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2º ANO – prof.ª Rosana Aula de 06.02.

2006 CONFLITOS E INSATISFAÇÕES Os conflitos surgem pelo fato de os bens serem limitados e os interesses sobre eles serem ilimitados, em face das múltiplas necessidades do homem. Bem é tudo aquilo que satisfaz as necessidades do homem.As insatisfações das pessoas é que geram os conflitos e são devidas à oposição de outrem à posse de um bem ou mesmo a imposições do direito a essa posse. Os conflitos podem ser resolvidos por iniciativa de uma ou das duas partes envolvidas e até mesmo pela intermediação de uma terceira pessoa. Como modos para se resolver os conflitos temos: a autotutela (ou autodefesa), a autocomposição, a arbitragem, a jurisdição. 1. Autotutela ⇒ É o modo de se resolver um conflito fazendo uso da força. É característica do modo primitivo de resolver os conflitos que surgiam, ante a inexistência de um Estado forte o bastante para garantir a justiça. O homem primitivo resolvia suas questões sobre os bens lançando mão da força bruta. Características da autotutela: a) ausência de juiz distinto das partes e b) imposição da decisão por uma das partes. Hoje, ainda, o Direito admite, excepcionalmente, a resolução de certos conflitos por meio da força, isto é, em alguns casos, ainda admite o uso da força, da autotutela. Entretanto regula os detalhes em tais situações a fim de não ocorrerem excessos, isto é, que a força não seja exagerada.(Ex: a legítima defesa). A autotutela depende de atividade de uma das partes. 2. Autocomposição ⇒ É a forma de resolução de um conflito diretamente pelas duas partes envolvidas, o que pressupõe o acordo, o diálogo, a negociação. A autocomposição como que já aparecera nos sistemas primitivos de resolução de conflitos perdura até hoje. Por ela uma das partes, ou ambas, abrem mão do seu direito ou de parte dele. A autocomposição implica na vontade das partes. São as seguintes as três formas de autocomposição: a) Transação ⇒ Implica em que cada uma delas cede parte de seus interesses sobre determinado bem, ocorrendo, assim, perda para as duas partes, ou seja, a perda é bilateral. As concessões são recíprocas. b) Submissão ⇒ Uma das duas partes abre mão de seu interesse no bem. Diferentemente do que ocorre na transação só uma das partes perde, em benefício da outra. A perda é, portanto, unilateral. c) Desistência ou renúncia ⇒ Bastante parecida com a submissão, ocorrendo apenas quando a parte que cede ou renuncia já estava na posse do bem em litígio. Haverá, como no modo anterior, perda unilateral. Não se chegando à solução de um conflito e para que não se voltar a recorrer à autotutela, surgem duas novas maneiras de resolvê-lo, pressupondo a participação de uma

2 terceira pessoa (o árbitro) na questão: arbitragem e jurisdição, que supõe a participação de um terceiro. 3. Arbitragem ⇒ Decidindo por essa medida, o arbitramento será feito por uma terceira pessoa - o árbitro. De início, a arbitragem teve caráter facultativo, ou seja, dependia da vontade e da aceitação das partes, o que acabava gerando problemas. Na antiguidade a escolha recaía nos sacerdotes ou nos anciãos e as decisões pautavam-se pelos padrões aceitos pela coletividade, pelos costumes. Era uma espécie de juiz antes do legislador. Então, com a interferência do Estado, que passou a se impor e a se encarregar de indicar o árbitro, a arbitragem passou a ser obrigatória. Desse instrumento para resolução de conflitos – a arbitragem – passou-se para a uma nova forma de arbitragem, a jurisdição. Desaparece a fase da justiça privada com sua substituição pela justiça pública. Passa-se assim, na evolução do processo de resolução dos conflitos, a uma nova fase na qual os juízes agem em substituição às partes: a jurisdição (justiça pública). 4. Jurisdição ⇒ Fase em que o próprio Estado passou a ser o árbitro, representado pelo Juiz. (Estado-juiz). Jurisdição é o instrumento por meio do qual os órgãos jurisdicionais atuam para pacificar as pessoas conflitantes, eliminando os conflitos e fazendo cumprir o preceito jurídico pertinente a cada caso que lhes é apresentado em busca de solução, Antes dessa fase do Estado-juiz, ocorreram as fases: a autotutela, a arbitragem facultativa, dentro da autocomposição e a arbitragem obrigatória, onde já surgia o processo. Esta última fase evoluiu para a jurisdição. Evidentemente, a evolução dos instrumentos mencionados, dentro de sua configuração história, apresenta avanços e retrocessos. Dentro dessa evolução, importa considerar que antes de se chamar oficialmente o Estado para resolver a lide (conflito não resolvido por outros instrumentos), o Estado, dentro de sua função pacificadora, oferece a tutela jurídica, isto é, coloca à disposição da sociedade todo o conjunto de normas existentes, em especial o Código Civil, para servir de embasamento à solução extraprocessual dos conflitos. É uma forma indireta de o Estado intervir na resolução de conflitos. Se ainda assim persistir o conflito, chega-se à fase da lide (para o jurista Pontes de Miranda: é o conflito de interesses qualificados para uma pretensão resistida). É a disputa, até então insanável, dos interesses conflitantes. Aula de 09.02.2006 Ocorre, por fim, o recurso para que o Estado, de forma direta, resolva a questão. Surge nessa altura a Jurisdição ou a tutela jurisdicional. Portanto, a tutela jurídica surge ainda durante o conflito e a jurisdição ou tutela jurisdicional surge durante a lide. Equivale a dizer, também, que o Estado oferece elementos na solução do conflito em dois momentos: indiretamente, no primeiro, através da tutela jurídica, quando a solução deve surgir a partir das partes envolvidas ou de um árbitro que elas elejam e, no segundo momento, diretamente, através da tutela jurisdicional (jurisdição), quando o Estado apresenta a solução para a lide, independente da concordância das partes. Então, resumindo, na autotutela e na autocomposição a solução do conflito surge das próprias partes, pela força, na primeira, e pela negociação na outra. Já nas outras duas formas – arbitragem e jurisdição – a solução vem de uma terceira parte, exterior àquelas

3 que conflitam, sendo facultativa na arbitragem e obrigatória na jurisdição, com o Estado arbitrando diretamente nesta última (Estado-juiz). 14.02.2006. PRINCÍPIOS GERAIS DO PROCESSO Princípios são proposições de caráter geral que devem ser observadas pelos sistemas processuais. Cada sistema processual tem uma série de princípios que lhe são específicos além dos princípios gerais (que se aplicam a todos os sistemas processuais). Os princípios gerais São a base de cada sistema. No conjunto de normas do sistema não pode haver norma específica que viole qualquer um dos princípios gerais. Os Princípios gerais do Processo são as regras necessárias à criação, interpretação e aplicação da lei. Eles têm conotações de ordem éticas, sociais e políticas. Existem dois grupos de princípios: os Deontológicos e os Epistemológicos. Entretanto, alguns dos princípios gerais se colocam entre a epistemologia e a deontologia, entre a norma e o valor ético. O primeiro grupo – Deontológicos - reúne princípio voltados à moral, à ética, ao dever ser. Na busca de processo ideal buscado pelo legislador, quatro regras, chamadas de princípios informativos, foram estabelecidas: . 1. Princípio lógico ⇒ estabelece que na elaboração da lei deve-se procurar o caminho mais seguro e mais rápido para resolver-se uma questão; procura-se o caminho mais rápido e mais seguro para o exercício da tutela, para evitar o erro. 2. Princípio jurídico ⇒ Esse princípio do processo é a declaração concreta da lei, pretendendo-se igualdade no processo e justiça na decisão. 3. Princípio político ⇒ É a máxima garantia social dos direitos com o mínimo de esforço individual da liberdade. É o respeito aos direitos do cidadão e é, também, a imposição das obrigações que ele deve cumprir. 4. Princípio econômico ⇒ O processo não pode custar mais que o mais pobre dos brasileiros, que tem acesso ao processo, possa pagar. O processo deve ser acessível a todos, em termos de custo e duração. Os Princípios Epistemológicos: São os que permitem conhecer o processo Se referem ao Direito como ordem normativa.. Princípios epistemológicos: 1. Princípio da Disponibilidade/Indisponibilidade Disponibilidade ⇒ o direito está disponível ao cidadão, que o utilizará ou não, conforme sua vontade. Portanto existe a possibilidade de se pedir, ou não, a tutela de um direito disponível. É quase absoluto no processo civil, exceto quando se trata da prevalência do interesse público sobre o privado. Indisponibilidade ⇒ Conforme a natureza do direito essa liberdade de opção desaparece. Inclusive em relação à pessoa envolvida (menor, por exemplo). A reclamação do direito torna-se obrigatória. É comum a parte envolvida no processo ser o Ministério Público. A Indisponibilidade é característica do processo penal, pois o Estado não tem apenas o direito de punir, mas tem o

4 dever de o fazer. A Disponibilidade está mais no campo do Direito Civil e a Indisponibilidade no campo do Direito Penal. Princípio da iniciativa da parte ⇒ É um complemento do princípio anterior. Se a pessoa pode ou não pedir a tutela do direito ou se ela é obrigada a fazê-lo, cabe a ela a iniciativa do processo. Em certos casos o Ministério Público é a parte e inicia o processo. A propósito dois brocardos do Direito: “ não há juiz sem autor” e “O juiz não agirá por sua iniciativa”. O juiz não conhecerá da tutela sem pedido da parte, ou seja, ele não toma a iniciativa de fornecer a tutela do Estado. Princípio do Impulso Oficial ⇒ Iniciada a relação processual, compete ao juiz cuidar do desenvolvimento do processo até o seu final, com o fim da sua função jurisdicional. A partir da iniciativa da parte, começando o processo, o Estado, pelo Juiz, cuidará de impulsioná-lo até o final. A ele compete, pois, dar andamento ao processo iniciado pela parte (Art. 262, CPC). Princípio do Dispositivo/Inquisitivo ⇒ Princípio Dispositivo: Compete às partes informar os fatos e prová-los, por meio de provas de sua preferência. O juiz depende das provas e das alegações das partes para julgar. No Direito Penal, o processo é indisponível, cabendo ao Ministério Público a iniciativa, que, entretanto, poderá ser assistida pela parte, quando do interesse desta. O Princípio Inquisitivo é chamado de Principio da investigação das provas, que possibilita ao juiz a investigação de provas. Assim, o juiz pode passar de sua posição de mero espectador das alegações e da provas apresentadas (verdade formal) para buscar ou determinar a busca de provas. Princípio da imparcialidade do juiz ⇒ Pela imparcialidade, que deve caracterizar a ação do juiz, ele não pode dar início ao processo nem pode produzir provas. Pode, entretanto e em certos casos, pedir ao Ministério Público a complementação de provas. Por estar entre as partes, mas acima delas é que o juiz pode julgar. Para possibilitar essa imparcialidade, as constituições trazem muitas garantias ao juiz no exercício de suas funções e proíbem os tribunais de exceção, que se contrapõem ao juiz natural constituído constitucionalmente.

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6. Princípio da Igualdade ou Isonomia ⇒ Existem dois tipos de isonomias: a formal e a material. Este princípio refere-se à isonomia material, que consiste em tratar desigualmente os desiguais para conseguir-se compensar as diversas formas de desigualdades. A igualdade prevista na lei pressupõe a igualdade perante o juiz. As partes e seus procuradores devem merecer tratamento igualitário para que suas razões valham em juízo. (Art. 5° da CF). 7. Princípio do contraditório ou da Bilateralidade da audiência ⇒ No processo, o juiz deve sempre ouvir as duas partes. Perante o juiz, as partes não são antagônicas, mas colaboradores necessários à realização da justiça. O direito do contraditório é assegurado pela CF e pressupõe que todos os atos praticados pelo juiz ou por uma das partes sejam conhecidos pela outra parte. Os instrumentos para dar ciência da prática de tais atos são dados pela citação, intimação e da notificação. 8. Princípio da lealdade processual ⇒ No processo, as partes devem agir com lealdade e respeito.(Art. 14, 15 e 18 – CPC). O processo, além de buscar a

5 solução do conflito entre as partes, presta-se, também, à pacificação geral da sociedade e à atuação do direito. Tem ele, pois, inserção no campo sóciopolítico, o que exige que todos os envolvidos se pautem com os deveres da moralidade e da probidade. Aula de 16.02.2006. 9. Princípio da Publicidade ⇒ Os atos processuais são públicos para que haja transparência nos procedimentos até para que eles possam ser fiscalizados. Existem exceções que prevêem privacidade. (Art. 155, CPC). A presença do público nas audiências e a possibilidade de exame dos autos por qualquer pessoa são instrumentos de fiscalização dos atos do juiz e dos promotores e dos advogados que participam do processo. A publicidade dos atos processuais está da direção de garantir a independência, a imparcialidade, a responsabilidade e a autoridade dos julgadores. 10. Princípio da Oralidade ⇒ As provas devem ser produzidas em audiências, portanto oralmente. (Art.336) 11. Princípio da Imediação ⇒ O Juiz é quem colhe pessoalmente as provas de forma direta e imediata. As perguntas são dirigidas pelas partes a ele, que as transmite à testemunha, colhendo de imediato elementos para formação de seus critérios de julgamento. 12. Princípio da Identidade do Juiz ⇒ O juiz que preside a audiência deve julgar a lide. Explica-se pela identidade do Juiz com as circunstâncias da lide. (Art.132). Se, por alguma circunstância, o processo deve receber julgamento de outro juiz, este pode até determinar a repetição de certos atos do processo para formar convicção adequada sobre o assunto. O juiz que presidiu a audiência já colhera elementos para essa convicção. 13. Princípio de Persuasão Racional do Juiz ⇒ A emotividade não deve influir na decisão. O juiz deve ser convencido racionalmente pelas provas (Art.131). O convencimento do juiz, entretanto, deve ser motivado e o juiz não pode desprezar as normas legais existentes, pois seria um juiz arbitrário. Esse princípio prende-se diretamente ao Princípio da Oralidade, no qual o juiz busca nas alegações das partes elementos para seu convencimento racional. 14. Princípio da Economia Processual ⇒ Sempre que possível, fases do processo devem ser eliminadas para economia processual (Art.330 – II). Esse princípio pretende obter o máximo resultado na atuação do direito com o mínimo possível de atividades processuais. Deve haver uma proporcionalidade entre os bens (ainda que não materiais) em disputa e o dispêndio para desenvolver o processo. É indispensável atentar-se para a relação custo-benefício. 15. Princípio da Pluralidade do Grau de Jurisdição ⇒ Refere-se à possibilidade de recursos à instâncias superiores, (jurisdição superior) pretendendo revisão de decisões de jurisdição inferior. Embora existam argumentos contrários à possibilidade de recursos, o grande argumento do princípio é de natureza política: nenhum ato do Estado pode ficar imune aos necessários controles. 16. Principio de Ordem Consecutiva Legal ⇒ O processo tem uma ordem natural de andamento (Art. 262 e ss). A dinâmica do processo deve seguir passos préestabelecidos a fim de que todos os princípios envolvidos sejam adequadamente atendidos.

5. Além disso. A CF . atividade. O Estado é imperativo. poder. a jurisdição é um encargo público dado a um órgão estatal para promover a paz social mediante o direito justo e pelo processo. 2. prejudicando a imparcialidade com que deve julgar. sobretudo sobre o que a outra parte disser. Inércia ⇒ Para resolver a lide. porém não exclusivo Poder Judiciário. buscando cumprir a função do Estado de promover a paz social. juntamente com os Poderes Executivo e Legislativo. Escopo Jurídico de Atuação do Direito ⇒ O Juiz deve aplicar a lei. Como função. Atuação com relação à lide ⇒ A jurisdição só atua quando houver a lide. outras funções como legislar (casos de criação de comarcas) e administrar o seu próprio patrimônio. da norma. o processo estruturado mostra esses três aspectos da jurisdição. dando a ele um só sentido. Ele só inicia a lide nos casos que seus interesses são ameaçados. função e atividade – só transparecem legitimamente por meio do processo adequadamente estruturado. Como poder. Atuação processual ⇒ A jurisdição estatal só pode ser exercida sob a égide dos princípios gerais do processo. Ex: o hábeas corpus pode ser concedido de oficio e a execução penal pode ser instaurada ex oficio. 8. É dentro deles que o Juiz aplica o Direito. função. tendo a partir daí condições de decidir com a adequada aplicação do direito material. Se ele tomasse a iniciativa acabaria “descobrindo” conflitos e perturbando a paz social. ao mesmo tempo. Assim. é a capacidade de o Estado impor. compõe a soberania do Estado. nenhum juiz toma a iniciativa. Jurisdição significa dizer o Direito. Essa definitividade só existe no Poder Judiciário.6 21.2006. recria o fato. 4. a jurisdição é. Especificidade ⇒ O poder da jurisdição é específico. 7. *Substutividade ⇒ O Juiz se coloca no lugar das partes. Existem raras e específicas exceções em que o juiz pode tomar a iniciativa. A jurisdição existe em decorrência da lide. Esses três aspectos da jurisdição – poder. excepcionalmente. exercendo o poder e cumprindo tudo que a lei lhe determina. a norma jurídica (direito material) na resolução da lide. É a sua capacidade de decidir imperativamente e de impor as suas decisões. é o complexo de todos os atos do juiz no processo. Jurisdição ⇒ Como função e monopólio do Estado. poder este que. Ação e Processo. Definitividade ou Coisa julgada (decidida em definitivo) ⇒ A coisa julgada não pode ser modificada. O Estado só age depois de acionado pela parte. É por meio do contraditório que o Juiz chega à verdade. o Poder Judiciário pode exercer. preponderante. 3. Como atividade. Contraditório ⇒ Cada parte tem o direito de se manifestar sobre tudo que surgir no processo.02. Jurisdição Os três instrumentos fundamentais da TGP são: Jurisdição. A tutela da jurisdição tem que ser pedida. 6. A jurisdição é exercida através do Poder Judiciário. ato que não vem do Judiciário. Ex: Impeachment. Características da jurisdição: 1.

Esse juiz já definido é o juiz natural para aquela causa. Indeclinabilidade / Inafastabilidade ⇒ O Estado (por meio do Juiz) não pode se recusar a decidir a lide. independente da sua vontade. como a própria soberania. Não pode. 4. 6. Não pode declinar de sua obrigação de julgar. mas o órgão jurisdicional). A jurisdição. Indelegabilidade ⇒ A jurisdição de que um Juiz é investido é indelegável. se for o caso. . o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. ⇒ Quanto à matéria. nem mesmo qualquer deliberação de um dos membros do Poder Judiciário alterar a distribuição feita pela CF. é una e indivisível. que estão prevista na CF ante a ocorrência de determinados fatos. Não se entenda como tais as justiças especiais. Espécies de Jurisdição: A classificação da jurisdição em espécies não significa a sua divisão. a Eleitoral e a Trabalhista. Princípios inerentes à jurisdição: A jurisdição é pautada por alguns princípios fundamentais que. O cumprimento da decisão do Estado é inevitável. os juízes. à sua jurisdição. uma vez que só o Estado pode fazer essa investidura. por lei. Aderência territorial ⇒ Uma vez que a jurisdição é a soberania. cada juiz só exerce a sua autoridade nos limites do território sujeito. 2. não o faz em seu próprio nome. ele a exerce através de seus agentes. 5. exercendo a sua jurisdição. Como a jurisdição é um monopólio do Estado. que para tanto são investidos no cargo. de antemão. por analogia ou por outro meio qualquer. A jurisdição civil abrange toda a jurisdição não penal. A decisão é imposta às partes às quais só cabe acatá-la. Juiz natural ⇒ Sabe-se. A CF proíbe os chamados tribunais de exceção para julgar crimes de natureza não prevista constitucionalmente ou para julgar determinadas pessoas. mas o faz em nome do Estado.7 estabelece que a lei não prejudicará o direito adquirido. pois neste vigora a soberania nacional do país. O juiz incorpora a jurisdição por meio da investidura. são universalmente reconhecidos: 1. A juiz. o Juiz pode exercer a jurisdição em todo território brasileiro. portanto a lei. com ou sem expressão na própria lei. Ainda que não haja lei destinada à determinada lide. que juiz decidirá a lide. como a Militar. Como os juízes são distribuídos em comarcas ou seções judiciárias. Inevitabilidade ⇒ A decisão do Estado não pode ser descumprida. Existem alguns critérios para essa classificação. (Entenda-se por juiz não a pessoa física do juiz de direito. Todos os juizes que podem decidir uma causa são previamente definidos. Donde a Jurisdição Penal e Jurisdição Civil. b) Civil. Esse princípio emana da própria CF quando proíbe a qualquer um dos Poderes delegar atribuições. Princípio da Investidura ⇒ É o ritual pelo qual o Estado transfere ao Juiz o poder jurisdicional. ele tem que decidi-la. 3. Cada juiz já tem sua competência definida em lei. E o Estado o investiu segundo critérios de escolha próprios. ao objeto: a) Penal.

revisão de decisão inferior). removido de um lugar para outro e a irredutibilidade de vencimentos (Art. 95-III) – que. a) Jurisdição inferior (conhece a lide pela primeira vez. Os tribunais podem eleger seus órgãos diretivos. O Poder Judiciário. ⇒ Quanto aos órgãos: A CF instituiu vários organismos judiciários cada um com sua competência definida. através da elaboração de proposta orçamentária e na gestão das dotações pelos próprios tribunais. falar-se em: a) Comum ⇒ A comum é exercida pela Justiça Estadual e Justiça Federal. a inamovibilidade (Art. Essa autonomia vem da própria separação e da convivência harmônica dos poderes. pois persiste a sistemática de nomeação dos magistrados pelo Poder Executivo com aprovação do Poder Legislativo. 23. desde o seu início). Já a autonomia financeira garante a independência do Poder em relação aos outros Poderes. propor a criação de varas judiciárias.2006 Garantias do Poder Judiciário.02. se o Poder Judiciário tem absoluta independência no desempenho de suas funções. São garantias específicas dos juízes togados. sem seu consentimento. entretanto. e complementam as garantias do Poder Judiciário como um todo. pela Justiça do Trabalho e pela Justiça Militar Estadual. conta com garantias constitucionais. Garantias aos membros do Judiciário ⇒ São as garantias dadas aos funcionários do Poder Judiciário. dos juízes de direitos das diversas comarcas. b) Especial ⇒ A especial é exercida pela Justiça Militar. Abrange. Essas garantias são de duas espécies: 1. Art 95) ⇒ inclui a vitaliciedade (Art. na Justiça Estadual. para funcionar como guardião dos direitos individuais com liberdade e imparcialidade. 95-II) – O juiz não será. não isenta o juiz da tributação competente em seus vencimentos. inclusive das da Capital. Garantem a autonomia administrativa e financeira do Poder. Daí. organizar suas secretarias. como um todo. b) Jurisdição superior (Entra na lide na segunda vez. O órgão máximo na estrutura judiciária brasileira é o STF. no que se refere à organização do Poder Judiciário depende dos outros Poderes. férias e afastamentos a todos os seus membros. prover os cargos de juiz de carreira. . Garantias Institucionais ⇒ São garantias do Poder Judiciário. 95-I) – os magistrados só podem perder o cargo por sentença judicial transitada em julgado. A autonomia administrativa dá ao Poder a capacidade de organizar-se. Por isso o Poder Judiciário tem a sua cota de participação na renda do país. 2. pela Justiça Eleitoral. Todavia. conceder licenças. Daí.8 ⇒ Quando à gradação: O inconformismo pela decisão de um juiz onde teve início a lide permite a apreciação da mesma por um juiz em um grau superior. em especial aos juízes. donde se falar em duplo grau de jurisdição. Compreende: a) Independência política (CF.

concordantes. Quanto ao Preventivo – evitar a lide Repressivo – reprimir.03. Os interesses são. c) Garantia de independência Jurídica ⇒ A única subordinação do juiz é à lei e à sua consciência. Administração voluntária é atividade administrativa. Competência . eliminar a caráter lide. também não há voluntariedade e embora as duas partes em questão não possam prescindir do Estado.2006 Distinção entre as espécies de jurisdição a) Jurisdição Contenciosa ⇒ Ocorre quando há conflito de interesses. mas necessita dele apenas para chancelar a decisão.do mesmo lado Partes – dois lados opostos sujeito Quanto ao Não existe contraditório – há Existe contraditório – são duas contraditório acordo entre as partes versões diferentes. Quanto à Não há necessidade de o Estado O Estado impõe sua decisão coação se impor aos interessados. as substitui. Parágrafo único). quando há lide. tão-somente uma administração pública do direito privado e não uma decisão. está cumprindo sua finalidade de promover a paz social e de preservar direitos civis das partes. 07. a existência da lide Quanto ao Interessados . Obs. Por outro lado.convergentes. b) Jurisdição Voluntária ⇒ Ocorre quando não há conflito de interesses. Protegem os juízes de si mesmos.9 b) Garantia de imparcialidade ⇒ (Art. Princípio da inevitabilidade. Pressupõe consenso. Assim. Quando o Estado participa. o Estado não decide. pois como no caso não ocorre conflito de interesses. Diferenças entre os dois tipos de jurisdição JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA JURISDIÇÃO CONTENCIOSA Quanto ao Interesses comuns – Não há Conflito de interesses – Pressupõe Objeto lide. decidindo. Esse parágrafo lista os impedimentos impostos ao juiz para garantir a sua imparcialidade nos julgamentos. Quanto à Integratividade – As partes se Substituidade – O juiz assume o posição do Juiz integram lugar das partes. Quanto à Pacificação social (Tutela Pacificação social – (tutela finalidade jurídica) jurisdicional). portanto. em tal caso. por parte do Estado. mas a concordância deles e. O juiz só administra a situação para verificar o cumprimento da lei. A jurisdição contenciosa é a verdadeira jurisdição. Quanto à Não é definitiva – Existe a A decisão não pode ser mudada – decisão possibilidade de reversão não há reversão. na jurisdição voluntária ocorre. mas acordo. Quanto à jurisdição voluntária há uma corrente de doutrinadores que considera a terminologia inadequada. 95.

Classificação da cinco competências nos dois grupos mencionados: COMPETÊNCIAS 1ª Competência quanto à matéria. I). da mesma instância. dividem-se em dois grupos (Art. (Ex. Lei 9099. 74 CPC Art. B) Critério Territorial (4ª Competência “ratione loci”. Esses critérios (três) permitem criar as regras das competências (cinco). levando em conta o território todo. Quanto ao valor da causa (3ª. Competência quanto à natureza da causa (1ª. causas civis e causas não civis). Portanto.(CPC 275-I. I . 74. C)Critério Funcional (5ª Competência Funcional) ⇒ Pode ser de dois tipos: a) Vertical – recorrer em instância de órgão superior. Este critério se subdivide em três competências: 1. Critérios da competência: A) Critério Objetivo ⇒ resolver a lide. 100. Competência quanto ao foro) ⇒ Divide-se o espaço físico entre os juízes. por seu lado. É prorrogável. I e II. 113 CPC Art. As cinco competências mencionadas e abaixo listadas. Art. Art. I-b). Art. 2ª Competência quanto à pessoa. b) Competências absolutas ⇒ visam proteger o interesse público. – CPC. CPP: crime doloso contra a vida). Competência “ratione materiae”) ⇒ Ex: Justiça do Trabalho. (CPP Art. (Art.10 A competência se refere à distribuição de juízes pelo território nacional. (Ex. Ou se é o juiz ou nunca se o será. Ex: Juízes togados e Tribunal de Júri. Quanto à qualidade das pessoas (das pessoas envolvidas na lide) – (2ª Competência “ratione personae”). que leva em conta os crimes dolosos contra a vida. 94 e Art. CPC). É a quantidade de jurisdição cujo exercício é atribuído a cada órgão ou grupo de órgãos do Poder Judiciário. 70 e 72). CF. Ela não é prorrogável. 102. A competência natural só será respeitada se solicitada pela parte. Competência ratione valori”). a) Competências relativas ⇒ visam proteger os interesses privados. 5ª Competência quanto à função GRUPO Absoluta Absoluta Relativa Relativa Absoluta Exemplos CPP Art. Tribunal do Júri. 2. 113.Competência em razão do valor da causa. É o critério de distribuição pelos órgãos do Judiciário das atribuições relativas ao desempenho da jurisdição. Os critérios para essa distribuição da jurisdição são as leis de organização judiciária. É levada em conta a atribuição específica de cada órgão dentro de um único processo. 3ª Competência quanto ao valor 4ª Competência quanto ao foro. mas por questões de ordem prática há limitações para o exercício dessa jurisdição. 100. cada juiz recebe uma parte de toda jurisdição. 3˚. b) Horizontal – dois órgãos do mesmo nível. 3.

) VOLUNTÁRIA ⇒ Depende da vontade da parte. É. do alargamento das competências relativas. 2ª.2006 PRORROGAÇÃO DA COMPETENCIA Significa o alargamento da competência de um juiz. de ofício. Só pode ocorrer no Direito Civil. ainda que incompetente por outras razões. por possibilitar a competência de um juiz. portanto. em particular. cancelar o foro estabelecido por apenas uma das partes. uma das formas de prorrogação da competência. O desaforamento está previsto no Art. 1ª. O Juiz não pode alterar esse foro. o juiz incompetente torna-se competente. Existem três hipóteses para a prorrogação das competências dos juízes: 1ª. A forma tácita aparece quando um juiz incompetente não recebe da parte exceção de incompetência relativa. por adesão. como justificativa: • A necessidade de manutenção da ordem pública. • Garantir a segurança do réu. . não anular a cláusula desse tipo de contrato a sua competência fica prorrogada. Ficando então estabelecido como foro aquele que seja indicado legalmente. Pode ser expressa ou tácita.) HIPÓTESE LEGAL ⇒ A prorrogação da competência ocorre por determinação da própria lei.03. então.e corresponde ao silencio da parte. À falta dessa exceção. o foro de eleição das partes. A forma expressa da prorrogação voluntária da competência está ligada aos contratos.) Hipótese do Desaforamento da competência. 3ª. do CPP. No contrato aparece. É expressa justamente porque a eleição do foro consta de uma das cláusulas dos contratos. entretanto. Se o juiz. portanto. 3ª. Nesse caso. ⇒ Entre os contratos existe um modelo especial – os contratos de adesão – em que o foro é estabelecido por uma das partes e aceito. 424. • Assegurar a imparcialidade dos jurados. uma vez que as competências absolutas são improrrogáveis. Ocorre em razão da conexão ou da continência das ações. especificamente com o Tribunal do Júri. Trata-se. logicamente. uma forma de prorrogação da competência relativa – forma tácita . 2ª.) DESAFORAMENTO ⇒ Ocorre apenas no Direito Penal. pela outra. O assunto vem tratado nos artigos 111 e 112 do CPC. Consiste na possibilidade de as partes elegeram o foro sob o qual serão resolvidas as pendências oriundas do contrato.11 14. O foro de eleição é.) Hipótese da prorrogação voluntária da competência. O desaforamento pode ser solicitado pelo Ministério Público ou pelo réu e para que ocorra são necessários.) Hipótese da prorrogação Legal da competência. o juiz pode.

própria. por exemplo).12 Duas ou mais ações são ditas conexas (conexão) quando têm em comum o objeto OU a causa de pedir (CPC. 103) e duas ou mais ações apresentam continência quando apresentarem identidade quanto às partes e à causa de pedir e o objeto de uma. quando. sendo mais amplo. 2ª. não pode ser alterada. subjetivo (pertence ao sujeito). o direito de ação pressupõe a existência de um . quando o Estado chama para si a obrigação de resolver a lide. nessa altura. Direito de Ação é. Não havendo sucesso.2006. Está. O Direito de Ação é um direito público (envolve o Estado).) Duas ações. isto é. Coloquialmente costuma-se dizer que duas ações conexas são duas ações parecidas e duas têm continência quando são quase iguais. Durante a vigência dessa teoria existiam três conseqüências inevitáveis – não há ação sem direito. abrange os das outras (CPC. torna-se competente (prevento) aquele que obteve citação válida em primeiro lugar. Art. ⇒ Mudança da hierarquia (extinção da vara. Seria uma reação a um direito violado.) Duas ações sujeitas a juizes que têm a mesma competência territorial: Torna-se competente o juiz que despachou em primeiro lugar. a começar pela logo abandonada que se baseava na existência do contrato social. por exemplo. TEORIAS DO DIREITO DE AÇÃO Pelo instituto da jurisdição o Estado tem a obrigação de resolver a lide e em contrapartida o cidadão tem o direito de exigir do Estado essa resolução. não há direito sem ação e a ação segue a natureza do direito. Se a decisão do Estado for-lhe favorável. ele direciona sua ação contra o B. Assim. independentemente da data da interposição da ação. portanto. exercendo o direito de ação para solicitar ao Estado a tutela de seu direito. Existem duas situações. do direito. OUTROS INSTRUMENTOS PROCESSUAIS a) Perpetuação b) Prevenção Perpetuação ⇒ A competência é determinada na propositura da ação. Todavia existem dois casos de exceção em que a competência estabelecida inicialmente precisa ser modificada: ⇒ Alteração da competência relativamente à matéria da ação. 1ª. Assim. sendo irrelevantes mudanças de estado de fato ou de direito ocorridos posteriormente e a partir daí fica perpetuada. Art. confirma-se o seu direito de ação.03. dirigindo-a ao Estado. 21. muda a direção de sua ação. Algumas teorias existem explicando a evolução histórica do conceito de Direito de Ação. autônomo e abstrato. Prevenção ⇒ é a escolha de um entre dois ou mais juízes igualmente competentes. A seguir surgiu a teoria imanentista (ou civilista) para a qual a ação seria uma qualidade imanente. A jurisdição surge ante a proibição da autotutela e a ineficácia da composição e da arbitragem. o indivíduo A sofre oposição ao seu suposto direito por parte do indivíduo B. Esse direito do cidadão representa o seu Direito de Ação. o direito de exigir do Estado o cumprimento de sua obrigação de resolver a lide. nas quais os juízes não têm a mesma competência territorial. 104).

13 direito anterior. portanto. todas as hipóteses que possam ocorrer. pois configura o direito do cidadão à tutela jurisdicional do Estado. Com isso caminhou-se para a teoria da ação como direito autônomo e abstrato. também. reconhecendo duas corrente: • A teoria do direito autônomo e concreto à tutela jurídica. São as condições necessárias para que possa existir o provimento . Se a decisão do Estado for-lhe desfavorável. A teoria imanentista vincula. Esta última teoria . fica caracterizado o direito de ação mesmo que o autor alegue um direito abstrato para solicitação da tutela jurisdicional. só esta última teoria considera a existência da ação. com o que não existiria. devem existir simultaneamente. Não pressupõe necessariamente a existência do direito subjetivo material violado (ou ameaçado) – é o caso das ações meramente declaratórias. Assim. Na teoria da ação como direito autônomo ⇒ Direito de Ação ≠ Direito Subjetivo Material. CONDIÇÕES PARA O EXERCÍCIO DA AÇÃO Para o exercício da ação existem três condições indispensáveis e. pois as outras a negam. Na seqüência. havendo decisão. todas as teorias consideram a existência do direito de ação. Numa comparação entre a teoria imanestista e a teoria da ação como direito autônomo surgem: Na teoria Imanentista ⇒ Direito de Ação = Direito Substantivo Material. • A teoria do direito autônomo e abstrato de agir. distinguindo-o do direito subjetivo material. os estudiosos do assunto demonstraram irrefutavelmente o caráter autônomo do direito de ação.a ação como direito autônomo e abstrato – é a que é aceita hoje no Direito. todavia. Esta teoria considera que o direito de ação independe da existência do direito material invocado. o direito de ação. favorável ou desfavorável ao autor. pois. é suficiente para caracterizar a existência do direito de ação. cuja inexistência elimina a possibilidade do direito da ação. Ainda nesses casos. Se a sentença lhe fosse desfavorável. quando a sentença é favorável ao pleiteado. entende-se que a solução da lide pelo Estado. Teoria da ação como direito autônomo e concreto ⇒ dirige-se contra o Estado. o direito de ação contra o adversário. A ação existirá mesmo que haja sentença contrária à pretensão do autor ou até quando uma sentença injusta a acolhe sem que exista direito subjetivo material. Esta teoria só seria satisfeita. o direito de ação só existirá quando a sentença for favorável ao cidadão. não eliminando. Como a tutela jurisdicional só poderá ser feita através da proteção concreta. • Ocorrendo sentença desfavorável ao autor. Esta última preenche. sujeito passivo da ação. como tal. Resumindo: • Ocorrendo sentença favorável ao autor. então. o direito de ação à existência de um direito substancial anterior. o seu direito de ação desaparece. inexistindo em caso contrário. deixaria de existir um direito concreto. Essas duas correntes podem ser consideradas correntes de uma teoria mais abrangente – ação como direito autônomo.

aquele que se diz ter violado o direito alegado. Ex: Pedido de divórcio em país cuja legislação não tenha esse instituto. o aquele que se diz titular do direito objetivo material e. em seu artigo 6º estabelece: “ninguém pode pleitear.14 jurisdicional. quando se percebe. a ação deve ser negada imediatamente. Uma pessoa estranha ao conflito não pode pedir a tutela do Estado para resolver a lide na qual não tenha interesse. Além das figuras acima. ainda que em tese. sob pena de não haver razão de ser da ação. Pode-se identificar na ação duas situações: a legitimidade ativa. a ação deve ser imediatamente negada. que a tutela jurisdicional não poderá ser concedida. Legitimidade Passiva ⇒ aquele que se diz ter violado o direito do titular da ação. • 23. Legitimação ordinária ⇒ é a forma comum de legitimar a ação: quem pede a tutela jurisdicional é o próprio titular do direito dito ofendido. o autor da ação. o provimento deve ser apto para corrigir a queixa feita pelo autor. para resolver interesses de outrem. donde a legitimidade passiva. Interesse de agir • 1ª) Possibilidade jurídica. porque a parte contrária se nega a satisfazer o direito alegado e porque o recurso à autotutela é legalmente proibido. Existe a necessidade da intercessão do Estado. Por necessidade entende-se a impossibilidade de a satisfação do alegado sem a intervenção do Estado. Por adequação entende-se a compatibilidade entre o provimento jurisdicional solicitado e a possibilidade de resolver-se a situação em questão. Quem pode pedir a tutela do Estado na resolução da lide? Só quem dela faça parte. Se a ação pretende a tutela de algo que seja juridicamente impossível. A existência delas está ligada à economia processual: assim. Legitimidade das partes. Ex: em caso de adultério solicitar a anulação do casamento e não o divórcio. Legitimidade ativa ⇒ aquele que alega ter seu direito violado. 2ª) Interesse de agir. (o réu). algo que apresenta a possibilidade jurídica de ser concedido. As três condições são as seguintes: Possibilidade Jurídica. direito alheio. que não tem amparo na lei. ou seja. A ação deve buscar algo que o Estado possa conceder. aquele que pede a tutela jurisdicional.03. em contrapartida. salvo quando autorizado por lei”. em nome próprio. O CPC. solicitar divórcio em pais onde ele não existe. adotar o mandado se segurança para cobrança de dívidas. O interesse de agir vem amparado em duas condições: na adequação e na necessidade da tutela jurisdicional. Isto é. Entretanto a parte . a cobrança judicial de dívida de jogo. a legitimação da ação pode ocorrer de forma ordinária ou extraordinária.2006 • 3ª) Legitimação ad causam. apto a conceder a tutela pleiteada. isto é.

2006 ELEMENTOS DA AÇÃO. se a carência for identificada no correr do processo. Evidentemente.15 final do mencionado art. o carecedor do direito de ação é sempre o seu autor. faz com que desapareça o direito de ação. Como o Estado só presta tutela jurisdicional uma vez. Por isso mesmo. ou. pois é por meio deles que se pode evitar essa repetição. Esse estudo fica bastante simplificado quando se parte do seguinte esquema: . Legitimação extraordinária ⇒ quando o autor da ação não é o titular do que está sendo pedido. É chamada. ocorre liminarmente o seu indeferimento. em que o cidadão defende interesse da administração pública. Carência da ação ⇒ A legitimação da ação está condicionada à ocorrência simultânea das três condições mencionadas: possibilidade jurídica. sejam titulares de ação. 6º abre possibilidade de exceções para que outras pessoas. a causa de pedir e o pedido. também de legitimação anômala ou de substituição processual. Ex: É caso do Ministério Público ser o autor de uma ação penal. interesse de agir e legitimidade de causa. torna-se necessário atentar para a igualdade das ações a fim de evitar-se a repetição de uma ação. cujo beneficiário é a sociedade. 28. quando diz “salvo quando autorizado por lei”. é indispensável conhecer bem os seus elementos. a legitimação extraordinária. Ao se constatar a carência da ação. isso é. pode ocorrer a extinção do processo. que não o pretenso beneficiário do direito ofendido alegado. A ausência de uma dessas três condições provoca a carência da ação. A comparação entre duas ou mais ações é feita a partir dos três elementos da ação: as partes. ou da ação popular. Configura-se nessas exceções.03.

todavia.16 E (Tutela Jurisdicional) A– (titular da Pretensão) B– (titular da Resistência) 1º Elemento: as partes. C não é. menor. . São o autor e o réu. Trata-se da nomenclatura usada no mundo jurídico. Resumindo. A mãe C entra com ação contra B. Obs ⇒ O conceito de parte não interfere no conceito de parte legítima. legítima ou ilegítima a parte não perde sua condição de parte no processo. temos a parte ativa – autor e parte passiva – réu. usa-se: titular da pretensão e titular da resistência. não está recebendo alimentos do pai B. na linguagem formal. Assim. Réu ⇒ aquele contra quem se faz o pedido da tutela. Autor ⇒ aquele que faz o pedido da tutela jurisdicional ao Estado. É simplesmente parte da ação. Sim é parte legítima. pedindo tutela do Estado para determinar que B pague pensão a A. tem-se na linguagem formal autor e réu e considerando-se a legitimidade. Agregam-se a essas denominações das partes os critérios de legitimidade. como réu. Autor legítimo é o próprio titular da pretensão e réu legítimo é o que supostamente violou o pretenso direito do autor. C é parte da ação? Resp. Daí falar-se em legitimidade ativa – o titular da pretensão e em legitimidade passiva – o titular da resistência. porque não é titular da pretensão. no mundo dos fatos. Exemplo: A. Assim. B é parte da ação? Resp. Na linguagem coloquial. Sim é a autora da ação. parte legítima. É todo aquele que está no processo.

o objeto (pedido) de uma. É o porquê da formulação do pedido. já ocorrera a extinção da lide. Não se admitirão outras ações semelhantes. a segunda deve ser extinta. É o momento do nascimento do direito que pretensamente o titular diz ter. através do Estado. Diz-se que elas apresentam conexão (CPC. mas pelo réu do processo. O pedido pode ser imediato e mediato. abrange o objeto da(s) outra(s). Pedido imediato ⇒ é o feito diretamente ao Estado. o fato constitutivo do direito material. Concluindo. se há alguma identidade entre elas. ou se são todas distintas. b) “Litispendência” – a primeira ação ainda está pendente de solução. Pode ser considerada em dois momentos: Primeiro. Já a continência ocorre quando elas apresentarem identidade quanto às partes E à causa de pedir E. É o que o autor quer do Estado. feito ao réu. Ainda assim.17 2º Elemento: Causa de pedir (causa petendi). É da causa de pedir que o juiz tira a existência (ou não) do direito do autor.a primeira ação já foi julgada. o momento da suposta violação do pretenso direito. Essa identidade pode dar-se por conexão ou por continência. por ser mais amplo. isto é. • . 103). É o pedido da tutela que só pode ser concedida pelo Estado. além disso. É a narração do ato de violação praticado pelo réu. Duas ou mais ações não sendo idênticas podem ser similares. que deverão ser extintas. vale-se da Teoria dos Três Eadem. É a narração dos detalhes da lide. (CPC. alguma delas uma representa repetição de outra. para saber se. Segundo. em um conjunto de duas ou mais ações. art. a quem o pedido é feito de forma indireta. podem ocorrer duas situações: a) “Coisa Julgada” . Pedido mediato ⇒ é o pedido do bem da vida. No penal. pelo que não há porquê as que lhe são idênticas prosseguirem. Essa teoria considera dois tipos de identidades: Identidade absoluta. ⇒ Não há diferenciação entre as ações que apresentam identidade absoluta: os três elementos delas são iguais. Fato que representa o direito material de onde o autor deduz seu direito de pedir. a causa de pedir é o libelo acusatório. • Identidade relativa ou parcial ⇒ ações que apresentam um ou até dois elementos iguais. Ocorrendo o fato de duas ações idênticas. quando têm um ou dois de seus elementos que apresentem identidade. 3º Elemento: o Pedido. Duas ou mais ações se dizem conexas quando tiverem comum o objeto (pedido) OU a causa de pedir. Não será atendido pelo Estado. art 104). O primeiro momento (nascimento do direito) é a causa de pedir fática ou remota O segundo momento (violação do pretenso direito) é a causa de pedir próxima ou jurídica. É a história da situação. Devem ser extintas.

O Objeto (pedido) das duas primeiras são os mesmos: pagamento de R$ 2. Nelas também as causas de agir são a mesma: descumprimento de contrato. Pelo critério da prevenção (CPC. Obs: Ocorrendo a continência. As duas primeiras ações. A. pedindo a extinção do condomínio sobre a fazenda. Caso de Continência: o objeto da segunda ação – todo o patrimônio. Dívida de R$ 6.000. as partes são as mesmas: credor e devedor. A terceira tinha as mesmas partes e a mesma causa de agir das duas primeiras. Nas três ações. entra com nova ação. por usucapião.18 Os artigos 105 e 106 do CPC orientam sobre o tratamento em casos de continência e conexão. As ações devem ser anexadas.000. Pode-se ver que as duas primeiras ações eram conexas: mesmo objeto e mesma causa de agir. mas o objeto (pedido) de ambas é o mesmo .00 em três pagamentos mensais de R$ 2. elas serão ditas ações repetidas. B propõe ação contra A alegando ser proprietário do mesmo bem. 3º Caso: A e B são condôminos de um patrimônio maior que inclui uma fazenda. art 104). Exemplos (causas de identidade relativa): 1º Caso: O da esposa que abandou o lar e mudou-se de São João para Mogi Mirim.a separação do casal. mas objeto diferente.00. .000. Ocorrência: nos vencimentos os pagamentos não foram efetuados. despachando. inclui o objeto da primeira – a fazenda. Existe até o risco de considerá-las a mesma ação (identidade absoluta). configurando o caso de litispendência. Já o objeto da 3ª ação é diferente: R$ 6. desde que os dois tenham a mesma competência territorial. embora de mesmo valor (R$ 2. Devem ser anexadas por economia de processo. a inversão da ordem de entrada das ações. As duas ações são conexas. mas mais amplo e contendo os dois primeiros. Como as duas sentenças apresentam o risco de receberem sentenças contraditórias entre si. a competência é do juiz que primeiro tomou conhecimento da ação. mais o objeto de cada uma. porque têm o mesmo objeto.000. antes da entrada da 3ª ação. são duas ações conexas. são valores distintos.000. O credor propôs ações contra o devedor a cada inadimplência: de R$ 2. como autor e réu. Mesmas partes e as causas de agir são as mesmas. A entra com ação contra B. respectivamente. 4º Caso: A propõe ação contra B. dizendo ser proprietário de determinado bem. tendo brigado com B.000. Essa terceira ação e as duas primeiras apresentam o fenômeno da continência (CPC.00 cada um. Vejamos os elementos das duas ações: Elas têm partes diferentes (há uma inversão das partes). o mesmo pedido mediato que é a extinção do condomínio sobre o mesmo bem. O marido entra também em Mogi Mirim com ação contra a mulher pedindo a separação por abandono de lar. Ela entra com ação contra seu marido pedindo a separação sob alegação de espancamento.00 cada uma das duas primeiras e de R$ 6. pedindo a extinção de todo o patrimônio.000. 2º Caso: Devedor x Credor. têm também causas de pedir diferentes – espancamento e abandono do lar -.00.00). art 106). elas devem ser anexadas.00 a última. Pelo art 103 são duas ações conexas.

Como é possível e até freqüente que a citação seja feita. 2. em primeiro lugar. onde tiveram dois filhos: Pedro. Desaforamento da competência. Competência é a quantidade de jurisdição que compete a cada órgão ou conjunto de órgãos do judiciário.04.19 05. poderá o juiz conhecer de oficio dela? Por quê? b) Se Maria.Juiz a condenação de João a . teriam os filhos direito a receber auxilio paterno. Ação é a realização do direito de pedir.. Após 12 anos de casamento. para solicitar ao Estão . ela e nos filhos. abandona o lar conjugal e refugia-se na casa de parentes em Mogi Mirim. também tivesse movido sua própria ação de separação contra ele. Deixa claro. prorrogação legal da competência (conexão ou continência). 106). sem condições de sustentar os filhos e por não possuir fonte de renda suficiente para a subsistência própria e da prole. suponha que ele tenha movido a ação em São João da Boa Vista: a) Sendo a competência para a ação de separação relativa. b) As ações são conexas (mesmo pedido). a) Não. indaga-se: afinal de contas. Ocorre que o artigo 106 do mesmo CPC estabelece que se considera prevento o juízo que despachou em primeiro lugar. Quais são as causas de modificação da competência? (39º concurso – Ministério Público -MG). cansada das constantes surras recebidas do marino. Caso João pretenda mover ação de separação litigiosa contra Maria deverá fazê-lo em Mogi Mirim. Depende da competência territorial. Caso Maria. Se a competência territorial dos dois juízos for a mesma. João e Maria casaram-se e fixaram residência em São João. R. 3. que se determina a prevenção no momento da citação. Maria. Todavia. determina-se a prevenção no momento da citação ou do despacho inicial? (33º concurso Mag – RJ) R. sem saber da ação movida por João. ou. 5. com 9 anos e Sílvio. onde esta se encontra. Jurisdição é a obrigação do Estado de fornecer tutela para resolução da lide. com 11 anos. assumindo ela. portanto. Portanto elas devem ser anexadas. R. O que é ação.”. portanto. a posição ali de autora.2006 Trabalho em grupo 1. O artigo 219 do CPC diz que “a citação válida torna prevento o juízo. seja feita em último lugar no juízo que despachou primeiro. Se as competências territoriais foram diferentes. Existem três hipóteses para modificação da competência: Prorrogação voluntária da competência (tácita ou expressa). será prevento aquele que despachou primeiro (art. Só o silencio de Maria prorrogaria a competência. no juízo que despachou por último. jurisdição e competência? (39º concurso – Ministério Público -MG). Há risco de sentenças contraditórias. qual o fenômeno existente entre as duas ações? Qual conseqüência traria tal fenômeno para as ações? R. Suponha que Maria mova ação de alimentos. será prevento aquele que obteve primeiro a citação válida (219) 4. então..

Ação ex tunc. dando-lhes uma maior extensão. obriga-o a pagar. as ações executivas sobre estes papéis exigem que todas as condições da ação sejam satisfeitas. Isto é. Maria não é parte legítima. AÇÕES DE CONHECIMENTO ⇒ Quando se quer apenas que o Juiz tome conhecimento da lide. criar algo. 2) Pedir ao juiz que condene alguém a pagar determinada dívida (dar). ou a desfazimento ou a modificação de uma realidade. estudando-a. Geralmente. O juiz não entra na realidade. não atende à condição legitimidade ad causam ativa. AÇÕES CIVIS – são as referidas ao Código Civil.20 pagar alimentos aos filhos absolutamente incapazes. penais e trabalhistas. c) modificar – Ex: desfazer um condomínio. despachando. uma vez que ela já pré-existia. estarão atendidas as condições da ação? Por quê? R. CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES Quanto à matéria. Ação de adoção. isto é. .04. O juiz declara o que identifica no plano real. Este tipo de ação civil pode desdobrar-se em: ⇒ Ações meramente declaratórias: Pede-se ao juiz uma mera declaração da existência ou não de uma relação jurídica. o que não ocorre com os títulos executivos judiciais em que elas já estão supridas. o que se pretende do juiz? a) Constituir. 2. por elas. Não. AÇÕES DE EXECUÇÃO ⇒ nestas ações o autor pede ao juiz que ele mande o réu cumprir aquilo que o título declarar. ⇒ Ações condenatórias: pretendem que o juiz condene alguém a dar. Em resumo. passando. 3) determinar o juiz a alguém que execute determinado serviço contratado (fazer). Além dos títulos executivos judiciais existem os títulos executivos extrajudiciais (notas promissárias. a ação do réu. os efeitos retroagem à data da do início da relação jurídica. além de declarar que o réu deve. Em tal ação. É uma ação ex nunc. a fazer ou a não fazer algo. atuando nela por meio de pedidos de providências.Nova classificação 1. Cria-se uma nova realidade. decidindo a lide. Só as ações condenatórias exigem atuação do réu. O juiz apenas a constatou. letras de câmbio. a nova realidade só passar a existir após a decisão do juiz. As ações condenatórias se aproximam muito das declaratórias. 11. confirmando assim.2006. Podem ser subdivididas em: A . pois que nas outras duas só atua o juiz. com uma ação constitutiva pretende-se a constituição. às vezes. Tem a faculdade importante de criar um título executivo judicial. b) desconstituir – Ex: ação de divórcio que desfaz uma realidade. apenas a constata e declara a sua conclusão. Ex. a criação. Exemplos: 1) A Prefeitura pede ao juiz que condene alguém a não desenvolver determinada construção por irregularidades (não fazer). as ações podem ser classificadas em: civis. isto é. Entretanto. cheques etc) que podem ser objeto de ações executivas. ⇒ Ações constitutivas: Por meio dessas ações. alterando ou modificando a realidade.

Classificação tradicional (velha) 1.Classificação: 1. B . Quanto ao Objeto a. o Restituição de um carro tomado em locação: ação pessoais (dar. b. Individuais – Estas ações têm a mesma classificação das ações civis: • Ações de Conhecimento • Ações de Execução . Fumus boni juris – fumaça de bom direito. Quanto à Natureza do Direito Reclamado a. Ação real ⇒ procura a tutela de um direito real (Ex. (mais ligados ao CC). Ex: Perigo de que filhos sejam levados proximamente com o pai para o exterior e ante a disputa da mãe pela guarda dos filhos. propriedade). mas prosseguem até o cumprimento da sentença. o risco que a demora pode causar ao direito. Ex: título executivo com vencimento próximo e diante de indícios de que o devedor está dissolvendo seu patrimônio. Ação pessoal ⇒ ação que liga duas pessoas por meio de uma obrigação que exista entre elas e que consiste em um dar. a proteger o direito. 2. 3. Alterações recentes instituíram as ações condenatórias lato sensu que não se encerram com a edição da sentença condenatória. Obs: As ações cautelares devem trazer as condições valida a ação principal. Elas se destinam a salvaguardar. A ação cautelar exige dois elementos: a. b. Ação imobiliária: ligada a bens imóveis. Exemplos: o Ação de despejo – ação pessoal. Ação mobiliária: ligada a bens móveis. Exemplos: o Ação de despejo – Ação imobiliária. ligando duas pessoas. Elas têm que sinalizar bem a existência do direito do autor. AÇÕES CAUTELARES ⇒ As ações de conhecimento cautelares têm natureza diferente das outras duas ações civis. Direito real é aquele que geralmente une a pessoa a um bem. isto é. Existência de risco para o direito – periculum in mora.21 as ações de conhecimento condenatórias não ensejam as ações de conhecimento executivas..) o Ação de petição de herança: ação real o Ação pedindo indenização: pessoal. b. AÇÕES TRABALHISTAS . o Ação pedindo indenização: Ação mobiliária.. fazer (ou não fazer algo).

Ação Penal Pública • Condicionada Estão sujeitas a dois tipos de condições: a. • Ação penal privada Personalíssima . ao interpretar o “dissídio coletivo”. 25. estes têm caráter individual. econômicas. todos os elementos de uma mesma classe. função legislativa. ela pode ser pedida por familiares da vítima e o MP passa a atuar como assistente no processo.2006 PROCESSO É através do processo que se aplica a lei. Ação Penal Privada • Ação penal privada exclusivamente privada – proposta pelo ofendido ou por seu representante legal. processo é o instrumento para positivação do poder. É. b. À representação do ofendido – Exemplo: moça vítima de estupro representa junto ao MP para que este entre com a ação. • Incondicionada – Não existem condições. Caracterizam-se por serem propostas por entidades representativas de classes profissionais. portanto. o instrumento pelo qual a jurisdição opera. sobre a natureza jurídica do processo revelam visão publicista ou positivista dos formuladores.22 • Ações Cautelares. Por isso. AÇÕES PENAIS Em relação ao titular da ação. Se a vítima for menor. Cuidam de interesses gerais. assumindo. deve aguardar a maioridade. Coletivas. 2. o juiz trabalhista tem capacidade para criar leis. Além de tratar de interesses particulares. 2. àquele que pode propor a ação são classificadas em: 1. assim. na busca de levar justiça aos casos concretos. nova norma. A condição está na necessidade do pedido da vítima. única e exclusivamente. Existem três teorias mais aceitas . – Podem ser: • Constitutivas – quando se pede ao juiz para interpretar uma situação. isto é. • Ação penal privada subsidiária da pública – Quando o MP está demorando a propor a ação. pode pedir. abrangendo. cria nova norma sobre sua interpretação. pode-se dizer. ou existem. • Declaratórias. À requisição do Ministro da Justiça.Não pode ser proposta por um seu representante legal. juiz. Caracterizam-se por considerar seus titulares individualmente. criando ele. As várias teorias que existiram.04. Exemplo o juiz. Só o ofendido.

. Unidade ⇒ Embora no processo estejam envolvidas várias relações jurídicas. todas elas buscam o mesmo fim: a solução da lide pela tutela jurisdicional. Complexidade ⇒ Uma só relação jurídica pode gerar inúmeras situações jurídicas. 1ª teoria: O processo como contrato. 5. portanto. portanto. 4. 3. parte do pressuposto de que o cidadão se compromete a aceitar a decisão do Estado. portanto. que se inadimplidos suscitam a lide. É. para cuja solução necessária se faz a tutela jurisdicional do Estado. Progressividade ⇒ Como entender a progressividade da relação jurídica? Falou-se que uma relação jurídica gera outras tantas e cada uma destas pode gerar outras tantas. Essas relações. Obs: A segunda teoria – o processo como relação jurídica – é a que conta atualmente com o maior número de adeptos.23 sobre a natureza do processo. um efeito cascata dentro do processo. são as conseqüências das relações jurídicas. tudo de modo voluntário. Entre todas elas há uma unidade no objetivo. É uma teoria com forte significado histórico. sempre bilaterais. tutelada. pelo Direito Processual A relação passa. Por isso. geram entre as partes relacionadas múltiplas e mútuas obrigações e direitos. uma relação jurídica gera inúmeras situações jurídicas que abrangem todos os envolvidos através do processo. Por um lado. o conjunto das conseqüências causadas pela relação jurídica. passando a ser tutelada por normas do direito processual 3ª teoria: O processo como situação jurídica. dependendo do número de direitos e obrigações que ela suscita. 2. Assim. 2ª teoria: O processo como relação jurídica. portanto. a decisão do Estado independe da vontade do cidadão e. havendo. apenas aprofundando-a. A partir dessa característica surgem as demais. colocando em confronto cidadão e Estado. por outro lado. Entende o processo como uma situação jurídica criada pela relação jurídica. Essa teoria surge da relação fática entre duas (ou mais) pessoas no mundo social. a relação passa para o campo jurídico. A rigor esta terceira teoria – o processo como situação jurídica – concorda com a anterior. com prevalência nessa aceitação da segunda delas. enquanto que este se compromete a fornecer ao cidadão a tutela. Caráter tríplice ⇒ Como no processo são envolvidos três sujeitos . Características das relações jurídicas processuais. Isso é a progressividade da relação jurídica. falar-se na complexidade das relações jurídicas. Natureza pública ⇒ Como o Estado participa da relação jurídica através do processo e é parte soberana na relação jurídica estabelecida. Essa teoria entende. na medida que.advém a estrutura tríplice da relação jurídica. 1.o Estado representado pelo juiz. o Estado é obrigado a fornecer-lhe a tutela jurisdicional na resolução da lide. assim. de uma relação de direito material para ser uma relação jurídica. por seu lado. o autor e o réu . pois. entre os três sujeitos envolvidos uma relação de natureza pública. O princípio da inevitabelidade se contrapõe a esse pensamento. o que não é correto. Exercendo a parte ofendida o seu direito de ação. o processo como as várias situações jurídicas que. há. na ordem a seguir apresentada.

Para que possa produzir os seus efeitos.24 Objetos do processo São dois os objetos do processo: 1. no exercício da ação jurisdicional. Então a distinção em questão se dá sob dois aspectos: 1º quanto aos sujeitos envolvidos: Na relação jurídica processual – três sujeitos (relação triangular) e na relação jurídica material dois sujeitos (relação linear). Obs: Os objetos do processo são. Poderes do juiz: Poder de polícia. Distinção entre relação jurídica processual e relação jurídica material. pois. portanto. mas acima delas. uma vez que ele não faz parte da lide. Objeto formal: O objeto formal do processo é o próprio processo. o processo deve estar montado corretamente. vinculado ao desenvolvimento da ação. Importante considerar que tais pedidos funcionam para o juiz como parâmetros e limites. assim. Por isso a sua imparcialidade. portanto. É. numa relação linear. pois ele. a relação adquire sua estrutura tríplice. a pretensão do autor (objeto material) e o próprio processo (objeto formal). Já a relação jurídica processual tem uma estrutura tríplice.04. Essa pretensão vem caracterizada na parte do processo que traz os pedidos do autor. deve impor ordem no ambiente. A relação material envolve o conflito entre duas partes A e B. de aspecto mais administrativo está. um tríplice relacionamento. o autor e o réu. surge para resolver o conflito (que já se transformou na lide) o Estado. Juiz ⇒ Ele está entre as partes. O poder jurisdicional pode ser de três tipos: a) Poderes ordinários ou instrumentais →cuida da regularidade no desenvolvimento do processo. . citação do réu por edital e da possível necessidade de designação de um curador para ele. o bem da vida. pois é o primeiro momento em que o juiz o considera e avalia exatamente a correção de sua constituição. 2. Há. Poder jurisdicional.2006 Sujeitos Processuais. perfeitamente. Objeto material: O objeto material do processo é a pretensão do autor que presume a sujeição do réu. entretanto. mas não pode extrapolá-los. O início dessa relação foi. 27. São três os sujeitos principais do processo: o juiz. Ex: ver a regularidade da petição inicial. Há uma comunicação direta entre A e B. representado pelo juiz. linear entre A e o Estado. Como a solução do conflito diretamente entre A e B não ocorreu. um poder vinculado ao exercício do poder jurisdicional. Só quando o Estado chama B para o processo de solução da lide. 2º quanto ao objeto: Na relação processual a tutela jurisdicional e na relação jurídica material. da regularidade formal do processo. O juiz pode atendê-los integral ou parcialmente.

entendimento e competência) ⇒ excipiente e exceto. Pode determinar que certos atos sejam cumpridos pelo réu. • Princípios que regem as partes: 1º) Princípio da dualidade das partes. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. Deveres do juiz: • Prestar a tutela jurisdicional. • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. necessário se faz considerar alguns detalhes envolvendo as partes. 3º) Princípio do contraditório. Ex: Na ação de execução ⇒ exeqüente e executado. o juiz é o destinatário da prova. de requerente e requerido. Na ação de reivindicação ⇒ reivindicante e reivindicado. podendo definir o tipo de prova adequado a cada caso. omitir ou retardar providências sem justo motivo. (quanto ao tratamento igualitário). • Pluralidade das partes: todo processo deve ter pelo menos um autor e um réu. É a fase da sentença. portanto mais de três partes envolvidas como réu ou autor. c) poderes finais ou decisórios → O juiz tem obrigação de julgar. estando acima das partes. que também podem ser denominados. 3. • Atuar com imparcialidade. Na reconvenção (ação em do réu contra o autor) ⇒ reconvinte e reconvindo. autêntico diálogo com o juiz). assim. • Respeitar os prazos para despachos e sentenças. (poder decisório ou executório). 2º) Princípio da igualdade das partes. Referentes às partes. . 4. Ele pode mandar produzir provas em caráter suplementar e até recusar determinados tipos de prova. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. as partes recebem denominação especial diferente da denominação comum autor e réu. O juiz não faz parte da lide. Referentes às partes Antes de tratar dos pressupostos processuais propriamente ditos. Referentes ao juiz: 2. • Não deve recusar. estabelecer. • Nomenclatura: Conforme o tipo de ação ou a espécie de procedimento. respectivamente. Pressupostos negativos. genericamente. São três os tipos de pressupostos: 1. embora entre elas.25 b) Poder instrutório ou probatório → É o estágio do processo em que o juiz pede provas. Na execução (Suspeição. (direito de cada parte se pronunciar sobre as alegações da parte adversa. Pressupostos processuais: pressuposto processual é um requisito para que exista e tenha validade um processo. não podendo se negar a fazê-lo ou se omitir nessa função. Afinal. A pluralidade das partes ocorre quando houver mais de um autor e ou mais de um réu.

O assistente não é parte na relação processual. Quanto à imprescindibilidade. do litisconsórcio: litisconsórcio facultativo. o terceiro. 2ª) Assistência ⇒ O terceiro entra no processo com interesse em ajudar uma das partes. Sua posição é apenas de terceiro coadjuvante.O litisconsórcio é justificado por: a) Economia processual. distinguindo-se nisso do litisconsorte. Litisconsórcio unitário ⇒ decisão igual para todos. Há litisconsórcio quando houver cumulação subjetiva na demanda. Quanto ao momento de sua constituição: litisconsórcio inicial. 2. b) Eliminar o risco de sentenças contraditórias. então.05. de acordo com sua posição e sua forma de interagir no processo: • 1ª) Embargo de terceiros ⇒ o terceiro entra no processo para defender. ulterior ou incidental. que depende da vontade das partes e litisconsórcio necessário. litisconsórcio passivo (mais de um réu) e litisconsórcio misto (mais de um autor e mais de um réu). denominados. ou não. c) Permitir que quem esteja fora do processo possa ser atingido pelos efeitos da sentença. o seu possível comprometimento no processo. Classificação do litisconsórcio 1. quando ele é imposto pela lei.26 Nestes casos diz-se haver litisconsórcio. Obs: 1. 2. embora tenha interesse próprio a defender indiretamente. mas a ele. Quanto à posição ocupada pelo sujeito: litisconsórcio ativo (mais de um autor). quando o sublocatário entra no processo. Existem seis tipos de terceiros que podem aparecer no processo.2006) Pode aparecer no processo pessoas diferentes das partes. Ex: quando houver o envolvimento de um bem que não pertence ao réu. pretendendo que uma das partes seja vitoriosa. 3. Não defende direitos próprios. Ex: quando o MP pede a anulação de um casamento. Ex: caso de locação e sublocação. que é constituído durante o andamento do processo. do juiz (e dos auxiliares da justiça). de alguma forma. • Intervenção de terceiro (aula de 04. 3. terceiros no processo. como. mas direitos de outrem. a partir de possível envolvimento seu no resultado do processo. . a decisão será igual para os dois cônjuges. Quanto à sentença dever ou não atingir a todos igualmente: Litisconsórcio simples ⇒ decisão diferente para cada litisconsorte. que já nasce junto com o processo e litisconsórcio posterior. na ação reivindicatória sobre imóvel que exige a participação dos dois cônjuges. 4. por exemplo.

. → Se houver impugnação. discutir a justiça da decisão. para ser admitido como assistente. não se valeu. desistir de ação. Existe a possibilidade da sentença vir a influir. salvo se: 1. Procedimento → Peticionar. art 55. todavia. para o assistente. a interferir nessa relação. Obs. requerer diligências e perícias e participar das audiências. o assistente será condenado em custas. 2. Existe uma relação jurídica entre as partes (assistente e assistida). como autor ou como réu. → Poderá assistir parte revel no processo. Em todo grau de jurisdição. como intervenção de terceiros. ele não poderá. A assistência é um procedimento incidental que não prejudica nem suspende o andamento do processo. Cabimento e oportunidade da assistência: a assistência tem lugar 1. que vem ao processo. 2. em processo posterior. o assistido. Observações: 1. O assistente não pode dispor do direito do assistido. → Não havendo impugnação. por dolo ou culpa. o juiz admite ou não a assistência. → Poderá: produzir provas. podendo impugná-la. todavia. os prazos e as intimações legais. → Sobre o pedido serão ouvidas as duas partes (autor e réu). Obs. ela deve fazer referência à falta de interesse jurídico do assistente. A doutrina. mais dois: a assistência e os embargos de terceiros. → Se o assistido for vencido. Ex: O herdeiro. → Conforme estabelece o CPC. O CPC lista como casos de intervenção de terceiros no processo apenas quatro casos mencionados. Observar-se-ão. sujeitando-se aos mesmos ônus processuais. 2. quando será considerado gestor de negócios. na proporção de sua atividade no processo. Pelo estado em que recebera o processo ou se por declarações ou atos do assistido fora impedido de produzir provas relevantes para o resultado. Poderes e ônus processuais do assistente → O assistente é auxiliar do assistido → Exercerá os mesmos poderes do assistido.27 Pressupostos da assistência: 1. Em qualquer tipo de procedimento. 2. Desconhecia a existência de declarações ou provas de que. → Qualquer uma das partes poderá oferecer impugnação no prazo de 5 dias. quando o espólio está na ação. → Litisconsorcional: a assistência se transforma em litisconsórcio. Tipos de assistência: → Simples: interesse do assistente apenas em auxiliar a parte na obtenção de resultado favorável. O assistente recebe o processo no estado em que se encontra. acrescenta. no curso dos autos. transitada em julgado sentença na causa em que o assistente interveio. Ex: Reconhecer pedido.

é um instituto que depende de uma iniciativa do terceiro. voltar-se contra ele. Outra característica do instituto é a facultatividade do terceiro quanto a entrar na lide. indica ao autor a parte legítima. . propriamente. o terceiro vir ao processo ou não. quando poderá ocorrer suspensão temporária do processo ou então a oposição será julgada independentemente. que o juiz competente da ação o seja também para julgar a oposição. • É necessário. o terceiro é o oponente e as partes são os opostos. o C. situação em que não é considerada. que devem ser decididas por uma sentença una no aspecto formal. ocorrendo a partir de então unidade procedimental e decisória. depois. também.28 3ª) Oposição ⇒ O terceiro entra no processo procurando obter a propriedade de um bem que está se constituindo no bem pretendido pelas duas partes da ação. diz ser seu. Acionado por este. seu patrão. Ex: Caso do feitor que põe fogo em determinada coisa por ordem do seu patrão. o artigo 60 do CPC possibilita a oferta da oposição após a aludida audiência. indica a ele estar cumprindo ordens do dono. Pode ele aguardar o desfecho da ação e. podendo. Características → A oposição cria uma situação em que aparecem duas lides – a ação principal e a oposição. Ex: Um imóvel em que A e B dizem possuir e que um terceiro. A sua participação é pedida. Obs: Essas três formas de participação de um terceiro no processo são facultativas. (Do trabalho do Tuim) Conceito É o instituto por meio do qual um terceiro que não pertence à lide sobre a disputa de determinado bem pode ingressar no respectivo processo para defender seus direitos sobre o mesmo. Terminologia Ao ingressar na ação. instituto da oposição. Todavia. por ele próprio. • A litispendência precisa estar instaurada para que o terceiro possa ingressar como oponente. embora estruturalmente signifique duas decisões. provocando prejuízo a outrem. 4ª) Nomeação à autoria ⇒ é a forma pela qual o réu. no geral. Pela sua natureza. • A oposição só ocorrerá se for oferecida antes da audiência de instrução e julgamento. Exigências • A pretensão do oponente deve ser total ou parcialmente incompatível com a pretensão das partes da ação. dizendo-se parte ilegítima. sabendo a quem coube o bem. • Como o instituto da oposição significa o exercício do direito de ação. quando será anexada aos autos principais. portanto. em relação ao oponente é necessário que ele preencha as condições e os pressupostos processuais.

A nomeação à lide é de iniciativa exclusiva do réu da ação. os pressupostos processuais referentes às partes: . o indicado. No caso de recusa dele. em caso de transações imobiliárias. deverá denunciar este à autoria. 5ª) Chamamento à lide ⇒ é a forma pela qual uma das partes trás à lide um terceiro para que ele seja responsabilizado pela sentença. Este instituto tem. a finalidade de corrigir a legitimidade do pólo passivo da ação. aquele que faz a indicação à autoria é o nomeante e o novo réu. que aciona um deles e este (ou o próprio autor) chama os outros devedores para eles serem também responsabilizados. portanto. • Ela é obrigatória nos casos em que demandado em nome próprio por coisa de propriedade de outrem deverá nomear à autoria o nome de verdadeiro proprietário ou possuidor (art. 62) ou quando o réu de uma ação de indenização por ter agido como preposto de outrem. Ex: O caso do fiador que vem à lide por solicitação de uma das partes para responder pelo compromisso de seu afiançado. Terminologia Instituída a nomeação à autoria. Ou. também. Reconhecendo-a. quando visa aproveitar o mesmo processo. Agora.29 Do trabalho do Tuim: Artigos 62 a 69 do CPC Conceito É o instituto pelo qual é trazido à lide quem deveria ter sido introduzido originariamente. O seu silêncio representa aceitação da nomeação. Ex: Em acidente de trânsito a participação da garantidora em caso de condenação de seu segurado. é o nomeado. quando o terceiro responde pela evicção do imóvel. Prazo O prazo para nomeação à autoria é o mesmo prazo de defesa do réu. O terceiro nomeado à autoria assume a posição de réu. 6ª) Denunciação da lide ⇒ O terceiro é chamado à lide para garantir o réu. Características A vontade do autor da ação é relevante. abre-se para ele novo prazo para defesa. caso ele seja condenado. • Esse instituto tem. caráter de economia processual. o processo continua correndo contra o nomeante. ou o caso de um credor com três devedores solidários. devendo ele concordar com a nomeação feita pelo réu. • O nomeado pode reconhecer ou não a qualificação que lhe é atribuída pelo nomeante. deixando de ser estranho à lide.

Do trabalho do Tuim: Art. o espólio. Se o autor não estiver representado nos autos. na denunciação da lide o denunciante e o denunciado permanecem no processo como litisconsortes em relação ao autor. quando o acionado é possuidor ou o proprietário direto do bem. o advogado deverá estar devidamente autorizado pela parte por meio de procuração. É uma capacidade que só pode ser exercida por advogado. portanto. servindo para trazer ao processo o proprietário ou o possuidor indireto. Características • Como exercício do direito de ação. É. uma vez que pretende evitar uma possível nova ação – ação de regresso. • Diferentemente da nomeação à autoria. o acordo celebrado entre a parte e o advogado para que este a represente no processo. um instituto ligado ao princípio da economia processual. • A iniciativa da denunciação da lide pode partir tanto do autor como do réu da ação (CPC. excluídos. Os totalmente incapazes estão. ele é considerado revel. 70 a art 76 do CPC Conceito Esse instituto consiste em trazer à lide um terceiro que possa garantir o réu no caso de sua condenação. também. São as pessoas naturais. a capacidade protelatória só é válida para o autor. . Só o advogado pode falar diretamente com o juiz. através dos autos. Réu revel é aquele que não tem advogado para representá-lo. legitimatio ad processum ⇒ aquele que pode exercer o direito (ou obrigação). as pessoas jurídicas e as pessoas formais. Capacidade de estar em juízo ou capacidade processual ou. portanto. a herança jacente ou vacante. Capacidade postulatória – jus postulandi ⇒ é a capacidade técnica jurídica que permite participar dos atos formais do processo e que é comprovada pela carteira da OAB. como a massa falida. • Deve haver nexo de prejudicialidade entre a ação originária e a que se cria com a denunciação. I. A procuração comprova. Na falta de representação do réu. o juiz extingue o processo. • Assegura ao réu o direito de evicção. quando se tratar de processo. II. capacidade de exercer o direito.30 • • • Capacidade de ser parte ⇒ Em tese. Terminologia Com a instauração do instituto da denunciação da lide em determinado processo aparecem as figuras do denunciante e do denunciado. O terceiro que não estiver representado não será admitido no processo. III). Para tanto. aquele que pode ter direito (ou obrigação). Embora estejamos tratando dos pressupostos relativos às partes. O que tem. pois. ainda. deve preencher todos os requisitos processuais dela. art 70.

Assim. assim. no que se diferencia da decadência e da prescrição. parágrafo único). O Ministério Público exerce dois tipos de funções: . (CPC. → atua na defesa de algumas pessoas: ausentes. três situações em que o processo será extinto: por decadência (perda de um direito material por decurso de prazo). sendo ele quem pode exercer a função de autor nas ações de inconstitucionalidade e na ação civil pública. Já os pressupostos negativos não podem estar no processo. → atua na defesa de certos bens e valores fundamentais: meio-ambiente.31 • Ela é obrigatória quando está em questão a legitimidade de propriedade sob alegação de que o alienante não era seu legítimo proprietário ou quando sobre a coisa alienada recaísse ônus (o terceiro responsável deve ser denunciado à lide). eles devem estar no processo. essencial à função jurisdicional do Estado. 268. Assim. família. 11. O processo será arquivado. Pressupostos processuais negativos. consumidores.05. perempção é a morte do direito de ação pelo mau uso dele. quando aquele que estiver obrigado em função de contrato ou de determinação legal como responsável por indenizar em ação regressiva o perdedor da demanda. prescrição (perda do direito de ação por decurso de um prazo legal) e perempção (é a perda do direito de praticar um ato processual em virtude do mau uso desse direito). Os pressupostos anteriores são chamados de pressupostos positivos.2006. Vez que uma mesma ação for apresentada. • Perempção → Numa 4ª. do regime democrático e dos interesses da sociedade e dos individuais indisponíveis (art. o juiz não conhecerá da ação. O Ministério Público O Ministério Público é definido na CF como uma instituição permanente. 5. São eles: • Litispendência → repetição de ação que esteja sob julgamento (litispendência) não será acolhida. → atua na defesa de algumas instituições: registros públicos. fundações. isto é. • Coisa julgada → Ação que se refira a coisa já julgada não poderá ser acolhida. Então. paisagísticos. art. O processo será arquivado. a perempção é um instituto puramente processual. Haverá. trabalhadores acidentados no trabalho. considerando que nas três vezes anteriores ela tenha sido retirada a pedido do autor e com a aquiescência do réu. valores artísticos. que cuida da defesa da ordem jurídica. o Ministério Público: → cuida de fiscalizar a constitucionalidade das leis. incapazes. estéticos. 127 da CF).

Resposta: Ação civil de conhecimento meramente declaratória para. Nessas ações se pede que o juiz condene alguém a fazer algo. Ulpiano propôs demanda em relação à empresa Luxor Ltda. tanto as institucionais. Sujeitos especiais do processo: Ministério Público e Advogado. o partidor. as testemunhas. tutores e síndicos que representam a parte. Esclareça qual o instrumento jurídico a ser utilizado. intérpretes.) → Órgãos auxiliares eventuais: são pessoas (ou órgãos) que eventualmente são chamados a colaborar em algum processo (peritos judiciais. no exercício da defesas que se lhe incumbem. Além dessas partes que integram o processo. participam da tramitação do processo. Não são considerados auxiliares da justiça: as partes. a partir da declaração do juiz de que o débito já foi pago. sujeito à condição resolutiva expressamente prevista no respectivo instrumento. de alguma forma. Resposta: Deve impetrar uma ação de conhecimento condenatória contra Tício.. Implementada essa condição. o distribuidor. explicando sua resposta. etc. explicando sua resposta.05. pedir o cancelamento da duplicata. escrivão e os demais elementos dos cartórios judiciais. Polícia Militar. ou dar algo. todas as pessoas (ou instituições) que. que é o caso. quanto as dos membros do MP). órgãos da imprensa. os órgãos do foro extra-judicial Classificação dos órgãos auxiliares da justiça → Órgãos auxiliares permanentes: são os que integram os quadros judiciários como servidores públicos (oficial de justiça. zelando pela sua constitucionalidade. 2. Garantias e vedações → são as mesmas previstas para a magistratura.) 1ª. . Como fiscal da lei. EBCT. César deseja retomar o bem emprestado. pleiteando o reconhecimento da inexigibilidade de duplicata. sob a autoridade do juiz. portanto. São. Prova Semestral – 23. Auxiliares da Justiça O processo judicial envolve alguns sujeitos: Sujeitos principais do processo: Juiz e as partes (Juiz. existem também os auxiliares da justiça. Esclareça qual o instrumento jurídico a ser utilizado. os jurados. os curadores. não fazer algo. autor e réu) sem as quais não existirá processo. que são os elementos indispensáveis à viabilização do processo. o contador. colaborando para a viabilidade da prestação jurisdicional. imprensa oficial.32 • • Como parte do processo. Como autor.2006 1. César celebrou com Tício contrato de mútuo. (Guardião da lei = custus legis). sob o argumento de que o débito já havia sido pago..

ingressa com ação de cobrança por falta de pagamento contra Glauco. • Ações de reconvenção (ação pela qual o réu demanda o autor no mesmo processo em que é demandado para opor–lhe direito que altere o limite ou elimine a pretensão do autor – CPC. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Tácito. Resposta: São duas ações conexas: a mesma causa de pedir (título). pois as duas têm o mesmo pedido: desocupação do prédio. A situação contém as duas condições exigidas para isso: periculum in mora e fumus boni júris. sendo certo que o devedor está alienando todo o seu patrimônio de modo a frustrar o pagamento. 4. explicando sua resposta. Outras respostas são os ataques (ações). A defesa do réu é uma das respostas dele. que os fatos não sejam alterados. isto é. opondo apenas resistência à pretensão do autor. Nisso consiste o seu direito de defesa. é do juiz que despachar primeiro. também residente em Aracaju. . o requerente alega que. que é distribuída para a 1ª. Portanto.2006. o réu pede exatamente o contrário. vencerá a nota promissória emitida pelo requerido. o réu não ataca. art. 5. Proposta em varas diversas uma ação de despejo por falta de pagamento e outra de retomada para uso próprio. por terem os dois juizes a mesma competência territorial (critério de prevenção). Resposta: Não. não é o caso de litispendência.05. Resposta: Caio deve entrar com ação cautelar para resguardar o seu direito. devem ambas ser julgadas num só juízo. nesse caso. Como na ação o autor pede a alteração dos fatos. 30. Vara Cível. impetrou. por sua vez. por motivo de litispendência. o direito de ser ouvido pelo juiz antes da decisão do juiz. Elas são de dois tipos: • Ações declaratórias incidentais (só podem ser ações meramente declaratórias) Ex: ação de alimentos em que o suposto pai pede ao juiz para declarar não ser ele o pai. A competência. DEFESAS DO RÉU O réu também tem direito à tutela.33 3. 315). Este. Obs: Nas ações em que se defende. Vara Cível da Comarca de Aracaju. ação de consignação em pagamento referente ao mesmo título perante a 3ª. Tendo sido citado primeiramente Glauco. para saber o juiz competente (juiz prevento) deve-se ver qual foi o que despachou primeiro. no dia 20 de dezembro de 2005. Caio propôs ação em face de Ticio. Elas devem ser anexadas. residente em Aracaju. contra Tácito. É o caso de conexão de ações. o que não é informado no caso. ou seja. Esclareça qual o instrumento jurídico utilizado por Caio. Nestas o réu também pede alteração no mundo dos fatos. Classificação das defesas do réu: esta classificação é feita sob algumas óticas. pergunta-se: em que juízo deverá ser resolvido o litígio? Justifique sua resposta. Em sua petição inicial.

litispendência. mas opõe fatos novos que sejam impeditivos. Alega-se que o juiz não pode julgar por razões de ordem processual. extingui-lo. Visam acabar com o processo. Estas só se apresentam em duas defesas. (Situações que surgem quando o processo já é considerado em ordem. Ex: coisa julgada. retarda o processo sob alegação de incompetência ou parcialidade do juiz. perempção. 2. Ex: conexão. No caso da competência do juiz. 3) Quanto aos efeitos desejados com a defesa: • Defesas dilatórias. (Situações que surgem no início do processo) • Contestação (de natureza material). a competência absoluta (impossibilidade de atuação) é direta e a competência relativa é indireta. pois se trata de competência que pode ser prorrogável. • Defesas contra o mérito. Nas outras situações. São as alegações do réu contra o mérito. • Defesas peremptórias. ser de duas espécies: • Defesas contra o mérito. mas prolongá-lo. Parcialidade / imparcialidade do juiz. As defesas preliminares dizem respeito ao processo. Competência do juiz. prescrição. Procrastina. Neste caso o réu defende que a competência não seja prorrogada. em andamento). O réu tenta destruir a causa de pedir para que o juiz não possa decidir.(suspeição. 2) Quanto à natureza das questões deduzidas na defesa: • Ações Preliminares (de natureza processual) – Correspondem à defesa preliminar ou de natureza preliminar. (CPC. Alegase que o juiz não pode julgar assim (ou assado). 326). Não visam extinguir o processo. Princípio da imparcialidade do juiz. O silencio do réu corresponde à prorrogação tácita. 4) Quanto ao conhecimento da defesa pelo juiz: . coisa julgado. • Defesas contra o processo indiretas. litispendência. As duas defesas indiretas se referem à: 1. ser de duas espécies: • Defesas contra o processo diretas. também. Mérito: é valor que o juiz atribui ao pedido do autor. também. ⇒ Quanto ao processo (defesa de natureza processual = exceção processual): estas podem. Como a competência pode ser absoluta ou relativa. o réu alega a sua incompetência. São chamadas Ações Substanciais.. → Princípio do contraditório.34 1) Quanto à relação jurídica conta a qual resiste o réu: A defesa pode ser de natureza processual (contra o processo – exceção processual) ou de natureza material (contra o direito material. modificativos ou extintivos em relação ao fato em que se fundou a ação. ⇒ Quanto à relação jurídica material (defesa de natureza substancial = exceção processual): Podem. São todas as alegações do réu contra o processo. art. contra os pedidos do autor. as defesas são todas diretas. diretas – o réu ataca a causa de pedir próxima ou remota. São as alegações do réu que atacam o pedido do autor. contra o mérito – exceção substancial). por exemplo). indiretas – o réu concorda com a causa de pedir. decadência.

Exceções .35 • • Objeções – Referem-se à questão que o juiz poderia decidir de oficio e por falha não o fez. Depende da exceção do réu (competência relativa).São questões que mesmo que o juiz conhecesse a incompetência não pode decidir de oficio. . O réu alega a falha do juiz.

46) C) Participação de terceiros no processo Refere-se a presença. art. Surge pela denunciação à lide. . 3. de terceiros que não são parte. Ex: ação de despejo que passa a herdeiros.08. Obs: • • • O assistente não é parte na relação processual. 2. Pressupostos da assistência: • • Existe uma relação jurídica entre as partes (assistente e assistida). → Assistência . Não defende direitos próprios. como autor ou como réu. 47). Decorre de ordem do juiz. quando o espólio está na ação.É a participação de um terceiros. no processo. nas seguintes condições: 1. na fase de saneamento do processo. Classificações do litisconsórcio: A) Quanto ao momento de sua constituição: → inicial – surge com o processo → incidental – surge no curso do processo. → Litisconsorcional: a assistência se transforma em litisconsórcio.22006 Obs. B) Quanto à sua imprescindibilidade: → necessário – Não pode ser dispensado (CPC. Sua posição é apenas de terceiro coadjuvante. Surge no curso do processo por fato ulterior. pretendendo que uma das partes seja vitoriosa. embora tenha interesse próprio a defender indiretamente. com a finalidade de assistir uma das partes quanto ao seu interesse no resultado.: O professor Tuim está substituindo a professora Rosana Foi feita revisão envolvendo litisconsórcio e participação de terceiros no processo. mas direitos de outrem.36 SEGUNDO SEMESTRE 08. Ex: O herdeiro que ingressa no processo. → facultativo – constituído por vontade das partes do processo (CPC. Tipos de assistência: → Simples: interesse do assistente apenas em auxiliar a parte na obtenção de resultado favorável. a interferir nessa relação. distinguindo-se nisso do litisconsorte. Existe a possibilidade da sentença vir a influir.

→ Desconhecia a existência de declarações ou provas de que. Procedimento → Peticionar. o assistente será condenado em custas. saldo se: → Pelo estado em que recebera o processo ou se por declarações ou atos do assistido fora impedido de produzir provas relevantes para o resultado. • Denunciação da lide (art 70). Ex: Reconhecer pedido.2006. → Conforme estabelece o CPC. Em todo grau de jurisdição. ele não poderá. 56). na proporção de sua atividade no processo. O assistente não pode dispor do direito do assistido. discutir a justiça da decisão. Observar-se-ão. Intervenção de terceiros O CPC relaciona como formas de intervenção de terceiros no processo. 15. para ser admitido como assistente. Observações: 1. 2. sujeitando-se aos mesmos ônus processuais. → Se o assistido for vencido. Em qualquer tipo de procedimento. ela deve fazer referência à falta de interesse jurídico do assistente. • Nomeação à autoria (art 62). Obs. Podendo assim impugná-la. o assistido. → Poderá assistir parte revel no processo. A assistência é um procedimento incidental que não prejudica nem suspende o andamento do processo. Poderes e ônus processuais do assistente → O assistente é auxiliar do assistido → Exercerá os mesmos poderes do assistido. → Se houver impugnação. não se valeu. O assistente recebe o processo no estado em que se encontra. desistir de ação. requerer diligências e perícias e participar das audiências. → Sobre o pedido serão ouvidas as duas partes (autor e réu). em processo posterior. . 2. transitada em julgado sentença na causa em que o assistente interveio.37 Cabimento e oportunidade da assistência: a assistência tem lugar 1. no curso dos autos. → Qualquer uma das partes poderá oferecer impugnação no prazo de 5 dias. quando será considerado gestor de negócios. os prazos e as intimações legais. → Não havendo impugnação. por dolo ou culpa.08. os seguintes casos: • Oposição (art. art 55. pode ao juiz admiti-la ou não. para o assistente. → Poderá: produzir provas.

. como intervenção de terceiros. voltar-se contra ele. o terceiro é o oponente e as partes são os opostos. é um instituto que depende de uma iniciativa do terceiro. a assistência e os embargos de terceiros.2006 TRABALHO DE TEORIA GERAL DO PROCESSO INTERVENÇÃO DE TERCEIROS NO PROCESSO Introdução: Terceiro é a pessoa que. O CPC lista como casos de intervenção de terceiros no processo os quatro casos mencionados. sabendo a quem coube o bem. • Como o instituto da oposição significa o exercício do direito de ação.38 • Chamamento ao processo (art 77). todavia. A doutrina. 22 e 24. passa a dele participar. Outra característica do instituto é a facultatividade do terceiro quanto a entrar na lide. embora estruturalmente signifique duas decisões. também. depois. Conforme a natureza dessa participação ele pode passar a fazer parte do processo. Pode ele aguardar o desfecho da ação e. 2. não fazendo parte integrante dos participantes originários do processo. Obs. Terminologia Ao ingressar na ação. São quatro as modalidades de participação de terceiro no processo previstas no Código de Processo Civil (CPC): • Oposição • Nomeação à autoria • Denunciação da lide • Chamamento ao processo Vejamos cada um desses institutos. Pela sua natureza.08. em relação ao oponente é necessário que ele preencha as condições e os pressupostos processuais. • É necessário. Aulas de 17. É o caso da nomeação à autoria e do chamamento ao processo. Exigências • A pretensão do oponente deve ser total ou parcialmente incompatível com a pretensão das partes da ação. que devem ser decididas por uma sentença una no aspecto formal. considera também. OPOSIÇÃO Conceito É o instituto por meio do qual um terceiro que não pertence à lide sobre a disputa de determinado bem pode ingressar no respectivo processo para defender seus direitos sobre o mesmo. que o juiz competente da ação o seja também para julgar a oposição. Características A oposição cria uma situação em que aparecem duas lides – a ação principal e a oposição.

4. deixando de ser estranho à lide. O seu silêncio representa aceitação da nomeação. quando visa aproveitar o mesmo processo. Terminologia Instituída a nomeação à autoria. DENUNCIAÇÃO DA LIDE Conceito Esse instituto consiste em trazer à lide um terceiro que possa garantir o réu no caso de sua condenação. ocorrendo a partir de então unidade procedimental e decisória. NOMEAÇÃO À AUTORIA Conceito É o instituto pelo qual é trazido à lide quem deveria ter sido introduzido originariamente. Reconhecendo-a. Características • A vontade do autor da ação é relevante. Todavia. • O nomeado pode reconhecer ou não a qualificação que lhe é atribuída pelo nomeante. o indicado. também. portanto.39 • • A litispendência precisa estar instaurada para que o terceiro possa ingressar como oponente. O terceiro nomeado à autoria assume a posição de réu. o artigo 60 do CPC possibilita a oferta da oposição após a aludida audiência. abre-se para ele novo prazo para defesa. caráter de economia processual. Prazo O prazo para nomeação à autoria é o mesmo prazo de defesa do réu. instituto da oposição. 3. a finalidade de corrigir a legitimidade do pólo passivo da ação. Características • Como exercício do direito de ação. aquele que faz a indicação à autoria é o nomeante e o novo réu. No caso de recusa dele. o processo continua correndo contra o nomeante. • Deve haver nexo de prejudicialidade entre a ação originária e a que se cria com a denunciação. Este instituto tem. é o nomeado. um instituto ligado ao princípio da economia processual. deve preencher todos os requisitos processuais dela. uma vez que pretende evitar uma possível nova ação – ação de regresso. situação em que não é considerada. • Esse instituto tem. quando será anexada aos autos principais. devendo ele concordar com a nomeação feita pelo réu. É. quando poderá ocorrer suspensão temporária do processo ou então a oposição será julgada independentemente. propriamente. . A nomeação à lide é de iniciativa exclusiva do réu da ação. A oposição só ocorrerá se for oferecida antes da audiência de instrução e julgamento. Terminologia Com a instauração do instituto da denunciação da lide em determinado processo aparecem as figuras do denunciante e do denunciado. também.

Ela vale como título executivo judicial. Os réus constituídos com o chamamento ao processo de terceiros formam um litisconsórcio passivo simples. Essa . Diferentemente da nomeação à autoria. Excepcionalmente. I. o chamado negar a qualificação que lhe é imputada no chamamento. A sentença da ação que constou com o instituto do chamamento ao processo deve referir-se diretamente ao autor e ao réu chamante como partes legítimas do processo.2006 ESPÉCIES DE PROCESSO Processo de conhecimento → Ações que contêm um pedido de provimento jurisdicional de conhecimento. gozando todos eles os benefícios do art 505 do CPC. quando o acionado é possuidor ou o proprietário direto do bem. garantindo-se ao réu o direito de transferir ao terceiro o ônus da condenação. O prazo de resposta do chamado conta de sua citação. em processos que comportam sentenças condenatórias. A finalidade do chamamento ao processo é criar um título executivo judicial para posterior sub-rogação. ser sub-rogada ao chamado. quanto a possíveis recursos interpostos.09. pode o autor da ação fazê-lo. Poderá. quando motivada a sua necessidade pelo conhecimento de fatos novos. no entanto. na denunciação da lide o denunciante e o denunciado permanecem no processo como litisconsortes em relação ao autor. É relevante a vontade do réu neste instituto. o chamamento à lide ocorre por iniciativa do réu. entretanto. atividade de investigação sobre fatos e sobre o Direito. Prazo O prazo legal para o chamamento ao processo é o mesmo prazo de contestação da ação. servindo para trazer ao processo o proprietário ou o possuidor indireto. Como regra geral.40 • • • Assegura ao réu o direito de evicção. II. 12. III). Terminologia O instituto cria as figuras do chamante (réu) e do chamado (terceiro). predominantemente. uma vez que ele no processo compareceu como devedor solidário. bem como o autor alegar não se tratar de caso para aplicação do instituto. A iniciativa da denunciação da lide pode partir tanto do autor como do réu da ação (CPC. CHAMAMENTO AO PROCESSO Conceito É um instituto que permite o chamamento à lide de um terceiro para que ele seja responsabilizado pelos efeitos da sentença. podendo. art 70. isto é. entretanto. 5. Características • • • • Ocorre.

• Executivas lato sensu. Definição do processo de conhecimento: “o órgão jurisdicional é chamado a julgar. a modificação de uma relação jurídica existente. Ex: ação indenizatória. o doutrinador Pontes de Miranda criou mais dois tipos de ação: • Mandamentais. d. Ex: declaração da existência de relação jurídica de filiação entre investigante e investigado. criar uma obrigação ao demandado. (Liebman) Objetos da cognição: a. → Ações executivas: são ações do processo de conhecimento que trazem em seu bojo a capacidade executória.2006. b. que é aquela de declarar. A tutela buscada é entregue por meio de uma sentença (julgamento da causa). isto é. a explicitar a atividade mais característica de sua função. Alem desses três tipos mais correntes de ações. Ex: ação de divórcio. c. → Ação Condenatória: busca impor uma sanção. ou. está apto a fornecer a sua decisão. Todavia há divergência doutrinária em relação a estas duas ações. → Ação Constitutiva: busca a criação ou a extinção ou. O fato e o direito. A ação e a defesa. uma relação jurídica já existente. atividades cognitivas ou de cognição. .09. 19. entre dois contendores. através da sua sentença. isto é. a declaração em torno da autenticidade ou falsidade de determinado documento (CPC. 14.2006 TIPOS DE AÇÃO DE CONHECIMENTO → Ação Declaratória: busca a declaração da existência ou inexistência de uma determinada relação jurídica. O juiz munido de todo conhecimento necessário fornecido através do relato do fato. quem tem razão e quem não a tem”. ainda. art 4º). com a solenidade e os efeitos da sentença. → Ações mandamentais: buscam uma ordem do juízo para que se faça ou se deixe de fazer alguma coisa. Ex: Ação de retificação de Registro Público. que é pronunciada através da sentença. A sentença pode ter conteúdo positivo (chamada sentença de procedência) ou ter conteúdo negativo (chamada sentença de improcedência). • Negativa (ou desconstitutiva) → quando se extingue. Ex: Ação de despejo por descumprimento contratual.09. O juiz deverá conhecer os fatos e as questões jurídicas relacionadas à ação. O mérito da causa. As questões prejudiciais e as questões preliminares. ainda. Podem ser: • Positivas → quando a sentença cria uma relação jurídica.41 investigação provoca intensa atividade de conhecimento. do embasamento jurídico onde atuam as partes. criar uma ação contra o demandado. que desfaz o casamento.

09. Como partes. Atos das partes: “As chamadas declarações unilaterais incluem os atos de postulações propriamente ditos. Conforme o sujeito que pratica o ato temos: • Atos das partes (sentido amplo).) ou “Toda manifestação da vontade humana que tem por fim modificar. 171.JR. • Basta que o ato praticado tenha condições de atingir o objetivo a que se propõe. • Atos dos auxiliares de justiça: peritos judiciais. A publicidade de certos atos. este como fiscal da lei.2006. 162 a art 165. contador judicial e oficial de justiça. 26. meras manifestações de vontade. 157. CPC). CPC). O ato processual rege-se pelo princípio da instrumentalidade: • De regra. O princípio da instrumentalidade busca dar ao processo celeridade no seu andamento. tecnicamente. o réu. • Atos do escrivão ou do chefe da secretaria (Art. porem em negócios jurídicos” (Arruda Alvim). • O ato é válido. São exemplos de tais atos os leilões públicos. • Atos em outro idioma deverão estar acompanhados de tradução realizada por profissional juramentado (Art. Princípio da publicidade dos atos: a regra geral é que todos os atos do processo são públicos. • Atos do juiz (art. Apesar do princípio da instrumentalidade. se atingida sua finalidade. ainda. Observações: . o CPC coloca como obrigatória ao ato: • O uso do vernáculo (Art. não existe forma previamente estabelecida para os atos processuais. criar ou extinguir a relação jurídica”. ultrapassam os limites normais desse princípio exigindo que os mesmos sejam dado ao conhecimento público por meio de publicações na imprensa. 156. CPC).42 Atos Processuais Conceito: “toda ação humana que produza efeito jurídico em relação ao processo” – (Humberto T. • Segurança jurídica. Obs: o processo é uma seqüência de atos. atos processuais. deve-se entender: o autor. o ato visa: • Previsibilidade. Já as declarações bilaterais de vontade não constituem. ou a convocação de parte de um processo não localizada ou de paradeiro desconhecido. 166 a art. CPC). No Direito brasileiro. Forma dos atos: O artigo 154 do CPC prevê: • Os não dependem de forma determinada. Constituem exceção os casos que correm sob segredo de justiça. porém. terceiro interveniente e o Ministério Público. como.

também de legitimação anômala ou de substituição processual. o autor da ação. aquele que se diz ter violado o direito alegado. salvo quando autorizado por lei”. Legitimidade ativa ⇒ aquele que alega ter seu direito violado. 3. ou da ação popular. aquele que pede a tutela jurisdicional. em nome próprio. A prática do ato processual constitui um ônus da parte. Os demais atos processuais visam a regulamentar os atos praticados pelas partes em cartório. 6º abre possibilidade de exceções para que outras pessoas. no processo. É chamada. Pode-se identificar na ação duas situações: a legitimidade ativa. o aquele que se diz titular do direito objetivo material e. Condições para o exercício da ação: • Legitimidade das partes. em que o cidadão defende interesse da administração pública. O CPC. em seu artigo 6º estabelece: “ninguém pode pleitear. 1. que não o pretenso beneficiário do direito ofendido alegado. Direito de Ação: é o direito que a pessoa tem de pedir a tutela do Estado para resolver a lide. a legitimação da ação pode ocorrer de forma ordinária ou extraordinária. Quando ocorrer.2007 REVISÃO. Uma pessoa estranha ao conflito não pode pedir a tutela do Estado para resolver a lide na qual não tenha interesse. sejam titulares de ação. 3º ANO – professora Rosana 29. Além das figuras acima. . O ônus processual apresenta-se como uma oportunidade para prática do ato e a omissão como perda dessa oportunidade. 2. isto é. quando diz “salvo quando autorizado por lei”. • Interesse de agir. Legitimação extraordinária ⇒ quando o autor da ação não é o titular do que está sendo pedido. Legitimidade das partes (legitimidade ad causam) : Quem pode pedir a tutela do Estado na resolução da lide? Só quem dela faça parte. . A omissão implica na preclusão.01. Legitimidade Passiva ⇒ aquele que se diz ter violado o direito do titular da ação. direito alheio. para resolver interesses de outrem. Ex: É caso do Ministério Público ser o autor de uma ação penal. a parte será chamada a supri-la. cujo beneficiário é a sociedade. um erro sanável. Configura-se nessas exceções. Entretanto a parte final do mencionado art. ou seja. a legitimação extraordinária. em contrapartida. Legitimação ordinária ⇒ é a forma comum de legitimar a ação: quem pede a tutela jurisdicional é o próprio titular do direito dito ofendido. • Possibilidade Jurídica. (o réu). donde a legitimidade passiva.43 1.

Interesse de agir (dito.44 2. apto a conceder a tutela pleiteada. porque a parte contrária se nega a satisfazer o direito alegado e porque o recurso à autotutela é legalmente proibido. ou. se a decisão for de ordem formal. Litispendência → quando a lide for objeto de outro processo em fase de julgamento. A coisa julgada que se considera pressuposto processual negativo é a julgada no mérito. isto é o autor perde o direito da ação. e o processo que se refira à segunda ação será rejeitado. isto é. Ao se constatar a carência da ação. 3. Numa quarta propositura de ação sobre a mesma lide. Ex: Se A entra com uma ação contra B que tenha a mesma causa de pedir ou o mesmo pedido de outra ação proposta por ele contra B e em tramitação na justiça. 1. Perempção → Ocorre quanto o autor mostra desinteresse pelo processo. Coisa julgada → A ação pode ser julgada sob dois aspectos: o aspecto formal que está relacionada à forma como está o processo e o aspecto material. pois desaparece o direito de ação do autor. na matéria. isso é. o carecedor do direito de ação é sempre o seu autor. algo que apresenta a possibilidade jurídica de ser concedido. Pressupostos processuais: Existem três tipos de pressupostos para o processo: um primeiro de ordem negativa e que. 3. não . ocorre liminarmente o seu indeferimento. adotar o mandado se segurança para cobrança de dívidas. interesse de agir e legitimidade de causa. a cobrança judicial de dívida de jogo. faz com que desapareça o direito de ação. o abandona por três vezes seguidas. sob pena de não haver razão de ser da ação. pode ocorrer a extinção do processo. Novo processo sobre a mesma lide será rejeitado. Observação → Carência da ação: A legitimação da ação está condicionada à ocorrência simultânea das três condições mencionadas: possibilidade jurídica. se a carência for identificada no correr do processo. Isto é. o provimento deve ser apto para corrigir a queixa feita pelo autor. Se a ação pretende a tutela de algo que seja juridicamente impossível. em processo civil. ou seja. Evidentemente. interesse processual): O interesse vem amparado em duas condições: na adequação e na necessidade da tutela jurisdicional. por seu lado para aparecer de três formas e as duas outras de ordem positiva. Possibilidade Jurídica: Pedido juridicamente possível: A ação deve buscar algo que o Estado possa conceder. Entretanto. Por necessidade entende-se a impossibilidade de a satisfação do alegado sem a intervenção do Estado. que não tem amparo na lei. a ação deve ser negada imediatamente. solicitar divórcio em país onde ele não existe. Ex: em caso de adultério solicitar a anulação do casamento e não o divórcio. quanto ao mérito da ação. ocorre a perempção da ação. Por adequação entende-se a compatibilidade entre o provimento jurisdicional solicitado e a possibilidade de resolver-se a situação em questão. Pressupostos negativos: 1. Ex: Pedido de divórcio em país cuja legislação não tenha esse instituto. 2. não desaparece o direito de ação do autor e ele pode propor nova ação sobre a mesma lide. fica estabelecida a figura da litispendência. Existe a necessidade da intercessão do Estado. O julgamento nesta condição impede a reingresso de ação sobre a mesma lide. A ausência de uma dessas três condições provoca a carência da ação.

O terceiro que não estiver representado não será admitido no processo. embora entre elas.. É uma capacidade que só pode ser exercida por advogado. Réu revel é aquele que não tem advogado para representá-lo. Os totalmente incapazes estão. Referentes às partes • Capacidade de ser parte ⇒ Em tese. ou simplesmente ser declarado suspeito que não o impede de participar. Quanto à imparcialidade ele pode estar impedido.jurídica que permite participar dos atos formais do processo e que é comprovada pela carteira da OAB. isto é proibido de participar da ação sob risco de nulidade de sua decisão. pois esta desaparece com a renúncia ao direito material. O juiz não faz parte da lide.45 podendo. São as pessoas naturais. O que tem. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. 2 e 3. Se o autor não estiver representado nos autos. • Capacidade postulatória – jus postulandi ⇒ é a capacidade técnica . Para tanto. portanto. portanto. estando acima das partes. A competência pode ser territorial. o espólio. não abandonando simplesmente o processo. a capacidade postulatória só é válida para o advogado. b) pela renuncia ao direito da ação. • Capacidade de estar em juízo ou capacidade processual ou. capacidade de exercer o direito. Só o advogado pode falar diretamente com o juiz. Referentes ao juiz • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. Assim. como a massa falida. quando se tratar de processo. abrindo mão de seu direito. ter recebido parte da jurisdição do Estado. tem capacidade aquele que pode ter direito (ou obrigação). quando ele expressa sua decisão nesse sentido. 3. o advogado deverá estar devidamente autorizado pela parte por meio de procuração. . pois. Embora estejamos tratando dos pressupostos relativos às partes. Ele deve estar apto a participar da ação. portanto. Nesse caso pode voltar com a ação à justiça toda vez que desistir e pode desistir muitas vezes. Na falta de representação do réu. o acordo celebrado entre a parte e o advogado para que este a represente no processo. o interesse do autor no processo pode ser demonstrado de três formas: a) pela desistência. a herança jacente ou vacante. o juiz extingue o processo. ainda. isto é. quando. excluídos. Pressupostos positivos: 2. não poderá mais haver ação sobre a lide. o desinteresse no autor no processo. c) a perempção já comentada acima que corresponde ao simples abandono do processo. ele é considerado revel. através dos autos. voltar à questão. A procuração comprova. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. legitimatio ad processum ⇒ aquele que pode exercer o direito (ou obrigação). funcional etc. Ocorre nas três primeiras vezes a desídia dele quanto ao processo. as pessoas jurídicas e as pessoas formais.

• Prazo judicial: estabelecido pelo juiz quando interfere no processo fixando prazo para as partes. § 2º). Ex: CPC. o que equivale a prorrogar-se o dies ad quem para o primeiro dia útil seguinte (Art. 3. Na contagem dos prazos processuais valem as seguintes regras: 1. Então quando a intimação ocorrer em dia não útil. O marco inicial (dies a quo) não deve ser confundido com o dia de início da contagem do prazo. 6. Não se inicia a contagem em dia não útil (CPC. 05.2007 Classificação dos prazos São quatro os critérios para a classificação dos prazos: 1º critério → Quanto à fonte de onde eles provêm. se tiverem ocorrido em dia que não tenha havido expediente forense. 297.. obviamente. Nesse caso o prazo é retroativo. ressalvados alguns casos especiais previstas nos art 179 a 180 do CPC. depende da extensão do prazo. art 407. Os que forem praticados fora desse prazo são nulos. Inclui-se na contagem do prazo o dies ad quem (Art 184 do CPC).184. art 433. Ex: CPC. sobre a prorrogação do “dies a quo” quando a intimação ocorrer em dia não útil (art. Ex: CPC. art 178). 5. art. do art 240 do CPC que as intimações consideram-se realizadas no primeiro dia útil seguinte.prazo para a contestação do réu. Parecer técnico dos assistentes sobre laudo pericial. §3º. o dia do início do prazo. ou seja.02. 240. parágrafo único. isto é. Ele apenas abre o prazo para a respectiva contagem. o qual tem um marco (data) inicial (dies a quo) e um marco (data) final (dies ad quem). § 1º do CPC).01. para possibilitar a determinação do marco final do prazo (dies ad quem) que. ele tem inicio no primeiro dia útil após o dies a quo. Ex: CPC. Esse tipo de prazo pode ser • Prazo comum → Corre para as duas partes. (rol de testemunhas). a contagem é em sentido que retrocede no tempo. Não se encerra a contagem do prazo em dia não útil. • Prazo legal: tem origem na própria lei. Iniciada a contagem. 2. • Prazo particular → Corre apenas para uma das partes. Para determinação do marco inicial do prazo (dies a quo) estabelece o parágrafo único. . exclui-se o dies a quo (art 184 do CPC). isto é. para a contagem. Qualquer ato processual deve ser praticado dentro de determinado prazo. A regra acima mencionada. art 297 – prazo para contestação do réu. EX: CPC. parágrafo único. • Prazo convencional: provêm de acordo entre as partes. a mesma não será suspensa em dias não úteis (CPC. 265.46 31.2007 – DOS PRAZOS Prazo → é o intervalo (lapso) de tempo para determinada providência processual. 4. do CPC). II. ela será prorrogada para o primeiro dia útil subseqüente.fixação da data da audiência. art 240. Exclui-se. 2º critério → Quanto a valer (ou não) para as partes.

2007 (segunda feira) Primeiro dia do prazo → 29. Ex: CPC.02.06.2007 – A contagem dos 10 dias recai no 7. Preclusão.2007 (terça feira) Dies ad quem → 11. • Preclusão lógica → é a perda do direito de praticar um ato processual por ter-se praticado um ato com ele incompatível. João é intimado no dia 19 de fevereiro de 2007 para falar nos autos no prazo de 5 dias. • Prazo impróprio → é o que corre para o juiz e para os auxiliares da justiça.05. É prazo de preclusão. . Carlos é intimado para réplica no dia 28. Também pode ser de duas espécies: • Prazo dilatório → aquele que pode ser alterado. elimina a possibilidade de uso da outra. É um tipo de prazo que pode ser de duas espécies. segunda feira. Exercícios sobre contagem de prazo 1. art 265. Prorroga-se para o primeiro dia útil imediato. Ex: CPC. • Prazo peremptório → não pode ser prorrogado.05. Ao optar-se pelo uso de uma dessas formas. Se o prazo para a réplica é de 10 dias. qual o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 28. dia útil. art 299 – A contestação e a Reconvenção devem ser apresentadas simultaneamente. O primeiro dia útil subseqüente é 11. 9º.2007.2007 – 4ª feita. art 806 – prazo de ação sobre medida cautelar. Uma diferenciação: • Decadência → Morte do direito subjetivo material. II §3º . Preclusão → é a perda do direito de praticar um ato processual por inércia da parte no prazo respectivo. II e art 456. Qual o dies a quo? E o dies ad quem? Qual o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 21.02. dia útil. Primeiro dia do prazo → 22.pela convenção das partes. Mas 7 e 8 (quinta e sexta feira) não são dias úteis.2007 – 2ª feira. Ex: CPC.05.47 3º critério → Quanto ao destinatário. • Prazo próprio → é aquele que corre para as partes e seus procuradores.2007. • Preclusão → Morte do direito de praticar um ato processual. 19 e 20 não são dias úteis para atividades forenses. art 297 – prazo de contestação do réu. Implica em dois atos contraditórios. Ex: CPC. Não implica em preclusão. Ex: CPC. • Preclusão consumativa → A decisão pelo uso de determinada forma de procedimento provoca a preclusão de outras formas previstas em lei como possíveis.(prazo para sentença) 4º critério → Quanto a sua alterabilidade. Dies ad quem → 26. • Prescrição → Morte do direito de ação. art. Modalidades de Preclusão: • Preclusão temporal → não praticar o ato processual no prazo fixado. 2.02.

Em havendo expediente forense o dies ad quem será 8/6/2007.2007.2007. O dia 17 é sábado e o primeiro dia útil subseqüente é 21.2007. sexta feira. Pela contagem o último dia seria o dia 8. segunda feira.11. Arlindo é intimada a praticar determinado ato processual no prazo de 5 dias.2007 (primeiro dia útil subseqüente ao dia 1º).2007. Assim. No dia 17 de fevereiro. o primeiro dia útil subseqüente a 6 é 11 de junho. O último dia da contagem foi 25. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo:06. 6. Deve ele juntar o rol de testemunhas no prazo de 10 dias antes da audiência. Primeiro dia do prazo → 22. praticando o ato dentro do prazo. dia em que o fórum não funcionará.11. uma segunda feira. Primeiro dia do prazo: 11. para a prática de um ato processual no prazo de 15 dias. Dies ad quem: 25. Primeiro dia do prazo: 21.2007.2007.06. sexta feita.02. Primeiro dia útil após 16. : .2007. 7.. 4. sexta feira. Roberto é intimado. João só poderá praticar o ato até o dia útil anterior a 5. No dia 16 de fevereiro. O advogado agiu corretamente.2007.48 3. Fez bem o advogado? Explique sua resposta.2007 (quinta feira). É o dia 14. Benedito é intimado a praticar certo ato processual no prazo de 5 dias.2007.06. no dia 6 de junho. quarta feira. não funciona o fórum. No dia 1º de junho.02. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 16. segunda feira.16. pois nos dias 15.06.2007.02. que é o dia 01. 5.2007.11. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 19 de novembro de 2007.06. Dies ad quem: 26. quinta e sexta feira. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 21. Dies ad quem: 05.06. Primeiro dia do prazo: será o primeiro dia útil anterior a 19.02. Dies ad quem: 11. 7 e 8 de junho.02.06. Dies ad quem → 26. João foi intimado de que sua audiência foi designada para o dia 19 de novembro de 2007. Benedito é intimado a praticar certo ato processual no prazo de 5 dias. domingo. segunda feira.06. Seu advogado praticou o ato no dia 25 de junho.2007. Primeiro dia do prazo: 04. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: dia 1º de junho.17 e 18 o fórum não funcionará.

Como a advogada praticou o ato dentro do prazo.2007 Primeiro dia do prazo: 15. Para o dia 16 de outubro foi designada audiência. também. Livro IV). Fez bem? Justifique. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 14. terça feira. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo Resposta: Dies a quo: 16 de outubro. do CPC).49 8. São três os tipos de processo: 1º) Processo de conhecimento → usa o procedimento comum – (Livro I. alegando que este foi o último dia do prazo. sexta feira. feriado.2005 Dies ad quem: 21. A advogada agiu corretamente. . O rol de testemunhas deve ser apresentado até 15 dias antes dela.02. 10.02. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 30 de março. Ana é intimada no dia 14 de fevereiro de 2007 para a prática de certo ato processual em 5 dias. do CPC). nos seguintes processos: → Processos previstos nas leis extravagantes (Ex: alimentos). sexta feira. Dies ad quem: 1º de outubro. tendo sido. portanto. (Não estão no CPC). Até esse dia devem ser apresentadas as testemunhas. segunda feira. Dies ad quem: 9 de abril. Sua advogada praticou o ato no dia 21 de fevereiro. Primeiro dia do prazo: 15 de outubro. O procedimento pode variar de acordo com o tipo do processo a que esteja ligado. sexta feira. O primeiro dia útil que antecede o dia 1º é 28 de setembro. Está certa a advogada? Justifique. segunda feira. (CPC.procedimento especial.02. O processo especial pode ser usado. titulo 9). agiu corretamente. 7/02/2007 ESTUDO DO PROCESSO CIVIL Processo é a relação entre o autor e o réu. Sua advogada praticou o ato no dia 5 de abril. → Processo de conhecimento de competência originária dos tribunais. porque a término da contagem recaiu no dia 6 de abril. prorrogada para a segunda feira próxima. I.2007 ( 19 e 20 não há expediente forense). Maria é intimada no dia 30 de março para a prática de determinado ato processual. segunda feira. → Processo de conhecimento de jurisdição contenciosa ou voluntária (CPC. Primeiro dia do prazo: 02 de abril. (Livro III. 9. embora tenha entendido erradamente o dia 5 como o último dia do prazo. dia 11. 2º) Processo cautelar → usa procedimento próprio . A forma pela qual essa relação se desenvolve é o procedimento.

• • O processo comum se subdivide em: Ordinário (livro I. Sumário (Livro I. → Processo de conhecimento de jurisdição contenciosa e voluntária. CPC).02. 903 e 910. o juiz poderá pedir ao autor que apresente provas do alegado. 3ª) Fase do Julgamento conforme o estado do processo → (cap V do CPC). o juiz a analisa e se constatar algum vício pode adotar duas soluções. Se o réu não responder ele poderá ser considerado revel. isto é apresentar simultaneamente à contestação a ação de reconvenção (art. CPC. → Processo de conhecimento de competência originária dos tribunais. Indeferi-la. Ele se aplica sempre que não houver definição para o tipo de procedimento a adotar. quando tudo que o autor alegou será considerado válido.2007 Fases lógicas do Procedimento ordinário → são seis fases: 1ª) Fase Postulatória → É a fase em que se pede algo ao juiz. Existe ainda um procedimento padrão → igual para todos os processos. sob risco de não o fazendo no prazo. Este processo padrão se aplica subsidiariamente aos demais procedimentos. se o vício for sanável. Terminada a fase ordinatória. título 7) – artigos 275 a 281. Conforme a resposta do réu. Comumente o procedimento comum ordinário é referido apenas como procedimento ordinário. vimos que os procedimentos podem ser: comum ou especial. É a petição inicial. Depois que todos falarem no processo. Nessa fase o juiz poderá decidir de três maneiras: → Extinção do processo (CPC. título 8) – artigos 282 a 475R. Livro II). As condições para que o juiz declare extinto o processo estão nos artigos 267 e 269 do CPC. Depois de emendado ou se não apresentasse vício.299.50 3º) Processo de Execução → procedimento de execução (CPC. pode haver necessidade de o autor falar novamente no processo – réplica. vai-se para a fase seguinte. CPC. → Processos previstos nas leis extravagantes. Recebida essa peça processual. 2ª) Fase Ordinatória (ou fase das providências preliminares) → O réu pode contestar a ação ou não. dentro do Livro IV – Dos Procedimentos Especiais. O procedimento comum que é um procedimento padrão se subdivide em ordinário e sumário O procedimento especial se aplica nos seguintes casos: → Processo cautelar. Para ver-se a importância do procedimento ordinário. Assim. ou. art 329). Mesmo assim. do CPC). Pode até reconvir. o CPC. pode fixar o prazo de 10 dias para que o autor a corrija. . Ex: art. Esse procedimento padrão é o procedimento comum ordinário. ele vai concluso para o juiz despachá-lo para as providências preliminares (art 323. O juiz prolata sentença extinguindo o processo. às vezes determina o uso do procedimento ordinário. A exceção (contestação) será apensada aos autos principais. cita o réu. 12. Contestação e reconvenção são peças autônomas. indeferi-la.

O CPC. 461 e 461-A (fazer ou não fazer coisa certa) e 475-A e 475-I (dar coisa). o mesmo será reduzido a termo e homologado por sentença (sentença homologatória). Só o advogado tem capacidade postulatória. e se a questão versar sobre direitos que admitam transação. A ação termina ai. Deve-se atentar para o duplo grau de jurisdição (CPC. Se houver acordo das partes nessa audiência. Se. o juiz ouve novamente o autor e o réu. quando o autor dirige sua petição a uma determinada autoridade judiciária. art 461). Conceito → É o instrumento por meio do qual o autor formaliza pedido de tutela jurisdicional à autoridade competente quanto à pretensão de um direito que alega ter sido lesado por outrem. em debate oral. art. A petição inicial deve ser elaborada de forma expressa. Pode o juiz substituir esse debate por memorial escrito que será apresentado pelas partes no prazo fixado pelo juiz. estará estabelecendo a competência dela. 475-A. o juiz procede ao saneamento do processo designando nova audiência de instrução e julgamento. art 331). Juízo ou tributal solicitado → A petição inicial deve ser dirigida à autoridade – tribunal ou juiz – competente. ou escolhendo-a. isto é. compete ao réu cumprir o determinado na sentença. Terminada essa fase (inclusive cumprido o prazo para os memoriais) passa-se a fase seguinte. ou à obrigação de dar (CPC. Assim. Finda a apresentação das provas. art 330) → O juiz conhecerá do pedido proferindo sentença quando houver revelia com seus efeitos ou quando a questão do mérito for exclusivamente de direito ou mesmo que sendo de direito e fato não haja necessidade de produção de prova em audiência. Nos casos das ações condenatórias. no caso em que ela seja prorrogável. não se precisa do réu. Se não ocorreu uma das duas decisões anteriores. art 475). ver CPC. fixa a ordem para apresentação das provas. 6ª) Fase de Execução da sentença → O cumprimento da sentença pelo réu é tratado pelo CPC nos art. 5ª) Fase decisória (CPC. A condenação pode se referir à obrigação de fazer ou não fazer (CPC. passa à fase seguinte. → Marca audiência preliminar (CPC. PETIÇÃO INICIAL . ela pode tornar-se competente caso o réu não oponha exceção. o juiz designará audiência preliminar a ser realizada dentro de 30 dias. que trata do assunto. art 461-A). porventura o autor escolher uma autoridade incompetente. Já nas ações condenatórias. no art 452. Sobre a liquidação de sentença que seja ilíquida. só o advogado pode falar com o juiz por meio dos autos. Se não houver conciliação. . ressalvadas as exceções previstas no artigo 36 do CPC. Nas ações de conhecimento meramente declaratória ou constitutiva. Art 475) → Nessa fase o juiz analisa todo o processo e prolata a sentença.51 → Julgamento antecipado da lide (CPC. 1. art 282). assinada por um advogado legalmente habilitado por meio da competente procuração. A petição inicial deve ainda preencher as seguintes condições: Requisitos da Petição Inicial → (CPC. 4ª) Fase Instrutória (ou Probatória) (CPC. Passa-se à fase seguinte. art 450 e seguintes)→ Fase da produção de provas orais e não orais. geralmente de 10 dias.

como titular da pretensão. É a parte central da petição inicial. O imediato é o feito diretamente ao Estado. o pedido deve ser . colocando em marcha o processo e fixando os parâmetros para a sentença. profissão. de certo e determinado. proveniente de um fato real que se encaixa numa situação hipotética prevista em lei e que sugira a existência de referido direito. pois mesmo a citação errada da norma legal não impede a apreciação da situação pelo juiz. entendendo-se por certo o fato de que ele não pode ser tácito e. sem que o réu o consinta e não deverá ocorrer de nenhuma forma após o despacho saneador do juiz. Não será atendido pelo Estado diretamente. 286. do CPC.52 2. domicílio e residência. Conforme determina o CPC. é o pedido da tutela que só pode ser concedida pelo Estado e que se pronuncia pela sentença proferida pelo juiz. como no pedido mediato. 4. numa declaração. O artigo 264 do CPC estabelece que nenhuma modificação poderá ocorrer na causa de pedir depois da citação. Dois requisitos devem ser considerados no pedido: ele deve ser certo e determinado. é indispensável que a petição inicial traga manifestação expressa do pedido do autor. que se contrapõe ao “princípio da individuação”. Importante. o fato de que ele deve ser delimitado em termos qualitativos e quantitativos (art. O pedido pode ser mediato ou imediato. que permite a menção genérica de tais elementos. Quanto ao pedido. Ela fornece elementos para se verificar a legitimidade das partes e a necessidade de pedir. Pela correta qualificação das partes o juiz pode comprovar a legitimidade ativa e passiva das mesmas e saber da sua competência para a ação. devendo ser indicados. Para evitar que o juiz se pronuncie além dos limites estabelecidos o art 293 do CPC determina que os pedidos devem ser interpretados restritivamente. por determinado. Se o pedido inicial não estiver em ordem. Qualificação das partes → as partes devem estar nessa peça devidamente caracterizadas. Além de mediato ou imediato. sob pena de indeferimento da peça inicial. em relação a cada uma. prenomes. determinar a sua complementação ou a sua correção. A determinação e a certeza são dois requisitos distintos e indispensáveis e devem estar tanto no pedido imediato. o demanda por meio do Estado. alega a existência de um direito subjetivo seu. O pedido mediato é o pedido do bem da vida feito ao réu por meio do Estado. o nome. estado civil. o juiz pode. O atendimento do pedido mediato consiste na condenação do réu. é fundamental a possibilidade jurídica de seu atendimento e a sua adequação. a sua causa de pedir – causa petendi. O pedido mostra a pretensão do autor da ação. O fato e os fundamentos jurídicos do pedido → O autor. Entretanto. entretanto. Pedido → O pedido estabelece os limites para a decisão do juiz. A concordância do fato real com o fato hipotético legalmente previsto é exatamente a base jurídica do pedido. mas pelo réu a quem o autor demanda de forma indireta. a menção ao texto legal que embasa o pedido não é imprescindível (fundamentos). 3. é o detalhamento do fato. Assim. especificado no bem jurídico supostamente violado. A causa de pedir pode ser remota ou fática (é o fato) ou próxima (fundamentos jurídicos). CPC). declaratória ou constitutiva. isto é. conforme prevê o artigo 284. na constituição ou na modificação ou na extinção de uma relação jurídica conforme o tipo de ação – condenatória. no prazo de dez dias. o detalhamento do fato e dos fundamentos jurídicos do pedido atende ao “princípio da substanciação da causa de pedir”.

02. Na petição inicial deve juntar as provas que fundamentem a ação e informar as demais provas de que pretende se valer e que serão oferecidas oportunamente. pois. Identificam a causa de pedir e o pedido. assinando-os as pessoas que nele intervierem (CPC. também. Requerimento para citação do réu → CPC. Assim. isto é. devendo ser indeferida liminarmente (CPC.2007 . E o réu só será citado se o autor fizer esse pedido na petição inicial. Obs: as causas de extinção do processo. a toda causa será atribuído um valor certo. modificativo ou extintivo desse direito. testemunhas. 7. perícias técnicas. 6. art 295). além de documentos cujo fornecimento por parte de terceiros esteja em andamento. o CPC. • Requisitos internos → Os demais requisitos. permite verificar a adequação da ação e serve também como parâmetro para os honorários advocatícios. como estabelece o artigo 258 do CPC. Sem esse pedido do autor não pode o juiz tomar a iniciativa de o fazer. eles podem ser agrupados em dois tipos de requisitos: • Requisitos externos → facilmente identificáveis: escrito e vernáculo. por exemplo. ainda que não tenha conteúdo econômico. ninguém é obrigado a demandar contra quem não queira. As provas → O autor deve. requisito da petição inicial a atribuição de um valor para a causa. art 333. sob pena de sucumbência da ação.53 também concludente. art 37. também de dois tipos: 1. Referentes ao processo: os demais. Em todos esses atos e termos do processo é obrigatório o uso do vernáculo (CPC. 2. Habitualmente. provar os fatos por ele alegados. Referentes ao mérito: fato e fundamentos. • Nome da ação. 14. O valor da causa → Constitui. art 169). declarações. estão no art 267 do CPC. 275. Sobre as provas. o processo não tramitará. Outros requisitos: • Instrumento de mandato habilitando o advogado a representar o autor (procuração) – CPC. 5. • Forma: Os atos e termos do processo serão datilografados ou escritos com tinta escura e indelével. art 214: Para validade do processo é indispensável a citação inicial do réu. na peça inicial. Listados que foram os requisitos da petição inicial. pelo Princípio da Demanda. sem resolução do mérito. como. A incompatibilidade do pedido verificada nesse sentido torna a petição inicial inepta. determina que ao autor cabe o ônus da prova quanto ao fato que constitui o seu direito e ao réu o ônus quanto à existência de fato impeditivo. Conforme previsto no CPC. Sem esse requerimento na inicial. 156). o autor costuma protestar pela apresentação de provas de modo genérico. deve ser compatível com o fato e com as justificativas legais apresentadas pelo autor. o valor da causa é elemento que permite verificar a competência do órgão judicial solicitado. que juntos formam o libelo.

a petição inicial será indeferida: I. 219. As hipóteses de indeferimento constam do art 295 do CPC. O libelo é a parte mais importante da petição inicial. em certos casos (questões de família) o juiz poderá determinar a correção do vicio. faltar-lhe o pedido ou a causa de pedir. Quando for inepta (não for apta a produzir seus efeitos). o indeferimento é o reconhecimento de que a petição inicial não tem condições de dar início à relação jurídica plena. I . pois ele só será citado se ela for aceita pelo juiz. 4. O indeferimento implicará na extinção do processo. Quando o autor carecer de interesse processual. inclusive quanto ao prazo fixado. a decadência ou a prescrição (art.Assim. O CPC. O juiz pode mandar corrigir. isto é. desde logo.54 Indeferimento da Petição Inicial O indeferimento acontece antes de o réu ser citado. Todavia. desfazendo-se a incompatibilidade. Quando o tipo de procedimento escolhido pelo autor não corresponder à natureza da causa ou ao valor da ação. parágrafo único. Se os vícios forem insanáveis. O juiz indefere de plano a peça por não conter as condições da ação – não há interesse de agir por causa da inadequação. São seis hipóteses. e art 284 (requisitos). Pelo não cumprimento dessa determinação. 3.Petição Inicial inepta → O parágrafo único do art 295 diz que será inepta a petição inicial quando: 1. Esses quatro tipos de vício referem-se ao libelo. O vício é corrigível desde que um dos pedidos seja retirado. Quando o juiz verificar. O pedido juridicamente impossível não preenche uma das condições da ação. o juiz indeferirá a peça. Faltam elementos da ação. no seu art 284. V. da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. contiver pedidos incompatíveis entre si. primeira parte (endereço para recebimento de intimação). diz que ao receber a petição inicial e o juiz perceber que ele não preenche os requisitos exigidos nos artigos 282 e 283 desse código ou que ela apresenta defeitos ou irregularidades que dificultem o julgamento do mérito e em sendo os vícios encontrados sanáveis. VI. O indeferimento pode ser motivado pela não observância de um dos requisitos da petição inicial. 2. o juiz a indeferirá de plano. Quando não atendidas as prescrições do art 39. II. Normalmente o juiz indefere a petição. §5º). Assim. O libelo é formado pelo pedido + a causa de pedir . O juiz a indeferirá de plano. à parte da ação relacionada com a causa de pedir e o pedido. III. o indeferimento impede a formação dessa relação. IV. o juiz determinará que o autor a corrija no prazo de 10 dias. caso em que só não será indeferida se ela puder ser adaptada ao tipo de procedimento legal. quando está sendo iniciada a relação linear entre autor e juiz. Quando a parte for manifestamente ilegítima. Ele acontece bem no início do processo. o pedido for juridicamente impossível.

enquanto que para a correção da falha comentada no art 39 será de apenas 48 horas. Assim. sob risco de indeferimento. não havendo adequação entre o fato e o pedido. não a necessidade dela. • Ilegitimidade quanto à causa (ad causam). serão consideradas válidas as intimações enviadas ao endereço constante dos autos. Já o de deferimento é o despacho do juiz (CPC. Se não há interesse em agir.55 II . 39. extinguindo-se o processo. Como se vê. O ato do juiz indeferindo a petição inicial é a sentença. Essa razão liga-se ao previsto no inciso II do mesmo artigo. o juiz pode marcar prazo para a necessária correção. Não há lógica entre o fato narrado e a conclusão que venha a ocorrer. Inalterabilidade da Petição Inicial: Devem ser considerados três momentos importantes quanto a possibilidade de alterar-se ou não a Petição Inicial: • O momento da propositura da ação. Apelação → O CPC. tendo em vista o contido na parte final do art 284. são duas as hipóteses presentes. na sua contestação. O art 263. mesmo porque a qualquer momento do processo o mesmo poderá ser alegado em razão de ordem pública do processo.Parte manifestamente ilegítima → A ilegitimidade da parte tem que ser manifesta. O indeferimento da petição inicial ainda poderá ocorrer por outros motivos. Se o juiz mantiver a sua decisão. Se deixar de comunicar ao escrivão do processo qualquer mudança de endereço. será incompatível adotar-se o procedimento ordinário para uma ação executória. Apelação é o nome desse recurso. VI – Se não forem atendidas as prescrições do art. • Ilegitimidade quanto ao processo (ad processum). Falta de capacidade para estar em juízo. do CPC. Havendo dúvida da parte do juiz ele defere a petição inicial. A petição inicial varia de acordo com o rito adotado. o processo sobe à instancia superior que poderá reformar a decisão do 1º grau e o processo prossegue do ponto em que estava ou confirmar a decisão. art 162). Por exemplo. do CPC. parágrafo único. para correções permitidas pelo art 284 o prazo fixado pelo juiz será de 10 dias. estabelece que ação é considerada proposta quando o juiz despacha a Petição Inicial (Existindo uma só vara judicial) ou quando ela é distribuída (existindo mais de uma vara judicial). o processo seguirá sei curso natural é o réu deverá acompanhá-lo em cartório. primeira parte e o art 284. sendo facultado ao juiz reformar sua decisão no prazo de 48 horas. mas é aconselhável que não se o faça para não quebrar a estabilidade da ação. tendo em vista. não podendo haver dúvida da parte do juiz. Essa ilegitimidade pode se dar de duas formas. Havendo possibilidade de corrigir-se a falha. À falta de designação pelo advogado do endereço para receber intimação. que a alteração pode modificar totalmente a ação. não informar o endereço para intimações. o juiz manda que a falha seja suprida em 48 horas. O juiz indeferirá de plano a petição inicial. . III – Ausência de interesse processual → O interesse de agir é uma das condições da ação. sobretudo. conforme permite o art 284 do CPC. Se o réu. Uma vez proposta a ação e até a citação do réu. IV – A verificação pelo juiz de manifesta existência de decadência ou prescrição → a existência desses institutos tem que ser manifesta. a Petição Inicial pode ser alterada pelo autor. no seu art 296 estabelece que do indeferimento da petição inicial poderá haver recurso. Sem ele não há ação. V – Procedimento adequado → Toda ação há de adotar o rito adequado a ela.

Para qualquer alteração na Petição Inicial. três deles já citados. só podem ocorrer alterações na Petição Inicial se o réu consentir na alteração. isto é. se alguém detiver coisa em nome alheio e for demandado em seu próprio nome. Já ao autor interessa que a nova citação incida apenas sobre a parte alterada. • O momento da citação do réu. que trata da nomeação à autoria. Acontece que os já citados deverão ser citados novamente por ter havido novação na situação. O prazo para contestação deles só é aberto após a citação do último dos cinco. a título particular por ato entre vivos. o art 43 permite a substituição das partes ocorrendo a morte de uma delas. no art 241. conforme estabelece o parágrafo único do art 264. Outro exemplo: Art 42 → a alienação da coisa ou do direito litigioso. deverá nomear (indicar) à autoria o proprietário da coisa (ou o possuidor dela). Os elementos subjetivos não podem ser alterados nem com o consentimento do réu. interessa ser citado para a ação toda. Assim. CPC. com exceção das substituições permitidas por lei. pois tem inicio a fase de instrução do processo. o quiser. Ao réu. Ela será substituída na ação pelo espólio ou sucessores. Alteração dos elementos subjetivos da Petição Inicial → O art 264 proíbe a modificação das partes. se por carta precatória ou rogatória a data de sua juntada aos autos devidamente cumprida e se por edital. Saneado o processo não se pode mais alterar a Petição Inicial no que se refere ao pedido e à causa de pedir (elementos objetivos da ação). Quando houver vários réus. por isso é possível a modificação. a data da juntada aos autos do termo de recebimento da citação. Também não há prejuízo ao direito de defesa do réu. a morte de uma das partes envolvidas faz extinguir o processo (sem julgamento do mérito). o prazo para contestação do réu é a data da juntada do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. Assim. que não restringe o direito de defesa do réu. Ele não sofrerá qualquer prejuízo de prazo. não altera a legitimidade das partes. se por oficial de justiça. trata do prazo que o réu tem para apresentar a sua contestação e ele está ligado à forma como ele foi citado. Se pelo correio. No exemplo em questão. pois o prazo ainda não foi aberto.56 transformando-a em outra ação. especialmente se ele for revel. considere-se uma ação em que são demandados cinco réus. À defesa cabe até recurso especial por estar o autor violando uma norma ordinária (art 321). Se até então havia legitimidade . não há necessidade da concordância de nenhum deles. As partes defendem cada qual o seu ponto de vista. Outro exemplo de substituição da parte está no art 62. O artigo 43 prevê exceções: por exemplo. mas não há necessidade da concordância dele para que o autor altere a Petição Inicial. • O momento do saneamento. É uma reabertura do prazo perdido. pode ser que um dos já citados tenha apresentado a sua contestação. desde que o réu foi validamente citado. numa ação de divórcio. O art 321 não faz qualquer restrição não faz qualquer restrição nesse sentido. finda a dilação assinada pelo juiz. Feita a alteração não haverá qualquer prejuízo ao direito de defesa do réu. nova defesa. A exemplo. Uma questão que fica é se a nova citação deve ser sobre a ação toda ou apenas sobre a matéria alterada. Chegando a este segundo momento. uma vez que não haverá prejuízo a nenhum. O CPC. O juiz dará a palavra final. a data de juntada aos autos do mandado cumprido. Ele deverá ser citado novamente recebendo cópia da inicial alterada para apresentar. quanto ao andamento do processo. observado o disposto no art 265.

A prescrição é sempre cognoscível de ofício. 3. equivocando-se quanto a julgar que o menor não pode ser réu.03. o juiz indeferiu de plano a pretensão do autor. menor impúbere representado por sua mãe Ainda que ocorra a prescrição o juiz não pode conhecê-la de oficio. razão pela qual deverá deferir a inicial determinando a citação do réu. Resposta: Errou o juiz. IV. Por isso mesmo está representado pela sua mãe. Caio aciona Tito. isto é. pois sendo Tito menor impúbere não pode ocupar a posição de réu. 2. a Petição Inicial deverá ser deferida. com a alienação a legitimidade passa a ser extraordinária. Ao ajuizar uma ação de cobrança para recebimento de um crédito cujo direito decaiu. aguardando-se o pronunciamento do réu sobre possível decadência. ela não poderá ser causa para indeferimento da Petição Inicial. Está correta a afirmação? Resposta: Trata-se da figura da legitimidade e não de capacidade postulatória. torna-se necessário.2007 Exercícios 1. 296. . o juiz pode ter agido correta ou erradamente conforme se trate de um ou de outro dos detalhes mencionados. estar em juízo. Houve confusão entre estar em juízo e estar no processo.57 ordinária. Numa separação judicial o autor omitiu os fatos na Petição Inicial requerendo o direito de apresentá-los após a audiência de conciliação e julgamento. Comente a decisão do juiz. 01. Comente a decisão do juiz. se ao juiz restar qualquer dúvida. se ela não for constatada no início. Alguém quer exercer num processo civil sua capacidade postulatória pleiteando o reconhecimento de um direito. todavia. quando esta é constatada de início. O juiz ordenou a regularização do pólo passivo. IV fala em indeferimento quando verificada a prescrição. Se for legal. 4. Comente a decisão do juiz. Entretanto. estando o adquirente da coisa substituído pelo alienante (pessoa de legitimidade extraordinária). Se for convencional. Comente a decisão do juiz. Resumindo. que é própria do advogado habilitado no processo. a Petição Inicial deve ser deferida. 5. O art 295. Resposta: O juiz agiu mal. saber se ela foi constatada de pronto para poder ensejar o indeferimento da inicial. do CPC. também. No caso de indeferimento a base legal é o art. menor impúbere representado por sua mãe. O juiz deferiu a Petição Inicial. Ele pode legalmente ser parte do processo (no caso réu). Resposta: Primeiro é preciso saber se é decadência legal ou decadência convencional. não podendo. Caio aciona Tito. Se ela não for constatada de início.

O art 8º do CPC estabelece a forma dessa representação. Perda da capacidade processual do representante de uma das partes.055 do CPC. b. desfaz-se um dos pólos. São Elas: I. Morte do representante legal de uma das partes. pois o processo não pode continuar sem o advogado. Se a determinação do juiz não for acatada por parte do autor o juiz extinguirá o . com a substituição do de cujus. Há necessidade de novo representante legal e o processo ficará suspenso até que ele seja definido e habilitado. Entretanto. no caso de morte ou de perda da capacidade processual de uma das partes ou de seus representantes legais. Prazo da suspensão: o tempo necessário para habilitação do substituto (morte ou perda da capacidade processual de uma parte ou representante). O juiz suspende o processo enquanto é definido o representante da parte em questão. d. c. IX. Todavia. Suspende-se o processo até que seja definido outro representante legal. for um direito personalíssimo. se a mencionada audiência (que pode levar dias e até meses) já tiver sido iniciada podem ocorrer duas situações: • O advogado continuará no processo até o término da audiência. que deverá ser indicado pela parte respectiva. Da Petição Inicial não pode faltar nenhum requisito. Ele precisa ser regularizado. Não ocorrerá a extinção do processo. ocorrendo o fato antes da audiência de instrução e julgamento o juiz suspenderá o processo até que a falha seja corrigida.58 Resposta: A decisão do juiz foi errada. CAUSAS DE SUSPENSÃO DO PROCESSO O CPC. Morte ou perda da capacidade processual de qualquer das partes. conforme determina o CPC. Esta causa é desdobrada em seis hipóteses: a. O assunto é objeto do §2º. Procede-se segundo a orientação do art 1. Morte de uma das partes: Com a morte de uma das partes (autor ou réu). no seu art 265 lista as causas de suspensão do processo. é preciso ter presente que para a substituição de uma das partes é preciso que o processo se refira a direito transmissível. • O processo só será suspenso após a publicação da sentença ou do acórdão (para fins dos recursos legais). que estabelece o prazo de 20 dias para a providência. art 267. isto é. Se o direito em questão for intransmissível. Morte ou perda de capacidade do procurador: Suspende-se o processo para substituição do procurador. e. pois o art 282 do CPC determina a colocação dos mesmos como requisito da peça. / f. Observação: O §1º do art 265 acima estabelece que. de seu representante legal ou de seu procurador. essa substituição não será possível e o processo dever ser extinto. Perda da capacidade processual de uma das partes: Se uma das partes perder a capacidade de estar em juízo ela deverá ser representada no processo.

Por motivo de força maior. o processo prosseguirá à sua revelia. Na realidade a presente situação não configura. como o réu só pode falar no processo por meio de um advogado por ele habilitado. findo o qual o juiz determinará o prosseguimento do processo. Por exemplo. suspensão do processo.2007.59 processo e se não o for. bem como a suspeição ou impedimento do juiz. V. b. o art 338 se refere às cartas precatória (dentro do mesmo Estado nacional) e rogatória (de um Estado nacional a outro). Recebida a exceção. Ex: Numa ação de alimentos verificar antes se o demandado é o pai do menor. Exemplos de causas suspensivas do processo da espécie: Guerra. A propósito. da câmara ou do tribunal. VI. Estas cartas só interrompem o processo se solicitadas antes do saneamento do processo. – Como indica o próprio nome. retomando o processo no ponto em que estiver quando de sua entrada. Oposição de incompetência do juízo. Convenção das partes. art 306) IV. A sentença depender do julgamento de outra causa ou declaração da existência ou inexistência da relação jurídica que constitua objeto principal de outro processo pendente. c. Revolução. porque normalmente as duas questões são decidas ao mesmo tempo. (CPC. por parte do réu. . A sentença tiver por pressuposto o julgamento de questão de estado requerido como declaração incidente. Esta causa ocorre quando as partes solicitam a suspensão do processo de comum acordo.03.c) o prazo máximo de suspensão é de um ano. A sentença não puder ser proferida sem antes ser verificado um determinado fato ou ser produzida a prova solicitada a outro juízo. III.b. Epidemia. que poderá entrar no processo a qualquer momento. o processo será suspenso quando: a. O prazo para cumprimento das cartas precatória e rogatória vem estabelecido na própria carta. o processo ficará suspenso até que ela seja julgada. Relativamente à sentença de mérito. Tempo de duração da suspensão do processo por motivo de força maior (ou de caso fortuito): enquanto durar a causa que determinou a suspensão do processo. 07. dirimindo-se a dúvida levantada. (Princípio do Impulso Oficial). Inundação. Observação: Nas três situações acima (a. II. A sentença de Mérito. Entretanto. Questão: Demais casos não regulados pelo Código. essas causas dependem do seu aparecimento. na prática. o prazo máximo de interrupção é de 6 meses. o processo civil depender do julgamento de um processo penal que tenha ligação com ele. Conforme determinado no §3º. que determinará o seu prosseguimento. ao término do qual o escrivão encaminhará o processo concluso ao juiz.

60 Em que momento se dá a suspensão do processo? Existem dois posicionamentos doutrinários: • Para Humberto Teodoro Jr a suspensão ocorre quando ocorrer a causa suspensiva. • No caso do item I (parte: morte ou perda da capacidade processual de uma das partes ou de seu representante) o processo será suspenso pelo tempo necessário à habilitação do seu substituto. do CPC) – Como regra geral. haverá extinção do processo. o foi ficará suspenso até a definição da competência. CPC) . quando estabelece em seu caput: “extingue-se o processo sem resolução do mérito:” . • No caso do inciso II (convenção das partes) o prazo máximo da suspensão será de seis meses. no momento da decisão do juiz. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO O assunto é tratado pelo art. 3. quando o processo terá seqüência com o advogado habilitado até o final da audiência e o processo só será suspenso a partir da publicação da sentença (ou do acórdão). após o qual será aplicado o Princípio do Impulso Oficial. • Nos casos do inciso IV (quando a sentença de mérito depender de outra sentença. 2. (Art 180. sendo a partir daí reposto o prazo remanescente. 267 do CPC. Se for o advogado do autor e não cumprir. §3º. se ele declarar que os efeitos retroagem à época da ocorrência da causa (efeito ex tunc) os dois entendimentos têm a mesma conseqüência prática.Princípio do Impulso Oficial: Uma vez expirado o prazo previsto pela convenção das partes o juiz dará prosseguimento ao processo. • Para Moacyr Amaral dos Santos quando o juiz determinar a sua suspensão. • No caso do inciso III (exceção de incompetência). independentemente de solicitação das partes. CPC) . haver questão incidental de estado) a suspensão do processo não poderá exceder um ano. pelo não cumprimento por ele o juiz dará seqüência ao processo à revelia do réu. ao fim do qual o juiz dará prosseguimento ao processo. • No caso do item I (parte: morte do procurador de uma das partes) haverá suspensão por 20 dias para seja constituído novo procurador. (Art 265. salvo se já tiver iniciado a audiência de instrução e julgamento. Portanto. Efeitos da suspensão: são três os efeitos da suspensão do processo: 1.Suspensão do prazo: suspende-se o curso do prazo durante a suspensão do processo e a sua contagem será retomada uma vez levantada a suspensão do processo. (Art 266. se for o advogado do réu. é proibido qualquer ato processual durante a vigência da suspensão. a sentença de mérito não puder ser proferida antes de determinado fato ou prova. Mas essa proibição não é absoluta: existe exceção quando o juiz autorizar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável. Duração da suspensão: Depende da causa da suspensão prevista no art 265 do CPC.

. que terão prazo de 48 horas para se pronunciarem. Ante essa intimação o réu pode assumir rês posições: • Comparecer e concordar com a extinção do processo.61 I. quando haverá resolução do mérito. §1º). Se o réu já foi citado e estiver participando do processo. Pelo indeferimento da Petição Inicial. estão listadas no artigo 295. com exceção do seu item IV. Por isso o processo foi extinto mais adiante. em seu inciso IV diz quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. fixando-lhe prazo de 48 horas para isso (CPC. Este inciso trata das condições da ação. porque ele tem direito a uma sentença que ponha fim à lide (uma sentença declaratória). o juiz não pode extinguir o processo sem antes intimar o réu a se pronunciar sobre a questão. o que equivale à concordância tácita com a extinção do processo. V. O Inciso IV trata dos pressupostos positivos. isto é. 12. não percebeu claramente o vício da peça e decidiu por aguardar o pronunciamento do réu. Daí a diferença do prazo de extinção do processo. IV. ou seja. pois o art 269 que diz no caput haver resolução do mérito. II. interesse processual e possibilidade jurídica. antes de extinguir o processo. manda intimar pessoalmente as partes. ad cautelam. • Comparecer e discordar justificadamente da extinção do processo.03. Art 267. Quando o processo ficar parado por mais de um ano por negligência das partes. a diferença entre este inciso e o inciso I. → As causas de indeferimento da Petição Inicial.2007 III. Qual é. sem resolução do mérito. • Não se pronunciar no prazo fixado. A ausência de qualquer delas implica na extinção do processo. do processo não pode faltar qualquer das três condições – legitimidade das partes. litispendência e coisa julgada). VI. não cumprindo os atos e diligências que lhe competir. Quando o autor demonstrar abandono da causa por mais de 30 dias. Decorrido esse prazo. o juiz. Os incisos IV e V tratam dos pressupostos do processo. na análise da peça inicial. então. daqueles que não podem faltar no processo (pressupostos de constituição e desenvolvimento do processo) e o inciso V dos pressupostos negativos. ou seja. esgotado o qual o processo será extinto. Observação: Qual é a diferença entre os dois incisos II e III? No caso do inciso II abandono das duas partes (abandono bilateral) e no inciso III abandono só do autor (abandono unilateral). pois a petição inicial poderia ter sido indeferida? Neste caso. aqueles que não podem aparecer no processo (perempção. o juiz.

que deverá aguardar a provocação do réu. mas resta. (convenção de arbitragem prevista na Lei 9307. Ação sobre direito intransmissível. art 9º). que está . mas não do direito material. O autor já mostrou sua vontade ao ingressar com a ação. No caso da litispendência a nova ação não poderá ser proposta enquanto a lide estiver em pendência na ação anterior. isto é. quando o processo foi extinto por prescrição ou decadência. Exemplos: Art 13. O art 268 apresenta três hipóteses de perda do direito de ação: a coisa julgada. Assim. VIII. todavia. É preciso levar em conta. com sentença formal. EXTINÇÃO DO PROCESSO COM JULGAMENTO DE MÉRITO O art 269 trata das ações que recebem julgamento quanto ao mérito. 3º e 4º). mas não do direito material. a perempção e a litispendência. mas a outra parte também deve se pronunciar. (Lei 9307. parágrafo único. a extinção do processo depende da concordância dele. a aplicação da convenção de arbitragem não pode ser acionada pelo juiz. V. IX.62 VII. A sentença do julgamento põe fim à lide. Entretanto. autor e réu são a mesma pessoa. Demais casos prescritos no CPC. I. ou podem mesmo estar relacionadas por meio de um compromisso arbitral. o cumprimento da sentença. Quando ela é julgada formalmente a nova ação é admitida. a seguir. Art 47. ele será irrenunciável. Ainda mais o autor pode desistir só do direito do exercício da ação. Se o direito em questão for indisponível. pois somente as partes podem distratála. A concordância deve ser justificada adequadamente. Ocorrendo confusão entre autor e réu. Também não pode o juiz determinar a extinção da cláusula compromissória. a morte do titular do direito intransmissível morre com ele. que nem sempre o julgamento encerra o processo. Quando houver a possibilidade de arbitragem da situação. Como o autor pode desistir do direito de ação. X. XI. Todavia a Petição Inicial só será deferida após a comprovação pelo autor do pagamento das custas processuais e honorários advocatícios da ação anterior. Há uma exceção: o art 267. Entretanto é preciso considerar o §4º do artigo: subtendendo-se que o réu não é revel. O art 268 do CPC determina que a extinção do processo não impede o autor de pedir novamente a tutela do Estado para a ação cujo processo foi extinto. A ação que é interposta depois de julgada formalmente. ou seja. pois o autor pode voltar com nova ação. observadas as condições acima quanto aos pagamentos. ao réu tem que ser dado o direito de obter sobre a questão uma sentença declaratória. em que ele é julgado quanto ao mérito. o juiz dá prosseguimento ao processo. A ação perde a razão de ser e o processo será extinto. Na falta de pronunciamento do réu. As partes podem estar relacionadas por meio de um contrato que contenha uma cláusula compromissória. Não haverá julgamento do mérito se o autor desistir da ação. que prevê a resolução da lide por um arbitro que não o juiz estadual.

Quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. Como o processo não havia chegado à fase de saneamento. 19. Todavia. A parte que poderia contestar o pedido do autor confirma a validade do mesmo. Ele renuncia o direito material. isto é. São os seguintes os casos de julgamento de mérito previstos no art 269: 1. 5. como vocês avaliariam tal indeferimento. o juiz põe fim à lide decidindo o mérito da ação. sem a aquiescência deste. sem que tenha havido manifestação de aquiescência por parte destes. que já havia contestado a ação. portanto elemento indispensável previsto no CPC. O juiz. pois segundo o art 284. o art 284 do CPC permite ao juiz fixar o prazo de 10 dias para o autor corrigir a irregularidade. dependente antes das providências previstas no art 475-A. pois se trata de peça que irá fundamentar a ação de rescisão de contrato. Pergunta-se: a) Deveria ter juntado tal documento? B) caso o juiz entendesse ser a juntada do documento indispensável à propositura da ação e indeferisse liminarmente a petição inicial. art 283. Com a sentença em um ou em outro sentido mencionado. Pergunta-se: a) Porque agiu assim o juiz e se fez bem? Justifique sua resposta. em réplica à contestação dos réus. no caso necessária. às vezes. b) A decisão do juiz não foi de acordo com o permitido nos artigos mencionados acima. o juiz . Exercício em grupo sobre as seguintes questões: 1. quando se tratar de sentença ilíquida. A sentença reconhecerá o direito do autor e porá fim à lide. ao julgar. Quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor.2007 Prova para ser resolvida em grupo 1) Em ação de rescisão de contrato o autor não juntou com a peça inicial o referido contrato. Quais as conseqüências para a Petição Inicial quando falta um dos seus requisitos? 3. 2. Quando o autor renunciar ao direito em que se fundamenta a ação. Resposta do grupo: A situação se resume em pedido de alteração de um elemento da petição inicial após a citação do réu. requereram a concessão de benefício previsto em lei. poderia ter determinado que o autor juntasse o documento em 10 dias. Apresentar quatro definições de indeferimento da Petição Inicial.03. Resposta do grupo: a) O autor deveria ter juntado o respectivo contrato. 2) Em uma dada ação as autoras. O juiz reconhece o acordo e o ratifica através da sentença. 3. 2. 4. Nesse caso haverá julgamento de mérito. Quando as partes transigirem.63 previsto no art 475-I e. quando as partes entrarem em acordo.03. 14. Quando o réu reconhecer a procedência do pedido do autor. que finaliza a lide. juntando o contrato. Justifique a resposta. Cite quatro conceitos de Petição Inicial. Não há necessidade de concordância do réu porque o autor não poderá intentar novamente a ação.2007. não considerou (julgou) aquele pretensão em sua sentença.

b) Havendo mais de um procurador já habilitado o réu não estaria desprotegido com a morte de um deles. Um dos efeitos da suspensão do processo é justamente proibir a realização de qualquer ato processual. o juiz suspenderá a audiência e marcará prazo de 20 dias para designação de outro procurador e. a morte do procurador do réu é comunicada ao juiz antes do início da audiência de instrução e julgamento. que justificaria a concessão. será o caso de suspender-se o processo? Justifique sua resposta. o autor solicitou a extinção do processo por desistência. 3) Num dado processo. que se desenvolveu sem a presença de advogado do réu. o autor propôs novamente a mesma ação e desta feita provocou a extinção do processo por abandono da causa. o mais correto seria a anulação da parte da audiência já realizada e ser marcada nova audiência. tendo havido a concordância do réu para tanto. Como no curso do processo completou-se o prazo legal para a solicitação de divórcio direto. 1ª) porque foi julgado improcedente o pedido de separação? Porque o motivo alegado. o processo é considerado suspenso a partir dessa ocorrência (um dos entendimentos) ou suspenso a partir de ato do juiz. São duas as perguntas em questão. Após alguns meses. 5) Numa dada ação. é como se o pedido não existisse e o juiz não pode julgar um pedido inexistente. Ora. não foi provado (adultério). haveria perempção? B) Qual o tipo ou espécie de abandono? Resposta do grupo: Há de se fazer uma distinção entre desistência e abandono: . Não se solicitou aqui a aquiescência do réu. na falta dessa indicação. a autora propugna pela procedência da ação por aquele motivo. com outro procurador já designado ou. no prazo mínimo de 20 dias. no art 265. 264 do CPC não permite. e não tendo sido possível provar-se a referida infração. 2ª) Por que não acolheu o pedido de divórcio? A alteração de pedido propugnada pela autora gera outra ação – a ação de divórcio – o que resulta na alteração do pedido após a fase de saneamento. Portanto. §2º. ainda que a audiência de instrução e julgamento já tenha sido iniciada. portanto o juiz não agiu corretamente. Portanto o juiz daria seguimento ao processo.64 poderia ter intimado o réu a se pronunciar sobre o pedido. com efeito retroativo (ex tunc). 4) A propõe ação de separação judicial contra B. o que deverá fazer o juiz e quais os efeitos de sua decisão? b) Caso existam mais advogados constituídos no instrumento de procuração. Pergunta-se: a) Ao tomar conhecimento do fato. haverá o prosseguimento do processo com o réu revel. Quando toma conhecimento da morte do procurador do réu. o processo prosseguirá à revelia do réu. o que o art. sob o fundamento de infração aos deveres do casamento (traição). Resposta do grupo. Não permitindo. Pergunta-se: a) Por que o juiz deu pela improcedência da separação e não julgou o pedido de divórcio direto? Justifique sua resposta. se não houve essa designação. Resposta do grupo: a) o assunto está regulado pelo CPC. Pergunta-se: a) Se o autor propusesse novamente a ação para provocar a sua extinção por abandono por mais de 30 dias. como a morte em questão ocorreu antes do início da mencionada audiência.

Com a citação. que é o que configura o instituto da perempção. sendo considerada inexistente. ao seu representante legal ou ao .2007 CITAÇÃO Natureza jurídica da citação: O art 213 do CPC define citação assim: “citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender”. a citação deve ser válida. podendo ser causa de nulidade do processo. Nesse caso. a relação jurídica que até então era linear (autor e juiz) se transforma em relação triangular (autor. podendo adotar uma das seguintes posições: • Comparecer e concordar com a extinção do processo. vê-se que a citação não é apenas necessária. Já no abandono. Ela é uma exigência do Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa. Ainda que ele seja citado em nome de seu representante legal ou de seu procurador legalmente autorizado. a alegação não foi aceita. inclusive após a sentença transitada em julgado. estabelece que para validade do processo é indispensável a citação inicial do réu. pois a citação viciada é nula (CPC. por meio de ação anulatória. depois de repetido por três vezes. justificadamente. serão anulados todos os atos processuais praticados após a citação. CPC). juiz e réu). Respondendo as questões: a) Não haveria perempção. pois o processo foi abandonado apenas uma vez. no prazo de 48 horas. o processo prossegue seu andamento normal. conter todas as prescrições da lei. O comparecimento espontâneo do réu supre a sua falta. É o que prescreve o art 215 do CPC: “far-se-á a citação pessoalmente ao réu. → Abandono é a demonstração de desinteresse do autor pelo processo.65 → Desistência é um ato que implica na manifestação do autor nesse sentido. Destinatário da citação: o destinatário da citação é sempre o réu (art 213). citação é um ato processual escrito e constitutivo da relação processual completa. do CPC. Necessidade da citação: O art 214. Se ao contrário. • Comparecer e não concordar. A nulidade da citação pode ser declarada em qualquer fase do processo. III do CPC. o autor não perde o direito material. Além disso. (§1º. o réu foi citado e se estiver participando do processo deve ser intimado a se pronunciar sobre a extinção. o autor perde o direito de ação.03.03. Em caso da desistência. A Petição Inicial estando em ordem. b) É o abandono unilateral previsto no art 267. considerar-se-á citado o réu na data em que ele ou o seu advogado for intimado da decisão. extinção do processo sem resolução do mérito. art 247). mas condição indispensável no processo. Mesmo que estes recebam a citação o estarão fazendo em nome do réu. isto. Assim.2007 – Correção comentada da prova 26. o juiz manda citar o réu. ou seja. inclusive com o prazo correndo. O §2º do mesmo artigo trata do comparecimento do réu para alegar a nulidade e sendo sua alegação aceita pelo juiz. podendo ingressar com ação sobre ele quantas vezes quiser. Quando ela é declarada nula durante o andamento do processo. sob pena de sua nulidade. art 214. Dessa forma. quando este prosseguirá. o que representa a concordância tácita com a extinção do processo. • Não se pronunciar no prazo fixado. 21. da extinção do processo. por inércia.

3. 1. Estados. Para representação.) e as pessoas formais (inventário. Assim. é o bem jurídico em litígio. Efeitos da citação válida: O art 219 do CPC menciona os seguintes efeitos da citação: Citação válida é a que atende todas as exigências legais. → A coisa. certo. o termo interessado subentende caso de jurisdição voluntária. o art 12 do CPC relaciona os casos de representação do réu. será prevento o juiz que primeiro conseguir a citação válida. será citado na pessoa do administrador do imóvel encarregado de receber os aluguéis. será prevento o juiz que primeiro despachar a petição inicial (art 106). Todas as exceções devem ter previsão legal. O §2º do art 215 do CPC trata do caso do locador que se ausenta do país sem cientificar o locatário que deixou na localidade. em que a parte não é réu (por não ser jurisdição contenciosa). Constitui-se também exceção à regra geral a situação em que o réu pode ser citado na pessoa de seu advogado (art 57). Na expressão “o réu ou o interessado” do art 213. mas sim o seu representante legal para falar em nome dele e os relativamente incapazes serão citados. (prevenção é a escolha entre juízes igualmente competentes). O art 215 autoriza a citação por meio de interposta pessoa. Todavia. A citação válida a vincula ao processo e o submete ao resultado da resolução da lide. Constitui em mora o devedor. mas também o serão seus representantes (eles devem ser assistidos). Municípios) e do direito privados (empresas ou companhias. Induz litispendência. na mesma comarca. Os três efeitos acima se referem ao processo. pois que não ocorreu julgamento do mérito da anterior. se várias ações conexas foram propostas a juízes diferentes. Quais são os casos em que o réu será necessariamente citado nas pessoas de seus representantes legais? As pessoas jurídicas do direito público (por exemplo. são efeitos processuais. onde se situa o imóvel. A solução da lide em andamento pode solucionar também a segunda lide em questão. mas apenas parte interessada na questão. 2. quanto à citação. procurador com poderes para receber citação. Esse caráter litigioso da coisa em questão obriga as partes a mantê-la no estado em que se encontra no momento da citação válida.66 procurador legalmente autorizado”. quando ainda não existe a lide. → A citação define o juiz que a ordenar. da mesma competência territorial. massa falida) além dos incapazes. No caso do absolutamente incapaz. ele não será citado. A citação é sempre feita pessoalmente. → Ocorre a litispendência quando sobre o mesmo objeto já houver ação pendente de julgamento. isto é. autarquias. → Quando a obrigação a ser cumprida tem vencimento determinado. se as comarcas forem diversas. É o caso de jurisdição voluntária. em questão. Se a solução da lide que está em andamento obtiver sentença relativa apenas à forma. o autor poderá voltar com nova ação. Torna litigiosa a coisa. também que a citação pode ter como destinatário o interessado. Torna prevento o juízo. 4. O art 213 fala. ele próprio determina o momento em .

réu. Vencido esse prazo ocorre a prescrição e o autor perde o direito de ação. não será constituído em mora e as despesas processuais serão suportados pelo autor. O juiz poderá conhecer a prescrição (e a decadência) de ofício. o devedor em mora. Existem exceções a este forma de citação: nas ações de estado (família). se o réu já estivesse em mora pelo vencimento da obrigação. além da advertência de que a falta de contestação implica na admissão de veracidade dos fatos alegados na peça inicial. se foi a citação inicial que o constituiu em mora e ele cumpre imediatamente sua obrigação. quando o réu for . Com a propositura da ação. inclusive a sucumbência. É uma forma real de citação porque depende da entrega da correspondência ao citando. Qualquer demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário não prejudica a citação. a citação válida será a referência nesse sentido. Modalidades de citação: O art 221 do CPC estabelece as formas pelas quais pode ocorrer a citação: (1) pelo correio. a decadência (art 220). ou seja. → Esta é a regra geral. Caso esse prazo seja reaberto pelo levantamento da interrupção. surtindo efeito material e não processual. É feita por meio de carta do escrivão. (3) por edital e (4) por meio eletrônico. isto é. (2) por oficial de justiça. se ela for convencional o juiz não poderá conhecê-la de oficio (art 211. suportadas. Interrompe a prescrição → Os §2º e §3º do art 219 do CPC estabelece os prazos em que a citação deve ocorrer por iniciativas da parte: 10 dias (§2º) prorrogável até 90 dias (§3º) subseqüentes ao despacho que a ordenar.67 que o devedor ficará em mora. A citação válida interrompe a prescrição e retroage à data da propositura da ação. A citação pelo correio pode ser feita em todo território do país. com aviso de recebimento (AR). • Pelo correio. com o despacho do juiz quando há uma só vara e distribuição quando houver mais de uma vara (art 263). quer dizer. Quanto à decadência. começa-se a contar o prazo para prescrição novamente. §1º). haverá novo prazo prescricional. Não havendo citação nos prazos mencionados haver-se-á por não interrompida a prescrição. A petição inicial sendo protocolada dentro do prazo prescricional interrompe a prazo prescricional e interrompe. (§art 219 do CPC). Observação: Estes dois últimos efeitos ocorrem mesmo quando ordenada por juiz incompetente. Não havendo vencimento determinado. o efeito de constituir a partir dela. O réu será considerado citado quando da juntada aos autos do processo do respectivo AR. A interrupção da prescrição retroage à data da propositura da ação (art 219. as custas do processo serão por ele. Ela deverá ser entregue pessoalmente ao destinatário. Junto com a carta deve seguir cópia da petição inicial (contra-fé) com o despacho do juiz. ainda que a citação tenha sido ordenada por juiz incompetente. Todavia. Prazo prescricional – é o intervalo de tempo dentro do qual o autor pode propor a ação. enviado ao réu por via postal. do CC). 5. também. A petição inicial interrompe tanto a prescrição como a decadência.

• Por edital. Quando feita pelo correio. Assinatura do escrivão e a declaração que a subscreve por ordem do juiz. O oficial certificará a ausência do réu e deixará contrafé da certidão com pessoa da família ou com vizinho. por oficial de justiça ou por processo eletrônico ele é real e quando por edital ela é ficta. quando o réu for desconhecido ou incerto. com todos os requisitos constantes do artigo 225 do CPC.03. A finalidade da citação com todas as especificações constantes da petição inicial c. f. nas comarcas contíguas e nas regiões metropolitanas. O edital de citação deverá conter todos os elementos necessários à contestação. quando ela será feita por oficial de justiça e quando o autor a requerer de outra forma. g. a. A citação pode ser real ou ficta. hora e local para o comparecimento do citado.04 e 11. §1º e §2º. quando na localidade do réu não houver serviço do correio e quando.04. (art 218. O art 230 permite que.2007 CITAÇÃO POR MANDADO 1. A citação por mandado é a feita por meio de um oficial de justiça. Nesse caso. → Está previsto no art 231 do CPC que o réu poderá ser citado por edital: quando o ele se encontrar em lugar ignorado. Conceito Citação é o instrumento para chamamento do réu ao processo para defender-se em ação contra ele proposta. . O dia. este deverá portar o mandado citatório expedido pelo escrivão por ordem do juiz. d. Cópia do despacho. A citação com hora certa é ficta. o oficial de justiça faça citações em qualquer uma delas. Os nomes do autor e do réu com seus endereços e residências. ainda. A cominação.). art 215). o réu será considerado citado na data da publicação do edital. porque o réu é citado pessoalmente ou na pessoa de representante legal ou procurador legalmente autorizado (CPC. O réu será considerado citado quando da juntada aos autos do processo do mandado devidamente cumprido. • Por oficial de justiça → Quando a citação se fizer por um oficial de justiça. quando o réu é pessoa do direito público. incerto ou inacessível. O prazo para defesa. nos casos expressos em lei e. se houver. 28. e. É uma modalidade real de citação. .68 incapaz. pois o réu está ausente. de fácil comunicação. b. • Por processo eletrônico → ainda em processo de implantação. ou seja. nos processos de execução. 09.

lê-lhe o mandado. das 6 às 20 horas (caput do artigo). encontrando o citando. a fim de que ela tome conhecimento que existe uma ação proposta contra ela e possa defender-se. por fé. Assim o citando se transforma em citado. Realização da citação. O oficial de justiça deve ter presente o determinado no art 172 e seus parágrafos. Certifica. entregando-lhe a contrafé. Quem é o citando? É a pessoa a quem se destina o mandado. 5. O termino da diligência. como ato processual. O art 216 estabelece que a citação será efetuada em qualquer lugar em que se encontrar o réu. A citação. • Quando ocorrer frustração da citação pelo correio 3. O mandado tem os seguintes requisitos (art 225 do CPC): • Os nomes do autor e do réu com seus respectivos domicílios ou residências. se iniciado no horário. poderá exceder às 20 horas. • O dia. se houver. • Quando o autor requerer essa modalidade de citação. assinou nota de ciente ou se recusou a fazê-lo. expressa e devidamente autorizada pelo juiz. • A assinatura do escrivão. devendo ter domicilio ou residência na comarca do juiz que despachou a petição inicial. • Quando a ré for pessoa do direito público. O oficial. hora e lugar do comparecimento. É sempre o réu ou o interessado nas jurisdições voluntárias. a citação . • A cominação. deverá ser realizada em dias úteis. • Quando no local de residência do réu não existir entrega domiciliar de correspondência. Mandado: o que é? Quais são seus requisitos? Mandado é o documento que habilita o oficial de justiça a atuar em nome do juiz na convocação do réu para integrar o pólo passivo da relação processual instada pelo autor.69 2. inclusive com a advertência sobre a falta de sua contestação constante do art 285. se o adiamento for prejudicial a ela ou causar grave dano (§ 1º). com todas as especificações da petição inicial. • O prazo para defesa do réu. 4. • A cópia do despacho do juiz. • Quando a ré for pessoa incapaz. se ele recebeu. Citando é uma pessoa conhecida e perfeitamente identificada. com a declaração de que a subscreve por ordem do juiz. • A finalidade da citação. O art 226 determina ao oficial de justiça procurar o réu onde o encontrar. Em casos excepcionais. Hipóteses em que se faz a citação por mandado: As hipóteses para se fazer a citação por mandado são as mencionadas no art 222 e 224 do CPC: • Nas ações de estado.

dando por efetuada a citação. O art 218 diz: “não se fará citação quando se verificar que o réu é demente ou está impossibilitado de recebê-la”. O Parágrafo único do art 216 estabelece que. nos dias úteis. salvo para evitar o perecimento do direito. Ter o oficial de justiça procurado o réu por três vezes. em linha reta ou colateral. Variações de comportamento do oficial de justiça e exceções. Como regra geral. ou. O art 217 apresenta algumas restrições ao modus fasciendi da citação: Não se fará citação. o juiz designará um curador para o réu (nomeação essa restrita à causa) e este será citado em nome do réu. respeitado o disposto na CF. sendo o citando militar e não se conhecendo a sua residência ou se ele nela não se encontrando. em segundo grau. sem encontrá-lo. será citado na unidade em que estiver servindo. Reconhecida a demência. • A quem estiver assistindo a qualquer ato de culto religioso. Estabelece o art 227 que. • Aos doentes. nos três primeiros dias de bodas. declarando-lhe o nome. se por três vezes o oficial de justiça procurar o réu em seu domicílio ou residência e não o encontrar. enquanto em estado grave. .70 poderá ser efetuada em domingos e feriados. • Ao cônjuge ou parente do morto. O art 230 se refere às comarcas contíguas. CC). consangüíneo ou afim. inciso XI (§ 2º). Não encontrado o citando nesta diligencia. Hipóteses em que a citação deve ser com hora certa São dois os requisitos em questão. Para tanto. permitindo que o oficial de justiça efetue citações em qualquer delas. qualquer vizinho. o oficial procurará informar-se das razões da ausência. Da certidão da ocorrência. • Aos noivos. Haver suspeita justificada de ocultação do réu. 6. art 5º. a. intimará pessoa da família ou. o oficial comparecerá ao domicílio ou residência do citando. não há necessidade de novo despacho do juiz. telegrama ou radiograma. de fácil comunicação e às que estão em regiões metropolitanas. fora do horário estabelecido no caput do artigo. que voltará no dia seguinte a fim de cumprir o mandado de citação. em seu domicílio ou residência. na falta desta. O art 229 determina que o réu será cientificado pelo escrivão dessa citação com hora certa por meio carta. previstos no art 227. o oficial de justiça deixará contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. mesmo que o réu tenha se ocultado em outra comarca. a fim de cumprir o mandado de citação. suspeitando de ocultação. em dias e horas diferentes. no dia do falecimento e nos sete dias seguintes. em hora por ele designada. b. a citação será efetuada na circunscrição do juiz processante (art 176. O procedimento se completa pelo estabelecido no art 228: No dia e hora marcados. CITAÇÃO COM HORA CERTA 1.

vi. comparecerá à residência do citando a fim de realizar a programada diligência (art 228). o oficial de justiça inicia a preparação para a realização definitiva da citação. Se dessa averiguação resultar o afastamento da suspeita de ocultação. ainda que o citando tenha se ocultado em outra comarca (§ 1º). Assim. Neste caso.(§ 2º).. Se o citando não estiver presente. suspeita justificada de ocultação e sem encontrá-lo. • Quando a ré for pessoa incapaz. v. na falta desta. o juiz nomeará curador especial para o citando (CPC. Procedimentos i. ii. A citação com hora certa é presumida ou ficta quando o citando não estiver presente. pois se presume que o seu familiar ou seu vizinho dê-lhe conhecimento do ocorrido. ficará prejudicada a citação com hora certa. que. telegrama ou radiograma. dará por realizada a citação. O oficial de justiça certifica a ocorrência. como regra geral. iv. Entretanto. independente de outro despacho do juiz. como prevê o art 227 o oficial intima qualquer pessoa da família. os limites territoriais são os próprios limites do país. Realizada a citação com hora certa. vii. 2. no dia imediato. art 9º. deixando contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. As exceções a esta regra geral são as seguintes: • Nas ações de estado. A citação com hora certa constitui uma forma especial de efetuar-se a citação por mandado. Nessa terceira diligência. conforme o caso. Se o citando estiver presente será citado normalmente (citação por mandado). que a citação para qualquer comarca do país será feita pelo correio. o escrivão comunicará tudo ao réu por meio de carta. quatro requisitos: três vezes.(Art 229) viii. iii. CITAÇÃO PELO CORREIO 1. • Quando a ré for pessoa do direito público. Assim.71 São. Limites territoriais O art 222 do CPC estabelece. ou vizinho. na hora que designar. 3. permanecendo a suspeita de ocultação. o oficial. É uma modalidade de citação real. II). no dia e hora designados. Portanto. voltará para efetuar a citação. declarando-lhe o nome. em seu domicílio ou residência. portanto. . o oficial procurará informar-se dos motivos da ausência dele.

por mandado. desde que o autor requeira essa medida. ao citando. (salvo se o direito for indisponível). no prazo de 15 dias. será considerado citado pela própria recusa e não comparecendo a juízo no prazo estabelecido. Requisitos da carta Uma vez que o juiz defira a modalidade postal para a citação. Espécies de defesa: a defesa do réu pode ser: . Entretanto. Mas. 3. Não há para ele obrigação de defender-se. a carta deverá ser entregue à pessoa com poderes de gerencia geral ou de administração (art 223. no art 219. b. presente o contido nos artigos 319 e 320. parágrafo único). Essa carta deverá preencher os seguintes requisitos: a.O juízo e o cartório com o respectivo endereço. Deverá conter cópias da petição inicial e do despacho do juiz. Quando o autor requerer outra modalidade de citação. Quem pode receber a carta? A carta deverá ser entregue pelo carteiro. Se o réu recusar-se a receber a carta que leva a citação. c. Conter. será considerado revel. e o autor requerendo esse tipo de citação. sempre a pedido do autor. ele deverá ser citado novamente. O destinatário poderá recusar o recebimento da correspondência. Como o carteiro não tem fé pública para certificar a recusa do citando. uma vez citado.72 • • Quando no local de residência do réu não existir entrega domiciliar de correspondência. . estando livre para manter-se omisso ou inerte. segunda parte. 4. d. a advertência do art 285. Conseqüências da recusa Existem dois enfoques doutrinários: a. resulta prosseguir o processo à sua revelia. b. O prazo para a resposta do réu. exigindo-lhe que assine recibo de entrega da correspondência. ele não está obrigado a defender-se. ou seja. 2. será enviada carta ao citando pelo escrivão ou chefe de secretaria. Em se tratando de o citando ser pessoa jurídica. caso em que o carteiro anotará a ocorrência no aviso de recebimento. pessoalmente. a não contestação da ação fará presumir como verdadeiras todas as alegações do autor. em último caso ser citado até por edital. esgotadas as providências que este deve tomar previstas. com as implicações constantes do art 285 do CPC. e. Será registrada e o carteiro deverá entregar-lhe pessoalmente ao citando. Nesse caso. § 2º e §3º. DEFESAS DO RÉU Diz o art 297 do CPC que o réu poderá oferecer. o que torna a situação do autor muito cômoda quanto à aceitação de seu pedido. Poderá. em petição escrita dirigida ao juiz da causa a sua defesa. faltando a sua defesa. em inteiro teor.

como. b) admite os fatos alegados. previstas no art 304 e são exercitadas por meio da peça chamada exceção. que se opõem aos direitos pretendidos pelo autor. São duas as defesas indiretas contra o processo. CPC) e cujo conteúdo é a alegação da suspeição do juiz. mas alega sua capacidade de contratar. O réu defende-se da pretensão do autor. dependendo da atitude assumida pelo réu. Pretende desfazer a pretensão do autor. modificativo – o réu reconhece o montante da dívida. A defesa indireta. ou seja. como. falta de capacidade do autor ou do réu. conseguindo sentença que não atenda o seu pedido. por exemplo. pretendendo obter sentença que rejeite a sua pretensão. b) falta de condições da ação.73 • • Contra o processo. podendo a sua defesa consistir em: a) nega os fatos alegados pelo autor. Nesse caso faz uso das exceções processuais. impedir ou retardar a sentença. então. Pretende. → Defesa contra o processo. mas opõe a eles novos fatos que impedem os alegados ou lhes extingue os efeitos. • Direta – Ataca o pedido nos seus fundamentos de fato e de direito. alegando-se a: 1) Incompetência relativa. art 112). Contra o mérito. cujo conteúdo é o impedimento do juiz. . • Indireta – quando o réu ataca o processo usando circunstâncias exteriores. mas oferece nos fatos impeditivos.Alega. extintivos: reconhece a existência da causa da dívida. b) ocorre a alegação de outros fatos que mostram um direito do réu. visam a sua paralisação. Temos. Contra o processo existem dois tipos de defesa: direta e defesa indireta. trancar o processo ou pelo menos obstaculizá-lo. com esse objetivo: a) falta de pressupostos (subjetivos ou objetivos) do processo. exercida por meio da “exceção de impedimento” (art 134). Resumindo. ou por meio da “exceção de suspeição” (art 135. também chamada objeção. mas alega que já a pagou. → Defesa contra o mérito. mas nega a possibilidade das conseqüências pretendidas pelo autor. por meio da “exceção de incompetência relativa” (CPC. mas alega que o seu pagamento deveria ser parcelado. Efeito desta defesa: os autos ao remetidos ao juiz competente. É a defesa do réu voltada diretamente contra a pretensão do autor. extintivos ou modificativos. 2) Parcialidade do juiz. • Indireta – o réu admite verdadeiros os fatos alegados. a objeção substancial. Também pode ser direta ou indireta. que mesmo não se opondo aos elementos da relação processual. Exemplos: impeditivos – o réu reconhece a venda. As demais defesas contra o processo são todas diretas e se exercitam pela contestação (liminar). em sua defesa o réu poderá investir contra o processo ou contra o mérito da inicial. com este tipo de defesa. a pretensão do autor não é suscetível de ser reconhecida. devendo ser pago no momento parte do total. o réu não é o sujeito da obrigação. A defesa contra o processo pode ser direta ou indireta. O conteúdo da peça é exatamente a incompetência relativa do juiz. • Direta – O réu ataca o processo visando a sua nulidade ou a carência da ação.. por exemplo. falta de instrumento de mandato. pode ser: a) admissão dos fatos constitutivos alegados.

do CPC. • Inépcia da petição inicial. Diretas – estão previstas no art 300. O objeto litigioso deve ser o mesmo do começo ao fim do processo. (Moacyr Amaral Santos). apresenta fato novo (impeditivo. • Conceito da professora – “Contestação é o instrumento formal pelo qual o réu se defende contra o processo e contra o mérito. Embora a doutrina fale em exceções processuais e exceções substanciais. pode fazer uso de dois institutos jurídicos: a exceção e a contestação. sem alterar o objeto litigioso”. é o instrumento formal da defesa do réu contra o mérito. defesa indireta). As indiretas contra o processo são apresentadas preliminarmente por meio da peça denominada exceção e estão previstas no art 304. isto é. modificativo ou extintivo). o CPC adota a denominação específica de exceções para as defesas contra o processo pelas quais são alegados a incompetência. na sua defesa. contra a lide. Contestação e Exceção O réu. • Conexão. • Litispendência. o impedimento e a suspeição do juiz (contra o processo. b. a contestação deverá conter as defesas todas contra o mérito – diretas e indiretas (art 300) e contra o processo (as diretas. previstas no art 301). na qual o réu se contrapõe à causa de pedir do atual. Indiretas – estão previstas no art 326. (Humberto Teodoro Jr e Vicente Greco Filho) • Como forma de resposta do réu à ação do autor. Defesas listadas no art 301. a contestação. dita contestação ao pedido do autor. São as seguintes: • Inexistência ou nulidade da citação. No sentido amplo. a. com exceção do compromisso arbitral (§4º). Contestação (artigos 300 a 303 do CPC) Conceito: • Contestação é o instrumento processual utilizado pelo réu para opor-se formal e materialmente à pretensão deduzida em juízo pelo autor. do CPC. • Perempção. tanto a causa de pedir remota (fática) ou próxima (jurídica). exercida pela contestação.74 Pode também o réu investir contra o mérito da petição inicial. exercida pela contestação. que poderão ser conhecidas de ofício pelo juiz. na qual o réu. Assim. . embora aceite as alegações do autor. são abrangidas pela contestação. num sentido restrito. Conteúdo da contestação – A regra geral sobre o conteúdo da contestação está no art 300 do CPC. Todas as demais defesas sejam contra o processo ou contra o mérito. • Coisa julgada. • Incompetência absoluta. contestação é o instrumento formal da defesa do réu contra o processo ou contra o mérito. do CPC. por meio de dois tipos de defesas: direta ou indireta.

mas apresentará fatos novos que impeçam (fatos impeditivos). Compromisso arbitral. A contestação deve conter. Carência de ação. que nada têm a ver com o conteúdo. qualquer matéria que autoriza o juiz a indeferir a petição inicial. modifiquem (fatos modificativos) ou extingam (fatos extintivos) aqueles. defeitos de representação ou falta de autorização. Falta de caução ou de outra prestação. • Poderá o réu admitir os fatos e as conseqüências pretendidas pelo autor. São as seguintes essas defesas: • Poderá negar os fatos alegados pelo autor (contestação absoluta). CPC). 2. (Princípio do ônus da impugnação especificada)  O réu deve alegar na contestação toda a matéria de defesa (Princípio da eventualidade). do CPC.. apresentar fatos novos que representem direito do réu oposto aos alegados pelo autor. as demais são ditas contestações relativas. São os seguintes:  Deve o réu manifestar-se sobre os fatos contidos na petição inicial. . Intrínsecos. As impugnações do réu possíveis de serem apresentadas na contestação têm caráter preclusivo. 2. • Poderá o réu admitir os fatos alegados. • Poderá. Requisitos da Contestação: São de dois tipos os requisitos da contestação: 1. Também pode constar da contestação. 297) → A contestação deve ser dirigida ao juiz da causa (art 297) → A contestação deve conter os nomes das partes. impugnar na contestação o valor atribuído à causa (Art 261. relativos ao conteúdo. também.75 • • • • Incapacidade da parte. art 326 – aceita a causa de pedir alegada. Observação: 1. que a lei exige como preliminar. não incluídas no art 301. ainda. Com exceção da primeira forma de contestação. negando-lhe as conseqüências jurídicas pretendidas pelo autor. art 300 – ataca diretamente a causa de pedir) e (indiretas. Extrínsecos (ou formais). São os seguintes: → A contestação deve ser escrita (art. as impugnações do réu quanto ao mérito (diretas. → A contestação deve identificar o cartório pelo qual corre a ação. listadas no art 267. mas apresenta-lhe fatos novos que as atacam indiretamente ). como preliminar. assim. Pode o réu. Poderá ser alegada preliminarmente qualquer das causas constantes do art 267 (extinção do processo).

Nessa peça. Se a lei considerar determinado documento público como substancial às alegações do autor e esse documento não estiver no processo. Ex: o réu pode apresentar defesa de exceção sobre decadência convencional (CC. existem algumas situações em que certas defesas podem ser apresentadas depois da contestação. Ex: O réu adquire um crédito contra o autor. Exceções ao princípio da eventualidade. poderá ser considerado litigante de má-fé. Princípios: 1. (art 300. . Ex: Alegação sobre paternidade.  Quando competir ao juiz conhecer delas de ofício. Princípio da Eventualidade – também chamado de “princípio da concentração da defesa na contestação”. Embora o princípio da eventualidade determine que todas as alegações da defesa do réu devem constar da contestação. O réu apresenta uma objeção porque o juiz deixou de reconhecer de ofício alguma coisa que deveria ter reconhecido. gozarão da presunção de serem verdadeiros. previstas no art 303:  Relativas a direito superveniente. serem apreciadas as que lhe sigam. Devem ser incluídos na contestação documentos que provem a alegação de fatos novos pelo réu. II. III. de forma preclusiva. Princípio do ônus da impugnação especificada (CPC. II. Limitações do princípio da eventualidade . Se o fato não admitir confissão. III) – Não haverá presunção de veracidade nos seguintes casos: I. art 302) – Considerandose todos os fatos alegados pelo autor. possam ser formuladas em qualquer tempo e juízo. depois de ter apresentado a contestação.76   Na contestação devem ser informadas as provas que poderão ser usadas (art 300. no caso ou eventualidade de não serem acolhidas as alegadas em primeiro lugar. do CPC: o réu não pode alegar defesa ciente de que ela não tem fundamento. Exceções do 2º Princípio →Exceções objetivas (art 302. I. O objetivo é de economia de tempo.  Por expressa autorização legal. devem argüir-se todas as matérias conjuntamente para. sem prejuízo algum à defesa. in fine). 2. Ex: Falta da certidão de casamento em ação de divórcio. o réu deve fazer um rol de todos os fatos alegados na petição inicial e impugnar todos eles. Se não observar essa limitação. Por isso. São as seguintes situações. como no caso dos direitos indisponíveis. É um caso de impugnação indireta. III. como a ilegitimidade da parte.Art 14. os que não forem considerados pelo réu em sua contestação. Este princípio estabelece que toda a defesa do réu deve estar concentrada na contestação. mas o conjunto das alegações o impugnam. Determinado fato não foi especificamente impugnado. art 211). CPC).

 Art. Assim. dirigida ao juiz da causa.  A contagem do prazo para a contestação do réu começa a ser contada: a. findo o prazo da dilação assinada pelo juiz. Quando a citação for pelo correio. I). Essa regra admite exceções:  Art 191 – No caso de litisconsortes com diferentes procuradores ser-lhes-ão contados em dobro o prazo para contestar. o prazo será contado em dobro. se o réu se insurgir contra sua sujeição ao processo e contra a pretensão do autor. b. pedidos estes que. A contestação poderá conter outros pedidos referentes a custas. precatória ou rogatória. c. Quando a citação for por edital. Poderá fazer esses dois pedidos conjuntamente para. Quando houver vários réus. Ao órgão do Ministério Público. da data da juntada aos autos do mandato cumprido.  Art 188 . III. d. de forma total ou parcial.  Se houver mais de um réu com procuradores distintos. falar nos autos. II. 07. Prazos: A regra geral é estabelecida pelo art 297: 15 dias. da data da juntada aos autos do aviso de recebimento da citação pelo réu (art 241. recorrer e.Computar-se em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. não podem prorrogar os prazos peremptórios. ainda que todas de acordo. Conclusões da contestação – A peça será concluída de acordo com os pedidos formulados pelo autor na petição inicial. ainda que não expressos.2007 CONTUMÁCIA E REVELIA Contumácia . Advogado dativo. De modo geral. de modo geral. da data da juntada do último mandado citatório cumprido. O princípio do ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao: I. por meio de sentença declaratória negativa. a despesas processuais. poderão ser considerados pelo juiz (art 20. parágrafo único). e. CPC). através de petição escrita. 182 – As partes. sem julgamento do mérito ou improcedente o pedido do autor. no caso de rejeição de um. a honorários advocatícios.77 → Exceções subjetivas – (art 302.05. poder ser atendido no outro. da data da juntada da carta devidamente cumprida aos autos do processo. pedirá o réu que o juiz julgue extinto o processo. Quando a citação for por carta de ordem. Ao curador especial. Quando a citação se fizer por oficial de justiça. o réu pretende obter uma sentença declaratória negativa em face do autor e com eficácia liberatória da pretensão formulada pelo autor.

Contumácia: Falta de indicação de novo procurador. (Art 217. desde que devidamente citado (Arruda Alvim). por seu procurador. §1º. Efeitos: Extinção do processo sem julgamento do mérito. III. no prazo de 30 dias. no prazo de 20 dias. no caso de morte do indicado. art 806 e art 811. (art 13. §2º. Efeitos: nulidade do processo. b.Efeitos de ordem processual: 1. Art 267. Contumácia: Dar causa a três extinções do processo. (por abandono) Efeitos: perempção do processo (Perda do direito de ação). art 453. – Vicente Greco Filho • Contumácia é a não contestação do réu no prazo legal. à audiência de instrução e julgamento. CPC). 2. • Contumácia é a falta de comparecimento de qualquer dos litigantes. CPC). Contumácia do réu A – Contumácia parcial: • Contumácia: Não comparecimento do réu. para fazerem valer continuamente em juízo as suas pretensões. Contumácia: não comparecimento à audiência de instrução e julgamento. Contumácia: falta de manifestação do autor por mais de 30 dias (abandono da causa). 3. ou de ambos.78 Conceitos: • Contumácia é a ausência de contestação . da data da efetivação da medida cautelar. (Moacir Amaral dos Santos).III e art 268. Contumácia: Não promover a citação do réu nos prazos determinados. §2º. CPC). • A contumácia consiste no fato do não comparecimento da parte em juízo. Contumácia: Falta de correção de incapacidade processual do autor ou de sua representação no prazo assinado pelo juiz. 4. III). §2º. . (CPC. Efeitos: Dispensa da produção de provas (CPC. (art 265. § 2º). Contumácia: Deixar de propor.. Efeitos: Falta de interrupção da prescrição ou da decadência. parágrafo único). c. quando esta é concedida em procedimento preparatório (CPC. Efeitos: ônus do requerente para com o requerido pelo prejuízo que ocorrer pela execução da medida (CPC. Efeitos desse tipo de contumácia: extinção do processo e pagamento de despesas (art 267.Nelson Néri • Contumácia é inatividade do réu. (Pereira Braga) Contumácia do autor A . CPC). B – Efeitos de ordem material: a. Efeitos: Dispensa de produção de provas (art 453. e §2º. art 811). enquanto o processo ficará suspenso. §3º e §4º e art 220 do CPC). I.

Todavia. marcando-lhe prazo de 15 dias. Contestar no prazo. Efeitos: O juiz dará continuidade ao processo. Tem fundamento no art 13 do CPC. art 301. prorrogável por mais 15. art 297. Julgamento antecipado da lide. → Efeitos: a.79 • Contumácia: Falta de exceção declinatória do foro. parágrafo único. 307 e ss e art 114). (art 265. tendo em vista que o mesmo não indicou novo procurador no prazo fixado. → Conceitos: • Contumácia total ou revelia é a omissão do réu quanto se defender no prazo legal. 4. Efeitos: Prorrogação da competência do juiz incompetente.(CPC. • Contumácia: Deixar de manifestar-se sobre os fatos da petição inicial. O advogado do réu deve apresentar o instrumento de mandato para pode agir no processo. em situações em que haja urgência de realizar atos processuais ou para impedir a decadência ou prescrição. 3. art. C – Revelia presumida intempestiva. sem intimação do réu. poderá atuar sem estar devidamente habilitado. • Contumácia: Não levantar a questão da incompetência absoluta no prazo da contestação ou na primeira oportunidade que lhe couber falar nos autos. O art 37. Com simplificação dos procedimentos processuais. art 302).Contumácia total ou Revelia. o juiz pode antecipar o julgamento. • Contumácia: Deixar de indicar no prazo de 20 dias novo procurador pela morte do primeiro. Presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor na peça inicial (CPC. o juiz admite a atuação do representante. O processo caminha a sua revelia. a revelia do réu. mas não sanar defeitos de representação no prazo. CPC. b. Curso normal dos prazos: a revelia não impede o curso dos prazos fixados para o réu. Nesses casos. mas não impugnar fato algum. → Hipóteses de revelia (contumácia total): 1. Efeitos: Presunção de serem os fatos alegados verdadeiros. (Moacir Amaral dos Santos) • Contumácia total ou revelia é o descumprimento total do réu do ônus de defender-se (José Frederico Marques). II e art 113. § 2º. Contestação apresentada intempestivamente. B . também se refere à revelia presumida. c. (CPC.319). quando o juiz assinala às partes prazo para corrigirem incapacidades processuais ou irregularidade de representação. Contestar no prazo. 2. in fine). Diz o inciso II do art 13 que quando a falha for no pólo passivo e ela não sendo sanada no prazo marcado. para apresentar o competente instrumento de procuração. do juízo e prazos legais. o réu será considerado revel. Efeitos: ônus pelas custas integrais (CPC. Como os fatos alegados pelo autor são presumidos como verdadeiros. Deixar correr em branco o prazo legal. §1º). O parágrafo único do artigo estabelece que a não ratificação dos atos praticados precariamente implica na .

são quatro essas hipóteses: 1. imputando proporcionalmente a elas as custas devidas (CPC. São casos de revelia presumida. (Art 37. Contumácia de ambas as partes a. Efeitos: Pode ser dispensada a produção de provas a requerimento do representante do autor. nunca haverá presunção. c. 3. O réu deixa correr o prazo legal para a contestação em branco. ou seja. Todavia esta exceção se aplica a todos os outros réus. apresentando as seguintes exceções. II. isto é. É um caso de revelia intempestiva. do CPC. ele contesta. Art 320. Paralisação do processo por mais de um ano por negligência das partes: O juiz intimará pessoalmente cada uma delas. Este efeito.2007 Revelia Hipóteses de revelia . Contumácia: Falta de pronunciamento das partes no prazo assinalado de 48 horas.05. Por exemplo. Efeitos: Extinção do processo sem julgamento do mérito. mas o faz fora do prazo legal. § 1º e § 2º). que não deixará de ser realizada (CPC. art 267. com conteúdo material adequado. Presunção de veracidade dos fatos alegados na Petição Inicial (Art 319 do CPC: “se o réu não contestar a ação. É um caso de revelia presumida. . pois eles precisam ser provados. mas não impugna nenhum dos fatos alegados. Sobre tais direitos. I: “se. 2. Art 320. II:”o litígio versar sobre direitos indisponíveis”. Art 320. que a lei considere indispensável à prova do ato”. todavia. III: “se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. se o fato contestado for comum a eles. 4. O réu apresenta a contestação intempestivamente. Dispensa de produção de provas: A ausência dos procuradores de ambas as partes à audiência de instrução e julgamento. mas com defeito na representação de seu representante.). não é absoluto. um deles contestar a ação”. 09. § 2º). b. art 453. o objeto do litígio for um contrato e ele não acompanhar a petição inicial. respondendo o advogado por perdas e danos. havendo pluralidade de réus. Para fatos distintos do contestado não valerá a exceção. Efeitos da revelia – São três esses efeitos: 1. Isto. O réu apresenta a contestação no prazo. O réu contesta no prazo. situações em que a presunção de veracidade não ocorrerá: a. Trata-se de uma contestação formal e não de contestação material.80 invalidação dos mesmos. parágrafo único. eles serão presumidos como verdadeiros. b. assinando o prazo de quarenta e oito horas para pronunciamento das mesmas. sob pena de extinção do processo sem julgamento do mérito. A revelia presumida intempestiva ocorre na hipótese de o réu apresentar a contestação fora de prazo. Contumácia: Ausência do advogado do réu. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados pelo autor”).

o autor pode promover alterações no pedido apresentado na inicial? Se o réu é revel. valerá a do assistido.CPC. considerando-o. no estado em que se encontrar. parágrafo único: diz o parágrafo em questão que o ônus da impugnação especificada dos fatos (presunção de veracidade) não se aplica ao advogado dativo. Ele pode 2 3 . se ele não contesta ação de reconvenção apresentada pelo réu. sublocatário pode assistir o locatário em ação movida contra ele pelo locador. Alterações nos pedidos iniciais do autor implicam em nova citação do réu e na concordância dele com as alterações. poderá fazê-lo. 3.81 d. é porque ele já foi citado. Se o assistente notar possibilidade de o réu não contestar a ação. não havendo necessidade dos procedimentos probatórios. Após o saneamento do processo não será mais admitida qualquer alteração nos pedidos do autor. Questões: 1 O autor pode ser revel? Sim. Se houver revelia do réu e no caso for aplicável o disposto no art 319 (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor) o juiz dará sentença com resolução do mérito.2007 2. haverá presunção de veracidade dos fatos alegados pelo réu nessa ação. O réu não recebe intimações sobre o andamento do processo – Art 322. Quanto ao terceiro efeito. CPC. Quais são as respostas que o réu pode apresentar em uma ação contra ele proposta? Quais são defesas e quais são ataques. ocorrendo o disposto no art 324 e sendo aplicável o art 319. b. há economia processual pela simplificação em questão. dentro do prazo legal. II – Julgamento antecipado do lide. exercendo os mesmos poderes e sujeitando-se aos mesmos ônus que o assistido. art 330. ele só será aplicado no caso de a primeira ação se encontrar em estágio de receber sentença. Observações: a. O parágrafo único. 9º. Entretanto não se aplica. Simplificação de procedimento . Como se vê. neste caso. do art 52 do CPC. O parágrafo único do artigo garante ao réu a possibilidade de intervir no processo a qualquer momento. vai-se para o art 330. Ex: Caso de sublocação. CPC). Mas se o réu indicou patrono. Se ocorrer situação em que tanto assistente como assistido apresentam a contestação. Embora revel. todavia. Como haverá apenas uma sentença. Se ele é revel na reconvenção. II. Art 302. as intimações serão remetidas a este. 14. II) e ao órgão do Ministério Público. Como se vê. o segundo efeito acima. ao curador especial (art. No caso de réu revel.05. pode não ocorrer os efeitos da revelia e o juiz mandará o autor produzir prova (art 324. permite que o assistente atue como auxiliar da parte principal. pois se passa diretamente à fase decisória. é preciso que as duas sentenças estejam em condições de receberem a sentença.

Sua defesa pode ser apresentada por meio de quatro peças processuais. Mas se ele já foi citado. dar início à relação processual. são: a citação por edital e a citação por hora certa. As citações fictas. mas não é aconselhável. assim chamadas porque a citação do réu é presumida. I. portanto ele não poderá mais exigi-lo em nova ação. assim chamadas aquelas em que o réu é citado pessoalmente ou nas pessoas de seus representantes legais ou de curador legalmente autorizado (art. provoca a extinção do processo com julgamento do mérito. Quais são as citações denominadas reais? E as denominadas fictas? Porque recebem essas denominações? As reais. (novos pedidos de tutela). II. sendo duas de ataque e duas de defesa. Isso com a hipótese de indeferimento por inépcia. II. o que é comum para as três hipóteses. Poderá o autor alterar a petição inicial após o seu ajuizamento? Pode. III e V. VIII). isto é. todos com resolução do mérito. A PI se diz inepta quando não está apta a produzir os seus efeitos. A renuncia ao direito em que se funda a demanda .direito material (art 269. terá dar a sua concordância à alteração. Em se tratando de ação de conhecimento. Detalhes: se o réu ainda não foi citado. O que há em comum na extinção do processo com julgamento de mérito pelo reconhecimento pelo réu do pedido do autor. do CPC. pela transigência das partes e pela renúncia do autor ao seu direito alegado? São casos de extinção do processo previstos no art 269. citação por oficial de justiça e citação por meio eletrônico. parágrafo único. Peças processuais de defesa: contestação e exceção. III e IV: a PI será indeferida por inépcia quando o libelo apresentar vício. não necessidade de concordância dele réu para a alteração. As outras hipóteses de indeferimento da PI são passíveis dos benefícios do art 284. Qualquer alteração só pode ser feita até a fase de saneamento do processo. A desistência do autor leva à extinção do processo sem julgamento do mérito e a renúncia do autor ao direito no qual se funda a demanda. em termos de corrigir as falhas. V) representa a morte de seu direito. a resolução de mérito põe fim à lide e ao processo. 215) são as seguintes: citação pelo correio. Quando ocorrerá o indeferimento da petição inicial por inépcia? O que é isso? Qual a diferença para as demais hipóteses de indeferimento? Art 295. 4 5 6 7 8 . pois há o risco de alterar a própria ação.82 defender-se relativamente ao processo e relativamente ao mérito da ação. que poderá voltar a ser exercer futuramente (art 267. Peças processuais de ataque: reconvenção(Art 215) e ação declaratória incidental . Qual à distinção entre as duas hipóteses? A desistência do autor significa desistir do seu direito de ação. Todas se referem ao direito material. Mas as alterações só podem se referir aos elementos objetivos do processo (pedido e causa de pedir).

então rever as partes. II. CPC). a contestação pode somente conter defesas de mérito e processuais peremptórias? A contestação deverá conter todas as defesas contra o mérito (diretas – art 300 . 2. Resposta: A afirmativa é falsa. Justifique. 11 Ocorrendo revelia. O art 295. do CPC. Resposta: A afirmativa e falsa. Se a citação foi ficta (por edital ou por hora certa) e não contestar a ação. sob pena de anulação do processo? Depende. o juiz é obrigado a nomear curador especial ao revel para que o represente em juízo. inclusive revê a inicial para certificar-se não ter passado algum vicio que implicaria no indeferimento da peça.83 9 Havendo alienação da coisa litigiosa.peremptórias). V ou F. o juiz não cará curador especial. 10 O momento processual adequado para ser examinada pelo julgador a questão envolvendo ilegitimidade das partes será quando do despacho da petição inicial e no despacho saneador.e indiretas – art 326) e contra o processo (art 301 – as diretas . Quanto ao indeferimento da petição inicial. em que o réu tenha sido citado pessoalmente e ocorrer a revelia. II. Poderá. Nas demais modalidades de citação. do CPC estabelece que a petição inicial será indeferida quando a parte for manifestamente ilegítima. O momento do saneamento do processo é outro momento em que ele o examina. art 9º . quanto à legitimidade delas. a alienação da coisa litigiosa não interfere na legitimidade das partes. deixa a parte alienante de ter legitimidade para a ação? Não. O art 296 do CPC permite ao autor apelar do indeferimento da petição inicial e o juiz da causa (a quo) pode rever sua decisão no prazo de 48 horas. Se a parte for manifestamente ilegítima. 16.2007 PROVA: 1. V ou F. O art 295. o juiz deverá fixar prazo razoável para que a petição seja emendada. . deferirá a PI e aguardará manifestação do réu sobre a questão. Essa manifestação pode ocorrer em qualquer fase do processo.42.05. II). Não se convencendo o juiz dessa ilegitimidade. o juiz nomeará curador especial (CPC. 12 No tema resposta especificada no art 297 do CPC. Justifique.(art. diz que o juiz indeferirá a PI se houver manifesta ilegitimidade de uma das partes. até mesmo depois da sentença. é correto dizer que a decisão que indefere a petição inicial nunca poderá ser revista pelo mesmo juízo a quo. Apenas o alienante passa a ter legitimidade extraordinária.

Estabelece o § 1º do art 267. 7. Resposta: A afirmativa é falsa. Justifique. fala em intimação pessoal (e não publicação no órgão oficial) e no prazo de 48 horas (e não 24 horas) para que a falta seja suprida. Se o réu for revel e não contestar a ação. com sentença transitada em julgado. do CPC.84 3. levando em conta as defesas apresentadas pelo réu. do CPC. A ação julgada. (V ou F) Justifique. Capacidade postulatória é a capacidade que tem a pessoa que possua conhecimentos técnico-jurídicos (o advogado) de representar em juízo o seu cliente na condição de autor ou réu de uma ação. Resposta: A afirmação é falsa. do CPC). após a publicação no órgão oficial. 6. se a parte não suprir a falta em 24 horas. do CPC. As alegações relativas a determinada questão não utilizada pelas partes em um processo cuja sentença haja passado em julgado. Justifique. A questão fala em presunção de verdade das matérias de direito alegadas pelo autor. A matéria de direito é apreciada pelo juiz e não pelas partes. Capacidade postulatória é aquele referente à pessoa que está em juízo pleiteando para si um bem da vida. O outro processo mencionado consiste numa tentativa do réu de apresentar nova matéria defensiva sobre o mesmo mérito já julgado. que constando irregularidades passíveis de correção o juiz determinará que o autor a corrija no prazo de 10 dias e. do CPC. 4. um bem da vida é o direito de ação da pessoa. Quanto ao indeferimento da petição inicial. O réu não apresentando a contestação pode ter presumida contra ele a verdade dos fatos alegados pelo autor (Art 319. V ou F. que o juiz ordenará. a indeferirá (parágrafo único). Resposta: A afirmativa é falsa. Resposta: A afirmativa é falsa. reputar-se-á verdadeira a matéria de direito sustentada pelo autor na inicial. decidiu sobre o mérito da ação. ainda que ordenado por juiz incompetente induz litispendência e faz litigiosa a coisa. podem ser utilizadas em outros processos porque não atingidas pela coisa julgada. Diz o art 284. (V ou F). Justifique. V ou F. §1º. decorridos os 30 dias previstos no nº III do mesmo artigo. As não utilizadas sofrem o efeito da preclusão consumativa). A capacidade de pleitear para si. o Princípio da Eventualidade (todas as matérias de defesa devem ser apresentadas na contestação. Estabelece o artigo 300. passíveis de correção. declarando a extinção do processo. O direito a isso está precluso. 5. O art 265. (V ou F). no caso no nº III. A citação válida. Justifique. 8. V ou F. Resposta: A afirmação é falsa. . Justifique. não atendida a determinação. é certo dizer que as irregularidades da petição inicial. em juízo. sob pena de preclusão. somente poderão ser corrigidas até a apresentação da defesa. o arquivamento dos autos.

9. Capacidade e legitimidade são expressões sinônimas. apenas interrompe a prescrição. do CPC. declarando a extinção do processo. ou seja. (V ou F). O processo civil sobrestado por questão prejudicial de natureza criminal permanecerá sobrestado. Justifique. Resposta: Afirmativa falsa. 11. A citação que torna o juiz prevento e a ordenada por juiz competente. O dispositivo mencionado fala em extinção do processo com o arquivamento dos autos se a parte. porque o que torna a coisa litigiosa e induz litispendência é a citação válida ordenada por juiz competente. Resposta: A afirmação é falsa. Resposta: Afirmativa falsa: o art 265. A substituição processual consiste na possibilidade de outrem. (V ou F). Justifique. no pólo passivo.85 Resposta: A afirmação é falsa. “a”. Legitimidade é uma das condições da ação (legitimidade ativa ou legitimidade passiva). sendo que o que as diferencia é o momento. exclusivamente. torna prevento o juízo e interrompe a prescrição. (V ou F). fala que o processo será suspenso quando a sentença de mérito depender do julgamento de outra causa. Justifique. Justifique. Justifique. é certo dizer que a sentença que indefere a petição inicial será sempre de extinção do processo. 12. defender direito alheio. 14. Estabelece o parágrafo 1º. (V ou F). no caso do nº III. até a decisão definitiva na esfera criminal. Capacidade é um dos pressupostos do processo. O § 5º. pois dos dois efeitos citados. Quanto ao indeferimento da petição inicial. ainda que ordenada por juiz incompetente. findo o qual o juiz mandará prosseguir o processo. se a parte não suprir a falta em 24 horas. não suprir a falta em 48 horas (e não 24 horas). Resposta: A afirmação é falsa. IV. do mesmo artigo limita a um ano o prazo máximo de suspensão do processo. Resposta: Falsa. (V ou F). respectivamente. Justifique. . intimada pessoalmente (e não publicação no órgão oficial). sem julgamento do mérito. do CPC. 10. fala em extinção do processo com julgamento do mérito. A citação válida. após a publicação no órgão oficial. (V ou F). O art 269. No caso de juiz incompetente a ordenar constitui em mora o devedor e interrompe a prescrição. que o juiz ordenará. o arquivamento dos autos. em qualquer hipótese. 13. antes e depois de proposta demanda. do art 267. face à autonomia entre jurisdição civil e criminal. quando o juiz pronunciar decadência ou prescrição. O nº IV do artigo diz que haverá julgamento do mérito.

no mesmo processo e juízo em que é demandado. Os artigos 227 e 228 se referem à questão e é ao oficial de justiça quem decidirá sobre a citação com hora certa. Quanto ao indeferimento da petição inicial é certo dizer que todas as causas de indeferimento podem ser conhecidas de oficio. 15. sem novo despacho do juiz (art 228). Todas as causas mencionadas no art 295. mas todas com os mesmos elementos fundamentais. para modificar ou excluir o pedido constante da inicial. Resposta: Resposta verdadeira. reconvenção é a ação proposta pelo réu contra o autor. Resposta: A afirmativa pode ser considerada verdadeira com ressalva. É ao juiz que compete verificar se é caso ou não citação com hora certa.05. em substituição das partes e não do réu (pólo passivo). O nº IV fala em decadência ou prescrição. naturalmente. no seu § 1º. Justifique. fala. aguardando pronunciamento do réu. Pode-se tratar de um instituto convencional e o juiz só o atenderá sob motivação da parte. ainda que ordenada por um juiz incompetente. Justifique. José Frederico Marques: segundo a art 315 do CPC. determinando que a faça o oficial de justiça. proposta no mesmo feito em que está sendo denunciado. (V ou F). Justifique. conforme o determinado no art 219 do CPC. Paula Batista: reconvenção é a ação proposta pelo réu contra o autor. 21. no mesmo feito em que é demandado. . (V ou F). Resposta: A afirmativa é falsa. (V ou F). Todavia. Justifique. (V ou F). Capacidade de ser parte ou para a causa é um conceito com regras pré-definidas nas regras processuais. 18. pequenas diferenças de redação. 16. do CPC. O art 265. A citação válida. constitui em mora o devedor e suspende a prescrição.86 Resposta: A afirmativa é falsa.2007 RECONVENÇÃO Conceitos: os conceitos formulados pelos diferentes doutrinadores apresentam. para: • • • João Monteiro: reconvenção é a ação do réu contra o autor. do CPC permitem o indeferimento de oficio. quanto ao nº II a parte pode não ser manifestamente ilegítima e o juiz não a deferirá. Assim. Resposta: 17.

não cabe a reconvenção. Justificativas: 1. se eles têm legitimidade para a ação principal em seus respectivos pólos. que acrescenta ser a reconvenção uma demanda em procedimento ordinário. contados da data da sua citação (CPC. • . (CPC. Se o juiz da principal for absolutamente incompetente para a reconvenção. portanto. 2. ou seja. Torna possível uma justiça mais perfeita. contraditórias.87 Arruda Alvim. A reconvenção deve conter todos os requisitos de validos de todos os processos. nessa peça. será alegada pelo autor reconvindo na contestação à reconvenção. Como dizem os romanos: reus fit actor (o réu se torna autor). Requisitos específicos: • Litispendência. caso as ações fossem apresentadas separadamente. do CPC: 15 dias. Requisitos gerais: pressupostos processuais gerais. alegar a incompetência relativa do juiz. Prazos: o prazo comum está estabelecido pelo art 297. • Legitimidade para proposição da ação – o autor da ação de reconvenção deve ser o réu da ação principal (réu reconvinte). • Compatibilidade dos procedimentos das duas ações. serem tornados compatíveis. art 219). Essa regra apresenta as seguintes variações: • CPC. b. • Conexão das ações – A conexão deve ser entendida sob dois modos. impedindo a ocorrência de sentenças conflitantes. porque. pois a reconvenção agrega em um mesmo processo duas ações. Requisitos: a. não ocorrerá a prorrogação e. art 188: Computar-se-á em quádruplo o prazo de defesa quando o réu ou reconvinte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. A regra é que todo réu pode reconvir contra o autor. no caso. Um único processo. pela existência de ação principal pendente (CPC. Economia processual. • Competência do juiz – A competência do juiz da ação principal pode ser prorrogada se se tratar de competência relativa. o prazo para propor a ação de reconvenção é o mesmo prazo da defesa do réu. quando os pólos são invertidos. mas o autor jamais poderá. que poderiam ocorrer. a terão também para a ação de reconvenção. com inversão da posição ativa e passiva da relação processual. Ou que possam. art 297). além de tratar de uma ação de conhecimento. • Vicente Greco Filho: pedido de tutela jurisdicional. A incompetência. 3. Possibilidade de pedido de tutela do réu impossível de ser apresentado na contestação. pelo menos. conforme permite o art 315 do CPC: a conexão no sentido legal como definida no art 103 do CPC (mesmo objeto ou mesma causa de pedir) e conexão com o fundamento da defesa conforme parte final do art 315 mencionado. Art 109: pressupõe a competência absoluta do juiz).

I. Como as duas ações têm que receber uma única sentença. contudo indicar-se dependência da principal. o tipo de procedimento já prevê proteção do réu sem necessidade de nova ação (CPC. desde que fundados nos mesmos fatos referidos na inicial”). intimado a contestar a reconvenção. pois a petição inicial do autor pode conter elementos que representem uma contestação à reconvenção. as duas ações formam um processo único que segue os passos normais até a sentença final. Conseqüências dessa revelia: Não se aplicam. dois efeitos normais da revelia: a economia processual com o julgamento antecipado das ações. todavia. art 253. se não. a reconvenção deve ser apresentada simultaneamente à contestação. o prazo para a reconvenção será contado em dobro. Contestada a reconvenção. para manifestação do reconvindo. ela será distribuída ao mesmo juiz da ação principal. art 191: Se forem vários réus com procuradores distintos. qualquer réu pode reconvir de qualquer autor. formular pedido em seu favor. constituindo. o julgamento antecipado só ocorrerá se a ação principal já atingiu estágio para ser julgada. e tendo falado o reconvindo. Procedimentos: Conforme estabelece o CPC. que será única. também não ocorrerá presunção de veracidade dos fatos. art 317) – se a ação principal for extinta por desistência do autor ou por qualquer outra causa. preenchendo todos os requisitos da petição inicial previstos no art 282 do CPC. pois como as duas ações serão julgadas por meio de uma única sentença.88 • CPC. Havendo mais de um réu e mais de autor. Autor reconvindo revel. sem julgamento do mérito. Se o autor reconvindo não contestar a reconvenção ele será considerado revel? A doutrina tem dois entendimentos: alguns autores acham que como não contestou fica configurada a revelia. Outra corrente acha que não. Esse pensamento pode gerar uma seqüência de reconvenções. § 1º: “é lícito ao réu. modificativos ou extintivos do direito alegado pelo reconvinte – abre-se novo prazo de 10 dias. Nesse caso. Se o autor reconvindo apresentar fatos novos – impeditivos. também o autor reconvindo não deixará de ser intimado. O julgamento antecipado só poderá ocorrer se as duas sentenças estiverem em estágio processual de receber sentença. . art 278. pois ele já tem advogado indicado para o processo. no caso. como acontece na revelia. (É comum chamar-se a reconvenção de ação secundária.Existe divergência doutrinária havendo corrente de autores que admite reconvenção da reconvenção. sem. na contestação. mas o juiz pode fracionar o processo. duas ações autônomas. sendo-lhe marcado o prazo de 15 dias. se for o caso. ou um só réu reconvir de mais de um autor. com exceção do requerimento para citação do réu (autor reconvindo) porque ele já está no processo. isto é. a ação de reconvenção prosseguirá. Hipóteses de exclusão: • Caso de procedimento de rito sumário (razão de ordem prática). no caso. contudo. A reconvenção será uma peça escrita. se terá por decisão interlocutória. O autor ou reconvindo será. no art 299. a ação secundária terá que esperar ela atingir esse nível. pois são autônomas). (O prazo correrá a partir da última citação). A distribuição da reconvenção é feita por dependência CPC. Extinção da ação principal: (CPC. se a petição inicial da ação principal já oferecer contestação a eles. a extinção.

Tanto as defesas contra o processo como as contra o mérito podem ser diretas e indiretas.EXCEÇÕES 1. Todavia. art 278. 2. na contestação. 30. • Exemplos: 1. porque o art 316.2007 TRABALHO . como a ação de execução pode receber embargos que são apensados à ação de execução. (CPC.A reconvenção é instrumento de procedimento comum ordinário. (Juízo = órgão do judicial). cabe ao autor reconvinte agravo de instrumento (art 522. Uma corrente acha que cabe reconvenção da reconvenção. Ação dúplice. 3.05. § 1º). demandar a tutela possessória. Diz-se dúplice a ação quando.. quanto ao preço do bem desapropriado. Ação de desapropriação: a condenação ao pagamento de justa indenização decorre da própria discordância do réu. a reconvenção. na contestação. no caso. do CPC). (CPC. outra corrente acha que não cabe reconvenção de reconvenção. deverá ser permitido pela lei. • Ação de Execução. As defesas contra o processo são duas indiretas e as demais diretas. Ex: art 922 e art 31 da JEC. • Quando a sentença extinguir o processo em relação às duas ações. estes embargos podem receber reconvenção. quando a principal continuará.ação dúplice. art 922). as defesas contra o processo exercidas por meio das exceções são as defesas indiretas. Ação possessória. portanto. cabe apelação à instância superior (art 513. Quais são as espécies de defesa? Resposta: O réu pode defender-se contra o processo (visando livrar-se da sujeição em que se encontra) e contra o mérito (resistência à pretensão do autor). do CPC). • Reconvenção de reconvenção – Existem dois posicionamentos doutrinários. que é encartada neles. seja a favor do autor. O pedido de tutela. também apensa à ação de execução. Então. do CPC fala em contestação como defesa do réu. dispensando. na qual o réu pode. seja a favor do réu (CPC. portanto. ficando. Ação de prestação de contas: o saldo credor apresentado poderá ser cobrado em ação forçada.89 • Ação principal dúplice. – ação dúplice.. . São dois os tipos de defesas indiretas: • Incompetência relativa contra o juízo. pois esta constitui uma das espécies de defesa do réu. art 918). enquanto a execução tem procedimento próprio. a proteção do réu já está incluída na própria contestação. por sua natureza. Recursos possíveis na extinção da reconvenção: • Se a decisão interlocutória extinguir apenas a ação de reconvenção.

Conta-se. Suspensão do processo por suspeição ou impedimento .(Art 265. Incompetência relativa. 2. Será de impedimento quando se tem certeza desse impedimento e será suspeição. quando atua como fiscal da lei e não como parte. câmara. serão apresentadas por meio de três peças: 1. inclusive depois de julgado a ação.1. As outras duas exceções poderão ser apresentadas a qualquer tempo. Suspeição e impedimento. apenas o que falta para completá-lo. SUSPENSÃO DO PROCESSO . (Se a incompetência for absoluta. Exceção de incompetência relativa do juízo. ou o Ministério Público. Sendo o juízo incompetente (relativa). A parte negativa de exceção de suspeição ou de impedimento será sempre o Juiz. Somente o réu. Exceção de suspeição do juiz. Essas exceções. Portanto para essa exceção. Uma vez suspenso o processo ele só volta a ser considerado depois de julgada definitivamente a exceção. através de ação rescisória. III) A proposição de qualquer tipo de exceção. 5. Quem pode propor a exceção de impedimento do Juízo? As duas partes (autor e réu). como para a incompetência relativa o prazo será de 15 dias contados do momento em que se tomar conhecimento do motivo que justifica a exceção. 3. 5.90 • Parcialidade do juiz. Será sempre o Juízo (um órgão público. art 305). PARTE ATIVA: Suspeição e impedimento. 2. o processo será suspenso. quando apenas se suspeitar do impedimento. 3. porque o autor escolheu o Juízo. reiniciando-se a sua contagem para completar o total do prazo. Suspeição e impedimento Tanto para a suspeição e o impedimento. ele deverá ser declarada de ofício pelo juiz). 4. Exceção de impedimento do juiz. PRAZOS (CPC. terceiros intervenientes no processo e o Ministério Público. os 15 dias contam da petição inicial. o prazo se interrompe e será retomado depois desse julgamento. PARTE PASSIVA. Com a suspensão. este. que pode ser subdividida em impedimento e suspeição. tribunal ou juiz). ou um auxiliar da justiça. portanto. Todavia. Incompetência relativa. sempre como pessoas físicas e não como órgão. a exceção de incompetência relativa será conhecida na citação do réu. exceções instrumentais. a competência será prorrogada se o réu não declarar a incompetência.

6. poderá confirmar a decisão do juiz determinando o seu arquivamento. Se houver necessidade de prova testemunhal. A exceção de suspeição ou impedimento será decidida pelo próprio juiz da causa e confirmada ou reformada pelo tribunal. os autos serão remetidos ao tribunal que. encaminhará os autos ao substituto legal do juiz e condenará este no pagamento das custas. 306). não se considerando suspeito ou impedido. podendo ser instruída com documentos e rol de testemunhas. julgando a exceção. Neste caso cabe recurso de agravo. Em caso contrário. art 306). art 299). art 311). Julgada procedente a exceção os seus autos e os da ação principal serão encaminhados ao juiz competente (CPC. suspenderá o processo principal (CPC. 5. Dentro do prazo (art 464 do CPC) o excipiente (aquele que suscita a incompetência) alegará a incompetência em petição fundamentada e devidamente instruída indicando o juízo para o qual dirige a petição (art 307 do CPC). Será formulada em petição escrita. desde que não indefira a petição(por ser manifestamente improcedente ou por ser extemporânea). Todavia. será acolhida pelo juiz. Ela será processada em autos separados apensados aos autos principais (CPC. reformando a decisão do juiz. isto é. proferindo a decisão também em 10 dias. . indeferindo a petição. Se aceitar as razões apresentadas. devidamente fundamentada e dirigida ao juiz da causa. Imediatamente o juiz suspende o processo. Se a alegação de incompetência relativa não for acolhida o processo prossegue com o primeiro juiz. será marcada audiência dentro de 10 dias.91 A exceção de suspeição ou impedimento mesmo que extemporânea. Recebida no prazo a exceção de incompetência relativa o juiz indicado na petição. Competências Quem tem competência para julgar as exceções? A exceção de incompetência relativa será julgada pelo juiz indicado pelo requerente. isto é. declarar-se a suspeito ou impedido e encaminhará os autos ao seu substituto legal (CPC.2 – Suspensão do processo por Incompetência relativa.. art 313). passando a examinar a exceção. cabendo recurso de agravo. até porque ele poderia ter alegado a sua parcialidade de ofício (CPC. ouvindo o excepto (o suposto incompetente) no prazo de 10 dias.

Nessas condições. O prazo para essa providência do autor é o determinado pelo juiz e. art 319. Hipóteses sobre as providências preliminares: São duas as hipóteses: a) Não há contestação do réu. a) Não havendo contestação: O réu é considerado revel. as providências preliminares. . podem ocorrer duas situações: I) Ocorrem os efeitos da revelia → Os fatos alegados pelo autor são considerados verdadeiros. II. art 302. 2. É o que estabelece o art 323 do CPC: “Findo o prazo para a resposta do réu. • Convenção de arbitragem. que constam das seções deste capítulo”. no prazo de 10 dias. defeito de representação ou falta de autorização. ao curador especial e ao Ministério Público (parágrafo único do art 302 mencionado). Dez dias do fim do prazo para a resposta do réu.2007 Providências Preliminares – CPC. Também não ocorrem os efeitos da revelia nos casos do CPC. O juiz mandará que o autor produza provas dos fatos por ele alegados. Assim. • Conexão. • Incapacidade da parte. I. O juiz. art 328). • Coisa julgada. art 319. o réu poderá alegar uma das situações previstas no art 301: • Inexistência ou nulidade da citação. o escrivão fará a conclusão dos autos. 320. II . conforme o caso. • Litispendência. o prazo será de 5 dias. • Carência de ação. art 185.Assim o juiz procederá ao julgamento conforme o estado do processo (CPC. bem como ao advogado dativo. 323 a art 328 1.Defesas diretas contra o processo → Conforme previsto no art 327 do CPC. art. (CPC. • Perempção.92 SEGUNDO SEMESTRE (Professora Rosana) 30. o réu pode contestar os fatos alegados pelo autor ou a fundamentação jurídica dos mesmos. não havendo qualquer providência a tomar e o juiz proferirá julgamento conforme o estado do processo.07.Defesas diretas do mérito → Essa defesa pode ser próxima (contra o direito) ou remota (contra os fatos alegados pelo autor). conforme previsto no CPC. II e III. Início da fase das providências preliminares. na falta desta determinação. b) Havendo contestação: A contestação pode ocorrer de quatro maneiras: I . III e 324). Havendo contestação do mérito não há qualquer providência preliminar a adotar. b) Há contestação do réu. I. • Incompetência absoluta. 328). II) Não ocorrem os efeitos da revelia → (CPC. determinará. • Inépcia da petição inicial.

Se o juiz não conceder o direito de réplica ao autor. sendo sempre uma sentença declaratória. a questão será decidida e a decisão não impede possível ação incidental futura. art 326). Observação: sentença incidental é a que ocorre dentro do curso do processo da ação principal. o autor tem direito de replicá-la em 10 dias. Assim. podendo produzir provas documentais (CPC. se for alegada pelo réu qualquer uma das situações previstas no art 301 do CPC. Se. em 10 dias. 3. Se verificar irregularidade sanável.Controvérsia sobre a relação jurídica da qual dependa. art 327). que a lei exige como preliminar. IV . se elas existirem. o juiz proferirá o julgamento conforme o estado do processo (CPC. CPC). Se o autor não apresentar pedido de sentença incidente. O autor deverá ser ouvido em 10 dias (réplica). reconhecendo o fato em que se fundou a ação. Tem também direito à réplica sempre que o réu. a) O que é réplica? É a resposta do autor às alegações do réu na contestação. o juiz mandará ouvir o autor em 10 dias (réplica) permitindo-lhe a produção de provas documentais. III . deste que desta declaração dependa o julgamento da lide em sentença incidental. este poderá replicar na primeira oportunidade que lhe couber falar sob risco de preclusão desse direito se não o fizer nessa oportunidade (art 245. 4. art 5º e art 470). Nesse caso. (CPC. (CPC. O autor tem direito à réplica sempre que o réu alegar fato novo. apenas confirmando suas alegações. este terá prazo de 10 dias para se pronunciar sobre tal fato novo. Se houver sentença incidental no curso do processo. que este declare a existência ou não de seu direito.93 • Falta de caução ou de outra prestação. apresentar outros fatos modificativo. o autor poderá pedir ao juiz. → Se o réu contestar o direito que fundamenta a ação.Defesas indiretas do mérito → O réu reconhece os fatos alegados pelo autor. no todo ou em parte. passa-se à fase seguinte. não podendo haver nova ação incidental sobre a controvérsia. O mesmo ocorrerá se o autor não replicar no prazo. a controvérsia estará resolvida de vez. verificar a ocorrência de falha insanável. extintivos ou modificativos do direito do autor. o julgamento da lide. b) Qual o prazo para réplica? . art 325. ou não havendo tais providências. Esta situação da não fixação do prazo constitui uma exceção quanto aos requisitos da ação incidental. art 328). ou seja. no caso de controvérsia sobre relação jurídica de que depende o julgamento da lide. podendo produzir provas documentais (CPC. Fim da fase das providências preliminares: Essa fase termina com o cumprimento das providências preliminares determinadas pelo juiz. o juiz concederá prazo não superior a 30 dias para o autor corrigir a falha. sendo-lhe facultada a produção de provas documentais. Outro caso em que o autor tem direito à réplica está previsto no art 325 do CPC. todavia. extintivo ou impeditivo do direito do autor. art 326). mas apresenta outros fatos impeditivos.

com força de coisa julgada. Contestação: tem que ter havido contestação do réu contra o mérito da ação que esteja sendo contestada. em relação ao pedido do autor). tendo por objeto o julgamento de questão de mérito controvertida de que depende o julgamento da principal. Princípio da Demanda (CPC. Economia processual (ações conexas) 2. art 325 1. 3. levando sua eficácia também para a questão prejudicial que se tornou litigiosa após a propositura da ação principal.08. considerada a principal em relação à incidental. 5. Justificativas: 1. Nesse caso. conflitantes. a existência ou inexistência de relação jurídica da qual depende o mérito da coisa. Observação: A ação declaratória incidental nem sempre será reconvencional. c) Gerson Nery: ação movida por qualquer das partes incidentemente a uma outra (principal) que se encontra em curso. porque a reconvenção pode ser condenatória e a incidental será sempre declaratória. modificativos ou extintivos. a ação declaratória incidental pode ser apresentada por ele. em 10 dias. é necessário que sobre o mérito da ação principal seja criada uma questão prejudicial que torne a coisa litigiosa e de cujo julgamento depende o julgamento da ação principal. 06. ou pelo réu. Litispendência (CPC. interesse de agir e legitimidade de causa). (possibilidade jurídica. quando da tréplica. inserida em um processo que tinha outro objeto. Se réu: o mesmo prazo da contestação e da reconvenção: 15 dias da citação. ser objeto de outra ação que não a incidental.94 Dez dias. Requisitos: 1. conforme artigos 325. Se autor: 10 dias após a contestação (CPC. isto é. Evitar sentenças contraditórias.CPC.2007 Ação Declaratória Incidental . art 2º): O juiz só prestará tutela se esta for pedida. Momento do requerimento: 1. 2. Quando o autor deve ser ouvido sobre tais fatos em 10 dias. 2. 3. Competência: o juiz não pode ser absolutamente incompetente. 326 e 327. no tempo da sua réplica. 4. 3. art 325). . O objeto da ação declaratória incidental deverá poder ensejar uma ação autônoma. Exceção: O art 326 do CPC permite que o réu apresente fatos novos (impeditivos. 2. Só terá efeito de coisa julgada aquilo que for pedido na ação. isto é. art 219): para haver ação declaratória incidental é necessário que esteja em curso outra ação. o qual se amplia para que o juiz declare. É o prazo da réplica. para ampliar o alcance da coisa julgada. 4. 4. criando a questão prejudicial. b) Humberto Theodoro Júnior: representa uma cumulação de pedidos. para que possa ser juiz da ação principal e da incidental. Questão prejudicial de mérito. Conceito: a) Vicente Grecco Filho: é uma espécie de ação declaratória.

art 331. Pode ser julgada primeiramente uma ou outra. Saneamento. 13.08. Procedimentos • A ação declaratória incidental não recebe autos próprios. Ações de execução. art 330. O resultado da reconvenção não interfere no resultado da principal. Ação cautelar.08. A extinção da reconvenção não interfere na outra (principal) e vice-versa. Extingue o processo. (Seção I. A ação executória não é uma ação de conhecimento. 3. Vedações 1. A extinção da ação principal mata a ação declaratória incidental correspondente. CPC). 2. 3.2008 5. O rito da ação executória é próprio dela e os ritos não podem ser diferentes. Como a ação declaratória incidental é uma ação de conhecimento. As duas ações devem seguir o mesmo procedimento. A ação declaratória incidental determina o destino da principal. deve ser deduzida de petição inicial. sendo autuada junto com a principal. Nessa sentido. a ordem do julgamento é indiferente. 7. I e II. Distinção entre Reconvenção e Ação Declaratória Incidental 1. (Seção II. 4. por que esta não é uma ação de conhecimento. Procedimento sumário. Na reconvenção. (CPC.95 6. 6. Hipóteses: Uma vez cumpridas as providências preliminares. embora a sentença seja única. § 2º). Quanto à principal e a declaratória incidental sempre tem que ser julgada primeiramente a declaratória incidental e só após esse julgamento julga-se a principal. A ação declaratória incidental sendo uma ação autônoma em relação à principal. art 329). deve observar o contido nos artigos 282 e 283 do CPC 08. O art 280 do CPC estabelece que no procedimento sumário não é admissível a ação declaratória incidental. .2007 JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO (CPC. 7. o juiz poderá adotar uma das seguintes caminhos: 1. • A sentença será única para as duas ações: a principal e a incidental. 2. Julga a lide antecipadamente. se necessárias. mas com a extinção da incidental a ação principal continua. 5. 2. Compatibilidade de procedimentos. 3. só pode existir se a ação principal for de conhecimento. Art 329 e seguintes).

• Inexistência de condição da ação. ou seja: • Quando o réu reconhecer a procedência do pedido. • Quando as partes transigirem. art 268). a extinção do processo pode acontecer de dois modos: I –Extinção do processo sem julgamento do mérito. art 330. (quanto às partes: capacidade de ser parte. coisa julgada e perempção). As causas da extinção do processo sem julgamento do mérito estão listadas no art 267 do CPC. ou seja. para que a petição inicial seja deferida. competência (capacidade específica) e imparcialidade (capacidade subjetiva). I) . As causas de extinção do processo com julgamento do mérito são as constantes do art 269 do CPC. art 267 (sem julgamento do mérito) ou no art 269. art 330. II). acontecerá quando ocorrer uma das hipóteses relacionadas no CPC. se nas vezes anterior a extinção do processo deveu-se ao abandono da causa por mais de 30 dias. art 330. revelia com presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor (CPC. interesse de agir e legitimidade de causa). II a V (com julgamento do mérito) Essas hipóteses podem ser assim resumidas: • Inexistência de pressuposto processual. 2ª. • Existência de pressuposto processual negativo. I). Assim. • Quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. (litispendência. capacidade de estar em juízo).96 a) Extinção do processo A extinção do processo. quanto ao juiz. incisos II a V. Entretanto. b) Julgamento antecipado da lide Quando? O juiz poderá proferir sentença em três situações: 1ª. . Diz-se que há carência da ação por faltar-lhe possibilidade jurídica. II -Extinção do processo com julgamento do mérito. mas não há necessidade de produção de provas.Quando a questão de mérito for exclusivamente de direito (CPC. Quando ocorrer a revelia do réu com base no art 319 do CPC. capacidade postulatória (advogado da parte) e. • Quando o autor renunciar ao direito sobre o qual se fundamenta a ação. nada impede que o autor ingresse com nova ação sobre o mesmo direito. segundo o art 329 do CPC. 3ª. É questão de direito e de fato. Salvo o disposto no art 267. audiência (CPC. O parágrafo único deste artigo estabelece que o autor não poderá usar deste expediente mais que três vezes. Diferença entre julgamento antecipado da lide e a extinção do processo com julgamento do mérito. do pagamento das custas e honorários advocatícios relativos ao processo extinto (CPC. V. investidura (capacidade geral). terá que fazer prova.

verificará se as providências recomendadas ao autor na fase do deferimento da petição inicial foram cumpridas. Em todas essas condições o juiz prolata apenas uma sentença homologatória. a iniciativa é do juiz. art 339). é aquele que o juiz vai fazendo permanentemente até o julgamento final. desde que o direito em litígio admita transação: . Por exemplo. vem da lei. O art 331 co CPC estabelece que. O juiz designará audiência preliminar (ou de conciliação) a ser realizada no prazo de 30 dias e para a qual as partes poderão se fazer representar por procurador com poderes para transigir. Pode. Para tanto. ou seja. definido na lei. • 2º Saneamento difuso – é o que pode ocorrer em qualquer fase do processo. pois a falta de cumprimento implica na extinção do processo. pois nas previstas nos incisos II. o juiz não marca a audiência preliminar. 2ª. Decidirá sobre as questões pendentes do processo. II a V do CPC. 3ª. inquirirá as partes sobre o tipo de provas que pretendem apresentar e designará as que forem de seu interesse. Já a extinção do processo com julgamento antecipado da lide. • • Se o direito reclamado não admitir transação. isto é. III e V a iniciativa de extinção vem das partes e no inciso IV. aqueles colocados pelo autor e contestados pelo réu. Ocorrendo nessa audiência o previsto no § 2º do art 331 (não ocorre a conciliação). Designará audiência preliminar (de conciliação) a realizar-se no prazo de 30 dias para a qual serão as partes intimadas a comparecer. Pode ocorrer sempre e pode ocorrer em momentos determinados. que apresenta sua decisão por meio de sentença. portanto. o juiz partirá para o saneamento do processo. não tendo ocorrido a extinção do processo (art 329. o juiz não se envolve com a lide. Se não ocorrer a extinção do processo nem o julgamento antecipado da lide e o processo se referir a direito transacionável (disponível em geral e casos especiais de indisponível) passa-se para a fase do saneamento. passando diretamente ao saneamento. adotando 4 providências: • • 1ª. • 3º Saneamento misto – É uma mistura dos dois anteriores. A rigor. (Usado no Direito civil). CPC) nem o julgamento antecipado da lide (CPC. com julgamento do mérito. que prevê da decadência ou a prescrição.97 A extinção do processo. o juiz designará audiência preliminar como se comentou acima. Fixará os pontos controvertidos. Na audiência preliminar podem ocorrer duas situações. Saneamento · São três os tipos de saneamento: • 1º Saneamento concentrado – é o saneamento que ocorre em um momento certo. podendo fazer-se representar por procurador ou preposto com poderes para transigir. Determinará as provas a serem produzidas. ocorrer até em grau de recurso. ocorre nas condições previstas no art 269.

é o ato pelo qual o juiz dá prosseguimento ao processo (CPC. art 162. As partes chegam a uma conciliação. Conteúdo do saneamento: é a fase em que o juiz corrige as questões processuais pendentes e determina as provas a serem produzidas. para prosseguir nas fases seguintes. pois o juiz deve deixar o processo são para o prosseguimento nas fases seguintes. Assim. Afirma. Pela decisão saneadora o juiz declara. a inexistência de vícios no processo e rejeita preliminares levantadas pelo réu na contestação ou pelo autor-reconvindo. designando data para a audiência de instrução e julgamento e determinando as provas que devem ser apresentadas. desde o deferimento da petição inicial. o juiz fixa os pontos controvertidos objeto de comprovação. o saneamento do processo vem sendo feito desde o deferimento da petição inicial. O juiz passa para o saneamento do processo.98 1. in fine). § 2º). Trata-se. 2. são. Natureza jurídica do saneamento. A decisão interlocutória ocorre quando o processo vai continuar. Não ocorrendo a conciliação passa-se para a fase seguinte – à fase instrutória ou probatória (CPC. A sentença homologatória valerá como título executivo judicial. Também nessa fase. Por qualquer motivo não ocorre a conciliação. ou decidindo a lide antecipadamente ou por uma sentença homologatória do acordo feito pelas partes. § 2º). entretanto caráter decisório quanto às questões processuais e sobre as provas requeridas pelas partes. do art 331. mas a fase que sucede a audiência preliminar é aquela em que ocorre o saneamento previsto no §2º. III). O saneamento propriamente tem. do CPC. art 331. É uma decisão interlocutória. ou optando pela sua extinção. de uma decisão interlocutória. entretanto conciliação parcial. designando audiência preliminar (de conciliação). Com a designação da audiência de instrução e julgamento. art 331. mesmo que implicitamente. que ainda poderão ser revistos na fase de instrução (aspecto ordinatório do saneamento). § 1º). que o processo está em ordem para receber a tutela judicial. §2º. homologando-o por sentença (CPC. No caso de o processo não continuar acontece a sentença do juiz. se necessário: Quando usar: Sempre. A rigor. se necessário. Por qualquer outro motivo entenda-se tanto a não ocorrência do acordo entre as partes ou a ausência de uma delas à audiência. O juiz ordenará a redução do acordo a termo. Pode haver. portanto. também. art 331. o que significa que sobre alguns pontos não houve acordo. se as partes transigirem o processo é extinto com julgamento do mérito (CPC. (CPC. art 29. ou seja. Nesse despacho que o processo está saneado. . Quando ocorre a decisão saneadora? Quando o juiz dá o despacho saneador. limpo.

3. As provas são destinadas ao processo. ou seja. Objeto da prova O objeto da prova são os fatos relevantes pertinentes ao processo. 4.99 27. o estado psíquico quanto ao fato em virtude da avaliação dos instrumentos probatórios.2007 FASE INSTRUTÓRIA – TEORIA GERAL DAS PROVAS 1. → Humberto Teodoro Jr vê dois critérios para conceituar prova: • Conceito subjetivo – prova é a certeza. Nem sempre a verdade processual corresponde à verdade real. O juiz julga com base na verdade processual o que gera o direito do contraditório importantíssimo para o Direito Civil. prova é todo meio destinado a convencer o juiz de uma situação de fato” (Vicente Grecco Filho). Finalidade das provas A finalidade das provas é a formação da convicção quanto à existência e veracidade dos fatos alegados pelas partes (verdade processual). não precisam ser provados os irrelevantes ou inconcludentes. a fim de que ele forme sua convicção sobre a questão. para que aceitem como justa a decisão do juiz. Conceito de Prova: → “Prova é o modo pelo qual o magistrado toma conhecimento dos fatos que embasaram a pretensão das partes” (Luiz Rodrigues Wambier) → “No processo. afirmados por uma parte e não contestados pela outra). Fim – Audiência de instrução e julgamento. relaciona os fatos que não dependem de prova: • Os fatos notórios. a verdade dos fatos. 5. São. as três partes da relação tridimensional do mesmo. Destinatário da provas. assim. Inicio e Fim da Fase Início – no processo saneador. no art 334. O destinatário direto é o juiz. • Aqueles em cujo favor existe presunção legal de existência ou veracidade. art 302. • Conceito objetivo – prova é o meio hábil para demonstrar a existência de um fato. o CPC tem mecanismos adequados a protegê-los para que chegue à verdade real. é o convencimento do juiz sobre a verdade do que se alegou (Moacyr A. Santos). deduzidos pelas partes como fundamento da ação ou da defesa e sobre os quais haja controvérsia. • Os fatos incontroversos (CPC. No processo. • Além desses. 6. as partes são também destinatários das provas. dirigindo-se. . Existe a verdade real. portanto os fatos controvertidos relevantes para a causa. No caso dos direitos indisponíveis.08.. quando o juiz encerra a instrução (CPC. 2. a verdade verdadeira. Indiretamente. (fase ordinat[oria). → Prova é uma forma de convencimento da verdade respeitante de alguma coisa. O que não se prova O CPC. art 336 e art 454).

• Princípio da proibição da prova obtida ilegalmente. • Princípio da oralidade. Princípios relativos às provas: a) 9. na persuasão. art 130). Condiciona sua convicção. imediata. Ex: produzir prova com documento furtado. Regras legais e máxima experiência. Motivar sua convicção.(CF. 4. 9. 9. Sistema de valoração das provas.As provas orais são colhidas em audiência (CPC. 8. Ex: recibo de quitação de um débito alegado. • Princípio da concentração da causa (comunhão das provas). O juiz que colhe as provas deve julgar a lide (CPC. Todavia. Quanto ao objeto.. o princípio da proporcionalidade permite que provas ilegais possam ser admitidas quando se referirem a direitos de maior relevância.2 Princípios gerais do processo. Constituem tais casos exceções à regra geral de rejeição de provas previstas no art. • Princípio da identidade física do juiz. art 336). • Sistema da prova legal – (Ex: às provas são atribuídos valores e o resultado final se faz pelo somatório desses valores) • Sistema da persuasão racional – A racionalidade. Qual o sistema vigente no Brasil? O sistema de valoração das provas adotado pelo legislador brasileiro é o “Sistema da persuasão racional”. 10. Fatos em que se fundamente a relação jurídica controvertida. Classificação das provas: 1. . Provas colhidas no processo. art 132). a alguns fatores: 1. com o fato principal uma relação direta. 2. todavia. • Princípio da imediação. LVI). O juiz pode proibir as provas protelatórias e as inúteis (CPC. que são provas ilegais. 130 mencionado. 3. art 5º.1 Princípios constitucionais • Princípio da ampla defesa • Princípio da proporcionalidade. As provas pertencem ao processo e não a parte que a produziu. • Diretas (ou históricas)→ Têm. significa que o juiz se diz convencido pelo que contém o processo. São três os sistemas para valoração das provas: • Sistema da livre apreciação ou da convicção íntima. (É o juiz quem colhe diretamente as provas). Este sistema permite que o juiz considere fatos externos ao processo. não sendo por isso aceito pelo CPC. • Princípio do livre convencimento motivado do juiz (persuasão racional). que podem ser ilícitas (que contrariam a lei) ou ilegítimas (que contrariam pressupostos morais). o que visa demonstrar que decidiu com base no processo.100 7.

por exemplo. Quanto à preparação • Atuais (casuais ou simples) → São as provas preparadas no curso do processo. certidões. 2. de deduções. • Pré-constituídas → são as provas preparadas preventivamente para constituírem futuramente elemento de prova. Em princípio. contratos celebrados. Poder de instrução do juiz: Existindo a lide. Quanto à forma • Testemunhal (ou oral) → baseada na afirmação pessoal oralmente. É a atestação oriunda da coisa. laudos periciais. concedendo-lhe a tutela jurisdicional. por exemplo. atestando o que o fato probando lhe imprimiu. como. Para tanto ele precisa ser convencido da existência ou da inexistência dos fatos. documentos existentes que comprovem o fato (não forjados para isso). Ex: vestígios de uma cerca na divisas de dois imóveis. instrumento do crime. quando diante dessas provas o magistrado não formou ainda sua convicção.09. pode determinar de ofício a produção de outras provas. das testemunhas. Ex: depoimento de testemunhas • Real → Quando a prova resultar da atestação inconsciente de uma coisa. um ferimento produzido. como. Ex: documentos públicos. Prova o fato por meio de provar uma circunstancia que não o próprio fato. 3. fotografias etc. 03. mas possibilita chegar a este por meio de raciocínios. do objeto. As provas são os meios para isso uma vez que elas se destinam exatamente a convencê-lo da verdade sobre os fatos. (Obs: não é permitido gravar conversa alheia). Ex: testemunhas que eventualmente tenham presenciado ou conheçam o fato probando. Ex: corpo de delito. Todavia. o que constitui uma atividade sua complementarmente à atividade das partes. 4.2007 11. . construindo assim a convicção sobre o fato alegado. cabe às partes produzi-las sob a escolha do juiz. Quanto ao sujeito → Sujeito da prova é a pessoa ou coisa de onde deriva a prova. • Material → Qualquer materialidade que prove o fato probando. • Pessoal → aquela que consiste em declarações conscientes prestadas por uma pessoa sobre o fato em questão. vistorias prévias (sentido amplo) ou instrumentos públicos ou particulares representativos de atos jurídicos. Ex: declarações das partes.101 • Indiretas (ou críticas)→ Quando ela se referir a um fato diferente do que se esteja provando.Ex: produto avariado para provar sabotagem no processo de produção. ela deve ser decidida e quem a decide é o juiz. • Documental → Afirmação escrita ou gravada ou fotografada. de um objeto.

• Prova testemunhal. não previstos no CPC: • Prova emprestada (retirada de outro processo). • Prova de exibição de documento ou coisa. O ônus da prova é de quem alega. Ordem de prevalência de eficácia. • Prova Pericial. art 333).102 12. 15. • Indícios ou presunções sobre o fato. É o juiz quem valora as provas para formar a sua convicção. pois a parte a quem cabe produzir a prova do fato suportará as conseqüências e os prejuízos da sua falta ou omissão. 14. Ex: CPC. Outros tipos. os meios devem ser idôneos juridicamente. Por isso. . (CPC. • Prova por indícios ou presunções. 332) Os meio de produção das provas variam de acordo com o fato probando. Sistema legal do ônus da prova. Entretanto existe uma ordem de precedência na valorização das provas. É o mais fraco meio de prova. na ordem de importância. 13. Ex. Ônus da prova é a necessidade de provar o fato alegado. ao autor cabe o ônus de provar os fatos alegados por ele e ao réu provar os fatos extintivos. São válidos todos os meios legais bem como os moralmente legítimos. Temos os seguintes tipos de meios: Previstos no CPC: • Confissão. para vencer. mas de um ônus ou encargo.. modificativos ou impeditivos do direito do autor incluídos em sua contestação. Assim. Todavia a não produção de provas acarreta conseqüências à parte faltosa. • Prova pericial indispensável. • Inspeção judicial.Nas provas judiciárias. embora a parte tenha esse encargo. porque fato alegado e não provado é como se não existisse. • Confissão. produzidos com respeito aos princípios e normas processuais. que são inferidas a partir da observação dos fatos. Ônus da prova. Não se trata de um direito nem de uma obrigação. O parágrafo único do artigo diz ser nula qualquer convenção que inverta o ônus mencionado quando a questão tratar de direito indisponível ou de situação em que seja extremamente difícil o exercício do direito. O réu revel (CPC. • Prova documental. Portanto. que só é considerada na falta dos outros tipos de prova. temos: • Prova legal. art 365 e 368. • Prova testemunhal. ela não é obrigada a produzir provas. art 302) pode sofrer as conseqüências do art 319 do CPC. • Prova documental. Meios de prova: (CPC.

O art 6º. em um contrato fica estabelecido que determinada prova. na petição inicial ou na inicial da reconvenção. na fase decisória do processo. do CPC. por exemplo). Inversão do ônus da prova. • Princípio do dispositivo. • Princípio do impulso oficial. 19. • Inversão convencional – Quando as partes convencionaram que esse encargo pode ser invertido. A inversão pode ser determinada pelo juiz.2007 e 12.09. ouvindo-os diretamente das partes”. as provas são consideradas em quatro momentos: 1º) Momento da proposta das provas. • Inversão legal – A própria lei estabelece que o ônus da prova deve ser invertido. que deveria ser ônus de umas das partes é transferido para a outra. Embora as provas devam ser produzidas pelas partes. tomar essa iniciativa. Quanto o réu alegar que o autor não é parte legítima. 2º) Momento da admissão das provas pelo juiz (no despacho saneador). em determinados casos.09. VIII do CDC permite a inversão do ônus da prova pelo juiz. . após a instrução). art 126). 3º) Momento da produção das provas (audiência de instrução e julgamento). deixa claro que pode haver inversão quanto ao ônus da prova. No processo. Momentos da prova. art 342 e art 418 • Princípio da Persuasão racional na apreciação da prova. Conceito: Segundo Wambier: →“Depoimento pessoal é o meio de prova pelo qual o juiz conhece dos fatos litigiosos. A inversão do ônus está no fato de o autor dever provar sobre o que o réu alegou na contestação. 11. Princípios observados quanto ao ônus da prova. 4º) Momento da valoração das provas (No momento da sentença. O juiz decide sempre com base no que se alegou e se provou nos autos (CPC. isto é. cabe ao autor provar que o é. Exceções à regra geral do ônus da prova. • Princípio da indeclinabilidade da jurisdição. Ex: CPC. (quando se afirma o fato. 18. 17.103 16. O próprio parágrafo único do art 333.2007 DEPOIMENTO PESSOAL 1. o juiz pode. art 131). • Inversão judicial . O juiz não pode se negar a decidir a lide (CPC. isto é.

3. Trata-se de um depoimento pessoal. Como regra. Legitimidade para depor: Os artigos 342 e 343 do CPC definem as partes é que têm legitimidade para depor. Alguns o dizem até personalíssimo. E quando houver mais de um autor no processo? Um autor pode pedir o depoimento pessoal de outro autor. ou pelo juiz. Os absolutamente incapazes não podem prestar depoimento pessoal. Uma parte não pode pedir o depoimento pessoal dela mesma. 4. pois equivaleria também a confissão dos autores. Não. de ofício. Ônus – O depoimento pessoal é um ônus. o que resultaria na própria confissão. cuja procuração lhe outorgue poderes especiais para confessar em nome da parte. podem também prestar depoimento pessoal os terceiros intervenientes: o oponente. o chamado à lide e o chamado ao processo.1 Quem pode pedir o depoimento pessoal? Os artigos 342 e 343 do CPC tratam desse aspecto: o depoimento pessoal de uma parte só pode ser pedido pela parte contrária. Importante → No caso de procurador. pode prestar depoimento pessoal em nome da parte. no caso de procurador devidamente habilitado para confessar em nome do outorgante. Características do depoimento Pessoalidade – o depoimento será sempre pessoal Indelegabilidade – esta característica comporta exceções. 2. Falarão por meio de seu representante legal. não depor. na audiência”. Exceções: . querendo.104 → Segundo Grecco: “consiste na manifestação oral da própria parte. Os relativamente incapazes (que são relativamente capazes) podem prestar depoimento pessoal apenas no sentido de aclarar os fatos. Só o juiz determina o interrogatório informal. Como parte do processo. o nomeado à autoria. porque a parte. Quem pode depor. Pessoa jurídica também não presta depoimento pessoal. todas as pessoas capazes que podem confessar relativamente ao fato. Seu preposto só pode depor para aclarar os fatos. 3. mas tão-somente para aclarar o fato. só pode pedir o depoimento da parte adversária. desde que no processo assumam a condição de partes. Excepcionalmente pode o depoente falar sobre os fatos por ele mesmo alegados. pode pedir o depoimento pessoal de qualquer das partes. como fiscal da lei. Além das partes. 5. um encargo. pode não comparecer ou comparecendo. não podendo confessar. Objeto de depoimento O objeto especifico do depoimento são os fatos alegados pela parte contrária como fundamento de seu direito. entretanto. não podendo confessar. E o Ministério Público? Ele. Mas a procuração deve trazer expressos os poderes para confessar.

um dever processual. para valer-se desse benefício legal. na audiência de instrução e julgamento (CPC.Quando a parte não comparecer ou comparecendo recusar-se a depor o juiz poderá considerá-la como tendo confessado (confissão ficta). como estabelece o parágrafo único do artigo. dependendo de sua necessidade e mais de uma vez. infringindo os princípio da boa-fé e da lealdade. no saneamento. II e seu parágrafo único – A parte pode recusar-se a depor sobre fatos criminosos ou torpes que lhe forem imputados (I) ou que exijam sigilo pelo seu estado ou profissão (II). enquanto que o depoimento pessoal só pode ocorrer uma vez no processo. Todavia. E qual as conseqüências desse não comparecimento? Essas conseqüências estão contidas no art 18 e seus parágrafos e o art 14. 5. O interrogatório informal pode ocorrer em qualquer estado do processo. Não comparecimento da parte ou recusa a depor CPC. na audiência de instrução e julgamento. na . Marcus Vinicius. a parte não pode escusar-se a depor nas ações de filiação. Entretanto. art 343). Não comparecimento da parte: segundo Moacyr Amaral Santos. art 342). O interrogatório informal pode ser decidido a qualquer momento do processo. que incluem o pagamento de multa e indenização. 7. 4.2007 DEPOIMENTO PESSOAL versus INTERROGATÓRIO INFORMAL Diferenças: 1. assim. se o interrogando não comparecer ao interrogatório informal contrariará o art 340. pelo juiz (CPC. I.09. conseqüentemente. 3. enquanto que o depoimento pessoal é decidido. a presunção da veracidade dos fatos controversos. § 1º: Sua ausência implica em considerá-lo confesso e. deverá comparecer e declarar a sua vontade nesse sentido. Estará. O interrogatório informal é sempre ordenado. 17. em qualquer momento. enquanto que o depoimento pessoal só pode ocorrer uma vez.105 6. Escusa a depor CPC. ambos do CPC. art 343) 2. art 347. a parte ao ser intimada a depor. de oficio. Não comparecendo ao depoimento pessoal as conseqüências são as previstas no art 343. O depoimento pessoal é de iniciativa do juiz ou por requerido pela parte. I. § 1º e § 2º . art 343. por determinação do juiz ou por requerimento das partes. deve ser esclarecida das conseqüências do não comparecimento ou do não depoimento. Todavia. de desquite ou de anulação de casamento. I do CPC. O interrogatório informal pode ocorrer a qualquer momento.(CPC.

Ato personalíssimo. Conceito: Segundo Humberto Theodoro Jr: “confissão é a admissão pela parte da verdade dos fatos contrários a seus interesses e favoráveis aos do adversário”. art 343. infringe apenas o art 340. art. I. O fato deve ser desfavorável ao confitente e favorável ao seu adversário. art 349.Santos CONFISSÃO 1.106 ausência ao depoimento pessoal.multa e indenizaçãoApenas infringe o art 340. 8. art 343) No saneamento Na audiência de instrução e julgamento Uma única vez Confissão dos fatos alegados contra ela – CPC. tem o mesmo entendimento do Moacyr Amaral Santos. 14. Segundo José Frederico Marques: “confissão é o reconhecimento que uma parte faz da veracidade de um ou mais fatos que lhe são desfavoráveis e foram afirmados pela parte contrária”. Resumo: Depoimento informal Quem pode pedir Quando se pode pedir (decidir) Quando será procedido Quantas vezes podem ser feitos Conseqüências da ausência da parte para Moacyr A. art 342). 4. esse mandatário precisa ter poderes especiais para isso. (Direitos disponíveis -CPC. Confessar sobre fatos (jamais haverá confissão sobre direito).Santos Conseqüências da ausência da parte para Marcus Vinicius Só o juiz (CPC. Capacidade plena do confitente. por estar tudo previsto no CPC. 2. Disponibilidade do direito relacionado ao fato confessado. do CPCV. O fato deve referir-se ao próprio confitente. 7. segundo Marcus Vinicius. Mesmo quando a confissão é feita por representante legal do confitente. parágrafo único). 2. 340. de ofício Em qualquer momento do processo Em qualquer momento do processo As vezes necessárias Infringe o princípio da boa-fé e da lealdade (CPC. I. 6. 3. não havendo qualquer penalidade prevista em lei. Declaração de vontade do confitente (CPC. Requisitos 1. I. I e 18) . 5. sem qualquer penalidade. 3. art 352). Quanto à ausência no inquérito informal. Confissão ficta Idem ao entendimento de Moacyr A. Todavia perde a chance de tentar convencer o juiz a seu favor. porque ela deve ser suscetível de renúncia. art 351). § 1º. A fato objeto da confissão deve ser relevante para a solução da lide. (CPC. Características . exceto perder a oportunidade de tentar convencer o juiz a seu favor Depoimento pessoal O juiz ou a parte (CPC.

no geral. existem situações em que a confissão pode ser revogada. por ter conhecimento do fato ou do ato controvertido entre as partes. A confissão simples é direta. A confissão complexa ocorre quando a parte concorda com o fato. Estão envolvidos. pode ser simples (ou pura). Requisitos quanto à testemunha: 1. depõe sobre este juízo. A judicial pode ser: espontânea (será levada a termo nos autos e geralmente feita por escrito e peticionada ao juiz) ou provocada (emanada de depoimento pessoal ou de interrogatório informal). a nulidade será pedida em Ação Declaratória. desde que ela seja emanada de erro. ou comparecendo não depõe ou então quando a parte não contesta) e. Wambier → é uma reprodução oral do que se encontra guardado na memória daqueles que. qualificada e complexa. a anulação da confissão será pleiteada por meio de Ação Rescisória. Conceitos: • Luiz R. • Moacyr Amaral dos Santos → é uma pessoa distinta dos sujeitos processuais que. 2. quanto à forma. 4. ela terá a mesma eficácia probatória que a confissão judicial. art 348: São duas as espécies de confissão: a judicial e a extrajudicial.107 • • • Indivisibilidade – (CPC. A extrajudicial pode ser verbal (ou oral) e escrita. É uma pessoa estranha ao feito. mas antepõe fato novo ao mesmo e contra a conseqüência jurídica. Se for feita a terceiro ou constar de testamento. artigos 349 e 353). não sendo parte. A confissão qualificada ocorre quando o confitente concorda com o fato. presenciaram ou tiveram notícias dos fatos da demanda. Pode ainda ser expressa (claramente identificada) ou ficta (presumida ou tácita e ocorre. dolo ou coação. Se a anulação for pleiteada (confissão anulável) ainda com o processo em andamento. É uma pessoa física. quando a parte não comparece. mas não concorda com a conseqüência jurídica pleiteada para o mesmo. . PROVA TESTEMUNHAL 1. Se a declaração extrajudicial for escrita e à parte ou ao seu representante legal. será analisada livremente pelo juiz (CPC. portanto. pois cabe ao juiz apenas declarar a sua nulidade. Irrevogabilidade – Embora seja irretratável. (As pessoas jurídicas e as formais não podem testemunhar). quanto aos efeitos. a ação adequada é a Ação Anulatória ordinária. para atestar sua existência. Irretratabilidade – Uma vez feita a confissão ela é irretratável. Espécies de confissão CPC. Art 354). A parte que a invocar não pode aproveitar de parte da confissão que lhe seja favorável e rejeitá-la no restante. Se o processo já terminou. dois fatos o fato controvertido da lide e o fato novo alegado. 2. Se a confissão for um ato nulo. convidada na forma da lei.

por seus costumes. Contradita (é sempre oral) É o direito da parte de alegar a incapacidade. (demência permanente) • Os que. 4. art 405. 5. • O amigo íntimo da parte ou o seu inimigo capital. art 405. por exemplo). Só o incapaz não pode depor. que pode ocorrer em dois momentos: 1º. II). quando por qualquer motivo esteja impossibilitado de depor (doença grave que resulta em estar a pessoa em estado de coma. art 405. que podem depor como testemunhas todas as pessoas. (debilidade mental transitória. no seu art 405. no momento de depor. mesmo que sem ser compromissado. III). 3. especialmente sobre separação judicial ou causas relativas à filiação. § 2º. § 3º) • Condenado por falso testemunho com sentença transitado em julgado. 3. 3. § 4º: Sendo estritamente necessário. art 405. 4. • O cônjuge e os parentes (colaterais até o terceiro grau) das partes (CPC. Observação: Art 405. § 2º. • Aquele que não é digno de fé. • Quem é parte na causa (CPC. quando o conhecimento dos fatos depende desses sentidos. • Aquele que intervém no processo em nome da parte (CPC. • Os menores de 16 anos. 3. 2. o juiz pode ouvir suspeitos e impedidos em depoimentos que serão prestados independentemente de compromisso (art 415) e o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer. A pessoa deve ser chamada a depor em juízo. no momento do fato (ex: estado de embriaguez que torna a pessoa incapaz de entender o fato) e 2º. Mas o cego pode depor sobre fatos que ouviu e o surdo sobre fatos que viu. Exceções: 1. É uma pessoa que deve saber do fato litigioso. • Aquele que tenha interesse no litígio. Causa em que existe interesse público ou causa relativa ao estado da pessoa e desde que não exista outro meio para provar os fatos. Dos que não podem testemunhar: Estabelece o CPC. § 1º) • Os interditos por demência. A pessoa deve ser capaz de depor.1 Incapazes: (CPC. a parte poderá provar a contradita com documentos ou com testemunhas (até três) apresentadas no ato e inquiridas .2 Impedidos: (pessoas próximas das partes). • O cego e o surdo. Causas versando sobre direitos de família. os impedidos ou os suspeitos. Se a testemunha negar os fatos que lhe são imputados. à época dos fatos não tinham condições de discerni-los em virtude de doença ou debilidade mental. art 405.3 Suspeitos: (CPC.108 3. a suspeição ou o impedimento da testemunha. exceto os incapazes. I). § 2º.

Sendo funcionário público ou militar. Obrigações das testemunhas: 1. quando chamada (CPC. É a intimação da testemunha que faz nascer para ela a obrigação de depor. ii. pois s suspeição deve ser alegada por outrem. Compete ao terceiro. hora e local para inquiri-la. deve: 3. o juiz designará. Narrar o que souber ou o que lhe for perguntado sobre o fato da ação. Comparecer em juízo. do CPC). em relação a qualquer pleito. Depor. art 339). ou situações especiais: i. Já os suspeitos não podem se recusar a depor. §1º). O juiz dispensará a testemunha contraditada ou a ouvirá sem o que ela seja compromissada. mas não de prestar depoimento. 5. o juiz requisitará a testemunha ao seu chefe ou comando. a parte pode pleitear do juiz autorização para ouvi-la em outra ocasião. art 412). sujeitando a testemunha às as do art 342. n os moldes do art 405. que lhes enviará cópia da petição inicial ou defesa oferecida pela parte que a arrolou como testemunha. parágrafo unido. do CPC: testemunhas que serão inquiridas em sua residência ou no local onde estiverem exercendo sua função. do CP (reclusão de 1 a 3 anos e multa). por solicitação do juiz. Sobre a intimação para ser ouvida a testemunha existem exceções. a testemunha intimada não comparecendo fica sujeita a duas espécies de penalidade: ser conduzida sob força e arcar com as despesas que a sua ausência provocar. Art 411. 2. Ainda assim. alegando essa condição que possam ter.109 em separado. Se não for intimada não existirá tal obrigação. A parte pode comprometer-se a levar a testemunha sem a intimação e se ela não comparecer presume que a parte tenha desistido da ouvi-la (CPC. qualquer testemunha pode se negar a depor sobre: . As autoridades enquadradas nessa regalia. 4. designação de hora. do CPC: Quando a parte ou a testemunha por enfermidade ou por outro motivo relevante estiver impossibilitada de comparecer à audiência. § 4º. se para isso houver motivo justificado. Art 306. art 412. conforme as circunstâncias dia. Todavia. Todavia. dia e local onde prestarão depoimento. O comparecimento e a recusa a depor são faltas muito graves (crime omissivo de falso testemunho). Uma vez intimada a depor como testemunha. Só podem se recusar a prestar depoimento os impedidos e os incapazes. iii. Ninguém pode se eximir do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade (CPC. informar ao juiz as circunstâncias de que tenha conhecimento (art 341-I.

→ Nos contratos cujo valor não exceder dez vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no país. por exigência legal. Excepcionalmente. 7. art 401). só se prova pelo termo de distrato das partes. por meio do juiz (CPC. Por exemplo.110 • • Fatos que lhe acarretem grave dano ou ao cônjuge e aos seus parentes consangüíneos ou afins em linha direita ou na colateral em segundo grau. (CPC. Por exclusão. 5. Por exemplo. I – 2ª parte). do CC). art 400. I – 1ª parte). art 416. Direito das testemunhas 1. 24. a certidão de casamento. art 400. art 400). Trata-se de crime comissivo previsto no art 342. art 417). Por exemplo. art 419). → Quando o fato só puder provado por documento ou por perícia (CPC. A cujo respeito deve manter sigilo por dever de estado ou profissão. art 400. existindo exceções especificadas pela lei: → Quando o fato já estiver provado por documento. se o valor exercer esse valor. 5. → Existem situações que. II – 2ª parte).2007 6. Direito de não ser coagida (CP. art 400. 8. Ser inquiridas diretamente pelo juiz (CPC. Por exemplo. escusar-se a responder determinadas perguntas. a parte apresenta um contrato. art 400. art 416). Receber tratamento cortês por parte dos advogados (CPC. poder-se-á admitir prova exclusivamente testemunhal (CPC. inclusive não sofrer descontos de pagamento pela necessária falta ao trabalho (CPC. 3. Em tais casos a prova testemunhal é dispensada. II – 1ª parte). numa ação de divórcio. do CP acima. somente para esclarecimento ou complementação do depoimento. Direito de ressarcimento das despesas havidas com seu comparecimento à audiência. admitir a prova testemunhal. 2. art 415. II). exames especializados como o DNA. conforme previsto para o início do depoimento no CPC.09. . II e art 229. Dizer a verdade (CPC. Direito de consultar notas e apontamentos previamente examinados pelo juiz. também. art 413). Observação: Os crimes de falso testemunho omissivo (se recusar a depor) ou comissivo (não falar a verdade) só ocorrerão se a testemunha foi devidamente compromissada. 4. art 415). Dizer coisa diferente da verdade consiste em crime de falso testemunho. 6. O direito de ler o seu depoimento antes da assiná-lo (CPC. art 400. § 1º). Admissibilidade da prova testemunhal Regra geral = A prova testemunhal é sempre admitida (CPC. (CPC. (CPC. → Pela confissão tácita da parte. (CPC. 7. art 416). laudos periciais. pode-se. uma parte alega algo e a outra concorda com a alegação (CPC. → Nas situações em que se exige conhecimento técnico especial. o distrato de um contrato. mas não exclusivamente. Receber as perguntas dos advogados. um recibo de pagamento. só podem ser provadas por documentos.

o prazo é diferente: até 48 horas antes da audiência. • Testemunhas que tenham alegado nada saber sobre o fato podem ser substituídas. estabelecendo como regra geral que a parte não pode substituir testemunha.(CPC. § 1º). parágrafo único). Número de testemunhas. art 412. se não for assinalado prazo pelo juiz. com o uso de força policial (CPC. até 10 dias antes da audiência (prazo legal). Existem situações em que este número pode ser extrapolado: • Testemunhas referidas pelas outras testemunhas que o juiz pode. O juiz. bem como os nomes das partes e a natureza da causa (CPC. no momento do saneamento do processo. CPC) e intimação da testemunha por meio de mandado judicial que consigne dia. não podia obter prova escrita. Os motivos da escusa para depor estão no art 406. (CPC. O art 408 do CPC trata da substituição de testemunhas. A intimação pode ser dispensada quando a parte se comprometer a trazer a testemunha. divergência existente entre a vontade real e a vontade declarada. do CPC. decide sobre as provas a produzir. art 412. art 407). ordenar. . Ex: Casos de relações entre parentes. se o juiz não fixar outro prazo – art 407. parte final). a testemunha não comparecer sem motivo justificado? Ela será conduzida coercitivamente. hora e local do comparecimento. intimada. qualquer que seja o valor do contrato pode-se admitir prova testemunhal se: (Há. salvo no caso de falecimento. por razões morais ou materiais. A testemunha pode se recusar a depor? Não. (CPC.111 O art 402. 9. também. depois de apresentado o rol. Produção de prova testemunhal a) Atos preparatórios → são os atos que antecedem a inquirição da testemunha: apresentação do rol de testemunhas pelas partes (no prazo mínimo de 10 dias antes da audiência. • O credor. previsão no CC) • Houver começo de prova escrita vinda da parte contra a qual se pretende usar o documento em questão como prova documental. No caso de processo que adota o rito sumário. do CPC. No processo de rito ordinário. art 404. estabelece que. E se. II). I). art 404). art 300). (CPC. havendo também previsão no CC: • Nos contratos simulados. de oficio ou a requerimento da parte. os vícios de consentimento (CPC. Qual o momento em que devem ser apresentadas as testemunhas nos processos de rito sumário? Em dois momentos: o autor poderá apresentar as testemunhas na petição inicial (art 282 do CPC) e o réu na contestação (CPC. no caso de depósito necessário e em questão relativa a hospedagem em hotéis. Pode se escusar a depor. supondo-se que ela a avisará convenientemente. se necessário. de enfermidade que impeça a testemunha de depor e a que tendo mudado de residência não foi encontrado pelo oficial de justiça. art 412.(CPC. • Nos contratos em geral. na audiência preliminar. art 404. Também pode a parte provar por testemunhas (CPC. art 418. o rol de testemunhas será apresentado no prazo fixado pelo juiz (prazo judicial) ao marcar a data audiência ou. art 407. 8. primeira parte). Cada parte poderá apresentar no máximo dez testemunhas. I). não pode.

Resumindo. As partes podem impugnar os peritos sob alegação de suspeição (CPC. art 440). a finalidade da inspeção judicial é aclarar os fatos. A testemunha pode. Finalidade Esclarecer dúvidas que existam sobre o fato. sua incapacidade ou suspeição. contudo. Arruda Alvim: “inconfundível com a mera visita formal. II) e terceiros (CC. Na inspeção judicial o juiz usa seus próprios sentidos. levando seus próprios peritos e prestando esclarecimentos e fazendo observações pertinentes (CPC. b) Atos de produção propriamente ditos → É a inquirição da testemunha que ocorre na audiência designada. art 14 e art 340. no seu art 441: “ao realizar a inspeção direta. a testemunha presta o juramento previsto no art 415. 4. mandará excluir o seu nome do rol de testemunhas. Todavia. com a argüição de seu impedimento. que tenha sido eleita pelo magistrado”. Coisas: móveis. se fizer alegação falsa. art 442. se julgar necessário ou conveniente. se calar ou ocultar a verdade. Conceitos: 1. ou. sendo ouvidas primeiramente as testemunhas do autor e depois as do réu. primeiramente a testemunha é qualificada (CPC. se a testemunha negar os fatos alegados na contradita. parágrafo único). o juiz poderá ser assistido de um ou mais peritos”. isto é. III). o juiz dispensará a testemunha. do CPC. art 442). É prova suplementar para possibilitar o aperfeiçoamento da percepção do juiz (CPC. Nesse caso. 2. art 138) e podem também acompanhar a inspeção. 413 e art 452. Assistência técnica Prevê o CPC. Depois de qualificada. 3. imóveis e semoventes. sobre qualidade ou circunstâncias corpóreas de pessoas ou coisas relacionadas com o litígio”. se tiver conhecimento de fatos que possam interferir em sua decisão. compromissá-la. Obs. se nada souber. o juiz poderá ouvir a testemunha sem. Objeto Pessoas: as partes (CC. Se a contradita for aceita. O parágrafo único do artigo estabelece que após o juramento o juiz a adverte de que incorre em sanção penal prevista no art 342 do CP. declarar-se-á impedido. 2. lugares e documentos que pela sua natureza não possam ser transportados (CPC. cunhada de subjetividade. art 414). prestará compromisso de dizer a verdade. a parte que a contraditou poderá provar suas alegações com documentos ou com até três testemunhas. art 339). Quanto se apresenta para depor.112 O art 409 do CPC fala do caso em que o juiz da causa é arrolado como testemunha. INSPEÇÃO JUDICIAL 1. As testemunhas falarão depois que os peritos responderem às perguntas das partes e que as partes prestarem seu depoimento (CPC. De Humberto Theodoro Junior: “é um meio de prova que consiste na percepção sensorial direta do juiz. nesse momento. . ser contraditada.

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5. Procedimento O art 440 do CC diz que a inspeção judicial pode ser procedida em qualquer fase do processo, antes da sentença, por decisão de ofício do juiz ou a requerimento das partes. A inspeção judicial se inicia com o despacho do juiz, no qual serão consignados o nome da pessoa (se o objeto for pessoa) e a descrição detalha da coisa (se o objeto for coisa), o fato a esclarecer, além da identificação de peritos designados (se for o caso), do dia, hora e lugar da inspeção. A inspeção deverá ser procedida pessoalmente pelo juiz, que poderá ser assistido por um ou mais peritos (CPC, art 441) e acompanhada pelas partes (CPC, art 442, parágrafo único). Concluída a inspeção. O juiz mandará lavrar dela auto circunstanciado, do qual constarão todos os detalhes pertinentes ao fato da causa (CPC, art 443), do qual cabe agravo retido. Se o juiz indeferir o pedido das partes para realizar a inspeção judicial, cabe à parte agravar a decisão do juiz. 6. Obrigatoriedade A inspeção judicial pode ou não ser realizada, ainda que requerida pelas partes, ficando totalmente ao arbítrio do juiz. Depende de seu poder discricionário. Assim, não está o juiz obrigado a deferir o requerimento das partes quanto à questão. Todavia, em grau de recurso, se o Tribunal julgar necessária a inspeção, mesmo que não requerida, determinará a sua realização. 03.01.2007 EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS E COISAS 1- Conceito Luiz Rodrigues Wambier: “exibição de documento ou coisa é o meio de prova pelo qual a produção se dá não por quem a prova aproveita, mas pela parte contrária ou por terceiro, ou ainda, por iniciativa do juiz, no uso do poder que lhe assegura o art 130”, do CPC. Humberto Theodoro Junior: “a exibição de documento ou coisa consiste no dever que incumbe às partes e aos terceiros de, colaborando com a justiça, exibir documentos ou coisa que se ache em poder deles, sempre que o exame deles for útil ou necessário ao processo, podendo a iniciativa desse dever ser cobrada pelo o próprio juiz (CPC, art 339 a 341). 2- Momento 1. Durante a tramitação do processo, como incidente da fase probatória (CPC, art 355 e art 363), por meio de procedimento incidental nos próprios autos do processo. 2. Podem também, documentos e coisas, ser exibidos antes do ajuizamento da causa, como medida preparatória, por meio de ação cautelar (CPC, art 844 e art 845). Observação.: A medida cautelar pode ser de 2 tipos: incidental, que é simples pedido feito no próprio processo (não é ação cautelar, porque para isto falta-lhe o interesse de agir) ou preparatória por meio de ação cautelar. 3- Legitimidade

114 1. Legitimidade Passiva: qualquer uma das duas partes ou ainda terceiros estranhos à causa e que estejam de posse da coisa ou documento (CPC, 355). 2. Legitimidade Ativa: A parte interessada na exibição do documento ou a coisa, o Ministério Público, como fiscal da lei, o juiz e todo terceiro interveniente na ação. 8.10.2007 (conclusão da correção do assunto anterior) 4 – Objeto da exibição de coisa ou documento: coisa ou documento. 5 – Exibição do documento ou coisa contra (pela) a parte. Qualquer uma das partes poderá pedir a exibição de documento ou coisa que se acha em poder da outra, fazendo-o, se for o autor da ação, na petição inicial, na contestação da reconvenção ou em outro momento qualquer; na contestação, na reconvenção ou em qualquer outro momento, sendo réu da ação. O requerimento de pedido de exibição deverá ser instruído de modo a satisfazer os requisitos do art 356, do CPC. O juiz pode, entretanto, indeferir o pedido.Estando regular a petição, o juiz a deferirá intimando o requerido a exibir o documento ou coisa solicitada, no prazo de cinco dias (art 357, CPC). A intimação será feita na pessoa do advogado do requerido. Intimado, o requerido pode adotar três posições: a. Exibir o documento ou a coisa no prazo legal fixado, o que implicará no encerramento do incidente. b. Não exibir o que lhe foi solicitado e nem oferecer resposta no prazo. Nesse caso, haverá presunção da veracidade dos fatos que se pretendia provar (CPC, art 359, I). c. Não exibir o que lhe foi requerido, mas responder no prazo, alegando motivos que entenda justificarem sua recusa de exibição ou que o escusem de fazer a exibição. Será, então, facultado à parte requerente a produção de provas sobre o alegado pelo requerido. Concluída essa parte probatória relativa ao pedido de exibição de documento ou coisa e sobre sua recusa ou escusa, o juiz decidirá a questão, aceitando ou não a alegação do requerido. Se a sua decisão foi pela ilegitimidade da recusa do requerido, haverá presunção da veracidade dos fatos em questão (art 359, II, do CPC). Se, entretanto aceirar as razões do requerido, o dispensará da exibição. d. O requerido não exibe o solicitado, alegando a não obrigatoriedade de o fazer, justificando o procedimento pelas razões constantes do art 363, do CPC: por ser o documento (ou coisa) concernente à vida de família, porque a exibição pode violar dever de honra ou a publicidade do documento resultar em desonra à parte ou a terceiros, bem como a seus parentes consangüíneos ou afins, até 3o grau, ou lhes representar perigo de ação penal, ou ainda, segundo outros motivos graves.

115 Observação: O art 358, do CPC, prevê os casos em que o juiz, obrigatoriamente, não deverá admitir a recusa do requerido: • Se houver obrigação legal da exibição. • Se o requerido aludiu à coisa ou ao documento no processo. • Se o documento ou a coisa for comum às partes. A recusa de exibição implica em presunção da veracidade dos fatos que se pretendia provar. 5 – Exibição de documento ou coisa contra (por) terceiro. Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro, a parte interessada na sua exibição deverá propor contra ele “pedido de exibição” que será apensa a ação principal. Portanto haverá uma relação processual paralela, com partes e objeto diferentes da ação principal com natureza de ação. Essa nova relação jurídica que será resolvida pelo juiz por sentença. O juiz mandará citar o terceiro para defender-se em 10 dias (CPC, art 360). O prazo é maior que o concedido às partes, porquanto o terceiro é estranho ao processo e suas providências podem demandar mais tempo. Citado, o terceiro poderá assumir três atitudes: 1. Exibir a coisa ou documento, no prazo, o que porá fim à lide deste segundo processo. 2. Negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da coisa, o juiz designará audiência especial, colhendo o seu depoimento bem como o das partes e, se necessário, o de testemunhas e em seguida proferirá sentença. (CPC. Art 361). 3. Se o terceiro, sem justo motivo, se recusar a efetuar a exibição, o juiz lhe ordenará que proceda ao depósito em cartório (ou em outro lugar) em 5 dias, pagando o requerente as despesas que tiver. Se o terceiro não cumprir, o juiz expedirá mandado de apreensão, requisitando, se necessário, força policial. (CPC, art 362). O terceiro incidirá, também, em crime de desobediência, previsto no art 330, do CP. 4. O terceiro poderá se escusar de exibir o solicitado com base nas razões listadas no art 363, do CPC. 6 – Distinção entre as duas modalidades. Quando o pedido de exibição for contra uma das partes, ele será exercido por meio de instrumento incidental e quando for contra terceiro, por meio de ação de exibição de documento ou coisa (ação exibitória). O prazo para a resposta do requerido também é diferente quanto ele parte ou terceiro. Também são diferentes os efeitos do não cumprimento da obrigação de exibir a coisa ou o documento. 7 – Requisição judicial O assunto é regulado pelo art 399, do CPC. Quando se tratar de documentos que devam ser fornecidos por repartições públicas, o juiz poderá requisitá-los em qualquer tempo ou grau de jurisdição. O parágrafo único do artigo determina que o juiz mandará extrair, no prazo máximo e improrrogável de 30 dias, certidões ou reproduções fotográficas das peças indicadas pelas partes, ou de oficio, devolvendo, a seguir, os autos à repartição de origem. 15.10.2007.

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Questões da prova (dois tipos de provas) 1. Vistos, etc. Proposta ação de cobrança por José Pedro contra João Paulo, com o objetivo de receber R$ 32.000,00, o réu, citado, apresentou tempestiva contestação, aduzindo, em preliminar de ilegitimidade passiva da parte, que ele nada devia, pois não era sua a assinatura no documento juntado pelo autor para fundamentar o pedido inicial. Em réplica, o autor sustentou que a assinatura é do réu e requereu prova pericial. Observa, realmente, que a assinatura no referido documento é completamente diferente da assinatura no instrumento de mandato de fls., razão pela qual entendo que a primeira é nitidamente falsa. Diante desse fato, desnecessária qualquer prova, acolho a preliminar argüida, extinguindo o processo sem resolução do mérito, nos termos do art 267, VI, do CPC. O autor arcará com as custas do processo e com o pagamento de honorários sucumbenciais de 10% do valor da causa. Publique-se e intime-se. Questão: Como advogado da parte vencida, indique qual o último dia do prazo no qual o recurso cabível poderá ser interposto, sabendo-se que a decisão foi publicada numa quinta-feira, 1º de abril, e no dia seguinte foi feriado estadual e que houve greve nos serviços forenses com o fechamento do Fórum nos dias 6,7 e 8 de abril, respectivamente terça, quarta e quinta-feira. Explique sua resposta. Resposta: 1º de abril, data da publicação é o dies a quo (não conta). 2 de abril, feriado. Não se pode iniciar a contagem em dia não útil. 3 e 4 de abril, fim de semana, segue a mesma regra acima (não são contados). 5 de abril. Dia inicial da contagem dos prazos. 19 (segunda feira) de abril, último dia do prazo para recorrer. 2. O menor, absolutamente incapaz, que necessita de alimentos, é parte legítima para pleitear alimentos contra seu pai, mas precisa que sua capacidade seja integrada. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Resposta: Está correta. O menor, absolutamente incapaz, tem direitos e obrigações na ordem civil, conforme o art 1º do CC que diz que toda pessoa é capaz de direitos e obrigações na ordem civil. O menor absolutamente incapaz possui legitimidade ad causam e é o dono do direito em questão. Realmente precisa que sua capacidade seja integrada, pois o CPC, em seu art 8º, determina que os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei civil (retrocitada). É a capacidade de estar em juízo, um dos pressupostos processuais positivos referentes às partes, sem os quais, por questões processuais, o processo não poderá se desenvolver. Ele tem a capacidade para ser parte, mas não possui a capacidade para estar em juízo, por isso precisa ser representado. Deve-se considerar que são três os tipos da capacidade. São três as capacidades: a capacidade postulatória, própria do advogado que atua no processo, a capacidade de ser parte e a capacidade de estar em juízo. A parte deve reunir as duas últimas para figurar na ação, como parte. O menor tem a capacidade de postular seu direito em juízo, mas não tem a de estar em juízo. Por isso sua capacidade deve ser integrada, sendo para tanto representado pela sua mãe.

117 3. O princípio dispositivo, também chamado de princípio da inércia da jurisdição, significa que caberá ao Juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Reposta: A alternativa é parcialmente correta. O princípio não é denominado de princípio da inércia de jurisdição, pois o art 130 do CPC determina que o juiz não mais se limita a assistir, inerte, a produção das provas, pois em princípio pode e deve assumir a iniciativa destas; de ofício ou a requerimento das partes pode determinar as provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias, o que legitima a segunda parte da alternativa, tornando-a correta. Se as provas facultadas às partes, asseguradas pelo princípio do dispositivo, não forem suficientes, o juiz pode pedir nova prova. Ex: art 342, CPC. Assim, pelo princípio da inércia está correta quanto ao requerimento da parte, mas o juiz pode exercer, de ofício, o princípio do Impulso Oficial, tomando a iniciativa quanto à produção de privas. 4. Com relação ao ônus da prova, é correto afirmar que, em regra, sempre é do autor. Esta afirmativa está correta. Explique sua resposta. Resposta: Alternativa incorreta, pois, segundo o art 333, do CPC, compete, em regra, ao autor a prova do fato constitutivo de seu direito e ao réu a prova de fatos impeditivo, extintivo ou modificativo ao direito do autor. Em regra, cabe a cada uma das partes o ônus da prova de fatos por ela alegados. 5. Considera-se proposta a ação a partir do momento em que o réu for validamente citado, pois, como o processo é relação jurídica triangular, somente depois da citação é que surge a litispendência e torna-se prevento o juiz, além de ser o devedor constituído em mora. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Resposta: A afirmativa está parcialmente correta. Segundo o art 263 do CPC, considera-se proposta a ação logo que a petição inicial é despachada pelo juiz, ou simplesmente distribuída onde houver mais de uma vara. A segunda parte da afirmativa está correta, pois a partir da citação válida do réu, ocorrem os efeitos mencionados no art 219 mencionadas nessa parte. 6. Caio propõe demanda de ação contra Tito, referente à importância de R$ 60.000,00. Expedido o mandado de citação por oficial de justiça, Tito foi citado aos 15/06/2007 (sexta-feira), sendo que aos 20/06/2007 (quarta-feira) o seu advogado juntou procuração aos autos. No dia 21 de junho (quinta-feira), o mandado de citação foi juntado aos autos. Sabendo-se que não houve feriado nesse ínterim, o prazo para apresentar resposta começou a contar a partir de quando? Explique a resposta; Resposta: A petição inicial foi deferida, embora a procuração do advogado não tivesse sido juntada a ela. A citação foi realizada e o respectivo mandado de citação foi juntado aos autos no dia 21/06, quinta feira. Entretanto o advogado juntou procuração no dia 20.6, o que significa que ele tomou conhecimento do processo do ação em 20/6. Portanto, dia 20/06 é o dies a quo. A contagem do prazo se iniciará no primeiro dia útil seguinte, ou seja, 21/06, sexta-feira. 7. A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor, contra o pai, já que o menor não tem capacidade plena. Esta afirmativa está correta? Explique a resposta; Resposta: A afirmativa está incorreta. A parte legítima para a ação é o filho, menor que não pode estar em juízo, devendo, portanto, ser representado pela mãe; Assim o

O filho. mas não tem capacidade ad processum. recebendo-o no estado em que se encontra. Entretanto o § 1º do artigo apresenta maiores detalhes quanto ao comportamento do juiz frente à morte de uma das partes: se ainda não teve início a audiência de instrução e julgamento suspende o processo até a habilitação dos herdeiros que deverão inclusive regularizar a sua representação quanto ao advogado. mas também o direito material que é objeto de controvérsia. sendo a parte representada pelo seu advogado constituído. pois não há que se falar em preclusão quando ocorre revelia porque a lei autoriza ao réu ingressar no feito a qualquer momento. do CPC: “se o autor der causa por três vezes à extinção do processo pelo fundamento presente no inciso III do artigo anterior (abandono) não poderá intentar nova ação contra o réu com o mesmo objeto. 24. a perempção faz com que o titular do direito de ação não mais possa exercê-lo ativa e passivamente em juízo. Todavia a parte final do dispositivo legal citado ressalva-lhe a possibilidade de alegar em sua defesa esse direito. Perempção é a perda do direito de ação não implicando na perda do direito material. representando-o. estes deverão providenciar a regularização do advogado. deduzindo pretensão ou defendendose em ação em face dele ajuizada. a afirmativa está parcialmente incorreta. 8.. A situação-problema esclarece que já se passou a fase de especificação das provas. mas não poderá exercê-lo contra o réu. 9. Todavia. Portanto ocorreu preclusão da possibilidade da apresentação das provas para ele. Está afirmativa está correta. Resposta: Significado de perempção. O autor continua tendo o direito material. o processo fica suspenso até que ocorra a habilitação dos herdeiros. no caso.”. Ocorrendo a morte de uma das partes no curso de ação de natureza transmissível. que o réu revel poderá intervir no processo em qualquer fase dele. depois de habilitados os herdeiros do de cujus. Portanto a afirmativa está incorreta. Resposta: Prevê o art 322 do CPC na sua parte final. O artigo 265.118 autor da ação será o filho absolutamente incapaz representado pela mãe. Ao ter prosseguimento o processo. I determina a suspensão do processo pela morte da parte. pois a morte da parte extingue o mandato anteriormente concedido. O processo só se suspenderá após a publicação da sentença ou do acórdão. tem capacidade ad causam.2007 PROVA PERICIAL . ainda assim poderá indicar as suas provas. Esta afirmativa está correta? Explique a resposta. 10. Resposta: A afirmativa está incorreta no que se refere à suspensão do processo. Se tiver ocorrido a perempção sobre o litígio que é objeto do processo. Concluindo. se o juiz já tiver iniciado a mencionada audiência. em sua defesa. Por isso a mãe deverá complementar a sua capacidade para estar em juízo. conduz a mesma até o final. segundo parágrafo único do art 268. Explique a resposta.. se for o caso. o autor perde não só o direito de ação. interrompe-se a relação processual e o mandato ao advogado é automaticamente revogado. Assim. Se o réu revel ingressar no pleito após a fase de especificação de provas.10. Esta afirmativa está correta? Explique. (art 8º do CPC). cujo mandato é prorrogado por lei até o final da audiência. O autor poderá exercer o direito objeto da perempção passivamente. Durante a interrupção da relação processual.

exigindo conhecimentos técnicos ou científicos (CPC.2007 PROVA DOCUMENTAL Conceitos: . art 420. móveis e semoventes. Necessário – Só é admitido esse meio de prova quando inexistir outro meio. como medida cautelar. procedido por pessoas que detêm conhecimento técnico ou científico (exame). que envolvam conhecimentos técnicos ou científicos. de presenti → realizada durante a tramitação do processo 2. – São quatro espécies: a. Exame → sobre pessoas. Objeto: O objeto da prova pericial são os fatos que escapam ao conhecimento comum. Extrajudiciais. Admissibilidade (CPC. de futuro → realizada antes do processo. coisas. Também e conhecida comumente por ad perpetuam rei memoriam. 3. de obrigações. Necessária 2. art 145). Espécies: (CPC. Útil – O fato a ser provado deve ser pertinente à questão e deve exigir conhecimentos técnicos ou científicos.119 Conceitos. Vistoria → sobre imóveis c. por meio de um perito. coisas. para ser admitido deve ser: 1. qualidade e quantidade do objeto de litígio. para verificação de fatos ou circunstâncias que interessam à causa. • Quanto à exigência 1. b. d. Facultativa • Quanto à determinação 1. b) Moacyr Amaral Santos → é a inspeção. a) Luiz Rodrigues Wambier → é o meio de prova destinado a esclarecer o juiz sobre circunstâncias relativas ao fato conflituoso. sobre pessoas. 2. 05. ou de serviço. de direito. Requeridas – o juiz determina a pedido das partes • Quanto ao momento do processo 1. Oficiais – o juiz ordena de ofício 2. Como oneroso e demorado meio de prova que é. moveis e semoventes. Avaliação → sobre móveis e imóveis. Judiciais b. Classificações: • Quanto à origem e à situação a. Arbitramento → refere-se a valor. art 420).11. Praticável – O objeto a ser periciado deve oferecer condições para isso. em relação a valores. parágrafo único).

a impressão digital. O documento autêntico é o que contém nele próprio a prova da autoria (CPC. Já o documento heterógrafo é aquele em que essa coincidência não acontece. Documento assinado (subscrito pelo autor) ou não assinado (não subscrito pelo autor). CPC). • Documentos narrativos são os documentos resultantes da redução a termo da narração do autor. Documento autógrafo ou heterógrafo → Documento autógrafo é aquele em que o autor do fato e o autor do documento coincidem. Quanto ao meio de formação do documento: nesse sentido. Quanto ao seu autor Quanto aos meios de formação Quanto ao conteúdo Quanto à finalidade. o documento pode ser: 1. o documento é o resultado da tomada a termo de sua declaração. Se a narração é feita pelo autor ou o réu do processo. c. Documento indireto → é o que passa pelo intelecto do autor do documento.120 • • • • • Qualquer documento que sirva para provar o fato. sem autenticação faz menção ao autor mas é necessário provar essa autoria e anônimo é o documento do qual não se conhece a autoria. 4. Quanto ao seu autor: Existe a seguinte subdivisão: 1. . Documento é a coisa capaz de representar um fato. 2. • Gráficos → são os que se manifestam de outra forma que não seja a escrita. 2. Art 368. Documento é a coisa representativa de um fato. Documento público ou privado→ Público é aquele criado por instituições públicas.Privado → é o documento criado por particulares. Se a narração é feita pela testemunha. b. d. documento autenticado é aquele cuja prova da autoria está fora do documento. criando a coisa que representa o fato. Classificação a. Quanto ao conteúdo (também conhecido por documentos declarativos). como. Documento direto → é o documento manifestado de forma direta. Ex: foto. CPC). filme. sem passar pelo intelecto do autor (sujeito do fato). (art 364. art 369). Ex: carta. 3. Subdivide-se em: • Escritos → são manifestados no papel por meio de caracteres gráficos. por exemplo. Documento é uma coisa que permite conhecer outra coisa. autenticado. sem autenticação ou anônimo. tem-se o depoimento pessoal. Documento é o resultado da obra humana que objetiva a fixação ou a retratação de um acontecimento. São narrativos ou constitutivos / dispositivos. Ex: certidões. Documento autêntico.

das audiências ou de outro livro do escrivão. • As reproduções dos documentos públicos.121 • Documentos constitutivos (ou dispositivos) é o documento resultante da manifestação de vontade do autor. O documento público pode também ser dito instrumento público. Por exemplo. tem presunção de veracidade até prova em contrário. Subdividem-se em: • Documentos pré-constituídos → Documentos criados com o objetivo de fazerem prova futuramente. o parágrafo único do artigo que a falsidade consiste em formar documento não verdadeiro ou em alterar documento verdadeiro. desde que autenticadas por por oficial público ou conferidas em cartórios com os originais. . ou seja. Assim. Fazem. A verdade intrínseca (conteúdo) é de responsabilidade do narrador do fato representado no documento. ainda. mesmo quanto aos seus elementos extrínsecos pode haver nulidade do documento quanto a eventuais falsidades dos seus elementos. prova que o documento cumpriu as exigências legais para sua produção. Ex: escritura pública para alienação de bens imóveis. Diz. Documentos não solenes (ou não formais) – São os documentos para os quais não existe forma rígida para sua produção. Ex: distrato. Mas não prova o conteúdo do documento. acabam por fazer prova de determinado fato. mas não prova a veracidade de seu conteúdo. A fé pública tem caráter juris tantum. fazem a mesma prova que os originais: • As certidões de qualquer peça dos autos. sendo-lhe declarada judicialmente falsa“. São conhecidos por instrumentos. Quando à forma: Podem ser: 1. prova acidentalmente. Quanto à finalidade. (CPC. ar 387). Cópias – são os documentos que correspondem à reprodução dos originais. portanto. Ex: Uma certidão de nascimento prova que sua elaboração seguiu todo ritual legal para sua produção. art 366). E a falsidade pode ser material ou ideológica. 3. Diz o artigo em questão: “cessa a fé do documento público ou particular. 4. DOCUMENTOS PÚBLICOS São os documentos que gozam de fé pública quanto a sua elaboração (mas não gozam de fé pública quanto ao seu conteúdo). Documentos originais – É o próprio documento representativo do fato. do protocolo. • Os traslados e certidões extraídos por oficial público de instrumentos ou documentos lançados em suas notas. Documentos solenes (ou formais) – Devem seguir forma preestabelecida em lei. Ex: vistorias prévias. • Documentos casuais → Embora não criados para servirem de prova. nenhum outro tipo de prova poderá suprir-lhe a falta (CPC. Ex: Recibo. ou seja. Quando determinado ato exigir instrumento público. Ex: fotos. 2. a fé pública atesta a verdade extrínseca do documento. Pelo art 365 do CPC. desde que extraídas ou subscritas por ele.

Assim. o tabelião. quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados. 3. art 367). ou para contrapô-los aos que forem produzidos nos autos. Ainda mais. quanto ao particular existe diferença entre documento e instrumento. Por ter fé pública o documento público tem validade contra todos. enquanto o parágrafo único do mesmo artigo refere-se a documento particular. O art 397. mas não prova o fato nele alegado. Propositura: o autor deve apresentar os documentos na petição inicial e o réu apresentálos na contestação (CPC. todavia. mas também dos fatos que o escrivão. apresenta uma exceção a essa regra geral:”é lícito às partes . Força probante do documento público CPC. Vícios ou mesmo a nulidade do documento ou do instrumento particular têm que ser provadas por aquele contra quem ele faz prova. Momento da prova documental São dois os momentos: o momento da propositura e o momento da admissão. mas não quanto ao seu conteúdo. refere-se a instrumento particular. Os documentos públicos podem ser: 1.122 O documento feito por oficial público incompetente ou sem a observância das formalidades legais. em qualquer tempo. o documento tem presunção de veracidade quanto à sua existência. Força probatória do documento particular → Já o documento particular consiste em simples declaração e por isso apenas prova a sua existência. que tem força contra todos pela sua fé pública. Esta é a regra geral. o documento e o instrumento particular só têm força junto aos envolvidos neles. Para os fatos não ocorridos em tais presenças. Sua nulidade só pode ser declarada por meio de sentença judicial (sentença declaratória). art 364: “o documento público faz prova não só de sua formação. também. fazer prova do fato por outro meio. Documentos Notoriais. DOCUMENTOS PARTICULARES Se documento público e instrumento são a mesma coisa. Aquele que usa o documento particular deve. Força probatória do instrumento particular → Como o instrumento particular representa uma manifestação de vontade ele só faz prova contra o seu signatário. Documentos Administrativos. art 396). o caput do art 368. Documentos de repartições públicas . Documentos Judiciais. diferentemente do documento público. ou o funcionário declarar que ocorreram em sua presença”. do CPC. 2. juntar aos autos documentos novos. sendo subscrito pelas partes tem a mesma eficácia probatória do documento particular (CPC.

Prova de Novembro 1. Somente será do réu se disser respeito à relação de consumo. e. b pode ocorrer por sucessão. d. Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. desde que com a anuência da parte contrária. N. contra o pai. mas precisa que sua capacidade seja integrada. 2. 2. O menor absolutamente incapaz. do CPC. desde que com a anuência da parte contrária. A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor. Ocorrendo a alienação de coisa ou bem litigioso no curso de um processo. 4. Os procedimentos administrativos nas causas em que forem interessados a União. tanto para a causa como para o processo.A. tendo em vista sua incapacidade plena. ou seja. e. c. pode ocorrer por substituição. Extinguir o processo com julgamento do mérito. e. b. é parte legítima para pleiteá-los contra seu pai. pode ocorrer a qualquer tempo. d. Extinguir o processo sem julgamento do mérito. As certidões necessárias às provas das alegações das partes. 3. em qualquer tempo e jurisdição: 1. em regra. N. Determinar a emenda da inicial. b. necessitando de alimentos.A. a.D. é correto afirmar que. b. Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. a. ou as respectivas entidades da administração indireta. Assinale a alternativa correta. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor. Conceder prazo para regularização do vício sanável. independentemente de qualquer outro requisito. como parte. nunca pode ocorrer em razão das perpetuações. c. o juiz requisitará das repartições públicas. contra o pai. d. já que o menor não tem capacidade plena. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. Caio propõe uma demanda condenatória em face do Estado para discutir determinado tributo.123 Pelo art 399. Indique a atitude incompatível com a sistemática processual. c. Indeferir a inicial. Com relação ao ônus da prova. já que diante da incapacidade do menor ambos precisam figurar no pólo ativo.D. . a alteração da parte a. que o juiz não pode tomar ao despachar a inicial. a. Sempre é do autor. o Estado e o Município. como ele mesmo.

perante a 2ª Vara Cível da Comarca de Mirandópolis. 9. e. c. nos casos e formas legais. Alegados pelo réu. este havia ajuizado perante a 1ª Vara Cível da referida Comarca ação para compelir Caio a cumprir o mesmo contrato. deverão ser reunidas para julgamento conjunto perante a: a. Alegados pelo autor em sua peça vestibular e os notórios. dependendo de qual juiz acolha a alegação de conexão em primeiro lugar. e. exceto para: a. que está preventa. c. 6. Interpor recurso extraordinário e o recurso especial. O princípio dispositivo. 8. d. sendo Tício citado em 10/06/2002. pois a citação naquele processo ocorreu em primeiro lugar. Propor reconvenção.A. 1ª Vara Cível. 2ª Vara Cível. pois a ação foi para ela distribuída em primeiro lugar. 1ª ou 2ª Vara Cível. d. d. d. nenhum juiz prestará tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. pois a determinação da citação ocorreu em primeiro lugar nela. N. sendo Caio citado em 08/06/2002. e os notórios. conferida por instrumento público ou particular assinada pela parte. Incompetência absoluta. 2ª Vara Cível que está preventa por força da continência. b. O despacho ordenando a citação de Tício foi proferido em 22/05/2005. 7.A ação de Tício fora ajuizado em 18/05/2005 e a determinação da citação havia ocorrido em 25/05/2002. e. significa que: a. Requerer abertura de inventário. Não dependem de prova os fatos: a. Todas as respostas estão corretas. c. b. Depende do que for determinado pelo juiz. Prescrição.D.124 c. habilita o advogado a praticar todos os atos. . 1ª Vara Cível. e os notórios. b. Cada um tem de provar o fato constitutivo do seu direito. c. b. que está preventa. em sua contestação. Todas estão corretas. Havendo conexão entre as duas ações. também chamado de princípio da inércia da jurisdição. Legitimidade das partes. em 20/05/2002 ajuizou ação de rescisão de contrato contra Tício. Caio. A procuração geral para o foro. Todas as respostas estão erradas. No tocante a Tício. que está preventa. d. Transigir ou dar quitação. São matérias que o juiz pode conhecer de ofício e a qualquer tempo e grau de jurisdição: a. e. Propor ação preparatória incidental. 5. Os afirmados por uma parte e confessados pela contrária.

c. Conexão e incapacidade da parte. d. Incompetência absoluta. Em relação à ação e aos seus elementos: I O direito de ação é um direito subjetivo. b. Apenas I e III estão corretas. Apenas III é correta. Assinale a alternativa correta: I. Apenas II é correta. cabe ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. enquanto não proferida a sentença de mérito. d. respectivamente. c. causa de pedir e pedido são os elementos identificadores da demanda. Apenas I e II estão corretas. autônomo e independente em relação ao direito material invocado. segundo o mesmo código: a. a. Diante das afirmações: I Capacidade de ser parte ou para a causa é um conceito com regras prédefinidas nas regras processuais. A ausência de contestação leva invariavelmente a que seja julgada antecipadamente a lide. Partes. o juiz conhecerá de ofício.125 b. ou seja. Todas são incorretas. II. entre as três opções abaixo. Todas são incorretas. abstrato. Apenas II e III estão corretas. Dispõe o CPC que nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. Inexistência ou nulidade de citação. b. antes e depois de proposta demanda. III. 12. das questões de ordem pública. c. de ofício ou a requerimento da parte. Compromisso arbitral e confusão entre autor e réu. II Capacidade postulatória é aquela referente à pessoa que está em juízo pleiteando para si o bem da vida. sendo que para o seu exercício regular faz-se mister a observância de determinadas condições. 10. b. c. a qualquer tempo e grau de jurisdição. d. . d. litispendência e prescrição. a única que não se inclui entre as matérias que o juiz pode apreciar de ofício. e. Pode-se dizer que: a. Assinale. Litispendência e coisa julgada. determinar as provas necessárias à instrução do processo. Apenas I é correta. indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. sendo que o que as diferencia é o momento. caberá ao juiz. 13. São causas que geram a extinção do processo sem julgamento do mérito: perempção. nos casos e formas legais. Inépcia da petição inicial e perempção. 11. III Capacidade e legitimidade são expressões sinônimas.

que ordenará o prosseguimento do processo. c. será concedido novo prazo para o réu deduzir o restante da defesa. No processo civil. Há Apenas uma proposição verdadeira. desde que o réu tenha requerido. o autor não poderá desistir da ação sem o consentimento do réu. b. A respeito da resposta do réu assinale a opção correta. não seja alegada como preliminar na contestação. à revelia do réu. 14 Quanto à suspensão e extinção do processo: I. Todas as hipóteses são verdadeiras. que não poderá renovar a ação contra o mesmo réu e com o mesmo pedido. d. o escrivão fará os autos conclusos ao juiz. Caso a incompetência do juiz. ficando-lhe ressalvada a possibilidade de alegar em defesa o seu direito. exceto aquelas que devam ser 15 . assim. c. d. Há apenas duas proposições verdadeiras. evitando-se. IV Ocorre o fenômeno processual da perempção quando o autor dá causa à extinção do processo sem julgamento do mérito por três vezes. Em obediência ao princípio da concentração das defesas. a fim de que o sejam decididas na mesma sentença. o pedido e a causa de pedir como elementos identificadores da ação. Há apenas duas proposições corretas. sem a adoção da providência. decisões conflitantes. litispendência e coisa julgada. ainda que já iniciada a audiências de instrução e julgamento. Há apenas uma proposição correta. b. Todas as proposições são corretas. e. Se o réu comparecer e alegar apenas a inexistência ou a invalidade da citação. II Configura hipótese de suspensão do processo a morte do advogado do réu. findo o qual. c. A fundamentação jurídica integra o conceito de causa de pedir. absoluta ou relativa. o processo retomará seu curso. o réu deve alegar na contestação toda a matéria de defesa. e. O exame da identidade entre ações tem importância curial para o julgador apreciar a verificação de perempção.126 II O direito brasileiro adota a teoria das três identidades. d. caso a decisão não seja acolhida. a. considerando as partes. a. o juiz conferirá um prazo de vinte dias para que a parte constitua novo procurador. b. Há apenas três proposições corretas. hipótese e. assim. no caso. não tem relevância a posição jurídica – ativa ou passiva – em que encontram as partes nos feitos em exame. findo o prazo. a suspensão do processo por convenção das partes não poderá exceder um ano. Há apenas três proposições verdadeiras. III IV a. Ocorrendo a conexão de ações. ocorre a chamada prorrogação da competência. Todas as proposições são falsas. o juiz ordenará a reunião das ações propostas em separado. III Feita a citação. no exame da identidade entre ações. Todas as são falsas.

ainda que somente possa ser acolhida se outra for rejeitada. incompetência relativa. sem apreciação do mérito. quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam. o juiz. d. de oficio. o que. se alegada pelo réu. prejudicando credores. extinguirá o processo com apreciação do mérito. d. e. d O prazo para contestar a reconvenção é de 15 dias. em seu próprio nome. continência e incompetência relativa. transformará o processo judicial em arbitragem. d. Há substituição processual quando: a.127 veiculadas por meio de exceção. independentemente de autorização legal. suspeição e impedimento do juiz. c. c. Por exceção deve-se argüir a: a. por seus costumes. e Só se admite a reconvenção se houver conexão entre esta e o fundamento da defesa no processo principal. reconvir ao autor. suspenderá o processo até que o árbitro apresente o seu laudo. a parte não necessitar de advogado para pleitear em juízo. e. o advogado representa a parte no processo. poderá extinguir o processo sem apreciação do mérito. c. incompetência absoluta . quando este demandar em nome de outrem. e. poderá extinguir o processo. suspeição e impedimento do juiz. Existindo convenção de arbitragem. Pode o réu. b. É correto afirmar que o CPC trata como impedido de depor: a o menor de dezesseis anos. o que tiver interesse no litígio. b. a. o que intervém em nome de uma parte. terceiro pleiteia em nome próprio e em nome alheio direitos que são comuns. autorizado por lei. como o tutor na causa do menor. o representante legal de pessoa jurídica. e. c. 17 18 19 20 . b o cego e o surdo. c conexão. coisa julgada e litispendência. b. o juiz: a. b. não for digno de fé. terceiro pleiteia em nome próprio direito alheio. A reconvenção será julgada na mesma sentença da ação. nomeando árbitro para dirimir o litígio. autorizado por lei. incompetência absoluta e incompetência relativa. 16 Assinale a alternativa incorreta a respeito do tratamento dado pelo CPC para a reconvenção. O procedimento da reconvenção não será obstado pela desistência da ação ou a existência de qualquer causa que a extinga. o advogado e outros que assistam ou tenham assistidos as partes. terceiro pleiteia em nome alheio os direitos que este não postular. d.

. (Nessa fase ocorre o interrogatório das testemunhas e o depoimento pessoal das partes.2008 AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO 1. destinada não só para o contato do juiz com as partes e seus procuradores. como..algumas definições de “audiência de instrução e julgamento” foram apresentadas.. Definições .02. 2. como também para se produzirem as provas orais. Entre elas: Humberto Theodoro Jr: A audiência de instrução e julgamento consiste no ato processual solene realizado na sede do Juízo e que se presta para o juiz colher as provas orais e ouvir pessoalmente as partes e os procuradores. por exemplo:  A prevista no art 804.” A B B C D E C A A A D E D D D C E E B D .. Outras podem acontecer. Outras audiências . do CPC: “. Rosana Aula de 12.128 Gabarito 01 02 03 04 05 08 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 4 º ANO – Prof.A audiência de instrução e julgamento não é a única a ocorrer durante o processo. Ovídio Batista: A audiência de Instrução e Julgamento é a parte mais importante de todo o processo civil. quando estas forem deferidas). após justificativa prévia.

. art. o juiz exerce o poder de polícia. realizar-se-á a portas fechadas”). art 331. 4. 2. . Se for solicitada pelas partes e o juiz deferir o pedido quanto a provas testemunhais. do CPC: “. do CPC: o prazo judicial definido pelo juiz ou o prazo legal de 10 dias antes da audiência. há um ritual para garantir a segurança dos direitos das partes. 2. que haverá presunção de veracidade do que for alegado pela outra parte. 5. o juiz marcará o seu prosseguimento para o dia próximo. Características da audiência de instrução e julgamento. art 444: “A audiência será pública.. 4. Todavia.. Atos preparatórios. Compete ao juiz a direção dos trabalhos da audiência.) 5. A audiência é solene. Essa audiência é pública. 2) Apresentação do rol de testemunhas. 3. determinará que o autor justifique previamente o alegado. Atos preparatórios: 1) Designação da data e da hora para a realização da audiência de instrução e julgamento.. art 447). (Art 446. A audiência é una e contínua. haverá intimação das partes. Atos de julgamento. Na audiência. citando-se o réu para a audiência. comparecendo se recusar a depor. 343 e seus parágrafos). o juiz designará audiência preliminar a realizarse no prazo de . 3. § 2º in fine: “. Atos de tentativa de conciliação das partes.. nessa intimação. como regra (CPC. estas somente serão intimadas se a questão versar sobre direito patrimonial de caráter privado (CPC. podendo haver conciliação. se necessário”).. (CPC. Atos de instrução 4. art 455: “a audiência é una e contínua”.  A prevista no art 331. do CPC: “.. designando audiência de instrução e julgamento. nos casos de que trata o art 155. I: “Compete ao juiz em especial: I .”.. “ 3. (CPC.. ou. (CPC. Atos da audiência A audiência se desenvolve por meio de quatro tipos de atos: 1. art 445: “O juiz exerce o poder de polícia. quando uma das partes não comparecer à audiência.. Momento da designação da audiência de instrução e julgamento A audiência em questão é designada pelo juiz no despacho saneador (CPC. Existem formalidades processuais a serem cumpridas..dirigir os trabalhos da audiência”). in fine. Não sendo possível concluí-la num só dia. 1. o rol das testemunhas deve ser apresentado dentro do prazo previsto no art 407.129  A prevista no art 928. 3) Tendo sido deferido o depoimento pessoal das partes (de ofício ou a requerimento das partes). Se não houver necessidade de depoimento das partes.. o parágrafo único do artigo determina que nas causas relativas à família.”). estas serão intimadas pessoalmente e alertadas.

Perito e assistentes técnicos responderão aos quesitos de esclarecimento requeridos pelas partes (CPC. Ela poderá ser adiada nas condições previstas no CPC. segue-se o previsto no caput. o perito. III). ao advogado do réu e ao representante do Ministério Público. art 450). ao invés de . O termo de conciliação assinado pelas partes e homologado pelo juiz terá valor de sentença (sentença homologatória) – CPC. pelo prazo de 20 minutos cada. se não puderam comparecer. O §3º abre a possibilidade de o debate. justificadamente as partes. desde que a causa verse sobre direito patrimonial privado (disponível). O juiz tomará o depoimento pessoal do autor em primeiro lugar e depois do réu (CPC. Depois. nessa ordem (CPC. Em ocorrendo a conciliação. I). o opoente falará em primeiro lugar. Essa possibilidade está prevista no art 242. mandando apregoar as partes e os seus advogados. o juiz declarará aberta a audiência. o juiz mandará reduzi-la a termo (CPC. No dia e hora designados.130 4) Se houve trabalho de perito e qualquer das partes desejar esclarecimentos sobre o laudo. formulando desde logo as perguntas sob forma de quesitos. se eles não decidiram outra forma. 6) Adiamento da audiência. deve requerer ao juiz que este mande intimar o perito e assistente técnico. Atos de tentativa de conciliação Quando pode acontecer essa tentativa. dentro da audiência de instrução e julgamento? Após o pregão e antes da instrução o juiz tentará a conciliação das partes. Nesse caso. as testemunhas ou os advogados (453. 7) Antecipação da audiência em relação à data fixada no despacho saneador. art 449. art 448). 452. o juiz dará a palavra ao advogado do autor. O §2º trata do caso em que haja opoente. as arroladas pelo autor e as arroladas pelo réu. art 453 e seus parágrafos. Observação: Pregão é o anúncio de viva voz feito pelo porteiro do fórum ou pelo oficial de justiça designado. I). mandará o juiz intimar pessoalmente os advogados para ciência da nova designação. o prazo total (tempo normal mais prorrogação) será dividido por todos os do grupo. sucessivamente e pelo tempo de 20 minutos para cada um deles. O § 1º do artigo trata da situação em que existe litisconsorte ou terceiros. 5) Abertura da audiência de instrução e julgamento (CPC. Nesse caso. Nesse caso. Atos de Instrução CPC. prorrogáveis por 10 minutos. Atos de Julgamento CPC. § 2º. art 452. (CPC. II). art 452 – A audiência prossegue com os seguintes passos: 1. art 452. de oficio ou a requerimento da parte. 2. a critério do juiz. seguindo-lhes os opostos. art 435). convocando as partes e seus advogados a participar da audiência. Art 454: Terminada a instrução. do CPC. 3. II). Situações em que pode ocorrer o adiamento: por convenção das partes (apenas uma vez – 453. Depois as testemunhas serão inquiridas pelo juiz.

Requisitos São cinco os requisitos. Por meio dele o juiz delimita o campo do pedido. também. O art 456. art 458. O relatório é peça de grande valia e de fundamental importância. do CPC. Sentença Definições A seguir. são requisitos essências da sentença. I): que conterá o nome das partes. Mas isso ocorrerá apenas quando o caso apresentar questões complexas. o relatório é o resumo de todo o processo. determina que no prazo de 10 dias do encerramento do debate ou da entrega dos memorais. resolvendo ou não o mesmo. termo com o resumo do ocorrido na audiência e.  Nelson Nery Jr → A sentença é o pronunciamento do juiz que contém algumas circunstâncias dos artigos 267 e 269 e que ao mesmo tempo extingue o processo ou o procedimento do 1º grau de jurisdição. o relatório é o resumo do processo que garante que o juiz leu o processo em seus termos essenciais. . 6. o escrivão lavrará. o relatório é a síntese do processo. a definição de alguns autores:  Pontes de Miranda → A sentença é emitida como prestação do Estado pela sua obrigação na relação processual.131 ser oral. Tem mais a clareza e a precisão. Prolatada a sentença. sendo que os três primeiros são requisitos estruturais. Para Pontes de Miranda. por extenso. possibilitando saber que o juiz conhece o processo. quando for o caso. apresentados no prazo fixado pelo juiz.  Vicente Grecco Filho → A sentença é o ato terminativo que decide ou não a lide. art 458): Esses três apresentados no artigo referido são: o relatório. Assim. 1. Sua falta torna nula a decisão. Para Moacyr A Santos. o juiz profira sua sentença. bem como identifica a área das controvérsias e as questões a serem resolvidas. → O relatório é o resumo de todo o processo e o intróito da sentença. o ato final no primeiro grau de jurisdição. Fundamento ou motivação – (CPC.2008 Prova continuada. II). Segundo Humberto Theodoro Jr. as principais ocorrências do processo. a suma do pedido e da resposta e registrará.  Abelha Rodrigues → A sentença é o ato culminante do processo. 15. os despachos e a sentença. os fundamentos (ou motivação) e o dispositivo. 2. primeira questão: Citar três características da audiência de instrução e julgamento e comentá-las. o relatório é condição de validade da sentença. quando as partes solicitam a tutela jurisdicional. sob ditado do juiz. O relatório (Art 458. Para Vicente Grecco Filho. (CPC. todos os atos importantes do processo. Segundo Abelha Rodrigues → O relatório identifica as partes.02. Então. se fazer por meio de memoriais.

pois o jurisdicionado tem o direito de saber os motivos que levaram o juiz a aceitar ou rejeitar seu pedido. se ele tivesse dado R$ 15. aplicando a lei ao caso concreto. a aplicação da lei hipotética ao caso concreto apresentado pelo autor. III). não suscetível de interpretações ambíguas ou equivocadas. 4.02. O Juiz não se limitará. Luiz Rodrigues Wambier diz que na fundamentação exporá o magistrado as razões de seu convencimento. mas as analisará para mostrar os fundamentos de sua decisão. Clareza → A sentença deve ser inteligível. dispositivo é a conclusão. Em resumo. Para Afonso Braga. Para Humberto Theodoro Junior . É.2008 5. Apresenta toda a linha lógica seguida por ele. 3. Para Vicente Grecco Filho. Caso contrário ela é dita imprecisa. pois sentença sem dispositivo é ato inexistente.00 mais uma moto e ele dá R$ 8. O juiz não pode decidir extra petita nem ultra petita. a expor as questões de direito. Tipos de sentença: São dois os tipos principais de sentença: a. fundamentação é a exposição dos fundamentos de seu convencimento. o juiz aceita ou rejeita o pedido do autor. portanto. portanto. Em termos de precisão. ela é dita intra (ou citra) petita. Sentença terminativa. Em resumo. fundamentação é a base do convencimento do juiz por esta ou aquela decisão. a sentença pode ser: precisa ou imprecisa. Quando ela decide fora dos limites do pedido ela é dita extra petita. teríamos uma sentença ultra petita. (ou sentença processual) b. Ela diz-se precisa quando respeita os limites impostos pelo pedido. Sentença de mérito (ou sentença definitiva) . ele deverá saber o que convenceu o juiz quanto á decisão dele. art 458.132 Para Abelha Rodrigues. a inexistência do dispositivo resulta em mais que a nulidade da decisão. o tópico final de que. dispositivo é a parte da sentença na qual o juiz afirma se acolhe ou rejeita o pedido do autor. Observação: A falta de precisão ou clareza enseja às partes a possibilidade de embargos. Se o juiz julga menos que o pedido a sentença é dita intra petita ou citra petita. no mesmo pedido. se o pedido é R$ 10. Precisão → A sentença deve referir-se ao pedido e limitar-se por ele.00 mais a moto. deixando de haver sentença. 19.Dispositivo é o fecho da sentença. Não se pode dar mais do que o que foi pedido nem se pode dar menos do que o que não foi pedido. Dispositivo (CPC. de forma clara e de molde a que tantos quantos a lerem tendam a chegar à mesma conclusão que ele chegou.00 mais a moto.000. Para Ovídio Batista. Por exemplo. isto é.000. contendo a decisão da causa.000. Todavia. a fundamentação faz parte do devido processo legal.

assim. A sentença faz coisa julgada porque o Estado só fornece tutela uma vez para o mesmo assunto. Mas. Na sentença. No julgamento do mérito previsto no art 269. imutabilidade significa que não se pode mudar o dispositivo de coisa julgada. Numa ação de alimentos o juiz defere o pedido do autor sob a condição de que o réu é o pai do autor. 7. O juiz faz uma valoração do pedido. porque ela põe fim ao processo. As sentenças com base no art 269 são chamadas sentenças definitivas ou sentenças de mérito. Coisa julgada é a sentença que transita em julgado. Tempos depois o réu pede exoneração de sua obrigação de prestar alimentos sob a alegação de não ser o pai. Por que nas sentenças terminativas ele não julga o mérito? Porque o processo apresenta alguma falha. I. têm-se as seguintes particularidades: No caso do 269. As sentenças com base no art 267 são chamadas sentenças terminativas ou sentenças processuais. V) o mérito é julgado pelas partes do processo. sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos art 267 e 269 do mesmo CPP. o Estado só julga uma vez a mesma coisa. no caso no 269. do CPP. As sentenças definitivas também acabam com o processo e com a lide. portanto a imutabilidade e a indiscutibilidade da sentença ou é a eficácia da sentença tornada imutável e indiscutível. Relaciona. O juiz concede a exoneração pedida. a verdade dos fatos e a ação incidental ao processo (salvo se pedida pela parte que ela seja considerada coisa julgada). Esta sentença é sujeita à apreciação dentro do próprio processo. os dispositivos de duas sentenças. como partes da sentença. do CPC: coisa julgada material é a eficácia que torna a sentença imutável e indiscutível e não mais sujeita a recursos ordinário e extraordinário. IV quem julga o mérito é a própria lei e nos demais casos (269. mas não termina a lide. Mérito é a razoabilidade do pedido. E indiscutibilidade que significa que a fundamentação não pode contrariar dispositivo de outra sentença anterior transitada em julgado. Por imutabilidade deve entender-se que ninguém pode modificá-la. É. ou seja. algum vício insanável. III. ou seja. Coisa julgada O que é coisa julgada? A resposta é encontrada no art 467. portanto. . Nas sentenças terminativas não pode haver apreciação do mérito. só o dispositivo faz coisa julgada. a sentença não faz coisa julgada para o relatório e para a fundamentação. ou seja. a. fundamentação de uma sentença com o dispositivo de outra sentença. quando é que a sentença se torna eficaz? Quando não cabem mais quaisquer recursos a ela. II. Alguns exemplos e questões. II e III: os motivos. Então. Relaciona. I é o próprio juiz que julga o mérito. isto é. o que não faz coisa julgada? A resposta está no art 469. é o ato do juiz que extingue o processo sem a resolução do mérito (art 267) ou com a resolução do mérito (art 269).133 De acordo com o art 162. não devendo o segundo contrariar o primeiro deles.

a decisão dela só vale para o processo em questão. do CPC). portanto. Coisa julgada material. sujeita. b. inocente. Para julgar a nova ação o juiz terá que julgar a culpa de A. A questão incidental (prejudicial) deve ser julgada antes. É possível ampliarem-se os limites objetivos da coisa julgada? Sim. 267. A segunda sentença é. Qual a diferença entre indiscutibilidade e imutabilidade da coisa julgada? A imutabilidade significa que não se pode mudar o dispositivo de coisa julgada.. O juiz extingue o processo. Apenas. ou seja. a seguida pela professora. Já a indiscutibilidade estabelece relação entre o dispositivo e fundamentação. sem julgamento do mérito. Uma corrente admite. no acidente. sem julgamento do mérito). que é indiscutível. do CPC). com base no art 471. Correu a primeira ação. A base desse entendimento é tratar a questão de relação jurídica continuativa. portanto uma relação dos dispositivos de duas sentenças. porque haverá violação de coisa julgada. Como coisa julgada vale para situações fora do processo. c. 325 e 470. a fundamentação de uma sentença não pode discutir o dispositivo de outra. → O dispositivo tem efeito apenas dentro do processo no qual foi deferido (Art. em sentença. nula. Uma outra corrente. Nessas condições. Essa extensão corresponde em estender-se à fundamentação a cobertura do dispositivo quanto à coisa julgada. negatória de paternidade. . e. a segunda sentença viola a primeira decisão? Pelo fato de a sentença transitada em julgado ser imutável e indiscutível. a sentença diz que ele não é pai. A foi considerado. Quais são os limites objetivos da coisa julgada? É o dispositivo que estabelece a extensão da coisa julgada. cada sentença tem validade para o seu tempo. A coisa julgada apenas formal (sentença terminativa) permite ao autor entrar novamente com a ação (art 268. a cláusula rebus sic stantibus. se houver ação incidental no processo e sobre ela seja pedida a consideração de coisa julgada. B propõe ação em face de A. O fato de ter-se relação jurídica continuativa. (art 5º. para pagamento de indenização. Coisa julgada formal. se não for pedida para seja considerada coisa julgada. nenhum juiz pode discutir na fundamentação o dispositivo de coisa julgada em sentença de outra ação. com soluções diferentes. A e B se envolvem em acidente de trânsito. a sentença anterior não faz coisa julgada. Por isso não há ofensa à sentença anterior. d. Estabelece. b. Na segunda ação. porque ele faz coisa julgada e ela não. com o juiz concedendo alimentos sob a condição de paternidade. Tipos de coisa julgada – São dois os tipos: a. Como o dispositivo é mais forte que a fundamentação. portanto. de tal sorte que o da segunda sentença não pode ofender o da primeira.134 A nova sentença ofendeu a decisão anterior que era imutável e indiscutível por ser coisa julgada? Sobre a questão existem dois tipos de análise. f. para as suas condições específicas. como não tendo culpa no acidente. → O dispositivo da sentença tem efeito dentro e fora do processo. Ainda assim. defende que se tratam de duas ações diferentes. que em se tratando de relação jurídica continuativa. I do CPC.

c. do CPC. Neste caso há apenas uma relação jurídica. Ex: O caso de três co-proprietários de um imóvel cuja propriedade está sendo disputada por meio de ação possessória. O terceiro sofre influência nas suas relações jurídicas em razão da sentença transitada em julgado. na relação jurídica. O terceiro atingido pela coisa. Terceiros absolutamente indiferentes à coisa julgada. de fato. O terceiro que é atingido diretamente pela coisa julgada. Neste caso existem duas relações jurídicas. estabelece o prazo de dois anos. Terceiros com interesse de fato na coisa julgada. 04.2008 Limites subjetivos da coisa julgada (Terceiros e a coisa julgada) Existem três tipos de sujeitos que podem ser abrangidos pela coisa julgada: a. Nessa ação apenas um dos co-proprietários atua como autor. sendo que esta segunda é dependente da primeira.135 Toda e qualquer sentença faz coisa julgada formal. não sendo por ela atingidos. O resultado da ação. 26.03. uma envolvendo o locatário e o locador e outra envolvendo o locatário e o sublocatário. O locador propõe e vence ação de despejo contra o locatário. Esta outra pessoa é declarada insolvente. é substituído. com o intuito de reformá-lo. ou integrá-lo (ou . Ex. O terceiro cujas relações jurídicas sofrem as conseqüências da sentença transitada em julgado. Passam longe da coisa julgada. Alguém. para proposição de ação rescisória de coisa julgada. Terceiros juridicamente interessados na coisa julgada. a partir do trânsito em julgado da decisão. 2. anulá-lo ou invalidá-lo. As conseqüências vão recair no sublocatário. declarando que o autor não é dono faz com que os outros dois percam também a sua co-propriedade.02. Teoria geral dos recursos Conceito: recurso é o meio voluntário e idôneo para impugnação de atos jurídicos que impliquem em decisões judiciais. o sublocatário poderia ter entrado na ação de despejo como assistente do locatário. é credor de uma outra pessoa. Sem que a relação jurídica daquele credor com seu devedor se altere ele. Não pode haver nova ação sobre o mesmo assunto. que acontece no mesmo processo onde está o ato judicial em questão. porque os outros dois estão viajando. mas apenas a sentença de mérito ou definitiva faz coisa julgada material (CPC. Ex: Contrato de locação e sublocação. Aliás.2008 8. Terceiros que são atingidos pela coisa julgada em suas relações de fato. Pessoas que nada têm a ver com o processo. pessoas alheias a ele. O art 495. As relações jurídicas desse terceiro não sofrem qualquer conseqüência da coisa julga. art 269). terá dificuldades para cobrar o valor de seu crédito. Estes terceiros são de duas categorias: 1. b. particularmente.

Ação similar às duas primeiras e corresponde a uma criação doutrinária. E a diferença entre essas ações autônomas de impugnação e os recursos consiste no fato de que estes acontecem dentro do mesmo processo onde é tratada a lide e as ações mencionadas constituem uma relação jurídica processual nova. existe a possibilidade de se propor novamente a ação julgada (CPC. sendo. Mandado de segurança → Lei 1533/51. Visa proteger direito líquido e certo. O prazo para essa ação é de 10 (dez) anos. art 486). anular-seão. III e IV e que respeitem a lei civil. . também. admitida apenas na Justiça Federal. todavia. Será admitida quando um ato processual provoca inversão tumultuária dos atos de um processo. Ela só cabe. portanto. vamos tratar das ações autônomas de impugnação. Trata-se de uma ação que visa anular a sentença homologatória exarada pelo juiz em decorrência de ajustes de iniciativa das partes. São seis as modalidades das sentenças autônomas de impugnação: 1. outra é a finalidade das ações autônomas de impugnação: rescindir a sentença anterior para que a lide receba nova sentença. pois quando ocorrer sentença processual ou terminativa. Por exemplo. Querela Nullitatis (Ação autônoma de impugnação tipo querela nullitatis). uma vez que após o trânsito em julgado não cabe qualquer espécie de recurso. Aplica-se no caso de sentença material transitada em julgado que tenha violado pressupostos processuais ou condições da ação. Ainda mais. ou não concedê-la. Todavia os atos que dele não dependeram serão mantidos. Fechando parênteses para continuar com a Teoria Geral dos Recursos. Se obtiver êxito cabe nova sentença. Ação anulatória → (CPC. Ou no caso de ameaça de prisão. que não constituem recursos. 3. com relação a sentenças de mérito ou sentenças definitivas. Habeas Corpus → ação que visa assegurar o direito de ir e vir. no caso de prisão por dívida de alimentos ou de depositário infiel. se um ato impede a parte de produzir determinada prova cuja produção fora solicitada. Infringir esse direito torna o ajuste anulável. II. 6. O prazo para entrar com a ação rescisória é de 2 (dois) anos. art 485).136 esclarecê-lo). 5. Objetivo dos recursos: São três os objetivos dos recursos. todos os atos que lhe seguem e dele tiveram dependência. Ação rescisória → Visa desconstituir uma sentença de mérito transitada em julgado. 2. O direito a ela é imprescritível. relativamente a uma decisão judicial:  Invalidá-lo (ou anulá-lo) → significa desconstituir o ato jurídico. Anulado um ato judicial. contados do trânsito em julgado. A rigor. O prazo para interposição dessa ação é indeterminado. O instrumento estadual que lhe corresponde é o agravo de instrumento. previstos no art 269. Correição parcial → Não é cabível na justiça estadual. cabe agravo que será julgado após a sentença. O resultado da ação autônoma de impugnação deve ou conceder a impugnação. Abrindo parênteses. representa muito mais um ônus em face da conseqüência que produz à parte por deixar de exercer a possibilidade de o adotar. 4.

Como os prazos destes dois instrumentos são diferentes 10 e 15 dias. Um exemplo: Da petição inicial proposta por A e B (autores) o juiz exclui B. por segurança. Assim quando a sentença (ou outro ato jurídico) for obscura. aplica-se qualquer dos dois recursos. cabe recurso.Portanto dos despachos não cabem recursos (CPC.137  Integrá-lo ou (esclarecê-lo) → significa clarear o ato jurídico obscuro. Por exemplo. Mas o cabimento tem que sempre estar contido em lei. Eles são sempre feitos nessa ordem. ainda assim ocorre a substituição. omisso. omissa ou contraditória admite-se o recurso para integrá-la. art 504). mas dentro do menor prazo.. Sentença b. porque a sentença será substituída pelo acórdão (decisão de colegiado). c. O despacho não contém conteúdo de decisão. apenas o despacho não é um ato de decisão.  O Princípio da taxatividade ou Princípio da Tipicidade. ocasião em que. substituir o julgamento anterior por um novo (via apelação). Em tal caso. Há dúvida entre decisão interlocutória ou sentença quanto à decisão do juiz. do CPC.  Reformá-lo → Reformar um ato jurídico é fazê-lo de novo. Mesmo que o tribunal confirme uma decisão do primeiro grau.  Princípio da Fungibilidade Recursal – Este princípio só será aplicado quando. pode entrar qualquer uma das duas peças. A existência de dúvida objetiva. recursos são cabíveis em se tratando de sentença e decisão interlocutória. Pressupostos objetivos de admissibilidade recursal (quatro pressupostos) 1º Pressuposto: Cabimento: (art 496. ante uma decisão. ocorrerem 3 circunstâncias: a. Despachos Destes. mas no prazo de 10 dias. Daí a aplicação de dois princípios de Direito. como o são a sentença e decisão interlocutória. Ocorrência de erro grosseiro. . (sempre previsto em lei). CPC ou em leis extravagantes). Sobre o juízo de admissibilidade a decisão será vazada em recurso conhecido (recurso aceito) ou recurso não conhecido (recurso não aceito). define as três espécies de atos do juiz: a. b. Já sobre o juízo de mérito a decisão será de recurso provido ou recurso improvido. Pressupostos objetivos de admissibilidade recursal Sobre a admissibilidade de recursos existem dois tipos de juízos que se devem efetuar: um juízo de admissibilidade e um juízo de mérito. Atos sujeitos a recursos O art 162. Quando os prazos sobre os tipos de recursos que suscitaram a dúvida forem diferentes. pode acontecer que um ato jurídico se revista da forma de despacho. Decisões interlocutórias c. Como regra. mas tenha conteúdo de decisão. Todavia.

525 e 541 do CPC. todos do CPC. pode também recorrer o MP. se a sentença decidisse que B nada devia ao A. incluindo-se entre estes terceiros os atingidos pelo reflexo da sentença transitada em julgado e os atingidos pela própria coisa julgada. Mas. tem-se o fato extintivo. 3) Preparo. Princípios fundamentais dos recursos (6) . que era receber R$ 10 mil de B. a sucumbência. Por que é que se pode recorrer? Pela perda na sentença. do CPC. Alguns requisitos devem ser atendidos para possibilitar o recurso: 1) Apresentar os motivos. Se a parte que pode recorrer perderá o seu interesse para tanto. portanto as duas partes podem recorrer da decisão. fornecem exemplos de prazos. 108. B também não consegui seu intento que era nada ter que pagar ao A. apenas uma das partes perdeu em relação à lide e é a que pode recorrer. Os art. O não pagamento torna o recurso deserto. só este perderia e só ele poderia recorrer. 536 e 544. Exemplo: A entra com ação cobrando R$ 10 mil de B. 2º pressuposto → Interesse recursal.138 2º Pressuposto: Tempestividade. O art 506. Se total. do CPC trata do início da contagem do prazo. Se não houver interesse recursal. só o B perderia e só ele poderia recorrer. Este requisito está relacionado com o pagamento das custas devidas. Logo. Quem pode recorrer? Conforme prevê o art 499 do CPC. Além dela. 522.502 e 503. como parte ou como fiscal da aplicação da lei. tanto A como B podem recorrer. as duas partes têm perda. 4º Pressuposto: Inexistência de fato extintivo ou impeditivo do poder de recorrer. 07. Exemplos estão nos art 514. deixa. A perda pode ser total ou parcial. Todo recurso deve ser tempestivo. desde antes do recurso até seu julgamento final. Se a perda é parcial. 2) Pedir o que se pretende com o recuso: reforma. A não atingiu seu intento. os fundamentos da impugnação. Se a sentença condenasse B a pagar os R$ 10 mil. pois a sua interposição fora do prazo previsto invalida a sua admissibilidade. 524.608/73. 3º Pressuposto: Regularidade formal. a parte vencida é quem tem legitimidade para recorrer de uma decisão judicial (como regra geral). como previsto pela Lei 11.03. Por isso o recorrente deve ter interesse em recorrer. portanto de existir o interesse recursal. anulação ou integração. O juiz sentencia que B deve pagar ao A R$ 5mil. Ver os art 501. Antes da interposição do recurso temse fato impeditivo. o recurso não será conhecido e o mérito do recurso nem será visto pelo juízo ad quem. Após o recurso. Além da parte vencida e do MP também podem recorrer terceiros que tinham interesse jurídico na lide.2008 Pressupostos Subjetivos de Admissibilidade Recursal 1º pressuposto → perda.

o recorrente nunca terá sua situação piorada em relação à decisão recorrida. ou seja. sendo constituído pelo decidido na sentença e o limite superior ou inferior do pedido.139 1º Princípio do duplo grau de jurisdição ou Princípio da pluralidade dos graus de jurisdição. Ora. a lógica e a consumativa) existe exatamente para por fim a ele. É uma garantia da boa justiça. Decorre esse principio da preocupação da possibilidade de abuso do poder pelos magistrados. só cabe um recurso por vez. por órgãos diferentes do Judiciário. Para cada decisão existe um e um só tipo de recurso cabível. 2º) Impedimento de preclusão. 6º Princípio da proibição da reformatio in pejus Por este princípio. conforme o tipo de recurso. conforme o caso. 4º Princípio da Fungibilidade. 3º Princípio da Singularidade. A preclusão (em suas três modalidades: a temporal. Não existe para a parte vencida obrigatoriedade em recorrer. Significa este princípio que uma mesma matéria deve ser decidida duas vezes. tem a lide instaurada finalizada com a sentença de mérito. Por exemplo. Como a sentença é passível de recurso. 5º Princípio do Dispositivo. um recurso pode ser substituído por outros em certas condições.03. Em grau de recurso tal limite fica alterado. a parte que perdeu pela sentença recorre dela se quiser. . de modo que. por vez. pode ser interposto um “embargo de declaração” e depois do julgamento deste pode caber um outro tipo de recurso. Quando a sucumbência for dupla (das duas partes) os limites para o grau recorrido voltam aos limites do pedido da petição inicial. Todavia. 2º Principio da taxatividade. A ação que se iniciou com a distribuição (ou despacho onde houver uma só vara) e se completou com a citação do réu. deve-se fazê-lo dentro do menor prazo. possa a situação ensejar novo recurso. Neste caso. Ou ela se mantém como está ou ela melhora. 11. em sendo os prazos de interposição de tais recursos diferente.208 Efeitos dos recursos (8 efeitos) 1º) Extensão da litispendência. o limite para um juiz decidir é estabelecido pelo pedido do autor. Todavia pode ocorrer que. As normas que tipificam os recursos não podem ser interpretadas extensivamente ou analogicamente. ainda que se entre com o que tenha prazo maior. a lide continua até o julgamento do recurso. O processo nasce para morrer. Por este princípio. Só é cabível recurso previsto na lei. os recursos serão sucessivos. Se uma situação particular resultar em dúvida sobre o tipo de recurso a propor e em sendo possível a escolha de dois recursos. pode-se ficar com qualquer um deles.

É ligado ao conhecimento. Diz respeito à eficácia da decisão impugnada. Mas se o seu recurso for no sentido de reduzir o valor para R$ 2 mil. Efeito devolutivo por extensão → Devolvida a matéria impugnada ao Tribunal. O tribunal pode se valer de todos as questões que foram suscitadas e discutidas no processo. dizendo que nada quer pagar. Mesmo porque o resultado do julgamento do agravo retido pode até anular a sentença. art 515). a preclusão torna a matéria preclusa definitiva. Diz. há suspensão do efeito devolutivo. Por exemplo: A cobra judicialmente R$ 10. Por exemplo. 4º) Efeito suspensivo. b. ele não precisa efetuar o pagamento enquanto corre o recurso. Se o recurso fosse de B. que B deve pagar ao A R$ 5. É o caso do agravo retiro previsto no art 523.00 de B. certamente não pedirá a apreciação do agravo retido pelo tribunal.00. mesmo que a sentença não as tenha utilizado por inteiro.000. O efeito suspensivo de um recurso já está estabelecido na própria lei. Efeito devolutivo imperfeito ou impróprio → Ocorre o efeito devolutivo impróprio ou imperfeito quando o recurso submetido ao Tribunal depende do julgamento de outro recurso para ser conhecido. mas aos motivos todos que foram discutidos no processo e que foram objeto do contraditório. em termos de largura. Se a parte que interpôs o recurso retido vencer a lide. O juiz fixa. (Não pode haver reformatio in pejus). mas o tribunal deverá respeitar. do CPC. por força do próprio procedimento recursal. Esse efeito do recurso significa que o conhecimento da matéria impugnada é devolvido ao Poder Judiciário (mas a outro órgão desse Poder). Esse tipo de efeito respeita os limites do recurso. . Assim. São duas as espécies de efeito devolutivo. A pode recorrer da decisão. Primeira espécie: a. O juiz fixa a dívida em R$ 5 mil. Como o agravo retido será julgado depois de proferida a sentença. na sua decisão.00. como ele já concordou em pagar R$ 3 mil. Efeito devolutivo próprio ou perfeito → Ocorre quando o recurso é submetido imediatamente ao exame de Tribunal. Refere-se. este só pode julgar aquilo de que se recorreu. para cujo conhecimento pelo tribunal deverá haver pedido nas razões ou na resposta à apelação. os limites estabelecidos pelo recurso: de 5 a 10 mil reais. O recurso impede a preclusão 3º) Devolutivo. respeito não ao pedido em si. ele deverá efetuar esse pagamento imediatamente e aguardar o julgamento do recurso sobre o restante. o pedido de sua apreciação depende do resultado da sentença e do interesse da parte. portanto. Observação: A diferença entre o recurso de efeito devolutivo perfeito (ou próprio) e o recurso de efeito devolutivo imperfeito (ou impróprio) está no momento em que acontece a devolução do recurso ao Poder Judiciário.140 Todas as decisões são impugnáveis em determinado prazo. portanto. A aciona B para recebimento de uma dívida de R$ 10 mil. exatamente quando preclui o prazo de recurso. por sentença. É ligado aos fundamentos do julgamento Segunda espécie a. à amplitude da fundamentação que o Tribunal poderá usar para emitir sua decisão. no caso do efeito retido. b. Se B apelar da sentença. os limites seriam de 0 a 5 mil reais). Efeito devolutivo por profundidade → diz respeito ao que o Tribunal pode se valer para emitir seu julgamento do recurso (CPC. Assim.

pode ser aplicada nos demais recursos. o recurso será remetido ao tribunal. O juiz pode. (Vicente Greco Filho). algumas devem ser conhecidas de ofício) para as quais não há preclusão enquanto existir o processo. Se apenas um deles apelar da sentença e se o seu recurso for provido e provocar alterações na sentença. rever seu indeferimento da petição inicial em caso de recurso nesse sentido. Efeito previsto no art 296. Por exemplo. poderá haver um derradeiro momento para o fazer. do CPC. atingindo outros atos e outras pessoas. 2. A apelação é o primeiro e mais emérito dos recursos previstos no CPC. ainda assim diz que a decisão do tribunal substitui a sentença ou decisão do primeiro grau. 4. E é o julgamento do mérito que produz a substituição. se uma dessas matérias não foi argüida. Apelação é o recurso que se interpõe das sentenças de juízes de primeiro grau de jurisdição para levar a causa ao reexame dos tribunais de segundo grau. O provimento do agravo pode anular a sentença. Após o trânsito em julgado da sentença. Diz respeito às matérias de ordem pública (CPC. em 48 horas. do princípio do duplo grau de jurisdição. O efeito substitutivo se aplica a todos os efeitos. Todavia. cujo direito é imprescritível. 9 – APELAÇÃO Conceitos: 1. os réus que não recorreram serão também beneficiados pelo recurso apresentado apenas por um deles. 3. reflexos para outras pessoas e outros atos do processo. É o recurso padrão. o processo terá prosseguimento normal. o efeito suspensivo do recurso substitui a condição suspensiva. (Luiz Rodrigues Wambier). portanto. pelo sistema brasileiro. pela ação autônoma de impugnação tipo querela nullitatis. É cabível para impugnação de sentenças. A decisão do recurso pode extravasar os limites do pedido. Apelação é o recurso que cabe em toda e qualquer sentença e representa de modo eficiente. não haverá não haverá julgamento de seu mérito. (efeito expansivo subjetivo. 6º) Efeitos translativos. Tanto essa apelação como a revisão do juiz é facultativa. no que for cabível. Apelação é o recurso ordinário cabível contra sentenças em primeiro grau de jurisdição. Ainda que o Tribunal mantenha a decisão do primeiro grau. Sentença condenatória aos réus. agravo retido sobre prova pericial negada pelo juiz.141 Condição suspensiva: O cumprimento da sentença fica suspenso enquanto corre o prazo de recurso. 5º) Efeito expansivo. nessa revisão. Outro exemplo: Caso de litisconsórcio passivo unitário (uma só sentença para todos os réus). Se ele mantiver a sua decisão inicial. . visando a obter uma reforma total ou parcial da decisão impugnada. Em havendo recurso. sendo que sua disciplina. art 301. 8º) Efeito substitutivo. Se ele de fato modificar sua decisão. quando os reflexos da decisão do recurso atingem outros atos do processo). Pode trazer. Significa a substituição da sentença (ou de outra decisão) do juízo de primeiro grau pela decisão resultante da apreciação em grau de recurso. 7ª) Efeito regressivo ou Juízo de retratação. se o recurso não é conhecido. quando os reflexos da sentença atingem pessoas que não haviam recorrido). (efeito expansivo objetivo.

Mas tudo acontece na mesma relação processual na qual o ato foi proferido. O art 296. do CPC. Ele pode fazer isso? Pode. Mas a regra admite exceções. conforme permite o mencionada art 517 e também o art 462. admite a possibilidade de se incluir na apelação fatos novos quando comprovadamente eles não foram incluídos na primeira fase por motivo de força maior. Motivos de força maior (art 517. em sua parte final. Quer dizer que uma vez apresentada a apelação não se pode mais alegar fatos novos. Ressaltese que a decadência convencional o juiz não pode conhecer de oficio. 4. 2. não sendo alegada na fase própria. Por exemplo. Mas se for apresentada fora do prazo próprio (contestação ou na primeira vez que falar nos autos) pode ser alegada em outra fase do processo.142 Cabimento A apelação é cabível contra atos judiciais de decisão que põe fim ao processo no primeiro grau. Assim. como exceções à regra que não se pode alegar fato novo da apelação. não a usa tempestivamente e o art 16 do CPC impõe as custas processuais ao litigante de má-fé. Considera-se. B. CPC). recorre e na apelação apresenta contrato novo. do artigo. Dessa sentença cabe apelação. Mas com a morte do pai pode incluí-lo na apelação. O inciso I. que deve ser alegado pelas partes). pois se trata de um fato superveniente. Por exemplo. com data posterior à de sentença. cautelar e procedimentos especiais de jurisdição voluntária e contenciosa. do CPC. trata do indeferimento da petição inicial. que alguns autores incluem no item dois. em substituição ao primeiro. exceto o previsto no § 4º . O próprio artigo 517. Todos os demais itens o juiz pode agir de ofício 3. A decadência convencional pode ser alegada em qualquer fase do processo. A situação comporta também um aspecto particular.compromisso arbitral. a pessoa deixou de incluir na fase própria documento que ofenderia seu pai. estabelece a regra para a questão: não pode haver fato novo na apelação. temos: 1. também chamada sentença processual é feita com base no art 267. decidindo ou não a lide. Apelação contra sentença terminativa. ou seja. Fatos novos na apelação Na apelação pode haver fato novo? O art 517. Matéria de ordem pública (art 301. Decadência e prescrição. implicará que a parte responderá integralmente pelas custas do processo. do CPC. condenado que fora. extingue o processo sem solução do mérito. A sentença terminativa. Todavia. ou seja. § 1º. contra a sentença nas ações de conhecimento. Fato superveniente. A aciona B para pagamento de R$ 10 mil. em virtude do efeito devolutivo em profundidade (relativo aos fundamentos da sentença). deslealdade processual daquele que dispondo da prova em questão. que trata da inclusão de fatos novos ainda no primeiro grau de jurisdição. conforme prevê o art 113. no caso. faculta . de execução. Espécies de apelação A apelação pode ser: plena (quando busca a impugnação de toda a sentença) ou parcial (quando busca a impugnação de parte da sentença).

3º efeito: Regressivo – O juiz pode rever sua decisão no caso de indeferimento da petição inicial. então não há razão para permitir recurso. esse julgamento seria substituído pelo emitido pelo 2º grau de jurisdição. No seu § 3º. Tudo para economia processual e pelo Princípio do duplo grau de jurisdição. exclusivamente sobre questão de direito. tomando o ritmo dos recursos. V – rejeitar liminarmente embargos à execução ou julgá-los improcedentes. art 520) Ressalve-se. só no efeito devolutivo. do CPC.03. Art 520: “A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. que a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. julgar desde logo a lide. esclarece em seu caput. (CPC. Todavia. do art 515. a apelação segue para o tribunal. em 48 horas. a questão pode justificar-se porque qualquer recurso sempre cabe à instância superior à do julgamento inicial.homologar a divisão ou a demarcação. que é a de haver para as decisões judiciais uma segunda apreciação do decidido. art 296). desde que:  A sentença seja terminativa. 5º efeito: expansivo. Mas o art 520. Prazo para a contestação e para a resposta .2008 Efeitos da apelação 1º efeito: Efeito devolutivo – Como todo recurso. III – revogado. II –condenar à prestação de alimentos. possibilita ao tribunal. Será. apresenta os casos de exceção a essa regra. ou seja. 2º efeito: Efeito suspensivo – a regra é que toda apelação tem efeito suspensivo. embora se trata do primeiro (e único) julgamento do mérito da ação. o conhecimento da questão retorna ao Judiciário. Nesse caso a apelação morre no primeiro grau e o processo prossegue normalmente. Se ele valeria no caso.143 ao juiz rever sua decisão de indeferimento e modificá-lo. Do acórdão não caberá apelação. no prazo de 48 horas. VI – julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem e VII – confirmar a antecipação dos efeitos da tutela”. Por isso costuma-se dizer que o § 3º mencionado apresenta uma exceção à regra geral. a apelação será recebida em efeito devolutivo. suspende a eficácia da sentença recorrida. isto. CPC).  A ação verse. nos casos em que o juízo do primeiro grau extinguiu o processo sem julgamento do mérito (art 267. pois para o caso em questão não haverá efeito devolutivo porque não há a quem devolver o conhecimento. No caso essa instância superior já emitiu o seu julgamento da questão e qualquer que tivesse sido o julgamento do 1º grau de jurisdição. O art 515. Mas se ele mantiver a sua decisão. Todavia os efeitos suspensivos ou não podem ser alterados pela decisão da apelação. (CPC. do CPC. 4º efeito: Translativo. quando interposta de sentença que: I . como exceção a esta regra o fato do § 3º. no entanto. em outro órgão. 25. IV – decidir o processo cautelar.  E o processo estiver em situação de imediato julgamento. do CPC.

art 514. 6.Por isso o prazo para apresentação da contestação será de 30 dias. Terceiros juridicamente interessados: estes devem ser qualificados de forma completa. Procedimento da apelação O procedimento da apelação prevê dois momentos distintos: o primeiro deles quando da entrada na instância inferior (1º grau) e o outro quando da entrada na instância superior (tribunal). respectivamente. 2. Lei estadual estabelece os valores dessas custas. que devem ser devidamente qualificadas. Nome do recurso apresentado. tem exceções:  Art 191. 7. art 282. Terão prazo em dobro para contestar. . 4. Preparo. 3. o nome da peça: apelação. porque estão aparecendo nos autos pela primeira vez. Requisitos subjetivos 1. tentando mostrar falha do juiz. ou seja. art 513. da lide. O não cumprimento desse requisito no prazo devido implica na deserção da apelação. É o juiz que proferiu a sentença a recorrer. O prazo para a apelação é. Requisitos da petição de interposição da apelação São duas ordens de requisitos: os subjetivos e os objetivos. Na petição deve estar explicitamente o pedido ao juiz para que ele encaminhe a apelação para o tribunal. 1. Não é necessário que esta qualificação seja completa. III. Esta é a regra e. no Estado de São Paulo). Significa o pagamento das custas processuais. II). Não há alteração quanto ao prazo para réplica ou para a resposta à apelação. portanto. A comprovação do recolhimento das custas deve ser feita juntamente com a entrada do recurso. 5. A sentença ou a parte dela que está sendo impugnada. como tal. art 282-III). do CPC. do CPC fixa o prazo de 15 dias tanto para apresentação da apelação como para resposta a ela da outra parte. (CPC. As provas que se pretende produzir sobre os fatos novos. III). de 30 dias. (Lei 11. do CPC trata do caso em que a parte é a Fazenda Pública ou o Ministério Público. Os prazos são sempre contados a parta da tomada de ciência do ato recorrível. CPC). O prazo em dobro vale também quanto à réplica. Nesses casos o prazo será contado pelo quádruplo para a contestação e em dobro para recorrer. 2. para recorrer e para falar nos autos.608/03. no art 4º. (Art 513. por meio de breve relato (CPC. de modo geral.  Art 188. 4.144 O art 508. que examina a petição e a despacha para o tribunal. O pedido de nova decisão. de novo julgamento (CPC. porque qualificação completa já consta dos autos. As partes. Tribunal a quem se apela. Requisitos objetivos (7) Estes requisitos têm a ver com as razões do recurso. Fatos e fundamentos da ação. VI). Fatos e fundamentos da matéria impugnada (CPC. O juiz a quem vai se dirigir a apelação. 3. que continua sendo de 10 e 15 dias. que trata do caso de litisconsortes com diferentes procuradores.

do CPC: 1. prazo que não pode ser alterado pelas partes. se sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado. encaminhado ao tribunal. Da intimação às partes. Neste caso o juiz intimará o apelante a regularizar o preparo em 5 dias. A inobservância do preparo pode ocorrer de três modos: 1. O § 1º. Se ele negar a aceitação. ou 3. 516 517. as exigências do art 282. em audiência. (CPC. Os valores das custas são regulados por lei estadual (Lei nº 11. art 5º. 2. pela União. Quando os litisconsortes tiverem procuradores diferentes o prazo será contado em dobro (CPC. pelo que gozam de isenção legal. Estado. 514. Preparo. devendo verificar se estão presentes todos os requisitos positivos e se não existe nenhum requisito negativo. quando a sentença não for proferida em audiência. ou seja. art 188) 3. in fine). ao mesmo que proferiu a sentença recorrida. será o prazo restituído em proveito da parte. inundação da cidade que impeça a parte ou seu representante de chegar ao fórum. apresenta exceção à exigência do preparo: São dispensados do preparo os recursos interpostos pelo MP. do CPC. por preclusão consumativa. Falta do recolhimento. Municípios e suas autarquias. no órgão oficial. Da publicação do dispositivo do acórdão. Nesse sentido ele pode aceitar ou não a apelação. (Motivo de força maior. art 507. Ele é o encarregado do pré-exame das condições de admissibilidade. de seus herdeiros ou sucessores sobre quem começará a correr novamente. Significa o pagamento das custas para interposição do recurso. do CPC. Se ele deferir a apelação não cabe . deverão ser atendidas. 515. 2. O que é o preparo? É um dos requisitos intrínsecos de admissibilidade do recurso. art 191).145 Prazo para propositura da apelação: O prazo para interposição da apelação é de 15 dias. cujo descumprimento resultará em pena de deserção da apelação. (benefício respaldado na CF. ou seja. do art 511. Além dos requisitos mencionados Art 511. da intimação. por exemplo. 3. Pelo CPC. A quem é dirigida a Apelação? Ao juiz a quo. LXXIV).608/03). Ele não analisa o mérito da apelação cuidando tãosomente de uma pré-análise das condições de admissibilidade. É um requisito processual. conforme art 508. doença que impeça o advogado de substabelecer a procuração. do CPP. no que couber. Da leitura da sentença. Recolhimento extemporâneo. existe recurso próprio para essa decisão: agravo de instrumento. Petição para interpor a apelação. Recolhimento irregular (a menor). O prazo será contado em dobro para recorrer e em quádruplo para contestar quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. ou se ocorrer motivo de força maior que suspenda o curso do processo. Não se trata de agravo retido. Exceção ao prazo mencionado: O próprio CPC traz os casos de exceção: 1. ao juiz do 1º grau. Trata-se de prazo peremptório. 2. Se não houver cumprido o preparo ocorre a deserção da apelação (art 522. O início da contagem estabelece o contido no art 506. etc).

isto é. o autor poderá recorrer e o juiz terá 48 horas para rever sua decisão. Em resumo. Julgar procedente pedido de instituição de arbitragem. CPC: Indeferida a petição inicial (o réu. 4. O art 520 apresenta situações em que ela é recebida apenas em efeito devolutivo. pois ela tem possibilidade de se pronunciar quando da oportunidade de apresentar a sua contra-razões. Reformada a sentença. situação em que deverá proceder à citação do réu. reproduzindo o teor da sentença anterior. Pela art 515. se a decisão do juiz for mantida o processo será imediatamente encaminhado à instância superior. poderá ele proceder à sentença de improcedência. 5. sem a citação do réu. Pelo art 285-A. Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de improcedência em casos idênticos. sentença com o mesmo teor das anteriormente prolatadas. 2. sendo aceita a petição inicial o processo seguirá seu curso normal. § 1º. O apelado é intimado ou citado? Existem três situações para o caso: 1. sem que o réu seja citado. Outro caso de retratação do juiz está considerado no art 285-A. indeferimento da petição inicial sem julgamento do mérito. Portanto neste caso não ocorre citação nem intimação. § 1º). do CPC). § 3º . pois. o juiz . E o juiz poderá. 2. Mas poderá também manter a sua sentença. interesse recursal para ela recorrer. Não existe. Confirmar os efeitos da antecipação de tutela. ou seja. O art 296. Art 285-A. Prazo 5 dias A apelação. CPC: sendo a matéria do processo unicamente de direito e se já ocorreram no juízo sentenças de total improcedência em casos semelhantes. o juiz poderá dispensar a citação do réu e proferir. dando prosseguimento à ação (art 285-A.CPC) 2. Já vimos essa situação. Prazo 48 horas (art 296. Mas o autor pode apelar dessa sentença. ou seja. São os seguintes: 1. § 3º. em se tratando de apelação de sentença terminativa. Decidir sobre processo cautelar. Se ele não se retratar o recurso é remetido ao tribunal. Homologar a divisão ou a demarcação. apreciando a apelação. para que ele apresente resposta à apelação e encaminhará o processo ao tribunal que terá condições de apreciar o recurso e julgar o mérito da apelação. quando existe até a possibilidade de ocorrer o julgamento do mérito pelo tribunal (art 515. 3. Se o autor apelar da sentença. retratar-se da sentença anteriormente prolatada no prazo de 5 dias. é recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. (caput do art). do CPC permite a retratação do juiz no prazo de 48 horas. como regra geral.146 à outra parte qualquer tipo de recurso.sentença terminativa. Todavia. 6. logicamente ainda não foi citado). Rejeitar liminarmente os embargos à execução ou julgá-los improcedentes. existem duas possibilidades de retratação do juiz do 1º grau quanto à sentença: 1. Condenação à prestação de alimentos. de plano. Art 296. Hipóteses de juízo de retratação na admissão da apelação. o efeito suspensivo continua mesmo durante a apelação. sentença de mérito.

o direito permite que a outra.04. ocorrerá intimação. que. Para os processos de procedimento sumário. Procedimento da apelação na instância superior (CPC. Não ocorrendo contra-razões a apelação. . morre também a segunda. 3. Excetuados os dois casos citados. O § 3º do artigo determina que nos casos de processos de procedimento sumário. No tribunal. entretanto. conforme seja o caso. Pode ocorrer. O revisor também aporá seu visto nos autos. o processo segue para o tribunal. 04. 547 e seguintes). além das contra-razões à apelação. Efetuada a distribuição. como regra. o processo vai para o tribunal. que deverá estudá-lo. podendo a apelação ser admitida ou não pelo juiz. o réu será citado para responder ao recurso e o processo segue para o tribunal. Se ela for admitida. os autos serão registrados no protocolo. A distribuição seguirá o regimento interno do tribunal. Vimos assim. da alternatividade e do sorteio (art 548). observando-se os princípios da publicidade. quando os processo forem mais complexos (apelação. pode apresentar a sua apelação esclarecendo que só está apelando porque a outra apelou. O art 551 trata do caso de revisão. se a sentença for mantida. art 518). devolvendo-o à secretaria com o devido visto seu. Se. quando se tratar do réu e não tendo ele entrado ainda no processo haverá citação. ainda não está no processo (caso do art 285-A) ele será citado (réu). Se ele já participa do processo ele é intimado. nos demais. Quando a sentença é tal que as duas partes perdem. (art 547).147 tem 5 dias para decidir não manter a sentença e dar prosseguimento ao processo (§ 1º do art). cabendolhe pedir o dia para julgamento (§ 2º do art). Assim. os autos subirão em 48 horas para o relator designado. ou seja. o tribunal deve fazer o julgamento dentro de 40 dias (art 550). ou seja. cabendo à secretaria verificar a numeração das folhas e prepará-lo para a distribuição. O revisor será o juiz que se segue ao relator em termos de antiguidade (§ 1º do art). Mas quando se trata de quem já esteja no processo ou de terceiro estranho a ele. não havendo tempo hábil para a outra recorrer. Nesse caso. Se a primeira morrer. quando necessário.2008 Depois da citação ou da intimação. Todavia. embargos infringentes e ação rescisória). quando ela atende parte do pedido do autor e parte do pedido do réu. Esta outra recorre no último dia do prazo. Mas se ela não for admitida cabe recurso de agravo de instrumento. a apelação passa por dois juízes – o relator e o revisor. sendo que ambos vistam os autos. que uma das partes não quer recorrer e só recorrerá se a outra recorrer. É o caso do recurso adesivo. Neste caso o réu será citado. deverá ocorrer intimação. de despejo e de indeferimento da petição inicial não haverá revisor. às duas cabe o direito de apelar. essa segunda apelação fica ligada à primeiro. entretanto. o que deverá fazer o juiz? Deverá analisar novamente as condições de admissibilidade da ação (CPC.

O relator deverá ter elaborado o seu relatório fixando os pontos controvertidos. O relator poderá dar provimento ao recurso se a decisão recorrida estiver em confronto com súmula ou com a jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. o recurso terá seguimento. quanto ao direito em questão. O art 557 define as opções que pode adotar o relator do recurso. dando andamento ao recurso. participarão do julgamento o juiz que houver aposto visto nos autos (relator e ou revisor). no prazo de 5 dias.000. terem elas transacionado quanto à lide. indo. O § 2º do art 557. perdendo B o interesse no recurso.00. a própria secretaria remete os autos ao presidente para fixação da data de julgamento.pela presença de pressupostos negativos. Recebendo o relator da secretaria o recurso que lhe foi distribuído ele pode desenvolver seu trabalho segundo o previsto no artigo 557 ou pelo previsto no artigo 549. Em não havendo revisor. (art 557. (Isso não é possível nos embargos infringentes). em 48 horas ele sobe ao relator que deverá estudá-lo devolvendo-o a secretaria com o seu “visto”. Diz o art 549 que distribuído o recurso. do STF ou do Tribunal Superior.000. Manifestamente improcedente. opor exemplo. CPC). 2. que pleiteava R$ 10. como. ou confirmar sua decisão e encaminhar o recurso à mesa proferindo o seu voto. esta deverá ser encaminhada ao revisor. CPC. de embargos infringentes e de ação rescisória. O revisor será sempre o juiz que se seguir ao relator em ordem descendente de antiguidade (§ 1º). Mas. Prejudicado. em decorrência de algum ato das partes. perdendo. 08. Exemplo prático: A sentença do primeiro grau condena B a pagar R$ 6.. ele negará seguimento a recurso no caso de estar ele: 1. Manifestamente inadmissível. 3. § 1º A. Se o recurso for provido. Estabelece o art 557.148 O art 552. ação de despejo e de indeferimento da petição inicial não haverá revisor (§ 3º). 5. Improvido por estar em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal. § 1º. mas durante o andamento da apelação eles acertam a questão. se o agravo for manifestamente inadmissível ou infundado. os autos serão conclusos ao revisor”. salvo motivo de força maior.04. (§ 2º) e entre a data da publicação da data fixada para o julgamento e a data do julgamento deverá haver intervalo de pelo menos 48 horas. a possibilidade de agravo regimental das decisões do relator. a parte agravante será condenada a pagar à agravada multa de 1 a 10% do valor corrigido da causa. portanto o interesse recursal. Dependendo do tipo de ação a que se refere a apelação. Assim. diz que. Mas o relator poderá não se valer do artigo 557 do CPC. Nos casos de recursos interpostos em causas de procedimentos sumários. pedindo ao Presidente da respectiva Câmara a fixação da pauta para o julgamento do recurso.(art . B recorre.2008 4. A transação deles tornou incompatível o recurso com o direito discutido. É o que prevê o art 551: “tratando-se de apelação. em seu § 3º.00 para A. então para o art 549 do mesmo código. O relator poderá rever sua decisão. e não poderá interpor outros recursos sem que efetue o depósito da multa. determina que. O revisor aporá nos autos o seu “visto”. o recurso é considerado improvido.

o relator poderá propor que o recurso seja julgado pelo órgão colegiado que o regimento indicar. presente o contido no art 552. Dessa forma. Justifique a sua resposta. não havendo nova publicação de pauta. que será feito por três juízes (art 555). A sessão de julgamento: Depois de feita a exposição da causa pelo relator e desde que o recurso não seja de embargos declaratórios ou de agravo de instrumento. salvo caso de força maior. Qualquer um dos três juizes. O acórdão deverá ser publicado dentro de 10 dias (art. Em caso contrário. o juiz anunciará o resultado. Versando a preliminar sobre nulidade suprível. contra Luiz. no caput. enviando o processo ao juiz de origem a fim de que o vício seja sanado. designando para redigir o acórdão o relator ou. o tribunal poderá transformar o julgamento em diligência. Proferidos os votos dos três juízes. o acórdão e demais atos processuais serão registrados eletronicamente. abre possibilidade ao relator de outra opção quando de seu estudo do recurso: se o recurso se referir a questão de direito e para prevenir o risco de divergências entre câmaras ou turmas do tribunal. determina que a apelação não será incluída em pauta antes do agravo de instrumento interposto no mesmo processo. por entender serem manifestamente intempestivas. participará o juiz que houver aposto “visto” nos autos (relator e revisor) (art 552. § 3º). define que o julgamento deverá ser feito por três juízes. o agravo será julgado antes da apelação. Proferida a sentença desfavorável aos demandantes. do CPC. § 1º). contados da data que o recebeu. inclusive o próprio relator poderá pedir vista do processo e terá prazo de 10 dias. O art 555. Caso a decisão quanto à intempestividade houvesse sido proferida pelo relator. Se ambos devem ser julgados na mesma sessão. do art 555. respeitadas as preferências legais. O § 1º. o presidente dará a palavra às partes. Neste caso. para devolvê-lo. 564). o que deverão eles fazer para verem apreciados seus recursos? . o douto magistrado de 1ª Instância rejeitou o processamento das apelações.149 552. Ainda mais: qualquer decisão preliminar será decidida antes do mérito (art 560). na sessão imediata. os mesmo interpuseram o competente recurso de apelação. o juiz do primeiro voto vencedor. O artigo 559. Não obstante. devendo ser impresso para juntada aos autos. Exercício: João Luiz promove ação indenizatória juntamente com Ernesto. O que deverão fazer os recorrentes para apreciação de seus recursos. Os litisconsortes ativos foram representados em juízo por procuradores distintos. § 3º quanto a eles. O parágrafo único do artigo diz que os votos. o julgamento prosseguirá na 1ª sessão ordinária subseqüente à devolução. Poderão os advogados pedir para que. o recurso seja julgado em primeiro lugar. Reconhecendo no recurso o interesse público na assunção de competência do recurso. a pauta da apelação aguardará sempre a decisão do agravo. devolve o recurso ao relator que dará andamento normal ao mesmo. quando este não for eletrônico. este órgão o julgará. até porque ele poderá influir na apelação. se este foi voto vencido. No julgamento. computando o prazo em dobro como autorizado pelo CPP. O recurso cujo julgamento já tenha sido iniciado terá preferência em relação aos outros recursos (art 562). por 15 minutos cada e desde que tenha havido pedido delas neste sentido (art 554). O art 565 trata do caso em que as partes farão sustentação oral no julgamento.

Cabe quando o relator. uma vez que o art 191. Inadmissibilidade do recurso de apelação pelo juiz relator (agravo regimental). ou imediata e oralmente. Modalidades Agravo retido – Art 523. 2ª parte (inadmissão da apelação). do CPC. Requisitos 1 2 Prejuízo à parte. do CPC autoriza a contagem do prazo em dobro quando os litisconsortes tiverem advogados distintos. Cabimento O agravo cabe contra decisões interlocutórias. do CPC. com base do art 557. rejeitar a apelação. alegando-se o mesmo equívoco por parte do relator quando a interpretar o art 191. do CPC. art 110). O interesse recursal da parte decorre de seu insucesso na ação. De forma escrito ou oral. do CPC. (Humberto Theodoro Júnior).04. no curso do processo. Indeferimento de pedido de assistência.150 Resposta: Os autores da ação deverão entrar com agravo de instrumento com base no art 522. –Prazo de 10 dias. ou seja. Se a intempestividade houvesse sido alegada no tribunal pelo relator do recurso. aquelas que decidem questões incidentes. Decisão que resolve alegação de incompetência. Agravo de instrumento – Art 524. 15. Indeferimento de exceções. É o recurso cabível contra as decisões interlocutórias (art 522) ou contra os atos pelos quais o juiz. Exemplos de cabimento de agravo. Prazo de 10 dias Agravo regimental – Art 537. do CPC. em audiência. Prazo de 5 dias. (Luiz R. Deverão alegar interpretação errada do juiz quando ao prazo. caberia recurso de sua decisão por meio de agravo regimental. Legitimidade para recorrer: só a tem quem perder a ação. no tribunal. § 1º. § 1º. no primeiro ou no segundo grau. . resolve questão incidente. sem por fim ao processo. contra decisão interlocutória. Indeferimento de reconvenção. (CPC. (Vicente Grecco Filho). Interposto diretamente ao Tribunal. do CPC. São todas situações em que a relação jurídica continua a existir. Agravo é o recurso admitido para todas as decisões que não sejam extintivas ou que não sejam despachos. Wambier).2008 10 – AGRAVO Conceitos: Agravo é o recurso cabível contra toda e qualquer decisão interlocutória proferida no processo civil.

Pedido da parte. Se agravo regimental. Por exemplo. Regressivo ou Juízo de Retratação: O juiz pode rever a sua decisão no prazo de 5 dias. Portanto. Expansivo: O tribunal. dando provimento ao agravo. Significa. do CPC). Pode até expandir para fora do processo. 4. 2. É um efeito que como regra. de 10 dias e se agravo retido. o provimento faz expandir para outros atos as suas conseqüências. O efeito suspensivo é sobre a decisão recorrida. se agravo de instrumento. como. 1. parágrafo único). 3. Modalidades de Agravo 4 5 Efeitos . § 3º . §2} do CPC) ou imediata e oralmente. cabe a todos os recursos e excepcionalmente. sob risco de preclusão consumativa. que nada mais é que conseguir uma decisão do tribunal no sentido de anular a decisão do juiz para que aquilo que foi solicitado seja autorizado. Quando o juiz de 1º grau negar algo pedido pela parte. cabendo apenas no agravo de instrumento. Para o agravo regimental não há previsão legal e para o agravo retido ele é dispensado (art 522. deve determinar outras decisões que possam sofrer as conseqüências desse provimento. de se interposto na audiência. portando. Observação: Os dois últimos efeitos excepcionais e a concessão deles depende dos seguintes requisitos: (558. O preparo só é pago no agrado de instrumento.Lei estadual e equivalente a 10 UFESP. 2. como regra. ela pode recorrer. pedir ao tribunal para autorizar algo negado pelo juiz. Ele depende de ser reiterado na apelação ou nas contra-razões da apelação.151 3 Tempestividade: O agravo deve ser interposto dentro dos prazos previstos. É regra para a apelação e exceção no agravo. As condições de periculum in mora e fumus boni iuris é que autorizam essa exceção. Eles não podem ser concedidos de ofício. Razões – Todo agravo deve ter suas razões explicativas. Então. Dessa decisão não cabe qualquer recurso. Preparo de acordo com a Lei nº 11. por exemplo. o agravo não tem efeito suspensivo. Devolutivo: devolve ao Judiciário o conhecimento da lide. 3. pleiteando no pedido o efeito ativo. Lesão grave e de difícil reparação. o seu efeito não é imediato.Entretanto. Suspensivo: suspende o andamento do processo até o seu julgamento. art 4º. Ativo (ou Antecipação da Tutela Recursal). ou seja. de 10 dias (art 523. CPC) 1. Fundamentação relevante. O relator pode conceder ou negar o efeito ativo. o caso de litisconsorte em que um dos componentes e excluído do processo.608/73. cabe também à apelação. podendo ou não suspender o processo 5. quando o juiz do 1º grau nega o pedido para a realização de uma vistoria ad perpetuam rei memoriam. a não ser pedir ao relator retratação de sua decisão. de 5 dias (art 557. o agravo retido tem efeito devolutivo impróprio ou imperfeito.

152 I – Agravo Retido Conceito: Agravo retido é o agravo interposto contra decisão interlocutória proferida na primeira instância. Autos: O agravo retido é entranhado nos autos do processo original. 3. se houver prejuízo. uma vez que este tipo de recurso será apreciado futuramente. Se a parte for vencedora. . A sua apreciação pelo tribunal depende de reiteração pela parte (pedido). Na audiência será obrigatoriamente oral e nos demais casos. A apelação deve ser conhecida. O juiz não faz juízo de admissibilidade do agravo retido. quanto aos pressupostos recursais. fazendoo nas contra-razões à apelação da outra parte. salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação. analogamente ele não faz esse juízo também do agravo retido. Prazo para interposição do agravo de instrumento: 10 dias. para apreciação futura pelo tribunal. Ele será reiterado na apelação ou nas contra-razões à apelação da parte contrária. que também deve ser oral. Prazos: 10 dias. é preciso “formar o instrumento” desse agravo. Assim. 2. se é obrigado agravar de forma retida.04. o agravo de instrumento deve ser proposto à órgão distinto daquele que emitiu a decisão interlocutória agravada. Constitui. Requisitos: 1. o juiz pode rever a sua decisão. CPC). Como no agravo de instrumento em que o juiz não faz juízo de admissibilidade porque ele vai direto para o tribunal. ainda assim pode reiterar o pedido de apreciação. Excepcionalmente o agravo de instrumento (artigos 522 e 523. contrariamente do agravo retido que pressupõe dano futuro e incerto. Após ouvir o agravado. Vai depender de futura interposição de apelação. escrito (Art 523. Obrigatoriedade: A regra geral para os agravos é o agravo retido. É preciso que haja apelação. portanto outro processo quanto ao processo original. § 3º. parágrafo único). Por isso. se na audiência. Preparo: O agravo retido é dispensado de preparo (art 522. no tribunal. 29. o qual gera a legitimidade da parte e o seu interesse recursal. É uma solicitação condicionada a que a sentença que lhe é favorável seja reformada. do CPC. quando escrito e imediatamente e oral quando na audiência. O agravo retido implica em contra-razões da outra parte. com cópias das peças do processo ao se propor o agravo ao tribunal. ele fica entranhado nos próprios autos do processo. Evita a preclusão de direito. quando cabe agravo de instrumento. Deve haver pedido expresso de reiteração do agravo retido (na apelação ou na contra-razões). conforme art 522. bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. E como ele é proposto a órgão distinto daquele em que encontra o processo. Cabimento: ele é cabível em caso de decisão interlocutória quando existe risco de dano imediato à parte.2008 II – Agravo de Instrumento Diferentemente do que ocorre com o agravo retido. do CPC).

o agravante deverá requerer a juntada de cópia do mesmo (petição inicial do agravo de instrumento. do CPC. 2. sem necessidade de refazer a peça. Já os requisitos não obrigatórios estão ligados ao provimento ou não do recurso. O parágrafo único do artigo estabelece que o não cumprimento dessa providência. Requisitos do instrumento: (art 525. todavia. . Cópias das procurações outorgadas aos advogados (para possibilitar a verificação da capacidade de representação dos mesmos quanto ao recurso). Endereçamento ao tribunal competente. Podem. cabe ao apelado pedir a continuidade do recurso. Requisitos da Petição Inicial do Agravo de Instrumento: (Art 524.153 Prazo para as contra-rações do embargado: 10 dias. pois já está tudo no tribunal. V. do CPC) 1. São requisitos formais. Outros requisitos não obrigatórios: Juntar cópias de outras partes do processo que a parte agravante considerar úteis. total ou parcialmente. o relator do recurso pode considerá-lo prejudicado. a pretensão recursal e comunicar ao juiz da causa sua decisão. ou nos casos de inadmissibilidade de apelações e nos relativos efeitos em que a apelação é recebida. 3) Atribuir efeito suspensivo ao recurso (art 558) ou deferir. 3. bastando pagar o preparo. 4. implica na não admissibilidade do recurso. incontinenti. comprovação de sua interposição e documentos que instruíram o recurso) ao processo na primeiro instância. Se o fizer. comunicando essa retratação ao tribunal. portanto. Juntada de cópia do recurso ao processo principal: no prazo de 3 dias (prazo de preclusão) da entrada do processo no tribunal. do CPC). devendo levar: (requisitos obrigatórios). Cópia da decisão agravada. mandando os autos ao juiz da causa. prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do STF ou Tribunal superior. CPC). do CPC). pois passa a haver novo recurso em que apelado e apelante invertem suas posições. 2.(art 526. Os requisitos obrigatórios dizem respeito a que o Tribunal reconheça ou não do recurso. improcedência. que poderá: 1) Negar-lhe liminarmente o seguimento nos casos do art 557: inadmissibilidade manifesta. 3. influir na motivação dos juizes para a decisão do recurso. desde que alegado e provado pelo agravado. Copia da certidão da respectiva intimação (para possibilitar a verificação quanto ao atendimento dos prazos recursais). salvo quando a decisão puder causar à parte dano grave e de difícil reparação. ao relator. Comprovante do pagamento do respectivo preparo. justificado. O pedido de revisão da decisão deve ser motivado. 2) Converter o agravo de instrumento em agravo retido. Recebimento do agravo: (art 527. São os seguintes os requisitos quanto à instrução do agravo de documento. O prazo para o apelado tomar essa posição é o mesmo de suas contra-razões: 10 dias. Deve conter a exposição dos fatos e dos direitos. conforme art 527. por falta de regularidade procedimental. Chegando o recurso ao tribunal ele é distribuído. Nesse caso. em antecipação de tutela. Com a juntada dos documentos ao processo o juiz a quo pode retratar-se de sua decisão. A falta dos requisitos deste artigo implica negação ao seguimento do processo. 1.

. ele deverá comunicar o fato ao tribunal e o relator considerará prejudicado o recurso. Observação: Importante o parágrafo único do artigo. CPC). neste caso. do CPC. o próprio relator. sob registro e com aviso de recebimento. do relator. parágrafo único. 4. que deverão ser prestadas em 10 dias. deverá ele ser publicado. Tudo já está no tribunal. por ofício ao seu advogado. O § 3º do artigo estabelece que nos recursos nas causas de procedimentos sumários. de despejo e nos casos de indeferimento liminar da petição inicial não haverá revisor. estabelece que. Haverá tão-somente a inversão nas posições de agravado e agravante. havendo jurisprudência dominante do tribunal sobre questão suscitada (art 120.Agravo regimental Cabimento: são quatro as hipóteses de cabimento: 1. transitado em julgado o acórdão. no tribunal.. Retratação na decisão de 1º grau: Se o juiz de primeiro grau modificar sua decisão enquanto corre o agravo. podendo juntar os documentos que julgar convenientes para sua defesa. em 10 dias. deverá pagar e comprovar o pagamento do preparo. No caso de agravos de instrumento não haverá revisor (como regra). Um deles será.154 4) Requisitar do juiz da causa informações. pela improcedência. lavrado o acórdão. O art 528. CPC). III . O julgamento. (Art 557. O art 564. pois os objetos de recurso nos dois casos são diferentes. o escrivão ou o secretário. dizendo que as decisões liminares dos incisos II e III são passíveis de reforma somente no momento do julgamento do agravo a menos que o próprio relator a reconsidere. salvo caso de força maior. que. o agravado poderá recorrer dessa decisão do relator e pleitear a continuidade do agravo. Preparo: Não haverá preparo por falta de previsão legal. no órgão oficial. caput). quanto a recursos? Não. Diz o art 510. considerando o recurso prejudicado ou o recurso que esteja em confronto com súmula ou jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. Prazo: 5 dias. CPC). estabelece que nos casos apelação. 5) Mandar intimar o agravado. O art 527. 2. para responder no prazo de 10 dias. estabelece prazo máximo para o relator pedir data de julgamento: 30 dias da intimação do agravado. (art 532. do CPC. providenciará a baixa dos autos junto ao juízo de origem. ambos do CPC. Cabível contra decisões interlocutórias do relator do recurso pela inadmissibilidade manifesta. 3. de embargos infringentes e de ação rescisória os autos serão enviados ao revisor. CPC. será sempre feito por três juizes. no prazo de 10 dias. Contra decisão. no prazo de 5 dias. CPC). quando estiverem ultimadas a providencias dos incisos III e IV. Entretanto. (art 555. (Art 545. do CPC. do CPC. independentemente de despacho. Contra decisão do relator que não admitir agravo de instrumento ou negar-lhe provimento ou reformar o acórdão recorrido. sem que haja necessidade de se montar nova peça. Questão: Há conflito entre o parágrafo único do art 527 e o art 545. Contra decisão que não admitir embargos. sobre conflito de competência. 6) Mandar. ouvir o Ministério Público. de plano. Mas o inicialmente agravado. O art 551.

I → Se houver na sentença ou no acórdão. lacônica. Obscuridade – é a falta de clareza na redação do ato. ou porque a redação é mal feita. confusos. Prazo: o embargo de declaração deve ser proposto no prazo de 5 (cinco) dias. (art 536. portanto que o recurso de declaração cabe contra sentenças ou acórdãos. Os embargos são recursos hábeis quanto às decisões infra petita porque decisões desta espécie implicam em omissão. (art 536. ou porque a redação apresenta lacunas. que deve ser lógica. Preparo: o embargo de declaração não está sujeito ao preparo. E as decisões precisam ser entendidas pelos seus destinatários. portanto. compreensível. na medida exata em que foram tomadas. CPC). contendo expressamente o ponto obscuro. CPC). Da contradição pode surgir a obscuridade. confusa. Há contradição quando a decisão contém pontos conflitantes entre si. Não se trata de obter nova decisão. 3. Omissão – Quando o julgado não se pronuncia sobre todos os pontos suscitados pelas partes. (art 536. É a falta de manifestação expressa do juiz sobre pontos que ele deveria se manifestar. Não apresenta coerência na decisão. Admissibilidade: são três os requisitos de admissibilidade: 1. incompatíveis entre si. A pretensão é que a decisão recorrida seja pelo atendimento ao recurso. Processamento: O embargo de declaração é emitido contra a própria autoridade que emitiu a decisão em questão. com falta de nexo no desenvolvimento das idéias. Visa. Mas ele cabe também contra decisões interlocutórias e até mesmo em decisões travestidas de despacho. A regra é. tornando-a inteligível. obscuridade ou contradição. CPC) Conceito: É um recurso dirigido ao juiz ou relator da decisão recorrida. corrigir defeitos que a redação da decisão apresenta. Contradição – quando o ato contém proposições inconciliáveis. enquanto o art 545 o relator não admite o agravo de instrumento ou nega-lhe provimento. parte final). ou que atribuir efeito suspensivo ao recurso ou conceder antecipação de tutela à pretensão recursal. em petição dirigida ao juiz ou relator que emitiu a decisão. I I → for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciar-se o juiz ou o tribunal. . 2. contraditórios ou omissos. IV – Embargos de declaração (art 535. integrada. Art 535. contraditório ou omisso. no sentido que seja esclarecida a decisão. Cabimento: O próprio artigo 535 define os dois casos de cabimento desse recurso: Art 535. ou ainda reforma o acórdão recorrido. Tem-se que ver o conteúdo das decisões consideradas ou desse tipo de despacho.155 parágrafo único se refere a situação em que o relator converte o agravo de instrumento em agravo retido.

mas apenas aclará-la. a partir do julgamento do embargo ou de sua recusa. às vezes. Essa possibilidade cria para o vencedor o interesse recursal para a propositura. Efeito interruptivo .2008 O próprio advogado pode embargar. Como no caso do embargo de declaração não se busca modificação da decisão embargada. até que a situação seja totalmente aclarada. 13. esta poderá ser aditada. art 538. define o prazo para apresentar embargo de declaração: 5 dias. impõe ao embargante multa de até 1% do valor da causa. Na reincidência da prática no mesmo processo. definitivamente. art 538). . Os embargos de declaração poderão ser propostos mais de uma vez.05. até porque o embargo de declaração beneficia a todos do processo. 1. CPC). mas ao próprio órgão que emitiu a decisão que se embargou. entende-se que ele será restabelecido. Efeitos do embargo de declaração (CPC. em nome próprio. a multa será elevada para até 10%. Efeito devolutivo – O embargo de declaração devolve o conhecimento da questão ao Judiciário. Até porque o embargo de declaração interrompe os prazos processuais para as duas partes (art 538. mas este deve ser pleiteado pelo embargante. na totalidade. Efeito suspensivo – De regra. o que significa que mesmo o embargo não conhecido ele interrompe os prazos. Se houver entrada simultânea de embargos de declaração por uma parte e apelação pela outra. O art 536. 4. O vencedor da lide pode oferecer embargos de declaração? Pode.efeito infringente do embargo). os prazos. existe situação em que o embargo de declaração traz para o processo documento novo que pode provocar modificação na decisão (fato modificativo . a situação não comporta contra-razões. 3. O art 537. Nesse caso o juiz dá prazo à outra parte para apresentar contra-razões: o mesmo prazo para apresentação dos embargos de declaração: 5 dias. o embargo de declaração não tem efeito suspensivo. do CPC.o embargo de declaração quebra.156 Legitimidade para embargar: a parte prejudicada pela decisão omissa. porque se a decisão está com um dos vícios apontados pode dificultar e. Embargos protelatórios (CPC. diferentemente dos outros recursos. permite deduzir que os embargos de declaração deverão ser sempre escritos. quanto a assuntos relacionados com os honorários advocatícios. O Ministério Público pode embargar como parte ou como fiscal da lei. Entretanto. ainda que sejam suscitados em audiência. multa essa que a ser paga ao embargado. até impedir o cumprimento da decisão. parágrafo único) Ao entender o juiz que o embargo de declaração tem objetivo protelatório. 2. do CPC. Pela interrupção de um prazo. Efeito substitutivo – A decisão do embargo de declaração substitui a decisão embargada. sendo que os mesmos serão iniciados novamente a parte do julgamento do embargo. obscura ou contraditória.

Os embargos infringentes são apostos contra decisão de colegiado (acórdão) não unânime. respeitada a exceção acima. no momento oportuno. Os embargos infringentes cabem. entretanto. É. na medida em que estes implicam em modificação de sentenças. Mas só o que tiver sido alvo de divergência comporta o embargo infringente.Embargos Infringentes (CPC. Não são cabíveis: 1. b) Que o acórdão tenha reformado a sentença ou julgado procedente a ação rescisória. V . c) Que a sentença reformada seja de mérito. Sobre o que houve unanimidade do colegiado. Observação: Quando cabíveis. pois transita em julgado. Por isso não cabem embargos infringentes conta acórdão não unânime proferido em julgamento de agravo retido ou de agravo de instrumento. Contra acordos não unânimes que mantenham a sentença de mérito do 1º grau ou não admitam ou julguem improcedente ação rescisória. Contra acórdãos proferidos em outros recursos que não apelação. ou julgue procedente ação rescisória. Se eles não forem propostos. contra parte do acórdão que tenha sido decidido por maioria (não unanimidade). pretendendo conseguir que o voto vencido na decisão embargada se transforme em vencedor. Cabimento: cabem os embargos infringentes contra acórdãos não unânimes proferidos e que reformem decisão de mérito em grau de apelação ou julgue procedente ação rescisória. não unânime. em decisão não unânime proferida em agravos (de instrumento ou retido). portanto. uma vez que tal decisão do tribunal se equipara a uma sentença não unânime. existem decisões que se assemelham à apelação. por omissão na decisão. que tenham a possibilidade de provocar modificações nas sentenças. Assim. em grau de apelação. não. a lei prestigia o que foi decidido na primeira instância. Para que os embargos infringentes sejam cabíveis é preciso que: a) Exista acórdão não unânime proferido julgando apelação ou de ação rescisória. . os recursos especial e extraordinário não serão admitidos. contra sentença emitidas singularmente. podem receber embargos infringentes. proposto contra julgado em grau de apelação (ou recursos similares a ela) . as partes possam valer-se de recurso especial e extraordinário. Entenda-se que não é sempre que cabem embargos infringentes contra tais agravos. o embargado pode entrar com embargo de declaração. mas quando estes tenham o efeito de anular decisões. 2. Assim. como o reexame necessário ou o recurso ordinário.157 Caso: Se o embargo de declaração for declarado protelatório sem que seja imposta a multa referida. que reforme sentença de primeiro grau que tenha afastado questões que interfiram no mérito (decadência ou prescrição. que constitua decisão não unânime (ou por maioria de votos) de mérito ou que julga procedente a ação rescisória. que pretende ver a questão reexaminada por órgão superior ao que emitiu a decisão. os embargos infringentes são indispensáveis para que. por exemplo). Os embargos infringentes não cabem. Caso: se o Tribunal tomar decisão positiva. também. art 530) Conceito: é o instituto jurídico para atacar decisão em acórdão não unânime que reforme sentença de mérito.

2) Translativo → O órgão competente para julgar os embargos infringentes. seja em apelação seja em ação rescisória. sem que o prazo para os outros recursos comece a correr. o que impede que o acórdão recorrido tenha eficácia imediata. Mas é necessário verificar se a apelação que o precedeu tinha ou não efeito suspensivo. 6. sempre que eles forem propostos por um dos litisconsortes. embargos infringentes nesta segunda hipótese e recurso especial ou extraordinário na outra. de ofício. os pressupostos processuais. § 3º. deve examinar. Prazo para interposição dos embargos infringentes: 15 dias (CPC. Se o prazo (15 dias) para os embargos infringentes transcorrer in albis. 5. Não cabe embargo infringente contra sentença de mérito proferida pelo tribunal em decisão não unânime. vem expresso no próprio art 530. quando o julgamento se fizer com base no art 515. Daí o efeito translativo dos embargos infringentes. Mas tudo isso se refere tão-somente à parte impugnada. 4. busca-se decisão de acordo com o voto vencido (voto paradigma). Efeitos dos embargos infringentes 1) Devolutivo (restrito) → é importante a extensão da devolutividade do conhecimento ao órgão competente do judiciário. as matérias de ordem pública. só após o transito em julgado da decisão por maioria de votos começará correr o prazo para recurso especial ou extraordinário. pois não ocorreu reforma de sentença de mérito. Enquanto couberem embargos infringentes. só eles deverão ser propostos. os embargos infringentes também o terão. Com os embargos. art 508). aliás. como a falta de condições da ação. extinguindo o processo (não houve decisão de mérito no tribunal). mas se a apelação não tinha efeito suspensivo. do CPC. do . os embargos infringentes também não o terão. o prazo para estes últimos recursos fica sobrestado até a intimação da decisão dos embargos infringentes. Contra acórdãos que anulam a sentença. evidentemente. Também não cabem embargos infringentes em acórdão que são conheça do recurso (apelação). os embargos serão restritos à matéria objeto de divergência”. e a execução provisória poderá prosseguir. O resultado final dos embargos infringentes beneficiará os demais litisconsortes. Isso.158 3. O restante da sentença recorrido faz coisa julgada. cabem. Se a apelação tinha efeito suspensivo. do CPC. Esse conhecimento não está adstrito ao objeto da divergência. Mas o art 534. Nesse caso. 4) Expansivo subjetivo → Os embargos infringentes podem ter efeito expansivo somente no aspecto subjetivo. 1) A quem são dirigidos os embargos infringentes? Os embargos são dirigidos ao relator do acórdão. Contra acórdãos proferidos no julgamento de apelação de sentenças terminativas. 3) Suspensivo → Geralmente os embargos infringentes têm efeito suspensivo. in fine: “se o desacordo for parcial. Procedimento: Quando o acórdão contiver parte decidida por unanimidade e parte por maioria de votos.

que relacionam dispositivo e fundamentação das sentenças. II. Caso a norma regimental determine a escolha de novo relator. 2) 3) 4) 5) 6) 7) 22. nos termos da Lei 11.A. O trânsito em julgado impede que haja uma segunda demanda discutindo a 2ª parcela do mesmo contrato. nessa segunda demanda pode ser reconhecida a nulidade do contrato? Justifique sua resposta. Dessa decisão cabe agravo em 5 dias. do CPC). caso a norma regimental do tribunal determine a escolha de novo relator. A primeira sentença contém no seu dispositivo a decisão sobre pagar ou não pagar o que estava sendo cobrado e na sua fundamentação a questão da nulidade do contrato. Inaplicável. O réu alega a nulidade desse contrato.159 CPC.05. Resposta: A questão está ligada à imutabilidade e indiscutibilidade da coisa julgada. Assim. do CPC. o que não estará acontecendo. Da decisão que não admitir os embargos infringentes cabe recurso de agravo regimental em 5 dias (CPC. art 498 e seu parágrafo único). Uma outra hipótese. do CPC. (Normalmente. ou seja. caso não haja condenação. se possível. que estava na fundamentação da primeira. se no primeiro julgamento houvesse uma . Um autor move uma ação para cobrar a primeira parcela de um contrato. ou sobre o valor desta). do art 557. estabelece que. abre-se. primeiro. o §1º . porque a sua aplicação atribuiria ao relator poderes para modificar o que fora decidido em órgão colegiado.2008 Prova: 1. a escolha deste deverá recair em juiz que não haja participado do julgamento anterior. vista ao embargado para suas contra-razões. o que não fere a indiscutibilidade da coisa julgada. Preparo: Os embargos infringentes não recolhem preparo no Estado de São Paulo. Se não forem apresentados embargos infringentes sobre a parte não unânime. O juiz reconhece que o processo é válido e sentencia – a sentença transita em julgado. A indiscutibilidade impede que a fundamentação de uma ação discuta o dispositivo de outra. mas a sua sentença pode considerar a questão da nulidade. ou seja. (C PC. a segunda sentença não pode ir contra o dispositivo da primeira. o relator poderá dar provimento ao recurso”. (art 534. salvo no caso de processos de competência originária dos tribunais. o prazo para recurso especial ou extraordinário sobre o julgamento unânime ficará sobrestado até a decisão dos embargos. todavia. Interposto o recurso. com o mesmo fundamento (nulidade de contrato)? Ou seja. a segunda demanda pode alegar novamente a questão da nulidade. art 532). ela recairá. §4º. No caso de embargos infringentes essa norma não é aplicável. “se a decisão recorrida estiver em manifesto confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior.608/2003. Só então os autos serão encaminhados ao relator do acórdão embargado para que ele faça o juízo de admissibilidade. negar seguimento ao recurso nas condições mencionadas no artigo mencionado. o valor do preparo é de 2% calculado sobre o valor da ação. o prazo para transito em julgado da parte unânime começará a correr após o prazo para interposição de embargos. em juiz que não haja participado do julgamento anterior. O relator deverá adotar uma das decisões previstas no art 557. Quando o acórdão contiver decisão unânime e por maioria de votos e forem impostos embargos infringentes. Pela imutabilidade.

Se não. tratando-se de tese com a qual não concorda – pode ele aplicar o art 285 – A. existe alguma que seja devolvida independentemente da vontade do apelante? Justifique sua resposta. tenha havido decisões de total improcedência em casos anteriores. ainda que a apelação não as tenha utilizado por inteiro. O juiz pode rever sua decisão no prazo de 48 horas (art 296.. ai esse fundamento não poderia mais ser usado na segunda demanda. porque a coisa julgado o incluiria. Portanto. O efeito devolutivo por profundidade implica na possibilidade que tem o tribunal de considerar todas as questões que foram suscitadas e discutidas no processo. A apelação tem dois efeitos em regra. IV. aos fundamentos do julgamento. Qual o recurso cabível da decisão que indefere inicial fundada no reconhecimento da prescrição e quais as suas peculiaridades? Justifique a sua resposta. que nada mais é do que conseguir uma decisão do tribunal no sentido de anular a decisão do juiz para que aquilo que fora solicitado seja . Você conhece a expressão “efetivo ativo do agravo”? O que significa. Resposta: Quando o juiz do 1º grau negar algo pedido pela parte. Diz respeito aos motivos que foram discutidos no processo e que foram objeto do contraditório. Se o fizer. As condições para a aplicação do contido no artigo em questão é que a questão seja exclusivamente de direito. Quanto à última parte da questão. mudando a decisão em relação às anteriores. O efeito devolutivo é tratado pela doutrina em dois aspectos. Mas o juiz deve concordar com essa tese para aplicar a mesma decisão dos casos anteriores. Quais são? O legislador trata desses aspectos de forma diferente? O que é profundidade? Quanto à matéria. está dando ao juiz a faculdade de decidir pela aplicação ou não do contido no artigo. Estão listadas na art 301. do CPC). os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente (Art 296. o processo continua seu curso normal. À parte prejudicada (autor) cabe apelar da decisão. do CPC). Exceto a convenção de arbitragem. parágrafo único. o recurso cabível é a apelação. portanto. 4. 2. Justifique sua resposta. do CPC). ela pode recorrer pleiteando no pedido o efeito ativo. Resposta: Em regra. cabem à apelação os efeitos devolutivo e suspensivo. O efeito devolutivo por extensão diz respeito aos limites do recurso estabelecido pelo pedido. do CPC. há que se considerar as matérias de ordem pública devem ser consideradas pelo juiz a qualquer tempo e de ofício. do CPC? Justifique sua resposta... 3. O efeito devolutivo é cabível sob dois aspectos: quanto à sua extensão e quanto à sua profundidade. O juiz chega a uma comarca e recebe uma petição inicial versando questão exclusivamente de direito. como é o caso.160 incidental pedindo que o juiz analisasse também a questão da nulidade. Resposta: O indeferimento da inicial pelo reconhecimento da prescrição é uma sentença com extinção do processo com resolução do mérito (art 269. É ligado ao conhecimento da apelação. pode não aplicá-la. Está ligado. Resposta: Quando o artigo diz o juiz pode aplicar. 5. no mesmo juízo. Mas se ele não concordar com essa tese.

Dessa sua decisão não cabe qualquer recurso. O interesse de agir é a) Condição de ação. mas precisa que sua capacidade seja integrada. Inconformada interpõe agravo. 16) A autora teve seu pedido de justiça gratuita indeferido pelo juiz a quo. como ele mesmo. c) Faculdade de ação. Resposta: Opção b. d) Decisão que indefere a alegação de incompetência absoluta. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor. contra o pai. significa que: . c) A fluência do prazo para a interposição de outros recursos. como parte. contra o pai. Resposta: Opção c.2005 Questões do Testão 13. 18)O princípio dispositivo. tendo em vista a sua incapacidade plena. na forma de instrumento. portanto. d) O trânsito em julgado. b) Elemento da ação. Nesse caso cabe à parte: a) Interpor recurso especial. 30.05. também denominado de princípio da inércia da jurisdição. Resposta: Opção a. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. Significa. d) Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. a não ser pedir-lhe a retratação de sua decisão. Resposta: Opção b. b) O menor. Resposta: Opção a 15) Assinale a alternativa correta: a) A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor. d) Pretensão. O relator pode conceder ou negar o efeito ativo. ou seja. ambos precisam figurar no pólo ativo. tanto para a causa como para o processo. b) A suspensão do prazo para interposição de outros recursos. tendo o exmo Relator determinado a sua conversão em retido. b) Decisão que afasta a deserção. que necessita de alimentos.161 autorizado. c) Pedir reconsideração. d) Interpor recurso extraordinário. já que diante da incapacidade do menor. c) Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. b) Interpor agravo interno. 17) Assinale a resposta correta a respeito do não cabimento do agravo. é parte legítima para pleitear contra seu pai. absolutamente incapaz. pedir ao tribunal para autorizar algo negado pelo juiz. 14. c) Decisão que aprecia a liquidação de sentença. a) Decisão de inadmissão de apelação. já que o menor não tem capacidade plena. A oposição de embargos de declaração contra acórdão que julgou a apelação determina: a) A interrupção do prazo para interposição de outros recursos.

II. enquanto não proferida a sentença de mérito. a qualquer tempo e grau de jurisdição. (Moacyr Amaral dos Santos). 06. em Mandado de Segurança. Efeitos Processamento Conclusão do Relator VII – Recurso especial Conceito Cabimento VIII – Recurso Extraordinário Conceito Cabimento PROVA FINAL 06/2008 . II.e 03. Habeas data e Mandado de Injunção. Busca a reforma ou a anulação de acórdãos nas hipóteses questionadas na CF. das questões de ordem pública. “b” e “c”. de ofício ou a requerimento da parte.2008 VI – Recurso Ordinário Conceitos ⇒ Os recursos ordinários são os previstos no processo comum para correção de algum prejuízo – Vicente Greco Filho ⇒ É um dos três recursos para o STF e STJ. determinar as provas necessárias à instrução do processo. “b” e “c”.162 a) Cabe ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. nos caos e formas legais. senão quando a parte ou o interessado a requerer. ⇒ Recurso ordinário é o que tem sua fonte de origem na lei processual – CR. art 102. indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. b) Caberá ao juiz. II “a” e art 105. Resposta: Opção d. II. Sua finalidade é permitir a reapreciação de desvios procedidos naquelas ações de competência originária dos tribunais. d) Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional. (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). “a” e art 105. 02. Cabimento a) No STF: É cabível em caso de decisão denegatória ou prejudicial (não concessiva) proferida pelos tribunais. art 102. c) O juiz conhecerá de ofício.

b) Dez dias. d) Fique registrado o protesto. d) Dos despachos não cabe recurso. 1. Optou por interpor no 5º dia. por ocasião do julgamento da apelação. O cônjuge. c) Que o tribunal dele conheça. embargos de declaração. não poderá recorrer. o advogado tinha prazo de 15 dias para interpor apelação. requerendo a extinção do processo.163 1ª. d) Vinte e cinco dias. requerendo a extinção do processo sem julgamento de mérito. Na modalidade de agravo retido o agravante requererá: a) O traslado das peças obrigatórias e a remessa dos autos ao tribunal. sem análise do mérito. A referida ação foi proposta em Belo Horizonte. b) Preliminar de contestação. eis que a incompetência é relativa. d) Mandado de segurança. d) Em exceção de incompetência. quando deveria tê-lo feito no duplo efeito. Em ação cível. a qualquer tempo. residente em Belo Horizonte. hoje residente em Nova Lima. Como advogado da varoa você deve argüir a incompetência na: a) Preliminar de contestação. assinale a alternativa incorreta: a) A renúncia ao direito de recorrer depende da aceitação da outra parte. Parte. Sobre recursos cabíveis. Após o julgamento dos embargos. sem necessidade de razões recursais que serão oportunamente apresentadas. O juiz recebeu a apelação no efeito meramente devolutivo. Resposta: B 5. requerendo a remessa dos autos ao juiz competente. indicando a comarca de Nova Lima. Qual o recurso cabível? a) Agravo retido. c) Exceção declinatória de foro. c) Quinze dias. propõe ação de separação litigiosa em face da esposa. ou seja. Resposta: C 2. no caso. sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes. visto que não houve assinação pelo juiz. eis que incompetência é absoluta. b) Agravo de instrumento. devolutivo e suspensivo. eis que incompetência é absoluta. Resposta: A 3. Resposta: C . ou seja. Resposta: C 4. prazo integral. c) A parte que aceitar expressa ou tacitamente a sentença ou a decisão. eis que a incompetência é relativa. b) O recorrente poderá. preliminarmente. c) Correição parcial. Eis que não há recurso previsto. desistir do recurso. com base na ruptura da convivência em comum há mais de um ano. querendo apelar. pelo rito ordinário. b) A paralisação do processo mediante efeito suspensivo. terá o prazo de: a) Cinco dias. ou seja. com o fundamento no perigo de dano irreparável ou de difícil reparação. tendo em vista que primeiro dever-se certificar que a outra parte não recorreu. o restante do prazo.

Inconformada. João Jacó pretende indenização por danos morais em face de Maria Marta ter-lhe ofendido com palavras. b) Contra a sentença que julgou improcedentes embargos à execução. c) Tendo sido o processo extinto sem a resolução do mérito. O recurso de apelação será recebido nos efeitos devolutivo e suspensivo. em regra. caso a parte recorrente intimada para completá-lo. Resposta: B 9. será dirigido ao juiz que proferiu a sentença. Resposta: D 7. contra esse decisão.164 6. Resposta: B 10. salvo: a) Contra sentença que julgou procedente pedido de indenização por perdas e danos. d) Apelação contra ato judicial que julgou o autor carecedor do direito de ação. Maria Marta apelou ao Tribunal de Justiça. c) De agravo retido sob a forma contra ato judicial que indeferiu a contradita requerida pelo réu em audiência. que entenderam ser frágil a prova tomada como base pelo julgador monocrático. Não é cabível recurso: a) De embargos infringentes contra acórdão não unânime. Em primeira instância. A aplicação da pena de deserção. no prazo de 05 dias. Resposta: A 8. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. b) De agro de instrumento contra ato judicial que julgou a liquidação de sentença. Colocado em julgamento o processo. durante evento social em que ambos estavam presentes. . b) Provando o apelante que não efetuou o preparo por justo impedimento. decidiu o juiz monocrático pela procedência do pedido. Ministério Público ou terceiro prejudicado. interpor agravo de instrumento. o tribunal – provocado através de recurso de apelação – poderá julgar. fiando-se especialmente no depoimento prestado por uma testemunha contra quem foi argüida a contradita que. poderá a parte apelada. b) O ato que determina às partes a especificação das provas. no que foi contrariado pelo revisor e vogal. c) O ato judicial que declara saneado o processo. não foi acatada pelo julgador. Tem natureza jurídica de sentença: a) O ato judicial que acolhe a exceção de incompetência. o Relator votou pela manutenção da decisão. desde logo a lide. d) A apelação será recebida. c) Contra sentença que anulou escritura pública de compra e venda d) Contra sentença que julgou procedente pedido de cobrança de honorários advocatícios. contudo. d) O ato judicial que homologou o termo de conciliação das partes. mantendo a sentença que reconheceu a litispendência. se efetivará. no caso de insuficiência do preparo. não o fizer. e relevando o juiz a pena de deserção fixando-lhe prazo para efetuar o pagamento. Assinala a alternativa incorreta: a) O recurso de apelação que poderá ser interposto pela parte vencida. em seu efeito devolutivo e suspensivo.

10 – Todos os recursos são dotados do efeito ______. (Resposta: Decadência) 5 – O efeito ______ também é denominado de antecipação da tutelo recursal. Parte – Palavras cruzadas Horizontais 2 . (Resposta: apelação) 4 – Para a comprovação da _____ tem-se exigido que o recurso interposto seja o de menor prazo. (Resposta: devolutivo). (Resposta: grosseiro). Um deles ocorre quando se verificar ter havido _______ . (Resposta: boa-fé) 7 – É o recurso cabível da decisão do relator que. 3 – É o recurso que cabe contra todo tipo de sentença. 8 – A fungibilidade permite que um recurso seja conhecido pelo outro quando houver _______ objetiva. (Resposta: dúvida) . seja ela de mérito ou meramente terminativa.(Resposta: translativo) Verticais 1 – Apenas em dois casos o indeferimento da inicial implica na extinção do processo com julgamento do mérito. excluídos os embargos de declaração? a) Agravo de Instrumento ao STJ. b) Embargos infringentes. nega seguimento a recurso manifestamente inadmissível.165 entendendo que as demais provas autorizavam concluir pela improcedência do pedido. d) Recurso Especial e Recurso extraordinário ao STJ e STF. de plano. c) Nenhum recurso será admitido contra essa decisão. (agravo regimental) 9 – O juiz só aplicará a fungibilidade se perceber que a parte não cometeu erro ________. Resposta: B 2ª.O efeito_______ consiste na faculdade que alguns recursos atribuem ao órgão a quo de reconsiderar a decisão atacada. diante da reversão da decisão em favor da Ré. Nessas circunstâncias. por meio do qual se devolve ao órgão ad quem o conhecimento da matéria impugnada. qual recurso poderia ser interposto pelo advogado de João Jacó. respectivamente. (Resposta: ativo) 6 – O efeito _______ é aquele que permite ao órgão ad quem apreciar matéria de ordem pública.

166 Diagrama: (1)D (2)R (3)A E P G E R L E C A D E N C I (7)A R O S Ç S Ã I O (4)B (6)T V O O G O L R S U D U V I (10)D E A (8) (9) G V R A N S L A T I V O V E I A T I V O I V - F É R O O .

frustra-se a execução e suspende-se o processo se o devedor não dispuser de bens exeqüíveis (CPC. este ônus deverá limitar-se ao estritamente necessário. 5. aquele cuja execução tende apenas à satisfação do direito do credor e o princípio da especificidade. os benefícios de uma decisão jurídica não poderão ser maiores que os prejuízos que eles causarem. Princípio da realidade da execução. dos Santos entende que a ação de execução é a atuação da sanção inerente a um título executivo. que se o faça pelo que lhe seja menos gravoso. – O devedor deve dar ao credor exatamente o que está especificado no título. Princípios da ação de execução 1. Por isso. Já é pacífica a existência do princípio do contraditório no processo de execução. O fato de considerar que o devedor não poderá discutir esses aspectos por si só pressupõe a existência do princípio do contraditório. . Está previsto no art 620 do CPC. Princípio da máxima utilidade da execução. com perdas e danos. O devedor só não poderá discutir o montante devido.08. Então. Dizer-se que toda execução é real implica em dizer que ela incide direta e exclusivamente sobre o patrimônio do devedor e não sobre a sua pessoa (CPC. isto é. 4. III). se for o caso. já decidido. ou seja. Sempre que houver necessidade do sacrifício de um direito em prol de outros. Princípio da proporcionalidade. 2. significando que.167 05. na execução. O mérito e o valor do título não podem ser discutidos. art 791. ocorre a junção dos princípios da máxima utilização. • Moacyr A.2008 PROCESSO DE EXECUÇÃO Conceito: • Segundo Luiz Rodrigues Wambier: A ação de execução consiste na atuação de um direito e uma prestação. quando forem vários os meios de o devedor responder à execução. Justificam essa existência o princípio do menor sacrifício do devedor e a possibilidade de suscitar questões que o juiz poderia conhecer até de ofício. a ação de execução é o conjunto das atividades atribuídas aos órgãos judiciários para a realização prática de uma vontade concreta da lei previamente consagrada num título. 3. Princípio do menor sacrifício do executado (ou Princípio da economia). Princípio do contraditório. ou o valor desta mais indenizações. entregando coisa equivalente à especificada. pode haver a substituição. art 591). na atuação de uma conduta prática do devedor • Para Vicente Grecco Filho. Não sendo possível dar exatamente o determinado no título executivo.

168 6. Princípio da autonomia. A ação de execução tem elementos próprios e tem também condições próprias que a distinguem da ação de conhecimento que lhe tenha precedido. Trata-se de ação autônoma, inseria no mesmo processo. Pode não existir processo de conhecimento e condenação prévia, quando se tratar de título extrajudicial. Está ligado ao princípio da iniciativa, não podendo ser instaurado de ofício (CPC, art 614). A parte vencedora quer a satisfação de seu direito, que foi reconhecido pelo juiz no processo de conhecimento. 7. Princípio do título. A base deste princípio está no art 580 do CPC, que diz que a execução pode ser instaurada caso o devedor não satisfaça uma obrigação líquida, certa, exigível e consubstanciada em um título executivo. Esse título pode ser judicial (sentença condenatória) ou extrajudicial (papel comercial como duplicata, promissória etc), devendo conter dois requisitos: expressão de direito subjetivo passível de exigência e a condição de que a prestação respectiva seja atual e não futura, não estando assim, sujeito à condição suspensiva. Título é o instrumento que dá ao juiz certeza do direito nele contido. O título executivo há de ser líquido, certo e exigível. Por título líquido entende-se que ele deve trazer o que ou quanto é devido. Se em valor, este deve ser determinado ou determinável. Caso contrário o título se dirá ilíquido, isto é, ele é imperfeito e antes do cumprimento da sentença, tem-se que fazer a liquidação da sentença, ou seja, torná-lo líquido. Esta situação é mencionada como a fase de liquidação da sentença, que precede à do cumprimento da sentença. Por título certo se entende que ele deve ser claro quanto à obrigação a ser cumprida. Por título exigível ele tem que se referir à situação atual, porque se a obrigação for exigida para o futuro, ele não é exigível, no momento. Não há execução sem título executivo (nulla executio sine titulo). 8. Princípio da responsabilidade patrimonial. A garantia da execução é o patrimônio do devedor e não a sua pessoa (CPC, art 591). A ação real só atinge o patrimônio. 9. Princípio do Resultado. Toda execução deve ser bem específica e será bem sucedida quando for entregue fielmente ao credor a prestação inadimplida, acrescidos de valores dos prejuízos que a inadimplência provocou. 10. Princípio da disponibilidade. Como a execução deve satisfazer direito do credor, a ele compete dispor sobre a respectiva ação. Ele deve tomar a iniciativa da ação, como ação autônoma que é. Pode, também desistir da ação e até do direito material discutido. O CPC, nos artigos 569, 694, 634 e 634 §3º, 644, 645 e 791 trata da disponibilidade do processo de execução. Se pretender desistir da ação depois que o réu tenha sido citado, essa desistência tem que ser aprovada por ele, pois o réu pode ter interesse em ver a questão do mérito resolvida, pois que o autor pode, a qualquer momento, retornar com a ação. 11. Princípio da iniciativa. Trata-se de um princípio ligado ao da disponibilidade. Dizse mesmo que são as duas faces da mesma moeda. Cabendo ao credor a decisão de instaurar ou não o processo de execução, logicamente cabe a ele também a iniciativa de o fazer. Assim, somente ao legítimo detentor do direito cabe, e exclusivamente a ele, decidir pela execução. No caso de título executivo judicial decorrente de um

169 processo de conhecimento, a execução não será decidida de oficio pelo juiz, devendo o autor solicitá-la, todavia no mesmo processo. 12. Princípio da adequação. Princípio relacionado aos meios executórios, onde os mesmos devem se adequar para que a execução atinja seu principal objetivo: a obtenção da prestação o que, conseqüentemente, efetiva a prestação jurisdicional. Pode-se resumir o princípio dizendo que a legitimidade para propor ação de execução é exclusiva do credor. Ele é quem decide propor ou não a ação. 13. Princípio de que a execução tende apenas à satisfação do direito do credor. A ação de execução tutela apenas o credor, não tendo o devedor qualquer direito. Tanto que ele não pode contestar as alegações do credor, lhe sendo permitido tão-somente entrar com embargo, ou seja, uma ação de conhecimento proposta incidentalmente quanto à forma de execução. Trata-se de ação incidental. Será uma ação autônoma dentro do próprio processo de execução. Na execução, não há, portanto, defesa para o devedor. A execução visa, portanto, apenas atender aos interesses do credor. Como a execução visa a satisfação do direito do credor, esse direito limita a atividade jurisdicional executiva, de maneira que o patrimônio do devedor seja atingido pela execução na medida do direito do credor, ou seja, ele seja atingido parcialmente se parte do patrimônio for suficiente para atender tal satisfação. Nunca será exigido mais que o suficiente para a satisfação do direito do devedor (CPC, art. 659). 14. Princípio da especificidade – A execução visa satisfazer o credor quanto aos seus direitos e não punir o devedor. Por isso ele deve proporcionar ao credor o mesmo que teria proporcionado se o devedor cumprisse espontaneamente a sua obrigação. Assim, a prestação há de ser específica, podendo, todavia, ocorrer a sua prestação pelo equivalente em dinheiro, quando impossível a entrega da coisa devida. (CPC, art 627). Por este princípio, o credor propõe a ação de execução contra o devedor para que este lhe dê o que está especificado no título, ou seja, o título executivo tem que especificar exatamente o objeto da obrigação. 15. Princípio do ônus. Como a execução forçada está baseada no inadimplemento do devedor de uma quantia líquida e certa representada por um título executivo, ele só estará livre do vínculo obrigacional se, além do valor líquido da dívida, pagar também todos os prejuízos que sua inadimplência gerou, como juros de mora, correção monetária, honorários advocatícios, além das custas processuais. 16. Princípio do respeito à dignidade da pessoa humana. A execução não deve ferir a dignidade da pessoa humana, não podendo por isso a execução causar-lhe a ruína, fome e o desabrigo de sua família, condições incompatíveis com sua dignidade humana. A propósito, o art 649 do CPC e a conseqüente Lei da impenhorabilidade dos bens de família. 17. Princípio da fidelidade à sentença liquidanda. Por esse princípio, é impossível discutir os fundamentos da lide, bem como modificar a sentença prolatada na ação de execução (liquidação da sentença), conforme art 610 do CPC.

170 12.08.2008 Titulo Executivo 1. Natureza jurídica: é o documento ou ato documentado que consagra obrigação certa e que permite a utilização direta via executiva. Consiste no documento, ou ato documentado, que gera obrigação de pagar ou entregar coisa certa ou incerta ou obrigação de fazer ou de não fazer algo. Como pela ação de execução o autor quer que o juiz aja, fazendo valer o seu direito, então o juiz precisa de um documento que prove esse direito. Esse documento é o título executivo. Assim, o título executivo é a representação documental típica do crédito existente, indispensável à propositura da ação de execução. Típica porque a lei define quais tipos de documentos podem ser considerados títulos executivos. Na ação de execução não ocorre a cognição por parte do juiz, mas a ação no que se refere a dar ao autor o seu direito representado pelo título executivo. O título executivo traz em si mesmo a causa de pedir remota e o inadimplemento do devedor da obrigação representa a causa de pedir próxima. Pode-se entender o título executivo com a prova préconstituída da ação de execução. Na ação de execução não se quer do Estado o conhecimento de algo, mas que ele aja no sentido de fazer valer um direito que ele já reconheceu e que foi desrespeitado, inadimplido. Como o Estado precisa ter certeza da existência desse direito, o título executivo (judicial ou extrajudicial) é o instrumento eficaz para isso. O credor não pode, por conta própria invadir a esfera jurídica do devedor. Mas o Estado pode fazê-lo. Por isso, pode-se dizer que toda ação é contra o Estado. 2. Eficácia: a eficácia do título executivo é presumida juridicamente até que, por meio de ação própria do executado – embargo – (ação incidental de conhecimento) se prove o contrário e o juiz acolhendo essa prova desfaz o título por sentença. A eficácia do título executivo é o fazer valer, de plano, o direito nele contido. A eficácia do título executivo é a prova constituída da causa de pedir (remota) da ação, enquanto o descumprimento do credor é a causa de pedir próxima (causa jurídica). Os efeitos do título executivo podem ser vistos de uma forma tríplice: a) Posição do exeqüente (credor) – é aquele que, na ação de execução, ocupa o pólo ativo. É o autor da ação de execução. A posição do exeqüente é vantajosa porque o título executivo dispensa a ação de conhecimento quanto ao direito representado pelo título, além do que ele tem a opção da ação executiva.. Ordinariamente é o credor do título que tem legitimidade para impetrar a ação executiva. Extraordinariamente, o exeqüente pode ser o Ministério Público, conforme previsão no art 566, do CPC. Podem também, propor a ação de execução ou nela prosseguir, no lugar do credor, o espólio (decorrência de causa mortis), e também o cessionário e o sub-rogado conforme previsão no art 567, do CPC, b) Posição do Estado: A ação não é contra o réu, mas contra o Estado, até porque ele já reconheceu a força executiva do título executivo, o que obriga o Estado a agir. O Estado tem então a posição de intermediar o conflito entre as partes. Ao direito de ação do exeqüente corresponde o dever do Estado de prestar tutela, a quem cabe, portanto, aplicar os meios executórios pedidos pelo credor. Somente o Estado pode prestar a tutela jurisdicional no campo da execução e estará presente, na tríplice relação, na pessoa do juiz. (CP, art 345), invadindo a esfera jurídica do réu.

171 c) Posição do executado: ordinariamente é o devedor do título executivo, podendo estar na posição de executado o espólio (causa mortis), um novo devedor ou o fiador judicial ou o responsável tributário, conforme art 568, CPC. Sua posição é de sobrecarga do ônus inerente à defesa. Até o patrimônio do devedor poderá ser submetido aos meios executórios, podendo a responsabilidade atingir até a pessoa do devedor, nos casos previstos em lei (inadimplemento na ação de alimentos e depositário infiel). 3. Conteúdo do título executivo – Como documento indispensável para a ação de execução, o título, além de certos requisitos formais, determinando o objeto visado pelo exeqüente e marcando os limites da responsabilidade patrimonial. Assim: a) Identificação das partes – O título executivo judicial ou extrajudicial cria uma obrigação liquida, certa e exigível, apontando mesmo as partes envolvidas. Deve conter, portanto, além dessa obrigação criada, as duas partes nela envolvidas, ou seja, o exeqüente (credor) e o executado (devedor), perfeitamente identificados. Só podem participar da ação de execução, como partes, quem estiver identificado como tal no próprio título. Existe, todavia, uma exceção a esta participação: no caso de ação movida contra um de dois devedores solidários especificados no título. O resultado da ação de execução é extensivo ao outro devedor solidário. b) Identificação do resultado – Estabelece o título executivo o bem atingível na execução, que pode assumir a condição de coisa certa ou determinável, uma soma de dinheiro, a obrigação de fazer ou de não fazer algo. Define, pois, o resultado do processo, buscando o máximo proveito para o credor da obrigação, em havendo êxito na demanda. Mas o título não institui os meios executórios, que dependem do regime processual. É na ação de execução que se estabelece como será cumprida a obrigação, pois o título executivo não contém em si, essa definição. c) Limitação da responsabilidade – Em decorrência da identificação do objeto pelo título executivo para cumprimento da obrigação, a responsabilidade fica circunscrita, automaticamente, a uma classe certa de bens, mencionados no próprio título. Ex: na ação alimentar, os salários. 4. Características do título executivo (CPC, art 586). As características do título executivo estão no caput do artigo acima: certeza, liquidez e exigibilidade. a) Certeza – diz respeito à existência da obrigação trazida no título. A certeza jamais nasce após o nascimento do título. Não obstante, a certeza quanto à existência do crédito, não é absoluta, pois pode sofrer oposição vitoriosa. A certeza é a essência da obrigação, o seu conteúdo, devendo, assim, apresentar os sujeitos da obrigação bem como a obrigação propriamente dita. b) Liquidez – à liquidez, importa na expressa determinação do objeto do título. Assim, importante, por exemplo, a determinação do valor, no caso de obrigação de pagar em dinheiro, da individuação do objeto, no caso de entrega de coisa (determinada ou determinável) ou no caso de obrigação de fazer ou de não fazer algo. A liquidez indica, com precisão, o quê uma das partes deve a outra. Se não houver liquidez no título, deve haver a liquidação da sentença antes, pois o título precisa ser tornado líquido. Assim, não havendo liquidez, o título deve ser liquidado antes.

172 c) Exigibilidade – tem sentido de que a obrigação a executar independe de termo ou condição, não se sujeitando a outras limitações. Assim, o título executivo é exigível quando não são levantadas objeções à sua atualidade. Não há condições à sua exigibilidade. 02.09.2008 09.09.2008 Exercício em classe sobre título executivo judicial. 1. Sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer, não fazer, entregar coisa ou pagar quantia: a) Sentença condenatória → Na resolução da crise omissiva do devedor o credor pede a tutela jurisdicional, a qual lhe é dada pela sentença prolatada no processo. Trata-se de uma sentença que além de garantir ao vencedor o seu direito subjetivo estabelece a forma como ele deve ser viabilizado pelo devedor. Esta é a sentença condenatória. Se antes o cumprimento da obrigação estabelecido pelo devedor dependia de uma ação de execução autônoma, a introdução do art 461-A, no CPC, pela lei 10.444/2002 a sentença condenatória adquiriu força executiva, passando a ser exeqüível, sem necessidade de nova ação. A sentença de conhecimento condenatória positiva sempre será um título executivo. Aliás, a ação condenatória positiva, ou seja, quando concede a tutela ao autor é o título executivo judicial clássico. Mesmo quando a sentença proferida no processo de conhecimento condenatória seja negativa para o autor, isto é, quando ela for apenas declaratória negando a existência do direito, ainda assim ela será condenatória quando às custas e aos honorários advocatícios (art 20, do CPC). Assim, a sentença de conhecimento condenatória poderá constituir título executivo quanto ao mérito da ação e título executivo quando às custas e honorários advocatícios. b) Sentença constitutiva → A sentença constitutiva por si só exaure a prestação jurisdicional possível, não dependendo de atos executórios posteriores. Tais sentenças apenas criam, modificam ou extinguem relações jurídicas, independendo da participação da outra parte. Podem, quando muito exigir alguma providência posterior no terreno da documentação e da publicidade. portanto, como regra geral, não constitui título executivo. Mas para ela vale também o artigo 20 mencionado. Além disso, para certas ações, como a de separação judicial, por exemplo, pode ocorrer a condenação a alguma obrigação (alimentos, por exemplo), sendo também condenatórias nesse aspecto. c) Sentença declaratória → A sentença declaratória também se exaure quando cumpre o seu objetivo específico de declarar a existência ou a inexistência de uma relação jurídica. Como a sentença constitutiva, pode também implicar em atos de registros e publicidade posteriores. A ação declaratória pode ser positiva (quando

o que realça a sua força executiva. • Execução da obrigação de fazer ou de não fazer. A ação declaratória positiva também não constitui título executivo quanto ao mérito mas sim quantos às verbas mencionadas no art 20 do CPC. Assim. exige-se para isso que ele comprove o pagamento de tais verbas. ou seja o credor pode ter ser direito violado. ou seja. como regra ela não constitui título judicial. quanto ao mérito. Eles .173 declara a existência da relação jurídica) ou negativa (quando declara a não existência da relação). quanto às custos e aos honorários advocatícios sempre será. as execuções contra a Fazenda Pública seguem procedimento especial. d) Tipo de procedimento → Os diferentes tipos de procedimento (ordinário. do CPC. parágrafo único do CPC. mas quanto às custas e honorários advocatícios. É evidente que nem toda sentença declaratória representa título executivo. Quanto às verbas do art 20. Mas. do CPC. quanto ao mérito. uma vez que a sentença declaratória passou a constituir título executivo. Os pagamentos em via judicial dos débitos da Fazenda Pública estão previstos no art 100. mas a que se refira a existência de relação obrigacional violada pelo devedor (art 4º. constitui título executivo judicial toda “a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. mas excepcionalmente poderá ser. • Execução de quantia certa de devedor solvente. entregar coisa ou pagar quantia”. É terminativa do procedimento. que podem ser: • Execução para entrega de coisa certa ou incerta. constitui título executivo. g) Sentença condenatória contra a fazenda pública → Dada à impenhorabilidade dos bens públicos. credor. parágrafo único do CPC). não constitui título executivo. Mas torna-se título executivo quanto às verbas mencionadas no art 20. pode ocorrer a situação prevista no art 4º. quanto a estas verbas ela tem força executiva. não fazer. • Execução de quantia certa de devedor insolvente. do CPC. e) Jurisdição voluntária → A sentença proferida em ação de jurisdição voluntária é título judicial? Depende de haver prestação a ser prestada. Como regra geral. sumário e sumaríssimo) decorrem da diversidade de atividades executórias. criou a possibilidade de execução com base em sentença declaratória. como prevê o art 20 do CPC. execução essa que existirá no mesmo processo. Como o autor poderá propor nova ação. f) Sentença terminativa → Ocorre a sentença terminativa se extingue o processo sem a resolução da lide. REGRA GERAL: Conforme 475-N. uma vez que não pode ocorrer a expropriação ou transferência forçada de bens. O art 475-N. Nesse caso cabe a ele o direito de propor ação declaratória quanto à obrigação de que o devedor cumpra o direito dele. será título executivo. Tais ações não têm natureza própria da execução forçada. I. Se a sentença for positiva quanto à existência da obrigação (e não de seu cumprimento) trata-se de título executivo. da CF. A ação declaratória negativa não constitui título executivo no mérito. Todavia.

exceto aquelas que se refiram a pagamento de quantia. matéria não posta em juízo (Lei 8953/94). Pela nova redação do parágrafo único do art 63. quando se tratar de credor pobre. Assim. Se menor ou inimputável poderão responder pela indenização seus responsáveis. com o processo em curso e as partes compõem fora do processo. ainda que inclua matéria não posta em juízo. (Art 582. Assim é o ato em que o juiz homologa acordo das partes feito extrajudicialmente. Quando não comportar mais recurso. como regra geral. reciprocamente. Na ordem cronológica de apresentação deles. Sob alegação de culpa in vigilando ou culpa in eligendo. • Condenação transitada em julgado. b) Legitimidade ativa: O ofendido. Sentença penal condenatória transitada em julgado. a parte que tenha o seu direito descumprido e desde que não tenha descumprido a sua obrigação será o sujeito ativo da ação. que como vimos acima. 2. com tratamento idêntico às demais sentenças condenatórias. b) Conteúdo: o trazido pelas partes para o processo. Ou mesmo o MP. trazendo a composição feita para o processo. julgando insuficiente o valor fixado. A sentença contra o inimputável não pode ser cumprida diretamente contra seus responsáveis. se for o caso de preposto. Como isso pode ocorrer às duas partes. (diferente das sentenças de pronúncia. evidentemente. c) Limite: Pode alcançar. do CPC. o credor da indenização poderá requerer sua liquidação por valor maior na esfera cível. c) Legitimidade passiva. As duas partes. (pressuposto que já existe ação em juízo). a) Requisitos: Os requisitos para tais sentenças serem títulos executivos são os seguintes: • Sentença criminal definitiva. . O condenado na sentença condenatória. Todavia. para a mencionada homologação. o juiz deverá fixar um valor mínimo para a devida indenização. as sentenças condenatórias comuns contra a fazenda pública constituem título executivo. pessoalmente ou seu representante legal ou seus herdeiros. Sentença homologatória de conciliação ou de transação. as duas podem ser o sujeito ativo da ação. ainda que contenho matéria não posta em juízo. têm tratamento especial. d) Legitimidade ativa. do CPC). que dão seguinte ao processo). mas deverá ser interposta ação de conhecimento condenatória contra estes. tratando-se de direito patrimonial disponível. Esta sentença homologatória é título executivo. pode-se dizer que. inclusive. que pode incluir até matéria não posta em juízo até então. A ação já existe. Está sentença penal serve de título executivo no cível.174 se fazem por meio dos precatórios. a) O que é? É o ato do juiz que homologa a transação em qualquer fase do processo ou é a conciliação das partes. sendo cumpridas por meio de precatórios. 3. Assim. • Liquidação prévia da sentença penal.

portanto. É. inciso III. Sentença arbitral a) O que é. o juízo cível competente (estadual). (CF. no caso do nº 3. II). É a parte que tenha descumprido o direito da outra. É a decisão proferida pelo árbitro que não pertence à magistratura. neste caso. A sentença arbitral estrangeira poderá ser executada se estiver devidamente homologada pelo STJ (CF 105. • Se forem desrespeitados os princípios do contraditório. comprovadamente. 4. surge com o pedido de homologação. Diferentemente. o do local da execução ou da situação dos bens. Quando a sentença arbitral é condenatória ou (tem conteúdo condenatório). Evidentemente. devidamente homologada judicialmente. • Se. a) O que é? É uma decisão acordada extrajudicialmente pelas partes. homologado judicialmente. 5. Não existe processo anteriormente. escolhido pelas partes. d) Sentença arbitral estrangeira.175 e) Legitimidade passiva Também. b) Hipóteses de nulidade da sentença arbitral. tem-se título executivo judicial. O processo. portanto. cumprido a sua parte da sentença. • Falta de um dos requisitos: relatório. A execução estará a cargo do juiz federal de primeiro grau. ou seja. • Sentença extemporânea. art 1103/11). Quem faz o acordo são as partes. surgindo este apenas para possibilitar a homologação. c) Competência para execução: Conforme dispõe o art 475-P. . art 109. igualdade das partes. concussão ou corrupção passiva. O juiz apenas homologa o acordo. • Se não foi decidido todo o litígio submetido à arbitragem. a sentença arbitral se equipara à sentença judicial. Aliás. tendo. o ato que encerra o processo de arbitragem. Quem faz o acordo são as partes. • Incompetência do árbitro. A diferença entre as instituições dos itens 3 e 5 é que no item 3 já existe processo em curso e no item 5 não. fundamentos ou dispositivo. como sentença judicial que passa a ser. I). É procedimento de jurisdição voluntária (CPC. É. a sentença foi proferida por prevaricação. A finalidade é tão-somente transformar o acordo particular em título executivo judicial. as duas partes. Acordo extrajudicial de qualquer natureza. o processo pré-existe. Trata-se de jurisdição voluntária embora não haja previsão legal neste sentido. imparcialidade do árbitro e seu livre convencimento. b) Natureza Jurídica. mas que exerce a jurisdição. São as seguintes: • A nulidade do compromisso arbitral. a composição extrajudicial da lide. • Se os limites da arbitragem forem transpostos.

Formal e a certidão de partilha. para título e conservação dos direitos do interessado. E o STJ é quem cuida de ver essa compatibilidade. Preservação da soberania nacional. a favor de quem a carta foi passada. no entanto. (CPC. “i”). art 475-N. como consta do CPC.2008 PROVA 1. Esta situação ocorre nos pequenos inventários ou arrolamentos. X. I. Sentença estrangeira. A competência para processar e julgar. VII). Para valer no território brasileiro precisa ser reconhecida no Brasil por meio de homologação do STJ (CPC. A sentença arbitral é título executivo judicial e o juiz que a proferiu é o competente para a sua execução. ela foi prolatada por um árbitro escolhido pelas partes. a rigor. a) O que é? É uma decisão de tribunal estrangeiro que não tem autoridade no território nacional. 19. Quando o quinhão resultante da sucessão hereditária não ultrapassar o valor de cinco salários mínimos. Por isso ele não tem competência para a execução. c) Legitimidade passiva. quando no território brasileiro só têm jurisdição os órgãos nacionais. Nesse caso. a) Distinção entre formal e certidão de partilha. Além do mais aceitá-la sem essa homologação seria reconhecer a jurisdição de tribunal estrangeiro em território nacional. A sentença arbitral é título executivo judicial. conforme dispõe i art 109. é dos juizes federais. b) Justificativa da necessidade de homologação. 105. pela própria soberania do país. O formal e a certidão. b) Legitimidade ativa. aos herdeiros e aos sucessores a título universal ou singular. atuam com eficácia como título executivo em relação ao inventariante. art 483). a execução não estará na competência do juiz que a proferiu. Pelo menos não está totalmente correta. Formal de partilha é a carta de sentença extraída dos autos do inventário. não é uma sentença condenatória. Mas quanto à execução há a se considerar que sua execução depende de ela ter conteúdo condenatório.09. portanto um juiz do judiciário. (CPC. O formal de partilha é um título executivo especial. Tratando-se de sentença arbitral. art 1027 e seu parágrafo único). homologada pelo STJ. Esta afirmativa está certa ou não? Explique sua resposta. art 1027 e seu parágrafo único). da CF. exclusivamente em relação ao inventariante. é indispensável que ela não conflite com a estrutura legal brasileira. 7. Resposta: A afirmativa não está correta. aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal.176 6. de fato. Afinal. pois advém de uma sentença que. para que a sentença estrangeira ingresse no território nacional com autoridade. c) Competência para homologação: STJ (CF. Se ela tiver conteúdo . não sendo. o formal de partilha pode ser substituído por certidão do pagamento do quinhão hereditário.

São. 05.10. Considerando que os dias 1º (5ª feira) e 3 (6ª feita) são feriados forenses na justiça do Distrito Federal (por onde corre o processo).2007. Essas duas modalidades de título executivo implicam em diferentes procedimentos processuais quanto à respectiva ação de execução. enquanto que a sentença declaratória e a sentença constitutiva são não auto-suficientes. sendo. dezenove (6ª feita) vinte e dois (2ª feira) e 26 (6ª). pois a contagem no dia 31. portanto. que a afirmativa está erra (invertida). para a audiência. O prazo para as partes depositarem o rol de testemunhas será até 22. 2. Por outro lado. contar-se a partir do dia 5. . autosuficientes. são dias úteis. O que nos leva o dia 22. retroagindose no tempo. que o dia vinte e um de outubro é domingo. Foi o que aconteceu no presente caso: o juiz omitiu-se. conforme determina o art 475. se o juiz não fixar o prazo. Esta é a regra geral. N. pois. do CPC. Conta-se. bem como a constitutiva pode também ter conteúdo condenatório e a declaratória se valer do contigo no art 4º.2007. Portanto a afirmativa está errada. não necessitando de atos posteriores que as completem.177 condenatório. se exaurem em si mesmas. sendo também título executivo. 4. A contagem deve ser feita de traz para frente.2007.10.10. 3. É um título executivo extrajudicial a sentença homologatória de transação. implicando na citação do réu. III. que os dias dezessete (4ª feira). ainda que inclua matéria não posta em juízo” constitui título executivo judicial e. pela pretensão que atendem.Designando o dia 05 de novembro de 2007 (05. A definição do juiz competente segue as regras normais para tanto.11. embora esse cumprimento ocorra no próprio processo (execução lato sensu). Resposta: O art 475.2007). todos do outubro. Mas o dies a quo deve ser excluído. Esta afirmativa está certa ou não? Explique. A sentença condenatória é auto-suficiente. o juiz competente para conhecer do processo de execução é juiz da justiça estadual. portanto. Conclui-se. A partir do dia 23. portanto.10. que é o dies a quo. o prazo estará expirado. Esta afirmativa está certa ou não? Explique sua resposta. conforme disciplina o art 475-J e seguintes.2007? Explique. 10 dias a partir do dia 31. que o mês de outubro tem 31 dias. porque ambos são títulos executivos quanto às verbas mencionadas no art 20. uma segunda feira. Esse é o fim do prazo em que as partes devem depositar o rol de testemunhas. não extrajudicial como mencionou a questão. Portanto a resposta é: até o dia 22. as sentenças condenatórias positivas têm seqüência no cumprimento da sentença. dispõe que : “a sentença homologatória de conciliação ou de transação. Logo as partes deverão depositar em cartório o rol até dez dias antes da audiência.11.10. pois. I e seguintes. dia útil. o juiz omite-se quanto ao prazo para que as partes depositem em cartório o rol de testemunhas. começando-se a contagem no primeiro dia útil que o antecede. não-auto-suficientes. Resposta: As sentenças constitutiva e declaratória. pois 1º e 2 (feriados) 3 e 4 (sábado e domingo). uma segunda-feira. do CPC. o rol será apresentado até 10 (dez) dias antes da audiência. ou seja. A execução constituirá processo autônomo.2007 ou até 19. Começará. Resposta: Conforme prevê o art 407. quanto aos títulos não pleiteados na ação.

• Endossantes e avalistas. sem protesto não sendo título de custas. I: A letra de câmbio. • Beneficiário – aquele que vai receber o valor da letra. devidamente modificado pela EC nº 45. Questão de preservar a soberania do país sob dois aspectos. a debênture e o cheque. • Sacado – aquele contra quem a letra é emitida. do CPC. Duplicata: trata-se de um título de crédito causal. para pagar a outrem determinada quantia em certa data. Depois. a duplicata. porque há necessidade de que seja verificada se a sentença estrangeira não fere algum dispositivo de nossa estrutura jurídica. É regulada pela lei 5. Nota promissória: Diferentemente da letra de câmbio. ou seja.2004. que alterou o art 105. da Constituição Federal. Prazos de prescrição: de 3 anos.474/68 .178 5. por sua emissão está ligada a uma transação mercantil ou a uma prestação de serviços.12. de participação eventual. Para a execução não há necessidade de protesto contra emitente e seus avalistas. São eles: 1. do protesto. Esta afirmativa está certa ou não? Por que existe necessidade de homologação? Explique. Prazos de prescrição: de 3 anos. Sua emissão sucede a emissão da fatura e da nota fiscal. Na nota promissória aparecem as figuras do emitente e do beneficiário. a nota promissória é uma promessa de pagamento. quanto ao sacado e seus avalistas. Nesse título aparecem as figuras do: • Sacador – aquele que emite a letra de cambio. se ela é compatível com o nosso ordenamento jurídico. contra o emitente. do CPC. de 08. contra endossantes e seus avalistas. Primeiro. De 6 meses do respectivo pagamento por iniciativa daquele que pagou a letra contra os outros intervenientes (Direito de regresso). do vencimento. Resposta: Não. obrigatoriamente e de endossantes e avalistas. Por que a homologação é necessária? Porque a sentença emitida por tribunal estrangeiro não tem autoridade no território nacional. i. I. De 1 ano contra endossantes e seus avalistas. porque no território nacional só têm jurisdições os órgãos do Judiciário brasileiro. porque a sentença estrangeira deve ser homologada pelo STJ conforme dispõe o art 483. do vencimento. A sentença proferida por um tribunal estrangeiro não terá eficácia no Brasil senão depois de homologado pelo STF. corresponde a um título formal. De 1 ano. De 6 meses para exercer o direito de regresso. Art 585.2008 TÍTULOS EXECUTIVOS EXTRAJUDICIAIS Os títulos executivos extrajudiciais estão elencados no art 585. E quem deve pagá-la.09. mas não contra outros beneficiários a quem ela tenha sido transferida. autônomo. Trata-se de uma ordem de pagamento dada a alguém. Letra de câmbio: criado pelo saque. As defesas pessoais podem ser alegadas pelo devedor contra o beneficiário da nota. a nota promissória. eventualmente. De 1 ano. literal. 30.

São as várias maneiras de se garantir um crédito (garantia real). com a diferença de que o prazo para se exercer o direito de regresso e de 1 ano. garantir o crédito. IV: O crédito decorrente de foro e laudêmio. que representa um direito real sobre bens imóveis e deve ser registrada no CRI.O. penhor. Eles não significam o pagamento do crédito. Já o laudêmio é a compensação monetária (comissão de 2. Ex: o testamento (o testamento cerrado não é título extrajudicial pela falta de testemunhas). as residenciais e as não residenciais e se estendem aos contratos de renovação compulsória. Art 585. de médio e longo prazo. por duas testemunhas. As execuções abrangem tanto a locação urbana como a rural. no final. legal ou convencional. Art 585. A apólice do seguro de vida é outra forma de título executivo prevista na lei e visa. entretanto. anticrese. sem o que ele não tem força executiva. II: A escritura ou outro documento público assinado pelo devedor. 2. Como espécies de outros documentos públicos pode-se mencionar o B. o instrumento de transação referendado pelo MP. estas só constituirão título executivo extrajudicial se resultarem de locação. 3. 4. A caução fidejussória pode ser judicial. A caução pode ser de duas espécies: fidejussória e real. que o credor terá seu bem administrado pelo devedor. para captação de capital. caução. mas a garantia dele. (boletim de ocorrência) de um acidente de trânsito no qual aquele que se dispõe a pagar o “estrago” deve assumir essa obrigação expressamente no próprio B. deve ser assinado. pela Defensoria Pública ou pelos advogados dos transatores. pelo direito de uso e gozo do imóvel o que constitui o foro. O direito de execução do locador é extensivo ao sublocador em relação aos subinquilinos. A escritura ou outro documento público qualquer deve ser assinado pelo devedor. O enfiteuta paga um valor fixo e anual ao senhorio. bem como os encargos acessórios. A anticrese é direito real que decorre de cessão que o devedor faz de um bem seu ao credor. Na enfiteuse aparecem as figuras do enfiteuta e do senhorio direto. além da assinatura do devedor. bem como os seguros de vida. No que se refere às despesas de condomínio. Art 585. também. Instrumento de transação referendado é o acordo extrajudicial feito pelas partes referendado pelo MP. III: Os contratos garantidos por hipoteca. também. Quanto aos documentos particulares. para que o credor aproveite os frutos até a liquidação do seu crédito. São formas de caução.O. Art 585.179 Prazos de prescrição: Sãos os mesmos anteriores. o documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas. por exemplo) e imóveis (hipoteca. . Caso contrário. as despesas de condomínio necessitam de anterior ação de conhecimento. O foro e o laudêmio estão ligados à enfiteuse (hoje direito de superfície).5% sobre o valor da venda) que o enfiteuta para ao senhorio toda vez que ceder o domínio útil do bem objeto da enfiteuse e desde que o senhorio não exerça seu direito de preferência. Debênture: trata-se de um título emitido pelas sociedades anônimas. pela Defensoria Pública ou pelos advogados das partes (pode ser um mesmo advogado para ambas). por exemplo). 5. V: O crédito documentalmente comprovado decorrente de aluguel de imóvel. Quer dizer. A caução real é sobre bens móveis (penhor. O documento público por excelência é a escritura.

180 6. Art 585, VI: O crédito de serventuário da justiça, de perito, de intérprete ou de tradutor quando as custas e honorários forem aprovados por decisão judicial. O inciso se refere aos serventuários não permanentes, restringindo-se àqueles eventuais, como o perito, o intérprete e o tradutor. Estes podem cobrar pelos serviços prestados às partes, quando forem os mesmos aprovados por decisão judicial. Todavia é preciso não confundir aprovação judicial com a sentença exarada no processo, uma vez que não existe entre tais serventuários e as partes uma relação processual. A aprovação é simples medida administrativa para assegurar a regularidade da conta. 7. Art 585, VII: A certidão da dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios. A primeira providência para a execução de tais dívidas se refere à inscrição na dívida ativa, providência que permite apurar a certeza e a liquidez exigidas para a execução do título extrajudicial. Todavia, a inscrição, em si, não constitui o título executivo, o qual será instituído pela “certidão dos créditos inscritos na forma da lei”. O crédito fiscal é preferencial, inclusive sobre o crédito do credor hipotecário e pignoratício, ainda que estes tenham sido constituídos antes. 8. Art 585, VIII: todos os demais títulos a que, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva. Títulos extrajudiciais estrangeiros Diferentemente do título judicial estrangeiro, o título extrajudicial estrangeiro produz no Brasil seus efeitos sem homologação, desde que satisfeitos os requisitos exigidos pela legislação do local de sua formação e for indicado o Brasil como o local de cumprimento da obrigação. (CPC, art 585, § 2º). Também diferentemente do título judicial estrangeiro, cuja competência é de juiz federal de 1º grau, o título extrajudicial estrangeiro é da competência da justiça estadual, de primeiro grau. 03.10.2008 LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA É a sentença que permite atingir-se um provimento jurisdicional que finaliza a lide, a controvérsia ente as partes. Exarada a sentença, pode a mesma ser cumprida voluntariamente pelo vencido. Todavia, se assim não for, há necessidade de a Justiça providenciar o seu cumprimento. Com a recente reforma no Código Civil, esse cumprimento passou a ser efetuado dentro do mesmo processo, como simples incidente complementar da condenação. As sentenças condenatórias, que sempre ensejam a necessidade de execução, nem sempre se cumprem imediatamente. Embora contenham a certeza do direito do vencedor, nem sempre são precisas com relação ao valor da dívida, ou à individualização do objeto da prestação. Por isso, dizer que as sentenças podem ser líquidas e ilíquidas. Sentença ilíquida é aquela que não fixa o valor da condenação, quando seu objeto é dinheiro, ou que não individualiza o objeto da prestação em outros casos. Essa situação é incompatível com o processo de execução que pressupõe sempre um título que represente uma obrigação líquida, certa e exigível. A execução forçada não é de índole contraditória,

181 não se prestando a acertamento ou definição, mas apenas à realização prática de uma situação jurídica cuja legitimidade é comprovada pelo próprio título. Assim, se o juiz executivo não vai julgar, mas apenas realizar o conteúdo do título, é imprescindível que esse título seja líquido, ou seja, especificamente determinado quanto à quantidade, à coisa e aos fatos devidos, donde a necessidade de recorrer-se à sua prévia liquidação, sempre que a sentença não determine o valor devido. Por isso, faltará a liquidez a ele, a qual lhe será agregada por nova decisão no processo liquidatório, que tem natureza de conhecimento. É providência própria do título executivo judicial. Ao título executivo extrajudicial, a falta da determinação exata da soma devida faz com que o título perca sua força executória, só podendo ser cobrado em processo de conhecimento. Não há, portanto, liquidação de título executivo extrajudicial ilíquido. Assim, a ação de liquidação de sentença só terá lugar quando a sentença condenatória proferida no processo de conhecimento for ilíquida. A sentença ilíquida é incompleta quanto à quantidade, à coisa ou ao fato. Casos de iliquidez da sentença: Como se viu, a iliquidez pode ser quanto à quantidade, à coisa, ou ao fato devido. A. Nas dívidas em dinheiro, dá-se a iliquidez da sentença, em relação ao quantum debeatur quando: 1) Condena ao pagamento de perdas e danos, sem fixar o respectivo valor. Como, geralmente as perdas e danos são fixados depois, a sentença em questão, sendo incompleta, deverá ser liquidada. 2) Condena em juros, genericamente. Quando o título executivo judicial, a sentença não detalha as condições dos juros, quanto à taxa e ao seu tipo, por exemplo. 3) Condena à restituição de frutos, naturais ou civis. Ex: de frutos civis: aluguéis recebidos indevidamente. 4) Condena o devedor a restituir o equivalente à coisa devida. A sentença já fixa a obrigação a ser cumprida em valor equivalente à coisa pedida, que pode ter desaparecido. 5) Em lugar do fato devido a que foi condenado o devedor, o credor opta por executar o valor correspondente, ainda por determinar. Neste caso, a sentença estabelece que a coisa que deve ser dada para seu cumprimento. Todavia, como é direito de credor, ele decide transformar a coisa em dinheiro, cujo montante será estabelecido na liquidação da sentença. B. Em relação à coisa devida, a sentença será considerada ilíquida quando condena: 1) À restituição de uma universalidade de fato, como ocorre nos casos de herança, em que existe uma universalidade de bens a serem distribuídos aos herdeiros. 2) Em obrigação alternativa. Como existem opções, aquele que tem direito à escolha (devedor ou credor, conforme a situação) solicita a liquidação da sentença apresentando a opção escolhida. C. Em relação ao fato devido. Este caso de sentença ilíquida ocorre quanto o vencido é condenado a fazer obras e serviços não individualizados, não especificados. Para que a sentença possa ser cumprida há necessidade de que tais fatos sejam devidamente especificados.

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Questão: A sentença declaratória pode ser liquidada (quanto ao mérito)? Pode, dependendo do tipo de sentença declaratória. Se ela declara a existência de um direito e esse direito é violado, pode exigir-se a sua liquidação para que ele seja executado. (CPC, art 4º parágrafo único). Limite da liquidação da sentença: na liquidação da sentença se busca tão somente completar uma sentença incompleta (ilíquida). Nesta fase do processo, só se pode discutir na liquidação da sentença o que for relativo ao quantum debeatur, sendo defeso discutir a lide, que já foi decidida. Portanto, o limite da liquidação da sentença é o quantum debeatur. (CPC, art 475-E). Todavia, permite-se que alguma coisa possa ser acrescida ao quantum debeatur. A propósito, o art 293 e à súmula 254 do TSF, que esclarece que. embora o pedido deva ser interpretado restritivamente, no principal devem ser incluídos os juros legais (moratórios), ainda que não estejam no pedido. Questões: 1) É possível ao devedor pedir o cumprimento da sentença? Não, pois ele tem é que cumpre-la. 2) O devedor pode pedir a liquidação da sentença? Como o devedor não tem apenas o dever de cumprir a sentença, mas também o direito de livrar-se da obrigação ele pode pedir a liquidação da sentença, quando esta for ilíquida. Como atualmente a liquidação de sentença é um meio preparatório ao seu cumprimento, se o credor ficar inerte quanto à liquidação de sentença ilíquida, o devedor pode pedir essa liquidação, escudado pelo seu direito de livrar-se da obrigação. Neste caso ele não pede o cumprimento, mas tão-somente pede sejam estabelecidas condições para que ela a cumpra. Natureza jurídica da decisão proferida na liquidação de sentença, quanto ao quantum debeatur. Qual é sua natureza jurídica? Para a lei é uma decisão interlocutória de caráter complementar e integrativo. É complementar porque completa a sentença ilíquida e integrativa porque estabelece a ligação entre a ação de conhecimento e o cumprimento da sentença. Todavia, há doutrinadores que a consideram uma sentença. Recurso cabível na à decisão proferida na liquidação de sentença: Cabe agravo de instrumento (CPC, art 475-H), o que reafirma sua natureza jurídica de decisão interlocutória. Mas esse agravo de instrumento não tem efeito suspensivo. Portanto, o cumprimento da sentença (do processo de conhecimento) transitada em julgado será em caráter definitivo, uma vez que o recurso (agravo de instrumento) não tem efeito suspensivo. Natureza jurídica da decisão da liquidação de sentença, quando aquele que a solicitar não oferece ao juiz elementos suficientes à liquidação ou pleiteia a liquidação por meio inadequado (arbitramentos ou por artigos). Neste caso, o juiz decide sem julgamento do mérito, porque ficou a liquidação frustrada. Há a possibilidade, entretanto, de ser proposta nova liquidação pelo credor, porque não houve coisa julgada material. Trata-se assim, de sentença, para a doutrina.

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Questão: O que é liquidação zero? Quando julga a liquidação de sentença, o juiz poderá concluir que o quantum reclamado pelo credor seja igual ao quantum já pago pelo devedor, inexistindo portanto valor a ser paga ao primeiro. A sentença liquidatória, neste caso, encerrará o processo declarando a inexistência de crédito ao autor da ação, ou seja o saldo final das compensações de valores reclamados e valores pagos é zero. Temos a liquidação zero, diferente da liquidação frustrada, quando não foi possível apurar o quantum. Obs. Os pagamentos ao credor serão informados na contestação, uma vez que a liquidação de sentença segue o procedimento comum. 10.10.2008 PROCEDIMENTOS DA LIQUIDAÇÃO A liquidação da sentença ordinariamente é feita nos próprios autos da ação condenatória (ordinário ou sumário, portanto). Como pode haver liquidação provisória, liquida-se a sentença em autos apartados, formados com cópias das peças processuais pertinentes (CPC, art 475-O, e 475-A, § 2º). Da mesma forma se procede quando a sentença condenatória contiver parte líquida e parte ilíquida, porque neste caso o credor tem direito de promover o cumprimento da parte líquida e a liquidação da parte genérica (ilíquida), simultaneamente. Neste caso de liquidação e execução parciais, de um só julgado, os pedidos devem, também, ser formulados e processados separadamente. O procedimento variará conforme a natureza das operações necessárias para determinação do quantum debeatur ou do quod debeatur. O código prevê duas modalidades para a liquidação de uma sentença ilíquida: a) Liquidação por arbitramento – CPC, art 475- C. b) Liquidação por artigos – CPC, art 475-E. Liquidação por artigos Esta modalidade será aplicada sempre que para liquidar-se a sentença se faça necessário apresentar e provar fatos novos. A modalidade é chamada de “liquidação por artigos” porque a petição inicial é apresentada de forma articulada: cada fato novo constituirá um artigo, recebendo os artigos numeração seqüencial. No caso, o que serão fatos novos? São todos os acontecimentos aptos a determinar o valor da condenação e ocorrem depois que a sentença foi prolatada. Ocorrendo tais fatos após o julgamento não são ainda do conhecimento do juiz e por isso precisam ser a ele apresentados. Assim, apenas serão arrolados e articulados fatos que, de fato, tenham influência na fixação do valor da condenação ou que permitam a individuação do objeto. Portanto só interessam ao caso os fatos que decorram do objeto da ação de conhecimento e que possam influir na liquidação da sentença condenatória. Fora dessas condições, outros fatos serão recusados pelo juiz. Nessa fase só se discute a liquidação e sob nenhum pretexto se discutirá a lide, que já está decidida. Então, na petição inicial da liquidação de sentença, a parte articulará cada artigo, com a respectiva prova. A outra parte deverá contestar cada artigo da petição inicial. Por exemplo, no processo de conhecimento deverá o lesado provar a existência do dano, como ruína do

184 prédio, estragos em veículo, paralisação dos serviços, redução da capacidade de trabalho etc. Na liquidação de sentença, o dano já foi devidamente provado e por isso na liquidação da sentença apurar-se-á apenas o valor do dano, dividido pelos artigos apresentados. Apresentado o requerimento do credor da condenação, o vencido será intimado na pessoa de seu advogado a acompanhar a liquidação dos artigos, que seguirá o procedimento comum. Ele não será citado por já está no processo. Existem casos, todavia, que o devedor deverá ser citado, por não estar ainda em processo. É o caso da ação penal condenatória que enseja ação civil. Nesse caso ele deve ser citado porque ainda não há processo no cível. Outro exemplo é quando o credor opta por liquidação a sentença em outra comarca, a da situação do imóvel, por exemplo, No caso do art 475-B, também haverá citação. Prazo: quando intimado ou citado, qual o prazo do devedor para se manifestar? Depende do procedimento adotado: se rito ordinário, o prazo será de 15 dias (CPC 297) e se rito sumário o devedor deverá manifestar-se na própria audiência (CPC, 278) Na liquidação de sentença não cabe agravo retido. Liquidação por arbitramento Nesta modalidade de liquidação de sentença não haverá fatos novos, tendo que se usar apenas o que já esteja no processo. Não há, também, procedimento ordinário ou sumário, mas apenas o procedimento das perícias. Este processo deve ser usado quando a determinação do quantum debeatur depender de conhecimentos técnicos, de conhecimentos de um perito. Existem três situações em que a liquidação por arbitramento será adotada (CPC, art 475-C): 1) Quando determinado na própria sentença condenatória. – Neste caso a questão é bastante simples e ao devedor só restar cumprir o julgado. 2) Quando convencionado pelas partes. A convenção das partes pode advir de cláusula contratual anterior à sentença ou de transação posterior à decisão. 3) Quando a natureza do objeto da liquidação exigir. Caso em que natureza do objeto exige conhecimentos técnicos. São exemplos de situações que reclamam esses conhecimentos técnicos: desvalorização de veículos acidentados, determinação dos lucros cessantes em face de inatividade da pessoa, extensão da perda parcial da capacidade laborativa etc. Requerido o arbitramento na petição inicial, intimado o devedor, o juiz nomeará o perito marcando logo o prazo para entrega do respectivo laudo pericial (CPC, art 475D). As partes poderão indicar, em 5 dias, assistentes técnicos, formulando os quesitos. Após a apresentação do laudo, as partes terão o prazo de 10 dias para sobre ele se manifestarem. Diante dos pronunciamentos dos interessados, o juiz poderá adotar uma das seguintes atitudes: a) Dar sua decisão, fixando o valor da condenação ou individualizando o objeto b) Designar audiência de instrução e julgamento (Parágrafo único do 475-D). Trata-se de audiência onde o perito judicial e os assistentes prestarão esclarecimentos à parte que os solicitar, que deverá formular quesitos e apresentá-lo ao juiz, que sobre estes intimará o perito e os assistentes 5 dias antes da audiência. Fora deste prazo, perito e assistentes não estarão obrigados aos esclarecimentos.

deverá ser citado. o credor será intimado na pessoa de seu advogado. ou o domicilio do réu. bem como se pedirá a penhora de mencionados bens. Decorridos 6 meses contados da data da sentença sem que o credor requeira o cumprimento. Pode ocorrer a liquidação provisória da sentença se a apelação não foi recebida com efeito suspensivo. mas a penhora obedecerá ao valor do contador judicial. será intimado na pessoa de seu advogado. com base na qual o devedor efetuará o pagamento. Todavia. Se com terceiro. se o cumprimento foi requerido em outra comarca. liberando-se assim. Se o credor concordar com os cálculos deste. Exceção de executividade. A memória será encaminhada ao Contador Judicial que efetuará nova memoraria. Se não concordar. indicar os bens a penhora. Depois de expedido o mandado de penhora o devedor será intimado pelo Diário Oficial.10. os bens penhoráveis. por exemplo. 284 e 614. porque será um procedimento autônomo em relação ao processo anterior. O prazo para cumprimento voluntário é de 15 dias. esse prazo se suspende. como ele já está no processo. III. Objeção de executividade. o juiz ordenará a penhora de bens de seu patrimônio. o credor requererá. com vistas a penhorar bens do devedor. Uma vez efetuada a penhora. na inércia do credor. este será intimado a exibi-los sob pena de desobediência – Ação de exibição de documentos ou coisa. o devedor pode tomar a iniciativa do cálculo. da obrigação. observando os artigos 282. é indispensável que o credor a requeira. Todavia. O credor deve. sendo a mesma cumprida no próprio processo de conhecimento. na pessoa de seu advogado. na petição. Se com o devedor e estes se negarem a entregá-los. Decorrido in albis o prazo para o cumprimento espontâneo. ou. Defesas do devedor no cumprimento da sentença O devedor na fase do cumprimento da sentença condenatória pode defender-se por meio de três tipos de instrumentos: I. em petição simples. Impugnação ao cumprimento da sentença . Montante excessivo – Poderá o devedor alegar que os cálculos são excessivos. uma vez que lhe compete preparar essa atividade executiva com a devida memória de cálculo. contados da sentença de condenação ou de liquidação. Decorrido o prazo in albis o devedor estará sujeito à multa de 10%. tem-se definido o valor para o cumprimento da sentença. onde estejam. ou mesmo o juiz julgá-los assim. o credor requer ao juiz ordenar ao seu possuidor entregá-los.2008 CUMPRIMENTO DA SENTENÇA Embora o cumprimento da sentença não dependa de ação própria. II. o processo será arquivado. Eles poderão estar com o próprio devedor ou com terceiros. (CPC.185 14. a expedição de mandado de cumprimento forçado. para evitar a multa legal. à ação será atribuído o valor ofertado pelo credor. se for o vaso. II. inclusive. Uma dúvida que pode surgir: o devedor deve ser intimado ou citado? Se o pedido de cumprimento se faz no mesmo processo. na falta deste. Se houver interposição de recurso recebido com efeito suspensivo. correndo os 15 dias após a decisão ao recurso proposto (art 475-J). Em havendo necessidade de novos documentos para que o credor possa desenvolver a memória de cálculo. valerão os cálculos apresentados pelo credor. depositando o valor obtido em juízo. art 341).

Quais as defesas que poderão ser interpostas no caso de exceção de executividade? Pelo princípio do contraditório. os dois primeiros podem ser apresentados pelo devedor até mesmo antes do início do cumprimento da sentença. agravo. tem-se uma sentença. já há segurança para o juízo quanto à liquidação do valor devido. se a acolhe extinguindo a execução. Oferecidas a objeção de executividade ou a exceção de executividade. dação em pagamento. consignação em pagamento. B) Objeção de Executividade É a defesa do devedor sobre matéria que o juiz deveria conhecer de ofício – matéria de ordem pública. • Documentos probatórios da alegação. O devedor deve ter prova pré-constuída de sua alegação. da intimação da penhora e avaliação do bem a penhorar. a objeção de executividade pode ser proposta a qualquer tempo e em qualquer frase do processo. decisão interlocutória. menos a convenção de arbitragem. . e em qualquer fase do processo. Todavia as exceções só podem ser apresentadas até o prazo da impugnação ao cumprimento da sentença. V e VI e as contidas no CPC. ou seja. Esse recurso deve ser interposto no prazo de 15 dias. Por isso mesmo independe a apresentação desse recurso da segurança do juiz pela penhora. sobre as quais o juiz deve manifestar-se de ofício. como remissão. quando apresenta a objeção à executividade. (CPP. ou seja. Conteúdo da objeção: São as constantes do CPC. Como se trata de matéria que o juiz deve conhecer de oficio. Já as objeções podem ser propostas a qualquer tempo. Visam essas duas defesas. art 301. contados da intimação do patrono do devedor. nunca depois da entrada da impugnação. juntamente com esta. sem necessidade de segurança ao juízo. São elas: a) A ausência dos pressupostos processuais positivos. também. devendo ser apresentado no prazo de 15 dias. evitar a penhora de bens do devedor. sub-rogação. dentro do prazo fixado pelo juiz: o agravo e a apelação. o credor poderá se valer de dois os tipos de defesas contra a exceção de executividade. contra a qual cabe. conforme o tipo de decisão.186 Destes tipos de defesa. o juiz decide a exceção. também. uma vez que a intimação já supõe a penhora de bens. ou outro fato que tenha efeito de pagamento. Depois do prazo concedido ao credor. destas. tem-se uma decisão interlocutória da qual cabe agravo. que pode ser impugnada por apelação e se a acolhe sem extinguir a execução tem-se. não se suspende a execução nem o prazo para apresentação da impugnação. o pagamento efetuado ou qualquer outra forma de extinção da obrigação. Trata-sede meio de defesa do devedor stricto sensu. cabendo dessa decisão uma das defesas acima: agravo ou apelação. devendo conter matéria sobre a qual o juiz não pode decidir de oficio. por exemplo. como. havendo ou não defesa. Se a exceção for rejeitada pelo juiz. art 267m incisos IV. A petição deve conter: • Pedido de extinção da execução ou a modificação de seu valor por ter havido pagamento parcial. art 475-J. §1º). A) Exceção de executividade. Requisitos da exceção de executividade. O excipiente apenas alerta o juiz sobre tais matérias.

ou seja a revelia se dá exatamente por falta ou nulidade da citação. embora haja revelia. Todavia não pode mais falar sobre o mérito que já foi previamente definido. do CPC.187 b) a presença de pressupostos processuais negativos (litispendência. art 475-J. II) ou contra a própria execução. o devedor pode com a impugnação atacar dois aspectos: a) A eficácia executiva do título. E um meio de defesa do devedor. O juiz emite mandato de penhora e avaliação e no momento em que o devedor for intimado da avaliação e penhora (juntada nos autos da intimação).II: Inexigibilidade do título executivo. Esse tipo de recurso deve ser interposto em 15 dias (CPC. carência de ação: e) Objeções de direito material. o que implica que o processo correu a sua revelia. Essa inexigibilidade pode se dar por estar o devedor ainda dentro do termo (prazo de 15 dias) para pagamento (CPC. como decadência e prescrição. porque ao mesmo tempo em que ele se defende.: Quando o credor apresentou a memória de cálculo já indicou bens a penhora e solicitou ao juiz que determinasse a penhora dos bens necessários à garantia o seu crédito. b) Atos da própria execução. Nesses casos. Todavia a falta ou nulidade de citação e a revelia devem correr concomitantemente. a inexistência ou nulidade da citação. • 475-L. ou seja. 572). Assim. § 1º) Requisitos da impugnação ao cumprimento da sentença: Tratando-se de uma petição inicial pelo o aspecto misto do instrumento. coisa julgada e perempção): c) as condições de ação (legitimidade das partes. Hipóteses de propositura da impugnação. incapacidade da parte defeito de representação. O devedor poderá alegar: • Art 475-L. pede uma sentença declaratória. estabelecer prazo . Lembrar que a presença espontânea do devedor no processo significa citação. Prazo: 15 dias da intimação da penhora. Continência. Nesse caso. a incompetência absoluta. a litispendência. na sentença. mas que tenha havido citação. ou pela existência de uma condição suspensiva qualquer. ela deve conter todos os requisitos dos artigos 282 e 283. não configura hipótese para impugnação. a conexão. o título ainda não é exigível. interesse processual e possibilidade jurídica do pedido): d) preliminares de contestação. Todavia. coisa julgada. Natureza jurídica: é um misto de defesa e ataque (ação). Pode acontecer até de o juiz. Obs. Pela impugnação o devedor atacará a eficácia do título quanto aos seus aspectos formais ou atacará algum ato da execução. C) Impugnação no cumprimento da sentença É a resposta do devedor contra a eficácia executiva (inexigibilidade) do título (CPC. misto de defesa e de ação. Pode ser até que o pagamento dependa de uma providência do próprio credor. 475-L. a inépcia da petição inicial: a perempção.I: Falta ou nulidade de citação. quando haverá o contraditório. a impugnação só pode ser apresentada depois que o juiz esteja garantido pelo penhora. Pode ser que a revelia se dê. começa a correr o prazo de 15 dias para a impugnação. o prazo de contestação transcorreu in albis.

valorizou tais bens de modo excessivo e o oficial de justiça. ao proceder à avaliação não deu pela coisa. Por isso. art 580 e 585). Como se mencionou antes. Não ocorre efeito suspensivo no recebimento da impugnação. Mas apenas quanto à execução. Art 475-L. Conforme § 1º do art 475-M. a penhora recai sobre bens que não estão livres para a penhora. Art 475-L. cabo agravo de instrumento pelo devedor que apresentara a impugnação. a impugnação será autuada separadamente do processo. III: Erro de avaliação: quando o credor apresentou sua memória de cálculos e indicou bens a penhora. Por exemplo. Aliás. o credor pode requerer o prosseguimento da execução. sub-rogação. portanto por decisão interlocutória. Resumo: Como vimos. V: Pode alegar excesso de execução. ela pode ser procedente ou improcedente. portanto por sentença que importa na extinção do processo de execução. c) Quando a execução se processo de modo diferente ao fixado na sentença. modificativos ou extintivos da obrigação. tendo ocorrido. arbitrada pelo juiz e prestada nos próprios autos. § 1º: Pode alegar a inconstitucionalidade da sentença. Julgada a impugnação. uma transação. Art 475-L. Pode haver até necessidade de chamamento ao processo de outro devedor solidário. na execução. Art 475-L. Art 475-L. caso em que a decisão dependerá do STF. o devedor pode apresentar três tipos de defesa (CPC. art 475-M). salvo quando presentes o fumus boni júris e periculum in mora (quando a execução pode causar ao executado grave dano e de difícil reparação) . d) Quando o credor exige o cumprimento do devedor sem ter ainda cumprido a sua obrigação (contrato sinalagmático). Se houver efeito suspensivo a autuação da impugnação será no mesmo processo. ainda. cabe apelação ao credor. ou seja. como: a) quando. quanto ao procedimento. e) Quando o credor não provar que já cumpriu a condição que lhe fora imposta pela sentença. oferecendo e prestando caução suficiente e idônea. b) Quando a execução recai sobre coisa diversas da determinada na sentença.m que aconteçam depois que a sentença foi prolatada. o credor exige mais do que a sentença fixou. a suspeição e o impedimento podem ser alegados a qualquer momento. também. O devedor pode apresentar este tipo de impugnação para corrigir o erro. (CPC. de impedimento ou de incompetência. inclusive no próprio juízo. O que permite ao juiz receber a impugnação com efeito suspensivo. alegar fatos impeditivos. III: Poderá alegar. cessão de crédito. se procedente. (CPC. a execução pode ser imposta em juízo diverso do que apreciou a ação de conhecimento respectiva. penhora incorreta.188 maior para o devido cumprimento. VI: Pode. não quanto à ação. Se improcedente. IV: Ilegitimidade da parte. art 475-L): 1) Exceção de executividade. • • • • • • Efeitos da impugnação (CPC. art 326) . ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação. etc. Pode ter havido alguma alteração na situação. por exemplo. prazo esse que engole os 15 dias legais. Art 475-L. Daí caber a alegação de suspeição.

Em casos de comprovada urgência. ou seja. o momento da intimação do devedor quanto à penhora e avaliação do bem a ser penhorado. Nesse sentido é preciso fixar algumas referências. já não pode mais apresentar impugnação nem a exceção de executividade. A sentença que dá provimento ao pedido desses tipos de obrigação. essas defesas não poderão mais ser apresentadas. (CPC. ele já não pode mais apresentar a exceção de executividade em peça própria. Tutela específica: é o cumprimento forçado. Como se viu. para depois reclamar o respectivo ressarcimento de seus gastos. Portanto. o devedor pode se antecipar a ele e oferecer objeção sobre tais matérias até mesmo antes de iniciada a ação. para esta. de fato. podendo ser alegadas a qualquer tempo. concedida ao autor. do CPC. Como a objeção se refere a matérias que o juiz deve conhecer de ofício. Existem. a ocorrência de fatos supervenientes. Ressalve-se que as objeções.10. podem ser apresentadas depois. mas por meio de nova ação (rescisória ou anulatória). diversos caminhos para que a tutela específica seja. independentemente de autorização judicial. sob sua direção. mandar substituir aparelho defeituoso em lugar de consertá-lo. mas deverá fazê-lo na própria impugnação.2008 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA A OBRIGAÇÕES DE FAZER E DE NÃO FAZER 1. exatamente como foi solicitada. em juízo. salvo. para que o resultado prático da sentença seja assegurado. Mas a objeção de executividade continua sendo possível. Nesse prazo. Depois da intimação. art 301) 3) Impugnação ao cumprimento da sentença Momentos para apresentação destas defesas: Na linha do tempo. Pode também o juiz adotar outras medidas em nome da efetividade co cumprimento da sentença. tarefas que tradicionalmente competiam ao devedor podem ser atribuídas ao credor que as executará. assim que transita em julgado deve prever a satisfação do pedido in natura. Ela será posta em prática por meio de manado judicial dirigido ao devedor. Também nesse prazo. determinando suas providências imediatas ou providências das medidas a cargo do credor ou de terceiros. e seu parágrafo único. Tudo deve constar da sentença. a objeção de executividade poderá ser apresentada em peça própria ou na impugnação. nos termos em que foi pedido na ação. como o momento da propositura da ação. . mas só em peça própria. pode o credor executar (ou mandar executar) o fato. A exceção de executividade pode ser ofertada até a intimação. por exemplo. no prazo de 15 dias contados da intimação para penhora e avaliação do bem. nasce para o devedor o direito de apresentar a impugnação. essas defesas podem ser apresentadas em momentos diversos. relativo à obrigação de fazer ou de não fazer previsto na sentença. Vencido o prazo de 15 dias. conforme prevê o art 259. antes da intimação mencionada podem ser alegados os motivos previstos nos artigos 301 e 326. do CC. pois. entretanto. 21. o prazo para impugnação e a sentença de extinção do processo. Pode. Com a sentença que põe fim ao processo.189 2) Objeção de executividade.

do CPC. permite ao juiz escolher a forma menos gravosa ao devedor para o devido cumprimento da sentença. Assim. antes de reclamá-la em juízo. o cumprimento da sentença seguirá o mesmo das condenações positivas. pressupondo. b) Quando a prestação específica. de ofício. Todavia há duas situações em que a tutela específica possa ser convertida em perdas e danos: a) Quando o próprio credor.é preciso definir a sua certa e liquidez. as medidas possíveis. Medidas de apoio: Quando a tutela específica por possível. “impedimento de atividade nociva”. Não se trata. Obrigações de não fazer: a sentença de condenação de obrigação de não fazer cumpre-se com a mera intimação do devedor. podem ser impostas outras medidas não constantes do rol. deve-se seguir o procedimento de execução de quantia certa. se estabelecida e a obrigação não puder ser cumprida. mas um meio para forçar o devedor ao cumprimento da sentença. Inclusive. todavia. prefira a reparação dos prejuízos em lugar do cumprimento in natura. São medidas coercitivas que podem implicam até em uso de força policial para sua consecução. Á custa do devedor. um procedimento de liquidação. reduzi-la ou ampliá-la conforme a conveniência do caso. “desfazimento de obra”. a menos que a impossibilidade de cumprimento tenha ocorrido por culpa do devedor. 3. 4. face ao descumprimento da tutela específica pelo devedor. pela sua natureza ou por circunstâncias do caso. Mas a execução depende de mora do devedor. do CPC. se torna impossível (CPC. art 461. imissão de posse etc. que a tutela específica possa ser de mais de um modo. porém. Tutela substitutiva: O autor tem direito à tutela específica. art 475-A a 475-H). pelos princípios da equidade e da razoabilidade. o que não implica em modificar o pedido do autor. Bastante um incidente processual (CPC. de medida de apoio obrigatória e o seu uso depende de cada caso. Não é preciso. O art 461. a multa poderá ser retirada. Como o valor da mora possa elevar demais o valor da multa. Mas se houve conversão da tutela específica em seu equivalente econômico. Obriga-se o devedor ao desfazimento da obra realizada de modo ilegítimo. que o juiz pode impor ao devedor pelo retardamento do mencionado cumprimento. O credor obterá na sua atividade executiva a ordem judicial para o desfazimento da coisa. quer por outra equivalente. A primeira dessas medidas é a multa diária (astreinte).190 2. com exceção da astreinte. praticar o ato proibido. portanto. Até porque ela não significa um benefício para o credor. não fica o juiz impedido de a estabelecer na fase do cumprimento do julgado. quer pelo fato pleiteado. É necessário que haja um procedimento de execução do principal para orientar a definição do inadimplemento da obrigação. o juiz pode fazer constar da sentença medida de apoio ao efetivo cumprimento da sentença. o juiz pode. Pode fixar o dies a quo para o devido cálculo da multa. todavia. a coisa deverá retornar ao seu . Entretanto. São exemplos de medidas de apoio: “busca e apreensão” para coisas móveis. num rol não taxativo. ou seja. Se ele. mesmo que ela não ocorra nesses momentos. Execução da multa: a imposição da multa pode se dar na decisão interlocutória relativa à concessão de antecipação de tutela ou na sentença definitiva. Para exigir-se o pagamento da multa. O art 620. § 1º). estas medidas são inaplicáveis.

b) Imissão de posse. caput). O art 466-B. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA À OBRIGAÇÃO DE ENTREGA DE COISA.. 3. Executado o mandado. a sentença pode ter sua eficácia condicionada ao cumprimento de contraprestações futuras do credor. desde que não haja cláusula em contrário e o pré-contrato preencha as condições do contrato definitivo. Cumprido o mandado. ainda não exigíveis. encerrando-se este sem necessidade de nova sentença. que implica em: a) Busca e apreensão.191 statu quo ante. em certas situações. a criação de direito real etc. Encerramento do processo: Para tal. contudo. em se tratando de coisa móvel. funcionar com força de contrato definitivo. Dela nasce para o credor o direito à conclusão do contrato principal. Contraprestação: O credor deve. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA À OBRIGAÇÃO DE DECLARAR A VONTADE 1. por meio de uma sentença que transitada em julgado produzirá os efeitos da declaração negada (CPC. definitivo. dar-se a conversão em perdas e danos e o cumprimento destas segue o procedimento de execução de quantia certa. não há execução de sentença. art 466-A). Ai está a fungibilidade. 1. a sua eficácia. o processo se exaure e os autos será remetidos ao arquivo. Tutela substitutiva: A substituição da tutela poderá ocorrer de duas formas: . não há necessidade de nova sentença. art 461-A. firmado anteriormente pelas partes. provar que a sua contraprestação foi cumprida sob risco de carência de ação. A própria sentença produz seus efeitos. é mais forte ainda ao admitir que o pré-contrato possa. produzindo a transferência dominial. do CPC. Conforme as condições do pré-contrato. Procedimentos pos sentença: A sentença condenatória à entrega de coisa fixa prazo para que a obrigação seja cumprida (CPC. Se o completo desfazimento for impossível. ele será juntado aos autos do processo. quando for imóvel. Execução da sentença: No caso de condenação que outorga a declaração de vontade sonegada pelo devedor. Admite o artigo mencionado a cumulação de duas ações em uma única ação: a condenação do devedor quanto à assinatura omitida e o estabelecimento do vínculo contratual definitivo. 2. Se o devedor não a cumprir nesse prazo. Se ela não tiver ainda sido cumprida pode ele depositá-la como medida preparatória da ação. o juiz expedirá mandado para o cumprimento forçado da sentença. Uma vez levada ao registro público produz os seus efeitos erga omnes. Se o devedor não cumprir a obrigação assumida no précontrato será lícito ao credor pretender daquele a emitir a manifestação de vontade a que se obrigou. como ocorreria com o registro do contrato principal. Isso. Fungibilidade: Tratamos aqui do pré-contrato relativo a uma promessa ou a um compromisso que representa declaração de vontades. 2.

. nenhuma execução de crédito se processa sem os requisitos da liquidez. a multa e outras medidas de apoio ao cumprimento tempestivo da sentença passarão a ser admitidas também nas obrigações de entrega de coisa. causando a frustração da tutela específica. Multas e outras medidas de apoio: de modo idêntico ao caso de obrigação de fazer ou não fazer. Obrigação genérica: sendo genérica a obrigação a ser cumprida. Isso porque. surgem duas situação quanto a essa definição: a) Se a escolha for do credor. por definição legal (CPC. art 244). b) Não podendo o devedor cumprir a prestação específica porque o bem não é encontrado por ter sido consumido. Para ser alegada em contestação deverá conter todos os . Como a definição da coisa pode caber tanto ao devedor como ao credor (CC. Liquidada a sentença quanto ao valor da indenização. como objeto de embargos à execução. ou seja. se o mandado não for cumprido no prazo fixado. ele a define na fase do cumprimento da sentença. Retenção por benfeitorias: a retenção de benfeitorias. Como as últimas modificações do Código de Processo Civil aboliram a execução em ação autônoma. Elas são cabíveis tanto na decisão interlocutória de antecipação de tutelo como na sentença definitiva. Nem pode a questão ser debatida em sede de cumprimento de sentença. O juiz deve resolver o embaraço havido por meio de uma decisão interlocutória. se não ocorrer o depósito do valor definido no prazo estabelecido pelo juiz. art 475-J). IV). permitindo a indenização se a obrigação não for cumprida. desviado ou mesmo perecido. Nesse caso a sentença será executada desde logo como obrigação de quantia certa.444/2002. Essa retenção pode ser alegada e debatida na fase de contestação da ação de conhecimento. 4. Estabelecerá que. transformando a tutela específica em tutela substitutiva. 3. certeza e exigibilidade da obrigação. Tendo sido acolhida a retenção de benfeitorias deve ser cumprida antes do cumprimento de sentença. art 745.192 a) Se na propositura da ação o credor já se manifestou. 5. para o cumprimento da sentença deve ser feita a definição da espécie e quantidade da coisa a ser entregue. como na situação anterior. b) Se a escolha couber ao devedor. na qual se demandará pela indenização delas. Da decisão interlocutória (deferimento ou indeferimento) cabe recurso de agravo de instrumento. haverá mandado de penhora e avaliação de bens do devedor. a obrigação consiste em entrega de coisa a ser definida pelo gênero e quantidade. ou seja. só poderá ser pleiteada em ação própria. sendo solucionada na sentença. Se não for acolhida. a obrigação poderá ser cumprida pelo equivalente em moeda. é expediente próprio de execuções de títulos extrajudiciais. segundo consta da Lei 10. ele define a coisa já na petição inicial. transformada em cumprimento de sentença de modo incidental em relação processual unitária (ação de conhecimento). não há mais possibilidade de cogitar-se de embargos à execução de sentença quanto à retenção de benfeitorias. transforma-se em penhora e avaliação dos bens do devedor necessários à satisfação do direito do credor (CPC.

tanto para a causa como para o processo. (OAB / SP – 136) De acordo com o CPC. b) Sempre será executada perante a Justiça Federal. (OAB / SP 132) Assinale a alternativa que contem afirmativa correta a respeito da execução de sentença arbitral. já que o menor não tem capacidade plena. depois de homologada pelo STJ.10.2008 Complemento da Impugnação ao cumprimento da sentença de aula anterior. 3. b) A mãe do menor absolutamente incapaz será parte legítima para pleitear alimentos para o menor. mas precisa que sua capacidade seja integrada. Resposta: alternativa a. d) o juiz acolhe a alegação de perempção. como ele mesmo. extingue-se o processo sem resolução do mérito quando a) o juiz reconhece a prescrição ou a decadência. ou seja. contra o pai. c) Deve ser proposta nova demanda. 31. art 745. d) Deve ser executada perante a Justiça Estadual competente. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor. 24. 2. Resposta: alternativa d. tendo em vista a incapacidade plena. d) Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. § 1º). . conforme as regras de cumprimento de sentença. como parte.193 elementos que permitam identificar perfeitamente as benfeitorias em questão. (CPC. contra o pai. a) O menor absolutamente incapaz. c) sempre faz coisa julgada material. b) é o pronunciamento judicial que tem por finalidade extinguir o processo com ou sem julgamento do mérito. bem como os seus respectivos valores. é parte legítima para pleiteá-los contra seu pai. c) o autor renuncia o direito sobre o qual se funda a ação. Resposta: alternativa d.10. amos precisam figurar no pólo ativo. a) Sempre ocorrerá perante o Juízo Arbitral em razão da competência funcional absoluta. d) pode ser de mérito ou definitiva e processual ou terminativa.2008 QUESTÕES DO TESTÃO 1. pois não é considerada título executivo que enseje a instauração de execução. c) Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. (OAB / SP 133) Sobre A sentença é correto afirmar que a) é sempre proferida depois da audiência de instrução e julgamento. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. 4. condenatória cível. que necessita de alimentos. b) as partes transigem. já que diante da incapacidade do menor. (OAB / SP) Assinale a alternativa correta.

da citação do último litisconsorte passivo. Partes. São causas que geram a extinção do processo sem julgamento do mérito: perempção. a necessidade de intervenção do Ministério Público quando há interesse de incapaz.11. começará: da juntada aos autos do último mandado cumprido. Igualdade e Acesso à Justiça. Igualdade e Juiz natural. Inafastabilidade. (OAB / SP 132) São matérias que o juiz pode conhecer de ofício e a qualquer tempo e grau de jurisdição: a) legitimidade das partes. competência funcional do juiz estabelecida pelo Tribunal ao qual está vinculado. d) Todas são incorretas.194 Resposta: Alternativa d. A garantia de que todos os titulares de direito possam ver prestada a tutela jurisdicional. causa de pedir e pedido são elementos identificadores da ação. o prazo para resposta. d) Inafastabilidade. a partir da publicação do despacho que considerar válida todas as citações. litispendência e prescrição. Juiz natural e Inafastabilidade. Juiz natural. 11. A ausência da contestação leva. II. invariavelmente a que seja julgada antecipadamente a lide. Resposta: alternativa B 2. d) todas estão corretas. 6. a partir da respectiva citação para cada consorte. (OAB / SP 131) Assinale a alternativa correta. Resposta: Alternativa A. b) prescrição. sendo citação pessoal. c) Apenas III é correta. c) Juiz natural. I. a) Apenas I é correta. b) Apenas II é correta.2008 PROVA 1. Inafastabilidade e Acesso à justiça. No procedimento ordinário. havendo vários réus. Resposta: Alternativa d. 5. c) incompetência absoluta. Igualdade. direito à tutela judicial adequada encerram os seguintes princípios: a) Igualdade. III. a) b) c) d) . b) Acesso à justiça. Acesso à justiça. Resposta: alternativa A.

. desde que não decorridos dois anos do trânsito em julgado da sentença. d) pode alegar o vício em embargos do devedor ainda que já decorridos mais de dois anos do trânsito em julgado da sentença. Quando o direito estiver sendo pleiteado em juízo. Observe as proposições abaixo: I.195 3. Território e Município. II. c) pode alegar o referido vício em embargos do devedor. III. a fim de se efetivar nos bens que forem adjudicados ou vierem a caber ao devedor. Após o transito em julgado de sentença condenatória proferida em processo de conhecimento que teve curso à revelia. Está correto somente em: a) b) c) d) I I e II I e III. d) O cabimento. o preparo e a legitimidade recursal. Resposta: Alternativa B. Estado. Far-se-á a liquidação por artigos quando a determinação do valor da condenação depender de cálculos aritméticos baseados em dados existentes em poder do devedor. Resposta: alternativa B 4. São pressupostos intrínsecos de admissibilidade dos recursos. c) extingue-se o processo sem julgamento do mérito. 6. c) O interesse em recorrer. o preparo e a tempestividade. 5. b) A legitimidade recursal. o condenado a) somente pode alegar o vício em ação rescisória. d) extingue-se o processo sem julgamento do mérito por intransmissibilidade do direito. b) para obter a invalidade do processo dispõe exclusivamente da ação anulatória. averbar-se-á no rosto dos autos a penhora que recair nele e na ação que lhe corresponder. a) A inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer. correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. Constitui título executivo judicial a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União. o interesse em recorrer e o cabimento. III Resposta: D. Distrito Federal. porque não foi citado. A legitimidade recursal e o preparo. Falecendo o réu. em ação de divórcio: a) haverá extinção do processo com julgamento do mérito. b) suspende-se o processo.

sobre o qual poderão as partes manifestar-se no prazo de 5 dias. assinale a alternativa correta: a) Somente tem lugar a liquidação por arbitramento se assim for convencionado pelas partes. formada entre o autor e o juiz. d) Requerida a liquidação por arbitramento. legitimidade das partes e o interesse processual a) em conjunto. o locatário é citado para a execução da sentença. . consubstanciam.196 Resposta: alternativa D 7. farse-á na pessoa de seu advogado. o juiz: a) extingue o processo sem resolução do mérito. entre este e o réu. na liquidação por arbitramento e na liquidação por artigos. Julgada procedente a ação de despejo por falta de pagamento. em que houve vício de citação. sob o fundamento de que o vício da citação é matéria de ordem pública. c) A citação do réu. caso em que o autor não poderá intentar nova ação contra o réu com o mesmo objeto. o provimento jurisdicional. d) Embargos declaratórios cumulados com pedido de antecipação de tutela. Resposta: alternativa A 8. Resposta: alternativa C. Sobre o processo de liquidação. b) Quando a determinação do valor da condenação depender apenas de cálculo aritmético. o credor requererá a remessa dos autos ao contador judicial para a elaboração da memória discriminada e atualizada do cálculo. com pedido de antecipação de tutela (CPC. e entre este e o autor. art 273). Acolhida a alegação de perempção. 9. todavia poderá o autor intentar a mesma ação desde que comprove o recolhimento das custas do processo anterior. Possibilidade jurídica do pedido. no processo civil. c) exceção de pré-executividade. d) extingue o processo sem resolução do mérito. por vício da citação. Apresentado o laudo. b) ação declaratória de nulidade do processo de conhecimento. se necessário. o juiz nomeará o perito e fixará o prazo para a entrega do laudo. com pedido. b) extingue o processo com resolução do mérito. a fim de pagar o débito decorrente da condenação ou nomear bens à penhora. b) constituem a relação jurídica processual. A medida processual cabível para o executado evitar a penhora de seus bens é a) embargos à execução. o juiz proferirá ou designará audiência de instrução e julgamento. sob pena de extinção de extinção do processo. c) suspende o processo e intima pessoalmente o autor para tomar providências em 48 horas.. Resposta: alternativa C 10. constituído nos autos.

197 c) são pressupostos processuais.R E 2 E U D T V G I O A N D S M E N . apesar da limitação de seu conteúdo. 3..D I S M P O N D I B S I L U I D I A D 10. Espécie de sentença que tradicionalmente habilita o vencedor a intentar contra o vencido as medidas próprias da execução forçada. Cross words Conceitos: Horizontais (across) 1. as partes terão o prazo de 5 dias para indicá-los. É a principal defesa que o devedor pode apresentar ao pedido de cumprimento de sentença. todavia.. em que a ausência de uma delas informa a extinção do processo. 4. A liquidação de sentença correrá por tal modalidade quando a apuração do quantum devida depender de conhecimento técnico específico. 9. 6.D E N S A A T E . nem se encontra jungida ao dever de prosseguir na execução forçada a que deu início. Verticais (down) 2. Carnelutti diz que o título executivo atende a esta característica quando não se levantam objeções sobre sua atualidade. 1 . possível o seu . Este princípio da execução determina que toda a atividade jurisdicional incide. A sentença estrangeira deve ser homologada por ele. sem exame do mérito.C O .. d) são condições da ação.S T O J 7 A O Ç Ã O A L I D A D E . Resposta: alternativa D.A R B I T R A M E N D T O 3 4 5 . 10. Nomeado perito para a liquidação.. que devem ser verificados quando da propositura da ação ou da constituição válida da relação processual. 11.O F 6 E N E Q R .. direta e exclusivamente sobre o patrimônio e não sobre a pessoa do devedor. 5. 4. 8 . até as últimas conseqüências. O principal legitimado para promover a execução civil da sentença penal condenatória.Q U T O 8 . sendo. Este princípio determina que o credor não se acha obrigado a executar seu título. Findo o prazo de 6 meses para o credor propor a execução da sentença os autos serão arquivados...E X I B I L I D I A 9 .

Para tal definição. o O foro será definido pelo art 100. Exercício: A empresa XY Distribuidora de Peças Ltda. comerciante..250. domicílio e residência das duas partes (autor e réu). do CPC. A empresa.08. tentou por várias vezes receber o valor do cheque diretamente do emitente Antonio Sá. • Art 282. como. o A condenação do réu no cumprimento do que for decido. Assim. além do pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios. na rua Duque de Caxias. também. residente e domiciliado em Brotas (SP). proponha a medida judicial cabível. o art 282 exige que a petição inicial inclua.2008 PETIÇÃO INICIAL Tendo em conta que um processo pode se desenvolver sob a forma dos procedimentos ordinário e sumário. observam-se. casado. Os requisitos básicos para qualquer deles são definidos pelo art 282. neste espaço de tempo. ou seja. do CPC. o Outros. Elas aparecem no problema oferecido. Valer do art 258. o A citação do réu. I – O juiz ou tribunal a que ela é dirigida. para orientar o recolhimento das custas e a fixação da sucumbência. • Art 282. estabelecida nesta cidade de São João da Boa Vista (SP). Quanto aos fundamentos jurídicos estes podem ser até omitidos. nº 12. . IV.00 (01. perícias.198 PRÁTICA DE PROCESSO CIVIL (Prof Tuim) SEGUNDO SEMESTRE 07. profissão. e no geral. d – Brotas: lugar onde a ação deverá ser satisfeita para a ação em que se lhe exigir o cumprimento. conforme o caso. cada um deles define a forma da petição inicial. Assim. as exigências do art 275. Antonio de Sá é brasileiro. nº 1. IV – O pedido com suas especificações. III – O fato e os fundamentos jurídicos do pedido. por exemplo. valer-se do art 100. sem qualquer sucesso. na rua Conselheiro Antonio Prado. Nesta semana a o gerente da empresa procurou o seu escritório jurídico contratandoo para promover a competente ação judicial para recebimento do valor do cheque. obrigatoriamente. • Art 282. prenomes estado civil. o foro competente.2008). os seguintes elementos: • Art 282. devem constar da petição inicial os seguintes pedidos: o Que a ação seja julgada procedente. Especialmente no caso do rito sumário. recebeu de Antonio Sá cheque de R$ 1. Os fatos devem ser relatados de modo a permitir-se o perfeito entendimento do ocorrido. II – Os nomes. Análise da situação. Referido cheque foi devolvido pelo banco sacado sob alegação de falta de fundos. V – O valor da causa. protestar pela possibilidade de provar as alegações por todos os meios permitidos de prova. • Art 282. VI – Definir as provas que se pretende apresentar.02. • Art 282. do CPC. Como advogado.

Entretanto pode ser proposta a ação de cobrança prevista nos art 1. casado. em virtude dos fatos e razões a seguir apresentados. com base no previsto nos artigo 1. Assim: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da __ vara cível da Comarca de Brotas (SP).. I CPC.250.00 (um mil. vem. Atribui-se à presente ação o valor de R$ 1. condenando-o ao pagamento do valor em questão. Ainda que a empresa tenha tentado em várias ocasiões receber o valor do cheque diretamente de seu emitente.199 o Valor da causa: R$ 1.250.00 (um mil e duzentos e cinqüenta reais). comerciante. o Como o cheque está prescrito (mais de 180 dias de sua emissão). não obteve sucesso. A empresa XY Distribuidora de Peças Ltda. que o requerido seja devidamente citado.102-A e 1. do CPC: ação monitória. Portanto não se poderá propor ação de execução. ele perdeu a força executiva. brasileiro. acrescido dos juros e correções legais.250. Assim.102-B requer a Vossa Excelência que a presente ação seja julgada procedente... na rua Duque de Caxias.. . respeitosamente. 12. O requerido emitiu o cheque anexo (doc 2) de R$ 1.102-A. 7 de agosto de 2008 ABCDEFGH – advogado OAB Nº . apresentado no prazo legal foi devolvido elo banco sacado sob a alegação de falta de fundos.. das custas processuais e dos honorários advocatícios. conforme procuração anexa (doc 1).00 – Art 258. residente e domiciliado nesta cidade de Brotas (SP). (qualificação completa) representado pelo seu advogado que a presente subscreve. duzentos e cinqüenta reais) que. Nestes termos Pede e espera deferimento São João da Boa Vista. À presença de Vossa Excelência para propor Ação monitória Contra Antonio Sá.

brasileiro solteiro. Até o último mês o locatário pagou regularmente o aluguel.444. no caso. por intermédio de seu advogado infra assinado.XX. conforme convencionado pelas partes. vem à presença de Vossa Excelência.444-XX. o valor integral do aluguel. Solteiro.444. Marcos Mora. Locou de Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) um imóvel. para propor a presente ação de CONSIGNAÇÃO DE ALUGUEL E ACESSÓRIOS DA LOCAÇÃO Com base no art 67 da Lei 8245/91 e em face Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) pelas razões a seguir expostas: 1. Na última semana o locatário foi notificado pelos locadores. cabe. Ação de Consignação de aluguel e acessórios da locação.200 14. RG 333. . de ora em diante.444. Como advogado do locatário proponha a medida judicial cabível. conforme procuração anexa (doc 1).333 e do CPF 44. nº 10. de forma individual. em Pindamonhangaba (SP). local do imóvel. Foro de Pindamonhangaba. CC: artigos 334 a 345 CPC. art 890 a 900. Base legal: Lei 8245/91 – Lei das locações. depositando-o em conta bancária deles. brasileiro. conforme prova o anexo contrato de locação (doc 2).333 e CPF 44. 10. pelo valor mensal de R$ 500.03. funcionário público. portador da RG 333. Peça: com base no art 67. residente na rua Getúlio Vargas.2008 AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO DE ALUGUEL E ACESSÓRIOS DAA LOCAÇÃO Caso: Marcos Mora. residente na rua Getúlio Vargas. onde cada um exige para si.00. nesta cidade de Pindamonhangaba (SP). O locatário tem dúvida quanto à forma de pagamento do aluguel vigente. da Lei 8245. Peça: ___________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ vara cível da Comarca de Pindamonhangaba (SP). na proporção de 50% para cada um. funcionário público. O requerente é locatário dos requeridos.

Em virtude destas notificações. Dá-se à presente ação o valor de R$ 500.00 (quinhentos reais). protesta provar o alegado por todos os meios de prova legalmente admitidos. Condenar os requeridos ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios. ou seja. Não obstante a natureza da ação. c. expedição de ofícios. a peça adotando-se tal variação: . para que o aluguel passasse a ser feito integralmente para cada um.00 (quinhentos reais) foi feito nos moldes da forma contratada. Recentemente o requerente foi notificado pelos requeridos. Até o último mês o aluguel mensal. querendo. especialmente pela oitiva de testemunhas. 4. 14 de agosto de 2008. contestá-la. Julgar procedente a presente ação. Schubletz Koltz Advogado – OAB xxxxxx _________________________________________________________________________ A mesma situação poderia ter uma variação. de R$ 500. Termos em que pede deferimento. depositado em conta correntes dos requeridos na proporção de 50% do valor para cada um deles. usando-se o art 890. 3.201 2. Por isso. e demais provas que se fizerem necessárias ao esclarecimento dos fatos relatados no início. Mandar citar os requeridos para tomar conhecimento da presente ação e. autorizando o pagamento do referido aluguel por meio de depósito consignado ao mesmo em conta específica. b. do CPC. desde já requerido. por meio de depósito bancário na conta de cada um deles. A seguir. requer a Vossa Excelência o seguinte: a. depoimento pessoal sob pena de confissão. Pindamonhangaba. juntado de novos documentos. individualmente. O requerente não está sabendo como proceder quanto ao pagamento do aluguel.

444-XX. Acontece que os referidos manifestaram expressamente ao estabelecimento bancário aludido recusas ao procedimento. e com base no artigo 890. precisamente a Caixa Econômica.00 (quinhentos reais). . 6. conforme prova o anexo contrato de locação (doc 2). ou seja. residente na rua Getúlio Vargas. de R$ 500. individualmente. depositado em conta correntes dos requeridos na proporção de 50% do valor para cada um deles. por meio de depósito bancário na conta de cada um deles. 9. Marcos Mora. para que o aluguel passasse a ser feito integralmente para cada um.333 e do CPF 44. por isso. vem à presença de Vossa Excelência. Solteiro. não restando ao requerente alternativa a não ser a de propor a presente ação. Até o último mês o aluguel mensal. para propor a presente ação de CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO Com base no art 67 da Lei 8245/91 e em face Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) pelas razões a seguir expostas: 5. correspondentes ao aluguel já vencido e cujo recebimento está sendo dificultado pelos requeridos. portador da RG 333.202 Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ vara cível da Comarca de Pindamonhangaba (SP). de 13. depositou o valor de R$ 500. tempestivamente. Recentemente o requerente foi notificado pelos requeridos. Em virtude destas notificações.1994 (doc 3). conforme procuração anexa (doc 1). O requerente não está sabendo como proceder quanto ao pagamento do aluguel e. do Código de Processo Civil e conforme interpretação dada pela Lei 8.444. para acautelar-se. em estabelecimento bancário oficial. por intermédio de seu advogado infra assinado. O requerente é locatário dos requeridos. 8.00 (quinhentos reais) foi feito nos moldes da forma contratada.951. Conforme § 3º do mencionado artigo. 7. brasileiro. nesta cidade de Pindamonhangaba (SP). nº 10. funcionário público.12. impedindo entrar em mora.

No cruzamento não havia semáforo. e Inscrição Estadual nº . ou oferecer resposta sob pena de revelia. Pindamonhangaba.. casado.000. vendedor. residente e domiciliado em São João da Boa Vista. o depoimento pessoal dos requeridos e a oitiva de testemunhas a serem arroladas oportunamente.. quando o autor transitando pela rua Riachuelo.203 Por isso. Da ré: Mercedes Benz – ano 1977..00 (quinhentos reais). Existem testemunhas presenciais... b. na cidade de Campinas. SP. Procedência do pedido. c. Sejam os requeridos citados para levantar o depósito efetuado em dia e hora fixados por Vossa Excelência.08.. teve seu veículo atingido no lado esquerdo. 14 de agosto de 2008. Dá-se à presente ação o valor de R$ 500. Fatos: Acidente ocorrido no cruzamento das ruas Riachuelo e Prudente de Morais.2008 Caso: Colisão de veículos. pelo caminhão da Ré. SP. com sede na cidade de Avaré. Km 100. Ré – Requerida: Transportadora 100. Schubletz Koltz Advogado – OAB xxxxxx _________________________________________________________________________ 21.. Autor requerente: José da Silva. e CPF. Placas CEM-0100.. ao cruzar com a rua Prudente de Morais.. Protesto por todos os meios de provas legalmente admitidos. Havia sinalização de PARE e FAIXAS DE SOLO para o veículo da Transportadora. dando a correspondente quitação. Danos materiais: R$ 10.. Na Rodovia 101... Termos em que pede deferimento. em especial a juntada de novos documentos. inscrita no CNPJ sob o nº . extinção da obrigação e condenação dos mesmos nas custas e honorários advocatícios. requer a Vossa Excelência o seguinte: a. cor azul.00 . brasileiro. portador do RG.. na rua Um. nº 1. Veículos: Do autor: Chevrolet Monza – Ano 1995 – cor cinza metálico – Placas ZRO 0101.

IV. • O art 100. inscrita no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicos sob o CNPJ nº _______ e inscrição Estadual nº _____.000. Confeccionar a peça cabível para o autor. José da Silva. residente e domiciliado na cidade de São João da Boa Vista. Às 16 horas. V. Análise: Qual o foro competente? O artigo 100. pelas razões a seguir apresentadas: 1. Avaré (SP). por meio de seu advogado abaixo assinado. “a”. conforme procuração anexa (doc 1). no cruzamento das ruas Riachuelo e Prudente de Morais. o local do domicílio do autor. SP. Peça ________________________________________________________________________ Excelentíssimo Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Cível da Comarca de Avaré-SP. do CPC.204 Danos com médico e Hospital: R$ 2.00. o veículo do requerente . fornece elementos para definir o foro. brasileiro. quanto à obrigatoriedade de indenização. do CPC (elementos da petição inicial). na Rodovia 101. com sede na cidade de Avaré-SP. o artigo 282. “a” define como foro o lugar onde está a sede. o art 258. nº 01. No dia ________. inscrito no Cadastro das Pessoas Físicas pelo CPF ______. o lugar do ato ou do fato para ação de reparação de dano: Campinas. SP. quanto ao valor da causa e os artigos 186. com base no art 927 do Código Civil. em ações para reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos: São João da Boa Vista. Presentes. vendedor autônomo. do CPC. Km 100. Opção feita: o foro de Avaré (SP). Ele fornece ao autor três opções: • O art 100. Vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência para propor Ação Indenizatória em face de Transportadora 100. do CC. na cidade de Campinas. SP. para a ação em que a ré seja pessoa jurídica. na rua Um. 187 e 927. • O Parágrafo único do art 100. também. casado. portado da Cédula de Identidade RG nº ______ . Portanto.

O Boletim de Ocorrência (doc 3). Dá-se à presente ação o valor de R$ 13.00 (dez mil reais). José de Oliveira.205 envolveu-se em acidente com o caminhão da requerida. c. como a. Nestes termos.00 (dois mil reais). onde permaneceu por dois dias. .500. O acidente foi presenciado por algumas pessoas. Condená-la também ao pagamento do salário que o requerente deixou de perceber nos dias em que esteve parado em virtude do acidente. Protesta o requerente provar todo o alegado pelos meios de prova legalmente admitidos. Hélcio Vaz.500. 4.000. que totalizaram R$ 10.00 (um mil e quinhentos reais). conforme comprova o anexo recibo das despesas médicas e hospitalares (doc 2). Descrição detalhada dos danos havidos nos veículos. 21 de agosto de 2008. traz as seguintes informações: a.00 (treze mil e quinhentos reais). Havia sinalização de PARE e FAIXAS DE SOLO para o caminhão da requerida. o requerente foi internado no Hospital São Geraldo. Aníbal Procópio c. no valor de R$ 1. b. 7. querendo. Não havia semáforo no cruzamento no qual ocorreu o acidente. b. Julgar procedente a presente ação. d.00 – dez mil reais). Pelo exposto. 2. em Campinas. Em conseqüência. P.000. e. d.000.dois mil reais). Mandar citar a requerida para tomar conhecimento da ação e. causando ferimentos à sua pessoa além de danos de monta em seu veículo. c. SP.000. segue anexa a nota fiscal fornecida pelo Concessionário Chevrolet que procedeu aos reparos necessários (doc 3). b. 6. deferimento São João da Boa Vista. Condenar a requerida ao pagamento da importância de R$ 12. requer a Vossa Excelência: a. Identificação dos veículos envolvidos no acidente.000. 5. 3.00 .00 (doze mil reais) relativa às despesas havidas com o conserto do veículo (R$ 10. bem como às despesas médico-hospitalares (R$ 2. devidamente relacionadas no BO. contestá-la. constantes do boletim de ocorrência com as respectivas qualificações e endereços. Quanto aos danos sofridos pelo veículo do requerente. especialmente pela oitiva das pessoas que presenciaram o acidente. que totalizaram R$ 2.

por meio de seu advogado que esta subscreve. Código de Processo Penal a ação de . 2008 Caso: Antonio e Maria foram casados durante 10 anos. O valor da causa vai ser buscado com auxílio do art 259. No caso 2 x 230 = R$ 460. e as decisões têm sido no sentido de determinar-se o pagamento imediato de 3 delas e as outras resultam em penhora de bens. O art 732 possibilita a execução com a penhora de bens do devedor. A pensão foi paga foi paga regularmente durante 4 meses. existem dois caminhos a seguir. ou ação de execução com pedido de penhora ou ação de execução com pedido de prisão. O art 733 possibilita a execução com pedido de prisão do devedor pelo não cumprimento da obrigação. Toma-se o nº de parcelas em atraso multiplicado pelo seu valor. proponha a ação cabível no caso. A propósito. Portanto. devidamente habilitado (doc 1).206 Auder Atayde . A sentença que determinou a pensão é título executivo judicial. neste ato representado pela sua mãe. do CPC. vem à presença de Vossa Excelência. com base no art 733. menor impúbere. tendo ficado fixada a pensão alimentícia ao filho menor no importe de 30% dos ganhos do pai. Pode-se pedir que juros e correção monetário sejam acrescentados quando do pagamento A jurisprudência tem entendido que quando o atraso for maior que 3 parcelas usa-se o art 732. sobre execução da prestação de alimentos. do CPC. o art 734 prevê o desconto da pensão em folha de pagamento do devedor. Ver os artigos 732 e 733. que representa atualmente R$ 230. Como advogado do credor. José.Advogado – OAB ______ _________________________________________________________________________ 12. 2.00. atualmente com 8 anos. para propor. para fazer a petição inicial. restando agora as duas últimas que 3estão atrasadas. IV. A PEÇA _________________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ vara cível da Comarca de São João da Boa Vista (SP). sendo que da união deles nasceu o filho José. A esse valor acrescentam-se os juros (2% ao mês) e corrige-se monetariamente. Maria (qualificação completa). O casal separou-se há 6 meses.09. tendo em vista os parcos ganhos da mãe. Temos que nos basear no art 282. Estudando o caso: 1. A criança necessita do alimento para a complementação de sua subsistência.00.

o pagamento das duas últimas delas. Maria separou-se de Antonio há seis meses. . no prazo de três dias. c. foi citado para responder ação de rescisão de negócio jurídico proposta pela empresa financeira WB.00 (sessenta mil reais). nem tampouco ficou demonstrado pela narrativa o descumprimento de qualquer das cláusulas do instrumento objeto da ação. 3. 5. Que referidos pagamentos sejam acrescidos dos juros moratórios e correção monetária devidos. conforme documento anexo (doc 2). Determinar o pagamento das mesmas.00 (duzentos e trinta reais). sob o risco de sua prisão. com termo final em 2009. b. deferimento São João da Boa Vista. residente em Atibaia (SP). P. querendo. 4.000. Por isso requer a Vossa Excelência o seguinte: a. A ação foi proposta em Campinas (SP). restando. tendo a autora justificado o foro de sua filial naquela cidade. dela defender-se. Dá-se à presente causa o valor de R$ 460. Referida “ação de rescisão de contrato” de financiamento de veículo celebrado em 2006. como determina o § 1º do mesmo artigo. Como advogado do réu Luiz. 2. 11 de setembro de 2008 ______________________________________ Advogado OAB nº __________ _________________________________________________________________________ 09. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova legalmente admitidos. Pela petição inicial é possível notar que o autor não expôs claramente as razões que levaram ao pedido de rescisão. tendo sido fixado na sentença de separação a prestação alimentícia mensal de R$ 230. todavia. apresenta a defesa necessária.00 (quatrocentos e sessenta reais).207 EXECUÇÃO DE ALIMENTOS Pelos motivos a seguir expostos: 1. A citação do réu para tomar conhecimento da presente ação e.2008 Caso: Luiz. As quatro primeiras prestações foram pagas regularmente. À causa foi atribuído o valor de R$ 60. correspondente ao valor do contrato celebrado. conforme previsto no art 733 mencionado. O contrato tem foro eleito na Comarca de São Paulo (SP).10. Nestes termos.

Como se relatou. possibilita ao réu avocar para sua comarca a competência do foro. portanto.208 Análise preliminar: • • • Trata-se de contrato de adesão relativa a uma relação de consumo: aplicável. em seu art 6º. determina que a incompetência relativa seja argüida por exceção. na exceção de incompetência. a petição pode ser protocolizada no juízo de domicílio do réu com requerimento de sua imediata remessa ao juízo que determinou a citação. devem ser elaboradas duas peças apartadas: a contestação e a exceção de incompetência. O Código de Processo Civil. conforme seu parágrafo único. o que. ou seja. O CDC. na petição inicial não ocorreu nexo entre os fatos e a conclusão. também. (15 dias. inciso VIII. caput. no parágrafo único de seu art 112. O prazo para a exceção está definido no art 305. que a execução do contrato está transcorrendo normalmente com as prestações vencidas devidamente pagas. protocolizadas no mesmo prazo de 15 dias da citação. o mesmo prazo da contestação) e. pelo parágrafo único do art 295 (II). As peças • • • . o Código e Defesa do Consumidor – CDC. leva à inépcia da peça. Considere-se. Assim.

no inciso II. vem à presença de Vossa Excelência. o art 295. com todas as prestações vencidas já quitadas. conforme comprovam as duplicatas quitadas anexas (Doc III/26). para apresentar a seguinte CONTESTAÇÃO à ação de “rescisão de negócio jurídico” que lhe move empresa financeira WB. 2) No contrato em questão foi definido o foro da Comarca de São Paulo (SP). abaixo assinado. o requerente firmou com a autora. considera inepta a petição inicial quando da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. cuja cópia segue anexa (Doc II) e cujo termo final é em 2009. do seu parágrafo único. conforme instrumento de procuração anexo (Doc I). por meio de seu advogado e bastante procurador. nº ______ LUIZ (qualificação completa). na peça vestibular. nem fornece elementos outros que possibilitem ao requerente conhecer os motivos dessa posição da autora. compatibilidade lógica entre a narração dos fatos e a pretensão expressada pela autora e. pelos motivos a seguir apresentados: 1) Em 2006. contrato de adesão relativo ao financiamento de um automóvel devidamente descrito no aludido contrato. Ref. devidamente qualificada nos autos do processo em referência. . portanto. respeitosamente. 3) Embora tal contrato se ache em fase normal de execução. inexplicavelmente a autora propugna pela rescisão do contrato em questão.209 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CAMPINAS (SP). Proc. 4) A peça vestibular anexa ao mandado de citação não informa o motivo que possa ter levado a autora à posição adotada. constante. já impresso. do contrato em questão. 5) Não há.

o requerente saber do que deve defender em relação à ação proposta pela autora. REQUER de Vossa Excelência o seguinte: a) Que a petição inicial seja indeferida pela inépcia verificada e. todavia. d) Os benefícios processuais destinados ao consumidor nas relações de consumo. Nestes termos. do Código de Processo Civil. Proc.210 6) Pelo contido na peça inicial não pode. Pelos motivos apresentados. conforme previsto no art 20 do mesmo Código. ___________________________ OAB Nº _________ ________________________________________________________________________ EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CAMPINAS (SP). I. Atibaia. Ref. b) Seja a autora condenada ao pagamento das custas judiciais e dos honorários advocatícios. nº ______ . em conseqüência seja o processo extinto sem julgamento do mérito. e) No tocante à produção de provas. tendo em conta que o negócio jurídico em questão configura uma relação de consumo. c) O depoimento pessoal de representante da empresa autora. como prevê o art 267. 9 de outubro de 2008. pois. Pede e espera deferimento. protesta o requerente pela produção de todos os tipos de provas legalmente previstos.

vem à presença de Vossa Excelência. seguiu a questão de razão de lugar. o artigo mencionado fala em nulidade do foro eleito do contrato de adesão e da preferência que deva ser dada ao foro da residência do réu. de ofício. inclusive com inversão do ônus da prova. 3) Ainda mais que a autora. até porque já havia um foro fixado no contrato de adesão – o foro da Comarca de São Paulo. optou pelo foro dessa cidade para conhecer de mencionada rescisão. escolhido unilateralmente pela autora. conforme instrumento de procuração anexo (Doc I). no processo civil. já qualificada nos autos do processo em referência. e a competência do foro de Campinas é relativa. 2) A execução do contrato vinha transcorrendo normalmente. Aliás. a critério do juiz. Por estas razões. De início pronuncia-se ele contra a opção da autora. do Código de Defesa do Consumidor – CDC -. inciso VIII. foi verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. solicita a Vossa Excelência defira o seu pedido. relativamente ao mútuo em questão. fala quanto aos direitos do consumidor na “facilitação da defesa de seus direitos. numa confirmação que ela representa a parte forte da relação em comparação ao requerente. é claro quando à possibilidade de o juiz considerar. cidade na qual o requerente tem sua residência e para cuja comarca deve ser remetido o processo. do CPC. 4) A escolha do foro. pelo foro da Comarca de Atibaia. mudando o foro de competência da ação para a Comarca de Atibaia (SP).211 LUIZ (qualificação completa). no caso. portanto. o foro eleito no contrato de adesão como nulo. contrato esse com termo final em 2009. respeitosamente. ou seja. a seu favor. contrato de adesão que fixava o “foro eleito” da Comarca de São Paulo. . celebrou com o requerente. sob alegação da manter uma filial nessa cidade de Campinas. contrato de financiamento de um automóvel. quando. Ainda com mais razão pode considerar nulo também o de Campinas. em 2006. 6) O art 6º. por meio de seu advogado e bastanteprocurador. para apresentar a seguinte EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA relativamente ao processo em referência e pelos motivos a seguir expostos: 1) A empresa financeira WB. a parte frágil na relação de consumo. 7) Apresenta. segundo as regras ordinárias de experiências”. 5) A art 112. abaixo assinado. o requerente a sua preferência pelo foro da Comarca de sua residência. gozando do direito que lhe concede a lei. com todas as prestações vencidas já devidamente quitadas quando recebe o requerente citação para falar em ação de rescisão de contrato.

3) E relativamente aos efeitos em que a apelação é recebida..10. Qualificação das partes. 3. 4.das decisões interlocutórias caberá agravo. Razões do agravo. isto é em uma decisão no curso do processo que não seja terminativa. O assunto vem tratado no art 522. no prazo de 10 dias. 6. do CPC: . 5.2008 AGRAVO DE INSTRUMENTO Existem dois tipos de agravo: o agravo retido (regra geral) e o agravo de instrumento (excepcional).. Anexos obrigatórios: • Cópia da decisão agravada.212 Termos em que Pede e espera o deferimento de seu pedido ____________________________ Advogado OAB _______ _________________________________________________________________________ _ 23. Endereçamento: ao Presidente do Tribunal de Justiça. O agravo de instrumento deve ser proposto nas decisões interlocutórias. ou na própria peça. Pedido Nome e endereço completos dos advogados (para contra-razões do agravo) Em peça separada. relação dos anexos obrigatórios e facultativos à instrução do agravo. 2) Quando da inadmissão da apelação. Decisão agravada. de forma retida. 7. . • Certidão da intimação. Anexos facultativos: Outras peças que a agravante julgar úteis. • Certidões das procurações outorgados aos advogados do agravante e do agravado. ar 524): 1. Forma (CPC. sendo admitida sua apresentação por instrumento quando: 1) Quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação. 2.

em curso na Comarca de São João da Boa Vista (SP). usando para comprovar sua alegação laudo pericial realizado no produto vendido. A PEÇA _________________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Luiz (qualificação completa). fundamentando a sua decisão (interlocutória) na ciência prévia do comprador daquele laudo agora impugnado. processo nº 678/2008. situação prevista no art 522 como das que possibilitam o agravo de instrumento. à presença de Vossa Excelência para interpor o recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO . A situação enquadra-se no perigo de “causar grave danos à parte e de difícil reparação”. CASO: Antonio. o comprador. Na contestação. alegando a baixa qualidade do produto adquirido apresentou ao vendedor valor correspondente a 50% daquele pactuado. Como advogado de Luiz interponha o recurso cabível. Análise da situação. inconformado com decisão proferida em processo que lhe move Antonio (qualificação completa). É sabido que o prazo máximo de conservação do produto é estimado em 120 dias. a seu termo. O juiz.213 Importante o art 526: No prazo de 3 dias o agravante requererá juntada aos autos do processo cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. respeitosamente. Luiz impugnou o laudo apresentado. entendendo desnecessária a prova pericial indeferiu o pedido. vendeu a Luiz toda sua produção. cuja amostra encontra-se depositada em local adequado à sua conservação. sendo que o comprador comprometeu-se a pagar o negócio no prazo de 30 dias após a entrega da mercadoria. bem como relação dos documentos que instruíram o agravo. pelo prazo de “validade” da amostra. O recurso cabível da decisão interlocutória é o agravo. requerendo a realização de perícia técnica para a comprovação de falta de qualidade do produto adquirido. por intermédio de seu advogado que subscreve o presente recurso. Diante da divergência. Na data aprazada. vem. Antonio ingressou com ação para o recebimento da quantia pactuada no negócio. Mais precisamente o agravo de instrumento tendo em conta a necessidade de solução urgente para a pendência.

... Do agravado: ... determinando a realização da perícia solicitada... que fosse determinada perícia técnica para aferir a qualidade do produto...... está cobrando judicialmente o agravante de valor total de venda havida de sua produção com base em transação comercial efetuada............. os nomes e endereços dos advogados que atuam na ação em questão: Do agravante: ... _________________________________________________________________________ 06....... Nestes termos P.. Em face da atitude do vendedor... com urgência..... 3...... perderá as condições para a perícia solicitada...... solicita na contestação da ação proposta.. 2.. Por isso... não alcançará preço compatível com o exigido pelo agravado.. Advogado OAB Anexos: Cópia da decisão agravada (doc.... Em vista dessa decisão do juiz. também. não considerando que entre a data da transação e a entrega da mercadoria decorreram mais 60 dias........ para a qual ele se destina....... sob a alegação da existência de laudo que já existia à época da transação..10. 4..214 pelas razões seguintes: 1... em virtude da baixa qualidade do produto... requer a Vossa Excelência reforme a decisão proferia.... Todavia..... 5.... que não correspondeu às condições avençadas ba transação... existe eminência de grave prejuízo para o agravante..... no prazo estimado de 120 dias........... senhor Antonio......... O agravado....1) Certidão da Intimação (Doc 2) Cópias das procurações dos advogados (doc 3 e 4) Informa. tendo em vista que a amostra do produto que se acha em depósito........ porquanto a comercialização do produto.2008 .... Deferimento São João da Boa Vista......... o agravante dispões a pagar apenas 50% do valor do negócio celebrado... ... O juiz da Comarca de São João da Boa Vista indeferiu o pedido formulado.. demorado que pode ter modificado a qualidade inicialmente apresentada pelo produto........

devem ser observados os seguintes princípios: a) Princípio da Máxima utilidade (CPC.08). Falta ou nulidade de citação. Caso par elaboração da peça. Ilegitimidade das partes.00 (trinta e dois mil reais).215 EMBARGOS E IMPUGNAÇÃO (Títulos Judiciais e extrajudiciais) • Quando se tratar de execução de sentença de título extrajudicial. VI. Penhora incorreta ou avaliação errônea. II. que. O advogado do vencedor ingressou com execução de sentença. Qualquer causa impeditiva. em especial. sendo estes devidos apenas a partir do trânsito em julgado da sentença. Excesso de execução. III. • Quando se tratar de execução de títulos judiciais. objeção de executividade e impugnação ao cumprimento da sentença. em razão de danos morais praticados em desfavor do primeiro. É certo que a sentença não determinou qualquer aplicação de juros. digitado. apresente a peça para sua defesa.2008. No processo. são cabíveis embargos do devedor. tendo atribuído ao pedido o valor de R$ 32. desde que superveniente à sentença.000. do CPC. justificando esse valor pela aplicação de juros contados desde a distribuição do processo. na próxima 5ª feira. se o processo correu à revelia. 13. Análise da questão: . A sentença transitou em julgado no dia 30. valendo como prova. § 1º).11. conforme prevê o art 475-L. compensação. conforme estabelece o art 475-L. Inexigibilidade do título. há custas pagas pelo autor no valor de R$ 250. modificativa ou extintiva da obrigação. do CPC.00 (vinte mil reais). Prazo para impugnação: 15 dias. art 612). contados da juntada do mandado citatório nos autos de execução (CPC.000. IV. como pagamento. conforme prevê o art 736. V. é cabível nos seguintes casos: I. Como advogado do executado. novação. Antonio tem em seu favor sentença judicial que condena Paulo ao pagamento de R$ 20.00 (duzentos e cinqüenta reais). bem como condenação ao pagamento de honorários de sucumbência de 20% sobre o valor da condenação. Na impugnação. transação ou prescrição. Assim. b) Princípio da menor onerosidade (CPC. art 620). no caso de execução de título executivo o devedor deve defender-se por impugnação.10. (a ser apresentado ao professor. o devedor pode defender por três instrumentos: exceção de executividade. art 475-J.

a impugnação poderá ser recebida sem o efeito suspensivo e por isso será autuada em separado o que exige certos cuidados na instrução da inicial. como deveria ser.00. § 1º. por excessivo (uma das situações de excesso de execução) levando em conta que os juros foram calculados desde o ingresso do processo e não do trânsito em julgado. Assim. Inclusive deve ser instruída com o valor que o devedor considera o correto.: Pode-se anexar cópia de todo o processo. respeitosamente. à presença de Vossa Excelência para. com o que se anexarão as peças indispensáveis e a outras. vem. ela deve seguir as normas de uma ação. Obs. 3. outras peças que o devedor julgar importantes.00. com base no art 475-L. a impugnação não será recebida e o devedor responderá pelo valor pedido pelo credor. conforme mandato de procuração anexo. deverão ser juntados à petição: 1. conforme previsto no art 544. o credor apresentou seu requerimento para a execução da sentença e nesse requerimento oferece sua memória de cálculo quanto ao valor pretendido (ele corrige o valor fixado na sentença). mais custas e honorários de sucumbência. Daí a defesa será quanto ao exagero do valor pedido e a peça adequada é a impugnação à execução de sentença.00. condenado o devedor a pagar R$ 20.216 Tendo em conta a sentença proferida. Como a impugnação é ao mesmo tempo defesa e ataque do devedor. Além do mais. inciso V. inclui as custas e os honorários do advogado. por seu advogado abaixo assinado. Isso tudo resultou em R$ 32. Se faltar esse valor. do Código de Processo Civil. O devedor poderá contestar o valor pedido pelo credor. com a petição inicial nos moldes do art 282 e 283. cópias das procurações dos advogados 4. apresentar sua . cópia do ato que se pretende impugnar. conforme relata o caso. devidamente credenciado.000. cópia da intimação do devedor. 2. A PEÇA ________________________________________________________________________ Excelentíssimo Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Cível da Comarca de ________ Processo nº ______ Paulo (qualificação completa).

indicou bens à penhora e justificou o valor apurado na memória de cálculo pela aplicação de juros desde o momento da distribuição da ação. A memória de cálculo em questão apresenta erro quanto ao cálculo de juros.217 Impugnação ao cumprimento de sentença em face de Antonio (qualificação completa). A multa pelo não cumprimento voluntário da decisão exeqüenda incide a partir da intimação de seu trânsito em julgado através do órgão oficial. in casu. eles são devidos a partir do seu trânsito em julgado. Referida sentença transitou em julgado em 30 de outubro de 2008. movido pelo exeqüente contra o executado. relativamente ao processo em referência. 3.00 (trinta e dois mil reais). No processo em questão.003827-5/001(1) Relator: José Flávio de Almeida Ementa: Agravo de instrumento. instruindo seu pedido com simples demonstrativo de atualização do débito. Exceção de executividade. 4. Na sistemática do incidente de cumprimento de sentença é possível a oposição de exceção de executividade. a partir de 30 de outubro de 2008 e não. pois quando a sentença condenatória não fixa os juros. A propósito.00 (duzentos e cinqüenta reais) e honorários de sucumbência de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. Impugnação. O exeqüente apresentou petição de cumprimento de sentença instruída com a memória dos cálculos.000. 2.000. Voto: Dou parcial provimento ao recurso para resgatar à agravante a oportunidade futura de oferecer impugnação ao cumprimento de sentença. 6. foi proferida sentença condenando o executado ao pagamento de R$ 20. 5. “o excesso de execução ocorre quando o credor pleiteia quantia superior à do título”. Cumprimento de sentença.03. Multa. como foi feito pelo exeqüente. da jurisprudência pode-se depreender que a data para início de incidência dos juros é a data do trânsito em julgado da sentença. Vejamos: a) Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Processo 1. pelos motivos a seguir expostos: 1. O procedimento adotado pelo exeqüente motiva o excesso de execução previsto no art 743. Cumpre ao credor requerer o cumprimento da sentença.00 (vinte mil reais). ou seja. a partir da data da propositura da ação.0708. mais custas processuais de R$ 250. I. fixando o quantum debeatur em R$ 32. do Código de Processo Civil. . Memória de cálculo.

Valor dos juros calculados de 31. o executado efetuou depósito em consignação de pagamento com base no valor apurado em sua memória de cálculo. pleiteia de Vossa Excelência o seguinte: a. quatrocentos e noventa reais). além da memória de cálculo.03. do Código de Processo Civil. para demonstrar sua intenção de cumprir a sentença. 7.0290. Súmula: negaram provimento. possa ocorrer a execução da penhora. § 1º. pelos seus próprios e jurídicos fundamentos. Honorários de sucumbência Valores – R$ 20.050698-2/001 (1) Relator: Domingos Coelho Data do julgamento: 26.2008 Ementa: Agravo de Instrumento – Impugnação ao cumprimento de sentença – Alegação de excesso de execução – não indicação do quantum debeatur supostamente devido – ofensa ao art 475-J.00 (vinte e quatro mil. conforme comprova o recibo de depósito anexo. b. ora impugnante. Por isso. § 2º do CPC – rejeição liminar – Possibilidade.07.218 Súmula: deram provimento parcial. no valor total de R$ 24. elaborada com a observação rigorosa dos preceitos legais. sua [única fonte de rendas. uma vez que no imóvel em questão ele desenvolve suas atividades agrícolas.00 4. elaborada pelo executado. 8. b) Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Processo 1. Valor da condenação fixado na sentença 2. com a continuidade da execução. Receber a presente impugnação ao cumprimento da sentença proferida por Vossa Excelência com efeito suspensivo considerando a garantia desse juízo em função da penhora feita e a fim de evitar-se que. em razão do exposto. causando ao executado prejuízos de difícil reparação. o executado.2008 até esta data 3.490. Instrui a presente impugnação com a cópia completa do processo em referência.040. com o que cumpre o determinado pelo art 544.10. do Código de Processo Civil. NEGO PROVIMENTO para manter in totum. e para evitar questionamentos quanto à multa prevista no art 475-J. desde que o valor seja fixado de forma justa. Além do mais.00 200.000. Voto: destarte. que aqui repete: Especificações 1. Substituir a memória de cálculo apresentada pelo exeqüente pela memória de cálculo anexa.00 . a bem lançada decisão de primeiro grau.

art 796). Pode também ser definido como instrumentalidade hipotética. Esta sequência de atos constitui o processo cautelar. 3. Medida cautelar – é diferente da ação cautelar. 2.219 4. uma sequência lógica de atos que vinculam os sujeitos da ação. para ser viabilizada. para ser deferida. a ação cautelar. Liminar – liminar não é a mesma coisa que medida cautelar. Liminar é tão-somente o atendimento do pedido de uma ação de forma antecipada. 2. É. Instrumentalidade – o processo cautelar depende do processo da ação principal. por ser de justiça. Valor total 9. a possibilidade da reversão do que for concedido. 13 de novembro de 2008 Advogado OAB 5º ANO . Deferimento São João da Boa Vista.00 24. Ação cautelar – é o direito da pessoa quanto a assegurar que o processo consiga um resultado útil. não necessitando da propositura da ação principal. Distinções: 1. Essa ação exige. o direito de exigir do Estado a tutela cautelar. É. portanto.quando a ação cautelar é de tal natureza que se exaure em si mesma. Pede e espera.2009 TEORIA GERAL DO PROCESSO CAUTELAR Processo cautelar é o instrumento para viabilizar a proteção de bens da vida envolvidos em outro processo de conhecimento ou de execução. 5. Diante do apresentado. que pode ou não 250. sem o que ela não será deferida.Professora Rosana 04. ser deferida já no início da ação. a medida cautelar solicitada pelo autor pode receber liminar. consistindo no próprio pedido desta. Preventibilidade .490.00 . uma vez que a ação principal se baseia numa hipótese que pode ou não ocorrer. Assim. Ação cautelar satisfativa . 6. A medida cautelar depende da ação cautelar. (CPC.02. O processo cautelar – é o instrumento para a ação cautelar. Características do processo cautelar: 1. ou seja. É a providência do juiz para proteger o bem da vida. assim. 4.a finalidade do processo cautelar é viabilizar a proteção ao risco a que está exposto o bem da vida de outro processo (o principal). sendo que este pode ou não estar em andamento. ela é denominada pela doutrina e pela jurisprudência de ação cautelar satisfativa. Antecipação de tutela – que se aproxima da liminar requer. Custas processuais 5. a relação de dependência com o processo principal.

as ações cautelares podem ser: 1) Preparatórias. substituída pela prestação de caução ou de outra garantia menos gravosa para o requerido e adequada e suficiente para evitar o risco. 6. a principal deverá ser proposto dentro de 30 dias. art 805) – Como no caso da revogabilidade. sem o que haverá extinção do processo (CPC. Fungibilidade – (CPC. mas tão-somente àquelas que forem restritivas de direitos do réu. Autonomia – (CPC. do CPC. pois não há mais o que proteger. precisa conhecer a lide. Classificação das ações cautelares 1º Critério: Quanto ao momento da propositura da ação. Decorrido o prazo sem interposição da principal decai o direito da cautelar. conforme o art 807. art 796) – A ação cautelar está presa à possibilidade de existência da ação principal. Sumariedade – Não há necessidade da existência de uma cognição exauriente para que exista a ação cautelar. são aquelas que antecedem à propositura da ação principal. existindo apenas enquanto houver risco para o bem da vida. Até porque as duas ações têm pedidos diversos. 4. 2) Incidentais. ele se refere sempre à tutela de um bem objeto de outro processo. uma vez que a finalidade dela é exatamente garantir o resultado da ação principal (de conhecimento ou de execução). Assim. art 810) – As duas ações – a cautelar e a principal – são autônomas. não é necessário que sejam indicados os fundamentos da principal. Efetivada a cautelar. 3. Todavia essa exigência. do CPC. Aliás. O acontecimento do risco extingue o processo cautelar. para julgar. Esta característica vem nos art 805 e 807 do CPC. Conforme art 800. qual o seu objeto. 7. a parte pode intentar a ação principal e o indeferimento não influi no julgamento da principal. a qualquer tempo ela pode ser revogada ou modificada. Assim. Por este critério e com base no art 796. Nesse caso. 8. Revogabilidade. pois o juiz já a conhece. consiste na possibilidade de substituição da medida cautelar por outra capaz de garantir a tutela do bem da vida de forma menos oneroso ao requerido.220 acontecer. São as ações cautelares propostas no curso da ação principal. de ofício ou a pedido de qualquer das partes. Significa que a medida cautelar solicitada por meio do processo cautelar poderá ser. Nestas ações tem-se que mostrar ao juiz quais serão os fundamentos da ação principal. 5. Exceto se o motivo de indeferimento da cautelar tenha sido por prescrição ou decadência do direito do autor. 9. ou seja. como incidente a ela. falando-se em principal pensa-se em acessório. Basta saber-se da existência do direito e do perigo de risco a esse direito para que a tutela seja pedida. não podendo nova ação cautelar ser proposta com os mesmos fundamentos. O juiz. Provisoriedade – Diz-se que o processo cautelar é provisório. Acessoriedade – (CPC. Logo acessoriedade é uma das suas características. . Referibilidade . quanto ao prazo não se aplica a todas as cautelares.o processo cautelar sempre se referirá ao risco que recai sobre o bem jurídico de outro processo. art 806). mesmo que a cautelar seja indeferida.

221 2º Critério: Quanto à forma da ação cautelar. as ações cautelares podem ser: A. e) Entrega de bens pessoais do cônjuge. VII). incluindo. art 852). guarda e educação dos filhos e direito de visita (CPC. a tutela cautelar não fica restrita às tutelas cautelares específicas ou típicas. art 867). art 801). Podem ser: a) Produção antecipada de provas. Art 844). 3. um tipo fixado para elas. do CPC). Ex: arrolamento de bens (CPC. (CPC. art 888. do CPC. obras de conservação de coisa litigiosa (CPC. as despesas do processo. art 879). (CPC. b) Satisfação de necessidades urgentes. Estão previstas na primeira parte do Livro. Assim. b) Homologação do Penhor Legal. art 888. por sua vez. art 888. art 888. Colher antecipadamente elementos para convicção do juiz quanto à lide. (CPC. poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. art 855) apreensão de coisas (CPC. Assecuratórias de bens (dos bens objeto da demanda). art 839). art 888. podendo o juiz conceder outras medidas atípicas em nome do poder geral cautelar que lhe atribui o art 798. d) Protesto de títulos cambiários. no CPC. f) Interdição e demolição de prédio para resguardar saúde e segurança. art 888. atentado (CPC. Alimentos provisionais são aqueles que são objeto de ação cautelar. quando houver o risco fundado de que parte pode causar à outra lesão grave e de difícil reparação. Típicas de natureza não cautelar. Alimentos provisionais (CPC. art 826) b) Ações cautelares conservativas genéricas. II). Ex: posse provisória dos filhos (CPC. típicas ou específicas. também. c) Posse em nome do nascituro. . III). Assecuratórias de pessoas (garantir a integridade física e psíquica das pessoas) que. não havendo para elas uma denominação específica. 4. As ações cautelares assecuratórias de bens podem ainda se desdobrar em: a) Ações cautelares para assegurar a execução – Ex: arrestos (CPC. art 813) seqüestros (CPC. (CPC. art. art 888. (CPC. (CPC. Assim. Existe na previsão delas. 2. Este tipo de ações cautelares se subdivide em: 1. (CPC. Assecuratórias de provas. b) Exibição de coisa. VIII). podem ser: a) Guarda de pessoas. art 822). Estão listados os tipos destas cautelares no Capítulo II. IV). art 846). art 882). g) Protestos. Cautelares inominadas ou atípicas. B. documento ou escrituração comercial. (CPC. art 877). (CPC. Cautelares nominadas. afastamento temporário de um dos cônjuges da morada do casal (CPC. cauções (CPC. Podem ser: a) Justificação. VI). notificações e interpelações. 874). I). afastamento de menor autorizado a contrair casamento contra a vontade dos pais (CPC. Segundo este critério. do Livro III (a partir do art 813.

ainda que tenha perdido a cautelar. Tem custo administrativo a cargo da parte que solicita a medida cautelar. não contenciosas. Nestes casos. a sentença já definirá a quem caberá ônus das custas. Tudo dentro do próprio processo da ação cautelar. Neste tipo de cautelar. Interesse de agir. se a cautelar foi julgada separadamente da ação principal. poderá solicitar indenização de possíveis prejuízos que tenha sofrido. Tais ações cautelares são caracterizadas pela possibilidade do contraditório. a ação cautelar precisa preencher os três requisitos gerais para qualquer ação. Gera-se. Geralmente. sendo inviável o processo principal. neste caso. ou administrativas ou. Requisitos da ação cautelar Como ação que é. Isso. as suas custas serão pagas junto com as custas processuais. Na existência dessas condições estará a “fumaça do bom direito”.222 11. Se o réu foi o vencedor da principal. restará provado o direito à tutela jurisdicional na ação principal. inclusive da sucumbência. um processo contencioso semelhante ao processo principal. . Por exemplo. Existirá fumus boni iuris quando se consegue provar na cautelar as condições da ação principal. Além desses requisitos gerais. as vistorias ad perpetuam rei memoriam. O fumus boni iuris deve ser visto em relação ao bem da ação principal. Legitimidade das partes. quando propostas. pois se as duas ações – principal e cautelar – forem julgadas juntas. Não há sucumbência. e até mesmo à indenização. Com isso. Se a cautelar produzir prejuízos ao réu ele terá direito ao ressarcimento das despesas que tenha feito. a outra parte participa da produção de provas. também o será o processo cautelar. As três condições são as seguintes: Possibilidade Jurídica. Isso porque.2009 3º . a parte que perder a cautelar suporta o ônus das custas processuais e da sucumbência. a ação cautelar apresenta dois requisitos específicos: 1) Fumus boni iuris. existem ações cautelares voluntárias. é incidental.02. assim. a tutela objeto da cautelar pode mesmo interessar as duas partes. A forma de o réu reagir é por meio da apelação. Se a ação cautelar. 2) Periculum in mora. Quanto a este critério as ações cautelares podem ser: 1) Contenciosas – são aquelas ações cautelares que podem suscitar no réu uma reação. 2) Não Contenciosas – São as ações cautelares que ocorrem em clima em que não exista litigiosidade entre as partes.Critério – Quanto à litigiosidade. o depósito espontâneo de bens em litígio. Assim.

A competência do juiz da principal para a cautelar constitui competência absoluta e improrrogável. 2) o risco em questão se refira ao um dano próximo. Sempre o acessório segue o principal e nunca o contrário. 808 e 809. ao juiz competente.223 Por periculum in mora o autor deverá provar a possibilidade de dano ao bem tutelado pela demora natural da ação principal. pode ocorrer o dano processual. como o art 800. Se ela for impetrada em sua vara. mesmo que incompetente. sem que exista dano ao bem. Isso porque. No caso. sendo apensado ao processo da principal. E o art 108. Como vimos. de um risco concreto. a principal atrai os autos do processo da cautelar. O perigo representa o interesse processual na obtenção de uma justa solução. leva-se em conta não a competência do juiz mais a urgência no que se refere à proteção do bem da vida. do CPC. Aliás. na verdade. Outros entendem que sendo a competência relativa. decidida a cautelar e afastado o risco de dano. a sua competência será prorrogada. este se torna competente para a ação principal. Juiz prevento é aquele a quem é distribuído o processo. o processo cautelar será remetido a este. 3) Que o dano será grave e de difícil reparação (CPC. destruição. desvio. 806. há risco de se ganhar e não levar. no caso de silêncio da parte interessada. Esse dano pode constituir-se no perecimento. ambos igualmente competentes. podendo este juiz incompetente decidi-la. dada à finalidade da ação cautelar de eliminar prontamente o risco de dano. deterioração ou qualquer mutação das pessoas. bens ou provas necessárias para perfeita e eficaz atuação do provimento final da ação principal. a doutrina e a jurisprudência têm entendido que ainda que a ação cautelar pode ser proposta a juiz incompetente para a ação principal. do CPC. conforme o momento em que é instaurado. os autos serão remetidos ao juiz competente. no caso de mais de um juiz igualmente competente. ela poderá ser prorrogada. Assim. Competência: Está definida no art 800 mencionado: O juiz competente na ação cautelar é o juiz competente para a ação principal. Um deles é o de que. Se a competência for relativa ele aguada a propositura da principal. já com a liminar deferida. de um dano processual. tem-se que: 1) provar a existência de um provável risco fundado. Tramitação do processo cautelar O processo cautelar pode ser preparatório ou incidental. a ação cautelar é um acessório da ação principal. Se a ação cautelar provisória for distribuída ao juiz prevento. art 798). o que não será possível se o dano acontecer. como regra. Nesse caso existem dois entendimentos. Trata-se de um dano processual. 800. para essas ações a competência é estabelecida por prevenção. Em sendo a cautelar proposta em um juízo e a principal em outro. . A sua tramitação encontra respaldo nos artigos 108. Para provar-se a ocorrência do Periculum in mora. Todavia. sendo a cautelar preparatória proposta em juízo igualmente competente ao da ação principal. Se ele for proposta junto a outro juízo igualmente competente. Trata-se. mais amplo que o dano ao bem da vida. Em se tratando de competência absoluta ele remete os autos. iminente. também estabelece que a ação acessória será proposta no mesmo juízo competente para a ação principal. se a competência for absoluta. o juiz pode receber a ação cautelar e deferir-lhe liminar. Como se diz. ao passo que sempre que houver dano ao bem também o haverá ao processo (dano processual).

A liminar pode ser concedida antes da citação do réu. 2. art 805. ocorra após o término do prazo de prescrição da principal. O parágrafo único do artigo estabelece que se por qualquer motivo cessar a medida cautelar. inclusive. acontecer que o juiz conceda a liminar à cautelar para posteriormente citar o réu.2009 O processo cautelar se inicia com a ação cautelar. Contracautela – ocorre quando o juiz. art 865 e 871). Pode.2008 Deferida a medida cautelar ordenando a sua prática. existem cautelares que não admitem o contraditório (CPC. o prazo para que a medida cautelar deferida tenha sua efetividade é de 30 dias. para garantir possíveis danos à requerida. Se o juiz declarar extinto o processo principal com ou sem julgamento do mérito. As medidas cautelares são sempre provisórias (enquanto durar o risco ao bem) e fungíveis (o juiz pode conceder outra medida que não a pedida ou mesmo substituir a concedida durante o trâmite do processo. nestes casos.02. (CPC. Os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar. art 802). CPC). a interrupção da principal será interrompida. estabelece que a prescrição da ação principal será interrompida. 19. do CC. Ainda que a citação. uma vez interposta a cautelar. II. art 804. Prazo: será de 5 dias. 3. 17. deverão ser imediatamente executados os atos necessários à sua efetividade. Neste caso o contraditório é diferido. é de 30 dias contados da efetivação da medida cautelar. como os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar. do CC). conforme previsto no CPC. para deferir a medida cautelar. a prescrição desta será interrompida. Mas a interrupção da prescrição nestas condições só poderá ocorrer uma vez. com ou . Todavia. de ofício ou à pedido da parte – CPC. art 809).224 Prazo: conforme estabelecido no art 806. in fine). mesmo que o juiz seja incompetente (202. Ela deve ser efetivada no prazo de 30 dias. 807 e 808). Assim. Observação: os autos do procedimento cautelar serão apensados aos autos do processo principal (CPC. Eficácia da cautelar: o art 808 estabelece que a medida cautelar perde sua eficácia nos seguintes casos: 1. e apenas uma única vez. art 808. Ele também está sujeito ao Principio do Contraditório (art 802. Se não for executada dentro de 30 dias. para o requerido contestar o pedido e indicar as provas (CPC.02. sob o riso de ela perder a sua eficácia. Assim.I. Se a parte não propuser a ação principal no prazo de 30 dias previsto no art 806. salvo no caso em que a cautelar é indeferida por preclusão. salvo se o fizer com outro fundamento. pela citação da cautelar. Já a extinção do processo da ação principal. exige que a parte requerente preste caução real ou fidejussória. o prazo para propositura da ação principal. recebendo o juiz (mesmo incompetente) a ação cautelar antes de prescrita a ação principal. O art 202. como liminar ou durante o processo. A decisão da cautelar não interfere na decisão da principal. a parte não poderá renová-la.

Pelo poder geral de cautela o juiz pode conceder medida cautelar atípica. parágrafo único). exatamente o bem objeto do litígio. salvo se assim o juiz decidir o contrário (CPC. do CPC. pela execução da medida cautelar. ARRESTO Legislação Conceito CPC: art 813 a 821 É a medida cautelar para garantir a execução futura por quantia certa. art 807. III). conceder medida cautelar diferente da pleiteada e pode mesmo. Se a sentença do processo principal lhe for desfavorável. Este poder geral de tutela lhe é garantido pelo art 798. Poder instrumental do juiz: é o poder-dever que lhe é dado para assegurar o resultado do processo cautelar. de execução e até no cautelar. II. faz cessar a eficácia da medida cautelar.225 sem julgamento do mérito. Ao pleitear-se uma medida cautelar é indispensável demonstrar a relação lógica entre a possibilidade da tutela pedida e o direito do requerente na ação principal. visando . b) Se a medida cautelar perder a eficácia (não entrar a principal em 30 dias ou se a medida não é executada em 30 dias ou se o juiz extinguir o processo principal com ou sem julgamento do mérito). Se a medida cautelar for deferida liminarmente (art 804) e ele não for citado no prazo de 5 dias. sendo a indenização liquidada nos autos do processo cautelar: I. Se a medida cautelar perder sua eficácia por um dos motivos do art 808: a) Se a medida for deferida liminarmente e o requerido não sendo citado em 5 dias. Consiste na apreensão judicial de bens SEQUESTRO CPC: art 822 a 825 É a medida cautelar típica para garantir a execução futura por coisa certa. art 88. do CPC. não haverá perda de eficácia da medida cautelar. No caso de extinção do processo sem julgamento do mérito poderá ser interposta novação a ação principal. O seu poder geral de cautela pode ser exercido no processo de conhecimento. (CPC. O requerente do procedimento cautelar responde por possíveis prejuízos causados ao requerido nos seguintes casos. A cautelar só poderá ser proposta novamente com novos fundamentos. Se for acolhida no processo cautelar a decadência ou a prescrição do direito do autor.03. IV. Mas a ação cautelar não. Responsabilidade processual específica: é responsabilidade objetiva contida no art 811. 03. pois ela perde uma de suas condições: a fumus boni iuris. no curso do processo substituir medida cautelar deferida (tudo de ofício).2009 Exercício para ser resolvido em classe. Cessa também a eficácia da cautelar se a ação principal não for proposta dentro de 30 dias da eficácia daquela. Se houver suspensão do processo principal. III. sendo extinto o processo cautelar.

2. ou seja. ou aquele Passiva: Aquele que deve ser o que deve ocupar essa posição devedor na execução para na execução por quantia certa. Passiva: o devedor. coisa certa. arresto: 1. Se a em sentença ilíquida pendente medida for proposta antes da de recurso ou em laudo arbitral decisão. com direito a ela. ou seja. assegurar sua entrega em bom estado ao vencedor. Pela transação OBJETO LIMITE FINALIDADE REQUISITOS LEGITIMIDADE SUSPENSÃO CESSAÇÃO . Pode ser bem móvel ou imóvel. e custas. há outros dois dívida líquida e certa e a prova requisitos legais: temor de documental ou justificação do iminente dano jurídico art 813. aquele bem do litígio. do CPC. • Quando o devedor oferece fiador idôneo para o total de sua dívida. Cessa o É a mesma do arresto. Ativa: quem tem legitimação Ativa: a parte que obtiver para a ação principal de ganho da principal (de execução por quantia certa ou conhecimento). Prevista no art 819. aquele que se julga pendente de homologação. do CPC: Quando o devedor oferece • Quando o devedor paga garantia real ou fidejussória ou deposita o valor da idônea para garantir o direito dívida. Qualquer bem patrimonial do Este medida cautelar limita-se devedor em valor suficiente ao bem pretendido. Visa sempre à apreensão judicial de um bem especificado. passível de penhora. (periculum in mora) e interesse na preservação da situação de fato enquanto se aguarda a solução de mérito (fumus boni iuris). Bens móveis. Pelo pagamento. entrega de coisa certa. imóveis e semoventes. ou seja.226 indeterminados do patrimônio do devedor Qualquer bem patrimonial disponível do devedor. quem obtiver ganho de causa qualquer das partes. do CPC. Art 820. para garantir o valor da futura execução Garantir execução futura por Garantir futura execução por quantia certa. Além do três requisitos gerais Além dos três requisitos gerais da ações. mais honorários do credor. a prova literal da da ação. 3. Pela novação.

esta de real efeito satisfativo. do CPC. do CPC. Existem duas formas desse poder geral de tutela do juiz ser usado: 1. cabe recurso por meio de agravo ou de apelação. que deverá que deverá oferecer garantia. O arresto sempre é convertido em penhora. conforme o tipo de decisão denegatória. O depositário do bem pode ser o próprio requerido. só o fará em casos especiais. Limitações ao poder geral de cautela: Embora o poder cautelar seja amplo e genérico. Ela também não deve ir além da provisoriedade. expressamente autorizados por lei. ordenar a guarda judicial de pessoas. ele não é.CPC). de execução ou cautelar. como. do CPC). . O sequestro independe de citação ou intimação do devedor e o bem deverá ficar com depositário idôneo nomeado pelo juiz (art 824. art 798). Portanto ele pode usar medidas cautelares nominadas ou inominadas. A escolha do depositário poderá recair em pessoa indicada de comum acordo pelas partes (824. Sempre que a parte quiser uma medida cautelar. (CPC.2009 Poder Geral de Cautela É o poder / dever do juiz de assegurar o resultado prático do processo. Como estabelece o art 799. É um poder instrumental do juiz e que pode ser aplicado a todo tipo de ação. antes do julgamento da lide. por exemplo. com a diferença de que o arresto é executado de plano. como estabelece o art 797.(CPC. 2. ante o receio de dano. caução. também. Esse poder somente será exercido se houver risco de prejuízo de difícil reparação ao direito de uma das partes. independendo de prévia citação ou intimação do réu. poderá fazer uso das medidas cautelares específicas (nominadas) ou determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. ela deve tomar a iniciativa de exercer o seu direito de ação. diante do fundado receio de que uma das partes.227 PENHORA DEPÓSITO E O arresto é semelhante à penhora. cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação. definido no art 799. O juiz pode conceder a medida pleiteada ou outra que ele julgar melhor para o caso (art 798. A primeira limitação é a necessidade da medida cautelar. poderá o juiz autorizar ou vetar a prática de determinados atos. ilimitado e arbitrário. o depósito de bens e impor a prestação de caução. todavia. Contra o indeferimento do pedido. Para tanto. mas. 04. não ir além de sua principal função qual seja a de garantir a utilidade e a eficácia da futura prestação jurisdicional de mérito. O juiz pode conceder uma medida cautelar de ofício.I) e mesmo ficar com uma das partes. de conhecimento.03. art 798). Este é o seu poder geral de cautela. do CPC. A medida cautelar não deve assumir a feição de satisfativa e. quando a parte solicita uma medida cautelar inominada. através do respectivo processo cautelar (sumário).

(ver artigos 50 a 55. ou seja. • Proibição de uso de nome ou marca comercial. pode resultar da denunciação da lide ou do chamamento ao processo. A ação cautelar tem características distintas das ações de conhecimento e de execução. Intervenção de terceiros A pergunta que se impõe é a seguinte: um terceiro pode participar do processo cautelar? Como resposta deve-se dizer que depende da modalidade desse terceiro. uma vez que ele pode ser um assistente. no que concerne ao ressarcimento de prejuízo que possa lhe resultar (art 70. pode ser a figura da oposição. ser o autor ou o réu da ação principal. A categoria desse terceiro pode implicar em ação de natureza diferente da natureza da ação cautelar. estranho à ação principal. quando se indica aquele que tem titularidade para responder pela demanda. assim. pois o interesse do assistente em auxiliar a parte a obter sentença favorável na ação principal pode ter início já na fase da tutela preventiva. Assim. Seu interesse fica. interesse na medida cautelar. do CPC). ele tem que ser parte na ação principal. do CPC). Passiva: Aquele que está pondo em risco o bem da vida e que não precisa necessariamente participar da ação principal. não há qualquer empecilho à sua admissibilidade no processo cautelar. é aquele que pode sofrer os efeitos do dano a que está sujeito o bem da vida. Por exemplo. Pode. quando a parte litigante quer se desonerar do risco de continuar com a guarda do objeto litigioso e a parte contrária se recusa a recebê-lo. que pretende seja decidido em seu favor. Relação Processual Cautelar Legitimidades: Ativa: O autor. O chamamento ao processo do que se pretende é partilhar a responsabilidade entre co-devedores solidários não acionados ou obter o direito de regresso contra o devedor. A denunciação da lide é modalidade de intervenção ligada ao mérito da ação de conhecimento principal e o terceiro pretende exercitar direito regressivo contra estranho. Exemplo desse tipo de terceiro é o caso do direito de evicção. ele pode ter. Exemplos de medidas atípicas: • Depósito. nada contra à sua admissão no processo cautelar. do CPC). na ação cautelar. A nomeação à autoria que consiste na correção da parte demandada pelo autor. (ver art 56. • Proibição de fabricação de determinado produto enquanto corre na justiça a decisão sobre a tutela da invenção. Logo não é viável a sua participação no processo cautelar. Quando à oposição. ou terceiros intervenientes a ela. quando a medida cautelar visa a obtenção de um documento que está na posse de um terceiro. Assim. Até porque a ação cautelar não analisa o mérito da causa principal.228 Requisitos para concessão das medidas cautelares atípicas (inominadas): Eles estão anunciados pelo art 798 mencionado e são os mesmos das medidas limitares específicas: a) um interesse em jogo no processo principal (fumus boni iuris) e b) fundado receio de dano grave e de difícil reparação que pode ocorrer antes da solução da lide (periculum in mora).(ver art 62 e 63. excluindo direitos do autor e do réu da mesma ação. portanto adstrito à ação principal. ele pode ser resultado da nomeação à autoria. caso em que não será possível a participação de terceiros de tais categorias. quanto à assistência. o interesse do opositor está ligado ao mérito do processo principal. do CPC). em caso de ação direta contra . também.

Sobre coisas. sem ignorar o princípio do contraditório. desvie ou grave os bens dificultando ou mesmo impossibilitando futura execução. E o processo cautelar deve passar por todas as fases lógicas do procedimento judicial. à sua tranquilidade. (art 77. Resumindo. vistoria ad perpetuam rei memoriam. além de pretender preservar o bem do processo principal. não devendo participar do cautelar. típica ou atípica a medida cautelar em questão. art 809). afastamento de cônjuge do lar familiar etc. para evitar que a parte transfira. a ação cautelar é sempre autônoma e distinta da principal. para evitar risco à própria pessoa. de incapazes. seja incidental ou preparatório. do CPC). Sobre pessoas. Assim. Os objetivos das provas são diferentes. A produção de provas da ação cautelar é distinta da produção de provas da ação principal. sobre qualquer dos elementos do processo principal. à sua segurança.229 seu fiador. ou seja. § 1º. III.2009 Instrução do processo cautelar Inominada ou não. quando são consideradas como objeto da ação cautelar. também ser consideradas como prova do próprio processo cautelar. é restrito somente à necessidade ou não da medida cautelar. As provas da ação cautelar se resumem em informações que visam ao convencimento do juiz quanto a aceitar a cautelar e quanto à conveniência da medida cautelar pedida. como estabelece do art 292. por exemplo). o rito especial e sumário da ação cautelar é inacumulável com o rito da ação principal. Por isso. o que só pode ser tratado na ação principal. nestas modalidades não cabe intervenção no processo cautelar. destrua. Ex: guarda provisória de menores. art 802). as provas podem. Na oposição. Mas. deve haver a citação do requerido para contestar em 5 dias (CPC. 05. de natureza diversa da natureza da ação cautelar. no sentido de convencer o juiz da necessidade da medida cautelar. quando as medidas cautelares visem a preservar os meios de convencimento do juiz que estão em risco de desaparecimento (perigo de vida de testemunhas. O processo cautelar. do CPC). na denunciação da lide e no chamamento ao processo tem-se ações de conhecimento. tem-se uma relação jurídica material entre o terceiro interveniente e uma das partes. O processo cautelar. Os métodos das duas ações também são diferentes. ele se inicia com a petição inicial (art 801. Nestas duas últimas modalidades de intervenção de terceiros.03. ele será autuado separadamente do processo da principal e os dois serão apensados (CPC. quando atuam como instrumento de orientação para o juiz. em caráter provisório. existe a fase probatória e deve ser encerrada por uma sentença (art . Assim. sobre a participação de terceiros no processo cautelar: Assistência Cabe participação Nomeação à autoria Idem Oposição Não cabe Denunciação da lide Não cabe Chamamento ao processo Não cabe Objeto da tutela cautelar: A tutela cautelar pode incidir sobre coisas. Sobre provas. pessoas e provas. do CPC.

O art 801. do CPC. ou seja. contados da juntada do mandado aos . Verificada que ela está correta e é cabível.230 803). IV estabelece o requisito que corresponde aos fundamentos específicos da cautelar: o interesse processual (fumus boni iuris) e fundado receio de dano jurídico (periculum in mora). se os dois estiverem em fase de julgamento. já na petição inicial respectiva deve ser requerida a produção de provas. • Pedido: o pedido deve especificar a medida cautelar pretendida. o seu interesse na solução eficaz da principal. do CPC. A lide é objeto da ação principal e não da cautelar. • Valor da causa. entretanto. Despacho da inicial e citação do requerido Primeiramente. O requerente deve fazer provas dos fatos alegados na cautelar. mas. Se o valor da cautelar for menor que o do bem. também. Se a cautelar for incidental.Tais provas. pode-se fazer referência à principal quanto à qualificação das partes. são diferentes daquelas da ação principal. • Provas a produzir (art 801. pode decidir por outra medida. do pedido e da causa de pedir da principal. pois a principal já está devidamente instalada. E essa petição existirá sempre. Excepcionalmente. com seu poder de fungibilidade. O juiz. Claro que a exigência de colocar na petição inicial da cautelar a lide e seus fundamentos deixa de existir se a cautelar for incidental. em 5 dias. da qual a ação cautelar é instrumento (art 801. a competência será do tribunal. O valor da causa (parte da inicial) tem relação com valor da ação principal. Como dois são os processos. se for o caso. Destinam-se elas a convencer o juiz da necessidade da medida cautelar. a menos que tenha sido concedida a medida cautelar liminarmente. que não a pedida pelo requerente. Mas não se pode parar o processo cautelar para esperar o andamento do outro. • A lide e seu fundamento: Na petição inicial deve estar a lide da ação principal. a decisão do processo cautelar acaba sendo um tópico da sentença da ação principal. o juiz verificará se a petição inicial está em ordem. A petição inicial do processo cautelar segue o art 282. quanto então. III). • Partes: É preciso haver uma perfeita qualificação das partes.. presente. o juiz mandará citar o requerido para que. Se o processo estiver no tribunal. seja a cautelar preparatória ou incidental. como regra geral. A rigor deve ficar explicito na petição inicial o fumus boni iuris que assegure ao requerente o direito à ação de mérito. Requisitos da petição inicial (art 801. é comum haver duas sentenças distintas. podendo indeferi-la com base no art 295. O pedido da cautelar deve ser certo. E a lide e seus fundamentos devem estar na petição inicial da cautelar por meio da explicitação das partes. baseia-se naquele. V): Como o rito da ação cautelar é o procedimento sumário. o art 286 do CPC. sob risco de preclusão. ficar claro o interesse processual do requerente quanto à eficiente atuação no processo principal. Deve. pode ser prolatada uma única sentença. desde que o réu seja o mesmo na ação principal. se a liminar é cabível. cujas condições devem estar na cautelar. do CPC) • Competência: o juiz da principal. com relação a este item. verificando. em recurso. da garantia. com o valor do bem.

03. art 803. enquanto não apresentar seu patrono nos autos (art 322. à sua suspeição (art 135. (caput do art 803). 11. ele é dito revel.231 autos (ou da execução da medida cautelar. supondo-se que o requerido foi intimado da medida preventiva). do CPC). . Além do mais. do CPC) e à incompetência relativa (art 112. Então. b) Efeitos substanciais – Presunção de veracidade de todos os fatos alegados pelo requerente (art 803. Os efeitos dessa revelia podem ser: a) Efeitos processuais – o processo correrá sem a sua participação e sem intimação dos atos processuais. nominado ou inominado. o que ocorre é que o juiz em um só mandado. A contestação deverá observar o contido nos artigos 300 e 303. determina a execução da medida cautelar e a citação do requerido. tal audiência será dispensada quando: 1. se ela foi deferida liminarmente. o réu não tiver respondido no prazo – revelia. porque tais medidas não representam ações cautelares. art 802). As exceções serão apresentadas em peça separada. Até mesmo nas antecipações de prova pode o requerido opor-se à pretensão do autor. de oficio. conteste o pedido e indique as provas que pretende produzir (CPC. O requerido será julgado em 5 dias independentemente de instrução ou dilação probatória (CPC. na prática. As exceções dizem respeito ao impedimento do juiz (art 134. se o requerido contestar no prazo legal e havendo prova a ser produzida. bem como o contido os artigos 802 (prazo) e 803 (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor pela falta de contestação). seja a cautelar pedida típica ou atípica. O requerido não pode defender-se por meio de apelação nos seguintes casos: nos protestos. no protesto e apreensão de título (art 882) e na justificação (art 865). A citação é feita nos mesmos termos. com autuação própria apensada aos autos da medida cautelar. qualquer que seja o procedimento cautelar.2009 Audiência de Instrução e Julgamento Conforme estabelece o parágrafo único do art 803. ou seja. do CPC). CPC). do CPC. recebendo-o sempre no estado em que estiver no momento de sua entrada (parágrafo único do artigo). determinar a contracautela (caução) para garantir o requerido de possíveis danos que venha sofrer. Todavia. Portanto da juntada aos autos do mandado de citação é que será contado o prazo de 5 dias. CPC). a contracautela pode ser requerida na própria contestação. Há que se considerar que. em termos práticos. Defesas do requerido O requerido pode valer-se de contestação e de exceção. pois há presunção de veracidade do alegado pelo requerente. de contestar. a citação é indispensável e ela pode ser feita até 5 dias após a execução da liminar. Revelia: Se o requerido não apresentar sua defesa. in fine). não cumprir o ônus de defender-se. A reconvenção não é cabível até porque o juiz pode. nas notificações e nas interpelações (art 871). Mas ele poderá entrar no processo a qualquer momento. o juiz marcará audiência de instrução e julgamento.

que deve ser interposto com pedido de efeito ativo. As medidas cautelares representam quase sempre restrição de direitos ou imposição de deveres extraordinários ao requerido. o juiz pode indeferila. Mas pode também ser decorrente de solicitação do requerido. é permitido ao juiz conceder a medida cautelar liminarmente. A contracautela pode ser deferida de ofício. Medida cautelar inaudita altera parte. se insuficientes. mas deverá fazê-lo motivadamente. como se viu. podendo ser cassada a qualquer momento. Contracautela: Tanto o art 799. Ou pode concedê-la na audiência de justificação aludida acima (2º momento). A determinação da contracautela não decorre de uma imposição da lei. Da sentença cautelar cabe apelação com efeito apenas devolutivo. a eficiência da medida cautelar independe de conhecimento do requerido da existência do pedido de medida cautelar. Por isso a sentença produzirá a sua eficácia. seus efeitos jurídicos. logo após a postulação. com o correr do processo. portanto. Do deferimento ou indeferimento da liminar cabe agravo de instrumento. de citar o requerido. a questão da lide for exclusivamente de direito. Essa garantia é a contracautela. do CPC. A concessão da medida cautelar é um direito do autor. produzida pelo requerente. por meio de sentença.232 2. Da decisão por ato interlocutório cabe agravo. que deve ser exercida conforme a necessidade e a conveniência de cada caso. IV). 3. quando a prova produzida for documental. unilateral. muitas vezes. como regra. A liminar será sempre provisória e precária. O que justifica a liminar é o risco de ocorrência de dano antes da citação. antes. deduzida em processo que inclui o contraditório. fazem alusão a este instituto. O juiz pode conceder liminarmente a cautelar antes de citar o réu (CPC. apurados em justificação prévia. Todavia. Então. Até porque. Essa garantia pode ser por meio de caução real ou fidejussória. A concessão de liminar é uma forma de garantir a eficiência da medida cautelar. . quando a medida cautelar já foi deferida. a necessidade da medida cautelar é. Julgamento da pretensão cautelar A medida cautelar pode ser obtida liminarmente. passará à sentença. Não pode o juiz tratá-la com discricionariedade. a audiência para cumprir o princípio do contraditório pode tornar a medida cautelar ineficaz. que só será citado após o deferimento da cautelar. sobretudo em caso de inércia do magistrado. o juiz. art 804). mas é tão-somente uma faculdade do juiz. pode impor ao requerente que garanta o requerido em caso de ocorrência desse dano. ou seja. por meio de decisão interlocutória ou no final. Por isso. Quando o juiz sentir que a concessão de liminar pode produzir algum prejuízo ao requerido. Outras vezes. Cessação da eficácia da medida cautelar. Isso pode ocorrer tanto nas cautelares preparatórias como nas incidentais. sem ouvir o réu. No geral. inaudita altera parte. como o art 803. O juiz deve concedê-la. A conclusão sobre a necessidade e o cabimento da medida liminar podem ser deduzidas dos elementos da própria petição inicial ou. a menos que ela não contenha os requisitos necessários. (art 520. Em que momentos pode ser concedida a medida? Um primeiro momento é quando defere a petição inicial.

Pode acontecer mesmo que o dono perca temporariamente a sua posse. Constituem exceções dessa perda de eficácia: o caso de divórcio que tem um requisito relativo a tempo de espera ou a antecipação de provas. Trata-se de uma ação de conhecimento condenatória. do CPC. (Art 800. O seu dono se torna mero depositário do bem. conforme prevê o art 808. que. o que representa uma restrição à posse.233 A medida cautelar perde sua eficácia em duas situações. Objeto: Qualquer bem do patrimônio do devedor. não perderão o seu valor. Se ela não for executada em 30 dias da concessão. Classificação: a arresto pode ser uma medida cautelar preparatória ou incidental. O bem fica onerado. CPC). co CPC). Assim. sendo ela restritiva de direitos.2009 Espécies de cautelares. podendo ser bem móvel ou imóvel. Consiste na apreensão judicial de bens indeterminados. o arresto restringe a eficácia do bem quanto aos atos de disposição do bem. Se a parte não propuser a ação principal em 30 dias. quando da execução). uma vez produzidas. conforme previsto no art 819. Competência: O mesmo juiz competente para a ação de execução. ou seja. Se o r[eu não for citado em 5 dias. incluindose. móveis ou imóveis do patrimônio do devedor. passiva: o executado na ação de execução por quantia certa. além do valor do crédito. . pelo dono. do CPC: 1. que pode constituir medida cautelar distinta da primeira.03. Observação: o requerente fica impedido de propor novamente a mesma cautelar. Efeitos: o arresto restringe o exercício do uso do bem pelo seu dono. portanto. disponível. (Garante o credor enquanto não chega o momento da penhora em que o arresto se transformará. Limite: Bem cujo valor seja suficiente para garantir o valor da futura execução. do deferimento de liminar. bens possíveis de serem penhorados. contados da efetivação da medida cautelar (art 806. só o podendo fazer se houver fatos novos. 18. Legitimidade: Ativa: o credor da ação de execução (principal) ou aquele que tenha sentença pendente de recurso ou laudo arbitral. custos e honorários advocatícios arbitrados pelo juiz. É uma medida cautelar típica. I. 3. ARRESTO Conceito: é a medida cautelar para garantir execução futura por quantia certa oriunda de título executivo judicial ou extrajudicial. 2.

e definir até mesmo o modo de prestação da mesma. transfere ou tenta transferir seus bens para outrem. Como tais perigos ou riscos de dano o mencionado artigo apresenta: a) Quando o devedor sem domicílio procura ausentar-se ou alienar seus bens ou mesmo deixa de pagar a obrigação no prazo estipulado. no caso de possíveis prejuízos seus pela medida (art . alienando bens ou praticar qualquer outro ato fraudulento. Requisitos: Além dos três requisitos da ação (possibilidade jurídica. indicar o montante da caução. ou seja. II. b) Quando devedor que tenha domicílio: • Se ausenta ou tenta se ausentar furtivamente • Caindo em insolvência. Com essa medida. aliena bens que possua. real ou fidejussória. a caução garantirá o réu. ficando sem alguns desses bens suficientes a responder pelas suas dívidas. do CPC). apresenta dois requisitos essenciais: I. ausentar. por exemplo. Poderá o arresto ser concedido. caindo em insolvência. ou comete algum ato fraudulento a fim de dificultar a execução ou fraudar credores. sem a devida justificação do requerente e até sem ouvir o réu. tendo bem de raiz intenta aliená-lo ou dá-lo em garantia. c) Devedor que. bem como a sua espécie. qualquer que seja a solução do processo judicial. Deve o juiz. II. do CPC. é também uma proteção ao devedor. quando da conversão do arresto em penhora. ou seja. Prova literal de dívida líquida e certa. que pode. Tais requisitos equivalem aos pressupostos genéricos da tutela cautelar que são o fumus boni iuris (que corresponde ao requisito essencial I) e periculum in mora (que corresponde ao essencial II). do CPC. interesse de agir e legitimidade das partes) o art 814. • Intenta alienar seus bens de raiz ou grava-os com hipotecas ou anticreses. não poderá pretender que a penhora recaia sobre outros bens. quando houver risco de a medida cautelar provocar danos ao arrestado. Caução: O arresto pode ser condicionado pelo juiz à prestação de caução. na medida em que o credor. o seu valor. alienar bens. Obs: O arresto. mas sujeita ao futuro contraditório. b) devedor com domicílio certo. contrai ou tenta contrair outras dívidas. mesmo liminarmente. constituir de um título executivo judicial ou extrajudicial.234 Natureza jurídica: medida não satisfativa. em virtude de seu caráter de acessoriedade. Está prevista no art 816. Cabimento: a) quando devedor sem domicílio certo ausentar-se. Ao determinar a caução (que tem a mesma função da contracautela) o juiz está exercendo o seu poder geral de cautela. além de ser uma proteção ao credor quanto à possibilidade de execução de seu crédito. (art 799. neste caso. Prova documental ou justificação de algum dos casos de perigo de dano jurídico mencionados no art 813. as duas partes estarão protegidas: se procedente o arresto ele se transformará em penhora (art 818) e se improcedente. deixar de pagar.

Classificação: O sequestro. a prorrogação do prazo. a fim de resguardar a entrega da mesma ao vencedor. Por isso a suspensão da execução enquanto se apura isso. que relaciona diretamente penhora e arresto. 2) Novação. por exemplo. do CPC: 1) Pagamento total da dívida mais custas e honorários advocatícios. como. (forum executionis).235 811). o juiz competente para conhecer a ação principal. deve-se ter em conta que ainda existe a necessidade de verificar se eles têm capacidade para extinguir o débito total. A propósito. passiva – aquele que deve ocupar a posição de devedor na ação principal mencionada. Analogia com a penhora: Estabelece o art 821.04. que ao arresto serão aplicadas todas as normas relativas à penhora. desde que não tenham sido modificadas pelos artigos que tratam do arresto. Legitimidade: ativa – aquele que tem a legitimação para a ação de execução para entrega de coisa certa (ação principal). quando existe modificação nas condições da dívida.2009 SEQUESTRO Conceito: consiste na apreensão de coisa determinada. do CPC. 01. quanto aos possíveis danos causados ao arrestado. O devedor oferta outro tipo de garantia ao credor. que é objeto de um litígio. paga ou deposita em juízo o valor da dívida acrescida das custas processuais e dos honorários advocatícios. 2) Oferecer fiador idôneo ou prestar caução para garantir a dívida mais custas e honorários advocatícios. como seja requerido antes ou durante a ação principal. quando preparatórias. Competência: O juiz da causa principal e. 3) Transação. pode ser uma medida preparatória ou incidental. . Cabimento: quando houver dúvidas sobre o direito material da parte sobre um bem em iminente risco de dano ou de desaparecer. Deve-se salientar que a responsabilidade do credor pela medida é objetiva. o art 653 do CPC. como medida cautelar. intimado. Cessação do arresto (extinção): Sãos as três situações previstas no ar 820. Quanto ao depósito ou ao pagamento aludido. Suspensão da execução do arresto: as situações em que o arresto será suspenso estão no art 819. Requisitos: temor de dano jurídico iminente (periculum in mora) e interesse na preservação da situação de fato (fumus boni iuris). São elas: 1) Se o réu.

do CPC. hipoteca. por exemplo. CPC). como. por exemplo. como. a caução será dita fidejussória. sobre o bem sequestrado. Diferentemente do arresto. quando se fizer por meio de garantia pessoal. Tratando-se de caução legal ou necessária. Cabimento: Quando a parte for obrigada a prestar uma garantia de que não ocorrerá prejuízo ou para exigir a garantia para o processo principal. os que estão presentes no poder geral de cautela. de regra processual ou material que ordena a sua prestação. o penhor. semoventes ou imóveis). preservando a eficácia e a utilidade do mesmo. assim. por exemplo. a fiança.2009 CAUÇÃO Conceito: é a garantia ao cumprimento de uma obrigação. do CPC. penhor. de um direito subjetivo. as medidas prevista nos art 1280 e 1281 do CC. Está ligada ao poder geral de cautela do juiz. e os depósitos em dinheiro ou título nos contratos administrativos. imóveis e semoventes. Exemplos de caução legal: a arrematação prevista no art 690. Todavia. do CPC). no caso de inadimplência sua.236 Natureza jurídica: medida cautelar não satisfativa. a coisa sai da posse de seu detentor. do CPC. Objeto: a caução pode ser constituída por meio de bens móveis. A real é feita por uma das formas normais de garantia real. é o fumus boni iuris e o periculum in mora. CPC). Requisitos: Segundo o art 798. portanto. como medida cautelar substitutiva de outro provimento cautelar (art 799. Efeitos: o sequestro representa restrição física à posse da coisa. . a livre disponibilidade física e jurídica da parte. possa cobrir o valor da prestação.04. a hipoteca. Afeta. se constituir de coisas ou bens. Diz o art 826. a parte é obrigada a instituí-la para garantir a inocorrência de prejuízos. Classificação (ou tipos de caução): A caução pode ser: a) Legal – depende da lei. Iniciativa: quem deve tomar a iniciativa da instituição da caução? No geral é quem deve ser garantido (art 830. como o arresto. quando tiver a função de tutelar outro processo. ou seja. 07. que se efetiva com a apresentação de um fiador idôneo ou com o oferecimento de bens colocados à disposição do juízo. Objeto: coisa certa (móveis. a fiança. que ela pode ser real ou fidejussória. Ocorre a caução quando o devedor de uma prestação dá a outrem um bem jurídico que. b) Negocial – Quando ela é estabelecida por convenção das partes. ela pode também ser pedida pelo próprio devedor (art 829. c) Processual – visa garantir o processo. Natureza jurídica: trata-se de medida cautelar não satisfativa. de caráter acessório. podendo ela.

propôs a ação principal. a prescrição da ação principal será interrompida e apenas uma única vez. Resposta: Segundo o art 814. de se desfazer de seu patrimônio.2009. Abelardo. recebendo o juiz a ação cautelar antes de prescrita a ação principal. Todavia. do CPC). emitente do mesmo. Brício propôs ação cautelar preparatória para garantir o resultado prático de ação de conhecimento condenatória contra Caio. do CC. Os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar (art 219. As cauções processuais não garantem dívida. como a prescrição da principal foi interrompida. § 1º. que não esteja no processo principal. Na cautelar foi concedida a liminar solicitada. No caso em questão. também. O juiz extinguiu o processo cautelar. direitos subjetivos. mesmo que ela tenha sido proposta 20 dias após a suposta prescrição. declarando a sua ocorrência. O juiz. tanto o principal como o cautelar. Nesse caso. Extinção: A caução estará extinta: 1) com o pagamento da dívida por ele garantida. mas o processo principal. esta segunda ação foi proposta 20 dias após a ocorrência da prescrição do seu direito de ação. 14. (Art 800.prova 1.237 Efeitos: As cauções legais e negociais visam proteger dívidas. a prescrição será interrompida. um dos requisitos do arresto é a prova literal de dívida líquida e certa. (art 828. 2) Com o encerramento do processo. Tudo em face da interrupção da prescrição operada pela interposição da ação cautelar. Legitimação: como regra. o cheque prescrito não faz essa prova. Portanto agiu bem o magistrado ao extinguir o processo cautelar sem julgamento do mérito. Procedimento: Ela pode ser requerida tanto como medida preparatória como medida incidente no curso do processo. sem julgamento do mérito. . CPC). porque deixou de existir um requisito essencial para a medida. ela o foi dentro do prazo de direito de ação do autor. do CPC). Resposta: Pelo art 202. Assim. ser prestada por terceiro. propõe ação de arresto de bens deste. Mas a caução pode. as partes do processo principal. do CPC.04. 2. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique sua resposta. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique a resposta. extinguiu o processo com julgamento do mérito. em face da prescrição havida. portador de um cheque prescrito no valor de R$ 200. diante do comportamento de Tício. No prazo e 30 dias da efetivação da referida liminar. Competência: A competência é do juiz da causa principal. pela citação da cautelar.00. pois necessitaria para tanto de uma ação de conhecimento especial.

Logo. pela natureza dúplice da cautelar. Pode-se dizer que existe uma verdadeira fusão deles. Por temer o sumiço do bem por ato de Brício. que não poderia existir. deixou de existir o fumus boni iuris da cautelar. ainda que a principal não seja proposta em 30 dias. . tendo sido produzida ali a prova solicitada. tendo conseguido a concessão de liminar. segunda ação carece de interesse de agir. a cautelar é acessória da principal. Não propõs ele. Resposta: Sim agiu bem. a cata.04. a ação cautelar não podia prosperar. extingue o processo cautelar sem julgamento do mérito. Propõe ele. Perderá ele o direito à prova produzida pelo desrespeito ao prazo de 30 dias para o início da ação principal? Justifique sua resposta. todavia. O juiz. agiu bem o juiz na sua decisão? Qual o fundamento usado por ele? Justifique a resposta. O juiz extingue o segundo processo cautelar. Como o juiz concluiu que o autor carecia desse direito. Resposta: Não. todavia. então. Ainda mais. a produção antecipada de prova. 5. como não é medida constitutiva de direitos. Resposta: O fumus boni iuris é um dos requisitos essenciais da ação cautelar.238 3. identifica que o seu autor é carecedor do direito de ação para a ação principal. Brício. Por isso. necessitando. uma vez que o bem já está protegido. um ato que não esgota em si mesmo a sua finalidade. propôs ação cautelar de seqüestro. como forma de este se esquivar de futura obrigação de entregar coisa certa. Brutus propôs processo cautelar de produção antecipada de provas. Já que o processo cautelar é autônomo do principal. face de Tício. a ação principal correspondente no prazo legal a contar da efetivação da medida cautelar. a que apresente Entretanto. Há busca e apreensão sempre que o mandado do juiz é no sentido de que faça mais do que quando se manda exibir coisa para se produzir ou exercer algum direito e não se preceita o devedor.2009 BUSCA E APREENSÃO Conceito: “Busca é a procura. a pesquisa de uma coisa ou pessoa. 4. A cautelar já deferida assegura condições a ambas as partes quanto à discussão da propriedade da coisa na ação principal. nem a cautelar. Portanto. entende ser o legítimo proprietário do mesmo e teme que a concessão da referida liminar venha a causar-lhe prejuízos econômicos. sem qualquer risco para a mesma. 22.Tício entende ser o legítimo proprietário de um determinado bem que se encontra em posse de Brício. cautelar de caução e. para tanto da apreensão da coisa buscada” (Humberto Theodoro Jr). Significa direito de ação do autor quanto à principal. Em face disso. Com a falta desse requisito essencial. agiu bem o juiz. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique sua resposta. em dado processo cautelar. não há separação ou autonomia entre os dois atos: busca e apreensão. Segundo Vicente Grecco Filho. não está sujeita ao prazo de caducidade.

sobre que deverá incidir a prestação jurisdicional definitiva na ação principal. Ela pode. hipótese em que exerce uma ação cautelar. do CPC. embora siga o rito da cautelar. no geral os incapazes. afetando a livre disponibilidade física e jurídica da parte sobre o bem. para garantir-se quanto ao seu direito material a ser tratado nela. Natureza Jurídica: Há que se distinguir o tipo da ação: se cautelar. o arresto etc. será o juízo próprio para a cautelar em questão. em se tratando de cautelar satisfativa. de fato. Competência: A determinação da competência será definida conforme art 800. Requisitos: Não existem requisitos específicos para esta medida cautelar. As coisas consideradas devem ser móveis e as pessoas são. todavia. do CPC. podendo também ser a finalidade de uma cautelar exclusiva. como o seqüestro. Procedimento: O mandado de busca e apreensão deve conter os seguintes elementos: • Indicação da casa ou lugar em que deve efetuar-se a diligência. Extinção: ao fim da disputa na ação principal (cautelar não-satisfativa) ou esse mesmo fim na própria ação (satisfativa). É de se considerar. para a “busca e apreensão” os dois requisitos básicos. . que se sujeitam à guarda de outros. genérico. Legitimidade: a parte que tem interesse na ação principal. uma vez que podem existir bens que não se enquadrem em outras medidas cautelares mas que necessitam da segurança da apreensão judicial. sendo competente o juízo dessas ações e não o do domicílio do curador ou tutor. a competência estará vinculada ao processo que instituiu a tutela ou curatela. Cabimento: Quando houver ameaça plausível ao objeto da ação principal.239 A “busca e apreensão” pode apresentar-se como uma forma de execução de outras medidas cautelares. sendo portanto medida pessoal (busca e apreensão de pessoas) e medida real (busca e apreensão de coisas). ser exercitada autonomamente. Objeto: Conforme ar. funcionando como ação principal. 839. se houver ação principal. uma ação cautelar própria. portanto. poderá ocorrer a busca e apreensão de coisas e pessoas. das medidas cautelares: 1) Periculum in mora – fundado receio de dano jurídico 2) Fumus boni iuris – interesse processual na segurança da situação de fato. portanto. Classificação: Preparatória e incidental (enquanto cautelar propriamente dita) Efeitos: restrição física à posse do dono. quando busca direito ainda não existente. o juízo competente é o juízo da ação principal à qual se prende a cautelar. Todavia. diversamente de outras medidas cautelares. autônoma. que na busca de incapazes. Valem. (não satisfativa) quando visa garantir direito já existente ou se satisfativa.

é uma ação com a finalidade de que o interessado constate determinado fato ou exerça algum direito e não preceita o devedor a que apresente. a fiscalizar. A legitimidade passiva é do que tem a obrigação de exibir a coisa. a sua finalidade pode ser tãosomente satisfativa (autônoma) ou assegurar uma prova. aquele que tem interesse na exibição da coisa. os oficiais lavrarão auto circunstanciado que será assinado por eles e pelas testemunhas e que será juntado ao processo. submeter à faculdade de ver e tocar. tirar a coisa do segredo em que se encontra. “É aquela por meio da qual o autor objetiva conhecer e fiscalizar determinada coisa ou documento” (Wambier). Natureza Jurídica: Na hipótese de ser satisfativa é a ação principal e sendo nãosatisfativa. que são autorizados a praticar arrombamento de portas externas.240 A descrição da pessoa ou da coisa procurada e o destino a lhe dar. do C. O pedido de citação do requerido é indispensável na petição inicial da medida cautelar. promovida após o cumprimento do mandado. pois a coisa pode ser exibida por um terceiro. se satisfativa. Ao término da diligência. A assinatura do juiz. Requisitos: Fundado receio de dano jurídico (periculum in mora) e interesse processual na segurança da situação de fato na ação principal (fumus boni iuris). • • . com interesse probatório” (Vicente Grecco Filho). EXIBIÇÃO (AÇÃO EXIBITÓRIA) Conceito: “é trazer a público. O mandado deve ser cumprido por dois oficiais de justiça. desde que não se dê a abertura voluntária pelo intimado. Se incidental que se destina a fazer prova. do CPC. Assim. do CPC. do qual emanar a ordem. Se a ação é preparatória (cautelar propriamente dita) têm legitimidade as partes da ação principal. Objeto: Segundo o art 844. “É a forma de constatação de um fato sobre a coisa. internas e de quaisquer móveis onde presumam esteja oculta a pessoa ou a coisa buscada. podem ser objetos da ação de exibição: • Coisa móvel em poder de outrem. com ela fazer prova. Deverão estar acompanhados de duas testemunhas. terá a função de ação cautelar. Numa abordagem mais abrangente. conforme prevê o art 806. Legitimidade: Depende do tipo de ação exibitória. em mãos do possuidor” (Ulpiano). a parte da ação principal que pretender produzir a prova e. A ação principal deverá ser proposta em 30 dias. no prazo previsto no art 802 (5 dias). a legitimidade ativa é daquele é o que tem direito à exibição da coisa para a conhecer. que pode ser ou vir ou não a ser parte da ação principal. O deferimento liminar da medida não elimina a possibilidade de contestação pelo seu dono. autônoma. Cabimento: Quando se pretende constituir uma prova ou exercer o direito de conhecer e fiscalizar ou ver a coisa em poder de terceiro. Assim. estranho à ação principal.

B viola esse direito de A. (ou extinguindo-se a coisa).241 • • Documento próprio ou comum em poder de co-interessado. balanços e documentos de arquivo. depositário ou administrador de bens alheios. ser uma ação autônoma. entre A e B. Assim. Com a ação cautelar em curso. anômala. segue o art 800. O cessionário da coisa não pode ingressar na ação sem o consentimento da parte contrária (§ 1º. 2) Quando incidental ao processo. Efeitos: Restringe a posse do documento temporariamente e possibilita demonstrar situação de fato. no caso de legitimidade extraordinária. 3) Pode ser satisfativa. do art 42). do que o juiz toma conhecimento. Neste caso. Classificação: A Exibição pode assumir três situações. testamenteiro. Competência: como regra. o juízo competente é o desse próprio processo. Ainda que A perca o direito sobre a coisa. Antes da decisão do juiz. continuando normalmente e a nele sentença proferida entre as partes originárias estende seus efeitos ao cessionário. Extinção: Extingue-se com a ação principal. todas seguindo o rito da cautelar: 1) Como preparatória da ação principal – Ação cautelar de exibição. CASO: A entra com cautelar pedindo que B lhe exiba determinado documento. Pode entretanto ingressar como assistente de A (§2º do art 42). apenas o cessionário é o próprio B. ou seja. No momento da impetração da ação A tinha . nos casos expressos em lei. Suponhamos que a finalidade dessa exibição é fazer prova em ação em andamento. a competência depende da situação em si. coisa deverá ser exibida para que a prova do processo seja constituída. O processo não deverá ser extinto. for incidental a um outro processo. A pode impetrar ação exibitória para que B lhe exiba a coisa. O que deverá acontecer com o processo? Deverá ser encerrado por falta de interesse de agir de A. funcionar como meio de prova. admitindo-se que o cessionário seja diverso de B. B exibe o documento a A. Mas esta regra só se aplica quando ela for preparatória. nesse sentido. apenas A quer que B lhe entregue a coisa. no caso de ser uma ação autônoma (satisfativa). do CPC. motivado por causa superveniente. como inventariante. credor ou devedor ou em poder de terceiro que o tenho sob guarda. O processo deverá ser extinto? A perde a legitimidade na ação? Conforme art 42. A aliena a coisa. A não perde a legitimidade a ação. Entra com ação contra B. tratando-se. o juízo da ação principal é o juiz competente. sócio. pois ocorrerá confusão entre autor o réu. –Exiibição incidental. CASO: Mesmo caso. ou ação principal de exibição. ou seja. Escrituração comercial por inteiro. E. do CPC. que provocou a falta de necessidade de A. condômino. Tudo isso. o processo deverá ser extinto. CASO: A é titular de um direito sobre a coisa. CASO: A mesma situação acima. com pedido de liminar.

compreendendo a) inquirição de pessoas que possam ser testemunhas na ação principal e b) interrogatório da parte (simples oitiva. Wambier: Existem casos excepcionalíssimos em que ocorre o risco de perecimento ou desaparecimento do objeto da prova. que justificam a produção antecipada de prova. que não visem à confissão. podendo ser pretendida por quem age ou por quem se defenda. Nelson Nery: O risco de se perdem os vestígios necessários à comprovação da existência dos fatos que sejam de vital importância no deslinde da lide a ser levada a juízo justificam o pedido de produção antecipada de prova. é preciso demonstrar PIM (possibilidade de a parte não conseguir a prova no momento adequado por perecimento ou desaparecimento da coisa ou pessoa) e FBI (que o proponente prove que. Objeto: pretende-se provar fatos e circunstâncias Meios de Prova: 1) prova oral. b) por motivo de idade ou moléstia grave. incidentalmente ou antecipadamente. contenciosa ou voluntária. em tese. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS Conceito: Medida cautelar em que a parte. Como B exibiu o documento independentemente da ação. sendo: I) interrogatório da parte ou inquisição de testemunha que tiver que a) ausentar-se. quando o procedimento for preparatório. Natureza Jurídica: Possui caráter não satisfativa. podendo. Os requisitos de admissibilidade estão nos artigos 847 e 849. a pedido de quem tenha legítimo interesse na demanda principal. A ação deve ser extinta.Júnior: Existem circunstâncias excepcionais que autorizam a parte a promover. Cabimento: Cabe no caso de qualquer demanda futura. porquanto visa alimentar o processo principal. . diante de uma situação de iminente risco de impossibilidade futura. juridicamente necessários. pretende-se antecipar o momento oportuno para produzir a prova. inclusive ser terceiros intervenientes. Requisitos: Sendo cautelar. antes do momento processual adequado. II) prova material: prova pericial (vistorias ad perpetuam rei memoriam. visando coletar dados necessários à instrução da causa. Legitimidade: São legitimados aqueles que serão partes no processo principal. o interesse de agir de A desapareceu. como exames técnicos em geral). que só pode ocorrer no processo). a coleta de elementos de convencimento necessários à instrução da causa.242 interesse de agir. Humberto T. reúne as condições para a ação principal) as condições (três) para a ação principal (PIL). do CPC. houver receio que ao tempo próprio de produzir a prova não esteja em condições de fazê-la II) Exame pericial: a) fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos durante a ação.

do CPC. a ação não terá natureza cautelar. quanto a produzir efeitos na ação principal. Será incidental quando a demanda principal já estiver em curso. Os interessados poderão obter as certidões que desejarem. O processo principal se utilizará dela como está. a necessidade da medida. constituindo-se de provas orais ou periciais. Valoração: A valoração da prova produzida antecipadamente será feita pelo juiz da ação principal. Momento da produção: Pode ser produzida de forma preparatória ou incidental.243 Competência: Conforme art 800. uma vez que não estará sujeira à restrição do art 806. sem necessidade de transformá-la em outro tipo de ato processual. Admite-se contestação do requerido no prazo de 5 dias da citação. Procedimento: A ação deve ser motivada com a petição inicial. mas não há como aguardar a fase instrutória do processo. Classificação: Inquirições ad perpetuam rei memoriam e vistorias (ou perícias) ad perpetuam rei memoriam. . No caso de ser incidental. a valoração da prova pertence ao juiz da causa e não ao juiz da medida. justificando-se. (prova pronta e acabada) Extinção: Extingue-se a ação cautelar de produção antecipada de provas com a sentença homologatória. Destinação: será utilizada no processo principal. não se submete ao prazo previsto no art 806. ou seja. em tal caso. a ação preparatória previne o foro para a ação principal. Momento da utilização: Em qualquer momento. Destino dos autos: Os autos permanecerão em cartório (art 851. Importante salientar que a prova obtida antecipadamente é da justiça e fica em cartório aguardando a ação principal. comprovadamente. Aos interessados que desejarem. no momento adequado deste processo. bem como se mencionando precisamente os fatos sobre os quais deverá recair a prova. não perde sua eficácia em 30 dias. serão fornecidas certidões sobre a medida. existem entendimentos de que. Sentença: O juiz profere sentença homologatória. CPC). do CPC. Havendo ação principal. O réu será citado e o requerente intimado da audiência se a prova for oral. Assim. na qual serão narrados detalhadamente os fatos. Efeitos (eficácia): Como medida completa que é. como se fora obtido no mesmo processo. que é o momento adequado à produção de provas. CPC. quando ocorrer a ação principal. será apensado aos autos desta e quando incidental estarão nos próprios autos desta. que apenas reconhece a eficácia dos elementos coligidos. no momento da instrução do processo. Espécies: Pode ser preparatória ou incidental.

congelados.05. Natureza dessa medida: Sobre a natureza dessa medida existem dois entendimentos. Requisitos: os gerais da cautelar: fumus boni iuris (a existência do direito do nascituro) e periculum in mora (dissipação do direito do nascituro). Mas ele poderá ser incidental se for proposta quando a ação principal reivindicando o direito em questão já estiver em andamento. não h á necessidade do periculum in mora. aacompanha a ação principal.2009 POSSE. Competência: é o juízo da residência da gestante. por exemplo. daquele que estiver na posse do bem reclamado pelo nascituro. vendo o fumus boni iuris que tem o nascituro pela sua origem em relação ao de cujus e o periculum in mora no risco de seu direito hipotético do nascituro ser dissipado. Se ação incidental. Nelson Nery Jr. ou seja. genética. proposta antes de o nascituro nascer. convém abordar algumas situações especiais. por ainda não ter nascido. A legitimidade passiva dos herdeiros. por exemplo. ou da que recebe o embrião para o desenvolvimento dele? A rigor. como regra. insto cautelar de fato. pois a ação principal só poderá ser proposta após a ocorrência do nascimento dele.244 Destinação das provas (antecipadas): serem usadas na ação principal. ou. por exemplo. foge à restrição do art 806. ante quando a mãe estiver impedida. . E eventualmente. Classificação: A ação cautelar de posse em nome do nascituro pode ser preparatória ou incidental. também pelo pai do nascituro. No caso da ser acidental. Legitimidade: A legitimidade ativa é. 26. excepcionalmente). Cabimento: sempre que for necessário preservar um bem. A ação cautelar da “posse em nome do nascituro” não se aplica no caso de embriões excedentários. quando a presunção legal absoluta é de que o nascituro seja filho do casal (presunção iuris et iure).Essa medida cautelar se destina à proteção de direitos de quem não os possa exercer por si. por não haver o periculum in mora. como o caso da “barriga de aluguel”. ambas têm legitimidade ativa. do CPC). a considera uma cautelar satisfativa. poderá ser proposta. do doador. De quem será a legitimidade? Da mãe biológica. Outros. EM NOME DO NASCITURO Definição: (Wambier). do testamenteiro. a cautelar não satisfativa. Todavia. ela deverá ser proposta no prazo de 30 dias de seu nascimento. como regra da mãe (art 877. um direito do nascituro. pelo representante legal dela (ou representante legal do pai. como Wambier. Ela perderá a eficácia se não for proposta a ação principal nesse prazo. Observações: Sobre a legitimidade. do CPC. Há também o caso da fecundação heteróloga. Objeto: Resguardar o direito hipotético do nascituro. Como preparatórias.

os alimentos provisórios quando os direitos aos alimentos já existem. do CPC os alimentos provisionais cabem em: • Ações de separação judicial e de anulação de casamento. portanto. Segundo Humberto Theodoro Júnior. são elementos ad litem ou in litem.ao é continuada. Alimentos provisórios são os deferidos liminarmente no despacho inicial da ação de alimentos. • Em outros casos previstos em lei.2009 ALIMENTOS PROVISIONAIS Conceito: São os resultantes. enquanto durar a demanda. Wambier: Os alimentos provisionais previstos no art 812 e seguintes do CPC. Distingue-se dos alimentos provisórios.05. extingue-se quando atingido sua finalidade. II. por não gerar a definitividade da obrigação.478/68 – Lei dos Alimentos.245 Efeitos: Garante a preservação do direito hipotético do nascituro. ou seja. Entretanto. Oportunidade: Como regra. substituem os alimentos provisionais em curso. de nulidade ou de anulação de casamento ou na ação de alimentos. em medida cautelar preparatória ou incidental. A prestação será devida desde a citação do . as ações de alimentos provisionais podem ser propostas de forma preparatório ou incidental em relação à ação principal. de divórcio. das ações de separação judicial. Alimentos provisionais quando os direitos aos alimentos ainda não existem. as expressões “alimentos provisionais” e “alimentos provisórios” não são sinônimas. a obriga. ou seja. Obs: Os alimentos provisórios. Natureza Jurídica: é uma cautelar não satisfativa. Se não satisfativa pode extinguir-se pela revogação ou pela extinção da principal. os alimentos provisionais só podem ser propostos a partir da propositura da ação principal (art 852. que tem rito especial conforme a Lei nº 5. Cabimento: Conforme previsão no art 852. Podem ser preparatórios oi incidentes e têm por finalidade prover o sustento da parte e os gastos da demanda durante o curso da ação principal. Mas a parte. no caso de ação de alimentos. Ocorrem. na medida em que o representante legal dele assume a posse de tais direitos. enquanto aguarda o desfecho dessa ação de conhecimento necessita dos alimentos para sua subsistência e para custear as despesas da ação. 27. se deferidos. separação judicial). entende-se por alimentos provisionais os que a parte pede para seu sustento (in litem) e para os gastos processuais (ad litem). Extinção: Se satisfativa. CPC: desde o despacho da ação de alimentos). anulação de casamento. • Nas ações de alimentos. dependendo de uma ação de conhecimento (por exemplo.

mesmo que a ação principal esteja em grau de recursos. pois repetição do indébito. mas constituir prova. Não há. rescindo do periculum in mora (por isto. ou seja.06. Objeto: Concessão de alimentos. 09. com a sentença da ação Prazos: Sendo preparatória. ainda que esta esteja em grau de recurso junto ao Tribunal. se cautelar preparatória. que tanto pode ser usada em processo futuro. estabelece uma exceção a esta regra geral: os alimentos provisionais será sempre requeridos ao juiz da causa principal. como em outras finalidades não contenciosas. portanto. os envolvidos na relação do direito material envolvido. . quando a ação principal estiver endente de recurso junto ao Tribunal de Justiça. Classificação: Os alimentos provisionais podem ser antecipatórios ou incidentais. Não visa assegurar prova. do CPC. desde o momento em que ocorra o primeiro pagamento de alimentos. Requisitos: Havendo pedido de liminar. Repetição do indébito: Os alimentos provisórios e os provisionais se caracterizam pela irrepetibilidade dos que forem pagos. ou seja. do CPC. Mas estão sujeitos às condições de extinção previstas no art 808. Legitimação: As partes legítimas para as ações de alimentos provisionais são as mesmas partes da ação principal a qual esteja (ou estará) vinculada a cautelar. tendo em conta a natureza alimentar das ações de alimentos. mesmo que o devedor já tenha sido citado ou notificado (ação incidental). Não havendo pedido de liminar. Extingue-se com a definição da ação principal. De modo mais genérico. em seu parágrafo único. seja incidental ou preparatória. as partes da ação jurídica de direito material. com o seu trânsito em julgado. conforme prevê o art 806. do CPC. Extinção: principal. Embora o art 800. Ressalve-se o contido no art 4º. da Lei 5. Eles serão devidos até a decisão final da ação principal. não é uma ação cautelar). podese dizer que tem legitimidade para ação. Assim.246 devedor dos alimentos. quando os alimentos podem ser deferidos na inicial. Este prazo começa a correr desde a efetivação da medida cautelar. extingue-se de a principal não for proposta em 30 dias. o art 853. o juiz verificará se existe possibilidade de ajuizamento da ação principal pelas partes. do CPC. Como ação autônoma que é. deve demonstrar tão-somente a acessoriedade. estabeleça a regra geral no sentido de que as cautelares requeridas ao Tribunal.2009 Conceito: Justificação consiste na colheita avulsa de prova testemunhal. ou seja.478. ainda que indevidos. antes da citação. deve-se demonstrar o FBI (que está na ação principal) e o PIM (perigo causado pela necessidade de alimentos). Efeitos: Protege as necessidades básicas de alimentos de alguém e obriga a parte devedora. transitoriamente. Competência: O juiz da causa principal.

Entretanto. quando se refere à citação dos interessados) muitas vezes exercitada sem parte contrária s sempre sem possibilidade de contestação ou de recursos. tendo interesse em demonstrar a existência e algum fato ou relação jurídica. já existindo a ação principal. Não tem o caráter preventivo das cautelares de prova e nem acessoriedade que é característica das cautelares. Legitimidade: Qualquer pessoa que. . também o juiz de possível principal futura. Requisitos: não exige a demonstração de periculum in mora (PIM).247 Objeto: (art 861. Sentença homologatória: Não implica no contraditório e o juiz nada decide. Não tem valor em si. nem fumus boni iuris (FBI). podendo ou não ser usado como simples documento e sem caráter contenciosos ou para servir de prova em processo futuro Natureza Jurídica: Embora seja medida não cautelar satisfativa sua natureza é cautelar por se enquadrar no rito das cautelares. Detalhe: O artigo 862 e seu parágrafo único define a intervenção do MP. Há contenciosidade por ser de jurisdição voluntária. do CPC): Fato ou situação jurídica que se pretende documentar. mas não a principal. pois a citação destes é essencial (art 861). este será o competente para a cautelar. o juízo competente será o juiz do domicílio do requerente (relação jurídica) ou do local do fato (fato). como meio de prova que poderá ser. sem qualquer referência ao seu conteúdo. Essa sentença outorga credibilidade ao documento. Também intervirá o MP nas questões que envolvam repartições públicas ou quando a solicitação de justificação for unilateral. Cabimento: É cabível quando alguém pretende documentar a existência de um fato ou uma relação jurídica. Competência: Como ação autônoma. (como mostra o art 862. Extinção: pela sentença homologatória que resolve a inicial. Sua valoração será feita pelo juiz da ação ou pela autoridade administrativa perante a qual for utilizada. Uma vez definida o juízo dessa forma ele define. quando o interessado não puder ser citado pessoalmente. Efeitos: garantir à parte a possibilidade de conseguir demonstrar o seu direito por meio do documento produzido. apenas comprovando documentalmente um fato ou uma relação jurídica. apenas homologa e constata a observância das formalidades legais.

248 16.07.2009 – PROVA SEMESTRAL FINAL 1. (TJ-df 2008): Valendo-se do que dispõe o artigo 285, A, do CPC (“quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada”), o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, julga improcedente, liminarmente, pedido formulado pelo servidor Abdon Fortunato Carvalhal contra o DF. Inconformado, o autor apela para o Tribunal de Justiça do DF. O juiz mantém a sentença e ordena a citação do réu para responder ao recurso. Este responde. No julgamento da apelação do autor, o Tribunal a) poderá dar-lhe provimento, reformando a sentença de improcedência e, desde logo, julgar procedente o pedido, sendo a matéria controvertida apenas de direito. b) pode dar-lhe provimento, anulando o processo a partir da sentença, inclusive, por falta de identidade com os casos anteriores julgados no juízo. E determinar o retorno dos autos ao primeiro grau para o normal prosseguimento do feito. c) pode dar-lhe provimento, anulando o processo a partir da sentença, inclusive por abranger a matéria controvertida situação fática dependente do contraditório, e determinar o retorno dos autos ao primeiro grau para o normal prosseguimento do feito. d) todas as alternativas anteriores estão corretas. Resposta: D Análise da resposta: Pela redação do art 285-A, questão admite o juízo de retratação do juiz, em 5 dias. Mas o juiz manteve sua decisão. (§ 1º). Se mantida a sentença, deve citar o réu para responder ao recurso (§2º). O Tribunal, ao julgar a apelação, pode, provendo o recurso, julgar a questão se for matéria exclusivamente de direito, podendo manter a sentença ou inverter o resultado. Pode, também, dar provimento ao recurso, retornando o processo ao juiz a quo para reexaminar o caso, para prosseguimento da ação, se considerar há questão de fatos controvertidos. 2. (MP-BA/2008):João se divorciou de Maria em 2000, oportunidade em que houve a divisão do patrimônio do casal. Da relação matrimonial nasceram 2 filhos, Jurandir e Rosa, esta menor. Em 2005, João passou a se relacionar afetivamente com Naiara. Diante desse fato, fixou domicílio em São Leopoldo/BA e Salvador/BA. E, 10/10/22005. após substancial decréscimo patrimonial, João faleceu. Diante do óbito, Jurandir ajuizou, em 15/10;2005, ação de inventário em Salvador, tendo sido nomeado inventariante. Sucede que Naiara, dizendo-se companheira do falecido, instaurou em 15/1/2005, procedimento de inventário em São eopol/BA. Rosa e Naiara foram citadas da demanda proposta em Salvador, em 17/12/2005, enquanto Jurandir e Rosa foram citadas da ação que tramita em São Leopoldo/BA. Em 19/12/2005. Diante do caso descrito acima, assinala a alternativa verdadeira: a) A citação válida torna prevento o juízo, razão pela qual se conclui que o inventário deverá tramitar na Comarca de Salvador/BA. b) Se controvertida a discussão acerca da caracterização da união estável mantida por João e Naiara, o processo do inventário ficará suspenso até o deslinde da questão. c) Em caso de conflito positivo de competência, caberá ao STJ solver a questão. d) Havendo consenso, o inventário e a partilha poderão ser realizados por escritura pública a qual constituirá título hábil para o registro imobiliário.

249 e) Há nítida litispendência, de forma que a prevenção será fixada de acordo com a averiguação do juiz que primeiro despachou o feito. Resposta: A; Análise da resposta: A opção “c” deve ser descartada, pois quem julga o conflito é o Tribunal e não o STJ (art.118, CPC). O art 219, do CPC, ao mesmo tempo em que torna verdadeira a opção A, invalida a E, a prevenção deve ser fixada de acordo com a citação válida e não de acordo com o juiz que primeiro despachou o feito; a opção d, fala em consenso, o que não ocorre no caso, e, finalmente, a opção B, se a opção A está correta, a herdeira de São Leopoldo poderá ingressar no processo de inventário na ação que corre em Salvador. 3. (MP-BA/2008)> A coisa julgada traduz, em essência, a impossibilidade de discussão acerca do âmago de determinados provimentos judiciais, incidindo sobre a norma jurídica individualizada no dispositivo do comando decisório definitivo. Entretanto, existem situações previstas pela legislação que se afastam do tema em apreço. Dentre as alternativas abaixo, identifique a situação em que o instituto em comento se coaduna com o ordenamento jurídico processual brasileiro: a) O ordenamento jurídico comporta apenas ação rescisória como meio idôneo a mitigar a imutabilidade decorrente da coisa julgada. b) A apreciação da questão prejudicada, decidida incidentalmente no processo, não faz coisa julgada, ainda que ajuizada ação declaratória incidental. c) A eficácia preclusiva da coisa julgada abrange fato superveniente. d) A verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença, não é contemplada pela coisa julgada. e) Os motivos, se determinantes para o alcance da parte dispositiva, fazem coisa julgada. Resposta: D. Análise da resposta: O art 469, do CPC, permite que se elimine, de plano, a opção E, pois na sentença, apenas o dispositivo faz coisa julgada. O mesmo artigo diz que a que a apreciação de questão prejudicial decidida incidentalmente não faz coisa julga, podendo, todavia pedir-se ao juiz que por sentença declaratória a decida, situação em que passará a fazer coisa julgada (art 5º, do CPC). Assim, fica prejudicada, também, a opção B. Quanto à opção C, tem-se que considerar que os efeitos da coisa julgada impedem que a pretensão seja novamente proposta pelos mesmos fundamentos. Todavia, fato superveniente represente ouros fundamentos. Daí sobre fato superveniente, não ocorre a eficácia preclusiva da coisa julgada. Quanto à alternativa que afirma a existência a ação rescisória para como único instrumento para mitigação da coisa julgada e cuja preclusão ocorre em 2 anos (art 495, CPC), há que se considerar que a opção está equivocada, pois existe a possibilidade de se pleitear a nulidade de uma sentença, que tenha contrariado qualquer exigência processual ou condições da ação, a qualquer tempo, pela ação querela nullitatis ou até por mesmo por outros tipos de recurso. 4. (MP-SP/2008): Na demanda ajuizada por sócios de uma sociedade em face desta para a declaração de nulidade de uma deliberação societária, o litisconsórcio existente entre esses sócios é considerado a) comum (simples) e facultativo.

250 b) comum (simples) e necessário. c) unitário e facultativo. d) unitário e necessário. Resposta: C Justificativa da resposta: litisconsórcio facultativo é aquele que as partes o formam por livre vontade (art 46, do CPC), contrário ao obrigatório que é imposto por lei (art 47, do CPC). O litisconsórcio pode ser, também, unitário ou não-unitário (ou simples ou comum). É unitário quando a decisão é uniforme para todos os litisconsorte e simples ou comum a decisão for diferente para os litisconsortes. 5. (MP-SP/2008): O juiz pode cassar a própria sentença e determinar o regular prosseguimento do processo em primeira instância diante da apelação interposta contra a) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença que a qualquer momento extingue o processo sem julgamento do mérito. b) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença liminar de improcedência da demanda. c) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença de julgamento antecipado da lide. d) a sentença que a qualquer momento extingue o processo sem julgamento do mérito e a sentença liminar de improcedência da demanda. e) a sentença liminar de improcedência da demanda e a sentença de julgamento antecipado da lide. Resposta: B. Análise da resposta: Alternativa B, o assunto está regulado pelo art 285-A, que estabelece que sendo a matéria controvertida exclusivamente de direito e já houver no juízo sentença de total improcedência em casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença de igual teor. Mas o § 1º do artigo permite ao juiz, em caso de apelação do autor, alternar sua decisão no prazo de 5 dias, e dar prosseguimento ao processo. Fica, assim, confirmada a alternativo B como correta. Analisando as demais opções: Opção A: o art 267, do CPC, trata desse aspecto da questão, permitindo ao juiz que extinga o processo, sem julgamento do mérito ou indeferindo a petição inicial ou em outras situações mencionadas no artigo. Mas ele não prevê juízo de retratação ao juiz. Portanto esta opção está incorreta. Opção C: fala em indeferimento da petição inicial e em julgamento antecipado da lide. O indeferimento da inicial, como se mencionou acima, é tratado no art 267. O julgamento antecipado da lide no art 330, ambos do CPC. Este julgamento pode ocorrer quando a questão do mérito for unicamente de direito ou, sendo de direito e fato, não houver necessidade de produção de prova em audiência. Mas nenhum destes artigos fala em juízo de retratação. Portanto a opção não está correta quanto à pretensão da questão. Opção D: esta opção tem a mesma justificativa que a opção A, acima. Opção E: justificativa idêntica à opção C. 6. (MP-SP/2008): Assinale a alternativa correta: a) O MP e a Fazenda Pública contam com prazo em quádruplo para reconvir. b) A extinção da demanda inicial conduz necessariamente à extinção da reconvenção, que não pode isoladamente seguir adiante. c) A reconvenção desacompanhada da contestação deve ser indeferida.

251 d) É inadmissível reconvenção para cobrança de dívida em resposta à ação declaratória. Resposta: A Análise da resposta: o art 188, do CPC estabelece prazo em quádruplo para a Fazenda Pública e para o MP para contestar (e para reconvier). Portanto a primeira alternativa está correta. Quanto à alternativa B, a reconvenção é uma ação autônoma em relação à ação contestada. Por isso qualquer uma delas pode ser extinta sem que a outra tenha também que se extinguir. Logo essa alternativa não está correta. Vejase o art 317, do CPC. Quanto à alternativa C, o art 299, do CPC, diz que a reconvenção e a contestação têm que ser apresentadas simultaneamente, em peças autônomas, mas no mesmo processo. Este artigo, entretanto, está ligado ao prazo da reconvenção e quando o réu pretende contestar as alegações do autor. Todavia, ele pode ser revel quanto à contestação e entrar com a reconvenção, se cabível, que terá vida autônoma. Portanto a afirmação da alternativa é falsa. Quanto à alternativa D, como a situação não fala em processo de execução, mas em ação declaratória de dívida, cabe sim reconvenção. Portanto a afirmativa é falsa. 7. (MP-SP/2008): Assinale a alternativa em que todas as matérias podem ser oportunamente reconhecidas de ofício pelo tribunal do julgamento da apelação. a) Ilegitimidade da parte, convenção de arbitragem e litispendência. b) Impossibilidade jurídica da demanda, nulidade de cláusula de eleição de foro em contrato de adesão e nulidade da citação. c) Coisa julgada, convenção de arbitragem e prescrição. d) Prescrição, incompetência absoluta e coisa julgada. e) Incompetência absoluta, incompetência relativa e ilegitimidade de parte. Resposta: D. Análise da resposta:Os três institutos constantes da alternativa podem ser decretados de ofício pelo tribunal. Vejamos agora as demais alternativas: Opção A – contém o instituto “convenção de arbitragem” que deve ser declarado pelas partes para ser conhecida pelo juiz. Opção B – contém o instituto “foro de eleição nos contratos de adesão”. Conforme o art 112, do CPC, pode ser decretada de ofício pelo juiz singular, ou a pedido da parte. Todavia trata-se de competência relativa que, tendo chegado ao tribunal o processo, subtende-se que o juiz singular não anulou a cláusula de adesão e a parte não pediu a sua anulação. Portanto, prorrogou-se. Opção C – mesmo comentário da alternativa A Opção E – a incompetência relativa se não questionada pela parte fica prorrogada. E se o processo chegou ao Tribunal não ocorreu esse questionamento. O Tribunal não a poderá declarar de ofício. 8. (MP-SP/2008): Considere as três assertivas seguintes e assinale a alternativa correta: I. Nos embargos de declaração é possível a reformatio in pejus. II. A parte vencedora tem legitimidade e interesse para a oposição de embargos de declaração. III. De acordo com a lei e com a jurisprudência, os embargos de declaração são cabíveis para sanação de omissão e obscuridade.

252 a) Somente III é verdadeira. b) Somente I e II são verdadeiras. c) Somente I e III são verdadeiras. d) Somente II e III são verdadeiras. e) Todas são verdadeiras. Resposta: D Análise da resposta: A primeira assertiva está incorreta por contrariar o princípio da proibição da reformatio in pejus. Ao juiz só é dado conceder a prestação jurisdicional quando provocado pela parte e nos limites do que for por ela pedido. A segunda assertiva está correta. Os embargos de declaração podem ser interpostos por qualquer das partes do processo, o que se justifica pela terceira assertiva, pois que ele visa exatamente a correção de obscuridades, omissões ou contradição de sentenças ou de acórdãos (art 535, II, CPC). 9. (DEF PÚB – MS/2008): Os incapazes têm capacidade para ser parte no processo, desde que representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores. Advindo conflito entre ambos, deve o juiz: a) remeter os autos ao MP para atuar como substituto processual. b) Suspender o curso do processo, até que cesse o Poder Familiar, a Tutela ou a Curatela. c) nomear Curador Especial. d) destituir os pais do Poder Familiar, o Tutor ou Curador. Resposta: C. Análise da resposta: A resposta para a questão é a corresponde à alternativa C, com base no art 9º, inciso I, do CPC. Comentando as demais opções: a opção A, o MP já deve intervir no processo nos termos do art 82, inciso I, que diz que MO deve intervir nos causas em que haja interesse de incapazes, mas não na condição de seu substituto; quanto à alternativa B, o incapaz deve ser assistido ou representado no processo, ainda que haja conflito de interesses entre ele e o seu representante legal. Seu representante, entretanto, não pode estar nos dois polos da ação, por isso o curador especial designado pelo juiz; já com relação à opção D, o fato de haver conflito de interesses não é causa de destituição dos pais quanto ao poder familiar ou do tutor ou curador, se for o caso. 10. (DEF PÚB – MS/2008): O réu, devidamente citado, apresentando contestação, mas verificando o juiz a incapacidade processual ou defeito de representação deve a) assinalar prazo razoável para sanar o defeito e, caso não haja regularização, deverá declarar o réu revel. b) intimá-lo pessoalmente, para regularizar os autos em 48 horas. c) extinguir o processo sem resolução do mérito por falta de pressuposto processual. d) extinguir o processo sem resolução do mérito por não cumprimento da regularização. Resposta: A. Analisando a resposta: O assunto é tratado pelo CPC, no seu art 13, II, que diz textualmente verificando a incapacidade processual ou irregularidade da representação das partes, o juiz, suspendendo o processo, marcará prazo razoável

Não sendo cumprido o despacho dentro do prazo. a vistoria ou a inquirição continuará útil e eficaz para servir ao processo de mérito. fala. III. mencionado. imóvel ou semovente) pode ser sequestrado quando houver fundado receio de rixas ou danificações. do CPC.253 para ser sanado o defeito. de acordo com o art 813. do CPC. II. em poder de sócio. do CPC. a produção antecipada de prova pode consistir em interrogatório da parte. c) apenas três das assertivas estão corretas. b) apenas duas das assertivas estão corretas. Analise as seguintes assertivas: I. II. da escrituração comercial por inteiro. caindo em insolvência põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros ou comete outro qualquer artifício fraudulento. quando a falha quanto à regularização é do autor da ação. nos casos expressos em lei. I. As opções C e D são bastante próximas. Quanto às outras opções: o prazo de 48 horas mencionado na opção fica prejudicado pela expressão “prazo razoável” do art 13. A resposta para a questão é. a segunda assertiva também está correta. do CPC. a fim de frustrar a execução ou lesar credores. todas as assertivas estão corretas. . os atos praticados serão considerados nulos e após essa nulidade extinguir-se-á o processo. Portanto. logicamente sem consideração do mérito. como procedimento preparatório e compreende a pretensão de exigir a exibição em juízo de documento próprio ou comum. balanços e documentos de arquivo. Assinale a alternativa CORRETA: a) apenas uma das assertivas está correta. ao réu. portanto a alternativa D. o arresto tem lugar quando o devedor. d) todas as assertivas estão corretas. em nulidade do processo. em seu inciso I. ainda assim. Mas art 13... Não se lhe aplica o prazo de eficácia das medidas cautelares. que tem domicílio certo.. caput. a ação de exibição está regulada entre as medidas cautelares. de maneira que mesmo que a ação principal seja proposta além de trinta dias da realização da medida preparatória. conforme art 844 e incisos. inquirição de testemunhas e exame pericial. conforme art 822. A rigor. IV. falando em extinção do processo por falta de pressuposto processual (C) e pelo não cumprimento da regularização. o bem litigioso (móvel. reputar-se-á revel. 12. condômino ou devedor. deve-se ter em conta que a não regularização da irregularidade ocasiona a falta do pressuposto processual de validade. a terceira assertiva está conforme o art 846. se a providencia couber: I. 11. (MP/2006): O Estado democrático de direito e o juiz natural: a) Não exigem necessariamente a imparcialidade do juiz para proferir decisões nos procedimentos de jurisdição voluntária. II. do CPC e a quarta assertiva também está correta. A rigor. “b”. . Resposta: D Análise da resposta: A primeira assertiva está correta.

• Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. independência e processualidade. Assinale a alternativa CORRETA: e) apenas uma das assertivas está correta. ainda assim. embora entre elas. f) apenas duas das assertivas estão corretas. a fim de frustrar a execução ou lesar credores. o arresto tem lugar quando o devedor. Analise as seguintes assertivas? I. e) Permitem a parcialidade do juiz destinada a realizar os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. também no caput. que tem domicílio certo. IV. imparcialidade ou alheabilidade. Não se lhe aplica o prazo de eficácia das medidas cautelares. quando” e enumera a seguir os casos em que a suspeição fica estabelecida. a doutrina (Silva Pacheco) lista os seguintes requisitos para a atuação do juiz: jurisdicionalidade. 13. Análise da resposta: Os art 134 e 135. caindo em insolvência põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros ou comete outro qualquer artifício fraudulento. que tratam da suspeição do juiz esclarecem. . a produção antecipada de prova pode consistir em interrogatório da parte. g) apenas três das assertivas estão corretas. o bem litigioso (móvel. O juiz não faz parte da lide. c) Exigem a imparcialidade do juiz para proferir decisões somente nos processos contenciosos (objetivos e subjetivos). de maneira que mesmo que a ação principal seja proposta além de trinta dias da realização da medida preparatória. d) Exigem a imparcialidade do juiz para proferir decisões tanto nos processos contenciosos como nos procedimentos de jurisdição voluntária. a vistoria ou a inquirição continuará útil e eficaz para servir ao processo de mérito. tanto na jurisdição contenciosa como na voluntária. os pressupostos processuais em relação ao juiz são os seguintes: • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. em poder de sócio. como procedimento preparatório e compreende a pretensão de exigir a exibição em juízo de documento próprio ou comum. II. “reputa-se fundada a suspeição do juiz. da escrituração comercial por inteiro. balanços e documentos de arquivo. estando acima das partes. a ação de exibição está regulada entre as medidas cautelares. no caput do art 134 que “é defeso ao juiz as suas funções no processo contencioso ou voluntário” e enumera a seguir os casos em que se configura suspeição e no art 135. III. inquirição de testemunhas e exame pericial.254 b) Não exigem necessariamente a imparcialidade do juiz para proferir nos processos contenciosos. O enquadramento da resposta na opção D exclui as outras opções. imóvel ou semovente) pode ser sequestrado quando houver fundado receio de rixas ou danificações. A propósito. condômino ou devedor. Resposta: D. do CPC. nos casos expressos em lei. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. Além do mais.

Portanto essa assertiva é falsa. Todavia. quando é objeto de outro processo pendente. d) O requerido será citado. Resposta: B Análise da resposta: A assertiva diz que o juiz não pode determinar medidas cautelares sem audiência das partes. do CPC. determina que se suspenda o processo sempre que a sentença dele depender de uma questão prejudicial de outro processo ou de um ato a ser praticado fora dos autos. o que contraria o previsto nos artigos 806 e 807. caput. O art 265.255 h) todas as assertivas estão corretas. a resposta para a questão é a letra B. A terceira assertiva contraria o art 697. c) uma delas só pode ser julgada se a outra for improcedência. que autoriza a determinação de tais medidas em casos excepcionais expressamente autorizados por lei. Diz-se que a prejudicial pode interna quando submetida à apreciação do mesmo juiz ou externa. Esta afirmação é incorreta e a quinta assertiva fala que as medidas cautelares conservam sua eficácia na pendência do processo principal e só podem ser revogadas na sentença final deste. 15. e) As medidas cautelares conservam sua eficácia na pendência do processo principal e não podem ser revogadas a não ser na sentença final. entendendo o que é questão prejudicial. (TRF 3ª Região/2000): Entre duas causas há condição de prejudicialidade quando: a) o julgamento de uma delas exclui a possibilidade de julgar a outra. Resposta: B Justificativa da resposta: Primeiramente. c) O procedimento cautelar só pode ser instaurado antes do processo principal e tem sempre finalidade preparatória. A segunda assertiva está correta e conforme o art. indo contra o art 797. prejudiciais são questões de mérito que antecedem a solução do litígio e nela forçosamente influirão. de acordo com o art 802. É também conveniente distinguir prejudicial e preliminar. Assim. d) uma delas só pode ser julgada se a outra não tiver julgamento de mérito. do CPC. b) o julgamento de uma delas influi no teor do julgamento da outra. A quarta assertiva fala no prazo de 15 dias para contestação. mas podem ser modificadas ou revogadas a qualquer tempo (art 807). que esclarecem que a eficácia da medida cautelar é durante o prazo em que a ação principal deve ser proposta (no máximo em 30 da efetivação da medida – art 806) e na pendência do processo principal. qualquer que seja o procedimento cautelar. Assim. b) O procedimento cautelar pode ser instaurado antes ou no curso da ação principal. aguardando a solução da prejudicial. Resposta: D. pois que porque a mesma sentença resolverá a prejudicial e o mérito da principal. a única verdadeira. para contestar o pedido no prazo de 15 dias. quando externa o processo deve ser suspenso. Sendo interna. não há necessidade de suspensão do processo.794. citado acima. 14 (TRT 4ª R/2006): A respeito do procedimento cautelar. Assim. quando o correto é 5 dias. pois que as . resposta conforme a questão 11. a suspensão do processo só deve ocorrer se a prejudicial é externa. do CPC. é correto afirmar: a) O juiz não poderá determinar medidas cautelares sem audiência das partes.

opção C o ar 266. b) Estando configurada a hipótese de prejudicialidade externa de rigor a suspensão do processo pelo prazo máximo de um ano. do CPC. estabelece:”É permitida a cumulação. b) Se é preciso produzir uma prova fora do território do juiz. ela é incorreta. Sobre esse assunto assinale a alternativa correta. O juiz designado para determinada comarca só no território dela exerce o seu exercício jurisdicional. traça limitações territoriais à autoridade dos juízes.256 prejudiciais são questões de mérito e preliminares são questões processuais. durante a suspensão do processo. no caput. opção B – o art 265 trata da suspensão do processo e. a fim de evitar do irreparável. o princípio da aderência ao território é que inerente à jurisdição. Como a opção D contraria essa disposição legal. em seu § 5º. todavia. lá cuidando de alcançar aquela. II. o que permite concluir que a assertiva está. sobre o que o art 292. opção B – estabelece o art 200. a) Cada juiz não exerce sua autoridade somente nos limites do território sujeito por lei à sua jurisdição. c) O princípio da aderência ao território não veda.Quanto ao exercício da jurisdição. Resposta: D. (TRF 3ª R / XII): Assinale a alternativa incorreta: a) Tratando-se de litisconsórcio facultativo com cumulação de pretensões é necessário que o juízo seja competente para conhecer todos os pedidos. d) A citação por edital fere o princípio da aderência territorial. estabelece que no caso de prejudicialidade externa (inciso IV do artigo) o prazo de suspensão do processo não poderá exceder 1 (um) ano. salvo a realização de atos urgentes. a citação postal endereçada a pessoas fora da comarca. (TJSP – 2008): Segundo é sabido. conforme hajam de se realizar dentro ou foram dos limites territoriais da comarca. o que dignifica que a assertiva está correta. ele deverá se deslocar até o foro do outro. determinar a produção de atos urgentes. ainda que entre eles não haja conexão”. 17. c) Durante o período de suspensão do processo é defeso a prática de atos processuais. como resposta da situação. também. d) Não se admite a cumulação de pedidos que não guardem conexão entre si. diz que. O que se disse acima conduz exatamente à opção B. o território nacional é dividido em comarcas. correta. a assertiva incorreta está na opção D. no processo civil. Análise da resposta: O art 292. com auxilio dos órgãos auxiliado do juiz visitado. findo o qual prosseguirá o processo. é permitida a cumulação ainda que não haja conexão entre os pedidos. que os atos processuais serão cumpridos por ordem judicial ou requisitados por carta. podendo o juiz. a fim de evitar dano irreparável. do CPC. contra o mesmo réu. Resposta: C Analisando a resposta: Opção A . § 1º. ou seja. de vários pedidos. é defeso praticar qualquer ato processual. que correspondem a determinadas partes do território nacional. num único processo. ainda que fosse por exclusão. o . Portanto. 16. o que faz com que está opção também esteja correta. Quanto às demais opções: opção A – o cerne da assertiva é a cumulação de pedidos. o que torna incorreta a assertiva desta opção. estabelece que seja competente para conhecer deles o mesmo juiz. e cada comarca é entregue ao exercício jurisdicional de um juiz (ou mais) juiz.

ao mesmo tempo. Não existe o princípio da infungibilidade. sendo que este é tratado pelo art 475.257 que torna a presente assertiva incorreta (trata-se de cumprimento do ato por carta precatória). ficam excluídas as opções A (pela infungibilidade. o juiz pode acolher o pedido do recorrente. opção C – atentando-se para o art 222. e) o duplo grau de jurisdição. todavia caráter recursal e visa dar eficácia à matéria decidida e em reexame. . a taxatividade. Princípio do duplo grau de jurisdição consiste na possibilidade de submeter-se a exames sucessivos por juízes diferentes. significa que em caso de recurso a decisão do órgão ad quem fica limitada ao objeto do recurso. para qualquer comarca do país. a infungibilidade e a proibição da reformatio in pejus. não poder. portanto. a singularidade. listadas no próprio art 475. que menciona princípio de recursos previstos no CPC). a fungibilidade e a proibição da reformatio in pejus. desde que observado o prazo do recurso de menor prazo. o principio da aderência ao território. substituindo o antigo reexame necessário de determinadas matérias. do CPC. E significa que todo recurso deve estar previsto na lei. A existência dos princípios mencionados provoca a inexistência de outros mencionais nas opções da questão. a ausência da taxatividade. um só tipo de recurso. opção D – O art 231. a opção D (pela ausência de taxatividade. entre os quais aquele em que o desconhecido ou ignorado o lugar onde se encontra o réu. do CPC. por exemplo. a opção B. por exemplo) e a opção E (também pela ausência da taxatividade. vê-se que a citação será feita pelo correio. mas a própria lei permite ao juiz esse meio de citação em determinadas situações. como garantia da boa solução. não violando. a singularidade. d) o duplo grau necessário de jurisdição. do CPC. como regra. A taxatividade. c) o duplo grau necessário de jurisdição. no caput. 18. e o do duplo grau necessário de jurisdição. Restou. a infungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. Não tem. ainda que não esteja no tipo de recurso apropriado. pois existem algumas exceções previstas no mencionado artigo. como regra geral. Princípio da fungibilidade é aplicável quando houver dúvida objetiva sobre qual tipo de recurso utilizar. corolário do efeito devolutivo do recurso. Logo. a fungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. O princípio da singularidade (ou da irrecorribilidade) significa que para cada tipo de ato processual cabe. estabelece os casos em que a citação pode ser feita por edital. o que torna a assertiva C correta. a ausência de taxatividade a ingularidade. Neste caso ele pode estar em território de outra comarca. a opção C (pela garantia de reformatio in pejus). Nessas circunstâncias. entre dois possíveis. a infungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. a taxatividade. Esse princípio complementa o princípio da recorribilidade. por exemplo). b) o duplo grau de jurisdição. Princípio da proibição da reformatio in pejus. (MP/2006): São princípios fundamentais dos recursos previstos no CPC: a) o duplo grau de jurisdição. da ausência da taxatividade. não fere o princípio da aderência territorial e a assertiva está incorreta. ser agravada a situação de quem recorreu. Resposta: B Análise da resposta: O princípio da taxatividade está previsto no art 496. a singularidade. a singularidade. da garantia da reformatio in pejus.

• que o acórdão não-unânime em caso de apelação tenha reformada a sentença recorrida. concede provimento com fundamento em error in procedendo. eles não são cabíveis contra improcedência da ação rescisória ou se o processo tenha sido extinto em razão de preliminares processuais. § 3º (extinção do processo sem julgamento do mérito). posto que. não caberá o recurso de agravos infringentes. o tribunal pode julgar desde logo a lide. pois os embargos infringentes não são cabíveis se a sentença foi mantida. em grau de apelação relativo à sentença de mérito ou quando houver o tribunal julgado procedente ação rescisória. CPC) e até porque tais recursos não podem existem se a sentença for confirmada. e) são incabíveis embargos infringentes quando o tribunal. (ESAF – PFN/2007): No que se refere aos embargos infringentes. por maioria de votos decidir pela cassação da sentença de mérito por carência de ação ou qualquer outra causa e invalidação. segundo o qual a parte vencida por um julgamento não-unânime em apelação não terá direito aos embargos infringentes se houver sido vencida também na sentença. cabendo somente em casos de acórdão de 2º grau não unânime. mas sim sua anulação. pois que invalidar. é incorreto afirmar que: a) são cabíveis embargos infringentes quando o tribunal. • que o objeto da apelação seja relativo ao mérito da sentença. ao julgar a apelação relativa ao mérito da sentença. b) são cabíveis embargos infringentes nas hipóteses em que houver reforma de sentença de mérito por acórdão não unânime em apelação ou de julgamento de procedência do pedido formulado em ação rescisória por acórdão não unânime.258 19. • Se a apelação for baseada no art 515. não os cabendo ao apelando. ao julgar a apelação. • que a decisão do acórdão não seja unânime. nessa hipótese não haveria reforma de sentença. eis que. portanto. o acórdão a tenha julgado procedente. d) nem sempre é meramente terminativo o acórdão que julga apelação contra sentença terminativa. no caso de ação rescisória. • que. Análise da resposta: Fazendo um retrospecto sobre embargos infringentes. do CPC (taxatividade). dela conheça e lhe dê provimento ou não com fundamento in error in iudicando. ao julgar a apelação. Resposta: A. contra outras decisões do tribunal. ainda que este tenha sua pretensão rejeitada (art 499. nos termos do § 3º do art 515. eles estão previstos no art 530. são requisitos para cabimentos desse tipo de recurso: • que o acórdão se refira a julgamento de apelação ou ação rescisória. não se aplica o critério da dupla sucumbência. • Se o tribunal. o tribunal pode julgar o mérito da lide se a questão for somente de . Não cabem. anular a sentença não é o mesmo que reformar. “nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art 267). se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento”. c) na hipótese de tribunal julgar o mérito. pois a reforma pressupõe novo julgamento do mérito. Assim. Assim. Observações: • Os embargos infringentes serão manejáveis apenas pelo apelado.

está correta. Quanto à reforma da sentença em relação ao error in procedendo. Esta alternativa. por exclusão. erro processual (vício de forma). Justificativa para a resposta: A questão da obrigatoriedade da ação principal em 30 dias está no art 806. E. vício de procedimento (error in procedendo). a interposição de ação cautelar preparatória obriga o autor a propor a ação principal no prazo de 30 dias. ou seja. de vício de má aplicação do direito (vício de fundo). De acordo com a legislação processual civil.259 direito e o processo estiver em estado de julgamento. do CPC. b) da interposição da medida cautelar. Resposta: A. D. embora não tenha havia julgamento do mérito em primeiro grau. ou seja. por votação não unânime cabem embargos infringentes. 20. do art 515. do CPC. da correção do error in iudicando. c) em que o mandado de citação foi juntado aos autos. . Segundo Nelson Nery. E o artigo é taxativo ao estabelecer que cabe à parte propor essa ação no prazo de 30 dias. C. Neste caso. caberá o recurso de agravos infringentes. contados da data da efetivação da medida. A assertiva está correta. permite ao tribunal o julgamento da lide (mérito) em se tratando exclusivamente de questões de direitos e esteja o processo em face de julgamento. Se esse julgamento for por maioria de votos. A assertiva desta opção também está correta. contados da data a) da efetivação da medida cautelar. cabem embargos infringentes. Vamos analisar as assertivas de cada uma das opções do problema: A. ou seja. Caso ocorra qualquer desses tipos de vícios. todavia. não haverá julgamento de mérito. d) do deferimento da medida cautelar. B. pois o § 3º. A afirmação da questão não esclarece que se trata de decisão por maioria de votos (não unânime) o que a torna incorreta. Não são cabíveis embargos infringentes quando ocorrendo julgamento em razão de error in procedendo. pois está conforme o art 530. cabe apelação e. e dede que o acórdão seja por maioria de votos (Humberto Teodoro Jr). não são cabíveis tais embargos. A assertiva contida na opção B está correta. a sentença pode padecer de duas espécies de vícios: vício de julgamento (error in iudicando). se o julgamento da apelação reformar o mérito da sentença.

e que implica na designação de um depositário de confiança do juiz (Humberto Theodoro Júnior. além de bens corpóreos. PIM é o fundado receio de extravio ou dilapidação dos bens por parte de quem os detenha. p. do sócio que pede a dissolução da sociedade comercial ou mesmo de fato. desde que demonstrem fundado receio de extravio ou dilapidação. a situação do cônjuge que demanda a dissolução da sociedade conjugal. O FBI é o interesse do requerente de preservar tais bens. há de ser: 1. dissolução de sociedade de fato. 2. está sujeita ao determinado no art 806. ou seja. em caso separação judicial. É o seu direito de ação. Pressupostos: são os dois pressupostos comuns a todas as medidas cautelares: periculum in mora e fumus boni iuris. frustrando o cumprimento de uma obrigação. como.08. bens comuns ou bens alheios. Legitimidade: todos que possuem interesse na conservação de bens em poder de outrem.260 SEGUNDO SEMESTRE 04. do CPC. Assim. Competência: o juiz competente para a ação de arrolamento e o mesmo juiz da causa principal. de anulação de casamento. Titular de um interesse relativo a um direito que possa ser declarado em ação própria.2009 ARROLAMENTO DE BENS Conceito: é uma medida cautelar que visa proteger os bens arrolados. Natureza Jurídica: medida cautelar não satisfativa. interesse demonstrado pela existência de direito já existente ou de direito passível de declaração em favor do requerente e interessado na conservação dos bens. em risco de extravio ou dilapidação. que tenham valor econômico e que correm risco de extravio ou dissipação (ou dilapidação). vol II. que o habilite a demandar os bens em questão de quem os detenha. podendo ocorrer. prestação de contas por gestor de negócios alheios etc. enquanto no sequestro o objeto pode ser. 686). . Neste caso. que consistem em bens litigiosos. Titular dos bens arrecadados em herança jacente. podem ser arrolados bens próprios em poder de terceiros. por exemplo. (art 855 e 856). podendo exercer o arrolamento. o arrolamento tem caráter apenas documental podendo ser transformado numa medida constritiva da posse e da disponibilidade dos bens. 3. por exemplo. Curso de Direito Processual Civil. O requerente. Iitular de uma situação jurídica já constituída. Objeto: conservação de bens móveis ou imóveis. móveis ou imóveis. Trata-se de medida puramente cautelar. a ação principal deve ser proposta em 30 dias da efetivamente da medida cautelar. 2007. portanto. desde que sobre eles existe interesse do requerente. No início do procedimento. no caso de prestação de contas.

Por exemplo. cessa o sequestro • Pelo pagamento. do CPC). se houver alienação de um desses bens sem a devida autorização judicial. podem-se anotar algumas diferenças entre ambos. Já no sequestro. No que o arrolamento se distingue do sequestro? Inicialmente. com base no auto apresentado pelo depositário. que consistem em bens litigiosos. em risco de extravio ou dilapidação. Efeitos: as restrições sobre os bens arrolados. Assim. (Humberto Theodoro Júnior. tenham muitas semelhanças. quanto à posse e disponibilidade dos mesmos. 2007.No arrolamento. enquanto no sequestro o objeto pode ser. ao que vencer a causa. vamos apresentar o conceito de cada um desses dois institutos. vol II. Objeto . Legitimidade ativa – No arrolamento tem legitimidade todo aquele que tiver interesse na conservação dos bens em poder de outrem. a legitimidade ativa é daquele que tem legitimação para ação de execução quanto à entrega de coisa certa (ação principal). Extinção: esta ação cautelar resolve-se com a solução definitiva da ação principal ou quando ocorrer a extinção do processo cautelar por qualquer um dos motivos previstos no art 808. Assim: 1. como medidas cautelares que são. também semoventes. a alienação será nula. Sequestro: é a medida cautelar que assegura futura execução para entrega de coisa. 2007. em bom estado. Embora esses dois institutos. 1052 e 1052. o previsto nos artigos 808. Trabalho para ser apresentado no primeiro dia de aula presencial. além de bens móveis ou imóveis. Curso de Direito Processual Civil. designado pelo juiz – art 858 e 859. Cessação: Pelo art 820. o objeto pode ser bens móveis ou imóveis. Arrolamento: é uma medida cautelar que visa proteger os bens arrolados. 3. • Pela transação . Classificação: O arrolamento de bens pode ser uma medida cautelar antecipatória (preparatória) ou incidental. 2. persistirão até o final da ação principal.261 Sentença: o procedimento do arrolamento é reduzido a auto. pesam sobre os bens arrolados. do CPC. e que implica na designação de um depositário de confiança do juiz (Humberto Theodoro Júnior. objeto de litígio. consistindo na apreensão de bem determinado. para assegurar-lhe a entrega. p. O juiz proferirá sentença homologatória do arrolamento. do CPC. Curso de Direito Processual Civil. p. 686). • Pela novação. do CPC. cuja elaboração é uma atribuição do depositário dos bens (terceiro ou o próprio possuidor. vol II. 636). Também prevê a designação de um depositário.

para obter prova especial e solene da ocorrência (protesto facultativo) (Humberto Theodoro Jr). mas esta deverá prestar caução garantindo o bem. Definição de interpelação: tem a finalidade específica de servir ao credor para dar conhecimento ao devedor da exigência de cumprimento da obrigação. Não preservam o periculum in mora nem especificamente para assegurar eficácia e utilidade a outro processo. ainda. sob pena de ajuizamento de ação de despejo. é facultado ao possuidor do bem buscado oferecer caução que garanta o interessado. Sentença: diferentemente do seqüestro. ou do direito de agilizar o pedido de falência do devedor comerciante (protesto necessário). não existe a possibilidade de caução. a cessação ocorre com a solução da ação principal ou quando. pode ser um terceiro ou uma das partes do processo. do CPC). Deve ser precisa e clara. 3) prover a ressalva de seu direito (contra alienação de bens) Requisitos (art 869. Não pode faltar nenhum deles. Depositário: no arrolamento. portanto. pois não há processo nem ação. contendo informações sobre dia e hora para o cumprimento da obrigação. for extinto o processo cautelar. Finalidade (art 867. (art 863. mas a construção de cada caso depende do direito material que fez ser preciso ou facultado o protesto. Definição de protesto: Consistem estas medidas na documentação solene ou formal da apresentação do título ao devedor. como a finalidade é a conservação dos bens arrolados.262 Já no arrolamento de bens. assegurar o exercício do direito cambiário regressivo contra o coobrigado. sob cominação de pena. a sua falta produz efeito. NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES Conceito: São procedimentos não contenciosos meramente preservativos de direitos que não devem. o depositário a ser nomeado pelo juiz. 2) prover a conservação de seu direito. com propriedade. 4. do CPC. feita através do Oficial Público para comprovar a falta de pagamento ou aceite. CPC): 1) o autor deve demonstrar interesse no uso do remédio processual. sob pena de constituí-lo em mora. Ex: notificação do locador ao locatário para desocupação do imóvel alugado. a notificação ou a interpelação. Daí as duas características: unilateralidade e não contenciosidade. o processo cautelar de arrolamento recebe do juiz uma sentença homologatória. do CPC). tecnicamente. Finalidade: No sequestro. 6. raramente no plano processual Às vezes. A questão de valor deve ser tratada em ação própria segundo entendimento do STF. não sendo. 2) demonstrar ser a medida requerida não nociva à realização de negócio jurídico . PROTESTOS. São simplesmente manifestações públicas de vontade para garantir e preservar direitos. CPC): 1) prevenir responsabilidade. 5. . Tanto o processo protestativo quanto o notificativo e o interpelativo são produtivos de efeitos jurídicos no plano no direito material. Já no sequestro. bastando que prestem compromisso. Característica (art 871. assim. Definição de notificação: consiste a notificação. também designado pelo juiz. e. total ou parcial. ser considerados medidas cautelares. Já no arrolamento. ou. por qualquer das condições previstas no art 808. sequestrado o bem. sob risco de indeferimento da petição inicial. na cientificação que se faz a outrem o conclamando a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. O protesto e a interpelação não admitem defesa no mesmo processo. poderá ser um terceiro ou o próprio possuidor do bem. o depositário.

. 3. A sentença homologatória declara o direito do credor. Da que indefere a inicial caberá apelação. Encerramento do feito e destino dos autos (art 872. Da decisão que indefere a publicação dos editais caberá agravo de instrumento. do CPC e será instruída com a) conta pormenorizada das despesas. havendo impugnação. ilegitimidade da parte. CPC): finalizado o procedimento. Recurso (art 529. CPC) os fatos alegados serão tipos por verdadeiros e a homologação será deferida. pois sua finalidade é assegurar a satisfação de um direito e não garantir o risco próprio da duração de outro processo. desde que de sua propriedade. manifestando sua vontade diferente que não pôde manifestar no processo do protesto. Citação: o devedor será citado para pagar em 24 horas ou alegar defesa (art 874. Os bens não passam à propriedade do credor. inexistência de tabela etc.263 Competência: o juiz do foro do devedor ou do credor. (José Frederico Marques). que será apenas para o devedor pagar. Contraprotesto (art 871. Ocorrendo a citação para pagar ou se defender o réu poderá adotar três hipóteses: 1. por isso não possui caráter cautelar. deficiência da inicial. Homologação inaudita altera parte: estando a documentação em ordem e sendo legítima a pretensão o juiz pode homologar de plano. Paga a dívida – extingue-se o processo pela satisfação do direito material e os bens retidos retornarão ao devedor. mas apenas garantem o seu crédito. caberá apelação. do CPC). Silencia-se – pelo princípio da revelia (art 319. in fine): O requerido pode contraprotestar em processo distinto. sem necessidade de traslado. IV): da decisão que defere o protesto não caberá recurso. b) tabela de preços ou contrato de locação. É assegurar a realização de um direito e não proteger o risco próprio de outro processo. do caso de senhorio ou locador e c) relação dos objetos retidos. após o que serão entregues à parte. Da decisão que defere ou indefere. A sentença homologatória poderá ser contestada por apelação Manifestação do réu:. 2. Finalidade: A petição inicial será instruída com os elementos do art 282. HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL Conceito: é medida de urgência com o objetivo de realizar um direito material expressamente previsto para atuar numa situação jurídica definida. sem ouvir a outra parte. a sua homologação não possui natureza de ação cautelar. mesmo antes da citação. Objeto: são os bens móveis que o devedor tenha consigo ao tomar hospedagem ou alimento ou que o arrendatário tiver guarnecendo o prédio locado. por exemplo. os autos aguardarão em cartório durante 48 horas. mas satisfativo. Contesta a ação – a apelação terá de restringir-se aos temas previstos no art 875: a) Nulidade do processo – alegando. Finalidade: atestar a regularidade de uma situação preestabelecida que fica assim reconhecida.

do CP. 12. Prossegue em obra embargada. Viola penhora. Competência: o juiz da causa principal (1º grau). Crime: o atentado. Observe-se os artigos 802 e 803. pendência de uma causa. sequestro. também. 2. Dele nasce a ação de atentado que é o instrumento para exercitar a restituição ao status quo para que a situação permaneça como estava ao iniciar-se o processo e assim continue enquanto esta corre. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito. Aplica-se a qualquer tipo de processo de conhecimento. Sentença: A sentença poderá ser homologatória do penhor com entrega dos autos ao credor em 48 horas. II. sob risco de perda de eficácia da medida cautelar. prejuízo a interesse da outra parte. do CPC) Legitimidade: A parte prejudicada no processo principal ou terceiro que possa sofrer os efeitos da futura sentença dessa ação principal (assistente e terceiros intervenientes). do CPC. mesmo quando a ação se encontrar no tribunal.08.264 b) Extinção da obrigação – alegando. (Humberto Theoodoro Jr). 4. c) Não estar a dívida compreendida entre as previstas em lei ou não estarem os bens sujeitos a penhor legal. 3. executivo. lesiva à outra. compensação. Risco de o juiz ou perito ser induzido a erro. uma vez que a sentença homologatória não constitui esse titulo. arresto ou imissão de posse. A medida será sempre incidental. cautelar ou especial. nunca preparatória. Consiste o atentando em inovar artificiosamente. em autuado em apartado. fraude processual que é. ação que dependerá do título executivo líquido disponível. sem razão de direito (ilegal). Pressupostos: são os seguintes para exercer a ação de atentado: 1. na pendência do processo civil ou administrativo o estado de lugar. novação. pendente a lide. ser de indeferimento do pedido de homologação. de coisa ou de pessoa. 5. ressalvando-se ao credor o direito de cobrar a conta em ação própria. inovação de estado de fato inicial. o curso do processo e de forma ilegal: I. Prazo: Homologado o penhor. Pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. Poderá. ilegalidade na inovação ou modificação abusiva na situação de fato da lide.2009 ATENTADO Conceito: atentado é a conduta de uma das partes que cria situação nova ou altera o status quo. . (art 880. contados da homologação. III. prevalece o prazo previsto no art 806. ou seja.por ser uma ação acessória. transação ou outro meio liberatório. o credor deverá intentar ação principal em 30 dias. com a restituição dos bens retidos ao devedor. Hipóteses: estão no art 879: comete atentado a parte que. é crime previsto no art 347.

o juiz mandará produzir as provas necessárias. Não há deferimento liminar. Requisito material: • Prova de que o direito defendido é adequado ao procedimento especial. Anulação da dicotomia entre ação de conhecimento e ação de execução. b) Ordem de restabelecimento ao status quo ante. b) Citação: o requerido será citado para contestar em 5 dias. Haverá extinção do processo com resolução do mérito. exclusão de atos dispensáveis. no que não houver previsão. sob risco de carência de ação. . 16. Sentença (art 881): Se de procedência. Por isso. redução de prazos. restituição à situação anterior ao atentado e proibição do réu falar nos autos até a restituição. Exemplo: Seja um direito material A para o qual o procedimento especial utilizado seja outro. neste caso. além do réu responder por perdas e danos em razão do atentado. Se de improcedência. haverá extinção do processo sem mérito. E. c) Suspensão da causa principal. Delimitação do tema. Simplificação e agilização. c) Produção de provas: contestada a ação. marca a audiência de instrução e julgamento. em havendo prova oral. para o qual o procedimento especial utilizado não se presta. seja um direito material B.09. 2. 803 e 520-IV) : a) Petição Inicial: além dos requisitos do art 801 deverá informar no que consiste o atentado. será sentença declaratória negativa e implicará no ônus da sucumbência ao autor. com presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor.2009 Procedimentos especiais Objetivo geral: adequar a forma ao objeto (direito material) da ação O procedimento especial se pauta por regras próprias que preveem o que for diferente do procedimento comum. e) Imputação da sucumbência ao réu. d) Sentença de procedência ou improcedência do pedido. o juiz determinará a suspensão da causa principal. aplica-se as regras do procedimento comum ordinário. como. 3. d) Proibição do réu falar nos autos até a purgação do atentado. 4. sob pena de revelia.265 Procedimento: (artigos 802. por exemplo. Efeitos da sentença: A sentença de procedência produz os seguintes efeitos legais: a) Reconhecimento da alteração ilícita do estado de fato. Explicitação dos requisitos materiais e processuais. sentença que comporta apelação. Objetivos particulares: 1.

O credor deve ser avisado por carta AR (carta com aviso de recebimento). que assinalará para prazo de 10 dias para a resposta. CC). Os procedimentos especiais estão listados no Livro IV. Havendo compromisso de compra e venda de lotes urbanos (Lei 6. 890. se o juiz assinala um prazo para que o autor faça um depósito em consignação. São duas as modalidades de consignação: • Extrajudicial – art. do CPC. e) Há litígio sobre o objeto de pagamento. • Judicial: Ação de consignação em pagamento. 7. é desconhecido. o devedor pode cumprir sua obrigação valendo de uma ação de consignação em pagamento (art. bem como seu endereço (art 344. O depósito deve ser feito em conta que possibilite a correção monetária do depósito. Assim. § 1°. 5. desonerando-se do ônus da obrigação que tinha.766/79) 2. certo. 890. entretanto. o credor deve ser inequivocamente o titular do crédito. 3. Assim. d) Existe dúvida sobre quem deva receber. Existência no lugar do pagamento da obrigação (comarca) estabelecimento bancário oficial ou. por isso é um instituto de direito material. do CPC). tempo e condições devidos (obrigação quesível ou quérable). na falta deste. b) O credor não recebeu nem mandou receber no lugar. Por exemplo. extingue-se o processo. No caso de prestação pecuniária. inclusive do depósito em estabelecimento oficial (Banco do Brasil e CEF). 4. o procedimento especial é destinado às situações em que o devedor querendo desonerar-se de seu ônus com o credor não consegue por via extrajudicial (art 335. O credor deve ser conhecido. Além do mais. ou porque há erro no valor. não é possível o depósito bancário na forma extrajudicial. outro estabelecimento bancário. Se o depósito não for feito no prazo. capaz e solvente. Não sendo conhecido. a via preferível é a extrajudicial. situações em que ela é obrigatória.266 O procedimento especial prevê alguns atos que se não forem praticados levam à extinção do processo. do CC) pelas condições abaixo e o devedor tem que valer de meios judiciais: a) O credor não pode ou se recusa a receber ou dar quitação. Não existe relação de direito. Depósito de forma extrajudicial só para credor capaz. havendo. declarado ausente ou reside em lugar incerto ou de acesso perigoso e difícil. Condições: 1. . ou até porque haja risco quanto ao pagamento. Objeto: somente obrigações pecuniárias. 6. a consignação é facultativa. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO Conceito: Quando ocorre impossibilidade de efetuar o pagamento de uma obrigação pelos meios normais (ou porque o credor se recusa a receber ou por que ele não pode receber. Como regra. c) O credor é incapaz de receber. valendo-se o devedor da judicial quando impossível de efetuar o pagamento pelas vias extrajudiciais comuns.

o devedor deve fazê-lo para eximir-se de encargo adicionais como multas e juros de mora. CPC). Se o pagamento for efetuado por terceiro que não tenha interesse. por excelência. embora tenha o direito de receber o valor pago. recusando o depósito. • Falta de representante legal do credor absolutamente incapaz ou do seu assistente no caso de credor relativamente incapaz. 30. • Existe dúvida quanto à prestação. Enquadram-se nesta hipótese: • O credor se recusa a oferecer a devida quitação do pagamento. Competência na ação de consignação: Como regra.CC. que poderá até executar o consignante. haver foro de eleição. . se o pagamento se referir à tradição de um bem imóvel. o foro do domicilio do devedor salvo se houver foro de eleição. • Existe dúvida fundada quanto à pessoa do credor. mas pode ser também seus sucessores O art. pois que pode redundar tanto em um provimento para o autor-consignante. Aqui temos tanto o terceiro juridicamente interessado e o terceiro não interessado. Legitimidade ativa: é o devedor. não fica sub-rogado nos direitos do credor. se ele não responder. todavia. o que ele fará diretamente ao banco depositário e o devedor deverá propor ação de consignação em pagamento no prazo de 30 dias.2009 A petição inicial da ação de Consignação em pagamento deve ser instruída com prova do depósito e da recusa de recebimento por parte do credor. declarado ausente ou reside em lugar incerto ou de acesso perigoso e difícil. instruindo a petição inicial com prova do depósito e da recusa. é desconhecido. como determinado no art 328. Hipóteses que autorizam a consignação: 1. o foro competente será o da situação do imóvel. lugar e condições devidas). (art. do art 890).09. 2. Risco de pagamento ineficaz. para continuar sem riscos de encargos sobre sua dívida. podendo. terceiros esses que podem extinguir a dívida do devedor. 890 faz também menção a terceiro. Ação de consignação em pagamento é uma ação dúplice. Todavia. ou a prestações relativas a imóvel. Se o terceiro interessado efetuar o pagamento. Se ele responder concordando é a declaração da aceitação. ficando o devedor desonerado de sua obrigação (§ 2°. sempre que não houver mora accipiendi. Para receber o seu dinheiro deverá propor ação de conhecimento condenatória para o ter seu direito garantido. Mora accipiendi (é a mora do credor que se recusa de forma injustificada a receber o pagamento no tempo. CC).267 A ação de consignação em pagamento tutela a direito do devedor de pagar para se desonerar de sua obrigação. Ele pode não concordar.893. Nos contratos de aluguel segue a regra geral. Embora o devedor não seja obrigado a entrar com a ação de consignação em pagamento. haverá presunção de aceitação. sub-roga-se dos direitos de credor. Aviso o credor do depósito consignado é assinalado o prazo de 10 dias. Geram mora accipiendi: • O credor não pode ou se recusa a receber ou dar quitação • O credor é incapaz de receber. (art 327. mas também em benefício do credor consignado. A esse direito se contrapõe a obrigação do credor de receber.

se outro prazo não constar de contrato. do CPC. a peça inicial do devedor será indeferida por falta de interesse de agir. O que pode ser alegado na contestação (resposta) do réu? As respostas contam do artigo 896. Neste caso. será ele citado para exercer esse direito em 5 dias. para ingressar com a ação para não perder o seu direito de ficar isento do ônus de juros e multas em seu débito. pedirá a citação de todos os que disputam o direito sobre o depósito para provarem o seu direito. ele poderá. • Art 894: Se o objeto da prestação for coisa determinada a ser escolhida pelo credor. se o devedor ingressar com a ação. (896. Estando errado o devedor. neste caso. . devendo depositar. somente se o credor recusar o depósito. dizendo que não houve recusa ou mora em receber a quantia ou coisa devida (896. pedirá ao juiz para autorizar o depósito. 07. justificando sua recusa. ele deve marcar o prazo de 10 dias para manifestação do credor. basta que ao aproximar-se o vencimento da seguinte. Na falta de posicionamento do credor. Dois artigos do CC sobre o assunto merecem destaque: • Art 892: No caso de prestações periódicas. entrar com a ação a qualquer momento. sem o depósito prévio. Se houver dúvidas sobre quem deva ser o credor. Mesmo assim.I). que a recusa justa do credor sobre o depósito. III) • Que o depósito não foi feito no seu valor integral (art 896. autor da ação de consignação. ser designado depositário da coisa pelo juiz. entretanto. que poderá. II). Ele pode defender diretamente do mérito. 893).2009. Mas. Aliás. não sendo feito depósito prévio. por desnecessidade da ação. entretanto. O devedor. não autoriza o ingresso da ação. alegando. para o que o juiz lhe concederá um prazo de 5 dias e pedirá que o credor seja citado para levantar o depósito ou oferecer resposta (art. terá 30 dias de prazo. Deve-se ter em conta. depois de consignada uma delas. • Que foi justa a recusa (art 896. Prazo para resposta do réu (credor): 15 dias.268 Como dito acima. inclusive. • Que o depósito efetuado não respeitou prazo e lugar previstos para o pagamento. se quiser. o autor da ação (devedor) oficie ao juiz para consignar as seguintes e passará a consignar as seguintes sem qualquer formalidade. se o devedor depositar em banco oficial o valor de sua dívida. ele arcará com a sucumbência e com os encargos moratórios pela parte não depositada. a partir da recusa. até 5 dias do vencimento de cada uma. por exemplo. isto é.10. ele deve indicar o valor correto. a ação só será cabível em caso de depósito prévio. Ingressando com a ação. o devedor. IV). passará ao credor esse direito. Se o credor não responder nesse prazo. O devedor poderá completar o pagamento em 10 dias. Mas pode também defender-se de forma indireta. presume-se a aceitação do depósito e o devedor fica desobrigado de sua responsabilidade.

sem julgamento do mérito (art 267. havendo citação de todos os possíveis credores e devem ser consideradas sãs seguintes situações: 1. no processo? Pode. O devedor será exonerado de sua obrigação. Apenas um dos citados comparece. O juiz. com o julgamento antecipado da lide. em respeito ao princípio da demanda – ninguém está obrigado a demandar contra quem não queira. por exemplo. então.1055. mão haverá substituição extinguindo-se o processo. B vende o bem para C. podendo haver mais de uma alegação. etc. HABILITAÇÃO O processo deverá sempre obedecer ao princípio da dualidade de partes. quando o direito for transmissível (art.2009. desde que o valor do depósito não tenha sido contestado.continuação . Julgamento antecipado do processo: Se o réu não contestar ocorrem os efeitos da revelia (art. arrecadação de bens de ausentes prevista nos art. O devedor recebe quitação de seu ônus. o autor. deverá ocorrer a substituição da parte que morreu. Quem pode requerer a substituição? A parte sobrevivente ou os sucessores do de cujus. intransmissível. morrendo logo depois. então avaliará a situações dele. Mais de um dos citados comparecem. juntando o título de aquisição e identificando-se. quando uma das partes morrer e o direito em litígio for transmissível.). o devedor ficará liberado de seu compromisso e os que compareceram continuam no processo para que seja definido o verdadeiro credor. 897). morrendo. para confirmar tratar-se do verdadeiro credor. IX). CPC). haverá substituição? Depende. Se o direito disputado for personalíssimo.269 Essas quatro formas de alegação não são excludentes entre si. Ocorre para qualquer momento do processo e em qualquer tipo de ação. se o direito por transmissível suspende-se o processo para que haja substituição do autor (art 265. Legitimidade: Qualquer das partes e terceiros intervenientes (Oposição. O C pode substituir o B. O juiz não pode determinar de ofício a substituição. Nenhum dos citados comparece: haverá revelia com julgamento antecipado da lide e extinção do processo. não haverá mora accipiendi. Mas. conforme permite o artigo 1061. Ocorrerá. Por isso. Deve se habitar. Durante o processo. O processo para se promover essa substituição é a habilitação. Habilitação: procedimento em que se define o substituto da parte faltante. 1159 a art 1169. I). Nomeação à Um caso: A e B demandam a propriedade de determinado bem. do CPC. 3. 2. Assim. 14. autoria. Não tendo havido contestação quanto ao valor do depósito. Se houver dúvidas sobre quem deve receber.10.

27. que poderá ser feita diretamente ao procurador. indo até o seu encerramento e o processo só se suspenderá a partir da publicação da sentença ou acórdão.060. Esta suspensão está prevista no artigo 265. a citação tem caráter de intimação. que ocorrendo a morte de um dos procuradores. pede-se ao desembargador relator do processo. todavia para o seguinte fato. Mas as ações possessórias se fundam no jus possessionis (direito de posse) e as ações petitórias se fundam no jus possidendi (direito de propriedade). Se a causa estiver em recurso no Tribunal. 1059. do CPC. Na sentença declaratória.2009 AÇÕES POSSESSÓRIAS Tanto as ações possessórias como as ações petitórias tem o mesmo objeto: reaver o bem. havendo morte de uma das partes. para resposta em 5 dias. esta terá continuidade com a presença do advogado do de cujus.270 A quem se pode pedir a habilitação? Se quem pede a habilitação são os sucessores do morto. Pode haver o caso de substituição direta no bojo do processo. A habilitação do sucessor pode necessitar de uma nova ação. entretanto. findo o qual extinguirá o processo sem julgar o mérito se o autor não designar novo advogado. pois deve ser julgado com urgência. porque pode haver interesse deles em decidir o mérito da lide. quando o sucessor provar indubitavelmente a sua condição de sucessor (art 1. a petição inicial deve seguir o prescrito nos artigos 282/283. os seus sucessores devem autorizar essa desistência. o juiz decidirá se autoriza ou não a substituição. em relação à substituição. sendo esta inicial distribuída por dependência da ação principal. Da decisão do juiz deferindo a substituição cabe agravo de instrumento e não agravo retido. A rigor. se este é que deveria indicar novo advogado e não o fez. do CPC).10. É caso que valerá. ou prosseguirá na audiência. O juiz também deve decidir em 5 dias. Mas se o juiz negar. . Se já se iniciou a audiência de instrução e julgamento. precisamente no § 1°. Aduz o § 2°. mesmo que iniciada a audiência. Suspensão do processo: evidentemente. havendo nova ação. não há clareza de caber agravo ou apelação. O autor pode desistir do processo com a morte da outra parte? Pode. do CPC. se já existir. Há de se atentar. Mas. Haverá citação. (art. mas se já tiver havido a citação da outra parte. à revelia do réu. ela será pedido à parte sobrevivente. a princípio da fungibilidade. Nesses fundamentos reside a diferença entre esses dois tipos de ações. quando então a incidental deverá ser julgada antes. Pode ocorrer mesmo em ação incidental quando já houver prova cabal do sucessor. quando houver controvérsias sobre quem será o sucessor. ou diretamente ao réu. Competência: o juiz competente para decidir a habilitação é o juiz da causa em curso. o juiz marcará o prazo de 20 dias para substituição do falecido. do CC). haverá suspensão do processo para a devida substituição do morto.

Mas não é nas de não fazer. III. Estas ações podem. citado o réu. como relação à posse: a) Esbulho possessório → é a perda total da posse. Questão: Cabe reconvenção mas possessórias? A resposta é dada pelo artigo 922. mesmo assim. Ação de força nova: aquelas propostas em menos de ano e dia da perturbação. Ação de Manutenção da posse. o direito de pedido de antecipação de tutela. a sentença é autoexecutável não carecendo de outras providências. II. valer-se da antecipação de tutela. Entretanto. cumulativamente. Diferentemente dos três pedidos acima. Cominação de pena no caso de nova turbação ou esbulho. ‘Nas ações de não fazer. O importante é a descrição dos fatos. quando ocorrerem perturbações de três espécies. Um exemplo de um desses outros pedidos será o de rescisão contratual. Desfazer construções ou plantações (destruir) feitas em detrimento da posse. Condenação em perdas e danos.271 São ações dominiais. o recurso está no art 461. Nas ações de manutenção de posse e de interdito proibitório a decisão é mandamental nas obrigações de fazer. Caráter executivo lato sensu e mandamental – As ações possessórias têm caráter executivo e mandamental. pelo que. do CPC. São 4 tipos: . que na implicam em mudança do rito especial da possessória. até ter conteúdo possessório. o quye acarreta mudança de rito. que diz que o réu pode fazer os pedidos que seriam da reconvenção. passará a ser possível a reconvenção. que não prevê concessão de liminar. entretanto. mas sem perdê-la. Trata-se de ação dúplice. se houver erro no nome da ação. fundamentadamente. Portanto não cabe reconvenção nas possessórias. Nas segundas ações (força velha) diferentemente do que ocorre nas primeiras (força nova). julgando extra petita. de imissão de posse. Ação de Reintegração de Posse. reivindicatórias. do CPC. no rito ordinário. Não deixa de existir. o juiz pode acolhê-la. do CPC. para as quais não cabe liminar. Cumulação de pedidos: O rito especial dessas ações possessórias prevê a possibilidade se serem apresentados. os seguintes pedidos: I. ou seja. Possessórias atípicas. Essas três ações específicas são fungíveis. b) Turbação da posse → moléstia na posse. ou seja. Ação de força velha: as que ultrapassam ano e dia da perturbação. se algum outro pedido for também colocado. Essa concessão poderá ser modificada ou revogada a qualquer tampo. c) Ameaça à posse → ameaça que possa haver turbação ou esbulho. Ação de Interdito Proibitório. não cabe liminar. se o autor acrescer pedidos além daqueles do art 921. exigem a mudança do procedimento para o rito ordinário. Fungibilidade das ações possessórias: Está prevista no art 920. nestas o juiz impõe multa. ou seja. no própria contestação da ação. § 3º.

3. mas não tem a posse 28. mesmo não sendo parte da ação.2009 A posse é transferível na sucessão. por ato de apreensão judicial. pois que a causa de pedir próxima é o esbulho. . (caso de penhora.10. a perturbação da posse.046. por isso auto-executável. daquele que pretende conseguir a posse e passiva daquela que está na posse. do CPC. a autor deverá provar: • O ato prejudicial pratica pelo réu. Quando a pessoa. CPC. Legitimidade: ativa. O autor pode pedir ao juiz que estabelece caução para garantir-se quanto ao resultado da ação. Nunciação de obra nova: quando uma obra vizinha esteja perturbando a posse. Sentença: Embora seja uma sentença mandamental. ação de reintegração da posse. sobre turbação ou esbulho na posse de seus bens. se imóvel o juízo da localização do imóvel. Embargos de Terceiro Possuidor: art 1. Ação de Imissão de posse: A pessoa tem a propriedade. pode haver situações em que é preciso liquidar antes a sentença.272 1. arresto. Valor da causa: Valor do bem (valor venal) ou o valor do proveito econômico que se tira do bem. sequestro etc. • A data do início das perturbações. ação de manutenção da posse. este poderá tirá-la da posse e designar um administrador. que é a causa de pedir remota. Petição inicial: além do contido no art 282. 4.). é alienável. 2. Ação de dano infecto: perigo de ruína em prédio vizinho. mas se perdeu a posse. Se houver recusa parte em prestação caução determinada pelo juiz. Relação entre a causa de pedir e o pedido: sempre sobre a posse. o domicílio do réu. Competência: Se coisa móvel. • Se p objetivo é continuar na posse.