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A fibra ótica (português brasileiro) ou fibra óptica (português europeu) é um pedaço de vidro ou de materiais poliméricos com capacidade de transmitir

luz. Tal filamento pode apresentar diâmetros variáveis, dependendo da aplicação, indo desde diâmetros ínfimos, da ordem de micrômetros (mais finos que um fio de cabelo) até vários milímetros. A fibra ótica foi inventada pelo físico indiano Narinder Singh Kapany. Dentre os diferentes métodos de fabricação de fibra ótica existentes, os mais conhecidos

são MCVD, VAD e OVD. HISTORIA A idéia de utilizar a luz nas comunicações vem desde a antigüidade, apesar de esse fato ter se concretizado apenas recentemente. Primeiramente foram criados sistemas de comunicação óptica pelo ar, utilizando espelhos, tochas e outros objetos que se interpunham ao sol ou geravam luz. No entanto, essa idéia fracassou por conta dos distúrbios atmosféricos (chuva, névoa) e pela necessidade de o emissor e o receptor estarem bem visíveis entre si, o que acarretava grandes dificuldades. Muitos pesquisadores tentavam solucionar tais problemas buscando a transmissão da luz através de trajetórias curvilíneas. Em 1870, John Tyndall comprovou a viabilidade dessa opção, ao utilizar um recipiente cheio de água com um pequeno orifício, por onde esta escorria, para demonstrar que a luz se propagava ao longo do recipiente e saía com a água pelo orifício.

A seguir, outros pesquisadores passaram a estudar meios mais adequados para a transmissão da luz e a transmissão de sinais luminosos por eles. Hondros e Derbye, em 1910, comprovaram a possibilidade de propagar radiação eletromagnética por cilindros dielétricos,

estrutura mais rudimentar da fibra óptica. Devido à falta de tecnologias e materiais na época, no entanto, não se pôde comprovar resultados quanto à transmissão de luz em grandes distâncias, já que havia níveis de perda de potência luminosa da ordem de milhares de dB/km. O termo “fibra óptica” só veio a surgir em 1951, depois de uma longa espera por melhores tecnologias, quando o holandês Heel e os ingleses Kapany e Hopkins criaram algumas fibras de vidro com revestimento para guiar luz e imagens, num equipamento chamado Fiberscope , utilizado na medicina. Embora na década de 60 já se previsse que a fibra era capaz de atingir baixas taxas de atenuação e embora as fibras ópticas tenham começado a substituir os cabos de metal nessa década, somente nos anos 70 elas puderam ser tratadas como opção para sistemas de telecomunicações. A atenuação nas fibras foi reduzida da ordem de 1000 dB/km para 20 dB/km (1970). Ainda nos anos 70, foram aperfeiçoados (pois surgiram na década de 50) os dispositivos emissores, como o LED e o Laser, que possibilitaram o surgimento dos primeiros sistemas de transmissão por fibra óptica. Com o desenvolvimento das telecomunicações nos anos 80, a capacidade de transmissão dos cabos coaxiais chegou a seu limite, o que causou a sua substituição gradual pelo cabo de fibra óptica. Nessa década, foram instalados os primeiros cabos submarinos, lançando a transmissão de dados transoceânica. Além disso, era cada vez menor a taxa de atenuação para as fibras ópticas, o que foi o fato decisivo para seu sucesso, pela possibilidade de criação de sistemas maiores e com número menor de repetidores, chegando a taxas de atenuação atuais abaixo de 0,20 dB/km.

Fibras ópticas - Conceitos e Composição Fibras ópticas, simplificadamente, são fios que conduzem a potência luminosa injetada pelo emissor de luz, até o fotodetector. São estruturas transparentes, flexíveis, geralmente compostas por dois materiais dielétricos, tendo dimensões próximas a de um fio de cabelo humano. Há uma região central na fibra óptica, por onde a luz passa, que é chamada de núcleo. O núcleo pode ser composto por um fio de vidro especial ou polímero que pode ter apenas 125

que serão abordadas adiante. .micrômetros de diâmetro nas fibras mais comuns e dimensões ainda menores em fibras mais sofisticadas. as fibras podem ser classificadas em “perfil de índice degrau” e “perfil de índice gradual”. É a diferença entre os índices de refração da casca e do núcleo que possibilita a reflexão total e a conseqüente manutenção do feixe luminoso no interior da fibra. Ao redor do núcleo está a casca. Essa diferença caracteriza o chamado “perfil de índices da fibra óptica”. É a diferença entre os índices de refração da casca e do núcleo que possibilita a reflexão total e a conseqüente manutenção do feixe luminoso no interior da fibra. ainda há uma capa feita de material plástico. que é um material com índice de refração menor. De acordo com seus perfis de índice. como forma de proteger o interior contra danos mecânicos e contra intempéries. A diferença entre os índices de refração do núcleo e da casca é obtida usando-se materiais distintos ou através de dopagens convenientes de semicondutores na sílica. A diferença entre os índices de refração do núcleo e da casca é obtida usando-se materiais distintos ou através de dopagens convenientes de semicondutores na sílica. que é um material com índice de refração menor. Ao redor do núcleo está a casca. Ao redor da casca. Essa diferença caracteriza o chamado “perfil de índices da fibra óptica”.

A capacidade de transmissão da fibra. suas freqüências ópticas. Toda fibra óptica tem como característica um ângulo de admissão (ou de aceitação). em relação ao eixo. define-se “abertura numérica” de uma fibra que consiste no ângulo de admissão. que é o ângulo limite de incidência da luz. A fórmula. n1 é o índice de refração do núcleo e n2 é o índice de refração da casca. mostrado na figura a seguir). Isso pode ser feito se considerar-se o ar como o meio externo à fibra. pelos materiais e processos utilizados na fabricação da fibra. portanto é: FALTA FORMULA Lembrando n 0 é o índice de refração do meio externo à fibra. perfil de índices. Em alguns livros ou sites pode-se encontrar a mesma fórmula sem o n 0 no denominador. Feixes de luz com ângulo superior ao de admissão não satisfazem as condições para a reflexão total e. Onde n0 é o índice de refração do meio externo à fibra. A partir da definição de ângulo de admissão. níveis de atenuação e características mecânicas são determinados pela geometria. n 1 é o índice de refração do núcleo e n 2 é o índice de refração da casca. portanto. para que esta penetre no cabo. . não são conduzidos (esse ângulo limitante define um cone de aceitação de luz.

caracterizando configurações de campos elétricos e magnéticos que se repetem ao longo do cabo. Os modos de propagação são soluções espaço-temporais das equações de Maxwell para cada fibra. isto é. NA é a Abertura numérica e l 0 é o comprimento de onda que está sendo introduzido na fibra. . Deve-se ressaltar que a abertura numérica e o ângulo de admissão não dependem do raio do núcleo.A abertura numérica de uma fibra é um parâmetro muito utilizado para calcular sua capacidade de captar e transmitir a luz. Existem condições limitadoras aos modos de propagação. precisamos definir o conceito de modos de propagação. o chamado número V ou freqüência normalizada. condições a partir das quais uma propagação não pode existir. Na prática. representam as diferentes possibilidades de propagação da luz pela fibra. Antes de prosseguir no estudo dos tipos de fibras ópticas e suas aplicações. O número de modos aceitáveis numa fibra são dados a partir de um parâmetro calculado com as características da fibra. Importante notar que o número V depende do raio do núcleo da fibra e do comprimento de onda da luz transmitida. dado por: Tal que a é o raio da fibra óptica. da geometria e do ângulo de incidência da luz na fibra. Os modos dependem do material.

As ondas electromagnéticas mais utilizadas são as correspondentes à gama da luz infravermelha. com baixa taxa de . sendo que o núcleo possui sempre um índice de refração mais elevado. Se o diâmetro for grande. a fibra pode admitir a entrada de vários raios luminosos e essas diferentes possibilidades de propagação pela fibra são denominadas modos. A transmissão da luz dentro da fibra é possível graças a uma diferença de índice de refração entre o revestimento e o núcleo. A fibra possui no mínimo duas camadas: o núcleo e o revestimento. que depende apenas do ângulo de incidência. contrariamente à transmissão "sem-fio". esse feixe percorre a fibra por meio de reflexões sucessivas. No núcleo. Quanto maior o ângulo de admissão. a luz transmitida pela fibra ótica proporciona o alcance de taxas de transmissão (velocidades) elevadíssimas.Existem valores de V para os quais um único modo pode existir numa fibra óptica (isso ocorre quando V<2. característica que aliada ao ângulo de incidência do feixe de luz. de bits por segundo (cerca de 40Gbps).405). O meio de transmissão por fibra ótica é chamado de "guiado". principalmente em aplicações onde uma capacidade de transmissão muito alta é requerida. embora o meio transmita ondas omnidirecionais. As fibras óticas são utilizadas como meio de transmissão de ondas electromagnéticas (como a luz) uma vez que são transparentes e podem ser agrupadas em cabos. Mesmo confinada a um meio físico. cujo meio é chamado de "não-guiado". cujas aplicações são largamente exploradas. O vidro é mais utilizado porque absorve menos as ondas electromagnéticas. ocorre a transmissão da luz propriamente dita. da ordem de dez elevado à nona potência a dez elevado à décima potência. possibilita o fenômeno da reflexão total. porque as ondas eletromagnéticas são "guiadas" na fibra. independentemente do material usado ou da aplicação: é lançado um feixe de luz numa extremidade da fibra e. maior é o diâmetro requerido para a fibra. Estas fibras são feitas deplástico ou de vidro. pelas características ópticas do meio (fibra). Essa condição caracteriza as fibras ópticas monomodo. FUNCIONAMENTO A transmissão da luz pela fibra segue um princípio único. Cada modo é uma solução espaço-temporal das equações de Maxwell.

usando tecnologia digital. Como a luz se propaga no interior de um meio físico. Para transmitir dados pela fibra ótica. tornou-se disponível. Usar cabos para conectar dois continentes separados pelo oceano é um projecto monumental. Tecnologias como WDM (CWDM e DWDM) fazem a multiplexação de várias comprimentos de onda em um único pulso de luz chegando a taxas de transmissão de 1. VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS FIBRAS OPTICAS Vantagens Em virtude das suas características.000 km/segundo. e tinha capacidade para 40. o primeiro cabo fibra ótica intercontinental desse tipo. é necessário equipamentos especiais.atenuação por quilômetro. que contém um componente fotoemissor. ela não consegue alcançar a velocidade de propagação no vácuo. a capacidade dos cabos aumentou. É preciso instalar um cabo com milhares de quilómetros de extensão sob o mar. que permite grandes espaçamentos entre repetidores.000 conversas telefônicas simultâneas. as fibras óticas apresentam muitas vantagens sobre os sistemas eléctricos:   Dimensões Reduzidas Capacidade para transportar grandes quantidades de informação ( Dezenas de milhares de conversações num par de Fibra). Alguns cabos que atravessam o oceano Atlântico têm capacidade para 200 milhões de circuitos telefônicos. Nos anos 80.6 Terabits/s em um único par de fibras. sofrendo ainda o fenômeno de reflexão. que é de 300. sendo esta velocidade diminuída consideravelmente. Desde então. Mas a velocidade de transmissão total possível ainda não foi alcançada pelas tecnologias existentes. O fotoemissor converte sinais elétricos em pulsos de luz que representam os valores digitais binários (0 e 1). com distância entre repetidores superiores a algumas centenas de quilômetros. que pode ser um diodo emissor de luz (LED) ou um diodo laser. . Cabos fibra ótica atravessam oceanos. atravessando fossas e montanhas submarinas. instalado em 1988.  Atenuação muito baixa.

desde atenuações da ordem de 3 a 5 dB/km na janela de 850 nm até perdas inferiores a 0. fibras ópticas comerciais já chegavam a 200 Ghz.km. .  isolamento elétrico.  atenuação muito baixa. Esse fato pode tornar-se vantajoso.As fibras ópticas apresentam perdas de transmissão extremamente baixas. há aproximadamente 25 Thertz de capacidade potencial de banda.  imunidade a interferências eletromagnéticas e ruídos. . .Por serem feitas de materiais dielétricos. Também no início da década de 90. que tinham uma banda passante de 700Mhz.2 dB/km na janela de 1550 nm.Em cada uma das janelas ópticas. Matéria-prima muito abundante. descargas elétricas atmosféricas e imunes a interferências causadas por outros aparelhos elétricos. Dentre as vantagens da fibra óptica destacam-se:  Banda passante teoricamente enorme. é possível implementar sistemas com um espaçamento muito grande entre os repetidores. pois as fibras são imunes a pulsos eletromagnéticos.km de um cabo coaxial. o que contrasta significantemente com a banda passante vezes distância útil máxima de 400Mhz. o que reduz brutalmente os custos do sistema.  Imunidade às interferências electromagnéticas. Isso dá uma banda total pelo menos 10000 vezes maior que sistemas de microondas da primeira metade da década de 90. . as fibras ópticas não sofrem com interferências eletromagnéticas. Dessa forma.

. esse custo tende a baixar. . Essa redução de tamanho permite aliviar o problema de espaço no subsolo de cidades e em instalações prediais. no entanto. o que o torna mais barato que o cobre. Um outro fato.Quando uma fibra óptica se rompe. A maior parte das tentativas de captação de mensagens do interior da fibra é detectável. é possível aumentar a quantidade de banda passante sem a realização de obras estruturais.  baixo custo potencial. . Isso é uma característica que garante segurança à informação transportada. Desvantagens . Com o avanço da tecnologia.Com a utilização da multiplexação por comprimento de onda. não há faíscas.  compacidade. mais importante nas aplicações militares. O que encarece os sistemas ópticos é o tratamento que esse quartzo precisa sofrer como forma de retirar impurezas das fibras e o custo dos emissores e receptores dos diferentes comprimentos de onda.As fibras são fabricadas a partir principalmente de quartzo e polímeros. um cabo metálico de cobre de 94 quilos pode ser substituído por 3.  segurança..  possibilidade de ampliação da banda sem modificação da infraestrutura. riscos de curto-circuito e outras condições que podem constituir perigo. O quartzo é um material abundante na Terra. o que dificulta sabotagens aos sistemas de comunicação que utilizam fibras ópticas. bastando apenas colocar multiplexadores e demultiplexadores nas pontas das fibras. Para se ter uma idéia do que isso representa. dependendo da aplicação a que se destinam.As fibras ópticas não irradiam quase nada da luz que propagam.6 quilos de fibra óptica. . é que as fibras ópticas não são detectáveis por sensores. como detectores de metais.As fibras ópticas possuem dimensões próximas às de um fio de cabelo humano. É possível chegar-se a uma densidade de cabos da ordem de 10 6 fibras por cm 2 . ao contrário do cobre e dos demais metais utilizados nos outros cabos. pois tais tentativas exigem que seja desviada uma quantidade significativa da potência luminosa que corre no interior da fibra.

 Fiber Channel . em especial para as fibras monomodo. como o cobre. Acopladores tipo T com perdas muito grandes.As fibras ópticas são mais adequadas para conexões ponto-a-ponto. nas fibras ópticas é impossível que ocorra a alimentação remota do repetidor através do próprio meio. .O fato de as fibras ópticas serem pequenas e compactas gera problemas para o encaixe de conectores em suas pontas e eleva sensivelmente o custo. pela razão de que não transmite pulsos elétricos. fragilidade das fibras ópticas ainda não encapsuladas. como ocorre com outros meios de transmissão que empregam os fios metálicos.      Custo ainda elevado de compra e manutenção.  dificuldade para conexão. . Seria difícil abastecê-lo remotamente por conta da atenuação que a energia elétrica sofreria até chegar até ele Aplicações Uma característica importante que torna a fibra ótica indispensável em muitas aplicações é o facto de não ser suscetível à interferência eletromagnética.  dificuldade para ramificações . O repetidor deve estar localizado num local tal que ele seja abastecido pela energia elétrica. Fragilidade das fibras óticas sem encapsulamento.Ao contrário que ocorre com cabos elétricos. Falta de padronização dos componentes ópticos. Dificuldade de conexões das fibras óticas.  Impossibilidade de alimentação remota . pois seus acopladores de tipo “T” sofrem com perdas muito elevadas. Podemos encontrar aplicações do uso de fibra ótica na medicina (endoscopias por exemplo) como também em telecomunicações (principalmente internet) em substituição aos fios de cobre.As fibras ópticas “nuas” exigem um manuseio muito mais cuidadoso do que o realizado com cabos metálicos.

era utilizada no chamado sistema tronco de telefonia. Gigabit Ethernet é o Ethernet padrão projetado para atingir escalas de outra ordem de magnitude. graças à sua grande capacidade de transmissão. reduziam significantemente os custos em relação aos demais cabos e materiais utilizados para os mesmos fins. Uma outra aplicação da fibra. graças à sua capacidade de percorrer grandes distâncias sem a necessidade de repetidores e à sua grande capacidade de transmissão de banda. é na interligação de centrais telefônicas urbanas. chegando a taxas de transferência de 1Gbps. As . SANs) com interfaces que atingem velocidades acima de 100Mbps. O Fiber Channelpode ser carregado diretamente sobre a camada óptica utilizando-se o DWDM. A fibra óptica. ainda na telefonia. mas as fibras ópticas entram como forte opção pois as redes subterrâneas estão geralmente congestionadas e porque sua grande banda passante é capaz de atender uma demanda crescente. poir foi o primeiro sistema no qual a implementação com mídia óptica foi mais barata do que em mídia elétrica. representada pelo crescimento do número de usuários da rede. graças ao seu menor custo e à sua capacidade de cobrir maiores distâncias. recuperação de dados e espelhamento ( mirroring ). Ela surgiu como tecnologia substituinte dos discos SCSI (Small Computer System Interface) para backup. interligando centrais de tráfego interurbano.  Gigabit Ethernet A tecnologia Gigabit Ethernet é um marco na história das redes locais (LANs). Elas traziam vantagens em tais projetos pois. Estas centrais não envolvem longas distâncias.  Rede digital de Serviços Integrados As fibras ópticas são capazes de suportar os novos serviços de transmissão oferecidos pela rede digital de serviços integrados.Fiber Channel é a tecnologia da camada de enlace predominante de armazenamento em rede ( Storage Area Networks.  Rede telefônica Uma das aplicações básicas onde as fibras ópticas foram utilizadas foi a rede telefônica. Por conta da capacidade da fibra de cobrir longas distâncias sem repetidores. que podiam ter desde algumas dezenas e centenas de quilômetros. desenvolvendo sistemas de alta capacidade. utilizando-se o DWDM. o Gigabit Ethernet pode ser expandido para longas distâncias com grandes taxas.

Os cabos são utilizados para diferentes tarefas. além de oferecer outras vantagens já conhecidas como a alta banda passante e facilidades operacionais devido a suas pequenas dimensões. mas requerem repetidores separados por distâncias de 5 a 10 km. Desde então. telefonia. e elevou para 20000 circuitos de voz a capacidade de tráfego entre EUA e Europa graças à sua grande capacidade de transmissão e à tecnologia DWDM. Os cabos convencionais utilizam cabos coaxiais de alta qualidade.  Televisão por Cabo (CATV) Os atrativos da fibra óptica para os sistemas de CATV são as já conhecidas grande capacidade de transmissão e seu alcance sem repetidores. com grande diâmetro para diminuir a atenuação. o TAT-8. tendo cada cabo capacidade de transmissão da ordem de 1Tbps.fibras ainda não dominaram totalmente tal aplicação por conta de seu custo ainda alto. O primeiro dos cabos ópticos submarino transatlântico. e são mais um exemplo no qual as fibras ópticas obtiveram sucesso. televisão. como transmissão de dados. foram instalados muitos outros cabos. criando uma forte rede de comunicações que interligam todos os 5 continentes. Nos sistemas de CATV com cabos coaxiais. entrou em operação em 1988. Com as fibras ópticas.  Cabos Submarinos Os cabos submarinos são parte integrante da rede internacional de telecomunicações. essa distância entre repetidores pode ser aumentada para mais de 100km. e por conta da dificuldade de realização de interfaces ópticas adequadas aos aparelhos telefônicos. etc. o espaçamento entre repetidores é da ordem de 1 km e o número de repetidores está .

A idéia de utilizar a fibra óptica em tais ambientes vale-se de suas pequenas dimensões e da sua resistência à ambientes hostis. há. aquecimento e refrigeração de ar. e outras transferências de dados em alta velocidade. além dos aparelhos de imagens. graças à resistência da fibra a diferentes condições de temperatura. pressão. Hoje em dia. sensores de temperatura. as aplicações das fibras vão desde o controle do motor e da transmissão até os acessórios secundários (controle de janelas e portas. Na área médica há um vasto número de aplicações. que realizam teleconferências. as fibras ópticas superam economicamente e com sua confiabilidade os cabos coaxiais banda-larga. . automóveis e até militares. pH. a primeira aplicação prática na qual uma fibra óptica foi utilizada. Em tais aplicações. e índice gradual. e de vazão sanguínea. médicas. pressão. as fibras ópticas são utilizadas principalmente em sistemas de telemetria. Na indústria.limitado a 10 por conta do ruído e da distorção aos quais tais cabos estão submetidos. A área médica ainda conta com as redes de comunicações locais ou redes de distribuição de recursos. entre outros. Portanto. destacando-se o primitivo Fiberscope.  Sensores As fibras ópticas são utilizadas em sistemas sensores ou de instrumentação seja em aplicações industriais. As vantagens da fibra de ser imune à interferências. e outros. Tipos de fibras As fibras óticas podem ser basicamente de dois modos:   Multimodo Monomodo  Multimodo: A espécie multimodo divide-se em duas subespécies: índice degrau ou abrupto. e supervisão de controle de processos. ter dimensões pequenas e isolamento elétrico. o objetivo é observar e iluminar o interior do corpo humano. auxiliaram para que ela conquistasse mais este tipo de aplicações. Na automobilística.

 Muito usado para curtas distâncias pelo preço e facilidade de implementação pois a longa distância tem muita perda.  Indice Gradual Na fibra de índice gradual o núcleo não possui índice de refração constante. A refração. No entanto. Outra vantagem desse tipo de fibra é sua grande capacidade de captar energia luminosa. que advém da relativamente alta abertura numérica desse tipo de fibra. Devido à disposição simples do perfil de índices e às suas dimensões relativamente grandes que facilitam sua conectividade e fabricação.  Indice Degrau Na fibra de índice degrau o índice de refração do núcleo é uniforme e completamente diferente do da casca. o que reduz significantemente a banda das fibras multimodo de índice degrau e obriga esse tipo de fibra a ser utilizado somente em pequenas distâncias. ocorre uma refração gradual à . Dessa forma. o que permite a utilização de emissores mais baratos. nesse caso. Permite o uso de fontes luminosas de baixa ocorrência tais como LEDs (mais baratas).  Diâmetros grandes facilitam o acoplamento de fontes luminosas e requerem pouca precisão nos conectores. ocorre como ilustrado previamente. somente na interface entre o núcleo e a casca. isto é. esse sistema é o mais econômico e o mais fácil de ser construído. O número de modos elevado causa o fenômeno da dispersão modal. mas este aumenta progressivamente do eixo central até as bordas. os altos valores de abertura numérica trazem inconvenientes ao permitir que um elevado número de modos exista dentro da fibra.

que diminuem a quantidade de modos possíveis e aumentam a banda passante e a distância que essa banda pode atingir.  Dimensões menores que os outros tipos de fibras.  Maior banda passante por ter menor dispersão. A casca mantém seu tamanho inalterado em relação à das fibras multimodo. ou seja. São menores do que as fibras multimodo de índice degrau e possuem aberturas numéricas menores. Essa fibra foi projetada para adequar-se às aplicações em sistemas de telecomunicações.medida que os raios se aproximam das bordas. Por fim. Ele é caracterizado por um núcleo finíssimo (de apenas alguns micrômetros) por onde há apenas um único caminho para a luz. . pois ela precisa ser espessa o suficiente para suportar os campos eletromagnéticos do modo transmitido. apenas um modo. para os cálculos nesse tipo de fibra. portanto. Possui complexidade média de fabricação. mas que ainda mantém uma certa facilidade de conexão e tem uma capacidade de transmissão adequada às aplicações que se propõe.  Geralmente é usado laser como fonte de geração de sinal. Como as dimensões dos cabos são próximas aos comprimentos da luz incidente. deve-se tratar a luz como onda eletromagnética.  Monomodo:  Permite o uso de apenas um sinal de luz pela fibra. e. e não mais como partícula. a óptica geométrica não consegue explicar o que ocorre nas fibras monomodo. mas ainda não pode ser usada em longas distâncias. temos o tipo monomodo.

A produção de fibras ópticas monomodo tem como fator limitante a dificuldade mecânica de fabricação de fios e acopladores para fibras tão finas. inclusive em comunicações intercontinentais. já fala-se em novos tipos de fibras monomodo atualmente.  Non Zero Dispersion (NZD .653 ITU-T): Fibra sem dispersão. elevando muito o custo do sistema.652 ITU-T):Fibra monomodo já explorada.  Low Water Peak (LWP .G. são elas:  "Single Mode (SM . o que restringiu seu uso em sistemas de WDM." Atenuação e limitações das fibras ópticas Neste capitulo falaremos um pouco sobre as limitações enfrentadas pela fibra. Por outro lado. com o crescimento da quantidade de comprimentos de onda. Com essa técnica. Pensava-se que seria boa para ser usada em sistemas WDM e SDH de alta capacidade. Sofre com grande dispersão cromática.G.652D ITU-T): é tipo de fibra onde os processos de fabricação eliminaram a contaminação por íons hidroxila.655 ITU-T): Fibra com dispersão baixa. como os fatores geradores de atenuação.G. permitindo que a utilização dos comprimentos de onda ao redor de 1400nm. onde há elevada transmissão de dados. constatou-se que ela sofre efeitos de Mistura de quatro ondas. . mas não nula. suas pequenas dimensões dificultam sua conectividade. Foi criada para servir de meio termo entre os dois tipos de fibra anteriores. visto que não se deseja alterar os índices de refração das fibras nem o comprimento de onda da luz incidente.  Dispersion Shifted (DS . Essa redução impede seu uso em sistemas com muitos comprimentos de onda. como essa fibra tem um núcleo maior do que os novos tipos de fibra óptica. Por superar as capacidades de transmissão de fibras multimodos. Porém.G. Há um tutorial da Teleco. Para diminuir a dispersão cromática. esse tipo de fibra é utilizado em comunicações de média e longa distâncias. fatores que restringem taxa de transmissão e outras dificuldades. o núcleo da fibra foi reduzido. que requer alta qualidade. seu uso é bom em sistemas que requerem grande capacidade de comprimentos de onda. No entanto. anula-se a dispersão modal e obtém-se uma menor atenuação.

por sua vez. impurezas (absorção extrínseca) e outros fatores que aumentam ainda mais as perdas por absorção. Diversas impurezas podem contaminar uma fibra. Numa fibra. Há também a contaminação por íons hidroxila (OH . e pode ser medida de acordo com a seguinte fórmula: a = 10 * ( log(Pi/Po) ) * ( 1 / L ). essa barreira já tenha sido superada.Water Peak Atenuation .). Po é a potência na saída e L é o comprimento da fibra. As janelas ópticas são as regiões onde não há picos de atenuação devido ao íon OH -. Ela define a distância máxima (alcance) que um sistema transmissão óptico pode ter entre emissor e receptor. basicamente. definiram intervalos de freqüências onde essa atenuação era mínima. Existem 3 janelas ópticas. sendo utilizada geralmente pelas fibras comerciais. mas que atualmente já é controlada através de tecnologias utilizadas na fabricação de semicondutores. ao redor de 850nm. WPA). 1300nm e 1550nm. as chamadas janelas ópticas ou janelas de transmissão. imperfeições na fabricação (absorção por defeitos estruturais). que. causada por água dissolvida no vidro (também chamada de atenuação por pico de água. que pode gerar perdas superiores a 1 dB/km. além da absorção do material que compõe seu núcleo. As atenuações em fibras ópticas são causadas. sendo que a última foi subdividida em duas menores (Banda C e Banda L) visando o melhor aproveitamento dessa região de baixas atenuações. Embora. por constituir uma região de atenuação mínima para . pode haver variações de densidade. de baixo custo e utilizando fontes e detectores simples. Finalmente. as janelas ópticas continuam a servir como referência para os sistemas ópticos.A atenuação é o motivo pelo qual a fibra óptica de ganhou a importância que tem nas telecomunicações. graças ao avanço das tecnologias. a terceira é utilizada por fibras de sílica. por 4 razões:  Absorção Como nenhum material é perfeitamente transparente. permite enormes capacidades de transmissão. A primeira é utilizada para sistemas a curta distância. sempre ocorre uma absorção parcial de luz quando esta é forçada a atravessar um meio (absorção intrínseca). A segunda. por sua relevância nas tecnologias pioneiras de fibra óptica. onde Pi é a potência na entrada. O principal motivo de atenuações em alguns tipos de fibra é a contaminação por íons metálicos. sendo cada uma delas associada a um tipo de aplicação específico.

eliminou a contaminação por íons de hidroxila.  Espalhamento Espalhamento é o fenômeno de transferência de potência de um dos modos guiados pela guia para si mesmo ou para outros modos. Nessa janela já se fabricam fibras monomodo de atenuações da ordem de 0.esse material. o que já é praticamente o limite teórico para tal comprimento de onda. permitindo a utilização de um maior número de camadas. como já citado. como demonstrado na figura abaixo. lineares e .2dB/km. Há diversos tipos de espalhamentos. O avanço da tecnologia de fabricação das fibras monomodo.

a potência numa fibra óptica não está totalmente presa ao núcleo. o que pode diminuir a capacidade de transmissão da fibra.  Características do guia de onda Na prática. advindas do processo de fabricação. Como na fibra de índice degrau o índice de refração do núcleo é constante. sejam elas macroscópicas (curva de uma fibra numa quina. portanto. O principal é o espalhamento de Rayleigh. e. Isso pode fazer com que as informações cheguem ao receptor em momentos .não lineares. Na fibra multímodo. sempre causando perda na potência de luz transmitida. de forma que passa a sofrer com as atenuações do material do qual a casca é composta (maiores que as do núcleo). Parte da potência pode viajar pela casca da fibra óptica. ainda há a dispersão. percorrem distâncias diferentes.  Curvaturas Quando a luz na fibra óptica encontra curvas. que é um fenômeno resultante da diferença de velocidades de propagação que causa o “espalhamento” de um sinal no tempo (NÃO tem a ver com o espalhamento descrito acima. causado por variações aleatórias na densidade do material da fibra. Outros espalhamentos são causados por imperfeições na estrutura cilíndrica da fibra. Além desses fatores. maior o tempo gasto para se chegar ao outro extremo da fibra. a velocidade de propagação do feixe de luz também é constante e. vibrações moleculares térmicas e outros fatores. assim. o que limita a taxa de transmissão através das fibras e colabora com sua atenuação. por exemplo) ou microscópicas (pequenas ondulações na interface entre a casca e o núcleo). alguns raios de luz podem formar um ângulo inferior ao ângulo crítico e saírem da fibra. causando perda de potência. apesar do uso da mesma palavra). mas não adentrarei neles. quanto maior a distância percorrida. cada um dos modos tem uma trajetória diferente.

A dispersão material e a dispersão do guia de onda compõem um tipo de dispersão chamado de dispersão intramodal ou dispersão cromática. É a dispersão que foi descrita nos parágrafos introdutórios desta seção. A dispersão material caracteriza-se pelos diferentes atrasos causados pelos vários índices de refração.distintos. mas também nas fibras de índice gradual. a variação gradual do índice de refração permite uma compensação da velocidade de propagação dos modos (raios) cujas trajetórias são mais longas. Há três tipos de dispersão:  Dispersão Modal ou Intermodal. sua atuação é mais significativa. . no entanto. quanto nas de índice degrau. Ela ocorre nas fibras multímodo. causando a diferença de velocidades que caracteriza a dispersão. tanto nas de índice gradual. por estarem "espalhados". A dispersão torna-se mais grave conforme a taxa de envio aumenta.  Dispersão Material. Esse fenômeno é uma das facetas de um tipo de distorção e atenuação no sinal de saída chamada de dispersão. Ressalta-se que nas últimas. já que bits enviados em seguida. Deve-se ressaltar que este tipo de dispersão não ocorre apenas em fibras de índice gradual. Nestas. que variam não-linearmente de acordo com os comprimentos de onda.

Na fibra monomodo. as dispersões que mais influenciam são a dispersão modal e a dispersão material. por outro lado. a maior parte dessas barreiras já foi superada. sendo o fator limitante o custo para tal. Este tipo de dispersão resulta da dependência do número V característico do guia de onda em relação a cada comprimento de onda da luz transmitida. Atualmente. No caso de fibras multímodo. Sabe-se que o atraso de um modo varia não-linearmente com o número V. pesam mais a dispersão material e a dispersão do guia de onda. . Dispersão do Guia de onda.

sendo necessário para isto que haja um estágio de amplificação. Modos de Operação e Curva I x V APLICAÇÕES . O germânio é mais adequado para luz incidente na região infravermelha. Em resumo. Simbologia do Fotodiodo A corrente reversa e o fluxo luminoso variam quase que linearmente. ou seja. Figura 1.O FOTODIODO O fotodiodo é um diodo de junção construído de forma especial. o dispositivo pode ser usado na aplicação de contagem ou comutação de alta velocidade. Podemos admitir que a corrente reversa é essencialmente nula na ausência de luz incidente. A corrente negra é a corrente que existirá sem nenhuma iluminação aplicada. já que abrange um espectro mais amplo de comprimentos de onda do que o silício. Figura 2. podemos dizer então que um fotodiodo é um dispositivo que converte a luz recebida em uma determinada quantidade de corrente elétrica. Ele pode funcionar como uma célula fotovoltaica (a incidência de luz gera tensão) ou como uma célula fotocondutiva (a incidência de luz gera corrente). apesar de sua corrente negra ser maior. CARACTERÍSCA I x V Existem duas maneiras de operar um fotodiodo. A corrente retornará a zero somente se for aplicada uma polarização positiva igual a Vo. A aplicação de luz à junção resultará em uma transferência de energia das ondas luminosas incidentes (na forma de fótons) para a estrutura atômica. Como os tempos de subida e de queda (parâmetros de mudança de estado) são da ordem de nanossegundos. resultando em um aumento do número de portadores minoritários e um aumento do nível da corrente reversa. A figura 2 mostra o gráfico das características dos fotodiodos. um aumento na intensidade luminosa resultará em um aumento semelhante na corrente reversa. É um dispositivo de junção pn semicondutor cuja região de operação é limitada pela região de polarização reversa e caracteriza-se por ser sensível à luz. de modo a possibilitar a utilização da luz como fator determinante no controle da corrente elétrica. O nível de corrente gerada pela luz incidente sobre um fotodiodo não é suficiente para que ele possa ser usado em um controle direto.

O fotodiodo ser aplicado no foco automático de filmadora. detectar a incidência de luz e fornecer um ganho dentro de um único componente. Ele pode. O S7183 é um fotodiodo com amplificador orientado para Fotodiodos e Fototransistores Uilian Lucas de Souza. muitas das soluções passavam pela utilização de foto resistências. Em geral. com amplificador já incorporado. Outra aplicação muito usada na rede de iluminação pública é o sensor crepuscular. Este controle não pode ser efetuado de forma eficaz utilizando temporizadores. enquanto os elétrons passam do emissor para a base. na unidade ótica do CD Player e em sistema contador de pulso. cujo principal inconveniente era a da aplicação de um amplificador de sinal. Até agora. ao mesmo tempo. temos a relação Ic = â. contudo a pouca uniformidade. muda todos os dias. a incidência de luz (fótons) provoca o surgimento de lacunas na vizinhança da junção base-coletor. Como nas outras células fotocondutivas. sendo a base incluída apenas para eventual polarização ou controle elétrico. Esta tensão conduzirá as lacunas para o emissor. uma vez que em dias de chuva ou nevoeiro intenso pode ser necessário ativar o sistema de iluminação por razões de segurança. Pelas razões apontadas. possui apenas dois terminais acessíveis. Além disso o horário do próprio nascer e pôr do Sol não é constante. para ativar as luzes. Thiago Ramos Pereira2 aplicações de detecção crepuscular. para Ib sendo a corrente da base e Ic a do coletor. Nos sistemas de iluminação publica é importante saber em que altura é que está suficientemente escuro. Como o transistor convencional. células de CdS e fototransistores. a solução que reúne maior consenso é aquela que utiliza sensores de luz ambiente também conhecidos como crepusculares. Isso provocará um aumento da corrente de base. O FOTOTRANSISTOR O fototransistor é mais um dispositivo que funciona baseado no fenômeno da fotocondutividade. Com este novo fotodiodo. o fototransistor é uma combinação de dois diodos de junção. o coletor e o emissor. o que por conseqüência implicará numa variação da corrente de coletor beta vezes maior (lembrando que. .Ib. porém. permite ultrapassar o inconveniente com simplicidade e alta performance em termos de sensibilidade e linearidade. associado ao efeito transistor aparece o efeito fotoelétrico. a não linearidade e o fato de que o Cd é um elemento altamente poluídor desviaram a atenção para autilização de fotodiodos. mantendo sempre um preço competitivo.

resultando na tensão do coletor igual à tensão de polarização Vcc. Assim. quando há presença da mesma o transistor conduz. os fototransistores estão sujeitos à variações de temperatura. porém de grande importância para a eletrônica. provocando uma tensão igual a IeRe. sendo essa variação proporcional à intensidade da luz incidente. Entretanto. Os fototransistores são dispositivos sensíveis a luz. Quando um facho de luz é apontado para o receptor. na ausência de luz.onde â é o ganho do transistor (fornecido pelo fabricante). APLICAÇÕES Umas das principais utilidades do fototransistor é o acoplador óptico. Enquanto não á luz incidindo no fototransistor. Tais como os transistores bipolares. No entanto. o transistor fica cortado. Assim. mantendo . utilizando dois fototransistores. Compensação da corrente Iceo. Para elevadas temperaturas. essa corrente terá um valor significativo em relação à corrente total. a corrente que circula por ela dependerá apenas do fluxo luminoso incidente. A aplicação mais usual é a de um interruptor. teremos uma corrente no emissor. fazendo com que essa corrente Iceo em ambos possua os mesmos valores. Como a base está normalmente desconectada. onde a não linearidade do transistor não é um problema. este conduz. e a tensão de saída será zero. A base do fototransistor é sensível a luz. Com a incidência de luz. Estes componentes são capazes de isolar com total segurança dois circuitos eletrônicos. Com o aumento da temperatura em torno de 8 a 10 graus celsius. podemos compensar esse erro. cancelando uma à outra. Para isso. Os acopladores ópticos são componentes muito simples. a corrente de base será zero e o fototransistor estará cortado. a corrente Iceo (corrente que circula no componente enquanto não existe incidência de luz) dobrará. sendo mais encontrado em aplicações on-off. estando ele em corte. a corrente fornecida pela incidência da luz passará inteiramente pelo resistor Rl. Figura 3. o receptor não está conduzindo. entretanto quando não há presença de luminosidade. quando não há presença de luz. Abaixo foi representado uma situação onde a presença de luz (LED) liga ou desliga o circuito acoplado ao receptor (fototransistor). basta uni-los como na figura 3. não haverá uma corrente no emissor. Quando há luz incidindo. O fototransistor possui diversas aplicações. a tensão no coletor irá diminuir devido ao aumento da corrente. logo a saída estará em nível lógico "0". logo a saída estará em nível lógico "1".

O seu funcionamento é simples: há um emissor de luz (geralmente um LED) e um receptor (fototransistor). Figura 4. baixo consumo e isolamento total.ufrj. Sabendo que podemos alterar a luminosidade do LED.br/grad/08_1/wdm1/index. o fototransistor responde entrando em condução. obtemos assim diferentes níveis na saída.html http://pt.cefetsc. Acoplador Óptico VII. Volume 1 .Albert Paul Malvino http://www.gta.uma comunicação ou controle entre ambos. Valdir Noll http://www. O isolamento é garantido porque não há contato elétrico.org/wiki/Fibra_%C3%B3ptica . Na figura 4 vemos o esquema de um opto acoplador . como se fosse um transistor normal.pdf3 [2] Eletrônica. Quando o LED está aceso. somente um sinal luminoso. Os Acopladores Ópticos possuem diversas vantagens sobre outros tipos de acopladores: alta velocidade de comutação.br/vnoll/fotoscondutivos. Com o LED apagado o fototransistor entra em corte. Podemos também controlar o fototransistor através de sua base.wikipedia. nenhuma parte mecânica.rct-sc. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] CEFET – FLORIANÓPOLIS – SC Prof.

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