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O impacto do Brasil sem Miséria no Trabalho Infantil
— registrado em: Políticas Públicas, Trabalho Infantil por Auçuba - Comunicação e Educação — 15/06/2011 12:40

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A ANDI mostra quais ações do plano que acaba de ser anunciado pelo governo federal podem ser ferramentas efetivas no combate ao trabalho infantil e quais são os passos que podem ser dados neste sentido, segundo especialistas e representantes do governo e de entidades.

por ANDI, organização integrante da Rede ANDI Brasil no Distrito Federal

O governo federal lançou o Plano Brasil sem Miséria no dia 2 de junho. Anunciada como a principal iniciativa do poder executivo brasileiro na área social, o foco de atuação são os 16 milhões de brasileiros cuja renda familiar per capita é inferior a R$ 70 mensais, pessoas que vivem na extrema pobreza.

O plano amplia uma série de programas sociais já existentes do governo como Bolsa Família, o Brasil Alfabetizado, o Saúde da Família, o Mais Educação e a Rede Cegonha e cria novas iniciativas. Mas, a questão que fica é: como esse programa pode coibir um dos mais persistentes traços da pobreza no Brasil, o trabalho infantil?

mesmo no cenário anterior – com o benefício restrito a até três crianças –.3 milhão de crianças e adolescentes com essa ampliação. na mesma família. uma vez que.2 mil crianças e adolescentes no trabalho infantil em 3. futuramente. . o Cadastro Único do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)– que gerencia as ações do Brasil Sem Miséria – tinha 817.534 municípios. Busca Ativa Até maio de 2011. Mas já em sua apresentação. nada muda. nafiscalização de seus resultados. A ANDI levantou algumas ações mais destacadas entre os projetos do plano do governo federal e aponta alguns dados e fontes que podem ajudar nainvestigação das possibilidades do Brasil Sem Miséria e. certamente ainda há muito a se definir. que podem receber o Bolsa Família. mas é provável que o impacto econômico da ampliação do benefício para a família com mais de três filhos. Contudo. o número não impacta consideravelmente no acesso das crianças destas famílias naescola. todos os filhos das famílias beneficiadas já eram obrigados a freqüentar a escola regularmente. estimule ainda mais a diminuição do trabalho infantil entre os cadastrados no Bolsa Família‖.Como o programa ainda é recente. o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome não sabe precisar o exato impacto de programas como o Bolsa Família naredução do trabalho infantil. o Plano Brasil Sem Miséria anuncia o combate ao Trabalho Infantil como uma de suas principais frentes de serviço. O MDS estima que serão beneficiados mais 1. diz o diretor do Departamento de Condicionalidades da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc) do MDS. Bolsa Família ampliado Uma das principais medidas do Plano Brasil Sem Miséria é ampliar a quantidade máxima de três para cinco crianças de até 15 anos. Apesar de ajudar as famílias que têm mais de quatro filhos. Daniel Ximenes. ―Em relação às contrapartidas educacionais.

A secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. Desempenho educacional O MDS tem indicadores de melhoria do desempenho educacional dos beneficiados pelo Bolsa Família. Em parceria com estados e municípios. o governo terá uma postura mais proativa e. Uma das contrapartidas do programa é quecrianças ou adolescentes de 6 a 15 anos possuam matrícula e frequência escolar mínima de 85%. afirma. Para envolver os responsáveis pelos programas sociais nos estados e municípios. "A Busca ativa é que sempre defendemos. A meta é incluir no Cadastro Único as famílias que vivem fora da rede de proteção social. O governo federal irá mapear a pobreza no país. ao invés de convidar as pessoas para se cadastrar nos programas de transferência de renda.A questão é saber como identificar os cerca de 3. irá identificar as famílias que precisam do benefício e convidá-las a participar das ações do plano. Isa Oliveira. A PesquisaNacional por Amostra de Domicílios de 2009 (PNAD) registra uma . Com esses dados nas mãos. Para os adolescentes de 16 e 17 anos de idade.4 milhões de crianças em situação de trabalho infantil que não estão no cadastro único do MDS. Uma das principais estratégias do Plano Brasil Sem Miséria nesse sentido é a chamada Busca Ativa. aponta que a falta de preenchimento do campo 270 (que diz respeito a situação de trabalho infantil) no formulário de Cadastro Único é um dos indicativos da perda de foco na erradicação do Trabalho Infantil. cruzamento de cadastros e envolvimento e qualificação dos gestores públicos no atendimento à população extremamente pobre. afirma que a a Busca Ativa pode contribuir para que se resgate o foco de uma política pública de prevenção e erradicação do trabalho infantil no Brasil. assim como a cobrança de condicionalidades e a obtenção de dados sobre o atendimento e o efetivo enfrentamento à situação. prejudicando a ação do Poder Público contra o problema. a matrícula e a frequência escolar mínima devem ser de 75%. no entanto. pretende-se identificar e incluir no Bolsa Família mais 800 mil famílias nos programas sociais. A secretária. o Ministério do Desenvolvimento Social pretende realizar mutirões e campanhas de busca. num curto espaço de tempo. é responsabilidade do Estado".

público-alvo do Bolsa Família. O último levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2009).287).4% 11.3% 7. se concentram também o maior número de crianças e adolescentes (até 17 anos) em extrema miséria – Nordeste (4.Prof.19 milhões).55 milhões) e Norte (1.2 milhões de brasileiros.2% dos beneficiários do Bolsa Família abandonam os estudos. No ensino médio. mostra que 4. a média nacional é 14. o Ministério da Educação (MEC) mostra que 3.6% dos alunos do ensino fundamental beneficiados pelo Bolsa Família deixam a escola.3%.Percentual de pessoas ocupadas / Brasil Ano 1992 2002 2009 5 a 17 anos 19.7% 0. A médianacional de abandono é de 4. estavam trabalhando em 2009.Direito Penal .4% Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Resumão .8% 27. Ao cruzar dados do Educacenso com os de beneficiários do programa. O que deve ser levantado é: o que pode ser feito de agora em diante? .588.6% 5 a 9 anos 3. Nas mesmas regiões. Os dados da PNAD.6% 9. entre 5 e 17 anos. Os índices mais altos foram registrados nos estados do Nordeste (1.387) e do Norte (405. Amorim direitosdacrianca.0% 15 a 17 anos 47% 31. ao longo de quase 20 anos comprovam que programas de transferência de renda e políticas como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil têm sido efetivas na redução do contingente de crianças e adolescentes trabalhando. Trabalho Infantil .melhora naescolarização dos 20% mais pobres da população brasileira .7% 1.8%. o impacto é maior enquanto 7.7% 10 a 14 anos 20.6% 12. Números da pobreza extrema e do trabalho infantil É nas regiões com maior números de jovens e crianças na situação de pobreza extrema que se concentram os índices mais elevados de trabalho infantil.