Mudanças na formação econômica da sociedade
Iraquitan Cordeiro Filho1, Jefferson William Furtado Cordeiro1, Leandro Henrique Santos Corrêa1
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Instituto de Ciências Exatas e Naturais – Universidade Federal do Pará (UFPA) Caixa Postal 66075-110 – Belém – PA – Brasil
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17 de out. de 2011 Belém-PA

Tudo isso conduzirá a uma radicalização das massas trabalhadoras. essa automação e robotização irão provocar um grande incremento da produtividade e da riqueza social. A solução para tais problemas deverá considerar novos princípios de distribuição de renda nacional. que prevê uma taxa de 25 por cento de trabalhadores sem emprego no Canadá até o final do século. o que implica em violar. por ocupações não remuneradas que seriam um substituto do trabalho atual no que se refere à motivação das . Por um lado. Mudanças na formação econômica da sociedade: A nova revolução industrial tem como seu primeiro grande problema o desemprego estrutural. por meio dos sindicatos. O problema do desemprego estrutural é supra-sistêmico ou seja. A nova revolução industrial traz consigo uma situação potencialmente revolucionaria. decorrente da automação e robotização da produção e dos serviços. Uma coisa é certa. o que seria o principio de uma nova distribuição de renda nacional. Tais males sociais só podem ser evitados com a adoção de medidas preventivas imediatas e com a preparação de outras medidas mais radicais para o futuro próximo. Soluções para impasse devem ser econômicas. ou modificar. pela nova tendência tecnológica. Deve-se estabelecer uma diferença entre as soluções adotadas durante o período de transição e as soluções que terão de ser adotadas quando o processo adquirir dimensão.     II. evitando cataclismo social. irão reduzir drasticamente a demanda de trabalho humano. o desemprego estrutural atingirá massas inteiras da população. um nivelamento relativo na participação de todos os membros da sociedade na renda social. uma dos empresários japoneses. independentemente do numero de esferas de trabalho conservadas ou de novas esferas que possam surgir como consequência do desenvolvimento da microeletrônica e dos ramos de produção associados a ela. Os custos dessa nova distribuição de renda deverão ser suportados pelos empresários. de caráter universal. no sentido de trabalho remunerado. abaixo de um certo mínimo de horas de trabalho. O processo começará quando a curva que representa a redução de horas de trabalho se aproximar assintoticamente do ponto zero para as massas de pessoas estruturalmente desempregadas. que só pode ser evitada se for possível extrair em tempo as necessárias conclusões de suas implicações sociais. que dará inicio ao processo de continua redução das horas de trabalho. no sentido de tentar transferir para os ombros dos empresários o custo da redução das horas de trabalho. Porém. que pretendem eliminar completamente o trabalho manual até o final do século no Japão. o direito da propriedade. o chamado tempo livre se converte em uma carga psíquica. São apresentadas duas opiniões. Durante o período de transição a solução consistira na redistribuição do volume de trabalho existente por meio da redução da jornada de trabalho individual. Será então indispensável substituir o trabalho tradicional. Esta reação é inerente. e a outra é do Science Council of Canada Report. pois afeta tanto países capitalistas quanto socialistas. da oportunidade de trabalho. mas por outro lado. Os jovens serão privados. Buscando assim.

pois subsistirá inclusive na sociedade muito mais desenvolvida do futuro. onde o capitalismo foge ao sentido clássico. perturbe o equilíbrio do mercado. já que. Desta maneira. não haveria alternativa para a sociedade adquirir fundos necessários para encarar essas novas obrigações. o incentivo à iniciativa privada é preservado ao mesmo tempo em que uma grande parte da renda nacional é apropriada pelo Estado e se destina a cobrir todas as necessidades sociais. Sugere o termo “economia coletivista” para definir o sistema econômico ideal do futuro. Sem nova distribuição de renda. Lembra exemplo da Suécia. sem nacionalizar a indústria e os serviços e sem infringir formalmente o direito de propriedade. teria de influenciar a forma de produção e de distribuição destes bens. Basicamente. O Estado terá de elaborar métodos que permitam um controle da estabilidade geral do sistema econômico. Ao mesmo tempo. . custeada pela classe de proprietários privados. Como exemplo cita o memorando The Triple Revolution que instava o Estado a proporcionar rendimento adequado à famílias de desempregados pela revolução cibernética. mas permite englobar as distintas variantes da solução proposta e as diversas quantificações de elementos que traz consigo: mistura de economia capitalista privada e economia social coletivista. A mais-valia passa a ser propriedade social e é utilizada para satisfazer necessidades sociais. Ao Estado caberia ainda outro papel: a planificação econômica. mas também no mercado de bens necessários à manutenção destes desempregados. Se a sociedade se enriquece com a nova revolução industrial. para evitar que problemas financeiros. Portanto.   atividades humanas. ele será forcado a intervir não só na nova distribuição de renda social. Estado deve assumir preocupação com crescente exército de desempregados. Pois para manter um exército de desempregados estruturais. porém deixando amplo campo para a concorrência e a iniciativa privada. o Estado recorre a impostos progressivos. a denominação compreende a grande mudança que a atual revolução industrial está produzindo: a infração do sagrado direito de propriedade em nome dos interesses coletivos gerais. a denominação é imprecisa e vaga. a manobra de transição que consiste em reduzir as horas de trabalho tem limites estreitos e rígidos. consequentemente ela deve arcar com os custos do incremento do desemprego estrutural dela derivado. taxando em até 90 por cento as rendas e os lucros dos seus cidadãos e utilizando estes fundos para cobrir seus gastos. como a inflação.