitral B) não havendo acordo= decisão judicial. só terá validade se o contratante. 851/852/853 8. Código Civil – art. Da lei. Convenção arbitral 7. ou clausula que o defina. 10/11Requisitos obrigatórios: Três requisitos que devem estar presentes na arbitragem.. vai se promover a ação e você será forçado a seguir pelo caminho da arbitragem. 4º. Extrajudicial é redigido pelos próprios sujeitos Judicial acontece dentro de um processo judicial. VII. alem de assinar o contrato. Lei (9. assinar também a cláusula. do CPC.recurso cabível. 8º. costumes. 2º. Ou estas partes entram em um acordo. O contrato de adesão não tem comum acordo. ou ele vai te mandar forçadamente para lá. par. “Só há negócio se você aceitar o contrato do modo que ele esta”. 2 hipoteses. Comunica-se ao juiz este desejo que ira registrar nos autos. O contrato de adesão não permite a formatação de um contrato em sua adesão. e as partes assinam.conseqüências. e imposto sobre a parte contraria. Compromisso arbitral: judicial ou extrajudicial Acontece quando as partes decidirem em razão da arbitragem na hipótese em que não houver clausula contratual.art. Se não chegar a um consenso.CPC) Não comparecimento das partes. Nulidade do contrato e validade da cláusula. aderente. Cláusula compromissória OBS: no contrato de adesão. contratos de banco. O compromisso também pode ser judicial. ou extrajudicial. O contrato de adesão se configura por ser redigido de modo unilateral. Ex.apelação com efeito só devolutivo (art.

a equidade por exemplo. especificar a lei. mas as partes podem definir que ele julgue por outro método. A partes entram em contato co o arbitro. Método de julgamento. árbitro(S) e a própria entidade arbitral. analogia. O juiz não pode julgar nada que esteja fora do pedido apresentado. acontece a mesma coisa. Muitas vezes o arbitro se recusa. Forma de julgamento. Você tem uma presa em são Paulo e outra no rio. sem o qual a arbitragem não tem validade. ele se recusa. mas se as partes não definirem onde a arbitragem irá arbitrar. a regra prevista na lei no local onde as partes estão domiciliadas. ele poderá usar o ordenamento jurídico todo. A sentença arbitral hoje pode ser discutida em qualquer lugar do mundo. . Formalmente a arbitragem continua sendo requisito da prova Facultativos: Local da arbitragem Forma de julgamento Prazo para a sentença Utilização de normas específicas Requisitos Facultativos situações que estão definidas na lei mas sob as quais as partes podem alterar • Local da arbitragem (diferente do lugar da sentença é formalmente um requisito obrigatório.(título extrajudicial) Extinção da arbitragem 1. discussão de trânsito.1. as partes podem eleger qualquer câmara arbitral espalhada pelo mundo. As partes devem decidir aonde a arbitragem deve atuar. escolhe o local do domicilio das partes. deve-se definir os contornos do objeto da arbitragem. Muitas vezes a arbitragem se da no país sede das empresas. o lugar da arbitragem é outra coisa. Objeto da arbitragem. E também pode mudar a lei. não há nenhum tipo de vinculação. a lei a se utilizada. É só apartir da assinatura do arbitro que a arbitragem começa a valer. Podem inclusive incluir que o arbitro deverá utilizar lei específica. Serve para definir exatamente sobre o que o árbitro deve atuar. Acontece quando o arbitro. “porque esta se instituindo a arbitragem”. não definido a lei que ele devera usar. vai julgar por eqüidade pela lei ou ordenamento. O arbitro deve concluir o processo em 6 meses. o arbitro pode julgar pela lei. discutir validade do contrato. Estabelecendo os sujeitos da qualificação arbitra 2. Ou coloca outro arbitro ou a arbitragem se extingue ali mesmo. Quanto vamos pagar? Prazo para a sentença quem define o prazo do processo é o próprio andamento do processo • • Responsabilidade pelos honorários Por depender de acordo das partes. Qualificação das partes. Lugar da sentença. 3. Fixação dos respectivos honorários . eles podem prorrogá-la. princípios gerais do direito. Na arbitragem. O árbitro se limita a dizer que a cláusula numero um é valida. Também existe a possibilidade do arbitro pedir a prorrogação do prazo. no momento de assinar o contrato arbitral e assumir a condição definitivamente de arbitro. costumes. não elegeram onde será o local da arbitragem.

Só se fala da extinção de arbitragem por não obediência do prazo. de modo que ele corroe o patrimônio comprometendo a sobrevivência dele e de seus sucessores) 3. Quando o arbitro não obedece o prazo da sentença a arbitragem perde a validade. engenheiro Art. se as partes notificarem o arbitro previamente. dois ou mais árbitros. sendo passível de anulação apenas no Judiciário quando se demonstrar que o arbitro não obedeceu as regras estabelecidas pelas partes O magistrado não se preocupava para a Constituição. Suspeito se for amigo ou inimigo de uma das partes.se não for possível sua substituição Falecimento ou perda da capacidade do árbitro naquelas mesmas condições Se não prolatada a sentença no prazo estabelecido pelas partes. O empreendedor individual. E quando nomearem em número par? Presidente do tribunal arbitral . 12Escusa do árbitro antes da aceitação. por não te-lo feito oportunamente. Possibilidade de alegação no Judiciário. o juiz é considerado suspeito. Artigo 135. configurando suspenção. a lei estabelece que o tribunal deve ser formado por numero impar. Quando existirem dois ou mais árbitros.2. O arbitro só é impedido de atuar se o arbitro for cônjuge ascendente ou descendente de uma das partes. desde notificado o árbitro com prazo de 10 dias. Perde a oportunidade de praticar um ato no processo. um prazo de 15 dias. desde que já o tenha feito para o próprio arbitro e ele tenha recusado. Árbitro Quem pode ser? Art. Por exemplo. da se o nome de tribunal arbitral. Impedimento e suspeição artigos 134 e 135 do CPC  o arbitro não pode ser impedido. O fato de atuar em outras áreas. 13Qualquer pessoa capaz eleita pelas partes Podem nomear um ou mais além de seus suplentes Deverão nomear sempre em número impar. O arbitro pode ser qualquer pessoa. devo limitar minha atividade. As partes podem eleger um único arbitro ou podem eleger um tribunal arbitral. O arbitro pode ser declarado suspenso ou suspeito. desconfigura o advogado. por exemplo por progadilidade (quando o sujeito começa a dilapidar seu patrimônio de maneira descontrolada. desde notificado o árbitro com prazo de 10 dias. se eu sou adv. que recolhe ISS. Medico. Preclusão  perda da oportunidade de se praticar um ato processual. Para evitar empate nas decisões. Falecimento do arbitro ou perda da capacidade dele o arbitro foi interditado no meio do processo. Se não prolatada a sentença no prazo estabelecido pelas partes. desde que capaz. medico. As decisões arbitrais são irrecorríveis.

Qual o ato processual que marca o inicio do contraditório? A citação válida. Absolutamente nada pode implicar em obstáculo para o acesso a justiça.Impedimento e suspeição – artigos 134 e 135 do CPC Preclusão Possibilidade de alegação no judiciário. o juiz o destitui. No processo civil. 23. a parte tem. Existem questões que dão a falsa idéia de negativa de processo: pagar as custas para a defesa do seu caso. 26 da lei.art. A teoria binária é a teoria mais tradicional. O processo é uma relação jurídica  o processo é composto com uma relação de juiz. Produção de provas.art 22 da lei.art. Homologação de sentença arbitral estrangeira Art. Prove que não tenha condições. 33 Garantias processuais (Princípios constitucionais) Garantia de acesso a justiça. O CPC . Forma-se uma relação em todos os sentidos processuais. e é aquela mais facilmente encontrada nos manuais que utilizamos na faculdade. O direito de acesso a justiça tanto age de maneira reparatória (quando já foi agredido) como de maneira preventiva (buscar o judiciário para evitar que o direito seja agredido). A teoria trinaria  ação. Competência STJOriginal da sentença ou cópia autenticada pelo consulado brasileiro juntamente com tradução juramentada Petição nos termos do artigo 282 do CPC Qualquer pessoa interessada no seu cumprimento Forma de citação da parte contraria sobre a homologação de sentença arbitral estrangeira Anulação da sentença. de um lado para o outro. e vá discutir de graça. o direito de reagir. Título executivo judicial Embargos de delcaração na arbitragem? Entrega de cópia da sentença às partes por qualquer meio de comunicação.prazo: determinado pelas parte ou no silêncio seis meses. Se o advogado fizer uma defesa insuficiente. após a informação.prazo. reação e o dialogo. Estabelecendo que é direito fundamental do ser humano ter acesso ao poder Judiciário. Artigo 5. portanto.prorrogável Requisitos: art. A relação jurídica se movimenta. 458 do CPC. Entre autor e réu. o réu também não é obrigado a se defender. sempre que o seu direito for agredido ou estiver no risco de ser agredido. Não comparecimento da parte ou testemunha à audiência de oitiva. A teoria trinaria. 34. autor e réu. eminência de ser agredido. No processo civil. começa a brotar. o contrato constitui-se por confiança.princípio inquisitivo.procedimento Medidas de urgência Sentença arbitral Art. Significa que o juiz também passa a ser um sujeito do contraditório. 19.somente após rejeição do árbitro Início da arbitragem Aceitação pelo árbitro.art. inciso 35 da Constituição.

O juiz tem por dever dialogar com as partes. O juiz está ali como um técnico do direito e não como um cidadão e portanto deverá levar em conta as provas e os autos apenas. Crimes de menor potencial ofensivo – proporcionalmente menor que o crime comum. Gerava uma distorção econômica no país. Princípio da Imparcialidade: exige do magistrado uma certa distância em relação às partes e ao que ele deve resolver. O juiz não julga as pessoas. Mantendo a imparcialidade. possuem artigos expressos dizendo que é dever do juiz dialogar com as partes. Este princípio é necessário para que exista uma justiça segura. julga fatos e provas. Tem o dever de receber o advogado. Se divide em dois aspectos: 1. Até que transite em julgado. inciso LIV Direito ao processo garantido. te entregava e te tomava aleatoriamente.Substancial: necessidade de obedecer outros dois elementos – proporcionalidade e razoabilidade.Processual: necessidade de obedecer. Criança/idoso – proporcionalmente diferenciado . 2. Significa que é uma distância de segurança. QUEBRA DE IMPARCIALIDADE = INJUSTIÇA Há quem sustente que é humanamente impossível a imparcialidade. processo efetivo. de cumprir todas as garantias do processo. É direito fundamental do ser humano o processo. Não é porque não esta no código que isto não impede. mas não deve dar um parecer. Só terá o processo legal se o contraditório for preservado. Princípios 1. juiz motiva a decisão. Por que e quando surge? Carta de João sem-terra: momento histórico – governo atribuía as posses das propriedades. processo íntegro. Direito de apresentar provas. Não se vincula emocionalmente (a partir do momento em que atua emocionalmente. Prisão Cautelar: para que não cause transtorno ao processo. harmonia entre as partes. a juiz necessariamente transporta para sentença cargas políticas. passa a ser um justiceiro e aplica injustificadamente a maior pena). mostrar as partes das vantagens e desvantagens de um processo. emocionais. direcionar a ação. É elemento indispensável para um Estado Democrático de Direito. Decisão carregada de parcialidade. 2. O projeto do novo código diz que o juiz tem o dever de dialogar com as partes. Por exemplo. E este processo tem que ser justo. não interessa qual foi o comportamento ou porque ele está sendo julgado. Ex: casado com uma das partes/advogados. atuando de maneira técnica. Há situações em que querendo ou não ele está fora e se ele não se afastar o processo pode ser anulado. 5º. buscando a conciliação. Princípio do Devido Processo Legal: art. As prisões independiam de processo. afetiva e não física. o juiz tem o dever de dialogar. é inocente.italiano e português.

intimação e notificação) 5. . é mais relevante do que o que se quer proteger com a exclusão da prova. Princípio do Direito de Ação Cabe a quem se sente lesado o direito de provocar o exercício da função jurisdicional (inerte). cabendo-lhe. Está intimamente ligado ao princípio da imparcialidade do juiz. que se quer proteger com a prova. Princípio da Prova Ilícita A prova. mesmo que ilícita fica ou sai. e também devem ser excluído dos autos. O juiz poderá decidir que mesmo sendo ilícita irá mantê-la. Possibilita a compreensão dos limites da decisão e possibilita a interposição de recursos 6. 4. Art. o Estado tem o dever de prestar a jurisdição sempre que provocado. não podendo o juiz se eximir de aplicar a lei. tem que ser excluída dos autos. esta contaminado. Aplica-se no caso concreto o principio da proporcionalidade. inclusive na legislativa 3. ela será tida por prova ilícita e. em tese. o pedido formulado pelo autor. não apenas as sentenças. Princípio do Contraditório Igualdade de tratamento das partes dentro do processo. Somente o juiz tem condições de decidir se a prova. apenas acolher ou rejeitar. a chamada teoria da árvore contaminada. tudo o que decorrer desta prova. A prova ilícita. nos termos da lei. Decorre do princípio da ação que o juiz não pode decidir além do pedido. Principio da motivação das decisões judiciais. Princípio da Motivação Voltado ao controle popular sobre o exercício da função jurisdicional. Quando o juiz concluir que o direito ou bem. Por sua vez. uma vez que esta presume a igualdade de tratamento das partes dentro do processo. segundo estabelece o artigo 332 do CPC. exclua dos autos. deve ser moralmente produzida. 7. apesar de vedada pela CF. no todo ou em parte. 93. não é absoluta. Significa que se a prova for ilícita. Não será imparcial o juiz que não ouvir igualmente autor e réu. não considere – aplica-se também. A prova será considerada ilícita quando ela for produzida de maneira que viole garantias fundamentais. Manifestações: a) Audiência bilateral b) Contestação ou defesa c) Informação (citação. Ajuda a persuadir as partes de que o resultado é justo. alegando que é lacunosa ou obscura. Ação de improbidade administrativa por desvio de dinheiro público. Sempre que o meio utilizado para a prova violar garantias fundamentais. A tese é – prova ilícita. IX da CF: todas as decisões judiciais deverão ser motivadas.Aplicação do razoável: quem deve cumprir – se aplica em todas as esferas. dever imposto ao juiz e direito reconhecido às partes (igualdade de todos perante a lei). licitamente produzida.

B. O juiz me condena. IX CF. SIGNIFICA A POSSIBILIDADE DO JUIZ RESUMIR SUA DECISÃO. Descrever. o depoimento das testemunhas.. contraditório existe um recurso específico para resolver este problema.” Alem disso. estou condenando que as provas descritas nas folhas A. Esta motivação tem que ser fundamentada. se o juiz omitir as razões. C são suficientes para provar a sua conduta ilícita e ver a importância do seu julgamento. Fundamento legal (não exigido no Brasil) → significa apresentar os artigos “com base no artigo x no cc. e para isso. Liberdade de aceitar.chamado embargo de declaração. Pode simplesmente dizer “tendo em vista que o ordenamento jurídico defende a vida. Poder decidir de maneira concisa. Dispositivo 3. nas decisões interlocutórias. você tem a liberdade de manifestação de maneira religiosa. Decisão concisa. Juízo Natural 8. Sou livre para não aceitar uma ordem judicial que me é imposta. No Estado democrático de direito. os fundamentos que o levou a tomar qual decisão. sem que se resolva o mérito (lide) da causa. você deve saber das razões. com base do artigo y” do CPC”. e através da liberdade se chega a igualdade. não significa decidir de maneira incompleta. eu sou livre para não concordar com ele. como se vai impugnar? Exige-se do magistrado que ele externe as razões de seu convencimento como forma de manter uma transparência. 7. julgo procedente a alegação da parte tal. folhas tais. tenho o direito de recorrer. .ARTIGO 93. AQUILO QUE FOR TAO SOMENTE NECESSARIO AO ENTENDIMENTO DO ATO. O juiz somente poderá proceder desta maneira. Este princípio estabelece que o juiz tem o dever de fundamentar/motivar todas as suas decisões. para recorrer e mostrar que o juiz esta equivocado. dever de respeitar. as leis. No procedimento do juizado especial. Ele deve apresentar o raciocínio que conduz a uma decisão jurídica. fundamentando-se em direito. 1. Relatório 2. de maneira clara. sendo omisso. Fundamento Caso o juiz não obedeça tal princípio. Inclusive uma ordem judicial.. como forma de permitir que seu ato seja impugnado. Política. também cabe tal conduta de juiz. Os elementos obrigatórios (artigo 458) do CPC. não aceitar. ou seja. aquelas decisões quê são proferidas no meio do processo sem acabar com o mesmo. argumentos das folhas tais. Qual a relação do principio da motivação e os princípios democráticos de direito? Somente no Estado Democrático de Direito que se tem a liberdade. quando o processo for extinto. em razões de fato “tendo em vista. jurídica.