INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA TRIÂNGULO MINEIRO – Campus Uberaba LABORATÓRIO DE QUÍMICA

DISCIPLINA: QUÍMICA III PROFESSOR: ADMILDO COSTA DE FREITAS CURSO: TÉCNICO EM AÇÚCAR E ÁLCOOL Nome: EXPERIMENTO N.º05 1) TÍTULO: POLARIMETRIA - VERIFICAÇÃO DA LEI DE BIOT EM SOLUÇÃO 2) OBJETIVOS:- Determinar o poder rotatório ótico específico da sacarose, e o teor de sacarose em uma amostra impura. 3) Introdução: Sabe-se que a luz natural é constituída de ondas eletromagnéticas que se propagam em todas as direções, em infinitos planos de vibração. Como exemplo cita-se a luz solar, uma lâmpada incandescente etc. Por outro lado, quando a luz natural é passada através de um prisma polarizador de Nicol a radiação emergente vibra em apenas um plano de vibração e é denominada luz polarizada. Poderá ser policromática ou monocromática, dependendo da fonte luminosa. Quando um feixe de luz plano-polarizada monocromática atravessa um tubo de comprimento igual a L, cheio com uma solução contendo uma substância oticamente ativa (possui em sua molécula um átomo de carbono assimétrico ou “chiral”), de concentração C, o desvio angular do plano de polarização á dado por: A constante α = [α ] LC é o poder rotatório ótico específico característico da substância (em 20,0ºC a rotação específica da sacarose, sob luz de sódio, é 66,53o e a da glicose 52,7o) e depende do comprimento de onda do feixe de luz e da temperatura. É definido como sendo o ângulo-desvio (em graus angulares) apresentado por uma alíquota de uma solução cuja concentração é de um quilograma (1000 g) de substância oticamente ativa por metro cúbico (1000L) de solução, colocada em um tubo polarimétrico de 1 metro (10 dm) de comprimento e observada, a 20,0ºC, sob luz de sódio; L é o comprimento, em dm, do tubo polarimétrico; C é a concentração da solução em g/cm3 e α é a rotação observada, em graus 20 angulares. No Sistema Internacional (SI), [α ] D LC = α m e sua unidade é rad.m2/kg. Pela expressão (1) vê-se que o ângulo-desvio varia linearmente com a concentração. O desvio angular é medido com um polarímetro, cujo esquema é o seguinte:
20 D

α = [α ] D LC
20

(1)

A luz proveniente de uma fonte luminosa monocromática (L), é polarizada ao atravessar um prisma de Nicol (P). Após este prisma, o feixe luminoso atravessa o líquido contido no tubo (T) e, em seguida, outro prisma de Nicol chamado analisador (A). O campo do instrumento é observado com a ocular (0). O analisador pode girar em torno do eixo longitudinal do instrumento enquanto que o polarizador é fixo. Quando o tubo (T) contém uma substância que não possui atividade ótica (por exemplo, a água) e o analisador está cruzado com o polarizador, nenhuma luz passará e o campo do instrumento, portanto, se apresentará escuro. Esta situação corresponde ao zero gravado no limbo do aparelho. Caso o tubo (T) contenha uma substância oticamente ativa, o raio luminoso sofrerá uma rotação no seu plano de

Uma vez visto isso. antes de se fazer o ajuste do analisador deve-se ajustar a escala (lateral ao visor) na posição 0.15 . O valor lido será de 6. devemos girar o analisador no sentido horário. em que as três partes do campo estão totalmente sombreadas. O polarímetro tem um dispositivo auxiliar. que será registrado no limbo e representa o desvio angular. estando a escala ajustada na posição 0.00. Para o caso de uma solução de sacarose. Quando o analisador está um pouco além da posição cruzada em relação ao polarizador. Alinhamento das marcações do ponto zero da escala de dentro (fixa) com a marcação do ponto zero da escala de fora (móvel). Após encontrar-se a posição na qual se observa a imagem da figura 6 faz-se a leitura do desvio angular. que torna a medida do desvio angular mais precisa. Para que o campo fique novamente escuro é necessário girar o analisador de certo ângulo. o campo apresenta-se totalmente iluminado (ver Figura 6). Leitura da escala Sempre que se adicionar uma nova solução no tubo para uma leitura.polarização.00) o campo visual será idêntico ao da figura 6. Caso o prisma analisador esteja na mesma posição que o prisma polarizador. Supondo que para uma solução hipotética o ajuste tenha ficado conforme a figura 8.00) o campo visual será idêntico ao da figura 3 ou ao da figura 4. conforme figura 7. ao lado. corresponde ao cruzamento dos dois prismas (ver Figura 5). Se a solução no tubo não apresentar desvio da luz planopolarizada (desvio 0. Quando o analisador está um pouco antes da posição cruzada em relação ao polarizador a parte central do campo visual torna-se escura e as partes laterais tornam-se claras (ver Figura 3). que apresenta desvio positivo. No entanto. a parte central do campo visual torna-se clara e as partes laterais tornam-se escuras (ver Figura 4). com a escala conforme figura ao lado. ao lado. Graças a ele o campo visual do instrumento fica dividido em três partes (ver Figura 2). deve-se procurar ajustar (lentamente) o analisador de modo a se observar novamente a imagem da figura 6. Uma posição intermediária.00 e se for adicionada ao tubo uma solução que apresente desvio da luz plano-polarizada (desvio ≠ 0.

O ponto de referência é a marcação do zero da escala fixa.graus. Procure a primeira marcação (risco) da escala fixa que coincida exatamente com uma marcação (qualquer) da escala móvel.: Observe a divisão das escalas A rotação específica (tal como o ponto de fusão e o de ebulição) é uma constante física importante para a identificação de substâncias. até observar que há uma inversão na iluminação das partes central e lateral do campo visual. A polarimetria. 4) PROCEDIMENTOS Obs.10. Tenha o cuidado de restar ao menos 30 mL de cada solução. Determine. gire o analisador no sentido que torne as três partes igualmente iluminadas. devolva a mesma para seu frasco e em seguida adicione 0. é utilizada na indústria alimentícia e na análise de produtos farmacêuticos. Por fim. Neste caso teremos 6. Observe a ocular do instrumento de maneira a distinguir nitidamente as linhas que separam as três partes do campo visual do polarímetro. Mesmo assim. Gire a alavanca que comanda a posição do analisador no sentido horário ou anti-horário. Tenha o cuidado de não deixar bolhas de ar no interior do tubo e de limpar suas faces externamente. que deve ser igual a zero (ou 90) grau(s). caso existam. 9. 2._ _. Encha o tubo do polarímetro com água destilada e coloque-o no instrumento. Prepare a solução da amostra problema (sacarose impura) e faça a leitura. Ligue a lâmpada de sódio. determine o desvio angular para as demais soluções.02. Caso isto não ocorra o polarímetro necessita de um ajuste especial. 5. 0.15 pois a quarta marcação da escala fixa está alinhada com uma da móvel. Em seguida. Em seguida.05 e 0. Atenção para o item 9.15 g/mL de sacarose. 4. Repita as operações do item 6 e anote o desvio angular (αobs). feche o tubo e limpe-o externamente. Os dois últimos algarismos (os dois depois da vírgula) são obtidos na escala fixa da seguinte maneira. Cálculos e Resultados: a) Organize seus dados sob a forma da seguinte tabela: Desvio angular do solvente (H2O) = αs = ________º Comprimento do tubo = ________dm Temperatura = ________ºC . 4. dentre outras aplicações. Por diluição prepare 50 mL de solução de sacarose com as seguintes concentrações: 0. 6. 3. anote a leitura (αs). Obs. cuidadosamente. Prepare 100 mL de uma solução contendo 0. Operando de maneira análoga.5 mL de HCl concentrado e ao final da aula repita a leitura da mesma. 8. Esvazie o tubo polarimétrico e lave-o com a solução a ser analisada. 7. este ponto e anote o ângulo encontrado. Depois de feita a leitura do desvio apresentado pela solução mais concentrada. Como ele está entre 6 e 7 da escala móvel devemos anotar 6. o número correspondente a esta marcação (fixa) lhe fornece os números depois da vírgula. 1. encha-o com a própria solução e elimine as bolhas de ar. A primeira leitura a ser feita deve ser da solução mais concentrada.

New York: Wiley. 10. 3rd ed. McGrawHill. usando a fórmula da lei de Biot em conformidade com o tipo de amostra: 5) BIBLIOGRAFIA 1. Ewing. Garland. 4. 2. cap. 1a edição. W. ed.Interscience Publication. W. D. Rio de Janeiro: Editora Guanabara. A. Instrumental Methods of Chemical Analysis. Connors.b) Efetuar o cálculo. 1982. 2003. Shoemaker "Experiments in Physical Chemistry" 7. 1988. Referências: 3. 1972. Nibler. P. Análise Farmacêutica. . C. A Textbook of Pharmaceutical Analysis. Edgard Blücher. G.A. K. Korolkovas. W. J.