UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I

Índice: Índice:........................................................................................................................................1 UNIDADE I – Hidrogênio........................................................................................................2 UNIDADE II – Elementos do Bloco “S”.................................................................................7
II.I – Metais Alcalinos – Grupo I....................................................................................................7

UNIDADE II – Elementos do Bloco “S”...............................................................................11
II. 2 – Metais Alcalinos – Terrosos – Grupo II.............................................................................11

UNIDADE III – Elementos do Bloco “p”..............................................................................16
III.1 – Elementos do Grupo XIII...................................................................................................16

UNIDADE III - Elementos do Bloco “p”..............................................................................20
III.2 – Elementos do Grupo XIV – Grupo do Carbono...............................................................20

UNIDADE III - Elementos do Bloco “p”..............................................................................28
III.3 - Elementos do Grupo XV-A – Grupo do Nitrogênio..........................................................28

UNIDADE III – Elementos do Bloco “p”..............................................................................34
III.4 – Elementos do Grupo XVI – Grupo do Oxigênio...............................................................34

UNIDADE III – Elementos do Bloco “p”..............................................................................39
III. 5 – Elementos do Grupo XVII – Halogênios..........................................................................39

UNIDADE III – Elementos do bloco “p”..............................................................................43
III.6 – Elementos do Grupo XVIII – Gases Nobres.....................................................................43

1 Laboratório de Química Inorgânica I

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UNIDADE I – Hidrogênio
1.1. Características Gerais

O hidrogênio é o mais leve dos elementos naturais. Na sua forma estável, ele existe sob a forma de moléculas diatônica H2. O hidrogênio é essencial à vida porque entra na fórmula de compostos que formam as plantas e os animais. O hidrogênio, o primeiro elemento da tabela periódica, apresenta a estrutura atômica mais simples, sendo constituído por um núcleo de carga +1 e um elétron circundante. Como os metais alcalinos, apresenta um elétron no nível externo, no entanto o hidrogênio mostra pouca tendência a perder este elétron, tendendo a parear este elétron formando ligações covalentes, como também assemelha-se aos elementos da família dos halogênios, que necessitam de um elétron para atingir uma configuração eletrônica estável de gás nobre. Em muitas reações os halogênios recebem um elétron, para formar íons negativos, no entanto o hidrogênio só apresenta este comportamento frente a metais fortemente eletropositivos. Este comportamento é explicado pela estrutura atômica, pelo tamanho extremamente reduzido dos átomos de hidrogênio, e pela baixa., eletronegatividade. Estas propriedades únicas do hidrogênio, que diferem dos demais elementos dos Grupos I e VII, faz com que este elemento possa ser incluído, em ambos os grupos ; ou poderia perfeitamente constituir um grupo, a parte. 1.2. Ocorrências

A atmosfera contém hidrogênio livre, H2, em quantidades mínimas - cerca de uma parte por milhão. Quimicamente combinado a outros elementos ele aparece em diversos compostos da natureza, sendo o mais importante água, cuja composição entra na proporção de 1 parte em 9 de oxigênio, em peso. O hidrogênio também é componente em muitos combustíveis, tais como o gás natural e o petróleo. Encontra-se ainda, na forma combinada, em todas as substâncias que constituem os tecidos vegetais e animais. no sol e na maioria das estrelas, o hidrogênio é ti elemento mais abundante. 1.3. Preparação do Hidrogênio

Os compostos de hidrogênio que servem como matéria-prima para a produção cio gás hidrogênio são a água, certos ácidos ( compostos de hidrogênio com elementos não-metálicos ou íons poliatômicos negativos), certas bases ( compostos de um metal com o grupo hidroxila, OH-) e hidrocarbonetos. 1.3.1. Preparação do Hidrogênio a partir da água

O hidrogênio pode ser deslocado da água pela ação de metais fortemente eletropositivos, ou pela eletrólise. Também pode ser preparado pela reação do hidretos de metais fortemente eletropositivos, tais como LiH e o CaH2 com água, em temperaturas ordinárias ou mais baixas. A temperaturas elevadas, o hidrogênio pode ser deslocado da água por metais menos eletropositivos e alguns não-metais. Embora nenhuma destas reações seja especialmente conveniente para uso em laboratório, algumas tem possibilidades comerciais. I. Reações de metais com água a temperaturas ordinárias.

Só metais fortemente eletropositivos como potássio, sódio e cálcio podem deslocar o hidrogênio a temperaturas ordinárias. 2Na + 2H2O 2K + H2O Ca + 2H2O H2 + 2Na+ + OHH2 + 2K+ + 2OHH2 + Ca(OH)2

Estas experiências devem ser conduzidas com muita precaução porque são muito violentas e podem ser explosivas. II - Reações de Hidretos Metálicos com água fria. 2 Laboratório de Química Inorgânica I

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Hidretos de metais eletropositivos como LiH e CaH2 reagem com água fria, formando hidrogênio, H2, e os hidróxidos metálicos correspondentes, LiOH e Ca(OH)2. LiH + 2H2O CaH2 + 2H2O H2 + LiOH H2 + Ca(OH)2

III - Reações de Metais e Não-Metais com água a temperatura elevadas Alguns metais como Ca, Mg, Zn e Fe, não deslocam o hidrogênio da água á temperatura ambiente, mas o fazem se os metais foram aquecidos e se a água estiver no ambiente de vapor de vapor. Mg(aquecido) + H2O(vapor d’água) Zn(aquecido) + H2O(vapor d’água) 3Fe(aquecido) + 4H2O(vapor d’água) C(aquecido) + H2O(vapor d’água) 1.3.2. H2 + MgO H2 + ZnO 4H2 + FeO.Fe2O3 H2 + CO ∆ ∆ ∆ ∆ H = -86,0 Kcal/mol H = -25,4 Kcal/mol H = -35,8 Kcal/mol H = +31,4 Kcal/mol

Preparação do Hidrogênio pelo seu deslocamento de ácidos.

O ácido sulfúrico diluído, H2SO4, e o ácido clorídrico concentrado e diluído, HCl, reagem rápida e calmamente com muitos metais sem oxidar o hidrogênio formado. Estes ácidos são, portanto; os mais convenientes para a preparação do hidrogênio no laboratório. Zn + H2SO4(diluído) Zn + 2HCl(diluído ou concentrado) Mg + H2SO4(diluído) Mg + H2SO4(diluído ou concentrado) Sn + 2HCl(diluído) H2 + 2Na+ + OHH2 + 2K+ + 2OHH2 + Ca(OH)2 H2 + MgCl2 H2 + SnCl2

Agentes desidratantes: cloreto de cálcio, hidróxido de potássio ou óxido de fósforo (V). 1.3.3. Preparação do Hidrogênio, pelo seu deslocamento de soluções aquosas de bases fortes.

Metais como Zn, Al, Sn reagem com soluções aquosas concentradas de hidróxido metálicos fortemente básicos, como NaOH e KOH, produzindo hidrogênio gasoso, H2, e hidroxocomplexos do metal. Zn + 2NaOH + 2H2O 2Al + 2NaOH + 6H2O Sn + 2NaOH + 2H2O H2 + Na2[Zn(OH)4] 3H2 + 2Na(Al(OH)4] H2 + Na2(Sn(OH)4]

Metais como Zn, Al e Sn, que deslocam os íons hidrogênio das soluções aquosas de ácidos e bases, são chamados metais anfóteros. O silício, que é um elemento não metálico, reage com uma solução aquosa concentrada de hidróxido de sódio, produzindo H2 e silicato de sódio, Na2SiO3. Si + 2NaOH + H2O 1.3.4. Preparação comercial do Hidrogênio. 2H2 + Na2SiO3

Os únicos materiais de partida usados na preparação industrial de hidrogênio que satisfazem os requisitos de baixo custo e abundância são a água, o carvão e os hidrocarbonetos gasosos derivados do petróleo;

3 Laboratório de Química Inorgânica I

UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I consequentemente, todos os métodos de preparação do hidrogênio utilizam algumas combinações destes materiais. O Processo Bosh C(s) + H2O C(s) + O2(g) CH4 + H2O(vapor) CO + H2O(vapor) Hidretos H2(g) + CO(g) CO2(g) 3H2 + CO H2 + CO2(g) ∆ H = +31,4 Kcal/mol ∆ H = -94,1 Kcal/mol ∆ H = +49,3 Kcal/mol ∆ H = -9,9 Kcal/mol

a) b)

1.4.

Compostos binários de hidrogênio com outros elementos são chamados hidretos. :O tipo de hidreto formado por um elemento depende de sua eletronegatividade, podemos considerar três tipos de hidretos: a) Hidretos iônicos ou salinos

Somente elementos de baixa eletronegatividade podem transferir elétrons ao hidrogênio e fornecer hidretos salinos. Incluem-se aqui os metais alcalinos (Li, Na, K, Rb, Cs) e metais alcalinos 'terrosos mais pesados (Ca, Sr, Ba) e possivelmente lantanídeos e actinídeo. Estes hidretos são sólidos possuem retículos iônicos e apresentam ponto de fusão elevados. Quando fundidos conduzem corrente elétrica, liberando hidrogênio no ânodo confirmando assim que contém o íon hidreto H-. LiH + H2O LiOH + H2

São poderosos redutores, sobretudo a temperaturas elevadas. Apresentam elevados calores de formação, são sempre estequiométricas e suas densidades são mais elevadas que as dos metais correspondentes. Hidretos iônicos possuem características salinas típicas. São sólidos cristalinos, brancos, com retículos compostos de íons metálicos e íons hidretos. Todos os hidretos dos metais têm estrutura de NaCl. b) Hidretos covalentes São formados por hidrogênio e elementos de elevada eletronegatividade, já que pequenas diferenças de eletronegatividade favorecem o pareamento de elétrons e a formação de ligações covalentes. Os elementos que formam este tipo de hidreto, de fórmula geral XH(8-n), onde n é o grupo da Tabela Periódica ao qual pertence o elemento X. GRUPO III B Al Ga IV C Si Ge Sn Pb V N P As Sb Bi VI O S Se Te Po VII F Cl Br I

Os Hidretos Covalentes formam retículos moleculares constituídos por moléculas covalentes, mantidas no retículo por ação de forças fracas de Van der Waals e (em alguns casos) por pontes de hidrogênio. Isto explica a baixa dureza, os baixos pontos de fusão e ebulição, o volatilidade, e a não condução de corrente elétrica. Aos Hidretos covalentes são dados nomes comuns: SiH, é chamado silano, AsH3 arsina e SbH3 estibina, por exemplo. c) Hidreto metálicos 4 Laboratório de Química Inorgânica I

tornando-o capaz de remover o oxigênio dos óxidos de muitos metais. 1 ou 2 neutrons respectivamente. Zr H1. Os hidretos do bloco f são de difícil classificação. então.7. 1 litro de hidrogênio medido a 0°C e 1 atm de pressão pesa apenas 0. é incolor. sob pressão normal. Portanto. -259°C (14 K). Isto é acompanhado por uma expansão considerável do sólido. a água pesada. estes hidretos apresentam propriedades semelhantes ás dos metais de origem. seu ponto de ebulição é 101. D2. HgO + H2 FeO + H2 2Fe2O3 + 6H2 CuO + H2 Cu2O + H2 Hg + H2O Fe + H2O 4Fe + 6H2O Cu + H2O 2Cu + H2O A reação do hidrogênio com monóxido de carbono. e por outro lado. e 0.42°C e seu ponto de congelamento 3. A “água pesada” é representada pela fórmula D2O. D2O. O hidrogênio parece ocupar posições intersticinais do retículo metálico formando uma solução sólida. a composição química é variável. O hidrogênio comum contém 99.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I Os elementos do bloco d ou transição. a eletronegatividade dos metais é mais próxima dos elementos dos grupos I e II. o hidrogênio: líquido se transforma num sólido transparente. Numa temperatura um pouco mais baixa. a) Reações de Hidrogênio Com óxidos de metais.08987g. tem aplicação econômica importante na produção de compostos orgânicos especiais. o trítio. 2H ou D. Na maioria dos casos. 5 Laboratório de Química Inorgânica I . São três os isótopos de. 3H ou T. o que sugerem semelhança com hidratos intersticiais. os isótopos de um elemento têm o mesmo número atômico. Os hidretos metálicos apresentam brilho metálico e condução metálica ou semicondução. isto é. 1. de modo que suas propriedades são praticamente as do isótopo H. Ti H 1. ' 1. se apresentam alguma reação com hidrogênio.5. o deutério.016% do isótopo D. Z O r 2O 3 n /C C +H2   → H 3O O   C H A reação do hidrogênio com alguns óleos vegetais em presença de catalisador (Níquel metálico em pó) é uma reação de importância econômica.82°C. mas um número diferente de nêutrons no seu núcleo. são não. e Be e Mg formam hidretos metálicos. apenas ligeiramente solúvel em água. na obtenção de gorduras sólidas. O hidrogênio é a substância mais leve que se conhece. Os hidretos metálicos são menos densos que o correspondente metal.984% do isótopo H.6. Os isótopos são átomos de um mesmo elemento que têm o mesmo número de prótons. cuja reação é chamada de hidrogenação.9). O deutério. Eles são geralmente fracos e quebradiços. devido ao fato de serem menos densos que os metais de origem. Tem ponto de ebulição muito baixo: -252. A tendência pronunciada do hidrogênio para a combinação com o oxigênio. e suas propriedades fortemente redutoras sugerem a presença do hidrogênio na forma atômica. puro. no metal livre e água.estequiométricos (Ex. inodoro e insípido. e vários compostos do deutério têm-se mostrado extremamente úteis na pesquisa moderna. hidrogênio: 1H ou H. Muitas variedades de margarina são produzidas deste modo. sob pressão elevada e em presença de catalisadores. Propriedades Físicas e Isótopos de Hidrogênio O hidrogênio gasoso. H2. e 0. Estes hidretos podem ser considerados como uma transição entre salinos e os intersticiais. contendo no núcleo um próton. muitas vezes dependente da concentração de átomos de hidrogênio no composto. resultando. mas diferentes massas atômicas.7°C.

do álcool metílico.7.26 anos. O hidrogênio. H2. Muitos dos usos do hidrogênio são baseados no seu comportamento químico. Ocorre apenas na proporção de uma parte de T para 1017 partes de H e pode ser preparado por meio de reações nucleares entre o lítio e nêutrons. é produzido e usado em larga escala na indústria moderna. e dos óleos vegetais hidrogenados sólidos. grandes quantidades de gás. CH3OH.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I O trítio é radioativo e apresenta uma meia-vida de 12. 6 Laboratório de Química Inorgânica I . O hidrogênio é largamente usado na síntese da amônia. por causa da sua baixa densidade. 1. como meio de transferência de calor em instalações de transformadores elétricos. como matéria-prima importante. além de na manufatura de hidrocarbonetos líquidos sintéticos. NH3. em virtude da sua capacidade calorífica elevada. geralmente misturadas com outros gases são usados como combustível. Este isótopo é instável e se decompõe dando um elétron e um átomo de hélio. É utilizado também. É usado como um gás no enchimento de balões de observação meteorológica. por exemplo. Outros usos do hidrogênio são baseados nas suas propriedades físicas. Usos do Hidrogênio.

ao átomo metálico (M). Por causa de seu grande tamanho. ou como sal marinho.2SiO2). o Sódio (Na). a temperaturas moderadamente elevadas. é radioativo.3 Propriedades Gerais Os maiores átomos de cada período na tabela periódica são os correspondentes aos metais alcalinos. que. 6 S1. Salitre do Chile (NaNO3) e o Bórax (Na2B4O7.1 Ocorrência O Sódio e o Potássio são o sexto e o sétimo elemento em abundância na crosta terrestre. o Césio (Cs) e o Frâncio (Fr). O íon M+.2 Métodos de Preparação Como os metais alcalinos (M). devido ao seu tamanho. As semelhanças nas configurações eletrônicas destes elementos levam a supor semelhanças de comportamento químico. Todos os elementos deste grupo apresentam um elétron no orbital mais externo – um elétron S num orbital esférico. Neste processo a adição de pequenas quantidades de Cloreto de Cálcio ao Cloreto de Sódio torna possível processar a reação eletrolítica. univalentes.Mg.Al2O3. tendem a formar ligações iônicas. 3 S1.Al2O3. 5 S1. estes elementos apresentam propriedades características como: .UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I UNIDADE II – Elementos do Bloco “S” II. sob as condições empregadas. a química do Frâncio não será discutida aqui.3SiO2) em depósito minerais. constituem a família dos metais alcalinos. como etapa fundamental.6H2O) e o Feldspato (K2O.4H2O) O Potássio ocorre como KCl na água do mar ou corno carnalita (KCl. não ocorre na natureza. os íons são bastante grandes. poderíamos observar sua configuração eletrônica como: 2S1. O Lítio mostra diferenças consideráveis em relação aos demais elementos do grupo. a temperaturas mais baixas. a preparação de um metal alcalino sempre envolve. o Potássio (K). que formam compostos iônicos incolores. ocorrem na natureza como compostos que contém os seus íons monopositivos (M+). Os elementos deste grupo são metais moles. 7 Laboratório de Química Inorgânica I Na2(g) + MgO(s) 2NaCl + K2(g) . ele só tem sido obtido artificialmente.as energias de ionização e eletronegatividade muito baixas. 2N a + 2N a E C . o Frâncio. economicamente. o Rubídio e o Césio também ocorrem. O Lítio ocorre em quantidades relativamente pequenas sob a forma do mineral Espodumênio (Li2O. Processo Downs – O Sódio metálico é preparado industrialmente pela eletrólise do Cloreto de Sódio fundido. O elemento mais pesado do grupo. Mg ou Al . Em virtude de sua radioatividade e instabilidade. aumentado de tamanho do Li ao Fr. II.Cl 2. formado por estes elementos. em minerais que são óxidos mistos. sulfetos ou carbonatos por um metal menos eletropositivo. A maior fonte de Sódio é o sal (NaCl). 4 S1.densidades baixas. Na2O(s) + Mg(s) 2Na(s) + 2KCl II.(l) nergia Elétrica CaCl 2 → l      (l) (no cátod o) + C 2(g) l (n ân o) o od Outros métodos . será menor que o átomo correspondente. extremamente reativos. em certa extensão. estes elementos podem emitir elétrons.Os metais alcalinos podem ser preparados pela redução de seus hidróxidos. Podemos fazê-lo por eletrólise ou fazendo-o reagir com um outro metal. .I – Metais Alcalinos – Grupo I O Lítio (Li). . como o Ca.quando irradiadas com luz. 7 S1. o Rubídio (Rb). óxidos. com meia vida da ordem de 21 minutos. a redução do íon metálico (M+). II. Ainda assim. seja um redutor mais forte que o próprio metal alcalino. Sem considerar os níveis internos completos.

33 1..7 181 98 63 39 29 II.9 0.97 0.0 0. no ar perdem rapidamente o brilho. os elétrons também podem ser excitados a níveis eletrônicos mais elevados.54 0. O:O: . e por isso são moles. Os monóxidos dos metais alcalinos (M2O). O:O: . .. . que são as bases inorgânicas comuns mais fortes que se conhecem.53 1.03 2. e as diferentes fórmulas nascem das diferentes cargas e estruturas dos ânions.300 25. Em todos estes compostos o íon do metal está como íon monopositivo (M +). Cs muito rápida Todos os metais alcalinos reagem violentamente com todos os halogênios Li somente Na somente Principalmente K.  alcalino. e os superóxidos (MO2).8 0.69 0. K violeta.. Rb e Cs Li somente Todos os metais alcalinos Todos os metais alcalinos em presença de um catalisador Todos os metais alcalinos produzem hidretos iônicos Os óxidos de metais alcalinos se combinam com oxigênio para formar óxidos de três classes diferentes: óxidos regulares ou monóxidos (M2O).4 Reações Estes Elementos são muito reativos.16 2.. EQUAÇÃO GERAL 2M + H2O  2M+ + 2OH. com o qual eles formam hidróxidos M+(aq) + OH-(aq) Os peróxidos dos metais alcalinos (M2O2).48 1. que contém o íon metálico (M+) e o . os peróxidos (M2O2).35 0. baixos pontos de fusão e ebulição.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I apresentam baixa coesão.+ H2 2m + X2  2M+X4M + O2  2M2O 2M + O2  M2O2 M + O2  MO2 6M + N2  2M3N 2M + 2NH3(g)  2MNH2 + H2 2M + 2NH3(L)  2MNH2 + H2 2M + H2  2MH II. .23 1.  : íon peróxido.. A reação com água torna-se mais violenta do Lítio ao Césio. Raio Atômico Raio Iônico Densidade (g/cm3) (A°) (A°) Li Na K Rb Cs 1. K Rb. . são compostos cristalinos.87 Energia de Ionização (KJ/mol) 520 496 419 403 375 Eletronegatividade PF (°C) Abudância na Crosta Terrestre (ppm) 65 28.95 1.8 0. lentamente.. que reagem com água produzindo H2O2 e uma solução de hidróxido do metal . são compostos cristalinos. Os superóxidos (MO2) são compostos iônicos que contém o íon do metal alcalino (M+) e o íon superóxido .  2− 2− . dando origem às cores características no teste da chama (o Li é vermelho-carmi. extremamente solúveis em água. formando os óxidos correspondentes. sendo portanto diamagnéticos e incolores.  : mononegativo. eles se 8 Laboratório de Química Inorgânica I . Rb e Cs violetaazulados).57 2.. Na.5 Compostos a) Óxidos dos Metais Alcalinos OBSERVAÇÕES Li. o Na amarelo.. os íons destes elementos apresentam configuração de gás nobre. liberando hidrogênio e formando..60 0.86 1.900 310 7 - 1.

a solubilidade em água é muito mais baixa que a do NaOH. benzoato de potássio (C6H5COOK). O hidróxido de Lítio tem propriedades diferentes no LiOH sólido. composto dos íons Na+ e OHarranjados regularmente em uma rede cristalina – não existe ligações de hidrogênio entre os íons OH. branco. quando é atingido pela luz: Esses eletrodos completam o circuito e permitem a passagem de corrente através de um circuito externo. Rb e Cs também podem ser preparados: 2K + HgR2  Hg + 2KR Estes compostos são iônicos e extremamente reativos (M+R-). c) Haletos Todos os metais alcalinos. O eletrodo negativo é pintado com Césio ou uma liga de Césio e emite elétrons para a região entre os eletrodos. O LiOH é uma base mais fraca. O n-butil-lítio é um reagente muito versátil em sínteses orgânicas. é um sólido iônico. que aumenta do NaOH ao CsOH com o aumento da dimensão do cátion. reagem rápida e exotermicamente com todos os halogênios (X2).. mas formam-se quelatos com moléculas orgânicas. e quando se dissolve libera grande quantidade de calor. com exceção da solubilidade em água e a força básica. para formar halogenetos cristalinos. Os hidróxidos de Sódio e Potássio são industrialmente importantes. formando polihaletos iônicos: KI + I2  K[I3] KBr + ICl  K[BrICl] KF + BrF3  K[BrF4] Todos os halogenetos de metais alcalinos são solúveis em água. como aldeído salicílico e acetil acetonato. K. formando sais. LiCH3 e NaC2HS. Válvulas de exaustão contendo Sódio são empregados em motores a gasolina e diesel. O NaOH é muito higroscópico. Os sais de sódio de ácidos graxos (de cadeia longa) como o Palmítico. Essa célula contém um par de eletrodos de cargas opostas e um bulbo ou cela evacuado. com compostos alquilados. Os hidróxidos KOH. sua solubilidade em água é limitada. RbOH e CsOH são muito semelhantes ao NaOH. além disso. b) Hidróxidos O hidróxido de sódio (NaOH). etc. e acetona (CH3COCH3). de manuseio difícil. Os haletos de metais alcalinos reagem com os halogênios e compostos interhalogenados. O Césio apresenta um forte efeito fotoelétrico. Oléico e Linoléico são importantes por constituírem os sabões. exceto nitrogênio e hidrocarbonetos saturados. por causa de sua energia de ionização muito baixa. Os íons metálicos são grandes demais para poderem formar complexos com facilidade. M+X-. Essa corrente pode ser aproveitada para abrir portas. decompõem sem solução aquosa para formar o hidróxido metálico. cristalino. Esteárico. Os metais alcalinos combinam-se com diversos radicais alquil e aril. e por isso é aplicado em fotocélulas de fetocondutividade. Os metais alcalinos formam complexos covalentes.na rede cristalina. juntamente com H2O2 e O2. O Sódio tem sido aproveitado como trocador de calor em reatores nucleares por causa da sua alta condutividade térmica. e quando exposto ao ar deliqüesce. O número de coordenação do metal é geralmente seis.adjacentes no cristal NaOH. reagem violentamente com a maioria dos compostos. os metais alcalinos não podem ser utilizados para fins estruturais. tocar campainhas. tais como acetato de sódio (CH3COONa). por isso. O Hidróxido de Sódio (cujo nome comum é soda cáustica) e o Hidróxido de Potássio (potassa cáustica) são usados na fabricação de um número 9 Laboratório de Química Inorgânica I . Inflamam-se ao ar. e são. d) Organo – metálicos e complexos Os metais alcalinos podem substituir H ácido de ácidos orgânicos. II. devido a dificuldade de dissociar os íons Li+ e OH-. existe ligação de hidrogênio externa entre os íons OH. Compostos alquilados de Na.6 Usos dos metais alcalinos e de seus compostos Pelo fato de serem moles e reativos.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I . iônico. e os sais de Lítio e o Iodeto de Sódio também são solúveis em solventes orgânicos como o etanol (C2H5OH).

como sabões.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I incontável de produtos. tintas. pigmentos. Os Saís de Lítio foram aplicados com sucesso no tratamento de algumas formas de doença mental. (PMD) 10 Laboratório de Química Inorgânica I . graxas etc.

O Rádio (Ra). CaF2. MgCO3. o talco e pedra-sabão. apatita. obtidos pela eletrólise dos seus alogenetos anidridos fundidos. fluorina. CaSO4. é um elemento fortemente radioativo e relativamente escasso e.2 Preparação Os metais alcalinos terrosos podem ser preparados de modo semelhante dos metais alcalinos.2H2O. na presença de algum alogeneto de metal alcalino-terrosos que provoque uma redução do ponto de fusão e melhore a condutividade do eletrólito.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I UNIDADE II – Elementos do Bloco “S” II.3Ca3(PO4)2. na água do mar. porque todos eles são fortemente eletropositivos. No entanto. Tipicamente bivalentes. que são as diversas formando CaCO3. dolamita. em quantidades muito pequenas em alguns minerais de Urânio. calcário e mármores.CaCO3. Be2Al2(Si3)6. anidrita. em fontes naturais e em depósitos formados pela evaporação de lagos. são bastantes comuns em muitos minerais. 3 BaO (s) + 2 Al (s) 2. O Rádio ocorre. CaSO4. por não ser o Bário. 2 – Metais Alcalinos – Terrosos – Grupo II Os elementos do grupo II-A – Berílio (Be). Estrôncio (Sr). no giz. e menos básico que os do Grupo I. o Bário exceto. CaF2.KCl. 2.3 Propriedades Gerais 3 Ba (g) + Al2O3 (s) 11 Laboratório de Química Inorgânica I . BaCO3. O Berílio é relativamente escasso. o amianto. A sua principal fonte é o minério Berílio. bem como de cochas e ossos.H2O e carnalita MgCl2. Bário (Ba) e Rádio (Ra) – que constitui a família dos metais alcalinos-terrosos. Os metais alcalino terrosos são. no entanto. SrSO4. comumente. O Berílio mostra consideráveis diferenças do comportamento do restante do grupo.6H2O. magnesita. que é o elemento mais pesado da família. Magnésio (Mg). apresentam dois elétrons S no orbital mais externo. e a olivina. formando geralmente compostos iônicos incolores. H2Mg3(SiO3)4. MgCO3. Ele ocorre em muitos minerais. Cálcio (Ca). Alguns minerais importantes: Espinélio. mas também é encontrado em pequenas quantidades em vários outros minerais e rochas. e reações diagonais com o Alumínio no Grupo III. (MgFe)2SiO4. O Cálcio é o terceiro metal mais abundante de todos. O Magnésio é o sexto metal mais abundante na crosta terrestre. CaMg3(SiO3)4. embora os íons m²+ sejam mais facilmente reduzidos que os íons M+. e o bário também podem ser preparados em laboratório pela eletrólise de soluções aquosas de seus sais. ocorre nos minerais gipsita. O Bário ocorre na chamada barita. kieserita. MgSO4. naturalmente. não discutiremos suas propriedades. radioativo. 2. as propriedades conhecidas do Rádio são paralelas do seu homólogo mais leve. na dolamita.1 Ocorrência Nenhum dos metais alcalino-terrosos é encontrado livre na natureza. usando um cátodo de mercúrio. MgCO3(s) MgO(s) + CO(g) + Cl2 (g) MC g l 2 (l) co rrente  +NaCl → g  elétrica    M (s) MgO(s) + CO2(g) MgCl 2 (s) + CO2 (g) +C 2(g) l M (s) gO +C (s)   M (s) + C (g) O C → g  O 2000 O cálcio. o estrôncio. Os sais de cálcio ocorrem na maioria das águas minerais e são componentes essenciais tanto dos tecidos das plantas como dos animais. O Estrôncio ocorre na estroncianita SrCO3 e no mineral celestita. Mg(AlO2)2. BaSO4 e na witherita. constituem uma série gradual de metais muito reativos.

0 P. O sais de Berílio nunca apresentam mais de quatro moléculas de água de cristalização. maior força coesiva e pontos de fusão mais elevado que os elementos do Grupo I . Os carbonatos CaCO3. M2+.5). pois a carga adicional existente no núcleo atrai mais elétrons.13 1. com exceção do BeO. À medida que aumenta a basicidade dos hidróxidos.65 0. que são praticamente insolúveis. Os outros sais do Grupo II – A não integram tão fortemente com a água e não sofrem hidrólise em grau apreciável. mais duros.91 1.35 1.74 1. Os carbonatos. com a participação de alguns orbitais 3d. Estes elementos são mais densos.89 1.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I Os átomos desses elementos são grandes. pois a remoção de dois elétrons externos aumenta mais a carga nuclear efetiva. porém menores do que os correspondentes dos átomos dos elementos do grupo I – A. formando preferentemente duas ligações covalentes. precipitam da solução sob forma de pó cristalino branco: M2+ (aq) + CO32. já que o magnésio pode apresentar número de coordenação seis.4 Comportamento Anômalo do Berílio O Berílio difere do restante do grupo.36 1.6 2.98 -----0. SrCO3 e BaCO3 são formados simplesmente pela mistura de uma solução aquosa que contenha os respectivos íons metálicos. MCO3 (s) NO (s) + CO2 (g) Todos os óxidos dos metais alcalino-terrosos. Analogamente. (°C) Energia de Ionização 1° 2° (Kg/mol) 899 – 1757 737 – 1450 590 – 1145 549 – 1064 503 – 965 509 – 979 Be Mg Ca Sr Ba Ra 1277 650 838 768 714 700 2.(aq) Sulfato MCO3 (s) 12 Laboratório de Química Inorgânica I . aumenta.A. com uma solução aquosa que contenha íons CO32-.E. 2.7 1.300 300 250 1.6 3.50 Iônico Densidade (g/cm3) 1.30x10-6 Raio Atômico Raio (A°) (A)° 0. também. Abundância na crosta terrestre (ppru) 6 20. em parte por ser extremamente pequeno.31 0. a estabilidade dos carbonatos MCO3 em relação a hidrólise. ao lado dos orbitais 3s e 3p. Os sais de Berílio são ácidos quando dissolvidos em água pura. MO. são cristais iônicos com estrutura cristalina do Na+ ClCarbonatos Os carbonatos dos metais alcalino-terrosos são sais de ácido fraco (H2CO3) e bases fortes (M(OH)2).5 5.000 36.8 1. A reação é fortemente exotérmica: 2M (s) + O2 (g) 2 MO (s) O método mais comum de preparação destes óxidos é a composição térmica dos carbonatos correspondentes.99 1.5 Compostos dos metais Alcalinos-Terrosos Óxidos – Todos os metais alcalino-terrossos. mas também menores que os correspondentes do grupo I – A. desde Be(OH) 2 até Ba(OH) 2. pois só existem disponíveis quatro orbitais no segundo nível eletrônico. podem reagir com o oxigênio formando óxidos metálicos sólidos. e em parte por causa da eletronegatividade relativamente alta (1. seus íons são grandes.

Dos outros halogenetos de metais alcalinos-terrosos. se combinam diretamente exotérmicamente com os halogênios. 2H2O). ele se hidrata formando uma solução de caráter ácido: BeCl2 (s) + H2O (l) Be (OH)2 (s) + 2HCl (aq) Os halogenetos de berílio. com exceção do Be. para formar halogenetos metálicos. Para cada íon metálico. BeBr2 e BeI2. Os halogenetos de Be2+ têm forte caráter covalente com exceção do BeF2. MH2. a medida que o quociente carga/raio decresce. Cu SO4 . e o íon nitreto trinegativo. Eles podem ser preparados pela ação do H2SO4 sobre os óxidos. cristalinos. contendo íon metálico no seu estado de oxidação normal. Como os metais alcalinos. produzindo soluções neutras dos íons M2+ e X. incolores. Mg2+ e Ca2+ se cristalizam em meio aquoso sob a forma de hidratos (BeSO4 . reagem prontamente com gás hidrogênio a temperaturas elevadas para formar os hidretos essencialmente iônicos: M + H2 M2+ (H-)2 Os hidretos BeH2 e Mg H2 só podem ser preparados por vias indiretas: MH2 (s) + 2 H2O (l) M(OH)2 (s) + 2 H2 (g) Nitretos Os metais alcalino-terrosos. formam nitretos iônicos. que é essencialmente iônico. Hidretos Os hidretos dos metais do Grupo II – A. o caráter iônico da ligação aumenta de Be2+ até o Ba2+. como álcool metílico.hidratados. +2.ao I-. o caráter iônico da ligação decrescente gradualmente do F. MSO4. O BeCl2 que é covalente. de caráter consideravelmete iônico. Os halogenetos dos outros metais alcalino-terrosos são essencialmente iônicos e dissolvem em água.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I Os sulfatos dos metais alcalino-terrosos. somente o MgBr 2 e o MgI2 são solúveis em solventes dessa natureza. N3-. 4 H2O. os metais alcalino-terrosos mais eletropositivos. M3N2. Halogenetos Todos os metais alcalino-terrosos. o Sr e o Ba. 7 H2O. com pontos de ebulição elevados. covalentes são solúveis em muitos solventes orgânicos. por isso. Eles podem ser formados pela união direta do metal com o gás nitrogênio a temperaturas elevadas: 3M (s) + N2(g) M3N2 (s) Os nitretos de metais alcalino-terrosos reagem com a água para formar hidróxido de metal e amênia: M3N2 (s) + 6H2O 3M(OH)2 + 2NH3 Sulfetos 13 Laboratório de Química Inorgânica I . quando entra em contato com a água. não é apreciavelmente polarizável. MX2: M (s) + X2 (g) MX2 (s) O caráter da ligação metal-halogênio nos halogenetos de metais alcalino-terrosos varia muito. Para cada íon halogeneto. o Ca. muito pequeno. extremamente estáveis ao calor. dependendo do íon metálico e do halogênio. Esses nitretos iônicos são cristais transparentes. MgSO4 . são sólidos branco. por causa do íon F-. são sólidos brancos. hidróxidos e carbonatos metálicos: MO + H2SO4 M(OH) 2 + H2SO4 MCO3 + H2SO4 MSO4 + H2O MSO4 + 2H2O MSO4 + H2O + CO2 A solubilidade do Be até Ba e os sulfatos de Be2+. CH3OH.

Os íons H+ e OH. porque a energia reticular decresce mais rapidamente do que a energia de hidratação. mas fluoretos e hidróxidos apresentam aumento de solubilidade do Be ao Ba. contiver íons como SO42-. mais é rápida com soluções aquosas ácidas: MS + 2H+ M2+ + H2S 2. BeO. O berílio por ser um dos metais mais transparentes aos raios X. que não formam sais insolúveis com os íons metálicos quando a solução é aquecida. Para que uma substância se dissolva. é empregado na manufatura de cadinhos refratários e no revestimento de lâmpadas fluorescentes. tanto temporária quanto a permanente. o Mg2+ e o Fe2+. e na preparação de ligas leves com grande resistência à tensão. e sínteses industriais de muitos compostos orgânicos. todos os sulfetos se hidrolisam em água. Uma mistura de Mg(OH)2 e CaCO3 é usada como revestimento isolante em tubulações de vapor d’água.8 Usos dos Metais Alcalino-Terrosos O berílio é usado na manufatura de ligas leves (Cu – Be. é empregado na fabricação de janelas de tubos de raios X. os íons metálicos aumentam de tamanho. Isto ocorre com a maioria dos compostos do Grupo II – A. tendência esta inversa no caso dos fluoretos e hidróxidos. os compostos se tornarão menos solúveis. substituindo-os por cátions não prejudiciais. Se a energia de hidratação diminue mais rapidamente do que a energia reticular.juntamente com íons Ca2+ e Mg2+ é chamada temporariamente dura. Uma água contém íons HCO3. ao mesmo tempo que também substitui todos os ânions presentes na água por íons OH-. água quente e em caldeira. 2. os íons metálicos precipitarão sob a forma de carbonatos básicos ou carbonatos normais. quando se ferve a água. O óxido de magnésio. e tanto a energia reticular como a energia de hidratação diminuem. como o Na+: (Resina .6 Solubilidade dos Sais A solubilidade dos sais de metais alcalino-terrosos diminue com o aumento da massa atômica. O óxido de berílio. O MgSO4 .UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I Os sulfetos dos metais alcalino-terrosos podem ser preparados seja por união direta dos elementos. 2. é fazer passar a água através de um trocador de íons. nH) (s) + Ca2+ (aq) (Resina (n-2)H . formando M(OH) 2 e H2S: MS + 2 H2O M(OH)2 + H2S A reação é muito lenta com água. seja pela redução do sulfato metálico com carbono à temperatura elevada: M+S MSO4 + 2C MS MS + CO2 OBS: Com exceção de BeS. Uma diminuição de energia reticular fornece um aumento de solubilidade. MgO. A água que assim resulta é chamada água de desionizada. 7 H2O (sol de epson) é um purgativo e 14 Laboratório de Química Inorgânica I . O método mais comum para se remover a dureza da água. porque. e assim se obtém uma água que é livre de todos os sais dissolvidos. Ca + 2H+(ag)) Os melhores trocadores de íons são aqueles que removem todos os cátions metálicos presentes na água substituindo-os por íons H+. Uma água é dita permanentemente se além dos íons Ca2+ e Mg2+. nesse caso o Ca2+. por causa de seu ponto de fusão extremamente elevado e baixa reatividade é usado no revestimento de fornos metalúrgicos. O magnésio em pó ou fita é usado na fabricação de flash e bulbos para fotografia. Ni – Be) que são resistentes à corrosão por água salgada. a energia de hidratação deve ser maior que a energia reticular.assim produzidos combinam-se para formar H2O. ao passo que uma diminuição da energia de hidratação favorece uma diminuição da solubilidade. natural (um mineral) ou sintética (uma resina) que tem a capacidade de se ligar com cátions prejudiciais. O trocador de íons é uma substância insolúvel. Do Be ao Ba.7 Dureza da Água A água que contém sais de cálcio e de magnésio dissolvidos é chamada “Água Dura”.

O CaCO3. especialmente. que se combina com água formando o Ba(OH)2 e com dióxido de carbono formando o Ba CO3. exceto o Be. é usado como material na fabricação de tintas. os de estrôncio carmesin e os de bário verde. em certas quantidades. comumente chamado de leite de magnésia. os sais de cálcio. O estrôncio e seus compostos são muito escassos. O metal bário encontra muito pouco emprego na forma metálica. é utilizado como agente secante. serve como fonte de CaO. encontrados em abundância. é usado no tratamento da acidez interna e também serve como constituinte de muitas pastas dentifrícias.. no entanto o BaO. Sumário de algumas reações importantes dos metais do Grupo II – A M + X2  M X2 (X=halogênio) 2MO MO2 M++ + 2OH. etc. Por esta razão. que é utilizada na fabricação do NaCO3 (pó alvejante). papel. e não apresentam nenhuma propriedade específica que defira dos outros elementos do grupo.+ H2 O M++ + H2  M SO4 (s) + H2) MS M3 N2 MO + C M3 N2 + 3H2 Todos os Metais do Grupo II-A com todos os halogênios Todos os Metais do Grupo II-A Todos os Metais do Grupo II-A exceto Be Be e MG muito lentamente. Sr e Ba rapidamente com água fria O Be lentamente. na fabricação de sinais pirotécnicos e em fogos de artifício. outros rapidamente Todos os metais do Grupo II-A Todos os metais do Grupo II-A. porém rapidamente com vapor d’água. O Ca. brilhantes e bonitas: os sais de cálcio são radiações vermelhas. aços. de estrôncio e de bário produzem radiações coloridas. Ba SO4. O sulfato de Bário. O cálcio metálico é usado para remover oxigênio de óxidos metálicos na manufatura de muitos metais importantes. os sais voláteis destes elementos são usados. Quando introduzimos na chama.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I Mg(OH)2. a temperaturas elevadas Todos os Metais do Grupo a temperaturas elevadas Todos os Metais do Grupo II-A a temperaturas elevadas 2M + O2  M + O2  M + 2 H2O  M + 2H+  (M + 2H+ + SO4= M+S  3M + N2  2M + CO2 3M + 2NH3   15 Laboratório de Química Inorgânica I . em água.

como o Al. é o metal mais abundante na crosta da terra e o terceiro mais abundante de todos os elementos. Esta univalência pode ser explicada da seguinte maneira: os elétrons s da segunda camada. (X H2O). Mg. e Tálio. mais externa permanecem pareados e não participam da ligação. ele é amorfo e contaminado pelo boreto do metal redutor. O Alumínio fundido é recolhido no cátodo. B. o Na e o K. o In e o TI são obtidos como subprodutos da extração de zinco da blenda de Zinco. Essa tendência é responsável por variações de propriedades tão marcantes entre os elementos mais leves e os mais pesados. cada elemento do grupo deve ser considerado individualmente. O caráter eletropositivo desses elementos aumenta diretamente com o aumento da massa atômica. que comumente apresenta o estado +1. ou outros metais muito eletropositivos. Todos os átomos dos elementos deste grupo. Isso ocorre particularmente entre os elementos pesados do bloco p. B2 O3 (s) + 3Mg (s) Contaminação: B2Mg3 KBF4 + 3Na 2B(s) + 3MgO(s) KF + 3NaF + B O Boro cristalino puro é obtido a partir da redução do BCl3 com gás H2 a temperatura elevada. Gálio. ZnS. que não se pode considerá-los como família. In. Os eletrodos usados são de grafita. o Ga. FeS2. exceto para o Tálio. Boro é um semi-metal e os demais são metais razoavelmente ativos. porque tem o seu conjunto próprio de propriedades.1 Propriedades Gerais Os elementos do Grupo III-A são: Boro. de uma mistura de óxido de Alumínio. a 1000º C. Al2O3. e da extração de Ferro de pirita. Esta reação de combustão é fortemente exotérmica e fornece a energia necessária para manter a temperatura elevada. O principal minério do Alumínio é o óxido hidratado chamado bauxita Al2O3 . o Ca. 16 Laboratório de Química Inorgânica I . Comercialmente. pois a energia necessária para emparelhá-los seria muito grande. B2 O3. O Boro assim obtido é impuro. Esses compostos iônicos são adicionados para abaixar o ponto de fusão do Al2O3 e aumentar a condutividade elétrica da massa fundida. com um redutor forte como Magnésio metálico. Os elementos Gálio.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I UNIDADE III – Elementos do Bloco “p” III. 1.3 Preparação a) Boro O Boro é preparado comercialmente pela redução do seu óxido. Embora compostos +1 sejam encontrados em todos eles. Na3AlF6 e pequena quantidade de Ca F2 e NaCl. Na temperatura em que se processa a eletrólise. NaAlF6. em condições normais o estado +3 é observado. enquanto que o Alumínio. 1. Indio e Tálio estão presentes em pequenas quantidades nos minérios de Boro e Alumínio e em minérios de Zinco e Ferro. TI. chamado criolita. O Boro ocorre principalmente no bórax. Alumínio. o gás oxigênio que é liberado no ânodo reage com o grafite formando o gás monóxido de carbono. e é chamado efeito por parte inerte. 10H2O. Ele também ocorre na natureza sob a forma de um fluoreto complexo. Na 2B4O7 . apresentam um único elétron p. Al. ocorre em estado livre na natureza. na sua camada de valência. Ga.2 Ocorrência O Boro é relativamente escasso na natureza. Nenhum dos elementos deste grupo. Indio.1 – Elementos do Grupo XIII 1. contendo criolita. além dos elétrons s. 2 BCl3 (g) + 3 H2 (g) 2B (s) + 6HCl (l) b) Alumínio O Alumínio é obtido a parti da eletrólise. Em vez disso.

6 1.91 7. dúctil e maleável.34 2.4 Propriedades Físicas a) Boro 4 Al (l) cátodo 3 O2 (g) + 12 e. 2240º). Confg.F. Nisto se baseia o teste da pérola de bórax. 29. preta.0 1. c) Gálio. São bons condutores de eletricidade. Possui ponto de fusão baixo.35 1. são bastante moles sendo o Tálio o mais mole dos três. extremamente dura (quase tão dura quanto o diamante) e de ponto de fusão extremamente elevado (P. que são condutores. vítrea. mas não é propriamente um metal.8 B Al Ga In TI 1.70 Raio Iônico M3+. A sua superfície limpa é branco prateada.79 1. 577ºC.95 Densidade 20ºC em g/cm3 2. H3BO3 (l) B2O3 (s) + 6 H2O (l) Por aquecimento com óxidos metálicos. Algumas propriedades dos elementos do Grupo 3 B Elem.70 5.5 Compostos Importantes a) Óxidos O trióxido de dibore.62 1. bem como leve. é uma substância dura.85 Ponto de Fusão ºC ~2000 660 30 156 303 Ponto de Ebulição ºC ---2450 2240 2000 1460 Eletronegatividade 2. CoO + B2O3  → Co(Bo2) 2 17 Laboratório de Química Inorgânica I . sendo um semicondutor. que pode ser obtida pela desidratação lenta do ácido bérico fundido.712 g/cm3. b) Alumínio O Alumínio tem as propriedades físicas características dos metais. É um bom condutor de calor e excelente condutor metálico da corrente elétrica. Indio e Tálio Os três membros mais pesados do grupo têm propriedades metálicas típicas. O Gálio e o Indio são branco acinzentado.72 114.F. A (0. formam-se metaboratos. É opaco e tem boa capacidade de reflexão.81 26.7 1.(l) 2 Al2O3 (l) 1.81 0. B2O3.43 1.ânodo 4 Al (l) 3 O2 (g) O Boro possui propriedades metálicas.50 0. ao contrário dos metais.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I 4 Al3+ (l) + 12 e6 O2. logo ele é um líquido no intervalo de temperatura cerca de 2000ºC.20) 0.E.37 Raio Atômico 0.82 204. (Semicondutor é a substância em que a condutividade elétrica aumenta com o aumento da temperatura. em que a condutividade decresce quando a temperatura se eleva). É bom condutor de corrente elétrica. É mecanicamente resistente.98 69.8ºC e P.62 0.31 11. também chamado sesquióxido de boro. ~ 2000º C). que freqüentemente apresentam colorações características. Sua densidade é 2. O Gálio é um líquido em dias quentes (P.(l) 4 Al3+ (l) + 6 O2. No estado sólido. a 230ºC. elétron mais externa 2s22p1 3s23p1 4s24p1 5s25p1 5s26p1 Massa Atômica 10.5 1. O boro puro é uma substância cristalina. quebradiça.

H B H H H B H H  →  → Al3+ (aq) + 3 H2O (leia 0) [Al(OH)4]. BF 3. chamados compostos “deficiente de elétrons”. é um líquido (P. uma substância de ponto de fusão extremamente alto (P. O metaborato mais comum é o bórax. para indicar que eles não contém elétrons suficientes para satisfazer as suas ligações. Al2O3. que é muito usado em aparelhos de Raio Laser. em contraste com o B2O3. a mais dura de todas as substâncias que ocorrem na natureza. 10 H2O. não sendo planos. com estrutura trigonal plana e comportam-se como ácido de Lewis.E. escamoso. BF3 + F[ BF4-] 18 Laboratório de Química Inorgânica I . B2H6. anéis e estruturas bi-dimencionais laminares. anfétero: Al(OH) 3 (s) + 3 H+ (aq) Al(OH) 3 (s) + OH.(aq) A molécula de B2H6 e outros hidretos de boro são. Todos esses compostos são covalentes. onde se comporta como um ácido fraco. o diborano. onde a ligação oxigênio-alumínio é iônica. Existe na natureza sob a forma do mineral Coríndon. é. BCl3 e BBr3.(aq) d) Hidreto O Boro forma com o hidrogênio. O mais simples. H3BO3 (aq) + H2O(l)  → [B(OH)4]. é uma substância branca gelatinosa. Na2B4O7 .F. Boratos mais complexos contém unidades BO3 ao lado de unidades tetraédrica BO4. chamado rubi. Coríndon é.6ºC) espontaneamente inflamável ao ar e hidrolisado rapidamente pela água a H2 e B(OH)3. O ácido bórico. O Al2O3 com 8% de Cr2O3 forma um sólido vermelho. que são covalentes e gasosos. de fórmula Al(OH) 3 . 189ºC) e é volátil. 2045ºC).UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I O óxido de alumínio.(aq) + H+ (aq) O hidróxido de Alumínio. = 92. diversos compostos binários chamados hidretos de boro ou boranos. formando cadeias. Tanto o B2O3 como Al2O3 são insolúveis em água e em soluções aquosas. As estruturas destes boratos complexos rompem-se mediante dissolução em água. que é uma das formas que o boro ocorre na natureza. É solúvel em água. que contém de 2 à 10 átomos de B em cada molécula. às vezes. H3BO3.F. um importante padrão primário para a titulação com ácidos: Na2B4O7 . que se dissolve tanto em ácidos como em base. O Boro forma três haletos. 10 H2O + 2HCl 2NaCl + 4 H3BO3 + 5 H2O  → c) Hidróxidos ∆  → Al2O3 (s) + H2O Os compostos de boro (III) contendo grupos OH têm caráter ácido. é um sólido branco. n H2O. depois do diamante. sendo pois. O Al2O3 é obtido pela desidratação lenta do Al(OH)3. Al(OH) 3. 2 Al(OH)3 b) Boratos Os boratos simples têm uma estrutura baseada numa unidade trigonal plana BO3. Tem ponto de fusão (P. e) Haletos Todos os elementos desse grupo formam trihaletos.

têm estruturas diferentes uns dos outros. Cl Al Cl Cl Cl Al Cl Cl 19 Laboratório de Química Inorgânica I . AlF3. Al2Br6 e Al2I6. não somente no estado de vapor. O AlCl 3 também é um sólido iônico que sublima apenas 180ºC e 1 atm e o seu vapor consiste em moléculas covalentes diméricas. mas também no estado sólido. respectivamente.E. 1040ºC). dependendo do halogêneo presente e do estado físico. AlCl3. é um sólido iônico cristalino (P.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I Os haletos de alumínio. O AlF 3. AlBr3 e AlI3.

pois seus compostos são responsáveis respectivamente por todos os organismos vivos e praticamente por todos os minerais da terra. pois estes também não podem ser considerados metais. PbF4 e PbO2 são rezoavelmente iônicos. são importantes. a pequena diferença de tamanho entre Sn e Pb se deve ao preenchimento do nível 4f. e Sn e Pb por diversos ácidos. Os únicos elementos que dariam diferença suficiente de eletronegatividade para originar caráter iônico da ligação são Flúor e Oxigênio. mas a reatividade e dentro do grupo. Isto torna necessária a promoção de elétrons do estado fundamental para o estado excitado. São comumente atacados por ácidos.200 7 40 16 0. O carbono é um não metal e o estanho e chumbo são metais: Os dois primeiros elementos.46 Energia de Ionização (Kj. como no Grupo III-A. forma um sólido de estrutura complexa que não exibe propriedades metálicas. 2. levando a uma estrutura tetraédrica. Mostram. pois o preenchimento do nível 3d aumenta a carga nuclear e acarreta proteção apenas fraca por parte dos elétrons d (a capacidade de proteção decresce na seguinte ordem : elétrons s > elétrons p > elétrons d). silício. Átomo de carbono estado excitado Os elementos deste Grupo são relativamente pouco reativos.1 Características Os elementos do Grupo IV – A são carbono. Si por HF. germânio.8 As energias de ionização decrescem do C para o Si. Os dois membros mais pesados do grupo. aumenta de cima para baixo.mol-1) 1° 1086 786 760 707 715 2° 2354 1573 1534 1409 1447 3° 4622 3232 3300 2943 3087 4° 6223 4351 4409 3821 4081 PF Eletronega tividade 3930 1420 949 232 327 2. o Si e o Ge – formam essencialmente compostos covalentes.77 0. Também. que passa de ácido para mais básico.2 – Elementos do Grupo XIV – Grupo do Carbono 2. De maneira análoga. mas apenas semi-metais. A quantidade extremamente grande para formar o íon M 4+ sugere que os compostos iônicos simples são muito raros para estes elementos. uma pronunciada variação de comportamento.40 1. A ocorrência de compostos iônicos contendo os íons M+4 de todos esses elementos pode ser considerado pouco provável porque a energia de ionização necessária para a reação M(g)  M(g)+4 +4e. A energia necessária para desemparelhar e promover o elétron é mais do que compensada pela energia liberada pela formação de duas ligações covalentes adicionais.8 1.22 1.17 1. silício e germânio. como o Grupo III-A. à medida que se desce no grupo. é extremamente elevada. o carbono.8 1. Os fatores responsáveis pelo caráter não-metálico aparentemente estendem-se ao segundo e terceiro elementos do Grupo.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I UNIDADE III . mas a diferença de tamanho entre Si e Ge é menor do que seria de esperar. Configuração eletrônica do átomo de carbono estado fundamental. o Sn e 20 Laboratório de Química Inorgânica I .8 1. carbono e silício. estanho e chumbo. A maior parte dos compostos são tetravalentes e covalentes. Ge por H2SO4 e HNO3. Abundânci Raio a na crosta Covalente terrestre C Si Ge Sn Pb 320 277. Os três primeiros elementos do Grupo – o C.5 1. por causa do preenchimento dos níveis d e f. e os compostos SnF4. alcalis e pelos halogênios: grafita por Flúor. mas variam de modo irregular no restante do Grupo.2 Propriedades Gerais Os raios covalentes aumentam de cima para baixo no Grupo.Elementos do Bloco “p” III. SnO2. o elemento mais leve.

como a calcita. reduzindo-se o cloro com hidrogênio. A tendência que têm os elementos S2 a participar de uma ligação covalente (sendo promovidos a orbitais vazios mais elevados disponíveis) decresce à medida que se desce no grupo desde C até Pb. o diamante. Silício – O silício é muito abundante na forma de sílica. por reação direta com cloro: Si(s) + 2Cl2(g)  SiCl4(s) O tetracloreto de silício é volátil e pode ser purificado por destilação. Chumbo – O PbS pode ser aquecido ao ar. por aquecimento. formam tanto compostos covalentes. Estanho – É extraído do minério cassiterita SnO2.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I o Pb. Chumbo – O chumbo é encontrado como galena. Estanho – Os métodos para se obter cada um destes elementos no estado puro são essencialmente os mesmos. Outro método é oxidar parcialmente o PbS ao ar. o par de elétrons 6s2 do Pb é. Carbono – O carbono ocorre em jazidas de carvão e no petróleo. que se acentua dentro do grupo de cima para baixo. 2. Por essa razão.4 Preparação Carbono – O carbono ocorre naturalmente nas modificações alotrópicas. cada átomo de carbono utiliza orbitais híbridos tetraédricos para formar quatro ligações. que é então reduzido por CO num altoforno. diamante e grafita.5 Propriedades Físicas Alotropia do Carbono O carbono existe em três formas cristalinas. SiO2. para conversão em PbO. como compostos iônicos contendo íons Sn2+ e Pb2+. No diamante. a grafita e o Buckmister fullereno ou Buckyball. mas é encarado hoje como grafita finamente dividida. sofrendo a mistura resultante uma auto-redução em ausência doar. GeO2 e SnO2. O efeito do par inerte se mostra mais acentuado nos membros mais pesados do grupo. ocorre também em rochas do grupo dos carbonetos. Assim cada átomo de carbono está ligado tetraedricamente a outros quatro átomos de carbono. freqüentemente. e em alguns tipos de carvão. Inicialmente são obtidos como dióxido. transformado em tetracloreto. em formas impuras. Isto porque o carbono e o silício são mais abundantes na crosta terrestre. CaCO3. 5i02. aqueciment o no ar aqueciment o em ausência de ar 3PbS  →Pb + 2 PbO   3Pb + SO 2    → 2. Há um decréscimo na estabilidade do estado de oxidação + IV e um aumento na estabilidade do estado de oxidação + II. e a magnesita. que depois é reduzido pelo carbono. Vamos exemplificar com o Silício: SiO2(s) + 2C(s)  Si(s) + 2CO(g) Este Silício bastante impuro é. O silício purificado é depois recuperado. com muito maior abundância. MgCO3. Germânio – Ocorre em traços em alguns minérios de prata e zinco.3 Ocorrência Com exceção do germânio. que é incolor. estes elementos são bastante difundidos e conhecidos. 2. O pó preto formado na decomposição térmica de compostos de carbono era tido anteriormente como carbono amorfo. e o estanho e chumbo. como carvão. PbS. SiCl4+2H2  Si + 4HCl O silício ë ainda submetido à purificação adicional. pelo processo de fusão em zonas. ocorrem mais ou menos concentrados em minérios o que facilita sua obtenção. a altas temperaturas. e. Germânio. então. designado como “par inerte”. Silício. com números de coordenação 4 e 6. 21 Laboratório de Química Inorgânica I . embora relativamente raros. e em grande número de minerais do grupo do silicato.

Grafite maciça é um sólido mole. Chumbo – O chumbo. do mesmo modo que o carbono existe em duas formas alotrópicas . como o diamante e o estanho branco. A molécula formada é muito dura (a substância natural mais dura que se conhece) devido ao fato de as posições dos átomos de carbono estarem rigidamente definidas. O pequeno grau de dureza é atribuído às fracas ligações entre as camadas. SinH2n+n. o germânio é um semicondutor de eletricidade.000 Km/h) Silício – O silício cristalino é opaco e tem alto poder de reflexão. que formam cadeias normais ou ramificadas. porque o compartilhamento de elétrons com quatro outros átomos preenche todos os orbitais. (2700°C). Contrariamente aos alcanos. fazendo com que a maior parte da luz que incide sobre ele seja refletida pelas superfícies internas. aparentemente grafíticas em sua natureza. do estado sólido. mas o seu ponto de ebulição é muito elevado (2270°C). Estes compostos constituem a base da química orgânica. O alto ponto de fusão é uma indicação das fortes ligações covalentes dentro das camadas que tornam difícil a desorganização necessária à fusão. sendo impossível a outro elétron mover-se para um dado átomo de carbono. Os cristais de silício muito puro são utilizados para a fabricação de transistores. A condutividade e o brilho metálico provêm da liberdade dos elétrons (um por carbono) que podem mover-se de um átomo para outro. Estanho – O estanho. Sn. Além da grafita maciça. bateria superpoderosa. tem condutividade elétrica (menos que um décimo da do cobre). de ponto de fusão baixo. chamados silanos. e os compostos aromáticos. é uma substância semi-condutora de eletricidade. tendo um fraco brilho metálico e boa condutividade elétrica. os silanos são fortes agentes redutores. O estanho tem um ponto de fusão baixo para um metal (232°C). carvão vegetal (obtido a partir de madeira. como por exemplo na preparação eletrolítica do alumínio. É também absorvedora de elétrons que libera as cargas recebidas sem oferecer resistência. O silício forma um número limitado de hidretos saturados. É a partícula mais elastica (intactas em túnel de alta velocidade 24. O diamante também é caracterizado pelo elevado índice de refração. O germânio cristalino tem um retículo covalente do tipo diamante com ligações Ge-Ge relativamente fortes. Pb. a grafita encontra grande uso como material de eletrodos. incluindo-se os alcanos (parafinas). quando puro é um metal mole. Devido a seu alto ponto de fusão e sua condutividade elétrica. de alto ponto de fusão. Germânio – O germânio. em que cada átomo Sn esta circundado por seis vizinhos em arranjo octaédrico muito distorcido. Os estudoa até agora mostram que ele é estável e resistente a corrosão. e negro de fumo (fuligem). queimam no ar explodem em atmosfera de Cl2 e são facilmente hidrolisáveis por soluções alcalinas: 12H6 + H2O ~°s de 2 SiO2 . o estanho se parece com o gálio (relacionamento diagonal). n H20 + 7 H2 álcool 22 Laboratório de Química Inorgânica I . O estanho branco tem propriedades metálicas: é maleável e ductil à temperatura ambiente e tem condutividade elétrica do tipo metálico. O carbono forma um número enorme de compostos de cadeia aberta ou cíclica. varia consideravelmente. permitindo que camadas adjacentes deslizem umas sobre as outras. é uma substância dura. que incluem o coque (obtido por aquecimento de carvão de pedra em ausência de ar). de cor branco-prateada. É um cristal covalente. nas mesmas condições). propriedade essa que responde pela maior parte das aplicações do elemento em transistores e em outros componentes da eletr8nica. tem ponto de fusão relativamente elevado (937°C) e P. consequentemente não conduz eletricidade. estas formas de carbono apresentam extraordinarias propriedades de absorção. quebradiça. Do mesmo modo que o silício. A terceira forma alotropica é o C 60 – Buckmister fullerene ou Buckball. 2. Ge. com a estrutura do tipo diamante.6 Compostos Hidretos Todos os elementos do Grupo II-A formam hidretos covalentes. CnH2n+2.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I originando-se um polímero tridimensional. que tem átomo de Sn arranjado tetraedricamente. cinzento. e a facilidade com que se formam. mas o número de compostos formados. retificadores e baterias solares. branco. existem várias formas porosas de carbono. a este respeito.estanho cinzento.E. com cada átomo de Si ligado covalentemente a quatro outros átomos de silício com arranjo tetraédrico. sua estrutura metálica cristalina é cúbico de fase centrada.

o mais conhecido sendo talvez o “Teflon”. pressão C2F4   −CF 2. com o nome de “gelo seco” . CO2 – é obtido pela ação de ácidos diluidos sobre carbonatos.CF 2. mas só os dois primeiros são importantes. ou politetrafluoretileno.Monóxido de carbono. O garmânio forma dímero Ge2Cl2. . O CO2 sólido sublima a uma temperatura de -78°C a pressão atmosférica. C5O2 e C12O9. (SnF4 sublima a 705°C. que resulta numa distribuição desigual dos elétrons da ligação (polarização) tendo-se uma carga S~ no carbono e uma carga S+ no Si. porque se combina com o ferro que existe na hemoglobina.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I A diferença de comportamento entre alcanos e sílanos se deve provavelmente â diferença de eletronegatividade entre C e Si. CO2. z. tais como CFCl3. mas menos inflamáveis e menos suscetíveis a hidrólise.190°C).z+ z+ zC-H Si-H Os hidretos de germânio ou germânos são semelhantes aos silanos. CaCO3. formando-se ácido silícico: SiCl4 + 4H2O  Si(OH)4 + 4 HCl O GeCl4 e o GeBr4 são hidrolizados menos rapidamente. sendo os fluorcarbonetos em geral úteis como lubrificantes solventes e isolantes. mas não se conhecem haletos com cadeias de átomos de estanho e chumbo. o SnCl4 e o PbCl4 sofrem hidrólise em soluções diluídas. encontrando largo emprego como líquido refrigerantes e como propelentes em aerossois. É extremamente venenoso se for inalado. Haletos Conhecem-se todos os terahaletos. porque eles contêm ligações múltiplas p-p entre C e O. mas foi possível obtê-lo por redução catódica. pois resiste ao ataque por agentes químicos e é um bom isolante elétrico.CF 2 −  → O teflon é um produto extremamente útil. CF2Cl2 e CF3Cl são conhecidos como “Freon”. Sn(OH) 4 HCl →  ←   H2O SnCl 4 HCl →  ←   H2O [SnCl 6] 2− O carbono forma uma série de compostos halogenados com longas cadeias carbônicas. As exceções são o SnF4 e PbF4 que são iônicos e apresentam alto P. É muito empregado como refrigerante. C3O2. O CF4 é um composto inerte e muti estável. exceto o PbI4 são todos voláteis e covalentes. inibindo a capacidade de transporte o oxigênio.CF 2. por combustão de carbono em excesso de oxigênio e em escala industrial pelo aquecimento de calcário. 23 Laboratório de Química Inorgânica I . pouco solúvel em água. É empregado também como revestimento em utensílios de cozinha. CO . o PbF4 funde a 600°C). são compostos inertes e não-tóxicos. Clorofluorcarbonetos mistos.F. tendo sido detectado com auxílio de espectrômetro de massa. Compostos Oxigenados a) Óxidos Os óxidos de carbono diferem dos óxidos dos demais elementos do grupo. O plumbano PbH 4 é ainda menos estável e de preparação bem mais difícil. podendo ser reprimida pela adição de ácido halogendrico apropriado. O silício forma polímeros do tipo (SiF2)n e (SiCl2)n. . mas a hidrólise é freqüentemente incompleta . Os haletos de silício são rapidamente hidrolizados por solução aquosa. O estanho SnH4 é menos estável e mais difícil de preparar. Conhecem-se cinco óxidos de carbono: CO. por passagem do tetrahaleto sobre silício aquecido.Dióxido de carbono.é um gás incolor (PE = .

Os silicatos podem ser preparados por fusão de um carbono de metal alcalino com sílica. Ex: Willenita Zn2SiO4 Fenacita B2SiO4 Forsterita Zirconita MgSiO4 ZrSiO4 Os íons Zn e Be são circundados tetraedricamente por 4 átomos de oxigênio Mg circundado octaedricamente por 6 átomos de oxigênio N° de coordenação do Zr é oito 2. a SiO2 e o Na2CO3 . (Na2SiO3)n é outros  → a A maneira pela qual as unidades tetraédricas de (SiO4)-4 se ligam constitui um coveniente método de classificação dos muitos minerais da classe dos silicatos. SiO2 é comumente chamado de sílica. o PbO e o B2O3.H2O Thorteveitita Heminortita 24 Laboratório de Química Inorgânica I . obtida pela fusão do sódio Na2CO3 com SiO2: SiO2 + Na2CO3  Na2SiO3 + CO2 Podem-se preparar vidros de composições diferentes. O vidro é fundamentalmente uma solução vítrea de silicato de sódio e sílica. podem-se obter vidros especiais fazendo-se uma substituição parcial do Na 2CO3 por óxidos como o CaO.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I O dióxido de silício. É sólido muito duro e bastante transparente quando em estado de pureza. Na2CO3 + SiO2  Na2SiO3 + CO2 1500 C S iO N 2C 3   C 2+ N a O  → O aO  N 4SiO 4 . e dos seus vários produtos de desidratação. O 2 1. Ortosilicatos: Contém tetraedros de (SiO4)-4 discretos. Este é o exemplo mais smples dos íons silicatos condesados. ou argilas do grupo aluminosilicatos. sob a forma de minerais e de rochas. O cimento é um silicato complexo de alumínio. Silicatos: Um grande porcetagem da crosta terrestre é constituida por minerais do tipo silicatos. b) Silicatos Os silicatos são sais do ácido silícico hipotético. Os dois exemplos são: . Pirosilicatos: duas unidades tetraédricas se unem por um átomo de oxigênio. originando o íon (Si2O7)6-. mas é muito raro. além disso. variando as proporções dos materiais iniciais. Silicatos de diversas composições ocorrem extensamente na natureza. Existem muitas modificações cristalinas do silício. H4SiO4. Sc(Si2O7) Zn4(OH)2(Si2O7). sendo o quartzo a mais comum delas. .

de fórmula geral (SiO3)n2ex: espodumênio LiAl(SiO3)2 b) cadeias duplas anfibolios: de fórmula geral (Si4O11)n6n-. que se ligam aos íons metálicos. de fórmula empirica (Si2O5)n2n25 Laboratório de Química Inorgânica I . podem formar-se c.(OH)2 5. Os anfibolios sempre contém grupos hidroxilas.: ocorre na Wollastorita Ca3(Si3O9) Benitoita BaTi(Si3O9) (Si6O18)12. Silicatos cíclicos: se forem compartilhados dois oxigênios por tetraedro. Silicatos lamelares: o compartilahemnto de três átomos de oxigênio por tetraedro leva a uma lâmina bidimensional infinita.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I 3. ex: tremolita Ca2MgSiO4O11.: ocorre no Berilo Be3Al2(Si6O18) 4. Silicatos em cadeia: o compartilhamento de dois oxigênios por cada tetraedro pode levar a: a) cadeias simples (piroxenos). (Si3O9)6.iclicos de fórmula geral (SiO3)n2n-.

feldspatos ortoclásios – KalSiO3O8 ortoclásio 26 Laboratório de Química Inorgânica I . Substituição isonorfica de Si4+ por Al3+ nas porções tetraédricas do retículo de SiO2 requer a presença adicional de outros ions metálicos no retículo.1 feldspatos: . tridimita ou cristabalita).UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I Talco Mg3(OH)2(Si4O10) Caolim Al2(OH)4(Si2O5) 6. 6. a fórmula será SiO2 (quatzo. Estas substituições levam a um grupo de minerais chamados feldspatos. para garantir a neutralidade elétrica. Silicatos tridimensionais: se todos os quatros oxigênios de um tetraedro de SiO4 forem compartilhados com outros tetraedros nenhuma susbtituição de Si por um metal. zeolitos e ultramares.

3 Ultramares: são obtidos sinteticamente. Ex: Ultramar Na8(Al6Si6O24)S2 Sodalita Na8(Al6Si6O24)Cl2 Noselita Na8(Al6SiO24)SO4 . absorvendo moléculas sufucientemente pequenas para ocuparem os interstícios. substituindo-o por Na+. o que permite a eles reter e ceder água com facilidade atrvés dos canais existentes na sua estrutura semelhante a uma colmeia. Eles apresentam uma estrutura mais aberta que os feldspatos. Outros – Natrolita Na2(Al2Si3O10)2H2O Heulandita Ca(Al2Si7O18)6H2O Analeita Na(AlSi2O6)H2O 6.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I BaAl2Si2O8 celsiano NaAlSiO3O8 albita CaAl2Si2O8 anortita 6.plagioclásios - 27 Laboratório de Química Inorgânica I . os zeolitos atuam como peneiras moleculares. Ex: zeolitos de sódio são empregados para o tratamento da água dura. Eles removem o íon Ca2+ da água dura. Muitos são coloridos e usados como pigemtentos. Os zeolitos também atuam como trocadores de íons naturais. mas não atuando sobre as moléculas grandes demais para esses mesmos interstícios. com o nome de “Permutita”.2 zeolitos: são os silicatos tridimensionais mais importantes.

esses elementos constituem 99. Somente o menor e mais eletronegativo dos elementos do Grupo. nas amostras de ar. Em seguida. uma fonte inesgotável de matéria prima para seus compostos. . tem ponto de ebulição mais baixo. As. nas quais os dois átomos N estão unidos por uma ligação covalente tripla (uma sigma e duas pi). Os solos férteis possuem grandes quantidades de nitrogênio e compostos de amônio. c) Obtenção . Tendem a formar compostos covalentes. mesmo assim. Nitrogênio.Obtenção Industrial O nitrogênio industrial é obtido a partir da destilação fracionada do ar atmosférico liqüefeito. que mesmo à temperatura ambiente. P.3 .O nitrogênio puro é preparado em laboratório por aquecimento cuidadoso do nitrito de amônio. e aquecendo-se brandamente. o dióxido de carbono e traços de outros gases estão presentes. Os componentes princípais são 0 oxigênio. NH4Cl(s) + NaNO2(s) N2(g) + NaCl(ag) + 2H2O(l) A equação líquida para esta reação : NH4+(ag) + NO3(ag)  N2(g) + 2H2O(l) . Como o nitrogênio é um pouco mais volátil. O vapor d'água.Elementos do Grupo XV-A – Grupo do Nitrogênio 3. N. através de temperaturas muito baixas e pressões elevadas. o nitrogênio. inodoro e insípido. 78% de N2 e 1% de Ar e outros gases volume a volume. Fósforo. a reação é conduzida fazendo-se a mistura de NH4Cl com NaNO2. semi-metais. e Bismuto. aumenta o Ponto de Ebulição e diminui a Eletronegatividade. chamado família do Nitrogênio são. NH4NO2. Ex: Li3N. e o nitrogênio. Existe sob a forma de moléculas diatômicas. o nitrogênio é um gás incolor.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I UNIDADE III . N2 e uma quantidade relativamente pequena de Argônio.183°C. Bi. e suas proporções relativas são 21% de O2. Ca3N2. É pouco saudável em água. haverá maior porcentagem de N2 no ar evaporado que 28 Laboratório de Química Inorgânica I . Arsênio e Antimônio. a seco. com a qual não reage. Esta energia de dissociação muito elevada é responsável pela ausência de reatividade química do nitrogênio gasoso e pela instabilidade de muitos compostos de nitrogênio. e Bismuto um metal de condutividade elétrica bastante pequena. animais. inicialmente o ar é liqüefeito.1 Características Gerais Os elementos do Grupo V-A.9% da amostra. contendo o íon nitreto trinegativo. do (NH4)2Cr2O7 sólido: (NH4)2Cr2O7(s)  N2(g) + Cr2O3 +4H2O(l) . como o NaNO3.196°C que o do oxigênio .Elementos do Bloco “p” III. Os tecidos de todos os organismos vivos. o nitrogênio ocorre naturalmente em alguns minerais. Sendo portanto este ar. b) Ocorrência O N2 está presente em 78% do volume do ar atmosférico. N3-.2 Nitrogênio a) Características Em condições ordinárias. Se o ar for livre de umidade. tendem a se decompor formando o elemento N2(g). N2. Por este processo. com configuração ns2 np3. Além disso. 02. indicando que a ligação nitrogênio-nitrogênio deve ser múltipla. vegetais. Sb. só em reações com metais alcalinos e alcalinos-terrosos.O N2 também pode ser preparado por aquecimento. Nitrogênio e Fósforo são não-metais. Estes três componentes estão sempre presentes em qualquer amostra de ar. Todos apresentam cinco elétrons no nível mais externo. O ar é uma mistura complexa de diversos gases. Antimônio.Método de Laboratório: . Arsênio. A energia de dissociação da molécula N2 é extremamente elevada (226 Kcal/mol). Na prática como o nitrito de amônio é muito instável para ser acumulado e guardado. contêm nitrogênio em compostos conhecidos como proteínas. A medida que o número atômico aumenta no Grupo. 3. em proporções que variam com as condições climáticas e com a localização geográfica. mostra alguma tendência a formar compostos iônicos. o ar liqüefeito é evaporado.

N2O É um gás incolor e inodoro. (-2) na hidrazina N2H4. (+4) no dióxido de nitrogênio NOZ e (+5) no ácido nítrico. A molécula NH3 ë piramidal e polar. O gás pode ser liqüefeito por resfriamento a -33. Este procedimento é repetido. produz quantidade razoáveis de NH3(g). em terno de 200-600 atm.O gás NH3 puro ë obtido em laboratório pelo aquecimento do NH4Cl. - N2(g) + 3H 2(g) ← →2NH 3(g)  T = 25 O C P =1 atm Uma mistura destes gases à temperatura ambiente. (-3) na amônia NH3. mas decresce a concentração de NH3 presente na mistura em equilíbrio. Se novamente se condensa e se reevapora esse vapor. d) Usos do Nitrogênio O uso comercial mais importante do nitrogênio é na produção da amônia. a velocidade da reação aumenta. Aumentando-se a temperatura. característico. a amônia é um gás incolor. (-1) na hidroxilamina NH2OH.Nas condições normais o N2(g) reage com o H2(g) formando NH3(g). e) Principais Compostos O nitrogênio apresenta em seus compostos números de oxidação variando de -3 a +5. Este nitrogênio comercial é usualmente acumulado para ser guardado ou transportado na forma de gás sob pressão em cilindros de aço.0. O nitrogênio assim obtido.4°C e pressão de 1 atm. b – Óxidos de Nitrogênio . na presença de um catalisador e a uma pressão alta. (+2) no óxido nítrico NO. O amoníaco gasoso é extremamente solúvel em água. NH3 À temperatura ambiente e pressão ordinária. ou por compressão a 10 atm à temperatura ambiente. passando a mistura através de amônia contendo raspas de cobre finamente divididas. que terá maior porcentagem de O2. (+1) no óxido nitroso N2O.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I no líquido resídual. com uma solução de KOH. (+4) no dióxido de nitrogênio NO2 e (+5) no ácido nitroso HNO2. em função das reações de hidratação e ionização. contém impurezas de O2 e Ar. a – Hidretos de Nitrogênio Amônia. o novo vapor conterá uma percentagem ainda maior de nitrogênio. a velocidade com que o equilíbrio é atingido é tão pequena que praticamente nenhuma reação se processa. ∆ G se aproxima de zero. com cheiro pungente. (O) no nitrogênio N2. a síntese do NH3 a partir do N2 e H2 é conduzida a 450-600°C. N 4N H O 3 (l) 20 5 C   N2O(g) +2 2O(l) → H O 29 Laboratório de Química Inorgânica I . Na prática.Obtencão do NH3 a) Em Laboratórío .Óxido Nitroso. Quando necessário a remoção do oxigênio pode ser feita de três maneiras : • • • pela passagem do nitrogênio comercial sobre tela ou raspas de cobre a quente. Também é usado para fornecer atmosferas inertes em diversos processos químicos e metalúrgicos. que por sua vez é usada na produção de fertilizantes para agricultura. Os números de oxidação negativos surgem em função das eletronegatividades de H=2. até que todo N2 esteja separado de O2. NH 3. pois o aumento da temperatura faz aumentar o termo T ∆ S desfavorável em comparação com o termo H favorável e assim. NH4Cl(s) + KOH(aq)  NH3(g) + H2O(l) + KCl(aq) b) Comercial Processo Haber . No entanto. passando a mistura através de soluções de sais de cromo (II). na produção de ácido nítrico e de outros compostos de nitrogênio. . É obtido pela decomposição térmica do nitrato de amônio fundido.1 e N=3. (+3) no ácido nitroso HNO2.

Pelo aquecimento. É pouco reativo. c) Propriedades do Fósforo elementar No estado sólido.3Ca3(PO4)2 com sílica (SiO2) e colocado em um forno elétrico à temperatura de 1450°C. É insolúvel em água. o CaSiO3 e o excesso de SiO2 são removidos. formando um sólido cristalino incolor. com estrutura cristalina tetraédrico de moléculas P 4 . (CaF3.Ácido Nítrico. por isto deve ser guardada sob. puro. menor Au e Pt. O fósforo é um elemento essencial a toda matéria viva. Á temperatura ambiente. a ingestão de apenas 0. d – Nitratos . cujas moléculas são piramidais. só 0 NF3 é estável à decomposição em nitrogênio e flúor.lg pode ser fatal e causa queimaduras sérias. O vapor de fósforo é condensado ao estado líquido. Funde à 44°C e ferve à 280°C. o fosfato de cálcio simples Ca3(PO4)2 . E a forma mais reativa de todas as formas sólidas do fósforo. 3Ca3(PO4)2 . Oxida quase todos os metais. o fosfato de cálcio. O Ouro e a Platina. é o constituinte principal dos ossos (cerca de 60% ). Ele ocorre principalmente sob a forma de Fosfatos. para impedir que ele seja oxidado pelo ar. logo após a sua formação. HNO3 O HNO3 é preparado em laboratório pelo aquecimento de um nitrato de metal alcalino com ácido sulfúrico. Isto ocorre em função da eletronegatividade. forma uma série de trihaletos. como benzeno por exemplo. Congela a -41. e o fosfato misto (fosfato contendo um pouco de flúor). O fósforo ocorre em todos os solos férteis.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I O óxido nitroso tem uma estrutura linear NNO. do fundo do forno elétrico. não são oxidados. É muito tóxico. inerte frente aos halogêneos. reduzido pelo coque aquecido. É usado como anestésico. sob água. Por solidificação do líquido â temperatura ambiente. é um líquido incolor. quando em contato com a pele. com ponto de ebulição de 83°C. decompõem-se em N2 e O2. que é uma mistura de três partes em volume do HCl concentrado e uma parte em volume do HNO3 concentrado. Entra em combustão espontaneamente ao ar. mas são oxidados pela ÁGUA RÉGIA. E também chamado de fósforo amarelo.FÓSFORO BRANCO OU AMARELO A condensação do vapor de fósforo em condições ordinárias produz o fósforo . mas é solúvel em vários solventes orgânicos. obtém-se o fósforo branco. NaNO3(s) + H2SO4(l)  HNO3(g) + NaHSO4(s) O ácido nítrico HNO3. para protegê-lo do O2. 30 Laboratório de Química Inorgânica I . É um dos ácidos mais fortes que se conhece. 3. mesmo pelo HNO3 concentrado. NCl3 e o NI3. c – Haletos O nitrogênio. denominado Apatita. que pode ser purificado por destilação fracionada em vácuo ou em atmosfera inerte de nitrogênio. metais alcalinos e ozônio na temperatura ambiente. .FÓSFORO VERMELHO É a forma na qual o elemento é encontrado no laboratório. água. . b) Obtenção O fósforo é comumente preparado por redução de Ca3(PO4)2 ou CaF2. devido a tonalidade amarela que ele adquire quando exposto à luz.3 Fósforo a) Ocorrência O Fósforo é o único elemento do grupo 5A que nunca foi encontrado em estado livre na natureza. o NF3. 2 Ca3(PO4)2(s) + 6SiO2(s)  6CaSiO3(s) + P4O10(g) O P4O10 gasoso é. o fósforo existe em várias modificações cristalinas. no estado de oxidação +3. branco.59°C. PaO10(g) + 10C(s)  P4(g) + 10CO(g) De tempos em tempos . O fósforo branco é um sólido mole de aspecto céreo. sob a forma de escória.

No estado de vapor. ele precisa ser aquecido a cerca de 260°C para começar a queimar ao ar. cloro e bromo se combinam diretamente com o fósforo. PCl3 + 3H2O  H3PO3 + 3HCl Os pentahaletos PF5. É formado pela queima do fósforo branco ou vermelho em excesso de ar ou oxigênio. O atrito inicia uma reação entre o fósforo vermelho e o KClO3. as ligações P-P se entendem por todo o cristal covalente. É muito menos reativo que o fósforo branco. É obtido pelo aquecimento do fósforo branco com o cobre metálico como catalisador. Atualmente. c) Ôxido de Fósforo Os óxidos de fósforo mais comuns são o P4O6 e o P4O10. a mistura entra em ignição. a superfície especial na qual eles são riscados contém fósforo vermelho e vidro em pó. É muito venenoso. exceto que cada átomo de P tem um átomo de oxigênio ligado em um lugar do par solitário da posição apicial. há dois tipos diferentes de fósforo. são covalentes com estrutura bipirâmide trigonal. Fósforo (branco)  Fósforo (vermelho) ∆ H= . extremamente venenoso e pouco solúvel em água. P4 + 5O2  P4O10 31 Laboratório de Química Inorgânica I .4 Kcal/mol de átomos de P O fósforo vermelho é um cristal covalente que consiste de infinitas cadeias de átomos de fósforo. pois fornecem o nitrogênio e o fósforo ao solo. d) Usos do Fósforo A maior parte do fósforo preparado comercialmente é utilizada na síntese dos fosfatos. É um gás incolor. Antes de serem conhecidos suas propriedades nocivas.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I Quando o fósforo branco é exposto à luz. o PIS não é conhecido. Sua estrutura baseia-se num arranjo de quatro átomos P nos vértices de um tetraédro. Pode se obtido por combustão do fósforo branco com quantidade limitada de ar. ele se transforma lentamente em uma forma mais estável chamada fósforo vermelho. não tem importância comercial. PH3. O trióxido de fósforo é um dímero e deve ser representado por P 4O6. enquanto que nos fósforos vermelho e negro. E um sólido cristalino. Note que nos fósforo branco as moléculas P4 pequenas estão unidas apenas por forças de Van der Walls. A sua molécula tem estrutura piramidal. e vidro em pó. formando compostos do tipo PX3 e PX5. que funde a 24°C e ferve a 175°C. PX3. 590°C a 43 atm e é insolúvel nos solventes comuns. As cabeças dos fósforos tipo “risque em qualquer lugar” contêm uma mistura de sulfeto de fósforo. P4(s) + 3K+(aq) + 3OH-(aq) + 3H2PO-2(aq) b) Haletos de Fósforo O flúor. O iodo forma PI3 e P2I4. como o KOH. por exemplo. Na presença de água se hidrolisam produzindo ácido fosfaroso. P4S3. e deve ser escrito P4O10 e não P205. cada um deles ligados a três vizinhos mais próximos. Os fósforos de segurança contêm enxofre e clorato de potássio.FÓSFORO NEGRO É a forma mais estável do fósforo. O pentóxido de fósforo é um dímero. e) Principais Compostos a) Hidretos de Fósforo A fósfina. É obtida em laboratório. PCI5 e PBr5 são compostos estáveis. mais solúvel em todos os solventes e mais reativo que as demais formas. Quando este fósforo é riscado contra uma superfície rugosa. Sua estrutura é semelhante à do P4O6. Consiste em camadas de átomos P. fervendo-se fósforo branco com uma solução de uma base forte. o fósforo branco era usado na fabricação do fósforo popular. . com seis átomos de oxigênio localizados ao longo das arestas do mesmo. são moléculas piramidais semelhantes à fosfina. Os fosfatos de amônio são muito úteis. principalmente dos sais de sódio e de amônio que são usados como fertilizantes.4. e não por P2O3. Esta diferença na estrutura explica porque o fósforo branco é mais volátil. Os tri-halogenetos de fósforo. e nenhum deles contém fósforo branco. Tem ponto de fusão bem mais alto. KClO3. A baixa volatilidade do fósforo vermelho torna-o muito menos tóxico que o seu alótropo branco. clorato de potássio.

O arsênio amarelo é a forma mais reativa. o AsF 5. 32 Laboratório de Química Inorgânica I . em uma fórmula cristalina. As moléculas desses compostos em estado de vapor. Hidretos O Arsênio forma o composto venenoso arsina. O Bismuto forma a bismutina BiH3. possui estrutura tetraédrica. SbH3. AsCl3 + H2O  SbCl3 + 3H2O  BiCl3 + H2O  H3AsO3 + 3HCl SbOCl + 2 HCl BiOCl + 2HCl O arsênio e o antimônio formam também pentahaletos. O antimônio pode ser preparado pelo aquecimento de estibinita com limalha de ferro : Sb2S3(s) + 3Fe(s)  3FeS(s) + 2Sb O Bismuto é obtido em geral. AsH 3 que representa o estado de oxidação -3. c) Principais Compostos Os principais estados de oxidação destes compostos é +3 e +5. O arsênio cinzento é a forma estável à temperatura ambiente. que correspondem aos estados de oxidação +3 e +5. metálica. mas o SbH3 e BiH3 só podem ser obtidos em pequenas quantidades. na fase gasosa. O Óxido de antimônio. semelhantes às do NX3 e PX3. os óxidos do estado de oxidação +3 têm fórmula empírica Y2O3. YX3. é constituído de moléculas Sb4. como moléculas Sb4O6. O SbCl 5 mantém esta estrutura molecular mesmo no estado sólido. com estrutura tetraédrica e é estável abaixo de -90°C. que também é venenoso e facilmente oxidado ao metal. ANTIMÔNIO E BISMUTO a) Ocorrência O Arsênio existe como uma modificação metálica (arsênio cinzento) e como uma modificação não metálica (arsênio amarelo). é menos reativa. que é provavelmente o análogo do arsênio amarelo. com estado de oxidação -3. O antimônio forma a estibina. a do antimônio cinzento. Haletos Existem todos os haletos de arsênio. O Antimônio não é muito abundante (0. bimutina (Bi2S3) e bismutocre (Bi2O3) são muito raros. O arsênio amarelo. Estas moléculas possuem estrutura de bipirâmide trigonal. Existe em várias formas alotrópicas. o SbF5 e o SbCl5. Outra forma. É um óxido anfótero. semelhantes ao fósforo branco. cerca de um quinto da abundância do arsênio). As4O6. Seus minerais mais comuns. São hidrolisados rapidamente pela água e são muito voláteis. com estrutura em camadas. Sb2O3. o antimônio amarelo. o antimônio e o bismuto formam duas séries de óxidos. sendo a mais estável à temperatura ambiente.4 ARSÊNIO . com carbono ou pela decomposição térmica de piritas naturais que contém arsênio (FeAsS) a As e FeS. O composto de arsênio tem a fórmula As4O6 tanto no estado sólido (cristal molecular) como no estado de vapor. e com estrutura em camadas. b) Obtenção O arsênio cinzento. sendo conhecidos. mas ocorre em forma concentrada como estibinita.0001%. A molécula de As 4O6 é análoga à do P4O6. pode ser obtido pelo resfriamento rápido de vapores do arsênio. é volátil e solúvel em solventes apolares. como um subproduto da fabricação de chumbo e da purificação eletrolítica do cobre. existe. O Bismuto só existe em uma forma. Sb2S3. Óxidos O arsênio. têm estruturas piramidais. antimônio e bismuto no estado de oxidação +3. pode ser obtido pela redução do óxido de arsênio III ou arsenioso. constituído de moléculas As4.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I 3. O óxido de Bismuto (III) é um sólido cuja estrutura é melhor descrita como uma rede iônica : é geralmente escrito como Bi2O3.

foram os grandes favoritos na Idade Média para propósitos homicidas. Atualmente. Devido à sua quase total insipidez.7H2O) são antídotos convenientes ao envenenamento por arsênio. Os compostos de arsênio figuram entre os mais importantes venenos sistêmicos. mas não existe evidência do óxido de bismuto (V) puro. 33 Laboratório de Química Inorgânica I . graças aos sensíveis testes químicos que provam a presença mesmo de traços de arsênio.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I Os óxidos de arsênio (V) e antimônio (V) são compostos bem conhecidos. de fórmula As2O5 e Sb2O5. pois precipitam os oxiânions de arsênio. A água de cal Ca(OH)2 e os sais de Epsom (MgSO4. perderam a preferência popular.

onde ele ocorre como produto de decaimento radioativo. por essa razão a química do polônio é pouco conhecida.37 ----Eletronegatividade de Pauling 3. Os compostos de S. O polônio fio descoberto por Marie Curie em minérios de tório e urânio. correspondendo a um número de oxidação (-II).00 520 0. radioativo e curta vida média.6% da crosta terrestre. Te formam compostos com mais de 50% de caráter iônico. os elementos S.ou partilhando elétrons formando ligações covalentes. O. Ag2S). sendo que o mais estável apresenta meia-vida de 138 dias. mas com o flúor o número de oxidação chega a ( + VI). O caráter não-metálico é mais forte no Oxigênio e enxofre. e Po possuem orbitais “d” vazios.04 1. ao passo que o polônio.ocorram em menor probabilidade.05% da crosta terrestre. existe na forma livre.14 1.9% da atmosfera (em volume).5 2.2 H2O) e como elemento reativo. S. inferior apenas a do flúor. CuFeS2. e argentita.002 ------- O oxigênio é no máximo bivalente. porque a segunda camada se limita a oito elétrons. Se. telúrio e polônio são sólidos acinzentados. cinábrio. e em conseqüência a maior parte dos óxidos metálicos são compostos iônicos contendo o íon O2-. Se. Enxofre. e Polônio. PbS. Te.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I UNIDADE III – Elementos do Bloco “p” III. e tendem a uma configuração de gás nobre adquirindo dois elétrons e formando íons M2. e Te com oxigênio são tipicamente tetravalentes.1 -----Abundância terrestre (ppm) 466. na tendência crescente de formar íons M 2+ acompanhada do aumento de instabilidade dos íons M2-.2 Propriedades A temperatura ambiente. sulfatos (principalmente gipsita CaSO4. Os estados de oxidação mais elevados tornam-se menos estáveis ao descermos no grupo e no número de oxidação (+VI) mostrando tanto propriedades oxidantes como redutoras. são conhecidos coletivamente como calcogênios ou “formadores de minérios” pois muitos minérios de metais são óxidos ou sulfetos do ponto de vista químico. que podem ser aproveitados na ligação e podem formar quatro ou seis ligações por desemparelhamento de elétrons. calcopirita. S. Oxigênio. 4.4 – Elementos do Grupo XVI – Grupo do Oxigênio 4. Todos os elementos do grupo apresentam configuração eletrônica s 2p4. constitui 0. Se2. O aumento do caráter metálico de cima para baixo no grupo reflete-se na estrutura dos elementos. sendo elevada demais a energia necessária para remover um elétron a um nível mais externo. Se. 4. S2-. TABELA Elemento O S Se Te Po Raio Covalente A 0. constituindo 20. e como componente da água 89% dos oceanos.e Te2. Selênio. o mais abundante dos elementos. HgS. é metálico. oxigênio é um gás incolor. Telúrio. Contudo.4 2. todos os isótopos são altamente radioativos. O enxofre ocorre como sulfetos (galena.74 1. Te. embora os íons. Como constituinte de minerais perfaz 46.5 2.09 0. 34 Laboratório de Química Inorgânica I .1 Características Gerais Os elementos do grupo VI-A. Se. mais fraco com o selênio e telúrio. pirita. Por serem covalentes estes compostos são voláteis. Po. 3 Ocorrência O oxigênio. Selênio e telúrio ocorrem nos sulfetos naturais. A eletronegatividade do oxigênio é muito grande. o enxofre é um sólido amarelo e o selênio. Mesmo os elementos mais eletropositivos.

H2O2. onde o oxigênio é divalente com número de oxidação (-II). mais só recentemente observou-se a existência de pontes de hidrogênio envolvendo átomos de enxofre.7 Oxiácidos do Enxofre 35 Laboratório de Química Inorgânica I . considerando o número de oxidação de M.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I 4. Independente da sua estrutura os óxidos podem ainda ser classificados de acordo com suas propriedades ácidas ou básicas.4 Preparação O oxigênio é obtido por destilação fracionado do ar líquido. CO2+ 2HOCl 2HCl + O2 Ou por eletrólise da água contendo traços de H2S O4 ou solução de Ba(OH)2. a) Peróxidos – Estes óxidos envolvem além de ligações M-O. Assim. 4. Os Superóxidos contém mais oxigênio que o esperado. por exemplo.5 Diferenças entre o Oxigênio e os demais elementos O oxigênio difere dos demais elementos do grupo por ser o mais eletronegativo e portanto muito mais iônico em seus compostos. os outros elementos podem apresentar número de coordenação seis. anfóteros ou neutros. 4. calor KClO4 Mn O2 Por decomposição catalítica de hipocloritos.6 Propriedades Gerais dos Óxidos De acordo com a sua estrutura geométrica. 209 83 1 Bi + n 0 210 Bi 83 84 210 Po + 0 e -1 4. além das ligações M-O e apresentam menos oxigênio do que o previsto para o número de oxidação de M. exemplo. MgO. Os óxidos são classificados em vias de regra como ácidos. A limitação de número de coordenação de quatro. e a partir do pó acumulado nos condutos durante a ustulação do FeS2. Em compostos oxigenados é muito importante a ligação por pontes de hidrogênio. Grande quantidade de enxofre são obtidos em refinaria de petróleo e gás natural. C 3O2 (O=C=C=C=O). O polônio é obtido artificialmente a partir do bismuto por irradiação com neutrons num reator nuclear. o que o torna paramagnético e colorido. o íon superóxido O-2 contêm um elétron desemparelhado. 2H2S + 3 O2 SO2 + 2 H2O 2S O2 + H2O 2 H2O + 3S Kcl +O2 Enxofre elementar é obtido como subproduto da produção de gás de coque. por exemplo. Estes óxidos contém somente ligações M-O. por exemplo KO2. É às vezes preparado em laboratório por decomposição térmica de KClO4. Selênio e telúrio são obtidos em forma concentrada a partir dos resíduos anódicos da refinação eletrolítica do cobre. subóxido de carbono. os óxidos podem ser classificados em: Óxidos normais – Apresentam MxOy. Al2O3. básicos. BaO2. e os óxidos não-metálicos são usualmente ácidos. H2O. e SO 2 é obtido como subproduto da extração de metais a partir de sulfetos minerais. b) Subóxidos – Este óxidos envolvem ligações M-M. os óxidos metálicos são geralmente básicos. aproveitando orbitais “d”. contém mais oxigênio do que seria de esperar. se deve a existência máxima de 8 elétrons no segundo nível eletrônico. ligações O-O.

Muitos não são conhecidos como ácidos livres. contendo o íon Se2O72-. e os selenatos são isomorfos com os sulfatos. Estes são chamados de haletos de Tionila e Selenila. (3) Série do ácido sulfúrico: H2SO4 – ácido sulfúrico. 4. O ácido selênico é um ácido forte. de modo que o ácido teluroso não foi identificado. H2SnO6 – (n = 1 a 12) ácido politiônico. H2S2O2 – ácido di ou pirossulfuroso. teluritos ácidos e vários politeluritos. os seguintes: SOF2 SOCl2 SOBr2 SeOF2 SeOCl2 SeOBr2 O cloreto de tionila é usualmente preparado pela reação: PCl5 + SO2 SOCl2 + POCl3 36 Laboratório de Química Inorgânica I . (2) Série do ácido sulfuroso: H3SO3 – ácido sulfuroso. mas são conhecidos como ânios de sais.9 Oxihaletos Somente S e Se formam oxihaletos. O ácido selenoso forma-se por dissolução de SeO2 em água. com número de oxidação (+VI). contendo íons SeO82. H2S2O2 – ácido tiossulfuroso. sobre Te ou TeO2. conhecendo-se. sendo agentes oxidantes fortes. Pode ser preparado por ação de agentes oxidantes fortes. O ácido sólido pode ser isolado. Te(OH). O Te O2 reage com solução alcalina e forma teluritos. tem ácido com terminação oso e sal ito. 4. H2S2O2 – ácido ditinoso. e existe no estado sólido na forma de moléculas octaédricas. O ácido telúrico H6TeO6 é bastante diferente dos ácidos sulfúrico e selênico. H2S2O3 – ácido tiossulfúrico. como o ácido sulfúrico.e HSeO8. Para enfatizar as semelhanças estruturais.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I Os oxiácidos do enxofre são mais numerosos e mais importantes que os de selênio e telúrio. (5) Série dos peroxoácidos: H2SO5 – ácidos peroxomonossulfúrico. H2S2O8 – ácido peroxodissulfúrico. Os pirosselenatos.8 Oxiácidos de Selênio e Telúrio O selênio forma dois oxiácidos: o ácido selenoso H2SeO8 e o ácido selênico H2SeO4. O enxofre com o número de oxidação (+IV). os oxiácidos do enxofre são classificados em cinco grupos: (1) Ácido sulfoxílico: H2SO2. tem ácido com terminação ico e sal ato.respectivamente. conhecendo-se também duas séries de sais ( os elementos normais e ácidos). como KMnO4. podem ser obtidos aquecendo-se os selenatos. (4) Série dos ácidos tiônicos: H2S2O6 – ácido ditiônico. O Te O2 é quase insolúvel em água. H2S2O7 – ácido di ou pirossulfúrico. contudo não se conhece o ácido livre.

30 g/l nas mesmas condições. divalentes. e as reações são fortemente exotérmicas. H2Se. Ex. insípido e inodoro. SOCl2 + R – COOH isolados. O oxigênio é essencial para a respiração. 4. O enxofre reage com olefinas. com dois grupos de OH substituídos por dois halogênios. 37 Laboratório de Química Inorgânica I . Quanto mais ácido for o átomo de hidrogênio do hidreto. mais estáveis serão os “sais”. sulfetos. O enxofre é consumido em grandes quantidades na fabricação de ácido sulfúrico. selenetos.3 Todos os hidretos são ácidos muito fracos e a acidez aumenta de H 2O para o H2To. o que é importante na vulcanização de borrachas. Se for resfriado passa a um sólido azul. O O2 gasoso é incolor. na fabricação de óxido de etileno e nas soldas e maçaricos a acetileno e oxigênio. teluretos. mas normalmente o sulfeto. formando ligações cruzadas. Sulfitos. 429 g/l a 0ºC e 1 atm maior que a do ar d = 1.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I O SOCl2 é usado na química orgânica para converter ácidos carboxílicos em haletos de acila. Estes haletos podem ser considerados como derivados do H2SO4. A volatilidade decresce à medida que os átomos se tornam mais pesados. isto é. H2Po. 4. (Kj.: FeS + H2SO4 H2S + Fe SO4 A estabilidade destes hidretos diminui do H2O para H2Te que é observado pelos seus calores de formação. É ainda usado na oxidação de NH3. A água apresenta volatilidade anormalmente baixa porque as moléculas estão associadas umas as outras por pontes de hidrogênio. selenetos e teluretos metálicos. Calor de Formação.l) Ponto de Ebulição. o dióxigênio O2 e o trioxigênio ou ozônio O3. O maior consumo de oxigênio se observa na indústria siderúrgica. ºC H2O -242 100 H2S -20 -60 H2Se 81 -42 H2Te 154 -2. para a fabricação de ácido nítrico. H2Te.mol. com exceção dos gases nobres. É pouco solúvel em água. existem haletos de sulfirila: SOF2 SO2FBr SO2Cl2 SeO2F2 SO2FCl R – COCl + SO2 Estes oxihaletos apresentam estrutura tetraédrica. seleno e telureto de hidrogênio são obtidos pela ação de ácidos sobre sulfetos.10 Hidretos Todos os elementos do grupo formam hidretos voláteis. com um dos vértices ocupados por um par de elétrons Os haletos de sulfurila possuem uma estrutura tetraédrica distorcida. 4. Além destes compostos. bissulfitos e SO2 são importantes como agentes de branqueamento. óxidos. e portanto a manutenção da vida. onde o oxigênio puro é usado para converter ferro-gusa em aço. O enxofre encontra ainda emprego na fabricação de fungicidas e na pólvora. Possui d = 1. O oxigênio é paramagnético.12 Alotropia do Oxigênio O oxigênio tem duas formas alotrópicas. H2O.11 Usos O oxigênio reage com praticamente todos os elementos. H2S. Estes hidretos podem ser obtidos diretamente a partir de seus elementos.

diminuindo sua concentração protetora. = . hv. ao se fotodecompor. de luz ultravioleta pela molécula de O2. especialmente em concentrações elevadas. P.112ºC a 1 atm. centelha ou luz ultravioleta. pode ser utilizado como agente branqueador do amido. De modo semelhante os hidrocarbonetos clorofluorados.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I O gás ozônio em altas concentrações de cor azul bem perceptível. o ozônio ataca as mucosas do corpo sendo nocivo se inalado. propelentes e alguns aerossóis. Hidrocarbonetos clorofluorados são usados em refrigerantes. 3 O2 2 O3 Δ H = 68.2 g/l a 0ºC e 1 atm de pressão. Recentemente esta proteção foi colocada em jogo por dois motivos diferentes: aviões supersônicos e hidrocarbonetos clorofluorados. a absorção causa a dissociação do O3 para o O2. A chamada zona de proteção é uma camada de cerca de 30 Km de espessura que contém ozônio suficiente para absorver a radiação ultravioleta de comprimento de ondas inferiores a 310nm. O ozônio líquido também é azul. Exceto em concentrações muito baixas. Por causa de sua capacidade oxidante poderosa.0 Kcal/mol Pt ou Ag O ozônio é produzido na atmosfera superior pela absorção de um fóton. O3 (g) + hv 2 O2(g) O2(g) + O(g) O2(g) Como os tecidos vivos são muito sensíveis às radiações ultravioletas absorvidas pela camada de ozônio. Tem im odor irritante. O ozônio é instável em temperaturas elevadas.E. que reagem facilmente com o ozônio.0 Kcal de energia são convertidas em energia química. e como um desinfetante para purificar e esterilizar a água. 68. A ação de uma descarga elétrica silenciosa sobre o O 2 produz O3 . O ozônio na atmosfera superior é importante na proteção da intensa radiação ultravioleta proveniente do sol. MnO2 2 O3 3 O2 ∆H = . a vida na terra deve muito da sua existência a essa proteção. de óleos e ceras. estocada no ozônio. ele se decompõe lentamente a temperaturas baixas e quase instantemente a temperaturas elevadas. Os produtos exauridos dos jatos dos aviões supersônicos sem dúvida reduzem a quantidade de ozônio.68. O2 (g) + hv O(g) + O2(g) 2 O(g) O3(g) Pequena quantidade de ozônio é produzida por sistemas de iluminação e por alguns dispositivos como arco. A sua densidade é 22. até concentrações de 10% é diamagnético. 38 Laboratório de Química Inorgânica I . liberam átomos de cloro.0 Kcal/mol Quando 3 moles de O2 são convertidos em 2 moles de O3 .

estão representadas no quadro a seguir: Elemento Raio Atômico (∆) 0. MgCl2.36 1. Ocorre no NaCl. a fluorapatita. por causa do tamanho maior do átomo. ocorre na natureza apenas em quantidades mínimas. A reatividade dos halogênios diminui com o aumento do número atômico. o bromo é um líquido de cor castanho-avermelhado e o iodo é um sólido de cor púrpuraescura. sob a forma de um produto de desintegração de algumas séries radioativas.64 0. completando assim seu octeto eletrônico. Iodo (I). À temperatura ambiente e pressão de 1 atm. (+3). Algumas propriedades físicas dos halogênios. Consequentemente.2 Ocorrência Flúor – O Flúor sempre ocorre na natureza combinado com outros elementos e em minerais com fluorita. As energias de ionozação dos halogênios são muito altas. Bromo (Br). CaF2 . O flúor é o halogênio mais abundante. (+7). Br2. O flúor apresenta o valor mais alto.99 1. Kcl. depois do cloro.14 1. Como é o mais eletronegatio dos elementos. o que se observa na seqüência Cl2.95 2. Todos eles formam moléculas X2.1 Características Gerais Os elementos do grupo dos halogênios. nos lagos salgados e em depósitos provenientes da evaporação pré-histórica de lagos salgados. seria de esperar uma diminuição com o aumento do tamanho do átomo. quase negro. No Cl2. Flúor (F).. CaF2. Todos possuem sete elétrons no nível mais externo. etc. 39 Laboratório de Química Inorgânica I . CaCl2. Br2. exceto de gases nobres He. Cloro (Cl). o que indica que é reduzida a tendência de perder elétrons. que mal se pode detectar. pois os elétrons estão firmemente presos a um átomo pequeno. o cloro é um gás de cor verde-amarela. seu número de oxidação é sempre (-1). também ocorre na natureza em estado combinado. na água do mar. por causa da repulsão entre os elétrons não ligantes. 3 Ca(PO4) 2 e a criolita. o At não será discutido. I e Astato (At). 5 – Elementos do Grupo XVII – Halogênios 5. o flúor é um gás de cor amarelo pálido.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I UNIDADE III – Elementos do Bloco “p” III. Na3AlF6.81 1. I2 existe a possibilidade de ligações múltiplas.33 Raio Iônico (∆) 1. O mais pesado dentre os halogênios. envolvendo orbitais d. Estes números de oxidação mais altos surgem por desemparelhamento sucessivo de elétrons. O flúor é sempre univalente. isto é. o Astato. O flúor é mais reativo de todos os elementos da Tabela Periódica. A energia de ionização do iodo é menor. Ne e Ar. I2. fato que é em grande parte responsável pela grande reatividade do flúor.16 Ponto de Fusão (ºC) -220 -101 -7 114 Ponto de Ebulição (ºC) -188 -35 58 183 Energia de Ligação (Kj/mol) 159 243 193 151 1a Energia de ionização (Kj/mol) 1681 1255 1142 1191 F Cl Br I Os pontos de fusão e ebulição dos halogênios aumentam com o aumento do número atômico. Reage com todos os outros elementos. O F2 possui uma energia de ligação anormalidade baixa. (+5). Com os outros elementos do grupo são possíveis os números de oxidação (+1). mostram muitas semelhanças nas suas características físicas e químicas. ou adquirem um elétron por formação de uma ligação iônica ou formam uma ligação covalente. 5. promoção de elétrons de orbitais s e p cheios de orbitais d vazios. e. Cloro – O Cloro é o mais abundante dos halogênios.

o periodato de sódio (NaIO4). o processo líquido é então. ou pela eletrólise de solução aquosa de NaCl. Bromo – é muito menos abundante que o Cl2 e F2. Iodo. em salmouras associadas a alguns poços de petróleo. Iodo – O Iodo ainda é menos abundante na natureza que o bromo. Os pontos devem ser mantidos separados porque reagem explosivamente. em pequenas quantidades na água do mar e em salmouras.3 Método de Preparação Flúor.+ 3H+ seguido de uma oxidação pelo próprio iodato: IO3. Neste último caso é usado cátodo de ferroe ânodo de carvão. ou pela redução do IO3. juntamente com outros sais dissolvidos. o gás cloro é facilmente produzido pela reação de dióxido de manganês com ácido clorídrico. e no Mar Morto resultou da evaporação da água dessas grandes massas de água em saída natural. como impurezas. ocorrem em quantidades mínimas na água do mar e em concentrações relativamente elevadas. Os iodetos de sódio e potássio. em Utah. pois o flúor oxida a água a oxigênio. que dificilmente cicatrizam. pequenas quantidades dos compostos de iodato de sódio. MbBr2. As principais fontes de iodo são os depósitos chilenos de nitrato de sódio (NaO3). usando cloro como agente oxidante: Cl2 (g) + 2 Br 2Cl.a I-. com o qual há formação de H2. Kbr. Avasta concentração de cloreto de sódio que existe no grande lago salgado.com gás Cl2. que contém. obtendo-se HF em solução aquosa e anidro. Ocorre sob a forma de brometos solúveis. o bromo pode ser preparado pela oxidação de Br – por MnO2 em meio ácido. Astato – O Astato não ocorre na natureza e seu isótopo de vida mais longa tem a meia-vida de 8 horas.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I A água do mar contém cerca de 2. NaCl. IO3. I2 – O Iodo é preparado na indústria pela oxidação de I. CaF 2. energia 2NaCl(aq) + 2H2O Cl2(g) + 2NaOH(ag) + H2 (g) elétrica No laboratório. NaBr.+ 5 I. com o hidrogênio sendo produzido no cátodo. Cl2 – a maior parte do cloro comercial é preparado industrialmente pela eletrólise de cloreto de sódio fundido. usando ânodo de carbono. MnO2 (s) + 4H(aq)+ + 2Cl(aq)Cl2(g) + Mn2+(aq) + 2H2O Bromo. F2 – a principal fonte de obtenção do flúor é o mineral fluorita. No laboratório. Cloro.+ 3SO2(g) + 3H2O I. NaIO3. a eletrólise do fluoreto de hidrogênio ionizado em estado líquido mais anidro. 2HF(l) H2(g) + F2 (g) Usa-se esta mistura por ser o HF um mau condutor de corrente elétrica.+ Br2 (g) O bromo é arrastado por uma corrente de ar e em seguida condensado ao estado líquido. Ele é tratado como ácido sulfúrico concentrado e submentido à destilação. ou outro gente oxidante.+ 3HSO4. e um cátodo de prata ou de aço inoxidável. menos abundante.5% em peso de cloreto de sódio.+ 6H+ 3I2(s) + 3H2O 40 Laboratório de Química Inorgânica I . O meio deve ser rigorosamente anidro. fornecendo o sódio como subproduto. 5. com o qual se produz F2. ele produz queimaduras dolorosas na pele. MnO2(s) + 4HBr(aq) Br2(g) + MnBr2(aq) + 2H2O(l) O bromo deve ser manuseado com cuidado considerável. O flúor é a seguir obtido por eletrólise de uma mistura de KHF2 e HF. Br2 – O Bromo é obtido industrialmente pela oxidação em meio ácido do Br – da água do mar.

a reação pode ser escrita: Si2(s) + 6HF SiF62. Por sua capacidade para oxidar bactérias. O cheiro de seu vapor pode ser facilmente percebido à temperatura ambiente. MnO2(s) + 4HI(aq) 5. É usado na fabricação do SF6 . H2(g) + X2(g) 2Hx(g) O mecanismo desta reação já foi discutido no capítulo I – Hidrogênio 41 Laboratório de Química Inorgânica I . 5. irritante aos olhos e garganta. o que ilustra o decréscimo de reatividade com o aumento do número atômico. o flúor pode ser utilizado como combustível de foguetes. porque ele forma. atacam o vidro. Cloro – O cloro livre é um gás amarelo-esverdeado. As soluções de iodo em etanol (tintura de iodo) foram largamente empregadas como desinfetante e antisséptico. com um brilho semimetálico.5 Principais compostos a) Haletos Todos os halogênios reagem com hidrogênio formando haletos HX. é usado sob forma de coloração no tratamento de água potável e de piscina.4 Propriedades Gerais e Usos Flúor – O poder extremamente oxidante do flúor faz com que ele reaja.+ 2H+ + 2H2O Muitos fluorocomplexos. como os brometos de metila. rapidamente. O I2 oxida e destrói muitos microorganismos. O flúor reage violentamente com o hidrogênio. butila e certos corantes. de cheiro forte e irritante. volátil. como o íon hexafluorosilicato são muito estáveis. e o iodeto de potássio em reações aminas. Causa queimaduras químicas que são muito dolorosas e geralmente levam vários meses para cicatrizar.2-dibromoetano. A reação do hidrogênio com o flúor é muito violenta. para fins farmacêuticos e na fabricação de iodofórmico CHI3 e iodeto de metila CH3I. que é resistente e impede que a reação tenha prosseguimento. Seu vapor é violeta escuro. O HF tem outra propriedade que o torna extremamente perigoso. O cloro é um germicida poderoso. As soluções de HF devem ser guardadas em recipientes de polietileo ou de parafina. usado para isolamento de alta tensão e em aerossóis na forma de cloroflúorcarbonos (CFC). É usado na fabricação de AgBr. É ainda utilizado como alvejante industrial e na obtenção de compostos orgânicos. dióxido de silício. geralmente de forma vigorosa. uma camada de fluoreto na superfície do metal. tanto ele como sua solução aquosa. Experiências com HF devem ser executadas na capela e manuseadas com muito cuidado. Bromo – No estado livre é um líquido castanho-avermenlhado. a cor das soluções é castanha. com a maioria das substâncias. empregados na fotografia e na produção de derivados orgânicos. adicionado à gasolina para remover resíduos de chumbo. como a água e o etanol. Ele pode ser armazenado em recipientes de aço. formando fluoreto de hidrogênio: H2(g) + F2(g) 2FH(g) ∆Gº = -541 Kj I2(g) + MnI2(aq) + 2H2O(l) Embora o HF seja um ácido fraco.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I No laboratório. A maior parte do bromo fabricado industrialmente é utilizado na fabricação de 1. ele tem propriedades que o tornam difícil de manusear. O iodo forma um complexo azul escuro com o amido. mais com o iodo é lenta à temperatura ambiente. etila. cobre ou certas ligas. Também pode ser estocado em vidros. Como a ligação F-F é fraca e como o flúor atômico é um agente oxidante forte. Em solventes polares. O iodeto de prata é usado em filmes fotográficos. o iodo pode ser preparado de modo semelhante ao bromo. cor que é reforçado nas soluções em solventes não-polares como CCl4 e CS2. Iodo – É um sólido cinza escuro. Representando o vidro por seu principal componente. desde que HF não esteja presente como impureza. de cheiro forte e desagradável.

HgO + Cl2O são coloridos e explodem na presença de agentes redutores. O petóxido de iodo é obtido pelo aquecimento do ácido iódico: 240º 2HIO3 I2O5 + H2O H2O. o OF2 é um gás amarelo pálido obtido pela passagem rápida do F2 gasoso através de uma solução a 2% de NaOH. mediante a titulação do iodo liberado: 5Co + I2O5 c) Reações com o H2O I2 + 5CO2 O gás cloro é bastante solúvel em água. em aplicação industriais. O ClO 2 é poderoso oxidante e utilizado. no alvejamento de polpa de madeira. São preparados aquecendo óxidos de mercúrio (II) recém preparados com os halogênios gasosos.E. é dissolvido em água. 2F2 + 2NaOH 2NaF + H2O + OF2 Os óxidos de cloro são reativos. 1 volume de gás a i atm se dissolve em cerca de 2 ½ volume de água. 42 Laboratório de Química Inorgânica I . 2Cl2 + 2HgO HgCl2. pelo que tem odor e cor de cloro. Os de iodo são os mais estáveis como o flúor é mais eletronegativo que o oxigênio. à temperatura ambiente. rápida É um agente oxidante. É um gás amarelo que pode ser condensado a um líquido vermelho de P. Cl2. Assim. a 11ºC. Os fluoretos de oxigênio foram estudados como oxidantes potenciais de combustíveis para foguetes. O Cl2O é um gás e Br2O um líquido. Quando o gás cloro. ou por aquecimento. O O2F2 é um sólido amarelo-alaranjado obtido pela ação de descarga elétrica sobre uma mistura de F2 e O2 . o odor e as propriedades químicas do cloro. Uma das suas aplicações e a determinação de CO. É um agente oxidante e fluorante de extrema importância. Usados em grandes quantidades na purificação da água. os compostos binários são fluoretos de oxigênio e não óxidos de flúor. tem a cor. diluído por ar. chamada água de cloro. instáveis e tendem a explodir. a água de cloro contém moléculas Cl2 livres. A solução que resulta. e tendem a explodir quando submetidos a choque.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I b) Óxidos A maior parte dos óxidos dos halogênios são instáveis. a temperaturas ordinárias e em ausência de luz forte. a solução saturada em equilíbrio contém cerca de 50% do seu cloro na forma de Cl2 e os restantes 50% divididos entre o HCl e o HOCl. ou mesmo por exposição à luz. por exemplo. estabelece-se o seguinte equilíbrio: Cl2 + H2O HOCl + HCl A 25ºC e pressão de 1 atm de gás cloro.

15.) Explique porque os gases nobres eram tidos como gases inertes.) Comente ocorrência e usos dos gases Nobres. a partir do Xe. 6. 18.UFPB – Universidade Federal da Paraíba CCEN – Centro de Ciências Exatas e da Natureza Departamento de Química Laboratório de Química Inorgânica I UNIDADE III – Elementos do bloco “p” III. 13.) Comente as reações do XeF6 com a água.) Comente configuração eletrônica e 1° energia de ionização dos gases Nobres. XeF4 e XeF6 ? Mostre as estruturas.) Como interpretar a interação entre o PtF6 e o Xe-. 10. 43 Laboratório de Química Inorgânica I .) Explicar a química do Xenônio.) Comentar a ocorrência e usos do neônio 9. 8.) Explicar a formação de compostos de gases Nobres por coodenação. 12.) Explicar a formação de compostos de gases Nobres por atrações dipolo/dipolo induzido.) Comentar ocorrência e usos do argônio 4.) Por que os pontos de fusão dos gases Nobres. 5. 17. 7.) Comente energia de ionização e afinidade eletrônica. 16.) Como se preparam. XeF4 e XeF6. 14.) Comentar as propriedades particulares do hélio 3.) Desenhe as estruturas do XeF2.) Por que os pontos de ebulição dos gases Nobres variam com o N° atômicos.) Comentar as propriedades gerais dos gases Nobres 2.6 – Elementos do Grupo XVIII – Gases Nobres Estudo Dirigido: 1.) Explicar a formação de compostos de gases Nobres em condições excitadas. 11. o XeF2. e porque este conceito foi modificado.

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