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LÍQUIDO PENETRANTE PROCEDIMENTO DE END

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SNQC/END 1 de 7 3 (Jul/2006)

PR–001
1. OBJETIVO

Este procedimento estabelece as condições necessárias para a execução do ensaio não destrutivo por meio de Líquido Penetrante para detecção de descontinuidades em juntas soldadas, a ser utilizado no Sistema Nacional de Qualificação e Certificação de Pessoal em END - SNQC/END. 2. NORMAS DE REFERÊNCIA ASME Seção V, edição 2004. 3. MATERIAIS A SEREM ENSAIADOS 3.1 Materiais: aço carbono, aço carbono baixa liga (até 6% de liga), aço inoxidável austenítico, aço inoxidável ferrítico, aço inoxidável martensítico, titânio, liga de níquel e alumínio. 3.2 Processo de Fabricação: laminados, juntas soldadas, fundidos e forjados 3.3 Formas: superfícies planas, chapas planas, juntas de ângulo em T e tubos com juntas circunferenciais. 4. SAÚDE E SEGURANÇA 4.1 Antes da aplicação deste procedimento todas as pessoas envolvidas com a inspeção, devem estar familiarizadas com os conteúdos dos procedimentos de segurança local. 4.2 As inspeções devem ser conduzidas em locais ventilados, para se evitar intoxicações por inalação de vapores provocados por aerosóis ou solventes. 4.3 Como alguns materiais utilizados no ensaio por líquido penetrante são inflamáveis, os mesmos devem ser utilizados longe de locais onde possam haver chamas ou superaquecimento. 4.4 Em função dos locais de inspeção e dos produtos a serem utilizados, o inspetor deve avaliar a necessidade de uso de EPI´s apropriados. 5. PRODUTOS A SEREM UTILIZADOS Os líquidos penetrantes utilizados deverão estar de acordo com a seguinte tabela. Tipo I – Ensaio com Penetrante fluorescente Técnica A Lavável a água Técnica B Pós emulsificável, lipofílico Técnica C Removível com solvente Técnica D Pós emulsificável, hidrofílico Tipo II – Ensaio com Penetrante colorido Técnica A Lavável a água Técnica C Removível com solvente 5.1 Somente serão utilizados produtos dentro do prazo de validade e com sensibilidade comprovada através de teste de recebimento conforme item 15.1. 5.2 No ensaio de aços inoxidáveis austenítico e titânio somente serão utilizados materiais penetrantes com certificado de análise química quanto ao teor de contaminantes (cloro e flúor), que não deve exceder ao estipulado em 5.2.1 e 5.2.2. 5.2.1 O resíduo da evaporação de 50g do material penetrante (exceto solventes e removedores) deve ser inferior a 0,0025g. Caso o resíduo da evaporação seja igual ou superior a 0,0025g, a soma do conteúdo de cloro e flúor no resíduo, não deve exceder a 1% do resíduo em peso. O procedimento de análise será conforme determinado na norma ASME Section V, item T-641 (b)(1). 5.2.2 O resíduo da evaporação de 100g de solventes e removedores deve ser inferior a 0,005g. Caso o resíduo da evaporação seja igual ou superior a 0,005g, a soma do conteúdo de cloro e flúor no resíduo, não deve exceder a 1% do resíduo em peso. O procedimento de análise será conforme determinado na norma ASME Section V, item T-641 (b)(3).
A ABENDE, Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos, é um Organismo de certificação acreditado pelo INMETRO, oferecendo a Certificação de Pessoal atendendo a requisitos internacionais , através do Sistema Nacional de Qualificação e Certificação de Pessoal em Ensaios Não Destrutivos – SNQC/END

.3. o conteúdo de enxofre no resíduo.LÍQUIDO PENETRANTE PROCEDIMENTO DE END Manual: Página: Revisão: SNQC/END 2 de 7 3 (Jul/2006) PR–001 5. o conteúdo de enxofre no resíduo.1.2 6. Caso o resíduo da evaporação seja igual ou superior a 0.0025g. PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE 8. Se forem constatadas intensidades inferiores à mínima. as escovas devem ser de aço inoxidável e os discos de corte devem ter alma de nylon ou similar. É proibida a utilização de óculos com lente fotossensível (escurecem com o aumento da luminosidade).3. Estas ferramentas devem ser usadas exclusivamente em aços inoxidáveis.1 A iluminação máxima para penetrante fluorescente será de 20 lux. 7.1 A iluminação mínima durante todo ensaio por meio de penetrante colorido deverá ser de 1000 lux. não deve exceder a 1% do resíduo em peso.2 No ensaio com líquido penetrante fluorescente. Quando a inspeção for feita em aços inoxidáveis. NOTA: (1).0025g. óleo.2 Esta intensidade deve ser verificada através de um medidor calibrado (Luxímetro). o ensaio deve ser repetido para as peças ensaiadas desde a última comprovação satisfatória. 8. devem estar livres de graxa. respingos. O procedimento de análise será conforme determinado na norma ASME Section V.005g. deve 2 ter intensidade mínima de 1000 µW/cm . Se forem constatadas intensidades inferiores à mínima. mais 25 mm adjacentes para cada lado da solda.3. ou a cada oito horas ou sempre que ocorrer mudança do local de trabalho (o que ocorrer primeiro). 7.2. que não deve exceder ao estipulado em 5. O resíduo da evaporação de 100g de solventes e removedores deve ser inferior a 0. as ferramentas devem ser de aço inoxidável ou revestidas com o mesmo. 7. seguida da limpeza com solvente.3 A medição deve ser efetuada através de um medidor calibrado.005g. 5. EXTENSÃO DA INSPEÇÃO A inspeção deve cobrir 100% da solda. para adaptação de seus olhos. o ensaio deve ser repetido para as peças ensaiadas desde a última comprovação satisfatória. 8.1 Luz visivel 7. Deverá ser efetuada limpeza mecânica por escovamento ou esmerilhamento. 7. óxidos. a luz ultravioleta. ou a cada oito horas ou sempre que ocorrer mudança do local de trabalho (o que ocorrer primeiro). 7.1 e 5.1 As superfícies a serem ensaiadas e mais 25mm adjacente.2 Após a limpeza a secagem deverá ser feita por evaporação normal e o tempo mínimo de secagem não deverá ser inferior a 5 minutos. A lâmpada deverá ser aquecida por no mínimo 5 minutos antes de seu emprego. 5. e caso estiver quebrado ou trincado deverá ser substituído. Caso o resíduo da evaporação foi igual ou superior a 0.2. não deve exceder a 1% do resíduo em peso. item T-641 (a)(1). etc. A verificação deverá ser feita a cada início.1 O resíduo da evaporação de 50g do material penetrantes (exceto solventes e removedores) deve ser inferior a 0. escórias.2. 8.4 O inspetor deve estar no local do ensaio pelo menos 1 minuto antes de iniciar a inspeção. A verificação deverá ser feita a cada início.3 No ensaio de ligas de níquel somente serão utilizados materiais penetrantes com certificado de análise química quanto ao teor de contaminantes (enxofre).2.2. O procedimento de análise será conforme determinado na norma ASME Section V. CONDIÇÕES DE ENSAIO 7. tipo I.2 Luz Negra 7.3. na superfície em ensaio. item T-641 (a)(3). Os filtros UV deverão ser limpos e checados diariamente.3 No ensaio de peças de alumínio será feita apenas a limpeza química através de solventes. 7.1.

11. temperatura . Quando for utilizada pulverização por meio de ar comprimido. pulverização.1 A aplicação será feita por meio de aerosol. e segundo as recomendações do fabricante. A comprovação da correta remoção do excesso de líquido penetrante fluorescente tipo I. não devendo nunca ser superior a 60min. 10 minutos. . o excesso de penetrante deve ser removido primeiramente com panos. MODO E TEMPO DE SECAGEM. a linha de ar deve 2 conter filtros para evitar a contaminação do revelador e a pressão deve ser. O tempo de emulsificação depende de vários fatores. A concentração do emulsificador hidrofílico para ser aplicado por imersão deve estar dentro da faixa de 20 até 33% e para pulverização a concentração não deve exceder a 5% 12. Após a pré-lavagem o emulsificador deve ser aplicado por pulverização ou imersão e o tempo deve ser obtido experimentalmente. limpos e secos. FAIXA DE TEMPERATURA PARA O ENSAIO Tanto a superfície como os materiais penetrantes devem estar na faixa de 10 a 52 ºC durante todo o ensaio. 10.1.2 O tempo de penetração será de. (2). deve ser feita com o auxílio da lâmpada de luz ultravioleta e em ambiente escurecido. Depois da emulsificação. É proibida a aplicação do removedor diretamente sobre a peça. O tempo de emulsificação deve ser obtido experimentalmente de acordo com estes fatores através de peças similares com descontinuidades conhecidas ou através de padrões de sensibilidade tipo Petrobrás. 13. dentre eles: a rugosidade da superfície. a mistura deve ser removida conforme item 11. ou através da secagem através da circulação de ar quente. no mínimo.2 Para penetrante removível com solvente. o emulsificador deve ser aplicado por imersão e o tempo deve ser obtido experimentalmente. ANTES DA APLICAÇÃO DO REVELADOR A secagem poderá ser feita através da evaporação natural com um tempo mínimo de 5 minutos. tipo de emulsificador (lipofílico ou hidrofílico) e no caso do emulsificador hidrofílico da concentração.1.LÍQUIDO PENETRANTE PROCEDIMENTO DE END Manual: Página: Revisão: SNQC/END 3 de 7 3 (Jul/2006) PR–001 9. JIS de 20 µm ou padrões similares. 11.4 Para o caso de líquido penetrante removível com água após emulsificação hidrofílico. MODO DE REMOÇÃO DO EXCESSO DE LÍQUIDO PENETRANTE 11.1 Para penetrante removível com água. 11. não devendo ser superior a 2 minutos. NOTA: (1).0Kg/cm (30 psi). 10. A temperatura da água não deve ser superior a 38 ºC (100º F) e a pressão não deve exceder 280 Kpa (aproximadamente 40 psi). MODO DE APLICAÇÃO DO LÍQUIDO PENETRANTE E TEMPO DE PENETRAÇÃO 10. MODO E TEMPO MÁXIMO PARA APLICAÇÃO DO REVELADOR 13. neste caso a temperatura da peça não poderá exceder a 38ºC para penetrante fluorescente e 52ºC para penetrantes coloridos (tipo II). 11. no máximo. não devendo ser superior a 2 minutos. e segundo as recomendações do fabricante.1 Revelador úmido não aquoso . Após esta primeira limpeza. O tempo da pré-lavagem não deve ser superior a 1 minuto. Caso a temperatura esteja fora desta faixa. 2. a superfície deve ser pré-lavada conforme item 11. forma de aplicação e remoção.3 Para o caso de líquido penetrante removível com água após emulsificação lipofílico. (3). após decorrido o tempo de penetração e antes da aplicação do emulsificador . métodos de aquecimento ou resfriamento podem ser aplicados para colocar a peça a ser ensaiada dentro da faixa qualificada por este procedimento. Depois da emulsificação. imediatamente após a secagem da superfície e. o excesso de penetrante deve ser removido com aplicação de água sobre a superfície em ensaio.O revelador deverá ser aplicado por aerossol ou pulverização por meio de ar comprimido. a mistura deve ser removida conforme item 11. no máximo após 30 minutos do término da remoção do excesso. sendo que o tempo de lavagem não deverá ser superior a 2 minutos. devem ser utilizados panos levemente umedecidos com removedor. imersão ou por pincelamento.1 e o tempo de lavagem não deve ser superior a 2 minutos.

REQUISITOS ADICIONAIS 15. 16. no caso do revelador seco a interpretação inicial deve ser feita depois de decorrido o tempo de imersão indicado no item 13. AVALIAÇÃO DO RESULTADO 16. para que se defina se as mesmas são relevantes ou não. exceto se outros padrões mais restritivos forem estipulados para aplicações ou materiais específicos.6mm.1.1 .2 Será efetuado teste de recebimento de cada lote de material penetrante. Apêndice 8. O excesso de pó seco deve ser removido com pequenas pancadas ou através de jatos de ar comprimido de baixa pressão (5 a 10 psi) (34 a 70 kPa).2 Padrões de aceitação Devem se aplicados os seguintes padrões de aceitação. 15. 16.2 Revelador seco .8mm c) Quatro ou mais indicações arredondadas relevantes alinhadas.1 A interpretação inicial deve ser feita imediatamente após a aplicação do revelador úmido. padrão JIS de 10 ou 20 µm (para penetrantes fluorescentes. Todas as superfícies examinadas devem estar isentas de : a) Indicações lineares relevantes b) Indicações arredondadas relevantes. ou através de borrifador de pó. TEMPO PARA INTERPRETAÇÃO 14. medidas entre bordas de indicações consecutivas.1. a) Indicação linear é a que apresenta um comprimento maior que três vezes a largura. dentro dos limites desta Divisão.2 A interpretação final do ensaio deve ser efetuada 20 minutos após a aplicação do revelador. Caso o revelador seja aplicado através da imersão.1 Somente serão aceitos os materiais penetrantes que contenham em suas embalagens a data de fabricação.1. b) Indicação arredondada é a que apresenta formato circular ou elíptico.6mm. tipo II) ou padrão “TAM” para penetrantes tipo I ou Tipo II. Neste caso a linha de ar deverá possuir filtro para evitar a contaminação do revelador e controlar a pressão. de forma a verificar-se a sensibilidade do ensaio está sendo mantida. Devem ser consideradas relevantes somente as indicações que tenham dimensões maiores do que 1. 14. o ensaio será aplicado na temperatura de utilização dos produtos e os resultados comparados com fotografia previamente obtida das descontinuidades existentes no bloco. . 15. com comprimento igual ou menor que três a largura c) Quaisquer indicações questionáveis ou duvidosas devem ser submetidas a um reexame.1. A aplicação deste revelador também poderá ser feita em uma câmara fechada que crie uma nuvem de pó controlada e que alcance toda a área de ensaio. 15.1 Conforme ASME Seção VIII.A aplicação deverá ser feita através da imersão da peça em um tanque contendo revelador seco. separadas por uma distância igual ou menor que 1. Somente serão aceitos materiais penetrantes que após o ensaio detectar 100% das indicações mostradas na fotografia padrão do bloco. 16.LÍQUIDO PENETRANTE PROCEDIMENTO DE END Manual: Página: Revisão: SNQC/END 4 de 7 3 (Jul/2006) PR–001 13. a peça deverá ficar imersa por no mínimo 10 minutos antes de iniciar o laudo. O teste de recebimento será feito utilizando-se o padrão Petrobras para penetrantes tipo I ou tipo II com trincas produzidas pela aplicação de cargas. 14. tipo I) e padrão JIS de 30 ou 50 µm (para penetrantes visíveis. Para a execução do teste de recebimento. o prazo de validade e o número de lote ou corrida de fabricação. Divisão 1.Teste de recebimento dos materiais penetrantes.2.1 Avaliação das indicações Indicação é evidência de imperfeição mecânica. maiores do que 4. ou através de uma pistola de pó convencional ou eletrostática.

18. entretanto. FORMULÁRIO PARA RELATÓRIO DE REGISTRO DE RESULTADOS As descontinuidades deverão ser registradas nos formulários conforme anexos 1 e 2. LIMPEZA FINAL Será efetuada de acordo com os requisitos do item 8 deste procedimento. 17. .LÍQUIDO PENETRANTE PROCEDIMENTO DE END Manual: Página: Revisão: SNQC/END 5 de 7 3 (Jul/2006) PR–001 d) A indicação de uma descontinuidade pode ser maior do que a própria descontinuidade. a indicação é que deve ser utilizada para a aplicação do critério de aceitação.

LÍQUIDO PENETRANTE PROCEDIMENTO DE END Manual: Página: Revisão: SNQC/END 6 de 7 3 (Jul/2006) PR–001 ANEXO 1 – FOLHA DE RELATÓRIO .

LÍQUIDO PENETRANTE PROCEDIMENTO DE END Manual: Página: Revisão: SNQC/END 7 de 7 3 (Jul/2006) PR–001 ANEXO 2 – FOLHA DE MAPEAMENTO LONGITUDINAL DAS DESCONTINUIDADES .