CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE JI-PARANÁ/ ULBRA CRISTIANE F. SILVEIRA TALITA F. BORTOLAN RENATA A. AUGUSTO WANDERLÚCIA A.

DANTAS

CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA DOS TUMORES

JI-PARANÁ 2011 CRISTIANE F. SILVEIRA TALITA F. BORTOLAN RENATA A. AUGUSTO WANDERLÚCIA A. DANTAS

CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA DOS TUMORES

Trabalho apresentado ao CEULJI/ULBRA com requisito avaliativo na disciplina de S aúde do Adulto I, ministrada pela Profª. Claudia Dias.

JI-PARANÁ 2011 Introdução

Segundo o Instituto Nacional de Câncer - INCA, o crescimento celular é dividido em c ontrolado e não controlado, exemplos de controlados são Hiperplasias que é o aumento d o número de células causado pela sobrecarga, a Metaplasia é a substituição de uma célula po outra, e a Displasia é a diferenciação anormal da célula em divisão, causando uma anormal idade no tamanho, forma e aspecto da célula. Já as formas de crescimento não-controlad as têm as Neoplasias que são uma proliferação anormal de tecido que foge parcial ou tota lmente ao controle do organismo, ocorrendo assim efeitos agressivos sobre o hosp edeiro. As alterações da reprodução das células neoplásicas aumentam com o tempo (as gerações celul e são cumulativas. Se no começo a reprodução era contida por um tratamento hormonal, de pois de algum tempo as células resistentes ao hormônio podem se tornar maioria e o t umor pode tornar a crescer. As Neoplasias na prática são chamadas de Tumores, onde a palavra Tumor tem um amplo significado na prática e significa o aumento do volume do tecido, que pode não ser p rovocado por uma proliferação neoplásica verdadeira. As Neoplasias foram classificadas de acordo com os seus aspectos básicos o comportamento biológico e a histogênese. Tumores benignos e malignos

Os tumores são classificados de acordo com o seu comportamento biológico, e são divididos em benignos e malignos. Uma das principais etapas e importante é estab elecer esta diferença, onde nem sempre é fácil, neste caso é adotado o nome de limítrofes e bordeline. A diferença entre os tumores benignos e malignos era correlacionada as dif erenças morfológicas encontradas: Encapsulasão: Os tumores benignos geralmente não possuem cápsulas verdadeiras e sim pseudocápsulas fibrosas, ou seja, cápsulas falsas. Ela se forma através da compr essão exercida pelos tecidos vizinhos, por possuir um crescimento lento e expansiv o do tecido tumoral. Os tumores malignos, por possuírem um crescimento rápido, deso rdenado e infiltrativo do tecido não permitem a formação das pseudocápsulas.

Crescimento: Os tumores possuem parênquimas, na qual é representado por célula s que estão originando-os, e estroma, representado pelo tecido conjuntivo, vascula rizado, que constitui a estrutura da sustentação e o veiculo da nutrição do parênquima. Os tumores benignos por possuírem um lento crescimento e expansivo, possuem um estro ma adequado, um bom suprimento vascular, desta forma é raro apresentarem no seu lo cal de origem necrose ou hemorragia. Os tumores malignos, pela sua rapidez e des organização no crescimento, apresentam uma desproporção grande em relação ao parênquima e o troma vascularizado, exibindo dessa maneira áreas extensas de necrose e hemorragia . Morfologia: As células tumorais possuem grau de diferenciação. Os tumores beni gnos são diferenciados e sua reprodução possui aspecto do tecido original, típicas, rara mente são atípicas. Os tumores malignos possuem menores graus de diferenciação, desta fo rma, não reproduzem as características do tecido de origem, atípicas. Mitoses: O número de mitoses demonstra a atividade da divisão celular. Quant o maior a atividade do tecido, maior o numero de mitoses verificadas. O número de mitose é relacionado inversamente com o grau de diferenciação tumoral: quanto mais dif erenciado o tumor, menor o número de mitoses. Os tumores benignos a mitose observa da é rara e de origem típicas, no caso dos tumores malignos, as mitoses são realizadas em maior numero e de aspecto atípico. Antigenicidades: As células benignas, por serem bem diferenciadas, não apres entam capacidade de produzirem antígenos. No caso das células cancerosas elas possue m essa capacidade. Esta propriedade apresentada pelo tumor maligno vem fazendo c om que haja a identificação de antígenos tumorais, trazendo grandes progresso para os estudos da imunologia das neoplasias. Como exemplo no caso de câncer hepático, as célu las malignas voltam a produzir antígenos fetais (alfafetoproteina), onde não produzi das pelo fígado. Metástase: Os tumores malignos têm a capacidade de invasão e disseminação, no que resulta na produção da metástase, uma de suas principais características, e assim consti tui o crescimento neoplásico secundário. Diferenciação ente os tumores benignos e malignos. Critérios Benignos Malignos Encapsulasão Presença frequente. Geralmente ausente. Crescimento Lento, expansivo e bem delimitado. Rápido, infiltrativo com d elimitação imprecisa. Morfologia Reproduz o aspecto do tecido de origem. Características diferentes do tecido de origem. Mitoses Raras e típicas Frequentes e atípicas Antigenicidade Ausente Presente embora geralmente fraco. Metástases Não ocorrem Frequentes.

Nomenclatura dos tumores Os tumores são denominados por sua histogênese que é o processo de formação dos tecidos e histopatologia que ocorre quando a doença específica afeta um conjunto de células - te

cido. Sua nomenclatura depende do tecido que lhes deu origem. As etapas do desen volvimento do ovo até a formação do embrião tridérmico, do qual derivam todos os tecidos d o corpo humano se baseia em: ovo, mórula, blástula, gástrula, embrião tridérmico que se dá rigem aos tecidos: ectoderma, mesoderma (mesênquima) e endoderma. . Tumor benigno Os tumores benignos, uma regra é acrescentar o sufixo "oma", ao termo que menciona o tecido que os originou. Exemplos: - Tumor benigno do tecido cartilaginoso – condroma. - Tumor benigno do tecido gorduroso – lipoma - Tumor benigno do tecido glandular – adenoma. Tumor maligno Quanto aos tumores malignos, é necessário considerar a origem embrionária dos tecidos de que derivam o tumor, para se poderem aplicar as regras de nomenclatura. Já os t umores malignos originados dos epitélios de revestimento externo e interno são denom inados carcinomas. Quando o epitélio de origem for glandular, passam a ser chamado s adenocarcinomas. Exemplos: - Carcinoma basocelular da face. - Adenocarcinoma de ovário. O nome dos tumores malignos originários dos tecidos conjuntivos (mesenquimais) é for mado pelo nome do tecido mais a determinação sarcoma. Exemplos: - Tumor maligno do tecido cartilaginoso – condrossarcoma. - Tumor maligno do tecido gorduroso – lipossarcoma. - Tumor maligno do tecido muscular liso – leiomiossarcoma. - Tumor maligno do tecido muscular estriado – rabdomiossarcoma.

Conclusão Em síntese, a nomenclatura dos tumores está em constante modificação, como o caso das le sões ditas em exceções, onde o linfoma era dito como benigno e hoje reconhecida também c omo maligno. Isso mostra que os conceitos e nomenclatura sobre a biologia, a eti ologia, a fisiopatologia do câncer não estão completamente constituídas. Cabe a nós enferm eiros adquirir mais conhecimentos, experiências sobre a identificação desses tumores, para que possamos realizar um diagnóstico mais preciso aos pacientes tendo assim e ficiência nas ações de prevenção primária e secundária das neoplasias mais comuns.

Referência Fisiopatologia do câncer. Instituto Nacional de Câncer - INCA 3. ed. Rio de Janeiro (RJ, 2008. p. 49-77.