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HC n. 97.256/RS - stf A 6a. Turma do STJ acolheu a arguição de inconstitucionalidade do art. 44 da Lei n. 11.

343/2006 (quanto à vedação da conversão das penas privativas de liberdade em restritivas de direitos) proposta pelo Min. Nilson Naves em seu voto vista. Ou seja, voltamos ao ponto de partida: tem jurisprudência pra todo gosto. Quem quiser, aplica. Quem nao quiser, permanece justificando com a vedação legal. HC 120353

Em caso julgado recentemente pelo STJ, o paciente foi condenado como incurso no art. 33 da Lei n. 11.343/2006 à pena de sete anos e seis meses de reclusão e 750 dias multa. Apelou, mas o Tribunal a quo só reduziu a pena base ao mínimo legal, deixando de conceder a minorante prevista no art. 33, § 4º, da citada lei ao argumento de que seria facultativa sua aplicação. Inconformado, o paciente buscou socorro no STJ por preencher todos os requisitos legais para sua aplicação. O delito foi cometido sob a égide da nova legislação (Lei n. 11.343/2006) e, uma vez preenchidos os requisitos previstos no seu art. 33, § 4º, é imperativa a aplicação da causa de diminuição e não mera faculdade do julgador. Dessa forma, a turma concedeu a ordem para reformar o acórdão recorrido e a sentença condenatória, para quantificar a pena em dois anos e seis meses de reclusão e 250 dias multa e, ainda, de ofício, determinar que o paciente seja submetido ao regime aberto mediante aferição dos requisitos subjetivos e estabelecimento de condições pelo juízo das Execuções Penais. HC 129626

HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PENA-BASE EXASPERADA DE UM SEXTO. NATUREZA DA DROGA APREENDIDA. COCAÍNA. POSSIBILIDADE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ART. 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/2006. PREENCHIMENTO DE SEUS REQUISITOS. INCIDÊNCIA DA MINORANTE. CONCESSÃO DE OFÍCIO DA ORDEM. 1. Mostra-se justificada a exasperação da pena-base além do mínimo legal baseada na natureza da droga apreendida - cocaína -, por se tratar de substância nociva à saúde do usuário, a teor do que preceituam os artigos 42 da Lei nº 11.343/2006 e 59 do Código Penal. 2. Trata-se o artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, de norma de direito material de observância obrigatória quando da fixação da pena nos delitos por ela regulados

por imperativo constitucional, eis que beneficia o agente dada a possibilidade de redução da reprimenda. 3. Faz jus à diminuição da pena o paciente que preenche todos os seus requisitos, não sendo motivação idônea para se afastar a incidência da minorante a menção no sentido de ser o paciente detentor de maus antecedentes levando-se em conta condenação ainda não transitada em julgado. 4. Habeas corpus denegado, e concedida a ordem, de ofício, para aplicar a causa de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, reduzindo a pena do paciente na ação penal de que aqui se cuida a 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão e 194 dias-multa.(grifo nosso) (HC 152.285/SP, Rel. Ministro HAROLDO RODRIGUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/CE), SEXTA TURMA, julgado em 23/02/2010, DJe 24/05/2010)

O STF, por voto do Ministro Ayres Britto tende a adotar posição que defendo nos meus "Comentários à Lei Antidrogas: Lei n. 11.343, de 23.8.2006" (São Paulo: Atlas, 2.007). Observe-se a informação abaixo: "O ministro Ayres Britto votou, na tarde desta quinta-feira (18), pela inconstitucionalidade de dispositivos da Nova Lei de Drogas (Lei 11.343/06) que proíbem a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos para condenados por tráfico de drogas. O julgamento foi suspenso em seguida, por um pedido de vista do Ministro Joaquim Barbosa. A matéria está sendo discutida por meio de um habeas corpus (HC 97256) impetrado pela Defensoria Pública da União, em defesa de um condenado a um ano e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ele foi flagrado com 13,4 gramas de cocaína. Ayres Britto afirmou que a lei não pode subtrair da instância julgadora a possibilidade de individualizar a pena. Para ele, tanto o artigo 44 quanto o § 4º do artigo 33

juiz.da Nova Lei de Drogas são incompatíveis com a Constituição Federal na parte em que proíbem a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos (pena alternativa). em pena restritiva de direitos'. como fez o artigo 44 em causa. a convolação [transformação] da pena supressora da liberdade. ou constritiva dessa mesma liberdade. é a lei proibir pura e secamente. Ayres Britto ressaltou ainda que a Constituição Federal fez da individualização da pena uma cabal situação jurídica . porém. Citando juristas e votos de ministros do Supremo como Cezar Peluso. e o parágrafo 4º do artigo 33. 'outra coisa. Ayres Britto concluiu que 'o princípio da individualização da pena significa o reconhecimento de que cada ser humano é um microcosmo'. emendou. 'A lei comum não tem como respaldar. Eros Grau e Marco Aurélio. afirmou o ministro. Segundo ele. uma coisa é a lei estabelecer condições mais severas para a sua aplicação. se afigurar como expressão de um concreto balanceamento'. a força de subtrair do juiz sentenciante o poderdever de impor ao delinquente a sanção criminal que a ele. na Constituição da República. 'O princípio da individualização da pena não é senão o reconhecimento dessa magistral originalidade de cada um de nós'. O ministro classificou como 'uma bela definição do princípio da individualização da pena' o entendimento de Nelson Hungria segundo o qual a individualização da pena 'é um processo que visa a retribuir o mal concreto do crime com o mal concreto da pena na concreta personalidade do criminoso'.

ao mesmo tempo. qual o tipo alternativo de reprimenda é suficiente para castigar e. O ministro também defendeu que a pena privativa de liberdade corporal não é a única a cumprir o que chamou de 'função retributivo-ressocializadora ou restritivopreventiva da sanção penal'. na parte que veda a substituição da reprimenda. 'As demais penas.subjetiva de todo e qualquer indivíduo. no inciso 43 do artigo 5º da Constituição Federal. MPF Antes do voto do ministro Ayres Britto. Ao declarar a inconstitucionalidade dos mencionados dispositivos. Para ele. prevenção. ressocialização. além de inibir. Roberto Gurgel. 'o constituinte quis criar uma . manifestou-se perante o Plenário pela constitucionalidade dos dispositivos da Nova Lei de Drogas. 'Qualquer dos crimes comporta o princípio da individualização da pena e qualquer das penas comporta o princípio da individualização. disse. independentemente do crime por ele cometido ou mesmo da pena que venha a sofrer. o ministro Ayres Britto limitou-se a remover o óbice legal. condutas de igual desvalia social'. no caso concreto. A Constituição não fez a menor distinção'. recuperar socialmente o apenado. e ninguém melhor do que o juiz natural da causa para saber. determinando ao Juízo das execuções criminais o exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à conversão solicitada. o procuradorgeral da República. também são vocacionadas para esse geminado papel da retribuição. é claro. chamadas de alternativas.

5º.jus. inc. às 8h). Ministro Ayres Britto vota pela possibilidade de pena alternativa para condenado por tráfico de drogas. de de 28. Mais ainda. a prática da tortura. Ed. assegurou Gurgel".343/2006 torna outras condutas assemelhadas às hediondas.3. 2º da "lei hedionda" que faz referência ao tráfico e dá tratamento mais benéfico ao acusado e condenado por tráfico. os quais atentam contra direitos fundamentais do povo brasileiro. Gostaria de esclarecer que a Constituição Federal só fala em tráfico como crime equiparado a hediondo (art.3. conforme evidencio no meu Execução Criminal: Teoria e Prática (6. Acesso em: 19. condenando os seus autores a uma punição mais severa'. Ela é maior nos crimes praticados pelo Estado. 44 da Lei n. altera o art.2007.2010.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe. O pior é que o Procurador-Geral da República continua com a ultrapassada visão de que o cárcere é a solução para a criminalidade endêmica. Disponível em: http://www.stf. 11. Não se olvide de que. o terrorismo e os delitos definidos como hediondos. O dispositivo determina que a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. (STF. 'A intenção clara da Constituição foi a de atribuir a essa categoria de delitos uma especial tutela. 11.464. XLIII). São Paulo: .categoria de delitos que entendeu que deveriam receber uma reprimenda mais rigorosa'.asp? idConteudo=122212. o que autoriza perceber derogação tácita da lei anterior. mas o art. a Lei n.

INCONSTITUCIONALIDADE. 5º da Constituição Federal estabelece que o tráfico ilícito de entorpecentes constitui crime inafiançável. CELSO DE MELLO EMENTA: “HABEAS CORPUS”. ‘HABEAS CORPUS’. ORDEM DENEGADA. com maior razão é a não-concessão de liberdade provisória sem fiança. que. DE EVENTUAL REFORÇO DE ARGUMENTAÇÃO ACRESCIDO POR TRIBUNAIS DE JURISDIÇÃO SUPERIOR. 255): “PROCESSUAL PENAL. SOB PENA DE OFENSA AO “STATUS LIBERTATIS” DAQUELE QUE A SOFRE. LIBERDADE PROVISÓRIA. emanada do E. pelas quais só há uma pena alternativa: a de prisão. 21). com pedido de medida liminar. 2. Lei de drogas. ART. Não sendo possível a concessão de liberdade provisória com fiança.Atlas. SEM QUE HAJA REAL NECESSIDADE DE SUA EFETIVAÇÃO. As penas não privativas de liberdade devem ser a regra e a prisão deve ser a alternativa última a ser imposta quando não houver como ser utilizada pena menos drástica e ruim. Restrição constitucional. impetrado contra decisão.112/DF (ESTATUTO DO DESARMAMENTO. OFENSA AOS POSTULADOS CONSTITUCIONAIS DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. 1.010). DECISÃO: Trata-se de “habeas corpus”. NÃO AUTORIZA A PRISÃO PREVENTIVA. VEDAÇÃO LEGAL. restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. O SIGNIFICADO DO PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE. Decisão do STF: proibição legal de liberdade provisória. LEI DE DROGAS (ART. PRISÃO EM FLAGRANTE. O inciso XLIII do art. PRECEDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: ADI 3. . DO “DUE PROCESS OF LAW”. aderimos às Regras de Tóquio. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO-CONFIGURADO. MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. NÃO SE DECRETA PRISÃO CAUTELAR. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. POR SI SÓ. Cautelar deferida Celso de Mello RELATOR: MIN. Superior Tribunal de Justiça. DA CONCESSÃO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. VISTO SOB A PERSPECTIVA DA “PROIBIÇÃO DO EXCESSO”: FATOR DE CONTENÇÃO E CONFORMAÇÃO DA PRÓPRIA ATIVIDADE NORMATIVA DO ESTADO. IRRELEVÂNCIA. IRRELEVÂNCIA. 44). VEDAÇÃO LEGAL ABSOLUTA. EVASÃO DO DISTRITO DA CULPA: FATOR QUE. DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E DA PROPORCIONALIDADE. PRECEDENTES. PARA EFEITO DE CONTROLE DA LEGALIDADE DO DECRETO DE PRISÃO CAUTELAR. EM CARÁTER APRIORÍSTICO. 2. CARÁTER EXTRAORDINÁRIO DA PRIVAÇÃO CAUTELAR DA LIBERDADE INDIVIDUAL.

Rel.. E. RT”. Rel. endereço certo.” (HC 113. item n. Livraria do Advogado Editora”.).).826/2003. Editora Impetus”. “Lei de Drogas Comentada”.. Produção Não Autorizada e Tráfico Ilícito de Drogas – Comentários à Parte Penal da Lei nº 11.343/2006. que o seu art. A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que a vedação imposta pelo art. 2º. 5.. ao fazê-lo. 113/114. “Da Repressão à Produção Não Autorizada e ao Tráfico Ilícito de Drogas”.343/06. FELIX FISCHER. “Crimes de Uso Indevido. de modo abstrato e “a priori”. v.343. p.). 161/168. sustentam a inconstitucionalidade da vedação legal à liberdade provisória prevista em mencionado dispositivo legal (ROGÉRIO SANCHES CUNHA. 44 proíbe. Cumpre observar. 6. 21 da Lei nº 10. expressamente. 2008. no caso. Min. sob o de que “(. que regra legal. a concessão da liberdade provisória nos “crimes previstos nos art. ARNALDO ESTEVES LIMA – grifei) O E. dentre outros argumentos. 5. ‘caput’ e § 1º e 34 a 37 desta Lei”. o acolhimento da pretensão cautelar deduzida pelos ora impetrantes. família constituída ou profissão lícita – não garantem o direito à revogação da custódia cautelar. 44 da Lei nº 11. tinha a seguinte redação: .. Superior Tribunal de Justiça. item n. Sendo esse o contexto. ainda. os requisitos autorizadores da concessão da medida em causa. “in” ANDRÉ LUÍS CALLEGARI e MIGUEL TEDESCO WEDY (Org. observo que os elementos produzidos nesta sede processual revelam-se suficientes para justificar. Cabe assinalar que eminentes penalistas.3. quanto à Lei nº 11. na espécie. “A Nova Lei Antidrogas: Teoria. Conforme pacífico magistério jurisprudencial.343/2006. de conteúdo material virtualmente idêntico ao do preceito em exame. A Lei 11. a meu juízo. justificou a medida excepcional da prisão cautelar ora questionada. 2006. eventuais condições pessoais favoráveis à paciente – tais como primariedade.343/06”.. expressamente. Crítica e Comentários à Lei nº 11. fez constar que o delito de tráfico de drogas é insuscetível de liberdade provisória (. quando presentes os requisitos previstos no art. FRANCIS RAFAEL BECK.). 3. de 23 de agosto de 2006”.343/06". eis que concorrem. fez constar que o delito de tráfico de drogas é insuscetível de liberdade provisória.779/MT. “A Lei de Drogas e o Surgimento de Crimes ‘Supra-hediondos’: uma necessária análise acerca da aplicabilidade do artigo 44 da Lei nº 11. 232/233. consubstanciada no art. por necessário. cuja inconstitucionalidade foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Min.343/06.558/SP. DJ de 4/4/08). “Lei de Drogas: aspectos polêmicos à luz da dogmática penal e da política criminal”. “in” MARCELLO GRANADO (Coord. da Lei 8.)” (grifei). 33. no caso. p. “in” LUIZ FLÁVIO GOMES (Coord. foi declarada inconstitucional por esta Suprema Corte. inscrita no Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10. 2007.826/2003).g. Ordem denegada. ao julgar o pedido de “habeas corpus”. FLÁVIO OLIVEIRA LUCAS. examinando o art.) a Lei 11. passo a apreciar o pedido de medida liminar. 312 do Código de Processo Penal. bons antecedentes. II. A regra legal ora mencionada. 2ª ed.072/90 é fundamento suficiente para o indeferimento da liberdade provisória (HC 76. Mostra-se importante ter presente. 4. p.

neste ponto. “a priori”.g. 17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. item n.034/95). 5ª ed. “Curso de Direito Administrativo”. com autonomia. especialmente em sede processual penal. a exigência de razoabilidade traduz limitação material à ação normativa do Poder Legislativo. 1995. Rel. 2001. como esses que venho de referir. 7º da Lei do Crime Organizado (Lei nº 9. 16. LÚCIA VALLE . p. reiterada no art. 4. 17 e 18. 56/57. o tema concernente ao princípio da proporcionalidade. da Carta Política. 2005.. 2ª ed. Os crimes previstos nos arts. que o Plenário do Supremo Tribunal Federal. (Estatuto do Desarmamento). itens ns. 489/500.. 1993. ainda mais em tema de liberdade individual..112/DF. com fundamento no art. em caráter abstrato. não pode agir imoderadamente. em obra escrita com Raúl Cervini. 18/19. dentre outros princípios consagrados pela Constituição da República. 44 da Lei 11.. Renovar e ALBERTO SILVA FRANCO. item n. que o magistrado atue. que se qualifica . “As modalidades de prisão provisória e seu prazo de duração”. p. 21 da Lei nº 10.. 142/150. Malheiros. Essa repulsa a preceitos legais. em face dos princípios da presunção de inocência e da obrigatoriedade de fundamentação dos mandados de prisão pela autoridade judiciária competente. no âmbito da própria fiscalização de constitucionalidade das prescrições normativas emanadas do Poder Público. 44 da Lei de Drogas estabeleceu.).00. tem sido repelida pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.” (grifei) Essa vedação apriorística de concessão de liberdade provisória. cujo teor normativo também reproduz a mesma proibição que o art. que. p. Del Rey. RT. já advertiu que o Legislativo não pode atuar de maneira imoderada.enquanto coeficiente de aferição da razoabilidade dos atos estatais (CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO. Vê-se. encontra apoio em autorizado magistério doutrinário (LUIZ FLÁVIO GOMES. por mais de uma vez. 4ª ed. 2ª ed. independentemente da gravidade objetiva do delito. no ponto. GERALDO PRADO e WILLIAM DOUGLAS. RT. 16. Como se sabe.343/2006 (Lei de Drogas). declarou a inconstitucionalidade do art.) V .826/2003. inclui-se. por isso mesmo. ao julgar a ADI 3. “Crime Organizado”. 1997. 5º. “Comentários à Lei contra o Crime Organizado”. visto que o texto magno não autoriza a prisão ‘ex lege’. LV. RICARDO LEWANDOWSKI. Esse entendimento é prestigiado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. item n. desse modo. v. Inconstitucionalidade reconhecida. que o Poder Público. 3. 171/178. 87/91. 2. com a presunção de inocência e a garantia do “due process”. como precedentemente referido. p. O exame da adequação de determinado ato estatal ao princípio da proporcionalidade. pois a atividade estatal. acha-se essencialmente condicionada pelo princípio da razoabilidade..” (grifei) Essa mesma situação registra-se em relação ao art. Coloca-se em evidência.“Art. Min. a impedir. nem formular regras legais cujo conteúdo revele deliberação absolutamente divorciada dos padrões de razoabilidade. em decisão que.Insusceptibilidade de liberdade provisória quanto aos delitos elencados nos arts. “c”. ROBERTO DELMANTO JUNIOR. Foi por tal razão. p. 21. “Crimes Hediondos”. exatamente por viabilizar o controle de sua razoabilidade. que a considera incompatível. portanto. está assim ementada: “(. no exame da pretensão de deferimento da liberdade provisória.

enquanto categoria fundamental de limitação dos excessos emanados do Estado. Dentro dessa perspectiva. eis que o legislador não pode substituir-se ao juiz na aferição da existência. após destacar a ampla incidência desse postulado sobre os múltiplos aspectos em que se desenvolve a atuação do Estado . 159/170. tem censurado a validade jurídica de atos estatais. Livraria do Advogado Editora. II. cujo entendimento.RTJ 176/578-579. p.3. MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO. “Princípio da Proporcionalidade no Direito Constitucional Brasileiro”. constitui. da Lei 8. veiculam prescrições que ofendem os padrões de razoabilidade e que se revelam destituídas de causa legítima. 44 da Lei nº 11. .). item n. 1995. item n. 257 . situações normativas de absoluta distorção e. v. 14. presunção arbitrária que não pode legitimar a privação cautelar da liberdade individual. só por si. CELSO DE MELLO. 1995. 2º. dessa forma. 46. 4ª ed. 1995. A jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal. proíbe o excesso e veda o arbítrio do Poder. Rel. por ser destituído de base empírica. o princípio da proporcionalidade visa a inibir e a neutralizar o abuso do Poder Público no exercício das funções que lhe são inerentes. 2ª ed. Isso significa. vedatória da concessão de liberdade provisória. essencial à racionalidade do Estado Democrático de Direito e imprescindível à tutela mesma das liberdades fundamentais. 312 do CPP” (fls. desconsiderando as limitações que incidem sobre o poder normativo do Estado. de situação configuradora da necessidade de utilização.inclusive sobre a atividade estatal de produção normativa .) a vedação imposta pelo art. 111/112. de outro lado. ou não. dentro da perspectiva da extensão da teoria do desvio de poder ao plano das atividades legislativas do Estado. Essa é a razão pela qual a doutrina. Daí a advertência de que a interdição legal “in abstracto”. notadamente daquela que veicula. que este não dispõe de competência para legislar ilimitadamente. Min. item n.FIGUEIREDO. “Curso de Direito Constitucional”. extraindo a sua justificação dogmática de diversas cláusulas constitucionais.063/DF. o exame dos pressupostos de que trata o art. o postulado em questão. Superior Tribunal de Justiça. O Supremo Tribunal Federal. a garantia do “due process of law” (RAQUEL DENIZE STUMM.343/2006. do instrumento de tutela cautelar penal. exteriorizando abusos inaceitáveis e institucionalizando agravos inúteis e nocivos aos direitos das pessoas (RTJ 160/140-141. que.) fundamento idôneo para a não concessão da liberdade provisória nos casos de crimes hediondos ou a ele equiparados.. como na hipótese prevista no art. bem por isso. 1993. Rel. de subversão dos fins que regem o desempenho da função estatal. em cada situação concreta.072/90 é (. p.g. dispensando. Min. CELSO DE MELLO .adverte que o princípio da proporcionalidade. p. fundado em juízo meramente conjectural (sem qualquer referência a situações concretas) no sentido de que “(. Min. tem advertido que a natureza da infração penal não se revela circunstância apta a justificar. considerados os múltiplos postulados constitucionais violados por semelhante regra legal. Igual objeção pode ser oposta ao E. p. “Curso de Direito Administrativo”. Saraiva. 352/355. 3. PAULO BONAVIDES. em sua dimensão substantiva ou material. “Direitos Humanos Fundamentais”. Rel. até mesmo.. Como precedentemente enfatizado. notadamente no desempenho da atividade de caráter legislativo. 21 do Estatuto do Desarmamento.. atua como verdadeiro parâmetro de aferição da própria constitucionalidade material dos atos estatais. Malheiros). CELSO DE MELLO ADI 1. 11... de forma imoderada e irresponsável.. Malheiros) como postulado básico de contenção dos excessos do Poder Público. a privação cautelar do “status libertatis” daquele que sofre a persecução criminal instaurada pelo Estado. incide na mesma censura que o Plenário do Supremo Tribunal Federal estendeu ao art. com o seu comportamento institucional. gerando.grifei) -.

.954/PA.HC 92. mesmo que se trate de réu processado por suposta prática de crimes hediondos ou de delitos a estes equiparados (HC 80. SEPÚLVEDA PERTENCE . Min. desse modo. Rel. Rel. Rel. 258).Esse entendimento vem sendo observado em sucessivos julgamentos proferidos no âmbito desta Corte. 44 da Lei nº 11. 2º. a alegação de “evasão do distrito da culpa” (fls. entretanto. a utilização. Min. da vedação legal de concessão de liberdade provisória. para justificar a decretação ou a manutenção da medida excepcional de privação cautelar da liberdade individual do indiciado ou do réu.seja para evitar a configuração do estado de flagrância.). mesmo assim tal circunstância não justificaria.grifei) “A ACUSAÇÃO PENAL POR CRIME HEDIONDO NÃO JUSTIFICA A PRIVAÇÃO ARBITRÁRIA DA LIBERDADE DO RÉU.200/BA.072/90).343/2006 ou do art. só por si.072/90. Rel. no caso em exame. e só se legitima quando a tanto se mostrar necessária: não serve a prisão preventiva. . para questionar a legalidade e/ou a validade da própria decisão de custódia cautelar .299/SP.feita pelas instâncias judiciárias inferiores . a invocação . SEPÚLVEDA PERTENCE . eis que. um dos malsinados ‘crimes hediondos’ (Lei 8. Rel.g.RHC 79. Vale referir. v. Rel. que excluiu. seja. ‘ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória’ (CF. EROS GRAU – RHC 71. até que sobrevenha sentença condenatória irrecorrível (CF.não pode ser ofendida por atos arbitrários do Poder Público. art. LVII). SEPÚLVEDA PERTENCE . Min. Rel. qualquer que seja a natureza da infração penal que lhe tenha sido imputada. p/ o acórdão Min. para efeito de se justificar a decretação da prisão cautelar da ora paciente. É que.A mera evasão do distrito da culpa . Min. inciso II. a punir sem processo. v.não basta. todos os crimes hediondos e os delitos a eles equiparados. para efeito de justificação do ato excepcional de privação cautelar da liberdade individual. também.427/PB. da Lei nº 8. Min. do qual. que não se reveste de idoneidade jurídica. contra a ora paciente.464/2007. não se revela possível presumir a culpabilidade do réu.g. mesmo que se trate de pessoa acusada da suposta prática de crime hediondo.RTJ 180/262.HC 93. como o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. 5º. no interesse do desenvolvimento e do resultado do processo. LVII). que tem natureza cautelar.064/SP. na linha do magistério jurisprudencial desta Suprema Corte (RTJ 175/715 . SEPÚLVEDA PERTENCE.do art. 5º. Min. especialmente depois de editada a Lei nº 11.” (RTJ 137/287. em atenção à gravidade do crime imputado. . nem a Constituição permitiria que para isso fosse utilizada. ainda que se tratasse. do instituto da tutela cautelar penal. de evasão (o que não se presume).que possui extração constitucional (CF. como resulta claro de decisão emanada do Supremo Tribunal Federal: “PRISÃO CAUTELAR E EVASÃO DO DISTRITO DA CULPA. 5º. art. LXI e LXV) . só por si. não basta à justificação da prisão preventiva. CELSO DE MELLO) Tenho por inadequada. art. ainda.” (RTJ 187/933.): “A gravidade do crime imputado. MARCO AURÉLIO .A prerrogativa jurídica da liberdade .

v. defiro o pedido de medida liminar.RTJ 172/191-192 .RT 543/472 . portanto. na linha da orientação jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria. em sua fundamentação. pois . Caso a paciente já tenha sofrido prisão cautelar em decorrência da decisão proferida no caso em exame (Processo nº 122/08). até final julgamento desta ação de “habeas corpus”.g. v. neste ponto.g. EROS GRAU .a ausência ou a deficiência de fundamentação não podem ser supridas “a posteriori” (RTJ 59/31 . prisão temporária. A fundamentação idônea é requisito de validade do decreto de prisão preventiva: no julgamento do habeas-corpus que o impugna não cabe às sucessivas instâncias. Rel.” (RTJ 194/947-948. (. suprir a sua deficiência originária. a eficácia do decreto de prisão preventiva da ora paciente.” (RTJ 179/1135-1136.RT 639/381. Min. referentemente ao Processo nº 122/08 (1ª Vara Criminal da comarca de Peruíbe/SP). mediante achegas de novos motivos por ele não aventados: precedentes. que a legalidade da decisão que decreta a prisão cautelar ou que denega liberdade provisória deverá ser aferida em função dos fundamentos que lhe dão suporte. Precedentes. Rel. para. de modo que não pode ser considerada a assertiva de que a fuga do paciente constitui fundamento bastante para enclausurá-lo preventivamente (. a real necessidade da adoção.): “Prisão preventiva: análise dos critérios de idoneidade de sua motivação à luz de jurisprudência do Supremo Tribunal. Superior Tribunal de Justiça (HC 113. prisão preventiva.grifei) A motivação. em liberdade.).. e não em face de eventual reforço advindo dos julgamentos emanados das instâncias judiciárias superiores (HC 90.grifei) Em suma: a análise dos fundamentos invocados pela parte ora impetrante leva-me a entender que a decisão judicial de primeira instância não observou os critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou em tema de prisão cautelar.026-3/9-00) e do E. CELSO DE MELLO. deverá ser posta. imediatamente. dessa extraordinária medida de constrição do ‘status libertatis’ do indiciado ou do réu. se se comprovar.A prisão cautelar . com apoio em base empírica idônea. pelos julgamentos emanados do E.somente se legitima. nos quais se denegou a ordem de “habeas corpus” então postulada em favor da ora paciente..313/PR.): “(. SEPÚLVEDA PERTENCE .. Rel.” (HC 89. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC 1. pelo Estado. inerente e contemporânea à decisão que decreta o ato excepcional de privação cautelar da liberdade. Cabe ter presente.). p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO) Nem se diga que a decisão de primeira instância teria sido reforçada.558/SP). cautelarmente. Min. Sendo assim.qualquer que seja a modalidade que ostente no ordenamento positivo brasileiro (prisão em flagrante. Rel.insista-se .. 1.501/GO.. . tendo presentes as razões expostas. Min.217. se por al não estiver presa. para denegar a ordem. suspender.. prisão decorrente de sentença de pronúncia ou prisão motivada por condenação penal recorrível) .) Às instâncias subseqüentes não é dado suprir o decreto de prisão cautelar. há de ser própria..

REQUISITO OBJETIVO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC 1. Ordem concedida.(S) COATOR(A/S)(ES) JUSTIÇA : ELISABETH NEVES MACEDO : ANA PAULA ARAUJO PEARCE : RELATORA DO AI Nº 950359 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE Ementa EMENTA Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes. 2. 44 do Código Penal. Delito praticado sob a égide da Lei nº 6. Decisão A Turma deferiu o pedido de habeas corpus.LEGISLAÇÃO. Substituição admissível. Substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos.2010.MINAS GERAIS HABEAS CORPUS Relator(a): Min. 1. Publique-se. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. Não se afigura possível a negativa de substituição calcada exclusivamente em critérios de proporcionalidade e de nocividade decorrentes da natureza da infração. o Ministro Marco Aurélio. REFERÊNCIA. REQUISITO SUBJETIVO. Indexação . ESPÉCIE. 1ª Turma. 14.217.(S) IMPTE. Superior Tribunal de Justiça (HC 113. Requisitos presentes. SUBSTITUIÇÃO. Aplicação do art. com urgência. Ministro CELSO DE MELLO Relator HC 103068 / MG . nos termos do voto do Relator.Comunique-se. Unânime.12. transmitindo-se cópia da presente decisão ao E. 3. deste julgamento. 44 do Código Penal é aplicável ao crime de tráfico de entorpecentes.368/76. 19 de dezembro de 2008. Não participou. Juíza de Direito da 1ª Vara Criminal da comarca de Peruíbe/SP (Processo nº 122/08). observados os seus pressupostos de incidência.026-3/9-00) e à MM. A regra do art. Ordem concedida. Brasília. DIAS TOFFOLI Julgamento: 14/12/2010 Órgão Julgador: Primeira Turma Publicação DJe-035 DIVULG 21-02-2011 PUBLIC 22-02-2011 EMENT VOL-02468-01 PP-00113 Parte(s) PACTE. FUNDAMENTO. . PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. justificadamente. AUSÊNCIA. POSSIBILIDADE. ao E. CRIME.558/SP). PENA RESTRITIVA DE DIREITO.

Acórdãos citados: HC 84715. 33 DA LEI 11. Análise: 25/02/2011. HC 88879. HC 84928. AYRES BRITTO Julgamento: 23/11/2010 Órgão Julgador: Segunda Turma Publicação DJe-028 DIVULG 10-02-2011 PUBLIC 11-02-2011 EMENT VOL-02462-01 PP-00087 Parte(s) PACTE. TRÁFICO DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO.(S) PROC. DIREITO SUBJETIVO.PÁG-016 DJe-035 DIVULG 21-02-2011 PUBLIC 22-02-2011 EMENT VOL-02468-01 PP-00127 HC 104111 / MG . Legislação LEG-FED LEG-FED LEG-FED LEG-FED CF ANO-1988 ART-00005 INC-00043 CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEL-002848 ANO-1940 ART-00044 PAR-00002 ART-00059 CP-1940 CÓDIGO PENAL LEI-006368 ANO-1976 LTX-1976 LEI DE TÓXICOS LEI-011343 ANO-2006 LTX-2006 LEI DE TÓXICOS Observação . HC 97500.(S) IMPTE.343/2006.SUBSTITUIÇÃO. KBP.Tribunal Pleno. MMR. FUNDAMENTAÇÃO. DEVER. RESULTADO. RECONHECIMENTO DA MINORANTE DO § 4º DO ART.MINAS GERAIS HABEAS CORPUS Relator(a): Min. PENA RESTRITIVA DE DIREITO.(A/S)(ES) COATOR(A/S)(ES) : : : : JAILTON MOREIRA DA SILVA JÚNIOR DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa EMENTA : HABEAS CORPUS. Número de páginas: 14. RÉU. Acórdãos no mesmo sentido HC 104037 JULG-14-12-2010 UF-MG TURMA-01 MIN-DIAS TOFFOLI N. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. AUSÊNCIA. HIPÓTESE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA . CONCESSÃO. CONFIGURAÇÃO. HC 97256 . Revisão: 28/02/2011. HC 85894.

Indexação . o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Ellen Gracie. assentamos. Indexação . justificadamente. concluímos o julgamento do HC 97. Ausentes. SOF.343/2006 e determinar ao Juízo das Execuções Penais de Três Corações/MG que examine se estão presentes os requisitos para a conversão da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos. para afastar o óbice inscrito no § 4º do art. nos termos do voto do Relator. 2ª Turma. Não é só: a lei ordinária não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder-dever de impor ao delinqüente a sanção criminal que a ele. 3. 2. Na sessão Plenária de 26 de agosto de 2010. Análise: 17/02/2011. a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. Na oportunidade. a própria norma constitucional cuidou de enunciar as restrições a ser impostas àqueles que venham a cometer as infrações penais adjetivadas de hediondas. 4. ÓBICE LEGAL AFASTADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. neste julgamento.PRIVATIVA DE LIBERDADE. Na linha do referido precedente. 33 da Lei 11. em tema de tráfico ilícito de entorpecentes.11.VIDE EMENTA. 1. É que o momento sentencial da dosimetria da pena não significa senão a imperiosa tarefa individualizadora de transportar para as singularidades objetivas e subjetivas do caso concreto — a cena empírico-penal. orteguiana por definição — os comandos genéricos. Ordem concedida. Legislação .2010.Acórdão citado: HC 97256.256. impessoais e abstratos da lei. Decisão unânime.VIDE EMENTA. por maioria de votos. 23. da minha relatoria. ORDEM CONCEDIDA. Decisão Deferida a ordem. se afigurar como expressão de um concreto balanceamento ou de uma empírica ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações subjetivas do fato-tipo. Não incluindo nesse catálogo de restrições a vedação à conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos. juiz. Número de páginas: 7. Legislação LEG-FED LEI-011343 ANO-2006 ART-00033 PAR-00004 LTX-2006 LEI DE TÓXICOS Observação .

(S) COATOR(A/S)(ES) : DAVID SEAN MARITZ : ANTONIO CARLOS DE TOLEDO SANTOS FILHO : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa EMENTA: HABEAS CORPUS. 2010. e 44.343/2006. Análise: 30/11/2010. .(S) IMPTE. caput. ed. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal assentou serem inconstitucionais os arts. 1. PENAL. p.9.2010. 33. HC 97256. Informativo/STF 598). POSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS.Acórdãos citados: HC 69419. Número de páginas: 10. Aury. n. sessão de julgamento de 1º. Introdução Crítica ao Processo Penal: fundamentos da instrumentalidade garantista. § 4º.SÃO PAULO HABEAS CORPUS Relator(a): Min. 2. p. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. CÁRMEN LÚCIA Julgamento: 21/09/2010 Órgão Julgador: Primeira Turma Publicação DJe-194 DIVULG 14-10-2010 PUBLIC 15-10-2010 EMENT VOL-02419-01 PP-00199 RB v. 564. na parte em que vedavam a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos em condenação pelo crime de tráfico de entorpecentes (HC 97. 256. Ordem concedida. CONSTITUCIONAL.LEG-FED LEG-FED LEG-FED CF ANO-1988 ART-00005 INC-00046 ART-00093 INC-00009 CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEL-002848 ANO-1940 ART-00044 ART-00059 INC-00001 INC-00002 INC-00003 INC-00004 CP-1940 CÓDIGO PENAL LEI-011343 ANO-2006 ART-00033 PAR-00004 ART-00040 INC-00001 ART-00042 LTX-2006 LEI DE TÓXICOS Observação . ACG. Doutrina LOPES JÚNIOR. Min. HC 102351 / SP .256. 22. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Rel. Ayres Britto. da Lei 11. RTJ 143/600. IMC. 37-38 Parte(s) PACTE. 2005. Revisão: 02/12/2010.

1ª Turma.PÁG-007 DJe-032 DIVULG 16-02-2011 PUBLIC 17-02-2011 EMENT VOL-02465-01 PP-00036 fim do documento HC 97256 / RS . e do Ministro Marco Aurélio. Indexação . Número de páginas: 9.2010. . Relatora. Revisão: 27/10/2010. AYRES BRITTO Julgamento: 01/09/2010 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Publicação DJe-247 DIVULG 15-12-2010 PUBLIC 16-12-2010 EMENT VOL-02452-01 PP-00113 Parte(s) .Decisão A Turma deferiu o pedido de habeas corpus.Acórdão citado: HC 97256 . Análise: 26/10/2010. IMC.RIO GRANDE DO SUL HABEAS CORPUS Relator(a): Min. Unânime.Tribunal Pleno (Informativo 598 do STF). ACG. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. Acórdãos no mesmo sentido HC 104437 PROCESSO ELETRÔNICO JULG-01-02-2011 UF-SP TURMA-01 MIN-CÁRMEN LÚCIA N.VIDE EMENTA.PÁG-000 DJe-035 DIVULG 21-02-2011 PUBLIC 22-02-2011 HC 104590 JULG-01-02-2011 UF-MG TURMA-01 MIN-CÁRMEN LÚCIA N.09.Veja HC 120353 do STJ. 21. Legislação LEG-FED LEI-011343 ANO-2006 ART-00033 PAR-00004 ART-00044 "CAPUT" LTX-2006 LEI DE TÓXICOS Observação . com as ressalvas da Ministra Cármen Lúcia.

É o caso da Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas. 5. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 2. TRÁFICO DE DROGAS. Ordem parcialmente concedida tão-somente para remover o óbice da parte final do art. No plano dos tratados e convenções internacionais. As demais penas também são vocacionadas para esse geminado papel da retribuição-prevençãoressocialização. juiz.(A/S)(ES) COATOR(A/S)(ES) : : : : ALEXANDRO MARIANO DA SILVA DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa EMENTA: HABEAS CORPUS.(S) IMPTE. afigurar-se como expressão de um concreto balanceamento ou de uma empírica ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações subjetivas do fato-tipo. Tratamento diferenciado. 4. em essência. qual o tipo alternativo de reprimenda é suficiente para castigar e. ditada pelo permanente esforço do julgador para conciliar segurança jurídica e justiça material. ao mesmo tempo. 33 do mesmo diploma legal. incorporada ao direito interno pelo Decreto 154.PACTE. 5º DA CF/88). Não é à toa que todas elas são comumente chamadas de penas alternativas. pois essa é mesmo a sua natureza: constituir-se num substitutivo ao encarceramento e suas seqüelas. 1. constante do § 4º do art. desenvolvendo-se em três momentos individuados e complementares: o legislativo. ART. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. As penas restritivas de direitos são. Logo. estigmatizantes e onerosos do cárcere. para possibilitar alternativas ao encarceramento. 44 DA LEI 11.343/2006. Pelo que é vedado subtrair da instância julgadora a possibilidade de se movimentar com certa discricionariedade nos quadrantes da alternatividade sancionatória. . o judicial e o executivo. 44 da Lei 11. E o fato é que a pena privativa de liberdade corporal não é a única a cumprir a função retributivoressocializadora ou restritivo-preventiva da sanção penal. no caso concreto. No momento sentencial da dosimetria da pena. o juiz sentenciante se movimenta com ineliminável discricionariedade entre aplicar a pena de privação ou de restrição da liberdade do condenado e uma outra que já não tenha por objeto esse bem jurídico maior da liberdade física do sentenciado. de 26 de junho de 1991. a lei comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder-dever de impor ao delinqüente a sanção criminal que a ele. e ninguém melhor do que o juiz natural da causa para saber. esse. Implicando essa ponderação em concreto a opção jurídico-positiva pela prevalência do razoável sobre o racional.(S) PROC. aprovados e promulgados pelo Estado brasileiro. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (INCISO XLVI DO ART. uma alternativa aos efeitos certamente traumáticos. O processo de individualização da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta punitiva do Estado. que autoriza cada Estado soberano a adotar norma comum interna que viabilize a aplicação da pena substitutiva (a restritiva de direitos) no aludido crime de tráfico ilícito de entorpecentes. portanto. recuperar socialmente o apenado. 3. prevenindo comportamentos do gênero. Norma supralegal de hierarquia intermediária. Declaração incidental de inconstitucionalidade. é conferido tratamento diferenciado ao tráfico ilícito de entorpecentes que se caracterize pelo seu menor potencial ofensivo.343/2006: IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. assim como da expressão análoga “vedada a conversão em penas restritivas de direitos”.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CARACTERIZAÇÃO. Cármen Lúcia. Gilmar Mendes e Ministro Cezar Peluso (Presidente). CONVERSÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. HABEAS CORPUS. Subprocurador-Geral da República. Falaram. por maioria e nos termos do voto do Relator. Ricardo Lewandowski.2010. ESPÉCIE. Defensor Público da União. Plenário. e Ricardo Lewandowski.2009. NORMA. pelo paciente. BENEFÍCIO. PROIBIÇÃO. PREVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. 18. Plenário.2010. PENA RESTRITIVA DE DIREITO. JULGAMENTO. PROIBIÇÃO. CRIME HEDIONDO. AUSÊNCIA. João Alberto Simões Pires Franco. 01. constante do § 4º do artigo 33.com efeito ex nunc. Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Ayres Britto (Relator). pelo Ministério Público Federal. CRIME. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. o Ministro Ricardo Lewandowski. PROIBIÇÃO. constante do artigo 44. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. licenciado. PLENÁRIO. PRIORIDADE. decidiu afetar o processo a julgamento do Tribunal Pleno. ANISTIA. pelo paciente. Plenário. Ausente. neste julgamento. Ellen Gracie e Marco Aurélio.09. PREVISÃO. IGUALDADE. Decisão: O Tribunal. PRISÃO. na concreta situação do paciente. por indicação do Ministro Marco Aurélio. LEGISLADOR ORDINÁRIO. Decisão A Turma. CAUSA DE PEDIR. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). Roberto Monteiro Gurgel Santos. 26. ambas da Lei nº 11. GRAÇA. justificadamente. 1ª Turma. por unanimidade. o Senhor Ministro Gilmar Mendes (Presidente). pelo Ministério Público Federal. Defensor Público Federal e. PREVISÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. Edson Oliveira de Almeida. LEI ORDINÁRIA. o Dr.343/2006. MOMENTO ANTERIOR.2010. ocasionalmente. Ausente. e da expressão “vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos”. Cármen Lúcia. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. pediu vista dos autos o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. IMPOSIÇÃO. denegando a ordem. EQUIPARAÇÃO. IMPOSIÇÃO. da proibição de substituição da pena privativa de liberdade pela pena restritiva de direitos. Unânime. FIXAÇÃO. GARANTIA. concedendo parcialmente a ordem. Decisão: Após os votos dos Senhores Ministros Ayres Britto (Relator). Dias Toffoli. Ausentes. o Dr. João Alberto Simões Pires Franco. IMPOSIÇÃO. Ellen Gracie e Marco Aurélio. Votou o Presidente. RESTRIÇÃO. 22. determinando-se ao Juízo da execução penal que faça a avaliação das condições objetivas e subjetivas da convolação em causa. com votos proferidos na assentada anterior.08. O Tribunal. CONCESSÃO. Indexação .AFETAÇÃO. o julgamento foi suspenso para aguardar o voto do Senhor Ministro Celso de Mello (licenciado). Ministro Cezar Peluso. que concedia parcialmente a ordem e declarava incidentalmente a inconstitucionalidade da expressão “vedada a conversão em penas restritivas de direitos”. PENA. FIANÇA.09. SUBSTITUIÇÃO. LEI DOS CRIMES HEDIONDOS. LIMITAÇÃO MATERIAL. Falaram: o Dr. LIBERDADE (DIREITO PENAL). AUSÊNCIA. contra os votos dos Senhores Ministros Joaquim Barbosa. PENA RESTRITIVA DE DIREITO. os Senhores Ministros Joaquim Barbosa. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. Presidência do Senhor Ministro Cezar Peluso (Vice-Presidente). justificadamente. APRECIAÇÃO. . e o Dr.03. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. e os votos dos Senhores Ministros Joaquim Barbosa. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. deferiu liminar. concedeu parcialmente a ordem. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Procurador-Geral da República.

AUSÊNCIA.EXCEPCIONALIDADE. PREVISÃO. LEI. CASO CONCRETO. MIN. IMPOSSIBILIDADE. PENA RESTRITIVA DE DIREITO. LEGISLADOR ORDINÁRIO. CARACTERIZAÇÃO. LEI ORDINÁRIA. IMPEDIMENTO. APRECIAÇÃO.VOTO VENCIDO. PODER LEGISLATIVO. PENA RESTRITIVA DE DIREITO. APLICAÇÃO. MIN. CABIMENTO. CÓDIGO PENAL. DEPENDÊNCIA. IMPEDIMENTO. ADEQUAÇÃO. HABEAS CORPUS. TOTALIDADE. PENA. PENA. NECESSIDADE. SUBSTITUIÇÃO. MIN. GILMAR MENDES: OCORRÊNCIA. LIMITAÇÃO. JUIZ. ATUAÇÃO. CONFLITO. CÓDIGO PENAL. OCORRÊNCIA. CRIME. PENA RESTRITIVA DE DIREITO. LEI DE TÓXICOS. IMPEDIMENTO. CARACTERIZAÇÃO. CONDICIONAMENTO. DIVERSIDADE. VEDAÇÃO. REFERÊNCIA. PRISÃO.FUNDAMENTAÇÃO COMPLEMENTAR. REGULAÇÃO. PERMISSÃO. VEDAÇÃO. LEGISLADOR. SUBSTITUIÇÃO. REDUÇÃO. DELIBERAÇÃO. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. JUIZ. . INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. PENA RESTRITIVA DE DIREITO. CASO CONCRETO. POLÍTICA CRIMINAL. UNICIDADE. AUSÊNCIA. LEGISLADOR. PREVISÃO. MOMENTO POSTERIOR. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. DEVER.FUNDAMENTAÇÃO COMPLEMENTAR. LEI DE TÓXICOS. PREENCHIMENTO. REQUISITO SUBJETIVO. PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE. CRIME HEDIONDO. ADEQUAÇÃO. AFERIÇÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. MARCO AURÉLIO: INDEFERIMENTO. MOTIVO. LEI. GARANTIA. CONDENAÇÃO. COMETIMENTO. LEI. DISPOSITIVO. LEI DE TÓXICOS. PREVISÃO. NECESSIDADE. PENA. NECESSIDADE. FINALIDADE. HIPÓTESE. HABEAS CORPUS. CONFIGURAÇÃO. OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA. PODER PÚBLICO. RÉU. DURAÇÃO. . GRAVIDADE DO CRIME. CASO CONCRETO. CEZAR PELUSO: IMPOSSIBILIDADE. JOAQUIM BARBOSA: DENEGAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO. PREVISÃO. SUBSTITUIÇÃO. CONTENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO. VARIEDADE. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL PROPORCIONAL. . REGRA CONSTITUCIONAL. HIPÓTESE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. POSSIBILIDADE. CRIME DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO. FIANÇA. VIGÊNCIA. CABIMENTO. Legislação LEG-FED CF ANO-1988 ART-00001 INC-00003 ART-00005 INC-00035 . PENA. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MATÉRIA CRIMINAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PENA. SUBSTITUIÇÃO. OBSERVÂNCIA. JUIZ. OBEDIÊNCIA. INCONGRUÊNCIA. CELSO DE MELLO: VIABILIDADE. HIPÓTESE. JUIZ. . GRAÇA. IMPOSSIBILIDADE. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DEVER. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PODER DE LEGISLAR. ELLEN GRACIE: DENEGAÇÃO. PENA. PENA ALTERNATIVA. CONTENÇÃO. APLICAÇÃO DA PENA. PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE. REQUISITO OBJETIVO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. ESCOLHA. CRIME. EXCESSO. VEDAÇÃO.FUNDAMENTAÇÃO COMPLEMENTAR. APLICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ORDENAMENTO JURÍDICO. OBSERVÂNCIA. MIN. PROCESSO. ATIVIDADE. JUIZ. HABEAS CORPUS. LEI. VEDAÇÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. CRIME. PROIBIÇÃO. CRIME INAFIANÇÁVEL. FATO. CRITÉRIO. POSSIBILIDADE. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. . SUBSTITUIÇÃO.VOTO VENCIDO. PODER PÚBLICO. CARACTERIZAÇÃO. OBSERVÂNCIA. OUTORGA. PREVISÃO. AUSÊNCIA. EXTINÇÃO.VOTO VENCIDO. PENA RESTRITIVA DE DIREITO. PENA CORPORAL. . CONVERSÃO. SITUAÇÃO. INCONGRUÊNCIA. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CARACTERIZAÇÃO. CASO CONCRETO. ANISTIA. PREVISÃO. SUBSTITUIÇÃO. PERÍODO. SUBSTITUIÇÃO. MIN. PENA RESTRITIVA DE DIREITO. AUSÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA. MOMENTO POSTERIOR. PRINCÍPIO DA RESERVA ABSOLUTA DE LEI FORMAL. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MIN.

Análise: 28/01/2011. RTJ 176/578.Decisões monocráticas citadas: HC 101205 MC. Número de páginas: 101. HC 100888.Tribunal Pleno. HC 85894 . HC 103308 MC. . . RTJ 160/140.Tribunal Pleno. Revisão: 02/02/2011. KBP.LEG-FED LEG-FED LEG-FED LEG-FED LEG-FED LEG-FED LEG-FED INC-00042 INC-00043 INC-00044 INC-00046 LET-A LET-B LET-C LET-D LET-E INC-00047 LET-A INC-00051 INC-00054 INC-00055 INC-00057 INC-00061 ART-00037 PAR-00004 ART-00060 PAR-00004 INC-00004 ART-00084 INC-00019 CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEL-002848 ANO-1940 ART-00033 ART-00044 INC-00001 INC-00002 INC-00003 PAR-00001 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00004 PAR-00005 ART-00059 INC-00001 INC-00004 ART-00077 ART-00083 ART-00092 CP-1940 CÓDIGO PENAL LEI-006368 ANO-1976 REVOGADA PELA LEI-11343/2006 LTX-1976 LEI DE TÓXICOS LEI-008072 ANO-1990 ART-00001 INC-00001 INC-00002 INC-00003 INC-00004 INC-00005 INC-00006 INC-00007 INC-0007B ART-00002 PAR-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11464/2007 LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS LEI-009714 ANO-1998 LEI ORDINÁRIA LEI-011343 ANO-2006 ART-00033 "CAPUT" PAR-00001 PAR-00004 ART-00034 ART-00035 ART-00036 ART-00037 ART-00044 "CAPUT" PAR-ÚNICO LTX-2006 LEI DE TÓXICOS LEI-011464 ANO-2007 LEI ORDINÁRIA DEC-000154 ANO-1991 ART-00003 PAR-00004 LET-C DECRETO Observação . HC 82959 . HC 102678. HC 90871. HC 93857. HC 96149.Acórdãos citados: ADI 1063. HC 100590. HC 103459 MC. SOF. HC 91600. HC 89976.

Guilherme de Souza. item 3. 111-112. p.Número de páginas: 101. 55. LUISI. Crimes Hediondos. p. FERREIRA FILHO. NUCCI. Malheiros. Doutrina BONAVIDES. Princípio da Proporcionalidade no Direito Constitucional Brasileiro. 4. 352-355. p. 290-291. Vedação de Pena Restritiva de Direito na Nova Lei de Drogas. Curso de Direito Administrativo. Paulo. WEDY. Direitos Humanos Fundamentais. ed. Malheiros. Leis penais e processuais penais comentadas. Análise: 28/01/2011. item 11. Celso Antônio Bandeira de. p. 1995. p. Lei de Drogas: Aspectos Polêmicos à Luz da Dogmática Penal e da Política Criminal. STUMM. fim do documento . 2. 75-77. Lúcia Valle. 2008. Curso de Direito Constitucional. p. p. FRANCO. PEREIRA. CALEGARI. Os Princípios Constitucionais Penais. André Luís. 52-53. ed. A Inconstitucional Vedação da Substituição da Pena a Traficante na Nova Lei de Tóxicos. 1993. Curso de Direito Administrativo. ed. FRANZOI. Verbo Jurídico. _____. 2007. PACHECO. 1995. Individualização da Pena. Alberto Silva. p. p. 2. 46. 1993. item 3. ed. p. Revista IOB de Direito Penal e Processual Penal. 156-169. Vilmar. v. Possiblidade de Substituição da Pena Privativa de Liberdade por Restritiva de Direitos no Tráfico. 33. 4. item 14. Livraria do Advogado Editora. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Gilberto. 10. 2007. Sandro Marcelo Paris. MELLO. Nova Lei de Drogas. SOF. itens 18-19. 1995. 159-170. 2003.). FIGUEIREDO. Raquel Denize. THUMS. 195-196. ed. 56-57. Saraiva. 4. ed. p. p. QUEIROZ. 6. ed. Luiz. São Paulo: RT. Malheiros. Paulo. 19-28. 2007. Manoel Gonçalves. 38.3.2. 382. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor. Miguel Tedesco (Coord. Livraria do Advogado. 2. Geraldo Lopes.