You are on page 1of 41

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - UFBA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA– FDUFBA

CONTEÚDO DO CADERNO DE TEORIA GERAL DO DIREITO CIVIL
Assuntos de Teoria Geral do Direito Civil Recomendações de Leitura– Material Legal: - Código Civil de 2002; Recomendações de Leitura– Material Científico: - Direito Civil: Introdução, de Francisco Amaral; - Direito Civil: Parte Geral, de Cristiano Chaves; - Introdução ao Direito Civil, de Orlando Gomes; - Direito de Personalidade e Autonomia Privada, Ed. Saraiva, Professora Roxana Cardoso Brasileiro Borges; - Código Civil Comentado, de Renan Lotufor, vol. 1. TÓPICOS ABORDADOS NA AULA - Nesse segundo semestre inicia-se o estudo da parte dogmática do Direito; - O Direito Civil é uma das maiores matérias no estudo do Direito, ou seja, uma das mais densas; - Assuntos a serem explanados no decorrer do semestre: Sujeitos de Direito; Objeto da relação (bens); Fatos Jurídicos Geradores; História do Direito Civil; Fatos que extinguem uma relação jurídica; fatos que não são concernentes; Direitos da Personalidade; - Busque ler o assunto antes da aula correspondente ao mesmo pois, assim, o aproveitamento será bem maior; EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO CIVIL - Revolução Francesa; - Surgimento do Capitalismo; - Slogan: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”; - LIBERDADE– Pensamento liberal que anseiava pouca intervenção do Estado; - IGUALDADE– Permanece até hoje na Constituição alguns princípios da Revolução

1

Francesa, entre os quais este conceito; - FRATERNIDADE (ou solidariedade)– O conceito idealizado que menos se expressa; - O importante papel de Napoleão Bonaparte; - Características do Direito Civil Francês idealizado por Napoleão Bonaparte: extremamente patrimonialista. Individualista, com o foco no burguês do sexo masculino, maior de idade, branco, rico e chefe de família. Patriarcalista, matrimonialista; - Dicas de filmes: “O Mercador de Veneza”, com Al Pacino; e “Uma Mente Brilhante”; - A realidade social no período pós - 1ª Guerra Mundial; - A Constituição Mexicana; - A Constituição de Vaimar (antiga Alemanha); - Função social da propriedade; - Publicização, Socialização do Direito Civil; - 1824– Primeira Constituição Brasileira, do Império; - 1916– Primeiro Código Civil Brasileiro; - Influência alemã e francesa no Primeiro Código Civil ratificado; - Recomendações de Leitura: Raízes Históricas e Sociológicas do Código Civil Brasileiro, Orlando Gomes; Capítulo 3 do livro “Direito de Personalidade e Autonomia Privada”, Ed. Saraiva, Roxana Cardoso Brasileiro Borges;

PÁGINA 2 TÓPICOS ABORDADOS NA AULA - Separação do público e do privado; - Transição do Estado Liberal para o Estado do bem-estar social; - Capitalismo social; - Similaridades entre as diversas constituições; - Constitucionalização do Direito Civil; - Código Civil de 1916; - Recomendação de Leitura: Artigo – Buscar no livro “Temas de Direito Civil” o artigo 1, de Gustavo Depedino; - As diversas constituições brasileiras; - Era dos Estatutos (fase dos micro-sistemas); - Mudanças de Princípios, de Ideologia, de Racionalidade são trazidas pelo Código Civil Brasileiro de 2002; - Dica de texto: Miguel Reale, Código Civil– O autor discorre sobre os princípios que nortearama elaboração do Novo Código Civil:
2

- Socialidade; - Eticidade (normas éticas de conduta) (resgata a boa-fé); - Operabilidade (Código fácil de ser operado). QUESTÕES PARA DEBATE Questões 1 a 7– Bibliografia: BORGES, Roxana Cardoso Brasileiro. Direitos de Personalidade e Autonomia Privada. 2ª ed. São Paulo : Saraiva, 2007. 1– HÁ DIFERENÇA ENTRE DIREITO PÚBLICO E DIREITO PRIVADO? EXPLIQUE. QUAL É A IMPORTÂNCIA DESTA PERGUNTA? O Direito Público é o direito composto, inteira ou predominantemente, por normas de ordem pública, que são normas imperativas, de obrigatoriedade inafastável. O Direito Privado é o composto, inteira ou predominantemente, por normas de ordem privada, que são normas de caráter supletivo, que vigoram apenas enquanto a vontade dos interessados não dispuser de modo diferente do previsto pelo legislador. O Direito Público– só é permitido o que a lei determina. Tem por objeto a administração estatal em diversos níveis; O Direito Privado– É permitido fazer tudo que a lei não proíbe. Tem por objeto as relações entre os cidadãos e sua vida em sociedade; O Direito Privado convive com o Direito Público. Pode-se dizer que suas fronteiras não sejam tão claras como outrora. Um e outro ramo se inter-relacionam e um empresta ao outro meios para a valoração das situações jurídicas. Mas cada um se mantém como um sistema de normas e princípios, um e outro conservando seu sítio natural. 2– EM QUE CONSISTE A CODIFICAÇÃO DO DIREITO CIVIL? Codificar o Direito é coordenar as regras pertinentes às relações jurídicas de uma só natureza, criando um corpo de princípios dotados de unidade e deduzidos sistematicamente. A codificação não só unifica o Direito, dando em lei toda matéria jurídica, como também a apresenta de forma orgânica, sistemática, em virtude de suas regras observarem princípios gerais informativos do todo. Acaba a codificação com a legislação dispersa. Apresentando, quase sempre, tratamento jurídico novo. PÁGINA 3 3– POR QUE SE ACREDITAVA QUE O DIREITO CIVIL ERA INTANGÍVEL? O Direito Civil foi considerável estável pela doutrina, devido à pouca influência que demonstrava sofrer por parte das transformações políticas, econômicas ou sociais que a história apresentava. Além disso, por ser tido como um ramo básico do Direito Privado, há, por vezes, uma opinião generalizada de que o Direito Civil exerce grande influência sobre os demais ramos do Direito, inclusive o Direito Público.
3

4– QUANDO COMEÇAM A APARECER SINAIS DE SUSCETIBILIDADE NO DIREITO CIVIL? O Direito Civil começou a sofrer influência mais forte das Constituições quando estas passaram a dispor sobre a ordem econômica e social. O Estado, posteriormente, aumentou suas funções e passou a intervir nas relações privadas, sobretudo nas relações econômicas. 5– EM QUE CONSISTE A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL? Com a Constituição de 1988 houve, como afirma Cristiano Chaves de Farias, uma “verdadeira reconstrução da dogmática jurídica, a partir da afirmação da cidadania como elemento propulsor”. O Direito Constitucional, com os seus princípios da dignidade da pessoa humana e da isonomia começa então a influenciar o Direito Civil e conseqüentemente a Responsabilidade Civil. Percebe-se, agora, a importância de se ter presente a função social e a igualdade substancial trazida pela Constituição. 6– EM QUE CONSISTE A DESCENTRALIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL? Um importante movimento histórico, cujo autor do termo é o baiano Orlando Gomes, é a descodificação. Toda codificação impõe um dilema: se o código não é modificado ele perde todo o contato com a realidade, mas se for constantemente modificado o todo começa a perder a unidade lógica. Vários institutos passaram a ser regulamentados por legislação extravagante e especial, graças a isso. 7– O QUE FOI A RECODIFICAÇÃO DO DIREITO CIVIL? O Código Civil sancionado em 2002 foi responsável pela recodificação do Direito Privado no Brasil, na medida em que inseriu na rota da ordem constitucional com claro objetivo de dar efetividade às suas diretrizes. O Código Civil de 2002 resgatou a importância da Ética nas relações privadas, algo em segundo plano anteriormente. QUESTÃO 8 E SEGUINTES– BIBLIOGRAFIA VARIADA (GUSTAVO TEPEDINO, PAULO LÔBO, RENAN LOTUFO) 8– EXPLIQUE A ÉTICA INDIVIDUALISTA QUE SERVIU DE PARADIGMA PARA A CODIFICAÇÃO FRANCESA E PARA A CODIFICAÇÃO BRASILEIRA DE 1916 Com o processo de codificação francesa, em 1804, seguido de outras codificações de cunho liberal e individualista, sagrou-se o Direito Civil como um campo do Direito onde o Estado não deveria intervir. Ao Estado cabia organizar-se administrativamente e garantir a aplicação das leis, mas não intervir nas relações privadas, que tinham no Código Civil a única regulamentação aceitável. Isso foi refletido nas Constituições mais antigas. 9– POR QUE SURGIRAM, NO SÉCULO XX, ESTATUTOS ESPECIAIS OU LEIS EXTRAVAGANTES? Um novo contexto social surgia, e o direito, mais especificamente o Código Civil, tornou-se antiquado para a nova realidade e complexidade social. Nesse ponto o sistema codificado pôde ser combatido, por ser incapaz de evoluir. Dessa forma, vários institutos passaram a ser regulamentados por legislação extravagante ou especial, cujo conteúdo conjuga-se com a nova realidade social.
4

tendo sido o Código Civil que vigorou no Brasil até janeiro de 2003. que inspirou a codificação brasileira de 1916. As figuras centrais do Direito Privado eram. para entrar em vigor em 1917. cujo maior marco foi a elaboração do Código Civil francês. A mudança da atitude é substancial: deve o jurista interpretar o Código Civil segundo a Constituição e não a Constituição segundo o Código Civil. mais recentemente. Posteriormente o projeto de 1899. o Direito Canônico. O movimento codificatório. o Direito Português. REPRESENTADO PELO CÓDIGO CIVIL FRANCÊS. o Código Civil Francês (1804) e o Alemão (1896) e. na execução indireta. organizado por Clóvis Beviláqua. quando os serviços públicos são prestados por terceiros sob o controle e a fiscalização do ente titular. como ocorria com freqüência”. diz Paulo Luiz Netto Lôbo. tendo a Constituição como ápice conformador da elaboração e aplicação da legislação civil.10– POR QUE SE FALA SOBRE DESCENTRALIZAÇÃO DO SISTEMA DO DIREITO PRIVADO? A descentralização caracteriza-se quando um poder antes absoluto passa a ser repartido. 11– POR QUE SE DIZ QUE O CÓDIGO CIVIL ERA A CONSTITUIÇÃO DO DIREITO PRIVADO? “Antes havia a disjunção. aprovado. o contrato e a propriedade. “Na descentralização o Estado atua indiretamente. pois o faz através de outras pessoas. segundo Celso Antônio Bandeira de Mello. 14 – EXPLIQUE POR QUE SE FALA SOBRE “DIREITO CIVIL CONSTITUCIONAL”. atualmente vê-se a concepção de uma simultaneidade entre o Direito Público e o Direito Privado. As principais tentativas de elaboração de um Código Civil brasileiro aconteceram na época do Brasil Império. por exemplo. 5 . o Código Civil Italiano de 1942 e o Código Civil Português. 12– DISSERTE SOBRE A HISTÓRIA DO DIREITO CIVIL BRASILEIRO. na época da codificação francesa. E O DIREITO CIVIL ATUAL. que influenciaram o texto brasileiro publicado em 2002. seres juridicamente distintos dele”. foi publicado em 1916. inclusive com influências ainda do Direito Romano e Canônico. teve como forte característica a separação jurídica entre a esfera privada e a pública. Contudo. hoje. INCLUINDO A HISTÓRIA DE NOSSOS CÓDIGOS As fontes históricas do Direito Civil brasileiro são o Direito Romano. a unidade hermenêutica. 13– EXPLIQUE QUAL É A MUDANÇA DE PARADIGMA QUE EXISTE ENTRE O DIREITO CIVIL CLÁSSICO. quando a legislação vigente era fragmentada e esparsa.

seja nas relações econômicas entre particulares. 17– EM QUE CONSISTE A DESPATROMINIALIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL? A grande tônica do Direito Civil até antes da inserção do valor da dignidade da pessoa humana eram as relações patrimoniais. Surgiram nas Constituições capítulos dispondo sobre a ordem econômica e social. seja nas relações existenciais. além dos usuais dispositivos sobre organização políticoadministrativa do Estado e os então já consagrados Direitos e garantias individuais fundamentais. diz-se que houve uma constitucionalização do Direito Civil. como no Direito Tributário e no Direito Penal. A essa alteração se tem chamado de despatrimonialização do Direito Civil. Mesmo as disposições sobre direito de família sempre foram muito mais voltadas para as relações econômicas do que para as relações pessoais ou existenciais. seja nas relações entre o indivíduo e o Estado. 18– Em que consiste a personalização ou repersonalização do Direito Civil? A dignidade do ser humano é um novo valor conformador e está presente em todo o Direito. principalmente no Direito de Família. como no Direito de Família e nos Direitos de Personalidade. norma inferior. São normas de Direito Civil que foram colocadas no nível constitucional. sobretudo nas relações econômicas. as disposições de Direito Civil contidas na Constituição Federal brasileira de 1988 modificaram o sentido de inúmeros dispositivos desse Código. deve por regra ser interpretada a partir do que a Constituição Federal dispõe. inclusive o então Código de 1916 (e o de 2002) PÁGINA 5 15– QUE RELAÇÃO EXISTE ENTRE O CÓDIGO CIVIL DE 2002 E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988? A forma de interpretação metodologicamente correta é a seguinte: O Código Civil de 2002. Daí se falar em Direito Civil Constitucional.Como certas normas de Direito Civil foram elevadas ao texto da Constituição. como um contrato. 19. 16– QUE RELAÇÃO EXISTIA ENTRE O CÓDIGO CIVIL DE 1916 E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988? Uma vez que as Constituições contêm normas hierarquicamente superiores às demais leis. É o que se tem chamado de humanização do Direito Civil. tais normas de Direito Civil passam a informar todo o Direito Civil que está subordinado à Constituição.EM QUE CONSISTE A FUNCIONALIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL? O Estado aumentou suas funções e passou a intervir nas relações privadas. 6 . Passando a essa hierarquia suprema do ordenamento. e sendo o Código Civil de 1916 uma lei.

22– QUE RELAÇÃO TEM CLÓVIS BEVILÁQUA COM O DIREITO CIVIL BRASILEIRO? Clóvis Beviláqua. José Carlos Moreira Alves. inconformados com a ingerência do Estado nas relações privadas. em 1899 organizou um terceiro projeto de Código Civil com base no projeto de 1890 idealizado por Coelho Rodrigues.20– EM QUE CONSISTE A SOCIALIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL? Parte das disposições abordando a ordem econômica e social surgiram. com um sentimento de revolta. O projeto de 1899 aprovado. tendo sigo o Código Civil que vigorou no Brasil até janeiro de 2003. 25– QUE RELAÇÃO TEM TEIXEIRA DE FREITAS COM O DIREITO CIVIL BRASILEIRO? Em 1859 Teixeira de Freitas foi chamado à elaboração de um projeto que. 24– QUE RELAÇÃO TEM ORLANDO GOMES COM O DIREITO CIVIL BRASILEIRO? Orlando Gomes expôs inúmeras preocupações com a sobreposição do Direito Público em relação ao Direito Privado. é o Código Civil em vigor. descartado pelo 7 . Ebert Chamoun. como reação à cultura do individualismo jurídico que impregnou os Códigos Civis influenciados pelo Código Civil Francês. Eles consideraram que o Estado vinha intervindo de forma tão ampla no Direito Civil que este não poderia mais ser considerado Direito privado. Clóvis Couto e Torquato Castro elaboraram novo Anteprojeto de Código Civil. 23– QUE RELAÇÃO TEM MIGUEL REALE COM O DIREITO CIVIL BRASILEIRO? PÁGINA 6 Com a organização e supervisão de Miguel Reale. em 1972. Para ele o que mais impressionou na reação ao individualismo foi a “receptividade ao pensamento político que propugna a supremacia sem controle do Estado” e a “tendência irresistível para a superestimação do Direito Público”. no Direito. hoje. foi publicado em 1916. mas Direito publicizado. Agostinho Alvim. com início de vigência em janeiro de 2003. para entrar em vigor em 1917. Esse projeto foi aprovado e. aprovado em janeiro de 2002. 21– EM QUE CONSISTE A PUBLICIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL? Alguns civilistas. chagaram a falar sobre uma publicização do Direito Civil. A essa reação alguns chamaram de Socialização do Direito Civil. Sylvio Marcondes.

a personalidade jurídica começa com a concepção. 05– COM QUE FUNDAMENTOS SE PODEM ATRIBUIR DIREITOS AO NASCITURO? Para Maria Helena Diniz. 2º do Código Civil. Para a teoria tradicional (natalista) o nascituro não tem personalidade jurídica em sentido próprio. consiste em uma eficácia da tutela legal. ATUALMENTE. depende da aquisição da personalidade jurídica material. 04– A PARTIR DO DIREITO CIVIL BRASILEIRO. A definição de tal momento é crucial. em processo de gestação e que ainda não nasceu. Para a concepcionista. já que esses são extrapatrimoniais. a aquisição de todos os direitos da personalidade e direitos patrimoniais que independam da manifestação da vontade.Brasil. Ademais todo homem pode ser sujeito de Direitos. que. 02– QUAL O FUNDAMENTO JURÍDICO DA PERSONALIDADE JURÍDICA DAS PESSOAS NATURAIS? De acordo com o art. COMO SE PODE DESCREVER. A aquisição de direitos patrimoniais. por sua vez. A teoria formalmente adotada pelo Código Civil é a tradicional (natalista). o nascituro tem personalidade jurídica somente em relação aos direitos de personalidade. 7 PÁGINA 7 8 . no caso. a personalidade jurídica começa com o nascimento com vida. O STATUS JURÍDICO DO NASCITURO? EXPLIQUE. admite-se a proteção jurídica dos bens jurídicos do nascituro a partir da concepção. mas apenas personalidade jurídica formal. já que o nascimento acarreta. 03– O QUE AFIRMAM AS CORRENTES NATALISTAS E CONCEPCIONISTAS SOBRE O NASCITURO? QUAIS OS PROBLEMAS DESSAS TEORIAS? Nascituro é o ser humano já concebido. não com o nascimento com vida: o nascituro é pessoa e tem personalidade jurídica. de forma automática. subordinando-se o caráter definitivo de tais relações jurídicas à ocorrência do nascimento com vida. Nesse sentido. QUESTÕES PROPOSTAS 01– HÁ DISTINÇÃO ENTRE SUJEITO DE DIREITO E PESSOA? EXPLIQUE. Pessoas são sujeitos de Direitos ou de relações jurídicas sem que haja um titular a ela ligado e que tenha a prerrogativa de seu exercício. sendo sempre pessoa natural ou pessoa jurídica. que se inicia a partir do nascimento com vida. serviu de modelo para o Código Civil da Argentina.

NO ENTANTO. ESSA VENDA. SUA FILHA MOVEU UMA AÇÃO DE INTERDIÇÃO PEDINDO QUE O JUIZ DECLARE SUA INCAPACIDADE. QUANTO A ESSA SITUAÇÃO HIPOTÉTICA. COMO NÃO TINHA DINHEIRO. no caso de discernimento reduzido ou falho. Retira-se totalmente a capacidade das pessoas que. tolhendo a capacidade do indivíduo. AO FALECER. sendo a incapacidade exceção. 07– DISSERTE SOBRE AS HIPÓTESES DE INCAPACIDADE A capacidade pode ser restringida para a proteção da própria pessoa. 09– O AVÔ DE AMÉLIA. POR HIPÓTESE. Somente será considerada incapaz a pessoa que efetivamente se enquadre nos casos legais e. a) POR QUE? b) COMO ESSA VENDA PODERIA ACONTECER DE FORMA PERFEITA? POR QUE? c) SE ESSA VENDA TIVESSE SIDO REALIZADA EM MARÇO DE 2002.QUAL DEVE SER A DECISÃO DO JUIZ? POR QUE? . É ANULÁVEL.COM BASE EM QUE NORMAS JURÍDICAS O JUIZ DEVE SE BASEAR? POR QUE? . 08– ESCREVA SOBRE COMO SE DÁ A ATUAÇÃO JURÍDICA DOS INCAPAZES A capacidade é regra.SE. EM 2001 AMÉLIA TINHA 18 ANOS E QUERIA PASSAR AS FÉRIAS PELA EUROPA. 10– MARIA DE FÁTIMA É UMA MULHER DE 79 ANOS DE IDADE. No caso de ausência de discernimento ou possibilidade de manifestação de vontade. DEIXOU-LHE UM APARTAMENTO DE 2 QUARTOS NA BARRA. de forma absoluta. não têm discernimento para os atos da vida civil ou não podem manifestar a sua vontade de forma eficaz. O JUIZ DECLARAR A INCAPACIDADE DE MARIA DE FÁTIMA. será o relativamente incapaz assistido por seus representantes legais. SERÁ INCAPACIDADE ABSOLUTA OU RELATIVA? POR QUE? 9 . VENDEU O APARTAMENTO PARA CONSEGUIR OS RECURSOS DE QUE PRECISAVA VIAJAR. fora os casos de incapacidade por idade– de aplicação automática– haverá necessidade de sentença judicial de interdição.06– EXPLIQUE AS RAZÕES DA EXISTÊNCIA DE UM SISTEMA DE INCAPACIDADES NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO. sua validade fica condicionada à confirmação de seus atos pela participação de alguém que as assista. será o absolutamente incapaz representado por seus representantes legais. apesar de terem vontade. ou nos casos em que. QUAIS SERIAM SUAS CONSEQUÊNCIAS? EXPLIQUE. EXPLIQUE: .

EXPLIQUE: a) JURIDICAMENTE. as emancipações. o registro de títulos e documentos e o registro de imóveis. se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhes os bens. o sexo do registrando. o fato de ser gêmeo. 22) Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia. a declaração que nasceu morta ou que morreu 10 . 6.11 – JOÃO.. Seriam os registro civil de pessoas naturais. jurídicas. O QUE DEVE FAZER A ESPOSA DE JOÃO DIANTE DESSE QUADRO? POR QUE? b) QUAL DEVE SER A SOLUÇÃO JURÍDICA PARA ESSE NOVO QUADRO JURÍDICO? POR QUE? c) QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS JURÍDICAS PARA MARIA DE FÁTIMA? d) JURIDICAMENTE. as opções de nacionalidade e as sentenças que diferirem a legitimação adotiva. NO QUE TANGE À ADMINISTRAÇÃO DOS NEGÓCIOS DA FAMÍLIA. 14– O QUE DEVE SER REGISTRADO NO REGISTRO CIVIL DE PESSOAS NATURAIS? (Art. quando assim tiver acontecido. 13– O QUE A LEI DE REGISTROS PÚBLICOS (LEI Nº. QUANTO A ESSA SITUAÇÃO HIPOTÉTICA. 1º) Os serviços concernentes aos registros públicos. QUEM CUIDARÁ DOS INTERESSES DOS FILHOS? POR QUE? 12. os casamentos. ELA É CASADA. “VIU UMA LUZ” E APRESENTOU SEU PRIMEIRO SURTO PSICÓTICO. 1. defendê-lo e prestar alimentos. o juiz [.. ano e lugar do nascimento e a hora certa. mês. segurança e eficácia dos atos jurídicos. e nomear-lhe-á curador. quanto à pessoa do menor. 15– O QUE DEVE CONSTAR DA CERTIDÃO DE NASCIMENTO? (Art. requerer correções junto ao juiz e adimplir os demais deveres paternos. o nome e o prenome. EM QUE CONSTITUEM A TUTELA E A CURATELA? POR QUE ESSES INSTITUTOS EXISTEM NO DIREITO CIVIL? EM QUE CASOS SE APLICAM A TUTELA E A CURATELA? PÁGINA 8 (Art. as sentenças declaratórias de ausência. estabelecidos pela legislação civil para autenticidade. 29) Os nascimentos. 54) O dia.740) incumbe. AO COMPLETAR 27 ANOS DE IDADE. TEM DOIS FILHOS MENORES E TEM UMA LOJA DE GUARDAS-CHUVAS. Já o tutor (art. os óbitos. ficam sujeitos ao regime estabelecido nesta Lei.015/73) DISCIPLINA? (Art. as interdições. sendo possível determiná-la ou estimá-la.] declarará a ausência. dirigir a educação.

serão feitos os dois assentos. com os elementos que couberem. será o registro feito no livro “C Auxiliar”. PÁGINA 9 20– HÁ POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DE NOME DA PESSOA NATURAL? EXPLIQUE. 17– QUAIS SÃO OS REGISTROS ATINENTES À CRIANÇA QUE MORRE LOGO APÓS O PARTO? O QUE ELES SIGNIFICAM? (Art. 53) Será. trazida pela Lei nº 6. 56) O interessado. Entretanto. com previsão de alteração do nome apenas em casos excepcionáveis. independente da cobrança de quaisquer emolumentos. 16– O QUE NÃO SE PODE ESCREVER SOBRE A ORIGEM DA FILIAÇÃO DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS? (Art.015/73. dos avós e de duas testemunhas. 9.015/73 PARA O REGISTRO DE NOMES DAS PESSOAS NATURAIS? A regra geral. 55 Parágrafo Único) Os oficiais do registro civil não registrarão prenomes suscetíveis de expor ao ridículo os seus portadores. era da imutabilidade do prenome. com os elementos cabíveis e com remissões recíprocas. a ordem de filiação com os outros irmãos. respirado. poderá. no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil. 58 “caput” da Lei dos Registros Públicos foi derrogado: “o prenome será definitivo”. (Art. não obstante. feito o assento com os elementos que couberem e com remissão ao do óbito (§ 2º) No caso da criança morrer na ocasião do parto. o art. Quando os pais não se conformarem com a recusa do oficial. 53 § 1º) No caso de ter a criança nascido morta. 21– QUAIS SÃO AS EXIGÊNCIAS DA LEI DE REGISTROS PÚBLICOS PARA QUE SE PROCEDA UM SEPULTAMENTO? 11 . este submeterá por escrito o caso. à decisão do juiz competente. A Lei nº. pessoalmente ou por procurador bastante. 18– COMO SE REGISTRA O FATO DE UM SER HUMANO TER NASCIDO MORTO? (Art.015/73 previa que o prenome era imutável. com as alterações introduzidas pela Lei nº. desde que não prejudique os apelidos de família. 6. dados dos pais. entretanto.708/98. alterar o nome.logo após o parto. mas pode ser substituído por apelidos públicos notórios. tendo. o de nascimento e o de óbito. 19– QUAIS SÃO AS RESTRIÇÕES DA LEI Nº 6. averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa.

23– COMO SE DÁ O REGISTRO DAS INTERDIÇÕES? (Art. profissão. com as mesmas cautelas e efeitos do registro de interdição. e. 25– QUEM PODE SER DECLARADO AUSENTE? É hoje claramente visível a distinção entre ausência e morte presumida (ver caputs dos artigos 6º e 7º do Código Civil de 2002).se uma série de dados. Vê-se no primeiro caso que a morte é presumida. declarando. o nome. as sentenças de emancipação. domicílio e residência do interdito. em havendo. prenome. nome do promotor do processo.(Art. no segundo. estado civil. entre outras declarações pertinentes. 77) Nenhum sepultamento será feito sem certidão do oficial de registro do lugar do falecimento. a morte é presumida sem a decretação de ausência. 89) No cartório do 1º Ofício ou da 1ª Subdivisão judiciária de cada Comarca serão registrados. 26– QUAL É A CAPACIDADE CIVIL DO AUSENTE? O novo Código Civil exclui os ausentes do rol das pessoas absolutamente incapazes. será feito no cartório do domicílio anterior do ausente. declarando-se. Desaparecendo alguém de seu domicílio. haverá a possibilidade da abertura da sua sucessão por uma presunção legal de morte. nome. este se nega a administrá-los. em vista do atestado de médico. entre outros. entre os quais: data de registro. 27– A AUSÊNCIA PODE LEVAR À MORTE PRESUMIDA? EXPLIQUE. ou em caso contrário de duas pessoas qualificadas que presenciaram a morte. deixando bens cuja administração seja necessária. que nomearem curador. decretada por meio de sentença de ausência. estado civil. 28– QUAIS SÃO AS DISTINÇÕES ENTRE A ABERTURA DA SUCESSÃO PROVISÓRIA E A ABERTURA DA SUCESSÃO DEFINITIVA NO PROCESSO DE AUSÊNCIA? 12 . sem deixar procurador habilitado para tal ou. a data do registro. entre outras coisas. quanto aos ausentes. 94) O registro das sentenças declaratórias de ausência. salvo a hipótese prevista na parte final do parágrafo único do artigo 33. 24– QUAIS SÃO AS FASES DO PROCESSO DE AUSÊNCIA? (Art. 92) As interdições serão registradas no mesmo cartório e no mesmo livro de que trata o artigo 89. profissão e domicílio anterior do ausente. tempo de ausência até a data da sentença. se houver no lugar. extraída após a lavratura do assento de óbito. 22– QUAL É A REGULAMENTAÇÃO QUE A LEI DE REGISTROS PÚBLICOS FAZ A RESPEITO DA EMANCIPAÇÃO? (Art. A ausência continua sendo objeto de curadoria. em relação aos menores nela domiciliados. bem como os atos dos pais que a concederem. idade. em livro especial. naturalidade. idade.

desde a concepção. Passados dez anos da declaração de sucessão provisória. A personalidade jurídica. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. Art. caso tenha deixado mandatário que não queira administrar seus bens. sendo inerente ao ser humano. não retornar dois anos após o término da guerra.Natalista– Possui apenas personalidade Jurídica formal para fins de proteção jurídica.213/1991). desaparecido em campanha ou feito prisioneiro. não com nascimento com vida. Art.:10 29– NÃO SENDO POR CAUSA DA AUSÊNCIA.Passado um ano da nomeação do curador ao ausente ou três anos. .Concepcionista– A personalidade jurídica começa com a concepção. .Pessoa Natural e Pessoa Jurídica são titulares de Direitos e Deveres.Capacidade– De direito/ de aquisição/ de gozo– Art. qualquer interessado poderá requerer a abertura da sucessão provisória. .Toda pessoa é capaz de Direitos e Deveres na ordem civil. . não a tendo em sentido próprio.Pessoas = Sujeito de Direito = Detentores de Personalidade Jurídica. o levantamento das cauções prostadas pelos herdeiros nas sucessões provisórias. Não limitação à personalidade. 74 e 78 da Lei nº. os direitos do nascituro.Personalidade Jurídica– Capacidade de ser titular de direitos e obrigações. De exercício/ de fato– Capacidade de exercer direta ou adequadamente os seus direitos. a declaração de morte presumida fixará a data provável da morte. . o que ocorrerá somente após o encerramento das buscas. ALGUÉM PODE TER SUA MORTE PRESUMIDA DECLARADA? EXPLIQUE. Nessas situações. gerando. ou após a comprovação de desaparecimento em acidente. podem os interessados requerer a abertura da sucessão definitiva. .NASCITURO (CORRENTES DE PENSAMENTO): . permite-se a declaração de morte sem decretação de ausência quando for extremamente provável a morte de quem estava em risco de vida ou se alguém. 13 . mas a lei põe a salvo. . 8. A legislação prevê uma série de situações que permitem a declaração da morte sem que haja processo de declaração de ausência. considera-se morto o segurado após seis meses de ausência declarada judicialmente. Para fins previdenciários. não pode sofrer limitações. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida. desastre ou catástrofe (arts. 1º .Personalidade Condicional– O nascituro tem personalidade jurídica somente em relação aos direitos da personalidade. PAG. Segundo as hipóteses previstas no artigo 7º do Código Civil.

III . ou sendo estes julgados ausentes.os que.731.em caso de os pais decaírem do poder familiar.728. mesmo por causa transitória.os que.na falta de tutor testamentário ou legítimo. 1. O juiz nomeará tutor idôneo e residente no domicílio do menor: I . os mais velhos aos mais moços. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I . Parágrafo único. o juiz escolherá entre eles o mais apto a exercer a tutela em benefício do menor. ou à maneira de os exercer: I . e os que. Art. 1. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. 3º do Código Civil– Representada. O direito de nomear tutor compete aos pais. e. sem desenvolvimento mental completo. os viciados em tóxicos. por deficiência mental. IV .quando removidos por não idôneos o tutor legítimo e o testamentário. Art. em conjunto.os pródigos. Parágrafo único. 1. II .aos ascendentes. É nula a nomeação de tutor pelo pai ou pela mãe que. preferindo o de grau mais próximo ao mais remoto.aos colaterais até o terceiro grau.quando estes forem excluídos ou escusados da tutela.733. II . Art. não tinha o poder familiar.os menores de dezesseis anos. Art. no mesmo grau. 11 PÁGINA 11 .Capacidade– Relativa– Art. II . Art.734 do Código Civil de 2002. A nomeação deve constar de testamento ou de qualquer outro documento autêntico. relativamente a certos atos.732. tenham o discernimento reduzido.730.com o falecimento dos pais. Os filhos menores são postos em tutela: I . Aos irmãos órfãos dar-se-á um só tutor. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. 1. 14 .os excepcionais. II . não puderem exprimir sua vontade. por enfermidade ou deficiência mental. 1. II .Capacidade– Absoluta– Art.os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. . ao tempo de sua morte. por esta ordem: I . Art. em qualquer dos casos. 4º do Código Civil– Assistida. III .729.728 a 1. 1.os ébrios habituais. 4o São incapazes. III ..Recomendação de Leitura: Art. Art. preferindo os mais próximos aos mais remotos. 1. Em falta de tutor nomeado pelos pais incumbe a tutela aos parentes consangüíneos do menor. Art.

ou de um deles na falta do outro. falecidos ou que tiverem sido suspensos ou destituídos do poder familiar terão tutores nomeados pelo Juiz ou serão incluídos em programa de colocação familiar. IV . 7º do Código Civil). desde que. III . ainda que o beneficiário se encontre sob o poder familiar. ou pela existência de relação de emprego. não possuindo o menor condições de dirigir sua própria vida. Cessará. 5º do Código Civil de 2002.Emancipação voluntária– Acontece somente para quem tem 16 anos completos. judicial ou legal. o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. II . e que os outros lhe sucederão pela ordem de nomeação. quanto aos ausentes. . poderá ser anulada. poderá nomear-lhe curador especial para os bens deixados.pela colação de grau em curso de ensino superior. ou tutela. quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. a incapacidade: I . As crianças e os adolescentes cujos pais forem desconhecidos.V . de 13 de julho de 1990 .pelo casamento. III. . se o menor tiver dezesseis anos completos.pelo estabelecimento civil ou comercial. Art.168 do Código do Processo Civil) e de morte presumida sem decretação de ausência (art. . IV e V do Parágrafo Único do art. . O parágrafo único do art.pela concessão dos pais. Depende da vontade dos pais. Havendo provas de que a emancipação é uma fraude. mediante instrumento público. . 166. na forma prevista pela Lei no 8. arts. para os menores. É feito no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais. nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.A idade avançada não é causa de incapacidade. 37 e 38 do Código Civil. VI. se ocorrer morte.A emancipação pode ser voluntária. Parágrafo único. 1. incapacidade.A emancipação é a aquisição da capacidade civil antes da idade legal. entende-se que a tutela foi cometida ao primeiro.Emancipação Legal– Ocorrerá nos casos determinados nos incisos II. ou legatário seu. 1. § 2o Quem institui um menor herdeiro.069. escusa ou qualquer outro impedimento. nos termos do art.161 e 1. independentemente de homologação judicial. 5º determina as causas do fim da incapacidade mesmo àqueles que não completaram a idade limite de dezoito anos. do Código Civil. – Ocorrerá nos casos de menor sob tutela. ou por sentença do juiz. Art. presume-se esta. MORTE PRESUMIDA– A morte presumida decorre da lei e ocorre nos casos de ausência definidos por lei (arts. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos. em função deles.§ 1o No caso de ser nomeado mais de um tutor por disposição testamentária sem indicação de precedência. 15 . ouvido o tutor.Estatuto da Criança e do Adolescente.pelo exercício de emprego público efetivo. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte. Art.734.

não for encontrado até dois anos após o término da guerra. morte presumida sem decretação de ausência. casamentos e óbitos. se retornar ele não terá mais direito a nada.434/97) . a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal. direito ao nome.a interdição por incapacidade absoluta ou relativa. III . as suas emanações. as suas identificações.Dica de Leitura: Lei dos Registros Públicos– Lei nº. 7o Pode ser declarada a morte presumida. o que é inato ao ser humano. . não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros. 9. A declaração da morte presumida. II .a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE . Far-se-á averbação em registro público: I . à honra. o divórcio.Fim da Personalidade– Morte Biológica– Patrimoniais (transferíveis) ou Extrapatrimoniais (intransferíveis– personalíssimos– legitimidade de terceiros).dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação.se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações. Protege as projeções da pessoa. se o sujeito retornar o patrimônio ainda pode ser recebido– Após 10 anos. 9o Serão registrados em registro público: I .Morte encefálica (Lei nº. 10. II . sem decretação de ausência: I . . à intimidade. Parágrafo único. IV .Por exemplo. presumir-se-ão simultaneamente mortos. .Categoria de direitos relativamente nova. 6.das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento. .dos atos judiciais ou extrajudiciais de adoção.Art. 8o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião.se alguém. Trata-se de 16 . devendo a sentença fixar a data provável do falecimento. III .AUSÊNCIA – Presunção de Ausência (Arrecadação dos bens) “Curador” – Após 1 ano Abertura da Sucessão Provisória (Decretação de Ausência)– Após 10 anos Abertura da Sucessão Definitiva (Decretação de morte presumida)– Após 10 anos.a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz. ao próprio corpo. Art. à privacidade. comoriência. . II . Art.Os direitos da personalidade são caracterizados como patrimônio jurídico mínimo e perpétuo das pessoas. nesses casos. sendo inerentes à sua própria condição humana.015 de 1973.os nascimentos.Busca proteger o que é inerente. Art. . desaparecido em campanha ou feito prisioneiro. .Morte Presumida– Morte presumida por ausência.

devendo a sentença fixar a data provável do falecimento.dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. sem decretação de ausência: I . Far-se-á averbação em registro público: I . II . “constituindo o mínimo necessário ao conteúdo da própria personalidade”. São direitos garantidos pelo Estado a cada indivíduo. o divórcio. II .a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz. 1. 5º do Código Civil de 2002. 7º do Código Civil). 6o A existência da pessoa natural termina com a morte. 10. Art. Art. III . 9o Serão registrados em registro público: I . casamentos e óbitos.das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento. III . 8o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião.os nascimentos. A declaração da morte presumida. .Emancipação Judicial– Ocorrerá nos casos de menor sob tutela.se alguém.Emancipação Legal– Ocorrerá nos casos determinados nos incisos II. II .se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. arts. IV e V do Parágrafo Único do art. a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal.168 do Código do Processo Civil) e de morte presumida sem decretação de ausência (art. não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros. quanto aos ausentes.a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. .dos atos judiciais ou extrajudiciais de adoção. São inerentes ao homem. somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações.direitos personalíssimos. desaparecido em campanha ou feito prisioneiro.161 e 1. Art. não for encontrado até dois anos após o término da guerra. presumir-se-ão simultaneamente mortos. III.Fim da Personalidade– Morte Biológica– Patrimoniais (transferíveis) ou Extrapatrimoniais 17 .a interdição por incapacidade absoluta ou relativa. presume-se esta. nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida. MORTE PRESUMIDA– A morte presumida decorre da lei e ocorre nos casos de ausência definidos por lei (arts. . que só têm razão de ser em virtude de seus titulares. Parágrafo único. 37 e 38 do Código Civil. nesses casos. IV . advindo da própria aquisição da personalidade. Art.

434/97) . sem decretação de ausência: I . 9o Serão registrados em registro público: I .Morte encefálica (Lei nº. IV .dos atos judiciais ou extrajudiciais de adoção.a interdição por incapacidade absoluta ou relativa. a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal.Morte Presumida– Morte presumida decorre da lei e ocorre nos casos de ausência definidos por lei (arts. não for encontrado até dois anos após o término da guerra. morte presumida sem decretação de ausência.161 e 1.se alguém. A declaração da morte presumida. . 1. se retornar ele não terá mais direito a nada. 37 e 38 do Código Civil. 7o Pode ser declarada a morte presumida. nesses casos. 18 . . casamentos e óbitos.dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. o divórcio. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte. II . 9. presume-se esta.168 do Código do Processo Civil) e de morte presumida sem decretação de ausência (art. somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações.se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. 10. arts. Art.a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz. . presumir-se-ão simultaneamente mortos. nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.a sentença declaratória de ausência e de morte presumida.Morte Presumida– Morte presumida por ausência. comoriência. 9. . Art. 7º do Código Civil).434/97) .os nascimentos. quanto aos ausentes. 8o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião.das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento.(intransferíveis– personalíssimos– legitimidade de terceiros). Art. III . se o sujeito retornar o patrimônio ainda pode ser recebido– Após 10 anos. desaparecido em campanha ou feito prisioneiro.Morte encefálica (Lei nº. III . II . Far-se-á averbação em registro público: I . II . Parágrafo único.AUSÊNCIA – Presunção de Ausência (Arrecadação dos bens) “Curador” – Após 1 ano Abertura da Sucessão Provisória (Decretação de Ausência)– Após 10 anos Abertura da Sucessão Definitiva (Decretação de morte presumida)– Após 10 anos.Fim da Personalidade– Morte Biológica– Patrimoniais (transferíveis) ou Extrapatrimoniais (intransferíveis– personalíssimos– legitimidade de terceiros). devendo a sentença fixar a data provável do falecimento. não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros. Art. Art.

. 9. podendo ser adquiridos antes do nascimento com vida ou permanecer após a morte. as suas emanações. mas a atributos da sua personalidade.Os direitos de personalidade são direitos irrenunciáveis. à honra.Muitos autores também incluem aqui o direito à vida. . à intimidade. .015 de 1973. DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE . . . são direitos oponíveis “erga omnes”. o que é inato ao ser humano.Dica de Leitura: Lei dos Registros Públicos– Lei nº. direito ao nome.Direitos morais de autor não são direitos de personalidade. à privacidade.Categoria de direitos relativamente nova. . tendo em vista que não há como renunciar a eles.Os direitos de personalidade são direitos imprescritíveis. São também impenhoráveis e imprescritíveis. como direito à honra.Busca proteger o que é inerente.. são insusceptíveis de avaliação pecuniária. .Os direitos de personalidade são direitos intransmissíveis tanto no modo “intervivos” quanto por “mortis causa”.Os direitos de personalidade são inatos porque isso é prévio ao ordenamento jurídico.Os direitos de personalidade são direitos absolutos. sendo inerentes à sua própria condição humana. . que só têm razão de ser em virtude de seus titulares. Trata-se de direitos personalíssimos.Os direitos de personalidade são direitos indisponíveis. são próprios da condição humana. “constituindo o mínimo necessário ao conteúdo da própria personalidade” 13 PÁGINA 13 . advindo da própria aquisição da personalidade. ou seja. significando que a pessoa não pode dispor desses direitos– como renunciá-los ou aliená-los. São direitos garantidos pelo Estado a cada indivíduo. . as suas identificações. Protege as projeções da pessoa.Os direitos de personalidade são direitos extrapatrimoniais porque não se referem ao patrimônio da pessoa.Dica de Leitura: Lei nº. São inerentes ao homem. . ao próprio corpo. .Os direitos de personalidade são direitos vitalícios. 19 .610/98. . 6. .Por exemplo.Os direitos da personalidade são caracterizados como patrimônio jurídico mínimo e perpétuo das pessoas.

Sigilo profissional– Psiquiatras. Acórdãos acerca de Direitos de Personalidade. internet. telefone.Não há direito autoral sobre idéias.Recomendação de Pesquisa na Internet– STF (Supremo Tribunal Federal) e STJ (Superior Tribunal de Justiça)– Pesquisar Jurisprudência. contudo. YouTube. 14 PÁGINA 14 . contratos). .Pietro Permingere: “Há um direito geral de personalidade”. . Nesse sentido terá de ser verificada a veracidade. .A pessoa jurídica tem direito de personalidade. . fotografias. .. à intimidade.Direito à voz (anúncios. . segundo a doutrina majoritária. . por exemplo. nem a marca comercial. revistas. Outrossim. .Direito à privacidade ou à vida privada. .Definição de acórdão: Decisão final proferida sobre um processo por tribunal superior. não há tal necessidade.O nome não é protegido por direitos de personalidade. na Constituição Federal de 1988.mails não solicitados ou não almejados também são invasões de privacidade.“The right to be alone” – O direito de ficar sozinha.Vida íntima– Não compartilhamos. diário. se for unicamente para composição do cenário. mensagens. propagandas. . deve haver autorização. . Recebimento excessivo de e. e-mail.Se a finalidade para o uso de uma imagem de uma pessoa for de destacá-la numa foto ou vídeo. . a utilidade e a adequação. charges. ginecologistas. . que funciona como paradigma para solucionar casos análogos. direito à voz.Direito de imagem: aspecto físico e aspecto atributo. . . médicos. . 20 .Direito à Imagens (modelos.Há espaços de vida preservados do conhecimento alheio. Privacidade. Big Brother Brasil. as ligações excessivas. incisoIIII– Aborda a dignidade da pessoa humana.Os direitos de personalidade não são direitos taxativos.Vida privada– Compartilhamos com algumas pessoas. .O Código Civil é muito sucinto em relação às regras do Direito de Personalidade. à imagem. rádios). .Não vai precisar de autorização para publicação de imagens de pessoas se o intuito for o interesse público para jornalismo informacional ou segurança pública. a necessidade.Artigo 1º. advogados.

. fazendolhe acusações falsas. . . Em se tratando de morto.DIFAMAÇÃO– Divulgar que uma pessoa é péssima.).DIREITO AO NOME– Usar o nome para fim comercial deve-se ter autorização. . Art. e reclamar perdas e danos. mas há algumas exceções. etc. .Em alguns casos temos direito de saber a condição de saúde da pessoa (como o presidente. Parágrafo único. . Ato dito ofensivo. 21 .DIREITO À VIDA. Pode-se exigir que cesse a ameaça. sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. evitar a sujeira nas praias. calúnia. Por exemplo. ou a lesão. Com exceção dos casos previstos em lei. . aquilo que é injusto. . é direito de personalidade. o conceito da própria dignidade. ou colateral até o quarto grau.HONRA– Não se admite honra de coletividades.O Direito Penal tem três divisões para os crimes que afetam a honra: difamação. o vice-presidente. Tirar a boa fama ou crédito a. a direito da personalidade.A regra é que o nome é imutável. injúria. Aspecto Subjetivo: Protege o conceito que ela tem de si mesma. .INJÚRIA– Ato ou efeito de injuriar. Art. . 11.Comentário: A televisão está repleta de imagens que infringem os direitos de personalidade. .. Quer quebrar a reputação do indivíduo diante de outrem. “A imagem que os outros têm de mim”.DANO MORAL DA COLETIVIDADE– Defendido pelo Direito Ambiental. 12. .Muitos doutrinadores defendem que a pessoa jurídica tem honra objetiva.Direito de Personalidade– Intransmissíveis (Inter-vivos e Mortiscausa). Falar mal. infamar. insulto.Nome não é propriedade. . os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis. ofensa. terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente.DIREITO AO CORPO. a auto-estima. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. ou qualquer parente em linha reta. Ato de procurar desacreditar publicamente alguém.DIREITO À HONRA– Aspecto Objetivo: O conceito que a sociedade tem em relação àquela pessoa. desacreditar publicamente.CALÚNIA – “Você é corrupto”. . .

Art. ou a publicação. ainda quando não haja intenção difamatória. ou altruístico. na forma estabelecida em lei especial. Art.O “Banco do Brasil” é uma pessoa jurídica do tipo Sociedade de Economia Mista. Art. Parágrafo único. As suas 22 . Em se tratando de morto ou de ausente. Art. Art. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. Parágrafo único. Art. são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge.Art. a transmissão da palavra. ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública. e o juiz. no todo ou em parte. é defeso o ato de disposição do próprio corpo. 14. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. A vida privada da pessoa natural é inviolável. com objetivo científico. nele compreendidos o prenome e o sobrenome. Art. não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial 15 PÁGINA 15 Art.“Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia” é um órgão da pessoa jurídica “Universidade Federal da Bahia”. os ascendentes ou os descendentes. É válida. a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber. para depois da morte. 19. ou contrariar os bons costumes. a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante. a boa fama ou a respeitabilidade. 16. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se. a requerimento do interessado. a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. Sem autorização. 15. 21. 17. PESSOA JURÍDICA -“Universidade Federal da Bahia” é pessoa jurídica do tipo autarquia. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público. 13. 18. . Toda pessoa tem direito ao nome. . 20. Parágrafo único. Salvo se autorizadas. Salvo por exigência médica. a disposição gratuita do próprio corpo. com risco de vida. adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. ou se se destinarem a fins comerciais. se lhe atingirem a honra. quando importar diminuição permanente da integridade física. a divulgação de escritos.

. Art. .“Malheiros Editora Ltda.as organizações religiosas. . sendo vedado ao poder público negar-lhes 16 PÁGINA 16 reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. Salvo disposição em contrário.2003) V . de 22.as autarquias.as sociedades. de 2005) V .2003) 23 .“Caixa Econômica”. Art.as fundações.“Ordem dos Advogados do Brasil” – Autarquia. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros.agências não têm personalidade jurídica. 41. no que couber.825. .os Municípios. (Incluído pela Lei nº 10. III . Art. 44.“Estado da Bahia” . Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 10.12. por parte destes. As pessoas jurídicas são de direito público.“Fundação Orlando Gomes” – Pessoa Jurídica do Tipo Fundação.os partidos políticos. de 22.os Estados.PESSOAS JURÍDICAS são abstrações criadas por nossas idéias.“Município de Salvador” – Pessoa jurídica do Tipo Município. ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano. . (Incluído pela Lei nº 10. IV .825. II . culpa ou dolo. se houver.Pessoa jurídica do Tipo Estado.as demais entidades de caráter público criadas por lei. a organização. IV .825. a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas. 43. IV . de 22. São pessoas jurídicas de direito público interno: I . regem-se. (Redação dada pela Lei nº 11.2003) § 1o São livres a criação. Art. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.a União. São pessoas jurídicas de direito privado: I .Associação de Moradores– Pessoa jurídica do Tipo Associação. inclusive as associações públicas. as pessoas jurídicas de direito público.” – Sociedade Empresária. .12. 42. interno ou externo. “Correios” – Empresa pública. quanto ao seu funcionamento. .as associações. e de direito privado. o Distrito Federal e os Territórios. Art. II .12. pelas normas deste Código.as autarquias. . a que se tenha dado estrutura de direito privado. III .107. 40.

ou pela confusão patrimonial. Art. Art.as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio. de 22. dolo.2003) § 3o Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei específica. 47.§ 2o As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código. (Incluído pela Lei nº 10. averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere este artigo. Art.2003) Art. Art. 45. o tempo de duração e o fundo social. ela subsistirá para os fins de liquidação. 46. salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento. Parágrafo único. pelas obrigações sociais. a requerimento de qualquer interessado. nomear-lhe-á administrador provisório. quando violarem a lei ou estatuto.12. exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato constitutivo. Art.o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores. III . Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva. 24 . Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. IV . judicial e extrajudicialmente.825. de 22. caracterizado pelo desvio de finalidade. pode o juiz decidir.a denominação. e de que modo. e dos diretores. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. a sede. por defeito do ato respectivo. O registro declarará: I . V se os membros respondem.o modo por que se administra e representa. quando necessário. II . o juiz. 50. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. VI . Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar. os fins. Parágrafo único. simulação ou fraude. Em caso de abuso da personalidade jurídica. a requerimento da parte. 48. nesse caso. de autorização ou aprovação do Poder Executivo.se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração. subsidiariamente. ou forem eivadas de erro. contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. Art. ativa e passivamente. ou não. até que esta se conclua.825. 49. as decisões se tomarão pela maioria de votos dos presentes.12. quando houver. 51. precedida. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores. (Incluído pela Lei nº 10.

5º. observando-se. § 3o Encerrada a liquidação. a figura das pessoas naturais que a formaram. Interno ou Externo. Art. apenas em segundo plano.ONG’s – Organizações não-governamentais– No Brasil equivalem às OSCIP – “Organização da Sociedade Civil de Interesse Público”.FUNDAÇÕES– Fundação é um conjunto de bens livres. entre os associados. dizem alguns autores. Aplica-se às pessoas jurídicas. .As associações e fundações. e de Direito Privado (Art.SOCIEDADE– Espécie de corporação. “Universitas Personarum” – Formam-se pela reunião de pessoas. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Deve-se ter em mente que o que recebe proteção 25 . no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita. sendo que o direito somente regulamenta a união de suas vontades. 17 PÁGINA 17 .ASSOCIAÇÃO– Entidade de Direito Privado constituída pela união de pessoas para fins não econômicos (art. não têm fim lucrativo. a averbação de sua dissolução. 53 do Código Civil). observância das condições legais para sua formação e a licitude de seu objeto. . XVIII da Constituição Federal. promover-se-á o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica. direitos e obrigações recíprocos. . mesmo quando de Direito Privado. dispostos por seu proprietário para a realização de determinado fim.§ 1o Far-se-á. “Universitas Bonorum” – Constitui-s simplesmente pela reunião do patrimônio. . 52. às demais pessoas jurídicas de direito privado. Não há. As pessoas jurídicas de direito privado são decorrência direta da vontade de pessoas particulares. . 53. § 2o As disposições para a liquidação das sociedades aplicam-se. . Art. no que couber. Podemos dizer que os requisitos genéricos de formação da pessoa jurídica são: vontade humana criadora. e instituída por meio de um contrato social. A liberdade de associação é garantida no art. com o precípuo escopo de exercer atividade econômica e partilhar lucros. . 40 do Código Civil).Personalidade Jurídica de Direito Internacional Público. Parágrafo único. .As pessoas jurídicas são de Direito Público. como sociedades e organizações.“Não há como avaliar a culpabilidade das pessoas jurídicas”. no que couber.PESSOAS JURÍDICAS são entes coletivos cuja atuação é claramente percebida na sociedade. dotada de personalidade jurídica própria. .“A pessoa jurídica pode ser criada por uma única pessoa física”. a proteção dos direitos da personalidade.

Art. FATOS JURÍDICOS– São os fatos que desencadeiam efeitos jurídicos. de pessoas e de bens sem personalidade jurídica e com capacidade processual. . . Adquire personalidade jurídica através de contrato social registrado na Junta Comercial. se quiser. de sua parte: abuso de direito. na hipótese de desconsideração. Quando insuficientes para constituir a fundação. 986 até o 990. responsabilidades solidárias das sociedades consorciadas e responsabilidade subjetiva dos coligados. . por escritura pública ou testamento. insolvência. denomina-se fato jurídico. art. culturais ou de assistência. 28). Art.jurídica nas fundações são os fins a que se destinam.A tarefa de fiscalizar as fundações fica a cargo dos promotores. que determine a ocorrência de efeitos constitutivos. 62. A fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos. que responderão se sua culpabilidade for comprovada. lesando consumidor. dentre eles podemos citar a família. falência. o espólio e o condomínio. as heranças jacente e vacante. 63. natural ou humano. mediante representação. morais. infração legal ou estatutária.Socidade Empresária – Anteriormente chamada de “Sociedade Comercial”. a massa falida. desvio ou excesso de poder. modificativos ou extintivos de direitos e obrigações na órbita do Direito. . a maneira de administrá-la. se de outro modo não dispuser o instituidor. sendo que a essa finalidade ficam vinculados. 982 do Código Civil (por exclusão. em razão da sua má administração. .Sociedade Simples – Anteriormente chamada de “Sociedade Civil”.Recomendação de Leitura: Lei da OSCIP– 9. especificando o fim a que se destina. incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. as demais são simples).Distinções entre Sociedade Simples e Sociedade Empresária: Art. por ação ou omissão. se houver.A Cooperativa e a Sociedade de Advogados são sociedades simples. . e declarando.DESPERSONALIZAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA– O órgão judicante está autorizado a desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade.GRUPOS DESPERSONALIZADOS– Constituem um conjunto de Direitos e obrigações. o seu instituidor fará. em detrimento ao consumidor. pelo simples fato de ser pessoa jurídica (Lei 8. Todo acontecimento. encerramento ou inatividade. obstáculo ao ressarcimento dos danos que causar aos consumidores. dotação especial de bens livres.078/90. . haverá responsabilidade subsidiária das sociedades integrantes do grupo societário e das controladas. Para criar uma fundação. Art. as sociedades irregulares. . Adquire personalidade jurídica através de contrato social registrado no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. os bens a ela destinados serão. 26 . Parágrafo único.790/1999.

. . nem aproveita aos co-interessados capazes. neste caso.Fatos Naturais– Ordinários (nascer do sol) ou Extraordinários (tempestade).forma prescrita ou não defesa em lei. FATO JURÍDICO EM SENTIDO ESTRITO– É o evento que independe da vontade do homem para gerar efeitos jurídicos. possível. 19 PÁGINA 19 FATO JURÍDICO EM SENTIDO LATO (LATO SENSU)– Acontecimento dependente de uma atuação humana e volitiva. 27 . sem a intervenção da vontade.objeto lícito. . for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.Atos Jurídicos “latu sensu”.. O ATO JURÍDICO EM SENTIDO AMPLO pode ser Ato jurídico em sentido estrito (ou ato meramente lícito).O negócio jurídico serve para que os particulares possam disciplinar os seus interesses. . não importando a intenção de se produzir ou não tais efeitos.Fatos Jurídicos “lato sensu”.agente capaz.Atos ilícitos. . . 104. 105. . . .Negócio Jurídico .Recomendação de livros nos quais pode-se encontrar o assunto “Fatos Jurídicos” – Obras de Orlando Gomes. e negócio jurídico. Art. determinado ou determinável.Atos-fatos jurídicos. capaz de gerar efeitos jurídicos. III . Marcos Bernardes de Melo. Art. A validade do negócio jurídico requer: I .Fatos Jurídicos “strictu sensu”. Pontes de Miranda. ATO JURÍDICO EM SENTIDO AMPLO– É todo comportamento voluntário praticado pelo sujeito de direito. II .Atos Jurídicos “strictu sensu”. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio. salvo se. O FATO JURÍDICO EM SENTIDO AMPLO PODE SER: Fato Jurídico em Sentido Estrito ou Ato Jurídico em Sentido Amplo. ou acontecimento natural.Ato ilícito– ação humana contrária ao Direito.

Art. 108. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração. este é da substância do ato. 28 . Domicílio é um conceito jurídico e não de fato. 113. 20 PÁGINA 20 03– QUAL É O PRINCIPAL CRITÉRIO PARA A DETERMINAÇÃO DO DOMICÍLIO DAS PESSOAS NATURAIS? É o conceito de residência. habitualidade. toda pessoa deve ter um lugar que seja considerado a sede central de seus negócios. A impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio jurídico se for relativa. QUESTÕES PROPOSTAS– DOMICÍLIO 01– O QUE É DOMICÍLIO? Domicílio é a sede jurídica da pessoa. uma vez que o foro de domicílio do réu fixa a regra geral de competência territorial. 114. transferência. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente. 106. modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. O silêncio importa anuência. e não for necessária a declaração de vontade expressa. Não se deve confundir residência com morada. salvo se dela o destinatário tinha conhecimento. quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem. Art. Art. Art. habitação ou estadia. 109. Art. respondendo aí pelas relações jurídicas concernentes à entidade familiar. no domicílio.Art. 110. Art. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou. Nestas. É o local onde a pessoa fixa. No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público. Neste local. Não dispondo a lei em contrário. 02– TODAS AS PESSOAS TÊM DOMICÍLIO? EXPLIQUE. 112. A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial. com ânimo definitivo. Art. Art. a parte com quem contratamos poderá ser demandada. Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem. senão quando a lei expressamente a exigir. a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição. 111. 107. não há a estabilidade na fixação. sua residência. Por imperativo de segurança jurídica. há permanência no local com ânimo definitivo. ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado.

As pessoas jurídicas de direito público. contrato social ou ato constitutivo equivalente. segundo a qual “aquele que cria as aparências de um domicílio em um lugar pode ser considerado pelo terceiro como tendo aí o seu domicílio”. 35 do Código Civil de 1916 e Art. Caso o indivíduo possua várias residências. 10– QUAL É O DOMICÍLIO DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO? Elas têm domicílio previsto em lei (art. 05– É POSSÍVEL A PLURALIDADE DE DOMICÍLIOS PARA A PESSOA NATURAL? EXPLIQUE. cada uma delas será domicílio para fins das relações jurídicas ali desenvolvidas. os Estados e Territórios têm por domicílio as capitais.04– QUAIS SÃO OS ELEMENTOS QUE COMPÕEM O CONCEITO GERAL DE DOMICÍLIO? Há que se considerar duas situações absolutamente distintas quanto ao domicílio: primeira. os Municípios têm por domicílio o lugar onde funcione a administração municipal. as demais tem por domicílio o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações. 75 do Código Civil de 2002): A União tem por domicílio o Distrito Federal. elaborou-se a teoria do domicílio aparente ou ocasional. indicada em seu estatuto. têm domicílio previsto em lei. 08– COMO SE IDENTIFICA O DOMICÍLIO DA PESSOA JURÍDICA? O domicílio civil da pessoa jurídica de direito privado é a sua sede. São situações nas quais. decorre do ajuste entre as partes de um contrato (art. Domicílio é formado de um elemento objetivo (fixação em local) e um elemento subjetivo (intenção. 07– QUAIS SÃO OS CASOS DE DOMICÍLIO NECESSÁRIO OU LEGAL NO CÓDIGO CIVIL DE 2002? É aquele imposto por determinação legal. 06– QUAIS SÃO AS PESSOAS QUE TÊM DOMICÍLIO OCASIONAL? Para as pessoas que não tenham residência certa ou vivam constantemente em viagens. Este dispositivo somente pode ser invocado em relações jurídicas em que prevaleça o princípio da igualdade dos contratantes e de sua autonomia de vontade. animus de permanecer). É o seu domicílio especial. há a necessidade de determinação específica do domicílio. por sua vez. 111 Código do Processo Civil). a sua finalidade. 09– O QUE É DOMICÍLIO DE ELEIÇÃO? O domicílio de eleição ou especial. segundo. 29 . 78 do Código Civil) (art. em decorrência de uma condição pessoal ou profissional. por fim. não havendo possibilidade de alteração pela vontade da pessoa. Haverá alteração do domicílio voluntário sempre que se alterar o local da residência com ânimo definitivo. o seu titular.

do Código Civil de 1916 e art. se tais declarações não fizer. Quanto às pessoas jurídicas. considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. da própria mudança. II . transferindo a residência. 30 . § 2º. Se.PÁGINA 21 11– PODE HAVER PLURALIDADE DE DOMICÍLIOS PARA A PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO? Se não houver fixação. o lugar onde for encontrada. viva. então. “o lugar do estabelecimento. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos. o Distrito Federal. com a intenção manifesta de o mudar. ou. onde. III . ao considerar como seu domicílio “o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações”. as respectivas capitais. alternadamente. sito no Brasil. que não tenha residência habitual. a que ela corresponder” (art. ou. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. que deixa. Art. Parágrafo único. É também domicílio da pessoa natural. “cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados”. Art. a lei atua supletivamente.dos Estados e Territórios. e para onde vai. § 4º. 12– COMO SE DETERMINA O DOMICÍLIO DAS PESSOAS JURÍDICAS ESTRANGEIRAS QUE DESENVOLVEM ATIVIDADES NO BRASIL? Será considerado seu domicílio. com as circunstâncias que a acompanharem. Parágrafo único. Art. o domicílio é: I . o lugar onde esta é exercida. porém. cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. quanto às relações concernentes à profissão. 75. se possuir filiais em diversos lugares. no tocante às obrigações contraídas por qualquer de suas agências. Art. A prova da intenção resultará do que declarar a pessoa às municipalidades dos lugares. Muda-se o domicílio. 72. Art. 35. a pessoa natural tiver diversas residências. 71.da União. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural. do Código Civil de 2002). 75. Art.do Município. 73. 70. 74. o lugar onde funcione a administração municipal.

O agente diplomático do Brasil. 91 do Código Civil. que. § 2o Se a administração. a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. o lugar do estabelecimento. no país. poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente. no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências. Nos contratos escritos. apreciação econômica. 76. É a universalidade de direito. citado no estrangeiro. ou diretoria. onde o navio estiver matriculado. 78. onde servir.IV . o marítimo e o preso. o lugar em que exercer permanentemente suas funções. o do marítimo.das demais pessoas jurídicas. sendo sempre único o patrimônio de um indivíduo. 03– PODE-SE REALIZAR A COMPRA E A VENDA DO PATRIMÔNIO DE ALGUÉM? Não se transmite em vida patrimônio de uma pessoa a outra. Todos os bens são coisas (materiais ou imateriais). sendo da Marinha ou da Aeronáutica. Parágrafo único. § 1o Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes. ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. poderão os contratantes especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. e o do preso. o servidor público. mas nem toda coisa consiste em um bem. Não pode ser objeto de negócio. é o complexo de todas as relações jurídicas de uma pessoa que possui. a que ela corresponder. o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações. o do militar. Art. 22 PÁGINA 22 QUESTÕES PROPOSTAS– BENS JURÍDICOS 01– O QUE É PATRIMÔNIO? Segundo a doutrina e a redação legal do art. suscetíveis de apropriação pelo homem e que podem servir como objeto de uma relação jurídica. o seu domicílio. Art. 31 . alegar extraterritorialidade sem designar onde tem. o do servidor público. Art. sito no Brasil. 02– O QUE É BEM JURÍDICO? Bens são todas as coisas materiais ou imateriais que possuem valor econômico. e. 77. cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. o lugar em que cumprir a sentença. tiver a sede no estrangeiro. de alguma maneira. o militar. Têm domicílio necessário o incapaz. haver-se-á por domicílio da pessoa jurídica.

como se imóveis fossem. ocupação. sob o argumento de que. doação. 04– UMA PESSOA PODE TER QUANTOS PATRIMÔNIOS? EXPLIQUE. Classificam-se em bens imóveis por sua natureza. A avaliação da consuntibilidade ou não de um bem leva em consideração não só a sua natureza. confusão. deixando de ter a mesma natureza jurídica após o seu uso. desde Clóvis Beviláqua. adjunção e direito hereditário. 06– DISSERTE SOBRE A CLASSIFICAÇÃO JURÍDICA DOS BENS JURÍDICOS EM BENS MÓVEIS E IMÓVEIS. achado de tesouro. A doutrina tradicional. uma imobilização técnica. comistão. seja em seu destino. 05– QUAIS SÃO AS CATEGORIAS DE BENS IMÓVEIS? São bens que. segundo a doutrina. I e II do Código Civil) Nessa modalidade encontram-se direitos que. um patrimônio”. a destruição de sua substância. 08– O QUE SÃO BENS CONSUMÍVEIS? São bens consumíveis os bens cujo uso importa. são considerados. usucapião. de imediato. Imóveis são adquiridos por meio do registro do título de aquisição junto ao Cartório de Registro de Imóveis. (Art. naturalmente.entre pessoas naturais. Os bens acessórios classificam-se em frutos. 09– EXPLIQUE QUE MODALIDADES DE BENS ACESSÓRIOS EXISTEM NO DIREITO CIVIL BRASILEIRO. Não se pode fazer compra. não admite a pluralidade de patrimônios. 10– OS BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS PODEM SER CLASSIFICADOS 32 . pertenças e benfeitorias. O acessório segue o principal. “Um homem. seja em sua natureza. mas também o uso natural que dele se faz. não admitem transporte sem que haja destruição ou modificação de sua substância. 80. etc. foi a idéia que sempre se difundiu. por ficção legal e para todos os efeitos legais. apesar de incorpóreos (sem objeto material). um homem não poderia ter mais de um. por ser decorrência da personalidade. por acessão física e por determinação legal. venda. 07– DISSERTE SOBRE A IMOBILIZAÇÃO JURÍDICA DE CERTOS BENS. especificação. Há. Bens acessórios são aqueles que existem em função e para servir a um bem principal. acessão. do qualdepende a sua própria existência. produtos.

São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente.COMO? Tal classificação considera os bens em relação a outros bens. são aqueles não pertencentes ao domínio público. três tipos de bens públicos: bens de uso comum do povo. ainda que indiretamente. os bens podem ser divididos em bens públicos e bens privados ou particulares. mas que pode vir a pertencer pela ocupação. COMO O CÓDIGO CIVIL CLASSIFICA OS BENS? No que diz respeito à titularidade do domínio. relações de acessoriedade e reciprocidade. Art. a “res derelictae”. Da mesma forma. por exemplo. mas que não estão no complexo de bens de ninguém antes de apropriadas. suscetíveis de apropriação. 13– O QUE SÃO COISAS FORA DO COMÉRCIO? Bens fora do comércio são aqueles que. no caso. que continua. Os bens particulares se definem por exclusão. Quanto ao titular do domínio. “legalmente inalienáveis” e “inalienáveis pela vontade humana”. os bens poderão ser públicos ou particulares. Bens acessórios são aqueles que existem em função e para servir a um bem principal. Classificam-se em bens principais e acessórios. Art. como. que é coisa abandonada. Note-se que o abandono é necessariamente voluntário. É o caso da “res nullius”. ao Estados ou aos Municípios. Os bens públicos são inalienáveis. mas sim à iniciativa privada. portanto. 14– UMA COISA FORA DO COMÉRCIO PODE PASSAR A SER OBJETO DE DIREITO? EXPLIQUE E EXEMPLIFIQUE. 79. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 33 . Não são. coisa que não pertence atualmente a ninguém. Podem ser “inapropriáveis pela própria natureza”. não podem ser objeto de transferência patrimonial entre pessoas. abstratamente. 11– EM RELAÇÃO AOS SEUS PROPRIETÁRIOS. como uma guimba de cigarro. ou seja. os animais de caça e pesca. Há. Os bens públicos pertencem à União. são passíveis de apropriação–. imprescritíveis ou impenhoráveis. 12– CLASSIFIQUE OS BENS CONFORME A TITULARIDADE. apesar de ter um valor. a pertencer ao patrimônio do titular. sendo distinto da hipótese de coisa perdida (involuntariamente). 80. havendo ou não. Bens principais são aqueles que existem de forma autônoma. Há coisas que até podem vir a integrar o patrimônio das pessoas– ou seja. bens de uso especial e bens dominiais (ou dominicais). basicamente.

de modo duradouro. II . ou prejuízo do uso a que se destinam.as energias que tenham valor econômico. Art. aquele cuja existência supõe a do principal. ao serviço ou ao aformoseamento de outro. embora reunidos. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário. Art. 92. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que. 84. os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. Os materiais destinados a alguma construção. da manifestação de vontade. que não aumentam o uso habitual do bem. qualidade e quantidade. enquanto não forem empregados.os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. se consideram de per si. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie. Art. 94. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio.os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. Art. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças.as edificações que.I . 87. 95. diminuição considerável de valor. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas. acessório. mas conservando a sua unidade. II . § 2o São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância. Art. II . Não perdem o caráter de imóveis: I . Art. Art. ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. ou de remoção por força alheia. 85. não constituindo partes integrantes. dotadas de valor econômico. 34 . readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. Art. Apesar de ainda não separados do bem principal. para nele se reempregarem. Art. pertinentes à mesma pessoa. abstrata ou concretamente. Art. 93. 83. 81. Art. São singulares os bens que. 96. Art. independentemente dos demais. se destinam. III . 86. Art. 90. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. tenham destinação unitária. salvo se o contrário resultar da lei. Art. 91. Art. ao uso. § 1o São voluptuárias as de mero deleite ou recreio. ou das circunstâncias do caso. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I . 82. 89. As benfeitorias podem ser voluptuárias. Art. 97. de uma pessoa. São pertenças os bens que. forem removidas para outro local.os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. Art. separadas do solo. 88. Principal é o bem que existe sobre si. conservam sua qualidade de móveis. Parágrafo único. possuidor ou detentor. § 3o São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore.o direito à sucessão aberta. sendo também considerados tais os destinados à alienação. úteis ou necessárias.os materiais provisoriamente separados de um prédio.

e Débitos). todos os outros são particulares. enquanto que para a outra há somente encargos. Art. Art. tais como rios. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. . Nasceu junto com o 35 . seja qual for a pessoa a que pertencerem. inclusive os de suas autarquias. 100. Art.Art.Art. EFEITOS DOS FATOS JURÍDICOS AQUISIÇÃO DE DIREITOS: .FATO JURÍDICO NO SENTIDO ESTRITO. territorial ou municipal. Art. observadas as exigências da lei.GRATUITA OU ONEROSA.os dominicais. Bens Jurídicos: Sentido Amplíssimo.SIMPLES OU COMPLEXA. de cada uma dessas entidades. vantagens e encargos. consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público.os de uso comum do povo. . ONEROSA– É aquela em que as partes acordam uma prestação e uma contraprestação pecuniária. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis. III . . . 99. 103. conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. Amplo e Restrito. ORIGINÁRIA– Não decorreu de uma relação jurídica de transmissão. ou real. Os bens públicos dominicais podem ser alienados. para ambas.ATO DO PRÓPRIO AGENTE.os de uso especial. produzindo.ATO DE TERCEIRO . 98. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal. como objeto de direito pessoal. mares. Parágrafo único. 101. II . ruas e praças. . 102. CÓDIGO CIVIL– BENS JURÍDICOS EM SENTIDO PATRIMONIAL Bens Jurídicos: Concretude e Abstrações (Direitos– créditos. na forma que a lei determinar. estradas.ORIGINÁRIA OU DERIVADA. São bens públicos: I . GRATUITA– Caracteriza-se pela presença de vantagens para somente uma das partes.“INTER VIVOS” OU “MORTIS CAUSA”. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno. estadual. enquanto conservarem a sua qualificação. Não dispondo a lei em contrário. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído.

CLASSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS QUANTO AO NÚMERO DE PARTES DECLARANTES DE VONTADE PARA A FORMAÇÃO NEGÓCIOS UNILATERAIS– Existe simplesmente com a manifestação de vontade.domínio. onde uma das partes sofre diminuição do patrimônio. de conteúdo oposto. CONTRATOS OU NEGÓCIOS BILATERAIS– Há duas ou mais declarações de vontade. Conservação de Direitos– O fato jurídico é capaz de gerar relações jurídicas entre os homens. bem como de instituir obrigações. CLASSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS . quando a vontade é manifestada. concedendo direitos e instituindo obrigações. modificar. DECLARAÇÃO DE VONTADE NÃO-RECEPTÍCIA– Não-endereçada. mas paralelas. embora com um significado para cada parte. “res nullius” – coisa de ninguém. Leitura do art. INTER VIVOS– Não depende da morte de alguém. São aqueles que se realizam e se aperfeiçoam enquanto as partes estão vivas. Há uma declaração de vontade ou várias declarações. DECLARAÇÃO DE VONTADE RECEPTÍCIA– Endereçada. MORTIS CAUSA– Decorre da morte de um dos sujeitos. “res derelictae” – coisa abandonada. conservar ou extinguir direitos. 111 do Código Civil de 2002. É o caso da doação. Produz efeitos quando chega ao destinatário. formando um só grupo. enquanto que para outra há somente encargos. proveniente de uma relação jurídica entre o anterior e o atual titular. enquanto a outra recebe grátis um ou mais bens. Há vantagens para somente uma das partes. Por exemplo: caso dos testamentos ou dos contratos de seguro de vida. Produz efeitos desde a sua expedição. mas convergentes. É todo acontecimento natural ou humano capaz de criar. CLASSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS QUANTO À CAUSA DE ATRIBUIÇÃO PATRIMONIAL GRATUITO– A causa é uma liberalidade. ajustando-se na sua comum pretensão de reduzir resultado jurídico unitário. 36 . . DERIVADA– Ocorreu quando houver transferência do direito de uma pessoa para outra. em torno de determinado objeto.“Ninguém pode transferir mais (ou melhor) direito do que tem”.A regra de “quem cala consente” não vale para o âmbito jurídico. São aqueles cujos efeitos só são produzidos com o advento da morte de uma das partes.

São regulados pelo sistema jurídico e possuem seu perfil regulamentado. Idéia de reciprocidade patrimonial. . As partes acordam uma prestação e uma contraprestação pecuniária. dentro de certos parâmetros. É um negócio jurídico sem causa de atribuição patrimonial. como a instituição do bem de família. de regulamentar os próprios interesses.Discussão– Como a moral pode (e não pode) ser usada como limite da autonomia privada. São aquelas que se destinam a suprir a falta de manifestação da vontade das partes sobre determinados pontos do negócio que carecem de regulamentação. ATÍPICOS OU INOMINADOS– São frutos da criatividade humana. NEGÓCIO JURÍDICO BIFRONTE– Pode ser feito tanto na forma gratuita quanto onerosa. que lhe é reconhecido.ONEROSO– Ambos adquirem onerosamente. Como exemplo: mútuo (empréstimo de bens fungíveis). Há sempre uma contraprestação como causa. MANIFESTAÇÃO DE VONTADE EXPRESSA TÁCITA ESCRITA (DECLARAÇÃO) ORALMENTE (DECLARAÇÃO) GESTUAL (DECLARAÇÃO) COMPORTAMENTO CONCLUDENTE CLASSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS QUANTO À TIPICIDADE TÓPICOS OU NOMINADOS– São aqueles que possuem designação própria. Atualmente o Código Civil de 2002 disciplina vinte e três contratos nominados. 37 . não possuem designação jurídica específica (nomen juris). em sentido contrário. AUTONOMIA PRIVADA– A autonomia privada é vista como um poder. CLASSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS QUANTO AO TEMPO DE PRODUÇÃO DOS EFEITOS DOS NEGÓCIOS OU INÍCIO DA EFICÁCIA “inter vivos” – Destinam-se a produzir efeitos em vida das partes. NEGÓCIO NEUTRO– É aquele que não admite essa classificação. pertencendo a esta categoria quase todos os negócios jurídicos e na sua disciplina tem grande importância. São os que resultam de acordo de vontades. Exigem minuciosa especificação dos direitos e obrigações de cada contratante. não possuem perfil definido e regulado por lei. A fiança também pode ser gratuita ou onerosa. NORMAS SUPLETIVAS– As partes podem se opor.

os interesses do declarante devem prevalecer sobre o interesse na proteção da confiança do destinatário. É aquele que tem por conteúdos direitos patrimoniais como seu objeto. Na disciplina dos negócios patrimoniais. no sentido de que. Por exemplo. Os negócios desta categoria são negócios “fora do comércio jurídico”. a tutela das expectativas da parte que se encontra em face da declaração negocial. assim como a hipoteca. precisam obedecer a uma forma especial. São aqueles que têm existência própria e não dependem de qualquer outro. para terem plena eficácia. NÃO-FORMAIS– Contratos não formais ou consensuais são os que não prescindem de forma especial para que se aperfeiçoem. na sua regulamentação. em regra. CLASSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS QUANTO AO CONTEÚDO DO NEGÓCIO PATRIMONIAIS– Relacionados com os bens ou direitos pecuniários. SOLENE– Alguns autores colocam como subcategoria da formal. exigem o cumprimento de determinadas formalidades para que se configurem perfeitos. ACESSÓRIO– Exigem que haja um negócio principal. CLASSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS QUANTO À AUTONOMIA PRINCIPAL– Não servem a outros negócios. estando subordinados a eles. PRINCÍPIO DA LIBERDADE DE FORMA– A liberdade de forma afirma a possibilidade de livre escolha do meio através do qual a declaração de vontade será exteriorizada. Nesse sentido. só produz efeitos “mortis causa”. É mais do que formal porque precisa de uma autoridade pública. EXTRAPATRIMONIAIS– É aquele que tem por objeto direitos extrapatrimoniais. só existe contrato de fiança para almejar outro negócio. Quando a lei exige uma forma específica e as partes não atendem. por sua própria natureza ou por disposição legal. CLASSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS QUANTO À FORMA FORMAIS– A lei exige uma determinada forma. Negócios reais. Ex. pois servem a outros negócios. por exigência da tutela da confiança do declaratório. São aqueles que.por força dos interesses gerais do comércio jurídico. Ela é sempre acessória. a locação. “mortis causa” – Só produz efeitos com a morte de uma das partes. a vontade declara sobre a vontade real. Caso contrário. CLASSIFICAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS QUANTO À DURAÇÃO OU MOMENTO DE 38 . assim como ocorre com a fiança. São aqueles que. a regra é que haja anulabilidade do negócio. Referem-se a direitos sem conteúdo econômico. sofrerá pena de nulidade pela falta de requisitos formais impostos pela lei. como nos casos de direitos da personalidade. obrigações. O testamento.

Teorias sobre causa.TEORIA SUBJETIVISTA– Que predominou entre o juristas francesas. NEGÓCIO DE EXECUÇÃO DIFERIDA– São aqueles que têm o cumprimento previsto de uma só vez no futuro. para ela. São aqueles que têm o cumprimento previsto de forma sucessiva ou periódica no tempo.EXECUÇÃO DO NEGÓCIO NEGÓCIO DE EXECUÇÃO INSTANTÂNEA (OU IMEDIATA)– São aqueles que têm aperfeiçoamento e cumprimento imediato. . .Declaração = Manifestação expressa – Não existe “declaração tácita”.PATRIMÔNIO– Complexo de relações jurídicas de conteúdo econômico de uma determinada pessoa. Não há autonomia privada para definir cláusulas no casamento. . . entende que a causa deve ser compreendida como representações psicológicas que fazem as partes concluir negócio ou fim próximos para referida conclusão.Declaração de vontade expressa.AUTONIMIA PRIVADO– Direito de definir como regular os próprios interesses. se a declaração diverge da vontade. como nunca existiu. São aqueles que se cumprem por meio de atos reiterados. 39 . .PUTATIVO– Em matéria de casamento inexistente há outra importante conseqüência.Situações em que o silêncio importa manifestação de vontade (Art. Autodeterminação.Declaração tácita. a teoria da confiança. Trata-se da finalidade intrínseca do negócio. o casamento inexistente. NEGÓCIO DE EXECUÇÃO CONTINUADA (OU SUCESSIVA)– Os contratos de duração têm como característica essencial a distribuição da execução no tempo. se um ou ambos os cônjuges estiverem de boa fé (art. . .Negócio aleatório. . .TEORIA OBJETIVISTA– Mais moderna e adotada principalmente na Itália. INTERPRETAÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO . Essa duração pode ser determinada ou indeterminada. 221 do Código Civil). ou a função econômica-social própria de cada figura negocial.Herdeiro a título universal. consiste num abrandamento da teoria da vontade. A corrente eclética. enquanto o casamento nulo pode ser dado como putativo. Por ela. . São aqueles que se esgotam numa única prestação. 111).“TEORIA DA CONFIANÇA” – Adotada pelo artigo 112 do Código Civil. o ato será válido se o defeito não for perceptível pelo declaratário. . . dependendo de previsão de termo final ou de condição resolutiva que limite a eficácia do contrato.Negócio comutativo. não pode gerar efeito. O exemplo clássico é o da venda e compra pactuada com o pagamento previsto por cheque. . a causa vem a ser aquele elemento distintivo do negócio jurídico para cada tipo de negócio. Os efeitos jurídicos são produzidos uma só vez.

. . . sociedades irregulares ou de fato e massa falida. .Vontade– Teoria da vontade (Savigny): Entende que o Direito Subjetivo é o poder da vontade reconhecido pelo ordem jurídica. objetivando a satisfação do terceiro lesado junto ao patrimônio dos próprios sócios.. .Não basta ter vontade.ORIGINÁRIA. GRAUS DE INVALIDADE .Objeto determinável.Em relação a alguns negócios o agente pode ter impedimento específico. 40 .Não há análise de validade nem de eficácia sobre o que não existe. . . .Para que um ato exista é preciso que todos os seus elementos constitutivos estejam presentes.Requisitos de Validade– Adjetivos colocados aos elementos de existência.Os comportamentos contraditórios não são tolerados pelo Direito. .Prazos para anulação de um negócio jurídico constam no art. .O abuso de Direito constitui uma ilicitude. . . condomínio.ABSOLUTA.A doutrina da desconsideração pretende o superamento episódico da personalidade jurídica da sociedade.Objeto determinado.Interesse– Teoria do interesse (Ihering): O Direito subjetivo é o interesse juridicamente protegido por meio de uma ação judicial. . .Invalidade absoluta (nulidade absoluta ou nulidade). . . . espólio.A impossibilidade pode ser: .RELATIVA. O juiz pode decretar a suspensão episódica da eficácia do ato constitutivo da pessoa jurídica. 178 do Código Civil . em caso de fraude.Invalidade relativa (nulidade relativa ou anulabilidade). .SUPERVENIENTE– Feita com objeto possível e ele torna-se impossível posteriormente.Grupos despersonalizados– Família. . . que passam a ter responsabilidade pessoal pelo ilícito causado.Boa-fé– Possuidor que desconhece algum obstáculo para estar naquela posse. . .JURÍDICA. herança jacente e vacante.A nulidade é uma sanção mais grave do que a anulabilidade.FÍSICA.“supressio”.Um negócio nulo fica impedido de produzir efeitos jurídicos. . abuso ou simples desvio de função.Causa é a justificativa jurídica do negócio. Negócio válido é aquele que apresenta requisitos de validade. ela tem de ser exteriorizada.“ s u rr e c ti o ”.Má-fé– Aquele que não sabe que está fazendo algo errado. . .Elementos de Existência. . .

Conteúdo do art.Teoria dos atos próprios. extingue-se-a por meio do fenômeno denominado prescrição. 197 do Código Civil de 2002. na parte dedicada aos “abusos de Direito”. . 202 do Código Civil de 2002. . Ou seja. . limitado no tempo.A prescrição e a decadência são institutos diferentes. 41 .O exercício de uma pretensão é. ..Interruptivas de Prescrição.Causa Suspensiva de Prescrição. .Artigo 129 do Código Civil de 2002.Conteúdo do art.Vedação do comportamento contraditório. realmente.Impeditivas de Prescrição. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA . . Já a decadência atinge um Direito. se não exercida a pretensão no prazo legal. . mas são. A prescrição atinge uma pretensão.É possível renunciar à prescrição (só depois que ela já aconteceu).Recomendação de leitura: Obra de Cristiano Chaves. . . em regra. parecidos.A qualquer momento se pode pleitear a nulidade de um ato. . .

94 207..7010948:7J/.034/.402$039/4254  % &#  $% $%#% 4202 5..6:0485.4203/.03946:03/0503/0/.0 /090723.94 5488J.4  79   .7/08/004  .08 8.203943.7.50....74880:8390708808 94J.79.48  A40.4.4397E7.9:8038:  0O.79.948038:  .948:7J/.044-094/4/70944:/.574.4:7J/.2/8.47/3E748 9025089.4:7J/./0/4 % &#  $% ! A94/4./.948:7J/.88:394 .439./.53.4:39E7457.48 .4 3907088.48 897./.8/0 7..9./.9:8038:  948:7J/.948.7483486:.4390...4-7.4:34/0108.4:7J/.8010948  % &#  $% ! 54/080794:7J/.5.4807.3.439.4.:.5.425479..48 897. #0..948 .4028039/4089794 4:.402$039/4 897944:94 :7J/.4:2.9:.74.480 30890.0390.0  1472.85.9.3.../0   30O.94 .20390J.948:7J/.8J.5./48.457O574 302.4:97.48073.7010948:7J/..4 948 1. .4397.9:8038:  948:7J/.42:2    .84  1473/./070. 802.4/0.3/.4706:07  .4:2.20394./0:2./0  % &#  $% ! ! $#..3/4./007.47094     !   % &#  $% %  % $$& .7.948:7J/..8.3/44208 !43908/07.854/0 8003.  4-094J.8  7/3E748 3.07.07/484 4:97.94 030O. 02-0301J.48 948J.48 ..79083454/08073.5.48 3425479.0.09.9:7.020  79   3.48./4 5048:094/0/7094 ./44:/090723E.7085488.48   -7.7..3907. ..05.9:7./0/430O.20394/0503/0390 /0:2.94:7J/.49.39034/080 574/:74:349.4390.4:7J/.4:.5708.

39075709..0850.E:8:.7 42...4397.J8  79   430O.0.48:7J/.439..1../01.06:041474/0/42.48:7J/.:7J/.20394  79   8H3. 9077947.6:000089./0/.7033./0.7.00842.9739.48/0./.0397.3. 80/0.344.3:.70807.83903430.07..3/.4 ././0/48 30O.088.089.8.43.430O.5-.08.9.80/0:7J/.7. .439.50884.790.44: 089.50884./. 6:..870.. 80346:. ./0.425479.0907:2:..00-7.7.802.486:0.4:7J/.84:48:8484 ././4.8/0./...903/07E2../0346:070746:02.884-702O.702 03414730.07303908 039/.08/0.31089. .08/0.480.439.79   25488-/.42.J4 E5072./..8.././4.4/0893.3.E742J324 ../48.430.707.07  79   4/8543/4..9.42324 /0139./03.9.0280739075709..:3893.76:080./0057088../44-094343. .-9:../080:830O.434/42.7/08:.4034/01.42247. 1F048 :848/4:.43899:4 97.48 08904.4314720.00-7.088E7./0 /7094870...480/0.094:7J/.9E7493.4397E74 .3/4. 708543/03/4.50884.48-03F1.2. 24/1..J50.438:-89. 94/..20390./080.7.3/4.4.4  79   830O./. :2.3H3....94  79  2. 089./..6:0480:.38107H3.4/0.43.8 34E.02  79   830O.439.07802 3897:203945-.4/080:7.J4F:2./46:0..../0.2 8008979.-9..3:H3.F08803.8 ...8:-893./.:947.48:7J/.08:7J/..44:7033./03.478.4/0./034/0503/07E/01472.4:7J/.4 8:...0 057088./034.7.4/0.48039/4907... A44..310894: 8.708/H3..24854/07E807 /02..-4..480147 70.5.426:02..42509H3.3/.039034!..42324/0139.002.  79  .:947./0    .-/./.1094.      !     "&A !#!#%A# !#%#@      $ !$$ $%&#$ A4..43/0.1.. 4:80. .094/0708/H3.4 0890F/.79:7.438/07./08:-8890./0.431:3/7708/H3.20390  "&$% $!# ! $%$       "&A    42.43.94   % $$!$$ $%    !"&  !472507. 2039.3908/070.J4F.078:-47/3../4.J4/47F:1./4 79    ..478:50747. 480/0.43/4.

8/70947.39080/08:.:2.89H2/42./0  &34902547/42.780:3/4 .08.850884./40270.20390/8939... 54712 /0.9.0.43/450884.59./.4 842039054/08073.J4F1472...6:.J4570.86:034903. E.843.94 .4   "&$$ $!$$ $"&%     $  !.2.J4.8:.79 /4O/4.744.J1..07   A! $$ '!&#   $!#!$$  %&# !"&  .:94342.8708/H3./.4:..9047.0280: 089.8.083.4397./4504907.J44:.40.4:39E74802570 6:080.J457207.4: 57418843.85.708/H3. ../.4889.439..J4     $%    !$$ &#  /42.2708/H3.94.8 ..907..86:./.0 9H2/42.0884.:7J/.6:006:0. 480:99:.743/01:3. 0:200203948:-09...07E. .. :../0/48.J40850.7H3.4.-84:9..439./4/42.4 39034 .J4   "&$$  $$ $   $$ #  &    '   A..80..:89003970. 890/85489.8 .80/0 3/.50884..8/0/70945-./0   "&A    $!$$ $&# $#% !   .J4.4389. 34.907.424 903/4.394.4397.30.5.32:8/0 5072.848:3.8 02/0.4397./23897.8/0:2/42.7.  ..477H3.8 70850.9./0 42././4/0:2 00203944-09.J44:.754/0807./0/.450.8443/..7.08:7J/.894020    "&A   @  /42.7.4 5478:./480%0779O748 9H2547/42.50884.J4/00044:0850.3902039002.4/4/42./.J/:45488:..4024.  "&$$  $% $"& !   % #    E6:080./4F.7/:./0079 /4O/4 .8902547/42. ..9484. $489:.038  0.30. .J4.8:7J/.438/07.8807E/42.907.6:00254894547/090723.....074./0/0./4/42.406:.702.42324/0139./23897.J4..J44897940/07./0...9:94 .4770/4.40850..743/01:3./0/0/090723.J4570.4573./0/709457..8 70..13.08:7J/.5.8:.138/../0.889:.J45.4:.79 /4O/4.088/.86:.438/07. 80:3/4.79 O/4/4!74..-474: 80..8.703904:4.43.J54/./.430.8/02./0803.42:3..03/45488-/.8.43899:9. 8 50884.8026:0570.894020 .J5489H2547/42.08    .7908/0:2 ..4 /42.4.4 1.079..0390 A480:/42./0:2.5.J402:2:.E7.J480:/42.

 6:.43899:7E/42.9073.702.79   V /4O/4..007.394850884.9.8.702  79  ":../480:/42.7.9:7.8/0./.743/01:3.8 4/42.7  !.47708543/07  ..50884.7..20394 894347./23897.:2/008807E.7E7.50884.07848 .9:7..2:/.42:3.3../.J4/.47708543/0702  79  %07 80 E547/42.43.9:. :2/008.708/H3.743/0089.5.8/70947.7 80 E/42.39084-7.J4 97.802/.      !    ! '#!&#   $!#!$$  &#  #% !#'  $0344:./480%0779O748 .381073/4. 4: 809.870850. .8:.J45.7./042:/.3.50884.4 $0.86:0..7E/46:0/0.J480:6:.50884.  !.80.4.438/07.39034708:9.7.42480:/42.4  79  $0 547F2 ...F4:.50884.7E7.-00.  /4889.8  79  A9.6:00.8 ..7.743/01:3.42.8  4:.31089.143.08 .708  .438/07../.  79  :/. 6:034903./.H3.143.3./.07/. 708/H3..8  /4:3.3.743/00.8:7J/.. .43/0./4/42.8 2:3.4397.59.071.J4/.J4 3494.5.J4F  /.:3893.4 . .9.8..48.6:07/0.J45.2-F2/42.708/.42.57O57.7.-9:.3./08/48:..   .4 574.07848:.078.708/H3./. 804/42.85476:.3.0.9:7.438/07..8.089.7574188402:.-00..425..430..743/014703.08.39034 2.79  V /4O/4.870.438/07.J4/.50884.708 6:0/0.7.8 43/0  ..6:07/0 8:.20390 ./..394870.08 4: 0394 805488:7 1.J/..8:509.0.7..J4 4 :.870850..9. ./0   79   /42.20390 .9.9:7.42324/0139..9.086:00.43. 05.&34 4897940/07.073039085741884 4:. 4:./23897. .4397..J54 4:.8708/H3.0834 107 /./48     $%#    $!$$ $&# $ $%##$ "&$' '%'$ #$ $07E.948300 57./00.F007.7/4089.

F4/480:705708039..97234/0:2.50884..9.4397.888903904/4 807.73.79 /4O/4..1.7026:0.80/0340897..08 4:43/0000702/42.7/4089.4504420206:054/02807./4 04/457084 4:.80/0/4./4:973.8/0:2.7E7.20394802:.0390/542E9.850884.50884.08/0..39084-7.8 4:..8:7J/./23897.94830057..07848089./.9077947.57457.570. 4807.3/.42.870850.8/02.8../434897940/07.J40850.50884.078.08:7J/.40. .8 2. %4/4848-03884.70/.2..6:05488: /0.3904:.:2577.  . A.4244-094/0:2.7 4 2.50884.3/4.470.:2 /008807E.907./4..:3.82..47708543/07  79  %H2/42.84:2.7/42.7.J45.248/7094804-7.39080850.81:3084/429.07./0802/083.8 2.0.7 0 803/4/..7J924 43/043..9.4 429.94808. 454/08074-094 /030O.40.7948 54/07448.4  /42.3829002../475-.43889002:2-02   !  $## !#' !%#   &A 48097.8/70947.4:3492454394/490779O74-7./4/42.803903./.7.30390203908:.203908:-47/3.43.:2.8.:.5.9.' /.J4 43/080007.0  79  48.48  V4%03/4.3074 .4  8:8. F4.8302 94/.20394 894347.J/:4    "&A&#   0388494/.4/47.07 80 E547 /42.743/01:3..  79   .8 ./44/42.97234/0:23/.8 4:.3908     !   "&$% $!# ! $%$ $&#  $   "&A!%#   $0:3/4./.97..4089.J/.907.:2./.:257.4    . 70.075072.08/008708:9.6:00./4340897.702.J430..9020./475-.5.807443/0490.9.072.80 .8 6:0 .8547.907...84:2.08..743/0902 345../.432.4397.J8 480:/42.3074 . 3494.3480:089.4397.-00.48../23897.907.4:/./.7 097.48.4:7J/.43899:9.4:97.143.8.86:05488:02.870.720/.-00.:7J/.4 4:.09J./48  V4$0.J4/.J4/43.5.H3.088E7443..4397.432.0743E:9...948 .307./.708/10703908 .6:080 03.7026:0007. 9.9:944:.44 5.48.48.438/07.88:.7J9240457084  !./0/0/7094 803/48025703.:7J/.7  43/0807.4 4:/70947..J4 54/07E807 /02.0.42504/0 94/..9.8 .

:5.  :2..088O7480:04 573.7:20394/06:0 547807/0. 8:-893.088O74884.0547/090723.0280:/08934 80./0503/0.43. 2.4 09.477H3.0884.9:70.0397050884.40. 9072.   !"&"& $$$$ # $$%  #% ' #$#   038.:7J/.E6:../0 :242023454/07.    $$#!# % $# $! $# $$ $   .    "&$ $ $& '$ $4-038..4397.8:.8 .97./:340/7094070/9E74   $$#%$ # @ &# #% $$  79  0/4O/4.4257.424802O.088O748 .5:7..   &!$$ ! %#"&% $!%#  $!"&  /4:973.94/48480109480...94 ./.24-.4348O.20390 34.. 8:.9:7. /020/./48 5471.40. /4.79O74/0#08974/02O.../.9:70. /0..438/07.9:7.42894 .2082.6:84:394. /46:.57O57.089H3.431:84 .5O8480::84  .085478:.7./04:34/0:2-020.507843.9:7.881.   $$#%$ #$$@ &#  $$  '$ '$  &#  $$ 2O.54 4.3.475O7048 8024-0942./6:7/48547204/4708974/49J9:4/0.7/03.8:-893...3./290.2-F24:843.24/..07./003..508..:4:8425479.8/0 :2  &24202 :25.08 ./.7.80.9:70.438:2J.80-0310947.38547908026:0.3/4/0907..7..438/07.028:..0848-038.2 8002-0382O.807..1.8  .5. 34. 088.3..438:39-/.89.49F.4 . /08/0O./0897:4/08:.5.97234 14.6:0/00801. 80.2 80/709486:0  .8 48054/01.02.83.03/.0884 :8:./4/0 9084:74 0850..4 .3...08841J8./4:973.6:080257080/1:3/:   "&$$ $% #$$ '$ $4-0386:0 3.3..2 800217:948 574/:948 507903.08148802 E 80:3/4./.:2-02 573.4 ../0/0 5./F.4/08:. . 84...881.  547.4/./290297./.9:70.907.972348 84-4 . .0 5./0897:44: 24/1.  8-038.6:0086:008902021:3405.

/4.48-038/0:84.-897.4.73.6:0 3/709.-.424:2.J548    "&$  $$ #  A#  038147.84/.08 25708.20390.1472.7.86:054/0. 708/070..97234/4 99:.5.45.20390  79  438/07.57457E./0 .507//.  8-0385-.0397050884.02 &34 .03E.57457.0.085..3/43.6:0086:0 .:2-02573.84 70.439./484:5..4:./.0850.03/44:34 34 .7.088O748 038.32.9F54/02.8   ..508. 84.48.4 -038/0:840850.884.. 33:F2 2.5.48843.6:0086:008902/01472.480-03857.79J.708 E -.47 .0 6:0F.7/.507903.48.08/0.79.394.484. 57O57.20390 3454/028074-094/097.8  8-0385-. 038573.0850..:.38107H3. .424 54700254 48 ./484:.20390 6:0.48:3.57457..484:5.08/0. 7083::8 ..3908/0.42F7..20390 . .203903.7/4/42J34 48-03854/0748075-. .8 4: /423.9./0070.499:.../..07.86:034089434.. ./.5.6:00834507903.97243.4393:.6:034507903. .507903.480109480..2082.//4802 -0385-.3907.7.08/0 .8.:2-..20390 97H89548/0-038 5-.    & $ #  A# ! !$$#$# %  #%  !"&!"&   E.03908 ./0.:.9:7.088..80.42:2/454.6:0086:008902021:340 5. 3./.03E.0750.4:39E74 803/4/89394/.08 0 3.3/434F 30.088O74884.79.03E.881.7.2 8002-038 573.42504/0-038/033:F2 .7/0907:2.8  484 5479.70880/013025470.7.4 2.4.4:39.08   $$"& $$  #%%&#  ":.4 !4/02807 3.-...3..4/42J345-. 84 5.489./0:2..881.438/07.088470/.574.5.86:0.20390.5O9080/0.:9342.   #@  $$&$!# !#% # $      ' $$ $ $ 46:0/708509499:.8/0.09J.745.:5.8823.807.57457.084: 250347E.9.9:.0508.708  8 -0385.850884.3/.394 8:8.3.4 .9:70.48507903.  0..   %.48-0380270.7.08484409:/46:.48..4.7   79  $4-0382O.0-038/423./0/4/42J34 48-03854/02807/.88J.79.8 A4..:.. .2 802O.791.:84 4:80.97234/.8 4:80.57.7.47547.4 2.4:9748-038 ..774  490 806:04.9.48.3948003.

43..4/0.9.28:.0303908/.7/.7802.704 6:034.08  79   82.143./.43899:3/45.089H3.8  79  43899::3.4.03.8  V4$4. 085F.438/07.3/4.08./.4/./48...4807.4  79  8-0310947.08:7J/.:4:8425479.907.:3/.8507903.088E7.439./48  .50884.8:-893..97243.2088./48.6:.0 6:..43897:4 036:./0  79  $4.94.  !.7086:0  50793039082082.2/05078  3/0503/039020390/48/02.080.2082.070850.76:080 /0907470  79  480.8. 57O57.8.8.907.8482047.5:7.702  79  $42O.0. 4817:9480574/:948 54/028074-094/030O.0884486:08054/0217../0 14702 7024./4-02 .4  79  !73.907.8/0893.3/48.20390805./4..8  .86:0903.48:7J/.3908 80/0893.40.848/0893.6:049473022.2039484:.8:-893.438/07E.70:3/48 80.086:048.7.2/0893.20390/.8/02074/00904:70.70848-0386:0 02-47.7/0./048574.  79  4507/024.302.7 803/.432.08482O.:2039..9./.7.2  4/70948:..79083907..4:9744.34805.884-704-09482O.8:.086:0 805.8./4573../0 4:/.7E7.438/07.2039457O574 4:/070244547 147.4:59:E7.7E907/02O.6:../0897:420/..857O57.8:-893.4-02802.8J.5.39/.8:50./0/02O.8 9084:30./.86:0.0870.74-024:0.078.9..-897.43807.42504/070.4-02573...43807..50884.432.3/.8  79  43899::3.6:00./E.80307.3/.20390 .08  .:3.907.08:7J/.088E7.8.F4-026:0089084-708 .8574.8.08.2 802O.4:84 .7./..0/0.43.-9:.5.4  8-0386:01472.:2039.9.43.5.2 /024/4 /:7.4 84.  482.2-F2.44:.034/45745709E74 5488:/474:/0903947    .4804.-079.47708543/03908  48/7094850884.2/000.884-702O.4:39E7.432.438:2J.4  79  038/.09J.80/1.85.088O74 .08547 /090723./0/01.47 4:570:J4/4:84.0848-0382O./4:74 .31089./48/4-02573.2.7F8.7.7./0/0/70944.20394/04:974 79   830O./.:257F/4  79  $41:3J. 802.078.4:/.7908  79  $483:.078.8J.8/4844 2..86:09H254712.394341470202570.1472480....08/024.709.9:7.0854/029473.9.  79  438/07.880:7.85./.../.086:054/028:-899:7 805474:9748/.470.854/02807.7.8J./0/./48/0:257F/4 5.  /23:4.8/0./006:.  79  $4507903.8/0.439.438/07.6:080/0893.34./0244 /0.085..8.248 84-70././0/0-03883:. 903.847.080.04:80..24:84/4-02  V4$430..4:59:E7.:.7.47  V4$4908. 0 /.2-0310947../054/028074-094/0 70./0893.84  79  508.4/.4:.480109480.:3893.8:.4397E74708:9./6:702088.24:1.8 8.300807002570.:2.48 6:0/027085094.04:547.5.4  48/7094870. /49.2  79   8-0383./489.3907.8/4.848-0386:0 34..4:7J/.2.8 /0 :2.8.470..24:84 .0884. 48/7094870.0848-0388:8. 803/49.-7./.7./.7E9075.43807.

002.43899:0245.4843.748  # $ A...-00. 9077947.507903./097.8 ..0  79    8-0385-..79  $45-.42:2/48-038 5-./.03908850884.39... 4:70.3946:05.4 .8 0H3..08  036:.. 8050. 039/.4 9.907.4:7J/.484:90770348/0893..4.4854/08077.7  79    8-0385-.97234/.85./0.. 574/:3/4 5.8.7...:8:..6:0./0.9:944:7097-:J/4 ./088.8/0/70945-.6:./23897.20394 /.708 0897.42:2/454..843. 3.47/.03908850884.:8.7.44:089.7E7.410/07.0::394 .4770:/0:2./:.382884 ../40897:9:7.4:97.438/07.0/090723.8:.:.70..4507903.7. 089.0702      ' $&#  $$% !%#  038:7J/.424   .8/.2-..394./.026:0..:2.E842039003.7F/9480F-948  038:7J/.8420390:2.6:080903.848-038 507903.854/02807.850884..807.8..1.39./0/7094 57./40.7.50884./08  !.143..483408948:0948. /0.8039/..4048/0:840850.48/423.4397E74 .7908.8.424748 2.4:2:3.147.8:7J/.8.4240/1J./.79.702.42:2/454.43807.6:.03..709:/00-897.43.4397./48 4-807.54 79    :84./48.1472..85.4 4/8543/4.8  48/423.038003.0702  79  $4-0385-.6:0507903...048/08:.6:0.8:7J/.40:2..2:2..4 50.08 70948 ..03E.748  # # 4/0.8 7:.8057.708 80.5.0385.8:7J/.:3E7./4  79   8-0385-./.4 3.8/0/7094 5-./23897.4244-094/0/709450884.2039050.570803..:.2 80/423.76:./.57089.8/0/7094 5-.48/0:84..-00.4314720147089.4848-038/4/42J343.7908  036:.48  48/0:84. 9.8 6:0.8.439073494/48484:9748845.8  48/0:840850.48$039/425J8824 2540#089794  % $ $% $&#  $ "&$@ #% $ #%&% & # $  # # &#' $!$ & !  %#'' $  &  #%$&$   %  !# !# % % %##  % &#   $% $%#%  #%&% .:9.57089.

/.97234 036:./4/7094/0:2..4770/.3/4 803...42.0703908 .394.3/44:../0 /0..48. !74/:0109486:.-..8:.85.4/0./.80397048 42038 .7908 !4700254.5.85.43807.7.42-94:7J/.7..70.:8.8.   3:F254/097.770.439..3/4 .8420390:2.948/080:74/0.99:.424/03899:7 4-7.70.0385.8:.43./42J34  #'  .84:2.24790/0:2/488:0948 $4.424./4.4:7J/...31089./.85.84/.:480109488O 84574/:/48./033:F2 708/070.:F2 $4.9.050/4 6:.439.4F.08 A94/4.9:.4:97.0.8  #%$&$ 0.74:093:7/70948 -02..34..24790/0:2.F:2.439.7908  036:.:89./4./..394./0F2.8/0.8-038    .3/4:28O 7:54   %#% $ &  $%#$ E/:..E7./0    #@ ' %#!%  3/070.203943.9E74   #@ ' % #!%  4 03/070.85.0./0.4/0./.030390/0:2..-07.84/48 9089...79  /4O/4.. !74/: 010948/08/0.0/03/4/7094803899:3/44-7.439.039704.507104.3810772..0797.7  7083::8  .42:257090384 /070/:7708:9..24790/0.4:39E74 02-47.7.85.  43807./.2080 .8 1472.2036:..08 2..4397.748 A4.3946:05.6:0086:08070././4:7J/.9:7./0 E.4390/4454894 2./45.94:7J/.4770:6:.4390....  574. 4:97./44-094   $$@  $  $&#  $ 707.6:008.7.5.0  .4: :2.0-07E98:24:2.8/0.50884..48.4 43/0:2./0 E :2.43.8 4:2047 /7094/46:0902   %#'' $ 4/0503/0/.39.3/4.7 .7./..31089..7./0./007.05.2039484:/48..   $$@  $  $&#  $"&%   #  !#%$#%$' %!# #@    $&%#$ 8908250820390.7 24/1./.7.08 0294734/0/090723.E842039003.08:7J/.4/070948  1.38107H3.2..39074704.7./04:.790  $$@  $  $&#  $"&%  &$ %#&@  !%#  #%&% .7.4380390 34./.4 09:7./.7908 84170/23:4/45./0 6:02..5.79080894.3/43.42:2831.0394/.5.4:97.08/0 ..4 /0893.7.

.394 430748.74857O5748390708808 /03974/0.53..97-:45./.4:7J/.6:0. 4240025429:4 0257F8924/0-0381:3J.4:430748..390  &%  !#' .424.    .3899:4 /4-02/01.48.3/0254793../0.6:006:034.7908 507903.   $$@  $  $&#  $"&%  %!  !# &@  $% $ $  $ &    3907.31089..424290/.3.450.08 1.48  0893.790854/02804547 028039/4./.40:2.7.47/4/0 .3.9. 0850.203904O/4.    &#  # % !4/080710949.48:7J/.57089../.9./02.85.2J.2039./08 345488:025071/013/4070:..:3E7.54/0 03454/0 807:8.85.9:9.89.439. ./0:2.439..790884-70 /090723.4:7J/.57089.8:577..2039.4802.089./..2/0.8094/484830O.# $ 2-48./05. 345488:02 /083.2039.4397.1.8:. A:230O.4397.424 .9.8 6:080/0893./0/..3943.2-F254/0 8077.7.2 80.6:....457O57..430./070.:7J/.4397.20390 E802570:2.881.0850.6:. /F.02/070:. .574.2./45470 0223:.4.97243.9047..47/..   $%@  ' % !#$$ % % $#% #@  #% #@  $%& #@   ! #%%    &%  $$@  $  $&#  $"&%  %! % ! $ &  $ $4.    &%# A./4  % ! $ &  $ $417:948/.  9:.57.1472..574/:701094802.4/48/7094804-7.4/..7209748   #$$&!%'$ 85.9.03/4. 85./4 /070:.4803.9483423.390097H8.2:2./.53.9027..J1. 57./../4850488902./48 $4 70:.46:0./8./0 /8.:94342.08/0.1../6:702430748.7908.:94342.57089./.424:254/07 6:00F 70..:8.079485.4  8.70.:884 424. 34203:78 $4486:0708:9.247..4 .97243./..9:9.4397E74 $4./290088.6:0086:05488:02/083.F.4397.:8./48543948/430O.405488:0280:507170:.

./.4770..3:. $4./.08  %#!%# $ A.9.008  .7.8.707.0850.4:7J/.3/48:-47/3./090723.02.948341472.9.1472.4:7J/./.3. 570./48.547147.F802570.0/.4 348039/4/06:0 3.021./0706:8948 1472.9047.7.7.4573.8 4-7..0 34/0503/02/06:.431:70250710948 .:25720394/0/090723.97243.1472.48  $$@  $  $&#  $"&%  &#@  %   &   .4304./03:/./4/0893./70948802.:230O...8:.  $  :38.E. /4.7./0   $$@  $  $&#  $"&%   #  #$ 000:2..8/4..882./070./.4 .424..432..  830O.4 48390708808/4 /0.57O57.4397.85.0     #$ 4397. $4..74:97430O./. 507843.5.390/0.7./.6:080 .8  #010702 80.70:.4397..42..8 5470H3.884486:0345708.20.F8/46:. 4:974830O.9:90./4204.0850../0/0.431.9:90.6:074:974 !4700254 ./48..6:0086:0 5478:./0/01472.5. 01.8/46:01472./.8430O..8254894850./05-.4  $$ # 026:0.7.2039./050.9E74  $$@     $  $&#  $"&%   %    !%# $ #0.439. ":./0/430O.9:70./8.9O74 ./.97243. 8O574/:010948 24798.4: 547/854840./0807E 090747. 5476:0570.42480:4-094 .:947/.0850.4870.9047.790 6:08003./0.:8.1.7908  9089..848/0/70948/..4390/48/709485.7.5. .3/02/0 1472.:8.0.4  $$@  $  $&#  $"&%  &%   !#! 4807.790834.172.43.84:./0.48/089.20394 02 707.0784-704390708803.0.9.6:006:0902 547..6:0086:09H2089H3.48 5. 08808039/4 8O0890.000:2./. .42..7.903/02 .439.44.94/01.50710402  !# ! # # -07/.  $O574/:010948.8.../..4248:-..J1.48 147.439.:2.4 .../4/0.42F7. 548807.3./4830O.84.85...3/4./085.8./0/0.97..53.90702503. F6:0.02..3..438038:.1472.07./4839070880807.5.5.3.  0O. 089.882.6:006:09025474-094/70948097.02570.1472.431.4397E74 841707E503.4244.4390/40.:94708.574904/.6:080.24790/0:2.5490.7. A2.48 $4..424348.3.. 84-70..-/.6:0086:0 5.57O57./0:2. 0024...088O7..4248-0384:/7094850..4.4 .:3E748 A.8050.1.2.42F7.4/0.  24798.4:974830O.8/.97243. 5488-/..4.24-0/0.81472.7008..

20394570..504.9E74  !&%%' 22.0341:9:74  00254.304.8.08026:048H3.4243:3...4 80:24:. 036:. 40890 /0.E:8:.7.86:01.070/.9E.8 03903/06:0.../:7.06:0    &@  %& &$&$$'  8./.5.894547.7.948/0 /:7./0./.425479.4245:9./..08. .9.49E.1:340..:43490254 $4 ...2..9..94  %#!#%@    &#   % #$&%'$% ":0570/4234:039704:789.7. 84.6:0086:0800849.2039430890390 .7.7.078.4:7J/.4/430O.45. 57089.7.0..57O57.20394 :94/090723.203940.01.8.:8./0....:84  % # %'$% .00.4/0.4/0:2./49.4245..:730O.8.6:0086:09H24.02../.. 80/.439.08803.794 /4O/4.4:507O/.807. ./48 88.7908 . 0O.31089./.49E..:94342..7./897-:4/.3/.894/0:2.:8./.43.8.4. 089: 3454/007.3.08:7J/./.701094  &% !#' 7094/0/0137.1:7./0397J380. /0503/03/4/0570.8/0..7.390.3. .9047..:2572039420/.817..0.884-70.4:/0./430O.454/0807/090723.1F .432./0.9.57./.6:0086:09H24.4390/40. 80.42:9. 13..4.439.4/..088.9J9:4:3.94870907.4057088. .203903.6:0 290.507104.4397.70107/.0.4 4:.    .0504/0.94 $4..431.8O. 4:3/090723..4O.:8.E88.4884574/:/48:2./4./.4   0.4257003//.../0 4.3.834.4388903:2 .5..20394/.44:1257O2485.4397.:25720394 570.47703900./4.4257.2039430890390E4:97.85.824/073..907J89.43806QH3.50884. 4.0.424.74857O5748390708808 4 E./.4 0O.  !%#  42504/070..4   % # @  /49./.:25720394570..9:. %7.43/47084:9.8O./0 !470.6:000020394/8939.31089.573..6:0086:0 9H2../0137.9O74 %047.. 0.F9.. 07/074.8:.  .84/09072413..-7.439.4  8010948:7J/./0.203943:454/0807/.5..0    &@ # $4.3:08 089..424705708039.94 807E. ./.439.432.6:0086:080.4F4/. /090723./0 79   0.7..:25702547204/0.E/4804/0109434147507.9F7.3490254 $4 .E.0858./0057088..9.4.0702/0-4..2-4848.059J.7.954/0 30O.9047.5.3944.43..02.&@       &@ $%%  &% $4..42470:.894/01472. $9:..7.0807.79 /4O/4.9.03/.25479.49H2.23:2.4/0.

E.439..-:84/07094./0 $.430.00009473. 3:/.:45.  7:548/08507843.E.54880 E 1F 6:006:0348.3:./054/0807 &#   $ $ &% #%'  # # $&!#'% 09.507843.484.-06:0089E1./070.9.485.97234/4857O57488O.7084:/01. '439./48.4 270..:7J/..4./..94089.20390 57490/4547204/0:2./9O74834849407.. 8025488J.039054/0907250/203940850.4F439070880 :7/.F570.425479.  /4:973.-/..0.430./0 %047.9402.7. #06:8948/0'.94     .7..43899:9./0 &230O..20394058O/./485047094   .45..907.089..4/.84-7046:0340890 0O.4/0:230O.709./0..706:8948/0./070.342..439./430O.7./0 :7J/./4   8./050884./../.846:094/484880:800203948.0/./4  -094/090723E..424-0945488J./../.902/0807090747....9:/0 8:570884    8:770.4/4907.3:. 8:850384058O/./0.3 3903/06:047094$:-09.1.07408.390  84./0 0.43899::2.4570903/048:507.438/07. 3:/./0 02.:/0 .48 !7..9.6:0:2.4/.7.3..E/4F .94.88./48 ./450447/02:7J/.J1.4389./0  3:/.2J.:3830O.2.4:/.  4-.84/017...3/4.43/42J34 07.0/.981.4././08.../0  3.89.250//4/0574/:7010948:7J/.504J.03900.. 085O4 .8.87.6:006:0..:8.94.F.:24-89E./070..44.2 570803908 4E.88.73./4.. 4. 1F !488:/476:0/08.01.234./4  :54/0/0..:7J/..0/46:0.8./0F:2.-84:9./0302/001. .4077.5708039.03/4.-84:9.-:844:82508/08./08770:...3E80/0.4397.439.4:.4:7J/./4:394.43:41.48 6:0 5.4:3:/.84.4800203948/0089H3.4.6:0..  !./0  0203948/089H3.48././.50884.-/.9.9077085438....0 5489074720390   -094/090723./0 /09.:891.480890.:8.  39070880 %047./././439070880 073  70948:-09.3:.43899:9.0 #&$' 3. .4  25488-/..4/01:34  4-09.-/..4F454/07/./.79 /4O/4../.203948.

/0../0!708.4/0:2./48.94857O5748 '0/./4 5708.7.0:    .74  6:.08 3.79  /4O/4. -7.E.4390./0/0:2..884 70../48  5708./0./0  A5488J.74 39077:59.-:848 /0  7094    !#$#@   794/4O/4.74./43490254  :80.5.740..4/009:7.425479.34.930:2./0  4390/4/4..70.74 250/9.57090384F 02707.930:27094   007.4397.20394.. %047./../0789.20390 5.547204/41032034/03423.0703:3..94  ./H3.40./0  5708.4/4.843899:948/10703908 2.:8.. 8034007..75708... .6:0724203948054/05090.4203/.570903843457./H3..79 /4O/4.8/0!708. 29./.790/0/.48 .J.$:85038.74 8O/05486:00.57090384 E.3:/.74 4390/4/4. 093:0 80 .8/0!708./9O74 #0.