Seminário de Ordenamento Territorial: Experiências Práticas da Amazônia

Dia 2 – O ordenamento territorial e sua relação com a gestão de riscos. 3.1. Palestras Temáticas

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3.1.1 Agro ecologia: Como elemento do ordenamento territorial na propriedade Rural/florestal – Marinelson Brilhante Apresenta-se uma explanação sobre as atividades práticas de zoneamento territorial em escala de propriedade agrícola na aldeia Kamicuã (Acre), que têm sido discutidas com a comunidade participativamente. Neste sentido, estabelecem-se as diversas e sucessivas etapas padrões (desorganizados) para o estabelecimento de consórcios agro florestais.
Implantação e Manejo Agroflorestais

3.1.2 Sistema Estadual De Defesa Civil: Estrutura E Atuação - George Luiz Pereira Santos A defesa civil no estado do Acre atua seguindo as normativas da Política Nacional de Defesa Civil e do Sistema Nacional de Defesa Civil (Decreto 5376, de 17/2/2005). Entre as áreas de atuação descrevem-se Coordenar as atividades de Defesa Civil em nível estadual, Realizar ações em parceria com os municípios, Assessorar o Governador do Estado no caso de homologação de Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública, Realizar vistorias Emitir laudos e pareceres- Fornecer suporte técnico e operacional às Prefeituras. As ameaças naturais presentes no município de Rio Branco (Acre) são os incêndios florestais, e principalmente, as secas e as enchentes. A defesa civil estadual e municipal atua na gestão de riscos (antes da ocorrência do evento) e na administração de desastres (após a ocorrência). A primeira etapa procura a prevenção e preparação nas zonas e populações em risco, em tanto que a segunda etapa objetiva a resposta imediata e a reconstrução das condições previas ao desastre. Grande ênfase é dada ao uso das geotecnologias para identificação, mapeamento e determinação de cenários de risco.
8 – A FERRAMENTA DE GEORREFERENCIAMENTO

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3.1.3 Política Nacional Brasileira de Gestão de Riscos - Hellen Cano No âmbito do IBGE (Brasil) existe uma proposta de implementação de uma Rede Interinstitucional E Integrada De Sistema De Informação Sobre Riscos Ambientais No Brasil – RISCOS BRASIL. Ate o presente momento, se esta trabalhando desde mediados de 2007 na construção no âmbito da Internet do Portal da Rede cujos objetivos iniciais são a. local virtual de reunião de usuários para troca de informações, b. local virtual de procura de dados e informações, e c. instrumento de visibilidade institucional. A principal justificativa para o estabelecimento da rede relaciona-se com a existência de bancos de dados e sistemas sobre mapeamentos e avaliação de risco em instituições de âmbito federal e alguns estados do Brasil, mas que não estão articulados entre os mesmos, o que dificulta a análise integrada do problema, o que em determinadas circunstâncias acarreta em superposição de trabalhos e informações, e, por conseguinte o desperdício de recursos materiais e financeiros.
REDE – RISCOS
REDE – RISCOS

38 participantes, representantes de instituições que desenvolvem sistemas de banco de dados sobre o tema, e parceiros potenciais
• • • • • • • • • • • INPE/GEODESASTRES INSTITUTO CHICO MENDES MB/BNDO MB/CHM MCIDADES MI/SEDEC MMA/SEDR/SZT MMA/SMCQ MS/SVS/CGVAM Prefeitura de Niterói UFRJ/COPPE/IVIG

Exemplos de Mapeamentos existentes nas Instituições Parceiras Riscos Geológicos - Litoral Norte/SP

• • • • • • • • • • • •

ANA CPRM FGV I.G.-SMA/SP IBAMA/DIPRO IBGE/DF IBGE/DGC IBGE/DI IBGE/ENCE IME/SEDEC INPA/NBGI INPE/DPI

Fonte: Instituto Geológico/Secretaria do Meio Ambiente-SP

3.1.4 Uso De Cenários Nas Políticas Públicas Na Amazônia - Elsa R. H. Mendoza Esta apresentação nos traz os principais problemas, desafios, e infra-estrutura planejada para o desenvolvimento da região amazônica, assim como enfatiza os instrumentos existentes para a visualização do futuro da região através da elaboração de modelos e cenários (Representação simplificada da realidade). Particular atenção e brindada à temática do desmatamento em 2 contextos (a) “negócios de sempre” e (b) governança. Finalmente se aborda o tema do uso destas ferramentas nas políticas públicas, tais como no caso dos estudos para a construção das estradas BR163 e a Inter-oceânica, o Projeto de REDD da reserva de desenvolvimento sustentável (RDS) do Juma (Amazonas, Brasil), e ordenamento territorial de Brasiléia (Acre).
Escenarios para la Amazonia – modelagem
Economico
Landcover

Clima
Humo

Ecosistema

Resultados no planejamento regional:
Plano BR-163 Sustentável
Em 05 junho de 2006 o Governo Federal lançou em Brasília o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável para a Área de Influência da Rodovia BR-163,

Estrada Interoceanica
Carta consulta trinacional na região MAP

Chuva e Temp
1998 Ppt-ET

Chuva e Temp

The rainfall deficit
Landcover

Actividad maderera en 2020

CARLUC/ 3PG

Areas quemadas

Agricultura en 2020

Inflamabilidad

Planificación a lo largo del corredor economico

Mature Forest Logged/burned forest Pasture/Agriculture Savanna

Modelos logicos

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3.1.5 Pesquisa em Análise de Riscos na Amazônia: Resultados Preliminares – Claudio Szlafsztein Apresentam-se aspectos conceituais da temática de analise e gestão de riscos, particularmente na sua relação com o desenvolvimento regional. Analisam-se as ameaças naturais e as vulnerabilidades socioeconômicas presentes na região amazônica do Brasil assim como a necessidade fundamental de aprofundar no conhecimento das mesmas e na sua espacialização. Define gestão de riscos como o processo de adoção e implementação de políticas, estratégias e práticas orientadas a reduzir os riscos de desastres e/ou adaptar-se às mudanças climáticas, e assim como a minimizar os efeitos negativos, destacando-se a atitude prospectiva, corretiva e reativa. Ao considerar o ordenamento Territorial como um instrumento da Gestão prospectiva de Riscos na Amazônia apresenta-se os trabalhos desenvolvidos nas esferas federal (modificações no programa ZEEBRASIL), nas escalas internacionais (MAP), regionais (Calha Norte no estado do Pará, Brasil) e local (Município de Alenquer/ Pará).
POLÍTICAS DE ZONEAMENTO E ORDENAMENTO TERRITORIAL / GESTÃO DE RISCOS POLÍ

Região do MAP

cia ên g ti n on c de os lan ,p s re to re di s no a Pl

Epitaciolandia (AC, BRASIL) – Outubro 2007
16.12.2008 Seite 17 Página 17 16.12.2008 Seite 23 Página 23

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3.2 Resumo do Dia

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Apresentação do resumo das atividades e dos resultados do dia 9 de Dezembro de 2008 ao respeito do tema “Integração do Ordenamento Territorial e as políticas e instrumentos de gestão de riscos”. Considerando que o objetivo deste resumo não é descrever TODO o acontecido, após as apresentações, comentários, e intercambio de idéias, destacam-se os seguintes pontos de reflexão: A floresta é uma “bagunça” organizada (Marinelson) e Amazônia é um “caos” e uma benção ao mesmo tempo (Elsa). Considerando o “desordem” da região amazônica, será que o ordenamento territorial é uma prioridade? As políticas, metodologias e instrumentos que utilizamos para ordenar o “desordem” respondem a estas idéias ou são trazidas e adaptados de outras realidades? Risco aceitável Os eventos extremos sempre são marcos históricos, jornalísticos, sociais, que rapidamente, após a resposta emergencial e a recuperação das atividades, ficam no esquecimento. Em conseqüência, como trabalhar com os construtores de ordenamento territorial (sociedade, técnicos e governo) com os riscos aceitáveis? As cartografias de riscos e o ordenamento urbano As organizações de Defesa Civil fazem parte do processo de ordenamento territorial? “Problemologistas” sem solução (Elsa). Como mudar a percepção dos tomadores de decisão ao respeito dos que trabalham em ordenamento territorial? Será que devemos começar a apresentar boas propostas e não somente diagnósticos? Considerando o diagnostico de grandes problemas ambientais na região (tragédia anunciada – Elsa), e que temos um claro objetivo (Decidir o nosso futuro – Elsa), é importante acreditar nas palavras do capitão George (Hoje, amanha, será ontem). Neste sentido, não devemos seguir somente falando e devemos tentar iniciar ou prosseguir os trabalhos em ordenamento territorial na região. Toda solução gera um novo problema (Capitão George) Os governantes e a sociedade precisam de resultados positivos e os programas e projetos (e seus financiamentos) apresentam prazos para finalização. Como compatibilizar esta situação com a idéia do ordenamento territorial como um processo contínuo. Redes e informação (Hellen) A criação e desenvolvimento de redes com vistas a geração e transferência de informação, tecnologia, metodologias apresenta numerosos benefícios e dificuldades. Neste sentido, estamos conscientes desta situação (ex. perda relativa da Propriedade da informação)? Acreditamos que a integração em redes verdadeiramente é uma solução? Fulanização das responsabilidades (Cap. George) Todos, incluindo os responsáveis pelo ordenamento territorial, somos integrantes do processo de Gestão de Riscos.

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