Escola Secundária de Estarreja Unidade 6 – Reprodução nos Seres Vivos

Biologia e Geologia 11ºAno Outubro 2011

Guião de Exploração de Actividades 2 Como se poderá gerir um ecossistema artificial com os conhecimentos sobre Reprodução dos Seres Vivos?
Quais são as principais estratégias de Reprodução usadas pelos Seres Vivos?
O que distingue a Reprodução Assexuada e Sexuada? Qual o contributo da Meiose e da Fecundação para a Variabilidade Genética? Como se processa a Meiose? Quais são as principais semelhanças e diferenças entre a Mitose e a Meiose? Que alterações podem ocorrer a nível dos cromossomas durante a divisão nuclear? Como ocorre a Reprodução Sexuada nos Animais e nas Plantas? Qual o papel da Tecnologia na manipulação da Reprodução dos Seres Vivos? Como interferem as actividades antrópicas nos ciclos de Vida dos Seres Vivos?

No sentido de encontrares resposta para estas e outras questões-problema, e compreenderes os principais elementos e processos envolvidos na reprodução dos seres vivos, serão propostas actividades desenvolvidas em torno de notícias, publicadas na Imprensa escrita e outros textos extraídos de publicações científicas. No final, deverá ser capaz de resolver uma situação simples de gestão de um Ecossistema artificial – Piscina Biológica.

Texto 1 - O mundo sem sexo de uma formiga da amazónia
Excerto 1 Quando os cientistas começaram a estudar a formiga Mycocepurus smithii estranharam ao não encontrar qualquer macho. Agora já sabem porquê. Só existem fêmeas nesta espécie, que vive na Amazónia. Mais estranho ainda é o facto de esta formiga assexuada, que se reproduz através da clonagem, se alimentar de fungos que se reproduzem da mesma forma. A descoberta deste mundo sem sexo foi revelada na última edição da revista Proceedings of the Royal Society B. "Nos insectos há vários tipos diferentes de reprodução. Mas esta espécie desenvolveu o seu próprio método", disse à BBC a bióloga Anna Himler, da Universidade do Arizona, que liderou a equipa internacional responsável pelo estudo. In: Diário de Notícias (16 Abril 2009) 1. Pesquise informação referente aos processos de Reprodução nos Seres Vivos e: 1.1. Elabore um Diagrama de Venn ilustrado comparando reprodução Assexuada e Sexuada, tendo por base os aspectos seguintes: 1.1.1. progenitor; 1.1.2. informação genética; 1.1.3. processos de divisão nuclear intervenientes; 1.1.4. fecundação. 1.2. Identifique o processo de Reprodução Assexuada evidenciado pela formiga Mycocepurus smithii. 1.3. Enumere outros processos de Reprodução Assexuada observados na Biosfera.

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1.4. Solicite ao professor material biológico e de laboratório para a observação de processos envolvidos na reprodução assexuada e sexuada. Excerto 2 Foi através de testes genéticos que os investigadores descobriram que todas as formigas eram clones da rainha da colónia. Ela é a única capaz de se reproduzir, uma vez que todas as trabalhadoras são estéreis. Além disso, a dissecação de vários animais permitiu verificar que não têm os órgãos sexuais necessários para a reprodução sexual, uma vez que estes estão atrofiados. Os cientistas não sabem porque é que a Mycocepurus smithii evoluiu neste sentido, nem há quanto tempo o fez. Certo é que esta clonagem permite duplicar a cada geração o número de fêmeas reprodutoras. E permite à rainha o controlo total sobre o número de membros da colónia. Além disso, poupa energia. Como? Bem, não é preciso sair à procura de parceiro. Mas um mundo sem sexo não é perfeito, dizem os investigadores. “Se somos mais diversos, somos mais resistentes a parasitas e doenças”, explicou Laurent Keller, perito em insectos da Universidade de Lausana. “Numa colónia de clones, se uma formiga é susceptível a um parasita, todas são susceptíveis. Por isso, se somos assexuais, normalmente não duramos muito tempo”, referiu em entrevista ao site da BBC. A evolução é também mais lenta e difícil. Contudo, esta espécie não parece afectada com o problema. A Mycocepurus smithii há muito que cultiva a sua própria comida, que também se reproduz de forma assexuada. “As formigas descobriram a agricultura muito antes de nós – têm cultivado jardins de fungos há 80 milhões de anos”, disse Anna Himler. “Recolhem plantas, fezes de insectos e até insectos mortos do chão da floresta e alimentam a sua colheita”, acrescentou. Esta espécie consegue ter mais colheitas que qualquer outra, desconhecendo os cientistas o porquê. A bióloga norte-americana acredita que as formigas conseguem algum tipo de vantagem ao não estarem sujeitas às limitações de se reproduzirem sexualmente, tal como os fungos de que se alimentam. (...) "O tempo dirá se esta formiga é uma espécie de 'escândalo assexual' ou se existe uma boa explicação, talvez fora do comum", indicou ao site Discovery News Jacobus Boomsma, director do Centro para a Evolução Social e professor da Universidade de Copenhaga. Os cientistas vão continuar a investigar as causas que levaram a esta reprodução fora de comum. In: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1202733&seccao=Biosfera (30/09/2010)

2.

Explique como os resultados do estudo genético de Mycocepurus smithii efectuado pelos investigadores permitiram descobrir que todos os indivíduos da colónia eram clones da Rainha.

TPC
3. À semelhança da formiga, também o Homem explora os Ecossistemas na obtenção de recursos: 3.1. Pesquise informação que lhe permita esclarecer os processos tradicionais e biotecnológicos pelos quais o Homem usa a reprodução assexuada na proliferação de espécies vegetais com interesse económico. (Resolva uma actividade do manual adoptado que lhe permita esclarecer o assunto) 3.1.1. Discuta as suas ideias com os colegas de turma e o professor.

3.2. Mencione vantagens e desvantagens da reprodução assexuada face à sexuada.

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Texto 2 – Ciclo de Vida das Térmitas
As térmitas são insectos que apresentam metamorfose incompleta. Embora cada espécie possua características de desenvolvimento diferentes, basicamente podemos resumir o ciclo de vida destes insectos em: ovos, formas jovens (ou ninfas) e adultos. A rainha coloca ovos que se transformam nas formas jovens. As formas jovens, por sua vez, podem se diferenciar em operários, soldados e reprodutores alados. Os operários podem ser divididos em dois tipos: operários verdadeiros, que são estéreis e operários funcionais, que são machos e fêmeas. Operários funcionais tem a capacidade de mudar de volta a ninfa, e a partir daí se transformarem em soldados, reprodutores alados ou reprodutores de substituição, dependendo das necessidades da colónia. O último estágio ninfa pode desempenhar funções do operário na busca de alimentos e na criação de outras ninfas em estágios iniciais. Em relação à longevidade das térmitas, o rei e a rainha podem viver até 30 anos. Durante todo o período de vida, a rainha irá colocar ovos e, para isso, necessita de acasalamento frequente do rei. A colónia como um todo, no entanto, pode viver para sempre uma vez que se o rei ou a rainha morrerem ou adoecerem, ambos podem ser prontamente substituídos Fig. 1 – Ciclo de Vida dos Cupins (Térmitas). pelos reprodutores de substituição que se encarregarão das funções de fecundação, do rei, ou de oviposição, da rainha. 1. Pesquise informação sobre a reprodução sexuada dos insectos, relativamente a: • • • • • • Progenitores; Órgãos reprodutores; Células reprodutoras; Momento da meiose; Processos de divisão nuclear no respectivo ciclo de vida; Fecundação.

2. Desenhe o ciclo de vida simplificado de um insecto, integrando os conceitos: Macho adulto, Fêmea adulta, Ovário, Óvulo, Espermatozóide, Testículo, Zigoto, Embrião e Larva. 2.1. Delimite a azul as entidades haplóides e a vermelho as diplóides. 2.2. Represente no ciclo o momento em que ocorre a fecundação e a meiose. 2.3. Discuta o ciclo desenhado com os seus colegas e o professor. 3. Resolva as questões do anexo 1, referentes à Meiose. 3.3. Discuta com os seus colegas e professor as principais conclusões obtidas. 4. Elabore um diagrama de Venn ilustrado em que possa comparar a Mitose e a Meiose. 4.1. Discuta o organizador gráfico construído com os seus colegas e o professor.

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Texto 3 - Praga das térmitas alastra de "forma inexorável"
A praga das térmitas continua a "alastrar de forma inexorável" na cidade de Angra do Heroísmo, conclui um relatório de cientistas da Universidade dos Açores divulgado hoje, depois de terminado um período de monitorização. As térmitas são uma espécie que se alimenta das madeiras, corroendo completamente as estruturas das habitações. "Os resultados mostram que, cinco anos depois sobre a primeira monitorização, a praga continua a alastrar, pelo que se aconselha uma campanha de sensibilização junto da população para minimizar o problema da dispersão", refere o documento. O relatório, elaborado por uma equipa de investigadores do Grupo de Biodiversidade do Departamento de Ciências Agrárias, adianta que foram colocadas cerca de três mil armadilhas nas ruas e habitações, em 11 artérias do perímetro urbano de Angra do Heroísmo. "As armadilhas capturaram 71.342 térmitas, das quais 7.363 na via pública e 63.979 no interior das habitações, o que leva a concluir, por estimativa, que terá sido evitada a criação de 35.671 novas colónias", referem os investigadores. Segundo o estudo, "é no centro histórico da cidade de Angra do Heroísmo [classificada como Património Mundial] que se localiza o maior nível de infestação".(…) Por seu lado, Andreia Cardoso, presidente da autarquia, garantiu que "os habitantes vão receber as conclusões do estudo", acrescentando que, "em conjunto com as juntas de freguesia, será efectuada sensibilização porta a porta e serão fornecidas, gratuitamente, armadilhas de monitorização".(…) O investigador [Paulo Borges] afastou a hipótese do combate contra as térmitas se realizar por fumigação, considerando ser "uma acção que pode pôr em risco a saúde dos moradores das habitações contíguas àquelas onde seria feita". Como alternativa, defendeu que o combate pode ser efectuado "através de alta tecnologia de temperatura", um sistema desenvolvido por austríacos e norte-americanos. Este sistema consiste em lançar ar quente com humidade a uma temperatura de 50 graus, o que mata as térmitas incrustadas nas madeiras, estando já decidida a realização de um teste, sem data marcada, num edifício público. (…) As ilhas de Santa Maria, S. Miguel, Terceira e Faial estão afectadas pela térmita da madeira seca (Cryptotermes brevis), as ilhas de S. Miguel, Terceira e Faial pela térmita das árvores de pescoço amarelo (Kalotermes flavicollis) e o Faial pela térmita subterrânea (Reticulitermes grassei). Adaptado de Diário de Notícias (26 de Novembro de 2009) 1. 2. Descreva o papel das armadilhas no controlo da praga de térmitas em Angra do Heroísmo. Formule uma hipótese que possa explicar a maior incidência da praga no centro histórico de Angra do Heroísmo. As térmitas podem ser combatidas através do uso de insecticidas. 3.1. Explique a necessidade de aplicação de outras técnicas de controlo em detrimento do combate químico da praga. Explique a relação Ciência-Tecnologia-Sociedade expressa no texto 3.

3.

4.

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Texto 4 – Fetos invasores e sucessão secundária pós-incêndios
Excerto 1 As espécies do género Pteridium são consideradas entre as plantas invasoras de maior êxito na Terra, encontrando-se nos 5 continentes, desde o nível do mar até cerca de 3000 m de altitude. Afectam profundamente os Ecossistemas intervencionados pelo Homem e são especialmente propensas a invadir sítios cultivados, prados induzidos, parcelas de solo abandonadas, após a actividade humana e áreas afectadas pelos incêndios. Em Portugal, este grupo de plantas está representado pela espécie Pteridium aquilinum (L.) Kuhn, cujo nome vulgar é Feto-ordinário. O seu grande potencial competitivo resulta da sua larga tolerância ao stress e às perturbações ambientais, aspectos que se associam uma espantosa combinação de características morfológicas e fisiológicas, entre as quais se destacam: • Um sistema de rizomas muito longo e duradouro que se ramifica indefinidamente, além disso estes órgãos armazenam glícidos que podem ser rapidamente mobilizados para as folhas e são responsáveis pela Fig. 2 – Pteridium aquilinum (Feto multiplicação vegetativa. ordinário) A intensa actividade alelopática e antidepredadora, resultante da produção de um amplo arsenal químico de metabólitos secundários, entre os quais se destacam as ecdisonas – um tipo de hormonas que promovem a muda nos insectos –, glucósidos cianogénicos e a tiaminase – uma enzima que decompõe a vitamina B1. Alto potencial reprodutor, em que cada planta produz centenas de milhões de esporos microscópicos, transportadas através de grandes distâncias pelo vento, permanecendo viáveis, ou seja, capazes de germinar quando as condições são favoráveis. Um fenótipo (estrutura e morfologia) que lhe confere vantagens sobre outras plantas, nomeadamente o seu tamanho (…): possuem folhas com 1,5 a 3 m de altura e pecíolos rígidos, amplas e sobrepostas, as quais privam da luz as plantas subjacentes, debilitando-as e matando-as, impedindo ao mesmo tempo o estabelecimento de outras espécies colonizadoras.

Todas estas características convertem esta espécie numa das pragas mais difíceis de combater por processos mecânicos, biológicos e inclusivamente, químicos. 1. 2. 3. Explique duas formas pelas quais utilização agrícola dos solos pelo homem pode ter favorecido a dispersão desta espécie. Pesquise informação relativamente a: 3.1. Prejuízos causados por esta planta na agricultura.

3.2. Discuta a informação encontrada com os seus colegas de turma e o professor.

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Pteridium está muito bem adaptado ao fogo na sua área de distribuição. Os resíduos vegetais acumulados durante a estação seca, podem arder antes da queda das primeiras chuvas. Com a chegada da estação chuvosa criam-se as condições ideais para a germinação dos esporos e o estabelecimento dos jovens esporófitos ou plântulas. O fogo cria um substrato esterilizado, alcalino e rico em nutrientes minerais, o qual favorece o desenvolvimento dos gametófitos – fase do ciclo de vida em que se desenvolvem os gâmetas-, reduz-se temporariamente a presença de competidores e a diversidade microbiótica; Pteridium rapidamente fica em vantagem e os seus esporófitos podem estabelecer-se num curto período de tempo, inclusive em áreas onde previamente não existia. Por outro lado, a remoção e combustão da cobertura vegetal altera significativamente o microclima do solo e aumenta a mineralização da matéria orgânica, disponibilizando mais nutrientes para Pteridium e outras espécies herbáceas. A principal adaptação das espécies de Pteridium ao fogo é o sistema de rizomas subterrâneos que se encontra a uma profundidade entre os 10 e os 50 cm, assim permanecem isolados das temperaturas letais produzidas pelo incêndio no horizonte mineral do solo. Alguns estudos indicam que nas zonas flageladas pelos incêndios, Pteridium cresce abundantemente a partir de gemas vegetativas do rizoma, as quais produzem folhas rapidamente, antes dos competidores se instalarem (…). As evidências disponíveis parecem indicar que o estabelecimento de Pteridium a partir de esporos, é um acontecimento raro em situações naturais, mas muito comum em habitats intervencionados pelo Homem. Nos criados por remoção e combustão da cobertura vegetal, a colonização por esporos pode ser rápida e efectiva. Admite-se que o fogo possa ser um requerimento para a germinação dos esporos. Uma vez removidos os competidores naturais, estas plantas podem completar o seu ciclo de vida com êxito. Adaptado de http://redalyc.uaemex.mx/pdf/644/64408503.pdf (14/10/2010) 5. Pesquise informação sobre a reprodução sexuada das plantas, relativamente a: • • • • • • Progenitores; Órgãos reprodutores; Células reprodutoras; Momento da meiose; Processos de divisão nuclear no respectivo ciclo de vida; Fecundação.

6. Desenhe o ciclo de vida simplificado de um feto, integrando os conceitos: Gametófito (Protalo), Esporófito (Planta adulta), Oosfera (gâmeta feminino), Anterozóide (gâmeta masculino), Zigoto, Gametângio masculino, Gametângio feminino, Embrião, Esporo, Esporângio e Plântula. 6.1. Delimite a azul as entidades haplóides e a vermelho as diplóides. 6.2. Represente no ciclo o momento em que ocorre a fecundação e a meiose. 6.3. Discuta o ciclo desenhado com os seus colegas e o professor.

7. 8.

Observe no laboratório diferentes tipos de estruturas reprodutoras de fetos e outras plantas, de acordo com o material fornecido pelo professor. Relacione a acção humana no ciclo de vida de Pteridium com a sua transformação num planta invasora dos ecossistemas mais intervencionados.

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Texto 5 – O Ciclo de Vida Chlamydomonas
A espécie de água doce Chlamydomonas reinhardtii, Dangeard (1888) tem uma forma oval com cerca de 10μm de comprimento e 3μm de largura, dois flagelos na região anterior com cerca de 1,5 a 2 vezes o tamanho da célula, núcleo haplóide (com 17 cromossomas) junto ao cloroplasto em forma de “U”, estigma (pigmento vermelho sensível à luz) e pirenóide (para armazenamento de amido) com localização posterior (Figura 3).

Fig. 3 – Célula de Chlamydomonas.

Quando as condições ambientais são as mais favoráveis, as Chlamydomonas reproduzem-se assexuadamente num período de tempo que ronda as 24 horas. Em situações de stress, como por exemplo pela privação de azoto, as células funcionam como isogâmetas fundindo duas a duas (mating types;
+ -

mt e mt ) originando um zigoto de resistência com parede celular espessada e sem flagelos. O zigoto experimenta meiose e cada uma das quatro células resultantes designa-se zoósporo (Figura 4). O seu ciclo de vida tem uma duração aproximada de duas semanas.

Fig. 4 – Ciclo de Vida de Chlamydomonas.

Dada a facilidade de manutenção em laboratório, estes organismos unicelulares são usados como modelo experimental em áreas como: a genética, a biologia celular e molecular e a fisiologia.

Adaptado de http://sites.google.com/site/anacrisandrade/Chlamyandhydrogenproduction.pdf (14/10/2010) 1. 2. 3. 4. 5. Faça a legenda das figuras 3 e 4. (Assinale na figura 3, através de algarismos, as estruturas mencionadas no texto.) Indique o número de cromossomas das células c e e, representadas na figura 4. Pesquise informação referente a outras algas com um ciclo de vida semelhante ao de Chlamydomonas. Resolva a actividade do manual que lhe permita compreender a importância da fecundação na diversidade genética de Chlamydomonas e de outros seres vivos com reprodução sexuada. Discuta com os seus colegas e o professor as questões 3 e 4.

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6.

Elabore um Quadro comparativo para o ciclo de vida de Chlamydomonas, Térmitas e Feto-ordinário, relativamente a: 6.1. momento da meiose; 6.2. desenvolvimento relativo de fases nucleares; 6.3. alternância de gerações; 6.4. protecção do ovo ou zigoto e dos gâmetas.

7.

Prepare-se para um Trabalho de Verificação de Aprendizagem sem consulta, cotado com 100 pontos, a ser distribuído e resolvido em 30 minutos de aula. Esta actividade mobilizará conhecimentos construídos nas aulas teóricas, teórico-práticas e laboratoriais no decorrer da presente Unidade de Ensino e na que lhe foi precedida (Unidade 5 – Crescimento e Renovação Celular).

Texto 6 - Piscinas a imitar lagos até têm plantas e rãs
Em vez de optar por uma piscina tradicional, por que não mergulhar num lago artificial e desfrutar das vantagens que a natureza oferece? O conceito chama-se "piscinas biológicas" e já atraiu dezenas de famílias. Udo e Claudia Schwarzer, um casal alemão, residente em Aljezur, importaram a ideia do centro da Europa: o êxito está à vista, com mais de cem projectos concretizados em Portugal, a maioria em casas privadas, mas também em habitações de turismo rural. "As piscinas biológicas são lagos artificiais onde se pode tomar banho", resume Udo, afastando a ideia de charco, que embora seja a palavra que mais se coaduna ao conceito, tem uma conotação negativa. Exactamente o contrário das piscinas biológicas que, segundo o casal Schwarzer, são "muito melhores para a saúde". "As pessoas pensam que a água natural é suja, mas foi o homem que a sujou", continua o biólogo, que, com a ajuda da sua mulher, arquitecta paisagista, inaugurou a sua primeira piscina biológica em 1995. As vantagens daquelas piscinas começam logo pela limpeza da água, que não precisa (nem deve) ser desinfectada, porque a natureza trata de tudo. É, então, às plantas, criadas numa zona própria da piscina, onde não se pode tomar banho, que cabe a tarefa de manter tudo impecável. Ao produzirem oxigénio, garantem a transparência e boa qualidade da água. Resultado: não há custos de manutenção. E este aspecto parece tão importante que, na Áustria, país onde há 26 anos apareceram as primeiras piscinas biológicas, as piscinas públicas convencionais começam agora ser substituídas. (…) O requisito mínimo de área são 150 metros quadrados e a explicação faz sentido: "É uma exigência da natureza, além de que é suposto ser um lago e não uma poça", adianta Udo Schwarzer, lembrando que os conceitos paisagísticos e estéticos não podem ser descurados. (…) A sensação de partilhar a água com plantas e conviver com alguns animais, nomeadamente rãs, durante um mergulho, é a que mais assusta os interessados. Mas um truque arquitectónico, uma parede subaquática que separa as duas partes da piscina (zona das plantas e zona para nadar), resolve o problema "quase" por completo. "Quase" porque os responsáveis avisam, no site criado para divulgar as piscinas biológicas (www.biopiscinas.pt), que não será sempre evitável que [uma rãzinha] apareça no compartimento da natação. Mas, assegura o casal Schwarzer, normalmente aqueles animais vivem na zona das plantas onde encontram abrigo e alimentação. Depois de estarem construídas e a funcionar na perfeição, as piscinas biológicas não precisam de muitos cuidados. Não é recomendável mergulhar besuntado de cremes protectores ou bronzeadores (aconselha-se um duche antes), nem deixar que a temperatura da água atinja os 30 graus, pois as plantas podem não resistir.

Adaptado de Jornal de Notícias (2004-07-28) Mais informações http://www.biopiscinas.pt/brochuras/Biodiversidade.pdf http://www.piscinasbiologicas.com.pt/info/links.htm

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1.

Suponha que é responsável pela gestão de um jardim privado, onde se integra uma piscina artificial biológica, rectangular, com a área mínima mencionada na notícia do texto 6 e cujo perfil transversal está representado na figura 5.

2m

Extraído de http://www.4d-perspectivas.pt/PiscinasEcológicas.pdf Fig. 5 O seu cliente deseja seguintes alterações bióticas: • • a inclusão na piscina as seguintes plantas: Marsilea quadrifolia, Azolla filiculoides, Salvinia molesta e Íris pseudacorus o aumento da biodiversidade de insectos na piscina com a introdução da Borboleta Azul Maculinea alcon.

2. 3.

Pesquise a informação necessária para estabelecer um plano de intervenção na piscina, tomando em consideração o pedido efectuado pelo cliente. Desenvolva individualmente um documento sucinto e original, com o máximo de duas páginas, para apresentar pessoalmente ao cliente e que inclua:
• • • • • • Título Identificação do especialista; Alterações por ele sugeridas; Referências bibliográficas consultadas; Vantagens e desvantagens de cada uma delas, tomando em consideração os processos de reprodução das espécies em jogo Sugestões propostas pelo especialista, para minimizar impactos decorrentes das alterações pretendidas, representadas numa planta da piscina biológica e num perfil topográfico semelhante ao da figura 4; a planta e o perfil deverão apresentar as respectivas legendas, de forma a esclarecer de forma precisa e objectiva o cliente.

4. Solicite 90 minutos de aula para tirar dúvidas e proceder a melhoramentos no seu documento. (Esta solicitação estará dependente de condições: Envio das dúvidas ao professor por escrito, via e-mail; Comunicação na aula das dificuldades encontradas e da intenção de melhorar o documento elaborado.) 5. O documento apresentado, cotado para 200 pontos será alvo de avaliação devendo ser entregue em prazo acordado com o professor.

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