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PRISÃO TEMPORÁRIA E PRISÃO PREVENTIVA Marcelo Tavares Gumy Silva1

RESUMO

A análise da prisão temporária e principalmente da prisão preventiva são os objetivos deste artigo, verificando na doutrina, legislação e jurisprudência as formas de decretálas, as suas respectivas características, suas principais ilegalidades e abusos. Será analisado também o conceito vago para se decretar tais prisões, uma vez que na prisão temporária um dos requisitos é o caso de extrema necessidade para as diligências policiais e a prisão preventiva é a garantia da ordem pública. O presente artigo utiliza como principais referências ELMIR DUCLERC, PAULO RANGEL, EUGÊNIO PACELLI DE OLIVEIRA, ANTÔNIO SCARANCE FERNANDES, FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO, AURY LOPES JÚNIOR, ROBERTO DELMANTO JÚNIOR, GUILHERME DE SOUZA NUCCI e MARIA IGNEZ LANZELOTTI KATO.

PALAVRAS-CHAVE: prisão provisória, medida cautelar, prisão temporária, prisão preventiva, presunção de inocência.

INTRODUÇÃO

O presente artigo abordará uma questão polêmica e de grande controvérsia no Direito Processual Penal, a prisão temporária e preventiva. Atualmente, a prisão preventiva é a principal modalidade de prisão cautelar existente no nosso ordenamento jurídico.

Acadêmico de Direito das Faculdades Integradas do Brasil – UNIBRASIL, da turma 10° DIAD. Professor Orientador – Sylvio Lourenço da Silveira Filho.
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o de que ninguém será privado da liberdade sem o devido processo legal e o de que ninguém será considerado culpado antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória. como forma de demonstrar o atual entendimento dos Tribunais em relação ao tema abordado. o princípio da presunção de inocência ou não culpabilidade. Posteriormente. inciso LVII da Constituição Federal de 1988. transgredindo alguns princípios e direitos expressos da Constituição da República de 1988. a prisão foi denunciada como o grande fracasso da justiça penal. buscar-se-á também. 1 PRISÃO Antes de iniciar o estudo sobre a prisão temporária e preventiva propriamente em si. ou seja. uma vez que. após um pouco a respeito das medidas cautelares. No decorrer. Segundo Michel Foucault. são caracterizadas por ocorrerem ou na fase policial. Primeiramente. porém. Em seguida. . As medidas cautelares. Por fim. será especificamente abordado sobre a prisão temporária e prisão preventiva. Vale destacar ainda outro dispositivo da Constituição da República que reza que ninguém será mantido preso quando a lei admitir liberdade provisória. antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. procuraremos ilustrar nossas idéias com os posicionamentos jurisprudenciais.2 O tema é de fundamental importância por atentar diretamente contra dois direitos fundamentais expressamente tipificados na Constituição da República Brasileira de 1988. falaremos um pouco sobre a prisão. ambas antes do trânsito em julgado do processo. o direito à liberdade e à presunção de inocência. relacionar todos os aspectos acima salientados com o princípio norteador do sistema processual penal. representadas no presente contexto pela prisão temporária e a prisão preventiva. nos casos da prisão temporária. pretende-se analisar os fundamentos autorizadores para se decretar uma prisão preventiva. ao invés de ajudar para a diminuição da criminalidade. tipificado no artigo 5°. ou durante o processo penal. conforme a prisão preventiva. pretende-se abordar um pouco à respeito das prisões. destacando o conceito vago da expressão “garantia da ordem pública”.

202. ou que lhes sejam impostos trabalhos inúteis. ao invés de devolver à liberdade indivíduos corrigidos. Petrópolis: Vozes. a criminalidade tende a aumentar. Ademais.3 apenas agrava o problema. p. 2006. p. ou seja. mas sim traz sérios problemas para si. Michel. única fonte de renda da casa. conforme acima salientado por Michel Foucault. As prisões provisórias existentes no ordenamento jurídico brasileiro dividem-se basicamente em prisão em flagrante. muitas vezes o pai. sua família e para a sociedade. 2 PRISÕES PROVISÓRIAS As prisões processuais ou provisórias são mecanismos que permitem restringir o estado original de liberdade do indivíduo. 222 5 DUCLERC. 1987. Em conseqüência disso. espalha na população delinqüentes perigosos. o processo penal de conhecimento5. deixando a sua família na miséria. Porém. sem que possam tirar proveito de tal situação3. p. 2 . só poderão ter lugar em situações excepcionais. encontra-se detido.2. Traduzido por Raquel Ramalhete. Foucault alerta que a prisão é um duplo erro econômico. Seguindo essa esteira. quando e enquanto forem estritamente necessárias para garantir o resultado útil da medida principal. Rio de Janeiro: Lumen Juris. menciona o autor que a prisão. prisão temporária e a prisão preventiva. diretamente pelo custo intrínseco de sua organização e indiretamente pelo custo da delinqüência que ela não reprime4. v. Vigiar e Punir: História da Violência nas Prisões. 221-223 3 Ibidem. p. Elmir. ed. Isso deve-se ao fato de os detentos ficarem isolados nas celas. por isso. são caracterizadas e recebem essa denominação por ocorrerem antes do trânsito em julgado FOUCAULT. pois fabrica indiretamente delinqüentes ao fazer cair na miséria a família do detento2. a prisão não transforma positivamente o condenado. 21. Curso Básico de Direito Processual Penal. 221-222 4 Idem. uma vez que. também conhecidas como prisão sem pena. As prisões provisórias.

atual. com a prisão temporária. acreditam que as expressões fumus boni iuris e periculum in mora não são adequadas. 3. 7 Idem. Doutrinadores renomados. e ampl. MEDIDAS CAUTELARES As medidas cautelares surgiram como uma ferramenta ao Estado para se atingir o fim principal.7 O fumus boni iuris significa a fumaça do bom direito. pelo fato de terem sido criadas para atender os fins do processo civil e trazidas ao processo penal. a prisão temporária e a prisão preventiva.6 E continua: “O perigo não brota do lapso temporal entre o provimento cautelar e o definitivo. p. “o fator determinante não é o tempo. no decorrer da ação penal. é necessário observar alguns requisitos básicos. A doutrina contemporânea faz veementes críticas às expressões fumus boni iuris e periculum in mora. devendo ser substituídas por fumus comissi delicti (fumaça da existência de um delito) e periculum libertatis (perigo na liberdade do acusado). neste caso em específico.4 da sentença. a aplicação da lei penal. O fumus comissi delicti. rev. 4. mas a situação de perigo criada pela conduta do imputado”. Para se utilizar da medida cautelar no processo penal. Não é o tempo que leva o perecimento do objeto”. 2006. em relação ao periculum in mora.ed. Segundo Aury LOPES JÚNIOR. que pode ser traduzida no binômio prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria. no caso da prisão preventiva. é compreendido como os indícios de autoria e a prova da materialidade e o periculum libertatis pode ser definido como os fundamentos presentes no artigo 312 do Código de Processo Penal. 6 . Rio de Janeiro: Lúmen Juris. sem as devidas cautelas e correções necessárias. Introdução Crítica ao Processo Penal. Aury. 201. a LOPES JÚNIOR. como Aury Lopes Júnior. ou até mesmo na fase policial. como a presença do fumus boni iuris (fumaça do bom direito) e o periculum in mora (perigo na demora).

4. pelo fato da prisão temporária ter sido criada através de uma medida provisória de iniciativa do Poder Executivo e não através de um DELMANTO JÚNIOR. sendo dela dependente). deverá ser aferida a ocorrência do perigo concreto que a manutenção da liberdade do acusado representa para a instrução processual ou para a futura aplicação da lei penal (seus requisitos)8. acessoriedade (a medida cautelar segue a sorte da principal. p. 8 . a aplicação da lei penal). excepcionalidade (é uma medida de exceção. 2. rev. de 14 de novembro de 1989. surgiu da conversão da Medida Provisória 111. com o intuito de regularizar a anterior “prisão para averiguação”. uma vez que busca-se sempre o fim. Segundo Elmir DUCLERC. 2001. ed. e ampl. PRISÃO TEMPORÁRIA A prisão temporária. Rio de Janeiro: Renovar. Roberto. quando não mais existirem meios para se resguardar o bom andamento policial. bastando apenas que desapareçam os motivos que a legitimam).960/89. conveniência da instrução criminal e garantia da futura aplicação da lei penal.5 garantia da ordem pública. Por fim. uma vez que só é cabível a sua decretação. provisoriedade (a medida cautelar dura enquanto não for proferida a medida principal). no decorrer da fase policial. em seguida. 84. a instrumentalidade (a medida cautelar serve de apoio para a medida principal. senão vejamos: primeiro hão de ser constatadas a materialidade do delito e a existência de graves indícios de sua autoria (que são pressupostos da prisão cautelar). prevista na Lei 7. É uma espécie de prisão provisória. vale destacar que as medidas cautelares são permeadas por princípios basilares. provisionalidade (pode ser revogada a qualquer tempo. As modalidades de prisão provisória e seu prazo de duração. ou seja. sem mesmo o início da ação penal. no caso da temporária e processual. É neste sentido as palavras de Roberto DELMANTO JÚNIOR. no caso da preventiva. tais como a jurisdicionalidade (somente poderá ser decretada por decisão judicial devidamente fundamentada da autoridade competente). garantia da ordem econômica.

e seus §§ 1° e 2°). ou seja.889/56). caput.quadrilha ou bando (artigo 288). não permitindo-se que o Estado utilize a prisão para investigar. de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: . 15 ed.seqüestro ou cárcere privado (artigo 148. . quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade. é inconstitucional. e seu § 2°). Elmir. e § único). .atentado violento ao pudor (artigo 214. uma vez que expressa uma das hipóteses citadas no inciso I.492/76).homicídio doloso (artigo 121. Rio de Janeiro: Lúmen Iuris. DUCLERC. . e § único). o inciso II é extremamente redundante.tráfico de drogas (12 da Lei 6368/76.atual.extorsão mediante seqüestro (artigo 159. § 1°).extorsão (artigo 158. 10 9 . cit.estupro (artigo 213.roubo (artigo 157. . caput. Uma das discussões na doutrina em relação ao artigo acima mencionado é saber se é necessário ou não a presença dos três incisos para se decretar a prisão temporária. em qualquer de suas formas típicas. . caput. . caput. caput. No entendimento de Eugênio Pacelli de OLIVEIRA. todos do Código Penal. e seus §§ 1°.envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (artigo 270. grifos nossos. e sua combinação com o artigo 223. Direito Processual Penal. de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal. 714. Op.rapto violento (artigo 219. . responsável pela criação de Leis.crimes contra o sistema financeiro (Lei 7.6 ato do Poder Legislativo.genocídio (artigos 1°. quando imprescindível para as investigações criminais. como bem salienta o autor.epidemia com resultado de morte (artigo 267. . combinado com o artigo 285). caput. e seus §§ 1°. porém. caput. 2° e 3°). . 2° e 3° da Lei 2. quando houver fundadas razões. Ver. caput.. e seus §§ 1° e 2°). essa tese “jamais foi acolhida pela jurisprudência pátria”. RANGEL. e § único). ou seja. . . e sua combinação com o artigo 223. caput. e sua combinação com o artigo 223. e ampl. Paulo. caput. 2° e 3°). 2008. 172-173. caput. atualizada com o artigo 33 da Lei 11. p. .10 O artigo 1° da Lei menciona as hipóteses em que a Prisão Temporária é cabível. primeiro prender para depois investigar se o indiciado é autor do delito.9 Paulo RANGEL acredita que a prisão temporária é inconstitucional pelo fato de vivermos no Estado Democrático de Direito. . p.343/2006).

14 Idem. as investigações serão evidentemente prejudicadas”. estivesse presente também um dos requisitos dos incisos I e II”. que pode ser decretada de ofício pelo juiz. É nesse sentido o entendimento do doutrinador Eugênio Pacelli de OLIVEIRA ao mencionar que a prisão temporária justamente surgiu com a complexidade das investigações de determinadas infrações penais. a prisão temporária apenas será decretada mediante representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público. Processo Penal Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais. Op. 336. 5.. é necessário a presença dos requisitos cautelares. em crimes graves e nos casos que é ignorada a residência e a identidade do acusado. 12 FERNANDES. cit. 7.13 Assim. 2007. 445.12 Na apreciação do artigo. 15 FERNANDES. E ampl. seguindo as idéias de Eugênio Pacelli de OLIVEIRA. o fumus comissi delicti está presente no inciso III do artigo 1° da Lei da Prisão Temporária e o periculum libertatis está presente nos dois incisos anteriores. 11 .rev. “seria possível a medida constritiva quando. Belo Horizonte: Del Rey. ou seja. Para o doutrinador Antonio Sacarance FERNANDES. rev. ed.960/8914.. Atual. atual. p.337. E segue as suas palavras: “se nada se sabe acerca da real identidade do indiciado ou não se tem notícia de seu endereço. 13 OLIVEIRA. Eugênio Pacelli de. p. Curso de Processo Penal.ed. não podendo o magistrado assumir o papel de acusador ou até mesmo de investigador. Antonio Scarance. Antonio Scarance. isso ocorre pelo fato de se destinar única e exclusivamente à tutela das investigações policiais. cit.11 Para o doutrinador Antonio Scarance FERNANDES. verificamos que a prisão temporária apenas é decretada em situações especiais. Eugênio Pacelli de. 446. para se decretar a prisão temporária. OLIVEIRA. Op. p. e as hipóteses dos incisos I e III do artigo 1° da lei 7. E ampl. mais gravemente apenadas. preenchido o requisito do inciso III. p. indícios de autoria e prova da materialidade. quando entender presentes os seus pressupostos e fundamentos.7 no qual se afirma a necessidade da prisão temporária com fundamento na imprescindibilidade da investigação policial. 2007.15 Diferentemente da prisão preventiva. nos incisos I e II da referida Lei.

segundo inc. em regra. limitar-se a autoridade a dizer que a prisão temporária é imprescindível para as investigações do inquérito policial conforme inciso I do art. Sendo tal fundamentação somente possível se o Delegado de Polícia ou o membro do Ministério Público indicar os motivos pelos quais se requer a prisão. assim.16 Tanto na prisão preventiva quanto na prisão temporária. é de 5 dias. IX. mas teve em mente apenas a gravidade. CF/1988 que o juiz explicite o seu convencimento quanto à necessidade da decretação da prisão temporária. . porém. senão vejamos: A Lei “hedionda” fere. evidentemente. ou a “hediondez” de ditos crimes. trata do seu prazo de duração.. a sua maior ou menor complexidade. em que. somente em face de representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público”. a demandar mais tempo e trabalho na investigação.072/90). § 4°. Elmir DUCLERC sustenta a sua inconstitucionalidade. p. Criou-se. em casos de extrema necessidade. cit. O artigo 2° da referida Lei. por PRESUNÇÃO constitucional. inc. que. Paulo. p. como deveria. pela redação do artigo 2°. pelo juiz. pois possui prazo determinado. não sendo satisfatório. ex officio. num momento em que todos (acusados de um e de outros crimes) são IGUALMENTE INOCENTES. isto é. e não até quando persistirem os pressupostos e fundamentos. ou que o indiciado não possui residência fixa ou que não forneceu elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade. da Lei. considerado aprioristicamente. 93. no particular os princípios da isonomia e da presunção de inocência combinados. o legislador não levou em conta. DUCLERC.. Op. pois. segundo o artigo 2°. 179-180. Elmir. pois ao aumentar o tempo de prisão temporária para determinados delitos. é imposição constitucional do art. cit.8 Segundo o entendimento do professor Paulo RANGEL. 720-721. II da Lei. Op. caput. prorrogáveis por mais 5 dias. “a prisão temporária só poderá ser decretada por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária. um sistema diferenciado de prisões temporárias baseado apenas na gravidade do fato. exceto nos casos de crimes hediondos (Lei 8. tal prazo será de 30 dias prorrogáveis por mais 30 dias.17 16 17 RANGEL. 1°. Em relação ao prazo de 30 dias prorrogáveis por mais 30 dias auferido aos crimes hediondos. não poderá ser decretada. Essa é uma das diferenças em relação à prisão preventiva.

“prisão preventiva é aquela medida restritiva da liberdade determinada pelo Juiz.20 Idem. TOURINHO FILHO. cabe impetrar habeas corpus contra o magistrado que decretar a prisão e da decisão que denega o pedido de prisão temporária. 10. Com as idéias acima expostas. Aury.960/89. o acusado deverá ser posto imediatamente em liberdade. 627. tem-se admitido o recurso em sentido estrito. Op. São Paulo: Saraiva. ou seja. decorrido o prazo de duração da prisão temporária. PRISÃO PREVENTIVA A prisão preventiva é uma espécie do gênero medida cautelar e encontra-se expressamente disposta no Capítulo III. p. ou econômica. podemos concluir que a prisão temporária é extremamente inconstitucional. 10 ed. 2008. e atual. v. sendo para Aury LOPES JÚNIOR. 3. uma vez que tal prisão ocorre antes mesmo do início do processo penal. Para Elmir DUCLERC. seja para preservar a ordem pública. uma vez que o legislador não previu qualquer espécie de recurso cabível contra decisão que defere ou denega a prisão temporária. seja para garantir eventual execução da pena. § 7° da Lei 7. não podendo sequer ser chamado o sujeito passivo desta medida de acusado. pelo fato de violar o princípio da presunção de inocência. em qualquer fase do inquérito ou da instrução criminal. 30 ou 60 dias. uma vez que a investigações policiais ainda não se encerraram. 18 Na prática.. Fernando da Costa. p.9 Seguindo o artigo 2°. como medida cautelar. 199. artigos 311 à 316 do Código de Processo Penal. seja por conveniência da instrução criminal”. houve também violação ao princípio do duplo grau de jurisdição.19 Atualmente a prisão preventiva é a principal modalidade de prisão cautelar existente no nosso ordenamento jurídico. 19 18 . “a espinha dorsal de todo sistema cautelar”. Processo Penal. rev. cit. salvo se tiver sido decretada a sua prisão preventiva. 5. 5. Conforme entendimento do professor Fernando da Costa TOURINHO FILHO. 20 LOPES JÚNIOR.

10 No Brasil. da ordem econômica. ou destruir evidências materiais do crime. cit. 184. tais como a garantia da ordem pública e a ordem econômica. uma vez que não visa apenas assegurar o acusado para uma futura aplicação da lei penal. p. legalmente. ou mediante representação da autoridade policial. . com segurança. cit. A decretação da prisão preventiva com fundamento na conveniência da instrução criminal. em 1822. Ademais. a prisão preventiva surgiu. aliciando testemunhas falsas. os elementos de convicção de que necessitará para o desate do litígio penal. Porém. 630. TOURINHO FILHO.21 É nesse sentido o entendimento de Fernando da Costa TOURINHO FILHO: Se o indiciado ou réu estiver subordinando quaisquer pessoas que possam depor contra ele. mas existem também fundamentos que visam a defesa social. ela pode ser decretada pelo juiz. podemos perceber que a prisão cautelar permanece até os dias de hoje em nosso ordenamento jurídico. uma vez que. p. Fernando da Costa. por conveniência da instrução criminal e para a aplicação da lei penal. de contrário. com a proclamação da Independência. o Juiz não poderá colher. Op. é evidente que a medida será necessária. de ofício. Op. é cabível quando surge alguma evidência de que o réu está a ameaçar testemunhas. Sendo assim. negando-se o princípio da presunção de inocência.. mesmo que sofrendo enormes críticas. se estiver subordinando quaisquer pessoas que possam levar ao conhecimento do Juiz elementos úteis ao esclarecimento do fato.22 Em relação à aplicação da lei penal. O artigo 312 do Código de Processo Penal autoriza a decretação da prisão preventiva visando a garantia da ordem pública. sob pena de se ferir preceitos constitucionais das garantias individuais.. Elmir. a requerimento do Ministério Público ou do querelante. é preciso restringir sua utilização aos casos extremos. Elmir DUCLERC menciona que a prisão preventiva deverá ser aplicada quando houver fuga ou uma suspeita razoável de que o 21 22 DUCLERC. para Elmir DUCLERC. é necessário que essa preservação à instrução seja revelada por fatos concretos e não em meras suposições. peitando peritos. ameaçando vítima ou testemunhas. Segundo o artigo 311 do Código de Processo Penal.

Op.. a aplicação da lei penal e a garantia da instrução criminal são requisitos estritamente instrumentais. o que ocorrerá. peritos ou o próprio ofendido.. Assim. funcionando como medida cautelar para a garantia da efetividade do processo principal (a ação penal)24. tentando escapar à ação dos órgãos da persecução penal. não há que se falar em instrumentalidade em relação aos requisitos garantia da ordem pública e ordem econômica. visam única e exclusivamente a proteção do bom desenrolar do processo penal.). Eugênio Pacelli de OLIVEIRA assegura que “As prisões preventivas por conveniência da instrução criminal e também para assegurar a aplicação da lei penal são evidentemente instrumentais. quando o acusado. que proíbe toda e qualquer antecipação da pena. por exemplo. como bem destacado pelos autores acima citados. 434-435. p. assim. uma vez que a sociedade não se sentiria segura com a liberdade dos agentes que causam a intranqüilidade e o seu desassossego. OLIVEIRA. 26 TOURINHO FILHO.23 Em relação à instrução criminal e a aplicação da lei penal. estiver intimidando testemunhas. A prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal contempla as hipóteses em que haja risco real de fuga do acusado e.11 acusado ou indiciado vá fugir. cit. p.. ou ainda provocando qualquer incidente do qual resulte prejuízo manifesto para a instrução criminal (. Elmir. . porquanto se dirigem diretamente à tutela do processo. 25 Ibidem. Eugênio Pacelli de. 185. p. cit. mas o bem estar social. p. pois não visam o processo em si. 632. risco de 25 não aplicação da lei na hipótese de decisão condenatória .. 434. Fernando da Costa. cit. Op.. E continua: Por conveniência da instrução criminal há de se entender a prisão decretada em razão de perturbação ao regular andamento do processo. portanto. Por outro lado. pelo fato de serem extremamente vagos e imprecisos. ou qualquer outra pessoa em seu nome.26 23 24 DUCLERC. ou seja. fere o princípio da inocência. Fernando da Costa TOURINHO FILHO menciona que os requisitos ordem pública e ordem econômica estão muito distantes dos fins do processo. Op. decretar uma prisão com fundamento numa dessas circunstâncias.

Roberto. 608. Porém. No entendimento de Guilherme de Souza NUCCI. p. Op. haverá perturbação da ordem pública . Op. se estiver fazendo apologia de crime. 30 NUCCI. rev. sem que se consiga surpreendê-lo em estado de flagrância. ed. Guilherme de Souza. em liberdade e sujeito aos mesmos estímulos. a prisão preventiva com fundamento na garantia da ordem pública pode ser decretada quando estiver presente o binômio gravidade da infração mais repercussão geral.cit. sobretudo.27 Atualmente. ou se reunindo em 29 quadrilha ou bando. nos casos que abalam a sociedade30. 31 LOPES JÚNIOR. “quando se mantém uma pessoa presa em nome da ordem pública. ainda. está se atendendo não ao processo penal. 5. p.. Aury. diante da reiteração de delitos e o risco de novas práticas. cit. p. a segunda de que.31 Brilhantes são as palavras de Fernando da Costa TOURINHO FILHO a respeito da prisão preventiva com fundamento na ordem pública. 29 TOURINHO FILHO.. Op. tal atitude. São Paulo: Revista dos Tribunais. e ampl.12 Aury LOPES JÚNIOR menciona que as prisões preventivas para garantia da ordem pública ou da ordem econômica são substancialmente inconstitucionais. p. ou incitando ao crime. cit. envidará esforços para consumar o 28 delito tentado . Segundo Aury LOPES JÚNIOR. senão vejamos: Ibidem.. DELMANTO JÚNIOR. p. em dupla presunção: a primeira. os nossos tribunais estão utilizando o requisito garantia da ordem pública para embasar a decretação da prisão preventiva a fim de se evitar a prática reiterada de crimes. praticará outro crime ou. 214. Fernando da Costa. completamente alheia ao objeto e fundamento do processo penal”. de que o imputado realmente cometeu um delito. a tranqüilidade no meio social. Código de Processo Penal Comentado. mas sim a uma função de polícia de Estado. uma vez que não visam os fins do processo penal. é a paz. 2006. Nas palavras de Fernando da Costa TOURINHO FILHO: Ordem Pública. se o indiciado ou réu estiver cometendo novas infrações penais. 423. 28 27 . senão vejamos com as palavras de Roberto DELMANTO JÚNIOR: não há como negar que a decretação da prisão preventiva com o fundamento de que o acusado poderá cometer novos delitos baseia-se. ou seja. 214. confronta diretamente com o princípio da inocência. 179. enfim.. atual. Assim.

Desembargador Relator Marques Cury. por si sós. O réu é condenado antes de ser julgado. por ser norma TOURINHO FILHO. quando esta se reveste dos elementos necessários e devidamente fundamentados na garantia de ordem pública. DJU 15.5ª Turma.93.RHC 2434/PB . elemento de fato. p. Num país pobre como o nosso. REQUISITO PRESENTE. cit. bons antecedentes. nesses casos. não passará de uma execução sumária.33 Para o autor. o autor destaca que “é o resultado da influência do modelo neoliberal e seria risível se não fosse realidade.13 Na maior parte das vezes. o anátema cruel da prisão injusta ficará indelével para ele. mas sim deveriam estar tuteladas e protegidas pelo direito administrativo. não constituem motivo bastante para ilidirem o decreto da medida preventiva. Processo 05144525-1. é o próprio Juiz o Órgão do Ministério Público que. E se for absolvido? Ainda que haja alguma indenização. emprego e residência fixa. Decisão dessa natureza é eminentemente bastarda. p. POSSUIR BONS ANTECEDENTES E RESIDÊNCIA FIXA. malferindo a Constituição da República. não é a prisão preventiva o principal instrumento para sancionar tais ações. IRRELEVÂNCIA. 629. podendo haver percepções distintas entre os aplicadores de tal medida.asp?Sequencial=3&TotalAcordaos=101 &Historico=1&AcordaoJuris=733701 33 32 . como verdadeiros “sismógrafos”. mensuram e valoram a conduta criminosa proclamando a necessidade de “garantir a ordem pública”. no caso os magistrados. DECISÃO BASEADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. ORDEM DENEGADA. "I . 34 Idem. CONSTRANGIMENTO ILEGAL INOCORRENTE. Min. Op.32 Em relação à garantia da ordem econômica. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. com restrições comerciais. 35 Acórdão 6859. Disponível em: http://www." (STJ . da Lei 11. ALEGAÇÃO DE SER PRIMÁRIO.pr. senão vejamos: HABEAS CORPUS. 44.br/consultas/jurisprudencia/JurisprudenciaDetalhes. rel. com penas às pessoas jurídicas. 3° Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná.. absolutamente nenhum. E a prisão preventiva. Ibidem.gov. na conveniência da instrução criminal e na aplicação da lei penal. sem nenhum. INSURGÊNCIA QUANTO AO INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA.34 Outra celeuma em relação aos requisitos autorizadores da prisão preventiva é o fato de serem extremamente subjetivos. 218. ter uma prisão preventiva para tutelar o capital especulativo envergonha o processo penal”. tudo ao sabor de preconceitos e da maior ou menor sensibilidade desses operadores da Justiça. 1693). "As circunstâncias de primariedade.343/2006.tj. Fernando da Costa. Tal fato pode ser melhor explicado com as palavras do Desembargador Marques CURY35.A vedação da liberdade provisória a que se refere o art. INTELIGÊNCIA DO ATUAL POSICIONAMENTO DOS TRIBUNAIS SUPERIORES VEDANDO A BENESSE DA LIBERDADE PROVISÓRIA.02. Cid Flaquer Scartezzini. p. sua família e o círculo da sua amizade.

estará exposto aos mesmos sentimentos dos populares desencarcerados. atenta diretamente contra o princípio da legalidade. Maria Ignez Lanzellotti Baldez. Há entendimentos doutrinários que associam a decretação da prisão preventiva baseada na ordem pública para salvaguardar a integridade física do próprio acusado.37 Ademais. José Laurindo de.Ordem denegada.. como bem salienta Elmir DUCLERC. o primeiro é de que não é o Estado quem deve decidir sobre o que é mais conveniente para a preservação da integridade do acusado. tornando legítimas decisões injustas e ilegais .A garantia da ordem pública é fundamento que não guarda relação direta com o processo no qual a prisão preventiva é decretada. É exatamente nesse conceito de conteúdo ideológico que se verifica a possibilidade do exercício arbitrário das prisões. Segundo Maria Ignez Lanzellotti Badez KATO.. “deverá o indiciado ser tratado KATO. 2003. 36 . Curitiba: Juruá. “o argumento para a prisão chega ser cínico”. II . analisando as decisões que decretam ou mantém a prisão preventiva. p. muito bem salientado pelo autor.j. Elmir. O autor destaca dois motivos para tal alegação. tal fato só é possível se houver sentença condenatória irrecorrível em desfavor do sentenciado38. vago e amplo. diga-se de passagem. geralmente em crimes bizarros. verifica-se que uma grande parte dos magistrados embasa suas decisões na “reincidência” dos acusados. cit. No entendimento do autor José Armando da COSTA. (. uma vez que. o requisito ordem pública. senão vejamos: A prisão como garantia da ordem pública rompe com o princípio da legalidade. p. dependendo a sua avaliação do prudente arbítrio do magistrado. em liberdade. Pensase assim para evitar as ameaças que. pelo seu conceito indefinido.) IV . mas sim o próprio acusado. os acusados irão sofrer por parte dos familiares das vítimas e até mesmo por parte de populares.464/07. é que não basta o encarceramento para se garantir a integridade do acusado. p. como por exemplo no caso da Isabela Nardoni. não foi revogada por diploma legal de caráter geral. 175. Processo Penal: Sistema e Princípios. A (Des) Razão da Prisão Provisória. Op.1ª Turma . a Lei 11.. Para José Laurindo de SOUZA NETTO. O segundo motivo. 38 SOUZA NETTO. 117." (STF . qual seja. subjetivo. tal corrente não há como prosperar. 2005.Min. 37 DUCLERC. Porém.14 de caráter especial. Rio de Janeiro: Lumen Iuris.HC 93000/MG . uma vez que lá dentro. Ricardo Lewandowski . em desrespeito 36 aos direitos fundamentais. 186. 01/04/08).

Disponível em: http://www. Assim. 1989. apenas presentes os indícios de autoria e prova da existência do crime. III. NECESSIDADE DA PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. 05. PRESENTES OS PRESSUPOSTOS DO ART. em denegar a presente ordem de habeas corpus. Acórdão 22651. CTB) AMBOS APENADOS COM DETENÇÃO. Atualmente. PRÁTICA REITERADA DE DELITOS. ORDEM DENEGADA . I. Tal alegação pode ser comprovada através do acórdão 22651 do Desembargador Relator Mario Helton JORGE. 306. São Paulo: Saraiva. mas baseando-se no princípio do bis in idem. do CPP. p. cit. José Armando da.. Trata-se de (absurdo) exercício de vidência por parte dos julgadores”.br/consultas/jurisprudencia/JurisprudenciaDetalhes. verifica-se que Desembargadores aplicam a reincidência para se manter a prisão preventiva. HABEAS CORPUS.asp?Sequencial=15&Total Acordaos=31&Historico=1&AcordaoJuris=651488 41 LOPES JÚNIOR. III. c/c art.A prisão preventiva do paciente está devidamente fundamentada tendo em vista que o paciente é reincidente na prática de crimes dolosos (art. EMENTA: PROCESSO PENAL. Desembargador Relator Mario Helton Jorge. PRISÃO EM FLAGRANTE CRIMES DE AMEAÇA (ART. CP) E EMBRIAGUEZ AO VOLANTE (ART. 40 . Estrutura Jurídica da Liberdade Provisória. 64. Aury. “é inadmissível a prisão preventiva sob o argumento de “perigo de reiteração” de condutas criminosas. PACIENTE REINCIDENTE NA PRÁTICA DE CRIME DOLOSO. 1° Câmara Criminal da Comarca de Santo Antonio da Platina/PR. pelo fato de ainda não estar formado o juízo da culpa.gov. muito menos em suas futuras decretações de prisão preventiva. 147.41 E o autor continua: “Além de ser um diagnóstico absolutamente impossível de ser feito (salvo para os casos de vidência e bola de cristal). à unanimidade de votos. 214. Op.39 Data vênia ao pensamento dos autores José Laurindo de Souza Netto e José Armando da Costa. uma pessoa não pode ser punida mais de uma vez pelo mesmo fato. ainda nos Tribunais. seus antecedentes criminais não podem influenciar em suas futuras condenações. do CPP.15 como inocente. Segundo Aury LOPES JÚNIOR. da 1° Câmara Criminal da Comarca de Santo Antônio da Platina: DECISÃO: ACORDAM os membros integrantes da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. 313. condição essa que somente poderá ser perdida quando ressurta em seu desfavor sentença penal condenatória de que não mais caiba recurso”. é flagrantemente inconstitucional.tj. p. Processo 0466068-2. 313. pois a única presunção que a 39 COSTA.pr. do Código Penal) e pela constatação da prática reiterada de delitos. representando perigo à ordem pública40.

quando a lei admitir a liberdade provisória. conforme anteriormente salientado. são baseados principalmente em presunções e não em um juízo de certeza. em seu artigo 5°. uma vez que permitem decisões apenas baseadas em aspectos pessoais e subjetivos. . uma vez que conceito de ordem pública ou extrema necessidade pode ser interpretado de diversas formas. seus institutos das prisões cautelares. reza que “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. violando desta maneira um princípio inerente a todos os seres humanos. inciso LIV. verifica-se a imensa discricionariedade que tais institutos garantem aos magistrados. Ademais. uma vez que. uma vez que. constata-se que o processo penal. quebrando e maculando algumas máximas da nossa carta magna. sendo portanto levado em consideração os pensamentos e valores pessoais do julgador. Por fim. CONCLUSÃO Com as alegações acima referidas podemos verificar que a prisão preventiva e a prisão temporária afrontam diretamente contra a Constituição da República de 1988. apesar das mudanças que já sofreu. o da presunção de inocência ou in dúbio pro reo. ainda não é o meio mais adequado para se garantir os direitos fundamentais previstos na Constituição da República. o inciso LVII reza que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória” e o inciso LXVI reza que “ninguém será levado à prisão ou nela mantido. com ou sem fiança”.16 Constituição permite é a de inocência e ela permanece intacta em relação a fatos futuros”. conforme mencionado.

OLIVEIRA. Maria Ignez Lanzellotti Baldez. Rio de Janeiro: Lumen Iuris. e ampl.. Rio de Janeiro: Lumen Iuris. 1° Câmara Criminal da Comarca de Santo Antonio da Platina/PR. Antonio Scarance. 2001. Curitiba: Juruá. 2003. RANGEL. Processo 05144525-1.br/consultas/jurisprudencia/JurisprudenciaDetalhes. NUCCI. 1999. Paulo. Disponível em: http://www. ed.br/consultas/jurisprudencia/JurisprudenciaDetalhes. e ampl. atual. Estrutura Jurídica da Liberdade Provisória. Dramas. Desembargador Relator Mario Helton Jorge. ed. rev. Aury.ed. 2. ampl. rev. 5. FOUCAULT. 2006. 15 ed. As modalidades de prisão provisória e seu prazo de duração. FERNANDES. ed. 5. Belo Horizonte: Lumen Juris. Traduzido por Raquel Ramalhete. CRUZ. Roberto. Processo Penal: Sistema e Princípios. Rio de Janeiro: Lumen Iuris. 3° Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná. 10.gov.pr. Guilherme de Souza. José Armando da. ed. 2008. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais.tj. Código de Processo Penal Comentado. Prisão Cautelar. atual. . ed. Processo Penal Constitucional. Curso de Processo Penal. atual e ampl. A (Des) Razão da Prisão Provisória. Vigiar e Punir: História da Violência nas Prisões. 2006. KATO. rev. SOUZA NETTO. rev. DELMANTO JUNIOR. Princípios e Alternativas. 2005. Introdução Crítica ao Processo Penal. LOPES JÚNIOR. Direito Processual Penal. Michel. São Paulo: Saraiva.gov. Rio de Janeiro: Renovar. 2008. 1989. atual. Processo 0466068-2.17 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. atual.asp?Sequenci al=3&TotalAcordaos=101&Historico=1&AcordaoJuris=733701 COSTA. Petrópolis: Vozes. Disponível em: http://www.tj.pr. 4. 2007. Rogério Schietti Machado. Desembargador Relator Marques Cury. Acórdão 22651. 21. 2006. São Paulo: Revista dos Tribunais. Rio de Janeiro: Lumen Júris. José Laurindo de. rev.asp?Sequenci al=15&TotalAcordaos=31&Historico=1&AcordaoJuris=651488 Acórdão 6859. Eugênio Pacelli de.

Miguel Tedesco.10 ed.18 TOURINHO FILHO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. WEDY. e atual. 2008. Teoria Geral da Prisão Cautelar e Estigmatização. Fernando da Costa. São Paulo: Saraiva. Processo Penal. rev. 2006. .